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FACULDADE INTEGRADO

ENGENHARIA CIVIL
PROJETO INTEGRADOR

Trabalho Integrador Parcial – Projeto Integrador VI

1. TÍTULO DO PROJETO:

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO ECOLÓGICOS EM


ÁREAS URBANAS E RURAIS
2. EQUIPE EXECUTORA:
CRISTIANE APARECIDA HOMAN RAZZINI
CELISE RODER
3. ROTEIRO

3.1 RESUMO
O presente projeto tem como objetivo apresentar os tipos de sistemas de tratamento de esgoto
utilizados, com enfoque nos sistemas ecológicos que utilizam de meios sustentáveis na
execução, de forma a garantir um pré ou total tratamento do esgoto produzido em residências
ou até mesmo em indústria conforme o método definido.
Com relação aos métodos de abordagem foi definido o qualitativo de caráter exploratório e
metodológico, com estudos realizados em trabalhos bibliográficos já publicados quanto ao
referido tema, com análises do sistema convencional em comparativo aos sistemas
alternativos ecológicos, levando em consideração principalmente os custos e a eficiência no
tratamento do esgoto.
Foram apresentados vários sistemas de tratamentos e métodos utilizados no sistema
convencional caracterizando as etapas e função de cada um. E também foram expostos alguns
sistemas de tratamento ecológicos mais utilizados, conforme revisões bibliográficas
encontradas, caracterizando o tipo e estruturação física adequada para a implantação de cada
sistema em específico.
Para este projeto conclui-se que as análises dos sistemas alternativos de tratamento de esgoto
conforme equiparações finais podem apresentar significância quanto aos métodos já utilizados
como convencionais, porém que conforme lançados em cursos d’água acabam poluindo áreas
arredores até que cheguem a seu destino final em estações de tratamento de esgoto, já com um
tratamento alternativo, de antemão, é possível concluir que esses impactos podem ser
amenizados com um tratamento prévio, tanto em meios urbanos como em rurais, antes do
lançamento final em corpos de água.

3.2 INTRODUÇÃO
O saneamento básico é feito com vistas a garantir a saúde, a segurança e o bem-estar
da população, evitando as ameaças decorrentes da presença de contaminantes, detritos,
resíduos, patógenos ou substâncias tóxicas em geral. Para que o saneamento cumpra sua
função é necessário considerar a qualidade das redes e dos serviços oferecidos à população e
que repercutem no nível de eficiência e de resposta à demanda existente nesse setor (IBGE,
2011).
O sistema de tratamento de esgoto convencional mais utilizado, que é o recolhido nos
domicílios e transportado por meio de encanamentos (redes coletoras), chega aos corpos de
água com muitos poluentes que ao longo de seu trajeto, até as estações de tratamento, poluem
esses corpos de água dando prejuízos ao meio ambiente e a saúde da população que habita ao
redor desses cursos d’água.
Os sistemas de tratamento de esgoto ecológicos apresentam uma abordagem a essa
problemática, da disposição do esgoto diretamente em corpos de água, através de uma solução
ecoeficientes para os tratamentos e reuso do esgoto domiciliar com uma minimização do
descarte de resíduos grosseiros diretamente nestes locais, funcionando como uma espécie de
filtro ecológico, onde o sistema absorve e renova as substâncias tóxicas que seriam lançadas
nos cursos de água através da própria ação da natureza que conseguem absorver os nutrientes
presentes dos dejetos, lançando apenas no curso de água, líquidos renovados e menos
agressivos ao meio ambiente.
Permacultura é um modus vivendi em harmonia com a natureza, regido por éticas e
princípios de design e cuidados com a Terra, que vem desenvolvendo alternativas no sentido
de produzir uma cultura permanente de reintegração do ser humano com o ambiente (PAES,
2014). Este conceito de permacultura surgiu da expressão em inglês “Permanent Agriculture”
criada por Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. São alternativas que visam à
conservação do meio ambiente através de ações do ser humano com aproveitamento da matéria e
técnicas para melhores condições de convívio homem/natureza.
Paes (2014), cita que o sentido da implementação de uma cultura permanente de
integração das pessoas com o ambiente, propõe-se um trabalho reflexivo sobre as ações
praticadas e o desenvolvimento de técnicas permaculturais à promoção de habitações
sustentáveis e atividades para o tratamento e aproveitamento de resíduos humanos
residenciais de maneira fecunda e holística.
No decorrer deste trabalho serão apresentados como este conceito de permacultura
está associado diretamente aos tratamentos de esgoto ecológicos, e suas características e
funções. Serão demonstrados os tipos de sistemas mais utilizados e práticos de instalação
em relação aos sistemas convencionais, que como já abordado não se trata de um sistema
ecologicamente eficiente.

3.3 JUSTIFICATIVA
A necessidade de destinar o esgotamento sanitário de uma forma adequada é
imprescindível em todas as residências, porém devido a muitos lugares ainda não obterem
rede de tratamento de água e esgoto, cada unidade habitacional seja urbana ou rural devem
dar uma destinação adequada a seus resíduos, de forma a garantir que esses dejetos não
venham gerar problemas que venham causar doenças causadas pelas más condições oriundas
da falta de tratamento dos efluentes sanitários.
Este trabalho se justifica por apresentar os meios alternativos de sistemas de
tratamento de esgoto sanitário com custos financeiros baixos e acessíveis a população e que
apresentem meios de construção sustentáveis e ecológicos de acordo com a área de
implantação. Visar meios alternativos de sistemas convencionais é uma forma de garantir que
mais pessoas possam ter acesso ao saneamento básico que por si já garante qualidade de vida
a população e preservação do meio ecológico.

3.4 OBJETIVOS
GERAL:
Analisar os sistemas de tratamento de esgotamento sanitário ecológico e sustentáveis
já desenvolvidos em áreas urbanas e rurais.

ESPECÍFICOS:
1° Realizar estudo bibliográfico dos sistemas de tratamento de esgotamento sanitários
já desenvolvidos em áreas urbanas e rurais.
2° apresentar os sistemas construtivos e suas eficiências ecológicas.
3° Comparar custos dos sistemas convencionais de rede de esgoto em relação aos
sistemas sustentáveis e ecológicos.

PROBLEMA
Como analisar um sistema de tratamento ecológico e sustentável nessas áreas?

3.5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.5.1 ESGOTO SANITÁRIO


A palavra esgoto costumava ser usada para definir tanto a tubulação condutora das
águas servidas de uma comunidade, como também o próprio líquido que flui por estas
canalizações. Hoje este termo é usado quase que apenas para caracterizar os despejos
provenientes das diversas modalidades do uso e da origem das águas, tais como as de uso
doméstico, comercial, industrial, as de utilidades públicas, de áreas agrícolas, de superfície, de
infiltração, pluviais e outros efluentes sanitários (JORDÃO; PESSÔA, 2009).
Os esgotos costumam ser classificados em dois grupos principais: os esgotos sanitários
e os industriais. Os primeiros são constituídos essencialmente de despejos domésticos, uma
parcela de águas pluviais água de infiltração, e eventualmente uma parcela não significativa
de despejos industriais, tendo características bem definidas (CHAGAS, 2000).
Os esgotos domésticos ou domiciliares provem principalmente de residências,
edifícios, lavanderias, cozinhas, ou qualquer dispositivo de utilização da água para fins
domésticos. Compõem-se essencialmente da água do banho, urina, fezes, restos de comidas,
sabão, detergentes e águas de lavagem (JORDÃO; PESSÔA, 2009).
Os esgotos industriais têm características próprias em função da matéria prima, do
processo de industrialização e do produto industrializado (FERNANDES, 1997).
O esgoto pluvial também faz parte desta classificação e este é proveniente das águas
atmosféricas e lavagem das ruas, que tem como destino os cursos de água.
A composição do esgoto sanitário é bastante variável, apresentando maior teor de
impurezas durante o dia, ou seja, em horários maus utilizados para banho e trabalhos
domésticos, e menores durante a noite. A matéria orgânica, especialmente fezes humanas,
confere ao esgoto sanitário suas principais características, mutáveis com o decorrer do tempo,
por sofrer diversas alterações até sua completa mineralização ou estabilização (OLIVEIRA,
2006).

4.5.2 MÉTODOS DE TRATAMENTOS


Os sistemas de esgotamento sanitário são um conjunto de obras e instalações que tem
como objetivo a coleta, o transporte, o tratamento e a disposição final das águas residuárias da
comunidade (BRASIL, 2008).
A finalidade das técnicas de tratamento é a de remover os poluentes dos esgotos, os
quais viriam a causar uma deterioração da qualidade dos corpos d’água e a possibilidade de
transmissão de doenças (BRASIL, 2008).
O tratamento de esgotos pode ser classificado em quatro níveis, conforme o Manual do
ICLEI, (2010) apresenta:
• Preliminar: processo físico que consiste basicamente na remoção de sólidos
grosseiros e areia;
• Primário: processo físico para remoção de sólidos sedimentáveis e parte da matéria
orgânica (DBO) em suspensão, usualmente feito por meio de sedimentação. As eficiências de
remoção para este processo são de 60 a 70% para sólidos sedimentáveis e de 30 a 40% para
DBO;
• Secundário: predominam processos biológicos para remoção de matéria orgânica em
suspensão fina e em forma de sólidos dissolvidos, além de nutrientes (nitrogênio e fósforo).
As eficiências de remoção variam de 60 a 99% para DBO e coliformes e de 10 a 50% para
nutrientes.
• Terciário: usualmente processos físico-químicos destinados à remoção de compostos
específicos não biodegradáveis, tóxicos ou remoção complementar de poluentes não
biodegradados na etapa secundária.
Os métodos de tratamento nos quais predomina a aplicação de princípios físicos se
conhecem com o nome de operações unitárias. Os métodos de tratamento nos quais a
eliminação de contaminantes se efetua por atividade química ou biológica se conhecem como
processos unitários (CHAGAS, 2000).
Os processos de tratamentos dos esgotos são formados, em última análise, por uma
série de operações unitárias empregadas para a remoção de substâncias indesejáveis, ou para
transformações destas substancias em outras de forma aceitável. As mais importantes destas
operações unitárias, empregadas nos sistemas de tratamento são: Troca de gás, gradeamento,
sedimentação, flotação, coagulação química, precipitação química, filtração, desinfecção,
oxidação biológica (JORDÃO; PESSÔA, 2009).

4.5.2 MÉTODOS DE TRATAMENTOS DE ESGOTO ECOLÓGICOS


Os sistemas convencionais para adequação dos esgotos muitas vezes não estão
acessíveis às cidades do interior ou nas periferias de grandes cidades, ou casas em zonas
rurais (SILVA, et al., 2016). No entanto, segundo Maroni (2010) existem técnicas simples,
relativamente baratas e ecologicamente corretas que ajudam a minimizar o impacto ambiental
e reduzir o risco de doenças provocadas pelos dejetos lançados in natura nos rios. As estações
de tratamento de esgoto (ETEs) por zona de raízes são um exemplo disso. Neste caso, plantas
fazem a filtragem do efluente antes de lançá-lo na natureza.
Sabei (2013), cita alguns métodos de tratamentos de esgoto ecológicos utilizados em
substituição ao método convencional, ecológico eficiente, como por exemplo: Banheiro seco,
Escoamento Superficial no Solo, Fossa séptica biogestoras, Wetlands, Círculo de bananeira
(BET – Bacia de evapotranspiração), Produção de biogás.

- Banheiro Seco: Para Alves (2009) o princípio destes banheiros é a não utilização de
um recurso finito, a água, para o transporte dos resíduos, e sim o tratamento e o
aproveitamento local destes através do processo de compostagem. Os resíduos, ao invés de
serem despejados nos solos, nos rios ou no mar, são armazenados em coletores, nos quais
serão compostados a partir do aquecimento gerado por algum tipo de energia que pode ser
solar, elétrica, térmica ou qualquer outra que seja acessível, disponível e capaz de gerar um
aquecimento colaborando para as bactérias e fungos termófilos que, além de serem
responsáveis pela decomposição, são também responsáveis por ajudar a manter a temperatura
alta, necessária para a eficiência da compostagem.
Figura 01 – Sistema de Banheiro Seco

- Escoamento Superficial: O escoamento superficial é um método de tratamento que


consiste na disposição do efluente líquido na parte superior de terrenos planos construídos que
tenham uma pequena declividade e baixa permeabilidade. O efluente percorre por gravidade
todo o terreno, que é recoberto por uma vegetação. Uma pequena parcela de seu fluxo é
perdida por evapotranspiração e a maior parte é coletada na base do declive. É um sistema que
é mais indicado para solos com baixa permeabilidade e por isso a percolação pode ser
insignificante (TONETTI et al, 2009).

Figura 02 – Sistema de Escoamento Superficial

- Fossa séptica biodigestoras: A fossa séptica nada mais é do que um tanque enterrado,
que recebe o esgoto. Ele retém a parte sólida e inicia o processo de purificação da parte
líquida, o qual é concluído através da filtração no solo. Essas fossas sépticas são fundamentais
no combate a doenças, verminoses e endemias (como a cólera), pois evitam o lançamento dos
dejetos humanos diretamente nos córregos, rios, lagos ou na superfície do solo. O seu uso é
essencial para a melhoria das condições de higiene das populações rurais, pelo seu baixo custo
de instalação e seu simples modo de manuseio (Brasil, 2001).
Figura 03 – Sistema de Fossa séptica biodigestoras

- Wetlands: Uma solução apropriada para localidades do meio rural é o sistema de


Tratamento de Esgoto Sanitário por Zona de Raízes. Esse sistema tem base em solos filtrantes
e, é uma tecnologia auto sustentável, que pode ser utilizada de forma a atender pequenas
comunidades, escola e residência unifamiliares, ocupa pequeno espaço na área externa da
residência, e ainda pode ser integrado de forma não agressiva ao ambiente (CETEC, 1985). O
sistema passa pela fossa séptica e caixa de gordura, depois seguem por meio de tubulações
para a estação de raízes. Sobre um filtro físico são plantadas as plantas que formam zona de
raízes, o filtro deve ser estruturado por uma camada de brita n° 2 ou conchas, de 50 cm de
profundidade. Após esta camada de brita encontra-se outra camada do filtro, composta de
areia que ocupa o espaço de 40 cm de altura entre o fundo do filtro e a camada de brita. E ao
fundo ficam as tubulações que captam o efluente tratado, onde o efluente sai já tratado fora da
estação (KAICK, 2002).

Figura 04 – Sistema Wetlands


- Círculo de bananeira (BET – Bacia de evapotranspiração): é um sistema de
tratamento e reaproveitamento dos nutrientes do efluente proveniente do vaso sanitário. Este
sistema foi criado pelo permacultor Tom Watson, nos EUA, com nome de “Watson Wick” e
adaptado por vários permacultores brasileiros. É um sistema fechado, ou seja, estanque, e não
há saída de água, seja para filtros ou sumidouros. Nele ocorre a decomposição anaeróbia da
matéria orgânica, mineralização e absorção dos nutrientes e da água, pelas raízes dos vegetais.
Os nutrientes deixam o sistema incorporando-se a biomassa das plantas e a água é eliminada
por evapotranspiração. Não há deflúvio. E dessa forma, não há como poluir o solo ou o risco
de algum microrganismo patógeno sair do sistema.

Figura 05 - Círculo de bananeira (BET – Bacia de evapotranspiração)

4.5.3 PERMACULTURA
Seguindo esse novo paradigma ambiental, surge uma série de ideias e correntes
filosóficas de cunho ambientalistas que buscam uma reinserção do ser humano ao seu
ambiente natural e, dentre estas, cita-se aqui a Permacultura. (ALVES, 2009)
A permacultura, segundo Soares (2002), é descrita como “uma síntese das práticas
agrícolas tradicionais com ideias inovadoras. Unindo o conhecimento secular às descobertas
da ciência moderna, proporciona o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma
viável e segura para o agricultor familiar”. A permacultura foi desenvolvida no começo dos
anos 70 pelos australianos Bili Mollison e David Holmgren e a partir de então, passou a ser
difundida na Austrália, considerando que, naquele país, a agricultura convencional já estava
em decadência adiantada, mostrando sinais de degradação ambiental e perda de recursos
naturais irrecuperáveis.
Neste âmbito engloba neste sistema os métodos demonstrados como alternativas de
tratamentos de esgoto ecológicos, por se tratar de um sistema que interage de forma a não
degradar o meio ambiente.

3.6 METODOLOGIA
Este estudo aborda métodos qualitativos de pesquisa, com aspectos exploratórios por
meio de pesquisas bibliográficas quanto ao tema abordado de sistemas de tratamento de
esgoto sanitário ecológicos em áreas urbanas e rurais. Serão apresentados os procedimentos
metodológicos utilizados neste trabalho com o objetivo de esclarecer os principais meios de
estudos, comparativos de sistemas e meios utilizados para a realização do trabalho. O
cronograma abaixo apresenta a classificação metodológica utilizada neste trabalho.

Cronograma de Classificação Metodológica:

3.6.1 MÉTODOS DE ABORDAGEM


Para este estudo o método de abordagem definido foi o qualitativo, pois trata de uma
apresentação do tema através de análises dos sistemas mais utilizados de sistema de esgoto,
com apresentação dos meios de funcionamento e eficiência de cada sistema em particular.
Com essa abordagem será possível analisar qual dos métodos de tratamento de
esgotamento sanitário é adequado para o atendimento de uma população rural ou urbana, e
também qual apresenta eficiência ecológica.
3.6.2 TIPOS DE PESQUISA
O método utilizado para análise de sistemas de tratamento de esgoto sanitário
ecológico é o método qualitativo, de caráter exploratório e metodológico, que ficou definido
quanto aos fins, devido ao pouco conhecimento desses sistemas ecológicos no tratamento de
esgotamento sanitário em regiões urbanas e rurais.
O objetivo da pesquisa é ampliar os estudos relacionados aos sistemas ecológicos
existentes e como eles podem ser eficientes em áreas distintas, definindo dessa forma o
caráter exploratório, onde visa buscar os principais métodos já desenvolvidos e que foram
objetos de estudos em outros trabalhos, apresentando os comparativos entre os meios
alternativos e convencionais.
Quanto aos sistemas alternativos do tratamento de esgotamento sanitários, o que se
pode ver é que o conteúdo bibliográfico é escasso, porém existem diversos métodos e
sistemas que adotam meios alternativos ou materiais que são reaproveitáveis na execução de
um sistema ecologicamente correto, que auxiliam na diminuição de poluentes que são
lançados diretamente em corpos de água.
Quanto aos meios do tipo de pesquisa utilizados neste trabalho serão definidos os
processos documentais e bibliográficos. Os meios documentais visam buscar normativas de
sistemas similares relacionando-as com os sistemas ecológicos e suas principais
características para que possam funcionar atendendo as condições pré-estabelecidas em
normas ou entre outros documentos que definam a forma de funcionamento e o que garante
que tal sistema esteja dentro do estabelecido para que o tratamento seja adequado e eficiente
quanto ao objetivo final de um tratamento de esgoto sanitário.
Os meios bibliográficos obtêm como base trabalhos já publicados sobre os temas aqui
abordados de sistemas alternativos de tratamento de esgoto, com foco principal nos sistemas
ecológicos que visam amenizar impactos ao meio ambiente. Através desses trabalhos é
possível ter um conhecimento prévio do que esta sendo mais utilizado e quais as alternativas
se apresentam mais eficientes equiparando com o sistema convencional de rede de esgoto.
Através dos meios bibliográficos é possível definir os principais parâmetros que
devem ser levados em consideração ao se implantar um sistema alternativo relacionando com
um sistema de rede comum em áreas urbanas e se o mesmo pode ser implantado em áreas
rurais considerando as mesmas condições de aplicabilidade.

3.6.3 TÉCNICAS DE PESQUISA


As técnicas de pesquisa para este estudo foram definidas pela coleta de dados,
tratamento de dados, análise de dados e instrumentos de pesquisa.
Quanto à coleta de dados, para a composição da temática do trabalho de sistemas de
tratamento de esgoto sanitários ecológicos foram coletados dados através de bibliografias
relacionadas com o sistema convencional de tratamento e a preservação do meio ambiente. A
partir destes pontos foi possível correlacionar os meios alternativos que já foram estudados e
implantados em áreas urbanas e rurais. Com a coleta desses dados definida é possível realizar
um tratamento dos dados quanto aos métodos que serão realizados na incorporação do
trabalho, qual o principal enfoque para o estudo e suas características físicas principais para
que este estudo apresente resultados congruentes e que contribua para a sociedade.
A análise dos dados como já apresentado é de caráter qualitativo, com o objetivo de
apresentar um estudo teórico e prático sobre o tema abordado neste trabalho. O principal
objetivo é demonstração da eficiência de sistemas alternativos de tratamento de esgoto, e
apresentar a equiparação dos sistemas demonstrando que a alternativa nos dias atuais, como
uma solução para o grande volume de esgoto produzido seja ações renováveis que iniciem em
quintais residenciais e só assim sejam lançados nas redes com um pré-tratamento ecológico, e
que talvez por que não, um tratamento efetivo funcional que reduzam os custos e preservem
os meios naturais sejam em áreas urbanas ou rurais.
Com a análise definida a próxima etapa são os instrumentos de pesquisa que abordam
durante a elaboração da pesquisa conteúdos apropriados com o intuito de garantir que todos
os dados apresentados tenham fundamentação fidedigna e que esses dados sejam suficientes
para uma conclusão satisfatória dessas análises, além de revisões de textos para compreensão
e acessibilidade de cada questão apresentada.

3.7 CRONOGRAMA
O cronograma de execução do trabalho está definido em 10 (dez) etapas que serão
realizados em um prazo de 4 (quatro) meses, divididos conforme a demanda de exigência de
cada etapa. Abaixo segue uma tabela com esse cronograma.
Tabela 1. Cronograma de execução – Trabalho de conclusão de curso.
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
28/07/2018 29/08/2018 29/09/2018 28/10/2018
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES à à à à
28/08/2018 28/09/2018 28/10/2018 28/11/2018
1 DEFINIÇÃO DO PROJETO DE ESTUDO
2 ELABORAÇÃO DO TEMA
3 PESQUISAS BIBLIOGRÁFICAS
4 COLETA DE DADOS
5 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS
6 ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO
7 ANÁLISE DE RESULTADOS
8 REVISÃO DE TEXTO
9 CONCLUSÕES
10 ENTREGA DO TRABALHO

3.8 RESULTADOS ESPERADOS


Os resultados que se espera alcançar com a realização deste trabalho, é uma análise
efetiva equiparada aos sistemas alternativos de tratamento de esgoto convencionais e
ecológicos. Apresentar as possibilidades de se executar um meio alternativo de tratamento de
esgoto sanitário em áreas urbanas visando à redução direta de resíduos de esgoto sanitário e
amenizando o impacto ao meio ambiente. E também, analisar em áreas rurais quais os meios
mais econômicos financeiros e eficazes para um descarte correto do esgotamento sem que o
mesmo venha prejudicar o meio ambiente nas áreas rurais.
Por se tratar de sistemas poucos utilizados no Brasil, as dificuldades possíveis de se
encontrar durante a realização do trabalho são materiais de estudos bibliográficos quanto aos
sistemas ecológicos, seus processos de fabricação, custo/benefício e eficiência efetiva desses
sistemas alternativos. Pode-se considerar que para conclusão do trabalho será necessário
levantamento quantitativos para a composição de custos de cada sistema, análises geográficas
quanto ao melhor posicionamento e os comparativos em relação ao sistema convencional de
rede de esgotamento sanitário, financeiro e efetivo. Estes, porém, provavelmente serão
realizados pelo o autor da pesquisa, pois de acordo com uma análise prévia, não foram
encontrados materiais que apresentem tais resultados comparativos.
Espera-se que este trabalho contribua para o meio acadêmico e que possa ser base para
estudos futuros que venham aprofundar o conhecimento de sistemas alternativos de
tratamento de esgoto sanitário, e que como principal objetivo seja conclusivo com a
efetividade dos sistemas para que os mesmos possam ser acessíveis e implantados com o
objetivo de amenizar os impactos ambientais.
4. REFERENCIAS
ALVES, B. S. Q. Banheiro Seco: Análise da Eficiência de Protótipos em Funcionamento.
Florianópolis – SC. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso. Departamento de Ciências
Biológicas. Universidade Federal de Santa Catarina

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2914, de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os


procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu
padrão de potabilidade. Diário da União, Brasília, 2011.

BRASIL, IBGE. Atlas de Saneamento 2011. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em:
http://biblioteca.ibge.gov.br/pt/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=253096. Acesso em
07/09/2017.

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Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (org.). – Brasília:
Ministério das Cidades, 2008.

CETEC – Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais. Prática de Implantação de


Disseminação de Tecnologias Apropriadas ao meio Rural – Projeto Juramento. Belo
Horizonte, 1985.

CHAGAS, WELINGTON FERREIRA. Estudo de patógenos e metais em lodo digerido bruto


e higienizado para fins agrícolas, das estações de tratamento de esgotos da Ilha do Governador
e da Penha no estado do Rio de Janeiro. Dissertação Mestrado em Saúde Pública – Programa
da Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, 2000.

FERNANDES, C. Esgotos Sanitários. João Pessoa: UFPB Editora Universitária, 1997.

ICLEI - Brasil - Governos Locais pela Sustentabilidade Manual para aproveitamento do


biogás: volume dois, efluentes urbanos. ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade,
Secretariado para América Latina e Caribe, Escritório de projetos no Brasil, São Paulo, 2010.

JORDÃO, E. P; PESSÔA, C. A. Tratamento de esgotos domésticos. 6. Ed. Rio de Janeiro:


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KAICK, T.S.V. Estação de tratamento de esgoto por meio de zona de raízes: uma proposta de
tecnologia apropriada para saneamento básico no litoral do Paraná. 2002. Dissertação
(Mestrado em Tecnologia) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2002.

OLIVEIRA, A. da S. Tratamento de esgoto pelo sistema de lodos ativados no Município de


Ribeirão Preto. Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em enfermagem em
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socioambientais para a melhoria na qualidade da vida em comunidades da Paraíba.
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em
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