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EQA 5313 - Operações Unitárias de Transferência de Quantidade de Movimento

Prof. Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira

ESCOAMENTOS EM SÓLIDOS PARTICULADOS

ÍNDICE

Transferência de momento do Fluido para a partícula


Lei de Darcy
Escoamento através de Leitos Compactos
Velocidade Superficial
Perda de Carga a Baixas Vazões
Equação de Carman- Koseny
Equação de Burke e Plummer
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Aplicação da Mecânica do Escoamento de Fluidos Através de Sólidos Particulados

Em muitas operações industriais a fase fluida escoa através de uma fase sólida particulada (fase sólida estacionária).

1. Fase fluida escoando através de sólidos particulados fixos.


Ex: coluna de destilação recheada/extração, filtração (Op. de separação sólido-líquido).

2. Leito desloca-se em contracorrente à corrente de fluido


Ex: reatores catalíticos, secagem em leito deslizante

Fase sólida - estacionária: leito fixo;

-escoamento: fluidizada ou móvel

À medida que aumenta a velocidade do fluido; há aumento na transferência de QM, gerando ∆P. Ocorre a expansão do
leito ⇒fluidização.
Se a velocidade for muito elevada; há o transporte da fase sólida pela fase fluida ⇒transporte pneumático.

Características :

Canais não tem diâmetro constante (formas variadas);


Fase fluida é acelerada e desacelerada
Perdas Energia Cinética
Superfícies rugosas ⇒Perdas Arraste
⇒ Perdas por Atrito Pelicular

Portanto:

Transição do Escoamento Laminar para o Turbulento ocorrerá numa vazão de fluido muito menor que para canais abertos.
Os canais geram correntes circulares e turbilhões devido às desingualdades de velocidades.

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1. TRANSFERÊNCIA DE MOMENTO DO FLUIDO PARA AS PARTÍCULAS.


- Velocidade escoamento baixas: Perdas Energia Cinética < Perdas Arraste
- Velocidade escoamento altas: Perdas Energia Cinética > Perdas Arraste
- A transição não é nítida.

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2. LEI DE DARCY.

Em 1983, Darcy: U ∝ ∆P
L

∴ U= K.∆P
L

Sabe-se que: U= 1.dV


A.dt

U= fluxo volumétrico médio (m/s);

K= constante que depende das propriedades físicas do leito e do fluido;

∆P= queda de pressão no leito;

L= comprimento do leito.

Para baixos fluxos ( baixos Reynolds):

U= K.∆P =B.∆P (1)


L µ.L

B⇒permeabilidade do leito, depende das propriedades do leito;

µ.⇒ viscosidade (dinâmica) do fluido.

[B]= Darcy= 1 cm3/s.cm2 p/ 1cp

O valor do coeficiente de permeabilidade B geralmente é usado como um indicativo da facilidade de um fluido em passar pelo
meio da partícula ou por um meio filtrante. Este depende da composição granulométrica do meio, da porosidade e da
temperatura⇒ Laminar.

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3.ESCOAMENTO ATRAVÉS DE LEITOS COMPACTOS.

Ex:secagem batelada em Silos Secadores;filtração;colunas recheadas.

Analogia: :
(2)

(-∆ P) = perda de pressão devida ao atrito;


f : fator de atrito (Eq. 13.9a, Foust)

Diâmetro Equivalente Tubo Liso Não Circular:

Deq = 4.S/b = 4. área seção reta


Perímetro Molhado

Para leito compacto :

Deq = 4. ε . N. Vp =4. ε . Vp (3)


(1-ε).Ν. Αp (1-ε). Αp

ε= volume de vazios/volume total

ε = porosidade do leito = fração do volume total que está vazio


N = número de partículas
N.Vp = volume total de partículas sólidas
N.Ap = área superficial total das partículas sólidas

De (2) e (3):

(4)

Por ser complicado de se trabalhar com velocidade média nos canais de escoamento, usa -se a velocidade superficial.

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4. VELOCIDADE SUPERFICIAL.

Velocidade do fluido se o duto (leito) estivesse vazio e o fluido escoando na mesma vazão mássica.

= Velocidade Superficial

Diâmetro partícula não-esférica : definido em função do Diâmetro de uma esfera equivalente.


Partículas Irregulares: Só há uma esfera com a mesma razão (Ap/Vp). O diâmetro desta esfera é tomado como o diâmetro

característico da partícula:

Reescrevendo a equação (4), f = (VS , Dp):

(5)

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5. PERDA DE CARGA À BAIXAS VAZÕES.

Esta equação pode ser usada para exprimir toda a perda de carga (pressão), pois as perdas de energia cinética são pequenas.

Nessas condições: Coeficiente de arraste e fator de atrito são inversamente proporcionais ao número de Reynolds , k1 é a
constante de proporcionalidade.

(6)

Combinando as equações (5) e (6):

e reorganizando:

(7)

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6. EQUAÇÃO DE CARMAN- KOSENY.

É usada para calcular a perda de pressão para escoamento laminar através de leitos compactos. Originalmente deduzida por
Kozeni ( modelo simplificado) para diversos tubos capilares de comprimentos e diâmetros iguais; Karman aplicou-a a resultados
experimentais de escoamento em leitos recheados e encontrou k2 = 180.

Re elevado:perdas energia cinética devem ser consideradas.

, parcela de energia cinética

Mas se a perda de energia ocorre repetidamente num canal de unidade de comprimento:


n = número de perdas repetidas de energia cinética por unidade de comprimento

-∆Pk = queda de pressão devido às perdas de energia cinética.

Considerando n proporcional a 1/Dc (n = k3.(1/Dc))

, k3=constante

Mas

; e (8)

Nc = número de canais na área do leito


D = diâmetro do leito
L.p = perímetro
Lp D2/4 = volume do leito
(1-ε ) = volume de cheios

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7. EQUAÇÃO DE BURKE E PLUMMER.

Queda de pressão resultante do escoamento turbulento através de leitos compactos (perdas por energia cinética).

Modelo:

- Grande número de tubos capilares de comprimento e diâmetros fixos.


- A área superficial das partículas (Ap) foi considerada como sendo a área da superfície das paredes desses capilares.

Assim:

(9)

Combinando as equações (8) e (9):


(Equação de Burke e Plummer)(10)

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