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BACIA HIDROGRÁFICA DO

PARNAÍBA
MARINA BARCAROLLO
BACIAS HIDROGRÁFICAS
REGIÃO HIDROGRÁFICA DO PARNAÍBA
• ÁREA DE ABRANGÊNCIA
• ÁREA TOTAL: 344.112 KM², 3,9% DO TERRITÓRIO NACIONAL
• PAÍSES: BRASIL (100%)
• ESTADOS: PIAUÍ (99%), MARANHÃO (19%), CEARÁ (10%)
• EXTENSÃO : 1.432 KM
• LOCALIZAÇÃO: SITUADA NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL,
À JUSANTE DE TERESINA
• POPULAÇÃO: EM 2002, ERA DE 3.630.431 HABITANTES,
(2,3% DA POPULAÇÃO DO PAÍS),
A POPULAÇÃO URBANA REPRESENTA 68,4% DA POPULAÇÃO TOTAL.
ORIGEM RIO PARNAÍBA
• O RIO PARNAÍBA TEM ORIGEM NA JUNÇÃO DOS RIOS SURUBIM, ÁGUA QUENTE E
BOI PINTADO, CUJAS NASCENTES ESTÃO SITUADAS NA SERRA DA TABATINGA,
APROXIMADAMENTE 700 M DE ALTITUDE.
• SEU CURSO É SEMELHANTE A UM “S” RETIFICADO, SEGUINDO
PREDOMINANTEMENTE RUMO AO NORTE E TENDO, ENTRE AS CABECEIRAS E A
FOZ NO MUNICÍPIO DE PARNAÍBA
• É HIDROLOGICAMENTE A SEGUNDA MAIS IMPORTANTE DA REGIÃO NORDESTE DO
BRASIL, APÓS A BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO.
• ESSA REGIÃO HIDROGRÁFICA É A MAIS EXTENSA, DENTRE AS VINTE E CINCO
BACIAS DA VERTENTE NORDESTE.
ORIGEM RIO PARNAÍBA

• AO LONGO DE SEU CURSO PODEM SER RECONHECIDOS TRÊS TRECHOS
DISTINTOS:
• ALTO PARNAÍBA, COM 159 KM, QUE VAI DESDE AS NASCENTES ATÉ A LOCALIDADE
DE SANTA FILOMENA, CARACTERIZADO POR DECLIVIDADE ACENTUADA E VALES
ENCAIXADOS E PROFUNDOS;
• MÉDIO PARNAÍBA, COM CERCA DE 562 KM DE EXTENSÃO, VAI DE SANTA FILOMENA
ATÉ A BARRA DO RIO GURGUÉIA, COM VÁRIOS DESNÍVEIS E CACHOEIRAS. NESSE
TRECHO FOI CONSTRUÍDO O APROVEITAMENTO DE BOA ESPERANÇA;
• BAIXO PARNAÍBA, COM CERCA DE 711 KM DE EXTENSÃO, VAI DO RIO GURGUÉIA ATÉ
A FOZ, PROGRESSIVAMENTE DE DECLIVIDADE MAIS SUAVE E VALES MAIS AMPLOS.
CARACTERIZAÇÃO DA BACIA

• A BACIA SEDIMENTAR DO PARNAÍBA CARACTERIZA-SE COMO INTRACRATÔNICA, SENDO
PREENCHIDA PREDOMINANTEMENTE POR ARENITOS, COM PELITOS SUBORDINADOS, EM
TRÊS GRANDES CICLOS SEDIMENTARES.
• A ADAPTAÇÃO DA REDE DE DRENAGEM À ESTRUTURA HOMOCLINAL É OBSERVADA NA
ORGANIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA, QUE POSSUI DISPOSIÇÃO ASSIMÉTRICA, EXIBINDO
MAIOR DENSIDADE DE CANAIS DE MARGEM DIREITA, COM PADRÃO PARALELO, QUE
ACOMPANHAM O MERGULHO DOS CANAIS SEDIMENTARES.
• OS SOLOS PREDOMINANTES NA REGIÃO SUL DA ÁREA SÃO DE BAIXA FERTILIDADE,
PROFUNDOS E DE TEXTURA MÉDIA OU ARENOSA, DERIVADOS DE COBERTURAS TÉRCIO-
QUATERNÁRIO, REPRESENTADOS PRINCIPALMENTE POR LATOSSOLOS E SOLOS
CONCRECIONÁRIOS.
• JÁ OS SOLOS DA REGIÃO NORTE DA BACIA APRESENTAM-SE POUCO PROFUNDOS E DE
BAIXA FERTILIDADE, MOSTRANDO RESTRIÇÕES DE DRENAGEM CARACTERIZADA PELA
PRESENÇA DE PLINTITA E CONCREÇÕES LATERÍTICAS, TENDO SE DESENVOLVIDO A PARTIR
CARACTERIZAÇÃO DA BACIA

• PRECIPITAÇÃO: A PRECIPITAÇÃO MÉDIA É DE 1.726 MM/ANO
EVAPOTRANSPIRAÇÃO: A EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÉDIA DE 1.517 MM/ANO
DISPONIBILIDADE E USOS DA ÁGUA: A VAZÃO MÉDIA NA REGIÃO
HIDROGRÁFICA DO PARNAÍBA, DE 763 M³/S, É MUITO PEQUENA EM RELAÇÃO
AO TOTAL NACIONAL (0,5%). A DISPONIBILIDADE HÍDRICA MÉDIA POR
HABITANTE É DE 18,2 M³/HAB/DIA, QUE CORRESPONDE A 20% DA
DISPONIBILIDADE MÉDIA NACIONAL (88,9 M³/HAB/DIA).
BIOMA
• A REGIÃO É CONSTITUÍDA DE RELEVO SUAVE, ONDE PREDOMINAM FEIÇÕES
APLAINADAS, FORMANDO EXTENSOS CHAPADÕES LIMITADOS POR ESCARPAS. ENTRE
O VALE DO RIO E OS CHAPADÕES OCORREM SUPERFÍCIES PLANAS, CUJAS LARGURAS
SÃO BASTANTE VARIÁVEIS.
• CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA DE KÖPPEN, CORRESPONDE AO CLIMA TROPICAL
QUENTE EM TODAS AS ESTAÇÕES DO ANO, COM CHUVAS NO VERÃO E INVERNO SECO
• TEMPERATURA MÉDIA MENSAL MAIOR OU IGUAL A 18° C E A TEMPERATURA MÉDIA
ANUAL VARIA ENTRE 22°C E 26°C NA TOTALIDADE DA ÁREA
• VEGETAÇÃO: CERRADO, A CAATINGA E O COSTEIRO
ATIVIDADES ECONÔMICAS DESENVOLVIDAS

• OS ASPECTOS ECONÔMICOS ESTÃO VINCULADOS PRINCIPALMENTE À
AGROPECUÁRIA, QUE CONSTITUI O PRINCIPAL SUSTENTÁCULO ECONÔMICO
DA BACIA. ESTE SETOR TEM PASSADO POR GRANDE DESENVOLVIMENTO NA
REGIÃO SUDESTE DA ÁREA, CUJA EXPANSÃO DAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS
EM TERRAS DE CERRADO GERARAM O APARECIMENTO DAS CULTURAS
COMERCIAIS DE LARGA ESCALA, REPRESENTADAS PELO ARROZ E PELA SOJA,
NA DÉCADA DE OITENTA. ATUALMENTE, ESTES PROCESSOS VÊM SE
AMPLIANDO, COM O INCREMENTO DAS ÁREAS AGRÍCOLAS E DO PLANTIO DE
OUTRAS CULTURAS ANUAIS, COMO MILHO, MILHETO E SORGO. PORÉM, A
MAIOR PARTE DA BACIA AINDA É CARACTERIZADA PREDOMINANTEMENTE POR
PROPRIETÁRIOS DE PEQUENO PORTE ECONÔMICO.
ATIVIDADES POTENCIAIS DESENVOLVIDAS
• GERAÇÃO DE ENERGIA: O POTENCIAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA É DA ORDEM DE
237.300 KW, DESTACANDO-SE A CENTRAL HIDRELÉTRICA DE BOA ESPERANÇA, (ANEEL,
2002)
• NAVEGAÇÃO: POSSIBILIDADE DE NAVEGAÇÃO EXTREMAMENTE REDUZIDA E/OU DE
PORTE INEXPRESSIVO NA QUASE TOTALIDADE DAS UNIDADES HIDROGRÁFICAS, COM
EXCEÇÃO DO TRECHO DO RIO PARNAÍBA A JUSANTE DA BARRAGEM DE BOA
ESPERANÇA.
• PESCA: ATIVIDADE POUCO EXPLORADA E COM MAIOR IMPORTÂNCIA RELATIVA NO
TRECHO DO BAIXO PARNAÍBA E EM LAGOAS MARGINAIS DESTA REGIÃO ADJACENTES
AO LEITO DO RIO PARNAÍBA, PREDOMINANDO A PRÁTICA DA PESCA COMO ATIVIDADE
DE SUBSISTÊNCIA FAMILIAR PARA A POPULAÇÃO RIBEIRINHA.
• TURISMO E LAZER: ESSAS ATIVIDADES SÃO MAIS DESENVOLVIDAS NA ÁREA COSTEIRA
(DELTA DO PARNAÍBA). A GRANDE CONCENTRAÇÃO DE POPULAÇÃO FLUTUANTE NAS
ESCASSEZ DE ÁGUA: UM DAS
DIFICULDADES PARA O DESENVOLVIMENTO

• ESSA BACIA APRESENTA GRANDES DIFERENÇAS INTER-REGIONAIS, TANTO EM TERMOS DE
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL, QUANTO NO QUE SE REFERE À
DISPONIBILIDADE HÍDRICA.
• A CARÊNCIA DE ÁGUA, ALIÁS, TEM SIDO HISTORICAMENTE APONTADA COMO UM DOS
PRINCIPAIS MOTIVOS ASSOCIADOS AO BAIXO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E
SOCIAL, SOBRETUDO NAS ÁREAS MAIS AFASTADAS DA REGIÃO LITORÂNEA, DA ZONA DA
MATA E DA CALHA DO RIO PARNAÍBA.
• ENTRETANTO, OS AQÜÍFEROS DA REGIÃO APRESENTAM O MAIOR POTENCIAL DE
EXPLORAÇÃO DA REGIÃO NORDESTE E PODEM, SE EXPLORADOS DE MANEIRA
SUSTENTADA, REPRESENTAR UM GRANDE DIFERENCIAL EM RELAÇÃO ÀS DEMAIS ÁREAS DO
NORDESTE BRASILEIRO, NO QUE SE REFERE À POSSIBILIDADE DE PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. CABE DESTACAR QUE, NO ÂMBITO DOS
ESTUDOS DE INVENTÁRIO
O biólogo Ribamar Rocha alerta que se os níveis dos rios permanecerem baixo, as ameaças e
prejuízos serão vários. "O primeiro problema que vai ter é a sedimentação, porque diminuindo o fluxo
de água no rio vai aumentar este processo e agravar o assoreamento. Associado à isso, nós temos
um novo fator, que é a proliferação de canarana, que é uma espécie de grama que cresce nesse
banco de areia, diminuindo por sua vez o fluxo de correnteza do rio, agravando a situação“.
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%20Mesmo%20com%20chuvas,%20baixo%20n%C3%ADvel%20dos%20rios%20do%20Piau%C3%AD%20preocupa%20ambientalistas%20-
%20not%C3%ADcias%20em%20Piau%C3%AD.html
PROBLEMAS AMBIENTAIS

• DEVIDO AO CLIMA, VÁRIOS AFLUENTES DO PARNAÍBA SÃO INTERMITENTES,
PRODUZINDO CONDIÇÕES AMBIENTAIS BASTANTE ADVERSAS;
• REDUÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE RECURSOS NECESSÁRIOS AO
DESENVOLVIMENTO DOS PEIXES EM DETERMINADAS ÉPOCAS DO ANO,
GERANDO COMO CONSEQUÊNCIA DOIS ASPECTOS PRINCIPAIS:
• REDUÇÃO DA DIVERSIDADE E DA RIQUEZA ESPECÍFICA DAS POPULAÇÕES
ÍCTICAS REGIONAIS;
• ADAPTAÇÕES DAS ESPÉCIES ÀS VARIAÇÕES FÍSICAS E QUÍMICAS DAS ÁGUAS.
PROBLEMAS AMBIENTAIS

• PROBLEMAS RELACIONADOS AO LANÇAMENTO DE ESGOTOS DOMÉSTICOS QUE
CAUSAM PERDAS AMBIENTAIS E RESTRINGEM USOS PARA ABASTECIMENTO.
• O IMPACTO DOS ESGOTOS NA ÁREA LITORÂNEA (CIDADE DE PARNAÍBA), TEM
AFETADO AS ATIVIDADES TURÍSTICAS E ECONÔMICAS; ALÉM DE AUMENTAR O RISCO
ASSOCIADO À PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA.
• MUDANÇA DO BALANÇO HÍDRICO NA REGIÃO HIDROGRÁFICA DEVIDO ÀS OBRAS CIVIS
(BARRAGENS, DIQUES, CANAIS DE DRENAGEM ETC.)
• NA CALHA E ADJACÊNCIAS DO RIO PARNAÍBA , PERDA DE MANGUEZAIS E MATAS
CILIARES PARA O CULTIVO DE ARROZ IRRIGADO POR INUNDAÇÃO NO BAIXO
PARNAÍBA .
• USO MÚLTIPLO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA DESTINADA À IRRIGAÇÃO E AO
ABASTECIMENTO DOMÉSTICO.
• ASSOREAMENTO E INUNDAÇÃO DE TRECHOS DO RIO PARNAÍBA E DE AFLUENTES, EM
FUNÇÃO DE PRÁTICAS AGRÍCOLAS INADEQUADAS.
REFERÊNCIAS

• HTTP://BRASILDASAGUAS.COM.BR/EDUCACIONAL/REGIOES-
HIDROGRAFICAS/REGIAO-HIDROGRAFICA-DO-
PARNAIBA/#PRETTYPHOTO[POST-1573]/0/
• HTTP://WWW.EPE.GOV.BR/MEIOAMBIENTE/DOCUMENTS/MEIOAMBIENTE_3/AAI%
20BACIA%20PARNAIBA%20-%20TERMO%20DE%20REFERENCIA.PDF
• HTTP://WWW2.ANA.GOV.BR/PAGINAS/PORTAIS/BACIAS/PARNAIBA.ASPX
• HTTP://G1.GLOBO.COM/PI/PIAUI/NOTICIA/2014/03/MESMO-COM-CHUVAS-BAIXO-
NIVEL-DOS-RIOS-DO-PIAUI-PREOCUPA-AMBIENTALISTAS.HTML
• HTTP://WWW.CBHPARANAIBA.ORG.BR/A-BACIA/CLIMA