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Universidade Regional do Cariri – URCA

Universidade Regional Do Cariri – URCA

Centro de Humanidade - CH

Departamento De Geociências – DEGEO

Curso de Graduação em Licenciatura em Geografia

Disciplina: Pratica Curricular VI – Projeto de Pesquisa e


de Ensino em Geografia

Professor (a): Antônia Carlos da Silva

VII Semestre

“A implantação da Educação Especial nas Escolas do Município de Missão Velha –


Ceará em foco as escolas de nível Fundamental: E.E.F. Dr. Stenio Dantas e E.E.F.
Juvenal Rodrigues Brandão ”

Apresentado por: Cícero Ramon Lima dos Santos,

VII Semestre do curso Licenciatura em Geografia

Turno: Noite

Crato – 16 de Março de 2018

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Cicero Ramon lima dos santos

“A implantação da Educação Especial nas Escolas do Município de Missão Velha –


Ceará em foco as escolas de nível Fundamental: E.E.F. Dr. Stenio Dantas e E.E.F.
Juvenal Rodrigues Brandão”

Projeto de pesquisa apresentado à


Universidade Regional do cariri – Urca,
ao curso de Licenciatura em Geografia,
na disciplina de Pratica Curricular VI –
Projeto de Pesquisa e de Ensino em
Geografia, como requisito parcial para
aprovação da mesma.

Orientador (a): Prof.(a) Antônia Carlos


da Silva

Crato – 16 de Março de 2018

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SUMÁRIO

Introdução ______________________________________________ 04

Objetivo geral _____________________________________________ 06

Objetivos Específicos _______________________________________ 06

Referencial Teórico ________________________________________ 07

Referencias _______________________________________________ 08

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INTRODUÇÃO

Este artigo busca apresentar como se deu a implantação da educação especial nas
escolas da rede publica na cidade de missão velha – ceara, na perspectiva inclusiva, bem
como compreender seus avanços e impasses encontrados tanto pelos alunos assistidos
quanto pelo núcleo pedagógico dentre as escolas: E.E.F. Dr. Stenio Dantas e E.E.F.
Juvenal Rodrigues Brandão.

Sabemos que ao longo de todos esses anos a Educação Especial no Brasil atravessou por
um longo processo de transformação histórica e política que mais tarde indicariam a
evolução e conquista da mesma, muitas delas foi alcançado, porem vários momentos e
instancias havia discriminação e preconceito vivenciados por muitas crianças, jovens e
adultos especiais que até mesmo ajudaram a construir uma educação (especial) de
qualidade e com mais detalhamento em questão de ensino/aprendizagem, buscando uma
didática mais adequada e que despertasse o interesse do publico alvo.

Desde os momentos iniciais, o atendimento especial era oferecido somente por


instituições de iniciativas pessoais e privadas e as classes especiais surgiram apenas
como alternativa de conseguir separar os alunos “normais” dos ”anormais”. Não havia
preocupação com essa classe até que pouco a pouco foi surgindo interesse nessa área.

Por isso é necessário fazer um breve percurso sobre como se deu o processo de
evolução da Educação Especial no Brasil. Assim será possível compreender como
ocorreu de fato a caminhada dessa modalidade de Educação em nosso país.

Há relatos e documentos onde comprovam que Inicialmente no sec. XIX, no Brasil,


começaram a surgir grupos assistenciais para atender pessoas que apresentavam
deficiências como a cegueira e a surdez, mas somente em meados do séc. XX teve
início o atendimento educacional a essas pessoas.

Segundo o entendimento de Mazzota, ele define que: A Educação Especial no Brasil foi
muito tempo definida como uma assistência dada aos alunos com deficiência. Essa
deficiência não tinha uma finalidade educativa. (Mazzotta, 2003, p. 12).

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Ou seja, pra ele o atendimento e assistencialismo era mais clinico, pois o meio
educativo na visão de muitos era tido como impossível e essa tese só veio ao chão
recentemente através da defesa da cidadania e do direito a educação das pessoas
portadoras de deficiência.

Sabemos que a Educação especial é um meio de ensino/aprendizagem mais


especializado com um conjunto de ações, atividades e recursos para melhor atendimento
de pessoas com deficiência, preferencialmente em escolas regulares, ou em ambientes
especializados tais como escolas para surdos, escolas para cegos ou escolas para atender
pessoas com deficiência intelectual.
È neste entendimento que adentra a educação inclusiva que é um processo em que se
amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular.
Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas
escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos.

A inclusão perpassa pelas várias dimensões humanas, sociais e políticas, e vem


gradualmente se expandindo na sociedade, de forma a auxiliar no desenvolvimento das
pessoas em geral de maneira e contribuir para a reestruturação de práticas e ações cada
vez mais inclusivas e sem preconceitos.

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OBJETIVOS

GERAL

Analisar as dificuldades enfrentadas pelos professores na educação especial na


cidade de Missão Velha – Ceara, refletindo como este processo pode ser superado
abrindo assim as possibilidades para um espaço de cooperação, diálogo,
solidariedade, criatividade e espírito crítico dentro do âmbito escolar.

ESPECÍFICOS

 Identificar as duvidas e os anseios que os profissionais da educação


missãovelhense possuem em relação a inclusão da educação especial;
 Analisar de modo geral quais os avanços a inclusão trouxe para a pratica
pedagógica dos professores;
 Refletir sobre possíveis soluções para os problemas enfrentados na inclusão da
educação especial;
 Lutar por uma escola inclusiva, rompendo barreiras já construídas em relação às
pessoas com deficiência, garantindo igualdade de direitos para todos.
 Possibilitar ao aluno o reconhecimento e a valorização da diversidade,
vivenciando situações diferentes de construir conhecimentos e conviver com
novas formas de comunicação.

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REFERENCIAL TEÓRICO

Esta pesquisa desenvolvida por mim é de natureza qualitativa, a mesma foi utilizada
entrevistas individuais com professores e pais de alunos, também com a coordenação e
comunidade local desta cidade, entendo em vista isso possamos buscar em Neves
(1996) que “a pesquisa qualitativa tem por objetivo traduzir e expressar o sentido dos
fenômenos do mundo social” (p.02).

Com esta pesquisa pode ser notado os problemas e impasses de inúmeros professores
encontrados na rede publica na questão de E.E (educação especial), muitos deles não
possuem uma qualificação adequada para os mesmos, nem mesmo buscou esse
conhecimento para complementar o seu currículo, fazendo assim o papel controverso de
inclusão, deixando de lado os alunos especiais por ali encontrados, fazendo
praticamente uma exclusão dos mesmos levando a uma realidade diferente dos
paradigmas da inclusão que segundo Sassaki (1998,p.9) “Esse paradigma é o da
inclusão social - as escolas (tanto comuns como especial) precisam ser reestruturadas
para acolherem todo espectro da diversidade humana representado pelo alunado em
potencial, ou seja, pessoas com deficiências físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas e
com qualquer grau de severidade dessas deficiências, pessoas sem deficiências e
pessoas com outras características atípicas, etc’.

Seria nesse sentido que a educação especial numa perspectiva inclusiva iria reduzir
todas as pressões que levam o aluno especial à exclusão, mais vemos que essas ideias
por aqui ainda permanecem no papel.

REFERÊNCIAS

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 BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília DF.Senado 1988.
 BRASIL, Conselho Nacional da Educação. Resolução nº 2, de 11 de setembro
de 2001. Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica.
 MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como
fazer? São Paulo: Moderna, 2003. (coleção cotidiano escolar).
 MAZZOTTA, Marcos José Silveira. Educação especial no Brasil: História e
políticas públicas. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
 NEVES, José Luis. Pesquisa Qualitativa – Características, usos e possibilidades.
Caderno de pesquisa, São Paulo. 1996.
 SASSAKI,R. Entrevista especial à Revista Integração. Revista Integração.
MEC:Brasília,v.8, n. 20, p.09-17, 1998.
 SILVA, Adilson Florentino da. A Inclusão escolar de alunos com necessidades
educacionais especiais: deficiência física. Brasília: MEC, 2006.