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FACULDADE DOCTUM DE MANHUAÇU

CURSO DIREITO

APS – 1ª ETAPA

TEORIA GERAL DO PROCESSO - TGP

MANHUAÇU
2018
JOSÉ DÉRCIO SOUZA SOARES
JUSSARA SOUZA SOARES

APS – 1ª ETAPA

TEORIA GERAL DO PROCESSO - TGP

Atividade Prática Supervisionada apresentada ao Curso


de Direito da Faculdade Doctum de Manhuaçu, como
requisito parcial à obtenção parcial de nota, à disciplina
Teoria Geral do Processo.
Profº: Diogo Abineder Ferreira Nolasco Pereira.

MANHUAÇU
2018
Após ler o Texto I disponibilizado no Xerox, o discente deverá explicar o que os autores
entendem por princípios constitucionais processuais, indicando aqueles que tiveram uma nova
interpretação à luz do Novo Código de Processo Civil, no contexto do artigo.

Os princípios constitucionais processuais possuem a função de limitar o poder do


Estado-juiz e a atuação das partes demandantes, além de formar alicerces para garantir que o
direito material seja alcançado sem que uma das partes saiam prejudicadas. Os princípios
constitucionais processuais informam e norteiam todo o sistema processual.
No artigo estudado e utilizado como base, encontramos cinco princípios constitucionais
processuais que são interpretados a luz do novo Código Processual Civil (para ser mais exato,
a luz da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015), sendo eles o princípio da cooperação, o
princípio do contraditório, o princípio da motivação, o princípio do devido processo legal e o
princípio da publicidade. Tais princípios foram citados e analisados no artigo lido devido ao
fato de serem, na visão dos autores, os princípios que são novidade do sistema ou que receberam
mais destaque na nova codificação.
O princípio de cooperação é um dos princípios que fazem parte das inovações do novo
Código de Processo Civil e encontra-se exposto em seu artigo 6º. Este princípio, segundo o
artigo 6º, orienta o magistrado a tomar uma postura diferenciada em relação ao agente-
colaborador. Tal atitude é esperada não somente pelo magistrado, mas também pelas partes
demandantes.
O referido princípio visa instaurar um sistema cooperativo em relação ao processo, o
que possivelmente tornaria o trâmite do processo mais organizado, porém não se pode afirmar
que este princípio seja cumprido, sendo assim, há possibilidade deste principio ser aplicável
somente na teoria, ficando distante da prática forense.
Segundo os autores, se analisarmos a realidade cultural do Brasil, é difícil nos convencer que o
autor e réu possam colaborar de forma verdadeira e reciproca, uma vez que seus interesses são
extremamente contraditórios.
O princípio do contraditório recebeu grande importância e atenção perante o novo
Código de Processo Civil, sendo ele de suma importância para a manutenção do sistema
processual e para garantir direitos, direitos estes que estão dispostos no artigo 5º da Constituição
Federal em seu inciso LV.
Segundo os autores, atualmente se afirma que o princípio do contraditório se trata de
um princípio absoluto ao assegurar a isonomia entre as partes de um processo e por ser
instrumento fundamental para a criação regular de um processo. Tal princípio está ligada à
oportunidade que a parte recebe possibilitando se manifestar antes do magistrado proferir sua
decisão sobre matéria ainda não debatida.
Os artigos 7º, 9º e 10º do novo Código de Processo Civil, abordam o princípio
contraditório em suas diversas formas. No artigo 7º encontramos este princípio em sua essência,
podendo ser interpretado como como o princípio da isonomia. Os incisos do artigo 9º trazem
as possíveis hipóteses em que este princípio será diferido a fim de não gerar risco de direitos
do postulado. O artigo 10º traz a impossibilidade de o magistrado decidir sobre questão de
ordem pública sem antes oportunizar o contraditório.
Por fim, pode-se concluir, que segundo este princípio o juiz não poderá proferir decisão
alguma, sem antes permitir que as partes tomem ciência e se manifestem sobre o fato novo,
uma vez que isso não aconteça, o princípio do contraditório será violado.
O Princípio da Motivação que também é conhecido como princípio da fundamentação,
tem como objetivo tratar dos princípios de matriz constitucional, que diz que “todos os
julgamentos dos órgãos do poder judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões,
sob pena de nulidade” (inciso IX, do artigo 93, da CF/88).
O referido principio está fundamentado nos artigos 93 da Constituição Federal, e no
artigo 2° da lei n°9.784/99, que sobre a importância da fundamentação das decisões o legislador
inseriu no § 1° do artigo 489 do novo código de Processo Civil, os elementos considerados que
tornaram uma decisão não fundamentada.
Este princípio está vinculado a fundamentação de uma decisão que para Eduardo Arruda
Alvim “fundamentar significa dar as razões de fato e de direito que levaram à tomada da
decisão. A fundamentação deve ser substancial e não meramente formal”, ou seja, a
fundamentação é a justificativa, é o caminho seguido para uma devida decisão, sendo assim,
uma decisão não fundamentada ou mal fundamentada, tornará todo o projeto da decisão
prejudicado e a decisão não terá hipótese e a raiz da decisão será desconhecida deixando, assim,
duvidas e questionamentos sobre a decisão, consequentemente, as as partes que esperam pela
decisão insatisfeitas.
Pelo motivo de decisões não fundamentadas e mal fundamentada foi criado o artigo 489
do novo Código de Processo civil, o qual especifica quando uma decisão não está
fundamentada, sendo assim, pela existência desse artigo e dos artigos 93 da CF/88 e o 2° artigo
da lei n°9.784/99, todas as decisões devem ser fundamentadas.
O princípio do devido processo legal, também conhecido com deu process of law, tem
como fundamentação o artigo 5º da Constituição Federal, inciso LIV, no qual consta que
“ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. Estando,
também, fundamentado no novo Código de Processo Civil, nos artigos 1º, 26 e 36.
Tal princípio traz a segurança para os indivíduos referente aos seus processos judiciais.
Qualquer decisão judicial que prive alguém de seus bens e de sua liberdade, dever ser seguido
todos os procedimentos do processo legal, onde o doutrinador Humberto Theodoro Júnior
afirma que o devido processo legal, em um Estado Democrático de Direito, nunca poderá ser
visto como um simples procedimento de desenvolvimento em juízo, mas o devido processo
legal tem como objetivo de atuar sobre os mecanismos procedimentais de modo que deve
preparar e proporcionar o provimento jurisdicional compatível com a supremacia da
constituição e a garantia de efetividade dos direitos fundamentais.
Por fim temos o último princípio estudado pelos autores do artigo utilizado como base para este
trabalho, sem este princípio, o princípio da publicidade. Tal princípio também constitui a matriz
constitucional, fundamentado no artigo 93, inciso IX da Constituição Federal, todos os julgamentos dos
órgãos do Poder Judiciário serão públicos, havendo exceção, sendo ela os casos que se exige sigilo a
fim de preservar o direito a intimidade do interessado, porém que não prejudique o interesse público à
informação.
Este princípio visa a transparência e o acesso às informações processuais, uma vez que, em
regra, todo processo é público. Tal transparência oferece ao cidadão a possibilidade de tomar
conhecimento do que vem acontecendo com a sociedade. O entendimento desde princípio encontra uma
limitação no artigo 189 do novo Código de Processo Civil, no qual traz em seus incisos os atos
processuais que irão tramitar em segredo de justiça.
Consideramos, por tanto, que os princípios estudados no novo Código de Processo Civil
possuem a função de neutralizar conflitos existentes e para fundamentar uma nova conduta do
magistrado em relação ao processo.