COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA WASHINGTON, D.C.

20549 FORMULÁRIO 20-F RELATÓRIO ANUAL DE ACORDO COM O ARTIGO 13 OU 15(d) DA LEI DE VALORES MOBILIÁRIOS DE 1934 para o exercício fiscal findo em 31 de dezembro de 2009 Nº Registro na Comissão: 001-15106 Petróleo Brasileiro S.A.—PETROBRAS (Razão Social do requerente conforme especificado neste estatuto) Brazilian Petroleum Corporation—Petrobras (Tradução para o inglês da Razão Social do requerente) República Federativa do Brasil (Jurisdição de constituição ou organização)
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Nº Registro da Comissão: 001-33121 Petrobras International Finance Company (Razão Social do requerente conforme especificado neste estatuto)

Ilhas Cayman (Jurisdição de constituição ou organização) 4th Floor , Harbour Place 103 South Church Street P.O. Box 1034GT — BWI George Town, Grand Cayman Cayman Islands (Endereço dos principais escritórios executivos) Sérvio Túlio da Rosa Tinoco (55 21) 3224-1410 – ttinoco@petrobras.com.br Avenida República do Chile, 65 – 3º andar 20031-912 – Rio de Janeiro – RJ Brasil (Nome, telefone, e-mail e/ou número do fax e endereço da pessoa de contato da sociedade)
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Avenida República do Chile, 65 20031-912 – Rio de Janeiro – RJ Brasil (Endereço dos principais escritórios executivos) Almir Guilherme Barbassa (55 21) 3224-2040 – barbassa@petrobras.com.br Avenida República do Chile, 65 – 23º andar 20031-912 – Rio de Janeiro – RJ Brasil (Nome, telefone, e-mail e/ou número do fax e endereço da pessoa de contato da sociedade)

Valores Mobiliários registrados ou a serem registrados de acordo com o Artigo 12(b) da Lei:
Título de cada classe: Nome de cada bolsa de valores em que foi registrado: Ações Ordinárias Petrobras, sem valor nominal* Bolsa de Valores de Nova Iorque* Petrobras American Depositary Shares, ou ADSs Bolsa de Valores de Nova Iorque (conforme provadas por American Depositary Receipts, ou ADRs), cada uma representando 2 Ações Ordinárias Ações Preferenciais Petrobras, sem valor nominal* Bolsa de Valores de Nova Iorque* Petrobras American Depositary Shares Bolsa de Valores de Nova Iorque (conforme comprovados por American Depositary Receipts), cada uma representando 2 Ações Preferenciais 6,125% Global Notes com vencimento em 2016, emitidas por PifCo Bolsa de Valores de Nova Iorque 5,875% Global Notes com vencimento em 2018, emitidas por PifCo Bolsa de Valores de Nova Iorque 7,875% Global Notes com vencimento em 2019, emitidas por PifCo Bolsa de Valores de Nova Iorque 5,75% Global Notes com vencimento em 2020, emitidas por PifCo Bolsa de Valores de Nova Iorque 6,875% Global Notes com vencimento em 2040, emitidas por PifCo Bolsa de Valores de Nova Iorque * Negociadas apenas na forma de American Depositary Shares, de acordo com as exigências da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Valores Mobiliários registrados ou a serem registrados, de acordo com o Artigo 12(g) da Lei: Nenhum Valores Mobiliários para os quais existe uma obrigação de comunicação, de acordo com o Artigo 15(d) da Lei: Título de cada Classe: 9,750% Senior Notes com vencimento em 2011, emitidas por PifCo 9,125% Global Notes com vencimento em 2013, emitidas por PifCo 7,75% Global Notes com vencimento em 2014, emitidas por PifCo 8,375% Global Notes com vencimento em 2018, emitidas por PifCo A quantidade de ações emitidas e em circulação de cada classe de ações da Petrobras e PifCo em 31 de dezembro de 2009 era: 5.073.347.344 Ações Ordinárias Petrobras, sem valor nominal 3.700.729.396 Ações Preferenciais Petrobras, sem valor nominal 300.050.000 Ações Ordinárias PifCo, com valor nominal de US$ 1 por ação. Assinalar com um √ se o requerente é um reconhecido emissor sazonal, conforme definido na Regra 405 da Lei de Valores Mobiliários. Sim Não Se este relatório for um relatório anual ou provisório, assinalar com √ se o requerente não está obrigado a protocolar relatórios, de acordo com o Artigo 13 ou 15(d) da Lei de Mercado de Capitais de 1934. Sim Não Determinar com um √ se o requerente (1) protocolou todos os relatórios exigidos de acordo com o Artigo 13 ou 15(d) da Lei de Mercado de Capitais de 1934 durante os 12 meses anteriores (ou para tal período menor em que o requerente estava obrigado a protocolar tais relatórios) e (2) estava sujeito a tais exigências de protocolo nos últimos 90 dias. Sim Não Determinar se o requerente é um requerente de processo acelerado de grande porte (large accelerated filer), requerente de processo acelerado (accelerated filer), ou requerente de processo não-acelerado (non-accelerated filer). Ver definição de “accelerated filer” na Regra 12b-2 da Lei das Bolsas. (Marcar apenas um): Large accelerated filer [Petrobras] Accelerated filer Non-accelerated filer [PifCo] Assinalar com √ qual a norma contábil que o requerente usou para preparar as demonstrações financeiras incluídas neste protocolo: U.S. GAAP Normas Internacionais de Apresentação de Relatórios Financeiros, conforme emitidos pelo Conselho de Normas Contábeis Internacionais (International Accounting Standards Board Outro Se “Outro” tiver sido marcado em resposta à pergunta anterior, assinalar com √ qual o item na demonstração financeira que o requerente optou por adotar. Item 17 Item 18 Se este for um relatório anual, assinalar com √ se o requerente é uma empresa sem ativos ou operações relevantes (Shell Company) (conforme definido na regra 12b-2 da Lei de Mercado de Capitais). SIm Não

ÍNDICE

Declarações de Expectativas Futuras ............................................................................................................................1 Glossário de Termos da Indústria do Petróleo ..............................................................................................................3 Tabela de Conversão .....................................................................................................................................................5 Abreviações ...................................................................................................................................................................6 Apresentação das Informações Financeiras .....................................................................................................................7 Petrobras...........................................................................................................................................7 PifCo ..................................................................................................................................................8 Desenvolvimentos Recentes..........................................................................................................................................9 Apresentação de Informações Relativas às Reservas..................................................................................................10 PARTE I Item 1. Identificação de Diretores, Alta Administração e Consultores ......................................................11 Item 2. Estatística da Oferta e Cronograma Previsto ..................................................................................11 Item 3. Informações Principais....................................................................................................................11 Dados Financeiros Selecionados .....................................................................................................11 Fatores de Risco ..............................................................................................................................14 Riscos Reativos às Nossas Operações .............................................................................................14 Riscos relativos a PifCo....................................................................................................................18 Riscos Relativos ao nosso Relacionamento com o Governo Federal ................................................19 Riscos Relativos ao Brasil ................................................................................................................20 Riscos Relativos a Nossos Títulos de Dívidas e Ações .....................................................................21 Item 4. Informações da Companhia ............................................................................................................24 Histórico e Desenvolvimento ..........................................................................................................24 Visão Geral do Grupo ......................................................................................................................24 Exploração e Produção....................................................................................................................35 Refino, Transporte e Comercialização ............................................................................................46 Distribuição .....................................................................................................................................55 Gás e Energia (Gás, Energia e Renováveis—Brasil) .........................................................................56 Internacional ...................................................................................................................................58 Informações sobre a PifCo ..............................................................................................................77 Estrutura Organizacional.................................................................................................................80 Ativo Imobilizado ............................................................................................................................82 Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás no Brasil...................................................................82 Iniciativas de Saúde, Meio Ambiente e Segurança .........................................................................85 Seguros............................................................................................................................................87 Item 4A. Comentários Não-resolvidos de Pessoal.........................................................................................87 Item 5. Revisão e Estimativas Operacionais e Financeiras ..........................................................................87 Discussão da Gerência e Análise da Condição Financeira e Resultados das Operações da Petrobras.........................................................................................................................................87 Visão Geral ......................................................................................................................................87 Volumes e Preços de Vendas ..........................................................................................................88 Efeitos da Tributação em nossos Lucros .........................................................................................89 Inflação e Variação da Taxa de Câmbio ..........................................................................................90 Resultados das Operações ..............................................................................................................90 Resultados das operações—2009 comparado com 2008 ...............................................................91 Resultados das Operações—2008 comparado com 2007 ..............................................................97 Informações Adicionais por Segmento de Negócios.....................................................................105 Discussão da Gerência e Análise da Condição Financeira e dos Resultados das operações da PifCo ......................................................................................................................................................106 Overview .......................................................................................................................................106

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Item 6.

Item 7.

Item 8.

Item 9.

Item 10.

Item 11.

Item 12.

Item 13. Item 14.

Compras e Vendas de Petróleo e Derivados.................................................................................106 Resultados das Operações—2009 comparado com 2008 ............................................................107 Resultados das Operações—2008 comparado com 2007 ............................................................108 tc ...................................................................................................................................................109 PifCo ..............................................................................................................................................114 Obrigações Contratuais.................................................................................................................117 Petrobras.......................................................................................................................................117 PifCo ..............................................................................................................................................117 Estimativas e Políticas Contábeis Críticas .....................................................................................117 Impacto das Novas Normas Contábeis .........................................................................................121 Pesquisa e Desenvolvimento ........................................................................................................123 Tendências ....................................................................................................................................124 Diretores, Alta Administração e Empregados ...............................................................................125 Diretores e Alta Administração .....................................................................................................125 Remuneração ................................................................................................................................131 Titularidade das Ações ..................................................................................................................131 Conselho Fiscal..............................................................................................................................131 Comitê de Auditoria da Petrobras ................................................................................................132 Outros Comitês Consultivos..........................................................................................................133 Ouvidor (Ombudsman) da Petrobras............................................................................................133 Comitês Consultivos da PifCo........................................................................................................133 Funcionários e Vínculos Empregatícios.........................................................................................133 Acionistas Principais e Transações de Partes Relacionadas..........................................................135 Principais Acionistas......................................................................................................................135 Transações da Petrobras com Partes Relacionadas......................................................................136 Transações da PifCo com Partes Relacionadas .............................................................................137 Informações Financeiras ...............................................................................................................139 Demonstrações Consolidadas da Petrobras e Outras Informações Financeiras...........................139 Demonstrações Consolidadas da PifCo e Outras Informações Financeiras ..................................139 Processos Judiciais ........................................................................................................................140 Distribuição de Dividendos ...........................................................................................................144 A Oferta e a Listagem....................................................................................................................145 Petrobras.......................................................................................................................................145 PifCo ..............................................................................................................................................146 Informações Adicionais.................................................................................................................147 Documento Constitutivo e Estatuo Social da Petrobras ...............................................................147 Restrições a Portadores Não-Brasileiros.......................................................................................155 Transferência de Controle.............................................................................................................155 Divulgação de Participações Acionárias........................................................................................156 Documento Constitutivo e Estatuto Social da PifCo .....................................................................156 Contratos Relevantes ....................................................................................................................159 Controles de Câmbio da Petrobras ...............................................................................................159 Tributação Relativa às Nossas ADSs e Ações Ordinárias e Preferenciais ......................................161 Tributação Relativa aos Títulos da PifCo .......................................................................................168 Documentos em Exibição..............................................................................................................172 Divulgações Qualitativas e Quantitativas sobre o Risco de Mercado ...........................................172 Petrobras.......................................................................................................................................172 PifCo ..............................................................................................................................................175 Descrição de Outros Títulos, exceto Títulos Patrimoniais.............................................................177 American Depositary Shares .........................................................................................................177 PARTE II Inadimplências, Dividendos em Atraso e Mora ...........................................................................178 Modificações Relevantes nos Direitos dos Titulares de Títulos e no Uso dos Produtos...............178

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Item 15.

Controles e Procedimentos...........................................................................................................178 Avaliação dos Controles e Procedimentos de Divulgação ............................................................178 Relatório da Gerência sobre Controles Internos das Informações Financeiras ............................178 Mudanças nos Controles Internos ................................................................................................179 Item 16A. Perito Financeiro do Comitê de Auditoria ....................................................................................179 Item 16B. Código de Ética..............................................................................................................................179 Item 16C. Principais Honorários e Serviços Contábeis ..................................................................................180 Honorários de Auditoria e Não-Auditoria .....................................................................................180 Políticas e Procedimentos de Aprovação do Comitê de Auditoria ...............................................181 Item 16D. Isenções das Normas de Listagem em Bolsa para os Comitês de Auditoria .................................181 Item 16E. Compras de Títulos Patrimoniais pelo Emissor e por Compradores Afiliados ..............................181 Item 16F. Mudança no Contador Certificador do Requerente .....................................................................182 Item 16G. Governança Corporativa ...............................................................................................................182 PARTE III Item 17. Demonstrações Financeiras ..........................................................................................................184 Item 18. Demonstrações Financeiras ..........................................................................................................184 Item 19 Anexos...........................................................................................................................................185 Assinaturas ................................................................................................................................................................189 Assinaturas ................................................................................................................................................................190 Índice das Demonstrações Financeiras Auditadas Consolidadas — Petrobras .........................................................191 Índice das Demonstrações Financeiras Auditadas Consolidadas — PifCo.................................................................191

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DECLARAÇÕES DE EXPECTATIVAS FUTURAS Diversas declarações feitas neste relatório anual são declarações de expectativas futuras dentro do significado do Artigo 27A da Lei de Valores Mobiliários de 1933, conforme alterada posteriormente (Lei de Valores Mobiliários), e do Artigo 21E da Lei de Mercado de Capitais de 1934, conforme alterada posteriormente (Lei de Mercado de Capitais), que não se baseiam em fatos históricos e não são garantias de resultados futuros. Muitas das declarações de expectativas futuras incluídas neste relatório anual podem ser identificadas pelo uso de palavras prospectivas, tais como “acreditar”, “esperar”, “prever”, “deveria”, “planejado”, “estimativa” e “potencial”, entre outras. Nós preparamos declarações de expectativas futuras que tratam, dentre outras coisas, de: • • • • • • Nossa estratégia de comercialização e expansão regionais; Nossas atividades de perfuração e outras de exploração; Nossas atividades de importação e exportação; Nossas projeções e metas de dispêndios em ativos fixos e outros custos, compromissos e receitas; Nossa liquidez; e Nosso desenvolvimento de outras fontes de receitas.

Devido ao fato que estas declarações de expectativas futuras compreendem riscos e incertezas, existem importantes fatores que poderiam fazer com que os resultados efetivos deferissam materialmente daqueles expressos ou implícitos por estas demonstrações prospectivas. Estes fatores incluem, entre outros: • • • • • • • • • • • nossa capacidade para obtenção de financiamentos; condições econômicas e comerciais em geral, inclusive preço do petróleo bruto e outros commodities, margem de refino e taxas de câmbio prevalecentes; condições econômicas globais; nossa capacidade para encontrar, adquirir ou obter acesso a reservas adicionais e desenvolver, de forma bem sucedida, as nossas reservas atuais; incertezas inerentes ao fazer estimativas de nossas reservas de petróleo e gás, inclusive reservas de petróleo e gás descobertas recentemente; concorrência; dificuldades técnicas na operação de nossos equipamentos e prestação de nossos serviços; alterações de leis ou regulamentos ou descumprimento dos mesmos; concessão de aprovações e licenças governamentais; desenvolvimentos políticos, econômicos e sociais internacionais e brasileiros; operações militares, atos de terrorismo ou sabotagem, guerras ou embargos;

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• •

o custo e disponibilidade de cobertura adequada de seguro; e outros fatores discutidos abaixo sob “Fatores de Risco.”

Estas declarações de expectativas futuras não são garantias de desempenho futuro e estão sujeitas a determinados riscos, incertezas e suposições que são de difícil previsão. Portanto, nossos resultados reais podem divergir materialmente daqueles expressos ou previstos em qualquer declaração de expectativas futuras, em razão de uma variedade de fatores, inclusive aqueles mencionados em “Fatores de Risco” abaixo. Todas as declarações de expectativas futuras estão expressamente qualificadas em sua totalidade por esta advertência e não se deve confiar em qualquer declaração de expectativas futuras contida neste relatório anual. Não assumimos qualquer obrigação de atualizar publicamente ou revisar qualquer demonstração prospectiva, quer em razão de novas informações, eventos futuros ou por qualquer outro motivo. Os dados sobre as reservas de gás natural e petróleo bruto apresentados ou descritos neste relatório anual são apenas estimativas e nossa produção, receitas e despesas reais com relação a nossas reservas podem divergir materialmente destas estimativas Este documento é o relatório anual tanto da Petróleo Brasileiro S.A.—Petrobras (Petrobras), quanto da sua subsidiária integral direta das Ilhas Cayman, a Petrobras International Finance Company (PifCo). As operações da PifCo, que compreendem, principalmente, compra e venda de petróleo bruto e derivados de petróleo, estão descritas mais detalhadamente abaixo. A menos que o contexto exija de outra forma, os termos “Petrobras”, “nós”, “nos” e “nosso” se referem a Petróleo Brasileiro S.A.—Petrobras e suas subsidiárias consolidadas e sociedades com propósitos específicos, incluindo a Petrobras Internacional Finance Company. O termo “PifCo” se refere à Petrobras Internacional Finance Company e suas subsidiárias.

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GLOSSÁRIO DOS TERMOS DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO Exceto se o contexto indicar de outra forma, os termos a seguir têm os significados apresentados abaixo: ANP .............................................. Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ou ANP, é a A agência federal que regula a indústria de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis no Brasil. Barris............................................ Barris de petróleo bruto. Sedimento básico e água, uma medida do teor de água e sedimentos do petróleo BSW ............................................. bruto surgente. Craqueamento catalítico ............. Processo pelo qual as moléculas de hidrocarboneto são quebradas (craqueada) a fim de obter frações mais leves, através do uso de um catalisador. Coqueador ................................... Recipiente no qual o betume é transformado, por craqueamento, nas suas frações Condensado................................substâncias de hidrocarboneto leve produzidas com gás natural, que condensam para o estado líquido a temperatura e pressão normais. Água profunda ............................. Entre 300 e 1.500 metros (984 e 4.921 pés) de profundidade. Processo pelo qual os líquidos são separados ou refinados por vaporização seguida Destilação .................................... por condensação. EWT.............................................. Teste de poço de longa duração FPSO............................................. Sigla de “Floating Production, Storage and Offloading”, que é uma unidade flutuante para a produção, estocagem e transferência de petróleo. Petróleo bruto pesado................. Petróleo bruto com densidade API igual ou inferior a 22° Petróleo bruto intermediário ...... Petróleo bruto com densidade API superior a 22° e igual ou inferior a 31°. Petróleo bruto com densidade API superior a 31°. Petróleo bruto leve...................... GNL .............................................. natural liquefeito. Gás Gás GLP............................................... liquefeito de petróleo, que é uma mistura de hidrocarbonetos saturados e nãosaturados, com até cinco átomos de carbono, utilizado como combustível doméstico LGN .............................................. Líquidos de gás natural, que são substâncias de hidrocarboneto leve produzidas com o gás natural, que condensam para o estado líquido a temperatura e pressão normais. Petróleo ....................................... Petróleo bruto, incluindo LGN e condensados. Reserva na camada do pré-sal..... Uma formação geológica que contém depósitos de petróleo ou gás natural localizados abaixo de uma camada evaporítica.

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Reservas provadas ....................... acordo com as definições do Aditivo à Lei 4-10(a) da SEC das Regulamentações De S-X, as reservas provadas de petróleo e gás são as quantidades estimadas de petróleo bruto, gás natural e líquidos de gás natural que os dados geológicos e de engenharia demonstram com razoável grau de certeza que serão recuperáveis nos anos futuros das reservas conhecidas de acordo com as condições econômicas e operacionais existentes, ou seja, a preços e custos na data da estimativa. Os preços consideram as alterações dos preços atuais previstos apenas por acordos previstos nos contratos, mas não reajustes baseados em condições futuras. Os preços se baseiam no preço médio durante o período de 12 meses até 31 de dezembro de 2009, a não ser que sejam definidos por acordos contratuais, excluindo os escalonamentos baseados em condições futuras. O projeto de extração de hidrocarbonetos deverá começar ou teremos certeza razoável de que começará dentro de um prazo razoável. As reservas que puderem ser produzidas economicamente por meio da aplicação de técnicas de recuperação aprimoradas (tal como injeção de fluidos) são incluídas na classificação “provadas” quando o teste, bem sucedido, de um projeto piloto ou a operação de um programa instalado no reservatório fornecer suporte à análise de engenharia em que o projeto ou o programa estiver baseado. As reservas provadas desenvolvidas são aquelas que são passíveis de recuperação Reservas provadas (i) desenvolvidas .............................. por meio dos poços existentes, utilizando equipamentos e métodos operacionais existentes ou em que o custo dos equipamentos necessários seja relativamente menor, comparado com o custo de um poço novo; e (ii) por meio de equipamentos de extração instalados e infraestrutura em operação no momento da estimativa das reservas se a extração for feita por meios que não envolvam um poço. As reservas provadas não-desenvolvidas são aquelas passíveis de serem Reservas provadas nãorecuperadas a partir de novos poços em áreas não perfuradas, ou a partir de poços desenvolvidas .............................. existentes que exijam uma despesa relativamente grande para sua recompletação. As reservas em áreas não-perfuradas são limitadas àquelas que diretamente estão compensando unidades produtivas onde exista certeza razoável de produção quando perfuradas, a menos que existam evidências do uso confiável da tecnologia para demonstrar com certeza que há produtibilidade econômica em distâncias maiores. As localidades não perfuradas são classificadas como tendo reservas nãodesenvolvidas somente se tiver sido adotado um plano de desenvolvimento que indique um planejamento de perfuração dentro do prazo de cinco anos, a menos que certas circunstâncias justifiquem um prazo maior. As reservas provadas nãodesenvolvidas não incluem as reservas atribuídas a qualquer área para a qual está contemplada a aplicação de injeção de fluidos ou outra técnica de recuperação avançada, a menos que tais técnicas tenham sido provadas como eficazes por projetos reais no mesmo reservatório ou em reservatórios similares ou por outra forma de comprovação utilizando-se uma tecnologia confiável que comprove uma certeza razoável. SS ................................................. Unidade semi-submersível. Águas ultraprofundas .................. Superior a 1.500 metros (4.921 pés) de profundidade.

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TABELA DE CONVERSÃO 1 acre 1 barril 1 boe 1 m³ de gás natural 1 km 1 km
2

= = = = = = = =

0,004047 km

2

42 galões americanos 1 barril de óleo equivalente 35,315 cf 0,6214 milhas 247 acres 3,2808 pés 1.000 quilogramas de petróleo bruto

= Aproximadamente 0,13 t de petróleo = 6.000 pés cúbicos de gás natural = 0,0059 boe

1 metro 1 t de petróleo bruto

= Aproximadamente 7,5 barris de petróleo bruto (assumindo uma gravidade do índice de pressão atmosférica de API 37°)

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ABREVIAÇÕES bbl........................... Barris bn............................ Bilhões (mil milhões) bnbbl....................... Bilhões de barris bncf......................... Bilhões de pés cúbicos bnm³ ....................... Bilhões de metros cúbicos boe.......................... Barris de óleo equivalente bbl/d ....................... Barris por dia cf ............................. Pés cúbicos GOM ....................... Golfo do México GW .......................... Gigawatts GWh........................ Um gigawatt de energia fornecida ou exigida durante uma hora km ........................... Quilômetro 2 km .......................... Quilômetro quadrado m³ ........................... Metro cúbico mbbl........................ Milhares de barris mbbl/d .................... Milhares de barris por dia mboe....................... Milhares de barris de óleo equivalente mboe/d ................... Milhares de barris de óleo equivalente por dia mcf.......................... Milhares de pés cúbicos mcf/d ...................... Milhares de pés cúbicos por dia mm³ ........................ Milhares de metros cúbicos mm³/d..................... Milhares de metros cúbicos por dia mmbbl..................... Milhões de barris mmbbl/d................. Milhões de barris por dia mmboe ................... Milhões de barris de óleo equivalente mmboe/d................ Milhões de barris de óleo equivalente por dia mmcf....................... Milhões de pés cúbicos mmcf/d ................... Milhões de pés cúbicos por dia mmm³ ..................... Milhões de metros cúbicos mmm³/d ................. Milhões de metros cúbicos por dia mmt/a..................... Milhões de toneladas métricas por ano MW ......................... Megawatts MWavg ................... Quantidade de energia (em MWh) dividida pelo tempo (em horas) em que tal energia é produzida ou consumida MWh ....................... Um megawatt de energia fornecida ou exigida durante uma hora P$ ............................ Pesos argentinos R$............................ Reais brasileiros t............................... Toneladas métricas tcf............................ Trilhões de pés cúbicos U.S.$........................ Dólares americanos /d ............................ Por dia /a............................. Por ano

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APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS Neste relatório anual, as referências a “real”, “reais” ou “R$” se referem à moeda brasileira Real e as referências a “dólares” ou “US$” se referem a dólares dos Estados Unidos da América. Determinados valores incluídos neste relatório anual foram arredondados; portanto, os valores apresentados como totais em determinadas tabelas podem não ser uma soma aritmética exata dos números que os precedem. Petrobras As demonstrações financeiras consolidadas auditadas da Petrobras e de nossas subsidiárias consolidadas em 31 de dezembro de 2009 e 2008, e para cada um dos três exercícios no período findo em 31 de dezembro de 2009, e as notas explicativas contidas neste relatório anual foram apresentadas em dólares americanos e preparadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos, ou U.S. GAAP. Consulte o Item 5 “Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas” e a Nota 2(a) das nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas. Nós publicamos, também, as demonstrações financeiras no Brasil, em reais, de acordo com os princípios contábeis exigidos pela Lei Nº 6404/76, e alterações posteriores (Lei das Sociedades Anônimas) e os regulamentos promulgados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ou os Princípios Contábeis Geralmente aceitos no Brasil, que diferem significativamente dos U.S. GAAP. A partir de 2008, começaram a ser feitas certas mudanças significativas na Lei das Sociedades Anônimas a fim de permitirem que os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos no Brasil convergissem os “IFRS”’(International Financial Reporting Standards – Normas de Reporte Financeiro Internacional). De acordo com as normas da CVM, teremos que reportar nossas demonstrações financeiras em Reais no IFRS a partir do início do exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Nossas informações financeiras consolidadas em 31 de março de 2010, em reais, foram preparadas de acordo com a IFRS. Não pretendemos parar de utilizar o US GAAP para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Nossa moeda funcional é a moeda brasileira “Real”. Conforme descrito mais detalhadamente na Nota Explicativa 2(a) das nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas, os valores em dólares americanos nas datas e nos períodos apresentados em nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas foram recalculados ou convertidos a partir dos valores em reais, de acordo com os critérios estabelecidos na Consolidação das Normas Contábeis – Tópico 830 da ASC – Assuntos Relativos a Moeda Estrangeira. Os valores em dólares americanos apresentados neste relatório anual foram convertidos de reais à taxa de câmbio do final do exercício, para os para os itens do balance patrimonial, e à taxa média de câmbio prevalecente durante o exercício para os itens da demonstração do resultado e do fluxo de caixa. A menos que o contexto indique de outra forma: • • os dados históricos incluídos neste relatório anual que não forem resultantes das demonstrações financeiras consolidadas auditadas foram convertidos de reais de maneira semelhante; os valores referentes a transações futuras, incluindo estimativas de dispêndios futuros imobilizáveis, foram todos baseados em nosso Plano Estratégico Petrobras 2020, que compreende o período de 2009 a 2020, e em nosso Plano de Negócios 2009-2013, e foram projetados numa base constante e convertidos de reais em 2010 a uma taxa média de câmbio estimada de R$2,00 para cada US$1,00, e os cálculos futuros que envolvem um preço presumido do petróleo bruto utilizaram um preço de petróleo bruto de Brent de US$58 por barril para o exercício de 2009, US$ 61 por barril para 2010, US$72, para 2011, US$ 74, para 2012 e US$ 68 por barril para 2013 e U.S.$60 por barril para 2014, ajustado de acordo com nossas diferenças de qualidade e local, exceto quando determinado de outra forma; e Os dispêndios futuros imobilizáveis estimados se baseiam nos valores orçados recentemente, que podem não ter sido reajustados para refletir todos os fatores que poderiam impactar tais valores.

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PifCo A moeda funcional da PifCo é o dólar americano. Substancialmente todas as vendas da PifCo são realizadas em dólares americanos e todo o seu endividamento é expresso em dólares americanos. Portanto, as demonstrações financeiras consolidadas auditadas da PifCo em 31 de dezembro de 2009 e 2008, e para cada um dos três exercícios no período findo em 31 de dezembro de 2009, e as notas explicativas contidas neste relatório anual são apresentadas em dólares e elaboradas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos E.U.A. (U.S. GAAP), e incluem as subsidiárias integrais da PifCo: Petrobras Europe Limited, Petrobras Finance Limited, Bear Insurance Company Limited (BEAR) e Petrobras Singapore Private Limited.

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DESENVOLVIMENTOS RECENTES Consolidação dos Ativos Petroquímicos da Braskem Após um série de consolidações e reestruturações, no início de 2009, detínhamos participações minoritárias em duas as maiores companhias petroquímicas no Brasil: a Braskem S.A. (Braskem), 25,4% do capital total e 31% das ações com direito a voto e a Quattor Participações (Quattor), 40% do capital total e 40% das ações com direito a voto. Em janeiro de 2010, consolidamos nossa posição no setor petroquímico brasileiro ao anunciarmos a fusão da Braskem e da Quattor, criando a maior companhia petroquímica no Brasil e a maior produtora de resina termoplástica nas Américas. Nós e nossos parceiros, a Odebrecht S.A. (Odebrecht), criaremos uma nova holding para a Braskem denominada BRK Investimentos Petroquímicos S.A. (BRK) e continuaremos a consolidar nossos investimentos diretos e indiretos no setor petroquímico brasileiro na Braskem por meio de uma série de fusões e aumentos de capital. As tomadas de decisão na Braskem serão regidas por Acordos de Acionistas a serem firmados com a Odebrecht. Consulte o Item 4. “Informações da Companhia ―Refino, Transporte e Comercialização―Petroquímicas e Fertilizantes.” Alterações Propostas na Lei do Petróleo devido às Descobertas do Pré-Sal O Congresso Nacional está atualmente discutindo uma legislação que, se adotada, irá expandir significativamente nossas operações nas áreas do pré-sal na costa brasileira. A legislação proposta, entre outras coisas, introduz contratos de divisão de produção para a exploração e produção de petróleo e gás natural nas áreas do pré-sal que não estejam sob concessão e em áreas potencialmente estratégicas, conforme definidas pelo Conselho Nacional de Políticas Energéticas – CNPE, o que nos tornaria a operadora exclusiva em todas as áreas do pré-sal que ainda não estão sob concessão e nos forneceria um lucro de 100% ou um lucro mínimo, a ser estabelecido pelo CNPE que não seria inferior a 30% em todos os blocos de pré-sal que ainda não estão sob concessão, com a opção de aumentar nossa fatia por meio de um processo de licitação pública. A segunda proposta legislativa em discussão no Congresso Nacional envolve uma “transferência de direitos” em que o governo brasileiro nos cederia certos direitos de exploração e produção de petróleo e gás nas áreas do pré-sal que ainda não estão sob concessão, até uma recuperação estimada máxima de 5 bilhões de barris de petróleo equivalente. Juntamente com esta transferência de direitos, o governo brasileiro estaria autorizado a subscrever ações adicionais de nosso capital social. A capitalização protegeria os direitos de nossos acionistas minoritários e os resultados seriam utilizados na exploração e produção das áreas que nos fossem transferidas pelo governo brasileiro, para fins societários em geral e para financiar nossos gastos de capital planejados. Par obter mais informações sobre estas e outras alterações propostas à Lei do Petróleo feitas ao Congresso Nacional, consulte o Item 4—“Informações da Companhia - Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás no Brasil—Alterações Propostas na Lei do Petróleo.”

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APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS RESERVAS A Petrobras adotou novas regras da Comissão de Valores Mobiliários dos E.U.A. (SEC) para estimativas e divulgação de quantidades de reservas de petróleo e gás incluídas neste relatório anual. De acordo com estas novas regras, os volumes de reservas para o exercício findo em 2009 foram estimados usando os preços médios durante o período de 12 meses e incluíram reservas não-tradicionais, tais como petróleo e gás sintéticos. Os volumes de reservas para os exercícios findos em 2008 e 2007 foram estimados usando os preços de fim de exercício. Além disso, as novas regras também adotaram uma definição de tecnologia confiável que permite a inclusão de reservas com base nas tecnologias de teste de campo. A adoção das novas regras da SEC para a estimativa e divulgação de reservas de petróleo e gás e a emissão por parte da FASB das Normas Contábeis Atualizadas No. 2010-03 “Estimativa e Divulgação de Reservas de Petróleo e Gás” em dezembro de 2009 não gerou nenhum impacto material sobre nossas reservas relatadas ou nossa posição financeira consolidada ou os resultados das operações, além das divulgações discutidas na Nota 2(n) de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas. DeGolyer e MacNaughton (D&M) forneceram estimativas da maioria de nossas reservas nacionais líquidas em 31 de dezembro de 2009. A D&M também forneceu as estimativas da maioria de nossas reservas internacionais líquidas quando somos a operadora em 31 de dezembro de 2009. Todas as estimativas de reservas envolvem algum grau de incerteza. Consulte o Item 3 “Informações Básicas—Fatores de Risco—Riscos Relativos às Nossas Operações” para obter uma descrição dos riscos relativos a nossas reservas e nossas estimativas de reservas. . Em 14 de janeiro de 2010, nós também apresentamos estimativas de reservas para o Brasil com a ANP, de acordo com as regras e regulamentos brasileiros, totalizando 12,06 bilhões de barris de petróleo cru e condensado e 12,67 trilhões de pés cúbicos de gás natural. As estimativas de reservas que apresentamos para a ANP e aquelas fornecidas neste relatório diferem em aproximadamente 22,5%. Esta diferença é devida a (i) exigência da ANP de que estimemos as reservas provadas por meio do abandono técnico dos poços de produção, em vez de limitar as estimativas de reservas para o prazo de nossos contratos de concessão, conforme exigido pela Regra 4-10 da Regulamentação S-X e (ii) critérios técnicos diferentes para registro das reservas provadas, incluindo o uso dos preços atuais do petróleo em vez da exigência da SEC do preço médio de 12 meses a ser usado para determinar a produtividade econômica das reservas no Brasil. Nós também apresentamos estimativas de reservas de nossas operações internacionais para diversas agências governamentais, conforme as diretrizes da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (“Society of Petroleum Engineers” ou SPE). As estimativas de reservas agregadas de nossas operações internacionais, conforme as diretrizes da SPE, totalizam 0,49 bilhões de barris de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo e 1,22 trilhões de pés cúbicos de gás natural, que são aproximadamente 20% maiores do que as estimativas de reservas calculadas de acordo com a Regulamentação S-X, conforme disposto neste documento. Esta diferença ocorre porque, diferentemente da Regulamentação S-X, as diretrizes técnicas da SPE permitem o registro de nossas reservas na Nigéria com base em certas técnicas de recuperação de petróleo, tais como injeção de fluidos, baseado em campos similares.

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PARTE I Item 1. Identificação de Diretores, Alta Administração e Consultores Não aplicável. Item 2. Estatística da Oferta e Cronograma Previsto Não aplicável. Item 3. Informações Principais

Dados Financeiros Selecionados Petrobras As tabelas abaixo apresentam nossos dados financeiros consolidados selecionados, apresentados em dólares americanos e preparados de acordo com o U.S. GAAP. Os dados para cada um dos cinco exercícios no período findo em 31 de dezembro de 2009 são derivados de nossas demonstrações financeiras consolidadas, que foram auditadas pela KPMG Auditores Independentes para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008, 2007 e 2006 e pela Ernst & Young Auditores Independentes S/S para o exercício findo em 31 de dezembro de 2005. As informações abaixo devem ser lidas em conjunto com e estão qualificadas em sua totalidade em relação às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas e notas explicativas e Item 5. “Revisão Estimativas Operacionais e Financeiras.” Determinados valores dos exercícios anteriores de 2008, 2007, 2006 e 2005 foram reclassificados para atenderem às normas de apresentação do exercício atual. Estas reclassificações não tiveram qualquer impacto sobre nosso resultado líquido ou qualquer efeito material em nossas demonstrações financeiras consolidadas.

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BALANÇO PATRIMONIAL—PETROBRAS
2009 Ativo: Total do ativo circulante....................................................................... Imobilizado, líquido .............................................................................. Investimentos em empresas não consolidadas e outros investimentos....................................................................................... Total Ativo Não-Circulante ................................................................... Total Ativo ................................................................................... Passivo e Patrimônio Líquido: Total do passivo circulante ................................................................... Total Passivo exigível a longo-prazo (1)................................................ Endividamento de longo-prazo (2) ...................................................... Total do passivo........................................................................... Patrimônio líquido Ações autorizadas e emitidas: Ações preferenciais.......................................................................... Ações ordinárias .............................................................................. Reserva de capital e outras receitas abrangentes Patrimônio líquido da Petrobras .......................................................... Participações em não-controladas ....................................................... Total do patrimônio líquido.................................................................. Total do passivo e patrimônio líquido ......................................... (1) (2) Exclui o endividamento de longo-prazo. Exclui a parcela corrente do endividamento de longo-prazo. Em 31 de dezembro 2008 2007 2006 (Em milhões de dólares americanos) 26.758 84.719 3.198 11.020 125.695 24.756 17.731 20.640 63.127 29.140 84.282 5.112 11.181 129.715 24.468 21.534 16.202 62.204 30.955 58.897 3.262 5.566 98.680 21.976 16.829 13.610 52.415 2005

42.644 136.167 4.350 17.109 200.270 30.965 25.736 48.149 104.850

25.784 45.920 1.810 5.124 78.638 18.161 12.747 13.739 44.647

15.106 21.088 57.864 94.058 1.362 95.420 200.270

15.106 21.088 25.715 61.909 659 62.568 125.695

8.620 12.196 44.363 65.179 2.332 67.511 129.715

7.718 10.959 25.622 44.299 1.966 46.265 98.680

4.772 6.929 21.216 32.917 1.074 33.991 78.638

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADO—PETROBRAS
2009 Para o exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 2006 (Em milhões de dólares americanos, exceto para ações e dados por ações) 118.257 25.294 18.879 87.735 20.451 13.138 72.347 19.844 12.826 2005

Receitas operacionais líquidas.............................. 91.869 21.869 Resultado operacional (1) ................................ Lucro líquido do exercício atribuído à Petrobras(2) .................................................... 15.504 Quantidade média ponderada de ações em circulação:(3) Ordinárias ........................................................ .073.347.344 5 Preferenciais .................................................... .700.729.396 3 Resultado operacional por:(-1) (3) Ações ordinárias e preferenciais ...................... 2,49 4,98 ADS ordinárias e preferenciais (4).................... Lucro básico e diluído por:(2) (3) Ações ordinárias e preferenciais ...................... 1,77 3,54 ADS ordinárias e preferenciais (4).................... Dividendos em espécie por:(3)(5) Ações ordinárias e preferenciais ...................... 0,59 ADS ordinárias e preferenciais (-4) .................. 1,18
(1)

56.324 15.085 10.344

5.073.347.344 3.700.729.396 2,88 5,76 2,15 4,30 0,47 0,94

5.073.347.344 3.700.729.396 2,33 4,66 1,50 3,00 0,35 0,70

5.073.347.344 3.699.806.288 2,26 4,52 1,46 2,92 0,42 0,84

5.073.347.344 3.698.956.056 1,72 3,44 1,18 2,36 0,34 0,68

A partir de 2008, passamos a registrar as despesas com benefícios pagos a empregados para participantes inativos como parte das despesas operacionais em vez de despesas não-operacionais. Esta reclassificação não afetou nossa receita líquida consolidada, a não ser na divulgação das demonstrações consolidadas do resultado. As receitas operacionais para todos os períodos se aplicam a esta reclassificação. (2) Nosso lucro líquido representa nossa receita proveniente de operações contínuas. (3) Nós efetuamos um desdobramento de ações 2 por 1 em 25 de abril de 2008. As ações e os valores por ações de todos os períodos colocam em prática o desdobramento de ações. (4) Em julho de 2007, efetuamos um desdobramento reverso 4 por 1 que alterou a proporção das ações subjacentes às American Depositary Shares (ADS), de quatro ações para cada ADS para duas ações para cada ADS. Os valores por Ação de todos os períodos põem em prática o desdobramento de ações. (5) Representa dividendos pagos durante o exercício.

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PifCo As tabelas abaixo estabelecem os dados financeiros consolidados selecionados da PifCo, apresentados em dólares americanos e preparados de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos dos EUA (U.S. GAAP). Os dados para cada um dos cinco exercícios do período findo em 31 de dezembro de 2009 derivaram das demonstrações financeiras consolidadas auditadas da PifCo, auditoria esta conduzida pela KPMG Auditores Independentes para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008, 2007 e 2006, e pela Ernst & Young Auditores Independentes S/S para o exercício findo em 31 de dezembro de 2005. As informações abaixo devem ser lidas em conjunto com e estão totalmente qualificadas por referêrencia às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas e notas explicativas e Item 5. “Revisão Estimativas Operacionais e Financeiras”. BALANÇO PATRIMONIAL—PifCo
Para o exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 2006 (Em milhões de dólares americanos) 30.383 2 2.918 33.303 28.002 1 4.867 32.87 19.241 1 2.079 21.321

2009 Ativo: Total do ativo circulante............................................................ Imobilizado, líquido ................................................................... Total outros ativos..................................................................... Total do Ativo........................................................................ Passivo e Patrimônio Líquido: Total do passivo circulante ........................................................ Total do passivo exig. a longo-prazo (1) .................................... Endividamento de longo-prazo (2) ........................................... Total do Passivo .................................................................... Total do Patrimônio Líquido (déficit)......................................... Total do Passivo e Patrimônio Líquido .................................. (1) (2) Exclui o endividamento de longo-prazo. Excluindo a parte corrente do endividamento de longo-prazo.

2005

22.986 2 3.377 26.365

13.242 3.507 16.749

13.175 13.269 26.444 (79) 26.365

28.012 5.884 33.896 (593) 33.303

27.686 5.187 32.873 (3) 32.87

9.264 7.442 4.64 21.346 (25) 21.321

7.098 3.734 5.909 16.741 8 16.749

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO—PifCo
2009 Receitas operacionais líquidas................................................... Resultado operacional............................................................... Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício......................................... 28.850 578 487 Para o Exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 2006 (Em milhões de dólares americanos) 42.443 26.732 22.070 (927) 127 (38) (772) 29 (211) 2005 17.136 (13) (28)

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FATORES DE RISCO Riscos Relativos às Nossas Operações A volatilidade e as quedas substanciais ou prolongadas nos preços internacionais do petróleo, derivados e gás natural podem impactar negativamente nosso lucro e metas de crescimento futuro. A maior parte de nossa receita é oriunda da venda de petróleo, derivados e, em menor grau, do gás natural. Não temos e nem teremos controle sobre os fatores que influenciam os preços internacionais desses produtos. O preço médio do Brent, referência internacional, foi de aproximadamente U.S.$62,40 por barril em 2009, U.S.$96,99 por barril em 2008 e U.S.$72,52 por barril em 2007, e o preço médio do Brent foi de U.S.$76,78 por barril no primeiro trimestre de 2010. As alterações nos preços do petróleo implicam alterações nos preços dos derivados e do gás natural. Historicamente, os preços internacionais desses produtos oscilaram muito devido a diversos fatores, os quais incluem: • • • • • • • Desenvolvimentos econômicos, geopolíticos, globais e regionais nas regiões produtoras de petróleo, particularmente no Oriente Médio; A habilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em definir e manter os níveis de produção e de defender os preços do petróleo; A oferta e demanda globais e regionais do petróleo, derivados e gás natural; As crises financeiras globais, tais como a crise financeira mundial de 2008; A concorrência com outras fontes de energia; As regulamentações de governos nacionais e estrangeiros; e Condições climáticas.

A volatilidade e as incertezas quanto aos preços internacionais do petróleo, derivados e gás natural podem se manter. As quedas substanciais ou prolongadas nos preços internacionais do petróleo podem afetar de forma relevante e significativa tanto os nossos negócios quanto os resultados operacionais e posição financeira, assim como o valor de nossas reservas provadas. Além disso, as reduções substanciais nos preços do petróleo podem nos obrigar a reduzir ou alterar o momento de nossos investimentos, o que poderá ter impacto negativo em nossas estimativas de produção a médio prazo e estimativas de reservas no futuro. Ainda, nossa política de preço no Brasil deve estar em paridade com os preços internacionais dos produtos a longo prazo. Em geral, não ajustamos nossos preços do diesel, gasolina ou GLP durante os períodos de volatilidade nos mercados internacionais. Consequentemente, a alta rápida ou prolongada do preço internacional do petróleo e derivados pode resultar em margens com atividades secundárias reduzidas e pode ser que não aufiramos todos os ganhos que nossos concorrentes auferem em períodos de preços internacionais mais altos. Nossa capacidade de atingir nossos objetivos de crescimento a longo prazo depende da nossa capacidade de descobrir reservas adicionais e desenvolvê-las com sucesso, sem o que podemos não conseguir alcançar nossas metas de longo prazo para o crescimento da produção. Nossa capacidade de alcançar nossos objetivos de crescimento a longo prazo, incluindo os definidos em nosso Plano de Negócios para 2009-2013, depende muito da nossa capacidade de obter novas concessões através de novas rodadas de licitações, e da descoberta de reservas adicionais, assim como do desenvolvimento bemsucedido de nossas reservas existentes. Precisaremos realizar investimentos substanciais a fim de alcançar as metas de crescimento definidas em nosso Plano de Negócios para 2009-2013, e não podemos garantir que estaremos aptos a levantar o capital exigido.

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Além disso, nossa vantagem competitiva nas rodadas de licitações para novas concessões no Brasil vem diminuindo ao longo dos anos devido ao aumento da concorrência no setor de petróleo e gás no Brasil. Mais ainda, nossas atividades de exploração nos expõem a riscos inerentes à perfuração, incluindo o risco de que não descubramos reservas comercialmente produtivas de petróleo ou gás natural. Os custos de perfuração são sempre incertos, e diversos fatores além do nosso controle (tais como condições inesperadas de perfuração, falhas nos equipamentos ou acidentes e atrasos na disponibilidade das plataformas de perfuração e a entrega dos equipamentos) podem fazer com que essas operações sejam encurtadas, atrasadas ou canceladas.. Estes riscos aumentam quando perfuramos em águas profundas ou ultraprofundas. A perfuração em águas profundas ou ultraprofundas representou aproximadamente 72,6% dos poços exploratórios offshore que perfuramos em 2009. A menos que conduzamos a exploração e o desenvolvimento das atividades com sucesso ou adquiramos propriedades com reservas provadas, ou ambas, e assim possamos aumentar o capital necessário para financiar estas atividades, nossas reservas provadas diminuirão conforme forem extraídas. Não possuímos nenhuma das reservas de petróleo e gás natural no Brasil. Uma fonte garantida de reservas de petróleo e gás natural é essencial para a produção sustentável e geração de renda de uma companhia de petróleo e gás. De acordo com a legislação brasileira, o governo federal detém todas as reservas de petróleo e gás natural no Brasil, e a concessionária fica com o que for produzido por elas em termos de petróleo e gás. Nós temos o direito exclusivo de explorar nossas reservas de acordo com os acordos de concessão a nós concedidos pelo governo brasileiro, e são nossos os hidrocarbonetos que produzimos de acordo com os contratos de concessão; no entanto, se o governo federal nos restringisse ou proibisse de explorar estas reservas de petróleo e gás natural, nossa capacidade de auferir renda seria impactada negativamente. Nossas estimativas quanto às reservas de petróleo e gás natural envolvem certo grau de incerteza, a qual pode afetar negativamente nossa capacidade de gerar receita. As reservas provadas de petróleo e gás natural definidas no relatório anual são nosso volume estimado de petróleo, gás natural e líquidos de gás natural cujos dados geológicos e de engenharia demonstram serem recuperáveis a partir de reservas conhecidas sob condições operacionais e econômicas existentes (como exemplo: os preços e custos das datas em que as estimativas foram feitas). Nossas reservas provadas de petróleo e gás natural são reservas que esperamos recuperar através dos poços existentes, utilizando os equipamentos e métodos operacionais existentes. Há certo grau de incerteza na estimativa de quantidades de reservas provadas em relação aos preços prevalentes do petróleo e gás natural aplicáveis a nossa produção, o que pode nos levar a fazer revisões em nossas estimativas de reservas. As revisões a menor em nossas estimativas de reservas podem nos levar a diminuir a produção futura, o que pode afetar negativamente nossos resultados operacionais e posição financeira. Poderemos não ter recursos suficientes para exploração, produção e desenvolvimento futuros de nossa camada de pré-sal recentemente descoberta. A exploração de nossas descobertas de petróleo e gás na camada de pré-sal exigirá um aumento substancial do capital, recursos humanos e uma variedade de serviços offshore. O desafio operacional principal será o desenvolvimento de um conjunto de soluções inovadoras para enfrentarmos os novos desafios impostos pela exploração e produção nas reservas de pré-sal recentemente descobertas. Estas reservas estão localizadas em águas profundas e ultra-profundas, a distâncias consideráveis da costa, cujo tamanho e a magnitude representam desafios operacionais aos nossos recursos. Além disso, o petróleo destas reservas apresenta um conjunto de propriedades específicas que exige o desenvolvimento de novas tecnologias de exploração. Continuaremos a ter que enfrentar estes novos desafios e provavelmente não conseguiremos assegurar os recursos suficientes para o desenvolvimento da tecnologia que precisaremos para alcançar nossas metas de exploração, produção e desenvolvimento em relação às nossas reservas do pré-sal. Estamos sujeitos a diversas regulamentações ambientais e de saúde tornadas mais rígidas recentemente, e que poderão resultar em aumento de passivo e de investimentos. Nossas atividades estão sujeitas a uma ampla variedade de leis e normas federais, estaduais e municipais, e exigências de licenças relativas à proteção da saúde humana e ambiental, tanto no Brasil quanto em outras

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jurisdições em que operamos. No Brasil, podemos estar sujeitos a sanções criminais e administrativas, multas e ordens de fechamento devido ao não-cumprimento destas leis ambientais, que, dentre outras coisas, limitam ou proíbem as emissões ou derrames de substâncias tóxicas produzidas em nossas operações. Tivemos derrames de óleo no passado que resultaram em multas de diversas agências ambientais estaduais e federais e em diversos processos cíveis e criminais e investigações. Consulte o Item 8. “Informações Financeiras—Processos Jurídicos.” As regras sobre despejo de resíduos e emissões também podem exigir que limpemos ou melhoremos nossas instalações a um custo muito alto e que resultem em passivos substanciais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) fiscaliza constantemente nossas plataformas de petróleo na Bacia de Campos e podem impor multas, restrições nas operações e outras sanções oriundas dessas fiscalizações. Além disso, estamos sujeitos a leis ambientais que nos fazem incorrer em gastos significativos para cobrir danos que os projetos possam causar ao meio ambiente. Estes custos adicionais podem ter um impacto negativo na rentabilidade dos projetos que pretendemos implantar, ou podem torná-los economicamente inviáveis. Conforme as regras ambientais vêm se tornando mais rígidas, e novas leis e regulamentos relativos à mudança climática, incluindo o controle da emissão de gás carbônico, vão se tornando aplicáveis a nós, é provável que nossos investimentos em relação ao cumprimento das regulamentações ambientais e melhorias em nossas práticas de saúde, segurança e meio ambiente aumentem substancialmente no futuro. O aumento dos gastos para atendimento das regulamentações ambientais poderá resultar na redução de outros investimentos estratégicos. Qualquer aumento substancial nos gastos para atendimento das regulamentações ambientais ou redução em investimentos estratégicos poderá impactar negativamente nossos resultados operacionais ou nossa condição financeira. Podemos ter prejuízos e perder tempo e dinheiro nos defendendo em possíveis processos judiciais e de arbitragem. Atualmente, somos parte em diversos processos judiciais nas áreas cível, administrativa, ambiental, trabalhista e fiscal. Estes processos envolvem valores significativos e outros tipos de pedidos. Diversas ações individuais respondem por uma parte substancial da quantidade total de ações contra nós. Por exemplo, com base no fato de as plataformas de produção e perfuração não poderem ser classificadas como embarcações marítimas, a Receita Federal brasileira considera que as remessas ao exterior para pagamentos de afretamentos devem ser reclassificadas como pagamentos de arrendamento e sujeitas a retenção de imposto de renda à alíquota de 25%. A Receita Federal lavrou um auto de infração contra nós que, em 31 de dezembro de 200, totalizavam o valor de R$4.391 milhões (aproximadamente U.S.$2.522 milhões). Consulte o Item 8. “Informações Financeiras—Processos Judiciais.” Caso venhamos a perder os processos que envolvem valores substanciais para os quais não temos provisões, ou, caso as perdas estimadas sejam significativamente maiores do que as provisões feitas, o custo agregado das decisões desfavoráveis terá impacto negativo material em nossa posição financeira e nos resultados operacionais. Além disso, nossos executivos terão que direcionar seu tempo e atenção para a defesa destes processos, o que poderá prejudicar o foco destes em nossos negócios principais. Dependendo do resultado, certos litígios poderão resultar em restrições às nossas operações e terão impacto material em alguns de nossos negócios. Nosso investimento nos mercados locais de gás natural e energia talvez não gerem os resultados esperados. Nos últimos anos, investimos, sozinhos ou com outros investidores, em diversas usinas a gás no Brasil. Estas usinas a gás fornecem baixa capacidade de carga para o sistema e tendem a operar com taxas de utilização abaixo da média. Esta taxa de utilização baixa possui um efeito negativo na nossa capacidade de conseguir retorno desses investimentos. Também estamos sujeitos a multas e podemos perder nossa licença para a venda de energia elétrica se não conseguirmos cumprir com nossos compromissos de entrega de energia para com a Agência Nacional de Energia Elétrica—ANEEL, a agência reguladora de energia no Brasil, devido às restrições de fornecimento de gás. Existem diversos fatores que podem afetar nossa capacidade de entregar gás às nossas usinas a gás, incluindo nossa incapacidade de assegurar o fornecimento de gás natural, problemas que afetam nossa infra-estrutura de gás natural e

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aumento na demanda do mercado não-termoelétrico. Consulte o Item 4. “Informações sobre a Companhia—Gás e Energia - Energia - Venda de Energia Elétrica” para obter mais detalhes sobre estes riscos. A demanda de gás natural é também influenciada pelas condições econômicas como um todo e pelos preços do petróleo. Nosso preço de gás natural não se ajusta imediatamente às oscilações no preço internacional do petróleo e derivados, o que pode tornar o gás natural menos competitivo até que seja ajustado a preços internacionais mais baixos. As quedas prolongadas no mercado de gás natural brasileiro terão um efeito negativo substancial nos nossos resultados operacionais e na nossa posição financeira. Como resultado do acima mencionado, nossos investimentos em gás natural e no mercado brasileiro de energia elétrica geraram prejuízos no passado e podem não gerar os resultados esperados no futuro. As oscilações nas taxas de câmbio podem ter um impacto negativo na nossa condição financeira e resultados operacionais, pois a maioria de nossas receitas está em reais e grande parte de nossos passivos está em moeda estrangeira. Os impactos das oscilações das taxas de câmbio, especialmente da taxa Real/dólar americano, nas nossas operações são variados e podem ser significativos. O principal mercado para os nossos produtos é o Brasil, já que nos últimos três exercícios fiscais mais de 73% das nossas receitas foram expressas em reais, enquanto que algum de nossos investimentos e despesas operacionais, e uma parte substancial de nossas dívidas são, e espera-se que continuem sendo, expressas em ou indexadas ao dólar americano e outras moedas estrangeiras. Além disso, durante 2009 importamos U.S.$12,3 bilhões petróleo e derivados, cujos preços foram todos expressos e pagos em dólar americano. Nossas demonstrações financeiras recentes refletem a valorização do Real em 8,7, 17,2% e 25,4% contra o dólar americano em 2006, 2007 e 2009, respectivamente, e a depreciação do Real em 31,9% contra o dólar americano em 2008. em relação às outras moedas em geral também afetou nossos resultados. Em 17 de maio de 2010, a taxa de câmbio do Real comparada com o dólar americano foi de R$1,8045 para U.S.$1,00, representando uma desvalorização de aproximadamente 3,6% em 2010, até o momento. Estamos expostos a aumentos nas taxas de juros predominantes no mercado, o que nos deixa vulneráveis a um aumento nas despesas financeiras. Em 31 de dezembro de 2009, aproximadamente 51% — U.S.$29.047 milhões do total de nossa dívida – consistia na dívida de taxa flutuante. À luz das considerações de custo e análise de mercado, decidimos não firmar contratos de derivativos ou fazer outros acordos de hedge contra os riscos de um aumento nas taxas de juros. Desse modo, se as taxas de juros do mercado (principalmente LIBOR) subirem, nossas despesas financeiras aumentarão, o que poderá ter um impacto negativo em nossos resultados operacionais e na nossa posição financeira. Não temos seguro contra a paralisação dos negócios de nossas operações no Brasil, e a maioria de nossos ativos não está assegurada contra guerra ou sabotagem. Não mantemos coberturas de seguros contra interrupções dos negócios de qualquer natureza para as nossas operações no Brasil, incluindo as interrupções de natureza trabalhista. Se, por exemplo, nossos trabalhadores fizerem greve, as interrupções no trabalho poderão nos afetar negativamente. Além disso, não temos seguro para a maioria de nossos ativos contra guerras ou sabotagem. Desse modo, em caso de ataque ou um incidente operacional que cause a interrupção de nossos negócios, teremos um impacto negativo relevante em nossa posição financeira ou em nossos resultados operacionais. Estamos sujeitos a riscos substanciais relativos às nossas operações internacionais, em especial na América Latina, África Ocidental e Oriente Médio. Operamos em diversos países, particularmente da América Latina, África Ocidental e Oriente Médio, áreas nas quais pode haver instabilidades políticas, econômicas e sociais. Os resultados operacionais e a posição financeira de nossas subsidiárias nesses países podem ser afetados negativamente pelas oscilações nas economias, instabilidade política e ações governamentais locais relativas à economia, incluindo: • • A imposição de controles de câmbio e preços; A imposição de restrições nas exportações de hidrocarbonetos;

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• • • •

A oscilação das moedas locais frente ao Real; A nacionalização das reservas de petróleo e gás, como ocorrido recentemente na Venezuela, Equador e Bolívia; Os aumentos nas alíquotas do imposto de exportação e do imposto de renda para petróleo e derivados, conforme ocorrido recentemente na Argentina, Venezuela, Equador e Bolívia; e Mudanças institucionais unilaterais (governamentais) e contratuais, incluindo controles e limitações sobre os investimentos em novos projetos, conforme ocorrido recentemente na Venezuela, Equador e Bolívia.

Se um ou mais dos riscos acima descritos ocorrerem, poderemos perder parte ou todas as nossas reservas no país afetado, e talvez não consigamos alcançar nossos objetivos estratégicos nesses países ou em nossas operações internacionais como um todo, o que pode impactar de forma negativa em nossos resultados operacionais e posição financeira. Dos países em que operamos, além do Brasil, a Argentina é a mais significativa, representando 43,6% do total de nossa produção internacional de petróleo e gás natural e 44,3% de nossas reservas internacionais provadas de petróleo e gás natural em 31 de dezembro de 2009. Desde 2007, o governo argentino aumentou as alíquotas de imposto de exportação para petróleo, gás natural e derivados que afetaram negativamente nossos resultados operacionais posição financeira. Também temos operações significativas na Bolívia e Venezuela que representaram, respectivamente, 19,8% e 4,3% do total de nossa produção internacional em barris de petróleo equivalente em 31 de dezembro de 2009. Em 31 de dezembro de 2008, a Bolívia respondeu por 31,02% de nossas reservas internacionais provadas de petróleo e gás natural. Entretanto, em 25 de janeiro de 2009, a Bolívia adotou uma nova constituição que proíbe a propriedade privada dos recursos de petróleo e gás do país. Como resultado, ficamos impossibilitados de incluir quaisquer reservas provadas na Bolívia, conforme relatório de 31 de dezembro de 2008, em nossas reservas provadas ao final do exercício de 2009. Continuamos a registrar a produção de nossas operações na Bolívia para nossos contratos existentes naquele país. Para mais informações sobre nossas operações fora do Brasil, consulte o Item 4, “Informações da CompanhiaInternacionais.” Riscos relativos à PifCo As operações da PifCo e sua capacidade de pagamento de dívida dependem de nós. A posição financeira e os resultados operacionais da PifCo são diretamente afetados por nossas decisões. A PifCo é uma subsidiária integral da Petrobras estabelecida nas Ilhas Cayman como uma sociedade limitada isenta. Atualmente, a PifCo compra petróleo e derivados de terceiros e nos revende com ágio e pagamento diferido. A PifCo também compra petróleo e derivados de nós e os revende ao exterior. Desse modo, as atividades e transações entre as companhias e, consequentemente, a posição financeira e os resultados operacionais da PifCo são afetados pelas decisões tomadas por nós. Além disso, a PifCo compra e vende petróleo e derivados de e para terceiros e coligadas, principalmente no exterior. As operações comerciais são conduzidas em condições de mercado e a preço de mercado. A capacidade da PifCo em pagar e refinanciar a dívida depende, então, de nossas próprias operações. O financiamento das operações comerciais da PifCo é feito por nós, bem como por fornecedores de crédito de terceiros, para os quais fornecemos apoio. Nosso suporte às obrigações de dívidas da PifCo é feito através de garantias incondicionais e irrevogáveis de pagamento. Nossa própria condição financeira e resultados operacionais, assim como nosso suporte financeiro à PifCo, afeta diretamente os resultados operacionais da PifCo e sua capacidade de servir as dívidas. Para obter mais detalhes de certos riscos que possam ter um impacto negativo substancial em nossa posição financeira ou resultados operacionais, e, assim, afetar a capacidade da PifCo de cumprir com suas obrigações de dívidas, consulte “Riscos Relativos às Nossas Operações.”

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A PifCo depende da nossa capacidade de assumir seus custos de financiamento. A PifCo está atualmente envolvida principalmente na compra de petróleo e derivados para nos revender, conforme descrito acima. A PifCo regularmente se endivida devido a tais compras e/ou ao obter financiamento fornecido por nós ou terceiros credores. Tal endividamento tem o benefício de uma garantia, um compromisso de compra ou outro apoio fornecido por nós, e historicamente a PifCo tem repassado para nós seus custos com financiamentos, vendendo petróleo e derivados para nós com ágio a fim de compensar seus custos com financiamentos. Se por algum motivo não conseguirmos continuar com estas práticas, os negócios da PifCo, além de sua capacidade de cumprir com suas obrigações de dívida a longo prazo, serão seriamente afetados. Riscos Relativos ao nosso Relacionamento com o Governo Brasileiro O governo brasileiro, na qualidade de acionista controlador, poderá nos exigir o alcance de certas metas macroeconômicas e sociais que poderão ter um impacto negativo nos nossos resultados operacionais e posição financeira. O governo federal, na qualidade de acionista controlador, já alcançou, e poderá alcançar no futuro, alguns dos seus objetivos macroeconômicos e sociais através de nossa companhia. A legislação brasileira exige que o governo federal detenha a maioria de nossas ações com direito a voto, e assim que isso acontecer, o governo federal terá o poder de eleger a maioria dos membros de nosso conselho de administração e, através deles, a maioria dos membros da diretoria executiva que são responsáveis pela nossa gestão diária. Com isso, teremos que entrar em atividades que dêem preferência aos objetivos do governo federal em vez de nossos próprios objetivos econômicos e empresariais. Adicionalmente, continuamos a prestar assistência ao governo federal para garantir que o suprimento e o preço do petróleo e derivados no Brasil atendam aos requisitos de consumo dos brasileiros. Desse modo, podemos fazer investimentos, incorrer em custos e realizar vendas a prazo que poderão impactar negativamente em nossos resultados operacionais e posição financeira. Antes de janeiro de 2002, os preços do petróleo e derivados eram regulados pelo governo federal, que eventualmente estabelecia preços abaixo dos predominantes nos mercados de petróleo em todo o mundo. Não podemos assegurar que os controles de preço não serão restaurados no Brasil. Poderemos não obter financiamentos para alguns de nossos investimentos planejados, e, caso isso ocorra, nossos resultados operacionais e posição financeira poderão ser afetados negativamente. O governo federal mantém controle sobre nosso orçamento de investimentos e estabelece limites para nossos investimentos e endividamento a longo prazo. Como somos uma entidade estatal, devemos submeter nossa proposta de orçamento anual ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Administração, ao Ministério de Minas e Energia (MME) e ao Congresso brasileiro para aprovação. Se nosso orçamento aprovado reduzir os investimentos propostos e aquisição de novas dívidas, e não conseguirmos obter financiamentos que não exijam a aprovação do governo federal, possivelmente não poderemos realizar todos os investimentos que desejamos, inclusive aqueles que concordamos em fazer para expandir e desenvolver nossos campos de petróleo e gás natural. Se não pudermos fazer estes investimentos, nossos resultados operacionais e posição financeira poderão ser negativamente impactados. Além disso, esperamos levantar um montante significativo de capital a fim de financiar nossas atividades de exploração e produção nas reservas do pré-sal e outros investimentos planejados por meio de uma capitalização. Como parte das mudanças propostas para a Lei do Petróleo, o Congresso Nacional poderá autorizar a capitalização que nos permitiria pagar por uma transferência dos direitos de exploração e produção nas áreas do pré-sal que não tiverem sido concedidas a nós pelo governo brasileiro e nos permitiria explorar estas áreas. As mudanças propostas na Lei do Petróleo, incluindo a capitalização proposta, estão sujeitas à aprovação do Congresso Nacional. Consulte o Item 4—“Informações da Companhia - Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás Natural no Brasil—Mudanças Propostas na Lei do Petróleo.”Nossos resultados operacionais e condição financeira podem ser afetados negativamente se a capitalização não for aprovada e não conseguirmos realizar estes investimentos.

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Riscos Relativos ao Brasil O governo federal historicamente exerce e continua exercendo uma influência significativa na economia brasileira. As condições políticas e econômicas têm um impacto direto em nossos negócios e poderão ter um efeito adverso em nossos resultados operacionais e posição financeira. As políticas econômicas do governo federal poderão ter efeitos importantes nas companhias brasileiras, grupo no qual estamos incluídos, e nas condições de mercado e preços dos títulos brasileiros. Nossa posição financeira e resultados operacionais podem ser impactados pelos seguintes fatores e resposta do governo federal a eles: • • • • • • • • • • Desvalorizações e outras alterações nas taxas de câmbio; inflação; políticas de controle de câmbio; instabilidade social; instabilidade de preços; taxas de juros; liquidez de capital local e mercados de empréstimos; políticas fiscais; políticas normativas para o setor de petróleo e gás, incluindo a política de preços; e outros desenvolvimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos no Brasil ou que venham a afetá-lo.

Podemos ser particularmente afetados por certas iniciativas para aumentar a tributação de nossas atividades de exploração e produção. Em junho de 2003, o Estado do Rio de Janeiro publicou uma nova lei fiscal que impõe a cobrança do ICMS sobre nossas atividades de exploração e produção, incluindo a importação de equipamentos exploratórios de petróleo e gás. O Estado do Rio de Janeiro nunca executou essa lei, e sua constitucionalidade está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). Se o governo estadual tentar executar esta lei e o tribunal validar tal execução, estimamos que o valor do ICMS que temos que pagar ao Governo do Estado do Rio de Janeiro aumentará aproximadamente R$10,2 bilhões (U.S.$5,9 bilhões) por ano. Além disso, a descoberta recente de grandes reservas de petróleo e gás natural nas áreas do pré-sal das bacias de Campos e Santos levantou discussões sobre as possíveis mudanças na atual Lei do Petróleo. O Congresso Brasileiro criou um comitê interministerial para tratar das mudanças substanciais na regulamentação das atividades de exploração e produção nas áreas do pré-sal, não sujeita às concessões existentes. O comitê ainda não fez uma recomendação formal ao Governo federal, e não podemos estimar o impacto que qualquer mudança na Lei do Petróleo teria na Petrobras ou quando qualquer nova regulamentação poderá entrar em vigor. Consulte o Item 4. “Informações da Companhia—Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás no Brasil—Discussões sobre Possíveis Mudanças na Lei do Petróleo.”

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A incerteza sobre a possibilidade de o Governo Federal implantar estas ou outras mudanças na política, ou regulamentações que possam afetar qualquer um dos fatores mencionados acima ou outros fatores no futuro, poderá gerar incertezas econômicas no Brasil e aumentar a volatilidade do mercado de títulos brasileiro e dos títulos emitidos no exterior por companhias brasileiras. Tais mudanças nas políticas e regulamentações poderão ter um impacto negativo em nossos resultados operacionais e posição financeira. A inflação e as medidas governamentais para restringir a inflação poderão contribuir significativamente para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade nos mercados de títulos brasileiros, consequentemente afetando o valor de mercado de nossos títulos e nossa posição financeira. Nosso mercado principal é o Brasil, que, no passado, vivenciou taxas inflacionárias extremamente altas. A inflação, juntamente com as medidas governamentais para combater a inflação e a especulação pública sobre possíveis medidas futuras, possuem um efeito significativamente negativo na economia brasileira. As taxas anuais de inflação foram historicamente altas no Brasil antes de 1995, e o Brasil teve um cenário de hiperinflação no passado. Conforme medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Brasil apresentou taxas de inflação anuais da ordem de 4,46% em 2007, 5,90% em 2008 e 4,31% em 2009. Considerando as taxas inflacionárias historicamente altas, o Brasil poderá apresentar níveis maiores de inflação no futuro. Os níveis menores de inflação, observados desde 1995, podem não continuar. As ações futuras do governo, incluindo as ações para ajuste no valor do Real, poderão acionar aumentos na inflação que poderão afetar nossa posição financeira. O desenvolvimento e a percepção do risco em outros países, especialmente nos Estados Unidos e em países emergentes, podem afetar o preço de Mercado dos títulos brasileiros, incluindo nossas ações e ADSs, e limitar nossa capacidade de financiar nossas operações. O valor de mercado dos títulos das companhias brasileiras é afetado em diversos graus pelas condições econômicas e de mercado de outros países, incluindo os Estados Unidos e outros países da América Latina e emergentes. Apesar de as condições econômicas desses países diferirem significativamente das condições econômicas do Brasil, as reações dos investidores nesses outros países poderão ter um impacto negativo no valor de mercado dos títulos dos emissores brasileiros. As crises em outros países ou suas políticas econômicas podem diminuir o interesse do investidor nos títulos de emissores brasileiros, inclusive os nossos. Isto pode afetar negativamente nossas ações e ADSs e pode limitar nossa capacidade de financiar nossas operações. Riscos Relativos a Nossos Títulos de Dívidas e Ações O tamanho, volatilidade, liquidez e/ou regulamentação dos mercados de títulos brasileiros podem restringir a capacidade dos titulares de ADSs de vender as ações ordinárias ou preferenciais relativas aos nossos ADSs. As ações da Petrobras são umas das que apresentam maior liquidez na Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa), mas em geral, os mercados de títulos brasileiros são menores, mais voláteis e menos líquidos do que os grandes mercados de títulos nos Estados Unidos e outras jurisdições, e podem ser regulados de forma diferente daquela a qual os investidores americanos estão acostumados. Os fatores que podem afetar especificamente os mercados de ações brasileiros podem limitar a capacidade dos titulares de ADSs de vender as ações ordinárias ou preferenciais relativas aos ADSs ao preço e no tempo desejados. O mercado de títulos da PifCo pode não ter liquidez. Alguns dos títulos da PifCo não estão listados em qualquer mercado de câmbio de títulos e não são quotados através de um sistema de quotação automatizado. Não podemos assegurar a liquidez ou o mercado de negociação dos títulos da PifCo. Não podemos garantir que os detentores dos títulos da PifCo consigam vendê-los no futuro. Se o mercado de títulos da PifCo não se desenvolver, seus detentores talvez não consigam revendê-los durante período estendido, ou talvez nunca.

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Os titulares de ADSs talvez não consigam exercer seus direitos de preferência em relação às ações ordinárias ou preferenciais relativas às ADSs. Os titulares de ADSs que são residentes nos Estados Unidos talvez não consigam exercer seus direitos de preferência relativos às ações ordinárias ou preferenciais subjacentes às nossas ADSs, a menos que haja uma declaração de registro de acordo com o U.S. Securities Act em vigor em relação a tais direitos, ou isenção dos requisitos de registro de acordo com o Securities Act. Não somos obrigados a registrar uma declaração de registro em relação às ações ordinárias ou preferenciais relativas aos direitos de preferência e, desse modo, não podemos registrar tal declaração de registro. Se a declaração de registro não for feita e não houver a isenção do registro, o JPMorgan Chase Bank, N.A., como depositário, tentará vender os direitos de preferência, e os titulares de ADSs terão o direito de receber os resultados da venda. Entretanto, os direitos de preferência expiram se o depositário não as vender. Para obter uma descrição mais completa dos direitos de antecipação relativos às ações ordinárias ou preferenciais, consulte o Item 10. “Informações Adicionais—Estatuto Social da Petrobras—Direitos de Preferência.” As restrições na movimentação de capital para o exterior pode impedir que os titulares de ADSs recebam os dividendos, distribuições e os resultados de qualquer venda de ações ordinárias ou preferenciais relativas a ADSs, e poderão impactar nossa capacidade de quitar certas obrigações de dívidas, incluindo as garantias e compromissos de compra firmados para dar suporte aos títulos da PifCo. O Governo Federal poderá impor restrições temporárias à conversão da moeda brasileira em moeda estrangeira e a remessas para investidores estrangeiros dos resultados de seus investimentos no Brasil. A legislação brasileira permite que o Governo federal imponha essas restrições caso haja um sério desequilíbrio na balança de pagamentos do Brasil ou motivos para a previsão de um sério desequilíbrio. O Governo Federal impôs restrições às remessas por aproximadamente seis meses em 1990. O Governo Federal pode tomar medidas similares no futuro. Restrições parecidas, se impostas, podem prejudicar ou impedir a conversão dos dividendos, distribuições, ou de resultados de qualquer venda de ações ordinárias ou preferenciais de reais para o dólar americano e a remessa desses dólares para o exterior. Se tais restrições forem impostas, o depositário das ADSs manterá os reais que não puder converter a favor dos titulares de ADS que não tiverem sido pagos. O depositário não poderia investir os reais nem receber os juros. Restrições parecidas, se impostas, podem prejudicar ou impedir a conversão dos pagamentos relativos a garantias e compromissos de compra que sirvam de suporte aos títulos da PifCo de reais em dólares americanos, e as remessas de tais dólares para o exterior. No caso de os detentores de títulos da PifCo receberem os pagamentos em reais correspondentes aos valores equivalentes de dólar americano devidos pelos títulos da PifCo, é possível que não consigam converter tais valores em dólares americanos. Estas restrições, se impostas, poderiam nos impedir de disponibilizar fundos para a PifCo em dólares americanos para o exterior, e neste caso a PifCo talvez não tenha fundos em dólares americanos disponíveis para fazer os pagamentos de suas obrigações de dívidas. Além disso, os pagamentos de dividendos e outras distribuições aos acionistas e das garantias e compromissos de compra da Petrobras em relação aos títulos da PifCo não exigem a aprovação ou registro no Banco Central. O Banco Central pode, no entanto, impor requisitos de aprovação antes da remessa dos dólares para o exterior, o que poderá causar atrasos em tais pagamentos. Se os titulares de nossas ADSs trocarem suas ADSs por ações ordinárias ou preferenciais, eles correm o risco de perder a capacidade de remeter a moeda estrangeira para o exterior e perder os benefícios fiscais no Brasil. O depositário brasileiro de nossas ações ordinárias ou preferenciais subjacentes às nossas ADSs deve obter um certificado de registro do Banco Central para terem direito a remeter os dólares americanos para o exterior para pagamentos de dividendos e outras distribuições relativas às nossas ações ordinárias e preferenciais ou pela a venda das ações ordinárias ou preferenciais. Se os titulares de ADSs decidirem trocar suas ADSs pelas ações ordinárias ou preferenciais, eles terão direito de usufruir, por um período de cinco dias úteis no Brasil a partir da data do câmbio, dos direitos conferidos pelo certificado de registro do depositário. Após este período, tais titulares não poderão obter e remeter os dólares americanos para o exterior com a venda das ações ordinárias ou preferenciais ou distribuições relativas a elas, a menos que consigam obter seus próprios certificados de registro ou registro de acordo com a Resolução no. 2.689 do Conselho Monetário Nacional, que dá aos

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investidores estrangeiros registrados o direito de comprar e vender na Bolsa de Valores de São Paulo. Além disso, se tais titulares não obtiverem um certificado de registro ou registro de acordo com a Resolução no. 2.689, eles poderão estar sujeitos a um tratamento fiscal menos favorável sobre os ganhos em relação às ações ordinárias ou preferenciais. Se tais titulares obtiverem seus próprios certificados de registro, eles incorrerão em despesas e sofrerão atrasos no processo de registro, o que poderá atrasar o recebimento de dividendos ou distribuições de ações ordinárias ou preferenciais ou o retorno de seu capital em tempo hábil. O certificado de registro do depositário ou qualquer registro de capital estrangeiro obtido por tais titulares poderão ser afetados por futuras mudanças legislativas ou normativas e não poderemos assegurar a tais titulares que não serão impostas a eles restrições adicionais relativas à venda das respectivas ações ordinárias ou preferenciais ou o repatriamento dos resultados no futuro. Os titulares de ADSs poderão ter dificuldades em proteger seus interesses. Nossos assuntos corporativos são regidos por nosso estatuto e pela Lei das SAs, que diferem dos princípios legais que poderiam ser aplicados se tivéssemos sido criados nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar fora do Brasil. Além disso, os direitos de um titular de ADS, que são derivados dos direitos dos titulares de nossas ações ordinárias ou preferenciais, conforme for o caso, de proteger seus interesses contra as ações de nosso Conselho de Administração são diferentes de acordo com a Lei das SAs, comparadas a leis em outras jurisdições. As regras quanto a comércio interno e autonegociação e a preservação dos interesses dos acionistas também podem ser diferentes no Brasil em relação aos Estados Unidos. Existem também advogados de defesa menos ativos dedicados ao cumprimento dos direitos dos acionistas no Brasil do que nos Estados Unidos. Além disso, os acionistas nas companhias brasileiras normalmente não possuem representação para promover uma ação de classe. Somos uma companhia estatal organizada de acordo com as leis do Brasil e todos os nossos conselheiros e diretores residem no Brasil. Substancialmente, todos os nossos ativos e aqueles de nossos diretores e conselheiros estão localizados no Brasil. Consequentemente, pode não ser possível para os titulares de ADSs ajuizar demanda contra nós ou nossos diretores e conselheiros dentro dos Estados Unidos ou outras jurisdições fora do Brasil, ou de executar contra a companhia ou contra nossos diretores e conselheiros julgamentos obtidos nos Estados Unidos ou em outras jurisdições fora do Brasil. Como as sentenças dos tribunais americanos quanto a responsabilidades civis com base nas leis federais americanas somente podem ser executados no Brasil se determinados requisitos forem atendidos, os titulares de ADSs podem enfrentar muitas dificuldades para protegerem seus interesses em ações contra nós ou nossos diretores e conselheiros do que os acionistas de uma empresa criada nos Estados Unidos. Os titulares de nossas ADSs poderão encontrar dificuldades em exercer os direitos de voto e de ações preferenciais, e as ADSs que representam ações preferenciais normalmente não fornecem a seus titulares o direito a voto. Os titulares de ADSs podem encontrar dificuldades em exercer alguns de seus direitos como acionistas se detiverem nossas ADSs em vez de suas ações representativas. Por exemplo, se não conseguirmos fornecer ao depositário as matérias sujeitas a voto em tempo hábil, os titulares de ADSs não conseguirão votar dando instruções ao depositário sobre como votar por eles. Além disso, uma parte de nossas ADSs representa nossas ações preferenciais. De acordo com as leis brasileiras ou nosso estatuto, os titulares de ações preferenciais geralmente não têm direito a voto nas assembléias de nossos acionistas. Isto significa, dentre outras coisas, que os titulares das ADSs que representam as ações preferenciais não possuem direito a voto nas transações ou deliberações importantes da empresa. Consulte o Item 10. “Informações Adicionais—Estatuto Social da Petrobras—Direitos a Voto” para ler um parecer sobre os direitos a voto limitados de nossas ações preferenciais.

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Teríamos que pagar por ordens judiciais executando nossas de garantia e compromisso de compra relativos aos títulos da PifCo somente em reais. Se forem abertos processos no Brasil para executar nossas obrigações em relação ao compromisso de compra e garantia relativos aos títulos da PifCo, teremos que pagar nossas obrigações somente em reais. De acordo com as regras de controle de câmbio no Brasil, qualquer obrigação de pagamento de valores em outra moeda que não seja o Real que for paga no Brasil de acordo com uma decisão de órgão jurisdicional brasileiro poderá ser realizada em Reais a uma taxa de câmbio determinada pelo Banco Central, em vigor na data do pagamento. Uma notificação de que estamos sujeitos às leis de falência americanas e que o compromisso de compra e garantia executados por nós seria um acordo fraudulento poderia resultar na perda, por parte dos detentores de títulos da PifCo, dos direitos de ação contra nós. A obrigação da PifCo em realizar os pagamentos sobre seus títulos é suportada por nossa obrigação referente ao compromisso de compra ou garantia. Fomos informados por nosso consultor jurídico americano de que os compromissos de compra e de garantia são válidos e aplicáveis de acordo com as leis dos Estados de Nova York e dos Estados Unidos. Além disso, formos informados por nosso consultor jurídico de que as leis do Brasil não impedem que os compromissos de compra e de garantia sejam válidos, vinculantes e executáveis contra nós de acordo com seus termos. No caso de qualquer lei de fraude ou similar do governo americano ser aplicada aos compromissos de compra e garantia e se nós, no momento em que firmarmos um compromisso de compra e garantia: • • • • estivermos insolventes ou prestes a nos tornar insolventes em função de ter firmado compromisso de compra ou garantia; estivermos envolvidos em negócios ou transações para os quais nossos ativos remanescentes se constituírem capital insignificante; ou tivermos a intenção de incorrer em ou tivermos incorrido ou acreditarmos ter incorrido em dívidas acima de nossa capacidade de pagamento em seus vencimentos; e tivermos a intenção de receber ou tivermos recebido menos do que o valor equivalente ou o pagamento justo dele,

então nossas obrigações para com os compromissos de compra e garantia poderão ser evitadas, ou as reclamações em relação a tais contratos poderão ser subordinadas às reclamações de outros credores. Dentre outras coisas, uma ação judicial em relação ao compromisso de compra e garantia em bases fraudulentas poderá focar em benefícios, se houver, realizados por nós como resultado da emissão dos títulos da PifCo. Se os compromissos de compra e de garantia forem considerados como sendo um acordo fraudulento ou inexequível por qualquer outro motivo, os detentores de títulos da PifCo não poderão reclamar contra nós em relação aos respectivo compromisso de compra e garantia e somente poderão reclamar contra a PifCo. Não podemos assegurar que, após o pagamento de todas as reclamações anteriores, haverá ativos suficientes para satisfazer as reclamações dos detentores da PifCo em relação a qualquer parte não incluída no compromisso de compra e garantia.

Item 4. Informações da Companhia Histórico e Desenvolvimento A Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras — foi constituída em 1953, a fim de conduzir as atividades de hidrocarboneto do governo brasileiro. Nós começamos as operações em 1954 e durante aproximadamente quarenta anos conduzimos atividades de refino e produção de petróleo bruto e gás natural no Brasil em nome do governo. Como parte de uma reforma abrangente do sistema regulador de óleo e gás, o Congresso Brasileiro alterou a Constituição do Brasil em 1995 a fim de autorizar o governo brasileiro a contratar com qualquer empresa

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estatal ou privada para conduzir atividades nas áreas de exploração e produção (upstream) e abastecimento (downstream) de petróleo e gás no Brasil. Em 6 de agosto de 1997, o Brasil promulgou a Lei do Petróleo (Lei Nº 9.478), que estabeleceu uma nova estrutura regulatória, extinguiu nosso direito exclusivo de conduzir atividades de óleo e gás e permitiu a concorrência em todos os aspectos da indústria de óleo e gás no Brasil. Desde então, estamos operando em um ambiente cada vez mais desregulamentado e competitivo. A Lei do Petróleo também criou uma agência regulatória independente, a ANP, para regular a indústria do petróleo, gás natural e combustível renovável no Brasil e criar um ambiente competitivo na indústria de óleo e gás. Com vigência a partir de 2 de janeiro de 2002, o Brasil desregulamentou os preços do petróleo, derivados de petróleo e gás natural. Ver “A Regulamentação da Indústria do Petróleo e Gás no Brasil—Regulamentação dos Preços”. Nossas ações ordinárias e preferenciais são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo desde 1968. A Petrobras foi constituída como uma empresa estatal, de acordo com a Lei Nº 2.004 (em vigor a partir de 3 de outubro de 1953), e a maioria de nosso capital votante deve ser detido pelo governo federal brasileiro, um estado ou um município. Em 31 de dezembro de 2009, o governo brasileiro detinha 32,1% do capital social e 55,6% de nosso capital votante. Operamos através de subsidiárias, joint ventures e empresas coligadas estabelecidas no Brasil e em muitos outros países. Nossa sede social está localizada na Avenida Republica do Chile, 65, 20031-912, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, e o nosso número de telefone é (55-21) 3224-4477. Visão Geral do Grupo Somos uma empresa integrada de petróleo e gás, que é a maior empresa do Brasil e uma das maiores na América Latina, em termos de receitas. Devido a nosso legado como ex-fornecedora exclusiva de petróleo bruto e derivados de petróleo do Brasil e nosso compromisso contínuo com o desenvolvimento e com o crescimento, nós operamos a maioria dos campos produtivos de petróleo e gás do Brasil e possuímos uma ampla base de reservas provadas e uma infra-estrutura operacional totalmente desenvolvida. Em 2009, nossa produção média nacional diária de hidrocarbonetos foi de 2.101,3 mboe/d, uma estimativa de 98,5% do total do Brasil. Mais de 84% de nossas reservas domésticas provadas estão localizadas em campos grandes, contíguos e altamente produtivos na costa da Bacia de Campos, permitindo que concentremos nossa infra-estrutura operacional e restrinjamos nossos custos de exploração, desenvolvimento e produção. Em 40 anos de desenvolvimento das bacias marítimas do Brasil, nós desenvolvemos uma habilidade especial na exploração e produção em águas profundas, que exploramos tanto no Brasil, quanto em outras províncias petrolíferas marítimas. Nós operamos substancialmente toda a capacidade de refino no Brasil. A maioria de nossas refinarias está localizada na região Sudeste do Brasil, dentro dos mercados mais industrializados e de maior população do país e adjacentes à Bacia de Campos, que fornece a maior parte de nosso petróleo bruto. Nossa capacidade nacional de refino, de 1.942 mbbl/d, está bem equilibrada com nossa produção nacional de refino de 1.823 mbbl/d e vendas de derivados de petróleo para os mercados nacionais de 1.754 mbbl/d. Esperamos que o crescimento de nossa capacidade de produção ultrapasse as vendas no mercado doméstico e que aquela tendência se fortaleça com o passar do tempo. Também estamos envolvidos na produção de petroquímicos e fertilizantes. Distribuímos os derivados de petróleo através de nossa própria rede “BR” de varejistas e para atacadistas. Participamos da maioria dos aspectos do mercado brasileiro de gás natural. Esperamos que o percentual de gás natural na matriz energética brasileira cresça no futuro na medida em que aumentamos a produção de gás associado e não-associado, principalmente de campos marítimos nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos, e ampliamos a infra-estrutura de transporte de gás do Brasil. Nós usamos terminais de GNL e importamos gás natural da Bolívia para atender a demanda e diversificar nosso suprimento. Nós também participamos do mercado de energia nacional, inicialmente através de nossos investimentos em usinas de energia termoelétrica acionadas a gás.

No exterior, estamos presentes em 24 países. Na América do Sul, nossas operações se estendem da exploração e produção a refino, comercialização, serviços de varejo e dutos de gás natural. Na América do Norte, produzimos petróleo e gás e temos operações de refino nos Estados Unidos. Na África, produzimos petróleo em

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Angola e na Nigéria, e, na Ásia, temos operações de refino no Japão. Nos outros países, estamos envolvidos somente na exploração de petróleo e gás. Nossas atividades abrangem cinco segmentos de negócios: • Exploração e Produção: exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no Brasil;

• Refino, Transporte e Comercialização: atividades de downstream (refino e distribuição) no Brasil, incluindo refino, logística, transporte, exportação e importação de petróleo bruto e derivados de petróleo, petroquímicos e fertilizantes; • Distribuição: distribuição de derivados de petróleo para atacadistas e através de nossa rede de varejo “BR” no Brasil; • Gás e Energia: transporte e distribuição de gás, a geração de energia elétrica utilizando gás natural e fontes renováveis de energia; e • Internacional: exploração e produção, refino, transporte e comercialização, distribuição e operações com energia e gás no exterior. A tabela abaixo estabelece as informações chaves para cada segmento comercial em 2009:

2009
Exploração e Produção Refino, Transporte e Comercialização Gás e Energia Corporativo(1) Total do Grupo

Distribuição

Internacional

Eliminações

Receita Operacional 38.777 Líquida................................ Resultado antes do 14.588 Imposto de Renda ....................... Total Ativo em 31 de 77.596 dezembro ................................ Despesas de Capital....................... 16.488

74.621

29.672

(US$ milhão) 5.652 10.197

(67.050)

91.869

9.819 50.469 10.466

960 6.127 369

657 24.861 5.116

232 14.914 2.111

(3.520) 31.198 584

(675) (4.895) –

22.061 200.270 35.134

(1) Nosso segmento Corporativo inclui nossas atividades financeiras não atribuíveis a outros segmentos, inclusive administração financeira corporativa, despesas indiretas administrativas centrais e despesas atuariais relacionadas a planos de saúde e de aposentadoria de participantes inativos. Com início em 2009, nosso segmento corporativo inclui os resultados das nossas operações Bio-Renováveis. Em exercícios anteriores, os resultados de nossas operações Bio-Renováveis foram incluídos em nosso segmento de Gás e Energia).

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As tabelas abaixo estabelecem nossa produção de petróleo bruto e gás natural por área geográfica em 2009, 2008 e 2007:
2009 Óleo Sintético (mbbl/d)(4) 0,0 3,8 3,8 0,0 0,0 0,0 0,0 3,8 Gás Sintético (mmcf/d) (1)(4) 0,0 4,4 4,4 0,0 0,0 0,0 0,0 4,4

Óleo (mbbl/d) Brasil: Campo de Roncador (2) ................................................................ 368,9 1.598,1 Outro................................................................ Total Brasil................................................................ 1.967,0 Internacional: América do Sul (fora do Brasil)................................ 85,6 América do Norte................................................................ 1,5 África................................................................ 44,3 131,4 Total Internacional ................ Total produção consolidada .. Participação Societária e afiliadas nãoconsolidadas:(3) América do Sul (fora do Brasil)................................ 2.098,4

Gás Natural (mmcf/d)(1) 163,7 615,0 778,7 569,3 10,6 0,0 579,9 1.358,6

Total (mboe/d) 396,2 1.705,2 2.101,4 180,4 3,3 44,3 228,0 2.329,4

9,3

Produção total ................................................................ 2.107,7 (1) (2) (3) (4)

0,0 3,8

5,6 1.364,2

0,0 4,4

10,2 2.339,6

Os números da produção de gás natural são os volumes de gás natural disponíveis para venda, excluindo o gás de queima e reinjetado e o gás consumido nas operações. O campo de Roncador contém mais de 15% de nossas reservas totais provadas. Sociedades nas quais a Petrobras possui participação minoritária. Nós produzimos óleo sintético e gás sintético dos depósitos de folhelhos de óleo em São Mateus do Sul, na Bacia Paraná, no Brasil. 2008 Óleo Sintético (mbbl/d)(4) 0,0 3,2 3,2 0,0 0,0 0,0 0,0 3,2 Gás Sintético (mmcf/d) (1)(4) 0,0 3,8 3,8 0,0 0,0 0,0 0,0 3,8

Óleo (mbbl/d) Brasil: Campo de Roncador (2) ................................................................ 267,6 1.583,9 Outro................................................................ Total Brasil................................................................ 1.851,5 Internacional: América do Sul (fora do Brasil)................................ 97,3 América do Norte................................................................ 1,7 7,9 África................................................................ 106,9 Total Internacional ................ Total produção consolidada .. Participação Societária e afiliadas nãoconsolidadas:(3) América do Sul (fora do Brasil)................................ 1.958,4

Gás Natural (mmcf/d)(1) 119,4 876,2 995,6 571,2 13,3 0,0 584,5 1.580,1

Total (mboe/d) 287,5 1.733,8 2.021,3 192,5 3,9 7,9 204,3 2.225,6

13,0

Produção total ................................................................ 1.971,4 (1) (2) (3) (4)

0,0 3,2

21,5 1.601,6

0,0 3,8

16,6 2.242,2

Os números da produção de gás natural são os volumes de gás natural disponíveis para venda, excluindo o gás de queima e reinjetado e o gás consumido nas operações. O campo de Roncador contém mais de 15% de nossas reservas totais provadas. Sociedades nas quais a Petrobras possui participação minoritária. Nós produzimos óleo sintético e gás sintético dos depósitos de folhelhos de óleo em São Mateus do Sul, na Bacia Paraná, no Brasil.

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2007 Óleo Sintético (mbbl/d)(4) 0,0 3,6 3,6 0,0 0,0 0,0 0,0 3,6 Gás Sintético (mmcf/d) (1)(4) 0,0 3,6 3,6 0,0 0,0 0,0 0,0 3,6

Óleo (mbbl/d) Brasil: Campo de Roncador (2) ................................................................ 85,6 1.702,7 Outro................................................................ Total Brasil................................................................ 1.788,3 Internacional: 104,0 América do Sul (fora do Brasil)................................ América do Norte................................................................ 4,7 África................................................................ 3,6 112,3 Total Internacional ................ Total produção consolidada .. Participação Societária e afiliadas nãoconsolidadas:(3) América do Sul (fora do Brasil)................................ 1.900,6

Gás Natural (mmcf/d)(1) 28,2 745,1 773,3 585,0 35,8 0,0 620,8 1.394,1

Total (mboe/d) 90,3 1.831,3 1.921,6 199,4 10,2 3,6 213,2 2.134,8

13,9

Produção total ................................................................ 1.914,5 (1) (2) (3) (4)

0,0 3,6

11,5 1.405,6

0,0 3,6

15,9 2.150,7

Os números da produção de gás natural são os volumes de gás natural disponíveis para venda, excluindo o gás de queima e reinjetado e o gás consumido nas operações. O campo de Roncador contém mais de 15% de nossas reservas totais provadas. Sociedades nas quais a Petrobras possui participação minoritária. Nós produzimos óleo sintético e gás sintético dos depósitos de folhelhos de óleo em São Mateus do Sul, na Bacia Paraná, no Brasil.

A produção de petróleo bruto e gás natural no Brasil está dividida em produção onshore e offshore, compreendendo 11% e 89% da produção total no Brasil, respectivamente. A Bacia de Campos é uma das principais e mais produtivas bacias offshore de óleo e gás do Brasil, com mais de 60 reservas de hidrocarboneto descobertas, 2 outros grandes campos petrolíferos e uma área total de aproximadamente 115.000 km (28,4 milhões de acres). Em 2009, a Bacia de Campos produziu uma média de 1.693,6 mbbl/d de petróleo e 12,0 mmm³/d (453,6 mmcf/d) de gás natural associado durante 2009, compreendendo 84,2% de nossa produção total do Brasil. A tabela abaixo estabelece os nossos preços médios de produção e custos médios de produção por área geográfica e por tipo de produto durante os últimos três anos.
América do Sul (fora do Brasil) América do Norte Patrimônio e afiliadas não consolidadas(1)

Brasil

África

Total

(US$) Em 2009 Preços médios de produção Óleo, por barril Gás natural, em milhares de pés cúbicos Óleo sintético, por barril Gás sintético, por barril Custos médios de produção, por barril total Em 2008 Preços médios de produção Óleo, por barril Gás natural, em milhares de pés cúbicos Óleo sintético, por barril Gás sintético, por barril Custos médios de produção, por barril total Em 2007

54,22 3,76 50,88 2,97 9,91

46 2,06 – – 7,06

62,23 3,87 – – 22,64

68,09

54,18 2,87 50,88 2,97 9,69

64,64 – – – 17,12

– – 9,15

81,55 6,69 – – 12,34

61,96 2,58 – – 6,40

108,05 9,94 –

67,65

80,54 5,07 – – 11,82

87,96

– – 20,98

17,49

7,28

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Brasil

América do Sul (fora do Brasil)

América do Norte

África

Total

Patrimônio e afiliadas não consolidadas(1)

(US$) Preços médios de produção Óleo, por barril 61,57 49,51 71,32 63,64 60,88 66,22 Gás natural, em milhares de pés 5,86 2,23 7,69 – 4,26 – cúbicos Óleo sintético, por barril – – – – – – Gás sintético, por barril – – – – – – Custos médios de produção, por barril total 10,32 5,55 10,51 27,4 9,90 12,47 Os volumes de gás natural usados no cálculo desta tabela são os volumes de produção de gás natural disponíveis para venda e são também apresentados na tabela de produção acima.

As tabelas abaixo estabelecem nossas reservas estimadas líquidas provadas desenvolvidas e nãodesenvolvidas de petróleo bruto e gás natural por região, em 31 de dezembro de 2009.
Categoria de Reservas Óleo (mmbbl) Desenvolvidas Provadas: Brasil .............................................................. Internacional América do Sul (Fora do Brasil) .................. América do Norte....................................... África.......................................................... Total Internacional ..................................... Total de reservas consolidadas provadas ....... Participação Acionária e afiliadas nãoconsolidadas América do Sul (fora do Brasil) .................. Total reservas desenvolvidas provadas 6.121,40 139,9 3,8 58,5 202,2 6.323,60 Gás Natural (bncf) Reservas Óleo Sintético (mmbbl)(1) 6,84 0 0 0 0 6,84

Gás Sintético (bncf)(1) 5,62 0 0 0 0 5,62

5.382,80 485,6 37,2 31,8 554,6 5.937,40

22,2 6.345,80

32,5 5.969,90

0 6,84

0 5,62

Não-desenvolvidas provadas: Brasil .............................................................. 3.797,90 4.476,40 0 0 Internacional América do Sul (fora do Brasil)................... 84,7 554,2 0 0 América do Norte....................................... 3,5 14,3 0 0 África.......................................................... 52,5 0 0 0 Total Internacional ..................................... 140,7 568,5 0 0 Total de reservas consolidadas provadas ....... 3.938,60 5.044,90 0 0 Participação Acionária e afiliadas nãoconsolidadas América do Sul (fora do Brasil) .................. 17,6 30,7 0 0 Total reservas não-desenvolvidas 5.075,60 0 0 3.956,20 provadas Total reservas provadas (desenvolvidas e não10.302,00 11.045,50 6,84 5,62 desenvolvidas)................................. (1) Volumes de óleo sintético e gás sintético de depósitos de folhelhos de óleo na Bacia do Paraná, no Brasil, foram incluídos em nossas reservas comprovadas pela primeira vez, de acordo com as novas normas da SEC para estimar e divulgar as quantidades das reservas.

Calculamos as reservas com base nas previsões da produção de campo, que dependem da quantidade de parâmetros técnicos, tais como interpretação sísmica, mapas geológicos, testes de poço, estudos de engenharia de reservatório e dados econômicos. Todas as estimativas de reservas envolvem algum grau de incerteza. A incerteza depende, principalmente, da quantidade de dados geológicos e de engenharia disponíveis quando da estimativa e interpretação desses dados. Nossas estimativas, portanto, são feitas usando os dados mais confiáveis quando da estimativa, de acordo com as melhores práticas na indústria de petróleo e gás.

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As afirmações incluídas neste Item 4 com relação a projetos de exploração e desenvolvimento e as estimativas de produção são declarações de expectativas futuras e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Embora acreditemos que as expectativas refletidas nas declarações de expectativas futuras sejam razoáveis, não podemos garantir que nossos níveis reais de atividade, produção ou desempenho irão atender essas expectativas. Ver Item 3 -“Informações Chaves —Fatores de Risco”. Controles Internos sobre Reservas Provadas O processo de estimativa de reservas começa com uma avaliação inicial de nossos ativos por geofísicos, geólogos e engenheiros. Os Coordenadores de Reservas Corporativas (ou CRCs) protegem a integridade e objetividade de nossas estimativas de reserva ao supervisionar e dar apoio técnico aos Coordenadores de Reservas Regionais, ou CRRs), que são responsáveis por preparar as estimativas de reservas. Nossos CRRs e CRCs são formados em geofísica, geologia, engenharia do petróleo e contabilidade e são treinados internamente e no exterior em seminários de estimativas de reservas internacionais. Os CRCs são responsáveis pela conformidade com as normas e regulamentos da Securities and Exchange Commission, consolidação e auditoria do processo de estimativa de reservas. A pessoa técnica basicamente responsável por supervisionar a preparação de nossas reservas domésticas é um membro do SPE, com 20 anos de experiência no campo e que está com a Petrobras há 26 anos. A pessoa técnica basicamente responsável por supervisionar a preparação de nossas reservas internacionais tem 15 anos de experiência no campo e que está com a Petrobras há 30 anos. As nossas estimativas de reservas são apresentadas para nossa administração superior e enviadas ao conselho de administração para aprovação final.

A DeGolyer and MacNaughton revisou e atestou 96,5% de nossas estimativas de reserva domésticas provadas de petróleo bruto, condensados e gás natural em 31 de dezembro de 2009. Fora do Brasil, a D&M também revisou e atestou 93,3% de nossas estimativas de reserva internacional de petróleo bruto, condensados e gás natural nos campos onde somos o operador em 31 de dezembro de 2009. As estimativas para a certificação foram realizadas de acordo com a Norma 4-10 do Regulamento S-X da SEC. Para obter outras informações sobre nossas reservas provadas, ver “Informações Complementares sobre Exploração e Produção de Óleo e Gás” que começa na página F-134. Alterações nas Reservas Provadas As alterações que ocorreram em 2009 com as reservas provadas da Petrobras são basicamente atribuíveis a descobertas, extensões de poço, recuperações melhoradas, produção para o ano e revisões nas estimativas anteriores. As revisões de estimativas anteriores refletem as alterações nos preços, revisões técnicas e alterações na condição das concessões mantidas por nós. As alterações mais significativas ocorridas em nossas reservas provadas em 2009 ocorreram no Brasil, com um acréscimo líquido de 1.935,7 mmboe a nossas reservas provadas domésticas devido, basicamente, aos preços mais altos do petróleo e revisões das técnicas. Fora do Brasil, a principal mudança em nossas reservas provadas em 2009 ocorreu na Bolívia, devido à adoção de nova constituição que proíbe a propriedade privada dos recursos de óleo e gás de tal país. Consequentemente, ficamos impossibilitados de incluir quaisquer de nossas reservas provadas de 284,3 mmboe na Bolívia, conforme informado em 31 de dezembro de 2008 nas nossas reservas provadas para o final do exercício de 2009.

A tabela abaixo resume as informações sobre as mudanças nas reservas provadas totais para 2009, 2008 e 2007:

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Total Reservas Provadas Desenvolvidas e Não-Desenvolvidas (somente entidades consolidadas) Óleo Sintético Gás Gás Sintético Óleo (mmbbl) (mmbbl) (bncf) (bncf) Informações sobre quantidade de reservas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 1 de janeiro de 2009 ................................. Revisões das estimativas anteriores........... Recuperação Aperfeiçoada ........................ Aquisição de minerais in situ...................... Extensões e descobertas ............................ Produção.................................................... Venda de minerais in situ ........................... 31 de dezembro de 2009 ........................... Informações sobre quantidade de reservas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008 1 de janeiro de 2008 ................................. Revisões das estimativas anteriores........... Recuperação Aperfeiçoada ........................ Aquisição de minerais in situ...................... Extensões e descobertas ............................ Produção.................................................... Venda de minerais in situ ........................... 31 de dezembro de 2008 ........................... Informações sobre quantidade de reservas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2007 1 de janeiro de 2007 ................................. Revisões das estimativas anteriores........... Recuperação Aperfeiçoada ........................ Aquisição de minerais in situ...................... Extensões e descobertas ............................ Produção.................................................... Venda de minerais in situ ........................... 31 de dezembro de 2007 ...........................

9.105,5 1.734,8 21,7 99,4 135,5 (735,3) (99,4) 10.262,2

0,0 0,0 0,0 0,0 8,1 (1,2) 0,0 6,9

12.139,4 (521,7) 0,8 110,3 146,7 (782,8) (110,3) 10.982,4

0,0 0,0 0,0 0,0 6,6 (1,0) 0,0 5,6

9.552,8 130,2 29,8 12,3 76,2 (685,1) (10,7) 9.105,5

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

12.479,8 195,2 7,5 123,1 152,7 (818,9) 0,0 12.139,4

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

9.418,1 666,8 25,3 2,4 102,3 (659,7) (2,4) 9.552,8

0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0

11.765,9 586,1 11,5 0,0 852,9 (736,6) 0,0 12.479,8

0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

____________ Os volumes de produção de gás natural usados no cálculo desta tabela são volumes líquidos retirados das reservas provadas da Petrobras, incluindo volumes de gás queimados e reinjetados e gás consumido nas operações. Em razão disso, os volumes de produção de gás natural nesta tabela são diferentes daqueles mostrados na tabela de produção acima, que mostra os volumes de produção de gás natural disponíveis para venda.

Reservas Provadas Não-Desenvolvidas As mudanças mais significativas e os investimentos em nossas reservas provadas não-desenvolvidas em 2009 também ocorreram no Brasil. A adição líquida das reservas provadas não-desenvolvidas foi de 499,0 mmboe em 2009, 434,7 mmboe dos quais devido a preços mais altos do petróleo e revisões técnica. Em 2009 nós investimos um total de US$ 8,1 bilhões para converter reservas provadas não-desenvolvidas para reservas provadas desenvolvidas, nas quais 93% (US$ 7,5 bilhões) no Brasil. Nós convertemos um total de 714,3 mmboe de reservas provadas não-desenvolvidas em reservas provadas desenvolvidas em 2009, aproximadamente 90% (640 mmboe) deles foram reservas brasileiras. Nos últimos anos nós desenvolvemos projetos e aumentamos os investimentos para converter nossas reservas provadas não-desenvolvidas em reservas provadas desenvolvidas. Nós temos um total de 4,8 bnboe de nossas reservas provadas não-desenvolvidas no final do exercício de 2009, aproximadamente 9% (430 mmboe) permaneceram não desenvolvidas por cinco anos ou mais em razão de diversos fatores que afetam o desenvolvimento e a produção no Brasil, inclusive a complexidade inerente de projetos de desenvolvimento de águas ultra-profundas, particularmente no Brasil, e restrições na capacidade de nossa infra-estrutura existente.

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Propriedades

As tabelas abaixo mostram a quantidade líquida e bruta de poços de gás natural e óleo produtores e as áreas de gás natural e petróleo brutas e líquidas desenvolvidas e não-desenvolvidas nas quais a Petrobras tinha participações em 31 de dezembro de 2009. Um poço ou área “bruta” é onde uma participação total ou fracionária de trabalho é possuída, embora o número de poços ou áreas “líquidas” seja o total das participações totais ou fracionárias nos poços ou áreas brutas.

Área não desenvolvida bruta e líquida: Brasil............................................................ Internacional América do Sul (fora do Brasil)................... América do Norte....................................... África............................................... Total Internacional ....................................... Total Consolidado......................................... Participações Societárias e afiliadas nãoconsolidadas: América do Sul (fora do Brasil)................... Total poços produtivos líquido e bruto ...................................................

Óleo Bruto Líquido 7.910 7.907 5.615 9 33 5.657 13.567 4.303 4 6 4.313 12.220

Em 31 de dezembro de 2009 Gás Natural Óleo Sintético Bruto Líquido Bruto Líquido 281 275 0 0 534 9 0 543 824 383 4 0 387 662 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Gás Sintético Bruto Líquido 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

119 13.686

41 12.261

303 1.127

73 735

0 0

0 0

0 0

0 0

Óleo Área desenvolvida bruta e líquida: Bruto Brasil............................................................ 3.501.418 Internacional América do Sul (fora do Brasil)................... 1.446.170 América do Norte....................................... 13.248 África............................................... 346.049 Total Internacional ....................................... 1.805.467 Total Consolidado......................................... 5.306.885 Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: América do Sul (fora do Brasil)................... 220,11 Total Área desenvolvida Bruta e Líquida............................................. 5.526.995 Líquido 3.408.257 964.839 6.582 69.784 1.041.205 4.449.462

Em 31 de dezembro de 2009 Gás Natural Óleo Sintético Em acres Bruto Líquido Bruto Líquido 97.764 85.602 34.595 34.595 2.068.363 21.811 31.696 2.121.870 2.219.634 1.498.066 9.29 6.339 1.513.695 1.599.297 0 0 0 0 34.595 0 0 0 0 34.595

Gás Sintético Bruto 0 0 0 0 0 0 Líquido 0 0 0 0 0 0

54.687 4.504.149

42.434 2.262.068

11.853 1.611.150

0 34.595

0 34.595

0 0

0 0

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Óleo Área não desenvolvida bruta e líquida: Bruto Brasil............................................................855.915 Internacional América do Sul (fora do Brasil)................... 510.079 América do Norte....................................... 1.751 África............................................... 266.830 Total Internacional ....................................... 778.660 Total Consolidado......................................... 1.634.575 Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: América do Sul (fora do Brasil)................... 179.766 Total área não desenvolvida bruta e líquida ................................ 1.814.341 Líquido 710.270 320.201 1.751 53.366 375.318 1.085.588

Em 31 de dezembro de 2009 Gás Natural Óleo Sintético Em acres Bruto Líquido Bruto Líquido 490.264 285.023 0 0 1.149.938 3.071 0 1.153.009 1.643.273 774.009 1.650 0 775.659 1.060.682 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Gás Sintético Bruto 0 0 0 0 0 0 Líquido 0 0 0 0 0 0

45.406 1.130.994

42.805 1.686.078

12.141 1.072.823

0 0

0 0

0 0

0 0

Perfuração e Outras Atividades de Desenvolvimento e Exploração

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A tabela abaixo estabelece a quantidade de poços produtivos e exploratórios secos perfurados nos últimos três anos.
2009 Poços exploratórios produtivos líquidos perfurados: Subsidiárias Consolidadas: Brasil América do Sul (fora do Brasil) América do Norte África Outros Total Subsidiárias Consolidadas Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: América do Sul (fora do Brasil) Total poços exploratórios produtivos perfurados Poços exploratórios secos líquidos perfurados: Subsidiárias Consolidadas: Brasil América do Sul (fora do Brasil) América do Norte África Outros Total Subsidiárias Consolidadas Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: Venezuela Total poços exploratórios secos perfurados Total quantidade de poços líquidos perfurados Poços de desenvolvimento produtivos líquidos perfurados: Subsidiárias Consolidadas: Brasil América do Sul (fora do Brasil) América do Norte África Outros Total Subsidiárias Consolidadas Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: Venezuela Total Poços de desenvolvimento produtivos perfurados Poços de desenvolvimento seco líquidos perfurados: Subsidiárias Consolidadas: Brasil América do Sul (fora do Brasil) América do Norte África Outros Total Subsidiárias Consolidadas Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: 55,68 1,99 1,00 1,05 0,00 59,72 0,00 59,72 97,26 71,24 6,63 0,25 0,00 0,00 78,12 0,00 78,12 132,67 34,65 3,56 1,00 0,17 0,10 39,48 0,00 39,48 99,94 2008 2007

35,66 1,23 0,20 0,45 0,00 37,54 0,00 37,54

50,25 2,2 0,75 0,10 1,25 54,55 0,00 54,55

56,57 1,73 1,00 0,16 1,00 60,46 0,00 60,46

546,15 57,00 0,00 1,70 0,00 604,85 6,00 610,85

369,00 163,23 0,00 2,24 0,00 534,47 6,00 540,47

325,35 212,98 0,00 2,53 0,00

540,86
5,00 545,86

9,80 0,00 0,00 0,00 0,00 9,80 620,65

4,00 0,00 0,00 0,00 1,00 5,00 545,47

3,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3,00 548,86

Nós também conduzimos operações de mineração de folhelho de óleo limitadas em São Mateus do Sul, na Bacia do Paraná do Brasil e nós usamos folhelho de óleo destes depósitos para produzir óleo e gás sintéticos.

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Atividades Atuais A tabela abaixo resume a quantidade de poços no processo de perfuração em 31 de dezembro de 2009. Para obter outras informações sobre nossas atividades de exploração e produção contínuas, veja “-Exploração e Produção”. Nossas atividades atuais de exploração e produção fora do Brasil estão descritas em “—Internacional.”

Final do exercício 2009 Bruto Líquido Perfuração de Poços Subsidiárias Consolidadas: Brasil ...................................................................................... Internacional.......................................................................... América do Sul (fora do Brasil) ............................................... América do Norte ................................................................... África ...................................................................................... Outros .................................................................................... Total Internacional............................................................. Total Produção Consolidada .............................................. Participações Societárias e afiliadas não-consolidadas: Venezuela............................................................................... Total Perfuração de poços..............................................................

69 105 4 19 0 128 197

65,93 60,22 1,20 3,20 0 64,62 130,55

21 218

6 136,55

Compromissos de Entrega Nós vendemos petróleo bruto nos termos de diversas obrigações contratuais, principalmente por meio de contratos a longo prazo e de spot-market em quantidades baseadas na produção de bens específicos. Alguns de nossos contratos a longo prazo especificam a entrega de quantidades fixas e a determinar. Estamos contratualmente comprometidos a entregar para terceiros um total de aproximadamente 360 mbbl/d de petróleo bruto em 2010, 266 mbbl/d em 2011 e 200 mbbl/d em 2012. Nós cumprimos todos os compromissos contratuais de entrega, e acreditamos que nossas reservas provadas nacionais são suficientes para possibilitar que continuemos a entregar todos os volumes contratados. Também vendemos gás natural através de contratos que especificam a entrega de quantidades fixas e a eterminar. Para informações sobre nossos compromissos de entrega e cotação de preços de gás natural, vide “—Gás e Energia—Gás Natural.” Exploração e Produção As atividades da exploração e produção de petróleo e gás no Brasil são o maior elemento da carteira de nossa empresa. Em 1970, produzimos 164 mbbl/d de petróleo bruto, condensado e líquidos de gás natural no Brasil. Aumentamos a produção para 181 mbbl/d em 1980, 654 mbbl/d em 1990, 1.271 mbbl/d em 2000 e 1.971 mbbl/d em 2009. Em 1974 fizemos nossa primeira descoberta na Bacia de Campos, no litoral brasileiro, que hoje responde por mais de 84% de nossas reservas provadas. Temos como objetivo aumentar nossas reservas e produção de petróleo e gás de forma sustentável e sermos reconhecidos pela excelência nas operações de Exploração e Produção. Nossas principais metas são: • explorar e desenvolver recursos petrolíferos em águas cada vez mais profundas na Bacia de Campos;

• explorar e desenvolver as outras duas bacias marítimas mais promissoras do Brasil: Espírito Santo (petróleo leve, petróleo pesado e gás) e Santos (gás e petróleo leve);

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• desenvolver os recursos de gás na Bacia de Santos e em outros locais para atender a crescente demanda de gás do Brasil, e aumentar a contribuição do gás nacional no atendimento daquela demanda; • explorar e desenvolver as reservas da camada do pré-sal potencialmente substanciais que estão abaixo das bacias do Espírito Santo, Campos e Santos; e • sustentar e aumentar a produção dos campos terrestres, através de perfuração e operações de recuperação melhoradas. Nas novas áreas, nossas atividades normalmente começam com pesquisas geológicas e atividades sísmicas, seguidas por perfuração exploratória. Quando isto produz resultados animadores, prosseguimos com testes de longa duração, perfurações de desenvolvimento e produção-piloto, que normalmente compreendem investimentos substanciais. Normalmente são necessários vários anos para que uma atividade de exploração bem sucedida seja refletida no aumento das reservas e da produção. Durante 2009, a nossa produção média de petróleo e gás no Brasil foi de 2.101 mboe/d, da qual 93,8% era de petróleo e 6,2% de gás natural. Em 31 de dezembro de 2009, nossas reservas provadas líquidas de petróleo bruto e gás natural no Brasil foram estimadas em 11,56 bilhões boe, das quais 86% era de petróleo bruto e 14% era de gás natural. O Brasil fornecia 90% de nossa produção mundial em 2009 e respondia por 95% de nossas reservas mundiais em 31 de dezembro de 2009, em uma base de barris de óleo equivalente. Historicamente, aproximadamente 85% de nossa produção total brasileira tem sido de petróleo; no futuro, planejamos aumentar a participação do gás natural para atender a crescente demanda nacional. Em 2009, nós perfuramos um total de 558 poços desenvolvidos, dos quais 41 eram offshore e 517 eram onshore. Os campos de petróleo mais ricos do Brasil estão situados em áreas marítimas, sendo que a maioria em águas profundas. Desde 1971, quando começamos a exploração na Bacia de Campos, temos operado ativamente nessas águas, e ficamos reconhecidos mundialmente como uma empresa inovadora na tecnologia necessária para a exploração e produção de hidrocarbonetos em águas profundas e ultraprofundas. Nós operamos mais na produção (numa base de boe) de campos localizados em águas profundas e ultraprofundas do que qualquer outra empresa, de acordo com a PFC Energy, uma empresa de consultoria de energia. Em 2009, nossa produção marítima representou 75,9% de nossa produção e a produção em águas profundas foi responsável por 86,3% de nossa produção no Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, operávamos 203 poços em lâminas d’água superiores a mil metros (3.281 pés). Em 31 de dezembro de 2009, já tínhamos perfurado cerca de 29 poços exploratórios em lâminas d’água superiores a mil metros (3.281 pés). Continuamos a atualizar nossas tecnologias de águas profundas. Ver Item 5. “Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas – Pesquisa e Desenvolvimento.” Os custos da exploração, desenvolvimento e produção marítimas são geralmente mais altos do que aqueles em terra, mas conseguimos compensar estes custos maiores com melhores índices de sucesso de perfuração e descobertas e volumes de produção maiores. Historicamente, tivemos sucesso na descoberta e desenvolvimento de importantes jazidas petrolíferas marítimas, o que nos permitiu atingir economias de escala ao distribuir os custos totais de exploração, desenvolvimento e produção sobre uma base ampla. Ao focar nas oportunidades próximas da infra-estrutura de produção existente, limitamos as necessidades de capital maior no desenvolvimento de novos campos. Nós também implementamos uma variedade de programas de racionalização de ativos projetados para aumentar a recuperação de petróleo de campos existentes e reduzir o declínio natural dos campos de produção. Nossas atividades de exploração e produção fora do Brasil estão incluídas em nosso segmento comercial Internacional. Ver “—Internacional.”

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Principais Estatísticas de Exploração e Produção
2009 Exploração e Produção: Receitas operacionais líquidas.............................................................. Resultado antes do IR........................................................................... Total ativo em 31 de dezembro............................................................ Despesas de Capital.............................................................................. 2008 (US$ milhões) 59.024 31.657 51.326 14.293 2007

38.777 14.588 77.596 16.488

41.991 21.599 53.175 9.448

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As informações sobre nossos principais campos produtores de petróleo e gás no Brasil estão resumidas na tabela abaixo.
Bacia Alagoas Camamu Campos Campos Pilar/Rio Remedio Manati Albacora Albacora Leste Petrobras % 100% 35% 100% 90% Tipo Terrestre Rasas Rasas Águas profundas Águas profundas Águas ultraprofundas Águas profundas Rasas Águas profundas Rasas Rasas Águas profundas Rasas Rasas Rasas Águas profundas Águas profundas Águas profundas Águas profundas Águas profundas Águas profundas Águas ultraprofundas Rasas Rasas Rasas Águas ultraprofundas Rasas Águas profundas Terrestre Rasas Águas profundas Águas ultraprofundas Terrestre Terrestre Terrestre Terrestre Rasas Terrestre Terrestre Terrestre Terrestre Óleo Leve Óleo Leve / Gás Natural Gás Natural Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Leve / Gás Natural Óleo Leve / Gás Natural Fluido (1) Óleo Leve / Gás Natural Gás Natural Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário

Barracuda Bicudo Bijupirá/Salema Bonito Carapeba Caratinga Cherne Corvina Enchova Espadarte Jubarte Marimba Marlim Marlim Leste Marlim Sul

100% 100% 22.4%(2) 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100%

Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Pesado Óleo Intermediário Óleo Pesado Óleo Intermediário Óleo Pesado Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário

Namorado Pampo Pargo Roncador Vermelho Voador Espírito Santo Fazenda Alegre Peroá Golfinho

100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100%

Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Intermediário Óleo Pesado Óleo Pesado Óleo Pesado Óleo Leve Óleo Intermediário Óleo Intermediário

Potiguar

Canto do Amaro/Alto da Pedra/Cajazeira Estreito/Rio Panon Jandaia Miranga Merluza Carmopolis Sirirízinho Leste do Urucu Rio Urucu

100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100%

Óleo Intermediário/Gás Natural Óleo Pesado/Gás Natural

Recôncavo

Santos Sergipe

Solimões

(1) (2)

Petróleo pesado = até 22° API; Petróleo intermediário = 22° API a 31° API; petróleo leve = superior a 31° API A Petrobras não é operadora neste campo.

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Conduzimos as atividades de exploração, desenvolvimento e produção no Brasil através de contratos de concessão, que obtivemos através da participação em rodadas de licitações realizadas pela ANP. Algumas de nossas atuais concessões foram concedidas pela ANP sem leilão em 1998, em conformidade com a Lei do Petróleo. Desde aquela época, temos participado de todas as rodadas de leilão, e, mais recentemente, em dezembro de 2008. Nossos esforços de exploração e produção nacionais de petróleo e gás nacional estão focados, principalmente, em três bacias marítimas principais no sudeste do Brasil: Campos, Espírito Santo e Santos. O mapa abaixo apresenta as áreas de concessão no Brasil em dezembro de 2009.

Bacia de Campos A Bacia de Campos, que cobre uma área de aproximadamente 115.000 km2 (28,4 milhões de acres), é a mais prolífica bacia de petróleo e gás no Brasil, conforme medida pelas reservas provadas de hidrocarboneto e produção anual. Desde que iniciamos a exploração dessa área, em 1971, mais de 60 acumulações de hidrocarbonetos foram descobertas, incluindo oito grandes campos petrolíferos em águas profundas e ultraprofundas. A Bacia de Campos é a nossa maior região produtora de petróleo e gás, produzindo uma média de

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1.693,6 mbbl/d de petróleo e 12,0 mmm³/d (453,6 mmcf/d) de gás natural associado durante 2009, representando 84,2% de nossa produção total do Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, estávamos produzindo a partir de 41 campos, a uma taxa média de 693,6 mbbl/d de petróleo e possuíamos reservas provadas de petróleo bruto que representavam 90% do total de nossas reservas provadas de petróleo bruto no Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, nós possuíamos reservas provadas de gás natural na Bacia de Campos, representando 53% de nossas reservas totais provadas de gás natural no Brasil. Nós operávamos 38 sistemas de produção flutuantes, 14 plataformas fixas e 5.472 km (3.400,3 milhas) de dutos e tubos flexíveis em lâminas d’água de 80 a 1.886 metros (262 a 6.188 pés), produzindo petróleo com uma gravidade média API de 22,9° e uma média de BSW de 1%. Em 31 de dezembro de 2009, nós possuíamos direitos de exploração em 21 blocos na Bacia de Campos, compreendendo 5.884 km2 (1,4 milhões de acres). Em 2009, nós instalamos e começamos as operações na Plataforma P-51 localizada no campo de Marlim Sul e FPSO Cidade de Niterói localizado nos campos de Marlim Leste na costa da Bacia de Campos, cujas capacidades combinadas totalizavam 280 mbbl/d de petróleo e 9,5 mmm³/d de gás natural. Além de participar da instalação destas duas plataformas em 2009 como operador, nós também participamos da instalação de outros dois FPSOs localizados no Frade e no Parque das Conchas, operados por nossas parceiras, Chevron e Shell, respectivamente, nas quais determos participações de 30% e 35%, respectivamente.

Esperamos que a produção futura de novas fontes na Bacia de Campos venha predominantemente de campos petrolíferos localizados em águas profundas. Atualmente estamos desenvolvendo doze (12) projetos principais na Bacia de Campos: Marlim Sul - Módulos 2 e 3, Marlim Leste - Módulo 2, Roncador - Módulos 3 e 4, Jubarte - Fase II, Cachalote – Fase I, reservas do pré-sal do Parque das Baleias, Papa-Terra, Frade, Ostra e Baleia Azul. Bacia do Espírito Santo Realizamos diversas descobertas de petróleo leve e gás natural na Bacia do Espírito, que abrange aproximadamente 75 mil km2 (18,5 milhões de acres) marítimos e 14 mil km2 (3,5 milhões de acres) em terra. Em 31 de dezembro de 2009, estávamos produzindo a partir de 46 campos a uma taxa média de 40.9 mbbl/d e tínhamos reservas provadas de petróleo bruto que representavam 1% do total de nossas reservas provadas de petróleo bruto no Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, estávamos produzindo gás natural a uma taxa média de 1,5 mmm³/d (54,9 mmcf/d) e tínhamos reservas provadas de gás natural que representavam 7% do total de nossas reservas provadas de gás natural no Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, nós detínhamos direitos de exploração de 23 blocos, 6 terrestres e 17 marítimos, compreendendo 8.623 km2 (2,1 milhões de acres).

Em 2009, nós instalamos e começamos as operações no FPSO Cidade de São Mateus em Camarupim da Bacia do Espírito Santo, com capacidade para produzir 25 mbbl/d de petróleo e 10 mmm³/d de gás natural. Estamos desenvolvendo outro projeto de águas profundas para aumentar a produção de gás natural da Bacia do Espírito Santo— o projeto Canapu atendido pelo FPSO Cidade de Vitória, com capacidade para produzir 2 mmm³/d— sendo que se espera que o mesmo comece a fluir no segundo trimestre de 2010. Além de desenvolver novos projetos, também estamos otimizando recursos existentes no campo de Golfinho ao deslocar o FPSO Capixaba para o campo do Parque das Baleias na Bacia de Campos, antecipando nossos esforços de exploração do pré-sal ali. Nós reconectamos dois poços anteriormente atendidos pelo FPSO Capixaba ao FPSO Cidade de Vitória no campo de Golfinho.

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Bacia de Santos A Bacia de Santos, que abrange uma área de aproximadamente 348.900 km2 (86 milhões de acres) fora da cidade de Santos, no estado de São Paulo, é uma das áreas de exploração mais promissoras na costa do Brasil e o foco de nossos planos para desenvolver o gás natural doméstico. Em 31 de dezembro de 2009, produzíamos petróleo a partir de dois campos e uma área de exploração a uma taxa média de 14,4 mbbl/d e possuíamos reservas provadas de petróleo bruto que representavam 1% do total de nossas reservas provadas de petróleo bruto no Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, produzíamos gás natural a uma taxa média de 0,7 mmm³/d (26,3 mmcf/d) e tínhamos reservas provadas de gás natural na Bacia de Santos que representavam 16% do total de nossas reservas provadas de gás natural no Brasil. Em janeiro de 2006, aprovamos um plano para aumentar significativamente nossa produção de gás para atender a crescente demanda nacional de gás. A fim de desenvolver e focar nosso objetivo continuamente, aprovamos, em seguida, um segundo plano, conhecido como Plangas, para acelerar a produção de gás e construir uma infraestrutura de apoio nas bacias de Santos e Espírito Santo. Esperamos que esses planos de investimento aumentem nossa capacidade de produção média de gás da bacia de Santos de 0,58 mmm³/d (20,5 mmcf/d) em 2009 para 15,4 mmm³/d (543,4 mmcf/d)/d em Janeiro de 2011. Os planos para o desenvolvimento do gás da Bacia de Santos incluem: • Mexilhão, situado nas águas rasas do Bloco BS-400, na Bacia de Santos, está programado para iniciar sua produção em 2010, com uma produção inicial de aproximadamente 1,9 mmm³/d (67,0 mmcf/d), aumentando potencialmente até 9,3 mmm³/d (328.2 mmcf/d) em 2012; • Espera-se que Urugua-Tambau produza a uma taxa inicial de 1 mmm³/d (35,3 mmcf/d) em 2010, aumentando potencialmente para 7,9 mmm³/d (278,8 mmcf/d) de gás e 30 mbbl/d de petróleo leve em 2012; e • Lagosta começou a sua produção em 2009, com uma produção inicial de aproximadamente 1,4 mmm³/d (49,4 mmcf/d), aumentando potencialmente para 1,8 mmm³/d (63,6 mmcf/d). Em 31 de dezembro de 2009, nós possuíamos direitos de exploração de 49 blocos na Bacia de Santos, compreendendo 28.384 km2 (7,0 milhões de acres). Reservas do Pré-Sal Nos últimos anos, focamos nossos esforços de exploração marítima nas reservas do pré-sal localizadas em uma região com extensão aproximada de 800 km (497 milhas) e 200 km (124 milhas) de largura, se estendendo da Bacia de Campos até a Bacia de Santos. Nossas concessões existentes nesta área cobrem aproximadamente 24% (35.739 km2 ou 8,4 milhões de acres) de áreas do pré-sal. Outros 4% (6.000 km2 ou 1,5 milhões de acres) estão sob concessão para outras empresas petrolíferas para exploração. Os 72% restantes (107.230 km2 ou 26 milhões de acres) da região do pré-sal não estão sob concessão ainda, e o licenciamento das novas concessões do pré-sal está em espera, estando pendente o resultado de uma revisão regulatória pelo governo brasileiro. Ver “—Regulação da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil — Mudanças Propostas na Legislação de Petróleo.” Desde 2005, nós perfuramos 41 poços como operador nesta área de 149.000 km2 (36.8 milhões de acres), 85% dos quais resultaram em descobertas de recursos de hidrocarboneto. Nós temos participações que variam de 20 a 100% nas áreas de exploração do pré-sal sob concessão para nós. Na parte sul da região, onde a camada de sal é espessa e os hidrocarbonetos foram preservados de forma mais perfeita, temos feito descobertas particularmente promissoras, incluindo os Blocos BM-S-11 (Tupi e Iara) e BM-S-9 (Carioca e Guará) na Bacia de Santos desde 2006. Na parte norte da região, fizemos descobertas significativas em 2008 e no início de 2010 na área conhecida como Parque das Baleias e no campo de Barracuda, ambos na Bacia de Campos.

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Em decorrência disso, estamos comprometendo recursos substanciais para desenvolver estas descobertas do présal, que estão localizadas em águas profundas e ultra-profundas a profundidades alvos entre 5.000 e 7.000 metros (16.404 e 22.966 pés). De acordo com o Plano Comercial de 2009-2013, planejamos investir U.S.$28.9 bilhões, aproximadamente 31% de nosso total de despesas de capital domésticas para a exploração e produção no período, no desenvolvimento de reservatórios do pré-sal até 2013. Pré-Sal da Bacia de Santos Em maio de 2009 nós iniciamos a produção na região do pré-sal da Bacia de Santos com um teste de poço estendido em Tupi que produziu, em média, 20 mbbl/d. Em 2009, nós também perfuramos cinco poços na mesma região, e esperamos perfurar até 11 novos poços aqui em 2010. Estes esforços fazem parte de nosso plano de desenvolvimento “Fase O” para 2009 a 2013, durante o qual nós iremos reunir informações sobre os reservatórios do pré-sal na região e testar tecnologias de perfuração para melhorar a eficiência e minimizar custos. No último trimestre de 2010 planejamos iniciar dois EWTs e, também, um FPSO de sistema piloto com capacidade para 100 mbbl/d. De 2013 a 2017 nós iremos adaptar a tecnologia padrão do FPSO da Bacia de Campos para uso na região do pré-sal da Bacia de Santos a fim de acelerar a produção na área e gerar um fluxo de caixa para financiar investimento adicional na região. Durante esta “Fase 1A,” esperamos que dois FPSOs com sistemas pilotos com capacidade de 120 mbbl/d por unidade iniciem em 2013 a 2014, a serem acompanhados por oito outros sistemas com capacidade de 150 mbb/d por unidade programados para iniciar entre 2015 e 2016. Com início em 2017, nós iniciaremos a “Fase 1B” de nosso plano de desenvolvimento que irá apresentar, entre outros desenvolvimentos, tecnologias e engenharia melhores especificamente projetadas para a região do pré-sal da Bacia de Santos. Em conseqüência, esperamos que os níveis de produção na região acelerem significativamente durante este período.

Embora tenhamos feito descobertas promissoras na região, ainda estamos nos estágios iniciais de nossos esforços de exploração e não esperamos classificar qualquer reserva do pré-sal na Bacia de Santos como provada antes do fim do ano de 2010. Pré-Sal da Bacia de Campos Na região do pré-sal da Bacia de Campos, nós perfuramos um total de 23 poços e fizemos uma descoberta significativa de petróleo intermediário (30° API) na área do Parque das Baleias em novembro de 2008, seguida por uma descoberta promissora de óleo 28° API em nosso poço exploratório ultra-profundo na área de Barracuda em fevereiro de 2010. Estas recentes descobertas são adicionais a nosso EWT contínuo no campo de Jubarte na costa do estado do Espírito Santo, onde um único sistema piloto de poço estava produzindo a uma taxa média de 10 a 12 mbbl/d desde setembro de 2008. Nós esperamos acelerar a produção do pré-sal no Parque das Baleias usando a infra-estrutura existente na área. Em dezembro de 2008, nós começamos um outro EWT com uma embarcação dinâmica posicionada no campo de Cachalote, que durou até novembro de 2009, e esperamos iniciar a produção deste campo e do campo de Baleia Franca usando um FPSO existente no segundo semestre de 2010. Em 2012, esperamos iniciar um sistema piloto exclusivamente dedicado à exploração do pré-sal na área da Baleia Azul usando o FPSO Espadarte. Até a data, a camada do pré-sal localizada na costa do estado do Espírito Santo na Bacia de Campos contribuiu com 182 mmboe para nossas reservas provadas domésticas.

O mapa abaixo apresenta o local das reservas do pré-sal e a situação de nossas atividades exploratórias naquele local.

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Outras Bacias Produzimos hidrocarbonetos e temos áreas de exploração em outras oito bacias no Brasil. Deste número, as mais importantes são a Bacia marítima de águas rasas da Bacia de Camamu e as bacias terrestres de Potiguar, Recôncavo, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e Solimões. Embora nossa produção terrestre seja principalmente em campos maduros, pretendemos manter e aumentar ligeiramente a produção destes campos no futuro, através do uso de técnicas de recuperação aperfeiçoadas. Nós possuíamos um total de 318 contratos de produção em 31 de dezembro de 2009, e éramos proprietário de 100% em 283 deles. Somos operadoras em 12 de nossos 35 contratos de parceria.

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A tabela abaixo descreve nossos principais projetos de desenvolvimento nas diversas bacias e suas capacidades de produção:
Capacidade Nominal de Petróleo Bruto (bbl/d) Capacidade Nominal de Gás Natural (mcf/d) Lâmina d’Água (Metros)

Campo

Tipo de Unidade

Unidade de Produção

Início (ano)

Obs.

Tiro e Sidon ............................. Canapu .................................... Mexilhão .................................

SS n/a Fixed Platfor m FPSO FPSO

Atlantic Zephyr n/a PMXL-1

0 20.000 70.628 0 529.710 0

150 1.440 172

2010 2010 2010

Afretada da PETROSERV Produção por FPSO Cidade de Vitória

Urugua–Tambau...................... Tupi piloto ...............................

Cachalote e Baleia Franca........ Marlim Sul–Módulo 3.............. Jubarte–Fase II ........................ Baleia Azul ............................... Roncador– Módulo 3............... Roncador–Módulo 4................ Papa-Terra– Módulo 1 ............ Papa-Terra– Módulo 2 ............ Guara Piloto ............................ Baleia Azul ............................... Tupi Nordeste Piloto ...............

FPSO SS FPSO FPSO SS FPSO TLWP FPSO FPSO FPSO FPSO

Cidade de Santos Cidade de Angra dos Reis Capixaba P-56

353.140 35.000 176.573 100.000 123.599 100.000 211.884 100.000 70.628 180.000 88.285 100.000 211.884 180.000 211.884 180.000 0 0 31.783 150.000 176.573 120.000 211.884 180.000 176.573 120.000

1.300 2.200

2010 2010

Afretada da Modec Afretada da Modec

n/a n/a 1.300 1.400 1.790 1.545 1.180 1.165 2.141 1.400 2.130

2010 2011 2011 2012 2012 2013 2013 2013 2013 2014 2014

FPSO existente afretado da SBM

P-57 Espadarte P-55 P-62 P-61 P-63 n/a P-58 n/a

FPSO existente afretado da SBM

Produção pela P-63

Exploração Em 31 de dezembro de 2009, tínhamos 147 contratos de exploração, cobrindo 225 blocos, e 33 planos de avaliação. Somos exclusivamente responsáveis por conduzir as atividades de exploração em 66 dos 147 contratos de exploração. Em 31 de dezembro de 2009, tínhamos parcerias na exploração com 23 empresas nacionais e estrangeiras, em um total de 81 contratos. Nós conduzimos atividades de exploração em 57 de nossos 81 contratos de parceria. Nós focalizamos grande parte de nossos esforços de exploração na perfuração em águas profundas, onde as descobertas são substancialmente maiores e nossa tecnologia e habilidade criam uma vantagem competitiva. Em 2009, investimos um total de US$ 3,3 bilhões em atividades de exploração no Brasil. Nós perfuramos um total de 116 poços exploratórios brutos em 2009, dos quais 51 eram marítimos e 65 eram terrestres, com um índice de sucesso de 40%. Em virtude das áreas marítimas brasileiras estarem geograficamente isoladas de outras áreas de perfuração marítimas, e devido ao fato de frequentemente perfurarmos em águas excepcionalmente profundas, nós planejamos cuidadosamente as nossas futuras necessidades de sondas de perfuração. Utilizando uma

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combinação de sondas próprias e unidades contratadas por períodos de três anos ou mais, nós temos historicamente garantido a disponibilidade das unidades de perfuração para atender nossas necessidades, e pagamos preços médios diários menores do que se tivéssemos contratado as unidades sob condições de taxa à vista. Nós avaliamos continuamente nossa necessidade de sondas, renovamos nossos contratos de perfuração, contratamos com antecedência as sondas conforme necessário e incentivamos a construção de novas sondas através da assinatura de arrendamentos operacionais de longo-prazo com as contratadas de perfuração para sondas que ainda não foram construídas.
Unidades de Perfuração em Uso pela Exploração e Produção 2009 Arrendadas Próprias Terrestre (Onshore).................................................... Marítima (Offshore), por lâmina d’água (WD)............ Sondas auto-eleváveis................................................ Sondas flutuantes: 500 a 1000 metros WD ............................................ 1000 a 1500 metros WD .......................................... 1500 a 2000 metros WD .......................................... 2000 a 2500 metros WD .......................................... 2500 a 3000 metros WD .......................................... 31 36 2 9 12 8 4 1 13 9 5 2 1 1 0 0 em 31 de dezembro 2008 Arrendad as 25 31 2 9 10 7 2 1 Próprias 11 8 4 2 1 1 0 0 2007 Arrendada Próprias s 14 13 27 8 1 4 6 10 7 2 1 2 1 1 0 0

Fechamos contratos de três a dez anos para 27 novas sondas de perfuração para uso na exploração de águas profundas de nossos campos marítimos. Estas sondas chegarão ao Brasil e começarão as operações durante 2010 até 2012. Destas 27 sondas, uma terá capacidade para operar em águas com lâmina d´água de até 1500 metros (4920 pés), três poderão operar em lâminas d’água de até 2.000 metros (6.560 pés), 12 poderão operar em lâminas d’água de 2.400 metros (7.830 pés), e 11 poderão perfurar em lâminas d’água de 3.000 metros (9.840 pés). Todas estas sondas serão afretadas por nós e foram construídas ou estão sendo construídas em estaleiros fora do Brasil. Além destas 27 novas sondas de perfuração já contratadas, estamos atualmente realizando a licitação para a construção de sete navios sonda e mais duas sondas de perfuração que podem ser navios sondas, unidades 1 subsubmersíveis ou navios sondas de coluna única para serem de nossa propriedade, assim como afretamentos de até 19 outras unidades de perfuração. Todas estas 28 sondas devem ser construídas no Brasil, a fim de desenvolver uma indústria de construção de sondas brasileira que atenda nossas necessidades de longo prazo. Esperamos realizar nossas necessidades futuras de perfuração com uma combinação de sondas construídas no Brasil, complementadas quando necessário pela frota internacional de sondas de águas profundas. Para nosso segmento de águas rasas, estamos construindo e iremos operar duas unidades de perfuração de autoelevação projetadas para operar em lâminas d’água de 107 metros (350 pés) com capacidades de Alta Pressão e Alta Temperatura (HPHT). Esperamos começar a operar estas unidades 2012. Em 2009, os preços mais altos do petróleo contribuíram para a inflação do custo na indústria e reduziram a disponibilidade dos equipamentos de produção de petróleo e gás. Nós tomamos medidas para minimizar o custo e o risco ao simplificar e padronizar nossos equipamentos, quando quer que possível. Estamos aumentando nosso uso de equipamentos padrões da indústria ao invés de desenvolver nossos próprios equipamentos e normas personalizadas. Também pretendemos minimizar os custos ao dividir os pacotes de engenharia, aquisição e construção em pedaços menores e adquirir equipamentos de ou contratar com uma quantidade maior de concorrentes, e, também, ao aumentar a inspeção dos fornecedores.

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Reservas Provadas Em 31 de dezembro de 2009, nossas reservas estimadas provadas de petróleo bruto e gás natural no Brasil totalizavam 11,56 bilhões de barris de óleo equivalente, incluindo: 9,92 bilhões de barris de petróleo bruto e líquidos de gás natural e líquidos de gás natural (LGN) e 261,24 bnm³ (9,86 tcf) de gás natural. Em 31 de dezembro de 2009, nossas reservas nacionais provadas e desenvolvidas de petróleo bruto representavam 62% do total de nossas reservas nacionais provadas desenvolvidas e não-desenvolvidas de petróleo bruto. Nossas reservas nacionais provadas e desenvolvidas de gás natural representavam 55% do total de nossas reservas nacionais provadas de gás natural, desenvolvidas e não desenvolvidas. O total das reservas nacionais provadas de petróleo bruto aumentou a uma taxa média anual de 1% nos últimos cinco anos. As reservas provadas de gás natural aumentaram a uma taxa média anual de 4% no mesmo período. As recentes descobertas de nossas reservas do pré-sal ainda estão sendo avaliadas e, até um grau significativo, não estão incluídas em nossas reservas provadas. Em 2009, nossas reservas provadas domésticas aumentaram 13% devido em parte à maior recuperação dos campos existentes, novas descobertas nos blocos exploratórios e revisões em custos. Ver “—Visão Geral do Grupo —Alterações nas reservas totais provadas.” Ver “—Visão Geral do Grupo,” e “Informações Complementares sobre as Atividades de Produção de Petróleo e Gás” em nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para obter outras informações sobre nossas reservas provadas. Refino, Transporte e Comercialização Somos uma empresa integrada com uma participação dominante em nosso mercado nacional. Em 31 de dezembro de 2009, operávamos 92% da capacidade de refino total do Brasil e fornecíamos quase todas as necessidades de produtos refinados de terceiros atacadistas, exportadores e empresas petroquímicas, além das necessidades de nosso segmento de Distribuição. Possuímos e operamos onze refinarias no Brasil, com um total de capacidade de destilação líquida de 1.942 mbbl/d, e somos uma das maiores refinarias do mundo. Nós operamos uma grande e complexa infra-estrutura de dutos e terminais e uma frota de navegação para transportar os derivados de petróleo e petróleo bruto para os mercados nacionais e de exportação. A maioria de nossas refinarias está localizada próxima de nossos dutos de petróleo bruto, instalações de armazenamento, dutos de produtos refinados e principais instalações petroquímicas, facilitando o acesso para os suprimentos de petróleo bruto e usuários finais. Nós também importamos e exportamos petróleo bruto e derivados de petróleo. Nós continuamos a importar determinados derivados de petróleo, particularmente o Diesel, para o quê a demanda brasileira ultrapassa a capacidade de refino, embora em volumes menos do que em 2008, pois pudemos aumentar nossa produção de Diesel aumentando a eficiência de nossas refinarias. Esperamos que a necessidade de importação diminua no futuro na medida em que desenvolvemos capacidade de refino adicional e modernizamos nossas refinarias para facilitar o processamento do petróleo bruto produzido nacionalmente. Nós exportamos o excedente de nosso petróleo bruto pesado e esperamos que as exportações aumentem já que nossa produção aumenta mais rapidamente do que a demanda brasileira por petróleo. Nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização também inclui operações petroquímicas e de fertilizantes que agregam valor aos hidrocarbonetos que produzimos e fornecem insumos benéficos para a economia brasileira crescente.

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Estatísticas Chaves de Refino, Transporte e Comercialização
2009 Refino, Transporte e Comercialização: Receita operacional líquida ....................................................... Resultado antes do IR................................................................ Total ativos em 31 de dezembro ............................................... Despesas de capital ................................................................... 2008 (US$ milhões) 96.202 (2.956) 27.521 7.234 2007

74.621 9.819 50.469 10.466

69.549 4.171 31.218 4.488

Refino Estamos comprometidos em crescer como uma empresa de energia integrada e aumentar nossa capacidade de refino no Brasil, tanto para acompanhar as necessidades de refino de um aumento previsto na exploração e produção de petróleo em um futuro próximo e as crescentes demandas de longo prazo por derivados de petróleo de um mercado brasileiro crescente. Nossa capacidade de refino no Brasil em 31 de dezembro de 2009 era de 1.942 mbbl/d e nossa produção média durante 2009 era de 1.791 mbbl/d. A tabela abaixo apresenta a capacidade instalada de nossas refinarias brasileiras em 31 de dezembro de 2009 e a produção média diária de nossas refinarias no Brasil e os volumes de produção dos principais produtos petrolíferos em 2009, 2008 e 2007.
Capac. De Destilação de Petróleo Bruto em 31 de dezembro de 2009 (mbbl/d) 7 53 242 189 151 46 189 365 251 279 170 1.942

Produção media 2009 7 44 238 169 140 41 185 341 241 220 165 1.791 2008 (mbbl/d) 6 45 256 142 143 39 183 324 205 254 168 1.765 2007 6 42 243 148 132 41 169 348 236 261 153 1.779

Nome (Nome Alternativo)(1)

Local

LUBNOR....................................................Fortaleza (CE) RECAP (Capuava)......................................Capuava (SP) REDUC (Duque de Caxias).........................Rio de Janeiro (RJ) REFAP (Alberto Pasqualini).......................Canoas (RS) REGAP (Gabriel Passos) ............................Betim (MG) REMAN (Isaac Sabbá) ...............................Manaus (AM) REPAR (Presidente Getúlio Vargas) ..........Araucária (PR) REPLAN (Paulínia).....................................Paulinia (SP) São Jose dos REVAP (Henrique Lage) ............................Campos (SP) RLAM (Landulpho Alves) ..........................Mataripe (BA) RPBC (Presidente Bernardes) ...................Cubatão (SP) Total .................................................... (1)

Temos participação de 100% em cada uma destas refinarias, exceto na REFAP, na qual detemos uma participação de 70%.

O petróleo bruto que produzimos atualmente no Brasil é relativamente pesado ou intermediário, enquanto nossas refinarias foram originalmente projetadas para processar petróleo bruto importado mais leve. Nós importamos algum petróleo bruto leve para equilibrar a mistura para nossas refinarias, e estamos investindo em nosso sistema de refinaria para maximizar nossa capacidade para processar o petróleo bruto nacional mais pesado. Esses investimentos nos darão a flexibilidade de ajustar nossa mistura entre petróleos brutos pesados e leves para tirar vantagem dos preços de mercado e combinar nossa produção de refinarias às demandas de produtos.

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As tabelas abaixo resumem a produção de derivados do petróleo e as vendas por produto no Brasil nos últimos três anos.
Fim do exercício 2009 Produção doméstica de derivados de petróleo (2): Operações de refino e comercialização Diesel .................................................................................... Gasolina ................................................................................ Óleo combustível .................................................................. Nafta ..................................................................................... GLP........................................................................................ Combustível de Jato.............................................................. Outros................................................................................... Produção doméstica total de derivados de petróleo .......... Capacidade instalada................................................................. Utilização (%)............................................................................. Petróleo bruto doméstico como % do estoque fornecido processado............................................................................ (1) Não auditado. (2) Conforme registrado pela ANP. Fim do exercício 2008 (mbbl/d)(1) Fim do exercício 2007

737 331 243 143 135 74 159 1.823 1.942 92 79

694 343 255 136 142 65 153 1.787 1.942 91 78

670 350 263 154 147 69 141 1.795 1.986 90 78

Fim do exercício 2009 Volume de Vendas Domésticas: Diesel ...................................................................................... Gasolina .................................................................................. Óleo combustível .................................................................... Nafta ....................................................................................... GLP.......................................................................................... Combustível de Jato ................................................................ Outros ..................................................................................... Total Derivados de petróleo ............................................ Etanol e outros produtos ........................................................ Gás natural.............................................................................. Total mercado doméstico Exportações ............................................................................ Vendas internacionais e outras operações ............................. Total mercado internacional (2) ..................................... Total volume de vendas (RETIRAR – DOMÉSTICO)......... (1) Não auditado. (2) Inclui vendas de terceiros da PifCo.

Fim do exercício 2008 (mbbl/d)(1) 760 344 110 151 213 75 84 1.737 88 321 2.146 676 552 1.228 3.374

Fim do exercício 2007

740 338 102 164 210 79 121 1.754 112 240 2.106 707 537 1.244 3.350

705 300 106 166 206 70 172 1.725 62 248 2.035 618 586 1.204 3.239

Em geral, planejamos investir em projetos de refinaria destinados a: • aumentar o valor do petróleo bruto brasileiro ao aumentar nossa capacidade para refinar quantidades maiores do petróleo bruto mais pesado produzido no país; • aumentar a capacidade de refino para produzir derivados de petróleo demandados pelo mercado brasileiro, mas que atualmente importamos, tais como o Diesel; • melhorar a qualidade da gasolina e do Diesel a fim de cumprir os regulamentos ambientais mais rigorosos que estão sendo implementados atualmente; e

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reduzir emissões e fluxos poluentes.

Estamos atualmente construindo uma nova refinaria chamada Abreu e Lima (RNE), no Nordeste do Brasil, com uma capacidade de 230 mbbl/d, em uma parceria proposta com a PDVSA, a empresa petrolífera estatal venezuelana. Esta refinaria foi projetada para processar petróleo bruto de 16° API e produzirá 162 mbbl/d de Diesel, além de GLP, nafta, óleo combustível para navios e coque de petróleo. Baseado nos contratos assinados para a construção, o custo total estimado é cerca de U.S.$13,3 bilhões (R$26,7 bilhões). Esperamos que as operações comecem a produzir em 2012. Também estamos planejando duas novas refinarias localizadas no nordeste do Brasil: Premium I e Premium II, com capacidade para 600 mbbl/d e 300 mbbl/d, respectivamente. Estas refinarias são projetadas para processar o petróleo bruto pesado (20 API) e maximizar a produção de Diesel de baixo enxofre, além de GLP, nafta, querosene de baixo enxofre, óleo combustível para navios e coque de petróleo.

A tabela abaixo apresenta nossos investimentos planejados mais significativos em nossas refinarias para o período compreendido entre 2009 a 2013:

Investimentos Planejados 2009-2013 Qualidade (Diesel e gasolina) ................................................................... Coqueadores ............................................................................................ Expansão e adaptação metalúrgica .......................................................... Total .........................................................................................................

(US$ milhão) 13.196 4.602 590 18.388

Principais Projetos de Refinaria Os investimentos planejados descritos anteriormente são principalmente para unidades de tratamento de água para reduzir a quantidade de enxofre e cumprir com os padrões internacionais e unidades de coking capazes de converter petróleo pesado em produtos mais leves. Recentemente, temos aprimorado nossas refinarias para reduzir o teor de enxofre do diesel que oferecemos aos nossos clientes automotivos no Brasil de 1.800 ppm a um máximo de 500 ppm por ano até 2013. Além disso, aprimoramos três de nossas refinarias para produzir diesel com baixo teor de enxofre (50 ppm), e planejamos aprimorar mais três refinarias para produzir diesel de 50 ppm em 2010 e mais duas refinarias para produzir diesel de 10 ppm até o final de 2013. Ao mesmo tempo, estamos aprimorando nossas refinarias para reduzir a quantidade de enxofre em nossa gasolina de 1.000 ppm para um máximo de 50 ppm até o final de 2014. Em 2009, nós investimos um total de U.S.$4.052 milhões em nossas refinarias. Destes, U.S.$3.197 milhões foram investidos para aprimorar a qualidade do nosso diesel e da nossa gasolina, U.S.$751 milhões para converter petróleo pesado em produtos leves, e U.S.$104 milhões para projetos de expansão. As melhorias de nossas refinarias em 2009, juntamente com as importações de diesel com baixo teor de enxofre, nos permitiu oferecer um total de 26,2 mbbl/d de diesel de 50 ppm aos nossos clientes no Brasil, além de frotas de ônibus com baixa emissão de poluentes em grandes cidades brasileiras, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte ande Salvador, bem como em áreas metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife. Nós ainda planejamos chegar a vender diesel com 45,4 mbbl/d de 50 ppm em 2010. Em 2012, aumentaremos nosso fornecimento de diesel de 50 ppm em 72,4 mbbl/d para atender à demanda crescente de veículos com baixa emissão de poluentes. A começar em 2013 nós planejamos oferecer diesel com teor ultra-baixo de enxofre de 82,7 mbbl/d, 10 ppm para a frota de veículos de baixa emissão de poluentes do Brasil.

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Os principais projetos de refinaria que estão programados para estar completos em nossas 11 refinarias durante 2010 são os seguintes: • • • Aprimoramento da qualidade do Diesel em RECAP e REVAP; Aprimoramento da qualidade da gasolina em REFAP, RPBC, REDUC, REGAP e RECAP; e Unidades de coking em atraso em REVAP.

De 2011 até 2013, planejamos concluir os seguintes projetos de refinaria: • • • • Aprimoramento da qualidade do diesel em REFAP, REGAP, RLAM, REPAR, REPLAN e RPBC; Aprimoramento da qualidade da gasolina em REPLAN, REVAP, REPAR, RLAM e REMAN; Unidade de coking em atraso RNE e REPAR; e Conclusão de duas unidades de coking em atraso em RNE para aumentar o processamento de óleos pesados.

Os seguintes projetos de refinaria estão programados para serem concluídos após 2013: • • Aprimoramento da qualidade do Diesel em REDUC e REFAP; e Unidades de craqueamento para aprimorar a qualidade do diesel e da gasoline em REMAN.

Em novembro de 2009, nós começamos o aprimoramento e a expansão de projetos na refinaria Potiguar Clara Camarão em Guamaré, Rio Grande do Norte, com o objetivo de processar 33.000 bbl/d de petróleo para a produção de diesel, gasolina e nafta com baixo teor de enxofre até 2010.

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Importações e Exportações Nós usamos as exportações e importações de petróleo bruto e derivados de petróleo para equilibrar a nossa produção doméstica e capacidade das refinarias com as necessidades do mercado e otimizar nossas margens de refino, importando petróleo bruto leve para as nossas refinarias e exportando o excesso de petróleo bruto mais pesado que não precisamos. Nós importamos óleo Diesel devido à produção insuficiente em nossas refinarias e exportamos gasolina, em grande parte porque o etanol e o gás natural veicular proporcionam uma participação substancial dos combustíveis de transporte de veículos leves do Brasil. Nós também exportamos óleo combustível, onde 35,259 bbl foram exportados como óleo combustível para navios. A tabela abaixo apresenta nossas exportações e importações de petróleo bruto e derivados de petróleo em 2009, 2008 e 2007:
2009 Exportações(1) Petróleo Bruto................................................................................................... Óleo combustível (inclusive combustível de navio)........................................... Gasolina............................................................................................................. Outros ............................................................................................................... Total exportações....................................................................................... Importações Petróleo Bruto................................................................................................... Diesel e outros destilados ................................................................................. GLP .................................................................................................................... Nafta ................................................................................................................. Outros ............................................................................................................... Total importações ................................................................................ 2008 (mbbl/d) 439 152 40 42 673 373 100 40 23 34 570 2007

478 150 38 39 705 396 78 45 25 3 547

353 160 59 43 615 390 83 29 17 19 538

(1) Inclui vendas feitas pela PifCo para terceiros não afiliados, inclusive vendas de petróleo e derivados de petróleo comprados no mercado internacional.

Logística e Infra-estrutura Nós possuímos e operamos uma extensa rede de dutos de petróleo bruto e derivados de petróleo no Brasil que conectam nossos terminais, refinarias e outros pontos de distribuição primários. Em 31 de dezembro de 2009, nossos dutos terrestres e marítimos de petróleo bruto e derivados de petróleo tinham uma extensão total de 13.996 km (8.698 milhas). Nós operamos 27 terminais marítimos de estocagem e outras 20 áreas de tanques, com capacidade total nominal de armazenamento de 65 milhões de barris. Nossos terminais marítimos lidam com uma média de 10.000 navios-tanque por ano. Nós operamos uma frota de embarcações próprias ou afretadas. Estas prestam serviços de viagens de ida e volta entre nossas bacias produtoras marítimas brasileiras e o terreno principal brasileiro, navegação doméstica e navegação internacional para outras partes da América do Sul, mar do Caribe e Golfo do México, Europa, África Ocidental e Oriente Médio. A frota inclui embarcações com casco duplo, que operam internacionalmente onde exigido por lei, e embarcações de casco único, que operam apenas na América do Sul e África. A fim de acomodar os volumes crescentes da produção, estamos aumentando nossa frota de embarcações próprias tanto para substituir a frota antiga quanto para diminuir nossa dependência de embarcações afretadas e flutuações de preços vinculados ao dólar americano. Os novos navios são necessários para modernizar nossa frota e lidar com volumes de produção crescentes. As atualizações incluirão a substituição de navios-tanque com um casco por embarcações de casco duplo e substituição de embarcações que estão próximas do fim de sua vida útil de 25 anos. Embora nossa estratégia de curto prazo contemple um aumento de embarcações próprias, nossa estratégia de longo prazo continua a focar na flexibilidade permitida a nós para operar uma combinação de embarcações próprias e afretadas.

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De acordo com nosso Plano Comercial de 2009-2013, nós planejamos contratar estaleiros brasileiros para construir 49 novas embarcações a serem entregues em 2015. Nós já assinamos contratos com quatro estaleiros para a construção de 33 embarcações, para entrega entre 2010 e 2014, incluindo: • dez navios do tipo Suezmax, cinco navios Aframax, quatro Suezmax DP e três Aframax DP, a serem construídos pelo estaleiro Atlântico Sul, em Suape, Pernambuco; • • • quatro navios Panamax a serem construídos pelo estaleiro EISA no Rio de Janeiro; quatro navios-tanque a serem construídos pelo Estaleiro Mauá em Niterói; e três tanques de combustível a serem construídos pelo Estaleiro Superpesa no Rio de Janeiro.

Esperamos contratar as 16 embarcações restantes (oito transportadores de GLP e outro navios-tanque de produtos) em 2010. Continuaremos a afretar outras embarcações conforme necessário no futuro. A tabela abaixo mostra nossa frota operacional e embarcações em contratação e em vários estágio de construção em 31 de dezembro de 2009.
Em operação Toneladas Cap. Quantidade Peso Morto Frota Própria: Navios-tanque ............................................................ Navios-tanque GLP .................................................... Embarcações de Manuseio de Âncora de Plataforma (AHTS) ..................................................... Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência (FSO) ................................................... Embarcação Estaleirada ............................................. Total ........................................................................... Embarcações Afretadas: Navios-tanque ............................................................ Navios-tanque GLP ..................................................... Total .......................................................................... 41 6 1 1 3 52 2.590.485 40.146 1.920 28.903 56.697 2.718.151 Em contratação/construção Toneladas Cap. Quantidade Peso Morto 33 0 0 0 0 33 3.570.350 0 0 0 0 3.570.350

102 18 120

11.547.564 593.190 12.140.754

Antes da promulgação da Lei do Petróleo em 1997, possuíamos o monopólio sobre os dutos brasileiros de petróleo e gás natural e para transportar derivados de petróleo de e para o Brasil. A Lei do Petróleo proporcionou a concorrência aberta na construção e operação de instalações de dutos e concedeu à ANP o poder para autorizar outras entidades a transportar petróleo bruto, derivados de petróleo e gás natural. Subseqüentemente, nós transferimos nossa rede de transporte e armazenamento e a frota para uma subsidiária integral separada, a Petrobras Transporte S.A.—Transpetro. A transferência foi exigida pela Lei do Petróleo e facilita o acesso à capacidade excedente por terceiros, sem discriminação. Nós detemos o acesso preferencial à rede da Transpetro, com base em nossos níveis históricos de utilização. Na prática, terceiros fazem uso muito limitado desta rede. Há 30 anos distribuímos etanol para o mercado nacional através de nossos dutos. À medida que a demanda global para o etanol aumenta, nós estamos investindo na expansão da capacidade de nossos dutos para o transporte de etanol e de nossa logística, incluindo: • conversão do duto existente para derivados de petróleo, entre Guararema e a Baía da Guanabara, para transportar 2,88 mmm³/a de etanol até o segundo semestre de 2010, com plano para expandir para 4 mmm³/a até 2011; e

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• construção de um novo duto para etanol, de Paulínia para São Sebastião, para transportar 12,9 mmm³/a de etanol, principalmente para exportação. Petroquímicos e Fertilizantes Nossas operações de petroquímicos propiciam um mercado crescente para o petróleo bruto e outros hidrocarbonetos que produzimos, aumentam nosso valor agregado e proporcionam fontes nacionais de produtos que, de outra forma, teriam que ser importados. Pretendemos expandir nossas operações de petroquímicos no Brasil e em outras áreas da América do Sul e integrar estas em nossos negócios em geral. Nossas estratégias são: • aumentar a produção doméstica de petroquímicos básicos e se ocupar das atividades de segunda geração e biopolímeros através de investimentos em empresas no Brasil e no exterior, capturando sinergias dentro de todos os nossos negócios; e • aumentar a produção de fertilizantes a fim de abastecer o mercado brasileiro.

Em setembro de 2009, nosso conselho de administração aprovou a transferência do negócio de fertilizantes para o segmento de Gás e Energia, com validade em 2010, devido às sinergias do negócio de nossas operações de gás natural. No passado, a indústria petroquímica brasileira era fragmentada em um grande número de pequenas empresas, muitas das quais não eram competitivas internacionalmente e, portanto, clientes ruins de nossa matéria-prima de petroquímicos. Em 2009, participamos da consolidação e reestruturação da indústria petroquímica brasileira. Em junho de 2009, a Quattor Participações (Quattor), que é 60% de propriedade da União de Industrias Petroquímicas S.A. (Unipar) e 40% da Petrobras e Petroquisa, concluiu uma outra etapa no processo de reestruturação em 2009 com a criação da Quattor Química S.A (Quattor Química) através de uma fusão da Polietilenos União (PU) e da Petroquimica União (PQU). A Braskem S.A. (Braskem) também fortaleceu sua posição em 2009 através de uma fusão com a Petroquímica Triunfo S.A. (Triunfo), que concluiu a consolidação de determinados de nossos ativos petroquímicos com a Braskem, Odebrecht S.A. (Odebrecht), Petroquisa e Nordeste Química S.A. (Norquisa). Como resultado destas reestruturações, no início de 2009 nós possuíamos participações minoritárias nas duas das maiores empresas petroquímicas do Brasil: a Braskem S.A., 25,4% do capital total e 31% do capital votante, e a Quattor (40% do capital total, 40% do capital votante). Em janeiro de 2010 nós ainda consolidamos nossa posição na indústria petroquímica brasileira ao anunciar a fusão da Braskem e da Quattor, criando a maior petroquímica do Brasil e a maior produtora de resina termoplástica nas Américas. Nós e nossa parceira, a Odebrecht, criaremos uma nova holding para a Braskem chamada BRK Investimentos Petroquímicos S.A. (BRK) e prosseguiremos com a consolidação de nossas participações diretas e indiretas na indústria petroquímica brasileira na Braskem através de uma série de fusões e aumentos de capital. A tomada de decisões na Braskem será regida por um Acordo de Acionistas a ser celebrado com a Odebrecht. Através de nossas participações minoritárias nas novas maiores empresas petroquímicas do Brasil, nós poderemos melhor participar do planejamento das necessidades futuras da indústria.

Juntas, a Quattor e a Braskem operam 27 plantas petroquímicas, produzindo petroquímicos básicos e plásticos, além das operações de distribuição e processamento de resíduos relacionadas. A tabela a seguir mostra as capacidades de produção primárias da Quattor e da Braskem em 31 de dezembro de 2009.

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Capacidade Nominal dos Materiais Petroquímicos (mmt/a) Quattor Participações Etileno............................................................................................................... Propileno .......................................................................................................... Cumeno ............................................................................................................ Polietileno......................................................................................................... Polipropileno .................................................................................................... Braskem Etileno............................................................................................................... Propileno .......................................................................................................... Polietileno......................................................................................................... Polipropileno .................................................................................................... PVC ................................................................................................................... 1,22 0,37 0,32 1,04 0,88

2,53 1,21 2,00 1,11 0,54

Através de nossas participações minoritárias nas novas maiores empresas petroquímicas do Brasil, nós poderemos melhor participar do planejamento das necessidades futuras da indústria. Nós possuímos cinco novos projetos petroquímicos em construção ou em diferentes estágios de engenharia ou de projeto: • Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro—Comperj irá processar o petróleo para a produção de polipropileno, polietileno, estireno e etileno glicol, entre outros produtos petroquímicos para uso na indústria de plásticos. Comperj produzirá também combustível, tal como GLP, diesel, combustível de jato, coque de petróleo e enxofre usando nosso petróleo bruto pesado doméstico. Nós preparamos o terreno em 2008 e começamos a construção em 2010 com o objetivo de iniciar a produção em 2013. • Companhia Petroquímica de Pernambuco—Petroquímica Suape: planta de ácido tereftálico purificado, com capacidade de 700.000 t/a, que iniciará sua produção em 2011. A Petroquímica Suape foi originalmente uma joint venture entre a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste— Citene e a Petroquisa. Em agosto de 2008, a Citene declarou sua intenção de se retirar desta parceria e a Petroquisa posteriormente adquiriu 100% do projeto. A construção começou em 2008 e continua. • Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco—Citepe: planta de fio de poliéster com capacidade de produção de 240.000 t/a, com início previsto para 2010. • Companhia de Coque Calcinado de Petróleo—Coquepar: duas plantas de coque de petróleo calcinado, uma no Rio de Janeiro e uma no Paraná, com uma capacidade combinada de 700 mil t/a. A primeira das duas plantas está prevista para entrar em produção em 2012. A Coquepar é uma joint venture entre a Petroquisa (40%), Unimetal (30%) e Energy Investments (30%). Nossas plantas de fertilizantes na Bahia e Sergipe produzem amônia e uréia para o mercado brasileiro. Em 2009, estas plantas venderam um total de 207 mil toneladas de amônia e 707 mil toneladas de uréia. Atualmente estão conduzindo estudos de viabilidade para duas outras instalações de fertilizantes: • Instalação UFN-III com capacidade para produzir 1,21 milhão t/a de uréia e 761 t/a de amônia a partir de 2,2 mmm³/d de gás natural; e • Instalação UFN-IV com capacidade para produzir 763.000 t/a de uréia e 1,1 milhão t/a de metanol de 4 mmm³/d de gás natural. Estas instalações, se construídas, reduziriam o déficit do Brasil nestes fertilizantes, enquanto aumentaria a demanda por nosso gás natural produzido offshore.

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Distribuição Nosso segmento de Distribuição vende derivados de petróleo que são produzidos principalmente por nossas operações de Suprimento, e trabalha para expandir o mercado nacional para estes derivados de petróleo e biocombustíveis como etanol e biodiesel. Nossas metas principais são: criar valor, ao atender as necessidades crescentes dos clientes para combustíveis, incluindo hidrocarbonetos tradicionais e biocombustíveis; e manter e expandir a nossa participação no mercado, ao proporcionar qualidade, serviços e liderança superiores na crescente indústria de biocombustíveis. Nós suprimos e operamos a Petrobras Distribuidora S.A. — BR, que responde por 38% do total do mercado de distribuição brasileiro, de acordo com a ANP. A BR distribui derivados de petróleo, etanol e biodiesel, e gás natural veicular para o varejo, clientes comerciais e industriais. Em 2009, a BR vendeu o equivalente a 767,4 mbbl/d de derivados de petróleo e outros combustíveis para clientes atacadistas e varejistas, sendo que a maior parte (40,7%) era de diesel. Estatísticas Chaves de Distribuição
2009 Distribuição: Receita operacional líquida .............................................................................. Resultado antes da tributação IR ..................................................................... Total Ativo em 31 de dezembro ....................................................................... Despesas de Capital.......................................................................................... 2008 (US$ milhão) 30.892 1.245 4.775 309 2007

29.672 960 6.127 369

23.320 676 5.652 327

Em 31 de dezembro de 2009, nossa rede BR incluía 7.221 postos de serviço, ou 19,2% dos postos no Brasil. Este total inclui os 759 postos no norte, nordeste e noroeste do Brasil que adquirimos da Ipiranga em 2007, e que foram incorporados à rede BR em abril de 2009. A BR liderou o mercado dos postos de serviço em 2009, com seus postos próprios e franqueados respondendo por 30% das vendas no varejo de Diesel, gasolina, etanol, gás natural veicular e lubrificantes do Brasil, de acordo com a ANP. A maioria dos postos BR pertencem a franqueados que utilizam a marca BR sob licença e compram exclusivamente de nós. Nós também fornecemos apoio técnico, treinamento e propaganda. Possuímos 773 dos postos BR e somos obrigados por lei a subcontratar a operação de todos estes postos próprios para terceiros. O mercado de varejo para combustíveis no Brasil é altamente competitivo e esperamos que os preços estejam sujeitos a uma pressão contínua. Buscamos aumentar a lucratividade e a fidelidade do cliente ao desenvolver sobre a forte imagem de nossa marca e fornecer produtos e serviços de qualidade superior. Acreditamos que a nossa participação no mercado é sustentada por uma forte imagem da marca BR, e pela reforma dos postos de serviço e inclusão de centros de lubrificação e lojas de conveniência. Os postos de serviço de nossa rede também vendem gás natural veicular. O número de postos que oferecem este produto aumentou para 501 em dezembro de 2009, de um total de 453 em dezembro de 2008, e o total das vendas de gás em 2009 foi de 482 mmm³ (17.005 mmcf). Nós também distribuímos derivados de petróleo e biocombustíveis, sob a bandeira BR, para clientes comerciais e industriais, que responde por 55,7% do mercado atacadista brasileiro total, de acordo com a ANP. Nossos clientes incluem empresas de aviação, transporte e industriais, bem como empresas de serviços de utilidades públicas e entidades governamentais, as quais geram uma demanda relativamente estável.

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Nós também vendemos derivados de petróleo produzidos por nossas operações de Abastecimento para outros varejistas e atacadistas. Nossa distribuidora de GLP, a Liquigas Distribuidora, detinha uma participação de mercado de 22,4% e estava em segundo lugar em vendas de GLP no Brasil em 2009, de acordo com a ANP. Nós participamos no setor varejista em outros países sul-americanos através de nosso segmento de negócio internacional. Ver “—Internacional.” Gás e Energia Durante muitos anos, estamos desenvolvendo simultaneamente os mercados, infra-estrutura e as reservas de gás natural do Brasil. Nós estamos desenvolvendo fontes de gás na costa do Brasil e Bolívia, aumentando nosso suprimento efetivo de gás natural de cerca de 11,0mmm³/d (388,5 mmcf/d) em 1999 para 46,1 mmm³/d (1.628,0 mmcf/d) em 2009. Para monetizar nossa produção crescente, construímos o gasoduto BolíviaBrasil concluído em 1999, dois terminais de GNL, ambos concluídos em 2009, um sistema de transporte nacional e a capacidade de geração de energia elétrica acionada a gás, ambas sendo desenvolvidas durante a última década. Em conseqüência de nossos esforços, o segmento de gás natural forneceu 3,7% do total das necessidades energéticas do Brasil em 1998 comparados a 8,7% em 2009 e está projetado para suprir 14,2% das necessidades de energia do Brasil em 2020, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, uma agência do Ministério das Minas e Energia (MME). Espera-se que os planos de desenvolvimento de nossas operações de Exploração e Produção resultem em aumentos substanciais na produção de gás das bacias do Espírito Santo e de Santos na costa brasileira, incluindo reservas do pré-sal. Estamos investindo em infra-estrutura de transporte para entregar estes novos volumes para os mercados no nordeste e sudeste do Brasil e melhorar a flexibilidade de nosso sistema de distribuição. O gás natural importado da Bolívia irá exercer um papel menor, porém ainda importante, em nossas operações na medida em que aumentamos a produção nacional de gás. As importações de GNL irá complementar a demanda de gás no Brasil, particularmente com relação a aumentos na demanda relacionados à geração de energia termelétrica. Nós também estamos melhorando nossas operações comerciais através de um conjunto de contratos de venda de gás natural que permite que combinemos melhor o suprimento e a demanda por gás e energia elétrica. Nossas metas principais para nosso segmento de Gás e Energia são: • Agregar valor ao monetizar as reservas de gás natural da Petrobras;

• Garantir flexibilidade e confiabilidade na comercialização do gás natural nos mercados termoelétricos e não-termoelétricos; • e Expandir nossos negócios de GNL para atender a demanda e diversificar nosso suprimento de gás natural;

• Otimizar nossa carteira de usinas termelétricas e investir em fontes de energia renovável para geração de energia.

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Estatísticas Chaves de Gás e Energia
2009 Gás e Energia: Receitas operacionais líquidas................................................................................................ 5.652 657 Resultado antes do IR....................................................................................... Total ativos em 31 de dezembro ...................................................................... 24.861 Despesas de Capital................................................................................................ 5.116 2008 (US$ milhão) 8.802 (504) 14.993 4.256 2007

4.912 (947) 15.536 3.223

Gás Natural Nossos negócios no segmento de gás natural compreende quatro atividades: transporte (construção e operação de redes de dutos de gás natural no Brasil); aquisição e regasificação de GNL; participações societárias em empresas distribuidoras que vendem o gás natural para o consumidor final; e comercialização (compra e revenda). Transporte Durante os últimos cinco anos, investimos aproximadamente US$ 13,32 bilhões (R$ 26,82 bilhões) para expandir e melhorar nosso sistema de transporte de gás natural no Brasil. Hoje nós temos duas redes de dutos principais conectadas pelo gasoduto de ligação Sudeste-Nordeste (Gasene, concluído em março de 2010), que irá nos permitir transportar gás natural para as áreas de demanda. A Malha Sudeste (Rede Sudeste) mede 5.030 km (3.125 milhas) e liga nossos principais campos marítimos de produção de gás natural, nas bacias de Campos e Espírito Santo, aos mercados crescentes da região Sudeste, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo. A Malha Nordeste (Rede Nordeste) mede 1.968 km (1.223 milhas) e transporta gás de campos terrestres e marítimos de gás natural no nordeste do Brasil para os consumidores daquela região. A Malha Sudeste inclui os 2.593 km (1.612 milhas) da parte brasileira do gasoduto Brasil-Bolívia. Na região norte, os 661 km (411 milhas) do gasoduto Urucu-CoariManaus liga a Bacia do Solimões a Manaus, onde o gás natural é usado principalmente para gerar energia elétrica e, também, para atender a demanda industrial, comercial e varejista. Em 2009, investimos US$ 4,3 bilhões (R$ 9,6 bilhões) e em 2010 nós planejamos investir outros US$ 3,5 bilhões (R$ 6,6 bilhões). Com a conclusão de nossos investimentos em 2010, a infra-estrutura de gás no Brasil será amplamente concluída. Os principais projetos concluídos em 2009 e no primeiro semestre de 2010 foram: • Gasoduto Cabiúnas – Reduc (Gasduc III): com 183 km (114 milhas) de extensão, liga as bacias de Campos e Espírito Santo à Região Sudeste, com capacidade para transportar 40 mmm³/d (1.412 mmcf/d) de gás natural. • Gasoduto Urucu-Coari-Manaus: na região Norte, com 661 km (411 milhas) de extensão, tem capacidade para transportar até 4,1 mmm³/d (144,8 mmcf/d) de gás natural, com potencial para atingir até 6,75 mmm³/d (238,4 mmcf/d) com a instalação de duas estações de compressão. • A rede Gasene para transportar até 20 mmm³/d (706,3 mmcf/d) por 949 km (590 milhas) de Cacimbas, no estado do Espírito Santo, para a cidade de Catu, no estado da Bahia. • Os dutos de Japeri-Reduc (RJ) (45 km, 28 milhas), Paulínia-Jacutinga (SP-MG) (93 km, 58 milhas) e Cacimbas-Vitória (ES) (130 km, 81 milhas) e um duto de 15 km (9 milhas) para conectar o terminal de regasificação da Baía de Guanabara. • Gasoduto Gasbel II, com 296 km (167 milhas) ligando Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, ao Distrito de Queluzito no estado de Minas Gerais, com capacidade para transportar até 5 mmm³/d de gás natural,

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aumentando a capacidade existente do gasoduto Gasbel I. O total da capacidade para os dois dutos é 7,9 mmm³/d (279,0 mmcf/d). Os projetos que ainda estão em construção mas que estão programados para conclusão durante 2010 são os seguintes: • Gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (Gastau), com 96 km (60 milhas), no estado de São Paulo conectando as instalações de processamento de gás de Caraguatatuba à estação de compressão de Taubaté, com capacidade para transportar 20 mmm³/d (706,3 mmcf/d) de gás natural. • O gasoduto Pilar-Ipojuca que liga Pilar, no estado de Alagoas, a Ipojuca, no estado de Pernambuco, com 189 km (117 milhas) de extensão e com capacidade para transportar 15 mmm³/d (529,7 milhas) de gás natural. Este duto nos permite aumentar o abastecimento de gás natural para consumidores na região Nordeste. O mapa abaixo mostra nossos gasodutos existentes e em construção.

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Aquisição e Regasificação de GNL Nós concluímos a construção de dois terminais de GNL, um no Rio de Janeiro, com capacidade de transporte de 20 mmm³/d (706 mmcf/d), que foi concluído em janeiro de 2009, e, ou outro, em Pecém, na região Nordeste do Brasil, com capacidade de transporte de 7 mmm³/d (247 mmcf/d), que foi concluído em dezembro de 2008. Os terminais têm o suporte de dois grandes navios de regasificação de GNL com capacidade para 14 mmm³/d (494 mmcf/d) e 7 mmm³/d (247 mmcf/d), respectivamente. Os novos terminais e os navios de regasificação nos proporcionam a flexibilidade de importar gás de outras fontes para complementar os abastecimentos nacionais de gás natural. Nós negociamos e celebramos com diversas empresas contratos de suprimento de GNL e Contratos Principais de Vendas que serão usados para adquirir cargas de GNL, conforme necessário. Participação Societária em Empresas de Distribuição De acordo com a legislação brasileira, cada estado detém o monopólio sobre a distribuição local de gás. A maioria dos estados constituiu empresas para atuar como distribuidoras locais de gás, e nós detemos participações acionárias em 20 dessas 27 distribuidoras. Não obstante, em todas as empresas nas quais detemos uma participação minoritária, nós nomeamos a maioria dos diretores e membros do conselho de administração. O estado do Espírito Santo nos cedeu os direitos exclusivos para distribuir gás natural através de nossa subsidiária BR. Em 2009, as empresas distribuidoras no Brasil venderam um total de 36,4 mmm³/d (1,285 mmcf/d) de gás natural, do qual nossa participação era de 21%, de acordo com nossas estimativas. O mapa abaixo mostra o nome e a localização de cada distribuidora local de gás nas quais detemos participação acionária e a nossa participação nessas empresas.

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Nossas holdings de distribuição mais significativas são:
Nome CEG RIO ............................................ BAHIAGAS......................................... SCGÁS............................................... GASMIG............................................ Estado Rio de Janeiro Bahia Santa Catarina Minas Gerais Percentual de Participação no Grupo 37,41 41,50 41,00 40,00 Vendas Médias de Gás em 2009 (mmm³/d) 3.759 3.100 1.578 1.537 Clientes 23.031 3.328 1.645 279

De acordo com nossas estimativas, nossas duas holdings mais significativas, a CEG Rio e a Bahiagás, venderam 10,3% e 8,5%, respectivamente, do total de volume nacional de gás do Brasil em 2009. A CEG Rio e a Bahiagás são, respectivamente, a terceira e a quarta maior distribuidora de gás do Brasil. Estas empresas, junto com as distribuidoras independentes Comgás (30,7% dos volumes nacionais de gás do Brasil em 2009) e a CEG (15,7% dos mesmos), suprem 65% do mercado brasileiro. Comercialização Em 2009, nosso segmento de Gás e Energia supriu uma média de 46,1 mmm³/d (1.628,0 mmcf/d) de gás natural para consumo. Do total de 2009, 20,8% foi usado para consumo interno, 8,9% foi usado para a geração de energia termelétrica e os restantes 70,3% foram consumidos por usuários industriais, comerciais e varejistas de gás natural. Em 2009, nosso segmento de Exploração e Produção supriu 49,9% de nossas necessidades totais de gás e nós importamos 48,6% da Bolívia e o saldo de 1,5% foi fornecido por importações de GNL. Nós esperamos que a proporção de gás doméstico em nossa mistura de abastecimento total aumente nos anos futuros na medida em que nosso segmento de Exploração e Produção coloca novos campos de gás em produção. A tabela abaixo mostra as fontes de nosso suprimento de gás natural, nossas vendas e consumo interno de gás natural, e nossas receitas em cada um dos três últimos exercícios:
Suprimento e Vendas de Gás Natural Fontes de suprimento de gás natural Produção doméstica..................................................................................... Importado da Bolívia .................................................................................... Gás natural liquefeito................................................................................... 2009 2008 (mmm³/d) 30,3 30,4 0,0 2007

23,0 22,4 0,7

22,4 26,9 0,0

Suprimento total de gás natural ...............................................
Vendas de gás natural Vendas para distribuidoras de gás local (1) ................................................. Vendas para plantas de energia a gás .......................................................... Total Vendas de gás natural..............................................................................

46,1
32,4 4,1 36,5

60,7
36,8 12,8 49,6 11,1 5,1

49,3
35,1 4,1 39,3 10,0 2,8

Consumo interno (refinarias, plantas de energia a gás e fertilizantes)(2) ........ 9,6 Receitas (US$ bilhões)(3).................................................................................. 3,5 ________________________ (1) Inclui vendas para empresas de distribuição de gás locais nas quais temos participação societária. (2) Inclui o gás usado no sistema de transporte. (3) Exclui o consumo interno.

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A tabela abaixo mostra como o gás natural que fornecemos foi usado em nossos principais mercados de 2007 a 2009:
Consumo de Gás Natural Industrial, comercial e varejo ...................................................... Plantas de energia a gás .............................................................. Refinarias e plantas de fertilizantes ............................................ 2009 32,4 5,3 7,6 2008 (mmm³/d) 36,8 14,7 7,9 2007 35,1 5,8 10,3

O consumo por consumidores industriais, comerciais e de varejo diminuiu 11,9% em 2009 em comparação com 2008. A diminuição no mercado termoelétrico resultou principalmente da demanda industrial reduzida em razão das condições econômicas mundiais. O consumo termelétrico diminuiu 63,9% de 2008 a 2009, devido às chuvas abundantes e menor produção industrial. Contratos de Venda de Gás e Estabelecimento de Preços Em 2007, nós adotamos um conjunto de contratos de gás que oferecem aos clientes quatro modalidades diferentes de suprimento para nos proporcionar uma flexibilidade para uma adequação maior de nossas vendas de gás aos volumes que temos disponíveis do nosso segmento de Exploração e Produção, importações da Bolívia e de GNL. As principais características destes contratos são: • Firme Inflexível: a distribuidora garante o pagamento sob contratos take-or-pay (pegue ou pague) e nós garantimos a entrega do volume contratado. Nós comprometemos 22,61 mmm³/d (798,5 mmcf/d) de gás sob este contrato até 2012. • Firme Flexível: nós podemos interromper os suprimentos de acordo com as condições negociadas, caso em que nós concordamos em fornecer um combustível substituto para compensar o usuário final pelos custos adicionais. O preço equivale ao gás vendido sob contratos Firmes Inflexíveis. Nós comprometemos 4,20 mmm³/d (148,3 mmcf/d) de gás sob este contrato até 2012. • Interruptível: Nós temos o direito de interromper os suprimentos, de acordo com as condições negociadas e a distribuidora ou usuário final é responsável por encontrar combustíveis alternativos. A distribuidora paga um preço menor pelo gás sob este tipo de contrato. Nós comprometemos 3,25 mmm³/d (114,8 mmcf/d) de gás sob este contrato até 2012. • Preferencial: Somos obrigados a fornecer gás natural conforme solicitados, mas o consumidor tem o direito de interromper as compras a qualquer momento. Esperamos que este tipo de contrato seja usado predominantemente pelos clientes de termelétricas que usam GNL. Nós comprometemos 5,12 mmm³/d de gás sob este contrato até 2012. O preço do gás sob os primeiros três contratos incluem um componente fixo, que é revisado anualmente com base no índice de inflação IGP-M, e um componente variável, que é revisado trimestralmente baseado em uma cesta de óleo combustível e variação da taxa de câmbio. Os contratos preferenciais têm seus preços estabelecidos com base em um componente fixo, que é revisado anualmente baseado no índice de inflação IPCA, e um componente variável baseado no preço do GNL importado, que é revisado mensalmente com base na taxa de Henry Hub e na variação da taxa de câmbio. Do total de nossas vendas para distribuidoras no mercado não-termoelétrico em 2009, cerca de 47% foram entregues sob novos contratos. Nós usaremos os novos contratos para entregar até 63% dos volumes comprometidos para o mercado termoelétrico até 2012.

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A tabela abaixo apresenta nossos compromissos futuros de suprimento de gás de 2010 a 2014, inclusive vendas para ambas as empresas locais de distribuição de gás e as usinas de energia acionadas a gás.
Contratos de venda de gás natural Para distribuidoras de gás local: Partes relacionadas (1).................................................................... Terceiros.......................................................................................... Plantas de Energia a gás: Partes relacionadas (1).................................................................... Terceiros.......................................................................................... Total(2)............................................................................................ Receitas contratuais estimadas (US$ bilhões)(3)(4) ........................ 2010 2011 2012 (mmm³/d) 19,05 17,48 3,60 7,70 47,83 4,9 2013 2014

16,16 18,09 7,68 2,59 44,52 4,1

18,07 17,81 3,69 7,27 46,84 4,6

19,64 17,10 3,60 8,90 49,24 5,2

19,92 16,88 3,63 9,15 49,58 5,0

(1) Para os fins desta tabela, “partes relacionadas” incluem todas as empresas locais de distribuição e usinas de geração de energia nas quais detemos participação acionária e “terceiros” se referem àquelas nas quais não detemos qualquer participação acionária. (2) Volumes estimados se baseiam em contratos “take or pay” (pegar ou pagar) em nossos contratos, volumes esperados e contratos em negociação, e não vendas máximas. (3) Os números mostram as receitas líquidas de impostos. As estimativas se baseiam em vendas externas e não incluem consumo interno ou transferências. (4) Os preços podem ser ajustados no futuro e os valores reais podem variar.

Compromissos de Gás Natural de Curto Prazo

A fim de desenvolver e estimular o mercado de gás natural brasileiro em geral e o mercado industrial em particular, nós criamos um sistema de leilão no início de 2009 para vender gás natural para o mercado nãotermoelétrico sob contratos de curto prazo e a preços mais competitivos. Estes leilões nos permitiram comercializar volumes de gás natural reservados mas não usados pelas distribuidoras de gás locais, oferecendo preços menores para o usuário final. Entre abril e setembro de 2009 nós oferecemos um total de cerca de 12,0 mmm³/d (423,8 mmcf/d) de gás natural para venda através destes leilões sob contratos de um e dois meses. Com início em setembro de 2009, nós expandimos os leiloes de curto prazo para incluir os volumes de gás natural que foram reservados para as termelétricas sob contratos de longo prazo, que nós não esperávamos entregar por pelo menos seis meses devido à baixa demanda por energia das plantas a gás. Estes leilões nos permitiram oferecer cerca de 22,0 mmm³/d (776,9 mmcf/d) de gás natural para venda sob contratos de seis meses a preços até 41% mais baratos do que os especificados sob nossos contratos padrões de longo prazo com as distribuidoras de gás locais. No total, os leilões permitiram a venda de 2,4 e 6,2 mmm³/d (84,8 to 218,9 mmcf/d) de gás natural entre abril e dezembro de 2009 sob contratos de curto prazo entre um e seis meses de duração, equivalentes a cerca de 8% do volume total de gás natural consumido no mercado termoelétrico em 2009 (1.036 mmm³ ou 36.586 mmcf).

Compromissos de Gás Natural de Longo Prazo

Quando investimos no Gasoduto Brasil-Bolívia, em 1996, nós celebramos uma série de contratos de longo-prazo com três empresas: • Contrato de Fornecimento de Gás (GSA) com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), para a compra de determinados volumes mínimos de gás natural, a preços vinculados ao preço internacional do óleo combustível até 2019, após o quê, o contrato pode ser prorrogado até que todo o volume contratado tenha sido entregue. No dia 18 de dezembro de 2009 a Petrobras e a YPFB assinaram a quarta alteração do GSA que dispõe sobre pagamentos adicionais a YPFB por líquidos contidos no gás natural adquirido pela Petrobras através do GSA, entre US$ 100 milhões e US$ 180 milhões por ano, retroativo ao mês de maio de

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2007. Em fevereiro de 2010 a Petrobras pagou todas as obrigações devidas para 2007. Os pagamentos adicionais para os anos subseqüentes serão feitos após a YPFB atender determinadas condições a serem negociadas; • Contrato Ship-or-Pay (Despachar ou Pagar) com a empresa Gás Transboliviano (GTB), proprietária e operadora da parte boliviana do Gasoduto, para transportar determinados volumes mínimos de gás natural até 2019; e • Contrato Ship-or-Pay (Despachar ou Pagar) com a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), proprietária e operadora da parte brasileira do Gasoduto, para transportar determinados volumes mínimos de gás natural até 2019. Nossos compromissos de volumes, de acordo com os contratos ship-or-pay, foram geralmente planejados para atender nossas obrigações de compra de gás sob o GSA. As tabelas abaixo apresentam nossos compromissos contratuais de acordo com estes contratos para o período de cinco anos, de 2010 até 2014.
Compromissos para comprar e transportar gás natural Compromissos de compra para YPFB Obrigação de volume (mmm³/d)(1) ............................................ Obrigação de volume (mmcf/d)(1) .............................................. Projeção Petróleo Bruto Brent (U.S.$)(2) .................................... Pagamentos estimados (US$ milhão)(3)...................................... Contrato Ship-or-pay com GTB Compromisso de Volume (mmm³/d)........................................... Compromisso de Volume (mmcf/d) Pagamentos estimados (US$ milhão)(4)...................................... Contrato Ship-or-pay com TBG Compromisso de Volume (mmm³/d)........................................... Compromisso de Volume (mmcf/d) ............................................ Pagamentos estimados (US$ milhão)(4)...................................... 2010 24,06 850,00 61,00 1.535,00 2011 24,06 850,00 72,00 1.452,00 2012 24,06 850,00 74,00 1.577,00 2013 24,06 850,00 68,00 1.536,00 2014 24,06 850,00 60,00 1.414,00

30,00 1.059,00 109,46

30,00 1.059,00 109,99

30,00 1.059,00 110,53

30,00 1.059,00 111,07

30,00 1.059,00 111,60

30,00 1.059,00 387,01

30,00 1.059,00 388,43

30,00 1.059,00 389,86

30,00 1.059,00 391,29

30,00 1.059,00 392,73

(1) 25,3% do volume contratado é fornecido pela Petrobras Bolívia. (2) Projeção do preço Brent baseado em nosso Plano Estratégico 2020. (3) Os pagamentos estimados são calculados usando os preços do gás esperados para cada ano baseado em nossa previsão de preço Brent. Os preços do gás podem ser ajustados no futuro baseado nas cláusulas contratuais e as quantidades de gás natural adquiridas pela Petrobras podem variar anualmente. (4) Valores calculados com base nos preços atuais definidos nos contratos de transporte do gás natural.

Energia O Brasil tem um total de 107,185 MW de capacidade instalada de energia, dos quais cerca de 81% está nas estações hidroelétricas de baixo custo que fornecem cerca de 93% das necessidades de energia elétrica do país. Embora as instalações hidrelétricas possuam muitas vantagens, e são especialmente apropriadas para atender as necessidades básicas de energia elétrica, elas não podem ser prontamente ampliadas, têm capacidade limitada para suprir aumentos repentinos na demanda e são vulneráveis a períodos de secas prolongadas. Conseqüentemente, o Brasil tem desenvolvido sua capacidade de geração termelétrica exerça papel cada vez maior no atendimento das necessidades brasileiras de energia à medida que o crescimento econômico do país alimenta a demanda por energia. Como parte desta estratégia nacional, temos desenvolvido e operado usinas de geração de energia termelétrica acionadas a gás. Atualmente detemos participações em 26 usinas termelétricas e controlamos 16 delas. Em razão de nossos investimentos no setor energético, atualmente nós possuímos 63% da capacidade instalada termelétrica acionada a gás no Brasil, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Nós geramos eletricidade de nossas plantas termelétricas para complementar a geração hidroelétrica de carga base do Brasil. Durante 2009, a chuva abundante permitiu que o sistema hidroelétrico brasileiro gerasse 47.139

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MWavg de eletricidade, ou 93% das necessidades do país. Em conseqüência, fomos chamados para gerar somente 525 MWavg de eletricidade em 2009, em comparação com 2.025 em 2008. De nossa geração de 2009, 59% foi gerado na região sudeste do país, 30% na região sul e 11% na região nordeste.

Nós também exportamos energia para países vizinhos. Em 2009, nós exportamos 80 MWavg para a Argentina e Uruguai. Até a aprovação da Lei do Petróleo, em 1997, o governo brasileiro tinha o poder de regular todos os aspectos da determinação dos preços do petróleo bruto, derivados de petróleo, etanol, gás natural, energia elétrica e outras fontes de energia. Em 2002, o governo eliminou os controles sobre os preços de petróleo bruto e derivados de petróleo, embora mantivesse a regulamentação sobre a energia elétrica e de determinados contratos de venda de gás. Ainda em 2002, o governo brasileiro criou um imposto sobre a venda e importação de petróleo bruto, derivados de petróleo e produtos do gás natural (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico -CIDE). Em 2009, a Lei do Gás autorizou a ANP a regular os preços para o uso dos gasodutos de transporte de gás para o novo regime de concessão, com base em um procedimento definido na Lei do Gás como “chamada pública,” e aprovar os preços submetidos pelas transportadoras de acordo com os critérios estabelecidos previamente, para o uso dos novos gasodutos para transporte de gás sujeitos ao regime de autorização. Regulamentação da Exploração e Desenvolvimento De acordo com a Lei do Petróleo e contratos de concessão junto a ANP, somos obrigados a efetuar os seguintes pagamentos ao governo: • bônus de assinatura, devidos quando da assinatura do contrato de concessão, com base no valor da oferta vencedora, e sujeito aos bônus mínimos de assinatura publicados no edital de licitação pertinente; • Bônus de retenção anual para a ocupação ou retenção das áreas disponíveis para exploração e produção, a um preço determinado pela ANP no edital de licitação pertinente, com base no tamanho, localização e características geológicas do bloco de concessão; • despesas de participação especial, cobradas a uma taxa variável entre 0 a 40% das receitas operacionais líquidas resultantes da produção dos campos que atingem altos volumes de produção ou lucratividade, de acordo com os critérios estabelecidos na legislação aplicável. Em 2009, recolhemos este imposto sobre 19 de nossos campos, incluindo os campos de Albacora, Albacora Leste, Barracuda, Canto do Amaro, Caratinga, Carmópolis, Cherne, Espadarte, Jubarte, Leste do Urucu, Marimbá, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, Namorado, Miranga, Peroá, Rio Urucu e Roncador. A receita líquida é a receita bruta menos os royalties pagos, investimentos em exploração, custos operacionais e os reajustes de depreciação e os impostos aplicáveis. O Imposto de Participação Especial utiliza como referência os preços internacionais de petróleo, convertidos para reais de acordo com a taxa de câmbio vigente; e

Capacidade de Geração de Energia Nós tínhamos um total de 5.965,9 MW da capacidade instalada no fim do exercício de 2009, 5.438,7 MW da qual estava instalada em usinas termelétricas controladas por nós (5.405,9 MW de capacidade a gás e 31 MW de capacidade instalada a petróleo. Sob o regime de preços de energia do Brasil, nós também podemos vender somente aquela parte de nossa capacidade de geração de energia que está certificada pelo MME. No fim do exercício de 2009, o MME atestou 2.661 MWavg de capacidade comercial do total de 5.438,7 MW de capacidade instalada controlada por nós, devido a restrições no suprimento de gás. Considerando a crescente importância da geração termelétrica e para aumentar nossa capacidade comercial certificada, em 2007 nós assinamos um acordo com a ANEEL sob o qual nós nos comprometíamos a aumentar nossa capacidade de fornecer energia para a grade de nossas próprias plantas. Nós realizamos isto ao

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aumentar os suprimentos de gás natural, incluindo LNG, converter algumas plantas de energia existentes para operação com dois combustíveis e retro-arrendamento de plantas de energia a óleo. Em 2011 estamos comprometidos com o suprimento de até 6.065 MW e esperamos ter uma média de 3.696 MW de capacidade comercial certificada disponível para venda, exclusiva de nossas próprias necessidades de energia. A tabela abaixo mostra a capacidade instalada e comercial das usinas termelétricas controladas por nós de 2009 a 2012 sob nosso acordo com a ANEEL:

Capacidade instalada e Utilização da Petrobras 2009 Capacidade instalada bruta(MW) ............................................... 5.966 Capacidade comercial certificada (1) (MWavg)........................... 2.661 (1) (2)

2010 6.065 3.481

2011 6.065 3.696

2012(2) 6.100 3.361

Média ponderada da capacidade comercial certificada para o ano. Nossa capacidade comercial e instalada será reduzida em 2012 devido ao término de nosso arrendamento da usina termelétrica de Araucária.

Vendas de Eletricidade As usinas termelétricas sem carga básica como as nossas são usadas para complementar a geração hidroelétrica quando necessário. Antes de 2004, o regime de definição de preços de energia do Brasil tornou isto difícil para tais usinas, que operam a taxas médias de utilização baixas, a fim de cobrir seus custos operacionais e proporcionar um retorno sobre o capital. O Brasil promulgou o Novo Modelo Regulatório para o setor de energia para compensar os proprietários de usinas termelétricas pela segurança que eles fornecem para o sistema. Sob o modelo, as empresas de utilidades públicas são obrigadas a garantir suas necessidades esperadas de energia de acordo com contratos de longo prazo, através de leilões coordenados pelo Ministério das Minas e Energia. Somente aquela parcela de nossa capacidade termelétrica caracterizada como Energia Nova, de acordo com o Novo Modelo Regulador para o setor de energia, está qualificada para venda através do sistema de leilões. Os geradores de energia termelétrica da proposta da Nova Energia fazem ofertas nestes leilões para fornecer “disponibilidade reserva” até sua capacidade comercial certificada, embora eles não necessariamente sejam convocados para gerar esta energia. A energia termelétrica que não atende a definição de Energia Nova é amplamente vendida sob contratos bilaterais de longo prazo, principalmente junto a empresas distribuidoras de energia elétrica. Tais contratos estão sujeitos às normas que regulamentam o setor de energia antes da promulgação do Novo Modelo Regulatório. De acordo com estes contratos, nós somos compensados por nossa capacidade termelétrica baseado em uma combinação de fatores, inclusive se nós efetivamente geramos energia, ou não, capacidade certificada de geração de energia de cada usina, e as condições de oferta e demanda no mercado brasileiro de energia elétrica. Cada um desses fatores é determinado pelos órgãos reguladores competentes no Brasil, incluindo o Ministério das Minas e Energia (MME), o Operador Nacional do Sistema Elétrico—ONS, e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica—CCEE. Do total de 3.896 MWavg de energia disponível para venda em 2011 (inclusive a capacidade comercial certificada de nossas plantas e energia adquiridas de terceiros), aproximadamente 41% já foi comprometido sob contratos bilaterais, deixando 448 MWavg de capacidade de geração de energia disponível para venda. A tabela abaixo resume nossos compromissos sob a disponibilidade reserva e contratos bilaterais, energia adquirida de terceiros e a energia que esperamos estar disponível para venda se a infra-estrutura para a entrega de gás para nossas usinas de energia termelétrica estiver concluída.
2008 Total disponível para venda: 2009 2010 (MWavg) 2011 2012

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Capacidade comercial (MW) (1)................................ 1.605 Adquirido de terceiros ............................................................888 Compromissos: 352 Leilões de disponibilidade reserva ................................ Contratos bilaterais................................................................ 1.900 Resto disponível para venda (1)(2)................................ 241

2.661 329 821 2.103 66

3.481 212 1.391 2.232 70

3.696 200 1.596 1.862 448

3.361 200 1.596 1.866 99

(1) Projeções baseadas na capacidade existente e suprimento de gás esperado. (2) Representa a capacidade comercial restante disponível para venda com início em 2010.

Disponibilidade Reserva Nos leilões de 2005 e 2006 nós vendemos a disponibilidade reserva de 1.391 e 205 MWavg, respectivamente, em contratos de 15 anos com início em 2008 a 2011. Isto representou a maior parte de nossa capacidade que é classificada como Nova Energia. Nós fomos compensados pela disponibilidade reserva dos leilões de 2005 e 2006 desde 2008, com a compensação da capacidade aumentando até 2011, quando ela estabiliza. De acordo com os termos destes contratos, nós seremos compensados por um valor fixo quer geremos, ou não, qualquer energia, e nós recebemos um valor adicional pela energia que efetivamente gerarmos a um preço estabelecido na data do leilão e que é revisado anualmente com base na cesta de Óleo combustível reajustada para a inflação. Estes contratos geram perdas quando nossos custos reais de geração de energia aumentam e nossos preços conforme reajustados pela fórmula não aumentam de acordo. Contratos Bilaterais Em 2010, 2.232 MWavg de nossa capacidade de geração estará sujeita aos termos dos contratos bilaterais, com 1.862 MWavg comprometidos sob contratos bilaterais em 2011 e 1.866 comprometidos em 2012. Os contratos irão terminar gradualmente, com o último expirando em 2028. Conforme os contratos bilaterais terminem, nós negociaremos contratos de longo prazo em termos semelhantes ou melhores. Nós venderemos o restante de nossa capacidade de geração de energia certificada sob contratos bilaterais de curto e médio prazos e leilões realizados por nós e pelo MME. No passado, os suprimentos limitados de gás natural afetaram nossa capacidade de gerar eletricidade de nossas plantas termelétricas sob contratos bilaterais existentes, mesmo quando teria sido lucrativo para nós assim o fazer. Nossa infra-estrutura limitada de gás natural também nos expôs a multas quando nós não pudemos entregar valores contratados de eletricidade. Nós pagamos multas no valor total de R$46 milhão (US$ 23 milhão) em 2009, em comparação com R$434 milhão (US$ 236 milhão) pagos em 2008. Mesmo que aumentemos o suprimento de gás natural, é difícil prever nosso lucro sob estes contratos, pois as margens líquidas estão sujeitas a reajustes coordenados pela CCEE. Além disso, os contratos não nos permitem repassar diretamente para nossos clientes as alterações no custo da aquisição do gás natural. Com início em 2010, nós podemos suprir totalmente nossas plantas acionadas a gás, nos dando uma flexibilidade máxima para decidir como melhor usar nossos recursos de gás com base nas condições econômicas prevalecentes. Sob os termos dos contratos bilaterais, durante os períodos de preços internacionais do gás altos e baixa demanda por energia no Brasil, pode ser mais lucrativo para nós vender nosso gás diretamente para o mercado do que gerar valores contratados de energia de nossas próprias plantas a gás. Sob estas circunstâncias, podemos cumprir nossos compromissos contratuais comprando energia de terceiros, conforme fizemos em 2008, ou optar por pagar multas ao invés de gerar eletricidade. Energia Renovável e Redução dos Gases do Efeito Estufa (GHG) Nós também investimos em uma série de fontes de geração de energia renovável no Brasil, incluindo pequenas usinas hidroelétricas, eólica e solar. Nossas pequenas usinas hidroelétricas, construídas em parceria com outras empresas brasileiras, possuem capacidade instalada bruta de 316,4 MW, dos quais se espera que 25,4 MW se tornem operacionais em 2010.

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Em 2009, nós vendemos 49 MWavg de plantas eólicas nos contratos de 20 anos a iniciar em 2011 através de um leilão de “energia reserva”. O sistema de energia reserva foi criado em 2008 para complementar a grade de energia do Brasil ao leiloar energia diretamente para o governo brasileiro de plantas de energia qualificáveis para atender a demanda futura. Nós participamos do leilão de energia reserva de 2009 através de nossa participação em quatro plantas eólicas qualificadas com uma capacidade instalada total de 104,0 MW. Estas plantas eólicas serão construídas em parceria com outras empresas brasileiras. Como parte de nosso Plano Estratégico de 2020, nós adotamos diretrizes de mudança climática para reduzir os gases do efeito estufa sob o Mecanismo de Desenvolvimento Puro. Estamos desenvolvendo diversos projetos para redução de GHG, incluindo energia eólica, pequenas usinas hidroelétricas (SHP), geração de energia com turboexpansor nas refinarias, redução de óxido nitroso, e recuperação de perdas de calor e eficiência de energia. Nosso Programa Interno de Conservação de Energia trabalha para o aprimoramento do uso eficiente de energia em todas as nossas unidades. Em 2009, evitamos as emissões de aproximadamente 50 mil toneladas de dióxido de carbono de todas as usinas de energia em decorrência deste programa. Bio-Renováveis Nós temos por objetivo nos tornar o maior produtor de biodiesel no Brasil e participar ativamente do desenvolvimento da crescente indústria do etanol do Brasil, particularmente na produção, transporte e exportação do etanol. O Brasil tem um clima e condições de solo altamente favoráveis para o cultivo da cana-de-açúcar e plantações de óleo vegetal e um importante participante no mercado internacional de biodiesel O principal combustível usado no Brasil é o diesel, respondendo por 758,5 mbbl/d (44,2%) do mercado de combustíveis brasileiro total. Por lei, todo o biodiesel vendido no Brasil a partir de julho de 2009 foi obrigado a ser, no mínimo, biodiesel 4% desde janeiro de 2008; esta proporção aumentou para 5% em janeiro de 2010. Nós atuamos como um catalisador para o desenvolvimento de novo mercado ao garantir e misturar suprimentos de biodiesel e os fornecer para pequenos distribuidores, assim como para nossos próprios postos de serviço. O Brasil é líder global no uso de etanol como um combustível substituto para veículos leves. Hoje, 88.2% dos novos veículos a gasolina vendidos no Brasil têm capacidade de bicombustível, e os Postos de Serviços oferecem uma opção de 100% etanol, assim como uma mistura de 25% etanol e Gasolina, como exigido pelo regulador. Nós apoiamos o desenvolvimento do mercado de etanol ao distribuir e vender no atacado etanol e ao estimular as melhorias na qualidade do produto. Em 2009, nós adquirimos 40,4% da Total Agroindustria Canavieira S.A (Total). A Total possui uma planta com capacidade de produção de etanol de 1,7 mbbl/d. Este investimento irá expandir nossa capacidade de produção de etanol para 3,5 mbbl/d e irá agregar 38.5 MW a nossa capacidade de geração de energia instalada. Nosso objetivo é atingir níveis de produção de etanol de 63,6 mbbl/d até 2013.

Em 2009, a Petrobras exportou 362.000 m³ de etanol, incluindo etanol industrial para a Ásia e etanol combustível para os Estados Unidos e Europa, correspondendo a 12% das exportações totais de etanol do Brasil. Em 30 de abril de 2010, anunciamos uma parceria estratégica com a Tereos International, uma subsidiária brasileira do Grupo Tereos, em que vamos investir um total de R$ 1.6 bilhões (US$ 909 milhões) ao longo de cinco anos para adquirir uma participação de 45,7% da Açúcar Guarani S.A., a quarta maior processadora de cana de açúcar no Brasil, com uma capacidade estimada de esmagamento de 17,4 mmt para 2010-2011. Na primeira fase da parceria, a Petrobras Biocombustível investirá R$ 682 milhões (US$ 387 milhões) para adquirir uma participação inicial de 26,3% na Guarani, que será seguida por investimentos posteriores de R$ 929 milhões (US$ 528 milhões) ao longo de cinco anos para adquirir uma participação adicional de 19,4% na processadora de cana brasileira. A parceria com a Tereos International está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica,

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CADE. Nosso investimento na Guarani nos permitirá aumentar significativamente a nossa produção de etanol, estimular a melhoria da qualidade do produto e desenvolver ainda mais nossa distribuição e comercialização de etanol, de acordo com o nosso Plano de Negócios 2009-2013. Nós assinamos contratos para garantir a compra de óleos vegetais de pequenos fazendeiros e produtores industriais a fim de suprir nossas três plantas de biodiesel, localizadas no nordeste do Brasil, em Candeias e Quixadá, e no sudeste do Brasil, em Montes Claros. Nós aumentamos a capacidade destas plantas de 2,9 mbbl/d para 5,6 mbbl/d através de melhorias operacionais em 2009. Em 2010, após a expansão da planta de Candeias e o início das operações da planta de Marialva, na qual a Petrobras Biocombustível adquiriu uma participação de 50% em novembro de 2009, nossa capacidade de produção de biodiesel atingirá 11,2 mbbl/d.

A partir de 2009, fomos responsáveis por resultados de nossas operações de Bio-energias Renováveis no nosso segmento Corporativo. Em anos anteriores, os resultados de nossas operações de Bio-energias Renováveis foram incluídos em nosso segmento de Gás e Energia. Internacional

Nós mantemos operações em 24 países que compreendem todas as fases do negócio de energia. Nossos objetivos principais para nossas operações internacionais são: • aproveitar nosso conhecimento técnico na exploração e produção em águas profundas para participar em regiões marítimas de alto potencial e de fronteira; e • expandir e integrar as operações internacionais de downstream com nossas atividades domésticas.

A receita operacional líquida do nosso segmento internacional representou 11,1% do total das nossas receitas operacionais líquidas em 2009 (9,3% em 2008 e 10,4% em 2007). Os ativos totais do nosso segmento internacional em 31 de dezembro de 2009 representou 7,4% dos nossos ativos totais (10,7% em 2008 e 9,0% em 2007).

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Operações Internacionais de Upstream Nosso objetivo é integrar as nossas operações de captura de sinergias em suas operações de upstream e downstream na América do Sul, América do Norte e Ásia. Estamos focando nossas operações internacionais de upstream no Golfo do México e África Ocidental, onde há oportunidades para alavancar o expertise em águas profundas que temos desenvolvido no Brasil. Temos também em curso esforços exploratórios preliminares no Norte da África, Ásia, Europa e Oriente Médio. Nossas descobertas de reservas significativas nos reservatórios do pré-sal no Brasil levaram-nos a reduzir nossas despesas previstas para as operações internacionais, priorizando nossas operações domésticas.
Operações em 31 de dezembro de 2009
E&P

1 2 3 4 5 6 7 8 9

Países Argentina Bolívia Chile Colômbia Equador Paraguai Peru Uruguai Venezuela América do Sul México EUA América do Norte Angola Líbia Moçambique Namíbia Nigéria Senegal Tanzânia África Portugal Turquia Europa Índia Japão Paquistão Ásia Irã Oriente Médio

Exploração

Produção

Refino, Petroquímica e Comercialização

Distribuição

Gás e Energia

√ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √

√ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √

√ √ √ √ √

√ √

√ √

√ √ √

10 11

12 13 14 15 16 17 18

√ √

19 20

√ √

21 22 23

24

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Internacional: Estatísticas Chaves
2009 Internacional: Receita Operacional Líquida............................................................... Resultado antes do IR......................................................................... Total ativos em 31 de dezembro ........................................................ Despesas de capital ............................................................................ 2008 (US$ milhão) 10.940 (605) 13.439 2.908 2007

10.197 232 14.914 2.111

9.101 (237) 11.717 2.864

A receita operacional líquida de nosso segmento Internacional representou 11.1% do total de nossa receita operacional líquida em 2009 (9,3% em 2008 e 10,4% em 2007). O ativo total de nosso segmento Internacional em 31 de dezembro de 2009 representou 7,4% de nosso ativo total (10,7% em 2008 e 9% em 2007). Atividades Internacionais de Upstream (Exploração e Produção) Nós temos por objetivo a integração de nossas operações ao capturar as sinergias em nossas operações de upstream e downstream na América do Sul, América do Norte e Ásia. Estamos focando em nossas atividades internacionais de upstream em áreas tais como o Golfo do México e África Ocidental, onde existem oportunidades para alavancar o conhecimento de águas profundas que desenvolvemos no Brasil. Nós também mantemos esforços exploratórios principais em curso no Norte da África, Ásia, Europa e Oriente Médio. Nossas descobertas de reservas nas reservas do pré-sal no Brasil nos levaram a reduzir nossos gastos planejados para as atividades internacionais, relacionados a nossas atividades nacionais. Durante 2009, nós conduzimos atividades de exploração e produção em 21 países estrangeiros (Angola, Argentina Bolívia, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Índia, Irã, Líbia, México, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Paquistão, Peru, Portugal, Senegal, Tanzânia, Turquia, Uruguai e Venezuela. Ver “—Visão Geral do Grupo” para obter informações sobre produção e reservas em cada região. A tabela abaixo mostra nossos principais projetos de exploração e produção que estão sendo desenvolvidos no mundo inteiro. Outras informações sobre determinados destes projetos são fornecidas no texto abaixo.
Ativos E&P Países América do Sul 1 Argentina(1) Sierra Chata Parva Negra El Tordillo La Tapera San Alberto San Antonio Ingre Balay 1 Tayrona Cebucan Villarica Norte Tibu Block 18 Lote 10 Lote 57 Produção Exploração Produção Produção Produção Produção Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Desenvolvimento Produção Produção Exploração Petrobras Petrobras Parceiro Parceiro Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Parceiro Petrobras Petrobras Parceiro 46 100 36 36 Contrato de Serviço Contrato de Serviço 100 70 50 50 50 55 30 100 45.16 Principais projetos em desenvolvimento Fase Operado por Participação da Petrobras (%)

2

Bolívia

3

Colômbia

4 5

Equador Peru

70

Ativos E&P Países Principais projetos em desenvolvimento Lote 58 6 Uruguai Block 3 Block 4 Oritupano-Leona Acema La Concepcion Mata Fase Exploração Exploração Exploração Produção Produção Produção Produção Operado por Petrobras Parceiro Petrobras Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Participação da Petrobras (%) 100 40 40 Joint Venture Joint Venture Joint Venture Joint Venture

7

Venezuela

América do Norte 8 9 México EUA Cuervito Fronterizo Cascade Chinook Coulumb (MC-613) Cottonwood St. Malo Tiber Stones Ewing Bank 910 GB 200-201 EL 162 SMI 280 VM 379 Aransas Big Bend Bluewood Bolt Canaveral Casnook Flavian Hadrian West Impala Julius Latigo Logan Montebelo Natchez Olympic Pipestone Shelby Stonade Whitetop Produção Produção Desenvolvimento Desenvolvimento Produção Produção Desenvolvimento Desenvolvimento Desenvolvimento Produção Produção Produção Produção Produção Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Parceiro Petrobras Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Petrobras Petrobras Petrobras Parceiro Petrobras Petrobras Petrobras Parceiro Parceiro Petrobras Parceiro Parceiro Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Parceiro Petrobras Petrobras Contrato de Serviço Contrato de Serviço 100 66.67 33.33 100 25 20 25 60 25 40 50 25 100 50 100 50 100 67 100 50 50 100 50 35 100 100 50 100 50 67 100

África 10 Angola Block 2 Block 6 Block15 Block 18 Block 26 Block 34 Area 18 Zambezi Delta block 2714A Produção Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Parceiro Petrobras Parceiro Petrobras Petrobras Parceiro Petrobras Parceiro Parceiro 28 40 5 30 80 30 70 17 50

11 12 13

Líbia Moçambique Namíbia

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Ativos E&P Países 14 Nigéria Principais projetos em desenvolvimento Akpo Field Agbami Field Egina Field Egina South Field Preowei Field OPL 315 Rufisque Profond Block 5 Block 6 Fase Produção Produção Desenvolvimento Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Operado por Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Parceiro Petrobras Parceiro Petrobras Petrobras Participação da Petrobras (%) 20 13 20 20 20 45 40 100 100

15 16

Senegal Tanzânia

Europa 17 Portugal Camarão Mexilhão Ostra Amejoa Block 3922 (Sinop) Exploração Exploração Exploração Exploração Exploração Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras Petrobras 50 50 50 50 50

18 Ásia 19 20

Turquia

India Paquistão

Krishna Godavari Cauvery Block G

Exploração Exploração Exploração

Parceiro Parceiro Parceiro

15 25 50

Oriente Médio 21 Irã Tusan block Exploração Petrobras 100

(1) Todos os projetos argentinos de Exploração e Produção são realizados através de participação de 67.2% na PESA.

Durante 2009, nossas despesas de capital para a exploração e produção internacionais representavam 10,4 % de nosso total investido em exploração e produção. Nós contratamos três sondas de perfuração e uma plataforma para suporte de nossas operações de exploração em águas ultraprofundas da África Ocidental e do Golfo do México dos Estados Unidos, entre outras regiões. Uma destas sondas tem operado na Angola desde julho de 2009. As outras iniciarão suas operações entre 2010 e 2011, sob contratos de cinco a dez anos. A tabela a seguir mostra os gastos internacionais com exploração e como estes estão distribuídos geograficamente em 2009, 2008 e 2007.
2009 Total capex exploração internacional (US$ bilhões)......................................... Dos quais: América do Sul (fora do Brasil)....................................................................... África ............................................................................................................ América do Norte........................................................................................... Outros ............................................................................................................ Plataformas de perfuração e Outros(1).......................................................... (1) Em 2009, todos os investimentos referem-se a plataformas de perfuração. 0,8 31,67% 8,66% 8,16% 16,14% 35,37% 0,8 2008 0,92 9,74% 4,47% 53,92% 0,00% 31,87% 0,92 2007 1,17 11,57% 5,76% 23,72% 0,00% 58,95% 1,17

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Em 2009, a nossa produção líquida no exterior foi, em média, de 140,7 mbbl/d de petróleo bruto e LGN e 16,5 mmm³/d (583,37 mmcf/d) de gás natural. A tabela a seguir mostra os dispêndios imobilizáveis com desenvolvimento internacional e a sua distribuição geográfica nos anos de 2009, 2008 e 2007.
2009 Total capex desenvolvimento internacional (US$ bilhões)............................... Dos quais: América do Sul (fora do Brasil)....................................................................... África.............................................................................................................. América do Norte........................................................................................... Outros ............................................................................................................ 1,1 23,62% 27,56% 48,82% 0,00% 1,1 2008 1,62 44,27% 38.32% 17,41% 0,00% 1,62 2007 1,39 40,55% 36,05% 23,40% 0,00% 1,39

América do Sul Atuamos ativamente em inúmeras das principais bacias de hidrocarboneto da Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Uruguai. Em 2009, a nossa produção líquida média na região (fora do Brasil) era de 181,30 mboe/d, equivalente a 76,2% do total de nossa produção internacional. As reservas na região representavam 77,2% de todas as nossas reservas internacionais. Nossas operações de produção de gás natural mais significativas fora do Brasil estão localizadas na Argentina e na Bolívia, onde produzimos uma média de 15.6 mmm³/d (552.7 mmcfd/d) de gás natural em 2009, ou 94.7% de nossa produção internacional. A Argentina e a Bolívia, juntas, responderam por 40% de nossa produção mundial de gás natural em 2009. A Argentina é a nossa maior região operacional fora do Brasil, local onde operamos principalmente através de nossa participação de 67,2% na Petrobras Energia S.A. (PESA), que atua como uma empresa verticalmente integrada em todos os segmentos da indústria petrolífera. Em 2009, efetuamos a fusão da PESA e de sua controladora a fim de reduzir os custos administrativos e simplificar nossa estrutura organizacional. Nossa produção está concentrada nas bacias de Neuquén, Austral e San Jorge, com uma contribuição menor proveniente da Bacia do Noroeste. Na Bolívia, nossa produção provém principalmente dos campos de San Alberto e San Antonio. Após a promulgação do decreto do governo da Bolívia, em 1º de maio de 2006, sobre a nacionalização dos hidrocarbonetos, celebramos novos acordos de acordo com os quais continuamos a operar os campos, mas somos obrigados a fazer todas as vendas de hidrocarbonetos através da YPFB, com o direito de recuperar nossos custos e participar dos lucros. Em 31 de dezembro de 2008, nossas reservas provadas na Bolívia eram de aproximadamente 284,3 mmboe. Porém, em 25 de janeiro de 2009, a Bolívia adotou uma nova constituição que proíbe a propriedade privada de recursos de óleo e gás do país. Como resultado, ficamos impossibilitados de incluir quaisquer reservas provadas na Bolívia, conforme relatório de 31 de dezembro de 2008, em nossas reservas provadas ao final do exercício de 2009. Nós continuamos a informar a produção de nossas operações na Bolívia sob nossos contratos existentes naquele país. Na Colômbia, em março de 2010, nós anunciamos descobertas no Bloco Balay, onde temos uma participação de 70%. Em janeiro de 2010, negociamos um contrato de farm-out para 15% de nossa participação para a Petroamerica Oil Corporation e 10% de nossa participação para a Sorgenia E&P Colombia B.V., ambos ainda sujeitos à aprovação regulatória. Se aprovado, nós teremos uma participação de 45% no Bloco Balay. Nossa carteira também inclui participações em outros contratos de Exploração e Produção onshore. Possuímos atividades na Venezuela através de joint ventures com subsidiárias da Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA), que detém os direitos de Exploração e Produção e na qual temos participação minoritária. O governo venezuelano, através da PDVSA, é a detentora majoritária e operadora. No Peru, nossa subsidiária PIB BV adquiriu a participação restante de 60% na Petrobras Valores Internacional de España (PVIE) de nossa subsidiária PESA. A PVIE detém participações em empresas peruanas, venezuelanas e equatorianas, nas quais o ativo principal são os direitos de exploração e produção no Bloco 10 ao norte do Peru.

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América do Norte O Golfo do México é uma região estrategicamente importante para nós, onde focamos principalmente nos campos de águas profundas que alavancam nossa experiência no Brasil. Temos operações no México e nos Estados Unidos. Temos contratos de prestação de serviços sem riscos em relação aos Blocos de Cuervito e Fronterizo, na Bacia de Burgos, no México desde 2003. De acordo com estes contratos de serviços, somos remunerados por nossos serviços, mas qualquer poço produtor deve ser transferido à estatal mexicana Pemex. Também temos outros acordos para compartilhar o nosso conhecimento de operações em águas profundas com a Pemex. Em 31 de dezembro de 2009 detínhamos participações em 211 blocos marítimos no setor do Golfo do México dos Estados Unidos, 142 dos quais nós operamos. Em janeiro de 2010 nós adquirimos os outros 50% de participação nos campos de Cascade. Em razão disso, nós investimos atualmente nos campos de Cascade e Chinook, nos quais detemos participações de 100% e 66,67%. Nós temos um Plano Conceitual aprovado para o desenvolvimento destes campos, e que inclui o primeiro emprego no Golfo do México de uma embarcação FPSO e também incorpora seis tecnologias que já foram testadas em águas brasileiras, mas que são novidades no Golfo do México, incluindo uma bóia torre do tipo desconectável, transporte de petróleo bruto através de navio-tanque aliviador, risers híbridos independentes, bombas elétricas submarinas, âncoras de carregamento vertical do tipo torpedo e sistemas de amarração de poliéster. Esperamos iniciar a produção nos campos de Cascade e Chinook em meados de 2010. Nós também detemos uma participação de 20% no poço de petróleo mais fundo do mundo no Prospecto Tiber, onde descobrimos petróleo em setembro de 2009. Europa Em 2006, a Petrobras International Braspetro BV assinou um contrato de estudo conjunto com a Petrogal (Galp) e com a Partex para o estudo dos dados sísmicos relacionados à Bacia Peniche, na costa de Portugal. Temos uma participação de 50% neste consórcio, e, em maio de 2007, assinamos quatro contratos de concessão para esta bacia. Na Turquia, nós nos retiramos dos esforços de exploração no Bloco Kirklarelli no Mar Negro, no qual atuávamos em 2006. Ainda em 2009, nós afretamos uma sonda de perfuração que começou a operar no poço Sinop no Mar Negro no primeiro trimestre de 2010. Oriente Médio Em 2004, nós assinamos um contrato de prestação de serviços com a National Iranian Oil Company (NIOC) no Irã. O contrato convocava para a aquisição e processamento de dados sísmicos e a perfuração de, no mínimo, dois poços exploratórios no bloco Tusan no Golfo Pérsico Iraniano. A Petrobras adquiriu e processou dados sísmicos a um custo de aproximadamente US$ 22 milhões e perfurou dois poços exploratórios a um custo de US$ 156 milhões no Irã. Nossos gastos seriam reembolsados sob o contrato de serviços com a NIOC somente se a exploração resultasse em descobertas economicamente viáveis. A Petrobras ainda não tinha tido qualquer ativo, passivo material, receitas ou reservas provadas associadas a suas operações no Irã em qualquer dos últimos três anos. O contrato de serviços com a NIOC expirou em julho de 2009 e nós não temos qualquer outro compromisso ou planos no Irã neste momento. África Nossas operações na África datam de 1979 e incluem a exploração e produção, na Angola e na Nigéria, e a exploração em outros países.

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Na Angola, continuamos nossas atividades de exploração e anunciamos duas descobertas no Bloco 15 (não operado pela Petrobras) e no Bloco 18 (operado por Petrobras). Continuamos as atividades de produção no Bloco 2, um bloco maduro onde não somos o operador e nossa participação na produção total é 2,4 mboe/d.

Na Nigéria, nós aumentamos a produção no campo Agbami, que começou a produzir em julho de 2008, e, também, no campo Akpo, que começou a produção em março de 2009. Nossa participação na produção total de ambos os campos é de aproximadamente 40 mboe/d. O campo Egina teve seu plano de desenvolvimento aprovado pelo governo nigeriano em março de 2009, enquanto que nos campos Preowei e Egina South as atividades de exploração estão em curso. Além disso, somos a operadora para o Bloco OPL 315, com uma participação de 45%, no qual as atividades de exploração estão em andamento também. Em maio de 2009, a Petrobras se uniu a Enigma, uma subsidiária total da Chariot Oil and Gas Limited, como uma sócia com 50% de participação no Bloco 2714A, na Namíbia. Este bloco está localizado na costa do Sul da Namíbia e cobre uma área de cerca de 5.500 km2 (1.4 milhão de acres) em profundidades de 150 a 1.500 metros (492 a 4.921 pés). Durante a fase de exploração atual, que termina em agosto de 2011, nós realizaremos estudos geológicos para melhor compreender e avaliar o potencial do Bloco antes de decidir se exploraremos um poço exploratório. Ásia e Oceania Desde 2007, quando iniciamos nossas primeiras atividades exploratórias na Ásia, outra região onde a exploração marítima e marítima profunda oferecem um grande potencial, nós adquirimos direitos para operar na Índia e no Paquistão. No início de 2009, nós detínhamos participações nos blocos exploratórios nas bacias marítimas de Krishna Godavari e Cauvery, a leste da Índia. No bloco Krishna Godavari, nós decidimos não participar na fase de avaliação proposta pelo operador e retornamos à nossa participação de dezembro de 2009, após concluir um programa de trabalho mínimo. Nós perfuramos dois dos três poços que comprometemos perfurar sem qualquer descoberta no Bloco Cauvary. Em abril de 2010 nós adquirimos uma participação de 50% em um bloco exploratório na Bacia Australiana de North Carnarvon por US$39 milhões. A aquisição permanece sujeita à aprovação reguladora. As atividades de exploração neste Bloco têm sido contínuas por cinco anos, e nos comprometemos com até US$ 41 milhões para a perfuração do poço pioneiro. Esperamos começar a perfurar em meados de 2010, e teremos a opção de operar o Bloco após a perfuração estar concluída. Outras Atividades Internacionais Nossas atividades internacionais estão focalizadas na exploração e produção. As nossas outras atividades internacionais estão resumidas nas tabelas abaixo e descritas no texto que se segue.
Ativos de refine em 31 de dezembro de 2009 Região South America Argentina(1) ...................................... Refinaria Participação do Grupo em % Capacidade de Destilação de Cru (mbbl/d) 31 26,4 50 100 100

Bahia Blanca Refinor/Campo Duran San Lorenzo Pasadena, TX Nansei Sekiyu Kabushiki

100 28,5 100 100 87,5

América do Norte Estados Unidos .................................. Ásia Japão ................................................. (1)

Todas as operações argentinas de refine são realizadas através de nossa participação de 67.2% na PESA.

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Região

Ativos Petroquímicos em 31 de dezembro de 2009 Planta(1)

Produtos

América do Sul Argentina..................................................

Brasil......................................................... (1)

Campana Porto General San Martin Zarate INNOVA

Amônia, Uréia, UAN Estireno e SBR Poliestireno e BOPs Etilbenzeno, estireno e poliestireno

Todas as operações petroquímicas internacionais realizadas através de nossa participação de 67,2% na PESA.

Região

Ativos de Distribuição e Gás e Energia em 31 de dezembro de 2009 Ativos de Distribuição

Ativos de Gás e Energia

América do Sul Argentina..................................................

Postos de Serviços (604)(1)

Bolívia ....................................................... Chile.......................................................... Postos de Serviços (227) Planta de Lubrificantes (2) Outros1 Postos de Serviços (74) Instalação de Depósito (2) Planta de mistura de lubrificante (2) Postos de Serviços (168) Outros2 Postos de Serviços (89) Outros3

Hidroelétrica (2) Termoelétrica (2) Participação em TGS Participação em Edesur Participação em Cia Mega S.A. Participação em GTB S.A. Participação em Transierra

Colômbia ..................................................

Paraguai.................................................... Uruguai.....................................................

Empresas de Distribuição de gás (3)

(1) (2) (3)

Operação da aviação comercial me 11 aeroportos. Instalação de abastecimento de combustível de aviação e planta de reabastecimento de GLP. Instalações para comercialização de produtos marítimos e para a aviação, petroquímicos e asfalto.

América do Sul Nós integramos operações na América do Sul, particularmente na Argentina, onde participamos sobre a cadeia de valor de energia. Na Argentina, nós somos proprietários da usina hidroelétrica Pichi Picún Leufú, da usina termoelétrica a gás Genelba, de uma participação na empresa transportadora de gás natural TGS (Transportadora Gas del Sur), e de participações em uma comercializadora de energia Edesur, e Mega Company, uma instalação de separação de gás natural. Nós também detemos através de nossa participação na PESA quatro usinas petroquímicas (três na Argentina e uma no Brasil), duas refinarias que fornecem 81 mbbl/d de capacidade líquida e uma participação na Refinaria Refinor/Campo Duran. Em janeiro de 2010, a PESA celebrou um contrato para a venda de sua empresa de fertilizante não essencial com o Grupo Bunge por US$ 80 milhões. Possuímos 604 postos de serviço de varejo que operam sob a bandeira da Petrobras. Em maio de 2010, a PESA chegou a um acordo para a venda de sua refinaria em San Lorenzo juntamente com ativos de distribuição relativos e inventários de petróleo e derivados de petróleo por aproximadamente U.S.$110 milhões. Essa operação permanece sujeita à aprovação regulatória

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Na Bolívia nós operamos campos de gás que abastecem gás para o Brasil. Nós detemos uma participação de 11% na Gas Transboliviano S.A. (GTB), proprietária do lado boliviano do Gasoduto Brasil-Bolívia (GBB), que transporta o gás natural que produzimos naquele país para o mercado brasileiro. Também detemos uma participação de 44,5% na Transierra S.A., que é proprietária do gasoduto Yacuiba-Rio Grande (Gasyrg), que conecta os campos de San Alberto e San Antonio ao gasoduto BTB. No Chile, nós adquirimos as operações de downstream da Exxon Mobil por aproximadamente US$ 400 milhões em 2008, o que inclui 227 postos de serviço, centros de venda e distribuição de combustível em 11 aeroportos, seis terminais de distribuição de combustível, correspondentes a 16% e 14% de participação de mercado no segmento de varejo e no segmento industrial, respectivamente. Nós também aumentamos nossa participação de mercado no mercado de lubrificantes chileno em 6%, com a aquisição da Chevron Chile SAC, uma produtora e varejista de lubrificantes, por US$ 12 milhões. No Uruguai, nós possuímos operações de distribuição de combustível, com 89 postos de serviço e outros ativos comerciais. A carteira de Gás e Energia inclui distribuidoras de gás Distribuidora de Gas Montevideo S.A (vendas no varejo em Montevidéu) e Conecta S.A (vendas comerciais) em todo o país.

América do Norte Em 2006, entramos no mercado de refino dos Estados Unidos, com a aquisição de 50% da Pasadena Refining System (PRSI) e 50% da trading company relacionada da PRSI (a Trading Company). Em 10 de março de 2010, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Distrito Sul do Texas confirmou uma sentença de arbitragem emitida em 10 de abril de 2009 que considerou que a Petrobras America, Inc. (PAI), nossa subsidiária indireta nos Estados Unidos, tinha efetivamente adquirido 100% da participação detida pela Astra Oil Trading NV (Astra) em ambas as empresas PRSI e na Trading Company e determinado o preço exercício da opção venda para a PRSI em US$ 296 milhões. A PAI está apelando da recusa do Tribunal Distrital de seu pedido para arquivar.

Ásia Em novembro de 2007, adquirimos 87,5% da Nansei Sekiyu Kabushiki Kaisha (NSS), uma refinaria em Okinawa, Japão. Em decorrência desta aquisição, que foi finalizada em abril de 2008, nós iniciamos as operações de refino na Ásia pela primeira vez, com uma capacidade de 100 mbbl/d, e recentemente começamos a produção de uma mistura de etanol-gasolina a 3%. Em abril de 2010, a Sumitomo Corporation nos informou que pretende exercer uma opção de venda para a venda de sua participação de 12.5% na refinaria NSS de acordo com os termos do contrato de acionistas. Estamos verificando a proposta do Sumitomo no momento. Informações sobre a PifCo A PifCo foi constituída para facilitar e financiar a importação de petróleo bruto e derivados de petróleo por nós para o Brasil, e é nossa subsidiária integral desde 2000. Atualmente, a PifCo atua como intermediária entre nós e outros fornecedores de petróleo, comprando petróleo e derivados de petróleo de fornecedores internacionais e revendendo os mesmos para a Petrobras em dólares, em uma base de pagamento diferido, a um preço que inclui um ágio para compensar a PifCo por seus custos de financiamento. A PifCo também compra petróleo bruto e derivados de petróleo de nós para revenda no exterior. Além disso, a PifCo compra e vende petróleo bruto e derivados de petróleo de e para terceiros e partes relacionadas, principalmente no exterior. A PifCo geralmente pode obter crédito para financiar as compras nos mesmos termos concedidos a nós, e a PifCo adquire o petróleo bruto e derivados do petróleo aos mesmos preços que os fornecedores cobrariam para vendas diretamente a nós. Como parte de nossa estratégia para expandir nossas operações internacionais e facilitar o nosso acesso aos mercados internacionais de capitais, a PifCo obtém empréstimos nos mercados internacionais de capitais com o nosso apoio, através de garantias dos títulos de garantia relacionados.

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A Petrobras prestou garantias incondicionais e irrevogáveis de pagamento para todas as emissões da PifCo de títulos da dívida registrados pela SEC desde fevereiro de 2009. Em 31 de março de 2010, a Petrobras emitiu seis garantias incondicionais e irrevogáveis de pagamento para substituir os contratos de compra reserva que sustentaram anteriormente os títulos da dívida registrados na SEC emitidos antes de fevereiro de 2009. Em razão disso, a Petrobras atualmente fornece garantias de pagamento incondicionais e irrevogáveis para todos os títulos da dívida registrados na SEC pendentes da PifCo. Estrutura Corporativa da PifCo A PifCo foi estabelecida em 24 de setembro de 1997 como Brasoil Finance Company, uma subsidiária integral da Braspetro Oil Services Company, ou Brasoil, que por sua vez, era uma subsidiária integral da Petrobras Internacional S.A. (Braspetro), uma empresa que foi desde então incorporada por nós. As ações votantes da PifCo foram transferidas da Brasoil para a Petrobras em 2000, tornando a PifCo, então, nossa subsidiária integral. A Petrobras International Finance Company é uma empresa com isenção fiscal constituída com responsabilidade limitada em conformidade com as leis das Ilhas Cayman. A sede social da PifCo está localizada em Harbour Place, 103 South Church Street, 4th floor, PO Box 1034GT, George Town, Grand Cayman, Ilhas Cayman, e o número do telefone da PifCo é 55-21-3487-2375. As quatro subsidiárias da PifCo são: • Petrobras Europe Limited (PEL): Em maio de 2001, a PifCo fundou a PEL, uma subsidiária integral constituída e sediada no Reino Unido, para consolidar as nossas atividades comerciais na Europa, no Oriente Médio, no Extremo Oriente e na África. Estas atividades compreendem consultoria e a negociação dos termos e condições quanto a petróleo e derivados de petróleo fornecidos para a PifCo, PIB BV e para nós, assim como a comercialização de petróleo e derivados de petróleo brasileiros exportados para as áreas geográficas nas quais a PEL opera. A PEL tem um papel consultivo em relação a essas atividades e não assume nenhum risco comercial ou financeiro direto ou adicional. A PEL presta esses serviços de consultoria e de comercialização na qualidade de contratada independente, de acordo com o contrato de prestação de serviços celebrado entre nós e a PEL. Em troca, nós compensamos a PEL por todos os custos incorridos em relação a essas atividades, além de uma margem. • Petrobras Finance Limited (PFL): Em dezembro de 2001, a PifCo fundou a PFL, uma subsidiária integral constituída e registrada nas Ilhas Cayman. A PFL compra principalmente óleo combustível da Petrobras e vende os produtos no mercados internacional para gerar divisas a receber das exportações para cobrir suas obrigações de transferir estes recebíveis a um trust, dentro de um programa de pré-pagamento de exportações. Até 1º de junho de 2006, a PFL também comprava combustível para o abastecimento de navios da Petrobras. O programa de prépagamento de exportações contribui com os recursos necessários para a compra de derivados de petróleo de nós, conforme descrito abaixo. • Bear Insurance Company Limited (BEAR): Em janeiro de 2003, a BEAR foi transferida da Brasoil para a PifCo. Essa transação ocorreu como parte da reestruturação de nosso segmento Internacional. A BEAR atua como seguradora cativa para a Petrobras, fornecendo consultoria e negociando os termos e condições em relação a determinadas apólices de seguro e resseguro de nossas subsidiárias. • Petrobras Singapore Private Limited (PSPL): Em abril de 2006, a PifCo fundou a PSPL, uma empresa constituída em Cingapura para comercializar petróleo e derivados do petróleo em relação às nossas atividades comerciais na Ásia. Esta empresa iniciou suas operações em 1º de julho de 2006. Principais Atividades Comerciais da PifCo A PifCo compra petróleo e derivados de petróleo para revenda para nós e para terceiros. A PifCo adquire quase todo o seu petróleo bruto e derivados de petróleo através de compras no mercado à vista ou através de contratos de fornecimento de curto prazo. A PifCo também compra uma pequena parte de seu petróleo e derivados de petróleo através de contratos de suprimento de longo prazo. As obrigações de compra de petróleo bruto e

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derivados de petróleo da PifCO são, na maioria dos casos, garantidas por nós. Depois, a PifCo revende os produtos que adquiriu para nós ao preço de compra que ela pagou, mais um ágio, que é determinado de acordo com uma fórmula calculada para nos repassar os custos médios de capital da PifCo. A PifCo também compra petróleo bruto e derivados de petróleo de nós para venda fora do Brasil. Além disso, a PifCo compra e vende petróleo bruto e derivados de petróleo de e para terceiros e partes relacionadas, principalmente no exterior. Adicionalmente, a PifCo financia suas negociações de petróleo principalmente através de bancos comerciais, incluindo linhas de crédito, assim como através de empréstimos entre empresas de nós e emissão de notas nos mercados de capitais internacionais. O organograma abaixo ilustra como a PifCo atua como intermediária entre nós e os fornecedores internacionais de petróleo bruto:

A PifCo compra petróleo bruto e derivados de petróleo de fornecedores internacionais de petróleo sob a condição F.O.B.(Free-on-Board), de acordo com termos padrões que tradicionalmente exigem o pagamento dentro de 30 dias, a contar do conhecimento de embarque. Normalmente nós não poderíamos atender este prazo de pagamento de 30 dias imposto pelos fornecedores internacionais, devido à complexidade dos regulamentos alfandegários e de importações do Brasil. Por exemplo, se a remessa a que um determinado conhecimento de embarque se relacione precise ser entregue em diferentes lugares no Brasil, conjuntos diferentes de documentos devem ser entregues em cada ponto de entrega. Dependendo da localização de cada porto de descarregamento, este processo pode levar até 120 dias para ser concluído, a contar da partida do navio. Devido ao fato de que a PifCo não está sujeita aos regulamentos brasileiros aplicáveis à Petrobras, a PifCo pode pagar ao fornecedor internacional no tempo adequado, sem a necessidade de apresentar esses diferentes conjuntos de documentos. Para cobrir seus custos de financiamento, a PifCo adiciona um ágio ao vender o petróleo bruto e derivados de petróleo para nós. Assim, podemos comprar petróleo bruto e derivados de petróleo da PifCo sob termos que permitam o pagamento em até 330 dias a contar do conhecimento de embarque, o que é tempo suficiente para cumprir com todos os regulamentos alfandegários e de importação. Programa de Pré-pagamento de Exportações Em 2001, nós criamos um programa de pré-pagamento de exportações para financiar nossas exportações de óleo combustível, através da securitização das divisas a receber pelas exportações de óleo combustível. Um trust das Ilhas Cayman, a PF Export Receivables Master Trust (o Trust), levanta recursos através da emissão de certificados para investidores e fornece esses recursos para a PFL comprar óleo combustível da Petrobras. A PFL adquire óleo de nós através de um Contrato Principal de Exportação e um Contrato de Pré-Pagamento, os quais estabelecem

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compromissos de compras trimestrais mínimos. A PFL cede todos os valores a receber da venda de tais exportações ao trust e estes valores a receber servem como garantia das obrigações de pagamento devidas com relação aos certificados. Os certificados representam direitos de participação não divididos sênior na propriedade do Trust. Os valores a receber a serem designados para venda em qualquer trimestre representam somente uma parte, mas não todo, dos valores a receber previstos da venda de óleo combustível pela PFL em tal período. O saldo dos valores a receber pertencem à PFL. Desde a criação do programa, o Trust emitiu Certificados de Trust Seniores (Senior Trust Certificates) no valor total de US$ 1,500 milhão. Já efetuamos o pré-pagamento ou amortizamos uma parte desses certificados. Atualmente, existem US$ 332 milhões em aberto em relação aos certificados emitidos. Em apoio ao programa de pré-pagamento de exportações, vendemos o óleo combustível para empresas de utilidades públicas, refinarias e negociantes. A tabela abaixo apresenta nossas vendas de exportação de óleo combustível de 2005 a 2009:
2009 1.708,6 29,5 2008 2.848,5 51,8 2007 2.205,9 39,6 2006 1.500,1 67,3 2005 1.077,6 25,5

Milhões de Dólares .................... Milhões de barris ........................

Estrutura Organizacional De nossas 37 subsidiárias diretas listadas abaixo, 31 foram constituídas de acordo com as leis do Brasil, e seis (PifCo, Petrobras International Braspetro B.V. (PIB BV), Braspetro Oil Company (BOC), Braspetro Oil Services Company (Brasoil), Petrobras Netherlands B.V. (PNBV) e Cordoba Financial Services GmbH) foram constituídas no exterior. Ver Documento 8.1 para obter uma lista completa de nossas subsidiárias, inclusive seus nomes completos, locais de constituição e percentual de nossa participação acionária.

O organograma a seguir apresenta nossas subsidiárias consolidadas mais importantes em 31 de dezembro de 2009:

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Ativo Imobilizado Nossos principais ativos tangíveis são os poços, as plataformas, as instalações de refino, os dutos, embarcações e outros ativos de transporte, e usinas de energia. A maioria destes ativos estão localizados no Brasil. Nós somos proprietários e arrendamos nossas instalações e algumas de nossas instalações próprias estão sujeitas a gravames, embora o valor desses ativos onerados não seja relevante. Nós temos o direito de explorar as reservas de petróleo bruto e gás no Brasil, sob contratos de concessão, mas as reservas em si pertencem ao governo, conforme a legislação brasileira. Item 4 -“Informações sobre a Empresa” inclui uma descrição de nossas reservas e fontes de petróleo bruto e gás natural, os principais ativos tangíveis e planos significantes para expandir e aprimorar as nossas instalações. PifCo A PifCo não possui e nem arrenda qualquer ativo imobilizado relevante. Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás no Brasil Alterações Propostas na Lei do Petróleo As recentes descobertas de grandes reservas de petróleo e gás natural nas áreas do pré-sal das Bacias de Campos e de Santos provocou uma proposta para a alteração legislação do petróleo existente com relação às atividades de exploração e produção. A legislação proposta, que foi submetida pelo Presidente do Brasil ao Congresso brasileiro em 31 de agosto de 2009 se baseia em estudos feitos por um comitê interministerial criado em julho de 2008 para considerar as mudanças no regulamento das atividades de exploração e produção nas áreas do pré-sal que não estão sujeitas às concessões existentes. O Presidente da Petrobras, J.S. Gabrielli de Azevedo, e a ex-presidente de nosso Conselho de Administração, Dilma Vana Rousseff, na qualidade de Ministra Chefe da Casa Civil do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram os membros deste comitê. A legislação proposta não iria afetar as concessções existentes do pré-sal, que cobrem aproximadamente 28% da região do pré-sal. A legislação proposta inclui a introdução de contratos de compartilhamento da produção para a exploração e produção de óleo e gás nas áreas do pré-sal que não estejam sob concessão e em áreas potencialmente estratégicas a serem definidas pelo Conselho Nacional de Política de Energia (CNPE). Nós seríamos o operador exclusivo de todos os blocos sob os contratos de compartilhamento de produção. Os direitos de exploração e produção para estes blocos seriam conferidos a nós com base exclusiva ou oferecidos em licitações públicas. Se oferecidos em licitações públicas, nós receberíamos uma participação mínima a ser estabelecida pelo CNPE, que não seria inferior a 30%, com o direito adicional de participar do processo de licitação a fim de aumentar nossa participação naquelas áreas. Sob o regime de compartilhamento de produção, o vencedor da licitação será a empresa que oferecer o maior percentual de “óleo lucrativo”, que é a produção de um determinado campo após a dedução dos royalties e “óleo do custo”, que é o custo associado à produção do petróleo, para o governo brasileiro. A proposta legislativa atualmente em discussão inclui um projeto de lei específico que propõe uma “transferência de direitos” sob os quais o governo brasileiro cederia para nós os direitos de exploração de óleo e gás nas áreas do pré-sal que não estejam sob concessão, até uma recuperação máxima de 5 bilhões de barris de equivalente de petróleo. A transferência dos direitos estaria sujeita a um contrato com o governo brasileiro para determinar as áreas a serem transferidas e observar as melhores práticas na indústria ao determinar o valor a ser pago em contraprestação pela transferência de direitos acima. O contrato também determinará as condições para a reavaliação do valor da transferência de direitos após um determinado período. Uma disposição separada da legislação proposta iria autorizar o governo brasileiro a subscrever ações adicionais de nosso capital. Planejamos usar o produto desta capitalização para pagar a transferência de direitos, a exploração e produção das áreas transferidas a nós pelo governo brasileiro, objetivos gerais corporativos e para financiar as despesas de capital relacionadas a nosso Plano Comercial de 2009-2013. A fim de garantir a transparência, nosso conselho de administração criou um comitê especial compreendido por representantes dos acionistas minoritários

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para monitorar a transferência da transação de direitos. Nós observaremos todos os requisitos da Lei das S.A. do Brasil ao conduzir o processo de capitalização, inclusive a proteção dos direitos dos acionistas minoritários. Ver Item 10. “Documento Constitutivo e Contrato Social da Petrobras– Direitos de Preferência” para obter um resumo destes requisitos. O novo modelo regulador inclui duas propostas adicionais. A primeira prevê a criação de um fundo que compreende os recursos dos contratos de compartilhamento de produção, bônus de subscrição e pagamentos de royalties. O segundo prevê a criação de uma nova empresa estatal fora de atividade que representará os interesses do governo brasileiro nos contratos de compartilhamento de produção. Esta nova empresa participará de comitês operacionais, com poder de voto e de veto e irá administrar e controlar os custos decorrentes dos contratos de compartilhamento de produção. Ela irá operar junto com a ANP, a agência reguladora independente, que irá supervisionar todos os regimes de produção, e a CNPE, a entidade que irá estabelecer as diretrizes a serem aplicadas à indústria de óleo e gás, incluindo o novo modelo regulatório. Não podemos estimar o impacto que qualquer mudança na Lei do Petróleo teria sobre a Petrobras, ou quando qualquer novo regulamento se tornaria válido. Estrutura Regulatória Atual De acordo com a legislação brasileira, o governo brasileiro detém todas as reservas de petróleo bruto e gás natural no Brasil. O governo brasileiro detém um monopólio sobre a pesquisa, exploração, produção, refino e transporte de petróleo bruto e derivados de petróleo no Brasil e em sua plataforma continental, com a exceção daquelas empresas que já estavam atuando no refino e distribuição em 1953, e que foram autorizadas a continuar com essas atividades. Entre 1953 e 1997 nós éramos o agente exclusivo do governo brasileiro para a exploração do seu monopólio, incluindo a importação e exportação de petróleo bruto e derivados de petróleo. Como parte de uma ampla reforma do sistema regulatório do setor de petróleo e gás, o Congresso brasileiro alterou a Constituição Nacional em 1995, autorizando o governo brasileiro a contratar qualquer empresa estatal ou privada para realizar atividades relacionadas às áreas de upstream (exploração e produção) e downstream (refino e distribuição) de óleo e gás no Brasil. Em 6 de agosto de 1997, o Brasil promulgou a Lei do Petróleo (lei 9478), que estabelecia uma nova estrutura regulatória, encerrando nosso direito exclusivo de conduzir atividades de óleo e gás e possibilitava a concorrência em todos os aspectos do setor de petróleo e gás no Brasil. Desde então, temos operado em um ambiente cada vez mais desregulamentado e competitivo. A legislação do petróleo também criou a agência regulatória independente, a ANP, para regular a indústria de óleo, gás natural e combustível renovável no Brasil e criar um ambiente competitivo no setor de óleo e gás. Com validade a partir de 2 de janeiro de 2002, o Brasil desregulamentou os preços para o petróleo bruto, derivados do petróleo e gás natural. A Lei do Petróleo nos concedeu o direito exclusivo de explorar as reservas de petróleo bruto em todos os nossos campos produtores durante 27 anos, a contar da data em que sejam declarados comercialmente lucrativos. Este período inicial de 27 anos para a produção também pode ser prorrogado, a pedido da concessionária, sujeito à aprovação da ANP. A Lei do Petróleo também determinou uma estrutura processual para que reivindiquemos os direitos de exploração exclusivos por um período de até três anos, posteriormente prorrogado para cinco anos, para as áreas onde pudéssemos demonstrar que tínhamos “prospecções estabelecidas” antes da promulgação da Lei do Petróleo. A fim de aperfeiçoar nossa reclamação para explorar e desenvolver essas áreas, tínhamos que demonstrar nossa capacidade financeira para conduzir estas atividades, quer isoladamente ou através de acordos cooperativos. Em março de 2009, o Congresso Brasileiro promulgou uma lei regulamentando as atividades na indústria do gás, incluindo transporte e comercialização. A Lei do Gás criou um regime de concessão para a construção e operação de novos gasodutos para transporte do gás natural, enquanto mantinha um regime de autorização para gasodutos sujeitos a acordos internacionais. De acordo com a Lei do Gás, após um determinado período de exclusividade, as operadoras seriam obrigadas a conceder acesso aos gasodutos de transporte e terminais marítimos, exceto terminais de GNL, a terceiros a fim de maximizar o uso da capacidade. As autorizações anteriormente emitidas pela ANP para o transporte de gás natural permanecerão válidas por 30 anos, a partir da data da publicação da Lei

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do Gás, e as transportadoras iniciais receberam exclusividade nestes gasodutos por 10 anos. A ANP emitirá regulações para o acesso de terceiros e remuneração da transportadora se não houver acordo entre as partes. A Lei do Gás também autorizou determinados consumidores, que podem comprar gás natural no mercado aberto ou obter os seus próprios suprimentos de gás natural, a construírem as instalações de distribuição e gasodutos para seu próprio uso caso as distribuidoras locais de gás controladas pelos estados, que detêm o monopólio da distribuição de gás local, não atendam suas necessidades de distribuição. Estes consumidores são obrigados a delegar a operação e manutenção das instalações e gasodutos a distribuidoras locais de gás, mas elas não são obrigadas a assinar contratos de suprimento de gás com as distribuidoras locais de gás. Ver Item 5. “Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas—Liquidez e Recursos de Capital — Petrobras” para uma discussão dos regulamentos que regulam nosso processo de orçamento e de planejamento estratégico. Já que o Brasil não é membro de OPEP, o Brasil e a Petrobras não são obrigados a seguir as diretrizes estabelecidas pela OPEP. Entretanto, na medida em que a OPEP influencia os preços internacionais de petróleo bruto, nossos preços são afetados, já que estão vinculados aos preços internacionais do petróleo bruto. Fomos convidados a participar das reuniões da OPEP, como observadores. Regulamentação dos Preços Até a aprovação da Lei do Petróleo, em 1997, o governo brasileiro tinha o poder de regular todos os aspectos da determinação dos preços do petróleo bruto, derivados de petróleo, etanol, gás natural, energia elétrica e outras fontes de energia. Em 2002, o governo eliminou os controles sobre os preços de petróleo bruto e derivados de petróleo, embora mantivesse a regulamentação sobre a energia elétrica e de determinados contratos de venda de gás. Ainda em 2002, o governo brasileiro criou um imposto sobre a venda e importação de petróleo bruto, derivados de petróleo e produtos do gás natural (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico -CIDE). Em 2009, a Lei do Gás autorizou a ANP a regular os preços para o uso dos gasodutos de transporte de gás para o novo regime de concessão, com base em um procedimento definido na Lei do Gás como “chamada pública,” e aprovar os preços submetidos pelas transportadoras de acordo com os critérios estabelecidos previamente, para o uso dos novos gasodutos para transporte de gás sujeitos ao regime de autorização. Regulamentação da Exploração e Desenvolvimento De acordo com a Lei do Petróleo e contratos de concessão junto a ANP, somos obrigados a efetuar os seguintes pagamentos ao governo: • bônus de assinatura, devidos quando da assinatura do contrato de concessão, com base no valor da oferta vencedora, e sujeito aos bônus mínimos de assinatura publicados no edital de licitação pertinente; • Bônus de retenção anual para a ocupação ou retenção das áreas disponíveis para exploração e produção, a um preço determinado pela ANP no edital de licitação pertinente, com base no tamanho, localização e características geológicas do bloco de concessão; • despesas de participação especial, cobradas a uma taxa variável entre 0 a 40% das receitas operacionais líquidas resultantes da produção dos campos que atingem altos volumes de produção ou lucratividade, de acordo com os critérios estabelecidos na legislação aplicável. Em 2009, recolhemos este imposto sobre 19 de nossos campos, incluindo os campos de Albacora, Albacora Leste, Barracuda, Canto do Amaro, Caratinga, Carmópolis, Cherne, Espadarte, Jubarte, Leste do Urucu, Marimbá, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, Namorado, Miranga, Peroá, Rio Urucu e Roncador. A receita líquida é a receita bruta menos os royalties pagos, investimentos em exploração, custos operacionais e os reajustes de depreciação e os impostos aplicáveis. O Imposto de Participação Especial utiliza como referência os preços internacionais de petróleo, convertidos para reais de acordo com a taxa de câmbio vigente; e

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• royalties, a serem estabelecidos nos contratos de concessão a taxas variando entre 5% e 10% das receitas brutas da produção, baseado nos preços de referência do petróleo bruto ou gás natural, conforme determinado no edital de licitação pertinente e contrato de concessão. Ao estabelecer as taxas de royalties nos contratos de concessão, a ANP também leva em consideração os riscos geológicos e nível de produtividade previsto para cada concessão. Virtualmente toda a nossa produção de petróleo bruto é tributada atualmente pela taxa máxima de royalty. A Lei do Petróleo também exige que as concessionárias de campos terrestres paguem ao proprietário da terra uma taxa de participação, que varia entre 0,5% e 1,0% da receita operacional líquida resultante da produção do campo. Regulamentos Ambientais Todas as fases do negócio de petróleo bruto e gás natural apresentam riscos e perigos ambientais. Nossas instalações no Brasil estão sujeitas a uma ampla variedade de leis, regulamentos e exigências de licenciamento, nos níveis federal, estadual e municipal, com relação à proteção da saúde humana e do meio ambiente. No nível federal, nossas atividades marítimas e aquelas que envolvem mais de um estado brasileiro estão sujeitas à autoridade reguladora do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e à autoridade administrativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que emite licenças operacionais e de perfuração. Somos obrigados a apresentar relatórios, incluindo os relatórios de monitoramento de segurança e poluição (IOPP) ao IBAMA a fim de manter nossas licenças. As condições ambientais, de saúde e segurança em terra são controladas no nível estadual, e não no federal, e existe uma responsabilidade rigorosa por danos ambientais, mecanismos para a aplicação de normas ambientais e exigências de licenciamento para atividades poluentes. As pessoas físicas ou jurídicas cuja conduta ou atividade provoque danos ao meio ambiente estão sujeitas a sanções criminais e administrativas. As agências governamentais de proteção ambiental também poderão impor sanções administrativas por não cumprimento de leis e regulamentos ambientais, incluindo: • • • • • • multas; suspensão parcial ou total das atividades; obrigação de financiar projetos ambientais e de reclamação; perda ou restrição de incentivos ou benefícios fiscais; fechamento das instalações ou compromissos; e perda ou suspensão da participação em linhas de crédito fornecidas por entidades oficiais de crédito.

Estamos sujeitos a vários processos administrativos e reclamações civis e criminais relacionados a questões ambientais. Ver o Item 8 - “Informações Financeiras — Processos Judiciais — Reclamações Ambientais”. Em 2009, investimos cerca de US$ 1.013 milhões em projetos ambientais, em comparação com aproximadamente US$ 1.075 milhões em 2008 e US$ 1,015 milhões em 2007. Esses investimentos foram direcionados principalmente à redução de emissões e resíduos resultantes de processos industriais, gestão de efluentes e do uso da água, recuperação de áreas impactadas, implementação de novas tecnologias ambientais, modernização dos dutos e o aperfeiçoamento de nossa capacidade de responder a situações de emergência. Iniciativas em Saúde, Meio Ambiente e Segurança A proteção da saúde humana e do meio ambiente é uma de nossas principais preocupações, e é fundamental para o nosso sucesso como uma empresa de energia integrada. Criamos um Comitê de Gestão de Segurança, Meio

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Ambiente e Saúde (SMS), formado por gerentes executivos de nossas áreas de negócios e diretores das subsidiárias BR Distribuidora, Transpetro e Petrobras Biocombustível. O trabalho do Comitê é apoiado por quatro comissões e quatro subcomissões, assim como por grupos temporários de trabalho, cada uma com a responsabilidade por uma questão específica de SMS, tais como licenciamento e compensação ambiental, emissões e mudança climática e gestão de saúde. Também criamos um Comitê Ambiental, formado por três membros de nosso Conselho de Administração. As responsabilidades deste comitê incluem: (i) supervisionar e administrar questões ambientais e de segurança ocupacional que nos afetam; (ii) estabelecer metas ambientais mensuráveis e assegurar seu cumprimento; e (iii) recomendar mudanças na política ambiental, de saúde e segurança, se necessário, para nosso Conselho de Administração. O estatuto do Comitê Ambiental ainda está aguardando a aprovação de nosso Conselho de Administração. Nossas ações para tratar das questões de saúde, meio ambiente e segurança e assegurar o cumprimento dos regulamentos ambientais compreenderam um investimento de aproximadamente US$ 2.294 milhões em 2009 e incluíam: • Um sistema de gerenciamento de HSE baseado nos princípios de desenvolvimento sustentável que procura minimizar os impactos das operações e produtos sobre a saúde, segurança e meio ambiente, reduzir o uso de recursos naturais e poluição e prevenir acidentes; • Melhoria de nossa prontidão na resposta: dez centros de proteção ambiental e treze bases avançadas para a prevenção, controle e resposta de derramamentos de óleo, planos de contingência local e regional, terrestres e marítimos, para derramamentos de óleo, envolvendo os serviços públicos e as comunidades, três embarcações dedicadas à recuperação de derramamentos de óleo (OSRVs) totalmente equipadas para o controle de derramamentos de óleo e combate a incêndios. Em 2009, a Petrobras realizou 15 simulações de emergência regionais que envolveram a Marinha do Brasil, a Defesa Civil, bombeiros, polícia militar, organizações ambientais e entidades do governo local e das comunidades; • certificação ISO 14001 (meio ambiente) e OHSAS 18001 (saúde e segurança) para nossas unidades operacionais. Em dezembro de 2009, a Petrobras possuía 93% da quantidade total de 250 locais certificáveis no Brasil e no exterior certificados de acordo com as normas mencionadas acima. A Frota Nacional de Petroleiros foi totalmente certificada com o Código de Gestão Internacional IMO para Operação Segura de Navios e Prevenção de Poluição (Código ISM) desde dezembro de 1997; • Compromisso regular e ativo com o Ministério das Minas e Energia do Brasil e IBAMA, incluindo a negociação de novos regulamentos de compensação ambiental e a discussão de questões ambientais com relação a novos gasodutos, projetos de produção de petróleo e gás e outros aspectos de nossas operações. • Novo projeto estratégico sobre “Mudanças Climáticas”, com o objetivo de implementar os mais altos padrões da indústria de energia com relação à gestão dos gases do efeito estufa. Ao reduzir o impacto ambiental de nossas operações, nós contribuiremos para a nossa própria sustentabilidade e mitigaremos as mudanças climáticas globais. Todos os projetos são avaliados para confirmar a sua conformidade com todas as exigências de SMS e a adoção das melhores práticas de SMS durante todo o ciclo de vida do projeto. Além disso conduzimos mais estudos ambientais para novos projetos quando exigido pela legislação ambiental aplicável. Em 2009, tivemos derramamentos de óleo que totalizaram 67.102 galões de petróleo bruto, em comparação com 115.179 galões de petróleo bruto em 2008 e 101.970 galões em 2007.

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Nós mantivemos todos os níveis de derramamento bem abaixo de 1m³ por mmbbl, que corresponde a um padrão de excelência dentro da indústria de óleo e gás mundial. Continuamos a avaliar e desenvolver iniciativas para tratar de questões de SMS e reduzir nossa exposição aos riscos de SMS. Seguros Nossos programas de seguro focam principalmente na avaliação de riscos e reposição do valor dos ativos, o que acreditamos que seja habitual em nossa indústria. De acordo com a nossa política de gestão de risco, os riscos relacionados a nossos principais ativos, tais como refinarias, navios-tanque, nossa frota e as plataformas de perfuração e produção marítimas, estão seguradas por seu valor de reposição junto a terceiras seguradoras brasileiras. Apesar das apólices serem emitidas no Brasil, a maioria de nossas apólices estão resseguradas no exterior junto a resseguradoras classificadas como A- ou superior pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, ou B+ ou superior, pela A.M. Best. Uma parte das nossas operações internacionais é segurada ou ressegurada por nossa subsidiária nas Bermudas, a Bear Insurance Company Limited, seguindo os mesmos critérios de classificação. Nossos ativos menos valiosos, tais como pequenas embarcações de apoio, determinadas instalações de estocagem e algumas instalações administrativas têm auto-seguro. Não mantemos cobertura para a interrupção dos negócios, exceto para uma minoria de nossas operações internacionais e alguns ativos específicos no Brasil. Também não mantemos cobertura para os poços para substancialmente todas as nossas operações brasileiras. Mantemos cobertura para responsabilidade operacional de terceiros com relação às nossas atividades terrestres e marítimas, incluindo riscos ambientais como derramamentos de óleo. Apesar de não assegurarmos a maioria de nossos dutos, possuímos seguro contra danos ou perdas sofridos por terceiros resultantes de incidentes específicos, assim como poluição provocada por óleo. Também mantemos cobertura para os riscos relacionados ao risco de carga, casco e máquinas. Todos os projetos e instalações em construção que envolvem uma perda máxima estimada superior a US$ 50 milhões estão cobertas por uma apólice de construção. O prêmio para renovar a nossa apólice de seguro de risco de propriedade nacional para um período de 12 meses começando em junho de 2009 era de US$ 51 milhões. Isto representou um aumento nominal de 82% com relação ao período anterior de 12 meses. O aumento resultou, principalmente, do aumento do valor segurado de nossos ativos, os quais, no mesmo período, aumentaram em 33%, de US$ 61 bilhões para US$ 81 bilhões, e do aumento de nossa cobertura de responsabilidade, de 25% para ativos em terra e 61% para ativos marítimos. Desde 2001, nossa retenção de risco tem aumentado, e nossas franquias podem atingir o valor de US$ 50 milhões em determinados casos.

Item 4A.

Comentários Não-resolvidos de Pessoal Não aplicável. Item 5. Revisão e Estimativas Operacionais e Financeiras

Discussão da Gerência e Análise da Condição Financeira e Resultados das Operações da Petrobras A discussão a seguir sobre nossa condição financeira e resultados operacionais deve ser lida juntamente com as demonstrações financeiras consolidadas e as notas explicativas na página F-2 deste relatório anual. Visão Geral Nossas receitas advêm de: • vendas locais, que consistem em vendas de derivados (tais como óleo diesel, gasolina, combustível para aeronaves, nafta, óleo combustível e gás liquefeito de petróleo), gás natural, etanol, energia elétrica e produtos petroquímicos; vendas de exportação, que consistem principalmente em vendas de petróleo e derivados;

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• • •

vendas internacionais (excluindo vendas de exportação), que consistem em vendas de petróleo, gás natural e derivados que são comprados, produzidos e refinados no exterior; e outras fontes, incluindo receitas com serviços, investimentos e ganhos cambiais.

Nossas despesas incluem: custos de vendas (compostos por despesas trabalhistas, custos operacionais e compras de petróleo e derivados); manutenção e reparo de imobilizado; depreciação e amortização de ativos fixos; exaustão de campos de petróleo; e custos de exploração; vendas (que incluem despesas com transporte e distribuição de nossos produtos), despesas gerais e administrativas; e despesas com juros, perdas monetárias e cambiais.

• •

As oscilações de nossa posição financeira e dos resultados das operações são resultantes da combinação de diversos fatores, incluindo: • • • • • o volume de petróleo, derivados e gás natural que produzimos e vendemos; alterações nos preços internacionais do petróleo e derivados, que são expressos em dólares americanos; mudanças nos preços nacionais do petróleo e derivados, que são expressas em Reais; flutuações nas taxas Real/Dólar e Peso argentino/Dólar; e o valor dos tributos sobre a produção que somos obrigados a pagar em relação às nossas operações.

Volumes e Preços de Vendas A lucratividade de nossas operações em qualquer período contábil está relacionada ao volume de vendas e aos preços do petróleo, derivados e gás natural que vendemos. Nossas vendas líquidas consolidadas em 2009 totalizaram aproximadamente 1.215.087 mil barris de petróleo equivalente, representando U.S.$91.869 milhões em receitas operacionais líquidas, comparado com 1.227.106 mil barris de petróleo equivalente, representando U.S.$118.257 milhões em receitas operacionais líquidas em 2008, e aproximadamente 1.182.235 mil barris de petróleo equivalente, representando U.S.$87.735 milhões em receitas operacionais líquidas em 2007. Como empresa verticalmente integrada, processamos a maioria de nossa produção de petróleo em nossas refinarias, e vendemos os derivados refinados principalmente no mercado brasileiro. Assim, são os preços dos derivados, e não os preços do petróleo, que afetam mais diretamente nossos resultados financeiros. De qualquer modo, conforme for aumentando a produção de petróleo e sua exportação, a produção de petróleo terá uma importância relativamente maior. Os preços dos derivados variam com o tempo em função de diversos fatores, incluindo o preço do petróleo. A longo prazo, pretendemos vender nossos produtos no Brasil em paridade com os preços dos produtos internacionais; no entanto, não costumamos ajustar nossos preços de gasolina, diesel e GLP para refletir a volatilidade a curto prazo nos mercados internacionais. Consequentemente, aumentos ou reduções rápidas ou prolongadas no preço internacional do petróleo e dos derivados podem resultar em margens de atividades secundárias que são substancialmente diferentes daquelas de outras companhias de petróleo integradas internacionais, dentro de um determinado período de reporte financeiro. Os preços médios do Brent, petróleo de referência internacional, foram de aproximadamente U.S.$62,40 por barril em 2009, U.S.$96,99 por barril em 2008 e U.S.$72,52 por barril em 2007. Em dezembro de 2009, os preços do Brent apresentaram uma média de U.S.$74,58 por barril. Os preços do petróleo apresentaram uma média de U.S.$76,78 por barril no primeiro trimestre de 2010. Anunciamos as quedas de preços de 4,5% para a gasolina e 15% para o diesel no mercado nacional em junho de 2009 a fim de refletir os preços internacionais dos derivados. O aumento na CIDE pelo governo brasileiro compensou totalmente a redução nos preços da gasolina e compensou parcialmente a redução nos preços do diesel.

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Durante 2009, aproximadamente 72,3% de nossas receitas operacionais líquidas foram provenientes das vendas de petróleo e derivados no Brasil, comparado com 60,9% em 2008 e 69,2% em 2007. Conforme as receitas de exportação de petróleo e derivados foram diminuindo, as vendas locais, como percentual das receitas operacionais líquidas, diminuíram. Nossas receitas derivam principalmente das vendas no Brasil. A tabela a seguir demonstra nossas vendas nacionais por volume dos derivados, gás natural e etanol para cada exercício de 2009, 2008 e 2007:
Para o Exercício Findo em 31 de dezembro de 2009
Preço Médio Líquido Receitas operacionais líquidas

2008
Preço Médio Líquido Receitas operacionais líquidas

2007
Preço Médio Líquido Receitas operacionais líquidas

Volume (mbbl, a menos que esteja expresso de outra forma)
Derivados de energia: Gasolina automotiva ................................ 123.412 Diesel............................................................... 270.099 Etanol.............................................................. 294 Óleo combustível (incluindo 37.235 combustível para tanques) .......................... Gás liquefeito de petróleo............................. 76.759 Total de derivados de energia ....................... 507.799 Derivados não relativos a energia: Nafta petroquímica ................................ 59.832 Outros ............................................................. 133.836 Total de derivados não relativos a 193.668 energia........................................................... Gás natural (boe) ............................................... 87.468 Subtotal .............................................................. 788.934 Distribuição vendas líquidas.............................. 227.320 Vendas entre companhias líquidas................... (265.697) Total do mercado nacional............................... 750.558 Vendas de exportação líquidas ......................... 244.974 Vendas internacionais líquidas ......................... 103.056 Outras ................................................................ 116.499 Subtotal .............................................................. 464.529 Serviços............................................................... — Vendas líquidas consolidadas ..........................1.215.087

Volume (mbbl, a menos que esteja expresso de outra forma) 114.544 273.877 34 35.541 77.796 501.792 55.135 112.198 167.333 114.100 783.225 254.971 (247.738) 790.458 235.349 59.713 141.586 436.648 — 1.227.106

Volume (mbbl, a menos que esteja expresso de outra forma) 109.654 257.304 62 38.647 75.326 480.993 60.609 100.920 161.529 90.520 733.042 229.941 (220.208) 742.775 225.570 134.949 78.941 439.460 — 1.182.235

(U.S.$) (1)

(Em milhões de dólares americanos)

(U.S.$) (1)

(Em milhões de dólares americanos)

(U.S.$) (1)

(mbbl, a menos que esteja expresso de outra forma) 9.181 24.809 5 2.160 3.040 39.195 4.480 8.569 13.049 2.831 55.075 22.894 (17.241) 60.728 16.512 4.739 5.184 26.435 572 87.735

73,55 93,71 71,43 48,23 41,00

9.077 25.312 21 1.796 3.148 39.354 2.637 8.714 11.351 3.459 54.164 29.807 (17.564) 66.407 13.551 5.877 4.982 24.410 1.052 91.869

91,44 109,65 58,82 82,29 45,42

10.474 30.030 2 2.925 3.533 46.964 4.461 11.755 16.216 5.093 68.273 30.904 (27.107) 72.070 19.607 6.075 18.370 44.052 2.135 118.257

83,73 96,42 80,65 55,89 40,36

44,07 65,11

80,91 104,77

73,92 84,91

39,55 68,65 131,12 66,11 88,48 55,32 57,03 42,76 52,55 —

44,64 87,17 121,21 109,42 91,17 83,31 101,73 129,74 100,89 —

31,27 99,56 78,29 81,76 73,20 35,12 65,67 60,15 —

(1)

Preço Médio Líquido calculado ao dividir as vendas líquidas pelo volume no exercício.

Efeitos da Tributação em nossos Lucros Além dos impostos pagos em nome dos consumidores aos governos federal, estaduais e municipais, tais como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), temos que pagar três impostos principais cobrados sobre nossas atividades de produção de petróleo no Brasil: royalties, bônus de retenção e participação especial. Consulte o Item 4. “Informações da Companhia—Regulamentação da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil — Regulamentação sobre Exploração e Desenvolvimento” e Item 3. “Informações Chave — Fatores de Risco — Riscos Relativos ao Brasil.” Esses tributos cobrados pelo governo brasileiro estão incluídos no nosso custo dos produtos vendidos. Além disso, estamos sujeitos à tributação sobre a renda a uma alíquota efetiva de 25% e contribuição social a uma alíquota efetiva de 9%, a alíquota padrão para imposto de renda pessoa jurídica no Brasil. Consulte a Nota 3 de nossas demonstrações financeiras consolidadas.

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Inflação e Variação da Taxa de Câmbio Inflação Desde a introdução do Real como moeda brasileira em julho de 1994, a inflação no Brasil permanece relativamente estável. A inflação foi de 4,31% em 2009, 5,90% em 2008 e 4,46% em 2007, conforme medida pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor. A inflação tem afetado, e continuará afetando, a nossa condição financeira e nossos resultados operacionais. Variação Cambial Desde que adotamos o Real como nossa moeda funcional em 1998, as flutuações no valor do Real contra o dólar americano tiveram múltiplos efeitos em nossos resultados operacionais. Nossa moeda de reporte em todos os períodos foi o dólar americano. Mantemos nossos registros financeiros em Reais e convertemos nossas demonstrações de resultado para dólares americanos pela alíquota média do período. Apesar de uma parte substancialmente de nossas receitas estar em Reais, nossas receitas são e continuarão sendo vinculadas aos preços internacionais baseados em dólar americano, uma vez que virtualmente todas as nossas vendas são de petróleo ou derivados. Quando o Real estava relativamente forte em relação ao Dólar, o que ocorreu entre 2003 e a primeira metade de 2008, o efeito foi, no geral, o aumento tanto das receitas quanto das despesas expressas em dólar americano. Quando o Real se fortalece, os preços dos nossos produtos expressos em Reais podem permanecer constantes, enquanto que, em Dólar, podem aumentar. Em 2009, o Real foi desvalorizado em 8,1% em relação ao dólar americano, comparado com a valorização de 5,7% em 2008 e 10,5% em 2007. Quando o Real se enfraquece em relação ao dólar americano, nossos preços caem, a menos que os aumentemos. Os ajustes de conversão possuem um impacto significativo no balanço patrimonial de uma companhia tal como a nossa, cujos ativos são principalmente expressos em Reais, mas cujos passivos são principalmente expressos em moedas estrangeiras. Os valores dos ativos são reduzidos em dólar americano quando o Real é depreciado. As alterações nos valores de nossos ativos são registradas no patrimônio líquido, mas não afetam necessariamente nossos fluxos de caixa, uma vez que nossas receitas de caixa estão em grande parte vinculadas ao dólar Americano e uma parte de nossas despesas operacionais está vinculada ao Real. Consulte a Nota 2 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, para obter mais informações sobre a conversão dos valores de Reais para dólares americanos. A variação cambial também afeta o valor dos lucros acumulados disponíveis para distribuição quando medidos em dólares americanos. Os valores reportados como disponíveis para distribuição em nossos registros contábeis estatutários calculados em Reais e preparados de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos no Brasil aumentam ou diminuem quando medidos em dólares americanos conforme o Real é valorizado ou depreciado contra o dólar americano. Além disso, a variação cambial cria ganhos ou perdas em moeda estrangeira que são incluídas em nossos resultados das operações determinados de acordo com os princípios contábeis e que afetam o valor de nossos lucros não acumulados disponíveis para distribuição. Resultados das operações As diferenças em nossos resultados das operações ano para ano ocorrem em função de uma cominação de fatores, que incluem principalmente: o volume de petróleo, derivados e gás natural que produzimos e vendemos, o preço pelo qual vendemos nosso petróleo, derivados e gás natural e o diferencial entre a taxa de inflação brasileira e a depreciação ou valorização do Real em relação ao dólar americano.

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A tabela a seguir demonstra o valor de alteração de cada uma dessas variáveis durante os últimos três exercícios:
2009 Produção de petróleo e gás natural (mbbl/d): Brasil ........................................................................................................ Internacional ............................................................................................ Produção internacional não consolidada (1)..................................... Total da produção de petróleo e gás natural .................................................. Mudança na produção de petróleo e gás natural............................................ Preço de venda médio para petróleo (US$ /barril): Brasil ........................................................................................................ Internacional ............................................................................................ Produção de gás natural (mmcf/d): Brasil ........................................................................................................ Internacional ............................................................................................ Produção internacional não consolidada (1)..................................... Total da produção de gás natural.................................................................... Mudança na produção de gás natural (somente vendido).............................. Preço médio de venda para gás natural (US$ /mcf): Brasil ........................................................................................................ Internacional ............................................................................................ Taxa de câmbio de final de exercício (Reais/US$ ) .......................................... Valorização (depreciação) durante o exercício (2) .......................................... Taxa de câmbio média para o exercício (Reais/US$ ) ...................................... Valorização (depreciação) durante o exercício (3) .......................................... Taxa de inflação (IPCA).................................................................................... (1) (2) (3) Companhias não consolidadas na Venezuela. Baseada na taxa de câmbio de fim de exercício. Baseada na taxa de câmbio media do exercício. 1.971 132 10 2.113 6,8% 54,22 53,58 1.902 576 — 2.478 (1,9)% 3,76 2,11 1,74 25,5% 2 (8,1)% 4,3% 2008 1.855 111 13 1.979 3,20% 81,55 63,16 1.926 594 6 2.526 9,9% 6,69 2,84 2,34 (31,9)% 1,84 5,70% 5,90% 2007 1.792 112 14 1.918 (0,1)% 61,57 50,46 1.638 648 12 2.298 1,4% 5,86 2,68 1,77 17,2% 1,95 10,5% 4,5%

Resultados das operações —2009 comparado com 2008 Virtualmente, todas as nossas receitas e despesas para nossas atividades no Brasil são expressas e pagas em Reais. Quando o Real enfraquece em relação ao dólar americano, como ocorreu em 2009 (uma desvalorização de 8,1%), o efeito é geralmente diminuir tanto as receitas quanto as despesas expressas em dólares americanos. Entretanto, a desvalorização do Real frente o dólar americano afeta os itens das linhas discutidas a seguir de diferentes maneiras. A comparação a seguir entre os resultados das operações em 2009 e 2008 é impactada pelo aumento no valor do Real contra o dólar americano durante este período. Consulte a Nota 2 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 para obter mais informações sobre a conversão dos valores de reais em dólares americanos. Certos valores de exercícios anteriores foram reclassificados para atender aos padrões de apresentação do exercício atual. Essas reclassificações não têm impacto em nossa receita líquida. Receitas As receitas operacionais líquidas diminuíram 22,3% para U.S.$91.869 milhões em 2009 comparado com U.S.$118.257 milhões em 2008. Esta queda ocorreu basicamente devido a uma redução nos preços médios de venda do petróleo cru e do gás natural no mercado interno e internacional e a uma redução de 1,9% nos volumes de vendas no mercado interno. As vendas consolidadas de produtos e serviços diminuíram 20,9% para U.S.$115.892 milhões em 2009 comparado com U.S.$146.529 milhões em 2008 devido às reduções acima mencionadas. Estão incluídos nas vendas dos produtos e serviços os seguintes valores que pagamos aos governos federal e estaduais:

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ICMS, contribuições para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e outros tributos sobre as vendas e serviços e contribuições para a seguridade social. Estes impostos diminuíram 16,5% para U.S.$20.909 milhões em 2009 comparado com U.S.$25.046 milhões em 2008, principalmente devido a queda nos preços e nos volumes de vendas internas; e CIDE, o imposto de consumo aplicado sobre a venda e importação de óleo bruto, derivados de petróleo e derivados de gás natural devido ao governo federal, que diminuiu 3,5% para U.S.$3.114 milhões em 2009 comparado com U.S.$3.226 milhões em 2008, principalmente devido a quedas nos preços e nos volumes de vendas internas.

Custo das Vendas (Excluindo Depreciação, Exaustão e Amortização) O custo das vendas para 2009 diminuiu 32,4% para U.S.$49.251 milhões comparado com U.S.$72.865 milhões em 2008. Esta queda ocorreu, principalmente, devido a: • • • queda de 46,5% (U.S.$12.516 milhões)no custo de importações devido a queda nos volumes e preços; queda de 38,5% (U.S.$3.531 milhões) nos custos de nossas atividades de comércio internacional devido à queda nas atividades offshore conduzidas pela PifCo; queda de 36,5% (U.S.$4.465 milhões) nos impostos e taxas sobre a produção, incluindo royalties, que diminuíram 35,7% (U.S.$1.988 milhões) em 2009 comparado com 2008; a tarifa de participação especial, que diminuiu 37,4% (U.S.$2.464 milhões) em 2009 comparado com 2008; e taxas de arrendamento para áreas de concessão, que diminuiu 22,3% (U.S.$13 milhões) em 2009 comparado com 2008. Esta queda nos impostos e taxas sobre a produção em 2009 ocorreram devido a uma redução de 32,2% no preço de referência usado para calcular os royalties de nossa produção interna, que alcançou uma média de U.S.$54,40 em 2009 comparado com U.S.$80,25 em 2008, refletindo o preço médio do Brent no mercado internacional; e queda de 60,6% (U.S.$1.165 milhões) nos custos relativos á geração e compra de energia elétrica para venda.

Depreciação, Exaustão e Amortização Calculamos a depreciação, exaustão e amortização da maioria dos nossos ativos de exploração e produção usando as unidades de método de produção. As despesas, exaustão e amortização aumentaram 21,3% para U.S.$7.188 milhões em 2009 comparado com U.S.$5.928 milhões em 2008, devido a investimentos maiores e aumento na produção de petróleo e gás. Exploração, incluindo Poços Pioneiros Secos Os custos de exploração, incluindo os custos para poços pioneiros secos, diminuíram 4,1% para U.S.$1.702 milhões em 2009 comparado com U.S.$1,775 milhões em 2008. Excluindo o impacto da depreciação do Real, a exploração, incluindo os poços pioneiros secos, permaneceu relativamente constante ao longo de 2009 comparado com 2008. Perda com Ativos de Propriedades de Petróleo e Gás Para 2009, registramos um gasto com perda com ativos no valor de U.S.$319 milhões comparado com U.S.$519 milhões em 2008. A diminuição nestes gastos ocorreu principalmente devido a uma perda maior com ativos de exploração e produção em 2008 como resultado da queda nos preços futuros estimados do petróleo. Os gastos com perdas com ativos em 2008 foram atribuídos à perda do fundo de comércio na subsidiária indireta da Petrobras nos Estados Unidos, Pasadena Refining System (U.S.$223 milhões), e à perda com ativos no campo Guajá da Petrobras e em outras propriedades produtoras no Brasil devido à redução nos preços internacionais do petróleo (U.S.$171 milhões). Os gastos com perdas com ativos em 2009 foram atribuídos principalmente às

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propriedades produtoras no Brasil e os valores principais estão relacionados ao campo Água Grande da Petrobras. Em 2009 os campos de petróleo e gás natural que apresentaram perdas já tinham níveis de maturação altos e, consequentemente, produziram uma quantidade insuficiente de petróleo e gás para cobrir os custos de produção. Este fator possui um efeito redutor na análise econômica que gerou o registro de uma provisão para perdas com a desvalorização de alguns campos. Consulte as Notas 9(b) e 18(a) de nossas demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas As despesas com vendas, gerais e administrativas diminuíram 5,5% para U.S.$7.020 milhões em 2009 comparado com U.S.$7.429 milhões em 2008. As despesas com vendas diminuíram 4,0% para U.S.$3.375 milhões em 2009 comparado com U.S.$3.517 milhões em 2008. Excluindo o impacto da desvalorização do Real, as despesas com vendas permaneceram relativamente constantes ao longo de 2009 comparado com 2008. As despesas gerais e administrativas diminuíram 6,8% para U.S.$3.645 milhões em 2009 comparado com U.S.$3.912 milhões em 2008. Excluindo o impacto da desvalorização do Real, as despesas gerais e administrativas permaneceram relativamente constantes ao longo de 2009 comparado com 2008. Despesas com Pesquisa e Desenvolvimento As despesas com pesquisa e desenvolvimento diminuíram 27,6% para U.S.$681 milhões em 2009 comparado com U.S.$941 milhões em 2008. A queda nas despesas ocorreu principalmente devido à queda nos preços do petróleo , que é a base para o cálculo da provisão fixa de 0,5% para as despesas com investimentos em pesquisas e desenvolvimento exigida de acordo com os nossos contratos de concessão no Brasil (U.S.$267 milhões). Despesas com Benefícios para Participantes Inativos As despesas com benefícios para participantes inativos consistem em custos financeiros relativos aos nossos custos com plano de saúde e de pensão esperados para nossos empregados aposentados. Nossas despesas com benefícios para participantes inativos diminuíram 14,5% para U.S.$719 milhões em 2009 comparado com U.S.$841 milhões em 2008. Excluindo o impacto da desvalorização do Real, as despesas com benefícios para participantes inativos permaneceram relativamente constantes ao longo de 2009 comparado com 2008. Outras Despesas Operacionais Outras despesas operacionais aumentaram 17,1% para U.S.$3.120 milhões em 2009 comparado com U.S.$2.665 milhões em 2008. As alterações mais significativas entre 2009 e 2008 foram: • • Aumento de 378.7% (U.S.$1,034 milhões) nas despesas devido a impostos sobre participações especiais no campo Marlim em setembro de 2009, nos ternos de um acordo entre a Petrobras e a ANP; Aumento de 283,5% (U.S.$309 milhões) nas despesas com paradas não programadas de instalações e equipamento, para U.S.$418 milhões em 2009 comparado com U.S.$109 milhões em 2008. Em 2009, 75% das interrupções não programadas ocorreram em nosso segmento de Exploração e Produção, 21% no Refino, Transporte e Comercialização, e 3% no Internacional. Esses aumentos foram parcialmente compensados por:

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• • • • • • •

Queda de 43,5% (U.S.$237 milhões) nas despesas com remarcação de inventário para valor de mercado, de U.S.$308 milhões em 2009 comparado com U.S.$545 milhões em 2008; Queda de 90,3% (U.S.$214 milhões) nas despesas com multas contratuais, de U.S.$23 milhões em 2009 comparado com U.S.$237 milhões em 2008; Queda de 18,1% (U.S.$122 milhões) nas despesas para relações institucionais e projetos culturais, de U.S.$553 milhões em 2009 comparado com U.S.$675 milhões em 2008; Queda de 13,7% (U.S.$44 milhões) nas despesas relativas a acordos coletivos de trabalho, de U.S.$278 milhões em 2009 comparado com U.S.$322 milhões em 2008; Queda de 10,7% (U.S.$37 milhões) nas despesas operacionais em usinas termelétricas, de U.S.$308 milhões em 2009 comparado com U.S.$345 milhões em 2008; and Queda de 15,0% (U.S.$32 milhões) nas despesas com saúde, segurança e meio ambiente (SMS), de U.S.$182 milhões em 2009 comparado com U.S.$214 milhões em 2008. Resultados da Participação em Companhias Não Consolidadas

Os resultados da participação em companhias não-consolidadas aumentaram, com um ganho de U.S.$157 milhões em 2009 comparado com a perda de U.S.$21 milhões em 2008, principalmente devido ao aumento de U.S.$216 milhões em ganhos com investimentos em companhias afiliadas no setor petroquímico, comparado com os prejuízos em 2008 devido à variação cambial da dívida em dólar americano. Receita Financeira Obtemos nossa receita financeira de diversas fontes, incluindo juros com investimentos de alta liquidez. A maioria dos nossos investimentos de alta liquidez são títulos do governo brasileiro de curto prazo, incluindo os títulos indexados em dólares americanos. Também mantemos depósitos em dólar americano. A receita financeira aumentou 15,7% para U.S.$1.899 milhões em 2009 comparado com U.S.$1.641 milhões em 2008. Este aumento foi atribuído principalmente a aumentos em investimentos financeiros e outros investimentos (aumento de U.S.$445 milhões) e aumento na receita com títulos e valores mobiliários (aumento de U.S.$209 milhões), parcialmente compensados pela redução de ganhos com instrumentos derivativos (redução de U.S.$390 milhões). O desdobramento das receitas e despesas financeiras encontra-se na Nota 13 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Despesas Financeiras As despesas financeiras aumentaram 52,7% para U.S.$1.295 milhões em 2009 comparado com U.S.$848 milhões em 2008. Esse aumento ocorreu principalmente devido ao aumento nas despesas financeiras relativas a nossa dívida corporativa e financiamentos de projetos (aumento de U.S.$771 milhões). Esses aumentos foram parcialmente compensados por um aumento de 45,4% (U.S.$659 milhões) às participações capitalizadas. O desdobramento das receitas e despesas financeiras encontra-se na Nota 13 de nossas demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Variação Monetária e Cambial A variação monetária e cambial diminuiu para uma perda de U.S.$175 milhões em 2009 comparado com o ganho de U.S.$1.584 milhões em 2008. A perda em 2009 refere-se às perdas na taxa de câmbio de ativos estrangeiros líquidos em dólares americanos que foram quase compensadas integralmente pela dívida líquida e pela variação cambial no financiamento do BNDES.

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Outros Tributos Outros tributos, consistindo em diversos tributos sobre transações financeiras, tiveram queda de 23,1% de U.S.$333 milhões em 2009 comparado com U.S.$433 milhões em 2008, devido à redução nas retenções de imposto de renda sobre a distribuição de dividendos de 2009 das subsidiárias estrangeiras (U.S.$40 milhões do total da redução), e também da redução do PIS e COFINS devidos sobre atividades empresariais secundárias e à redução do IOF (redução de U.S.$26 milhões). Outras Despesas, Líquidas Outras despesas, líquidas, são atribuídas principalmente a ganhos e perdas registrados sobre as vendas de ativos fixos e a outros gastos não recorrentes. Outras despesas, líquidas, tiveram uma redução de 72,9% referente à perda de U.S.$61 milhões em 2009 comparado a perda de U.S.$225 milhões em 2008, que inclui a baixa no valor de U.S.$97 milhões do Bloco 31 no Equador no terceiro trimestre. Outras despesas, líquidas, em 2009 foram atribuídas principalmente à perda de U.S.$147 milhões da aquisição das ações remanescentes da Refinaria de Pasadena no primeiro trimestre de 2009, parcialmente compensadas pelo ganho de U.S.$83 milhões com doações e subsídios no terceiro trimestre de 2009. Benefício (Despesa) de Imposto de Renda O imposto de renda e a participação minoritária diminuíram 18,3%, no valor de U.S.$22,061 milhões em 2009 comparado com U.S.$26,992 milhões em 2008. As despesas com imposto de renda diminuíram 43,4% no valor de U.S.$5.238 milhões em 2009, comparado com U.S.$9.259 milhões em 2008, devido principalmente a: redução na receita tributável; aumento na receita estrangeira sujeita à diferentes taxas de impostos (aumento de U.S.$531 milhões); queda de mudança na despesa de imposto sobre reserve de avaliação (queda de U.S.$906 milhões) e aumento de certos benefícios fiscais relativos à provisão para participação no patrimônio líquido (queda de U.S.$336 milhões). A reconciliação entre o imposto calculado com base em taxas de impostos estatutárias para a despesa com imposto de renda e as alíquotas em vigor são demonstradas na Nota 3 de nossas demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Receita Líquida por Segmento de Negócios Medimos o desempenho no nível do segmento com base na receita líquida. A seguir apresentamos uma discussão da receita líquida de nossos seis segmentos de negócios em 31 de dezembro de 2009, comparado com 31 de dezembro de 2008. O segmento "Refino, Transporte e Comercialização" foi reportado anteriormente como "Abastecimento", sem representar mudanças nos fatores usados para identificar as atividades incluídas e nos valores reportados anteriormente.
Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 (Em milhões de dólares americanos) Exploração e Produção.................................................................................... Refino, Transporte e Comercialização ............................................................ Distribuição ..................................................................................................... Gás e Energia................................................................................................... Internacional ................................................................................................... Corporativo .................................................................................................... Eliminações ..................................................................................................... Receita Líquida ................................................................................................ 9.683 6.456 634 447 (154) (1.116) (446) 15.504 21.031 (1.996) 839 (223) (808) (57) 93 18.879

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Exploração e Produção

Nosso segmento de Exploração e Produção inclui nossas atividades de exploração, desenvolvimento e produção no Brasil, vendas e transferências de petróleo nos mercados nacionais e estrangeiros, transferências de gás natural para nosso segmento de Gás e Energia e vendas dos derivados produzidos nas usinas de processamento de gás natural. A redução de 54,0% na receita líquida consolidada para nosso segmento de Exploração e Produção em 2009 comparado com 2008 reflete o declínio nos preços internacionais e a despesa eventual de U.S.$1.034 milhões relativa à solução de uma disputa com a ANP, em torno do cálculo da participação especial no campo Marlin. Os efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento de 6,3% na produção de petróleo e gás natural liquefeito e impostos sobre produção menores. A margem de lucro entre o preço médio nacional de venda/transferência de petróleo e o preço médio do Brent diminuiu de U.S.$15,44/bbl em 2008 para U.S.$7,29/bbl em 2009 e reflete a recuperação do mercado internacional de petróleo pesado em relação ao petróleo leve uma vez que nossa produção consiste, principalmente, em petróleo pesado. Consulte o Item 4 “Informações sobre a Companhia – Visão geral do Grupo – Mudanças nas Reservas Provadas” para obter informações sobre as mudanças nas reservas provadas. Refino, Transporte e Comercialização Nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização inclui atividades de refino, logística, transporte, exportação e compra de petróleo, assim como a compra e venda de derivados e etanol. Além disso, este segmento inclui a divisão petroquímica e de fertilizantes, que inclui investimentos em companhias petroquímicas nacionais e nossas duas usinas de fertilizantes nacionais. A melhoria nos resultados de nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização em 2009 comparado com 2008 ocorreu devido principalmente à nossa política de preço local para diesel, gasolina e GLP, o que nos permite evitar a transferência da volatilidade a curto prazo destes produtos no mercado internacional para o mercado brasileiro. Em 2009, os preços internacionais e, consequentemente, os custos de aquisição/transferência do petróleo e os custos de importação de derivados de petróleo para nosso segmento de refino diminuíram muito mais rápido do que os preços adotados para as vendas locais de nossos principais produtos. Consequentemente, nossas margens de refino aumentaram substancialmente. Em 2008, ocorreu o contrário, uma vez que não aumentamos os preços no mesmo ritmo do mercado internacional e nossas margens foram reduzidas pelos altos custos de aquisição/transferência do petróleo. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução no preço médio de realização devido a queda nos preços de exportação e nos preços de vendas internas ajustados aos níveis de preço internacionais. Distribuição Nosso segmento de Distribuição compreende as atividades de distribuição de derivados e etanol conduzidas pela nossa subsidiária integral, a Petrobras Distribuidora S.A. – BR, no Brasil. A redução na receita líquida com Distribuição em 2009 comparado com 2008 ocorreu principalmente devido a uma redução no preço médio de realização e o impacto da desvalorização do Real. Esse efeito foi parcialmente compensado pelo aumento de 13,3% no volume de vendas, refletindo a consolidação da Alvo Distribuidora.

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Esse segmento respondeu por 38,6% do total do mercado distribuidor de combustíveis no Brasil em 2009 comparado com 34,9% em 2008. Gás e Energia Nosso segmento de Gás e Energia consiste, principalmente, na compra, venda, transporte e distribuição do gás natural produzido em ou importado para o Brasil. Além disso, este segmento inclui nossa participação no transporte do gás natural nacional, na distribuição de gás natural e na geração de energia termelétrica. A melhoria nos resultados do nosso segmento de Gás e Energia ocorreu devido à redução dos custos com compra de energia elétrica de terceiros para atender aos nossos compromissos contratuais, redução dos custos com importação/transferência de gás natural refletindo os preços internacionais, aumento com receita fixa com vendas de energia elétrica e exportações e a redução com multas pagas por descumprimento de entregas de valores contratados de energia elétrica atribuíveis a melhorias em nossa infraestrutura de gás natural em 2008. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução da produtividade termelétrica resultante da abundância de chuvas que abasteceu as usinas hidroelétricas do Brasil e o declínio nos volumes de vendas de gás natural. Internacional O Área Internacional compreende nossas atividades em países que não o Brasil, que incluem exploração e produção, refino,transporte e marketing, distribuição e gás e energia. A melhoria nos resultados no segmento Internacional em 2009 comparado com 2008 ocorreu devido à melhoria nas margens brutas nas operações de refinaria nos Estados Unidos e Japão, aumento nos volumes de vendas, redução dos prejuízos com desvalorização de estoques, despesas com perdas com ativos e perdas tais como as relacionadas com a baixa do Bloco 31 no Equador, registrada em 2008. Esses efeitos foram compensados pela redução das margens resultante da queda nos preços internacionais do petróleo. Resultados das Operações—2008 comparado com 2007 Quando o real se fortalece em relação ao dólar americano, como ocorreu em 2008 (5,7%) e em 2007 (10,5%), o efeito é o aumento geral tanto das receitas quanto das despesas quando expressas em dólares americanos. Entretanto, a valorização do real perante o dólar americano afeta os itens da linha discutida a seguir de diferentes modos. A comparação a seguir, entre nossos resultados das operações em 2008 e 2007, também é afetada pelo aumento no valor do Real em relação ao dólar americano durante este período. Consulte a Nota 2 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008 para obter mais informações sobre a conversão dos valores em reais para dólares americanos. Alguns valores de exercícios anteriores foram reclassificados para se ajustarem aos padrões de apresentação do exercício corrente. Estas reclassificações não tiveram impacto sobre nossa receita líquida. Receitas As receitas operacionais líquidas aumentaram 34,8% para U.S.$118.257 milhões em 2008 comparado com U.S.$87.735 milhões em 2007. Este aumento ocorreu principalmente devido a um aumento de 28,8% nos preços médios de nossos produtos nos mercados interno e internacional e a um aumento de 5,5% nos volumes de vendas no Brasil. As vendas consolidadas dos produtos e serviços aumentaram 30,3% para U.S.$146.529 milhões em 2008 comparado com U.S.$112.425 milhões em 2007 devido aos aumentos acima mencionados.

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Foram incluídos nas vendas dos produtos os seguintes valores recolhidos a favor dos governos federal ou estadual: • ICMS, contribuições sociais sobre as receitas com vendas e financeiras (PASEP e COFINS) e outros impostos sobre vendas e serviços e contribuições para a seguridade social. Esses impostos aumentaram 21,2% para U.S.$25.046 milhões em 2008 comparado com U.S.$20.668 milhões em 2007, principalmente devido à alta nos preços e volumes de vendas; e CIDE, o imposto de consumo aplicado sobre a venda e importação de óleo bruto, derivados de petróleo e derivados de gás natural devido ao governo federal, que reduziu 19,8% para U.S.$3.226 milhões em 2008 comparado com U.S.$4.022 milhões em 2007, devido à redução nas tarifas sobre as vendas de gasolina e diesel pelo governo federal em maio de 2008, quando aumentamos nossos preços para estes produtos.

Custo de Vendas (Excluindo Depreciação, Exaustão e Amortização) O custo de vendas em 2008 aumentou 46,3% para U.S.$72.865 milhões, comparado com U.S.$49.789 milhões em 2007. Este aumento ocorreu principalmente devido a: • • • Aumento de 37,4% (U.S.$6.318 milhões) no custo das importações devido à alta de 51,0% nos preços médios e alta de 5,9% nos volumes; Aumento de 81,4% (U.S.$4.111 milhões) nos custos de nossas atividades de trading internacionais devido ao aumento das operações offshore conduzidas pela PifCo; Aumento de 47,9% (U.S.$3.554 milhões) nos impostos e taxas sobre a produção totalizando U.S.$10.975 milhões em 2008 comparado com U.S.$7.420 milhões em 2007. Os impostos e taxas sobre a produção incluem os royalties, que aumentaram 49,4% para U.S.$5.124 milhões em 2008 comparado com U.S.$3.430 milhões em 2007, e uma taxa especial (eventual cobrada no caso de alta produção ou rentabilidade de nossos campos), que aumentou 47,3% para U.S.$5.792 milhões em 2008 comparado com U.S.$3.933 milhões em 2007. O aumento nos impostos e taxas sobre a produção em 2008 ocorreu principalmente devido a um aumento de 35% no preço internacional do petróleo , que é usado para determinar o preço de referência para o cálculo dos royalties (U.S.$3.087 milhões do total) e, em menor escala, o aumento do resultado de novos sistemas de produção, principalmente dos campos de Roncador e Espadarte (U.S.$467 milhões do total); e Aumento de 11,2% (U.S.$3.524 milhões) nos custos relativos a volumes de vendas maiores no mercado interno.

Depreciação, Exaustão e Amortização Calculamos a depreciação, exaustão e amortização da maioria dos nossos ativos de exploração e produção usando as unidades de método de produção. As despesas, exaustão e amortização aumentaram 6,9% para U.S.$5.928 milhões em 2008 comparado com U.S.$5.544 milhões em 2007. Este aumento foi resultado de investimentos maiores e do aumento da produção interna de petróleo e gás. Exploração, incluindo Poços Pioneiros Secos Os custos de exploração, incluindo os custos para poços pioneiros secos, aumentaram 24,7% para U.S.$1.775 milhões em 2008 comparado com U.S.$1.423 milhões em 2007. Este aumento ocorreu principalmente devido a um aumento de U.S.$520 nas despesas relativas à baixa de poços secos e economicamente inviáveis no Brasil, devido a: • Maior quantidade de poços perfurados como resultado de nosso programa de investimento;

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• •

taxas diárias e de serviços maiores; e menores taxas de sucesso na exploração devido à perfuração em novas áreas de fronteira nas bacias de Santos e do Espírito Santo.

Estes efeitos foram parcialmente compensados pela diminuição nas despesas relativas a poços secos em operações internacionais no valor de U.S.$256 milhões. Perda com Ativos de Propriedades de Petróleo e Gás Para 2008, registramos um gasto com perda com ativos no valor de US$ 519 milhões, comparado com US$ 271 milhões em 2007. Os gastos com perda com ativos em 2008 foram atribuídos principalmente a: • • descapitalização do fundo de comércio no valor de US$ 223 milhões em Pasadena Refining System, nossa subsidiária indireta nos Estados Unidos; e perda com ativos no valor de US$ 171 milhões no nosso campo de Guajá e outras propriedades produtoras no Brasil devido a queda nos preços do petróleo internacionais no fim do exercício.

Os custos com perda com ativos em 2007 foram atribuídos principalmente aos seguintes investimentos internacionais: • • • perda com ativos de US$ 174 milhões no Equador devido a mudanças tributárias e legais implantadas pelo governo; perda com ativos de US$ 39 milhões nos Estados Unidos; e perda com ativos no valor de US$ 13 milhões na Angola.

Consulte as Notas 9(b) e 18(a) das nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas As despesas com vendas, gerais e administrativas aumentaram 18,9% para US$ 7.429 milhões em 2008 comparado com US$ 6.250 milhões em 2007. As despesas com vendas aumentaram 19,0% para US$ 3.517 milhões em 2008 comparado com US$ 2.956 milhões em 2007. Este aumento ocorreu principalmente devido ao aumento de US$ 367 milhões nos custos com transporte por causa do aumento dos volumes de vendas. As despesas gerais e administrativas aumentaram 18,8% para US$ 3.912 milhões em 2008 comparado com US$ 3.294 milhões em 2007. Excluindo o impacto da valorização do Real, o aumento nas despesas gerais e administrativas ocorreu principalmente devido ao aumento nas despesas com pessoal em 2008 causado por um aumento nos salários e no número de empregados, e o aumento nos custos com consultoria técnica de terceiros, auditoria e processamento de dados no Brasil. Despesas com Pesquisa e Desenvolvimento As despesas com pesquisa e desenvolvimento aumentaram 6,8% para US$ 941 milhões em 2008 comparado com US$ 881 milhões em 2007. Este aumento foi devido principalmente ao aumento nos custos com treinamento e pesquisa relativos à produção de reservas atuais e novas áreas de exploração.

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Despesas com Benefícios para Participantes Inativos As despesas com benefícios para participantes inativos consistem em custos financeiros relativos aos nossos custos com plano de saúde e de pensão esperados para nossos empregados aposentados. Nossas despesas com benefícios para participantes inativos diminuíram 15,1% para US$ 841 milhões em 2008 comparado com US$ 990 milhões em 2007. Esta queda nas despesas com benefícios para participantes inativos ocorreu principalmente devido a um aumento no retorno esperado nos ativos do plano conforme estimado por cálculos atuariais de dezembro de 2007. Outras Despesas Operacionais Outras despesas operacionais aumentaram 24,8% para US$ 2.665 milhões em 2008 comparado com US$ 2.136 milhões em 2007. As alterações mais significativas entre 2008 e 2007 foram: • • • • • • • despesas eventuais no valor de US$ 545 milhões para remarcação do estoque a valor de mercado; aumento de 96,0% (US$ 169 milhões) nas despesas para capacidade ociosa das usinas termelétricas, para US$ 345 milhões em 2008 comparado com US$ 176 milhões em 2007; aumento de 37,0% (US$ 87 milhões) nas despesas relativas à negociação de acordos coletivos de trabalho para US$ 322 milhões em 2008 comparado com US$ 235 milhões em 2007; aumento de 29,4% (US$ 62 milhões) nas despesas para perdas e contingências relativas a processos judiciais, para US$ 273 milhões em 2008 comparado com US$ 211 milhões em 2007; aumento de 4,0% (US$ 26 milhões) nas despesas com projetos culturais e relações institucionais, para US$ 675 milhões em 2008 comparado com US$ 649 milhões em 2007; queda de 1,3% (US$ 3 milhões) nas despesas com multas contratuais, para US$ 237 milhões em 2008 comparado com US$ 240 milhões em 2007; e queda 12,3% (US$ 30 milhões) em saúde, meio ambiente e segurança (SMS), para US$ 214 milhões em 2008 comparado com US$ 244 milhões em 2007.

Resultados da Participação em Companhias Não Consolidadas Os resultados da participação em companhias não-consolidadas diminuíram, com uma perda de US$ 21 milhões em 2008 comparado com o ganho de US$ 235 milhões em 2007, devido principalmente a perdas com investimentos em companhias petroquímicas afiliadas, principalmente a Quattor Companhia Petroquímica (US$ 126 milhões) e a Braskem S.A. (US$ 116 milhões), causadas por despesas com variação em moeda estrangeira relativas à dívida. Receita Financeira Obtemos nossa receita financeira de diversas fontes, incluindo juros com investimentos de alta liquidez. A maioria dos nossos investimentos de alta liquidez são títulos do governo brasileiro de curto prazo, incluindo os títulos indexados em dólares americanos. Também mantemos depósitos em dólar americano. A receita financeira aumentou 5,9% para US$ 1.641 milhões em 2008 comparado com US$ 1.550 milhões em 2007. Este aumento foi atribuído principalmente a ganhos com instrumentos derivativos relativos a contratos de commodities (US$ 517 milhões). Este aumento foi parcialmente compensado pela queda na receita financeira relativa a investimentos (US$ 185 milhões) e contas a receber de clientes (US$ 102 milhões). O desdobramento das receitas e despesas financeiras encontra-se na Nota 13 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008.

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Despesas Financeiras As despesas financeiras aumentaram 25,3% para US$ 848 milhões em 2008 comparado com US$ 677 milhões em 2007, principalmente devido ao aumento nas perdas com derivativos relativos a contratos em moeda estrangeira (US$ 158 milhões) e ao aumento nos juros capitalizados (US$ 253 milhões). Estes aumentos foram parcialmente compensados pela diminuição das despesas financeiras relativas a financiamento de projetos (US$ 304 milhões). O desdobramento das receitas e despesas financeiras encontra-se na Nota 13 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008.. Variação Monetária e Cambial A variação monetária e cambial mudou para um ganho de US$ 1.584 milhões em 2008 comparado com uma perda de US$ 1.455 milhões em 2007. Esta mudança foi atribuída principalmente ao ganho com moeda estrangeira sobre ativos monetários líquidos expressos em dólares americanos, devido à valorização do dólar americano contra o Real na segunda metade de 2008. Outros Tributos Outros tributos, consistindo em diversos tributos sobre transações financeiras, tiveram queda de 34,6% para US$ 433 milhões em 2008 comparado com US$ 662 milhões em 2007. Esta queda foi principalmente atribuída à eliminação da CPMF, uma contribuição paga sobre certas operações bancárias, em 1o. de janeiro de 2008. Esta queda foi parcialmente compensada pelo aumento do IOF, um imposto pago sobre operações financeiras em 1º de janeiro de 2008. Outras Despesas, Líquidas Outras despesas, líquidas, são atribuídas principalmente a ganhos e perdas registrados sobre as vendas de ativos fixos e a outros gastos não recorrentes. Outras despesas líquidas tiveram uma perda de US$ 225 milhões em 2008 comparado com uma perda de US$ 143 milhões em 2007, principalmente devido à baixa de US$ 77 milhões do Bloco 31 no Equador no quarto trimestre de 2008. Benefício (Despesa) de Imposto de Renda O imposto de renda e a participação minoritária aumentaram 39,9% para US$ 26.992 milhões em 2008, comparado com US$ 19.299 milhões em 2007. As despesas com imposto de renda aumentaram 57,3% para US$ 9.259 milhões em 2008 comparado com US$ 5.888 milhões em 2007. A reconciliação entre o imposto calculado com base em taxas de impostos estatutárias para a despesa com imposto de renda e as alíquotas em vigor são demonstradas na Nota 3 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008. Receita Líquida por Segmento de Negócios Medimos o desempenho no nível do segmento com base na receita líquida. A seguir apresentamos uma discussão da receita líquida de nossos seis segmentos de negócios em 31 de dezembro de 2008, comparado com 31 de dezembro de 2007.
Exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 (Em milhões de dólares americanos) 21.031 14.072 1.996 2.785 839 446 (223) (834) (808) (815) (57) (1.796) 93 (720) 18.879 13.138

Exploração e Produção .................................................................................... Refino, Transporte e Comercialização ............................................................ Distribuição ..................................................................................................... Gás e Energia ................................................................................................... Internacional ................................................................................................... Corporativo ..................................................................................................... Eliminações...................................................................................................... Receita Líquida ................................................................................................

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Exploração e Produção Nosso segmento de Exploração e Produção inclui nossas atividades de exploração, desenvolvimento e produção no Brasil, vendas e transferências de petróleo nos mercados nacionais e estrangeiros, transferências de gás natural para nosso segmento de Gás e Energia e vendas dos derivados produzidos nas usinas de processamento de gás natural. A receita líquida consolidada para nosso segmento de Exploração e Produção aumentou 49,5% para US$ 21.031 milhões em 2008 comparado com US$ 14.072 milhões em 2007, principalmente devido ao aumento nos preços médios para nossa produção de petróleo nacional e ao aumento de 3,5% na produção de petróleo e gás natural líquido. Estes efeitos foram parcialmente compensados por: • • aumentos nos impostos sobre a produção; e custos com perda com ativos no Brasil, resultantes da queda dos preços internacionais no final de 2008, no valor de US$ 171 milhões, que afetou as projeções futuras e aumentou os custos de exploração devido a baixas de poços secos ou economicamente inviáveis.

A margem de lucro entre o preço médio nacional de venda/transferência de petróleo e o preço médio do Brent aumentou de US$ 10,95/bbl em 2007 para US$ 15,44/bbl em 2008. O aumento na diferença foi o resultado de uma ampliação similar entre o preço do petróleo leve e do pesado no mercado internacional, que, em certo ponto, mitigou as receitas do aumento considerável nos preços internacionais do petróleo durante a primeira metade de 2008. Refino, Transporte e Comercialização Nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização inclui atividades secundárias no Brasil, incluindo refino, logística, transporte, exportação e compra de petróleo, assim como a compra e venda de derivados e etanol. Além disso, este segmento inclui a divisão petroquímica e de fertilizantes, que inclui investimentos em companhias petroquímicas nacionais e nossas duas usinas de fertilizantes nacionais. Nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização gerou um prejuízo líquido de US$ 1.996 milhões em 2008 comparado com a receita líquida de US$ 2.785 milhões em 2007. Esta redução ocorreu, principalmente, devido a: • • • • • aumento nos custos de venda/transferência do petróleo de nosso segmento de Exploração e Produção devido à tendência nos preços de petróleo internacional; aumento nos custos para derivados importados no mercado internacional; aumento nos custos com frete como consequência do aumento nos volumes; aumento no preço da nafta; e reajuste do estoque para valor de mercado.

O prejuízo liquido de nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização também foi afetado por nossa política de preço. Não ajustamos nossos preços nacionais para o diesel, gasolina e GLP— que constituem aproximadamente 60% de nossas receitas com atividades secundárias — a fim de refletir a volatilidade a curto prazo nos mercados internacionais. Os custos do petróleo e dos derivados comprados pelo nosso segmento de Refino, Transporte e Comercialização entretanto, refletem a volatilidade dos preços internacionais. Durante 2008, nossas margens com atividades secundárias foram reduzidas, uma vez que nossos preços para gasolina e diesel no mercado nacional em maio de 2008 não compensaram totalmente o aumento nos custos com o petróleo e os derivados durante a maior parte do ano. Somente no quarto trimestre de 2008, quando os preços internacionais

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caíram significativamente, enquanto que nossos permaneciam estáveis, é que nossos preços alcançaram a paridade com os níveis internacionais. Distribuição Nosso segmento de Distribuição compreende as atividades de distribuição de derivados e etanol conduzidas pela nossa subsidiária integral, a Petrobras Distribuidora S.A. – BR, no Brasil A receita líquida para o nosso segmento de Distribuição aumentou 88,1% para US$ 839 milhões em 2008 comparado com US$ 446 milhões em 2007. Este aumento ocorreu, principalmente, devido a: • • aumento no volume de vendas; e redução nas despesas operacionais devido à eliminação da CPMF e dos ganhos com a reversão de provisões para processos judiciais de 2007.

Este segmento responde por 34,9% do mercado total de distribuição de combustível no Brasil em 2008 comparado com 34,3% em 2007. Gás e Energia Nosso segmento de Gás e Energia consiste, principalmente, na compra, venda, transporte e distribuição do gás natural produzido em ou importado para o Brasil. Além disso, este segmento inclui nossa participação no transporte do gás natural nacional, na distribuição de gás natural e na geração de energia termelétrica. O prejuízo líquido de nosso segmento de Gás e Energia diminuiu 73,3% para US$ 223 milhões em 2008 comparado com o prejuízo líquido de US$ 834 milhões em 2007. Esta diminuição dos prejuízos líquidos se deve a: • • Margens mais altas nos negócios de gás natural e energia elétrica, que reflete o aumento no preço de venda e Volumes de vendas maiores de gás natural e energia elétrica em 2008 comparado com 2007.

Estes efeitos foram parcialmente compensados pela provisão para valor de mercado reduzido de nossos estoques de gás natural líquido. Internacional O segmento Internacional compreende nossas atividades em outros países, que incluem exploração e produção, refino, transporte e comercialização, distribuição e gás e energia. O prejuízo líquido para nosso segmento Internacional diminuiu 0,9% para US$ 808 milhões em 2008 comparado com o prejuízo líquido de US$ 815 milhões em 2007. Esta redução é atribuída principalmente ao aumento das margens em decorrência do aumento nos preços do petróleo durante os nove primeiros meses de 2008. Estes efeitos foram compensados da seguinte forma: • • • remarcação do estoque para valor de mercado nos Estados Unidos, Japão e Argentina; despesas com royalties provisionadas; baixa do Bloco 31 no Equador;

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• •

amortização completa do fundo de comércio da Refinaria Pasadena; e juros não-recorrentes com a venda das refinarias bolivianas e companhias argentinas em 2007.

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Informações Adicionais por Segmento de Negócios

A tabela a seguir mostra dados financeiros adicionais por segmento de negócios para 2009, 2008 e 2007:
Para o exercício findo em 31 de dezembro 2009 Exploração e Produção Receitas líquidas de terceiros (1)(2) .............................................................................. Receitas líquidas entre segmentos................................................................................ Total das receitas operacionais líquidas (2).............................................................. Depreciação, exaustão e amortização........................................................................... Receita Líquida (3)......................................................................................................... Investimentos ............................................................................................................... Ativo Imobilizado, líquido.............................................................................................. Refino, Transporte e Comercialização Receitas líquidas de terceiros(1)(2) ............................................................................... Receitas líquidas entre segmentos................................................................................ Total das receitas operacionais líquidas(2) .............................................................. Depreciação, exaustão e amortização........................................................................... Receita Líquida(3) ......................................................................................................... Investimentos ............................................................................................................... Ativo Imobilizado, líquido.............................................................................................. Distribuição Receitas líquidas de terceiros(1) ................................................................................... Receitas líquidas entre segmentos................................................................................ Total das receitas operacionais líquidas................................................................... Depreciação, exaustão e amortização........................................................................... Receita Líquida(3) ......................................................................................................... Investimentos ............................................................................................................... Ativo Imobilizado, líquido.............................................................................................. Gás e Energia Receitas líquidas de terceiros(1) ................................................................................... Receitas líquidas entre segmentos................................................................................ Total das receitas operacionais líquidas................................................................... Depreciação, exaustão e amortização........................................................................... Receita (prejuízo) líquida (3) ......................................................................................... Investimentos ............................................................................................................... Ativo Imobilizado, líquido.............................................................................................. Internacional Receitas líquidas de terceiros(1) ................................................................................... Receitas líquidas entre segmentos................................................................................ Total das receitas operacionais líquidas................................................................... Depreciação, exaustão e amortização........................................................................... Prejuízo líquido (3) ........................................................................................................ Investimentos ............................................................................................................... Ativo Imobilizado, líquido.............................................................................................. (1) 2008 2007 (Em milhões de dólares americanos) 476 38.301 38.777 (4.344) 9.683 16.488 70.098 49.078 25.543 74.621 (1.213) 6.456 10.466 31.917 29.071 601 29.672 (176) 634 369 2.342 4.775 877 5.652 (398) 447 5.116 19.787 8.469 1.728 10.197 (870) (154) 2.111 9.375 973 58.051 59.024 (3.544) 21.031 14.293 45.836 69.318 26.884 96.202 (1.109) (1.996) 7.234 15.806 30.315 577 30.892 (165) 839 309 1.621 7.627 1.175 8.802 (367) (223) 4.256 10.719 10.024 916 10.94 (564) (808) 2.908 9.341 2.455 39.536 41.991 (3.335) 14.072 9.448 48.288 50.531 19.018 69.549 (1.077) 2.785 4.488 14.48 22.944 376 23.32 (155) 446 327 1.838 3.673 1.239 4.912 (259) (834) 3.223 10.615 8.132 969 9.101 (567) (815) 2.864 7.596

(2) (3)

Como somos uma empresa verticalmente integrada, nem todos os nossos segmentos possuem receitas de terceiros significativas. Por exemplo, nosso segmento de exploração e produção responde por grande parte de nossas atividades econômicas e pelos investimentos, mas possui poucas receitas de terceiros. As receitas para comercialização de petróleo para terceiros são classificadas de acordo com os pontos de venda, que podem ser tanto o segmento de Exploração e Produção quanto o de Refino, Transporte e Comercialização. Para alinhar as declarações financeiras de cada segmento de negócio com as melhores práticas das companhias no setor de óleo e gás, e melhorar o entendimento da gerência, desde o primeiro trimestre de 2006, fizemos uma troca para alocar todos os resultados financeiros e itens de natureza financeira para o nível empresarial, incluindo os exercícios anteriores.

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Discussão da Gerência e Análise da Condição Financeira e dos Resultados das operações da PifCo Visão Geral A PifCo é nossa subsidiária integral. Desse modo, a posição financeira e os resultados das operações da PifCo são significativamente afetados por nossas decisões. A capacidade da PifCo em atender às suas obrigações de dívidas pendentes depende de diversos fatores, incluindo: • Nossa posição financeira e resultados das operações;

• O fato de continuarmos a utilizar os serviços da PifCo para as compras de mercado de petróleo e derivados; • Nossa disposição em continuar a realizar empréstimos à PifCo e a fornecer à PifCo outros tipos de suporte financeiro; • A capacidade da PifCo de acessar fontes de financiamento, incluindo os mercados de capital internacionais e os recursos de crédito de terceiros; e • A capacidade da PifCo de transferir nossos custos de financiamento para nós. As receitas da PifCo advêm de: • • • Vendas de petróleo e derivados para nós; Vendas de petróleo e derivados a terceiros e afiliadas; e O financiamento de vendas e empréstimos entre companhias para nós e investimentos em títulos mobiliários e outros instrumentos financeiros.

As despesas operacionais da PifCo incluem: • • • Custo de vendas, que se constitui principalmente de compras de petróleo e derivados; Despesas com vendas, gerais e administrativas; e Despesas financeiras, principalmente de juros sobre suas linhas de crédito e endividamento de mercados de capitais, vendas de valores a receber e empréstimos entre companhias fornecidos por nós.

Compras e Vendas de Petróleo e Derivados A PifCo normalmente compra petróleo e derivados em transações com prazos de pagamento de aproximadamente 30 dias. Normalmente pagamos pelas remessas de petróleo e derivados que a PifCo nos vende por um período superior a 330 dias, o que nos permite ter tempo suficiente para recolher a documentação necessária de acordo com a legislação brasileira para começar o processo de pagamento de nossas remessas. Durante este período, a PifCo normalmente financia a compra de petróleo e derivados através de recursos previamente fornecidos por nós ou de acordos de financiamento com terceiros. A diferença entre o valor que a PifCo paga pelo petróleo e derivados e o valor que pagamos pelo mesmo petróleo e derivados é diferida e reorganizada com parte da receita financeira da PifCo de acordo com o método de depreciação linear durante o período em que nossos pagamentos à PifCo vencem. A PifCo também compra petróleo e derivados de nós para venda fora do Brasil. Além disso, a PifCo compra e vende petróleo e derivados de/para terceiros e coligados, principalmente fora do Brasil.

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Resultados das Operações —2009 comparado com 2008 Receita (Prejuízo) Líquido A PifCo registrou receita líquida de U.S.$487 milhões em 2009 comparado com um prejuízo de U.S.$772 milhões em 2008. Vendas de petróleo, derivados e serviços As vendas de petróleo e derivados e serviços da PifCo diminuíram 32,0% em U.S.$28.850 milhões em 2009 comparado com U.S.$42.443 milhões em 2008. Essa redução ocorreu principalmente devido à queda nos preços de venda resultante da queda de 37% nos preços médios do petróleo Brent, para U.S.$62 por barril em 2009 comparado com U.S.$97 por barril em 2008. Essa queda foi parcialmente compensada por um aumento de 11% nos volumes de vendas da PifCo, principalmente devido ao aumento nas vendas de petróleo cru e derivados de petróleo comprados de terceiros e subsequentemente vendido à Petrobras. Custo de Vendas O custo de vendas diminuiu 34,1% para U.S.$27.825 milhões em 2009 comparado com U.S.$42.231 milhões em 2008. Essa redução foi proporcional à queda nas vendas de petróleo cru e derivados de petróleo e serviços e ocorreu principalmente devido às mesmas razões, além da queda na formação de preço médio de estoque do petróleo e derivados de petróleo adquiridos durante os períodos de baixa nos preços internacionais. Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas As despesas de vendas, gerais e administrativas da PifCo consistem principalmente de custos com remessas e taxas de serviços, incluindo serviços contábeis, jurídicos e de classificação. Estas despesas diminuíram 25,6% em U.S.$418 milhões em 2009 comparado com U.S.$562 milhões em 2008. Os custos com remessas diminuíram 36,1% em U.S.$289 milhões em 2009 comparado com U.S.$452 milhões em 2008, principalmente devido à queda nos preços internacionais de frete. Outras Despesas Operacionais As outras despesas operacionais da PifCo consiste principalmente em ajustes nas perdas com ativos dos estoques de petróleo e derivados. Essas despesas caíram 95,0% para U.S.$29 milhões em 2009 comparado com U.S.$577 milhões em 2008, devido à redução no valor dos estoques como resultada da queda nos preços internacionais do petróleo. Receita Financeira A receita financeira da PifCo consiste no financiamento das vendas a empréstimos entre companhias por nós, investimentos em títulos mobiliários e outros instrumentos financeiros. A receita financeira da PifCo diminuíram 14,1% para U.S.$1.997 milhões em 2009 comparado com U.S.$2.325 milhões em 2008. Essa redução ocorreu principalmente devido à queda na receita com derivativos para os contraltos de câmbio resultante da volatilidade nos preços médios internacionais do petróleo. Essa queda foi parcialmente compensada pelo aumento na receita com títulos mobiliários. Despesas Financeiras As despesas financeiras da PifCo consistem nos juros pagos e provisionados nas dívidas em aberto da PifCo, outras tarifas relativas à emissão de dívida e outros instrumentos financeiros da PifCo. As despesas financeiras da PifCo diminuíram 3,7% para U.S.$2.090 milhões em 2009 comparado com U.S.$2.170 milhões em 2008. Essa redução ocorreu principalmente devido à queda nos empréstimos entre companhias da Petrobras e foi parcialmente compensada pelo aumento nas despesas com juros relativas a emissões de Global Notes e linhas de crédito em 2009.

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Resultados das Operações —2008 comparado com 2007 Receita (Prejuízo) Líquida A PifCo apresentava um prejuízo de U.S.$772 milhões em 2008 comparado com a receita líquida de U.S.$29 milhões em 2007. Vendas de petróleo e derivados e serviços As vendas de petróleo e derivados e serviços da PifCo aumentaram 58,8% para U.S.$42.443 milhões em 2008 comparado com U.S.$26.732 milhões em 2007. Este aumento ocorreu principalmente devido a: • • Aumento de 44% no preço médio de venda, principalmente devido ao aumento de 34% no preço médio do Brent, para U.S.$96,99 por barril em 2008 comparado com U.S.$72,52 por barril em 2007; e Aumento de 14,1% nos volumes de vendas, principalmente devido ao aumento nas vendas de petróleo cru e derivados comprados de terceiros e afiliadas e subsequentemente vendidos à Petrobras.

Custo de Vendas O custo de vendas aumentou 60,5% para U.S.$42.231 milhões em 2008 comparado com U.S.$26.311 milhões em 2007. Este aumento foi proporcional ao aumento nas vendas de petróleo, derivados e serviços principalmente pelos mesmos motivos e também como resultado da alta na formação do preço médio de estoques no último trimestre de 2008, uma vez que o petróleo e seus derivados foram muito comprados antes da queda nos preços internacionais do petróleo. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas As despesas de vendas, gerais e administrativas, da PifCo consistem principalmente em custos com remessas e taxas de serviços, incluindo serviços contábeis, jurídicos e de classificação. Estas despesas aumentaram 90,8% para U.S.$562 milhões em 2008 comparado com U.S.$294 milhões em 2007. Esse aumento foi resultado principalmente do aumento nas vendas offshore e no aumento das taxas de frete médias em 2008, como resultado nas mudanças nas tendências de mercado internacionais e rotas de remessas no valor de U.S.$452 milhões. Outras Despesas Operacionais A PifCo reconheceu um prejuízo de US$ 577 milhões devido a perdas com ativos de estoque no exercício findo em 31 de dezembro de 2008, como resultado da recente queda dos preços internacionais do petróleo. Receita financeira A receita financeira da PifCo consiste no financiamento das vendas e empréstimos entre companhias feitos por nós, investimentos em títulos mobiliários e outros instrumentos financeiros. A receita financeira da PifCo aumentou 12,3% para U.S.$2.325 milhões em 2008 comparado com U.S.$2.070 milhões em 2007. Esse aumento ocorreu principalmente devido a: • Aumento nas vendas feitas a nós durante 2007 comparado com 2006, resultante do aumento na receita financeira em 2008 devido aos prazos de financiamentos concedidos a nós e juros calculados mensalmente. Consulte “—Compras e Vendas de Petróleo e Derivados”; e Aumento na receita com derivativos relativos a contratos de câmbio resultante do aumento nas vendas offshore e o preço médio do petróleo e derivados no mercado internacional.

Esse aumento foi parcialmente compensado pela queda da receita financeira de empréstimos a partes relacionadas, devido à transferência de U.S.$8.231 milhões em notas a receber da Braspetro Oil Services Company (Brasoil) como consequência da assunção por parte da Brasoil das obrigações da PifCo nos títulos a pagar a Petrobras no mesmo valor. Consulte a Nota 5(v) das demonstrações financeiras consolidadas e auditadas da PifCo.

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Despesas financeiras As despesas financeiras da PifCo consistem nos juros pagos e provisionados nas dívidas em aberto da PifCo, outras tarifas relativas à emissão de dívida e outros instrumentos financeiros da PifCo. As despesas financeiras da PifCo permaneceram substancialmente estáveis, no valor de US$ 2.170 milhões em 2008 comparado com US$ 2.168 milhões em 2007. Houve um aumento nas despesas com derivativos relativas aos contratos de câmbio, como consequência dos aumentos nas vendas offshore e no preço médio do petróleo e derivados no mercado internacional e aumento nas despesas com juros relativas à recente emissão de notas, incluindo a emissão de US$ 1,0 bilhão em Global Notes em novembro de 2007, e a reabertura de tais Global Notes no valor de US$ 750 milhões em janeiro de 2008. Estes aumentos foram compensados por uma redução nas despesas de juros devido à assunção pela Brasoil das obrigações da PifCo mediante notas a pagar à Petrobras no valor de US$ 8.231 milhões, como consequência da transferência das notas a receber para Brasoil no mesmo valor. Liquidez e Recursos de Capital Petrobras Visão Geral Utilizamos nossos recursos principalmente com despesas capital, pagamentos de dividendos e refinanciamento da dívida. Historicamente, atendemos estes requisitos com recursos gerados internamente, dívidas a curto prazo, dívidas a longo prazo, financiamento de projetos e transações de vendas e de arrendamento. Acreditamos que estas origens de recursos, juntamente com nossa forte posição financeira, continuarão a nos permitir atender aos nossos requisitos de capital antecipado atual. Em 2010, nossas maiores necessidades de caixa incluem as despesas de capital planejadas, no valor U.S.$50.854 milhões, a parte restante dos dividendos anunciados no valor de U.S.$652 milhões e pagamentos de U.S.$3.754 milhões da nossa dívida a longo prazo, obrigações de leasing e financiamento de projetos. Estratégia Financeira O objetivo de nossa estratégia financeira é nos ajudar a alcançar as metas definidas em nosso Plano de Negócios de 2009-2013 liberado em 23 de janeiro de, 2009, que financiará os investimentos no valor de U.S.$174,4 bilhões de 2009 a 2013. Nosso Plano de Negócios de 2009-2013 prevê que completaremos o fluxo de caixa gerado internamente com pequenos aumentos em nossa dívida líquida. Levantaremos o capital para dívida por diversos meios e por contratos de financiamento de longo prazo, incluindo a emissão de bônus nos mercados de capital internacionais, financiamento de fornecedores, financiamento de projetos e financiamentos bancários. Continuaremos com nossa política de prorrogação do prazo de vencimento de nossas dívidas. No planejamento de nossas necessidades financeiras para 2010, assumimos o preço médio do Brent no valor de U.S.$61,0 por barril em 2010. Para 2010, pretendemos obter financiamentos para nossas necessidades por meio da emissão de ações, cujos resultados serão usados para financiar nossos dispêndios de capital planejados, incluindo a exploração e produção nas áreas do pré-sal, e para pagar pelos diretos de produção petróleo nas áreas do pré-sal que não estão sob nossa concessão que poderão ser transferidas para nós pelo governo brasileiro de acordo com a legislação que está sendo atualmente votada no Congresso Nacional. Para obter mais informações sobre a legislação proposta que está em fase a aprovação no Congresso nacional, consulte o Item 4 “Informações da Companhia – Regulamentação do Setor de Petróleo e Gás no Brasil – Mudanças Propostas na Lei do Petróleo”. Além disso, dependendo do tempo e do valor da emissão de ações, conseguiremos atender às nossas necessidades por meio de uma combinação de retiradas dos nossos saldos de caixa de fim de exercício e créditos existentes, assim como da contratação de uma nova dívida com diversas fontes de financiamento tradicionais, incluindo mercados de capital de dívida globais, agências de crédito de exportação, bancos de desenvolvimento de governos estrangeiros, do BNDES e bancos comerciais brasileiros e internacionais. A partir de 10 de maio de 2010, conseguimos financiar nossas necessidades para 2010 por meio de uma retirada parcial de nosso saldo de caixa e equivalentes no valor de U.S.$16,2 milhões no fim do exercício de 2009 e por meio de retirada de US$4 bilhões do nosso empréstimo

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bilateral de U.S.$10 bilhões com o China Development Bank, que negociamos em 2009 e U.S.$ 1 bilhão em linhas de crédito. Nosso Plano de Negócios de 2010 a 2014 está atualmente sendo revisado por nossa diretoria executiva. Entretanto, em 19 de março de 2010, nossa diretoria já forneceu diretrizes sobre o período de 2010-2014, autorizando um total de investimentos que varia de U.S.$200 a U.S.$220 bilhões para o período. Esta orientação se baseia em diversas premissas, incluindo os preços médios do Brent entre U.S.$64,0/por barril a U.S.$83,0/por barril entre 2010 e 2014. Nossa diretoria executiva também colocou limite em nossa relação dívida/patrimônio líquida em 35% para o período e nossa relação dívida/EBITDA em 2.5:1. O plano de negócios entre 2010-2014 será anunciado assim que nosso conselho diretor conclua esta revisão. Regulamentação do Governo Somos obrigados a submeter nosso orçamento de dispêndios anuais (Plano de Dispêndio Global ou PDG) ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e ao Ministério de Minas e Energia. Após a revisão destas agências, o Congresso Nacional deve aprovar o orçamento. Apesar do nível total de nossos investimentos anuais ser regulado, a aplicação específica de recursos fica a nosso critério. Desde meados de 1991, obtivemos valores substanciais para nossos financiamentos de mercados de capital internacionais, principalmente através da emissão de papéis comerciais e de notas de curto, médio e longo prazo, e aumentamos nosso levantamento de recursos a longo prazo para itens com investimentos maiores, tais como as plataformas. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão controla o valor total das dívidas de médio e longo prazo que nós e nossas subsidiárias podemos incorrer através do processo de aprovação do orçamento anual. Antes de emitir a dívida de médio e longo prazo, nós, assim como nossas subsidiárias, também devemos obter a aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional. Todas as nossas dívidas expressas em moeda estrangeira de nossas subsidiárias brasileiras devem ser registradas no Banco Central. As emissões de dívidas por nossas subsidiárias internacionais, entretanto, não estão sujeitas a registro no Banco Central ou aprovação pela Secretaria do Tesouro Nacional. Além disso, todas as emissões de notas de médio e longo prazo e debêntures exigem aprovação de nosso conselho de administração. Os empréstimos que excederem os valores orçados aprovados para cada exercício também precisarão ser aprovados pelo Senado. Origem de Recursos Nosso fluxo de Caixa Em 31 de dezembro de 2009, nós apresentávamos um saldo de caixa e equivalentes no valor de U.S.$16.169 milhões comparado com U.S.$6.499 milhões em 31 de dezembro de 2008. As atividades operacionais forneceram fluxos de caixa no valor de U.S.$24.920 milhões em 2009 comparado com U.S.$28.220 milhões em 2008. O caixa gerado pelas atividades operacionais foi principalmente afetado pelas receitas operacionais líquidas, que diminuíram U.S.$26.388 milhões durante 2009 comparado com 2008. O caixa líquido fornecido por atividades financeiras totalizou U.S.$16.935 milhões em 2009 comparado com o caixa líquido fornecido por atividades financeiras de U.S.$2.778 milhões em 2008. Esse aumento ocorreu principalmente devido aos recursos obtidos do BNDES no valor de U.S.$12.518 milhões pela Petrobras e suas subsidiárias Transportadora Associada de Gás S/A – TAG e Refinaria Abreu e Lima S/A – RNEST, e U.S.$6.750 milhões em global notes emitidas pela PifCo - e garantidas pela Petrobras, e um contrato de financiamento no valor de U.S. 10.000 milhões firmado com o China Development Bank, cujo primeira retirada, no valor de U.S.$ 3.000 milhões ocorreu no terceiro trimestre de 2009. O caixa líquido com atividades financeiras foi reduzido pelo pagamento de dividendos no valor de U.S.$ 7.712 milhões comparado com U.S.$ 4.747 milhões em 2008. Normalmente pagamos todos os dividendos no exercício seguinte ao anúncio dos resultados correspondentes. Em 2008, pagamos dividendos relativos aos resultados de 2007. Em 2009, entretanto, pagamos dividendos relativos

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aos resultados de 2008, assim como uma boa parte dos juros sobre o patrimônio líquido relativos aos resultados de 2009 antecipadamente ao fechamento de nosso exercício fiscal de 2009. Nossa dívida líquida aumentou para U.S.$40.963 milhões em 31 de dezembro de 2009 comparado com U.S.$20.624 milhões em 31 de dezembro de 2008, principalmente devido aos financiamentos obtidos pela Petrobras e a PifCo mencionados acima. A maior parte dos resultados com a nova dívida está sendo alocada no financiamento de nossos investimentos planejados e no pagamento antecipado dos juros sobre o patrimônio líquido. Dívida a Curto Prazo Nosso financiamento a curto prazo pendente serve para cobrir principalmente nosso capital de giro e nossas importações de petróleo e derivados, e é fornecida quase na sua totalidade por bancos internacionais. Em 31 de dezembro de 2009, nosso financiamento de curto prazo totalizou U.S.$4.259 milhões comparado com U.S.$2.605 milhões em 31 de dezembro de 2008. Incluindo a parcela circulante da dívida a longo prazo, a dívida total a curto prazo era de U.S.$8.553 milhões em 31 de dezembro de 2009, comparada com U.S.$5.888 milhões em 31 de dezembro de 2008. Dívida a Longo Prazo Nossa dívida de longo prazo pendente consiste principalmente da emissão de títulos em mercados de capital internacionais, debêntures em mercados de capital nacionais, valores em aberto garantidos por agências de crédito de exportação e agências multilaterais e empréstimos do BNDES e outras instituições financeiras. Nossa dívida de longo prazo pendente totalizou U.S.$48.149 milhões em 31 de dezembro de 2009 comparado com U.S.$20.640 milhões em 31 de dezembro de 2008. Esse aumento é resultante, principalmente, dos recursos obtidos do BNDES, a um aumento nos recursos obtidos pela PifCo de instituições financeiras e a emissões de Global Notes. Consulte a Note 12 de nossas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2009. Estes valores incluem, em 31 de dezembro de 2009, as seguintes emissões de dívidas internacionais:
Notes Valor Principal (Em milhões de dólares americanos) 349 87 600 200 200 750 600 550 378 899 300 750 1.750 2.750 2.500 1.500

Títulos da PEPSA a 8,13% com vencimento em 2010 ......................................................................................... Títulos da PEPSA a 1,43% com vencimento em 2011 ......................................................................................... Títulos da PifCo a 9,750% com vencimento em 2011(1) .................................................................................... Títulos da PEPSA a 9,38% com vencimento em 2013 ......................................................................................... Certificados Senior Trust da PifCo a 3,748% com vencimento em 2013(2) ........................................................ Global Notes da PifCo a 9,125% com vencimento em 2013(1)........................................................................... Global Notes da PifCo a 7,75% com vencimento em 2014(1)............................................................................. Certificados Senior Trust da PifCo a 6,436% com vencimento em 2015(2) ........................................................ Bônus em iene japonês da PifCo a 2,15% com vencimento em 2016(3) ............................................................ Global Notes da PifCo a 6,125% com vencimento em 2016(1)........................................................................... Títulos da PEPSA a 5,88% com vencimento em 2017(4)..................................................................................... Global Notes da PifCo a 8,375% com vencimento em 2018(1)........................................................................... Global Notes da PifCo a 5,875% com vencimento em 2018(1)........................................................................... Global Notes da PifCo a 7,875% com vencimento em 2019 ............................................................................... Global Notes da PifCo a 5,75% com vencimento em 2020 ................................................................................. Global Notes da PifCo a 6,875% com vencimento em 2040 ...............................................................................

A menos que haja observação em contrário, todas as dívidas são emitidas pela PifCo, com nosso suporte por meio de uma garantia. (1) Emitidas anteriormente com nosso suporte por meio de um compromisso de compra. A partir de 31 de março de 2010, esses títulos passaram a ser suportados por nós por meio de garantia. (2) Emitidas de acordo com nosso programa de pagamento antecipado de exportação. (3) Emitidas pela PifCo, com nosso suporte por meio de um compromisso de compra. (4) Emitidas pela PESA, com nosso suporte por meio de um compromisso de compra.

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Financiamento de Projetos Conduzimos o financiamento de nossos projetos juntamente com instituições financeiras brasileiras e internacionais e com empresas no setor de petróleo e energia com o propósito de realizar investimentos necessários para operar nossos negócios. Conduzimos o financiamento de nossos projetos por meio de Entidades de Participação Variável (“Variable Interest Entities – VIE”) e contratos de arrendamento financeiro em que a VIE é o mutuante e nós, como mutuários, somos os principais beneficiaries da VIE. Ao final de cada projeto de financiamento, temos a opção de comprar os bens arrendados ou as ações ordinárias da VIE. Arcamos com todos os riscos associados ao uso e desenvolvimento dos ativos arrendados. Nossos pagamentos cobrem qualquer dívida de terceiros VIE e pagamntos de retorno de investimento. O contrato de arrendamento financeiro é estruturado de modo que possamos absorver a maior parte dos prejuízos esperados e a maioria dos retornos residuais esperados. Nossa responsabilidade nestes contratos é concluir o desenvolvimento e a operação dos campos de petróleo e gás, pagar todas as despesas operacionais relativas aos projetos e remeter a parcela dos resultados líquidos gerados com os campos para financiar a dívida da VIE e o retorno dos investimentos. As VIEs associadas aos nossos projetos de financiamentos de projetos foram consolidadas de acordo com o Tópico 810-1-25 do ASC.

Acordos Não Incluídos no Balanço Patrimonial Conforme observado acima, todos os nossos financiamentos de projetos estão no balanço patrimonial. Em 31 de dezembro de 2009, nem nossa empresa e nem a PifCo apresentavam acordos não incluídos no balanço patrimonial que tenham ou teriam um efeito material em nossa condição financeira, receitas ou despesa, resultados das operações, liquidez, investimentos ou recursos de capital. Aplicação de Recursos Investimentos Investimos um total de U.S.$35.134 milhões em 2009, um aumento de 17,6% comparado com nossos investimentos de U.S.$29.874 milhões em 2008. Nossos investimentos em 2009 foram principalmente direcionadas para o aumento da produção na Bacia de Campos, modernização de nossas refinarias e expansão de nossos sistemas de transporte e distribuição em tubulações. Do total de investimentos em 2009, U.S.$16.488 milhões foram investidos em projetos de exploração e desenvolvimento, incluindo os investimentos financiados pelo financiamento de projetos. A tabela a seguir mostra nossos investimentos consolidados (incluindo os financiamentos de projetos e investimentos em usinas termelétricas) para cada um dos nossos segmentos de negócios em 2009, 2008 e 2007:
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 (Em milhões de dólares americanos) 16.488 14.293 9.448 10.466 7.234 4.488 369 309 327 5.116 4.256 3.223 1.912 110 31 58 584 35.134 2.734 102 20 52 874 29.874 2.555 247 37 25 628 20.978

Exploração e Produção.................................................................................... Refino, Transporte e Comercialização ............................................................. Distribuição ..................................................................................................... Gás e Energia................................................................................................... Internacional Exploração e Produção ............................................................................... Refino, Transporte e Comercialização......................................................... Distribuição................................................................................................. Gás e Energia .............................................................................................. Corporativo ..................................................................................................... Total ................................................................................................................

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Em 23 de janeiro de 2009, anunciamos nosso Plano de Negócios de 2009-2013, que contemplou o total de investimentos orçado no valor de US$174,4 bilhões de 2009 a 2013, sendo aproximadamente U.S.$158,2 bilhões direcionados à nossas atividades no Brasil, enquanto que U.S.$16,2 bilhões serão direcionados à nossas atividades no exterior. Esperamos que a maioria de nossos investimentos de 2009 a 2013, aproximadamente U.S.$104,6 bilhões, sejam direcionados às nossas atividades de exploração e produção, sendo U.S.$91,0 bilhões para nossas atividades no Brasil (dos quais U.S.$28 bilhões serão dedicados às reservas de pré-sal). Nosso Plano de Negócios de 2009-2013 contempla um volume maior de investimentos nacionais para nossas atividades de petróleo e gás no Brasil. Estimamos que dos U.S.$158,2 bilhões em investimentos nacionais até 2014, pelo menos U.S.$100,7 bilhões (64%) serão usados para pagar equipamentos e serviços fornecidos por empreiteiras, fornecedores e outros prestadores de serviços brasileiros. Nosso orçamento para investimentos para 2010, incluindo nossos financiamentos de projetos, é de U.S.$47,4 bilhões, alocados da seguinte maneira: • • • • • • • Segmento de Exploração e Produção: U.S.$36,7 bilhões; Segmento de Refino, Transporte e Comercialização: U.S.$34,0 bilhões; Segmento do Distribuição: U.S.$896 milhões; Segmento de Gás e Energia: U.S.$8,1 bilhões; Segmento Internacional: U.S.$6,2 bilhões; Segmento Corporativo: U.S.$1,8 bilhões; e Nossa subsidiária Petrobras Biocombustível: U.S.$832 milhões

Planejamos atender nossos investimentos orçados principalmente através de geração de caixa, emissões em mercados de capital internacionais, empréstimos de financiamentos de projetos, empréstimos em bancos comerciais e outras fontes de capital. Nossos investimentos em reais podem variar substancialmente a partir dos números projetados definidos acima como resultado das condições de mercado e disponibilidade dos fundos necessários. Dividendos Nossos acionistas aprovaram a distribuição de dividendos no total de R$8.335 milhões (U.S.$4.565 milhões) para os resultados de 2009 na Assembléia Geral Ordinária de 22 de abril de 2010, que inclui os juros sobre o patrimônio líquido já aprovado por nossa diretoria. Pagamos U.S.$3.313 milhões deste valor aos acionistas na forma de juros sobre o patrimônio líquido em novembro e dezembro de 2009, em adiantamento ao fechamento de nosso exercício fiscal de 2009. O restante, U.S.$1.252 milhão, em dividendos e juros sobre o patrimônio líquido relativo aos nossos resultados de 2009 foram pagos em 30 de abril de 2010, reajustados pela taxa SELIC de 31 de dezembro de 2009 para a data do pagamento. O valor total de dividendos de 2009 aprovados pelos nossos acionistas foi equivalente a R$0,95 por ação ordinária e preferencial (U.S.$1,09 por ação ADS ordinária e preferencial). Os dividendos que pagamos aos acionistas dependem de nossos resultados e de outros fatores. De acordo com nosso estatuto e a Lei das Sociedades Anônimas uma companhia com uma classe de ações sem direito a voto, tal como a nossa, nossos acionistas têm o direito de receber dividendos mínimos obrigatórios correspondentes a pelo menos 25% de nosso lucro líquido reajustado para o exercício fiscal. Em 2009 e em 2008, pagamos o dividendo mínimo obrigatório de 25% para nossos acionistas. Para obter mais informações sobre nossa política de dividendos, incluindo uma descrição dos dividendos preferenciais mínimos a que nossos acionistas preferenciais têm direito, de acordo com nosso estatuto, consulte “Distribuição Obrigatória” e “Pagamento de Dividendos e Juros sobre o Patrimônio Líquido” no Item 10. “Informações Adicionais—Documento Constitutivo e Estatuto da Petrobras.”

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PifCo Visão Geral A PifCo financia suas atividades de comércio principalmente através de bancos comerciais, incluindo linhas de crédito, assim como através de empréstimos entre companhias obtidos de nós e da emissão de notas nos mercados de capital internacionais. Como é uma companhia estrangeira offshore, a PifCo não está juridicamente obrigada a receber aprovação prévia do Tesouro Nacional brasileiro antes de incorrer em dívidas ou registrar dívidas no Banco Central. Entretanto, por motivos de atendimento a políticas específicas, a emissão de qualquer dívida segue as recomendações de qualquer diretoria financeira, conselho executivo ou conselho de administração, dependendo do valor principal agregado e do teor da dívida a ser emitida. Origens de Recursos Fluxo de Caixa da PifCo Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo possuía caixa e equivalentes no valor de U.S.$953 milhões comparado com U.S.$288 milhões em 31 de dezembro de 2008. As atividades operacionais da PifCo usaram caixa líquido no valor de U.S.$9.397 milhões em 2009 comparado com o uso de caixa líquido de U.S.$9.149 milhões em 2008, principalmente em decorrência do aumento em Contas a Receber de Clientes de partes relacionadas em 2009. As atividades de investimento da PifCo forneceram um caixa líquido no valor de U.S.$486 milhões em 2009 comparado com o fornecimento de caixa líquido de U.S.$26 milhões em 2008, principalmente em decorrência do aumento nos empréstimos a coligadas e investimentos em títulos mobiliários mantidos por um fundo que inclui investimentos em títulos das companhias de fins específicos da Petrobras. As atividades de financiamento da PifCo forneceram um caixa líquido no valor de U.S.$8.245 milhões em 2009 comparado com o fornecimento de caixa líquido de U.S.$8.736 milhões em 2008, principalmente em decorrência do pagamento de títulos a pagar à Petrobras com os resultados das linhas de créditos e emissões de Global Notes. Contas a Receber da PifCo As contas a receber de partes relacionadas diminuíram 33,8% para U.S.$15.986 milhões em 31 de dezembro de 2009, comparado com U.S.$24.155 milhões em 31 de dezembro de 2008, principalmente em decorrência da queda nos preços médios do Brent. Empréstimos de Curto Prazo da PifCo Os empréstimos de curto prazo da PifCo são expressos em dólares americanos e consistem em linhas de crédito de curto prazo, empréstimos de instituições financeiras e parcela de curto prazo de linhas de crédito de longo prazo e empréstimos de instituições financeiras. Em 31 de dezembro de2009, a PifCo possuía empréstimos de curto prazo no valor de U.S.$1.892 milhões de linhas de crédito e empréstimos com instituições financeiras, incluindo a parcela a curto prazo das linhas de crédito de longo prazo, comparado com U.S.$143 milhões emprestados em 31 de dezembro de 2008. Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo a PifCo já tinha utilizado completamente todas as linhas de crédito disponíveis especificamente obtidas para a compra de petróleo e derivados importados. As notas a pagar da PifCo a partes relacionadas consiste em notas a pagar a nós, que caíram 69,0% para U.S.$7.862 milhões em 31 de dezembro de 2009, comparado com U.S.$25.353 milhões em 31 de dezembro de 2008, como resultado da aplicação dos resultados das atividades de financiamento da PifCo.

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Empréstimos a Longo Prazo da PifCo Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo possuía empréstimos a longo prazo pendentes em instituições financeiras no valor de: • U.S.$1.396 milhões (U.S.$1.820 milhões na parcela a curto prazo) em linhas de crédito a longo prazo devidas entre 2010 e 2017 comparado com U.S.$631 milhões em 31 de dezembro de 2008. Durante 2009, a PifCo pediu emprestado U.S.$4.500 milhões de acordo com empréstimos-ponte e pagou antecipadamente um montante equivalente com recursos provenientes das emissões de Global Notes. Além disso, a PifCo tomou emprestado US$1.100 milhões em linhas de crédito com vencimento em 2012, com juros iniciais à taxa Libor mais spreads que refletem as taxas de mercado no período da contratação. Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo já tinha utilizado todos os fundos disponibilizados das linhas de crédito para a compra de petróleo e derivados no mercado internacional para venda a nós e compra de nossas exportações de petróleo e derivados; e U.S.$286 milhões (U.S.$72 milhões da parcela a curto prazo) de contratos de empréstimo com a Malha Gas Investment Co. Ltd. (M-GIC), que atua como agente do Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). Este empréstimo tem juros à taxa Libor mais 0,8% p.a., pago semestralmente. O valor principal a ser pago semestralmente começa em 15 de dezembro de 2009 e termina em 15 de dezembro de 2014.

Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo também possuía os seguintes valores pendentes: • • U.S.$235 milhões em Senior Notes com vencimento em 2011, e taxas de juros de 9,75%; U.S.$264 milhões (U.S.$68 milhões da parcela a curto prazo) em relação ao programa de pagamento antecipado de exportações da Petrobras, consiste em Certificados de Senior Trust Certificates com vencimento em 2015 com juros a uma taxa de 6,436% e a Certificados de Senior Trust com vencimento em 2013 com juros a uma taxa de 3,748%; U.S.$10.710 milhões em Global Notes, consistindo em U.S.$374 milhões em Global Notes com vencimento em julho de 2013 e com juros a uma taxa de 9,125% ao ano; U.S.$577 milhões em Global Notes com vencimento em dezembro de 2018 e com juros a uma taxa de 8,375% ao ano; U.S.$398 milhões em Global Notes com vencimento em 2014 e com juros a uma taxa de 7,75% ao ano; U.S.$899 milhões em Global Notes com vencimento em outubro 2016 e com juros a uma taxa de 6,125% ao ano; U.S.$1.750 milhões em Global Notes com vencimento em março 2018 e com juros a uma taxa de 5,875% ao ano; U.S.$2,750 milhões em Global Notes com vencimento em março 2019 e com juros a uma taxa de 7,875% ao ano; U.S.$2.500 milhões em Global Notes com vencimento em janeiro 2020 e com juros a uma taxa de 5.75% ao ano; e U.S.$1.500 milhões em Global Notes com vencimento em janeiro 2040 e com juros a uma taxa de 6,875% ao ano. Os juros destas notes serão pagos semestralmente e os resultados foram usados para fins corporativos em geral, incluindo o financiamento da compra de importações de derivados, o refinanciamento de dívidas comerciais e empréstimos entre companhias e refinanciamento de empréstimos-ponte incorridos no começo deste exercício; e U.S.$378 milhões (¥35 bilhões) em Bônus em ienes japoneses emitidos em setembro de 2006 e com vencimento em setembro de 2016. A emissão foi uma colocação particular no mercado japonês com garantia parcial do JBIC. Os bônus têm taxas de juros de 2,15% ao ano, pagos semestralmente. Na mesma data, a PifCo firmou um contrato de swap com o Citibank, trocando o valor total desta dívida para uma dívida em dólares americanos.

A posição em aberto da PifCo em 31 de dezembro de 2009 em cartas de crédito irrevogáveis foi de U.S.$556 milhões comparado com U.S.$628 milhões em 31 de dezembro de 2008, suportando as importações de petróleo e derivados e serviços. Em 31 de dezembro de 2009, a PifCo tinha recursos no valor de U.S.$519 milhões,

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que não estavam comprometidos com qualquer fim específico. A PifCo não sacou valores relativos a estes recursos, e até a data desta apresentação, a PifCo não tinha programado uma data para o saque. Em junho de 2008, a PifCo emitiu uma garantia para a Internacional Finance Corporation – IFC no valor de US$ 40 milhões para garantir um empréstimo na afiliada Quattor Petroquímica em relação à consolidação da Petrobras dos ativos petroquímicos no sudeste brasileiro. Desse modo, a assumiu a obrigação de pagar os juros anualmente, em Reais, a uma taxa de 1% ao ano no valor assegurado pela PifCo até o vencimento do empréstimo em 2017 ou até que certas condições contratuais fossem alcançadas, que ocorresse primeiro. Se a PifCo tiver que fazer os pagamentos de acordo com a garantia, a PifCo terá o direito de recuperar estes pagamentos da Quattor Petroquímica. A tabela a seguir mostras as origens das dívidas atuais e a longo prazo da PifCo em 31 de dezembro 2009, e em 31 de dezembro de 2008:
31 de dezembro de 2009 31 de dezembro de 2008 Atual Longo prazo Atual Longo prazo (Em milhões de dólares americanos) 1.892 1.682 143 989 11 235 11 235 70 414 70 482

Instituições financeiras................................................. Senior Notes................................................................. Venda do direito de valores futuros............................. Ativos relativos a pagamento antecipado de exportações contra vendas de direitos de valores a receber ...................................................................... Global Notes................................................................. Bônus em ienes japoneses ........................................... Total das dívidas...........................................................

— 182 2 2.157

(150) 10.710 378 13.269

— 76 2 302

(150) 3.941 386 5.883

Títulos Extintos Em 31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, apresentávamos valores investidos no exterior em um único fundo de investimento que detinha títulos de dívidas de algumas de nossas companhias no valor total de US$ 749 milhões. Estes títulos já foram extintos e os respectivos valores juntamente com os juros foram removidos de nosso balanço. Consulte a Nota 12 de nossas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2009.

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Obrigações Contratuais Petrobras A tabela a seguir resume nossas obrigações contratuais e compromissos pendentes em 31 de dezembro de 2009:
Total Obrigações contratuais Itens do balanço patrimonial: (1) Obrigações de dívida de longo prazo .......................................... Obrigações de financiamento de capital ..................................... Total dos itens do balanço patrimonial................................... Outros compromissos contratuais a longo prazo Gás natural ship-or-pay ............................................................... Serviço de contrato ..................................................................... Contratos de fornecimento de gás natural.................................. Arrendamento operacional ......................................................... Compromissos de compra........................................................... Compromissos de compra internacionais ................................... Total de outros compromissos a longo prazo ......................... Total ................................................................................... (1) Pagamentos com vencimento por Período < 1 ano 1-3 ano 3-5 anos (Em milhões de dólares americanos) > 5 anos

56.702 430 57.132 5.770 50.778 10.842 36.876 11.374 13.435 129.075 186.207

8.553 158 8.711 521 22.799 1.147 7.701 3.827 4.557 40.552 49.263

9.606 172 9.778 1.080 15.623 2.263 13.540 3.308 5.611 41.425 51.203

5.396 34 5.430 1.217 5.555 2.204 9.055 1.025 2.228 21.284 26.714

33.147 66 33.213 2.952 6.801 5.228 6.580 3.214 1.039 25.814 59.027

Não inclui o valor de U.S.$27.578 milhões relativos às nossas obrigações com fundo de pensão que são garantidas por U.S.$22.791 milhões em ativos do plano. As informações sobre os planos de benefícios de aposentadoria de empregados encontram-se na Nota 16 de nossas demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009.

PifCo A tabela a seguir resume as obrigações contratuais da PifCo em 31 de dezembro de 2009, e o período de vencimento das obrigações contratuais:
Total Obrigações contratuais Dívida de longo prazo..................................................................... Obrigações de compra—longo prazo ............................................. Arrendamentos operacionais ......................................................... Total ............................................................................................... Pagamentos com vencimento por Período < 1 ano 1-3 ano 3-5 ano (Em milhões de dólares americanos) 475 2.656 1 3.132 1.654 360 3 2.017 1.163 440 4 1.607 > 5 ano

13.744 3.75 11 17.505

10.452 294 3 10.749

Estimativas e Políticas Contábeis Criticas A discussão a seguir descreve as áreas que requerem um julgamento maior ou envolvem um grau maior de complexidade na aplicação das políticas contábeis que atualmente afetam nossa condição financeira ou resultados das operações. As estimativas contábeis que fazemos nestes contextos exigem que façamos suposições sobre assuntos que são altamente incertos. Em cada caso, se tivéssemos feito outras estimativas, ou se ocorrerem mudanças nas estimativas de tempos em tempos, nossa condição financeira e os resultados das operações poderiam ser substancialmente afetados. A discussão engloba somente as estimativas que consideramos mais importantes com base no grau de incerteza e probabilidade de um impacto material se usássemos uma estimativa diferente. Existem diversas outras áreas em que usamos estimativas sobre assuntos incertos, mas o efeito provável de estimativas alteradas ou diferentes não é material para nossa apresentação financeira.

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Reservas de Petróleo e Gás As avaliações das reservas de petróleo e gás são importantes para a administração efetiva dos ativos de exploração e produção. Elas são usadas para tomar decisões sobre investimentos sobre as propriedades de petróleo e gás. As quantidades das reservas de petróleo e gás também são usadas como base de cálculo das taxas de unidade de produção para depreciação e avaliação de perda com ativos. As reservas de petróleo e gás são divididas entre reservas provadas e não-provadas. As reservas provadas são quantidades estimadas de petróleo, gás natural e gás natural líquido que são demonstradas com certeza razoável em dados geológicos e de engenharia a ser recuperáveis em exercícios futuros de reservas conhecidas em condições econômicas operacionais existentes, como exemplo, preços e custos na data em que a estimativa é feita. As reservas não provadas são aquelas cuja certeza de recuperabilidade não é razoável e são classificadas como prováveis ou possíveis. As reservas possíveis são aquelas que possuem uma probabilidade maior de serem recuperadas. As reservas possíveis são aquelas com uma probabilidade menor de serem recuperadas do que as reservas prováveis A estimativa das reservas provadas é um processo contínuo que leva em consideração as informações de engenharia e geológicas, tais como registros de poços, dados de pressão e dados de amostras de fluido. As reservas provadas também podem ser divididas em duas categorias: desenvolvidas e não-desenvolvidas. As reservas provadas desenvolvidas são aquelas que se espera recuperar de poços existentes incluindo armazenagem em rede ou quando os custos necessários para colocá-las em produção são relativamente baixos. Para as reservas provadas não desenvolvidas, são necessários investimentos significativos, incluindo novos poços e instalação de estruturas de produção ou transporte. Adotamos o método de “esforços bem-sucedidos” para contabilizar nossas atividades de Exploração e Produção. De acordo com este método, os custos são acumulados em bases campo-a-campo com certos dispêndios exploratórios e poços pioneiros secos sendo registrados como despesas conforme são incorridos. Os poços pioneiros que encontram petróleo e gás em uma área que requer um dispêndio de capital maior antes que a produção possa começar são avaliados anualmente a fim de se verificar se as quantidades comerciais das reservas foram encontradas ou se há ainda trabalho exploratório a ser feito ou planejado em um cronograma razoável para o ciclo de desenvolvimento da Petrobras e em relação aos requisitos de tempo da ANP. Os custos com poços pioneiros que não atenderem a nenhum destes critérios são cobrados como despesas. Os custos de poços produtivos e poços secos de desenvolvimento são capitalizados e amortizados pelo método de unidade de produção porque ele fornece uma contabilização mais precisa do sucesso ou da falha de nossas atividades de Exploração e Produção. Impacto das Reservas de Petróleo e Gás na Depreciação e Exaustão O cálculo da depreciação e exaustão da unidade de produção é uma estimativa contábil crítica que mede a depreciação e exaustão dos ativos de exploração e produção. É a razão entre (i) os volumes reais produzidos e (ii) o total das reservas provadas desenvolvidas (aquelas reservas provadas recuperáveis através de poços existentes com equipamentos existentes e métodos operacionais) aplicado (iii) aos custo do ativo. As reservas provadas não-desenvolvidas são consideradas na amortização dos custos de aquisição de propriedade arrendada. Os volumes produzidos e o custo do ativo são conhecidos e enquanto as reservas provadas desenvolvidas tiverem alta probabilidade de recuperabilidade, eles são baseados em estimativas que são sujeitas a alguma variabilidade. Esta variabilidade pode resultar em revisões para maior ou para menor das reservas provadas em campos existentes, conforme outras informações sejam disponibilizadas através de pesquisa e produção. Em consequência destas revisões, aumentamos nossas reservas provadas em 1.646,1 milhões de boe em 2009, 162,7 milhões de boe em 2008 e 762,9 milhões de boe em 2007. Impacto nas Reservas de Petróleo e Gás e Preços no Teste de Perdas com Ativos Em 31 de dezembro de 2009, nosso ativo imobilizado, líquido de exaustão acumulada, totalizou U.S.$136 bilhões. Uma parte substancial deste valor consistia em propriedades produtoras de petróleo e gás. Estas propriedades foram revisadas em relação com a perda com ativos sempre que certos eventos ou mudanças nas circunstâncias indicavam que os valores contábeis talvez não pudessem ser recuperados. Estimamos os fluxos de caixa futuros e descontados das propriedades afetadas para julgar a recuperabilidade dos valores contábeis. Em geral, as análises são baseadas nas reservas provadas, exceto nos casos em que haja a probabilidade de que outras

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reservas não provadas sejam desenvolvidas e contribuam para os fluxos de caixa no futuro; o percentual das probabilidades que incluímos nos fluxos de caixa não excede nossas proporções de sucesso passado no desenvolvimento de reservas prováveis. Realizamos análises de valorização de ativos em bases contínuas como parte de nosso programa de gestão. Estas análises monitoram o desempenho dos ativos contra os objetivos da empresa. Elas também nos auxiliam a revisar se os valores contábeis de qualquer um de nossos ativos que poderão não ser recuperados. Além de estimar as reservas de petróleo e gás na condução destas análises, também é necessário estimar os preços futuros do petróleo e do gás. Em geral, não visualizamos os preços baixos temporários do petróleo como um fato que possa acionar a realização de testes de perda com ativos. Os mercados de petróleo e gás natural possuem um histórico de alta volatilidade de preços. Apesar de os preços terem caído, os preços do setor ao longo do tempo continuarão a ser conduzidos pelo fornecimento do mercado e fundamentos de demanda. Desse modo, qualquer teste de perda com ativos que façamos utilizará nossas estimativas de preço a longo prazo para os mercados de petróleo e gás natural. Estas são as mesmas estimativas de preço usadas em nossos processos de planejamento e orçamento e em nossas decisões de investimento de capital, e são consideradas apropriadas, estimativas conservadoras fornecidas por indicadores de mercado e experiências passadas. Preços futuros muito baixos para o petróleo e gás poderiam levar a perda com ativos no futuro se tais quedas fossem consideradas como indicativo de tendências de longo prazo. Além disso, mudanças significativas na expectativa da curva de produção, descontos e/ou produção exigida e custos altos poderiam afetar a análise de perda com ativos. Apesar de tais incertezas serem inerentes a este processo de estimativa, o valor de custos com perda com ativos nos últimos anos foi pequeno em relação ao valor total das propriedades produtoras de petróleo e gás: U.S.319 milhões em 2009, U.S.$519 milhões em 2008 e U.S.$271 milhões em 2007. Com base em nossa experiência, acreditamos que a variabilidade futura nas estimativas terá um impacto pequeno tanto nos ativos quanto nas despesas. Benefícios de Plano de Pensão e de Aposentadoria A determinação das despesas e obrigações relativas aos nossos benefícios de planos de pensão e aposentadoria envolve o uso e o julgamento na determinação das estimativas atuariais. Elas incluem as estimativas de futuras mortes, retiradas, mudanças nas taxas de remuneração e desconto a fim de refletir o valor temporal do dinheiro, assim como a taxa de retorno dos ativos do plano. Estas estimativas são revisadas pelo menos anualmente e podem diferir de forma material dos resultados reais devido a condições econômicas e mudanças no mercado, eventos normativos, regras judiciais, taxas de retira maiores ou menores ou longevidade maior ou menor dos participantes. Contabilizamos nossos Benefícios de Planos de Pensão e Aposentadoria e Outros Benefícios de acordo com o Tópico de 715 de Codificação. Estas normas exigem que reconheçamos a posição a maior ou a menor dos fundos de cada um de nossos planos de pensão ou de aposentadoria definidos como um ativo ou passivo e que reflitam as mudanças na posição dos fundos através da “Receita geral acumulada,” como um componente separado do patrimônio líquido . De acordo com os requisitos do Tópico 715 de Codificação, a taxa de desconto deve se basear no valor presente para o pagamento da obrigação de pensão. O uso dos preceitos do Tópico 715 de Codificação no Brasil, que está sujeito à inflação de tempos em tempos, cria certos assuntos uma vez que a capacidade da companhia de pagar uma obrigação de pensão em um determinado ponto no futuro pode não existir porque talvez não existam instrumentos financeiros de longo prazo de variação adequada. Apesar de o mercado brasileiro ter demonstrado sinais de estabilidade nas taxas de juros do mercado, as taxas de juros podem ser instáveis. Adotamos a tabela de mortalidade relativa a estimativas atuariais de nossos planos de pensão e de saúde no Brasil, que refletem as mudanças em relação ao perfil dos empregados, aposentados e pensionistas, com base nas tabelas de longevidade, idade de invalidez e mortalidade. O aumento progressivo na longevidade tem impacto direto no volume de compromissos e obrigações estimados e provisionados no plano e em nossas obrigações dentro da rubrica “Obrigações de benefícios de planos

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de pensão e aposentadoria– Pensão” e em nosso patrimônio líquido na rubrica “Ajustes de reservas de benefícios de pensão e aposentadoria, líquidos de impostos—custo da pensão.” “Ajustes de reservas de benefícios de pensão e aposentadoria, líquidos de impostos—custo da pensão” são valores calculados como sendo a diferença entre os ajustes previstos do valor líquido das obrigações para as estimativas atuariais e as variações que efetivamente ocorreram durante o período. Estes valores devem ser amortizados e registrados nos resultados de exercícios fiscais subseqüentes ao longo da expectativa de vida média dos membros do plano de pensão. Consulte a Nota 16 de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Em 2008, começamos a contabilizar as despesas com benefícios pagos a empregados para participantes inativos como parte das despesas operacionais em vez de despesas não-operacionais. Esta reclassificação não teve efeito em nossa receita líquida consolidada, a não ser a divulgação em nossa demonstração do resultado consolidado. Litígios, Autuações Fiscais e Outras Contingências Foram movidas ações de valores substanciais contra nós ao longo do curso normal de nossos negócios. Às vezes, fomos acusados de derrames e liberações de derivados e produtos químicos de nossos ativos operacionais. De acordo com a orientação fornecida pelo U.S. GAAP, provisionamos estes custos quando há a possibilidade de um passivo que possa ser incorrido e quando estimativas razoáveis do passivo possam ser feitas. Em 31 de dezembro de 2009, tínhamos provisionado U.S.$500 milhões em contingências com litígios. Um julgamento dos nossos executivos é necessário a fim de atender a tais diretrizes o que incluiu a Discussão da Administração com nossos advogados, levando em consideração todos os fatos e circunstâncias relevantes. Acreditamos que os pagamentos exigidos para quitar os valores relativos a estas ações, no caso de perda, não irão variar significativamente das nossas estimativas de custos e, desse modo, não terão um efeito material negativo em nossas operações ou fluxos de caixa. Em períodos passados, a diferença entre o pagamento real e o valor provisionado, em relação às contingências, foram insignificantes, com nenhum impacto material nas demonstrações do resultado no período de pagamento. Nos últimos cinco anos, nossos pagamentos anuais de contingências relativas a ações movidas contra nós, a empresa controladora, alcançou uma média de U.S.$364 milhões ao ano. Obrigações de Retirada de Ativos e Recuperações Ambientais Em diversos contratos, permissões e regulamentos, temos diversas obrigações materiais legais de remoção de equipamentos e restauração de terrenos ou fundo do mar ao final das operações em locais de produção. Nossas obrigações mais significativas de remoção de ativos envolvem a remoção e descarte das instalações offshore de produção de petróleo e gás em todo o mundo. Provisionamos os custos descontados estimados para a desmontagem e remoção destas instalações no momento da instalação dos ativos. Também estimamos os custos de futuras limpezas ambientais e recuperações com base nas informações atuais sobre custos e planos esperados para recuperação. O valor agregado dos custos estimados em uma base descontada para a provisão para retirada de ativos e restauração ambiental em 1º de dezembro de 2009 foi de U.S.$2.812 milhões. A estimativa dos custos para retirada e remoção de ativos e de recuperação ambiental exige a realização de cálculos complexos que necessariamente envolvem um julgamento significativo uma vez que nossas obrigações ocorrerão no futuro, os contratos e regulamentações possuem descrições vagas das práticas de remoção e restauração e certos critérios terão que ser atendidos quando os casos de remoção e restauração realmente ocorrerem e as tecnologias e custos de remoção de ativos constantemente mudam, juntamente com as considerações políticas, ambientais, de segurança e relações públicas. Consequentemente, o tempo e os valores dos fluxos de caixa futuros estão sujeitos a incertezas significativas. Entretanto, devido ao valor significativo de tempo para a data de retirada, quaisquer modificações nas especificações tecnológicas, exigências legais ou outros assuntos, teriam um efeito material adverso em qualquer período de apresentação do relatório. Em 2009, revisamos nossos custos estimados em relação a abandono de poços e desmobilização de áreas de produção de petróleo e gás, considerando as novas informações sobre data de abandono esperado e estimativas de custo revisadas para abandono. As mudanças nas obrigações de retirada de ativos estimadas foram principalmente relacionadas à declaração de novos poços como economicamente viáveis, certas alterações nas estimativas de custos para abandono fornecidas por joint-ventures. Um resumo das mudanças anuais nas

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provisões de abandono é apresentado na Nota 9(a) de nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas, em 31 de dezembro de 2009. Operações com Derivativos O Tópico 815 de Codificação exige o reconhecimento de todos os derivativos como ativos ou passivos no balanço patrimonial e a medição destes instrumentos a valor justo. O registro das operações com derivativos exige o julgamento para chegarmos a estimativas de registro de valores justos de mercado, que são usados com base de reconhecimento dos instrumentos de derivativos nas demonstrações financeiras. Tais medições podem depender do uso de preços futuros estimados, taxas de juros de longo prazo e índices de inflação e se torna complexo quando o instrumento que está sendo avaliado não possui contrapartes com características similares sendo negociadas no mercado ativo. No curso de nossos negócios, firmamos contratos para atender à definição de derivativos de acordo com o Tópico 815 de Codificação, sendo que alguns deles não mereciam ser contabilizados como hedge. Para a maioria destes contratos, as estimativas envolvidas nos cálculos do valor justo de tais instrumentos de derivativos não foram considerados como tendo um impacto material em nossa posição financeira se tivéssemos usado estimativas diferentes, uma vez que a maioria de nossos instrumentos de derivativos são tradicionalmente negociados em mercados de balcão com vencimentos a curto prazo. Impacto nas Novas Normas Contábeis O BR GAAP está em Processo de Adoção dos Princípios da IFRS Publicada em 2007, a Lei No. 11.638/07 alterou a Lei das S.A.s brasileira a fim de permitir que BR GAAP pudesse convergir com as normas da Internacional Financial Reporting Standards, ou IFRS, conforme emitido pelo Internacional Accounting Standards Board, ou IASB. A transição do BR GAAP para IFRS está sendo feita gradualmente conforme os pronunciamentos contábeis oficiais são emitidos. As demonstrações financeiras preparadas de acordo com o BR GAAP para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 foram impactadas pelos novos pronunciamentos. Consequentemente, a base de cálculo dos dividendos e participações nos lucros para nossos empregados também foi afetada. Nossas demonstrações financeiras preparadas de acordo com U.S. GAAP não foram afetadas pela Lei No. 11.638/07 a não ser os dividendos a pagar e as participações nos lucros a pagar a nossos empregados, que são baseados na receita líquida calculada de acordo com BR GAAP. Nossas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de março de 2010, em Reais, foram preparadas de acordo com o IFRS. Não esperamos parar de declarar em U.S. GAAP para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Em 2008, a Medida Provisória No. 449/08 foi publicada para criar um regime fiscal de transição permitiu mudanças no BR GAAP trazidas pela Lei No. 11.638/07 para que fique neutro até que seja promulgada uma legislação que regulamente os efeitos fiscais dos novos princípios contábeis. A adoção do regime fiscal de transição foi opcional para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 e obrigatória a partir do exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Os efeitos fiscais temporários causados pela adoção deste regime fiscal de transição serão relatados em nossas demonstrações financeiras como impostos de renda diferidos. Codificação O Financial Accounting Standards Board (FASB) publicou a Accounting Standards Update (ASU) No. 200901 em junho de 2009. A ASU, também publicada como FASB Statement of Financial Accounting Standards (SFAS) No. 168, “The FASB Accounting Standards Codification and the Hierarchy of Generally Accepted Accounting Principles” (Codificação das Normas Contábeis) é aplicável às demonstrações financeiras emitidas após 15 de setembro de 2009. A ASU 2009-01 exige que a Codificação das Normas Contábeis do FASB se torne a única fonte dos princípios contábeis geralmente aceitos nos EUA reconhecida pelo FASB para entidades não-governamentais. A Codificação das Normas Contábeis foi criada para simplificar o acesso do usuário a todos os GAAP’s oficiais reconhecendo os pronunciamentos de GAAP em praticamente 90 tópicos contábeis dentro de uma estrutura consistente. Todas as normas de nível (a)-(d) do US GAAP anteriores, emitidas por algum órgão normativo serão substituídas. O nível (a)-(d) do US GAAP se refere à hierarquia contábil anterior. Toda a outra literatura contábil que não estiver incluída na Codificação das Normas Contábeis é não-oficial. De acordo com esta declaração, o FASB não emitirá novas regras no formulário relativos a Statements, FASB Staff Position, ou Emerging Issues Task

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Force. Em vez disso, emitirá as atualizações das normas contábeis (Accounting Standards Updates). O FASB não considerará as atualizações das normas contábeis como oficiais por si só. Adotamos a Codificação das Normas Contábeis a partir de 1o. de julho de 2009. SFAS No. 157 A partir de 1o. de janeiro de 2009, implementamos o SFAS No 157, “Fair Value Measurements” para ativos não-financeiros e passivos não-financeiros medidos a valor justo, exceto para aqueles reconhecidos ou divulgados recorrentemente (pelo menos anualmente). Esta norma foi codificado no tópico 820 do ASC “Fair Value Measurement and Disclosures”. Não houve impacto em nossas demonstrações financeiras consolidadas com a implantação deste Tópico para os ativos e passivos não financeiros, além de divulgações adicionais que foram incorporadas à Nota 21 de nossas demonstrações financeiras consolidadas. SFAS No. 141-R Em dezembro de 2007, o FASB publicou o SFAS 141-R, que foi subsequentemente alterado pelo FASB Staff Position (FSP) FAS 141 (R)-1 em abril de 2009. O SFAS 141-R se aplicará a todas as combinações de negócios com data de aquisição em ou após 1º. de janeiro de 2009. Esta norma foi codificada no Tópico 805 do FASB ASC, “Business Combination”. Esta norma requer que a entidade compradora em uma combinação de negócios reconheça os ativos adquiridos, as obrigações assumidas, e qualquer outra participação não controladora na empresa adquirida na data de aquisição a serem medidos a seus respectivos valores justos. O Tópico 805 altera o tratamento contábil para os seguintes itens: custos relativos a aquisição e custos de reestruturação são geralmente registrados como despesas quando incorridos; pesquisa e desenvolvimento em processo a serem registrados a valor justo como ativo intangível de vida útil indefinida na data de aquisição; mudanças nas provisões para avaliação de ativo de imposto diferido e incertezas de imposto de renda após a aquisição a ser geralmente reconhecida como despesas com imposto de renda. O Tópico 805 também inclui também inclui um número substancial de novas exigências de divulgação. Não houve impacto em nossas demonstrações financeiras consolidadas com a implantação deste Tópico. SFAS No. 160 Em dezembro de 2007, o FASB emitiu o FASB No. 160, que estabelece novas regras contábeis e de reporte para participações não controladoras em uma subsidiária e para a desconsolidação de uma subsidiária. Esta norma foi codificada no Tópico 810, “Consolidation”. O Tópico 810 foi implantado em 1º de janeiro de 2009. Como resultado desta implantação, reclassificamos em 31 de dezembro de 2009, as participações não controladoras (participações minoritárias) no valor de U.S.$1.362 milhões como investimentos nas demonstrações financeiras consolidadas e a receita líquida no valor de U.S.$1.319 milhões atribuível a participações não-controladas foi incluída na receita líquida consolidada na demonstração dos resultados em face às demonstrações do resultado. FASB Staff Position (FSP) No. 132(R)-1 Em dezembro de 2008, o FASB publicou o (FSP) No. 132(R)-1, que alterou o SFAS 132(R) e foi codificado no Tópico 715 do FASB ASC “Compensation—Retirement Benefits”. Esta orientação fornece diretrizes para as divulgações de empregadores sobre ativos de planos do plano de pensão ou outro plano de aposentadoria. Esta norma requer a divulgação de: (a) Políticas e Estratégias de Investimentos; (b) Categorias dos Ativos de Planos; (c) Medidas de Valor Justo de Ativos de Planos; e (d) Concentrações Significativas de Risco. A partir de 31 de dezembro de 2009, adotamos esta norma. Não houve impacto em nossas demonstrações financeiras consolidadas com a implantação deste Tópico para os ativos e passivos não financeiros, além de divulgações adicionais que foram incorporadas à Nota 16 (b) de nossas demonstrações financeiras consolidadas. SFAS No. 165 A partir de 1o. de abril de 2009, adotamos o SFAS 165, “Subsequent Events.” Esta norma foi codificada no Tópico 855 do FASB ASC, “Subsequent Events”. O tópico 855 estabelece as normas gerais de contabilidade e divulgação de eventos que ocorrerem após a data do balanço mas antes de as demonstrações financeiras serem emitidas ou se tornarem disponíveis para emissão. O tópico 855 não alterou de forma significativa nossa prática atual anteriormente fornecida na literatura de auditoria, exceto quando introduz o conceito de demonstrações financeiras disponíveis para emissão. Ela exige a divulgação da data em que a entidade avaliar os eventos

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subsequentes e a base desta data, ou seja, se esta data representa a data em que as demonstrações financeiras forma emitidas ou disponibilizadas para emissão. Espera-se que esta norma não cause mudanças significativas nos eventos subsequentes reportados pela Companhia. Consulte a Nota 2 de nossas demonstrações financeiras consolidadas, para obter o Tópico 855 relativo à divulgação para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. ASU 2009-16 O FASB publicou a ASU 2009-16 em dezembro de 2009. Esta norma remove o conceito de Qualificação de Entidade para Fins Especiais (“Qualifying Special Purpose Entity -“QSPE”) e a ressalva para a consolidação de QSPE e fornece esclarecimentos sobre as exigências de transferências de ativos financeiros qualificados para contabilização de venda. A ASU 2009-16 se tornou eficaz para nós a partir de 1º de janeiro de 2010, e não esperamos que cause impacto material em nossos resultados das operações, posição financeira ou liquidez. ASU 2009-17 O FASB publicou o ASU 2009-17 em dezembro de 2009. Esta norma entrou em vigor para nós a partir de 1º de janeiro de 2010. O ASU 2009-17 exige que a empresa avalie qualitativamente se é o principal beneficiário de uma entidade de participação variável (“variable-interest entity” - VIE), e, se for, a VIE deverá ser consolidada. Além disso, esta norma exige avaliações contínuas sobre a empresa ser o principal beneficiário de uma VIE. O ASU 2009-17 entrou em vigor para nós a partir de janeiro de 2010, e espera-se que não causará impacto material em nossos resultados das operações, posição financeira ou liquidez. Estimativas e divulgação de reservas de petróleo e gás O Financial Accounting Standards Board (FASB) publicou a Accounting Standards Update (ASU) No. 201003 em janeiro de 2010. O objetivo da alteração incluída neste ASU é alinhar os requisitos de estimativas e divulgação de reservas de petróleo e gás das Atividades de Extração – Petróleo e Gás (Tópico 932) com as novas exigências da regra final da SEC, Modernização dos Requisitos de Reporte de Petróleo e Gás. As principais cláusulas da ASU No. 2010-03 incluem: • • A expansão da definição das atividades de produção de petróleo e gás para incluir reservas não tradicionais, tal como betume. A alteração da definição de reservas provadas de petróleo e gás a fim de indicar se as entidades devem usar os preços médios pelo período de 12 meses (a partir do primeiro dia de cada mês), em vez do preço de fim de exercício quando for estimar se as quantidades de reservas são econômicas para produção. Exigência de que as divulgações sobre os investimentos pelo método de equivalência patrimonial seja no mesmo nível exigido para os investimentos consolidados. Modificação da definição de área geográfica para divulgação das estimativas de reservas e produção. Permissão do uso de novas tecnologias confiáveis para estabelecer certeza razoável das reservas provadas.

• • •

Conforme exigido pela ASU No. 2010-03, a Petrobras adotou os novos padrões contábeis a partir de 31 de dezembro de 2009. A adoção destes requisitos não impactam de forma significativa nossas reservas relatadas ou nossas demonstrações financeiras consolidadas. Pesquisa e Desenvolvimento Estamos profundamente comprometidos com a pesquisa e o desenvolvimento como um meio de estender nossa busca por novas fronteiras de produção e alcançar melhorias contínuas em nossas operações. Temos um histórico de sucesso no desenvolvimento e implantação de tecnologias inovadoras, incluindo os meios de perfuração, completação e produção de poços em águas profundas. Somos um dos maiores investidores em pesquisa e desenvolvimento dentre as grandes companhias de petróleo do mundo e gastamos uma parcela grande

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de nossas receitas em pesquisa e desenvolvimento. Em 2009, nós gastamos U.S.$ 681 milhões em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a 0,7% de nossas receitas operacionais. Em 2008, nós gastamos U.S.$ 941 milhões em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a 0,8% de nossas receitas operacionais líquidas. Em 2007, gastamos US$ 881 milhões em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a 1,0% de nossas receitas operacionais líquidas. Nosso estatuto exige que pelo menos 0,5% de nosso capital social integralizado seja reservado para despesas com pesquisa e desenvolvimento. Nossas atividades de pesquisa e desenvolvimento focam em três áreas estratégicas: • Expansão de nossos negócios atuais por meio de: (a) descoberta de novas fronteiras exploratórias; (b) melhoria de nossos métodos atuais de recuperação de petróleo; (c) desenvolvimento de sistemas e equipamentos de produção em águas ultra profundas, novos ou aprimorados; (d) desenvolvimento de reservas de pré-sal; (e) desenvolvimento e implantação de tecnologias para maximizar a produção de destilados médios em nossas refinarias; (f) desenvolvimento e melhoria dos processos e produtos petroquímicos; e (g) desenvolvimento de sistemas de transporte de gás offshore; Fornecimento de um mix de produtos compatíveis com as demandas de energia no futuro por meio da adaptação de nossos processos de refino para utilizar óleos vegetais e por meio de desenvolvimento de processos de produção de biocombustível de segunda geração, que utilize biomassa residual como matéria prima; e Garantia de que nossas atividades são ambientalmente sustentáveis. Nosso objetivo é melhorar nossos recursos de gerenciamento de água, CO2 e eficiência de energia por toda a cadeia de valor.

No período de três exercícios findo em 31 de dezembro de 2009, nossas operações com pesquisa e desenvolvimento receberam 45 patentes no Brasil e 109 no exterior. Nosso portfólio de patente cobre todas as nossas áreas de atividades. Operamos um centro dedicado a pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro, Brasil, desde 1966. Em 31 de dezembro de 2009, tínhamos 2.093 empregados trabalhando neste centro. Também conduzimos pesquisa e desenvolvimento através de projetos de pesquisa em conjunto com universidades e outros centros de pesquisa no Brasil e no exterior e participamos em parcerias para troca e assistência tecnológica com outras companhias de petróleo e gás. A PifCo não conduz atividades pesquisa e desenvolvimento. Tendências Planejamos expandir todos os segmentos de operações em nossos mercados alvo de acordo com nosso Plano de Negócios de 2009-2013. Para atender a esta meta, planejamos o total de investimento no valor de U.S.$174,4 bilhões entre 2009-2013. Deste total, 59% ficam no segmento de exploração e produção, em que investimentos constantes em exploração e desenvolvimento são necessários para explorar novos recursos descobertos e compensar os declínios naturais na produção dos campos existentes, conforme eles amadurecem. Com base nos nossos projetos de desenvolvimento, definimos um alvo de aumento de produção de 8,1% anualmente para o período de 2009 a 2013, enquanto substituímos nossas reservas através de crescimento orgânico. Nosso Plano de Negócios de 2010 a 2014 está atualmente sendo revisado por nossa diretoria executiva. Entretanto, em 19 de março de 2010, nossa diretoria já nos orientou sobre o período de 2010-2014, autorizando um total de investimentos que varia de U.S.$200 a U.S.$220 bilhões para o período. O preço que realizamos para o petróleo que produzimos é determinado pelos preços do petróleo internacional, apesar de geralmente vendermos nosso petróleo a um desconto para os preços do Brent e West Texas Intermediate (WTI) porque é mais pesado e desse modo seu refino é mais caro. Em 2009, os preços internacionais do petróleo se recuperaram das quedas de 2008, principalmente devido a três fatores: (i) queda nos resultados da OPEP, que diminuiu a produção de petróleo a fim de atender à demanda reduzida devido à crise econômica mundial; (ii) melhoria no cenário econômico, com uma visão geral de que ocorreria uma recuperação

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em 2010; (iii) riscos geopolíticos internacionais, incluindo os conflitos civis na Nigéria e as preocupações com o programa nuclear do Irã, que alavancaram uma pressão nos preços. No final de 2009, os preços do petróleo variavam entre U.S.$70/barril e U.S.$85/barril. O cenário econômico continuará sendo determinante para os movimentos no preço do petróleo no próximo período. De acordo com a International Energy Agency (IEA Agência Internacional de Energia), o ritmo da recuperação econômica determinará a velocidade da trajetória de crescimento da demanda. Uma recuperação acelerada juntamente com uma resposta de fornecimento lenta poderá resultar em alta dos preços a médio prazo. Por outro lado, se as expectativas não forem atendidas, especialmente as relativas a economias não pertencentes à OECD, os preços do petróleo poderão cair para baixo 2 da variação de mercado atual. Para o período entre 2009 e 2013, planejamos continuar focando no aumento de nossa carga processada e nossa capacidade de refinar petróleo mais pesado. Durante 2009, as margens brutas variaram entre 26,5 e 7,3 por cento refletindo a flutuação nos preços internacionais. As margens futuras de refino dependerão da utilização da capacidade nas indústrias de refino brasileiras e dos respectivos preços e volumes de petróleo leve e pesado que são produzidos e que podem ser processados. Em nosso Plano de Negócios de 2009-2013, nossa relação dívida/patrimônio líquida deve permanecer dentro da variação de 25-35% até 2013, com base em nossa taxa de câmbio média estimada de R$2,02 para US$ 1,00. De acordo com as diretrizes fornecidas pela diretoria em 19 de março de 2010, nossa relação dívida/patrimônio líquida, nosso índice de dívida líquida para o período 2010-2014 estará limitada a 35% e nosso índice dívida/EBITDA líquida a 2.5:1.

Item 6.

Diretores, Alta Administração e Empregados

Diretores e Alta Administração Conselheiros da Petrobras Nosso Conselho de Administração é composto por, no mínimo, cinco e, no máximo, nove membros, e é responsável pelo estabelecimento de nossas políticas comerciais em geral, entre outras coisas. Os membros do Conselho de Administração são eleitos na assembléia geral ordinária de acionistas. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, os acionistas que representam, no mínimo, 10% do capital social com direito a voto da sociedade têm o direito de exigir que seja adotado um procedimento de voto cumulativo para conferir a cada ação ordinária tantos votos quantos forem os membros do conselho, e para conferir a cada ação ordinária o direito de votar cumulativamente apenas em um candidato ou de distribuir seus votos entre diversos candidatos. Além disso, nosso estatuto social permite que (i) os acionistas preferenciais minoritários que detenham, em conjunto, no mínimo 10% do capital social total (excluindo os acionistas controladores) elejam e retirem um membro de nosso conselho de administração; e (ii) os acionistas ordinários minoritários elejam um membro de nosso conselho de administração se um número maior de diretores não for eleito por esses acionistas minoritários por meio do procedimento de voto cumulativo. Nosso estatuto social prevê que, independentemente dos direitos acima conferidos aos acionistas minoritários, o governo federal brasileiro terá sempre o direito de eleger a maioria dos nossos diretores, independentemente de seu número. Além disso, de acordo com a Lei 10.683, datada de 28 de maio de 2003, um dos membros do conselho eleito pelo governo federal brasileiro deverá ser indicado pelo Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão. O mandato máximo para um conselheiro é de um ano, sendo permitida a reeleição. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, os acionistas poderão destituir qualquer conselheiro do cargo a qualquer tempo, por justa causa ou não, em uma assembléia geral extraordinária de
2

Fonte: IEA World Energy Outlo 2008

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acionistas. Após a eleição de membros do conselho de acordo com o procedimento de voto cumulativo, a destituição de qualquer membro do conselho por uma assembléia geral extraordinária resultará na destituição de todos os outros membros, após o quê devem ser realizadas novas eleições. Atualmente nós temos nove diretores. A tabela abaixo estabelece determinadas informações a respeito destes diretores:
Nome Data de Nascimento Cargo Presidente Expiração do Mandato Atual Abril de 2011 Endereço Comercial Esplanada dos Ministérios – Bloco P 5º andar Brasília – DF Cep 70.048-900 Avenida República do Chile, no. 65 23º andar Rio de Janeiro – RJ Cep 20.031-912 Avenida República do Chile, no. 65 24º andar Rio de Janeiro – RJ Cep 20.031-912 Alameda Carolina, no. 594 Itú—SP Cep 13.306-410 Av. Juscelino Kubitschek, no. 2.235 27º andar Vila Olímpia São Paulo – SP Cep 04543-011 Av. Farrapos, no. 1.811 Porto Alegre – RS Cep 90.220-005 Av. República do Chile, no. 100 19º andar Rio de Janeiro – RJ Cep 20.031-917 Praia de Botafogo, no. 190 12º andar Rio de Janeiro– RJ Cep 22.250-900 Esplanada dos Ministérios – Bloco U Sala 807 Brasília – DF Cep 70.065-900

Guido Mantega(1) ...................................... 07 de abril de 1949

J.S. Gabrielli de Azevedo(1) ........................ de outubro de 03 1949

Conselheiro

Abril de 2011

Silas Rondeau Cavalcante Silva(1) .............. 5 de dezembro 1 de 1952

Conselheiro

Abril de 2011

Francisco Roberto de Albuquerque(1)........ 17 de maio de 1937 Fabio Colletti Barbosa(2) ............................ de outubro de 03 1954

Conselheiro

Abril de 2011 Abril de 2011

Conselheiro

Jorge Gerdau Johannpeter(3)..................... 8 de dezembro 0 de 1936 Luciano Galvão Coutinho(1) ......................29 de setembro de 1946

Conselheiro

Abril de 2011 Abril de 2011

Conselheiro

Sergio Franklin Quintella(1)........................ 21 de fevereiro de 1935

Conselheiro

Abril de 2011

Márcio Pereira Zimmermann(1)................. 1º. de julho de 1956

Conselheiro

Abril de 2011

(1) (2) (3)

Nomeado pelo acionista controlador. Nomeado pelos acionistas ordinários minoritários. Nomeado pelos acionistas preferenciais minoritários.

Guido Mantega—Sr. Mantega é Presidente do Conselho de Administração desde 19 de março de 2010 após ter sido membro deste conselho desde 03 de abril de 2006. Ele é também membro do conselho de administração da Petrobras Distribuidora S.A.—BR. O Sr. Mantega foi indicado como membro do Comitê de Remuneração e Sucessão de nosso conselho de administração em 15 de outubro de 2007. O Sr. Mantega foi Ministro da Fazenda desde 28 de março de 2006, e foi presidente dos Governadores de Bancos Centrais e Ministros da Fazenda do Grupo dos 20 (G-20) em 2008. Ele é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social—CDES, um órgão consultivo do governo brasileiro. O Sr. Mantega também já foi Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil e presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social—BNDES. Ele graduou-se em economia pela Escola de Economia, Administração e Contabilidade—FEA da Universidade de São Paulo—USP em 1971 e é Ph.D em sociologia do desenvolvimento pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas—FFLCH da USP, e concluiu especialização no Institute of Development Studies—IDS da University of Sussex, Inglaterra em 1977.

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J.S. Gabrielli de Azevedo— O Sr. Gabrielli é membro de nosso Conselho de Administração desde 22 de julho de 2005 e é membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR, Petrobras Biocombustível, Transpetro, Gaspetro e Petroquisa. Ele foi nosso Diretor Financeiro de janeiro de 2003 a julho de 2005 e é nosso Presidente desde 22 de julho de 2005. O Sr. Gabrielli é Ph.D em Economia pela Universidade de Boston (1987). Ele é Professor Titular de Economia licenciado da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Silas Rondeau Cavalcante Silva— Sr. Silva é membro de nosso Conselho de Administração desde 3 de abril de 2006 e é também membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. O Sr. Silva foi Ministro das Minas e Energia do Brasil de julho de 2005 a maio de 2007 presidente das Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobrás, de maio de 2004 a julho de 2005. O Sr. Silva trabalhou como consultor da RV2 Consultoria e Assessoria. Ele agora trabalha para o Instituto de Desenvolvimento de Estudos e Projetos Econômicos Ltda.— IDEPE e SGR Consultoria Empresarial Ltda.. O Sr. Silva é engenheiro elétrico formado pela Universidade Federal de Pernambuco e possui diploma de especialização em engenharia de linhas de transmissão da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Francisco Roberto de Albuquerque— Sr. de Albuquerque é membro de nosso Conselho de Administração desde 2 de abril de 2007 e é também membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. É membro do Comitê de Auditoria e do Comitê de Remuneração e Sucessão de nosso Conselho de Administração desde 13 de abril de 2007 e 15 de outubro de 2007, respectivamente. Ele possui diploma de bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, Rio de Janeiro (1958) e de Economia pela Universidade de São Paulo (1968), diploma de mestrado em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1969) e é Ph.D em Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro (1977). Fabio Colletti Barbosa— O Sr. Barbosa é membro do nosso Conselho Administrativo desde 3 de janeiro de 2003 e é também conselheiro da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. Ele é Presidente do Comitê de Auditoria de nosso Conselho de Administração desde 17 de junho de 2005. Ele é Presidente do Grupo Santander Brasil desde agosto de 2008. O Sr. Barbosa também é Presidente do Conselho de Administração e da Diretoria da Federação Brasileira das Associações de Bancos (FEBRABAN). O Sr. Barbosa graduou-se em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – São Paulo (1976) e obteve seu diploma MBA no Institute for Management and Development – em Lausanne/Suíça (1979). Jorge Gerdau Johannpeter— O Sr. Johannpeter é membro de nosso Conselho de Administração desde 19 de outubro de 2001 e também é membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. Ele é membro do Comitê de Remuneração e Sucessão de nosso Conselho de Administração desde 15 de outubro de 2007. O Sr. Johannpeter é Presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau e é membro do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS. Ele também participa do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social—CDES e da World Steel Association, onde é membro do Comitê Executivo. O Sr. Johannpeter está envolvido no setor sem fins lucrativos do Brasil como presidente do conselho do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade no Rio Grande do Sul (PGQP), líder do Movimento Brasil Competitivo – MBC, membro do Conselho deliberativo da Parceiros Voluntários e coordenador da Ação Empresarial. O Sr. Johannpeter é Bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, em 1961. Luciano Coutinho—O Sr. Coutinho é membro do nosso Conselho de Administração desde 4 de abril de 2008 e é também membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. Ele é Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 27 de abril de 2007. Além disso, o Sr. Coutinho é membro do conselho de administração da Vale S.A., membro do Comitê Curador para a Fundação Nacional da Qualidade – FNQ – e representante do BNDES junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico—FNDCT O Sr. Coutinho é Ph.D. em economia pela Universidade de Cornell, e tem diploma de mestrado em economia pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (USP), e é bacharel em economia pela USP. Sergio Franklin Quintella— O Sr. Quintella é membro do nosso Conselho de Administração desde 8 de abril de 2009, e é também membro do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S.A.—BR. Ele é membro do Comitê de Auditoria de nosso Conselho de Administração desde 13 de novembro de 2009. Ele é vice-

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presidente da Fundação Getúlio Vargas—FGV. Foi membro do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social—BNDES de 1975 a 1980, membro do Conselho Monetário Nacional de 1985 a 1990, e presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro de 1993 a 2005. O Sr. Quintella é graduado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro—PUC-Rio, em engenharia econômica pela Escola Nacional de Engenharia e em economia pela Faculdade de Economia do Rio de Janeiro. Ele também possui diploma de mestrado em administração pela IPSOA, na Itália, e é graduado do Programa de Administração Avançada da Harvard Business School. O Sr. Quintella atualmente é membro do conselho da PUC-Rio. Márcio Pereira Zimmermann—O Sr. Zimmermann é membro de nosso conselho de administração desde 22 de março de 2010 e também é membro do conselho de administração da Petrobras Distribuidora S.A. – BR. Ele é Presidente do Comitê de Remuneração e Sucessão do nosso conselho de administração desde 29 de abril de 2010. O Sr. Zimmermann é o atual Ministro de Minas e Energia, e ele ocupou anteriormente o cargo de Secretário Executivo e Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético no Ministério de Minas e Energia. O Sr. Zimmermann também é o Presidente do conselho de administração das Centrais Elétricas Brasileiras—Eletrobrás. Ele é membro do Conselho Nacional de Política Energética – CNPE desde fevereiro de 2009. O Sr. Zimmermann é bacharel em engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC-RS, com pósgraduação em engenharia de sistemas elétricos pela Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI, e com mestrado em engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio. Diretores da PifCo A PifCo é administrada por um conselho de administração, compreendendo três membros, e por seus diretores executivos. O conselho de administração é responsável por elaborar as contas do término do exercício da PifCo, convocar assembléias de acionistas e revisar e monitorar seu desempenho financeiro e estratégia. Embora não seja exigido pelo estatuto social da PifCo, é política da PifCo que o Presidente e todos os seus diretores executivos sejam funcionários da Petrobras. Os diretores da PifCo têm mandato indefinido e podem ser destituídos com ou sem justa causa. A tabela a seguir estabelece determinadas informações sobre o conselho de administração da PifCo:
Nome Daniel Lima de Oliveira............................................ Marcos Antonio Silva Menezes ............................... José Raimundo Brandão Pereira.............................. Data de Nascimento 29 de dezembro de 1951 24 de março de 1952 27 de outubro de 1956 Cargo Presidente Conselheiro Conselheiro Ano da Nomeação 2005 2003 2008

Daniel Lima de Oliveira— O Sr. Lima de Oliveira é Presidente do Conselho de Administração e Presidente (CEO) da PifCo e Gerente Executivo de Finanças Corporativas da Petrobras desde 1º de setembro de 2005. De janeiro de 2003 a setembro de 2005, O Sr. Lima foi conselheiro da Petrobras International Braspetro BV (PIB BV) e da Braspetro Oil Services Company – BRASOIL - e de setembro de 2005 a abril de 2006, era membro do Conselho de Administração da REFAP S/A. O Sr. Lima de Oliveira graduou-se em engenharia mecânica pela Faculdade de Engenharia Industrial de São José dos Campos em 1975. Marcos Antonio Silva Menezes— O Sr. Menezes é conselheiro da PifCo desde 2003 e Gerente Executivo de Contabilidade da Petrobras desde 1998. Atualmente, o Sr. Menezes é membro do Conselho Fiscal e do Comitê de Auditoria da Braskem S.A., e é Presidente do Conselho Fiscal do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – IBP e da Organização Nacional das Indústrias de Petróleo – ONIP desde 1998 e 1999, respectivamente. O Sr. Menezes graduou-se em contabilidade e em administração de empresas pela Faculdade Moraes Júnior, no Rio de Janeiro, fez pós-graduação em administração financeira pela Fundação Getúlio Vargas e concluiu um programa de administração avançado (PGA) na Fundação Dom Cabral/INSEAD – França. José Raimundo Brandão Pereira— O Sr. Pereira é conselheiro da PifCo e atua como Gerente Executiva de Marketing e Comercialização da PifCo desde junho de 2008. O Sr. também é conselheiro da Petrobras International Braspetro BV (PIB BV) desde setembro de 2008 e é membro do conselho de administração da PESA

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desde março de 2009. O Sr. Pereira é graduado em engenharia civil pela Universidade Estadual do Maranhão em 1979. Diretores Executivos da Petrobras Nossa Diretoria Executiva, composta por um presidente e até seis diretores executivos, é responsável por nossa administração cotidiana. De acordo com o nosso estatuto social, o conselho de administração elege os diretores executivos, incluindo o Presidente. O Presidente é escolhido entre os membros do conselho de administração. Todos os diretores executivos são brasileiros e residem no Brasil. De acordo com nosso estatuto social, a eleição de diretores pelo conselho de administração deve levar em consideração sua qualificação pessoal, conhecimento e especialização em suas respectivas áreas. O mandato máximo dos diretores executivos é de três anos, sendo permitida a reeleição. O conselho de administração poderá destituir qualquer conselheiro executivo do cargo a qualquer momento, com ou sem justa causa. Seis dos atuais diretores executivos são gerentes, engenheiros ou técnicos experientes de carreira da Petrobras. A tabela a seguir estabelece determinadas informações a respeito de nossos diretores executivos:
Nome J.S. Gabrielli de Azevedo............................... Almir Guilherme Barbassa............................ Renato de Souza Duque ............................... Guilherme de Oliveira Estrella...................... Paulo Roberto Costa..................................... María das Graças Silva Foster....................... Jorge Luiz Zelada .......................................... Data de nascimento 3 de outubro de 1949 19 de maio de 1947 29 de setembro de 1955 18 de abril de 1942 1 de janeiro de 1954 26 de agosto de 1953 20 de janeiro de 1957 Presidente Diretor Financeiro de Relações com Investidores Diretor de Serviços Diretor de Exploração e Produção Diretor de Abastecimento Diretor de Gás e Energia Diretor Internacional Cargo Mandato atual Abril 2011 Abril 2011 Abril 2011 Abril 2011 Abril 2011 Abril 2011 Abril 2011

J. S. Gabrielli de Azevedo— O Sr. Gabrielli é nosso Presidente e membro de nosso Conselho de Administração desde 22 de julho de 2005. Para obter informações biográficas sobre o Sr. Gabrielli, consulte “— Diretores da Petrobras.” Almir Guilherme Barbassa—O Sr. Barbassa é nosso Diretor Financeiro e de Relações com Investidores desde 22 de julho de 2005. O Sr. Barbassa foi admitido na Petrobras em 1974 e trabalhou em diversos cargos financeiros e de planejamento, tanto no Brasil quanto no exterior. O Sr. Barbassa atuou como gerente de tesouraria e financeiro corporativo da Petrobras e, também, atuou diversas vezes como gerente financeiro e presidente de subsidiárias da Petrobras que conduzem atividades financeiras internacionais. Além disso, foi professor de economia na Universidade Católica de Petrópolis e das Faculdades Integradas Bennett de 1973 a 1979. O Sr. Barbassa possui título de mestre em economia pela Fundação Getúlio Vargas. Renato de Souza Duque— O Sr. Duque é o nosso Diretor de Serviços desde 31 de janeiro de 2003. Atualmente, o Sr. Duque é membro do Conselho de Administração da Petrobras Gás S.A. – GASPETRO e Presidente da Petrobras Negócios Eletrônicos S.A. O Sr. Duque é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal Fluminense e obteve o diploma de MBA da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Guilherme de Oliveira Estrella— O Sr. Guilherme Estrella é nosso Diretor de Exploração e Produção desde 2003. É Presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis desde 2003. O Sr. Estrella formou-se em 1964 pela Faculdade de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paulo Roberto Costa— O Sr. Costa é o nosso Diretor de Abastecimento desde 14 de maio de 2004. Ele é graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná desde 1976. O Sr. Costa entrou na Petrobras em 1977 e trabalhou por um longo período em nossas atividades de exploração e produção. Maria das Graças Silva Foster— A Sra. Maria das Graças Silva Foster é nossa Diretora de Gás e Energia desde 21 de setembro de 2007. Ela é formada em engenharia química pela Universidade Federal Fluminense e tem

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diploma de mestrado em engenharia nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e MBA em economia pela Fundação Getúlio Vargas. Jorge Luiz Zelada— O Sr. Zelada é nosso Diretor Internacional desde 3 de março de 2008. O Sr. Zelada formou-se em engenharia elétrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1979. Possui diploma MBA do IBMEC/ Rio de Janeiro de 2000. Diretores Executivos da PifCo Todos os atuais diretores executivos são gerentes experientes da Petrobras, alguns deles já atuaram nos conselhos de administração de empresas subsidiárias da Petrobras e em escritórios de representação no exterior. Os diretores executivos trabalham como uma diretoria e são responsáveis pelo gerenciamento cotidiano da PifCo. O mandato dos diretores executivos é por tempo indefinido e eles podem ser destituídos por justa causa, ou não. A tabela a seguir apresenta certas informações relativas aos diretores executivos da PifCo:
Nome Daniel Lima de Oliveira....................................................... Guilherme Pontes Galvão França ....................................... Sérvio Túlio da Rosa Tinoco................................................ Mariângela Monteiro Tizatto ............................................. Nilton Antônio de Almeida Maia ........................................ Gerson Luiz Gonçalves........................................................ Juarez Vaz Wasserten......................................................... Data de nascimento 29 de dezembro de 1951 18 de janeiro de 1959 21 de junho de 1955 9 de agosto de 1960 21 de junho de 1957 29 de setembro de 1953 26 de agosto de 1954 Cargo Presidente Diretor Comercial Diretor Financeiro Diretor de Contabilidade Diretor Jurídico Diretor de Auditoria Diretor de Negócios Ano da Nomeação 2009 2005 2005 1998 2000 2000 2009

Daniel Lima de Oliveira— O Sr. Lima é Presidente do Conselho e Presidente da PifCo e Gerente Executivo de Finanças Corporativas da Petrobras desde 1º de setembro de 2005. Para obter informações biográficas sobre o Sr. Lima de Oliveira, consultar “— Diretores da PifCo”. Guilherme Pontes Galvão França— O Sr. França atua como diretor comercial da PifCo desde 1º de outubro de 2005. O Sr. França se formou em engenharia química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1981. Sérvio Túlio da Rosa Tinoco— O Sr. Tinoco tornou-se diretor financeiro da PifCo em 1º de setembro de 2005. O Sr. Tinoco é formado em economia pela Universidade Oswaldo Cruz, São Paulo (1978) e obteve um MBA da Fundação Getúlio Vargas, São Paulo (1983), parcialmente concluído com um ano no Institut Supérieur des Affaires – ISA/HEC, França. Mariângela Monteiro Tizatto— A Sra. Tizatto é Diretora de Contabilidade da PifCo desde 1998 e é Gerente Geral de Contabilidade Corporativa da Petrobras desde 1999. A Sra. Tizatto é formada em contabilidade pela Universidade Cândido Mendes e obteve o MBA da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela é membro do Conselho Fiscal da Petrobras Distribuidora S.A. – BR desde 2006 e membro da Comissão de Auditoria e Normas Contábeis da Associação Brasileira das Companhias Abertas – ABRASCA desde 1995. Nilton Antonio de Almeida Maia—O Sr. Maia atua como Diretor Jurídico da PifCo desde 19 de abril de 2000. O Sr. Maia atualmente também atua como Advogado Geral da Petrobras. Ele possui pós-graduação em direito, com especializações em energia e direito tributário pela Universidade Cândido Mendes e Universidade Estácio de Sá. Gerson Luiz Gonçalves— O Sr. Gonçalves atua como Diretor de Auditoria da PifCo desde 19 de abril de 2000 e Gerente Executivo de Auditoria Interna da Petrobras desde 1º de dezembro de 1994. O Sr. Gonçalves é membro do Instituto Brasileiro de Auditores Internos (AUDIBRA) e do Instituto Internacional de Auditores Internos

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(International Institute of Internal Auditors - IIA). Ele é bacharel em contabilidade pela Universidade de São Paulo, em 1975. Juarez Vaz Wassersten—O Sr. Wasserten é Diretor de Negócios da PifCo desde janeiro de 2009. O Sr. Wasserten é bacharel em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem mestrado em economia pela Universidade Candido Mendes. Remuneração Petrobras Em 2009, o valor total de remuneração que pagamos para todos os membros do conselho de administração e diretores executivos foi de aproximadamente U.S.$5 milhões. Além disso, os membros do conselho e da diretoria executiva recebem certos benefícios adicionais, geralmente fornecidos para os nossos funcionários e suas famílias, tais como assistência médica, pagamento de despesas educacionais e benefícios de previdência social complementar. Não celebramos contratos de trabalho com nossos diretores fornecendo benefícios quando da rescisão do emprego. Possuímos comitê de remuneração e sucessão na forma de comitê consultivo. Consulte “— Outros Comitês Consultivos”. PifCo Os diretores e diretores executivos da PifCo são pagos pela Petrobras por suas funções como funcionários da Petrobras, mas eles não recebem nenhum tipo de remuneração adicional, pensão ou outros benefícios da PifCo ou da Petrobras pelo exercício de suas funções como diretores ou diretores executivos da PifCo, conforme for o caso. Titularidade das Ações Petrobras Em 30 de abril de 2010, os membros de nosso conselho de administração, nossos diretores executivos, membros do nosso conselho fiscal e parentes próximos de suas famílias, como um grupo, detinham um total de 19.780 ações ordinárias e 54.416 ações preferenciais da nossa empresa. Conseqüentemente, em bases individuais e como um grupo, nossos diretores, diretores executivos, membros do nosso Conselho Fiscal e membros próximos de suas famílias detinham de forma beneficiária menos do que 1% de qualquer classe de nossas ações. As ações de propriedade dos nossos diretores, diretores executivos, membros do conselho fiscal e membros próximos de suas famílias têm o mesmo direito a voto que as ações do mesmo tipo e classe que são detidos por nossos outros acionistas. Nenhum dos diretores, diretores executivos, membros do conselho fiscal ou membros de suas famílias detêm quaisquer opções de compra de ações ordinárias ou ações preferenciais. A Petrobras não tem plano de opção de ações para seus diretores, diretores executivos ou funcionários. PifCo Em 31 de dezembro de 2009, o capital social da PifCo era composto por 300.050.000 ações com valor nominal de US$ 1,00 por ação. Todas as ações ordinárias emitidas e em circulação da PifCo são detidas por nós. Conselho Fiscal Estabelecemos um conselho fiscal permanente, em conformidade com as disposições aplicáveis da Lei das Sociedades Anônimas, composto por até cinco membros. Conforme exigido pela Lei das Sociedades Anônimas, o nosso Conselho Fiscal é independente da nossa administração e dos nossos auditores externos. As responsabilidades do Conselho Fiscal incluem, entre outros: (i) monitoramento das atividades da administração e (ii) revisão do nosso relatório anual e demonstrações financeiras. Os membros e respectivos suplentes são eleitos

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pelos acionistas na assembléia geral ordinária. Os detentores de ações preferenciais sem direito de voto e os acionistas ordinários minoritários têm, cada um, o direito, como uma classe, de eleger um membro e respectivo suplente para o conselho fiscal. O Governo Federal tem o direito de nomear a maioria dos membros do conselho fiscal e seus suplentes. Um desses membros e seu respectivo suplente são nomeados pelo Ministério da Fazenda representando o Tesouro Nacional. Os membros do Conselho Fiscal são eleitos em nossa assembléia geral ordinária de acionistas para exercer um mandato de um ano, sendo permitida a reeleição. A tabela a seguir relaciona os atuais membros do Conselho Fiscal:
Ano da Primeira Nomeação 2005 2008 2003 2003 2003

Nome Marcus Pereira Aucélio .................................................................................................................................................. César Acosta Rech .......................................................................................................................................................... Túlio Luiz Zamin.............................................................................................................................................................. Nelson Rocha Augusto ................................................................................................................................................... Maria Lúcia de Oliveira Falcón........................................................................................................................................

A tabela a seguir relaciona os membros suplentes do Conselho Fiscal:
Ano da Primeira Nomeação 2010 2008 2002 2003 2002

Nome Paulo Fontoura Valle ....................................................................................................................................................... Ricardo de Paula Monteiro.............................................................................................................................................. Edson Freitas de Oliveira ................................................................................................................................................. Maria Auxiliadora Alves da Silva...................................................................................................................................... Celso Barreto Neto ..........................................................................................................................................................

Comitê de Auditoria da Petrobras Temos um comitê de auditoria que assessora nosso conselho de administração, composto exclusivamente por membros do nosso conselho de administração. Em 17 de junho de 2005, nosso Conselho de Administração aprovou a criação de nosso Comitê de Auditoria para cumprir as exigências de comitê de auditoria da Lei Sarbanes-Oxley de 2002 e a Regra 10A-3 da Lei de Mercados de Capitais de 1934. O Comitê de Auditoria é responsável por, entre outras coisas: • • fazer recomendações ao nosso Conselho de Administração com relação à nomeação, remuneração e conservação de nosso auditor independente; ajudar nosso conselho de administração com a análise de nossas demonstrações financeiras e eficácia de nossos controles internos quanto à prestação de relatórios financeiros em consulta com os auditores internos e independentes; auxiliar na resolução de conflitos entre a administração e o auditor independente no que se refere às nossas demonstrações financeiras; conduzir uma revisão anual das transações de partes relacionadas que compreendam membros com participação de nosso conselho de administração e diretores executivos e empresas que empregam quaisquer uma destas pessoas, assim como quaisquer outras transações materiais com partes relacionadas; e

• •

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estabelecimento de procedimentos para a recepção, retenção e tratamento de reclamações referentes a questões contábeis, controle interno e auditoria, incluindo procedimentos para apresentação confidencial e anônima, por parte dos funcionários, de receios a respeito de assuntos contábeis ou de auditoria questionáveis.

Em 16 de dezembro de 2005, o estatuto de nosso comitê de auditoria foi alterado para atender às exigências de comitê de auditoria da Lei Sarbanes-Oxley de 2002 e a Norma 10A-3 da Lei de Mercado de Capitais de 1934, incluindo a incorporação dos poderes estabelecidos acima. Nosso Comitê de Auditoria normalmente é composto por três membros. Os membros atuais de nosso Comitê de Auditoria são os Diretores Fabio Colletti Barbosa, Francisco Roberto de Albuquerque e Sergio Franklin Quintella. Todos os membros de nosso Comitê de Auditoria são independentes, conforme definido em 17 CFR 240.10A-3. Outros Comitês Consultivos Implantamos mais dois comitês consultivos em 2007: o Comitê de Remuneração e Sucessão e o Comitê de Meio Ambiente . E, também em 2007, formalizamos uma relação entre a Comissão de Governança Corporativa e um Comitê de Gestão da Petrobras, a fim de estudar e refinar nossas práticas de governança corporativa. Ouvidor (Ombudsman) da Petrobras A Ouvidoria Geral da Petrobras é parte oficial de nossa estrutura corporativa desde outubro de 2005, quando se tornou diretamente vinculada ao Conselho de Administração. A Ouvidoria Geral é o canal oficial para receber e responder às denúncias e informações relacionadas a possíveis irregularidades na contabilidade, controles internos e auditoria. A Ouvidoria Geral se reporta diretamente ao Comitê de Auditoria e garante o anonimato dos informantes. Em dezembro de 2007, o Conselho de Administração aprovou as Políticas e as Diretrizes dos Ouvidores da Petrobras, o que representou um passo importante no alinhamento das práticas do Ouvidor Geral com aquelas dos demais ouvidores no sistema, contribuindo para melhorar a governança corporativa. Comitês Consultivos da PifCo A PifCo não possui nenhum comitê de seu conselho de administração. Funcionários e Vínculos Empregatícios Atraímos e retemos funcionários valiosos oferecendo uma remuneração e benefícios competitivos, promoções baseadas em mérito e um plano de participação nos lucros. De acordo com a legislação brasileira, o pagamento total da participação nos lucros a empregados está limitado a 25% do valor dos dividendos propostos para o exercício. Nós aumentamos a quantidade de funcionários em 2009 devido ao crescimento de nossos negócios. A tabela abaixo apresenta nosso número de funcionários dos últimos três anos:
2009 Funcionários da Petrobras: Controladora ............................................................................................................ Subsidiárias .............................................................................................................. Exterior..................................................................................................................... Total Grupo Petrobras.............................................................................................. Controladora por Nível: Nível Médio .............................................................................................................. Nível Superior........................................................................................................... Funcionários Marítimos............................................................................................ Total Controladora ................................................................................................... 55.802 13.150 7.967 76.919 Em 31 de dezembro de 2008 55.199 12.266 6.775 74.240 2007 50.207 11.941 6.783 68.931

35.741 19.317 744 55.802

35.490 18.868 841 55.199

33.114 16.234 859 50.207

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2009 Controladora por Região: Sudeste do Brasil ...................................................................................................... Nordeste do Brasil.................................................................................................... Outros locais ............................................................................................................ Total Controladora ................................................................................................... 38.509 13.821 3.472 55.802

Em 31 de dezembro de 2008 38.188 13.641 3.370 55.199

2007 34.910 12.243 3.054 50.207

A tabela abaixo estabelece as principais despesas relacionadas a nossos empregados dos três últimos anos:
Salários............................................................................................................ Treinamento de Funcionários ......................................................................... Distribuições de Participação nos Lucros ........................................................ 2009 2008 2007 (Em milhões de dólares americanos) 5.115,2 4.957,8 3.625,7 132,2 232,5 198,4 748,7 732,2 519,7

Não enfrentamos nenhuma greve desde 1995 e consideramos boas as nossas relações com os nossos funcionários e com os sindicatos que representam os nossos funcionários. Quarenta e seis porcento dos funcionários são membros do Sindicato Nacional de Petroleiros e 45% dos nossos funcionários marítimos pertencem ao Sindicato de Marítimos. Todo ano, negociamos acordos coletivos com cada sindicato. Nosso acordo com o Sindicato Nacional dos Petroleiros possui dois componentes: uma cláusula econômica, em vigor até 31 de agosto de 2010, e uma cláusula social, em vigor até 31 de agosto de 2011. Neste acordo, os funcionários tiveram um aumento de custo de vida de 4,36%, que reflete um aumento da inflação naquele período, conforme medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, um aumento de 7,81% na escala de remuneração mínima, e um pagamento único de 100% do valor do salário mensal. Assinamos um acordo coletivo com o Sindicato de Marítimos em 24 de março de 2010. Este acordo também possui dois componentes: uma cláusula econômica, em vigor até 31 de outubro de 2010 e uma cláusula social, em vigor até 31 de outubro de 2011. Plano de Aposentadoria e de Saúde Nós patrocinamos um plano de aposentadoria com benefício contributivo definido conhecido como Petros, que cobre 96,2% de nossos funcionários. O principal objetivo da Petros é complementar os benefícios da previdência social de nossos funcionários. Os funcionários que participam do plano fazem contribuições obrigatórias mensais. Nossa política de provisão de recursos histórica consiste em fazer contribuições anuais para o plano no valor determinado por avaliações atuariais. As contribuições se destinam a oferecer não apenas os benefícios atribuídos a serviços prestados até o presente momento, como também aqueles que se espera auferir no futuro. A tabela a seguir mostra os benefícios pagos, as contribuições realizadas e os passivos em aberto da Petros para os exercícios de 2009, 2008 e 2007:
2009 2008 2007 (Em milhões de dólares americanos) 911 932 835 350 286 282 4.788 2.054 5.042

Total de benefícios pagos...................................................................................... Total de contribuições........................................................................................... Passivo Petros (1) .................................................................................................. (1)

O valor atuarial excedente de nossa obrigação de fornecer benefícios futuros sobre o valor justo dos ativos do plano usados para satisfazer essa obrigação. O aumento deste passive em 2009 resultou principalmente da mudança na taxa de desconta de 7,7% ao ano em 2008 para 6,6% ao ano em 2009. Consulte a Nota Explicativa 16(f) às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2009.

Em 9 de agosto de 2002, o plano Petros interrompeu a admissão de novos participantes e desde 2003 estamos envolvidos em negociações complexas com os representantes do Sindicato Nacional de Petroleiros para discutir os déficits do plano e desenvolver um plano de aposentadoria complementar. Já fomos envolvidos em processos judiciais devido ao Plano Petros. Em agosto de 2007, aprovamos novos regulamentos para Plano Petros e entramos em acordo com o Sindicato Nacional dos Petroleiros e demais partes envolvidas, que irão cancelar os

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processos judiciais com relação ao Plano Petros. As principais mudanças introduzidas no Plano Petros incluem: (1) os aumentos de salário de funcionários ativos não serão mais repassados para funcionários aposentados, (2) os benefícios dos participantes do plano serão reajustados de acordo com o índice de inflação do IPCA e (3) eventuais reduções em aposentadorias oferecidas pelo plano governamental não serão mais complementadas pelo Plano Petros. Concordamos em pagar R$ 5,8 bilhões atualizados retroativamente a 31 de dezembro de 2006 pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) mais 6% ao ano, que serão pagos em parcelas semestrais com juros de 6% ao ano sobre o saldo pelos próximos 20 anos, conforme anteriormente acordado durante a renegociação. Em 1º de julho de 2007, implementamos o Plano Petros 2, uma contribuição variável ou plano de aposentadoria misto, para os funcionários que não tinham um plano de aposentadoria complementar. Uma parte deste plano com característica de benefícios definidos inclui cobertura de risco por morte e incapacidade, garantia de benefício mínimo e renda vitalícia, e os compromissos atuariais relacionados são registrados de acordo com o método da unidade de crédito projetada. A parte do plano com características de contribuição definida, marcada por formar uma reserva para a aposentadoria programada, é lançada no resultado do exercício conforme as contribuições são realizadas. Em 2009, a contribuição da Petrobras e suas subsidiárias para a parte de contribuição definida deste plano era de U.S.$327 milhões. As despesas e obrigações de benefícios relacionadas ao plano Petros 2 foram registradas de acordo com a ASC 715 “Compensation – Retirement Benefits”. Nós mantemos um plano de assistência médica (AMS), que oferece benefícios definidos e cobre todos os funcionários (ativos e inativos) juntamente com os seus dependentes. Administramos o plano, com a contribuição de valores fixos dos funcionários para cobrir os riscos principais e uma parte dos custos relacionados a outros tipos de cobertura em conformidade com a tabela de participação definida por determinados parâmetros, incluindo níveis salariais. O nosso compromisso relacionado aos benefícios futuros aos participantes do plano é calculado anualmente por um atuário independente, com base no método da União de Crédito Projetado. O plano de assistência médica não é financiado ou garantido de outra forma por ativos. Ao invés disso, efetuamos pagamentos de benefícios com base nos custos anuais incorridos pelos participantes do plano. Em 2009, a fim de aprimorar o gerenciamento de nosso plano de saúde, nossos controles internos e os serviços fornecidos a seus participantes, começamos um processo de recadastramento dos participantes no AMS, no esforço de compilar um banco de dados atualizado e confiável. Mais de 230.000 participantes foram recadastrados em 49 cidades, e o processo de recadastramento continua em 2010. Além disso, algumas das nossas subsidiárias consolidadas têm seus próprios planos de benefícios. PifCo Com exceção dos 50 funcionários da Petrobras Europe Limited, ou PEL, e os 38 funcionários da Petrobras Singapore Private Limited, ou PSPL, o quadro de funcionários da PifCo consiste unicamente de nossos funcionários e a PifCo depende de nós para oferecer todas as funções administrativas. Em maio de 2008, a PifCo e a Petrobras celebraram um contrato de partilha de custos e dispêndios referentes ao uso pela PifCo dos recursos administrativos da Petrobras. Item 7. Acionistas Principais e Transações de Partes Relacionadas

Principais Acionistas Petrobras Nosso capital social é composto de ações ordinárias e ações preferenciais, todas sem valor nominal. Em 30 de abril de 2010, havia 5.073.347.344 ações ordinárias em circulação e 3.700.729.396 ações preferenciais em circulação. Esses totais refletem o desdobramento dois por um das nossas ações ordinárias e preferenciais, que entrou em vigor no Brasil a partir de 28 de abril de 2008.

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Em 11 de maio de 2007, nossos acionistas aprovaram um desdobramento reverso quatro por dois. Como resultado do desdobramento de ações, a relação de nossas ações ordinárias e ações preferenciais para as ADRs mudou de duas ações para uma ADR. O desdobramento de ações e a mudança da relação da ADR entrou em vigor em 2 de julho de 2007. De acordo com a Lei das Sociedade Anônimas, e alterações, a quantidade de ações sem direito a voto de nossa empresa não pode ultrapassar 2/3 do total de ações. O governo brasileiro é obrigado por lei a deter, no mínimo, a maioria de nossas ações com direito a voto e, atualmente, detém 55,6% de nossas ações ordinárias, que são as nossas únicas ações com direito a voto. O governo brasileiro não possui qualquer direito de votação especial, exceto o direito de sempre eleger a maioria de nossos diretores, independente dos direitos que nossos acionistas minoritários possam ter para eleger diretores estabelecidos em nosso estatuto. A tabela a seguir mostra as informações referentes à titularidade de nossas ações ordinárias e ações preferenciais em 30 de abril de 2010, certas instituições do setor público e por nossos diretores e executivos, como um grupo. Não temos conhecimento de qualquer outro acionista que detenha 5% ou mais de nossas ações ordinárias.
Acionista Governo Brasileiro...................................... BNDES Participações S.A.—BNDESPar........ Outras empresas do setor público brasileiro ............................................... Todos os diretores e executivos como um Grupo (15 pessoas) ............................... Outros ........................................................ Total ........................................................... Ações Ordinárias 2.818.751.784 98.457.000 3.320.856 % 55,6 1,9 0,1 Ações Preferenciais — 574.047.344 1.474.628 % — 15,5 0,0 Total Ações 2.818.751.784 672.504.344 4.795.484 % 32,1 7,6 0,1

19.780 2.152.797.924 5.073.347.344

— 42,3 100,0

54.416 3.125.153.008 3.700.729.396

— 84,5 100,0

74.196 5.277.950.932 8.774.076.740

— 60,1 100,0

Em 30 de abril de 2010, aproximadamente 34.53% de nossas ações preferenciais, e aproximadamente 24.87% de nossas ações ordinárias eram detidas com registro nos Estados Unidos, quer diretamente ou sob a forma de American Depositary Shares. Em 30 de abril de 2010, tínhamos aproximadamente 638,969,563 detentores registrados de ações preferenciais ou American Depositary Shares representativas de ações preferenciais, e aproximadamente 631,108,410 portadores registrados de ações ordinárias ou American Depositary Shares representando as ações ordinárias nos Estados Unidos. A relação de nossas ADRs de ações ordinárias e preferenciais é de duas ações para uma ADR. Esta relação foi alterada pelo desdobramento reverso em vigor a partir de 2 de julho de 2007. PifCo Os diretores e gerentes da PifCo são pagos pela Petrobras, em relação às suas funções como empregados da Petrobras, mas não recebem qualquer remuneração, pensão ou outros benefícios adicionais da PifCo ou da Petrobras em relação às suas funções como diretores e gerentes da PifCo, conforme for o caso.

Transações da Petrobras com Partes Relacionadas Conselho de Administração As operações diretas com membros de nosso conselho de administração ou nossos diretores executivos requerem a aprovação do nosso conselho de administração. Nenhum dos membros de nosso conselho de administração, e devem seguir as condições de uma transação sem interesse e práticas de mercado que orientam as transações com terceiros. Nenhum dos membros de nosso conselho de administração, nossos diretores executivos ou membros de sua família imediata teve interesse direto em qualquer transação que efetuamos que seja, ou tenha sido incomum em sua natureza ou condições, ou significativa para nossa empresa durante o exercício em curso ou durante os três exercícios financeiros imediatamente anteriores, ou durante qualquer exercício financeiro prévio, que permaneça sob qualquer aspecto pendente ou não realizada. Além disso, não

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participamos de nenhuma operação com partes relacionadas que seja, ou tenha sido, incomum em sua natureza ou condições, durante o exercício financeiro em curso ou durante os três exercícios financeiros imediatamente anteriores, e nenhuma operação foi proposta que fosse significativa para nossos negócios. Não há empréstimos pendentes ou garantias para com os membros de nosso conselho de administração, nossos diretores executivos ou a qualquer membro próximos de suas famílias. Para obter uma descrição das ações detidas de forma beneficiária pelos membros de nosso conselho de administração e dos membros próximos de suas famílias, consulte o Item 6 “Diretores, Diretoria Sênior e Funcionários — Titularidade das Ações”.” O Governo Brasileiro Dedicamo-nos e esperamos continuar a nos dedicarmos a várias operações no curso normal dos negócios com o nosso acionista controlador, o governo brasileiro, e com outras empresas controladas por ele, inclusive financiamentos do BNDES e operações bancárias, de gestão de ativos ou outras operações com o Banco do Brasil S.A. As operações com o Banco do Brasil mencionadas acima tinham o saldo líquido negativo de U.S.$3.320 milhões em 31 de dezembro de 2009. Consulte a nota explicativa 23 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Em 31 de dezembro de 2009, tínhamos contas a receber (a Conta de Petróleo e Álcool) do governo brasileiro, nosso acionista controlador, de U.S.$469 milhões garantidas por uma conta de depósito bloqueado de U.S.$53 milhões. Consulte a nota explicativa 23 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Temos também depósitos vinculados feitos por nós, que servem como garantia para processos judiciais envolvendo o governo brasileiro. Até 31 de dezembro de 2009, esses depósitos totalizavam U.S.$983 milhões. Consulte a nota explicativa 23 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Além disso, segundo a legislação brasileira, só podemos investir em títulos emitidos pelo governo brasileiro no Brasil. Esta restrição não se aplica aos investimentos fora do Brasil. Em 31 de dezembro de 2009, o valor desses títulos do governo que foram diretamente adquiridos e mantidos conosco totalizou U.S.$2.519 milhões. Consulte a nota explicativa 23 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Para obter informações adicionais relacionadas às nossas principais operações financeiras com partes relacionadas, consulte a nota explicativa 23 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Transações da PifCo com Partes Relacionadas Por ser nossa subsidiaria integral a PifCo tem várias transações conosco e com demais empresas coligadas durante o curso ordinário dos negócios. A PifCo atua em compras de petróleo bruto e derivados de petróleo de fornecedores internacionais e os revende em dólares para nós a uma base de pagamento diferida, a um preço que inclui um ágio para compensar a PifCo por seus custos de financiamento. A PifCo também compra petróleo bruto e derivados de petróleo de nós para venda no exterior. Substancialmente todas as receitas da PifCo são geradas pelas operações que mantém conosco. Além disso, a PifCo compra e vende petróleo bruto e derivados de petróleo de e para terceiros e partes relacionadas, principalmente no exterior. Desde o início da PifCo, não há, nem foram propostas, operações relevantes com quaisquer diretores ou executivos da PifCo. Não há empréstimos concedidos pela PifCo a seus diretores e executivos.

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As operações da PifCo com partes relacionadas em 2009 e 2008 resultaram nos saldos abaixo:
31 de dezembro de 2009 31 de dezembro de 2008 Ativo Passivo Ativo Passivo (Em milhões de dólares americanos) Ativo Circulante: Contas a receber............................................................................ Títulos a receber (1)....................................................................... Títulos negociáveis ........................................................................ Pré-pagamento de exportação ...................................................... Outros ........................................................................................... Outros não-circulante: Títulos negociáveis ........................................................................ Títulos a receber............................................................................ Pré-pagamento de exportação ...................................................... Passivo Circulante: Contas a pagar fornecedores............................................................ Títulos a pagar (1)............................................................................. Outros .............................................................................................. Total ....................................................................................................... Circulante ............................................................................................... Longo Prazo............................................................................................ (1)

15.986 1.213 2.547 383 4 2.490 422 264

— — — — — — — —

24.155 1.152 2.599 416 2 2 412 331

— — — — — — — —

— — — 23.309 20.133 3.176

1.685 7.862 3 9.55 9.55 —

— — — 31.067 28.324 2.743

1.712 25.353 — 27.065 27.065 —

Os títulos da PifCo a receber da Petrobras e a pagar para a Petrobras pela maioria dos empréstimos apresenta taxa de juros de acordo com a LIBOR mais 3.0% ao ano.

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As principais transações da PifCo com partes relacionadas são as seguintes:
2009 Receita Vendas de petróleo bruto e derivados de petróleo e serviços Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras............................ Petrobras International Braspetro B.V. - PIB BV e suas subsidiárias...................................................... Downstream Participações S.A. e suas subsidiárias.............................................................. Outros........................................................................ Compras Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras............... Petrobras International Braspetro B.V. - PIB BV e suas subsidiárias...................................................... Downstream Participações S.A. e Suas subsidiárias ..................................................... Outros........................................................................ Despesas de venda, gerais e administrativas Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras............................ Petrobras International Braspetro B.V. - PIB BV e suas subsidiárias...................................................... Receita financeira Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras............................ Petrobras International Braspetro B.V. - PIB BV e suas subsidiárias...................................................... Downstream Participações S.A. e suas subsidiárias...................................................... Outros........................................................... Receita financeira Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras............................ Petrobras International Braspetro B.V. - PIB BV e suas subsidiárias...................................................... Outros........................................................... Total .................................................................. Exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 Despesa Receita Despesa Receita Despesa (Em milhões de dólares americanos)

10.139 3.401 2.080 109 — — — — — — 1.301 132 30 6 — — — 17.198

— — — — (9.176) (2.180) (515) (28) (135) (62) — — — — (937) (28) — (13.061)

19.040 2.023 2.709 26 — — — — — — 1.470 93 57 37 — — — 25.455

— — — — (11.660) (2.185) (586) — (294) (48) — — — — (1.319) (31) (3) (16.126)

12.231 704 1.744 — — — — — — — 997 401 16 286 — — — 16.379

— — — — (6.873) (892) (623) (487) (166) (16) — — — — (1.588) — — (10.645)

Item 8.

Informações Financeiras

Demonstrações Consolidadas da Petrobras e Outras Informações Financeiras Consulte o Item 18. “Demonstrações Financeiras" e "Índice das Demonstrações Financeiras.” Demonstrações Consolidadas da PifCo e Outras Informações Financeiras Consulte o Item 18. “Demonstrações Financeiras" e "Índice das Demonstrações Financeiras.”

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Processos Judiciais Petrobras Atualmente estamos sujeitos a diversos processos relacionados a reclamações civis, criminais, administrativas, ambientais, trabalhistas e fiscais. Vários litígios individuais descritos mais detalhadamente a seguir respondem por uma parcela significativa do valor total das reclamações contra nós. Nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas incluem apenas as provisões para perdas e despesas prováveis e razoavelmente estimadas que possamos incorrer com relação a processos em trâmite. Vide a Nota Explicativa 19 às nossas demonstrações financeiras consolidadas e auditadas. A tabela abaixo apresenta nossas provisões financeiras (1) registradas por tipo de reclamação:
Provisões em 31 de dezembro de 2009 2008 (Em milhões de dólares americanos) Ações trabalhistas ........................................................................................................................ Ações fiscais ................................................................................................................................. Ações civis .................................................................................................................................... Ações comerciais e outras contingências ..................................................................................... Total ............................................................................................................................................. (1) 71 94 272 63 500 50 81 220 28 379

Exclui provisões para contingências contratuais e lançamentos tributários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O valor total relativo às ações contra a Petrobras, empresa controladora, em 31 de dezembro de 2009, correspondiam a aproximadamente 28,9% do valor total de ações movidas contra nós e os valores pagos por nós em relação a ações judiciais contra a Petrobras nos últimos cinco anos foram, em média, de U.S.$364 milhões ao ano. Em 31 de dezembro de 2009, estimamos que o valor total das ações movidas contra nós, excluindo os litígios cuja natureza não seja monetária, ou litígios que não possam ser facilmente estimados no estágio atual dos processos, era de aproximadamente U.S.$28,4 bilhões. As ações mais significativas contra nós estão resumidas abaixo: Ações Civis Em 23 de novembro de 1992, a Porto Seguro Imóveis Ltda., acionista minoritária da Petroquisa, moveu uma ação contra nós (ação derivativa de acionista) alegando prejuízos sofridos em conseqüência da venda da participação acionária da Petroquisa em várias empresas do setor petroquímico incluídas no Programa Nacional de Desestatização. A autora da ação exige que nós, na qualidade de acionistas controladores da Petroquisa, sejamos obrigados a reintegrar os danos causados ao patrimônio da Petroquisa, desde a aprovação do preço mínimo de venda para as empresas privatizadas. Uma decisão inicial em 14 de janeiro de 1997 nos responsabilizou perante a Petroquisa pelos danos, em um valor equivalente a US$ 3.406 milhões. Além disso, fomos solicitados a pagar à autora 5% deste montante como ágio, bem como os honorários advocatícios de 20% sobre este valor. Em 2006, compramos todas as participações minoritárias da Petroquisa e, no momento, somos proprietários de 100,0% do seu capital social. Recorremos e conseguimos cancelar a sentença, mas uma sentença recursal subseqüente em 30 de março de 2004 exigiu que a Petrobras indenizasse a Petroquisa e a Porto Seguro em US$ 2.359 milhões e US$ 590 milhões, respectivamente (este último valor representando 5% e 20% de ágio e honorários advocatícios, respectivamente). Se essa sentença não for revertida, a indenização estimada para a Petroquisa, incluindo a correção monetária e os juros, seria de U.S.$9.204 milhões. Porém como a Petrobras possui 100% do capital da Petroquisa, não teríamos que pagar a quantia de U.S.$6.075 milhões. Deveremos também pagar U.S.$460 milhões à Porto Seguro e U.S.$1.841 milhões em honorários advocatícios se essa concessão não for revertida. Para obter outras informações sobre este processo, ver a nota explicativa 19(a) às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Em 1981, a Kallium Mineração S.A. moveu uma ação contra a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, pleiteando uma indenização de aproximadamente R$ 450 milhões relativos à rescisão

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antecipada de um contrato para a exploração de uma mina de sais de potássio no Sergipe. O CPRM cancelou o contrato quando o governo brasileiro, que tinha concedido anteriormente à CPRM o direito de desenvolver um projeto de exploração para a mina, cancelou a concessão para a CPRM e a transferiu para nossa ex-subsidiária, Petromisa. Como resultado, a CPRM moveu uma ação contra nós e o governo brasileiro como co-réus. Em 1999, apesar de negar a maioria das reclamações da Kallium, o tribunal nos condenou a pagar uma indenização à Kallium pelos custos de pesquisa e exploração, correspondendo a aproximadamente US$ 1 milhão. Nós e a Kallium recorremos da decisão e estamos aguardando uma sentença. O valor total das indenizações por danos que podem ser pagos estará sujeito a reajuste monetário e a juros a uma taxa de 6% calculada na data em que a ação foi movida. Diversas ações populares foram movidas contra a nossa empresa (ação popular), a Repsol-YPF e o governo brasileiro visando à anulação da operação de troca, em 2001, de alguns de nossos ativos operacionais no Brasil por alguns dos ativos operacionais da YPF, na Argentina. Os autores alegam que os ativos permutados não foram corretamente avaliados e que, portanto, a operação não atendeu aos melhores interesses de nossa empresa. Em 2002, o tribunal concedeu mandato de segurança aos autores, que foi posteriormente suspenso pelo Tribunal Superior de Justiça do Brasil. A ação foi julgada procedente a nosso favor e as outras partes entraram com um recurso. Estamos aguardando uma sentença final sobre o mérito da questão. Em 18 de janeiro de 2000, um duto que ligava um de nossos terminais a uma refinaria na Baía de Guanabara se rompeu, causando o derramamento de aproximadamente 341.000 galões de petróleo bruto na Baía de Guanabara. Atuamos para controlar o vazamento em um esforço para impedir que o óleo ameaçasse outras áreas. Como resultado desse derramamento, diversas ações individuais por danos foram movidas por pescadores do Estado do Rio de Janeiro, reivindicando indenizações em um valor total de aproximadamente R$ 52 milhões. Além disso, a Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação contra nós reivindicando uma indenização de aproximadamente R$ 537 milhões. Em 2002, o juiz designado para o caso determinou que as indenizações por danos eram devidas, mas não no valor reivindicado. Ambas as partes recorreram da sentença e, em 2002, o Tribunal de Recursos do Estado do Rio de Janeiro negou o recurso impetrado pela autora e indeferiu a demanda com relação a todos os pescadores que já haviam liquidado suas demandas contra nós ou que já houvessem movido ações individuais contra nós e também com relação a determinados outros pescadores. Outros agravos de instrumento de ambos os lados apresentados em 2003, ao STJ e ao STF, respectivamente, foram recusados. Em 2 de fevereiro de 2007, o juiz que decidiu o caso publicou uma decisão rejeitando a decisão do tribunal de recursos e aceitando em parte o relatório do perito judicial que definiu o período no qual os peixes da Baía de Guanabara seriam afetados pelo derramamento. Uma vez que o valor dos danos de cada pescador afetado é o mesmo, essa decisão resultou em um valor agregado de danos equivalente a R$ 1.102 milhão até dezembro de 2005 (sem juros nem correção monetária depois dessa data). Recorreremos dessa decisão e nosso recurso foi negado em julho de 2007. Um recurso interposto pela Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro foi aceito e, em conseqüência, a quantidade de pescadores com direito a receber indenização por danos aumentou de 12.000 para 20.000. Nós apelamos de ambas estas decisões ao STJ. Em novembro de 2009, o STJ acatou nosso recurso de anulação da sentença do juiz que inicialmente ouviu o caso. Estamos aguardando uma nova decisão para determinar se o caso continuará no STJ ou se será devolvido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para outro julgamento. Para obter mais informações sobre este caso, consulte a Nota 19(a) às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas de 31 de dezembro de 2009. Ações Fiscais Em 18 de julho de 2007, fomos notificados de uma nova resolução da ANP que exigia o pagamento de taxas de participação extras ao governo retroativas a 1998. Esta resolução, que anulou a resolução anterior do órgão. Determinava que deveríamos realizar um pagamento adicional no valor aproximado de R$400 milhões (U.S.$230 milhões) em taxas de participação especiais devidas ao governo pelo campo de Marlim. Em 2007, questionamos, por meio de ações, o novo método usado pela ANP para calcular esta taxa de participação especial. A decisão em primeira instância foi favorável à ANP, e esta decisão foi mantida no Tribunal Regional Federal em 30 de setembro de 2009. Posteriormente, a Petrobras apelou para os tribunais superiores em Brasília.

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Em 23 de outubro de 2009, nós, a ANP e o Estado do Rio de Janeiro firmamos um acordo par solucionar a disputa fora dos tribunais. O valor devido à ANP pela participação especial retroativa do campo Marlim foi fixado em R$2.065 milhões (U.S.$1.034 milhão) em 30 de setembro de 2009, a ser pago em oito prestações mensais consecutivas reajustadas pela taxa SELIC. Já realizamos três pagamentos de parcelas em 2009, e o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009 era de R$1.322 milhões (U.S.$759 milhões). Este pagamento resolverá definitivamente toda e qualquer ação administrativo relativa a este assunto. Fomos notificados pela Receita Federal relativa ao pagamento de imposto de renda retido na fonte (IRRF) que eles alegam que não foram pagos por nós. As notificações se referiam aos pagamentos que fizemos para a compra de petróleo importado e ao afretamento de embarcações do tipo plataforma móvel. No dia 8 de maio de 2008, nós interpomos uma ação com relação a uma das duas notificações fiscais relacionadas aos pagamentos de afretamento, e o tribunal concedeu a tutela antecipada suspendendo o imposto de renda retido na fonte até a sentença final. Em 31 de dezembro de 2009, o valor total desses tributos correspondia a aproximadamente R$5.256 milhões (aproximadamente U.S.$3.019 milhões). Contestamos todas estas quatro cobranças e elas estão pendentes de recurso no nível administrativo. Se for necessário, moveremos uma ação na esfera judicial federal. Vendemos nafta importada para a produção de matérias-primas petroquímicas em vez de produzir gasolina ou diesel. Em 2006, a Secretaria da Receita Federal lavrou um auto de infração contra nós com relação ao pagamento do CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), um imposto sobre consumo aplicado à venda e importação de petróleo, derivados e gás natural, alegando que não provamos que a nafta não foi usada para produzir gasolina ou diesel. Como fornecemos evidências de que a nafta foi usada apenas em atividades petroquímicas, acreditamos que essas importações não sejam tributáveis. A cobrança está sendo analisada e continuaremos a apelar no nível administrativo federal e por fim no nível judicial federal, se for necessário. Em 31 de dezembro de 2009, a exposição máxima da Petrobras neste caso, incluindo a consolidação monetária, foi de R$1.915 milhões (U.S.$1.100 milhões). A Petrobras foi obrigada a vender seus produtos para distribuidores de combustíveis sem a aplicação do CIDE (um imposto por transação) devido a uma decisão judicial obtida pelos distribuidores contra o governo federal brasileiro. A decisão judicial foi revogada e, em 2007, o governo brasileiro entrou com um processo administrativo contra nós para recuperar os CIDEs não pagos. Interpomos um recurso no nível administrativo à luz da primeira decisão administrativa desfavorável. Em 31 de dezembro de 2009, a exposição máxima da Petrobras da Petrobras neste caso, incluindo atualização monetária era R$1.149 milhões (U.S.$660 milhões).

Ações Ambientais No período de 2005 a 2009, tivemos vários acidentes, com os seguintes volumes de vazamento de óleo em cada ano: 67.102 galões em 2009, 115.179 galões em 2008, 101.970 galões em 2007, 77.402 galões in 2006 and 71.141 galões in 2005. Tivemos acidentes que resultaram em diversos processos e investigações civis, criminais e administrativos, alguns ainda sem solução, e os mais significativos estão especificados abaixo. Não podemos prever se outros processos resultarão desses acidentes ou se qualquer outro processo teria um efeito desfavorável relevante para nós. Consulte a Nota Explicativa 19 às nossas demonstrações financeiras consolidadas e auditadas. Derramamento de Janeiro de 2000—Baía da Guanabara Em 18 de janeiro de 2000, um duto que ligava um de nossos terminais a uma refinaria na Baía de Guanabara se rompeu, provocando um derramamento de aproximadamente 341.000 galões de petróleo na Baía de Guanabara. Atuamos para controlar o vazamento em um esforço para impedir que o óleo ameaçasse outras áreas. Gastamos aproximadamente R$ 104 milhões em nossas atividades de limpeza e multas cobradas pelo IBAMA em relação a esse derramamento, e estamos sujeitos a vários processos judiciais que permanecem em trâmite como resultado do derramamento.

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Derramamento de Julho de 2000—Curitiba Em 16 de julho de 2000, houve um derramamento de óleo em nossa refinaria Presidente Getúlio Vargas, localizada aproximadamente 15 milhas (24 quilômetros) de Curitiba, capital do Estado do Paraná. Nessa ocasião, o vazamento foi de aproximadamente 1,06 milhões de galões de petróleo na área adjacente. Gastamos aproximadamente R$ 74 milhões em um esforço de limpeza e em multas aplicadas pelas autoridades do Estado do Paraná. Além disso, em relação a este derramamento: • • O IBAMA aplicou uma multa de R$ 168 milhões, que ainda está sendo contestada; três ações civis públicas foram movidas contra nós, das quais a mais importante é a ação civil movida em 1º de janeiro de 2001 pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Paraná reivindicando uma indenização de aproximadamente R$ 2.300 milhões. Estamos aguardando os resultados de uma prova pericial; e o Ministério Público Federal instituiu uma ação criminal contra a Petrobras, nosso ex-presidente e nosso ex-superintendente da refinaria REPAR. Essa ação foi suspensa com relação a nosso expresidente e suspensa, com recurso pendente, com relação a nós e ao ex-superintendente da refinaria REPAR.

Derramamento de fevereiro de 2001 — Rios no Estado do Paraná Em 16 de fevereiro de 2001, nosso duto Araucária-Paranaguá se rompeu em conseqüência de um movimento incomum do solo e aproximadamente 15.059 galões de óleo combustível foram derramados em vários rios localizados no Estado do Paraná. Em quatro dias, a superfície do rio foi limpa, recuperando aproximadamente 13.738 galões de petróleo. Em conseqüência do acidente: • • o Instituto Ambiental do Paraná, IAP, aplicou uma multa de aproximadamente R$ 150 milhões, que foi reduzida subseqüentemente a R$ 90 milhões, que ainda está sendo contestada; e o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Paraná entraram com ações civis contra nós reivindicando indenizações que chegam perto da casa dos R$ 3,7 bilhões em danos. Além disso, o IAP entrou com uma ação contra nós reivindicando uma indenização de aproximadamente R$ 150 milhões. Estas ações públicas foram consolidadas seguindo o indeferimento de nossas ações preliminares e recomeçarão no tribunal com a fase de levantamento de provas.

Explosão de gás e derramamento em março de 2001— campo Roncador Em 15 de março de 2001, uma explosão de gás dentro de uma das colunas da plataforma de produção P36, localizada no campo de Roncador (a 75 milhas da costa brasileira) resultou na morte de 11 funcionários e finalmente no naufrágio da plataforma. O acidente provocou também o derramamento de 396.300 galões de óleo diesel e petróleo no oceano. Em conseqüência do acidente: • o Ministério Público Federal moveu uma ação em 2002 exigindo o pagamento de R$ 100 milhões por danos ambientais, entre outras demandas. Apresentamos nossa defesa contra essas demandas e estamos aguardando uma decisão; e o IBAMA aplicou uma multa de aproximadamente R$ 7 milhões. Essas multas estão sendo contestadas através de processos administrativos. Um desses processos terminou e a multa (no valor de R$ 2 milhões) foi mantida pelo IBAMA. Impetramos uma ação anulatória para cancelar a decisão administrativa que mantém a multa de R$ 2 milhões. O outro processo administrativo ainda não foi julgado.

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Acidente com FPSO em outubro de 2002 Em 13 de outubro de 2002, uma falta de energia na FPSO P-34, localizada nos campos de BarracudaCaratinga, afetou o sistema de equilíbrio de água da embarcação e fez com que a FPSO adernasse. Quatro dias depois, a estabilidade da embarcação havia sido restaurada, sem vítimas ou derramamentos de óleo no mar. Como resultado da investigação desse acidente, diversas medidas para impedir acidentes similares foram incorporadas ao nosso Programa de Excelência Operacional ou PEO. Em conexão ao acidente, assinamos também o Termo de Ajustamento de Conduta, ou TAC, com o IBAMA, concordando em conduzir determinadas ações na Bacia de Campos para reduzir o risco de danos ambientais. O Ministério Público Federal contestou a validade do TAC em 2003 e tentou impedir que nós obtivéssemos novas licenças do IBAMA para nossas plataformas localizadas na Bacia de Campos. Obtivemos uma sentença final favorável, que foi recorrida pelo Ministério Público Federal. O tribunal aceitou o recurso parcialmente, a favor do Ministério Público Federal. Nós contestamos a decisão e estamos aguardando julgamento. Operações de Perfuração na Bacia de Campos Em 3 de fevereiro de 2006, o IBAMA impôs uma multa a nós por nossa suposta violação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 11 de agosto de 2004 com o IBAMA relacionado às operações de perfuração na Bacia de Campos, a um valor reajustado de R$ 122,9 milhões. Esta multa está sendo contestada por nós através de processos administrativos. Acreditamos que a perfuração realizada pela Petrobras na Bacia de Campos é legítima com base na licença de perfuração prévia do IBAMA, Decreto do Governo Federal de 9 de dezembro de 2002, e no TAC de 11 de agosto de 2004, que ainda é válido. Poluição Em 15 de janeiro de 1986, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a União dos Defensores da Terra, entraram com uma ação civil pública contra a Petrobras e 23 outras empresas no Tribunal Estadual de São Paulo sob a alegação de danos causados por poluição. Esta ação está entrando na fase do levantamento de provas. Embora os autores tenham alegado danos correspondentes a R$ 4.217 em uma petição inicial apresentada ao Tribunal, mas é difícil estimar os danos reais que poderiam ser avaliados pelo Tribunal. O Ministério Público do Estado de São Paulo declarou publicamente que seriam necessários US$ 800 milhões, em última instância, para remediar os alegados danos ambientais. O Tribunal recusou-se a declarar a responsabilidade individual e conjunta das rés, e acreditamos que será difícil determinar os danos ambientais atribuíveis a cada ré. O tribunal está determinando se irá declarar a responsabilidade individual e conjunta das rés. A decisão está pendente de conclusão na fase de levantamento de provas. PifCo Não há litígios ou processos governamentais em trâmite, ou no conhecimento da PifCo, ameaçados contra ela ou contra qualquer uma de suas subsidiárias, que, caso sujeitas a uma sentença desfavorável, poderiam ter um efeito significativo sobre sua condição financeira ou lucratividade. Distribuição de Dividendos Petrobras As tabelas abaixo descrevem nossos dividendos nos últimos cinco exercícios fiscais, incluindo os valores pagos na forma de juros sobre o patrimônio líquido.
2009 Para o exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 2006 (Em milhões de dólares americanos) 4.343 404 4.747 3.860 143 4.003 3.144 69 3.213 2005

Dividendos pagos a acionistas........................................................ Dividendos pagos a participações minoritárias ..............................

7.627 85 7.712

2.104 6 2.110

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Para informações sobre as exigências de distribuição de dividendos mínimos da Lei das Sociedades Anônimas, consulte o Item 10. “Informações Adicionais—Documento Constitutivo e Estatuto da Petrobras— Pagamento de Dividendos e Participações sobre o Patrimônio Líquido” e Item 10. “Informações Adicionais – Documento Constitutivo e Estatuto Social da Petrobras – Distribuição Obrigatória”. Podemos mudar nossa política de dividendos a qualquer momento dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira. PifCo Para obter uma descrição completa sobre a política de distribuição de dividendos da PifCo, consulte o Item 10. “Informações Adicionais —Documento Constitutivo e Estatuto Social da PifCo—Dividendos.” Item 9. Petrobras Mercados de Negociação Nossas ações e ADSs são listados ou cotados nos seguintes mercados:
Ações Ordinárias................ Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)— São Paulo (símbolo ticker PETR3); Mercado de Valores Latinoamericanos en Euros (Latibex)—Madri, Espanha (símbolo ticker XPBR) Ações Preferenciais ........... Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)— São Paulo (símbolo ticker PETR4); Mercado de Valores Latinoamericanos en Euros (Latibex)—Madri, Espanha (símbolo ticker XPBRA) ADSs Ordinárias ................. Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE)— Nova Iorque (símbolo ticker PBR) ADSs Preferenciais ............. Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE)— Nova Iorque (símbolo ticker PBRA) Ações Ordinárias................ Bolsa de Comercio de Buenos Aires (BCBA)—Buenos Aires, Argentina (símbolo ticker APBR) Ações Preferenciais ........... Bolsa de Comercio de Buenos Aires (BCBA)—Buenos Aires, Argentina (símbolo ticker APBRA)

A Oferta e a Listagem

Nossas ações ordinárias e preferenciais são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo desde 1968. Nossas ADSs representando duas ações ordinárias e nossas ADSs representando duas ações preferenciais são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York desde 2000 e 2001, respectivamente. O JPMorgan Chase Bank, N.A. atua como depositário para ambas as ADSs ordinárias e preferenciais. Nossas ações ordinárias e preferenciais são negociadas no LATIBEX desde 2002. O LATIBEX é um mercado eletrônico criado em 1999 pela Bolsa de Valores de Madri para permitir a negociação de títulos latino-americanos expressos em euros. Nossas ações ordinárias e preferenciais são negociadas na Bolsa de Comercio de Buenos Aires desde 27 de abril de 2006.

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Histórico do Preço das Ações A tabela a seguir mostra as informações de comercialização para nossas ordinárias e ações preferenciais, conforme informada pela Bolsa de Valores de São Paulo, e para nossas American Depositary Shares ordinárias e preferenciais, conforme informado pela Bolsa de Valores de Nova York, para os períodos indicados.
Reais por Ação Ordinária Reais por Ação Preferencial Alta 18,61 24,90 44,20 52,51 39,79 30,86 35,24 35,00 39,79 39,45 39,79 37,50 37,50 34,69 37,21 36,08 Baixa 11,37 18,25 20,09 16,89 23,06 23,06 28,61 29,11 34,05 35,55 35,20 31,52 33,90 31,52 34,50 32,10 Dólares Americanos por American Depositary Share Ordinária Alta Baixa 18,35 9,35 26,73 17,55 58,81 21,13 75,19 14,94 53,01 23,01 34,99 23,01 45,64 32,16 46,16 35,44 53,01 44,43 53,01 46,71 52,86 46,10 48,91 48,91 42,65 47,10 46,35 38,20 40,57 38,20 43,11 41,24 Dólares Americanos por American Depositary Share Preferencial Alta Baixa 16,55 8,36 23,39 15,78 49,83 18,88 63,51 12,56 46,91 19,48 27,72 19,48 36,35 25,49 39,31 29,10 46,91 38,02 46,67 40,52 46,91 40,75 43,83 43,83 38,40 42,18 41,23 33,76 36,08 33,76 38,04 36,54

Alta 2005 ........................................................... 20,90 27,70 2006: ................................ 2007: ................................ 52,50 2008: 62,30 2009: 45,10 Primeiro trimestre ................................ 38,97 44,40 Segundo trimestre ................................ 41,33 Terceiro trimestre ................................ Quarto trimestre................................ 45,10 44,85 Novembro de 2009 ................................ Dezembro de 2009................................ 45,10 2010: Primeiro trimestre 41,81 41,81 Janeiro de 2010................................ 38,88 Fevereiro de 2010 ................................ Março de 2010................................ 41,55 Abril de 2010................................ 40,59

Baixa 12,70 20,33 22,43 20,21 27,45 27,45 35,71 35,64 39,82 41,05 40,20 35,80 37,84 35,80 39,05 36,33

A Bolsa de Valores de São Paulo A liquidez da Bolsa de Valores de Valores de São Paulo é menor do que a da Bolsa de Valores de Nova York. Em 31 de dezembro de 2009, a capitalização de mercado total das 385 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo era de aproximadamente U.S.$1.340,9 bilhões e as dez maiores empresas representavam aproximadamente 44,8% da capitalização de mercado total de todas as empresas listadas. Todas as ações em circulação de uma empresa listadas em bolsa podem ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, mas na maioria dos casos, menos da metade das ações listadas estão realmente disponíveis para negociação pelo público. O restante é mantido por pequenos grupos de controladores, órgãos governamentais ou por um acionista principal. A negociação na Bolsa de Valores de São Paulo por um detentor que não seja domiciliado no Brasil (investidor não residente) para fins legais e tributários brasileiros está sujeita a determinadas limitações previstas na legislação brasileira de investimentos estrangeiros. Com poucas exceções, investidores não brasileiros somente poderão negociar na Bolsa de Valores de São Paulo de acordo com as exigências da Resolução no 2.689, emitida pelo Conselho Monetário Nacional. A Resolução n° 2.689 exige que os títulos detidos por investidores nãobrasileiros sejam mantidos sob a custódia de ou em contas de depósito junto a instituições financeiras devidamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil e pela CVM. Além disso, a Resolução no 2.689 exige que os investidores não-brasileiros restrinjam a negociação de seus títulos a operações em bolsas de valores brasileiras ou mercados de balcão qualificados. Com poucas exceções, os investidores não-brasileiros não poderão transferir a titularidade dos investimentos feitos com base na Resolução no 2.689 para outros investidores não brasileiros através de transações particulares. PifCo As ações ordinárias da PifCo não são registradas e não há mercado de negociação para as mesmas. As Senior Notes da PifCo com vencimento em 2011 estão listadas na Bolsa de Valores de Luxemburgo. As Global Notes da PifCo com vencimento em 2016, 2018, 2019, 2020 e 2040 estão registradas na Bolsa de Valores de Nova York. Os outros títulos de dívida da PifCo não foram listados em nenhuma bolsa de valores.

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Item 10.

Informações Adicionais

Documento Constitutivo e Estatuto Social da Petrobras Disposições Gerais Somos uma empresa aberta devidamente registrada junto à CVM sob o no. 951-2. O Artigo 3 do nosso Estatuto Social estabelece nosso objeto social como sendo a pesquisa, a prospecção, a extração, o processamento, o comércio e o transporte de petróleo bruto proveniente de poços, folhelhos ou outras rochas, seus derivados, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, bem como outras atividades relacionadas ou similares, tais como atividades relacionadas a energia, inclusive pesquisa, desenvolvimento, produção, transporte, distribuição, venda e comércio de todas as formas de energia, bem como outras atividades relacionadas ou similares. Podemos conduzir quaisquer atividades dentro de nosso objetivo corporativo, fora do Brasil, diretamente ou por intermédio de nossas subsidiárias. Qualificação dos Diretores A legislação brasileira estabelece que somente acionistas de uma empresa poderão ser nomeados para integrar seu conselho de administração, mas não há nenhuma participação acionária mínima, nem exigência de residência, para qualificação de um conselheiro. Os membros de nosso conselho de administração devem ser todos brasileiros natos e residentes no Brasil. Nossos diretores e diretores executivos estão impedidos de votar em qualquer operação que envolva empresas nas quais eles detenham mais de 10% do total do capital social ou na qual tenham ocupado um cargo na administração no período imediatamente anterior à tomada de posse do respectivo cargo. De acordo com nosso estatuto social, os acionistas estipulam a remuneração total a ser paga aos diretores e diretores executivos. O conselho de administração distribui a remuneração entre seus diretores e diretores executivos. Alocação de Lucro Líquido Em cada assembléia geral ordinária, nosso conselho de administração é obrigado a recomendar como o lucro líquido referente ao exercício fiscal anterior será alocado. A Lei das Sociedades Anônimas define lucro líquido como o lucro depois do imposto de renda e contribuição social do referido exercício fiscal, menos quaisquer prejuízos acumulados de exercícios sociais anteriores e de quaisquer valores alocados à participação de lucros dos administradores e funcionários. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, os valores disponíveis para distribuição de dividendos ou pagamento de juros sobre o patrimônio líquido é igual ao lucro líquido menos quaisquer valores alocados desse lucro líquido para a reserva legal. Somos obrigados a manter uma reserva legal, da qual devemos alocar 5% do nosso lucro líquido de cada exercício fiscal até o valor dessa reserva ser igual a 20% do nosso capital integralizado. No entanto, não somos obrigados a fazer nenhuma alocação para nossa reserva legal em um exercício fiscal no qual a reserva legal, quando adicionada às nossas outras reservas de capital estabelecidas, exceder 30% do nosso capital. A reserva legal somente pode ser utilizada para compensar prejuízos ou para aumento do capital social. Desde que possamos efetuar a distribuição mínima obrigatória descrita abaixo, devemos alocar um valor equivalente a 0,5% do nosso capital subscrito e integralizado no final do exercício para uma reserva estatutária. Essa reserva destina-se a financiar os nossos programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O saldo acumulado dessa reserva não pode exceder 5% do nosso capital social subscrito e integralizado. A legislação brasileira também prevê três alocações discricionárias do lucro líquido sujeitas à aprovação dos acionistas em assembléia geral ordinária, conforme abaixo: • primeiro, um percentual do lucro líquido poderá ser alocado à reserva para contingências para prejuízos previstos considerados prováveis em exercícios futuros. Qualquer valor dessa forma alocado em um exercício anterior deverá ser revertido no exercício fiscal em que os motivos que justificarem a reserva deixarem de existir, ou deverá ser baixado na hipótese de o prejuízo previsto ocorrer;

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segundo, se a distribuição obrigatória exceder a soma do lucro líquido realizado em um determinado exercício, esse valor excedente poderá ser alocado para uma reserva de lucros a realizar. A Lei das Sociedades Anônimas define lucro líquido realizado como o valor que o lucro líquido excede o resultado positivo líquido dos ajustes patrimoniais e lucros ou receitas das operações cujos resultados financeiros ocorram após o término do exercício fiscal seguinte; e terceiro, uma parcela do nosso lucro líquido que exceder a distribuição mínima obrigatória poderá ser alocada para atender às necessidades de capital de giro e projetos de investimento, enquanto essa alocação tomar por base um orçamento de capital anteriormente aprovado por nossos acionistas. Os orçamentos de capital para mais de um exercício deverão ser revistos em cada assembléia geral ordinária.

Distribuição Obrigatória De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, o estatuto social de sociedades anônimas brasileiras com uma classe de ações sem direito a voto, como a nossa, poderá especificar um percentual mínimo dos valores disponíveis para distribuição por essa sociedade anônima em cada exercício fiscal que deva ser distribuído aos acionistas sob a forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio, também denominada distribuição de dividendo obrigatória, que não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado para o exercício fiscal. De acordo com nosso estatuto social, a distribuição de dividendo obrigatória foi fixada em um valor igual, no mínimo, a 25% do nosso lucro líquido, após as alocações para a reserva legal, reserva para contingências e reserva de lucros a realizar. Além disso, o lucro líquido não alocado às reservas acima para atender às necessidades de capital de giro e projetos de investimento, conforme descrito acima, ou à reserva estatutária, deverá ser distribuído aos nossos acionistas sob a forma de dividendos ou juros sobre o patrimônio líquido. A Lei das Sociedades Anônimas, entretanto, permite que sociedades abertas, tais como a nossa, suspendam a distribuição obrigatória caso o conselho de administração e o conselho fiscal informem à assembléia geral ordinária que a distribuição é desaconselhável em vista da condição financeira da empresa. A suspensão fica sujeita à aprovação dos detentores de ações ordinárias. Nessa hipótese, o conselho de administração deve apresentar uma justificativa à CVM para a suspensão. Os lucros não distribuídos em virtude da suspensão acima mencionada serão alocados para uma reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos subseqüentes, serão distribuídos assim que a condição financeira da empresa permitir esses pagamentos. Pagamento de Dividendos e Juros sobre o Patrimônio Líquido Somos obrigados pela Lei das Sociedades Anônimas e por nosso estatuto social a realizar uma assembléia geral ordinária até o quarto mês seguinte ao encerramento de cada exercício fiscal, na qual, entre outros assuntos, os acionistas têm que deliberar sobre o pagamento dos dividendos anuais. O pagamento dos dividendos anuais toma por base as demonstrações financeiras elaboradas para o exercício social pertinente. A Lei no. 9.249 de 26 de dezembro de 1995, e emendas posteriores, estabelece a distribuição do valor pago aos acionistas a título de juros sobre o patrimônio líquido como uma forma alternativa de distribuição. Tais juros estão limitados à variação diária pro rata da taxa de juros TJLP, que é a taxa de juros de longo prazo do governo brasileiro. Nós podemos tratar estes pagamentos como uma despesa dedutível para fins de imposto de renda e de contribuição social, mas a dedução não pode ultrapassar o maior valor dentre os valores abaixo: • 50% do lucro líquido (antes de considerar esta distribuição e quaisquer deduções de imposto de renda e de contribuições sociais sobre o lucro líquido) do período com relação ao qual o pagamento seja efetuado; ou 50% do lucro acumulado.

Qualquer pagamento de juros sobre o capital próprio para detentores de ADSs ou ações ordinárias, quer sejam ou não residentes brasileiros, está sujeito à retenção na fonte de imposto brasileiro à alíquota de 15% ou 25%. A alíquota de 25% é aplicada se o beneficiário residir em um paraíso fiscal. Consulte “—Tributação Relativa às

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Nossas ADSs e Ações Ordinárias e Preferenciais — Considerações sobre Impostos Brasileiros”. O valor pago aos acionistas a título de juros sobre o patrimônio líquido, líquido de qualquer imposto retido, poderá ser incluído como parte de qualquer distribuição de dividendo obrigatória. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, somos obrigados a distribuir aos acionistas um valor suficiente para garantir que o valor líquido recebido, após pagarmos os impostos retidos na fonte aplicáveis brasileiros correspondentes à distribuição de juros sobre o patrimônio líquido, seja, no mínimo, igual ao dividendo obrigatório. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas e com nosso estatuto social, os dividendos devem, de modo geral, ser pagos no prazo de 60 dias a contar da data de sua declaração, a menos que os acionistas, mediante deliberação, estabeleçam outra data para pagamento, que deverá ser anterior ao encerramento do exercício fiscal no qual os dividendos tiverem sido declarados. Os valores dos dividendos devidos aos nossos acionistas estão sujeitos a encargos financeiros equivalentes à taxa SELIC, a contar do encerramento de cada exercício fiscal até a data do efetivo pagamento desses dividendos. Os acionistas têm um prazo de três anos a contar da data de pagamento dos dividendos para reivindicar dividendos ou pagamentos de juros referentes às suas ações, após o qual o valor dos dividendos não reivindicados reverterá para nós. De acordo com nosso estatuto, os portadores de ações preferenciais têm direito a receber dividendos anuais mínimos iguais a (i) 5% de sua parcela proporcional do capital integralizado ou (ii) 3% do valor contábil de suas ações preferenciais, o que for maior. Os portadores de ações preferenciais participam igualmente com os portadores de ações ordinárias nos aumentos de capital social obtidos da incorporação de reservas e lucros. Se declararmos os dividendos em qualquer exercício em um valor superior aos dividendos mínimos preferenciais sobre as ações preferenciais, os portadores de ações ordinárias e preferenciais receberão o mesmo valor de dividendos adicionais por ação. Com base em nosso capital de acionistas ao final do exercício de 2009, os dividendos preferenciais mínimos que poderiam ser pagos aos nossos acionistas preferenciais foram de aproximadamente R$0,48 por ação preferencial (R$0,96 por ADS preferencial), comparado com R$0,95 por ação preferencial (U.S.$1,09 por ADS preferencial) realmente pagos sobre nossos rendimentos de 2009. A partir de 2000, nossa receita a distribuir sempre excedeu os dividendos preferenciais mínimos, de modo que sempre distribuímos valores iguais tanto a acionistas ordinários quanto a preferenciais durante este período. Nosso conselho de administração poderá distribuir dividendos ou pagar juros com base nos lucros reportados em demonstrações financeiras intermediárias. O valor dos dividendos intermediários distribuídos não poderá exceder o valor de nossas reservas de capital. Assembléias de Acionistas Nossos acionistas têm poderes para deliberar sobre quaisquer questões referentes ao nosso objeto social e aprovar quaisquer deliberações que considerarem necessárias para a nossa proteção e desenvolvimento por meio de voto em assembléia geral de acionistas. Convocamos nossas assembléias de acionistas pela publicação de um edital de convocação no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Jornal Valor Econômico e, Jornal do Comércio, . O edital deve ser publicado, no mínimo, três vezes, com início, no mínimo, 15 dias civis antes da data prevista da assembléia. O edital deverá conter a ordem do dia da assembléia e, no caso de uma alteração proposta ao estatuto social, uma indicação do objeto. Com relação aos detentores de ADSs, somos obrigados a fornecer um edital ao depositário de ADS com no mínimo 30 dias civis de antecedência da assembléia de acionistas. O Conselho de Administração ou, em algumas situações específicas previstas na Lei das Sociedades Anônimas, os acionistas, convocam nossas assembléias gerais de acionistas. Os acionistas podem ser representados em uma assembléia geral de acionistas por procurador, desde que o procurador tenha sido nomeado no prazo de um ano a contar da data da assembléia. O procurador deverá ser um acionista, um membro da nossa administração, um advogado ou uma instituição financeira. A procuração outorgada ao procurador deverá cumprir certas formalidades estabelecidas na legislação brasileira. Para que uma ação válida seja tomada em uma assembléia geral de acionistas, os acionistas que representem, no mínimo, um quarto de nossas ações ordinárias emitidas e em circulação deverão estar presentes. No entanto, no caso de uma assembléia geral para alterar nosso estatuto social, deverão estar presentes acionistas que representem, no mínimo, dois terços de nossas ações ordinárias emitidas e em circulação. Caso não haja esse

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quorum, o conselho poderá convocar uma segunda assembléia enviando um aviso com, no mínimo, oito dias civis de antecedência da data dessa assembléia programada de acordo com as regras de publicação descritas acima. A exigência de quorum não se aplicará à segunda assembléia, observadas as exigências para votação de determinados assuntos descritos abaixo. Direitos a Voto De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas e com nosso estatuto social, cada uma de nossas ações ordinárias confere direito a voto nas assembléias gerais de acionistas. O governo brasileiro é obrigado por lei a possuir, no mínimo, a maioria de nossas ações com direito a voto. De acordo com nosso estatuto social, nossas ações preferenciais, de modo geral, não conferem direitos a voto. Os detentores de ações ordinárias, que votem nas assembléias gerais, possuem poderes exclusivos para: • • • • alterar nosso estatuto social; aprovar qualquer aumento de capital além do valor do capital autorizado; aprovar qualquer redução de capital; eleger ou destituir membros do nosso conselho de administração e conselho fiscal, sujeito ao direito dos nossos acionistas titulares de ações preferenciais de eleger ou destituir um membro do nosso conselho de administração e um membro do nosso Conselho Fiscal; receber as demonstrações financeiras anuais elaboradas pela nossa administração e aceitar ou rejeitar as demonstrações financeiras da administração, inclusive a alocação do lucro líquido para o pagamento do dividendo obrigatório e a alocação para várias contas de reserva; autorizar a emissão de debêntures, exceto a emissão de debêntures não conversíveis e sem garantias, que venham a ser aprovadas por nosso conselho de administração; suspender os direitos de um acionista que não tenha cumprido as obrigações impostas por lei ou por nosso estatuto social; aceitar ou rejeitar a avaliação de ativos contribuídos por um acionista como contraprestação pela emissão do capital social; aprovar deliberações para aprovar reestruturações societárias, tais como, incorporações e fusões, cisões e transformações em outro tipo societário; participar de grupo centralizado de sociedades; aprovar a alienação do controle de nossas subsidiárias; aprovar a alienação de debêntures conversíveis emitidas por nossas subsidiárias e detidas por nós; estabelecer a remuneração da Alta Administração; aprovar o cancelamento de nosso registro como sociedade aberta; decidir sobre nossa dissolução ou liquidação; renunciar ao direito de subscrever ações ou debêntures conversíveis emitidas por nossas subsidiárias ou afiliadas; e escolher uma empresa especializada para avaliar nossas ações pelo valor econômico, no caso de cancelamento de nosso registro como sociedade aberta ou de descumprimento das regras de governança corporativa definidas por uma bolsa de valores ou entidade encarregada de manter um mercado de balcão organizado, registrado junto à CVM, para cumprir as referidas regras de governança corporativa e os contratos que vierem a ser celebrados pela nossa empresa e por tais entidades.

• • • • • • • • • • • •

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Salvo conforme previsto de outra forma por lei, as deliberações das assembléias gerais são aprovadas por maioria de votos dos detentores de nossas ações ordinárias. As abstenções não são consideradas. A aprovação de detentores de, no mínimo, metade das ações ordinárias emitidas e em circulação é exigida para a prática dos seguintes atos que envolvam a nossa empresa: • • • • redução da distribuição do dividendo obrigatório; fusão em outra empresa ou consolidação com outra empresa, sujeito às condições estabelecidas na Lei das Sociedades Anônimas Brasileiras; participação em grupo de sociedades, sujeito às condições estabelecidas na Lei das Sociedades Anônimas Brasileira; alteração do nosso objeto social, que deverá ser precedida por uma alteração em nosso estatuto social pela lei federal, já que somos controlados pelo governo e nosso objeto social é estabelecido por lei; interrupção do processo de liquidação; cisão de uma parte da nossa empresa, sujeito às condições estabelecidas na Lei Brasileira das Sociedades Anônimas; transferência de todas as nossas ações para outra sociedade ou recebimento de ações de outra sociedade para tornar a sociedade cujas ações sejam transferidas uma subsidiária integral da referida sociedade, conhecida como incorporação de ações; e aprovação de nossa liquidação.

• • •

De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, se um acionista possui um conflito de interesse com a sociedade com relação a qualquer transação proposta, o acionista pode não votar em qualquer decisão com relação a tal transação. Por exemplo, um acionista interessado pode não votar a aprovação da avaliação de ativos fornecidos por aquele acionista em troca de ações do capital ou, quando o acionista for um membro da Alta Administração, a aprovação do relatório da administração sobre as demonstrações financeiras da sociedade. Qualquer transação aprovada com o voto de um acionista com conflito de interesse pode ser anulada e tal acionista poderá ser responsabilizado por danos causados e obrigado a devolver para a sociedade qualquer ganho obtido em consequência da transação. De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, os seguintes atos deverão ser submetidos à aprovação das ações preferenciais em circulação afetadas de forma desfavorável antes de serem submetidos para aprovação de, no mínimo, metade das ações ordinárias emitidas e em circulação: • criação de ações preferenciais ou aumento de classes existentes de ações preferenciais, sem preservar as proporções para com quaisquer outras classes de ações preferenciais, salvo conforme estabelecido no estatuto social da empresa ou conforme autorizado por ele; alteração nas preferências, privilégios ou condições de resgate ou amortização de qualquer classe de ações preferenciais; e criação de uma nova classe de ações preferenciais com direito a condições mais favoráveis do que as classes existentes.

• •

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As deliberações sobre a transformação da nossa empresa em outro tipo de sociedade exigem a aprovação unânime dos nossos acionistas, inclusive dos acionistas preferenciais, e uma alteração de nosso estatuto social pela lei federal. Nossas ações preferenciais adquirirão direitos a voto caso deixemos de pagar o dividendo mínimo ao qual as referidas ações têm direito por três exercícios fiscais consecutivos. O direito a voto perdurará até que o pagamento seja efetuado. Os acionistas detentores de ações preferenciais também adquirem o direito a voto se entrarmos em processo de liquidação. De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, os acionistas que representem, pelo menos, 10% do capital social com direito a voto da empresa têm o direito de exigir que seja adotado um procedimento de voto cumulativo para conferir a cada ação ordinária tantos votos quantos forem os membros do conselho, e para conferir a cada ação ordinária o direito de votar cumulativamente apenas em um candidato ou de distribuir seus votos entre diversos candidatos. Além disso, os acionistas ordinários minoritários que detêm pelo menos 10% do nosso capital votante também têm o direito de nomear um membro ou destituir um membro do nosso Conselho Fiscal. Os acionistas preferenciais que detenham, isoladamente ou em grupo, 10% da totalidade do nosso capital social têm o direito de eleger e/ou destituir um membro do nosso conselho de administração. Os acionistas preferenciais têm o direito de eleger separadamente um membro do nosso Conselho Fiscal. Nosso estatuto social prevê que, independentemente do exercício dos direitos acima concedidos a acionistas minoritários, mediante um processo de votação cumulativo, o governo brasileiro terá sempre o direito de nomear a maioria dos nossos conselheiros. Direitos de Preferência De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, cada um de nossos acionistas tem um direito de preferência geral para subscrição de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações em qualquer aumento de capital, proporcionalmente ao número de ações por eles detidas. Na hipótese de um aumento de capital que manteria ou aumentaria a proporção de capital representado pelas ações preferenciais, os detentores de ações preferenciais teriam o direito de preferência na subscrição somente das novas ações preferenciais recém-emitidas. Na hipótese de aumento de capital que reduziria a proporção de capital representado pelas ações preferenciais, os detentores de ações preferenciais teriam direito de preferência para subscrição de quaisquer novas ações preferenciais, proporcionalmente ao número de ações por eles detidas, bem como para subscrição de ações ordinárias somente na medida necessária para impedir a diluição de sua participação na totalidade do nosso capital. É permitido um período de, no mínimo, 30 dias a contar da publicação do aviso da emissão de novas ações ou de valores mobiliários conversíveis em ações para o exercício do direito, sendo o referido direito negociável. De acordo com o nosso estatuto social, nosso conselho de administração pode eliminar o direito de preferência ou reduzir o período de exercício relacionado à permuta pública realizada para adquirir o controle de outra empresa ou em relação à oferta pública de ações ou de valores mobiliários conversíveis em ações. Na hipótese de um aumento de capital por intermédio da emissão de novas ações, os detentores de ADSs, ações ordinárias ou ações preferenciais teriam, exceto nas circunstâncias descritas acima, o direito de preferência na subscrição de qualquer classe de nossas ações recentemente emitidas. No entanto, os portadores de ADSs podem não ser capazes de exercer o direito de preferência relacionado às ações preferenciais subjacentes às suas ADSs, salvo se uma declaração de registro de acordo com a Lei de Mercado de Capitais de 1933 esteja em vigor com respeito a esses direitos ou uma isenção das exigências de registro da Lei de Mercado de Capitais de 1933 estiver disponível. Consulte o Item 3 “Informações Principais —Fatores de Risco — Riscos Relacionados aos Nossos Títulos de Dívida ou Títulos Patrimoniais”.

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Resgate e Direitos de Retirada A legislação brasileira prevê que, em certas circunstâncias limitadas, um acionista tem o direito de retirar sua participação acionária da empresa e receber um pagamento pela parte do patrimônio líquido atribuída a sua participação acionária. Esse direito de retirada pode ser exercido por quaisquer detentores das ações ordinárias ou preferenciais afetadas de forma desfavorável caso decidamos: • Criar ações preferenciais ou aumentar as classes existentes de ações preferenciais, sem preservar a proporção com quaisquer outras classes de ações preferenciais, salvo conforme estabelecido no estatuto social ou conforme autorizado por ele; ou alterar as preferências, privilégios ou condições de resgate ou amortização de qualquer classe de ações preferenciais ou criar uma nova classe de ações preferenciais com direito a condições mais favoráveis do que as das classes já existentes.

Os detentores de nossas ações ordinárias podem exercer o direito de retirada, caso a Petrobras decida: • • Se fundir em outra sociedade ou se consolidar com outra sociedade, sujeita às condições estabelecidas na Lei Brasileira das Sociedades Anônimas; ou Participar de um grupo centralizado de empresas, conforme definido na Lei das Sociedades Anônimas e sujeita às condições estabelecidas pela referida lei.

O direito de retirada também pode ser exercido por nossos acionistas dissidentes, caso a Petrobras decida: • • • • reduzir a distribuição de dividendo obrigatório; alterar nosso objeto social; fazer uma cisão de uma parte de nossa empresa, sujeito às condições estabelecidas na Lei das Sociedades Anônimas; transferir todas as nossas ações para outra sociedade ou receber ações de outra sociedade para tornar a sociedade cujas ações sejam transferidas, uma subsidiária integral de nossa empresa, conhecida como incorporação de ações; ou adquirir o controle de outra sociedade, cujo preço exceda os limites estabelecidos na Lei das Sociedades Anônimas, sujeito às condições estabelecidas na referida lei.

O direito de retirada também pode ser exercido na hipótese de a empresa resultante de uma fusão, incorporação de ações, conforme descrito acima, ou consolidação ou cisão de uma empresa listada não se tornar uma empresa listada dentro de 120 dias a contar da assembléia de acionistas que tenha aprovado a respectiva decisão. Qualquer resgate de ações decorrente do exercício de tais direitos de retirada será feito com base no valor contábil por ação, determinado com base no último balanço patrimonial aprovado pelos nossos acionistas. No entanto, se a assembléia de acionistas que der origem ao direito de retirada ocorrer após mais de 60 dias a contar da data do último balanço patrimonial aprovado, os acionistas podem exigir que suas ações sejam avaliadas com base em um novo balanço elaborado dentro de 60 dias a contar da assembléia geral em questão. O direito de retirada prescreve em 30 dias a contar da publicação da ata da assembléia de acionistas que tiver aprovado as

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medidas corporativas descritas acima. Poderíamos reconsiderar qualquer deliberação que acarrete um direito de retirada dentro de 10 dias após a expiração desses direitos, se a retirada das ações dos acionistas dissidentes colocar em risco nossa estabilidade financeira. Outros Direitos dos Acionistas De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, nem o estatuto social de uma empresa, nem os atos praticados em uma assembléia geral de acionistas poderão privar um acionista de alguns direitos específicos como, por exemplo: • • • • Direito de participar da distribuição de lucros; Direito de participar de forma igual e proporcional de quaisquer ativos residuais restantes em caso de liquidação da empresa; Direito de supervisionar a administração das atividades corporativas, conforme especificado na Lei Brasileira das Sociedades Anônimas; Direito de preferência na subscrição de ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição (exceto com relação à oferta pública desses títulos, conforme possa ser estabelecido no estatuto social); e Direito de se retirar da sociedade nos casos especificados na Lei Brasileira das Sociedades Anônimas.

• Liquidação

Na hipótese de liquidação, os detentores de ações preferenciais têm o direito de receber, antes de qualquer distribuição aos detentores de ações ordinárias, um valor igual ao capital integralizado com relação às ações preferenciais. Direitos de Conversão De acordo com nosso estatuto social nossas ações ordinárias não podem ser convertidas em ações preferenciais e nem as ações preferenciais podem ser convertidas em ações ordinárias. Responsabilidade de Nossos Acionistas por Outras Chamadas de Capital A legislação brasileira e nosso estatuto social também não prevêem chamadas de capital. A responsabilidade dos nossos acionistas por chamadas de capital está limitada ao pagamento do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Forma e Transferência Nossas ações estão registradas em forma escritural e contratamos o Banco do Brasil para prestar todos os serviços de guarda e transferência de ações. A fim de efetuar a transferência, o Banco do Brasil faz um lançamento em seus livros, debitando à conta de ações do cedente e creditando à conta de ações do cessionário. Nossos acionistas poderão optar, a seu critério exclusivo, deter suas ações por intermédio da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia ou CBLC. As ações serão incluídas no sistema da CBLC por meio de instituições brasileiras que possuam contas de compensação junto à CBLC. Nosso livro de registro de acionistas indica quais de nossas ações estão listadas no sistema da CBLC. Cada acionista participante, por sua vez, é registrado em um registro de acionistas beneficiários mantido pela CBLC e é tratado da mesma maneira que nossos acionistas registrados.

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Resolução de Disputas Nosso estatuto social prevê a resolução de disputas obrigatória por meio de arbitragem, de acordo com as normas da Câmara de Arbitragem do Mercado a respeito de qualquer disputa relacionada à nossa empresa, aos nossos acionistas, diretores, executivos e membros do conselho fiscal e que envolvam as disposições da Lei das Sociedades Anônimas, do nosso estatuto social, das normas do Conselho Monetário Nacional, do Banco Central do Brasil ou da CVM ou de qualquer outra legislação de mercados de capitais, inclusive as disposições de qualquer contrato celebrado por nossa empresa com qualquer bolsa de valores ou entidade operadora de mercado de balcão registrada na CVM em relação à adoção de práticas de governança corporativa diferenciadas. Contudo, as decisões do governo brasileiro, conforme exercidas por meio de votação em qualquer assembléia geral de acionistas, não estão sujeitas a esse procedimento de arbitragem, de acordo com o artigo 238 da Lei das Sociedades Anônimas. Restrições de Auto-negociação Nosso acionista controlador, o governo brasileiro, e os membros do nosso conselho de administração, diretoria executiva e conselho fiscal são obrigados a, de acordo com o nosso estatuto social, a: • Eximir-se de operar com nossos títulos no período de um mês que antecede qualquer encerramento de exercício fiscal até a data em que nossas demonstrações financeiras sejam publicadas ou no período entre a deliberação corporativa de aumento ou redução de nosso capital social, distribuir dividendos ou ações e emitir qualquer título até a data em que os respectivos comunicados sejam publicados; e comunicar à Petrobras e à bolsa de valores seus planos de negociação periódicos com relação aos nossos títulos, se houver, inclusive qualquer alteração ou inadimplemento dos referidos planos. Caso a comunicação seja um plano de investimento ou de desinvestimento, a frequência e as quantidades planejadas deverão estar incluídas.

Restrições a Portadores Não-Brasileiros Os detentores não-brasileiros não enfrentam nenhuma restrição legal quanto à titularidade de nossas ações ordinárias ou preferenciais ou das ADSs com base em nossas ações ordinárias ou preferenciais, e fazem jus a todos os direitos e preferências relacionados às referidas ações ordinárias ou preferenciais, conforme o caso. Contudo, a capacidade de converter em moeda estrangeira os pagamentos de dividendos e o produto da venda de ações ordinárias ou preferenciais ou direitos de preferência e de remeter esses valores para o exterior está sujeita a restrições nos termos da legislação de investimentos estrangeiros, que exige, em geral, entre outras coisas, o registro do investimento pertinente junto ao Banco Central do Brasil. Contudo, qualquer portador nãobrasileiro que efetuar um registro junto à CVM em conformidade com a Resolução no 2.689 poderá comprar e vender títulos na Bolsa de Valores de São Paulo independentemente da obtenção de certificado de registro separado para cada transação. Além disso, o Anexo III do Regulamento no 1.289 do Conselho Monetário Nacional, e alterações posteriores, conhecidos como Regulamentos do Anexo III, permite que as sociedades brasileiras emitam recibos de depositário em mercados de câmbio estrangeiro. Atualmente possuímos um programa de ADR para nossas ações ordinárias e preferenciais devidamente registradas junto à CVM e ao Banco Central do Brasil. O produto da venda das ADSs pelos portadores fora do Brasil está isento de controles brasileiros de investimento estrangeiro. Transferência de Controle De acordo com a legislação brasileira e o nosso estatuto social, o governo brasileiro é obrigado a deter no mínimo a maioria das ações com direito a voto. Portanto, qualquer alteração em nosso controle exigiria a alteração da legislação aplicável.

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Divulgação de Participações Acionárias A legislação brasileira exige que qualquer pessoa ou grupo de pessoas que representem os mesmos interesses, que tenham, direta ou indiretamente, adquirido ou vendido uma participação correspondente a 5% do total do número de ações de qualquer espécie ou classe, divulgue sua participação acionária ou alienação do investimento à CVM e à Bolsa de Valores de São Paulo. Além disso, uma declaração que contenha as informações exigidas deverá ser publicada em jornais. Qualquer aumento ou redução subseqüente em 5% ou mais da titularidade de ações de qualquer tipo ou classe deverá ser divulgado de maneira similar. Documento Constitutivo e Estatuto Social da PifCo Registro A PifCo é uma sociedade de responsabilidade limitada, isenta, constituída nas Ilhas Cayman de acordo com a Lei de Sociedades, e suas emendas posteriores, e registrada no número de registro de empresas sob o número 76600. A PifCo registrou e protocolou seu Documento Constitutivo e Estatuto Social junto ao Oficial de Registro de Sociedades em 24 de setembro de 1997. A empresa adotou ainda um Documento Constitutivo e Estatuto Social Aditados e Consolidados através de deliberação extraordinária do único sócio em 7 de maio de 2007, e adotou outro Documento Constitutivo e Estatuto Social Aditados e Consolidados por uma deliberação extraordinária do único sócio em 23 de fevereiro de 2008. A PifCo foi inicialmente constituída sob a denominação de Brasoil Finance Company, denominação esta que foi alterada por deliberação extraordinária de seus acionistas para Petrobras International Finance Company em 25 de setembro de 1997. A última alteração do Documento Constitutivo e Estatuto Social ocorreu em 23 de fevereiro de 2008 para alterar os objetos declarados e finalidades da PifCo. Objetos e Finalidades O Documento Constitutivo e o Estatuto Social da PifCo concedem à mesma plenos poderes e autorização para: • conduzir negócios de comercialização, venda, financiamento, compra, armazenamento e transporte de petróleo, gás natural e todos os hidrocarbonetos e respectivos derivados, inclusive etanol e outros biocombustíveis, bem como a compra, venda, arrendamento e aluguel de plataformas, equipamentos e unidades de perfuração empregadas nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás e qualquer negócio incidental a esses; conduzir e dar continuidade, em toda e qualquer parte do mundo, a quaisquer dos objetos observados acima, através ou por meio da criação ou subscrição para ou, de outra forma, aquisição de títulos em empresas, associações, parcerias ou consórcios para exercer todos os direitos de voto e outros direitos relacionados a tais títulos (incluindo, entre outros, para efetivar a liquidação ou dissolução de tais entidades) e alienar tais títulos; Adquirir, manter e alienar tais títulos, para fins de hedging, investimento ou especulativos e exercer todos os direitos de voto e outros direitos com relação a tais títulos; e Tomar empréstimos ou levantar recursos para quaisquer dos fins acima mencionados da PifCo e, de tempos em tempos, fazer, aceitar, endossar, assinar e emitir notas promissórias, saques, letras de câmbio, warrants, títulos, debêntures e assegurar o pagamento de quaisquer um deles, e de quaisquer juros sobre os mesmos, pela criação de direitos de garantia sobre a propriedade da PifCo, quer então fosse de sua propriedade ou doravante adquirida, e vender, penhorar, ou, de outra forma, alienar tais títulos ou outras obrigações da PifCo para seus fins corporativos.

• •

Com relação à legislação das Ilhas Cayman, a PifCo não pode conduzir negócios nas Ilhas Cayman, a não ser para a promoção de negócios realizados fora das Ilhas Cayman. Diretores Os Diretores podem votar em relação a uma proposta, acordo ou contrato em que tenham interesse. Contudo, tais Diretores devem declarar a natureza de seu interesse em assembléia de Diretores. Se os Diretores

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interessados declararem seu interesse, seus votos serão contados e eles serão considerados no quorum da referida assembléia. Os Diretores podem, em nome da PifCo, exercer seus poderes de tomada de empréstimo, de emissão de títulos de dívida e de hipotecar ou onerar qualquer empreendimento ou propriedades da PifCo e, em geral, são responsáveis pela administração e gerenciamento cotidianos da sociedade. Os Diretores não são obrigados a deter ações. Direitos e Obrigações de Acionistas Dividendos Os acionistas podem declarar dividendos em uma assembléia geral, mas os dividendos não podem exceder o valor recomendado pelos Diretores. Os Diretores podem pagar dividendos intermediários aos acionistas e podem, antes de recomendar qualquer dividendo, separar as reservas a partir dos lucros. Os Diretores podem, a seu critério, investir essas reservas ou aplicá-las em negócios da PifCo. Os dividendos podem ser pagos em dinheiro ou espécie, mas só podem ser pagos a partir dos lucros ou, sujeitos a certas restrições da legislação das Ilhas Cayman, de uma conta de reserva de ágio. Direitos de Voto A votação pode ser realizada em assembléia geral através das mãos ou votação com urna. No voto com as mãos, cada acionista ou acionista representado por procuração tem direito a um voto. No voto com urna, cada acionista ou acionista representado por procuração tem direito a um voto por cada ação que possui. Os Diretores são eleitos por deliberação ordinária dos acionistas em assembléias gerais ou por uma deliberação dos Diretores. Os acionistas não terão direito a voto em uma assembléia geral a menos que as chamadas de capital ou outros valores devidos sobre suas ações tiverem sido pagos. Em lugar de votar sobre algum assunto em uma assembléia geral, os acionistas com direito a voto em relação a esse assunto podem adotálo assinando uma deliberação por escrito. Resgate A PifCo pode emitir ações, que são resgatáveis pela própria PifCo ou por seus acionistas, nos termos e da forma que os Diretores possam determinar antes da emissão dessas ações. A PifCo poderá recomprar suas próprias ações nos termos e da forma que os Diretores vierem a determinar e acordar com o acionista pertinente. Direitos dos Acionistas em Caso de Liquidação Se a PifCo for liquidada, o liquidante pode (de acordo com uma deliberação em assembléia ordinária): • • estipular um valor justo dos ativos da PifCo, dividir todo ou parte dos ativos da PifCo entre os acionistas e determinar como os ativos serão divididos entre os acionistas ou classes de acionistas; e conferir a Agente Fiduciários todos ou parte dos ativos da PifCo.

Os acionistas não serão obrigados a aceitar títulos sobre os quais exista uma obrigação. Chamadas para Integralização de Ações Os Diretores podem fazer chamadas aos acionistas com relação a valores a pagar sobre suas ações. Cada acionista deverá pagar à empresa os valores da chamada das referidas ações. Mudança nos Direitos de Acionistas Os acionistas podem alterar os direitos de sua classe de ações mediante:

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• •

a obtenção de consentimento por escrito de dois terços dos acionistas dessa classe; ou a aprovação de uma deliberação extraordinária em uma assembléia de acionistas dessa classe.

Não existem limitações gerais com relação aos direitos de posse de ações especificadas pelo estatuto social. Assembléias Gerais Uma assembléia geral pode ser convocada: • • pelos Diretores em qualquer tempo; ou por dois acionistas quaisquer que detiverem no mínimo 10% do capital acionário com direito a voto integralizado da PifCo, mediante solicitação por escrito.

O edital de assembléia geral é enviado a todos os acionistas. Todos os negócios conduzidos em uma assembléia geral são considerados negócios especiais, salvo: • • • • aprovação de um dividendo; apreciação das contas, balanço patrimoniais e relatório normal de diretores e auditores; nomeação e destituição de Diretores; e determinação da remuneração dos auditores.

É necessário o consentimento unânime dos acionistas para discutir negócios especiais em uma assembléia, a não ser que um aviso sobre o negócio especial tenha sido incluído no edital da assembléia. Exige-se a presença de um quorum de acionistas em qualquer assembléia para a discussão de negócios. Um ou mais acionistas que detiverem, no mínimo, a maioria das ações da PifCo que estiverem presentes pessoalmente ou representados por procuração é considerado um quorum. De acordo com a legislação das Ilhas Cayman, não existem exigências para convocar uma assembléia ordinária ou qualquer assembléia geral de acionistas. Os Diretores têm permissão para designar qualquer assembléia geral de acionistas como assembléia geral ordinária. Responsabilidade dos Acionistas Em circunstâncias normais, a responsabilidade de qualquer acionista para com a PifCo limita-se ao valor que esse acionista concordou em pagar em relação à subscrição de suas ações. Alterações no Capital A PifCo pode aumentar seu capital acionário por deliberação ordinária. As novas ações ficarão sujeitas a todas as disposições às quais as ações originais estão sujeitas. A PifCo poderá, também, em deliberação ordinária: • • consolidar e dividir todo ou parte de seu capital acionário em ações de maior valor do que o valor das ações existentes; converter todas ou parte de suas ações integralizadas em títulos de participação no capital e reconverter os referidos títulos em ações integralizadas de qualquer denominação;

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• •

desdobrar as ações existentes em ações de menor valor, sujeita às disposições da Seção 13 da Lei de Sociedades; e cancelar quaisquer ações que na data da deliberação não sejam detidas, ou concordadas em ser detidas, por qualquer pessoa, e diminuir o valor de seu capital acionário pelo valor das ações dessa forma canceladas.

A PifCo pode reduzir seu capital acionário e qualquer reserva de resgate de capital por deliberação extraordinária de acordo com disposição pertinente da legislação das Ilhas Cayman.. Indenização Os Diretores e diretores da PifCo são indenizados com os ativos e recursos da companhia contra todas as ações, processos, custos, encargos, despesas, perdas, danos ou responsabilidades que incorrerem ou sofrerem a respeito da condução dos negócios ou assuntos da PifCo na execução de seus respectivos deveres, poderes, autoridades ou critérios. De acordo com o Documento Constitutivo da PifCo, os Diretores e executivos são isentos de toda responsabilidade para com a PifCo, salvo no caso de prejuízos que decorram como resultado da desonestidade própria de referida parte. Contas As contas relativas a assuntos da PifCo são mantidas na forma em que os Diretores vierem a determinar de tempos em tempos e podem ser auditadas na forma em eles vierem a determinar de tempos em tempos. Contudo, não há nenhuma exigência relativa à legislação das Ilhas Cayman em fazer a auditoria das contas da PifCo. Alteração do Contrato Social A PifCo poderá, por deliberação extraordinária dos acionistas, alterar seu documento constitutivo e estatuto social. Transferência para fora da Jurisdição A PifCo poderá, por deliberação extraordinária dos acionistas, transferir da jurisdição das Ilhas Cayman para qualquer outra jurisdição que permita tal transferência. Contratos Relevantes Petrobras Para obter informações relacionadas a contratos relevantes, consulte o Item 4, “Informações sobre a Empresa” e o Item 5 “Análise e Perspectivas Operacionais e Financeiras.” PifCo Para obter informações relacionadas a contratos relevantes da PifCo, consulte o Item 4, “Informações sobre a Empresa” e o Item 5 “Análise e Perspectivas Operacionais e Financeiras”. As declarações que constam neste relatório anual com relação ao teor de qualquer contrato ou de outro documento não são necessariamente completas e, no caso do contrato ou outro documento ser anexo do relatório anual, cada uma dessas declarações está qualificada em todos os aspectos pelas disposições do contrato real ou de outros documentos. Controles de Câmbio da Petrobras Não há restrições quanto à titularidade das ações ordinárias ou preferenciais por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas fora do Brasil. O direito de converter pagamentos de dividendos e o produto da venda de ações em moeda estrangeira e de remeter esses valores para fora do Brasil poderá estar sujeito a restrições nos termos da legislação sobre investimento estrangeiro que, em geral, exige, entre outras coisas, que os investimentos pertinentes sejam

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registrados junto ao Banco Central do Brasil. Caso quaisquer restrições sejam impostas à remessa de capital estrangeiro para o exterior, elas poderiam prejudicar ou impedir a Companhia Brasileira de liquidação e Custódia (CBLC), na qualidade de custodiante das ações ordinárias e preferenciais representadas pelas American Depositary Shares, ou os detentores registrados que tenham trocado as American Depositary Shares por ações ordinárias ou ações preferenciais, de converter dividendos, distribuições ou o produto de qualquer venda das referidas ações ordinárias ou ações preferenciais, conforme o caso, em dólares norte-americanos e remeter esses dólares para o exterior. Os investidores estrangeiros poderão registrar seu investimento de acordo com a Lei no. 4.131 de 3 de setembro de 1962 ou da Resolução no. 2.689. O registro de acordo com a Resolução no. 2.689 confere tratamento fiscal favorável a investidores estrangeiros que não residam em um paraíso fiscal, conforme definição contida na legislação tributária brasileira. Consulte “—Tributação Relativa às Nossas ADSs e Ações Ordinárias e Preferenciais — Considerações sobre Impostos Brasileiros”. Nos termos da Resolução no. 2.689, os investidores estrangeiros poderão investir em quase todos os ativos financeiros e participar de quase todas as transações disponíveis nos mercados financeiros e de capitais brasileiros, desde que certas exigências sejam cumpridas. De acordo com a Resolução no. 2.689, a definição de investidor estrangeiro inclui pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos mútuos e outras entidades de investimento coletivo, com residência, sede ou domicílio no exterior. De acordo com a Resolução No. 2.689, o investidor estrangeiro deverá: • • • • Nomear, pelo menos, um representante no Brasil com poderes para praticar atos em relação ao seu investimento; nomear um depositário autorizado no Brasil para seus investimentos; obter registro na qualidade de investidor estrangeiro junto à CVM; e obter registro de seu investimento estrangeiro junto ao Banco Central do Brasil.

Os títulos e outros ativos financeiros detidos por um investidor de acordo com a Resolução no. 2.689 deverão ser registrados ou mantidos em contas de depósito ou sob custódia de instituição devidamente licenciada pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM. Além disso, qualquer transferência de títulos detidos de acordo com a Resolução no. 2.689 deverá ser realizada em bolsas de valores ou por intermédio de mercados de balcão organizados licenciados pela CVM, salvo as transferências resultantes de uma reestruturação societária, ou quando da ocorrência de morte de um investidor, por força de lei ou de testamento. Os detentores de American Depositary Shares que não registraram seu investimento junto ao Banco Central do Brasil podem ser afetados de forma desfavorável por atrasos ou recusas na concessão de qualquer aprovação do governo necessária para conversões de pagamentos efetuados em reais e remessas para o exterior desses valores convertidos. Os Regulamentos do Anexo III dispõem sobre a emissão de recibos de depositário nos mercados estrangeiros a respeito de ações de emissores brasileiros. O depositário das ADSs obteve junto ao Banco Central do Brasil um certificado de registro eletrônico a respeito do nosso programa de ADR existente. De acordo com o registro, o custodiante e o depositário poderão converter dividendos e outras distribuições em relação às ações pertinentes representadas por ADSs em moeda estrangeira e remeter o produto para fora do Brasil. Após o fechamento de uma oferta internacional, o certificado de registro eletrônico será alterado pelo depositário a respeito das ADSs vendidas na oferta internacional e será mantido pelo custodiante brasileiro em relação às ações pertinentes em nome do depositário. Na hipótese de um detentor de ADSs trocar as ADSs pelas ações subjacentes, o detentor terá o direito de continuar a confiar no registro eletrônico por cinco dias úteis a contar da troca. Subseqüentemente, a menos que as ações pertinentes sejam detidas de acordo com a Resolução no. 2.689 por um investidor devidamente registrado, ou um detentor das ações pertinentes solicitar e obter um novo certificado de registro junto ao Banco Central do Brasil, o detentor não poderá converter em moeda estrangeira e remeter para fora do Brasil o produto

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da alienação ou das distribuições das ações pertinentes e o detentor, caso não seja registrado nos termos da Resolução no. 2.689, ficará sujeito a um tratamento fiscal brasileiro menos favorável do que o dispensado a um detentor de ADSs. Além disso, caso o investidor estrangeiro resida em um "paraíso fiscal", o investidor também estará sujeito a um tratamento fiscal menos favorável. Consulte o Item 3 “Informações Principais – Fatores de Risco - Riscos Relativos aos Nossos Títulos de Dívida e Títulos Patrimoniais” e “— Tributação Relativa às Nossas ADSs e Ações Ordinárias e Preferenciais - Considerações Fiscais Brasileiras.” PifCo Não existem: • leis, decretos ou regulamentos do governo nas Ilhas Cayman que restrinjam a exportação ou importação de capital, inclusive de dividendo e de outros pagamentos a detentores de títulos que não residam nas Ilhas Cayman, desde que esses titulares não residam em países sujeitos a certas sanções pelas Nações Unidas ou pela União Européia; e limitações sobre o direito de titulares não residentes ou estrangeiros impostos pela legislação da Ilhas Cayman ou pelo Contrato Social da PFICo de deter ações da PifCo ou votar.

Tributação Relativa às Nossas ADSs e Ações Ordinárias e Preferenciais O resumo a seguir contém uma descrição de considerações relevantes sobre imposto de renda federal brasileiro e dos Estados Unidos que podem ser pertinentes à compra, titularidade e alienação de ações preferenciais ou ordinárias ou de ADSs por um titular. Este resumo não descreve nenhuma conseqüência tributária que possa surgir de acordo com a legislação de qualquer estado, município ou jurisdição tributária, exceto a legislação do Brasil e dos Estados Unidos. Este resumo tem como base a legislação tributária do Brasil e dos Estados Unidos vigente na data deste relatório anual e que está sujeita a mudanças (possivelmente com efeito retroativo). Este resumo também tem como base as declarações do depositário e a assunção de que as obrigações contidas no contrato de depósito e em qualquer documento relacionado serão cumpridas de acordo com seus respectivos termos. Esta descrição não é uma descrição abrangente das considerações tributárias que possam ser pertinentes para qualquer investidor específico, inclusive as considerações tributárias originadas das normas de aplicação geral a todos os contribuintes ou a certas classes de investidores, ou normas que geralmente presume-se que os investidores conheçam. Os possíveis compradores de ações ordinárias ou preferenciais ou de ADSs devem consultar seus Diretores fiscais a respeito das conseqüências tributárias da aquisição, titularidade e alienação de ações ordinárias ou preferenciais ou de ADSs. Não existe um tratado de imposto de renda entre os Estados Unidos e o Brasil. Nos últimos anos, as autoridades fiscais do Brasil e dos Estados Unidos mantiveram discussões que poderão resultar no referido tratado. Porém, não podemos prever se ou quando um tratado entrará em vigor ou de que forma ele afetará os titulares norte-americanos de ações ordinárias ou preferenciais ou de ADSs. Considerações sobre Impostos Brasileiros Geral A discussão a seguir resume as conseqüências tributárias brasileiras relevantes da aquisição, titularidade ou alienação de ações ordinárias ou preferenciais ou ADSs, conforme for o caso, por um titular que não seja domiciliado no Brasil, denominado também titular não brasileiro, para fins de tributação brasileira e, no caso de um titular de ações preferenciais ou ordinárias que tenha registrado seu investimento em ações preferenciais ou ordinárias no Banco Central do Brasil como investimento em dólares dos Estados Unidos. De acordo com as leis brasileiras, os investidores podem investir em ações preferenciais ou ordinárias de acordo com a Resolução no. 2.689 ou com a Lei no. 4.131 de 3 de setembro de 1962. Os investimentos em conformidade com a Resolução no. 2.689 proporcionam um tratamento fiscal favorável para investidores estrangeiros que não residam em uma jurisdição em paraíso fiscal. As normas da Resolução no. 2.689 permitem

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que os investidores estrangeiros invistam em quase todos os instrumentos e participem de quase todas as transações disponíveis nos mercados financeiros e de capitais brasileiros, desde que sejam cumpridas certas exigências. De acordo com a Resolução no 2.689, a definição de investidor estrangeiro inclui pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos mútuos e outras entidades de investimento coletivo, com residência, sede ou domicílio no exterior. De acordo com esta norma, os investidores estrangeiros devem: (i) nomear pelo menos um representante no Brasil com poderes para praticar atos relacionados a um investimento estrangeiro; (ii) preencher o formulário apropriado para registro de investidor estrangeiro; (iii) registrar-se como investidor estrangeiro junto à CVM e (iv) registrar o investimento estrangeiro junto ao Banco Central do Brasil. Os títulos e outros ativos financeiros detidos por um investidor estrangeiro de acordo com a Resolução nº. 2.689 deverão ser registrados ou mantidos em contas de depósito ou sob custódia de uma instituição devidamente licenciada pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM. Além disso, a negociação de títulos fica restrita às operações executadas em bolsas de valores ou em mercados de balcão organizados e licenciados pela CVM. Tributação de Dividendos Os dividendos que pagamos, inclusive dividendos de ações e outros dividendos pagos em bens ao depositário em relação às ADSs, ou a um titular que não seja brasileiro em relação às ações preferenciais ou ordinárias, atualmente estão sujeitos a retenção de imposto na fonte no Brasil. Devemos pagar aos nossos acionistas (inclusive aos titulares de ações ordinárias ou preferenciais ou ADSs) juros sobre o valor dos dividendos pagáveis a eles, à taxa SELIC a partir do final de cada exercício fiscal até a data do pagamento efetivo desses dividendos. Esses pagamentos de juros são considerados como renda fixa e estão sujeitos à retenção de imposto na fonte a taxas variáveis dependendo do período de incidência dos juros. A taxa de juros varia de 15%, no caso de juros acumulados por um período maior que 720 dias, a 22,5%, no caso de juros acumulados por um período de até 180 dias. Porém, os detentores de ADSs e os detentores de ações preferenciais ou ordinárias que não residem nem são domiciliados em jurisdições de paraíso fiscal, investindo de acordo com a Resolução no. 2689 estão sujeitos à retenção de imposto retido na fonte a uma taxa reduzida, atualmente de 15%. Consulte “—Beneficiários Residentes ou Domiciliados em Jurisdições de Paraísos Fiscais ou de Baixa Tributação”.” Tributação sobre Juros sobre o Patrimônio Líquido Qualquer pagamento de juros sobre o patrimônio líquido a detentores de ADSs ou de ações preferenciais ou ordinárias, sejam eles residentes brasileiros, ou não, está sujeito ao imposto de renda retido na fonte no Brasil a uma alíquota de 15% na ocasião em que registrarmos esse passivo, seja o pagamento efetivo realizado nessa ocasião ou não. Consulte “—Estatuto Social da Petrobras—Pagamento de Dividendos e Participações no Patrimônio Líquido”. No caso de residentes que não sejam brasileiros e que residam em uma jurisdição de paraíso fiscal, a alíquota de imposto de renda retido na fonte aplicável é de 25%. Consulte “—Beneficiários Residentes ou Domiciliados em Jurisdições de Paraísos Fiscais ou de Baixa Tributação”. O pagamento de juros pela taxa SELIC que é aplicada a pagamentos de dividendos se aplica igualmente a pagamentos de juros sobre o capital próprio. A determinação de se faremos ou não distribuições na forma de juros sobre o capital próprio ou na forma de dividendos é feita por nosso conselho de administração na ocasião em que as distribuições tiverem que ser feitas. Não podemos determinar como nosso conselho de administração fará essas determinações em relação a distribuições futuras. Tributação de Ganhos Para fins de tributação brasileira, há dois tipos de detentores não brasileiros de ADSs ou de ações preferenciais ou ordinárias: (i) detentores brasileiros não residentes nem domiciliados em uma jurisdição de paraíso fiscal, e que, no caso de detentores de ações preferenciais ou ordinárias, estejam registrados perante o Banco Central do Brasil e a CVM para investir no Brasil de acordo com a Resolução no. 2.689 e (ii) outros detentores não brasileiros, que incluem todas e quaisquer pessoas não residentes no Brasil e que invistam em títulos patrimoniais de empresas brasileiras através de quaisquer outros meios (inclusive de acordo com a Lei no. 4.131 de 1962) e todos os tipos de investidores que estejam situados em jurisdições de paraíso fiscal. Os investidores identificados na cláusula (i) acima estão sujeitos a tratamento tributário favorável no Brasil, de acordo

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com a descrição abaixo. Consulte “—Beneficiários Residentes ou Domiciliados em Jurisdições de Paraísos Fiscais ou de Baixa Tributação.” De acordo com a Lei no. 10.833, datada de 29 de dezembro de 2003, os ganhos de capital realizados na alienação de ativos tangíveis localizados no Brasil, por residentes não brasileiros, para outros residentes ou não, realizada fora ou dentro do Brasil, estão sujeitos a impostos no Brasil a uma alíquota de 15% (uma alíquota de 25% é aplicável se realizados pelos investidores residentes em uma jurisdição em paraíso fiscal, isto é, um país que não imponha nenhum imposto de renda ou que imponha imposto a uma alíquota máxima inferior a 20%). Entendemos que as ADSs não se enquadram dentro da definição de ativos tangíveis localizados no Brasil para os fins desta lei, mas até agora não houve nenhum pronunciamento das autoridades fiscais nem regulamentos judiciais a esse respeito. Portanto, não podemos prever se esse entendimento prevalecerá nos tribunais do Brasil. O depósito de ações preferenciais ou ordinárias em troca de ADSs pode estar sujeito a ganhos de capital no Brasil a uma taxa de 15%, se o valor previamente registrado junto ao Banco Central do Brasil como investimento estrangeiro em ações preferenciais ou ordinárias for inferior: • • ao preço médio por ação preferencial ou ordinária em uma bolsa de valores brasileira na qual o maior número de ações desse tipo for vendido no dia do depósito; ou se nenhuma ação preferencial ou ordinária tiver sido vendida nesse dia, ao preço médio na bolsa de valores brasileira em que o maior número de ações preferenciais ou ordinárias tiver sido vendido nas 15 sessões de negociação que tiverem imediatamente precedido esse depósito. Nesse caso, a diferença entre o valor previamente registrado e o preço médio das ações preferenciais ou ordinárias calculado como o mencionado acima, será considerado ganho de capital.

Os investidores registrados de acordo com a Resolução no. 2.689 e que não estejam localizados em uma jurisdição de paraíso fiscal estão isentos da tributação sobre os ganhos de capital. A retirada de ADSs em troca de ações preferenciais ou ordinárias não está sujeita à tributação brasileira. Ao receber as ações preferenciais ou ordinárias subjacentes, o detentor não brasileiro registrado de acordo com a Resolução no. 2.689 terá direito de registrar o valor em dólar norte-americano dessas ações junto ao Banco Central do Brasil conforme descrito abaixo em “Capital Registrado”. Os detentores não brasileiros não estão sujeitos a tributação no Brasil sobre ganhos realizados em vendas de ações preferenciais ou ordinárias para detentores não brasileiros que ocorram no exterior. Os detentores não brasileiros que não estiverem localizados em uma jurisdição de paraíso fiscal estão sujeitos ao imposto de renda tributado a uma alíquota de 15% sobre ganhos realizados em bolsas de valores, de mercadorias e futuros e vendas ou trocas de ações preferenciais ou ordinárias que ocorram no Brasil ou com um residente do Brasil. Com relação ao produto de um resgate ou distribuição de liquidação a respeito de ações preferenciais ou ordinárias, a diferença entre o valor efetivamente recebido pelo acionista e o valor da moeda estrangeira registrado junto ao Banco Central do Brasil, contabilizado em reais pela taxa de câmbio comercial na data de resgate ou distribuição de liquidação, estará também sujeita a imposto de renda a uma alíquota de 15%. Os ganhos realizados decorrentes de operações nas bolsas de valores, de futuro ou de commodities brasileiras por um investidor registrado de acordo com a Resolução no. 2.689, que não esteja localizado em uma jurisdição de paraíso fiscal, estão isentas de imposto de renda brasileira. Consulte “- Beneficiários Residentes ou Domiciliados em Paraísos Fiscais ou Jurisdições de Baixa Tributação.” Os ganhos realizados em operações relacionadas a bolsas de valores, de futuro ou de commodities e sobre vendas ou trocas de ações preferenciais ou ordinárias que ocorram no Brasil ou com um residente: • do Brasil também estarão sujeitas a uma tarifa de 0,005% de imposto de renda retido no fonte, considerado como uma tributação paga antecipadamente. Os Investidores registrados de acordo com a Resolução no. 2.689 E que não estão localizados em um paraíso fiscal também estão isentos deste tipo de tributação. Qualquer exercício de direitos preferenciais relacionados às ações preferenciais ou ordinárias não estarão sujeitos a tributação brasileira. Qualquer ganho com a venda ou cessão de direitos preferenciais relacionados às

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ações preferenciais ou ordinárias pelo depositário em nome dos detentores de ADSs estarão sujeitos a imposto de renda brasileiro de acordo com as mesmas normas aplicáveis à venda ou alienação de ações preferenciais ou ordinárias, salvo se essa venda ou cessão for realizada em bolsa de valores por um investidor que, de acordo com a Resolução no. 2.689, não resida em uma jurisdição de paraíso fiscal, em cujo caso os ganhos estão isentos de imposto de renda. Não existe nenhuma garantia de que o tratamento preferencial atual para detentores de ADSs e para alguns detentores não brasileiros de ações preferenciais ou ordinárias de acordo com a Resolução no. 2.689 continuará no futuro. Tributação de Operações de Câmbio (IOF/Câmbio) De acordo com a Lei no. 8.894 de 21 de junho de 1994 e com o Decreto No. 6.306 de 14 de dezembro de 2007, a conversão em moeda brasileira do produto recebido por uma entidade brasileira em relação a um investimento estrangeiro no mercado brasileiro de títulos (inclusive aqueles correspondentes a um investimento em ações preferenciais ou ordinárias ou em ADSs e aqueles em conformidade com a Resolução no. 2.689) e a conversão em moeda estrangeira do produto recebido por um detentor não brasileiro está sujeita à tributação sobre operações de câmbio conhecidas como IOF/Câmbio, que atualmente é aplicada a uma taxa de zero por cento na maioria das operações. Contudo, de acordo com a Lei no. 8.894, a taxa de IOF/Câmbio pode ser aumentada em qualquer momento para um máximo de 25% por decisão do Ministro da Fazenda, mas somente em relação às operações de câmbio realizadas após o aumento da taxa aplicável. Em 2009, o Decreto 6.983 aumentou a taxa do IOF/Câmbio de 0% para 2% para as transações envolvendo investimentos estrangeiros no mercado de títulos brasileiro por residentes não-brasileiros. A taxa do IOF/Câmbio continua sendo 0% para: (i) pagamentos de dividendos e juros sobre o patrimônio líquido para residentes não-brasileiros e (ii) repatriação de fundos investidos no mercado de títulos brasileiro por residentes não-brasileiros. Tributação sobre Operações de Títulos e Valores Mobiliários (IOF/Títulos) A Lei No. 8.894 de 21 de junho de 1994 e o Decreto No. 6.306 de 14 de dezembro de 2007 criaram Imposto sobre Operações de Títulos e Valores Mobiliários, ou IOF/Títulos, que pode ser imposto sobre quaisquer operações que envolvam títulos e valores mobiliários realizadas no Brasil, mesmo que essas operações sejam executadas em bolsas de valores, de futuros ou de commodities brasileiras. Como regra geral, a alíquota desse imposto atualmente é zero, mas o governo brasileiro pode aumentá-la para 1,5% por dia, porém, somente em relação às operações realizadas após o aumento da alíquota aplicável. Em 2009, o Decreto 7.011 aumentou a taxa de IOF/Títulos de 0% para 1,5% para as transações envolvendo a cessão de ações, realizadas no mercado de títulos brasileiro. Outros Impostos Brasileiros No Brasil não há impostos sobre herança, doação ou sucessão aplicáveis à titularidade, transferência ou alienação de ações preferenciais ou ordinárias ou ADSs por um detentor não brasileiro, salvo os impostos sobre doação e herança cobrados por alguns estados do Brasil sobre doações ou heranças concedidas por pessoas físicas ou jurídicas não residentes ou domiciliadas no Brasil para pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas nos referidos estados do Brasil. No Brasil não há impostos nem tributos sobre selo, emissão, registro ou impostos ou tributos similares a serem pagos pelos detentores de ações preferenciais ou ordinárias ou ADSs. Beneficiários Residentes ou Domiciliados em Jurisdições de Paraísos Fiscais ou de Baixa Tributação A Lei n° 9.779 de 1° de janeiro de 1999 estabelece que, salvo em circunstâncias prescritas limitadas, a renda derivada de operações realizadas por um beneficiário, residente ou domiciliado em um país considerado como paraíso fiscal está sujeita à retenção de imposto de renda na fonte a uma alíquota de 25%. Considera-se como paraísos fiscais os países que não impõem nenhuma imposto de renda ou que impõem esse imposto a uma alíquota máxima inferior a 20%. A Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008 expandiu a lista de características que podem classificar um país como paraíso fiscal. A Receita Federal atualmente mantém uma lista de países e jurisdições considerados paraísos fiscais e pode alterar esta lista para incluir outros países ou jurisdições devido a esta nova lei. Conseqüentemente, se a distribuição de juros atribuídos ao patrimônio líquido for feita a um beneficiário residente ou domiciliado em uma jurisdição de paraíso fiscal, será aplicada uma alíquota de imposto

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de renda de 25%. Os investidores estrangeiros registrados de acordo com a Resolução nº 2.689 que estejam localizados em um paraíso fiscal estarão sujeitos ao imposto de renda de 15% sobre os ganhos realizados com transações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros e sobre vendas ou trocas de ações preferenciais ou ordinárias no Brasil ou que ocorram com um residente no Brasil. A tarifa de 0,005% do imposto de renda retido na fonte também se aplica sobre tais ganhos e é considerada como tributação paga antecipadamente Capital Registrado O valor de um investimento em ações preferenciais ou ordinárias mantidas por um detentor não brasileiro que obtenha registro de acordo com a Resolução no. 2.689, ou pelo depositário representando esse detentor, está qualificado para registro junto ao Banco Central do Brasil; e esse registro (o valor assim registrado sendo chamado de capital registrado) permite a remessa para fora do Brasil de moeda estrangeira, convertida pela taxa de câmbio comercial, adquirida com o produto das distribuições e os valores realizados a respeito das alienações dessas ações preferenciais ou ordinárias. O capital registrado referente a cada ação preferencial ou ordinária comprada como parte da oferta internacional ou comprada no Brasil após a data deste documento, e depositada com o depositário será igual ao seu preço de compra (em dólares norte-americanos). O capital registrado referente a uma ação preferencial ou ordinária que for retirada mediante resgate de uma ADS será o valor equivalente em dólar norte-americano: • • ao preço médio de uma ação preferencial ou ordinária na bolsa de valores brasileira em que foi vendido o maior volume dessas ações no dia da retirada; ou se nenhuma ação preferencial ou ordinária tiver sido vendida nesse dia, ao preço médio na bolsa de valores brasileira em que o maior número de ações preferenciais ou ordinárias tiver sido vendido nas 15 sessões de negociação que tiverem imediatamente precedido essa retirada.

O valor em dólar norte-americano do preço médio das ações preferenciais ou ordinárias é determinado com base na cotação média das taxas de câmbio comercial em dólar norte-americano/real pelo sistema de informação do Banco Central do Brasil nessa data (ou, se o preço médio das ações preferenciais ou ordinárias for determinado de acordo com a segunda opção acima, pela média dessas taxas de cotação média nos mesmos 15 dias utilizados para determinar o preço médio das ações preferenciais ou ordinárias). Um detentor não brasileiro de ações preferenciais ou ordinárias poderá sofrer atrasos na realização desse registro, que podem atrasar as remessas para o exterior. Esse atraso pode afetar de forma desfavorável o valor, em dólar norte-americanos, recebido pelo detentor não brasileiro. Consulte o Item 3 “Informações Principais — Fatores de Risco — Riscos Relacionados aos Nossos Títulos da Dívida ou Títulos Patrimoniais.” Considerações sobre Imposto de Renda Federal dos EUA Este resumo descreve as principais consequências fiscais da propriedade e alienação de ações ordinárias e preferenciais ou ADSs, com base no Código da Receita Federal de 1986, e emendas posteriores (Código), seu histórico legislativo, regulamentos do Tesouro Americano existentes e propostos promulgados de acordo com aquele código, normas publicadas pela Receita Federal dos EUA (IRS) e decisões judiciais, todos em vigor na data deste, cujas autorizações estão todas sujeitas a interpretações diferentes e alterações, interpretações diferentes e alterações estas que poderiam se aplicar retroativamente. Este resumo não pretende ser uma descrição abrangente de todas as conseqüências fiscais que podem ser relevantes para uma decisão de manter ou alienar ações ordinárias ou preferenciais, ou ADSS. Este resumo se aplica apenas a compradores de ações ordinárias ou preferenciais ou de ADSs que mantenham as ações ordinárias ou preferenciais ou ADSs como bens de capital (geralmente, propriedades mantidas para investimento) e não se aplica a classes especiais de detentores como, por exemplo, corretores de títulos ou moedas, detentores cuja moeda funcional não seja o dólar norte-americano, detentores de 10% ou mais de nossas ações (levando em conta ações mantidas diretamente ou através de acordos de depositários), organizações isentas de impostos, instituições financeiras, detentores responsáveis pelo imposto mínimo alternativo, negociadores de títulos que decidem contabilizar seus investimentos em ações ordinárias ou preferenciais ou em ADSs com base em um ajuste ao preço de mercado (mark-to-market), pessoas que tenham realizado uma transação de venda construtiva em relação a ações ordinárias ou preferenciais ou ADSs, e pessoas que detenham ações ordinárias ou preferenciais ou ADSs em uma operação de hedging ou como parte de uma operação de straddle ou conversão.

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CADA PORTADOR DEVE CONSULTAR SEU PRÓPRIO CONSULTOR FISCAL A RESPEITO DAS CONSEQÜÊNCIAS TRIBUTÁRIAS GERAIS QUANTO A ISSO, INCLUSIVE AS CONSEQÜÊNCIAS DE ACORDO COM LEIS OUTRAS, EXCETO AS LEIS DE IMPOSTO DE RENDA FEDERAL, DE UM INVESTIMENTO EM AÇÕES ORDINÁRIAS OU PREFERENCIAIS OU ADSs. As ações preferenciais serão tratadas como patrimônio para fins de imposto de renda federal norteamericano. Em geral, para os fins do Código de Receita Interna dos EUA de 1986 (ou “Código”), um detentor de ADS será tratado como o detentor das ações ordinárias ou preferenciais representadas por esses ADSs, não sendo nenhum ganho ou prejuízo reconhecido se ADSs forem trocadas pelas ações ordinárias ou preferenciais por esse ADS. Nesta discussão, as referências a ADSs referem-se a ADSs relacionadas tanto a ações ordinárias quanto preferenciais e as referências a “detentor norte-americano” correspondem a um detentor de ADS que: • • seja cidadão ou residente dos Estados Unidos da América; seja uma sociedade constituída de acordo com as leis dos Estados Unidos da América, algum estado desse país, ou o Distrito de Columbia; ou

• esteja de alguma outra forma sujeito a tributação de renda federal norte-americana em uma base líquida com relação a ações ou ADS. Tributação das Distribuições Um detentor norte-americano reconhecerá a renda de dividendos ordinários para fins de imposto de renda federal norte-americano em um valor igual ao valor de qualquer espécie e valor de qualquer bem que distribuímos como dividendo à medida que essa distribuição for paga a partir de nossos rendimentos e lucros correntes ou acumulados, conforme determinado para fins de imposto de renda federal norte-americano, quando essa distribuição for recebida pelo custodiante ou pelo detentor norte-americano no caso de um detentor de ações ordinárias ou preferenciais. O valor de qualquer distribuição incluirá o valor do imposto brasileiro retido na fonte sobre o valor distribuído, e o valor de uma distribuição paga em reais será mensurado com referência à taxa de câmbio para conversão de reais em dólares norte-americanos vigente na data em que a distribuição for recebida pelo custodiante ou por um detentor norte-americano no caso de um detentor de ações ordinárias ou preferenciais. Se o custodiante, ou detentor norte-americano no caso de um detentor de ações ordinárias ou preferenciais, não converter esses reais em dólares norte-americanos na data em que os receber, é possível que o detentor norte-americano reconheça um prejuízo ou ganho, que seria um prejuízo ou ganho ordinário, quando os reais forem convertidos em dólares norte-americanos. Os dividendos que pagamos não serão qualificados para a dedução de dividendos recebidos concedida à sociedades de acordo com o Código. Sujeito a certas exceções para posições de curto prazo com hedge, o valor em dólar norte-americano dos dividendos recebidos por um detentor norte-americano que não seja uma empresa antes de 1º de janeiro de 2011 a respeito das ADSs estará sujeito a tributação a uma alíquota máxima de 15% se os dividendos forem “dividendos qualificados”. Os dividendos pagos em ADSs serão tratados como dividendos qualificados se (i) as ADSs forem prontamente comercializáveis em um mercado de títulos estabelecido nos Estados Unidos e (ii) a Companhia não tiver sido, no ano anterior ao ano no qual o dividendo foi pago, e não for, no ano no qual o dividendo é pago, uma empresa de investimento estrangeira passiva (PFIC). As ADSs são registradas na Bolsa de Valores de Nova York, e estarão qualificadas como prontamente negociáveis em um mercado de títulos estabelecido nos Estados Unidos, desde que estejam registradas dessa forma. Com base nas demonstrações financeiras auditadas da Companhia e os dados relevantes de mercado e de acionistas, a Companhia acredita que não foi tratada como uma PFIC para fins de imposto de renda federal norte-americano de seu exercício tributável de 2008 ou 2009. Além disso, com base nas demonstrações financeiras auditadas da Companhia e suas expectativas atuais a respeito do valor e da natureza de seus ativos, as fontes e a natureza de sua renda, e os dados pertinentes de mercado e de acionistas, a Companhia não espera tornar-se uma PFIC para seu exercício tributável de 2010. Com base na orientação existente, não está claro se os dividendos recebidos com relação a ações serão tratados como dividendos qualificados, devido às próprias ações não estarem registradas em uma bolsa de valores norte-americana. Além disso, o Tesouro dos EUA anunciou sua intenção de promulgar regras de acordo com as quais os detentores de

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ADSs e os intermediários através dos quais esses títulos são mantidos terão permissão para confiar nas certificações de emissores para tratar os dividendos como qualificados para fins de elaboração de relatórios de impostos. Em virtude de esses procedimentos ainda não terem sido emitidos, não está claro se a Sociedade será capaz de cumprir esses procedimentos. Os detentores de ADSs norte-americanos devem procurar seus consultores tributários em relação à disponibilidade das taxas de dividendos reduzidas, em relação às suas circustâncias em particular. As distribuições provenientes de rendimentos e lucros relativos a ações ou ADSs geralmente serão tratadas como renda de dividendos de fontes de fora dos Estados Unidos e, em geral, serão tratados como “renda passiva” para fins de crédito de imposto estrangeiro norte-americano. Sujeito a certas limitações, a retenção de imposto de renda na fonte no Brasil em relação a qualquer distribuição a respeito das ações ou ADSs pode ser reivindicada como crédito contra a responsabilidade de imposto de renda federal norte-americano de um detentor norte-americano, ou a critério do detentor norte-americano, essa retenção de imposto de renda na fonte brasileira pode ser considerada como uma dedução contra a renda tributável. Os créditos de imposto estrangeiro norte-americano não podem ser permitidos para retenção de impostos cobrados no Brasil a respeito de certas posições de curto prazo ou com hedge em títulos ou a respeito de acordos em que o lucro econômico previsto de um detentor norte-americano não seja substancial. Os detentores norte-americanos devem consultar seus próprios consultores fiscais sobre a disponibilidade de obtenção de crédito fiscal estrangeiro norte-americano, incluindo a conversão dos reais em dólares americanos para este fim, em relação a suas circunstâncias em particular. Os detentores de ADSs que forem sociedades estrangeiras ou pessoas físicas estrangeiras não residentes (detentores que não dos EUA) geralmente não estão sujeitos a imposto de renda federal norte-americano nem a retenção de imposto de renda na fonte sobre distribuições a respeito das ações ou ADSs que sejam tratadas como renda de dividendo para fins de imposto de renda federal norte-americano, salvo se os referidos dividendos estiverem efetivamente ligados à condução pelo detentor de um estabelecimento comercial ou empresa nos Estados Unidos. Os detentores de ações e ADSs devem consultar seus próprios consultores fiscais a respeito da viabilidade da alíquota de imposto sobre dividendos ser reduzida em relação às considerações discutidas acima e suas próprias circunstâncias em particular. Tributação de Ganhos de Capital Quando da venda ou outro tipo de alienação de uma ação ou ADS, um detentor norte-americano reconhecerá, em geral, ganho ou prejuízo de capital de fonte norte-americana para fins de imposto de renda federal norte-americano, igual à diferença entre o valor realizado na contraprestação pela alienação e a base de imposto do detentor norte-americano na ação ou na ADS. Qualquer ganho ou prejuízo será um ganho ou perda de capital a longo prazo se as ações ou ADSs forem mantidas por mais de um ano. Os detentores norte-americanos que não são empresas poderão ter direito a uma taxa preferencial de imposto de renda americano federal sobre os ganhos de capital de longo prazo. As perdas de capital podem ser deduzidas da renda tributável, sujeitas a certas limitações. Para fins de imposto de renda federal americano, tal disposição não resulta em receita de fonte estrangeira para o detentor norte-americano. Consequentemente, o detentor norte-americano não poderá usar o cr´dito fiscal estrangeiro associado a qualquer imposto de renda brasileiro imposto sobre tais ganhos, a menos que o detentor possa usar o crédito contra o imposto americano devido sobre outra renda de fonte estrangeira. Os detentores norte-americanos devem consultar seus prórpios consultores sobre a disponibilidade dé obtenção de cédito, incuindo a conversão de reais para dólares americanos para fins de investimento em nossas ações ou ADSs. Um detentor que não seja norte-americano não estará sujeito a imposto de renda federal norteamericano nem retenção de imposto de renda na fonte sobre o ganho realizado na venda ou em outra alienação de uma ação ou de um ADS, salvo se: • • esse ganho estiver efetivamente ligado à condução, pelo detentor, de um estabelecimento comercial ou empresa nos Estados Unidos; ou esse detentor for uma pessoa física que esteja presente nos Estados Unidos da América durante 183 dias ou mais no exercício tributável da venda e que certas outras condições forem cumpridas.

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Retenção para Reserva e Divulgação de Informações O pagamento de dividendos e o produto da venda ou outra alienação de ADSs ou ações ordinárias ou preferenciais a um detentor norte-americano dentro dos Estados Unidos (ou por meio de intermediários financeiros norte-americanos) geralmente podem estar sujeitos a exigências de divulgação de informações a menos que o detentor norte-americano seja um empresa ou outra fonte isenta. Tais dividendos e resultados podem também estar sujeitos a retenção para reserva, a não ser que o detentor norte-americano (i) seja uma empres ou outra fonte isenta, (ii) forneça em tempo hábil o Formulário W-9 da Receita Federal (ou outro formulário substituto aceitável) que contenha o número de identificação de contribuinte de tal detentor amerecano e que certifque a não-ocorrência de perda de isenção do imposto retido reserva. O imposto de renda reserva não é um imposto adicional. O valor de qualquer retenção para reserva recolhida de um pagamento a um detentor norte-americano será permitido como crédito contra a responsabilidade de imposto de renda federal norte-americano de um detentor norte-americano e pode conferir um direito de reembolso, desde que certas informações exigidas sejam fornecidas à Receita Federal. Os detentores norte-americanos devem consultar seus consultores fiscais sobre outras exigências de reporte que possam ocorrer como resultado da compra, titularidade ou venda de nossas ADSs, ou ações ordinárias ou preferenciais. Um detentor que não seja norte-americano geralmente estará isento dessas exigências de divulgar informações e de retenção de imposto para reserva, mas pode ser obrigado a cumprir certos procedimentos de certificação e de identificação para estabelecer sua qualificação para essa isenção. Tributação relativa aos títulos da PifCo O resumo a seguir inclui uma descrição de considerações relevantes sobre imposto de renda federal das Ilhas Cayman, do Brasil e dos EUA, que podem ser relevantes para a compra, titularidade e alienação de títulos de dívida da PfiCo. Este resumo não descreve nenhuma conseqüência tributária originada de acordo com as leis de qualquer estado, município ou jurisdição tributária além da das Ilhas Cayman, Brasil e Estados Unidos. Este resumo tem como base a legislação tributária das Ilhas Cayman, do Brasil e dos Estados Unidos vigente na data deste relatório anual, que está sujeita a mudança (possivelmente com efeito retroativo). Esta descrição não é uma descrição abrangente de todas as considerações tributárias que possam ser pertinentes para qualquer investidor específico, inclusive as considerações tributárias originadas das normas de aplicação geral a todos os contribuintes ou a certas classes de investidores, ou que geralmente presume-se que os investidores conheçam. Os compradores potenciais de títulos devem consultar seus próprios consultores fiscais quanto às conseqüências tributárias da aquisição, titularidade e alienação de títulos. Não existe nenhum tratado para evitar bitributação entre as Ilhas Cayman e os Estados Unidos, entre as Ilhas Cayman e o Brasil ou entre o Brasil e os Estados Unidos. Nos últimos anos, as autoridades fiscais do Brasil e dos Estados Unidos mantiveram discussões que poderão resultar no referido tratado. Porém, não podemos prever se ou quando um tratado entrará em vigor ou de que forma ele afetará os detentores de títulos norte-americanos. Tributação nas Ilhas Cayman De acordo com a lei vigente, a PifCo não está sujeita a imposto sobre renda, capital, transferência, venda ou outros impostos nas Ilhas Cayman. A PfiCo foi constituída como sociedade isenta de acordo com as leis das Ilhas Cayman em 24 de setembro de 1997. A PifCo recebeu um Compromisso quanto a Concessões Tributárias de acordo com o Artigo 6 da Lei de Concessões Tributárias (Revisão de 1999) que dispõe que, por um período de vinte anos a partir da data deste documento, nenhuma lei doravante decretada nas Ilhas Cayman impondo a cobrança de qualquer imposto ou tributo sobre a renda, bens de capital, ganhos ou valorização se aplicará a qualquer renda ou propriedade da PifCo, e que supostamente dispõe que não deve ser cobrado nenhum imposto sobre lucros, renda, ganhos ou valorizações ou o que seja de natureza de imposto sobre espólio ou herança deverá ser pago ou com relação a ações, debêntures ou outras obrigações da PifCo, ou por meio de retenção na fonte de qualquer parte de um pagamento do principal devido de acordo com uma debênture ou outras obrigações da PifCo.

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Nenhuma retenção de imposto na fonte se aplica nas Ilhas Cayman a distribuições pela PifCo com relação a títulos. Os detentores de títulos não estão sujeitos a nenhum imposto de renda, sobre capital, transferência, vendas ou outros impostos nas Ilhas Cayman com relação à compra, titularidade ou alienação dos títulos. Os detentores cujos títulos sejam trazidos para as Ilhas Cayman, ou emitidos nas Ilhas Cayman, serão responsáveis pelo pagamento de imposto de selo de até C.I.$ 250 (dólares das Ilhas Cayman) sobre cada título, a menos que o imposto de selo de C.I.$500 tenha sido pago referente à toda a emissão de títulos (caso em que nenhum outro imposto de selo deve ser pago com relação a tais títulos). Tributação Brasileira A discussão a seguir é um resumo das considerações tributárias brasileiras com relação a um investimento nos títulos por uma pessoa não residente no Brasil. A discussão tem como base a legislação tributária do Brasil em vigor na data deste documento e está sujeita a qualquer alteração na lei brasileira que possa vir a vigorar após essa data. As informações descritas abaixo se destinam a ser apenas uma discussão geral, e não abordam todas as conseqüências possíveis relacionadas a um investimento nos títulos. OS INVESTIDORES POTENCIAIS DEVEM CONSULTAR SEUS PRÓPRIOS CONSULTORES QUANTO ÀS CONSEQÜÊNCIAS DE COMPRAR OS TÍTULOS, INCLUSIVE, SEM LIMITAÇÃO, QUANTO ÀS CONSEQÜÊNCIAS DE RECEBER JUROS E DE VENDER, RESGATAR OU AMORTIZAR OS TÍTULOS OU CUPONS. Geralmente, uma pessoa física, pessoa jurídica, trust ou organização domiciliadas, para fins de imposto, fora do Brasil (um “não-residente”) é tributado no Brasil somente quando a renda é derivada de fontes brasileiras. Portanto eventuais ganhos ou receitas pagos pela PifCo com relação aos títulos emitidos por ela em favor de detentores de títulos não residentes não estão sujeitos a impostos brasileiros. Os juros (incluindo o desconto de emissão original, ou OID, se houver, taxas, comissões, despesas e qualquer outro rendimento a ser pago por um residente brasileiro a um não residente) geralmente estão sujeitos a retenção de imposto de renda na fonte. Atualmente, a alíquota de retenção de imposto de renda é 15% ou alguma outra alíquota mais baixa conforme prevista por um tratado tributário aplicável entre o Brasil e outro país. Se o destinatário do pagamento for domiciliado em uma jurisdição em paraíso fiscal, conforme definição dos regulamentos tributários brasileiros, a alíquota será de 25%.

Se os pagamentos correspondentes aos títulos forem efetuados por uma fonte brasileira, os detentores de títulos serão indenizados de forma que, após o pagamento de todos os impostos brasileiros aplicáveis recolhidos por retenção, dedução ou de outra forma, com relação ao principal, juros (incluindo o OID, se houver) e valores adicionais a serem pagos com relação aos títulos (mais quaisquer juros e multas correspondentes), um detentor de títulos poderá manter um valor igual ao que teria mantido caso esses impostos brasileiros não tivessem sido pagos. O devedor brasileiro, sujeito a certas exceções, pagará valores adicionais a respeito dessa retenção ou dedução para que o detentor receba o valor líquido devido. De acordo com a Lei no. 10.833, datada de 29 de dezembro de 2003, os ganhos de capital realizados na alienação de ativos tangíveis localizados no Brasil, por residentes não brasileiros, para outros não residentes ou não, realizada fora ou dentro do Brasil, estão sujeitos a impostos no Brasil a uma alíquota de 15% (uma alíquota de 25% é aplicável se realizados pelos investidores residentes em uma jurisdição em paraíso fiscal, isto é, um país que não imponha nenhum imposto de renda ou que imponha imposto a uma alíquota máxima inferior a 20%). Entendemos que os títulos que não se enquadram na definição de ativos tangíveis localizados no Brasil para os fins dessa lei, porém, ainda não há um pronunciamento das autoridades fiscais nem determinações judiciais a esse respeito. Portanto, não podemos fornecer garantias se esse entendimento prevalecerá nos tribunais do Brasil. Geralmente, não há imposto de herança, doação, transmissão causa mortis, selo nem outros impostos semelhantes no Brasil em relação à titularidade, transferência, cessão ou à qualquer outra alienação dos títulos por um não residente, com exceção de imposto de herança ou doação cobrados em alguns estados brasileiros em

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relação a doações ou legados por pessoas físicas ou jurídicas que não estejam domiciliadas nem residam no Brasil para pessoas físicas ou jurídicas que não estejam domiciliadas nem residam nesses estados. Tributação Federal da Renda nos EUA O resumo a seguir descreve certas considerações sobre imposto de renda federal nos Estados Unidos que possam ser relevantes para um detentor de um título que seja, para fins imposto de renda federal nos EUA, cidadão ou residente dos Estados Unidos ou uma sociedade do país ou que, de outra forma, esteja sujeito a imposto de renda federal nos Estados Unidos em uma base de lucro líquido com relação aos títulos (um “detentor norte-americano”). Este resumo tem como base o Código, sua história legislativa, regulamentos existentes e propostos do Tesouro dos EUA promulgados de acordo com o Código, regulamentos publicados pelo Serviço da Receita Federal dos EUA, ou IRS, e determinações judiciais, todos vigentes na data deste documento, estando todas as respectivas autoridades sujeitas à mudança ou interpretações divergentes, que podem ser aplicadas retroativamente. Este resumo não pretende abordar todos os aspectos da tributação de renda federal dos Estados Unidos que possam ser pertinentes para determinados investidores tais como, por exemplo, instituições financeiras, seguradoras, distribuidoras ou corretoras de títulos ou moedas, vendedores de títulos que optam por contabilizar seus investimentos em títulos base em um ajuste ao preço de mercado (“mark-to-market”), sociedades de investimento regulamentadas, organizações isentas de imposto, detentores que estão sujeitos a imposto mínimo alternativo, certos detentores de títulos de curto prazo, pessoas que protejam com hedging sua exposição em títulos ou que detenham títulos como parte de uma posição de straddle ou como parte de uma operação de hedging ou “operação de conversão” para fins de imposto de renda federal dos EUA, pessoas que participam de uma operação de “venda construtiva” com relação aos títulos ou Detentor norte-americano cuja moeda funcional, de acordo com a definição da Seção 985 do código, não seja o dólar norte-americano. Os detentores norte-americanos devem estar cientes de que as conseqüências do imposto de renda federal dos EUA de deter os títulos podem ser substancialmente diferentes para os investidores descritos na frase anterior. Além disso, este resumo não aborda nenhuma consideração tributária estrangeira, estadual ou municipal. Este resumo se aplica apenas a compradores originais de títulos que comparam títulos pelo preço original de emissão e que mantenham os títulos como “bens de capital” (geralmente, propriedade mantida para investimento). CADA DETENTOR DEVE CONSULTAR SEU PRÓPRIO CONSULTOR FISCAL A RESPEITO DAS CONSEQÜÊNCIAS TRIBUTÁRIAS GERAIS QUANTO A ISSO, INCLUSIVE AS CONSEQÜÊNCIAS DE ACORDO COM LEIS OUTRAS QUE NÃO AS LEIS DE IMPOSTO DE RENDA FEDERAL DE UM INVESTIMENTO EM TÍTULOS. Pagamentos de Juros Os pagamentos de “juros declarados qualificados”, conforme a definição abaixo, sobre um título (inclusive, os valores adicionais, se houver) serão, em geral, tributados a um detentor norte-americano como receita de juros ordinária quando esses juros forem acumulados ou recebidos de acordo com o método de contabilidade tributária aplicáveis ao detentor norte-americano para fins de imposto federal americano. Em geral, se o “preço de emissão” de um título for menor do que o “preço declarado de resgate no vencimento” por mais de um valor de minimis, esse título será considerado como tendo OID. O preço de emissão de um título é o primeiro preço pelo qual um volume substancial desses títulos é vendido para investidores. O preço de resgate declarado no vencimento de um título geralmente inclui todos os pagamentos que não sejam pagamentos de juros declarados qualificados. Em geral, cada detentor de título norte-americano, mesmo que utilize o regime de caixa ou de competência na contabilidade tributária, terá que incluir em renda bruta, como renda de juros ordinária, a soma das “parcelas diárias” de OID sobre o título, se houver, referente a todos os dias durante o exercício tributável em que o detentor norte-americano possuir o título. As parcelas diárias de OID sobre um título são determinadas alocando-se a cada dia de qualquer período de provisão uma parcela rateável do OID a ser alocada para aquele período de provisão. Em geral, no caso de um detentor inicial, o valor do OID sobre um título a ser alocado a cada período de provisão é determinado (i) multiplicando-se o “preço de emissão ajustado”, conforme a definição

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abaixo, do título no início do período de provisão pelo rendimento do título até o vencimento, e (ii) subtraindo-se desse produto o valor dos juros declarados qualificados a ser alocado para esse período de provisão. Os detentores norte-americanos devem estar cientes de que, geralmente, devem incluir o OID na renda bruta como renda de juros ordinária para fins de imposto de renda federal dos EUA, à medida que acumule, antes de receber o dinheiro atribuído a essa renda. O “preço de emissão ajustado” de um título no início de qualquer período de provisão geralmente é a soma de seu preço de emissão (geralmente incluindo juros acumulados, se houver) e o valor de OID a ser alocado a todos os períodos de provisão anteriores, reduzida pelo valor de todos os pagamentos que não sejam pagamentos de juros declarados qualificados (se houver) e realizados com relação a esse título em todos os períodos de provisão anteriores. O termo “juros declarados qualificados” geralmente significa os juros declarados que devem ser pagos incondicionalmente em dinheiro ou bens (com exceção de instrumentos de dívida do emissor) pelo menos anualmente durante todo o prazo de um título a uma taxa fixa simples de juros ou, sujeito a certas condições, com base em um ou mais índices de juros. A renda de juros, incluindo o OID, a respeito dos títulos, constituirá a renda de fonte estrangeira para fins de imposto de renda federal dos Estados Unidos e, com certas exceções, será tratada separadamente, junto com outros itens de “renda de categoria passiva” para fins de cálculo do crédito de imposto estrangeiro permitido pela legislação de imposto de renda federal dos Estados Unidos. O cálculo dos créditos de imposto estrangeiro envolve a aplicação complexa de normas que dependem das circunstâncias específicas de um detentor norte-americano. Os detentores norte-americanos devem consultar seus próprios Diretores fiscais a respeito da disponibilidade de créditos de imposto estrangeiro e do tratamento de valores adicionais. Venda ou Alienação de Títulos Um detentor norte-americano geralmente reconhecerá ganho ou prejuízo de capital com a venda, troca, baixa contábil ou outro tipo de alienação de um título em um valor igual à diferença entre o valor realizado com essa venda, troca, baixa contábil ou outro tipo de alienação (que não sejam valores atribuídos a juros declarados qualificados acumulados que serão tributados dessa forma) e a base de imposto ajustada desse detentor norteamericano no título. A base de imposto ajustado de um detentor norte-americano no título geralmente é igual ao custo do título para esse detentor norte-americano aumentado por quaisquer valores incluídos na renda bruta por esse detentor norte-americano como OID e reduzido por quaisquer pagamentos que não os pagamentos de juros declarados qualificados sobre esse título. O ganho ou prejuízo realizado por um detentor norte-americano na venda, troca, baixa contábil ou outro tipo de alienação de um título geralmente será considerado ganho ou prejuízo de fonte norte-americana para fins de imposto de renda federal nos Estados Unidos, salvo se for atribuído a um escritório ou outro endereço comercial fixo fora dos Estados Unidos e que certas outras condições sejam cumpridas. O ganho ou prejuízo realizado por um detentor norte-americano será considerado ganho ou perda de capital, e ganho ou perda de capital de longo prazo se os títulos tiverem sido mantidos por mais de um ano. O valor líquido do ganho de capital a longo prazo reconhecido por um detentor pessoa física antes de 1º de janeiro de 2011, em geral, está sujeito a tributação a uma alíquota máxima de 15%. As perdas de capital podem ser deduzidas da renda tributável, sujeito a certas limitações. Retenção para Reserva e Divulgação de Informações Um detentor norte-americano pode, em certas circunstâncias, estar sujeito a “retenção na fonte para reserva” com relação a certos pagamentos feitos a esse detentor, a menos que o detentor (i) seja uma sociedade ou se enquadre em certas outras categorias de isenção, e demonstre esse fato quando isso for exigido, ou (ii) forneça o número de identificação de contribuinte correto, certifique que não está sujeito a retenção na fonte para reserva e, de outra forma, cumpra as exigências aplicáveis das normas de retenção na fonte para reserva. Qualquer valor retido na fonte de acordo com essas normas, em geral, será creditado em preparação à responsabilidade de imposto de renda federal nos EUA do detentor norte-americano. Embora detentores não norte-americanos geralmente estejam isentos de retenção na fonte para reserva, um detentor não norteamericano pode, em certas circunstâncias, ser obrigado a cumprir certos procedimentos de informação e identificação para provar que tem direito a essa isenção.

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Os detentores norte-americanos devem consultar seus consultores fiscais sobre outras exigências de reporte que possam ocorrer como resultado da compra, titularidade ou venda de nossas ADSs, ou ações ordinárias ou preferenciais Detentor que não é Cidadão Norte-Americano Um detentor ou usufrutuário de um título que não seja um detentor norte-americano (um “detentor não norte-americano”) em geral não estará sujeito a imposto de renda federal nem a retenção na fonte nos EUA sobre os juros recebidos sobre os títulos. Além disso, um detentor não norte-americano não estará sujeito ao imposto de renda federal nem a retenção na fonte nos EUA sobre o ganho realizado sobre a venda de títulos salvo se, no caso do ganho realizado por uma pessoa física detentora não norte-americana, o detentor não norte-americano estiver presente nos Estados Unidos durante 183 dias ou mais no exercício tributável da venda e se certas outras condições forem cumpridas. Documentos em Exibição Estamos sujeitos às exigências de informação da Lei de Mercado de Capitais de 1934, e emendas posteriores, e, portanto, protocolamos relatórios e outras informações junto à SEC. Os relatórios e outras informações registradas por nós junto à SEC podem ser inspecionados e copiados na Seção de Referência Pública da SEC em 100 F Street, N.E., Washington, D.C. 20549. Você pode obter outras informações sobre a operação da Seção de Referência Pública ligando para a SEC pelo telefone 1-800-SEC-0330. Também é possível inspecionar os relatórios da Petrobras e outras informações nos escritórios da Bolsa de Valores de Nova York em 11 Wall Street, New York, New York 10005, na qual as American Depositary Shares da Petrobras estão listadas. Nossos registros da SEC também estão disponíveis ao público no site da SEC em http://www.sec.gov. Para obter outras informações sobre como obter cópias dos arquivos públicos da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova York, ligue para (212) 6565060. Também protocolamos demonstrações financeiras e outros relatórios periódicos junto a CVM. Item 11. Petrobras Gerenciamento do Risco Estamos expostos a vários riscos de crédito e mercado decorrentes de nossas atividades comerciais normais. O risco de mercado é a possibilidade de que alterações nas taxas de juros, taxas de câmbio ou preços de commodities afetarão de forma desfavorável o valor de nossos ativos e passivos financeiros ou fluxos de caixa futuros. O risco de crédito é o não-cumprimento por uma contraparte em executar uma obrigação de pagamento sob um contrato comercial ou um contrato derivativo. Usamos os instrumentos derivativos para abordar os riscos de mercado relacionados aos preços de commodities e taxas de câmbio. Esses instrumentos derivativos são usados apenas para neutralizar exposições de mercado resultantes e não são usados com fins especulativos. Não usamos instrumentos derivativos para administrar nossa exposição nas taxas de juros. Os nossos diretores executivos gerenciam o risco de mercado. Abordaremos o risco de crédito seguindo as regras rígidas, supervisionado por um Comitê de Crédito, para avaliar as contrapartes e definir as garantias adequadas. Temos um Comitê de Gerenciamento de Risco que avalia nossas exposições a riscos e estabelece diretrizes que usamos para medir, monitorar e gerenciar o risco relacionado a nossas atividades. O Comitê de Gerenciamento de Risco é composto por membros de todas as nossas áreas de negócios. Risco dos Preços de Commodities As nossas vendas de petróleo e produtos derivados baseiam-se nos preços internacionais, expondo-nos assim a flutuações de preços nos mercados internacionais. Divulgações Qualitativas e Quantitativas sobre o Risco de Mercado

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Celebramos operações com derivativos, principalmente contratos de futuros de energia, a termo, de opções e de swaps para minimizar o impacto de tais flutuações. Os nossos contratos de derivativos prevêem hedges econômicos para compras e vendas antecipadas de petróleo e subprodutos nos mercados internacionais, geralmente previstas para ocorrerem em um período de 30 a 360 dias. A nossa exposição nesses contratos é limitada à diferença entre o valor do contrato e o valor de mercado nos volumes cobertos protegidos por hedge. Vide a Nota Explicativa 20 às nossas demonstrações financeiras consolidadas auditadas para obter outras informações sobre nossas transações derivativas de commodities. A tabela a seguir apresenta uma análise de sensibilidade demonstrando a alteração líquida no valor justo de uma alteração desfavorável de 10% no preço da commodity subjacente em 31 de dezembro de 2009, que é um aumento de 10% no preço da commodity subjacente para Opções, Futuros e Swaps.
Petrobras Valor Justo Quantidade (1) (mbbl) (Em milhões de dólares americanos) 250 1.400 1,03400 Futuros: Contratos de Compra Contratos de Venda .. Swaps: A receber variável / pagamento fixo......... A receber fixo/ pagamento variável .. 10.683 10.521 1,33730 13.029 17.219 0,55401 PifCo Valor Justo (1) (Em milhões de dólares americanos) Total Valor Justo +10% (1) Sensibilidade (Em milhões de (Em milhões de dólares dólares americanos) americanos)

Em circulação em dezembro de 2009

Quantidad e (mbbl)

Quantida de (mbbl)

Opções: Contratos de Compra Contratos de Venda ..

0 0 0

250 1.400 1,0340 25.342 33.852 10,00099 66,76344 1,61276

276 175 0,11062

1.670 927 0,70023

1.603 2.342 1,64141 4,18797

(1)

O valor justo representa uma estimativa de lucro ou perda que seria realizado se os contratos fossem quitados na data do balanço patrimonial.

Riscos de Taxas de Juros e Taxas de Câmbio O risco a taxas de juros ao qual estamos expostos é função de nossa dívida de longo prazo, e em menor proporção, de nossa dívida de curto prazo. Nossa dívida de longo prazo consiste principalmente de títulos e empréstimos incorridos principalmente em relação às despesas de capital e investimentos em projetos de exploração e desenvolvimento e empréstimos a coligadas. Nossa dívida de curto prazo consiste principalmente de financiamentos para importações e exportações denominados em dólares americanos, e empréstimos para capital de giro contraídos com bancos comerciais. De um modo geral, nossa dívida em moeda estrangeira com taxa flutuante está sujeita principalmente a flutuações da LIBOR. Nossa dívida com taxa flutuante expressa em reais está sujeita, sobretudo, a flutuações das taxas de juros no Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), conforme definido pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente não usamos instrumentos derivativos para administrar nossa exposição à flutuação da taxa de juros. Estamos considerando diversas formas de derivativos para reduzir nossa exposição a flutuações da taxa de juros e podemos usar estes instrumentos financeiros no futuro. O risco relativo às taxas de juros ao qual estamos expostos está limitado ao balanço patrimonial e resulta principalmente da incidência de obrigações que não estejam expressas em reais na composição de nossa carteira de dívida. Consulte o Item 5. “Análise e Perspectivas Operacionais e Financeiras — Inflação e Variação Cambial.”

173

A tabela abaixo fornece informações resumidas sobre a nossa exposição ao risco de taxas de juros e de câmbio na composição de nossa carteira de dívida em 2009 e 2008. A carteira de nosso débito inclui débitos de longo prazo, leasings financeiros, financiamentos de projetos e as respectivas partes correntes e débitos de curto prazo.
Total Carteira de dívidas 2009 2008 (%) Em Real: Taxa fixa........................................................................................................................................................ Taxa flutuante............................................................................................................................................... Subtotal ........................................................................................................................................................ Em Dólar Americano: (1) Taxa fixa........................................................................................................................................................ Taxa flutuante (inclui débito de curto prazo)................................................................................................ Subtotal ........................................................................................................................................................ Outras moedas (principalmente o Iene): Taxa fixa........................................................................................................................................................ Taxa flutuante............................................................................................................................................... Subtotal ........................................................................................................................................................ Total .................................................................................................................................................................. Débito da Taxa Flutuante: Em Real ......................................................................................................................................................... Em moeda estrangeira.................................................................................................................................. Débito da Taxa Fixa: Em Real ......................................................................................................................................................... Em moeda estrangeira.................................................................................................................................. Total .................................................................................................................................................................. Dólares Americanos (1) ..................................................................................................................................... Euro................................................................................................................................................................... Iene (Japão)....................................................................................................................................................... Reais (Brasil)...................................................................................................................................................... Total.................................................................................................................................................................. 0,0 21,9 21,9 48,5 27,4 75,9 0,5 1,7 2,2 100,0 21,9 29,1 0,0 49 100,0 75,87 0,09 2,15 21,89 100,0 0,0 26,2 26,2 30,5 36 66,5 3,8 3,5 7,3 100,0 26,2 39,5 0,0 34,3 100,0 66,48 0,25 7,05 26,22 100,0

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(1) Inclui os Títulos em Ienes Japoneses de 2,15% da PifCo com vencimento em 2016, onde o pagamento do principal e de juros foi fixado em dólares americanos de acordo com o cross currency swap descrito abaixo.

A tabela abaixo apresenta informações sobre nosso total de obrigações de dívida em 31 de dezembro de 2009, sensíveis às alterações de taxas de juros e taxa de câmbio. Esta tabela apresenta, por data de vencimento prevista e moeda, os principais fluxos de caixa e as taxas de juros médias destas obrigações. As taxas de juros variáveis baseiam-se na taxa de referência aplicável, LIBOR, TJLP, IGP-M ou CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em 31 de dezembro de 2009.
Valor justo em 31 de dezembro de 2009

2010 Dívida em Euro: Débito de taxa fixa ...... Taxa de Juros média .... Débito de taxa variável ...................... Taxa de Juros média .... Dívida em Iene do Japão: Débito de taxa fixa ...... Taxa de Juros média .... Débito de taxa variável ...................... Taxa de Juros média .... Dívida em Dólar Americano: (1) Débito de taxa fixa ...... Taxa de Juros média .... Débito de taxa variável ...................... Taxa de Juros média .... Dívida em Reais: Débito de taxa variável ...................... Taxa de Juros média .... Total obrigações de dívida ...........................

2011

2012

2013

2014

2015-2040

Total

(Em milhões de dólares americanos, exceto para percentagens) − − 8 1,2% − − 8 2,0% − − 8 2,5% − − 8 3,1% − − 8 3,6% − − 12 5,0% − − 53 − − 50

170 3,6% 129 1,9%

32 1,7% 11 4,3%

32 1,7% 116 1,0%

32 1,7% 116 1,1%

− − 116 1,2%

− − 464 1,9%

265 − 952 −

267 − 902 −

934 7,4% 5.125 1,5% 1.656 10,7% 8.021

469 7,5% 1.776 2,3% 24,745 12,9% 7.041

228 5,4% 2.572 3,5% 1.148 10,4% 4.105

785 8,2% 733 3,6% 614 10,0% 2.288

585 7,2% 734 4,0% 1.408 10,9% 2.851

24.557 7,0% 4.661 6,5% 2.870 9,1% 32.564

27.558 − 15.601 − 12.441 − 56.870

31.445 − 15.872 − 12.073 − 60.610

(1) Inclui os Títulos em Ienes Japoneses de 2,15% da PifCo com vencimento em 2016, onde o pagamento do principal e de juros foi fixado em dólares americanos de acordo com o cross currency swap descrito abaixo.

Nossa estratégia de gerenciamento de risco de moeda estrangeira inclui o uso de instrumentos derivativos para proteção contra a volatilidade de taxas de câmbio, que podem causar impacto no valor de algumas de nossas obrigações. PifCo A PifCo enfrenta os riscos de mercado no curso normal dos negócios, incluindo riscos de taxa de juros, riscos relacionados a alterações nos preços do petróleo e seus derivados, e riscos relacionados à taxa de câmbio. A PifCo faz uso limitado de derivativos para administrar sua exposição a estes riscos de mercado. A PifCo não detém instrumentos derivativos para fins comerciais.

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Risco dos Preços de Commodities A PifCo faz transações com derivativos a fim de mitigar o impacto das flutuações no preço do petróleo e seus derivados. A PifCo usa contratos futuros, swaps e opções para proteger suas margens, antes das transações de compra e venda em mercados internacionais, como mostra a análise de sensibilidade mencionada acima. Riscos de Taxas de Juros e Taxas de Câmbio A PifCo não está sujeita a riscos pelas taxas de câmbio porque 100% de sua dívida é expresso em dólar americano. A PifCo não participa de contratos derivativos nem outros acordos para se proteger com hedge contra o risco de taxa de juros. A tabela abaixo apresenta os valores e taxas de juros médias anuais ponderadas relacionadas por data de vencimento esperado para obrigações de dívida de longo prazo da PifCo em 31 de dezembro de 2009:
Valor justo em 31 de dezembro de 2009

Obrigações da Dívida

2011

2012

2013

2014

2015

2016-2040

Total

(Em milhões de dólares americanos, exceto para percentagens) Dívida em Dólar americano: (1) Débito de taxa fixa ...... 304 70 436 442 22 10.312 11.586 12.716 Taxa de Juros média .... 8,8% 5,5% 8,7% 7,6% 6,4% 6,7% − − Débito de taxa 88 1.192 101 112 50 140 1.683 1.729 variável ...................... 2,1% 4,2% 3,4% 3,9% 4,9% 5,9% − − Taxa de Juros média .... Total obrigações da 392 1.262 537 554 72 10.452 13.269 14.445 dívida .............................. (1) Inclui os Títulos em Ienes Japoneses de 2,15% da PifCo com vencimento em 2016, onde o pagamento do principal e de juros foi fixado em dólares americanos de acordo com o cross currency swap descrito abaixo.

Total Carteira de Dívida

31 de dezembro de 2009(1) 76,5% 23,5% 0% 0% 100,0%

31 de dezembro de 2008 75,2% 18,4% 6,4% 0% 100,0%

Dívida em Dólar Americano: Dívida de taxa fixa ................................................................................................ Dívida de taxa flutuante ................................................................................................ Dívida em Iene (Japão): Dívida de taxa fixa ................................................................................................ Dívida de taxa flutuante ................................................................................................ Total carteira de dívida................................................................................................

(1) Inclui os Títulos em Ienes Japoneses de 2,15% da PifCo com vencimento em 2016, onde o pagamento do principal e de juros foi fixado em dólares americanos de acordo com o cross currency swap descrito abaixo.

Os financiamentos a longo prazo em dólares americanos da PifCo são originados principalmente de títulos e bancos comerciais. Linhas de créditos de negócios, que são utilizados principalmente para a compra de petróleo e derivados no mercado internacional para venda à Petrobras e para a compra das exportações de petróleo e derivados da Petrobras, cujas taxas de juros variavam entre 0,91% e 4,13% em 31 de dezembro de 2009. Em 28 de dezembro de 2009, a PifCo obteve um empréstimo de U.S.$1.500 milhões por meio de uma linha de crédito de curto prazo com o Santander. O empréstimo vence em 2010 com juros iniciais à taxa Libor mais spreads que refletem as taxas de mercado no período da contratação.

176

A tabela abaixo estabelece o valor do swap da moeda cruzada da PifCo, em que ela realiza swap dos pagamentos do principal e dos juros sobre recursos expressos em Iene para valores em dólar americano. A mudança no valor justo indica que o instrumento de hedge é altamente eficaz.
Swaps de Moeda Cruzada vencendo em 2016 Valor Justo 31 de dezembro de 2009 31 de dezembro de 2008 (US$ milhão) 65 47

Taxa de Juros Valor Ideal (%) (Milhão de Iene Japonês) 35.000 5,69 2,15 35.000

Fixo para Fixo ........................................... Taxa de pagamento média (US$) ............. Taxa de recebimento média (Iene Japonês) .................................................. Total Swaps de Moeda Cruzada ..............

65

47

Item 12. Descrição de outros Títulos, exceto Títulos Patrimoniais American Depositary Shares Taxas devidas por Detentores de nossas ADSs O JPMorgan Chase Bank é o depositário de nossas ADSs ordinárias e preferenciais. Os detentores de ADRs devem pagar algumas taxas ao depositário, e o depositário poderá recusar o fornecimento dos serviços para os quais uma determinada taxa é devida até que a referida taxa seja paga. Os detentores de ADRs devem pagar ao depositário: (i) uma taxa anual de US$0,02 por ADS para a administração do programa de ADRs e (ii) os valores relativos às despesas incorridas pelo depositário ou seus agentes a favor dos detentores de ADRs, incluindo as despesas resultantes do atendimento à lei aplicável, impostos ou outras tarifas governamentais, transmissão de faxes ou conversões de moeda estrangeira para dólar. Em ambos os casos, o depositário poderá decidir, a seu exclusivo critério, por obter o pagamento faturando os detentores ou deduzindo a taxa de um ou mais dividendos ou outras distribuições de valores. Os detentores de ADRs também devem pagar taxas adicionais para determinados serviços fornecidos pelo depositário, conforme demonstrado na tabela a seguir
Serviços prestados pelo depositário Emissão e entrega de ADRs, incluindo em relação a distribuições de ações e divisões de ações .............................................................................................................................. Distribuição de dividendos .................................................................................................. Retirada de ações subjacentes às ADSs............................................................................... Transferências, combinações ou agrupamento de ADRs..................................................... Taxa devida pelos detentores de ADRs US$5,00 por 100 ADSs (ou parte delas) US$0,02 ou menos por ADS US$5,00 por 100 ADSs (ou parte delas) US$1,50 por ADS

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Taxas devidas pelo Depositário à Petrobras O depositário reembolsa a Petrobras algumas despesas que nós incorremos em relação ao programa de ADRs, sujeitas a um teto acordado entre nós e o depositário de tempos em tempos. A tabela a seguir apresenta o valor de tais pagamentos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009.
Pagamentos diretos e indiretos feitos pelo depositário [Reembolso de tarifas judiciais e contábeis incorridas em relação à preparação do Formulário 20-F e dos requisitos de listagem e atendimento às normas da SEC] ............................................ Reembolso das tarifas de listagem...................................................................................... Reembolso das despesas com relações com investidores (1) ............................................. Reembolso das despesas relativas a propaganda e relações com o público (2).................. Reembolsos de corretagem (3) ........................................................................................... Despesas com terceiros pagas diretamente pelo depositário a favor da Petrobras............ Outros ................................................................................................................................ Total................................................................................................................................ Valor (US$) 11.638.554,43 500.000,00 9.572.399,30 293.587,74 1.272.567,39 – – 11.638.554,43

(1) Inclui as despesas relativas a relações com investidores e viagens. (2) Inclui despesas judiciais e administrativas e despesas relativas ao atendimento dos requisitos da lei Sarbanes-Oxley. (3) Os reembolsos de corretagem são tarifas devidas a prestadores de serviços pela distribuição de materiais a detentores beneficiários de ADRs. O material corporativo inclui informações relativas às assembléias de acionistas e às respectivas fichas de instrução de votação.

PARTE II Item 13. Inadimplências, Dividendos em Atraso e Mora Nenhum. Item 14. Modificações Relevantes nos Direitos dos Titulares de Títulos e no uso dos Produtos Nenhum. Item 15. Controles e Procedimentos

Avaliação dos Controles e Procedimentos de Divulgação Tanto nós quanto a PifCo avaliamos, com a participação de nosso Presidente e nosso Diretor Financeiro, a eficácia de nossos controles e procedimentos de divulgação em 31 de dezembro de 2009. Existem limitações inerentes à eficácia de qualquer controle ou procedimento de sistema de divulgação, incluindo a possibilidade de erro humano e erro ou sobreposição de controles e procedimentos. Desse modo, mesmo os controles e procedimentos eficazes podem fornecer uma segurança apenas relativa do alcance de seus objetivos de controle. Com base em nossa avaliação, nosso Presidente e nosso Diretor Financeiro concluíram que nossos controles e procedimentos de divulgação em 31 de dezembro de 2009 eram eficazes para nos fornecer uma segurança razoável de que as informações que devam ser divulgadas por nós nos relatórios que emitimos ou submetemos de acordo com o Lei de Mercado de Capitais são registradas, processadas, resumidas e relatadas dentro dos períodos de tempo especificados nas regras e formulários aplicáveis, e que são acumuladas e reportadas à nossa diretoria, incluindo nosso Presidente e nosso Diretor Financeiro, como adequadas para permitir a tomada de decisões em tempo hábil em relação às divulgações exigidas. Relatório da Administração sobre Controles Internos das Informações Financeiras A administração da Petróleo Brasileiro S.A.—PETROBRAS e da Petrobras International Finance Company— PifCo (separadamente, a “Companhia”) são responsáveis por estabelecer e manter o controle interno eficaz sobre as informações financeiras e de suas avaliações da eficácia do controle interno das informações financeiras.

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O controle interno das demonstrações financeiras de cada companhia é um processo elaborado por e sob a supervisão do Comitê de Auditoria da Petrobras, do Presidente e nosso Diretor Financeiro, e efetuado pelo Conselho de Administração de cada companhia, da diretoria e outras pessoas que forneçam segurança em relação à confiabilidade das informações financeiras e preparação das demonstrações financeiras consolidadas para fins externos de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos. O controle interno das informações financeiras de cada companhia inclui as políticas e procedimentos que (i) sejam relativos à manutenção dos registros que, com detalhamento razoável, refletem de forma precisa e justa as operações e alienações dos ativos da Companhia; (ii) forneçam segurança razoável de que as operações são registradas quando necessárias a fim de permitir a preparação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos, e que os valores recebidos e gastos pela Companhia estão de acordo com as autorizações da gerência e Conselho de Administração da Companhia; e (iii) fornecem segurança razoável em relação à prevenção ou detecção em tempo hábil de aquisições, usos ou alienações não autorizadas dos ativos da Companhia que poderiam ter um efeito material nas demonstrações financeiras consolidadas. Devido às limitações inerentes, o controle interno das informações financeiras não pode evitar ou detectar erros em tempo hábil. Desse modo, mesmo quando esses sistemas são considerados eficazes, eles podem fornecer somente uma segurança relativa em relação à preparação e apresentação das demonstrações financeiras consolidadas. Além disso, as projeções de qualquer avaliação de eficiência em períodos futuros estão sujeitas ao risco de que os controles possam se tornar inadequados devido a mudanças de condições, ou que o grau de atendimento às políticas ou procedimentos possam ser prejudicados. Cada administração das companhias avaliou a eficácia do controle interno das informações financeiras de cada Companhia em 31 de dezembro de 2009, com base nos critérios estabelecidos na Estrutura Integrada Controle Interno pelo Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO). Com base nesta avaliação, a administração de cada Companhia concluiu que, em 31 de dezembro de 2009, os controles internos das informações financeiras de cada companhia eram eficientes. A eficiência dos controles internos das informações financeiras de cada companhia em 31 de dezembro de 2009, foi auditada pela KPMG Auditores Independentes, uma empresa de auditoria independente, conforme demonstrado no relatório que aparece neste documento. Mudanças nos Controles Internos A gerência de cada companhia não identificou mudanças em seu controle interno das informações financeiras, durante o exercício fiscal findo em 31 de dezembro de 2009, que tenham tido, ou que provavelmente venham a ter, um efeito relevante no controle interno sobre relatórios financeiros. Item 16A. Perito Financeiro do Comitê de Auditoria

Em 17 de junho de 2005, nosso Conselho de Administração aprovou a nomeação de um comitê de auditoria para fins da Lei Sarbanes-Oxley de 2002. Nosso conselho de administração determinou que Fabio Colletti Barbosa é um perito financeiro do comitê de auditoria e que ele é independente, conforme definido no Artigo 17 do CRF, 240.10A-3. O Conselho de Administração da PifCo atualmente atua como seu comitê de auditoria para fins da Lei Sarbanes-Oxley de 2002. O Conselho de Administração da PifCo determinou que Marcos Antonio Silva Menezes é um perito financeiro dentro do significado deste item 16A. O Sr. Menezes não é independente, conforme definido em 17 CFR 240.10A-3. Item 16B. Código de Ética

Sempre guiamos nossos negócios e nossas relações com terceiros com base em fortes princípios éticos. Em 1998, nosso conselho de administração aprovou o Código de Ética da Petrobras, que se tornou aplicável a

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todas as companhias da Petrobras em 2002. Em 2008, nosso conselho de administração desenvolveu nossa gestão de ética por meio da criação do Comitê de Ética da Petrobras. O Código de Ética é aplicável a todos os empregados, membros do conselho de administração e da diretoria. O documento encontra-se disponível em nosso website em http://www.petrobras.com.br/en/investors/. É responsabilidade do Comitê de ética promover o comportamento ético e atuar como um fórum para discussão de assuntos relacionados à ética. No momento, o Comitê foca no desenvolvimento e fortalecimento do Sistema de Gestão de Ética da Petrobras, que tem como objetivo assegurar os padrões de éticas mais elevados ao definir os papéis de gerentes, empregados, do Comitê de ética e suas relações. Item 16C. Principais Honorários e Serviços Contábeis

Honorários de Auditoria e Não-Auditoria Petrobras A tabela a seguir estabelece os honorários cobrados a nós pelos nossos auditores independentes, a KPMG Auditores Independentes, durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008:
Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 (Em milhares de U.S.$) Honorários de Auditorias ............................................................................................................................ Honorários relacionados às Auditorias........................................................................................................ Impostos ..................................................................................................................................................... Total de honorários .................................................................................................................................... 9.724 154 229 10.107 12.893 156 468 13.517

Os honorários de auditoria na tabela acima são as taxas totais cobradas pela KPMG Auditores Independentes com relação à auditoria de nossas demonstrações financeiras anuais (US GAAP e BR GAAP), revisões provisórias (US GAAP e BR GAAP), auditorias subsidiárias (US GAAP e BR GAAP, entre outros) e revisão de documentos periódicos registrados junto à SEC. Em 2009, os honorários de auditoria incluem os honorários totais faturados pela KPMG Auditores Independentes, no valor de R$844 mil, com relação à auditoria dos controles internos. Os honorários relacionados à auditoria na tabela acima são os honorários totais faturados pela KPMG Auditores Independentes por serviços de garantia e outros serviços relacionados que estão razoavelmente relacionados à execução da auditoria ou das revisões de nossas demonstrações financeiras e não estão informados sob “Honorários de Auditoria.” Os honorários da tabela acima são honorários cobrados pela KPMG Auditores Independentes pelos serviços relacionados a análises de conformidade fiscal da declaração de imposto federal anual e procedimentos com relação a impostos sobre renda e vendas. Nosso contrato com a KPMG Auditores Independentes foi assinado em 2006. De acordo com esse contrato, a KPMG Auditores Independentes irá realizar a auditoria de nossas demonstrações financeiras ao final do exercício em 31 de dezembro de 2010.

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PifCo A tabela a seguir estabelece as taxas cobradas a PifCo pelos seus auditores independentes, a KPMG Auditores Independentes, durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008:
Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 (Em milhares de U.S.$) Honorários de Auditoria............................................................................................................................. Honorários relacionados à Auditoria.......................................................................................................... Total de honorários .................................................................................................................................... 404 29 433 546 38 584

Os honorários de auditoria na tabela acima são as taxas totais cobradas pela KPMG Auditores Independentes com relação à auditoria de nossas demonstrações financeiras anuais (US GAAP e BR GAAP), revisões provisórias (US GAAP e BR GAAP), auditorias subsidiárias (US GAAP e BR GAAP, entre outros) e revisão de documentos periódicos registrados junto à SEC. Em 2009, os honorários de auditoria incluem os honorários totais faturados pela KPMG Auditores Independentes, no valor de U.S.$54 mil, referentes à auditoria dos controles internos. Os honorários divulgados na categoria “Honorários Relacionados à Auditoria” estão relacionados aos serviços prestados em relação à emissão dos títulos da PifCo nos mercados de capitais internacionais e garantia e serviços relacionados que estão razoavelmente relacionados à realização da auditoria ou revisões das demonstrações financeiras da PifCo, e não estão reportados em "Honorários de Auditoria.” O contrato da PifCo com a KPMG Auditores Independentes foi assinado em 2006. De acordo com esse contrato, a KPMG Auditores Independentes irá realizar a auditoria das demonstrações financeiras da PifCo ao final do exercício em 31 de dezembro de 2010. Políticas e Procedimentos de Aprovação do Comitê de Auditoria Nosso comitê de auditoria tem autoridade para recomendar ao nosso conselho de administração políticas e procedimentos de pré-aprovação para contratação por nós ou pela PifCo de serviços de auditores independentes. Atualmente, nosso conselho de administração ainda não estabeleceu tais políticas e procedimentos de pré-aprovação. Nosso conselho de administração aprova expressamente caso a caso qualquer contratação de nossos auditores independentes para todos os serviços prestados a nossas subsidiárias ou à Petrobras. Nossos estatutos proíbem nossos auditores independentes de prestar quaisquer serviços de consultoria a nossas subsidiárias ou à Petrobras durante o período de vigência de tais contratos de auditoria. Item 16D. Isenções das Normas de Listagem em Bolsa para os Comitês de Auditoria

De acordo com as normas do comitê de auditoria de empresas listadas da NYSE e da SEC, devemos cumprir a Norma 10A-3 da Lei de Câmbio, que exige que estabeleçamos um comitê de auditoria composto de membros do Conselho de Administração que cumpram exigências especificadas. Com base na isenção da Norma 10A-3(b)(iv)(E), designamos dois membros para nosso comitê de auditoria, Francisco Roberto de Albuquerque e Sergio Franklin Quintella, que são designados do governo brasileiro, o qual é nosso acionista controlador e, portanto, uma de nossas afiliadas. Em nossa avaliação, cada um desses membros atua independentemente no cumprimento das responsabilidades de um membro do comitê de auditoria, de acordo com a Lei Sarbanes-Oxley, e na satisfação das outras exigências da Norma 10a-3. Item 16E. Petrobras Compras de Títulos Patrimoniais pelo Emissor e por Compradores Afiliados

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Durante o exercício fiscal findo em 31 de dezembro de 2009, nem nós e nem qualquer “comprador afiliado”, conforme definição na Norma 10b-18 (a)(3) da Lei de Mercado de Capitais de 1934, compramos quaisquer de nossos títulos patrimoniais. Item 16F. Mudança no Contador Certificador do Requerente

Não aplicável. Item 16G. Governança Corporativa

Comparação das Práticas de Governança Corporativa da Petrobras com as Exigências de Governança Corporativa da NYSE Aplicáveis a Empresas Americanas De acordo com as normas da Bolsa de Valores de Nova Iorque, os emissores estrangeiros privados estão sujeitos a um conjunto mais limitado de exigências de governança corporativa do que os emissores nacionais dos EUA. Como um emissor estrangeiro privado, nós devemos cumprir quatro normas de governança corporativa principais da NYSE: (i) nós devemos atender as exigências da Norma da Lei de Câmbio 10A-3; (ii) nosso Presidente deve notificar prontamente a NYSE por escrito após qualquer diretor executivo tomar conhecimento de qualquer não-conformidade material com as normas de governança corporativa aplicáveis da NYSE; (iii) Devemos fornecer para a NYSE declarações anuais e provisórias por escrito, conforme exigido pelas normas de governança corporativa da NYSE; e (iv) devemos fornecer uma breve descrição de qualquer diferença significativa entre suas práticas de governança corporativa e aquelas seguidas pelas empresas americanas, de acordo com padrões de listagem em bolsa da NYSE. A tabela abaixo descreve brevemente as diferenças significativas entre nossas práticas domésticas e as normas de governança corporativa da NYSE.
Normas de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de Nova Iorque para Emissores Domésticos Americanos Práticas da Petrobras Independência do Diretor As empresas listadas devem ter uma maioria de A Petrobras é uma empresa controlada, pois mais do que a maioria diretores independentes. do poder de voto é controlado pelo Governo Federal Brasileiro. As “empresas controladas” não são obrigadas a Como uma empresa controlada, a Petrobras não seria obrigada a cumprir esta exigência. cumprir com a maioria das exigências para diretores independentes se ela fosse uma emissora nacional dos EUA. Não há qualquer disposição legal ou política que nos exija ter diretores independentes. Os diretores não-administrativos de cada empresa listada devem se reunir em sessões executivas agendadas regulamente sem a administração. Com a exceção do CEO da empresa (que também é um conselheiro), todos os diretores da Petrobras são diretores nãoadministrativos. Estes diretores não-administrativos não se reúnem em sessões executivas agendadas regulamente sem a presença do CEO.

Artigo 303A.01

303A.03

303A.04

Comitê de Governança Corporativa / Indicador As empresas listadas devem ter um comitê de A Petrobras não possui um comitê indicador. A governança corporativo / indicador composto Petrobras também não possui um comitê de governança totalmente de diretores independentes, com um corporativa composto de diretores. documento constitutivo escrito que cubra Ao invés disso, todo o conselho de administração desenvolve, determinadas funções especificadas. As “empresas controladas” não são obrigadas a avalia e aprova os princípios de governança corporativa com a cumprir esta exigência. assistência de uma comissão de governança corporativa consultora que não é composta por diretores. Como uma empresa controlada, a Petrobras não seria obrigada a cumprir com a exigência de comitê de governança corporativa / indicador se ela fosse uma emissora nacional dos EUA. Comitê de Remuneração As empresas listadas devem possuir um comitê de A Petrobras possui um comitê que orienta o conselho de remuneração composto totalmente por diretores administração com relação à remuneração e sucessão da

303A.05

182

Artigo

Normas de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de Nova Iorque para Emissores Domésticos Americanos independentes, com um documento constitutivo escrito que cubra determinadas funções especificadas. As “empresas controladas” não são obrigadas a cumprir esta exigência

Práticas da Petrobras administração. Não há qualquer disposição legal ou política que exija que os membros deste comitê sejam independentes. Como uma empresa controlada, a Petrobras não seria obrigada a cumprir com a exigência do comitê de remuneração se ela fosse uma emissora nacional dos EUA.

303A.06 303A.07

Comitê de Auditoria As empresas listadas devem possuir um comitê de O Comitê de Auditoria da Petrobras é um comitê consultivo do auditoria com, no mínimo, três diretores conselho de administração. Atualmente é composto por dois independentes que cumpram as exigências de membros independentes, de acordo com a Norma 10A-3 de independência da Norma 10A-3 de acordo com a acordo com a Lei de Câmbio, e ambos os membros do Comitê de Lei de Câmbio, com um documento constitutivo Auditoria são, também, membros de nosso conselho de escrito que cubra determinadas funções administração. O Comitê de Auditoria tem um documento especificadas. constitutivo escrito que estabelece suas responsabilidades, que incluem, entre outras coisas: (i) fortalecimento das relações com auditores externos, permitindo uma supervisão mais próxima do trabalho deles e de questões com relação a sua competência e independência, (ii) garantir conformidade legal e reguladora, inclusive quanto à certificação, controles internos, procedimentos de conformidade e ética, e (iii) monitoramento da posição financeira da empresa, especialmente quanto a riscos, trabalho de auditoria interna e divulgação financeira. Plano de Remuneração Patrimonial Os acionistas devem ter a oportunidade de votar De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, a em planos de remuneração através de ações e aprovação do acionista é necessária para a adoção e revisão e revisões materiais, com exceções limitadas, qualquer plano de remuneração patrimonial. A Petrobras conforme estabelecido pelas normas da NYSE. atualmente não tem qualquer plano de remuneração patrimonial. Diretrizes de Governança Corporativa As empresas listadas devem adotar e divulgar A Petrobras possui um conjunto de Diretrizes de Governança diretrizes de governança corporativa. Corporativa que trata das normas de qualificação de conselheiro, responsabilidades, remuneração, orientação, auto-avaliações e acesso à administração. As diretrizes não refletem as exigências de independência estabelecidas nas Seções 303A.01 e .02 das normas da NYSE. Determinadas partes das diretrizes, inclusive artigos sobre responsabilidades e remuneração, não são discutidas com o mesmo nível de detalhamento estabelecido nos comentários às normas da NYSE. As diretrizes estão disponíveis no website da Petrobras.

303A.08

303A.09

303A.10

Código de Ética para Diretores, Executivos e Empregados As empresas listadas devem adotar e divulgar um A Petrobras adotou um Código de Ética aplicável a seus código de conduta comercial e ética para diretores, empregados e um Código de Boas Práticas aplicável a diretores e executivos e empregados e divulgar imediatamente diretores executivos. Não é permitida qualquer renúncia das quaisquer renúncias de código para diretores ou disposições do Código de Ética e do Código de Boas Práticas diretores executivos. Aplicável. Ambos os documentos estão disponíveis no Website da Petrobras.

303A.12

Exigências de Certificação Cada CEO de empresa listada deve se certificar com Nosso CEO notificará imediatamente a NYSE por escrito se a NYSE todos os anos de que ele não está ciente de qualquer diretor executivo tomar ciência sobre qualquer nãoqualquer violação por parte da empresa das conformidade material com qualquer disposição aplicável das normas de listagem de governança corporativa da normas de governança corporativa da NYSE. NYSE.

183

PARTE III Item 17. Demonstrações Financeiras Não aplicável. Item 18. Demonstrações Financeiras Consulte as páginas F-2 até F-176, incorporadas neste documento por referência.

184

Item 19.
No. 1.1

Anexos
Descrição Estatutos Alterados da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras (juntamente com uma versão em inglês) (incorporados por referência ao Relatório Anual no Formulário 20-F da Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 30 de junho de 2004 Registro Nº 1-15106). Memorando e Contrato Social da Petrobras International Finance Company (incorporados por referência ao Documento 1 ao Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 1 de julho de 2002, e alterações a estes, registradas em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 [Registro Nº 333-14168] e 26 de junho de 2007 e 19 de maio de 2008 [Registro Nº 001-331121]). O Contrato e Estatuto Social da PifCo foram alterados pela última vez em 23.02.08. Formulário do Contrato de Depósito Alterado e Consolidado, com data de janeiro de 2007, entre a Petrobras JPMorgan Chase Bank, N.A., como depositários, e detentores registrados e legítimos proprietários de tempos em tempos de American Depositary Shares, representando as ações ordinárias da Petrobras (incorporado por referência ao Anexo 4.1 do Documento de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665). 1o. Aditivo, datado de junho de 2007, ao Contrato de Depósito Alterado e Consolidado, com data de 2 de janeiro de 2007, entre a Petrobras, JPMorgan Chase Bank, N.A., como depositários, e detentores registrados e legítimos proprietários de tempos em tempos de American Depositary Shares, representando as ações ordinárias da Petrobras (incorporado por referência ao Anexo 4.2 do Documento de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665). Formulário de Recibo de Depositário Americano evidenciando as American Depositary Shares representantes das ações ordinárias da Petrobras (incorporado por referência ao Documento 4.3 da Declaração de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665). Formulário do Contrato de Depósito Alterado e Consolidado, datado de janeiro de 2007, entre a Petrobras, JPMorgan Chase Bank, N.A., como depositários, e detentores registrados e legítimos proprietários de tempos em tempos de American Depositary Shares, representando as ações preferenciais da Petrobras (incorporado por referência ao Documento 4.4 da Declaração de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665). Emenda No. 1, com data de junho de 2007, do Contrato de Depósito Alterado e Consolidado, datado de 02 de janeiro de 2007, entre a Petrobras, JPMorgan Chase Bank, N.A., como depositários, e detentores registrados e legítimos proprietários de tempos em tempos de American Depositary Shares, representando as ações preferenciais da Petrobras (incorporado por referência ao Documento 4.5 da Declaração de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665)). Formulário de Recibo de Depositário Americano evidenciando as American depositary shares representando as ações preferenciais da Petrobras (incorporado por referência ao Documento 4.6 da Declaração de Registro da Petrobras e da Petrobras International Finance Company no Formulário F-3 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 11 de dezembro de 2009 (Registro No. 333-163665)). Escritura, com data de 19 de julho de 2002, entre a Petrobras International Finance Company e a JPMorgan Chase Bank, como Agente Fiduciário (incorporado por referência ao Documento 4.5 da Declaração de Registro da Petrobras International Finance Company e da Petrobras no Formulário F-3, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 5 de julho de 2002, e respectivos aditivos foram registrados em 19 de julho de 2002 e 14 de agosto de 2002 (Registro No. 333-92044-01)). Primeira Escritura Suplementa Alterada e Consolidada, com data original de 06 de julho de 2001, complementada em 26 de novembro de 2001 e alterada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, relativa a 750% dos SeniorNotes com vencimento em 2011. Segunda Escritura Suplementar Alterada e Consolidada, inicialmente datada de 02 de julho de 2003, e alterada e consolidada em 18 de setembro de 2003, e alterada e consolidada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o JPMorgan Chase Bank, como Agente Fiduciário, relativa a 9,125% dos Global Notes com vencimento em 2013. Terceira Escritura Suplementar Alterada e Consolidada, com data inicial de 10 de dezembro de 2003, alterada e consolidada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o JPMorgan Chase Bank, como Agente Fiduciário, relativa a 8,375% dos Global Notes com vencimento em 2018 Escritura, com data de July 6, 2001, entre a Petrobras International Finance Company and The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, relativa a 9 3/4% dos Senior Notes com vencimento em 2011 (incorporado por referência ao Documento 4.1 to the Declaração de Registro da Petrobras International Finance Company e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras no Formulário F-4, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 6 de dezembro de 2001 (Registro No. 333-14170).

1.2

2.1

2.2

2.3

2.4

2.5

2.6

2.7

2.8

2.9

2.10

2.11

185

No. 2.12

Descrição Quarta Escritura Suplementar Alterada e Consolidada, com data inicial de 15 de setembro de 2004, alterada e consolidada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company e o JPMorgan Chase Bank, como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 7,75% de Global Notes com vencimento em 2014. Contrato de Registro de Direitos, com data de 6 de julho de 2001, entre a Petrobras International Finance Company, Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras, e USB Warburg LLC, Banc of America Securities LLC, J.P. Morgan Securities Inc., RBC Dominion Securities Corporation e Santander Central Hispano Investment Securities Inc. (incorporado por referência ao Documento 4.4 da Declaração de Registro da Petrobras International Finance Company e da Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras no Formulário F-4, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 6 de dezembro de 2001 (Registro No. 333-14170)). Quinta Escritura Suplementar Alterada e Consolidada, com data inicial de 6 de outubro de 2006, alterada e consolidada em 7 de fevereiro de 2007, alterada e consolidada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o Bank of New York Mellon, como sucessor do JPMorgan Chase Bank, N.A., como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 6,125% dos Global Notes com vencimento em 2016. Primeira Escritura Alterada e Consolidada, com data inicial em 1o. de novembro de 2007, alterada e consolidada em 11 de janeiro de 2008, alterada e consolidada em 31 de março de 2010, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 5,875% dos Global Notes com vencimento em 2018. Garantia de 9,750% dos Senior Notes com vencimento em 2011, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Garantia de 9,125% dos Global Notes com vencimento em 2013, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Garantia de 8,375% dos Global Notes com vencimento em 2018, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Contrato de Exportação Principal, com data de 21 de dezembro de 2001, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e a Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.14 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em July 1, 2002, e respectivos aditivos foram registrados em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 (Registro No. 333-14168)). Emenda ao Contrato de Exportação Principal, com data de 21 de maio de 2003, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e a Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.18 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 (Registro No. 33314168)). Contrato de Depositário, com data de 21 de dezembro de 2001, entre o U.S. Bank, National Association, Cayman Islands Branch, como Agente Fiduciário do PF Export Receivables Master Trust, Citibank, N.A., como Intermediários dos Títulos, e a Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.15 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 1º. de julho de 2002, e respectivos aditivos foram registrados em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 (Registro No. 333-14168)). Carta-Convênio (Letter Agreement) relacionado ao Contrato de Serviços Administrativos, com data de 16 de maio de 2003 (incorporado por referência ao Documento 2.22 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 [Registro Nº. 333-14168]) Contrato de Serviços Administrativos, com data de 21 de dezembro de 2001, entre Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras, como Agente de Entrega e Vendas (Delivery e Sales Agent), e Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.16 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 1º de julho de 2002, e alterações a este que foram registradas em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 (Registro No. 333-14168)). Carta-Convênio (Letter Agreement) relacionado ao Contrato de Serviços Administrativos, com data de 16 de maio de 2003 (incorporado por referência ao Documento 2.22 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 [Registro Nº. 333-14168]) Escritura Fiduciária Alterada e Consolidada, com data de 21 de dezembro de 2001, entre U.S. Bank, National Association, Filial das Ilhas Cayman, como Agente Fiduciário do PF Export Receivables Master Trust, Citibank, N.A., como Agente Pagador, Agente de Transferência (Transfer Agent), Agente de Registro e Banco Depositário, e Petrobras International Finance Company, como Prestadora de Serviços (incorporada por referência ao Documento 2.17 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 1º de julho de 2002, e alterações a esta que foram registradas em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 [Registro Nº. 333-14168]). Contrato de Compra de Recebíveis, com data de 21 de dezembro de 2001, entre Petrobras Finance Ltd., Petróleo Brasileiro S.A.—Petrobras e U.S Bank, National Association, Filial das Ilhas Cayman, unicamente como Agente Fiduciário do PF Export Receivables Master Trust (incorporado por referência ao Documento 2.18 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras

2.13

2.14

2.15

2.16 2.17 2.18 2.19

2.20

2.21

2.22

2.23

2.24

2.25

2.26

186

No.

Descrição International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 1º de julho 2002, e alterações a este que foram registradas em 13 de dezembro de 2002 e 20 de março de 2003 [Registro Nº 333-14168]).

2.27

Contrato de Compra de Recebíveis Alterado e Consolidado, com data de 21 de maio de 2003, entre Petrobras Finance Ltd., Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras e U.S Bank, National Association, Filial das Ilhas Cayman, unicamente como Agente Fiduciário do PF Export Receivables Master Trust (incorporado por referência ao Documento 2.25 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 [Registro Nº. 333-14168]). Acordo de Pagamento Antecipado, com data de 21 de dezembro de 2001, entre a Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras e Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.26 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 [Registro Nº. 33314168]) Acordo de Pagamento Antecipado Alterado e Consolidado, com data de 2 de maio de 2003, entre a Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras e Petrobras Finance Ltd. (incorporado por referência ao Documento 2.27 do Relatório Anual no Formulário 20-F da Petrobras International Finance Company, registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 19 de junho de 2003 [Registro Nº. 333-14168]). Garantia de 7,75% dos Global Notes com vencimento em 2016, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Garantia de 6,125% dos Global Notes com vencimento em 2016, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário Garantia de 5,875% dos Global Notes com vencimento em 2018, datada de 31 de março de 2010, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário Segunda Escritura Suplementar Alterada e Consolidada, com data inicial de 11 de fevereiro de 2009, alterada e consolidada em 9 de julho de 2009, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 7,875% dos Global Notes com vencimento em 2019 Garantia Alterada e Consolidada, com data inicial de 11 de fevereiro de 2009, alterada e consolidada em 9 de julho de 2009, entre a Petróleo Brasileiro S.A. — Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Terceira Escritura Suplementar, datada de 30 de outubro de 2009, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 5,75% dos Global Notes com vencimento em 2020. Quarta Escritura Suplementar, com data de 30 de outubro de 2009, entre a Petrobras International Finance Company (PifCo) e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário, e a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras relativa a 6,875% dos Global Notes com vencimento em 2040. Garantia de 5,75% dos Global Notes com vencimento em 2020, datada de 30 de outubro de 2009, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. Garantia de 6,975% dos Global Notes com vencimento em 2040, datada de 30 de outubro de 2009, entre a Petróleo Brasileiro S.A.— Petrobras e o The Bank of New York Mellon, como Agente Fiduciário. O valor dos títulos de dívida de longo prazo da Petrobras autorizado de acordo com um dado instrumento não excede 10% de seu total de ativos de uma forma consolidada. A Petrobras ora concorda em fornecer para a SEC, mediante sua solicitação, uma cópia de qualquer instrumento definindo os direitos de detentores de sua dívida de longo prazo ou de suas subsidiárias para as quais se exige que as demonstrações financeiras consolidadas ou não consolidadas sejam protocoladas.

2.28

2.29

2.30 2.31 2.32 2.33

2.34 2.35

2.36

2.37 2.38

4.1

Formulário do Contrato de Concessão para Exploração, Desenvolvimento e Produção de petróleo bruto e gás natural celebrado entre a Petrobras e ANP (incorporado por referência ao Documento 10.1 da Declaração de Registro da Petrobras no Formulário F-1 protocolado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 14 de julho de 2000 (Registro No. 333-12298)). Contrato de Compra e Venda de gás natural, realizado entre a Petrobras e Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos-YPFB (juntamente com uma versão em inglês) (incorporado por referência ao Documento 10.2 do Registro da Petrobras no Formulário F-1 registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários em 14 de julho de 2000 [Registro Nº 333-12298]).

4.2

8.1 12.1 12.2 13.1 13.2

Lista de subsidiárias Certificados da Petrobras de acordo com a Seção 302 da Lei Sarbanes-Oxley de 2002. Certificados da PifCo de acordo com a Seção 302 da Lei Sarbanes-Oxley de 2002. Certificados da Petrobras de acordo com a Seção 906 da Lei Sarbanes-Oxley de 2002. Certificados da PifCo de acordo com a Seção 906 da Lei Sarbanes-Oxley de 2002.

187

No. 15.1 15.2 15.3 99.1 Carta de anuência da KPMG. Carta de anuência da KPMG. Carta de anuência da DeGolyer and MacNaughton Relatórios de Terceiros de DeGolyer e MacNaughton.

Descrição

188

ASSINATURAS De acordo com as exigências de Seção 12 da Lei de Mercado de Capitais de 1934, o requerente certifica por meio deste que está apto a atender a todas as exigências presentes no Formulário 20-F, e fez com que este relatório anual fosse devidamente assinado pelo abaixo assinado, estando devidamente autorizado, na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de maio de 2010. Petróleo Brasileiro S.A.—PETROBRAS

Por: /s/ José Sergio Gabrielli de Azevedo Nome: José Sergio Gabrielli de Azevedo Cargo: Presidente

Por: /s/ Almir Guilherme Barbassa Nome: Almir Guilherme Barbassa Cargo: Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

189

ASSINATURAS

De acordo com as exigências de Seção 12 da Lei de Mercado de Capitais de 1934, o requerente certifica por meio deste que está apto a atender a todas as exigências presentes no Formulário 20-F, e fez com que este relatório anual fosse devidamente assinado em nome do abaixo assinado, estando devidamente autorizado, na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de maio de 2010. Petrobras International Finance Company—PifCo

Por: /s/ Daniel Lima de Oliveira Nome: Daniel Lima de Oliveira Cargo: Presidente do Conselho e Presidente

Por: /s/ Sérvio Túlio da Rosa Tinoco Nome: Sérvio Túlio da Rosa Tinoco Cargo: Diretor Financeiro

190

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A.—PETROBRAS ÍNDICE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS AUDITADAS

Página Parecer da Firma de Auditores Independentes Registrados, KPMG ..........................................................................F-3 Balanços Patrimoniais Consolidados ..........................................................................................................................F-5 Demonstrações Consolidadas do Resultado...............................................................................................................F-7 Demonstrações Consolidadas dos Fluxos de Caixa ....................................................................................................F-9 Demonstrações Consolidadas das Mutações do Patrimônio Líquido.......................................................................F-11 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Consolidadas .............................................................................F-14 Informações Complementares sobre Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Não-auditadas) .......................F-134

PETROBRAS INTERNATIONAL FINANCE COMPANY ÍNDICE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS AUDITADAS Página Parecer da Firma de Auditores Independentes Registrados, KPMG ......................................................................F-152 Balanços Patrimoniais Consolidados ......................................................................................................................F-154 Demonstrações Consolidadas de Operações .........................................................................................................F-156 Demonstrações Consolidadas de Alterações no Passivo a Descoberto .................................................................F-157 Demonstrações Consolidadas dos Fluxos de Caixa ................................................................................................F-158 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Consolidadas ...........................................................................F-159

Petr óleo Br asileir o S.A. Petr obr as e contr oladas

Demonstrações Contábeis Consolidadas em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 com Parecer dos Auditores Independentes Registrados no PCAOB
(Tradução livre do original em inglês)

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE CONTROLES INTERNOS REFERENTES AO PROCESSO DE PREPARAÇÃO E DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A Administração da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras e subsidiárias (“a Companhia”) é responsável pelo estabelecimento e manutenção de controles internos eficazes referentes à preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, bem como a avaliação de eficácia dos controles internos referentes ao processo de preparação e divulgação de demonstrações contábeis consolidadas. Os controles internos da Companhia referentes à preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas são processos desenvolvidos pelo ou sob a supervisão do Comitê de Auditoria da Companhia, do Presidente e do Diretor Financeiro e executados pelos administradores e outros funcionários para fornecer segurança razoável relativamente à confiabilidade do processo de preparação e divulgação dos relatórios financeiros e à preparação das demonstrações contábeis para uso externo, de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América. Os controles internos da Companhia sobre o processo de preparação e divulgação de demonstrações contábeis consolidadas incluem as políticas e os procedimentos que (1) se referem à manutenção dos registros que, com detalhe razoável, refletem com exatidão e satisfatoriamente as transações e disposições dos ativos da Companhia; (2) fornecem segurança razoável de que as transações sejam registradas conforme necessário para permitir a preparação das demonstrações contábeis conforme os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América e que os recebimentos e gastos da Companhia somente sejam feitos com autorizações da administração e dos diretores da Companhia e (3) fornecem segurança razoável relativa à prevenção ou detecção oportuna da aquisição, uso ou destinação não autorizada dos ativos da Companhia que possam afetar de maneira relevante as demonstrações contábeis consolidadas. Devido às limitações próprias, os controles internos sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas podem não evitar ou detectar erros oportunamente. Portanto, mesmo os sistemas estabelecidos e considerados eficazes podem fornecer somente segurança razoável relativa ao processo de preparação e apresentação das demonstrações contábeis consolidadas. Também as futuras avaliações da eficácia dos controles internos estão sujeitas ao risco de que os controles possam se tornar inadequados devido às mudanças nas condições ou de que o grau de cumprimento das políticas ou procedimentos possa se deteriorar. A Administração avaliou a eficácia dos controles internos da Companhia referente ao processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas em 31 de dezembro de 2009, com base nos critérios estabelecidos no documento Controle Interno - Estrutura Integrada emitido pelo Conselho da Organização Patrocinadora da Comissão de Treadway (COSO). Com base nesta avaliação, a Administração concluiu que, em 31 de dezembro de 2009, os controles internos da Companhia referente à preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas são eficazes. Os controles internos da Companhia sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas em 31 de dezembro de 2009 foram examinados pela KPMG Auditores Independentes, firma de Auditores Independentes registrados no PCAOB, conforme parecer datado de 24 de março de 2009, em anexo.

José Sergio Gabrielli de Azevedo Presidente 24 de março de 2010 2

Almir Guilherme Barbassa Diretor Financeiro 24 de março de 2010

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS E CONTROLADAS
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Índice Parecer dos auditores independentes registrados no PCAOB........................................................ 4 - 5 Balanços Patrimoniais Consolidados ............................................................................................. 6 - 7 Demonstrações Consolidadas do Resultado .................................................................................. 8 - 9 Demonstrações Consolidadas dos Fluxos de Caixa .................................................................. 10 - 11 Demonstrações Consolidadas das Mutações do Patrimônio Líquido ........................................ 12 - 14 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Consolidadas 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. A Companhia e suas Operações...........................................................................................................15 Sumário das Principais Práticas Contábeis ..........................................................................................15 Imposto de Renda e Contribuição Social .............................................................................................29 Caixa e Equivalentes a Caixa ..............................................................................................................33 Títulos e Valores Mobiliários ..............................................................................................................34 Contas a Receber, Líquidas .................................................................................................................35 Estoques ...............................................................................................................................................36 Impostos a Recuperar ..........................................................................................................................37 Imobilizado, Líquido ...........................................................................................................................38 Participações em Companhias não Consolidadas e Outros Investimentos ..........................................40 Conta Petróleo e Álcool - Créditos a Receber junto ao Governo Federal ...........................................42 Financiamento......................................................................................................................................43 Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) .......................................53 Arrendamento Mercantil ......................................................................................................................60 Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios .................................................61 Patrimônio Líquido ..............................................................................................................................74 Aquisições no Brasil e no Exterior ......................................................................................................81 Compromissos e Contingências ...........................................................................................................85 Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos................................100 Instrumentos Financeiros ...................................................................................................................110 Informações sobre Segmentos de Negócios ......................................................................................112 Transações com Partes Relacionadas ................................................................................................125 Contabilização dos Custos com Poços Exploratórios em Andamento ..............................................128 Eventos Subsequentes .......................................................................................................................130

Informações Adicionais sobre Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás ........................133

3

Parecer dos auditores independentes registrados no PCAOB (*)

(Tradução livre do original em inglês) Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras Auditamos os balanços patrimoniais consolidados da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras e subsidiárias (“Companhia”) em 31 de dezembro 2009 e 2008, e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e do resultado abrangente e os fluxos de caixa para cada um dos exercícios no período de três anos findos em 31 de dezembro de 2009. Também realizamos auditoria sobre os controles internos da Companhia referentes ao processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas em 31 de dezembro de 2009, com base no critério estabelecido no Controle Interno - Estrutura Integrada emitido pelo Conselho da Organização Patrocinadora da Comissão de Treadway (COSO). A administração da Companhia é responsável por essas demonstrações contábeis consolidadas, por manter controles internos efetivos sobre as demonstrações contábeis consolidadas e pela avaliação da efetividade dos controles internos sobre as demonstrações contábeis incluídas no Relatório da Administração sobre Controles Internos referentes ao processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas. Nossa responsabilidade é expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis consolidadas e uma opinião sobre os controles internos da Companhia referentes ao processo de preparação e elaboração das demonstrações contábeis consolidadas com base em nossas auditorias. Nossas auditorias foram conduzidas de acordo com as normas do Conselho de Supervisão de Contabilidade das Companhias Abertas nos Estados Unidos da América (PCAOB - Public Company Accounting Oversight Board). Estas normas requerem que uma auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis consolidadas não contêm erros materiais e de que os controles internos referentes ao processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis são efetivos em todos os aspectos materiais. Nossa auditoria das demonstrações contábeis consolidadas compreende ainda a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados nas demonstrações contábeis consolidadas, a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração, bem como da apresentação das demonstrações contábeis consolidadas tomadas em conjunto. Nossa auditoria sobre os controles internos relativos ao processo de preparação e divulgação de demonstrações contábeis incluem obter um entendimento dos controles internos sobre demonstrações contábeis consolidadas, avaliar o risco de que uma fraqueza material existe e teste e avaliação do desenho e efetividade operacional dos controles internos baseados na avaliação de risco. Nossas auditorias também incluíram a realização de outros procedimentos que consideramos necessários nas circunstâncias. Acreditamos que nossas auditorias proporcionam uma base adequada para emitirmos nossas opiniões. 4

Os controles internos sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas de uma Companhia são elaborados para garantir segurança razoável quanto à confiabilidade da sua preparação para fins externos de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos. Os controles internos sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas incluem aquelas políticas e procedimentos que (1) se referem à manutenção dos registros que, com detalhe razoável, refletem com exatidão e clareza as transações e vendas dos ativos; (2) forneçam segurança razoável de que as transações são registradas conforme necessário para permitir a preparação das demonstrações contábeis consolidadas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos, e que recebimentos e gastos vêm sendo feitos somente com autorizações da administração e diretores da Companhia; e (3) forneçam segurança razoável relativa à prevenção ou a detecção oportuna da aquisição, uso ou venda não autorizada dos ativos que possam ter um efeito material sobre as demonstrações contábeis consolidadas. Devido às suas limitações inerentes, os controles internos sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas podem não evitar ou detectar erros. Além disso, projeções de qualquer avaliação de efetividade para períodos futuros estão sujeitas ao risco de que os controles possam tornar-se inadequados devido a mudanças nas condições, ou devido ao fato de que o grau de conformidade com as políticas e procedimentos pode diminuir. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas referidas anteriormente representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição financeira da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras e subsidiárias em 31 de dezembro de 2009 e 2008, os resultados de suas operações e seus fluxos de caixa para cada um dos exercícios no período de três anos findos em 31 de dezembro de 2009, de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América. Adicionalmente, em nossa opinião, a Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras e subsidiárias mantiveram, em todos os aspectos relevantes, controles internos efetivos sobre o processo de preparação e divulgação das demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2009, com base no critério estabelecido no COSO.

/s/ KPMG Auditores Independentes

KPMG Auditores Independentes

Rio de Janeiro, Brasil 24 de março de 2010
(*) Conselho de Supervisão de Contabilidade das Companhias Abertas nos Estados Unidos (PCAOB “Public Company Accounting Oversight Board”).

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PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS E CONTROLADAS
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS 31 de dezembro de 2009 e 2008 Em milhões de dólares norte-americanos

Em 31 de dezembro de 2009 2008 Ativo Circulante Caixa e equivalentes a caixa (Nota 4) Títulos e valores mobiliários (Nota 5) Contas a receber, líquidas (Nota 6) Estoques (Nota 7) Imposto de renda diferido (Nota 3) Impostos a recuperar (Nota 8) Adiantamentos a fornecedores Outros ativos circulantes

16.169 72 8.115 11.227 660 3.940 1.026 1.435 42.644

6.499 124 6.613 7.990 500 3.281 626 1.125 26.758 84.719

Imobilizado, líquido (Nota 9) Participações em empresas não consolidadas e outros investimentos (Nota 10) Realizável a longo prazo Contas a receber, líquidas (Nota 6) Adiantamentos a fornecedores Conta petróleo e álcool - créditos junto ao Governo Federal (Nota 11) Títulos e valores mobiliários (Nota 5) Depósitos vinculados a processos judiciais e garantias (Nota 19 (a)) Impostos a recuperar (Nota 8) Ágio (Nota 18) Despesas antecipadas Outros ativos

136.167

4.350

3.198

1.946 3.267 469 2.659 1.158 5.462 139 618 1.391 17.109

923 2.471 346 1.738 798 3.095 118 513 1.018 11.020 125.695

Total dos ativos

200.270

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS E CONTROLADAS
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS (Continuação) 31 de dezembro de 2009 e 2008 Em milhões de dólares norte-americanos

Em 31 de dezembro de 2009 2008 Passivo e Patrimônio Líquido Passivo circulante Fornecedores Financiamentos de curto prazo (Nota 12) Parcela circulante das obrigações de arrendamento mercantil (Note 15) Imposto de renda e contribuição social a pagar Outros impostos a pagar Salários e encargos sociais Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar (Nota 17 (e)) Benefícios pós-aposentadoria aos funcionários - Planos de pensão e de saúde (Nota 16 (a)) Contingências (Nota 19 (a)) Outras contas a pagar e provisões Passivo exigível a longo prazo Financiamentos de longo prazo (Nota 12) Obrigações de arrendamento mercantil (Nota 15) Benefícios pós-aposentadoria aos funcionários - Plano de pensão e de saúde (Nota 16 (a)) Imposto de renda diferido (Nota 3) Provisão para abandono de poços (Nota 9 (a)) Contingências (Nota 19 (a)) Outros passivos Patrimônio líquido Ações autorizadas e emitidas (Nota 17 (a)) Ações preferenciais - 2009 e 2008 – 3.700.729.396 ações Ações ordinárias – 2009 e 2008 – -5.073.347.344 ações Capital adicional pago Reserva de capital - incentivo fiscal Lucros acumulados Apropriados A apropriar Outros resultados abrangentes acumulados Ajustes acumulados de conversão Ajustes de reservas de benefícios pós-aposentadoria, líquidos de impostos ((US$848) e US$19 em 31 de dezembro de 2009 e 2008, respectivamente) – Custos do plano de pensão e de saúde (Nota 16 (a)) Ganhos (perdas) a realizar sobre títulos disponíveis para venda, líquidos de impostos Perda não reconhecida em hedge de fluxo de caixa, líquida de impostos Patrimônio líquido da Petrobras Participação de não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 9.882 8.553 227 825 5.149 2.118 1.340 694 31 2.146 30.965 48.149 203 10.963 9.844 2.812 469 1.445 73.885 15.106 21.088 707 296 36.691 15.062 6.743 (1.646) 24 (13) 94.058 1.362 95.420 200.270 7.763 5.888 251 705 2.900 1.398 3.652 492 23 1.684 24.756 20.640 344 5.787 7.080 2.825 356 1.339 38.371 15.106 21.088 221 15.597 25.889 (15.846) 37 (144) (39) 61.909 659 62.568 125.695

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS E CONTROLADAS
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RESULTADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos (exceto a quantidade e valores por ação)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Vendas de produtos e serviços Menos: ICMS e outros impostos sobre vendas e serviços Contribuição de intervenção no domínio econômico - CIDE Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (“impairment”) (Nota 9 (b) e Nota 18 (a)) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Despesas com benefícios aos participantes aposentados Outras despesas operacionais Total de custos e despesas Lucro Operacional Participação nos resultados de empresas não consolidadas (Nota 10) Receita financeira (Nota 13) Despesa financeira (Nota 13) Variações monetárias e cambiais (Nota 13) Outros impostos Outras despesas, líquidas (Nota 18 (d)) 115.892 146.529 (20.909) (25.046) (3.114) (3.226) 91.869 118.257 (49.251) (72.865) (7.188) (5.928) (1.702) (1.775) (519) (319) (7.020) (7.429) (941) (681) (841) (719) (3.120) (2.665) (70.000) (92.963) 21.869 157 1.899 (1.295) (175) (333) (61) 192 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 22.061 25.294 (21) 1.641 (848) 1.584 (433) (225) 1.698 26.992 112.425 (20.668) (4.022) 87.735 (49.789) (5.544) (1.423) (271) (6.250) (881) (990) (2.136) (67.284) 20.451 235 1.550 (677) (1.455) (662) (143) (1.152) 19.299

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RESULTADO (Continuação) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos (exceto a quantidade e valores por ação)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Despesa de imposto de renda (Nota 3) Circulante Diferido (4.378) (860) (5.238) Lucro líquido do exercício Mais/(Menos): Lucro líquido atribuível aos acionistas não controladores Lucro líquido do exercício atribuível a Petrobras Lucro líquido aplicável a cada classe de ações Ordinárias Preferenciais Lucro líquido do exercício atribuível a Petrobras Lucro básico e diluído por: (Nota 17 (e)) Ação Ordinária e Preferencial ADS Ordinária e Preferencial Média ponderada do número de ações em circulação: Ordinárias Preferenciais 16.823 (1.319) 15.504 (6.904) (2.355) (9.259) 17.733 1.146 18.879 (4.826) (1.062) (5.888) 13.411 (273) 13.138

8.965 6.539 15.504

10.916 7.963 18.879

7.597 5.541 13.138

1,77 3,54

2,15 4,30

1,50(*) 3,00(*)

5.073.347.344 3.700.729.396

5.073.347.344 5.073.347.344 (*) 3.700.729.396 3.700.729.396 (*)

(*) Considera os efeitos do desdobramento de 2 ações por 1, ocorrido em 25 de abril de 2008 (Nota 17(a)). As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Fluxos de caixa de atividades operacionais Lucro líquido do exercício Ajustes para conciliação do lucro líquido com o caixa líquido gerado por atividades operacionais: Depreciação, exaustão e amortização Custos com poços secos Participação nos resultados de empresas não consolidadas Perda (ganho) com variações cambiais Perdas com ativos (“impairment”) Imposto de renda e contribuição social diferidos Outras Ajustes de capital de giro: Redução (aumento) de contas a receber, líquidas Redução (aumento) dos estoques Aumento de fornecedores Aumento de impostos a pagar Adiantamentos a fornecedores Impostos a recuperar Aumento (redução) de outros ajustes de capital de giro Caixa líquido gerado por atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento Adições ao imobilizado Aquisição da Suzano e da Ipiranga Títulos e valores mobiliários e demais investimentos Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento Dívida líquida sob a linha de crédito Financiamentos a curto prazo, líquidos de captações e pagamentos Captações e reduções de financiamentos a longo prazo Pagamentos do principal sobre financiamentos a longo prazo Captações de projetos estruturados Pagamentos relativos a projetos estruturados Pagamentos de obrigações de arrendamento mercantil Dividendos e juros sobre capital próprio pagos a acionistas e minoritários Caixa líquido utilizado em atividades de financiamento Aumento (redução) em caixa e equivalentes a caixa Efeito das variações cambiais sobre caixa e equivalentes a caixa Caixa e equivalentes a caixa no início do exercício Caixa e equivalentes a caixa no fim do exercício 16.823 17.733 13.411

7.188 1.251 (157) (1.051) 319 860 (9) (777) (672) 206 1.086 (428) (882) 1.163 24.920 (35.134) 14 (35.120) 1.100 1.286 26.616 (3.002) 729 (1.809) (273) (7.712) 16.935 6.735 2.935 6.499 16.169

5.928 808 21 2.211 519 2.355 617 (1.098) (568) 2.246 (207) (1.684) (1.431) 770 28.220 (29.874) 408 (29.466) 380 9.570 (4.655) 5.479 (3.124) (125) (4.747) 2.778 1.532 (2.020) 6.987 6.499

5.544 549 (235) 641 271 1.062 394 (245) (1.619) 1.709 460 787 (1.132) 1.067 22.664 (20.978) (1.551) (1.497) (24.026) (6) 2.980 (3.561) 1.568 (2.599) (367) (4.003) (5.988) (7.350) 1.649 12.688 6.987

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA (Continuação) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Informações adicionais aos fluxos de caixa: Valores pagos durante o exercício: Juros, líquidos do montante capitalizado Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda retido na fonte sobre as aplicações financeiras Transações de investimentos e financiamentos durante o exercício que não envolvem caixa Reconhecimento de provisão para abandono de ativos – ASC Tópico 410-20 Aquisição de ativo imobilizado em crédito Aquisição de ativos fixos contratuais com transferência de benefícios, riscos e controle de bens

3.059 4.929 2.224

2.304 6.271 1.176

1.639 4.430 1.007

(423) 70 63

75 6

1.728 -

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS MUTAÇÕES DO PATRIMONIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos (exceto a quantidade e valores por ação)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Ações preferenciais Saldo em 1º de janeiro Aumento de capital com reserva de lucros a distribuir (Nota 17 (a)) Aumento de capital com recursos da reserva de capital (Nota 17 (a)) Saldo em 31 de dezembro Ações ordinárias Saldo em 1º de janeiro Aumento de capital com reserva de lucros a distribuir (Nota 17 (a)) Aumento de capital com recursos da reserva de capital (Nota 17 (a)) Saldo em 31 de dezembro Capital adicional pago Saldo em 1º de janeiro Transferência de participação minoritária Saldo em 31 de dezembro Reserva de Capital - incentivo fiscal Saldo em 1º de janeiro Aumento de capital Transferência de/para lucros acumulados a apropriar Saldo em 31 de dezembro Outros resultados negativos abrangentes acumulados Ajustes acumulados de conversão Saldo em 1º de janeiro Variação no exercício Saldo em 31 de dezembro Ajuste de reservas de benefícios pós-aposentadoria, líquidos de impostos – custos de plano de pensão e saúde Saldo em 1º de janeiro Outras reduções (aumentos) Efeito tributário nos itens acima Saldo em 31 de dezembro Ganhos (perdas) a apropriar sobre títulos disponíveis para venda, líquidos de impostos Saldo em 1º de janeiro Ganhos (perdas) a realizar Ganhos realizados Efeito tributário nos itens acima Saldo em 31 de dezembro 707 707 221 75 296 877 (596) (60) 221 174 703 877 15.106 15.106 21.088 21.088 8.620 6.235 251 15.106 12.196 8.547 345 21.088 7.718 902 8.620 10.959 1.237 12.196

(15.846) 22.589 6.743

4.155 (20.001) (15.846)

(6.202) 10.357 4.155

37 (2.550) 867 (1.646)

(2.472) 3.801 (1.292) 37

(3.039) 860 (293) (2.472)

(144) 255 (87) 24

331 (490) (229) 244 (144)

446 (174) 59 331

As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS MUTAÇÕES DO PATRIMONIO LÍQUIDO (Continuação) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos (exceto a quantidade e valores por ação)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Perda não reconhecida em hedge de fluxo de caixa, líquida de impostos Em 1º de Janeiro Perdas a realizar Efeito tributário Variação no exercício Saldo em 31 de dezembro Lucros acumulados apropriados Reserva legal Saldo em 1º de janeiro Transferência de lucros acumulados não apropriados, líquidos de ganho ou perda na conversão Saldo em 31 de dezembro Reserva de lucros não distribuídos Saldo em 1º de janeiro Aumento de capital Transferência de lucros acumulados não apropriados, líquidos de ganho ou perda na conversão Saldo em 31 de dezembro Reserva estatutária Saldo em 1º de janeiro Aumento de capital Transferência de lucros acumulados não apropriados, líquidos de ganho ou perda na conversão Saldo em 31 de dezembro Total de lucros acumulados apropriados

(39) 26 (13)

(9) (30) (39)

(2) (7) (9)

3.257 2.162 5.419 12.123 18.632 30.755 216 301 517 36.691

4.297 (1.040) 3.257 30.280 (14.782) (3.375) 12.123 286 (69) 217 15.597 6.618 18.879

3.045 1.252 4.297 20.074 (1.647) 11.853 30.280 585 (492) 193 286 34.863 10.541 13.138

Lucros acumulados a apropriar Saldo em 1º de janeiro 25.889 Lucro líquido do exercício atribuível a Petrobras 15.504 Dividendos e juros sobre o capital próprio (por ação: 2009 – US$ 0,59 por ação ordinária e preferencial; por ação: 2008 - US$0,47 por ação ordinária e preferencial; 2007 - US$0,35 (*) por ação ordinária e preferencial) (5.161) Apropriação para reservas de incentivos fiscais (75) Apropriação para reservas (21.095)

(4.152) 4.544

(3.060) (14.001)

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS MUTAÇÕES DO PATRIMONIO LÍQUIDO (Continuação) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 Em milhões de dólares norte-americanos (exceto a quantidade e valores por ação)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2009 2008 2007 Saldo em 31 de dezembro Patrimônio líquido total da Petrobras Participação de não controladores Saldo em 1º de janeiro Lucro líquido do exercício Dividendos e juros sobre capital próprio pagos Transferência para capital adicional pago Outros aumentos (reducões) Saldo em 31 de dezembro Total do patrimônio líquido O lucro (prejuízo) abrangente é composto como segue: Lucro líquido do exercício Ajustes acumulados de conversão Ajustes de reservas de benefícios pós-aposentadoria, líquidos de impostos - planos de pensão e saúde Ganhos (perdas) a realizar sobre títulos disponíveis para venda Ganhos (perdas) não reconhecidos em hedge de fluxo de caixa Lucro abrangente total 15.062 94.058 659 1.319 (707) 91 1.362 95.420 25.889 61.909 2.332 (1.146) (358) (169) 659 62.568 6.618 65.179 1.966 273 (143) 236 2.332 67.511

16.823 22.589 (1.683) 168 26 37.923

17.733 (20.001) 2.509 (475) (30) (264)

13.411 10.357 567 (115) (9) 24.211

Menos: Resultado abrangente líquido atribuível às participações de não controladores Resultado abrangente atribuível a Petrobras

(1.410) 36.513

1.315 1.051

(509) 23.702

(*) Considera os efeitos do desdobramento de 2 ações por 1, ocorrido em 25 de abril de 2008 (Nota 17(a)). As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis consolidadas.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

1. A Companhia e suas Operações
A Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras é a companhia petrolífera estatal brasileira e, diretamente ou por meio de suas controladas (denominadas, em conjunto, “Petrobras” ou a “Companhia”), dedica-se à exploração, prospecção e produção de petróleo, de xisto betuminoso e de outros minerais, e ao refino, processamento, comercialização e transporte de petróleo, derivados de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, além de outras atividades relacionadas à energia. Adicionalmente, a Petrobras pode empreender pesquisa, desenvolvimento, produção, transporte, distribuição e comercialização de todas as formas de energia, bem como outras atividades correlatas ou afins.

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis
Na preparação destas demonstrações contábeis consolidadas, a Companhia adotou práticas contábeis que estão de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América (“U.S. GAAP”). A preparação destas demonstrações contábeis requer que sejam utilizadas estimativas e premissas que afetam o ativo, o passivo, as receitas e as despesas apresentadas nas demonstrações contábeis, bem como os valores incluídos nas notas mencionadas. As estimativas adotadas pela administração incluem: reservas de petróleo e gás, obrigações de planos de pensão e de saúde, depreciação, exaustão e amortização, custos de abandono, valor justo de instrumentos financeiros, contingências, imposto de renda e contribuição social. Embora a Companhia utilize suas melhores estimativas e julgamentos, os resultados reais podem apresentar diferenças em relação às mencionadas estimativas, em decorrência de eventos futuros que possam ocorrer. Alguns valores relativos aos exercícios anteriores foram reclassificados para melhor comparabilidade com o exercício atual. Estas reclassificações não são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas e não tiveram impacto no lucro líquido da Companhia. Os eventos subsequentes a 31 de dezembro de 2009 foram avaliados até o arquivamento do Formulário 6-K na Securities and Exchange Commission. Vide Nota 2 (n) no que se refere ao Tópico de Codificação 855, Eventos Subsequentes.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação)
a) Base de preparação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis consolidadas da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras (a Companhia) foram elaboradas de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos (U.S. GAAP) e as normas e regulamentações promulgadas pela Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos Estados Unidos da América (“Securities and Exchange Commission” - SEC). Os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América diferem, em certos aspectos, das práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas pela Petrobras em suas demonstrações contábeis societárias, preparadas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações e as regulamentações promulgadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os valores expressos em dólares norte-americanos para os anos apresentados foram convertidos com base nos valores em reais de acordo com o Codificação dos Padrões de Contabilidade - ASC Tópico 830 - Conversão de Moeda Estrangeira, aplicável a entidades que operam em economias não hiper-inflacionárias. Transações ocorridas em moeda estrangeira são primeiramente remensuradas para reais e então convertidas para dólares norte-americanos, com os ganhos e perdas remensuradas sendo reconhecidos na demonstração de resultado. Embora a Petrobras tenha adotado o dólar norte-americano como moeda para fins de apresentação de suas demonstrações contábeis, sua moeda funcional, assim como a de todas as suas subsidiárias brasileiras, é o real. A moeda funcional da Petrobras International Finance Company - PifCo e de algumas subsidiárias e de certas sociedades de propósito específico que operam no exterior é o dólar norte-americano e a moeda funcional da Petrobras Argentina é o peso argentino. A Companhia converteu todos os ativos e passivos para dólares norte-americanos à taxa de câmbio corrente (R$1,741 e R$2,337 para US$1,00 em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, respectivamente), e todas as contas nas demonstrações do resultado e do fluxo de caixa (inclusive valores relativos à indexação à moeda local e variações de câmbio sobre ativos e passivos em moeda estrangeira) às taxas médias vigentes durante o exercício. O ganho líquido de conversão no montante de US$22.589 em 2009 (perda líquida de conversão em 2008 - US$20.001 e ganho líquido de conversão em 2007 – US$10.357), resultante deste processo de remensuração, foi excluído do resultado do exercício e apresentado como ajustes acumulados de conversão (“CTA”) em “outros resultados abrangentes acumulados” nas demonstrações consolidadas de mutações do patrimônio líquido. b) Base de consolidação As demonstrações contábeis consolidadas incluem as contas da Companhia e de todas as empresas controladas nas quais (a) a Companhia mantém o controle acionário direto ou indireto ou administrativo, ou (b) a Companhia se considera a principal beneficiária de uma entidade com participações variáveis, de acordo com o Tópico de Codificação 810-10-25 (“Entidades de Participação Variável).

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) b) Base de consolidação (Continuação) As seguintes empresas controladas e entidades com participações variáveis são incluídas na consolidação:
Subsidiárias Petrobras Química S.A. - Petroquisa e subsidiárias Petrobras Distribuidora S.A. - BR e subsidiárias Braspetro Oil Services Company - Brasoil e subsidiárias Braspetro Oil Company - BOC e subsidiárias Petrobras International Braspetro B.V. - PIBBV e subsidiárias Petrobras Gás S.A. - Gaspetro e subsidiárias Petrobras International Finance Company - PifCo e subsidiárias Petrobras Transporte S.A. - Transpetro e subsidiária Downstream Participações Ltda. e subsidiária Petrobras Netherlands BV - PNBV e subsidiárias Petrobras Comercializadora de Energia Ltda. - PBEN Petrobras Negócios Eletrônicos S.A. - E-Petro e subsidiária 5283 Participações Ltda. Fundo de Investimento Imobiliário RB Logística - FII FAFEN Energia S.A. e subsidiária Baixada Santista Energia Ltda. Sociedade Fluminense de Energia Ltda. - SFE Termoaçu S.A. Termobahia S.A. Termoceará Ltda. Termorio S.A. Termomacaé Ltda. Termomacaé Comercializadora de Energia Ltda. Ibiritermo S.A. Usina Termelétrica de Juiz de Fora S.A. Petrobras Biocombustível S.A. Marlim Participações S.A. e subsidiária NovaMarlim Participações S.A. e subsidiária Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos S.A. – CLEP Comperj Participações S.A. Comperj Petroquímicos Básicos S.A. Comperj PET S.A. Comperj Estirênicos S.A. Comperj MEG S.A. Comperj Poliolefinas S.A. Refinaria Abreu e Lima S.A. Cordoba Financial Services Gmbh – CFS e subsidiária Atividade Petroquímica Distribuição Operações internacionais Operações internacionais Operações internacionais Transporte de gás Financeira Transportes Refino e distribuição Exploração e Produção Energia Corporativo Corporativo Corporativo Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Energia Exploração e Produção Exploração e Produção Exploração e Produção Petroquímica Petroquímica Petroquímica Petroquímica Petroquímica Petroquímica Refino Corporativo

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) b) Base de consolidação (Continuação)
Entidades de propósito específico consolidadas de acordo com o Tópico ASC 810-10-25 Albacora Japão Petróleo Ltda. Barracuda & Caratinga Leasing Company B.V. Cayman Cabiunas Investments Co. Companhia de Desenvolvimento e Modernização de Plantas Industriais - CDMPI PDET Offshore S.A. Companhia de Recuperação Secundária S.A. Nova Transportadora do Nordeste S.A. – NTN Nova Transportadora do Sudeste S.A. - NTS Gasene Participações Ltda. Manaus Geração Termelétrica Participações Ltda. Codajás Coari Participações Ltda. Charter Development LLC- CDC Companhia Mexilhão do Brasil Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados do Sistema Petrobras (1)

Atividade Exploração e Produção Exploração e Produção Exploração e Produção Refino Exploração e Produção Exploração e Produção Transportes Transportes Transportes Energia Transportes Exploração e Produção Exploração e Produção Corporativo

(1) Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia mantinha recursos investidos no Fundo de
Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados do Sistema Petrobras - “FIDC-NP”. Este fundo de investimento tem por função, basicamente, adquirir direitos creditórios, exercidos e/ou não, no Sistema Petrobras de empresas, e visa a otimizar a administração de caixa da Companhia.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) (c) Caixa e equivalentes a caixa Caixa e equivalentes a caixa estão representados por aplicações de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em numerário, com vencimento em três meses ou menos da data de aquisição. (d) Títulos e valores mobiliários Títulos e valores mobiliários foram classificados pela Companhia como disponíveis para venda, mantidos até o vencimento ou para negociação com base nas estratégias da administração relativas a tais títulos e valores mobiliários. A Companhia classifica e contabiliza títulos e valores mobiliários sob o Tópico ASC 320 – Investimentos. Títulos e valores mobiliários para negociação são marcados a mercado através dos rendimentos do atual período. Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda são marcados a mercado através de outros rendimentos abrangentes. Títulos e valores mobiliários até o vencimento são contabilizados pelo custo amortizado. Os juros e atualização monetária dos títulos e valores mobiliários são registrados na demonstração de resultados Não houve transferências significativas entre categorias. (e) Estoques Os estoques estão demonstrados como segue: • As matérias-primas compreendem principalmente os estoques de petróleo bruto, que estão demonstrados pelo valor médio de importação e dos custos de produção, ajustados, quando aplicável, ao valor de realização; Os derivados de petróleo e álcool combustível são demonstrados, respectivamente, ao custo médio de refino e de compra, ajustados, quando aplicável, ao valor de realização; Os materiais e suprimentos são demonstrados ao custo médio de compra, não excedendo ao valor de reposição; as importações em andamento são demonstradas ao custo identificado.

• •

(f) Participações em empresas não consolidadas A Companhia adota o método de equivalência patrimonial para contabilização de todos os investimentos de longo prazo em que ela detenha entre 20% e 50% do capital votante da investida e/ou exerça influência significativa sobre as políticas operacionais e financeiras da investida sem ter o controle da mesma. O método de equivalência patrimonial requer ajustes periódicos na conta de investimento para fins de reconhecimento da participação proporcional da Companhia nos resultados da investida, líquida de recebimento de dividendos. 19

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) (g) Imobilizado • Custos incorridos em atividades de produção de petróleo e gás Os custos incorridos com exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás são registrados de acordo com o método de “esforços bem sucedidos”. Esse método requer que sejam capitalizados os custos incorridos pela Companhia referentes aos trabalhos de perfuração de poços e instalações de desenvolvimento em áreas de produção com reservas provadas e poços exploratórios bem-sucedidos. Além disso, os custos incorridos pela Companhia referentes a atividades geológicas e geofísicas são lançados a resultado no exercício em que foram incorridos e os custos relacionados a poços exploratórios secos em áreas com reservas não provadas são lançados a resultado ao serem considerados secos ou inviáveis economicamente. • Custos capitalizados Os custos capitalizados são depreciados com base no método de unidades produzidas com base nas reservas provadas desenvolvidas. Essas reservas são estimadas pelos geólogos e engenheiros de petróleo da Companhia de acordo com as normas da SEC e são revisadas anualmente ou com maior freqüência quando houver indicações de mudanças significativas. • Custos de aquisição de ativos Custos de aquisições de campos desenvolvidos ou a desenvolver, incluindo bônus de assinatura, corretagem e outros encargos são capitalizados. Os custos de campos a desenvolver que se tornam produtivos são transferidos para uma conta de campos produtivos. • Custos de exploração Poços de exploração nos quais se encontram petróleo e gás em áreas que necessitem de maiores investimentos antes do início da fase de produção são avaliados anualmente de modo a assegurar que quantidades de reservas comercializáveis tenham sido encontradas, ou que atividades de exploração adicionais estejam em andamento ou tenham sido planejadas. Os custos de exploração relativos a áreas com reservas comercializáveis que tenham sido descobertas são capitalizados, e os custos de exploração relativos a áreas para as quais existam atividades de exploração adicionais em andamento ou planejadas continuam a ser capitalizados até nova avaliação. Os custos de exploração de poços que não se enquadrem nesses testes são contabilizados como despesas. Todos os demais custos de exploração (incluindo os custos geológicos e geofísicos) são registrados como despesas, quando incorridos. Custos relativos a poços secos são registrados como despesas.

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) (g) Imobilizado (Continuação) • Custos de desenvolvimento Os custos de desenvolvimento de poços, incluindo poços, plataformas, equipamentos para exploração de poços e equipamentos acessórios para produção são capitalizados. • Custos de produção Os custos com poços produtivos são contabilizados em estoques e debitados em resultados na venda dos produtos. • Custos de abandono A Companhia efetua sua revisão anual e ajuste de sua estimativa de gastos associados com abandono de poços e desmantelamento de áreas de produção de óleo e gás com base em novas informações sobre a data esperada e estimativas de custo de abandono. As alterações nas obrigações estimadas de desativação de bens possuem relação basicamente com a declaração comercial de novos campos, determinadas alterações de estimativas de custo, e revisões nas informações de abandono relativas a joint ventures não operadas, considerando a vida útil econômica dos campos e os fluxos de caixas esperados, trazidos a valor presente, a uma taxa de juros livre de riscos, ajustada pelo risco da Petrobras. • Depreciação, exaustão e amortização A depreciação, exaustão e amortização dos custos de aluguéis dos imóveis produtivos são lançadas pelo método de unidades produzidas, aplicado com base em cada campo, em relação à produção de reservas provadas e desenvolvidas. A plataforma de produção sujeita ao arrendamento mercantil que não está vinculado aos respectivos poços sofre depreciação pelo método linear com base na vida útil estimada da plataforma. A depreciação, exaustão e amortização de todos os demais custos capitalizados (tanto tangíveis quanto intangíveis) relativos às reservas provadas de petróleo e gás são contabilizadas pelo método de unidades produzidas individualmente, por campo, em proporção às reservas provadas e desenvolvidas. O método linear é utilizado para ativos cuja vida útil estimada é menor que a do campo.

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) (g) Imobilizado (Continuação) • Depreciação, exaustão e amortização (Continuação) Os demais bens do imobilizado são depreciados em base linear durante sua vida útil estimada. • Perdas no valor de recuperação de ativos (“impairment”) De acordo com o Item de Codificação 360-10, a administração revisa os ativos de longo prazo, principalmente o imobilizado, a serem utilizados nas operações e custos capitalizados relativos às atividades de produção de petróleo e gás, quando quaisquer eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperado com base em fluxos de caixa futuros nãodescontados. As revisões são efetuadas ao menor nível de ativos para os quais a Companhia conseguir atribuir fluxos de caixa futuros identificáveis. O valor contábil líquido dos correspondentes ativos é ajustado ao valor justo com base no modelo de fluxo de caixa descontado futuro, se a soma do fluxo de caixa futuro não descontado esperado for inferior ao valor contábil. As principais premissas dos fluxos de caixa são: preços com base no último plano estratégico apresentado, curvas de produção relativas a projetos existentes constantes da carteira da Companhia, custos operacionais de mercado bem como os investimentos necessários para a conclusão de projetos. • Manutenção e reparos Manutenção e reparos, sem que estes impliquem em melhoramentos significativos, são lançados em despesas a medida que ocorrerem, bem como grandes manutenções planejadas. As despesas que prorroguem a vida útil de forma expressiva, aumentem a capacidade ou melhorem a eficiência de bens já existentes, são capitalizadas. • Juros capitalizados Os juros são capitalizados de acordo com o Item de Codificação 835-20 – Capitalização de Despesas com Juros. Os juros são capitalizados em projetos específicos quando for despendido tempo considerável para construção e quando forem envolvidos maiores gastos. Os juros capitalizados são alocados ao imobilizado e amortizados ao longo das vidas úteis estimadas ou método de unidades produzidas dos respectivos ativos. Os juros são capitalizados pelo custo médio ponderado das taxas captadas nos financiamentos.

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) (h) Receitas, custos e despesas As receitas de vendas do petróleo bruto e derivados, produtos petroquímicos, gás natural e produtos correlatos, são reconhecidas na transferência da posse ao cliente, porque nesta ocasião pode-se mensurar com razoável certeza o volume, a cobrança está garantida, dentro do razoável, há comprovação convincente de uma operação, o preço do vendedor ao comprador acha-se fixo ou passível de determinação e foram transferidos os riscos e benefícios significativos da propriedade. Transfere-se a posse ao cliente por ocasião da entrega, consoante as condições dos contratos de venda. As receitas da produção dos campos de gás natural, nos quais a Petrobras detém participação junto com outros produtores, são reconhecidas com base nos volumes efetivamente vendidos durante o período. Ajustes posteriores decorrentes de diferenças apuradas com base em contratos de produção compartilhada e em volumes entregues não são significativos. Os custos e as despesas são contabilizados pelo regime de competência. (i) Imposto de renda e contribuição social A Companhia contabiliza o imposto de renda e a contribuição social de acordo com o Tópico de Codificação 740 – Contabilização de Receitas, que estabelece uma abordagem ativa e passiva para registro de impostos correntes e diferidos. Os ativos e passivos tributários diferidos são reconhecidos para as futuras consequências fiscais atribuíveis às diferenças entre os valores contábeis dos ativos e passivos existentes nas demonstrações financeiras, e suas respectivas bases de cálculo e prejuízo operacional e transportes de créditos fiscais. Os ativos e passivos tributários são mensurados mediante a utilização das alíquotas tributárias que se estima estarão em vigor para o lucro tributável nos exercícios nos quais se espera que tais diferenças temporárias sejam recuperadas ou liquidadas. Reconhece-se o efeito sobre as receitas da mudança da alíquota tributária dos ativos e passivos tributários, no período que inclui a data de sua entrada em vigor. A Companhia contabiliza crédito tributário sobre todos os prejuízos fiscais operacionais líquidos como imposto de renda e contribuição social diferidos e reconhece uma provisão para perdas sobre qualquer parcela do imposto que a administração acredita que não será recuperada contra lucro tributável futuro, utilizando o critério de “mais provável que improvável”. De acordo com o Tópico de Codificação 740 – 10, a Companhia reconhece o efeito de uma posição de imposto de renda apenas caso a referida posição tenha grande possibilidade de sustentação quando analisada, com base nos méritos técnicos da posição. Avalia-se a posição reconhecida do imposto de renda pelo maior valor com mais de 50% de probabilidade de realização. As alterações no reconhecimento ou avaliação constam do período no qual ocorrer a alteração ou apuração. A Companhia lança os juros e penalidades relativos aos benefícios fiscais não reconhecidos em “Outras despesas.”

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação)
j) Benefícios pós-aposentadoria de funcionários A Companhia patrocina um plano de pensão de benefício definido com cobertura substancial a todos seus funcionários, com a contabilização e divulgação pela Companhia de acordo com Item de Codificação 715 – Remuneração - Benefícios de Aposentadoria. Adicionalmente, a Companhia proporciona certos benefícios de saúde para funcionários aposentados e seus dependentes. O custo desses benefícios é reconhecido de acordo com o Item de Codificação 715 – Remuneração - Benefícios de Aposentadoria. A Companhia também contribui para os planos nacionais de pensão e seguridade social de subsidiarias internacionais, cujos percentuais são baseados na folha de pagamento, sendo essas contribuições levadas ao resultado quando incorridas. Demais indenizações podem ser pagas por ocasião de demissões não-voluntárias de funcionários; no entanto, com base nos planos operacionais atuais, a Administração não acredita que quaisquer valores pagos a esse título serão significativos. k) Lucro por ação Os lucros por ação são computados utilizando-se o método de duas classes, uma fórmula de apropriação de lucros que determina lucros por ação para ações preferenciais, consideradas como título de participação nos lucros, e para as ações ordinárias, como se todo o lucro líquido de cada exercício tivesse sido distribuído com base em fórmula pré determinada e descrita na Nota 17(e). (l) Contabilização de derivativos e operações de hedge A Companhia adota o Item de Codificação 815 – Derivativos e Hedging, juntamente com suas alterações e interpretações, referidos coletivamente neste instrumento como as “ASC 815”. Essas regras estabelecem que todos os instrumentos derivativos devem ser contabilizados no balanço da Companhia, tanto no ativo quanto no passivo, e mensurado pelo valor justo. O ASC 815 estabelece que mudanças ocorridas no valor justo de tais derivativos devem ser contabilizadas na demonstração de resultado a não ser que se cumpram critérios específicos de contabilização de hedge e seja definido pela Companhia. No caso dos derivativos denominados hedge contábil, os ajustes de valor justo serão registrados nas demonstrações de resultado ou em “Outros resultados abrangentes acumulados”, um componente do patrimônio líquido, dependendo do tipo de hedge contábil e do grau de efetividade do hedge.

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação)
l) Contabilização de derivativos e operações de hedge (Continuação) A Companhia se utiliza de instrumentos financeiros derivativos, não definidos como hedge contábil, para reduzir o risco de variações desfavoráveis nos preços de compra do petróleo bruto. Tais instrumentos são marcados a mercado com os ganhos ou perdas associados reconhecidos como “Receita financeira” ou “Despesa financeira”. A Companhia também utiliza instrumentos financeiros non-hedging com o intuito de mitigar o risco sobre as variações desfavoráveis que possam ocorrer com as moedas estrangeiras, denominadas funding. Ganhos e perdas decorrentes das alterações no valor justo de tais contratos são reconhecidos como “Receita financeira” ou “Despesa financeira”. A Companhia também pode utilizar instrumentos financeiros derivativos para se proteger das mudanças nas taxas de juros em diversas moedas. Esses instrumentos, assim como os riscos protegidos, são contabilizados de acordo com o modelo do fluxo de caixa. De acordo com esse modelo, os ganhos e perdas decorrentes do instrumento derivativo são diferidos e registrados em “Outros resultados abrangentes acumulados” até o momento em que a transação objeto de hedge tenha impacto sobre os lucros, com exceção do hedge sem efetividade; que é registrado diretamente nas demonstrações do resultado. m) Pronunciamentos contábeis recentemente emitidos • Transferências e Atendimento (ASC 860), Contabilização de Transferências de Ativos Financeiros (ASU 2009-16) A FASB emitiu o ASU 2009-16 em dezembro de 2009. Esta norma retira o conceito de uma Empresa de Finalidade Especial Habilitada (“QSPE”) e a exceção para a consolidação da QSPE, além de esclarecer as exigências para transferências de ativo financeiro elegíveis para contabilidade de vendas. A ASU 2009-17 entrará em vigor para a Companhia em 1º de janeiro de 2010, não sendo esperado um impacto significativo nos resultados das operações, na posição financeira ou na liquidez da Companhia. • Consolidação (ASC 810), Melhorias nos Relatórios Financeiros por Empresas Envolvidas com Entidades de Participação Acionária Variável (ASU 2009-17) A FASB emitiu o ASU 2009-17 em dezembro de 2009. Esta norma entrou em vigor para a Companhia em 1º de janeiro de 2010. A ASU 2009-17 requer que a companhia avalie qualitativamente se a mesma é a principal beneficiária de uma companhia de participação patrimonial variável (“VIE”), e, se for, a VIE deve ser consolidada. Além disso, esta Declaração exige avaliações contínuas de se uma companhia é a principal beneficiária de uma VIE. A ASU 2009-17 está em vigor para a Companhia em janeiro de 2010, não sendo esperado um impacto significativo nos resultados operacionais, na posição financeira ou na liquidez da Companhia. 25

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação)
n) Pronunciamentos contábeis recentemente adotados • Codificação O Financial Accounting Standards Board (FASB) emitiu a Atualização de Padrões Contábeis (ASU) No. 2009-01 em junho de 2009. Esta atualização, emitida também como a FASB Statement of Financial Accounting Standards (SFAS) No. 168, “O FASB de codificação dos padrões contábeis e de hierarquia dos princípios contábeis geralmente aceitos”, vigora para demonstrações financeiras divulgadas após 15 de setembro de 2009. A atualização 2009-01 dispõe que a Codificação dos Padrões de Contabilidade (ASC) do FASB seja a única fonte de autoridade dos princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos reconhecidos para órgãos não governamentais. Destina-se a Codificação a simplificar o acesso dos usuários às recomendações da GAAP, mediante a reorganização das resoluções da GAAP em cerca de 90 tópicos de contabilidade dentro de uma estrutura coerente. Todos os padrões da USGAAP de nível (a)-(d), de emissão do emissor padrão, acham-se vencidos. O nível (a)-(d) da USGAAP refere-se à hierarquia anterior de contabilidade. Todas as demais normas não encontradas na Codificação não possuem eficácia. Após a presente Declaração, o Conselho não emitirá novos padrões na guia de Declarações, Posições dos Funcionários ou Resumos da Força de Tarefa sobre Questões Emergentes. Em seu lugar, o mesmo emitirá Atualizações de Padrões Contábeis. O Conselho não deverá levar em conta as Atualizações de Padrões Contábeis per se. As Atualizações de Padrões de Contabilidade servirão apenas para atualizar a Codificação. A Petrobras adotou esta atualização em de 1º de julho de 2009. • Pronunciamento FASB No. 141 (revisto em 2007), Combinações de Negócios (“SFAS 141-R”) Em dezembro de 2007, o FASB emitiu o SFAS 141-R, posteriormente alterado pelo Parecer da Equipe do FASB (FSP) SFAS 141 (R)-1, em abril de 2009. O SFAS 141-R vigorará para todas as operações comerciais que ocorrerem em ou após 1º de janeiro de 2009. Esta Norma foi classificada no Tópico FASB ASC 805 “Combinações de negócios.”. Esta norma determina que numa operação comercial a companhia adquirente reconheça pelo valor de mercado os ativos adquiridos, os passivos assumidos e toda participação de não controladores na companhia adquirida. O Tópico 805 muda o tratamento contábil para os seguintes itens: custos relacionados à aquisição e custos de reestruturação que devem ser lançados em despesas quando incorridos; gastos com pesquisa e desenvolvimento em execução devem ser registrados a valor justo como um ativo intangível com vida útil indefinida na data de aquisição; movimentação, após aquisição, da provisão para perda do ativo fiscal diferido e incertezas de imposto de renda que devem ser reconhecidas na despesa com imposto de renda. O Tópico 805 também inclui um número substancial de novas exigências de divulgação. Não houve impacto nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia desde a implantação deste Tópico.

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação)
n) Pronunciamentos contábeis recentemente adotados (Continuação) • Pronunciamentos FASB Nº 160, Participações Não-Controladoras em Demonstrações Contábeis Consolidadas, uma alteração do ARB No. 51 (“SFAS 160”) Em dezembro de 2007, a FASB emitiu o SFAS 160, que estabelece novas normas diretrizes para a contabilização e reporte de participações de não controladores e para a desconsolidação de uma subsidiária. Esta Norma foi classificada no Tópico 810 “Consolidação”, que foi implantado em 1º de janeiro de 2009. Em consequência da implantação, a Companhia reclassificou, em 31 de dezembro de 2009, a participação de acionistas não controladores (participação minoritária) de US$1.362 para capital social nas demonstrações contábeis consolidadas, e o lucro líquido de US$1.319, atribuído à participação de acionistas não controladores foi incluído no lucro líquido consolidado na demonstração de resultados. • Pronunciamento FASB No. 157, Medições do Valor Justo (“SFAS 157”) Com vigência a partir de 1º de janeiro de 2009, a Companhia implantou a SFAS nº 157, “Medições do Justo Valor” para ativos não-financeiros e passivos não-financeiros medidos pelo justo valor, salvo os reconhecidos ou divulgados periodicamente (pelo menos anualmente). Essa Declaração foi codificada no Tópico ASC 820 “Medição do Justo Valor e Divulgações”. Não houve impacto nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, desde a implantação deste Tópico para ativos e passivos não-financeiros, que não as divulgações adicionais incorporadas na Nota 21 dessas demonstrações financeiras. • FASB Posição dos Empregados (FSP) nº 132(R)-1, Divulgações do Empregador sobre Ativos de Plano de Benefícios Pós-Aposentadoria (“(FSP) nº 132(R)-1”) Em dezembro de 2008, a FASB emitiu a (FSP) nº 132(R)-1, que altera a SFAS 132(R) e foi codificada no FASB ASC, Tópico 715 Remuneração — Benefícios de Aposentadoria. Esta orientação fornece ajuda sobre as divulgações de um empregador sobre ativos de plano de aposentadoria com benefícios definido ou outro plano pós-aposentadoria. Esta FSP exige esclarecimentos acerca de (a) Políticas e Estratégias de Investimento; (b) Categorias de Ativos dos Planos; (c) Avaliações do Valor de Mercado dos Ativos dos Planos; e (d) Concentrações Expressivas de Risco. Em vigor em 31 de dezembro de 2009, a Companhia adotou esta FSP. Não houve impacto nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia desde a implantação deste Tópico, que não divulgações adicionais incorporadas na Nota 16 (b).

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2. Sumário das Principais Práticas Contábeis (Continuação) n) Pronunciamentos contábeis recentemente adotados (Continuação) • Declaração FASB nº 165, Eventos Subsequentes (“SFAS 165”) Com vigência a partir de 1º de abril de 2009, a Companhia adotou a SFAS 165, “Eventos Subsequentes.” Esta Declaração foi codificada na FASB ASC, Tópico 855, “Eventos Subsequentes”. O Tópico 855 estabelece as normas gerais de contabilidade para eventos, além da divulgação dos mesmos, que ocorram após a data do balanço patrimonial, porém antes de as demonstrações financeiras serem emitidas ou estarem disponíveis para emissão. O Tópico 855 não alterou significativamente a prática atual fornecida anteriormente na literatura de auditoria, salvo o fato de haver apresentado o conceito de as demonstrações financeiras estarem disponíveis para emissão. Isto exige a divulgação da data pela qual uma empresa avaliou eventos subsequentes e a base para essa data, ou seja, se essa data representa a data em que as demonstrações financeiras foram emitidas ou se encontravam disponíveis para emissão. Não se espera que essa Declaração resulte em mudanças significativas nos eventos subsequentes relatados pela Companhia. Consulte a Nota 2 para mais informações sobre a divulgação relativa ao Tópico 855 para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009. Estimativa de petróleo e gás e divulgação FASB emitiu a ASU nº 2010-03 em janeiro de 2010. O objetivo do aditamento incluído nessa Atualização foi alinhar a estimativa de reservas de petróleo e gás e as exigências de divulgação das Atividades de Extração - Petróleo e Gás (Tópico 932) com as exigências na norma final da Comissão de Valores Mobiliários, Modernização das Exigências de Relatórios para Petróleo e Gás. Entre as principais disposições da ASU nº 2010-03 estão as seguintes: • Expandir a definição de atividades de produção de Petróleo e Gás a fim de incluir reservas não tradicionais, como betume. • Suplementar a definição de reservas comprovadas de Petróleo e Gás, para indicar que as empresas devem empregar a média do primeiro dia do mês para o período de 12 meses, em vez do preço ao final do ano, ao estimar se as quantidades da reserva são de produção economicamente viável. • Exigir que as divulgações sobre investimentos com base no método da equivalência patrimonial estejam no mesmo nível de detalhe que se exige para investimentos consolidados. • Modificar a definição de área geográfica para fins de divulgação das estimativas de reservas e produção. • Permitir o uso de novas tecnologias confiáveis de modo a constatar a certeza razoável de reservas provadas. Conforme exigido pela ASU nº 2010-03, a Companhia efetivamente adotou a mesma em 31 de dezembro de 2009. A adoção destas exigências não teve impacto expressivo nas reservas da Companhia ou em nossas demonstrações financeiras consolidadas. 28

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3. Imposto de Renda e Contribuição Social
No Brasil os impostos sobre a renda incluem o imposto de renda federal e a contribuição social, que representa um imposto federal adicional. As alíquotas oficiais para imposto de renda e contribuição social aplicáveis são de 25% e de 9%, respectivamente, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007. A receita tributável da Companhia é substancialmente gerada no Brasil e está, portanto, sujeita à alíquota fiscal estatutária brasileira. A seguir, é apresentada a reconciliação entre os impostos calculados com base nas alíquotas nominais de 34% e a despesa de imposto de renda apresentada nas demonstrações contábeis consolidadas.
Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Lucro antes de IR, CSL e participação minoritária: Brasil Internacional 20.770 1.291 22.061 Despesa de imposto de renda às alíquotas nominais- (34%) Ajustes para obtenção da alíquota efetiva: Benefícios pós-aposentadoria e plano de saúde não dedutíveis Mudanças em provisão para perdas sobre valor de realização Receitas estrangeiras sujeitas a alíquotas fiscais diferentes Incentivo fiscal (1) Patrimônio Líquido Benefício fiscal sobre juros sobre capital próprio (Nota 17(e)) Inovações Tecnológicas Impairment do ágio (Nota 18(a)) Outros Despesa de imposto de renda de acordo com a demonstração consolidada de resultado (7.501) (148) (98) 556 167 114 1.331 134 207 28.080 (1.088) 26.992 (9.177) (254) (1.004) 25 219 (7) 995 162 (76) (142) 19.431 (132) 19.299 (6.562) (315) (575) (199) 712 82 998 81 (110)

(5.238)

(9.259)

(5.888)

(1) Em 10 de maio de 2007, a Receita Federal do Brasil reconheceu o direito da Petrobras de deduzir esse incentivo do imposto de renda devido, compreendendo os anos fiscais de 2006 até 2015. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Petrobras reconheceu o valor US$167 (US$219 em 31 de dezembro de 2008 e US$712 em 31 de dezembro de 2007) referente aos incentivos no Nordeste, no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (ADENE), que concedem uma redução de 75% do imposto de renda devido, calculado sobre o lucro da exploração de atividades incentivadas. Esses incentivos foram contabilizados pelo método de alocação integral ao resultado (flow through method).

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 3. Imposto de Renda e Contribuição Social (Continuação) A tabela a seguir demonstra o imposto de renda nacional e internacional e (despesa) benefício atribuído ao resultado das operações: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Brasil: Corrente Diferido

(3.987) (932) (4.919)

(6.583) (2.463) (9.046)

(4.473) (991) (5.464)

Internacional: Corrente Diferido

(391) 72 (319)

(321) 108 (213) (9.259)

(353) (71) (424) (5.888)

Despesa de imposto de renda e contribuição social

(5.238)

Todos os impostos diferidos ativos e passivos lançados estão relacionados basicamente ao Brasil, sendo que não há impostos diferidos ativos e passivos significativos de localizações internacionais. Não há a compensação de impostos diferidos entre jurisdições diferentes.

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3. Imposto de Renda e Contribuição Social (Continuação)
Os principais componentes das contas de imposto de renda e contribuição social diferidos no balanço patrimonial consolidado são os seguintes: Em 31 de dezembro 2009 2008 Ativo circulante Provisão para perdas sobre valor de realização Passivo circulante Imposto diferido ativo de curto prazo, líquido Ativos não circulantes Obrigações com benefícios pós-aposentadoria, líquidas de ajustes das reservas de benefícios pós-aposentadoria acumulados Prejuízos fiscais a compensar Outras diferenças temporárias Provisão para perdas sobre valor de realização 669 (8) (15) 646 505 (5) (8) 492

879 2.194 1.091 (1.691) 2.473

116 1.944 742 (1.609) 1.193

Exigível a longo prazo Custos de exploração e desenvolvimento capitalizados Imobilizado Variação cambial Outras diferenças temporárias, não significativas individualmente

(8.912) (1.609) (995) (526) (12.042)

(5.251) (1.024) (1.226) (649) (8.150) (6.957) 123 (7.080) (6.465)

Imposto diferido passivo de longo prazo, líquido Imposto diferido ativo de longo prazo Imposto diferido passivo de longo prazo Imposto diferido passivo líquido

(9.569) 275 (9.844) (8.923)

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

3. Imposto de Renda e Contribuição Social (Continuação)
A Companhia possui prejuízo fiscal diferido, no valor de US$1.434 em 31 de dezembro de 2009, o qual acha-se disponível para a compensação de receitas futuras tributáveis, limitados a 30% da receita tributável de cada exercício individual. No Brasil, os prejuízos fiscais podem ser transportados indefinidamente. A administração crê que para os benefícios fiscais quando a provisão de valorização seja mais provável que a mesma realizará os benefícios fiscais em no máximo dez anos. A Companhia possui prejuízo fiscal diferido no exterior, no valor de US$5.070 em 31 de dezembro de 2009. O prejuízo fiscal diferido existe em muitas jurisdições internacionais. Enquanto muitas dessas perdas com impostos não possuem data de validade, outras têm data de validade entre 2010 e 2029. Estabeleceu-se a provisão para perdas sobre valor de realização de determinados prejuízos fiscais diferidos, a qual reduzirá o imposto diferido a um valor que muito provavelmente será realizado. Anualmente a administração avalia a gestão dos seus impostos diferidos ativos, levando em consideração, entre outros elementos, a projeção de futuros resultados tributáveis, o planejamento tributário, as datas de vencimento dos prejuízos fiscais diferidos, a data prevista da reversão das diferenças temporárias. Porém, o valor do prejuízo fiscal diferido passível de realização poderá ser reduzido se houver estimativas de menores receitas futuras tributáveis. O quadro a seguir apresenta as flutuações líquidas na provisão para perdas sobre o valor de realização para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007: Exercício findo em 31 de dezembro, 2009 2008 2007 Saldo em 1º de janeiro Adições Reduções alocadas à despesa de imposto de renda Reduções alocadas a ágio Reduções devido à expiração Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro Provisão para perdas de curto prazo sobre valor de realização Provisão para perdas de longo prazo sobre valor de realização (1.614) (185) 88 12 (1.699) (8) (1.691) (667) (1.071) 67 57 (1.614) (5) (1.609) (453) (587) 12 168 209 (16) (667) (667)

Os acréscimos na provisão para perdas sobre o valor de realização de US$185 em 2009 e US$1.071 em 2008 se referem principalmente aos prejuízos fiscais diferidos derivados das operações no exterior e das centrais termoelétricas no País, para as quais não se espera realizar benefícios fiscais previsíveis no futuro.

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3. Imposto de Renda e Contribuição Social (Continuação)
A redução na provisão para valor de realização em 2007 dizia respeito basicamente a Petrobras Argentina, da qual foi alocado um benefício fiscal de US$168 de forma a reduzir o ágio do ativo diferido não previamente reconhecido na data de aquisição. A maior parte do saldo remanescente dizia respeito à redução do ativo fiscal bruto diferido bem como à respectiva provisão para valor de realização, em razão do vencimento dos créditos fiscais diferidos e não utilizados da Petrobras Argentina. Os benefícios fiscais reconhecidos posteriormente com relação à provisão para valor de realização dos créditos fiscais diferidos em 31 de dezembro de 2008, serão contabilizados nas demonstrações de resultados consolidadas. A Companhia não reconheceu um passivo fiscal diferido de cerca de US$122 sobre os resultados não distribuídos de suas operações no exterior, os quais se originaram em 2009 e em anos anteriores, visto que a Companhia considera que tais rendimentos serão reinvestidos indeterminadamente (US$199 em 2008). Um passivo fiscal diferido será reconhecido quando a Companhia deixar de manifestar sua pretensão de reinvestir de forma indefinida os lucros não distribuídos. Em 31 de dezembro de 2009, os lucros não distribuídos destas subsidiárias eram de cerca de US$813 (US$1.329 em 31 de dezembro de 2008). A Companhia não possui benefícios fiscais não reconhecidos relativos a posições fiscais incertas e penalidades acumuladas e juros na data base de 1º de janeiro de 2007, 2008 e 2009, e para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2007, 2008 e 2009. Ademais, a Companhia não espera que o valor dos benefícios fiscais não reconhecidos aumentarão de maneira expressiva durante os próximos doze meses. A Companhia e suas subsidiárias declaram o imposto de renda em território nacional, bem como em diversos países estrangeiros. As declarações do imposto de renda no Brasil e na Argentina acham-se passíveis de fiscalização pelas respectivas autoridades fiscais a partir de 2002.

4. Caixa e Equivalentes a Caixa
Em 31 de dezembro 2009 2008 Caixa Fundos de investimento – em reais (1) Fundos de investimento - em dólares norte-americanos (2) 1.478 10.780 3.911 16.169 1.075 2.813 2.611 6.499

(1) Composto basicamente por títulos públicos federais com liquidez imediata e sua carteira, acha-se vinculado à cotação do dólar norte-americano ou ao rendimento dos Depósitos Interbancários - DI. (2) Composto principalmente de depósitos a prazo e investimentos de renda fixa. 33

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5. Títulos e Valores Mobiliários
Em 31 de dezembro 2009 2008 Classificação dos títulos e valores mobiliários: Disponíveis para venda Para negociação Mantidos até o vencimento 2.551 180 2.731 Menos: Parcela circulante dos títulos e valores mobiliários Parcela de longo prazo dos títulos e valores mobiliários (72) 2.659 1.608 57 197 1.862 (124) 1.738

Os títulos disponíveis para venda são apresentados como “Ativos não circulantes”, uma vez que não se espera vendê-los ou liquidá-los nos próximos doze meses. Em 31 de dezembro de 2009, a Petrobras possuía um saldo de US$2.363 relativo a Notas do Tesouro Nacional da série B, as quais foram contabilizadas como títulos disponíveis para venda de acordo com a Codificação Tópico 320. As Notas do Tesouro Nacional da série B foram utilizadas em 23 de outubro de 2008 a título de garantia após a confirmação dos acordos celebrados com a Petros, plano de aposentadoria da Petrobras (Nota 16(b)). O valor nominal das NTN-Bs é reajustado com base nas variações do IPCA. As referidas notas têm vencimento em 2024 e 2035, e possuem um cupom de 6% a.a., pagáveis semestralmente. Em 31 de dezembro de 2009, os saldos das NTN-B) estão atualizados de acordo com o seu valor de mercado, tendo como base o preço médio divulgado pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA).

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6. Contas a Receber, Líquidas
As contas a receber líquidas, são compostas da seguinte forma: Em 31 de dezembro 2009 2008 Clientes Menos: Provisão para créditos de liquidação duvidosa Menos: Contas a receber de longo prazo, líquidas Contas a receber de curto prazo, líquidas 11.507 (1.446) 10.061 (1.946) 8.115 8.727 (1.191) 7.536 (923) 6.613

Em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Saldo em 1º de janeiro Adições Baixas Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro Provisão para contas a receber de curto prazo Provisão para contas a receber de longo prazo (1.191) (130) 88 (213) (1.446) (875) (571) (1.290) (84) 16 167 (1.191) (638) (553) (1.120) (215) 160 (115) (1.290) (746) (544)

Em 31 de dezembro de 2009 e 2008, as contas a receber de longo prazo incluem os montantes de US$633 e US$624, respectivamente, referentes aos pagamentos efetuados pela Companhia a fornecedores e empreiteiros em nome de algumas construtoras. Estas construtoras foram contratadas pela controlada Brasoil para a construção/transformação de embarcações em FPSO – “Floating Production, Storage and Offloading” (Produção, Armazenamento e Descarregamento Flutuante) e FSO – “Floating, Storage and Offloading” (Armazenamento e Descarregamento Flutuante). Tais pagamentos foram efetuados pela Companhia em virtude de não terem sido honrados pelas construtoras com o objetivo de evitar mais atrasos na construção/transformação das embarcações e consequentes prejuízos para a Brasoil. A administração da Companhia entende que esses pagamentos podem ser restituídos, uma vez que representam direitos da Brasoil com as construtoras, razão pela qual foram interpostas ações judiciais em cortes internacionais, pleiteando reembolso. Entretanto, tendo em vista as incertezas relacionadas à realização desses recebíveis, a Companhia registrou provisão para perda para todos os créditos não cobertos por garantia. O montante provisionado era de US$561 e US$553 em 31 de dezembro de 2009 e 2008, respectivamente. 35

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7. Estoques
Em 31 de dezembro 2009 2008 Produtos: Derivados de petróleo Álcool combustível

3.379 377 3.756

2.770 256 3.026 3.301 1.578 134 8.039 7.990 49

Matérias-primas, principalmente petróleo bruto Materiais e suprimentos Outros

5.494 1.917 75 11.242

Estoques circulantes Estoques de longo prazo

11.227 15

Os estoques foram registrados a custo ou a preço de mercado, o que for menor. Em virtude das recentes quedas dos preços no mercado internacional do petróleo, a Companhia reconheceu uma perda de US$308 para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 (US$545 in 2008), classificada em outras despesas operacionais nas demonstrações consolidadas de resultados. A Companhia adotou o valor a realizar para fins do cálculo da perda de valor dos estoques.

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8. Impostos a Recuperar
Os impostos a recuperar são compostos como a seguir: Em 31 de dezembro 2009 2008 Local: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - (ICMS) (1) PASEP/COFINS (2) Imposto de renda e contribuição social Imposto sobre valor agregado - (IVA) Outros impostos a recuperar

2.816 4.858 1.315 42 371 9.402

1.924 2.622 1.176 113 541 6.376 (3.095) 3.281

Menos: impostos a recuperar a longo prazo Impostos a recuperar a curto prazo

(5.462) 3.940

(1) Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços - (ICMS) são créditos gerados por operações comerciais e pela aquisição de imobilizado e pode ser compensado com tributos de mesma natureza. (2) Composto de créditos decorrentes do PASEP e COFINS não cumulativos, os quais podem ser compensados com outros tributos federais a pagar. O imposto de renda e a contribuição social a recuperar serão compensados com futuros passivos de imposto de renda e contribuição social. A Petrobras espera recuperar tais impostos integralmente, portanto nenhuma provisão foi constituída.

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9. Imobilizado, Líquido
O imobilizado, ao valor de custo, é composto como segue:
Em 31 de dezembro 2009 Depreciação Acumulada (1.982) (21.633) (27.637) (63) (1.009) 2008 Depreciação Acumulada (1.310) (12.682) (21.230) (2.073) (655) -

Custo Edificações e benfeitorias Despesas capitalizadas Equipamentos e outros ativos Arrendamento de imobilizado – plataformas e navios Direitos e concessões Terrenos Materiais Projetos de expansão: Imobilizado em curso Exploração e produção Abastecimento Gás e força Distribuição Internacional Corporativo 7.093 47.958 60.592 813 3.172 574 4.360

Líquido 5.111 26.325 32.955 750 2.163 574 4.360

Custo 4.060 26.281 45.742 2.752 2.439 441 2.219

Líquido 2.750 13.599 24.512 679 1.784 441 2.219

27.664 22.683 11.010 285 680 1.607 188.491

(52.324)

27.664 22.683 11.010 285 680 1.607 136.167

19.779 11.973 4.908 185 1.346 544 122.669

(37.950)

19.779 11.973 4.908 185 1.346 544 84.719

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 9. Imobilizado, Líquido (Continuação) a) Item de Codificação 410 - Contabilização de obrigações por abandono de ativos Sob o Item de Codificação 410-20, adotado pela Petrobras desde janeiro de 2003, os valores justos das obrigações por abandono de ativos são registrados como passivo em base descontada à medida que as mesmas ocorrem, o que tipicamente acontece por ocasião da instalação dos referidos ativos. Os valores lançados, relativos aos referidos ativos, serão aumentados pelo valor destas obrigações e depreciados no decorrer da respectiva vida útil destes ativos. Com o tempo, as importâncias reconhecidas como passivos serão aumentadas em virtude da alteração do seu valor presente até a venda ou desativação dos ativos em questão. A apuração das obrigações por abandono de ativos tem como base as leis e regulamentos atualmente em vigor, a tecnologia existente e os custos de cada local específico. Não há ativos com restrições legais a serem utilizados na liquidação das obrigações por abandono de ativos. Segue abaixo um resumo das movimentações anuais na provisão de abandono: Passivo Saldo em 31 de dezembro de 2007 Despesas de juros Obrigações incorridas Obrigações liquidadas Revisão da provisão Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro 2008 Despesas de juros Obrigações incorridas Obrigações liquidadas Revisão da provisão Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro de 2009 3.462 153 687 (23) (640) (814) 2.825 164 24 (4) (955) 758 2.812

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 9. Imobilizado, Líquido (Continuação) (b) Perdas com ativos (impairment) Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007, a Companhia registrou despesas com provisão para perda no valor de recuperação de ativos totalizando US$319, US$519 e US$271, respectivamente. Durante 2009, a perda no valor de recuperação de ativos foi principalmente atribuída a ativos de produção no Brasil, em sua maioria relacionado ao campo de Água Grande. Em 2009, os campos de petróleo e gás natural que apresentavam peras já possuíam altos níveis de maturidade e, por conseguinte, produziam petróleo e gás insuficientes para cobrir os custos de produção. Este fator surtiu um efeito redutor na análise econômica, levando ao registro de uma provisão de perdas por desvalorização em alguns campos. Durante 2008, a perda no valor de recuperação de ativos foi principalmente atribuída à desvalorização do ágio da subsidiária indireta da Petrobras nos Estados Unidos, a Pasadena Refining System (US$223), aos ativos de produção no Brasil (US$171), principalmente ao campo Guajá, da Petrobras. Durante 2007, a despesa com perda no valor de recuperação de ativos foi principalmente relacionada a investimentos internacionais (US$226): no Equador (US$174), devido às alterações fiscais e legais implementadas pelo governo daquele país, conforme mencionado anteriormente (ver Nota 9(b)); nos EUA (US$39); e em Angola (US$13).

10. Participações em Companhias não Consolidadas e Outros Investimentos
Parte das atividades da Petrobras é conduzida através da participação societária em empresas contabilizadas com base nos métodos de custo e de equivalência patrimonial. Essas companhias não consolidadas dedicam-se principalmente aos ramos petroquímico e de transporte de produtos. Total da participação Equivalência patrimonial Participações avaliadas ao custo Total 20 % - 50% (1) Investimentos 2009 2008 3.988 362 4.350 2.626 572 3.198

(1) Como mencionado mais adiante nesta Nota, determinadas termelétricas com participação da Petrobras entre 10% e 50% também são avaliadas pelo método de equivalência patrimonial devido a particularidades de influência significativa na participação.

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10. Participações em Companhias não Consolidadas e Outros Investimentos (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia possuía participação em investimentos da ordem de 31,9% e 25,33% com saldo de US$658 e US$856 na Quattor Companhia Petroquímica e Braskem S.A., respectivamente, os quais foram registrados pelo método de equivalência patrimonial. A Companhia possui também investimentos em outras empresas com o objetivo de desenvolver, construir, operar, manter e explorar usinas termelétricas pertencentes ao Programa Prioritário de Energia Termoelétrica instituído pelo Governo Federal, com participações entre 10% e 50%. O saldo destes investimentos relacionados às termelétricas, em 31 de dezembro de 2009 e 2008, era de US$110 e US$80, respectivamente, e foi registrado como investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial, devido à influência significativa que a Companhia exerce sobre suas operações. a) Investimentos na Venezuela Em março de 2006, a PESA, através de suas controladas e coligadas na Venezuela, firmou com a PDVSA e a Corporación Venezolana del Petróleo S.A. (CVP) Memorandos de Entendimento (MDE) com o objetivo de concretizar a migração dos convênios operacionais para a modalidade de empresas de capital misto, de acordo com os dispositivos legais. Os MDE estabeleceram que a participação dos sócios privados nas empresas de capital misto é de 40%, tendo o Governo venezuelano uma participação de 60%. De acordo com a estrutura societária e de governança definida para as empresas de capital misto, a partir de 01 de abril de 2006, a PESA deixou de registrar os ativos, passivos e resultados referentes às mencionadas operações, nas demonstrações consolidadas, apresentando-os pelo método de equivalência patrimonial. A recuperação destes investimentos possui fortes vínculos com a volatilidade dos preços do petróleo, com as condições sociais, econômicas e regulatórias na Venezuela e, em especial, com o interesse dos acionistas em desenvolver as reservas de petróleo. Consequentemente uma provisão para perda em investimentos foi feita no valor de US$77 em 2009 (US$23 em 2008). b) Petrobras Biocombustível adquire 50% de uma usina de biodiesel no Paraná Em dezembro de 2009, a Petrobras Biocombustível fez investimentos no valor de US$32 no capital da empresa BSBIOS Marialva Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S.A., passando a deter 50% das ações da empresa. Do investimento total, US$26 já foram pagos em 2009 e os US$6 restantes serão pagos quando ocorrer o início das operações da empresa, que está previsto para o segundo trimestre de 2010.

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11. Conta Petróleo e Álcool - Créditos a Receber junto ao Governo Federal
Movimentação da Conta Petróleo e Álcool O quadro abaixo resume as movimentações na Conta Petróleo e Álcool nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 Saldo inicial Receita financeira (Nota 23) Ganho na conversão Saldo final 346 4 119 469 450 7 (111) 346

Para concluir a quitação de contas com o Governo Federal, consoante a Medida Provisória nº 2.181 de 24 de agosto de 2001, e após fornecer todas as informações exigidas pela Secretaria do Tesouro Nacional - STN, a Petrobras visa resolver todas as disputas remanescentes entre as partes O saldo em aberto das Contas Petróleo e Álcool poderá ser pago da seguinte forma: (1) Títulos do Tesouro Nacional, emitidos no mesmo valor que o do saldo final da Conta Petróleo e Álcool; (2) liquidação do saldo da Conta Petróleo e Álcool, com quaisquer outros valores que possam ser devidos pela Petrobras ao Governo Federal, incluindo impostos; ou (3) por uma combinação das opções acima. .

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12. Financiamento
A Companhia utilizou projetos estruturados com o objetivo de prover recursos para o desenvolvimento contínuo de seus projetos relacionados à exploração e produção. As EVP’s ligadas aos projetos estruturados foram consolidadas com base na ASC Tópico 810-1025 (“Entidades com Participações Variáveis”). a) Financiamentos de curto prazo Os financiamentos de curto prazo da Companhia são obtidos principalmente de bancos comerciais e incluem financiamento de importações e exportações em dólares norteamericanos, que podem ser apresentados como segue: Em 31 de dezembro 2009 2008 Importações - petróleo e equipamentos Capital de giro 189 4.070 4.259 479 2.126 2.605

A média ponderada das taxas de juros anuais dos empréstimos de curto prazo em aberto, em 31 de dezembro de 2009 e 2008, era de 2,53 % e 4,72% respectivamente.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) b) Financiamentos de longo prazo • Composição Em 31 de dezembro 2009 2008 Moeda estrangeira: Notas Instituições financeiras Securitização de recebíveis Créditos junto a fornecedores Ativos relacionados ao programa de exportação a serem compensados com a venda de recebíveis futuros 11.593 12.119 334 6 (150) 23.902 Moeda local: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (companhia estatal, ver Nota 23) Debêntures: BNDES (companhia estatal, ver Nota 23) Outros bancos Notas de Crédito de Exportação Certificado de Crédito Bancário Outras 5.574 9.320 401 81 (150) 15.226

16.332 3.762 1.610 3.663 2.075 977 28.419

3.676 542 1.198 1.689 1.543 50 8.698 23.924 (3.284) 20.640

Total Parcela circulante dos financiamentos de longo prazo

52.321 (4.172) 48.149

Em 31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, a Companhia possuía saldos investidos no exterior em um fundo de investimento exclusivo, o qual detinha titulos de algumas SPEs que a Companhia consolidava de acordo com a Codificação Tópico 81025 (“Reconhecimento”), no montante total de US$749. Esses títulos são considerados extintos e, assim, os respectivos valores incluindo os juros aplicáveis, foram excluídos da rubrica financiamentos. .

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12. Financiamento (Continuação)
b) Financiamentos de longo prazo (Continuação) • Composição dos financiamentos em moeda estrangeira, por moeda Em 31 de dezembro 2009 2008 Moeda: Dólares norte-americanos Iene japonês Euro Outras 23.007 654 53 188 23.902 • Vencimentos do principal dos financiamentos de longo prazo Em 31 de dezembro de 2009, os vencimentos das parcelas de longo prazo podem ser apresentados como segue: 2011 2012 2013 2014 2015 2016 em diante 7.040 2.566 2.992 2.404 2.215 30.932 48.149 Os financiamentos de longo prazo estão sujeitos às seguintes taxas de juros: Em 31 de dezembro 2009 2008 No exterior 6% ou menos De 6% a 8% De 8% a 10% De 10% a 12% De 12% a 15% No país 6% ou menos De 6% a 8% De 8% a 10% De 10% a 12% De 12% a 15% 15.105 6.913 1.743 33 108 23.902 1.614 15.029 6.001 5.775 28.419 52.321 11.354 2.447 1.040 140 245 15.226 1.827 642 1.756 1.437 3.036 8.698 23.924 14.206 244 69 707 15.226

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

12. Financiamento (Continuação)
b) Financiamentos de longo prazo (Continuação) • Financiamento de exportações A Petrobras e a Petrobras Finance Ltd. - PFL mantêm contratos (Master Export Contract e Prepayment Agreement) entre si e, também, com uma sociedade de propósito específico, não relacionada à Petrobras, denominada PF Export Receivables Master Trust (“PF Export”), referentes ao pré-pagamento de recebíveis de exportação a serem gerados pela PFL, por intermédio de vendas, no mercado internacional, de óleo combustível e outros produtos adquiridos da Petrobras. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo de pré-pagamentos de exportação totalizou US$263 no passivo não circulante (US$348 em 31 de dezembro de 2008) e US$70 no passivo circulante (US$75 em 31 de dezembro de 2008). c) Emissão de debêntures Em 2 de agosto de 2006, a Assembléia Geral Extraordinária da Alberto Pasqualini - REFAP S.A., subsidiária da Companhia, aprovou o valor da emissão privada de debêntures simples, nominativas e escriturais no montante de US$391, essas debêntures foram emitidas com o objetivo de ampliar e modernizar o parque industrial da REFAP e aumento de sua capacidade de processamento de petróleo de 20.000 m³/dia para 30.000 m³/dia, além de aumentar a parcela de óleos nacionais a ser processada. A emissão teve as seguintes características: prazo de emissão até 30 de dezembro de 2006, amortização de 96 meses mais 6 meses de carência; 90% das debêntures serão subscritas pelo BNDES com juros de TJLP + 3,8%a.a; e 10% das debêntures serão subscritas pelo BNDES Participações S.A. (BNDESPAR) com juros da cesta de moedas do BNDES + 2,3%a.a.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) c) Emissão de debêntures (Continuação) Em 08 de setembro de 2006, foi assinado o Contrato de Financiamento, com a liberação da primeira parcela dos recursos no montante de US$278. Em 19 de dezembro de 2006 foi liberado o valor remanescente de US$113. Em maio de 2008, a REFAP efetuou uma segunda emissão com características similares e com valor total de US$217. O saldo em 31 de dezembro de 2009 totalizava US$415, sendo US$83 no passivo circulante. d) Emissão de financiamentos de longo prazo As principais captações de longo prazo do período de janeiro a dezembro de 2009 estão demonstradas conforme o quadro a seguir: d.1) No exterior
Companhia PifCo PifCo Data Fev/2009 Março até Set/2009 Jul/2009 Montante (US$milhões) 1.500 Vencimentos 2019 Until 2012 Descrição Global Notes com cupom de 7,875%. Linhas de crédito com custo de Libor mais spread de mercado. Global Notes com cupom de 7,875%.

1.100
1.250

PifCo

2019

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) d) Emissão de financiamentos de longo prazo (Continuação) d.1) No exterior (Continuação)
Companhia PifCo Data Out/2009 Montante (US$milhões) 4.000 Vencimentos 2020 e 2040 Descrição Global Notes no valor de US$2.500 e US$1.500, com cupom de 5,75% e 6,875%. Financiamento obtido do Banco de Desenvolvimento da China (CDB), com um custo de Libor mais spread de 2,8% ao ano.

Petrobras

Dez/2009

3.000

2019

10.850 d.2) No Brasil Companhia Petrobras Data Março até Nov/2009 Montante (US$milhões) Vencimentos 1.792 Até 2017 Descrição Notas de crédito a exportação com taxa de juros de 110,0% a 114% de taxa média de CDI. Financiamento obtido do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indexado pela variação do dólar dos EUA mais taxa de juros de mercado.

Petrobras, Rnest e TAG

Jul/2009

12.518

2029

14.310

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) e) Financiamentos com agências oficiais de crédito e.1) No exterior Valor em US$ Contratado Utilizado 10.000 3.000

Companhia Petrobras

Agência China Development Bank

Saldo 7.000

Descrição Libor +2,8%

e.2) No Brasil Valor em US$ Contratado Utilizado

Companhia

Agência

Saldo

Descrição Programa de Modernização e Expansão da Frota (PROMEF) – TJLP+2,5% Gasoduto CoariManaus – TJLP+ 1,96% Gasoduto CacimbasCatu (GASCAC) – TJLP+1,96%

Transpetro (*)

BNDES

4.479

162

4.317

Transportadora Urucu Manaus TUM Transportadora GASENE

BNDES

1.430

1.398

32

BNDES

1.272

1.217

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(*) Foram celebrados contratos para compra e venda condicional de 33 navios com 4 estaleiros nacionais, no valor de US$ 4.976, sendo 90% financiado pelo BNDES.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) f) Garantias e cauções As instituições financeiras no exterior não requerem garantias da Companhia. O financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES está garantido pelos bens financiados (dutos de aço carbono para o gasoduto Bolívia-Brasil e embarcações). Por conta de contrato de garantia emitido pela União em favor de Agências Multilaterais de Crédito, motivado pelos financiamentos captados pela TBG, foram firmados contratos de contra-garantia, tendo como signatários a União, TBG, Petrobras, Petroquisa e Banco do Brasil S.A., nos quais a TBG se compromete a vincular as suas receitas à ordem do Tesouro Nacional até a liquidação das obrigações garantidas pela União. Esta dívida tinha um saldo a pagar de US$253 e US$292 em 31 de dezembro de 2009 e 2008, respectivamente. Em garantia às debêntures emitidas, a REFAP possui uma conta de aplicações financeiras de curto prazo (depósitos vinculados a operações de crédito), atrelada à variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. A REFAP deve manter três vezes o valor da soma da última parcela vencida da amortização do principal e acessórios. Em 31 de dezembro de 2009 e 2008, a Gaspetro forneceu garantia para determinadas debêntures emitidas para financiar a compra de direitos de transporte no gasoduto Bolívia/Brasil, utilizando 3.000 ações da TBG, uma controlada da Gaspetro responsável pela operação do gasoduto. Em junho de 2008, a PifCo emitiu uma fiança a favor da International Finance Corporation – IFC no valor de US$40, em garantia do empréstimo contratado pela afiliada Quattor Petroquímica, relativa à estratégia da Petrobras de consolidar os ativos de petroquímica na região Sudeste do Brasil. Em conseqüência, a Quattor Petroquímica assumiu a obrigação de pagar os juros anuais em dólares norte-americanos à taxa de 1% a.a. sobre o valor garantido pela PifCo, até o vencimento do empréstimo em 2017 ou até o cumprimento de determinadas condições contratuais, o que ocorrer primeiro. Caso a PifCo tenha que efetuar pagamentos sob a garantia, a mesma terá o direito de cobrar estes pagamentos da Quattor Petroquímica.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 12. Financiamento (Continuação) f) Garantias e cauções (Continuação) Os contratos de financiamento da Companhia contêm garantias e cauções padronizadas, entre outras: provisão de informação; relatórios financeiros; gestão de negócios; continuidade de existência corporativa; continuidade de aprovação do governo; conformidade com legislação aplicável; preservação de livros e registros; manutenção dos seguros; pagamentos de taxas e reclamações judiciais; e notificação de certos eventos. Os contratos de financiamento da Companhia também contêm cláusulas negativas incluindo, sem limitação, limitações na incorrência de financiamento; limitações na incorrência de financiamentos; limitações nas transações com afiliadas; limitações na disposição de ativos; limitação nas consolidações, incorporações empresariais, vendas e/ou escrituras; restrições negativas de garantias; mudança de limitações na propriedade; classificação; limitações de procedimentos; e recebíveis exigidos como cobertura. A administração da Petrobras confirma que a Companhia vem cumprindo as cláusulas de seus contratos de empréstimo.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 13. Receitas (Despesas) Financeiras, Líquidas As despesas e receitas financeiras e as variações cambiais e monetárias sobre os ativos e passivos monetários, líquidas, apropriadas ao resultado dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007, estão demonstradas abaixo:

Exercícios findos em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Despesas financeiras Empréstimos e financiamentos Projetos estruturados Arrendamento mercantil Perdas em instrumentos derivativos (Nota 20) Perdas em recompra de títulos Outras (1.913) (492) (30) (427) (31) (511) (3.404) Juros Capitalizados 2.109 (1.295) Receitas financeiras Investimentos Clientes Adiantamentos a fornecedores Ganhos em instrumentos derivativos (Nota 20) Outras 712 123 392 247 425 1.899 Variações monetárias e cambiais (175) 429 (1.320) (314) (41) (425) (35) (163) (2.298) 1.450 (848) 533 129 183 636 160 1.641 1.584 2.377 (1.258) (608) (79) (267) (38) (130) (2.380) 1.703 (677) 824 231 110 119 266 1.550 (1.455) (582)

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”)
A Petrobras realiza financiamentos de projetos junto a Agentes Financeiros do Brasil e do exterior e com empresas do setor de petróleo e energia com a finalidade de tornar viáveis os investimentos necessários nos segmentos em que a Companhia opera. O financiamento de projeto é disponibilizado através de Entidades com Participações Variáveis “EPV’s”). A Companhia é a principal beneficiária das EPVs em razão dos contratos de leasing financeiro. As EPVs são as arrendadoras, sendo a Companhia a arrendatária. Ao término de cada prazo de arrendamento, a Companhia terá a opção de comprar os ativos arrendados ou a totalidade das ações ordinárias das EPVs. Todos os riscos relativos ao emprego e desenvolvimento dos ativos arrendados são de respnsabilidade da Companhia. Os pagamentos da Companhia financiam a dívida das EPVs com terceiros e capital empregado. A participação variável da Companhia nestas EPVs, os contratos de leasing financeiro, absorverão a maior parte dos prejuízos estimados e receberão a maior parte do retorno sobre os lucros residuais estimados. Sob esses contratos, a Companhia é responsável por concluir o desenvolvimento dos campos de petróleo e gás, operá-los, arcar com todas as despesas operacionais referentes aos projetos e utilizar parte da receita líquida gerada pelos campos para financiar as dívidas das sociedades de propósito específico e ter retorno sobre o patrimônio. Ao término de cada financiamento de projeto, a Companhia poderá comprar os ativos arrendados ou transferidos das sociedades de propósito específico consolidadas. As EPV’s ligadas aos projetos estruturados foram consolidadas com base na ASC Tópico 810-1025. Em 31 de dezembro de 2009, os valores das obrigações de desembolsos assumidos relativos aos financiamentos de projetos estruturados consolidados encontram-se apresentados como segue: Transportadora Gasene REVAP Codajás 55 250 387 692

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
A seguir o resumo dos projetos, seus objetivos, as garantias e investimentos estimados de cada projeto: a) Projetos com ativos em operação
EPV / Investimento estimado Barracuda/ Caratinga Principais garantias Garantia dada pela Brasoil para cobertura de necessidades financeiras da BCLC.

Finalidade Para permitir o desenvolvimento da produção nos campos de Barracuda e Caratinga na Bacia de Campos. A EPV Barracuda e Caratinga Leasing Company B.V. (BCLC) é responsável pela constituição de todos os ativos (poços, equipamentos submarinos e unidades de produção) requeridos pelo projeto, sendo também proprietária destes. A EPV PDET Offshore S.A. é a proprietária dos ativos do projeto cujo objetivo é melhorar a infra-estrutura de transferência do óleo produzido na Bacia de Campos para as refinarias da Região Sudeste e para exportação. Os ativos foram arrendados a Petrobras até 2019. Consórcio entre Transpetro, Transportadora Associada de Gás (TAG) antigamente Transportadora Nordeste Sudeste (TNS), Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e Nova Transportadora do Nordeste (NTN). A NTS e NTN fornecem ativos relacionados ao transporte de gás natural. TAG (subsidiária 100% da Gaspetro) disponibiliza ativos já constituídos anteriormente. A Transpetro é a operadora dos gasodutos.

Imobilizado US$1.700

US$3.100

PDET

Todos os ativos do projeto serão dados em garantia.

US$1.195

US$1.180

Malhas (NTN/NTS)

Pré-pagamentos por capacidade de NTN: transporte para cobrir US$1.005 eventuais deficiências de caixa do consórcio. NTS: US$881

US$1.110

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
a) Projetos com ativos em operação (Continuação)
EPV / Investimento estimado Cabiúnas

Finalidade Projeto com o objetivo de aumentar a capacidade de escoamento da produção de gás da Bacia de Campos. A Cayman Cabiúnas Investment Co. Ltd. (CCIC) disponibiliza os ativos para a Petrobras por meio de um contrato de leasing internacional. A Transportadora Gasene S.A. é responsável pela construção e futura proprietária de gasodutos de transporte de gás natural, com extensão total de 1,4 mil Km e capacidade de transporte de 20 milhões de metros cúbicos por dia, ligando o Terminal de Cabiúnas no Rio de Janeiro até a cidade de Catu, no Estado da Bahia. O primeiro trecho do projeto Gasene, o gasoduto Cabiúnas-Vitória, entrou em operação em 10 de novembro de 2008, sendo que o segundo trecho, o gasoduto Cacimbas-Catu, encontra-se em fase de construção.

Principais garantias Penhor de 10,4 bilhões de m3 de gás.

Imobilizado

US$389

US$850

Gasene

Penhor de Direitos de Crédito. Penhor de ações da EPV.

US$3.300

US$3.000

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
a) Projetos com ativos em operação (Continuação)
EPV / Investimento estimado Marlim Leste (P-53 Projeto CDC)

Finalidade Para desenvolver a produção no campo de Marlim Leste, a Petrobras irá utilizar uma Unidade Estacionária de Produção, a P-53, que será afretada junto à Charter Development LLC, empresa constituída no estado de Delaware/USA. O contrato de afretamento, firmado em novembro de 2009 será válido por um prazo de 15 anos, a partir de março 2010.

Principais garantias Todos os ativos do projeto serão dados em garantia.

Imobilizado US$1.759

US$1.800

Albacora

US$170

Consórcio entre a Petrobras e a Albacora Japão Petróleo Ltda. (AJPL), que disponibiliza ativos de produção de petróleo do campo de Albacora na Bacia de Campos para a Petrobras.

Penhor dos ativos.

US$52

Albacora/ Petros US$240

Consórcio entre a Petrobras e a Fundação Petros de Seguridade Social, que disponibiliza ativos de produção de petróleo do campo de Albacora na Bacia de Campos para a Petrobras.

Penhor dos ativos.

PCGC

US$134

A Companhia de Recuperação Secundária (CRSec) disponibiliza ativos para serem utilizados pela Petrobras nos campos de Pargo, Carapeba, Garoupa, Cherne e outros através de um contrato de aluguel com pagamentos mensais.

Pagamento adicional US$47 de aluguel caso a receita não seja suficiente para atender às obrigações com financiadores.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
b) Financiamento de projeto em andamento
EPV / Investimento estimado

Finalidade

Principais garantias

Imobilizado

Amazônia (Codajás)

US$2.100

Desenvolvimento de um projeto na área de Gás & Enegia que inclui a construção de um gasoduto com 385 km de extensão, entre Coari e Manaus e de um GLP duto de 285 Km de extensão, entre Urucu e Coari, ambos sob a responsabilidade da Transportadora Urucu Manaus S.A.; e construção de uma termelétrica, em Manaus, com capacidade de 488 MW através da Companhia de Geração Termelétrica Manauara S.A. Construção de uma plataforma (PMXL-1) de produção de gás natural nos Campos de Mexilhão e Cedro, na Bacia de Santos, Estado de São Paulo, através da Companhia Mexilhão do Brasil (CMB), responsável pela captação dos recursos necessários para construção da referida plataforma. Após construída, a PMXL-1 será alugada a Petrobras, detentora da concessão para exploração e produção nos referidos campos.

Penhor de Direitos de Crédito. Penhor de ações da EPV.

US$2.623

Mexilhão

Penhor de Direitos de Crédito. Penhor de ações da EPV.

US$1.022

US$756

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
b) Financiamento de projeto em andamento (Continuação)
EPV / Investimento estimado

Finalidade

Principais garantias

Imobilizado US$1.401

Este projeto tem como objetivo o CDMPI (modernização aumento da capacidade da Refinaria Henrique Lage (Revap) em processar da Revap) óleo pesado nacional, ajustar o diesel por ela produzido às novas especificações nacionais e reduzir a quantidade de emissão de poluentes. Para tal objetivo, foi criada a Sociedade de propósito específico (SPE) Cia. de US$1.650 Desenvolvimento e Modernização de Plantas Industriais - CDMPI que construirá e alugará para a Petrobras uma unidade de Coqueamento Retardado, uma unidade de Hidrotratamento de Nafta de Coque e unidades correlatas. O Conselho de Administração autorizou mais um pagamento de US$450 mediante a emissão de notas promissórias no montante de US$750.

Pagamentos antecipados de aluguel para cobrir eventuais deficiências de caixa da CDMPI.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

14. Projetos Estruturados (Entidades com Participações Variáveis – “EPV’s”) (Continuação)
c) Projetos finalizados com o exercício da opção de compra
EPV / Investimento estimado

Finalidade

Principais garantias

Imobilizado

Marlim

US$1.500

Consórcio com a Companhia Petrolífera Marlim (CPM), que disponibiliza para a Petrobras equipamentos submarinos de produção de petróleo no campo de Marlim. Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos – CLEP, fornece para uso da Petrobras ativos relacionados a produção de óleo em Campos via arrendamento pelo período de 10 anos.

70% da produção do campo limitado a 720 dias.

US$382

CLEP US$1.250

Pagamentos antecipados de aluguel, no caso a receita não é suficiente para cobrir as obrigações com financiadores. 30% da produção do campo limitado a 720 dias.

US$1.003

Nova Marlim

US$834

Consórcio com NovaMarlim Petróleo SA (NovaMarlim), que fornece equipamentos submarinos para a produção de petróleo e reembolsa os custos operacionais decorrentes da operação e manutenção dos ativos do campo através de um adiantamento já feitas a Petrobras.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

15. Arrendamento Mercantil
A Companhia mantém contratos de arrendamento mercantil para algumas plataformas marítimas e navios que são registrados como arrendamento mercantil. Em 31 de dezembro de 2009, o valor contábil líquido dos ativos arrendados era de US$750 (US$679 em 31 de dezembro de 2008). A tabela a seguir mostra o cronograma por ano dos pagamentos mínimos futuros desses contratos em 31 de dezembro de 2009: 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 em diante Pagamentos futuros de arrendamentos estimados Menos montante representando juros anuais de 6,2% a 12,0% Valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento Menos parcela circulante de obrigações de arrendamento mercantil Parcela de longo prazo de obrigações de arrendamento mercantil 214 130 42 17 17 20 46 486 (56) 430 227 203

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios
a) Saldos relativos a benefícios pós-aposentadoria Os saldos relativos a benefícios pós-aposentadoria estão representados a seguir:
Em 31 de dezembro de 2009 Plano Plano de de Pensão Saúde Total Passivo circulante Plano de benefício definido Plano de contribuição variável Obrigação de benefícios projetados pós-aposentadoria Passivo exigível a longo prazo Plano de benefício definido Obrigação de benefícios projetados pós-aposentadoria Patrimônio Líquido - Outros resultados abrangentes acumulados Plano de benefício definido Plano de contribuição variável Efeito tributário Saldo líquido registrado no patrimônio líquido 182 187 369 325 325 507 187 694 31 de dezembro de 2008 Plano Plano de de Pensão Saúde Total 176 92 268 224 224 400 92 492

4.419 4.788

6.544 6.869

10.963 11.657

1.786 2.054

4.001 4.225

5.787 6.279

2.282 91 (807) 1.566

121 (41) 80

2.403 91 (848) 1.646

253 95 (118) 230

(404) 137 (267)

(151) 95 19 (37)

b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros A Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) foi constituída pela Petrobras como uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira. O Plano Petros é um plano de previdência de benefícios definidos, instituído pela Petrobras em julho de 1970, para suplementar os benefícios de previdência do INSS, e é direcionado aos empregados da Petrobras e de suas controladas e coligadas brasileiras. O plano Petros está fechado aos novos funcionários do sistema Petrobras desde setembro de 2002, sendo que a partir de 1º de julho de 2007, a Companhia implantou um novo plano de previdência privada, o Plano Petros 2.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (Continuação) Para financiar seus objetivos, a Petros recebe contribuições mensais das empresas patrocinadoras e dos participantes aposentados. Em virtude do mais recente ajuste regulamentar do Plano Petros, o plano recebe atualmente das empresas patrocinadoras, no lugar dos costumeiros 12,93% sobre a folha de pagamentos dos funcionários participantes do plano, as contribuições periódicas de valores iguais aos valores das contribuições do funcionários bem como dos funcionários aposentados, valores que representavam na média 12% da folha de pagamentos dos participantes. Adicionalmente, a Petros aufere rendimentos pela aplicação dessas contribuições. A política da Companhia é contribuir anualmente com o montante definido pelos cálculos atuariais. No ano calendário de 2008, os benefícios pagos totalizaram US$911 (US$932 em 2008). O passivo da Companhia relacionado aos benefícios futuros devidos aos participantes do plano é calculado anualmente por um atuário independente, com base no método da Unidade de Crédito Projetada. Os ativos garantidores do plano de pensão são apresentados reduzindo o passivo atuarial líquido. Os ganhos e perdas atuariais gerados pelas diferenças entre os valores da obrigação e ativos determinados com base em projeções e em números reais, estão respectivamente incluídos ou excluídos do cálculo do passivo atuarial líquido e registrados como “Ajustes de reservas de benefícios pós-aposentadoria, líquidos de impostos - plano de pensão”, no patrimônio líquido. Ganhos e perdas atuariais são amortizados durante o período de serviço remanescente médio dos funcionários ativos de aproximadamente 10 anos em 31 de dezembro de 2009, de acordo com o procedimento estabelecido pelo Item de Condificação 715. A relação entre as contribuições das patrocinadoras e participantes do Plano Petros, considerando apenas aquelas atribuíveis à Companhia e suas controladas, nos exercícios de 2009 e 2008 foi de 1,00 para 1,00. A melhor estimativa de contribuições da Companhia para o plano de pensão, a serem pagas em 2010 é de aproximadamente US$342, com previsão de total de pagamentos de benefícios para o ano de 2010 de US$1.477. De acordo com a Emenda Constitucional Nº 20 of 1998, o cômputo de qualquer déficit no plano de benefício definido, conforme o método atuarial do corrente plano (que difere do método estabelecido no Item de Condificação 715), deve ser igualmente arcado pela patrocinadora e os participantes, mediante um ajuste às contribuições normais.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (Continuação) b.1) Plano de benefícios definidos Em 23 de outubro de 2008, a Petrobras e suas subsidiárias patrocinadoras do Plano Petros, os sindicatos e a Petros celebraram um Termo de Compromisso Financeiro, após a homologação judicial em 25 de agosto de 2008, para cobrir as obrigações com planos de pensão, a serem pagas em prestações semestrais com juros de 6% a.a. sobre o saldo devedor atualizado pelo IPCA, pelos próximos 20 anos, conforme previamente estabelecido no processo de repactuação. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo das obrigações da Petrobras e suas subsidiárias relativas ao Termo de Compromisso Financeiro era de US$2.472, dos quais US$22 com vencimento em 2010 como reconhecidos nestas demonstrações financeiras consolidadas. As obrigações da Companhia por intermédio do Termo de Compromisso Financeiro representam a contrapartida às concessões feitas pelos participantes/beneficiários do Plano Petros na alteração do regulamento do plano, no que se refere aos benefícios, e ao encerramento dos litígios existentes. Em 31 de dezembro de 2009, a Petrobras possuía Notas do Tesouro Nacional de longo prazo no valor de US$2.363 (US$1.608 em 31 de dezembro de 2008), adquiridas para equilibrar as obrigações com o Plano Petros, as quais serão mantidas em carteira pela Companhia e dadas em garantia ao Termo de Compromisso Financeiro. b.2) Plano de contribuição variável A partir de 1° de julho de 2007, a Companhia implantou um novo plano de previdência complementar denominado Plano Petros 2, para funcionários sem plano de previdência complementar. Este plano é de Contribuição Variável (CV), ou seja, um plano misto denominado Petros Plano 2, para funcionários sem plano de pensão complementar. A parcela deste plano com característica de benefícios definidos, refere-se à cobertura de riscos de invalidez e morte, garantia de um benefício mínimo e renda vitalícia, e os compromissos atuariais são contabilizados de acordo com o método da unidade de crédito projetada. A parcela do plano com característica de contribuições definidas, destina-se a formar uma reserva para a aposentadoria programada, foi reconhecida no resultado do exercício conforme as contribuições são efetuadas. No exercício de 2009, a contribuição da Petrobras e das subsidiárias para a parcela de contribuição definida deste plano foi de US$128.

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16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (Continuação) b.2) Plano de contribuição variável (Continuação) A Petrobras e as demais patrocinadoras assumiram as contribuições correspondentes ao período no qual os participantes não possuíam um plano. Este serviço passado deve considerar o período desde agosto de 2002 ou a partir da data de admissão, até 29 de agosto de 2007. O plano continuará a admitir novos participantes após esta data, porém sem nenhum pagamento relativo aos custos com os serviços passados. Os desembolsos relativos aos custos com serviços passados serão realizados mensalmente durante igual número de meses nos quais os participantes não possuíam um plano, devendo assim cobrir a parcela relativa a participantes e às patrocinadoras. b.3) Ativos do plano Políticas e Estratégias de Investimento A estratégia de investimentos da Companhia para ativos para plano de benefícios é reflexo de uma visão de longo prazo, uma avaliação cuidadosa dos riscos inerentes de diversas classes de ativos bem como a diversificação a fim de reduzir o risco da carteira. A carteira de ativos do plano deverá obedecer às políticas definidas pelo Banco Central do Brasil. Os fundos de renda fixa têm a maior parte dos investimentos em papéis privados e públicos. A meta da distribuição de ativos para o período entre 2010 e 2014 é de (25% a 80%) em renda fixa, (10% a 50%) em renda variável, (de 1,5% a 8%) em imóveis, de (0% a 15%) em financiamentos aos participantes do plano e de (2,5% a 20%) em outros investimentos.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (Continuação) b.3) Ativos do plano (Continuação) Medições do Justo Valor em 31 de dezembro de 2009 (em milhões de US$) Valor Categoria do Ativo justo total Nível 1 Nível 2 Nível 3 Distribuição % Caixa Renda fixa Títulos de empresas Títulos do Tesouro Outros Renda Variável Títulos de Participação Patrimonial Fundos de Private equity Outros Investimentos Imóveis Empréstimos Total 13.643 4.398 9.241 4 8.004 4.792 3.171 41 505 639 22.791 9.241 9.241 4.792 4.792 14.033 4.402 4.398 4 799 768 31 639 5.840 2.413 2.403 10 505 2.918 0% 60% 19% 41% 0% 35% 21% 14% 0% 2% 3% 100%

Caixa e financiamentos foram avaliados a seu custo, o que se aproxima do valor de mercado. Os valores de mercado dos ativos de renda fixa incluem títulos públicos, tendo o valor de mercado como base os preços negociados nos pregões ativos (Nível 1). Os valores de mercado das ações brasileiras classificadas no Nível 1 possuem como base principal os preços negociados nos pregões. Os títulos de renda variável incluem investimentos em ações ordinárias e preferenciais da Companhia, nos valores de US$226 e de US$411, respectivamente, em 31 de dezembro de 2009. Estimaram-se os valores de dívida empresarial com o emprego dos dados observáveis das operações correlatas no mercado. Estimou-se o valor de mercado dos demais fundos de ações através do emprego da variação dos preços negociados de ativos idênticos em mercados ativos, ajustados pelos custos das operações, e classificados no Nível 2.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
b) Plano de pensão - Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (Continuação) b.3) Ativos do plano (Continuação) O valor de mercado dos fundos de ações do Nível 3 possui como base a avaliação interna com o emprego do fluxo de caixa descontado. O efeito das mensurações de valor de mercado com o emprego de dados significantes não observáveis, sobre as variações durante o período dos ativos do Nível 3, é:
(Milhões de US$) Total em 31 de dezembro de 2008 Retorno Efetivo dos Ativos do Plano Ativos mantidos à data do relatório Ativos vendidos durante o período Compras, Vendas e Liquidações Ganho na conversão Total em 31 de dezembro de 2009 Fundos de Private equity 1.448 167 (6) 240 554 2.403 Outros Investimentos 9 (2) 3 10 Imóveis 353 58 (31) 125 505 Total 1.810 225 (6) 207 682 2.918

A Petros proveu alguns financiamentos para o desenvolvimento do campo de petróleo e gás de Albacora, localizado na bacia de Campos, os quais se acham classificados como títulos de outras partes relacionadas (ver Nota 14). A carteira de investimentos dos Planos Petros e Petros 2, em 31 de dezembro de 2009, estava constituída por: 60% de renda fixa, com rentabilidade esperada de 6,54% a.a.; 35% de renda variável, com rentabilidade esperada de 7% a.a.; 5% de outros investimentos (operações com participantes, imóveis e projetos de infra-estrutura), com rentabilidade esperada de 8% a.a., o que resultou numa taxa de juros média de 6,74% a.a. c) Petrobras Internacional Braspetro B.V. - PIB BV • Petrobras Energía S.A. Plano de benefício definido Plano de Pensão Complementar para empregados Em 2005, a Petrobras Energía S.A. (Pesa) implantou um plano de adesão voluntária para os empregados que reunissem determinadas condições. A Companhia contribui com valores iguais às contribuições efetuadas pelos empregados, de acordo com a contribuição definida para cada faixa salarial.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação)
c) Petrobras Internacional Braspetro B.V. - PIB BV (Continuação) • Petrobras Energía S.A. (Continuação) O custo do plano é reconhecido de acordo com as contribuições efetuadas pela Companhia, as quais em 31 de dezembro de 2009 correspondiam a US$3 (US$3 em 31 de dezembro de 2008). Plano de contribuição definida Plano “Indemnity" Trata-se de um plano de benefícios pelo qual os empregados que cumpram determinadas condições estão aptos para receber, na aposentadoria um mês de salário por cada ano de serviço na Companhia, de acordo com uma escala decrescente conforme os anos de vigência do plano. Fundo Compensador Têm direito a este benefício os empregados da Pesa que tenham aderido aos planos de contribuições definidas vigentes ao longo do tempo e que tenham ingressado na Companhia antes de 31 de maio de 1995, e acumulem o tempo de serviço requerido. O benefício é calculado complementarmente aos benefícios outorgados por estes planos e pelo sistema de aposentadorias, de tal modo que a soma dos benefícios totais recebidos por cada empregado seja equivalente ao definido neste plano. Caso se produza um valor excedente, devidamente certificado por um atuário independente, nos fundos aportados a fideicomissos destinados a pagar os benefícios definidos outorgados pelo plano, a Pesa poderá dispor do mesmo, devendo, apenas, fazer a devida comunicação ao agente fiduciário. • Nansei Sekiyu S.A. Plano de pensão de benefício definido A Refinaria Nansei Sekiyu oferece aos seus empregados um plano de benefícios de aposentadoria complementar programada, na modalidade benefício definido onde o participante, para se tornar elegível ao benefício, precisa ter no mínimo 50 anos de idade e 20 anos de serviço na Companhia. As contribuições são efetuadas somente pela patrocinadora. O plano é administrado pela Sumitomo Trust & Banking.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (d) Outros planos de contribuição definida A subsidiária Transpetro e algumas controladas da Petrobras patrocinam planos de aposentadoria aos seus empregados. (e) Plano de saúde – “Assistência Multidisciplinar de Saúde” (AMS) A Petrobras e suas subsidiárias brasileiras, mantêm um plano de assistência médica (AMS), com benefícios definidos, que cobre todos os empregados das empresas no Brasil (ativos e inativos) e seus dependentes. O plano é administrado pela própria Companhia e os empregados contribuem com uma parcela mensal pré-definida para cobertura de grande risco e com uma parcela dos gastos incorridos referentes às demais coberturas, ambas estabelecidas conforme tabelas de participação baseadas em determinados parâmetros, incluindo níveis salariais, além do benefício farmácia que prevê condições especiais na aquisição, em farmácias cadastradas distribuídas em todo o território nacional, de certos medicamentos. O compromisso da Companhia relacionado aos benefícios futuros devidos aos participantes do plano é calculado anualmente por atuário independente, com base no método da Unidade de Crédito Projetada. O plano de assistência médica não está coberto por ativos garantidores. Ao invés disso, o pagamento dos benefícios é efetuado pela Companhia com base nos custos incorridos pelos participantes. Para fins de cálculo, assumiu-se a taxa de aumento no custo per capita dos benefícios do plano de saúde de 10% ao ano, com a adoção do Tópico de Condificação 715. A redução esperada para a taxa anual era para 4,5% de 2007 a 2036. As taxas que refletem a tendência dos custos de benefícios de plano de saúde assumidas afetam significativamente os valores apresentados referentes ao plano de saúde pósaposentadoria. Uma variação de um ponto percentual nos custos assumidos do plano de saúde teria os seguintes efeitos:
Aumento de um ponto percentual Efeito sobre os componentes do custo total dos serviços e juros Efeito sobre a obrigação com benefícios pós-aposentadoria 141 977 Redução de um ponto percentual (114) (804)

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (f) Posição custeada dos planos A posição custeada dos planos em 31 de dezembro de 2009 e 2008, com base em relatório de atuário independente e nos valores reconhecidos pela Companhia em seus balanços patrimoniais para os exercícios findos naquelas datas, é apresentada como segue:
2009 Plano de Pensão Benefícios Contribuição Plano de Definidos (1) Variável Saúde (2) Variação das obrigações com benefícios: Obrigações com benefícios no início do exercício Custo dos serviços Custo dos juros Mudança no plano Perda (ganho) atuarial Benefícios pagos Novo plano de pensão de contribuição variável Outras Ganho sobre a conversão Obrigações com benefícios no fim do exercício Variação dos ativos do plano: Valor justo dos ativos do plano no início do exercício Retorno efetivo sobre os ativos do plano Contribuições por parte da Companhia Contribuições por parte dos funcionários Benefícios pagos Outras Ganho sobre a conversão Valor justo dos ativos do plano no fim do exercício 16.041 165 2.371 3.403 (909) (20) 6.225 27.276 128 53 19 42 (2) 1 61 302 4.225 75 630 575 (236) 1.600 6.869 2008 Plano de Pensão Benefícios Contribuição Definidos (1) Variável 23.381 235 2.257 (3.783) (931) 83 (5.201) 16.041 143 49 21 (45) (1) 1 (40) 128 Plano de Saúde (2) 6.898 108 668 (1.812) (241) (1.396) 4.225

14.079 3.703 327 179 (909) (5) 5.300

36 14 23 23 (2) 21

236 (236) -

18.473 (194) 267 188 (930) 768 (4.493)

9 19 19 (1) (10)

241 (241) -

22.674

116

-

14.079

36

-

Situação de financiamento Valores reconhecidos no balanço patrimonial consistem de: Passivo circulante Passivo exigível à longo prazo

(4.602)

(186)

(6.869)

(1.962)

(92)

(4.225)

(183) (4.419) (4.602)

(186) (186) 29 62 91 (95)

(325) (6.544) (6.869) 101 20 121 (6.748)

(176) (1.786) (1.962) (1.368) 1.621 253 (1.709)

(92) (92) (21) 116 95 3

(224) (4.001) (4.225) (1.423) 1.019 (404) (4.629)

Perda atuarial líquida não-reconhecida Custo de serviço passado não-reconhecido Outros resultados abrangentes acumulados Total da obrigação reconhecida, líquida

2.200 82 2.282 (2.320)

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (f) Posição custeada dos planos (Continuação)
(1) Inclui Petros (Companhias do Grupo Petrobras) e obrigações com benefícios de pensão da Petrobras Argentina e da PELSA. (2) Inclui AMS (Companhias do Grupo Petrobras) e obrigações com benefícios de plano de saúde da Liquigás.

O custo periódico de benefício líquido inclui os seguintes componentes:
2009 Plano de Pensão 2008 Plano de Pensão Plano de Saúde (2)

Benefícios Contribuição Plano de Benefícios Contribuição (1) Definidos (1) Variável Variável Saúde (2) Definidos Custo–benefício dos serviços incorridos durante o exercício Custo de juros sobre obrigações estimadas com benefícios Retorno estimado sobre os ativos do plano Perda atuarial reconhecida Custo dos serviços passsados Ganho sobre a conversão Contribuições por parte dos empregados Custo periódico de benefício, líquido

165 2.371 (1.995) 59 53 653 (179) 474

53 19 (8) 9 6 79 (23) 56

75 630 2 104 811 811

235 2.257 (1.848) 2 44 (95) 595 (188) 407

49 21 (18) 6 (7) 51 (19) 32

108 668 45 2 (165) 658 658

(1) Inclui Petros (Companhias do Grupo Petrobras), Petrobras Argentina e da PELSA, obrigações com benefícios de pensão. (2) Inclui AMS (Companhias do Grupo Petrobras) e obrigações com benefícios de plano de saúde da Liquigás.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (f) Posição custeada dos planos (Continuação) Mutações dos valores registrados em outros resultados abrangentes acumulados:
2009
Plano de Pensão Benefícios Definidos Outros resultados abrangentes acumulados no início do exercício Perda/(ganho) atuarial líquido Amortização de ganho/(perda) atuarial Custo de serviço passado, líquido Amortização do custo de serviço passado, líquida Ganhos/perdas sobre a conversão Outros resultados abrangentes acumulados no final do exercício Contribuição Variável Plano de Saúde Benefícios Definidos

2008
Plano de Pensão Contribuição Variável Plano de Saúde

253 1.800 (51) 280 2.282

95 (82) (8) 86 91

(404) 575 2 (52) 121

2.177 (1.719) (2) (44) (159) 253

162 (28) 1 (6) (34) 95

1.406 (1.812) (45) (2) 49 (404)

Componentes de Custo de Benefício Periódico Líquido para o próximo ano: Valores estimados incluídos em outros resultados abrangentes acumulados em 31 de dezembro de 2009 que serão amortizados no custo periódico pós-aposentadoria líquido durante 2010 estão apresentados abaixo: Plano de Pensão Benefícios Contribuição Definidos Variável 1 59 9 Plano de Saúde 2 -

Perda (ganho) atuarial líquido não-reconhecido Custo de serviço passado não-reconhecido

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (f) Posição custeada dos planos (Continuação) As principais premissas adotadas no cálculo atuarial para 2009 e 2008 estão sumarizadas abaixo:
2009 Benefícios de Plano de pensão Taxa de desconto Inflação: 4,5% a 4% a.a. + 6,57% a.a. Inflação: 4,5% a 4% a.a. + 2,295% a.a. Inflação: 4,5% a.a.+ 6,74% a.a. AT 2000* Benefícios de Plano de saúde Inflação: 4,5% a 4% a.a. + 6,57% a.a Inflação: 4,5% a 4% a.a. + 2,295% a.a 2008 Benefícios de Plano de pensão Benefícios de Plano de saúde Inflação: 5% a 4% a.a. + 7,7% a.a. Inflação: 5% a 4% a.a. + 2,24% a.a

Inflação: 5% a 4% a.a. + 7,7% a.a. Inflação: 5% a 4% a.a. + 2,24% a.a. Inflação: 5% a.a. + 7,02% a.a. AT 2000*

Taxas de crescimento nos níveis salariais Taxa esperada de retorno dos ativos de longo prazo Tabela de mortalidade

Não aplicável AT 2000*

Não aplicável AT 2000*

(*) Diferenciada por sexo (masculino e feminino). A Petrobras tem agregado as informações para todos os planos de pensão de benefícios definidos. Os planos de benefícios nacionais da Petrobras, BR Distribuidora, Petroquisa e REFAP contém premissas similares e a obrigação com o benefício referente a Petrobras Argentina, sendo internacional, não é significativo para o total das obrigações e portanto, também foi adicionado. Todos os planos de pensão do Grupo Petrobras têm acumulado obrigações de benefícios em excesso aos ativos do plano. A determinação das despesas e passivos, relacionados ao plano de pensão da Companhia, envolve o uso de julgamento na determinação das premissas. Isso inclui estimativas sobre mortalidade futura, resgates, alterações de taxas de ressarcimento e de taxas de desconto para refletir o valor do dinheiro no tempo, assim como a taxa de retorno sobre os ativos do plano. Estas premissas são revisadas pelo menos anualmente e podem divergir significativamente dos resultados atuais, devido à mudanças de mercado e condições econômicas, atos de regulamentação, legislação, maiores ou menores taxas de resgate ou maiores ou menores durações de vida dos participantes.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 16. Obrigações com Benefícios Pós-Aposentadoria e Outros Benefícios (Continuação) (f) Posição custeada dos planos (Continuação) Conforme estipulado no Item de Codificação 715, e interpretações subseqüentes, a taxa de desconto deve ser calculada com base em valores atuais para a liquidação da obrigação com planos de pensão. A adoção dos preceitos do Item de Codificação 715, em ambientes historicamente inflacionários como o Brasil gera certos problemas, uma vez que a Companhia pode perder sua capacidade de liquidar um compromisso previdenciário no futuro, considerando que podem não estar disponíveis instrumentos financeiros de longo prazo em níveis adequados como nos Estados Unidos. Embora o mercado brasileiro venha apresentando sinais de estabilidade sob o modelo econômico atual, como refletido nas taxas de juros do mercado, a Companhia acredita não existirem ainda evidências significativas que indiquem a estabilidade das taxas de juros do mercado. (g) Contribuições e pagamentos de benéficos Em 2009, as contribuições efetuadas pela Companhia a seus planos de pensão totalizaram US$350. Em 2010, a Companhia espera que tais contribuições sejam de, aproximadamente, US$342. Os valores efetivos de contribuição dependem dos rendimentos auferidos pelos investimentos realizados, de alterações nas obrigações com pensão e de outros fatores econômicos. Pode ser necessária a obtenção de recursos adicionais caso os rendimentos auferidos sejam insuficientes para compensar os aumentos nas obrigações previdenciárias. Os seguintes pagamentos de benefícios, que incluem a estimativa de serviços futuros, deverão ser efetuados pelo fundo de pensão nos próximos 10 anos: Plano de Pensão Benefícios Contribuição Definidos Variável 2010 2011 2012 2013 2014 Cinco anos subsequentes 1.474 1.616 1.776 1.947 2.121 13.823 3 6 8 12 15 144 Benefício com Plano de Saúde 325 358 396 436 482 3.176

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17. Patrimônio Líquido
(a) Capital Em 31 de dezembro de 2009 e 2008, o capital social subscrito e totalmente integralizado da Companhia estava representado por 5.073.347.344 ações ordinárias e 3.700.729.396 ações preferenciais, reclassificadas de forma retroativa para fins do desdobramento (Split) de ações discriminada a seguir. As ações preferenciais não asseguram direito de voto e não são conversíveis em ações ordinárias e vice-versa. As ações preferenciais têm prioridade no recebimento dos dividendos e retorno do capital. A Assembleia Geral Extraordinária realizada e 24 de março de 2008, resolveu desdobrar em duas as ações da Companhia, o que resultou: (a) na distribuição gratuita de uma nova ação do mesmo tipo para cada ação original e com base na participação acionária em 25 de abril de 2008; (b) na distribuição gratuita de uma nova American Depository Share (ADS) do mesmo tipo para cada ADS original e com base na participação acionária em 25 de abril de 2008. Nesta mesma data foi aprovada a alteração do artigo 4° dos Estatutos Sociais da Companhia, determinando que o capital passasse a ser dividido em 8.774.076.740 ações, das quais 5.073.347.344 ordinárias e 3.700.729.396 preferenciais, sem valor nominal. Tal aditamento ao Estatuto Social da Companhia passou a vigorar em 25 de abril de 2008. A relação entre as ADS e as ações de cada classe continua de duas ações para uma ADS. Todas as informações sobre ações, ADS, por ação e por ADS constantes das demonstrações contábeis e das notas em anexo, foram ajustadas para refletir o resultado do desdobramento das ações. A legislação brasileira em vigor dispõe que o Governo Federal deverá ser proprietário de 50% mais uma ação do capital votante da Companhia. A Administração da Petrobras está propondo à Assembleia Geral de Acionistas que, juntamente com a Assembleia Geral Ordinária Geral em 22 de abril de 2010, seja realizado um aumento de capital na Companhia de US$36.194 (R$78.967 milhões) para US$40.225 (R$85.986 milhões), através da capitalização de uma reserva de capital no valor de US$296 (R$515 milhões), de parte de uma reserva de lucro registrada em anos anteriores no valor de US$3.727 (R$6.490 milhões), dos quais US$516 (R$899 milhões) são oriundos de uma reserva legal, US$320 (R$557 milhões) de uma reserva de incentivo fiscal e US$2.891 (R$5.034 milhões) de uma reserva de retenção de lucro, além de US$8 (R$14 milhões) de parte de uma reserva de incentivo fiscal formada em 2009, sem a emissão de novas ações, de acordo com o artigo 169, parágrafo 1º, da Lei 6.404/76.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

17. Patrimônio Líquido (Continuação)
(a) Capital (Continuação) A Assembléia Geral Extraordinária realizada em conjunto com a Assembléia Geral Ordinária, em 4 de abril de 2008, aprovou o aumento do capital social da Companhia de US$ 20.816 (R$ 52.644 milhões) para US$ 36.194 (R$ 78.967 milhões), através da capitalização de parte da reserva de lucros acumulados dos exercícios anteriores, no valor de US$ 14.782 (R$ 25.302 milhões), e parte da reserva de capital no valor de US$ 596 (R$ 1.020 milhões), constituída de US$ 99 (R$ 169 milhões) da reserva de subvenção do AFRMM e de US$ 497 (R$ 851 milhões) da reserva de incentivos fiscais, sem a emissão de novas ações, consoante o artigo 169, parágrafo 1, da Lei 6404/76. • AFRMM Refere-se à incidência do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) de acordo com as normas aplicáveis. Esses recursos são utilizados para aquisição, reforma ou reparo de embarcações da frota da Companhia. • Reserva de incentivos fiscais Reserva constituída com aplicações em incentivos fiscais, originadas de destinações de parte do imposto de renda da Companhia. Se refere aos incentivos fiscais no Nordeste, no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (ADENE), que concedem uma redução de 75% do imposto de renda devido, calculado sobre o lucro da exploração de atividades incentivadas. Até 31 de dezembro de 2009, esse incentivo totalizava US$167 (US$219 em 31 de dezembro de 2008), que só podem ser utilizados para compensar prejuízos ou para aumento de capital, conforme previsto no Artigo 545 do Regulamento de Imposto de Renda e que foi contabilizado pelo método de alocação integral no resultado (flow through method). Em 10 de maio de 2007, a Receita Federal do Brasil reconheceu o direito da Petrobras de deduzir esse incentivo do imposto de renda devido, compreendendo os períodos-base de 2006 até 2015. c) Lucros acumulados apropriados A legislação brasileira e o Estatuto Social da Companhia requerem a destinação anual de lucros acumulados para a reserva de retenção de lucros. Os objetivos e as bases dessas apropriações são os seguintes: • Reserva legal A constituição dessa reserva é obrigatória para empresas brasileiras através da apropriação anual de 5% do lucro líquido contábil do exercício até que o seu saldo atinja o limite de 20% do valor do capital. Essa reserva pode ser utilizada para aumento de capital ou para absorver prejuízos, mas não pode ser utilizada no pagamento de dividendos em dinheiro. 75

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17. Patrimônio Líquido (Continuação)
c) Lucros acumulados apropriados (Continuação) • Reserva de retenção de lucros Esta reserva foi constituída de acordo com o artigo 196 da Lei No. 6.404/76, para financiar o programa anual de investimentos da Companhia. A destinação do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2007 incluiu a retenção de lucros de US$7.954, com a quantia de US$7.951 oriunda do lucro líquido do exercício e mais US$3 do saldo de lucros retidos. Tal proposta destinava-se a cobrir em parte o programa anual de investimentos definido no orçamento de capital para 2008, com aprovação da Assembléia Geral dos Acionistas realizada em 4 de abril de 2008. A destinação do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2008, incluiu a retenção de lucros de US$10.790, com a quantia de US$10.175 oriunda do lucro líquido do exercício e mais US$615 do saldo de lucros retidos. Tal proposta destinava-se a cobrir em parte o programa anual de investimentos definido no orçamento de capital para 2009, a ser aprovado pela Assembléia Geral dos Acionistas realizada em 8 de abril de 2009. A destinação do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, incluiu a retenção de lucros de US$10.667, com a quantia de US$10.661 oriunda do lucro líquido do exercício e mais US$6 do saldo de lucros retidos. Tal proposta destina-se a cobrir em parte o programa anual de investimentos definido no orçamento de capital para 2010, a ser aprovada pela Assembléia Geral dos Acionistas a ser realizada em 22 de abril de 2010. • Reserva estatutária Constituída sobre um montante equivalente a, no mínimo, 0,5% do capital social subscrito e integralizado no fim do exercício e destinando-se ao custeio dos programas de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico. O saldo desta reserva não pode exceder 5% do capital social, de acordo com o Artigo 55 do Estatuto Social da Companhia.

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17. Patrimônio Líquido (Continuação)
d) Lucro básico e diluído por ação O lucro líquido básico e diluído por ação foi determinado como segue:
Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Lucro líquido do exercício atribuível a Petrobras Menos dividendos atribuíveis a ações preferenciais Menos dividendos atribuíveis a ações ordinárias, até o limite dos dividendos atribuíveis a ações preferenciais, por ação Saldo do lucro líquido a ser alocado igualmente às ações ordinárias e preferenciais 12.756 Média ponderada do número de ações em circulação: Ordinárias/ADS Preferenciais/ADS 17.103 11.210 15.504 (1.159) 18.879 (749) 13.138 (813)

(1.589)

(1.027)

(1.115)

5.073.347.344 3.700.729.396

5.073.347.344 3.700.729.396

5.073.347.344(*) 3.700.729.396 (*)

Lucro básico e diluído por ação Ordinária e preferencial Lucro básico e diluído por ADS

1,77 3,54

2,15 4,30

1,50(*) 3,00(*)

(*) Considerado o efeito da divisão da ação em 2 (stock split) ocorrido em 25 de abril de 2008

e) Dividendos e juros sobre capital próprio De acordo com o estatuto social da Companhia, os portadores de ações preferenciais e ordinárias têm direito a um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado de acordo com a legislação societária brasileira. Ademais, os acionistas preferenciais têm prioridade no recebimento de dividendos anuais de no mínimo 3% do valor contábil das ações ou 5% do capital integralizado relativo às ações preferenciais, reconhecido nos registros contábeis societários. A partir de 1º de janeiro de 1996, os juros atribuíveis aos acionistas na qualidade de juros (veja a seguir) poderão ser deduzidos do cálculo dos dividendos mínimos. Os dividendos são pagos em reais. Ao longo do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia distribuiu US$ 1.535 em dividendos (2008 - US$ 158, 2007 - US$ 778). A distribuição de dividendos a partir de 1º de janeiro de 1996 não está sujeita ao imposto retido na fonte.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

17. Patrimônio Líquido (Continuação)
e) Dividendos e juros sobre capital próprio (Continuação) A Companhia constitui uma provisão para os dividendos mínimos ou o total dos juros sobre capital próprio quando o benefício fiscal for reconhecido em 31 de dezembro. As empresas brasileiras podem atribuir juros sobre o capital próprio, que podem ser pagos em dinheiro ou utilizados para aumento de capital. O cálculo é feito com base no valor contábil do patrimônio líquido e a taxa de juros utilizada não pode ser superior à Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP divulgada pelo Banco Central do Brasil. O valor dos juros sobre o capital próprio não pode ultrapassar 50% do lucro líquido do exercício ou 50% do total de lucros acumulados somados à reserva de lucros, dos dois o que for maior. Os juros sobre o capital próprio estão sujeitos a imposto de renda retido na fonte à alíquota de 15%, como estabelecido pela Lei Nº 9.249/95, exceto quando o acionista for isento ou imune. A Companhia efetuou o pagamento de US$6.177 de juros sobre o capital próprio durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 (2008 - US$4.589, 2007 - US$3.225). Os juros sobre o patrimônio líquido foram incluídos com o dividendo proposto para o ano, conforme estabelecido pelo Estatuto Social da Companhia e gerou créditos de imposto de renda e contribuição social de US$1.331 (US$995 em 2008, e US$998 em 2007) (ver Nota 3). A proposta para dividendos de 2009 que está sendo apresentada pelo Conselho de Administração da Petrobras para aprovação pelos acionistas na Assembléia Geral Ordinária a ser realizada em 31 de março de 2010, no valor de US$4.565, está em conformidade com o Estatuto Social com relação a direitos garantidos de ações preferenciais (artigo 5), incluindo juros sobre o capital, já aprovada pelo Conselho de Administração, como determinado no artigo 9 da Lei 9.249/95 e Decretos 2.673/98 e 3.381/00, conforme abaixo: • Em 24 de junho de 2009, o montante de US$1.347 (R$2.632 milhões), que foi disponibilizado aos acionistas em 30 de novembro de 2009, com base na posição acionária de 03 de julho de 2009. Em 21 de setembro de 2009, o montante de US$964 (R$1.755 milhões), que foi disponibilizado aos acionistas em 21 de dezembro de 2009, com base na posição acionária de 30 de setembro de 2009. Em 17 de dezembro de 2009, o montante de US$1.002 (R$1.755 milhões), que foi disponibilizado aos acionistas em 29 de dezembro de 2009, com base na posição acionária de 18 de dezembro de 2009.

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17. Patrimônio Líquido (Continuação)
e) Dividendos e juros sobre capital próprio (Continuação) • Em 26 de fevereiro de 2010, a parte final dos juros sobre o capital próprio, a ser disponibilizada com base na posição acionária em 22 de abril de 2010, data da Assembleia Geral Ordinária Geral que decidirá sobre a proposta, um montante de US$601 (R$1.053 milhões), juntamente com os dividendos de US$651 (R$1.140 milhões).

As partes de juros sobre o patrimônio líquido distribuídas antecipadamente em 2009 serão descontadas dos dividendos propostos para este ano, corrigidas pela taxa SELIC da data do seu pagamento até 31 de dezembro de 2009. Os juros sobre capital próprio estão sujeitos a 15% (quinze por cento) de imposto de renda, exceto para acionistas que se declararem imunes ou isentos. Os dividendos e a parcela dos juros sobre o capital próprio, serão pagos numa data a ser estabelecida na Assembléia Geral Ordinária dos Acionistas. Essas quantias serão atualizadas a partir de 31 de dezembro de 2009 até a data de início de pagamento, de acordo com a variação da taxa SELIC. Em 08 de abril de 2009, a Assembleia Geral Ordinária aprovou dividendos relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008, no valor de US$4.242, em conformidade com o estatuto no que diz respeito aos direitos garantidos das ações preferenciais (artigo 5º), incluindo juros sobre capital próprio, já aprovados pelo Conselho de Administração, no valor de US$3.004. Os juros sobre o capital próprio estão sujeitos a imposto de renda retido na fonte à taxa de 15%, salvo para acionistas imunes ou isentos. Os dividendos sofreram correção monetária de acordo com a variação da taxa SELIC de 31 de dezembro de 2008 à data do pagamento inicial. Os dividendos e juros sobre o capital próprio foram distribuídos da seguinte maneira: • Em 29 de abril de 2009, no montante de US$1.527 (R$3.334 milhões), que foram disponibilizados aos acionistas com base na posição acionária de 26 de dezembro de 2008, com correção monetária de acordo com a variação da taxa SELIC a partir de 31 de dezembro de 2008; Em 24 de junho de 2009, no montante de US$1.690 (R$3.334 milhões), que foram disponibilizados aos acionistas com base na posição acionária de 26 de dezembro de 2008, com correção monetária de acordo com a variação da taxa SELIC a partir de 31 de dezembro de 2008; O saldo dos dividendos relativos ao exercício financeiro de 2008 foi colocado à disposição dos acionistas em 14 de agosto de 2009.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

17. Patrimônio Líquido (Continuação)
e) Dividendos e juros sobre capital próprio (Continuação) Em 4 de abril de 2008, a Assembléia Geral Ordinária aprovou os dividendos relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, no valor de US$3.715, em conformidade com o Estatuto Social com relação aos direitos garantidos das ações preferenciais (artigo 5), incluindo juros sobre o capital, já aprovados pelo Conselho de Administração. Os dividendos foram atualizados a partir de 31 de dezembro de 2007 até a data de início de pagamento, de acordo com a variação da taxa SELIC. O saldo remanescente dos dividendos relativos ao exercício de 2007, aprovados na Assembléia Geral Ordinária realizada em 4 de abril de 2008, no valor de US$495, (após a dedução daqueles distribuídos anteriormente aos acionistas em 23 de janeiro, 31 de março e 30 de abril de 2008, no valor de US$3.220), foi pago aos acionistas em 3 de junho de 2008. Os juros sobre o capital próprio foram incluídos no cálculo dos dividendos propostos para esse exercício, conforme estabelecido pelo Estatuto Social da Companhia. A legislação brasileira só permite o pagamento de dividendos a partir de lucros acumulados nos registros contábeis estatutários. Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia tinha apropriado todos esses lucros acumulados. Além disso, em 31 de dezembro de 2009, a reserva de lucros acumulados apropriados, totalizando US$30.755, pode ser utilizada para fins de distribuição de dividendos, se for aprovado pelos acionistas. Todavia, a intenção declarada da Companhia é usar tal reserva para financiar o capital de investimentos.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

18. Aquisições no Brasil e no Exterior
(a) Ágio (Goodwill) O ágio representa o excedente do preço de compra além do valor estimado de mercado, dos ativos líquidos com a aquisição do negócio. De acordo com o Tópico de Codificação 350 – Ágio e Demais Ativos Intangíveis (“ASC 350”), o ágio da Companhia não é amortizado, mas submetido a testes de desvalorização no nível da unidade escriturada, sendo este um segmento operacional ou um nível abaixo do segmento operacional. A Companhia realiza a análise anual de desvalorização do ágio no último trimestre de cada exercício, ou sempre que as circunstâncias ou suas alterações indiquem que o valor contábil poderá ser não recuperável. A desvalorização do ágio abrange duas fases. Na primeira, a Companhia confronta o valor de mercado da unidade escriturada com o valor contábil, incluído o ágio. Caso o valor de mercado seja inferior ao valor contábil, incluído o ágio, há indícios de perda por desvalorização, avaliada mediante a segunda fase. Na segunda fase, emprega-se o valor de mercado estimado da primeira fase como preço de compra de uma aquisição hipotética da unidade escriturada. Utilizam-se as regras contábeis de compras de negócios de forma a determinar um preço hipotético de compra para os ativos e passivos da unidade escriturada. Confronta-se o valor residual do ágio resultante deste preço hipotético de compra com o valor lançado do ágio da unidade escriturada, sendo o valor lançado ajustado para o valor hipotético, caso seja este inferior. Durante o quarto trimestre de 2008, a Companhia contabilizou uma perda por desvalorização do ágio de US$223, na subsidiária indireta da Petrobras, a Pasadena Refining System, a qual engloba refinaria e empresa de comércio exterior. Os fatores determinantes para o goodwill foram: (a) declínio constante e substancial do petróleo bruto e seus derivados (b) diminuição do refino e margem bruta do mercado atacadista, e (c) diminuição da demanda de produtos refinados. Movimentação no saldo de ágio para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008: Saldo em 31 de dezembro de 2007 Ágio da PIB BV Desvalorização do ágio da Pasadena Refining System Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro de 2008 Ajustes acumulados de conversão Saldo em 31 de dezembro de 2009 313 50 (223) (22) 118 21 139

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

18. Aquisições no Brasil e no Exterior (Continuação)
b) Aquisição de negócios de distribuição no Chile Em 30 de abril de 2009, a Petrobras concluiu, através de suas subsidiárias integrais Petrobras Venezuela Investments & Services B.V e Petrobras Participaciones, S.L., sediadas nos Países Baixos e na Espanha, respectivamente, o processo para a aquisição dos negócios de distribuição e logística da ExxonMobil no Chile, mediante o pagamento de US$400, líquido de caixa e equivalentes de caixa das empresas adquiridas. Devido à sua irrelevância, as informações pró-forma não foram apresentadas. Em 1º de dezembro de 2009 foi efetivada a compra, por aproximadamente US$14, da Chevron Chile S.A.C, que produz e comercializa lubrificantes da marca Texaco no Chile. c) Opção de venda da refinaria de Pasadena pela Astra Em decisão proferida em 10 de abril de 2009, no atual processo de arbitragem entre a Petrobras America Inc. - PAI e outras, e Astra Oil Trading NV - ASTRA e outras, o qual se encontrava em curso de acordo com as regras de arbitragem do Centro Internacional de Solução de Divergências, foi confirmada a validade do exercício da opção de venda pela Astra, com relação à PAI e suas controladas, do saldo de 49,13% das ações da Astra na Pasadena Refinery Systems Inc. (PRSI), bem como na empresa coligada de comércio exterior. A PRSI é proprietária da Pasadena Refinery, tendo um escritório operacional no Texas. As responsabilidades operacionais, gerenciais e financeiras já foram transferidas à PAI desde 17 de setembro de 2008, com base na decisão preliminar de 24 de outubro de 2008. Consoante a decisão de 10 de abril de 2009, determinou-se em US$ 466 a quantia a ser paga à PAI pelo restante da participação acionária na refinaria e na “trading” em Pasadena. O pagamento poderia ser efetuado em três prestações, a primeira no valor de US$ 296 (com vencimento original em 27 de abril de 2009, consoante a decisão), e os outros dois pagamentos no valor de US$ 85 cada, com seus vencimentos determinados pelos árbitros para setembro de 2009 e setembro de 2010. As partes em desacordo apresentaram embargos de declaração à comissão de arbitragem sobre determinados aspectos da decisão, porém em 3 de junho de 2009 a comissão de arbitragem já havia confirmado in totum a decisão primitiva sem a apresentação de maiores esclarecimentos. A decisão da arbitragem determinou também o reembolso pela PAI à Astra, além do valor atribuído à aquisição das ações, da quantia de US$ 156 relativos à garantia ao empréstimo obtido pela trading do BNP Paribas, visto que a linha de crédito a favor desta empresa oferecida pelo citado banco tinha sido encerrada.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 18. Aquisições no Brasil e no Exterior (Continuação) c) Opção de venda da refinaria de Pasadena pela Astra (Continuação) Os valores correspondentes à aquisição das ações e o reembolso do pagamento da garantia pelo BNP à Astra foram reconhecidos na contabilidade da empresa, desde a decisão de arbitragem de abril de 2009. Em 31 de dezembro de 2009 tais valores correspondiam a US$ 488 e US$ 177, respectivamente, já levados em conta os juros devidos até a data. Reconheceu-se em março de 2009 o prejuízo de US$ 147, relativo à diferença entre o valor de mercado dos ativos líquidos e o valor definido pela comissão de arbitragem. Em abril de 2009 a empresa lançou o débito de US$ 289 a título de Capital Integralizado Complementar em razão da aquisição do saldo de 49,13% das ações da Astra na Pasadena Refinery Systems Inc. (PRSI), relativo à diferença entre o valor de mercado das ações adquiridas e o valor contábil da participação minoritária na data do encerramento. Até o presente as partes não chegaram a um acordo com relação à finalização dos diversos itens pendentes entre as mesmas, alguns destes objeto de dupla cobrança por parte da Astra, para a celebração do termo de acordo que porá fim ao litígio bem como permitirá os pagamentos objeto da decisão da arbitragem. Em 10 de março de 2010 o Tribunal Federal de Houston, no Texas, Estados Unidos, confirmou a decisão da arbitragem proferida em 10 de abril de 2009, e rejeitou o pleito da PAI para a extinção do processo sem a solução do mérito, devido à falta de competência do juiz, e da anulação parcial e modificação da decisão da arbitragem. Não obstante, o mesmo ratificou a decisão no sentido da PAI adquirir 100% da participação da Astra Oil Trading NV na PRSI. A PAI recorrerá de parte da decisão que confirmou a competência do Tribunal Federal em lide, e outros aspectos da decisão. Os processos nos quais as partes pleiteiam indenizações recíprocas também continuam em curso. Ademais, a PRSI e a trading procuram reaver determinados livros e registros contábeis e fiscais destas empresas, indevidamente retidos pela Astra e por dois escritórios de advocacia.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

18. Aquisições no Brasil e no Exterior (Continuação)
d) Opções de Compra para Companhia com objetivo específico Em 2009 a Petrobras exerceu sua opção de compra das SPEs a seguir relacionadas, conforme o disposto no contrato de opção de compra das ações, firmado entre a Petrobras e os antigos acionistas das SPEs.
Capital adicional integralizado US$ 983 US$ 13

Data da opção 30 de abril de 2009 11 de dezembro de 2009 30 de dezembro de 2009

Projeto Marlim CLEP NovaMarlim

Razão social da SPE Marlim Participações S.A Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos NovaMarlim Participações S.A

% das ações 100% 100% 43,43%

Valor da opção US$ 0,402 US$ 52 US$ 0,345

A realização da transferência do saldo das ações da NovaMarlim Participações S.A., de 56,57% do capital, depende da conclusão do processo formal com a custodiante. Visto que a participação variável anterior nestas VIEs era contabilizada de acordo com o Assunto ASC 810-10-25 (“Entidades com Participação Variável”), a aquisição de ações em 2009 não ocasionou reflexo expressivo nos registros contábeis consolidados da Petrobras.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 19. Compromissos e Contingências A Petrobras está sujeita a determinados compromissos e contingências originados do curso normal de seus negócios. Além disso, as operações e os resultados da Companhia têm sido, e podem ser no futuro, afetados de diferentes formas por alterações na política e na legislação brasileira, tais como o controle majoritário do Governo Federal na Companhia, a situação econômica brasileira, a venda forçada de ativos, aumento de impostos, processos fiscais retroativos e legislação ambiental. Não é possível estimar a probabilidade de ocorrência dessas contingências e o seu efeito sobre a Companhia. De modo a garantir o fornecimento dos produtos de petróleo para seus Clientes, a Companhia possui atualmente diversos contratos normais, de curto e longo prazos, de compra e com vencimentos ate 2017, os quais a obrigam coletivamente a adquirir um mínimo de cerca de 172.188 barris diários de petróleo bruto e derivados, a preços de mercado. A Petrobras concedeu à ANP o montante de US$2.355 (US$2.513 em 2008). Como garantia para o programa exploratório mínimo definido nos contratos de concessão das áreas de exploração. Deste montante, US$2.042 (US$1.154 em 2008) correspondem ao petróleo a ser dado em garantia, que será extraído de campos previamente identificados e já em fase de produção, para áreas em que a Companhia já havia efetuado descobertas comerciais ou promovido investimentos. Para as áreas cujas concessões foram obtidas através de licitação da ANP, a Petrobras concedeu garantias bancárias no total de US$333, até 31 de dezembro de 2009 (US$522 em 2008). A Petrobras assinou contrato com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos – YPFB, tendo por objeto a aquisição de 201,9 bilhões de m3 de gás natural ao longo de sua vigência, comprometendo-se a comprar volumes mínimos anuais a um preço calculado segundo fórmula atrelada ao preço do óleo combustível. O contrato é válido até 2019, e será prorrogado até que todo o volume contratado seja consumido. O gasoduto atingiu a capacidade média diária de 22,0 milhões de m3 em 2009. Entre 2002 e 2005, a Petrobras adquiriu menos do que o volume mínimo definido no contrato com a YPFB, e pagou US$ 81 em 31 de dezembro de 2009 com relação aos volumes não transportados, cujos créditos serão realizados com a retirada de futuros volumes. Os compromissos de compra de gás até o vencimento do contrato representam um volume médio anual de 24 milhões de metros cúbicos diários. No último trimestre de 2009, Petrobras e YPFB celebraram um aditamento ao contrato, o qual dispõe sobre o pagamento de valores complementares à YPFB com relação à quantidade de líquidos (hidrocarbonetos pesados) presentes no gás natural importado pela Petrobras da YPFB, através do Contrato de Fornecimento de Gás (GSA). O aditamento dispõe sobre os valores complementares entre US$ 100 e US$ 180 anuais, aplicados ao volume de gás entregue a partir de maio de 2007. Relativamente a 2007, foi lançada na forma de provisão a obrigação de pagamentos adicionais pela Petrobras, liquidada em fevereiro de 2010. O pagamento dos valores relativos aos anos seguintes será devido apenas após o cumprimento da condição anterior constante do aditamento, a qual exigirá negociações complementares com a YPFB. 85

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 19. Compromissos e Contingências (Continuação) a) Processos judiciais A Companhia está envolvida em diversos processos judiciais envolvendo questões civis, tributárias, trabalhistas, corporativas e ambientais originadas no curso normal de seus negócios. Com base no parecer de sua assessoria jurídica interna e no melhor juízo de sua administração, a Companhia constituiu provisões a valores considerados suficientes para cobrir perdas prováveis e razoavelmente estimáveis. Em 31 de dezembro de 2009 e 2008, as respectivas provisões por tipo de processo estão apresentadas abaixo: Em 31 de dezembro 2009 2008 Reclamações trabalhistas Processos fiscais Processos cíveis Processos comerciais e outras contingências Total Contingências no curto prazo Contingências no longo prazo 71 94 272 63 500 (31) 469 50 81 220 28 379 (23) 356

Em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, de acordo com a legislação brasileira, a Companhia possuía depósitos judiciais federais nos valores de US$1.158 e US$798, respectivamente, como garantia para essas e outras reclamações judiciais até que sejam liquidadas. Estes valores estão refletidos no balanço patrimonial como depósitos vinculados a processos judiciais e garantias.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 19. Compromissos e Contingências (Continuação) a) Processos judiciais (Continuação) Autor: Porto Seguro Imóveis Ltda. Em 23 de novembro de 1992, a Porto Seguro Imóveis Ltda., acionista minoritária da Petroquisa, ajuizou ação contra a Petrobras na Justiça Estadual do Rio de janeiro, alegando prejuízos decorrentes da venda da participação acionária minoritária da Petroquisa em diversas empresas petroquímicas incluídas no Programa Nacional de Desestatização, instituído pela Lei Nº 8.031/90. Na aludida ação, pretende a autora que a Petrobras, na qualidade de acionista majoritária da Petroquisa, seja obrigada a recompor o “prejuízo” causado ao patrimônio da mesma, por força dos atos que aprovaram o preço mínimo de venda de sua participação acionária no capital das empresas desestatizadas. Foi proferida sentença em 14 de janeiro de 1997 que considerou a Petrobras responsável, perante a Petroquisa, por perdas e danos no valor equivalente a US$3.406. Além desse valor, a Petrobras foi condenada a pagar, a favor da autora, 5% do valor da indenização a título de prêmio (vide artigo 246, § 2º da Lei Nº 6.404/76), além de honorários advocatícios de aproximadamente 20% sobre aquele mesmo montante.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
(a) Processos judiciais (Continuação) Autor: Porto Seguro Imóveis Ltda. (Continuação) Aguarda-se, agora, em cumprimento à decisão publicada no dia 5 de junho de 2006, a designação de data para o re-julgamento da matéria, relativo ao bloqueio do Recurso Especial da Petrobras. A Petrobras protocolou um recurso especial extraordinário no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), ambos rejeitados. A seguir, a Petrobras protocolou no STJ e no STF um agravo de instrumento contra a decisão. O Recurso Especial da Porto Seguro, destinado a evitar a aceitação do Recurso Especial da Petrobras, foi aceito e rejeitado em dezembro de 2009. Aguarda-se a publicação desta decisão e o julgamento do supra-citado Recurso Especial, através do qual a Petrobras busca reverter completamente a sentença. Caso a situação não seja revertida, a indenização estimada à Petroquisa, incluindo atualização monetária e juros, seria de US$9.204. Como a Petrobras detém 100% do capital social da Petroquisa, parte da indenização à Petroquisa, estimada em US$6.075, não representará um desembolso efetivo do Sistema Petrobras. Em caso de perda, a Petrobras teria que indenizar à Porto Seguro o valor de US$460 e a Lobo & Ibeas Advogados US$1.841 a título de honorários advocatícios. Contudo, com base na opinião dos advogados, a Companhia não espera obter decisão final desfavorável nesse processo e considera o risco de perda dessa causa como possível.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 19. Compromissos e Contingências (Continuação) a) Processos judiciais (Continuação) Autor: Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (FEPERJ) A Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (FEPERJ), em nome dos seus representados, ajuizou ação ordinária cível contra a Companhia, objetivando a reparação de danos diversos, em razão do vazamento de óleo na Baía de Guanabara, ocorrido no dia 18 de janeiro de 2000. Na época, a Petrobras indenizou extrajudicialmente a todos que comprovaram ser pescadores no momento do acidente. Segundo registros do cadastro nacional de pescadores, apenas 3.339 poderiam pleitear indenização. Em 02 de fevereiro de 2007, foi publicada decisão acolhendo, parcialmente, o laudo pericial e que, a pretexto de quantificar a decisão condenatória, fixou os parâmetros para os respectivos cálculos que, por tais critérios, alcançaria a importância de US$633. A Petrobras recorreu dessa decisão ao Tribunal de Justiça/RJ, visto que os parâmetros fixados na decisão são contrários àqueles já definidos pelo próprio TJ/RJ. O recurso foi provido. Em 29 de junho de 2007, foi publicada decisão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negando provimento ao recurso da Petrobras e dando provimento ao recurso da FEPERJ. Contra essa decisão foram interpostos Recursos Especiais pela Petrobras, os quais em julgamento realizado no dia 19 de novembro de 2009, pelo Supremo Tribunal de Justiça, foram providos para anular o acórdão da 1ª Câmara Cível do Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Aguarda-se a publicação do acórdão para avaliar se a FEPERJ interporá novos recursos, ou se o processo será devolvido ao Tribunal Superior do Rio de Janeiro para nova audiência. De acordo com os cálculos do perito assistente da Companhia, o valor lançado de US$24 representa o valor do pleito determinado pelo tribunal no final do processo. Com base no parecer de sua assessoria jurídica, a Companhia avaliou o risco de perda como provável. Autor: Empresas de Distribuição No período de 2000 a 2001, a Petrobras foi acionada na justiça por algumas pequenas distribuidoras de petróleo, sob a suposta alegação de não ter repassado aos governos estaduais o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS recolhido, por força de lei, no ato da venda dos combustíveis. As ações foram ajuizadas nos Estados de Goiás, Tocantins, Bahia, Pará, Maranhão e no Distrito Federal.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
a) Processos judiciais (Continuação) Autor: Empresas de Distribuição (Continuação) Do valor total dessas ações, da ordem de US$312 até 31 de dezembro de 2009, cerca de US$46 (US$34 em 2008) tinham sido retirados das contas da Companhia, por força de decisões judiciais de antecipação de tutela. Mediante recurso processual, essas decisões antecipatórias de tutela foram cassadas. A Companhia, com o apoio das autoridades estaduais e federais, além de ter conseguido impedir a efetivação de outras retiradas e está empreendendo todos os esforços possíveis para obter o reembolso das quantias que foram anteriormente sacadas de suas contas. A posição atual de nossa assessoria jurídica é de que não há a expectativa de desembolsos futuros pela Companhia com relação a esta ação. Autor: IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) Descumprimento com o estabelecido na cláusula Termo de Acordo e Compromisso - TAC, de 11 de agosto de 2004, relativa à Bacia de Campos por continuidade de perfuração sem aprovação prévia. A vara administrativa sentenciou a Petrobras em pagar pela inconformidade com a TAC. A Companhia entrou com recurso administrativo que espera julgamento. A exposição máxima, incluindo atualização monetária pela Petrobras, em 31 de dezembro de 2009 é de US$88. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. b) Notificações do INSS - responsabilidade solidária A Companhia recebeu diversas notificações fiscais relativas a encargos previdenciários, em decorrência de irregularidades na apresentação da documentação exigida pelo INSS, para eliminar a sua responsabilidade solidária na contratação de serviços de construção civil e outros serviços, prevista nos parágrafos 5º e 6º do artigo 219 e parágrafos 2º e 3º do artigo 220 do Decreto Nº 3.048/99. Para garantir o arquivamento do recurso e/ou a obtenção da Certidão Negativa de Débitos do INSS, foi depositado pela Companhia US$66 e este montante está registrado em depósitos vinculados a processos judiciais e garantias, podendo ser recuperado nos termos dos respectivos processos em andamento, relativos a 331 notificações no total de US$209 em 31 de dezembro de 2009. O departamento jurídico da Petrobras julga possível a perda para estas notificações, visto que considera possível o risco de desembolso futuro.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração Autor: Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro - Imposto de Renda Retido na Fonte relativo ao fretamento de embarcações A Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro lavrou dois autos de infração contra a Companhia, referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas ao exterior por conta de pagamentos de afretamento de embarcações do tipo plataformas móveis, relativos aos exercícios de 1999 até 2002. A Receita Federal, com base na Lei Nº 9.537/97, artigo 2º, considera que as plataformas de perfuração e produção não se enquadram no conceito de embarcação e, portanto, não poderiam ser afretadas e, sim, arrendadas. Com base neste entendimento, as remessas ao exterior para esta finalidade estariam sujeitas à alíquota de 15% ou 25% de imposto de renda retido na fonte. A Petrobras interpôs recurso de defesa contra estas autuações fiscais. Foram interpostos recursos administrativos no Tribunal de Recursos de Assuntos Fiscais (último nível administrativo), onde aguarda julgamento. O risco máximo para a Petrobras com atualização monetária, em 31 de dezembro de 2009, é de US$2.522. Com base no parecer de seu departamento jurídico, a Companhia considerou possível o risco de perda. Autor: Autoridades Fazendárias do Estado do Rio de Janeiro - II e IPI relativo ao afundamento da plataforma P-36 As autoridades fiscais do Estado do Rio de Janeiro lavraram auto de infração contra a Companhia com relação ao II (Imposto de Importação) e ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) relativos ao afundamento da plataforma P-36. A decisão do tribunal foi contra a Petrobras. Foi apresentado recurso, pendente de julgamento. A Petrobras impetrou um mandado de segurança e obteve liminar que impediu a cobrança fiscal até a conclusão das investigações acerca das causas do afundamento. Aguardando o agravo regimental apresentado pelo Ministério da Fazenda. Com a decisão do Tribunal Marítimo, a Companhia apresentou uma ação judicial de anulação de débito e obteve liminar suspendendo o recolhimento dos impostos. A exposição máxima para a Petrobras, com atualização monetária para 31 de dezembro de 2009 é de US$149 de II e US$67 do IPI. Com base no parecer de seu departamento jurídico, a Companhia considera remoto o risco de perda.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 19. Compromissos e Contingências (Continuação) c) Autos de infração (Continuação) Autor: Autoridades Fazendárias do Estado do Rio de Janeiro - ICMS relativo ao afundamento da plataforma P-36 As autoridades fiscais do Estado do Rio de Janeiro lavraram auto de infração contra a Companhia com relação ao ICMS devido ao afundamento da plataforma P-36. Decisão em primeira instância favorável à Petrobras. Interposto recurso de apelação pelo Estado do Rio de Janeiro e pela própria Petrobras, em relação ao valor dos honorários. Por maioria, deu-se provimento ao recurso do Estado do Rio de Janeiro, e julgou-se prejudicado o recurso da Companhia. Petrobras requisitou recurso para reverter ou anular a decisão judicial que está aguardando audiência. A exposição máxima com atualização monetária para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009 é de US$494. Com base no parecer de seus assessores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autor: Autoridades Fazendárias do Estado do Rio de Janeiro - II e IPI relativos aos equipamentos da Termorio As autoridades fazendárias do Estado do Rio de Janeiro apresentaram auto de infração contra a Companhia com relação ao II (Imposto de Importação) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) contra a classificação fiscal dada para a importação de equipamentos pertencentes à Usina Termoelétrica Termorio S.A. Em 15 de agosto de 2006, a Companhia protocolou, na Inspetoria da Receita Federal do Rio de Janeiro, impugnação a este Auto de Infração ao considerar que as classificações fiscais efetuadas estavam amparadas por laudo técnico de instituto de conhecimento notório. Em sua sessão de 11 de outubro de 2007, a Primeira Turma de Julgamento julgou improcedente o lançamento do Auto de Infração, vencido um julgador que votou pela procedência parcial. A Inspetoria da Receita Federal interpôs recurso de ofício ao Conselho de Contribuintes, sendo que tal solicitação ainda não foi julgada. A exposição máxima com atualização monetária para a Petrobras, em 31 de dezembro de 2009, é de US$408. Com base no parecer de seus assessores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração (Continuação) Autor: Secretaria da Receita Federal – Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico - CIDE A Secretaria da Receita Federal apresentou um auto de infração contra a Companhia, devido ao não recolhimento no período de março de 2002 a outubro de 2003 da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico – CIDE, contribuição por transação recolhida ao governo brasileiro, devida por produtores, processadores e importadores incidente sobre vendas e compras de derivados de petróleo específicos e combustíveis, com base em valor estipulado para diferentes produtos em unidade de medição tipicamente usada para esses produtos, em obediência às ordens judiciais obtidas por Distribuidores e Postos de Combustíveis, protegendo-os da respectiva incidência. A vara judicial determinou que a acusação era procedente. A Petrobras apresentou um Recurso Voluntário. A exposição máxima para a Petrobras com atualização monetária, em 31 de dezembro de 2009, é de US$660. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autora: Secretaria de Fazenda de São Paulo As autoridades da fazenda estadual de São Paulo autuaram a Companhia com relação à exclusão da base de cálculo do ICMS das importações da Bolívia de gás natural. O tribunal de primeira instância decidiu que a autuação estava correta. A Petrobras interpôs recurso voluntário. O risco máximo da Petrobras em 31 de dezembro de 2009, incluindo atualização monetária, é de US$423. Com base no parecer de sua assessoria jurídica, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autor: Secretaria da Receita Federal A Secretaria da Receita Federal apresentou um auto de infração contra a Companhia referente ao IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte sobre remessas para pagamento de importações de petróleo. A primeira instância considerou a infração improcedente. Um Recurso de Ofício foi apresentado pela Secretaria da Receita Federal ao Conselho de Contribuintes, o qual foi aceito. A Petrobras entrou com recurso voluntário e aguarda decisão. A exposição máxima, incluindo atualização monetária para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009, é de US$497. Com base no parecer de seus assessores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração (Continuação) Autor: Secretaria da Receita Federal - Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico - CIDE A Secretaria da Receita Federal apresentou um auto de infração contra a Companhia referente à não retenção da CIDE pela Petrobras em operações de importação de nafta revendida à Braskem. A vara judicial determinou, por decisão majoritária, que a acusação era procedente. A Petrobras impetrou recurso voluntário que aguarda julgamento. A Petrobras interpôs um recurso espontâneo, o qual se converteu em inspeções nas instalações da Companhia. A exposição máxima, incluindo atualização monetária para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009, é de US$1.100. Com base no parecer de seus assessores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autor: Secretaria da Receita Federal - Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico - CIDE A Secretaria da Receita Federal apresentou um auto de infração contra a Companhia referente à não retenção da CIDE pela Petrobras em operações de importação de propano e butano. Concluído no nível administrativo. Aguarda-se o início da execução fiscal pela Secretaria da Receita Federal. A Companhia obteve uma medida judicial que suspendeu a exigência do crédito mediante o depósito para o recurso, efetivado por meio do Seguro de Garantia. A exposição máxima, incluindo atualização monetária para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009, é de US$109. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração (Continuação) Autora: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Participação Especial no Campo de Marlim– Bacia de Campos A Petrobras foi notificada em 18 de julho de 2007, da nova Resolução de Direoria da ANP, a qual determina o pagamento de outras importâncias tidas como devidas retroativamente até 1998, anulando a anterior Resolução de Diretoria que determinou que a Petrobras efetuasse um pagamento adicional no valor de US$230 referentes a participação especial atribuível ao campo de Marlim. Em 2007, a Petrobras entrou com um processo contra o novo método utilizado pela ANP para cálculos de participação especial. O julgamento da ação em tribunal de primeira instância deu ganho à ANP. Esta decisão foi confirmada pelo tribunal regional federal em 30 de setembro de 2009, tendo a Petrobras apresentado recurso ao tribunal superior, em Brasília. Em 23 de outubro de 2009, a Petrobras, a ANP e o Estado do Rio de Janeiro chegaram a um acordo para resolver o processo sem um julgamento na corte. O montante referente à ANP de participações especiais retroativas do campo de Marlim foi fixado em US$1.034 em 23 de outubro de 2009, pagáveis em oito prestações mensais consecutivas e atualizadas pela taxa SELIC, de benchmark totalmente realizada no quarto trimestre de 2009. A Petrobras efetuou três pagamentos das prestações, sendo o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009, de US$ 759. O citado pagamento encerra de forma definitiva todo litígio administrativo e judicial com relação ao assunto.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração (Continuação) Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro – Imposto de Renda Retido na Fonte e Imposto sobre Operações Financeiras relacionados à CLEP. Em 16 de julho de 2009 a Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos (CLEP) recebeu Auto de infração, referente a questionamento em relação à alíquota de Imposto de Renda Retido na Fonte e IOF, aplicável na emissão de títulos no exterior. Possibilidade de aplicação do Tratado Brasil - Japão (Dec. 61.889/67). Em 14 de agosto de 2009, a CLEP protocolou, na Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro, impugnação a este Auto de Infração. Em 3 de setembro de 2009 o Processo foi remetido ao Serviço de Controle e Julgamento - DRJ. A exposição máxima atualizada em 31 de dezembro de 2009 é US$187. Autora: Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro As autoridades da fazenda estadual do Rio de Janeiro autuaram a Companhia com relação à exclusão da tributação do ICMS das operações de transferência de GNL no âmbito do estabelecimento centralizador. A decisão foi desfavorável para a Petrobras. Houve um recurso espontâneo no Conselho dos Contribuintes, que aguarda audiência. O risco máximo da Companhia em 31 de dezembro de 2009, inclusive com atualização monetária, é de US$ 101. Com base no parecer de sua assessoria jurídica, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autor: Prefeituras Municipais de Anchieta, Aracruz, Guarapari, Itapemirim, Jaguaré, Marataízes, Serra, Vila Velha e Vitória Alguns municípios localizados no Estado do Espírito Santo lavraram autos de infração contra a Petrobras, pela suposta falta de retenção do ISSQN incidente sobre serviços prestados em território marítimo. A Petrobras reteve esse ISSQN, porém o recolheu aos cofres dos municípios onde estão estabelecidos os respectivos prestadores, em conformidade com a Lei Complementar nº 116/03. A Companhia apresentou impugnações/recursos administrativos no intuito de ver canceladas as autuações, encontrando-se a sua maioria ainda em fase de julgamento administrativo. Dos municípios em relação aos quais já se esgotou a discussão (na esfera administrativa), apenas o Município de Itapemirim ingressou com ação de execução fiscal. Neste caso judicial, a Companhia ofertou garantia e está se defendendo, considerando que recolheu corretamente o ISS, nos termos da LC nº 116/2003. A exposição máxima para a Companhia, incluindo correção monetária, em 31 de dezembro de 2009 é de US$101. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
c) Autos de infração (Continuação) Autor: Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro A Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro apresentou um auto de infração contra a Companhia referente ao aproveitamento indevido de créditos de ICMS de brocas de perfuração e de produtos químicos utilizados na formulação de fluido de perfuração. A Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro lavrou os autos de infração por entender que constituem material de uso e consumo, cujo aproveitamento do crédito somente será permitido a partir de 2011. A Petrobras apresentou defesas administrativas no intuito de ver canceladas as autuações, encontrando-se a sua maioria ainda em fase de julgamento. A exposição máxima para a Companhia, incluindo correção monetária, em 31 de dezembro de 2009 é de US$326. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autor: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo A Secretaria da Fazenda do Estado do São Paulo apresentou um auto de infração contra a Companhia referente a interrupção de recolhimento de ICMS e multa de importação e descumprimento de obrigação acessória de admissão temporária – sonda de perfuração – admissão em São Paulo - desembaraço no Rio de Janeiro (Convênio ICMS nº 58/99). Na primeira instância, julgado procedente o lançamento. Foi interposto Recurso Ordinário em 23 de dezembro de 2009, que se encontra pendente de julgamento. A exposição máxima para a Companhia, incluindo correção monetária, em 31 de dezembro de 2009 é de US$1.294. Com base no parecer de seus consultores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. Autora: Departamento de Finanças e Planejamento do Distrito Federal As autoridades da fazenda do Distrito Federal autuaram a Companhia com relação ao pagamento do ICMS com omissão na saída (estoques). O tribunal de primeira instância considerou a autuação procedente. A Petrobras interpôs recurso espontâneo e aguarda audiência. O risco máximo da Companhia em 31 de dezembro de 2009, incluindo atualização monetária, é de US$1.022. Com base no parecer de sua assessoria jurídica, a Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
d) Questões ambientais A Companhia está sujeita a diversas leis e normas ambientais. Essas leis disciplinam atividades envolvendo a descarga de petróleo, gás e outros materiais no meio ambiente e estabelecem que os efeitos das operações da Companhia sobre o meio ambiente devem ser por ela eliminados ou mitigados. A Administração da Companhia considera que quaisquer despesas incorridas para corrigir ou mitigar possíveis impactos ambientais não devem representar efeito significativo nas operações ou nos fluxos de caixa. PEGASO - (Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional) Durante o ano de 2000, a Companhia implantou o Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional - PEGASO. A Companhia incorreu em gastos de aproximadamente US$5.303 com esse programa entre 2000 e 31 de dezembro de 2009. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, a Companhia teve, respectivamente, gastos de aproximadamente US$300 e US$355. A Companhia estima que os pagamentos futuros relacionados a atividades de limpeza do meio ambiente decorrentes desses incidentes, se existirem, não serão significativos. Derramamento de óleo da refinaria Presidente Getúlio Vargas Em 16 de julho de 2000, ocorreu vazamento de óleo da refinaria Presidente Getúlio Vargas, lançando petróleo bruto nas redondezas. As Promotorias da República e do Estado do Paraná moveram uma ação civil contra a Companhia reclamando US$1.176 por perdas e danos, que já foi contestada pela Companhia. Adicionalmente, existem duas outras ações pendentes, uma movida pelo Instituto Ambiental do Paraná e outra pela associação civil denominada AMAR, que já foram contestadas pela Companhia e estão aguardando o início da avaliação do montante por perito. O tribunal determinou que os fatos trazidos pela AMAR e do Ministério Público Federal e ser julgado como um. A exposição máxima, considerando atualização monetária, para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009 é de US$73 relativa à AMAR e US$2.795 para o Ministério Público Federal e do Estado do Paraná. Baseada na opinião de seus assessores jurídicos, a administração da Companhia avaliou o risco de perda como possível.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
d) Questões ambientais (Continuação) Ruptura do Oleoduto Araucária-Paranaguá Em 16 de fevereiro de 2001, o oleoduto da Companhia Araucária-Paranaguá rompeu-se, resultando no derramamento de óleo combustível nos rios Sagrado, Meio, Neves e Nhundiaquara, localizados no Estado do Paraná. Como conseqüência do acidente, a Companhia foi multada em aproximadamente US$80 pelo Instituto Ambiental do Paraná, multa esta que foi contestada pela Companhia através de recursos administrativos, mas a apelação foi rejeitada. A corte determinou que as causas iniciadas pela AMAR e pelos procuradores federais e estaduais sejam tratadas como se fossem uma única ação judicial. A exposição máxima incluindo a atualização monetária para a Petrobras, em 31 de dezembro de 2009, é de US$76. Baseada na opinião de seus assessores jurídicos, a administração da Companhia avaliou o risco de perda como possível. Derramamento de óleo devido ao afundamento da plataforma P-36 Em 15 de março de 2001, o acidente ocorrido na plataforma P-36 causou derramamento de óleo diesel e petróleo bruto. Em publicação datada do dia 23 de maio de 2007, foi julgado procedente, em parte, o pedido, para condenar a Petrobras ao pagamento da quantia de US$56 (R$100 milhões), à título de indenização pelos danos causados ao meio ambiente, a ser atualizado mensalmente com juros de mora de 1% ao mês desde o evento danoso. A Petrobras interpôs recurso de apelação cível que se encontra pendente de julgamento. A exposição máxima, incluindo atualização monetária para a Petrobras em 31 de dezembro de 2009, é de US$143. Com base no parecer de seus assessores jurídicos, a Companhia avaliou o risco de perda como possível. e) Processos de valores menores A Companhia é parte de vários processos jurídicos e administrativos com expectativa de possíveis perdas, cujo total monta a US$302, discriminado a seguir: US$74 em ações cíveis, US$145 em causas trabalhistas e US$83 em ações fiscais.

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19. Compromissos e Contingências (Continuação)
f) Pagamento mínimo sobre as operações de arrendamento mercantil A Companhia está comprometida a efetuar pagamentos mínimos de arrendamento mercantil operacional para 31 de dezembro de 2009, conforme abaixo: 2011 2012 2013 2014 2015 2016 em diante Pagamento mínimo de arrendamento mercantil operacional 7.336 6.204 5.161 3.894 2.511 4.069 29.175

A Companhia incorreu em despesas com arrendamento mercantil operacional no montante de US$3.939, US$2.983 e US$2.683, em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007, respectivamente.

20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos
A Companhia está exposta a uma série de riscos de mercado decorrentes do curso normal de seus negócios. Tais riscos envolvem principalmente o fato de que eventuais variações nas taxas de juros, nas taxas cambiais ou nos preços das mercadorias possam afetar negativamente o valor dos ativos e passivos financeiros ou fluxos de caixa e lucros futuros da Companhia. A Companhia mantém uma política corporativa de gerenciamento de riscos que é conduzida sob a gestão de seus diretores. Em 2004, a Diretoria Executiva da Petrobras instituiu o Comitê de Gestão de Riscos formado por gerentes executivos de todas as áreas de negócio e de diversas áreas corporativas. Esse comitê, além de ter objetivo de garantir o gerenciamento integrado das exposições aos riscos e formalizar as principais diretrizes de atuação da Companhia, visa concentrar as informações e discutir sobre as ações de gerenciamento dos riscos, facilitando a comunicação com a Diretoria e o Conselho de Administração em aspectos relacionados às melhores práticas de governança corporativa. A política de gestão de riscos do Sistema Petrobras visa contribuir para um balanço adequado entre os seus objetivos de crescimento e retorno e seu nível de exposição a riscos, quer inerentes ao próprio exercício das suas atividades, quer decorrentes do contexto em que ela opera, de modo que, através da alocação efetiva dos seus recursos - físicos, financeiros e humanos - a Companhia possa atingir suas metas estratégicas.

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
A Companhia pode utilizar instrumentos derivativos e não-derivativos para implementar sua estratégia corporativa de gerenciamento de riscos. Entretanto, ao utilizar instrumentos derivativos, a Companhia se expõe a riscos de crédito e de mercado. Riscos de crédito consistem no não cumprimento dos termos do contrato derivativo por uma contraparte. Riscos de mercado é o possível efeito adverso sobre o valor dos ativos ou passivos, incluindo instrumentos financeiros que resultam de alterações nas taxas de juros, nas taxas cambiais ou nos preços das mercadorias. A Companhia monitora os riscos de crédito restringindo as contrapartes a instrumentos financeiros derivativos de instituições financeiras de primeira linha. Os riscos de mercado são gerenciados pelos diretores da Companhia. A Companhia não mantém e tampouco emite instrumentos financeiros para fins comerciais. a) Gerenciamento de riscos de preços de commodities A Companhia está exposta a riscos de preços de commodities pela flutuação de preços de petróleo e derivados. As operações para reduzir a exposição da Companhia aos riscos de preços de commodities consistem basicamente de contratos futuros negociados em bolsas de valores e opções e swaps com instituições financeiras de primeira linha. A Companhia não utiliza contratos de derivativos para fins especulativos. A Companhia não costuma empregar derivativos para gerenciar a exposição geral ao risco dos preços de commodities, considerando-se que o plano de negócios da Companhia utiliza estimativas conservadoras de preços, junto com o fato de que em condições normais de mercado, as variações de preços das commodities não constituem risco expressivo para a obtenção dos objetivos estratégicos. A decisão de utilizar-se de instrumentos financeiros de hedging ou no-hedging sofre revisão periódica, com possível recomendação ao Comitê de Gestão de Riscos. Havendo a indicação de uso de instrumentos financeiros, em cenários com grande probabilidade de fatos negativos, e uma vez aprovadas pela Diretoria, as operações com derivativos deverão ser realizadas de forma a salvaguardar a solvência e liquidez da Companhia, bem como a execução do plano de investimentos corporativo, sob a ótica da análise integrada de todos os riscos da Companhia. Foram celebrados contratos de derivativos em aberto de modo a mitigar a exposição a riscos de preços em determinadas operações, nas quais os resultados positivos ou negativos das operações com derivativos são compensados, total ou parcialmente, pela contrapartida do resultado nas posições físicas. As operações cobertas por operações com derivativos são determinados bens relativos às importações e exportações, bem como as operações entre diferentes mercados geográficos. Em decorrência da atual administração do risco de preços da Companhia, os derivativos são contratados em operações de curto prazo, de modo a acompanhar os prazos correspondentes à exposição ao risco. São realizadas as operações na New York Mercantile Exchange (NYMEX) e na Intercontinental Exchange (ICE), bem como no mercado de balcão internacional. 101

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação) a) Gerenciamento de riscos de preços de commodities (Continuação) A exposição da Companhia a esses contratos está limitada à diferença entre o valor contratado e o valor de mercado dos volumes contratados. Os contratos futuros relativos a petróleo bruto possuem marcação a mercado e os respectivos ganhos e perdas decorrentes dessas operações são reconhecidos tempestivamente no resultado, independentemente do período em que as vendas físicas ocorrem. Os principais parâmetros utilizados na gestão de risco para variações de preços de petróleo e derivados da Petrobras são, para as avaliações de médio prazo, o fluxo de caixa operacional em risco (CFAR) e para as avaliações de curto prazo, o Valor em Risco (Value at Risk -VAR) e Stop Loss. São definidos limites corporativos para os parâmetros VAR e Stop Loss. As operações de hedge liquidadas no período de janeiro a setembro de 2009 corresponderam a aproximadamente 17% do volume de importações e exportações para e do Brasil, somado ao volume total de produtos negociados no exterior. As principais contrapartes de operações de derivativos de petróleo e derivados são a NYMEX, ICE, BP North America Chicago, Morgan Stanley e TOTAL. Os contratos de derivativos de commodities são mensurados a valor justo, no ativo ou no passivo, nas demonstrações contábeis consolidadas da Companhia, reconhecendo-se ganhos ou perdas e utilizando-se a marcação a mercado, no período de mudança. Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia possuía em aberto os seguintes contratos de derivativos de commodities: Contratos de Commodities Vencimento em 2009 Contratos Futuros e a Termo Contratos de Opções * Valor de Referência (nocional) negativo representa posição vendida Valor de Referência (Nocional) em mil bbl* em 31 de dezembro de 2009 9.585 1.150

Em 31 de dezembro de 2009, a carteira de operações comerciais realizadas no exterior, bem como as operações para sua proteção por meio de derivativos de petróleo e derivados, apresentava, uma perda máxima estimada para um dia (VAR - Value at Risk), calculada a um nível de confiança de 95%, de aproximadamente US$26.

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (continuação)
b) Gerenciamento de riscos cambiais O risco cambial é um dos riscos financeiros a que a Companhia está exposta, sendo este oriundo de variações nos níveis ou na volatilidade da taxa de câmbio. No que se refere ao gerenciamento destes riscos, a Petrobras busca identificá-los e tratá-los de forma integrada, buscando garantir alocação eficiente dos recursos destinados à proteção patrimonial (hedge). Beneficiando-se de operar de forma integrada no segmento de energia, a Companhia busca, primeiramente, identificar ou criar “mitigações de risco naturais”, ou seja, beneficiar-se das correlações entre suas receitas e despesas. No caso específico da variação cambial inerente aos contratos onde o custo e a remuneração envolvem moedas distintas, esta mitigação de risco natural se dá através da alocação das aplicações de caixa entre o real, dólar ou outra moeda. O gerenciamento de riscos é feito para a exposição líquida. São elaboradas análises periódicas do risco cambial, subsidiando as decisões do Comitê de Gestão de Riscos. A estratégia de gerenciamento de riscos cambiais envolve o uso de instrumentos derivativos para minimizar a exposição cambial de certas obrigações da Companhia. Petrobras Distribuidora (subsidiária integral) realizou contrato no mercado de balcão não classificado como hedge, para cobertura das margens comerciais inerentes às exportações (segmento aviação) para clientes estrangeiros. O objetivo da operação, contratada concomitantemente à definição do custo dos produtos exportados, é garantir que as margens comerciais pactuadas com os clientes estrangeiros sejam mantidas. A política interna limita o volume de contratos derivativos ao volume dos produtos exportados. O volume de hedge realizado para as exportações entre janeiro e dezembro de 2009 representou 66,0% das exportações totais da Petrobras Distribuidora. As liquidações das operações com vencimento entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009, geraram um resultado positivo de US$19 a favor da Companhia. Os contratos do mercado de balcão são mensurados a valor justo, no ativo ou no passivo nas demonstrações contábeis consolidadas da Companhia, reconhecendo-se ganhos ou perdas e utilizando-se a marcação a mercado, no período de mudança.

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(b) Gerenciamento de riscos cambiais (Continuação) Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia possuía em aberto os seguintes contratos de derivativos de câmbio, não qualificados como hedging: Moeda Estrangeira Vencimento em 2009 Vender US$/Pagar R$ Valor de Referência (nocional) US$ milhões 76

Em 31 de dezembro de 2009, os contratos de derivativos de câmbio, apresentavam uma perda máxima estimada para um dia (VAR - Value at Risk), calculado a um nível de confiabilidade de 95%, de aproximadamente US$1. Em 31 de dezembro de 2009, a REFAP não possuía operações materiais de “foreign currency swap” em aberto. Hedge de fluxo de caixa Em setembro de 2006, a Companhia contratou uma operação de hedge denominada swap cruzado de moedas (cross currency swap) para cobertura dos Bonds emitidos em ienes de forma a fixar em dólares os custos da Companhia nesta operação. No swap cruzado de moedas ocorre uma troca de taxas de juros em diferentes moedas. A taxa de câmbio do iene em relação ao dólar é fixada no início da transação e permanece fixa durante sua existência. A Companhia não tem intenção de liquidar tais contratos antes do prazo de vencimento. A Companhia resolveu qualificar suas operações de swap cruzado de moedas de hedging de fluxo de caixa. Na contratação do hedging e durante a sua vigência, espera-se que o hedging de fluxo de caixa seja altamente eficaz na compensação dos fluxos de caixa atribuíveis ao risco do hedging, durante a vigência do mesmo. Os instrumentos derivativos de hedging de fluxo de caixa constam nos ativos ou passivos das demonstrações contábeis consolidadas da Companhia. As alterações no valor justo, na medida da eficácia da operação de hedging, são lançadas em outros lucros abrangentes acumulados, até que o fluxo de caixa do item passível de hedge seja realizado. São realizados a cada trimestre testes de eficácia, de modo a avaliar a absorção, pelos mecanismos do hedging, das alterações no valor justo ou no fluxo de caixa dos itens passíveis de hedging. O cálculo da eficácia indicou que o swap cruzado de moedas é bastante eficaz na compensação da variação dos fluxos de caixa dos títulos emitidos em Ienes.

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(b) Gerenciamento de riscos cambiais (Continuação) Hedge de fluxo de caixa (Continuação) Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia possuía as seguintes operações de swap cruzado de moedas:

Swaps Cruzados de Moeda Vencimento em 2016 Fixo a Fixo Taxa Média de Pagamento (USD) Taxa Média de Recebimento (JPY)

%

Valor de Referência (nocional)

5,69 2,15

US$298 JPY$35.000

Em 31 de dezembro de 2009, os contratos de swap cruzado de moedas apresentavam uma perda máxima estimada para um dia (VAR - Value at Risk), calculada a um nível de confiabilidade de 95%, de cerca de US$19. (c) Gerenciamento de riscos de taxa de juros O risco da taxa de juros a que a Companhia está exposta é uma função de sua dívida de longo prazo, e em menor escala, de sua dívida de curto prazo. A dívida da Companhia referente a taxas de juros flutuantes em moeda estrangeira está sujeita principalmente às flutuações da LIBOR e a dívida a taxas de juros flutuantes expressa em reais está sujeita principalmente às flutuações da taxa de juros de longo prazo (TJLP) divulgada pelo Conselho Monetário Nacional. A Companhia atualmente não utiliza instrumentos financeiros derivativos para gerenciar sua exposição às flutuações das taxas de juros.

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(d) Apresentação tabular da contabilização e dos valores justos das operações com derivativos Efeito dos instrumentos derivativos na demonstração da posição financeira, para o período de noves meses findo em 31 de dezembro de 2009. Em milhões de dólares Em 31 de dezembro Derivativos Ativos 2009 Contabilização Valor no Balanço Justo Derivativos Passivos 2009 Contabilização Valor no Balanço Justo

Derivativos qualificados como instrumentos de hedging nos termos do Tópico de Codificação 815
Contratos de câmbio

Outros ativos circulantes

65 65

-

Total Derivativos não qualificados como instrumentos de hedging nos termos do Tópico de Codificação 815 Contratos de câmbio Contratos de Commodities Total Total de Derivativos Outros ativos circulantes Outros ativos circulantes

1 35 36 101

Outros passivos e apropriações Outros passivos e apropriações

(51) (51) (51)

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(d) Apresentação tabular da contabilização e dos valores justos das operações com derivativos (Continuação) Efeito dos instrumentos derivativos na demonstração da posição financeira, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008.
Em milhões de dólares Em 31 de dezembro

Derivativos Ativos
2008 Contabilização no Balanço Valor Justo

Derivativos Passivos
2008 Contabilização no Balanço Valor Justo

Derivativos qualificados como instrumentos de hedging nos termos do Tópico de Codificação 815 Contratos de câmbio Total Derivativos não qualificados como instrumentos de hedging nos termos do Tópico de Codificação 815 Outros pagamentos e provisões Outros pagamentos e provisões Outros ativos circulantes 47 -

47

-

Contratos de câmbio

Outros ativos circulantes Outros ativos circulantes

-

2

Contratos de Commodities Total Total de Derivativos

69 69 116

7 9 9

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(d) Apresentação tabular da contabilização e dos valores justos das operações com derivativos (Continuação) Efeito dos instrumentos derivativos na demonstração da posição financeira, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009.
Contabilização do Ganho ou (Perda) reclassificados do OCI Acumulado para Receita (Parcela Efetiva) Valor do Ganho ou (Perda) Reconhecido na receita de derivativos (Parcela Não Efetiva e Valor Excluído do Teste de Eficácia)

Derivativos no Valor do Ganho ou Item de (Perda) Reconhecido no Codificação OCI de Derivativo 815 - Relação (Parcela Efetiva) do Hedging de Fluxo de 31 de dezembro de 2009 Caixa Contratos de câmbio

Valor do Ganho ou (Perda) Reclassificado do OCI Acumulado para Receita (Parcela Efetiva)

31 de dezembro de 2009

31 de dezembro de 2009

Despesas 9 Financeiras 9

18 18

-

Efeito dos instrumentos derivativos na demonstração da posição financeira, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008.
Contabilização do Ganho ou (Perda) reclassificados do OCI Acumulado para Receita (Parcela Efetiva) Valor do Ganho ou (Perda) Reconhecido na receita de derivativos (Parcela Não Efetiva e Valor Excluído do Teste de Eficácia)

Derivativos no Valor do Ganho ou Item de (Perda) Reconhecido no Codificação OCI de Derivativo 815 - Relação (Parcela Efetiva) do Hedging de Fluxo de Caixa 31 de dezembro de 2008 Contratos de câmbio

Valor do Ganho ou (Perda) Reclassificado do OCI Acumulado para Receita (Parcela Efetiva)

31 de dezembro de 2008

31 de dezembro de 2008

Despesas (20) Financeiras (20)

(10) (10)

-

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20. Instrumentos Derivativos, Hedging e Atividades de Gerenciamento de Riscos (Continuação)
(d) Apresentação tabular da contabilização e dos valores justos das operações com derivativos (Continuação)
Derivativos Não Qualificados como Instrumentos de Hedging nos Termos do Tópico de Codificação 815 Valor do Ganho ou (Perda) Reconhecido na Receita dos Derivativos 31 de dezembro de 2009

Contabilização do Ganho ou (Perda) Reconhecidos na Receita dos Derivativos Receitas/Despesas Financeiras Líquidas Receitas/Despesas Financeiras Líquidas

Contratos de câmbio Contratos de Commodities Total Derivativos Não Qualificados como Instrumentos de Hedging nos Termos do Tópico de Codificação 815

(32) (150) (182) Valor do Ganho ou (Perda) Reconhecido na Receita dos Derivativos 31 de dezembro de 2008

Contabilização do Ganho ou (Perda) Reconhecidos na Receita dos Derivativos Receitas/Despesas Financeiras Líquidas Receitas/Despesas Financeiras Líquidas

Contratos de câmbio Contratos de Commodities Total

(32) 243 211

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21. Instrumentos Financeiros
No curso normal de seus negócios, a Companhia adquire diversos tipos de instrumentos financeiros. a) Risco de concentrações de crédito Parcelas significativas dos ativos da Companhia, incluindo instrumentos financeiros, estão localizadas no Brasil enquanto que substancialmente todas as suas receitas e lucros líquidos são também gerados no Brasil. Os instrumentos financeiros da Companhia que estão expostos aos riscos de concentração de crédito são principalmente o caixa e equivalentes a caixa, a Conta Petróleo e Álcool, as contas a receber e contratos futuros. A Companhia adota diversas medidas para reduzir a sua exposição a riscos de crédito a níveis aceitáveis. Todo o caixa e equivalentes a caixa no Brasil são mantidos com os principais bancos existentes. Depósitos a prazo em dólares são mantidos em instituições de primeira linha nos Estados Unidos. Adicionalmente, todos os títulos disponíveis para venda e instrumentos derivativos mantidos pela Companhia são comercializados em bolsa ou mantidos em instituições financeiras de primeira linha. A Companhia monitora a sua exposição a riscos de crédito em contas a receber de clientes avaliando regularmente a capacidade de pagamento dos mesmos. Em 31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, o saldo de contas a receber de clientes referiam-se basicamente a grandes distribuidoras. Valor justo Os valores justos são determinados com base em cotações de preços de mercado, quando disponíveis, ou, na falta destes, no valor presente de fluxos de caixa esperados. Os valores justos refletem o valor em dinheiro que seria recebido ou pago se os instrumentos fossem liquidados no fim do exercício através de operação rigorosamente comercial entre as partes anuentes. Os valores justos de caixa e equivalentes a caixa, de contas a receber de clientes, da Conta Petróleo e Álcool, da dívida de curto prazo e de contas a pagar a fornecedores se aproximam de seus valores contábeis. Os valores justos de outros ativos e passivos de longo prazo não diferem significativamente de seus valores contábeis. De acordo com o Tópico de Codificação 810, o endividamento da Companhia, incluindo os financiamentos de projetos, totalizava US$48.149 em 31 de dezembro de 2009 e US$20.640 em 31 de dezembro de 2008, com valor justo estimado de US$48.804 e US$20.032, respectivamente. . 110

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21. Instrumentos Financeiros (Continuação)
b) Valor justo (Continuação) A hierarquia dos valores justos dos ativos e passivos financeiros da Companhia registrado a valor justo em base recorrente, em 31 de dezembro de 2009, está demonstrada a seguir: Em 31 de dezembro de 2009 Nível 1 Ativos Títulos e valores mobiliários Derivativos de moeda estrangeira (Nota 20) Derivativos de commodities (Nota 20) Total dos ativos Passivos Derivativos de commodities (Nota 20) Total dos passivos 2.551 36 2.587 (51) (51) Nível 2 66 66 Nível 3 Total 2.551 66 36 2.653 (51) (51)

A hierarquia do valor justo dos ativos e passivos não financeiros da Companhia, escriturados a valor justo em base não recorrente em 31 de dezembro de 2009, eram: Em 31 de dezembro de 2009 Nível 1 Ativos Ativos de vida útil longa mantidos e utilizados Investimento por método de equivalencia Nível 2 Nível 3 135 133 Total 135 133

De acordo com o disposto no Tópico ASC 360, o ativos de vida útil longa mantidos e utilizados com valor contábil de US$446 foram ajustados aos seus valores justos de US$135 no total, resultando em uma despesa de impairment de US$311, antes dos impostos, o que foi incluída na receita do período. Valor justo dos ativos de vida útil longa é estimado com base no valor presente dos fluxos de caixa futuros, resultantes das melhores estimativas da Companhia. Os insumos utilizados para estimar o valor justo foram: preços com base no último plano estratégico publicado, curvas de produção associadas aos atuais produtos do portfólio da Companhia, custos operacionais do mercado e investimentos necessários para realizar os projetos. Os investimentos consolidados pelo método de equivalência patrimonial na Venezuela, juntamente com nosso segmento de E&P, foram determinados como tendo valor justo inferior ao valor contábil, e esta diferença (impairment) foi considerada permanente. Em decorrência, foram ajustados os investimentos de valor contábil de US$210 ao valor justo de US$133, resultando na despesa de US$77 antes dos impostos, incluída nas receitas do período (ver nota 10(a)). 111

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22. Informações sobre Segmentos de Negócios
As informações setoriais a seguir foram elaboradas de acordo com o Item de Codificação 280 Divulgação acerca de Segmentos de Companhia e Informações Correlatas (“ASC 280”). A Companhia opera de acordo com os seguintes segmentos: • Exploração e Produção - Este segmento abrange as atividades de exploração, desenvolvimento da produção e atividades de produção de petróleo, gás natural liquefeito e gás natural desenvolvidas pela Companhia no Brasil, objetivando atender as refinarias no Brasil, além de comercializar nos mercados interno e externo o excedente da produção nacional e/ou aproveitar oportunidades comerciais e as transferências de gás natural para o segmento de Gás & Energia da Companhia. Abastecimento - Este segmento reúne as atividades de refino, logística, transporte, exportação e compra de petróleo bruto, assim como a a compra e comercialização de seus derivados e álcool combustível. Além disso, este segmento abrange ainda a divisão de petroquímicos e fertilizantes, que inclui investimentos em companhias petroquímicas nacionais e em duas usinas de fertilizantes da Companhia no Brasil. Distribuição - Este segmento compreende as atividades de distribuição de derivados de petróleo e de álcool combustível realizadas pela Petrobras Distribuidora S.A. - BR no Brasil, controlada na qual a Companhia possui participação majoritária. Gás & Energia - Este segmento abrange atualmente a compra, venda, o transporte e a distribuição de gás natural importado ou produzido no Brasil. Este segmento compreende ainda as participações da Companhia na produção nacional de energia elétrica, incluindo os investimentos em companhias nacionais de transporte de gás natural, em distribuidoras estatais de gás natural e em termoelétricas. Internacional - Este segmento envolve as atividades internacionais de Exploração e Produção, Abastecimento, Distribuição e Gás e Energia, realizadas pela Companhia em 21 países, fora o Brasil.

No grupo de entidades corporativas são alocados os itens que não podem ser atribuídos às demais áreas, notadamente aqueles vinculados à gestão financeira corporativa, o “overhead” relativo à administração central e outras despesas, inclusive as atuariais referentes aos planos de pensão e de saúde para os participantes inativos. As informações contábeis por área de negócio foram elaboradas com base na premissa da controlabilidade, objetivando atribuir às áreas de negócio somente os itens sobre os quais estas áreas tenham efetivo controle.

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22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Destacamos abaixo os principais critérios utilizados no registro de resultados e ativos por segmentos de negócio: • Receitas operacionais líquidas: foram consideradas as receitas relativas às vendas realizadas a terceiros, acrescidas das receitas entre os segmentos de negócio, tendo como referência os preços internos de transferência definidos pelas áreas; Custos e despesas incluem os custos dos produtos e serviços vendidos, que são apurados por área de negócio considerando o preço interno de transferência e os demais custos operacionais de cada segmento, bem como as despesas operacionais, com base nas despesas efetivamente incorridas por cada segmento; Resultados financeiros são alocados ao grupo corporativo; Ativos: contemplam os ativos relativos a cada segmento.

• •

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22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Os ativos da Companhia por segmento estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro de 2009 Internacional (ver Gás & divulgação Energia em separado) Distribuição 2.891 2.891 761 19.787 1.422 24.861 2.737 2.737 1.318 9.375 1.484 14.914 3.270 3.270 221 2.342 294 6.127

Exploração e Producão Ativo Circulante Caixa e equivalentes a caixa Outros ativos circulantes Participações em empresas não consolidadas e outros investimentos Imobilizado, líquido Ativos não circulantes Total dos ativos 3.636 3.636 285 70.098 3.577 77.596

Abastecimento 14.890 14.890 1.635 31.917 2.027 50.469

Corporativo 19.948 16.169 3.779 130 2.653 8.467 31.198

Eliminações (4.728) (4.728) (5) (162) (4.895)

Total 42.644 16.169 26.475 4.350 136.167 17.109 200.270

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22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2009 Internacional Exploração e Producão Ativo Circulante Participações em empresas não consolidadas e outros investimentos Imobilizado, líquido Ativos não circulantes Total dos ativos 1.004

Abastecimento 1.400

Gás & Energia Distribuição Corporativo 231 292 198

Eliminações (388)

Total 2.737

833 7.961 1.581 11.379

37 1.105 271 2.813

160 271 107 769

38 249 71 650

250 132 1.278 1.858

(343) (1.824) (2.555)

1.318 9.375 1.484 14.914

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22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2008 Exploração e Producão Ativo Circulante Caixa e equivalentes a caixa Outros ativos circulantes Participações em empresas não consolidadas e outros investimentos Imobilizado, líquido Ativos não circulantes Total dos ativos 2.662 2.662 Internacional (ver divulgação em separado) 2.327 2.327

Abastecimento 9.647 9.647

Gás & Energia 2.466 2.466

Distribuição 2.646 2.646

Corporativo 10.387 6.499 3.888

Eliminações (3.377) (3.377)

Total 26.758 6.499 20.259

171 45.836 2.657 51.326

1.168 15.806 900 27.521

474 10.719 1.334 14.993

1.142 9.341 629 13.439

166 1.621 342 4.775

77 1.418 5.701 17.583

(22) (543) (3.942)

3.198 84.719 11.020 125.695

116

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS E SUBSIDIÁRIAS
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2008 Internacional Exploração e Producão Ativo Circulante Participações em empresas não consolidadas e outros investimentos Imobilizado, líquido Ativos não circulantes Total dos ativos 817 Gás & Energia 243

Abastecimento 1.275

Distribuição Corporativo 141 238

Eliminações (387)

Total 2.327

857 7.892 708 10.274

35 1.218 64 2.592

264 232 68 807

162 51 354

(14) 109 1.472 1.805

(272) (1.734) (2.393)

1.142 9.341 629 13.439

117

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS E SUBSIDIÁRIAS
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Receitas e lucro líquido por segmento estão demonstrados a seguir:
Em 31 de dezembro de 2009 Internacional (ver divulgação em separado) Distribuição 8.469 1.728 10.197 (7.437) (870) (503) (731) (2) (146) (9.689) 508 (16) (77) (183) 232 (319) (87) (67) (154) 29.071 601 29.672 (27.030) (176) (1.490) (5) (28.701) 971 (13) 2 960 (326) 634 634

Exploração e Producão Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (impairment) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Despesas com benefícios aos empregados Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Receitas (despesas) financeiras, líquidas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes de IR, CSL e participação minoritária Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras 476 38.301 38.777 (16.329) (4.344) (1.199) (319) (322) (254) (1.293) (24.060) 14.717 (4) (57) (68) 14.588 (4.961) 9.627 56 9.683

Abastecimento 49.078 25.543 74.621 (60.752) (1.213) (2.383) (164) (502) (65.014) 9.607 53 (46) 205 9.819 (3.321) 6.498 (42) 6.456

Gás & Energia 4.775 877 5.652 (3.860) (398) (402) (31) (404) (5.095) 557 122 (13) (9) 657 (182) 475 (28) 447

Corporativo (187) (1.894) (225) (719) (792) (3.817) (3.817) 2 429 (126) (8) (3.520) 3.642 122 (1.238) (1.116)

Eliminações (67.050) (67.050) 66.157 202 17 66.376 (674) (1) (675) 229 (446) (446)

Total 91.869 91.869 (49.251) (7.188) (1.702) (319) (7.020) (681) (719) (3.120) (70.000) 21.869 157 429 (333) (61) 22.061 (5.238) 16.823 (1.319) 15.504

118

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22.

Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2009 Internacional Exploração e Producão Gás & Energia 390 51 441 (334) (15) (14) 6 (357) 84 3 (1) 86 (1) 85

Abastecimento 824 2.119 2.943 (899) (721) (508) (143) (7) 4.484 1.454 5.938 (5.588) (86) (151) (177) (6.002) (64) 11 (3) (157) (213) 80 (133)

Distribuição 2.740 44 2.784 (2.546) (26) (195) 14 (2.753) 31 9 (1) 2 41 (9) 32

Corporativo 11 5 16 (3) (22) (228) (2) 10 (245) (229) (15) (55) 2 (297) (199) (496)

Eliminações 20 (1.945) (1.925) 1.933 5 8 1.946 21 21 21

Total 8.469 1.728 10.197 (7.437) (870) (503) (731) (2) (146) (9.689) 508 (16) (77) (183) 232 (319) (87)

Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício

(2.278) 665 (24) (17) (30) 594 (190) 404

Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras

(7) 397

9 (124)

(1) 84 32

(68) (564)

21

(67) (154)

119

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2008 Exploração e Producão Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (impairment) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Despesas com benefícios aos empregados Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Receitas (despesas) financeiras, líquidas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes de imposto de renda Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras 973 58.051 59.024 (21.130) (3.544) (1.303) (171) (419) (494) (117) (27.178) 31.846 (37) (152) 31.657 (10.764) 20.893 138 21.031 Internacional (ver divulgação em separado) 10.024 916 10.940 (8.735) (564) (472) (348) (788) (3) (473) (11.383) (443) 71 (126) (107) (605) (213) (818) 10 (808)

Abastecimento 69.318 26.884 96.202 (94.641) (1.109) (2.486) (151) (319) (98.706) (2.504) (245) (64) (143) (2.956) 922 (2.034) 38 (1.996)

Gás & Energia 7.627 1.175 8.802 (7.642) (367) (483) (40) (612) (9.144) (342) 103 (53) (212) (504) 205 (299) 76 (223)

Distribuição 30.315 577 30.892 (28.317) (165) (1.425) (8) (90) (30.005) 887 49 (11) 320 1.245 (406) 839 839

Corporativo (179) (1.972) (245) (841) (1.054) (4.291) (4.291) 1 2.377 (142) 69 (1.986) 1.045 (941) 884 (57)

Eliminações (87.603) (87.603) 87.600 144 87.744 141 141 (48) 93 93

Total 118.257 118.257 (72.865) (5.928) (1.775) (519) (7.429) (941) (841) (2.665) (92.963) 25.294 (21) 2.377 (433) (225) 26.992 (9.259) 17.733 1.146 18.879

120

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Em 31 de dezembro de 2008 Internacional Exploração e Producão Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (impairment) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes de imposto de renda Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras
1.383 1.458 2.841 (901) (419) (472) (123) (197) (170) (2.282) 559 41 (18)

Abastecimento
5.611 1.702 7.313 (7.341) (83) (223) (162) (280) (8.089) (776) (1) (1)

Gás & Energia
424 49 473 (350) (15) (25) 24 (366) 107 9 (1)

Distribuição
2.604 72 2.676 (2.512) (22) (2) (132) 5 (2.663) 13 (2)

Corporativo
2 2 (4) (25) (272) (3) (52) (356) (354) 22 (104)

Eliminações
(2.365) (2.365) 2.373 2.373 8 -

Total
10.024 916 10.940 (8.735) (564) (472) (348) (788) (3) (473) (11.383) (443) 71 (126)

(87)
495 (267) 228 (132) 96

(2)
(780) (30) (810) 161 (649)

1
116 (2) 114 (32) 82

11 (1) 10 2 12

(19)
(455) 87 (368) 11 (357)

8 8 8

(107)
(605) (213) (818) 10 (808)

121

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Receitas e lucro líquido por segmento estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro de 2007

Exploração e Producão Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (impairment) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Despesas com benefícios aos empregados Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Receitas (despesas) financeiras, líquidas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes de imposto de renda Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras 2.455 39.536 41.991 (15.147) (3.335) (648) (26) (305) (447) (245) (20.153) 21.838 (43) (196) 21.599 (7.343) 14.256 (184) 14.072

Abastecimento 50.531 19.018 69.549 (61.881) (1.077) (19) (1.999) (171) (219) (65.366) 4.183 71 (75) (8) 4.171 (1.394) 2.777 8 2.785

Gás & Energia 3.673 1.239 4.912 (4.514) (259) (597) (94) (435) (5.899) (987) 104 (36) (28) (947) 357 (590) (244) (834)

Internacional (ver divulgação em separado) 8.132 969 9.101 (7.042) (567) (775) (226) (692) (2) (108) (9.412) (311) 64 (72) 82 (237) (424) (661) (154) (815)

Distribuição 22.944 376 23.320 (21.124) (155) (1.198) (6) (54) (22.537) 783 (90) (17) 676 (230) 446 446

Corporativo (151) (1.577) (161) (990) (1.085) (3.964) (3.964) (4) (582) (346) 24 (4.872) 2.775 (2.097) 301 (1.796)

Eliminações (61.138) (61.138) 59.919 118 10 60.047 (1.091) (1.091) 371 (720) (720)

Total 87.735 87.735 (49.789) (5.544) (1.423) (271) (6.250) (881) (990) (2.136) (67.284) 20.451 235 (582) (662) (143) 19.299 (5.888) 13.411 (273) 13.138

122

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) 22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação) Em 31 de dezembro de 2007 Internacional Exploração e Producão Receitas operacionais líquidas com terceiros Receitas operacionais líquidas entre segmentos Receitas operacionais líquidas Custo das vendas Depreciação, exaustão e amortização Exploração, incluindo poços exploratórios secos Perdas com ativos (impairment) Despesas de vendas, gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Outras despesas operacionais Custos e despesas Lucro (prejuízo) operacional Participação no resultado de empresas não consolidadas Outros impostos Outras despesas, líquidas Lucro (prejuízo) antes de imposto de renda Benefício (despesa) de imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício Menos: Receita líquida (perda) atribuível à participação minoritária Lucro líquido (prejuízo) atribuído a Petrobras 1.136 1.473 2.609 (933) (432) (775) (226) (179) (78) (2.623) (14) (63) (7) (4) (88) (242) Gás & Energia 480 48 528 (424) (15) (19) 10 (448) 80 23 (1) 42 144 1

Abastecimento 4.480 1.606 6.086 (5.875) (86) (127) 32 (6.056) 30 27 (2) 29 84 -

Distribuição 2.015 23 2.038 (1.952) (20) (125) 11 (2.086) (48) (3) (51) (3)

Corporativo 14 14 (15) (14) (242) (2) (82) (355) (341) 77 (59) 15 (308) (180)

Eliminações 7 (2.181) (2.174) 2.157 (1) 2.156 (18) (18) -

Total 8.132 969 9.101 (7.042) (567) (775) (226) (692) (2) (108) (9.412) (311) 64 (72) 82 (237) (424)

(330)
(42) (372)

84
(14) 70

145
(38) 107

(54)
17 (37)

(488)
(77) (565)

(18)
(18)

(661)
(154) (815)

123

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

22. Informações sobre Segmentos de Negócios (Continuação)
Os gastos de capital realizados pelos segmentos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 foram: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Exploração e Produção Abastecimento Gás & Energia Internacional Exploração e Produção Abastecimento Distribuição Gás & Energia Distribuição Corporativo 16.488 10.466 5.116 1.912 110 31 58 369 584 35.134 14.293 7.234 4.256 2.734 102 20 52 309 874 29.874 9.448 4.488 3.223 2.555 247 37 25 327 628 20.978

Seguem abaixo as vendas brutas da Companhia, classificadas por localização geográfica: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Brasil Internacional 87.183 28.709 115.892 106.350 40.179 146.529 83.022 29.403 112.425

Os valores totais de vendas de produtos e serviços aos dois maiores clientes em 2009 foram de US$6.801 e US$2.815 (US$8.176 and US$5.260 in 2008; and US$9.029 and US$6.567 in 2007).

124

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

23. Transações com Partes Relacionadas
A Companhia é controlada pelo Governo Federal e mantém diversas transações com outras empresas estatais no curso normal de seus negócios. As transações com as principais partes relacionadas apresentaram os seguintes saldos: Em 31 de dezembro 2009 2008 Ativo Passivo Ativo Passivo Petros (Plano de pensão) Banco do Brasil S.A. BNDES Caixa Econômica Federal S.A. Governo Federal ANP Depósitos vinculados a processos judiciais Investimentos Títulos e valores mobiliários Conta Petróleo e Álcool - créditos junto ao Governo Federal (Nota 11) Outras 847 1 983 4.010 2.519 469 340 9.169 Circulante Longo prazo 5.143 4.026 958 4.167 20.016 2.270 323 759 36 223 28.752 3.332 25.420 627 1 677 3.172 346 309 5.132 2.349 2.783 476 2.170 4.326 1.548 1.177 35 278 10.010 2.833 7.177

125

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

23. Transações com Partes Relacionadas (Continuação)
Os saldos abaixo foram incluídos nas seguintes classificações patrimoniais: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 Ativo Passivo Ativo Passivo Ativo Circulante Caixa e equivalentes a caixa Contas a receber (Nota 6) Outros ativos circulantes Outras Títulos e valores mobiliários Conta Petróleo e Álcool - créditos junto ao Governo Federal (Nota 11) Depósitos vinculados a processos judiciais Outros ativos Passivo Circulante Dívida de curto prazo Passivo circulante Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar ao Governo Federal Longo prazo Dívida de longo prazo Outros passivos

4.800 43 301

-

2.070 27 252

-

2.508 469 983 65

-

1.686 346 677 74

-

-

1.093 1.510 729

-

1.197 136 1.500

9.169

24.762 658 28.752

5.132

6.800 377 10.010

126

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

23. Transações com Partes Relacionadas (Continuação)
Os valores principais das operações comerciais e financeiras com partes relacionadas, podem ser apresentados como segue: Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 2007 Receita Despesa Receita Despesa Receita Despesa Vendas de produtos e serviços Braskem S.A. Quattor Química Copesul S.A. Petroquímica União S.A. Outras Receitas financeiras Conta Petróleo e Álcool - Créditos junto ao Governo Federal (Nota 11) Títulos governamentais Outras Despesas financeiras Variações monetárias e cambiais Outras despesas, líquidas

515 264 633 1.507 -

-

130 1.218 729 378 13

-

2.096 1.284 435 120 1

-

4 (187) 111 3 2.850

49 (1.039) (2) (992)

8 3 (33) 2.446

4 4

6 5 46 3.993

(3) 2 (1)

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

24. Contabilização dos Custos com Poços Exploratórios em Andamento
A contabilização da Companhia dos custos de perfuração exploratória acha-se regida pelo Tópico de Codificação 932 - Atividades Extrativas – Petróleo e Gás. Os custos incorridos pela Companhia na perfuração de poços exploratórios que resultam na descoberta de quantidades comerciais de petróleo e gás são apresentados no balanço patrimonial na rubrica “Imobilizado” como ativos de petróleo e gás relacionados a reservas não provadas. Anualmente, a Companhia efetua a baixa dos custos referentes a esses poços onde não se encontram suficientes reservas provadas que justifiquem sua exploração comercial, a menos que: (1) o poço esteja localizado em uma área que necessite de vultosos investimentos pré-operacionais, e (2) estejam sendo realizadas ou decididamente planejadas atividades de prospecção adicionais que justifiquem os gastos investidos. Em 31 de dezembro de 2009, o valor total dos ativos relacionados a reservas não provadas de petróleo e gás era de US$5.902, sendo que deste valor US$2.946 (US$2.205 dos quais relativos a projetos no Brasil) representam custos que foram capitalizados há mais de um ano, em geral decorrentes: (1) da prorrogação de atividades exploratórias vinculadas à produção offshore, e (2) dos efeitos temporários da desregulamentação da indústria brasileira de petróleo e gás, conforme descrito abaixo. Em 1998, o monopólio do setor de petróleo e gás concedido à Companhia pelo governo federal chegou ao fim, levando à assinatura de contratos de concessão com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) para todas as áreas exploradas e desenvolvidas pela Companhia anteriormente a 1998, no total de 397 blocos. Desde 1998, a ANP promove rodadas de licitação referentes a direitos exploratórios, permitindo à Companhia adquirir blocos adicionais. Uma vez descoberto um poço exploratório em uma concessão, a Companhia deve-se submeter um “Plano de Avaliação” à aprovação da ANP, incluindo detalhes sobre o planejamento de atividades de prospecção para poços adicionais. Deve-se submeter um Plano de Avaliação apenas para aquelas concessões cujos estudos de viabilidade técnico-econômica evidenciem as justificativas para a conclusão de poços exploratórios existentes no local. As atividades de prospecção em poços exploratórios adicionais não poderão ser iniciadas até que a ANP aprove o Plano de Avaliação. Caso as empresas concessionárias não encontrem quantidades comerciais de petróleo e gás dentro de prazos determinados geralmente de 4 a 6 anos, dependendo das características de cada área exploratória, o bloco objeto da concessão deverá ser abandonado e devolvido à ANP. Uma vez que a Companhia foi obrigada a avaliar uma grande quantidade de blocos em um prazo restrito, mesmo tendo sido encontradas reservas suficientes em um poço exploratório que justificassem a finalização das atividades e outros poços estejam decididamente planejados, a extinção de recursos e de prazo em outras concessões determinou o cronograma das atividades de prospecção adicionais.

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

24. Contabilização dos Custos com Poços Exploratórios em Andamento (Continuação)
O quadro a seguir apresenta as variações líquidas dos custos de prospecção capitalizados nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008: Reservas de petróleo e gás não provadas (*) Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 Saldo inicial em 1º de janeiro Adições a custos capitalizados de reservas não provadas Custos exploratórios capitalizados debitados ao resultado Transferências ao imobilizado à medida que as reservas são consideradas provadas Ajustes acumulados de conversão Saldo final em 31 de dezembro 3.558 3.383 (1.251) (613) 825 5.902 2.627 3.308 (808) (1.309) (260) 3.558

(*) Montantes capitalizados e depois debitados ao resultado no mesmo período não estão incluídos na tabela acima.

O quadro a seguir apresenta os custos de exploração de poços capitalizados por idade, considerando a data de conclusão das atividades de perfuração, e a quantidade de projetos cujos custos de prospecção de poços foram capitalizados por prazo superior a um ano desde a finalização das atividades de perfuração: Custos de exploração de poços capitalizados por idade Exercício findo em 31 de dezembro 2009 2008 Custos de prospecção capitalizados até um ano Custos de prospecção capitalizados acima de um ano Saldo final Quantidade de projetos cujos custos de prospecção foram capitalizados por prazo superior a um ano 2.092 3.810 5.902 95 2.682 876 3.558 83

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS (Continuação) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

24. Contabilização dos Custos com Poços Exploratórios em Andamento (Continuação)
Do total de US$2.946 para 105 projetos que incluem poços em andamento por mais de um ano desde a conclusão das atividades de perfuração, aproximadamente US$681 referem-se a poços localizados em áreas em que há atividades de perfuração já em andamento ou firmemente planejadas para o futuro próximo e cujo “Plano de Avaliação” da Companhia foi submetido à aprovação da ANP, e aproximadamente US$1.446 foram gastos em custos referentes às atividades necessárias à avaliação das reservas e do seu potencial de desenvolvimento. O montante de US$2.946 do custo de poços em andamento capitalizados por um prazo superior a um ano em 31 de dezembro de 2009, representam 159 poços exploratórios, sendo que o quadro a seguir demonstra a idade dos custos para a quantidade de poços: Saldos por vencimento, considerando a data de conclusão das atividades de perfuração, por poços individuais: Em milhões de dólares 1.730 723 741 284 332 3.810 Quantidade de poços 73 30 16 18 3 140

2008 2007 2006 2005 2004 em diante

25. Eventos Subsequentes
a) Contrato de investimento entre Petrobras, Petroquisa e Odebrecht Celebrou-se em 22 de janeiro de 2010 um contrato de investimento entre Petrobras, Petroquisa e Odebrecht, o qual determinava as seguintes fases para a projetada integração de seus negócios de petroquímica: (i) a constituição de uma holding, a BRK Investimentos Petroquímicos S.A. (BRK), a qual deteria todas as ações ordinárias emitidas pela Braskem, atualmente em poder de Odebrecht, Petroquisa e Petrobras; (ii) alocação dos recursos financeiros na BRK, efetuado em espécie pela Odebrecht e pela Petrobras; (iii) aumento de capital da Braskem, na forma de subscrição particular por seus acionistas; (iv) aquisição pela Braskem das ações da Quattor em poder da Unipar; (v) aquisição pela Braskem de 100% das ações da Comercial e Distribuidora S.A. (Unipar Comercial) e de 33,33% das ações da Polibutenos S.A. Indústrias Químicas (Polibutenos); e (vi) incorporação na Braskem das ações da Quattor em poder de Petrobras e Petroquisa.

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25. Eventos Subseqüentes (Continuação)
a) Contrato de investimento entre Petrobras, Petroquisa e Odebrecht (Continuação) Também nesta data, Odebrecht, Petrobras, Petroquisa e Braskem celebraram um contrato que visa regulamentar sua relação comercial e empresarial no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e no Complexo Petroquímico de Suape (Complexo Suape). O acordo de empreendimento conjunto determina que a Braskem deverá adquirir determinadas empresas petroquímicas de primeira e segunda geração no Comperj, e que a mesma adquirirá de forma gradativa uma participação nas empresas integrantes do Complexo Suape, de acordo com as cláusulas e condições constantes do acordo de empreendimento conjunto. Estas operações se alinham com os interesses de Odebrecht e Petrobras para integrar seus negócios de petroquímica dentro da Braskem. Dando continuidade à operação de reestruturação, em 11 de fevereiro de 2010 a W.B.W., subsidiária integral da Petroquisa e detentora de 31% do capital votante da Braskem, foi absorvida pela BRK. Com esta operação, Odebrecht e Petrobras deram início ao processo de concentração na BRK das ações ordinárias de emissão da Braskem. Em decorrência, a BRK atualmente detém ações ordinárias emitidas pela Braskem, correspondentes a 93,3% de seu capital votante. Até 5 de abril de 2010 a Petrobras deverá transferir US$1.436 à BRK, a qual participará com US$2.010 no aumento de capital da Braskem. b) Petrobras Biocombustível adquire participação em refinaria de etanol Em janeiro de 2010 a Petrobras Biocombustível contribuiu com US$37 no capital da Total Agroindústria Canavieira S/A (Total), de acordo com o compromisso determinado na Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 22 de dezembro de 2009, de contribuir com a quantia de US$84 até março de 2011, ocasião na qual a mesma deterá 40,4% do capital da Total. Tal iniciativa, consoante o planejamento estratégico de 2009-2013, insere a Companhia no mercado de etanol. Esta parceria viabilizará a expansão da usina até a capacidade de 203 milhões de litros anuais, com um excedente de 38,5 MW em energia elétrica para venda, gerados através do uso do bagaço da cana de açúcar. c) Segundo saque do financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento da China Em 10 de fevereiro de 2010, a Petrobras efetuou o segundo saque, no valor de US$2.000, relativos ao contrato de financiamento firmado com o China Development Bank Corporation (CDB) em 03 de novembro de 2009. d) Leilões para a venda de gás natural mediante contratos de curto prazo Em 16 de março de 2010 a Petrobras realizou o décimo leilão eletrônico de gás natural, do qual participaram 16 distribuidores de gás natural e que fizeram ofertas para os 6,87 milhões de metros cúbicos diários. Foram realizadas vendas nos sub-mercados definidos, utilizandose as características de logística de cada região, tendo como novidade a interligação das regiões Sudeste e Nordeste através do Gasene, gasoduto que, de acordo com as estimativas da Administração, entrará em operação comercial em abril de 2010. 131

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

Esta seção contém informações adicionais sobre as atividades de exploração e produção de petróleo e gás da Companhia, em conformidade com o Item de Codificação 932 – Atividades de Extração – Petróleo e Gás. Os itens (i) a (iii) contêm informações sobre custos históricos de custos incorridos em exploração, aquisição de propriedades e desenvolvimento, custos capitalizados e resultados das operações. Os itens (iv) e (v) contêm informações sobre a quantidade de reservas provadas estimadas líquidas da Petrobras, valorização padronizada dos fluxos de caixa futuros descontados líquidos e estimados relativos às reservas provadas e mutações dos fluxos de caixa futuros descontados líquidos estimados. O Governo Federal iniciou em 1995 uma ampla reforma do sistema brasileiro de regulamentação do setor de petróleo e gás. Em 9 de novembro de 1995, a Constituição Federal brasileira foi modificada para autorizar a contratação pelo Governo Federal de outras empresas estatais ou mesmo do setor privado para prestar serviços referentes aos segmentos de exploração e produção (upstream) e de distribuição e revenda (downstream) da indústria brasileira de petróleo e gás, fazendo com que o exercício do monopólio da Petrobras fosse quebrado. Essa alteração foi introduzida pela Lei do Petróleo, que liberou o mercado de combustíveis no País a partir de 1º de janeiro de 2002. A Lei do Petróleo estabeleceu uma estrutura de regulamentação que termina com o monopólio da Petrobras e possibilita a concorrência em todos os aspectos do setor industrial brasileiro de petróleo e gás. Segundo a Lei do Petróleo, a Petrobras é detentora do direito exclusivo de explorar reservas de petróleo pelo período de 27 anos em todos os campos em que a Companhia já tenha começado a produção. Contudo, a Lei do Petróleo estabeleceu uma estrutura de procedimentos para que a Petrobras requeira direitos de exploração exclusivos (e, em caso de sucesso, também de desenvolvimento) durante o período de até três anos em relação às áreas onde a Companhia comprove a existência de campos prospectivos. Para requerer o direito de explorar e desenvolver essas áreas, a Companhia teve que comprovar a capacidade financeira requerida para conduzir essas atividades considerando-se recursos próprios ou juntamente com financiamentos ou parcerias. A adoção das normas da SEC de modo a modernizar as divulgações complementares de petróleo e gás, bem como a publicação pela FASB da Accounting Standards Update no. 201003 “Estimativa e Divulgação de Reservas de Petróleo e Gás”, não criou impacto material nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, com exceção das divulgações complementares mencionadas na Nota 2(n). A área geográfica “internacional” inclui atividades na América do Sul, a qual inclui Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela; América do Norte, a qual inclui México e os Estados Unidos da América; África, a qual inclui Angola, Líbia, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Senegal e Tanzânia, e Outros, o que inclui Índia, Irã, Portugal e Turquia. Os investimentos consolidados pelo método de equivalência patrimonial estão localizados em empresas da Venezuela com atividades de exploração e produção.

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado)

(i) Custos capitalizados relativos às atividades de produção de petróleo e gás
A tabela a seguir apresenta o resumo dos custos capitalizados referentes às atividades de exploração e produção de petróleo e gás, juntamente com as correspondentes depreciação, exaustão e amortização acumuladas, e provisões para abandono: Investimentos pelo método de equivalência patrimonial Total 5.903 35.379 45.849 87.131 (38.088) 49.043 28.269 77.312 730 1 731 (137) 594 594

31 de dezembro de 2009 Reservas de petróleo e gás não provadas Reservas de petróleo e gás provadas Equipamentos Custos capitalizados Depreciação e exaustão Imobilizado em curso Custo capitalizado líquido 31 de dezembro de 2008 Reservas de petróleo e gás não provadas Reservas de petróleo e gás provadas Equipamentos Custos capitalizados Depreciação e exaustão Imobilizado em curso Custo capitalizado líquido

Brasil 3.976 28.397 44.433 76.806 (34.372) 42.434 27.664 70.098

América do Sul 75 3.369 1.151 4.595 (2.996) 1.599 9 1.608

Entidades consolidadas América do Norte África 1.224 1.133 2.357 (294) 2.063 2.063 621 2.480 186 3.287 (425) 2.862 2.862

Outras 7 78 85 (1) 84 596 681

Internacional 1.927 6.982 1.416 10.325 (3.716) 6.609 605 7.214

Total

1.898 20.187 29.048 51.133 (25.076) 26.057 19.779 45.836

160 2.675 1.589 4.424 (1.997) 2.426 33 2.459

875 830 29 1.734 (274) 1.460 11 1.471

618 270 2.305 3.193 (369) 2.824 18 2.842

7 35 42 41 1.080 1.121

1.660 3.775 3.957 9.392 (2.640) 6.751 1.142 7.893

3.558 23.962 33.004 60.525 (27.716) 32.808 20.921 53.729

692

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) (ii) Custos incorridos na aquisição, e nas atividades de exploração e desenvolvimento de campos de petróleo e gás Os custos incorridos são resumidos a seguir e inclui os montantes imputados e capitalizados: Investimentos pelo método de equivalência patrimonial Total

Brasil 31 de dezembro de 2009 Aquisição de campos com reservas Provadas Não provadas Custos de exploração Custos de desenvolvimento 9 3.616 13.524 17.149 31 de dezembro de 2008 Aquisição de campos com reservas Provadas Não provadas Custos de exploração Custos de desenvolvimento 42 3.568 11.633 15.243 31 de dezembro de 2007 Aquisição de campos com reservas Provadas Não provadas Custos de exploração Custos de desenvolvimento 119 2.095 7.928 10.142

América do Sul

América do Norte

Entidades consolidadas África

Outras

Internacional

Total

24 199 319 542

64 571 635

65 2 96 307 470

157 157

89 2 516 1.197 1.804

89 11 4.132 14.721 18.953

5 83 88

226 27 145 557 955

254 217 288 759

23 18 1 549 591

5 2 194 201

249 304 365 1.588 2.506

249 346 3.933 13.221 17.749

71

29 105 33 579 746

356 215 325 896

1 59 228 288

30 2 2 34

59 464 309 1.132 1.964

59 583 2.404 9.060 12.106

80

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) (iii) Resultados das atividades de produção de petróleo e gás Os resultados das operações da Companhia referentes às atividades de produção de petróleo e gás para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 estão apresentados na tabela a seguir. A Companhia transfere basicamente toda a sua produção nacional de petróleo bruto e gás para o seu segmento de Abastecimento no Brasil. Os preços calculados através da metodologia adotada pela Companhia não são indicativos do preço que a Companhia poderia conseguir pelo produto se o mesmo fosse comercializado em um mercado à vista não regulamentado. Além disso, os preços calculados através dessa metodologia também podem não ser indicativos dos preços futuros a serem realizados pela Companhia. Os preços adotados para gás são aqueles passíveis de serem obtidos em contratos com terceiros. Os custos de produção são os custos de extração incorridos para operar e manter poços produtivos e os correspondentes equipamentos e instalações, os quais incluem custos de mãode-obra, de materiais, suprimentos, combustível consumido nas operações e o custo de operação de unidades de produção de gás natural liquefeito. Os custos de produção incluem também despesas administrativas e depreciação e amortização de equipamentos relativos às atividades de produção.

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) (iii) Resultados das atividades de produção de petróleo e gás (Continuação) As despesas de exploração incluem os custos de atividades geológicas e geofísicas e de poços de exploração não produtivos. As despesas de depreciação e amortização referem-se aos ativos empregados nas atividades de exploração e de desenvolvimento. Segundo o Tópico de Codificação 932 – Atividades de Extração - Petróleo e Gás, o imposto de renda e a contribuição social são calculados utilizando-se as alíquotas oficiais, considerando as deduções permitidas na legislação fiscal. Despesas e receitas financeiras não foram contempladas nos resultados abaixo. Investimentos pelo método de equivalência patrimonial Outras Internacional Total Total

Entidades consolidadas 31 de dezembro de 2009 Receitas Liquidas: Vendas a terceiros Intersegmentos (1) Brasil América do Sul América do Norte África

476 37.120 37.596 (15.047) (1.199) (4.344) (319) (1.293) 15.394 (5.200)

641 1.146 1.787 (689) (198) (383) (19) 498 (116)

64 64 (36) (49) (37) (58) (0)

140 957 1.097 (185) (189) (299) 9 433 (69)

(71) (1) 2 (70) -

845 2.103 2.948 (910) (507) (720) (8) 803 (185)

1.321 39.544 40.544 (15.957) (1.706) (5.064) (319) (1.301) 16.197 (5.384)

213 18 231 (126) (120) (15) (12)

Custos de produção (2) Despesas de exploração Depreciação, exaustão e amortização Impairment Outras despesas operacionais Resultados antes do imposto de renda Despesas de imposto de renda Resultados das operações (líquidos de overhead corporativo e de juros)

10.094

382

(58)

364

(70)

618

10.713

(27)

(1) Não inclui US$1.181 (US$3.067 para 2008 e US$2.213 para 2007) relativos a atividades de prospecção de campos para os quais a Petrobras não é capaz de determinar a quantidade da reserva. Este valor relacionado principalmente ao volume de gás está incluído nas receitas operacionais líquidas da Petrobras no montante de US$38.777 (US$59.024 para 2008 e US$41.991 para 2007), referentes ao segmento E&P Brasil (Nota 22). (2) Não inclui US$1.282 (US$3.111 para 2008 e US$2.149 para 2007) relativos a atividades de prospecção de campos para os quais a Petrobras não é capaz de determinar a quantidade da reserva. Este valor, relacionado principalmente ao volume de gás seco, está incluído no custo de vendas da Petrobras, no montante de US$16.329 (US$21.130 para 2008 e US$15.147 para 2007), referente ao segmento E&P Brasil (Ver Nota 22).

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) (iii) Resultados das atividades de produção de petróleo e gás (Continuação) Investimentos pelo método de equivalência patrimonial Total 47

31 de dezembro de 2008 Receitas liquidas: Vendas a terceiros Intersegmentos (1)

Brasil 973 54.983 55.956

América do Sul 1.152 1.403 2.555 (836) (141) (357) (5) (181) 1.035 (265) 770

Entidades consolidadas América do Norte África 139 139 (42) (106) (35) (115) (159) (13) (172) 91 55 146 (23) (128) (27) (3) 9 (26) 12 (14)

Outras (97) (97) (97)

Internacional 1.382 1.458 2.840 (901) (472) (419) (123) (172) 753 (266) 487

Total 2.355 56.441 58.796 (18.920) (1.775) (3.963) (294) (289) 33.555 (11.419) 22.136

Custos de produção (2) Despesas de exploração Depreciação, exaustão e amortização Impairment Outras despesas operacionais Resultados antes do imposto de renda Despesas de imposto de renda Resultados das operações (líquidos de overhead corporativo e de juros) 31 de dezembro de 2007 Receitas liquidas: Vendas a terceiros Intersegmentos(1) Custos de produção (2) Despesas de exploração Depreciação, exaustão e amortização Impairment Outras despesas operacionais Resultados antes do imposto de renda Despesas de imposto de renda Resultados das operações (líquidos de overhead corporativo e de juros)

(18.019) (1.303) (3.544) (171) (117) 32.802 (11.153) 21.649

2.455 37.323 39.778 (12.998) (648) (3.335) (26) (245) 22.526 (7.659) 14.867

852 1.413 2.265 (830) (110) (305) (164) (78) 778 (153) 625

284 284 (66) (311) (117) (47) (257) (81) (338)

60 60 (36) (109) (10) (16) (111) (9) (120)

(245) (245) (245)

1.136 1.473 2.609 (932) (775) (432) (227) (78) 165 (243) (78)

3.591 38.796 42.387 (13.930) (1.423) (3.767) (253) (323) 22.691 (7.902) 14.789

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(1) Não inclui US$1.181 (US$3.067 para 2008 e US$2.213 para 2007) relativos a atividades de prospecção de campos para os quais a Petrobras não é capaz de determinar a quantidade da reserva. Este valor relacionado principalmente ao volume de gás está incluído nas receitas operacionais líquidas da Petrobras no montante de US$38.777 (US$59.024 para 2008 e US$41.991 para 2007), referentes ao segmento E&P Brasil (Nota 22). (2) Não inclui US$1.282 (US$3.111 para 2008 e US$2.149 para 2007) relativos a atividades de prospecção de campos para os quais a Petrobras não é capaz de determinar a quantidade da reserva. Este valor, relacionado principalmente ao volume de gás seco, está incluído no custo de vendas da Petrobras, no montante de US$16.329 (US$21.130 para 2008 e US$15.147 para 2007) referente ao segmento E&P Brasil (Ver Nota 22). 137

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE PETRÓLEO E GÁS EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO (NÃO AUDITADA) Em milhões de dólares norte-americanos (exceto quando especificamente indicado) (iv) Informações sobre quantidade de reservas As reservas de petróleo e gás provadas líquidas estimadas pela Companhia e as correspondentes movimentações para 2009, 2008 e 2007 estão apresentadas na tabela a seguir. As reservas provadas foram estimadas por engenheiros especialistas da Companhia, em conformidade com as definições de reservas definidas pela Securities and Exchange Commission. As reservas provadas de petróleo e gás são aquelas quantidades de petróleo e gás que, pela análise das geociências e da engenharia, pode ser estimadas com razoável certeza para serem economicamente viáveis - a partir de uma determinada data, baseado em reservatórios conhecidos, e sob condições econômicas, métodos operacionais e regulamentações governamentais – previamente do período de determinação dos contratos que prevêem o direito da operação expirar, a menos que existam evidências de que a renovação é quase certa, independentemente dos métodos determinísticos ou probabilísticos usados para a estimativa. O projeto para extrair os hidrocarbonetos deve ter iniciado ou o operador deve estar razoavelmente certo de que ele irá iniciar o projeto num prazo razoável. As reservas de petróleo e gás desenvolvidas são reservas de qualquer categoria que podem ser recuperadas: (i) através de poços existentes com os equipamentos existentes e métodos de funcionamento ou em que o custo do equipamento necessário é relativamente menor comparado com o custo de um novo poço e (ii) através de equipamentos de extração instalados e infra estrutura operacional, no momento da estimativa das reservas se a extração é realizada sem envolver poço. Em alguns casos, há a necessidade de novos investimentos substanciais em poços adicionais e equipamentos para recuperação dessas reservas provadas. Devido às incertezas inerentes e aos dados limitados sobre as reservas, as estimativas das reservas estão sujeitas a ajustes à medida que se obtém conhecimento de novas informações. As reservas comprovadas na Bolívia não foram classificadas como tal em 2009 devido à nova Constituição Boliviana, que não permite a divulgação das reservas estimadas em propriedades sob sua autoridade. O saldo inicial das reservas comprovadas na Bolívia para 2009 foi ajustado no item "Revisões de estimativas anteriores”.

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