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INSTITUTO BRASILEIRO DE HIPNOSE

Curso de Formação em Hipnose Clínica

Aron Édson Nogueira Giffoni Barbosa

2018
HIPNOSE E PSICOTERAPIA: INTERSEÇÕES
Aron Giffoni

INTRODUÇÃO
Falar sobre hipnose hoje em dia é mais fácil do que antes. Temos várias pessoas
divulgando-a pelas diversas redes sociais existentes, e isso é um fator muito positivo, pois
quebra um pouco a misticidade e oculticidade que insistem em andar junto com a hipnose. No
entanto, a falta de informação ainda é fator de descredenciamento da técnica. Mesmo com a
ampla divulgação, ainda enfrentamos muitos preconceitos que prejudicam a pesquisa e a
atuação na área, principalmente dentro do universo acadêmico.
Muita dessa aversão vem do fato de que Freud utilizava a técnica e, em algum
momento, abandonou, para desenvolver mais abertamente a associação livre. Como bem diz
Neubern (2006), a Hipnose virou tema maldito para a psicologia clínica, uma vez que jamais
poderia atingir, de fato, a causa dos problemas.
Com o avanço da ciência e das ideias, o quadro se modificou um pouco. Alguns
conselhos profissionais passaram a reconhecer a Hipnose como ferramenta auxiliar para
diversos tratamentos. O Conselho Federal de Psicologia – CFP reconheceu oficialmente a
técnica com a publicação da Resolução 0013/2000, o que dá respaldo aos profissionais da
Psicologia para utilizarem a técnica para auxiliar seus pacientes.
Tentarei discutir aqui a importância da Hipnose para a Psicologia Clínica, onde ela
pode atuar e em quais situações. Essa discussão é importante, principalmente no momento
atual, onde a hipnose foi envolvida numa polêmica atuação novelística. Esse envolvimento
comprometeu os avanços conquistados a respeito da validade e cientificidade da técnica, e
também sobre a execução de terapias por coachings. Esse acontecimento provocou a ira dos
profissionais da Psicologia, e consequentemente do CFP, que emitiu nota de repúdio à forma
com que foi tratada na novela uma situação de abuso sexual.
A hipnose tem se mostrado como uma ferramenta crucial para o tratamento de
diversas situações, e o objetivo aqui é ampliar essa eficácia para outros meios, principalmente
o acadêmico, local que reproduz ainda uma certa descrença acerca da técnica, e por esse
motivo, não desperta o interesse pelo aprendizado e pelo conhecimento da Hipnose.


Aron Giffoni é Antropólogo e Especialista em Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente
cursa o 9º período de Psicologia no Centro Universitário Estácio de Sá em Juiz de Fora – MG, e é aluno
concluinte do Curso de Formação em Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnose - IBH.
HIPNOSE E PSICOTERAPIA
De acordo com Cordioli (2008), psicoterapia “é um método de tratamento realizado
por um profissional treinado, com o objetivo de reduzir ou remover um problema, queixa ou
transtorno definido de um paciente ou cliente que deliberadamente busca ajuda” (p.21). Nos
apoiaremos nesta definição para relacionar o uso da hipnose na psicoterapia, uma vez que a
proposta da hipnose enquanto ferramenta terapêutica é, justamente, auxiliar o profissional
para ajudar os seus pacientes nas mais diversas situações, seja ela reduzir ou remover um
problema.
A hipnose é um estado alterado de consciência onde a mente do sujeito possibilita a
ocorrência de alguns fenômenos que, em vigília, seriam mais difíceis de ocorrer. De acordo
com Ferreira (2011), o paciente redistribui a sua atenção, aumenta a disponibilidade para o
reavivamento e lembrança de memórias passadas já esquecidas, aumenta a sugestionabilidade,
ou seja, todos os fatores que a hipnose produz rebaixam a defesa consciente do sujeito, o que
possibilita uma intervenção mais eficaz. Além disso, durante a hipnose, o paciente pode
apresentar modificações na motricidade, modificações metabólicas e no sistema imunológico,
modificação na percepção pelos órgãos do sentido, alteração das funções mentais e das
sensibilidades, modificações na interpretação de acontecimentos e modificação nos hábitos
(Ferreira, 2011).
Tendo uma breve noção do que é psicoterapia e hipnose, podemos agora relacioná-los.
Trataremos aqui, especificamente, dos usos da hipnose na psicoterapia e no psicodrama, além
de uma breve apresentação de aspectos da abordagem ericksoniana. Não é intenção aqui uma
explanação extensa da técnica ericksoniana, e sim a exposição de uma possibilidade, que
ficará a cargo do terapeuta.

PSICOTERAPIA
De acordo com Ferreira (2011), a decisão de usar a Hipnoterapia como norteador da
psicoterapia deve ser em comum acordo com o paciente, devendo ele ser avisado e
psicoeducado para que entenda o processo e facilite o transe hipnótico.
Ainda, Ferreira (2011) destaca que a partir da dissociação provocada pela Hipnose,
podemos provocar no paciente uma divisão clara entre o funcionamento mental consciente e o
funcionamento mental não consciente. Segundo ele, ”é possível que uma parte do cérebro
registre uma informação transmitida dentro dos limites perceptíveis do consciente, mesmo
que o paciente não esteja conscientemente prestando atenção a essa informação, e é possível
depois recuperar essa informação” (p. 785). Ou seja, separar o EU que observa do EU que
experiencia algo facilita ao paciente que compreenda melhor determinadas situações, e não
vivencie, de fato, sentimentos e emoções que porventura podem vir a se manifestarem.
As induções
Podemos dividir as induções em duas escolas, quais sejam, hipnose clássica e hipnose
ericksoniana. Na escola clássica, temos as induções diretas, ou seja, aquelas que dão
comandos específicos para o rebaixamento da consciência, com técnicas de relaxamento
progressivo, ou técnicas de exaustão, ou de choque. Já a hipnose ericksoniana possui outro
desdobramento, que detalho a seguir.
De acordo com Ferreira (2011), o psiquiatra americano Milton Erickson revolucionou
a hipnologia do século XX, quando cria uma abordagem totalmente diferente do que se tinha
até então. A abordagem interativa centrada no paciente é uma indução indireta, interativa e
sugestiva, o que permite ao paciente ter escolhas durante o processo. Ela é também centrada
no cliente, ou seja, faz-se necessária a observação de todas as reações, comportamentos e
emoções do paciente, pois isso será utilizado no tratamento e no decorrer da hipnoterapia. De
acordo com Erickson (apud Ferreira, 2011), “a tarefa do terapeuta é provocar no paciente um
processo de ressíntese interna, a partir do qual pode proceder efetivos resultados” (p.29). Ou
seja, a partir das reações, das respostas que o paciente dará, podemos colher um importante
material que poderá ser usado no futuro, dependendo dos objetivos terapêuticos.
Segundo Araújo (2013), pela abordagem ericksoniana o cliente acessa os processos
inconscientes, liga-se a eles e passa a utilizá-los para ressignificar diversos outros processos,
que trarão um bem-estar psíquico. Também conhecida como hipnose conversacional, a
abordagem ericksoniana leva o cliente a um estado se relaxamento por meio de conversas
normais (ou naturais) embutidas dentro de estratégias específicas desenvolvidas por Erickson.
A seguir apresentaremos algumas técnicas de hipnoterapia sugeridas por Ferreira
(2011). Vale ressaltar que todas as técnicas são precedidas por muito estudo técnico sobre a
estrutura da consulta, anamnese, etc., além de conhecimentos aprofundados em induções
variadas. É importante ressaltar este ponto para que as técnicas a seguir não pareçam
simplistas demais. Também é ponto importante a se discutir a regressão a vidas passadas. É
consensual o entendimento científico de que, caso o paciente apresente um material
relacionado a outras vidas, trata-se única e exclusivamente de criatividade mental deste
paciente, e um bom terapeuta saberá aproveitar o material e verificar as associações.
Veremos a seguir cada uma delas brevemente, pois não é intenção aqui criar um
manual de hipnoterapia e psicoterapia.
Hipnografia: indicada para pacientes que tem dificuldades para se expressarem
oralmente. Nesta técnica o paciente expressa suas emoções pela pintura. Após colocar o
paciente em relaxamento profundo, estimula-se movimentos automáticos dos braços, e com
uma tela de pintura a sua frente, pede-se para que o mesmo pinte o que vier à mente. O
terapeuta dialoga com o paciente ainda sob hipnose, para verificar quais associações serão
feitas por ele (p. 786).
Hipnoplastia: técnica parecida com a Hipnografia, onde o paciente irá se expressar
pela modelagem, seja com argila, massa de modelar ou outros. As associações também são
verificadas com o paciente em transe (p.786).
Indução de sonhos: com o paciente em transe, dá-se uma sugestão pós-hipnótica
indireta1 para que ele sonhe com algum assunto específico ou com algum assunto que o esteja
preocupando, e que se lembre dele para conta-lo na próxima consulta (p.787).
Escrita automática: esta técnica também é indicada para pacientes com dificuldade
em falar. Aqui o paciente se expressa por meio da escrita, e além de servir para associações
futuras, é muito utilizada para situações em que nomes, locais e números foram esquecidos.
Essa técnica é comumente usada com testemunhas que precisam se lembrar de algo e não
conseguem. Com o paciente sob hipnose, pede-se que escreva automaticamente o que é
necessário (p.788).
Associação de ideias: solicita-se ao paciente que fale aleatoriamente, o que vier a sua
cabeça. A seguir, o hipnólogo pronuncia uma série de palavras e pede para que o paciente
diga imediatamente o que está em sua cabeça. Durante a hipnose reduz-se a resistência do
sujeito, e o terapeuta deve ficar atento às possíveis associações que farão sentido ao caso do
paciente (p.789).
Hipnoterapia analítica: indicada para a recuperação de experiências, memórias e
afetos reprimidos do paciente. Faz uso das técnicas acima mencionadas, além da regressão de
idade. Aqui é frequente a dissociação do EU observador e do EU participante (p.789).
Relembrança e revivificação: formas de acesso a conteúdos reprimidos do
funcionamento mental. Enquadram-se aqui as regressões (p. 790).
Terapia Cognitivo – Comportamental: conhecida também como hipnoterapia
cognitiva, esta abordagem reforça os pressupostos de que os problemas psicológicos são
resultados de cognições disfuncionais. Aqui, tudo que é feito sob hipnose pode ser feito sem

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Entende-se por sugestão pós-hipnótica aquela que é dada durante a hipnose, mas o seu efeito se dará após o
término da consulta, com instruções para serem executadas fora do consultório.
ela. Utiliza-se principalmente para a modificação de padrões de pensamento disfuncionais,
crenças e declarações negativas (p. 790).
Técnica fracionada (dentro e fora): o paciente é submetido ao transe, onde busca-se
material relacionado à problemática que ele traz, e logo após é posto em vigília para que o
conteúdo seja discutido. Isso torna-se um ciclo durante a sessão. O importante aqui é a
discussão em vigília (p.792).
Hipnossíntese: nesta técnica considera-se que o paciente, por si só, é capaz de
descobrir o seu problema e de encontrar uma solução para ele. Após a indução, o paciente é
orientado a desfrutar da hipnose como quiser, e se caso sinta-se como se estivesse falando,
que continue. O paciente fica cerca de 30 minutos no transe, e depois é retirado (p.792).

PSICODRAMA E HIPNODRAMA
Trataremos aqui de mostrar os usos da hipnose adaptados ao Psicodrama. A partir de
leituras direcionadas para a atuação na clínica, percebi que a hipnose poderia ser usada além
do Hipnodrama proposto por Moreno (1984). Falamos aqui do Psicodrama Bipessoal,
explorado neste texto a partir da obra de Rosa Cukier.
Moreno (1984) afirma que o uso da hipnose no psicodrama foi por acidente.
Desintencionado, acabou por colocar uma paciente em transe apenas por usar um discurso
psicodramático mais diretivo. Essa paciente tinha dificuldades em dramatizar a sua questão, e
com o transe, foi possível a encenação, como uso dos egos auxiliares2. O hipnotizador é o
próprio diretor do psicodrama, que induz o paciente ao transe através de uma sugestão verbal
relacionada com a cena que será dramatizada. Portanto, durante a cena, o paciente não será
sugestionado ou passará por alguma técnica. Ele será transformado em um ator, e por estar
com as defesas rebaixadas, representará mais facilmente o que se pretende. Segundo Moreno
(1984), “a rotina comum da hipnose de apresentar ordens verbais simples para o sujeito é
transformada, no experimento hipnodramático, num psicodrama completo” (p.26).
O psicodrama bipessoal tem outra forma de trabalho. De acordo com Cukier (1992),
psicodrama bipessoal é uma abordagem terapêutica, com origem no psicodrama, que dispensa
o uso de egos auxiliares, e se desdobra numa condição bipessoal apenas, ou seja, terapeuta e
paciente. A atuação não se dá com plateia, o que favorece a imersão do paciente no processo e
na execução das técnicas.

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Moreno fazia sessões de psicodrama num palco. Sempre que achava necessário, convidava membros da plateia
para que cumprissem papéis na dramatização. Estes eram chamados de egos auxiliares.
Neste caso, falaremos do uso da hipnose durante o aquecimento do paciente. Durante
o aquecimento, a tarefa do terapeuta é desligar o paciente dos fatores que podem atrapalhá-lo
durante a dramatização. Esses fatores vão desde os ruídos do ambiente até as questões mais
complexas que se desenrolaram no dia do paciente, e que estão de forma latente em seus
pensamentos.
Dentre as técnicas de aquecimento, podemos utilizar a hipnose para relaxar mais ainda
o paciente, podendo executar determinadas ações estando em transe. Cukier (1992) explana
diversas técnicas de aquecimento, e é a partir delas que seguiremos no texto. São elas:
Aquecimento inespecífico verbal: este aquecimento é aquela primeira verbalização
que o paciente faz quando chega ao consultório. A partir dela é que o terapeuta saberá quais
são as questões do paciente naquele momento. O terapeuta pode auxiliar o paciente com um
relaxamento progressivo antes desse momento, para que, com as defesas rebaixadas, possa
falar mais abertamente.
Aquecimento inespecífico em movimento: neste aquecimento, o terapeuta estimula o
paciente a se movimentar livremente ou com movimentos específicos indicados por ele. Pode-
se observar determinadas regiões que estão mais tensas, para que posteriormente sejam
descontraídas. Novamente aqui, a partir de uma indução, podemos colocar o paciente em
algum lugar específico e seguro, de agrado dele, e a partir daí iniciar um relaxamento com
base em movimentos do tipo caminhar, alongar, massagear, respirar, andar no quente e no
frio, andar em reta e curva, entre outros. Tudo isso pode ser feito com o paciente em transe.
Aquecimento específico: se dá quando o terapeuta já sabe qual recurso irá utilizar,
com objetivos específicos que irão preparar o paciente para a dramatização. Os aquecimentos
específicos são a cena aberta e o psicodrama interno.
Cena aberta: trata-se da caracterização da cena, por parte do paciente. Qual é a
situação, o local, os personagens, enfim, todos os detalhes deverão ser colocados aqui. Em
transe, o paciente poderá ser capaz de maximizar esses detalhes, nomes, cores, rostos, etc.
Portanto, pode-se usar qualquer indução antes de iniciar este aquecimento, de modo a
potencializar os resultados.
Psicodrama interno: este aquecimento é o que mais se aproxima da hipnose. Trata-se
de desligar o paciente do mundo externo, e voltar sua atenção para o seu mundo interno. O
objetivo aqui é abrir uma porta para o interno. Com o paciente em transe, pode-se conseguir
uma maior imersão neste mundo interno. Sugerimos aqui, para o melhor aproveitamento do
psicodrama interno, a aplicação da técnica de Autoscopia.
De acordo com Nogueira (2013), a Autoscopia é a “visualização interna do corpo em
estado ampliado de consciência (...). Induzimos o paciente a ver seu órgão interno danificado
para promovermos o reparo dele” (p. 327). Essa visualização interna se dá através da
dissociação do paciente, onde ele deve se ver do tamanho de um comprimido, ao mesmo
tempo em que tem ciência de que está na cadeira, em tamanho natural. Daí ele engole o
comprimido e percorre todo o organismo, por dentro. Essa técnica pode ser usada para
facilitar o paciente nessa visualização interna.

CONCLUSÃO
É muito escassa ainda a literatura que verse sobre os usos da hipnose na psicoterapia
especificamente. O que fizemos aqui foi apresentar alguns tópicos que contribuem
significativamente para a psicoterapia de uma forma geral. Na psicoterapia, contribui
significativamente em situações que o paciente não tenha uma facilidade em se expressar
verbalmente, e em situações em que ocorram deficiência de memória. No psicodrama, auda
diretamente nos processos que preparam o paciente para a dramatização, podendo aumentar a
concentração e a imersão do paciente nas cenas.
A própria Psicologia está se abrindo mais ao tema. Algumas instituições oferecem
capacitação específica para profissionais da área, e é bom que isso aconteça. Hoje vemos
muita mistura de espiritualidades e misticismos com a hipnose usada com respaldo científico
e com um determinado fim, que é auxiliar as pessoas. É fato que há mau uso da ferramenta,
mas cabe a nós, profissionais e futuros profissionais da Psicologia, trabalhar para que, cada
vez mais, a hipnose assuma seu lugar dentro do consultório, atuando de forma incisiva no
tratamento do paciente, e possibilitando um melhor aproveitamento das técnicas e uma
otimização do tempo.

BIBLIOGRAFIA
Araújo, Jovino da Silva Alves. (2013). Técnicas de indução hipnótica na abordagem
ericksoniana. In Ferreira, M. V. C. (Ed.). Manual Brasileiro de Hipnose Clínica (610 pp.).
São Paulo: Editora Atheneu.

Cordioli, Aristides Volpato. (2008). As principais psicoterapias: fundamentos teóricos,


técnicas, indicações e contra-indicações. In Cordioli, A. V. (Org.). Psicoterapias: abordagens
atuais (3 ed. 886 pp.). Porto Alegre: Artmed.

Cukier, Rosa. (1992). Psicodrama bipessoal: sua técnica, seu terapeuta e seu paciente. São
Paulo: Ágora.
Ferreira, Marlus Vinícius Costa. (2011). Hipnose na prática clínica. (2.ed. 883 pp.). São
Paulo: Editora Atheneu.

Moreno, Jacob Levy. (1984). Hipnodrama e psicodrama. São Paulo: Summus.

Neubern, Maurício da Silva. (2006). Hipnose e Psicologia Clínica: retomando a história não
contada. Psicologia: Reflexão e Crítica, 19 (3), 346-354. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/prc/v19n3/a02v19n3.

Nogueira, João Jorge Cabral. (2013). Autoscopia nas fobias e na síndrome do pânico. In
Ferreira, M. V. C. (Ed.). Manual Brasileiro de Hipnose Clínica (610 pp.). São Paulo: Editora
Atheneu.