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M a r c e l o Te n r e i r o | R o b s o n d o s S a n t o s

TTee n r e i r o | S a n t o s
Te r a p i a M a n u a l
nas Disfunções da

at m

Te r a p i a M a n u a l n a s D i s f u n ç õ e s d a AT M
Terapia Manual nas Disfunções da ATM é fundamentado em bases ana-
tômicas, funcionais e clínicas da terapia manual nas disfunções da ar-
ticulação temporomandibular (ATM), e apresenta protocolos modernos
de manipulação nas alterações relacionadas na área.
O livro, que se compõe de oito capítulos, oferece, logo de início uma
sucinta revisão da anatomia da ATM, abordando toda a miologia, a os-
teologia e a inervação dessa região. Além disso, trata de conceitos pro-
fundos de biomecânica craniocervical e temporomandibular que con-
tribuirão sobremaneira para o entendimento dos vários protocolos de
tratamento de terapia manual e cinesioterápicos elucidados nesta obra.
O leitor será capaz de entender a fisiopatologia e a etiologia, como todo
o quadro clínico dessa disfunção. Também irá conhecer vários protocolos
de terapia manual que foram criados com base em conhecimentos da
anatomia e biomecânica da articulação temporomandibular e craniover-
tebral, aliados a uma grande vivência prática adquirida pelos autores em
anos de atendimento aos portadores de tais disfunções.

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OUTROS TÍTULOS DE INTERESSE

2.000 Questões para concursos, 3. ed. O Atuar do Cirurgião-Dentista


Bizu Fisioterapia André Luis Nigre

4.000 Questões para concursos, 2. ed. Odontologia do Trabalho – Construção


Bizu Odontologia e Conhecimento (ABOT)
Eliana da Silva / Isabel Martins (Orgs.)
Interpretação de Exames
Laboratoriais em Fisioterapia Odontologia do Trabalho
Alexandre do Nascimento Justiniano Paula Baptista M. de Mello (Org.)

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Terapia Manual nas Disfunções da ATM
Copyright © 2011 Editora Rubio Ltda.
ISBN 978-85-7771-075-1

Todos os direitos reservados.


É expressamente proibida a reprodução
desta obra, no todo ou em partes,
sem a autorização por escrito da Editora.

Produção e Capa
Equipe Rubio

Editoração Eletrônica
Cristiana Ribas

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Terapia manual nas disfunções da ATM / Marcelo Tenreiro Jesus da Silva, Robson
Silva dos Santos. -- Rio de Janeiro : Editora Rubio, 2011.

Bibliografia
ISBN 978-85-7771-075-1

1. Articulação temporomandibular 2. Articulação temporomandibular - Distúrbios - Diagnóstico


3. Articulação temporomandibular - Distúrbios - Diagnóstico - Tratamento I. Silva, Marcelo
Tenreiro Jesus da. II. Santos, Robson Silva dos. III. Título.

11-02985 CDD-617.643

Índices para catálogo sistemático:


1. Articulação temporomandibular : Disfunções : Odontologia 617.643

Editora Rubio Ltda.


Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo
20021-120 – Rio de Janeiro – RJ
Telefax: 55 (21) 2262-3779 • 2262-1783
E-mail: rubio@rubio.com.br
www.rubio.com.br

Impresso no Brasil
Printed in Brazil

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Autores

Marcelo Tenreiro Jesus da Silva


■ Fisioterapeuta graduado pela Faculdade de Reabilitação da ASCE (FRASCE), RJ.
■ Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia Traumato-Ortopédica Funcional
pela Universidade Castelo Branco (UCB), RJ.
■ Coordenador do curso de pós-graduação em Fisioterapia nas disfunções da co-
luna vertebral e temporomandibulares da empresa Fisicursos, com chancela da
Universidade Paulista (UNIP).
■ Professor convidado dos programas de pós-graduação de Cirurgia Bucomaxi-
lofacial, Implantodontia e Prótese Dentária da Faculdade de Odontologia de
Valença (FAA) e em Ortodontia da Associação Brasileira de Odontologia (ABO
– regional Valença), RJ.
■ Professor das disciplinas de Fisioterapia nas Disfunções da Articulação Tempo-
romandibular (ATM) e Quiropraxia dos programas de pós-graduação em Fisio-
terapia Traumato-Ortopédica da FRASCE; do Instituto Flor de Lótus, com chan-
cela da Universidade Gama Filho (UGF), RJ; da Universidade Iguaçu (UNIG),
RJ; e Fisicursos, com chancela da UNIP.
■ Ministrante de cursos, palestras e eventos sobre o tratamento fisioterápico nas
disfunções cervicocraniomandibulares e sobre euiropraxia em várias institui-
ções de ensino no Brasil e em Portugal.
■ Fisioterapeuta da Prefeitura de Valença, da prefeitura de Magé e do Centro de
Estudos Valenciano em Odontologia (CEVO) e ex-fisioterapeuta do Instituto
Nacional do Câncer (INCA) e do Centro de Deformidades Faciais de Valença
(CEFIVA) da FAA, RJ.

Robson Silva dos Santos


■ Fisioterapeuta graduado pela Faculdade de Reabilitação da ASCE (FRASCE), RJ.
■ Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia nas disfunções vertebrais e cra-
niomandibulares pelo CEDDA Day Hospital, SP.
■ Fisioterapeuta responsável técnico da Clínica Portugal, RJ.
■ Proprietário da clínica Consultório do Corpo, RJ.
■ Palestrante sobre Fisioterapia nas disfunções da ATM em várias instituições de
ensino e em eventos das áreas de Fisioterapia e Odontologia.
■ Cursando Osteopatia pela Escola de Osteopatia de Madri.

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Colaborador

Hermínio Marcos Teixeira Gonçalves (Capítulo 8)

■ Graduado em Fisioterapia pelas Faculdades Integradas (FISA) da Fundação


Municipal de Educação e Cultura (FUNEC) de Santa Fé do Sul, SP.
■ Especialista (pós-graduação) em Fisiologia do Exercício pela IMBRAPE/
FUNEC, em Terapia Manual e Postural pelo Centro Universitário de Maringá
(CESUMAR, PR) e em Terapia Manual e Técnicas Osteopáticas pela Universi-
dade do Norte do Paraná/Faculdade de Educação Física e Fisioterapia de Jaca-
rezinho (UENP/FAEFIJA).
■ Formação Internacional em Terapia Manual e Postural pela Escola de Terapia
Manual e Postural/ Orthopaedic Medicine International (ETMP/OMI), PR.
■ Formação em Terapia Manual Global e Analítica pelo Instituto Docusse de Os-
teopatia e Terapia Manual (IDOT).
■ Professor de Reabilitação Vestibular do Centro Científico Cultural Brasileiro de
Fisioterapia (CBF), SP e RJ.
■ Ministrante de diversos cursos e palestras sobre Terapia Manual, Osteopatia e
Reabilitação Vestibular.

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Dedicatória

Dedico este trabalho a minha filha Ana Carolina e a toda a minha


família, amigos e pacientes que sempre estiveram ao meu lado
me encorajando e me inspirando a concluir esta obra, idealizada
em prol da nobre missão de aliviar a dor e o sofrimento humanos.

Marcelo Tenreiro

Dedico esta obra a minha mãe, Maria Marli, sempre incansável


na minha educação e formação; a minha esposa Lizia, que me
proporcionou incentivo permanente nos momentos mais difíceis
deste trabalho e infinita compreensão; a minha tia Maria Ilma,
que sempre vibrou comigo e também ajudou na minha formação;
a meu pai João Ronaldo, cujos apoio e solicitude foram inesti-
máveis; a meu irmão Roberto, sempre presente; e a minhas avós
Jovenilha e Deusdete.

Robson Santos

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Agradecimentos

Agradeço em primeiro lugar a Deus, que nos mostra a razão de


viver, e em especial a meus pais Gilberto e Marly, que sempre se
esforçaram e se dedicaram para que eu realizasse meus sonhos.
Agradeço também a minha tia Yvone, que sempre me estimu-
lou e respeitou minhas metas e ideais, e a minha esposa Grayce,
permanente incentivadora dos meus projetos, dando-me força e
carinho nos momentos mais difíceis da vida.

Marcelo Tenreiro

A Deus, toda honra, glória e louvor, pois é só quem permite todas


as coisas. Ele me deu esta oportunidade e me permitiu concluir
o presente trabalho. Agradeço também a todos os pacientes, que
confiaram a mim sua saúde e permitiram que eu pudesse contri-
buir para a cura ou para a melhora de sua qualidade de vida. E,
mais uma vez, agradeço a minha mãe Maria Marli, a quem muito
amo, a minha linda esposa Lizia, sempre a meu lado, e a minha
tia Maria Ilma, incentivadora e amiga.

Robson Santos

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Prefácio

Este livro, composto de oito capítulos, é fundamentado em bases


anatômicas, funcionais e clínicas a respeito da terapia manual nas
disfunções da articulação temporomandibular (ATM), apresen-
tando protocolos modernos de manipulação nas alterações rela-
cionadas na área. Por isso, acredito que esta obra venha a preen-
cher uma lacuna na Fisioterapia.
A iniciativa de os professores Marcelo Tenreiro e Robson
Santos lançarem um livro sobre disfunções da ATM foi muito
feliz em virtude de o assunto ser de grande interesse para os
fisioterapeutas e demais profissionais que lidam com essas dis-
funções na clínica.
Os temas dos diversos capítulos oferecem um conteúdo extre-
mamente interessante e premiam o leitor ou o estudioso da espe-
cialidade com assuntos de muita relevância clínica.
O lançamento deste livro acontece em um momento de matu-
ridade científica e profissional dos professores Marcelo Tenreiro
e Robson Santos, e, com certeza, contribuirá muito para auxiliar
os profissionais que atuam nesta área.
Por fim, não poderia deixar de enfatizar o quanto a formação
científica do professor Marcelo é confiável, como também sua
dedicação aos assuntos vinculados às disfunções cervicocranio-
mandibulares, que sempre foi efetiva e extremamente positiva em
um momento em que pouco se pesquisava e falava sobre este
tema. Ele se dedicou com afinco, tornando-se referência regional,
nacional e internacional.
Assim, agradeço a oportunidade de prefaciar esta obra e
parabenizo os professores pela iniciativa. Por mais atuais que

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sejam as abordagens dos assuntos deste livro, tenho certeza
de que será para eles mais um estímulo para continuarem a es-
tudar, pesquisar e divulgar seus conhecimentos a seus alunos
e nos mais variados eventos científicos dos quais participam.

Fabrício Le Draper Vieira


Doutor em Ciências Medicinais pela Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
pela Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), SP.
Professor Adjunto da Universidade Severino Sombra (USS), RJ.
Coordenador da Especialização em Implantondontia do Centro
de Estudos Valenciano Odontológico da USS.

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Apresentação

Terapia manual nas disfunções da ATM representa o anseio de


fisioterapeutas, acadêmicos de fisioterapia e demais profissionais
de saúde que se dedicam ao tratamento e ao estudo das disfun-
ções cervicocraniomandibulares, buscando um material objetivo
e prático de consulta tanto no campo assistencial quanto na pro-
dução de trabalhos científicos.
O livro apresenta uma sucinta revisão da anatomia da ATM,
abordando toda a miologia, osteologia e inervação dessa região,
assim como conceitos profundos de biomecânica craniocervical e
temporomandibular que contribuirão sobremaneira para o enten-
dimento dos vários protocolos de tratamento de terapia manual
e cinesioterápicos elucidados nesta obra. O leitor ainda terá a
oportunidade de entender a fisiopatologia e a etiologia, além de
todo o quadro clínico dessa disfunção. Focamos também como
as alterações posturais e disfunções cervicais atuam de forma ex-
tremamente significativa sobre as algias temporomandibulares e
vice-versa, reafirmando a importância da visão global do ser para
o sucesso do tratamento.
Esta obra também valoriza muito a ação dos recursos te-
rapêuticos manuais que, em minha opinião, representam o
maior diferencial do fisioterapeuta em comparação com outros
profissionais, demonstrando a sensibilidade magnífica e única
que temos em nossas mãos. Tal fato leva nossos pacientes a
classificarem nossas manobras como “passes de mágica”, pois
conseguimos livrá-los das dores com toques precisos, sutis e,
principalmente, sem qualquer reação adversa que outras tera-
pias, como a medicamentosa e a cirúrgica, podem apresentar.

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É lógico que não poderíamos deixar de citar brevemente alguns
recursos eletrotermofototerápicos que auxiliam em muito nos-
sos tratamentos, contribuindo para a melhora e a resolução dos
quadros inflamatórios e álgicos comuns nessa patologia.
Para finalizar, creio que a melhor conduta fisioterapêutica para
tratar as disfunções cervicocraniomandibulares seja a que apre-
sente os melhores resultados clínicos –, tanto no sentido do alívio
sintomatológico como no de recuperação funcional em um curto
período –, e que esteja embasada em conhecimentos científicos
associados a uma grande vivência prática. Portanto, o leitor deste
livro terá a oportunidade de conhecer vários protocolos de terapia
manual que foram criados com base em conhecimentos profundos
da anatomia e biomecânica da articulação temporomandibular e
craniovertebral, aliados a uma grande vivência prática adquirida
por mim e pelo Prof. Robson em anos de atendimento aos porta-
dores de tal disfunção.

Marcelo Tenreiro Jesus da Silva

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Índice

Capítulo 1
Anatomia Funcional e Biomecânica da Articulação
Temporomandibular 1
Introdução .................................................................................................................................. 1
Osteologia ................................................................................................................................. 2
Vascularização e Inervação ............................................................................................ 7
Músculos da Mastigação ................................................................................................. 7
Biomecânica da ATM .......................................................................................................... 13

Capítulo 2
Relação da Coluna Cervical com a Articulação
Temporomandibular 17
Introdução .................................................................................................................................. 17
Musculatura Cervical .......................................................................................................... 18
Influência da Má Postura Cervical e Global na ATM ...................................... 25

Capítulo 3
Disfunções da Articulação Temporomandibular 33
Introdução .................................................................................................................................. 33
Etiologia ....................................................................................................................................... 34
Epidemiologia .......................................................................................................................... 35
Sintomatologia ........................................................................................................................ 37
Tipos de Disfunções da Articulação Temporomandibular ................................ 38
Respiração Versus ATM .................................................................................................... 45

Capítulo 4
Avaliação das Disfunções Cervicocraniomandibulares 47
Introdução .................................................................................................................................. 47
Anamnese .................................................................................................................................. 48
Exame Físico ............................................................................................................................ 49

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Capítulo 5
Tratamento do Complexo Craniovertebral 65
Introdução ................................................................................................................................. 65
Tratamentos do Complexo Craniovertebral por Meio
da Terapia Manual ................................................................................................................ 66

Capítulo 6
Tratamento Miofascial nas Disfunções
Cervicocraniomandibulares 79
Introdução ................................................................................................................................. 79
Principais Técnicas de Tratamento Miofascial .................................................. 80
Tratamento Miofascial dos Músculos da Mastigação ................................. 81
Tratamento Miofascial de Músculos Faciais ...................................................... 94
Tratamento Miofascial dos Músculos Cervicais
e da Cintura Escapular ....................................................................................................... 102
Alongamento dos Músculos Cervicais Anteriores com Protrusão
Mandibular Associada ....................................................................................................... 109

Capítulo 7
Tratamento do Complexo Temporomandibular 111
Introdução ................................................................................................................................. 111
Técnicas Manuais Articulares na ATM .................................................................... 112
Noções do Tratamento de Fisioterapia e Terapia Manual
nos Pós-Operatórios de Cirurgias Bucomaxilofaciais ................................. 121

Capítulo 8
Terapia Craniana nas Disfunções da Articulação
Temporomandibular 129
Introdução ................................................................................................................................. 129
Movimento Respiratório Primário .............................................................................. 130
Resumo da Anatomia Craniana .................................................................................. 132
Biomecânica da Mandíbula Durante o
Movimento Respiratório Primário .............................................................................. 134
Avaliação Craniana Específica .................................................................................... 134
Noções do Tratamento ..................................................................................................... 134
Mecânica Craniana Versus
Alterações da Articulação Temporomandibular .............................................. 135

Referências 139
Índice Remissivo 147

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Capítulo

1
Anatomia Funcional e Biomecânica
da Articulação Temporomandibular

Tópicos Abordados Introdução


Osteologia específica Este capítulo tem como objetivo trans-
Anatomia do disco articular mitir de maneira objetiva conhecimen-
Superfícies articulares tos de anatomia e biomecânica da arti-
Inervação e vascularização culação temporomandibular (ATM) que
Principais ligamentos serão extremamente importantes para a
Miologia específica elaboração de um programa bem-suce-
Biomecânica específica da ATM dido de terapia manual.
Abordaremos os principais múscu-
los, ligamentos, ossos, nervos e vasos
que atuam na ATM e a complexa bio-
mecânica desta articulação, que se dife-
rencia, em muitos aspectos, das demais
articulações do corpo, já que apresenta
aspectos morfológicos e funcionais úni-
cos e faz parte de um importante siste-
ma que é primariamente responsável
pela mastigação, deglutição e fala, além
de estar intimamente associado à respi-
ração e a estética e expressão facial, ou
seja, o sistema estomatognático, o que
exige do profissional habilitado a tratar
das disfunções da ATM aprofundar-se
na vasta literatura deste assunto. Por
isso, oriento o leitor interessado a ob-
servar a lista de referências bibliográfi-
cas contidas no final do livro.

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2 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Seguiremos didaticamente uma or- mandíbula e apresenta acidentes ósseos


dem, iniciando com o estudo da osteo- importantes, pois são pontos de origem
logia, do disco articular, das superfícies e inserção de tecidos moles fundamen-
articulares, da inervação e vasculariza- tais para a biomecânica temporomandi-
ção, e em seguida dos principais liga- bular, como o ângulo da mandíbula, o
mentos e músculos que atuam sobre a processo condilar (cabeça da mandíbu-
ATM, encerrando com a descrição da la) e o processo coronoide.
biomecânica, quando abordaremos a O osso temporal é dividido em três
interessante cinemática mandibular e partes: escamosa, timpânica e petrosa.
artrocinemática dessa articulação. Ao longo da margem inferior da parte
escamosa, encontra-se o processo zigo-
mático, onde posteriormente e ao longo
Osteologia
de sua margem inferior surge a fossa
Os ossos que compõem a ATM são a mandibular ou glenoide; logo anterior-
mandíbula, que é a parte móvel da ar- mente a ela, encontra-se uma protube-
ticulação, e o temporal fixado no crâ- rância óssea denominada tubérculo ou
nio. A mandíbula, que tem a forma de eminência articular. A fossa mandibu-
“U”, é o único osso móvel do crânio e lar, juntamente com a eminência articu-
sustenta os dentes inferiores. Ela se di- lar e o côndilo, irão formar as superfí-
vide em corpo da mandíbula e ramo da cies articulares da ATM (Figura 1.1).

Figura 1.1 Crânio de perfil

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Anatomia Funcional e Biomecânica da Articulação Temporomandibular 7

e suas ramificações suprindo a maxila,


a mandíbula, os dentes e os músculos
da mastigação, enquanto a artéria tem-
poral superficial supre o couro cabeludo
e o osso temporal (Figura 1.10).
No que se refere à inervação, os nervos
cranianos V e VII são responsáveis pelos
músculos da mastigação e expressão fa-
cial. Portanto, traumatismos, infecções e
doenças dismielinizantes podem provo-
car alterações significativas no sistema
estomatognático, alterando diretamente a
biomecânica temporomandibular.
A inervação, tanto sensorial como
eferente (motora) da ATM e das áreas
adjacentes, é promovida pela divisão
mandibular do nervo trigêmeo (V) (Fi-
gura 1.11). O nervo auriculotemporal,
juntamente com algumas fibras dos ner-
vos massetérico e temporal profundo,
são os responsáveis pela inervação sen-
sorial da ATM. Já os músculos da mas-
tigação, o ventre anterior do digástrico
e o milo-hióideo recebem suprimento
eferente e aferente da mesma divisão
mandibular.
Figura 1.9 Ligamentos acessórios. Ligamento
estilomandibular (1). Ligamento esfenomandi- O digástrico posterior e os músculos
bular (2) da expressão facial recebem inervação
do nervo facial (VII).
Vascularização
e Inervação Músculos da
O principal suprimento vascular para a Mastigação
ATM, os músculos da mastigação e os
Masseter
tecidos moles adjacentes é proveniente
do sistema arterial da carótida externa. Esse músculo, de formato retangular
Esta se divide em artéria maxilar e tem- (Figura 1.12), extremamente forte e po-
poral superficial, com a artéria maxilar tente, tem origem no arco zigomático e

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8 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Figura 1.10 Demonstração da inervação e vascularização da face

Figura 1.11 Nervo trigêmeo

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Anatomia Funcional e Biomecânica da Articulação Temporomandibular 15

Figura 1.17 Resumo da ação muscular e dos movimentos articulares. Mandíbula levemente aberta
(A). Mandíbula amplamente aberta (B)

Figura 1.18 Movimento de lateralidade. Lado de trabalho: côndilo assume uma posição mais supe-
rior e posterior. Lado de balanceio: côndilo assume uma posição mais inferior e anterior

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18 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

bre a influência da má postura cervical equilibrando o crânio sobre a cervical e,


na ATM e vice-versa, e terminaremos consequentemente, a postura mandibu-
explicando a relação da oclusão com a lar (Figura 2.1). Dentre esses músculos,
postura, além de um breve comentário podemos citar o esternocleidomastóideo
sobre síndromes cervicais e cefaleias de (ECM), o trapézio superior, o esplênio
origem cervical. da cabeça, o elevador da escápula, o es-
caleno, o longo do pescoço e cabeça, e
os supra- e infra-hióideos.
Musculatura Cervical
Esses músculos, além de apresenta-
Alguns músculos cervicais atuam de for- rem grande importância no equilíbrio
ma efetiva no sistema estomatognático, postural da cabeça e pescoço, também

Figura 2.1 Músculos cervicais

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Relação da Coluna Cervical com a Articulação Temporomandibular 19

apresentam expressiva importância clí- O elevador da escápula tem origem


nica, pois são focos de dores miofas- entre a primeira e a quarta vertebra, e
ciais extremamente comuns nas disfun- insere-se na escápula; quando contra-
ções cervicocraniomandibulares. ído, traciona a escápula nos sentidos
O ECM (ver Figura 2.1) situa-se ao superior e medial, além de realizar ex-
lado do pescoço e lateral ao trapézio tensão, rotação e flexão lateral para o
superior, sendo formado por duas ca- mesmo lado da cabeça.
beças, uma com origem no esterno, e O longo do pescoço é um músculo
outra na clavícula, que se fundem e se pré-vertebral e localiza-se anteriormen-
dirigem nos sentidos superior, lateral te aos corpos vertebrais e aos processos
e posterior, inserindo-se no processo transversos das vértebras C1 a T3. Atua
mastóideo do temporal e no occipital, como flexor anterior da cabeça, auxilia
atua na flexão lateral (inclinação) da ca- em sua inclinação e ainda pode promo-
beça para o mesmo lado e na rotação ver a retificação da curvatura cervical.
da cabeça para o lado oposto, flexão do Este músculo, juntamente com o longo
pescoço e ligeira extensão da cabeça. da cabeça e o reto anterior da cabeça,
O trapézio superior tem origem na são flexores profundos e desempenham
parte posterior do crânio, na protube- um importante papel na estabilização
rância occipital externa e linha superior cervical.
da nuca, inserindo-se na face lateral da Os músculos infra- e supra-hióideos
clavícula e acrômio, e posteriormente na já foram citados no Capítulo 1, Ana-
espinha da escápula. Sua contração uni- tomia funcional e biomecânica da ar-
lateral resulta na rotação da cabeça para ticulação temporomandibular, e mais
o lado oposto e em sua curvatura para adiante discutiremos a influência desses
trás; já a contração simultânea resulta grupos musculares no equilíbrio do crâ-
em curvatura da cabeça para trás e au- nio, juntamente com os outros múscu-
mento da curvatura cervical (extensão). los já abordados aqui.
O escaleno origina-se no proces- Outra região que deve ser citada, por
so transverso das vértebras cervicais e ser extremamente lesionada em pacien-
insere-se na primeira e segunda costela. tes com disfunção cervicocraniomandi-
Apresenta uma porção anterior, média bular e má postura, é o trígono occipital
e posterior, e, quando em contração (Figura 2.2), encontrado profundamente
unilateral, realiza flexão lateral da cer- nos músculos semiespinais da cabeça
vical; em contração bilateral, auxilia e trapézio superior, formado pelo occi-
na extensão da cabeça e rotação para o pital, pelo processo transverso de C1 e
lado contralateral (porção anterior uni- pela espinhosa de C2, criando um for-
lateralmente). mato de triângulo. Nessa área, passam

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24 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Figura 2.6 Desequilíbrio por tensão na cadeia anterior

muscular dos elevadores mandibulares no masseter, ocorrerá hiperatividade


pode criar tensão, dor e alterações pos- dos músculos suboccipitais, diminuin-
turais na coluna cervical. do os espaços intervertebrais de C0, C1
Durante os movimentos cervicais, e C2, comprimindo o trígono occipital e
algumas alterações também ocorrem criando uma hipomobilidade de cervical
no espaço intra-articular da ATM, mo- alta (C0-C1-C2), o que resulta em hiper-
dificando a posição do côndilo. Na fle- mobilidade de cervical baixa (C3 a C7),
xão cervical, por exemplo, a mandíbu- podendo provocar aumento de processo
la assume uma posição mais anterior, degenerativo destes segmentos, além
promovendo anteriorização do côndilo de dor e desconforto local, associado a
e do disco, como na abertura bucal. Já cefaleia. Podem também ocorrer outros
durante extensão da cabeça, observa-se sintomas, como tonteiras, zumbidos e
posteriorização da mandíbula e conse- náuseas.
quentemente do côndilo e do disco. Deve ficar claro, em relação à ar-
Outro dado para o qual devemos es- ticulação temporomandibular, que a
tar atentos: quando se tem hiperativida- sua mobilidade não é guiada apenas
de de longa data nos músculos elevado- pelos músculos mastigadores, mas
res de mandíbula, como, por exemplo, igualmente pela sinergia de inúmeros

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34 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

vezes, multidisciplinar, com o fisiotera- Hábitos parafuncionais são hábitos


peuta, o dentista, o médico, o psicólogo que, em sua maioria, recebem influên-
e o fonoaudiólogo tendo que trabalhar cia de estímulos do sistema nervoso
em equipe para a efetiva reabilitação do central e provocam contração isométri-
paciente (Figura 3.1). ca sustentada de um determinado gru-
Apesar de a DTM não ser um acha- pamento muscular, o que, consequen-
do recente, ainda são poucos os pro- temente, leva as articulações nas quais
fissionais que se dedicam ao estudo e estes músculos estão inseridos a trabalha-
tratamento dessa enfermidade; por isso, rem sobrecarregadas, diminuindo o espa-
o portador desta patologia percorre um ço intra-articular, o que resulta na intensi-
longo e doloroso caminho até encontrar ficação do quadro degenerativo. Alguns
o tratamento correto de sua doença, fato desses hábitos são: morder unha (uni-
este que leva à cronicidade da DTM na cofagia); morder objetos como lápis e
maioria dos casos. canetas; mascar chicletes; tabagismo;
mastigar alimentos duros constante-
mente; cometer apertamento dentário e
Etiologia
bruxismo (Figura 3.2), ou seja, o aper-
Como já mencionado anteriormente, a tamento noturno, que é a parafunção
DTM é uma patologia de etiologia mul- mais comumente observada nos porta-
tifatorial. Dentre as causas principais, dores de DTM.
podemos citar hábitos parafuncionais, A má postura também é considerada
alterações oclusais, problemas sistêmi- um hábito parafuncional, já que provoca
cos, alterações estruturais, distúrbios igualmente contração isométrica susten-
emocionais e traumas. tada e leva as estruturas intra-articulares
a trabalharem sobrecarregadas.
Alterações oclusais (Figura 3.3),
como falta de dentes (principalmente

Figura 3.1 Intervenção multidisciplinar Figura 3.2 Bruxismo (hábito parafuncional)

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36 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Figura 3.4 Síndrome do chicote cervical (whiplash)

mulheres, em uma proporção estimada saúde, tentam explicar a alta incidência


de cinco mulheres para um homem. dessa patologia no gênero feminino. No
Vale ressaltar que as mudanças hormo- que se refere à idade, a DTM pode es-
nais durante o ciclo menstrual e a gra- tar presente em todas as faixas etárias,
videz, além do estresse e da consciência porém a maior incidência é encontrada
maior em relação aos cuidados com a entre 30 e 40 anos de idade.

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Disfunções da Articulação Temporomandibular 37

Sintomatologia e região anterossuperior do tórax, e até


mesmo alterações oftálmicas e sintomas
A sintomatologia, como citado anterior- autonômicos como: suor, lacrimejamen-
mente, é extremamente diversificada, o to, salivação, tontura, entre outros.
que corriqueiramente provoca erros de
diagnóstico, exigindo muito treinamento
do profissional para diagnosticar esta dis-
função com precisão. Alguns sintomas
clássicos da DTM (Figuras 3.5 a 3.7)
são: cefaleia; ruídos articulares (estalido
e crepitação); limitação de movimentos
e/ou desvios dos movimentos da man-
díbula; dor na ATM e nos músculos da
face. Outros sintomas, menos frequentes,
que podem surgir juntamente com os an-
teriores são: dores de ouvido, zumbidos,
vertigens, fadiga nos músculos faciais,
dores nos dentes, dores cervicais (prin-
cipalmente na região suboccipital), po-
dendo estender-se até a região dorsal alta
Figura 3.6 Pontos de manifestação dos sinto-
mas em região posterior

Figura 3.5 Pontos de manifestação dos sinto- Figura 3.7 Pontos de manifestação dos sinto-
mas em região anterior mas em região lateral

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Avaliação das Disfunções Cervicocraniomandibulares 59

Figura 4.22 Palpação no lon-


go do pescoço

Figura 4.23 Palpação dos


suboccipitais

Figura 4.24 Palpação intra-


oral do tendão do temporal
sob o processo coronoide

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60 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Exame Muscular Específico


Tabela 4.4 Modelo para organização dos da-
Deve-se utilizar a seguinte escala: dos do exame muscular específico
0 = Sem dor.
Direito Esquerdo
1 = Dor leve.
Masseter superficial ( ) ( )
2 = Dor moderada.
( )_______________
3 = Dor intensa.
Masseter profundo ( ) ( )
4 = Presença de ponto gatilho (especi
( )_______________
ficando local da dor irradiada). Temporal ( ) ( )
( )_______________
A Tabela 4.4 mostra como devem ser Tendão do temporal ( ) ( )
organizados os dados referentes ao exa- ( )_______________

me muscular específico. Zona pterigóidea ( ) ( )


( )_______________
Pterigóideo medial ( ) ( )
Avaliação Específica da Cervical ( )_______________
Aponeurose buci- ( ) ( )
O exame minucioso da cervical é ex- nofaríngea
( )_______________
tremamente importante, já que encurta-
ECM ( ) ( )
mentos musculares, desvios ósseos, hi- ( )_______________
pomobilidades articulares, calcificações Trapézio superior ( ) ( )
de estruturas nobres e compressões ner- ( )_______________
vosas serão inúmeras vezes a causa de Escalenos ( ) ( )
DCCM e dores orofaciais. Desse modo, ( )_______________
para se obter um tratamento eficaz, é Elevador da escápula ( ) ( )

necessário inicialmente uma avaliação ( )_______________

precisa das peças ósseas que formam a Digástrico posterior ( ) ( )

cervical, principalmente a cervical alta. ( )_______________


Digástrico anterior ( ) ( )
Veja adiante alguns testes específicos
( )_______________
de avaliação:
Suboccipitais ( ) ( )
Com o terapeuta à frente e o paciente
( )_______________
na posição sentada, observar se há in- Longo do pescoço ( ) ( )
clinação ou rotação de cabeça, o que ( )_______________
sugere alterações altas (Figura 4.25). Semiespinal ( ) ( )
Solicitamos ao paciente movimen- ( )_______________
tos ativos de flexão e extensão (Fi- Hióideos ( ) ( )
gura 4.26) e observamos se os mo- ( )_______________
vimentos são puros e suaves ou se
são acompanhados de inclinação

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70 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Figura 5.4 Posição dos pole-


gares no processo espinhoso

Figura 5.5 Forma de aplica-


ção da técnica

Técnica de Mobilização para segmento vertebral, verifica-se que um


Rotação Vertebral em Decúbito processo transverso se apresenta mais
Ventral profundo, e o outro, mais superficial.

Durante a avaliação, se for verificado


Aplicação da técnica
que na flexo-extensão cervical ocorre um
movimento de inclinação ou rotação as- O posicionamento do paciente e do
sociado, ou ainda se nos movimentos de fisioterapeuta será igual ao da mano-
rotação e inclinação cervical estes se en- bra anterior, assim como a posição das
contram diminuídos, sugere-se que esteja mãos e dos polegares. A pressão ou a
ocorrendo rotação vertebral, que é confir- movimentação serão feitas no processo
mada quando, durante a palpação de um transverso mais profundo com a mesma

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Tratamento do Complexo Craniovertebral 71

intensidade em sentido posteroanterior, Aplicação da técnica


de 30 segundos a 1 minuto, com no má-
Paciente em decúbito dorsal, braços do
ximo seis repetições.
terapeuta levemente abduzidos, com as
O objetivo dessa manobra é forçar
mãos sustentando a cabeça do pacien-
ainda mais a rotação vertebral pelo re-
te. O fisioterapeuta deve colocar o dedo
flexo de estiramento, a vértebra retor-
indicador exatamente sobre a vértebra
ne passivamente à sua posição normal.
rodada e em seguida realizar uma leve
Após a manobra, pede-se ao paciente
que refaça a movimentação e verifica- flexão de cervical. Quando sentir, com
se se houve melhora (ver Figura 5.6). o indicador, que a vértebra rodada co-
meçou a participar da flexão, deve-se
parar e fazer uma leve rotação de cabe-
Técnica de Mobilização para Rotação ça para o lado da rotação vertebral. En-
Vertebral em Decúbito Dorsal tão, estabiliza-se a vértebra e aplica-se
Esta técnica tem o mesmo objetivo que a mobilização rotacional, pelo mesmo
a técnica anterior, ou seja, tratar de casos tempo da técnica anterior, observando,
em que ocorra a rotação vertebral. É uma durante o movimento, se continua-se
técnica indolor que, se corretamente apli- trabalhando do mesmo lado alterado
cada, tem resultados bastante satisfatórios. (Figura 5.7).

Figura 5.6 Posição de apli-


cação da técnica. A seta 1
indica a técnica de correção
de rotação sobre o processo
transverso, já a seta 2 indica
a técnica de PA unilateral so-
bre o processo articular

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Tratamento Miofascial
Capítulo

6
nas Disfunções
Cervicocraniomandibulares

Tópicos Abordados Introdução


Técnicas de tratamento miofas- As dores musculares são a causa mais
cial frequente de desconforto na região da
Desativação de pontos gatilhos cabeça e do pescoço, e em geral estes
Pompage sintomas resultam de alterações mus-
Pressão isquêmica culoesqueléticas dos tendões e das fás-
Facilitação neuromuscular pro- cias, podendo também ser provenientes
prioceptiva de alterações dos vasos sanguíneos lo-
Alongamento calizados no interior dos músculos ou
Exercícios isométricos na mus- das bainhas fasciais. Considera-se que
culatura da ATM as mialgias sejam resultados de estira-
mentos por contrações forçadas ou pro-
longadas, isquemias e traumatismos.
Além disso, mesmo que a origem da
dor não seja muscular, os efeitos exci-
tatórios centrais tendem a se expressar
nos músculos, dificultando o diagnósti-
co e o tratamento.
A constante atividade dos músculos
da mastigação para desempenhar ações
primordiais no sistema estomatogná-
tico, muitas vezes associada a ativi-
dades parafuncionais, leva esses gru-
pamentos musculares a apresentarem,
com frequência, sinais de fadiga e dor,
o mesmo ocorrendo com os músculos
cervicais e da cintura escapular, que co-

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80 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

mumente estão em hiperatividade para nica não estabelece limite de tempo para
manter o controle postural da cabeça. a aplicação da compressão digital, porém
Assim, uma intervenção precisa da te- é necessário bom-senso por parte do tera-
rapia manual nesses grupamentos mus- peuta. Em média, aplica-se a técnica de
culares será de suma importância na pressão progressiva durante pelo menos
melhora do quadro álgico e no reestabe- 30 segundos, podendo chegar a 2 minu-
lecimento biomecânico correto tanto da tos, com o paciente mantendo a respira-
articulação temporomandibular (ATM) ção lenta e profunda enquanto o terapeuta
como da coluna vertebral. aumenta a pressão; logo após, deve-se
obrigatoriamente realizar alongamento
Principais Técnicas de miofascial do músculo tratado por pelo
Tratamento Miofascial menos 30 segundos, para total eficácia do
tratamento.
Desativação de Pontos Gatilhos

As musculaturas cervical e mastigatória, Pompage


como citado anteriormente, apresentam
com frequência fadiga e dor, esta última As pompages podem ser utilizadas com
acompanhada em geral de pontos gati- objetivo de melhorar a circulação local
lhos (trigger points) miofasciais. ou de promover relaxamento muscular,
Em nossos tratamentos, utilizamos a auxiliando também no combate à dege-
técnica de pressão progressiva (Kosto- neração cartilaginosa das articulações.
poulos & Rizopoulos, 2007), que se utili- A técnica da pompage é, em geral, sim-
za dos polegares ou outros dedos de uma ples e realizada em três tempos. No pri-
ou das duas mãos para exercer pressão meiro tempo, o terapeuta alonga lenta e
firme sobre o tecido tratado de forma gra- progressivamente o músculo, indo até o
duada e lenta, com o músculo em posi- limite da elasticidade fisiológica da estru-
ção de relaxamento, quando durante a tura musculoaponeurótica, tendo cuidado
aplicação da pressão sente-se a resistên- para não desencadear reflexo miotático.
cia do tecido e espera-se até que come- No segundo tempo, ocorre a manutenção
ce a diminuir a resistência e a dor. Após da tensão, quando é de suma importân-
esse momento, aumenta-se um pouco cia que o paciente se encontre relaxado,
mais a pressão até sentir-se novamente evitando assim que inconscientemente
a resistência, repetindo este procedimen- se oponha à tensão. O terceiro tempo é
to diversas vezes, até o relaxamento do do retorno à posição inicial, o principal
músculo tratado. A pressão exercida deve tempo da pompage, devendo ser realiza-
ser iniciada de forma leve (dezenas de do leve e lentamente, evitando assim o
gramas), podendo chegar até 900g; a téc- reflexo contrátil do músculo. Sugerimos

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Tratamento do Complexo Temporomandibular 117

Existe ainda uma manobra específi- Aplicação da técnica


ca para os casos de deslocamento ante-
A manobra pode ser realizada com o
rior recente do disco, mas que deve ser
paciente em decúbito dorsal ou senta-
realizada o mais precocemente possí-
do. O terapeuta posiciona o polegar nos
vel, preferencialmente nas primeiras 24
molares inferiores, realiza uma distra-
horas da lesão.
ção inferior e, em seguida, uma pro-
Esta manobra também poderá ser
jeção anterior com medialização, fina-
utilizada eventualmente nos casos de
lizando a manobra com um movimento
deslocamento de disco sem redução, no
no sentido posterior de pouca amplitude
intuito de recapturar o disco e ganhar
e grande rapidez (Figura 7.8).
ADM.

Figura 7.7 Exercício para o


complexo condilodiscal

Figura 7.8 Técnica de recap-


tura do disco

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118 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

como no caso de morder um alimento


Técnicas para Tratamento dos grande ou bocejar. Essa alteração tam-
Desgastes ou Alterações das bém pode ocorrer em episódios onde
Superfícies Articulares se exija abertura prolongada da boca,
como nos casos de extração de terceiro
Os desgastes ou alterações articulares molar.
podem ser congênitos ou adquiridos, O deslocamento ocorre no momen-
e, para ambos, no que diz respeito ao to em que o côndilo translada além do
tratamento manual, a atividade será a limite, ultrapassando a eminência do
mesma. osso temporal, o que provoca o chama-
A forma congênita é de causa des- do travamento aberto, quando o pacien-
conhecida, porém a adquirida é con- te se mantém com a boca travada em
sequência de lesões ou alterações não abertura sem conseguir que ela retorne
tratadas na ATM. Quando as superfí- à posição original, provocando intenso
cies articulares onde a fossa é cônca- espasmo da musculatura elevadora de
va e o côndilo é convexo começam a mandíbula e dor aguda.
se atritar, em decorrência do desloca- Para reduzir esse deslocamento ou
mento do disco, ocorrem o desgaste luxação, deve-se tranquilizar o pacien-
das superfícies articulares e a perda te e solicitar-lhe uma abertura ainda
da estabilidade articular. No tratamen-
maior da boca, apoiar os polegares nos
to, o objetivo será aumentar o espaço
molares inferiores e forçar a abertu-
articular e diminuir o atrito entre as
ra, realizando em seguida uma tração
estruturas com as distrações caudal,
simultânea para a frente e para baixo,
lateral e medial. O paciente provavel-
logo depois rodando posteriormente
mente deverá sentir dor e incômodo
até sua redução (Figura 7.9). Quando a
no início, e por isso devemos utilizar
manobra é bem-sucedida, ocorre um fe-
recursos eletroterápicos, como o laser
chamento súbito da boca, e por isso os
e a TENS, além de termoterapia e ul-
polegares do terapeuta devem estar pro-
trassom.
tegidos com panos, gases etc. no intuito
de prevenir acidentes.
Deslocamento do Complexo Ao ocorrer este tipo de problema
Disco-Cabeça da Mandíbula com o paciente, devemos orientá-lo a
limitar a abertura da boca, pois pode ha-
O deslocamento do complexo disco-
ver recidiva, e iniciar logo exercícios de
cabeça da mandíbula ocorre em geral
estabilização mandibular com proprio-
em pacientes com hipermobilidade du-
cepção; a serem citados à frente neste
rante uma abertura exagerada da boca,
capítulo.

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122 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

sibilidade com uso do TENS do tipo


convencional e melhorando os sinais
flogísticos, como o edema, com uso de
crioterapia, por um período de 3 a 5 mi-
nutos com compressão associada (Figu-
ras 7.14 e 7.15).
Nas sessões seguintes, mobilizamos
a cicatriz cirúrgica com movimentos cir-
culatórios no sentido horário e anti-ho-
rário, e procedemos ao seu alongamento
no sentido laterolateral e longitudinal.
Já nas primeiras sessões, iniciamos
também a liberação dos músculos mas-
tigatórios, da cervical e da cintura es-
capular. Com o alívio da dor, podemos
então iniciar as mobilizações suaves da
ATM atuando sobre o tecido capsular,
mas evitando mobilizações mais vigo-
rosas antes das primeiras três semanas.
Os abaixadores de língua apoiados nos
molares também são uma ótima op-
Figura 7.13 Efeitos da imobilidade prolongada ção quando utilizados ao final de cada
sessão, pois melhoram e/ou mantêm
Esquema de Tratamento de o arco de movimento obtido no trata-
Fisioterapia e Terapia Manual mento. Nessa técnica, deve-se respeitar
Utilizados no Pós-operatório a relação de 3:1, ou seja, o número de
abaixadores de língua utilizados deve
Devemos iniciar o tratamento de fisio-
corresponder a um terço da abertura de
terapia com recursos de terapia manual
boca do indivíduo. Esse procedimento
o mais precocemente possível, logo que
também se mostra bastante eficaz em
o cirurgião libere o paciente para iniciar
outros casos de hipomobilidade como,
sua reabilitação, que pode variar de 7 a
por exemplo, nos mioespasmos (Figu-
10 dias no pós-operatório do tipo artro-
ras 7.16 a 7.20).
tomia, e 48 horas nas artroscopias.
Ao final do tratamento, utilizamos
Começamos o tratamento aliviando
séries de exercícios ativos livres para
o quadro álgico e inflamatório comum
movimentos mandibulares e cervicais, e,
em qualquer pós-cirúrgico, diminuin-
em seguida, com resistência (isometria),
do a dor, o espasmo muscular e a sen-
além de exercícios de propriocepção.

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Tratamento do Complexo Temporomandibular 123

Figura 7.14 Crioterapia no iní-


cio do tratamento do pós-ope-
rátorio

Figura 7.15 Uso do TENS para


alívio da dor e espasmo mus-
cular

Figura 7.16 Mobilização cica-


tricial

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Terapia Craniana nas Disfunções da Articulação Temporomandibular 135

Normalização da relação cranio- seja realizada em primeiro lugar a nor-


mandibular (disfunções cranianas e malização dessa biomecânica. Deve-se
tratamento oclusal). sempre partir da correção da articulação
esfenobasilar – osso esfenoide e occipi-
tal –, pois esses ossos são considerados
Mecânica Craniana
“ossos-chave”, já que as alterações do es-
Versus Alterações
fenoide, por exemplo, vão repercutir indi-
da Articulação
retamente na posição da maxila superior
Temporomandibular
(oclusão alterada); e as alterações do oc-
As alterações na ATM também podem ser cipital repercutem sobre o osso temporal,
consequência de alterações na mecânica o qual, por sua vez, irá repercutir sobre a
craniana, sendo por isso necessário que mandíbula, alterando a função da ATM.

Figura 8.1 Exemplo de técnica da esfenobasilar. Tem como objetivo normalizar o ritmo craniano na
sincondrose esfenobasilar

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136 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

Figura 8.2 Exemplo de técnica do temporal. Tem como objetivo a sincronização dos temporais

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Índice Remissivo

A - craniana, 132
- - abóboda cranial, 132
Abóboda cranial, 132 - - base do crânio, 133
Acidentes ósseos da articulação temporo- - - crânio facial, 133
mandibular, 3 - da coluna cervical, 20
Adams, estudo de, sobre o movimento res- Ancilose, 41
piratório primário, 131 Arco zigomático, 50
Alongamento, técnicas de, 109 Arnold, nevralgia de, 32
- do lábio, 96 Articulação, 129
- - inferior, 97 - atloideoaxóidea, 20, 66, 69
- - superior, 96 - mobilização da, 124
- do(s) músculo(s), 109 - occipitoatlóidea, 20, 66, 69
- - bucinador(es), 97 Articulação temporomandibular, 1-16
- - cervical(is) anterior(es) com protrusão - acidentes ósseos da, 3
mandibular associada, 109 - alterações da, mecânica craniana versus,
- - masseter, 84 135
- - - da porção superficial, 84 - avaliação funcional da, 49
- - - intraoral de porção profunda, 84 - biomecânica da, 13
- no tratamento miofascial, 81 - dor oriunda da, 111
Alteração(ões) - músculos da mastigação, 7
- da articulação temporomandibular, mecâ- - - auxiliares, 12
nica craniana versus, 135 - - infra-hióideos, 12
- inflamatória(s), técnicas manuais articu- - - masseter, 7
lares na articulação temporomandibular - - pterigóideo, 10
para, 119 - - supra-hióideos, 12
- oclusal(is), 35 - - temporal, 9
Anamnese e disfunções cervicocranioman- - osteologia, 2
dibulares, 48 - - morfologia do disco articular, 3
Anatomia - - principais ligamentos, 5

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148 Terapia Manual nas Disfunções da ATM

- - - acessórios, 6 - - - abóboda cranial, 132


- - - colaterais, 6 - - - base do crânio, 133
- - - posteriores, tecidos retrodiscais ou - - - crânio facial, 133
zona bilaminar, 5 - - avaliação craniana específica, 134
- - - temporomandibular, 5 - - biomecânica da mandíbula durante o
- - superfícies articulares e cápsula articu- movimento respiratório primário, 134
lar, 4 - - mecânica craniana versus alterações da
- postura versus, 27 articulação135
- relação da coluna cervical com a, 17-32 - - movimento respiratório primário, 130
- - influência da má postura cervical e glo- - - - ações do, 132
bal, 25 - - - estudos sobre o, 131
- - - cefaleias cervicais, 31 - tipos de, 38
- - - postura versus oclusão, 26 - - de origem articular, 38
- - - síndromes cervicais altas, 30 - - desordens musculares, 43
- - musculatura cervical, 18 Artrite, 35
- - - ação muscular na busca do equilíbrio - psoriática, 35
postural do crânio e da mandíbula, 22 - reumatoide, 35
- - - anatomia funcional da coluna cervical, Atlas-áxis, 21
20 Autotratamento articular domiciliar, 121
- técnicas manuais articulares na, 112 Áxis, 21
- - manobras básicas, 112
- - - distração inferior com projeção ante- B
rior, 113
Baker, estudo de, sobre o movimento respi-
- - - distração inferior ou longitudinal ou
ratório primário, 131
caudal, 112
Biomecânica
- - - distração lateral, 113
- da articulação temporomandibular, 13
- - - distração medial, 113
- da mandíbula durante o movimento respi-
- - para alterações inflamatórias, 119
ratório primário, 134
- - - retrodiscite, 119
Boca, técnica de inibição recíproca com
- - - sinovites, 119
leve resistência para abertura da, 88
- - para desgastes ou alterações das super-
Bruxismo, 34
fícies articulares, 118
- - para deslocamento anterior de disco, 116 C
- - - aplicação da técnica, 117
- - para deslocamento do complexo disco- Cápsula articular, 5
cabeça da mandíbula, 118 - superfícies articulares e, 4
- vascularização e inervação, 7 Cefaleia cervical, 31
Articulação temporomandibular, disfun- - mais comum, 32
ções da, 33-46 - supraorbitária, 32
- epidemiologia, 35 Chicote cervical, síndrome do, 36
- etiologia, 34 Cicatriz cirúrgica, 122
- respiração versus, 45 Cifose toráxica, 73
- sintomatologia, 37 Cinesioterapia, técnica de, 74
- terapia craniana nas, 129-137 - auxiliar para melhora da retificação cervi-
- - anatomia craniana, 132 cal e da postura, 72

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