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Índice

Introdução

  • 1. ................................................................................................................................

1

Objectivos

  • 2. ................................................................................................................................

2

  • 2.1. Objectivo Geral

....................................................................................................................

2

  • 2.2. Objectivos Específicos .........................................................................................................

2

3.

Resolução das Actividades

3

3.1.

Problema de Pesquisa e suas Referencias Bibliográficas

3

3.1.1.

Problema de Pesquisa .......................................................................................................

3

  • 3.2. Identificação de uma Fase da Pesquisa Segundo um Caso

3

  • 3.3. Requisito para a Formulação dos

4

3.3.1.

Requisito para Formulação dos Objectivos

4

3.4.

Citação em um Texto Académico

5

3.4.1.

Tipos de citações

..............................................................................................................

6

  • 3.5. Objectivos Correctamentes Formulados, Segundo a Actividade

10

  • 3.6. As Características das Diferentes Etapas da Pesquisa

.......................................................

10

3.6.1.

1 a Etapa de Preparação e de Delimitação do Problema

11

  • 3.6.1.1. Escolha do Tema

12

  • 3.6.1.2. Revisão da literatura

13

  • 3.6.1.3. Delimitação do Problema

...........................................................................................

16

  • 3.6.2. Construção do Plano ou Projecto de Pesquisa

...............................................................

18

  • 3.6.3. Execução do plano (colecta e análise de dados)

19

  • 3.6.4. Construção e Apresentação do Relatório

.......................................................................

20

3.7.

Trabalho Referentes as Técnicas de Elaboração de uma Referencia Bibliográfica

24

  • 5. Conclusão

37

  • 6. Referencias Bibliográficas .....................................................................................................

38

 

1.

Introdução

O presente trabalho, irá abarcar as diversas áreas da metodologia de investigação científica, como já é do nosso conhecimento que o mundo tem passado por uma profunda transformação nas metodologias de pesquisa, em que uma dessas áreas é referente a MIC, falaremos dos

Problema de Pesquisa e suas Referencias Bibliográficas; da Identificação de uma Fase da Pesquisa

Segundo um Caso; dos Requisito para a Formulação dos Objectivos; das Citação em um Texto Académico. Uma das melhores características da vida académica é a sua pluralidade de disciplinas. O aluno pode participar de actividades extracurriculares e diversos campos de pesquisa. Assim, aprenderá que as maiorias das matérias dialogam-se umas com as outras e possuem conteúdos que estão relacionados. Isso é muito importante para ampliar a sua visão de mundo. Vale ainda lembrar que tanto o objectivo geral quanto os objectivos específicos devem ser redigidos com os verbos na forma do infinitivo impessoal (verbos terminados em “r”). Temos que ter consciência que no exercício da pesquisa começa desde a preparação desta até a produção do relatório final.

2.

Objectivos

2.1.Objectivo Geral

  • Analisar problema de pesquisa e suas referências bibliográficas, conciliando com requisito para a formulação dos objectivos.

2.2.Objectivos Específicos

  • Identificar citação em um texto académico, pois objectivando a sua formulação futura;

  • Avaliar os objectivos correctamentes formulados, segundo a actividade;

  • Identificar as Características das Diferentes Etapas da Pesquisa, em particular a 1 a Etapa de Preparação e de Delimitação do Problema.

3.

Resolução das Actividades

3.1.Problema de Pesquisa e suas Referencias Bibliográficas

  • 3.1.1. Problema de Pesquisa

A desconcentração das competências é vista como forma legítima de aumentar o poder aos órgãos locais do Estado, aumentando a estima e o poder aos titulares quer dos órgãos autárquicos e do Estado.

Ora, aparentemente todas as condições, políticas, económicas e financeiras e jurídicas estão criadas, mas o que acontece na prática é o contrário. Os Municípios não conseguem arrecadar receitas suficientes para cobrir as suas despesas, constituindo um obstáculo que lhes fragiliza.

Esta pesquisa pretende responder a seguinte pergunta “qual é o grau da sustentabilidade financeira como garante da autonomia do Município de Chimoio?”.

  • 3.1.2. Referencias Bibliográficas

I.

ALMEIDA, José Rui Nunes de, e Alice Pinto Correia, Manual de Contabilidade das

II.

Autarquias Locais, Editora Reis dos Livros, Lisboa 1999, pp. 341. AMARAL, Freitas do, Curso do Direito Administrativo, Vol. I, Livraria Almedina,

III.

Lisboa 2006, pp 926. CAETANO, Marcelo, Manual de Direito Administrativo, Vol.I, Coimbra, 1997, pp. 640.

IV.

CHAMBULE, Alfredo, Organização Administrativa de Moçambique, Central Impressora e Editora de Maputo, 200, pp. 183.

V.

HANLON, Joseph, Guia Básico Sobre as Autarquia Locais, ML Graphis Lda., Maputo, 1997, pp. 140.

3.2.Identificação de uma Fase da Pesquisa Segundo um Caso

Clara Paulo, estudante de Mestrado na UCM-CED, cursou 75% das disciplinas de seu programa de estudos e esta deseja trabalhar totalmente em sua Dissertação de Mestrado (DM). É uma

jovem com muitas inquietações intelectuais, o que fez com que tivesse dificuldades para definir um tema sobre o qual versar em sua dissertação. Na terça-feira desta semana, teve uma reunião com a chefia do departamento, no qual trabalha e apresentou as diversas ideias com as quais até agora veio trabalhando. Ao sair dessa conversa, ficou claro para ela sobre oque trabalhar em sua pesquisa.

Segundo as fases de pesquisa descritas na disciplina de Metodologia de Investigação Cientifica, tomando como referencia as expostas, a estudante Clara Paulo venceu a 1ª etapa da pesquisa, que é “A Preparação e Delimitação do Problema”.

3.3.Requisito para a Formulação dos Objectivos

Segundo o dicionário Aurélio objectivo significa um fim a atingir, uma meta de pesquisa, propósito de pesquisa, ou seja, é a finalidade de um trabalho de pesquisa, que indica o que o pesquisador vai desenvolver. Para Marconi & Lakatos (2002, p.24) “Toda pesquisa deve ter um objectivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar.” Definir

objectivos de pesquisa é um requisito para desenvolver uma pesquisa científica. É necessário ser claro, preciso e coerente com o tema de pesquisa, pois ele apresenta os motivos para o desenvolvimento da pesquisa, informando assim, as contribuições que os resultados produzirão. Os objectivos de uma pesquisa têm o papel de nortear, pois direcciona a leitura do texto, bem como, permite entender o que o pesquisador fez em seu trabalho. Os objectivos tornam claro o problema de pesquisa, possibilitando ao pesquisador aumentar seus conhecimentos sobre o assunto ou tema tratado.

  • 3.3.1. Requisito para Formulação dos Objectivos

Os requisitos para formulação dos objectivos são as seguintes:

  • No primeiro requisito, o objectivo deve ser formalmente correto e não se apresentar “vazia” semanticamente;

  • No segundo, o objectivo deve estar fundamentado até certo ponto, em conhecimento anterior, caso contrário, volta a inspirar o pressuposto já indicado de que deve ser compatível.

  • E no terceiro e último requisito, escolha do verbo é importantíssima, pois ele vai manifestar a intenção do pesquisador no desenvolvimento da pesquisa. É necessário utilizar verbos no infinitivo, que apresente apenas uma interpretação e que seja de acção, nunca de estado.

Veja a figura abaixo do ultimo requisito

 E no terceiro e último requisito, escolha do verbo é importantíssima, pois ele vai manifestar

Segundo Marconi & Lakatos (2003, p. 219), para completar o terceiro requisite da formulação dos objectivos devemos ter em consideração que em um trabalho científico distinguimos dois tipos de objectivos: o objectivo geral e o objectivo específico, cada um com sua especificidade. Em uma pesquisa é necessário ter um único objectivo geral e de três a cinco objectivos específicos, que ajudarão a direccionar os rumos ou os caminhos que a pesquisa seguirá, já que o objectivo específico é uma fragmentação do objectivo geral, ou seja, é por meio dos objectivos específicos que o pesquisador consegue alcançar o objectivo geral. O importante é que a formulação do objectivo auxilia obter resposta a três perguntas: para quê, por quê? Para quem?

3.4. Citação em um Texto Académico

Vida Académica Quanto ao Conhecimento

Entenda-se que “a vida académica deve favorecer tanto a construção como a socialização dos conhecimentos” (FAZENDA, 2001, p.48).

Uma das melhores características da vida académica é a sua pluralidade de disciplinas. O aluno pode participar de actividades extracurriculares e diversos campos de pesquisa. Assim, aprenderá que as maiorias das matérias dialogam-se umas com as outras e possuem conteúdos que estão relacionados. Isso é muito importante para ampliar a sua visão de mundo.

No conhecimento científico há que se grifar a exigência da definição dos problemas que se têm em mente solucionar, porque neste procedimento está sempre presente a intencionalidade, mediante a qual são definidas certas formas e processos de ação, ficando claro que há sempre pretensão de se atingir o melhor índice de validade e de fidelidade do conhecimento de um fenômeno (FAZENDA, 2001, p.16).

Fazenda (2001) refere que a vida académica tem a finalidade de estimular no estudante a capacidade de construir e socializar conhecimento.

Sabia que academia é palco da diversidade? São alunos de diferentes faixas etárias e que vieram de várias regiões do país, e até mesmo do mundo, devido aos programas de intercâmbio. Isso possibilita a troca cultural de ideias, que às vezes divergem, mas que também podem se complementar.

Por isso, “cada enfoque epistemológico elucidar a atividade científica a seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência” (JAPIASSU apud FAZENDA, 2001, p.18).

Para Bastos & Keller apud Fazenda (2001, p.31)

Decorar é reter a forma material e não o conteúdo inteligível de determinado conhecimento, ao passo que memorizar é reter a forma significativa de um conteúdo inteligível, ou seja, reter a sua compreensão. A memorização possibilita o refraseamento de algo

conhecido e não sua simples repetição (

...

).

Bastos & Keller (apud Fazenda, 2001) referem que a memorização ajuda a reter por mais tempo um determinado conhecimento que o acto de decorar.

Para ser reconhecido como um conhecimento científico, este deve ser baseado em observações e experimentações, que servem para atestar a veracidade ou falsidade de determinada teoria.

  • 3.4.1. Tipos de citações

As citações apresentados no texto acima podem ser:

  • I. Literais ou Transcricções

Quando as palavras do(s) autor(es) são transcritas tal com aparecem na obras. Por sua vez estas, ao longo do trabalho escrito podem ser classificadas de:

  • a) Citações literais ou transcricções curtas são as que não ultrapassam três linhas quanto inseridas no texto que está a ser escrito e sempre devem aparecer entre aspas. O(s) autor(es) citados pode(m) ser vinculado(s) no inicio ou no fim da citação.

Exemplos:

Fazenda (2001, p.48) afirma que “a vida académica deve favorecer tanto a construção como a socialização dos conhecimentos”.

Ou

Entenda-se que “a vida académica deve favorecer tanto a construção como a socialização dos conhecimentos” (FAZENDA, 2001, p.48).

  • b) Citações literais ou transcricções longas são as que ultrapassam três linhas quando inseridas no texto que está a ser escrito. Elas devem constituir um parágrafo isolado que é destacado com um recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto. Normalmente, não precisam estar entre aspas. Igualmente, o(s) autor(es) pode(m) estar no inicio ou fim da citação.

Exemplos:

Fazenda (2001, p.16) afirma que

No conhecimento científico há que se grifar a exigência da definição dos problemas que se têm em mente solucionar, porque neste procedimento está sempre presente a intencionalidade, mediante a qual são definidas certas formas e processos de ação, ficando claro que há sempre pretensão de se atingir o melhor índice de validade e de fidelidade do conhecimento de um fenômeno.

Ou

No conhecimento científico há que se grifar a exigência da definição dos problemas que se têm em mente solucionar, porque neste procedimento está sempre presente a intencionalidade, mediante a qual são definidas certas formas e processos de ação, ficando claro que há sempre pretensão de se atingir o melhor índice de validade e de fidelidade do conhecimento de um fenômeno (FAZENDA, 2001, p.16).

II.

As Citações em Paráfrase

Quanto as ideias do(s) autor(es) de uma obra são misturadas com as de que escreve o texto. O(s) autor(es) citado(s) pode(m) ser vinculado(s) no início ou final da frase.

Exemplos:

Fazenda (2001) refere que a vida académica tem a finalidade de estimular no estudante a capacidade de construir e socializar conhecimento.

Ou

A vida académica te a finalidade de estimular no estudante a capacidade de construir e socializa conhecimentos (FAZENDA, 2001).

III. Citação de uma Citação

É a transcricção ou a paráfrase de uma fonte intermediária, ou seja, de autor(es) citado(s) na obra que está sendo pesquisada. Esta pode obedecer as mesmas regras referentes às citações literais (curtas e longas) ou em paráfrases. O(s) autor(es) citado(s) pode(m) ser vinculado(s) no início ou fim da citação. Normalmente, usa-se a expressão latina apud, que significa citado por.

  • a) Exemplo de citação de uma citação literal e curta:

Para Japiassu (apud FAZENDA, 2001, p.18) “cada enfoque epistemológico elucidar a atividade científica a seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência”.

Ou

Para Japiassu apud Fazenda (2001, p.18) “cada enfoque epistemológico ilucida a atividade científica a seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência”.

Ou

Por isso, “cada enfoque epistemológico elucidar a atividade científica a seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência” (JAPIASSU apud FAZENDA, 2001, p.18).

  • b) Exemplo da citação de uma citação literal longa:

Para Bastos & Kelle (apud FAZENDA, 2001, p.31)

Decorar é reter a forma material e não o conteúdo inteligível de determinado conhecimento, ao passo que memorizar é reter a forma significativa de um conteúdo inteligível, ou seja, reter a sua compreensão. A memorização possibilita o refraseamento de algo

conhecido e não sua simples repetição ( ...

).

Ou Para Bastos & Keller apud Fazenda (2001, p.31)

Decorar é reter a forma material e não o conteúdo inteligível de determinado conhecimento, ao passo que memorizar é reter a forma significativa de um conteúdo inteligível, ou seja, reter a sua compreensão. A memorização possibilita o refraseamento de algo

Ou

conhecido e não sua simples repetição ( ...

).

Decorar é reter a forma material e não o conteúdo inteligível de determinado conhecimento, ao passo que memorizar é reter a forma significativa de um conteúdo inteligível, ou seja, reter a sua compreensão. A memorização possibilita o refraseamento de algo

conhecido e não sua simples repetição ( FAZENDA, 2001, p.31).

...

)

(BASTOS & KELLER apud

  • c) Exemplo da citação de uma citação em paráfrase

Bastos & Keller (apud Fazenda, 2001) referem que a memorização ajuda a reter por mais tempo um determinado conhecimento que o acto de decorar.

Ou

Bastos & Keller apud Fazenda (2001) referem que a memorização ajuda a reter por mais tempo um determinado conhecimento que o acto de decorar.

Ou

A memorização ajuda a reter por mais tempo um determinado conhecimento que o acto de decorar (BASTOS & KELLER apud FAZENDA, 2001).

3.5.Objectivos Correctamentes Formulados, Segundo a Actividade

Vale ainda lembrar que tanto o objectivo geral quanto os objectivos específicos devem ser redigidos com os verbos na forma do infinitivo impessoal (verbos terminados em “r”).

A seguir lista-se os objectivos correctamente formuladas, segundo a actividade, são elas:

  • Analisar as práticas bem-sucedidas de gestão da formação de pessoal em uma empresa distribuidora de cereais da cidade de Salta, Argentina.

  • Identificar os processos de melhoria a implementar nas estratégias de negócios de uma empresa do sector mineiro chileno.

  • Identificar o valor e benefícios que tem as práticas de gestão do conhecimento na concepção e implementação de uma estratégia de telecomunicações.

3.6.As Características das Diferentes Etapas da Pesquisa

Temos que ter consciência que no exercício da pesquisa começa desde a preparação desta até a produção do relatório final.

Nesse processo podemos identificar as seguintes etapas:

  • 1. Preparação e delimitação do problema;

  • 2. Construção do plano ou projecto de pesquisa;

  • 3. Execução do plano (colecta e análise de dados)

  • 4. Construção e apresentação do relatório “Monografias; Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC); Dissertações e Teses”.

3.6.1.

1 a Etapa de Preparação e de Delimitação do Problema

Por isso, Teixeira (2000:107) propõe que o primeiro passo a ser dado na investigação é a

identificação do problema da pesquisa e a elaboração das questões norteadoras, “o problema a

ser estudado deverá ser o marco de referência para todas as decisões.

Isso significa dizer que a escolha do tema a ser pesquisado, depende da identificação do problema de pesquisa.

Exemplo da delimitação de um problema de pesquisa:

Tem-se observado que nas escolas de ensino básico de Marromeu um alto índice de desistência de raparigas. Por exemplo, ano lectivo de 2010, 18% das meninas matriculadas de 1ª a 5ª classe abandonou a escola. Normalmente, pais e encarregados de educação encarram a situação como sendo normal e não se questionam sobre o impacto que isso pode ter na vida daquelas crianças. Perante esta situação coloca-se a seguinte questão (norteadora):

  • Qual é o significado social construído em torno da presença ou ausência na rapariga na escola no distrito de Marromeu?

Veja que neste exemplo estão presentes: situação problema o alto índice de desistências da de raparigas, que está relacionada com o tema género e educação. E ainda, um locus distrito de Marromeu e, os actores sociais as raparigas

Muitos autores consideram que a pesquisa começa com a identificação do tema a ser pesquisado e por isso mesmo, induzem aos estudantes universitários, a buscarem temas que, às vezes, nada tem a ver com as suas inquietações cotidianas.

Esta etapa é caracterizada pelos seguintes itens:

  • Escolha do tema;

  • Revisão da literatura;

  • Delimitação do problema.

3.6.1.1.Escolha do Tema

Esta etapa deverá responder à pergunta: “O que pretendo abordar?” O tema é um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver. Escolher um tema significa eleger uma parcela delimitada de um assunto, estabelecendo limites ou restrições para o desenvolvimento da pesquisa pretendida.

A definição do tema pode surgir com base na sua observação do cotidiano, na vida profissional, em programas de pesquisa, em contacto e relacionamento com especialistas, no feedback de pesquisas já realizadas e em estudo da literatura especializada (BARROS; LEHFELD, 1999).

A escolha do tema de uma pesquisa, está relacionada à linha de pesquisa à qual você está vinculado ou à linha de seu orientador. Você deverá levar em conta, para a escolha do tema, sua actualidade e relevância, seu conhecimento a respeito, sua preferência e sua aptidão pessoal para lidar com o tema escolhido. Definido isso, você irá levantar e analisar a literatura já publicada sobre o tema.

Para tal, existem dois factores principais que interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa. Abaixo estão relacionadas algumas questões que devem ser levadas em consideração nesta escolha:

  • Factores Internos

I.

Afectividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal. Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nesta actividade. A escolha do tema está

II.

vinculada, portanto, ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. Trabalhar um assunto que não seja do seu agrado tornará a pesquisa num exercício de tortura e sofrimento. Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa. Na escolha do tema temos

III.

que levar em consideração a quantidade de actividades que teremos que cumprir para executar o trabalho e medi-la com o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso cotidiano, não relacionado à pesquisa. O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido. É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num

assunto fora de sua área. Se minha área é a de ciências humanas, devo-me ater aos temas relacionados a esta área.

  • Factores Esternos

I.

A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores académicos e sociais. Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a ninguém. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas, grupos de pessoas ou para a sociedade em geral.

II.

O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho. Quando a instituição

III.

determina um prazo para a entrega do relatório final da pesquisa, não podemos nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir este prazo. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do tempo possível para a conclusão do trabalho. Material de consulta e dados necessários ao pesquisador.

Um outro problema na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para consulta. A falta dessas fontes obriga ao pesquisador buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para a realização do trabalho. Este problema não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado.

3.6.1.2.Revisão da literatura

Nesta fase deverá responder às seguintes questões: quem já escreveu e o que já foi publicado sobre o assunto, que aspectos já foram abordados, quais as lacunas existentes na literatura. Pode objectivar determinar o “estado da arte”, ser uma revisão teórica, ser uma revisão empírica ou ainda ser uma revisão histórica.

A revisão de literatura é fundamental, porque fornecerá elementos para você evitar a duplicação de pesquisas sobre o mesmo enfoque do tema. Favorecerá a definição de contornos mais precisos do problema a ser estudado […].

A revisão da literatura é uma parte vital do processo de investigação. Aquela envolve localizar, analisar, sintetizar e interpretar a investigação prévia (revistas cientificas, livros, actas de congressos, resumos, etc.) relacionada com a sua área de estudo; é, então, uma análise bibliográfica pormenorizada, referente aos trabalhos já publicados sobre o tema. A revisão da

literatura é indispensável não somente para definir bem o problema, mas também para obter uma ideia precisa sobre o estado actual dos conhecimentos sobre um dado tema, as suas lacunas e a contribuição da investigação para o desenvolvimento do conhecimento. Como nos informam

Cardoso et al (2010) “cada investigador analisa minuciosamente os trabalhos dos investigadores

que o precederam e, só então, compreendido o testemunho que lhe foi confiado, parte equipado para a sua própria aventura” (p. 7). Devido á constante evolução dos conhecimentos, deve-se começar por rever os trabalhos mais recentes primeiro e recuar no tempo.

  • Passos a seguir numa revisão da literatura

Uma revisão abrangente envolve essencialmente quatro passos:

1º Identificar palavras-chave ou descritores. A primeira coisa a fazer é constituir uma série de descritores ou lista de palavras-chave relacionadas com o seu tópico para fazer a pesquisa nas bases de dados e nos motores de busca.

2º Rever fontes secundárias. Fontes secundárias são aquelas que são escritas por autores que interpretam os trabalhos de outros. Incluem resumos, enciclopédias, dicionários temáticos e manuais. São importantes porque combinam conhecimento a partir de várias fontes primárias e dão uma visão geral rápida sobre o assunto.

3º Recolher fontes primárias. Nesta fase determine quais livros e artigos são mais relevantes para o seu estudo e recolha cada uma das fontes primárias. As fontes primárias contêm os trabalhos originais de autores e investigadores. Recolher literatura primária consiste em localizar, ler na diagonal e fotocopiar livros e documentos relacionados com o seu estudo. Dois tipos de literatura 3 que deve rever: literatura teórica e literatura empírica. A maioria das dissertações contêm a base teórica, por isso deve conhecer as áreas conceptuais relacionadas com ao seu estudo. Adicionalmente, deve familiarizar-se com a investigação prévia na sua área científica. Nesta fase deve ser selectivo(a). Lembre-se sempre do seu propósito de estudo. Ao recolher e organizar a sua literatura pergunte-se a si próprio: Como é que isto se relaciona com o meu

estudo? Uma estratégia é classificar cada recurso como “Muito importante”, “Moderadamente importante” e “Algo importante”.

4º Ler criticamente e resumir a literatura. Uma vez recolhida a literatura é necessário lê-la criticamente. Isto envolve questionar, especular, avaliar, repensar, e sintetizar o que lê. Que perspectivas originais pode você reunir acerca do seu tópico e não abordadas em nenhuma das referências? Que aspectos importantes, factos e opiniões se relacionam com o seu estudo? Há questões importantes que não foram bem abordadas? À medida que for lendo, procure temas, questões, e pontos comuns entre os vários autores. Antes de escrever uma síntese coerente da literatura, você deve ter uma perspectiva tão boa da floresta como das árvores.

O Levantamento de Literatura é a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes.

  • Sugestão para o Levantamento de Literatura

  • I. Locais de colectas

Determine com antecedência que bibliotecas, agências governamentais ou particulares, instituições, indivíduos ou acervos deverão ser procurados.

II.

Registro de documentos

Esteja preparado para copiar os documentos, seja através de xerox, fotografias ou outro meio qualquer.

III. Organização

Separe os documentos recolhidos de acordo com os critérios de sua pesquisa. O levantamento de literatura pode ser determinado em dois níveis:

  • a) Nível geral do tema a ser tratado Relação de todas as obras ou documentos sobre o assunto;

  • b) Nível específico a ser tratado Relação somente das obras ou documentos que contenham dados referentes à especificidade do tema a ser tratado.

3.6.1.3.Delimitação do Problema

Toda pesquisa inicia-se com algum tipo de problema ou indagação. Assim é comum identificar o problema de pesquisa como uma questão, o que dá margem a uma série de desencontros e equívocos sobre a natureza dos problemas em verdadeiros e falsos. Em muitos casos, um problema é entendido como algo que provoca desequilíbrio, mal-estar, constrangimento às pessoas. Na área científica, o problema deve ser entendido como qualquer situação não resolvida e que é objecto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento, despertando assim, o interesse do pesquisador. É importante compreender que o problema de pesquisa é formulado como questão, pois o objectivo do estudo é solucioná-lo, isto é, achar ou comprovar uma (a) resposta.

Quando se trata de conceituar problema de pesquisa, é preciso levar em conta que nem todo problema é passível de tratamento científico, assim para realizar uma pesquisa é necessário, em primeiro lugar, verificar se o problema cogitado se enquadra na categoria científica.

Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser testadas, observadas, manipuladas, tanto por meio de metodologias quantitativa, qualitativa ou mista.

A formulação de um problema de pesquisa pode se dar por razões de ordem prática ou de ordem intelectual, originadas por inúmeras variáveis (condições). A seguir serão apresentadas algumas definições e exemplos de problemas de ordem prática e de ordem intelectual.

  • Como Formular um Problema de Pesquisa?

Formular um problema científico não constitui uma tarefa fácil e, por isso, requer muita dedicação e observação, como peças fundamentais nesse processo. Por estar estreitamente vinculada ao processo criativo, a formulação de problemas não se faz mediante a observação de procedimentos rígidos e sistemáticos. Contudo, existem algumas condições que facilitam essa tarefa, tais como:

  • a) Imersão sistemática no objecto;

  • b) Estudo da literatura existente;

  • c) Discussão com pessoas que já tenham experiência prática no campo de estudo em questão.

Nesta fase do processo um bom exercício é elaborar vários problemas de pesquisa, abordando vários ângulos de visão, para em seguida escolher aquele que mais se alinha aos objectivos da pesquisa, levando-se em conta sua relevância e viabilidade. Desta maneira seguem algumas dicas de como devem ser elaborados um problema de pesquisa:

  • a) O problema deve ser formulado como pergunta: Esta é a maneira mais fácil e directa de formular um problema e contribui substancialmente para delimitar o que é o tema da pesquisa e o problema da pesquisa. Tome-se, por exemplo, uma pesquisa sobre os Cursos e Treinamentos realizados em determinada Empresa. Se eu disser que vou pesquisar sobre estes Cursos e Treinamentos, pouco estarei dizendo (este é provavelmente o meu tema). Mas, se propuser: "Quais os principais factores que provocam o interesse dos funcionários pelos Cursos e Treinamentos da Empresa?" ou "Qual o Perfil dos funcionários que frequentam os Cursos e Treinamentos da Empresa?", Estarei efectivamente propondo problemas de pesquisa.

  • b) O problema deve ser claro e preciso: O problema não pode ser solucionado se não for apresentado de maneira clara e precisa. Com frequência, problemas apresentados de forma desestruturada e com erros de formulação acarretam em dificuldades para resolvê- los. Por exemplo, "Como funciona a mente do chefe?". Este problema está inadequadamente proposto porque não está claro a que se refere. Para solucionar o impasse, deve-se partir para uma das muitas e possíveis reformulações à pergunta inicial: "Quais os mecanismos psicológicos que podem ser identificados no processo de liderança das organizações?". Etc. Pode ocorrer também que algumas formulações apresentem termos definidos de forma não adequada, o que torna o problema carente de clareza. Veja, por exemplo, "O cachorro possui inteligência?". A resposta a esta questão depende de como se define inteligência. Muitos problemas deste tipo não são passíveis de solução porque empregam termos retirados da linguagem cotidiana que, em muitos casos, são ambíguos.

  • c) O problema deve ter base empírica: Os problemas científicos não devem referir-se a valores, percepções pessoais, mas a fatos empíricos. É bastante complexo investigar certos problemas que já trazem em si uma carga muito grande de juízos de valor. Por exemplo, "a mulher deve ter o mesmo espaço que os homens nas empresas?" ou "é aceitável as mulheres desempenharem funções masculinas nas empresas?". Estes

problemas conduzem inevitavelmente a julgamentos morais e, consequentemente, a considerações subjectivas, invalidando os propósitos da investigação científica, que tem a objectividade como uma das mais importantes características.

  • d) O problema deve ser susceptível de solução: Um problema pode ser claro, preciso e referir-se a conceitos empíricos, mas, se não for possível colectar os dados necessários à sua resolução, ele torna-se inviável. Por Exemplo, "ligando-se um terminal de computador à memória de um homem, é possível mudar sua forma de pensar e entender o mundo?". Esta pergunta só poderá ser respondida quando a tecnologia neurofisiológica progredir a ponto de possibilitar a obtenção de dados relevantes. Para formular adequadamente um problema é preciso ter o domínio da tecnologia adequada à sua solução.

  • e) O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável: Em muitas pesquisas, o problema tende a ser formulado em termos muito amplos, requerendo algum tipo de delimitação. Por exemplo, "o que pensam os Administradores sobre este assunto específico?". Para começar, seria necessário delimitar o universo dos Administradores: homens, mulheres; jovens, idosos; de produto, gráficos; etc.

O problema de pesquisa pode ser entendido, também, como uma “mola propulsora” para o pesquisador se manter motivado e, principalmente, tornar seu trabalho interessante. A delimitação do problema guarda estreita relação com os meios disponíveis para investigação. Por exemplo, um pesquisador poderia pesquisar o que pensam um grupo de Administradores paulistas sobre a sua profissão, mas não poderiam pesquisar todos e tudo que os Administradores pensam sobre todas as coisas.

  • 3.6.2. Construção do Plano ou Projecto de Pesquisa

O projecto de pesquisa é a segunda etapa no processo de pesquisa. Este consiste na planificação de todos os procedimentos a serem observados na execução da pesquisa, estabelece a sequência da investigação e orienta na solução do problema.

Um bom pesquisador elabora um projecto de pesquisa apenas depois: de ter identificado o problema e definido a questão norteadora, associando-o a um tema e de ter aprofundado o conhecimento sobre o problema a pesquisar a partir de uma revisão bibliográfica.

Esta possui as seguintes características principais:

  • Problema e justificativa;

  • Objectivos (Geral e Específicos);

  • Referencial teórico;

  • Hipóteses, variáveis e definições;

  • Metodologia:

    • a) Design;

    • b) População e amostra;

    • c) Instrumentos;

    • d) Plano de entrega, tabulação e análise de dados.

  • Estudo, técnicas e plano de análise de dados.

    • 3.6.3. Execução do plano (colecta e análise de dados)

  • A fase de colecta e análise dos dados é de grande importância na elaboração da pesquisa científica, portanto, é necessário se manter alguns cuidados para que se possa garantir a fidedignidade dos resultados.

    O primeiro cuidado que se deve tomar ao se iniciar a fase de colecta de dados é quanto à preparação das pessoas responsáveis por ela. É importante a supervisão para que não se colectem dados errados, ou desnecessários para a pesquisa realizada. Do mesmo modo, todos os dados colectados devem estar sendo observados pois, se necessário, deve-se fazer a reaplicação do instrumento.

    Já na pesquisa experimental, o essencial é controlar as variáveis estranhas que possam estar interferindo, para que o ambiente se torne o mais adequado possível, manipular certas condições e observar os efeitos produzidos (Gil, 1991, p.114). Contudo, para esse tipo de pesquisa, existe uma variedade de recursos mecânicos, eléctricos, electrónicos que auxiliam nessa etapa da pesquisa.

    A colecta de dados pode ser feita por meio de: observações, entrevistas e história de vida, pesquisa bibliográfica, questionários, observação empírica, entre outros.

    É importante ressaltar que, existem diversos procedimentos utilizados para este fim, no entanto, cabe ao pesquisador decidir qual o procedimento que mais de adequa ao tipo de pesquisa realizada.

    Após a colecta de dado, faz-se necessário a análise dos mesmos. Entretanto, o planeamento anterior dessa análise deve teve ter sido feita antes mesmo da colecta dos dados. Este procedimento auxilia o pesquisador e evita que sejam feitos trabalhos desnecessários, além do que, possibilita o pesquisador prever os gastos necessários para a realização da pesquisa.

    Para a pesquisa experimental, a análise estatística é essencial e a prática mais adequada. No entanto, existem inúmeros testes de significância, sendo necessário que o pesquisador estude e então escolha o teste que mais se adequa a pesquisa em questão.

    É importante observar que, os testes estatísticos constituem apenas instrumentos que facilitam a interpretação dos resultados, sendo necessário uma fundamentação teórica que permita ao pesquisador traçar um paralelo entre os resultados obtidos empiricamente e as teorias já existentes.

    Outro procedimento utilizado para análise dos dados são as categorias analíticas, que devem derivar de teorias que já foram previamente aceitas e que impeçam, o mínimo possível, julgamentos, opiniões do senso comum, preconceitos, etc. (Gil, 1991,p.122).

    Esta caracteriza-se nos seguintes itens:

    • Treinamento dos entrevistadores

    • Coleta de dados

    • Tabulação

    • Análise estatística

    • Avaliação das hipóteses

      • 3.6.4. Construção e Apresentação do Relatório

    Nesta quarta ou a última fase, a construção e apresentação do relatório, pode ser “Projecto de Pesquisa; Monografias; Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC); Dissertações e Teses”.

    Contudo para o estudo, pasceremos a apresentar o esqueleto do projecto de pesquisa, sem se esquecer de o conceituar.

    Projecto de pesquisa é o documento que possui as ideias principais de uma pesquisa que será realizada, cada um de seus itens deve aparecer em sequência e sem mudança de folha a cada novo item.

    Segundo Kauane Kovalski, o Projecto de Pesquisa apresenta uma série de funções importantes:

    (1) pode constituir uma "carta de intenções" através da qual o pesquisador apresenta sua proposta para uma Instituição, (2) pode configurar o retracto de uma pesquisa em andamento, (3) pode se transformar em um precioso instrumento para o diálogo científico e académico, (4) pode configurar um instrumento importante para a elaboração de ideias e para Auto esclarecimento de quem o produz, (5) pode funcionar como um eficaz roteiro de trabalho ou instrumento de planeamento, (6) pode desempenhar o importante papel de um instrumento direccionado da pesquisa, entre outras funções importantes.

    Para Teixeira (2000), Köche (1997) e Severino (2007) um projecto de pesquisa é um plano escrito onde aparecem explícitos os seguintes itens:

    • 1. Título que expressa, com maior fidelidade possível, o conteúdo temático do estudo. Normalmente, nos projectos de pesquisa o título é provisório e pode ser alterado no relatório final;

    • 2. Tema de estudo é a apresentação do tema e dos conceitos mais gerais do que vai ser investigado.

    • 3. Justificativa é a explicitação das razões que levam a pesquisar o tema, a motivação e a importância ou relevância do estudo, (por que é investigado?). pode ser destacada a contribuição dos resultados da pesquisa para a sociedade. Na justificativa o pesquisador pode se referir aos estudo anteriores já realizado sobre o tema, para assinalar suas limitações e destacar a necessidade de novos estudos. Neste momento é importante mostrar a revisão literária, quem já pesquisou sobre o tema e a que conclusões chegaram.

    • 4. Situação Problema é a descrição da situação que está a causar interesse pela pesquisa, como por exemplo: uma ausência, uma dificuldade, uma contradição (veja o exemplo da unidade anterior);

    • 5. Questão Norteadora que se refere a principal pergunta que deve ser respondida pela pesquisa. Nos estudos de graduação é aconselhável que o pesquisador identifique apenas uma questão, para dar melhor foco à pesquisa;

    • 6. Hipóteses são a explicitação das possíveis respostas para solucionar o problema, já que todo o trabalho científico é um raciocínio demonstrativo de alguma hipótese. Essas podem ser divididas em:

      • 6.1 Hipóteses primárias possíveis respostas mais plausíveis;

    • 6.2 Hipóstese

    secundárias

    possíveis

    respostas

    mais

    distantes

    na

    solução

    do

    probemas.

    • 7. Objectivos os resultados que precisam ser alcançados para a construção de toda uma demonstração que podem ser expressos em dois grupos:

      • 7.1 Objectivo geral o que se pretende alcançar com a pesquisa realizada (numa pesquisa cabe apenas um objectivo geral);

      • 7.2 Objectivos específicos o que será feito ao longo do estudo para responder as perguntas;

  • 8. Quadro teórico é a apresentação dos referenciais teóricos-metodológicos, as categorias e os conceitos nas quais o pesquisa irá se fundamentar. É importante caracterizar e definir os aspectos referentes ao tema.

  • 9. Metodologia (fontes, procedimentos e etapas) é a definição dos seguintes aspectos:

    • 9.1 Tipo de estudo características e razões de escolha

    • 9.2 Local e contexto da realização da pesquisa

  • 9.3 Fontes de informação definição da população e do universo da pesquisa e das amostras para a colecta de dados.

    9.4 Técnicas de colecta e análise de dados definir se na pesquisa serão usado a entrevista, o questionário e/ou a observação. Referir-se qual técnica será usada para quais sujeito, as etapas de análise dos dados.

    • 10. Aspectos éticos é referencial como será garantido o anonimato e o consentimentos dos informantes;

    • 11. Cronograma o pesquisador deve distribuir no tempo disponível as actividades previstas pela pesquisa;

    • 12. Orçamento a definição dos recursos financeiros necessários;

    • 13. Referências bibliográficas assinalar de acordo com as normas técnicas aprendidas todas as fontes consultadas;

    • 14. Apêndices é todo o texto elaborado pelo pesquisador, tal como o guião da entrevista, observação e o questionário.

    • 15. Anexos é todo documento não elaborado pelo autor da pesquisa e que possa elucidar o trabalho, tal como, mapas, recortes de regulamentos e leis, etc.

    • 3.7. Trabalho Referentes as Técnicas de Elaboração de uma Referencia Bibliográfica Introdução

    1.

    Os trabalhos académicos ou de investigação pressupõem a pesquisa de material bibliográfico e a sua utilização e, por consequência, a referenciação normalizada das fontes de informação consultadas. Para elaborar esta referenciação normalizada existem diversas formas ou estilos. De acordo com a finalidade do trabalho torna-se importante verificar se existe algum tipo de estilo de citação recomendado pelo orientador, adoptado pela revista científica onde o trabalho vai ser publicado ou pela comissão científica do seminário/conferência onde este irá ser apresentado. Neste caso, as normas que seguidamente se apresentam são as preconizadas pela Associação Brasileira de normas técnicas (ABNT), esta é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comités Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Sectorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudos (CE), formadas por representantes dos sectores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

    As Referências Bibliográficas são o conjunto de informações que permitem identificar as publicações citadas no trabalho. Elas devem ser relacionadas em lista própria após o texto da pesquisa, e devem incluir todas as fontes efectivamente utilizadas para a elaboração do trabalho

    2.

    Objectivos

    2.1.Objectivo Geral

    • Analisar os elementos das referências e estabelecer padrões para transcrição.

    2.2.Objectivos Específicos

    • Identificar as informação originada do documento e/ou outras fontes de informações;

    • Identificar a sua utilidade, quanto a orientar a preparação e compilação de referências de material utilizado para a produção de documentos;

    • Avaliar a sua aplicabilidade ou inclusão em bibliografias, resumos, resenhas, recensões e outros.

    3.

    Referencias Bibliográficas

    As referências bibliográficas podem ser apresentadas em notas de rodapé (excepcionalmente), ao final do texto ou capítulo, antecedendo resumos, ou em lista própria. Nestes casos, devem ser digitadas em espaçamento simples, em ordem alfabética pela forma de entrada, separadas entre si por espaço duplo e devem ser alinhadas a esquerda da página. Para destacar o título, o mesmo deve ser escrito de acordo com as opções: negrito, itálico ou sublinhado.

    Bibliografia é um termo generalizado para designar a listagem das fontes de consulta utilizadas na pesquisa de determinado tema para elaboração de um trabalho escrito.

    O objectivo de uma bibliografia é documentar o trabalho, mostrando que as opiniões que constam no trabalho são sustentadas pelas fontes consultadas. A bibliografia também remete para a catalogação sistemática das obras de um determinado autor ou área de conhecimento.

    A bibliografia deve aparecer no final do trabalho produzido com referência não só a livros como também revistas, jornais, vídeos, sites da internet e qualquer outro recurso utilizado na pesquisa. Por isso, no momento da pesquisa, é importante anotar alguns dados fundamentais para fazer a referência bibliográfica.

    É bastante comum em cursos universitários ter uma bibliografia que é sugerida pelo professor, com o objectivo de ajudar o aluno a adquirir mais conhecimentos em determinadas áreas.

    A referência bibliográfica é a identificação de cada obra consultada, geralmente seguindo normas adequadas a cada caso. Normas são regras definidas para identificar a obra. No Brasil, o órgão responsável pela normalização técnica é a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

    3.1.Técnicas de Elaboração de uma Referencia Bibliográfica

    Relativamente ao autor (ou autores) apresenta-se sempre com o apelido em primeiro lugar e só depois o nome próprio; nos apelidos compostos (Castelo Branco; La Fontaine; Vargas Neto), e nos autores espanhóis (Lopez Bravo) o apelido é composto por duas ou mais palavras e deve ser considerado como um único conjunto.

    O título deve ser sempre destacado: sublinhado, a negrito ou em itálico. O critério adoptado deve ser mantido ao longo da listagem de referências bibliográficas que estamos a elaborar.

    A listagem é intitulada Bibliografia ou Referências Bibliográficas, devendo ser paginada como uma continuação do próprio texto do trabalho.

    A primeira linha de cada referência deve iniciar junto à margem esquerda da página e avançar um determinado espaçamento nas linhas seguintes;

    Na referência a mais do que uma obra de um mesmo autor, as mesmas são ordenadas pela data de publicação, começando-se na mais antiga e terminando na mais recente, repetindo o nome do autor em cada publicação, ou, em alternativa, substituindo, depois da primeira referência, o nome do autor por um travessão.

    • Detalhes das Técnicas de Elaboração de uma Referencia Bibliográfica, segundo a ABNT

    Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), referência bibliográfica é o conjunto de elementos que permite a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registros em diversos tipos de materiais. (ABNT, 2000, p. 2)

    • I. Entende-se por MONOGRAFIAS: livros, folhetos, separatas, dissertações e teses. Entende-se por PERIÓDICOS: revistas e jornais.

    II.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS

    1 AUTORIA Referencia-se o autor pelo seu sobrenome em maiúsculo seguido de vírgula e espaço e o prenome em minúscula. 2 IMPRENTA Quando o local da publicação é desconhecida usa-se a expressão Sine loco [S.l.] Quando a editora é desconhecida usa-se a expressão sine nomine [s.n.] Quando o local e editora não puderem ser identificados, utiliza-se as duas expressões abreviadas [S.l:s.n.]. Quando a data exacta não for identificada, registar-se uma data aproximada entre colchetes:

    • a) [1981?] Para ano provável

    • b) [197-] Para década certa

    • c) [18--?] Para século provável

     
    • d) [ca.1960] para data aproximada

    • e) [18-] Para século certo

     
    • f) [1985 ou 1986] um ano ou outro

    LETRA MAIÚSCULA (caixa alta) para sobrenome de autor, entidades colectivas (na entrada directa), títulos de eventos, nomes geográficos.

    3

    ORDENAÇÃO

     

    Ordenação alfabética de autor e título numeradas consecutivamente em ordem crescente. Utilizar números cardinais seguidos por dois espaços. As referências são alinhadas a esquerda de forma a identificar individualmente cada documento. Quando o autor e/ou título forem repetidos utiliza-se travessão e ponto a partir da segunda ocorrência.

    Exemplos

     

    1

    AMADO, Jorge. Capitães de areia. Rio de Janeiro: Record, 1991. 233p.

    2

    _____.

    Gabriela cravo e canela. São Paulo: Martins, 1958. 453p.

    3

    FONSECA, Rubem. Agosto. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. 349p.

    4

    MACHADO, Dyonelio. Os ratos. 6.ed. São Paulo: Ática, 1992. 144p.

    5

    _____._____.

    13.ed. Porto Alegre: Bels, 1974. 161p.

    6

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O jardim do diabo. Porto Alegre: L&PM, 1987.184p.

    PONTUAÇÃO

     

    Dar um espaço após ponto. Dar um espaço após vírgula.

    MONOGRAFIAS NO TODO COM AUTORIA

    Pessoa física

    AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, data de publicação. N° de páginas ou volumes. (Colecção ou Série).ISBN.

    De 1 a 3 autores, referencia-se todos, separados por ponto e vírgula.

    Exemplos

    ARRUDA, José Ricardo Campelo. Políticas e indicadores da qualidade na educação superior. Rio de Janeiro: Qualitymark/Dunya, 1997.180p. ISBN-85.7303.126-3. ARAÚJO, Paulo Henrique de; REDI, Renata. Qualidade ao alcance de todos: acesso rápido e fácil às técnicas da qualidade total. 3.ed. São Paulo: Gente, 1997. 153p. ISBN-

    85.7312.102-5.

    ALVES, Fábio; MAGALHÃES, Célia; PAGANO, Adriana. Traduzir com autonomia:

    estratégia para o tradutor em formação. São Paulo: Contexto, 2000. 159p.

    Se há mais de 3 autores, menciona-se o primeiro seguido da expressão latina et al.

    Exemplos AGUILO PEREZ, Eugeni et al. Introducción a la economía del turismo en España. Madrid: Civitas, 1996.

    Tradutor

    Em documentos traduzidos, pode-se indicar o título do idioma original, quando mencionado. Exemplo SHELDON, Sidney. Nada dura para sempre. Tradução de Pinheiro de Lemos. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1994. Título original: Nothing lasts forever.

    Organizador, Compilador, Coordenador

    Quando não há autor, e sim um responsável intelectual, entra-se por este responsável seguido

    da abreviação que caracteriza o tipo de responsabilidade entre parênteses. Exemplos SERRANO, Célia M. Toledo (Org.). Olhares contemporâneos sobre o turismo. Campinas:

    Papirus, 2000. SOUZA, Paulo Nathanael P. de (coord.) Educação: escola-trabalho. São Paulo: Pioneira,

    1984.

    Entidades Coletivas (órgãos governamentais, empresas, etc).

    Se a entidade colectiva tiver denominação genérica entra-se pelo órgão superior (em maiúscula)

    Exemplo

    PORTO ALEGRE. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

    Caderno de restauro: Solar Lopo Gonçalves. Porto Alegre, 1987. 67p.

    Se a entidade tiver uma denominação específica entra-se directamente pelo seu nome (em maiúscula)

    Exemplo

    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5891: regras de Arredondamento na numeração decimal. Rio de Janeiro, 1977. 1f.

    Eventos (congressos, conferências, encontros, etc).

    NOME DO EVENTO, n°,ano, local. Título. Local de publicação: Editora, data de publicação. N°de páginas ou volumes.

    Exemplo ESTUDOS LINGÜÍSTICOS, 29, 2000, São Paulo. Gel - Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo. São Paulo: Unesp, 2000. 848p.

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Dissertação/Tese

    AUTOR. Título. Local, Ano. Tese ou dissertação (Grau e Área) Unidade de Ensino, Instituição, Ano.

    Exemplos

    COSTA, Terezinha Otaviana Dantas da. A formação do administrador educacional: uma reflexão a partir da práxis. São Paulo, 1998. 182f. Tese (Doutorado em Educação) Universidade Mackenzie, 1998.

    SEPA, Fernanda Mendonça. The theatre of William Butler Yeats: theory and practice. São Paulo, 1993. 144f. Dissertação (Mestrado em Letras) Faculdade de Filosofia, USP, 1993.

    MONOGRAFIAS NO TODO SEM AUTORIA

    As monografias no todo sem autoria têm a sua entrada pelo título com a primeira palavra em maiúscula.

    Exemplo

    ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica, 1993. 20v.

    MONOGRAFIAS CONSIDERADAS EM PARTE

    Parte (capítulo de livro, páginas, volumes de colecção, etc) sem autoria própria.

    Quando o autor da parte é o mesmo do todo AUTOR. Título. Local de publicação: Editora, data de publicação. Número de páginas ou volumes. Número(s) da(s) página(s) ou volumes Consultados.

    Exemplo TORRE, Guilhermo de. História das literaturas de vanguarda. Lisboa: Presença, 1972.6v.

    V.2.

    Parte (capítulos de livro, volumes, páginas, colecções, etc) com autoria própria.

    Quando o autor da parte é diferente do todo AUTOR DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR DO LIVRO. Título do livro. Local de publicação: Editora, data. Número(s) da(s) página(s) ou volumes consultados.

    Exemplo

    BUSSMANN, Antônia Carvalho. O projeto político pedagógico e a gestão da escola. In

    VEIGA, Ilma Passos A. (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1995. p.37-52.

    Parte com autoria própria de congressos, conferências, etc.

    AUTOR. Título. In: NOME DO CONGRESSO, n°,ano, local de realização. Título Local:

    Editora, data. Páginas consultadas.

    Exemplo

    SONNENBURG, Cláudio R. Um modelo de fluxo de dados e respectiva Arquitetura. In:

    SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ARQUITETURA DE COMPUTADORES, 7, 1995, Canela.

    Anais

    ...

    Porto Alegre: Instituto de Informática da UFRGS, 1995. p.41-60.

    PERIÓDICOS CONSIDERADOS NO TODO

    TÍTULO DA REVISTA. Local: Editora ou Entidade responsável, data do primeiro volume. Periodicidade.

    Exemplo REVISTA DE ESTUDOS ACADÊMICOS UNIBERO. São Paulo: UNIBERO, 1994- Semestral.

    PERIÓDICOS CONSIDERADOS EM PARTE Fascículos e Suplementos

    TÍTULO da coleção. Título do fascículo. Local: Editora, volume, número e data. n° de páginas. Tipo do fascículo.

    Exemplo REVISTA DE ESTUDOS ACADÊMICOS UNIBERO. São Paulo: UNIBERO, n. 11, jan- jun 2000. 160p.

    Artigos em revistas

    AUTOR do artigo. Título do artigo. Título da revista, local, volume ou ano, Número, página inicial e final do artigo, período e data da publicação.

    Exemplo

    KUAZAQUI, Edmir. Desenvolvimento de produtos e serviços e respectivo gerenciamento do ciclo de vida. Boletim de turismo e administração hoteleira, São Paulo, v.09, n.02, p.38-49, out. 2000.

    Artigos em jornais

    AUTOR do artigo. Título do artigo. Título do jornal, local, dia mês. Ano, seção, Título do caderno, páginas do artigo.

    Exemplo SCHWARTZ, Gilson. Erros do BC potencializam crise japonesa. Folha de São Paulo, São Paulo, 1 mar. 2000. Folha Dinheiro, p.01.

    Evento como um todo

    NOME, numeração, ano, local da realização. Título. Local: Editora, Data ..

    SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 13., 1995, Belo Horizonte.

    Belo Horizonte: UFMG, 1995. 655p.

    REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUIMÍCA, 20., 1997, Poços de Caldas. Química: academia, industria, sociedade: livro de resumos. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 1997.

    Patentes

    NOME E DOMICÍLIO DO DEPOSITANTE, DO INVENTOR E DO TITULAR (concessionário ou instituição que colaborou ou Patrocinou a invenção e pessoa física ou jurídica, quando Houver). Título da invenção na língua original. Classificação Internacional de Patentes. Sigla do País (Segundo o Código Internacional de 2 letras) seguida do número do depósito, número da publicação e da patente expedida, quando houver. Data do depósito, da publicação do pedido de privilégio e da expedição da carta da patente, quando houver. Indicação da publicação onde foi citada a patente.

    Mencionar os elementos repetidos apenas uma vez.

    Exemplos

    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP., Campinas - SP, Cheu- Shang Chang. Implemento de Múltiplo uso para preparo do solo. AO1B 3/ 04. BR nºPI 8905034. 29 set. 1989; 18 set. 1990. Revista da Propriedade

    Industrial, v.18, n.1033, p.1, 18 set. 1990.

    ANTONIO GONÇALVES., ES. Desenho ornamental aplicado à Carroceria de ônibus. BR nº DI 2700142. 29 set. 1987; 9 out. 1990. Revista da Propriedade Industrial, Rio de Janeiro, v.18, n.1036, p.44, 9 out. 1990.

    REFERÊNCIA LEGISLATIVA (Leis, decretos, portarias, etc).

    LOCAL (país, estado ou cidade). Título(especificação da legislação, número e data). Numeração e data. Ementa. Indicação da publicação oficial.

    Exemplo BRASIL. Constituição ( 1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado 1988.

    4.

    Conclusão

    A elaboração de citações e de referências bibliográficas enquadra-se numa metodologia de trabalho científico mais abrangente. O presente documento apresenta-se necessariamente como introdutório, recomendando-se por isso a consulta das normas e dos manuais de estilo próprios (ABNT/CB), bem como a consulta de outra documentação que permita auxiliar na produção de trabalhos académicos de qualidade.

    Se inteiramente incluída no texto, a referência aparece entre parênteses, logo a seguir a uma transcrição directa ou indirecta, ou logo após a citação do nome de um autor. Se redigida parte no texto e parte em nota de rodapé, aparece no texto o nome do autor e no rodapé o nome da obra e os elementos de imprensa. Se composta no rodapé ou no final do capítulo, ou da parte, ou de todo o texto, aparece no texto um número que remete ao texto da nota. Se composta em lista bibliográfica, sinalética ou analítica, há um número que remete a uma lista numerada, com as indicações referenciais bibliográficas. Pode, ainda, aparecer impressa no início de um texto, como resumos e recensões, ou numa listagem, ordenada alfabeticamente pelo sobrenome, ao final de uma obra.

    5.

    Referencias Bibliográficas

    • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

    • MEDEIROS, João Bosco; ANDRADE, Maria Margarida. Manual de elaboração de referências bibliográficas: a nova NBR 6023:2000 da ABNT: exemplos e comentários. São Paulo: Atlas, 2001.

    NB: A Conclusão e Referencia Bibliográfica acima supracitada, está a copulada no exemplo de um trabalho académicos simples, referente ao número 3.7. do trabalho, isto é, veja abaixo:

    3.7. Trabalho Referentes as Técnicas de Elaboração de uma Referencia Bibliográfica

    5.

    Conclusão

    Depois desta breve e sintética explanação sobre as metodologias de investigação científica, pode- se concluir que segundo as fases de pesquisa descritas na disciplina de metodologia de investigação científica, tomando como referencia as expostas, a estudante Clara Paulo venceu a 1ª etapa da pesquisa, que é “a preparação e delimitação do problema”. E segundo o dicionário Aurélio objectivo significa um fim a atingir, uma meta de pesquisa, propósito de pesquisa, ou seja, é a finalidade de um trabalho de pesquisa, que indica o que o pesquisador vai desenvolver. Toda pesquisa deve ter um objectivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar.

    Entenda-se que a vida académica deve favorecer tanto a construção como a socialização dos conhecimentos. Uma das melhores características da vida académica é a sua pluralidade de disciplinas. Vale ainda lembrar que tanto o objectivo geral quanto os objectivos específicos devem ser redigidos com os verbos na forma do infinitivo impessoal (verbos terminados em “r”).

    Temos que ter consciência que no exercício da pesquisa começa desde a preparação desta até a produção do relatório final. Os trabalhos académicos ou de investigação pressupõem a pesquisa de material bibliográfico e a sua utilização e, por consequência, a referenciação normalizada das fontes de informação consultadas. Para elaborar esta referenciação normalizada existem diversas formas ou estilos. De acordo com a finalidade do trabalho torna-se importante verificar se existe algum tipo de estilo de citação recomendado pelo orientador, adoptado pela revista científica onde o trabalho vai ser publicado ou pela comissão científica do seminário/conferência onde este irá ser apresentado.

    6.

    Referencias Bibliográficas

    • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

    • MEDEIROS, João Bosco; ANDRADE, Maria Margarida. Manual de elaboração de referências bibliográficas: a nova NBR 6023:2000 da ABNT: exemplos e comentários. São Paulo: Atlas, 2001.

    • BARROS, José D'Assunção. O Projecto de Pesquisa em História. Pretrópolis: Vozes, 2009, p.12

    • CARDOSO, T., Alarcão, I. & Celorico, J. (2010). Revisão da literatura e sistematização do conhecimento. Porto: Porto Editora.

    • TEIXEIRA, Elizabeth. As Três Metodologias: Acadêmica, da ciência e da pesquisa. 5 ed. Belém: UNAMA, 2001.

    • MARCONI, M.A. & LAKATOS, E.M. (2002). Técnicas de pesquisa: planeamento, execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 5. ed. São Paulo: Atlas.