You are on page 1of 112

Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Programação de Fresadora CNC


Comando FANUC 0 I-MB
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

TREINAMENTO PARA DOCENTES

CAP_CFP-1.01 2
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Apresentação
No desenvolvimento histórico das máquinas ferramentas de usinagem, sempre
se procuraram soluções que permitissem aumentar a produtividade com qualidade
superior e a minimização dos desgastes físicos na operação das máquinas. Muitas
soluções surgiram, mas até recentemente, nenhuma oferecia flexibilidade necessária
para o uso de uma mesma máquina na usinagem de peças com diferentes
configurações e em lotes reduzidos.

Um exemplo desta situação é o caso do torno. A evolução do torno universal


levou à criação do torno revólver, do torno copiador e torno automático, com
programação elétrica ou mecânica, com emprego de “cames”, etc. Em paralelo ao
desenvolvimento da máquina, visando o aumento dos recursos produtivos, outros
fatores colaboraram com sua evolução, que foi o desenvolvimento das ferramentas,
desde as de aço rápido, metal duro às modernas ferramentas com insertos de
cerâmica. As condições de corte impostas pelas novas ferramentas exigiram das
máquinas novos conceitos de projetos, que permitissem a usinagem com rigidez e
dentro destes, novos parâmetros. Então, com a descoberta e, conseqüente aplicação
do Comando Numérico à Máquina Ferramenta de Usinagem, esta preencheu as
lacunas existentes nos sistemas de trabalho com peças complexas, reunindo as
características de várias destas máquinas.

Histórico
Em 1950, já se dizia em voz corrente, que a cibernética revolucionaria,
completamente, as Máquinas Ferramentas de usinagem, mas não se sabia
exatamente como. Houve tendências iniciais de aplicar o computador para comando
de máquinas, o que, de certa forma, retardou o aparecimento do CN. Somente quando
este caminho foi abandonado por ordem econômica, principalmente, abriu-se para a
pesquisa e o desenvolvimento do que seria o “Comando Numérico”.

No conceito “Comando Numérico”, devemos entender “numérico”, como


significando por meio ou através de números. Este conceito surgiu e tomou corpo,
inicialmente nos idos de 1949/50, nos Estados Unidos da América e, mais
precisamente, no Massachussets Institute os Tecnology, quando sob a tutela da
Parsons Corporation e da Força Aérea dos Estados Unidos, desenvolveu-se um
projeto específico que tratava do “desenvolvimento de um sistema aplicável às

CAP_CFP-1.01 3
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

máquinas-ferramenta para controlar a posição de seus fusos, de acordo com os dados


fornecidos por um computador”, idéia, contudo, basicamente simples.

Entre 1955 e 1957, a Força Aérea Norte-Americana utilizou em suas oficinas


máquinas C.N., cujas idéias foram apresentadas pela “Parson Corporation”. Nesta
mesma época, várias empresas pesquisavam, isoladamente, o C.N. e sua aplicação.
O M.I.T., Massachussets Institute of Tecnology, também participou das pesquisas e
apresentou um comando com entrada de dados através de fita magnética. A aplicação
ainda não era significativa, pois faltava confiança, os custos eram altos e a experiência
muito pequena. Da década de 60, foram desenvolvidos novos sistemas, máquinas
foram especialmente projetadas para receberem o C.N., e aumentou muito a aplicação
no campo da metalurgia. Este desenvolvimento chega a nossos dias satisfazendo os
quesitos de confiança, experiência e viabilidade econômica.

A história não termina, mas abrem-se novas perspectivas de desenvolvimento,


que deixam de envolver somente máquinas operatrizes de usinagem, entrando em
novas áreas. O desenvolvimento da eletrônica aliado ao grande progresso da
tecnologia mecânica, garante estas perspectivas do crescimento.

Atualmente, as palavras “Comando Numérico” começam a ser mais


freqüentemente entendida como soluções de problemas de usinagem, principalmente,
onde não se justifica o emprego de máquinas especiais. Em nosso país, já se iniciou o
emprego de máquinas com C.N., em substituição aos controles convencionais.

Comando Numérico
Como definição, pode-se dizer que o Comando Numérico é um equipamento
eletrônico capaz de receber informações através de entrada própria de dados,
compilar estas informações e transmiti-las em forma de comando à máquina
ferramenta de modo que esta, sem a intervenção do operador, realize as operações
na seqüência programada.

Para entendermos o princípio básico de funcionamento de uma máquina-


ferramenta a Comando Numérico, devemos dividi-la, genericamente, em duas partes:

CAP_CFP-1.01 4
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

O C.N. é composto de uma unidade de assimilação de informações, recebidas


através da leitora de fitas, entrada manual de dados, micro e outros menos usuais.

Uma unidade calculadora, onde as informações recebidas são processadas e


retransmitidas às unidades motoras da máquina-ferramenta.

O circuito que integra a máquina-ferramenta ao C.N. é denominado de


interface, o qual será programado de acordo com as características mecânicas da
máquina.

Máquina-ferramenta
O projeto da máquina-ferramenta deverá objetivar os recursos operacionais
oferecidos pelo C.N. Quanto mais recursos oferecer, maior a versatilidade.

Vantagens do comando numérico

O Comando Numérico pode ser utilizado em qualquer tipo de máquina-


ferramenta. Sua aplicação tem sido maior nas máquinas de diferentes operações de
usinagem, como tornos, fresadoras, furadeiras, mandriladoras e centros de usinagem.

Basicamente, sua aplicação deve ser efetuada em empresas que utilizem as


máquinas na usinagem de séries médias e repetitivas ou em ferramentarias, que
usinam peças complexas em lotes pequenos ou unitários.

A compra de uma máquina-ferramenta não poderá basear-se somente na


demonstração de economia comparado com o sistema convencional, pois, o seu custo
inicial ficará em segundo plano, quando analisarmos os seguintes critérios na
aplicação de máquinas a C.N.

CAP_CFP-1.01 5
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

As principais vantagens são:

1. Maior versatilidade do processo


2. Interpolações lineares e circulares
3. Corte de roscas
4. Sistema de posicionamento, controlado pelo C.N., de
grande precisão.
5. Redução na gama utilizável de ferramentas.
6. Compactação do ciclo de usinagem.
7. Menor tempo de espera.
8. Menor tempo de preparação da máquina.
9. Menor interação entre homem/máquina. As dimensões dependem, quase
que somente, do comando da máquina.
10. Uso racional de ferramentas, face aos recursos do comando/máquina, os
quais executam as formas geométricas da peça, não necessitando as
mesmas de projetos especiais.
11. Repetibilidade dentro dos limites próprios da máquina.
12. Maior controle sobre desgaste das ferramentas.
13. Possibilidade de correção destes desgastes.
14. Menor controle de qualidade.
15. Profundidade de corte perfeitamente controlável.
16. Troca automática de velocidades.
17. Menor estoque de peças em razão da rapidez de fabricação.
18. Maior segurança do operador.
19. Economia na utilização de operários não qualificados.
20. Rápido intercâmbio de informações entre os setores de
Planejamento e Produção.
21. Uso racional do arquivo de processos.
22. Troca rápida de ferramentas.

CAP_CFP-1.01 6
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Principais Recursos do CNC

- Vídeo gráfico para o perfil da peça e visualização do campo


de trabalho da ferramenta.

- Compensação do raio do inserto.

- Programação de áreas de segurança.

- Programação de quaisquer contornos.

- Programação de velocidade de corte constante.

- Programação com sub-programas.

- Comunicação direta com operador através do vídeo.

- Sistema de auto-diagnóstico.

- Programação absoluta ou incremental nos deslocamentos.

- Capacidade de memória 64 kbytes, ou +/- 65 metros de fita.

- Memorização dos programas por entrada manual de dados, fita


perfurada, fita magnética, micro (via RS-232) e via Ethernet.

- Monitorização da vida útil da ferramenta.

- Programação em milímetros ou polegadas.

- Programação em ciclos fixos de usinagem.

- “Pre-Set” realizado na própria máquina.

CAP_CFP-1.01 7
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Regra da mão direita

Para um sistema tridimensional, são utilizados três eixos perpendiculares (90°)


entre si, que podem ser designados através dos dedos da mão direita.

Polegar: indica o sentido positivo do eixo imaginário, representado pela letra X.

Indicador: aponta o sentido positivo do eixo Y.

Médio: mostra o sentido positivo do eixo Z.

Nas máquinas ferramenta, o sistema de coordenadas determinadas


pela regra da mão direita, pode variar de posição em função do tipo de máquina, mas
sempre seguirá a regra apresentada, onde os dedos apontam o sentido positivo dos
eixos imaginários; e o eixo “Z” será coincidente ou paralelo ao eixo árvore principal
(conforme DIN-66217).

CAP_CFP-1.01 8
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Observe as figuras seguintes, que mostram a posição destes eixos numa


fresadora com a árvore na vertical e uma com a árvore na horizontal.

Y
X

Sistema de coordenadas

Os dados numéricos utilizados na programação de máquinas CNC


podem ser cotas de posicionamento ou quantidades, como por exemplo, RPM.

As cotas de posicionamento são definidas segundo o sistema de


coordenadas. (Norma DIN-66217).

Este sistema garante que a ferramenta pode ser comandada


exatamente através dos percursos que realize porque os pontos na área de trabalho
da máquina estão definidos.

CAP_CFP-1.01 9
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Podemos definir pontos através de um sistema de coordenadas:

Agora temos duas cotas definindo cada ponto, ou seja, uma em relação
a cada uma das retas.

Este sistema no qual, os eixos formam entre si um ângulo de 90° é


chamado de Ortogonal ou Cartesiano.

Neste sistema as cotas são chamadas de coordenadas, divididas entre


abscissas (paralelas ao eixo X) e ordenadas (paralelas ao eixo Y). Assim, no desenho
anterior temos:

Ponto Abscissa ( X ) Ordenada ( Y )


A +40 +30
B -30 +20
C -20 -30
D +40 -20

CAP_CFP-1.01 10
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Sistema de coordenadas absolutas (G90)

Em um sistema de coordenadas com 2 eixos, um ponto qualquer estará


sempre corretamente definido, através de um par de coordenadas.

Para melhor entendermos este sistema, já visto anteriormente como sistema


cartesiano, tomemos o exemplo a seguir:

Pontos X Y
P1 0 0
P2 20 0
P3 40 20
P4 40 40
P5 20 40
P6 0 20

CAP_CFP-1.01 11
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Sistema de coordenadas incrementais (G91)

No sistema incremental, a localização de um ponto qualquer não é definida


tomando-se à distância em relação à origem, mas sim, verificando-se o deslocamento
efetuado desde o ponto anterior até o ponto atual.

Pontos X Y
P1 0 0
P2 20 0
P3 20 20
P4 0 20
P5 -20 0
P6 -20 -20

CAP_CFP-1.01 12
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Ponto E de referência da ferramenta e ponto N


do assento

O ponto E serve para informar ao comando as dimensões da ferramenta, sem


o que o comando não teria meios de saber onde está a ponta da ferramenta, para
guiá-la na usinagem.

E N

E N

Fanuc L = H e R=D

Siemens L e R = D

CAP_CFP-1.01 13
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exercícios de coordenadas absolutas e


incrementais

Coordenadas Absolutas
Pontos X Y
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10
P11
P12
P13
P14
P15

CAP_CFP-1.01 14
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Coordenadas Incrementais
Pontos X Y
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
P9
P10
P11
P12
P13
P14
P15

CAP_CFP-1.01 15
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Funções G – Comando Fanuc OI-MB

Código “G” Descrição


G00 Interpolação linear com avanço rápido
G01 Interpolação linear com avanço programado
G02 Interpolação circular sentido horário
G03 Interpolação circular sentido anti-horário
G04 Tempo programado de espera
G09 Parada precisa
G15 Programação de coordenada polar desligada
G16 Programação de coordenada polar ligada
G17 Seleção de plano XY
G18 Seleção de plano XZ
G19 Seleção de plano YZ
G20 Introdução de dados em polegadas
G21 Introdução de dados em milímetro
G40 Desativa a compensação do raio da ferramenta
G41 Ativa a compensação do raio de corte à esquerda
G42 Ativa a compensação do raio de corte à direita
G43 Ativa a compensação do comprimento da Ferramenta
G53 Ponto zero máquina
G54 1º deslocamento do ponto zero
G55 2º deslocamento do ponto zero
G56 3º deslocamento do ponto zero
G57 4º deslocamento do ponto zero
G58 5º deslocamento do ponto zero
G59 6º deslocamento do ponto zero
G63 Corte de rosca com mandril de compensação
G64 Modo de Corte
G80 Anula ciclo fixo
G81 Ciclo fixo para furação simples
G82 Ciclo de furação com tempo de alisamento
G83 Ciclo de furação profunda(pica-pau)
G84 Ciclo de rosqueamento à direita
G90 Coordenadas em valores absolutos
G91 Coordenadas em valores incrementais
G94 Define o avanço em mm/min
G95 Define o avanço em mm/rotação

CAP_CFP-1.01 16
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Funções M – Comando Fanuc OI-MB

Código “M” Descrição


M00 Parada do programa
M01 Parada opcional
M02 Fim de programa
M03 Liga o eixo árvore no sentido horário
M04 Liga o eixo árvore no sentido anti-horário
M05 Desliga o eixo árvore
M06 Troca automática de ferramenta
M07 Liga óleo refrigerante
M09 Desliga óleo refrigerante
M19 Parada orientada do fuso
M29 Execução de rosca rígida
M30 Fim de Programa
M98 Chamada de sub-programa
M99 Fim de sub-programa

Dados Tecnológicos para programação para


Comando FANUC Oi MB
O -Número de Programa

Exemplo: O0100 - programa número 100

N -Número de sentença

Exemplo: N05 sentença número 05

T __ M06 - Número da posição do Magazine de ferramentas

Exemplo: T01 M06 posiciona a ferramenta nº 1 no eixo árvore

G43 H__ - Chamada do corretor de comprimento da ferramenta

Exemplo: G43 H01 define o corretor de comprimento da ferramenta nº 1

D -Definição de corretor de ferramenta

Exemplo: G41 D01 ou G42 D01 define o corretor de ferramentas número 01

S -Speed - RPM

Exemplo: S500 = 500 RPM

CAP_CFP-1.01 17
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

F -Feed – Avanço

Exemplo: F100 Avanço de 100 mm por minuto

; -Fim de bloco

( ) – Os caracteres parênteses permitem a inserção de comentários. Os caracteres


que vierem dentro de parênteses são considerados comentários e serão ignorados
pelo comando. Para facilitar a identificação do programa, recomenda-se inserir um
comentário, para definir o nome da peça que está sendo programada.

Exemplo: O1965 ( PEÇA PROVA);

Definição dos parâmetros de corte


Trata-se de definir as grandezas numéricas que devem ser utilizadas na
programação, para facilitar a obtenção de uma usinagem de boa qualidade.

Para se obter um bom corte, é preciso além da ferramenta adequada, utilizar


também os parâmetros de corte adequados.

Isto faz com que se dê uma atenção toda especial a estas grandezas:

 ROTAÇÕES POR MINUTO (RPM)

É determinada pela velocidade de corte específica de cada material e


ferramenta utilizada. Estes valores são encontrados geralmente em tabelas fornecidas
pelos fabricantes de ferramentas, e se calcula através da seguinte fórmula:

Vc ⋅1000
RPM =
π⋅D

Onde: RPM = Rotações por minuto

VC = Velocidade de corte

D = Diâmetro a ser usinado / ou ferramenta (mm)

 AVANÇO DE USINAGEM
CAP_CFP-1.01 18
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

É determinado em função do material a ser usinado e da ferramenta


utilizada. É calculada através da seguinte fórmula:

F = Fz ⋅ RPM ⋅ z

Onde: F = Avanço de usinagem (mm/min)

Fz = Avanço por dente (indicado pelo fabricante da ferramenta)

z = Número de dentes da ferramenta

 VELOCIDADE DE CORTE

É determinada em função do material a ser usinado e da ferramenta


utilizada. É calculada através da seguinte fórmula:

π⋅D ⋅N
Vc =
1000

Onde: VC = Velocidade de corte

D = Diâmetro a ser usinado / ou ferramenta (mm)

N = Rotação da árvore (RPM)

CAP_CFP-1.01 19
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Sistemas de interpolação linear


Interpolação linear com avanço rápido Função G00

Esta função realiza movimentos nos eixos com maior velocidade de avanço
disponível para cada modelo de máquina, devendo ser utilizada somente para
posicionamento sem nenhum tipo de usinagem.

Interpolação linear com avanço de trabalho Função G01

Esta função realiza movimentos retilíneos com qualquer ângulo, calculado


através das coordenadas de posicionamento descritas, utilizando-se de uma
velocidade de avanço (F) pré-determinada pelo programador.

Exemplo de programação utilizando interpolações Lineares

O0001 (EXEMPLO-01); - Número do programa e texto a ser exibido no diretório.


N05 G54; - Definição do Zero peça.
N07 G00 Z150; - Deslocamento de Segurança.
N10 T01 M6; - Posição magazine e função auxiliar de troca.
N15 G43 H01 G00 Z100; - Corretor de Altura e movimento de ferramenta.
N20 G00 X20 Y30 Z50 S1200 M3; - Aproximação rápida, RPM e liga eixo árvore.
N25 G00 Z10 M08; - Aproximação do eixo árvore e liga líquido refrigerante.
N30 G01 Z2 F3000; - Aproximação com avanço programado do ponto de
partida.
N35 G01 Z-5 F500; - Penetração no primeiro ponto.
N40 G01 X80 Y65; - Interpolação com avanço programado.

CAP_CFP-1.01 20
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

N45 G01 Z2 F1000; - Retirada da ferramenta.


N50 G00 Z150; - Deslocamento de segurança.
N60 G53 G00 X400 Y-70; - Ponto de troca de peça.
N65 M30; - Fim do programa.

Inserção de chanfro ou raio de canto

Quando dois movimentos lineares (G01) se cruzam, é possível inserir um


chanfro ou um arco entre eles sem ter que adicionar um terceiro bloco de programa ou
mudar da interpolação linear para interpolação circular e voltar. As seguintes regras se
aplicam:

1. A interpolação linear (G01) deve estar ativa durante os dois movimentos.

2. O ponto final do primeiro bloco é o ponto onde os movimentos lineares se


cruzariam se nenhum chanfro ou raio tiver sido inserido. Ele não é o ponto inicial do
chanfro ou raio.

INSERÇÃO DE CHANFRO

Para inserir um chanfro, programe um ",C" no primeiro dos dois blocos de


movimento linear (G01). Estes dois movimentos lineares não tem que ser
perpendiculares um ao outro. O valor para ",C" não possui sinal. A vírgula (,) deve
preceder a letra C.

INSERÇÃO DE RAIO DE CANTO

Para inserir um raio, programe um ",R" no primeiro dos dois blocos de


movimento linear (G01). Estes dois movimentos lineares não tem que ser
perpendiculares um ao outro. O valor para ",R" não possui sinal. A vírgula (,) deve
preceder a letra R.

CAP_CFP-1.01 21
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Sistemas de interpolação circular


Interpolação Circular

Função G02 - Interpolação circular (raio) – Sentido HORÁRIO.Esta função


executa operação de usinagem de arcos pré-definidos através de uma movimentação
apropriada e simultânea dos eixos.

Esta função G02 é um comando não-modal, que cancela e é cancelada pelas


funções G00, G01e G03.

Sintaxe Comando Fanuc 21-MB:

G02 X_ _ _ Z_ _ _ R_ _ _ F_ _ _ ;

ou

G02 X_ _ _ Z_ _ _ I_ _ _ K_ _ _ F_ _ _ ;

onde:

X = posição final do arco

Z = posição final do arco

R = valor do raio

I = coordenada do centro do arco

K = coordenada do centro do arco

F = avanço de trabalho (opcional)

OBS.: O eixo auxiliar de programação I é paralelo ao eixo X e o eixo auxiliar de


programação K é paralelo ao eixo Z do sistema principal.

Função G03 - Interpolação circular (raio) – Sentido ANTI-HORÁRIO

CAP_CFP-1.01 22
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Esta função executa operação de usinagem de arcos pré-definidos através de


uma movimentação apropriada e simultânea dos eixos.

Esta função G03 é um comando não-modal, que cancela e é cancelada pelas


funções G00, G01e G02.

Sintaxe Comando Fanuc 21-MB:

G03 X_ _ _ Z_ _ _ R_ _ _ F_ _ _ ;

ou

G03 X_ _ _ Z_ _ _ I_ _ _ K_ _ _ F_ _ _ ;

onde:

X = posição final do arco

Z = posição final do arco

R = valor do raio

I = coordenada do centro do arco

K = coordenada do centro do arco

F = avanço de trabalho (opcional)

CAP_CFP-1.01 23
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exemplo de programação utilizando interpolações Circulares

+Y

+X

Estrutura do Programa CNC Comando Fanuc 21-MB


O0002 (EXEMPLO-02); - Número do programa e texto a ser exibido no diretório.
N05 G54; - Definição do Zero peça.
N07 G00 Z150; - Deslocamento de Segurança.
N10 T01 M6; - Posição magazine e função auxiliar de troca.
N15 G43 H01 G00 Z100; - Corretor de Altura e movimento de ferramenta.
N20 G00 X-20 Y10 Z50 S1200 M3; - Aproximação rápida, RPM e liga eixo árvore.
N25 G00 Z10 M08; - Aproximação do eixo árvore e liga líquido refrigerante.
N30 G01 Z2 F3000; - Aproximação com avanço programado do ponto de
partida.
N35 G01 Z-5 F500; - Penetração no primeiro ponto.
N40 G41 G01 X-0.35 Y0; - Interpolação com avanço programado.
N45 G01 X3; - Interpolação linear, posiciona no início do raio.
N50 G02 X4 Y-1 R1; - Executa interpolação circular de sentido horário com R.
ou
N50 G02 X4 Y-1 I0 J-1; - Executa interpolação circular de sentido horário com I e
J.
N60 G1 Y-2; - Interpolação linear, posiciona no início do raio.
N65 G03 X5 Y-3 R1; - Executa interpolação circular de sentido anti-horário
com R.
ou

CAP_CFP-1.01 24
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

N65 G03 X5 Y-3 I1 J0; - Executa interpolação circular de sentido anti-horário


com I e J.
N70 G01 X8 Y-3; - Interpolação linear, posiciona em X.
N75 G01 Y-5.35; - Interpolação linear, posiciona em Y.
N80 G01 Z2 F1000; - Retirada da ferramenta.
N85 G00 Z150; - Deslocamento de segurança.
N90 G53 G00 X400 Y-70; - Ponto de troca de peça.
N95 M30; - Fim do programa.

Compensação de raio de ferramenta


Função G40 - Cancela compensação do raio da ponta da ferramenta

A função G40 deve ser programada para cancelar as funções previamente


solicitadas como G41 e G42. Esta função, quando solicitada pode utilizar o bloco
posterior para descompensar o raio do inserto programado na página “offset” da
máquina, utilizando avanço de trabalho G1.

A função G40 é um código MODAL e está ativa quando o comando é ligado.

Função G41 - Compensação do raio da ponta da ferramenta à esquerda.

A função G41 seleciona o valor da compensação do raio da ponta da


ferramenta, estando a mesma à esquerda da peça a ser usinada, vista na direção do
curso de corte. A função de compensação deve ser programada em um bloco de
aproximação com avanço de trabalho (G1).

Função G42 - Compensação do raio da ponta da ferramenta à direita.

Esta função é similar à função G41, exceto que a direção de compensação é à


direita, vista em relação ao sentido do curso de corte. A função G42 é MODAL,
portanto cancela e é cancelada pela G40.

CAP_CFP-1.01 25
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Códigos para compensação do raio da ferramenta

Nota:

As setas indicam a direção do movimento da ferramenta.

G41 – Ferramenta à esquerda do


contorno programado.
G41

G42 – Ferramenta à direita do


contorno programado.
+Y
G42

+X

CAP_CFP-1.01 26
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

SELEÇÃO DE PLANO

A seleção de plano determina os dois eixos nos quais a compensação de


ferramenta será efetiva no caso do movimento do eixo ser comandado em todos os
três eixos (X, Y e Z). G40 deve estar ativo quando a seleção de plano for comandada.
A compensação do diâmetro da Programação Fanuc – Centros de Usinagem Verticais
Hardinge 53 ferramenta (G41 ou G42) é comandado após o comando da seleção de
plano. G17 é a seleção de plano "default".

CAP_CFP-1.01 27
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

ENTRADA E SAÍDA DA PEÇA COM A COMPENSAÇÃO DE FERRAMENTA ATIVA

O ângulo do movimento de entrada e saída deve ser igual ou superior a 90


graus. Veja ilustração de movimento correto do eixo na figura seguinte. Se o ângulo do
movimento de entrada e saída for inferior a 90 graus, a ferramenta pode ficar
"encaixotada". Quando uma ferramenta é "encaixotada" ela não alcançará o ponto
final programado. Veja ilustração de movimento incorreto do eixo e "encaixotando a
ferramenta" nas figuras abaixo.

Movimento correto do eixo

Movimento incorreto do eixo.

CAP_CFP-1.01 28
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

COMUTANDO OS CÓDIGOS G41 E G42

- CUIDADO -

Devido ao modo de compensação do diâmetro da ferramenta é


interpolado, G41 ou G42 deve ser programado em um bloco com movimento
linear não-cortante. Se a compensação do diâmetro da ferramenta for ativada,
em um bloco no qual o corte é comandado, pode ocorrer um movimento
indesejável dos eixos.

Tempo de permanência
Função G04

Aplicação: Tempo de permanência.

Entre um deslocamento e outro da ferramenta, pode-se programar um


determinado tempo de permanência da mesma. A função G04 executa uma
permanência, cuja duração é definida por um valor “X”, “U” e “P” associado, que define
o tempo gasto em segundos.

A função G04 requer:

Comando Fanuc 21 MB

G04 X_ _ _ ; (segundos)

ou

G04 U_ _ _ ; (segundos)

ou

G04 P_ _ _ ; (milésimos de segundos)

CAP_CFP-1.01 29
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Ciclo de furação Comando Fanuc 21 MB


Ciclos de furação em uma única passada

Os ciclos de furação em única passada G81 e G82 funcionam de maneira


similar, com exceção de um tempo de espera programável na parte inferior do furo no
ciclo G82. O ciclo G81 é tipicamente usado quando a furação é feita completamente
através da peça ou como exemplo um furo de centro que requer um movimento
simples, como mostrado na figura abaixo. O ciclo G82 é tipicamente usado para fazer
furos cegos (sem saída), devido ao fato de que o tempo de espera programável
permite uma melhor limpeza na parte inferior do furo. Cada ciclo deve ser selecionado
de acordo com as exigências do trabalho.

Formatos

A palavra P (comando de tempo de espera) NÃO é usada no ciclo G81:

[G81 ou G82] X±… Y±… Z±… P7 R±… K… F… (mm/min);

Definições

Comando G81 Código G para ciclo de furação de única passada.

Comando G82 Código G para ciclo de furação de única passada com


tempo de espera programável. Endereço Z especifica a profundidade final do
furo, em relação à Z0 (zero). Endereço P especifica o tempo de espera na
parte inferior do furo. "P0" é assumido se nenhuma palavra P for programada.

Exemplos:

P300 = tempo de espera de 0.3 segundo

P6500 = tempo de espera de 6.5 segundos

Endereço R Especifica a distância absoluta do Z0 ao ponto de retorno do


ciclo. Endereço K Especifica o número de vezes que o ciclo de furação será
executado em cada local. K é assumido como sendo "1" se ele não for
programado. Quando "K0." é programado, os dados do ciclo de furação serão

CAP_CFP-1.01 30
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

armazenados pelo controle da máquina, mas o ciclo de furação não será


executado.

Endereço F Especifica a velocidade de avanço do ciclo de furação.

Especificações:

Z0: Superfície da peça


Material: Ferro fundido (220 BHN)
Tipo de ferramenta: Aço rápido
Diâmetro da ferramenta: 9,525 mm
Corretor de ferramenta #: 11

Neste exemplo de programa, Z0 (zero) é a superfície da peça e um furo


de 9,525 mm será feito a uma profundidade de 2.125 polegadas. Veja próxima
figura.

Exemplo de programa:

O0005 (EXEMPLO DE FURACÃO);


N05 G54;
N10 T05 M06; Seqüência de troca de ferramenta.
N15 G43 H05 G00 Z100; Ativa corretor de altura.
N20 G00 X5 Y3 Z50 S611 M13; Ativa posicionamento absoluto, avanço rápido
para posição XYZ, fuso horário a 611rpm, ligar refrigeração.
N25 G01 Z2 F3000; Avanço rápido para posição inicial Z.
N30 [G81 ou G82] X5 Y3 Z-54 R2 P500 F367; Define e executa ciclo G81
(G82) e fura.
N35 G80; Cancela ciclo.
N40 M06 T_ ; Seqüência de troca de ferramenta

CAP_CFP-1.01 31
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Ciclo de furação de única passada G81 OU G82.

Z2
Ponto Inicial
Z2
R1
Ponto Retorno

Z - 54
Endereço
de Z

Ciclo de furação profunda G83 (Pica-Pau)

O ciclo de furação profunda G83 usa incrementos de profundidade


constante para a distância de mergulho, ele recua a broca para o ponto de
retorno (“R”) após cada passagem de furação, como mostrado na figura abaixo.
Cada ciclo oferece vantagens e deve ser selecionado de acordo com as
exigências do trabalho.

Formatos

N... G83 X±... Y±... Z±... Q... R±... K... F... (mm/min);

CAP_CFP-1.01 32
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Definições

Comando G83 Código G para ciclo de furação profunda

Endereço X Especifica a coordenada do eixo X para o furo, em relação


à X0 (zero).

Endereço Y Especifica a coordenada do eixo Y para o furo, em relação


à Y0 (zero).

Endereço Z Especifica a profundidade final do furo, em relação à Z0


(zero).

Endereço Q Especifica a profundidade do corte por passada na direção


Z como um valor incremental.

Endereço R Especifica a distância absoluta do Z0 ao ponto de retorno


do ciclo.

Endereço K Especifica o número de vezes que o ciclo de furação será


executado em cada local. K é assumido como sendo "1" se ele não for
programado. Quando "K0." é programado, os dados do ciclo de furação serão
armazenados pelo controle da máquina, mas o ciclo de furação não será
executado.

Especificações:

Z0: Superfície da peça


Material: Ferro fundido (220 BHN)
Tipo de ferramenta: Aço rápido
Diâmetro da ferramenta: 9,5 mm
Corretor de ferramenta #: 9

Neste exemplo de programa, Z0 (zero) é a superfície da peça e um furo


de Ø 9,5 mm será feito a uma profundidade de 54 mm.

CAP_CFP-1.01 33
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exemplo de programa:

N220 M06 T_ ; Seqüência de troca de ferramenta


N225 G43 H09 G00 Z100; Ativa corretor de comprimento de ferramenta
# 9,
N230 G00 X5 Y3 Z10 S600 M13;Ativa posicionamento absoluto, avanço rápido
para posição XYZ, fuso horário a 611rpm,
ligar refrigeração
N235 G83 Z-54 R.2 Q5 F100; Define e executa ciclo G83
N240 G80; Cancela ciclo
N245 M06 T_ ; Seqüência de troca de ferramenta

Z2
Ponto
2.0 Inicial
R2
Ponto de Retorno
Q5
Mergulho

Z - 54
Endereço
de Z
Inicial

CAP_CFP-1.01 34
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

FURAÇÃO DE MÚLTIPLOS FUROS

Todos os ciclos de furação descritos podem ser usados para a furação


de múltiplos furos. Como mencionado no item "Cancelamento de ciclos de
furação", um ciclo de furação permanecerá ativo até que seja cancelado por
um comando G80. Uma vez que um ciclo de furação é comandado, só é
necessário programar as posições dos eixos X e Y nos blocos de dados
subseqüentes para comandar a ferramenta a executar o ciclo de furação em
cada posição. O comando G80 é programado após todos os furos da
ferramenta atual terem sido feitos.

CICLOS DE ROSQUEAMENTO
ROSQUEAMENTO CONVENCIONAL

O rosqueamento convencional requer o uso de um suporte com mola de


compensação. A velocidade de avanço é programada para combinar com a
velocidade em RPM do fuso e a velocidade de avanço do eixo Z.

MODO DE ROSCA RÍGIDA

A rosca rígida é executada através da interpolação entre o eixo Z e o


fuso. Quando o modo de rosca rígida está ativo, o fuso gira uma revolução
quando o eixo Z avança uma distância igual ao passo da rosca. Isto elimina a
necessidade de um suporte com mola de compensação, o que permite alta
velocidade e rosqueamento de alta precisão.

O modo de rosca rígida é ativado pelo comando M29. O comando M29 e


a velocidade de fuso serão programados no bloco do ciclo de rosqueamento ou
no bloco precedente.

Exemplos:

N____ M29 S__ ;


N____ G84 X__ Y__ Z__ R__ F__ ;
ou
N____ G84 X__ Y__ Z__ R__ F__ M29 S__ ;

CAP_CFP-1.01 35
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

VELOCIDADE DE AVANÇO DE ROSQUEAMENTO

A velocidade de avanço para o ciclo de rosqueamento pode ser


especificada em milímetros por minuto:

Velocidade de avanço = passo da rosca (em mm) x velocidade do fuso

CANCELAMENTO DE CICLOS DE ROSQUEAMENTO

Os ciclos de rosqueamento e furação DEVEM ser cancelados


imediatamente após serem concluídos. Se um ciclo de rosqueamento ou
furação não for cancelado e um movimento de eixo for comandado, os eixos se
moverão para a nova posição de coordenada e executarão o ciclo. Ciclos
podem ser cancelados como a seguir:

- Programe um comando G80 sozinho em um bloco de dados logo após


o último bloco de dados usado pelo ciclo de rosqueamento ou furação. O bloco
do comando G80 estará imediatamente após o bloco de dados comandando o
ciclo ativo EXCETO quando múltiplos furos forem rosqueados.

- Programar qualquer outro ciclo cancelará um ciclo de rosqueamento.

O pressionamento da tecla "Reset" cancelará o modo de rosca rígida,


mas NÃO cancelará um ciclo de rosqueamento.

Formatos

[G84 ou G74] X±... Y±... Z±... R±... F...M29 S...;

CAP_CFP-1.01 36
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Definições

Comando G84 Código G para ciclo de rosqueamento à direita.

Comando G74 Código G para ciclo de rosqueamento à esquerda.

Endereço X Especifica a coordenada do eixo X para o furo


rosqueado (em relação à X0 zero).

Endereço Y Especifica a coordenada do eixo Y para o furo


rosqueado, em relação à Y0 (zero).

Endereço Z Especifica a profundidade final do furo rosqueado,


em relação à Z0 (zero).

Endereço R Especifica a distância absoluta do Z0 ao ponto de


retorno do ciclo.

Endereço F Especifica a velocidade de avanço do ciclo de


rosqueamento.

Função M29 Ativa o ciclo de rosqueamento rígido.

Endereço S Especifica o RPM para execução do rosqueamento.

Especificações:

Z0: Superfície da peça


Material: Ferro fundido (220 BHN)
Tipo de ferramenta: Aço rápido
Diâmetro da ferramenta: ½ polegada (13 filetes por polegada)
Corretor de ferramenta #: 11

Neste exemplo de programa, Z0 (zero) é a superfície da peça e um


rosqueamento de ½" será programado a uma profundidade de 3.0 polegadas.

CAP_CFP-1.01 37
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exemplo de programa:

N220 T11 M06; Seqüência de troca de ferramenta


N230 G43 H11 G00 Z100; Ativa corretor de comprimento de ferramenta
# 11.
N235 G00 X5 Y3 Z50 S229 M13; Avanço rápido para posição XYZ, fuso
horário a 229 RPM, ligar refrigeração.
N240 G01 Z1 F3000; Avanço programado para posição inicial Z.
N250 G84 Z-3.0 R.1 F17.61 M29 S229; Define e executa ciclo G84 com
rosca rígida.
N260 G80 ; Cancela ciclo G84
N270 M06 T12 ; Seqüência de troca de ferramenta

ROSQUEAMENTO DE MÚLTIPLOS FUROS

Os ciclos de rosqueamento podem ser usados para a rosquear múltiplos


furos. Como mencionado no item "Cancelamento de ciclos de rosqueamento",
um ciclo de rosqueamento permanecerá ativo até que seja cancelado por um
comando G80 ou um outro ciclo. Uma vez que um ciclo de rosqueamento é
comandado, só é necessário programar as posições dos eixos X e Y nos
blocos de dados subseqüentes para comandar a máquina-ferramenta para
executar o ciclo de rosqueamento em cada posição. O comando G80 é
programado após todos os furos da ferramenta atual terem sido terminados.

CAP_CFP-1.01 38
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

SIMULADOR DE

PROGRAMAÇÃO DE

FRSAMENTO CNC

COMANDO FANUC 21M

Software WINNC

CAP_CFP-1.01 39
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

APOSTILA DE TREINAMENTO
A primeira tela é referente ao referenciamento da máquina

OF100%
OPERATOR MESSAGE O0001 N0005

7017 Reference - Point not active !

OS 100% T
JOG **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
ALARM MSG HISTRY

Para referenciar no Fanuc 21, ativar a tecla F1 primeiro e REF tecla F7 e


depois a tecla 5 . OBS.: Se a tecla Num Lock estiver ativada no teclado do micro
não irá acontecer o referenciamento.

Apertando se as Teclas F1 e F12 ativaremos e mudaremos a parte do


softkey do comando Fanuc.

OF100%

OPERATOR MESSAGE O0001 N0005

OS 100%T
JOG **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
POS PRGM OFFSET SYSTEM ALARM >

F3 F4 F5 F6 F7
MEM EDIT MDI JOG REF >

Aperte as Teclas para visualizar as telas do comando Fanuc.

CAP_CFP-1.01 40
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

EXERCÍCIO DE PROGRAMAÇÃO FRESA C.N.C


Ferramentas: T01 - Fresa Ø 16mm – 4 cortes / T2-Broca Ø 5mm / T3-Broca Ø 3mm
Sistema de coordenadas: Absolutas
Usinagem: Em 3 passes com compensação de raio de corte.
Y+ 12 23 35 17 8 0

50
o
45 5X45
R3
40,5
40
36
∅5 ∅3
5
20
13
R5

o
5X45
25 5
15
0 X+ Z+

0 9 16 23 30 37 45 50 6 0

O0001 – Programa Principal O1000 Sub – Programa


N5 G54; N5 G91 G01 Z-2 F1000;
N10 T01 M06; N10 G90 G01 G41 H11 X5 Y25 F150;
N15 G43 H01 G0 Z100 M08; N15 (NA MAQUINA = D01);
N20 G0 X-25 Y15 Z10 M03 S700; N20 Y42;
N25 M98 P031000; N25 G02 X8 Y45 R3;
N30 G0 Z100 M05 M09; N30 G01 X40;
N35 T02 M06; N35 X45 Y40;
N40 G43 H02 G00 Z100; N40 Y10;
N45 G00 X12 Y36 Z50 M03 S1200; N45 G02 X40 Y5 R5;
N50 G01 Z10 F3000 M08; N50 G01 X10;
N55 G81 Z-8 R3 F100; N55 X5 Y10;
N60 X23 Y40.5; N60 Y30;
N65 X35 Y40; N65 X0;
N70 G80; N70 G00 G40 X-25 Y15;
N75 G0 Z100 M05 M09; N75 M99;
N80 T03 M06;
N85 G43 H03 G00 Z100;
N90 G00 X2 Y20 Z50 M03 S1500; N115 G80
N95 G01 Z2 F3000 M08; N120 G00 Z150 M09;
N100 G91 G83 X7 Y0 Z-25 Q7 R0 F90 K5; N125 G53 G00 X350 Y0;
N105 G90 G00 X2 Y13 Z2; N135 M30;
N110 G91 G83 X7 Y0 Z-25 Q7 R0 K5;

CAP_CFP-1.01 41
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

O 0001; Número do Programa Principal


N5 G54; G54 = Ativa deslocamento do ponto zero da peça
N10 T01 M06; T01 = Posicionar a Ferramenta 1 M06= Efetua a troca da ferramenta
Posicionamento da ferramenta em Avanço Rápido para Z100, G43 H01
N15 G43 H01 G0 Z100 M08; enquanto a posição do eixo Z é corrigida pelos dados corretores estabelecidos
para o corretor 1 de comprimento da ferramenta, M08= Liga Refrigeração
G0 = Posicionamento em Avanço Rápido em X, Y e Z (O centro da fresa chega
N20 G0 X-25 Y15 Z10 M03 S700; em X e Y por segurança descer no eixo Z na altura distante da peça), M03=
Rotação do fuso Horário, S700 = 700 RPM
M98= Chamada de Sub-Programa P003= Repetir o Sub-Programa 1000
N25 M98 P031000; 3VEZES o Programa 1000 = Número do Sub-Programa
G0 = Posicionamento em Avanço Rápido Z100, M05 = Desliga o eixo árvore
N30 G0 Z100 M05 M09;
para a troca da ferramenta, M09 = Desliga óleo.
T02 = Posicionar a Ferramenta 2 (Referente à ferramenta BROCA Ø5mm),
N35 T02 M06; M06= Efetua a troca da ferramenta
Posicionamento para a ponta da ferramenta em Avanço Rápido até Z100, G43
N40 G43 H02 G0 Z100; H02 enquanto a posição do eixo Z é corrigida pelos corretores estabelecidos
para o corretor 2 de comprimento da ferramenta
G00 = Posicionamento em Avanço Rápido em X, Y e Z a 50 mm por segurança,
N45 G00 X12 Y36 Z50 M03 S1200; M03= Rotação do fuso Horário, S1200 = 1200 RPM
G01 = Posicionamento de aproximação de Z em Avanço Programado com F3000
N50 G01 Z10 F3000 M08; = Valor de Avanço, M08 = Liga Refrigeração.
G81= Ciclo de furação Simples até a Profundidade Z-8 R3= Posição Inicial para
N55 G81 Z-8 R3 F100; furação, F100= Avanço de Usinagem de 100mm/min
N60 X23 Y40.5; Posicionamento para o 2o Furo – O ciclo continuará ativo
N65 X35 Y40; Posicionamento para o 3o Furo – O ciclo continuará ativo
N70 G80; Cancela Ciclo Fixo
G00 = Posicionamento em Avanço Rápido em Z afastando a ferramenta da peça
N75 G0 Z100 M05 M09; por segurança, M05= Desliga a rotação do fuso, M09 = Desliga refrigerante.
T03 = Posicionar a Ferramenta 2 (Referente à ferramenta BROCA Ø3mm)
N80 T03 M06; M06= Efetua a troca da ferramenta
Posicionamento para a ponta da ferramenta em Avanço Rápido em Z100, G43
N85 G43 H03 G00 Z100; H03 enquanto a posição do eixo Z é corrigida pelos corretores estabelecidos para
o corretor 3 de comprimento da ferramenta.
G00 = Posicionamento em Avanço Rápido em X, Y e Z por segurança a 50 mm
N90 G00 X2 Y20 Z50 M03 S1500; da peça, M03= Rotação do fuso Horário S1500 = 1500 RPM
G01 = Posicionamento em Avanço Programado, F3000 = Valor do avanço
N95 G01 Z2 F3000 M08; Horário S1500 = 1500 RPM M08= Liga Refrigeração
G91 = Sistema Incremental, G83= Ciclo de furação Pica-Pau X e Y =
Posicionamento e Distância Linear (INCREMENTAL entre furos), Z-25 =
G91 G83 X7 Y0 Z-25 Q7 R0 F90 Específica à distância e direção do nível do ponto R ao nível do ponto Z (fundo
N100
K5; do furo), Q7= Profundidade de corte por passada 7mm R0 = Posição Inicial para
furação em relação ao posicionamento anterior, F90 = Avanço de Usinagem de
90mm/min K5= número de furos
G90 = Sistema Absoluto, G00 = Posicionamento em avanço Rápido para abrir o
N105 G90 G00 X2 Y13 Z2; ciclo de furação.
N110 G91 G83 X7 Y0 Z-25 Q7 R0 K5; Repetir o Ciclo de furação, pode-se omitir o avanço, pois é o mesmo.
N115 G80; Cancela Ciclo Fixo
N120 G00 Z150 M09; G00 = Posicionamento em ponto de segurança em Z, M09 = Desliga refrigerante
G53 = Coordenadas na escala do Zero Máquina, G00 = Posicionamento em
N125 G53 G00 X350 Y0; Avanço Rápido para um ponto de troca de peça.
N130 M30; Fim de Programa com retorno à 1a Sentença do programa

CAP_CFP-1.01 42
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

O 1000 (NOME - Nº DO PROGRAMA); Sub – Programa


G91 = Sistema Incremental G01 Z-2 Posicionamento para a ponta da
N5 G91 G01 Z-2 F1000; ferramenta em Avanço Programado 2mm (INCREMENTO POR
PASSE), F1000 = Valor do Avanço.
G90 = Sistema Absoluto, G01= Usinagem em linha Reta até X5 Y25 com
avanço F150mm/min, G41= Compensação de Raio à Esquerda do
N10 G90 G01 G41 H11 X5 Y25 F150;
Contorno da Programado, H11= Específica o Número do Corretor
(APLICAÇÃO NO SOFTER DE SIMULAÇÃO)
Na máquina utilizar no lugar de H o endereço D = valor do corretor da
N15 (H11 NA MÁQUINA = D01)
ferramenta
N20 Y42; RETA
N25 G02 X8 Y45 R3; RAIO DE 3mm
N30 G01 X40; RETA
N35 X45 Y40; RETA
N40 Y10; RETA CONTORNO DA PEÇA
N45 G02 X40 Y5 R5; RAIO DE 2mm
N50 G01 X10; RETA
N55 X5 Y10; RETA
N60 Y30; RETA
N65 X0; RETA
G00 =Avanço Rápido até X-25 Y15 G40 = Cancela o modo corretor do
N70 G00 G40 X-25 Y15; raio da fresa, ou seja, o centro da ferramenta é que chega nas coordenadas
XeY
N75 M99; FIM DE SUB-PROGRAMA

O próximo passo é digitar o programa e o sub-programa em EDIT PROGRAM


apertar
F12 F4 F1 e F4

OF100%

PROGRAM O0001 N0005


_N5
%

>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
PRGRM DIR C. A . P. (OPRT)

CAP_CFP-1.01 43
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Próxima etapa acertar os parâmetros OFFSET E WORK apertar F12 e F5


OF100%
OFFSET O0001 N0005
NO. DATA NO. DATA OBSERVAÇÃO
001 0.000 009 0.000
002 0.000 010 0.000 Para efeito de simulação não é
003 0.000 011 8.000 necessário colocar o
004 0.000 012 0.000 comprimento das ferramentas.
005 0.000 013 0.000 Porém como estamos
006 0.000 014 0.000 trabalhando com compensação
007 0.000 015 0.000 de raio devemos digitar o raio
008 0.000 016 0.000
da ferramenta
ACTUAL POSITION (RELATIVE)
X 279.526 Y 162.575
Z 127.916
NO. _ EDIT
F3 F4 F5 F6 F7
OFFSET SETING W SHFT (OPRT)

Procedimento utilizado desta maneira para funcionamento das simulações


gráficas do Softer.

OF100%
WORK COORDINATES O0001 N0005
NO. DATA NO. DATA
000 X 0.000 002 X 0.000
G53 Y 0.000 G55 Y 0.000
(EXT) Z 0.000 Z 0.000

001 X 100.000 003 X 0.000


G54 Y 100.000 G56 Y 0.000
Z 100.000 Z 0.000

>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
OFFSET SETING W SHFT (OPRT)

Apertar a tecla F12 para mudar o softkey do comando e em seguida a tecla


F11, aparecerá na tecla F3 à função GRAPH

CAP_CFP-1.01 44
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

OF100%
WORK COORDINATES O0001 N0005
NO. DATA NO. DATA
000 X 0.000 002 X 0.000
G53 Y 0.000 G55 Y 0.000
(EXT) Z 0.000 Z 0.000

001 X 100.000 003 X 0.000


G54 Y 100.000 G56 Y 0.000
Z 100.000 Z 0.000

>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
GRAPH

Apertando a tecla F3 aparecerá a tela PATH GRAPHIC, onde podemos


selecionar a visualização, pelo plano de trabalho (AXIS), normalmente o mais utilizado
é P=0 e teremos que digitar os valores máximos em X, Y e Z e mínimos em I(X), J(Y)
e K(Z) para a janela de simulação.

OF100%

GRAPHIC PATH (PARAMETER ) O0001 N0005


AXIS P= 0
(XY=0, XZ=1, YZ=2)
ANGLE
ROTATION A= 0
TILTING A= 0.00
SCALE K=
MAXIMUM/MINIMUN OBSERVAÇÃO
X= 60.000 Y= 60.000 Z= 0.000 Para efeito de simulação em
I= -20.000 J= -20.000 K= 0.000 2D colocar as dimensões em
START SEQ. NO. N= 0 função da peça em bruto e do
END SEQ. NO. N= 0 programa CNC
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
PARAM EXEC SCALE POS >

Apertar a tecla F4 e o softkey irá mudar para a representação seguinte:

Caso você queira fazer a simulação passo a passo apertar a tecla *


(SBL) SINGLE BLOCK, para a simulação acontecer apertar a tecla F4, para cada
sentença, se estiver em automático apertar a tecla F4 apenas uma vez.

CAP_CFP-1.01 45
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

SBL OF100%

GRAPHIC PATH(EXECUCION) O0001 N0005


X 279.528
Y 162.575
Z 127.918
Y

9.71
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
EXEC START STOP RESET DELETE

PARA IR PARA A SIMULAÇÃO 3D PRESSIONAR A SEQUÊNCIA


F12 F11 F3 F11 e F3

SBL F100% S100%

GRAPHIC PATH(EXECUCION) O0001 N0005


X 279.528
Y 162.575
Z 127.918
Y

9.71
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00
F3 F4 F5 F6 F7
3DVIEW

CAP_CFP-1.01 46
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

SIMULAÇÃO 3D (3DVIEW)
A primeira página que iremos visualizar na simulação 3D é a tela abaixo:

F100% S100%

WIN 3D VIEW GENERAL O0001 N0005

RESOLUTION = 1
STEPWIDTH = 15
TOOL PRESENTATION = 2
COLLISION DETECTION = 0
CLAMPING DEVICE = 0

>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
TOOLS WORKP. VIEW SIMUL. (OPRT) >

Apertar a tecla F11 o softkey irá mudar para a representação seguinte:


F3 F4 F5 F6 F7
FIXT. GRAPH. (OPRT) >

(RESOLUTION) Resoluções básicas


Você pode selecionar um de três resoluções:
0 baixo
1 médio
2 alto
Quanto mais alta a resolução, mais lenta será a simulação.

(STEPWIDTH) Largura de passo para


simulação
A introdução acontece em mm ou 1/100 polegada. Quanto menor a largura de
passo, mais contínua e realista a simulação ficará. Mas a velocidade de simulação é
diminuída.

(TOOL PRESENTATION)
Apresentação da Ferramenta
Você pode exibir a ferramenta dos modos seguintes:
0 modelo de volume (ferramenta maciça)
1 modelo de volume transparente
2 modelo de arame
3 sem representação de ferramenta
A velocidade de simulação é mais baixa com o modelo de volume que com
modelo de arame ou sem representação de ferramenta. 08

CAP_CFP-1.01 47
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

APRESENTAÇÃO de FERRAMENTA

A ferramenta pode ser mostrada de três modos:

0 Modelo de volume

Com o modelo de volume aparecerá a ferramenta maciça

1 Modelo de volume transparente


Com o modelo de volume transparente você pode ver também partes que
estão atrás da ferramenta.
2 Modelo de arame

O modelo de arame sempre está no primeiro plano e extremidades escondidas


são visíveis.
O modelo de arame é gere na corrida de simulação, mas o modelo de volume é
mais realista.

CAP_CFP-1.01 48
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

3 Sem representação de ferramenta

Uma simulação sem representação de ferramenta é só um pouco mais rápido


que com o modelo de arame. Entre na representação de ferramenta desejada, nas
colocações básicas para 3D com:

0 modelo de volume
1 modelo de volume transparente
2 modelo de arame
3 sem representação de ferramenta. A parte mais baixa
cortante da ferramenta tem uma cor diferente com a ponta da
ferramenta. Nota: Com a visão de topo, a exibição da ferramenta no
modelo de arame é geralmente manter o contorno visível.

(COLLISION DETECTION) Detecção de


Colisão

0 Detecção de colisão (Desligada)

1 Detecção de colisão (Ligada)

A Detecção de colisão supervisiona as situações seguintes:

Colisões de ferramenta e peças de trabalho em velocidade rápida.

Colisões de ferramenta e dispositivos (morsa) (não acontecerá se a morsa não


é exibida).

Colisões de partes de ferramenta não - cortantes com a peça de trabalho ou


morsa.

No caso de uma colisão será exibido o tipo de colisão e a simulação será


abortada.

(CLAMPING DEVICE) Dispositivo de Fixação -


MORSA
0 Não Exibe dispositivo de fixação (Desligado) OFF

1 Morsa manual - exibição (Ligado) ON

2 Morsa automática – exibição (Ligado) ON

Quando o WinNC está simulando com uma máquina com dispositivo de fixação
automático, a simulação 3D usa a exibição do dispositivo de fixação automaticamente.

Com exibição de dispositivo de fixação inativo, não será supervisionada


nenhuma colisão de dispositivo de fixação.

CAP_CFP-1.01 49
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

F3 TOOLS TOOLHOLDER - BIBLIOTECA de


FERRAMENTAS
Para correta simulação das ferramentas devem ser selecionadas as posições
na página WIN-3D VIEM TOOL SELECT (endereço T no programa), e acertar na tela
de OFFSET os dados referentes ao comprimento de cada ferramenta ou o valor do
raio para compensação do raio.

O 3D-View oferece uma biblioteca de ferramenta que contém todas as


ferramentas standard. Para visualizar a biblioteca de ferramentas apertar a tecla F3

OF100%
WIN 3D-VIEW TOOL-SELECT O0001 N0005
T I
TOOLHOLDER 01 7
02 29
TOOL LIBRARY TOOL NUMBER 1
TOOL NAME Slot mill cutter 3mm
TOOL ANGLE 0.000000
EDGE ANGLE 0.000000
CUTTER RADIUS 1.500000
CUTTER LENGHT 5.000000
CUTTER POSITION 0
COMMENTY HSS, DIN 327 T YPE B
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
POS. - POS.+ TOOL- TOOL+ TAKE

Usando as teclas F3 ou F4 poderemos visualizar na tela os tipos de ferramentas que


temos à disposição, para escolhera ferramenta correta apertar a tecla F7.

Apertando a tecla F2 o softkey retornará para os parâmetros da simulação 3D.

CAP_CFP-1.01 50
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

RELAÇÃO DE FERRAMENTAS DO 3D VIEW


Tool Tool
Descrição Descrição
Number Number
1 Fresa de Topo Ø 3 mm 22 Broca de Centro Ø 10 mm
2 Fresa de Topo Ø 4 mm 23 Broca Ø 2mm
3 Fresa de Topo Ø 5 mm 24 Broca Ø 2.5mm
4 Fresa de Topo Ø 6 mm 25 Broca Ø 3mm
5 Fresa de Topo Ø 8 mm 26 Broca Ø 3.3mm
6 Fresa de Topo Ø 10 mm 27 Broca Ø 4mm
7 Fresa de Topo Ø 12 mm 28 Broca Ø 4.2mm
8 Fresa de Topo Alto Rendimento Ø 8 mm 29 Broca Ø 5mm
9 Fresa de Topo Alto Rendimento Ø 10 mm 30 Broca Ø 6mm
10 Fresa de Topo Alto Rendimento Ø12 mm 31 Broca Ø 6.8mm
11 Fresa de Topo Alto Rendimento Ø16 mm 32 Broca Ø 7mm
12 Fresa de Topo Tipo T Ø 12.5 mm 33 Broca Ø 8mm
13 Fresa de Topo Tipo T Ø 16 mm 34 Broca Ø 8.5mm
14 Fresa de Topo Raiada Ø 6 mm 35 Broca Ø 9mm
15 Fresa de Topo Raiada Ø 12 mm 36 Broca Ø 10mm
16 Rabo de Andorinha Interna Ø16 mm 37 Macho M3
17 Rabo de Andorinha Interna Ø16 x 45º 38 Macho M4
18 Fresa de Topo Alto Rendimento Ø 40 mm 39 Macho M5
19 Fresa Tipo Disco Ø 35 mm 40 Macho M6
20 Fresa Tipo Disco Ø 50 mm 41 Macho M8
21 Fresa Tipo Serra Ø 60mm

F4 WORKPIECE
WORKPIECE – Definição de Ponto Zero Peça

Nota: O ponto zero peça é chamado pelos códigos G54 - G59 no programa e
será levado em conta os valores que estão em WORK COORDINATES e deve ser
considerado como definição da posição de ponto zero peça na visualização em 3D.

Aperte o resp de workpiece de softkey. workp. A tela mostra o introduza quadro


acima.

Você pode selecionar todo valor com as teclas de cursor.

Para isso, apertar a tecla referente ao ponto zero (workpiece) e correr sobre o
significado dos valores, eles são selecionados e mostrados (Ex.: workpiece Ref. Pt.
(x))

Nas medidas seguintes serão entradas:

Posição do workpiece ponto zero peça, relacionado ao zero máquina ponto M


em X, Y e Z

Deslocamento de Origem relacionada (zero máquina para o ponto zero peça)


W em -X, +X, -Y, +Y e -Z.

Determinar as dimensões dos mordentes e a altura da peça em Y e


respectivamente de Z. X e Z (o dispositivo segurando pode ser virado 90) - veja
segurando posição de dispositivo.

CAP_CFP-1.01 51
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Escala para apresentação às 100% a janela de simulação está completamente


cheia, a apresentação pode ser diminuída para 50%.

Para acessar a página de definição de PONTO ZERO PEÇA apertar a tecla


F4 WORKPIECE.

OF100%

WIN 3D VIEW O0001 N0005

GENERAL ADJUSTMENTS
RESOLUTION = 1
STEPWIDTH = 15
TOOL PRESENTATION = 2
COLLISION DETECTION = 0
CLAMPING DEVICE = 0
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
TOOLS WORKP. VIEW SIMUL. (OPRT) >

Largura da 100
peça 50.000 Comprimento
0.00
%
da peça
0 50.000
0.000

10.00 Altura
5.000
0 da
peça 50
17.00
0 %
Valor de G54 em Z
Z Y100.000
Valor de G54 em Y
100.000
Valor de G54 em X
100.000 X

WORKPIECE REF. PT. (X) 100%

Apertando a tecla F2 o softkey retornará para os parâmetros da simulação 3D.

12

CAP_CFP-1.01 52
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

F5 VIEW – Determinar Vista para Simulação


Gráfica
Após definir o PONTO ZERO PEÇA apertar a tecla F5 para determinar a vista
que ocorrerá a simulação.

F100% S100%

WIN 3D VIEW O0001 N0005

GENERAL ADJUSTMENTS
RESOLUTION = 1
STEPWIDTH = 15
TOOL PRESENTATION = 2
COLLISION DETECTION = 0
CLAMPING DEVICE = 0
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
TOOLS WORKP. VIEW SIMUL. (OPRT) >

TO (TOP)
PO DIREITA
R. B.
ATRÁS

L. B. R. F.
ESQUERDA DIREITA FRENTE
ATRÁS

Z Y
ESQUERDA L. F.
FRENTE
X

VIEW L. F.

F3 F4 F5 F6 F7
R. F. R. B. L. F. L. B. TOP

Apertar a tecla F correspondente à vista que se deseja simular. 13

CAP_CFP-1.01 53
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Apertando a tecla F2 o softkey retornará para os parâmetros da simulação 3D.


F11 F3 FIXT. - Posicionamento da morsa em X ou Y

OF100%

WIN 3D VIEW GENERAL O0001 N0005

RESOLUTION = 1
STEPWIDTH = 15
TOOL PRESENTATION = 2
COLLISION DETECTION = 0
CLAMPING DEVICE = 0
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
FIXT. GRAPH (OPRT)

X-AXIS Y-AXIS

Z Y

X DIRECTION: X-AXIS

F3 F4 F5 F6 F7
X Y

Selecionar F3 ou F4 para posicionamento do mordente da morsa no eixo X ou


Y

Apertando a tecla F2 o softkey retornará para os parâmetros da simulação 3D.

CAP_CFP-1.01 54
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Para ativar a tela referente à simulação 3D apertar a tecla F6

OF100%

WIN 3D VIEW GENERAL O0001 N0005

RESOLUTION = 1
STEPWIDTH = 15
TOOL PRESENTATION = 2
COLLISION DETECTION = 0
CLAMPING DEVICE = 0
>_ OS100%T
EDIT **** *** *** 12:00:00

F3 F4 F5 F6 F7
TOOLS WORKP. VIEW SIMUL. (OPRT). >

Para dar partida à simulação apertar a tecla F4

OF100%

WINNC 3DVIEW (SIMULATION) O0001 N0005


X 279.528
Y 162.575
Z 127.918
Y

9.71
JOG
F3 F4 F5 F6 F7
SECT. START STOP RESET

Ao final da simulação apertando a tecla F3, poderemos colocar corte na peça


para visualização de detalhes internos.

CAP_CFP-1.01 55
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

OF100%
WINNC 3DVIEW (SIMULATION) O0001 N0005
X 279.528
Y 162.575
Z 127.918

F3 F4 F5 F6 F7
X- X+ Y- Y+ >
Pode-se determinar o lugar para o corte movendo os cursores pelas teclas X-,
X+, Y-, Y+, com os cursores na posição, apertar a tecla F11

OF100%

WINNC 3DVIEW (SIMULATION) O0001 N0005


X 279.528
Y 162.575
Z 127.918

F3 F4 F5 F6 F7
ON OFF STORE >

Apertando a tecla F3 será visualizado o corte. Apertando a tecla F4 o desenho


voltará, sem o corte.

CAP_CFP-1.01 56
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

OF100%
WINNC 3DVIEW (SIMULATION) O0001 N0005
X 279.528
Y 162.575
Z 127.918

F3 F4 F5 F6 F7
ON OFF STORE >

EXERCÍCIO DE PROGRAMAÇÃO FRESA C.N.C


– 02
Ferramenta: Fresa Ø 12 mm – 4 cortes / T2 - Fresa Ø 8 mm / T3 - Broca Ø 6 mm
Sistema de coordenadas: Absolutas Usinagem: Em 4 passes com compensação de
raio de corte.

CAP_CFP-1.01 57
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

O O
N5 N5
N10 N10
N15 N15
N20 N20
N25 N25
N30 N30
N35 N35
N40 N40
N45 N45
N50 N50
N55 N55
N60 N60
N65 N65
N70 N70
N75 N75
N80 N80
N85 N85
N90 N90
N95 N95
N100 N100
N105 N105
N110 N110
N115 N115
N120 N120
N125 N125
N130 N130
N135 N135
N140 N140
N145 N145
N150 N150
N155 N155
N160
N165 N250
N170 N255
N175 N260
N180 N265
N185 N270
N190 N275
N195 N280
N200 N285
N205 N290
N210 N295
N215 N300
N220 N305
N225 N310
N230 N315
N235 N320
N240 N325
N245 N330

CAP_CFP-1.01 58
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Considerações Importantes
COMO AUMENTAR O NÚMERO DE FERRAMENTAS NO 3D VIEW

Quando o Software é instalado a configuração do revólver ferramentas vem


com 8 posições, devido à opção de uma biblioteca já existente do 3D View, se
quisermos aumentar o número de posições do revólver ferramenta devemos proceder
abaixo:

1. Entrar no Explorer C:\WINNC32\MILL


2. Clicar no Arquivo 3dview (Com o botão Direito do Mouse)
3. Clicar em Propriedades
4. Desabilitar o “Somente Leitura”
5. Aplicar
6. OK
7. Clicar no Arquivo 3dview (Abrir como bloco de notas)
8. Ir até Definition des Werkzeugwenders
9. [ToolHolders]
10. Dar espaços e adicionar posições de novas ferramentas
11. Salvar
COMO CAPTURAR FIGURAS NO 3D VIEW E COLAR NO WORD

É possível montar uma apostila em Word, mostrando passo a passo a


usinagem de uma peça, capturando figuras no 3Dview, para isso proceder da seguinte
maneira:

1. No 3DVIEW capturar a figura apertando o Softkey STORE


2. Fechar ou minimizar o Winnc
3. Abrir o Paint
4. Clicar em Arquivo \ Abrir \ C:\WINNC32\FANUC21M
5. Clicar no arquivo TURN001.BMP
6. A figura que foi capturada será aberta. Clicar em Preencher com cor –
Selecionar a cor Branca
7. Preencher o espaço da cor preta com a cor branca
8. Selecionar Arquivo \ SALVAR (Escolher um Diretório)
9. Fechar o paint e abrir o WORD
10. No WORD clicar em INSERIR \ FIGURA \ DO ARQUIVO\ DIRETÓRIO
11. INSERIR
CAMINHO PARA VISUALIZAÇÃO DOS PROGRAMAS EDITADOS

Quando o Programa CN é digitado ele é salvo automaticamente, se quisermos


fazer alguma modificação devemos proceder como abaixo:

1. Entrar no Explorer C:\WINNC32\FANUC21M\PRG(Todos os Programas


estão nesta pasta
2. Clicar no Arquivo que você deseja abrir 2 Vezes (Abrir com Notepad)
Efetuar a modificação SALVAR (Não utilizar o SALVAR COMO, pois o arquivo será
salvo como documento de texto e depois o arquivo não será aberto pelo WINNC32

CAP_CFP-1.01 59
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exercício 3
Ferramenta T05: Broca de Centro Ø 3 x 8 mm
Vc: 25 m/min Av. p/ faca : 0,02 mm

Ferramenta T10: Broca de Ø 4 mm


Vc: 25 m/min Av. p/ faca : 0,04 mm

Ferramenta T11: Broca de Ø 5 mm


Vc : 30 m/min Av. p/ faca : 0,04 mm

Ferramenta T12: Broca de Ø 8 mm


Vc : 30 m/min Av. p/ faca : 0,06 mm

Ferramenta T04: Fresa de Ø 8 mm 4 cortes


Vc : 25 m/min Av. p/ faca : 0,075 mm

Ferramenta T13: Macho M 5 x 0,8


RPM: 260

Sistema de coordenadas: Absoluto

Usinagem: Furar seqüencial, escarear, roscar e fresar as cavidades. Sem


compensação de raio.

N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N

CAP_CFP-1.01 60
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N

CAP_CFP-1.01 61
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exercício 4
Ferramenta T05: Broca de centro Ø 3,15 x Ø8 mm VC: 150 m/min
Av. p/ volta : 0,1mm

Ferramenta T06: Broca Ø6 mm VC: 150 m/min Av. p/ volta : 0,12mm

Ferramenta T07: Macho M 8 (RPM-260)

Sistema de coordenadas : Absoluta Usinagem : Furar e executar rosca com


macho.

N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N

CAP_CFP-1.01 62
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N

CAP_CFP-1.01 63
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exercício 5
Usinagem : Executar perfis com compensação de raio e furações

% N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N
N N

CAP_CFP-1.01 64
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

MANUAL DE OPERAÇÃO

CENTRO DE USINAGEM

HARDINGE

COMANDO FANUC 21M

CAP_CFP-1.01 65
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Funções do controle da máquina


Painel de controle e display

O painel de controle e display, mostrado nas Figuras 1.1 e 1.2, consiste de uma
tela de display com softkeys associadas e um teclado de introdução manual de dados.

SOFTKEYS

As softkeys têm várias funções, dependendo da aplicação. As funções da


softkey são exibidas na parte inferior da tela de controle e display.

Teclado de introdução manual de dados

ALTER (Alterar)

Esta tecla permite que uma entrada existente em um programa ativo seja
mudada durante o modo de edição. Veja 'Modo de edição' no capítulo 3.

CAN (Cancelar)

Esta tecla é usada para cancelar ou apagar o último caractere ou símbolo que
foi entrado no buffer de entrada. Ela é também usada, junto com a tecla de função
apropriada, para limpar os dados exibidos na tela.

TECLAS DE CONTROLE DO CURSOR

Estas teclas moverão o cursor para frente ou para trás pelo programa ou
parâmetros, dependendo de qual modo estiver ativo.

TECLAS DE INTRODUÇÃO DE DADOS

Estas teclas são usadas para a introdução manual de dados no controle. Estas
teclas entram caracteres alfabéticos, numéricos e outros. Em adição a estas teclas, as
teclas "Alter" (alterar), "Insert" (inserir), "Delete" (apagar), "EOB" (fim de bloco) e
"Cancel" (cancelar) estão ativas. Os dados introduzidos com as teclas de introdução
de dados são indicados na linha 14 da tela de exibição. Cada tecla de introdução de
dados é usada como uma tecla de endereço e uma tecla numérica. A introdução
numérica e de endereço é trocada automaticamente pelo controle de acordo com o
menu da página exibido na parte inferior da tela ou ela pode ser trocada manualmente
pressionando-se a tecla.

CAP_CFP-1.01 66
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Exemplo:
• Para selecionar I, pressione da tecla "K, J, I" uma vez.
• Para selecionar J, pressione da tecla "K, J, I" duas vezes.
• Para selecionar K, pressione da tecla "K, J, I" três vezes.

O símbolo de avanço rápido na tecla 5 não tem nenhuma função.

DELETE (Deletar)

Esta tecla faz com que a palavra de dados que esta diretamente acima do
cursor seja deletada.

EOB (Fim de bloco)

Esta tecla é usada para entrar um caractere de fim de bloco (;) .

INPUT (Entrada)

Esta tecla é usada para fixar dados que foram entrados no buffer de entrada
para a área apropriada da memória do controle.

INSERT (Inserir)

Esta tecla permite que comandos adicionais sejam inseridos em uma linha de
programa durante o modo de edição.

PAGE UP (Página acima)

PAGE DOWN (Página abaixo)

Estas teclas de página são usadas para exibir informações contidas em mais
de uma página. Pressionando-se Page ↑ ou Page ↓ faz o controle exibir a página
anterior ou posterior, respectivamente.

CAP_CFP-1.01 67
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

H a r d in g e / T o n u c C o n t r o l S y s t e m II

T e c la s d e in tr o d u ç ã o d e d a d o s
S o f tk e y s

Figura 1.1 - Tela de display e teclado de introdução de dados

H a r d in g e / T o n u c C o n t r o l S y s t e m II

T e c la s d e in tr o d u ç ã o d e d a d o s
S o f tk e y s

Figura 1.2 - Tela de exibição e teclado de introdução de dados

RESET

Esta tecla pode ser ativada a qualquer momento durante a execução de um


programa de peça. Quando esta tecla é pressionada, os movimentos do fuso e eixo
são parados. Os códigos M e G são resetados para a condição modal inicial ao ligar. A
tecla Reset é também usada para remover uma condição de alarme após a correção
de uma falha.

- NOTA -

Para retornar ao início de um programa de peça principal, selecione o modo de


edição e pressione Reset, ou OPRT na softkey e aperte Rebobinar.

CAP_CFP-1.01 68
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

MENU / OFFSET (Menu / Offset)

Esta tecla permite a edição e exibição de valores de offset.

OPR / ALARM (Operador / Mensagens de alarme)

Esta tecla permite que o operador:

• acesse o painel de operação por software.


• exiba mensagens de alarme e mensagens para o operador emitidos pelo controle
da máquina devido a erros de programação NC ou falhas de hardware da máquina.

POS (Posição)

O pressionando da tecla "POS" faz com que dados de posição sejam exibidos
em um destes três modos:

1. No modo absoluto do sistema de coordenada de trabalho, pressionando-se a


softkey 'Absolute'.
2. No sistema de coordenada relativa, pressionando-se a softkey 'Relative'.
3. No modo "todas" indicando relativo, absoluto, coordenadas de máquina e distância
a percorrer, pressionando-se a softkey 'ALL'.

PRGRM (Programa)

Esta tecla permite que o operador:

• Edite e exiba a memória do programa (no modo de edição).


• Introduza e exiba informações de dados introduzidos manualmente (no
modo de introdução de dados manual).
• Exiba o programa de peça ativo (no modo automático).

CAP_CFP-1.01 69
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Painel de controle do operador

Figura 1.3 - Painel de controle do operador

Veja na Figura 1.3 a localização das chaves, botões pulsantes e luzes


indicadoras descritos nesta seção.

CHAVES SELETORAS

Parada de Emergência

O botão de Parada de Emergência está localizado no canto esquerdo superior


do painel de controle do operador mostrado na Figura 1.3. Quando pressionado, todo
o movimento da máquina e transportador de cavacos é parado. Puxe o botão pulsante
de Parada de Emergência UP (para cima) para liberá-lo.

Chave de override de avanço rápido

Esta chave pode modificar a velocidade de avanço rápido da máquina nos


eixos X, Y e Z em passos de 0 a 100%. Ela está ativa no modo de posicionamento
(G90) e durante passes de retorno para ciclos de usinagem.

CAP_CFP-1.01 70
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Chave de override de avanço programado e Jog

No modo de introdução de dados manual ou automático, esta chave permite


que o operador modifique velocidades de avanço programadas de 0 a 150%. Se "0"
for fixado, o movimento de G01, G02 e G03 parará.

No modo Jog esta chave estabelece a velocidade de movimento quando os


eixos da máquina estão sendo movimentados manualmente. Se "0" for fixado, o
movimento do eixo será bloqueado. A velocidade de movimento é:

• Modo polegada: 0 a 50 polegadas por minuto


• Modo métrico: 0 a 1260 milímetros por minuto

Chave de override do fuso

Esta chave permite que o operador modifique velocidades programadas do


fuso de 50 a 120%.

Chave de seleção de modo

Figura 1.4 - Painel de controle do operador-seletor de funções

Modo de edição

Esta chave ativa o modo de edição. Este modo permite que o operador ou
programador entre um novo programa ou edite uma programa armazenado. Para
desativar o modo de edição, selecione um outro modo de operação.

Modo automático

Esta chave ativa o modo automático. Este modo permite a execução de um


programa de peça armazenado na memória do controle e a modificação de programas
de peça usando a função de edição paralela.

CAP_CFP-1.01 71
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Modo de introdução de dados manual (MDI)

Esta chave ativa o modo de introdução de dados manual. Este modo permite a
introdução manual de um bloco de programa temporário.

Modo de controle numérico direto (DNC)

Esta chave ativa o modo de controle numérico direto. Este modo permite a
execução de um programa de peça lido diretamente de um equipamento de dados
conectado ao controle da máquina.

Modo JOG

Esta chave ativa o modo JOG. Este modo permite a execução de movimentos
não programados dos eixos através do uso dos botões pulsantes de direção de eixos.

Botões de pressão de direção dos eixos e luzes indicadoras

Os botões pulsantes dos eixos X, Y, Z e 4º são usados para o movimento


manual dos eixos no modo JOG. Os botões pulsantes dos eixos X, Y e Z são também
usados conjuntamente com a chave de avanço de JOG.

Funções de botões pulsantes variados

“RAPID (Avanço rápido)”

- CUIDADO –

Ao movimentar os eixos da máquina, esteja certo de não haver nenhuma


interferência entre fixações, fuso, ferramentas ou peça.

Este botão pulsante permite que o operador da máquina ative o modo de


avanço rápido manual. Ativando este botão com o modo JOG ativo e pressionando-se
um dos botões direcionais do eixo fará com que o eixo selecionado se mova em
velocidade de avanço rápido.

A chave de override de avanço rápido pode ser usada para ajustar a


velocidade de avanço rápido.

CAP_CFP-1.01 72
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Modo manopla (HND - gerador de pulsos manual)

Esta chave ativa o modo manopla.

Modo de referência

Esta chave ativa o modo de referência. Este modo permite que o eixo
selecionado seja movido para o ponto de referência. Este modo é ativado
automaticamente ao ligar a máquina. Pressione primeiro Z+, após o afastamento da
ferramenta, X+ e Y+ dando preferência a colocar o potenciômetro de avanço manual
em 50%.

Luzes indicadoras

Uma luz indicadora acima das teclas de movimentação dos eixos, ligará
quando o eixo associado estiver no ponto de referência.

BOTÕES PULSANTES DE CICLOS DE PROGRAMA

Início de ciclo (cor verde)

Este botão é do tipo remanente que inicia a execução do programa quando o


controle está no modo automático ou passo a passo. Uma função adicional desta
chave é a de executar comandos de introdução de dados manual. Este botão pulsante
fica luminoso quando o início de ciclo está ativo.

Bloqueio de avanço (cor vermelha)

O botão pulsante de bloqueio de avanço permite que o operador pare todos os


movimentos programados dos eixos. No entanto, a velocidade do fuso ativa não é
afetada. O bloqueio de avanço pode ser ativado nos modos automático, passo a
passo, dry run ou machine lock.

Pressione a tecla 'início de ciclo' para prosseguir a operação normal após um


bloqueio de avanço.

CAP_CFP-1.01 73
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

M01 (Parada Opcional)

- CUIDADO –

É da responsabilidade do programador programar M03, M04, M13 ou M14 para


reiniciar o fuso e refrigeração quando a execução do programa for retomada após uma
parada opcional.

Este botão pulsante permite que o operador da máquina ative e desative a


Parada Opcional. Esta função faz com que o controle pare a execução do programa
de peça APÓS executar um bloco ativo contendo um código M01. O código M01 é
ignorado quando a Parada Opcional não está ativa.

Esta função pode ser ativada antes ou durante a execução do bloco contendo o
código M01. A luz indicadora fica luminosa quando a Parada Opcional está ativa.
Quando um bloco contendo um código M01 é encontrado e esta função está ativa,
ocorre o seguinte:

• O bloco é executado.
• Todos os movimentos do carro e fuso param.
• A bomba de refrigeração é desligada e o bloqueio de avanço é ligado.

Para prosseguir a execução do programa, pressione o botão Cycle Start. A luz


do botão de bloqueio de avanço desligará.

BDT (Salto de Bloco, ou Bloco Barrado)

Este botão pulsante permite que o operador da máquina ativar e desativar


alternadamente o Salto de Bloco. Quando o Salto de Bloco está ativo, o controle
ignorará qualquer bloco de dados de programa precedido por uma barra (“/”). A luz
indicadora fica luminosa quando o Salto de Bloco está ativo.

SBK (Bloco a bloco)

Este botão pulsante permite que o operador da máquina ative o modo bloco a
bloco. A luz indicadora fica luminosa quando bloco a bloco está ativo. O modo bloco a
bloco fornece ao operador a capacidade para executar um bloco de dados cada vez
que o botão Cycle Start for pressionado.

CAP_CFP-1.01 74
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

MLK (Bloqueio de máquina)

- NOTA -

Este modo deve estar desligado durante a operação normal da máquina.

Este botão pulsante permite que o operador ative e desative alternadamente o


modo de bloqueio de máquina. Quando este modo está ativo, todos movimentos dos
eixos e fuso são bloqueados. As funções M, S e T também são bloqueadas. A luz
indicadora fica luminosa quando o bloqueio de máquina está ativo.

ZMLK (Bloqueio do eixo Z)

Este botão pulsante permite que o operador bloqueie todo o movimento do eixo
Z. Quando o bloqueio do eixo Z estiver desligado, o movimento do eixo Z ocorrerá
conforme programado. Quando o bloqueio do eixo Z estiver ativo, todo o movimento
do eixo Z está bloqueado.

Quando um programa de peça for executado, todas as outras atividades da


máquina ocorrerão conforme programadas.

DRN (Dry run)

- NOTA –

Este modo deve estar desligado durante a operação normal da máquina.

Este botão pulsante permite ao operador ativar e desativar alternadamente o


modo Dry Run.

Quando este modo está ativo, as velocidades de avanço programadas são


ignoradas e os movimentos de corte são executados a uma velocidade de avanço em
JOG de 1260 milímetros por minuto. A luz indicadora fica luminosa quando o modo
Dry Run está ativo.

CAP_CFP-1.01 75
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Ligar refrigeração

Este botão pulsante liga a bomba de refrigeração, independentemente dos


códigos M programados para o controle de refrigeração. A condição 'Refrigeração
ligada' desativa as condições 'Refrigeração automática' e 'Refrigeração desligada'.

Desligar refrigeração

Este botão pulsante desliga a bomba de refrigeração, independentemente dos


códigos M programados para o controle de refrigeração. A condição 'Refrigeração
desligada' desativa as condições 'Refrigeração automática' e 'Refrigeração ligada'.

Refrigeração automática

Este botão pulsante possibilita o controle automático de refrigeração do


programa de peça. A refrigeração é ligada quando um M08, M13 ou M14 é lido do
programa de peça pelo controle. A refrigeração é desligada quando um M00, M01,
M02, M05, M09 ou M30 é lido do programa de peça. A condição 'Refrigeração
automática desativa as condições 'Refrigeração desligada e 'Refrigeração ligada'.

Transportador de cavacos ligado/desligado

Este botão pulsante permite que o operador da máquina ligue ou desligue o


transportador de cavacos. Este botão fica luminoso quando o transportador de
cavacos é ligado.

Direção do transportador de cavacos

Este botão pulsante permite que o operador da máquina inverta a direção do


movimento do transportador de cavacos. Este botão fica luminoso quando
transportador de cavacos está se movendo na direção inversa.

CAP_CFP-1.01 76
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

FUNÇÃO DE MOVIMENTO DO FUSO

Controle da velocidade de movimento do fuso

Esta chave variável permite que o operador regule a velocidade do fuso


durante o seu movimento.

Rotação horária

Este botão pulsante permite que o operador da máquina movimente o fuso da


máquina na direção horária (conforme visto do topo da máquina) quando o modo JOG
está ativo e as portas de proteção estão fechadas.

Parada do fuso

Este botão pulsante permite que o operador da máquina cancele o movimento


do fuso.

Rotação anti-horária

Este botão pulsante permite que o operador da máquina movimente o fuso da


máquina na direção anti-horária (conforme visto do topo da máquina) quando o modo
JOG está ativo e as portas de proteção estão fechadas.

Luz de trabalho

Este botão liga e desliga a luz da área de trabalho.

Cancelamento de alarme

- NOTA -

Desativar o alarme audível não corrige a condição que provocou o alarme.

Este botão pulsante permite que o operador da máquina cancele o alarme


audível que é acionado quando um alarme é emitido pelo controle da máquina.

CAP_CFP-1.01 77
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Reset de Parada de Emergência

- NOTA –

A condição que fez com que a máquina tivesse uma parada de emergência
DEVE ser corrigida antes que a Parada de Emergência possa ser removida.

O botão Reset de Parada de Emergência, quando mantido pressionado,


também permite que o operador da máquina movimente os eixos fora de uma
condição de fim de curso.

O botão Reset de Parada de Emergência é usado para resetar o controle após


a liberação do botão de Parada de Emergência ou após a correção do problema que
causou a condição Parada de Emergência.

Para retornar o controle para operação normal:

1. Corrija o problema que causou a condição Parada de Emergência.


2. Se necessário, libere o botão de Parada de Emergência pressionando-o para fora.
3. Pressione o botão Reset de Parada de Emergência.
4. Mova todos os eixos para uma posição segura de reinício de programa.

CAP_CFP-1.01 78
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

BOTÕES PULSANTES DE INDEXAÇÃO MANUAL DO MAGAZINE DA


FERRAMENTA

Os botões pulsantes "D" e "E" (Figura 1.7) permitem que o operador da


máquina execute o ciclo do magazine da ferramenta manualmente quando o modo
JOG está ativo.

BOTÃO PULSANTE DE PARADA DE EMERGÊNCIA

Quando o botão de Parada de Emergência "F" é pressionado, todo o


movimento da máquina e do transportador de cavacos é parado. Puxe o botão de
Parada de Emergência para cima para liberá-lo. O painel de controle do operador
também apresenta um botão pulsante de Parada de Emergência.

Figura 1.5 - Botões pulsantes do magazine da ferramenta

CAP_CFP-1.01 79
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Botão pulsante de liberação de ferramenta

- CUIDADO –

Esteja certo de que o fuso está parado antes de tentar remover ou instalar uma
ferramenta no fuso. Tenha cuidado ao liberar o suporte de ferramenta preso ao fuso
da máquina. NÃO tente agarrar a ferramenta de corte; danos pessoais podem ocorrer.

Esteja preparado para suportar o peso da ferramenta e do suporte da


ferramenta; não os derrube. Danos pessoais ou danos na ferramenta, suporte da
ferramenta ou peça podem ocorrer.

O botão pulsante "G" (Figura 1.6) ativa a liberação da ferramenta, e


permanecerá ativo pelo período em que for mantido para dentro. O fuso fixa a
ferramenta quando este botão é liberado.

Figura 1.6 - Botão pulsante de liberação de ferramenta

CAP_CFP-1.01 80
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

LIGAMENTO BÁSICO DA MÁQUINA

- NOTA –

É importante que o procedimento de ligamento seja seguido conforme descrito


para garantir a operação da máquina com segurança e exatidão.

1. Ligue a chave geral "A" (Figura 2.1).

2. Pressione o botão pulsante "Control ON" e espere até que o display de


exibição do controle apareça.

Figura 2.1 - Porta do armário elétrico

3. Puxe para fora o botão de Parada de Emergência para liberá-lo.

4. Se necessário, libere o botão de Parada de Emergência que está localizado


próximo aos botões de indexação manual do magazine da ferramenta.

5. Certifique-se de que as tampas da refrigeração estejam fechadas.

6. Agora a máquina está pronta para o procedimento de referenciamento (Ponto de


referência).

CAP_CFP-1.01 81
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Procedimento de referenciamento (ponto de referência)

- CUIDADO -

Ao referenciar os eixos usando o procedimento de referenciamento (Ponto de


referência), esteja certo de não haver nenhuma interferência entre fixações, fuso,
ferramentas ou peça. NÃO tente referenciar os eixos da máquina se o magazine não
estiver no ponto de referência.

1. Verifique que o magazine esteja na posição de referência (recuado)

2. Selecione o modo JOG

3. Se necessário, mova os eixos para um lugar onde eles possam se movimentar


com segurança.

4. Ajuste a chave de avanço para a velocidade de avanço desejada (50%)

5. Use o botão -Z para movimentar o cabeçote cerca de 25 mm na direção negativa


(para baixo), se o mesmo estiver na altura do magazine de ferramentas

6. Use o botão pulsante +X para movimentar a mesa cerca de 25 mm na direção


positiva, se o mesmo estiver próximo ao fim de seu curso

7. Use o botão pulsante -Y para movimentar a mesa cerca de 25 mm na direção


negativa, se o mesmo estiver próximo ao fim de seu curso

8. Selecione o modo Referência

9. Pressione o botão +Z. O eixo Z se moverá para o ponto de referência

10. Pressione o botão -X. O eixo X se moverá para o ponto de referência

11. Pressione o botão +Y. O eixo Y se moverá para o ponto de referência

12. Se a máquina estiver equipada com uma mesa rotativa opcional, pressione o botão
+B para indexar a mesa rotativa no ponto de referência.

CAP_CFP-1.01 82
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Procedimento de desligamento

- CUIDADO -

NÃO desligue a máquina enquanto o modo de edição estiver ativo. Desligar a


máquina enquanto o modo de edição estiver ativo causará a perda de todos os
programas macro e parâmetros da máquina.

Na ocorrência de perda de dados, todos os programas e parâmetros devem ser


carregados para a memória do controle com o disco de backup fornecido com a
máquina.

1. Esteja certo de que "CYCLE START" (Início de ciclo) não esteja ativo. A luz do
botão de início de ciclo estará desligada

2. Esteja certo de que o programa foi concluído e que o fuso e os carros estejam
parados

3. Pressione o botão de Parada de Emergência

4. Pressione o botão Control OFF (Controle desligado)

5. Desligue a chave geral "A" (Figura 2.1).

Tecla Programa

Pressione a softkey "Program" para exibir na tela: o número do programa ativo,


o número de seqüência do bloco ativo e onze blocos do programa ativo. Para exibir
outras páginas do programa, selecione o modo de edição e use a tecla Page ↑ ou
Page ↓ para ler o programa. Durante a execução do programa de peça ativo, a cursor
estará posicionado abaixo do número de seqüência do bloco ativo. Para retornar ao
começo do programa, pressione as seguintes teclas na seqüência mostrada:

1. Tecla "Reset"

2. Tecla "Program"

3. Tecla do curso

CAP_CFP-1.01 83
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Tecla Menu offset

O pressionamento da tecla "Menu Offset" exibe as seguintes softkeys: Wear


(desgaste), Geometry (Geometria), Work Shift (ponto zero) e Macro (Macro).

• Desgaste: Corretores de desgaste de ferramenta


• Geometria: Corretores de geometria de ferramenta
• Ponto zero: Corretores de ponto zero
• Macro Variáveis macro

Um dos itens surgirá na tela. A página exibida será aquela que estava ativa
quando a tela de offset foi vista pela última vez. Para exibir outros itens, pressione a
softkey correspondente. Para visualizar outras páginas de um mesmo item, pressione
a tecla Page ↑ ou Page ↓.

Os itens de offset estão divididos como a seguir:

1. Ponto zero 1 (G54) mostra os corretores de ponto zero X, Y e Z. O corretor de


ponto zero desloca o sistema de coordenadas de trabalho, normalmente para um
local específico na peça. Corretores de ponto zero permanecem ativos até que
sejam ajustados em 0 (zero) pelo operador da máquina ou pelo programa de peça.

2. O item corretor de ferramenta contem os registros de dados usados para


corretores de comprimento e diâmetro da ferramenta.

CAP_CFP-1.01 84
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Modos operacionais e edição


Modo automático

- CUIDADO -

Antes de executar qualquer programa no modo automático, é recomendado


que um ciclo do programa seja executado uma vez no modo bloco a bloco. Veja
instruções no item 'Executando um programa de peça pela primeira vez' deste
capítulo.

O modo automático permite a seleção e execução de um programa de peça


ativo. As portas de proteção devem estar fechadas para a habilitação do modo
automático. Quando o modo automático está ativo, as seguintes softkeys são exibidas
na tela de exibição do controle:

• Programa
• Atual
• Próximo
• Verificação

Pressione a softkey da direita para exibir a Edição em segundo plano, e as


teclas de Edição estendida de programa.

MODO DE EDIÇÃO

O modo de edição permite a criação de novos programas de peça ou


modificação nos programas de peça existentes mantidos na memória. Há dois modos
de efetuar busca dentro do programa: paginação ou busca de palavra.

PAGINAÇÃO

A função de paginação permite que o operador efetue busca no programa


usando uma palavra de cada vez.

- NOTA -

O cursor é exibido abaixo do caractere de endereço da palavra selecionada.

1. Pressione a tecla do cursor ↓ para mover o cursor para a palavra posterior.

2. Pressione a tecla do cursor ↑ para mover o cursor para a palavra anterior.

CAP_CFP-1.01 85
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

3. Continue pressionando as teclas do cursor para cima e para baixo para fazer uma
busca contínua.

4. Pressione a tecla Page Up ou Page Down para exibir as páginas anteriores ou


seguintes e busque pela primeira palavra daquela página.

BUSCA DE PALAVRA

A função de busca de palavra permite que uma palavra específica seja


buscada da posição atual do cursor usando o seguinte procedimento:

1. Digite a palavra a ser buscada.

2. Pressione a tecla do cursor ↓ para buscar adiante ou pressione a tecla do cursor ↑


para buscar para trás. Se a palavra for localizada, o cursor será exibido abaixo do
primeiro caractere da palavra.

EDITANDO UM PROGRAMA

Ajustando a chave de proteção

- NOTA -

A chave de proteção deve estar ligada para possibilitar a edição do programa e


deve estar desligada sempre que uma edição de programa não for requerida.

Procedimento geral de edição

1. Selecione o modo de edição.

2. Pressione a tecla Reset.

3. Ative o programa como a seguir:

a) Pressione a tecla "PRGRM" (programa).

b) Digite a letra O seguida do número do programa desejado, Exemplo: O1111

c) Pressione a tecla do cursor ↓, ou a tecla INSERT.

CAP_CFP-1.01 86
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

4. Busque pela palavra a ser modificada usando a função de paginação ou de busca


de palavra.

5. Altere, insira ou delete a palavra/bloco/programa conforme descrito nas seções


que se seguem.

- CUIDADO -

Se a tecla Reset não for pressionada antes da seleção do modo automático e o


programa de peça for executado, o programa começará a ser executado desde o
ponto onde o cursor estava localizado no programa na saída do modo de edição.

6. Pressione a tecla Reset para "rebobinar" o programa de peça até o seu início.

7. Ajuste a chave de proteção em "OFF".

Alterar uma palavra

- NOTA -

O cursor DEVE estar posicionado sob a palavra a ser alterada.

1. Use a função de paginação ou de busca de palavra para localizar a palavra a ser


alterada.

2. Digite a letra de endereço e o novo valor.

3. Pressione a tecla "ALTER" (alterar).

Inserir uma palavra

- NOTA -

O cursor DEVE estar posicionado sob a palavra que imediatamente precede o


local da nova palavra.

1. Use a função de paginação ou de busca de palavra para encontrar a palavra ou


EOB (;) (fim de bloco) que imediatamente precede o ponto no programa onde a
nova palavra será inserida.

2. Digite a palavra a ser inserida.

CAP_CFP-1.01 87
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

3. Pressione a tecla "INSERT" (inserir).

Deletar uma palavra

- CUIDADO -

O cursor DEVE estar posicionado sob a palavra que será deletada.

1. Use a função de paginação ou de busca de palavra para encontrar a palavra que


será deletada.

2. Pressione a tecla "Delete" (deletar).

Deletar blocos de dados

- NOTA -

No procedimento a seguir, todos os dados desde o cursor até (e incluindo) o


bloco especificado pelo número de seqüência serão deletados. O cursor se moverá
para o próximo número de seqüência no programa.

1. Posicione o cursor no ponto onde o apagamento deve começar.

2. Digite o número de seqüência onde o apagamento deve terminar.

3. Pressione a tecla "Delete" (deletar).

Deletar um programa

1. Pressione a tecla "PRGRM" (programa).

2. Digite a letra O seguida do número do programa a ser deletado. Exemplo: O1111

3. Pressione a tecla "Delete" (deletar). O programa selecionado será deletado.

CAP_CFP-1.01 88
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Modo JOG

- NOTA -

As portas de proteção devem estar fechadas para habilitar o modo Jog.

EIXOS X, Y e Z

O modo JOG permite a execução de movimento não programados dos eixos.


O modo JOG é ativado ajustando-se a chave de seleção de modo, pressione os
botões de direção de eixo para obter o movimento desejado de X, Y e Z.

A chave de avanço tem um efeito direto nas velocidades de movimento dos


eixos X, Y e Z. O botão de avanço rápido aumentará as velocidades normais de
movimento dos eixos.

CONTROLE DO FUSO

Pressionar o botão de rotação horária do fuso enquanto o modo JOG estiver


ativo, você obterá a rotação da ferramenta de forma horária (M03). Pressionar o botão
de rotação anti-horária do fuso enquanto o modo JOG estiver ativo, você obterá a
rotação da ferramenta de forma anti-horária (M04).

A velocidade do movimento do fuso pode ser controlada com a chave de


controle de velocidade do movimento do fuso (potenciômetro).

Pressione o botão de parada de fuso ou a tecla Reset do controle para


cancelar o movimento do fuso.

MODO DE INTRODUÇÃO DE DADOS MANUAIS (MDI)

- NOTA -

As portas de proteção devem estar fechadas para habilitar o modo de


introdução de dados manual.

O modo de introdução de dados manual permite que o operador introduza na


memória de introdução de dados bloco de dados que não serão memorizados. Os
dados podem, então, ser executados pressionando-se o botão Cycle Start (início de

CAP_CFP-1.01 89
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

programa). Uma vez que os dados da memória de introdução de dados foram


executados, eles são automaticamente apagados da memória.

USANDO INTRODUÇÃO DE DADOS MANUAL

- NOTA -

O pressionamento da tecla Reset limpa o buffer de introdução de dados


manual.

1. Selecione o modo de introdução de dados manual.

2. Pressione a tecla "PRGRM" (programa).

3. Pressione a tecla Reset.

4. Entre os dados no buffer de introdução de dados manual usando as teclas de


introdução de dados. A tecla "Insert" (inserir) deve ser pressionada após cada
palavra.

- NOTAS -

Se um erro for cometido durante a digitação de dados sem que uma tecla Input
tenha sido pressionada, pressione a tecla "CAN" (cancelar) e digite os dados corretos.

Para alterar os dados após eles terem sido introduzidos na memória de


introdução de dados manual, digite os dados corretos e pressione a tecla ALTER, com
o cursor sob a palavra a ser alterada.

Se for necessário deletar uma palavra, pressione a tecla Reset e reintroduza os


dados.

5. Feche as portas de proteção e pressione o botão Cycle Start para executar os


dados.

MODO MANOPLA OU MANIVELA ELETRÔNICA

O modo manopla permite que o cabeçote ou mesa sejam movimentados


incrementalmente através do uso de um gerador de pulsos manual. O eixo a ser
movimentado é selecionado com a chave de seleção de eixo "B", mostrada na Figura

CAP_CFP-1.01 90
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

3.1. O incremento do movimento é selecionado com a chave de incremento "C". O


eixo selecionado movimentara incrementalmente quando a manopla "A" for girada. A
direção e distância são determinadas pela direção e pela rotação da manopla.

MOVIMENTANDO OS EIXOS NA MANIVELA ELETRÔNICA

- CUIDADO -

Ao movimentar os eixos da máquina, esteja certo de não haver nenhuma


interferência entre fixações, fuso, ferramentas ou peça.

1. Selecione o modo manopla.

2. Ajuste a chave "B" no eixo desejado.

3. Ajuste a chave "C" no incremento desejado (X1, X10 ou X100). Veja a seguinte
tabela:

Incremento de movimento
Ajuste da chave
por divisão
Modo polegada Modo métrico
X1 .0001 .001
X10 .001 .01
X100 .01 .1

Figura 3.1 - Gerador de pulsos manual

CAP_CFP-1.01 91
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

4. Para visualizar a posição do eixo na tela de exibição do controle:

a) Pressione a tecla "POS" (posição).

b) Pressione a tecla de páginas até que a exibição da posição desejada apareça


na tela.

5. Gire a manivela "A" na direção apropriada para obter o movimento desejado.


Observe os registros de posição do eixo para determinar quando o eixo foi movido
para a distância requerida.

• Se o eixo X foi selecionado no passo 2, gire a manopla na direção positiva


para mover a mesa para a esquerda, e gire a manopla na direção negativa
para mover a mesa para a direita.

• Se o eixo Y foi selecionado no passo 2, gire a manopla na direção positiva


para mover a mesa em direção à parte frontal da máquina, e gire a manopla na
direção negativa para mover a mesa em direção à parte traseira da máquina.

• Se o eixo Z foi selecionado no passo 2, gire a manopla na direção positiva


para afastar o cabeçote da mesa, e gire a manopla na direção negativa para
mover o cabeçote em direção à mesa.

Programas

INTRODUZINDO UM PROGRAMA DO TECLADO

1. Selecione o modo de edição.

2. Ajuste a chave de proteção em "ON".

3. Pressione a tecla Programa.

4. Digite a letra O e o número do programa no painel de introdução de dados manual.


Exemplo: O1111

5. Pressione a tecla "INSET” (inserir).

CAP_CFP-1.01 92
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

- NOTA -

Cada letra de endereço e valor deve ser introduzido separadamente.

6. Digite a letra de endereço e valor.

7. Pressione a tecla "Insert" (inserir).

8. Pressione a tecla "EOB" e a tecla "Insert" no final de cada bloco de dados.

9. Repita os passos de 6 a 8 até que todos os dados sejam introduzidos.

10. Ajuste a chave de proteção em "OFF".

ATIVANDO UM PROGRAMA ARMAZENADO

1. Selecione o modo de edição.

2. Pressione a tecla Programa.

3. Digite a letra O seguido do número do programa desejado. Exemplo: O100

4. Pressione a tecla do cursor ↓.

5. Selecione o modo automático.

EXECUTANDO UM PROGRAMA DE PEÇA PELA PRIMEIRA VEZ

- CUIDADO -

Antes de executar qualquer programa de peça, esteja certo de não haver


nenhuma interferência na área de trabalho da máquina-ferramenta.

1. Pressione a tecla Reset.

2. Selecione o modo de edição.

3. Pressione a tecla Programa.

4. Digite a letra O seguido do número do programa desejado. Exemplo: O100.

5. Pressione a tecla do cursor ↓.

CAP_CFP-1.01 93
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

6. Selecione o modo automático.

7. Pressione o botão SBK (single block)

8. Feche a porta de proteção.

- NOTA -

O modo “Single” é usado para a preparação da primeira peça (execução de


bloco por bloco). A verificação do programa exibe a posição absoluta e o percurso
restante do movimento.

9. Pressione a softkey de verificação (visualização do programa).

10. Pressione o botão de parada opcional.

11. Gire a chave de avanço rápido para 25%.

- NOTA -

Girar a chave de avanço rápido para zero por cento pára o movimento do eixo.
O movimento do eixo será retomado quando a chave for girada para um outro ajuste.

12. Gire a chave de override de avanço para 0%.

13. Pressione o botão Cycle Start (início de ciclo) para executar cada bloco de dados,
e libere gradualmente a chave override (potenciomento).

PARANDO UM PROGRAMA SENDO EXECUTADO NO MODO AUTOMÁTICO

- CUIDADO -

Pressionar a tecla Reset ou o botão de parada de emergência durante a


execução de um programa no modo automático fará com que a ferramenta fique
contra a peça se isto for feito em hora errada. NÃO pare o programa quando uma
ferramenta estiver contra a peça a menos que absolutamente necessário. Isso pode
causar danos à peça ou ferramenta.

Há vários modos de parar um programa que está sendo executado no modo


automático:

CAP_CFP-1.01 94
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

1. Programe um comando de parada no programa de peça no local onde ele deverá


ser parado.

2. Pressione o botão de bloqueio de avanço.

- NOTA -

A operação automática pode ser reiniciada pressionando-se o botão Cycle


Start quando o botão de bloqueio de avanço tiver sido usado.

3. Pressione a tecla Reset.

4. Pressione o botão de parada de emergência.

REINICIANDO UM PROGRAMA PARADO

Se o programa foi parado com o botão de parada de emergência, execute os


passos de 1 a 7. Se o programa foi parado com a tecla Reset, execute os passos de 4
a 7.

1. Libere o botão de parada de emergência.

2. Pressione a tecla Reset.

3. Digite a letra O; depois pressione Cursor ↑. O controle irá para o começo do


programa.

4. Digite a letra N e o número do bloco. Exemplo: N5

5. Pressione Cursor ↓. O controle irá buscar o programa do bloco especificado no


passo 5.

6. Pressione o botão Cycle Start. A execução do programa será retomada no bloco


especificado no passo 5.

CAP_CFP-1.01 95
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

ATIVANDO OS MODOS DRY RUN E BLOQUEIO DE MÁQUINA

1. Ative o programa como a seguir:

a) Selecione o modo automático.

b) Pressione a tecla Programa.

c) Pressione a tecla Reset.

d) Digite a letra O seguida do número do programa.

e) Pressione a tecla do Cursor ↓.

2. Ative as funções do Dry Run e bloqueio de máquina.

3. Feche a porta de proteção da refrigeração.

4. Pressione o botão 'single' se desejar executar o programa bloco por bloco.

- NOTA -

Se o modo “single” estiver ativo, o botão Cycle Start deve ser pressionado para
cada bloco de programa.

5. Pressione o botão Cycle Start.

SAINDO DO MODO DRY RUN E BLOQUEIO DE MÁQUINA

1. Desative as funções do Dry Run e bloqueio de máquina. A luz indicadora


desligará.

2. Movimente os eixos para o ponto de referência, como se estivesse reiniciando a


máquina.

EDIÇÃO EM SEGUNDO PLANO

A função de edição em segundo plano permite que o operador ou programador


edite ou crie um programa de peça enquanto um segundo programa está sendo

CAP_CFP-1.01 96
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

executado pela máquina ferramenta. A edição em segundo plano ocorre enquanto o


controle está no modo automático.

Um alarme ou aviso no modo de edição em segundo plano não afeta o


programa que está sendo executado no primeiro plano ou vice-versa.

ENTRANDO NO MODO DE EDIÇÃO EM SEGUNDO PLANO

1. Ajuste a chave de proteção de edição na posição "ON".

2. Pressione a tecla Programa.

3. Pressione a última softkey à direita para exibir funções adicionais das softkeys.

4. Pressione a softkey (OPRT).

5. Pressione a de edição em segundo plano (ED-SIM).

- CUIDADO –

Se a tecla RESET for pressionada enquanto a edição em segundo plano


estiver ativa, o programa de peça que está sendo executado parará e os corretores
serão cancelados. O operador deve sair da edição em segundo plano (pressionando a
softkey de fim de edição de segundo plano). Com o programa principal exibido, o
operador deve movimentar os eixos para uma área segura e recomeçar o programa no
início da operação da ferramenta.

COPIAR UM PROGRAMA INTEIRO

Este procedimento cria um novo programa duplicando-se um programa


existente.

1. Selecione o modo de edição.

2. Ajuste a chave de proteção na posição "ON".

3. Pressione a tecla Reset.

CAP_CFP-1.01 97
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

4. Ative o programa como a seguir:

a) Pressione a tecla Programa.


b) Digite a letra O seguida do número do programa desejado. Exemplo: O1111
c) Pressione a tecla do Cursor ↓.

5. Pressione a softkey da direita.

6. Pressione a softkey de edição estendida.

7. Pressione a softkey "Copy" (cópia).

8. Pressione a softkey "All".

9. Digite somente o número do novo programa. NÃO digite a letra "O".

10. Pressione a softkey "Execute" (executar).

COPIAR OU MOVER PARTE DE UM PROGRAMA

Este procedimento cria um novo programa duplicando-se uma parte de um


programa existente.

1. Selecione o modo de edição.

2. Ajuste a chave de proteção na posição "ON".

3. Pressione a tecla Reset.

4. Ative o programa como a seguir:

a) Pressione a tecla Programa.


b) Digite a letra O seguida do número do programa desejado. Exemplo: O1111
c) Pressione a tecla do Cursor ↓.

5. Pressione a softkey da direita (OPRT).

6. Pressione a seta da direita.

CAP_CFP-1.01 98
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

7. Pressione a softkey de edição estendida (EX-EDT).

8. Pressione a softkey "Copy" (copiar) ou “Move” (mover).

9. Selecione o começo da parte a ser copiada movendo o cursor para o começo


desta parte e pressione a softkey Cursor ~.

10. Selecione o final da parte a ser copiada:

Movendo o cursor para o fim desta parte e pressionando a softkey ~Cursor; ou


pressionando a softkey ~Bottom para indicar o fim do programa como sendo o fim da
parte a ser copiada.

11. Digite somente o número do novo programa. NÃO digite a letra "O", e a tecla
INPUT.

12. Pressione a softkey "Execute" (executar).

EMENDAR UM PROGRAMA

Este procedimento emenda um programa existente especificado dentro do


programa atualmente ativo.

1. Selecione o modo de edição.

2. Ajuste a chave de proteção na posição "ON".

3. Pressione a tecla Reset.

4. Ative o programa como a seguir:

a) Pressione a tecla Programa.


b) Digite a letra O seguida do número do programa desejado. Exemplo: O1111
c) Pressione a tecla do Cursor ↓.

5. Pressione a softkey da direita (OPRT).

6. Pressione a seta da direita.

CAP_CFP-1.01 99
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

7. Pressione a softkey de edição estendida (EX-EDT).

8. Pressione a softkey "Merge" (emendar), “UNIR”.

9. Selecione o local onde o programa especificado será inserido:

Movendo o cursor para a posição onde o programa deve ser inserido e


pressionando ~ Cursor; ou pressionando a softkey ~Bottom para indicar o fim do
programa como sendo a posição onde o programa deve ser inserido.

10. Digite somente o número do programa a ser inserido. NÃO digite a letra "O", e a
tecla INPUT.

11. Pressione a softkey "Execute" (executar).

Dispositivos de entrada e saída


Ajustes de comunicações de dados
TAXA BAUD

Taxa baud é a velocidade na qual dados são transmitidos de um dispositivo


para outro. Para transmitir dados entre dois dispositivos com êxito, é necessário que
ambos os dispositivos estejam ajustados na mesma taxa baud.

A taxa baud é ajustada por dois parâmetros diferentes, dependendo de qual


porta I/O estiver ativa. Veja o ajuste I/O na Página de Ajustes # 1 para determinar qual
porta está ativa.

PARIDADE

Fitas perfuradas no formato EIA (Padrão EIA RS-244-B) contêm um número


ímpar de furos em cada caractere e fitas perfuradas no formato ASCII (ISO), (Padrão
EIA RS-258-B) contêm um número par de furos em cada caractere. Esta característica
de ter um número ímpar ou par de furos em todos os caracteres é chamada de
paridade.

O controle aceita fita perfurada de ambos os códigos, mas cada fita deve ser
programada em somente um dos códigos aceitos. O controle automaticamente

CAP_CFP-1.01 100
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

determina o tipo particular de código decifrando o primeiro caractere de fim de bloco (;)
na fita. A paridade de cada caractere é verificada conforme ele é lido pelo leitor de fita
ou computador.

BITS DE PARADA

O controle é capaz de operar com 1 ou 2 bits de parada, dependendo da


necessidade. O número de bits de parada ativo no controle da máquina é controlado
por 3 parâmetros diferentes dependendo de qual porta de I/O está ativa. Estes
parâmetros podem ser mudados como necessário.

Verificando e modificando parâmetros de comunicações

Use o seguinte procedimento para verificar parâmetros de protocolo de


comunicação:

1. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

2. Pressione a softkey Parâmetro.

3. Use as teclas de página para exibir a página de parâmetro a ser vista.

Use o seguinte procedimento para verificar e modificar parâmetros de protocolo


de comunicação conforme necessário:

1. Selecione o modo de introdução de dados manual.

2. Ajuste a chave de proteção na posição ON.

3. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

4. Pressione a softkey Parâmetro.

5. Se necessário, use as teclas de página e cursor para posicionar o cursor no campo


de escrita de parâmetro habilitado na Página de Ajustes # 2.

6. Pressione a tecla 1.

7. Pressione a tecla INPUT. A edição do parâmetro será habilitada.

CAP_CFP-1.01 101
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

8. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

9. Pressione a softkey Parâmetro.

10. Use um dos seguintes métodos para posicionar o cursor no parâmetro a ser
modificado:

• Pressione a tecla de entrada de dados "No.", digite o número do


parâmetro a ser modificado.

• Use as teclas de página e cursor.

11. Digite o novo valor do parâmetro.

12. Pressione a tecla Input.

13. Repita os passos de 10 a 12, conforme necessário.

14. Pressione a softkey Parâmetro.

15. Se necessário, use as teclas de página e cursor para posicionar o cursor no campo
de escrita de parâmetro.

16. Pressione a tecla 0 (zero).

17. Pressione a tecla Input. A edição do parâmetro será desabilitada.

18. Ajuste a chave de proteção em OFF.

19. Pressione a tecla Reset.

Associação de porta I/O

A configuração padrão para as máquinas VMC600II, VMC800II e VMC1000II


da Hardinge é que elas sejam equipadas com uma porta física RS-232. Quando a
máquina-ferramenta é configurada desta maneira, duas associações de porta
independentes estão disponíveis para permitir que o operador ou programador

CAP_CFP-1.01 102
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

estabeleça duas configurações diferentes de porta I/O para a mesma porta I/O física.
Estas duas configurações são designadas como canais "0" e "1".

Em vez de alterar os parâmetros associados para reassociar a taxa baud e bits


de parada, é possível selecionar uma associação diferente de porta I/O e ter as
alterações implementadas pelo controle automaticamente. Veja descrição da Página
de Ajustes # 1 no capítulo 2 para informações sobre como ajustar a associação da
porta I/O desejada.

AJUSTES DE PARÂMETROS DA PORTA I/O

Veja o item 'Verificando e modificando parâmetros de comunicações' neste


capítulo para informações sobre como modificar os ajustes de parâmetros para as três
portas I/O. Estes parâmetros podem ser alterados conforme necessário.

AJUSTES DE PARÂMETRO DA TAXA BAUD

Porta I/O Número do parâmetro


0 552
1 553

Os ajustes de parâmetros válidos são os seguintes:

Número de ajuste Velocidade baud


1 50
2 100
3 110
4 150
5 200
6 300
7 600
8 1200
9 2400
10 4800
11 9600

AJUSTES DE PARÂMETRO DE BIT DE PARADA

Porta I/O Número do parâmetro Número de Bit


0 2 0
1 12 0

CAP_CFP-1.01 103
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Os ajustes de parâmetro válidos são "0" para 1 bit de parada, e "1" para 2 bits
de parada.

- NOTA -

Os ajustes de parâmetro do bit de parada são exibidos como um bit em um


número binário de 8 bits (0 ou 1). Estes bits são lidos de "0" a "7", da direita para a
esquerda.

Transferência de dados para o controle


CARREGANDO PARÂMETROS DE CONTROLE PARA A MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

5. Pressione a softkey Parâmetro.

6. Use as teclas de página e cursor para posicionar o cursor no campo de habilitação


de escrita de parâmetro na Página de Ajustes # 2.

7. Selecione o modo de introdução de dados manual.

8. Pressione a tecla 1.

9. Pressione a tecla Input para habilitar a edição do parâmetro.

10. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

CAP_CFP-1.01 104
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

11. Pressione a softkey Parâmetro.

12. Selecione o modo de edição.

13. Pressione a tecla Input.

14. Ajuste o leitor de fita ou computador para transmitir dados para o controle da
máquina.

15. Após os parâmetros do controle terem sido carregados, selecione o modo de


introdução de dados manual.

16. Pressione a softkey Parâmetro.

17. Se necessário, use as teclas de página e cursor para posicionar o cursor no campo
de habilitação de escrita de parâmetro na Página de Ajustes # 2.

Figura 7.1 - Porta serial do controle

18. Pressione a tecla 0 (zero) para desabilitar a edição do parâmetro.

19. Pressione a tecla Input.

20. Remova a força do dispositivo externo; depois desconecte o cabo de interface da


porta serial do controle.

CAP_CFP-1.01 105
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

21. Reinstale a tampa "A".

22. Desligue o controle e aguarde aproximadamente 10 segundos.

23. Ligue o controle.

CARREGANDO PROGRAMAS DE PEÇA NA MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Selecione o modo de edição.

5. Pressione a tecla Programa.

6. Ajuste a chave de proteção em ON. Veja capítulo 3 para informação sobre ajuste
de chave de proteção.

7. Digite a letra "O" e o número do progrma. Exemplo: O1111

- NOTA -

Se o programa não tiver nenhum número ou se o número do programa deve


ser alterado, digite a letra "O" e o número do programa desejado.

8. Pressione a softkey Input.

CAP_CFP-1.01 106
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

9. Ajuste o leitor de fita ou computador para transmitir dados para o controle da


máquina.

- NOTA -

Quando todo o programa tiver sido carregado no controle, ele aparecerá como
o programa ativo na tela de exibição do controle.

10. Após os programas de peça terem sido carregados, ajuste a chave de proteção em
OFF.

11. Remova a força do dispositivo externo; depois desconecte o cabo de interface da


porta serial do controle.

12. Recoloque a tampa "A".

CARREGANDO CORRETORES DE FERRAMENTA NA MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Selecione o modo de edição.

5. Pressione a tecla Menu/Offset.

6. Se necessário, pressione a softkey Offset para exibir uma página de offset.

7. Pressione a tecla Input.

CAP_CFP-1.01 107
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

8. Ajuste o leitor de fita ou computador para transmitir dados para o controle da


máquina.

9. Remova a força do dispositivo externo; depois desconecte o cabo de interface da


porta serial do controle.

10. Recoloque a tampa "A".

Transferência de dados do controle


RETIRANDO PARÂMETROS DO CONTROLE DA MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Ajuste a perfuradora de fita ou computador para receber dados.

5. Selecione o modo de edição.

6. Pressione a tecla Diagnóstico/Parâmetro.

7. Pressione a softkey Parâmetro.

8. Pressione a tecla Output Start (início de saída).

- NOTA -

Para interromper o download dos parâmetros, pressione a tecla Reset. Uma


vez que a tecla Reset é pressionada, não é possível baixar o resto dos parâmetros
sem iniciar este procedimento do começo.

CAP_CFP-1.01 108
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

9. Após os parâmetros do controle terem sido baixados, remova a força do dispositivo


externo; depois desconecte o cabo de interface da porta serial do controle.

10. Recoloque a tampa "A".

RETIRANDO PROGRAMAS DE PEÇA DA MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Ajuste a perfuradora de fita ou computador para receber dados.

5. Selecione o modo de edição.

6. Pressione a tecla Programa.

7. Digite a letra "O" e o número do programa. Exemplo: O1111

8. Pressione a tecla Output Start (início de saída).

- NOTAS -

Quando retirando para uma perfuradora de fita, o controle automaticamente


enviará 3 pés de caracteres de esticamento de fita (no início e no fim). Para reduzir
este comprimento, pulse a tecla Cancel enquanto estes caracteres estiverem sendo
“perfurados”.

CAP_CFP-1.01 109
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Para interromper o download do programa de peça, pressione a tecla Reset.

Uma vez que a tecla Reset é pressionada, não é possível baixar o resto do
programa de peça sem iniciar este procedimento do começo.

9. Após o programa de peça ter sido baixado, remova a força do dispositivo externo;
depois desconecte o cabo de interface da porta serial do controle.

10. Recoloque a tampa "A".

RETIRANDO CORRETORES DE FERRAMENTA DA MEMÓRIA

- AVISO -

Sempre conecte o cabo RS-232 antes de ligar o dispositivo externo e sempre


remova a força do dispositivo externo antes de desconectar o cabo RS-232.

1. Veja o manual apropriado para ajustar o leitor de fita ou computador para os


ajustes de comunicações requeridos.

2. Remova a tampa "A" (Figura 7.1) para ter acesso à porta serial do controle.

3. Conecte o cabo de interface do leitor de fita ou computador na porta serial do


controle.

4. Ajuste a perfuradora de fita ou computador para receber dados.

5. Selecione o modo de edição.

6. Pressione a tecla Menu/Offset.

7. Pressione a softkey Geometria para exibir a página de corretores de geometria.

8. Pressione a tecla Output Start (início de saída).

CAP_CFP-1.01 110
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

- NOTA -

Para interromper o download dos corretores de ferramenta, pressione a tecla


Reset. Uma vez que a tecla Reset é pressionada, não é possível baixar o resto dos
corretores sem iniciar este procedimento do começo.

9. Após os tool offsets terem sido baixados, remova a força do dispositivo externo;
depois desconecte o cabo de interface da porta serial do controle.

10. Recoloque a tampa "A".

CAP_CFP-1.01 111
Escola SENAI “Roberto Simonsen”

Bibliografia
Manual de Programação Centros de Usinagem Verticais Hardinge - FANUC
ERGOMAT INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

Manual de Operação Centros de Usinagem Verticais Hardinge - FANUC


ERGOMAT INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA

Manual de Programação e Operação WINNC EMCO


DIDATECH

CAP_CFP-1.01 112