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INSTITUTO SUPERIOR DE GESTÃO, COMÉRCIO E FINANÇAS

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO

MATEMÁTICA FINANCEIRA II

FICHA DE APONTAMENTOS E EXERCÍCIOS

O GRUPO DE DISCIPLINA

1
Índice de conteúdos

1. Rendas Financeiras ....................................................................................................................................... 4


1.1 Conceitos fundamentais ........................................................................................................................... 4
1.2 Classificação das rendas .......................................................................................................................... 6
2. Rendas temporárias de termos constantes............................................................................................. 7
2.1 Rendas imediatas ....................................................................................................................................... 7
2.1.1 De termos normais ( ou postecipados) ............................................................................................... 7
2.1.2 De termos antecipados ......................................................................................................................... 8
2.2 Rendas diferidas .......................................................................................................................................... 9
2.2.1 De termos normais (ou postcipados) ................................................................................................ 10
2.2.2 De termos antecipados ....................................................................................................................... 10
Aula prática 1 .................................................................................................................................................. 11
3. Rendas temporárias de termos Variáveis .............................................................................................. 15
3.1 Rendas de termos variáveis em Progressão aritmética .................................................................... 15
3.1.1 Rendas imediatas Rendas de termos normais (postcipados) ...................................................... 15
3.1.2 Limite de aplicabilidade prática (LAP) ............................................................................................. 17
3.1.3 Rendas diferidas .................................................................................................................................... 18
3.2 Rendas temporárias de termos variáveis em Progressão Geométrica ......................................... 18
3.2.1 Rendas de termos normais (postcipados)........................................................................................ 19
3.2.2 Rendas de termos antecipados ......................................................................................................... 20
Aula prática 2 .................................................................................................................................................. 21
4. Rendas perpétuas ...................................................................................................................................... 24
4.1 Rendas perpétuas de termos constantes ............................................................................................ 24
4.2 Rendas perpétuas de termos variáveis ................................................................................................ 24
4.2.1 Valor da renda de termos variando em progressão aritmética ................................................. 24
4.2.2 Valor da renda de termos variando em progressão geométrica .............................................. 25
Aula prática 3 .................................................................................................................................................. 26
5. Leasing e locação financeira .................................................................................................................. 28
5.1 Conceitos ................................................................................................................................................... 28
5.2 Modalidades de Leasing......................................................................................................................... 29
Aula prática 4: ................................................................................................................................................. 32
6. Amortização de empréstimos .................................................................................................................. 35
6.1 Conceitos fundamentais ......................................................................................................................... 35

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6.2 Classificação dos empréstimos ............................................................................................................. 36
6.3 Sistemas de amortização de empréstimos ......................................................................................... 37
6.3.1 Sistema Francês de Amortização (Price) .......................................................................................... 37
6.3.2 Sistema de Amortização Constante (SAC) ...................................................................................... 39
6.3.3 Sistema Americano de Amortização (SAA) ..................................................................................... 40
Aula prática 5 .................................................................................................................................................. 42
7. Amortização de empréstimos obrigaccionistas ................................................................................... 45
7.1 Obrigações ................................................................................................................................................ 45
7.1.1 Condições de emissão ......................................................................................................................... 45
7.1.2 Elementos essenciais ............................................................................................................................. 46
7.1.3 Tipologia das obrigações..................................................................................................................... 48
7.2 Modalidades de amortização de empréstimos obrigacionistas .................................................... 50
7.2.1 Prestações Constantes ......................................................................................................................... 51
7.2.1.1 Sem prémio de reembolso ............................................................................................................... 51
7.2.1.2 Com prémio de reembolso .............................................................................................................. 54
7.2.2 Amortizações constantes..................................................................................................................... 56
7.2.2.1 Sem prémio de reembolso ............................................................................................................... 56
7.2.2.2 Com prémio de reembolso .............................................................................................................. 57
7.2.3 Amortização única ................................................................................................................................ 57
7.3 Taxas efectivas da operação de empréstimos obrigacionistas ..................................................... 58
7.3.1 Para o subsritor ....................................................................................................................................... 58
7.3.2 Para o emitente ..................................................................................................................................... 59
Aula prática 6 .................................................................................................................................................. 63

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Curso: GE, C&A, APC&F 1. Rendas financeiras (Introdução)
Disciplina: Matematica Financeira II Período: 18 - 22.07.16 Nivel: 2º Ano

1. Rendas Financeiras

1.1 Conceitos fundamentais

Uma renda, em matemática financeira (não confundir com o termo renda relacionado com
pagamento de aluguer), é um conjunto finito ou infinito de valores com vencimento de
periodicidade certa, ou seja, valores que são pagos ou recebidos com intervalos de tempo
constantes.

Por exemplo, o pagamento de um empréstimo para habitação faz-se habitualmente através de


pagamentos com periodicidade constante, em geral num determinado dia de cada mês. Pode
pois ser considerado uma renda em termos de matemática financeira. O recebimento de juros
de um depósito em regime de juros simples, se o intervalo do seu vencimento for constante, é
também considerado uma renda.

Muitas das operações financeiras envolvem a utilização de rendas, nomeadamente para o


pagamento ou amortização de empréstimos ou investimentos. Os cálculos do valor de cada
prestação (que em matemática financeira se designa por termo), da taxa de juro associada ou
do número de prestações necessárias, são baseados nos princípios apresentados nos pontos
sobre capitalização e actualização.

RENDA = Sucessão de capitais que se vencem periodicamente sendo o intervalo de tempo entre
períodos constante

TERMO da renda, C= é cada um dos capitais da sucessão. C1, C2, C3….Cn

PERÍODO da renda, t = intervalo de tempo constante que separa os vencimentos consecutivos

Momentos relevantes da vida de uma renda:

Momento zero é o momento em que se convenciona a constituição da renda, podendo esta


começar a produzir-se imediatamente ou não ( renda imediata ou renda diferida)

Momento w é o momento de início do primeiro período da renda

O Prazo de diferimento (o;w) decorre desde a constituição da renda até que começa a produzir-
se.

Momento w + n é fim do último período da renda quando esta tem “n” termos e é diferida de w

4
períodos.

Renda de termos constantes = C1=C2=C3=C4…=Cn

Renda de termos variáveis = C1 ; C2 ; C3 ; C4… Cn, os termos variam de acordo com uma regra
conhecida (progressão aritmética, progressão geométrica etc) ou não.

Renda anual - chama-se aos termos anuidades

Renda semestral - chama-se aos termos semestralidades etc.

Renda de termos com vencimento antecipado – cada termo vence-se no início do período que
lhe respeita.

Renda de termos com vencimento normal (ou postecipado) – cada termo vence-se no fim de
cada período da renda (período do termo)

Renda imediata o período do primeiro termo da renda inicia-se imediatamente

Renda diferida o período do primeiro termo da renda não se inicia imediatamente, mas sim no
inicio do período w.

Tem que se conhecer o n.º de períodos de diferimento (w)

Renda de amortização destina-se para amortizar uma dívida assumida no momento zero; neste
caso os termos da renda incluem duas parcelas (i) uma que amortiza capital inicial e (ii) e outra
que paga os juros

Renda de acumulação destina-se à formação de um certo capital acumulado no momento w


+ n, (fim do prazo)

Renda de remuneração apenas se destina a remunerar a colocação de um capital ou a


prestação de um serviço. Casos do juro simples produzido em cada período e o da renda da
casa

Período de Carência e período de diferimento


O que há em comum entre ambos é que não há pagamento da prestação de capital durante
este período e a diferenças reside no facto do período de carência haver o pagamento de juros
e no diferimento não. No paríodo de diferimento os juros vencidos são acrescidos ao capital em
dívida e na carência a dívida mantém-se inalterada até ao início da amortização do capital

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1.2 Classificação das rendas

As rendas podem classificar-se segundo diferentes ópticas:

a) Quanto ao numero de termos/ prazo : temporárias (n finito) ou perpétuas (n infinito)

b) Quanto à sua dependência de factores aleatórios : certas (se a disponibilidade de todos os


termos é absoluta) ou incertas (se o vencimento dos termos está condicionado por qualquer
factor aleatório).

c) Quanto ao momento a que são referidos os seus valores actuais: imediatas (se o seu valor
actual é referido a um momento que coincide com o inicio do seu primeiro período) ou diferidas
(se o valor actual se refere a um momento anterior ao inicio do seu primeiro período)

d) Quanto à relação entre o período da renda e o da taxa/ período: rendas inteiras (quando o
período da renda e o da taxa coincidem) ou rendas fraccionadas (quando o período da renda
e o da taxa não coincidem)

e, os termos da renda também se poderão classificar :

1) Quanto ao momento de vencimento: termos normais ou postecipados (quando se vencerem


no final do período a que dizem respeito) ou termos antecipados (quando se vencerem no inicio
do período a que correspondem)

2) Quanto ao seu valor dos seus termos: termos constantes (se todos tiverem o mesmo valor) ou
termos variáveis (se o valor dos termos for desigual- a variação poderá obedecer a uma certa
lei matemática: progressão aritmética ou geométrica ou não)

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Curso: GE, C&A, APC&F 2. Rendas de termos constantes
Disciplina: Matemática Financeira II Data: 25.07 – 05.08.16 Nível: 2º Ano

2. Rendas temporárias de termos constantes

2.1 Rendas imediatas


As rendas imediatas podem ser postecipadas ou antecipadas. As rendas postecipadas também
consideradas de termos normais são aquelas que o seu primeiro termo vence no fim do primeiro
período, ou seja, um período após a sua constituição, enquanto rendas antecipadas o primeiro
termo vence logo após a constituição, ou seja, na data da sua constituição.

2.1.1 De termos normais ( ou postecipados)

Trata-se da renda mais simples e que, como tal, irá servir de referencial para todas as restantes.

a) Cálculo do valor actual: 𝑅(0)𝑖ℸ𝑛 ; expresssão que simboliza o valor actual de uma renda,
temporária, certa, imediata e inteira, de n termos normais e unitários.

Para quaisquer outros termos constantes que não unitários, terá de ser multiplicada por essa
constante.

Para calcular o valor actual da renda basta somar o valor de todos os termos, depois de
actualizados para o momento zero (zero = actual, por convenção), à taxa de juro estipulada, ou
seja : t = 0

R(0)iℸn = ∑nα=1 C𝛼 (1 + i)−tα = C(1 + i)−1 + C(1 + i)−2 + C(1 + i)−3 + ⋯ + C(1 + i)−n

C(1+i)−2 C(1+i)−3 C(1+i)−n


Se = =⋯= = (1 + i)−1 é uma P. G de razão r = (1 + i)−1
C(1+i)−1 C(1+i)−2 C(1+i)−(n−1)

e o primeiro termo T1 = C(1 + i)−1

1−rn 1−(1+i)−n 1 1−(1+i)−n 1 1−(1+i)−n


Logo R(0)iℸn = T1 = C(1 + i)−1 ∗ =C ∗ 1 =C ∗ (1+i)−1
1−r 1−(1+i)−1 (1+i) 1− (1+i)
(1+i) (1+i)

Logo o valor actual valor actual de um conjunto de rendas postecipadas fica:

1−(1+i)−n
R(0)iℸn = C , onde o factor de actualização composto de rendas postecipadas é:
i

1−(1+i)−n
FACR =
i

b) Cálculo do valor acumulado: 𝑅(𝑛)𝑖ℸ𝑛 ; expressão que simboliza o valor acumulado de uma

7
renda, temporária, certa, imediata e inteira, de n termos normais e unitários.

Para calcular o valor acumulado da renda, teremos de somar os valores capitalizados ou


acumulados de todos os termos para o momento n, ou seja o fim do período do ultimo termo da
renda, à taxa de juro convencionada, pelo que teremos:

t=n

R(n)iℸn = ∑nα=1 C(1 + i)tα = C(1 + i)n−1 + C(1 + i)n−2 + C(1 + i)n−3 + ⋯ + C(1 + i)n−n+1

C(1+i)n−2 C(1+i)n−3 C(1+i)n−n+1


Se = =⋯= = (1 + i)−1 é uma P. G de razão r = (1 + i)−1
C(1+i)n−1 C(1+i)n−2 C(1+i)n−n+2

e o primeiro termo T1 = C(1 + i)n−1

1−rn 1−(1+i)−n (1+i)n 1−(1+i)−n (1+i)n 1−(1+i)−n


Logo, R(n)iℸn = T1 = C(1 + i)n−1 ∗ =C ∗ 1 =C ∗ (1+i)−1
1−r 1−(1+i)−1 (1+i) 1− (1+i)
(1+i) (1+i)

1−(1+i)−n (1+i)n −(1+i)n−n (1+i)n −(1+i)0


R(n)iℸn = C(1 + i)n ∗ =C =C
i i i

Logo o valor acumulado fica:

(1+i)n −1
R(n)iℸn = C , onde o factor de capitalização composto de rendas postecipadas é:
i

(1+i)n −1
FCCR =
i

Comparando as duas expressões, facilmente se conclui que existe uma relação directa entre as
mesmas, que se traduz:

R(n)iℸn = R(0)iℸn ∗ (1 + i)n

Ou seja, o valor actual capitalizado para o fim do ultimo periodo é igual ao valor acumulado
pelos termos da renda. E, a inversa também é verdadeira.

2.1.2 De termos antecipados

Ao contrário da modalidade anterior, os termos da renda vencem-se no inicio de cada período


e não no fim, o que corresponde a antecipar um período no vencimento de todos os termos da
renda.

Como consequência, o valor actual de cada um e de todos os termos aumenta, pois, é


actualizado menos um período.

Representa-se por :

t=0

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R̈(0)iℸn = ∑nα=0 C(1 + i)−tα = C(1 + i)0 + C(1 + i)−1 + C(1 + i)−2 + C(1 + i)−3 + ⋯ + C(1 + i)−(n−1)

C(1+i)−1 C(1+i)−2 C(1+i)−(n−1)


Se = =⋯= = (1 + i)−1 é uma P. G de razão r = (1 + i)−1
C(1+i)0 C(1+i)−1 C(1+i)−(n−2)

e o primeiro termo T1 = T(1 + i)0

1−r n
1−(1+i) 1−(1+i) −n −n 1 1−(1+i)−n
Logo R̈(0)iℸn = T1 = C(1 + i)0 ∗ −1 = C ∗ 1 ∗ 1 =C∗ 1 ∗ (1+i)−1
1−r 1−(1+i) 1−
(1+i) (1+i) (1+i)

Valor actual da renda fica:

1−(1+i) −n
R̈(0)iℸn = C ∗ ∗ (1 + i)
i

Do mesmo modo, o valor acumulado pelo somatório dos termos da renda no fim do ultimo
período, também aumenta de igual modo, uma vez que cada termo da renda irá acumular mais
um período de juros; sofre ou beneficia de um período adicional de capitalização.

Representa-se por:

t=n

R̈(𝑛)iℸn = ∑nα=0 C(1 + i)tα = C(1 + i)n + C(1 + i)n−1 + C(1 + i)n−2 + C(1 + i)n−3 + ⋯ + C(1 + i)n−n

C(1+i)n−1 C(1+i)n−2 C(1+i)n−n


Se = =⋯= = (1 + i)−1 é uma P. G de razão r = (1 + i)−1
𝐶(1+i)n C(1+i)n−1 C(1+i)n−n+1

e o primeiro termo T1 = T(1 + i)n

1−r n
1−(1+i) −n −n (1+i)n 1−(1+i)−n
n 1−(1+i)
Logo R̈(𝑛)iℸn = T1 = C(1 + i)n ∗ −1 = C(1 + i) ∗ 1 =C ∗ (1+i)−1
1−r 1−(1+i) 1− (1+i)
(1+i) (1+i)

1 1−(1+i)−n (1+i)n −(1+i)n−n (1+i)n −(1+i)0


R̈(𝑛)iℸn = C(1 + i)n ∗ 1 ∗ =C (1 + i) =𝐶 (1 + i)
i i i
(1+i)

Logo o valor acumulado das rendas antecipadas fica:

(1+i) n −1
R̈(𝑛)iℸn = C (1 + i)
i

Do mesmo modo que nas rendas de termos normais, também nas rendas de termos antecipados
se verifica a relação entre o valor actual e o valor acumulado e inversamente.

2.2 Rendas diferidas

Por definição, uma renda é diferida quando o inicio do seu primeiro período é posterior ao
momento actual, ou, como dizemos por simplificação, ao momento zero.

O número de períodos que decorre desde o momento actual (zero) até ao inicio do período do

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primeiro termo é designado como o prazo de diferimento - w.

2.2.1 De termos normais (ou postcipados)

Deste modo, para calcular o valor actual de uma renda diferida de w períodos, torna-se
necessário actualizar todos os termos de mais w períodos do que uma renda imediata.

O valor actual de uma renda diferida de w períodos e de termos normais, representa-se pela
expressão:

(1+i)n −1
R(0)iℸn,w = (1 + i)−w C - Valor actual de um conjunto de rendas diferidas de w e
i

postecipadas

O valor acumulado no final do último período da renda, ou seja, no final do período do último
termo da renda, isto é, n+w, será exactamente igual ao valor acumulado por uma renda
imediata e de termos normais no final do período n, pelo que o algoritmo de cálculo é
exactamente o mesmo.

2.2.2 De termos antecipados

O valor actual de uma renda diferida de w períodos e de termos antecipados, representa-se


pela expressão:

(1+i) n −1
R̈(0)iℸn,w = (1 + i)−w C (1 + i) – Valor actual de um conjunto de rendas diferidas de w e
i

antecipadas

Tal como na modalidade anterior, o valor acumulado no final do último período da renda, ou
seja, no final do período n+w, será igual ao que resultaria de uma renda imediata de termos
antecipados no final do período n, pelo que o cálculo se efectua do mesmo modo.

Para o cálculo do valor da renda em qualquer momento “t” de uma série de prestações
constantes fica:

1−(1+i)−n
R(t) = (1 + i)t−w T - Valor da Renda de termos postecipados e constantes no momento t
i

1−(1+i)−n
R(t) = (1 + i)t−w T (1 + i) - Valor da Renda de termos antecipados e constantes no
i

momento t

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Aula prática 1
1. Uma pessoa compromete-se a pagar anuidades constantes de 20.000,00 meticais no
final de cada ano e durante 5 anos, para amortizar um divida contraída 3 anos antes
do primeiro vencimento. Qual o valor inicial da divida, se a taxa de juro adoptada foi
de 5% anual.

2. Um estudante do ISGECOF deseja comprar um notebook para as suas pesquisas, e dispõe


de quatro alternativas de pagamento:

 Pagamento a vista de U$D 2.500;


 Pagamento de oito prestações mensais de U$D 431,12 cada;
 Pagamento de quatro prestações mensais de U$D 965,75 cada, sendo a primeira
paga daqui a quatro meses;
 Um único pagamento de U$D 4.960,26 daqui a oito meses.

Considerando juros efectivos de 10% a.m., seleccione o melhor plano de pagamento.

3. Para amortizar uma dívida foi convencionado que o devedor pagaria imediatamente
14.188,00 Meticais, seguindo-se cinco anuidades de 10.000,00 Meticais, vencendo-se a
primeira anuidade só após 3 anos. A taxa de avaliação foi de 7% ao ano. Calcule o valor
da dívida no momento em que foi assumida

4. No dia do nascimento do filho e em cada um dos seus 20 primeiros aniversários, o


pai depositou numa instituição de financeira a quantia de 10.000,00 Meticais, para
que, aos 21 anos, o filho recebesse o valor capitalizado dos sucessivos depósitos, a taxa
anual de 15%. Determine, deste modo, a quantia de que o filho recebeu no dia do seu
21° aniversario.

5. O Sr. Lourinho pretende contrair um empréstimo no Banco de Comércio e Finanças


(BCF) no valor de 100.000,00 Meticais, para concluir as obras de construção da sua
habitação. Sabe-se que para este tipo de crédito, o BCF pratica as seguintes
condições:

 Taxa de juro anual de 4% capitalizada semestralmente;

 Amortização do empréstimo em 10 anos através de prestações semestrais


constantes, vencendo a primeira dentro de um ano.

11
Calcule o valor de cada semestralidade.

6. Uma companhia acaba de alugar uma garagem por 35.000,00 Meticais anuais, durante
11 anos. A anuidade deverá ser paga no início de cada ano. Qual é o valor actual de
contrato, tomando como base o juro anual de 5%.
7. O Sr. Escurinho pretende adquirir uma casa nas seguintes condições:

- Valor: 2.500.000,00 meticais

- Taxa de juro anual efectiva: 7%

- Duração: 30 anos.

Qual a mensalidade que o Sr. Escurinho pagará pelo empréstimo no valor da casa?

8. Uma sociedade de construções tem vindo a colocar, ao longo dos últimos 7 anos e no
início de cada semestre, a quantia de 40 contos com o objectivo de constituir um fundo
para atender à substituição de equipamentos logo que terminem a sua vida útil. Qual é
o montante desde fundo ao cabo de 7 anos, se as sucessivas colocações têm sido
incrementadas com juro anual nominal de 5% capitalizável semestralmente?

9. Uma pessoa constituiu um fundo que lhe proporciona uma renda imediata de 30.000,
meticais por ano, durante quinze anos. Se ele desejar reduzir o número de termos para
dez, quanto recebera anualmente, assumindo uma taxa anual de 8.5%?

10. Considere a amortização em 8 anos de uma divida sucessória, mediante prestações


semestrais constantes no valor de 50.000,00 meticais, à taxa de juro de 10,25 % ao ano,
realizando-se o primeiro pagamento no fim do primeiro ano. Qual foi o valor do
empréstimo?

11. Considere uma renda anual, diferida 4 anos, de 18 termos postecipados de 5.000
meticais cada a taxa anual de 8,5% e determine o seu valor reportado aos momentos
0 e 25.

12. Certa mercadoria pode ser adquirida em 5 prestações mensais de 630,64 Meticais, sendo
que a primeira prestação é dada como entrada. Sabendo-se que a taxa de mercado é
de 4% a.m., qual seria o valor dessa mercadoria?

13. Um produto de 6.000,00 meticais é adquirido com entrada de 15% e mais 3 pagamentos
mensais e iguais, sendo que o primeiro vence 4 meses após a compra (carência de 3
meses). Sabendo-se que a taxa é de 4,5% a.m., determine o valor das prestações.

12
14. Certa herança ascende a 38.269,60 meticais. O testamento estipula que o Banco de
Comércio e Finanças (BCF) ficará com todo este valor devendo pagar aos herdeiros 2.500
Meticais no fim de cada ano, até amortizar todo o capital a uma taxa de 5% a.a. Durante
quantos anos receberão os herdeiros aquela quantia? Haverá necessidade de pagar um
ano após a última prestação de 2.500meticais, uma quantia suplementar menor que a
normal.

15. O Sr. Constantino adquire um automóvel usado por 2.500,00 U$D pagando
imediatamente 500,00 U$D e compromentendo-se a pagar 100,00 U$D no fim de cada
mês. Calcule o número de pagamentos mensais que o Sr. Constantino terá de fazer, bem
como o valor de um eventual pagamento menor que o normal para a amortização
residual um mês depois da última mensalidade. Considere para este caso, uma taxa de
juro anual nominal de 8% com capitalização trimestral.

16. Uma pessoa adquire um eletrodomésticos por 540,00 meticais nas seguintes condições:

- Pagamento de 25% no acto da compra;

- Pagamento do restante em 6 prestações mensais iguais, incluindo juros à taxa


anual de 14%.

Calcule o valor de cada mensalidade se a 1ª se vencer 1 mês após o acto da compra.

17. Uma pessoa depositou mensalmente, no fim de cada mês, a quantia de 100 meticais
durante 5 anos; nos 5 anos subsequentes a sua situação financeira inverte-se e vê-se
obrigada a levantar mensalmente, e também no fim de cada mês a quantia de 100
meticais. Os valores em depósito vencem juros à taxa anual nominal de 12%.

Pretende-se calcular o valor acumulado de que dispunha essa pessoa no fim dos 10 anos,
depois de ter efectuado o último levantamento.

18. Para amortizar uma dívida, o senhor José tem vindo a pagar 20.000,00 Meticais em 31 de
Dezembro de cada ano ao longo dos quatro anos atrás, e deve ainda continuar apagar
nos 5 anos seguintes. Se, imediatamente após haver pago a quarta anuidade, o devedor
propusesse ao credor substituir as anuidades em dívida por um pagamento único a
efectuar no vencimento da sétima anuidade, qual deveria ser o valor deste pagamento,
sendo aplicada uma taxa de juro anual de 5%.
19. No dia 1 de Agosto, a Sra. Helena emprestou ao Sr. Sauremo uma certa quantia a taxa
anual de 10%, em regime de juro composto. O Sr. Sauremo pode liquidar a divida em:
 5 anuidades de X euros cada, mais uma 6ª de 22.348,54 Meticais, ou

13
 6 anuidades de X euros cada, mais uma 7a de 10.833,39 Meticais

(Em qualquer dos casos a 1a anuidade ocorrerá em 1 de Agosto do ano seguinte)

Determine o montante do empréstimo.

20. Para amortizar uma dívida, o senhor José tem vindo a pagar 20.000,00 Meticais em 1 de
Dezembro de cada ano ao longo dos quatro anos atrás, e deve ainda continuar a pagar
nos 5 anos seguintes. Se, imediatamente após haver pago a quarta anuidade, o devedor
propusesse ao credor substituir as anuidades em dívida por um pagamento único a
efectuar no vencimento da sétima anuidade, qual deveria ser o valor deste pagamento,
sendo aplicada uma taxa de juro anual de 5%.

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Curso: GE, C&A, APC&F 3. Rendas de termos Variáveis
Disciplina: Matematica Financeira II Data: 15 – 26.08.26 Nivel: 2º Ano

3. Rendas temporárias de termos Variáveis


Quando os termos de uma renda são variáveis quaisquer, (isto é, não apresentam nenhum
padrão de evolução) a única forma de calcular os seus valores acumulado e actual consiste em
capitalizar e/ou actualizar todos e cada um dos seus termos, um a um, para o momento
desejado, através dos factores FCC1n;i% e/ ou FARC2n;i%. Porém, se os seus termos variarem de
acordo com um determinado padrão, exemplo em progressão aritmética ou progressão
geométrica, é possível calcular os seus valores actual e acumulado de forma mais rápida e
cómoda.

3.1 Rendas de termos variáveis em Progressão aritmética

Genericamente, os termos da renda variando em progressão aritmética de razão “r” (diferença),


sendo o primeiro deles no valor “T1 ”, são

C1 ; C1 + r; C1 + 2r; C1 + 3r; … ; C1 + (n − 3)r; C1 + (n − 2)r; C1 + (n − 1)r

3.1.1 Rendas imediatas Rendas de termos normais (postcipados)

Valor actual

Pretende-se o valor desta renda reportado ao momento actual.

𝐶𝛼
R(0) = ∑ = ∑ Cα (1 + i)−tα
(1+i)tα

R(0) = C1 (1 + i)−1 + (C1 + r)(1 + i)−2 + (C1 + 2r)(1 + i)−3 + ⋯ + [C1 + (n − 2)r](1 + i)−n+1 + +[C1 + (n −
−n
1)r](1 + i)

R(0) = C1 (1 + i)−1 + C1 (1 + i)−2 + C1 (1 + i)−3 + C1 (1 + i)−n+1 + C1 (1 + i)−n + ⋯ +


+r(1 + i)−2 + 2r(1 + i)−3 + (n − 2)r(1 + i)−n+1 + (n − 1)r(1 + i)−n

1−(1+i)−n
R(0) = C1 + r(1 + i)−2 + 2r(1 + i)−3 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+1 + (n − 1)r(1 + i)−n
i

1
𝐹𝐶𝐶 = (1 + 𝑖)𝑡
2 1
𝐹𝐴𝑅𝐶 = 𝑡
(1+𝑖)

15
Seja r(1 + i)−2 + 2r(1 + i)−3 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+1 + (n − 1)r(1 + i)−n = X, então

1−(1+i)−n
R(0) = C1 +X
i

Se multiplicarmos dois membros de uma igualdade pelo mesmo factor o resultado permanece
inalterado, então multiplicamos os dois membros por (1+i)

(1) X = r(1 + i)−2 + 2r(1 + i)−3 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+1 + (n − 1)r(1 + i)−n

(2) X(1 + i) = r(1 + i)−1 + 2r(1 + i)−2 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+2 + (n − 1)r(1 + i)−n+1

E subtraímos a equação (2) pela (1), depois unimos os valores que tem (1+i) como mesmo
expoente, então teremos:

X(1 + i) − X = [r(1 + i)−1 + 2r(1 + i)−2 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+2 +(n − 1)r(1 + i)−n+1 ]
−[r(1 + i)−2 + 2r(1 + i)−3 + ⋯ + (n − 2)r(1 + i)−n+1 + +(n − 1)r(1 + i)−n ]

X(1 + i) − X = r(1 + i)−1 + [2r(1 + i)−2 − r(1 + i)−2 ] + [3r(1 + i)−3 − 2r(1 + i)−3 ] +
… + [(n − 2)r(1 + i)−n+2 − (n − 3)r(1 + i)−n+2 ] + [(n − 1)r(1 + i)−n+1 − (n − 2)r(1 + i)−n+1 ] −
[(n − 1)r(1 + i)−n ]

X(1 + i) − X = r(1 + i)−1 + r(1 + i)−2 + r(1 + i)−3 + ⋯ + r(1 + i)−n+2 + r(1 + i)−n+1 + r(1 + i)−n − nr(1 +
i)−n

1−(1+i)−n 1−(1+i)−n
X + Xi − X = r − nr(1 + i)−n ⟺ Xi = r − nr(1 + i)−n
i i
r 1−(1+i)−n nr 1−(1+i)−n
⟺X= − (1 + i)−n , sendo A = T + X , então fica:
i i i i
1−(1+i)−n r 1−(1+i)−n nr r 1−(1+i)−n nr
R(0) = C1 + ∗ − (1 + i)−n ⇔ R(0) = (C1 + ) − (1 + i)−n
i i i i i i i

r 1−(1+i)−n nr r 1−(1+i)−n nr nr nr
R(0) = (C1 + ) − [(1 + i)−n + 1 − 1] ⟺ R(0) = (C1 + ) − [ (1 + i)−n + − ]⟺
i i i i i i i i
r 1−(1+i)−n nr nr nr
R(0) = (C1 + ) − [ (1 + i)−n − + ]
i i i i i

r 1−(1+i)−n nr[(1+i)−n −1] nr r 1−(1+i)−n nr[1−(1+i)−n ] nr


⇔ R(0) = (C1 + ) −[ + ] = (T1 + ) + − ]
i i i i i i i i

O valor actual da renda de termos variáveis em progressão aritmética é:

16
r 1−(1+i)−n nr
R(0) = (C1 + + nr) −
i i i

Valor acumulado
Temos que achar o valor da renda reportado ao vencimento do último termo, momento n, então
basta capitalizar o valor actual
r 1−(1+i)−n nr
R(n) = R(0) ∗ (1 + i)n ⇔ R(n) = [(C1 + ) − (1 + i)−n ] ∗ (1 + i)n
i i i

O valor acumulado de uma renda de termos variáveis fica:


r (1+i)n −1 nr
𝑅(𝑛) = (C1 + ) −
i i i

3.1.2 Limite de aplicabilidade prática (LAP)

Deve-se notar que, quando 𝑟 < 0, existe um LAP para as rendas com termos a variar em
progressão aritmética, limite este imposto pelo simples facto de não ser aceitável que existam
termos de valor nulo ou negativo.
Assim, tratando-se de uma renda com termos variando em progressão aritmética decrescente
(𝑟 < 0), ela só tem sentido até o momento em que ocorre o último termos de valor positivo. Esse
𝐶
termo é o termo de ordem “n”, tal que 𝑛 = |𝑟|1 , sendo o primeiro termo C1.

Se considerarmos uma renda com termos variando em progressão aritmética com 𝐶1 = 500 e r=
−100, vemos que 𝐶2 = 400; 𝐶3 = 300; 𝐶4 = 200 e 𝐶5 = 100 (último termo de valor positivo); 𝐶6 = 0
(este termo já não tem qualquer significado prático nas rendas); 𝐶7 = −100 (idem), confirmamos
o referido LAP
C1 500
n= |r|
⟺ 𝑛 = |−100| = 5

Em conclusão, podemos dizer que as rendas com termos variando em progressão aritmética
C1
decrescente só tem sentido prático para n ≤ |r|
, pelo que perante uma renda com esta

característica é conveniente começar por confirmar que o número de termos não é superior a
C1
|r|
.
C1
Contudo, deve notar-se que no caso de |r|
ser um valor não inteiro, o último termo da renda com

valor positivo é que corresponde ao inteiro imediatamente superior.


T1 1.000
T1 = 1.000; r = −330; |r|
= |−330| = 3,030303, isto é, a renda tem 4 termos.

Valor actual e acumulado de rendas antecipadas

17
r 1−(1+i) −n nr
R̈(0) = [(C1 + + nr) − ] ∗ (1 + i) - valor actual
i i i
r (1+i)n −1 nr
R̈(n) = [(C1 + ) − ] ∗ (1 + i) - valor acumulado
i i i

3.1.3 Rendas diferidas

Para os termos variáveis o tratamento das rendas diferidas é igual do descrito nas rendas de
termos constantes.

Valor actual

Deste modo, para calcular o valor actual de uma renda diferida de w períodos, torna-se
necessário actualizar todos os termos de mais w períodos do que uma renda imediata.

O valor actual de uma renda diferida de w periodos e de termos normais, representa-se pela
expressão:

r 1−(1+i)−n nr
R(0) = (1 + i)−w [(C1 + + nr) − ] - Valor actual de rendas diferidas normais
i i i

Valor acumulado

Tal como na modalidade anterior, o valor acumulado no final do último período da renda, ou
seja, no final do período n+w, será igual ao que resultaria de uma renda imediata de termos
normais no final do período n, pelo que o cálculo se efectua do mesmo modo.

Para o cálculo do valor da renda em qualquer momento “t” de uma série de prestações
constantes fica:

r 1−(1+i)−n nr
R(t) = (1 + i)t−w [(T1 + + nr) − ] - Renda posticipada no momento t
i i i

r 1−(1+i)−n nr
R(t) = (1 + i)t−w [(T1 + + nr) − ] (1 + i) - Renda antecipada no momento t
i i i

3.2 Rendas temporárias de termos variáveis em Progressão Geométrica

Genericamente, os termos da renda variando em progressão geométrica de razão “r”, sendo o


primeiro deles no valor “C1 ”, são:

C1 ; C1 . r; C1 . r 2 ; C1 . r 3 ; C1 . r 4 ; … ; C1 . r n−3 , C1 . r n−2 , C1 . r n−1

18
3.2.1 Rendas de termos normais (postcipados)

Valor actual

Pretende-se o valor desta renda reportado ao momento actual, para calcular o valor actual da
renda basta somar o valor de todos os termos, depois de actualizados para o momento zero, à
taxa de juro estipulada, ou seja: 𝑡 = 0


R(0) = ∑ = ∑ Cα ∗ (1 + i)−tα
(1+i)tα

R(0) = C1 (1 + i)−1 + C1 . r. (1 + i)−2 + C1 . r 2 . (1 + i)−3 + C1 . r 3 . (1 + i)−4 + ⋯


+C1 . r n−3 . (1 + i)−n+2 + C1 . r n−2 . (1 + i)−n+1 + C1 . r n−1 . (1 + i)−n

C1 r(1+i)−2 C1 r2 (1+i)−3 C1 rn−1 (1+i)−n


Se = =⋯= = r(1 + i)−1
C1 (1+i)−1 C1 r(1+i)−2 C1 rn−2 (1+i)−n+1

é uma P. G de razão R = r(1 + i)−1 e o primeiro termo C1 (1 + i)−1

1−Rn 1−rn (1+i)−n C1 1−rn (1+i)−n C1 1−rn (1+i)−n


Logo R(0)iℸn = C1 = C1 (1 + i)−1 = r = (1+i)−r
1−R 1−r(1+i)−1 (1+i) 1− (1+i)
(1+i) (1+i)

(1+i)n −rn
1−rn (1+i)−n (1+i)n C1 (1+i)n −rn
R(0)iℸn = C1 = C1 = ∗
(1+i)−r (1+i)−r (1+i)n (1+i)−r

1 C (1+i)n −rn
R(0)iℸn = (1+i)n ∗ (1+i)−r

C1 rn −(1+i)n
R(0)iℸn = ∗ - Valor actual de rendas normais variáveis em Progressão Geométrica
(1+i)n r−(1+i)

Valor acumulado

Para calcular o valor acumulado da renda, teremos de somar os valores capitalizados ou


acumulados de todos os termos para o momento n, ou seja o fim do período do último termo da
renda, à taxa de juro convencionada, pelo que teremos:

𝑅(𝑛) = ∑ 𝐶𝛼 (1 + 𝑖)𝑡𝛼
R(n) = C1 (1 + i)n−1 + C1 r(1 + i)n−2 + C1 r 2 (1 + i)n−3 + C1 r 3 (1 + i)n−4 + ⋯ + C1 r n−3 (1 + i)2 +
C1 r n−2 (1 + i)1 + C1 qn−1

Se,

19
C1 r(1+i)n−2 C1 r2 (1+i)n−3 C1 rn−1 (1+i)0
= =⋯= = 𝑟(1 + 𝑖)−1 é uma P. G de razão r = r(1 + i)−1
C1 (1+i)n−1 C1 r(1+i)n−2 C1 rn−2 (1+i)−1

Logo,

1−rn 1−rn (1+i)−n C1 (1+i)n 1−rn (1+i)−n C1 (1+i)n 1−rn (1+i)−n


R(n) = C1 = C1 (1 + i)n−1 = r = (1+i)−r
1−r 1−r(1+i)−1 (1+i) 1− (1+i)
(1+i) (1+i)

(1+i)n −rn
1−rn (1+i)−n (1+i)n C1 (1+i)n (1+i)n −rn
R(n) = C1 (1 + i)n (1+i)−r = C1 =
(1+i)−r (1+i)n (1+i)−r

(1+i)n −rn rn −(1+i)n


R(n) = C1 (1+i)−r
⇔ R(n) = C1 - Valor acumulado de rendas normais variáveis em
r−(1+i)

Progressão Geométrica

3.2.2 Rendas de termos antecipados

Valores actual e acumulado

Para as renda de termos antecipados temos que partir das rendas normais e capitalizar mais um
período.

C (1+i) r n −(1+i)n
R̈(0)iℸn = 1 n ∗ - Valor actual de rendas de termos antecipados e varáveis
(1+i) r−(1+i)

r n −(1+i)n
R̈(𝑛)iℸn = C1 (1 + i) - Valor acumulado de rendas de termos antecipados e varáveis
r−(1+i)

20
Aula prática 2

1. Considere uma renda anual imediata de termos normais cujos 8 termos variam em
progressão aritmética de razão 1.000,00 Meticais, sendo o primeiro termo de 8.000,00 Meticais.
Determine os seus valores actual e acumulado à taxa anual de 10%.

2. Considere uma renda anual imediata de termos normais cujos 8 termos variam em progressão
aritmética de razão -1.000,00 Meticais, sendo o primeiro termo de 8.000,00 Meticais. Determine
os seus valores actual e acumulado à taxa anual de 10%.

3. Uma renda constituída por 10 anuidades a variar em progressão aritmética de razão igual -
1.600,00 Meticais. O primeiro termo é de 10.000,00 Meticais e ocorre daqui a um ano. Utilizando
uma taxa anual efectiva de 5%, qual o valor actual desta renda?

4. Considere uma renda anual imediata de termos normais, constituída por 15 termos a variar em
progressão aritmética. Considere igualmente uma taxa anual de 10%. Calcule o valor actual
desta renda sabendo que:

 O segundo termo é de 18000,00 Meticais e o nono termo é de 4.000,00 Meticais;


 O terceiro termo é de 11.400,00 Meticais e o oitavo termo é de 2.400,00 Meticais.

5. Considere uma renda annual imediata de 8 termos normais variando em progressão


geométrica de razão 1.15 sendo o primeiro termo de 8.000,00 Meticais. Determine os seus valores
actual e acumulado à taxa anual de 10%.

6. Considere uma renda anual imediata de 10 termos normais variando em progressão


geométrica. Sabe-se que o Segundo termo é de 5.250,00 Meticais e o quinto termo é de 6.077,53
Meticais. Utilizando a taxa anual de 10%, calcule os valores actual e acumulado desta renda.

7. No final de cada exercício economico certa empresa investe a quantia de 20.000,00 Meticais,
a juros compostos, à taxa anual de 10%. O primeiro investimento ocorreu em 31 de Dezembro de

21
1998. A partir de 31 de Dezembro de 2002 inclusive a empresa decidiu investir Segundo uma
progressão aritmética de razão igual a 2.000,00 Meticais. O ultimo investimento terá lugar em 31
de Dezembro de 2008.

a) Qual sera, em 31 de Dezembro de 2008, o valor acumulado pelo conjunto dos


investimentos?
b) Qual teria sido esse valor se os investimentos a partir de 31 de Dezembro de 2002
tivessem sido em progressão geométrica de razão 1,10?

8. O senhor José foi recentemente contemplo num concurso televise com um dos seguintes
prémios à sua escolha:

a) Uma moradia de luxo totalmente mobilada, avaliada em 400.000 euros.


b) Vinte depósitos semestrais, com início hoje mesmo, variando em progressão
aritm’etica. Sabe-se que o primeiro depósito excederá o ultimo em 57.000 euros e
que o oitavo depósito sera de 37.000 euros.
c) Dez depósitos anuais, com início hoje mesmo, variando em progressão geométrica.
Sabe-se que a relação entre o último e o quinto depósitos é de 1.61051 e que o sexto
depósito sera de 72.667,86 euros.

Qual dos prémios deve escolher o senhor José, atendendo a critérios estritamente financeiros,
considerando a taxa annual nominal de 12%, com a capitalizações mensais, para avaliação
das diversas hipóteses.

9. A empresa Delta adquiriu um equipamento que poderá ser pago através das seguintes
hipóteses:

 Hipótese A – Renda com 6 mensalidades, em progressão aritmética crescente, tendo


o primeiro termo o valor de 500,00 Meticais, e sendo a razão de 50,00 Meticais. A
primeira prestação será paga daqui a um mês e a taxa nominal anual de
capitalizações mensais considerada é de 9,6%.
 Hipótese B -- Renda com 4 trimestralidades, em progressão aritmética decrescente,
tendo o último termo o valor de 800,00 Meticais, e sendo a razão de 100,00 Meticais.
A primeira prestação será paga daqui a três e a taxa nominal anual de
capitalizações trimestrais considerada é de 10%.
 Hipótese C – Renda com 5 semestralidades, em progressão geométrica, tendo o
primeiro termo o valor de 400,00 Meticais e crescendo as prestações à razão 1,25. A

22
primeira prestação sera paga daqui a seis meses e a taxa semestral considera é de
5%.

Se tivesse que optar pela hipótese mais vantajosa (menor valor actual), qual escolheria?

10. A empresa de recolha e tratamento de resíduos MárioDelta adquirui recentemente uma nova
máquina compactadora. Para o pagamento da mesma, a empresa fornecedora propôs-lhe as
3 hipóteses de pagamento apresentadas de seguida:

 Hipótese A --- Pagamento imediato de 5000,00 Meticais e 4 prestações quadrimestrais


postecipadas e imediatas de 4500,00, à uma taxa anual nominal de 12% com a
capitalização quadrimestral.
 Hipótese B – Pagamento de 8 prestações trimestrais e postecipadas de 2800,00
Meticais, após um diferimento inicial de 6 meses, à uma taxa trimestral de 4%.
 Hipótese C – Pagamento de 8 prestações mensais imediatas e postecipadas,
crescentes em progressão aritmética, com o primeiro termo de 1000,00 Meticais e
razão 500,00 Meticais, à taxa mensal de 3%.

Qual é a hipótese que lhe parece mais vantajosa para a empresa.

23
Curso: GE, C&A, APC&F 4. Rendas perpétuas
Disciplina: Matematica Financeira II Data: 29.08 – 02.09.16 Nivel: 2º Ano

4. Rendas perpétuas
Uma renda é perpétua se o número dos seus termos é (ou pode ser considerado) ilimitado. Nas
rendas perpétuas, apenas faz sentido falar do seu valor actual, nunca do seu valor acumulado.

Por outro lado, quando se diz que o número de termos é ou pode ser considerado ilimitado, isso
não significa obrigatoriamente que “n” tenha que ser (ou tende para) infinito! Apenas significa
que “n” é suficientemente elevado para que se possa assumir a renda como sendo perpétua.
Aquilo que determina se uma determinada renda é (ou pode ser considerada) perpétua não é
o valor do “n”, por si só, ma sim em conjunto com a taxa de Juro.

4.1 Rendas perpétuas de termos constantes

Tal como para as rendas inteiras, também para as rendas fraccionadas a determinação do valor
acumulado não é possível nas rendas perpétuas.

Quanto à determinação do valor actual, procede-se como nas rendas inteiras adaptando os
algoritmos anteriormente deduzidos a cada combinação de renda/termos.

Assim teremos:

1−(1+i)−n
R(0)iℸn = (1 + i)t−w C
i
1−(1+i)−∞ 1−0
R(0)iℸ∞ = (1 + i)−w C = (1 + i)−w C
i i
1
R(0)iℸ∞ = (1 + i)−w C para rendas de termos postecipados
i

1
R̈(0)iℸ∞ = (1 + i)−w T (1 + i) para rendas de termos antecipados
i

4.2 Rendas perpétuas de termos variáveis

4.2.1 Valor da renda de termos variando em progressão aritmética


1−(1+i)−n r 1−(1+i)−n nr
R(0) iℸ∞ = C1 + − (1 + i)−n
i i i i

r 1−(1+i)−n nr r 1−(1+i)−n nr
⇔ R(0)iℸ∞ = (C1 + ) − ⇔ R(0)iℸ∞ = lim [(C1 + ) − ]
i i i(1+i)n n→∞ i i i(1+i)n

24
r 1−(1+i)−n nr
⇔ R(0)iℸ∞ = lim (C1 + ) − lim
n→∞ i i n→∞ i(1+i)n

r 1−(1+i)−∞ ∞∗r r 1−0 ∞


⇔ R(0)iℸ∞ = (C1 + ) − ⇔ R(0)iℸ∞ = (C1 + ) −
i i i(1+i)∞ i i i(1+i)∞

r 1−(1+i)−n r 1−0 r 1
lim (C1 + ) = (C1 + ) = (C1 + )
n→∞ i i i i i i

nr ∞ ∞
{ lim = = ⟹ Indeterminado
n→∞ i(1+i)n i(1+i)∞ ∞

Para levantar a indeterminação podemos aplicar a regra de L’Hospital, logo

𝑟 1−(1+𝑖)−𝑛 𝑟 1−0 𝑟 1
lim (C1 + ) = (C1 + ) = (C1 + )
𝑛→∞ 𝑖 𝑖 𝑖 𝑖 𝑖 𝑖

𝑛𝑑 𝑑 𝑑
{ lim = lim = =0
𝑛→∞ 𝑖(1+𝑖)𝑛 𝑛→∞ 𝑖𝑛(1+𝑖)𝑛−1 ∞

𝐫 𝟏
Então, 𝐑(𝟎)𝐢ℸ∞ = (𝐓𝟏 + ) é o termo geral de uma sucessão de rendas com termos variáveis em
𝐢 𝐢

Progressão Aritmética.

Quando a razão é negativa (r < 0) a renda deixa de ser perpétua e passa a ser temporária com
C1
n termos em que n = |r|
. Isto quer dizer, quando os termos são variáveis em progressão aritmética

só faz sentido quando r > 0, caso contrário poderá assumir valores que não têm aplicação
prática para a matemática financeira.

4.2.2 Valor da renda de termos variando em progressão geométrica


rn r
1−rn (1+i)−n 1−
(1+i)n 1−(1+i)n
R(0)iℸ∞ = C1 (1+i)−r
= C1 (1+i)−r
= C1 (1+i)−r

Um limite é convergente quando o resultado é um valor inteiro e definido, então temos que achar
lim R(0)iℸ∞
n→∞

C1
r , para r < (1 + 𝑖)
1−(1+i)n (1+i)−r
lim C1 (1+i)−r
={
n→∞
∞, para r > (1 + 𝑖)

C
Então, R(0)iℸ∞ = (1+i)−r
1
é o valor actual de uma renda perpétua, inteira, imediata, de termos

variando em progressão geométrica, com o primeiro termo “C1 ” e razão “r” (válido apenas
para r < (1 + 𝑖) ).

25
Aula prática 3
1. Segundo as cláusulas do testamento do conhecido patrocinador das artes, determinado
museu deverá receber uma renda perpétua de 75 contos por ano. Qual é o valor actual deste
legado, adoptando uma taxa de avaliação de 4% ao ano?

2. A companhia Nazir recebe no fim de cada mês 42 contos pelo arrendamento dos diversos
apartamentos de um prédio. Supondo que poderá continuar arrendando a esse preço e que a
taxa anual de juro é 5%, qual é o valor actual da propriedade?

3. Calcule o valor actual de uma sucessão de perpetuidades mensais de 10 contos, vencendo-


se a primeira imediatamente. Taxa de avaliação 4% ao ano.

4. Calcule o valor actual de uma sucessão perpétua de capitais de 200 contos cada um, com
vencimentos de 1 em 1 ano, ocorrendo ao primeiro vencimento dentro de 3 anos. Taxa de
avaliação anual 12%.

5. A academia Newton recebe de cinco em cinco anos 225 contos provenientes de um legado
especial. Qual é o valor actual deste legado? A taxa de avaliação é 5% annual nominal,
capitalizável semestralmente. Localize-se no início de um período de cinco anos, no fim do qual
se vencerá um termo da renda.

6. A apólice do seguro de vida de presidente de uma empresa estipula que seja entregue à viúva
ou aos herdeiros a quantia de 5 contos no fim de cada mês durante um tempo indeterminado.
Qual é o valor da renda à data da morte do presidente? A primeira mensalidade vence-se no
primeiro mês. Taxa de avaliação anual nominal 8%, capitalizável mensalmente.

26
7. A apólice do seguro de vida do senhor Cossa estipula que seja entregue à viúva ou aos
herdeiros a quantia no início de cada ano que varia em progressão aritmética, de razão igual a
600 meticais durante um tempo indeterminado. Qual é o valor da renda à data da morte do
Cossa? A primeira anuidade de 1000 vence-se no terceiro ano. Taxa de avaliação anual 8%.

8. O João, residente em Moçambique, foi estudar em Lisboa. Sabendo que pensa em fazer
faculdade, trabalhar e residir definitivamente após a conclusão do curso, os pais ponderam duas
hipóteses para a instalação do João em Lisboa:

a) Arrendar um apartamento;

b) Comprar o apartamento.

A renda a pagar é de 850,00 euros por mês, a pagar no início de cada mês. O valor do
imóvel é de 127.500,00 euros. Para este tipo de operações, a taxa de Mercado cifra-se em 5,5%
ao ano. Qual a mehor opção?

9. O João, residente em Moçambique, foi estudar em Lisboa. Sabendo que pensa em fazer
faculdade, trabalhar e residir definitivamente após a conclusão do curso, os pais ponderam duas
hipóteses para a instalação do João em Lisboa:

a) Arrendar um apartamento cuja renda varia em progressão geométrica, sendo a


primeira mensalidade no valor de 750,00 euros e a razão igual a 1.85, a uma taxa mensal
de 7%.

b) Arrendar um apartamento cuja renda varia em progressão aritmética, sendo a primeira


bimestralidade no valor de 1050,00 euros e a razão igual a 100 euros, a uma taxa annual
nominal de 12%, capitalizável bimestralmente.

Qual é a melhor opção de arrendamento?

27
Curso: GE, C&A, APA 5. Leasing e locação financeira
Disciplina: Matematica Financeira II Data: 12 – 23.09.16 Nivel: 2º Ano

5. Leasing e locação financeira


É um termo anglo-saxónico que deriva de “to lease” e que significa locar, alugar, etc. Esta nova
forma de financiar o investimento permite o equipamento das empresas a partir do contrato de
locação, diferente do contrato de compra e venda. A entidade interessada em equipar não
adquire o equipamento, mas, apenas, detém o direito de o utilizar numa situação jurídica
equivalente à do locatário. De uma maneira geral, a duração do contrato de locação deve
corresponder, tanto quanto possível, ao tempo da vida económica do bem, objecto do
contrato. Por outro lado, o contrato é considerado irresolúvel pelas partes durante a sua vigência,
o locador (proprietário do bem) não pode interromper a fruição do bem por parte do locatário,
nem este pode deixar de pagar as rendas convencionadas.

5.1 Conceitos

O leasing é uma forma especial de financiamento em que o locador concede ao locatário,


contra o pagamento de uma renda, ouso temporário de um equipamento (leasing mobiliário)
ou de um imóvel (leasing imobiliária).

O bem permanece propriedade do locador até ao fim do prazo do contrato, momento em que
o locatário pode exercer a opção de comprar o bem pelo valor residual.

Assim temos:

Objecto: o qual pode ser bens imóveis (leasing imobiliário) em bens móveis (leasing mobiliário);

Participantes: o locador (empresa de leasing), o locatário (entidade que usufrui do bem) e a


empresa fornecedora do bem.

28
A escolha do bem

São de responsabilidade do locatário a escolha do bem, o seu preço e o seu fornecedor. O


locatário indica e solicita ao locador aquisição do bem que será objecto do contrato de leasing.

Os contratos de leasing estabelecem o direito à posse provisória do bem pelo locatário, ficando
sempre assegurada a propriedade ao locador. Em caso de infracção contratual, deverá o
locatário restituir de imediato o bem ao locador.

5.2 Modalidades de Leasing

Leasing operacional

É a operação na qual o locatário, a princípio, não tem a intenção de adquirir o bem ao final do
contrato.

Assim, após a utilização do bem pelo prazo estabelecido e cumpridas todas as suas obrigações
o locatário poderá ao final do contrato ter as seguintes opções: devolver o bem à locadora,
prorrogar o prazo do contrato ou exercer a opção de compra do bem pelo seu valor de
mercado, à época de tal opção.

A manutenção, a assistência técnica e os serviços correlatos à operacionalidade do bem


arrendado podem ser de responsabilidade do locador ou do locatário, e conforme previsão
contratual.

Leasing financeiro

É a operação na qual o locatário tem a intenção de ficar com o bem ao término do contrato,
exercendo a opção de compra pelo valor contratualmente estabelecido.

O locador receberá do locatário a totalidade dos valores investidos no contrato de


conformidade com o que foi estipulado.

O risco da obsolescência e as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos


à operacionalidade do bem arrendado são de responsabilidade do locatário.

As condições contratuais serão estabelecidas de comum acordo entre as partes, no que se


refere aos tipos de bens e serviços, ao prazo do arrendamento, aos valores das contraprestações
e das parcelas de VRG, a sua forma de actualização e do valor para a opção de compra.

29
VRG - Valor Residual Garantido

O VRG é estabelecido apenas nos contratos de leasing financeiro. Trata-se de valor


contratualmente garantido pelo locatário, como mínimo que será recebido pelo locador na
venda a terceiros do bem arrendado, na hipótese da devolução do bem e desde que
cumpridas todas as obrigações pecuniárias estabelecidas no contrato.

O VRG será sempre utilizado para liquidar o valor da opção de compra do bem arrendado,
conforme pactuado no contrato de leasing.

Opções do locatário

Cumpridas todas as obrigações, o locatário, ao final do prazo contratual, deverá manifestar sua
escolha por:

 Comprar o bem;
 Devolvê-lo; ou
 Renovar o contrato.

Opção pela compra

Somente poderá ser exercida a opção de compra ao final do prazo contratual, pelo valor que
estiver previsto no contrato.

Devolução do bem

Caso o locatário opte pela devolução do bem, a locatária o venderá no mercado. O valor
obtido nesta venda terá o seguinte destino:

 se o VRG foi totalmente pago, o produto da venda será devolvido ao locatário;


 se o VRG não foi totalmente pago, e sendo o valor apurado superior ao VRG, a
diferença será devolvida ao locatário, descontando-se, em quaisquer das
hipóteses, as despesas incorridas para a realização da venda.
 se o valor apurado for inferior ao VRG, o locatário deverá efectuar o pagamento
em complemento à esta diferença.

Resumo:

30
1. Aquisição do bem: o locador adquire o bem a financiar de acordo com as instruções
dadas pelo locatário.
2. Utilização: o locador, mantendo a propriedade do bem coloca-o à disposição do
locatário, que assume todos os riscos e encargos por um período fixo de tempo
previamente negociado.
3. Resolução: no final do período, o locatário dispõe de uma opção de compra pelo valor
residual.

Em ambas modalidades do leasing, financeiro ou operacional, elimina-se a necessidade de


mobilizar recursos nos activos, permitindo que tais recursos sejam canalizados para financiar o
processo produtivo.

Mas o objecto do nosso estudo na matemática financeira é o leasing financeiro

VR

VC C C C C C C C

0 1 2 3 4 n-2 n-2 N

Sendo:

VC – o valor do contrato ou de compra do bem

C – o valor da renda que corresponde a cada prestação do contrato, constante e normal

VR – valor residual do bem

n - número de períodos

i – taxa de locação financeira referida ao período

1−(1+i)−n 1−(1+i)−n
VC = C + VR(1 + i)−n ⇔ VC − VR(1 + i)−n = C
i i

VC−VR(1+i)−n
C= 1−(1+i)−n
i

A fórmula acima parte do princípio que as rendas são normais e se forem antecipadas a fórmula
fica:

VC−VR(1+i)−n
C= 1−(1+i)−n
(1+i)
i

31
Aula prática 4:

1. Uma empresa de locação financeira assina, com um seu cliente, um contrato com as seguintes
cláusulas essenciais:
 Valor do bem ao preço de aquisição (valor do contrato): 2.300 contos;
 O locatário poderá exercer o direito de compra no fim do prazo contratual mediante o
pagamento de um valor residual igual a 6% do custo do bem;
 O locatário pagará uma renda mensal de termos constantes e antecipados (vencendo-
se o primeiro termo na data do contrato);
 A renda é indexada á MAIBOR e será alterada sempre que a taxa de referência sofre
oscilações de valor igual ou superior a 1%;
 O prazo do contrato é de 3 anos

Assim:
a) Calcule o valor da renda mensal, sabendo que o locador pretende a taxa remuneratória
de 30% ano (taxa nominal).
b) No fim do 12º mês, depois de paga a respectiva prestação, a taxa de referência sofre um
acréscimo de 1,5% pelo que se pretende calcular o valor da renda mensal que deverá
ser praticada no 13º mês e seguintes.

2. Um contrato de locação financeira contem as seguintes cláusulas:


 O valor do contrato: 1.500 contos
 Prazo do contrato: 36 meses
 Valor residual: 6% do valor do contrato, para efeitos de opção de compra a pagar no fim
do prazo do contrato
 Periodicidade de renda: prestações trimestrais e antecipadas

Sabendo que o locador pretende a taxa remuneratória de 29% /ano (taxa nominal),
pretende-se calcular o valor nominal de cada prestação a satisfazer pelo locatário.

32
3. O Sr. Ernesto fez um contrato de leasing, sobre uma nova maquina, com as seguintes
condições:
 Preço de aquisição do equipamento 25.000 meticais (valor do contrato);
 Prestações mensais constantes, imediatas e postecipadas;
 Prazo do contrato: 3 anos;
 Taxa nominal com capitalizações mensais – 14,4%;
 Valor residual: 5% do valor do contrato;
 Pagamento do valor Residual um mês após a ultima prestação
Calcule o valor das prestações.

4. Um contrato de leasing tem as seguintes cláusulas:


 Valor do contrato – 100 mil meticais;
 Prestações semestrais constantes;
 Primeira prestação daqui a seis meses;
 Prazo do contrato: 5 anos;
 Taxa efectiva semestral – 2,3%;
 Valor residual: 3% do valor do contrato;
 Pagamento do V. Residual com a última prestação.

Calcule o valor nominal de cada prestação.

5. O Sr. Branquinho fez um contrato de leasing, sobre uma máquina para a sua empresa de
limpeza industrial. Ele pretende saber o preço de aquisição do equipamento, com base nos
seguintes dados:
 Valor de entrada pago no momento do contrato: 5000 meticais;
 Prestações quadrimestrais postecipadas e constantes, no valor de 10% do valor de
aquisição;
 Valor residual a pagar com a última prestação, no valor de 2.000 meticais;
 Prazo do contrato: 3 anos;
 Taxa quadrimestral – 2%
Calcule o valor de aquisição da máquina.

6. Uma empresa adquiriu um equipamento no valor de 3.000.000 meticais, através de um


contrato de locação financeira que contem as seguintes cláusulas fundamentais:
 Prazo do contrato: 3 anos;

33
 Valor residual (vencível um mês após o término do contrato): 10% do valor do contrato;
 Periodicidade das rendas: mensais e postecipadas;
 Caução a prestar pelo locatário no início do contrato e a reembolsar na data do
vencimento do valor residual: 500 contos;
 Taxas remuneratórias nominais:
- rendas principais: 15%/ ano
- valor residual: 18%/ ano
- caução: 9%/ ano
Pretende-se, assim, calcular o valor de cada prestação mensal a satisfazer pelo locatário.

34
Curso: GE, C&A, APA 6. Amortização de empréstimos
Disciplina: Matematica Financeira II Data: 26.09 – 07.10.16 Nivel: 2º Ano

6. Amortização de empréstimos

6.1 Conceitos fundamentais

Empréstimo é o contrato de cedência temporária de um capital em contrapartida de uma


determinada remuneração, ou seja, é o uso do capital alheio em contrapartida de uma
determinada remuneração.

Mutuante ou credor: aquele que fornece o empréstimo.

Mutuário ou devedor: aquele que recebe o empréstimo.

Amortizar uma dívida: significa diminuir gradualmente, até a extinção total, o principal de uma
dívida.

Parcelas de amortização (mk): corresponde às parcelas de devolução do capital emprestado.

Prazo de amortização: é o intervalo de tempo, durante o qual são pagas as amortizações.

Prestação (C): é a soma da amortização com os juros e outros encargos, pagos em dado
período.

Carên

Plano de amortização: é um quadro, padronizado ou não, onde são colocados os valores


referentes ao empréstimo, ou seja, o cronograma dos valores de recebimento e de pagamentos.

Saldo devedor: é o estado da dívida, ou seja, do débito, em um determinado instante de tempo.

Período de amortização: é o intervalo de tempo existente entre duas amortizações sucessivas.

A amortização de um empréstimo é o processo de sua liquidação por meio de pagamentos


periódicos. Há vários processos para amortizar o capital emprestado mas, estudaremos apenas
três, a saber: Sistema Francês (Tabela Price), Sistema de Amortização Constante (SAC) e o
Sistema de Americano de Amortização (SAA).

Ao estudar um sistema de amortização tem-se como principal objectivo a descrição do estado


da dívida ao longo do tempo: a decomposição de cada prestação (juros + quota de
amortização) e o saldo devedor após o pagamento de cada prestação.

Em suma, as prestações são compostas de duas parcelas: as amortizações, que correspondem

35
ao pagamento da dívida; os juros que correspondem à remuneração do capital emprestado.

6.2 Classificação dos empréstimos

Quanto à garantia prestada pelo mutuário

 Empréstimo a descoberto – quando não existe nenhuma garantia especial do mutuário


(devedor)
 Empréstimos caucionados – quando existem garantias especiais que podem ser reais ou
pessoais.

Relativamente às garantias reais há uma alocação ou afectação de uma determinada coisa


ao serviço da dívida. Quanto às garantias reais podemos ter:

1) Hipoteca – afectação de determinado imóvel ao serviço da dívida;


2) Penhora - afectação de determinados móveis ao serviço da dívida;
3) Consignação de rendimentos – há afectação de um determinado rendimento ao serviço da
dívida.

No que concerne às garantias pessoais, há apenas responsabilidade de certa pessoa


conjuntamente com o mutuário. E elas podem ser:

a) Aval é a declaração cambial através da qual uma pessoa (avalista), se torna responsável
pelo pagamento de um título de crédito nas mesmas condições de seu avalizado;
b) Fiança - uma pessoa se obriga por outra, para com seu credor, a satisfazer a obrigação, caso
o devedor não a cumpra;
c) Abonação.

Quanto a finalidade

 Crédito para habitação


 Crédito para o consumo
 Crédito para investimento

A parcela de amortização dos empréstimos pode se decompor em duas partes:

1. Amortização do capital – reembolso do empréstimo


2. Juros – remuneração pela utilização de capitais alheios

36
6.3 Sistemas de amortização de empréstimos

6.3.1 Sistema Francês de Amortização (Price)

Apesar de o sistema ser dito francês, quem concebeu tal sistema foi o matemático inglês Richard
Price, no século XVIII. No século XIX o sistema PRICE foi desenvolvido na França.

Nesse sistema as prestações são iguais e consecutivas (a partir do instante em que começam a
serem pagas as amortizações).

O empréstimo é pago em prestações periódicas iguais e postecipadas. Cada prestação é


constituída pela soma da amortização do principal com os juros do período. A amortização é
obtida por diferença entre os valores da prestação e os juros do período. Os juros decrescem
com o tempo.

O principal (amortização de capital) no início de cada período vai se tornando cada vez menor
e as amortizações vão crescendo de modo que a soma dessas parcelas permaneça constante
ao longo do tempo.

Em suma, as prestações relativas ao pagamento de um empréstimo são formadas por duas


parcelas:

1. As quotas de amortizações, que correspondem à devolução do capital emprestado.


2. Os juros, que correspondem à remuneração do capital emprestado

Assim, considerando mk o capital a ser amortizado nos instantes 1, 2, 3, …n, a uma taxa de juros i
(no período), as prestações, sendo constantes, constituem uma sequência uniforme (na qual
cada parcela é indicada por “C”).

Exemplo: Um financiamento de 20.000,00 deverá ser amortizado, através do Sistema Francês de


Amortização, em 8 prestações mensais, com juros compostos de 2% ao mês.

- Calcule o valor da prestação;


- Calcule o saldo devedor após o pagamento da terceira prestação;
- Calcule as parcelas de juro e de amortização da quinta prestação;
- Faça um quadro com o desenvolvimento mensal das prestações, os juros pagos, a
evolução das quotas de amortização e o saldo devedor (plano de amortização).

37
Resolução

D0 = 20.000; n = 8 prestações; i = 2% a. m.

(1) Valor da Prestação

Sendo prestações cuja amortização é feita em períodos diferentes, então trata-se de uma renda
imediata, de termos constantes e o valor da dívida é o valor presente da renda.

1−(1+i)−n 1−(1+2%)−8
D0 = C ⇔ 20.000 = C ⇔ C = 2.730,20
i 2%

D0 i
Logo, C = 1−(1+i)−n ⇔ C = D0 ∗
1−(1+i)−n
i

2%
C = 20.000 ∗ = 20.000 ∗ 0,136510 = 2.730,20
1−(1+2%)−8

(2) Cálculo do saldo devedor após o pagamento da terceira prestação.

Ao efectuar o pagamento da prestação de ordem t ficará restando (n-t) prestações a serem


pagas, conforme mostra o diagrama abaixo. Assim, o saldo devedor “Dt”, naquele instante, será
representado pelo valor actual das prestações restantes.

t n-t
D0 Dt
C C C C C C C C

0 1 2 3 t-1 t n-2 n-1 n

1−(1+i)−(n−t)
Dt = C
i

1−(1+2%)−(8−3) 1−(1+2%)−5
D3 = 2.730,20 = 2.730,20 = 2.730,20 ∗ 4,713460 = 12.868,67
2% 2%

(3) Cálculo das parcelas de juro e de amortização da quinta prestação

Para se obter as parcelas de juros e de amortização da prestação de ordem t, calcula-se


inicialmente o saldo devedor após o pagamento da prestação de ordem (t-1).

Assim, para calcular as parcelas de juros e de amortização da quinta prestação deve-se,


inicialmente, calcular o saldo devedor após o pagamento da quarta prestação, isto é:

1−(1+2%)−(8−4)
D4 = 2.730,20 = 10.395,85
2%

38
Jk = Dk−1 ∗ i ⇔ J5 = D5−1 ∗ i = 10.395,85 ∗ 2% = 207,92

mk = C − Jk ⇔ m5 = 2.730,20 − 207,92 = 2.522,28

ou

A prestação “C” (constante) do primeiro período compreende uma parcela de amortização do


capital (m1), somada aos juros do primeiro período (J1 = D0 *i).

Logo, C= m1 + J1

Feito isso, calculamos a quota de amortização de qualquer parcela de acordo com a fórmula
abaixo:

mn = m1 ∗ (1 + i)n−1

Para calcular o juro, basta efetuar PMT = mn + Jn.

J1 = D0 ∗ i = 20.000,00 ∗ 2% = 400,00; D1 = C − J1 = 2.730,20 − 400,00 = 2.330,20

mn = m1 ∗ (1 + i)n−1 ⇔ m5 = 2.330,20 ∗ (1 + 2%)5−1 ⇔ m5 = 2.522,28

(4) Planilha do financiamento

Período Amortização Juros Prestação Dívida do


(k) (mk) (Jk) (C) período (Dk)
0 20,000.00
1 2,330.20 400.00 2,730.20 17,669.80
2 2,376.80 353.40 2,730.20 15,293.00
3 2,424.34 305.86 2,730.20 12,868.67
4 2,472.82 257.37 2,730.20 10,395.85
5 2,522.28 207.92 2,730.20 7,873.57
6 2,572.72 157.47 2,730.20 5,300.84
7 2,624.18 106.02 2,730.20 2,676.66
8 2,676.66 53.53 2,730.20 0.00

6.3.2 Sistema de Amortização Constante (SAC)

No sistema SAC o financiamento é pago em prestações linearmente decrescentes, sendo cada


uma delas igual à soma da amortização do principal com os juros do período. Os juros são
calculados sobre o saldo devedor do início de cada período. A amortização é o quociente entre
a dívida inicial e o número de prestações. No sistema SAC os juros são uniformemente

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decrescentes ao longo do tempo, devido às amortizações acumuladas do principal. Como
todas as amortizações são iguais, as prestações periódicas são, também, uniformemente
decrescentes.

Na prática, um sistema bastante utilizado é o SAC. Tal sistema consiste em se fazer com que todas
as parcelas de amortização sejam iguais.

Exemplo: O financiamento de 20.000,00 deverá ser amortizado, através do Sistema de


Amortização Constante “SAC”, em 8 prestações mensais, com juros compostos de 2% ao mês.
Faça um quadro com o desenvolvimento mensal das prestações, os juros pagos, a evolução das
quotas de amortização e o saldo devedor.

Solução:
D0 20.000
mk = = = 2.500
n 8

Período Amortização Juros Prestação Dívida do


(k) (mk) (Jk) (C) período (Dk)
0 20,000.00
1 2,500.00 400.00 2,900.00 17,500.00
2 2,500.00 350.00 2,850.00 15,000.00
3 2,500.00 300.00 2,800.00 12,500.00
4 2,500.00 250.00 2,750.00 10,000.00
5 2,500.00 200.00 2,700.00 7,500.00
6 2,500.00 150.00 2,650.00 5,000.00
7 2,500.00 100.00 2,600.00 2,500.00
8 2,500.00 50.00 2,550.00 0.00

6.3.3 Sistema Americano de Amortização (SAA)

No sistema americano, o devedor obriga-se a pagar periodicamente apenas os juros do capital


emprestado é restituído, integralmente, no final do prazo estabelecido.

Com a finalidade de evitar o desembolso violento no final do prazo combinado, o devedor


procura formar, por sua conta e, mediante depósitos periódicos de parcelas constantes, um
fundo de amortização (sinking fund) com o qual, no fim do prazo, possa pagar a dívida sem
maiores problemas.

Exemplo: Uma pessoa toma emprestada a quantia de 15.000,00 com a condição de pagar

40
mensalmente os juros à taxa de juros compostos de 2,5% a.m., e a restituí-la integralmente no
final de 10 meses. O devedor pretende constituir um fundo de amortização com quotas mensais,
calculadas à taxa de juros compostos de 2% a.m. Calcular o seu dispêndio mensal e formar o
quadro de amortização.

Solução:
D0 = 15.000; n = 10meses; i = 2,5% a. m.

Cálculo de juros mensais


J = D0 ∗ i = 15.000 ∗ 2,5% = 375

Cálculo da Quota mensal do fundo de amortização


Como o valor de 15.000 será amortizado no fim do prazo e será depositado um fundo em
períodos iguais, então, este fundo constitui uma renda de acumulação e 15.000 é o valor
acumulado da renda.
(1+i)n −1 (1+2%)10 −1
R(n) = C ⇔ 15.000 = C ⇔ C = 1.369,90
i 2%

Cálculo do dispêndio mensal


PMT = Jk + C = 375,00 + 1369,90 = 1744,90

Quadro de amortização
Fundo
Período Juros Dispêndio constituído Fundo por
(k) Depósito (C ) (Jk) (PMT) [R(n)] constituir (Dk)
0 15,000.00
1 1,369.90 375.00 1,744.90 1,369.90 13,630.10
2 1,369.90 375.00 1,744.90 2,767.19 12,232.81
3 1,369.90 375.00 1,744.90 4,192.44 10,807.56
4 1,369.90 375.00 1,744.90 5,646.18 9,353.82
5 1,369.90 375.00 1,744.90 7,129.00 7,871.00
6 1,369.90 375.00 1,744.90 8,641.48 6,358.52
7 1,369.90 375.00 1,744.90 10,184.21 4,815.79
8 1,369.90 375.00 1,744.90 11,757.79 3,242.21
9 1,369.90 375.00 1,744.90 13,362.85 1,637.15
10 1,369.90 375.00 1,744.90 15,000.00 0.00

41
Aula prática 5
1. Um empréstimo contraído no início de Abril, no valor de 15.000,00 deve ser pago em dezoito
prestações mensais iguais, a uma taxa de meticais juros compostos de 2% ao mês, vencendo a
primeira prestação no fim de Abril, a segunda no fim de Maio e assim sucessivamente. Calcule:

2. Um financiamento no valor de 300.000,00 meticais possui um período de carência de


pagamentos de dois anos, seguido pela amortização do financiamento em prestações iguais e
semestrais, vencendo a primeira prestação seis meses após o término da carência.

a) Calcule esta prestação considerando que:


 a taxa é nominal de 12% ao ano,
 o prazo total para o financiamento é de oito anos, incluindo a carência
 os juros devidos durante a carência não são pagos, mas se acumulam ao saldo
devedor do financiamento.

b) construa o plano de amortização do financiamento

3. Um empréstimo de 200.000,00 meticais será pago em 4 prestações mensais, sendo a primeira


delas paga 30 dias após o empréstimo, com juros de 10% ao mês, pelo Sistema de Amortização
Constante (SAC).

Construa o plano de amortização deste financiamento

4. Guilherme faz um financiamento, no valor de 50.000,00 meticais, pelo Sistema Americano de


Amortização, à taxa de juros de 30% ao ano. O principal deverá ser restituído ao final de 5 anos,
sendo os juros pagos durante o prazo de carência. Considerando que o fundo de amortização
é formado por depósitos anuais, à taxa de juros de 20% ao ano, pede-se:

a) Construir o plano de amortização.

b) Determinar o valor do depósito, que deve ser feito ao final de cada ano, para a formação do
fundo de amortização.

c) Determinar o valor total desembolsado pelo devedor, a cada ano, durante o período de
carência.

42
5. Um empréstimo de 200.000 meticais é reembolsável através de 15 anuidades constantes e
postecipadas, a taxa de juro anual de 8%. Com base na informação, pretende-se (Sistema Price):
a) Calcule o montante de cada anuidade.
b) Decomponha em juros e amortização a primeira e a última anuidade.
c) Calcule o montante do capital em dívida no início do oitavo ano.
d) Calcule de duas maneiras diferentes, referente a amortização referente a oitava
anuidade.

6. Um empréstimo de XXXX meticais amortizável em 10 anuidades constantes e postecipadas.


Sabendo que o montante da terceira amortização é de 2.346,02 meticais e o da sexta
amortização é de 3.038,16 meticais. Calcular:
a) A taxa de juro anual de empréstimo
b) O valor da anuidade
c) O capital em dívida imediatamente após o pagamento da sétima anuidade.

7. Perante os dados abaixo transcritos relativos a um empréstimo e reembolsar através de


anuidades constantes e postecipadas
Dívida do
Período Amortização Juros Prestação período
(k) (mk) (Jk) (C) (Dk)
0
1 840.00
…. …. …. …. ….
n-1 2,352.85
n 164.70

pede-se que:
a) Reconstrua a primeira, a seunda, a penúltima e a última linha do quadro
b) Calcule a duração do empréstimo

8. Relativamente a um empréstimo reembolsável através de 12 anuidades constantes e


postecipadas, sabe-se o seguinte:
𝑚1 + 𝑚2 = 25.946,76 𝑚2 + 𝑚3 = 29.838,77
Determine:
a) A taxa de juro

43
b) O valor da primeira e da última amortização de capital
c) O valor da anuidade
d) O montante do empréstimo

9. Certa empresa contraiu um empréstimo de 50.000 meticais nas seguintes condições:


 Taxa de juro anual efectiva de 9,5223%
 Reembolso em 5 anos, em prestações trimestrais com amortizações de capital
constantes, vencendo-se a primeira três meses após o contrato
 O juro é pago juntamente com a amortização de capital no fim de cada período.

Determine:
a) A quota de amortização de capital contida na décima prestação
b) A quota de juro contida nas primeira e quinta prestações.
c) O valor da décima quinta prestação
d) O capital em dívida imediatamente após o pagamento da décima quinta prestação

10. Determinada empresa contraiu um empréstimo reembolsável através de 5 prestações anuais


e postecipadas, compostas por amortização de capital e juro, em que a amortização de capital
é constante. Sabe-se que a primeira prestação é de 30.000 meticais e que os juros pagos no final
do quarto ano ascendem a 4.000 meticais. Determine:
a) O montante do empréstimo
b) A taxa de juro anual a que foi contratado o empréstimo
c) O montante da segunda prestação
d) O montante do juro pago no final do último ano

11. Uma sociedade contraiu um empréstimo de 10.000.000,00 meticais amortizável de uma só vez
ao fim de quatro anos e com pagamento anual de juros, à taxa de juro anual de 10%.
a) Para fazer face à amortização do empréstimo a sociedade resolveu efectuar um
conjunto de sete depósitos semestrais constantes, com início no próprio momento em
que contraiu o empréstimo.
Calcule o valor de cada semestralidade, sabendo que o fundo de amortização
constituído acumula juros à taxa anual efectiva de 6%.
b) Quanto a sociedade pagará anual e semestralmente.
Anualmente será o Juro do empréstimo de 1.000.000,00 (10.000.000,00*10%) e
semestralmente será o valor de 1.232.821,74 para o fundo de amortização

44
Curso: GE, C&A, APA 7. Amortização de empréstimos obrigacionistas
Disciplina: Matematica Financeira II Data: 10 – 21.10.16 Nivel: 2º Ano

7. Amortização de empréstimos obrigaccionistas


Um empréstimo obrigacionista é uma fonte de financiamento geralmente de médio e longo
prazo, normalmente estes empréstimos são elevados, pelo que o mutuário tem dificuldade em
encontrar um único mutuário que lhe conceda os fundos que necessita. Assim, ao emitir o
emprestimo obrigaccionista, o mutuário, procura os fundos que necessita junto de vários
mutuantes.

7.1 Obrigações

As obrigações são títulos de crédito com força executiva, pois basta a sua apresentação para
se poder exigir os direits que conferem, proporcionando ao seu titular o direito de receber juros
periodicamente e o reembolso do capital numa determinada data.

Obrigações ou debêntures são títulos representativos de um mútuo, emitidos em massa pela


sociedade, negociáveis, que, numa mesma emissão, conferem direitos de crédito iguais para o
mesmo valor nominal (Artº 272 CC3).

7.1.1 Condições de emissão

A emissão de obrigações pressupõe a obtenção das autorizações, eventualmente necessárias,


e no caso de sociedades anónimas e por quotas, estas não podem emitir obrigações que
excedam a importância do capital realizado e existente, nos termos do último balanço
autorizado, acrescido do montante do capital aumentado e realizado depois da data de
encerramento daquele balanço.

As obrigações emitidas pelo estado designam-se obrigações de tesouro (OT´s). Em relação às


obrigações emitidas por uma sociedade, estas devem conter obrigatoriamente as s eguintes
menções (nº 1, do Artº 280 CC):

 A firma, a sede, a Conservatória do Registo Comercial onde a sociedade se encontra


matriculada e o seu número de matricula;
 A data da deliberação da emissão;

3
Código Comercial

45
 A data do registo comercial da emissão;
 O número de obrigações emitidas, o valor nominal de cada obrigação, o montante total
das obrigações da emissão;
 A taxa e o modo de pagamento dos juros, os prazos e as condições de reembolso;
 O número de ordem da obrigação;
 As garantias especiais da obrigação;
 A modalidade da obrigação e os direitos que conferem;
 A série;
 Quaisquer outras características particulares da emissão.

7.1.2 Elementos essenciais

Taxa de juro ou taxa de cupão

É determinada atendendo às características da emissão, às condições correntes no mercado e


ao risco do emitente. O risco está ssociado à possibilidade de ocorrência de acontecimentos
considerados incertos ou aleatórios que definem estados de natureza ou do mundo.

Assim, existem diversos tipos de riscos, dos quais destacamos:

O risco de incumprimento – evidencia a possibilidade do emitente não solver os seus


compromissos, no que respeita ao serviço da dívida;
O risco de reinvestimento – evidencia a incerteza quanto à taxa a que podem ser
reinvestidos os cash flows periódicos liberados pelo investimento;
O risco de preço – evidencia o efeito da alteração das taxas de juro no preço das
obrigações;
O risco de negociabilidade – que está associado ao mercado secundário no qual o título
é transaccionado.

Daí que, a taxa de juro anunciada pelo emitente será tanto maior quanto maior for o risco de
incumprimento. Convém referir que no caso das OT´s o risco de incumprimento é zero.

Para calcular o valor de juros ou de cupão, estes são iguais ao produto do valor nominal da
obrigação, pela respectiva taxa de juro.

J = V𝑛 . 𝑖

As taxas de juro podem ser fixas e indexadas. No caso de serem fixas, estas são constantes ao
longo da vida do empréstimo. Sendo indexadas, variam ao longo da vida do empréstimo.

46
Valor nominal (Vn)

É o valor utilizado para o cálculo dos juros e que corresponde ao valor facial do título.

Valor de emissão (VE)

É o preço que os obrigaccionistas têm de pagar quando subscrevem os títulos.

Se o VE < Vn, diz-se que a emissão foi abaixo do par.


Se o VE = Vn, diz-se que a emissão foi ao par.
Se o VE > Vn, diz-se que a emissão foi acima do par.
Se o VE - Vn < 0, existe um desconto de emissão, o qual é a forma de atrair o investidor.

Valor de reembolso (VR)

É o valor pago aos obrigaccionistas, quando as obrigações são amortizadas.


Se o VR < Vn, diz-se que a emissão foi abaixo do par.
Se o VR = Vn, diz-se que a emissão foi ao par.
Se o VR > Vn, diz-se que a emissão foi acima do par.
Se o VR - Vn > 0, existe um prémio de reembolso, que consiste juntamente com o desconto de
emissão numa das forma de atrair os investidores.

Valor de Cotação e Valor de Transacção

O valor de cotação ou valor de mercado, está dependente da lei da oferta e da procura e


resulta das transações no mercado secundário (é onde se trasaccionam os títulos após 1º
emissão). Assim podemos definir como valor de transacção ao valor que resulta do valor de
cotação acrescido dos juros vencidos até à data de transacção.

Vida do empréstimo

É a duração do empréstimo, ou seja, o tempo que decorre entre o momento da emissão das
obrigações e o pagamento da última prestação.

47
Maturidade

É a data em que ocorre o pagamento da última prestação do empréstimo

7.1.3 Tipologia das obrigações

Obrigações de cupão zero

Para este tipo de obrigações o pagamento dos juros e o reembolso de capital só se verifica no
final do prazo de empréstimo. Assim o valor de emissão é sempre menor que o valor nominal.
Deste modo o juro está implícito na diferença entre o preço de emissão e o valor de reembolso.

Obrigações de capitalização automática

São uma variante de obrigações de cupão zero. Neste tipo de obrigações os juros vãoo sendo
incorporados no processo de capitalização, sendo estes pagos no fim do prazo juntamente com
a amortização de capital.

Perpetuidades

Neste tipo de obrigações apenas há pagamento de juros. O capital nunca é reembolsado. É


muito pouco comum este tipo de empréstimos.

Obrigações clássicas

Nestas obrigações a taxa de juro, isto é, a taxa de cupão, é fixada no momento da emissão
permanecendo inalterada durante toda a vida do empréstimo. Daí que se possa, considerar
como títulos de taxa fixa ou reversível.

A opção por este tipo de obrigações tem vantagens quer para o emitente quer para o
obrigacionista, dado que se pode saber no momento da emissão quais os cash-flows futuros
gerados pela obrigação.

Obrigações participantes

Neste tipo de obrigações o rendimento das mesmas é composto por duas partes: uma fixa e
outra variável e em função dos resutados da empresa.

48
A parte fixa confere aos seus titulares um rendimento normalmente inferior aos das obrigações
clássicas. A parte variável representa uma percentagem fixa ou uma percentagem variável do
lucro de cada exercício, independentemente do montante deste. Para o cálculo do juro
suplementar relativo ao exercício n considera-se o resultado líquido do exercício n-1, deduzido
das importâncias a levar à reserva legal ou às reservas obrigatórias e não considerando como
custo as amortizações efectuadas para além dos máximos fiscalmente admitidos.

Obrigações convertíveis

Estas obrigações caracterizam-se por dentro de certas condições, de preços, prazo e proporção
de conversão, poderem ser convertidas em acções, isto é, trocadas por acções da entidade
emitente. Só podem emitir obrigações as empresas cotadas na bolsa, verificando-se no
momento da conversão um aumento de capital com a emissão de novas acções.

A opção para converter as obrigações em acções está dependente de um conjunto de


conceitos

Rácio de conversão (RC) – corresponde ao número de acções resultante da conversão de cada


obrigação.

V𝑛
PC =
𝑅𝐶

Valor de conversão (PC) = valor corrente de mercado das acções resultante da conversão.

50
Ex: RC = 4; Vn = VR = 50; PC = = 12,50
4

Assim se o preço das acções no mercado for inferior a 12,5 u.m. não vale a pena converter. Se
o preço das acções for superior a 12,50 u.m., então deve-se converter.

Obrigações com warrant

O warrant constitui um direito de preferência na subscrição de acções da mesma sociedade


que emitiu as obrigações, a exercer num prazo determinado e nas condições definidas no
momento da emissão. O warrant pode ser destacado e transaccionado, no mercado
secundário, independentemente da obrigação a que respeita, pelo que o detentor pode
subscrever acções da empresa, a um preço preferencial, sem deixar de ser obrigacionista, e
atendendo o seguinte rácio:

Rácio de subscrição 0 Nº de acções a subscrever por cada warrant detido.

49
As obrigações com warrant só podem ser emitidas por empresas cotadas na bolsa. Neste caso
também temos de comparar o preço de subscrição com o valor de cotação das acções na
bolsa.

Obrigações grupadas

São as obrigações emitidas por um conjunto de empresas que têm alguma característica em
comum, como seja: pertencem ao mesmo sector de actividade, à mesma zona geográfica,
entre outros.

Este tipo de empréstimos permite muitas das vezes tornar viável a emissão de um empréstimo
obrigacionista e aproveitar a economia de escala, nomeadamente no que diz respeito aos
encargos com a emissão deste tipo de empréstimo.

Vida média das obrigações

Vida de uma obrigação, é o espaço de tempo durante o qual essa obrigação vai estar em
circulação.

Data de Data de
emissão amortização

Assim uma obrigação pode ter diferentes tipos de vida: vida mínima, vida média e vida máxima.

Vida mínima, quando a obrigação é amortizada no reembolso imediato.

Vida média, que consiste na média aritmética ponderada entre o número de obrigações
amortizadas em cada reembolso pelos respectivos prazos de reembolso.

Vida máxima, quando a obrigação é amortizada no último reembolso de capital.

Se o reembolso ocorrer de uma só vez a vida média da obrigação coincide com a vida máxima
e com a vida mínima.

7.2 Modalidades de amortização de empréstimos obrigacionistas

Neste capítulo abordaremo três modalidades de amortização de empréstimos obrigacionistas,


salientar que nos empréstimos obrigacionistas o credor tem como contraparte mais de um
mutuante e quando o mutuário amortiza uma parte do capital e paga os respectivos juros, fá-lo
relativamente a alguns obrigacionistas, normalmente através de um sorteio.

50
É a forma como o emitente procede ao reembolso do capital aos subscritores. As amortizações
dos empréstimos obrigaccionistas podem efectuar-se de várias formas:

 Reembolso de uma só vez e no final – neste caso o empréstimo é pago no final (na
maturidade), e juntamente com o último cupão, mas os juros são pagos periodicamente.
Apesar de se tratar de modelo frequentemente utilizado o mesmo pode causar
problemas de tesouraria à entidade emitente, os quais podem ser resolvidos pela criação
de fundos de amortização (sinking fund).
 Reembolsos periódicos - neste caso as amortizações são periódicas e ao longo do
período de vida útil do empréstimo e estas podem ser em prestações constantes ou
através de amortizações de capital constante. As principais modalidades de reembolso
periódico são: por sorteio, por lote ou por dedução ao valor nominal.

7.2.1 Prestações Constantes

Nos empréstimos obrigacionistas o que está a ser amortizado é um conjunto de obrigações que
compreensivelmente deve ser um número inteiro. Pode acontecer que, ao se determinar o
número de obrigações a amortizar resulte em valor não inteiro para tal tem que se recorrer a
ajustamentos, por forma a que o capital a amortizar resulte num número inteiro de obrigações,
o que pode fazer com que as prestaçõe não sejam exactamente constantes, mas sim
aproximadamente constantes.

Para as prestações (aproximadamente) constantes podemos considerar duas situações:

1) O prémio de reembolso, é considerado à parte, ou seja, a prestação (Constante) é


composta por amortização e juro (C = mk + jk).
2) O prémio de reembolso é considerado como fazendo parte da prestação
(Constante), pelo que C = mk + jk + Prk

7.2.1.1 Sem prémio de reembolso

A forma de reembolso é semelhante ao do sistema Francês, onde a prestação é composta por


duas parcelas: amortização de capital (mk) e juro (jk).

Não havendo prémio de reembolso, Vn = VR e C = mk + jk. Assim, os passos a seguir na elaboração


do quadro de amortização são os seguintes:

1º. Calcular o Valor da prestação:

51
1−(1+𝑖)−𝑛 1−(1+𝑖)−𝑛
𝐷0 = 𝐶 𝑜𝑢 𝑄. 𝑉𝑛 = 𝐶
𝑖 𝑖

Esta é a prestação teórica já que o valor exacto da prestação não é exactamente aquele, pelo
facto de ser necessário efectuar ajustamentos para termos número inteiro de obrigações a
amortizar.

2º. Calcular o valor do juro do primeiro período:

𝐽1 = 𝐷0 . 𝑖 𝑜𝑢 𝐽1 = 𝑄. 𝑉𝑛 . 𝑖

3º. Calcular a amortização relativa ao primeiro período:

𝑚1 = 𝐶 − 𝐽1

4º. Calcular o número de obrigações que é possível amortizar com o valor obtido no passo
anterior:
𝑚1
𝑄1 =
𝑉𝑛

Pode acontecer que este valor não seja inteiro. Neste caso, arredondar-se-à para o inteiro mais
próximo e pode fazer com que todas as prestações não sejam exactamente, mas sim
aproximadamente constantes. Se, no final, a soma de todas as obrigações amortizadas for
diferente do valor das obrigações emitidas e subscritas, de se efectuar ajustamento que se
revelar necessário.

Nesta situação deve-se entender que:


𝑛

∑ 𝑄𝑘 = 𝑄 (𝑎 𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑑𝑎𝑠 𝑜𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠 𝑎𝑚𝑜𝑟𝑡𝑖𝑧𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑜 𝑙𝑜𝑛𝑔𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑚𝑝𝑟é𝑠𝑡𝑖𝑚𝑜 é 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 à 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒)


𝑘=1
𝑛

∑ 𝑚𝑘 = 𝐷0 = 𝑄. 𝑉𝑛 (𝐴 𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑚𝑜𝑟𝑡𝑖𝑧𝑎çõ𝑒𝑠 é 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 𝑎𝑜 𝑚𝑜𝑛𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝑒𝑚𝑝𝑟é𝑠𝑡𝑖𝑚𝑜)


𝑘=1

𝑚𝑘+1 = 𝑚𝑘 (1 + 𝑖) (𝐿𝑒𝑖 𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑚𝑜𝑟𝑡𝑖𝑧𝑎çõ𝑒𝑠 𝑒𝑚 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑛ã𝑜 𝑠𝑒𝑟
𝑒𝑥𝑎𝑐𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑟𝑎𝑧õ𝑒𝑠 𝑎𝑛𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠)
𝑄𝑘+1 = 𝑄𝑘 (1 + 𝑖) (𝐿𝑒𝑖 𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑚𝑜𝑟𝑡𝑖𝑧𝑎çõ𝑒𝑠 𝑒𝑚 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑛ã𝑜 𝑠𝑒𝑟
𝑒𝑥𝑎𝑐𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑟𝑎𝑧õ𝑒𝑠 𝑎𝑛𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠)

Exemplo:

A sociedade do Zambeze emitiu um empréstimo obrigacionista com as seguintes características

52
e condições:

 Número de obrigações emitidas e subscritas: 1.000.000


 Valor nominal: 100,00 meticais
 Juros pagos anualmente à taxa anual nominal de 10%
 Forma de reembolso: em 5 prestações anuais constantes
 Valor de reembolso: pelo valor nominal

Pretende-se: elaboração do quadro de amortização deste empréstimo

Resolução:

𝑄 = 1.000.000; 𝑉𝑛 = 100,00; 𝑖 = 10%; 𝑛 = 5; 𝑉𝑅 = 100,00

𝐷0 = 𝑄. 𝑉𝑛 ⇒ 𝐷0 = 1.000.000 ∗ 100,00 ⇒ 𝐷0 = 100.000.000,00

A determinação do valor de cada prestação é feita da seguinte forma:

1−(1+𝑖)−𝑛
1º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝐷0 = 𝐶
𝑖
1−(1+10%)−5
⇒ 100.000.000,00 = 𝐶
10%

⇒ 𝐶 = 26.379.748,00

2º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝐽1 = 𝐷0 . 𝑖 ⇒ 𝐽1 = 100.000.000,00 ∗ 10% ⇒ 𝐽1 = 10.000.000,00

3º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝑚1 = 𝐶 − 𝐽1 : ⇒ 𝑚1 = 26.379.748 − 10.000.000: ⇒ 𝑚1 = 16.379.748

𝑚1 16.379.748
4º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝑄1 = ⇒ 𝑄1 = ⇒ 𝑄1 = 163.797,48 ≈ 163.798 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑉𝑛 100,00

𝑄2 = 𝑄1 (1 + 𝑖) ⇒ 𝑄2 = 163.797,48(1 + 10%) ⇒ 𝑄2 = 180.177,23 ≈ 180.177 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠


𝑄3 = 𝑄2 (1 + 𝑖) ⇒ 𝑄3 = 180.177,23(1 + 10%) ⇒ 𝑄2 = 198.194,95 ≈ 198.195 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑄4 = 𝑄3 (1 + 𝑖) ⇒ 𝑄4 = 198.195,95(1 + 10%) ⇒ 𝑄2 = 218.014,45 ≈ 218.014 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑄5 = 𝑄4 (1 + 𝑖) ⇒ 𝑄5 = 218.014,45(1 + 10%) ⇒ 𝑄2 = 239.815,89 ≈ 239.816 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠

Deste modo o quadro de amortização deste empréstimo será:

Nº de Obrig. Nº de Obrig.
Vivas no Valor Nominal A Amortização do Prestação a
Início do ano das Obrig. Vivas Juros do ano reembolsar Ano (Mt) Pagar
Ano (1) (Mt) (2)=(1)*Vn (Mt) (3)=(2)*i (4) (5)=(4)*VR (6)=(3)+(5)
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 163.798 818.990,00 10.818.990,00
2 836.202 83.620.200,00 8.362.020,00 180.177 900.885,00 9.262.905,00
3 656.025 65.602.500,00 6.560.250,00 198.195 990.975,00 7.551.225,00
4 457.830 45.783.000,00 4.578.300,00 218.014 1.090.070,00 5.668.370,00
5 239.816 23.981.600,00 2.398.160,00 239.816 1.199.080,00 3.597.240,00
Totais 31.898.730,00 1.000.000 5.000.000,00 36.898.730,00

53
7.2.1.2 Com prémio de reembolso

Havendo o prémio de reembolso VR>Vn. Por outro lado, pode acontecer que se pretenda que
a prestação (constante) seja apenas composta por amortização e juro, ou que seja composta
por amortização, juro e prémio de reembolso.

Do exemplo anterior vamos considerar que havia um prémio de reembolso de 20 meticais por
obrigação.

Pretende-se a elaboração do quadro de amortização deste empréstimo admitindo que se


pretende que a prestação (constante):

a) Não inclui o prémio de reembolso


b) Inclui o prémio de reembolso

Resolução:

a) O quadro abaixo difere do anterior pelo facto deste apresentar mais uma coluna relativa
ao prémio de reembolso.
Nº de
Obrig. Valor Nominal Nº de
Vivas no das Obrig. Obrig. A Amortização do Prémio de Prestação a
Início do Vivas (Mt) Juros do ano reembolsar Ano (Mt) Reembolso Pagar
Ano ano (1) (2)=(1)*Vn (Mt) (3)=(2)*i (4) (5)=(4)*Vn (6)=(4)*Pr (6)=(3)+(5)
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 163.798 16.379.800,00 3.275.960,00 26.379.800,00
2 836.202 83.620.200,00 8.362.020,00 180.177 18.017.700,00 3.603.540,00 26.379.720,00
3 656.025 65.602.500,00 6.560.250,00 198.195 19.819.500,00 3.963.900,00 26.379.750,00
4 457.830 45.783.000,00 4.578.300,00 218.014 21.801.400,00 4.360.280,00 26.379.700,00
5 239.816 23.981.600,00 2.398.160,00 239.816 23.981.600,00 4.796.320,00 26.379.760,00
Totais 31.898.730,00 1.000.000 100.000.000,00 20.000.000,00 131.898.730,00

O prémio de reembolso que a empresa deve pagar em cada período resulta da


multiplicação do prémio de reembolso unitário pelo número de obrigações reembolsadas
nesse período.

A prestação é composta por capital e Juros (constante) mais o prémio de reembolso


(variável crescente) o que faz com que a prestação seja variável crescente.

b) Admitindo que a prestação constante inclui o prémio de reembolso

𝐶𝑘 = 𝐽𝑘 + 𝑚𝑘 + 𝑃𝑟𝑘 𝐶𝑘 = 𝑄𝑣𝑘−1 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅
{ ⇒ { 𝑘 + 𝑃𝑟𝑘 = 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅 ∧ 𝑚𝑘+1 + 𝑃𝑟𝑘+1 = 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅
𝑚
𝐶𝑘+1 = 𝐽𝑘+1 + 𝑚𝑘+1 + 𝑃𝑟𝑘+1 𝐶𝑘+1 = 𝑄𝑣𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅

54
𝐶𝑘 = 𝐶𝑘+1 , 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑄𝑣𝑘 = 𝑄𝑣𝑘−1 − 𝑄𝑘 ⇒ 𝑄𝑣𝑘−1 = 𝑄𝑣𝑘 + 𝑄𝑘
⇒{
𝑄𝑣𝑘−1 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅 = 𝑄𝑣𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅

(𝑄𝑣𝑘 + 𝑄𝑘 ). 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅 = 𝑄𝑣𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅

⇒ 𝑄𝑣𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅 = 𝑄𝑣𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅 ⇒ 𝑄𝑘 . 𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑄𝑘 . 𝑉𝑅 = 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅

𝑉𝑛.𝑖+𝑉𝑅 𝑽𝒏
⇒ 𝑄𝑘 (𝑉𝑛 . 𝑖 + 𝑉𝑅 ) = 𝑄𝑘+1 . 𝑉𝑅 ⇒ 𝑄𝑘+1 = 𝑄𝑘 . ⇒ 𝑸𝒌+𝟏 = 𝑸𝒌 . (𝟏 + . 𝒊)
𝑉𝑅 𝑽𝑹

𝑙𝑜𝑔𝑜,
𝑉
(1+ 𝑛 .𝑖)𝑛 −1
𝑉𝑅
𝑄 = 𝑄1 𝑉𝑛 e
.𝑖
𝑉𝑅

𝑉
1−(1+𝑉𝑛 .𝑖)−𝑛
𝑅
𝑄. 𝑉𝑅 = 𝐶 𝑉𝑛
.𝑖
𝑉𝑅

Voltando à resolução da alínea b) teremos

𝑄 = 1.000.000; 𝑉𝑛 = 100,00; 𝑖 = 10%; 𝑛 = 5; 𝑃𝑟 = 20,00; 𝑉𝑅 = 120,00

A determinação do valor de cada prestação é feita da seguinte forma:


𝑉
1−(1+𝑉𝑛 .𝑖)−𝑛
𝑅
1º 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑜 𝑄. 𝑉𝑅 = 𝐶 𝑉𝑛
.𝑖
𝑉𝑅

100
1−(1+ .10%)−5
120
⇒ 120.000.000,00 = 𝐶 100
.10%
120

⇒ 𝑃𝑀𝑇 = 30.319.285,00

2º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝐽1 = 𝐷0 . 𝑖 ⇒ 𝐽1 = 100.000.000,00 ∗ 10% ⇒ 𝐽1 = 10.000.000,00

3º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝑚1 = 𝐶 − 𝐽1 : ⇒ 𝑚1 = 30.319.285 − 10.000.000: ⇒ 𝑚1 = 20.319.285

𝑚1 20.319.285
4º 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜: 𝑄1 = ⇒ 𝑄1 = ⇒ 𝑄1 = 169.327,38 ≈ 169.327 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑉𝑅 120,00

𝑉𝑛 100
𝑄2 = 𝑄1 (1 + . 𝑖) ⇒ 𝑄2 = 169.327,38 (1 + . 10%) ⇒ 𝑄2 = 183.437,99
𝑉𝑅 120
⇒ 𝑄2 ≈ 183.438 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑉 100
𝑄3 = 𝑄2 (1 + 𝑛 . 𝑖) ⇒ 𝑄3 = 183.437,99 (1 + . 10%) ⇒ 𝑄3 = 198.724,49
𝑉𝑅 120
⇒ 𝑄3 ≈ 198.725 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑉 100
𝑄4 = 𝑄3 (1 + 𝑛 . 𝑖) ⇒ 𝑄4 = 198.724,49 (1 + . 10%) ⇒ 𝑄4 = 215.284,87
𝑉𝑅 120
⇒ 𝑄4 ≈ 215.285 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠
𝑉 100
𝑄5 = 𝑄4 (1 + 𝑛 . 𝑖) ⇒ 𝑄5 = 215.284,87 (1 + . 10%) ⇒ 𝑄5 = 233.225,27
𝑉𝑅 120
⇒ 𝑄5 ≈ 233.225 𝑂𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎çõ𝑒𝑠

55
Nº de Obrig.
Vivas no Valor Nominal Nº de Obrig. Amortiz ação do Prémio de Prestação a
Início do ano das Obrig. Vivas Juros do ano (Mt) A reembolsar Ano (Mt) Reembolso Pagar
Ano (1) (Mt) (2)=(1)*Vn (3)=(2)* i (4) (5)=(4)*Vn (6)=(4)*Pr (6)=(3)+(5)
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 169.327 16.932.700,00 3.386.540,00 30.319.240,00
2 830.673 83.067.300,00 8.306.730,00 183.438 18.343.800,00 3.668.760,00 30.319.290,00
3 647.235 64.723.500,00 6.472.350,00 198.725 19.872.500,00 3.974.500,00 30.319.350,00
4 448.510 44.851.000,00 4.485.100,00 215.285 21.528.500,00 4.305.700,00 30.319.300,00
5 233.225 23.322.500,00 2.332.250,00 233.225 23.322.500,00 4.664.500,00 30.319.250,00
Totais 31.596.430,00 1.000.000 100.000.000,00 20.000.000,00 151.596.430,00

7.2.2 Amortizações constantes

O sistema de amortizações constantes é idêntico com o dos empréstimos clássicos.

7.2.2.1 Sem prémio de reembolso


𝐷0 𝑄.𝑉𝑛
O valor a amortizar em cada período é dado por 𝑚 = , como 𝐷0 = 𝑄. 𝑉𝑛 então 𝑚 = ⇒𝑚=
𝑛 𝑛
𝑄 𝑄
𝑉. Onde = 𝑄𝑘 .
𝑛 𝑛 𝑛

Exemplo: A empresa XY emitiu um empréstimo obrigacionista com as seguintes características e


condições:

 Número de obrigações emitidas e subscritas: 1.000.000


 Valor nominal: 100,00 meticais
 Juros pagos anualmente à taxa anual nominal de 10%
 Forma de reembolso: em 5 prestações anuais, sendo constante o capital a amortizar em
cada prestação.
 Valor de reembolso: pelo valor nominal

Pretende-se: elaboração do quadro de amortização deste empréstimo

Resolução:

𝑄 = 1.000.000; 𝑉𝑛 = 100,00; 𝑖 = 10%; 𝑛 = 5; 𝑉𝑅 = 100,00

𝐷0 = 𝑄. 𝑉𝑛 ⇒ 𝐷0 = 1.000.000 ∗ 100,00 ⇒ 𝐷0 = 100.000.000,00

𝐷0 100.000.000,00
Assim, o valor a amortizar anualmente é 𝑚 = ⇒𝑚= ⇒ 𝑚 = 20.000.000,00 e o número
𝑛 5
𝑄 1.000.000,00
de obrigações a amortizar 𝑄𝑘 = ⇒ 𝑄𝑘 = ⇒ 𝑄𝑘 = 200.000, assim o quadro de
𝑛 5

amortização fica:

56
N º de Obrig. Valor N om inal N º de Obrig. Am ortiz ação do Prestação a
Juros do ano (M t)
Ano Vivas no das Obrig. Vivas A reem bolsar Ano (M t) Pagar
(3 )= (2 )* i
Início do ano (M t) (2 )= (1 )* Vn (4 ) (5 )= (4 )* VR (6 )= (3 )+ (5 )
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 200.000 20.000.000,00 30.000.000,00
2 800.000 80.000.000,00 8.000.000,00 200.000 20.000.000,00 28.000.000,00
3 600.000 60.000.000,00 6.000.000,00 200.000 20.000.000,00 26.000.000,00
4 400.000 40.000.000,00 4.000.000,00 200.000 20.000.000,00 24.000.000,00
5 200.000 20.000.000,00 2.000.000,00 200.000 20.000.000,00 22.000.000,00
Totais 3 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0 1 .0 0 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0 1 3 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0

7.2.2.2 Com prémio de reembolso

Esta situação difere da anterior por incluir mais uma coluna, a de prémio de reembolso, e a
prestação é superior à anterior exactamente pelo valor do prémio de reembolso.

Exemplo: Partindo do exemplo anterior, havendo um prémio de reembolso de 20 meticais por


obrigação. Pretende-se elaborar o quadro de amortização

Nº de Obrig.
Valor Nominal Nº de Obrig. Amortização do Prémio de Prestação a
Vivas no Juros do ano (Mt)
Ano das Obrig. Vivas A reembolsar Ano (Mt) Reembolso Pagar
Início do ano (3)=(2)*i
(Mt) (2)=(1)*Vn (4) (5)=(4)*VR (6)=(4)*Pr (6)=(3)+(5)
(1)
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 200.000 20.000.000,00 4.000.000,00 34.000.000,00
2 800.000 80.000.000,00 8.000.000,00 200.000 20.000.000,00 4.000.000,00 32.000.000,00
3 600.000 60.000.000,00 6.000.000,00 200.000 20.000.000,00 4.000.000,00 30.000.000,00
4 400.000 40.000.000,00 4.000.000,00 200.000 20.000.000,00 4.000.000,00 28.000.000,00
5 200.000 20.000.000,00 2.000.000,00 200.000 20.000.000,00 4.000.000,00 26.000.000,00
Totais 30.000.000,00 1.000.000 100.000.000,00 20.000.000,00 150.000.000,00

7.2.3 Amortização única

É uma forma de reembolso semelhante ao Sistema Americano de Amortização, ao logo do prazo


de vigência paga-se apenas os juros periódicos, sendo a amortização do capital feita de uma
só vez no final do prazo.

Exemplo: A empresa XY emitiu um empréstimo obrigacionista com as seguintes características e


condições:

 Número de obrigações emitidas e subscritas: 1.000.000


 Valor nominal: 100,00 meticais
 Juros pagos anualmente à taxa anual nominal de 10%
 Forma de reembolso: de uma só vez, passados 5 anos.

57
 Valor de reembolso: pelo valor nominal

Pretende-se: elaboração do quadro de amortização deste empréstimo

Resolução:

𝑄 = 1.000.000; 𝑉𝑛 = 100,00; 𝑖 = 10%; 𝑛 = 5; 𝑉𝑅 = 100,00

𝐷0 = 𝑄. 𝑉𝑛 ⇒ 𝐷0 = 1.000.000 ∗ 100,00 ⇒ 𝐷0 = 100.000.000,00

N º de Obrig. Valor N om inal N º de Obrig. Am ortiz ação do Prestação a


Juros do ano (M t)
Ano Vivas no das Obrig. Vivas A reem bolsar Ano (M t) Pagar
(3 )= (2 )* i
Início do ano (M t) (2 )= (1 )* Vn (4 ) (5 )= (4 )* VR (6 )= (3 )+ (5 )
1 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 0 0,00 10.000.000,00
2 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 0 0,00 10.000.000,00
3 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 0 0,00 10.000.000,00
4 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 0 0,00 10.000.000,00
5 1.000.000 100.000.000,00 10.000.000,00 1.000.000 100.000.000,00 110.000.000,00
Totais 5 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0 1 .0 0 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0 1 5 0 .0 0 0 .0 0 0 ,0 0

À semelhança do Sistema Americano de Amortização para fazer face ao elevado compromisso


financeiro no fim do prazo do empréstimo, o mutuário pode constituir um fundo de amortização.

7.3 Taxas efectivas da operação de empréstimos obrigacionistas

A taxa de juro anual nominal ou taxa de cupão serve apenas para calcular o juro periódico a
que o subscritor tem direito. Todavia, nem sempre esta taxa reflecte o retorno que o subscritor
obtém ou o custo que emitente incorre. Assim é importante achar a taxa efectiva associada ao
empréstimo obrigacionista, quer na óptica do subscritor quer na óptica do emitente.

7.3.1 Para o subsritor

Um subscritor que compra obrigações no momento da sua emissão e as mantém até a


maturidade a compra de obrigações envolve os seguintes fluxos:

 Negativos: preço de compra das obrigações (Ve)


 Positivos: juros recebidos até a maturidade (J1, J2, J3,..., Jn) e o valor de reembolso (Vr)

1−(1+𝑖𝑟𝑠 )−𝑘 𝑉 1−(1+𝑖𝑟𝑠 )−𝑘 𝑉


𝑉𝐸 = 𝐽 + (1+𝑖𝑅 )𝑘 𝑜𝑢 𝑉𝐸 = (𝑉𝑛 . 𝑖) + (1+𝑖𝑅 )𝑘 ,
𝑖𝑟𝑠 𝑟𝑠 𝑖𝑟𝑠 𝑟𝑠

𝑜𝑛𝑑𝑒 𝒊𝒓𝒔 é 𝑎 𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑐𝑟𝑖𝑡𝑜𝑟

Exemplo: Tendo adquirido 10.000 obrigações da empresa ABC, o sr. João foi reembolsado no
final do 4º ano. Aquele empréstimo foi emitido nas seguintes condições:

58
 Valor nominal: 100 meticais
 Emissão ao par
 Juros pagos anualmente à taxa anual nominal de 10%
 Valor de reembolso: pelo valor nominal acrescido de um prémio de reembolso de 20
meticais

Pretende-se a determinação da taxa efectiva para o sr. João.

Resolução:

Valor de emissão: 𝑉𝐸 = −100,00 (as obrigações foram emitidas ao par)

Juro periódico: 𝐽 = 𝑉𝑛 . 𝑖 ⇒ 𝐽 = 100,00 ∗ 10% ⇒ 𝐽 = 10,00

Valor de reembolso: 𝑉𝑅 = 𝑉𝑛 + 𝑃𝑟 ⇒ 𝑉𝑅 = 100,00 + 20,00 ⇒ 𝑉𝑅 = 120,00

Assim, a equação que permite achar a taxa efectiva para o subscritor fica:

1−(1+𝑖𝑟𝑠 )−𝑘 𝑉𝑅 1−(1+𝑖𝑟𝑠 )−4 120,00


𝑉𝐸 = 𝐽 + ⇒ 100,00 = 10,00 +
𝑖𝑟𝑠 (1+𝑖𝑟𝑠 )𝑘 𝑖𝑟𝑠 (1+𝑖𝑟𝑠 )4

𝑉𝐸1 −𝑉𝐸 𝑉𝐸 −𝑉𝐸2


𝑖𝑟𝑠 = 𝑖𝑟1 − (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 ) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑠 = 𝑖𝑟2 + (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 )
𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2 𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2

𝑖𝑟1 = 15% → 𝑉𝐸1 = 97,16


{ 𝑖𝑟𝑠 =? → 𝑉𝐸1 = 100,00
𝑖𝑟2 = 14% → 𝑉𝐸1 = 100,18
97,16−100,00 100,00−100,18
𝑖𝑟𝑠 = 15% − (15% − 14%) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑠 = 14% + (15% − 14%)
97,16−100,18 97,16−100,18

𝑖𝑟𝑠 = 14,0617%

7.3.2 Para o emitente

O emitente quando vende as obrigações envolve os seguintes fluxos:

 Negativos: despesas de emissão (De), juros pagos (J1, J2, J3,..., Jn), amortizações
efectuadas (m1, m2, m3,..., mn) e o prémio de reembolso (Pr).
 Positivos: montante encaixado com o empréstimo (Q.V E, admitindo que todas as
obrigações emitidas foram subscritas).
𝑛
𝑚𝑘 + 𝑃𝑟𝑘 + 𝑗𝑘
𝑄. 𝑉𝐸 = 𝐷𝑒 + ∑ [ ]
(1 + 𝑖𝑟𝑒 )𝑘
𝑘=1

Se o reembolso for efectuado em prestações constantes, estaremos perante uma renda de


termos constantes e a taxa real de emissão podemos obter a partir da seguinte fórmula:

59
1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−𝑛
𝑄. 𝑉𝐸 = 𝐷𝑒 + 𝑃𝑀𝑇
𝑖𝑟𝑒

E se o empréstimo tiver sido reembolsado através de amortizações de capital constantes, o


prémio de reembolso é também constante, então a taxa real obtém-se através da fórmula:
𝑛
1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−𝑛 𝑗𝑘
𝑄. 𝑉𝐸 = 𝐷𝑒 + (𝑚 + 𝑃𝑟 ) +∑
𝑖𝑟𝑒 (1 + 𝑖𝑟𝑒 )𝑘
𝑘=1

Exemplo: A empresa Y&W emitiu recentemente um empréstimo obrigacionista nas seguintes


condições:

 100.000 obrigações
 Valor nominal 50 meticais
 Valor de emissão 49 meticais
 Prazo: 5 anos
 Juros pagos anualmente à taxa de juro anual nominal de 10%
 Reembolso ao par
 Despesas de emissão 20.000,00

Pretende-se: Determinar o custo efectivo do empréstimo na perspectiva da empresa Y&W,


admitindo que:

a) O empréstimo é reembolsado através de prestações constantes


b) O empréstimo é reembolsado através de amortizações constantes

Resolução:

a) 𝐸𝑛𝑐𝑎𝑖𝑥𝑒 = 100.000 ∗ 49,00 = 4.900.000,00; 𝐷𝑒 = 20.000,00

Cálculo das prestações constantes:

1−(1+𝑖)−𝑛 1−(1+10%)−5 1−1,10−5


𝑄. 𝑉𝑛 = 𝐶 ⇒ 100.000,00 ∗ 50,0 = 𝐶 ⇒ 5.000.000,00 = 𝐶
𝑖 10% 0,10

⇒ 𝐶 = 1.318.987,40

Cálculo do custo efectivo para o emitente:

1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−𝑛 1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−5


𝑄. 𝑉𝐸 = 𝐷𝑒 + 𝐶 ⇒ 100.000,00 ∗ 49 = 20.000,00 + 1.318.987,40
𝑖𝑟𝑒 𝑖𝑟𝑒

1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−5 1 − (1 + 𝑖𝑟𝑒 )−5 4.880.000,00


⇒ 4.900.000,00 − 20.000,00 = 1.318.987,40 ⇒ =
𝑖𝑟𝑒 𝑖𝑟𝑒 1.318.987,40

1−(1+𝑖𝑟𝑒 )−5
⇒ = 3,70
𝑖𝑟𝑒

60
𝑖𝑟1 = 10% → 𝑉𝐸1 = 3,790787
{ 𝑖𝑟𝑒 =? → 𝑉𝐸1 = 3,70
𝑖𝑟2 = 11% → 𝑉𝐸1 = 3,695897
𝑉𝐸1 −𝑉𝐸 𝑉𝐸 −𝑉𝐸2
𝑖𝑟𝑒 = 𝑖𝑟1 − (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 ) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 𝑖𝑟2 + (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 )
𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2 𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2

3,79−3,70 3,70−3,69
𝑖𝑟𝑒 = 10% − (10% − 11%) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 12% + (10% − 11%)
3,79−3,69 3,79−3,69

𝑖𝑟𝑒 = 10% − (−0,9588%) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 11% + (−0,0412%)

𝑖𝑟𝑒 = 10% + 0,9588% 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 11% − 0,0412%

𝑖𝑟𝑒 = 10,9588%

b) Através de amortizações
𝐸𝑛𝑐𝑎𝑖𝑥𝑒 = 100.000 ∗ 49,00 = 4.900.000,00
𝐷0 100.000∗50,00
𝐷𝑒 = 20.000,00; 𝑚 = = = 1.000.000,00
𝑛 5

𝐽1 = 5.000.000 ∗ 10% = 500.000,00; 𝐽2 = 4.000.000 ∗ 10% = 400.000,00;


𝐽3 = 3.000.000 ∗ 10% = 300.000,00; 𝐽4 = 2.000.000 ∗ 10% = 200.000,00
𝐽5 = 1.000.000 ∗ 10% = 100.000,00

1−(1+𝑖𝑟𝑒 )−𝑛 𝑗
𝑄. 𝑉𝐸 = 𝐷𝑒 + (𝑚 + 𝑃𝑟 ) + ∑𝑛𝑘=1 (1+𝑖𝑘 𝑘
𝑖𝑟𝑒 𝑟𝑒 )

1−(1+𝑖𝑟𝑒 )−5 500.000,00 400.000,00 300.000,00


⇒ 100.000 ∗ 49,00 = 20.000,00 + (1.000.000,00 + 0,00) + + + +
𝑖𝑟𝑒 (1+𝑖𝑟𝑒 )1 (1+𝑖𝑟𝑒 )2 (1+𝑖𝑟𝑒 )3
200.000,00 100.000,00
+
(1+𝑖𝑟𝑒 )4 (1+𝑖𝑟𝑒 )5

1−(1+𝑖𝑟𝑒 )−5 500.000,00 400.000,00 300.000,00 200.000,00 100.000,00


⇒ 4.880.000,00 = 1.000.000,00 + + + + +
𝑖𝑟𝑒 (1+𝑖𝑟𝑒 )1 (1+𝑖𝑟𝑒 )2 (1+𝑖𝑟𝑒 )3 (1+𝑖𝑟𝑒 )4 (1+𝑖𝑟𝑒 )5

𝑖𝑟1 = 11% → 𝑉𝐸1 = 4.881.445,18


{ 𝑖𝑟𝑒 =? → 𝑉𝐸1 = 4.880.000,00
𝑖𝑟2 = 12% → 𝑉𝐸1 = 4.790.324,37
𝑉𝐸1 −𝑉𝐸 𝑉𝐸 −𝑉𝐸2
𝑖𝑟𝑒 = 𝑖𝑟1 − (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 ) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 𝑖𝑟2 + (𝑖𝑟1 − 𝑖𝑟2 )
𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2 𝑉𝐸1 −𝑉𝐸2

4.881.445,18−4.880.000,00
𝑖𝑟𝑒 = 11% − (11% − 12%) 𝑜𝑢
4.881.445,18−4.790.324,37

4.880.000,00−4.790.324,37
𝑖𝑟𝑒 = 12% + (11% − 12%)
4.881.445,18−4.790.324,37

𝑖𝑟𝑒 = 11% − (−0,9782%) 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 12% + (−1,0218%)

𝑖𝑟𝑒 = 11% + 0,0159% 𝑜𝑢 𝑖𝑟𝑒 = 12% − 0,9841%

61
𝑖𝑟𝑒 = 11,0159%

62
Aula prática 6
1. A sociedade AEI, SA emitiu um empréstimo obrigacionista de 100.000 obrigações ao valor
nominal de 50 meticais. O preço de emissão foi de 48 meticais e a empresa propôs-se a
reembolsar cada obrigação por 51,5 meticais.

Determine:
a) Valor do empréstimo
b) Capital recebido
c) Capital a reembolsar.

2. O Banco Ultramarino emitiu ao par 100.000 obrigações, de valor nominal 100,00 meticais e vida
máxima 3 anos. Sabendo que a taxa de juro é fixa e igual a 5% ao ano, os juros pagos anual e
postecipadamente, e que o empréstimo será amortizado em 3 amortizações constantes, elabore
o quadro de amortizações.

3. Empréstimo de 100 mil obrigações de valor de 100 meticais. Emissão abaixo do par ao preço
de 95 meticais e amortização ao par. Taxa do empréstimo 5% com juros anuais, primeiro
vencimento do juro em 1/8/2009 data de início da produção de juros 1/8/2008. Amortização
através de 5 sorteios anuais, nº constante de obrigações amortizadas em cada ano, início dos
reembolsos em 1/8/2011.

Elabore o quadro de amortização.

4. Uma sociedade emitiu um empréstimo obrigacionista de 5.000 títulos a um valor nominal de


100 meticais amortizável durante 10 anos por anuidades constantes (renda imediata).
a) Calcule a taxa nominal do empréstimo sabendo que a anuidade teórica é de 81.372,70
meticais.

b) Calcule a taxa efectiva do empréstimo sabendo que as despesas de emissão foram de 5000
meticais e o valor de emissão de 95,00 meticais.

c) Admitindo que você é um subscritor do empréstimo e que foi reembolsado no 3º ano, qual a
sua taxa de juros efectiva?

5. Uma sociedade emitiu 2.000 obrigações de valor nominal de 500 meticais, taxa fixa nominal

63
de 8%, preço de emissão 481 meticais. A amortização será por 5 anuidades constantes (renda
imediata). Os encargos de emissão elevam-se a 0,5 meticais por obrigação.

a) Qual a taxa efectiva de encargo financeiro para a sociedade?

6. A Empresa de Transformação de Petróleo emitirá 1 milhão de obrigações de valor nominal 100


meticais, taxa nominal fixa de 8%, juros pagos semestralmente e reembolso por amortização
única no fim de 4 anos e ao par.

a) Calcule a taxa efectiva para o subscritor.

7. Uma sociedade precisa de emitir 100.000 obrigações de valor nominal de 200 meticais
amortizáveis em 20 anos, por anuidades constantes (renda imediata). A taxa nominal fixada para
o empréstimo é de 5%/ano. A sociedade pretende oferecer, para incentivar a subscrição
pública, um prémio de reembolso. Como a amortização será ao par, este prémio tem de resultar
de uma emissão abaixo do par. Sabendo que, por um lado, é forçoso suportar 0,13 meticais pela
emissão de cada obrigação, e por outro lado, que a sociedade aceita uma taxa efectiva de
encargo financeiro de 6%, determine o valor de emissão das obrigações.

8. Em 1/1/2009 a empresa Beta, recorreu a um empréstimo obrigacionista de 50.000 obrigações


com valor nominal de 100 meticais, com o objectivo de financiar um projecto no valor de
4.702.500 meticais, que tinha em carteira mas que só iria gerar rendimentos em 1/1/2010. O
encaixe do empréstimo não deve exceder o montante a investir no projecto (4.702.500 meticais)
As condições estabelecidas na emissão do empréstimo são as seguintes:

 Preço de emissão = ?
 Despesas de Emissão = 1% do montante bruto recebido
 Reembolso ao par
 Pagamento do empréstimo em 10 anuidades constantes
 Taxa nominal do empréstimo = 20%

A empresa pretende iniciar a amortização do empréstimo no ano 2010 (1/1/2010).

a) Calcule o preço de emissão a que a empresa Beta deverá colocar as suas obrigações, bem
como a taxa efectiva a que se irá financiar. (valor aproximado)

b) Determine o capital em dívida em 1/1/2011, bem como o montante de juros a pagar e a

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amortização do capital a efectuar nesse mesmo ano.

9. Empréstimo de 1.000 obrigações de valor nominal de 25 meticais, reembolsáveis a 26 meticais,


mediante 8 anuidades constantes (renda imediata) à taxa de 5%/ano. Construa o quadro de
amortização.

10. Uma sociedade de capitais privados emitiu um empréstimo obrigacionista representado por
200.000 obrigações com o valor nominal de 5 meticais, vencendo juros à taxa anual de 6%, nas
seguintes condições:
 reembolso em 5 prestações anuais sendo constante o número de obrigações a reembolsar
em cada.
 reembolso ao par vencendo-se o primeiro um ano após a data do termo da subscrição
 subscrição ao par iniciando-se a contagem de juros a partir do último dia de subscrição.

Elabore o respectivo quadro de amortização.

11. A sociedade ABC procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista representado por


50.000 obrigações com o valor nominal de 5 meticais, vencendo juros a uma taxa anual
indexada à Maibor nas seguintes condições:
 reembolso em 4 prestações anuais sendo constante o número de obrigações a reembolsar
em cada;
 reembolso ao par vencendo-se o primeiro um ano após a data do termo da subscrição;
 subscrição ao par iniciando-se a contagem de juros a partir do último dia de subscrição;
 a função indexadora é i = Maibor + 2,5%;
 no último dia da subscrição a Maibor era de 12,5%.

Elabore o respectivo quadro de amortização.

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