Universidade Federal Fluminense Departamento de Ciências da Linguagem Professora Diana Klinger Teoria da literatura III Ementa Diferentes correntes

teóricas do século XX à atualidade: formalismo russo, teoria crítica (sociológica), estruturalismo e pós-estruturalismo, desconstrução, discussões contemporâneas em torno dos estudos culturais, pós-coloniais e feministas. Leitura de textos literários. Bibliografia básica I) Formalismo russo Chklóvski, Victor. "A arte como procedimento". Trad. Ana Mariza R. Filipouski e outros. In A Teoria da literatura. Formalistas russos. Porto Alegre, Globo, 1978. 4ª ed. p.39-56. Eikhenbaum, Boris. “A teoria do ´Método Formal´” e "Como é feito O Capote de Gogol". In Teoria da literatura. Formalistas russos. Ed. cit. p. 227-244. Gogol, Nikolai. O capote. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001. Tinianov . "O ritmo como fator constitutivo do verso". Em Costa Lima, Luiz. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983.

II) Literatura e sociedade (Escola de Frankfurt) Adorno, Theodor. “Posição do narrador no romance contemporâneo” e “O artista como representante”. Em Notas de literatura.I. São Paulo: Duas Cidades, 2003. Benjamin, Walter. “Paris capital do século XIX”. Em LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1983, vol. II. ---. Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo. A boemia. Em Obras Escolhidas, vol. 3. São Paulo: Brasiliense, 1989. Baudelaire, Charles: Poemas “Lê Cygne” “Le voyage” e outros.

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“crise da teoria”. Campinas: Pontes. Vol III. Em Crítica cult. Em O rumor da língua. “O entre-lugar do discurso latino-americano”. Nietzsche. "Problemas da teoria da literatura atual. Em Inútil Poesia. 1991. F. São Paulo.III) Estruturalismo. Perspectiva.inc. XVI ) IV) Desconstrução Derrida. 2. Ed. 1991 --. Eneida Maria. 1986. Teoria da Literatura. São Paulo: Iluminuras. “A linguagem ao infinito”. Belo Horizonte: UFMG. 1989. Iser. Jorge Luis. "Sobre a leitura”. Victor Manuel de Aguiar. 2002. contexto. 2007. Para alem do bem e do mal. “O pai do logos”. Marcel. Campinas: Papirus. Em A farmácia de Platão. Francisco Alves. Em Uma literatura nos trópicos. “A biblioteca de Babel” e “O milagre secreto”. Wolfgang. evento. 7ª. Leyla. Proust. Santiago. “A problemática do estruturalismo”. “A teoria em crise” e “Nostalgias do cânone”. Rio de Janeiro: Companhia das Letras.” Em Limited. Coimbra: Livraria Almedina. Roland. 2000. 2005. Silviano. pós-estruturalismo Barthes. Rio de Janeiro: Forense Universitária. São Paulo: Companhia das Letras. Jaques. Michel. Silva. Foucault. São Paulo: Martins Fontes. Em Teoria da literatura em suas fontes. São Paulo: Companhia das Letras. vol. V) Desdobramentos contemporâneos: estudos culturais. 2001. Borges. “Assinatura. “Que fim levou a crítica”. Rio de Janeiro. . Trad. Em Ditos e Escritos. 1978 Perrone Moisés. 2 . Rogério da Costa. em Ficções. “A morte do autor” e “Da obra ao texto”. (Cap. 1983. debates atuais De Souza. 2004.

2ª ed. Belo Horizonte: Editora da UFMG. In Literary Theory. Tezza. Irigaray. Rivkin and Ryan (orgs). Terry.Bibliografia complementar Acizelo de Souza. Roberto. 1991. 1987. Derrida. 2006. “A análise estrtural em linguística e em antropologia” e “A estrutura dos mitos”.Cap III. 2 vols. Théorie d'ensemble. 1999. 1971. Em Antropologia estrutural. Rio de Janeiro: Rocco. Cristóvão. Barthes. Rio de Janeiro. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Lévy Strauss. Paris: Seuil. Em: A Escritura e a Diferença. Margens da filosofia. Campinas: Papirus. o signo e o jogo no discurso das ciências humanas". Eagleton. ---. 2003. Teoria da literatura em suas fontes. VV. 2008. 2007. “La Différance”. Bakhtin e o fromalismo russo. São Paulo: Cosac e Naify. Trad. Jaques. Luiz. L. Antoine. São Paulo: Atica. Teoria da literatura uma introdução. São Paulo: Cultrix. São Paulo: Perspectiva. Compagnon. 1983. J. Costa Lima. Francisco Alves. an anthology. Entre prosa e poesia. Roland. “The power of discurse and subordination of the femenine”. “Estruturalismo e semiótica” e Cap IV “O pós-estruturalismo”. Aula. Teoria da literatura. Joaquim Torres Costa e Antônio Magalhães. revista e ampliada. Em AA. Claude. 3 . "A estrutura. Baltimore: Blackwell. São Paulo: Martin Fontes. 1991 ----. 1968.

Monografia. Busca-se. PROGRAMA 1. Segue-se a análise de tendências da crítica estilística. clareza de exposição. Foucault. Mimesis Barthes da obra ao texto e A morte do autor Foucault. com a diversidade de textos e o aclaramento de suas perspectivas.Baudelaire/ kafka 4. com ênfase para a linhagem de Erich Auerbach. Contos de Borges Auerbach. a presente disciplina procura centrar problemas e questionamentos pertinentes a algumas correntes críticas. debates e seminários teóricos. Teoria crítica. 3. AVALIAÇÃO O trabalho escrito deverá ser individual e datilografado. Benjamin e Adorno. 4. Orientação para trabalho monográfico. Na avaliação serão considerados: capacidade analítica. o formalismo russo no início do XX. Justificativa Uma vez que textos teóricos e críticos são instrumentos de análise necessários para o aprofundamento de nossa visão da obra literária.Barthes conceito de texto e autor. Projeto para o trabalho final. Derrida: a desconstrução.e suas especificidades na crítica brasileira.Lukács. ATIVIDADES DOS ALUNOS Participação nas aulas. desenvolver o conhecimento teórico do aluno. Formalismo russo. Benjamin e Adorno . BIBLIOGRAFIA BÁSICA (textos complementares serão indicados ao longo do curso) 4 . Estruturalismo. Aulas práticas: análise de textos. Por fim. 2. fontes corretamente citadas. focalizam-se as condições e o desenvolvimento da crítica dialética de obras literárias . pós-estruturalismo. a fim de que possa exercitar o discernimento crítico para a análise e a interpretação da obra de arte literária.Poemas 2. Conceitos centrais. Derrida. Orientação e coordenação de seminários. tendo em vista conceitos e perspectivas trazidos por cada uma para o debate literário. Compreender e problematizar os enfoques em seus respectivos horizontes históricos. Prefacio à transgressão ATIVIDADES DO PROFESSOR Aulas expositivas: problemas teóricos e abordagens críticas. A crítica dialética de Lukács. A estilística de Auerbach. Textos literários: 1. Foucault: as palavras e as coisas.Objetivos Apresentar e discutir correntes críticas diversas. Barthes.? 3.

p. Ana Mariza R. 1983. EIKHENBAUM. apres. 119-127. 34. Jean. 2 vols. "Museu Valéry-Proust". __. EIKHENBAUM. Ed. Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. CHKLÓVSKI. 1965. 2ª ed. tomo II. São Paulo. "O narrador". Perspectiva. Jorge de Almeida. Introdução a uma estética marxista. Modesto Carone. Formalistas russos. Columbia University Press. Teoria crítica: ADORNO. e trad. "O romance como epopéia burguesa". "Do realismo artístico". cit. Duas Cidades / Ed. 1998. Flammarion. cit. Todorov. Jorge de Almeida. Textos Escolhidos. revisada.1990. __. p. Trad. 165-196. São Paulo. LUKÁCS. de T. Formalistas russos. p. 186-192.] __. Rio de Janeiro. Trad. 2002. São Paulo: Companhia das Letras. 1993. In: As máscaras da civilização. Trad. __. Études de style. 1991. 95-114. Boris et al. __. p. Walter. Paris. In Op. Formalistas russos.Unesp. Trad. Erich. Trad. p. 6ª ed. 47-54. São Paulo. Paris. In: Questões de Literatura e de Estética. TYNIANOV. p. p. São Paulo. Francisco Alves. Boris. P.. "Balzac: Les IIlusions perdues". 239-270. [Tradução em inglês: "Reading Balzac". p. Théorie de la littérature. Trad. In Teoria da literatura. 2003]. George Sperber. Porto Alegre. pp. "Sobre a ingenuidade da épica". 1999. cit. 99-103. Paris. São Paulo. [nova tradução em: Notas de Literatura I.39-56. Luís Fernando Cardoso. 1970. Iúri. "A arte como procedimento". 1. Ática. 197-221. Globo. p. 1965. SPITZER. "Lecture de Balzac". Waltesir Dutra. "O fuzil de dois tiros de Voltaire". BENJAMIN. In Notes to Literature. Mimesis. Duas Cidades / Ed. São Paulo. JAKOBSON . Abril. 1. In Magia e técnica. Seuil. __. Roman. 1987. São Paulo: Brasiliense. p. Ed. Léo. Arte e Política. A representação da realidade na literatura ocidental Trad. 34. 5 . Trad.. "A noção de construção". São Paulo. 87-117. Estilística: AUERBACH. cit. vol. "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica". New York. p. Walter et al. 173-185. In A Teoria da literatura. 1978. __. 1968. LIMA. 227-244. 2003. 1984. STAROBINSKI. n. Textes des formalistes russes. "Como é feito O Capote de Gogol". Shierry Weber Nicholsen. Terry. Civilização Brasileira. 2ª ed. 26973. Seleção. In Op. Rio de Janeiro. p. __. Formalismo russo: BAKHTIN. "Epos e romance". Theodor W. Augustin Wernet e Jorge de Almeida. Rio de Janeiro. 4ª ed. São Paulo. Ensaios Ad Hominem. cit."Técnica e forma". Luiz Costa. In: Ensaios sobre literatura. (Obras escolhidas I). "Anotações sobre Kafka". 1983. 2ª ed. 1994. revista e ampliada. In Teoria da literatura. 15-45. In Notes sur la littérature. Trad. "O ensaio como forma". In Op. Mikhail. Formalistas russos. Gallimard. Teoria da Literatura: uma introdução. Martins Fontes. In BENJAMIN. Trad. In Prismas: crítica cultural e sociedade. Georg. Filipouski e outros. "Posição do Narrador no Romance Contemporâneo". In Notas de Literatura I. Civilização brasileira. 121-136. p. Ed. In Teoria da literatura. Teoria da literatura em suas fontes.Manuais e compêndios: EAGLETON. Trad. Victor. Sibylle Muller. cit.

Ermínio Rodriguez. Trad.__. 1969. Coordenada. Brasília. "Originalidade artística e reflexo da realidade". 6 . Realismo crítico hoje. p. cit. __. Op. 203-208.

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