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15/03/2018 SEI/MDS - 1576977 - Nota Técnica

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL
COORDENAÇÃO-GERAL DE ACESSO À AGUA - CREDENCIAMENTO

NOTA TÉCNICA Nº 5/2018

PROCESSO Nº 71000.064923/2017-94

1. ASSUNTO
1.1. Esta Padronização tem por obje vo fornecer um guia para a realização do credenciamento,
indicando os aspectos processuais e documentais a serem considerados e estabelecendo uma ro na de
procedimentos a ser observada.
2. NORMATIZAÇÃO DO CREDENCIAMENTO
2.1. O credenciamento de en dades para par cipação em chamamento público está previsto
nos arts. 13 e 14 da Lei nº 12.873/2013. A regulação do credenciamento, em seus pontos fundamentais,
está fixada nos arts. 2º e 3º do Decreto nº 8.038/2013 e, em pormenores, na Portaria MDS nº 528/2017.
Por se tratar de processo administra vo, aplica-se a Lei nº 9.874/9
3. NATUREZA JURÍDICA DO CREDENCIAMENTO
3.1. O credenciamento é procedimento administra vo cuja finalidade é a realização de
chamamento público. Em sen do amplo, “procedimento administra vo ou processo administra vo é uma
sucessão i nerária e encadeada de atos administra vos que tendem, todos, a um resultado final e
conclusivo.”(Celso Antônio Bandeira de Mello, Curso de Direito Administra vo, 22ª ed., 2007, Malheiros, p.
466). Inicia-se mediante provocação do interessado (caso do credenciamento no âmbito do Programa
Cisternas) ou por inicia va da Administração. Nele se estabelece relação bilateral entre os interessados –
Administração e administrado –, cabendo à primeira, ao atuar em interesse próprio ou como patrona do
interesse público, a decisão sobre a matéria. Todo processo administra vo compreende, pelo menos, três
fases: instauração, instrução e decisão. Tais fases e os atos que as compõem, no tocante ao
credenciamento, serão detalhados à frente. Saliente-se apenas que, em conformidade com o § 5° do art.
7º da Portaria MDS nº 528/2017, o credenciamento será realizado por comissão permanente designada
pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e responsável por conduzir o processo de
análise dos documentos.
4. DISTRIBUIÇÃO DOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO
4.1. A distribuição dos processos é realizada internamente pela comissão de credenciamento
por membro designado para tal função e segundo o critério de igualdade, a fim de evitar a sobrecarga e
possibilitar o atendimento mais célere aos pedidos de credenciamento.
5. ESTRUTURAÇÃO DA NOTA TÉCNICA E FLUXOGRAMA
5.1. Estruturação da nota técnica: tendo em vista as fases do processo de credenciamento e os
atos con dos em cada uma delas, é conveniente dividir a nota técnica segundo essas fases. Assim, deve
constar da nota técnica uma parte para a instauração, uma para a instrução e uma para a decisão.

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como o não cumprimento dos requisitos necessários à devida instauração do processo administra vo. As informações constantes do o cio de solicitação e do formulário de informações devem fazer cumprir os requisitos exigidos pelo art. como tal sistema ainda não existe. 3º da Portaria MDS nº 538/2017. o que é possível devido à previsão do art. disponibilizado pelo MDS”.mds.874/99. De acordo com o § 1° do art. Entre esses documentos. 3º. Todavia. FASES DO CREDENCIAMENTO E PROCEDIMENTOS A SEREM REALIZADOS 6. “o credenciamento será realizado por sistema informa zado. que são: (a) requerimento do interessado formulado por escrito que contenha o órgão ou a autoridade administra va a que se dirige. Instauração: prevista nos arts.1576977 .784/99.Nota Técnica 6. 7º da Lei nº 9. No caso do interessado (hipótese prevista no art. Os atos administra vos pra cados nesta fase não visam a apreciar o mérito ou objeto do processo. o processo de credenciamento é instaurado. conforme previsão do § 2º do mesmo art. 5º Lei nº 9.gov. 5º a 8º da Lei nº 9. mediante envio dos documentos listados em seus incisos.15/03/2018 SEI/MDS .874/99. mas apenas a sanar os vícios formais. 6º da Lei nº 9. (b) a iden ficação do http://aplicacoes.br/sei/controlador.784/99). dois deles – o o cio de solicitação de credenciamento assinado pelo representante legal da en dade e o formulário de informações – seguem modelo padronizado em anexo à Portaria MDS nº 528/2017.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 .1.

Apesar da nomenclatura que se u liza no quo diano protocolar. considera-se o processo instaurado e se deve passar à próxima fase. se faltam os elementos necessários para tanto – os http://aplicacoes. serão referidos e provados apenas na nota técnica a ser produzida na fase de instrução. descritos no art. (e) data e assinatura do representante legal da en dade. 2º. (b) iden ficação do interessado ou de quem o represente. Lei 9. Embora conste essa exigência no disposi vo da Portaria. Obs.mds.: com vistas ao princípio da economia processual. Como ao interessado é dada a prerroga va de a qualquer tempo solucionar as faltas e irregularidades que impedem a instauração do processo e como será ele comunicado sobre a questão por meio de e-mail. III . que consiste em se a ngir o máximo resultado com o mínimo possível de a vidades processuais. deve-se enviar e-mail ao requerente informando as irregularidades e faltas para que tome providências. registrar na nota técnica específica em parte des nada à instauração.784/99. Obs. Verificar se o o cio de solicitação e formulário de informações contêm todas as informações requisitadas no art. IV . a saber: (a) órgão ou autoridade administra va a que se dirigem. Cópia do e-mail deve ser juntada aos autos. Se não foram encaminhados o o cio de solicitação ou formulário de informações ou se não se puder constatar as informações requisitadas no art. 6º da Lei nº 9. contudo. não é prevista uma sanção expressa para o não cumprimento dessa exigência. não há prejuízo a quaisquer dos princípios que balizam o processo administra vo (art. 6º da Lei nº 9784/99. mas apenas quando e se sanadas as faltas ou irregularidades. 3º da Portaria MDS nº 528/2017). Se foram encaminhados o o cio de solicitação e formulário de informações e se deles constam todas as informações pedidas no art.784/99. conjunto de documentos apensos. (c) endereço da en dade ou local onde seu representante legal possa receber comunicações. 6º da Lei nº 9.gov. não se poderá instaurar o processo de credenciamento da en dade. um formulário de informações devidamente preenchido para cada en dade e todos os demais documentos exigidos pela Portaria MDS nº 528/2017 para cada uma delas. 2: como os procedimentos e as formalidades realizados nesta fase dizem respeito apenas à instauração do processo de credenciamento. II . V. fazem cumprir todos esses requisitos. inclusive o contraditório e a segurança jurídica. Deve-se esclarecer no mesmo e-mail que se as irregularidades e as faltas não forem sanadas.784/99. 6º da Lei nº 9. Verificar se da correspondência encaminhada constam (a) o cio de solicitação e (b) formulário de informações conformes aos modelos anexos à Portaria MDS nº 528/2017.: como o processo é relação jurídica entre Administração e administrado. que ensejam a instauração do processo. Entende-se que a possibilidade de se formular diversos pedidos de credenciamento em um mesmo requerimento é possível. não são o processo.Nota Técnica interessado ou de quem o represente. VI . Reme dos todos os documentos necessários à instauração do processo. os autos.1576977 . a instrução. 8ª da Lei nº 9. → Passo-a-passo do procedimento para instauração do processo de credenciamento: I.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . a falta de um dos documentos para uma delas vincula as demais e o processo de credenciamento não pode ser instaurado de imediato.874/99). o atendimento dos requisitos do art. conforme previsto no art. Obs. Verificar se da correspondência encaminhada pelo correio consta aviso de recebimento (exigência do § 2° do art. conforme o modelo disposto no SEI 0949221.br/sei/controlador. mas instrumento por meio do qual se realiza a relação processual e se registram os procedimentos próprios do credenciamento.784/99. Logo. 6º da Lei nº 9. devidamente produzidos e preenchidos.15/03/2018 SEI/MDS . (c) formulação do pedido e (d) a data e assinatura do requerente ou de seu representante. não influencia substancialmente a instauração do processo. (d) declaração de interesse em realizar o credenciamento. O o cio de solicitação e o formulário de informações. Nessa hipótese. desde que as en dades requerentes possuam um mesmo representante que seja encaminhado pelo menos um o cio de solicitação assinado por esse representante.874/99. apenas será ele instaurado quando e se atendidos os seus requisitos.

gov. não se aplica o art. não correm quaisquer prazos processuais. juntar documentos e pareceres. Os procedimentos para instrução do processo de credenciamento são descritos de forma mais pormenorizada conforme segue. vedada a u lização de provas ob das por meios ilícitos (art. 2º do Decreto nº 8.094/2017 estabelece que "Exceto se exis r dúvida fundada quanto à auten cidade ou previsão legal. III – Sociedade Coopera va. Tais requisitos são os previstos no art. bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo”.874/99)." Assim. principalmente porque a prova dos fatos relevantes se faz mediante apresentação de documentos.874/99). e os documentos são meio de prova produzido anteriormente à instrução do processo. conforme consta do art. Assim. o interessado pode manifestar-se a qualquer momento do processo. o que afasta o art.784/99 estabelece que “o interessado poderá. 29 e 47 da Lei nº 9. não se aplicando o art.: a Lei nº 9. pode-se requisitar o envio do correspondente documento registrado em cartório.Nota Técnica descritos no art. como a SESAN. 6º da Lei nº 9. Instrução: a instrução é a fase em que se averiguam e comprovam os dados necessários à tomada de decisão e é regulada. Nessa fase. porque na instrução do processo de credenciamento não são realizadas provas ou diligências. além de ser o órgão competente para realizar a instrução. na nota técnica que aprova ou denega o credenciamento. Grande parte deles. 47. 36. Se o interessado declarar que os fatos e os dados necessários à instrução estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo – no caso. cada um dos documentos requeridos e apresentados deve ser considerado. Saliente-se que é atribuída ao interessado a prova dos fatos alegados. Verificar se a en dade que solicita o credenciamento enviou seu estatuto ou documento correspondente (art.874/99. 9. Também não há obrigatoriedade de oi va de órgão consul vo. II . sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução (art.br/sei/controlador. 42. 38 da Lei nº 9. isto é.874/99 estabelece uma série de prazos e procedimentos a serem observados na fase de instrução. O art. pois o meio apto a provar os fatos relevantes se dá mediante documento que goze de fé pública.2. 43. II – Fundação.874/99. Verificar no estatuto ou congênere se a en dade que pleiteia o credenciamento possui uma das seguintes naturezas jurídicas de direito privado: I – Associação. Entende-se ainda que também não se aplica o art. no caso do processo administra vo. também é o órgão competente para emi r decisão quanto ao credenciamento. quando for o caso. fica dispensado o reconhecimento de firma e a auten cação de cópia dos documentos expedidos no País e des nados a fazer prova junto a órgãos e en dades do Poder Execu vo federal. Não há a necessidade de obter-se laudo técnico de órgão administra vo diferente do competente para realizar o credenciamento. 6. cuja comprovação será feita segundo as formas descritas no art. Lei nº 9. Portaria MDS nº 528/2017). 2: O art. http://aplicacoes. Obs. 37. O parágrafo único do mesmo ar go estabelece que “os elementos probatórios deverão ser considerados na mo vação do relatório e da decisão”.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . não se aplica ao processo de credenciamento. para o credenciamento não é necessária a realização de diligência com finalidade de produção de provas.784/99 –. a SESAN. Lei nº 9. indicando em que página dos autos ele se encontra. entre os arts. em caso de dúvidas quanto à auten cidade. Lei nº 9. na fase instrutória e antes da tomada da decisão. →Passo-a-passo do procedimento de instrução do processo de credenciamento e produção de nota técnica: I. A descrição da en dade e seu enquadramento em um desses pos de pessoa jurídica devem constar da nota técnica[1]. IV – Sindicato ou Central Sindical (espécies de associação).038/2013 – a Comissão Permanente de Credenciamento obterá os documentos ou suas respec vas cópias (art. Obs.mds. pois sendo o credenciamento con nuo. tabelionato. deve referir-se ao documento. requerer diligências e perícias. II. a serem encaminhados por meio do o cio de solicitação e do formulário de informações. pois eles se aplicam. apenas à instrução e à decisão. Ou seja. 30.874/99). inclusive para apresentar documentos. não se aplica o art. 44. 2º da Portaria MDS nº 528/2017.15/03/2018 SEI/MDS . 9º do Decreto n. V – Organização Religiosa. 41 da Lei nº 9. à qual se vincula a comissão de credenciamento. descrevê-lo e apontar o modo como ele faz cumprir os requisitos de credenciamento. 3º. Assim.1576977 . serão verificados os requisitos que ensejam o credenciamento da en dade interessada em par cipar das chamadas públicas a serem realizadas para execução do Programa Cisternas. voltada à produção de provas e pareceres. Ademais. 3º.

Se apenas o cer ficado de qualificação emi do pelo Ministério da Jus ça for enviado. bem como o fundamento jurídico da aceitação ou rejeição do documento enviado com base em sua auten cidade: a) As associações e fundações são registradas em cartório ou o cio de registro de pessoas jurídicas (art. II. também por ele.mds. Assim. a competência para auten car cópia de estatuto ou congêneres muda. e nessa data ela já estará apta a requerer o credenciamento no âmbito do Programa Cisternas. pode-se u lizar para tanto o campo “data de abertura” do Comprovante de Inscrição no CNPJ. considera-se que ela possui três anos de existência em 15/09/2016. tabelionato. 6º.935/94) ou pelo envio de cópia de cer ficado de qualificação emi do pelo Ministério da Jus ça. Lei nº 8. mas como o registro em cartório de pessoas jurídicas é sempre mais an go.gov. Portanto. d) Os sindicatos. Lei nº 8. de cer ficado de qualificação (arts. 39 da Lei nº 8. 2º.764/71. A auten ficação é o elemento que atesta a fé pública da cópia. devendo-se seguir as mesmas regras. em decorrência disso. II. deve ser ele considerado preferencialmente para a contagem do prazo quando ambos forem enviados. 6º. alguma das a vidades descritas no inciso II do art. Contudo. A competência para decidir se o objeto de a vidade da en dade se compa biliza com o Programa http://aplicacoes. 6º. se uma associação registrou em cartório sua ata de fundação em 15/09/2013. man do pelo Ministério do Trabalho e Emprego. no caso da OSCIP.1576977 . 7º. Cada uma das espécies de en dades passíveis de serem credenciadas para par cipação de chamamento público no âmbito do programa cisternas tem seu ato de cons tuição lavrado em algum dos delegatários de serviços notariais e de registro ou em junta comercial e. com as respec vas alterações. a exata correspondência entre a cópia e o documento lavrado em cartório. existe aí discricionariedade da autoridade avaliadora para decidir se o objeto a que a en dade dedica suas a vidades. II. quando corresponder a uma das hipóteses previstas. a contagem deve incluir a data do registro do ato de fundação da en dade e excluir o úl mo.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . Portaria MDS nº 528/2017). e será essa a data a ser considerada para efeitos de contagem. como se depreende da expressão “dentre outras”. a fé pública será constatada. ele é o documento a se considerar na contagem de prazo. devem ser registradas na Junta Comercial do Estado em que estão sediadas e. pelo envio de cópia auten cada de ato cons tu vo registrado em cartório ou o cio de registro de pessoas jurídicas (art. III .943/94. Lei nº 8.Nota Técnica o cio de registro ou junta comercial. é compa vel ou não com as a vidades descritas no inciso II do art.15/03/2018 SEI/MDS . trata-se de rol não taxa vo. 45.935/94).935/94). Código Civil.935/94). para efeitos de autorização de funcionamento e em conformidade com o art. auten cada por tabelião (art. art. a constar da redação desse disposi vo. 2º da Portaria MDS nº 528/2013 e com as finalidades do Programa Cisternas. c) As OSCIPs cons tuem-se como associações ou fundações e são registradas em cartório ou o cio de registro de pessoas jurídicas. ou seja. o cio de registro ou junta comercial. Verificar no estatuto da en dade ou correspondente se ela está cons tuída há mais de três anos (art. Ambos os documentos – cópia auten cada de ato de cons tuição e cópia auten cada de cer ficado de qualificação emi do pelo Ministério da Jus ça – podem ser considerados para efeitos de contagem do prazo de existência da en dade.br/sei/controlador. conforme registrado em seu estatuto ou documento correspondente. por disposição do art. 2º da Portaria MDS nº 528/2017. Caso não possa ser verificada a data no estatuto ou congênere. Por exemplo. as federações e as confederações sindicais.790/99). Verificar se consta do objeto de a vidade da en dade. I. V. 18 da Lei nº 5. não se suspendendo. Como se trata de prazo material. IV . A qualificação como OSCIP decorre de requerimento ao Ministério da Jus ça e de consequente expedição. b) As sociedades coopera vas. apesar de serem registrados no Cadastro Nacional de En dades Sindicais. Lei nº 8. sendo competente para auten car cópias dos atos cons tu vos dessas en dades os notários (art. 5º e 6º da Lei nº 9. possuem natureza jurídica de associação. é de competência das Juntas Comerciais auten car as cópias de seu estatuto ou congêneres.

A definição de uma área de atuação é critério de suma importância para o Programa Cisternas. tem-se acatado a apresentação de declaração assinada pelo representante legal com indicação de tal área. 3º. entende-se que a apresentação de elementos tais como instrumentos na imprensa oficial.mds. com reconhecimento de firma. III. se for parceiro privado. 528. sua exper se etc. isto é. V e § 3°.1576977 . conforme disposição do art. em caso de ausência de indicação de área de abrangência no estatuto da en dade pleiteante do credenciamento. dis nguindo-se tais documentos acessórios caso o documento comprobatório principal se trate de contrato ou congênere celebrado junto a parceiros públicos ou privados: uma vez que os instrumentos de contratos celebrados entre pessoas de direito privado apresentados para comprovação de experiência se tratam geralmente de contratos de empreitada ou de prestação de serviço. convênios ou congêneres com parceiros públicos ou privados que indiquem o objeto. Assim. a atuação de uma pessoa de direito privado fundada e registrada conforme o ordenamento pátrio pode se dar em todo o território nacional. pois permite aferir a vocação da en dade para a ngir as metas do Programa Cisternas. Em adição (Portaria MDS n. 8. cópias de nota de empenho ou ordem de execução de serviço emi da pelo órgão competente são bastantes para a comprovação da veracidade do documento apresentado. 3º. IV. Contudo. a fim de garan r sua veracidade.Nota Técnica Cisternas é da Comissão de Credenciamento. http://aplicacoes. pois sua validade inclusive independente de registro notarial. pode-se armar conluio com o intuito de falsificar instrumento par cular de contrato com o intuito de credenciar-se no Programa Cisterna. a declaração do parceiro ou contratante será o elemento que permi rá presumir-se a veracidade do documento. 2º. possuem forma livre. art. prazo de vigência. o termo de convênio etc. Portaria MDS nº 528/2017). Como este é o procedimento mais complexo da fase de instrução do processo. a prova da abrangência da área de atuação se faz por meio do estatuto da en dade ou congênere. é o instrumento escrito de contrato. Se for com parceiro público. 3º. uma vez que. art. e art. requerem-se outros documentos acessórios a fim de comprovar a veracidade dos documentos comprobatórios de experiência encaminhados. de que o respec vo objeto foi executado de forma sa sfatória e regular. o instrumento possui número de registro e pode ser consultado. aceitam-se "cópias auten cadas de contratos. Evidentemente.gov. VI . Contudo. 4º e 5º da Lei nº 9. sua seriedade. acompanhadas de declaração do contratante ou parceiro. convênio ou congêneres: o que deve ser enviado é o instrumento por meio do qual se formalizou o acordo de vontades (logo. metas e recursos envolvidos. por se tratar de instrumentos essencialmente formais.790/99 sobre as OSCIPs). em relação aos contratos celebrados com pessoas de direito público. Devem-se observar os seguintes elementos: a) Presença de cópia de contratos. A fim de comprovarem-se dois anos de experiência. é o que deve ser feito com maior atenção. e não há qualquer exigência legal para que conste desse documento esse po de definição de área de abrangência (vide o art. Verificar os comprovantes de experiência (no mínimo 2 anos) apresentados pela en dade que pleiteia o credenciamento e a declaração do contratante ou parceiro de que o respec vo objeto foi executado de forma sa sfatória. V." (art. não é possível verificar a auten cidade do documento. do Decreto n. 3º.038/2013 e do § 3º. da Portaria MDS nº 528/2017. não apresentam caráter formal. Embora essa conduta cons tua ilícito capaz de ser enquadrado em mais de um po penal. da Portaria MDS nº 528/2017).). Portaria MDS nº 528/2017. §§ 4º e 5º). 3º.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . esse controle é extremamente dificultado devido ao fato de instrumentos par culares de contrato não terem sua validade e eficácia subordinadas a registro. exige-se o envio de comprovante bancário de pagamento pelos serviços ou empreitada realizados. § 7°. 2º.br/sei/controlador. conforme se depreende do art. 54 do CC/02 sobre as associações ou os arts. Verificar a abrangência da área de atuação (art. de modo que. conforme a situação.15/03/2018 SEI/MDS . IV. via de regra.

15/03/2018 SEI/MDS . Como a validade de um contrato não depende de registro notarial. metas e recursos envolvidos. a declaração do parceiro deve ser capaz informar a descrição das metas e. h) Se o documento comprobatório de experiência se tratar de contrato ou congênere celebrado com pessoa de direito privado. Para contratos. sem que haja sobreposição de instrumentos. Nas falta de descrição do objeto no contrato.1576977 . não pode servir como meio de prova de experiência e isso deve constar da nota técnica. Se a vigência excede a data presente – por exemplo. não quan ta vo. a análise do objeto dele é uma das ações que mais auxiliará a verificar se se trata de um documento autên co. segue uma breve descrição. pois são objetos par culares que se enquadram nos conceitos de desenvolvimento rural ou promoção de segurança alimentar. para os contratos.mds. g) Declaração de contratante ou parceiro de que o respec vo objeto foi executado de forma sa sfatória. compreende apenas o prazo de execução do objeto. IV. Assim. No caso de serem apresentados diversos contratos ou congêneres celebrados com um mesmo parceiro. o objeto descrito nos contratos e congêneres deve se referir a ações de desenvolvimento rural ou de promoção de segurança alimentar (art. e) Metas: para o convênio. ele não é considerado válido e. isso porque o critério adotado é temporal. f) Recursos envolvidos: diz respeito à natureza (se públicos ou privados) e à quan dade dos recursos envolvidos. excluído o prazo de prestação de contas. Também deve constar da nota técnica que aprova ou denega o credenciamento uma breve descrição de cada um desses elementos. é o período de realização da prestação. A contagem do prazo leva em conta a vigência de cada instrumento de comprovação de experiência apresentado. 2º. excluído o decurso de tempo compreendido entre a celebração e a ocorrência de eventual condição suspensiva da eficácia do instrumento (como a condição e o termo). Esses elementos devem constar todos do instrumento e da declaração. não pode ser aceito como comprovante de experiência. confunde-se com o objeto. assim. pode-se encaminhar uma única declaração. se o instrumento não possui ou não especifica um desses elementos. conta-se o prazo de vigência apenas uma vez para fins de cômputo de experiência. Ou seja.Nota Técnica b) Descrição de objeto. conta-se o prazo de experiência desde a data mais an ga até a data presente. Para a comprovação de experiência com finalidade de fazer credenciamento. é parcela quan ficável do objeto descrita no plano de trabalho. Deve constar dessa declaração a assinatura do representante legal do contratante ou do parceiro. c) O objeto[2] é uma conduta humana ou prestação a ser realizada por uma das partes ou por um terceiro sob responsabilidade de uma das partes.gov. em caso de instrumentos ainda em fase de execução do objeto –. É por meio do prazo de vigência que se comprova a experiência de no mínimo dois anos. é o resultado a ser a ngido mediante a prestação e. Portaria MDS nº 528/2017). a vigência está descrita no instrumento. 3º da Portaria MDS nº 528/2017 podem ser usadas como parâmetro para avaliar o objeto dos contratos ou congêneres apresentados pela en dade pleiteante. verificar se foi encaminhado como acessório o http://aplicacoes. A fim de facilitar a iden ficação de cada um deles. As a vidades descritas no inciso II do art. a ausência enseja negação do pedido de credenciamento.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . cada documento apresentado para fins de comprovação de experiência deve ser acompanhado da correspondente declaração do contratante ou parceiro. d) Prazo de vigência: para os convênios. não sendo capaz. Quando enviados diversos comprovantes. A prestação ou objeto são um dos elementos do vínculo obrigacional surgido do convênio ou contrato e pode ser uma conduta de dar ou uma conduta de fazer.br/sei/controlador. Em regra. conta-se o prazo do início da vigência do mais an go até o termino da vigência do mais recente. se são apresentados dois instrumentos com vigências coincidentes. Na falta do plano de trabalho. prazo de vigência. desde que ela expressamente registre a que documentos comprobatórios ela se refere. por isso. Normalmente.

3. V e § 4°. pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF). Não inclusão no Cadastro de En dades Privadas sem Fins Lucra vos Impedidas (CEPIM) (art. 48 da Lei nº 9. Portaria MDS nº 528/2017). VII . § 2o Os prazos expressos em dias contam-se de modo con nuo.gov.gov.fazenda.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 .portaldatransparencia. 3º da Portaria MDS nº 528/2017. Os prazos começam a correr a par r da data da cien ficação oficial. Tendo em vista as a vidades realizadas para a implantação de tecnologias sociais no âmbito do Programa Cisternas e a temá ca pública a cargo de cada Conselho de Polí cas Públicas. conforme requerido no inciso III do art. O endereço do CEPIM é h p://www. a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir. tem-se como termo o úl mo dia do mês. estabelece que “concluída a instrução de processo administra vo. financiadas com recursos do MDS. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. * Obs: a contagem dos prazos do processo administra vo se dão em conformidade com a descrição dos asts. IX . “A Administração tem o dever de explicitamente emi r decisão nos processos administra vos e sobre solicitações ou reclamações. Decisão: conforme consta do art. emi do pelo site da Receita Federal do Ministério da Fazenda. Portaria MDS nº 528/2017). http://aplicacoes.1576977 . junto com a nota técnica. Atestado de capacidade técnica emi do por conselho de polí cas públicas. 49. 2º. X.784/99. Portaria MDS nº 528/2017). V e § 5°. O endereço para emissão do comprovante é: h p://www.gov. O efeito da inclusão no CEIS é a restrição ao direito de par cipar em licitações ou de celebrar contratos com a Administração Pública. são aceitos como atestado de capacidade técnica apenas aqueles emi dos pelos conselhos estaduais de desenvolvimento rural.15/03/2018 SEI/MDS . Para a instrução. 66 e 67 da Lei nº 9. § 1o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia ú l seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal.3.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.br/cepim/. Deve-se atentar que estão dispensadas de fornecer esse atestado as en dades requerentes que comprovarem experiência por meio da apresentação de termos de convênio referentes à implantação de tecnologias sociais de acesso à água. os prazos processuais não se suspendem. 67. verificar se foi encaminhado extrato de tais instrumentos na imprensa oficial. em matéria de sua competência”. art. que ateste não haver inscrição para a en dade.receita. a constar do Comprovante do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo.asp VIII . 3. pelos conselhos estaduais de segurança alimentar e pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA).874/99: Art. V. 6.br/sei/controlador. § 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. pode-se u lizar o CNPJ da en dade requerente. o responsável por avaliar o pedido de credenciamento deve consultar ambos os cadastros e juntar ao processo.mds. por sua vez. Para a consulta. Deve constar Comprovante do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica. Salvo mo vo de força maior devidamente comprovado.br). O art. man do pela Controladoria Geral da União (CGU). O efeito da inclusão no CEPIM é o impedimento de celebrar convênios. salvo prorrogação por igual período expressamente mo vada”. cópias de nota de empenho ou cópia de ordem de execução do serviço realizado (art.Nota Técnica respec vo comprovante bancário da contraprestação pecuniária (pagamento pelo serviço ou empreitada. se o documento comprobatório se tratar de contrato ou congênere celebrado com pessoa de direito público.portaldatransparencia. Esses cadastros estão disponíveis no Portal da Transparência (h p://www. contratos de repasse ou termos de parceria com a administração pública federal. 66.gov. Art. Verificar o envio de comprovante de endereço. a tela “printada” do site.

se for do seu interesse. 7.764/71: “celebram contrato de sociedade coopera va as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma a vidade econômica. mas uma interpretação sistemá ca do ordenamento jurídico brasileiro pode elucidá-lo: primeiramente. conforme se depreende do art. como aquelas voltadas à implementação de tecnologias sociais de captação de água.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . indicar brevemente os itens anteriores da instrução que embasam a decisão. fundações. dependendo do caso. A natureza jurídica dos sindicatos e das centrais sindicais é de associação. número de cadastro no CNPJ. Embora as organizações religiosas. encaminhado pelo membro da Comissão Permanente responsável pela análise do pedido em específico. contudo. Também se incluem no conceito de “en dade privada sem fins lucra vos” as OSCIPs. objeto e forma.1576977 . organizações religiosas. uma interpretação sistemá ca leva a concluir que as duas expressões são sinônimas – apenas as sociedades. fundações. conforme rol do art. as pessoas jurídicas de direito privado são de seis espécies. devendo ser avaliado caso a caso. sem obje vo de lucro”. Os elementos do plano de existência dos negócios jurídicos são: partes. deve fazer breve indicação dos itens já analisados na instrução que embasam essa decisão. II . os parceiros de que trata o art. Se é denegado credenciamento a uma en dade. subordinem-se a regime de direito público ou de direito privado. a en dade pleiteante deve ser informada das faltas que impossibilitam seu credenciamento a fim de que. A comunicação deve se dar por correio eletrônico. conquanto sejam classificadas pelo Código Civil vigente (Lei nº 10. 873/2013. III . “para a execução do Programa Cisternas. [2] O objeto é um dos elementos necessários à existência de todo negócio jurídico. Em tais casos. OSCIPs. Deve-se esclarecer. convênios etc. as a vidades que realizam e suas finalidades não se compa bilizam com a execução de polí cas públicas. não perseguem finalidade de lucro.790/99 e do registro pelo Ministério da Jus ça. 12 desta Lei poderão contratar en dades privadas sem fins lucra vos.br/sei/controlador.mds. a nota técnica deve. sociedades.1. Anexa-se a nota técnica ao processo juntamente com os comprovantes do CEPIM. a Assessoria de Comunicação (ASCOM). organizações religiosas. INSUFICIÊNCIA DE ELEMENTOS APRESENTADOS PELA ENTIDADE PLEITEANTE PARA DEFERIMENTO DO PEDIDO DE CREDENCIAMENTO E COMUNICAÇÃO 7. que a qualificação como OSCIP não corresponde à natureza jurídica dessas en dades. mediante a realização de chamada pública daquelas previamente credenciadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome”. São passíveis de perseguir fim econômico ou lucra vo – no ordenamento jurídico brasileiro. Há certa consideração a ser feita sobre as organizações religiosas. Na sistemá ca do Código Civil. O conceito de “en dades privadas sem fins lucra vos” não é óbvio. http://aplicacoes. e os contratos. conforme consta de se estatuto. devem-se tomar as providências cabíveis para publicação no site do MDS. enquadram-se no conceito de “en dades privadas sem fins lucra vos” e são passíveis de figurar como executoras no âmbito do Programa Cisternas as seguintes espécies de pessoa jurídica de direito privado: associações. pois diversas delas apresentam certa organização e estrutura (como as dioceses e as a vidades relacionadas à Ação Social da Igreja Católica) que as compa bilizam com as ações do Programa Cisternas. verificam-se tanto o não cumprimento dos critério mínimos quanto a ausência de documentos que permitam provar tais critérios. no caso. 12. na parte des nada à decisão. Comumente. 13 da Lei n. 44: associações. são todos negócios jurídicos. por exemplo: a en dade não apresenta. Assim. que se cons tuem como associações ou fundações. sociedades coopera vas. o tempo mínimo de cons tuição. (b) encaminhamento da lista elaborada à área responsável pela publicação no sí o eletrônico do MDS.15/03/2018 SEI/MDS .. deve-se enviar comunicação ao seu representante legal informando da decisão com cópia da nota técnica em anexo. possa encaminhar demais documentos e comprovar os critérios não cumpridos.gov. sindicatos e centrais sindicais e. se a decisão denega o credenciamento. Realizada e registrada em nota técnica os atos de instrução do processo de credenciamento e de avaliação dos documentos enviados pela en dade requerente. município e Estado da sede e data de credenciamento. os par dos polí cos e as empresas individuais de responsabilidade limitada estejam incluídos no conceito de “en dade privada sem fins lucra vos”. cons tuídas em conformidade com a Lei nº 9. tendo já sido instaurado o processo de análise do pedido de credenciamento. 3º da Lei nº 5.790/99.406/02) entre as sociedades. Se é concedido o credenciamento. mas apenas a qualidade especial que decorre do atendimento aos requisitos da Lei nº 9. tais como: (a) elaboração de lista de en dades credenciada indicando razão social. não enviou documento necessário à instrução ou seu nome consta do CEPIM). para que a en dade requerente tome conhecimento dos mo vos da nega va. vontade. de proveito comum. [1] Em conformidade com o art. são pessoas jurídicas de direito privado.Nota Técnica →Procedimentos para decisão do processo de credenciamento e para elaboração de nota técnica: I. Texto. par dos polí cos e as empresas individuais de responsabilidade limitada. Logo. As coopera vas.

Nota Técnica Documento assinado eletronicamente por Vinicius Barbosa De Araujo.15/03/2018 SEI/MDS .php? acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0.064923/2017-94 SEI nº 1576977 http://aplicacoes. da Portaria nº 390/2015 do Ministério do Desenvolvimento Social. em 15/03/2018. conforme horário oficial de Brasília. Analista Técnico de Polí cas Sociais (ATPS). Referência: Processo nº 71000.br/sei/controlador.mds.gov. inciso II.1576977 . informando o código verificador 1576977 e o código CRC 2A723CA1.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=1865091&infra_sistema=1000 . 10.br/sei/controlador_externo. A auten cidade deste documento pode ser conferida no site h p://aplicacoes.mds. às 18:29.gov. com fundamento no art.