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BET – Bacia de Evapotranspiração


16/10/2010 Artigos bacia de evapotranspiração, BET, fossa de
bananeiras Ita

A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como “fossa de


bananeiras”, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada
na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum
efluente e evita a poluição do solo, das águas superficiais e do lençol freático.
Nele os resíduos humanos são transformados em nutrientes para plantas e a
água só sai por evaporação, portanto completamente limpa.

Divulgado pela Rede Permear,


principalmente em Santa Catarina,
esse sistema tem algumas
características de construção e
desenvolvimento diferentes da
Fossa Bio-Séptica ou Canteiro Bio-
Séptico, mais usado na região
central do Brasil. Mas ambos tem a
mesma origem na permacultura e
compartilham os mesmos
princípios de funcionamento.

FUNCIONAMENTO E PRINCÍPIOS

Um pré-requisito para o uso da BET é a separação da água servida na casa, em


cinza e negra. Apenas a água negra, a que sai dos sanitários, deve ir para a
BET. A água cinza, aquela que sai da máquina de lavar, pias e chuveiros, deve ir
para outro sistema de tratamento como um círculo de bananeiras que também
está no projeto que disponibilizo no final deste artigo.

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1. Fermentação
A água negra é decomposta pelo processo de fermentação (digestão
anaeróbia) realizado pelas bactérias na câmara bio-séptica de pneus e nos
espaços criados entre as pedras e tijolos colocados ao lado da câmara.
2. Segurança
Os patógenos são enclausurados no sistema, porque não há como
garantir sua eliminação completa. Isto é realizado graças ao fato da bacia
ser fechada, sem saídas. A bacia necessita ter espaços livres para o
volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia. A
bacia deve ser construída com uma técnica que evite as infiltrações e
vazamentos.
3. Percolação
Como a água está presa na bacia ela percola de baixo para cima e com
isso, depois de separada dos resíduos humanos, vai passando pelas
camadas de brita, areia e solo, chegando até as raízes das plantas, 99%
limpas.
4. Evapotranspiração
Na minha maneira de ver, este é o principal princípio da BET, pois graças
a ele é possível o tratamento final da água, que só sai do sistema em
forma de vapor, sem nenhum contaminante. A evapotranspiração é
realizada pelas plantas, principalmente as de folhas largas como as
bananeiras, mamoeiros, caetés, taioba, etc. que, além disso, consomem
os nutrientes em seu processo de crescimento, permitindo que a bacia
nunca encha.
5. Manejo
Primeiro (obrigatório), a cobertura vegetal morta deve ser sempre
completada com as próprias folhas que caem das plantas e os caules das
bananeiras depois de colhidos os frutos. E se necessário, deve ser
complementada com as aparas de podas de gramas e outras plantas do
jardim, para que a chuva não entre na bacia.
Segundo (opcional), de tempos em tempos deve-se observar os dutos de
inspeção e coletar amostras de água para exames. E observar a caixa de
extravase, para ver se o dimensionamento foi correto. Essa caixa só deve
existir se for exigido em áreas urbanas pela prefeitura para a ligação do
sistema com o canal pluvial ou de esgoto.

CONSTRUÇÃO PASSO-A-PASSO

1. Orientação em relação ao sol


Como a evapotranspiração depende em grande parte da incidência do sol,
a bacia deve ser orientada para a face norte (no hemisfério sul) e sem
obstáculos como árvores altas próximos à bacia, tanto para não fazer
sombra como para permitir a ventilação.
2. Dimensionamento
Pela prática, observou-se que 2 metros cúbicos de bacia para cada
morador é o suficiente para que o sistema funcione sem
extravasamentos. A forma de dimensionamento da bacia é: largura de
2m e profundidade de 1m. O comprimento é igual ao número de
moradores usuais da casa. Para uma casa com cinco moradores, a
dimensão fica assim: (LxPxC) 2x1x5 = 10 m3.

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3. Bacia
Pode-se construir a bacia de diversas maneiras, mas visando a economia
sem descuidar da segurança, o método mais indicado de construção das
paredes e do fundo é o ferrocimento, como se pode observar na fotos
abaixo. As paredes ficam mais leves, levando menos materiais. O
ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de
“viveiro” coberta com argamassa. A argamassa da parede deve ser de
duas (2) partes de areia (lavada média) por uma (1) parte cimento e
argamassa do piso deve ser de duas (3) partes de areia (lavada) por uma
(1) parte cimento. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo)
o piso caso o solo não seja muito firme.
4. Câmara anaeróbia
Depois de pronta a bacia e assegurada sua impermeabilidade, mantendo-
a úmida por três dias, vem a construção da câmara que é super facilitada
com o uso de pneus usados e o entulho da obra. Como mostra a foto
abaixo, a câmara é composta do duto de pneus e de tijolos (bem
queimados) inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras,
colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre
para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os
sólidos em moléculas de micronutrientes.
5. Dutos de inspeção
Neste ponto pode-se iniciar a fixação dos 3 dutos de 50mm de diâmetro,
conforme os desenhos acima, para a inspeção e coletas de amostras de
água.
6. Camadas de materiais
Como a altura dos pneus é de cerca de 55cm, que juntamente com a
colmeia de tijolos de cada lado vão formar a primeira camada (mais
baixa) de preenchimento da bacia (câmara), irão restar ainda 45 cm em
média para completar a altura da BET e mais 4 camadas de materiais. A
segunda camada é a de brita (+/- 10 cm). Nesse ponto eu tenho usado
uma manta de Bidim para evitar que a areia desça e feche os espaços da
brita. A terceira é a da areia (+/- 10 cm). E a quarta é a do solo (+/- 25
cm) que vai até o limite superior da bacia. Procure usar um solo rico em
matéria orgânica e mais arenoso do que argiloso. A última camada é a
palha que fica acima do nível da BET.
7. Proteção
Como a bacia não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, ela
deve ser coberta com palhas. Todas as folhas que caem das plantas e as
aparas de gramas e podas, são colocadas sobre a bacia para formar um
colchão por onde a água da chuva escorre para fora do sistema. E para
evitar a entrada da água que escorre pelo solo, é colocada uma fiada de
tijolos ou blocos de concreto, ao redor da bacia para que ela fique mais
alta que o nível do terreno.
8. Plantio
Por último, deve-se plantar espécies de folhas largas como mamoeiro (4),
bananeiras (2), taiobas, caetés, etc. As bananeiras podem ser plantadas

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de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha
(parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer os buracos (no
mínimo 30x30x30 cm) deve-se enchê-las com bastante matéria orgânica
(palhas, folhas, etc.) misturada com terra. O rizoma deve ficar há uns 10
cm, em média, abaixo do nível do solo. Quando plantada a partir de
rebentos (mudas), posicione-os inclinados para fora, isso facilitará a
colheita e o manejo das bananeiras.

ÁLBUM DE FOTOS

Acrescentarei as fotos da BET de minha casa assim que tiver completa.

USO EM ÁREA URBANA

Na região sul do Brasil tem diversas BETs em áreas rurais em funcionamento.


Não há nenhum impedimento legal para sua instalação. Mas nas cidades,
normalmente, tem uma legislação rígida normalizando os sistemas de
tratamento residenciais e que impedem o uso desses sistemas.

Em Criciúma, tivemos a primeira implantação de uma BET em área urbana


legalizada e aceita pela prefeitura, que poderá incentivar o seu uso para
diminuir a demanda por ETEs públicas. Neste momento a cidade está
implantando a primeira ETE na cidade para o tratamento do esgoto. E que
sabemos não resolverá o problema totalmente e nem por muito tempo. Logo
deverá ser ampliada ou duplicada. Até porque todas as águas servidas são
misturadas e contaminadas, aumentando o problema para as ETEs. E ainda
tem um custo de manutenção que deverá ser repassados aos usuários. A BET
tem custo ZERO de manutenção. O tratamento é biológico, sem materiais
químicos.

Para auxiliar os interessados, disponibilizo abaixo o RAP (Relatório Ambiental


Prévio) que fiz para solicitar a licença de implantação do sistema completo
(Bacia de Evapotranspiração e Círculo de Bananeiras). Como esses sistemas
ainda são desconhecidos da maioria, o RAP cumpre a missão de explicá-lo
tecnicamente aos responsáveis pela área sanitária da cidade. Alerto que não é
uma missão fácil, precisa-se de paciência e dedicação para que o sistema seja
compreendido e liberado para construção. Os técnicos tem suas razões legais
para questionar o projeto e normalmente exigem que o sistema tenha uma
saída para o canal pluvial ou de esgoto da prefeitura. O projeto sanitário
(abaixo) deve ir como anexo do RAP e mostra como isso pode ser feito sem
prejudicar o sistema e ainda serve de ponto de observação de extravase da
água.

Arquivos PDF do projeto e do relatório (RAP) para donwload:


Modelo de RAP (Relatório Ambiental Prévio) (191 Kb)
Modelo de planta do sistema completo de tratamento (1,6 Mb)

Na Austrália e em outros países essa já é uma prática comum, divulgadas pelo


movimento da permacultura. Vamos fazer o nosso movimento seguindo os
projetos a risca e ainda tentando melhorá-los no sentido da segurança e da
economia.

Faça bom proveito e envie suas sugestões e dúvidas.

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Sobre Ita
Trabalha com design, gestão e permacultura. Casado com Cleusa e
pai de Carla, Paula e Gabriel. Mora em Criciúma, SC, Brasil. Colabora
com a Ema Software, Setelombas, Associação Felicidade e Permear .
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173 comentários sobre “BET – Bacia de


Evapotranspiração”

Itamar Vieira
31/07/2012 às 11:58

A Letícia fez uma pergunta em outro post que acho importante passar para
esse local para ser lido por outros, principalmente com a mesma importante:

Letícia: Olá Itamar… estive acompanhando suas postagens relacionadas à ‘Fossa


de Bananeiras’ ou BET e estou com uma dúvida referente ao dimensionamento.
Preciso de um sistema para um sítio, onde aos fins de semana o número médio
de pessoas é de em torno de 50. O sistema proposto é viável, nestas
condições?

Itamar: Acho que sim Letícia, mas repito sempre isso, depende muito da
incidência de sol e ventos. Quanto mais sol e mais vento melhor.

Como seu sistema terá um ciclo de uma semana para realizar todas as funções
antes de nova carga de material e água, tem duas soluções possíveis:
- 50 pessoas / 7 dias = aprox. 7
- todas as duas resposta abaixo deverão ter 90cm de profundidade. Lembre
que você deverá usar uma proteção de tijolos ao redor da bacia com 10 cm de
altura para evitar a entrada de água da chuva que escorre pelo chão, o que
completará 1 m de profundidade da bacia.

1a. – uma bacia de 7 m de comprimento por 2 m de largura (retangular) No


mais, siga as instruções do projeto padrão que está no site.

2a. – uma bacia de de 4 m de comprimento por 4 m de largura (quadrada),


porém com duas câmaras anaeróbias com uma entrada de água negra para
cada câmara.

 Responder

Fabiano

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11/08/2012 às 12:18

Olá Itamar, tudo bem?


Maravilhoso seu trabalho.
Fiz o PDC com a Suzana e o Jorge e estou finalizando minha BET dimensionada
para 5 pessoas (10m³).
Meu projeto foi praticamente todo baseado nas suas informações. (Com a
ajuda da dupla citada, claro)
Como meu terreno tem um desnível de 26 cm, queria saber se posso aumentar
o tamanho da camada de terra (30 cm) para uns 45 a 50 cm? Assim eu
consigo fazer o “morrinho” para evitar a entrada da água da chuva pelas
laterais.
Obrigado.
Abraços.

 Responder

Itamar Vieira
14/08/2012 às 16:30

Oi Fabiano, sem problemas, pode colocar uma camada de terra com 50 cm.

 Responder

Fabiano G. Silva
11/08/2012 às 22:08

Olá Itamar,
seguinte, gostei muito do projeto e gostaria muitíssimo de aplica-lo em minha
residencia (ainda em fase de projeto) no entanto tenho a seguinte dúvida,
moro em Rondônia, região norte do pais, clima tropical, e como deve saber no
verão é muito, MUITO sol e calor e zero de chuvas, e no inverno é muita, mas
MUITA mesmo, muita chuva, o que não quer dizer q o sol não “tire pica-pau
do oco” o sol não da trela um dia seguer no ano, e são apenas estas duas
estações, verão com muito sol e calor, e inverno com muita chuva mas ainda
com sol e calor… rsrs. Portanto estas chuvas em excesso não irão inundar a
BET, não por enchorradas mas pela própria água da chuvas? a mesma dúvida
tenho no circulo de bananeiras.

 Responder

Gui Castagna
14/08/2012 às 12:14

Ita, peço licença para me manifestar sobre esse assunto. Acho a colocação
do Fabiano bem relevante e merece uma reflexão. Apesar de ser geralmente
encarada como uma solução de “emissão zero”, a BET gera excedente
sempre que o índice pluviométrico for maior do que a taxa de
evapotranspiração, o que acontece na maior parte do país (salvo no semi-
árido, e talvez no cerrado e/ou Pampa). Uma solução que uso quando
necessário é conectar o ladrão da BET à um círculo de bananeiras, ou outro
sistema de irrigação de frutíferas, sempre contando com grande massa seca
em decomposição que possa receber esse excedente do BET, potencializando
a remoção de patógenos que tenham sobrevivido até aí.

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Quanto ao círculo de bananeiras, além da evapotranspiração das plantas,
temos também a colaboração da infiltração do solo. Solos arenosos tem
maior capacidade de infiltração, mas menos tempo de retenção, o que do
ponto de vista do “tratamento” da água não é ideal. Solos argilosos tem
menos capacidade de infiltração, e portanto maior tempo de detenção,
portanto melhores do ponto de vista do tratamento, porém, podem ter o
inconveniente de causar transbordamento se a quantidade de água for
grande. Assim, Fabiano, é sempre bom você fazer uma estimativa de quanta
água será gerada para o circulo, e comparar com a capacidade de infiltração
do solo:
. argiloso: 20 a 40 l/m²/dia
. silte: 40 a 70 l/m²/dia
. arenoso: > 70 l/m²/dia
Isso não leva em conta o potencial de evapotranspiração das plantas, mas
pelo menos te dá uma idéia grosseira da capacidade do circulo lidar com a
água que você está gerando.
Boa sorte, abs!

 Responder

Karenina de los Santos


23/01/2014 às 23:15

E se a cobertura vegetal morta fosse um trançadinho de palha..? Fazendo


como um telhado de palha rente à camada de terra… protegia da chuva e
continuava “evapotransporando”… Pensei nisso porque estou construindo
no Maranhão, que tem a mesma característica de inverno quente com
muiiiiiita chuva.

Viviane Menezes
15/08/2012 às 16:47

Olá, Itamar, tudo bom?


Estou concluindo a construção da minha casa, estamos na etapa de construção
da fossa. O engenheiro sugeriu o BET com destino final de todo o esgoto. Não
separei o recolhimento da água negra e da cinza… possível usar o BET como
bacia final para tudo?
Obrigada!

 Responder

Isacris
22/08/2012 às 13:55

Oi, tudo bem?


Resolvi fazer a BET na chacara e estou com uma pequena dúvida: vou usá-la
somente em feriados e férias, com mais ou menos 4 a 5 pessoa, qual o
comprimento que devo fazer e tambem se o fundo (piso) teria que ser no nível
ou teria que ter algum caimento, pois sem este a parte sólida ficaria só na
entrada.
Grata pela atenção

 Responder

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Rafael
29/08/2012 às 22:56

Olá Itamar,

Faz tempo que acompanho o seu blog e outros permaculturais do Brasil e


mundo afora. Seus artigos são de ótima clareza e didática, motivo pelo qual
sempre retorno em busca de uma informação ou outra.

Bom, li todos os comentários do post pra ver se a minha dúvida estava


respondida, mas não encontrei. Estou finalizando a minha BET e de 4×2, mas
tenho receio de ativá-la antes de ter bananeiras e afins a pleno vapor. Será
preciso um uso mais regrado no início, que permita o aporte de água para as
plantas recém-plantadas, mas com cautela para evitar um transbordamento, já
que as plantas não estão com sua capacidade máxima de evapotranspiração?
Ou seja, devo deixar as plantas crescerem bem antes de usar a BET
normalmente?

Mais uma coisa, vi em alguns designs o prolongamento do duto de aporte, ao


longo do duto de pneus. Nesse casoo duto era todo furado para permitir a
passagem dos líquidos e sólidos. No seu design não há esse duto interno à
camara de pneus. Não é necessário?

Muito Obrigado pela atenção!

 Responder

Itamar Vieira
31/08/2012 às 10:29

Sobre os cuidados para iniciar o uso da BET, não preciso nem responder,
acho que você intuiu na direção correta. Criar as condições para que a BET
possa realizar as suas funções planejadas antes de receber as primeiras
águas usadas da casa é melhor do que ir usando e ver o que acontece,
enquanto as plantas vão crescendo. Dá pra ir regando as plantas, se não
chover, até que elas tenham um tamanho suficiente para realizar a
evapotranspiração.
Sobre o tubo de pneus, já expliquei em outras respostas. Eu deixo espaço
para a circulação da água colocando pedras entres os pneus.

 Responder

Rafael
31/08/2012 às 21:37

Beleza Itamar, muito obrigado pelos esclarecimentos com relação ao uso


inicial da BET.

Quanto ao duto, eu me referia a um cano de PVC furado que vai


internamente ao duto de pneus, ao longo de toda a extensão da BET. A
meu ver, a única função dele é distribuir de forma homogênea os degetos
ao longo do duto de pneus, mas aparentemente não é uma peça
fundamental para o bom funcionamento.

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Sua solução para circulação da água entre os pneus, colocando pequenas
pedras entre eles, eu já havia adotado.

Mais uma vez, obrigado!

Alexandre Lago
31/08/2012 às 10:02

O Sr. teria alguma idéia de como resolver/tratar antigos buracos de fossa?


Antigamente (e ainda atualmente) foram feitos buracos, onde a pessoa ia e
defecava/urinava naquele buraco. Quando o buraco ja estava quase cheio, eles
construiam o banheiro em outro lugar.
Gostaria de saber se o Sr. tem alguma idéia de como tratar esses buracos que
estão cheios, de forma a tratar os dejetos da forma mais rápida possível para
que possamos recuperar a saúde do solo e das pessoas que moram a volta
daquela área. Vamos construir banheiros biodigestores, mas precisamos
URGENTEMENTE tratar os antigos buracos que eram usados como banheiro.
Preciso adiantar que onde estamos querendo fazer esse tratamento não temos
métodos eficazes e simples como “contratar um limpa-fossa” ou coisas do
tipo… acho que só poderemos contar com métodos naturais ou quase naturais

 Responder

naldir
15/10/2012 às 20:07

muito obrigado Itamar pelo bom trabalho feito por vc em esclarecer as duvidas
das pessoas referete ao assunto foi muito util

 Responder

Felipe
22/10/2012 às 11:08

Itamar, muito boa a BET. Atualmente trabalho com zona de raizes, e neste
sistema usamos uma fossa séptica antes da ETZR afim de impor uma barreira
fisica aos sólidos, e também homogenização do efluente, antes de entrar na
referida estação. Utilizando a BET seria necessário esta fossa antes? Existe risco
de entupimento do sistema? É necessário alguma manutenção no sistema fora
a colocação de cobertura vegetal ou deve-se fazer a troca da brita de tempos
em tempos? a banana é segura para consumo humano?

obrigado

 Responder

MARIA CELIA
25/10/2012 às 15:40

A CASA QUE COMPREI TEM UMA FOSSA SOMENTE PARA O VASO DO

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BANHEIRO.ESTA FOSSA ESTA TODA FECHADA. A PARTIR DELA COMO
FAZER A FOSSA DE BANANEIR? DEVO DESVIAR OS DEJETOS PARA A NOVA
CONSTRUÇÃO?

 Responder

Francisco Elitom Rodrigues da Silva


09/11/2012 às 16:58

OLÁ ITAMAR, SOU PROFESSOR DE UMA ESCOLA PÚBLICA AQUI EM SOBRAL


CE. SOU ADEPTO DA PERMACULTURA E TENHO DESENVOLVIDO ALGUNS
PROJETOS SUSTENTÁVEIS NA ESCOLA. UM DOS PROJETOS QUE AINDA
NÃO CONSEGUI DESENVOLVER, POR FALTA DE INFORMAÇÃO TECNICA, FOI
A CONSTRUÇÃO DE UMA BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO E DE UM CICLO
DE BANANEIRAS. GOSTARIA DE SABER ONDE PODERIA TER MAIS
INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS ACERCA DESTES EMPREENDIMENTOS.
UM ABRAÇO.

 Responder

Agenor Pereira da Costa


03/12/2012 às 19:33

Caro Itamar. Sou proprietário de um terreno no RJ que não tem tratamento de


esgoto. Todos possuem sumidouro que não funciona devido, pois o solo não
absorva agua e transborda. Gostaria de saber se este sistema é de dominio
publico.

 Responder

Valdecir Nery
11/12/2012 às 10:59

Olá Itamar,
Fiquei muito interessado em construir uma BET em minha chacara, onde
pretendo morar e viver ecologicamente correto. Fora o passo a passo em seu
artigo, tem mais alguma coisa que preciso saber?? Algum curso, palestra ou
video. Na região onde pretendo marar a maioria das casas utilizam o sistema
convencional ou uma latrina com um buraco. Gostaria de divulgar e passar
esse sistema BET tambem para outras pessoas.
Grato

 Responder

heribaldo dos santos junior


17/03/2013 às 10:21

em um condominio de pequeno porte de apartamentos podemos aplicar esse


metodo ?

 Responder

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Janaina Yolanda
10/05/2013 às 22:19

Olá Itamar,

Sou estudante de Arquitetura, e estou fazendo um trabalho sobre tratamento


de esgoto alternativo. Resolvi escolher esse sistema e usar o seu artigo (que
está muito bem escrito e ilustrado) para me basear. Porém, meu professor quer
orçamento, sei que depende do dimensionamento em cada caso, mas você
conseguiria dar uma média de custo??

Obrigada e parabéns pelo seu trabalho!

 Responder

Karenina de los Santos


26/08/2013 às 23:51

Oi Itamar, li todos os comentários desde 2011 e não encontrei a resposta à


minha dúvida… Várias pessoas perguntam se há necessidade de “suspiro” (não
os tubos de verificação) e você sempre responde sobre os tubos (que são para
verificar o funcionamento) ou responde que não há necessidade de tubo de
saída, por se um sistema fechado, sem efluentes. Mas os “suspiros”dos quais
eu gostaria de saber e acho que muitos outros também, são aqueles
equivalentes aos existentes nos sistemas convencionais, em todo lugar se
encontra a frase: “Toda a fossa precisa de um suspiro para a saída dos gases
gerados, do contrário a risco de explosão”. Então é esta minha preocupação, a
BET não precisa deste “suspiro”? Não há risco de explosão? O que acontece
com os gases gerados na decomposição?
Muito obrigada,
Karenina.

 Responder

Itamar Vieira
27/08/2013 às 08:52

Karenina, você tem toda razão, não havia me dado conta dessa preocupação
dos leitores. É que esse não é um problema na BET. A grande diferença é
que a BET é toda aberta por cima e não fechada como as fossa séptica
normais. Imagine uma fossa fechada acumulando os poucos gases gerados

O fechamento na BET se dá por brita, areia e terra, funcionando como um
filtro natural. Apesar disso não tem mal cheiro. Gera pouco gás.
Mas os três tubos de verificação também cumprem essa função (tirar o gás)
porque as pontas de cada um dos três tubos ficam em níveis diferentes, um
na brita, outro na areia e outro nos tijolos.
Importante: Nenhum fica dentro da câmara (pneus) o que geraria um
problema, a entrada de ar que mataria os organismos anaeróbios, que
vivem sem o oxigênio.

Para mais detalhes observe o primeiro desenho da BET (corte transversal).


Espero, dessa vez, ter tirado as dúvidas.

 Responder

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Karenina de los Santos
27/08/2013 às 15:40

Muito Obrigada! Graças a estes esclarecimentos vou construir minha BET


neste meu projeto nos Lençóis Maranhenses. Será um centro cultural e
pousada ecológica. Já está em construção de forma colaborativa, quem
sabe possas vir um dia nos visitar e ver se a dona BET vai bem…?
https://www.facebook.com/EcoPousadaCultural
Abração!

Ângelo Ricardo Campos de Almeida


02/02/2014 às 07:45

Olá Itamar, sou professor na zona rural no sertão nordestino em


Remanso Bahia e queria resolver esse problema de fossa negra com a
BET na minha escola ,mas a dúvida é para a quantidade de pessoas que
irão fazer uso do sistema, levando em conta os fins de semana que a BET
irá “descansar”. queria a sua resposta pois preciso colocar em prática esse
ano de 2014.

Guilherme Castagna
27/08/2013 às 08:56

Karenina, o “suspiro” é geralmente usado onde a instalação sanitária da casa


não previu as instalações de ventilação, responsáveis por levar os gases
vindos da fossa (ou da bacia de evapo, no caso) para fora da casa,
impedindo a formação daquele clássico “cheiro de ralo”, que vira e mexe
temos a oportunidade de sentir em alguns banheiros. A tendência é que o
gás formado na bacia de evapo suba para as porções superiores dentro do
sistema, já que a tubulação deixa a água na porção inferior, sendo o gás
filtrado à medida em que passa pela camada de solo. De toda forma,
instalações de ventilação são sempre bem-vindas.

Um abraço

 Responder

Karenina de los Santos


27/08/2013 às 15:45

Obrigada Guilherme! Quem sabe também possas vir visitar a “dona BET”
na nossa querida, futura EcoPousadaCultural
https://www.facebook.com/EcoPousadaCultural
Abração.

Itamar Vieira
27/08/2013 às 17:47

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Valeu Guilherme, bem lembrado também! Lembrando que o suspiro na
casa que o Guilherme se refere é aquele tubo colocado na parede do
banheiro subindo até o teto (ficando a ponta livre para sair o ar) e que é
conectado a saída do sanitário. Além dessa função que o Guilherme
expôs, também facilita a descarga porque a água não precisa empurrar o
ar da tubulação abaixo, porque o ar qquando recebe o primeiro empuxo
acaba saindo pelo suspiro.

Marcos Catelli
18/09/2013 às 03:07

Caro Itamar, gostei muito do material que você disponibilizou aqui. Trabalho
em um Centro de Formação para indígenas aqui na Amazônia e estou
querendo convencer o pessoal a construirmos uma ou duas BETs. É que o fluxo
de pessoas aqui é grande, ano passado registramos 437 pessoas, dividindo por
12 meses praticamente 37 pessoas por mês. Segundo os cálculos que você
disponibilizou, dariam 160 m3 o volume do tanque. Pensei em aproveitar a
antiga fossa negra pra fazer um tanque e construir mais dois – totalizando 45
m3, acho que conseguiria suprir a demanda de um ano movimentado, não? O
problema é encontrar material para substituir a areia grossa que não temos
aqui, tem sugestão? grato e abraços…Marcos Catelli

 Responder

iago
27/09/2013 às 18:08

Olá, primeiramente muito obrigado por esta partilha, pela disseminação.


Estou prestes a iniciar a construção de uma BET, mas em meu projeto está
previsto o uso de lona 200 micras (impermeável) ao invés do ferrocimento. Em
minha pesquisa não encontrei contra indicação ao uso, pelo contrário, foram
muitos os que utilizaram.Gostaria de saber se tens alguma observação quanto
ao uso da lona na BET.
Muito obrigado,
Parabéns pelo site,
iago.

 Responder

Daniel Evaristo
30/10/2013 às 08:57

Olá Itamar, estou fazendo uma pesquisa sobre a BET para o curso de
saneamento do IFSC e estou precisando de uma especificação do projeto para
nossa equipe de desenho que seria a espessura da parede de ferro-cimento e
da base (fundo).

De resto esta tudo muito bem especificado no seu projeto e nos comentários
Grato

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Ita
30/10/2013 às 09:20

Ao contrário do que foi feito na BET lá de casa, o piso deveria ser feito
primeiro, com concreto de no mínimo 5 cm deixando as esperas de ferro
para unir com as paredes. E a espessura das paredes laterais são as normais
de ferrocimento em torno de 3 cm.

 Responder

Daniel Evaristo
30/10/2013 às 20:16

Entendi, grato.
Nós estamos procurando uma BET para fazer análise microbiológica e ter
parâmetros de eficiência com relação ao tratamento convencional
individual, vc tem alguma indicação próximo a florianópolis?

Joelson
12/11/2013 às 19:32

Gostaria de implementar esse sistema aqui em Curitiba, pois não tenho


tratamento de esgoto na minha casa, mas me preocupo com a questão do
clima que é chuvoso em algumas epocas do ano, e na questão da geada que as
bananeiras, e mamoeiro não são resistentes. Assim não sei se o sistema daria
conta.

 Responder

Cristiano
08/01/2014 às 10:18

Bom dia,

Itamar,

Trabalho em uma companhia de Saneamento e achei muito interessante o


sistema.

Mas, ficaram algumas perguntas:


Como faz para fazer a limpeza dos resíduos??
Com que frequência faz a limpeza??

Agradeço…

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Francisco Netto
23/01/2014 às 21:30

Parabéns Itamar, demais elogios estaria sendo redundante, mas você merece
todos.

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Tenho intenção em construir uma BET em um rancho. O rancho será utilizado
com uma certa rotatividade de pessoas com diferentes níveis de consciência
ecológica. Anteriormente você ponderou que não é recomendável lançar papel
higiênico e produtos químicos nas águas negras para não provocar
desequilíbrio das bactérias anaeróbicas. Tal procedimento, na prática, corre o
risco de não ser seguido por todos que frequentarem o rancho. O que você
acha da possibilidade de utilizar aqueles biodigestores ( composto por
microorganismos que aceleram o processo de degradação da matéria orgânica)
disponíveis no mercado em um determinado intervalo de tempo? Além disso,
imaginando que fora de toda previsão da drenagem de chuva ocorra um
alagamento no local da Bet, seria possível deixá-la em um “processo de
quarentena” e após constatar pelos dutos de manutenção que o excesso de
líquido evapotranspirou voltar a utilizá-la.

 Responder

João Victor Muniz


04/03/2014 às 19:50

Olá,

Pretendo instalar um sistema BET em meu sítio, entretanto, as águas cinzas


não são separadas das águas negras. É possível utilizar a BET mesmo nessa
situação?

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