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Campus SAMAMBAIA

PLANO DE CURSO

CURSO TÉCNICO

EM

EDIFICAÇÕES

EIXO TECNOLÓGICO

INFRAESTRUTURA

Brasília – DF
2012
PLANO DE CURSO

CNPJ: 10.791.831/0001-82
Instituto Federal de Educação, Ciência e
Razão Social:
Tecnologia de Brasília
Nome Fantasia: Instituto Federal de Brasília
Campus Samambaia

Esfera
FEDERAL
Administrativa:

Endereço (Rua, No,): Quadra QN 304, Conjunto 1, lote 2 – Samambaia

Cidade/UF/CEP: Brasília – DF / CEP 72325-006

Telefone/Fax: (61) 3905-5454 / Fax: (61) 3905-5444

Site Institucional: http://www.ifb.edu.br

Eixo Tecnológico: Infraestrutura

Curso Técnico em Edificações


Modalidade: Subsequente

Habilitação, qualificações e especializações:

1. Habilitação: Técnico em Edificações


Carga Horária: 1184 Total 1344h
Estágio: 160 h

1.1 Qualificação: Sem qualificação


Carga horária: 300h

1.2 Qualificação: Desenhista da Construção Civil


Carga horária: 300h

1.3 Qualificação: Projetista


Carga horária: 300h

1.4 Qualificação: Orçamentista


Carga horária: 284h
REITORIA

Wilson Conciani
Reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília
Nilton Cometti
Pró-Reitor de Ensino
Ana Carolina de S. S. Dantas Mendes
Diretora de Desenvolvimento do Ensino

CAMPUS SAMAMBAIA

Neli Terezinha da Silva


Diretora Geral do Campus

Renzo Gonçalves Chaves


Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão

Sinara Nunes Guedes


Coordenadora Geral de Ensino

Carlos Petrônio Leite da Silva


Coordenador de Área

Ângela Beatriz Souza Bertazzo, Ma.


Carlos Petrônio Leite da Silva, Dr.
Elisandra Nazaré Maia de Medeiros. Dra.
Francisco Hélio Caitano Pessoa, Dr.
João Carlos Barleta Uchôa, Me.
Mariana Borges Benchimol, Ma.
Veruska Ribeiro Machado, Dra.
Comissão de Elaboração do Plano de Curso
SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................ 5
2. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO E DO CAMPUS SAMAMBAIA ............................................................ 7
3. CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO ...................................................................................................... 9
3.1 SAMAMBAIA .................................................................................................................................. 10
3.2 GAMA ....................................................................................................................................... 11
3.3 ÁGUAS CLARAS ....................................................................................................................... 11
3.4 RECANTO DAS EMAS ............................................................................................................... 12
3.5 RIACHO FUNDO ....................................................................................................................... 13
3.6 TAGUATINGA............................................................................................................................ 14
4. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS DO CURSO ...................................................................................... 14
4.1 PANORAMA DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL ..................................................................... 15
4.2 CENÁRIO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO DISTRITO FEDERAL ..................................................... 16
4.3 OBJETIVOS .............................................................................................................................. 22
5. REQUISITOS DE ACESSO AO CURSO ............................................................................................ 23
6. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO DOS EGRESSOS DO CURSO ............................................. 23
6.1 HABILITAÇÃO: TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES ............................................................................................... 23
6.2 CAMPO DE TRABALHO: ............................................................................................................ 24
7. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO..................................................................................... 24
7.1 ESTRUTURA MODULAR E SEMESTRAL ..................................................................................... 24
7.2 ITINERÁRIO FORMATIVO........................................................................................................... 25
7.3 FLUXOGRAMA DO CURSO ........................................................................................................ 27
7.4 CARGA HORÁRIA E COMPONENTES CURRICULARES POR MÓDULO ................................................................ 28
8. 6.5. COMPETÊNCIAS/HABILIDADES/BASES TECNOLÓGICAS E COMPONENTES CURRICULARES ... 30
9. ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS - .................................................................................................... 61
10. ENFOQUE PEDAGÓGICO DO CURRÍCULO .................................................................................... 61
10.1 PRÁTICA PROFISSIONAL .......................................................................................................... 62
11. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ................................................................................... 62
12. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES .............. 63
13. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM APLICADOS AOS ALUNOS DO CURSO ................ 65
13.1 PROJETO INTEGRADOR ARTICULADO COM A FORMA DE AVALIAÇÃO ...................................... 66
14. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS OFERECIDOS AOS PROFESSORES E ALUNOS DO CURSO .......... 67
14.1 AMBIENTES DETALHADOS ....................................................................................................... 68
14.2 SALAS DE AULAS ..................................................................................................................... 68
14.3 LABORATÓRIO DE CONSTRUÇÃO CIVIL................................................................................... 68
14.4 LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA ........................................................................................... 73
14.5 BIBLIOTECA ............................................................................................................................. 74
14.6 DEMONSTRATIVO POR ÁREA DE CONHECIMENTO DE ACERVO PROJETADO PARA A
BIBLIOTECA DO CAMPUS SAMAMBAIA ................................................................................................... 74
15. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO ENVOLVIDO NO CURSO............................................................... 75
O QUADRO DEMONSTRATIVO DE DOCENTES E TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS
ENVOLVIDOS NO CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES DO CAMPUS SAMAMBAIA
ENCONTRA-SE DETALHADO A SEGUIR. ................................................................................... 75
15.1 QUADRO DEMONSTRATIVO DE DOCENTES .............................................................................. 75
15.2 QUADRO DEMONSTRATIVO DE TÉCNICOS ............................................................................... 76
16. CERTIFICADOS E DIPLOMAS EXPEDIDOS AOS CONCLUINTES DO CURSO ..................................... 76
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 78
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE BRASÍLIA.
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
CAMPUS SAMAMBAIA

1. Apresentação

Este documento apresenta a reformulação do plano do Curso Técnico em


Edificações, subsequente ao nível médio. O plano desse curso foi elaborado no segundo
semestre de 2010 e sua oferta iniciou-se no primeiro semestre de 2011. A sua
implantação insere-se no plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica do Ministério da Educação (MEC) e no Plano de Expansão do Instituto
Federal de Brasília (IFB), cujos objetivos são suprir a carência de mão-de-obra
especializada nas diversas áreas do conhecimento, promover a educação profissional de
qualidade nos diversos níveis e proporcionar o desenvolvimento regional.

O Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI indica a


discussão de quatro pilares, por meio dos quais se propõe uma educação direcionada
para quatro tipos fundamentais de aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer,
aprender a viver com os outros e aprender a ser.

Apontando nessa direção, o IFB tem a missão de “produzir e difundir o


conhecimento científico e tecnológico no âmbito da Educação Profissional, por meio do
ensino, de pesquisa e de extensão para a formação profissional e cidadã, contribuindo
para o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal e entorno”. Portanto, valores como
“justiça, solidariedade, cidadania, excelência profissional e efetividade” devem permear as
ações institucionais.

O curso oferecido no Campus Samambaia representou um marco para essa área


profissional e para a cidade, visto que não havia oferta, na região, de um curso dessa
natureza – ou equivalente – para os cidadãos que procuravam uma qualificação
profissional adequada e a continuidade de sua formação e atuação na sociedade.
Segundo o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos,

Desenvolve e executa projetos de edificações conforme normas


técnicas de segurança e de acordo com legislação específica.
Planeja a execução e elabora orçamento de obras. Presta
assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e
pesquisas tecnológicas na área de edificações. Orienta e coordena
a execução de serviços de manutenção de equipamentos e de
instalações em edificações. Orienta na assistência técnica para

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compra, venda e utilização de produtos e equipamentos


1
especializados.

O curso tem sido ofertado desde o primeiro semestre de 2011 a estudantes que
concluíram o ensino médio, proporcionando educação continuada e buscando a formação
profissional para o desenvolvimento social local. O estudante, nesse curso, desenvolve e
aplica princípios científicos e ações adequadas às condições regionais, com atividades
práticas realizadas na própria escola, propiciando formação teórica e prática.

Após três semestres de oferta consecutiva do Curso Técnico em Edificações nos


turnos matutino e noturno, o corpo docente da área constituiu uma Comissão Técnica
com o objetivo de avaliar a sua oferta, bem como rever sua matriz curricular. O resultado
dessa revisão encontra-se neste documento.

1
O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos foi desenvolvido pela Secretaria de Educação Profissional
e Tecnológica (SETEC) do Ministério da Educação e está disponível em http://catalogonct.mec.gov.br. O
trecho citado foi acessado em 26/08/2010, no sítio
http://catalogonct.mec.gov.br/et_infraestrutura/t_edificacoes.php.

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2. Histórico da Instituição e do Campus Samambaia

A origem do IFB remonta ao final da década de 1950, com a criação da Escola


Agrotécnica de Brasília, em Planaltina, subordinada à Superintendência do Ensino
Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura. A Escola foi criada em 17 de fevereiro
de 1959, inserida no Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek,2 e inaugurada em
21 de abril de 1962, com o objetivo de ministrar cursos regulares ginasial e colegial
agrícola. A partir da edição do Decreto nº 60.731, de 19 de maio de 1967, as Escolas
Agrícolas deixaram de ser subordinadas ao Ministério da Agricultura e passaram a
vincular-se ao Ministério da Educação e da Cultura.
Em 1978, o Colégio Agrícola de Brasília foi incorporado à Rede de Ensino Oficial
do Distrito Federal, sem alterar sua denominação. Em 2000, o Colégio Agrícola de
Brasília passou a denominar-se Centro de Educação Profissional – Colégio Agrícola de
Brasília (CEP/CAB).3 O objetivo dessa instituição passou a ser a qualificação profissional,
objetivando a realização de Cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores e
Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, direcionados à demanda
mercadológica, na sua área de abrangência. Na esfera local, esteve ora vinculado à
Secretaria de Estado de Educação, ora à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. 4

A transformação do CEP/CAB em Escola Técnica Federal de Brasília ocorreu em


25 de outubro de 2007, autorizada pela Lei nº 11.534/2007. No âmbito do Plano Federal
de Educação Tecnológica, com vistas à expansão da Rede Federal de Educação
Profissional e Tecnológica e à implantação de um novo modelo de instituição de
educação profissional e tecnológica, foi criado o Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Brasília (IFB), que hoje conta com oito campi – Brasília, Gama, Planaltina,

2
Lei nº 3.552 de 16 de fevereiro de 1959 e Exposição de Motivos nº 95, publicada no Diário Oficial
da União de 19/02/1959.
3
A transferência foi autorizada pelos decretos nº 82.711, de 24 de novembro de 1978 e nº 4.506, de
26 de dezembro de 1978, que resultaram em convênio entre a Fundação Educacional do Distrito Federal
(FEDF) e a Coordenação Nacional do Ensino Agropecuário do Colégio Agrícola. A alteração do nome, em
2000, pela Portaria nº 129, de 18 de julho de 2000.
4
Há um hiato relativo à sistematização de informações históricas sobre o Colégio Agrícola, atual
Campus Planaltina do IFB, sobretudo no que se refere aos anos entre 1978 e 2007, quando esteve sob
responsabilidade do Governo do Distrito Federal. Buscando preencher essa lacuna, o IFB lançou em março
de 2010 o Edital n° 19/ CGPE/PRDI/IFB, que contemplou cinco projetos de pesquisa sobre a história do
Campus Planaltina, atualmente em desenvolvimento.

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Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião, Taguatinga Centro, Taguatinga Norte –, além
de outros dois em processo de implantação: Ceilândia e Estrutural.

A vocação do Campus Samambaia e de sua área de influência foi definida com


base em dados socioeconômicos, estratificados por região, fornecidos pela CODEPLAN,
bem como por consultas a Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(SEBRAE), Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e sindicatos. As
informações obtidas sobre as atividades econômicas mais presentes na região somaram-
se à consulta pública realizada no primeiro semestre de 2009, na qual se identificou a
demanda da população por cursos nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho,
móveis e construção civil.

Dando sequência à consulta pública, iniciaram-se tratativas com o governo local


para o funcionamento provisório do campus, ao tempo que se realizava o seminário
“Desafios e metas do Campus Samambaia”, em março de 2010. O seminário contou com
a participação de 131 pessoas e deliberou pela oferta dos cursos de formação inicial e
continuada de trabalhadores (FIC) nas especialidades pedreiro, almoxarife e apontador,
agente ambiental, catador de materiais recicláveis e formação para membros da CIPA
(Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Os três primeiros, em que houve
demanda suficiente para a formação das turmas pioneiras, foram ofertados a partir de
junho de 2010, nas sedes provisórias do SEST-SENAT e do Centro de Ensino
Fundamental 504. Essas sedes foram instaladas por meio de convênios com o Governo
do Distrito Federal e o SEST-SENAT.

Antes disso, por demanda da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e


Engenharia Geotécnica (ABMS) e com sua cooperação, foi ministrado o curso FIC de
sondador de solos, qualificando trabalhadores das empresas do ramo e proporcionando a
elas a conquista de um selo de qualidade.

Com foco nas mesmas áreas de atuação do campus, foram ofertados, a partir de
2011, os cursos: Técnico em Reciclagem, Técnico em Controle Ambiental e Técnico em
Móveis, além do Técnico em Edificações. Os cursos FIC também tiveram oferta
continuada, dentro das áreas de vocação do campus.

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O Campus ainda ofertou vários outros cursos na área à qual pertence o técnico
em Edificações. Participou do CERTIFIC, que é um programa de certificação de saberes
adquiridos ao longo da vida proposto pelo Ministério da Educação. Por meio desse
programa, os trabalhadores de duas áreas da construção civil – pedreiro e encanador –
bem como os trabalhadores da área de eletrotécnica – eletricistas – tiveram seus
conhecimentos avaliados e também receberam cursos para melhorar a sua formação.

Na área de construção civil, o Campus também realizou parceria com a


Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO) na realização do
Programa Mulheres na Construção Civil. Esse programa ofereceu os cursos de pintor e
azulejista com o objetivo de promover a inclusão social e produtiva, por meio da oferta de
cursos de qualificação profissional no setor da construção civil, atendendo prioritariamente
mulheres e beneficiários de programas sociais de transferência de renda, visando à
formação de empreendimentos individuais e coletivos na Região Integrada de
Desenvolvimento DF e Entorno.

A área de construção civil também está presente no Programa Nacional de


Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (PRONATEC), que tem como um dos objetivos
ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Pelo PRONATEC, são
ofertados os seguintes cursos da área: auxiliar de eletricista, almoxarife de obras, cadista
da construção civil e encanador.

Por fim, deve-se informar que, na modalidade de Educação a Distância, há


previsão de oferta de dois cursos da área de construção civil: Curso de Formação Inicial e
Continuada (FIC) de Sondador de Solos e Curso Técnico Subsequente em Segurança do
Trabalho.

3. Caracterização da Região

O Distrito Federal está dividido em 30 Regiões Administrativas. O Plano Diretor de


Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT, Lei Complementar nº 803/2009)
agrupa as Regiões Administrativas do Distrito Federal em sete Unidades de Planejamento
Territorial, quais sejam: Central, Central-Adjacente 1, Central-Adjacente 2, Oeste, Norte,
Leste e Sul.

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O Campus Samambaia localiza-se na Unidade de Planejamento Territorial Oeste


e tem como objetivo atender prioritariamente às Regiões Administrativas de Samambaia
(RA XII), Gama (RA II), Águas Claras (RA XX), Recanto das Emas (RA XV), Riacho
Fundo (RA XVII) e Taguatinga (RA III).

3.1 Samambaia5

Em 1978, o Governo do Distrito Federal instituiu o Plano Estrutural de Organização


Territorial (PEOT), a partir do qual, em 1981, elaborou-se o projeto “Samambaia – estudo
preliminar”, implementado em 1982. Em 1984, foram vendidos lotes na quadra 406 e no
Setor de Mansões Leste (hoje Taguatinga), para os primeiros moradores que, em 1985,
começaram a ocupar a nova cidade.

Em 1988, foram construídas pela Sociedade de Habitações de Interesse Social


(SHIS), empresa pública pertencente ao governo local, com financiamento do Banco
Nacional da Habitação (BNH), 3.381 casas destinadas a famílias de baixa renda, em geral
funcionários públicos, que então puderam adquirir a casa própria.

Entre 1989 e 1992, chegou grande massa populacional que recebeu do Governo
do Distrito Federal, sob o sistema de concessão de uso, lotes ainda cobertos pelo cerrado
em áreas “semi-urbanizadas”.

A Região Administrativa de Samambaia, oficialmente criada em 1989,6


compreende área urbana e rural. A área urbana, com 147.907 habitantes, está dividida
entre os setores Norte e Sul. Já a parte rural, com 67.093 habitantes, é constituída pela
Área Isolada Guariroba e pelo Núcleo Rural Tabatinga. O nome da cidade deve-se ao
Córrego Samambaia, em cujas margens ainda se pode verificar a existência dessa
vegetação nativa.

5
Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.samambaia.df.gov.br>
6
A Região Administrativa XII foi criada em 25 de outubro de 1989, pela Lei nº 49/1989 e pelo
Decreto nº 11.921/1989.

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3.2 Gama7

A Região Administrativa do Gama ocupa uma área de 276,34 km² e tem como sede
a cidade satélite de mesmo nome, com 15,37 km² de área urbana, situada 33 km a
Sudoeste de Brasília.

Os limites da Região Administrativa do Gama são formados ao sul, Paralelo


16º03'S e limita a Região com os Municípios de Santo Antônio do Descoberto e Luziânia
do Estado de Goiás. O Rio Descoberto faz o limite oeste, a leste limita a Região
Administrativa de Santa Maria e ao Norte limitam as Regiões de Recanto das Emas,
Riacho Fundo e Núcleo Bandeirante. Os Decretos nºs. 11.921/1989, 14.604/1993 e
15.046/1993 fixaram os limites das Regiões Administrativas do Distrito Federal.8

3.3 Águas Claras9

Localizada entre: Taguatinga, Vicente Pires, Riacho Fundo e Park Way, distando
20 quilômetros do Plano Piloto; Águas Claras foi eleita pela classe média como cidade
refúgio. Já é possível vislumbrar Águas Claras completa daqui a alguns anos, tornando-se
uma das melhores cidades do Distrito Federal para se viver, oferecendo aos seus
moradores um vasto ambiente de beleza, gastronomia, boates, clubes, praças, calçadas,
jardins, uma biblioteca, galerias comerciais e outros.
Dos seus 808 hectares, foram reservados 403 para área verde. Avenidas,
alamedas e praças possuem nomes inspirados em plantas como: Araucárias,
Castanheiras, Flamboyant, Ipê Amarelo, etc. Os principais acessos para a cidade
compreendem a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), Estrada Parque Contorno (Pistão
Sul), Estrada Parque Vicente Pires (EPVP) e Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).
Os sinais de desenvolvimento são visíveis, cursos de línguas, academias de
ginástica, música e estabelecimentos comerciais indispensáveis ao dia a dia. Na Área de
Desenvolvimento Econômico (ADE Águas Claras), já estão funcionando cerca de 545
empresas.

7
Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.gama.df.gov.br>
8
Os Decretos nºs. 11.921/1989, 14.604/1993 e 15.046/1993 fixaram os limites das Regiões
Administrativas do Distrito Federal.
9
Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.aguasclaras.df.gov.br>

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3.4 Recanto das Emas10

A Região administrativa do Recanto das Emas foi criada em 28 de julho de 1993,


por meio da lei 510/93, com o objetivo de atender ao Programa de Assentamento do
Governo do Distrito Federal. Os antigos moradores desta região relatam que quando
foram divididos os loteamentos, esta era uma reunião de chácaras, onde se destacava
uma espécie de arbusto chamado canela-de-ema. Existia também no local um sítio
chamado Recanto, onde vivia grande quantidade de emas, espécie própria do cerrado.
Desta forma originou-se o nome Recanto das Emas. A área prevista para dar origem à
nova cidade localizava-se entre o Gama e Samambaia e era ocupada por chácaras que
pertenciam à Fundação Zoobotânica que foram desapropriadas para distribuição dos
primeiros lotes.
A época foram distribuídos 15.619 lotes para inquilinos de varias regiões
administrativas, numa previsão de 86 mil habitantes. Hoje o Recanto deixou de ser um
simples assentamento e vem se transformando numa das cidades que mais crescem no
Distrito Federal. Sua população já ultrapassa os 160 mil habitantes.
O comércio local desenvolve-se rapidamente gerando empregos e renda para os
Recantenses, sendo, segundo o Dieese, a cidade do DF que mais ofereceu vagas de
emprego no ano de 2007. Com uma área territorial de 101,48 Km2, o Recanto das Emas
fica a 25,8 km do Plano Piloto e limita-se ao norte com Samambaia, ao sul com o Gama, a
leste com Riacho Fundo II e a Oeste com município de Santo Antonio do Descoberto -
Goiás.
O Recanto das Emas conta com belíssimas reservas naturais. Em 1996, por meio
da lei 1.188 foi criado o Parque Ecológico e Vivencial do Recanto das Emas. Sua
localização é na área delimitada pela chácara Aldeia da paz, compreendendo a cabeceira
do córrego Monjolo. No parque há duas cachoeiras, corredeiras, poços, paredões e
nascentes. Essas características conferem grande valor paisagístico ao local,
proporcionando à comunidade uma área destinada à conservação, visando à manutenção
das espécies do cerrado e a garantia da qualidade dos recursos hídricos disponíveis,
além da recreação e lazer em harmonia com a preservação do ecossistema da região.

10
Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.recanto.df.gov.br>

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A principal referência da cidade é o monumento das Emas, localizado na entrada


do Recanto. A obra foi transformada em cartão postal por ser considerada também um
patrimônio da cidade. O Recanto das Emas hoje é formado por 59 quadras residenciais,
contando hoje com 100% de rede de esgoto, 100% de água potável, 95% de iluminação e
cerca de 99% de asfalto e drenagem pluvial.

3.5 Riacho Fundo11

No dia 13 de março de 1990, o Governo do Distrito Federal, dentro do programa de


erradicação das invasões existentes na periferia da capital, criou um programa de
assentamento. Famílias cadastradas na antiga SHIS, no Centro de Desenvolvimento
Social (CDS) e os moradores da quarta avenida do Núcleo Bandeirante, Funcionários do
G.D.F. no Governo Jose Aparecido de Oliveira/Roriz. Foram os primeiros moradores
avirem desbravar o Cerrado e a Terra do Riacho Fundo. Logo após fizeram parte desta
iniciativa outros moradores como do Cruzeiro, Guará, Taguatinga e o Acampamento da
Telebrasília – próximo ao Lago Paranoá – e de mas Regiões do DF originando as
outras quadras na Granja Riacho Fundo. Dessa forma, comemora-se nesta data, o
aniversário da cidade. A Granja, criada logo após a inauguração de Brasília, foi
transformada em Instituto de Saúde Mental e faz parte da Área de Preservação Ambiental
(APA).
O local possui uma grande contribuição ecológica, pois nele estão situadas
nascentes de diversos córregos – incluindo o próprio córrego Riacho Fundo, que inspirou
o nome da cidade – e onde são encontradas plantas e animais característicos. Com a
promulgação da Lei n° 620 de 15/12/93, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal
(DODF), o assentamento foi transformado na XVII Região Administrativa do Distrito
Federal – RA XVII. Em 1994 foi aprovado o Decreto n° 15.441, de 07/02/94, que criou o
parcelamento do Riacho Fundo II, que até 05 de julho de 2003 era subordinado ao Riacho
Fundo I.

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Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.riachofundo.df.gov.br>

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3.6 Taguatinga12

A cidade foi fundada em 5 de junho de 1958, em terras que anteriormente


pertenciam à fazenda Taguatinga. O nome tem origem indígena e significa "Ave-branca".
Com efeito, o gavião-tesoura - predominantemente branco - é muito comum na região,
embora não se tenha registro de o animal ser conhecido por "taguatinga". Inicialmente a
cidade se chamava vila Sarah Kubitschek, mas depois seu nome foi alterado para Santa
Cruz de Taguatinga, permanecendo apenas Taguatinga. Não raro, é chamada pelos
habitantes locais simplesmente como "Taguá".
Esta cidade-satélite foi criada para desfazer as invasões que tomavam conta de
Brasília. Os operários que se deslocaram de todo o Brasil para construir a Nova Capital
resolveram fazer ali também sua morada. Como, no entanto, eram pobres, invadiram
terras e construíram barracos, revelando para um país que cria em seu rápido
desenvolvimento, a realidade de pobreza em que vivia sua população.
Criou-se Taguatinga, afastada 19 km do Plano Piloto, nome dado à região
administrativa de Brasília em contraposição às suas cidades-satélites.

4. Justificativa e Objetivos do Curso

Conforme explicado anteriormente, a partir de consultas públicas, delimitou-se a


vocação do Campus Samambaia em função da demanda local por formação profissional
nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho, móveis e construção civil. No
Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, a área de construção civil enquadra-se no eixo
infraestrutura.

Segundo o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, o eixo Infraestrutura,

Compreende tecnologias relacionadas à construção civil e ao


transporte. Contempla ações de planejamento, operação, manutenção,
proposição e gerenciamento de soluções tecnológicas para
infraestrutura.

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Informação obtida em 20/02/2009, no sítio <http://www.taguatinga.df.gov.br>

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Vários fatores estimularam a oferta do Curso Técnico em Edificações, pertencente


ao eixo Infraestrutura: importância e tradição do curso no Brasil; vocação do campus;
demanda crescente por profissionais que atuem na área; elevada procura da comunidade
por cursos da construção civil. No próximo tópico, encontra-se um panorama da
construção civil no Brasil, com o objetivo de mostrar a importância da oferta de cursos
nessa área. Em seguida, apresenta-se um breve histórico da oferta do Curso Técnico em
Edificações para justificar a necessidade de revisão do plano de curso.

4.1 Panorama da Construção Civil no Brasil

A construção civil é o setor base para o PIB (Produto Interno Bruto). O investimento
federal no setor de construção civil com projetos como o PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) aparece em um momento importante para a economia.
Nesse panorama, a construção civil tem um papel crucial. Em 2007, ela
representou 7,32% do PIB, e foi um dos setores da economia que mais cresceu em 2008.
Com a crise mundial de 2009, uma queda no PIB (possível com um freio do crescimento
do setor) significa o fim dos sucessivos crescimentos durante o governo Lula,
principalmente no seu 2° mandato.
De acordo com a ONG Transparência Brasil, dos mais R$75 mi doados para a
campanha presidencial de 2006 de Luís Inácio Lula da Silva, pelo menos R$8 mi (10,57%
do total) foram doados por construtoras ou empresas ligadas ao setor. As doações, feitas
de forma lícita, são um exemplo de como a construção civil tem uma forte relação com
importantes setores da política brasileira.
Além do lado político/econômico, o ramo da construção civil é um dos setores mais
indicados para auxiliar no combate ao nível de desemprego que assola o país. Isso
porque emprega pessoas com baixo nível de instrução e capacitação, fazendo uso
principalmente de sua capacidade física, permitindo o acesso ao mercado de trabalho de
operários completamente desqualificados de maneira muito rápida. Além disso, é um
agente multiplicador nessa cadeia, podendo gerar mais do dobro de empregos para cada
empregado que contrata. Porém, o que se percebe é uma elevada rotatividade desta mão
de obra, sendo justamente a falta de qualificação um dos principais motivos disso, fator

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também considerado como uma das razões de haver elevado nível de acidentes do
trabalho nos canteiros de obras.
Essa importância da construção civil na política e na economia brasileira, bem
como a necessidade de melhoria da mão de obra usada pelo setor são pontos chave para
a oferta do curso Técnico em Edificações na Região Administrativa de Samambaia/DF.

4.2 Cenário da Construção Civil no Distrito Federal

Segundo o Sinduscon-DF (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito


Federal), características peculiares do mercado do Distrito Federal ajudaram o setor da
construção civil local a crescer quase o dobro da média nacional em 2008. Enquanto
dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção indicam um
crescimento nacional de 9,5%, a indústria da construção civil do DF cresceu mais de 15%,
estima o presidente do Sinduscon-DF, Elson Ribeiro e Póvoa.
O principal motivo é o diferencial do mercado consumidor do DF, formado
majoritariamente por funcionários públicos. “São pessoas com renda fixa, estável e que
ganham bem acima da média nacional. Essas pessoas veem no imóvel um bom
investimento”, explica Póvoa. É esse mercado que fará a construção civil manter o
crescimento de aproximadamente 15% em 2009.
Além disso, o próprio Sinduscon-DF comenta o fato de que várias empresas da
construção civil estão investindo em locais mais afastados de Brasília, como Gama,
Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, com o intuito de vender moradia a preço mais
acessível à população de menor poder aquisitivo.

Consideradas as características locais descritas, a escolha do Campus Samambaia


para a oferta do Curso Técnico em Edificações, no contexto dos campi do IFB, está
ancorada na realidade socioeconômica local e tem por objetivo avaliar as potencialidades
e as carências de profissionais qualificados na região. Além disso, o Campus procura
atender à região com maior concentração populacional do Distrito Federal, oferecendo
formação profissional e de escolarização de qualidade.

Sendo assim, ao final de 2010, elaborou-se o plano de curso de Edificações, cuja


proposta é articular as necessidades educacionais, culturais, econômicas e sociais das

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comunidades nas quais está inserido, possibilitando o desenvolvimento integral do


discente, por difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos que dão suporte aos
arranjos produtivos locais. Considerando-se esse contexto, definiu-se o perfil do curso
Técnico em Edificações, bem como sua matriz curricular, e sua oferta passou a ocorrer a
partir do primeiro semestre de 2011, conforme informado anteriormente.

Breve Histórico do Curso: sua oferta e a revisão do plano

Desde o primeiro semestre de sua oferta, o curso teve uma procura


considerável, com mais de mil inscritos por seleção.

Ao longo dos três primeiros semestres de sua oferta, observou-se que, apesar
de ser um curso muito procurado, os estudantes estavam com muita dificuldade para
lograr êxito, o que pode ser confirmado pelos dados a seguir, referentes ao rendimento
das primeiras turmas.

Ciclo 2011/01 – Matutino


1º módulo 2º módulo
Ingressos 42 24
Desistentes 7 2
Reprovados 5 13
Dependências 12 4

Ciclo 2011/01 – Noturno


1º módulo 2º módulo
Ingressos 40 26
Desistentes 9 7
Reprovados 9 4
Dependências 20 5

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Ciclo 2011/02 – Matutino


1º módulo
Ingressos 43
Desistentes 17
Reprovados 8
Dependências 12

Ciclo 2011/02 –Noturno


1º módulo
Ingressos 41
Desistentes 17
Reprovados 19
Dependências 8

Os números relativos à desistência, reprovação e dependência conduziram o


corpo docente e a equipe pedagógica à realização de reflexões para que esse quadro
pudesse ser revertido. Há de se considerar que são enfrentados grandes desafios no
processo de ensino-aprendizagem não só em relação ao técnico em edificações, e sim
em relação a todos os técnicos subsequentes ofertados no campus. No caso dos cursos
técnicos subsequentes, os alunos que os cursam já fizeram a educação básica.
Entretanto precisamos considerar as lacunas ainda existentes mesmo entre aqueles que
fizeram ensino fundamental e médio. Os dados do Indicador Nacional de Alfabetismo
Funcional (INAF)13 de 2009 provam isso: entre os que cursaram alguma série ou
completaram o Ensino Médio, apenas 38% atingem o nível pleno de alfabetismo14 (que
seria esperado para 100% deste grupo).
Esses dados precisam ser levados em consideração para que se compreenda
o resultado obtido pelos estudantes de Edificações. Esse curso apresenta certa

13
Conferir os dados no relatório do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional de 2009, disponível em
http://www.ibope.com.br/ipm/relatorios/relatorio_inaf_2009.pdf. Acesso em 18/08/2011.
14
O INAF define 4 níveis de alfabetismo: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo
pleno. Neste último nível, encontram-se as pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e
interpretar textos em situações usuais: leem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e
avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e síntese. Quanto à matemática, resolvem
problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de
interpretar tabela de dupla entrada, mapas e gráficos.

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densidade e requer do aluno diversas habilidades, principalmente relacionadas à


matemática e ao raciocínio lógico. Entretanto, boa parte dos alunos que ingressam no
curso ainda apresentam diversas lacunas: alguns, com alfabetismo rudimentar, não
conseguem realizar com segurança sequer as quatro operações matemáticas básicas;
outros, com, alfabetismo básico, mostram limitações quando as operações requeridas
envolvem maior número de elementos, etapas, relações.
O que fazer, então, diante dessa situação? Os alunos trarão essas lacunas
para a instituição mesmo tendo finalizado a educação básica, haja vista as pesquisas
realizadas em relação ao nível de compreensão leitora e de cálculo. Não é possível
continuar permitindo a progressão de um estudante, em um curso de formação
profissional, com esse grau de dificuldade. Dessa forma, a equipe concluiu pela
necessidade de revisão do plano de curso, com o objetivo de procurar ofertar uma
educação profissional de qualidade e verdadeiramente inclusiva.
Constituiu-se uma comissão composta por professores da construção civil, por
professores da área propedêutica e por representante da equipe pedagógica para a
revisão do plano. Considerando a experiência obtida por meio da oferta do referido curso
e tomando como base outras organizações curriculares, a equipe de construção civil
apresentou uma proposta que sugere os dois primeiros módulos como sendo uma
fundamentação básica para que o estudante possa seguir seu itinerário formativo. Essa
fundamentação básica seria pré-requisito para os demais módulos. Isso foi sugerido em
decorrência da grande dificuldade enfrentada pelos alunos nos dois primeiros módulos do
curso. Caso não se faça esse trabalho básico no primeiro ano, a equipe considera que os
estudantes continuarão fadados ao fracasso, uma vez que eles não chegam de fato com
habilidades básicas para que possam desenvolver os componentes técnicos com sucesso
desde o início do curso.
O módulo 1, da forma como foi proposto, visa a desenvolver no aluno
habilidades básicas para que ele tenha condições de seguir no curso, conforme se
observa nos componentes a seguir: Matemática Básica; Português Instrumental; Física
Aplicada; Informática Básica; Técnicas de Construção Civil; Desenho Básico; Materiais de
Construção I e Artes na Construção Civil. Alguns esclarecimentos devem ser feitos em
relação a esses componentes. No plano de Edificações atualmente em vigor, há, no

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primeiro módulo, um componente denominado Resistência de Materiais (Resmat) que,


juntamente com Matemática Aplicada, tem causado muita dificuldade. Para que sejam
desenvolvidas as bases tecnológicas previstas para Resmat, os estudantes precisam de
conhecimentos básicos da Física, os quais a maioria não traz da educação básica. Em
relação à Matemática Aplicada, concluiu-se haver a necessidade de realizar um
nivelamento, explorando, no primeiro módulo, a Matemática Básica (cuja carga horária foi
ampliada nessa nova versão, tendo passado de 40h para 60h) para que seja possível
propor, posteriormente, a aplicação desse conhecimento. Nessa proposta, a Matemática
Aplicada será desenvolvida de forma diluída pelos professores nos componentes
técnicos.
A Informática do primeiro módulo também é básica, para que seja feito um
nivelamento, e nos módulos subsequentes haverá componentes que desenvolvem a
Informática aplicada à área. Em relação a Português Instrumental, devido às dificuldades
de leitura, propõe-se um aumento de 20h na carga horária (Português Instrumental, que
contava com 40h, passa para 60h). Essa proposta também prevê, ao final do curso,
quando os estudantes precisam produzir um grande número de relatórios, um
componente voltado para a produção desse gênero. Diante dessa necessidade, sugeriu-
se, então, que houvesse uma redução, no módulo IV, da carga horária de Gestão de
Resíduos (passou de 40h para 20h com a justificativa de que o foco do componente recai
apenas na gestão de resíduos da construção) e que fosse criado outro componente para
consolidar as habilidades necessárias para a elaboração de relatórios. Nesta revisão,
portanto, inclui-se o componente Elaboração de Relatórios com 20h no módulo IV, cujo
objetivo é dar subsídios aos alunos para que eles elaborem o relatório final de estágio. A
avaliação desse componente seria uma espécie de “qualificação” para a apresentação do
relatório final de estágio, que será submetido a uma banca de avaliadores.
Ainda nesse primeiro módulo, os componentes Técnicas de Construção Civil e
Materiais de Construção I servirão para ambientar o aluno na área. Essa foi uma sugestão
da equipe para que o aluno pudesse ser paulatinamente inserido em uma área que requer
uma inserção gradativa.
Cabe ainda destacar a presença de Desenho Básico nesse módulo de
fundamentação básica. Ressalta-se que o componente Arte na Construção será

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desenvolvido de forma integrada com o componente Desenho Básico, experiência cujo


piloto já ocorreu nas turmas em curso e cujos resultados são muito positivos.
A partir do módulo II, os estudantes terão contato com componentes técnicos
que lhes trarão a base do curso de Edificações. Cabe esclarecer ainda que se fez a
proposta de ampliar a carga horária de CAD, bem como de ofertar esse componente em
dois módulos, CAD I e II, em virtude dos seguintes fatores: solicitação dos alunos para
que houvesse CAD em mais de um módulo, em virtude das exigências do mercado e das
dificuldades que eles enfrentam para apropriar-se do CAD; necessidade de maior contato
dos alunos em um componente que é inteiramente desenvolvido em laboratório; demanda
crescente de profissionais que dominem CAD. Acredita-se que o maior contato com esse
componente poderá promover inserção mais efetiva no mercado de trabalho, visto que a
aceitação do currículo poderá ser mais positiva. A ampliação da carga horária de CAD no
módulo II também se justifica pelo perfil desse módulo: Desenhista da Construção Civil.
No que diz respeito aos módulos III e IV, deve-se ressaltar que alguns
componentes presentes no primeiro plano de curso de Edificações foram retirados porque
o corpo docente avaliou que suas habilidades e bases tecnológicas poderiam ser
incorporadas em outros componentes. Nesses módulos, a equipe também considera a
importância de se desenvolver o projeto integrador (PI). Concluiu-se que o PI ocorrerá nos
dois últimos módulos porque os alunos estarão ambientados com o curso, o que deverá
ocorrer nos dois primeiros módulos. A equipe decidiu ainda que esse projeto deverá ter
reservada carga horária específica para a sua orientação, tendo sido destinadas ao todo
40h de orientação para o PI, 20h no módulo III e 20h no módulo IV.
Com essa proposta de reformulação, o campus Samambaia espera oferecer
condições de proporcionar a aprendizagem a todos os alunos, independentemente das
lacunas por eles trazidas. Sendo assim, levando em consideração, por um lado, a meta
de inclusão e, por outro, a defasagem de aprendizagem dos alunos, a área de construção
civil propõe a revisão do plano do curso técnico em Edificações. A equipe do campus crê
que a organização curricular sugerida nesta revisão poderá acarretar a melhoria nos
índices de aprovação, a redução no número de desistentes e a diminuição do número de
alunos em dependência.

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Ressalte-se ainda a necessidade de realizar esse ajuste no curso para que se


possa de fato atender ao público que ingressa nos cursos técnicos subsequentes por
meio do sorteio, o que amplia muito a heterogeneidade das turmas, exigindo que
estratégias diferenciadas sejam pensadas para a promoção da inclusão desses
estudantes. A equipe avalia que essa inclusão ocorrerá apenas quando a Instituição for
capaz de apresentar propostas que possibilitem a permanência - com sucesso - dos
estudantes no curso, e não apenas o seu ingresso. Esta revisão do plano de Edificações
pautou-se justamente nesse objetivo.

4.3 Objetivos

O Instituto Federal de Brasília, ao oferecer o Curso Técnico em Edificações,


subsequente ao nível médio, tem os seguintes objetivos:

 Oferecer condições para que o estudante desenvolva as habilidades e


competências profissionais gerais requeridas pela área da construção civil, de
modo a facilitar e ampliar suas possibilidades de atuação e interação com outros
profissionais;

 Desenvolver as habilidades e competências específicas relacionadas ao perfil de


conclusão da habilitação de Técnico em Edificações e das qualificações
intermediárias que compõem seu itinerário profissional;

 Formar profissionais que dominem os conhecimentos técnicos e científicos em seu


campo de atuação, tenham capacidade de resolver pelo raciocínio seus problemas
cotidianos de cunho profissional, sejam habituados a pesquisas e possuam valores
de responsabilidade social, justiça e ética profissional;

 Qualificar profissionais para o trabalho em equipe, desenvolvendo sua capacidade


de interação oral e escrita;

 Criar condições para uma aprendizagem fundamentada pela prática, por meio de
metodologias que contextualizem e exercitem o aprendizado, com vistas à
autonomia do educando e à sua atuação profissional;

 Habilitar os estudantes para atuar na área de construção civil de modo sustentável.


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5. Requisitos de Acesso ao Curso

O Curso Técnico em Edificações, subsequente ao nível médio,


é oferecido aos estudantes que possuem certificado de conclusão do ensino médio ou
equivalente, de acordo com a lei vigente, a ser apresentado no ato da matrícula.

A oferta de vagas é divulgada por edital – publicado na imprensa oficial, no sítio do


IFB e em pelo menos um jornal local de grande circulação – com indicação de requisitos,
condições e sistemática do processo, além do número de vagas oferecidas.

A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional


orientam que o ensino deverá ser ministrado com base em princípios como "igualdade de
condições para o acesso e a permanência na escola". Nesse sentido, o IFB, por meio de
seus órgãos colegiados, define suas próprias estratégias de seleção de estudantes, de
sorte a contemplar situações diferenciadas e equalizar as oportunidades de ingresso para
candidatos com dificuldades específicas de garantir seu direito de acesso à qualificação
profissional.

A Resolução 014/2012 que regulamenta o ensino técnico de nível médio do IFB


deixa claro em seu Capitulo III, Seção III, Artigo 21que a oferta de vagas e as formas de
ingresso serão definidas a cada período letivo, em específico. O parágrafo 1 define que as
diferentes modalidades de admissão e a oferta de vagas para cada curso deverão
obedecer à política institucional de ingresso constante no PPI. E por fim, no parágrafo 2
está escrito que as normas, os critérios de seleção, os programas e a documentação dos
processos seletivos constarão em edital normatizado pela Pró-Reitoria de Ensino de
acordo com a legislação vigente.

6. Perfil Profissional de Conclusão dos Egressos do Curso

6.1 Habilitação: Técnico em Edificações

O Técnico em Edificações, no exercício pleno de suas atribuições:

 Desenvolve e executa projetos de edificações conforme normas técnicas de


segurança e de acordo com legislação específica;

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 Planeja a execução e elabora orçamento de obras;

 Presta assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas


tecnológicas na área de edificações;

 Orienta e coordena a execução de serviços de manutenção e de instalações em


edificações;

 Orienta na assistência técnica para compra, venda e utilização de produtos e


equipamentos especializados da construção civil.

6.2 Campo de trabalho:

 Indústrias de construção civil;

 Empresas de projetos;

 Setores de manutenção preventiva e preditiva;

 Estabelecimentos de ensino;

 Prefeituras e outros órgãos governamentais;

 Comércio de materiais de construção;

 Profissional liberal.

7. Organização Curricular do Curso

7.1 Estrutura modular e semestral

O Curso Técnico em Edificações, subsequente ao nível médio, obedece ao


disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; no Decreto Federal nº
5.154, de 23 de julho de 2004; na Portaria MEC nº 646, de 14 de maio de 1997; no
Parecer CNE/CEB nº 17/97, de 03 de dezembro de 1997; no Parecer nº 16/99, de 5 de
outubro de 1999; na Resolução CNE/CEB nº 04/99, que estabelece as diretrizes
curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico.

A organização curricular do curso tem as seguintes características:

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I. Atendimento às demandas dos cidadãos, do mercado e da sociedade;

II. Conciliação das demandas identificadas com a vocação, a capacidade institucional


e os objetivos do IFB;

III. Estrutura curricular elaborada de modo a evidenciar as competências gerais da


área profissional e específicas de cada habilitação;

IV. Articulação modular das competências;

V. Certificações intermediárias com qualificação profissional ao término dos módulos


II, III e IV, proporcionadas a um conjunto de competências técnicas identificadas no
mercado de trabalho, permeadas por competências complementares à formação
profissional;

VI. Carga horária semestral programada de forma a otimizar o período total para a
execução do curso;

VII. Projeto integrador envolvendo as bases tecnológicas específicas e suas


competências, desenvolvido nos módulos III e IV;

VIII. Estágio curricular supervisionado obrigatório de 160 horas, podendo ser realizado a
partir da conclusão do Módulo I.15

7.2 Itinerário formativo

O Curso Técnico de Edificações, na modalidade subsequente, é um curso


profissionalizante de nível médio com organização curricular própria, organizado em
quatro módulos de aprendizagem, articulados e estruturados de acordo com os
Referenciais Curriculares do MEC/SEMTEC que analisam o processo de produção da
área de Construção Civil, dividido nas funções de Planejamento e Projeto, Execução e
Manutenção e Restauração. Cada módulo contempla um conjunto de competências e
habilidades, visando à construção paulatina do perfil do profissional. O processo produtivo

15
O regulamento da prática profissional especificará necessidades e exigências para a realização do
estágio curricular. Casos especiais de prática profissional serão avaliados e aprovados pelo Colegiado do
curso e pela Direção de Ensino.

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da Área de Construção Civil está estruturado em três funções básicas, cada uma com
suas subfunções, reconhecidas no curso pelas competências esperadas (Tabela 7.1).

Tabela 7.1: Organização das áreas de conhecimento em relação às competências


esperadas para o egresso

Elaboração de
Elaboração de Elaboração de
Planejamento estudos de viabilidade técnico econômica
estudos e projetos planejamento de
e Projeto de empreendimentos,
técnicos obras
de laudos avaliativos, de plantas de valores.
Instalação e Controle de
Execução Execução de obras
gerenciamento do canteiro de obras processos
Manutenção Execução de
Instalação e Controle de
e obras de manutenção
gerenciamento do canteiro de obras processos
Restauração e restauração

Por meio da análise das competências, habilidades e bases tecnológicas contidas


nos Referenciais Curriculares e com base na revisão do plano de curso, pautada na
experiência em relação á sua oferta, chegou-se a uma proposta de organização curricular
estruturada em quatro módulos de aprendizagem mais o estágio curricular, assim
discriminado, destacando-se o caráter de fundamentação básica presente no módulo I:

I. Módulo I: Fundamentos
II. Módulo II: Projeto de Edificações
III. Módulo III: Planejamento de Edificações
IV. Módulo IV: Execução e Manutenção de Obras
V. Estágio Curricular

Completando os quatro módulos e o estágio curricular, o aluno receberá o Diploma de


Técnico em Edificações. É importante salientar a possibilidade de o estudante realizar o
estágio somente após a finalização dos quatro módulos, devendo-se, entretanto, reforçar
o período máximo para a sua finalização: dois anos após a finalização dos quatro
módulos.

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7.3 Fluxograma do curso

O fluxograma da Figura 7.1 apresenta as possibilidades de trajetos formativos que


podem ser seguidos à escolha do estudante:

Processo
Seletivo

Módulo I:

Fundamentos
300 h/relógio

Certificação: Sem
Certificação

Módulo II:

Desenhista da
Construção Civil
300 h/relógio

Certificação:
Desenhista da
Construção Civil

Módulo III: Módulo IV:

Projetista Orçamenttista
Estágio Curricular 284 h/relógio
Supervisionado
300 h/relógio
Administrado a partir da conclusão
do módulo Formação Básica.
Certificação: 160 h/relógio Certificação:
Projetista Orçamentista

Diploma de Habilitação de Técnico em:

Edificações
1344 h/relógio

Figura 2 - Fluxograma do Curso de Edificações, subsequente ao nível médio.

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7.4 Carga horária e componentes curriculares por módulo

Tabela 7.2 - Organização curricular do Curso Técnico em Edificações


Módulo 01
Fundamentos
Pré-requisito: Aprovação no processo seletivo
Componentes Curriculares h Aula h Relógio Aulas/semana
Matemática Básica 60 50 3
Português Instrumental 60 50 3
Física Aplicada 40 33 2
Informática Básica 40 33 2
Técnicas da Construção Civil 40 33 2
Desenho Básico 60 50 3
Materiais da Construção I 40 33 2
Artes na Construção Civil 20 17 1
Totais 360 300 18
Certificação: Não há

Módulo 02
Desenho
Pré-requisito: Módulo 01
Componentes Curriculares h Aula h Relógio Aulas/Semana
Mecânica dos Solos 80 67 4
Desenho Arquitetônico 60 50 3
Técnicas da Construção Civil II 60 50 3
Desenho Auxiliado por Computador I 60 50 3
Sistemas Estruturais I 60 50 3
Materiais da Construção II 40 33 2
Totais 360 300 18
Certificação: Desenhista da Construção Civil

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Módulo 03
Projeto
Pré-requisito: Módulos 01 e 02
Componentes Curriculares h Aula h Relógio Aulas/semana
Projeto Arquitetônico 60 50 3
Sistemas Estruturais II 60 50 3
Instalações Elétricas 60 50 3
Fundações 40 33 2
Instalações Hidrossanitárias 60 50 3
Desenho Auxiliado por Computador II 60 50 3
Projeto Integrador I 20 17 1
Totais 360 300 18
Certificação: Projetista

Módulo 04
Orçamento
Pré-requisito: Módulos 01 e 02
Componentes Curriculares h Aula h Relógio Aulas/semana
Topografia 60 50 3
Higiene e Segurança do Trabalho 40 33 2
Gestão de Resíduos 20 17 1
Orçamento e Planejamento 80 67 4
Empreendedorismo 40 33 2
Ética e Responsabilidade Social 20 17 1
Informática Aplicada 40 33 2
Elaboração de Relatórios 20 17 1
Projeto Integrador II 20 17 1
Totais 340 284 17
Certificação: Orçamentista de Obras

Curso Técnico em Edificações


Módulos h Aula h Relógio Aulas/semana
01 – Fundamentos 360 300 18
02 – Projeto de Edificações 360 300 18
03 – Planejamento de Edificações 360 300 18
04 – Execução de Obras 340 284 17
Estágio Supervisionado 160
Totais 1420 1344

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6.5. Competências/Habilidades/Bases tecnológicas e Componentes Curriculares

Módulo I: Fundamentação Básica Carga horária: 360 h/a


Eixo Tecnológico: Construção Civil
Título da Qualificação: Sem Terminalidade
Perfil do módulo: Formação dos conhecimentos técnicos básicos

Componentes
Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Curriculares
 Compreensão da  Resolver problemas práticos utilizando os  Operações básicas
linguagem matemática, conceitos de proporção e porcentagem;  Razão e proporção
para formulação e  Desenvolver de forma aplicada as noções  Porcentagem
interpretação de básicas trigonométricas;  Regra de três simples
 Matemática
problemas e suas
Utilizar as áreas de figuras planas e espaciais  Trigonometria do triângulo retângulo
Básica
dentro da construção civil;  Áreas de superfícies planas
aplicações na área de  Calcular volumes de figuras geométricas  Geometria espacial: cubo,
construção civil. espaciais. paralelepípedo, cilindro, cone, e esfera.

 Compreensão e  Relacionar as variedades linguísticas a  Uso da língua portuguesa em diferentes


utilização da língua situações específicas de uso social; contextos e circunstâncias sociais.
portuguesa como  Reconhecer os usos da norma padrão da  Diretrizes para leitura e interpretação de
língua materna, língua portuguesa nas diferentes situações de textos diversos.
geradora de comunicação;  Normas para elaboração de resumo,
significação e  Utilizar estratégias e procedimentos de leitura resenha crítica, relatório.
Português
integradora da para a compreensão e interpretação de  Elaboração de apresentações. Instrumental
organização do mundo textos;  Modos de organização da composição
e da própria identidade.  Identificar os elementos que concorrem para a textual; atividades de produção escrita e
progressão temática e para a organização e de leitura de textos gerados nas

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estruturação de textos de diferentes gêneros diferentes esferas sociais - públicas e


e tipos; privadas.
 Analisar a função da linguagem predominante  Organização da macroestrutura
nos textos em situações específicas de semântica e a articulação entre ideias e
interlocução; proposições (relações lógico-
 Inferir em um texto quais são os objetivos de semânticas).
seu produtor e quem é seu público alvo, pela  Formas de apresentação de diferentes
análise dos procedimentos argumentativos pontos de vista; organização e
utilizados; progressão textual; papéis sociais e
 Reconhecer e relacionar, em diferentes comunicativos dos interlocutores, relação
textos, opiniões, temas, assuntos e recursos entre usos e propósitos comunicativos,
linguísticos; função sociocomunicativa do gênero,
 Produzir argumentos com base em aspectos da dimensão espaço-temporal
informações técnicas; em que se produz o texto.
 Utilizar a redação técnica na elaboração de  Uso dos recursos linguísticos em relação
relatórios; ao contexto em que o texto é constituído:
 Produzir textos com coerência e consistência. elementos de referência pessoal,
 Elaborar apresentações e palestras. temporal, espacial, registro linguístico,
grau de formalidade, seleção lexical,
tempos e modos verbais; uso dos
recursos linguísticos em processo de
coesão textual: elementos de articulação
das sequências dos textos ou à
construção da micro estrutura do texto.
 Compreensão da  Realizar operações básicas com vetores;  Transformação de unidades
linguagem física e  Aplicar a lei de Hooke;  Grandezas escalares e vetoriais;
matemática, para  Calcular Centro de Massa, Momento de  Operações básicas com vetores e suas
formulação, Inércia e Produto de Inércia de seções aplicações;
interpretação e simples;  Lei de Hooke;
Física Aplicada
resolução de  Equilíbrio do ponto material
problemas e suas  Momento de uma força
aplicações na área de  Definições e propriedades de Centro de
construção civil. Massa

31
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 Citar as principais mudanças ocorridas na


 Utilização de  Introdução à informática: histórico e
evolução da tecnologia da informação;
computadores e seus evolução.
 Descrever os componentes de um
periféricos, assim como
de recursos
computador;  Hardware e Software.
 Diferenciar Hardware de Software;
tecnológicos digitais  Principais periféricos e componentes do
referentes a esta  Utilizar os principais softwares básicos,
computador.
ferramenta conforme utilitários e aplicativos;
Informática Básica
sua necessidade.  Utilizar editores de textos, planilhas  Editor de texto, planilha eletrônica e
eletrônicas e aplicativos de apresentação; aplicativos de apresentação.
 Pesquisar e obter informações na Internet.
 Sistema operacional.
 Conceitos básicos de internet:
navegação, e-mail e sites de busca.

 Representar objetos por meio de desenhos  Formatos de papel, instrumentos para


 Compreensão e
técnicos, conforme as convenções de desenho desenho manual;
utilização de representações
aceitas, e de forma adequada para a reprodução  Desenho geométrico básico e noções de
gráficas para o desenho de
industrial. geometria descritiva;
objetos, de acordo com as
convenções da norma  Espaço tridimensional e representação
brasileira, e de forma bidimensional;
adequada para a reprodução  Desenhos em projeção ortográfica;
industrial.  Perspectiva oblíqua e isométrica com
Desenho Básico
instrumentos;
 Desenho de croquis e perspectiva cônica
sem instrumentos;
 Noções de escala e proporções;
 Caligrafia técnica, convenções de
desenho técnico, normalização do desenho
técnico;
 Levantamento e medição de edificações;
 Identificar as fases da obra;  Serviços preliminares.
 Conhecimento da
 Descrever os processos construtivos;  Limpeza do terreno.
Técnicas da
sequência construtiva de Construção Civil I
 Escolher o processo construtivo mais  Tapumes.
obras de modo entender
adequado a cada tipo de obra;

32
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o funcionamento da  Identificar as interdependências entre os  Locação da obra.


cadeia da indústria da serviços em uma obra.  Movimento de terra: corte, aterro,
construção civil. escavação de valas, aterro do caixão.
 Fundações: tipos, cintamento, fôrmas,
ferragens, concreto.
 Superestrutura: tipos, fôrmas, ferragens,
concreto.
 Alvenarias e Vedações: tipos,
amarração, vergas.
 Coberturas e Telhados: tipos,
madeiramento e telhamento.

 Conhecimento das  Identificar, selecionar e classificar material  Introdução aos materiais aplicados na
propriedades dos bibliográfico, pertinente ao assunto construção civil;
materiais de construção  Realizar ensaios tecnológicos de laboratório e  Características exigidas nos materiais de
civil tendo em vista sua de campo. construção: propriedades mecânicas,
correta especificação e a  Avaliar propriedades dos materiais. físicas e químicas;
fiscalização por ocasião  Elaborar relatórios técnicos  Classificação dos materiais aplicados na Materiais da
do recebimento na obra  Controlar a qualidade dos materiais construção: agregados miúdos e graúdos, Construção I
 Interpretar legislação e normas Técnicas aglomerantes, aditivos, concreto,
 Utilizar corretamente os materiais. argamassa;
 Aplicar métodos de classificação de materiais.  Elaboração de traços de argamassa e de
 Identificar métodos de ensaios tecnológicos concreto;
nos materiais.  Ensaios tecnológicos de laboratório
 Inferir sobre as elaborações artísticas,  Fruição de obras de arte de diferentes
 Apreender o conceito de
principalmente aquelas relacionadas ao espaço épocas e sociedades.
representação na arte,
urbano e à arquitetura, significando as  Apreciação e identificação da relação
relacionando objetos
especificidades de cada obra/movimento forma/função em diversos projetos
artísticos de épocas Artes na
estético; arquitetônicos e urbanísticos.
distintas a determinados Construção Civil
 Reconhecer o conceito de representação nas  Representação por meio de desenho e
valores e conhecimentos
proposições arquitetônicas, a fim de vinculá-las elaboração de oralidade.
das sociedades.
aos modos de apreensão em relação do ser
com o mundo;

33
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 Construir argumentos a fim de abordar os


sentidos criados na apreciação das obras,
inserindo os objetos em um determinado
contexto sócio histórico.

Matemática Básica
Bibliografia Básica:
DANTE, Luiz Roberto. Matemática. Volume Único. Editora Ática, 2009;
IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; DEGENSZAJN, David; PÉRIGO, Roberto. Matemática. Volume Único. Atual Editora, 2007;
GIOVANNI, José Ruy; BONJORNO, José Roberto; GIOVANNI JR, José Ruy. Matemática Fundamental – Uma Nova Abordagem. Volume
Único. Editora FTD

Bibliografia Complementar:
ANDRÉ, Jorge. Ensinar e Estudar Matemática em Engenharia. Ed. Universidade de Coimbra, 2008;
BLACHEYRE, Affonso. Construção Civil, Teoria e Prática: Matemática, desenhos e técnicas. Ed Hemus, 2005;
FACCHINI, Walter. Matemática para a Escola de Hoje. Ed. FTD, 2006.
FERNANDES, Adelino Goldinho. Matemática Prática para a Construção Civil ao Alcance de Todos. CETOP, São Paulo, 1985;
PEREIRA, José Fernando Fernandes. Fundamentos de Matemática para Engenharia. Ed. Plêiade, 2005;

Português Instrumental
Bibliografia Básica:
MACHADO, A. R; LOUSADA, E. & ABREU-TARDELLI, L. Resumo. São Paulo: Editora Parábola, 2004. (Coleção Leitura e
produção de textos técnicos e acadêmicos)
MACHADO, A. R; LOUSADA, E. & ABREU-TARDELLI, L. Resenha. São Paulo: Editora Parábola, 2004. (Coleção Leitura e
produção de textos técnicos e acadêmicos)
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português instrumental. 28. ed. São Paulo: Sagra Luzzatto, 2009. 558 p.

34
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Bibliografia Complementar:
PEIXOTO, F. B. Redação na vida profissional: setores público e privado. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Física Aplicada
Bibliografia Básica:
MATIAS, Roque e FRATTEZZI, André. Física Geral para o ensino médio: volume único. 2ª edição. São Paulo: Harbra, 2011.
FERRARO, Nicolau e SOARES, Paulo Toledo. Física Básica: volume único. 2ª edição. São Paulo: Atual, 2004.
GUIMARÃES, Luiz Alberto e FONTE BOA, Alberto. Física: Mecânica. Niterói, RJ: Futura, 2004.
RAMALHO JUNIOR, Francisco e SOARES, Paulo Antônio de Toledo. Física: Os fundamentos da física I. 10 ed. São Paulo: Moderna, 2010.
DOCA, Ricardo Helou; BISCUOLA, Gualter José e VILLAS BOAS, Newton. Física: Conecte física I. São Paulo: Saraiva, 2011.

Informática Básica
Bibliografia Básica:
COSTA, Renato da; ÁQUILA, Robson. Informática Básica. [S.l.]: Impetus, 2009. 320 p.
LANCHARRO, Eduardo Alcalde; LOPEZ, Miguel Garcia; FERNANDEZ, Salvador Peñuelas. Informática básica. Tradução de Sérgio Molina.
São Paulo: Pearson Makron Books, 2004. 269 p.
MANZANO, André Luiz N. G.; MANZANO, Maria Izabel N.G. Estudo dirigido de informática básica. 7. ed. rev. atual. ampl. São Paulo: Érica,
2007. 250 p. (Coleção P.D)
SILVA, Mário Gomes da. Informática: terminologia básica: Windows XP, Word XP, Excel XP, Access XP, PowerPoint XP. 3. ed. São Paulo:
Érica, 2007. 382 p.

Bibliografia Complementar:
ERIBERTO M. F., João. Descobrindo o Linux: entenda o sistema operacional gnu/linux.Novatec. 2007.

Desenho Básico
Bibliografia básica:
FRENCH, Thomas E.; VIERCK, Charles J. Desenho técnico e tecnologia gráfica. 8. ed. São Paulo: Globo, 2005.
PUTNOKI, José Carlos. Elementos de geometria e desenho geométrico.4ed. São Paulo: Scipione, 1993.
MONTENEGRO, Gildo A. Geometria descritiva. São Paulo: Blucher, 1999.

35
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Representação de Projetos de Arquitetura - NBR 6492. Rio de Janeiro:
ABNT, 1994.

Bibliografia Complementar:
SILVA, Arlindo; RIBEIRO, Carlos Tavares; DIAS, João. Desenho técnico moderno. São Paulo: LTC, 2006.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2º. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.

Técnicas da Construção Civil I


Bibliografia Básica:
Azeredo, Helio Alves. O Edifício até sua Cobertura. 2ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1997.
Azeredo, Helio Alves. O Edifício e seu acabamento. São Paulo: Edgard Blucher, 1987.
BAUD, G. Manual da Construção. 5. Ed. São Paulo: Hemus, 1978;
CHAVES, Engº Roberto. Como construir uma casa. Ediouro;
MORAES, Marcelo Cunha. Estruturas de Fundações. 3. Ed. São Paulo: Macgraw-Hill, 1976;
PIANCA, João Batista. Manual do Construtor. vol.1 E2,1. Ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1970;
PINI. Tecnologia de edificações. 1.Ed. 1988;
RICARDO, Hélio S. Manual prático de escavação, terraplenagem. 2.Ed. 1990;
RIPPER, Ernesto. Como evitar erros na construção, PINI, 1996;
RIPPER, Ernesto. Tabela para canteiro de obras. 1.Ed. São Paulo: PINI, 1988;
THOMAS, Ércio. Trincas em edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: PINI, 1990;

Bibliografia Complementar:
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. vol. 2, 6ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2010.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. vol. 1, 9ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2010.
Milber, Fernandes G. Caderno de Encargos. São Paulo: PINI. 5ª ed, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normas do CB 18;
Qualidade na Aquisição de Materiais e Execução de Obras – CTE, SEBRAE/SP – PINI – 1996;

Materiais de Construção I
Bibliografia Básica:

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ISAIA, Geraldo C. Concreto: Ensino, pesquisa e realizações. São Paulo: Ibracon, 2006. Vol I e II.
_____. Materiais de Construção Civil. Vol I e II. São Paulo: Ibracon, 2007.
HELENE, P.; TERZIAN, P. Manual de Dosagem e Controle do Concreto. São Paulo, 1992.
BAUER, L. A.F: Materiais de construção. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1994. Vol. I e II.

Bibliografia Complementar:
PETRUCCI, E. G. R. Concreto de cimento Portland. 13. ed. São Paulo: Globo, 1995.

Artes na Construção Civil


Bibliografia Básica:
BUORO, Anamelia Bueno. Abra as asas sobre nós. São Paulo: Companhia editora nacional, 2008.
FRANCASTEL, Pierre. A Realidade Figurativa. São Paulo: Perspectiva, 2009.
MARAVALHAS, Nelson. A tarefa infinita. Brasília: Ed do autor, 2007.

Filme:
MACIEL, Fabiano. A vida é um sopro. Documentário, 90 minutos, 2007.

Bibliografia Complementar:
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

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Módulo II: Desenhista de projetos Carga horária: 360 h/a


Eixo Tecnológico: Construção Civil
Título da Qualificação: Desenhista de Construção Civil
Perfil do módulo: Desenvolvimento de desenhos de construção civil de até o porte determinado por sua atribuição profissional.

Componentes
Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Curriculares
 Compreensão dos  Identificar as propriedades físicas dos solos;  Origem e formação dos solos;
princípios e conceitos  Executar os ensaios de caracterização dos  Textura dos solos;
fundamentais da solos;  Índices físicos;
Mecânica dos Solos e  Classificar os solos segundo suas  Coleta de Amostras Indeformadas e
suas implicações práticas propriedades físicas e suas características. Deformadas;
Mecânica dos
 Preparação de amostras;
Solos
 Ensaios de Umidades;
 Ensaio de Balança Hidrostática;
 Ensaio de Análise Granulométrica;
 Ensaios de Limites de Attemberg;
 Compactação dos solos.
 Compreensão e utilização  Representar projetos arquitetônicos por meio  Aplicação das normas técnicas para a
das ferramentas de desenho de desenhos técnicos, sem mediação representação de projetos arquitetônicos;
técnico, para a representação computadorizada, conforme as convenções  Reprodução dos elementos básicos do
gráfica de projetos de desenho aceitas; projeto arquitetônico em nível de projeto
arquitetônicos, de acordo com  Ser capaz de desenvolver cortes e básico (implantação/situação, plantas,
Desenho
as convenções da norma detalhamentos simples de projetos básicos. cortes e elevações).
Arquitetônico
brasileira.  Dimensionamento (cotas parciais e geral,
cotas de vãos de portas e janelas, níveis
de piso, cotas verticais, altura do ponto
da cobertura, terminação dos beirais);
 Codificação e especificação de
pavimento, revestimento, esquadrias,

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forro e outros componentes;


 Noções de detalhamento arquitetônico
simplificado de escada, rampas, telhado,
esquadrias e áreas molhadas.
 Identificar as fases da obra;  Processos e procedimentos
 Conhecimento da
 Descrever os processos construtivos; metodológicos de aplicação de
sequência construtiva de
 Escolher o processo construtivo mais Impermeabilização.
obras de modo entender o
adequado a cada tipo de obra;  Esquadrias: processos e metodologias de
funcionamento da cadeia
da indústria da construção  Identificar as interdependências entre os assentamento de Portas, Janelas,
serviços em uma obra. Portões, Grades, Ferragens e
civil.
Mecanismos.
 Instalações Domiciliares Hidrossanitárias,
Elétricas e Telefônicas: Interpretação de
projeto, cuidados gerais e terminologias
de instalações.
 Revestimentos: As argamassas;
Azulejos; Cerâmicas e Pedras naturais Técnicas da
para revestimentos. Construção Civil
 Forros: Os tipos adequados e sua II
ambientação.
 Pavimentação: Tipos de piso; Dados
Técnicos; Materiais e aplicação.
 Louças e Metais: A adequação ao Uso;
Higiene e economia; Tipos de louças e
metais.
 Pinturas: Classificação; Constituintes das
tintas e emulsões; Metodologias de
aplicação.
 Limpeza Permanente e final do
empreendimento.
 Check-list de final de obra.

39
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 Representação adequada  Conhecer e utilizar a ferramenta de  Conceitos Preliminares de Computação


de projetos de obras e computação gráfica em 2D, em seus comandos Gráfica;
edificações pelo uso da básicos de desenho e edição, incluindo a  Planejamento e organização do trabalho
computação gráfica em impressão de desenhos. projetivo, em ambiente virtual;
2D, em nível básico.  Desenvolvimento dos elementos básicos
do desenho técnico em ambiente virtual; Desenho
 Operação dos comandos básicos de Auxiliado por
sistemas CAD – 2D; Computador I
 Produção e aplicação de desenhos de
uso comum (Blocos/Bibliotecas);
 Impressão e plotagem em escala;
 Padronização e compartilhamento de
arquivos.
 Domínio de propriedades e  Identificar elementos estruturais como lajes,  Apoios estruturais;
técnicas básicas de vigas, pilares e fundações;  Carregamentos estruturais;
dimensionamento e  Estimar as cargas estruturais solicitantes;  Esforços internos;
detalhamento de projetos  Ler, interpretar e verificar projetos estruturais.  Propriedades do concreto;
Sistemas
estruturais de concreto  Detalhar peças estruturais de concreto  Lajes em concreto armado;
armado. Estruturais I
armado;  Vigas em concreto armado;
 Pilares em concreto armado;
 Lançamento estrutural;
 Detalhamentos estruturais: Formas,
armaduras e listas de aço.
 Conhecimento das  Avaliar propriedades dos materiais.  Tipos e classificação dos aços usados na
propriedades dos materiais  Elaborar relatórios técnicos. construção civil;
de construção civil tendo
 Organizar banco de dados de materiais.  Tipos e aplicações de Madeiras,
em vista sua correta materiais cerâmicos, vidros, metais,
Materiais de
especificação e a  Utilizar corretamente os materiais. plásticos, tintas e vernizes na construção
Construção II
fiscalização por ocasião do  Aplicar métodos de classificação de materiais. civil;
recebimento na obra.  Especificar materiais.  Materiais impermeabilizantes;
 Identificar especificação Técnicas de materiais  Noções de materiais alternativos: solo-
e serviços cimento, taipa, adobe, papelão, bambu e
outros.

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 Especificações de materiais.

Mecânica dos Solos


Bibliografia Básica:
Pinto, C.S. Curso básico de mecânica dos solos – Editora Oficina de Textos, 2000
Pinto, C.S. Mecânica dos Solos – Editora Oficina de Textos, 2000.
Teixeira, Wilson; Fairchild, Thomas Rich; Toledo, M. Cristina Motta; Taioli, Fabio. Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Oficina de Textos,
2009.

Bibliografia Complementar:
Caputo, H. P.Mecânica dos solos e suas aplicações – Vol. 1 e 2. 1973
Gusmão, A D.Fundações profundas – Notas de Aulas, 2002.
Gusmão, A D. Prospecção geotécnica – Notas de Aulas, 1994.

Desenho Arquitetônico
Bibliografia Básica:
MONTENEGRO, Gildo A. Desenho arquitetônico; para cursos técnicos de 2º grau e faculdades de Arquitetura. 4. ed. São Paulo: Blucher,
2001.
OBERG, L. Desenho arquitetônico. 22. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1979.
CHING, Frank. Representação gráfica em Arquitetura. Porto Alegre: Bookman, 2000.

Bibliografia Complementar:
BURDEN, Ernest. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
CHING, Francis D. K. Dicionário visual de Arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
KNOLL, Wolfgang. Maquetes arquitetônicas. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
LEGGITT, Jim. Desenho de arquitetura: técnicas e atalhos que usam tecnologia. Porto Alegre: Artmed, 2002.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Representação de Projetos de Arquitetura - NBR 6492. Rio de Janeiro:
ABNT, 1994.
RUTMAN. Jacques. Detalhes em Arquitetura. São Paulo: JJ Carol, 200?.
SARAPKA, E. M.; SANTANA, M. A.; MONFRÉ, M. A. M.; VIZIOLI, S. H. T.; MARCELO, V. C. C. Desenho arquitetônico básico. São Paulo:
Pini, 2010.

Técnicas da Construção Civil II


Bibliografia Básica:
Azeredo, Helio Alves. O Edifício até sua Cobertura. 2ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1997.
Azeredo, Helio Alves. O Edifício e seu acabamento. São Paulo: Edgard Blucher, 1987.
BAUD, G. Manual da Construção. 5. Ed. São Paulo: Hemus, 1978;
CHAVES, Engº Roberto. Como construir uma casa. Ediouro;
PIANCA, João Batista. Manual do Construtor. vol.1 E2,1. Ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1970;
PINI. Tecnologia de edificações. 1.Ed. 1988;
PIRONDI, Zeno. Manual prático em impermeabilização e de isolação térmica. 2.Ed. São Paulo: PINI: IBI, 1988;
RIPPER, Ernesto. Como evitar erros na construção, PINI, 1996;
RIPPER, Ernesto. Tabela para canteiro de obras. 1.Ed. São Paulo: PINI, 1988;
THOMAS, Ércio. Trincas em edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: PINI, 1990;

Bibliografia Complementar:
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. vol. 2, 6ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2010.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. vol. 1, 9ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2010.
Milber, Fernandes G. Caderno de Encargos. São Paulo: PINI. 5ª ed, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normas do CB 18;
Qualidade na Aquisição de Materiais e Execução de Obras – CTE, SEBRAE/SP – PINI – 1996;

Desenho Auxiliado por computador I


Bibliografia Básica:
LIMA, Claudia Campos. Estudo Dirigido de AutoCAD 2013. São Paulo: Érica, 2012.

42
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OMURA, George. Aprendendo AutoCAD 2009 e AutoCAD lt 2009. São Paulo: Alta Books, 2009.
BALDAM, Roquemar; COSTA, Lourenço. AutoCAD 2012 - Utilizando Totalmente. São Paulo: Érica, 2012.

Bibliografia Complementar:
BALDAM, Roquemar; COSTA, Lourenço. AutoCAD 3D 2011 - Utilizando Totalmente. São Paulo: Érica, 2012.

Sistemas Estruturais I
Bibliografia Básica:
FERDINAND, Beer.Resistência dos Materiais. São Paulo: Ed. McGraw Hill, 2008
PORTELA, Arthur e Silva, Arlindo.Mecânica dos Materiais. Brasília, Ed. UnB, 2009.
TIMOSHENKO. Mecânica dos Sólidos. São Paulo, Ed LTC 2005.
BOTELHO, Manoel Henrique Campos. Concreto Armado Eu Te Amo. Volumes 1 e 2. São Paulo, Ed Blücher.
BORGES, Alberto de Campos. Práticas de Pequenas Construções. São Paulo, Ed Blücher.
CAMPOS, Edvaldo G. Estruturas – Desenhos de Concreto Armado. São Paulo, Ed. Nobel.
CLÍMACO, João Carlos Teatini de Souza. Estruturas de Concreto Armado. Brasília, Ed UnB.

Bibliografia Complementar:
POPOV. Introdução à Mecânica dos Sólidos. São Paulo, Ed Blücher.
NETO, Lindemberg . Introdução à Mecânica das Estruturas.São Paulo, Ed EPUSP.
FUSCO, Péricles Brasiliense. Técnicas de Armar Estruturas de Concreto Armado. São Paulo, Ed. Pini.

Materiais de Construção Civil II


Bibliografia Básica:
ISAIA, Geraldo C. Concreto: Ensino, pesquisa e realizações. São Paulo: Ibracon, 2006. Vol I e II.
_____. Materiais de Construção Civil. Vol I e II. São Paulo: Ibracon, 2007.
BAUER, L. A.F: Materiais de construção. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1994. Vol. I e II.

43
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Bibliografia Comnplementar:
RIBEIRO, C. C.; PINTO, J. D. S.; STARLING, T. Materiais de Construção Civil. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
PETRUCCI, E. G. R. Concreto de cimento Portland. 13. ed. São Paulo: Globo, 1995.
PETRUCCI, E. G. R. Materiais de construção. 10. ed. São Paulo: Globo, 1995.

Módulo III: Projetista de Obras Carga horária: 360 h/a


Eixo Tecnológico: Infraestrutura
Título da Qualificação: Projetista
Perfil do módulo: Desenvolvimento de projetos de construção civil de até o porte determinado por sua atribuição profissional.

Componentes
Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Curriculares
 Desenvolvimento de  Conhecer a atuação do profissional técnico  O projeto arquitetônico e o
projetos arquitetura de em projetos arquitetônicos de edificações, empreendimento na cadeia produtiva da
edificações de pequeno como parte da atuação profissional na cadeia construção civil;
porte, considerando produtiva da construção civil;  Noções de Urbanismo: parâmetros
condicionantes técnicas  Conhecer as etapas e/ou fases de um urbanísticos, implantação da edificação
de baixa complexidade. projeto arquitetônico; no terreno;
 Aplicar os termos técnicos necessários para  Noções da evolução histórica do projeto
interpretar uma legislação urbanística e de arquitetônico; Projeto
obras;  Noções de avaliação de espaços Arquitetônico
 Utilizar os parâmetros urbanísticos e a construídos;
regulamentação de construções para o  Fluxograma de elaboração de projeto
desenvolvimento de projetos arquitetônicos e arquitetônico;
para sua aprovação junto aos órgãos  Fatores condicionantes e intenções do
competentes – prefeituras; projeto, programa arquitetônico;
 Compreender e elaborar espaços construídos  Elaboração de memorial descritivo;
em face às condicionantes do projeto e seus  Elaboração e apresentação de projeto

44
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diferentes programas; arquitetônico de pequeno porte, com


 Avaliar usos e dimensões dos ambientes sugestão para o tema residencial;
projetados;  Desenvolvimento de Detalhamento
 Reconhecer elementos das diferentes etapas arquitetônico básico - escadas,
da evolução histórica da arquitetura para circulações horizontais e verticais
subsidiar a capacidade de escolha, seleção e coberturas e outros elementos;
crítica durante o processo de elaboração do
projeto.
 Identificar as características dos aços e  Aços e madeiras para a construção civil
 Domínio de
madeiras para a construção civil.  Tensões e deformação;
propriedades e técnicas
 Verificar a resistência mecânica das peças.  Treliças: tipos, uso e dimensionamento; Sistemas
básicas de
dimensionamento e  Conhecer os diversos usos de estruturas  Ligações metálicas e em madeira. Estruturais II
detalhamento de treliçadas.
projetos estruturais em  Desenvolver conhecimento sobre ligações
metal e madeira. metálicas e de madeira.
 Utilizar fundamentos teóricos no  Instalações elétricas: Conceitos básicos;
 Desenvolvimento de
dimensionamento e especificação de simbologia e convenções; normas para
projetos de instalações
materiais elétricos. instalação de baixa tensão e
elétricas residenciais,
 Projetar instalações elétricas de baixa tensão fornecimento de energia.
prediais e comerciais
residenciais, prediais e comerciais utilizando  Luminotécnica: Definições; método dos
de baixa tensão.
normas técnicas da ABNT. W/m²; Marcação dos pontos de luz;
 Utilizar ferramentas computacionais (CAD) de método dos lumens; método ponto a
auxílio à elaboração de desenhos e projetos ponto e comando de pontos de luz.
de instalações elétricas.  Projeto de Instalações de baixa tensão:
Considerações básicas; Circuitos, divisão
da instalação e número de pontos;
quadros de distribuição; Tomadas de
corrente; Seções mínimas dos
condutores; tipos de condutores; carga
instalada e cálculo de demanda; Instalações
dimensionamento dos condutores pela Elétricas
capacidade de condução de corrente;
cálculo dos condutores pelo critério da
queda de tensão.

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 Comandos, controle e proteção de


circuitos: Dispositivos de comando e
proteção, Diferencial Residual e
seletividade.
 Aterramentos Elétricos: Definição,
sistemas de aterramento e
equipotencialização.
 Identificar as propriedades físicas dos solos;  Investigação geotécnica;
 Conhecimento dos
 Conhecer os tipos de fundações e suas  Ensaio SPT e perfil geotécnico do
diversos tipos de
utilizações. terreno;
fundações, suas
interações como solo e  Escolha do tipo de fundação;
com as  Tipos de fundações superficiais e
superestruturas. profundas;
Fundações
 Tensões verticais do solo;
 Recalques de fundações superficiais;
 Noções de projeto de sapatas.

 Reconhecer a importância do projeto,  Tipos de instalações prediais


 Desenvolvimento de
execução, operação e manutenção das  Importância do projeto, execução,
projetos de instalações
instalações prediais; operação e manutenção das instalações
hidráulicas prediais
 Discutir as principais normas técnicas  Sistemas de distribuição de água,
referentes às instalações de água fria, água  Capacidade dos reservatórios
quente, esgoto, águas pluviais  Instalações mínimas e pressão de
 Conhecer os procedimentos técnicos e legais serviço
para a elaboração de projetos, execução, e  Elementos componentes da instalação
Instalações
manutenção destas instalações prediais.  Elevação mecânica da água Hidrossanitárias
 Conhecer os materiais, peças, equipamentos e  Dimensionamento de tubulações e caixas
outros elementos necessários à execução de esgoto e pluviais
destas instalações;  Sistemas individuais de tratamento de
 Dimensionar instalações e os procedimentos efluentes, materiais utilizados e
técnicos e legais para a elaboração de projetos, terminologia;
execução, e manutenção destas instalações  Sistemas de aquecimento da água
prediais.  Dimensionamento: consumo máximo
 Planejar a supervisão da execução e provável; materiais utilizados e

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manutenção das instalações prediais; terminologia;


 Sistema de combate à Incêndio

 Exploração da  Explorar o uso da computação gráfica em 2D  Compatibilização de arquivos para


computação gráfica em como ferramenta de expressão gráfica para compartilhamento de arquivos de projetos
2D representação de projetos de obras e técnicos;
edificações;  Comandos avançados de CAD 2D (por
 Utilizar ferramentas avançadas de CAD 2D; exemplo: criação e edição de blocos,
Formatar base computacional gráfica para atributos, anotative, paper space e lista de Desenho
modelagem de projetos de edificações em 3D. materiais); Auxiliado por
 Obter informações de projetos básicos de Computador II
arquitetura para a formatação de
orçamentos de obra e planejamento;
 Preparação para modelagem 3D, com
sugestão para o uso do sketch up;

Projeto Integrador
I

Projeto Arquitetônico
Bibliografia básica:
CHING, Francis D. K. Arquitetura de interiores ilustrada. São Paulo: Bookman, 2006.
João Figueiras Lima. Org. Giancarlo Latorraca. São Paulo/ Lisboa: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi/ Editorial Blau, 2000. (Série Arquitetos
Brasileiros)
LENGEN, Johan van. Manual do arquiteto descalço. Rio de Janeiro: Casa do Sonho, 2002.
RYBCZYNSKI, Witold. Casa: pequena história de uma idéia. Rio de Janeiro: Record, 1996.
SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil 1900-1990. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2002.
PANERO, Julius; MARTIN, Zelnik. Dimensionamento humano para espaços interiores. Barcelona: GG, 2003.
MCLEOD, V. Detalhes Construtivos de Arquitetura Residencial Contemporânea. Porto Alegre: Bookman, 2009.

Bibliografia Complementar:

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CAVALCANTI, Lauro; LAGO, André Correa do. Ainda moderno? Arquitetura brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
CHING, Francis D. K. Arquitetura, forma espaço e ordem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
FERRO, Sérgio. Arquitetura e trabalho livre. Org. Pedro FioriArantes..São Paulo: Cosac Naify, 2006
HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Lina Bo Bardi. Org. Marcelo Ferraz. 3. ed. São Paulo: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi/ Imprensa Oficial, 2008.
SALVADORI, Mario. Por que os edifícios ficam de pé: a força da arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
SERRA, Rafael. Arquitectura y climas. Barcelona: Gustavo Gili, 2004.
NEUFERT, P.; NEFF, L. Casa, apartamento e jardim: projetar com conhecimento, construir corretamente. 2º. ed. Barcelona: Gustavo Gili,
2007.

Sistemas Estruturais II
Bibliografia Básica:
PFEIL, Walter e Michele PFEIL. Estruturas de Aço. Dimensionamento Prático. São Paulo, Ed. LTC;
PFEIL, Walter e Michele PFEIL. Estruturas de Madeira. São Paulo, Ed. LTC;

Bibliografia Complementar:
Norma ABNT NBR 6118, 2007
Norma ABNT NBR 8800, 2008

Instalações Elétricas
Bibliografia Básica:
COTRIM, A. A. M. B. Instalações Elétricas, Prentice Hall, São Paulo, 2003
MACINTYRE, A. J.; NISKIER, J. Instalações Elétricas, LTC, Rio de Janeiro, 2000
NISKIER, J. Manual de Instalações Elétricas, LTC, Rio de janeiro, 2005
FILHO, J. M. Instalações Elétricas Industriais, LTC, Rio de Janeiro, 2001
MACINTYRE, A. J.; NISKIER, J. Instalações Elétricas, LTC, Rio de Janeiro, 2000
NISKIER, J. Manual de Instalações Elétricas, LTC, Rio de janeiro, 2005
SEAP. Manual de Obras Públicas e Edificações.

Bibliografia Complementar:

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DE CAMARGO, J. R. P. Notas de aula da disciplina de Instalações Elétricas de Baixa Tensão do Curso de Engenharia Elétrica do IME,
2000
FILHO, J. M. Instalações Elétricas Industriais, LTC, Rio de Janeiro, 2001
Norma ABNT NBR 5410, 2005
Norma ABNT NR-10, 2008
Norma ABNT NBR 5626/82 – Instalações Prediais de Água Fria;
Norma ABNT NBR 7198/82 – Instalações Prediais de Água Quente;
Norma ABNT NBR 24/65 – Instalações Prediais Contra-Incêndio;
Norma ABNT NBR 8160/83 – Instalações Prediais de esgotos Sanitários;
Norma ABNT 611/81 – Instalações Prediais de Águas Pluviais.
Catálogos técnicos de materiais hidráulicos e elétricos.

Fundações
Bibliografia Básica:
GUSMÃO, A D.Fundações profundas – Notas de Aulas, 2002.
GUSMÃO, A D.Prospecção geotécnica – Notas de Aulas, 1994.
PINTO, C.S. Curso básico de mecânica dos solos – Editora Oficina de Textos, 2000.

Bibliografia Complementar:
CAPUTO, H. P.– Mecânica dos solos e suas aplicações – Vol. 1 e 2. Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda. 1994.
HACHICH, W.C. e outros – Fundações: Teoria e Prática, Editora Pini. 1996.

Instalações Hidráulicas
Bibliografia Básica:
BORGES, R.S. e BORGES, W., Instalações Prediais Hidráulico-Sanitárias e de Gás, 546p, São Paulo, Pini Ltda, 1992;
CREDER, H., Instalações Hidráulicas e Sanitárias, Livros Técnicos e Científicos, 1991;
BOTELHO, M. H. C. e RIBEIRO Jr., G. A ., Instalações Hidráulicas Prediais Feitas Para Durar: Usando Tubos de PVC. 230p, São Paulo,
Proeditores, 1998;
MACINTYRE, A.J., Instalações Hidráulicas, Guanabara, 1987

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Bibliografia Complementar:
BACELLAR, R. H., Instalações hidráulicas e sanitárias, Mc Graw – Hill;
CREDER, H., Instalações Hidráulicas e Sanitárias, 466p., Rio de Janeiro, LTC, 1999;
MACINTYRE, A. J., Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias, 324p, ., Rio de Janeiro, LTC, 1999;
Instalação Predial de Água Fria – NBR 5626 / NB 92 – 09/1998
Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário – Projeto e Execução – NBR 8160 / NB19 – 09/1999
Projeto, Construção e Operação de Sistemas de Tanques Sépticos – NBR 7229 / NB 41 – 09/1993
Tanques Sépticos – Unidades de Tratamento dos Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação - NBR 13969.
Projeto e Execução de Instalações Prediais de Água Quente. NBR 7198 / NB 128 – 09/1993.
Instalações Prediais de Águas Pluviais – NBR 10844 / NB 611 – 12/1989.

Desenho Auxiliado por computador II


Bibliografia Básica:
LIMA, Claudia Campos. Estudo Dirigido de AutoCAD 2013. São Paulo: Érica, 2012.
OMURA, George. Aprendendo AutoCAD 2009 e AutoCAD lt 2009. São Paulo: Alta Books, 2009.
BALDAM, Roquemar; COSTA, Lourenço. AutoCAD 2012 - Utilizando Totalmente. São Paulo: Érica, 2012.

Bibliografia Complementar:
BALDAM, Roquemar; COSTA, Lourenço. AutoCAD 3D 2011 - Utilizando Totalmente. São Paulo: Érica, 2012.

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Módulo IV: Orçamentista Carga horária: 340 h/a


Eixo Tecnológico: Infraestrutura
Título da Qualificação: Orçamentista de Obras
Perfil do módulo: Planejamento de empreendimentos na Construção Civil dentro de um enfoque sistêmico de gerenciamento de modo a
nivelar e adequar os recursos disponíveis, reduzir custos, melhorar a qualidade e a produtividade da obra, utilizando softwares específicos.
Componentes
Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Curriculares
 Interpretar normas técnicas.  Ponto topográfico
 Aplicação de
 Interpretar as convenções do desenho técnico  Alinhamento
conhecimentos de
topografia e utilização  Identificar os equipamentos para  Poligonal
de equipamentos levantamento topográfico em função das  Sentido poligonal
topográficos para técnicas a serem utilizadas.  Fases de um levantamento
elaboração de  Selecionar técnicas de levantamento  Noções de Métodos de levantamentos
levantamentos topográfico.  Teoria dos erros (erro angular e erro
planialtimétricos.  Realizar levantamento altimétricos e plantas linear)
topográficas.  Processo de medida de distância
 Interpretar as normas técnicas para locação  Cuidados com a trena
de obras;  Escala
 Interpretar as convenções do desenho técnico  Distribuição do erro
utilizadas nas plantas topográficas e plantas  Orientação de plantas
de locação de obras;  Meridiano
 Selecionar as técnicas mais apropriadas para  Noções de Rumos e Azimutes
locação de obras;  Prática de operacionalização com
 Identificar os equipamentos utilizados na teodolito
locação de obras;  Equipamentos e acessórios Topografia
 Conhecer os procedimentos de monitoração e  Prática de levantamento topográfico
locação de obras;
 Tolerância, cálculo das coordenadas e
 Fazer locação de obras. representação gráfica planimétrica.
 Prática de campo: locação de obras de
edifícios utilizando bancada;

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 Prática de campo: locação planimétrica


utilizando os equipamentos topográficos;
 Introdução à altimetria: definição, cota,
RN, PHR, nivelamentos;
 Prática de campo: nivelamento simples e
composto e contranivelamento
 Transporte de RN;
 Perfil longitudinal;
 Prática de campo: locação altimétrica
utilizando os equipamentos topográficos.
 Prática de campo: locação altimétrica
utilizando mangueira de nível;
 Traçado de curvas de nível;
 Cálculo de volumes de corte e aterro.
 Identificar os fundamentos de higiene e
 Sistematização de  Saúde e segurança no trabalho.
segurança do trabalho.
hábitos relacionados à
 Apreender as normas regulamentadoras de  Formas de prevenção de acidentes do
saúde humana, incluindo
higiene e segurança do trabalho. trabalho.
aqueles concernentes às
 Executar as orientações de prevenção de
relações produtivas e ao  Fatores de risco-classificação.
ambiente de trabalho. acidentes no trabalho.
 Fazer cumprir as normas e procedimentos da  EPI e EPC - tipo, uso, legislação
segurança no trabalho. pertinente.
 Utilizar procedimentos e equipamentos
adequados de prevenção e combate ao fogo.  Inspeção de segurança.
 Aplicar princípios ergonômicos na realização do  Causas dos acidentes do trabalho.
trabalho.
 Empregar técnicas adequadas para a  Comissão interna de proteção contra
prestação de primeiros socorros. acidentes (CIPA): organização,
 Inteirar-se de programas internos de aplicação funcionamento, legislação. Higiene e
dos princípios de segurança no trabalho.  Procedimentos legais nos acidentes de Segurança no
 Identificar e orientar a utilização dos principais trabalho. Trabalho
equipamentos de proteção, individual e
coletiva, na prevenção de acidentes e doenças  Legislação trabalhista e previdenciária.
ocupacionais.

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 Identificar, registrar e comunicar ocorrências


 Normalização e Legislação.
relativas à saúde e segurança no trabalho que
envolva a si próprio ou a terceiros.  Manutenção preventiva de materiais e
 Acompanhar a organização e o funcionamento equipamentos.
de uma CIPA.
 Prevenção e combate ao fogo: triângulo
do fogo, classes de incêndio, agentes,
extintores, procedimentos de combate ao
fogo e condutas gerais em situação de
sinistro.
 Ergonomia no trabalho.

 Aplicar normas relacionadas a resíduos sólidos.  Panorama geral dos Resíduos Sólidos
 Apreensão de métodos e
 Classificar os resíduos sólidos com base nas (domésticos e Industriais) no Brasil
técnicas,
normas e legislação vigente.  Legislação pertinente: Lei Gestão de
ecologicamente
sustentáveis, visando o  Gerir planos de manejo de resíduos sólidos da Resíduos Sólidos - LEI 12.305/2010 e
construção civil NBR – 10004:2004
gerenciamento dos
 Aplicar tecnologias adequadas de tratamento,
resíduos sólidos com  Resolução 307 Conama:
recuperação, reaproveitamento, transformação
vistas a promoção da  Informações gerais
e/ou disposição final.
melhoria da qualidade  Classificação dos resíduos da
ambiental. Construção civil,
 Demolições Gestão de
 Comunicação e educação Resíduos
ambiental
 Agentes envolvidos e suas
responsabilidades
 Modelo de classificação e
separação dos resíduos nos
canteiros de obra
 Ações, tratamento e destinação
dos resíduos da construção civil
 Elaboração do Projeto de Gerenciamento
dos Resíduos da Construção Civil

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(PGRCC).
 Elementos do PG/RCC;
 Modelo de implantação da
Produção + Limpa;
 Roteiro básico para elaboração do
Projeto de Gerenciamento dos
Resíduos da Construção Civil
(PG/RCC);
 Cronograma de implantação;
 Avaliação do PG/RCC.
 Desenvolvimento de  Levantar quantitativos de materiais;  Memorial descritivo;
orçamentos de obras  Elaborar planilhas de custos, gráficos e  Especificações técnicas dos materiais e
civis utilizando memoriais descritivos; acabamento;
ferramentas  Elaborar lista de materiais e equipamentos,  Caderno de encargos;
computacionais de modo custos unitários de insumo e composição.  Orçamento;
a nivelar e adequar os  Elaborar memoriais, especificações e  Quantificação dos serviços para um
recursos disponíveis, orçamentos de obras; edifício de múltiplos pavimentos;
reduzir custos e planejar  Aplicar softwares específicos;  Composição de preços unitários dos
adequadamente a obra  Fazer vistoria técnica para avaliação; serviços;
 Realizar estudo de viabilidade financeira do  Planilha Orçamentária analítica ou
empreendimento detalhada;
 Realizar orçamentos sintéticos e analíticos  Diagrama de Redes e Noções de “Rede Orçamento e
 Ler e interpretar projetos; Pert” e “CPM”; Planejamento de
Interpretar planilhas de custos, gráficos e  Dimensionamento de mão-de-obra para Obras
serviços conforme índices adotados de
memoriais descritivos;
produtividade;
 Definição da estimativa de tempo
necessário para execução dos vários
serviços de uma obra através de relação
entre equipes de trabalho versus
produtividade;
 Cronograma físico: semanal, quinzenal e
ou mensal;
 Cronograma físico-financeiro: semanal,

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quinzenal e ou mensal;
 Quantificação e programação dos
insumos conforme cronograma;
 Curva ABC;
 Readequação de organograma;
 Acompanhamento de obras.

 Compreensão e  Entender os conceitos sobre  Empreendedorismo: Conceituação,


desenvolvimento de empreendedorismo a partir da perspectiva do importância, oportunidades de
habilidades que novo mundo do trabalho.  negócios e inovação.
favoreçam um  Conhecer as habilidades necessárias para a  Habilidades e perfil empreendedor. Tipos
comportamento atuação empreendedora e os principais tipos de empreendedores Empreendedorism
empreendedor de empreendedores.  Plano de negócios: Sumário executivo, o
 Elaborar um Plano de Negócios simplificado e Análise de mercado, Plano de Marketing,
analisar sua viabilidade. Plano Operacional e Plano Financeiro.
 Estudar os aspectos jurídicos que envolvem a
constituição de um empreendimento.  Aspectos jurídicos para constituição de um
empreendimento. Empreendedorismo
Individual
 Compreensão e  Identificar e apreender as diferenças que  Ética e moral.
utilização da língua constituem as identidades pessoais e sociais.  Identidade cultural, social e individual
portuguesa como  Avaliar os processos atuais de formação dos  O conteúdo simbólico da gestualidade e
língua materna, valores sociais. do estabelecimento de relações.
geradora de  Compreender a ética em relação com as  Ética e responsabilidade no trabalho.
significação e questões legais, sociais, econômicas e  Responsabilidade Social Corporativa.
integradora da culturais. Ética e
organização do mundo  Compreender as relações de conflitos nos Responsabilidad
e da própria identidade. grupos de trabalho e suas relações com os e Social
 Compreensão da processos produtivos.
formação crítica em  Compreender os conceitos de
relação aos sistemas responsabilidade social e desenvolvimento
de produção e sustentável na dinâmica organizacional.
consumo,
desenvolvendo atitudes

55
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que favoreçam o
desempenho e da
qualidade das relações
no trabalho,
intensificando-se nas
atividades gerenciais
em grupo.

 Desenvolver planilhas eletrônicas para  Ferramentas computacionais para


 Utilização de
orçamento de obras; orçamento e planejamento de obras
ferramentas
 Usar ferramentas específicas de programas  Programas computacionais para projeto
computacionais
computacionais para orçamentos e controle (por exemplo: AutoCAD)
especificas na área de
engenharia.
de obras;  Programas computacionais para
 Aplicar programas computacionais orçamentos e controles de obras (por Informática
específicos para implantação, controle e exemplo: LibreOffice) Aplicada
gerenciamento de obras.  Programas computacionais para
planejamento de obras (por exemplo
OpenProj)

• Compreensão e • Apropriar-se das técnicas de produção de • Gênero textual da esfera profissional:


produção de relatórios. relatório técnico Elaboração de
relatórios técnicos Relatórios
• Identificar os elementos organizacionais e
estruturais de textos técnicos.
Projeto Integrador
II

Topografia
Bibliografia Básica:
NETO, Antônio Barreto Coutinho. Teodolito e Acessórios. UFPE. 1983, vol 1.
SEIXAS, José Jorge de. Topografia. vol 1. UFPE, 1981

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SILVEIRA, Luiz Carlos da. Apostila Cálculo de Cadernetas. 1985.


SOARES, Major Sérgio Monteiro. Curso Teoria e Prática do GPS. Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Topografia. 1986.

Bibliografia Complementar:
BRASIL, NBR 13133/1994
ERBA, D.A. (2005). Topografia para Estudantes de Arquitetura, Engenharia e Geologia. Editora Unisinos. Segunda Reimpressão.
ESPARTEL, Lélis. Curso de Topografia. Editora Globo. 1973
RUIZ, José Eurita. Topografia – Prática para el Construtor. 1971.

Higiene e Segurança do Trabalho


Bibliografia Básica:
ARAÚJO, Giovanni Moraes de. Normas regulamentadoras comentadas e ilustradas: legislação de segurança e saúde no trabalho. 7.
ed., rev., ampl., atual. e il. Rio de Janeiro: GVC, 2009. 3 v.
FERRARI, Mário. Curso de Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho. Salvador: Juspodivm, 2009. 400 p.

Bibliografia Complementar:
CARDELLA, Benedito. Segurança no trabalho e prevenção de acidentes: uma abordagem holística. São Paulo: Atlas, 2007. 254 p.
MIGUEL, Alberto Sérgio S. R. Manual de higiene e segurança do trabalho. 10. ed. Portugal: Porto Editora, 2007. 558 p.
ABNT NBR 10151:2000 Versão Corrigida: 2003. Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade –
Procedimento.

Gestão de Resíduos
Bibliografia Básica:
BIDONE, F.R.A, POVINELLI, J. Conceitos Básicos de Resíduos Sólidos. São Carlos: EESC/USP, 1999.
JACOBI, P. Gestão dos Resíduos Sólidos no Brasil.Ed Annablume, 2006
MARQUES NETO, J. D. Gestão dos Resíduos de Construção e Demolição no Brasil. Editora RIMA, 2005.

Bibliografia Complementar:

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BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Ministério das Cidades. Manejo e Gestão de Resíduos da Construção Civil : Como implantar um
sistema de manejo e gestão dos resíduos da construção civil nos municípios. v. 1. 196 p. Coord. Pinto, T. P.; GONZÁLES,J. L. R. Brasília,
CAIXA, 2005.
GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. Impactos ambientais urbanos no Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
OLIVEIRA, A. I. A. Introdução à legislação ambiental brasileira e licenciamento ambiental. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
SEIFFERT, M. E. B. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, 2010.
SETTI, A.; SOUZA, A.; FARIA, S. C. A questão ambiental e as empresas. Brasília: SEBRAE, 1998.
TIBOR T.; FELDMAM, I. ISO 14000: Um guia para as novas normas de gestão ambiental. São Paulo: Futura, 1996.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9000: sistemas de gestão de qualidade: fundamentos e vocabulário.
Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 35 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001: sistemas de gestão da qualidade: requisitos. Rio de Janeiro:
ABNT, 2008. 28 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001: sistemas da gestão ambiental: requisitos com orientações para
uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 27 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 19011: diretrizes para auditoria de sistemas de gestão da qualidade
e/ou ambiental. Rio de janeiro: ABNT, 2002. 25 p.

Orçamento e Planejamento de Obras


Bibliografia Básica:
GIAMUSSO, Salvador. Orçamento e custos na construção civil. 1a ed., São Paulo:PINI, 1991;
LIMMER. Planejamento, orçamento e controle de projetos e obras. 1a ed., Rio de Janeiro:LTC, 1997;
PINI. TCPO. 12a ed, São Paulo:PINI, 1995.
MATTOS, A. D. Planejamento de obras passo a passo aliando teoria e prática. São Paulo: PINI, 2010.
SOUZA, U. E. L. Como Reduzir Perdas nos Canteiros: Manual de Gestão do Consumo de Materiais na Construção Civil. São Paulo:
PINI, 2008.

Bibliografia Complementar:
GIAMUSSO, Salvador. Orçamento e custos na construção civil. 1a ed., São Paulo:PINI, 1991;
PINI. TCPO. 12a ed, São Paulo:PINI, 1995.

58
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Empreendedorismo
Bibliografia Básica:
DEGEN, Ronald Jean. O empreendedor: Empreender como Opção de Carreira. Ed Pearson;
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo:Transformando Idéias em Negócios. Ed. Campus;
HASHIMOTO, Marcos. Lições de Empreendedorismo. Ed.Manole

Bibliografia Complementar:
CARVALHO, Zenaide. O empreendedor Individual na Construção Civil. Artigo Científico
LENZI, Fernando César. Ação Empreendedora. Ed. Gente -2010;
SEBRAE. Pequenos Negócios e o Desenvolvimento Municipal. 4ª Edição;

Ética e Responsabilidade Social


Bibliografia Básica:
BOFF, Leonardo. Saber Cuidar: ética do humano-compaixão pela terra. Petrópolis-R.J: Vozes, 1999.
PASSOS, Elizete Passos. Ética nas Organizações. São Paulo: Editora Atlas, 2007.
SINGER, P. Ética pratica. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
VAZQUEZ, A.S. Ética. RJ: Civilização Brasileira, 2001.

Bibliografia Complementar:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. SP: Ed Moderna, 2009.
HANS JONAS. O Principio Responsabilidade. Contraponto/PUC‐Rio, 353p., 2006.
SILVA FILHO, Jose Augusto. Ciências sociais e politicas na área de segurança: saúde e meio-ambiente. SP: LTR, 2003.
SOUSA, José Geraldo, et al. Educando para os direitos humanos: pautas pedagógicas para a cidadania na universidade. Porto Alegre.
Síntese,2004.
SUNG, Jung Mo. SILVA, Josué Cândido da. Conversando sobre ética e sociedade. Petrópolis: Editora Vozes, 2001.

59
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Informática Aplicada
Bibliografia Básica:
MEIRELLE, F. S. - Informática - Novas Aplicações com Microcomputadores. São Paulo: Makron Books, 1994.
MONTEIRO, M. C. - Introdução à Organização de Computadores. Rio de Janeiro: LTC, 1996.

Elaboração de Relatório
Bibliografia Básica:
MACHADO, A. R; LOUSADA, E. & ABREU-TARDELLI, L. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Editora Parábola, 2005.
(Coleção Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos)
PEIXOTO, F. B. Redação na vida profissional: setores público e privado. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

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8. Estratégias Pedagógicas

 Exercícios;

 Práticas de Campo;

 Práticas de ensaios laboratoriais;

 Visitas técnicas a obras, empresas e feiras da área de Construção Civil;

 Interpretação e discussão de textos e normas técnicas;

 Apresentação de vídeos técnicos;

 Apresentação de seminários;

 Trabalhos de pesquisa;

 Trabalhos em equipe;

 Relatório de ensaios e atividades desenvolvidas em aula ou atividade extra-


aula;

 Desenho de observação a mão livre e representação gráfica de trabalhos


técnicos;

 Concepção e apresentação de projetos;

 Realização de um Projeto Integrador ao final dos dois últimos módulos que


desenvolva e articule os conhecimentos e habilidades trabalhadas durante os
módulos. Para o desenvolvimento do Projeto Integrador, será elaborado um
guia específico, para orientar docentes e discentes.

9. Enfoque Pedagógico do Currículo

A metodologia proposta para desenvolver o currículo deverá:


 Conduzir à aprendizagem significativa;

 Dar ênfase aos saberes adquiridos pelo aluno, não em deficiências;

 Ter sentido de diversidade e não de homogeneidade;

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 Levar à aprendizagem pessoal.

9.1 Prática Profissional

A Prática Profissional será desenvolvida em empresas, instituições públicas e


nos laboratórios da Unidade Escolar.
A Prática Profissional será incluída na carga horária da Habilitação
Profissional e não está desvinculada da teoria: ela constitui e organiza o currículo.
Será desenvolvida ao longo do curso por meio de atividades, como: estudos de
caso, visitas técnicas, conhecimento de mercado e das empresas, pesquisas,
trabalhos em grupo e individual e elaboração de relatórios.
O tempo necessário e a forma para o desenvolvimento da prática profissional,
realizada na escola e nas empresas, serão explicitados na proposta pedagógica da
Unidade Escolar e no plano de trabalho dos docentes.

10. Estágio Curricular Supervisionado

De acordo com a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, o estágio é uma


atividade curricular de competência da instituição de ensino, que deve integrar a
proposta pedagógica e os instrumentos de planejamento curricular do curso,
devendo ser planejado, executado e avaliado em conformidade com os objetivos
propostos.
Para efeito da aquisição da habilitação profissional de Técnico em
Edificações, o Estágio Curricular Supervisionado terá duração mínima de 160 horas,
acrescidas à carga horária total dos módulos integrantes da organização curricular
do curso.
O Estágio Curricular Supervisionado terá como objetivo preparar o estudante
para o exercício profissional competente, por meio da vivência de situações
concretas de trabalho, e poderá ser realizado das seguintes formas:
1. Na própria escola, sob forma de planos amplos ou de etapas inerentes
aos processos produtivos da área profissional;
2. Em empresas e em outras organizações;

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3. Como atividade de extensão, mediante a participação dos estudantes


em empreendimentos ou planos de interesse da comunidade, entre
outros que possam colaborar com a formação profissional desde que
devidamente autorizado pela Coordenação do curso.
4. No próprio local de trabalho, obedecendo aos critérios do IFB.
O estágio pode ocorrer após a conclusão do primeiro módulo, ou ao final do
curso, sob a supervisão de um docente da instituição.
Os estudantes trabalhadores, quando previamente inseridos em atividades
produtivas relacionadas à área profissional do curso, no mundo do trabalho poderão
ter a prática profissional reconhecida para fins de cumprimento da carga horária do
Estágio Curricular Supervisionado. Para tanto, deverá cumprir as exigências
relativas ao registro do Estágio Curricular Supervisionado no IFB e, ao final,
apresentará relatório de estágio, a ser avaliado pelo professor encarregado de sua
supervisão.
O Campus organizará, para cada área, o Plano de Estágio Curricular
Supervisionado,16 mantendo no mínimo os seguintes registros:

 Acompanhamento, controle e avaliação;


 Justificativa;
 Objetivos;
 Conhecimentos e habilidades;
 Responsabilidade pela supervisão de estágio;
 Tempo de duração, descrevendo a carga horária diária e a total;
 Relatório de atividades.

11. Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e


Experiências Anteriores

Conforme estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os


conhecimentos adquiridos anteriormente ao ingresso nos cursos, tanto no trabalho

16
Em conformidade com a Lei nº 11.788/2008, artigo 7º, parágrafo único.

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quanto na educação profissional e tecnológica, poderão ser objeto de avaliação,


reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. É
possível reconhecer e certificar, para essa finalidade,
 Componente(s) curricular(es) ou equivalente(s), de caráter profissionalizante,
cursada(s) no ensino médio, até o limite de 25% da carga horária do curso;
 Módulo(s) cursado(s) em outra habilitação profissional;
 Estudos da qualificação básica;
 Estudos realizados fora do sistema formal;
 Competências adquiridas no mundo do trabalho.
O aproveitamento de estudos compreende a possibilidade de aproveitamento
de modulo(s) estudado(s) em outro curso de educação profissional técnica de nível
médio, mediante requerimento à Coordenação do curso.

A certificação de conhecimentos é o reconhecimento, após entrevistas com


especialistas, avaliação teórica ou teórico-prática, conforme as características do(s)
módulo(s), dos saberes adquiridos em experiências previamente vivenciadas,
inclusive fora do ambiente escolar.

O aproveitamento de estudos e a certificação de conhecimentos adquiridos


através de experiências anteriores ocorrerão, respectivamente:
 Por correspondência entre o conteúdo de cada modulo cursado em
outra instituição e o daqueles oferecidos pelo IFB, não bastando a
coincidência de denominações;

 Por avaliação teórica ou teórico-prática, conforme as características


do(s) módulo(s), a fim de aferir competências e habilidades, a serem
aplicadas por professores do curso, preferencialmente do respectivo
módulo a ser avaliado, em comissão instituída pela Coordenação do
curso.

Os cursos concluídos até cinco anos, ou cursos livres de educação


profissional de nível básico (Formação Inicial e Continuada), cursados em escolas
técnicas, instituições especializadas, ONGs, entidades sindicais e empresas,

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poderão ser aproveitados para fins de certificação, desde que coincidam com as
habilidades desenvolvidas no(s) módulo(s) correspondente(s).

A avaliação será baseada nas competências e habilidades do módulo para o


qual for solicitado aproveitamento ou certificado – ou, separadamente, para mais de
um deles, quando requerido. Será estabelecido o aproveitamento mínimo na
avaliação de acordo com a nota mínima para aprovação, que poderá ser composta
por parte teórica e parte prática de acordo com o módulo a ser avaliado e
devidamente definido pela comissão.

12. Critérios de Avaliação da Aprendizagem Aplicados aos


Alunos do Curso

Os critérios de avaliação são regidos pelo regulamento do ensino técnico –


Resolução 014/2012. Segundo esse regulamento, a avaliação do processo de
aprendizagem deve ser processual, sistemática, integral, diagnóstica e formativa.

O Capítulo IV dessa resolução trata da avaliação escolar. Na Seção I, artigo


57 a 60, desse capítulo, apresenta-se as formas de avaliação do processo de
aprendizagem. Já a Seção II e Seção III tratam do resultado acadêmico do aluno,
dos diários de classe e registro de rendimento, onde se estabelece no Artigo 65 da
Seção III desse capítulo que:

O referido regulamento prevê que nas avaliações podem-se usar como


instrumentos o pré-teste ou teste diagnóstico, projetos, resolução de problemas,
estudos de caso, painéis integrados, fichas de observação, exercícios,
questionários, pesquisa, dinâmicas, testes, práticas profissionais, relatórios e
portfólio.

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As questões das respectivas avaliações deverão ser estabelecidas de forma


contextualizada e, se possível, em articulação com os componentes curriculares que
trabalham o mesmo conteúdo.
Para o curso de edificações, que é organizado em módulos em regime
semestral, deverão ser adotados, no mínimo, três instrumentos avaliativos.
Conforme explicita o regulamento, os critérios e valores de avaliação
adotados pelo professor deverão ser explicitados aos alunos no início do período
letivo, por meio dos Planos de Ensino. Destaca-se ainda que os professores
deverão divulgar os resultados das atividades avaliativas pelo menos uma semana
antes da próxima avaliação.
Por fim, cabe registrar a previsão de adaptações aos instrumentos avaliativos
e os apoios necessários na avaliação dos alunos com Necessidades Educacionais
Específicas.

12.1 Projeto Integrador articulado com a forma de avaliação

O Projeto Integrador (PI) constitui-se numa estratégia de


ensino/aprendizagem que possui como objetivo proporcionar a interdisciplinaridade
dos temas abordados nos módulos, caracterizando-se por ser um instrumento de
integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Por meio do PI, obtêm-se,
também, subsídios para a avaliação e integração das competências relacionadas ao
perfil profissional, aproximando os estudantes de situações reais do mundo do
trabalho.

Será desenvolvido um Projeto Integrador ao longo do curso técnico em


edificações. Esse Projeto se desenvolverá em duas etapas: a primeira etapa no
terceiro módulo e a segunda no quarto módulo.

Para o PI, reservou-se carga horária para orientação, sendo destinadas 20h
para esse fim no módulo III e 20h para o módulo IV.

A avaliação do PI fará parte das avaliações dos componentes curriculares do


módulo.

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Serão desenvolvidas diretrizes específicas para a elaboração do PI. As


orientações para elaboração do PI a ser desenvolvido deverão ser entregues aos
alunos no início dos módulos em que ocorrerá esse trabalho.

13. Instalações e Equipamentos Oferecidos aos Professores e


Alunos do Curso

A sede provisória do Campus Samambaia conta com as instalações


dispostas no quadro a seguir.

Especificação Quantidade
Sala de direção 01
Sala de coordenação 02
Sala de servidores 01
Sala administrativa 01
Sala de atendimento ao estudante 01
Sala de aula teórica 07
Sala de aula de desenho 01
Auditório para 108 pessoas 01
Recepção 01
Secretaria 01
Biblioteca 01
Copa 01
Sala Técnica Informática 01
Almoxarifado 02
Banheiros 07
Banheiros para PNE 02
Laboratório de Informática 02
Laboratório de Construção Civil 01
Laboratório de Móveis 01
Laboratório de Microscopía 01
Laboratório de Meio Ambiente 01

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13.1 Ambientes detalhados


13.2 Salas de aulas

O campus provisório conta com 7 (sete) salas de aula cada uma com projetor
multimídia, tela de projeção e quadro-branco comportando, em média, 40
estudantes.

13.3 Laboratório de Construção Civil

Ambiente preparado para aulas práticas de Mecânica dos Solos, Materiais de


Construção e Tecnologia das Construções, Práticas de Instalações Elétricas e
Hidrossanitárias, com capacidade para 20 (vinte) alunos.

Tabela 14.1: Equipamentos do laboratório de construção civil

Material Quantidade
Aparelho portátil p/testes por ultrasom em concreto modelo 1
PUNDIT LAB
Aderímetro 1
Agitador de peneiras 1
Agulha de Lê Chetelier 3
Almofariz 3
Amostrador de Sondagem SPT 2” bi-partido 2
Aferidor de agulha Lê Chatelier 1
Aparelho Casagrande manual 5
Medidor de retenção de água 1
Aparelho de Vicat 5
Aparelho para determinação de ar incorporado 1
Argamassadeira eletro-mecânica 1
Balança analógica 2
Balança eletrônica 2
Bandeja com orifício para denside 2
Bandeja em chapa de aço 40
Baqueta de metal 5
Barrilete de PVC 2
Becker 600 ml 5
Betoneira 145 l 1
Bigorna 1
Aparelho Blaine 1
Bomba Balde 1
Bomba de vácuo 2

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Bomba hidráulica 1
Britador de mandíbula 1
Cadinho 40 ml 5
Caixa Tanque 1
Caixa para umidímetro 2
Capeador para corpos de prova 3
Cápsulas de alumínio com tampa 110
Cápsulas de porcelana 40
Cavadeira americana 3
CBRs diversos 38
Célula bipartida 10
Célula de carga 3
Cesto em tela metálica3 3
Chave Grifo, 18” 5
Chibanca 1
Cilindro para ensaio Próctor Normal 2
Colher concha 4
Colher pedreiro 4
Colher para solos 4
Colher para concreto 4
Colher para corpo de prova 4
Comparador de expansibilidade
Conjunto para ensaio triaxial 1
Conjunto para densidade in situ 2
Conjunto Ensaio CBR 1
Copo Becker diversos 16
Cronômetro Digital 5
Densímetro de Bulbo 3
Desempenadeira de Madeira 5
Dessecador de vidro com placa 2
Destilador de água 1
Discos de neoprene 18
Dispersor de solo 3
Equipamento de ensaio triaxial estático 1
Escova com fios de latao p/limpar peneira 5
Espátula de aço inox 5
Estufa elétrica 250 l 2
Extensômetro curso 10
Extensômetro Digital CURSO 20 MM 5
Extensômetro Digital CURSO 5 MM 5
Extrator de amostras para CBR/Proctor/Marshall, hidraulico, 1
manual
Extrusora material cerâmico de laboratorio 1
Faceadores para corpos de prova 3
Fogareiro à gás 3

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Forma para concreto Ø 15x30cm 15


Forma para concreto Ø10x20c 40
Forma para argamassa Ø 5x10cm 30
Forma prismática para argamassa 4x4x16cm tripla 5
Frasco Le Chatelier, capacidade 250ml, 5
Fundo para peneira 8x2", em aco inox 4
Funil de vidro Ø 80x200mm, para Le Chatelier. 5
Funis diversos 17
Furadeira 1
Garrafa lavadoura 1
Higrotermômetro digital 1
Leitor digital e display com 4 dígitos 1
Lona impermeável – metros 5
LVDT com curso de 10 mm 5
Macaco hidráulico com bomba 1
Mangote de cinco metros p/ vibração de imersão c/ agulha 1
diâmetro de 25mm
Máquina para ensaio de abrasão tipo Los Angeles, com jogo de 1
12 esferas de aço
Marreta 1kg 3
Medidor pH digital 2
Membranas diversas para corpos de prova 70
Mesa para determinação do índice de consistência 1
Mesa para pesagem hidrostática 1
Mesa vibratória para CP 1
Molde cilíndrico pequeno para Proctor normal 100mm 3
Molde cortante vazador 2
Moto Bomba 3,5 HP 1
Motor aberto para vibrador de imersão 1
Multímetro digital com display de 3.1/2" 3
Paquímetro analógico diversos 11
Peneiras circulares diversas 41
Peneiras quadradas 4
Peneirador eletromecânico 1
Penetrômetro de cone para solos 1
Permeâmetro carga constante 1
Permeâmetro carga variável 1
Picnômetro de vidro 5
Pinça tipo tesoura em aço inox 22 cm 3
Pipeta de vidro graduada 3
Pissetas de plástico diversas 6
Placas para aderímetros 60
Placa de vidro e gabarito metálico para ensaio de limite de 5
plasticidade
Placa de vidro liso 1

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Prensa CBR elétrica completa 1


Prensa endométrica 1
Prensa hidráulica, elétrica.,cap.100T 1
Provetas de plástico graduadas diversas 15
Proveta de vidro sem graduação 10
Pulverizador de água 5
Recipiente cilíndrico de aço inoxidável 5
Régua biselada 35
Relógio de alarme 2
Repartidor de amostras 2
Série de peneiras 8x2” 3
Serra copo 2
Slump test 2
Sonda à percussão completa S.P.T 1
Soquete para argamassa 2
Aparelho Speedy 1
Tacho de alumínio fundido 10
Talhadeira curva 3
Tanque para banho de proveta 1
Termômetro ASTM 9C 3
Termômetro de mercúrio para estufa 4
Termômetro digital 3
Torno de moldagem para corpo de prova 1
Torquímetro 2
Trado cavadeira tipo Boca de Lobo 1
Trado helicoidal Ø 2 ¼ ” com conexão roscada de Ø 3/4” 1
Trado Holandês com caçamba para coletas de 20 em 20 cm 1
Trado tipo Concha, Ø 4”, com um metro de haste e cruzeta 1
Trado tipo I.P.T em carbono ou inox, com diâmetro de 4" e 1
rosca de 1"
Trena em fibra de vidro comprimento de 30 metros 3
Trena em fibra de vidro comprimento de 50 metros 2
Soquetes de lâmpadas incandescentes 20
Soquetes de lâmpadas fluorescente 10
Reator Convencional de 20 W 10
Foto-célula de 500W e 220V e base para fotocélula 8
Campainha Simples 5
Interruptores Simples 10
Interruptores Paralelos 20
Botões de Campainha 10
Tomada 2P+T 20
Lâmpada Incandescente - 220V - 60W 20
Lâmpada Fluorescente Tubular 220V - 20W 10
Lâmpada Fluorescente Compacta 220V - 23W 20
Lâmpada Vapor de Mercúrio - 220V 5

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Lâmpada Halógena - 220V 5


Padrão de entrada 8
Autotransformador Variável - 0V a 220V - 1500VA 8
Fio de cobre de 1,5 mm² - Flexível, caixas- Diversas cores 5
Fio de cobre de 2,5 mm² - Flexível, caixas – Diversas cores 5
Caixa de Passagem 4
Disjuntores Termomagnéticos Monopolar 8
Disjuntores Termomagnéticos Bipolar 8
DR - Diferencial Residual 8
Protetor de SPDA – DPS 8
Borne - Macho e Fêmea Diversos 50
Capa isolante de Fio – metro 80
Reostato de 1000W - 0Ω à 500kΩ 4
Terrômetro 2
Motor de 1 CV - Monofásico - 220V - Indução 4
Megômetro 2
Luxímetro - 0 a 400.000 lux em 4 faixas 2
Multímetro Digital com Capacímetro e Alicate Amperímetro 10
Wattímetro Analógico 8
Alicate Universal 10
Alicate de Bico 10
Chave de Fenda Diversas 10
Chave Teste de tensão 10
Armário 4 divisórias de 2.4m de altura 1
Quadro Branco 1
Bancada 8
GPS Geodésico 4
Kit Topografia 4
Estação Total 1
Teodolito eletrônico 4
Nível ótico 5
Bastão extensível 4
Scanner tipo mesa, policromático, resolução mínima de 1200 1
dpi, tamanho a4
Impressora a laser monocromática 1
Marreta 3 kg 13
Impressora Plotter 1
Ar Condicionado 30.000 BTU/h 1

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13.4 Laboratórios de Informática

Os laboratórios de informática contam com 28 computadores, considerando


um estudante por máquina, projetor multimídia, tela de projeção e quadro-branco
conforme Tabela 14.2.
Tabela14. 2 - Equipamentos do laboratório de Informática
Laboratório Área (m2) m2 por aluno
Informática 41,20 1,47
Descrição (Materiais, Ferramentas, Softwares Instalados, e/ou outros dados)
Qtde. Especificações
Computador:
Microprocessador AMD Phenom II X2 (núcleo duplo) 550 'Black Edition'
(3.1GHz de clock, 1MB L2 de memória cache dedicados, 6MB L3 de
memória cache, barramento de 4000 MHz em HyperTransport™, 3.25
20 GB de memória RAM, sistema operacional Windows XP, armazenamento
de 298 GB HD em serial SATA de 5400 rpm, drive de DVD-RW, Monitor
de LCD 19”; Vídeo dedicado de 512MB. Rede: Gigabit Ethernet
10/100/1000 Mbits; Placa de rede sem fio A/B/G/N. Teclado padrão
ABNT-2 e mouse tipo óptico/usb com dois botões, de no mínimo 800 DPI;
06 interfaces USB 2.0; Interface para conexão em Doking Station.
Projetor de multimídia (Datashow):
Brilho de 1800 ANSI Lumen; frequência de varredura 13 a 162 MHz;
frequência horizontal de 15 a 92 MHz; frequência vertical 50 a 85 Hz;
lente zoom digital 1.5; lampada UHE de 180 W e vida útil de 2000 horas;
1
resolução nativa de 1.440.000; Resolução redimensionada de 640 x 480,
1024 x 768, 1280 x 1024; Produção de cores 24 bits, 16.7 milhões;
Razão de aspecto 4:3, 16:9; Razão de contraste 500:1; Sistema de vídeo:
VGA analógico, NTSCM 4.43, PAL; Tamanho da imagem diagonal de 30"
a 300", Alimentação de 100 a 240 V AC, 50/60Hz; Acessórios: Maleta pra
Transporte, Cabo RGB HD15, Cabo VGA, Cabo de vídeo RCA, Controle
Remoto, Cabo de alimentação e Manual.
20 Cadeira operacional com base metálica e com assento e encosto em
polipropileno preto
20 Mesa Retangular 60 x 80 cm
Suporte de teto para datashow:
Hastes móveis, ajustáveis em comprimento e ângulo, 3 roscas para
1
parafusos, possui regulagem de ângulo e suporta projetores de até 15kg
Softwares Instalados: Windows XP Professional – BrOffice 3.2.1 – Mozilla Firefox -
Autocad

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13.5 Biblioteca

A biblioteca atenderá inicialmente apenas com serviço de empréstimo,


disponibilizando quatro terminais de consultas ao acervo e à internet.

13.6 Demonstrativo por área de conhecimento de Acervo projetado


para a Biblioteca do Campus Samambaia

Tabela 14.3: Projeção de aquisição de acervo para a biblioteca

Área de
Títulos 2010 2011 2012 2013
conhecimento
Ciências Biológicas 0 912 1824 2004
Ciências exatas 0 256 512 762
Ciências humanas 0 256 512 562
Livros Ciências da Saúde 0 0 0 0
Ciências Sociais 0 100 200 300
Linguística, letras e
0 200 300 400
artes
Ciências biológicas 0 0 0 0
Periódicos
Ciências humanas 0 0 0 0
Ciências agrárias 5 5 5 5
Revistas Ciências humanas 0 5 5 5
Diversos 0 5 5 5
Jornais - 0 0 0 0
Ciências biológicas,
Obras de referência humanas, linguística, 50 100 150 150
letras e artes
Vídeos Ciências biológicas, 0 15 20 25
DVDs humanas, linguística, 0 15 20 25
letras e artes
CD - ROOM's 0 30 40 50
Assinaturas -
0 0 0 0
eletrônicas
Outros - 0 15 15 15
Total 0 1914 3608 4308
Fonte: PDI Instituto Federal de Brasília (modificado).

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14. Pessoal Docente e Técnico Envolvido no Curso

O quadro demonstrativo de docentes e técnicos administrativos


envolvidos no curso Técnico em Edificações do campus Samambaia
encontra-se detalhado a seguir.
14.1 Quadro demonstrativo de docentes do curso

Tabela 15.1: Relação de docentes do curso


NOME DO SERVIDOR ÁREA TÍTULO
1 Alessandro Borges Lima Informática Graduado em Informática
2 Ângela Beatriz Souza Bertazzo Arquitetura Mestre em Transportes
Construção
3 Carlos Petrônio Leite da Silva Civil Doutor em Geotecnia
5 Cristiane Herres Terraza Artes Doutoranda em Artes
Construção Doutora em Estruturas e
6 Elisandra Nazaré Maia de Medeiros Civil Construção Civil
Construção
8 Francisco Hélio Caitano Pessoa Civil Doutor em Geotecnia
9 Izabel Santana Almeida Arantes de Souza Matemática Graduada em Matemática
Construção Mestre em Estruturas e
10 João Carlos Barleta Uchôa Civil Construção Civil
Construção
11 Joseleide Pereira da Silva Civil Doutora em Geotecnia
Construção
12 Larissa Andrade de Aguiar Civil Mestre em Geotecnia
13 Luiz Diogo de Vasconcelos Junior Ética Doutor em Filosofia
Construção Mestre em Estruturas e
14 Lyssya Suellen da Silva Civil Construção Civil
Construção Mestre em Estruturas e
15 Marcus Alexandre Noronha de Brito Civil Construção Civil
16 Marianna B. Borges Benchimol Matemática Mestre em Matemática
17 Nadyelle Curcino do Carmo Agrimensura Mestranda em Agrimensura
18 Neli Terezinha da Silva Gestão Mestre em Gestão
Mestre em Arquitetura e
19 Raquel Egídio Leal e Silva Arquitetura Urbanismo
Segurança
20 Renata Moreira de Sá e Silva do Trabalho Mestre em Construção Civil
Língua
21 Rosa Amélia Pereira da Silva Portuguesa Mestre em Literatura
22 Thiago Batista Amorim Informática Graduado em Informática
Língua
23 Veruska Ribeiro Machado Portuguesa Doutora em Educação
Construção
24 Wilson Conciani Civil Doutor em Geotecnia

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14.2 Quadro demonstrativo de técnicos

Tabela 15.2: Relação de Técnicos

NOME DO SERVIDOR FUNÇÃO


1 Clarissa Szervinsks Tavares Técnica em Assuntos Educacionais
2 Eliana de Andrade Rocha Pedagoga
3 Ellen Cristina Santos Gonçalves Assistente Administrativa
4 Emerson De Souza de Jesus Técnico em Mecânica
5 Leonardo Pimenta Dias Técnico em Informática
6 Luciano Alves Teixeira Auxiliar de Biblioteca
7 Mayara Coelho Moraes Assistente Administrativa
8 Patrícia Rodrigues Amorim Técnica em Assuntos Educacionais
9 Rivadavia Alves de Andrade Junior Assistente de Aluno
10 Rudimar Machado Souza Júnior Assistente Administrativo
11 Camila de Oliveira Cândido Bibliotecária
12 Luana Rodrigues Nogueira de Lima Pedagoga
13 Livia Coelho Neto Assistente Administrativo
14 Luidson Saraiva Souza Assistente Administrativo

15. Certificados e Diplomas Expedidos aos Concluintes do Curso

Após a conclusão de cada módulo, o estudante poderá solicitar a emissão de


certificados parciais. Esses serão emitidos, por solicitação do estudante considerado
APTO no referido módulo.
Aos concluintes do curso será conferido diploma de Técnico em Edificações,
acompanhado do respectivo histórico escolar.
O diploma de técnico somente será expedido após a conclusão do curso e do
Estágio Curricular Supervisionado.
Todos os cursos técnicos subsequentes são cadastrados no Sistema
Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC)

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CAMPUS SAMAMBAIA

implantado pela Secretaria de Educação Tecnológica (SETEC) do Ministério da


Educação.17
O diploma da Habilitação de Técnico em Edificações poderá ser obtido pelo
aluno que tenha concluído os quatro módulos e o Estágio Supervisionado previsto
para o curso, com ou sem aproveitamento de estudos.
O curso pode ser concluído: com a integralização da carga horária mínima de
1.332 horas e mais o Estágio Supervisionado, com as competências mínimas
exigidas ou poderá ocorrer pela somatória de módulos cursados na mesma escola
ou em cursos de qualificação profissional e/ou módulos oferecidos por outras
escolas, desde que no prazo limite de cinco anos.
O aluno que concluir o Módulo II, o Módulo III e o Módulo IV fará jus ao
certificado de qualificação profissional, para fins de exercício profissional e
continuidade de estudos.
Os certificados de Qualificação Profissional e o Diploma de Técnico serão
acompanhados de históricos escolares, que explicitarão as competências
profissionais adquiridas e o título da ocupação.
De acordo com o itinerário percorrido pelo aluno, haverá as seguintes
certificações de qualificação profissional:

 Desenhista de Construção Civil – Módulos I e II

 Projetista - Módulos I, II e III

 Orçamentista de Obras - Módulo I, II e IV

Diploma de:
 Técnico em Edificações - Módulos I, II, III e IV mais o estágio
curricular supervisionado.

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O Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC)
substituiu o Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio (CNCT),
em 1º de outubro de 2009.

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16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Catálogo


Nacional de Cursos Técnicos. Disponível em http://catalogonct.mec.gov.br.
BRASIL. Resolução Nº 218, de 29 de junho de 1973. Discrimina atividades das diferentes
modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia
<http://www.fca.unesp.br/graduacao/agronomia/arquivos/0218-73.pdf>. Acessado em 23 de
setembro, 2010.
FELIPETTO, Adriana Vilela Montenegro. Conceito, planejamento e oportunidades. Coordenação
de Karin Segala. Rio de Janeiro: IBAM, 2007.

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