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Escola Secundária Dr. Augusto C. S.

Ferreira – Rio Maior – Biblioteca Escolar


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ELENCO PRINCIPAL

Russell Crowe/John Nash

Ed Harris/William Parcher

Jennifer Connelly/Alicia Nash

Paul Bettany/Charles Herman


FICHA TÉCNICA

Título Original: “A Beautiful Mind”.


Realizador: Ron Howard.
Produção: Brian Grazer e Ron Howard.
Argumento: Akiva Goldsman, baseado no livro de Sylvia Nasar.
Música: James Horner.
Banda sonora: “All Love Can Be”
Fotografia: Roger Deakins.
Desenho de Produção: Wynn Thomas.
Direção Artística: Robert Guerra.
Figurino: Rita Ryack.
Edição: Daniel P. Hanley e Mike Hill.
Efeitos Especiais: Digital Domain.
Duração: 134 min.
Género: Drama/Romance.

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Guião elaborado pelo professor Paulo Sá – Filosofia e Psicologia
Escola Secundária Dr. Augusto C. S. Ferreira – Rio Maior – Biblioteca Escolar
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Uma mente Brilhante baseia-se na biografia de John Nash escrita por Sylvia Nasar, e começa
com a chegada do jovem Nash à Universidade de Princeton, em 1947. Isolado de todos e
tudo, Nash recusa-se a participar nas atividades básicas da Universidade, tais como assistir
às aulas e conviver com os colegas. O seu objetivo é a procura de uma Ideia Original.
Incentivado pelo colega Charles a procurar a sua ideia fora das quatro paredes do seu
quarto, Nash inspira-se em fontes estranhas, como no movimento dos pombos no parque,
nos movimentos de uma equipa de futebol e até no roubo de uma carteira. Nenhum destes
três estudos o ajuda. Será numa conversa de bar que Nash encontra inspiração para a sua
Ideia Original, uma teoria revolucionária com aplicação à economia moderna e que
contradizia 150 anos do reinado de Adam Smith na área.

O reconhecimento pelo seu trabalho acontece em 1953, após Nash ter realizado alguns
trabalhos no Pentágono a decifrar códigos russos. Ao mesmo tempo, Nash é Professor.
Conhece uma aluna, Alicia, com a qual viria a casar e ter um filho. Tudo parecia correr bem
com o casal, até que Nash começa a ser perseguido por desconhecidos. Nash não resiste à
grande pressão e começa a ficar paranóico. O resto do filme segue uma trajetória repleta de
desafios, onde Nash luta não só contra a esquizofrenia, mas também contra todos aqueles
que não acreditavam na sua recuperação. O filme termina com o reconhecimento pelo qual
Nash tanto ansiava: o Prémio Nobel de Economia em 1994, pelo seu contributo na Teoria
dos Jogos. Convencido da sua superioridade intelectual, Nash admite que é melhor, de
longe, conviver com números inteiros do que com pessoas. O seu objetivo era criar uma
teoria dinâmica capaz de explicar todas as circunstâncias e situações, quer feitas pela
natureza ou pelo homem, físicas ou emocionais.

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Guião elaborado pelo professor Paulo Sá – Filosofia e Psicologia
Escola Secundária Dr. Augusto C. S. Ferreira – Rio Maior – Biblioteca Escolar
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Durante as alucinações, Nash decifra


códigos secretos ocultos em jornais e
revistas. A sua sala de trabalho é
absolutamente sigilosa, encobrindo um
mundo de cálculos.

A partir daí, não se sabe mais o que é real


ou o que faz parte da mente de Nash,
pondo todos nós a reavaliar a história do
filme já transcorrida e decidir o que é real
ou irreal.

O filme revela ideias e valores


contraditórios que são evidenciados no
decorrer da história. No início, fica
evidente o preconceito contra o jovem
desconhecido ganhador da bolsa da
universidade, o individualismo e a
competição entre os estudantes. A
genialidade e a criatividade de Nash são
abordadas, em seguida, com referências
aos trabalhos desenvolvidos. No final, o
que prevalece é a solidariedade, a
amizade, o reconhecimento, a tenacidade,
o carinho e a vitória do amor.

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Guião elaborado pelo professor Paulo Sá – Filosofia e Psicologia
Escola Secundária Dr. Augusto C. S. Ferreira – Rio Maior – Biblioteca Escolar
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QUESTIONÁRIO

1. Defina esquizofrenia.
2. Explique as causas da esquizofrenia tendo como base a combinação entre fatores
ambientais e genéticos.

O filme constitui uma boa introdução ao problema filosófico da natureza do


conhecimento, na medida em que nem tudo o que John Nash conhece e acredita que
faz é real. Muitos acontecimentos e pessoas são criações da sua mente, não saber o
que é real ou fantasia provoca estranheza e dor. O conflito com a sua própria mente
leva-o a descobrir e a aceitar que algumas das pessoas queridas que o
acompanhavam há longo tempo eram apenas produto das suas alucinações.
Exemplo disso é a cena em que percebe que se a sobrinha de Charles nunca cresce,
logo não poderá ser real. O realizador faz com que o espetador, durante grande
parte do filme, também não saiba, exatamente, o que é real e o que é fantasia do
protagonista.

3. A partir do que foi referido, problematize as seguintes questões:


a) O sujeito cognoscente conhece uma realidade objetiva, distinta e separada dele?
b) Ou conhecerá apenas representações do real por ele construídas?

4. Explicite em que consiste a terapia cognitiva, referindo o processo de confrontação


que Nash faz com as suas próprias fantasias para conseguir distinguir o delírio da
realidade.
5. Justifique as seguintes frases citadas no filme:
O génio vê a resposta antes da pergunta;
Não se tem certeza de nada. Essa é a única certeza que tenho;
É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser
encontrada.
6. Comente a seguinte afirmação: O filme em si não traz a Matemática como Ciência,
mas sim como parte da vida de um homem que, apesar de ser um génio, tem as suas
frustrações, esquisitices, amores, doenças, amizades, assim como qualquer pessoa.
7. Posicione-se criticamente face à importância da matemática na vida do ser humano.

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Guião elaborado pelo professor Paulo Sá – Filosofia e Psicologia