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LEIS ESQUEMATIZADAS

REGIMENTO INTERNO DO STJ


SUMÁRIO
PARTE I – Da Composição, Organização e Competência...........................3
CAPÍTULO I – Da Composição e Organização..........................................3
CAPÍTULO II – Da Competência do Plenário, da Corte Especial, das
Seções e das Turmas..........................................................................9
CAPÍTULO III – Do Presidente e do Vice-Presidente............................... 31
Juiz Instrutor................................................................................... 37
Juiz Auxiliar da Presidência, do CJF e da ENFAM.................................... 39
Juiz Auxiliar Excepcional.................................................................... 40
CAPÍTULO IV – Das Atribuições do Corregedor-Geral da Justiça Federal... 45
CAPÍTULO V – Das Atribuições do Presidente de Seção.......................... 45
CAPÍTULO VI – Das Atribuições do Presidente de Turma......................... 46
CAPÍTULO VII – Dos Ministros............................................................ 48
CAPÍTULO VIII – Do Conselho de Administração................................... 61
CAPÍTULO IX – Das Comissões........................................................... 62
CAPÍTULO X – Do Conselho da Justiça Federal...................................... 67
CAPÍTULO XI – Das Licenças, Substituições e Convocações.................... 67
CAPÍTULO XII – Da Polícia do Tribunal................................................. 70
CAPÍTULO XIII – Da Representação por Desobediência ou Desacato........ 71
TÍTULO II – Do Ministério Público........................................................ 71
TÍTULO III – Da Defensoria Pública..................................................... 73
PARTE II – Do Processo..................................................................... 74
CAPÍTULO III – Dos Atos e Formalidades............................................. 74
PARTE I – Dos Serviços Administrativos............................................... 78
TÍTULO I – Da Secretaria do Tribunal.................................................. 78
TÍTULO II – Do Gabinete do Presidente............................................... 80
TÍTULO III – Dos Gabinetes dos Ministros............................................ 81
Prof. Aragonê Fernandes
Regimento Interno do STJ

PARTE I
DA COMPOSIÇÃO, ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIA

TÍTULO I
DO TRIBUNAL

CAPÍTULO I
DA COMPOSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO

Art. 1º O Superior Tribunal de Justiça, com sede na Capital Federal e ju-


risdição em todo o território nacional, compõe-se de trinta e três Ministros.

 Comentário
Embora o RISTJ cite 33 Ministros, o texto constitucional dispõe que o Tribunal
é composto por, no mínimo, 33 Ministros. Ou seja, é possível a ampliação
da composição, por meio de lei ordinária.

Art. 2º O Tribunal funciona:


I – em Plenário e pelo seu órgão especial (Constituição, art. 93, XI), de-
nominado Corte Especial;

 Comentário
As Turmas, Seções e Corte Especial possuem competências jurisdicionais. O
Plenário conta apenas com competências administrativas.

II – em Seções especializadas;


III – em Turmas especializadas.
§ 1º O Plenário, constituído da totalidade dos Ministros, é presidido pelo
Presidente do Tribunal.
§ 2º A Corte Especial será integrada pelos quinze Ministros mais
antigos e presidida pelo Presidente do Tribunal.

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 Comentário
O art. 93, XI, da CF/1988 estabelece que os Tribunais com mais de 25 mem-
bros poderão criar um órgão especial, composto por entre 11 e 25 membros.
A composição seria de metade por antiguidade e metade por eleição. Veja que
a composição da Corte Especial não obedece ao mandamento constitucional.

§ 3º Há no Tribunal três Seções, integradas pelos componentes das Tur-


mas da respectiva área de especialização. As Seções são presididas pelo
Ministro mais antigo, por um período de dois anos, vedada a recondu-
ção, até que todos os componentes da Seção hajam exercido a presidência.
§ 4º As Seções compreendem seis Turmas, constituídas de cinco Mi-
nistros cada uma. A Primeira e a Segunda Turmas compõem a Primeira
Seção; a Terceira e a Quarta Turmas, a Segunda Seção; e a Quinta e a Sexta
Turmas, a Terceira Seção. O Ministro mais antigo integrante da Turma
é o seu presidente, observada a disposição do parágrafo anterior quanto à
periodicidade.

 Comentário
Seções e Turmas
1ª Seção 2ª Seção 3ª Seção
1ª T 2ª T 3ª T 4ª T 5ª T 6ª T
Direito Público Direito Privado Direito Penal

§ 5º Na composição das Turmas, observar-se-á a opção feita pelo Ministro,


atendendo-se à ordem de antiguidade.
§ 6º Para os fins dos §§ 3º e 4º deste artigo, considerar-se-á a antigui-
dade dos Ministros no respectivo órgão fracionário.

 Comentário
Nas Turmas e nas Seções, leva-se em consideração a antiguidade no órgão
fracionário, e não no Tribunal.

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Art. 3º O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos pelo Plenário, dentre


os seus membros. O Corregedor-Geral da Justiça Federal (CGJF) é o Ministro
mais antigo dentre os membros efetivos do Conselho da Justiça Federal.

 Comentário
CJF
10 membros
Presidente Vice 3 Ministros 5 Presidentes do TRF
Presidido pelo Presidente do STJ
Corregedor (CGJF) Ministro mais antigo entre os membros efetivos (um dos três)
Supervisão administrativa e orçamentária (SAO) da Justiça Federal
Competência
de primeiro e segundo graus

§ 1º O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justiça Fe-


deral integram apenas o Plenário e a Corte Especial.

 Comentário
Uma Seção possui 10 Ministros.
Isso daria um total de 30 Ministros para os órgãos fracionários, excluindo-se
o PVCGJF.
Acontece que o art. 103-B, § 5º, da CF/1988, ao criar o CNJ, previu que o
ministro indicado pelo STJ ocuparia a função de Ministro-corregedor do CNJ
(MC-CNJ) e ficaria afastado da distribuição de processos no Tribunal.
Assim, uma Turma – e, consequentemente, uma Seção – ficará com um Minis-
tro a menos. Para suprir a falta, convoca-se Desembargador ou Juiz de TRF
(art. 56).

§ 2º O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justiça Fe-


deral, ao concluírem seus mandatos, retornarão às Turmas, observado o se-
guinte:
I – o Presidente e o Corregedor-Geral integrarão, respectivamente, a Tur-
ma de que saírem o novo Presidente do Tribunal e o novo Corregedor-Geral;

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se o novo Presidente for o Vice-Presidente ou o Corregedor-Geral, o Presiden-


te que deixar o cargo comporá a Turma da qual provier o novo Vice-Presiden-
te ou o novo Corregedor-Geral;
II – o Vice-Presidente, ao deixar o cargo, se não for ocupar o de Presidente
do Tribunal, passará a integrar a Turma da qual sair o novo Vice-Presidente.
§ 3º O Ministro que houver exercido o cargo de Presidente do Su-
perior Tribunal de Justiça não poderá ocupar outro cargo ou função
administrativa no âmbito do Tribunal, no Conselho da Justiça Federal,
no Conselho Nacional de Justiça, na Escola Nacional de Formação e
Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Tei-
xeira (ENFAM) e no Tribunal Superior Eleitoral, salvo presidência de
Turma e Seção.

 Comentário
A ideia é “fazer a fila andar”. Então, quem já ocupou o cargo mais graduado
(presidente do STJ), não pode ocupar outro de destaque no Tribunal, no CJF,
no CNJ ou na ENFAM.
A única exceção seria a presidência dos órgãos julgadores fracionários (Seções
e Turmas).

§ 4º Os Ministros não poderão exercer mais de uma função administrativa


cumulativamente, exceto no caso de todas já terem sido preenchidas e nos
casos previstos em lei.

 Comentário
Mesma lógica do comentário anterior. Como são muitos Ministros e há várias
funções de destaque, um não pode assumir várias, pois prejudicaria os demais.

§ 5º Não há vedação para acumulação de cargo administrativo com


suplência nem de cargo administrativo com função jurisdicional, in-
clusive quando se tratar do Tribunal Superior Eleitoral, salvo para o

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exercício dos cargos de Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral (CGJE), Cor-


regedor Nacional de Justiça (MC-CNJ), Corregedor-Geral da Justiça Federal
(CGJF), Ministro Ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e Diretor-Geral da
Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sál-
vio de Figueiredo Teixeira (ENFAM).
§ 6º Não será elegível o Ministro para os cargos de Presidente e Vice-
-Presidente do Tribunal, Corregedor Nacional de Justiça, membro efetivo do
Conselho da Justiça Federal, Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e
Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, Minis-
tro Ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e membro efetivo e suplente do
Tribunal Superior Eleitoral, caso Ministro mais novo em ordem de anti-
guidade já tenha exercido o mesmo cargo ou função.

 Comentário
Na prática, a antiguidade funciona como uma fila. Se algum Ministro mais
novo exerceu o mesmo cargo ou função, o mais antigo não pode “voltar
casas”. A fila anda para frente.

Art. 4º O Ministro empossado integrará a Turma onde se deu a vaga para


a qual foi nomeado, ou ocupará vaga resultante da transferência de Ministro
(art. 32).
Art. 5º O Conselho de Administração será integrado pelos onze
Ministros mais antigos e presidido pelo Presidente do Tribunal, com-
petindo-lhe decidir sobre matéria administrativa, nos termos deste Re-
gimento.

 Comentário
Conselho de Administração
11 membros + antigos (sem eleição)
Cuida de matéria administrativa
Não cabe recurso administrativo de seus atos e decisões

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Art. 6º Junto ao Tribunal funciona o Conselho da Justiça Federal, com


atuação em todo o território nacional, cabendo-lhe a supervisão adminis-
trativa e orçamentária (SAO) da Justiça Federal de primeiro e segun-
do graus.
Art. 7º O Conselho da Justiça Federal é integrado pelo Presidente,
Vice-Presidente, e três Ministros do Tribunal, eleitos por dois anos, e
pelos Presidentes dos cinco Tribunais Regionais Federais.
§ 1º O Presidente do Tribunal preside o Conselho da Justiça Federal.
§ 2º Ao escolher os três Ministros que integrarão o Conselho, o Tribunal
elegerá, também, os respectivos suplentes.

 Comentário
Diferenças entre Conselho Nacional de Justiça e Conselho da Justiça Federal
Diferenças CNJ CJF
Quando foi EC n. 45/2004. Lei 5.010/1966, estando na
criado CF/1988 desde a promulgação.
Composição 15 membros, sendo 9 do Judiciário 10 membros, todos do Judiciário
e 6 de fora (2 do MP, 2 da OAB e 2 - Presidente/STJ
cidadãos). - Vice-presidente/STJ
- 3 Ministros/STJ
- 5 presidentes/TRFs
Competência CAAF SÃO
Exercer o controle da atuação admi- Exercer a supervisão adminis-
nistrativa e financeira do Poder Judi- trativa e orçamentária da Justiça
ciário e do cumprimento dos deveres Federal de 1º e 2º graus.
funcionais dos juízes (CAAF).
Presidência Presidente do STF. Presidente do STJ.

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CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA DO PLENÁRIO, DA CORTE ESPECIAL, DAS
SEÇÕES E DAS TURMAS

Seção I
Das Áreas de Especialização

Art. 8º Há no Tribunal três áreas de especialização estabelecidas em ra-


zão da matéria.
Parágrafo único. A competência da Corte Especial não está sujeita à
especialização.
Art. 9º A competência das Seções e das respectivas Turmas é fixada em
função da natureza da relação jurídica litigiosa.
§ 1º À Primeira Seção cabe processar e julgar os feitos relativos a:
I – licitações e contratos administrativos;
II – nulidade ou anulabilidade de atos administrativos;
III – ensino superior;
IV – inscrição e exercício profissionais;
V – direito sindical;
VI – nacionalidade;
VII – desapropriação, inclusive a indireta;
VIII – responsabilidade civil do Estado; (se não for do Estado, vai para
a Segunda Seção)
IX – tributos de modo geral, impostos, taxas, contribuições e empréstimos
compulsórios;
X – preços públicos e multas de qualquer natureza;
XI – servidores públicos civis e militares;
XII – habeas corpus referentes às matérias de sua competência;
XIII – benefícios previdenciários, inclusive os decorrentes de acidentes do
trabalho;

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XIV – direito público em geral.


§ 2º À Segunda Seção cabe processar e julgar os feitos relativos a:
I – domínio, posse e direitos reais sobre coisa alheia, salvo quando se
tratar de desapropriação; (desapropriação fica na Primeira Seção)
II – obrigações em geral de direito privado, mesmo quando o Estado
participar do contrato;
III – responsabilidade civil, salvo quando se tratar de responsabilidade
civil do Estado; (responsabilidade civil do Estado é Direito Administrativo. Por
isso, vai para a 1ª Seção)
IV – direito de família e sucessões;
V – direito do trabalho;
VI – propriedade industrial, mesmo quando envolverem arguição de nuli-
dade do registro;
VII – constituição, dissolução e liquidação de sociedade;
VIII – comércio em geral, inclusive o marítimo e o aéreo, bolsas de valo-
res, instituições financeiras e mercado de capitais;
IX – falências e concordatas;
X – títulos de crédito;
XI – registros públicos, mesmo quando o Estado participar da de-
manda;
XII – locação predial urbana;
XIII – habeas corpus referentes às matérias de sua competência;
XIV – direito privado em geral.
§ 3º À Terceira Seção cabe processar e julgar os feitos relativos à maté-
ria penal em geral, salvo os casos de competência originária da Corte Espe-
cial e os habeas corpus de competência das Turmas que compõem a Primeira
e a Segunda Seção.

 Comentário
Todas as Seções julgam habeas corpus. No entanto, na 1ª e na 2ª Seções
serão julgados apenas aqueles atinentes à matéria do órgão.

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Exemplificando, HC sobre prisão por dívida alimentícia vai para a 2ª Seção – direito
privado. Já HC sobre discutir expulsão ficaria na 1ª Seção – direito público.
Afora isso, os HCs serão julgados pela 3ª Seção, que cuida do Direito Penal
em geral.

COMPARATIVO ENTRE MATÉRIA JULGADA EM CADA SEÇÃO (Artigo 9º do RISTJ)

PRIMEIRA SEÇÃO SEGUNDA SEÇÃO TERCEIRA SEÇÃO


1ª e 2ª Turmas 3ª e 4ª Turmas 5ª e 6ª Turmas

§ 1º À Primeira Seção cabe proces- § 2º À Segunda Seção cabe proces- § 3º À Terceira Seção cabe pro-
sar e julgar os feitos relativos a: sar e julgar os feitos relativos a: cessar e julgar os feitos relativos à
I – licitações e contratos administra- I – domínio, posse e direitos reais matéria penal em geral, salvo os
tivos; sobre coisa alheia, salvo quando se casos de competência originária da
II – nulidade ou anulabilidade de atos tratar de desapropriação; (desa- Corte Especial e os habeas corpus de
administrativos; propriação fica na 1ª Seção) competência das Turmas que com-
III – ensino superior; II – obrigações em geral de direito põem a Primeira e a Segunda Seção.
IV  – inscrição e exercício profissio- privado, mesmo quando o Estado
nais; participar do contrato;
V – direito sindical; III – responsabilidade civil, salvo
VI – nacionalidade; quando se tratar de responsabilidade
VII – desapropriação, inclusive a civil do Estado; (responsabilidade
indireta; civil do Estado é direito administra-
VIII – responsabilidade civil do tivo. Por isso vai para a 1ª Seção)
Estado; (se não for do Estado, vai IV – direito de família e sucessões;
para a Segunda Seção) V – direito do trabalho;
IX – tributos de modo geral, impos- VI – propriedade industrial, mesmo
tos, taxas, contribuições e emprésti- quando envolverem arguição de nuli-
mos compulsórios; dade do registro;
X – preços públicos e multas de qual- VII – constituição, dissolução e liqui-
quer natureza; dação de sociedade;
XI – servidores públicos civis e mili- VIII – comércio em geral, inclusive o
tares; marítimo e o aéreo, bolsas de valo-
XII – habeas corpus referentes res, instituições financeiras e mer-
às matérias de sua competência; cado de capitais;
XIII – benefícios previdenciários, IX – falências e concordatas;
inclusive os decorrentes de acidentes X – títulos de crédito;
do trabalho; XI – registros públicos, mesmo
XIV – direito público em geral. quando o Estado participar da
demanda;
XII – locação predial urbana;
XIII – habeas corpus referentes
às matérias de sua competência;
XIV – direito privado em geral.

Observações:
1) Vale lembrar que a Corte Especial não se submete à especialização, abordando todas as áreas do Direito
(público, privado e penal).
2) O RISTJ passou por várias modificações. No início, o STJ foi pensado para que a 3ª Seção cuidasse
apenas de direito penal. No entanto, o grande volume de processos nas 1ª e 2ª Seções fez com que algumas
matérias próprias desses colegiados fossem transferidas para a 3ª Seção.
No entanto, na atualidade, há grande volume em RESP, Agravos, HCs e ROHC da área penal. Daí, as matérias que
haviam sido incorporadas à 3ª Seção foram excluídas, voltando-se à ideia inicialmente desenhada.

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Seção II
Da Competência do Plenário

Art. 10. Compete ao Plenário (somente competências administrativas):


I – dar posse aos membros do Tribunal;
II – eleger o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal, os Ministros mem-
bros do Conselho da Justiça Federal, titulares e suplentes, e o Diretor da Re-
vista do Tribunal, dando-lhes posse;
III – eleger, dentre os Ministros do Tribunal, os que devam compor o Tri-
bunal Superior Eleitoral, na condição de membros efetivos e substitutos;

 Comentário
O TSE possui sete Ministros. Deles, dois são oriundos do STJ. O mais antigo
será o Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral.

IV – decidir sobre a disponibilidade e aposentadoria de membro do Tribu-


nal, por interesse público;
V – votar o Regimento Interno e as suas emendas;
VI – elaborar as listas tríplices dos Juízes, Desembargadores, Advogados
e membros do Ministério Público que devam compor o Tribunal (Constituição,
art. 104 e seu parágrafo único);
VII – propor ao Poder Legislativo a alteração do número de membros
do Tribunal e dos Tribunais Regionais Federais, a criação e a extinção de
cargos, e a fixação de vencimentos de seus membros, dos Juízes dos
Tribunais Regionais e dos Juízes Federais, bem assim a criação ou extinção de
Tribunal Regional Federal e a alteração da organização e divisão judiciárias;

 Comentário
Alteração no número de membros e pedido de aumento dos subsídios dos
membros é com o Plenário. Quando for relacionado aos servidores, a com-
petência passa a ser da Corte Especial.

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VIII – aprovar o Regimento Interno do Conselho da Justiça Federal.


IX – eleger, dentre os Ministros do Tribunal, o que deve compor o Conselho
Nacional de Justiça, observada a ordem de antiguidade;
X – indicar, na forma do inciso XXXII e do parágrafo único do art. 21, um
juiz federal e um juiz de Tribunal Regional Federal para as vagas do Conselho
Nacional de Justiça e um juiz para a vaga do Conselho Nacional do Ministério
Público.

Seção III
Da Competência da Corte Especial

 Comentário
Ao contrário do Plenário, a Corte Especial possui competências jurisdicionais
e administrativas.

Art. 11. Compete à Corte Especial processar e julgar (competên-


cias jurisdicionais):
I – nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Fede-
ral, e, nestes e nos de responsabilidade, os Desembargadores dos Tribunais
de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de
Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais,
dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos
ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que
oficiem perante Tribunais;
II – os habeas corpus, quando for paciente qualquer das pessoas men-
cionadas no inciso anterior;

 Comentário
Sistematizando a competência para julgamento de HC, MS e HD:
• se o PACIENTE no HC for Ministro de Estado, competência para jul-
gamento será do STF;
• se o COATOR no HC, HD ou MS for Ministro de Estado, competência
da Seção (STJ);

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• se o COATOR for órgão colegiado presidido por Ministro de Estado,


competência será da 1ª instância – Súmula n. 177/STJ;
• se o COATOR no HC for uma das autoridades que aparecem no art.
105 (Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM ou
membro do MPU que oficiem perante Tribunais) ou ainda Tribunal sujei-
to ao STJ (TRF, TJ e TJM), a competência será das Turmas (STJ);
• se o PACIENTE for uma das autoridades que aparecem no art. 105
(Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM ou membro
do MPU que oficiem perante Tribunais, a competência será da CORTE
ESPECIAL;

III – os mandados de injunção, quando a elaboração da norma regula-


mentadora for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da admi-
nistração direta ou indireta, excetuados os casos de competência do Supremo
Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça
do Trabalho e da Justiça Federal;

 Comentário
O julgamento de MI pelo STJ é residual. Ou seja, só será cabível se não for
competência do STF ou dos outros órgãos do Judiciário Federal, Militar, Elei-
toral e do Trabalho. Apenas a Corte Especial julga MI, ficando de fora as
Seções e as Turmas.

IV – os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio


Tribunal ou de qualquer de seus órgãos; (roupa suja se lava em casa)
V – as revisões criminais e as ações rescisórias de seus próprios julga-
dos; (roupa suja se lava em casa)

 Comentário
A regra “roupa suja se lava em casa” vale para MS, HD, revisões criminais e
ações rescisórias. Corte Especial e Seções julgam essas ações. Turmas ficam
de fora.

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VI – o incidente de assunção de competência quando a matéria for co-


mum a mais de uma seção;

 Comentário
A regra é o incidente de assunção de competência ser julgado nas seções.
Turmas ficam de fora.

VII – a exceção da verdade, quando o querelante, em virtude de prerro-


gativa de função, deva ser julgado originariamente pelo Tribunal;
VIII – a requisição de intervenção federal nos Estados e no Distrito
Federal, ressalvada a competência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal
Superior Eleitoral (Constituição, art. 36, II e IV);
IX – as arguições de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
suscitadas nos processos submetidos ao julgamento do Tribunal; (cláusula
de reserva de plenário – art. 97, CF/1988)
X – as reclamações para a preservação de sua competência e garantia de
suas decisões;
XI – as questões incidentes, em processos da competência das Seções ou
Turmas, as quais lhe tenham sido submetidas (art. 16);
XII – os conflitos de competência entre relatores ou Turmas inte-
grantes de Seções diversas, ou entre estas;

 Comentário
A Corte Especial julga os conflitos internos, salvo os dentro da própria seção.
Já as seções julgam os conflitos externos e os internos dentro da própria
seção.

XIII – os embargos de divergência, se a divergência for entre turmas de


seções diversas, entre turma e seção que não integre ou entre turma e seção
com a própria Corte Especial);

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XIV – os embargos infringentes de acórdãos proferidos em ações rescisó-


rias de seus próprios julgados (o novo CPC acabou com os embargos infrin-
gentes)
XV – as suspeições e impedimentos levantados contra Ministro em proces-
so de sua competência;
XVI – o recurso especial repetitivo.

 Comentário
Somente a Corte Especial e as seções julgam RESP repetitivo. Turmas ficam
de fora.

Parágrafo único. Compete, ainda, à Corte Especial (competências


administrativas):
I – prorrogar o parazo para a posse e o início do exercício dos Ministros,
na forma da lei; (o PLENÁRIO dá a posse, mas quem prorroga o parazo
é a CORTE)
II – dirimir as dúvidas que lhe forem submetidas pelo Presidente ou pelos
Ministros, sobre a interpretação e execução de norma regimental ou a ordem
dos processos de sua competência;
III – conceder licença ao Presidente e aos Ministros, bem assim julgar os
processos de verificação de invalidez de seus membros;
IV – constituir comissões, bem como aprovar a designação do Ministro
Coordenador do Centro de Soluções Consensuais de Conflitos do Superior
Tribunal de Justiça;

 Comentário
O centro de soluções de conflitos é uma inovação trazida pela Emenda Regi-
mental n. 23/2016.

V – elaborar e encaminhar a proposta orçamentária do Superior Tribunal


de Justiça, bem como aprovar e encaminhar as propostas orçamentárias dos
Tribunais Regionais Federais, da Justiça Federal de primeiro grau e do Conse-
lho da Justiça Federal;

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VI – deliberar sobre a substituição de Ministro, nos termos do art. 56;


VII – sumular a jurisprudência uniforme comum às Seções e deliberar so-
bre a alteração e o cancelamento de suas súmulas;
VIII – apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo propostas de
criação ou extinção de cargos do quadro de servidores do Tribunal
e a fixação dos respectivos vencimentos, bem como do Conselho da
Justiça Federal e da Justiça Federal de primeiro e segundo graus;

 Comentário
A Corte Especial cuida dos servidores; já o plenário cuida dos membros.

IX – apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei sobre o re-


gimento de custas da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça.

COMPARATIVO ENTRE COMPETÊNCIAS DO PLENÁRIO E DA CORTE ESPECIAL

PLENÁRIO (ADMINISTRATIVA) CORTE ESPECIAL (JURISDICIONAL) CORTE ESPECIAL (ADMINISTRATIVA)

Art. 10. Compete ao Plenário Art. 11. Compete à Corte Especial Parágrafo único. Compete, ainda,
(somente competências adminis- processar e julgar (competências à Corte Especial (competências
trativas): jurisdicionais):
I – nos crimes comuns, os Governado- administrativas):
I – dar posse aos membros do Tribunal;
res dos Estados e do Distrito Federal, I – prorrogar o parazo para a posse
II – eleger o Presidente e o Vice-
e, nestes e nos de responsabilidade, e o início do exercício dos Ministros,
-Presidente do Tribunal, os Ministros os Desembargadores dos Tribunais
membros do Conselho da Justiça na forma da lei; (o PLENÁRIO dá
de Justiça dos Estados e do Distrito
Federal, titulares e suplentes, e o Federal, os membros dos Tribunais de a posse, mas quem prorroga o
Diretor da Revista do Tribunal, dan- Contas dos Estados e do Distrito Fede- parazo é a CORTE)
do-lhes posse; ral, os dos Tribunais Regionais Fede- II – dirimir as dúvidas que lhe forem
III – eleger, dentre os Ministros do rais, dos Tribunais Regionais Eleitorais
submetidas pelo Presidente ou pelos
Tribunal, os que devam compor o Tri- e do Trabalho, os membros dos Conse-
lhos ou Tribunais de Contas dos Muni- Ministros, sobre a interpretação e exe-
bunal Superior Eleitoral, na condição
cípios e os do Ministério Público da cução de norma regimental ou a ordem
de membros efetivos e substitutos;
União que oficiem perante Tribunais;
COMENTÁRIO: o TSE possui sete dos processos de sua competência;
II – os habeas corpus, quando for
Ministros. Deles, dois são oriundos III – conceder licença ao Presidente
paciente qualquer das pessoas men-
do STJ. O mais antigo será o Corre- e aos Ministros, bem assim julgar os
cionadas no inciso anterior;
gedor-Geral da Justiça Eleitoral. processos de verificação de invalidez
III – os mandados de injunção,
IV – decidir sobre a disponibilidade e de seus membros;
aposentadoria de membro do Tribu- quando a elaboração da norma regu-
IV – constituir comissões, bem como
nal, por interesse público; lamentadora for atribuição de órgão,
aprovar a designação do Ministro
V – votar o Regimento Interno e as entidade ou autoridade federal, da
suas emendas; administração direta ou indireta, Coordenador do Centro de Soluções
VI – elaborar as listas tríplices dos excetuados os casos de competência Consensuais de Conflitos do Superior
Juízes, Desembargadores, Advogados do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunal de Justiça;
e membros do Ministério Público que órgãos da Justiça Militar, da Justiça COMENTÁRIO: o centro de soluções
devam compor o Tribunal (Constitui- Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da de conflitos é uma inovação trazida
ção, art. 104 e seu parágrafo único); Justiça Federal; pela Emenda Regimental nº 23/2016.

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VII – propor ao Poder Legislativo a COMENTÁRIO: o julgamento de MI V – elaborar e encaminhar a proposta
alteração do número de membros pelo STJ é residual. Ou seja, só será orçamentária do Superior Tribunal de
do Tribunal e dos Tribunais Regionais cabível se não for competência do Justiça, bem como aprovar e enca-
Federais, a criação e a extinção de STF ou dos outros órgãos do Judi- minhar as propostas orçamentárias
cargos, e a fixação de vencimen- ciário Federal, Militar, Eleitoral e do dos Tribunais Regionais Federais, da
tos de seus membros, dos Juízes Trabalho. Justiça Federal de primeiro grau e do
dos Tribunais Regionais e dos Juízes Apenas a Corte Especial julga
Conselho da Justiça Federal;
Federais, bem assim a criação ou MI, ficando de fora as seções e
VI – deliberar sobre a substituição de
extinção de Tribunal Regional Federal as turmas.
Ministro, nos termos do art. 56;
e a alteração da organização e divi- IV – os mandados de segurança e os
VII – sumular a jurisprudência uni-
são judiciárias; habeas data contra ato do próprio
forme comum às Seções e deliberar
COMENTÁRIO: alteração no número Tribunal ou de qualquer de seus
de membros e pedido de aumento órgãos; (roupa suja se lava em sobre a alteração e o cancelamento
dos subsídios dos membros é com casa) de suas súmulas;
o Plenário. Quando for relacionado V – as revisões criminais e as ações VIII – apreciar e encaminhar ao
aos servidores, a competência rescisórias de seus próprios jul- Poder Legislativo propostas de
passa a ser da Corte Especial. criação ou extinção de cargos do
gados; (roupa suja se lava em
VIII – aprovar o Regimento Interno casa) quadro de SERVIDORES do Tri-
do Conselho da Justiça Federal. COMENTÁRIO: a regra “roupa suja bunal e a fixação dos respecti-
IX – eleger, dentre os Ministros do se lava em casa” vale para MS, HD, vos vencimentos, bem como do
Tribunal, o que deve compor o Con- Conselho da Justiça Federal e
Revisões Criminais e Ações Rescisó-
selho Nacional de Justiça, observada da Justiça Federal de primeiro e
rias.
a ordem de antiguidade; segundo graus;
Corte Especial e Seções julgam essas
X – indicar, na forma do inciso XXXII ações. Turmas ficam de fora. RELEMBRANDO: a Corte Especial
e do parágrafo único do art. 21, um VI – o incidente de assunção de cuida dos servidores; já o PLENÁ-
juiz federal e um juiz de Tribunal competência quando a matéria for RIO cuida dos membros.
Regional Federal para as vagas do comum a mais de uma seção; IX – apreciar e encaminhar ao Poder
Conselho Nacional de Justiça e um COMENTÁRIO: a regra é o incidente Legislativo projeto de lei sobre o
juiz para a vaga do Conselho Nacio- de assunção de competência ser jul- regimento de custas da Justiça Fede-
nal do Ministério Público. gado nas seções. Turmas ficam de fora. ral e do Superior Tribunal de Justiça.
IX – as arguições de inconstitu-
cionalidade de lei ou ato norma-
tivo suscitadas nos processos sub-
metidos ao julgamento do Tribunal;
(cláusula de reserva de plenário
– artigo 97, CF)
X – as reclamações para a preser-
vação de sua competência e garantia
de suas decisões;
XI – as questões incidentes, em pro-
cessos da competência das Seções
ou Turmas, as quais lhe tenham sido
submetidas (art. 16);
XII – os conflitos de competência
entre relatores ou Turmas inte-
grantes de Seções diversas, ou
entre estas;
COMENTÁRIO: A Corte Especial
julga os conflitos INTERNOS, salvo
os dentro da própria seção.
Já as seções julgam os conflitos
EXTERNOS e os INTERNOS dentro da
própria seção.

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XIII – os embargos de divergência,


se a divergência for entre turmas de
seções diversas, entre turma e seção
que não integre ou entre turma e
seção com a própria Corte Especial;
XV – as suspeições e impedimentos
levantados contra Ministro em pro-
cesso de sua competência;
XVI – o recurso especial repetitivo.
COMENTÁRIO: Somente a Corte
Especial e as seções julgam RESP
repetitivo. Turmas ficam de fora.

COMPARATIVO ENTRE COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS DO PLENÁRIO E DA CORTE ESPECIAL

PLENÁRIO CORTE ESPECIAL

I – dar posse aos membros do Tribunal; Parágrafo único. I - prorrogar o parazo para a posse e
II – eleger o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal, o início do exercício dos Ministros, na forma da lei; (o
os Ministros membros do Conselho da Justiça Federal, PLENÁRIO dá a posse, mas quem PRORROGA o
titulares e suplentes, e o Diretor da Revista do Tribunal, parazo é a CORTE)
dando-lhes posse; II – dirimir as dúvidas que lhe forem submetidas pelo
III – eleger, dentre os Ministros do Tribunal, os que Presidente ou pelos Ministros, sobre a interpretação e
devam compor o Tribunal Superior Eleitoral, na condição
execução de norma regimental ou a ordem dos proces-
de membros efetivos e substitutos;
sos de sua competência;
Comentário: o TSE possui sete Ministros. Deles, dois
III – conceder licença ao Presidente e aos Ministros, bem
são oriundos do STJ. O mais antigo será o Corregedor-
-Geral da Justiça Eleitoral. assim julgar os processos de verificação de invalidez de
IV – decidir sobre a disponibilidade e aposentadoria de seus membros;
membro do Tribunal, por interesse público; IV – constituir comissões, bem como aprovar a desig-
V – votar o Regimento Interno e as suas emendas; nação do Ministro Coordenador do Centro de Soluções
VI – elaborar as listas tríplices dos Juízes, Desembarga- Consensuais de Conflitos do Superior Tribunal de Justiça;
dores, Advogados e membros do Ministério Público que Comentário: o centro de soluções de conflitos é uma
devam compor o Tribunal (Constituição, art. 104 e seu inovação trazida pela Emenda Regimental nº 23/2016.
parágrafo único); V – elaborar e encaminhar a proposta orçamentária do
VII – propor ao Poder Legislativo a alteração do Superior Tribunal de Justiça, bem como aprovar e enca-
número de MEMBROS do Tribunal e dos Tribunais minhar as propostas orçamentárias dos Tribunais Regio-
Regionais Federais, a criação e a extinção de cargos, nais Federais, da Justiça Federal de primeiro grau e do
e a fixação de vencimentos de seus MEMBROS, dos
Conselho da Justiça Federal;
Juízes dos Tribunais Regionais e dos Juízes Federais, bem
VI – deliberar sobre a substituição de Ministro, nos
assim a criação ou extinção de Tribunal Regional Federal
termos do art. 56;
e a alteração da organização e divisão judiciárias;
VII – sumular a jurisprudência uniforme comum às
Comentário: alteração no número de membros e
Seções e deliberar sobre a alteração e o cancelamento
pedido de aumento dos subsídios dos membros é com
de suas súmulas;
o Plenário. Quando for relacionado aos SERVIDORES,
VIII – apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo
a competência passa a ser da CORTE ESPECIAL.
propostas de criação ou extinção de cargos do
VIII – aprovar o Regimento Interno do Conselho da Jus-
quadro de SERVIDORES do Tribunal e a fixação dos
tiça Federal.
respectivos vencimentos, bem como do Conselho
IX – eleger, dentre os Ministros do Tribunal, o que deve
da Justiça Federal e da Justiça Federal de primeiro
compor o Conselho Nacional de Justiça, observada a
e segundo graus;
ordem de antiguidade;
Relembrando: a CORTE ESPECIAL cuida dos SER-
X – indicar, na forma do inciso XXXII e do parágrafo
VIDORES; já o PLENÁRIO cuida dos MEMBROS.
único do art. 21, um juiz federal e um juiz de Tribunal
IX – apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo projeto
Regional Federal para as vagas do Conselho Nacional de
de lei sobre o regimento de custas da Justiça Federal e
Justiça e um juiz para a vaga do Conselho Nacional do
do Superior Tribunal de Justiça.
Ministério Público.

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Seção IV
Da Competência das Seções

Art. 12. Compete às Seções processar e julgar:


I – os mandados de segurança, os habeas corpus e os habeas data contra
ato de Ministro de Estado;

 Comentário
Sistematizando a competência para julgamento de HC, MS e HD:
• se o PACIENTE no HC for Ministro de Estado, competência para julga-
mento será do STF;
• se o COATOR no HC, HD ou MS for Ministro de Estado, competência
da Seção (STJ);
• se o COATOR for órgão colegiado presidido por Ministro de Estado,
competência será da 1ª Instância – Súmula n. 177/STJ;
• se o COATOR no HC for uma das autoridades que aparecem no art.
105 (Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM ou
membro do MPU que oficiem perante Tribunais) ou ainda Tribunal sujei-
to ao STJ (TRF, TJ e TJM), a competência será das Turmas (STJ);
• se o PACIENTE for uma das autoridades que aparecem no art. 105
(Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM ou membro
do MPU que oficiem perante Tribunais, a competência será da CORTE
ESPECIAL.

II – as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados e das


Turmas que compõem a respectiva área de especialização (Turmas não jul-
gam RvCr ou AR);
III – as reclamações para a preservação de suas competências e garantia
da autoridade de suas decisões e das Turmas (Turmas não julgam Rcl);
IV – os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvada
a competência do Supremo Tribunal Federal (Constituição, artigo 102, I, o),
bem assim entre Tribunal e Juízes a ele não vinculados e Juízes vinculados a
Tribunais diversos;

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Regimento Interno do STJ

 Comentário
A Corte Especial julga os conflitos internos, salvo os dentro da própria seção.
Já as seções julgam os conflitos externos e os internos dentro da própria seção.

V – os conflitos de competência entre relatores e Turmas integrantes da


Seção;
VI – os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciá-
rias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas
de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;

 Comentário
Em decisão recente, o STF passou a entender que cabe ao PGR dirimir conflito
de atribuições entre membros do MP Federal x MP Estadual.

VII – as questões incidentes em processos da competência das Turmas da


respectiva área de especialização, as quais lhes tenham sido submetidas por
essas;
VIII – as suspeições e os impedimentos levantados contra os Ministros,
salvo em se tratando de processo da competência da Corte Especial;
IX – o incidente de assunção de competência quando a matéria for restrita
a uma seção Turmas (Turmas não julgam assunção de competência);
X – o recurso especial repetitivo (Turmas não julgam RESP repetitivo).

 Comentário
O maior volume de recursos especiais será julgado pelas Turmas. Elas, no
entanto, não julgarão o RESP repetitivo.

Parágrafo único. Compete, ainda, às Seções:


I – julgar embargos de divergência, quando as turmas divergirem entre si
ou de decisão da seção que integram;

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II – julgar feitos de competência de Turma, e por esta remetidos (art. 14);
III – sumular a jurisprudência uniforme das Turmas da respectiva área de
especialização e deliberar sobre a alteração e o cancelamento de súmulas.

Seção V
Da Competência das Turmas

Art. 13. Compete às Turmas:


I – processar e julgar, originariamente:
a) os habeas corpus, quando for coator Governador de Estado e do
Distrito Federal, Desembargador dos Tribunais de Justiça dos Estados e do
Distrito Federal, membro dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito
Federal, dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e
do Trabalho, dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e do Minis-
tério Público da União que oficie perante Tribunais;
b) os habeas corpus, quando o coator for Tribunal cujos atos estejam
diretamente subordinados à jurisdição do Superior Tribunal de Justiça.

 Comentário
O maior volume de HCs é julgado pelas Turmas. A competência delas é
firmada tendo em vista o coator. Repare que se o coator for Ministro de
Estado, a competência será das Seções.
Se o paciente for alguma das autoridades indicadas acima, a competência não
será das Turmas.
Sistematizando a competência para julgamento de HC, MS e HD:
• se o PACIENTE no HC for Ministro de Estado, competência para julga-
mento será do STF;
• se o COATOR no HC, HD ou MS for Ministro de Estado, competência
da Seção (STJ);
• se o COATOR for órgão colegiado presidido por Ministro de Estado,
competência será da 1ª Instância – Súmula n. 177/STJ;

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• se o COATOR no HC for uma das autoridades que aparecem no


art. 105 (Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM
ou membro do MPU que oficiem perante Tribunais) ou ainda Tribunal
sujeito ao STJ (TRF, TJ e TJM), a competência será das Turmas (STJ);
• se o PACIENTE for uma das autoridades que aparecem no artigo 105
(Governador, membros do TJ, TRF, TRE, TRT, TCE, TCDF, TCM ou membro
do MPU que oficiem perante Tribunais, a competência será da CORTE
ESPECIAL;

II – julgar em recurso ordinário (RO):


a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribu-
nais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando denegatória a decisão; (nesse caso, o processo come-
çou no TJ ou TRF)
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribu-
nais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando denegatória a decisão. (nesse caso, o processo come-
çou no TJ ou TRF)
III – julgar os recursos ordinários (RO) e os agravos nas causas em que
forem partes Estado estrangeiro (EE) ou organismo internacional (OI), de um
lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;

 Comentário
Cuidado para não trocar as competências, pois o julgamento de processos
envolvendo EE ou OI pode começar diretamente no STF (art. 102) ou na
Justiça Federal (art. 109).
Se começar na JF, o recurso irá direto para o STJ (art. 105), sem passar pelo TRF.
A definição da competência levará em consideração quem está do outro lado
da ação. Se for a União, Estado, DF ou Territórios, a competência originária
será do STF.

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Por outro lado, se envolver Município ou pessoa (natural ou jurídica), começa


na Justiça Federal de 1º Grau, podendo subir mediante RO para o STJ.

STF

EE ou OI x U, E, DF e T

Justiça Federal

EE ou OI x M ou pessoa

Recurso ordinário

STJ

Nesse caso, o processo começou no JF de 1º Grau.

IV – julgar, em recurso especial (RESP), as causas decididas em única


ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais (TRF) ou pelos Tribunais
dos Estados, do Distrito Federal e Territórios (TJ), quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
b) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei fe-
deral;

ATENÇÃO!
O dispositivo do RISTJ está desatualizado.
Desde a EC n. 45/2004, no RESP só é julgado ato de governo local x lei
federal.
Causas envolvendo lei local x lei federal passaram a ser julgadas
no STF, por meio do recurso extraordinário.

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c) der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
Tribunal.

 Comentário
Não cabe recurso especial (RESP) contra decisão de turma recursal
de juizado especial (Súmula n. 203/STJ) ou contra decisão de juiz de 1ª
Instância.
Uma pergunta: decisão de turma recursal de juizado especial que con-
trarie o entendimento do STJ pode ser combatida através de algum
recurso?
Acabamos de ver que não será cabível o uso do recurso especial, tema inclu-
sive sumulado (e muito cobrado nas provas).
Nesse caso, deve ser feita a seguinte diferenciação:
1) Decisão é proveniente de turma recursal de juizado especial esta-
dual: a lei dos juizados especiais estaduais – Lei n. 9.099/1995 – não
prevê a existência de turma de uniformização de jurisprudência. Em razão
disso, não haveria como se combater a decisão proferida pela Turma Recursal
(ressalvado o cabimento do RE por violação à Constituição ou à impetração
do HC e do MS).
Por conta dessa falta de recurso próprio, o STF, num primeiro momento,
firmou a compreensão de que, se a decisão de turma recursal de juizado
especial estadual contrariar a jurisprudência do STJ, será cabível reclama-
ção para este tribunal (STJ) – (STF, RE 571.572).
Regulamentando a reclamação, o STJ editou a Resolução n. 12/2009. Contu-
do, no ano de 2016, diante do excessivo número de reclamações que chega-
vam ao Tribunal contra decisões das Turmas Recursais Estaduais, o STJ editou
outro ato normativo.
Pois é, atualmente, segundo a Resolução n. 3/2016 (já na vigência do
Novo CPC), entende-se que a parte que se sentir prejudicada com a
decisão de Turma Recursal de Juizado Estadual deve ingressar com
reclamação no próprio TJ. Ou seja, o STJ empurrou esse abacaxi para o TJ
descascar...

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Então, sistematizando, caberá reclamação para o TJ Estadual (ou TJDFT)


quando a decisão da Turma Recursal de Juizado Estadual contrariar jurispru-
dência do STJ que esteja consolidada em: a) incidente de assunção de com-
petência; b) incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR); c) jul-
gamento de recurso especial repetitivo; d) enunciados das súmulas do STJ;
e) precedentes do STJ.
2) Decisão é proveniente de Turma Recursal de Juizado Especial Fede-
ral: a Lei n. 10.259/2001, que trata dos juizados especiais federais, trouxe
um procedimento próprio para tratar da questão.
Segundo seu art. 14, a parte que se sentir prejudicada com a decisão da
Turma Recursal de Juizado Federal poderá formular pedido de uniformização
de jurisprudência para a Turma Regional de Uniformização de Jurispru-
dência (TRU). Daí, caberá nova pedido para a Turma Nacional de Unifor-
mização de Jurisprudência (TNU). Se a orientação acolhida pela Turma
de Uniformização contrariar súmula ou jurisprudência dominante no STJ, a
parte interessada poderá provocar a manifestação deste (STJ), que
dirimirá a divergência. Repito: a provocação do STJ não será feita por meio
de recurso especial (STJ, Súmula n. 203).
3) Decisão é proveniente de turma recursal de juizado especial da
Fazenda Pública: a Lei n. 12.153/2009, que trata dos juizados especiais da
Fazenda Pública, também prevê a possibilidade de a questão ser submetida
ao STJ, nas hipóteses de contrariedade a súmulas do STJ, ou mesmo para
uniformizar a orientação nas Turmas Estaduais.

Art. 14. As Turmas remeterão os feitos de sua competência à Seção de


que são integrantes:
I – quando algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência assen-
tada em Súmula pela Seção;
II – quando convier pronunciamento da Seção, em razão da relevância da
questão, e para prevenir divergência entre as Turmas da mesma Seção;

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III – nos incidentes de assunção de competência.


Parágrafo único. A remessa do feito à Seção far-se-á independentemente
de acórdão.

COMPARATIVO ENTRE COMPETÊNCIAS JURISDICIONAIS DA CORTE ESPECIAL, DAS SEÇÕES e DAS


TURMAS

CORTE ESPECIAL SEÇÕES TURMAS

I – nos crimes comuns, os Governado- I – os mandados de segurança, os I – processar e julgar, originaria-
res dos Estados e do Distrito Federal, habeas corpus e os habeas data mente:
e, nestes e nos de responsabilidade, contra ato de Ministro de Estado; a) os habeas corpus, quando for
os Desembargadores dos Tribunais II – as revisões criminais e as coator Governador de Estado e do
de Justiça dos Estados e do Distrito ações rescisórias de seus julgados Distrito Federal, Desembargador dos
Federal, os membros dos Tribunais de e das Turmas que compõem a respec- Tribunais de Justiça dos Estados e do
Contas dos Estados e do Distrito Fede- tiva área de especialização (turmas Distrito Federal, membro dos Tribu-
ral, os dos Tribunais Regionais Fede- não julgam RvCr ou AR); nais de Contas dos Estados e do Dis-
rais, dos Tribunais Regionais Eleitorais III – as reclamações para a preser- trito Federal, dos Tribunais Regionais
e do Trabalho, os membros dos Conse- vação de suas competências e garan- Federais, dos Tribunais Regionais
lhos ou Tribunais de Contas dos Muni- tia da autoridade de suas decisões e Eleitorais e do Trabalho, dos Con-
cípios e os do Ministério Público da das Turmas (turmas não julgam selhos ou Tribunais de Contas dos
União que oficiem perante Tribunais; Rcl); Municípios e do Ministério Público da
II – os habeas corpus, quando for IV  – os conflitos de competência União que oficie perante Tribunais;
paciente qualquer das pessoas men- entre quaisquer tribunais, ressalvada b) os habeas corpus, quando o
cionadas no inciso anterior; a competência do Supremo Tribunal coator for Tribunal cujos atos este-
III – os mandados de injunção, Federal (Constituição, artigo 102, I, jam diretamente subordinados à
quando a elaboração da norma regu- o), bem assim entre Tribunal e Juízes jurisdição do Superior Tribunal de
lamentadora for atribuição de órgão, a ele não vinculados e Juízes vincula- Justiça.
entidade ou autoridade federal, da dos a Tribunais diversos; COMENTÁRIO: o maior volume de
administração direta ou indireta, COMENTÁRIO: A Corte Especial HCs é julgado pelas Turmas.
excetuados os casos de competência julga os conflitos INTERNOS, salvo os
A competência delas é firmada
do Supremo Tribunal Federal e dos dentro da própria seção.
tendo em vista o coator.
órgãos da Justiça Militar, da Justiça Já as seções julgam os conflitos
Repare que se o COATOR for Ministro
Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da EXTERNOS e os INTERNOS dentro da
de Estado, a competência será das
Justiça Federal; própria seção.
Seções.
COMENTÁRIO: o julgamento de MI V  – os conflitos de competência
Se o paciente for alguma das autori-
pelo STJ é residual. Ou seja, só será entre relatores e Turmas integrantes
dades indicadas acima, a competên-
cabível se não for competência do da Seção;
cia não será nas Turmas.
STF ou dos outros órgãos do Judiciá- VI  – os conflitos de atribuições
II – julgar em recurso ordinário
rio Federal, Militar, Eleitoral e do Tra- entre autoridades administrativas e
(RO):
balho. judiciárias da União, ou entre auto-
a) os habeas corpus decididos em
Apenas a Corte Especial julga MI, ridades judiciárias de um Estado e
única ou última instância pelos Tribu-
ficando de fora as seções e as administrativas de outro, ou do Dis-
nais Regionais Federais ou pelos Tri-
turmas. trito Federal, ou entre as deste e da
bunais dos Estados, do Distrito Fede-
IV – os mandados de segurança União;
ral e Territórios, quando denegatória
e os habeas data contra ato do COMENTÁRIO: em decisão recente,
a decisão; (nesse caso, o processo
próprio Tribunal ou de qualquer de o STF passou a entender que cabe
começou no TJ ou TRF)
seus órgãos; (roupa suja se lava ao PGR dirimir conflito de atribuições
b) os mandados de segurança
em casa) entre membros do MP Federal x MP
V – as revisões criminais e as ações Estadual. decididos em única instância pelos
rescisórias de seus próprios julga- VII – as questões incidentes em Tribunais Regionais Federais ou pelos
dos; (roupa suja se lava em casa) processos da competência das Turmas Tribunais dos Estados, do Distrito
COMENTÁRIO: a regra “roupa suja se da respectiva área de especialização, Federal e Territórios, quando dene-
lava em casa” vale para MS, HD, Revi- as quais lhes tenham sido submetidas gatória a decisão. (nesse caso, o
sões Criminais e Ações Rescisórias. por essas; processo começou no TJ ou TRF)

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Corte Especial e Seções julgam essas VIII – as suspeições e os impedi- III – julgar os recursos ordinários
ações. Turmas ficam de fora. mentos levantados contra os Minis- (RO) e os agravos nas causas em que
VI – o incidente de assunção de tros, salvo em se tratando de processo forem partes Estado estrangeiro (EE)
competência quando a matéria for da competência da Corte Especial; ou organismo internacional (OI), de
comum a mais de uma seção; IX – o incidente de assunção de um lado, e, do outro, Município ou
Comentário: a regra é o incidente de competência quando a matéria for pessoa residente ou domiciliada no
assunção de competência ser julgado restrita a uma seção Turmas (turmas País;
nas seções. Turmas ficam de fora. não julgam assunção de compe- COMENTÁRIO: cuidado para não
VII – a exceção da verdade, tência); trocar as competências, pois o julga-
quando o querelante, em virtude de X – o recurso especial repetitivo mento de processos envolvendo EE
prerrogativa de função, deva ser jul- (turmas não julgam RESP repeti- ou OI pode começar diretamente no
gado originariamente pelo Tribunal; tivo) STF (artigo 102) ou na Justiça Federal
VIII – a requisição de interven- COMENTÁRIO: o maior volume de (artigo 109).
ção federal nos Estados e no Distrito recursos especiais será julgado pelas Se começar na JF, o recurso irá direto
Federal, ressalvada a competência do Turmas. Elas, no entanto, não julga- para o STJ (artigo 105), sem passar
Supremo Tribunal Federal e do Tribu- rão o RESP repetitivo. pelo TRF.
nal Superior Eleitoral (Constituição, Parágrafo único. Compete, ainda, A definição da competência levará em
art. 36, II e IV); às Seções: consideração quem está do outro lado
IX – as arguições de inconstitu- I – julgar embargos de divergên- da ação. Se for a União, Estado, DF
cionalidade de lei ou ato normativo cia, quando as turmas divergirem ou Territórios, a competência originá-
suscitadas nos processos submetidos entre si ou de decisão da seção que ria será do STF.
ao julgamento do Tribunal; (cláusula integram; Por outro lado, se envolver Municí-
de reserva de plenário – artigo II – julgar feitos de competência pio ou Pessoa (natural ou jurídica),
97, CF) de Turma, e por esta remetidos (art. começa na Justiça Federal de 1º grau,
X – as reclamações para a preser- 14); podendo subir mediante RO para
vação de sua competência e garantia III – sumular a jurisprudência o STJ. (nesse caso, o processo
de suas decisões; uniforme das Turmas da respectiva começou no JF de 1º grau)
XI – as questões incidentes, em pro- área de especialização e deliberar IV – julgar, em recurso especial
cessos da competência das Seções sobre a alteração e o cancelamento (RESP), as causas decididas em
ou Turmas, as quais lhe tenham sido de súmulas. única ou última instância pelos Tri-
submetidas (art. 16); bunais Regionais Federais (TRF) ou
XII – os conflitos de competência pelos Tribunais dos Estados, do Dis-
entre relatores ou Turmas inte- trito Federal e Territórios (TJ), quando
grantes de Seções diversas, ou a decisão recorrida:
entre estas; a) contrariar tratado ou lei federal, ou
XIII – os embargos de divergên- negar-lhes vigência;
cia, se a divergência for entre turmas b) julgar válida lei ou ato de governo
de seções diversas, entre turma e local contestado em face de lei federal;
seção que não integre ou entre turma ATENÇÃO: o dispositivo do RISTJ
e seção com a própria Corte Especial; está desatualizado.
XV – as suspeições e impedimen- Desde a EC 45/04, no RESP só é jul-
tos levantados contra Ministro em gado ato de governo local x Lei
processo de sua competência; Federal.
XVI – o recurso especial repeti- Causas envolvendo lei local x lei
tivo. federal passaram a ser julgadas
no STF, por meio do Recurso Extra-
COMENTÁRIO: somente a Corte ordinário.
Especial e as seções julgam RESP c) der à lei federal interpretação
repetitivo. Turmas ficam de fora. divergente da que lhe haja atribuído
outro Tribunal.

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QUADRO GERAL DE COMPETÊNCIAS DOS ÓRGÃOS JULGADORES POR CLASSE PROCESSUAL

CLASSE PROCESSUAL: Corte Especial Seções Turmas

SE FOR PACIENTE (PRESO): SE FOR COATOR (contra ato de):


1) Governadores de Estado ou DF; 1) Governadores de Estado ou DF;
2) Desembargadores dos TJ’s; 2) Desembargadores dos TJ’s;
3) Juízes de TRF, TRE, TRT (só 2ª 3) Juízes de TRF, TRE, TRT (só 2ª
instância); instância);
4) Membros dos TCM e TCE’s (estão 4) Membros dos TCM e TCE’s (estão
fora membros do TCU); fora membros do TCU);
Habeas Corpus (HC) 1) contra ato de Ministro de Estado.
5) Membros do MPU, que oficiem 5) Membros do MPU, que oficiem
perante Tribunais (estão fora: PGR, perante Tribunais (estão fora: PGR,
membros dos MPE’s e membros do membros dos MPE’s e membros do
MPU que trabalhem na 1ª instância). MPU que trabalhem na 1ª instância).
*Aqui as autoridades SÃO PACIEN- *Aqui as autoridades NÃO SÃO
TES; são eles que têm o direito de PACIENTES; são eles que cometem
locomoção violado! a ilegalidade!

Mandado de Segurança (MS) e 1) Contra ato do próprio STJ ou de


1) contra ato de Ministro de Estado. * Turmas nunca julgam MS nem HD.
Habeas Data (HD) seus órgãos fracionários.

1) Quando a elaboração da norma


regulamentadora for atribuição de
Mandados de Injunção autoridade federal (exceto com-
* Seções e Turmas não julgam MI. * Seções e Turmas não julgam MI.
(MI) petência do STF, da Justiça Militar,
da Justiça do Trabalho e da Justiça
Federal).

Revisões Criminais
1) Somente os julgados da própria 1) em relação aos processos da pró- * Turmas nunca julgam nem AR nem
(RvCr) e
CE. pria seção + das Turmas RvCr.
Ações Rescisórias (AR)

Incidente de Assunção de Com- Quando a matéria for comum a mais Quando a matéria for restrita a uma
* Turmas nunca julgam IAC.
petência (IAC) de uma seção seção Turmas

1) se divergência for entre decisões


de Turmas de seções diversas; 1) se divergência for entre decisões
Embargos de Divergência em 2) se divergência for entre decisões de Turmas da mesma Seção;
* Turmas nunca julgam EREsp.
Recurso Especial (EREsp) de Turma + outra Seção; 2) se divergência for entre decisões
3) se divergência for entre decisões de Turma + sua Seção.
de Turma e Seção + CE.

1) Entre relatores e Turmas inte-


APENAS CONFLITOS INTERNOS! grantes da seção. (INTERNO)
2) Entre quaisquer Tribunais, salvo
1) Entre relatores de seções dife- competência do STF; (EXTERNO)
Conflito de Competência (CC) * Turmas nunca julgam CC.
rentes; 3) Entre Tribunais e Juízes a eles
2) Entre relatores de turmas inte- não vinculados; (EXTERNO)
grantes de seções diferentes. 4) Entre Juízes vinculados a Tribu-
nais diversos. (EXTERNO)

1) Em relação aos processos subme-


Arguições de Inconstitucionali-
tidos ao Tribunal. É a cláusula de * Seções e Turmas não julgam. * Seções e Turmas não julgam.
dade de lei ou ato normativo
reserva de plenário.

1) para garantir as suas decisões 1) para garantir as suas decisões e


Reclamações (RCL) * Turmas nunca julgam Rcl.
(da CE). a das Turmas (da Seção + Turmas).

>>> Quando a decisão de TJ ou TRF


<<<
1) contrariar tratado ou lei federal;
* Somente sob a sistemática dos * Somente sob a sistemática dos 2) julgar válido ato de governo local
Recurso Especial (REsp)
repetitivos repetitivos contra lei federal;
3) der à lei federal interpretação
diferente da que foi dada por outro
Tribunal.

1) HC ou MS denegados (negados)
pelo TJ ou TRF;
2) RO e Agravos nas causas em
que forem partes Estado estran-
Recurso Ordinário (RO) * Corte Especial não julga RO. * Seções não julgam RO. geiro (EE) ou organismo internacio-
nal (OI), de um lado, e, do outro,
Município ou pessoa residente ou
domiciliada no País – Começa na JF
1º Grau

Ações Penais (APN), Inquéri- Somente a Corte Especial julga os


tos (Inq) e Exceção da Verdade feitos relacionados às autoridades * Seções não julgam APN e INQ. * Turmas não julgam APN e INQ.
(ExVerd) com foro especial

Requisição de Intervenção
Somente a Corte Especial julga * Seções e Turmas não julgam IF * Seções e Turmas não julgam IF.
Federal (IF)

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Seção VI
Disposições Comuns

Art. 15. À Corte Especial, às Seções e às Turmas cabe, ainda, nos proces-
sos de sua competência:
I – julgar os agravos, os embargos de declaração e as demais arguições;
II – julgar os incidentes de execução que lhes forem submetidos;
III – julgar a restauração de autos físicos ou eletrônicos perdidos;
IV – representar à autoridade competente, quando, em autos ou docu-
mentos de que conhecer, houver indício de crime de ação pública.
Art. 16. As Seções e as Turmas remeterão os feitos de sua compe-
tência à Corte Especial:
I – quando acolherem a arguição de inconstitucionalidade, desde
que a matéria ainda não tenha sido decidida pela Corte Especial;

 Comentário
Isso acontece por conta da cláusula de reserva de plenário – art. 97 da
CF/1988.
Os órgãos fracionários (Turmas e Seções) não podem declarar a inconstitucio-
nalidade, exceto se já houve deliberação da Corte Especial.
Outra coisa: vale lembrar que só há necessidade de remeter o processo para
a Corte Especial se os órgãos fracionários se posicionarem pela inconstitucio-
nalidade da norma.
Se a manifestação vier no sentido da constitucionalidade ou da interpreta-
ção conforme à Constituição, esse procedimento não será necessário (as leis
nascem com presunção de constitucionalidade).

II – quando algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência as-


sentada em súmula pela Corte Especial;
III – quando suscitarem incidentes de uniformização de jurisprudência
(revogado pela Emenda Regimental n. 22/2016)

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IV – quando convier pronunciamento da Corte Especial em razão da rele-


vância da questão jurídica, ou da necessidade de prevenir divergência entre
as Seções.
Parágrafo único. A remessa do feito à Corte Especial far-se-á independen-
temente de acórdão, salvo no caso do item I.

CAPÍTULO III
DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE

Seção I
Disposições Gerais

Art. 17. O Presidente e o Vice-Presidente têm mandato por dois


anos, a contar da posse, vedada a reeleição.
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se aos Ministros efetivos e suplentes
do Conselho da Justiça Federal e ao Diretor da Revista.
§ 2º A eleição, por voto secreto do Plenário, dar-se-á trinta dias antes do
término do biênio; a posse, no último dia desse. Se as respectivas datas não
recaírem em dia útil, a eleição ou a posse serão transferidas para o primeiro
dia útil seguinte.
§ 3º A eleição far-se-á com a presença de, pelo menos, dois terços dos
membros do Tribunal, inclusive o Presidente. Não se verificando quorum, será
designada sessão extraordinária para a data mais próxima, convocados os
Ministros ausentes. Ministro licenciado não participará da eleição.
§ 4º Considera-se eleito, em primeiro escrutínio, o Ministro que
obtiver a maioria absoluta dos votos dos membros do Tribunal. Em
segundo escrutínio, concorrerão somente os dois Ministros mais votados no
primeiro, concorrendo, entretanto, todos os nomes com igual número de vo-
tos na última posição a considerar. Se nenhum reunir a maioria absoluta de
sufrágios, proclamar-se-á eleito o mais votado, ou o mais antigo, no caso de
empate.

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§ 5º A eleição do Presidente precederá à do Vice-Presidente, quando am-


bas se realizarem na mesma sessão.
Art. 18. O Vice-Presidente assumirá a Presidência quando ocorrer
vacância e imediatamente convocará o Plenário para, no parazo má-
ximo de trinta dias, fazer a eleição.
§ 1º O eleito tomará posse no parazo de quinze dias, exercendo o
mandato pelo período fixado no artigo 17 (dois anos).

 Comentário
O presidente sempre terá o mandato de dois anos. Ou seja, vagando a
cadeira, o vice não completará o período.

§ 2º No caso de o Vice-Presidente ser eleito Presidente, na mesma sessão


eleger-se-á o seu sucessor, aplicando-se-lhe o disposto no parágrafo anterior.
Art. 19. Se ocorrer vaga no cargo de Vice-Presidente, será o Plenário con-
vocado a fazer eleição. O eleito completará o período do seu antecessor,
salvo o caso previsto no § 2º do artigo anterior.

 Comentário
Ao contrário do que acontece com o presidente, se vagar o cargo de vice,
quem for eleito apenas completará o mandato anterior.
A exceção fica por conta de o vice ter se tornado presidente. Nessa hipótese,
ambos terão dois anos de mandato.

Art. 20. A eleição, por votação secreta, do Corregedor Nacional de Jus-


tiça, dos membros do Conselho da Justiça Federal e de seus suplentes e do
Ministro Diretor da Revista far-se-á juntamente com a do Presidente e do
Vice-Presidente, salvo se, por qualquer motivo, não houver coincidência do
mandato, caso em que a eleição se realizará no parazo máximo de trinta dias
antes do término do biênio.
Parágrafo único. Ocorrendo vaga em qualquer desses cargos, o Plenário
será convocado a fazer eleição, assegurado ao eleito o mandato de dois anos.

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Seção II
Das Atribuições do Presidente

Art. 21. São atribuições do Presidente:


I – representar o Tribunal perante os Poderes da República, dos Estados e
dos Municípios, e demais autoridades;
II – velar pelas prerrogativas do Tribunal, cumprindo e fazendo cumprir o
seu Regimento Interno;
III – dirigir os trabalhos do Tribunal, presidindo as sessões plenárias e da
Corte Especial;
IV – convocar as sessões extraordinárias do Plenário e da Corte Especial;
V – designar dia para julgamento dos processos da competência do Plená-
rio e da Corte Especial;
VI – proferir, no Plenário e na Corte Especial, o voto de desempate;
VII – relatar o agravo interposto de seu despacho;
VIII – manter a ordem nas sessões, adotando, para isso, as providências
necessárias;
IX – submeter questões de ordem ao Tribunal;
X – determinar as providências necessárias ao cumprimento das ordens e
das decisões do Tribunal, ressalvadas as atribuições dos presidentes das Se-
ções, das Turmas e dos relatores;
XI – assinar, com o relator, os acórdãos da Corte Especial, bem assim as
cartas de sentença e as rogatórias;
XIII – decidir:
a) as petições de recursos para o Supremo Tribunal Federal, resolvendo os
incidentes que se suscitarem;
b) os pedidos de suspensão da execução de medida liminar ou de senten-
ça, sendo ele o relator das reclamações para preservar a sua competência ou
garantir a autoridade das suas decisões nesses feitos;
c) durante o recesso do Tribunal ou nas férias coletivas dos seus membros,
os pedidos de liminar em mandado de segurança, podendo, ainda, determinar

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liberdade provisória ou sustação de ordem de prisão, e demais medidas que


reclamem urgência;
d) sobre pedidos de livramento condicional, bem assim sobre os incidentes
em processos de indulto, anistia e graça;
e) sobre deserção de recursos não preparados no Tribunal;
f) sobre a expedição de ordens de pagamento devido pela Fazenda Públi-
ca, despachando os precatórios;
g) sobre o sequestro, no caso do art. 731 do CPC;
h) os pedidos de extração de carta de sentença;
j) as reclamações, por erro da ata do Plenário e da Corte Especial, e na
publicação de acórdãos;
l) sobre dúvidas suscitadas pela Secretaria do Tribunal relacionadas a dis-
tribuição de feitos e a incidentes referentes à redistribuição disciplinada no
artigo 72;
m) sobre os pedidos de suspensão de processos em incidente de resolução
de demandas repetitivas;
n) sobre a necessidade de determinar, na autuação do feito, a identifica-
ção do nome da parte apenas por suas iniciais, nas hipóteses em que, expres-
samente, lei indicar ser indispensável a restrição à publicidade de seu nome
como meio para a proteção de bem objeto de sigilo no processo.
XIV – proferir os despachos do expediente;
XV – dar posse aos Ministros durante o recesso do Tribunal ou nas
férias, e conceder-lhes transferências de Seção ou Turma;

 Comentário
Regularmente, quem dá posse é o Plenário. Estando o Tribunal de férias ou de
recesso, o presidente pode fazer isso.

XVI – conceder licença aos Ministros ad referendum da Corte Es-


pecial;

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XVII – criar comissões temporárias e designar os seus membros e ainda


os das comissões permanentes, bem como designar Ministro Coordenador do
Centro de Soluções Consensuais de Conflitos do STJ, com aprovação da Corte
Especial;

ATENÇÃO!
O Centro de Soluções de Conflitos foi introduzido no RISTJ no ano de 2016.
É bem provável aparecer questão sobre isso! Fique de olho!

XVIII – determinar, em cumprimento de deliberação do Tribunal, o início


do processo de verificação da invalidez de Ministro;
XIX – nomear curador ao paciente, na hipótese do item anterior, se se
tratar de incapacidade mental, bem assim paraticar os demais atos prepara-
tórios do procedimento;
XX – baixar as resoluções e instruções normativas referentes à delibe-
ração do Plenário, da Corte Especial ou do Conselho de Administração, bem
como as que digam respeito à rotina dos trabalhos de distribuição;
XXI – baixar os atos indispensáveis à disciplina dos serviços e à polícia do
Tribunal;
XXII – adotar as providências necessárias à elaboração da proposta orça-
mentária do Tribunal e encaminhar pedidos de abertura de créditos adicionais
e especiais;
XXIII – resolver as dúvidas suscitadas na classificação dos feitos e papéis
registrados na Secretaria do Tribunal, baixando as instruções necessárias;
XXIV – rubricar os livros necessários ao expediente ou designar funcioná-
rio para fazê-lo;
XXV – assinar os atos de provimento e vacância dos cargos e em-
pregos da Secretaria do Tribunal, dando posse aos servidores;
XXVI – assinar os atos relativos à vida funcional dos servidores;
XXVII – impor penas disciplinares aos servidores da Secretaria;

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XXVIII – delegar, nos termos da lei, competência ao Diretor-Geral da Se-


cretaria do Tribunal, para a prática de atos administrativos;
XXIX – velar pela regularidade e exatidão das publicações dos dados esta-
tísticos sobre os trabalhos do Tribunal a cada mês;
XXX – apresentar ao Tribunal, no mês de fevereiro, relatório circunstancia-
do dos trabalhos efetuados no ano decorrido, bem como mapas dos julgados;
XXXI – paraticar todos os demais atos de gestão necessários ao funciona-
mento dos serviços administrativos.
XXXII – fixar a data de início do procedimento de escolha e indicação de
um juiz federal e de um juiz do Tribunal Regional Federal para as vagas do
Conselho Nacional de Justiça e de um juiz para a vaga do Conselho Nacional
do Ministério Público.
Parágrafo único. O procedimento previsto neste inciso terá início até ses-
senta dias do término do mandato do conselheiro, ou, caso não cumprido
integralmente, logo após a vacância do cargo, observadas as seguintes dis-
posições:
I – os magistrados de primeiro e segundo graus interessados em ocupar
uma das vagas disponíveis deverão apresentar seus currículos ao Superior
Tribunal de Justiça e serão convocados mediante:
a) publicação no Diário da Justiça eletrônico;
b) divulgação na página eletrônica do Superior Tribunal de Justiça na rede
mundial de computadores (internet);
c) comunicação aos respectivos Tribunais, para que divulguem, por todos
os meios disponíveis, o parazo e a forma de inscrição aos juízes de primei-
ro e segundo graus a eles vinculados, informando à Presidência do Superior
Tribunal de Justiça as medidas efetivamente tomadas para a divulgação da
convocação;
II – o parazo para encaminhamento dos currículos será de dez dias, se
outro não fixar a Presidência, contados da data da publicação da convocação
no Diário da Justiça eletrônico;

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III – o currículo deverá ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça


por via eletrônica, e seu conteúdo deverá ser preenchido em formulário pa-
dronizado posto à disposição na página eletrônica;
IV – encerrado o parazo, a Presidência colocará os currículos à disposição
dos Ministros e convocará sessão do Plenário para a escolha do nome;
V – a lista de magistrados inscritos, com links para os respectivos currí-
culos, será colocada à disposição do público, inclusive na página eletrônica;
VI – a indicação será definida em sessão do Plenário, por votação secreta,
cabendo a cada Ministro votar em um juiz ou em um desembargador
por vaga;
VII – será indicado o juiz ou o desembargador que obtiver a maioria ab-
soluta dos votos;
VIII – não sendo alcançada a maioria absoluta de votos por nenhum juiz
ou desembargador, seguir-se-á um segundo sufrágio, em que concorrerão os
candidatos que tiverem obtido as duas maiores votações na etapa anterior,
sendo indicado o que obtiver a maioria simples dos votos;
IX – em caso de empate no segundo sufrágio, será indicado o juiz ou o de-
sembargador mais antigo na carreira e, persistindo o empate, o mais idoso;
X – o nome do juiz ou do desembargador escolhido será publicado no Diá-
rio da Justiça eletrônico e divulgado na página eletrônica do Superior Tribunal
de Justiça.

Juiz Instrutor

Art. 21-A. O Presidente do Tribunal, por indicação do relator, poderá con-


vocar magistrado vitalício para a realização de atos de instrução das
sindicâncias, inquéritos, ações e demais procedimentos penais origi-
nários, na sede do STJ ou no local onde se deva produzir o ato, bem como
definir os limites de sua atuação.

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§ 1º Caberá ao magistrado instrutor convocado na forma do caput:


I – designar e realizar as audiências de interrogatório, inquirição de
testemunhas, acareação, transação, suspensão condicional do processo, ad-
monitórias e outras;
II – requisitar testemunhas e determinar condução coercitiva, caso neces-
sário;
III – expedir e controlar o cumprimento das cartas de ordem;
IV – determinar intimações e notificações;
V – decidir questões incidentes durante a realização dos atos sob
sua responsabilidade;
VI – requisitar documentos ou informações existentes em bancos de da-
dos;
VII – fixar ou prorrogar parazos para a prática de atos durante a instrução;
VIII – realizar inspeções judiciais;
IX – requisitar aos órgãos locais do Poder Judiciário apoio de pessoal e de
equipamentos e instalações adequados para os atos processuais que devam
ser produzidos fora da sede do Tribunal;
X – exercer outras funções que lhe sejam delegadas pelo relator ou pelo
Tribunal.

 Comentário
O juiz instrutor tem um leque de atribuições já definidas no RISTJ, mas esse
rol é exemplificativo, podendo ser ampliado.

O juiz instrutor veio para desafogar o trabalho do Ministro, nos feitos originá-

rios, especialmente de natureza criminal.

A razão de ser é o excesso de processos de competência originária nos últi-

mos tempos. Basta pensar na quantidade de inquéritos e de ações penais tra-

mitando contra Governadores, principalmente diante da enxurrada de dela-

ções premiadas feitas pela Odebrecht.

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Na prática, o juiz instrutor conduz todos os processos, deixando para o Minis-

tro apenas a parte da elaboração do voto e do julgamento, que caberá à Corte

Especial.

§ 2º As decisões proferidas pelo magistrado instrutor no exercício

das atribuições previstas no parágrafo anterior ficam sujeitas a posterior

controle do relator, de ofício ou mediante provocação do interessado,

no parazo de cinco dias da ciência do ato.

§ 3º A convocação de magistrados instrutores vigerá pelo parazo

de seis meses, prorrogável por igual período, até o máximo de dois

anos, a critério do relator, sem prejuízo das vantagens e direitos de seu cargo

de origem, ficando condicionada à disponibilidade orçamentária.

§ 4º O número máximo de juízes instrutores no Tribunal é restrito

a treze, um para cada gabinete de Ministro integrante da Corte Espe-

cial, excluídos o Presidente e o Corregedor Nacional de Justiça.

 Comentário
Somente os Ministros da Corte Especial podem contar com o juiz instrutor.

Considerando serem 15 Ministros na Corte Especial, e que o presidente e o

CG-CNJ não participam da distribuição de processos dessa natureza, ficam

13 juízes instrutores.

Juiz Auxiliar da Presidência, do CJF e da ENFAM

Art. 21-B. O Presidente do Tribunal poderá convocar magistrados


vitalícios até o número de sete, para atuarem como juízes auxiliares em
apoio à Presidência, aos membros do Conselho da Justiça Federal e à Escola
Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de
Figueiredo Teixeira.

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§ 1º O Presidente poderá nomear, dentre os convocados, um juiz federal


para exercer a função de Secretário-Geral do Conselho da Justiça Federal.

 Comentário
Repare que o magistrado auxiliar que atuará como secretário-geral do CJF
necessariamente deve ser um juiz federal. Isso ocorre até porque ele lidará
direto com problemas relacionados à Justiça Federal.

§ 2º O Presidente ainda poderá nomear, dentre os convocados, um juiz


(para prestar auxílio à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de
Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.

 Comentário
Diferentemente do caso anterior, o magistrado que prestará auxílio na ENFAM
não precisa ser necessariamente um juiz federal.

§ 3º A convocação de juiz auxiliar vigerá pelo parazo de um ano, pror-


rogável por igual período, sem prejuízo dos direitos e vantagens de seu
cargo de origem, ficando condicionada à disponibilidade orçamentária.

 Comentário
O parazo de convocação dos juízes instrutores é de seis meses, prorrogável
por igual período (outros seis meses) até o limite de dois anos. Por outro lado,
dos juízes auxiliares é de um ano, prorrogável por mais um.

Juiz Auxiliar Excepcional

Art. 21-C. Sem prejuízo dos arts. 21-A e 21-B, os Ministros podem in-
dicar ao Presidente a convocação de um magistrado vitalício para auxiliá-los
nos afazeres de seus gabinetes, em caráter excepcional, quando o justificado
acúmulo de serviço o exigir.

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Parágrafo único. A convocação de juiz auxiliar vigerá pelo parazo


de um ano, prorrogável por igual período, sem prejuízo dos direitos e
vantagens de seu cargo de origem, ficando condicionada à disponibilidade
orçamentária.

 Comentário
Essa possibilidade não se restringe aos Ministros da Corte Especial. O juiz
auxiliar atuará excepcionalmente, para vencer o acúmulo de serviço nos gabi-
netes.
O parazo de convocação é o mesmo dos demais juízes auxiliares (que é dife-
rente do parazo dos juízes instrutores).

Art. 21-D. Serão regulados por resolução as convocações, direitos, van-


tagens, vencimentos e dispensas dos magistrados instrutores e auxiliares.

QUADRO COMPARATIVO DOS JUÍZES DE 1º GRAU EM COLABORAÇÃO COM O STJ

Juiz Instrutor Juiz Auxiliar da Presi- Juiz Auxiliar nos Gabi-


dência/CJF/ENFAM netes

Período de convocação Seis meses, prorrogáveis Um ano, prorrogável por Um ano, prorrogável por
por igual período, até o igual período igual período
limite de dois anos

A que se destina Auxiliar os Ministros da Auxiliar a Presidência do Auxiliar os Gabinetes de


Corte Especial STJ, os Membros do CJF e Ministros
a ENFAM

Número máximo Treze Sete Não há definição

Atuação Realizar atos de instrução Dar apoio à Presidência, Auxiliar os Ministros nos
das sindicâncias, inquéri- aos membros do CJF e à afazeres de seus gabine-
tos, ações e demais proce- ENFAM tes, em caráter excepcio-
dimentos penais originários nal, quando o justificado
acúmulo de serviço o exigir.

Particularidade As decisões proferidas pelo Entre os convocados, um O Magistrado convocado


magistrado instrutor no juiz federal poderá ser pode atuar junto a qual-
exercício das atribuições nomeado para a função de quer Ministro da Corte
ficam sujeitas a posterior Secretário-Geral do Conse-
controle do relator, de ofício lho da Justiça Federal.
ou mediante provocação do Um dos convocados poderá
interessado, no parazo de ser nomeado para prestar
cinco dias da ciência do ato auxílio à ENFAM, não se
exigindo a condição de juiz
federal.

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Art. 21-E. São atribuições do Presidente antes da distribuição:

 Comentário
Repare que o presidente atuará antes mesmo da distribuição. Ou seja, o pro-
cesso não chega a ser encaminhado a um relator.
Essa inovação veio para filtrar um grande número de processos claramente
improcedentes/descabidos, reduzindo o trabalho nos gabinetes de Ministros.
Um exemplo são as “cartinhas de preso”, que chegam aos montes. Muitas
vezes, o HC é voltado contra decisões de juízes de 1º Grau, sendo manifesta a
incompetência do STJ (o processo deveria passar primeiro pela 2ª Instância).

I – apreciar e homologar pedidos de desistência, de autocomposição das


partes e de habilitação em razão de falecimento de qualquer das partes;
II – apreciar os pedidos de gratuidade da justiça nos feitos de competência
originária;
III – determinar o cancelamento do registro do feito se a parte, intimada
na pessoa de seu advogado, não realizar o pagamento, em quinze dias, das
custas e despesas de ingresso;
IV – apreciar os habeas corpus e as revisões criminais inadmissíveis por
incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute com-
petente;
V – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tiver
impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida;
VI – negar provimento a recurso que for contrário a súmula do Supremo
Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, a acórdão proferido em
julgamento de recursos repetitivos ou a entendimento firmado em incidente
de assunção de competência;
VII – dar provimento a recurso se a decisão recorrida for contrária a súmu-
la do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, a acórdão

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proferido em julgamento de recursos repetitivos ou a entendimento firmado


em incidente de assunção de competência;
VIII – determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos funda-
dos em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de
casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis;
IX – remeter o processo ao Supremo Tribunal Federal após juízo positivo
de admissibilidade quando entender versar o recurso especial sobre matéria
constitucional, dando vista ao recorrente pelo parazo de quinze dias para que
demonstre a existência de repercussão geral e manifeste-se sobre a questão
constitucional, bem como vista à parte adversa para, por igual parazo, apre-
sentar contrarrazões.
§ 1º Opostos embargos de declaração contra decisão do Presiden-
te, caberá a ele a sua análise.
§ 2º Interposto agravo interno contra a decisão do Presidente pro-
ferida no exercício das competências previstas neste artigo, os autos
serão distribuídos, observado o disposto no art. 9º deste Regimento, caso
não haja retratação da decisão agravada.

ATENÇÃO!
Não vá confundir o procedimento para cada recurso. Se a parte opuser
embargos de declaração, a decisão caberá ao próprio presidente.
Por outro lado, se for interposto agravo interno, os autos serão distribuídos
aos gabinetes de Ministro (não serão decididos pelo presidente, que pode,
porém, fazer o juízo de retratação).

§ 3º O Presidente do Tribunal poderá delegar ao Vice-Presidente e


aos Presidentes das Seções, dentro de suas respectivas áreas de atuação,
a análise das matérias previstas neste artigo, observado o que dispõem os §§
1º e 2º.

 Comentário
A delegação pode ser feita ao vice-presidente e aos presidentes das Seções,
mas não aos presidentes das Turmas.

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§ 4º A delegação de que trata o § 3º far-se-á mediante ato do Presidente


do Tribunal, se houver concordância dos delegatários.
§ 5º Os Presidentes das Seções poderão indicar ao Presidente do Tribunal,
para subdelegação, um membro integrante da respectiva Seção.

 Comentário
Mesmo a subdelegação será feita entre integrantes da Seção, e não às Turmas.

Seção III
Das Atribuições do Vice-Presidente

Art. 22. Ao Vice-Presidente incumbe substituir o Presidente nas férias,


licenças, ausências e impedimentos eventuais, e sucedê-lo, no caso de vaga,
na forma do artigo 18.
§ 1º O Vice-Presidente integra o Plenário e a Corte Especial tam-
bém nas funções de relator e revisor.

 Comentário
O vice-presidente e o CGJF atuam como relator e revisor no Plenário e na
Corte Especial.
O CG-CNJ fica afastado da distribuição de processos também nesses órgãos
julgadores.
Já o presidente pode atuar como relator, mas não como revisor, votando em
caso de desempate.

§ 2º Ao Vice-Presidente incumbe, ainda:


I – por delegação do Presidente: a) decidir as petições de recursos
para o Supremo Tribunal Federal, resolvendo os incidentes que suscita-
rem; b) auxiliar na supervisão e fiscalização dos serviços da Secretaria do
Tribunal;

44
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Regimento Interno do STJ

d) decidir as matérias previstas no art. 21-E deste Regimento (as medidas


anteriores à distribuição, normalmente a cargo do presidente).
II – exercer, no Conselho da Justiça Federal, as funções que lhe competi-
rem, de acordo com o Regimento Interno.
§ 3º A delegação das atribuições previstas no item I do parágrafo anterior
far-se-á mediante ato do Presidente e de comum acordo com o Vice-Presi-
dente.

CAPÍTULO IV
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA FEDERAL

Art. 23. O Corregedor-Geral exercerá, no Conselho da Justiça Federal as


atribuições que lhe couberem, na conformidade da lei e do seu Regimento
Interno e integrará o Plenário e a Corte Especial também nas funções
de relator e revisor.

 Comentário
O vice-presidente e o CGJF atuam como relator e revisor no Plenário e na
Corte Especial.
O CG-CNJ fica afastado da distribuição de processos também nesses órgãos
julgadores.
Já o presidente pode atuar como relator, mas não como revisor, votando em
caso de desempate.

CAPÍTULO V
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DE SEÇÃO

Art. 24. Compete ao Presidente de Seção:


I – presidir as sessões, onde terá apenas o voto de desempate;

45
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Regimento Interno do STJ

 Comentário
O presidente da Seção não atua como relator ou revisor nos processos da
seção.

II – manter a ordem nas sessões;


III – convocar sessões extraordinárias;
IV – mandar incluir em pauta os processos de sua Seção e assinar as atas
das sessões;
V – assinar os ofícios executórios e quaisquer comunicações referentes
aos processos julgados pela respectiva Seção;
VI – indicar ao Presidente funcionários da Secretaria do Tribunal a serem
designados para os cargos de direção de sua Seção;
VII – assinar a correspondência de sua Seção;
VIII – decidir, por delegação do Presidente do Tribunal e no âmbito de sua
atuação, as matérias previstas no art. 21-E deste Regimento.

CAPÍTULO VI
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DE TURMA

Art. 25. Compete ao Presidente de Turma:


I – presidir as sessões de sua Turma, onde terá participação também na
condição de relator, revisor ou vogal;

 Comentário
O presidente da Turma vota normalmente e atua também como relator e revi-
sor. Isso acontece por conta do número reduzido de julgadores (cinco) e pela
quantidade excessiva de processos de competência da Turma.

II – manter a ordem nas sessões;


III – convocar as sessões extraordinárias;

46
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Regimento Interno do STJ

IV – mandar incluir em pauta os processos da respectiva Turma e assinar


as atas das sessões;
V – assinar os ofícios executórios e quaisquer comunicações referentes
aos processos julgados pela respectiva Turma;
VI – indicar ao Presidente funcionários da Secretaria do Tribunal a serem
designados para os cargos de direção de sua Turma;
VII – assinar a correspondência de sua Turma.

QUADRO GERAL DE DIFERENÇAS ENTRE PRESIDENTES

Conselho de
Tribunal Seções Turmas Comissões CJF CNJ
Administração

Ministro +
Ministro + Ministro +
Ministro eleito antigo entre os Presidente do Presidente do Presidente do
Quem será: antigo, no órgão antigo, no órgão
pelo Plenário. membros da STJ STJ STF
fracionário. fracionário.
Comissão.

Enquanto for Enquanto for Enquanto for


Duração do Enquanto inte-
2 anos 2 anos 2 anos Presidente do Presidente do Presidente do
mandato: grar Comissão
STJ STJ STF

Vedada a recon- Vedada a recon-


dução, até que dução, até que
Possibilidade
Vedada a todos os compo- todos os compo- Pode ser recon-
de reeleição ou - Não Não
reeleição nentes da Seção nentes da Turma duzido uma vez.
recondução:
hajam exercido a hajam exercido a
Presidência. Presidência.

Forma de
Eleição Antiguidade Antiguidade Antiguidade - - -
escolha:

Atua como
Sim Não Sim - - - -
Relator:

Atua como
Não Não Não - - - -
Revisor:

Pode votar: Só desempate Só desempate Sempre - - - Só desempate

O Ministro que O Ministro que O Ministro que


Em caso de se seguir em se seguir em se seguir em O STF faz nova
Nova eleição - -
vacância: antiguidade vira antiguidade vira antiguidade vira eleição.
Presidente. Presidente. Presidente.

 Obs.: 1 No CNJ há um Ministro do STJ, que exerce as funções de Correge-

dor (não participa da distribuição de processos).

2 Em caso de vacância no cargo de Presidente do STJ, o vice não terá

mandato-tampão. Ele deverá convocar novas eleições.

3 Em caso de vacância no cargo de Vice-Presidente do STJ, há duas

opções:

a) se o vice anterior deixou o cargo por morte ou aposentadoria, o

novo vice fica pelo tempo que faltava ao anterior (mandato-tampão);

47
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Regimento Interno do STJ

b) se o vice anterior deixou o cargo porque foi eleito Presidente,

haverá nova eleição para o cargo de vice, tendo o eleito o mandato

de 2 anos (completos).

4 O Presidente do STJ só atua como relator nos agravos interpostos

contra decisões por ele proferidas (ex: admissão de recursos dirigidos

ao STF). Ele nunca é Revisor!

5 Na ausência do Presidente e Vice-Presidente, quem assume a Presidência

é o Ministro + antigo.

CAPÍTULO VII
DOS MINISTROS

Seção I
Disposições Gerais

Art. 26. A indicação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de Juízes, Desem-


bargadores, Advogados e membros do Ministério Público, a serem nomeados
pelo Presidente da República, para comporem o Tribunal, far-se-á em lista
tríplice.
§ 1º Ocorrendo vaga destinada a Advogado ou a membro do Minis-
tério Público, o Presidente do Tribunal, nos cinco dias seguintes, solicitará
ao órgão de representação da classe que providencie a lista sêxtupla
dos candidatos, observados os requisitos constitucionais (Constituição, art.
104, parágrafo único).
§ 2º Tratando-se de vaga a ser preenchida por Juiz ou Desembar-
gador, o Presidente solicitará aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribu-
nais de Justiça que enviem, no parazo de dez dias, relação dos magistrados
que contem mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade,
com indicação das datas de nascimento (Constituição, art. 104, parágrafo
único).

48
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§ 3º Recebida a lista sêxtupla, ou esgotado o parazo indicado no parágrafo


anterior, convocará o Presidente, de imediato, sessão do Tribunal para elabo-
ração da lista tríplice.

 Comentário
A composição do STJ é paritária, da seguinte forma:
• 1/3 entre Desembargadores de TJ;
• 1/3 entre Desembargadores Federais (a Constituição os chama de
Juízes de TRF);
• 1/3 entre advogados e membros do MP.

No STJ, há o terço constitucional e não o quinto, como se vê no TST, TRT, TRF e TJ.
Nas vagas do pessoal do terço constitucional (MP e OAB), a respectiva classe
faz uma lista com seis nomes e a encaminha para o STJ, que a reduz para três.
Tratando-se de vaga da Magistratura (TJ ou TRF), os Tribunais apenas enca-
minham os nomes dos possíveis candidatos, que preencham os requisitos
constitucionais. A lista a ser formada é tríplice, diretamente pelo STJ.
Uma coisa já perguntada pelo Cespe: embora na matemática 1/3 dividido por
dois dê 1/6, não é correto falar que um 1/6 das vagas será de advogados e
outro 1/6 de membros do MP. Isso porque o número é ímpar, não resultando
número inteiro.
Assim, há uma alternância, de modo que uma hora o Tribunal tem mais advo-
gados e, noutra, mais membros do MP (inverte-se em 6x5 ou 5x6).

§ 4º Para a composição da lista tríplice, o Tribunal reunir-se-á, em


sessão pública, com o quorum de dois terços de seus membros, além
do Presidente.

 Comentário
O quórum para instalação da sessão de julgamento é de maioria qualifica-
da (2/3), enquanto se exige maioria absoluta de votos para que o candidato
figure na lista tríplice.

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Regimento Interno do STJ

§ 5º Somente constará de lista tríplice o candidato que obtiver, em


primeiro ou subsequente escrutínio, a maioria absoluta dos votos dos
membros do Tribunal, observado o disposto no artigo 27, § 3º.
§ 6º Os candidatos figurarão na lista de acordo com a ordem decrescente
dos sufrágios que obtiverem, respeitado, também, o número de ordem do
escrutínio. Em caso de empate, terá preferência o mais idoso.
§ 7º A escolha dos nomes que comporão lista tríplice far-se-á em votação
secreta, realizando-se tantos escrutínios quantos forem necessários.
§ 8º Para colocação dos nomes na lista, em caso de empate, far-se-
-á o desempate em favor do candidato mais idoso; se ainda persistir o
empate, adotar-se-á o critério do tempo de serviço público no cargo,
para os magistrados e membros do Ministério Público, ou tempo de
inscrição na Ordem como advogado, para os advogados.
Art. 27. Aberta a sessão, será ela transformada em conselho (= secreta),
para que o Tribunal aprecie aspectos gerais referentes à escolha dos candi-
datos, seus currículos, vida pregressa e se satisfazem os requisitos constitu-
cionais exigidos. Os membros do Tribunal receberão, quando possível, com
antecedência de, no mínimo, setenta e duas horas da data da sessão, relação
dos candidatos, instruída com cópia dos respectivos currículos.
§ 1º Tornada pública a sessão, o Presidente designará a Comissão Escru-
tinadora, que será integrada por três membros do Tribunal.
§ 2º Existindo mais de uma vaga a ser preenchida por advogado ou
membros do Ministério Público, para cada lista sêxtupla, será elabo-
rada lista tríplice, observando-se o que dispõe o parágrafo 3º deste artigo.

 Comentário
Nas vagas do terço constitucional, sempre será elaborada uma lista tríplice
para cada cadeira vaga. Assim, se foram duas vagas, serão duas listas, cada
uma com três nomes.

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§ 3º Tratando-se de lista tríplice única, cada Ministro, no primei-


ro escrutínio, votará em três nomes. Ter-se-á como constituída se, em
primeiro escrutínio, três ou mais candidatos obtiverem maioria absoluta dos
votos do Tribunal, hipótese em que figurarão na lista, pela ordem decrescente
de sufrágios, os nomes dos três mais votados. Em caso contrário, efetuar-
-se-á segundo escrutínio e, se necessário, novos escrutínios, concor-
rendo, em cada um, candidatos em número correspondente ao dobro
dos nomes a serem inseridos, ainda, na lista, de acordo com a ordem da
votação alcançada no escrutínio anterior, incluídos, entretanto, todos os no-
mes com igual número de votos na última posição a ser considerada. Restan-
do, apenas, uma vaga a preencher, será considerado escolhido o candidato
mais votado, com preferência ao mais idoso, em caso de empate.
§ 4º Se existirem duas ou mais vagas a serem providas dentre
Juízes ou Desembargadores, o Tribunal deliberará, preliminarmente,
se as listas se constituirão, cada uma, com três nomes distintos, ou
se, composta a primeira com três nomes, a segunda e subsequentes
deverão ser integradas pelos dois nomes remanescentes da lista an-
terior, acrescidos de mais um nome.

 Comentário
Nas vagas da Magistratura (oriundos do TRF ou do TJ), abrem-se duas pos-
sibilidades:
• Fazer uma lista tríplice para cada vaga;
• Fazer uma lista tríplice e, escolhido o candidato, os dois que restaram
formariam uma segunda lista com mais um nome.

Nessa segunda opção, existiram, no total, quatro nomes (duas vagas) ou


cinco nomes (três vagas).
Por qual razão se faz isso? Para privilegiar e dar mais chance para aqueles que
estavam na primeira lista tríplice, mas não foram escolhidos.

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§ 5º Se o Tribunal deliberar que, em cada lista, constarão três nomes dis-


tintos, cada Ministro, no primeiro escrutínio, votará em tantos nomes quantos
necessários à constituição das listas tríplices. Nesse caso, na organização si-
multânea das listas, os nomes que obtiverem, em primeiro escrutínio, maioria
absoluta dos votos dos membros do Tribunal, figurarão, pela ordem decres-
cente de votos, em primeiro lugar, em cada uma das listas, de acordo com
sua numeração, e nos lugares subsequentes das listas, horizontalmente con-
siderados, pela mesma ordem, da primeira à última. Se, no primeiro escrutí-
nio, não se preencherem todos os lugares das diversas listas, proceder-se-á
a segundo e, se necessário, a novos escrutínios, na forma definida na última
parte do parágrafo terceiro deste artigo, distribuindo-se, nas listas, os nomes
escolhidos, de acordo com a ordem prevista para o primeiro escrutínio. No
segundo e subsequentes escrutínios, cada Ministro votará em tantos nomes
quantos faltarem para serem incluídos nas listas.

 Comentário
Eu comparo essa forma de escolher como um sorteio de Copa do Mundo.
Na primeira rodada, serão escolhidos três, que serão os “cabeças de chapa”,
ou seja, figurarão como primeiros em cada lista.
Logo após os integrantes da próxima lista vão assumindo a posição de segun-
do e de terceiro na chapa.
A ideia é sinalizar para o Presidente da República, responsável pela escolha,
que aquele cara da primeira lista era o favorito do Tribunal.

§ 6º Se o Tribunal deliberar que, na constituição das listas, será


adotado o critério previsto na segunda hipótese do parágrafo quarto
deste artigo, cada Ministro, em primeiro escrutínio, votará em tantos
nomes quantas forem as vagas a preencher e em mais dois. Nessa
hipótese, na organização simultânea das listas, atendido o disposto no pará-
grafo 5º do artigo 27, a primeira será integrada, na ordem decrescente dos
sufrágios alcançados, por três nomes; a segunda lista constituir-se-á dos dois

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nomes remanescentes da primeira, mais o nome que tenha obtido a quarta


votação; a terceira lista dar-se-á por composta dos dois nomes remanescen-
tes da lista anterior, mais o nome que haja obtido a quinta votação, respeitada
a ordem dos escrutínios, e assim sucessivamente. Se, no primeiro escrutínio,
não se preencherem todos os lugares das diversas listas, nos termos deste
parágrafo, proceder-se-á a segundo e a novos escrutínios, na forma definida
no parágrafo anterior e na última parte do parágrafo terceiro deste artigo.

 Comentário
Repare que quando há apenas uma vaga em jogo, cada Ministro vota em três
nomes.
Havendo mais de uma vaga, e escolhido o critério de formação de lista única,
os Ministros votarão no número de vagas + 2.
Exemplificando, sendo duas vagas, votarão em 4 nomes (2 vagas + 2 nomes);
sendo três vagas, serão 5 nomes (3 vagas + 2 nomes) etc.

§ 7º No ofício de encaminhamento ao Poder Executivo, da lista


tríplice única ou das diversas listas tríplices, far-se-á referência ao
número de votos obtidos pelos indicados e a ordem do escrutínio em
que se deu a escolha.

 Comentário
Repetindo, a ideia é deixar claro ao presidente que dentre aqueles nomes
havia um preferido pela Corte. Isso, no entanto, não vincula a decisão do pre-
sidente, que pode escolher qualquer nome.

Art. 28. Os Ministros tomarão posse, no parazo de trinta (30) dias,


em sessão plenária e solene do Tribunal, podendo fazê-lo perante o Pre-
sidente em período de recesso ou férias.
§ 1º No ato da posse, o Ministro prestará compromisso de bem desempe-
nhar os deveres do cargo, e de bem cumprir e fazer cumprir a Constituição e
as leis do País.

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Regimento Interno do STJ

§ 2º Do compromisso lavrar-se-á, em livro especial, termo que será as-


sinado pelo Presidente, pelo empossado e pelo Diretor-Geral da Secretaria.
§ 3º Somente será dada posse ao Ministro que antes haja provado: a) ser
brasileiro; b) contar mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos
de idade; c) satisfazer aos demais requisitos inscritos em lei.
§ 4º O parazo para a posse poderá ser prorrogado pela Corte Espe-
cial, na forma da lei.

 Comentário
O parazo para a posse é de 30 dias, podendo ser prorrogado pela Corte Espe-
cial.

Art. 29. Os Ministros têm as prerrogativas, garantias, direitos e incompa-


tibilidades inerentes ao exercício da Magistratura.
§ 1º Os Ministros receberão o tratamento de Excelência e usarão ves-
tes talares nas sessões solenes, e capas, nas sessões ordinárias ou
extraordinárias; conservarão o título e as honras correspondentes, mesmo
depois da aposentadoria.

ATENÇÃO!
O STF entende que, com a aposentadoria, cessa o foro especial. Isso vale
mesmo para cargos vitalícios, como é o caso da Magistratura.

§ 2º A Presidência do Tribunal velará pela preservação dos direitos, inte-


resses e prerrogativas dos Ministros aposentados.
Art. 30. A antiguidade do Ministro no Tribunal, para sua colocação nas
sessões, distribuição de serviço, revisão dos processos, substituições e outros
quaisquer efeitos legais ou regimentais, é regulada na seguinte ordem:
I – pela posse;
II – pela nomeação;

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III – pela idade.

 Comentário
Lembre-se do mnemônico PNI, quanto à definição da antiguidade no Tribunal.
Eu digo isso, porque também há a antiguidade nos órgãos fracionários (Seções
e Turmas).

Parágrafo único. Respeitar-se-á, no Superior Tribunal de Justiça, a antigui-


dade que vinha sendo observada no Tribunal Federal de Recursos, em relação
aos seus Ministros.

 Comentário
O extinto TFR (Tribunal Federal de Recursos) deu lugar ao STJ com a Consti-
tuição de 1988.
Não confunda TFR (extinto) com TRF (ao todo, são cinco no país).

Art. 31. Havendo, dentre os Ministros do Tribunal, cônjuges, parentes con-


sanguíneos ou afins, em linha reta ou no terceiro grau da linha colateral,
integrarão Seções diferentes, e o primeiro que conhecer da causa impede
que o outro participe do julgamento quando da competência da Corte Especial.

 Comentário
Parentesco até o terceiro grau inclui pais, filhos, avós, netos, irmãos e tio/
sobrinho.
Repare que mesmo os cônjuges, companheiros e parentes até o terceiro grau
podem integrar o Tribunal, devendo ser colocados em Seções (e, consequen-
temente, Turmas) diferentes. Na Corte Especial essa separação não tem como
ser feita. Por isso, a regra de que a votação de um impede a participação do
outro.
Ah, ficam de fora da restrição os primos, tios-avós e sobrinhos-netos, que são
parentes de 4º grau.

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Art. 32. Os Ministros têm direito de transferir-se para Seção ou


Turma, onde haja vaga, antes da posse de novo Ministro, ou, em caso
de permuta, para qualquer outra. Havendo mais de um pedido, terá pre-
ferência o do mais antigo.
Art. 33. Os Ministros têm jurisdição em todo o território nacional e domi-
cílio no Distrito Federal.
Parágrafo único. É dever dos Ministros, entre outros estabelecidos em lei
e neste Regimento:
I – manter residência no Distrito Federal;
II – comparecer às sessões de julgamento, nelas permanecendo até o seu
final, salvo com autorização prévia do Presidente do órgão julgador.

Seção II
Do Relator

Art. 34. São atribuições do relator:


I – ordenar e dirigir o processo;
II – determinar às autoridades judiciárias e administrativas, sujeitas à sua
jurisdição, providências relativas ao andamento e à instrução do processo,
exceto se forem da competência da Corte Especial, da Seção, da Turma ou de
seus Presidentes;
III – delegar atribuições a autoridades judiciárias de instância in-
ferior, nos casos previstos em lei ou neste Regimento;
IV – submeter à Corte Especial, à Seção, à Turma, ou aos Presidentes,
conforme a competência, questões de ordem para o bom andamento dos
processos;
V – submeter à Corte Especial, à Seção ou à Turma, nos processos da
competência respectiva, medidas cautelares ou tutelas provisórias necessá-
rias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação ou
ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa;

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VI – determinar, em caso de urgência, as medidas do inciso anterior, ad


referendum da Corte Especial, da Seção ou da Turma;
VII – decidir agravo interposto de decisão que inadmitir recurso especial;
VIII – requisitar os autos originais, quando necessário;
IX – apreciar e homologar pedidos de desistência, de autocomposição das
partes e de habilitação em razão de falecimento de qualquer das partes, ainda
que o feito se ache em pauta ou em mesa para julgamento;

 Comentário
Não vá cair em casca de banana. O relator pode apreciar tais pedidos sozinho,
mesmo se o processo já está pronto para julgamento no Colegiado.

X – pedir dia para julgamento dos feitos que lhe couberem por distribui-
ção, ou passá-los ao revisor, com o relatório, se for o caso;
XI – julgar prejudicado pedido ou recurso que haja perdido objeto;
XII – propor à Seção ou à Turma seja o processo submetido à Corte
Especial ou à Seção, conforme o caso;
XIII – decidir o pedido de carta de sentença e assiná-la;
XIV – apresentar em mesa para julgamento os feitos que independem de
pauta;
XV – redigir o acórdão, quando o seu voto for o vencedor no julgamento;
XVI – determinar a autuação do agravo como recurso especial;
XVII – determinar o arquivamento de inquérito, ou peças informativas,
quando o requerer o Ministério Público, ou submeter o requerimento à deci-
são do órgão competente do Tribunal;
XVIII – distribuídos os autos (lembrar que antes da distribuição,
essas tarefas caberão ao presidente do Tribunal):
a) não conhecer do recurso ou pedido inadmissível, prejudicado ou daque-
le que não tiver impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão
recorrida;

57
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b) negar provimento ao recurso ou pedido que for contrário a tese fixada


em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimen-
to firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Supremo
Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou, ainda, a jurisprudência
dominante acerca do tema;
c) dar provimento ao recurso se o acórdão recorrido for contrário a tese
fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a en-
tendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do
Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou, ainda, a ju-
risprudência dominante acerca do tema;

 Comentário
Aqui, a ideia é pegar os processos que “escaparam” no primeiro filtro, reali-
zado pelo presidente do Tribunal, antes da distribuição.

XIX – decidir o mandado de segurança quando for inadmissível, preju-


dicado ou quando se conformar com tese fixada em julgamento de recurso
repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de
assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do
Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema ou as
confrontar;
XX – decidir o habeas corpus quando for inadmissível, prejudicado ou
quando a decisão impugnada se conformar com tese fixada em julgamento de
recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em inci-
dente de assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça
ou do Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema
ou as confrontar;
XXI – decidir o agravo de instrumento interposto com base no art. 1.027,
§ 1º, do CPC;

58
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XXII – decidir o conflito de competência quando for inadmissível, preju-


dicado ou quando se conformar com tese fixada em julgamento de recurso
repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de
assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do
Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema ou as
confrontar;

 Comentário
Em regra, os julgamentos devem ser colegiados (nas Turmas, Seções ou
Corte Especial).
Contudo, nas hipóteses previstas nos incisos anteriores, a questão pode ser
decidida monocraticamente pelo relator por ser mais simples.

XXIII – remeter o processo ao Supremo Tribunal Federal após juízo po-


sitivo de admissibilidade quando entender versar o recurso especial sobre
matéria constitucional, dando vista ao recorrente pelo parazo de quinze dias
para que demonstre a existência de repercussão geral e manifeste-se sobre a
questão constitucional, bem como vista à parte adversa para, por igual para-
zo, apresentar contrarrazões;
XXIV – determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos espe-
ciais fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julga-
mento de casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis;
XXV – julgar recurso fundado em nulidade da decisão recorrida por vício
de procedimento;
XXVI – executar e fazer cumprir os despachos, as decisões monocráticas,
as ordens e os acórdãos transitados em julgado nas ações penais, inquéritos
e demais procedimentos penais originários de sua relatoria, bem como deter-
minar às autoridades judiciárias e administrativas providências relativas ao
andamento e à instrução de processos, facultada a delegação de atribuições

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para a prática de atos processuais previstos no art. 21-A deste Regimento a


outros Tribunais e a juízos de primeiro grau de jurisdição, ficando as decisões
proferidas sujeitas a posterior controle do relator, de ofício ou mediante pro-
vocação do interessado, no parazo de cinco dias da ciência do ato.

Seção III
Do Revisor

Art. 35. Sujeitam-se a revisão os seguintes processos:


I – ação rescisória (AR); (julgamento na Corte Especial ou nas Seções)
II – ação penal originária (APn); (julgamento na Corte Especial ou nas
Seções)
III – revisão criminal (RvCr). (julgamento na Corte Especial ou nas Seções)

 Comentário
Embora o art. 25 do Regimento estabeleça que o presidente da Turma parti-
cipará na condição de relator, revisor ou vogal, o fato é que os processos que
contam com revisor (AR, APn e RvCr só são julgados na Corte Especial ou nas
Seções. Nenhum deles é julgado em Turma.

Art. 36. Será revisor o Ministro que se seguir ao relator, na ordem


decrescente de antiguidade, no órgão julgador.
Parágrafo único. Em caso de substituição definitiva do relator, será tam-
bém substituído o revisor, na conformidade do disposto neste artigo.
Art. 37. Compete ao revisor:
I – sugerir ao relator medidas ordinatórias do processo, que tenham sido
omitidas;
II – confirmar, completar ou retificar o relatório;
III – pedir dia para julgamento;
IV – determinar a juntada de petição, enquanto os autos lhe estiverem
conclusos, submetendo, conforme o caso, desde logo, a matéria à considera-
ção do relator.

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CAPÍTULO VIII
DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Art. 38. Ao Conselho de Administração incumbe:


I – deliberar sobre a organização dos serviços administrativos da Secreta-
ria do Tribunal;
II – dispor sobre os cargos de direção e assessoramento superiores, as
funções de direção e assistência intermediárias e as funções de representa-
ção de gabinete, a forma do respectivo provimento, os níveis de vencimentos
e gratificação, dentro dos limites estabelecidos em lei;
III – aprovar os critérios para as progressões e ascensões funcio-
nais dos servidores da Secretaria do Tribunal;
IV – deliberar sobre as demais matérias administrativas e referentes aos
servidores do Tribunal, que lhe sejam submetidas pelo Presidente;
V – exercer as atribuições administrativas não previstas na compe-
tência do Plenário, da Corte Especial ou do Presidente ou as que lhe
hajam sido delegadas.
Parágrafo único: Para ausentar-se do território nacional, o Ministro de-
verá comunicar o fato, em regra, com a antecedência mínima de 15
dias, ao Conselho de Administração, salvo quando se tratar de férias, licença,
recesso ou feriado.

 Comentário
Fique atento(a), pois esse dispositivo foi modificado recentemente. Logo, a
probabilidade de cair nas provas deste ano é grande.

Art. 39. Dos atos e decisões do Conselho de Administração não cabe re-
curso administrativo.

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 Comentário
Conselho de Administração
11 membros + antigos (sem eleição)
Cuida de matéria administrativa
Não cabe recurso administrativo de seus atos e decisões

CAPÍTULO IX
DAS COMISSÕES

Art. 40. As comissões, permanentes ou temporárias, colaboram no de-


sempenho dos encargos do Tribunal.
§ 1º São Comissões permanentes:
I – a Comissão de Regimento Interno;
II – a Comissão de Jurisprudência;
III – a Comissão de Documentação;
IV – a Comissão de Coordenação;
V – a Comissão Gestora de Precedentes.
§ 2º As Comissões permanentes serão integradas de três Ministros
efetivos e um suplente, salvo a de Jurisprudência, que será composta
de seis Ministros efetivos, respeitada, em todos os casos, a paridade de re-
presentação de cada uma das Seções do Tribunal.
§ 3º As Comissões temporárias, que podem ser criadas pela Corte
Especial ou pelo Presidente do Tribunal e ter qualquer número de mem-
bros, extinguem-se, preenchido o fim a que se destinem.
Art. 41. O Presidente designará os membros das comissões, submeten-
do-os à aprovação da Corte Especial.
§ 1º A comissão será presidida pelo Ministro mais antigo dentre os
seus integrantes.
Art. 42. As comissões permanentes ou temporárias poderão:

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I – sugerir ao Presidente do Tribunal normas de serviço relativas à matéria


de sua competência;
II – entender-se, por seu Presidente, com outras autoridades ou insti-
tuições, nos assuntos de sua competência, por delegação do Presidente do
Tribunal.
Art. 43. À Comissão de Regimento Interno cabe:
I – velar pela atualização do Regimento, propondo emendas ao texto
em vigor e emitindo parecer sobre as emendas de iniciativa de outra comis-
são ou de Ministro;
II – opinar em processo administrativo, quando consultada pelo Pre-
sidente.
Art. 44. À Comissão de Jurisprudência cabe:
I – velar pela expansão, atualização e publicação da súmula da jurispru-
dência predominante do Tribunal;
II – supervisionar os serviços de sistematização da jurisprudência do Tri-
bunal, sugerindo medidas que facilitem a pesquisa de julgados ou processos;
III – orientar iniciativas de coleta e divulgação dos trabalhos dos Ministros
que já se afastaram definitivamente do Tribunal;
IV – propor à Corte Especial ou à Seção que seja compendiada em
súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verificar que as Turmas
não divergem na interpretação do direito;
V – sugerir medidas destinadas a abreviar a publicação dos acórdãos.
Art. 45. À Comissão de Documentação cabe:
I – supervisionar a administração dos serviços da biblioteca, do arquivo
e do museu do Tribunal, sugerindo ao Presidente medidas tendentes ao
seu aperfeiçoamento;
II – acompanhar a política de guarda e conservação de processos, livros,
periódicos e documentos históricos do Tribunal;
III – manter, na Secretaria de Documentação, serviço de documentação
para recolher elementos que sirvam de subsídio à história do Tribunal, com
pastas individuais contendo dados biográficos e bibliográficos dos Ministros;

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IV – deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência ad-


ministrativa da Secretaria de Documentação.
Art. 46. À Comissão de Coordenação cabe:
I – sugerir ao Presidente medidas tendentes à modernização adminis-
trativa do Tribunal;
II – sugerir aos Presidentes do Tribunal, das Seções e das Turmas, medi-
das destinadas a aumentar o rendimento das sessões, abreviar a publicação
dos acórdãos e facilitar a tarefa dos advogados;
III – supervisionar os serviços de informática, fiscalizando a sua execução
e propondo as providências para a sua atualização e aperfeiçoamento.
Art. 46-A. À Comissão Gestora de Precedentes cabe (inserida no RI
no ano de 2016):
I – supervisionar os trabalhos do Núcleo de Gerenciamento de Preceden-
tes – Nugep, em especial os relacionados à gestão dos casos repetitivos e dos
incidentes de assunção de competência, bem como ao controle e ao acom-
panhamento de processos sobrestados na Corte em razão da aplicação da
sistemática dos recursos repetitivos e da repercussão geral;
II – sugerir ao Presidente do Tribunal medidas para o aperfeiçoamento da
formação e da divulgação dos precedentes qualificados, conforme disposto no
Código de Processo Civil;
III – sugerir aos Presidentes do Tribunal e das Seções medidas destinadas
a ampliar a afetação de processos aos ritos dos recursos repetitivos e da as-
sunção de competência;
IV – desenvolver trabalho de inteligência, em conjunto com o Conselho
Nacional de Justiça, com os Tribunais Regionais Federais e com os Tribunais
de Justiça, a fim de identificar matérias com potencial de repetitividade ou
com relevante questão de direito, de grande repercussão social, aptas a se-
rem submetidas ao Superior Tribunal de Justiça sob a sistemática dos recur-
sos repetitivos e da assunção de competência;

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V – acompanhar, inclusive antes da distribuição, os processos que


possuam matéria com potencial de repetitividade ou com relevante questão
de direito, de grande repercussão social, a fim de propor ao Presidente do
Tribunal medidas para a racionalização dos julgamentos desta Corte por meio
de definições de teses jurídicas em recursos repetitivos ou em assunção de
competência;
VI – deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência ad-
ministrativa do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes – Nugep, além de
outras atribuições referentes a casos repetitivos e a incidentes de assunção
de competência.

 Comentário
Todo cuidado é pouco com as Comissões, especialmente com a Gestora
de Precedentes, pois ela foi criada no ano de 2016.
Ela está ligada à ideia de imprimir uma solução mais rápida e eficaz aos “pro-
cessos de massa”.
Assim, fique atento(a) a expressões como “casos repetitivos”, “inci-
dentes de assunção de competência”, ou mesmo menção à sistemáti-
ca dos recursos repetitivos (RESP) ou à repercussão geral (RE).

COMISSÕES PERMANENTES

COMPOSIÇÃO ATRIBUIÇÕES

I – velar pela ATUALIZAÇÃO DO REGIMENTO, propondo emen-


das ao texto em vigor e emitindo parecer sobre as emendas de
03 Ministros efetivos
REGIMENTO INTERNO iniciativa de outra comissão ou de Ministro;
+ 1 suplente
II – OPINAR EM PROCESSO ADMINISTRATIVO, quando con-
sultada pelo Presidente.

I – velar pela expansão, atualização e publicação da SÚMULA DA


JURISPRUDÊNCIA predominante do Tribunal;
JURISPRUDÊNCIA 06 Ministros efetivos II – supervisionar os serviços de sistematização da jurisprudência
do Tribunal, sugerindo medidas que facilitem a pesquisa de julga-
dos ou processos;

III – orientar iniciativas de coleta e divulgação dos trabalhos dos


Ministros que já se afastaram definitivamente do Tribunal;
IV – propor à Corte Especial ou à Seção que seja compen-
diada em súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verifi-
car que as Turmas não divergem na interpretação do direito;
V – sugerir medidas destinadas a abreviar a publicação dos acórdãos.

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I – supervisionar a administração dos serviços da BIBLIOTECA,


DO ARQUIVO E DO MUSEU DO TRIBUNAL, sugerindo ao Presi-
dente medidas tendentes ao seu aperfeiçoamento;
II – acompanhar a política de guarda e conservação de processos,
livros, periódicos e documentos históricos do Tribunal;
03 Ministros efetivos
DOCUMENTAÇÃO III – manter, na Secretaria de Documentação, serviço de documen-
+ 1 suplente
tação para recolher elementos que sirvam de subsídio à história
do Tribunal, com pastas individuais contendo dados biográficos e
bibliográficos dos Ministros;
IV – deliberar sobre questões que excedam a esfera de competên-
cia administrativa da Secretaria de Documentação.

I – sugerir ao Presidente medidas tendentes à MODERNIZAÇÃO


ADMINISTRATIVA DO TRIBUNAL;
II – sugerir aos Presidentes do Tribunal, das Seções e das Turmas,
03 Ministros efetivos medidas destinadas a aumentar o rendimento das sessões, abre-
COORDENAÇÃO
+ 1 suplente viar a publicação dos acórdãos e facilitar a tarefa dos advogados;
III  – supervisionar os serviços de informática, fiscalizando a sua
execução e propondo as providências para a sua atualização e
aperfeiçoamento.

I – supervisionar os trabalhos do Núcleo de Gerenciamento de Pre-


cedentes – Nugep, em especial os relacionados à gestão dos CASOS
REPETITIVOS e dos INCIDENTES DE ASSUNÇÃO DE COMPE-
TÊNCIA, bem como ao controle e ao acompanhamento de proces-
sos sobrestados na Corte em razão da aplicação da sistemática dos
RECURSOS REPETITIVOS E DA REPERCUSSÃO GERAL;
II – sugerir ao Presidente do Tribunal medidas para o aperfeiçoa-
mento da formação e da divulgação dos precedentes qualificados,
conforme disposto no Código de Processo Civil;
III – sugerir aos Presidentes do Tribunal e das Seções medidas des-
tinadas a ampliar a afetação de processos aos ritos dos recursos
repetitivos e da assunção de competência;
GESTORA DE PRECE-
IV – desenvolver trabalho de inteligência, em conjunto com o Con-
DENTES*
selho Nacional de Justiça, com os Tribunais Regionais Federais
03 Ministros efetivos
e com os Tribunais de Justiça, a fim de identificar matérias com
*inserida no RI no ano + 1 suplente
potencial de repetitividade ou com relevante questão de direito, de
de 2016
grande repercussão social, aptas a serem submetidas ao Superior
Tribunal de Justiça sob a sistemática dos recursos repetitivos e da
assunção de competência;
V – acompanhar, inclusive antes da distribuição, os processos
que possuam matéria com potencial de repetitividade ou com rele-
vante questão de direito, de grande repercussão social, a fim de
propor ao Presidente do Tribunal medidas para a racionalização dos
julgamentos desta Corte por meio de definições de teses jurídicas
em recursos repetitivos ou em assunção de competência;
VI – deliberar sobre questões que excedam a esfera de competên-
cia administrativa do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes –
Nugep, além de outras atribuições referentes a casos repetitivos e
a incidentes de assunção de competência.

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CAPÍTULO X
DO CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL

Art. 47. Ao Conselho da Justiça Federal, que funciona junto ao Tribu-


nal, cabe exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Jus-
tiça Federal de primeiro e segundo graus.
Art. 48. O Conselho da Justiça Federal elaborará o seu Regimento Interno
e o submeterá à aprovação do Plenário do Tribunal.
Art. 49. Dos atos e decisões do Conselho da Justiça Federal não
cabe recurso administrativo.

Diferenças entre Conselho Nacional de Justiça e Conselho da Justiça Federal


Diferenças CNJ CJF
Quando foi EC n. 45/2004. Lei 5.010/1966, estando na CF/1988
criado desde a promulgação.
Composição 15 membros, sendo 9 do Judici- 10 membros, todos do Judiciário
ário - Presidente/STJ
e 6 de fora (2 do MP, 2 da OAB e 2 - Vice-presidente/STJ
cidadãos). - 3 Ministros/STJ
- 5 presidentes/TRFs
Competência CAAF SÃO
Exercer o controle da atuação Exercer a supervisão administrativa e
administrativa e financeira do orçamentária da Justiça Federal de 1º
Poder Judiciário e do cumprimento e 2º graus.
dos deveres funcionais dos juízes
(CAAF).
Presidência Presidente do STF. Presidente do STJ.

CAPÍTULO XI
DAS LICENÇAS, SUBSTITUIÇÕES E CONVOCAÇÕES

Art. 50. A licença é requerida pelo Ministro com a indicação do parazo e


do dia do início.
§ 1º Salvo contraindicação médica, o Ministro licenciado poderá
proferir decisões em processos de que, antes da licença, haja pedido
vista, ou que tenha recebido o seu visto como relator ou revisor.

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§ 2º O Ministro licenciado pode reassumir o cargo, a qualquer tempo, en-


tendendo-se que desistiu do restante do parazo.
§ 3º Se a licença for para tratamento da própria saúde, o Ministro
somente poderá reassumir o cargo, antes do término do parazo, se
não houver contraindicação médica.
Art. 51. Nas ausências ou impedimentos eventuais ou temporários, a
substituição no Tribunal dar-se-á da seguinte maneira:
I – o Presidente do Tribunal, pelo Vice-Presidente, e este, pelos demais
Ministros, na ordem decrescente de antiguidade;
II – o Presidente da Seção, pelo Ministro que o seguir na antiguidade den-
tre os seus membros;
III – o Presidente da Turma, pelo Ministro que o seguir na antiguidade
dentre os seus membros;
IV – os Presidentes das Comissões, pelo mais antigo dentre os seus membros;
V – qualquer dos membros das comissões, pelo suplente;
VI – o Corregedor-Geral da Justiça Federal, pelo Ministro mais an-
tigo integrante do Conselho da Justiça Federal.

 Comentário
Lembre que o CJF tem 10 membros, sendo 5 oriundos do STJ.
Entre estes, ficam de fora o presidente e o vice-presidente.
Assim, a substituição acontecerá entre os três restantes. O mais antigo é o
CG-CJF. O substituto será o seguinte na antiguidade.

Art. 52. O relator é substituído:


I – no caso de impedimento, ausência ou obstáculos eventuais, em se
cogitando da adoção de medidas urgentes, pelo revisor, se houver, ou pelo
Ministro imediato em antiguidade, no Plenário, na Corte Especial, na Seção ou
na Turma, conforme a competência;
II – quando vencido, em sessão de julgamento, pelo Ministro designado
para redigir o acórdão (o Ministro que proferiu o primeiro voto vencedor);

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III – em caso de ausência por mais de trinta dias, mediante redis-


tribuição;
IV – em caso de transferência para outra Seção, salvo quanto aos proces-
sos em que tiver lançado seu visto, e, bem assim, quando de aposentadoria,
exoneração ou morte:
a) pelo Ministro que preencher sua vaga na Turma;
b) pelo Ministro que tiver proferido o primeiro voto vencedor, condizente
com o do relator, para lavrar ou assinar os acórdãos dos julgamentos anterio-
res à abertura da vaga;
c) pela mesma forma da letra b deste inciso, e, enquanto não preenchida
sua vaga, para assinar carta de sentença e admitir recurso.
Art. 53. O revisor é substituído, em caso de vaga, impedimento ou licença
por mais de trinta dias, na Corte Especial, Seção ou Turma, pelo Ministro que
o seguir em antiguidade.
Art. 55. Para as sessões da Corte Especial, nos casos de impedimento de
Ministros dela integrantes, serão convocados outros Ministros, obedecida a
ordem de antiguidade.
Parágrafo único. Para completar quorum em uma das Seções, serão
convocados Ministros de outra Seção, e, em uma das Turmas, Mi-
nistros de outra Turma, de preferência da mesma Seção, observada,
quando possível, a ordem de antiguidade, de modo a que a substitui-
ção seja feita por Ministro que ocupe, em sua Seção ou Turma, posi-
ção correspondente à do substituído.

 Comentário
Exemplificando esse dispositivo fica mais claro.
Suponha que a 3ª Turma esteja com um processo com votação empatada
(2x2), sendo que o 5º Ministro é o 2º mais antigo na Turma. Ele não partici-
pou da votação por estar impedido.
Nessa situação, será convocado o 2º Ministro + antigo da 4ª T (ambas são da
2ª Seção).

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Art. 56. Em caso de vaga ou afastamento de Ministro, por parazo


superior a trinta dias, poderá fazer-se a substituição pelo Correge-
dor-Geral do CJF ou ser convocado Juiz de Tribunal Regional Federal
ou Desembargador, sempre pelo voto da maioria absoluta dos mem-
bros da Corte Especial.
Parágrafo único. O magistrado convocado receberá a diferença de venci-
mento correspondente ao cargo de Ministro, inclusive diárias e transporte, se
for o caso.

 Comentário
Depois da criação do CNJ, uma Seção (e, consequentemente, uma Turma)
ficou incompleta.
Deixe-me explicar: não participam das Turmas e Seções o presidente,
o vice e o CG-CJF. Até aí, tudo bem, pois sobrariam 30 Ministros, o número
necessário para formar 3 Seções de 10 e 6 Turmas de cinco integrantes.
Pois é, mas o Ministro Corregedor do CNJ, oriundo do STJ, não participa da
distribuição de processos.
Então, para suprir essa carência, o art. 56 prevê a possibilidade de substi-
tuição pelo CG-CJF ou de convocação de um Desembargador de TJ ou
de TRF – a Constituição chama de juiz de TRF.
Essa convocação também seria útil para suprir a carência de Ministros em
razão de aposentadorias, falecimentos etc., até que tome posse novo Minis-
tro.
Isso porque o procedimento de escolha de novos Ministros normalmente é
demorado, prolongando-se por alguns meses (às vezes, anos).

CAPÍTULO XII
DA POLÍCIA DO TRIBUNAL

Art. 57. O Presidente, no exercício da atribuição referente à polícia do Tri-


bunal, poderá requisitar o auxílio de outras autoridades, quando necessário.

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Art. 58. Ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependências do


Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade
ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro
Ministro.
§ 1º Nos demais casos, o Presidente poderá proceder na forma deste arti-
go ou requisitar a instauração de inquérito à autoridade competente.
§ 2º O Ministro incumbido do inquérito designará secretário dentre os ser-
vidores do Tribunal.
Art. 59. A polícia das sessões e das audiências compete ao seu Pre-
sidente.

CAPÍTULO XIII
DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO

Art. 60. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem ema-


nada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato
ao Tribunal, ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão
competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser
para a propositura da ação penal. Parágrafo único. Decorrido o parazo de trin-
ta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência
ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias.

TÍTULO II
DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Art. 61. Perante o Tribunal, funciona o Procurador-Geral da República, ou


o Subprocurador-Geral, mediante delegação do Procurador-Geral.

 Comentário
O RI prevê a possibilidade de delegação do PGR aos Subprocuradores da
República, porque seria impossível de o PGR atuar em todos os casos, no STF
e no STJ.

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Na prática, quem atua é sempre um Subprocurador-geral da República. Eles


(os Subs) serão processados e julgados, por CC + CR, no próprio STJ. Já o
PGR é julgado por CC no STF e por CR no Senado.

Art. 62. O Ministério Público Federal manifestar-se-á nas oportunidades


previstas em lei e neste Regimento.
Art. 63. Nos processos em que atuar como titular da ação penal, o Pro-
curador-Geral ou o Subprocurador-Geral têm os mesmos poderes e ônus que
as partes, ressalvadas as disposições expressas em lei ou neste Regimento.
Art. 64. O Ministério Público terá vista dos autos:
I – nas arguições de inconstitucionalidade;
II – nos incidentes de assunção de jurisprudência;
III – nos mandados de segurança, mandados de injunção, habeas corpus
e habeas data, originários ou em grau de recurso (MS, MI, HC e HD);
IV – nas ações penais originárias e nas revisões criminais;
V – nos conflitos de competência e de atribuições;
VI – nas ações rescisórias e apelações cíveis;
VII – nos pedidos de intervenção federal;
VIII – nas notícias crime;
IX – nos inquéritos de que possa resultar responsabilidade penal;
X – nos recursos criminais;
XI – nas reclamações que não houver formulado;
XII – nos outros processos em que a lei impuser a intervenção do Minis-
tério Público;
XIII – nos demais feitos quando, pela relevância da matéria, ele a reque-
rer, ou for determinada pelo relator.
Parágrafo único. Salvo na ação penal originária ou nos inquéritos,
poderá o relator, quando houver urgência, ou quando sobre a matéria ver-
sada no processo já houver a Corte Especial firmado jurisprudência, tomar o
parecer do Ministério Público oralmente.

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Regimento Interno do STJ

 Comentário
Quando o RI se refere a “inquéritos” não são inquéritos policiais. São os chama-
dos inquéritos judiciais, relacionados a autoridades com foro especial no STJ.
Os inquéritos e as ações penais originárias são processos mais complexos, por
dizerem respeito a autoridades de alto escalão, que podem sair condenadas
criminalmente. Então, nessas situações, o parecer do MP não poderá ser oral.
Nas demais ações, o parecer pode ser feito oralmente.

Art. 65. O Procurador-Geral ou Subprocurador-Geral poderão pedir pre-


ferência para julgamento de processo em pauta.

ATENÇÃO!
Não há qualquer irregularidade no pedido de preferência por parte
do PGR ou dos Subs.
Observe que não houve a previsão da possibilidade de pedido de preferên-
cia formulado pela Defensoria Pública.

TÍTULO III
DA DEFENSORIA PÚBLICA

Art. 65-A. Perante o Tribunal, atuarão os defensores públicos:


I – em processos oriundos:
a) da Defensoria Pública da União nos Estados e no Distrito Federal;
b) das Defensorias Públicas dos Estados e do Distrito Federal;
II – nos casos de curadoria especial;
III – em processos nos quais houver parte desassistida por advogado ou
patrocinada por advogado dativo.
Art. 65-B. O relator do recurso especial repetitivo poderá autorizar mani-
festação da Defensoria Pública na condição de amicus curiae.

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 Comentário
A parte destinada à Defensoria Pública é nova, pois foi introduzida pela
Emenda Regimental n. 19/2015.
O art. 65-B é o mais importante para as provas, ao prever a manifestação da
Defensoria como amicus curiae (= amigo da Corte).
O amicus curiae é, na verdade, um colaborador informal da Corte, alguém
com reconhecida competência em determinada área, que fornece mais ele-
mentos de convicção ao julgador. Ele acaba reforçando o poder de argumen-
tação e, em consequência, aumentando a legitimidade das decisões proferi-
das pelo Judiciário.

PARTE II
DO PROCESSO

CAPÍTULO III
DOS ATOS E FORMALIDADES

Seção I
Disposições Gerais

Art. 81. O ano judiciário no Tribunal divide-se em dois períodos,


recaindo as férias dos Ministros nos períodos de 2 a 31 de janeiro e
de 2 a 31 de julho.

 Comentário
A EC n. 45/2004 acabou com as férias coletivas na 1ª e 2ª Instâncias. Elas
ainda existem nos Tribunais Superiores e no STF.

§ 1º O Tribunal iniciará e encerrará seus trabalhos, respectivamente, no


primeiro e no último dia útil de cada período, com a realização de sessão da
Corte Especial.

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§ 2º Além dos fixados em lei, serão feriados no Tribunal:


I – os dias compreendidos no período de 20 de dezembro a 6 de
janeiro; (até 2014, o recesso ia apenas até o dia 1º de janeiro)
II – os dias da Semana Santa, compreendidos desde a quarta-feira
até o domingo de Páscoa;
III – os dias de segunda e terça-feira de carnaval;
IV – os dias 11 de agosto, 1º e 2 de novembro e 8 de dezembro.

 Comentário
Dia 11/2008 é o dia do advogado (dia do “pendura”); 08/2012 é o dia da
Justiça; 1º/2011, reza a lenda, seria feriado para dar tempo de os servidores
transferidos do RJ visitarem os parentes sepultados naquele Estado.
O fato objetivo é que tais pessoas, a essa altura, também já morreram, mas
ninguém reclama do feriado e segue o jogo... rsrs.

Art. 82. Se a necessidade do serviço judiciário lhes exigir a contínua pre-


sença no Tribunal, gozarão trinta dias consecutivos de férias individuais, por
semestre:
I – o Presidente e o Vice-Presidente;
II – o Corregedor-Geral da Justiça Federal.
Art. 83. Suspendem-se as atividades judicantes do Tribunal nos feriados,
nas férias coletivas e nos dias em que o Tribunal o determinar.
§ 1º Nas hipóteses previstas neste artigo, poderá o Presidente ou seu
substituto legal decidir pedidos de liminar em mandado de segurança e habe-
as corpus, determinar liberdade provisória ou sustação de ordem de prisão, e
demais medidas que reclamem urgência.
§ 2º Os Ministros indicarão seu endereço para eventual convocação du-
rante as férias.
Art. 84. Os atos processuais serão autenticados, conforme o caso, me-
diante a assinatura ou rubrica dos Ministros ou a dos servidores para tal fim
qualificados.

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Regimento Interno do STJ

Art. 85. As peças que devam integrar ato ordinatório, instrutório ou exe-
cutório poderão ser a ele anexadas em cópia autenticada.
Art. 86. Se as nulidades ou irregularidades no processamento dos feitos
forem sanáveis, proceder-se-á pelo modo menos oneroso para as partes e
para o serviço do Tribunal.
Art. 87. A critério do Presidente do Tribunal, dos Presidentes das Seções,
das Turmas ou do relator, conforme o caso, a comunicação oficial será feita:
I – por servidor credenciado da Secretaria, na forma da lei processual;
II – por meio eletrônico, via postal ou qualquer outro modo eficaz
de telecomunicação, com as cautelas necessárias à autenticação da men-
sagem e do seu recebimento.
Parágrafo único. Poder-se-á admitir a resposta pela forma indicada no in-
ciso II deste artigo.
Art. 88. Da autuação e da publicação do expediente de cada processo
constará, além do nome das partes e o de seu advogado, o da respectiva
sociedade a que pertença, desde que esta esteja devidamente registrada na
Ordem dos Advogados do Brasil.
§ 1º Constando dos autos pedido expresso para que as comunicações
dos atos processuais sejam feitas especificamente em nome dos advoga-
dos ou das sociedades indicadas, a Secretaria adotará as medidas neces-
sárias ao seu atendimento, conforme a lei processual.
§ 2º O Presidente do Tribunal, mediante ato próprio, disciplinará o cadas-
tramento das sociedades de advogados perante o Superior Tribunal de Justi-
ça, para atender aos fins previstos na legislação processual.
Art. 89. As pautas do Plenário, da Corte Especial, das Seções e das Tur-
mas serão organizadas pelos Secretários, com aprovação dos respectivos
Presidentes.
Art. 90. A publicação da pauta de julgamento antecederá cinco
dias úteis, pelo menos, à sessão em que os processos poderão ser chama-
dos e será certificada nos autos.

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 Comentário
Lembre-se de que o STJ tem jurisdição nacional e que advogados de todo o
país precisam vir a Brasília fazer a sustentação oral. Então, fica explicada a
antecedência de cinco dias úteis.

§ 1º A pauta de julgamento será afixada na entrada da sala em que se


realizará a sessão de julgamento.
§ 2º Serão incluídos em nova pauta os processos que não tiverem
sido julgados, salvo aqueles expressamente adiados para a primeira
sessão seguinte, observado o disposto no parágrafo único do art. 150 deste
Regimento.
Art. 91. Independem de pauta:
I – o julgamento de habeas corpus, recursos de habeas corpus, conflitos
de competência e de atribuições e exceções de suspeição e impedimento;

 Comentário
A ideia de não precisar de inclusão em pauta é para agilizar o julgamento.
Entram nessa situação o HC, RHC, CC, CAT e exceções de suspeição ou de
impedimento.

II – as questões de ordem sobre o processamento de feitos.


Parágrafo único. A regra deste artigo não se aplica ao processo cuja
matéria tenha sido objeto de audiência pública nos termos do inciso I do
art. 185 deste Regimento.
Art. 92. Os editais destinados à divulgação do ato poderão conter, ape-
nas, o essencial à defesa ou à resposta, observados os requisitos processuais.
§ 1º A parte que requerer a publicação nos termos deste artigo fornecerá
o respectivo resumo, respondendo pelas suas deficiências, nos termos da lei
processual.

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Regimento Interno do STJ

§ 2º O parazo do edital será determinado entre vinte e sessenta


dias, a critério do relator, e correrá da data de sua publicação no Diário da
Justiça eletrônico, com observância da lei processual.
§ 3º A publicação do edital deverá ser feita no parazo de vinte dias,
contados de sua expedição, e certificada nos autos, sob pena de extinguir-se
o processo sem resolução do mérito, se a parte, intimada pelo Diário da Jus-
tiça eletrônico, não suprir a falta em dez dias.
§ 4º O parazo para a defesa ou resposta começará a correr do termo do
parazo determinado no edital.

 Comentário
Em português mais claro, o parazo para a defesa começará quando terminar
o parazo do edital.

Art. 93. Nenhuma publicação terá efeito de citação ou intimação, quando


ocorrida nos feriados ou nas férias do Tribunal, salvo nos casos do art. 83, §
1º.
Art. 94. A vista às partes transcorre na Secretaria, podendo o advogado
retirar autos nos casos previstos em lei, mediante recibo.
§ 1º Os advogados constituídos após a remessa do processo ao Tribunal
poderão, a requerimento, ter vista dos autos, na oportunidade e pelo parazo
que o relator estabelecer.
§ 2º O relator indeferirá o pedido, se houver justo motivo.

PARTE I
DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

TÍTULO I
DA SECRETARIA DO TRIBUNAL

Art. 316. À Secretaria do Tribunal incumbe a execução dos serviços ad-


ministrativos do Tribunal.

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Prof. Aragonê Fernandes
Regimento Interno do STJ

§ 1º. O Diretor-Geral da Secretaria do Tribunal, com formação su-


perior, será nomeado em comissão pelo Presidente do Tribunal.

 Comentário
Antes, havia uma restrição a algumas graduações apenas. Agora, o cargo
pode ser ocupado por pessoa com qualquer nível superior.

§ 2º. Compete ao Diretor-Geral supervisionar, coordenar e dirigir


todas as atividades administrativas da Secretaria, observadas as orien-
tações estabelecidas pelo Presidente e de acordo com as deliberações do
Tribunal.
Art. 317. A organização da Secretaria do Tribunal será fixada em resolu-
ção do Conselho de Administração (art. 38, I), cabendo ao Presidente, em ato
próprio, especificar as atribuições das diversas unidades, bem assim de seus
diretores, chefes e servidores.
Art. 318. O Diretor-Geral da Secretaria, em suas férias, faltas e
impedimentos, será substituído por Diretor de Secretaria, com os re-
quisitos exigidos para o cargo, e designado pelo Presidente.
Art. 319. Além das atribuições estabelecidas no ato do Presidente a que
se refere o artigo 317, incumbe ao Diretor-Geral da Secretaria:
I – apresentar ao Presidente as petições e papéis dirigidos ao Tribunal;
II – despachar com o Presidente o expediente da Secretaria;
III – manter sob sua direta fiscalização, e permanentemente atualizado, o
assentamento funcional dos Ministros;
IV – relacionar-se, pessoalmente, com os Ministros no encaminhamento
dos assuntos administrativos referentes a seus gabinetes, ressalvada a com-
petência do Presidente;
V – secretariar, salvo dispensa do Presidente, as sessões adminis-
trativas do Plenário e do Conselho de Administração, lavrando as res-
pectivas atas e assinando-as com o Presidente.

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Prof. Aragonê Fernandes
Regimento Interno do STJ

Art. 320. Os Secretários do Plenário e da Corte Especial, das Seções e das


Turmas, serão designados pelo Presidente do Tribunal, dentre funcionários do
Quadro de Pessoal da Secretaria, e mediante indicação do respectivo Presi-
dente, em se tratando das Seções e Turmas.
Art. 321. Os secretários dos órgãos julgadores, o Diretor-Geral, qualquer
diretor, chefe ou servidor da Secretaria, que tiverem de servir nas sessões do
Plenário, da Corte Especial, Seção ou Turma, ou a elas comparecer a serviço,
usarão capa e vestuário condigno.

TÍTULO II
DO GABINETE DO PRESIDENTE

Art. 322. Ao Gabinete da Presidência do Tribunal incumbe o exercício das


atividades de apoio administrativo à execução das funções do Presidente e a
assessoria no planejamento e fixação das diretrizes para a administração do
Tribunal, bem assim, no desempenho de suas demais atribuições previstas
em lei e neste Regimento, inclusive no que concerne às funções de auditoria
e de representação oficial e social do Tribunal.
Parágrafo único. Ao Secretário-Geral da Presidência, bacharel em
Direito, Administração ou Economia, nomeado em comissão, compete
supervisionar e coordenar as atividades administrativas, e de asses-
soramento e planejamento do Gabinete, de acordo com a orientação
estabelecida pelo Presidente.

 Comentário
Para o cargo de secretário-geral ainda persiste a restrição a apenas três gra-
duações: Direito, Administração e Economia.

Art. 323. A organização administrativa e dos órgãos de assessoramento,


planejamento e auditoria do Gabinete, será estabelecida por ato do Presidente.

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Prof. Aragonê Fernandes
Regimento Interno do STJ

Art. 324. Para a realização de trabalhos urgentes, o Gabinete poderá re-


quisitar o auxílio do serviço taquigráfico do Tribunal.

TÍTULO III
DOS GABINETES DOS MINISTROS

Art. 325. Cada Ministro disporá de um gabinete para executar os serviços


administrativos e de assessoramento jurídico.
§ 1º Os servidores do Gabinete, de estrita confiança do Ministro, serão por
este indicados ao Presidente, que os designará para nele terem exercício.
§ 2º O Assessor de Ministro, bacharel em Direito, nomeado em comissão
pelo Presidente, mediante indicação do Ministro, poderá ser recrutado do
Quadro de Pessoal da Secretaria, ou não, e permanecerá em exercício, en-
quanto bem servir, a critério do Ministro.
§ 3º No caso de afastamento definitivo do Ministro, o Assessor
permanecerá no exercício das respectivas funções até o encerramen-
to dos trabalhos do Gabinete, não podendo, porém, esse exercício
prolongar-se por mais de sessenta dias, devendo, de qualquer modo,
cessar à data da nomeação do novo titular.
Art. 326. Ao Assessor cabe executar trabalhos e tarefas que lhe forem
atribuídos pelo Ministro.
Art. 327. O horário do pessoal do Gabinete, observada a duração
legal e as peculiaridades do serviço, será o estabelecido pelo Ministro.
Parágrafo único. Para trabalhos urgentes, o Ministro poderá requisitar o
auxílio do serviço taquigráfico do Tribunal, inclusive para “degravação” de mí-
dias constantes de processos eletrônicos.

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