ELETRÔNICA E LABORATÓRIO

DE ELETRÔNICA II

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Meu nome é Moisés Fernando Vincenso, sou licenciado
em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrotécnica e
Eletroeletrônica pelas Faculdades Integradas Einstein de Limeira
(FIEL). Possuo pós-graduação em Administração de Empresas
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, sou professor
de Eletrônica, Laboratório de Eletrônica e Controle Dinâmico
nas Faculdades Claretianas de Rio Claro.
E-mail: moisesvincenso@claretianorc.com.br

Moisés Fernando Vincenso

ELETRÔNICA E LABORATÓRIO
DE ELETRÔNICA II

Batatais
Claretiano
2017

Ms. Dr. Cláudio Roberto Fontana Bastos Pró-Reitor Administrativo: Pe. Luís Cláudio de Almeida Coordenador Geral de EaD: Prof. Alves Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera • Cátia Aparecida Ribeiro • Dandara Louise Vieira Matavelli • Elaine Aparecida de Lima Moraes • Josiane Marchiori Martins • Lidiane Maria Magalini • Luciana A.© Ação Educacional Claretiana. incluindo fotocópia./2017 Formato: 15x21 cm Páginas: 197 páginas . 2016 – Batatais (SP) Todos os direitos reservados. gravação e distribuição na web). Sérgio Ibanor Piva Vice-Reitor: Prof. Evandro Luís Ribeiro CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Pe. Ms. a transmissão total ou parcial por qualquer forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico. Luiz Claudemir Botteon Pró-Reitor de Extensão e Ação Comunitária: Prof. Pe. Reitor: Prof. diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia Maria de Sousa Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires Botta Murakami Videoaula: André Luís Menari Pereira • Bruna Giovanaz • Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso INFORMAÇÕES GERAIS Cursos: Graduação Título: Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II Versão: dev. Pe. Dr. Dr. Mani Adami • Luciana dos Santos Sançana de Melo • Patrícia Alves Veronez Montera • Raquel Baptista Meneses Frata • Simone Rodrigues de Oliveira Revisão: Eduardo Henrique Marinheiro • Filipi Andrade de Deus Silveira • Rafael Antonio Morotti • Rodrigo Ferreira Daverni • Vanessa Vergani Machado Projeto gráfico. ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação Educacional Claretiana. É proibida a reprodução. Cláudio Roberto Fontana Bastos Pró-Reitor Acadêmico: Prof.

.......... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..... 22 2... INTRODUÇÃO..... 71 ........................ COMPORTAMENTO DO AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM BJT EM GRANDES SINAIS.......................................................... COMPORTAMENTO DO AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM GRANDES SINAIS..............1....................... 17 5..................7.......... 25 2..............................................................................9.................................... INTRODUÇÃO................... AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM PEQUENOS SINAIS .............1........................................5.............3.........3............................ 32 2........................................2. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM CARGA ATIVA........... INTRODUÇÃO.............................................. E-REFERÊNCIAS........................................................SUMÁRIO CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1.. ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICADOR EMISSOR COMUM COM BJT...............10........... 67 6.................................................... 38 2.... QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS.......................... 65 3....................... 13 3...................................................... ESPELHOS DE CORRENTE COM MOSFET.......................... 60 2................... 16 4....................... 68 7...................................4............ AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET E CARGA ATIVA................. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE...................................... 51 2.............. 47 2......... 66 4..... GLOSSÁRIO DE CONCEITOS..................................................................................... VANTAGEM DA AMPLIFICAÇÃO DIFERENCIAL DE SINAIS ....... 21 2...........2... 21 2....... CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR.. 53 2..................... ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICADOR EMISSOR COMUM COM BJT... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............. E-REFERÊNCIAS............................... VANTAGEM DA AMPLIFICAÇÃO DIFERENCIAL DE SINAIS....... CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA.....................................6................ 68 Unidade 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) 1................ AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM PEQUENOS SINAIS............ CONSIDERAÇÕES ..................... 9 2.........................................8............................................................................................................. 17 Unidade 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS 1................................................... 36 2................................................................................ 65 3........................................................................... 66 5.......... 65 3. 61 3.................. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM BJT EM PEQUENOS SINAIS........................................ ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICADOR SOURCE COMUM COM MOSFET......

.................. 110 3....................... 135 2. GERADORES DE ONDA DENTE DE SERRA.......2......... QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS... 169 2....... 197 .............................................................................................................. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR.........1........ MULTIVIBRADOR MONOESTÁVEL COM 555.... 194 3................. INTRODUÇÃO.....2......................3.............................................................. CONTROLE DE POTÊNCIA PARA CARGAS AC.............. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA......... CONSIDERAÇÕES ..................................3................. 194 3............................................. MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM 555.............................. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA..2........ E-REFERÊNCIAS............................................................................ CONTROLE PWM – PULSE WIDTH MODULATION................... CIRCUITO ANALÓGICO-DIGITAL (CI) 555........................................................................ 164 5............ 182 3.................... 196 6.4.. E-REFERÊNCIAS........3.................... E-REFERÊNCIAS................................4...................... AMPLIFICADORES CLASSE D. I..... INTRODUÇÃO.......... RETIFICADORES DE PRECISÃO COM OPAMP..........3...................... 118 2..... 95 3................................ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................2.............2........ 111 4...................................................................................... CONSIDERAÇÕES ....................................... 163 4........ 195 4......................................................... 114 Unidade 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 1......... 166 7............... CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA....................................................................................1.............................................................. 169 2....... 145 2..... 72 2............5............... 162 3........................................................................ AMPLIFICADORES OPERACIONAIS – UFLA.......... CONSIDERAÇÕES ................................................................ 110 3......... 111 3.................... ESTUDO DE CONTROLADORES ELETRÔNICOS BÁSICOS VIA AMPLIFICADORES OPERACIONAIS............................................. COMPARADORES SCHIMITT TRIGGER................................................................ 77 2...... 162 3..................................... MULTIVIBRADOR MONOESTÁVEL COM 555........................................... AMPLIFICADORES CLASSE D.......... 117 2.......... CIRCUITO ANALÓGICO-DIGITAL (CI) 555..................................................... QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS........................... 112 5.......................2..... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........... 113 6............ 71 2..................... D E PID COM OPAMP................................. 117 2.................................... 166 Unidade 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 1......3... 197 7..................1...............2........... 181 2............................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..3......... 163 3................................... CIRCUITOS RETIFICADORES CONTROLADOS.............................................. 194 3...............................................................1....................... 176 2............... 164 6...................... 170 2...1..................................... 159 3................1....... 152 2......... CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR.. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR............................ 113 7................................................................................ MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM 555..... 83 2............ CONTROLE PWM – PULSE WIDTH MODULATION........................ 196 5............................................................. CIRCUITOS RETIFICADORES E GRAMPEADORES........................................... CONTROLADORES P......4..... CIRCUITOS RETIFICADORES CONTROLADOS E NÃO CONTROLADOS ............................. MULTIVIBRADOR BIESTÁVEL COM 555....................................... CIRCUITOS RETIFICADORES NÃO CONTROLADOS... QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS...

. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. Circuitos osciladores. J. aplicações e laboratório. Porto Alegre: Bookman. 7. E. Circuitos práticos com o CI 555. KAUFMAN. Geradores de forma de onda. A.CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Conteúdo–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Amplificador Diferencial com Transistor Bipolar (BJT) e Operação a grandes e peque- nos sinais. Eletrônica básica. Eletrônica de potência.. Circuitos com OPAMP. CRUZ. Eletrônica. São Paulo: Hemus... 2007. Tipos de estágios de saída. 6. A. A. projetos. S. Par diferencial com carga ativa e utilizando Transistores de Efeito de Campo (FETs). –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Bibliografia Básica ASHFAQ. L. São Paulo: Mcgraw Hill. 2007. 1984. Bibliografia Complementar BATES. A. 7 . L. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. ed. Amplifica- dor Operacional (OPAMP) Ideal e Real. NASHELSKI. Eletrônica Analógica – amplificadores operacionais e filtros ativos: teoria. Eletrônica aplicada.. M. R. Estágios de saída e circuitos de potência. D. MALVINO. 2000. C. ed. PERTENCE JR. 2004. A. 2004. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. CHOUERI JR. Eletrônica aplicada. W. 2003. 1. ed. v. L. BOYLESTAD. TURNER. WIRTH. Eletricidade e Eletrônica básica. Rio de Janeiro: Alta Books. São Paulo: Érica. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. 8. 2007.

os postulados. como também garantem a abrangência. os princípios. Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes. previamente se- lecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. os procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de saber. 8 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . as regras. as teses.CONTEÚDO INTRODUTÓRIO É importante saber Esta obra está dividida. em duas partes: Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá ser assimilado para aquisição das competências. É chamado "Conteúdo Digital Integrador" porque é imprescindível para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. para efeito de avaliação. para fins didáticos. são conteúdos de estudo obrigató- rios. no CBR. a densidade e a profundidade dos temas estudados. Portanto. habilidades e atitudes necessárias à prática profissional. Portanto. Juntos. estão condensados os principais conceitos. não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitu- ra de "navegação" (hipertexto).

salvo exceções. você conhecerá. seja bem-vindo! Iniciamos nossos estudos em Eletrônica por meio da obra Eletrônica e Laboratório de Eletrônica I. amplificadores lineares. reguladores de tensão com diodos zeners e circuitos práticos com OPAMPs. não nos de- teremos aos detalhes funcionais dos componentes eletrônicos discretos. como diodos. INTRODUÇÃO Caro aluno. na qual você aprendeu sobre a construção e o princípio funcional dos componentes ele- trônicos construídos com materiais semicondutores dopados. esses conceitos serão fundamentais para esta nova etapa. como chaves de estado sólido. você viu alguns circuitos básicos. também. diodos zeners. nesta obra. tran- sistores FETs (JFETs e MOSFETs) e. Dessa forma. os CIs Amplificadores Operacionais (OPAMPs). Dando continuidade ao assunto. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 9 . No entanto. os principais conteúdos de Eletrônica e Laboratório de Ele- trônica II. CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1. para que não haja nenhuma lacuna. transistores bipolares (BJTs). Por isso. Para compreender esses componentes. Aprofundaremos muitos dos conceitos e circuitos já estu- dados e agregaremos novos circuitos e aplicações para facilitar seu entendimento. sempre que necessário sugerimos que você re- corra ao conteúdo estudado anteriormente.

que podem ser construídos com transistores bi- polares (BJTs) e com transistores FETs. Diante disso. retomaremos o estudo des- ses circuitos. estudaremos conceitos mais completos e aprofundados. como a transcondutância. ou seja. será relevante conhecer as equações que regem o funcionamento desses ADs com ambos os tipos de transistor. também. A Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II se dividirá em quatro unidades. conceitos necessários para compreensão dos Amplificadores Diferenciais com Carga Ativa. a im- pedância de entrada e a impedância de saída. Anteriormente. 10 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o ganho diferencial. os quais serão a base para seu en- tendimento e. amplificar a diferença de tensão encontrada entre as entradas do AD (Amplificador Diferencial). de maneira resumida. na Unidade 1. alguns te- mas referentes aos transistores. para a realização e construção de projeto de circuitos e equipamentos eletrônicos. a impedância de saída. os Amplificadores Diferenciais com a finalidade de compreender o conceito de entrada diferencial para o estudo dos OPAMPs. como a impedância de entrada. a finalidade do circuito em cada caso é a mesma. neste material. especialmente.CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Em resumo. Nesta unidade. será necessário abordar. Neste material. também. Mesmo com transistores diferentes (BJTs e FETs). você estudou. Além disso. dos espelhos de cor- rente construídos com transistores. trataremos. É evidente que um AD construído com BJT tem caracterís- ticas diferentes das de um circuito construído com um transistor FET. Por isso. analisaremos os circuitos em pequenos e em grandes sinais. RRMC etc.

cinética. luminosa. os OPAMPs podem nos au- xiliar na elaboração de circuitos PWM (Pulse Widht Modulation – Controle por Largura de Pulso). serão abordados mais exemplos práticos de circuitos cons- truídos com os OPAMPs. vazão. como. que estão fortemente presentes na ins- trumentação e na automação e controle. na Unidade 3. pois. Contudo. Atualmente. Além disso. como pressão. em alguns casos. temos controladores PID microprocessados que empregam até mesmo sistemas de sintonia automática. podem ser facilmente construídos com CIs analógicos. a sintonia manual é difícil e demanda um tempo muito grande. por exemplo. magnética. CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Na Unidade 2. posição. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 11 . Seguindo. Como a eletrônica de potência. como é o caso dos OPAMPs. em alguns casos muito eficientes. ou seja. controle de dosagem de elementos químicos etc. e possuem uma ou mais etapas de potência. alta eficiência. energia elé- trica em sonora. como os osciladores de onda dente de serra. veremos os Circuitos de Potência e Estágios de Saída. por exemplo. velocidade. retomaremos o estudo dos Amplificadores Operacionais (AOPs e OPAMPs) com maior profundidade. térmica. Os circuitos PWM são utilizados para realizar o controle de potência de diversos equipamentos com um mínimo de perda de energia. que são os equipamentos eletrônicos que efetivamente convertem a energia elétrica em uma outra forma de energia para utilização final. entre outras. controladores PID menos sofisticados. mas. temperatura. também abordaremos os circuitos osciladores com OPAMP. Um exemplo disso são os controladores PID. Para isso. torque. que são utili- zados para controlar os mais diferentes processos dentro da in- dústria.

Já os circuitos de saída. na Unidade 4. circuitos de chaveamento. Os circuitos de potência. para atender as mais diversas fi- nalidades. como amplificadores de sinal lineares. circuitos PWM. cuja função é converter a tensão alternada proveniente da rede de alimentação em tensão contínua para uso de outras etapas e circuitos do equipamento. compreendem vários tipos de estágios de potência. 12 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . bancos de resistên- cia. como no caso dos equipamentos que empregam. estudaremos os Circuitos Práti- cos e Geradores de Forma de Onda com o CI 555. devido à possibilidade de trabalhar na configuração monoestável e em conjunto com circuitos de potência. também podem fazer parte das fon- tes de alimentação dos equipamentos eletrônicos. Esse pequeno circuito integrado é muito útil no projeto de circuitos temporizadores e. O CI 555 é um circuito integrado muito versátil. classes A. por exemplo. Choppers etc. em vez de fontes de alimentação convencionais. iluminação. como os circuitos de chaveamen- to por PWM. fontes chaveadas que se caracterizam por serem mais leves. e D. Os circuitos de entrada normalmente com- preendem circuitos retificadores de onda completa não contro- lados. que está presente em uma infinidade de circuitos desde a década de 1970. trabalhando em conjunto com os circuitos retificadores. entre outros. por isso. Finalmente. B. podendo desempenhar diversos papéis e. eficientes e menos custosas. está fortemente presente no ramo industrial. pode fazer o controle de motores. C. AB.CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Essas etapas de potência podem ser divididas em circuitos de entrada e saída.

sendo que a cada um deles pode ser aplicado um sinal diferente com referência também ao GND. um oscilador assimétrico. Como podemos controlar o tempo em que o sinal gerado permanece no semiciclo positivo e negativo. além de poder gerar sinais de frequências variáveis. possibilitando um bom domí- nio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conheci- mento dos temas tratados. Essa configu- ração é especialmente útil na geração de sinais de frequências audíveis. isso significa que os sinais elétricos a serem processados são aplicados nesse ponto com referên- cia a um elemento comum do circuito. os circuitos que pos- suem entrada diferencial são construídos de forma a © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 13 . No entanto. 2. cuja frequência de oscilação pode ser fa- cilmente controlada por componentes externos e. trabalha como um gerador de sinal onda quadrada. na maioria das vezes. por exemplo. Já uma entrada diferencial refere-se a dois terminais de entrada. o GND. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e precisa das definições conceituais. com isso. 1) Entrada Diferencial: quando nos referimos a um de- terminado ponto ou terminal. Outra possibilidade importante na configuração astável. essa configuração se torna útil na elaboração de cir- cuitos PWM. é possível obter um gerador de frequência variável. pe- quenos bips e alarmes sonoros. criando a possibilidade de construir. ou seja. como a entrada de um circuito. é a de que podemos também ter sinais com períodos High e Low diferentes. CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Na configuração astável.

seria totalmen- te inviável caso não existissem os Circuitos Integrados.CONTEÚDO INTRODUTÓRIO processar a diferença de tensão existente entre esses dois terminais. entre outros elementos. 4) Circuito Integrado: com a finalidade de tornar os equi- pamentos eletrônicos mais compactos e eficientes. especialmente na eletrônica digital. os circuitos de potência são constituí- dos de grandes transistores. de uma ou mais chaves de estado sólido. muitos circuitos clássicos são miniaturizados e encap- sulados em um único invólucro. 3) Circuito de Potência: é caracterizado por trabalhar com altos níveis de corrente. Esse termo engloba e é mais abran- gente do que as funções desempenhadas pelas chaves de estado sólido. É o caso. Normalmente. ligar ou comutar. se comparado às demais etapas de um equipamento. No interior de um CI podemos ter um gigantesco nú- 14 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . microcontroladores. de uma maneira bem específica. 2) Chaveamento: é um termo bastante comum e está normalmente associado à ação de um componente ou circuito de ativar. Esses circuitos são responsáveis por quase toda a ener- gia consumida por um equipamento. na verdade. memórias de computador. tensão ou ambos. A maioria dos equipamentos que possuímos atualmen- te. por exemplo. dos OPAMPs. processadores e tantos outros. diodos ou tiristores co- mumente dotados de dissipadores de calor devido às perdas de energia que ocorrem nesses componentes. uma fonte de energia a um outro ele- mento ou circuito. Flip-Flops. os circuitos de chavea- mento podem ser compostos.

5) Pequenos Sinais: para a análise e interpretação do comportamento de um circuito. como. por exemplo. o que quase sempre é indesejável. ou seja. A análise de um circuito para grandes sinais é muito importante. 6) Grandes Sinais: o oposto do item anterior pode ser dito sobre os grandes sinais. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 15 . um amplificador. Mesmo que o sinal em questão não chegue a saturar ou a colocar em corte o circuito. o circuito irá oferecer. uma vez modelado. fazemos a análise de pequenos sinais AC. o mesmo ganho e a mesma resposta. além da análise em Corrente Contí- nua. dentro de seu range de variação de amplitude. por exemplo. por exemplo. CONTEÚDO INTRODUTÓRIO mero de resistores. para os Amplificadores Diferenciais. transistores e capacitores de pequeno valor. Isso quer dizer que um circuito com uma modelagem ruim pode provocar distorções excessivas no sinal de entrada. por exemplo. seja ela linear ou não. Dessa for- ma. Os grandes sinais podem provocar o corte ou a saturação de um ampli- ficador. pois eles provocam. no mínimo. uma mudança de comportamento no circuito que os está processando que não pode ser desprezada. para qualquer condição desse sinal de entrada. diodos. Peque- nos sinais são considerados aqueles que dentro de seu range de variação de amplitude não provocam uma mudança de comportamento significativa do circuito. teremos uma resposta diferente para cada condição desse sinal. podemos transformar o cir- cuito em um bloco com uma função de transferência única e conhecida.

Figura 1 Esquema de Conceitos-chave de Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II. 16 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos concei- tos mais importantes deste estudo.

com/download/file.php?id=4835 >. NASHELSKI. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. 8. Â. CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 4.acemprol. 5. L. R. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos.. ed. Acesso em: 15 dez. 2004. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOYLESTAD. Eletrônica (apostila). 2016. E-REFERÊNCIAS BERTOLI. Campinas: Colégio Técnico de Campinas/ Unicamp. Disponível em: <www. L. 2000. R. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 17 .

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .

• Conhecer as principais características de um Amplificador Diferencial. • Espelhos de corrente com MOSFET. • Equações dos Amplificadores Diferenciais com BJT.UNIDADE 1 AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Objetivos • Entender o princípio funcional dos Amplificadores Diferenciais (ADs). • Analisar circuitos de Amplificadores Diferenciais que utilizam carga ativa. • Análise em pequenos sinais e grandes sinais. • Amplificadores Diferenciais com BJT e carga ativa. Conteúdos • Conceito básico de um Amplificador Diferencial. • Amplificadores Diferenciais construídos com MOSFETs. • Equações dos Amplificadores Diferenciais com MOSFET. • Conhecer as equações que regem o princípio funcional e o comporta- mento dos ADs construídos com BJT e com MOSFETs. • Vantagens dos Amplificadores Diferenciais em relação aos amplificadores de uma entrada. 19 . • Distinguir as principais diferenças de um AD construído com BJT e um AD construído com MOSFET. • Amplificador Diferencial com MOSFET e carga ativa. • Amplificadores Diferenciais construídos com BJT. • Espelhos de corrente com BJT.

3) É essencial relembrar as equações básicas que regem o comportamen- to e funcionamento dos transistores BJT e MOSFET. Fontes e Sinais AC de diferentes formas de onda. 2) Também é necessário que você tenha domínio dos conceitos e das leis bá- sicas. caso necessário. leia as orientações a seguir: 1) Para compreender a lógica operacional dos circuitos. a 1ª Lei de Kirchhoff. você pode revisar as Unidades 2 e 3 de Eletrônica e Laboratório de Eletrônica I. como DDP. revise o conteúdo. começamos a estudar os ADs com BJT. Fontes CC. 20 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Corrente e Po- tência. Para tanto. a 2ª Lei de Ohm. o conhecimento sobre circuitos amplificadores construídos com esses dois tipos de transistores. especificamente. 4) Na Unidade 4 de Eletrônica e Laboratório de Eletrônica I. que envolvem a 1ª Lei de Ohm.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Orientações para estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade. e a 2ª Lei de Kirchhoff. são indispensáveis o estudo dos conceitos básicos de eletricidade.

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

1. INTRODUÇÃO
Como vimos, um Amplificador Diferencial é um circuito que
tem duas entradas e amplifica a diferença de tensão entre elas.
Segundo Pertence Jr. (2003, p. 249), “o amplificador diferencial
é um circuito que apresenta uma tensão CC diferencial de saída
(Vod) igual à tensão CC diferencial de entrada (Vid) multiplicada
por um fator de ganho (A)”.
Esses circuitos são compostos, basicamente, de dois tran-
sistores iguais e podem ser construídos com transistores bipola-
res (BJTs) ou com MOSFETs.
Em cada caso, teremos características de impedância de
entrada (ZI), impedância de saída (ZO), ganho diferencial (Ad),
ganho de modo comum (Ac) e Razão de Rejeição de Modo Co-
mum (RRMC) diferentes, podendo, também, de acordo com o
caso, possuir carga passiva ou carga ativa, o que será explicado
adiante nesta unidade.
Portanto, esses circuitos são a base para a construção dos
Amplificadores Operacionais, pois, internamente, um OPAMP
possui vários ADs.

2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 21

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

2.1. VANTAGEM DA AMPLIFICAÇÃO DIFERENCIAL DE SINAIS

Um amplificador de uma única entrada, como, por exem-
plo, um Classe A – Emissor comum, está sujeito a algumas im-
perfeições. Por isso, um problema muito comum é a sujeição aos
ruídos e ripple da fonte de alimentação, e a consequência desse
problema é um sinal amplificado com ruído, que é intensificado
por cada etapa de amplificação do equipamento.
É comum em algumas mesas de som, por exemplo, ouvir-
mos, quando o volume é aumentado, um ruído grave caracterís-
tico da frequência da rede de alimentação (60Hz).
A Figura 1, a seguir, elucida esse efeito. Observe:

Figura 1 Sinal de saída do amplificador com ruído de fonte.

22 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

Como a fonte de alimentação não é perfeita, temos um
ruído presente na alimentação, e a variação de tensão causada
pelo ruído de fonte faz com que as correntes do transistor variem
juntamente com o ruído.
Quando um sinal é aplicado na entrada do circuito, jun-
tamente com ele amplificamos o ruído de fonte e teremos um
sinal de saída com essa perturbação. É evidente que as fontes
de alimentação são construídas de forma a apresentarem uma
tensão de saída constante e o mais livre possível de ruídos, o que
ameniza bastante esse problema.
Vejamos, agora, como se comporta o Amplificador Dife-
rencial, a partir da ilustração disposta na Figura 2, frente a esse
problema.

Figura 2 Sinal das saídas do Amplificador Diferencial.

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 23

ou seja. as correntes nos dois transistores são as mesmas. Suponhamos. se. após compreender novos e indispensáveis conceitos sobre o tema aqui na Unidade 1. medirmos de S1 para S2. Nessa situação. como mostra a Figura 2. ausência de ruído. pois o mesmo ruído presente em E2 é somado à fonte de sinal que está conectada a E1 e. 3 e 4). em vez de medir o sinal de saída referenciado ao GND. nesse caso. então. teremos 0V. Então. Nas demais unidades deste material (2. O exemplo exposto representa uma das vantagens dos ADs diante de um amplificador de única entrada. e conecta- mos a entrada E2 na mesma referência do sinal de entrada (na maioria das vezes o próprio GND). dessa manei- ra. por exemplo. na ausên- cia de sinal nas entradas diferenciais (E1 e E2). o AD encontra-se em modo comum e. somente o sinal conectado à entrada E1 é amplificado pelo AD. quando aplicamos um sinal a ser amplificado na entrada E1. 24 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . você conhecerá as equações que regem o comportamento dos ADs e verificará que essa não é a única vantagem que eles possuem. o AD estará em modo comum para o ruído de entrada. como as correntes são as mesmas nos dois transistores. a mesma perturbação gerada pelo ruído na saída S1 estará presente na saída S2. Para completar esse efeito positivo.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Para entender o que ocorre basta recordar que. o que significa que . que E1 e E2 estejam conectadas ao GND (modo comum).

você conhecerá o importante conceito de análise CA (análise em corrente alternada) para pequenos sinais de um am- plificador com BJT.1. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. Vamos tomar como exemplo o amplificador emissor co- mum com divisor de tensão na base da Figura 3: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 25 . a impedância de saída e o ganho de tensão do amplificador. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. Esse conceito será importante para o estudo dos Amplificadores Diferenciais. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. 2. do ponto de vista dos pequenos sinais CA aplicados na entrada do amplificador.2. ela permi- te. Além disso. entre outros parâmetros. determinar a impedância de entra- da. ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICA- DOR EMISSOR COMUM COM BJT Antes de iniciar a análise dos Amplificadores Diferenciais com BJT. O objetivo dessa análise é determinar o comportamento do circuito amplificador.

Então. foram utilizados os seguintes parâmetros: • ICQ (corrente de coletor quiescente) = 25mA • Βmin = 125 • VBE = 0. podemos redesenhar o circuito por essa ótica.5Vcc • R2 = 0. 26 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . que conhecemos em Eletrônica e Laborató- rio de Eletrônica I. devemos entender que na corrente alternada os capacitores e as fontes de tensão se comportam como curto-circuito. O circuito da Figura 3 foi dimensionado com as regras de polarização CC.1βmin x RE • R1 = (VR1 / VR2) x R2 Para fazer a análise CA.7V • VRE = 0. Nesse circuito.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Figura 3 Amplificador emissor comum com divisor de tensão na base.1Vcc • VRC = 0.

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 27 . onde: • VT = Tensão térmica. o resistor de emissor pode ser eliminado devido ao efeito de curto-circuito realizado por C3. p. “a análise CA para pequenos sinais começa com a remoção dos efeitos de Vcc e a remoção dos capacitores de acoplamento”. Figura 4 Amplificador emissor comum – Análise CA. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS De acordo com Boylestad e Nashelsky (2004. a entrada de sinal está ligada diretamente à base do transistor. aproximadamente 26mV a 25°C. A resistência incremental ou resis- tência dinâmica da junção base-emissor é determinada por: . especificamente da junção base-emissor e dos terminais coletor-emissor. é determinar o comportamen- to do transistor. os resistores R1 e R2 encontram-se em paralelo. Podemos verificar que. O próximo passo. e o resistor de coletor está em paralelo com os terminais coletor- -emissor do BJT. • IE = Corrente de emissor em CC. 275). então. do ponto de vista CA.

dada pelo datasheet. Acompanhe: 28 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . onde: • VA = Tensão Early. • IC = Corrente de coletor em CC.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS A impedância de saída do transistor (terminais coletor- emissor) pode ser determinada por: . então. que no nosso caso tem valor de 25mA. Redesenhamos o circuito fazendo as considerações devi- das sobre o BJT. te- remos uma fonte de corrente representada por . • rO = 45KΩ Outro fato importante sobre o BJT é que na região ativa ele pode ser representado por uma fonte de corrente. Calculando rBE: Estamos considerando . A impedância de saída do transistor foi obtida diretamente pelo datasheet do BC547.

Sabemos que . é preciso calcular a impedância de base (ZBase) do tran- sistor do ponto de vista do sinal de entrada (Vi). Dessa forma. Para determinar a impedância de entrada do amplificador (Zi). R2 e ZBase: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 29 . UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Figura 5 Amplificador emissor comum – Análise CA – Comportamento do BJT. podemos deduzir: Nesse caso: A impedância de entrada do amplificador (Zi) será dada pela associação paralela de R1.

é simples definirmos o ganho de tensão do amplificador (AV).] o efeito de rO é deixar a análise muito mais complicada”. Com a representação da Figura 5. 279) “[. em alguns casos. Existe também um parâmetro que permite que calculemos o ganho de tensão do circuito.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS A impedância de saída será dada pela associação paralela do resistor de coletor (RC) com a impedância de saída equivalen- te do transistor (rO). o efeito de rO complica bastante a análise e praticamente não causa alterações significativas. Devido ao resistor de coletor ser comumente muito inferior à impedância de saída do transistor (rO).. observe: Para Boylestad e Nashelsky (2004. Veja: O sinal de negativo nessa equação existe pelo fato de esse amplificador defasar 180° o sinal de saída em relação à entrada. p. é normal encontrarmos nas literaturas um cálculo para o ganho de tensão dos amplificadores que despreza a impedância de saída do transistor. que é a transcondutância do tran- sistor (gm). pois. A transcondutância relaciona a variação da corrente 30 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II ..

por fim. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS de coletor com a variação da tensão base-emissor. com esse modelo. podemos aplicar uma carga na saída. É relevante destacar que condutância é o inverso da resistência e a sua uni- dade é S (SIEMENS). Podemos. considerando também sua impedância e. aplicar a fonte de sinal na entrada do amplificador considerando sua resistência interna. observe: Figura 6 Circuito equivalente CA – Amplificador emissor comum com BJT. o circuito equivalente CA para peque- nos sinais do amplificador emissor comum. para o nosso transistor: Calculando o ganho de tensão pela transcondutância: Calculamos. ao mesmo tempo. dessa forma. obtermos o ganho de tensão real do circuito para qualquer situação. • . © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 31 .

• RC1 = RC2 = 1500Ω. cujas características principais são conhecidas. agora você já pode conhecer as equações que envolvem o Amplifica- dor Diferencial com BJT e fazer sua análise em pequenos sinais. con- siderando os seguintes valores para os componentes: • β dos transistores = 100. o que facilita muito a interpretação de grandes circuitos. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade.2. então.3.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Após encontrar o circuito equivalente CA. interpretar o amplificador como uma caixa fechada com sua en- trada e sua saída. • RE = 1500Ω. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. • VCC1 = VCC2 = 12V. • VA (Tensão Early) = -150V 32 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . podemos. Vamos trabalhar com o exemplo disposto na Figura 7. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM BJT EM PEQUENOS SINAIS Com a base adquirida em seus estudos até aqui. 2. • Re1 = Re2 = 22Ω. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3.

7V. Pelo circuito. Para I0. a aproximação adotada para VBE é de 0. Considerando que a tensão em modo comum para este AD é 0V. VE1 = VE2 = 0V. assim: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 33 . podemos calcular os valores das correntes de emissor dos transistores (IE) para o AD em modo comum. proveniente da fonte de corrente composta por Vcc2 e RE. é possível verificar que . UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Figura 7 Amplificador Diferencial com BJT. ou seja. podemos calcular o valor da cor- rente constante I0. Sabendo I0. temos a equação: Com isso.

que. a impedância de saída (ZO). como você já sabe. que são a impedância de entrada (Zi). já temos os dados para determinar os principais parâmetros do AD. Calcularemos cada um da seguinte forma: • Cálculo da impedância de entrada do AD (lembrando que ): • Cálculo da impedância de saída do AD (do ponto de vis- ta de uma carga conectada entre as duas saídas): • Agora. o ganho de diferencial (Ad). é dependente da tensão térmica (VT) e da corrente de emissor. Agora.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Como conhecemos IE em modo comum. o ganho de modo comum (AC) e o RRMC (Razão de Rejeição de Modo Comum). determinaremos o ganho diferencial de tensão (Ad) (lembrando que o ganho de tensão para um amplificador emissor comum com BJT é: ): 34 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . calcularemos a resistência dinâmica da junção base-emissor dos transistores.

que faz com que a saída do AD mude de valor sem que haja sinal diferencial nas entradas. teremos o dobro da variação de tensão e. • E1 diminui: S1 sobe e S2 cai na mesma proporção. o dobro do ganho. Para Boylestad e Nashelsky (2004. a operação é denominada "terminação simples”. com isso. Supondo que a entrada E2 esteja em 0V e à entrada E1 apliquemos 5mV. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Esse é o ganho de uma das saídas com referência ao GND. O ganho de modo comum (AC) é dado pela equação: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 35 . Essa tensão é considerada um erro e o AD deve ser projetado de modo que esse ganho seja o menor possível. p. 438) “se um sinal de entrada é aplicado em uma entrada. Além do ganho diferencial. com a outra entrada conectada em GND. existe no AD um ganho conhe- cido como ganho de modo comum (AC). • E2 aumenta: S2 cai e S1 sobe na mesma proporção. em vez de retirarmos o sinal de S1 para o GND. o fizer- mos de S1 para S2. • E2 diminui: S2 sobe e S1 cai na mesma proporção. Se. na qual você aprendeu que: • E1 aumenta: S1 cai e S2 sobe na mesma proporção. teremos na saída: Neste momento é relevante recordar Eletrônica e Laboratório de Eletrônica I.

é denotada por VC e é dada por: É desejável termos um ganho diferencial (Ad) alto e um ga- nho em modo comum (AC) mais baixo possível. proveniente do ganho de modo comum. nosso RRMC é: As equações apresentadas até aqui representam os cálcu- los dos principais parâmetros de um AD construído com BJT e carga passiva. Para o nosso circuito. para pequenos sinais AC. COMPORTAMENTO DO AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM BJT EM GRANDES SINAIS Trabalhar com o AD em pequenos sinais implica o fato de que ambos os transistores estão operando na região ativa e que 36 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . A expressão que relaciona Ad com AC é conhecida como RRMC (Razão de Rejeição de Modo Comum). 2.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS A tensão obtida na saída do AD.4. melhor é nosso AD. normalmente dada em dBs e determinada pela equação: Quanto mais alta for essa razão de rejeição em modo co- mum.

indepen- dentemente do sinal aplicado nas entradas do AD. no exemplo a seguir. então. simulamos uma condição de sinal de en- trada de 5mV.35mV fosse aplicado na entrada E1 (mantendo E2 em 0V) do AD. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS a soma das correntes de emissor é sempre a mesma. Esse sinal de entrada pode ser considerado um pequeno sinal. Vejamos o que ocorreria se um sinal de 214.35mV será: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 37 . tivemos uma variação de tensão nas saídas de 129. o sinal aplicado na entrada do AD tem uma amplitude tão grande que faz com que um dos transistores entre na região de corte.906v/v). Para esse sinal e com o ganho do AD (25. Anteriormente. pois ambos os transistores continuaram a trabalhar na região ativa. Sabemos. neste caso 0V). que a tensão nas saídas será: : Portanto. a variação na tensão de saída provocada por um sinal de 214. Já em grandes sinais. Para essa análise. é importante ter a tensão nas saídas S1 e S2 na ausência de sinal nas entradas (quando VE1 = VE2.53mV.

então. teremos nas saídas: Podemos verificar que. a saída S2 chegou a 12V. com o ganho do nosso AD e com esse sinal de entrada em E1. Po- demos.35mV não provocarão ten- sões em S2 superiores a 12V. o ganho diferencial do AD é direta- mente proporcional ao resistor de coletor empregado: 38 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o que se traduz em uma corrente de 0mA no coletor de Q2. 2. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM CARGA ATIVA Como aprendemos. teremos deformação no sinal amplificado. então. Na prática. considerar esses sinais como grandes sinais. com esse sinal de entrada em E1. e isso significa que esse transistor entrou em corte. Com isso.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Como sabemos.5. Como 12V é o próprio valor de tensão da fonte VCC1. Dessas informações. VS1 cai e VS2 sobe na mesma proporção. é possível concluir que os sinais com amplitude de pico maiores que 214. não poderíamos trabalhar tão perto do ponto de corte ou saturação dos transistores para garantir que os sinais amplifi- cados não sejam deformados. sabemos que nenhu- ma queda de tensão pode haver em RC2 para que VS2 seja 12V. se VE1 aumenta.

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Quando projetamos um AD. p. Por isso. devido ao tamanho reduzido dos elementos. para tanto. empregamos no cir- cuito valores para RC bastante elevados. no lugar dos resistores de coletor. Espelho de corrente com BJT Um espelho de corrente é um circuito que basicamente possui duas malhas principais: por uma circula a corrente de re- ferência (IRef) e. transistores que trabalham na configu- ração de espelho de corrente. 436). “a corrente constante é obtida através de uma corrente de saída que é o reflexo ou o espelho de uma corrente desenvolvida sobre um lado do circuito”. Essa prática. pela outra. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 39 . Conforme Boylestad e Na- shelsky (2004. apesar de muito simples. utilizamos. circula uma corrente idêntica (I0) e totalmente dependente da primeira. pode ser complica- da quando se constroem os CIs (Circuitos Integrados). A Figura 8 mostra um circuito conceitual de um espelho de corrente simples: Figura 8 Espelho de corrente simples com BJT. é desejado que o ganho dife- rencial seja o maior possível e.

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

O princípio funcional baseia-se no fato de que, como a ten-
são nas bases dos transistores são iguais, pois, estão interligadas,
as correntes de base também serão iguais. Com isso, as correntes
de coletor de Q1 e Q2 são as mesmas e, então, I0 = IRef, onde:
• IRef: é a corrente de referência "que se deseja copiar–.
• I0: é a corrente espelho da corrente de referência.
É importante salientar que os transistores devem ser idên-
ticos e que esse circuito pode ser construído com transistores
NPN ou PNP.
O cálculo das correntes IRef e I0 para esse circuito é definido
de maneira resumida pela seguinte equação:

Várias considerações foram necessárias para chegarmos a
essa equação, entre elas, VBE = 0,7V, IC = IE, β dos transistores
elevados.
Não é complicado chegarmos à conclusão de que, na ver-
dade, IRef sempre será maior que I0, pois:

Isso significa que, na prática, I0 será:

40 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

Quanto maior o β dos transistores, menor será a diferença
entre as correntes.
Uma variação simples desse circuito pode ser obtida e
oferecerá uma precisão muito maior no espelho de corrente,
para isso, é adicionado um terceiro transistor.

Figura 9 Espelho de corrente com compensação de corrente de base.

O cálculo das correntes IRef e I0, de maneira resumida, será:

A diferença entre I0 e IRef em relação ao circuito anterior é
reduzida pela razão do ganho de corrente (β) do transistor Q3,
pois agora IRef será:

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 41

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

Podemos, então, empregar a equação simplificada com se-
gurança muito maior do que no circuito anterior.

Amplificador Diferencial com Carga Ativa através de espelho de
corrente
Agora que você conhece o princípio funcional de um circui-
to espelho de corrente construído com BJT, podemos partir para
o entendimento dos ADs com carga ativa, para isso, observe a
Figura 10, disposta a seguir.
A Figura 10 mostra o circuito de um AD construído com BJT
empregando carga ativa obtida por meio do espelho de corrente
simples:

42 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

pois a tensão no coletor de Q1 sempre será constante em Vcc – 0. Existem duas observações relevantes que devemos consi- derar nesse circuito: • Uma refere-se ao espelho de corrente empregando transistores PNP. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 43 . • A outra nos mostra que nesse circuito há uma única saí- da (VS). UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Figura 10 Amplificador Diferencial com BJT e espelho de corrente simples. a estratégia correta é o emprego do espelho de corrente com transistores PNP.7V. Devido ao sentido das correntes do AD e da posição do espelho de corrente no circuito. A saída é obtida no terminal coletor de Q2.

teremos uma resistência obtida por intermédio do es- pelho de corrente. além de considerarmos VA = . Como no AD do exemplo anterior.7V.150V. temos: Correntes de emissor de Q1 e Q2: A resistência dinâmica base-emissor de Q1 e Q2 é: 44 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . em vez de um resistor de coletor. consideraremos esse espelho de corrente como um circuito perfeito para todos os transistores do circuito. VBE = 0. Ac e RRMC. Ad.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Todos os cálculos vistos anteriormente para o AD com BJT são válidos para esse caso. Essa resistência é a impedância de saída dos transistores do espelho de corrente (r0). calcularemos Zi. ZO. Para efeitos didáticos. e em modo comum vamos adotar VE1 = VE2 = 0V. no entanto. Calculando a corrente I0. β = 100.

Para efeitos didáticos. Q3 e Q4. Q2. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Calculando a impedância de entrada (Zi). Veja: Finalmente. precisamos descobrir a impedância de saída dos transistores do espelho de corrente. Como você viu. determinamos a impedância de saída do AD: • Determinando o ganho diferencial (Ad): © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 45 . no cálculo da impedância de saída. temos: Calculando a impedância de saída do AD (ZO): Agora. ao estudar a análise de amplificadores emissor comum em pequeno sinal. consideraremos iguais as correntes de coletor e emissor de Q1. a impedância de saída do transistor é dependente da corrente de coletor.

mas o parâmetro que realmente impor- tará será o RRMC. Na prática. a finalidade e o conceito destes ADs são os mesmos que vimos em nossos exemplos. Observe: O resultado obtido nesse exemplo pode ser considerado melhor do que o do caso anterior. podemos encontrar algumas variações dos cir- cuitos apresentados. o que irá lhes conferir características espe- cíficas. que é um dos parâmetros que mede a qualidade do AD. 46 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS • O ganho de modo comum (AC): O ganho em modo comum está mais elevado do que o cal- culado para o AD sem carga ativa disposto no exemplo do circui- to ilustrado na Figura 7. Contudo este AD possui um ganho diferencial muito maior que o AD da Figura 7 (AD com carga passiva). é quase o mesmo para os dois circuitos. pois o RRMC. No entanto.

porém haverá algumas mudan- ças devido às características do transistor. substituindo o transistor por uma fonte de corrente com uma impedância em paralelo que será a impedância de saída do MOSFET. Vamos realizar a modelagem para pequenos sinais CA do amplificador conforme ilustrado na Figura 11: Figura 11 Amplificador Source Comum com MOSFET de Intensificação. vamos realizar a aná- lise de um amplificador source comum com divisor de tensão no gate.6. será o MOSFET de Intensificação. que. em pequenos sinais CA. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 47 . UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS 2. O conceito empregado é o mesmo: curto-circuito nos capa- citores e nas fontes de tensão. ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICA- DOR SOURCE COMUM COM MOSFET A exemplo do que fizemos com o BJT. nesse caso.

o circuito equivalente parcial será estabelecido da seguinte forma: Figura 12 Amplificador Source comum – Análise CA. calculada) = 61. teremos uma fonte de corrente em paralelo com a impedância de saída do MOSFET (rd ou rO) e com o resistor de dreno (RD). Para tanto. Então. 48 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . conforme visto anteriormente.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Esse circuito foi dimensionado com as regras de polariza- ção CC. a impedância de entrada do MOSFET é vir- tualmente infinita.22uA/V2 Como sabemos. • K (Constante do MOSFET. Na saída. Dessa forma. foram utiliza- dos os seguintes parâmetros: • IDQ (corrente de dreno quiescente) = 3mA • VGSQ (Tensão Gate-Source quiescente) = 10V • VTH (Tensão de Limiar) = 3V • ID ON (Corrente de dreno ligado) = 3mA • VGS ON (Tensão Gate-Source ligado) = 10V. O resistor de source deixa de existir devido ao efeito de curto-circuito efetuado por C2. a fonte de sinal CA de entrada enxergará somente os resistores R1 e R2.

Para Boylestad e Nashelsky (2004. • ID = Corrente de dreno. No MOSFET de intensificação a transcondutância é dada pela equação: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 49 . assim: Com a impedância de saída do MOSFET. • yOS = Admitância (dado pelo datasheet). UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Para dar continuidade. geralmente. 335). determinamos a impedância de saída do amplificador: Para determinar o ganho de tensão. fornecida nas folhas de dados como admitância yOS”. é necessário conhecer a transcondutância desse transistor. Veja: • VA = Tensão Early (dado pelo datasheet). “há uma impedância de saída do dreno para a fonte rd. podendo utilizar um parâmetro des- se transistor conhecido como admitância (yOS). precisamos calcular a impedância de saída do MOSFET (rd). p. Vamos assumir para este MOSFET yOS = 10uS.

basta calcular a associação paralela de R1 e R2: 50 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o sinal de negativo representa a defasagem de 180° no sinal de saída do amplificador. Dessa forma. como ocorre com o BJT. a transcondutância será: Por isso. a impedância de saída do transistor pode ser desprezada no cálculo do ganho de ten- são. o ganho de tensão do circuito. Nesse caso. se a impedância de saída do transistor for igual ou maior a dez vezes a resistência do resistor de dreno. será: Nesta equação. podemos encontrar uma equação para o cálculo do ganho de tensão que despreze a impedância de saída do MOSFET: Uma regra bastante usada em casos como esse diz que. Para a impedância de entrada.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS • K = Constante do MOSFET (calculada ou via datasheet) • VGSQ = Tensão Gate-Source Quiescente • VTH = Tensão de Limiar.

ESPELHOS DE CORRENTE COM MOSFET Para iniciarmos a análise dos ADs com MOSFET. já de início. podemos desenhar o circuito equivalente a pequenos sinais CA desse amplificador: Figura 13 Circuito equivalente CA – Amplificador Source comum com MOSFET.7. 2. será necessário conhecer os circuitos espelhos de corrente cons- truídos com esses transistores. Observe: Figura 14 Espelho de corrente com MOSFET. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 51 . UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Por fim. A finalidade e o conceito funcional são os mesmos dos es- pelhos de corrente construídos com BJT.

como sabemos. essas equa- ções possuem duas soluções matemáticas. I0 será igual a IRef. se a tensão gate-source é igual para os dois transistores e. assumimos que. Desse modo. A partir da dedução da corrente de referência. teremos a mesma corrente de dreno nos dois MOS- FETs. que é a cor- rente de dreno do primeiro transistor. vamos assumir um espelho de corrente conforme ilustrado na Figura 14. com os seguintes parâmetros: • Rd = 1600Ω • Vcc = 20V • VTH = 3V 52 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Como exemplo. contudo. • VTH = Tensão de Limiar (dado pelo datasheet). podemos concluir que se trata de uma equação de segundo grau e. então. O cálculo de I0 e IRef para esse circuito pode ser definido de maneira resumida pela equação: • V GS = Tensão gate-source. somente uma delas é verdadeira. temos: Ao observar a equação. • K = Constante do MOSFET. no qual: • IRef: é a corrente de referência "que se deseja copiar–. calculada ou via datasheet. se a tensão dreno-source de cada transistor os coloca na região de saturação (VDS > (VGS - VTH). • I0: é a corrente espelho da corrente de referência.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Neste circuito.

2.643mA (solução impossível). neste caso 4.22uA/V2 Substituindo os termos na equação anterior e colocando ID em evidência. vamos partir do circuito básico disposto na Figura 15. temos: • ID1 = 22. A corrente IO será igual à corrente de referência (IRef). UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS • K = 61. 2mA / V • IDMAX = 200mAdc © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 53 .986mA. de- terminada pelas características do MOSFET e pelo resistor de dreno empregado (1600Ω).986mA (solução correta). no qual os componentes de polarização já foram definidos. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM PEQUE- NOS SINAIS Para o estudo dos ADs utilizando MOSFET.5V 2 • K  117. É relevante destacar que utili- zaremos o transistor 2N7000 em todos os casos que possuem as seguintes características inerentes à nossa análise: MOSFET de Intensificação Canal N: • VTH = 2.8. • ID2 = 4.

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS É importante observar que qualquer analogia como o mo- delo de AD construído como BJT é útil. Anteriormente. os transistores Q1 e Q2 e o resistor R1 de 220Ω. podemos verificar que possuímos uma fon- te de corrente constante para o circuito. Inicialmente. composto basicamente pela fonte Vcc1 de 20V. se executada com cuidado. aprendemos a calcular a corrente de refe- rência para esse circuito pelo cálculo da equação a seguir: 54 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Figura 15 Amplificador Diferencial com MOSFET de Intensificação.

quando o AD está em modo comum. te- mos as duas correntes de dreno do par diferencial iguais. te- mos a equação de segundo grau para ID: • ID1 = 83. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 55 . Como sabemos. aproximadamente 76mA. A corrente I0 do AD é igual à corrente de referência que calculamos do espelho de corrente. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Reorganizando os termos e deixando ID em evidência. então: Com essa corrente (38mA) no par diferencial.82mA (solução correta). quando em modo comum: Aproximadamente Vcc / 2. • ID2 = 75. resultaria em VGS < VTH). teremos nas saídas S1 e S2.43mA (solução incorreta.

é 38mA: 56 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Todas as correntes inicialmente desejadas nesse circuito somente existirão se a tensão em modo comum. Q3 e Q4 na região de saturação. é necessário que: O valor da tensão gate-source do transistor Q2 da fonte de corrente constante (espelho de corrente) é: Dessa forma. neste caso. presente nas entradas E1 e E2. o mínimo valor para VDS de Q2 para que ele esteja saturado deve ser: Empregando a equação da corrente de dreno para o MOSFET na região de saturação. pois: Para que o MOSFET de Intensificação se encontre saturado. podemos encontrar a tensão gate-source necessária para obter as correntes de dreno do par diferencial que. medida em relação ao GND for suficiente para colocar os transistores Q2.

formado por R4 e R5.89V.1V na entra- da E1. que resultará em um sinal diferencial de 0. será: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 57 . como dese- jamos que o AD possa trabalhar com sinais de entrada AC. Isso significa que. Como a tensão fornecida pelo divisor de tensão formado por R4 e R5 é 5V. VE1 será 3. devemos somar a esse sinal 3. deverá ser. todo o excedente fornecido às entradas E1 e E2 incidirá sobre VDSQ2. é ne- cessária uma fonte de tensão mínima para polarização dos gates do par diferencial em modo comum. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS A tensão mínima em modo comum para as entradas E1 e E2 do AD. pois é o MOSFET Q2 quem controla a corrente constante I0 variando a espessura do canal e consequentemente sua resistividade.89V. então: Todo sinal de entrada aplicado nas entradas E1 ou E2 do AD deve possuir esse valor mínimo de tensão calculado (3. se quisermos aplicar um sinal de 0.99V e VE2 deve manter-se em 3. Dessa forma. Assim.89V. superior a 3.89V). medida em relação ao GND. temos um valor de tensão em modo comum suficiente para que todos os transistores do circuito estejam saturados. Outro ponto importante sobre esse valor de tensão é que. Contudo. a partir do valor mínimo (3. a tensão dreno-source de Q2 relacionada ao divisor de tensão que polariza os gates dos transistores Q3 e Q4.1V.89V).

a impedância de saída (Zo). que é a ten- são em modo comum desse AD. temos todas as variáveis que precisamos para determinar a impedância de entrada (Zi). a seguinte variação de tensão: 58 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o ganho diferencial (Ad) e a razão de rejeição de modo comum (RRMC). teremos. nas saídas. e à entrada E1 sejam aplicados esses mesmos 5V mais 5mV provenientes de uma fonte de sinal externo. será: • O ganho diferencial (de uma das saídas para o GND) é dado por: É importante lembrar-se de que é preciso considerar gm dos transistores do par diferencial. do ponto de vista de uma carga conectada entre as duas saídas.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Nessa etapa. Supondo que a entrada E2 permaneça em 5V. • A impedância de entrada do AD (Zi) será definida pela associação paralela de R4 e R5. • A impedância de saída.

ele também deve fornecer uma pequena amplificação do sinal comum a ambas as entradas–. tivemos um ganho em modo comum (Ac) virtualmente desprezível. podemos determinar o ganho em modo comum: Como aprendemos anteriormente. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS O ganho em modo comum estará ligado aos resistores de dreno do par diferencial e à impedância de saída do transistor Q2 do espelho de corrente.] enquanto um Amplificador Diferencial produz uma grande amplificação da diferença entre os níveis aplicados em ambas as entradas.. 441) afir- mam que “[. Vamos assumir para esse MOSFET yOS = 10uS. o ganho em modo co- mum é indesejado e.. p. Nesse sentido. nesse caso. A razão de rejeição em modo comum será: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 59 . assim: Agora. Boylestad e Nashelsky (2004. devido às características da fonte de corrente constante empregando MOSFETs.

74V.3. com o ganho do nosso AD (18. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4.2mV. agora. tivemos uma variação de tensão nas saídas de 90. Isso já nos dá um vislumbre de onde vale a pena empregar um ou outro modelo. pois os dois MOSFETs do par diferencial continua- ram trabalhando na região de saturação.9. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. como calculamos. simulamos uma condição de sinal de entrada de 5mV para esse sinal e. a tensão nas saídas S1 e S2 na ausência de sinal diferencial. Podemos considerar esse sinal de entrada como um pe- queno sinal. é 9. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Nesse ponto.04v/v). 2. A variação na tensão de saída provocada por um sinal diferencial de 400mV seria: 60 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Como sabemos. COMPORTAMENTO DO AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM GRANDES SINAIS No tópico anterior. você deve ter percebido as diferenças mais marcantes entre um AD construído com BJT e um AD construído com MOSFET. Vejamos. o que ocorreria se um sinal de 400mV (ob- viamente com offset de 5V) fosse aplicado na entrada E1 (man- tendo E2 em 5V) do AD da Figura 15.

os resistores de dreno do par diferencial por impedâncias de saída dos transisto- res do espelho de corrente da carga ativa e. nesse caso MOSFETs. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET E CARGA ATIVA O conceito de AD construído com MOSFET e carga ativa é o mesmo que vimos anteriormente com BJT. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Essa variação de tensão de 7. pois VDS seria menor que VGS – VTH. pois tiraria o par diferencial de um dos limites do range de operação adequado. mas com distorções. Podemos deduzir que. se operarmos fora dela. o que inclui os ADs. sabemos que esse valor de tensão na saída S1 (2.10. temos uma faixa dinâmica de entrada admis- sível e. então. como sabemos. precisamos do fator de admitância. para calcular a impedância de saída de um MOSTET.524V) faria com que o transistor Q2 saísse da região de saturação. em qualquer circuito amplificador. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 61 . que pode ser obtido pelo datasheet. 2. Um sinal dessa amplitude (400mV) é considerado um gran- de sinal para esse circuito.216V faria com que na saída S1 tivéssemos: Sem necessidade de uma análise mais detalhada. Os resistores de dre- no são substituídos por um espelho de corrente construído com transistores. substituímos. Nas equações do AD. o resultado é um sinal amplifica- do.

que representam a carga ativa. com os mesmos componentes do AD anterior. 62 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . enquanto que os transistores do par di- ferencial são canal N. com admitância de 50uS. A exemplo do que ocorreu com o circuito construído com BJT.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Figura 16 Amplificador Diferencial com MOSFET e carga Ativa. os transistores do espelho de corrente. são canal P. E agora também temos somente uma saída (S). teremos uma impedância dos transistores do espelho de corrente de . Se construirmos um circuito como o ilustrado na Figura 16. substituindo somente os resistores de dreno do par diferencial por uma carga ativa construída com MOSFETs canal P.

• A impedância de entrada: • A impedância de saída: • O ganho diferencial: É importante recordar que devemos considerar gm para os transistores do par diferencial no cálculo do ganho Ad. vamos assumir yOS = 10uS. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 63 . UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS Para os MOSFETs do par diferencial. assim: Com os dados obtidos anteriormente. podemos determinar os seguintes parâmetros.

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

O ganho em modo comum estará ligado à impedância de
saída dos MOSFETs da carga ativa e à impedância de saída do
transistor Q2 do espelho de corrente constante.

A razão de rejeição em modo comum, será:

Chegamos ao final dos conteúdos desta unidade. Agora, é
essencial assistir ao vídeo complementar indicado a seguir.

Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––––
Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.
• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula,
localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso
(Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar).
Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos.
• Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos” e selecione:
Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II – Vídeos Complementares –
Complementar 1.
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

64 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição
necessária e indispensável para você compreender integralmen-
te os conteúdos apresentados nesta unidade.

3.1. VANTAGEM DA AMPLIFICAÇÃO DIFERENCIAL DE SINAIS

Acerca dos Amplificadores Diferenciais, indicamos o ma-
terial didático do professor Nobuo Oki, que é bem abrangente,
explica as vantagens da amplificação diferencial de sinais e mos-
tra, com bastante detalhamento, as equações que envolvem os
Amplificadores Diferenciais com MOSFET.
• OKI, N. Amplificadores Diferenciais. Aula 8. 2013. Disponível
em: <http://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/
engenhariaeletrica/pos-graduacao/aula_08-2013-26-03-
2013.pdf>. Acesso em: 23 ago. 2017.

3.2. ANÁLISE CA PARA PEQUENOS SINAIS DE UM AMPLIFICA-
DOR EMISSOR COMUM COM BJT

Sugerimos a leitura da apostila de professores da Univer-
sidade do Porto, que contém, de forma detalhada, a análise de
pequenos sinais de amplificadores transistorizados com BJTs e
FETs e o estudo dos ADs.
• FERREIRA, F. F; OLIVEIRA, P. de G.; TAVARES, V. G. Guia para
o estudo dos Amplificadores Diferenciais e multiandar.
[s.l.]: Universidade do Porto – Faculdade de Engenharia,
2004. Disponível em: <http://paginas.fe.up.pt/~fff/
eBook/ADM/ADM.html>. Acesso em: 23 ago. 2017.

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 65

UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS

3.3. AMPLIFICADOR DIFERENCIAL COM MOSFET EM PEQUE-
NOS SINAIS

O Prof. Seabra discorre em suas notas de aulas assuntos
como: valores de tensão em modo comum para que ADs com
MOSFETs operem no ponto quiescente desejado, tanto para os
MOSFETs do par diferencial, quanto para os MOSFETs do espelho
de corrente do circuito. Para saber sobre o assunto, acesse:
• SEABRA. Amplificadores Diferenciais com MOSFETs.
Aula 13. Engenharia de Sistemas Eletrônicos –
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Disponível em: <https://disciplinas.stoa.usp.br/
pluginfile.php/1746709/mod_resource/content/22/
PSI3322-A13.pdf>. Acesso em: 23 ago. 2017.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em
responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteú-
dos estudados para sanar as suas dúvidas.
1) Descreva resumidamente o que é um Amplificador Diferencial?

2) Qual é a importância desses circuitos?

3) Descreva as diferenças mais evidentes de um AD construído com BJT e um
AD construído com MOSFET.

4) O que representa a razão de rejeição em modo comum (RRMC)?

5) Com respeito à impedância de entrada, você daria preferência a um AD
construído com BJT ou MOSFET?

66 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

você adquiriu conceitos mui- to importantes acerca da análise em pequenos sinais CA de am- plificadores com BJT e MOSFETs. Na próxima unidade. sendo eles: emissor comum com BJT e divisor de tensão na base. UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS 6) O que é um espelho de corrente? Como ele é construído? 7) O que podemos dizer a respeito da carga ativa? 8) Porque os circuitos espelho de corrente são importantes na elaboração de CIs (Circuitos Integrados)? 5. passaremos ao estudo dos Amplifica- dores Operacionais com grau de detalhamento semelhante ao desta unidade. Podemos dizer que a capacidade de análise CA em peque- nos sinais é um divisor de águas que marca o conhecimento de um estudante iniciante em eletrônica e um profissional que já passa a ter afinidade com circuitos e projetos. essa análise nos possibilitou entender as equa- ções que envolvem os Amplificadores Diferenciais e como surgi- ram as equações que regem o comportamento desses ADs. Até lá! © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 67 . Evidentemente. Ademais. Contudo. esse conceito de análise pode ser empregado para entender o comportamento de outras configurações de am- plificadores com ambos transistores. vimos somente um exemplo de amplificador com cada transistor. e source comum com MOSFET de intensificação com divisor de tensão no gate. CONSIDERAÇÕES Com o estudo desta unidade.

______. alldatasheet. Eletrônica (apostila). 2N4351 Datasheet (PDF) – calogic corporation. L. São Paulo: Érica. A.. Eletrônica aplicada..COM. BERTOLI. 2000. E. 2017. E-REFERÊNCIAS ALLDATASHEET.net. Campinas: Colégio Técnico de Campinas/Unicamp. 2004. Disponível em: <http://pdf1.br/uaisoccer/downloads/1272062682. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil.com/datasheet-pdf/view/2842/MOTOROLA/2N7000. NASHELSKI.alldatasheet. 2017. 68 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .com/datasheet-pdf/view/57101/CALOGIC/2N4351. Â. alldatasheet. C. 2N7000 Datasheet (PDF) – MOTOROLA. ______.pdf>. R. CRUZ. 2017. L. ed. Disponível em: <http://ppgel. 7.html> Acesso em: 25 mai. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOYLESTAD. CHOUERI JR. Disponível em: <http://pdf1. Acesso em: 23 ago. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. Acesso em: 23 ago. R. 2017.com/datasheet-pdf/view/11551/ONSEMI/BC547..html>. 8. S. BC547 Datasheet (PDF) – ON semiconductor. Acesso em: 23 ago.html>. Disponível em: <http://pdf1. 2007.UNIDADE 1 – AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS 6.

D e PID no controle de processos. os circuitos não lineares que em- pregam o OPAMP. • Geradores de onda dente de serra. • Identificar aplicações na instrumentação em que os OPAMPs possam ser empregados. • Realizar a análise de circuitos compostos com OPAMPs. sugerimos que você revise a Unidade 4 da obra Eletrônica e Laboratório de Eletrônica I. Orientações para estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade. leia as orientações a seguir: 1) Para o estudo desta unidade. das equações básicas que regem seu comporta- 69 . além dos circuitos lineares.UNIDADE 2 AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Objetivos • Conhecer. Conteúdos • Retificadores de precisão. • Compreender a importância dos CIs analógicos na eletrônica de potência. • Comparadores Schimitt Trigger. pois ela trata dos conceitos básicos sobre OPAMPs. • Controladores P. I. • Relacionar o uso dos OPAMPs com aplicações de automação e controle. • Transistor Unipolar de Junção (UJT).

Fontes e Sinais AC. a 1ª Lei de Ohm e 2ª Lei de Ohm. 2) Recorde os conceitos básicos de eletricidade.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) mento e contém vários exemplos de circuitos lineares que utilizam esses circuitos integrados. 70 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . tais como DDP. Corrente e Potência. pois eles são essenciais para o estudo desta unidade. 1ª Lei de Kirchhoff e 2ª Lei de Kirchhoff. 3) Também são conceitos importantes nesta unidade as Formas de Onda e a Frequência. Fontes CC.

Nesta unidade. entre outras. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) 1. as quais o configurarão. com muita facilidade. nos permite construir. automação. Além disso. telecomunica- ção. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 71 . como na ins- trumentação. eletrônica de potência. nas quais a ele- trônica está presente. de forma su- cinta. INTRODUÇÃO Os Amplificadores Operacionais (OPAMPs) são construídos para apresentar características como ganho. os temas abordados nesta unidade. como transistores. vários circuitos práticos empregados em todos os ramos em que a eletrônica está presente. entre outros. esses CIs podem trabalhar de diversas formas. além de simplesmente amplificar sinais. Vamos lá? 2. mas simplesmente alimen- tar o OPAMP e interligar somente alguns componentes às suas entradas e saída. A praticidade de não nos preocupar em polarizar compo- nentes discretos. Para sua compreensão integral. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta. dependendo da configuração em que são empregados. é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. impedância de saída. muito próximas de um amplificador perfeito. impedância de en- trada. apresentaremos aplicações dos amplifica- dores operacionais presentes em distintas áreas. áudio e vídeo.

Observe: 72 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Uma alter- nativa seria amplificar esses sinais antes de retifica-los.7V e 0.3V de tensão no sentido direto para os de silício e de germânio. respectivamente. Essa situação é encontrada com frequência em circuitos demoduladores de sinais de rádio AM. que desejamos retificar um sinal AC com amplitude de pico de apenas 100mV. “um diodo retifica- dor comum não consegue retificar sinais de níveis muito baixos. pois o mesmo não conduz quando polarizado diretamente com tensões abaixo de 0. retificadores de sinais provenientes de transdutores e na instrumentação. RETIFICADORES DE PRECISÃO COM OPAMP Vamos imaginar. Não consegui- remos fazer a retificação desse sinal com um simples diodo. contu- do. para que esses diodos comecem a condu- zir. seja ele de silício. seja de germânio. no qual os seus retificadores de precisão são conhecidos também como retificadores perfeitos. Esse é um circuito prático muito útil com OPAMP.7V”. p.1. inicialmente. 128).UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) 2. De acordo com Pertence (2003. é necessário 0. Como sabemos. os OPAMPs possibilitam uma alternativa elegante para essa questão.

Quando.7V. em aplicações com realimen- tação negativa. pois. O que ocorrerá é que. • VO: tensão na saída do OPAMP. a saída do OPAMP está ligada à entra- da inversora pelo diodo retificador. como sabemos. a saída deverá possuir um valor de tensão 0. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Figura 1 Retificador de precisão meia onda com OPAMP. aplicamos um sinal positivo na en- trada (input). caso utilizemos diodo de silício. podemos dizer que . em que: • VP: tensão na entrada não inversora. para chegar à condição de . Por isso. O princípio funcional é simples. nesse circuito. No entanto. • VN: tensão na entrada inversora. pois . maior do que a tensão aplicada na entrada. a saída do OPAMP tende a elevar o nível de tensão até que a entrada inversora tenha a mesma tensão que a entrada não inversora. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 73 . o OPAMP multiplica a diferença de tensão entre as suas entradas por um ganho muito alto.

o valor de tensão será 0V. por exemplo. a saída do OPAMP tenderá a saturar com o valor de –VSAT. multiplicará a diferença de tensão entre as entradas por um ganho virtual- mente infinito. a reação do OPAMP será a mesma que descrevemos. a seguir. em um OPAMP Ideal. que não permitirá a passagem dessa tensão para a saída do circuito. são esperadas pequenas perdas nesse processo de retificação. Retificador em onda completa com OPAMP Um circuito didático de um retificador onda completa pode ser obtido com a utilização de alguns OPAMPs. No entanto. e invertendo o sentido do diodo de um deles. a linha de realimentação negativa está interrompida e. Na saída do circuito (output). A fidelidade no sinal de saída retificado estará ligada dire- tamente às características do OPAMP que utilizarmos. na saída do circuito. retificaríamos o semiciclo negativo. seria -VCC. então. com isso. os OPAMPs não são circuitos perfeitos. mas. E. Nessas condições. como estudamos.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) • VD: queda de tensão no diodo. teremos a tensão da saída do OPAMP menos a queda de tensão no diodo. Isso resultará em valores de tensão negativos para a saída do OPAMP. construir dois retificadores meia onda conforme o exemplo ilustrado na Figura 1. vejamos: Quando aplicarmos um sinal negativo na entrada. essas tensões negativas estarão polari- zando o diodo retificador no sentido reverso. sendo possível. que. ou seja. 74 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .

sendo que uma delas apresenta ganho -1 e a outra ganho -2. (2003. 130). por intermédio de D2 e do resistor de realimentação. estaríamos utilizando 4 OPAMPs para obter o retificador de precisão em onda completa. somaríamos os dois sinais. o OPAMP 1 tende a elevar o nível de tensão negativa de sua saída. de ganho -1. Figura 2 Retificador onda completa de precisão com OPAMP. mas um circuito bastante otimizado para essa finalidade é mos- trado a seguir e utiliza somente dois OPAMPs. Quando um sinal positivo é aplicado à entrada (Vi). Veja: Fonte: Pertence Jr. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Com o auxílio de um amplificador inversor. pois apresenta com ganho -1 para si- nais de entrada positivos (vide configuração dos resistores desse OPAMP e D2) e ganho 0 para sinais de entrada negativos (verifi- que a configuração dos resistores desse OPAMP e D1). in- verteríamos a polaridade do sinal proveniente da retificação do semiciclo negativo e. Dessa forma. basicamente. p. Esse valor © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 75 . O OPAMP 2 está trabalhando como um Somador Inversor de duas entradas. A princípio. temos o OPAMP 1 trabalhando como retifica- dor inversor de meia onda. por fim.

0V.. Esse valor de tensão (-Vi) está presente na entrada do OPAMP 2. No entanto. 76 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . em alguns textos. Somando. no catodo de D1. 131). Ao mesmo tempo. agora. Quando um sinal negativo é aplicado à entrada (Vi). resultando na saída do OPAMP 2 um valor parcial de 0V. é negativo. então. no ponto A do circuito. neste caso. assim. teríamos . o valor de tensão – Vi. o sinal presente em Vi é levado na segunda entrada do somador e multiplicado por -1. assim.] é conveniente ressaltar que o circuito retificador de onda completa recebe.. na entrada do somador que possui ganho -2. simplicidade e praticidade dos retificadores construídos com OPAMP. Devido às características. os valores parciais. p.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) de tensão é realimentado para a entrada inversora para que a igualdade seja estabelecida. Dessa maneira. nesse caso. o OPAMP 1 tende a elevar o nível de tensão positiva. está sendo aplicado tam- bém na segunda entrada do somador inversor que tem ganho -1. na saída do OPAMP 2. o semiciclo do sinal de entrada. até que a igualdade seja estabelecida e. por essa entrada. De acordo com Pertence (2003. “[. teríamos na saída 2Vi. invertendo. a denominação Circuito de Valor Absoluto”. o sinal de entrada Vi. Desse modo. obteremos. teremos. esses circuitos são encon- trados com frequência nos equipamentos relacionados à instru- mentação industrial. teremos na saída do OPAMP 2 um valor positivo. teríamos na saída -Vi. que possui ganho de -2. teremos 0V. Como o si- nal presente em Vi.

os Comparadores Schimitt Trigger. 2. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Passaremos agora ao estudo de mais um circuito não li- near. cuja tensão de referência é +5V. Observe: Figura 3 Comparador Inversor com OPAMP. COMPARADORES SCHIMITT TRIGGER Vamos utilizar um comparador simples como base para a compreensão desse novo modelo. O circuito ilustrado na Figura 3 é um comparador inversor simples. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4.2. muito útil na construção de equipamentos de instrumenta- ção e controle. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 77 . 2. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3.

esses valores deveriam ser iguais aos de ali- mentação do OPAMP (+VCC e –VCC). Imagine aplicar na entrada do comparador um sinal com ruído conforme mostra a Figura 4: Fonte: Pertence Jr. VR. Figura 4 Sinal com presença de ruído. p. (2003. na Figura 4. 107). Esse circuito. 78 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . e Vi. VSAT (tensão de saturação) é a máxima tensão que um OPAMP Real pode forne- cer na saída quando esta está saturada. representa a tensão de referência do com- parador.5V abaixo (em módulo) de VCC. Como você aprendeu na unidade anterior. para valores menores que 5V. a tensão de entrada. os valores de saturação positiva e negativa estão em torno de 1. Idealmente. apesar de funcional.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Qualquer tensão presente na entrada do circuito superior a 5V resultará na saída em -VSAT e. resultará na saída +VSAT. é ineficaz na compara- ção de sinais nos quais houver ruídos. Normalmente.

po- dendo ser referenciados como comparadores regenerativos. É neste instante que os comparadores Schmitt Trigger (disparador de Schmitt) se mostram muito mais eficientes no tratamento desses sinais. Por isso. Esses comparadores são conhecidos também como comparadores com histerese ou com atraso. o ruído faz com que a tensão do sinal que está sendo comparado atravesse a linha de referência. ilustra o circuito de um comparador inversor com histerese. é importante observar a presença de reali- mentação positiva por intermédio de R2. A Figura 5. isso resultaria em chaveamentos errôneos de um comparador simples que estivesse trabalhando com esse sinal. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Observe que. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 79 . é comum que ele seja identificado como comparador regenerativo. Observe como isso se dá: Figura 5 Comparador Inversor com histerese. a seguir. Nesse circuito. em determinados instantes.

Para entender o funcionamento desse circuito. As tensões de disparo são determinadas pelas fórmulas: • VDS: tensão de disparo superior. para fins didáticos. é comum denominar a tensão de referência de tensão de disparo. • +VSAT: tensão de saturação positiva. Suponha que você precisará comparar valores de tensão maiores e menores que 0V e rejeitar ruídos presentes no sinal de entrada de até 100mV de pico. devido à realimentação positiva. • VDI: tensão de disparo inferior. deve assumir que as tensões de disparo superior e inferior serão +100mV e -100mV. Nesse circuito. Vamos a um exemplo. 80 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) A tensão de referência do comparador não é mais fixa. agora. como no circuito anterior. a saída sempre estará em +VSAT ou – VSAT e. vamos assumir +VSAT = 10V e – VSAT = -10V. • -VSAT: tensão de saturação negativa. respectivamente. é impor- tante considerar que. Por isso. ela é determinada pela tensão de saturação positiva e negativa do OPAMP e pelo divisor de ten- são formado por R1 e R2.

a seguir. a tensão de referência (tensão de disparo) é 100mV (VDS) e a saída somen- te mudará de estado quando a tensão do sinal de entrada for superior a 100mV. é fácil chegar à conclusão de que R1=100Ω e R2 = 9900Ω atende- riam nossos requisitos. vamos assumir que o sinal de entrada ultrapassou 100mV. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Escolhendo empiricamente os resistores R1 e R2. ainda. Em um segundo instante. é necessário que o sinal de entrada seja inferior a -100mV para alterar o estado da saída novamente. A diferença entre as tensões de disparo VDS e VDI é a tensão de histerese do sistema. A Figura 6. Tensões que estejam entre +100mV e -100mV (ruídos nes- se exemplo) não são mais capazes de alterar a saída do compara- dor. então. neste caso. nesse caso. Observe: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 81 . que em determinado instante a saída do comparador esteja em +10V (+VSAT). a tensão de referência (tensão de dispa- ro) mudará para -100mV (VDI). pois resultariam nas tensões de disparo necessárias: Supondo. então. a saída comutará para -10V (-VSAT) e. ilustra o efeito de histerese aplicado sobre o sinal de entrada do comparador. Agora.

UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS)

Fonte: Pertence Jr. (2003, p. 110).
Figura 6 Comportamento do comparador com histerese.

Pertence (2003, p. 110) ressalta que “[...] existe um certo
atraso de comutação quando o sinal de entrada estiver dentro
da margem de histerese (VH)”. Com isso, devemos nos perguntar
como faremos para usar esse comparador quando desejarmos
comparar valores diferentes de 0V, cujas histereses desejadas
sejam pequenas.
A solução é bastante simples. Basta que, antes de compa-
rar esse sinal, o seu valor seja deslocado para baixo ou para cima,
a um o valor de referência para 0V novamente. Isso pode ser
feito, simplesmente, com o auxílio de um somador com OPAMP,
por exemplo, conforme ilustra a figura a seguir:

82 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS)

Figura 7 Comparador com histerese antecedido por somador.

Ao sinal a ser comparado, somamos um segundo valor
que denominamos OffSet, de modo que o eixo de referência do
sinal seja deslocado em direção à 0V. Após isto, basta levarmos o
sinal até o comparador.
Agora vamos conhecer um circuito oscilador ou gerador de
onda, que, como sabemos, vai se tratar de mais uma aplicação
não linear com OPAMP.

Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas
no Tópico 4, você deve fazer as leituras propostas no Tópico
3. 1. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade.

2.3. GERADORES DE ONDA DENTE DE SERRA

No módulo anterior, aprendemos a construir um oscilador
astável com OPAMP, que tem a finalidade de gerar sinais de onda
quadrada com a frequência desejada. E nos vídeos complemen-
tares deste módulo, incrementamos nosso projeto com mais um

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 83

UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS)

OPAMP trabalhando como integrador, para que, integrando o
sinal de onda quadrada que geramos, pudéssemos na saída do
circuito termos uma forma de onda triangular.
Agora vamos aprender a construir um oscilador de onda
dente de serra, cuja forma de onda vai possuir o seguinte aspecto:

Figura 8 Forma de onda dente de serra.

De acordo com Pertence (2003, p. 121), “[...] em muitas
situações práticas torna-se necessária a utilização de um sinal do
tipo dente de serra (sawtooth)”. Como exemplo disso, temos o
uso desse sinal como sinal de varredura horizontal nos circuitos
dos osciloscópios.
Vamos à compreensão desse circuito.

O Transistor de Unijunção ou UJT (Unijunction transistor)
Para compreender o circuito gerador de ondas dente de
serra, precisamos conhecer um novo componente, o UJT ou
Transistor de Unijunção.

84 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II

Mostraremos. sendo que o UJT é um dos tiristores mais simples. a seguir. a simbologia do UJT. que são componentes eletrônicos formados por múltiplas camadas de materiais semicondutores. observe: Figura 9 Simbologia UJT. As letras do UJT apresentam os seguintes significados: • E: Emissor. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Esse transistor faz parte da classe dos tiristores. • B1: Base 1. Ilustramos na Figura 10. a constituição física do Transistor de Unijunção. Observe: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 85 . a seguir. • B2: Base 2.

que é a única jun- ção do componente e. Nashelsky (2004. é inserido um elemento metálico. dependendo do UJT). 624). o nome de transistor “unijunção”. Confira: 86 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Figura 10 Constituição Transistor de Unijunção. são difundi- das impurezas do tipo P com um nível de concentração superior ao do tipo N. uma haste de alumínio. Nas extre- midades desse material. por isso. existem dois elementos metálicos que constituem a base 1 (B1) e a base 2 (B2). Esse componente é construído sobre uma grande fatia de material semicondutor do tipo N (ou do tipo P. Na região de inserção de impurezas de tipo P. p. Do outro lado da superfície do semicondutor. que dá origem ao terminal de emissor (E). com nível de dopagem leve (alta resistividade).UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Fonte: Boylestad. O circuito equivalente do UJT é ilustrado na Figura 11. dando origem a uma junção PN.

Nashelsky (2004. duas tensões. 625). VRB1 e VRB2. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Fonte: Boylestad. Se medirmos a resistência entre os terminais B1 e B2. conforme o circuito equivalente.7V. en- contraremos um valor denominado resistência interbases (RBB). Figura 11 Circuito equivalente UJT. Convencionamos que a queda de tensão nesse diodo interno (VD) é aproximadamente 0. é a soma de RB1 e RB2. sendo: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 87 . Se o terminal de emissor ficar aberto e for aplicado um va- lor de tensão entre as bases (VBB ) com o GND voltado para B1.RB2. p. poderemos medir internamente. Observe que no circuito equivalente existe também um diodo entre o terminal emissor e o centro da junção RB1 . no componente. que.

a corrente de emissor passará a subir e será a única limitação. Se a tensão VBB presente for mantida e for aplicado um valor de tensão entre o terminal emissor e a base 1. pelo efeito de realimentação positiva. Nessas condições. exceto quando há um resistor externo. Podemos notar que o valor de η depende da construção do UJT. mesmo que a tensão base-base seja removida.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Onde: • η: é conhecido como razão intrínseca. continuará a existir corrente entre o emissor (E) e a base 1 (B1). maior ou igual a VD + η × VBB . 88 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . a tensão presente no emissor tem de ser superior à tensão de referência existente em B2. caso seja mantida a tensão no terminal de emis- sor. A corrente de emissor somente deixará de existir caso a tensão de emissor caia abaixo da tensão de vale conhecida como V V. para isso. dizemos que o UJT disparou e está saturado e. o diodo interno ficará polarizado diretamen- te e começará a conduzir e. mais especificamente da posição em que o terminal de emissor é inserido na fatia de material tipo η. Em termos mais práticos. o resistor RB1. a partir desse ponto. controlamos o UJT para que ele se comporte como chave aberta ou chave fechada entre o ter- minal emissor (E) e a base 1 (B1).

UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Para que você possa entender o funcionamento do UJT. nenhu- ma corrente circulará pelo UJT. se a chave S1 for desligada. Se a chave S1 for pressionada e S2 ficar aberta. pois o UJT estará disparado. com exceção de uma pequena corrente de fuga base-base. va- mos recorrer ao circuito que será ilustrado na Figura 12: Figura 12 Circuito básico com UJT. se S1 e S2 forem acionadas. em B2 e no terminal emissor E. Por outro lado. a corrente de emissor permanecerá. também não haverá circulação de corrente. Já. se a chave S2 for pres- sionada e S1 for mantida aberta. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 89 . Uma vez que a corrente de emissor é estabelecida. determinada pelas características intrínsecas do transistor. haverá corrente em B1.

que para ocorrer o disparo foi neces- sário um valor de tensão no emissor (E) levemente superior ao valor da base 2 (B2). é comum que esse transistor seja identificado como PUT (Programmable unijunction transistor). 90 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Desse modo.. que.. p. devido a esse fato. no entanto. po- demos construir o gerador de onda dente de serra. podemos controlar o disparo do UJT ajustando a tensão presente em B2 e. 121). Veja: Figura 13 Oscilador dente de serra com OPAMP e UJT. Oscilador de onda dente de serra com OPAMP e UJT Aliando o OPAMP ao UJT.] irá disparar quando a tensão de anodo (rampa de saída) do mesmo atingir o valor da tensão de disparo (VG)”.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Observe. “[. conforme ilustrado na Figura 13. de acordo com Pertence (2003. que acabamos de conhecer.

A base 2 do UJT está conectada via resistor de polarização R2 à fonte Vcc2 de 10V.5V) e da fonte Vcc2 (10V) poderiam ser obtidos por meio de divisores de tensão a partir da fonte simétrica de alimentação do OPAMP. de início. considerando que o capaci- tor C1 está conectado entre a saída e a entrada inversora. em outras palavras. esse valor começa a aumentar devido ao efeito de carga do capacitor promovido por R1. na Figura 13. como a entrada não inversora do OPAMP está conectada ao GND. estamos omitindo a fonte de alimentação do OPAMP. agora. e esta é justamente a tensão de referên- cia para disparo do UJT. a integral de uma constante (fonte Vcc1) é uma rampa e é justamente essa rampa de tensão que aparecerá na saída do circuito. Como sabemos. Aqui. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 91 . Os valores de tensão da fonte Vcc1 (1. que o emissor do UJT está co- nectado à saída do OPAMP e a base 1 na entrada não inversora. Observe. Esse é justamente o efeito de integração ao longo do tem- po que ocorre sobre o valor de sinal de -1. Inicialmente. o capacitor está descarregado e se comporta como um curto circuito e. os terminais emissor e base 1 do UJT estão em paralelo com o capacitor.5V fornecido pela fonte Vcc1. que para esses fins é simétrica de +15V e -15V. Ao ligar a alimentação do circuito. have- rá na saída dele um valor de tensão que inicialmente é 0V. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) A Figura 13 apresenta um exemplo didático de circuito para que você possa compreender os conceitos e é totalmen- te funcional. podemos verificar que o OPAMP está traba- lhando como um circuito integrador.

com isso. C1 e Vcc2). Desse modo. assim. haverá o disparo do transistor que promoverá um curto circuito entre os terminais do capacitor. teremos: É óbvio que a tensão máxima de saída depende do termi- nal emissor do UJT. torna-se relevante considerar a ampli- tude do sinal gerado e a frequência. Vcc2) mais a tensão direta do UJT (VF ou VD). que o capacitor volte a se carregar e o OPAMP. possibilitando que a saída do OPAMP possa alcançar o valor necessário para disparo e. no entanto. A amplitude máxima do sinal de saída será aproximada- mente o valor da tensão de referência presente em B2 (neste caso. que está co- nectado à saída do OPAMP. quase em linha reta. o transis- tor entrará em corte. é importante frisar que ambas variáveis estão inter-relacionadas. atingir aproximadamente o valor da tensão de referência + 0. Como 0. permitindo. com o ajuste correto dos componentes de polarização (no circui- to R1. novamente. e a tensão de saída do circuito caiará vertigi- nosamente. se comporte como um sim- ples integrador. a tensão de 92 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . descarregando-o.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Quando a tensão no terminal emissor do UJT.7V. até aproximadamente 0. podemos controlar a amplitude e a frequência do sinal gerado convenientemente.7V. Esse ciclo se repetirá indefinidamente. Com relação a isso. enquanto houver alimentação no circuito. Nesse circuito.7V está abaixo da tensão de vale do UJT.

podemos obter a seguinte fre- quência: . aplicar as equações para descobrir como é a forma de onda gerada pelo circuito ilustrado na Figura 13. Com o período calculado. agora. a amplitude mínima será: O período de oscilação da forma de onda gerada pode ser calculado pela fórmula • T: período do sinal em segundos. • R: resistor do circuito integrador em ohms. • VP: tensão de disparo ajustado em B2 do UJT em volts. • Tensão mínima: • Tensão máxima: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 93 . • Vi: tensão de entrada do circuito integrador em volts. • C: capacitor do circuito integrador em Faraday. • VF: tensão direta do UJT em volts. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) saturação positiva do OPAMP (+VSAT) deve ser observada. Nesse caso. Vamos.

13Hz. temos a forma de onda dente de serra com os valores de tensão mínima. 94 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . tensão máxima e período/frequência. conforme mostra a figura a seguir: Figura 14 Forma de onda dente de serra 16.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) • Período de oscilação: • Frequência do sinal: Finalmente.

o controle de temperatura. 89). como. Esse tipo de controle é extremamente fácil de ser implementado. (2003. como. 2. isso significa que ela deve ser mantida em um valor específico. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Com mais esse circuito. “o tipo mais elemen- tar de controle é chamado de controle on-off (liga-desliga)”. side- rúrgicas. por exemplo. Podemos citar algumas indústrias que possuem processos totalmente distintos. Quando dizemos que certa variável deve ser controlada. vamos tratar de circuitos não lineares voltados à área de controle. tais como as empresas automotivas. de açúcar e álcool. Segundo Pertence Jr. D E PID COM OPAMP Atualmente. existe uma infinidade de processos que ne- cessitam de controle preciso e esses processos variam de uma indústria para outra. a vazão. Obviamente. a força. o oscilador de onda quadrada assimé- trico. p. alguns processos podem ser comuns a unida- des fabris totalmente distintas. Em seguida. manter ou controlar a temperatura de um forno em 200°C. alimentícias. de celulose e papel. o equi- líbrio químico de misturas. temos na lista quatro circuitos os- ciladores que podem ser obtidos com os OPAMPs: o oscilador de onda quadrada simétrico. CONTROLADORES P. pois estão diretamente ligados ao ramo de atividade de cada uma. de be- bidas. a posição. o oscilador de onda triangular e o oscilador de onda dente de serra. I.4. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 95 . entre outros. entre outras. a velocidade. por exemplo.

UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) contudo. Não nos aprofundaremos na teoria que trata dos sistemas de controle. • Setpoint: é o nível. se a temperatura ultrapassasse os 200°C desejados. poderíamos ligar o banco de resistores aos 190°C e desligá-lo aos 210°C. Como exem- plo. de acordo com isso. É evidente que entre o ponto de ativação do elemento de aquecimento e o seu desligamento deve existir certa distância e. temos um transdutor de pressão para um sinal de 0 a 10V. São eles: • Processo: é o que se deseja controlar. pois admite variações de temperatura. Como exemplo podemos citar a pressão. temos o Setpoint de pressão em Bar. • Transdutor: é um dispositivo eletrônico que converte uma grandeza física em um sinal elétrico. • Controle malha fechada: é um tipo de controle em que uma amostra do valor atual da variável que está sen- do controlada é utilizada para definir o nível do erro e 96 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . vamos definir alguns termos e expres- sões indispensáveis para que possamos dar continuidade aos as- suntos estudados neste tópico. Como exemplo dis- so. o banco de resistores responsáveis pelo seu aquecimento seria desligado. no entanto. valor ou patamar em que desejamos manter uma determinada variável. • Perturbação: qualquer evento externo que tende a al- terar a variável que está sendo controlada. No caso de um forno. o banco de resistores seria ligado para au- mentar a temperatura do forno. ele não atende uma grande parte dos processos indus- triais. De outra forma. se a temperatura fosse inferior a 200°C.

• Controlador de ação Integral (I). que desejamos manter constante em 250°C. que são: • Controlador de ação proporcional (P). estudaremos as três ações combinadas a seguir. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) implementar uma ação de controle. PD e PID. Definindo o erro do processo O primeiro passo para implementação de qualquer ação de controle é calcular o erro do processo (E). Para tanto. nosso forno está equipado com um transdutor que mede constantemente sua temperatura e a converte em um sinal elé- © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 97 . Os amplificadores operacionais permitirão a implementa- ção de controladores mais eficazes do que um simples controle On-Off. por exemplo. É comum a cada processo utilizarmos ações de controle distintas. Podemos definir como erro a diferença entre o Setpoint e o valor atual da variável que está sendo controlada. o controle de temperatura de um forno. observe: Vamos usar. nem sempre é necessário o emprego de um controlador PID. Essas três ações de controle podem ser combinadas para construção de controladores. ou seja. como exemplo. mas. existem controladores de três tipos distin- tos com OPAMP. Basicamente. • Controlador de ação derivativa (D). para fins didáticos. PI. A ação de capturar uma informação de saída e interagir com a entrada é denominada realimentação.

Confira: Figura 15 Curva do transdutor de temperatura. que é o setpoint de temperatura. ajustar o setpoint desejado e calcular o erro. fare- mos uso do circuito representado na Figura 16. teremos uma curva temperatura-tensão totalmente linear. a seguir: 98 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . em termos elétricos.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) trico de 0 – 10V. teremos na saída do transdutor 5V. Qualquer tensão diferente de 5V fornecida pelo transdutor indica erro de temperatura. Pela curva. um setpoint de 5V. conforme ilustra a Figura 15. para fins didáticos. sendo que. Para fazer a leitura do transdutor de temperatura. concluímos que. quando o forno estiver em 250°C.

tomamos algumas precauções com a adição do AOP1 e o AOP2. o LM741. por exemplo. em um OPAMP Ideal esse valor seria infinito. Para o esse circuito. Contudo. a impe- dância de entrada será de 2MΩ. no caso. setpoint e valor atual. poderíamos ter construído esse circuito com apenas um único OPAMP. aplica-se a expressão: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 99 . quanto outro estão trabalhando na configuração de seguidor de tensão. pos- sui uma alta impedância de entrada. que está configurado para trabalhar como subtrador. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Figura 16 Circuito – Leitura do transdutor. Como você pode recordar. No entanto. A princípio. Tanto um. ajuste de setpoint e cálculo do erro. são levados ao AOP3. o AOP3. o circuito seguidor de tensão com OPAMP oferece ganho de tensão igual a 1. Ambos os sinais. Os seguidores de tensão foram colocados no circuito para não carregar a saída do transdutor de tensão e o potenciômetro de ajuste de setpoint PT1. Se usarmos.

por exemplo. 100 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . circuitos de potência com TRIACs. agora. Aplicando ações de controle Considerando que temos a saída de erro do sistema. que é o cérebro do sistema. então. utilizando. é ne- cessário variar a potência do banco de resistores de 0 a 100% de acordo com as determinações do controlador PID. ou. obteve-se o erro do sistema: Conhecido o erro. é relevante considerar que o conceito de atuação de controle on- off implica em utilizar 0% ou 100% de potência de aquecimento no forno. controles mais elaborados como circuitos PWM. Esse conceito não pode ser mais usado. pois. teríamos de subs- tituir uma simples chave liga-desliga por um controle gradual.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Dessa forma. No entanto. podemos implementar todas as ações de controle. Para variar a potência de aquecimento. iremos agora aprender a implementar as devidas correções de modo a anulá-lo. na saída do circuito subtrador.

p. basta você entender que a potência de aquecimento pode variar de 0 a 100%. Ação de controle proporcional (P) Como o próprio nome indica. se a temperatura for somente um pouco inferior ao setpoint. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 101 . inferimos que a ação de controle propor- cional é definida como: • CProp: correção Proporcional ao longo do tempo. Por ora. O ganho proporcional (KP) possibilita a aplicação de um fator de correção ajustável que teoricamente pode ir de 0 até o valor desejado. ou seja. conforme o controlador PID determinar. Pertence Jr. Nesse sentido. se a tempera- tura estiver muito baixa. o conceito de ações de con- trole proporcional. já. • KP: ganho proporcional. Com base nisso. • e(t): erro no domínio do tempo. o controle proporcional aplicará uma leve ação de controle. o controle proporcional implementará uma grande ação de controle. Veja: Vamos compreender. agora. (2003. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Esses são assuntos que trataremos na Unidade 3. 90) afirma que “nesse tipo de ação de controle existe uma re- lação linear entre o sinal de erro (E) de entrada e saída (PO) do controlador”. o controle proporcional atuará de maneira proporcional ao erro.

Contudo. pois. no entanto. e. implementamos um ganho negativo sobre o erro. parcialmente. esse problema será resolvido. o circuito é um am- plificador inversor. indo de 0 a -10 vezes. ao final do projeto. cujo ganho pode ser determinado pelo ajuste feito no potenciômetro PT2. posteriormente. obter um ganho positivo na saída do controlador proporcional. com isso. podemos resolver essa questão simplesmente adicionando na saída de AOP4 mais um OPAMP. que trabalhará como amplificador inversor com ganho de -1. Então. temos na saída do con- trole proporcional: 102 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Conforme observamos na Figura 17.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) O circuito que vai executar a ação de controle proporcional é ilustrado na Figura 17: Figura 17 Circuito – Controle proporcional. essa não é a intenção. Nesse circuito.

por exemplo. É nesse ponto que o controle integral (I) atua de forma eficiente. a correção proporcional deixa de existir. quando não há erro. Ação de controle integral (I) Um fato que não pode ser ignorado sobre o controle pro- porcional é que. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) O controlador proporcional é muito eficaz. Isso significa que o tempo todo se perde calor e. dado que. então. contudo. o erro volta a existir. como observaremos na equação a seguir. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 103 . a partir da operação matemática de integração do erro ao longo do tempo: • Cinteg: correção integrativa ao longo do tempo. uma ação de controle é necessária em tempo integral. quando o erro é finalmente corrigido. tão logo o erro seja corrigi- do. por essa razão. Uma aplicação como um forno. estudaremos outras formas de ações de controle. Devido a isto. tem uma tro- ca térmica constante com o ambiente. a ação do controle proporcional desaparece e. ele sozinho não é capaz de controlar de maneira precisa todos os tipos de processo conhecidos. • KI: ganho integrativo. mas. a ação do controle integra- tivo continua atuando. diferentemente da correção proporcional.

. conheça o circuito com OPAMP. o que é indesejável. “[.. O resistor R6 im- pedirá esses dois problemas. caso ele esteja ajustado para 0Ω. matematicamen- te. De acordo com Pertence Jr. 104 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o que virtualmente colocaria a entrada de sinal em curto circuito. 91). p. pois.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) • e(t): erro no domínio do tempo. O potenciômetro PT3 é responsável pelo ajuste do ganho integrativo e. tivemos que tomar algumas precauções. teremos ganho integrativo infinito. em t=0s. a saída de AOP5 também é 0V. Outro problema relacionado a esse potenciômetro é que. Esse circuito possui algumas diferenças em relação ao in- tegrador básico que estudamos anteriormente.] a ação inte- gral é aquela na qual a saída do controlador aumenta numa taxa proporcional à integral do erro da variável controlada”. (2003. A seguir. nesse caso. que realiza a ação matemática de integração de sinais (ver Figura 18): Figura 18 Circuito – Controle integrativo.

esse fato não é intencional. valerá a seguinte equação: Assim como ocorre com o controlador proporcional. É relevante. aqui tam- bém possuímos ganho negativo e. a seguir. Como no controlador proporcional. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. considerar que esses dois componen- tes são funcionais e conceitualmente corretos para uma dada condição física. teríamos de realizar uma análise do tipo de erro ou perturbações a que o nosso sistema está sujeito. para a escolha do capacitor C1 e do potenciômetro PT3. então. Sendo assim. abordaremos mais uma forma de ação de controle. 3. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Outro ponto é a utilização do resistor R7 em paralelo com o capacitor. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. novamente. o con- trolador integrativo não é totalmente eficaz trabalhando isolada- mente. Esse resistor tem a finalidade de impedir que a saí- da do nosso integrador sature. mas isto é assunto para sistemas de controle. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 105 . apenas. Para o nosso circuito integrador. Obviamente.

progressiva e não linear de calor e a correção derivativa vai reagir de forma diferente em cada instante. No caso do forno.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Ação de controle derivativa (D) O controle derivativo permite uma adição muito interes- sante ao nosso sistema. • e(t): erro no domínio do tempo. Veja: • CDeriv: correção derivativa ao longo do tempo. permitindo que ações de controle instantâneas e pontuais sejam implementadas quando necessário. Observe: 106 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . quando abrimos a porta para a entrada ou saída de uma peça. temos uma perturbação grande caracterizada por uma perda repentina. o controlador derivativo reage à variação do erro ao longo do tempo. a seguir. por exemplo. • KD: ganho derivativo. A Figura 19. Nele. ilustra como ficará nosso controlador derivativo. A correção tipo D realiza a operação matemática de deri- vação do erro ao longo do tempo.

Seria neces- sária uma análise do tipo de perturbação a que o sistema está sujeito para escolhermos corretamente esses dois componentes. mais uma precau- ção foi tomada com a adição de R8 no circuito integrador. do circuito integrador. O ajuste do ganho derivativo do circuito é obtido por inter- médio de PT4 e. Nesse caso. para ele. que tem como objetivo não permitir que a entrada de sinal seja co- locada virtualmente em curto. devemos considerar as mesmas observações para a escolha de C2 e PT4. em t=0s. Novamente. vale a seguinte equação: Assim como nos circuitos dos controladores P e I. como você pôde observar. o ganho obtido é negativo e terá um tratamento posterior. e caso o potenciômetro esteja ajustado para 0Ω. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Figura 19 Circuito – Controle derivativo. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 107 .

• A atuação fina e precisa do controle integrativo que vir- tualmente irá zerar o erro. obser- ve.. reduzindo seu poder de per- turbar o sistema.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Controle PID As três ações de controle proporcionam um ótimo sistema de controle. o circuito PID completo ilustrado na Figura 20. Pertence (2003. em pouco tempo. 89) conclui que “[. Para compreender me- lhor essa afirmativa e tudo o foi estudado até o momento. pois combinam: • A ação rápida e imediata do controle proporcional que. p. a seguir.] essas três ações podem ser combinadas de tal forma que se tenham ações de controle mais efetivas sobre o processo”. 108 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .. • A ação preditiva do controle derivativo que se adapta ao comportamento do erro. traz o erro a patamares bem pequenos.

que per- mitem o ajuste dos ganhos adequados para os controladores P. I e D. I e D. na saída do circuito. Por isso. O ajuste de temperatura é obtido por intermédio do po- tenciômetro PT1 e os potenciômetros PT2. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Figura 20 Circuito – Controlador PID completo. Finalmente. corrigimos o ganho negativo aplicado parcialmente pelos controles P. PT3 e PT4. além de somar as três ações de controle. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 109 . temos um somador inversor de 3 entradas e o ganho para cada uma delas é -1. Note que. a saída do PID pode comandar uma etapa de potência que fará o controle gradual do banco de resistores que aquece nosso forno. a fim de obter uma resposta do controlador para o sistema.

Confira: 110 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . clique no botão “Vídeos” e selecione: Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II – Vídeos Complementares – Com- plementar 2. encerramos os estudos desta unidade. clique no ícone Videoaula. é importante. é fundamental que você assista ao vídeo complementar. a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). é im- prescindível que você faça as leituras indicadas no Conteúdo Di- gital Integrador. Por fim. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. • Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual. A par- tir da página 27. Em seguida.1. o autor apresenta os comparadores com histe- rese.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) Assim. os conceitos de realimentação positiva e os osciladores de relaxação. 3. Agora. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição necessária e indispensável para você compreender integralmen- te os conteúdos apresentados nesta unidade. localizado na barra superior. selecione o nível de seu curso (Graduação). da Universidade Federal de Lavras. Bons estudos! Além disso. Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento. clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. você assistir ao ví- deo complementar indicado a seguir para aprofundar seus conhecimentos. também. • Para assistir ao vídeo pelo seu CD. AMPLIFICADORES OPERACIONAIS – UFLA O material disposto neste link é de autoria do professor João Carlos Giacomin.

br/marlio/te051/parte4.pdf>. acesse: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 111 . M. Eduard.2.eletr. dcc. Dr. Márlio José da Universidade Federal do Paraná. Acesso em: 23 ago. Também são feitas simulações que mostram o comportamento dos controla- dores às perturbações sofridas pelo sistema. Amplificadores Operacionais.3. Montgomery. Veja: • BONFIN. 3. 3. ESTUDO DE CONTROLADORES ELETRÔNICOS BÁSICOS VIA AMPLIFICADORES OPERACIONAIS Indicamos o material elaborado pelos discentes da Uni- versidade Federal do Vale do São Francisco com a supervisão do Prof.br/~giacomin/Com145/Amp_Op.ufla. C.pdf>. que apresenta os controladores construídos com OPAMP e com o uso do MATLAB. Circuitos retificadores e grampeadores. Universidade Federal de Lavras. Acessado em 23 ago. 2017. incluindo a análise de resposta em frequência. 2017. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) • GIACOMIN. ufpr. Departamento de Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná. que aborda os circui- tos retificadores de precisão meia onda e onda completa com OPAMP. Para compreende- -los melhor. C. que leva em conta as características do OPAMP que é usado no retifica- dor. Disponível em: <http://algol. Disponível em: <http://www. Departamento de Ciência da Computação. Lavras. CIRCUITOS RETIFICADORES E GRAMPEADORES Indicamos o material desenvolvido pelo Prof. J. J.

 QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. 2017. Universidade Federal do Vale do São Francisco – Colegiado de Engenharia Elétrica. 4. o que pode ser feito? 3) Descreva como funcionam os retificadores de precisão e onde eles podem ser utilizados.pdf>. 1) Explique o que é um comparador com histerese. 2) Se desejarmos utilizar um comparador com histerese com uma referência diferente de 0V. I e D. como ele funciona e qual é a sua importância. Se encontrar dificuldades em responder às questões a seguir. você deverá revisar os conteú- dos estudados para sanar as suas dúvidas. 6) Comente a importância dos OPAMPs no controle dos processos industriais.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) • MONTGOMERY. E. univasf. 4) O que é um transistor de unijunção e como ele funciona? 5) Explique como funciona um oscilador de relaxação do tipo onda dente de serra. Acesso em: 23 ago. 112 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Estudo de controladores eletrônicos via amplificadores operacionais. I e D com OPAMP. 2010. 8) Descreva os benefícios das ações conjuntas dos controladores P.edu.montgomery/relatorio2. Disponível em: <http://www. 7) Explique como funcionam os controladores P.br/~eduard. Juazeiro.

aprendemos como construir controladores PID básicos e como eles interagem com o processo. Na automação. Disponível em: <http://pdf1. Ademais. a instrumentação. além dos de relaxação que conhecemos nesta unidade. 2N6027 Datasheet (PDF) – ON Semiconductor. como os osciladores harmônicos de frequência variável ou de frequên- cia fixa cristalizados. E-REFERÊNCIAS ALLDATASHEET. Na Unidade 3. Todos os temas que abordamos estão muito longe de ter- minar. a partir dos CIs. UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) 5. Até lá! 6.alldatasheet.COM. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 113 . Também podem ser construídos outros tipos de oscilado- res. por exemplo. estudaremos circuitos de potência e está- gios de saída.html>. Existem diversas aplicações envolvendo circui- tos não lineares que poderíamos listar. desenvolver aplicações. você pôde ter uma visão de quão vastas são as possibilidades que os OPAMPs podem trazer para a eletrônica.com/datasheet-pdf/view/11491/ONSEMI/2N6027. que são temas tão importantes e interessantes para sua formação quanto os vistos nesta unidade. 2017. a possibili- dade da construção de filtros ativos com esses CIs é um estudo amplo e interessante ao qual você pode se dedicar. por exemplo. no entanto. CONSIDERAÇÕES Após o estudo desta unidade. no entanto. como. circuitos e equipamentos que estão em todos os outros campos da ele- trônica. a automação e a eletrônica de potência. esperamos que com os estudos desta unidade você consiga. podemos obter também conversores de tensão-corrente e corrente-tensão. Acesso em: 23 ago.

6. 2004. A.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOYLESTAD. L. PERTENCE JR.UNIDADE 2 – AMPLIFICADORES OPERACIONAIS (AOPS OU OPAMPS) 7.. ed. NASHELSKI. 2003. projetos. 8. 114 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Porto Alegre: Bookman. aplicações e laboratório. Eletrônica Analógica – amplificadores operacionais e filtros ativos: teoria. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. R. L. ed.

• Retificadores monofásicos de meia onda e onda completa controlados. DIAC e SCR. • Entender o funcionamento de circuitos amplificadores. leia as orientações a seguir: 1) Para o estudo desta unidade. • Filtragem em circuitos retificadores. • Reconhecer circuitos de chaveamento. sugere-se que você revise as Unidades 1 a 3 da obra Eletrônica e Laboratório de Eletrônica 1. • Compreender os circuitos retificadores controlados com SCRs. Conteúdos • Retificadores monofásicos de meia onda e onda completa não controlados. • Controle de potência com TRIACs. • Conhecer circuitos de dosagem de potência.UNIDADE 3 CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Objetivos • Conhecer circuitos retificadores não controlados e fazer distinção entre os modelos. os transistores bipolares de junção 115 . • Tiristores TRIAC. • Amplificadores Classe D. os diodos zeners. • Circuitos de Chaveamento PWM. Orientações para estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade. pois elas abordam os diodos retificadores.

Fontes CC.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA e os MOSFETs. 1ª Lei de Kirchhoff e 2ª Lei de Kirchhoff. 2) Sugere-se. 3) Outros importantes conceitos que darão sustentação para o presente es- tudo são os de Formas de Onda e Frequência. Corrente e Potência. 1ª Lei de Ohm e 2ª Lei de Ohm. como: DDP. 116 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . ainda. a compreensão de alguns conceitos básicos de eletrici- dade. Fontes e Sinais AC. Todos esses conceitos serão necessários para a compreen- são deste estudo.

circuitos retificadores não controlados e controlados. Mesmo um pequeno celular possui sua etapa de potência. um amplifi- cador de áudio Classe D e a etapa de transmissão de sinal de RF. INTRODUÇÃO Os circuitos de potência estão presentes em praticamente qualquer equipamento eletrônico. os temas abordados nesta unidade. O conceito de eletrônica de potência vai muito além do tamanho dos componentes e do fluxo de energia presente. tanto que. A maneira mais convencional de caracterizarmos um circui- to de potência é pela presença de grandes transistores. por exemplo. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta. dispõe de disciplina própria normalmente co- nhecida como Eletrônica de Potência. isso significa que um pequeno equipamento. possui seu circuito de potência. de forma su- cinta. na maioria dos casos. conversão e grande fluxo de energia. grandes dissipadores de calor. por exemplo. circuitos de dosagem de potên- cia por chaveamento e circuitos amplificadores. diodos ou tiristores. como. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 1. que normalmente é um amplificador Classe C. por exemplo. esse material tem por objetivo levar ao seu conhecimento os circuitos de potência mais clássi- cos e convencionais. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 117 . é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. como. Feitas essas observações. Para sua compreensão integral. como um carregador de baterias AAA. Vale lembrar que esse tema é muito amplo. 2.

No entanto. Veja: 118 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . consideraremos cargas puramente resistivas. ela tem o objetivo de fornecer tensão na forma contínua para a alimentação de cargas e equipamentos. aparentemente simples. A Figura 1 mostra o diagrama desse retificador. 149). p. CIRCUITOS RETIFICADORES NÃO CONTROLADOS Existem vários modelos de circuitos retificadores. é bastante amplo..] a retificação é o processo de converter ten- são e corrente alternadas em tensão e corrente contínuas”. Retificador monofásico de meia onda Esse retificador certamente é o modelo mais simples. “[. Este tema. uma visão geral sobre os principais circuitos que realizam a função de retificação de sinais AC para DC. mas. no contexto da eletrônica de po- tência. pois o comportamento das tensões e correntes presentes na saída dos retificadores está ligado não só aos circuitos retificadores em si. e para efeitos didáticos. Essa conversão pode ter várias finalidades. Segundo Ashfaq (2000.1. aluno. Os circuitos retificadores podem ser constituídos de um ou mais diodos retificadores. mas. Contu- do. ou diodos controlados de silício (SCRs). também. ao tipo de carga alimentada.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 2. o objetivo desta unidade é fornecer a você.. pois no processo de retificação empregará apenas um diodo. Ele per- mitirá retificar um dos dois semiciclos provenientes de uma fon- te de alimentação AC de uma única fase. esses modelos possuem uma função em comum que é a con- versão de energia elétrica na forma AC para DC.

Confira: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 119 . no qual teremos tensão de saída positiva. no semiciclo negativo. A figura a seguir mostra como ficarão as formas de onda nesse circuito. o diodo está polarizado diretamente. permitindo a passagem da corrente para a carga e. A saída do circuito retificador é o catodo do diodo. o en- rolamento secundário de um transformador de força monofási- co. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 1 Retificador monofásico de meia onda com carga resistiva. O processo de retificação é simples: no semiciclo positivo. A fonte de alimentação AC pode ser. o diodo entra em corte e nenhuma corrente fluirá por ela. por exemplo.

na realidade: 120 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . No semiciclo positivo. • -Vm: tensão de pico negativa. No exemplo da Figura 2.7V. p. é importante fazermos algumas observações. • VD: tensão sobre o diodo. • VoAVG: tensão média sobre a carga. • iO: corrente no circuito. Figura 2 Formas de onda – Tensões e correntes do circuito retificador de meia onda. Neste momento. sobre a carga resistiva teríamos.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Ashfaq (2000. 150). assim. estamos utilizando uma fonte de alimentação senoidal. A primeira refere-se à tensão presente entre os terminais do diodo. As siglas das figuras representam: • +Vm: tensão de pico positiva. um diodo de silício ofereceria uma queda de tensão de aproximadamente 0.

como. Isso sig- nifica que o diodo escolhido para esse circuito tem de ser capaz de suportar a tensão reversa de pico fornecida pela fonte. toda a tensão da fonte AC estará presente sobre ele. caso em que estaríamos adotando para esse compo- nente uma análise de primeira aproximação linear. a forma de onda da corrente é a mesma e está em fase com a tensão aplicada sobre ela. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 121 . Agora. • VinRMS: tensão RMS de entrada do retificador. 1000V. A segunda observação refere-se à corrente. No semiciclo negativo. Tensão média de saída • VoAVG: tensão média de saída. Para esse nível de tensão uma queda de tensão de 0. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Muitas vezes essa queda de tensão no diodo pode ser des- prezada. é importante que você conheça as relações de ten- são média e RMS entre a entrada e a saída do retificador mono- fásico de meia onda. Um exemplo disso são os circuitos retificadores para tensões elevadas. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. como o diodo encontra-se em cor- te.7V seria desprezível. Como nossa carga é puramente resistiva. por exemplo.

Para Ashfaq (2000. Por isso. 2000. 152).] a eficiência do retificador é definida como a relação de potência de saída DC com a potência de entra- da AC” (ASHFAQ. p. • VinRMS: tensão RMS de entrada do retificador..UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Tensão RMS de saída • VoRMS: tensão RMS de saída. “[. Importante!––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Nas duas equações desprezamos a queda de tensão no diodo. Portanto. esse circuito é carac- terizado por um baixo rendimento. Contudo. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. fato esse que pode ser com- provado pelas equações de tensão média e tensão RMS de saída mostradas. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Utilizamos somente um dos dois semiciclos provenientes da fonte AC para alimentar a carga. para uma carga puramente resistiva. 152). p. esse rendi- mento é: 122 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . o rendimento é exprimido pela relação entre potência de saída e a potência de entrada do retificador..

temos uma grande lacuna entre dois semiciclos que são transferidos da fon- te AC para a saída do retificador. • PoAVG: potência média de saída. como percebemos. é necessária a filtragem dessas ondulações e. esse efeito pode ser amenizado por meio dos processos de filtragem. e sim tensão DC pulsante. o meio mais utilizado é a colocação de capacitores eletro- líticos de valor apropriado em paralelo com a saída do circuito retificador. para isso. Processo de Filtragem Os circuitos eletrônicos necessitam de um valor de ten- são DC constante e sem oscilações para operar corretamente e. • R: carga puramente resistiva. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 123 . Contudo. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. Dessa forma. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA • η: rendimento do retificador. como mostra a Figura 3: Figura 3 Circuito retificador meia onda com capacitor de filtro na saída. a forma de onda de saída do circuito da Figu- ra 1 não é o de uma tensão constante. • PaRMS: potência RMS de entrada. Como observamos nos gráficos da Figura 2.

No semiciclo negativo. o capacitor se carrega com o valor da tensão de pico (Vm).UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA No semiciclo positivo. isso ocorre devido à eficiência muito baixa desse retificador. fornecendo a tensão para a carga. devido a isso. e a tensão de ripple para um retificador de meia onda com filtro capacitivo e carga puramente resistiva pode ser calculada de forma aproxi- mada pela equação: 124 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . na fonte de equipamentos eletrônicos utilizamos retificadores de onda completa. o capacitor se descarrega. O fator de ondulação é chamado de ripple. enquanto o diodo está em corte. Com esse modelo seria necessária a utilização de um capacitor de va- lor muito elevado e. Observe que ainda há um grande fator de ondulação. A forma de onda de saída passará a ter um aspecto seme- lhante ao da figura a seguir: Figura 4 Forma de onda – retificador meia onda com filtro capacitivo. enquanto o diodo está conduzindo.

Os modelos que veremos a seguir serão muito mais eficientes. o fator de ripple é bastante elevado (121%). • VP: é o valor de pico da tensão de alimentação. é obtido pela equação: • RF: fator de ripple. • R: é a resistência da carga em ohms. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA • VRipple: tensão de ripple. • IRMS: corrente RMS da carga. • F: é a frequência do ripple (60Hz para retificadores de meia onda). sem o capacitor de filtro com carga puramente resistiva. Observe que. O fator de ripple para o retificador de meia onda. • IAVG: corrente média da carga. Obviamente isso se deve ao baixo rendimento desse modelo de retificador. conforme demonstrado pela equação. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 125 . • Im: corrente máxima da carga. • C: valor do capacitor em farads.

2000. Para as fontes de alimentação de equipamentos domésticos. Retificador monofásico de onda completa com center tap Esse retificador é bastante utilizado e seu circuito é repre- sentado na figura a seguir: Figura 5 Retificador de onda completa com center tap. para alimentar equipamentos eletrônicos que necessitem de tensão estável. empregam-se dois diodos retifica- dores e um transformador com tap central. p. No entanto. o modelo que realmente é empregado é o retificador de onda completa. possui suas aplicações. 159).UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Retificador monofásico de onda completa Um retificador de meia onda. A seguir..] os retificadores de onda completa são mais utilizados do que os de meia onda por causa das tensões e correntes médias mais altas. vamos conhecer nosso primeiro modelo de retifi- cador monofásico de onda completa. apesar das limitações apre- sentadas. Nesse tipo de circuito. Isso é explicado da seguinte forma: [. da eficiência maior e do fator de ondulação reduzido (ASHFAQ.. normalmente pos- 126 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .

contudo. Se em um determinado instante medíssemos a tensão do tap central ao anodo de D1 e encontrássemos um valor positi- vo. um transformador com primário 127Vca e secundário 12Vca + 12 Vca. teríamos um valor negativo. Do tap central a qualquer uma das extremidades do se- cundário temos a mesma tensão. no anodo de D2. por exemplo. elas estão defasadas entre si de 180°. Des- sa forma. nesse mesmo instante. teríamos ora D1 polarizado diretamente e D2 em corte e ora D1 em corte e D2 polarizado diretamente. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 127 . Quando o semiciclo da alimentação AC mudasse. como. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA suímos um transformador rebaixador. teríamos tensão negativa no anodo de D1 e positiva no anodo de D2.

com isso. onde teremos tensão de saída positiva. Figura 6 Formas de onda – tensões e correntes do circuito retificador de onda completa com center tap. 161).UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Ashfaq (2000. os diodos D1 e D2 traba- lharão de forma intercalada. teremos uma retificação de onda completa. p. A saída desse retificador é obtida no nó que liga os catodos de D1 e D2. Então. as relações entre tensão de saída média e RMS e tensão de entrada serão: 128 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . de modo que cada um aproveitará um dos dois semiciclos da tensão fornecida pela fonte AC e. Conforme você viu na Figura 6.

razão pela qual em uma carga puramente resistiva a corrente média também seria o dobro. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. agora. • VinRMS: tensão RMS de entrada do retificador. • VinRMS: tensão RMS de entrada do retificador. o dobro do circuito anterior. ou seja. E. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Tensão média de saída • VoAVG: tensão média de saída. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Podemos observar que. 2Vm. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. agora. Tensão RMS de saída • VoRMS: tensão RMS de saída. a tensão média obtida é o dobro do circuito retificador de meia onda. como você pôde observar na Figura 6. a tensão presen- te em qualquer um dos diodos quando ele encontra-se em corte é. novamente desprezamos as quedas de tensão nos diodos. Importante!––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– No caso do exemplo. então: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 129 . A corrente RMS de cada diodo será.

obter o rendimento para o retificador onda completa com carga puramente resistiva. também. • PoAVG: potência média de saída. Processo de filtragem para onda completa O retificador de onda completa ainda possui um fator de ondulação indesejável aos equipamentos eletrônicos por ele ali- mentados. Observe que o rendimento que obtivemos agora é o dobro do que conseguimos com o retificador de meia onda. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. também podem ser empregados alguns dos processos de filtragem de ondulações. precisamos também realizar uma filtragem e. novamente empregamos o filtro capacitivo conforme mostra o circuito da Figura 7: 130 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . com isso. Veja: • η: rendimento do retificador.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Podemos. Nesse retificador. • PaRMS: Potência RMS de entrada. Mesmo esse fator sendo muito menor do que o de um retificador de meia onda. • R: carga puramente resistiva.

temos apenas meta- de do tempo do circuito anterior. pois. Figura 8 Forma de onda retificador onda completa com filtro capacitivo. A filtragem se torna. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 131 . UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 7 Circuito retificador onda completa com capacitor de filtro na saída. A tensão de ripple pode ser calculada de maneira aproxi- mada da mesma forma que fizemos para meia onda: • VRipple: tensão de ripple. • F: é a frequência do ripple (120Hz para retificadores de onda completa). então. en- tre uma carga e outra do capacitor de filtro. muito mais eficiente.

A seguir.4% contra 121%).UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA • C: valor do capacitor em farads. • VP: é o valor de pico da tensão de alimentação. Além disso. é obtido pela equação: • RF: fator de ripple. sem a necessidade de um transformador com tap central. sem o capacitor de filtro. • Im: corrente máxima da carga. • IAVG: corrente média da carga. com carga puramente resistiva. vamos conhecer mais um modelo de retificador monofásico de onda completa. • IRMS: corrente RMS da carga. Esse novo modelo nos permitirá realizar a retificação em onda completa. • R: é a resistência da carga em ohms. A existência do tap central im- plica em mais um item no processo de fabricação do transforma- dor. Retificador monofásico de onda completa em ponte O modelo visto anteriormente necessita de um transfor- mador de força com tap central. o tornará mais caro. O fator de ripple para o retificador de onda completa. ele possui praticamente as mesmas ca- 132 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Observe que o fator de ripple nesse modelo é menor do que a metade que encontramos anteriormente para o retificador de meia onda (48. o que. pelo menos um pouco.

© ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 133 . e D1 e D4 em corte. ocorrendo o mesmo com o semiciclo negativo. Os diodos sempre trabalharão aos pares. o terminal inferior estará no semiciclo negativo. D2 e D3 estão em corte. teremos a tensão positiva no anodo de D1 e a negativa no catodo de D4. ora D1 e D4. o semiciclo positivo proveniente da fonte AC será levado ao mesmo ponto de saída. p. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA racterísticas de tensão corrente e rendimento do retificador com tap central. Quando o se- miciclo se inverte. que ocorre da seguinte maneira: no instante em que o terminal superior do transformador estiver no semiciclo positivo. Assim. temos D2 e D3 polarizados diretamente. 169). será necessária a utilização de quatro diodos para o processo de retificação em onda completa. O circuito do retificador em ponte é ilustrado pela figura a seguir: Figura 9 Retificador onda completa em ponte. Em contrapartida. a qualquer instante. conforme explica Ashfaq: "os valores médios e RMS da tensão e da corrente são similares ao do caso da onda com- pleta com terminal central” (2000. Com isso. ficando esses dois diodos polarizados diretamente. ora D2 e D3 e.

ou seja. a segunda observação é a de que. mas são válidas duas obser- vações importantes: a primeira é que. a tensão reversa que o diodo deve suportar é a tensão de pico da fonte AC.7V. se fôssemos consi- derar as quedas de tensões nos diodos do circuito. As equações que estudamos no retificador com center tap aplicam-se também a esse modelo. Isso se deve ao fato de que sempre temos dois diodos em condução. Vm. cada um oferecendo queda de 0. As formas de onda nesse circuito são demonstradas a seguir: Fonte: Ashfaq (2000. o valor da tensão de pico na saída do retificador seria a tensão de pico de entrada menos 1.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Na Figura 9 temos uma indicação dos bornes de saída po- sitivo e negativo do retificador. 170). p. 134 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .4V. agora. Figura 10 Formas de onda – tensões e correntes do circuito retificador de onda completa em ponte.

CIRCUITOS RETIFICADORES CONTROLADOS Os modelos de circuitos retificadores que conhecemos até agora foram construídos com diodos semicondutores. é necessária a variação da tensão de saída DC. 1. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. cada diodo conduz durante todo um semiciclo proveniente da fonte AC. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Os retificadores monofásicos de onda completa destinam- -se na maioria das vezes a circuitos responsáveis pela alimenta- ção de equipamentos elétricos e eletrônicos. Uma das formas de realizarmos a variação da tensão de saída DC é pelo método de variação por fase. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 135 .2. 2. Em certas aplicações. média e RMS dos retificadores. Em todos eles. vamos conhecer os retificadores controlados que podem permitir esse tipo de controle. que se baseia no princípio de alimentar a carga por um determinado período do semiciclo que será retificado. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. As tensões de saída média e RMS são fixas e estão relacionadas à tensão de entrada e ao tipo de retificador (meia onda ou onda completa). Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. variaremos a ten- são DC fornecida à carga. Agora. controlando o período de alimentação. pois. onde a variação de potência não está a cargo do retificador.

sua es- trutura e simbologia são apresentadas na figura a seguir: Fonte: Ashfaq (2000. • K: Catodo. 96). p. podemos verificar que o SCR é um compo- nente de três terminais. sendo: • A: Anodo. Pela Figura 11. precisaremos substituir os diodos do circuito por SCRs (retificadores controlados de silício). Mas como funcionaria isso? SCR – Retificador controlado de silício Os SCRs são componentes da família dos tiristores.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Para que o controle do período de condução do elemento retificador possa ser efetuado. dizemos que o SCR está polarizado reversamente e nenhu- 136 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . • G: Gate ou porta. O princípio de funcionamento do SCR é o seguinte: quando o anodo do SCR está com potencial negativo em relação ao ca- todo. Figura 11 Estrutura e simbologia dos SCRs.

podemos concluir que o compo- nente estará polarizado no sentido direto. com uma corrente de gatilho de apenas 200uA. Confira: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 137 . p. Se o anodo estiver positivo em relação ao catodo. Como referência a um modelo de SCR. suportando tensões de pico no sentido direto (antes do gatilho) e reverso de até 200V. como bem explica Ashfaq: "[. Mesmo que a tensão positiva que ocasionou o disparo do SCR seja removida do gate. teremos uma corrente fluindo do gate ao catodo e essa corrente provo- cará o disparo do SCR. temos o T106B. 97). não é a porta que desliga a corrente do SCR. Uma vez que conhecemos o SCR e como ele opera. comanda até 4A RMS. mas ainda nenhuma corrente circulará. Ela é des- ligada quando se interrompe a corrente de ânodo" (2000. que. podemos partir para o estudo dos modelos de retificadores controlados.. Retificador monofásico de meia onda controlado A seguir. Ele foi construído apenas substituindo o diodo por um SCR. Já o SCR deixará de conduzir somente quando a corrente do anodo for interrompida. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA ma corrente pode circular pelo componente. devido ao efeito de realimentação positiva.] en- tretanto. se um pulso de tensão positiva for rea- lizado na porta (pulso positivo em relação ao catodo). você conhecerá o retificador monofásico de meia onda controlado. Nessas condições. a corrente de anodo para catodo continuará a fluir.. então teremos corrente de anodo para catodo.

Figura 13 Formas de onda – tensões e correntes do circuito retificador de meia onda controlado. A Figura 13. Fonte: Ashfaq (2000. também. ilustra claramente esse efeito e mostra. consequen- temente. a variação da tensão DC de saída. as formas de onda do circuito. Controlando convenientemente o ângulo de disparo do SCR a cada semiciclo positivo da fonte AC. 183). teremos uma variação do tempo de condução do SCR dentro do semiciclo e. considerando a carga puramente resistiva. a seguir.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 12 Retificador controlado de meia onda. 138 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . p.

Tensão média de saída • VoAVG: tensão média de saída. mas esse fato pode ser melhorado com os retificadores controlados de onda completa. • α: ângulo de disparo do SCR. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Os ângulos de disparo e condução do SCR são represen- tados pelas letras gregas α e θ respectivamente. • α: ângulo de disparo do SCR. É importante você saber que. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. Tensão RMS de saída • VoRMS: tensão RMS de saída. irá polarizar o SCR no sentido reverso. podemos passar às equa- ções que determinam a tensão média e RMS de saída. pois. maior será a tensão média e eficaz de saída. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 139 . quanto antes fizermos o dis- paro do SCR. A potência máxima que pode ser transferida para a carga é bem limitada nesse modelo. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. Já o corte do SCR ocorrerá quando houver a inversão do semiciclo da fonte AC. Conhecendo o princípio funcional desse retificador.

considerando car- ga puramente resistiva: 140 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . seja ele com tap central seja em ponte.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Retificador monofásico de onda completa controlado O modelo que acabamos de conhecer. Se rea- lizarmos o disparo do SCR em 0°. Podemos então obter um melhor resultado se construir- mos um retificador controlado de onda completa. bem como o retifi- cador de meia onda não controlado. Na Figura 14 você viu que novamente substituímos os dio- dos comuns por SCRs em um retificador com tap central. pois aproveita somente um dos semiciclos da fonte AC. teremos o equivalente a um retificador de meia onda construído com diodo. tem um baixo rendimento. Já a Figura 15 ilustra as formas de onda. Retificador controlado com center tap Figura 14 Retificador controlado de onda completa com center tap. Cada SCR deverá ser disparado dentro do seu semiciclo positivo.

UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Ashfaq (2000. p. agora é possível. o que aumenta a tensão DC e reduz a ondulação quando comparado aos retificadores de meia onda (2000. Figura 15 Formas de onda – tensões e correntes do circuito retificador de onda completa com center tap – controlado. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. • α: ângulo de disparo do SCR. Sobre isso. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 141 . p. A seguir. 190). Veja: Tensão média de saída • VoAVG: tensão média de saída. temos as equações que relacionam as tensões de saída média e RMS com o ângulo de disparo (α) e o período de condução (θ). Ashfaq conclui que: O controle de fase. 191). tanto da parte positiva como negativa da alimentação AC.

Como demonstram as equações. teremos o resultado equivalente ao de um retificador não controlado construído com diodos. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. se realizarmos os dispa- ros de ambos os SCRs em 0°. Va- mos conhecer agora os retificadores monofásicos controlados de onda completa em ponte.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Tensão RMS de saída: • VoRMS: tensão RMS de saída. • α: ângulo de disparo do SCR. o retificador controlado em ponte traz os mesmos benefícios. SCR2 e SCR3) deverão ser disparados no mesmo instante. teremos dois pares de SCRs que trabalharão alternadamente. Conforme mostra a figura 16. Retificador controlado em ponte Com a facilidade de não necessitarmos de um transforma- dor com tap central. Dois SCRs do mesmo par (SCR1 e SCR4. 142 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .

As formas de onda nos elementos desse circuito com carga puramente resistiva serão: Fonte: Ashfaq (2000. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 16 Retificador controlado de onda completa em ponte. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 143 . Figura 17 Formas de onda – tensões e correntes do circuito retificador de onda completa em ponte – controlado. p. 202).

existem basicamente duas formas. podemos efetuar o disparo em dife- rentes ângulos. no qual a tensão de disparo provém do próprio semiciclo positivo da fonte AC. podemos realizar o controle de potência das cargas. são osciladores de relaxação. alterando a constante RC e.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Como você pôde notar. No tocante à forma de disparo do SCR em circuitos retifica- dores. as equações que determinam as tensões média e RMS de saída são as mesmas do circuito anterior. com isso. A primeira é conhecida como disparo vertical. A segunda forma é conhecida como disparo horizontal. com isso. no qual a tensão positiva enviada ao gate do SCR provém de circui- tos externos que. Neste momento. Neste tópico. você deve estar se perguntando como podemos controlar os disparos dos SCRs para que os retificado- res controlados que vimos operem corretamente. 144 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Nesse quesito. É interessante saber que esse conceito de controle de potência também pode ser aplicado em corrente alternada. é essencial o disparo no momento certo e com as correntes adequadas. O disparo dos SCRs Para que os circuitos dos retificadores controlados que vi- mos operem corretamente. entendemos que um retificador controlado. além do processo de conversão de tensão AC para DC. normalmente. onde o retardo é efetuado por um circuito RC. controla a tensão média e RMS que estará presente na saída do circuito e. dois dos pontos a observar são a corrente mínima necessária no gate (IGT) e a tensão mínima entre gate e catodo (VGT) do SCR. Esses dados podem ser obtidos pelo datasheet do componente.

404). converte uma fonte de tensão AC fixa em uma fonte de tensão AC variável” (ASHFAQ. com a variação da tensão sobre a car- ga. É o caso. A seguir.3. a chave seletora não mais nos atenderá e precisaremos de ou- tros meios para variar a potência da carga. p. Caso um ajuste de potência mais fino seja necessário. Entre as formas de variar a tensão de saída AC. ou regulador. variando-se a resistência. pois. Veja: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 145 . Em situações como essa podemos utilizar um controlador de tensão alternada. de chuveiros. podemos empregar o método de variação por fase. o mesmo que usamos nos circuitos retificadores controlados.] o controlador de tensão de corrente alternada. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 2. lâmpadas incandescentes e tantos outros. 2000. CONTROLE DE POTÊNCIA PARA CARGAS AC Existem situações nas quais precisamos efetuar o controle de equipamentos de potência que operam em corrente alterna- da.. ajustemos a potência de aquecimento desejada. por exemplo. Em um chuveiro. teremos a variação de potência desejada: “[. aquecedores elétricos. temos um circuito conceitual para variação da tensão AC sobre uma carga resistiva.. por exemplo. é comum encontrarmos uma chave seletora que seleciona taps de um resistor para que.

os quais você verá a seguir. Contudo.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 18 Controlador CA com SCR. TRIAC – Triode for Alternating Current Da família dos tiristores. No caso. preci- saríamos construir dois circuitos de disparo (um para cada SCR). Sua simbologia e estrutura estão ilustra- das na figura a seguir: 146 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . existem outros componentes da família dos tiristores que deixam a tarefa de controle de tensão AC mais simples ain- da. um será responsável pela condução no semiciclo positivo (SCR1) e o outro (SCR2) conduzirá durante o semiciclo negativo da fonte AC. o TRIAC é o componente utilizado na prática para controle ou chaveamento em corrente alternada e podemos considerá-lo como o equivalente a dois SCRs interli- gados em antiparalelo. Para que esse controlador CA opere corretamente. Podemos observar que há dois SCRs ligados em antipara- lelo.

p. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 147 . Existe mais um componente da família dos tiristores que devemos conhecer para compreender o funcionamento dos controladores de tensão AC que operam pelo método de variação por fase. O funcionamento desse componente é idêntico ao SCR. Figura 19 Simbologia e estrutura do TRIAC. 142). Como referência a um modelo de TRIAC. Isso ocorrerá quando o sinal pro- veniente da fonte AC tiver amplitude próxima a 0V. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Ashfaq (2000. ele é um componente bidirecional. Ele entrará em corte somente quan- do a corrente no terminal MT1 cair abaixo da corrente de manu- tenção (IH – Holding Current). a tensão de gatilho pode ser removida e o TRIAC continuará a conduzir. será necessário um novo gatilho para que o TRIAC volte a conduzir. que é o DIAC. 400V (quando em corte) e cor- rente de disparo máxima de 50mA. é necessário que o gatilho do TRIAC seja efetuado a cada inversão de semiciclo da fonte AC. Então. podemos citar o TIC 226D. aplicamos um valor de tensão no gate (VGTM – Peak Gate Trigger Voltage). Assim. que suporta 8A RMS. contudo. Para realizar o disparo do TRIAC. Após o disparo.

possibilitando um melhor controle sobre o dis- paro deles. 141). Contudo. Quando uma tensão baixa é aplicada entre os terminais do DIAC. 148 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Sua simbologia e estrutura são ilustra- das da seguinte forma: Fonte: Ashfaq (2000. nenhuma corrente circulará por ele. Então.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA DIAC – Diode for Alternating Current O DIAC é um componente desenvolvido para operar em conjunto com os TRIACs. é correto concluir que não cabe ao DIAC a co- mutação das correntes que circulam pela carga. Figura 20 Simbologia e estrutura do DIAC. mais especificamente. na linha de dis- paro dos TRIACs. com exceção de uma pequena corrente de fuga. quando a tensão ultra- passa um determinado valor (VBO – Breakover Voltage). O DIAC entrará em corte quando a tensão cair abaixo da tensão de manutenção (UH – Holding Voltage) ou a corrente cair abaixo da corrente de manutenção (IH – Holding Current). p. o DIAC começa a conduzir repentinamente. Esse componente se assemelha a dois diodos ligados em série e em contraposição.

UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Como referência a um modelo de DIAC. Somente devem ser tomados alguns cuida- © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 149 . Neste momento já conhecemos todos os componentes que são empregados na maioria dos controladores AC que ope- ram pelo método de variação por fase e podemos passar ao es- tudo de um circuito prático. utilizando tiristores: Figura 21 Variador de tensão AC com tiristores. veja um circuito de variação de tensão AC por fase. assunto que será estudado no pró- ximo tópico. Controlador de tensão AC com TRIAC e DIAC A seguir. que possui tensão de disparo (VBO) típica de 32V. podemos citar o DB3. Esse circuito é totalmente funcional e você pode montá-lo experimentalmente.

a tensão RMS que é enviada à carga. o TRIAC está em série com a carga RL. é possível ver como ficam as formas de onda do circuito para uma carga puramente resistiva. Os disparos são sequenciais. e o nível de tensão que será enviada a ela depen- de do ângulo de disparo do TRIAC. E. Ajustando POT1. O princípio funcional é bem simples. é ideal colocar também um filtro RC série entre os terminais MT1 e MT2 do TRIAC para evitar falsos disparos. quanto menor for o ajuste de POT1. Evidentemente que os tempos de car- ga dos dois capacitores estão diretamente ligados ao ajuste feito no potenciômetro. Na figura a seguir. Enquanto C1 se carrega. primeiro o DIAC e depois o TRIAC. Quando a tensão presente em C2 atingir o valor de dispa- ro do DIAC (VBO). consequentemente. que irá disparar ali- mentando a carga. C2 também o faz por intermédio de R2. ele mudará para o estado fechado e enviará a tensão do capacitor C2 para o gate do TRIAC. Já o resistor R1 foi inserido como uma forma de limitação de carga do capacitor C1.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA dos adicionais como a colocação de um fusível de proteção em série com a carga. Analise: 150 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . caso a carga seja indutiva. o capacitor C1 se carregará através de POT1 e R1 e. controlamos o ângulo de disparo e de condução do TRIAC e. mais rápido será o carregamento.

• α: ângulo de disparo do TRIAC. A equação dada a seguir relaciona a tensão RMS de saída AC com a tensão de entrada e o ângulo de disparo do TRIAC. Confira: • VoRMS: tensão RMS de saída. p. em vez de dois SCRs. A única ressalva sobre a Figura 22 é que o nosso circuito está utilizando. • Vm: tensão de pico de entrada do retificador. um único TRIAC. Figura 22 Formas de onda controlador CA. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 151 . UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Ashfaq (2000. 406).

Ou seja. Em qualquer situação. dependendo do caso. as perdas no transistor são mínimas. a tensão de saída varia quando se atrasa a condução. por exemplo. o transistor vai operar como uma chave aber- ta ou fechada e. durante cada semiciclo. reproduzir um sinal AC com amplitude e/ou frequência variáveis. pois. 409). você vai conhecer mais um método de controle de tensão e potência. p. 2. Assim como no método de variação de tensão por fase feito com tiristores. No próximo tópico. e isso faz uma grande diferença para alguns equipamentos. o sinal de saída (após o fil- tro) pode ser uma senoide praticamente perfeita. é bastante eficiente. As etapas de potência de circuitos PWM podem ser cons- truídas com BJTs. por exemplo. 152 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . em um ângulo α ” (2000. Ashfaq conclui “[.. mas não é o único método possível. O método de variação de tensão por fase. MOSFETs ou IGBTs.. operando dessa maneira.4. como nos inversores de frequência. o controle PWM.] como se faz com um reti- ficador controlador. aliado a um filtro indutivo. CONTROLE PWM – PULSE WIDTH MODULATION O controle PWM (Controle por Largura de Pulso) está pre- sente nas etapas de saídas de diversos equipamentos eletrôni- cos.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Sobre isso. empregado para variação de tensões DC e AC. como sabemos. mas apresenta uma vantagem extraordinária em relação ao sistema anterior. podemos. o controle PWM possibilita a variação da tensão AC e DC.

ou seja. Veja: Figura 23 Conceito do chaveamento PWM. ainda. Na figura anterior. ao caso mais elementar possível para expli- car o controle PWM com o auxílio do circuito da Figura 23. pudemos observar que a saída do circui- to onde a carga está conectada tem somente tensões DC. uma vez que os transistores das etapas de saída vão operar como chaves? É exatamente isso o que veremos a seguir. Princípio do controle PWM Os circuitos PWM são alimentados por fontes de alimenta- ção DC e. a tensão RMS perce- bida pela carga será a própria tensão da fonte DC. então. mas é possível variarmos essa tensão. 100V. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 153 . qualquer sinal pode ser obtido. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Mas. Vamos. a partir delas e com circuitos de potência adequados. Sabemos que se mantivermos o transistor Q1 operando como chave fechada durante todo o tempo. a reprodução de sinais AC senoidais ou outras formas de onda. como será possível o controle das tensões de saída e.

1 segundo. mantivermos o transistor ligado somen- te metade desse tempo. ou seja. ou seja. de modo que TON de 50% e TOFF de 50%. Tensão RMS de saída 154 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Se. na saída teremos 0V. o TON (tempo de chave fecha- da) para obtermos a tensão média de saída desejada. As tensões. 75V. mudarmos TON para 75% (o que implicitamente significa TOFF de 25%). teremos na carga a tensão média de 75% da tensão da fonte DC. • TTotal: período do sinal PWM.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA De outra forma. então. mais especificamente. se Q1 operar todo o tempo como chave aberta. média e RMS resultantes do chaveamento PWM podem ser calculadas pelas equações indicadas a seguir. • Vin: tensão de entrada da fonte DC. por exemplo. Tensão média de saída • VoAVG: tensão média de saída. a tensão média aplicada à carga será de somente 50%. sobre uma base de tempo. 50V. O que estamos fazendo é justamente alterar a largura do pulso PWM. Mas se. • TON: tempo do sinal PWM em nível alto (chave fechada).

UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA • VoRMS: tensão RMS de saída. Veja na figura a seguir: Figura 24 Circuito PWM elementar para geração AC. O circuito ilustrado na Figura 24 nos ajudará a entender o conceito de geração de sinais AC a partir de uma fonte DC. Como entendemos o conceito de variação de tensão DC pelo processo PWM. • TON: tempo do sinal PWM em nível alto (chave fechada). podemos seguir ao próximo passo: a gera- ção de sinais AC. mas o conceito de variação de amplitude é o mesmo que acabamos de conhecer. Tensões alternadas por processo PWM As obtenções de tensões alternadas por processo PWM são obtidas com um circuito um pouco mais complexo. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 155 . • TTotal: período do sinal PWM. • Vin: tensão de entrada da fonte DC.

sendo o par um “Q1 e Q4”. por exemplo. possui quatro transistores de potência que trabalharão aos pares. Se Q1 e Q4 estiverem em condução. 156 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . no mínimo. justamente o oposto da situação anterior. agora. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Um cuidado importante que deve ser tomado nesse tipo de circuito é impedir que os transistores Q1 e Q2 ou Q3 e Q4 con- duzam ao mesmo tempo. Mas como podemos obter sinais de saída AC de formas de onda não quadradas e ainda com amplitudes e frequência variá- veis? O próximo tópico nos responderá como isso será feito. Importante!––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– É importante salientar que. porém esse tipo de saída é muito usual. o terminal A da saída estará positivo e o terminal B negativo. De outra ma- neira. e o par dois “Q2 e Q3”. para conversores de frequência. esse circuito é conceitual. o terminal A de saída passará a negativo e o terminal B positivo. queimaria um dos transistores. na saída de fontes chaveadas ou de conversores de frequência. Geração de sinais AC com formas de onda não quadradas Esse tipo de controle é tão versátil que. Aliando esse conceito ao princípio de controle PWM. além de possibilitar variar a tensão de saída DC e gerar sinais AC. se Q2 e Q3 estiverem conduzindo. Novamente.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Esse circuito. essa etapa de saída tem de ser trifásica. po- deremos obter uma fonte AC de onda quadrada na saída do cir- cuito. pois isso provocaria um curto circuito na fonte DC e. permite gerar sinais de outras formas de onda e na frequência que desejarmos. e ela pode ser encontrada.

devemos analisar graficamente a situação.5KHz. em conversores de frequência. 4KHz. quanto maior for a frequência base do sinal PWM. 8KHz para gerar sinais senoidais em torno de 180Hz. E quanto maior for o valor instantâneo do sinal AC. p. maior será o TON do sinal PWM. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 157 . Por isso. maior será a nossa resolução na geração das outras formas de onda. precisaremos variar constante- mente o TON de acordo com o valor instantâneo do sinal AC que estamos construindo. 370). Um requisito importante para gerar formas de onda a par- tir de um sinal PWM é que a frequência base do sinal PWM tem de ser maior que a frequência do sinal que queremos construir. por exemplo. Para entendermos de maneira simples a geração de um si- nal senoidal por processo PWM. para construir um sinal AC senoidal via processo PWM. então. conforme demonstra a Figura 25: Fonte: Ashfaq (2000. Na prática. Figura 25 Geração de senoide por processo PWM. encontramos sinais PWM da ordem de 2. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Um sinal AC senoidal possui um valor de amplitude dife- rente em cada instante de tempo.

UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA O sinal triangular é uma portadora e provém de um oscila- dor de relaxação que possui uma frequência muito mais elevada do que o sinal que desejamos reproduzir. amplitudes e frequências com os circuitos PWM. neste momento. p. teremos as larguras resultantes ou os tempos de TON para o sinal PWM em cada instante de tempo da senoide. na forma de onda senoidal desejada conforme mostra a Figura 26. Basta agora enviarmos esse sinal a uma etapa de potência corretamente projetada para fazer o chaveamento sobre a carga. é muito provável que você possa imaginar vá- rias outras aplicações para esse método de controle. 158 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . também. Uma vez que somos capazes de reproduzir diferentes for- mas de onda. “a variação da amplitude da onda senoidal de referência altera a largura do pulso e controla a mag- nitude eficaz da forma de onda de saída”. e a forma de onda se- noidal da figura representa o sinal que desejamos gerar. 370). a por- tadora triangular e o sinal senoidal nos pontos de intersecção entre as duas. O resultado matemático desse processo resultará. Figura 26 Chaveamento PWM e resultante senoidal. Sobrepondo graficamente as duas formas de onda. Se- gundo Ashfaq (2000. É por isso que os circuitos PWM estão presentes em tantos equipamentos eletrônicos utilizados na indústria e também em nossa casa.

processo esse que acabamos de co- nhecer com sinais senoidais. O amplificador Classe D. pos- sui um rendimento muito mais satisfatório. Nesse amplifi- cador. a Classe B e a AB. por exemplo. um sinal de áudio é amos- trado e convertido por processo PWM em um sinal digital de frequência base muito alta. também temos uma tensão considerável entre os terminais de saída. Essas classes possuem uma característica em comum que é a operação dos transistores na região ativa. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. A Figura 27 mostra o diagrama em blocos de um amplifica- dor classe D: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 159 .5. porque os transisto- res de saída desse amplificador operam como chave. Isso significa que. do ponto de vista energético. 2. Você deve se perguntar neste instante como isso pode ser possível. minimizan- do as perdas. 2. um sinal como. o que se traduz em perdas por aquecimento nesses componentes. quando temos corrente nos transistores. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. A resposta é simples: modulação PWM. AMPLIFICADORES CLASSE D Na Unidade 2 da obra Eletrônica e Laboratório de Eletrô- nica I. a Classe A. você conheceu algumas classes de amplificadores como. por exemplo.

Partindo de um gerador de onda triangular. por isso. em seguida. por um filtro passa-baixas. p. 2004. Esse sinal PWM passará por um amplificador de potência e. 160 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . tornando-o bastante interessante para aplicações de potência” (BOYLESTAD. então. que barrará as altas frequências provenientes do chaveamento PWM e permitirá somente a passagem do sinal de áudio cuja frequência é muito inferior ao da portadora. NASHELSKY. “uma eficiência além de 90% é obtida uti- lizando este tipo de circuito.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Fonte: Boylestad. a importância do filtro. Figura 27 Diagrama em blocos: amplificador Classe D. 518). p. temos a porta- dora que será levada juntamente com o sinal de áudio amostrado (Vi) a um comparador que gerará o sinal PWM. A seguir. ser finalmente levado a um alto-falante. confira o circuito conceitual de um amplificador de áudio Classe D. Assim. Nashelsky (2004. O sinal de áudio pode. 519).

temos representada de maneira resumida a etapa de geração do sinal PWM pelo OPAMP U1. R1 e C2. a etapa de chaveamento de potência com os MOSFETs Q2 e Q3 e a etapa de filtragem e recuperação do sinal original por L1. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Figura 28 Amplificador de áudio Classe D. Por isso. também. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 161 . 3. Aqui. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. que você assista ao vídeo comple- mentar para aprofundar seus conhecimentos. C1. leia aten- tamente os passos descritos a seguir. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. É importante.

UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento. aborda os circuitos retificadores monofá- sicos de meia onda e onda completa. a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar).dsce. trazendo as equações que regem seus com- portamentos. Eletrônica em potência. 2014. selecione o nível de seu curso (Graduação). Por fim.br/~antenor/pdffiles/ eltpot/cap3. Confira: • POMILIO. é fundamental que você assista ao vídeo complementar.unicamp. menciona os retificadores trifásicos. Além disso. 162 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Em seguida. de autoria do professor Dr.1.fee. clique no ícone Videoaula. DSE – FEEC – UNICAMP. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição necessária e indispensável para você compreender integralmen- te os conteúdos apresentados nesta unidade. CIRCUITOS RETIFICADORES CONTROLADOS E NÃO CON- TROLADOS O material indicado a seguir. In: ______. Capítulo 3: Conversores CA CC – retificadores. clique no botão “Vídeos” e selecione: Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II – Vídeos Complementares – Complementar 3. Disponível em: <http://www. 3. clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. Acesso em: 23 ago. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. • Para assistir ao vídeo pelo seu CD. A. 2017. localizado na barra superior. José Antenor Pomilio. Campinas. J.pdf>. • Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual. Ele faz análises dos retificadores operando com cargas re- sistivas e indutivas. controlados e não contro- lados.

AMPLIFICADORES CLASSE D A seguir.dsce. Capítulo 2: técnicas de Modulação de Potência. Além disso. In: ______. acesse uma defesa de Mestrado muito interessan- te de José A. 2017.fe. 2010. É um material muito abrangente. DSE – FEEC – UNICAMP.fee. também. Campinas. CONTROLE PWM – PULSE WIDTH MODULATION Também de autoria do professor Dr. Acesso em: 23 ago.unicamp. 3.2. F. Eletrônica em potência. de conceitos importantes como distorção harmônica e distorção por intermodulação. Porto. Amplificadores de Áudio Classe D. Disponível em: <http://www. A.pt/~ee99137/tese_ amplificador_de%20audio_classe_dprovisoria. 2010. J. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 163 .br/~antenor/pdffiles/ eltpot/cap2. José Antenor Pomi- lio.pdf>. a qual trata de um projeto para Amplificador de Áudio Classe D. ele nos traz uma visão geral das principais classes de amplificadores com exemplos de circuitos e. Pires. Dissertação (Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores) –Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto.up. trazendo equações com explicação bastante completa sobre os métodos de controle de potência. 2014. Acesso em: 23 ago. da Universidade do Porto. Acesse: • POMILIO. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 3. F. J.pdf>. A. Veja: • PIRES.3. 2017. Disponível em: <https://web. este material trata sobre as técnicas de controle de potên- cia como o controle por ciclos e o controle PWM.

é fácil de imaginar que 164 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 4. 5. CONSIDERAÇÕES Com o estudo desta unidade. 6) O que é um SCR e como funciona? 7) O que é um retificador controlado e quais são seus benefícios? 8) Explique como funciona o DIAC e o TRIAC. Se encontrar dificuldades em responder às questões a seguir. 4) O que é ripple? 5) Qual a importância do filtro capacitivo na saída dos retificadores. você deverá revisar os conteúdos estudados para sanar as suas dúvidas. então. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Os assuntos foram abordados de forma a introduzir você nesse interessante campo da eletrônica. 2) Explique como funciona o retificador monofásico de onda completa com center tap e compare suas características com o de meia onda. 9) O que é um controlador CA e onde pode ser usado? 10) O que significa PWM e qual a sua importância? 11) Como funciona um amplificador Classe D. 1) Descreva o funcionamento do retificador monofásico de meia onda. esperamos que você tenha adquirido uma visão geral sobre os circuitos de potência. 3) Como funciona o retificador monofásico de onda completa em ponte? Compare suas características com o retificador com center tap.

por exemplo. É o caso. os amplificadores classe D. equipamentos utilizados em uma grande quanti- dade de aplicações na indústria. Além disso. O mesmo pode ser dito dos controladores por princípio PWM. Por último. tema esse que pode ser bastante aprofundado nos seus estudos. dos circuitos retificadores. o CI555. No campo dos controladores CA – CA. Na próxima unidade. Com cargas indutivas teríamos diferentes formas de onda para as tensões e correntes do retificador. pois em uma fonte de alimentação bem elaborada. a interligação de resistores e indutores de modo a construir sofisticados circuitos de rejeição de ripple. Até lá! © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 165 . torna possí- vel a partida suave de motores trifásicos. falaremos de um circuito integrado muito versátil e que está presente em praticamente todos os ra- mos da eletrônica. com eles. algo muito importante que você já adquiriu e que tornará possível seu aprofundamento são os conceitos. podemos ter a associação de vários capacitores e. os quais tornam possível a construção dos inversores de frequência para um controle preciso e sofisticado de motores e servomotores em malha fechada. por sua vez. o que torna possível a construção de softstaters. Os filtros também foram conceitualmente abordados. também podemos ter circuitos bem elaborados. Estudamos seus comportamentos apenas com cargas resistivas. o que. UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA com pesquisas posteriores todos os temas abordados podem ser muito mais aprofundados.

A. L. TIC226 Datasheet (PDF) – Power Innovations Limited. Disponível em: <http:// pdf1. ______. L.html>.alldatasheet.com/datasheet-pdf/view/22195/STMICROELECTRONICS/ DB3. 2017. E-REFERÊNCIAS ALLDATASHEET.com/datasheet-pdf/view/122489/LITTELFUSE/T106B1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASHFAQ. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. Acesso em: 23 ago. 2017. 166 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . São Paulo: Bookman. Acesso em: 23 ago. Eletrônica de Potência.UNIDADE 3 – CIRCUITOS DE POTÊNCIA E ESTÁGIOS DE SAÍDA 6.html>. DB3 Datasheet (PDF) – SGS – THOMSON MICROELECTRONICS. 2004. T106B1 Datasheet (PDF) – Littelfuse.COM. ed. 8. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos.html>.. R. NASHELSKI. Acesso em: 23 ago. Disponível em: <http:// pdf1. ______.alldatasheet. BOYLESTAD. 2000. Disponível em: <http://pdf1.alldatasheet. 2017.com/datasheet-pdf/view/20138/POINN/TIC226. 7.

Conteúdos • Constituição interna do CI 555. é necessária a comple- ta compreensão do conceito de transistores operando como chave. leia as orientações a seguir: 1) Para o estudo desta unidade. que trata dos Amplificadores Operacionais. Fontes e Sinais AC. sugerimos que você revise a Unidade 2. • Operação biestável. Orientações para estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade. 2) Sugerimos. ainda. Além disso.UNIDADE 4 CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Objetivos • Conhecer o CI analógico-digital 555. • Relacionar o uso do 555 em aplicações da eletrônica de potência. • Compreender as possibilidades de utilização desse CI na geração de sinais. como DDP. • Operação monoestável. a revisão e compreensão dos conceitos básicos de ele- tricidade. • Cálculos envolvendo o CI 555. • Operação astável para geração de sinais simétricos. • Operação astável para geração de sinais não simétricos. • Entender o uso do 555 em circuitos temporizadores. Corrente e Potência. 167 . Fontes CC.

UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 3) Outros importantes conceitos que darão sustentação ao estudo desta uni- dade são as Formas de Onda e Frequência. 168 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . 1ª Lei de Kirchhoff e 2ª Lei de Kirchhoff. 1ª Lei de Ohm e 2ª Lei de Ohm.

Podemos. pois. de forma su- cinta. um novo cir- cuito integrado será apresentado e. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 169 . temos os OPAMPs. que es- tudaremos a seguir. Como você deve se lembrar. vários circuitos integrados são convenien- temente interligados. dentre os elementos que o constituem. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 1. Para sua compreensão integral. tratamos sobre os amplificadores diferen- ciais com carga ativa e passiva e. a partir disso. agora. apresentamos o que provavelmente é o primeiro circuito integrado que você já estudou ou ouviu falar: o Amplificador Operacional. ter uma ideia da magnitude de possibilidades que os CIs nos trazem. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta. criando novos CIs alojados em um invólu- cro único. a base para a construção dos OPAMPs são os amplificadores diferenciais. Não é para menos que a eletrônica tenha avançado tanto nas últimas décadas! Vamos lá? 2. INTRODUÇÃO Na Unidade 1. Quase sempre temos elementos com funcionalidades distintas nesse invólucro e um exemplo disso é o CI 555. Estamos relembrando esse fato. é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. os temas abordados nesta unidade. Isso é algo muito interessante e que frequentemente ocor- re no mundo dos CIs. na Unidade 2.

531). na década de 1970. formando. a Philips (NE555) a National Semiconduc- tor (LM555). Atualmente. a combi- nação de mais de um CI 555 aumenta bastante as possibilidades. astável e biestável. o que torna o CI 555 compatível com a família de circuitos integrados TTL (Transistor – Transistor Logic). O primeiro passo para compreendermos como funciona e como podemos usar o CI 555 é conhecer a sua constituição inter- na. a Motorola (MC1555). Basicamente. devido à sua versatilidade e facilidade de utilização. entre outras. basicamente.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 2. Logicamente. NASHELSKY. 2004. A tensão de alimentação pode se situar de 5V a 18V. esse circuito integrado pode ser utilizado nas configurações monoestável. 170 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . pois “o CI é o resul- tado de uma combinação de comparadores lineares e flip-flops digitais” (BOYLESTAD. existem também diodos e resistores de polarização. Internamente. várias empresas fabricam o 555. p. 2 OPAMPs e 1 flip-flop RS. CIRCUITO ANALÓGICO-DIGITAL (CI) 555 O circuito integrado analógico-digital 555 foi desenvolvido incialmente pela Signetics como NE-555. o 555 possui 27 transistores. para sabermos como estão interligados os elementos forma- dos pelos 27 transistores. e sua saída pode fornecer cor- rentes de até 200mA. por exemplo. que permitem construirmos diversos circuitos funcionais. e rapidamente se difundiu por quase todos os ramos da eletrônica. Além disso.1.

de maneira simplificada. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Constituição interna do 555 A figura a seguir ilustra um diagrama em blocos que representa. o 555. que quer dizer “flip-flop tipo RS”. Entre os elementos que constituem o 555. um deles é re- lacionado à eletrônica digital e está denotado como FF-RS. Vamos abordar esse elemento de maneira rápida. com o objetivo de que você tenha o suporte adequado para compreender o funcionamento do CI 555. Veja: Figura 1 Constituição básica do CI 555. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 171 .

mas definimos somente que uma entrada ou saída está em nível lógico 0 ou 1. D-A (Digital- -Analógico) etc. como. Vamos a cada um deles. pois possuem uma entrada de clock que controla as suas operações internas. onde “nível 0” compreende tensões da ordem de 0V. não nos preocupamos com os níveis das tensões do cir- cuito. com base nos níveis lógicos de en- trada. Nos circuitos assíncronos não dependemos de um pulso de clock para obter as transições de saída.4V a 5V. e “nível 1” compreende sinais da ordem de 5V (caso lógica TTL). conversores A-D (Analógico – Digital). interligadas e combinadas de maneira a fornecer determinados níveis de saída. na qual: • Nível lógico 0 compreende tensões de 0V a 0. a lógica TTL. • Nível lógico 1 compreende tensões de 2. um comparador inversor (Comp. osciladores. Por definição. por exemplo.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Os demais elementos são conhecidos: um comparador não inversor (Comp. 1). os flip-flops são elementos síncronos. É evidente que existem padrões de amplitude que devem ser obedecidos. Quando a entrada de clock não existe. Os flip-flops são dispositivos construídos com base em portas lógicas. 2) e um transistor (Qd). que é chamado de transistor de descarga e vai operar como chave no 555.8V. no tratamento e processamento de sinais. São os elementos básicos que compõem as memórias de computador e podem ser empregados em circuitos contadores. Já nos flip-flops. Multivibrador biestável ou flip-flop Em eletrônica digital. de- 172 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . trata-se de um circuito assíncrono conhecido como latch.

no nosso caso S (Set) e R (Reset). A saída /Q (lê-se Q barrado) sempre estará em nível lógico oposto à saída Q. Entendida essa diferença entre latches e flip-flops. a seguir. temos um latch (pois não há uma entrada de clock) do tipo RS. • Flip-flop JK (Jump – Kill). com isso. como flip-flops. mesmo os que não possuem entrada de clock. a partir de agora. torna-se muito maior que a dos latches. no caso dos flip-flops. o estado das saídas Q e /Q vai de- pender do que ocorre com as entradas. e é comum tratarmos quase todos es- ses dispositivos. Quando a entrada S (Set) é levada para nível ló- © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 173 . e a gama de aplicações. como na maio- ria das literaturas. é possível manter sincronismo entre diversos circuitos digitais. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 pendemos de um pulso de clock para obter essas transições e. o funcionamento do flip-flop RS. Funcionamento flip-flop RS (Reset-Set) Vejamos. A diferenciação entre latch e flip-flop passa. Especificamente no nosso diagrama de blocos da Figura 1. • Flip-flop T (Toogle). podemos. despercebida. Entre os principais tipos de flip-flops. na maioria das vezes. nos referenciarmos ao nosso dispositivo como flip-flop. temos: • Flip-flop RS (Reset-Set). Como já mencionamos. • Flip-flop D (Data). As estradas do flip-flop são os terminais S (Set) e R (Reset) e as saídas são os terminais Q e /Q. ou latch reset – set.

contrariando o que é desejado do dispositivo. temos também a entrada Reset. pois a saída Q vai para nível lógico 0 e a saída /Q para nível 1 e. mesmo que o sinal nível 1 seja retirado da entrada R. mesmo que a entrada S volte para o nível 0. temos outros modelos de flip-flops que não possuem essa deficiência e. o efeito de memorização obtido por in- termédio dos flip-flops. De outra maneira. no nosso caso. devido à presença da porta inver- sora no terminal de reset. Uma porta inversora tem a finalida- de de realizar lógica inversa nos circuitos digitais. a saída Q. mesmo assim. a exemplo do CI 555 que o emprega. se isso ocorrer. a saída Q vai para nível lógico 0 independentemente do que ocorrer nas entradas funcionais. se agora colocarmos a entrada R (Reset) em nível lógico 1. Por isso. Existe no flip-flop RS uma situação proibida. o estado das saídas permanece inalterado. ela 174 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . E. Uma observação importante é a de que o Reset do nosso flip-flop RS é ativo em nível 0. no nosso flip-flop. se for ativa- da. R e S.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 gico 1. ou seja. que é a colo- cação das entradas R e S simultaneamente em nível 1. que não deve ser confundida com a entrada “R” do par “R-S”. justamente. A entrada Reset de qualquer que seja o flip-flop tem a fi- nalidade de “resetar” (zerar) a saída. no caso. Devido a esse tipo de problema. Além das entradas R e S. podemos ter um resultado de saída em que tanto Q. Outro ponto é que a entrada Reset é mandatória. a saída Q vai para nível 1 e /Q para nível 0. o flip-flop RS é funcional e bastante usado. ocorrerá o oposto da situação anterior. a saída do flip-flop permanecerá inalterada. quanto /Q ficarão no mesmo nível lógico.

de- monstrado na Figura 1. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 175 . desenharmos a tabela verdade para o flip-flop RS que foi representado na Figura 1. como ocorre no nosso caso. é possível dizer que já entende o funcio- namento do CI 555 por completo. Agora que você conhece a tabela da Figura 2 e compreen- de todos os elementos do diagrama em blocos do CI 555. É bastante útil se. quando houver uma pequena bolinha. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 simplesmente lê sua entrada e. entra nível lógico 0 e saí nível 1 ou entra nível 1 e saí nível lógico 0. agora. ou seja. Podemos representar a lógica ou porta inversora em ele- trônica digital com o exemplo de um terminal de saída ou entra- da. apresenta o oposto. na saída. Confira: Figura 2 Tabela verdade flip-flop RS com entrada Reset. Vamos à explicação: • As entradas do flip-flop RS são ativadas e desativadas pelos comparadores Comp1 (entrada R) e Comp2 (en- trada S).

Vamos. e o outro. 176 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . “[. • Interligando convenientemente os pinos 6 (limiar). p. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. Conforme Boylestad e Nashelsky (2004. tornando o CI útil para uma vasta gama de aplicações”. biestável).] pe- ríodos de tempo para esse circuito podem variar de microsse- gundos a vários segundos. respectivamente. 5 (controle). • Os pinos 1 e 8 são os pinos de alimentação negativo e positivo. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade.2. Começaremos pela confi- guração monoestável.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 • A saída Q do flip-flop RS é justamente a saída do CI 555 (pino 3).. na qual uma grande gama de ajuste de tempo pode ser obtida. que será discutida no próximo bloco. sendo que um deles é estável.. entender como obter as configurações de- sejadas por meio dos terminais do CI. instável. 3. 2 (trigger) e 7 (descarga). monoastável. 2. MULTIVIBRADOR MONOESTÁVEL COM 555 O multivibrador monoestável é um dispositivo caracteriza- do pela presença de dois estados de saída. É uma configuração particularmen- te útil na construção de circuitos temporizadores. obteremos as fun- cionalidades desejadas do CI555. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. e é desse terminal que obteremos os sinais que queremos gerar em qualquer que seja a configuração empregada (astável. agora. 534).

UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 A Figura 3. Como a saída Q do flip-flop está em nível lógico 1. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 177 . Imediatamente após a mudança de estado de saída. começa a se carregar com a tensão do terminal de saída. pino 3: Fonte: Boylestad e Nashelsky (2004. o transistor de descarga (Qd) entrou em corte. 533). a saída do CI pino 3 está. a seguir. Analisando a Figura 3: Quando uma borda negativa (transição de +Vcc para 0V) é levada à entrada de disparo (Trigger – pino 2). Figura 3 Operação monoestável do 555. a saída do compa- rador 2 do CI 555 vai para +VccSAT. por intermédio do resistor RA. mostra a polarização do 555 para tra- balhar na configuração monoestável e o comportamento da saí- da do CI. pois a saída /Q do flip-flop RS. agora. está em nível 0. que excita a base desse transistor. Ao mesmo tempo em que a saída (pino 3) do 555 foi ativa- da. p. A saída do comparador 2 ativa a entrada S do Flip-flop. fa- zendo com que a saída Q vá para nível 1 e /Q para nível 0. o ca- pacitor C (ligado ao pino 6 – Limiar). ativa.

que é seu estado natural. a saída do 555 ficou em nível 1 por um tempo limitado. para nível 0. Como você deve ter observado. da saída em nível 1. Já o instável representa o nível 1 de saída. a saída do comparador 1 vai para +VccSAT ativando a entrada R do flip-flop. sendo determinado pela equação: • THigh: tempo de em segundos. pois é o estado permanente. desativando a saída do 555. voltando. • RA: valor do resistor em ohms. Como a saída /Q do flip-flop está em nível 1.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Quando a tensão no pino 6 ultrapassar 2/3Vcc. retirando o Reset do flip-flop. pois permanece por somente um intervalo de tempo. que faz com que a saída Q vá para nível lógico 0. • C: valor do capacitor em farads. O tempo de duração do estado instável dependerá do ca- pacitor C e do resistor RA. posteriormente. que descarrega e mantém o capacitor C descarregado e o pino 6 (limiar) do 555 próximo a 0V. agora. Podemos. ele agora sa- tura o transistor de descarga (Qd). compreender o afirmado anteriormente sobre o monoestável: o estado estável representa o nível 0 de saída (pino 3) do 555. fazendo com que a saída do comparador 1 vá também para nível 0. O 555 permanecerá nesse estado (nível 0 na saída) até que uma nova borda negativa de gatilho seja percebida pelo pino 2 (trigger). 178 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II .

pois. Veja: Obviamente. a corrente do transistor interno de descarga não atinge valores perigosos que possam danificar o CI. Basta. então. colocarmos o resistor RA em evidência na equação que acabamos de conhecer. Como exemplo. conforme mostra a figura a seguir: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 179 . UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Um ponto importante é referente ao valor do resistor RA. vamos admitir que desejamos construir um circuito temporizador para 15 segundos. A maioria dos fabricantes do CI 555 adverte para que o valor mí- nimo desse resistor seja 1KΩ. dessa forma. alguns valores de resistores não são comer- ciais. Podemos iniciar adotando empiricamente um valor comercial para o capacitor C de 10uF. para obter o seu valor. Temporizador com reset e ajuste de tempo Uma variação pequena do circuito anterior pode torná-lo muito mais interessante. mas podemos conseguir valores bem próximos do deseja- do por meio de associações.

cujo objetivo é impedir o acionamento indevido das entradas de Reset e Trigger do temporizador. 180 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Já a chave SW2. O início da contagem de tempo é efetuado pela chave de pulso SW1. um relé que ativa um sistema de iluminação ou motor elétrico. o resistor R3 impede a sobre- carga do transistor de descarga do CI 555 quando o potenciôme- tro for ajustado na posição mínima. O conhecimento da configuração monoestável tornará o aprendizado das outras configurações mais simples. em série com ele. se pressionada. ligando. por exemplo. interrompe a conta- gem do tempo e desativa instantaneamente a saída. Nesse circuito adicionamos um potenciômetro para o ajus- te do tempo e. A saída do temporizador (pino 3) pode ser utilizada para excitar um circuito de potência.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Figura 4 Temporizador com reset e ajuste de tempo. como você verá no próximo tópico. Os resistores R1 e R2 são de pull-up (puxar para cima).

a menos que um evento externo provoque a mudança do seu estado. por sua vez. pois. A saída (pino 3) ficará ativada permanentemente. estamos falando da utilização somente das funcionalidades do flip-flop RS interno do CI 555. MULTIVIBRADOR BIESTÁVEL COM 555 O multivibrador biestável é um dispositivo caracterizado pela presença de dois estados de saída estáveis. fazendo com que a saída do comparador 2 vá para +VccSAT e ative a entrada Set do flip-flop RS. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 181 . é interessante que você conheça mais essa possibilidade de con- figuração para esse CI. Confira: Figura 5 Biestável com o CI 555.3. basicamente. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 2. que. coloca a saída Q em nível 1 (a própria saída do CI 555). Ao acionarmos o botão SW1 a entrada de Trigger recebe potencial negativo. Apesar de ser um uso bastante racionalizado das funcionalidades do 555.

como ocorre com a configu- ração monoestável. 1. ficando seu controle por conta dos botões SW1 e SW2. Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. Os dois estados de saída. 2. que é a entrada de Reset do CI555. ocorre o Reset do flip-flop RS. Note que nessa configuração não há temporização alguma. Essa configuração pode ser útil para um simples controle liga-desliga. outra configuração caracte- rizada pela presença do circuito RC. é ativada em nível 0. "uma aplicação conhecida do CI temporizador 555 é como um mutivibrador astável ou circuito de clock". como sabemos. é necessária a presença de um circuito RC – série. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. provocando o desligamento da saída (pino 3). para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. 182 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . segundo Bolestad e Nashelsky (2004. p. então. Vejamos. 532). nível alto e nível baixo. a qual. inclusive. Para que esse CI execute uma tarefa de temporização. Essa costuma ser a configuração de uso mais frequente para o CI 555. MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM 555 O multivibrador astável é um dispositivo caracterizado pela presença de dois estados de saída instáveis e é uma configuração utilizada na construção de circuitos osciladores.4.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 O botão de pulso SW2 está conectado ao pino 4. tanto o nível 0 quanto o nível 1 de saída são permanentes. são está- veis. por exemplo. Ao pressionarmos esse botão.

No entanto. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 183 . O sinal gerado é semelhante ao que um oscilador astável com OPAMP produziria conforme você verá na Figura 7. Veja: Figura 6 Multivibrador Astável – semiciclos simétricos. Um multivibrador astável com semiciclos simétricos gerará um sinal de onda quadrada. cujos tempos em nível baixo e nível alto serão iguais. as tensões de saída obtidas no pino 3 não apresentarão valores negativos em relação ao GND. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Multivibrador Astável Simétrico A Figura 6 mostra como é a ligação do 555 para operar como multivibrador astável simétrico.

e é ideal que a corrente que circulará por esse resistor seja a menor possível. o resistor escolhido não deve permitir uma corrente de carga no capacitor que exceda esse valor.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Figura 7 Multivibrador Astável Simétrico – forma de onda de saída. Como sabemos. como calcularemos a corrente que será fornecida pela saída do 555? 184 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . ficando toda a capacidade de corrente do terminal de saída dedicada à carga que será ligada a esse terminal. A frequência do sinal gerado dependerá do resistor RA e do capacitor C. Aqui também é importante obedecer um critério para a escolha do valor mínimo do resistor RA. Uma questão que fica no ar é: conhecendo a carga que será conectada na saída do CI. a capacidade máxima da saída (pino 3) do 555 é de 200mA. Então.

tipicamente. temos: © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 185 . • C: valor do capacitor em farads.5V em relação à tensão de alimentação. Voltando à questão do oscilador. Novamente. Colocando o resistor RA em evidência. Na prática. existem pequenas variações nesses valores que mudam de acordo com a corrente de saída. se desejarmos gerar um sinal de uma determinada frequência. mas. o 555 forneceria 0V em nível baixo e +Vcc em nível alto. precisamos conhecer a tensão de saída (pino 3) para calcularmos a corrente. a frequência do sinal de onda quadrada gerado na saída do 555 nessa configuração é de- terminada pela equação dada a seguir: • FHZ: frequência do sinal gerado em hertz.1V a 2. fica mais simples se escolhermos o ca- pacitor de maneira empírica e calcularmos o resistor. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Do ponto de vista DC. • RA: valor do resistor em ohms. Se estivéssemos tratando de um circuito integrado perfeito. Os valores exatos das tensões de saída podem ser facilmente obtidos pelo datasheet do 555. É evidente que o denominador da equação é o período do sinal gerado. temos quedas de tensões da ordem de 0. e ela está ligada à tensão de alimentação do 555.

usando um capacitor de valor comercial de 100nF. podemos utilizar um potenciômetro para obter um oscilador de frequência variável. mas po- demos obter esse valor por associação simples ou. ao invés de empregar um resistor fixo (RA). usando um resistor ajustável tipo Trimpot para obter esse valor. Basta. 186 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . conforme o exemplo a seguir: Um resistor de 7213Ω não é de valor comercial. até mesmo. vamos admitir que desejamos construir um oscilador para 1KHz. agora. é importante saber que o transistor de descarga (pino 7) não está sendo usado e que os terminais trigger (pino 2) e limiar (pino 6) estão conec- tados ao mesmo ponto. de início. calcularmos o resistor RA. Se quisermos. é conveniente mantermos um resistor de um mí- nimo valor em série com esse potenciômetro para limitar a cor- rente drenada da saída (pino 3). Funcionamento Multivibrador Astável Simétrico O princípio funcional é simples e. Portanto.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Como exemplo.

a saída do comparador 1 vai para +VccSAT ativando a entrada de Reset do flip-flop que irá desligar a saída. o capa- citor C começa a se carregar por RA. ativando a saída. Quando a tensão no capa- citor passar de 1/3Vcc. o comparador 2 deixa de ativar a entrada de Set do flip-flop e a tensão no capacitor continua a subir. A descarga do capacitor continua até que a tensão nele caia para menos de 1/3Vcc. fazendo com que novamente o com- parador 2 ative a entrada de Set do Flip-Flop ligando novamente a saída. Nessa situação. A saída do comparador 1 é imediatamente desligada e o Reset na entra- da do flip-flop deixa de existir. a saída do comparador 2 do 555 estará em +Vcc- SAT e vai ativar a entrada Set do flip-flop do CI. Uma vez que a saída foi alterada para nível lógico 1. O multivibrador astável de semiciclos simétricos não é a única configuração astável possível. Esse ciclo de carga e descarga do capacitor e de Set e Reset do flip-flop RS interno do CI ocorre indefinidamente e a saída (pino 3) permanece alternando de nível alto a nível baixo en- quanto houver alimentação no circuito. veja sobre isso no próximo tópico. Quando a saída é alterada para nível lógico 0. começa a ocorrer a descarga do capacitor C por intermédio de RA. Quando a tensão do capacitor ultrapassar 2/3Vcc. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Ao ligarmos o circuito vamos assumir inicialmente que a saída (pino 3) esteja em nível 0 e o capacitor C descarregado. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 187 .

Essa configuração nos permitirá gerar sinais de onda qua- drada. cujos tempos em nível alto e nível baixo sejam diferentes. esta é a que melhor usará os recursos disponíveis do 555. uma implementação com o CI 555 também pode ser obtida. 532). p. de modo que pudéssemos variar o valor de tensão RMS que os circuitos de potência forneciam para as cargas. É útil lembrarmos dos circuitos de controle PWM vistos na Unidade 3. Um sinal onda quadrada com períodos high e low diferen- tes teria o aspecto apresentado na figura a seguir: 188 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . nos quais ajustávamos os tempos high e low do si- nal PWM. 2004. Além da implementação de circuitos geradores de sinal PWM com OPAMPs. NASHELSKY.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Multivibrador Astável Assimétrico De toda as configurações que vimos até agora. pois: A análise seguinte da operação do 555 como circuito astável engloba detalhes das diferentes partes da unidade e de como as várias entradas e saídas são utilizadas (BOYLESTAD.

temos o circuito multivibrador astável com o 555 para gerar esses tipos de sinais. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Figura 8 Multivibrador Astável Assimétrico – forma de onda de saída. A seguir. Confira: Figura 9 Multivibrador Astável – semiciclos assimétricos. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 189 .

conforme a equação: A definição dos componentes para a geração de um de- terminado sinal terá um número maior de passos do que o caso anterior. segundo a equação: • THigh: tempo do semiciclo em nível alto em segundos. segundo a equação • TLow: tempo do semiciclo em nível baixo em segundos. mas nada difícil de se determinar. será o inverso das somas dos pe- ríodos THigh e TLow do sinal gerado. • RB: valor do resistor em ohms. 190 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . neste caso. A frequência. • RA: valor do resistor em ohms. pois seguirá uma me- todologia semelhante ao que fizemos antes. • RB: valor do resistor em ohms. • C: valor do capacitor em farads. O tempo em nível alto é determinado pelo capacitor C.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 O tempo de permanência do sinal gerado pelo astável em nível baixo é determinado pelo capacitor C e pelo resistor RB. e pelos resistores RA e RB. • C: valor do capacitor em farads.

definimos os tempos em ní- vel alto e baixo: A exemplo do que fizemos com o circuito anterior. no caso RB. colocando-o também em evidência na equação de THigh. vamos começar pelo cálculo desse resistor. em que o tempo em nível alto corresponda a 75% do período do sinal. Novamente. adotaremos 100 nF e. vamos definir que desejamos gerar um si- nal com frequência base de 2KHz. calculamos o período desse sinal: Agora. definimos de maneira empírica o capacitor C. Para isso. Agora que conhecemos o valor do resistor RB. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 191 . Inicialmente. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Como exemplo. como o tempo em nível baixo depende somente de um dos resistores. ou seja. TON de 75% e TOff de 25%. basta colocar RB em evidência na equação de TLow. podemos calcular RA. por simples proporção.

Nessa situação. 192 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . Ao mesmo tempo em que a saída do 555 foi desativada. a saída /Q do flip-flop RS faz com que o transistor de descarga sature e o capacitor comece a ser descarregado pelo resistor RB. os valores não comerciais dos resistores podem ser obtidos por associação ou por resistores ajustáveis do tipo Trimpot. o que será evidenciado pela explicação do seu funcionamento no tópico a seguir. Alguns instantes depois. a tensão no capacitor alcançará o limiar de 2/3 de Vcc e. pois a saída /Q do flip-flop RS mudou para nível lógico 0. a saída do compa- rador 1 vai para +VccSAT. ativando a saída. a saída do comparador 2 deixará de ativar a entrada de Set do flip-flop. a partir daí.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Perceba que. Quando a tensão no capacitor alcan- çar 1/3Vcc. Funcionamento Multivibrador Astável Assimétrico Vamos assumir que acabamos de ligar o circuito e o capaci- tor C esteja descarregado. novamente. o transistor de descarga en- trará em corte. o capacitor C começará a se carregar por intermédio de RA e RB. A partir desse ponto. Ao mesmo tempo. teremos 0V no pino 2 (trigger) e o comparador 2 vai ativar a entrada de Set do flip-flop. ativando a entrada de Reset do flip-flop e desativando a saída (Pino 3). essa configuração usa muito bem os elemen- tos internos do CI 555. Como já dito.

todo o ciclo se repete com a carga e descarga do capacitor e a ativação e desativação da saída do 555. o comparador 2 ativa novamente a entrada Set do flip-flop. clique no ícone Videoaula. a saída do comparador 1 deixa de ativar a entrada de Reset do flip-flop e a descarga do capacitor continua. selecione o nível de seu curso (Graduação). a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. para aprofundar os conteúdos estudados nesta unidade. localizado na barra superior. Confira no quadro a seguir. é fundamental que você assista ao vídeo complementar. Por fim. a dependência da carga do capacitor (TON) dos resistores RA e RB e da sua descarga (TOff) do resistor RB? Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 193 . 2. Após ver os conteúdos desta unidade. é importante que você assista ao vídeo complementar para aprofundar seus co- nhecimentos. Assim. Quando a tensão do capacitor cair abaixo de 1/3Vcc. Desse momento em diante. Em seguida. o capacitor volta a se carregar por intermédio de RA e RB. Ficou clara. você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3. ligando novamente a saída (pino 3) e colocando o transistor de descarga em corte. agora. • Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Imediatamente após o transistor de descarga entrar em ação. Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento.

MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM 555 Neste material do professor Fabrício. Além disso. Disponível em: <http://www. explicam o funcionamento de circuitos monoestáveis e astáveis que fazem uso de portas lógicas. E.br/~elnatan/ee610/10a%20Aula. ele explica a constituição interna do CI 555 e seu funcionamento como multivibrador monoestável.pdf>. clique no botão “Vídeos” e selecione: Eletrônica e Laboratório de Eletrônica II – Vídeos Complementares – Complementar 4.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 • Para assistir ao vídeo pelo seu CD.fee. os conceitos que envolvem cada um desses multivibradores. Unicamp [s. A partir da página 11. Acesso em: 23 ago. 2017. 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição necessária e indispensável para você compreender integralmen- te os conteúdos apresentados nesta unidade. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. da Universidade Federal de Juiz de Fora. da Unicamp. 3. C.2. tratam dos circuitos multivibradores monoestável e astável e explicam. Vale a pena conferir! • FERREIRA. você lerá sobre práticas de laboratório 194 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . de maneira muito didática. unicamp. MULTIVIBRADOR MONOESTÁVEL COM 555 As notas de aula do professor Elnatan Chagas Ferreira.1.d.].demic. Aula 10 – Circuitos Multivibradores.

há uma boa introdução teórica antes da execução de cada uma delas. mas que constitui uma boa fonte de consulta. F.edu. fabricantes.florianopolis. V. pdf>. Acesso em: 23 ago. Disponível em: <http://www. 2017.br/fabricio_campos/ files/2011/08/P3_Aplica%C3%A7%C3%B5es-do-CI-555. Contudo. Confira no link indicado a seguir: • LIMA. CIRCUITO ANALÓGICO-DIGITAL (CI) 555 O tutorial técnico de autoria do professor Charles Borges de Lima.d. 106..php/ ilhadigital/article/view/25/25>. aborda o desenvolvimento das equações que regem o comportamento do 555 em ambas confi- gurações.ufjf. aspecto físico do CI com diferentes encapsulamentos. 2017. configurações tradi- cionais. 2010. n. vol.br/index. princípio funcional. Aplicações do CI 555. C. como monoestável e astável e circuitos práticos. Tutorial Técnico: o temporizador 555. diagrama es- quemático interno. Nesse material são abordados constituição interna em dia- grama de blocos. pois. é altamente ins- trutivo e constitui um ótimo material de estudo. Universidade Federal de Juiz de Fora – Laboratório de Eletrônica [s. Disponível em: <http://ilhadigital. Acesse: • CAMPOS. 2. P.]. É um material simples.ifsc. descrição dos terminais.3. do Instituto federal de Santa Catarina. 97 p. B. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 195 . Revista Ilha Digital. Acesso em: 23 ago. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 com o CI 555 nas configurações monoestável e astável. entre os temas. 3. pinagem.

9) Explique o funcionamento do CI 555 na configuração astável. 196 © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II . 1) O que é um multivibrador monoestável? 2) Qual a utilidade de um circuito monoestável? 3) O que é um multivibrador astável? 4) Qual a utilidade dos circuitos astáveis? 5) Explique de maneira resumida o que vem a ser o circuito integrado 555. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. 5. 6) Qual é a utilidade do CI 555 e onde pode ser usado? 7) Explique os principais blocos internos que constituem o CI 555. gradativamente passamos a nos familiarizar com esse pequeno. você deverá revisar os conteú- dos estudados para sanar as suas dúvidas. A partir da configuração biestável. circuito integrado. que é a que menos utiliza as ferramentas internas do 555. Se encontrar dificuldades em responder às questões a seguir. mas versátil. 8) Explique o funcionamento do CI 555 na configuração monoestável.UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 4. CONSIDERAÇÕES A melhor maneira de conhecermos e entendermos como alguns circuitos integrados funcionam é através da construção ou simulação de circuitos práticos. e o CI 555 é um exemplo claro dessa afirmação.

a possibilidade de utilizar o CI 556. abrin- do seus horizontes para a sua utilização e o projeto de novos circuitos. 8. alguns capacitores e. uma visão das funcionalidades do 555. R. Acesso em: 23 ago. NASHELSKI. 2004. Esperamos que esta última unidade tenha servido para dar a você. podemos obter diversas funcionalida- des e circuitos práticos muito úteis. 7. constituindo um CI de 14 pinos.. o CI 555.COM. que nada mais é do que dois CIs 555 em um mesmo invólucro.com/datasheet-pdf/view/8979/NSC/LM555. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOYLESTAD.alldatasheet. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil. ed. Disponível em: <http://pdf1.html>. um comutador de potência como um transis- tor ou relé. é claro. É interessante saber que po- demos. UNIDADE 4 – CIRCUITOS PRÁTICOS E GERADORES DE FORMAS DE ONDA COM CI555 Iniciando com os circuitos clássicos como o multivibrador monoestável e o astável. fabricar e comercializar um temporizador e internamente não teremos nada muito além do que um poten- ciômetro de ajuste. por exemplo. 2017. ainda. L. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. 6. Em circuitos nos quais mais de um CI 555 seja necessário. aluno. E-REFERÊNCIAS ALLDATASHEET. L. temos. © ELETRÔNICA E LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA II 197 . LM555 Datasheet (PDF) – national semiconductor.