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A história de Flor-de-lis

Fui comprada numa loja de cachorros. A mulher entrou e disse:


__Quero uma cachorra caríssima e de raça puríssima, para todo o mundo achar
linda e ficar sabendo quanto é que custou.
E aí ela ficou sendo minha dona e me levou para casa.
Vivia me enchendo de perfume. Eu espirrava o dia todo e pensava: “puxa vida, se
eu sou cachorro, porque é que não posso ter cheiro de cachorro?”
Vivia me enchendo de roupas e pulseiras, e quando chovia me botava capa de
borracha, lenço na cabeça e botas. Eu morria de vergonha de sair na rua assim, e
pensava: “puxa isso não é jeito de cachorro andar”. Nunca me deixava solta. Nem um
minutinho. “Puxa vida, cachorro precisa correr. Isso não é vida!” – eu pensava. E a coleira
era sempre tão apertada que me sufocava. Olha aqui a marca, olha só.
Vivia me enchendo de talco e pó de arroz, me levava para tomar parte em
concurso de beleza, e hoje, vê se pode, disse que ia furar minhas orelhas para botar
brinco, e isso eu nunca vi cachorro usar.
Então eu pensei: “Puxa vida, quem sabe esse tempo todo eu estou achando que
sou cachorro, mas eu não sou cachorro?...” Foi aí que eu comecei achar que estava
ficando meio birutinha e me apavorei. Quando ela abriu a porta para uma visita entrar, eu
fugi.

(NUNES, Lygia Bojunga. Os colegas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981)

Descritor 1 –

A personagem Flor-de-lis é:
(A) A mulher
(B) uma cachorra
(C) uma criança
(D) dona da cachorra

(texto: Cartas entre amigas)


D_2 “… te apresentaria todas as pessoas incríveis que existem por aqui...” A expressão “pessoas
incríveis”, representa:
(A) pessoas com superpoderes
(B) pessoas maravilhosas
(C) pessoas chatas
(D) pessoas inesquicíveis

Descritor 3 –
No texto a personagem demonstra:
(A) alegria em ser mimada e tratada com tantos cuidados.
(B) satisfação por ficar presa e não poder correr.
(C) entusiasmo por ficar bonita ao furar as orelhas e colocar brinco.
(D) tristeza por achar que cachorro tinha que viver como animal.

Um encontro fantástico
Todos os anos eles se reuniam na floresta, à beira de um rio, para ver quantas andava a
sua fama. Eram criaturas fantásticas e cada uma vinha de um canto do Brasil. O Saci-
Pererê chegou primeiro. Moleque pretinho, de uma perna só, barrete vermelho na cabeça,
veio manquitolando, sentou-se numa pedra e acendeu seu cachimbo. Logo apontou no
céu a Serpente emplumada e aterrizou aos seus pés. Do meio das folhagens, saltou o
Lobisomem, a cara toda peluda, os dentes afiados, enormes. Não tardou, o tropel de um
cavalo anunciou o Negrinho do Pastoreiro montado em pelo no seu baio.
– Só falta o Boto – disse o Saci, impaciente.
– Se tivesse alguma moça aqui, ele já teria chegado para seduzi-la – comentou a
serpente Emplumada.
– Também acho – concordou o Lobisomem. – Só que eu já a teria apavorado.
Ouviram nesse instante um rumor à margem do rio. Era o boto saindo das águas na forma
de um belo rapaz. (...)
(Contos populares para crianças da América Latina)

Descritor 5
O trecho que indica uma opinião é :
(A) “Do meio das folhagens saltou o Lobisomem...”
(B) “Ouviram nesse instante um rumor à margem do rio.”
(C) “Se tivesse alguma moça aqui, ele já teria chegado para seduzi-la...”
(D) “ Todos os anos eles se reuniam na floresta.”

(Tirinha do menino Maluquinho)


Descritor 6

Leia a tirinha ao lado:

Essa história é sobre um menino:


(A) triste
(B) nervoso
(C)curioso
(D) brincalhão
Texto 1 fábula: O rato do campo e o rato da cidade”
O rato do campo e o rato da cidade
Era uma vez um rato que morava na cidade que foi visitar um primo que vivia no
campo. O rato do campo era um pouco arrogante, mas gostava muito do primo e recebeu-
o com muita satisfação. Ofereceu-lhe o que tinha de melhor: feijão, toucinho, pão e queijo.
O rato da cidade torceu o nariz e disse:
– Não posso entender primo, como consegues viver com estes pobres alimentos.
Naturalmente, aqui no campo, é difícil obter coisa melhor. Vem comigo e eu te mostrarei
como se vive na cidade. Depois que passares lá uma semana ficarás admirado de ter
suportado a vida no campo.
Os dois puseram-se, então, a caminho. já era noite quando chegaram à casa do
rato da cidade.
– Certamente que gostarás de tomar um refresco, após esta caminhada – disse ele
polidamente ao primo.
Conduziu-o até à sala de jantar, onde encontraram os restos de uma grande festa.
Puseram-se a comer geleias e bolos deliciosos. De repente, ouviram rosnados e latidos.
– O que é isto? – Perguntou assustado, o rato do campo.
– São, simplesmente, os cães da casa – respondeu o da cidade.
– Simplesmente? Não gosto desta música, durante o meu jantar.
Neste momento, a porta abriu-se e apareceram dois enormes cães. Os ratos
tiveram que fugir a toda pressa.
– Adeus, primo – disse o rato do campo. –Vou voltar para minha casa no campo.
– Já vais tão cedo? – Perguntou o da cidade.
– Sim, já vou e não pretendo voltar. – concluiu o primeiro.
Moral da história:
Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e
preocupações.
Fábula de Esopo

Texto 2 – Vamos conhecer um pouco sobre ratos

Descritor 7

Qual a finalidade do texto 2?


(A) Explicar como os ratos são divertidos.
(B) Mostrar como nascem bonitos os ratos.
(C) Discutir sobre a extinção dos ratos.
(D) Informar sobre os ratos.

Descritor 8

É correto afirmar sobre os textos acima que:


(A) O texto 1 é uma narrativa de aventura o texto 2 é uma notícia.
(B) O texto 2 é informativo e traz característica sobre os ratos, o texto 1 é uma fábula que
traz um ensinamento
(C) O texto 1 é uma fábula e o texto 2 é um poema.
(D) Os dois textos são informativos.

D_13 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados


A ironia da charge está no fato:
(A) da lâmpada estar jogada cheia de água parada
(B) do homem desejar fazer um pedido
(C) da lâmpada estar quebrada, por isso estava no lixo
(D) do gênio da lâmpada ser o mosquit, que foi criado na água parada

D_14 Identifcar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras natções.


Na frase: “(…) Vou fazer um pedido!!!. Os três pontos de exclamação no final da frase foram
usados para:
(A) encerrar a frase do homem ao fazer um pedido
(B) ressaltar a ideia que o homem ao fazer um pedido
(C) acrescentar dúvida a frase do homem
(D) demonstrar que a ideia do homem não concluiu

(texto: Cartas entre amigas)


D_4 Os assuntos principais das cartas são:

(A) projeto de escrita e a saudade das conversas


(B) convite de visita e a saudade das conversas
(C) projeto de visita e momentos de conversa
(D) convite de visita e projeto de escrita
O verde
Estranha é a cabeça das pessoas.
Uma vez, em São Paulo, morei numa rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da
floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um
verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia a vinha do asfalto, do concreto,
do cimento, os elementos característicos desta cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a
morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha. É um ciclo, ela renascerá,
comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore,
e o técnico concluiu: fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore
um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as
manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e
ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:
−Matei mesmo essa maldita árvore.
−Por quê?
−Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.
Inácio de Loyola Brandão

D11- “Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha.” Nesse trecho o autor fala da morte
da árvore que ocorreu por causa:
da floração que era incrível e enchia a calçada de cores.
do concreto, do cimento e dos elementos característicos da cidade.
do cinza que a envolvia e vinha do asfalto.
do veneno que era despejado nela todas as manhãs.

D 15 – “... fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e
irritados:
−Matei mesmo essa maldita árvore.
−Por quê?”
Nesse trecho há como verificar a existência de um diálogo. O recurso utilizado pelo autor para
evidenciá-lo foi:
a) o uso de advérbio.
b) a linguagem informal.
c) o uso de adjetivos.
d) O uso de dois pontos e travessão.

Na frase acima: “Matei mesmo essa maldita árvore.” Essa fala pertence:
a) ao narrador.
b) à vizinha de meia-idade.
c) ao técnico do Instituto Botânico.
d) ao morador da rua.

O príncipe sapo
Uma feiticeira muito má transformou um belo príncipe num sapo, só o beijo de uma princesa
desmancharia o feitiço.
Um dia, uma linda princesa chegou perto da lagoa em que o príncipe morava. Cheio de esperança
de ficar livre do feitiço, ele pediu um beijo. Como ela era muito boa, venceu o nojo e, sem saber
nada, atendeu ao pedido do sapo: deu-lhe um beijo.
Imediatamente o sapo voltou a ser príncipe, casou-se com a princesa e foram felizes para sempre.
SEIESZKA, JON. O patinho realmente feio e outras histórias malucas. SP: Cia das
Letrinhas, 1997.
D 10- O que deu origem aos fatos narrados nesse texto?
a) O beijo da princesa.
b) O feitiço da feiticeira.
c) O nojo da princesa.
d) O pedido do sapo.
Os netos de Lennon
Nada como umas boas férias para sofrer uma crise histérica com as crianças. Não com todas, é
claro. Refiro-me a um tipo especial de anjinho, cada vez mais frequente na cidade. Seus pais, tios e
avós amavam os Beathes e os Rolling Stones. Frutos de uma omelete de eorias libertárias, as
gracinhas podem tudo – e atormentam a todos. Há três semanas, um casal foi almoçar lá em casa,
com a filha. Servi macarrão ao molho pesto.
−A sinhazinha, do alto de seus 7 anos, experimentou, torceu o nariz e declarou aos gritos:
−Está horrível, horrível!
Disfarcei, achando que a mãe devia estar morta de vergonha. Coisa nenhuma. Estava feliz, até
orgulhosa:
−Minha filha é muito autêntica.
[...]
Até o dia em que esqueci a porta aberta e ele se pendurou no murinho da varanda do 6 ° andar, onde
vivo. Gritei, assustado:
−Sai daí, você vai cair.
O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava uma
revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones. Dei três saltos, mergulhei de cabeça e o
atirei ao chão.
CARRASCO. WALCYR. Acesso em 05/04/2017. In:
http://horaleitura.blogspot.com.br/2013/03/os-netos-de-lennon-cronica-de:walcir.html

D 12-“O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava
uma revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones.”
A expressão em destaque no trecho acima evidencia que:
a) o narrador estava furioso.
b) o pai não se importava com a criança.
c) a mãe estava tranquila.
d) O menino pretendia pular a janela.

D9- Observe as expressões utilizadas pelo autor: sinhazinha, autêntica, gracinha, anjinho. Essas
palavras se referem:
a) à mãe da menina.
b) à menina.
c) à omelete.
d) à revista.

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