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Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO: DH – DEPTO. DE HISTÓRIA ANO/SEMESTRE: 2016 - 1


CURSO: HISTÓRIA FASE: 4a
DISCIPLINA: HISTÓRIA MODERNA II TURNO: Vespertino
CARGA HORÁRIA: 72 CRÉDITOS: 04
PROFESSORA: Silvia Liebel

1 EMENTA

O conceito de Idade Moderna. A Revolução Industrial. As revoluções inglesa e francesa e seus impactos.
A restauração e as revoluções europeias no século XIX. O movimento operário. O socialismo e o
anarquismo. O imperialismo e o neocolonialismo. A partilha do continente africano. As intervenções nos
países asiáticos. O romantismo, o realismo e o impressionismo. A cultura popular e as mentalidades
modernas.

2 HORÁRIO DAS AULAS


DIA DA SEMANA HORÁRIO CRÉDITOS
Segunda-feira 16:10-17:50 02
Sexta-feira 16:10-17:50 02

3 CRONOGRAMA DAS AULAS


MÊS DIAS
Fevereiro 22, 26, 29
Março 04, 07, 11, 14, 18, 21, 28
Abril 01, 04, 08, 11, 15, 18, 25, 29
Maio 02, 06, 09, 13, 16, 20, 23, 30
Junho 03, 06, 10, 13, 17, 20, 24, 27

4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL


Fornecer aos estudantes as bases indispensáveis para se compreender a sociedade curial e as amplas
transformações em curso que conduziram à crise do Antigo Regime em fins do século XVIII, bem como
a consolidação do modo de vida burguês no século XIX. Busca-se, com o favorecimento do temático
sobre a cronologia, enfatizar as transformações nas mentalidades que levaram às mudanças na ordem
então vigente e, seguindo a ementa da disciplina, o nascimento do mundo contemporâneo.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


- Analisar os mecanismos de vigilância das populações colocados em prática pelo absolutismo, bem
como o processo civilizador em ação, que contribuíram para a formação do indivíduo moderno;
- Considerar o sistema de corte e os salões em voga no final do século XVII e no século XVIII, focando,
especialmente, a corte de Luís XIV e a de Sophie Charlotte;
-Refletir acerca dos múltiplos Iluminismos, especialmente o embate entre Iluminismo radical e
Iluminismo moderado;
- Verificar a difusão das idéias iluministas e o choque com o Romantismo alemão;
- Estudar as transformações estruturais que culminaram na derrocada do Antigo Regime;
- Compreender a Revolução como fundadora da identidade coletiva francesa;
- Refletir sobre a transição dos centros de poder ao longo da Idade Moderna, da Espanha Habsburgo à
hegemonia britânica. Embora a França constitua-se no foco primário de análise, buscar-se-á contemplar
outras regiões, notamente o Reino Unido, o Sacro Império e a Prússia;
- Apreciar as novas sensibilidades do final do século XIX e a difusão do modelo de vida burguês;
- Da historiografia às fontes primárias, passando pelo cinema e pela literatura, procurar-se-á ponderar
sobre os contextos sociais no período analisado e seus sistemas de representação no imaginário.

5 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
I – Armas e ideias
 A Revolução Gloriosa (1688)
 O liberalismo político: de Locke a Tocqueville
 A Fronda e a vitória da monarquia absoluta

II – A cultura cortesã
 A construção do rei: Louis XIV
 A Prússia de Sophie Charlotte
 Novas formas de sociabilidade
 Os salões e academias

III – O pensamento ilustrado


 Práticas da leitura no Antigo Regime
 A ascensão da racionalidade
 Iluminismo radical X Iluminismo moderado
 A Enciclopédia

IV – A inversão da ordem do mundo e o novo mapa europeu


 A dessacralização do Antigo Regime e a Revolução Francesa
 O cinema e a Revolução
 Napoleão Bonaparte: formação, expansão e queda de um império
 O duque de Wellington: ação do Império Britânico na Índia, campanha peninsular e campanha de
Waterloo
 O Congresso de Viena e o fim da Era Moderna

V – Sentimentos em cena
 As revoluções de 1848
 Romantismo
 Nacionalismos

VI – Novas sensibilidades
 A cristalização do modo de vida burguês
 Movimentos artísticos do fin-de-siècle
6 METODOLOGIA
Aulas expositivas com discussão de textos previamente selecionados. Além da produção historiográfica,
serão analisadas fontes primárias e filmes seletos representando aspectos do período.

7 AVALIAÇÃO
ATIVIDADE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PESO
Prova escrita individual e sem consulta: Coesão, clareza, gramática, estilo, 1
avaliação do conteúdo apresentado em aulas aprofundamento teórico
e textos. Data prevista: 28/03. Valor: 10
Ensaio a partir de bibliografia indicada no Análise da bibliografia indicada, iniciativa de 1
início do semestre. Entrega: 25/04 (entrega pesquisa, reflexão individual sobre o tema,
fora do prazo receberá o desconto de 1 coesão, clareza, gramática, estilo
ponto/dia). Valor: 10
Encenação (6.0) e relatório (4.0) dos Participação, engajamento na atividade, 1
julgamentos de Louis XVI e/ou Maria imersão no personagem, pesquisa
Antonieta. Data prevista: 10/06. Valor total: bilbiográfica, verificação dos elementos
10 (Atividade que contará parcialmente como debatidos, senso crítico, clareza, gramática,
aula não presencial, prevista para ocupar 08 estilo
horas-aula)
OU
Prova escrita individual e sem consulta:
avaliação do conteúdo apresentado em aulas
e textos. Data prevista: 24/06. Valor: 10
Relatório de fonte (opcional): análise de Inserção da fonte em seu contexto, análise
fonte indicada no início do semestre. Data documental, coesão, clareza, gramática,
prevista: 20/05 (não será aceito após o prazo) estilo, aprofundamento teórico
Valor: 1 ponto na média.
Observação: Plágio é crime. Plagiar significa apropriar-se do texto de outrem, integral ou parcialmente,
sem referenciar a origem. Esta prática resultará em nota zero em qualquer das atividades e no
encaminhamento do caso ao colegiado do curso.

8 BIBLIOGRAFIA BÁSICA
APOSTOLIDÉS, J.-M. O Rei-máquina: espetáculo e política no tempo de Luís XIV. Rio de Janeiro: J. Olympio;
Brasília: UnB, 1993.
ARENDT, H. Da Revolução. São Paulo: Ática; Brasília: UnB, 1990.
BADINTER, E. As Paixões intelectuais. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira, 2009. 3 v.
BALAKRISHNAN, G. (org.). Um Mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.
BURKE, Peter. A Fabricação do rei. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1994.
CHARTIER, R. A História Cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: B. Brasil, s.d.
____. Leituras e leitores na França do Antigo Regime. São Paulo: Unesp, 2004.
____. As Origens culturais da Revolução Francesa. São Paulo: UNESP, 2009.
DARNTON, R. Boemia literária e revolução: o submundo das letras no Antigo Regime. São Paulo: Cia. das
Letras, 1987.
____. Os Dentes falsos de George Washington. Um guia não convencional para o século XVIII . São Paulo: Cia.
das Letras, 2005.
____. Edição e sedição: o universo da literatura clandestina no século XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
ELIAS, N. A Sociedade de corte. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2001.
____. Mozart: Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1994.
____. O Processo civilizador. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1993. 2 vol.
FERGUSON, N. Império. Como os britânicos fizeram o mundo moderno. São Paulo: Planeta, 2010.
FREUD, S. O Mal-estar na civilização. Rio de Janeiro: Imago, 2002.
FURET, F. Marx e a Revolução Francesa. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1989.
____. Pensando a Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
GAY, P. A Experiência burguesa da rainha Vitória a Freud. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. V. 1: A educação
dos sentidos, V. 3: O Cultivo do Ódio, V. 5: O Coração desvelado.
____. Mozart. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.
____. O Século de Schnitzler: a formação da cultura da classe média, 1815-1914. São Paulo: Cia. das Letras,
2002.
HOBSBAWM, E. J. A Era dos impérios 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
____. A Era das revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
____. Nações e nacionalismos desde 1780. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
HOBSBAWM, E.; RANGER, T. A Invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
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____. Política, cultura e classe na Revolução Francesa. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.
ISRAEL, J. A Revolução das Luzes. O Iluminismo radical e as origens intelectuais da democracia moderna. São
Paulo: EDIPRO, 2013.
KANT, I. “Resposta à pergunta: Que é esclarecimento?”. In: Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1985.
KEEGAN, J. Uma História da Guerra. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
KOSELLECK, R.; CASTELO-BRANCO, L. Crítica e crise: uma contribuição à patogênese do mundo burguês.
Rio de Janeiro: Contraponto, 1999.
LE ROY LADURIE, E. História dos camponeses franceses. Da Peste Negra à Revolução. Rio de Janeiro: Civ.
Brasileira, 2007. Vol. II.
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LOCKE, J. Dois tratados sobre o governo. São Paulo: M. Fontes, 2005.
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MAYER, A. A Força da Tradição: a persistência do Antigo Regime. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.
MICHELET, J. História da Revolução Francesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.
____. O Povo. São Paulo: M. Fontes, 1988.
MONTESQUIEU, C. L. Do Espírito das leis. São Paulo: M. Claret, 2009.
MUCHEMBLED, R. L’Invention de l’homme moderne: Cultures et sensibilités en France du XV e au XVIIIe
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____. Uma história da violência. Do fim da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2012.
PINCUS, Steve. 1688: The First modern revolution. New Haven, London: Yale, 2009.
ROUSSEAU, J.-J. O Contrato Social. São Paulo: M. Fontes, 2003.
RUDÉ, G. A Multidão na história: estudos dos movimentos populares na França e na Inglaterra, 1730-1848. Rio
de Janeiro: Campus, 1991.
SAFRANSKI, R. Romantismo: uma questão alemã. São Paulo: Estação Liberdade, 2010.
SCHORSKE, C. E. Viena fin-de-siècle. São Paulo: Cia. das Letras, 1988.
STAROBINSKI, J. 1789. Os Emblemas da razão. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.
THOMAS, K. O Homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais (1500-
1800). São Paulo: Cia. das Letras, 1991.
THOMPSON, E. P. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Cia das Letras,
1998.
TOCQUEVILLE, A. O Antigo Regime e a Revolução. São Paulo: Hucitec, 1989.
____. A Democracia na América. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998.
____. Lembranças de 1848: as jornadas revolucionárias em Paris. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.

Informações adicionais em: seiziemiste.wordpress.com


Contato: liebel.seiziemiste@gmail.com

Monitor: Kauê Pisetta Garcia


Contato: pisettagarcia.hst@gmail.com