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CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

A Criatividade e a Inovação traduzem-se na exploração bem-sucedida de novas ideias,


essenciais para sustentar a competitividade e a geração de riquezas. Um país, uma empresa ou
qualquer outra organização que almeje manter-se à frente de seus competidores, precisará de
sistemas inovadores e criativos. A Inovação bem-sucedida requer bom gerenciamento,
finanças apropriadas, perícias e, acima de tudo, um clima organizacional estimulante, que
possibilite criar vantagens; e não se trata apenas de inovações científicas ou criação de
demandas inteiramente novas, com foco total nos clientes e consumidores potenciais, mas em
tudo: como se executa os serviços, como vende, como posiciona o produto no mercado,
etc., A Inovação pode ser a diferença entre a sobrevivência e a morte. Atualmente, as
organizações incapazes de se redescobrirem e/ou de se reinventarem continuamente (em
termos de novos produtos/serviços), a partir da adoção de uma consciência inovadora, irão
provavelmente desaparecer. Em face das organizações empresariais terem o desafio de
enfrentar, nos dias de hoje, um dos ambientes mais hostis e competitivos jamais vistos,
ressalto que as atitudes, os valores e as percepções devem mudar para poder se adaptarem a
nova ordem econômica mundial. Essas mudanças devem ocorrer dentro de um clima
organizacional favorável ao aprendizado, com contatos amigáveis, descontraídos, e com os
quais as informações possam circular sem restrição, onde as ideias não devem
ser “sufocadas”, sobretudo em seu nascedouro. Nesse contexto, enfocarei
a Criatividade como a geração de novas ideias, e a Inovação como a materialização dessas
ideias.
ESSÊNCIA DA CRIATIVIDADE
A Criatividade e a Inovação são, atualmente, os elementos básicos da cultura organizacional
que mais ganharam relevância na nossa era (Era da Informação), mais precisamente a partir de
1991. Permitiram às empresas e países não só uma nova dimensão de desempenho, mas
também “enxergar o presente pelo olhar do futuro”.
A cultura organizacional sofreu forte impacto do mundo exterior e passou a privilegiar
a mudança e a inovação, voltadas para o futuro e para o destino das organizações. As
mudanças passaram a ser rápidas e velozes, sem a continuidade com o passado, trazendo um
contexto ambiental de turbulências e imprevisibilidades. Nessa contextura surgiu a Gestão de
Pessoas como um imperativo macro estratégico. As pessoas passaram a ser vistas não mais
como recursos organizacionais que precisam ser passivamente administrados, mas como seres
inteligentes e proativos, capazes de desenvolver responsabilidades, iniciativas, criatividade,
dotadas de habilidades e de conhecimentos, que ajudam a administrar os demais recursos
organizacionais inertes e sem vida própria; essa é a nova concepção do mundo globalizado.
A “massa cinzenta” humana é a riqueza do hoje e do amanhã. É a “moeda” do presente e do
futuro; um autêntico capital intelectual e o recurso mais importante de uma organização, que
não pode e nem deve ser tratado como um mero recurso organizacional. Devemos encará-lo
como o maior responsável pela eliminação dos processos entrópicos, decorrente da
subsistência de antigos paradigmas organizacionais que precisam ser
rapidamente “descongelados” e substituídos inteiramente por uma visão mais dinâmica e
voltada para a aprendizagem, para a mudança e para o futuro. Esse “descongelamento” tem
início com o estímulo à motivação dos funcionários/colaboradores, e a participação de todos
que compõem a organização no processo de modernização, gerando um clima de absoluta
confiança e de otimismo; é nesse clima que se desenvolve, naturalmente, a Criatividade, que
irá contribuir para a geração de novas ideias, conduzindo a organização na aplicação prática
dessas novas ideias, ocorrendo, por consequência, a Inovação, responsável direta pelo
surgimento de novos produtos, serviços e tecnologias. Por conseguinte, percebe-se que a
Criatividade está sempre por trás de todo o processo de Inovação, corporificando o
pensamento estratégico de todas as pessoas que compõem a organização. Cada pessoa é o
centro gerador de desenvolvimento de si mesma e da coletividade a que pertence. Para tanto,
é necessário que haja ambientes propícios a esse desenvolvimento e que todos os direitos
sejam respeitados e garantidos.
EMPRESA CRIATIVA, INOVADORA E HUMANA
Sabemos que o êxito de uma empresa depende da força de sua cultura e da clareza de seus
objetivos, os quais quando empregados de forma combinada, convertem-se em forças
poderosas de renovação em todos os níveis da empresa, e não simplesmente de uns pouco.
Isso concorre para maximizar os lucros e aumentar a produtividade; assegura a sua
sustentabilidade, a sua competitividade e a satisfação de todos que integram a organização;
estabelece “consciência inovadora”, cuja principal tática é identificar as necessidades e os
problemas do mercado (principalmente em tempos de crise) e transformá-los em
produtos/serviços, que efetivamente representem soluções para o consumidor,
principalmente os consumidores mais exigentes.
Como podemos identificar quando uma empresa não é criativa e nem inovadora? Quando
houver comportamento ou clima organizacional disfuncional que atue “contra o despertar da
criatividade humana”. Essas organizações têm estilo gerencial contraproducente,
conservador, temeroso e burocratizado, e são despidas de quaisquer regras, programas ou
estruturas de Criatividade. As empresas Criativas e Inovadoras, ao contrário, são aquelas que
reconhecem que sua pujança depende da Criatividade, da performance e da excelência dos
homens que a compõem. Nesse sentido, introduzem programas e estruturas de Criatividade,
sensibilização, empowerment, benchmarking, brainstorming, downsizing, endomarketing,
housekeeping, mentoring, reengenharia, workshop, equipes autogeridas, etc., com o fito de
guindar a Inovação, à condição de protagonista do crescimento; assumem naturalmente
“altos” e “baixos” (vicissitudes) decorrentes dos processos de Inovação; procuram eliminar
atitudes gerenciais contraproducentes que bloqueiam a criatividade humana.

Os programas de Criatividade visam, portanto, tornar as pessoas e as empresas mais


criativas. Ao nível do indivíduo, esses programas fazem com que os participantes da
organização tenham “mentes mais aberta” para assimilação de novos conceitos e ideias, além
de lhes proporcionar mais originalidade, satisfação no trabalho, independência e maior
comprometimento com a organização. Ao nível da organização, verifica-se ampla abertura dos
canais de comunicação interna e externamente; sistemas de sugestões e emprego de técnicas
grupais; maior utilização de equipes; aceitação de erros; normas para assumir riscos; cultura
descontraída, pouco rígida e com liberdade para discutir ideias; atribuições de
responsabilidades periféricas; sistemas de recompensas e/ou remuneração diferenciados,
objetivando estimular a Inovação de maneira continua e permanente. A implementação
dessas práticas é fundamental para promover a Criatividade e a Inovação organizacional em
sua plenitude.

A mais importante das políticas de uma empresa que quer inovar é investir e apostar em seu
pessoal. Hoje, o ponto crucial não é criar, simplesmente, uma cultura de conhecimento, mas
uma cultura de aprendizado que vai gerar conhecimento. Não se trata apenas de a empresa
desenvolver sua principal riqueza (a inteligência). No mundo do trabalho de hoje o
aprendizado é uma das “moedas de remuneração dos bons profissionais”. A essência do novo
contrato nas empresas – além do pagamento de salário – é uma troca: iniciativa por
oportunidades. A empresa oferece a oportunidade e os meios educacionais para o funcionário
obter o sucesso pessoal; em contrapartida, o funcionário promete iniciativa na criação de valor
para os clientes e fornecedores potenciais e, consequentemente, lucros à empresa.
Atualmente há empresas que buscam, junto aos concorrentes, novas ideias e práticas que
funcionem, independentemente de suas origens, de modo que possam repeti-las e adaptá-las
às suas próprias culturas, tendo em vista o mercado global, cada vez mais concorrido, e a
crescente necessidade de destaque neste mesmo mercado. Todavia, essa é uma postura
que não se revela suficientemente adequada para viabilizar o aumento da competitividade
e/ou garantir a sobrevivência da empresa. É importante e necessário desenvolver “bolsões” de
criatividade na cultura organizacional, de modo a evitar a “letargia”, antecipar-se às
tendências e perseverar na elevação/nivelamento da competitividade da empresa, aos
padrões organizacionais de classe mundial

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção de uma consciência inovadora contribui, decisivamente, para o descobrimento de
ideias que o mercado reclama. É uma postura modernizante que, emblematicamente, denota
que “os olhos e a mente das pessoas devem ficar voltados para o mundo”, procurando
sempre identificar e conhecer experiências de sucesso. Criar, inovar e desenvolver conceitos e
modelos de modernização é uma questão de sobrevida, básica para o aprimoramento da
gestão e da obtenção do oxigênio necessário à continuidade do negócio. A Inovação é o
resultado da Criatividade empregada na condução e gerenciamento de todos os seus
processos. Agindo e trabalhando assim, as empresas acumulam vantagens competitivas,
reduzindo as possibilidades de ocorrência de insucessos.

Por fim, é preciso esclarecer o “receituário” de que “em uma empresa criativa, a Criatividade
está tão entranhada na maneira de ser e agir, que se torna a maneira padrão de conduzir os
negócios”. Uma empresa só é verdadeiramente criativa quando sua criatividade se torna a
maneira diária de fazer as coisas. Um meio viável de se conseguir isso passa por um processo
de “destruição criativa”, que vem a ser um grande e importante impulso que aciona e mantém
em marcha o motor capitalista. É exatamente esse processo que nos conduz à criação de
novos fatos, que troca o obsoleto pelo recente, e esse por outro mais inovador. É, no fundo,
pelo que se observa, o fomento do novo que parece dar sangue, vida ao processo
de “destruição criativa” (é o que vem acontecendo, por exemplo, com a indústria de
fabricação de celulares, com aparelhos cada vez mais sofisticados). Igualmente, a
administração eficiente e eficaz da motivação humana deve ser um compromisso irremovível a
ser perseguido pelas empresas, como forma de abrir espaço para a Criatividade e a Inovação, e
melhorar a qualidade de vida e a autoestima das pessoas. Nessa ambiência as pessoas irão se
sentir mais compromissadas com a empresa, que as incentivam no sentido de dar sua
contribuição pessoal para o sucesso de todos. Assim, as pessoas estarão mais motivadas,
sentindo-se mais necessárias e mais partes integrantes da organização, passando a
desenvolver maior lealdade e preocupação com a organização e com seus clientes e
fornecedores, seus produtos/serviços; os problemas da empresa passam a ser seus problemas
pessoais, os objetivos da empresa transformam-se em seus objetivos pessoais; tornam-se
íntimos contribuintes da maior produtividade e da qualidade à empresa. A motivação é aqui
encarada como um meio de trabalho, um estilo de liderança e de vida, uma filosofia
permanente de abalizar o pensamento estratégico na Gestão de Pessoas, pois o elemento
humano é um agente de transformação necessário à sobrevivência das empresas. São as
pessoas que fazem a diferença e saber como gerenciar pessoas é um grande desafio; muito
mais que isso é saber como gerenciar a motivação das pessoas.
O que é
“Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias.”
O conceito de inovação é bastante variado, dependendo, principalmente, da sua aplicação. De
forma sucinta, a ABGI considera que inovação é a exploração com sucesso de novas ideias. E
sucesso para as empresas, por exemplo, significa aumento de faturamento, acesso a novos
mercados, aumento das margens de lucro, entre outros benefícios.
Dentre as várias possibilidades de inovar, aquelas que se referem a inovações de produto ou
de processo são conhecidas como inovações tecnológicas. Outros tipos de inovações podem se
relacionar a novos mercados, novos modelos de negócio, novos processos e métodos
organizacionais. Ou, até mesmo, novas fontes de suprimentos.
As pessoas frequentemente confundem inovação e processos de inovação com melhoria
contínua e processos relacionados a esse tema. Para que uma inovação seja caracterizada
como tal, é necessário que seja causado um impacto significativo na estrutura de preços, na
participação de mercado, na receita da empresa etc.
As melhorias contínuas, normalmente, não são capazes de criar vantagens competitivas de
médio e longo prazo, mas de manter a competitividade dos produtos em termos de custo.
Tipos de Inovação
As diferentes formas de inovação podem ser classificadas de diversas maneiras.
Destacamos aqui duas destas visões, quanto ao objeto focal da inovação e quanto ao seu
impacto.
Objetivos focais da inovação
Inovação de produto:
Consiste em modificações nos atributos do produto, com mudança na forma como ele é
percebido pelos consumidores.
Exemplo: automóvel com câmbio automático em comparação ao “convencional”.
Inovação de processo:
Trata de mudanças no processo de produção do produto ou serviço. Não gera
necessariamente impacto no produto final, mas produz benefícios no processo de produção,
geralmente com aumentos de produtividade e redução de custos.
Exemplo: automóvel produzido por robôs em comparação ao produzido por operários
humanos.
“As diferentes formas de inovação podem ser classificadas de diversas maneiras. Destacamos
duas: quanto ao objeto focal da inovação e quanto ao seu impacto.”
Inovação de modelo de negócio:
Considera mudanças no modelo de negócio. Ou seja, na forma como o produto ou serviço é
oferecido ao mercado. Não implica necessariamente em mudanças no produto ou mesmo no
processo de produção, mas na forma como que ele é levado ao mercado.
Exemplo: automóvel é alugado ao consumidor, que passa a pagar uma mensalidade pelo uso
do veículo, com direito a seguro, manutenção e troca pelo modelo mais novo a cada ano; em
comparação ao modelo de negócio tradicional, em que o veículo é vendido.
Impacto da inovação
Inovação Incremental:
Reflete pequenas melhorias contínuas em produtos ou em linhas de produtos. Geralmente,
representam pequenos avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor e não modificam
de forma expressiva a forma como o produto é consumido ou o modelo de negócio.
Exemplo: evolução do CD comum para CD duplo, com capacidade de armazenar o dobro de
faixas musicais.
Inovação Radical:
Representa uma mudança drástica na maneira que o produto ou serviço é consumido.
Geralmente, traz um novo paradigma ao segmento de mercado, que modifica o modelo de
negócios vigente.
Exemplo: evolução do CD de música para os arquivos digitais em MP3.
A importância de inovar
Considerando que as inovações são capazes de gerar vantagens competitivas a médio e longo
prazo, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade das empresas e dos países no futuro.
“Aqueles que inovam ficam em posição de vantagem em relação aos demais.”
A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de uma empresa, diferenciando-a,
ainda que momentaneamente, no ambiente competitivo. Ela é ainda mais importante em
mercados commoditizados. Ou seja, com alto nível de competição e cujos produtos são
praticamente equivalentes entre os ofertantes. Aqueles que inovam neste contexto, seja de
forma incremental ou radical, de produto, processo ou modelo de negócio, ficam em posição
de vantagem em relação aos demais.
As inovações são importantes porque permitem que as empresas acessem novos mercados,
aumentem suas receitas, realizem novas parcerias, adquiram novos conhecimentos e
aumentem o valor de suas marcas.
Obviamente, os benefícios da inovação não se limitam às empresas. Para os países e regiões,
as inovações possibilitam o aumento do nível de emprego e renda, além do acesso ao mundo
globalizado. As inovações oferecem novos produtos, que passam a contar com mais benefícios
dos produtos oferecidos.
A dinâmica da inovação
De um modo geral, as empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias,
invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado. A grande maioria das grandes
empresas possuem áreas inteiras dedicadas à inovação, com laboratórios de pesquisa e
desenvolvimento (P&D) que contam com diversos pesquisadores. Apesar deste papel central
exercido pelas empresas, a interação entre parceiros é fundamental. Sem ela, as inovações são
dificultadas.
“As empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias, invenções,
produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado.”
Esses parceiros têm diversas funções, desde a realização externa de pesquisa e de
desenvolvimento de produtos e processos, até a aplicação de investimentos ou subsídios,
passando por desenvolvimento de prototipação, de pesquisa de mercado e de escalonamento
de produção.
Dessa forma, um conjunto de instituições formam o que conhecemos como sistema de
inovação: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento, investidores, governo e
empresas com seus clientes, fornecedores, concorrentes ou outros parceiros.
Uma tendência que está se tornando cada vez mais forte é um modelo de inovação aberta (ou
open inovation), onde as empresas vão buscar fora de seus centros de P&D ideias e projetos
que podem ajudá-las a agregar diferenciais competitivos.
Como inovar
Para que as empresas realizem inovações é necessário que elas, em primeiro lugar, tomem
consciência da importância de inovar no cenário competitivo vigente. Não há como se tornar
uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema.
“Não há como se tornar uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema.”
Em seguida, as empresas devem entender o que é inovação e qual é a sua dinâmica. A partir
daí elas podem definir uma estratégia que deve estar alinhada aos objetivos da organização e à
sua visão de futuro. Assim, é possível identificar outro conceito essencial para que as empresas
se tornem inovadoras: a atenção para o futuro é uma premissa para a empresa inovar.
O próximo passo é desenvolver e internalizar ferramentas de gestão do processo de inovação.
Essas soluções devem ser customizadas para cada realidade. Para isso, devem ser levados em
consideração o tamanho da empresa, o setor de atuação, a cultura e a estrutura
organizacional, o sistema de agentes no qual ela está inserida, a visão de futuro e suas
ambições.