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Regime Jurídico
dos
Empreendimentos Turísticos

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(Não dispensa a consulta do Diário da República)

Índice
Notas ............................................................................................................................................................ 6
Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos ...................................................................................... 6
Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março ...................................................................................................... 6
CAPÍTULO I ............................................................................................................................................... 6
Disposições gerais ....................................................................................................................................... 6
Artigo 1.º...................................................................................................................................................... 6
Objeto .......................................................................................................................................................... 6
CAPÍTULO II .............................................................................................................................................. 7
Empreendimentos turísticos e alojamento local ........................................................................................... 7
SECÇÃO I ................................................................................................................................................... 7
Noção e tipologias ....................................................................................................................................... 7
Artigo 2.º...................................................................................................................................................... 7
Noção de empreendimentos turísticos ......................................................................................................... 7
Artigo 3.º...................................................................................................................................................... 7
Noção de alojamento local ........................................................................................................................... 7
Artigo 4.º...................................................................................................................................................... 8
Tipologias de empreendimentos turísticos ................................................................................................... 8
SECÇÃO II ................................................................................................................................................ 10
Requisitos comuns dos empreendimentos turísticos .................................................................................. 10
Artigo 5.º.................................................................................................................................................... 10
Requisitos gerais de instalação .................................................................................................................. 10
Artigo 6.º.................................................................................................................................................... 11
Condições de acessibilidade ...................................................................................................................... 11
Artigo 7.º.................................................................................................................................................... 11
Unidades de alojamento ............................................................................................................................. 11
Artigo 8.º.................................................................................................................................................... 11
Capacidade................................................................................................................................................. 11
Artigo 9.º.................................................................................................................................................... 12
Equipamentos de uso comum .................................................................................................................... 12
Artigo 10.º .................................................................................................................................................. 12
Estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços ......................................................................... 12
SECÇÃO III............................................................................................................................................... 12
Estabelecimentos hoteleiros ....................................................................................................................... 12
Artigo 11.º .................................................................................................................................................. 12
Noção de estabelecimento hoteleiro .......................................................................................................... 12
Artigo 12.º .................................................................................................................................................. 13
Condições de instalação ............................................................................................................................. 13
SECÇÃO IV .............................................................................................................................................. 14
Aldeamentos turísticos ............................................................................................................................... 14
Artigo 13.º .................................................................................................................................................. 14
Noção de aldeamento turístico ................................................................................................................... 14
SECÇÃO V ................................................................................................................................................ 14
Apartamentos turísticos ............................................................................................................................. 14
Artigo 14.º .................................................................................................................................................. 14
Noção de apartamento turístico ................................................................................................................. 14
SECÇÃO VI .............................................................................................................................................. 15
Conjuntos turísticos (resorts) ..................................................................................................................... 15
Artigo 15.º .................................................................................................................................................. 15
Noção de conjunto turístico (resort) .......................................................................................................... 15
Artigo 16.º .................................................................................................................................................. 17
Requisitos mínimos dos conjuntos turísticos (resorts) ............................................................................... 17
SECÇÃO VII ............................................................................................................................................. 17
Empreendimentos de turismo de habitação ............................................................................................... 17
Artigo 17.º .................................................................................................................................................. 17
Noção de empreendimentos de turismo de habitação ................................................................................ 17

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SECÇÃO VIII ............................................................................................................................................ 18


Empreendimentos de turismo no espaço rural ........................................................................................... 18
Artigo 18.º .................................................................................................................................................. 18
Noção de empreendimentos no espaço rural .............................................................................................. 18
SECÇÃO IX .............................................................................................................................................. 20
Parques de campismo e de caravanismo .................................................................................................... 20
Artigo 19.º .................................................................................................................................................. 20
Noção de parques de campismo e de caravanismo .................................................................................... 20
SECÇÃO X ................................................................................................................................................ 20
Turismo de natureza................................................................................................................................... 20
Artigo 20.º .................................................................................................................................................. 20
Turismo de natureza................................................................................................................................... 20
Artigo 20.º-A ............................................................................................................................................. 22
Marca nacional de áreas integradas no sistema nacional de áreas classificadas ........................................ 22
CAPÍTULO III........................................................................................................................................... 22
Competências ............................................................................................................................................. 22
Artigo 21.º .................................................................................................................................................. 22
Competências do Turismo de Portugal, I. P. .............................................................................................. 22
Artigo 22.º .................................................................................................................................................. 23
Competências dos órgãos municipais ........................................................................................................ 23
CAPÍTULO IV .......................................................................................................................................... 24
Instalação dos empreendimentos turísticos ................................................................................................ 24
SECÇÃO I ................................................................................................................................................. 24
Disposições gerais ..................................................................................................................................... 24
Artigo 23.º .................................................................................................................................................. 24
Regime aplicável ....................................................................................................................................... 24
Artigo 23.º-A ............................................................................................................................................. 26
Comunicação prévia com prazo ................................................................................................................. 26
Artigo 24.º .................................................................................................................................................. 26
Estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas ........................................................................... 26
SECÇÃO II ................................................................................................................................................ 27
Informação prévia ...................................................................................................................................... 27
Artigo 25.º .................................................................................................................................................. 27
Pedido de informação prévia ..................................................................................................................... 27
Artigo 25.º-A ............................................................................................................................................. 28
Pedido de informação prévia em solo rústico ............................................................................................ 28
Artigo 25.º-B .............................................................................................................................................. 29
Procedimento ............................................................................................................................................. 29
Artigo 25.º-C .............................................................................................................................................. 29
Decisão ...................................................................................................................................................... 29
SECÇÃO III............................................................................................................................................... 30
Licenciamento ou comunicação prévia de operações urbanísticas ............................................................ 30
Artigo 26.º .................................................................................................................................................. 30
Parecer do Turismo de Portugal, I. P. ........................................................................................................ 30
Artigo 27.º.................................................................................................................................................. 32
Alvará de licença ou admissão da comunicação prévia ............................................................................. 32
Artigo 28.º .................................................................................................................................................. 32
Instalação de conjuntos turísticos (resorts) ................................................................................................ 32
SECÇÃO IV .............................................................................................................................................. 32
Obras isentas de controlo prévio ................................................................................................................ 32
Artigo 29.º .................................................................................................................................................. 32
Comunicação ao Turismo de Portugal, I. P. .............................................................................................. 32
SECÇÃO V ................................................................................................................................................ 34
Autorização ou comunicação de utilização para fins turísticos ................................................................. 34
Artigo 30.º .................................................................................................................................................. 34
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará ............................................................ 34
Artigo 31.º .................................................................................................................................................. 37
Comunicação de abertura em caso de ausência de autorização de utilização para fins turísticos .............. 37
Artigo 31.º-A ............................................................................................................................................. 38

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Comunicação de abertura em caso de ausência de emissão de autorização de utilização para fins turísticos38
Artigo 32.º .................................................................................................................................................. 38
Título de abertura ....................................................................................................................................... 38
Artigo 33.º .................................................................................................................................................. 39
Caducidade da autorização de utilização para fins turísticos ..................................................................... 39
CAPÍTULO V ............................................................................................................................................ 40
Classificação .............................................................................................................................................. 40
Artigo 34.º .................................................................................................................................................. 40
Noção e natureza ........................................................................................................................................ 40
Artigo 35.º .................................................................................................................................................. 40
Categorias .................................................................................................................................................. 40
Artigo 36.º .................................................................................................................................................. 41
Processo de classificação ........................................................................................................................... 41
Artigo 37.º .................................................................................................................................................. 42
Taxa ........................................................................................................................................................... 42
Artigo 38.º .................................................................................................................................................. 43
Revisão da classificação ............................................................................................................................ 43
Artigo 39.º .................................................................................................................................................. 44
Dispensas ................................................................................................................................................... 44
CAPÍTULO VI .......................................................................................................................................... 47
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos .................................................................................... 47
Artigo 40.º .................................................................................................................................................. 47
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos .................................................................................... 47
CAPÍTULO VII ......................................................................................................................................... 48
Exploração e funcionamento...................................................................................................................... 48
Artigo 41.º .................................................................................................................................................. 48
Nomes ........................................................................................................................................................ 48
Artigo 42.º .................................................................................................................................................. 49
Publicidade ................................................................................................................................................ 49
Artigo 42.º-A ............................................................................................................................................. 49
Divulgação e comercialização ................................................................................................................... 49
Artigo 43.º .................................................................................................................................................. 49
Oferta de alojamento turístico .................................................................................................................... 49
Artigo 44.º .................................................................................................................................................. 49
Exploração dos empreendimentos turísticos .............................................................................................. 49
Artigo 45.º .................................................................................................................................................. 50
Exploração turística das unidades de alojamento....................................................................................... 50
Artigo 46.º .................................................................................................................................................. 50
Deveres da entidade exploradora ............................................................................................................... 50
Artigo 47.º .................................................................................................................................................. 51
Responsabilidade operacional .................................................................................................................... 51
Artigo 48.º .................................................................................................................................................. 51
Acesso aos empreendimentos turísticos ..................................................................................................... 51
Artigo 49.º .................................................................................................................................................. 52
Período de funcionamento ......................................................................................................................... 52
Artigo 50.º .................................................................................................................................................. 52
Sinais normalizados ................................................................................................................................... 52
Artigo 51.º .................................................................................................................................................. 53
Livro de reclamações ................................................................................................................................. 53
CAPÍTULO VIII ........................................................................................................................................ 53
Propriedade plural em empreendimentos turísticos ................................................................................... 53
Artigo 52.º .................................................................................................................................................. 53
Noção ......................................................................................................................................................... 53
Artigo 53.º .................................................................................................................................................. 53
Regime aplicável ....................................................................................................................................... 53
Artigo 54.º .................................................................................................................................................. 53
Título constitutivo ...................................................................................................................................... 53
Artigo 55.º .................................................................................................................................................. 56
Menções do título constitutivo ................................................................................................................... 56

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Artigo 56.º .................................................................................................................................................. 58


Prestação periódica .................................................................................................................................... 58
Artigo 57.º .................................................................................................................................................. 60
Deveres do proprietário ............................................................................................................................. 60
Artigo 58.º .................................................................................................................................................. 60
Administração ............................................................................................................................................ 60
Artigo 59.º .................................................................................................................................................. 60
Caução de boa administração e conservação ............................................................................................. 60
Artigo 60.º .................................................................................................................................................. 61
Prestação de contas .................................................................................................................................... 61
Artigo 61.º .................................................................................................................................................. 61
Programa de administração ........................................................................................................................ 61
Artigo 62.º .................................................................................................................................................. 61
Destituição da entidade administradora ..................................................................................................... 61
Artigo 63.º .................................................................................................................................................. 62
Assembleia geral de proprietários .............................................................................................................. 62
Artigo 64.º .................................................................................................................................................. 62
Títulos constitutivos de empreendimentos existentes ................................................................................ 62
CAPÍTULO IX .......................................................................................................................................... 64
Declaração de interesse para o turismo ...................................................................................................... 64
Artigo 65.º .................................................................................................................................................. 64
Declaração de interesse para o turismo ...................................................................................................... 64
CAPÍTULO X ............................................................................................................................................ 64
Fiscalização e sanções ............................................................................................................................... 64
Artigo 66.º .................................................................................................................................................. 64
Competência de fiscalização e instrução de processos .............................................................................. 64
Artigo 67.º .................................................................................................................................................. 64
Contraordenações ...................................................................................................................................... 64
Artigo 68.º .................................................................................................................................................. 69
Sanções acessórias ..................................................................................................................................... 69
Artigo 69.º .................................................................................................................................................. 69
Negligência e tentativa ............................................................................................................................... 69
Artigo 69.º-A ............................................................................................................................................. 70
Regime subsidiário .................................................................................................................................... 70
Artigo 71.º .................................................................................................................................................. 71
Produto das coimas .................................................................................................................................... 71
Artigo 72.º .................................................................................................................................................. 71
Embargo e demolição ................................................................................................................................ 71
Artigo 73.º.................................................................................................................................................. 72
Interdição de utilização .............................................................................................................................. 72
Artigo 74.º .................................................................................................................................................. 72
Sistema informático ................................................................................................................................... 72
CAPÍTULO XI .......................................................................................................................................... 73
Disposições finais e transitórias ................................................................................................................. 73
Artigo 75.º .................................................................................................................................................. 73
Empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza e
estabelecimentos de hospedagem existentes .............................................................................................. 73
Artigo 76.º .................................................................................................................................................. 75
Processos pendentes ................................................................................................................................... 75
Artigo 77.º .................................................................................................................................................. 76
Norma revogatória ..................................................................................................................................... 76
Artigo 78.º .................................................................................................................................................. 76
Regiões Autónomas ................................................................................................................................... 76
Artigo 79.º .................................................................................................................................................. 76
Entrada em vigor ........................................................................................................................................ 76

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Notas:

I - O texto do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de Março, conforme rectificado pela Declaração de


Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio, encontra-se actualizado de acordo com:

- Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro de


2009;
- Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de 2014,
conforme rectificado pela Declaração de Retificação n.º 19/2014, de 24 de Março;
- Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de Novembro de
2014;
- Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro de
2015, e
- Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de 2017.

II - Na republicação operada pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, as menções a “portaria


conjunta” foram alteradas para “portaria”.

III – O n.º 1 do artigo 8 do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, dispõe o seguinte:

«Artigo 8.º
Disposição transitória

1 - Até à entrada em vigor da portaria prevista no n.º 2 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7
de março, na redação dada pelo presente decreto-lei, continua a aplicar-se, com as devidas adaptações,
o disposto na Portaria n.º 261/2009, de 12 de março, alterada pela Portaria n.º 47/2012, de 20 de
fevereiro, com exceção dos artigos 4.º e 11.º
2 – (…)»

IV – O artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, dispõe o seguinte:

“Artigo 6.º
Norma transitória

1 - Os empreendimentos turísticos que, nos termos do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março,


alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, tenham sido reconvertidos e
sejam explorados como estabelecimentos de alojamento local, permanecem afetos ao uso turístico,
mantendo a necessária conformidade com os instrumentos de gestão territorial aplicáveis.
2 - A partir da entrada em vigor do presente decreto-lei, considera-se extinto o procedimento
administrativo relativo aos pedidos de dispensa de categoria apresentados ao abrigo do artigo 39.º do
Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de
setembro.”

Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos


Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março

CAPÍTULO I
Disposições gerais

Artigo 1.º
Objeto

O presente decreto-lei estabelece o regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos


empreendimentos turísticos.

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CAPÍTULO II
Empreendimentos turísticos e alojamento local

SECÇÃO I
Noção e tipologias

Artigo 2.º
Noção de empreendimentos turísticos

1 - Consideram-se empreendimentos turísticos os estabelecimentos que se destinam a prestar serviços


de alojamento, mediante remuneração, dispondo, para o seu funcionamento, de um adequado conjunto
de estruturas, equipamentos e serviços complementares.
2 - Não se consideram empreendimentos turísticos para efeitos do presente decreto-lei:
a) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a proporcionar alojamento, sejam
explorados sem intuito lucrativo ou para fins exclusivamente de solidariedade social e cuja frequência
seja restrita a grupos limitados;
b) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a proporcionar alojamento
temporário com fins lucrativos, não reúnam os requisitos para serem considerados empreendimentos
turísticos.
3 - As instalações e os estabelecimentos referidos na alínea b) do número anterior revestem a natureza
de alojamento local e são regulados por decreto-lei.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 2.º
Noção de empreendimentos turísticos

1 - Consideram-se empreendimentos turísticos os estabelecimentos que se destinam a prestar serviços


de alojamento, mediante remuneração, dispondo, para o seu funcionamento, de um adequado
conjunto de estruturas, equipamentos e serviços complementares.
2 - Não se consideram empreendimentos turísticos para efeitos do presente decreto-lei:
a) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a proporcionar alojamento, sejam
explorados sem intuito lucrativo ou para fins exclusivamente de solidariedade social e cuja
frequência seja restrita a grupos limitados;
b) As instalações ou os estabelecimentos que, embora destinados a proporcionar alojamento
temporário com fins lucrativos, revistam natureza de alojamento local nos termos do artigo seguinte.

Artigo 3.º
Noção de alojamento local

Revogado.

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de


Novembro de 2014)

Artigo 3.º
Noção de alojamento local

1 - Consideram-se estabelecimentos de alojamento local as moradias, apartamentos e


estabelecimentos de hospedagem que, dispondo de autorização de utilização, prestem serviços de
alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem
considerados empreendimentos turísticos.
2 - Os estabelecimentos de alojamento local devem respeitar os requisitos mínimos de segurança e
higiene definidos por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e da
administração local.
3 - Os estabelecimentos de alojamento local que reúnam os requisitos previstos no presente artigo
estão sujeitos a registo na câmara municipal territorialmente competente, na sequência de mera
comunicação prévia, nos termos da portaria referida no número anterior.

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4 - Apenas os estabelecimentos de alojamento local que tenham realizado a mera comunicação prévia
referida no número anterior ou que tenham sido reconvertidos automaticamente nos termos dos n.os
5 e 7 do artigo 75.º, e não tenham visto o seu registo cancelado por incumprimento dos demais
requisitos aplicáveis, podem ser comercializados para fins turísticos.
5 - As câmaras municipais devem facultar ao Turismo de Portugal, I. P., o acesso informático ao
registo do alojamento local.
6 - Quando, por motivos de indisponibilidade das plataformas eletrónicas, não for possível o
cumprimento do disposto no número anterior, as câmaras municipais devem proceder à comunicação
por qualquer outro meio legalmente admissível, e com uma periodicidade mensal, dos registos
efetuados.
7 - Os estabelecimentos referidos no presente artigo devem identificar-se como alojamento local, não
podendo, em caso algum, utilizar a qualificação turismo e ou turístico, nem qualquer sistema de
classificação.
8 - Em todos os estabelecimentos de alojamento local é obrigatória a afixação, no exterior, junto à
entrada principal, de placa identificativa, cujo modelo é aprovado na portaria referida no n.º 2, e da
qual consta o respetivo número de registo na câmara municipal, no prazo máximo de 10 dias após a
atribuição do registo por esta.
9 - Nos estabelecimentos de alojamento local podem instalar-se estabelecimentos comerciais e de
prestação de serviços, incluindo os de restauração e de bebidas, sem prejuízo do cumprimento dos
requisitos específicos previstos na legislação aplicável a estes estabelecimentos.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 3.º
Alojamento local

1 - Consideram-se estabelecimentos de alojamento local as moradias, apartamentos e


estabelecimentos de hospedagem que, dispondo de autorização de utilização, prestem serviços de
alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem
considerados empreendimentos turísticos.
2 - Os estabelecimentos de alojamento local devem respeitar os requisitos mínimos de segurança e
higiene definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do
turismo e da administração local.
3 - Os estabelecimentos de alojamento local que reúnam os requisitos previstos no presente artigo
são obrigatoriamente registados na câmara municipal da respectiva área.
4 - Apenas os estabelecimentos de alojamento local registados nas câmaras municipais da respectiva
área podem ser comercializados para fins turísticos quer pelos seus proprietários, quer por agências
de viagens e turismo.
5 - As câmaras municipais devem facultar ao Turismo de Portugal, I. P., o acesso informático ao
registo do alojamento local.
6 - Os estabelecimentos referidos no presente artigo devem identificar-se como alojamento local, não
podendo, em caso algum, utilizar a qualificação turismo e ou turístico, nem qualquer sistema de
classificação.

Artigo 4.º
Tipologias de empreendimentos turísticos

1 - Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:


a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Aldeamentos turísticos;
c) Apartamentos turísticos;
d) Conjuntos turísticos (resorts);
e) Empreendimentos de turismo de habitação;
f) Empreendimentos de turismo no espaço rural;
g) Parques de campismo e de caravanismo;
h) Revogada.
2 - Os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento de cada tipo de
empreendimento turístico referido no número anterior são definidos:

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a) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do ordenamento do
território, nos casos das alíneas a) a d);
b) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo, da administração local
e da agricultura e do desenvolvimento rural, no caso das alíneas e) a g).
3 - As tipologias de empreendimentos turísticos identificados no n.º 1 podem ser reconhecidas como
turismo de natureza, nos termos do artigo 20.º, ou associadas a marcas nacionais, como o sistema
nacional de áreas classificadas (SNAC) ou o natural.pt.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 4.º
Tipologias de empreendimentos turísticos

1 - Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:


a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Aldeamentos turísticos;
c) Apartamentos turísticos;
d) Conjuntos turísticos (resorts);
e) Empreendimentos de turismo de habitação;
f) Empreendimentos de turismo no espaço rural;
g) Parques de campismo e de caravanismo;
h) Revogada.
2 - Os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento de cada tipo de
empreendimento turístico referido no número anterior são definidos:
a) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do ordenamento do
território, nos casos das alíneas a) a d);
b) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo, da administração
local e da agricultura e do desenvolvimento rural, no caso das alíneas e) a g).
3 - As tipologias de empreendimentos turísticos identificados no n.º 1 podem ser reconhecidas como
turismo de natureza ou associadas a uma marca nacional de áreas integradas no sistema nacional de
áreas classificadas (SNAC), nos termos previstos, respetivamente, nos artigos 20.º e 20.º-A.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 4.º
Tipologias de empreendimentos turísticos

1 - Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:


a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Aldeamentos turísticos;
c) Apartamentos turísticos;
d) Conjuntos turísticos (resorts);
e) Empreendimentos de turismo de habitação;
f) Empreendimentos de turismo no espaço rural;
g) Parques de campismo e de caravanismo;
h) Revogada.
2 - Os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento de cada tipo de
empreendimento turístico referido no número anterior são definidos:
a) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do ordenamento do
território, nos casos das alíneas a) a d);
b) Por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo, da administração
local e da agricultura e do desenvolvimento rural, no caso das alíneas e) a g).
3 - As tipologias de empreendimentos turísticos identificados no n.º 1 podem ser reconhecidas como
turismo de natureza ou associadas a uma marca nacional de áreas classificadas, nos termos previstos
no artigo 20.º.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 4.º
Tipologias de empreendimentos turísticos

1 - Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:


a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Aldeamentos turísticos;
c) Apartamentos turísticos;
d) Conjuntos turísticos (resorts);
e) Empreendimentos de turismo de habitação;
f) Empreendimentos de turismo no espaço rural;
g) Parques de campismo e de caravanismo;
h) Empreendimentos de turismo da natureza.
2 - Os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento de cada tipo de
empreendimento turístico referido no número anterior são definidos:
a) Por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do
ordenamento do território, nos casos das alíneas a) a d);
b) Por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo, da
administração local e da agricultura e do desenvolvimento rural, no caso das alíneas e) a g).

SECÇÃO II
Requisitos comuns dos empreendimentos turísticos

Artigo 5.º
Requisitos gerais de instalação

1 - A instalação de empreendimentos turísticos deve cumprir as normas constantes do regime jurídico


da urbanização e edificação, bem como as normas técnicas de construção aplicáveis às edificações em
geral, designadamente em matéria de segurança contra incêndio, saúde, higiene, ruído e eficiência
energética, sem prejuízo do disposto no presente decreto-lei e respetiva regulamentação.

2 - [Revogado].
3 - [Revogado].
4 - [Revogado].
5 - [Revogado].

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 5.º
Requisitos gerais de instalação

1 - A instalação de empreendimentos turísticos que envolvam a realização de operações urbanísticas


conforme definidas no regime jurídico da urbanização e da edificação deve cumprir as normas
constantes daquele regime, bem como as normas técnicas de construção aplicáveis às edificações em
geral, designadamente em matéria de segurança contra incêndio, saúde, higiene, ruído e eficiência
energética, sem prejuízo do disposto no presente decreto-lei e respetiva regulamentação.
2 - O local escolhido para a instalação de empreendimentos turísticos deve obrigatoriamente ter em
conta as restrições de localização legalmente definidas, com vista a acautelar a segurança de pessoas
e bens face a possíveis riscos naturais e tecnológicos.
3 - Os empreendimentos turísticos devem possuir uma rede interna de esgotos e respetiva ligação às
redes gerais que conduzam as águas residuais a sistemas adequados ao seu escoamento,
nomeadamente através da rede pública, ou de um sistema de recolha e tratamento adequado ao
volume e natureza dessas águas, de acordo com a legislação em vigor, quando não fizerem parte das
águas recebidas pelas câmaras municipais.
4 - Nos locais onde não exista rede pública de abastecimento de água, os empreendimentos turísticos
devem estar dotados de um sistema de abastecimento privativo, com origem devidamente controlada.

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5 - Para efeitos do disposto no número anterior, a captação de água deve possuir as adequadas
condições de proteção sanitária e o sistema ser dotado dos processos de tratamentos requeridos para
potabilização da água ou para manutenção dessa potabilização, de acordo com as normas de
qualidade da água em vigor, devendo para o efeito ser efetuadas análises físico-químicas e ou
microbiológicas.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

Artigo 6.º
Condições de acessibilidade

1 - As condições de acessibilidade a satisfazer no projeto e na construção dos empreendimentos


turísticos devem cumprir as normas técnicas previstas no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, todos os empreendimentos turísticos, com exceção
dos previstos na alínea e) e f) do n.º 1 do artigo 4.º, devem dispor de instalações, equipamentos e, pelo
menos, de uma unidade de alojamento, que permitam a sua utilização por utentes com mobilidade
condicionada.

Artigo 7.º
Unidades de alojamento

1 - Unidade de alojamento é o espaço delimitado destinado ao uso exclusivo e privativo do utente do


empreendimento turístico.
2 - As unidades de alojamento podem ser quartos, suites, apartamentos ou moradias, consoante o tipo
de empreendimento turístico.
3 - Todas as unidades de alojamento devem ser identificadas no exterior da respetiva porta de entrada
em local bem visível.
4 - As portas de entrada das unidades de alojamento devem possuir um sistema de segurança que
apenas permita o acesso ao utente e ao pessoal do estabelecimento.
5 - As unidades de alojamento devem ser insonorizadas e devem ter janelas ou portadas em
comunicação direta com o exterior.

Artigo 8.º
Capacidade

1 - Para o único efeito da exploração turística, e com exceção do disposto no n.º 4, a capacidade dos
empreendimentos turísticos é determinada pelo correspondente número de camas fixas instaladas nas
unidades de alojamento.
2 - Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas convertíveis desde que não excedam o
número das camas fixas.
3 - Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas suplementares amovíveis.
4 - A capacidade dos parques de campismo e de caravanismo é determinada pela área útil destinada a
cada utilizador, de acordo com o estabelecido na portaria prevista na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de


Outubro de 2009)

Artigo 8.º
Capacidade

1 - Para o único efeito da exploração turística, e com excepção do disposto no n.º 4, a capacidade dos
empreendimentos turísticos é determinada pelo correspondente número e tipo de camas (individual
ou duplo) fixas instaladas nas unidades de alojamento.
2 - Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas convertíveis desde que não excedam o
número das camas fixas.
3 - Nas unidades de alojamento podem ser instaladas camas suplementares amovíveis.
4 - A capacidade dos parques de campismo e de caravanismo é determinada pela área útil destinada
a cada utilizador, de acordo com o estabelecido na portaria prevista na alínea b) do n.º 2 do artigo
4.º.

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Artigo 9.º
Equipamentos de uso comum

1 - Os requisitos dos equipamentos de uso comum que integram os empreendimentos turísticos, com
exceção dos requisitos de segurança, são definidos por portaria do membro do Governo responsável
pela área do turismo.
2 - Nas piscinas de empreendimentos turísticos, quando utilizadas exclusivamente pelos seus hóspedes
e convidados, tem de ser assegurada vigilância e mantido disponível material e equipamento de
informação e salvamento.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 9.º
Equipamentos de uso comum

Os requisitos dos equipamentos de uso comum que integram os empreendimentos turísticos, com
exceção dos requisitos de segurança, são definidos por portaria do membro do Governo responsável
pela área do turismo.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

Artigo 10.º
Estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços

Nos empreendimentos turísticos podem instalar-se estabelecimentos comerciais e de prestação de


serviços, incluindo os de restauração e de bebidas, sem prejuízo do cumprimento dos requisitos
específicos previstos na legislação aplicável a estes estabelecimentos.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 10.º
Estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços

Nos empreendimentos turísticos podem instalar-se estabelecimentos comerciais ou de prestação de


serviços desde que o seu número e localização não afectem a função e a utilização das áreas de uso
comum.

SECÇÃO III
Estabelecimentos hoteleiros

Artigo 11.º
Noção de estabelecimento hoteleiro

1 - São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos turísticos destinados a proporcionar


alojamento temporário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou sem fornecimento de
refeições, e vocacionados a uma locação diária.
2 - Os estabelecimentos hoteleiros podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Hotéis;
b) Hotéis-apartamentos (aparthotéis), quando a maioria das unidades de alojamento é constituída por
apartamentos e/ou moradias;
c) Pousadas, quando explorados diretamente pela ENATUR - Empresa Nacional de Turismo, S. A., ou
por terceiros mediante celebração de contratos de franquia ou de cessão de exploração, e instalados
em imóveis classificados como de interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal
ou em edifícios que, pela sua antiguidade, valor arquitetónico e histórico, sejam representativos de
uma determinada época.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 11.º
Noção de estabelecimento hoteleiro

1 - São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos turísticos destinados a proporcionar


alojamento temporário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou sem fornecimento de
refeições, e vocacionados a uma locação diária.
2 - Os estabelecimentos hoteleiros podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Hotéis;
b) Hotéis-apartamentos (aparthotéis), quando a maioria das unidades de alojamento é constituída
por apartamentos;
c) Pousadas, quando explorados diretamente pela ENATUR - Empresa Nacional de Turismo, S. A., ou
por terceiros mediante celebração de contratos de franquia ou de cessão de exploração, e instalados
em imóveis classificados como de interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal
ou em edifícios que, pela sua antiguidade, valor arquitetónico e histórico, sejam representativos de
uma determinada época.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 11.º
Noção de estabelecimento hoteleiro

1 - São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos turísticos destinados a proporcionar


alojamento temporário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou sem fornecimento de
refeições, e vocacionados a uma locação diária.
2 - Os estabelecimentos hoteleiros podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Hotéis;
b) Hotéis-apartamentos (aparthotéis), quando a maioria das unidades de alojamento é constituída
por apartamentos;
c) Pousadas, quando explorados diretamente pela ENATUR - Empresa Nacional de Turismo, S. A., ou
por terceiros mediante celebração de contratos de franquia ou de cessão de exploração, e instalados
em imóveis classificados como monumentos nacionais, de interesse público, de interesse regional ou
municipal, ou em edifícios que, pela sua antiguidade, valor arquitetónico e histórico, sejam
representativos de uma determinada época.

Artigo 12.º
Condições de instalação

1 - Os estabelecimentos hoteleiros devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.


2 - Os estabelecimentos hoteleiros podem ocupar a totalidade ou uma parte independente, constituída
por pisos completos, de um ou mais edifícios, desde que os edifícios em causa constituam, entre eles,
um conjunto de espaços contíguos, ou desde que, entre eles, exista uma área de utilização comum.
3 - Num mesmo edifício podem ser instalados estabelecimentos hoteleiros de diferentes grupos ou
categorias.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 12.º
Condições de instalação

1 - Os estabelecimentos hoteleiros devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.


2 - Os estabelecimentos hoteleiros podem ocupar uma parte independente de um edifício, constituída
por pisos completos e contíguos, ou a totalidade de um ou mais edifícios que constituam um conjunto
harmónico e articulado entre si, inserido num conjunto de espaços contíguos, apresentando expressão
arquitectónica e características funcionais coerentes.

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3 - Num mesmo edifício podem ser instalados estabelecimentos hoteleiros de diferentes grupos ou
categorias.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

SECÇÃO IV
Aldeamentos turísticos

Artigo 13.º
Noção de aldeamento turístico

1 - São aldeamentos turísticos os empreendimentos turísticos constituídos por um conjunto de


instalações funcionalmente interdependentes com expressão arquitetónica coerente, com unidades de
alojamento, situadas em espaços com continuidade territorial, com vias de circulação interna que
permitam o trânsito de veículos de emergência, ainda que atravessadas por estradas municipais e
caminhos municipais já existentes, linhas de água e faixas de terreno afetas a funções de proteção e
conservação de recursos naturais, destinados a proporcionar alojamento e serviços complementares de
apoio a turistas.
2 - Os edifícios que integram os aldeamentos turísticos não podem exceder três pisos, incluindo o rés
do chão, sem prejuízo do disposto em instrumentos de gestão territorial aplicáveis ou alvarás de
loteamento válidos e eficazes nos termos da lei, quando estes estipularem número inferior de pisos.
3 - Os aldeamentos turísticos devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 13.º
Noção de aldeamento turístico

1 - São aldeamentos turísticos os empreendimentos turísticos constituídos por um conjunto de


instalações funcionalmente interdependentes com expressão arquitectónica coerente, situadas em
espaços com continuidade territorial, ainda que atravessados por estradas e caminhos municipais,
linhas ferroviárias secundárias, linhas de água e faixas de terreno afectas a funções de protecção e
conservação de recursos naturais, destinados a proporcionar alojamento e serviços complementares
de apoio a turistas.
2 - Os edifícios que integram os aldeamentos turísticos não podem exceder três pisos, incluindo o rés-
do-chão, sem prejuízo do disposto em instrumentos de gestão territorial aplicáveis ou alvarás de
loteamento válidos e eficazes nos termos da lei, quando estes estipularem número inferior de pisos.
3 - Os aldeamentos turísticos devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento e, para além
dos requisitos gerais de instalação, das infra-estruturas e equipamentos referidos nas alíneas a) a f)
do artigo 16.º.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

SECÇÃO V
Apartamentos turísticos

Artigo 14.º
Noção de apartamento turístico

1 - São apartamentos turísticos os empreendimentos turísticos constituídos por um conjunto coerente


de unidades de alojamento, do tipo apartamento, entendendo-se estas como parte de um edifício à qual
se acede através de espaços comuns, nomeadamente átrio, corredor, galeria ou patamar de escada, que
se destinem a proporcionar alojamento e outros serviços complementares de apoio a turistas.
2 - Os apartamentos turísticos podem ocupar a totalidade ou parte independente, constituída por pisos
completos, de um ou mais edifícios, desde que os edifícios em causa constituam, entre eles, um
conjunto de espaços contíguos, ou desde que, entre eles, exista uma área de utilização comum.
3 - Os apartamentos turísticos devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 14.º
Noção de apartamento turístico

1 - São apartamentos turísticos os empreendimentos turísticos constituídos por um conjunto coerente


de unidades de alojamento, mobiladas e equipadas, que se destinem a proporcionar alojamento e
outros serviços complementares e de apoio a turistas.
2 - Os apartamentos turísticos podem ocupar parte de um edifício, constituída por pisos completos e
contíguos, e ou a totalidade de um ou mais edifícios que constituam um conjunto harmónico e
articulado entre si, inserido num espaço identificável, apresentando expressão arquitectónica e
características funcionais coerentes.
3 - Os apartamentos turísticos devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.

SECÇÃO VI
Conjuntos turísticos (resorts)

Artigo 15.º
Noção de conjunto turístico (resort)

1 - São conjuntos turísticos (resorts) os empreendimentos turísticos constituídos por núcleos de


instalações funcionalmente interdependentes, situados em espaços com continuidade territorial, ainda
que atravessados por estradas municipais e caminhos municipais já existentes, linhas de água e faixas
de terreno afetas a funções de proteção e conservação de recursos naturais, destinados a proporcionar
alojamento e serviços complementares de apoio a turistas, sujeitos a uma administração comum de
serviços partilhados e de equipamentos de utilização comum, que integrem pelo menos dois
empreendimentos turísticos de um dos tipos previstos no n.º 1 do artigo 4.º, sendo obrigatoriamente
um deles um estabelecimento hoteleiro.
2 - Revogado.
3 - Revogado.
4 - Sem prejuízo do disposto no artigo 10.º, nos conjuntos turísticos (resorts) só podem instalar-se
empreendimentos turísticos, ainda que de diferentes categorias.
5 - Revogado.
6 - Quando instalados em conjuntos turísticos (resorts), os aldeamentos turísticos consideram-se
sempre situados em espaços com continuidade territorial.
7 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 15.º
Noção de conjunto turístico (resort)

1 - São conjuntos turísticos (resorts) os empreendimentos turísticos constituídos por núcleos de


instalações funcionalmente interdependentes, situados em espaços com continuidade territorial, ainda
que atravessados por estradas e caminhos municipais, linhas ferroviárias secundárias, linhas de água
e faixas de terreno afectas a funções de protecção e conservação de recursos naturais, destinados a
proporcionar alojamento e serviços complementares de apoio a turistas, sujeitos a uma
administração comum de serviços partilhados e de equipamentos de utilização comum, que integrem
pelo menos dois empreendimentos turísticos de um dos tipos previstos no n.º 1 do artigo 4.º, sendo
obrigatoriamente um deles um estabelecimento hoteleiro de cinco ou quatro estrelas, e ainda um
equipamento de animação autónomo e um estabelecimento de restauração.
2 - Para efeitos do disposto no presente artigo, consideram-se equipamentos de animação autónomos,
nomeadamente:
a) Campos de golfe;
b) Marinas, portos e docas de recreio;
c) Instalações de spa, balneoterapia, talassoterapia e outras semelhantes;
d) Centros de convenções e de congressos;

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

e) Hipódromos e centros equestres;


f) Casinos;
g) Autódromos e kartódromos;
h) Parques temáticos;
i) Centros e escolas de mergulho.
3 - O estabelecimento de restauração pode ser parte integrante de um dos empreendimentos turísticos
que integram o conjunto turístico (resort).
4 - Sem prejuízo do disposto no artigo 10.º, nos conjuntos turísticos (resorts) só podem instalar-se
empreendimentos turísticos.
5 - Podem ser instalados num conjunto turístico (resort) empreendimentos turísticos de diferentes
categorias.
6 - Quando instalados em conjuntos turísticos (resorts), os aldeamentos turísticos consideram-se
sempre situados em espaços com continuidade territorial.
7 - Sem prejuízo do disposto no n.º 4, podem instalar-se em conjuntos turísticos (resorts), desde que
admitidos pelos instrumentos de gestão territorial aplicáveis, edifícios autónomos, de carácter
unifamiliar, com alvará de autorização de utilização para fins turísticos autónomo, desde que:
a) A exploração turística dessas unidades de alojamento seja assegurada pela entidade exploradora
de um dos empreendimentos turísticos do conjunto turístico;
b) Sejam cumpridos os requisitos de instalação e de serviço obrigatórios exigidos para as unidades
de alojamento dos aldeamentos turísticos com a categoria equivalente à categoria do
empreendimento turístico que assegura a exploração destes edifícios autónomos;
c) As unidades de alojamento integrem o título constitutivo do conjunto turístico (resort), ficando
sujeitas ao pagamento da prestação periódica, fixada de acordo com o critério determinado no título
constitutivo.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 15.º
Noção de conjunto turístico (resort)

1 - São conjuntos turísticos (resorts) os empreendimentos turísticos constituídos por núcleos de


instalações funcionalmente interdependentes, situados em espaços com continuidade territorial, ainda
que atravessados por estradas e caminhos municipais, linhas ferroviárias secundárias, linhas de água
e faixas de terreno afectas a funções de protecção e conservação de recursos naturais, destinados a
proporcionar alojamento e serviços complementares de apoio a turistas, sujeitos a uma
administração comum de serviços partilhados e de equipamentos de utilização comum, que integrem
pelo menos dois empreendimentos turísticos, sendo obrigatoriamente um deles um estabelecimento
hoteleiro de cinco ou quatro estrelas, um equipamento de animação autónomo e um estabelecimento
de restauração.
2 - Para efeitos do disposto no presente artigo, consideram-se equipamentos de animação autónomos,
nomeadamente:
a) Campos de golfe;
b) Marinas, portos e docas de recreio;
c) Instalações de spa, balneoterapia, talassoterapia e outras semelhantes;
d) Centros de convenções e de congressos;
e) Hipódromos e centros equestres;
f) Casinos;
g) Autódromos e kartódromos;
h) Parques temáticos;
i) Centros e escolas de mergulho.
3 - O estabelecimento de restauração pode ser parte integrante de um dos empreendimentos turísticos
que integram o conjunto turístico (resort).
4 - Sem prejuízo do disposto no artigo 10.º, nos conjuntos turísticos (resorts) só podem instalar-se
empreendimentos turísticos.
5 - Podem ser instalados num conjunto turístico (resort) empreendimentos turísticos de diferentes
categorias.

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Artigo 16.º
Requisitos mínimos dos conjuntos turísticos (resorts)

Os conjuntos turísticos (resorts) devem possuir, no mínimo, e para além dos requisitos gerais de
instalação, as seguintes infraestruturas e equipamentos:
a) Vias de circulação internas que permitam o trânsito de veículos de emergência;
b) Vias de circulação internas com uma largura mínima de 3 m ou 5 m, conforme sejam de sentido
único ou duplo, quando seja permitido o trânsito de veículos automóveis, salvo quando admitidos
limites mínimos inferiores em plano municipal de ordenamento do território aplicável;
c) Áreas de estacionamento de uso comum;
d) Espaços e áreas verdes exteriores envolventes para uso comum;
e) Portaria;
f) Piscina de utilização comum;
g) Equipamentos de desporto e lazer.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de


Outubro de 2009)

Artigo 16.º
Requisitos mínimos dos conjuntos turísticos (resorts)

Os conjuntos turísticos (resorts) devem possuir, no mínimo, e para além dos requisitos gerais de
instalação, as seguintes infra-estruturas e equipamentos:
a) Vias de circulação internas que permitam o trânsito de veículos de emergência;
b) Áreas de estacionamento de uso comum;
c) Espaços e áreas verdes exteriores envolventes para uso comum;
d) Portaria;
e) Piscina de utilização comum;
f) Equipamentos de desporto e lazer.

SECÇÃO VII
Empreendimentos de turismo de habitação

Artigo 17.º
Noção de empreendimentos de turismo de habitação

1 - São empreendimentos de turismo de habitação os estabelecimentos de natureza familiar instalados


em imóveis antigos particulares que, pelo seu valor arquitetónico, histórico ou artístico, sejam
representativos de uma determinada época, nomeadamente palácios e solares, podendo localizar-se em
espaços rurais ou urbanos.
2 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 17.º
Noção de empreendimentos de turismo de habitação

1 - São empreendimentos de turismo de habitação os estabelecimentos de natureza familiar instalados


em imóveis antigos particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam
representativos de uma determinada época, nomeadamente palácios e solares, podendo localizar-se
em espaços rurais ou urbanos.
2 - Nos empreendimentos de turismo de habitação o número máximo de unidades de alojamento
destinadas a hóspedes é de 15.

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SECÇÃO VIII
Empreendimentos de turismo no espaço rural

Artigo 18.º
Noção de empreendimentos no espaço rural

1 - São empreendimentos de turismo no espaço rural os estabelecimentos que se destinam a prestar,


em espaços rurais, serviços de alojamento a turistas, preservando, recuperando e valorizando o
património arquitetónico, histórico, natural e paisagístico dos respetivos locais e regiões onde se
situam, através da reconstrução, reabilitação ou ampliação de construções existentes, de modo a ser
assegurada a sua integração na envolvente.
2 - Revogado.
3 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Casas de campo;
b) Agro-turismo;
c) Hotéis rurais.
4 - São casas de campo os imóveis situados em aldeias e espaços rurais que se integrem, pela sua
traça, materiais de construção e demais características, na arquitetura típica local.
5 - Quando as casas de campo se situem em aldeias e sejam exploradas de uma forma integrada, por
uma única entidade, são consideradas como turismo de aldeia.
6 - São empreendimentos de agroturismo os imóveis situados em explorações agrícolas que permitam
aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da atividade agrícola, ou a participação nos
trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo seu responsável.
7 - São hotéis rurais os estabelecimentos hoteleiros que cumpram os requisitos de classificação
aplicáveis a esta tipologia, bem como o disposto no n.º 1, podendo instalar-se em edifícios existentes
ou construídos de raiz.
8 - Revogado.
9 - Às obras em empreendimentos referidos no n.º 1 aplica-se o princípio da garantia do existente
constante do artigo 60.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e do artigo 51.º do Decreto-
Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro, alterado pela Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto, que estabelece o
regime jurídico da reabilitação urbana em áreas de reabilitação urbana.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 18.º
Noção de empreendimentos no espaço rural

1 - São empreendimentos de turismo no espaço rural os estabelecimentos que se destinam a prestar,


em espaços rurais, serviços de alojamento a turistas, preservando, recuperando e valorizando o
património arquitetónico, histórico, natural e paisagístico dos respetivos locais e regiões onde se
situam, através da reconstrução, reabilitação ou ampliação de construções existentes, de modo a ser
assegurada a sua integração na envolvente.
2 - Revogado.
3 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Casas de campo;
b) Agro-turismo;
c) Hotéis rurais.
4 - São casas de campo os imóveis situados em aldeias e espaços rurais que se integrem, pela sua
traça, materiais de construção e demais características, na arquitetura típica local.
5 - Quando as casas de campo se situem em aldeias e sejam exploradas de uma forma integrada, por
uma única entidade, são consideradas como turismo de aldeia.
6 - São empreendimentos de agroturismo os imóveis situados em explorações agrícolas que permitam
aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da atividade agrícola, ou a participação nos
trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo seu responsável.
7 - São hotéis rurais os empreendimentos turísticos que cumpram os requisitos de classificação
aplicáveis aos estabelecimentos hoteleiros, bem como o disposto no n.º 1, podendo instalar-se ainda
em edifícios novos, construídos de raiz, incluindo não contíguos.
8 - Revogado.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

9 - Às obras em empreendimentos referidos no n.º 1 aplica-se o princípio da garantia do existente


constante do artigo 60.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e do artigo 51.º do
Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro, alterado pela Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto, que
estabelece o regime jurídico da reabilitação urbana em áreas de reabilitação urbana.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 18.º
Noção de empreendimentos no espaço rural

1 - São empreendimentos de turismo no espaço rural os estabelecimentos que se destinam a prestar,


em espaços rurais, serviços de alojamento a turistas, dispondo para o seu funcionamento de um
adequado conjunto de instalações, estruturas, equipamentos e serviços complementares, tendo em
vista a oferta de um produto turístico completo e diversificado no espaço rural.
2 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural previstos nas alíneas a) a c) do número seguinte
devem preservar, recuperar e valorizar o património arquitectónico, histórico, natural e paisagístico
dos respectivos locais e regiões onde se situam, através da reconstrução, reabilitação ou ampliação
de construções existentes, de modo a ser assegurada a sua integração na envolvente.
3 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Casas de campo;
b) Agro-turismo;
c) Hotéis rurais.
4 - São casas de campo os imóveis situados em aldeias e espaços rurais que se integrem, pela sua
traça, materiais de construção e demais características, na arquitectura típica local.
5 - Quando as casas de campo se situem em aldeias e sejam exploradas de uma forma integrada, por
uma única entidade, são consideradas como turismo de aldeia.
6 - São empreendimentos de agro-turismo os imóveis situados em explorações agrícolas que
permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da actividade agrícola, ou a participação
nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo seu responsável.
7 - São hotéis rurais os estabelecimentos hoteleiros situados em espaços rurais que, pela sua traça
arquitectónica e materiais de construção, respeitem as características dominantes da região onde
estão implantados, podendo instalar-se em edifícios novos.
8 - Nos empreendimentos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 3, o número máximo de unidades de
alojamento destinadas a hóspedes é de 15.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 18.º
Noção de empreendimentos no espaço rural

1 - São empreendimentos de turismo no espaço rural os estabelecimentos que se destinam a prestar,


em espaços rurais, serviços de alojamento a turistas, dispondo para o seu funcionamento de um
adequado conjunto de instalações, estruturas, equipamentos e serviços complementares, tendo em
vista a oferta de um produto turístico completo e diversificado no espaço rural.
2 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural previstos nas alíneas a) a c) do número seguinte
devem integrar-se nos locais onde se situam de modo a preservar, recuperar e valorizar o património
arquitectónico, histórico, natural e paisagístico das respectivas regiões, através da recuperação de
construções existentes, desde que seja assegurado que esta respeita a traça arquitectónica da
construção já existente.
3 - Os empreendimentos de turismo no espaço rural podem ser classificados nos seguintes grupos:
a) Casas de campo;
b) Agro-turismo;
c) Hotéis rurais.
4 - São casas de campo os imóveis situados em aldeias e espaços rurais que se integrem, pela sua
traça, materiais de construção e demais características, na arquitectura típica local.
5 - Quando as casas de campo se situem em aldeias e sejam exploradas de uma forma integrada, por
uma única entidade, são consideradas como turismo de aldeia.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

6 - São empreendimentos de agro-turismo os imóveis situados em explorações agrícolas que


permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da actividade agrícola, ou a participação
nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo seu responsável.
7 - São hotéis rurais os estabelecimentos hoteleiros situados em espaços rurais que, pela sua traça
arquitectónica e materiais de construção, respeitem as características dominantes da região onde
estão implantados, podendo instalar-se em edifícios novos.
8 - Nos empreendimentos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 3, o número máximo de unidades de
alojamento destinadas a hóspedes é de 15.

SECÇÃO IX
Parques de campismo e de caravanismo

Artigo 19.º
Noção de parques de campismo e de caravanismo

1 - São parques de campismo e de caravanismo os empreendimentos instalados em terrenos


devidamente delimitados e dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação de tendas,
reboques, caravanas, autocaravanas ou outras instalações de alojamento amovível e demais material e
equipamento necessários à prática do campismo e do caravanismo.
2 - Os parques de campismo e de caravanismo podem ser públicos ou privativos, consoante se
destinem ao público em geral ou apenas aos associados ou beneficiários das respetivas entidades
proprietárias ou exploradoras.
3 - Os parques de campismo e de caravanismo podem destinar-se exclusivamente à instalação de um
dos tipos de equipamento referidos no n.º 1, adotando a correspondente designação.
4 - Nos parques de campismo e de caravanismo podem existir instalações destinadas a alojamento,
nomeadamente bungalows, mobile homes, glamping, e realidades afins, na proporção e nos termos a
regulamentar na portaria prevista na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 19.º
Noção de parques de campismo e de caravanismo

1 - São parques de campismo e de caravanismo os empreendimentos instalados em terrenos


devidamente delimitados e dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação de tendas,
reboques, caravanas ou autocaravanas e demais material e equipamento necessários à prática do
campismo e do caravanismo.
2 - Os parques de campismo e de caravanismo podem ser públicos ou privativos, consoante se
destinem ao público em geral ou apenas aos associados ou beneficiários das respetivas entidades
proprietárias ou exploradoras.
3 - Os parques de campismo e de caravanismo podem destinar-se exclusivamente à instalação de um
dos tipos de equipamento referidos no n.º 1, adotando a correspondente designação.
4 - Nos parques de campismo e de caravanismo podem existir instalações de caráter complementar
destinadas a alojamento desde que não ultrapassem 25 % da área total do parque destinada aos
campistas, nos termos a regulamentar na portaria prevista na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º.

SECÇÃO X
Turismo de natureza

Artigo 20.º
Turismo de natureza

1 - Revogado.
2 - Revogado
3 - Revogado.
4 - O reconhecimento de empreendimentos turísticos como turismo de natureza compete ao Instituto
de Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), nos termos definidos por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas da conservação da natureza e do turismo.

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5 - Revogado
6 - Revogado
7 - O reconhecimento de empreendimentos turísticos como turismo de natureza está isento de
qualquer taxa.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 20.º
Turismo de natureza

1 - Revogado.
2 - Os empreendimentos turísticos que se destinem a prestar serviço de alojamento em áreas
integradas no SNAC ou em outras áreas com valores naturais e que disponham de um adequado
conjunto de infraestruturas, equipamentos e serviços complementares que permitam contemplar e
desfrutar o património natural, paisagístico e cultural, tendo em vista a oferta de um produto turístico
integrado e diversificado, podem ser reconhecidos como turismo de natureza.
3 - Revogado.
4 - O reconhecimento de empreendimentos turísticos como turismo de natureza compete ao Instituto
de Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), nos termos definidos por portaria
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da conservação da natureza e do turismo.
5 - A portaria referida no número anterior determina, nomeadamente, os critérios e o procedimento a
cumprir para o reconhecimento como turismo de natureza, estabelece as suas condições de validade,
aprova o respetivo logótipo e define os critérios para a validação das áreas com valores naturais a
que se refere o n.º 1.
6 - A designação «turismo de natureza» e o respetivo logótipo só podem ser usados por
empreendimentos turísticos reconhecidos como tal, nos termos previstos no presente artigo.
7 - O reconhecimento de empreendimentos turísticos como turismo de natureza está isento de
qualquer taxa.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 20.º
Turismo de natureza

1 - Revogado.
2 - Os empreendimentos turísticos que se destinem a prestar serviço de alojamento a turistas em
áreas classificadas ou noutras áreas com valores naturais, dispondo para o seu funcionamento de um
adequado conjunto de instalações, estruturas e equipamentos e serviços complementares
relacionados com a animação ambiental, a visitação de áreas naturais, o desporto de natureza e a
interpretação ambiental, podem ser reconhecidos como turismo de natureza ou associados a uma
marca nacional de áreas classificadas, pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.
P., de acordo com os critérios definidos por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas da conservação da natureza e do turismo.
3 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 20.º
Noção de empreendimentos de turismo de natureza

1 - São empreendimentos de turismo de natureza os estabelecimentos que se destinem a prestar


serviços de alojamento a turistas, em áreas classificadas ou noutras áreas com valores naturais,
dispondo para o seu funcionamento de um adequado conjunto de instalações, estruturas,
equipamentos e serviços complementares relacionados com a animação ambiental, a visitação de
áreas naturais, o desporto de natureza e a interpretação ambiental.

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2 - Os empreendimentos de turismo de natureza são reconhecidos como tal, pelo Instituto de


Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P., de acordo com os critérios definidos por
portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente e do turismo.
3 - Os empreendimentos de turismo de natureza adoptam qualquer das tipologias previstas nas
alíneas a) a g) do n.º 1 do artigo 4.º, devendo obedecer aos requisitos de instalação, classificação e
funcionamento previstos para a tipologia adoptada.

Artigo 20.º-A
Marca nacional de áreas integradas no sistema nacional de áreas classificadas

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 20.º-A
Marca nacional de áreas integradas no sistema nacional de áreas classificadas

1 - Os empreendimentos turísticos podem aderir a uma marca nacional de produtos e serviços das
áreas integradas no SNAC.
2 - A aprovação da adesão dos empreendimentos turísticos à marca nacional mencionada no número
anterior compete ao ICNF, I. P., e depende do cumprimento dos critérios definidos por regulamento
específico deste instituto.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro
de 2015)

CAPÍTULO III
Competências

Artigo 21.º
Competências do Turismo de Portugal, I. P.

1 - [Revogado].
2 - Compete ao Turismo de Portugal, I. P., no âmbito das suas atribuições:
a) Intervir, nos termos da lei, na elaboração dos instrumentos de gestão territorial;
b) Emitir parecer obrigatório sobre as operações de loteamento que contemplem a instalação de
empreendimentos turísticos, limitado à área destes, exceto quando tais operações se localizem em
zona abrangida por plano de pormenor em que tenha tido intervenção;
c) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos turísticos referidos nas
alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º;
d) Enquadrar nas tipologias de empreendimentos turísticos novas realidades de alojamento que surjam
no mercado, identificando as regras do presente decreto-lei e respetiva regulamentação que lhes sejam
aplicáveis, publicitando o enquadramento no sítio da internet do Turismo de Portugal, I. P.
3 - Revogado.
4 - Para efeitos da instalação de empreendimentos turísticos, os contratos que tenham por objeto a
elaboração de um projeto de plano, sua alteração ou revisão, previsto no n.º 2 do artigo 6.º e no artigo
79.º do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial, podem ser celebrados também com o
Turismo de Portugal, I. P., e com as demais entidades públicas representativas de interesses a
ponderar no procedimento relativo ao futuro plano.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 21.º
Competências do Turismo de Portugal, I. P.

1 - Compete ao Turismo de Portugal, I. P., exercer as competências especialmente previstas no


presente decreto-lei relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º
1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º.
2 - Compete ainda ao Turismo de Portugal, I. P., no âmbito das suas atribuições:

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a) Intervir, nos termos da lei, na elaboração dos instrumentos de gestão territorial;


b) Emitir parecer sobre as operações de loteamento que contemplem a instalação de
empreendimentos turísticos, limitado à área destes, exceto quando tais operações se localizem em
zona abrangida por plano de pormenor em que tenha tido intervenção;
c) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos turísticos referidos nas
alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e dos hotéis rurais.
3 – Revogado.
4 - Para efeitos da instalação de empreendimentos turísticos, os contratos que tenham por objeto a
elaboração de um projeto de plano, sua alteração ou revisão, previsto no artigo 6.º-A do regime
jurídico dos instrumentos de gestão territorial, podem ser celebrados também com o Turismo de
Portugal, I. P., e com as demais entidades públicas representativas de interesses a ponderar no
procedimento relativo ao futuro plano.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 21.º
Competências do Turismo de Portugal, I. P.

1 - Compete ao Turismo de Portugal, I. P., exercer as competências especialmente previstas no


presente decreto-lei relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º
1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º.
2 - Compete ainda ao Turismo de Portugal, I. P., no âmbito das suas atribuições:
a) Intervir, nos termos da lei, na elaboração dos instrumentos de gestão territorial;
b) Emitir parecer sobre as operações de loteamento que contemplem a instalação de
empreendimentos turísticos, limitado à área destes, exceto quando tais operações se localizem em
zona abrangida por plano de pormenor em que tenha tido intervenção;
c) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos turísticos referidos nas
alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e dos hotéis rurais.
3 - Ao parecer referido na alínea b) do número anterior aplica-se o disposto no artigo 26.º, com as
necessárias adaptações.
4 - Para efeitos da instalação de empreendimentos turísticos, os contratos que tenham por objeto a
elaboração de um projeto de plano, sua alteração ou revisão, previsto no artigo 6.º-A do regime
jurídico dos instrumentos de gestão territorial, podem ser celebrados também com o Turismo de
Portugal, I. P., e com as demais entidades públicas representativas de interesses a ponderar no
procedimento relativo ao futuro plano.

Artigo 22.º
Competências dos órgãos municipais

1 - No âmbito da instalação dos empreendimentos turísticos, compete aos órgãos municipais exercer
as competências atribuídas pelo regime jurídico da urbanização e da edificação com as especificidades
constantes do presente decreto-lei.
2 - Compete ainda à câmara municipal exercer as seguintes competências especialmente previstas no
presente decreto-lei:
a) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo de habitação;
b) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo no espaço
rural, com exceção dos hotéis rurais;
c) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos parques de campismo e de caravanismo.
d) Revogada.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de


Novembro de 2014)

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Artigo 22.º
Competências dos órgãos municipais

1 - No âmbito da instalação dos empreendimentos turísticos, compete aos órgãos municipais exercer
as competências atribuídas pelo regime jurídico da urbanização e da edificação com as
especificidades constantes do presente decreto-lei.
2 - Compete ainda à câmara municipal exercer as seguintes competências especialmente previstas no
presente decreto-lei:
a) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo de
habitação;
b) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo no espaço
rural, com exceção dos hotéis rurais;
c) Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos parques de campismo e de caravanismo;
d) Efetuar e manter o registo do alojamento local disponível ao público.

CAPÍTULO IV
Instalação dos empreendimentos turísticos

SECÇÃO I
Disposições gerais

Artigo 23.º
Regime aplicável

1 - O procedimento respeitante à instalação dos empreendimentos turísticos segue o regime previsto


no presente decreto-lei e está submetido ao regime jurídico da urbanização e da edificação, com as
especificidades constantes do presente regime e respetiva regulamentação, sempre que envolva a
realização das operações urbanísticas ali previstas.
2 - Aplica-se à edificação de empreendimentos turísticos o procedimento de comunicação prévia com
prazo previsto no artigo 23.º-A ou, quando aplicável, a comunicação prévia nos termos do regime
jurídico da urbanização e edificação, podendo, em qualquer caso, o promotor optar pelo procedimento
de licenciamento.
3 - O procedimento deve ser instruído nos termos do regime jurídico da urbanização e da edificação, e
respetiva regulamentação, acompanhado dos elementos constantes de portaria dos membros do
Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do ordenamento do território, devendo o interessado
indicar a classificação pretendida para o empreendimento turístico.
4 - Revogado.
5 - A câmara municipal pode contratualizar com o Turismo de Portugal, I. P., o acompanhamento do
procedimento de instalação dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do
artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, para efeitos de dinamização do procedimento,
designadamente para promoção de reuniões de concertação entre as entidades consultadas ou entre
estas, a câmara municipal e o requerente.
6 - Nos casos em que decorra em simultâneo a avaliação ambiental de instrumento de gestão territorial
e a avaliação de impacte ambiental de projetos de empreendimentos turísticos enquadrados de forma
detalhada naquele instrumento, pode realizar-se uma única consulta pública, sem prejuízo de exercício
das competências próprias das entidades intervenientes.
7 - Para os projetos relativos a empreendimentos turísticos que sejam submetidos a procedimento de
avaliação de impacte ambiental e que se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na
Reserva Ecológica Nacional, estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 166/2008, de 22 de agosto, alterado
pelos Decretos-Leis n.os 239/2012, de 1 de novembro e 96/2013, de 19 de julho, a pronúncia da
comissão de coordenação e desenvolvimento regional competente no âmbito daquela avaliação
compreende, também, a sua pronúncia nos termos previstos na legislação aplicável.
8 - Quando os projetos relativos a empreendimentos turísticos sejam submetidos a procedimento de
análise de incidências ambientais e se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na Reserva
Ecológica Nacional, a pronúncia da comissão de coordenação e desenvolvimento regional competente
compreende também a pronúncia nos termos do regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional,
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 166/2008, de 22 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.os 239/2012,
de 1 de novembro, e 96/2013, de 19 de julho.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 23.º
Regime aplicável

1 - O procedimento respeitante à instalação dos empreendimentos turísticos segue o regime previsto


no presente decreto-lei e está submetido ao regime jurídico da urbanização e da edificação, com as
especificidades constantes do presente regime e respetiva regulamentação, sempre que envolva a
realização das operações urbanísticas ali previstas.
2 - Nos casos em que nos termos do regime jurídico da urbanização e da edificação a forma do
procedimento de controlo prévio da edificação de empreendimentos turísticos seja a comunicação
prévia, pode o promotor optar pelo procedimento de licenciamento.
3 - O pedido de informação prévia, o pedido de licenciamento e a apresentação da comunicação
prévia de operações urbanísticas relativas à instalação dos empreendimentos turísticos devem ser
instruídos nos termos do regime jurídico da urbanização e da edificação, e respetiva regulamentação,
e ainda com os elementos constantes de portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas
do turismo e do ordenamento do território, devendo o interessado indicar a classificação pretendida
para o empreendimento turístico em determinado tipo e, quando aplicável, o grupo e categoria.
4 - Revogado.
5 - A câmara municipal pode contratualizar com o Turismo de Portugal, I. P., o acompanhamento do
procedimento de instalação dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do
artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, para efeitos de dinamização do procedimento,
designadamente para promoção de reuniões de concertação entre as entidades consultadas ou entre
estas, a câmara municipal e o requerente.
6 - Nos casos em que decorra em simultâneo a avaliação ambiental de instrumento de gestão
territorial e a avaliação de impacte ambiental de projetos de empreendimentos turísticos
enquadrados de forma detalhada naquele instrumento, pode realizar-se uma única consulta pública,
sem prejuízo de exercício das competências próprias das entidades intervenientes.
7 - Para os projetos relativos a empreendimentos turísticos que sejam submetidos a procedimento de
avaliação de impacte ambiental e que se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na
Reserva Ecológica Nacional, estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 166/2008, de 22 de agosto, alterado
pelos Decretos-Leis n.os 239/2012, de 1 de novembro e 96/2013, de 19 de julho, a pronúncia da
comissão de coordenação e desenvolvimento regional competente no âmbito daquela avaliação
compreende, também, a sua pronúncia nos termos previstos na legislação aplicável.
8 - Quando os projetos relativos a empreendimentos turísticos sejam submetidos a procedimento de
análise de incidências ambientais e se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na
Reserva Ecológica Nacional, a pronúncia da comissão de coordenação e desenvolvimento regional
competente compreende também a pronúncia nos termos do regime jurídico da Reserva Ecológica
Nacional, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 166/2008, de 22 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis
n.os 239/2012, de 1 de novembro, e 96/2013, de 19 de julho.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 23.º
Regime aplicável

1 - O procedimento respeitante à instalação dos empreendimentos turísticos segue o regime previsto


no presente decreto-lei e está submetido ao regime jurídico da urbanização e da edificação, com as
especificidades constantes do presente regime e respectiva regulamentação, sempre que envolva a
realização das operações urbanísticas ali previstas.
2 - O pedido de licenciamento e a apresentação da comunicação prévia de operações urbanísticas
relativas à instalação dos empreendimentos turísticos deve ser instruído nos termos do regime
jurídico referido no número anterior, e ainda com os elementos constantes de portaria conjunta dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e do ordenamento do território, devendo o
interessado indicar no pedido o tipo de empreendimento, bem como o nome e a classificação
pretendidos.

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3 - A câmara municipal pode contratualizar com o Turismo de Portugal, I. P., o acompanhamento do


procedimento de instalação dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do
artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, para efeitos de dinamização do procedimento,
designadamente para promoção de reuniões de concertação entre as entidades consultadas ou entre
estas, a câmara municipal e o requerente.
4 - Os projectos de arquitectura relativos a empreendimentos turísticos devem ser subscritos por
arquitecto ou por arquitecto em colaboração com engenheiro civil, sendo aplicável o disposto no
artigo 10.º do regime jurídico da urbanização e da edificação com as necessárias adaptações.
5 - Nos casos em que decorra em simultâneo a avaliação ambiental de instrumento de gestão
territorial e a avaliação de impacto ambiental de projectos de empreendimentos turísticos
enquadrados de forma detalhada naquele instrumento, pode realizar-se uma única consulta pública,
sem prejuízo de exercício das competências próprias das entidades intervenientes.
6 - Para os projectos relativos a empreendimentos turísticos que sejam submetidos a procedimento de
avaliação de impacto ambiental e que se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na
Reserva Ecológica Nacional, a pronúncia da comissão de coordenação e desenvolvimento regional
competente no âmbito daquela avaliação compreende, também, a sua pronúncia nos termos previstos
na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º do regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional.
7 - Quando os projectos relativos a empreendimentos turísticos sejam submetidos a procedimento de
análise de incidências ambientais e se localizem, total ou parcialmente, em áreas incluídas na
Reserva Ecológica Nacional, a pronúncia da comissão de coordenação e desenvolvimento regional
competente, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º do regime jurídico da Reserva
Ecológica Nacional, tem em conta os resultados daquele procedimento.

Artigo 23.º-A
Comunicação prévia com prazo

1 - A edificação de empreendimentos turísticos está sujeita à apresentação de comunicação prévia com


prazo, sem prejuízo da aplicação dos critérios de apreciação e de indeferimento dos procedimentos
previstos no regime jurídico da urbanização e edificação.
2 - No prazo de 20 dias a contar da entrega da comunicação e demais elementos a que se refere o n.º 3
do artigo 11.º do regime jurídico da urbanização e da edificação, o presidente da câmara municipal,
com faculdade de delegação, decide sobre o pedido, devendo indeferir a comunicação quando
verifique que a obra viola as normas legais e regulamentares aplicáveis, designadamente as constantes
de plano municipal de ordenamento do território, de alvará de loteamento, as normas técnicas de
construção em vigor, ou os termos de informação prévia existente.
3 - O prazo previsto no número anterior é de 60 dias quando haja lugar a consulta a entidades
externas.
4 - Decorridos os prazos previstos nos números anteriores, consoante os casos, sem que a
comunicação prévia tenha sido rejeitada ou o pedido indeferido, é disponibilizada, no sistema
informático através do qual são tramitados os procedimentos urbanísticos, a informação de que a
comunicação prévia não foi rejeitada, o que equivale à sua admissão.
5 - Quando o presidente da câmara municipal defira o pedido ou não se pronuncie no prazo previsto
no n.º 2 ou no n.º 3, consoante o caso, o interessado pode dar início às obras, efetuando previamente o
pagamento das taxas devidas através de autoliquidação.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 24.º
Estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas

1 - As disposições do presente decreto-lei relativas à instalação dos empreendimentos turísticos são


aplicáveis aos estabelecimentos comerciais e de restauração ou de bebidas que deles sejam partes
integrantes.
2 - O disposto no número anterior não dispensa o cumprimento dos requisitos específicos relativos a
instalações e funcionamento previstos na demais legislação aplicável.
3 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a emissão do alvará de autorização de utilização para
fins turísticos ou a comunicação de abertura de um empreendimento turístico substitui a permissão de

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funcionamento de todas as suas partes integrantes, incluindo os estabelecimentos de restauração ou de


bebidas.

(Artigo com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, repristinado pelo
artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

(Nota:
O artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, dispõe o seguinte:

“Artigo 5.º
Norma repristinatória

É repristinado o artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, na redação dada pelo
Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de setembro.”

Artigo 24.º
Estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas

Revogado.

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro
de 2014)

Artigo 24.º
Estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas

1 - As disposições do presente decreto-lei relativas à instalação dos empreendimentos turísticos são


aplicáveis aos estabelecimentos comerciais e de restauração ou de bebidas que deles sejam partes
integrantes.
2 - O disposto no número anterior não dispensa o cumprimento dos requisitos específicos relativos a
instalações e funcionamento previstos na demais legislação aplicável.
3 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a emissão do alvará de autorização de utilização
para fins turísticos ou a comunicação de abertura de um empreendimento turístico substitui a
permissão de funcionamento de todas as suas partes integrantes, incluindo os estabelecimentos de
restauração ou de bebidas.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 24.º
Estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas

1 - As disposições do presente decreto-lei relativas à instalação e ao funcionamento dos


empreendimentos turísticos são aplicáveis aos estabelecimentos comerciais e de restauração ou de
bebidas que deles sejam partes integrantes.
2 - O disposto no número anterior não dispensa o cumprimento dos requisitos específicos relativos a
instalações e funcionamento previstos nas respectivas regulamentações.

SECÇÃO II
Informação prévia

Artigo 25.º
Pedido de informação prévia

1 - Qualquer interessado pode requerer à câmara municipal informação prévia sobre a possibilidade de
instalar um empreendimento turístico e quais as respetivas condicionantes urbanísticas, nos termos
previstos no regime jurídico da urbanização e edificação.

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2 - O pedido de informação prévia relativo à possibilidade de instalação de um conjunto turístico


(resort) abrange a totalidade dos empreendimentos, estabelecimentos e equipamentos que o integram.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 25.º
Pedido de informação prévia

1 - Qualquer interessado pode requerer à câmara municipal informação prévia sobre a possibilidade
de instalar um empreendimento turístico e quais as respetivas condicionantes urbanísticas.
2 - O pedido de informação prévia relativo à possibilidade de instalação de um conjunto turístico
(resort) abrange a totalidade dos empreendimentos, estabelecimentos e equipamentos que o integram.

Artigo 25.º-A
Pedido de informação prévia em solo rústico

1 - Qualquer interessado pode pedir à câmara municipal, a título prévio, informação sobre a
viabilidade de determinada operação urbanística de que dependa a instalação de empreendimento
turístico em solo rústico, bem como sobre os respetivos condicionamentos legais ou regulamentares,
nomeadamente relativos a infraestruturas, servidões administrativas e restrições de utilidade pública,
índices urbanísticos, cérceas, afastamentos e demais parâmetros aplicáveis à pretensão, com os efeitos
previstos no presente artigo.
2 - O pedido de informação prévia referido no número anterior deve ser instruído com os seguintes
elementos:
a) Código de acesso à certidão permanente ou certidão da descrição e de todas as inscrições em vigor
emitida pela conservatória do registo predial referente ao prédio ou prédios abrangidos, ou, quando
omissa a inscrição do prédio no registo, a respetiva certidão negativa, acompanhada da caderneta
predial onde constem os correspondentes artigos matriciais;
b) Delimitação da área objeto da operação e sua área de enquadramento em planta de localização
fornecida pela câmara municipal ou planta de localização à escala 1:1.000, com indicação das
coordenadas geográficas dos limites da área da operação urbanística, no sistema de coordenadas
geográficas utilizado pelo município;
c) Levantamento topográfico, sempre que haja alteração da topografia ou da implantação das
construções, à escala de 1:200 ou de 1:500 no caso de loteamentos, devidamente cotado, que
identifique o prédio e a respetiva área, assim como o espaço público envolvente;
d) Planta de implantação, desenhada sobre o levantamento topográfico, quando este for exigível,
indicando os polígonos de implantação das construções;
e) Memória descritiva contendo:
i) Área objeto do pedido;
ii) Caracterização da operação urbanística;
iii) Enquadramento da pretensão nos planos territoriais aplicáveis;
iv) Justificação das opções técnicas e da integração urbana e paisagística da operação;
v) Indicação das condicionantes para um adequado relacionamento formal e funcional com a
envolvente, incluindo com a via pública e as infraestruturas ou equipamentos aí existentes;
vi) Programa de utilização das edificações, quando for o caso, incluindo a área a afetar aos diversos
usos;
vii) Áreas destinadas a infraestruturas, equipamentos, espaços verdes e outros espaços de utilização
coletiva e respetivos arranjos, quando estejam previstos;
viii) Quadro sinóptico identificando a superfície total do terreno objeto da operação e, em função da
operação urbanística em causa, a área total de implantação, a área de implantação do edifício, a área
total de construção, a área de construção do edifício, o número de pisos, a altura da fachada, as áreas a
afetar aos usos pretendidos e as áreas de cedência, assim como a demonstração do cumprimento de
outros parâmetros constantes de normas legais e regulamentares aplicáveis;
ix) Identificação e características genéricas dos espaços verdes e de utilização comum;
x) Especificação da classificação (tipologia e categoria do empreendimento turístico) pretendida;
xi) Especificação do número e tipologia das unidades de alojamento e do número máximo de camas
fixas/utentes;
xii) Especificação do número de lugares de estacionamento afetos ao empreendimento turístico;

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f) Quando a edificação esteja abrangida por operação de loteamento, indicação do respetivo


procedimento administrativo;
g) Elementos desenhados, nomeadamente incluindo plantas à escala 1:1000 ou superior que
caraterizem a intervenção pretendida definindo a volumetria, alinhamento, altura da fachada e
implantação da edificação e das construções anexas.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 25.º-B
Procedimento

1 - O presente artigo estabelece um procedimento específico de pedido de informação prévia em solo


rústico ou parcialmente rústico, o qual não altera as condições materiais de decisão subjacentes à
viabilidade do pedido.
2 - Recebido o pedido de informação prévia em solo rústico ou parcialmente rústico e sem prejuízo do
disposto no artigo 11.º do regime jurídico de urbanização e edificação, o presidente da câmara
municipal convoca, no prazo de 10 dias, uma comissão constituída pelas entidades cujos pareceres,
autorizações ou aprovações condicionem, nos termos da lei, a decisão a proferir, remetendo a
pretensão apresentada.
3 - Não há lugar à convocação da comissão referida no número anterior, sempre que a câmara
municipal delibere no sentido de rejeitar o pedido de informação prévia em solo rústico, com o
fundamento na inexistência de interesse público municipal na instalação do empreendimento turístico
em causa.
4 - O prazo previsto no n.º 2 suspende-se, pelo período máximo de cinco dias, sempre que o presidente
da câmara municipal notifique os requerentes para apresentação de elementos adicionais que
permitam completar ou corrigir o pedido, que deverão ser entregues no prazo máximo de 5 dias,
contados da respetiva notificação.
5 - A comissão é presidida pelo presidente da câmara municipal ou por quem tenha competências
delegadas para o efeito e reúne no prazo de 15 dias a contar da data da disponibilização do processo
para que cada entidade manifeste a sua posição sobre a pretensão formulada.
6 - A posição manifestada pelos representantes na comissão substitui os pareceres que as entidades
devem emitir sobre a pretensão, nos termos legais e regulamentares.
7 - Considera-se inexistir oposição, por parte de entidade convocada para integrar a comissão, sempre
que o respetivo representante não manifeste fundamentadamente a sua discordância com o pedido ou,
quando apesar de convocada, a entidade não compareça à reunião nem manifeste posição até à data da
reunião.
8 - A manifestação de posição a que se refere a segunda parte do número anterior deve constar de
suporte escrito e pode ser disponibilizado à presidência da comissão até ao início da reunião decisória.
9 - No caso de haver uma apreciação desfavorável por parte de uma ou mais entidades que integram a
comissão, o presidente da câmara municipal pode convocar, no prazo de 5 dias após a data da primeira
reunião, uma reunião adicional da comissão com vista à concertação de uma solução que permita
ultrapassar as objeções formuladas, devendo a reunião ter lugar nos 15 dias seguintes à convocação.
10 - A inexistência de uma solução concertada das entidades com competência para a emissão de
pareceres de natureza obrigatória e vinculativa determina a extinção do procedimento.
11 - A existência de pareceres ou posições desfavoráveis de natureza não vinculativa não obsta a uma
decisão final favorável.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 25.º-C
Decisão

1 - A câmara municipal comunica a decisão relativa ao pedido de informação prévia no prazo de 60


dias contados a partir da data da receção do pedido de informação prévia, ou dos elementos solicitados
para completar ou corrigir o pedido, podendo decidir desfavoravelmente à viabilidade do
empreendimento turístico.

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2 - A decisão final é obrigatoriamente notificada ao requerente juntamente com as atas das reuniões da
comissão, referidas no artigo anterior, que dela fazem parte integrante.
3 - Sendo a decisão final desfavorável, dela deve constar a indicação dos termos em que a mesma,
sempre que possível, possa ser revista, dando cumprimento às normas legais e regulamentares
aplicáveis.
4 - Compete às entidades que integram a comissão referida no n.º 2 do artigo 25.º-B, consoante as
respetivas competências próprias, adotar e tramitar:
a) No prazo máximo de 120 dias, os atos administrativos e as operações materiais legalmente
necessárias para autorizar ou permitir a edificação e instalação do empreendimento, nomeadamente
condicionantes e delimitações de RAN, REN, servidões ou outras restrições de utilidade pública;
b) No prazo máximo de 180 dias, os atos administrativos e as operações materiais legalmente
necessárias para autorizar ou permitir a edificação e instalação do empreendimento, nomeadamente
alterações a instrumentos de gestão territorial.
5 - A tramitação prevista no número anterior não prejudica ou condiciona qualquer ato a praticar por
membros do Governo no âmbito de competências próprias decorrentes dos regimes jurídicos
aplicáveis.
6 - A informação prévia favorável vincula as entidades competentes na decisão sobre um pedido de
licenciamento ou de apresentação de comunicação prévia subsequente, no prazo de um ano, após essa
decisão ou após a alteração das condicionantes aplicáveis nos termos do n.º 4 do presente artigo e
dispensa a realização de novas consultas a entidades exteriores ao município.
7 - Decorrido o prazo fixado no número anterior, o particular pode requerer ao presidente da câmara
municipal informação confirmativa de que se mantêm os pressupostos de facto e de direito que
levaram à decisão favorável, devendo o mesmo decidir no prazo de 20 dias e, em caso afirmativo ou
de ausência de resposta no termo do referido prazo, reinicia-se novo prazo de um ano para apresentar
os pedidos de comunicação prévia ou de licenciamento.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

SECÇÃO III
Licenciamento ou comunicação prévia de operações urbanísticas

Artigo 26.º
Parecer do Turismo de Portugal, I. P.

1 - Qualquer interessado pode requerer ao Turismo de Portugal, I. P., a emissão de parecer


relativamente:
a) [Revogada];
b) Ao pedido de informação prévia, à admissão de comunicação prévia ou de comunicação prévia com
prazo e a pedido de licenciamento para realização de obras de edificação referentes aos
empreendimentos turísticos previstos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do
artigo 18.º
2 - O parecer referido no número anterior destina-se a verificar o cumprimento das normas
estabelecidas no presente decreto-lei e respetiva regulamentação, designadamente a adequação do
empreendimento turístico previsto ao uso e tipologia pretendidos e implica, quando aplicável, a
apreciação do projeto de arquitetura do empreendimento turístico, e a decisão relativa à dispensa de
requisitos a que se referem os n.os 2 a 4 do artigo 39.º, quando tenha sido formulada.
3 - O parecer referido nos números anteriores não é vinculativo e é comunicado pelo Turismo de
Portugal, I. P., à câmara municipal territorialmente competente.
4 - Revogado.
5 - No âmbito de pedidos de licenciamento ou de comunicações prévias para a realização de obras de
edificação, em fase de projeto, juntamente com o parecer, quando a ele haja lugar, deve ser indicada a
capacidade máxima do empreendimento e a respetiva tipologia de acordo com o projeto apresentado.
6 - As câmaras municipais notificam o Turismo de Portugal, I. P., através da plataforma eletrónica
prevista no artigo 74.º dos pedidos a que se refere o n.º 1 do presente artigo e respetiva decisão,
acompanhado do projeto de arquitetura, quando aplicável.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

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Artigo 26.º
Parecer do Turismo de Portugal, I. P.

1 - O Turismo de Portugal, I. P., emite parecer, nos termos dos artigos 13.º e 13.º-B do regime
jurídico da urbanização e da edificação, relativamente:
a) Ao pedido de informação prévia, pedido de licenciamento e à apresentação da comunicação prévia
de operações de loteamento de empreendimentos turísticos;
b) Ao pedido de informação prévia, pedido de licenciamento e à admissão da comunicação prévia
para a realização de obras de edificação referentes aos empreendimentos turísticos previstos nas
alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º.
2 - O parecer referido no número anterior destina-se a verificar o cumprimento das normas
estabelecidas no presente decreto-lei e respetiva regulamentação, designadamente a adequação do
empreendimento turístico previsto ao uso e tipologia pretendidos e implica, quando aplicável, a
apreciação do projeto de arquitetura do empreendimento turístico, e a decisão relativa ao pedido de
dispensa de requisitos a que se referem os n.os 2 a 4 do artigo 39.º, formulado com os pedidos de
informação prévia e licenciamento ou com a apresentação da comunicação prévia.
3 - Quando desfavorável, o parecer do Turismo de Portugal, I. P., é vinculativo e deve indicar e
justificar as alterações a introduzir no projeto de arquitetura.
4 - Revogado.
5 - No âmbito de pedidos de licenciamento ou de comunicações prévias para a realização de obras de
edificação e juntamente com o parecer, são fixadas, em fase de projeto, a capacidade máxima do
empreendimento e a respetiva classificação de acordo com o projeto apresentado, a confirmar nos
termos previstos no artigo 36.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 26.º
Parecer do Turismo de Portugal, I. P.

1 - O Turismo de Portugal, I. P., emite parecer, nos termos dos artigos 13.º e 13.º-B do regime
jurídico da urbanização e da edificação, relativamente:
a) Ao pedido de informação prévia, pedido de licenciamento e à apresentação da comunicação prévia
de operações de loteamento de empreendimentos turísticos;
b) Ao pedido de informação prévia, pedido de licenciamento e à admissão da comunicação prévia
para a realização de obras de edificação referentes aos empreendimentos turísticos previstos nas
alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º.
2 - O parecer referido no número anterior destina-se a verificar o cumprimento das normas
estabelecidas no presente decreto-lei e respetiva regulamentação, designadamente a adequação do
empreendimento turístico previsto ao uso e tipologia pretendidos e implica, quando aplicável, a
apreciação do projeto de arquitetura do empreendimento turístico, e a decisão relativa ao pedido de
dispensa de requisitos a que se referem os n.os 2 a 4 do artigo 39.º, formulado com os pedidos de
informação prévia e licenciamento ou com a apresentação da comunicação prévia.
3 - Quando desfavorável, o parecer do Turismo de Portugal, I. P., é vinculativo e deve indicar e
justificar as alterações a introduzir no projeto de arquitetura.
4 - Revogado.
5 - Juntamente com o parecer, são fixadas, em fase de projeto, a capacidade máxima do
empreendimento e a respetiva classificação de acordo com o projeto apresentado, a confirmar nos
termos previstos no artigo 36.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 26.º
Parecer do Turismo de Portugal, I. P.

1 - O deferimento pela câmara municipal do pedido de licenciamento e a admissão da comunicação


prévia ou a aprovação de informação prévia para a realização de operações urbanísticas referentes

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aos empreendimentos turísticos previstos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º
3 do artigo 18.º do presente decreto-lei carece sempre de parecer do Turismo de Portugal, I. P.
2 - O parecer referido no número anterior destina-se a verificar o cumprimento das normas
estabelecidas no presente decreto-lei e respectiva regulamentação, designadamente a adequação do
empreendimento turístico projectado ao uso e tipologia pretendidos e implica a apreciação do
projecto de arquitectura do empreendimento turístico.
3 - Quando desfavorável, o parecer do Turismo de Portugal, I. P., é vinculativo e deve indicar e
justificar as alterações a introduzir no projecto de arquitectura.
4 - Ao parecer referido no n.º 1 aplica-se o disposto no artigo 13.º do regime jurídico da urbanização
e da edificação.
5 - Juntamente com o parecer, são fixadas a capacidade máxima do empreendimento e a respectiva
classificação de acordo com o projecto apresentado.

Artigo 27.º
Alvará de licença ou admissão da comunicação prévia

No caso dos parques de campismo e de caravanismo e dos empreendimentos de turismo de habitação


e de turismo no espaço rural, com exceção dos hotéis rurais, a câmara municipal, juntamente com a
emissão do alvará de licença ou a admissão expressa da comunicação prévia para a realização de obras
de edificação, fixa a capacidade máxima e atribui a classificação de acordo com o projeto apresentado,
a confirmar nos termos previstos no artigo 36.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 27.º
Alvará de licença ou admissão da comunicação prévia

No caso dos parques de campismo e de caravanismo e dos empreendimentos de turismo de habitação


e de turismo no espaço rural, com excepção dos hotéis rurais, a câmara municipal, juntamente com a
emissão do alvará de licença ou a admissão da comunicação prévia para a realização de obras de
edificação, fixa a capacidade máxima e atribui a classificação de acordo com o projecto apresentado.

Artigo 28.º
Instalação de conjuntos turísticos (resorts)

Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 25.º, a entidade promotora do empreendimento pode optar
por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação prévia as operações urbanísticas
referentes à instalação da totalidade dos componentes de um conjunto turístico (resort), ou,
alternativamente, submeter tais operações a licenciamento ou comunicação prévia separadamente,
relativamente a cada um dos componentes ou a distintas fases de instalação.

SECÇÃO IV
Obras isentas de controlo prévio

Artigo 29.º
Comunicação ao Turismo de Portugal, I. P.

As obras realizadas nos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º,
e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º que, nos termos do regime jurídico da urbanização e da
edificação, estejam isentas de controlo prévio, são declaradas ao Turismo de Portugal, I. P., para os
efeitos previstos no artigo 38.º, acompanhadas das respetivas peças desenhadas, caso existam,
mediante formulário a disponibilizar na página na Internet daquela entidade, no prazo de 30 dias após
a sua conclusão, desde que:
a) Tenham por efeito a alteração da classificação ou da capacidade máxima do empreendimento;
b) Sejam suscetíveis de prejudicar os requisitos mínimos exigidos para a classificação do
empreendimento, nos termos do presente decreto-lei e da respetiva regulamentação.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 29.º
Processo

As obras realizadas nos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo
4.º, e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º que, nos termos do regime jurídico da urbanização e da
edificação, estejam isentas de controlo prévio, são declaradas ao Turismo de Portugal, I. P., para os
efeitos previstos no artigo 38.º, acompanhadas das respetivas peças desenhadas, caso existam,
mediante formulário a disponibilizar na página na Internet daquela entidade, no prazo de 30 dias
após a sua conclusão, desde que:
a) Tenham por efeito a alteração da classificação ou da capacidade máxima do empreendimento;
b) Sejam suscetíveis de prejudicar os requisitos mínimos exigidos para a classificação do
empreendimento, nos termos do presente decreto-lei e da respetiva regulamentação.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 29.º
Processo

As obras realizadas nos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d) do n.º 1 do artigo 4.º
e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º que, nos termos do regime jurídico da urbanização e da
edificação, estejam isentas de licença e não se encontrem sujeitas ao regime da comunicação prévia,
são declaradas ao Turismo de Portugal, I. P., mediante formulário a disponibilizar na página da
Internet daquela entidade, no prazo de 30 dias após a sua conclusão, desde que:
a) Tenham por efeito a alteração da classificação ou da capacidade máxima do empreendimento;
b) Sejam susceptíveis de prejudicar os requisitos mínimos exigidos para a classificação do
empreendimento, nos termos do presente decreto-lei e da respectiva regulamentação.

Artigo 29.º-A
Procedimento

1 - Após a realização das obras referidas no artigo anterior e, caso seja necessária a alteração de uso
para fins turísticos, aplica-se o regime previsto no presente artigo.
2 - O pedido da autorização de utilização para fins turísticos deve ser instruído com os seguintes
elementos:
a) Alvará de autorização de utilização do edifício existente ou certidão comprovativa da respetiva
inexistência, caso se trate de edifício anterior a 1951;
b) Documento emitido pelo Turismo de Portugal, I. P., relativo a dispensa de requisitos de instalação e
funcionamento, quando aplicável;
c) Termo de responsabilidade subscrito pelo diretor da obra ou diretor da fiscalização assegurando a
conformidade da edificação ou da sua fração autónoma com os fins a que se destina e o respeito pelas
normas legais e regulamentares aplicáveis tendo em conta o uso e a classificação pretendida, atestando
ainda que as alterações introduzidas são isentas de controlo prévio nos termos das alíneas a), b) ou c)
do n.º 1 do artigo 6.º do regime jurídico da urbanização e da edificação, juntando a memória descritiva
e as telas finais respetivas.
3 - Sem prejuízo do disposto nos artigos 64.º e 65.º do regime jurídico da urbanização e edificação,
com o comprovativo do pedido de autorização de utilização para fins turísticos e do pagamento da
taxa devida através de autoliquidação, pode iniciar-se a atividade.
4 - Caso se venha a verificar grave ou significativa desconformidade do empreendimento em
funcionamento com as normas aplicáveis, o subscritor do termo de responsabilidade a que se refere a
alínea c) do n.º 2 responde solidariamente com a entidade exploradora do empreendimento pelos
danos causados por força da desconformidade em causa, sem prejuízo das demais sanções aplicáveis.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

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SECÇÃO V
Autorização ou comunicação de utilização para fins turísticos

Artigo 30.º
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará

1 - Concluída a obra, o interessado requer a concessão de autorização de utilização para fins turísticos,
nos termos do artigo 62.º e seguintes do regime jurídico da urbanização e edificação, com as
especificidades previstas na presente secção.
2 - O pedido de concessão de autorização de utilização para fins turísticos, instruído nos termos do
regime jurídico da urbanização e da edificação e respetiva regulamentação, deve ser submetido à
câmara municipal territorialmente competente, devendo a autarquia dele dar conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., através dos meios previstos no artigo 74.º.
3 - O prazo para decisão sobre a concessão de autorização de utilização para fins turísticos e a emissão
do respetivo alvará é de 10 dias a contar da data de apresentação do requerimento, salvo quando haja
lugar à vistoria prevista no artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da edificação, em que o
prazo de decisão é de cinco dias após a realização da vistoria.
4 - O alvará de autorização de utilização para fins turísticos, único para a totalidade do
empreendimento, deve conter os elementos referidos no n.º 5 do artigo 77.º do regime jurídico da
urbanização e edificação e referência expressa à capacidade máxima e à tipologia.
5 - Do alvará referido no número anterior é dado conhecimento ao Turismo de Portugal, I. P., através
dos meios previstos no artigo 74.º.
6 - Revogado
7 - Os conjuntos turísticos (resorts) dispõem de um único alvará de autorização de utilização para fins
turísticos quando se tenha optado por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação prévia
as operações urbanísticas referentes à instalação da totalidade dos componentes de um conjunto
turístico.
8 - Revogado.
9 - Fora do caso previsto no n.º 7, cada empreendimento turístico, estabelecimento e equipamento
integrados em conjuntos turísticos (resorts) devem dispor de alvará de autorização de utilização
próprio, de natureza turística ou para outro fim a que se destinem.
10 - A instalação dos empreendimentos turísticos pode ser autorizada por fases, aplicando-se a cada
uma delas o disposto na presente secção, sendo a autorização de utilização de cada fase averbada ao
alvará referido no n.º 4.
11 - Aos procedimentos previstos no presente artigo é aplicável o disposto no artigo 28.º-A do
Decreto-Lei n.º 135/99, de 22 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 29/2000, de 13 de março, 72-
A/2010, de 18 de junho, e 73/2014, de 13 de maio.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 30.º
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará

1 - Antes de iniciada a utilização do empreendimento turístico, e caso tenha havido lugar a obra, uma
vez esta terminada, o interessado requer a concessão de autorização de utilização para fins turísticos,
nos termos do artigo 62.º e seguintes do regime jurídico da urbanização e da edificação, com as
especificidades previstas na presente secção.
2 - O pedido de concessão de autorização de utilização para fins turísticos, instruído nos termos do
regime jurídico da urbanização e da edificação e respetiva regulamentação, deve ser submetido à
câmara municipal territorialmente competente, devendo a autarquia dele dar conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., através dos meios previstos no artigo 74.º.
3 - O prazo para decisão sobre a concessão de autorização de utilização para fins turísticos e
emissão do respetivo alvará é de 20 dias a contar da data de apresentação do requerimento, salvo
quando haja lugar à vistoria prevista no artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação, em que o prazo é de 10 dias após a realização da vistoria.
4 - O alvará de autorização de utilização para fins turísticos, quando exista, deve conter os elementos
referidos no n.º 5 do artigo 77.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e ainda referência

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expressa à capacidade máxima e à classificação, determinadas nos termos do n.º 5 do artigo 26.º, do
artigo 27.º, a confirmar nos termos previstos no artigo 36.º.
5 - Do alvará referido no número anterior é dado conhecimento ao Turismo de Portugal, I. P.,
através dos meios previstos no artigo 74.º.
6 - A autorização de utilização para fins turísticos, única para a totalidade do empreendimento, sem
prejuízo do disposto nos números seguintes, depende do pagamento prévio pelo requerente da
respetiva taxa, seja a autorização expressa ou tácita.
7 - Os conjuntos turísticos (resorts) dispõem de um único alvará de autorização de utilização para
fins turísticos quando se tenha optado por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação
prévia as operações urbanísticas referentes à instalação da totalidade dos componentes de um
conjunto turístico.
8 - Revogado.
9 - Fora do caso previsto no n.º 7, cada empreendimento turístico, estabelecimento e equipamento
integrados em conjuntos turísticos (resorts) devem dispor de alvará de autorização de utilização
próprio, de natureza turística ou para outro fim a que se destinem.
10 - A instalação dos empreendimentos turísticos pode ser autorizada por fases, aplicando-se a cada
uma delas o disposto na presente secção.
11 - Aos procedimentos previstos no presente artigo é aplicável o disposto no artigo 28.º-A do
Decreto-Lei n.º 135/99, de 22 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 29/2000, de 13 de março,
72-A/2010, de 18 de junho, e 73/2014, de 13 de maio.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 30.º
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará

1 - Antes de iniciada a utilização do empreendimento turístico, e caso tenha havido lugar a obra, uma
vez esta terminada, o interessado requer a concessão de autorização de utilização para fins turísticos,
nos termos do artigo 62.º e seguintes do regime jurídico da urbanização e da edificação, com as
especificidades previstas na presente secção.
2 - O pedido de concessão de autorização de utilização para fins turísticos, instruído nos termos do
regime jurídico da urbanização e da edificação e respetiva regulamentação, deve ser submetido à
câmara municipal territorialmente competente, devendo a autarquia dele dar conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., através dos meios previstos no artigo 74.º.
3 - O prazo para decisão sobre a concessão de autorização de utilização para fins turísticos e
emissão do respetivo alvará é de 20 dias a contar da data de apresentação do requerimento, salvo
quando haja lugar à vistoria prevista no artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação, em que o prazo é de 10 dias após a realização da vistoria.
4 - O alvará de autorização de utilização para fins turísticos, quando exista, deve conter os elementos
referidos no n.º 5 do artigo 77.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e ainda referência
expressa à capacidade máxima e à classificação, determinadas nos termos do n.º 5 do artigo 26.º, do
artigo 27.º, a confirmar nos termos previstos no artigo 36.º.
5 - Do alvará referido no número anterior é dado conhecimento ao Turismo de Portugal, I. P.,
através dos meios previstos no artigo 74.º.
6 - A autorização de utilização para fins turísticos, única para a totalidade do empreendimento, sem
prejuízo do disposto nos números seguintes, depende do pagamento prévio pelo requerente da
respetiva taxa, seja a autorização expressa ou tácita.
7 - Os conjuntos turísticos (resorts) dispõem de um único alvará de autorização de utilização para
fins turísticos quando se tenha optado por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação
prévia as operações urbanísticas referentes à instalação da totalidade dos componentes de um
conjunto turístico.
8 - Revogado.
9 - Fora do caso previsto no n.º 7, cada empreendimento turístico, estabelecimento e equipamento
integrados em conjuntos turísticos (resorts) devem dispor de alvará de autorização de utilização
próprio, de natureza turística ou para outro fim a que se destinem.
10 - A instalação dos empreendimentos turísticos pode ser autorizada por fases, aplicando-se a cada
uma delas o disposto na presente secção.

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(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 30.º
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará

1 - Concluída a obra, o interessado requer a concessão da autorização de utilização para fins


turísticos, nos termos do artigo 62.º e seguintes do regime jurídico da urbanização e da edificação,
com as especificidades previstas no presente decreto-lei.
2 - O pedido de concessão da autorização de utilização para fins turísticos deve ser instruído com:
a) Termo de responsabilidade subscrito pelos autores do projecto de arquitectura das obras e pelo
director de fiscalização de obra, no qual atestam que o empreendimento respeita o projecto aprovado
e, sendo caso disso, que as alterações introduzidas no projecto se limitam às alterações isentas de
licença nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação, juntando a memória descritiva respectiva;
b) Termo de responsabilidade subscrito pelo autor do projecto de segurança contra incêndios,
assegurando que a obra foi executada de acordo com o projecto aprovado e, se for caso disso, que as
alterações efectuadas estão em conformidade com as normas legais e regulamentares aplicáveis em
matéria de segurança contra riscos de incêndio, ou, em alternativa, comprovativo da inspecção
realizada por entidades acreditadas nesta matéria;
c) Termo de responsabilidade subscrito pelos autores dos projectos de especialidades relativos a
instalações eléctricas, acústicas, energéticas e acessibilidades ou, em alternativa, comprovativo das
inspecções realizadas por entidades acreditadas nestas matérias, atestando a conformidade das
instalações existentes.
3 - O prazo para deliberação sobre a concessão de autorização de utilização para fins turísticos e
emissão do respectivo alvará é de 20 dias a contar da data de apresentação do requerimento, salvo
quando haja lugar à vistoria prevista no artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação.
4 - O alvará de autorização de utilização para fins turísticos deve conter os elementos referidos no n.º
5 do artigo 77.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e dele é dado conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., através dos meios previstos no artigo 74.º.
5 - A emissão do alvará de utilização para fins turísticos depende apenas do pagamento prévio pelo
requerente da respectiva taxa.
6 - Os conjuntos turísticos (resorts) dispõem de um único alvará de autorização de utilização para
fins turísticos quando se tenha optado por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação
prévia as operações urbanísticas referentes à instalação da totalidade dos componentes de um
conjunto turístico.
7 - Fora do caso previsto no número anterior, cada empreendimento turístico, estabelecimento e
equipamento integrados em conjuntos turísticos (resorts) devem dispor de alvará de autorização de
utilização próprio, de natureza turística ou para outro fim a que se destinem.
8 - A concessão de autorização de utilização para fins turísticos e a emissão do respectivo alvará aos
edifícios autónomos de carácter unifamiliar previstos no n.º 7 do artigo 15.º depende de prévia
concessão de autorização de utilização para fins turísticos a um dos empreendimentos turísticos do
conjunto turístico, que assegura a sua exploração.
9 - A instalação dos empreendimentos turísticos pode ser autorizada por fases, aplicando-se a cada
uma delas o disposto na presente secção.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 30.º
Autorização de utilização para fins turísticos e emissão de alvará

1 - Concluída a obra, o interessado requer a concessão da autorização de utilização para fins


turísticos, nos termos do artigo 62.º e seguintes do regime jurídico da urbanização e da edificação,
com as especificidades previstas no presente decreto-lei.
2 - O pedido de concessão da autorização de utilização para fins turísticos deve ser instruído com:
a) Termo de responsabilidade subscrito pelos autores do projecto de arquitectura das obras e pelo
director de fiscalização de obra, no qual atestam que o empreendimento respeita o projecto aprovado

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e, sendo caso disso, que as alterações introduzidas no projecto se limitam às alterações isentas de
licença nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação, juntando a memória descritiva respectiva;
b) Termo de responsabilidade subscrito pelo autor do projecto de segurança contra incêndios,
assegurando que a obra foi executada de acordo com o projecto aprovado e, se for caso disso, que as
alterações efectuadas estão em conformidade com as normas legais e regulamentares aplicáveis em
matéria de segurança contra riscos de incêndio, ou, em alternativa, comprovativo da inspecção
realizada por entidades acreditadas nesta matéria;
c) Termo de responsabilidade subscrito pelos autores dos projectos de especialidades relativos a
instalações eléctricas, acústicas, energéticas e acessibilidades ou, em alternativa, comprovativo das
inspecções realizadas por entidades acreditadas nestas matérias, atestando a conformidade das
instalações existentes.
3 - O prazo para deliberação sobre a concessão de autorização de utilização para fins turísticos e
emissão do respectivo alvará é de 20 dias a contar da data de apresentação do requerimento, salvo
quando haja lugar à vistoria prevista no artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação.
4 - O alvará de autorização de utilização para fins turísticos deve conter os elementos referidos no n.º
5 do artigo 77.º do regime jurídico da urbanização e da edificação e dele é dado conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., através dos meios previstos no artigo 74.º.
5 - A emissão do alvará de utilização para fins turísticos depende apenas do pagamento prévio pelo
requerente da respectiva taxa.
6 - Os conjuntos turísticos (resorts) dispõem de um único alvará de autorização de utilização para
fins turísticos quando se tenha optado por submeter conjuntamente a licenciamento ou comunicação
prévia as operações urbanísticas referentes à instalação da totalidade dos componentes de um
conjunto turístico.
7 - Fora do caso previsto no número anterior, cada empreendimento turístico, estabelecimento e
equipamento integrados em conjuntos turísticos (resorts) devem dispor de alvará de autorização de
utilização próprio, de natureza turística ou para outro fim a que se destinem.
8 - A instalação dos empreendimentos turísticos pode ser autorizada por fases, aplicando-se a cada
uma delas o disposto na presente secção.

Artigo 31.º
Comunicação de abertura em caso de ausência de autorização de utilização para fins turísticos

Revogado.

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro
de 2014)

Artigo 31.º
Comunicação de abertura em caso de ausência de autorização de utilização para fins turísticos

1 - Decorrido o prazo previsto no n.º 3 do artigo 30.º ou decorridos os prazos previstos do artigo 65.º
do regime jurídico da urbanização e da edificação, quando tenha sido determinada a realização da
vistoria, sem que tenha sido concedida a autorização de utilização para fins turísticos ou emitido o
respectivo alvará, o interessado pode comunicar à câmara municipal a sua decisão de abrir ao
público, com conhecimento ao Turismo de Portugal, I. P., entregando os seguintes elementos:
a) Termos de responsabilidade a que se referem as alíneas a) a c) do n.º 2 do artigo 30.º, caso ainda
não tenham sido entregues com o pedido aí referido;
b) Termo de responsabilidade subscrito pelo promotor da edificação, assegurando a idoneidade e
correctas acessibilidades do edifício ou sua fracção autónoma para os fins a que se destina e que o
mesmo respeita as normas legais e regulamentares aplicáveis, tendo em conta o uso e classificação
previstos;
c) Auto de vistoria de teor favorável à abertura do estabelecimento elaborado pelas entidades que
tenham realizado a vistoria prevista nos artigos 64.º e 65.º do regime jurídico da urbanização e da
edificação, quando esta tenha ocorrido;
d) No caso de a vistoria ter imposto condicionantes, termo de responsabilidade assinado pelo
responsável da direcção técnica da obra, assegurando que as mesmas foram respeitadas.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

2 - No prazo de 30 dias a contar da recepção da comunicação prevista no número anterior, deve o


presidente da câmara municipal proceder à emissão do alvará de autorização de utilização para fins
turísticos, o qual deve ser notificado ao requerente no prazo de oito dias.
3 - Decorrido o prazo referido no número anterior, o interessado na obtenção de alvará de utilização
para fins turísticos pode recorrer ao mecanismo da intimação judicial para a prática de acto
legalmente devido previsto no artigo 112.º do regime jurídico da urbanização e da edificação.
4 - Caso se venha a verificar grave ou significativa desconformidade do empreendimento em
funcionamento com o projecto aprovado, os subscritores dos termos de responsabilidade a que se
referem as alíneas a), b) e d) do n.º 1 respondem solidariamente com a entidade exploradora do
empreendimento, pelos danos causados por força da desconformidade em causa, sem prejuízo das
demais sanções aplicáveis.

Artigo 31.º-A
Comunicação de abertura em caso de ausência de emissão de autorização de utilização para fins
turísticos

1 - Decorridos os prazos previstos no n.º 3 do artigo 30.º sem que tenha sido proferida decisão
expressa ou emitido o alvará de autorização de utilização para fins turísticos, o interessado pode
comunicar à câmara municipal, com conhecimento ao Turismo de Portugal, I. P., a sua decisão de
abrir ao público.
2 - Caso se venha a verificar grave ou significativa desconformidade do empreendimento em
funcionamento com o projeto aprovado, os subscritores dos termos de responsabilidade entregues na
câmara municipal respondem solidariamente com a entidade exploradora do empreendimento, pelos
danos causados por força da desconformidade em causa, sem prejuízo das demais sanções aplicáveis.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 32.º
Título de abertura

Constitui título válido de abertura do empreendimento qualquer dos seguintes documentos:


a) Alvará de autorização de utilização para fins turísticos do empreendimento;
b) Comprovativos de ter efetuado a comunicação prevista no n.º 1 do artigo anterior e da regular
submissão do requerimento de concessão de autorização para fins turísticos prevista no artigo 30.º,
bem como do comprovativo do pagamento da taxa devida através de autoliquidação;
c) Revogada.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 32.º
Título de abertura

Constitui título válido de abertura do empreendimento qualquer dos seguintes documentos:


a) Alvará de autorização de utilização para fins turísticos do empreendimento;
b) Comprovativo de regular submissão do requerimento de concessão de autorização de utilização
para fins turísticos, acompanhado do comprovativo do pagamento da taxa devida, esgotado o prazo
fixado no n.º 3 do artigo 30.º, sem que tenha sido proferida decisão expressa;
c) Revogada.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 32.º
Título de abertura

Constitui título válido de abertura do empreendimento qualquer dos seguintes documentos:


a) Alvará de autorização de utilização para fins turísticos do empreendimento;

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

b) Comprovativo de ter efectuado a comunicação prevista no n.º 1 do artigo anterior;


c) Requerimento de intimação judicial para a prática de acto legalmente devido, nos termos do n.º 3
do artigo anterior.

Artigo 33.º
Caducidade da autorização de utilização para fins turísticos

1 - A autorização de utilização para fins turísticos caduca:


a) Se o empreendimento não iniciar o seu funcionamento no prazo de um ano a contar da data da
emissão do alvará de autorização de utilização para fins turísticos ou do termo do prazo para a sua
emissão;
b) Revogada;
c) Quando seja dada ao empreendimento uma utilização diferente da prevista no respetivo alvará;
d) Quando, por qualquer motivo, o empreendimento não puder ser classificado ou manter a
classificação de empreendimento turístico.
2 - Caducada a autorização de utilização para fins turísticos, o respetivo título válido de abertura é
cassado e apreendido pela câmara municipal, por iniciativa própria, no caso dos parques de campismo
e de caravanismo, dos empreendimentos de turismo de habitação e dos empreendimentos de turismo
no espaço rural, com exceção dos hotéis rurais, ou a pedido do Turismo de Portugal, I. P., nos
restantes casos, sendo o facto comunicado à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
(ASAE).
3 - A caducidade da autorização determina o encerramento do empreendimento, após notificação da
respetiva entidade exploradora.
4 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, podem ser adotadas as medidas de tutela de
legalidade urbanística que se mostrem fundadamente adequadas, nos termos do disposto no regime
jurídico da urbanização e da edificação.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 33.º
Caducidade da autorização de utilização para fins turísticos

1 - A autorização de utilização para fins turísticos caduca:


a) Se o empreendimento não iniciar o seu funcionamento no prazo de um ano a contar da data da
emissão do alvará de autorização de utilização para fins turísticos ou do termo do prazo para a sua
emissão;
b) Se o empreendimento se mantiver encerrado por período superior a um ano, salvo por motivo de
obras;
c) Quando seja dada ao empreendimento uma utilização diferente da prevista no respectivo alvará;
d) Quando, por qualquer motivo, o empreendimento não puder ser classificado ou manter a
classificação de empreendimento turístico.
2 - Caducada a autorização de utilização para fins turísticos, o respectivo alvará é cassado e
apreendido pela câmara municipal, por iniciativa própria, no caso dos parques de campismo e de
caravanismo dos empreendimentos de turismo de habitação e dos empreendimentos de turismo no
espaço rural, com excepção dos hotéis rurais, ou a pedido do Turismo de Portugal, I. P., nos
restantes casos.
3 - A caducidade da autorização determina o encerramento do empreendimento, após notificação da
respectiva entidade exploradora.
4 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, podem ser adoptadas as medidas de tutela de
legalidade urbanística que se mostrem fundadamente adequadas, nos termos do disposto no regime
jurídico da urbanização e da edificação.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

CAPÍTULO V
Classificação

Artigo 34.º
Noção e natureza

A classificação destina-se a atribuir, confirmar ou alterar a tipologia e, quando aplicável, o grupo e a


categoria dos empreendimentos turísticos e tem natureza obrigatória.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 34.º
Noção e natureza

A classificação destina-se a atribuir, confirmar ou alterar a tipologia e a categoria dos empreendimentos


turísticos e tem natureza obrigatória.

Artigo 35.º
Categorias

1 - Os empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do


n.º 3 do artigo 18.º, classificam-se nas categorias de uma a cinco estrelas, atendendo à qualidade do
serviço e das instalações, de acordo com os requisitos a definir pela portaria prevista na alínea a) do
n.º 2 do artigo 4.º
2 - Tais requisitos devem incidir sobre:
a) Características das instalações e equipamentos;
b) Serviço de receção e portaria;
c) Serviço de limpeza e lavandaria;
d) Serviço de alimentação e bebidas;
e) Serviços complementares.
3 - A portaria a que se refere o n.º 1 distingue entre os requisitos mínimos e os requisitos opcionais,
cujo somatório permite alcançar a pontuação necessária para a obtenção de determinada classificação.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

Artigo 35.º
Categorias

1 - Sem prejuízo do disposto n.º 7 do artigo 39.º, os empreendimentos turísticos referidos nas alíneas
a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º, e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, classificam-se nas categorias de
uma a cinco estrelas, atendendo à qualidade do serviço e das instalações, de acordo com os
requisitos a definir pela portaria prevista na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º.
2 - Tais requisitos devem incidir sobre:
a) Características das instalações e equipamentos;
b) Serviço de receção e portaria;
c) Serviço de limpeza e lavandaria;
d) Serviço de alimentação e bebidas;
e) Serviços complementares.
3 - A portaria a que se refere o n.º 1 distingue entre os requisitos mínimos e os requisitos opcionais,
cujo somatório permite alcançar a pontuação necessária para a obtenção de determinada categoria.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

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Artigo 35.º
Categorias

1 - Os empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º classificam-se


nas categorias de uma a cinco estrelas, atendendo à qualidade do serviço e das instalações, de
acordo com os requisitos a definir pela portaria prevista na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º.
2 - Tais requisitos devem incidir sobre:
a) Características das instalações e equipamentos;
b) Serviço de recepção e portaria;
c) Serviço de limpeza e lavandaria;
d) Serviço de alimentação e bebidas;
e) Serviços complementares.
3 - A portaria a que se refere o n.º 1 distingue entre os requisitos mínimos e os requisitos opcionais,
cujo somatório permite alcançar a pontuação necessária para a obtenção de determinada categoria.

Artigo 36.º
Processo de classificação

1 - O Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d)
do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, ou o presidente da câmara municipal, no
caso dos parques de campismo e de caravanismo, dos empreendimentos de turismo de habitação e dos
empreendimentos de turismo no espaço rural, determina a realização de uma auditoria de classificação
do empreendimento turístico no prazo de 60 dias a contar da data da disponibilização da informação
relativa ao título válido de abertura do empreendimento, no balcão previsto no artigo 74.º ou da data
do conhecimento, por qualquer outra forma, da existência daquele título.
2 - Até à disponibilização do balcão referido no artigo 74.º deve o interessado comunicar ao Turismo
de Portugal, I. P., a existência de título válido de abertura do empreendimento no prazo de 10 dias
após a sua obtenção.
3 - A auditoria de classificação é realizada pelo Turismo de Portugal, I. P., com isenção de taxa, ou
pela câmara municipal, consoante os casos, ou ainda por entidade acreditada para o efeito, nos termos
a definir por portaria do membro do Governo responsável pela área do turismo.
4 - Nos casos em que, por motivos que sejam imputáveis ao interessado, a auditoria de classificação
não se realize na data marcada ou tenha de ser repetida, uma nova auditoria fica sujeita ao pagamento
de taxa destinada exclusivamente a suportar as despesas inerentes, nos termos definidos em portaria
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do turismo.
5 - Após a realização da auditoria, o Turismo de Portugal, I. P., ou o presidente da câmara municipal,
consoante os casos, fixa a classificação do empreendimento turístico.
6 - No caso dos parques de campismo e de caravanismo, dos empreendimentos de turismo de
habitação e dos empreendimentos de turismo no espaço rural, com exceção dos hotéis rurais, a
classificação é fixada juntamente com a autorização de utilização para fins turísticos quando tenha
sido realizada vistoria nos termos do artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da edificação,
caso em que não há lugar a auditoria de classificação.
7 - Em todos os empreendimentos turísticos é obrigatória a afixação no exterior, junto à entrada
principal, da placa identificativa da respetiva classificação, no prazo máximo de 10 dias após a
notificação ao interessado da classificação atribuída, nos termos do presente artigo.
8 - Os modelos da placa identificativa da classificação são aprovados por portaria do membro do
Governo responsável pela área do turismo.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 36.º
Processo de classificação

1 - O Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d)
do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, ou o presidente da câmara municipal, no
caso dos parques de campismo e de caravanismo, dos empreendimentos de turismo de habitação e
dos empreendimentos de turismo no espaço rural, determina a realização de uma auditoria de
classificação do empreendimento turístico no prazo de 60 dias a contar da data da disponibilização

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

da informação relativa ao título válido de abertura do empreendimento, no balcão previsto no artigo


74.º ou da data do conhecimento, por qualquer outra forma, da existência daquele título.
2 - Até à disponibilização do balcão referido no artigo 74.º deve o interessado comunicar ao Turismo
de Portugal, I. P., a existência de título válido de abertura do empreendimento no prazo de 10 dias
após a sua obtenção.
3 - A auditoria de classificação é realizada pelo Turismo de Portugal, I. P., com isenção de taxa, ou
pela câmara municipal, consoante os casos, ou ainda por entidade acreditada para o efeito, nos
termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela área do turismo.
4 - Nos casos em que as auditorias não se realizem na data marcada, por motivos que sejam
imputáveis ao interessado, uma nova auditoria fica sujeita ao pagamento de taxa, nos termos
definidos em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do turismo.
5 - Após a realização da auditoria, o Turismo de Portugal, I. P., ou o presidente da câmara
municipal, consoante os casos, fixa a classificação do empreendimento turístico.
6 - No caso dos parques de campismo e de caravanismo, dos empreendimentos de turismo de
habitação e dos empreendimentos de turismo no espaço rural, com exceção dos hotéis rurais, a
classificação é fixada juntamente com a autorização de utilização para fins turísticos quando tenha
sido realizada vistoria nos termos do artigo 65.º do regime jurídico da urbanização e da edificação,
caso em que não há lugar a auditoria de classificação.
7 - Em todos os empreendimentos turísticos é obrigatória a afixação no exterior, junto à entrada
principal, da placa identificativa da respetiva classificação, no prazo máximo de 10 dias após a
notificação ao interessado da classificação atribuída, nos termos do presente artigo.
8 - Os modelos da placa identificativa da classificação são aprovados por portaria do membro do
Governo responsável pela área do turismo.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 36.º
Processo de classificação

1 - O Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d)
do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º, ou o presidente da câmara municipal, no
caso dos parques de campismo, dos empreendimentos de turismo de habitação e dos
empreendimentos de turismo no espaço rural, determina a realização de uma auditoria de
classificação do empreendimento turístico no prazo de dois meses a contar da data da emissão do
alvará de autorização utilização para fins turísticos ou da abertura do empreendimento, nos termos
do n.º 1 do artigo 31.º e da alínea c) do artigo 32.º.
2 - A auditoria de classificação é realizada directamente pelo Turismo de Portugal, I. P., ou pela
câmara municipal, consoante os casos, ou por entidade acreditada para o efeito, nos termos a definir
por portaria do membro do Governo responsável pela área do turismo.
3 - Após a realização da auditoria, o Turismo de Portugal, I. P., ou o presidente da câmara
municipal, consoante os casos, fixa a classificação do empreendimento turístico e atribui a
correspondente placa identificativa.
4 - Em todos os empreendimentos turísticos é obrigatória a afixação no exterior, junto à entrada
principal, da placa identificativa da respectiva classificação, cujo modelo é aprovado pela portaria
referida no artigo anterior.
5 - No caso dos parques de campismo, dos empreendimentos de turismo de habitação e dos
empreendimentos de turismo no espaço rural, com excepção dos hotéis rurais, a classificação pode
ser confirmada juntamente com a autorização de utilização para fins turísticos quando tenha sido
realizada vistoria nos termos do artigo 64.º do regime jurídico da urbanização e da edificação.

Artigo 37.º
Taxa

Revogado.

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro
de 2014)

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Artigo 37.º
Taxa

1 - Pela realização de auditorias de classificação efectuadas pelo Turismo de Portugal, I. P., é devida
uma taxa, nos termos a fixar por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas
áreas das finanças e do turismo, destinada a suportar as despesas inerentes.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, pela realização de auditorias de classificação
efectuadas pelas câmaras municipais é igualmente devida uma taxa, nos termos a fixar em
regulamento aprovado pelo órgão deliberativo do respectivo município, nos termos da Lei n.º 53-
E/2006, de 29 de Dezembro.

Artigo 38.º
Revisão da classificação

1 - A classificação dos empreendimentos turísticos deve ser oficiosamente revista de cinco em cinco
anos.
2 - Revogado.
3 - A revisão da classificação prevista no n.º 1 é precedida de uma auditoria de classificação efetuada
pelo Turismo de Portugal, I. P., pela câmara municipal, ou por entidade acreditada, consoante os
casos.
4 - A auditoria de classificação referida no número anterior, realizada pelo Turismo de Portugal, I. P.,
está isenta de qualquer taxa, sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 36.º
5 - A classificação pode, ainda, ser revista a todo o tempo, oficiosamente ou a pedido do interessado.
6 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Turismo de Portugal, I. P., deve proceder à revisão
da classificação sempre que receba a declaração prevista no artigo 29.º.
7 - Pela realização de auditorias de revisão de classificação efetuadas pelo Turismo de Portugal, I. P.,
a pedido do interessado, nos termos do n.º 5, é devida uma taxa destinada exclusivamente a suportar
as despesas inerentes, nos termos a fixar na portaria referida no n.º 4 do artigo 36.º
8 - Pode ser cobrada uma taxa pela realização de auditorias de classificação efetuadas pelas câmaras
municipais, a afixar em regulamento aprovado pelo órgão deliberativo do respetivo município, nos
termos do regime geral das autarquias locais, aprovado pela Lei n.º 53-E/2006, de 29 de dezembro,
alterada pela Lei n.º 64-A/2008, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 117/2009, de 29 de
dezembro.
9 - Do resultado das auditorias de classificação referidas no número anterior é dado conhecimento ao
Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias, através dos meios previstos no artigo 74.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 38.º
Revisão da classificação

1 - A classificação dos empreendimentos turísticos deve ser oficiosamente revista de cinco em cinco
anos.
2 - Revogado.
3 - A revisão da classificação prevista no n.º 1 é precedida de uma auditoria de classificação efetuada
pelo Turismo de Portugal, I. P., pela câmara municipal, ou por entidade acreditada, consoante os
casos.
4 - A auditoria de classificação referida no número anterior, realizada pelo Turismo de Portugal, I.
P., está isenta de qualquer taxa.
5 - A classificação pode, ainda, ser revista a todo o tempo, oficiosamente ou a pedido do interessado.
6 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Turismo de Portugal, I. P., deve proceder à
revisão da classificação sempre que receba a declaração prevista no artigo 29.º.
7 - Pela realização de auditorias de revisão de classificação efetuadas pelo Turismo de Portugal, I.
P., a pedido do interessado, nos termos do n.º 5, é devida uma taxa, nos termos a fixar por portaria
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do turismo, destinada
exclusivamente a suportar as despesas inerentes.
8 - Pode ser cobrada uma taxa pela realização de auditorias de classificação efetuadas pelas
câmaras municipais, a afixar em regulamento aprovado pelo órgão deliberativo do respetivo

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município, nos termos do regime geral das autarquias locais, aprovado pela Lei n.º 53-E/2006, de 29
de dezembro, alterada pela Lei n.º 64-A/2008, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 117/2009, de
29 de dezembro.
9 - Do resultado das auditorias de classificação referidas no número anterior é dado conhecimento
ao Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias, através dos meios previstos no artigo 74.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 38.º
Revisão da classificação

1 - A classificação dos empreendimentos turísticos deve ser obrigatoriamente revista de quatro em


quatro anos.
2 - O pedido de revisão deve ser formulado pelo interessado ao órgão competente seis meses antes do
fim do prazo.
3 - A classificação pode, ainda, ser revista a todo o tempo, oficiosamente ou a pedido do interessado,
quando se verificar alteração dos pressupostos que determinaram a respectiva atribuição.

Artigo 39.º
Dispensas

1 - A dispensa de requisitos exigidos para a fixação da classificação pode ser concedida, nos termos
previstos nos n.os 2 a 6:
a) Pelo Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a d)
do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º; ou
b) Pela câmara municipal, nos demais casos.
2 - Os requisitos exigidos para a fixação da classificação podem ser dispensados, oficiosamente ou a
requerimento, quando a sua estrita observância for suscetível de:
a) Afetar as características arquitetónicas ou estruturais de:
i) Edifícios que estejam classificados ou em vias de classificação como de interesse nacional, de
interesse público ou de interesse municipal;
ii) Edifícios que se situem em conjuntos ou sítios classificados ou em vias de classificação como de
interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal;
iii) Edifícios que se situem dentro de zonas de proteção de monumentos, conjuntos ou sítios
classificados ou em vias de classificação como de interesse nacional, de interesse público ou de
interesse municipal; ou
iv) Edifícios que possuam valor histórico, arquitetónico, artístico ou cultural;
b) Afetar vestígios arqueológicos existentes ou que venham a ser descobertos durante a instalação do
empreendimento turístico;
c) Prejudicar ou impedir a classificação de projetos inovadores e valorizantes da oferta turística.
3 - No caso dos conjuntos turísticos (resorts), podem ser dispensados alguns dos requisitos exigidos
para a atribuição de classificação para as instalações e equipamentos, quando o conjunto turístico
(resort) integrar um ou mais empreendimentos que disponham de tais instalações e equipamentos ou
que o próprio conjunto turístico disponha dos mesmos e desde que possam servir ou ser utilizados
pelos utentes de todos os empreendimentos integrados no conjunto.
4 - A dispensa de requisitos requerida com a apresentação da comunicação prévia de obra é concedida
tacitamente sempre que não haja lugar a rejeição da mesma, pela câmara municipal, nem a decisão
expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos no prazo legal de reação à comunicação
prévia previsto no artigo 36.º do regime jurídico da urbanização e edificação, proferida pela câmara
municipal ou pelo Turismo de Portugal, I. P., neste caso no âmbito do parecer a que se refere o artigo
26.º.
5 - A dispensa de requisitos requerida à câmara municipal com o pedido de concessão de autorização
de utilização para fins turísticos é concedida tacitamente sempre que não seja proferida decisão
expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos, nos prazos referidos no n.º 3 do artigo 30.º.
6 - Excetuados os pedidos de dispensa referidos no n.º 2 do artigo 26.º no âmbito da instalação dos
empreendimentos turísticos, as dispensas de requisitos requeridas ao Turismo de Portugal, I. P., são
tacitamente deferidas caso este não determine a realização de auditoria de classificação no prazo
referido no n.º 1 do artigo 36.º.

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7 - Revogado.
8 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

(Nota:
O artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, dispõe o seguinte:

“Artigo 6.º
Norma transitória

1 - Os empreendimentos turísticos que, nos termos do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março,


alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, tenham sido reconvertidos e
sejam explorados como estabelecimentos de alojamento local, permanecem afetos ao uso turístico,
mantendo a necessária conformidade com os instrumentos de gestão territorial aplicáveis.
2 - A partir da entrada em vigor do presente decreto-lei, considera-se extinto o procedimento
administrativo relativo aos pedidos de dispensa de categoria apresentados ao abrigo do artigo 39.º do
Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de
setembro.”

Artigo 39.º
Dispensas

1 - A dispensa de requisitos exigidos para a fixação da classificação pode ser concedida, nos termos
previstos nos n.os 2 a 6:
a) Pelo Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a
d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º; ou
b) Pela câmara municipal, nos demais casos.
2 - Os requisitos exigidos para a fixação da classificação podem ser dispensados, oficiosamente ou a
requerimento, quando a sua estrita observância for suscetível de:
a) Afetar as características arquitetónicas ou estruturais de:
i) Edifícios que estejam classificados ou em vias de classificação como de interesse nacional, de
interesse público ou de interesse municipal;
ii) Edifícios que se situem em conjuntos ou sítios classificados ou em vias de classificação como de
interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal;
iii) Edifícios que se situem dentro de zonas de proteção de monumentos, conjuntos ou sítios
classificados ou em vias de classificação como de interesse nacional, de interesse público ou de
interesse municipal; ou
iv) Edifícios que possuam valor histórico, arquitetónico, artístico ou cultural;
b) Afetar vestígios arqueológicos existentes ou que venham a ser descobertos durante a instalação do
empreendimento turístico;
c) Prejudicar ou impedir a classificação de projetos inovadores e valorizantes da oferta turística.
3 - No caso dos conjuntos turísticos (resorts), podem ser dispensados alguns dos requisitos exigidos
para a atribuição de classificação para as instalações e equipamentos, quando o conjunto turístico
(resort) integrar um ou mais empreendimentos que disponham de tais instalações e equipamentos ou
que o próprio conjunto turístico disponha dos mesmos e desde que possam servir ou ser utilizados
pelos utentes de todos os empreendimentos integrados no conjunto.
4 - A dispensa de requisitos requerida com a apresentação da comunicação prévia de obra é
concedida tacitamente sempre que não haja lugar a rejeição da mesma, pela câmara municipal, nem
a decisão expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos no prazo legal de reação à
comunicação prévia previsto no artigo 36.º do regime jurídico da urbanização e edificação, proferida
pela câmara municipal ou pelo Turismo de Portugal, I. P., neste caso no âmbito do parecer a que se
refere o artigo 26.º.
5 - A dispensa de requisitos requerida à câmara municipal com o pedido de concessão de autorização
de utilização para fins turísticos é concedida tacitamente sempre que não seja proferida decisão
expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos, nos prazos referidos no n.º 3 do artigo
30.º.

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6 - Excetuados os pedidos de dispensa referidos no n.º 2 do artigo 26.º no âmbito da instalação dos
empreendimentos turísticos, as dispensas de requisitos requeridas ao Turismo de Portugal, I. P., são
tacitamente deferidas caso este não determine a realização de auditoria de classificação no prazo
referido no n.º 1 do artigo 36.º.
7 - A dispensa da atribuição da categoria pode ser concedida pelo Turismo de Portugal, I. P., no caso
dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º
3 do artigo 18.º, sempre que verificado o cumprimento dos requisitos para esse efeito previstos na
portaria referida na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º
8 - O cumprimento dos requisitos referidos no número anterior é verificado em sede de auditoria de
classificação.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de Setembro


de 2015)

Artigo 39.º
Dispensa de requisitos

1 - A dispensa de requisitos pode ser concedida, em alternativa:


a) Pelo Turismo de Portugal, I. P., no caso dos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a
d) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do artigo 18.º ou pela câmara municipal, nos demais
casos, nos termos dos n.os 2 a 6;
b) Pelo Turismo de Portugal, I. P., verificado o cumprimento dos critérios específicos para esse
efeito, nos termos dos n.os 7 e 8.
2 - Os requisitos exigidos para a atribuição de classificação podem ser dispensados, oficiosamente ou
a requerimento, quando a sua estrita observância for suscetível de:
a) Afetar as características arquitetónicas ou estruturais dos edifícios que estejam classificados de
interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal ou que possuam valor histórico,
arquitetónico, artístico ou cultural;
b) Prejudicar ou impedir a classificação de projetos inovadores e valorizantes da oferta turística.
3 - No caso dos conjuntos turísticos (resorts), podem ser dispensados alguns dos requisitos exigidos
para a atribuição de classificação para as instalações e equipamentos, quando o conjunto turístico
(resort) integrar um ou mais empreendimentos que disponham de tais instalações e equipamentos ou
que o próprio conjunto turístico disponha dos mesmos e desde que possam servir ou ser utilizados
pelos utentes de todos os empreendimentos integrados no conjunto.
4 - A dispensa de requisitos requerida com a apresentação da comunicação prévia de obra é
concedida tacitamente sempre que não haja lugar a rejeição da mesma, pela câmara municipal, nem
a decisão expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos no prazo legal de reação à
comunicação prévia previsto no artigo 36.º do regime jurídico da urbanização e edificação, proferida
pela câmara municipal ou pelo Turismo de Portugal, I. P., neste caso no âmbito do parecer a que se
refere o artigo 26.º.
5 - A dispensa de requisitos requerida à câmara municipal com o pedido de concessão de autorização
de utilização para fins turísticos é concedida tacitamente sempre que não seja proferida decisão
expressa especificamente relativa à dispensa de requisitos, nos prazos referidos no n.º 3 do artigo
30.º.
6 - Excetuados os pedidos de dispensa referidos no n.º 2 do artigo 26.º no âmbito da instalação dos
empreendimentos turísticos, as dispensas de requisitos requeridas ao Turismo de Portugal, I. P., são
tacitamente deferidas caso este não determine a realização de auditoria de classificação no prazo
referido no n.º 1 do artigo 36.º.
7 - Os requisitos exigidos para a atribuição da categoria são ainda dispensados, no caso dos
empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º e alínea c) do n.º 3 do
artigo 18.º, sempre que verificado o cumprimento dos critérios específicos para esse efeito previstos
na portaria referida na alínea a) do n.º 2 do artigo 4.º.
8 - O cumprimento dos critérios específicos referidos no número anterior é verificado em sede de
auditoria de classificação a que se refere o artigo 36.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014, conforme rectificada pela Declaração de Retificação n.º 19/2014, de 24 de Março)

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Artigo 39.º
Dispensa de requisitos

1 - Os requisitos exigidos para a atribuição da classificação podem ser dispensados pelo Turismo de
Portugal, I. P., ou pela câmara municipal, consoante os casos, quando a sua estrita observância for
susceptível de afectar as características arquitectónicas ou estruturais dos edifícios que estejam
classificados a nível nacional, regional ou local ou que possuam valor histórico, arquitectónico,
artístico ou cultural.
2 - A dispensa de requisitos pode também ser concedida a projectos reconhecidamente inovadores e
valorizantes da oferta turística.
3 - No caso dos conjuntos turísticos (resorts,) podem ser dispensados alguns dos requisitos exigidos
para as instalações e equipamentos quando o conjunto turístico (resort) integrar um ou mais
empreendimentos que disponham de tais instalações e equipamentos e desde que os mesmos possam
servir ou ser utilizados pelos utentes de todos os empreendimentos integrados no conjunto.

CAPÍTULO VI
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos

Artigo 40.º
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos

1 - O Turismo de Portugal, I. P., disponibiliza no seu sítio na Internet o Registo Nacional dos
Empreendimentos Turísticos (RNET), constituído pela relação atualizada dos empreendimentos
turísticos com título de abertura válido, da qual consta o nome, a classificação, a capacidade, a
localização do empreendimento, as respetivas coordenadas geográficas, a morada e os períodos de
funcionamento, bem como a identificação da respetiva entidade exploradora.
2 - Quaisquer factos que constituam alteração ao nome, à morada, aos períodos de funcionamento e à
identificação da entidade exploradora dos empreendimentos turísticos devem ser comunicados por
esta entidade ao Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias sobre a sua verificação, mediante
registo efetuado diretamente no RNET.
3 - A caducidade da autorização de utilização para fins turísticos nos termos do artigo 33.º determina o
cancelamento da inscrição do empreendimento turístico no RNET.
4 - Revogado.
5 - O RNET deve ser indexado no sistema de pesquisa online de informação pública previsto no artigo 49.º
do Decreto-Lei n.º 135/99, de 22 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 29/2000, de 13 de março, 72-
A/2010, de 18 de junho, e 73/2014, de 13 de maio.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 40.º
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos

1 - O Turismo de Portugal, I. P., disponibiliza no seu sítio na Internet o Registo Nacional dos
Empreendimentos Turísticos (RNET), constituído pela relação atualizada dos empreendimentos
turísticos com título de abertura válido, da qual consta o nome, a classificação, a capacidade, a
localização do empreendimento, as respetivas coordenadas geográficas, a morada e os períodos de
funcionamento, bem como a identificação da respetiva entidade exploradora.
2 - Quaisquer factos que constituam alteração ao nome, à morada, aos períodos de funcionamento e à
identificação da entidade exploradora dos empreendimentos turísticos devem ser comunicados por
esta entidade ao Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias sobre a sua verificação, mediante
registo efetuado diretamente no RNET.
3 - A caducidade da autorização de utilização para fins turísticos nos termos do artigo 33.º determina
o cancelamento da inscrição do empreendimento turístico no RNET.
4 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

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Artigo 40.º
Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos

1 - O Turismo de Portugal, I. P., disponibiliza no seu sítio na Internet o Registo Nacional dos
Empreendimentos Turísticos (RNET), constituído pela relação actualizada dos empreendimentos
turísticos com título de abertura válido, da qual consta o nome, classificação, capacidade,
localização e períodos de funcionamento, bem como a identificação da respectiva entidade
exploradora.
2 - Quaisquer factos que constituam alteração aos elementos constantes do registo devem ser
comunicados pela entidade exploradora ao Turismo de Portugal, I. P., no prazo de 10 dias sobre a
sua verificação.
3 - A caducidade da autorização de utilização para fins turísticos nos termos do artigo 33.º determina
o cancelamento da inscrição do empreendimento turístico no RNET.
4 - Os serviços do registo predial podem ter acesso aos dados constantes do RNET relativos à
classificação dos empreendimentos turísticos.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

CAPÍTULO VII
Exploração e funcionamento

Artigo 41.º
Nomes

1 - Os nomes dos empreendimentos turísticos não podem sugerir uma tipologia, grupo, categoria ou
características que os mesmos não possuam.
2 - As denominações simples ou compostas que utilizem o termo «hotel» só podem ser utilizadas
pelos empreendimentos turísticos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do
artigo 18.º.
3 - Os empreendimentos turísticos que disponham das infraestruturas e equipamentos exigidos no
artigo 16.º para os conjuntos turísticos (resorts) podem, para fins comerciais, usar conjuntamente com
o nome a expressão resort.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 41.º
Nomes

1 - Os nomes dos empreendimentos turísticos não podem sugerir uma tipologia, classificação ou
características que não possuam.
2 - As denominações simples ou compostas que utilizem o termo «hotel» só podem ser utilizadas pelos
empreendimentos turísticos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do
artigo 18.º.
3 - Os empreendimentos turísticos que disponham das infra-estruturas e equipamentos exigidos no
artigo 16.º para os conjuntos turísticos (resorts) podem, para fins comerciais, usar conjuntamente
com o nome a expressão resort.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 41.º
Nomes

1 - Os nomes dos empreendimentos turísticos não podem sugerir uma tipologia, classificação ou
características que não possuam.
2 - As denominações simples ou compostas que utilizem o termo «hotel» só podem ser utilizadas pelos
empreendimentos turísticos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º e na alínea c) do n.º 3 do
artigo 18.º.

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Artigo 42.º
Publicidade

1 - A publicidade, documentação comercial e merchandising dos empreendimentos turísticos devem


indicar o respetivo nome ou logótipo, não podendo sugerir uma tipologia, grupo, categoria ou
características que o empreendimento não possua.
2 - Revogado.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 42.º
Publicidade

1 - A publicidade, documentação comercial e merchandising dos empreendimentos turísticos deve


indicar o respectivo nome e classificação, não podendo sugerir uma classificação ou características
que o empreendimento não possua.
2 - Nos anúncios ou reclamos instalados nos próprios empreendimentos pode constar apenas o seu
nome.

Artigo 42.º-A
Divulgação e comercialização

As plataformas eletrónicas que disponibilizem, divulguem ou comercializem alojamento nos termos


do n.º 1 e da alínea b) do n.º 2 do artigo 2.º, devem exigir e exibir na plataforma o respetivo número de
Registo Nacional de Turismo.

(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 43.º
Oferta de alojamento turístico

1 - Com exceção do alojamento local, apenas os empreendimentos turísticos previstos no presente


decreto-lei podem prestar serviços de alojamento turístico.
2 - Presume-se existir prestação de serviços de alojamento turístico quando um imóvel ou fração deste
esteja mobilado e equipado e sejam oferecidos ao público em geral, além de dormida, serviços de
limpeza e receção, por períodos inferiores a 30 dias.

Artigo 44.º
Exploração dos empreendimentos turísticos

1 - Cada empreendimento turístico deve ser explorado por uma única entidade, responsável pelo seu
integral funcionamento e nível de serviço e pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares
aplicáveis.
2 - Revogado.
3 - Nos conjuntos turísticos (resorts), os empreendimentos turísticos que o integram podem ser
explorados por diferentes entidades, que respondem diretamente pelo cumprimento das disposições
legais e regulamentares.
4 - Nos conjuntos turísticos (resorts), o funcionamento das instalações e equipamentos e os serviços de
utilização comum obrigatórios, nos termos da classificação atribuída e do título constitutivo, são da
responsabilidade da entidade administradora do conjunto turístico (resort).
5 - Caso o empreendimento turístico integre estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços,
incluindo os estabelecimentos de restauração ou de bebidas, as respetivas entidades exploradoras
respondem diretamente pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

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Artigo 44.º
Exploração dos empreendimentos turísticos

1 - Cada empreendimento turístico deve ser explorado por uma única entidade, responsável pelo seu
integral funcionamento e nível de serviço e pelo cumprimento das disposições legais e
regulamentares aplicáveis.
2 - A entidade exploradora é designada pelo titular do respectivo alvará de autorização de utilização
para fins turísticos.
3 - Nos conjuntos turísticos (resorts), os empreendimentos turísticos que o integram podem ser
explorados por diferentes entidades, que respondem directamente pelo cumprimento das disposições
legais e regulamentares.
4 - Nos conjuntos turísticos (resorts), o funcionamento das instalações e equipamentos e os serviços
de utilização comum obrigatórios, nos termos da classificação atribuída e do título constitutivo, são
da responsabilidade da entidade administradora do conjunto turístico (resort).
5 - Caso o empreendimento turístico integre estabelecimentos comerciais e de restauração ou de
bebidas, autonomamente autorizados, as respectivas entidades exploradoras respondem directamente
pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares.

Artigo 45.º
Exploração turística das unidades de alojamento

1 - Sem prejuízo do disposto no artigo 49.º, as unidades de alojamento estão permanentemente em


regime de exploração turística, devendo a entidade exploradora assumir a exploração continuada da
totalidade das mesmas, ainda que ocupadas pelos respetivos proprietários.
2 - A entidade exploradora deve assegurar que as unidades de alojamento permanecem a todo o tempo
mobiladas e equipadas em plenas condições de serem locadas para alojamento a turistas e que nelas
são prestados os serviços obrigatórios da categoria atribuída ao empreendimento turístico.
3 - Quando a propriedade e a exploração turística não pertençam à mesma entidade ou quando o
empreendimento se encontre em regime de propriedade plural, a entidade exploradora deve obter de
todos os proprietários um título jurídico que a habilite à exploração da totalidade das unidades de
alojamento.
4 - O título referido no número anterior deve prever os termos da exploração turística das unidades de
alojamento, a participação dos proprietários nos resultados da exploração da unidade de alojamento,
bem como as condições da utilização desta pelo respetivo proprietário.
5 - Os proprietários das unidades de alojamento, quando ocupam as mesmas, usufruem dos serviços
obrigatórios da categoria do empreendimento, os quais estão abrangidos pela prestação periódica
prevista no artigo 56.º.
6 - As unidades de alojamento previstas no n.º 3 não podem ser exploradas diretamente pelos seus
proprietários, nem podem ser objeto de contratos que comprometam o uso turístico das mesmas,
designadamente, contratos de arrendamento ou constituição de direitos de uso e habitação.

Artigo 46.º
Deveres da entidade exploradora

São deveres da entidade exploradora:


a) Publicitar os preços de tabela dos serviços de alojamento oferecidos, mantê-los sempre à disposição
dos utentes e, relativamente aos demais serviços, disponibilizar aos utentes os respetivos preços;
b) Informar os utentes sobre as condições de prestação dos serviços e preços, previamente à respetiva
contratação;
c) Manter em bom estado de funcionamento todas as instalações e equipamentos do empreendimento,
incluindo as unidades de alojamento, efetuando as obras de conservação ou de melhoramento
necessárias, tendo em vista o cumprimento dos requisitos gerais de instalação, bem como os requisitos
obrigatórios comuns exigidos para a respetiva classificação em matéria de segurança, higiene e de
saúde pública, sem prejuízo do disposto no título constitutivo de empreendimentos em propriedade
plural quanto à responsabilização pela realização de obras em unidades de alojamento;
d) Garantir que o empreendimento turístico mantém as condições e requisitos necessários que lhe
permitiram obter a classificação que possui;

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e) Facilitar às autoridades competentes o acesso ao empreendimento e o exame de documentos, livros


e registos diretamente relacionadas com a atividade turística;
f) Cumprir as normas legais, regulamentares e contratuais relativas à exploração e administração do
empreendimento turístico.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 46.º
Deveres da entidade exploradora

São deveres da entidade exploradora:


a) Publicitar os preços de todos os serviços oferecidos, de forma bem visível, na recepção e mantê-los
sempre à disposição dos utentes;
b) Informar os utentes sobre as condições de prestação dos serviços e preços, previamente à
respectiva contratação;
c) Manter em bom estado de funcionamento todas as instalações, equipamentos e serviços do
empreendimento, incluindo as unidades de alojamento, efectuando as obras de conservação ou de
melhoramento necessárias para conservar a respectiva classificação;
d) Facilitar às autoridades competentes o acesso ao empreendimento e o exame de documentos, livros
e registos directamente relacionadas com a actividade turística;
e) Cumprir as normas legais, regulamentares e contratuais relativas à exploração e administração do
empreendimento turístico.

Artigo 47.º
Responsabilidade operacional

1 - Em todos os empreendimentos turísticos deve haver um responsável, nomeado pela entidade


exploradora, a quem cabe zelar pelo seu funcionamento e nível de serviço.
2 - O responsável operacional dos empreendimentos turísticos de cinco, quatro e três estrelas designa-
se por diretor de hotel.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 47.º
Responsabilidade operacional

1 - Em todos os empreendimentos turísticos deve haver um responsável, nomeado pela entidade


exploradora, a quem cabe zelar pelo seu funcionamento e nível de serviço.
2 - A responsabilidade operacional dos empreendimentos turísticos de cinco, quatro e três estrelas
deve caber a um funcionário habilitado ao exercício da profissão de director de hotel.

Artigo 48.º
Acesso aos empreendimentos turísticos

1 - É livre o acesso aos empreendimentos turísticos, salvo o disposto nos números seguintes.
2 - A entidade exploradora ou o responsável pelo empreendimento turístico podem recusar o acesso ao
mesmo, a quem perturbe o seu funcionamento normal.
3 - O disposto no n.º 1 não prejudica, desde que devidamente publicitadas:
a) A possibilidade de afetação total ou parcial dos empreendimentos turísticos à utilização exclusiva
por associados ou beneficiários das entidades proprietárias ou da entidade exploradora;
b) A reserva temporária de parte ou da totalidade do empreendimento turístico.
4 - A entidade exploradora dos empreendimentos turísticos pode reservar para os utentes neles
alojados e seus acompanhantes o acesso e a utilização dos serviços, equipamentos e instalações do
empreendimento.
5 - As normas de funcionamento e de acesso ao empreendimento devem ser devidamente publicitadas
pela entidade exploradora.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 48.º
Acesso aos empreendimentos turísticos

1 - É livre o acesso aos empreendimentos turísticos, salvo o disposto nos números seguintes.
2 - Pode ser recusado o acesso ou a permanência nos empreendimentos turísticos a quem perturbe o
seu funcionamento normal.
3 - O disposto no n.º 1 não prejudica, desde que devidamente publicitadas:
a) A possibilidade de afectação total ou parcial dos empreendimentos turísticos à utilização exclusiva
por associados ou beneficiários das entidades proprietárias ou da entidade exploradora;
b) A reserva temporária de parte ou da totalidade do empreendimento turístico.
4 - A entidade exploradora dos empreendimentos turísticos pode reservar para os utentes neles
alojados e seus acompanhantes o acesso e a utilização dos serviços, equipamentos e instalações do
empreendimento.
5 - As normas de funcionamento e de acesso ao empreendimento devem ser devidamente publicitadas
pela entidade exploradora.

Artigo 49.º
Período de funcionamento

1 - Sem prejuízo de disposição legal ou contratual, nomeadamente no tocante à atribuição de utilidade


turística ou de financiamentos públicos, os empreendimentos turísticos podem estabelecer livremente
os seus períodos de funcionamento.
2 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural podem encerrar por decisão da maioria dos
seus proprietários.
3 - O período de funcionamento dos empreendimentos turísticos deve ser devidamente publicitado e
afixado em local visível ao público do exterior, exceto quando o empreendimento esteja aberto todos
os dias do ano.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 49.º
Período de funcionamento

1 - Sem prejuízo de disposição legal ou contratual, nomeadamente no tocante à atribuição de


utilidade turística ou de financiamentos públicos, os empreendimentos turísticos podem estabelecer
livremente os seus períodos de funcionamento.
2 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural apenas podem encerrar desde que haja
acordo de todos os proprietários.
3 - O período de funcionamento dos empreendimentos turísticos deve ser devidamente publicitado e
afixado em local visível ao público do exterior do empreendimento.

Artigo 50.º
Sinais normalizados

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de
2017)

Artigo 50.º
Sinais normalizados

Nas informações de caráter geral relativas aos empreendimentos turísticos e aos serviços que neles
são oferecidos devem ser usados os sinais normalizados constantes de tabela a aprovar por portaria
do membro do Governo responsável pela área do turismo.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

Artigo 51.º
Livro de reclamações

1 - Os empreendimentos turísticos devem dispor de livro de reclamações, nos termos e condições


estabelecidos na legislação aplicável.
2 - O original da folha de reclamação deve ser enviado à ASAE, entidade competente para fiscalizar e
instruir os processos de contraordenação previstos na legislação referida no número anterior.
3 - A ASAE deve facultar ao Turismo de Portugal, I. P., o acesso às reclamações dos
empreendimentos turísticos, nos termos de protocolo a celebrar entre os dois organismos.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 51.º
Livro de reclamações

1 - Os empreendimentos turísticos devem dispor de livro de reclamações, nos termos e condições


estabelecidos no Decreto-Lei n.º 156/2005, de 15 de Setembro, com as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei n.º 371/2007, de 6 de Novembro.
2 - O original da folha de reclamação deve ser enviado à Autoridade de Segurança Alimentar e
Económica (ASAE), entidade competente para fiscalizar e instruir os processos de contra-ordenação
previstos no decreto-lei referido no número anterior.
3 - A ASAE deve facultar ao Turismo de Portugal, I. P., acesso às reclamações dos empreendimentos
turísticos, nos termos de protocolo a celebrar entre os dois organismos.

CAPÍTULO VIII
Propriedade plural em empreendimentos turísticos

Artigo 52.º
Noção

1 - Consideram-se empreendimentos turísticos em propriedade plural aqueles que compreendem lotes


e ou frações autónomas de um ou mais edifícios.
2 - As unidades de alojamento dos empreendimentos turísticos podem constituir-se como frações
autónomas nos termos da lei geral.

Artigo 53.º
Regime aplicável

Às relações entre os proprietários dos empreendimentos turísticos em propriedade plural é aplicável o


disposto no presente decreto-lei e, subsidiariamente, o regime da propriedade horizontal.

Artigo 54.º
Título constitutivo

1 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural regem-se por um título constitutivo


elaborado e aprovado nos termos do presente decreto-lei.
2 - O título constitutivo a que se refere o número anterior não pode conter disposições incompatíveis
com o estabelecido em alvará de loteamento ou título constitutivo da propriedade horizontal
respeitantes aos imóveis que integram o empreendimento turístico.
3 - O título constitutivo de empreendimento turístico que se encontre instalado em edifício ou
edifícios implantados num único lote consubstancia o título constitutivo da propriedade horizontal do
empreendimento, quando esta não tenha sido previamente constituída, desde que conste de escritura
pública, de documento particular autenticado por entidade habilitada a fazê-lo nos termos da lei ou de
outro título de constituição da propriedade horizontal, e abranja todas as frações do edifício ou
edifícios onde está instalado o empreendimento turístico, independentemente do uso a que sejam
afetas.
4 - O título constitutivo é elaborado pelo promotor da operação urbanística relativa à instalação do
empreendimento ou pelo titular da autorização de utilização para fins turísticos.

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5 - Revogado.
6 - O título constitutivo é registado nos serviços do registo predial previamente à celebração de
qualquer contrato de transmissão ou contrato-promessa de transmissão dos lotes ou frações
autónomas, após verificação pelo conservador dos requisitos constantes do artigo seguinte, e é
oficiosamente comunicado, preferencialmente por via eletrónica, ao Turismo de Portugal, I. P..
7 - Deve fazer parte integrante dos contratos-promessa de transmissão, bem como dos contratos de
transmissão de propriedade de lotes ou frações autónomas que integrem o empreendimento turístico
em propriedade plural, uma cópia simples do título constitutivo devidamente registado, cópia simples
do título referido no n.º 3 do artigo 45.º, bem como a indicação do valor da prestação periódica devida
pelo titular daqueles lotes ou frações autónomas no primeiro ano, nos termos do título constitutivo,
sob pena de nulidade do contrato.
8 - O adquirente do direito sobre lote ou de fração autónoma em empreendimento turístico com base
no qual tenha sido conferido à entidade exploradora do empreendimento o título referido no n.º 3 do
artigo 45.º sucede nos direitos e obrigações do transmitente daquele direito perante a entidade
exploradora.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 54.º
Título constitutivo

1 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural regem-se por um título constitutivo


elaborado e aprovado nos termos do presente decreto-lei.
2 - O título constitutivo a que se refere o número anterior não pode conter disposições incompatíveis
com o estabelecido em alvará de loteamento ou título constitutivo da propriedade horizontal
respeitantes aos imóveis que integram o empreendimento turístico.
3 - O título constitutivo de empreendimento turístico que se encontre instalado em edifício ou edifícios
implantados num único lote consubstancia o título constitutivo da propriedade horizontal do
empreendimento, quando esta não tenha sido previamente constituída, desde que conste de escritura
pública, de documento particular autenticado por entidade habilitada a fazê-lo nos termos da lei ou
de outro título de constituição da propriedade horizontal, e abranja todas as frações do edifício ou
edifícios onde está instalado o empreendimento turístico, independentemente do uso a que sejam
afetas.
4 - O título constitutivo é elaborado pelo promotor da operação urbanística relativa à instalação do
empreendimento ou pelo titular da autorização de utilização para fins turísticos.
5 - Revogado.
6 - O título constitutivo é registado nos serviços do registo predial previamente à celebração de
qualquer contrato de transmissão ou contrato-promessa de transmissão dos lotes ou frações
autónomas, após verificação pelo conservador dos requisitos constantes do artigo seguinte, e é
oficiosamente comunicado ao Turismo de Portugal, I. P.
7 - Deve fazer parte integrante dos contratos-promessa de transmissão, bem como dos contratos de
transmissão de propriedade de lotes ou frações autónomas que integrem o empreendimento turístico
em propriedade plural, uma cópia simples do título constitutivo devidamente registado, cópia simples
do título referido no n.º 3 do artigo 45.º, bem como a indicação do valor da prestação periódica
devida pelo titular daqueles lotes ou frações autónomas no primeiro ano, nos termos do título
constitutivo, sob pena de nulidade do contrato.
8 - O adquirente do direito sobre lote ou de fração autónoma em empreendimento turístico com base
no qual tenha sido conferido à entidade exploradora do empreendimento o título referido no n.º 3 do
artigo 45.º sucede nos direitos e obrigações do transmitente daquele direito perante a entidade
exploradora.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

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Artigo 54.º
Título constitutivo

1 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural regem-se por um título constitutivo


elaborado e aprovado nos termos do presente decreto-lei.
2 - O título constitutivo a que se refere o número anterior não pode conter disposições incompatíveis
com o estabelecido em alvará de loteamento ou título constitutivo da propriedade horizontal
respeitantes aos imóveis que integram o empreendimento turístico.
3 - O título constitutivo de empreendimento turístico que se encontre instalado em edifício ou edifícios
implantados num único lote consubstancia o título constitutivo da propriedade horizontal do
empreendimento, quando esta não tenha sido previamente constituída, desde que conste de escritura
pública, de documento particular autenticado por entidade habilitada a fazê-lo nos termos da lei ou
de outro título de constituição da propriedade horizontal, e abranja todas as fracções do edifício ou
edifícios onde está instalado o empreendimento turístico, independentemente do uso a que sejam
afectas.
4 - O título constitutivo é elaborado pelo titular do alvará de licença ou de autorização para a
realização da operação urbanística relativa à instalação do empreendimento, ou pelo titular do
respectivo alvará de licença ou autorização de utilização, e carece de aprovação pelo Turismo de
Portugal, I. P., a qual constitui condição prévia à outorga da escritura pública ou documento
particular autenticado a que se refere o número anterior, quando exista, sendo nesta exarada menção
expressa à data da aprovação do título constitutivo pelo Turismo de Portugal, I. P.
5 - O Turismo de Portugal, I. P., deve pronunciar-se sobre o título constitutivo no prazo de 30 dias
após a apresentação do mesmo pelo interessado e só pode recusar a sua aprovação caso o mesmo
viole o disposto no presente decreto-lei ou noutras disposições legais ou regulamentares aplicáveis.
6 - O título constitutivo é registado nos serviços do registo predial previamente à celebração de
qualquer contrato de transmissão ou contrato-promessa de transmissão dos lotes ou fracções
autónomas.
7 - Deve fazer parte integrante dos contratos-promessa de transmissão, bem como dos contratos de
transmissão de propriedade de lotes ou fracções autónomas que integrem o empreendimento turístico
em propriedade plural, uma cópia simples do título constitutivo devidamente aprovado e registado,
cópia simples do título referido no n.º 3 do artigo 45.º, bem como a indicação do valor da prestação
periódica devida pelo titular daqueles lotes ou fracções autónomas no primeiro ano, nos termos do
título constitutivo, sob pena de nulidade do contrato.
8 - O adquirente do direito sobre lote ou de fracção autónoma em empreendimento turístico com base
no qual tenha sido conferido à entidade exploradora do empreendimento o título referido n.º 3 do
artigo 45.º sucede nos direitos e obrigações do transmitente daquele direito perante a entidade
exploradora.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 54.º
Título constitutivo

1 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural regem-se por um título constitutivo


elaborado e aprovado nos termos do presente decreto-lei.
2 - O título constitutivo do empreendimento turístico não pode conter disposições incompatíveis com
o estabelecido em alvará de loteamento ou título constitutivo da propriedade horizontal aplicáveis
aos imóveis que integram o empreendimento.
3 - O título constitutivo de empreendimento turístico que se encontre instalado em edifício ou edifícios
implantados num único lote substitui o título constitutivo da propriedade horizontal, quando esta não
tenha sido previamente constituída, desde que conste de escritura pública ou de outro título de
constituição da propriedade horizontal e abranja todas as fracções do edifício ou edifícios onde
esteja instalado o empreendimento turístico, independentemente do uso a que sejam afectas.
4 - O título constitutivo é elaborado pelo titular do alvará de licença para a realização da operação
urbanística relativa à instalação do empreendimento, ou pelo titular do respectivo alvará de
autorização de utilização, e carece de aprovação pelo Turismo de Portugal, I. P., a qual constitui
condição prévia à outorga da escritura pública a que se refere o número anterior, quando exista,

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sendo nesta exarada menção expressa à data da aprovação do título constitutivo pelo Turismo de
Portugal, I. P.
5 - O Turismo de Portugal, I. P., deve pronunciar-se sobre o título constitutivo no prazo de 30 dias
após a apresentação do mesmo pelo interessado e só pode recusar a sua aprovação caso o mesmo
viole o disposto no presente decreto-lei ou noutras disposições legais ou regulamentares aplicáveis.
6 - O título constitutivo é registado nos serviços do registo predial previamente à celebração de
qualquer contrato de transmissão ou contrato-promessa de transmissão dos lotes ou fracções
autónomas.
7 - Deve fazer parte integrante dos contratos-promessa de transmissão, bem como dos contratos de
transmissão de propriedade de lotes ou fracções autónomas que integrem o empreendimento turístico
em propriedade plural, uma cópia simples do título constitutivo devidamente aprovado e registado,
cópia simples do título referido no n.º 3 do artigo 45.º, bem como a indicação do valor da prestação
periódica devida pelo titular daqueles lotes ou fracções autónomas no primeiro ano, nos termos do
título constitutivo, sob pena de nulidade do contrato.

Artigo 55.º
Menções do título constitutivo

1 - O título constitutivo deve conter obrigatoriamente as seguintes menções:


a) A identificação da entidade exploradora do empreendimento;
b) A identificação e descrição física e registral das várias frações autónomas ou lotes, por forma a que
fiquem perfeitamente individualizadas;
c) O valor relativo de cada fração autónoma ou lote expresso em percentagem ou permilagem do valor
total do empreendimento;
d) O fim a que se destina cada uma das frações autónomas ou lotes;
e) A identificação e descrição das instalações e equipamentos do empreendimento;
f) A identificação dos serviços de utilização comum;
g) A identificação das infraestruturas urbanísticas que servem o empreendimento, o regime de
titularidade das mesmas e a referência ao contrato de urbanização estabelecido com a câmara
municipal, quando exista;
h) A menção das diversas fases de construção do empreendimento, quando for o caso;
i) O critério de fixação e atualização da prestação periódica devida pelos proprietários e a
percentagem desta que se destina a remunerar a entidade responsável pela administração do
empreendimento, bem como a enumeração dos encargos cobertos por tal prestação periódica;
j) Os deveres dos proprietários, designadamente os relacionados com o tempo, o lugar e a forma de
pagamento da prestação periódica;
l) Os deveres da entidade responsável pela administração do empreendimento, nomeadamente em
matéria de conservação do empreendimento;
m) Os meios de resolução dos conflitos de interesses.
2 - Do título constitutivo de um conjunto turístico (resort) constam a identificação da entidade
administradora do conjunto turístico (resort), a identificação e descrição dos vários empreendimentos
turísticos, dos estabelecimentos ou instalações e equipamentos de exploração turística que o integram,
por forma a que fiquem perfeitamente individualizados, o valor relativo de cada um desses elementos
componentes do conjunto turístico (resort), expresso em percentagem ou permilagem do valor total do
empreendimento, o fim a que se destina cada um dos referidos empreendimentos turísticos,
estabelecimentos e instalações ou equipamentos de exploração turística, bem como as menções a que
se referem as alíneas d) a l) do número anterior, com as devidas adaptações.
3 - Do título constitutivo deve fazer também parte integrante um regulamento de administração do
empreendimento, o qual deve reger, designadamente, a conservação, a fruição e o funcionamento das
unidades de alojamento, das instalações e equipamentos de utilização comum e dos serviços de
utilização comum.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 55.º
Menções do título constitutivo

1 - O título constitutivo deve conter obrigatoriamente as seguintes menções:

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a) A identificação da entidade exploradora do empreendimento;


b) A identificação e descrição física e registral das várias fracções autónomas ou lotes, por forma a
que fiquem perfeitamente individualizadas;
c) O valor relativo de cada fracção autónoma ou lote expresso em percentagem ou permilagem do
valor total do empreendimento;
d) O fim a que se destina cada uma das fracções autónomas ou lotes;
e) A identificação e descrição das instalações e equipamentos do empreendimento;
f) A identificação dos serviços de utilização comum;
g) A identificação das infra-estruturas urbanísticas que servem o empreendimento, o regime de
titularidade das mesmas e a referência ao contrato de urbanização estabelecido com a câmara
municipal, quando exista;
h) A menção das diversas fases de construção do empreendimento, quando for o caso;
i) O critério de fixação e actualização da prestação periódica devida pelos proprietários e a
percentagem desta que se destina a remunerar a entidade responsável pela administração do
empreendimento, bem como a enumeração dos encargos cobertos por tal prestação periódica;
j) Os deveres dos proprietários, designadamente os relacionados com o tempo, o lugar e a forma de
pagamento da prestação periódica;
l) Os deveres da entidade responsável pela administração do empreendimento, nomeadamente em
matéria de conservação do empreendimento;
m) Os meios de resolução dos conflitos de interesses.
2 - Do título constitutivo de um conjunto turístico (resort) constam a identificação da entidade
administradora do conjunto turístico (resort), a identificação e descrição dos vários empreendimentos
turísticos, dos edifícios autónomos de carácter unifamiliar previstos no n.º 7 do artigo 15.º, dos
estabelecimentos ou instalações e equipamentos de exploração turística que o integram, por forma a
que fiquem perfeitamente individualizados, o valor relativo de cada um desses elementos
componentes do conjunto turístico (resort), expresso em percentagem ou permilagem do valor total
do empreendimento, o fim a que se destina cada um dos referidos empreendimentos turísticos,
estabelecimentos e instalações ou equipamentos de exploração turística, bem como as menções a que
se referem as alíneas d) a l) do número anterior, com as devidas adaptações.
3 - Do título constitutivo deve fazer também parte integrante um regulamento de administração do
empreendimento, o qual deve reger, designadamente, a conservação, a fruição e o funcionamento das
unidades de alojamento, das instalações e equipamentos de utilização comum e dos serviços de
utilização comum.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 55.º
Menções do título constitutivo

1 - O título constitutivo deve conter obrigatoriamente as seguintes menções:


a) A identificação da entidade exploradora do empreendimento;
b) A identificação e descrição física e registral das várias fracções autónomas ou lotes, por forma a
que fiquem perfeitamente individualizadas;
c) O valor relativo de cada fracção autónoma ou lote, expresso em percentagem ou permilagem do
valor total do empreendimento;
d) O fim a que se destina cada uma das fracções autónomas ou lotes;
e) A identificação e descrição das instalações e equipamentos do empreendimento;
f) A identificação dos serviços de utilização comum;
g) A identificação das infra-estruturas urbanísticas que servem o empreendimento, o regime de
titularidade das mesmas e a referência ao contrato de urbanização estabelecido com a câmara
municipal, quando exista;
h) O critério de fixação e actualização da prestação periódica devida pelos proprietários e a
percentagem desta que se destina a remunerar a entidade responsável pela administração do
empreendimento, bem como a enumeração dos encargos cobertos por tal prestação periódica;
i) Os deveres dos proprietários, designadamente os relacionados com o tempo, o lugar e a forma de
pagamento da prestação periódica;
j) Os deveres da entidade responsável pela administração do empreendimento, nomeadamente em
matéria de conservação do empreendimento;

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

l) Os meios de resolução dos conflitos de interesses.


2 - Do título constitutivo de um conjunto turístico (resort) constarão a identificação da entidade
administradora do conjunto turístico (resort), a identificação e descrição dos vários empreendimentos
turísticos, estabelecimentos ou instalações e equipamentos de exploração turística que o integram,
por forma a que fiquem perfeitamente individualizados, o valor relativo de cada um desses elementos
componentes do conjunto turístico (resort), expresso em percentagem ou permilagem do valor total
do empreendimento, o fim a que se destina cada um dos referidos empreendimentos turísticos,
estabelecimentos e instalações ou equipamentos de exploração turística; bem como as menções a que
se referem as alíneas d) a j) do número anterior, com as devidas adaptações.
3 - Do título constitutivo deve fazer também parte integrante um regulamento de administração do
empreendimento, o qual deve reger, designadamente, a conservação, a fruição e o funcionamento das
unidades de alojamento, das instalações e equipamentos de utilização comum e dos serviços de
utilização comum.

Artigo 56.º
Prestação periódica

1 - O proprietário de um lote ou fração autónoma de um empreendimento turístico em propriedade


plural deve pagar à entidade administradora do empreendimento a prestação periódica fixada de
acordo com o critério determinado no título constitutivo.
2 - A prestação periódica destina-se a fazer face às despesas de manutenção, conservação e
funcionamento do empreendimento, incluindo as das unidades de alojamento, das instalações e
equipamentos comuns e dos serviços de utilização comuns do empreendimento, bem como a
remunerar a prestação dos serviços de receção permanente, de segurança e de limpeza das unidades de
alojamento e das partes comuns do empreendimento.
3 - Além do disposto no número anterior, a prestação periódica destina-se a remunerar os serviços do
revisor oficial de contas e a entidade administradora do empreendimento, podendo suportar outras
despesas desde que previstas no título constitutivo.
4 - Consideram-se equipamentos comuns e serviços de utilização comum do empreendimento os que
são exigidos para a respetiva categoria, ou os que venham a ser definidos na portaria prevista na alínea
a) do n.º 2 do artigo 4.º.
5 - Revogado.
6 - Consideram-se instalações, serviços e equipamentos de exploração turística os que são colocados à
disposição dos utentes do empreendimento pela respetiva entidade exploradora mediante retribuição
específica.
7 - Nos conjuntos turísticos (resorts), cada um dos empreendimentos turísticos, estabelecimentos ou
instalações e equipamentos de exploração turística que integram o empreendimento contribuem para
os encargos comuns do conjunto turístico (resort) na proporção do respetivo valor relativo fixado no
título constitutivo do empreendimento, nos termos previstos no n.º 2 do artigo 55.º.
8 - Os créditos relativos a prestações periódicas, bem como aos respetivos juros moratórios, gozam do
privilégio creditório imobiliário sobre a respetiva fração, graduado após os mencionados nos artigos
746.º e 748.º do Código Civil e aos demais previstos em legislação especial.
9 - Uma percentagem não inferior a 4 % da prestação periódica deve ser afeta à constituição de um
fundo de reserva destinado exclusivamente à realização de obras de reparação e conservação das
instalações e equipamentos de uso comum e de outras despesas expressamente previstas no título
constitutivo.
10 - Independentemente do critério de fixação da prestação periódica estabelecido no título
constitutivo, aquela pode ser alterada por proposta do revisor oficial de contas inserida no respetivo
parecer, sempre que se revele excessiva ou insuficiente relativamente aos encargos a que se destina e
desde que a alteração seja aprovada em assembleia convocada para o efeito.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

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Artigo 56.º
Prestação periódica

1 - O proprietário de um lote ou fracção autónoma de um empreendimento turístico em propriedade


plural deve pagar à entidade administradora do empreendimento a prestação periódica fixada de
acordo com o critério determinado no título constitutivo.
2 - A prestação periódica destina-se a fazer face às despesas de manutenção, conservação e
funcionamento do empreendimento, incluindo as das unidades de alojamento, das instalações e
equipamentos comuns e dos serviços de utilização comuns do empreendimento, bem como a
remunerar a prestação dos serviços de recepção permanente, de segurança e de limpeza das unidades
de alojamento e das partes comuns do empreendimento.
3 - Além do disposto no número anterior, a prestação periódica destina-se a remunerar os serviços do
revisor oficial de contas e a entidade administradora do empreendimento, podendo suportar outras
despesas desde que previstas no título constitutivo.
4 - Consideram-se equipamentos comuns e serviços de utilização comum do empreendimento os que
são exigidos para a respectiva categoria.
5 - A percentagem da prestação periódica destinada a remunerar a entidade administradora do
empreendimento não pode ultrapassar 20 % do valor total.
6 - Nos conjuntos turísticos (resorts) cada um dos empreendimentos turísticos, estabelecimentos ou
instalações e equipamentos de exploração turística que integram o empreendimento contribuem para
os encargos comuns do conjunto turístico (resort) na proporção do respectivo valor relativo fixado no
título constitutivo do empreendimento, nos termos previstos no n.º 2 do artigo 55.º.
7 - Os créditos relativos a prestações periódicas, bem como aos respectivos juros moratórios, gozam
do privilégio creditório imobiliário sobre a respectiva fracção, graduado após os mencionados nos
artigos 746.º e 748.º do Código Civil e aos demais previstos em legislação especial.
8 - Uma percentagem não inferior a 4 % da prestação periódica deve ser afecta à constituição de um
fundo de reserva destinado exclusivamente à realização de obras de reparação e conservação das
instalações e equipamentos de uso comum e de outras despesas expressamente previstas no título
constitutivo.
9 - Independentemente do critério de fixação da prestação periódica estabelecido no título
constitutivo, aquela pode ser alterada por proposta do revisor oficial de contas inserida no respectivo
parecer, sempre que se revele excessiva ou insuficiente relativamente aos encargos que se destina e
desde que a alteração seja aprovada em assembleia convocada para o efeito.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 56.º
Prestação periódica

1 - O proprietário de um lote ou fracção autónoma de um empreendimento turístico em propriedade


plural deve pagar à entidade administradora do empreendimento a prestação periódica fixada de
acordo com o critério determinado no título constitutivo.
2 - A prestação periódica destina-se a fazer face às despesas de manutenção, conservação e
funcionamento do empreendimento, incluindo as das unidades de alojamento, das instalações e
equipamentos comuns e dos serviços de utilização comuns do empreendimento, bem como a
remunerar a prestação dos serviços de recepção permanente, de segurança e de limpeza das unidades
de alojamento e das partes comuns do empreendimento.
3 - Além do disposto no número anterior, a prestação periódica destina-se a remunerar os serviços do
revisor oficial de contas e a entidade administradora do empreendimento, podendo suportar outras
despesas desde que previstas no título constitutivo.
4 - Consideram-se serviços de utilização comuns do empreendimento os que são exigidos para a
respectiva categoria.
5 - A percentagem da prestação periódica destinada a remunerar a entidade administradora do
empreendimento não pode ultrapassar 20 % do valor total.
6 - Nos conjuntos turísticos (resorts) cada um dos empreendimentos turísticos, estabelecimentos ou
instalações e equipamentos de exploração turística que integram o empreendimento contribuem para
os encargos comuns do conjunto turístico (resort) na proporção do respectivo valor relativo fixado no
título constitutivo do empreendimento, nos termos previstos no n.º 2 do artigo 55.º.

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7 - Os créditos relativos a prestações periódicas, bem como aos respectivos juros moratórios, gozam
do privilégio creditório imobiliário sobre a respectiva fracção, graduado após os mencionados nos
artigos 746.º e 748.º do Código Civil e aos demais previstos em legislação especial.
8 - Uma percentagem não inferior a 4 % da prestação periódica deve ser afecta à constituição de um
fundo de reserva destinado exclusivamente à realização de obras de reparação e conservação das
instalações e equipamentos de uso comum e de outras despesas expressamente previstas no título
constitutivo.
9 - Independentemente do critério de fixação da prestação periódica estabelecido no título
constitutivo, aquela pode ser alterada por proposta do revisor oficial de contas inserida no respectivo
parecer, sempre que se revele excessiva ou insuficiente relativamente aos encargos que se destina e
desde que a alteração seja aprovada em assembleia convocada para o efeito.

Artigo 57.º
Deveres do proprietário

1 - Os proprietários de lotes ou frações autónomas em empreendimentos turísticos em propriedade


plural não podem:
a) Dar-lhes utilização diversa da prevista no título constitutivo;
b) Alterar a sua volumetria ou a configuração arquitetónica exterior;
c) Praticar quaisquer atos ou realizar obras, incluindo pinturas, que afetem a continuidade ou unidade
urbanística, ou paisagística, do empreendimento, ou que prejudiquem o funcionamento ou utilização
de instalações e equipamentos de utilização comum;
d) Praticar quaisquer atos ou realizar obras que afetem a tipologia ou categoria do empreendimento;
e) Impedir a realização de obras de manutenção ou conservação da respetiva unidade de alojamento,
por parte da entidade exploradora.
2 - A realização de obras pelos proprietários de lotes ou frações autónomas, mesmo quando realizadas
no interior destes, carece de autorização prévia da entidade administradora do empreendimento, sob
pena de esta poder repor a situação a expensas do respetivo proprietário.
3 - A entidade exploradora do empreendimento deve ter acesso às unidades de alojamento do
empreendimento, a fim de proceder à respetiva exploração turística, prestar os serviços de utilização
comum e outros previstos no título constitutivo, proceder às vistorias convenientes para efeitos de
conservação ou de executar obras de conservação ou reposição.
4 - Os créditos resultantes da realização de obras decorrentes do disposto no presente decreto-lei ou no
título constitutivo, por parte da entidade exploradora do empreendimento, bem como os respetivos
juros moratórios, gozam do privilégio creditório imobiliário sobre o respetivo lote ou fração, graduado
após os mencionados nos artigos 746.º e 748.º do Código Civil e os previstos em legislação especial.

Artigo 58.º
Administração

1 - A administração dos empreendimentos turísticos em propriedade plural incumbe à entidade


exploradora, salvo quando esta seja destituída das suas funções, nos termos do artigo 62.º.
2 - A administração dos conjuntos turísticos (resorts) incumbe a uma entidade administradora única,
designada no título constitutivo do conjunto turístico (resort).
3 - A entidade administradora do empreendimento exerce as funções que cabem ao administrador do
condomínio, nos termos do regime da propriedade horizontal, e é responsável pela administração
global do empreendimento, incumbindo-lhe, nomeadamente, assegurar o funcionamento e a
conservação das instalações e equipamentos de utilização comum e dos serviços de utilização comum
previstos no título constitutivo, bem como a manutenção e conservação dos espaços verdes de
utilização coletiva, das infra-estruturas viárias e das demais instalações e equipamentos de utilização
coletiva integrantes do empreendimento, quando tenham natureza privada.

Artigo 59.º
Caução de boa administração e conservação

1 - Nos empreendimentos em propriedade plural, a entidade administradora do empreendimento deve


prestar caução de boa administração e conservação a favor dos proprietários das frações autónomas ou
lotes, através de depósito bancário, seguro ou garantia bancária, emitida por uma entidade seguradora

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ou financeira da União Europeia, devendo o respetivo título ser depositado no Turismo de Portugal, I.
P.
2 - O montante da caução corresponde ao valor anual do conjunto das prestações periódicas devidas
pelos proprietários das frações autónomas ou lotes que integrem o empreendimento, podendo ser
alterado por portaria do membro do Governo responsável pela área do turismo.
3 - A caução só pode ser acionada por deliberação da assembleia geral de proprietários.
4 - A caução deve ser constituída antes da celebração dos contratos de transmissão da propriedade dos
lotes ou das frações autónomas que integrem o empreendimento, sob pena de nulidade dos mesmos.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de


Outubro de 2009)

Artigo 59.º
Caução de boa administração e conservação

1 - Nos empreendimentos em propriedade plural, a entidade administradora do empreendimento deve


prestar caução de boa administração e conservação a favor dos proprietários das fracções
autónomas ou lotes, cujo montante corresponde a cinco vezes o valor anual do conjunto das
prestações periódicas, a qual pode ser prestada por seguro ou garantia bancária emitida por uma
entidade seguradora ou financeira da União Europeia, devendo o respectivo título ser depositado no
Turismo de Portugal, I. P.
2 - A caução só pode ser accionada por deliberação da assembleia geral de proprietários.
3 - A caução deve ser constituída antes da celebração dos contratos de transmissão da propriedade
dos lotes ou das fracções autónomas que integrem o empreendimento, sob pena de nulidade dos
mesmos.

Artigo 60.º
Prestação de contas

1 - A entidade administradora do empreendimento deve organizar anualmente as contas respeitantes à


utilização das prestações periódicas e submetê-las à apreciação de um revisor oficial de contas.
2 - O relatório de gestão e as contas a que se refere o número anterior são enviados a cada
proprietário, juntamente com a convocatória da assembleia geral ordinária, acompanhados do parecer
do revisor oficial de contas.
3 - Os proprietários têm o direito de consultar os elementos justificativos das contas e do relatório de
gestão a apresentar na assembleia geral.
4 - A entidade administradora deve ainda facultar aos proprietários, na assembleia geral destinada a
aprovar o relatório de gestão e as contas respeitantes à utilização das prestações periódicas, a análise
das contas de exploração, bem como dos respetivos elementos justificativos.

Artigo 61.º
Programa de administração

1 - A entidade administradora dos empreendimentos turísticos em propriedade plural deve elaborar


um programa de administração e de conservação do empreendimento para cada ano.
2 - O programa deve ser enviado a cada proprietário juntamente com a convocatória da assembleia
geral ordinária em que se procede à respetiva aprovação para o ano seguinte.

Artigo 62.º
Destituição da entidade administradora

1 - Se a entidade administradora do empreendimento não cumprir as obrigações previstas no presente


decreto-lei, a assembleia geral de proprietários pode destituí-la das suas funções de administração.
2 - A destituição só é eficaz se, no mesmo ato, for nomeada uma nova entidade administradora e se a
mesma vier a prestar a caução prevista no artigo 59.º no prazo de 15 dias.

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Artigo 63.º
Assembleia geral de proprietários

1 - A assembleia geral de proprietários integra todos os proprietários dos lotes ou frações que
constituem o empreendimento.
2 - Compete à assembleia geral:
a) Eleger o presidente de entre os seus membros;
b) Aprovar o relatório de gestão e as contas respeitantes à utilização das prestações periódicas;
c) Aprovar o programa de administração e conservação do empreendimento;
d) Aprovar, sob proposta do revisor oficial de contas, a alteração da prestação periódica, nos casos
previstos no n.º 9 do artigo 56.º;
e) Acionar a caução de boa administração;
f) Destituir a entidade administradora do empreendimento, nos casos previstos no artigo 62.º;
g) Deliberar sobre qualquer outro assunto que lhe seja submetido pela entidade administradora do
empreendimento.
3 - A assembleia geral é convocada pela entidade responsável pela administração do empreendimento.
4 - A assembleia geral deve ser convocada por carta registada, enviada pelo menos 30 dias de
calendário antes da data prevista para a reunião, no 1.º trimestre de cada ano.
5 - A assembleia geral pode ser convocada pelo respetivo presidente sob proposta de proprietários que
representem 10 % dos votos correspondentes ao valor total do empreendimento.
6 - São aplicáveis à assembleia geral as regras sobre quórum deliberativo previstas no regime da
propriedade horizontal.
7 - As deliberações são tomadas por maioria simples dos votos dos proprietários presentes ou
representados, salvo:
a) Quando esteja em causa acionar a caução de boa administração ou destituir a entidade
administradora do empreendimento, caso em que a deliberação deve ser tomada pela maioria dos
votos correspondentes ao valor total do empreendimento;
b) Nos outros casos previstos no regime da propriedade horizontal.

Artigo 64.º
Títulos constitutivos de empreendimentos existentes

1 - As normas do presente capítulo não se aplicam aos empreendimentos turísticos em propriedade


plural cujo título constitutivo já se encontre aceite em depósito à data de entrada em vigor do presente
decreto-lei, sendo-lhes aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de julho, alterado pelos
Decretos-Leis n.os 305/99, de 6 de agosto, 55/2002, de 11 de março, e 217/2006, de 31 de outubro, e
seus regulamentos.
2 - As entidades exploradoras de empreendimentos turísticos em propriedade plural que se encontram
em funcionamento à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, mas que não disponham de
título constitutivo, devem proceder à respetiva elaboração e promoção da respetiva aprovação em
assembleia geral de proprietários até 31 de dezembro de 2010.
3 - A assembleia de proprietários é convocada nos termos do artigo anterior, devendo a convocatória
ser acompanhada dos documentos a aprovar.
4 - A assembleia geral pode deliberar desde que estejam presentes proprietários que representem um
quarto do valor total do empreendimento, sendo as deliberações tomadas por maioria dos votos dos
proprietários presentes.
5 - O título constitutivo a que se referem os números anteriores deve integrar o regulamento de
administração e ser registado na conservatória do registo predial nos termos do disposto no n.º 6 do
artigo 54.º.
6 - A entidade exploradora deve enviar a cada um dos proprietários uma cópia do título constitutivo
devidamente registado na conservatória do registo predial.
7 - Às alterações aos títulos constitutivos dos empreendimentos existentes são aplicáveis as normas do
presente capítulo.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

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Artigo 64.º
Títulos constitutivos de empreendimentos existentes

1 - As normas do presente capítulo não se aplicam aos empreendimentos turísticos em propriedade


plural cujo título constitutivo já se encontre aprovado à data de entrada em vigor do presente
decreto-lei, sendo-lhes aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de Julho, na redacção
actualmente em vigor, e seus regulamentos.
2 - As entidades exploradoras de empreendimentos turísticos em propriedade plural que se encontram
em funcionamento à data da entrada em vigor do presente decreto-lei mas que não disponham de
título constitutivo devem proceder à respectiva elaboração e promoção da respectiva aprovação em
assembleia geral de proprietários até 31 de Dezembro de 2010.
3 - A assembleia de proprietários é convocada nos termos do artigo anterior, devendo a convocatória
ser acompanhada dos documentos a aprovar.
4 - A assembleia geral pode deliberar desde que estejam presentes proprietários que representem um
quarto do valor total do empreendimento, sendo as deliberações tomadas por maioria dos votos dos
proprietários presentes.
5 - O título constitutivo a que se referem os números anteriores deve integrar o regulamento de
administração e ser aprovado pelo Turismo de Portugal, I. P., e registado na conservatória do registo
predial nos termos do disposto no artigo 54.º.
6 - A entidade exploradora deve enviar a cada um dos proprietários uma cópia do título constitutivo
devidamente aprovado pelo Turismo de Portugal, I. P., e registado na conservatória do registo
predial.
7 - Às alterações aos títulos constitutivos dos empreendimentos existentes são aplicáveis as normas do
presente capítulo.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 64.º
Títulos constitutivos de empreendimentos existentes

1 - As normas do presente capítulo não se aplicam aos empreendimentos turísticos em propriedade


plural cujo título constitutivo já se encontre aprovado à data de entrada em vigor do presente
decreto-lei, sendo-lhes aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de Julho, na redacção
actualmente em vigor, e seus regulamentos.
2 - As entidades exploradoras de empreendimentos turísticos em propriedade plural que se encontram
em funcionamento à data da entrada em vigor do presente decreto-lei mas que não disponham de
título constitutivo devem proceder à respectiva elaboração e promoção da respectiva aprovação em
assembleia geral de proprietários no prazo máximo de dois anos a contar de tal data.
3 - A assembleia de proprietários é convocada nos termos do artigo anterior, devendo a convocatória
ser acompanhada dos documentos a aprovar.
4 - A assembleia geral pode deliberar desde que estejam presentes proprietários que representem um
quarto do valor total do empreendimento, sendo as deliberações tomadas por maioria dos votos dos
proprietários presentes.
5 - O título constitutivo a que se referem os números anteriores deve integrar o regulamento de
administração e ser aprovado pelo Turismo de Portugal, I. P., e registado na Conservatória do
Registo Predial nos termos do disposto no artigo 54.º.
6 - A entidade exploradora deve enviar a cada um dos proprietários uma cópia do título constitutivo
devidamente aprovado pelo Turismo de Portugal, I. P., e registado na conservatória do registo
predial.
7 - Às alterações aos títulos constitutivos dos empreendimentos existentes são aplicáveis as normas do
presente capítulo.

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CAPÍTULO IX
Declaração de interesse para o turismo

Artigo 65.º
Declaração de interesse para o turismo

Revogado.

(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro
de 2014)

Artigo 65.º
Declaração de interesse para o turismo

1 - O Turismo de Portugal, I. P., a requerimento dos interessados ou da câmara municipal, pode


declarar de interesse para o turismo, nos termos a estabelecer em portaria do membro do Governo
responsável pela área do turismo, os estabelecimentos, iniciativas, projectos ou actividades de índole
económica, cultural, ambiental e de animação que, pela sua localização e características,
complementem outras actividades ou empreendimentos turísticos, ou constituam motivo de atracção
turística das áreas em que se encontram.
2 - A declaração de interesse para o turismo pode ser retirada oficiosamente, quando deixarem de se
verificar os pressupostos que determinaram a sua atribuição.

CAPÍTULO X
Fiscalização e sanções

Artigo 66.º
Competência de fiscalização e instrução de processos

Sem prejuízo das competências das câmaras municipais previstas no regime jurídico da urbanização e
edificação, compete à ASAE fiscalizar o cumprimento do disposto no presente decreto-lei, bem como
instruir os respetivos processos, exceto no que se refere a matéria de publicidade cuja competência
pertence à Direção-Geral do Consumidor.

Artigo 67.º
Contraordenações

1 - Constituem contraordenações:
a) A oferta de serviços de alojamento turístico sem título válido de abertura;
b) [Revogada];
c) [Revogada];
d) O não cumprimento das condições de identificação, segurança no acesso, insonorização e
comunicação com o exterior previstas nos n.os 3, 4 e 5 do artigo 7.º;
e) O desrespeito pelo número máximo de camas convertíveis que podem ser instaladas nas unidades
de alojamento dos empreendimentos turísticos, tal como previsto no n.º 2 do artigo 8.º;
f) O desrespeito da capacidade máxima dos empreendimentos turísticos, nos termos previstos nos n.os
1 e 4 do artigo 8.º;
g) O desrespeito pela exigência de vigilância e de equipamento de informação e salvamento prevista
no n.º 2 do artigo 9.º;
h) O desrespeito pela área máxima prevista para instalações de caráter complementar destinadas a
alojamento, tal como estabelecido no n.º 4 do artigo 19.º;
i) A edificação de empreendimentos turísticos sujeita à apresentação de comunicação prévia com
prazo prevista no artigo 23.º-A sem que esta tenha ocorrido;
j) A não apresentação ou a apresentação fora do prazo da declaração referida no artigo 29.º e a falta de
apresentação do requerimento necessário para proceder à reconversão da classificação previsto no n.º
2 do artigo 75.º;
k) A não afixação ou a afixação fora de prazo, no exterior, da placa identificativa da classificação do
empreendimento turístico, tal como previsto nos n.os 7 e 8 do artigo 36.º;

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l) A não comunicação da alteração dos elementos constantes do registo no prazo de 10 dias após a sua
verificação, nos termos do n.º 2 do artigo 40.º;
m) A disponibilização, divulgação ou comercialização de alojamento em empreendimentos turísticos
não registado ou com o registo desatualizado, em violação do artigo 40.º;
n) A violação do disposto no artigo 41.º, em matéria de identificação dos empreendimentos turísticos;
o) A adoção de classificação ou de características que o empreendimento não possua na respetiva
publicidade, documentação comercial e merchandising, tal como previsto no artigo 42.º;
p) A disponibilização, divulgação ou comercialização de alojamento através de plataformas
eletrónicas sem identificação do número de registo, em violação do artigo 42.º-A;
q) [Revogada];
r) O desrespeito pela regra da unidade da exploração prevista no n.º 1 do artigo 44.º;
s) O desrespeito pelo regime de exploração turística em permanência e de exploração continuada das
unidades de alojamento do empreendimento turístico, tal como previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 45.º, e
a falta de celebração de contrato de exploração com os proprietários ou a falta de previsão no referido
contrato dos termos da exploração turística das unidades de alojamento, da participação dos
proprietários nos resultados da exploração das unidades de alojamento e das condições da utilização
destas pelos respetivos proprietários, tal como previsto nos n.os 3 e 4 do artigo 45.º;
t) A exploração das unidades de alojamento pelos respetivos proprietários ou a celebração de contratos
que comprometam o uso turístico das mesmas, tal como previsto no n.º 6 do artigo 45.º;
u) A violação pela entidade exploradora dos deveres previstos nas alíneas a) a c) e e) e f) do artigo
46.º;
v) [Revogada];
x) A proibição de livre acesso aos empreendimentos turísticos nos casos não previstos nos n.os 2, 3 e
4 do artigo 48.º;
z) A falta de publicitação das regras de funcionamento e acesso aos empreendimentos turísticos;
aa) O encerramento de um empreendimento turístico em propriedade plural, sem consentimento da
maioria dos seus proprietários;
bb) A falta de publicitação do período de funcionamento dos empreendimentos turísticos;
cc) O desrespeito pelos proprietários de lotes ou frações autónomas em empreendimentos turísticos do
disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 57.º;
dd) A falta de prestação de caução de boa administração e conservação pela entidade administradora
do empreendimento, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 59.º;
ee) O não cumprimento dos deveres de prestação de contas previstos no artigo 60.º;
ff) O não cumprimento dos deveres relativos à elaboração e disponibilização aos proprietários de um
programa de administração e de conservação do empreendimento turístico em propriedade plural para
cada ano, nos termos previstos no artigo 61.º;
gg) A falta de elaboração e promoção da respetiva aprovação em assembleia geral de proprietários de
título constitutivo para os empreendimentos turísticos em propriedade plural já existentes, nos termos
previstos no n.º 2 do artigo 64.º;
hh) A falta de remessa a cada um dos proprietários de uma cópia do título constitutivo para os
empreendimentos turísticos em propriedade plural, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 64.º
2 - As contraordenações previstas nas alíneas d), e), g), k), l), r)z)bb) e hh) do número anterior são
punidas com coima de (euro)25,00 a (euro)750,00, no caso de pessoa singular, e de (euro)250,00 a
(euro)7 500,00, no caso de pessoa coletiva.
3 - As contraordenações previstas nas alíneas f), h), j),m) n),o),p), x), aa) e cc) do n.º 1 são punidas
com coima de (euro)125,00 a (euro)3 250,00, no caso de pessoa singular, e de (euro)1 250,00 a
(euro)32 500,00 no caso de pessoa coletiva.
4 - As contraordenações previstas nas alíneas s), t), u), dd), ee), ff) e gg)do n.º 1 são punidas com
coima de (euro)1 000,00 a (euro)3 740,98, no caso da pessoa singular, e de (euro)10 000,00 a (euro)
44 891,81, no caso de pessoa coletiva.
5 - A contraordenação prevista nas alíneas a) e i) do n.º 1 é punida com coima de (euro)2 500,00 a
(euro)3 740,98, no caso de pessoa singular, e de (euro)25 000,00 a (euro)44 891,81, no caso de pessoa
coletiva.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 80/2017, de 30 de Junho, com início de vigência a 1 de Julho de


2017)

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Artigo 67.º
Contraordenações

1 - Constituem contraordenações:
a) A oferta de serviços de alojamento turístico sem título válido de abertura;
b) Regovada;
c) O não cumprimento dos requisitos gerais de instalação previstos no artigo 5.º;
d) O não cumprimento das condições de identificação, segurança no acesso, insonorização e
comunicação com o exterior previstas nos n.os 3, 4 e 5 do artigo 7.º;
e) O desrespeito pelo número máximo de camas convertíveis que podem ser instaladas nas unidades
de alojamento dos empreendimentos turísticos, tal como previsto no n.º 2 do artigo 8.º;
f) O desrespeito da capacidade máxima dos empreendimentos turísticos, nos termos previstos nos n.os
1 e 4 do artigo 8.º;
g) O desrespeito pela área máxima prevista para instalações de caráter complementar destinadas a
alojamento, tal como estabelecido no n.º 4 do artigo 19.º;
h) A não apresentação ou a apresentação fora do prazo da declaração referida no artigo 29.º e a
falta de apresentação do requerimento necessário para proceder à reconversão da classificação
previsto no n.º 2 do artigo 75.º;
i) A não afixação ou a afixação fora de prazo, no exterior, da placa identificativa da classificação do
empreendimento turístico, tal como previsto nos n.os 7 e 8 do artigo 36.º;
j) A não comunicação da alteração dos elementos constantes do registo no prazo de 10 dias após a
sua verificação, nos termos do n.º 2 do artigo 40.º;
k) A violação do disposto no artigo 41.º, em matéria de identificação dos empreendimentos turísticos;
l) A adoção de classificação ou de características que o empreendimento não possua na respetiva
publicidade, documentação comercial e merchandising, tal como previsto no artigo 42.º;
m) O desrespeito pela regra da unidade da exploração prevista no n.º 1 do artigo 44.º;
n) O desrespeito pelo regime de exploração turística em permanência e de exploração continuada das
unidades de alojamento do empreendimento turístico, tal como previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 45.º,
e a falta de celebração de contrato de exploração com os proprietários ou a falta de previsão no
referido contrato dos termos da exploração turística das unidades de alojamento, da participação dos
proprietários nos resultados da exploração das unidades de alojamento e das condições da utilização
destas pelos respetivos proprietários, tal como previsto nos n.os 3 e 4 do artigo 45.º;
o) A exploração das unidades de alojamento pelos respetivos proprietários ou a celebração de
contratos que comprometam o uso turístico das mesmas, tal como previsto no n.º 6 do artigo 45.º;
p) A violação pela entidade exploradora dos deveres previstos nas alíneas a) a c) e e) e f) do artigo
46.º;
q) Revogada;
r) A proibição de livre acesso aos empreendimentos turísticos nos casos não previstos nos n.os 2, 3 e
4 do artigo 48.º;
s) A falta de publicitação das regras de funcionamento e acesso aos empreendimentos turísticos;
t) O encerramento de um empreendimento turístico em propriedade plural, sem consentimento da
maioria dos seus proprietários;
u) A falta de publicitação do período de funcionamento dos empreendimentos turísticos;
v) A não utilização de sinais normalizados, nos termos previstos no artigo 50.º;
x) O desrespeito pelos proprietários de lotes ou frações autónomas em empreendimentos turísticos do
disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 57.º;
z) A falta de prestação de caução de boa administração e conservação pela entidade administradora
do empreendimento, no termos previstos no n.º 1 do artigo 59.º;
aa) O não cumprimento dos deveres de prestação de contas previstos no artigo 60.º;
bb) O não cumprimento dos deveres relativos à elaboração e disponibilização aos proprietários de
um programa de administração e de conservação do empreendimento turístico em propriedade plural
para cada ano, nos termos previstos no artigo 61.º;
cc) A falta de elaboração e promoção da respetiva aprovação em assembleia geral de proprietários
de título constitutivo para os empreendimentos turísticos em propriedade plural já existentes, nos
termos previstos no n.º 2 do artigo 64.º;
dd) A falta de remessa a cada um dos proprietários de uma cópia do título constitutivo para os
empreendimentos turísticos em propriedade plural, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 64.º.

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2 - As contraordenações previstas nas alíneas d), e), i), j), m), s), u), v) e dd) do número anterior são
punidas com coima de € 25 a € 750, no caso de pessoa singular, e de € 250 a € 7 500, no caso de
pessoa coletiva.
3 - As contraordenações previstas nas alíneas f), g), h), k), l), r), t) e x) do n.º 1 são punidas com
coima de € 125 a € 3 250, no caso de pessoa singular, e de € 1 250 a € 32 500, no caso de pessoa
coletiva.
4 - As contraordenações previstas nas alíneas b), c), n), o), p), z), aa), bb) e cc) do n.º 1 são punidas
com coima de € 1 000 a € 3 740,98, no caso de pessoa singular, e de € 10 000 a € 44 891,82, no caso
de pessoa coletiva.
5 - A contraordenação prevista na alínea a) do n.º 1 é punida com coima de € 2 500 a € 3 740,98, no
caso de pessoa singular, e de € 25 000 a € 44 891,82, no caso de pessoa coletiva.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de Novembro


de 2014)

Artigo 67.º
Contraordenações

1 - Constituem contraordenações:
a) A oferta de serviços de alojamento turístico sem título válido de abertura ou, no caso de
estabelecimentos de alojamento local, sem a realização de mera comunicação prévia para registo ou
com o registo cancelado;
b) O não cumprimento pelo estabelecimento de alojamento local dos requisitos mínimos previstos no
n.º 2 do artigo 3.º ou do disposto no n.º 7 do mesmo artigo;
c) O não cumprimento dos requisitos gerais de instalação previstos no artigo 5.º;
d) O não cumprimento das condições de identificação, segurança no acesso, insonorização e
comunicação com o exterior previstas nos n.os 3, 4 e 5 do artigo 7.º;
e) O desrespeito pelo número máximo de camas convertíveis que podem ser instaladas nas unidades
de alojamento dos empreendimentos turísticos, tal como previsto no n.º 2 do artigo 8.º;
f) O desrespeito da capacidade máxima dos empreendimentos turísticos, nos termos previstos nos n.os
1 e 4 do artigo 8.º;
g) O desrespeito pela área máxima prevista para instalações de caráter complementar destinadas a
alojamento, tal como estabelecido no n.º 4 do artigo 19.º;
h) A não apresentação ou a apresentação fora do prazo da declaração referida no artigo 29.º e a
falta de apresentação do requerimento necessário para proceder à reconversão da classificação
previsto no n.º 2 do artigo 75.º;
i) A não afixação ou a afixação fora de prazo, no exterior, da placa identificativa do estabelecimento
de alojamento local, ou da placa identificativa da classificação do empreendimento turístico, tal
como previsto, respetivamente, no n.º 7 do artigo 3.º e nos n.os 7 e 8 do artigo 36.º;
j) A não comunicação da alteração dos elementos constantes do registo no prazo de 10 dias após a
sua verificação, nos termos do n.º 2 do artigo 40.º;
k) A violação do disposto no artigo 41.º, em matéria de identificação dos empreendimentos turísticos;
l) A adoção de classificação ou de características que o empreendimento não possua na respetiva
publicidade, documentação comercial e merchandising, tal como previsto no artigo 42.º;
m) O desrespeito pela regra da unidade da exploração prevista no n.º 1 do artigo 44.º;
n) O desrespeito pelo regime de exploração turística em permanência e de exploração continuada das
unidades de alojamento do empreendimento turístico, tal como previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 45.º,
e a falta de celebração de contrato de exploração com os proprietários ou a falta de previsão no
referido contrato dos termos da exploração turística das unidades de alojamento, da participação dos
proprietários nos resultados da exploração das unidades de alojamento e das condições da utilização
destas pelos respetivos proprietários, tal como previsto nos n.os 3 e 4 do artigo 45.º;
o) A exploração das unidades de alojamento pelos respetivos proprietários ou a celebração de
contratos que comprometam o uso turístico das mesmas, tal como previsto no n.º 6 do artigo 45.º;
p) A violação pela entidade exploradora dos deveres previstos nas alíneas a) a c) e e) e f) do artigo
46.º;
q) Revogada;
r) A proibição de livre acesso aos empreendimentos turísticos nos casos não previstos nos n.os 2, 3 e
4 do artigo 48.º;
s) A falta de publicitação das regras de funcionamento e acesso aos empreendimentos turísticos;

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t) O encerramento de um empreendimento turístico em propriedade plural, sem consentimento da


maioria dos seus proprietários;
u) A falta de publicitação do período de funcionamento dos empreendimentos turísticos;
v) A não utilização de sinais normalizados, nos termos previstos no artigo 50.º;
x) O desrespeito pelos proprietários de lotes ou frações autónomas em empreendimentos turísticos do
disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 57.º;
z) A falta de prestação de caução de boa administração e conservação pela entidade administradora
do empreendimento, no termos previstos no n.º 1 do artigo 59.º;
aa) O não cumprimento dos deveres de prestação de contas previstos no artigo 60.º;
bb) O não cumprimento dos deveres relativos à elaboração e disponibilização aos proprietários de
um programa de administração e de conservação do empreendimento turístico em propriedade plural
para cada ano, nos termos previstos no artigo 61.º;
cc) A falta de elaboração e promoção da respetiva aprovação em assembleia geral de proprietários
de título constitutivo para os empreendimentos turísticos em propriedade plural já existentes, nos
termos previstos no n.º 2 do artigo 64.º;
dd) A falta de remessa a cada um dos proprietários de uma cópia do título constitutivo para os
empreendimentos turísticos em propriedade plural, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 64.º
2 - As contraordenações previstas nas alíneas d), e), i), j), m), s), u), v) e dd) do número anterior são
punidas com coima de € 25 a € 750, no caso de pessoa singular, e de € 250 a € 7 500, no caso de
pessoa coletiva.
3 - As contraordenações previstas nas alíneas f), g), h), k), l), r), t) e x) do n.º 1 são punidas com
coima de € 125 a € 3 250, no caso de pessoa singular, e de € 1 250 a € 32 500, no caso de pessoa
coletiva.
4 - As contraordenações previstas nas alíneas b), c), n), o), p), z), aa), bb) e cc) do n.º 1 são punidas
com coima de € 1 000 a € 3 740,98, no caso de pessoa singular, e de € 10 000 a € 44 891,82, no caso
de pessoa coletiva.
5 - A contraordenação prevista na alínea a) do n.º 1 é punida com coima de € 2 500 a € 3 740,98, no
caso de pessoa singular, e de € 25 000 a € 44 891,82, no caso de pessoa coletiva.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 67.º
Contra-ordenações

1 - Constituem contra-ordenações:
a) A oferta de serviços de alojamento turístico sem título válido;
b) O não cumprimento pelo estabelecimento de alojamento local dos requisitos mínimos previstos no
n.º 2 do artigo 3.º e do registo previsto no n.º 3 do mesmo artigo;
c) O não cumprimento dos requisitos gerais de instalação previstos no artigo 5.º;
d) O não cumprimento das condições de identificação, segurança no acesso, insonorização e
comunicação com o exterior previstas nos n.os 3, 4 e 5 do artigo 7.º;
e) O desrespeito pelo número máximo de camas convertíveis que podem ser instaladas nas unidades
de alojamento dos empreendimentos turísticos, tal como previsto no n.º 2 do artigo 8.º;
f) O desrespeito da capacidade máxima dos empreendimentos turísticos, nos termos previstos nos n.os
1 e 4 do artigo 8.º;
g) O desrespeito pela área máxima prevista para instalações de carácter complementar destinadas a
alojamento, tal como estabelecido no n.º 4 do artigo 19.º;
h) A não apresentação do pedido de revisão da classificação do empreendimento turístico com a
antecedência prevista no n.º 2 do artigo 38.º e a falta de apresentação do requerimento necessário
para proceder à reconversão da classificação previsto no n.º 2 do artigo 75.º;
i) A não afixação no exterior da placa identificativa da classificação do empreendimento turístico, tal
como previsto no n.º 4 do artigo 36.º;
j) A violação do disposto no artigo 41.º, em matéria de identificação dos empreendimentos turísticos;
l) A adopção de classificação ou de características que o empreendimento não possua na respectiva
publicidade, documentação comercial e merchandising, tal como previsto no n.º 1 do artigo 42.º;
m) O desrespeito pela regra da unidade da exploração prevista no n.º 1 do artigo 44.º;
n) O desrespeito pelo regime de exploração turística em permanência e de exploração continuada das
unidades de alojamento do empreendimento turística, tal como previsto nos n.os 1 e 2 do artigo 45.º,

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

e a falta de celebração de contrato de exploração com os proprietários ou a falta de previsão no


referido contrato dos termos da exploração turística das unidades de alojamento, da participação dos
proprietários nos resultados da exploração das unidades de alojamento e das condições da utilização
destas pelos respectivos proprietários, tal como previsto nos n.os 3 e 4 do artigo 45.º;
o) A exploração das unidades de alojamento pelos respectivos proprietários ou a celebração de
contratos que comprometam o uso turístico das mesmas, tal como previsto no n.º 6 do artigo 45.º;
p) A violação pela entidade exploradora dos deveres previstos nas alíneas a) a d) do artigo 46.º;
q) A atribuição da responsabilidade operacional por empreendimentos turísticos de cinco, quatro e
três estrelas a funcionário não habilitado ao exercício da profissão de director de hotel;
r) A proibição de livre acesso aos empreendimentos turísticos nos casos não previstos nos n.os 2, 3 e
4 do artigo 48.º;
s) A falta de publicitação das regras de funcionamento e acesso aos empreendimentos turísticos;
t) O encerramento de um empreendimento turístico em propriedade plural, sem consentimento de
todos os proprietários;
u) A falta de publicitação do período de funcionamento dos empreendimentos turísticos;
v) A não utilização de sinais normalizados, nos termos previstos no artigo 50.º;
x) O desrespeito pelos proprietários de lotes ou fracções autónomas em empreendimentos turísticos
do disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 57.º;
z) A falta de prestação de caução de boa administração e conservação pela entidade administradora
do empreendimento, no termos previstos no n.º 1 do artigo 59.º;
aa) O não cumprimento dos deveres de prestação de contas previstos no artigo 60.º;
bb) O não cumprimento dos deveres relativos à elaboração e disponibilização aos proprietários de
um programa de administração e de conservação do empreendimento turístico em propriedade plural
para cada ano, nos termos previstos no artigo 61.º;
cc) A falta de elaboração e promoção da respectiva aprovação em assembleia geral de proprietários
de título constitutivo para os empreendimentos turísticos em propriedade plural já existentes, nos
termos previstos no n.º 2 do artigo 64.º;
dd) A falta de remessa a cada um dos proprietários de uma cópia do título constitutivo para os
empreendimentos turísticos em propriedade plural, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 64.º.
2 - As contra-ordenações previstas nas alíneas d), e), i), m), s), u), v) e dd) do n.º 1 são punidas com
coima de € 100 a € 500, no caso de pessoa singular, e de € 1000 a € 5000, no caso de pessoa
colectiva.
3 - As contra-ordenações previstas nas alíneas f), g), h), j), l), q), r), t) e x) do n.º 1 são punidas com
coima de € 500 a € 2500, no caso de pessoa singular, e de € 5000 a € 25000, no caso de pessoa
colectiva.
4 - As contra-ordenações previstas nas alíneas a), b), c), n), o), p), z), aa), bb) e cc) do n.º 1 são
punidas com coima de € 2500 a € 3740,98, no caso de pessoa singular, e de € 25000 a € 44891,82, no
caso de pessoa colectiva.

Artigo 68.º
Sanções acessórias

1 - Em função da gravidade e da reiteração das contraordenações previstas no artigo anterior, bem


como da culpa do agente, podem ser aplicadas as seguintes sanções acessórias:
a) Apreensão do material através do qual se praticou a infração;
b) Suspensão, por um período até dois anos, do exercício da atividade diretamente relacionada com a
infração praticada;
c) Encerramento, pelo prazo máximo de dois anos, do empreendimento ou das instalações onde
estejam a ser prestados serviços de alojamento turístico sem título válido.
2 - Quando for aplicada a sanção acessória de encerramento, o alvará, quando exista, é cassado e
apreendido pela câmara municipal, oficiosamente ou a pedido do Turismo de Portugal, I. P., ou da
ASAE.

Artigo 69.º
Negligência e tentativa

1 - A negligência é punível, sendo os limites mínimos e máximos das coimas reduzidos para metade.
2 - A tentativa é punível com a coima aplicável à contraordenação consumada, especialmente
atenuada.

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 69.º
Limites da coima em caso de tentativa e de negligência

A tentativa e a negligência são puníveis, sendo os limites mínimos e máximos das coimas aplicáveis
reduzidos para metade.

Artigo 69.º-A
Regime subsidiário

Às contraordenações previstas no presente decreto-lei aplica-se o regime geral do ilícito de mera


ordenação social, constante do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de outubro, alterado pelos Decretos-Leis
n.os 356/89, de 17 de outubro, 244/95, de 14 de setembro, e 323/2001, de 17 de dezembro, e pela Lei
n.º 109/2001, de 24 de dezembro.

Artigo 70.º
Competência sancionatória

1 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei compete:
a) À ASAE relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a f) do n.º 1 do
artigo 4.º;
b) Às câmaras municipais, relativamente aos empreendimentos turísticos referidos na alínea g) do n.º
1 do artigo 4.º.
2 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei relativamente
aos empreendimentos reconhecidos como turismo de natureza ou associados a uma marca nacional de
áreas integradas no SNAC compete, respetivamente, à ASAE, se estes empreendimentos adotarem
qualquer das tipologias previstas nas alíneas a) a f) do n.º 1 do artigo 4.º, e às câmaras municipais, se
os referidos empreendimentos adotarem a tipologia prevista na alínea g) do n.º 1 do artigo 4.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 70.º
Competência sancionatória

1 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei compete:
a) À ASAE relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a f) do n.º 1 do
artigo 4.º;
b) Às câmaras municipais, relativamente aos empreendimentos turísticos referidos na alínea g) do n.º
1 do artigo 4.º.
2 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei relativamente
aos empreendimentos reconhecidos como turismo de natureza ou associados a uma marca nacional
de áreas classificadas compete, respetivamente, à ASAE, se estes empreendimentos adotarem
qualquer das tipologias previstas nas alíneas a) a f) do n.º 1 do artigo 4.º, e às câmaras municipais,
se os referidos empreendimentos adotarem a tipologia prevista na alínea g) do n.º 1 do artigo 4.º.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de Novembro


de 2014)

Artigo 70.º
Competência sancionatória

1 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei compete:
a) À ASAE relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a f) do n.º 1 do
artigo 4.º e aos estabelecimentos de alojamento local;

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Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

b) Às câmaras municipais, relativamente aos empreendimentos turísticos referidos na alínea g) do n.º


1 do artigo 4.º e aos estabelecimentos de alojamento local.
2 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei relativamente
aos empreendimentos reconhecidos como turismo de natureza ou associados a uma marca nacional
de áreas classificadas compete, respetivamente, à ASAE, se estes empreendimentos adotarem
qualquer das tipologias previstas nas alíneas a) a f) do n.º 1 do artigo 4.º, e às câmaras municipais,
se os referidos empreendimentos adotarem a tipologia prevista na alínea g) do n.º 1 do artigo 4.ºº.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 70.º
Competência sancionatória

1 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei compete:
a) À Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade (CACMEP)
relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas a) a f) do n.º 1 do artigo 4.º;
b) Às câmaras municipais, relativamente aos empreendimentos turísticos referidos nas alíneas g) do
n.º 1 do artigo 4.º e aos estabelecimentos de alojamento local.
2 - A aplicação das coimas e das sanções acessórias previstas no presente decreto-lei relativamente
aos empreendimentos de turismo de natureza compete, respectivamente, à CACMEP, se estes
empreendimentos adoptarem qualquer das tipologias previstas nas alíneas a) a f) do n.º 1 do artigo
4.º, e às câmaras municipais, se os referidos empreendimentos adoptarem a tipologia prevista na
alínea g) do n.º 1 do artigo 4.º

Artigo 71.º
Produto das coimas

1 - O produto das coimas aplicadas pelas câmaras municipais constitui receita dos respetivos
municípios.
2 - O produto das coimas aplicadas pela ASAE reverte:
a) 60 % para o Estado;
b) 40 % para a ASAE.
c) Revogada.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 71.º
Produto das coimas

1 - O produto das coimas aplicadas pelas câmaras municipais constitui receita dos respectivos
municípios.
2 - O produto das coimas aplicadas pela CACMEP reverte:
a) 60 % para o Estado;
b) 30 % para a ASAE;
c) 10 % para a CACMEP.

Artigo 72.º
Embargo e demolição

Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades, compete ao presidente da câmara
municipal embargar e ordenar a demolição de obras realizadas em violação do disposto no presente
decreto-lei, por sua iniciativa ou mediante comunicação do Turismo de Portugal, I. P., ou da ASAE.

71
Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

Artigo 73.º
Interdição de utilização

A ASAE é competente para determinar a interdição temporária do funcionamento dos


empreendimentos turísticos, na sua totalidade ou em parte, quando a falta de cumprimento das
disposições legais aplicáveis puser em causa a segurança dos utilizadores ou a saúde pública, sem
prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de Agosto, com início de vigência a 27 de


Novembro de 2014)

Artigo 73.º
Interdição de utilização

A ASAE é competente para determinar a interdição temporária do funcionamento dos


empreendimentos turísticos e dos estabelecimentos de alojamento local, na sua totalidade ou em
parte, quando a falta de cumprimento das disposições legais aplicáveis puser em causa a segurança
dos utilizadores ou a saúde pública, sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras
entidades.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 73.º
Interdição de utilização

A ASAE é competente para determinar a interdição temporária do funcionamento dos


empreendimentos turísticos, na sua totalidade ou em parte, quando a falta de cumprimento das
disposições legais aplicáveis puser em causa a segurança dos utilizadores ou a saúde pública, sem
prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades.

Artigo 74.º
Sistema informático

1 - A tramitação dos procedimentos previstos no presente decreto-lei é realizada informaticamente


com recurso ao balcão do empreendedor previsto nos Decretos-Leis n.os 92/2010, de 26 de julho, e
48/2011, de 1 de abril, acessível através do Portal do Cidadão, ou ao sítio na Internet do Turismo de
Portugal, I. P., e das câmaras municipais, articulado com o sistema informático previsto no artigo 8.º-
A do regime jurídico da urbanização e da edificação, nos termos a definir por portaria dos membros
do Governo responsáveis pelas áreas da modernização administrativa, da administração local, do
ordenamento do território e do turismo.
2 - Para o efeito previsto no número anterior, o Turismo de Portugal, I. P., tem acesso permanente a
toda a informação relativa a empreendimentos turísticos constante do sistema informático previsto no
regime jurídico da urbanização e da edificação, independentemente da sujeição a parecer àquele
instituto.
3 - Quando, por motivos de indisponibilidade das plataformas eletrónicas, não for possível o
cumprimento do disposto no n.º 1, pode ser utilizado qualquer outro meio legalmente admissível.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 186/2015, de 3 de setembro, com início de vigência a 4 de


Setembro de 2015)

Artigo 74.º
Sistema informático

1 - A tramitação dos procedimentos previstos no presente decreto-lei é realizada informaticamente


com recurso ao balcão único eletrónico dos serviços previsto nos artigos 5.º e 6.º do Decreto-Lei n.º
92/2010, de 26 de julho, acessível através do Portal da Empresa ou do sítio na Internet do Turismo de
Portugal, I. P., e das câmaras municipais, articulado com o sistema informático previsto no artigo
8.º-A do regime jurídico da urbanização e da edificação, nos termos a definir por portaria dos

72
Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

membros do Governo responsáveis pelas áreas da modernização administrativa, da administração


local, do ordenamento do território e do turismo.
2 - Para o efeito previsto no número anterior, o Turismo de Portugal, I. P., tem acesso permanente a
toda a informação relativa a empreendimentos turísticos constante do sistema informático previsto no
regime jurídico da urbanização e da edificação, independentemente da sujeição a parecer àquele
instituto.
3 - Quando, por motivos de indisponibilidade das plataformas eletrónicas, não for possível o
cumprimento do disposto no n.º 1, pode ser utilizado qualquer outro meio legalmente admissível.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro de


2014)

Artigo 74.º
Sistema informático

1 - A tramitação dos procedimentos previstos no presente decreto-lei é realizada informaticamente


com recurso a sistema informático articulado com o sistema previsto no artigo 8.º-A do regime
jurídico da urbanização e edificação, nos termos a definir por portaria dos membros do Governo
responsáveis pelas áreas da administração local e do turismo.
2 - Para o efeito previsto no número anterior, o Turismo de Portugal, I. P., tem acesso a toda a
informação relativa a empreendimentos turísticos constante do sistema informático previsto no
regime jurídico da urbanização e edificação.
3 - Enquanto não se encontrarem em funcionamento os sistemas informáticos referidos no n.º 1, a
tramitação dos procedimentos estabelecidos no presente decreto-lei pode ser realizada em papel.

CAPÍTULO XI
Disposições finais e transitórias

Artigo 75.º
Empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza e
estabelecimentos de hospedagem existentes

1 - O presente decreto-lei aplica-se aos empreendimentos turísticos existentes à data da sua entrada em
vigor, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Os empreendimentos turísticos, os empreendimentos de turismo no espaço rural e as casas de
natureza existentes devem reconverter-se nas tipologias e categorias estabelecidas no presente
decreto-lei e nos diplomas complementares emitidos ao abrigo do mesmo até 31 de dezembro de
2010.
3 - A reconversão da classificação prevista no número anterior é atribuída pelo Turismo de Portugal, I.
P., ou pela câmara municipal, após realização de auditoria de classificação, a pedido do interessado,
podendo ser dispensados os requisitos exigidos para a atribuição da classificação, sempre que
determinem a realização de obras que se revelem materialmente impossíveis ou que comprometam a
rendibilidade do empreendimento, como tal reconhecidas pela entidade competente para a aprovação
da classificação ou, no caso de empreendimentos turísticos em propriedade plural, quando os
respetivos títulos constitutivos estiverem aceites em depósito ou que estejam autorizados a
comercializar direitos reais de habitação periódica ou direitos de habitação turística devidamente
autorizados.
4 - Caso os empreendimentos referidos no n.º 2 não possam manter ou obter a classificação como
empreendimento turístico, nos termos do presente decreto-lei, são reconvertidos, mediante mera
comunicação prévia, em modalidades de alojamento local.
5 - As moradias turísticas existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, licenciadas
como tal ao abrigo de lei anterior a essa data, convertem-se automaticamente em moradias de
alojamento local.
6 - Revogado.
7 - Os estabelecimentos de hospedagem licenciados pelas câmaras municipais ao abrigo dos
respetivos regulamentos convertem-se automaticamente em estabelecimentos de alojamento local.
8 - O Turismo de Portugal, I. P., deve inscrever no RNET os empreendimentos turísticos
reconvertidos nos termos do n.º 2.

73
Datajuris, Direito e Informática, Lda. ©

9 - Os títulos válidos de abertura dos empreendimentos turísticos, dos empreendimentos de turismo no


espaço rural e das casas de natureza existentes à data de entrada em vigor do presente decreto-lei
mantêm-se válidos, só sendo substituídos pelo alvará de autorização de utilização para fins turísticos
na sequência de obras de ampliação, reconstrução ou alteração.
10 - Aos títulos válidos de abertura referidos no número anterior aplica-se o disposto no artigo 33.º,
com as necessárias adaptações.
11 - No caso dos empreendimentos turísticos convertidos em estabelecimentos de alojamento local, os
títulos de abertura existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei mantêm-se válidos, só
sendo substituídos por alvará de autorização de utilização para fins habitacionais na sequência de
obras de ampliação, reconstrução ou alteração, ou em qualquer outro momento, a pedido do
interessado.
12 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural existentes à data da entrada em vigor do
presente decreto-lei mantêm o regime de exploração turística previsto na legislação vigente aquando
do respetivo licenciamento, salvo se, por decisão unânime de todos os seus proprietários, se optar pelo
regime de exploração turística previsto no presente decreto-lei.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014, conforme rectificada pela Declaração de Retificação n.º 19/2014, de 24 de Março)

Artigo 75.º
Empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza e
estabelecimentos de hospedagem existentes

1 - O presente decreto-lei aplica-se aos empreendimentos turísticos existentes à data da sua entrada
em vigor, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Os empreendimentos turísticos, os empreendimentos de turismo no espaço rural e as casas de
natureza existentes devem reconverter-se nas tipologias e categorias estabelecidas no presente
decreto-lei e nos diplomas complementares emitidos ao abrigo do mesmo até 31 de Dezembro de
2010.
3 - A reconversão da classificação prevista no número anterior é atribuída pelo Turismo de Portugal,
I. P., ou pelas câmaras municipais, conforme os casos, após realização de auditoria de classificação,
a pedido do interessado, podendo ser dispensados os requisitos exigidos para a atribuição da
classificação, sempre que determinem a realização de obras que se revelem materialmente
impossíveis ou que comprometam a rendibilidade do empreendimento, como tal reconhecidas pela
entidade competente para a aprovação da classificação.
4 - Caso os empreendimentos referidos no n.º 2 não possam manter ou obter a qualificação como
empreendimento turístico, nos termos do presente decreto-lei, são reconvertidos em modalidades de
alojamento local.
5 - As moradias turísticas existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, licenciadas
como tal ao abrigo de lei anterior a essa data, convertem-se automaticamente em moradias de
alojamento local, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
6 - Caso as moradias turísticas façam parte integrante de conjuntos turísticos, (resorts) podem
converter-se em edifícios autónomos integrantes do conjunto, desde que se verifiquem os pressupostos
previstos nas alíneas a) a c) do n.º 7 do artigo 15.º.
7 - Os estabelecimentos de hospedagem licenciados pelas câmaras municipais ao abrigo dos
respectivos regulamentos convertem-se automaticamente em estabelecimentos de alojamento local.
8 - O Turismo de Portugal, I. P., deve inscrever no RNET os empreendimentos turísticos
reconvertidos nos termos do n.º 2.
9 - Os títulos válidos de abertura dos empreendimentos turísticos, dos empreendimentos de turismo
no espaço rural e das casas de natureza existentes à data de entrada em vigor do presente do presente
decreto-lei mantêm-se válidos, só sendo substituídos pelo alvará de autorização de utilização para
fins turísticos na sequência de obras de ampliação, reconstrução ou alteração.
10 - No caso dos empreendimentos turísticos convertidos em estabelecimentos de alojamento local, os
títulos de abertura existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei mantêm-se válidos,
só sendo substituídos por alvará de autorização de utilização para fins habitacionais na sequência de
obras de ampliação, reconstrução ou alteração, ou em qualquer outro momento a pedido do
interessado.
11 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural existentes à data da entrada em vigor do
presente decreto-lei mantêm o regime de exploração turística previsto na legislação vigente aquando

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do respectivo licenciamento, salvo se, por decisão unânime de todos os seus proprietários, se optar
pelo regime de exploração turística previsto no presente decreto-lei.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembro, com início de vigência a 14 de Outubro


de 2009)

Artigo 75.º
Empreendimentos turísticos, empreendimentos de turismo no espaço rural, casas de natureza e
estabelecimentos de hospedagem existentes

1 - O presente decreto-lei aplica-se aos empreendimentos turísticos existentes à data da sua entrada
em vigor, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Os empreendimentos turísticos, os empreendimentos de turismo no espaço rural e as casas de
natureza existentes dispõem do prazo de dois anos, contado a partir da data de entrada em vigor do
presente decreto-lei, para se reconverterem nas tipologias e categorias agora estabelecidos, excepto
quando tal determinar a realização de obras que se revelem materialmente impossíveis ou que
comprometam a rendibilidade do empreendimento, como tal reconhecidas pelo Turismo de Portugal,
I. P.
3 - A reconversão da classificação prevista no número anterior é atribuída pelo Turismo de Portugal,
I. P., ou pelas câmaras municipais, conforme os casos, após realização de auditoria de classificação,
a pedido do interessado.
4 - Caso os empreendimentos referidos no n.º 2 não possam manter ou obter a classificação de
empreendimento turístico, nos termos do presente decreto-lei, são reconvertidos em modalidades de
alojamento local.
5 - O Turismo de Portugal, I. P., deve inscrever no RNET os empreendimentos turísticos
reclassificados nos termos do n.º 2.
6 - Os títulos válidos de abertura dos empreendimentos turísticos, dos empreendimentos de turismo
no espaço rural e das casas de natureza existentes à data de entrada em vigor do presente decreto-lei
mantêm-se válidos, só sendo substituídos pelo alvará de autorização de utilização para fins turísticos
na sequência de obras de ampliação, reconstrução ou alteração.
7 - Os empreendimentos turísticos em propriedade plural existentes à data da entrada em vigor do
presente decreto-lei mantêm o regime de exploração turística previsto na legislação vigente aquando
do respectivo licenciamento, salvo se, por decisão unânime de todos os seus proprietários, se optar
pelo regime de exploração turística previsto no presente decreto-lei.
8 - Os estabelecimentos de hospedagem licenciados pelas câmaras municipais ao abrigo dos
respectivos regulamentos convertem-se automaticamente em estabelecimentos de alojamento local.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

Artigo 76.º
Processos pendentes

1 - Os processos pendentes regem-se pelas disposições constantes no presente decreto-lei, salvo o


disposto no número seguinte.
2 - As entidades promotoras ou exploradoras dos empreendimentos turísticos em propriedade plural
cujos processos se encontram pendentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei podem
optar por aplicar o regime constante dos capítulos VII e VIII do presente decreto-lei ou o regime de
exploração aplicável à data do início do procedimento.
3 - Para os efeitos previstos no n.º 2 do presente artigo, consideram-se pendentes os processos
relativos a operações de loteamento, pedidos de informação prévia e pedidos de licenciamento de
operações urbanísticas e pedidos de classificação definitiva que tenham por objeto a instalação de
empreendimentos turísticos, de empreendimentos de turismo no espaço rural e de casas de natureza.

(Redacção conforme rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 25/2008, de 6 de Maio)

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Artigo 77.º
Norma revogatória

1 - É revogado o Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de julho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-
Lei n.º 55/2002, de 11 de março, e pelo Decreto-Lei n.º 217/2006, de 31 de outubro, bem como o
Decreto-Lei n.º 54/2002, de 11 de março.
2 - Com a entrada em vigor das portarias previstas no presente decreto-lei são revogados:
a) O Decreto-Lei n.º 192/82, de 19 de maio;
b) O Decreto-Lei n.º 47/99, de 16 de fevereiro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º
56/2002, de 11 de março, com exceção das disposições referentes à animação ambiental constantes
dos n.os 2 e 3 do artigo 2.º e dos artigos 8.º, 9.º e 12.º;
c) O Decreto Regulamentar n.º 33/97, de 25 de setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 14/2002, de 12 de março;
d) O Decreto Regulamentar n.º 34/97, de 25 de setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 14/99, de 14 de agosto, e pelo Decreto Regulamentar n.º 6/2000, de 27 de abril;
e) O Decreto Regulamentar n.º 36/97, de 25 de setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 16/99, de 18 de agosto;
f) O Decreto Regulamentar n.º 22/98, de 21 de setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 1/2002, de 3 de janeiro;
g) O Decreto Regulamentar n.º 20/99, de 13 de setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 22/2002, de 2 de abril;
h) O Decreto Regulamentar n.º 2/99, de 17 de fevereiro;
i) O Decreto Regulamentar n.º 13/2002, de 12 de março, com as alterações introduzidas pelo Decreto
Regulamentar n.º 5/2007, de 14 de fevereiro;
j) A Portaria n.º 1063/97, de 21 de outubro;
l) A Portaria n.º 1068/97, de 23 de outubro;
m) A Portaria n.º 1071/97, de 23 de outubro;
n) A Portaria n.º 930/98, de 24 de outubro;
o) A Portaria n.º 1229/2001, de 25 de outubro.

Artigo 78.º
Regiões Autónomas

1 - O regime previsto no presente decreto-lei é aplicável às Regiões Autónomas dos Açores e da


Madeira, sem prejuízo das adaptações decorrentes da estrutura própria da administração regional
autónoma.
2 - O produto das coimas cobradas nas Regiões Autónomas no âmbito da aplicação do presente
decreto-lei, na percentagem correspondente ao Estado, constitui receita própria das Regiões
Autónomas.

(Redacção do Decreto-Lei n.º 15/2014, de 23 de Janeiro, com início de vigência a 28 de Janeiro


de 2014)

Artigo 78.º
Regiões Autónomas

O regime previsto no presente decreto-lei é aplicável às Regiões Autónomas dos Açores e da


Madeira, sem prejuízo das adaptações decorrentes da estrutura própria da administração regional
autónoma.

Artigo 79.º
Entrada em vigor

O presente decreto-lei entra em vigor 30 dias após a data da sua publicação.

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