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Escola técnica Conhecer .

TRATAMENTO
CLINICO

Trabalho de recuperação final.


Nome : Fernanda Cristina Gomes da Silva
Turma: 26
Turno: Manhã
Professora : Heloisa
Introdução
ANEMIA APLASTICA
Chama-se anemia aplástica a um quadro clínico raro, porém grave e
potencialmente fatal, em que a medula óssea que normalmente produz
as células do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) entra em falência e
passa a produzi-las em quantidades insuficientes.
Causas
Ela pode ocorrer devido a uma causa autoimune ou pela assimilação de algum
tóxico para a medula óssea, sejam medicações (com destaque para o
cloranfenicol) ou outras substâncias químicas. A radiação pode, igualmente,
provocar uma aplasia medular e esta anemia pode ainda ser ocasionada por
uma infecção por vírus. Em cerca de metade dos casos não se consegue
determinar uma causa para a anemia aplástica, situação na qual ela é
designada idiopática.
Manifestações clinicas
 Fadiga
 falta de ar
 taquicardia
 palidez,
 infecções frequentes
 tonturas
 cefaleias.
 Sangramentos
 erupção de pequenas manchas arroxeadas ou manchas vermelhas

Diagnostico
Os exames laboratoriais devem ser iniciados por um hemograma e seguir-se
com mielograma e biópsia de medula óssea. Devem ser feitas, também,
dosagem de vitamina B12 e ácido fólico para diferenciar anemia aplástica
da anemia megaloblástica e sorologias para infecções virais.
Tratamento
O tratamento para a anemia aplástica consiste em transfusões sanguíneas,
transplante de medula óssea, antibiótico para as infecções e medicamentos
imunossupressores como metilprednisolona, ciclosporina e prednisona.
Cuidados da enfermagem:
Medicar conforme prescrição
Oxigenoterapia se necessário

ANEMIA FERROPRIVA
Anemia ferropriva é o tipo de anemia mais comum no mundo ,é a carência de
ferro no organismo.

Causas
 Alimentação pobre em ferro: o que pode acontecer até mesmo em pessoas
que estão dentro do peso ideal ou acima do peso;
 Pouca absorção de ferro pelo organismo: como acontece em caso
de doença celíaca ou quando uma parte do intestino delgado foi removido
do corpo;
 Hemorragias prolongadas: a perda de sangue contínua e prolongada
dentro do sistema digestório também pode causar anemia ferropriva,
sendo comum em caso de hérnias ou úlceras de estômago, mas a
menstruação abundante ou sangramento de escape que persiste por mais
de 8 dias também podem causar essa falta de ferro.
A anemia por deficiência de ferro também acontece durante a gravidez, porque
nessa fase, o corpo da mulher precisa produzir ferro suficiente para a mãe e
para o bebê, sendo que o mais comum é que o corpo tente priorizar o
desenvolvimento do feto.
As pessoas que tem mais facilidade em ter esse tipo de anemia são as
mulheres, crianças, vegetarianos e as pessoas que fazem doações de sangue
de forma muito frequente.

Manifestações Clinicas
 cansaço;
 fraqueza generalizada;
 sonolência;
 dificuldade para praticar exercícios;
 tontura;
 sensação de tontura ou desmaio;
 palidez cutânea e das mucosas dos olhos;
 dificuldade de concentração;
 lapsos da memória;
 dor de cabeça;
 unhas fracas e quebradiças;
 pele seca;
 dor nas pernas;
 inchaço nos tornozelos;
 queda de cabelo;
 falta de apetite.

Diagnostico

Esse tipo de anemia é facilmente diagnosticada através do hemograma e da


ferritina.
Tratamento
O tratamento da anemia ferropriva é feito com reposição de ferro. Os
comprimidos de sulfato ferroso geralmente têm até 6x mais ferro do que
obtemos em uma dieta normal. Se a anemia ferropriva for causada por
gravidez ou por um fluxo menstrual mais forte, geralmente a reposição de ferro
é suficiente.

O ferro é melhor absorvido se tomado em jejum e junto com vitamina C ou suco


de laranja. A reposição de ferro pode causar alguns efeitos colaterais, sendo os
mais comuns, náuseas e azia. Fezes com uma coloração bem escura também
são comuns, mas isso é só uma questão estética, sem maior relevância clínica.

Se a causa da anemia ferropriva não estiver clara, não se deve apenas repor
ferro, é preciso também investigar a causa. Prescrever ferro sem realizar uma
investigação de sangramentos ocultos pode até corrigir temporariamente a
anemia, mas não irá tratar a doença de base. Se a causa for um tumor do
intestino, por exemplo, apenas repor ferro, sem ir à procura da origem da perda
sanguínea, irá atrasar o diagnóstico, diminuindo as chances de tratamento
curativo da lesão.

Cuidados da enfermagem

Orientar para o paciente sobre dieta rica em ferro , administrar conforme


prescrição , alertar sobre efeitos colaterais.

TALASSEMIA
A talassemia, ou anemia do Mediterrâneo, é uma doença hereditária do sangue
que afeta a capacidade da pessoa de produzir hemoglobina, o pigmento
existente nos glóbulos vermelhos que responde pelo transporte de oxigênio
para todos os tecidos e órgãos do corpo.
Nessa condição, há um defeito geneticamente determinado em uma das quatro
cadeias de proteínas, ou globinas, que formam a hemoglobina, duas
denominadas alfa e outras duas chamadas de beta. Esse problema reduz ou
impede a fabricação da hemoglobina normal.

Além disso, o indivíduo tem os glóbulos vermelhos menores, o que é chamado


de microcitose. A talassemia pode ser classificada como alfa ou beta,
dependendo da cadeia afetada, e se apresentar de duas formas: minor, quando
a pessoa só possui o traço da doença, sem alterações significativas no nível de
hemoglobina, ou major, com profundo comprometimento da produção do
pigmento, com reflexos severos no baço, no fígado, nos ossos e no coração, o
que implica cuidados médicos permanentes.

Algumas pessoas podem ter uma apresentação intermediária, com sintomas


mais leves. A talassemia atinge principalmente as populações de origem
italiana, grega, asiática e africana. Estima-se que, no mundo, 15 milhões de
pessoas sejam talassêmicas

Causas

A causa da talassemia está em alterações existentes em um dos genes do


cromossomo 16, que regula a produção das cadeias alfa de globina, ou do
cromossomo 11, que controla as cadeias beta. Chamadas tecnicamente de
mutações, essas alterações têm origem hereditária e podem se mostrar de
centenas de formas diferentes. Contudo, para desenvolver a talassemia major,
o indivíduo precisa obrigatoriamente apresentar um par de genes alterados,
herdados tanto da mãe quanto do pai, que não necessariamente devem ser
portadores da forma grave da doença para passá-la a seus descendentes –
apenas a talassemia minor, ou seja, a mutação em uma unidade do gene, já
basta para transmiti-la, desde que o parceiro também possua esse traço ou
mesmo a anemia desenvolvida

Manifestações clinicas

 Fadiga;
 Irritabilidade;
 Vulnerabilidade à infecções;
 Atraso no crescimento;
 Respiração ofegante;
 Palidez acentuada;
 Icterícia (pele amarelada);
 Falta de apetite;
 Aumento de peso reduzido;
 Fraqueza;
 Abdome desenvolvido;
 Crescimento anormal do baço;
 Alterações ósseas;
 Urina escura.
Diagnostico

Testes que medem o nível de ferro no sangue e exames de DNA podem revelar
sintomas e diagnosticar a talassemia ou a presença de genes de hemoglobina
mutados.

Tratamento

Não há cura , so tratamento .O tratamento da talassemia major precisa ser feito


ao longo de toda a vida do indivíduo, com transfusões sangüíneas periódicas,
em média a cada três ou quatro semanas, para atenuar a anemia crônica,
prevenir o déficit do desenvolvimento ósseo e a interferência no funcionamento
do coração e assegurar que os tecidos e órgãos recebam a quantidade de
oxigênio suficiente.

No entanto, como as freqüentes transfusões levam a pessoa a acumular ferro


no organismo, a terapêutica também inclui o uso de medicamentos para extrair
esse excesso do corpo, potencialmente capaz de provocar danos irreversíveis
para órgãos vitais. Outro problema do recebimento constante de sangue é o
risco de adquirir doenças infecciosas. Uma forma alternativa de tratamento da
talassemia major é um transplante de medula óssea, que igualmente requer
uma série de cuidados para ser bem-sucedidos.

Doença de Von Willebrand


A doença de von Willebrand é uma deficiência ou anomalia hereditária da
proteína sanguínea fator de von Willebrand, que afeta o funcionamento das
plaquetas.
O fator de von Willebrand é encontrado no plasma, nas plaquetas e nas
paredes dos vasos sanguíneos. As plaquetas são fragmentos celulares que
circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular. Quando o fator
está faltando ou é defeituoso, as plaquetas não conseguem aderir às paredes
dos vasos sanguíneos no local em que ocorreu uma lesão. Consequentemente,
a hemorragia não para tão rapidamente como deveria.
Há três tipos de doença de von Willebrand, e todos são hereditários. Os tipos
diferem quanto ao grau de deficiência do fator. Pessoas com maior deficiência
têm mais risco de hemorragias.

Tipo 1
Esta é a forma mais comum de doença de von Willebrand, em que os níveis do
fator de von Willebrand são baixos e, em algumas pessoas, os níveis de fator
VIII também. Os sinais e sintomas deste tipo da doença são geralmente ligeiros
e moderados.

Tipo 2
Neste tipo, o fator de von Willebrand está presente mas não funciona
corretamente. Os sintomas tendem a ser mais fortes.

Tipo 3
O tipo 3 da doença é um dos tipos mais raros da doença. Nela, o fator de von
Willebrand é completamente ausente e os níveis de fator VIII são baixos. Os
sinais podem ser graves, como hemorragias nas articulações e nos músculos.

Causas
A causa para essa doença é geralmente genética e, portanto, congênita. No
entanto, alguns casos raros desenvolvem a condição com o passar dos anos –
sem ter herdado nenhum gene dos pais. Para esses casos de doença de Von
Willebrand adquirida, a causa exata ainda não está clara para os médicos.
Alguns pesquisadores acreditam que trata-se de uma doença autoimune, ou,
então, que a doença possa estar ligada ao hipotireoidismo ou ao uso de
determinados medicamentos, como anticonvulsivos e antibióticos.

Sintomas
 Sangramentos frequentes e prolongados do nariz;
 Sangramento recorrente das gengivas;
 Excesso de sangramento após um corte;
 Sangue nas fezes ou urina;
 Hematomas frequentes em várias partes do corpo;
 Aumento do fluxo menstrual.

Diagnostico
O diagnóstico da doença de Von Willebrand é feito através de várias análises
sanguíneas. Nestes exames de sangue é avaliado a dosagem do fator VIII
plasmático, doseamento do antigénio do FvW, a dosagem do cofator da
ristocetina e da RIPA.
É normal que estes exames sejam repetidos pelo menos de 2 a 3 vezes, para
um correto diagnóstico da doença, evitando resultados falso-negativos.
Por ser uma doença genética de caráter familiar pode-se recorrer a um
aconselhamento genético durante a gravidez para avaliar o risco de o bebê
nascer com a doença de Von Willebrand.

Tratamento
Essa é uma doença que não tem cura , o tratamento consiste em
 Às vezes, o medicamento desmopressina
 Às vezes, transfusão de fatores de coagulação do sangue

Muitas pessoas com doença de von Willebrand nunca necessitam de


tratamento. Quando ocorrem hemorragias excessivas, pode ser administrada
uma transfusão de concentrado de fatores de coagulação contendo fator de
von Willebrand (concentrados de fator VIII de pureza intermediária). Em
algumas formas brandas da doença, pode ser administrado tratamento
medicamentoso com desmopressina para elevar a quantidade de fator de von
Willebrand por tempo suficiente para que possam ser realizadas cirurgias ou
extrações dentárias sem transfusões. Para mulheres com hemorragias
menstruais intensas devido à doença de von Willebrand, um breve período de
tratamento com ácido tranexâmico por via oral pode diminuir as hemorragias.

ANEMIA FALCIFORME
Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a
forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome
falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de
pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S,
que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo
de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.

Causas
A anemia falciforme é causada por mutação genética, responsável pela
deformidade dos glóbulos vermelhos. Para ser portador da doença, é preciso
que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe. Se for transmitido
apenas por um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para
seus descendentes, mas não a doença manifesta.
Sintomas
 Dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sangüíneo e pela falta de
oxigenação nos tecidos;
 Dores articulares;
 Fadiga intensa;
 Palidez e icterícia;
 Atraso no crescimento;
 Feridas nas pernas;
 Tendência a infecções;
 Cálculos biliares;
 Problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais;
 Priapismo.

Diagnostico
Quando os médicos suspeitam de anemia falciforme, fazem exames de sangue. Glóbulos
vermelhos com forma de foice e fragmentos de glóbulos vermelhos destruídos podem ser
vistos em amostras de sangue examinadas ao microscópio. Também é realizado outro
exame de sangue chamado eletroforese da hemoglobina. Na eletroforese, é usada uma
corrente elétrica para separar os diferentes tipos de hemoglobina e detectar, assim,
hemoglobina anormal.

Podem ser necessários testes adicionais dependendo dos sintomas específicos que a
pessoa sofra durante a crise. Caso a pessoa tenha dificuldade para respirar, por exemplo,
ou febre, pode ser feita uma radiografia torácica.

Tratamento
O tratamento para anemia falciforme é feito com o uso de medicamentos e em
alguns casos pode ser necessária a transfusão sanguínea.
Os medicamentos utilizados são principalmente penicilina nas crianças desde os 2
meses até aos 5 anos de idade, para evitar o aparecimento de complicações como
a pneumonia, por exemplo. Além disso, podem também ser utilizados remédios
analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor durante uma crise e inclusive
usar máscara de oxigênio para aumentar a quantidade de oxigênio no sangue e
facilitar a respiração.
O tratamento da anemia falciforme deve ser realizado por toda a vida porque estes
pacientes podem apresentar infecções frequentes. A febre pode indicar infeção e
por isso se a pessoa com anemia falciforme apresentar febre deve ir
imediatamento ao médico porque pode desenvolver septicemia em apenas 24
horas, podendo ser fatal. Remédios para baixar a febre não devem ser usados
sem conhecimento médico.
Além disso, o transplante de medula óssea também é uma forma de tratamento,
indicada para alguns casos graves e selecionados pelo médico, podendo vir a
curar a doença, entretanto apresenta alguns riscos, como uso de medicamentos
que reduzem a imunidade.

Conclusão
Referencias Bibliograficas
https://www.tuasaude.com/anemia-falciforme/
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/anemia-falciforme/
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-
sangue/anemia/anemia-falciforme#v774857_pt
https://www.tuasaude.com/doenca-de-von-willebrand/
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/doenca-de-von-willebrand
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-
sangue/dist%C3%BArbios-das-plaquetas/doen%C3%A7a-de-von-willebrand
http://www.fleury.com.br/saude-em-
dia/dicionarios/doencas/pages/talassemia.aspx
https://minutosaudavel.com.br/talassemia/
https://www.tuasaude.com/anemia-ferropriva
https://www.mdsaude.com/2011/07/anemia-ferropriva-carencia-de-ferro.html