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Corpo de Bombeiros-MG

Curso de Formação de Oficiais

Mecânica: Potência de dez – ordem de grandeza. Algarismos significativos – precisão de uma medida.
Grandezas escalares e vetoriais – operações elementares. .............................................................. 1
Aceleração – movimento retilíneo uniformemente variado – movimentos retilíneo uniforme da partícula
e circular uniforme. ...................................................................................................................... 10
Composição de forças – 1ª Lei de Newton – equilíbrio de uma partícula – peso de um corpo – força de
atrito. .......................................................................................................................................... 26
Composição de velocidade – independência de movimentos – movimento de um projétil. ............. 41
Equilíbrio dos fluídos – densidade – pressão – pressão atmosférica – princípio de Arquimedes. .... 41
Força e aceleração – massa – 2ª Lei de Newton. Forças de ação e reação – 3ª Lei de Newton. Trabalho
de uma força – Potência. Energia potencial gravitacional e elástica – conservação da energia mecânica.
Quantidade de movimento linear de uma partícula (conservação). ................................................... 53
Gravitação – Leis de Kepler e Lei de Newton. ............................................................................ 54
Termodinâmica: Temperatura – escalas termométricas – dilatação (sólido / líquido). Quantidade de
calor sensível e latente. Gases ideais – transformações isotérmica, isobárica, isovolumétrica e adiabática.
Equivalente mecânico da caloria – calor específico – energia interna. Trabalho em uma transformação
gasosa. 1ª Lei da termodinâmica. Mudanças de fase. 2ª Lei da termodinâmica – transformação de energia
térmica em outras formas de energia. ........................................................................................... 59
Vibrações e ondas: Movimento harmônico simples. Ondas elásticas: propagação – superposição –
reflexão e refração – noções sobre a interferência, difração e ressonância. Som. ............................. 78
Ótica: Propagação e reflexão da luz – espelhos planos e esféricos de pequena abertura. Refração da
luz – dispersão e espectros – lentes esféricas, delgadas e instrumentos óticos. Ondas luminosas –
reflexão e refração da luz sob o ponto de vista ondulatório – interferência e difração, cor de um
objeto. ......................................................................................................................................... 99
Eletricidade: Carga elétrica – Lei de Coulomb “eletrizacao”. Campo eletrico – campo de cargas
pontuais – campo de uma carga esférica – movimento de uma carga em um campo uniforme, condutores
eletrizados. Corrente elétrica, diferença de potencial, resistência elétrica. Lei de Ohm – Efeito Joule.
Associação de resistências em série e em paralelo. Geradores de corrente contínua: força eletromotriz e
resistência interna – circuitos elétricos. Experiência de Oersted – campo magnético de uma carga em
movimento – indução magnética. Força exercida por um campo magnético sobre uma carga elétrica e
sobre condutor retilíneo. Força eletromotriz induzida – Lei de Faraday – Lei de Lenz – ondas
eletromagnéticas. ...................................................................................................................... 118
Física moderna: Quantização de energia – efeito fotoelétrico. A estrutura do átomo: experiência de
espalhamento de Rutherford – espectros atômicos. O núcleo atômico – radioatividade – reações
nucleares. ................................................................................................................................. 167

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
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Mecânica: Potência de dez – ordem de grandeza. Algarismos significativos –
precisão de uma medida. Grandezas escalares e vetoriais – operações
elementares.

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todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente
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Ordem de grandeza

A ordem de grandeza de um número é a potência de dez mais próxima deste número. Ordem de
grandeza é uma forma de avaliação rápida, do intervalo de valores em que o resultado deverá ser
esperado. Para se determinar com facilidade a ordem de grandeza, deve-se escrever o número em
notação científica (isto é, na forma de produto N.10n) e verificar se N é maior ou menor que (10)1/2.
a) se N > 3,16 , a ordem de grandeza do número é 10n+1.
b) se N < 3,16, a ordem de grandeza do número é 10n.
onde (10)1/2 = 3,16
Exemplo 1 - Se formos medir a massa de um homem, é razoável esperarmos que a massa se encontre
mais próximo de 100 (102) kg do que de 10 (101) kg ou 1000 (103) kg.
Exemplo 2 - Qual a ordem de grandeza do número de segundos existentes em um século?
Solução: 1 hora = 60 x 60 = 3600 s
1 dia = 24 x 3600 = 86.400 = 8,64 x 104 s
1 ano = 365 x 8,64 x 104 = 3,1436 x 107 s
1 século = 100 x 3,1536 x 107 = 109 s

Algarismos significativos

Supondo que você realizou medidas com uma régua milimetrada determinando um espaço S, você
colocou duas casas decimais. É correto o que você fez? Sim, porque você considerou os algarismos
significativos. O que são os algarismos significativos? Quando você mediu o valor de S = 5,81 cm com a
régua milimetrada você teve certeza sobre os algarismos 5 e 8, que são os algarismos corretos (divisões
inteiras da régua), sendo o algarismo 1 avaliado denominado duvidoso. Consideramos algarismos
significativos de uma medida os algarismos corretos mais o primeiro duvidoso.
Sempre que apresentamos o resultado de uma medida, este será representado pelos algarismos
significativos. Veja que as duas medidas 5,81cm e 5,83m não são fundamentalmente diferentes, porque
diferem apenas no algarismo duvidoso.

Observação: Para as medidas de espaço obtidas a partir da trajetória do PUCK serão considerados
apenas os algarismos corretos: não há necessidade de considerar o algarismo duvidoso já que não
estamos calculando os desvios. Os zeros à esquerda não são considerados algarismos significativos com
no exemplo: 0,000123 contém apenas três algarismos significativos.

Operações com Algarismos Significativos
Há regras para operar com algarismos significativos. Se estas regras não forem obedecidas você pode
obter resultados que podem conter algarismos que não são significativos.

Adição e Subtração
Vamos supor que você queira fazer a seguinte adição: 250,657 + 0,0648 + 53,6 ?
Para tal veja qual parcela apresenta o menor número de algarismos significativos. No caso 53,6 que
apresenta apenas uma casa decimal. Esta parcela será mantida e as demais serão aproximadas para
uma casa decimal. Você tem que observar as regras de arredondamento que resumidamente são: Ao
abandonarmos algarismos em um número, o último algarismo mantido será acrescido de uma unidade
se o primeiro algarismo abandonado for superior a 5; quando o primeiro algarismo abandonado for inferior
a 5, o último algarismo permanece invariável, e quando o primeiro algarismo abandonado for exatamente
igual a 5, é indiferente acrescentar ou não uma unidade ao último algarismo mantido.

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Representação de um vetor – Graficamente. enquanto as notas de uma prova.6 + 0. um vetor é representado por um segmento orientado de reta: Elementos de um vetor: Direção – Dada pela reta suporte (r) do vetor.78 x 3. também. de uma referência (sua unidade de medida). por uma direção e por um sentido. podem ser consideradas como grandezas ou quantidades somente as propriedades de um fenômeno. o preço de um objeto e a intensidade de um sentimento não são. Observação: As regras para operar com algarismos significativos não são rígidas.1 Adicionando os números aproximados.73 Aparece no produto algarismos que não são significativos. cada qual associada a um diferente tipo de unidade de medida.5 = 23.7. 2 . 6. Multiplicação e Divisão Vamos multiplicar 6. Poderia ser mantido perfeitamente um algarismo a mais no produto. por exemplo. Uma unidade de medida tem um tamanho unitário arbitrariamente definido. Sentido – Dado pela orientação do segmento. Em física. Isto é. A partir dessa definição podemos. Os dois resultados são aceitáveis: 6.5 normalmente: 6.5 = 23. Podem. a quantidade de matéria e a energia são grandezas físicas.657 ≅ 250. teremos: 250.78 por 3.6 = 304. No nosso exemplo teremos as seguinte aproximações: 250. A seguinte regra é adotada: Verificar qual o fator que apresenta o menor número de algarismos significativos e apresentar no resultado apenas a quantidade de algarismo igual a deste fator.1 + 53.78 x 3. Existem inúmeros tipos de grandezas físicas. Vetores Para representar as grandezas vetoriais.0648 ≅ 0.78 x 3. de uma direção e de um sentido.73 ou 6.5 = 23.476. quantas vezes o tamanho unitário está contido na medida em que está sendo feita. dizer que o comprimento.3 cm Na subtração.6 0. Módulo – Dado pelo comprimento do vetor. corpo (física) ou substância. e é por meio de um processo de comparação quantitativa (medição) com esse padrão unitário que se determina a magnitude de uma grandeza física. você faz o mesmo procedimento. É necessário que essas propriedades possam ser expressas quantitativamente: No caso das grandezas escalares: por meio de um número (sua magnitude) mais uma referência (sua unidade de medida).78 x 3. existir diferentes unidades de medida para um mesmo tipo de grandeza Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.416-96 .7 Para a divisão o procedimento é análogo.5 = 23. No caso das grandezas vetoriais: por meio de um número (sua magnitude). observando as regras de arredon- damento. são utilizados os vetores: entes matemáticos abstratos caracterizados por um módulo.

Operações básicas com vetores Vetor Soma João e Maria estão juntos no centro de um campo de futebol. Amor é uma grandeza? Não. Mas o que é uma grandeza? O conceito científico para grandeza é tudo o que pode ser medido. um segmento de reta não pode representar uma grandeza vetorial porque falta-lhe sentido. Como representar uma grandeza vetorial Sabemos.416-96 . A massa de uma pessoa é 57 kg. obteremos um vetor que é um segmento de reta orientado e pode ser utilizado para representar graficamente uma grandeza vetorial. A união de determinadas unidades de medida dá origem a um sistema de medida. uma direção. Para caracterizarmos perfeitamente o deslocamento entre a sua casa e a sua escola precisamos conhecer direção (Leste-Oeste). você não pode medir sentimentos. o comprimento é uma grandeza? Sim. Conceituação de grandezas vetoriais e escalares Grandeza é um conceito fundamental na ciência.é aquela que fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos um número ou um número e uma unidade. Desse modo. você pode medir a massa do seu corpo. um sentido (indo para Oeste). O deslocamento de uma pessoa entre dois pontos é uma grandeza vetorial. O intervalo de tempo é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizado quando conhecemos um número e uma unidade. o segmento AB é igual ao segmento BA. João deseja percorre a menor distância possível para reencontrar a sua amada.é aquela que somente fica caracterizada quando conhecemos. Maria anda 4. isto é. você pode medir o comprimento de uma mesa. Grandeza escalar .476. Não existe um “amorômetro”.0 esta grandeza fica perfeitamente caracterizada. usa-se corriqueiramente a polegada como medida de comprimento em favor do oficial metro. A temperatura é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos um número e uma unidade. que um segmento de reta é um trecho limitado de uma reta. Vamos agora aprender a diferença entre uma grandeza escalar e uma grandeza vetorial. Como fazer? A figura abaixo mostra o caminho de João para reencontrar Maria. O volume é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizado quando conhecemos um número e uma unidade. um número e uma unidade (10 km). Não esqueça que um segmento de reta não tem sentido. Grandeza Vetorial . Quando afirmamos que o índice de refração absoluto do acrílico vale 2. Assim. da Matemática. A massa é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos um número e uma unidade. Se colocarmos um sentido em um segmento de reta. O índice de refração absoluto de um material é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizado apenas por um número. A sessão de cinema durou 2 horas. 3 .0m para o norte. A massa é uma grandeza? Sim. O volume de uma caixa de leite é um litro. como mostra a figura abaixo. um número e uma unidade. um sentido. pelo menos. A temperatura da sala de aula é 27ºC. física.0m para leste e 3. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.

Devemos definir uma origem (ponto O). isto é.476. vamos transportar o vetor b→ de modo que sua origem coincida com a extremidade do vetor a→. A seguir vamos transportar o vetor a→ de modo que sua origem coincida com o ponto O. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Isso feito. Método Gráfico Desejamos somar os vetores da figura abaixo.416-96 . 4 . podemos considerar que os deslocamentos de Maria formam um conjunto de vetores e o deslocamento de João representa o vetor soma do conjunto de vetores. Nesta história. vetor soma de um conjunto de vetores é o vetor capaz de produzir o mesmo efeito que o conjunto dos vetores.

Essa reta vai encontrar o eixo x no ponto P. É como se você estivesse encaixando os vetores.416-96 . Para isso devemos traçar pela extremidade do vetor a→ uma reta paralela ao eixo y. A projeção do vetor a→ sobre o eixo x (a→x) é obtida ligando-se a origem do sistema de eixos ao ponto P. mostrado na figura abaixo. O vetor soma s→ é obtido ligando-se a origem (ponto O) à extremidade do último vetor.476. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. até terminarem os vetores que devem ser somados. 5 . E assim. sucessivamente. Vetor em Sistema de Eixos Coordenados Desejamos projetar o vetor a→ sobre o eixo x.

em seguida. Grandezas Escalares – Ficam perfeitamente definidas por seus valores numéricos acompanhados das respectivas unidades de medida. além do valor numérico e da unidade de medida.476. veremos como obter e correlacionar às grandezas vetoriais descritivas de um movimento. vamos utilizar o conceito de soma. comprimento.416-96 . Se temos dois vetores 𝑎⃗ − 𝑏⃗⃗. 6 . Cinemática Vetorial Na Cinemática Escalar. o segundo vetor é sempre ligado na extremidade do primeiro. uma direção e um sentido para que fiquem completamente determinadas. 𝑎⃗ − 𝑏⃗⃗. etc. a subtração nada mais é que somarmos um vetor de mesma direção. velocidade. densidade. Resultante de vetores (vetor-soma) – Considere um automóvel deslocando-se de A para B e. A figura abaixo mostra as projeções do vetor a→ sobre o sistema de eixos coordenados. utilizando as grandezas escalares. Exemplos: massa. etc. mas sentido oposto. Grandezas vetoriais – Exigem. estudamos a descrição de um movimento em trajetória conhecida. Como já foi dito na soma de vetores. mesmo que não sejam conhecidas previamente as trajetórias. Exemplos: deslocamento. para C. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. que o vetor é a soma ou resultante dos vetores e . Procedendo de modo análogo podemos obter a projeção do vetor a→ sobre o eixo y (a→y). Agora. Dizemos. temperatura. Para fazer a subtração dos dois vetores. E se fizermos 𝑎⃗ + (−𝑏⃗⃗)? Então. força. aceleração. volume. 𝑎⃗x = projeção do vetor 𝑎⃗ sobre o eixo x 𝑎⃗y = projeção do vetor 𝑎⃗sobre o eixo y 𝑎⃗x e 𝑎⃗y são as componentes do vetor 𝑎⃗ Subtração Para subtrairmos dois vetores. O efeito desses dois deslocamentos combinados é levar o carro de A para C. então. devemos ter (−𝑏⃗⃗) Portanto.

No caso. 7 . Regra do Polígono – Para determinar a resultante dos vetores e . Acerca do Sistema Internacional (SI). a unidade fundamental para temperatura é grau Celsius. Tipler e Mosca. está no livro dos recordes como o homem mais alto do mundo. A escolha das unidades-padrão dessas grandezas fundamentais determina o sistema de unidades. (C) 1. é a projeção ortogonal (perpendicular) do vetor naquela direção. em cm. para o tempo é o segundo (s) e para a massa é o quilograma (kg). 5. que conjuntamente podem substituí-lo.51 metros.476. encontramos suas componentes retangulares. um turco de 31 anos que mede 2. no SI. traçamos. o sistema mundialmente utilizado na comunidade científica é o chamado Sistema Internacional (SI). Questões 01. como na figura acima. Componentes ortogonais de um vetor – A componente de um vetor. Desse modo. a resultante será dada pela diagonal que parte da origem comum dos dois vetores.ª ed. (UEG – Assistente de Gestão Administrativa – Necropsia – FUNIVERSA/2015) Todas as grandezas físicas podem ser expressas por meio de um pequeno número de unidades fundamentais. Nele a unidade fundamental para o comprimento é o metro (m). v. x e y.416-96 . (E) No SI. (ETAM – Técnico de projetos navais – BIO-RIO/2015) Sultan Kosen. ou seja. é expressa por kg. A ordem de grandeza. Regra do Paralelogramo – Os vetores são dispostos de modo que suas origens coincidam. da altura de Sultan é: (A) 100 (B) 101 (C) 10² (D) 10³ 02. (A) Os múltiplos e submúltiplos das unidades do SI podem ser obtidos por meio do uso de prefixos das potências de 10. o prefixo “mega” representa 10 9. Traçando- se um paralelogramo. que tenha e como lados. segundo uma dada direção. Decompondo-se um vetor .000. assinale a alternativa correta.000 de watts corresponde a 1 megawatt (MW) (D) A unidade da grandeza física força. = x + y.m/s. os vetores de modo que a origem de um coincida com a extremidade do outro. 1 (com adaptações). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. (B) O sistema decimal com base no metro é chamado de sistema decimétrico. O vetor que une a origem de com a extremidade de é o resultante .

75 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. aproximadamente.50mm (C) 12. (LIQUIGÁS – Profissional de Vendas – Júnior – CESGRANRIO) A chuva de vento ocorre quando as gotas da água da chuva sofrem ação do vento enquanto caem. a medida: (A) 9mm (B) 9. do pont o de vista de algarismos significativos (critérios científicos).50 (D) 2. Dentro desses critérios. Em um determinado instante. Qual é.416-96 . do ponto de vista científico. para fazer uma medida. respectivamente. (SEE/AC – Professor de Ciências da Natureza. dentro dos mesmos critérios. (CBM/MG – Oficial Bombeiro Militar – FUMARC) Ao se fazer uma medida. essa mesma medida possa ser feita por outras pessoas. hora. newton. 05. polegada quadrada. mais a primeira casa que ela consegue ainda avaliar.60cm 04. (D) 12. 8 . que é milimetrada. (C) Comprimento. uma pessoa deve escrever o resultado da medida com todas as casas métricas que ela consegue ler no aparelho. (PETROBRAS – Técnico de Operação Júnior – CESGRANRIO) Existem sete unidades básicas no sistema internacional de unidades (SI) e que geram as unidades derivadas de medida. o módulo do vetor velocidade dessa gota? (A) 6. fahrenheit. milha.50 (E) 1. em qualquer lugar do planeta. a única que não é uma unidade do SI é (A) metro (B) ampère (C) mol (D) polegada (E) grama 07. aquela que se encontra no Sistema Internacional de Unidades (SI) é: (A) Tempo. Por exemplo.50 m/s e 2. são necessárias regras de tal maneira que. ao usar uma régua escolar. (SEE/AC – Professor de Matemática e Física – FUNCAB) Qual dos itens abaixo está representando corretamente uma resistência elétrica no SI? (A) 6W (B) 6 (C) 6Hz (D) 6N (E) 6T 06. (E) Área. 03. uma pessoa poderia obter.50 (C) 3. Das alternativas indicadas.25 (B) 5.6 cm. (D) Temperatura. Matemática e suas Tecnologias – FUNCAB) Das grandezas apresentadas abaixo. em m/s. uma das gotas de uma chuva de vento possui componentes horizontal e vertical da sua velocidade iguais a 1.476. (B) Força.00 m/s.

Resposta: B.476. Resposta: C. Como tem que ser algarismos para a régua e um a mais que consegue identificar. Tempo é em segundos Comprimento: metro Temperatura: ºC Área: m² 05. Assinale entre as alternativas aquela que melhor representa a resultante da operação vetorial 𝐴⃗ − 𝐵 ⃗⃗ (A) (B) (C) (D) Respostas 01. (EEAR – Sargento Controlador de Tráfego Aéreo – FAB/2015) Dois vetores 𝐴⃗𝑒 𝐵 ⃗⃗ estão representados a seguir. Resposta: D.51 m=251 cm Portanto. 03. ficamos com 12. 9 .60cm. 04. Resposta: D. Polegada é uma unidade de medida de comprimento. a ordem de grandeza é de 10².416-96 . A resistência elétrica é dada em ohm() 06. 2.Resposta: C. 08. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 02. mas não do SI que é o metro. Resposta: B.

: vertical. a unidade de velocidade é metro por segundo (m/s). No Sistema Internacional (SI). 07.R.5 m/s 08. Resposta: D.25 V²=6.U. É também muito comum o emprego da unidade quilômetro por hora (km/h). horizontal. convém tratá-la como um grandeza escalar (com apenar valor numérico). ou seja. É considerada uma grandeza vetorial. 10 .6 km/h.416-96 . para cima. Assim temos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. uma direção (Ex.. o chamado movimento unidimensional. tem um módulo (valor numérico). As unidades de velocidade comumente adotadas são: m/s (metro por segundo).Deslocamento (ΔS) .).5² V²=4+2..476. km/h (quilômetro por hora).R. Pode-se demonstrar que 1m/s é equivalente a 3.: para frente. sendo principalmente os movimentos lineares e circulares os objetos do nosso estudo que costumam ser divididos em Movimento Retilíneo Uniforme (M. Aceleração – movimento retilíneo uniformemente variado – movimentos retilíneo uniforme da partícula e circular uniforme Cinemática-Movimento Movimento: Deslocamento. .U) e Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (M. Pode ser considerada a grandeza que mede o quão rápido um corpo se desloca.V) Para qualquer um dos problemas de cinemática. para problemas elementares.Tempo (Δt) . Aceleração A cinemática estuda os movimentos dos corpos. V²=2²+1.Aceleração ( a ) VELOCIDADE A velocidade de um corpo é dada pela relação entre o deslocamento de um corpo em determinado tempo. devemos estar a par das seguintes variáveis: . Velocidade. A análise da velocidade se divide em dois principais tópicos: Velocidade Média e Velocidade Instantânea. Porém. Temos que trocar o vetor B para virar –B.Velocidade ( V ) .25 V=2. onde há deslocamento apenas em uma direção.) e um sentido (Ex. Resposta: B.

416-96 .476. 2. Antes da parada: S= 200-115=85km t=1hora v=? Depois da parada: S= 115km t= 4h-1h-1h20min= 1h40min=1. 2.66h (utilizando-se regra de três simples) v=? ∆𝑆 115 𝐾𝑚 𝑉𝑚 = = = 69 𝐾𝑚/ℎ ∆𝑡 1. Seu percurso demora 4 horas. 11 . qual foi a velocidade nos intervalos antes e depois de o pneu furar? Sabendo que o incidente ocorreu quando faltavam 115 km para chegar à cidade B. para o cálculo da velocidade média não levamos isso em consideração.66h (utilizando-se regra de três simples) v=? Mesmo o carro tendo ficado parado algum tempo durante a viagem. o pneu dianteiro esquerdo furou e precisou ser trocado. pois decorrida uma hora de viagem.66ℎ Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. levando 1 hora e 20 minutos do tempo total gasto. distantes 200km. No exercício anterior. EXEMPLOS: Um carro viaja de uma cidade A a uma cidade B. qual foi a velocidade nos intervalos antes e depois de o pneu furar? Sabendo que o incidente ocorreu quando faltavam 115 km para chegar à cidade B. Antes da parada: S= 200-115=85km t=1hora v=? ∆𝑆 85 𝐾𝑚 𝑉𝑚 = = = 85 𝐾𝑚/ℎ ∆𝑡 1ℎ Depois da parada: S= 115km t= 4h-1h-1h20min= 1h40min=1. Qual foi a velocidade média que o carro desenvolveu durante a viagem? S=200km t=4h v=? ∆𝑆 200 𝐾𝑚 𝑉𝑚 = = = 50 𝐾𝑚/ℎ ∆𝑡 4ℎ Mesmo o carro tendo ficado parado algum tempo durante a viagem. No exercício anterior. para o cálculo da velocidade média não levamos isso em consideração.

0) v = 200/10 v = 20m/s – velocidade x = xo+ v. diz-se que este móvel está em um movimento uniforme (MU). Para que você compreenda melhor o assunto. Determine: (a) a posição inicial. Um carro desloca-se em uma trajetória retilínea descrita pela função S=20+5t (no SI).R. Com base nele. Qual a distância percorrida após 3 horas da partida? V = S/t V = 1100/10 V = 110km/h 110 = S/3 S = 330 km. determine a velocidade e a função horária do espaço deste móvel. no caso em que ele se desloca com uma velocidade constante em trajetória reta. pois não haverá variação na velocidade em nenhum momento do percurso. (e) o instante em que o carro passa pela posição 80m. 12 . A equação horária do espaço pode ser demonstrada a partir da fórmula de velocidade média.t Mas sabemos que: S=Sfinal-Sinicial Então Sfinal = Sinicial + v.t Exemplos: 1) O gráfico a seguir representa a função horária do espaço de um móvel em trajetória retilínea e em movimento uniforme.U gasta 10h para percorrer 1100 km com velocidade constante. MOVIMENTO UNIFORME Quando um móvel se desloca com uma velocidade constante. ∆𝑆 𝑉 = 𝑉𝑚 =  ∆𝑡 Isolando o S. segue abaixo um exercícios que envolve fatores importantes a serem determinados no movimento uniforme.476. Uma observação importante é que. Particularmente. (c) a posição no instante 4s. (f) o instante em que o carro passa pela posição 20m.t 2) Um móvel em M.t x = 50 + 20. ao se deslocar com uma velocidade constante.416-96 . v = Δs/Δt v = (250 – 50)/(10 . (b) a velocidade. teremos: S=. tem-se um movimento retilíneo uniforme. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. (d) o espaço percorrido após 8s. a velocidade instantânea deste corpo será igual à velocidade média.

Por convenção. MOVIMENTO UNIFORMEMENTE VARIADO Também conhecido como movimento acelerado.4 S= 40m (d) S= 20+5. para frente. ou seja. ou seja. Já no cotidiano. quando pensamos em acelerar algo. Analogamente.t (a) Posição inicial= 20m (b) Velocidade= 5m/s (c) S= 20+5t S= 20+5. consiste em um movimento onde há variação de velocidade. então como unidade teremos: 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑚⁄𝑠 𝑚 = 2 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑠 𝑠 As fórmulas utilizadas para o movimento uniformemente variado são: 1 𝑆 = 𝑆0 + 𝑉𝑜 𝑡 + 𝑎𝑡 2 -conhecida como (sorvetão) 2 𝑉 2 = 𝑉02 + 2𝑎∆𝑆 Torricelli 𝑉 = 𝑉0 + 𝑎𝑡 (Vovô ateu) Aceleração Assim como para a velocidade. definimos que. e esta média será dada pela razão: ∆𝑣 𝑎𝑚 = ∆𝑡 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. então ele terá uma v > 0 e um ∆𝑠 > 0 e este movimento será chamado movimento progressivo.8 S= 60m S= S-S0 S=60-20=40m (e) 80= 20+5t 80-20=5t 60=5t 12s =t (f) 20= 20+5t 20-20= 5t t=0 É importante não confundir o “s” que simboliza o deslocamento do s que significa segundo. então ele terá uma v < 0 e um ∆𝑠 < 0. então dizemos que este é um Movimento Uniformemente Variado (também chamado de Movimento Uniformemente Acelerado). ou seja. tanto tornando-a maior. O conceito físico de aceleração. como também menor. Na física. RESOLUÇÃO: Comparando com a função padrão: Sfinal+ Sinicial + v. para trás. difere um pouco do conceito que se tem no cotidiano. 13 . e ao movimento será dado o nome de movimento retrógrado. ou seja. podemos definir uma aceleração média se considerarmos a variação de velocidade em um intervalo de tempo . O conceito formal de aceleração é: a taxa de variação de velocidade numa unidade de tempo. estamos nos referindo a um aumento na velocidade. quando um corpo se desloca em um sentido que coincide com a orientação da trajetória. que tem aceleração constante e diferente de zero.476. acelerar significa basicamente mudar de velocidade. Mas se essa variação de velocidade for sempre igual em intervalos de tempo iguais. o móvel sofre aceleração à medida que o tempo passa.416-96 . quando o sentido do movimento for contrário ao sentido de orientação da trajetória.

ele arranca com aceleração 5m/s². então: 5 S=2 𝑡 2 =10t 10. Escreve-se as equações do MUV para o carro e do mu para o caminhão: Carro: 𝟏 S=S0+v0. . Isolando-se o 𝑣: 𝑣 = 𝑎.2 t= 0s e t= 5 =4 s 𝟏 𝒂 𝒕𝟐 𝑺 = 𝑺𝟎 + 𝒗𝟎 𝒕 + 𝟐 𝟏 𝒂 𝟓𝟐 𝑺=𝟎 + 𝟎+ 𝟐 𝟓𝒕𝟐 S= 𝟐 Caminhão: 𝑺 = 𝑺𝟎 + 𝒗𝒕 𝑺 = 𝟎 + 𝟏𝟎𝒕 S= 10 t Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. quando este intervalo de tempo for infinitamente pequeno. Velocidade em função do tempo No entanto.416-96 . 𝑡 Entretanto. 𝟓𝒕𝟐 𝟐 𝟓 S= 𝟐 𝒕𝟐 Caminhão: S=S0+vt S=0+10t S=10t Quando os dois se encontram. (a) Depois de quanto tempo o carro alcança o caminhão? (b) Qual a distância percorrida até o encontro. um caminhão passa por ele com velocidade constante igual a 10m/s. Um automóvel encontra-se parado diante de um semáforo. teremos a função horária da velocidade do Movimento Uniformemente Variado. 𝑡 V= 0+1(5. Ao final deste tempo. 14 . qual é a velocidade por ele adquirida? 𝑣 = 𝑣0 + 𝑎. se considerarmos . 𝑡 Mas sabemos que: 𝑣 = 𝑣 − 𝑣0 Então: 𝑣 − 𝑣0 = 𝑎.476. enquanto isso. ou seja. partindo do repouso com uma aceleração constante igual 1m/s² se desloca durante 5 minutos. 𝑡 𝑣 = 𝑣0 + 𝑎.t+𝟐 𝒂 𝒕𝟐 𝟏 𝑺 = 𝟎 + 𝟎 + . suas posições são iguais. tem-se a aceleração instantânea do móvel. que descreve a velocidade em função do tempo [v=f(t)]: EXEMPLOS: 1) Um móvel. Logo quando o sinal abre.60) V=300m/s 2).

tem valor negativo. observaremos que ambos os objetos levam o mesmo tempo para cair. como foi dito acima. sendo t = 4s S= 40 m Logo o carro encontra o caminhão 4 segundos após a sinaleira abrir. se colocarmos a pedra e a pena em um tubo sem ar (vácuo). e todos os outros devem parar.80665m/s² No entanto. independente de massa ou formato. Quando o motociclista vê uma pessoa atravessar a rua freia a moto até parar. Quando a bola retornar ao chão. cairão com uma aceleração constante: a aceleração da Gravidade.𝟐 t=0 s e t= 𝟓 = 4s (b) Sabendo o momento do encontro. só é necessário aplicá-lo em uma das duas funções (do caminhão ou do carro). O motociclista conseguirá frear totalmente a motocicleta antes de alcançar a pessoa? Como a aceleração utilizada para frear a moto se opõe ao movimento. fica então. estabelecendo relação com a orientação da trajetória.416-96 . O valor da gravidade (g) varia de acordo com a latitude e a altitude do local. S= 10 t. assim a pessoa chamada deve "caçar" Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. concluímos que. a uma distância de 40 m. uma vez que se trata da aceleração da gravidade. mas durante fenômenos de curta duração. MOVIMENTO VERTICAL Se largarmos uma pena e uma pedra de uma mesma altura. podemos usar sem muita perda nos valores: g=10m/s² Observação: As definições sobre o movimento vertical são feitas desconsiderando a resistência do ar. pensamos que quanto mais pesado for o corpo. as funções horárias que os descrevem são iguais às do MUV. 3) Uma motocicleta se desloca com velocidade constante igual a 30m/s. sujeito à gravidade.476. que é orientada sempre na vertical. se desprezarmos a resistência do ar. Orientação para cima: g é negativo. Porém. então: 𝑣 2 = 𝑣02 + 2aS 0= (30)2+ 2aS -900=-16 S 56. orientação para baixo: g é positivo Exemplos: 1) Em uma brincadeira chamada "Stop" o jogador deve lançar a bola verticalmente para cima e gritar o nome de alguma pessoa que esteja na brincadeira. Sabendo que a aceleração máxima para frear a moto tem valor absoluto igual a 8m/s². Quando um corpo é lançado nas proximidades da Terra. Vejamos no esquema abaixo: 𝟏 𝟐 S-S0 +Vot +𝟐 𝒂𝒕 v=v0+at V2=Vo2+2aS Vale ressaltar que “a” = “g”. Quando os dois se encontram. 15 . Por isso. então: 𝟓𝒕𝟐 S= = 10 t 𝟐 𝟏𝟎.25 m=S A motocicleta não irá parar antes de atingir a pessoa. e que a pessoa se encontra 50m distante da motocicleta. O sinal de g. mais rápido ele cairá. o jogador chamado deve segurar a bola e gritar: "Stop". Assim. como um bom arredondamento. suas posições são iguais. em direção ao centro do planeta. independe de o corpo subir ou descer. observamos que a pedra chegará antes ao chão. é tomado como constante e seu valor médio no nível do mar é: g=9. Funções Horárias do Movimento Vertical Como os movimentos verticais são uniformemente variados.25=(S-S0) 56. todos os corpos.

quando a resistência do ar é desprezada. o movimento de uma pedra sendo arremessada em um certo ângulo com a horizontal.32 15=3vo-45 15+45 = 3 vo 60 3 = v0 V0=20m/s 2) Um projétil de brinquedo é arremessado verticalmente para cima. Esta verificação se traduz no princípio da simultaneidade: “Se um corpo apresenta um movimento composto.t 10. O lançamento oblíquo estuda o movimento de corpos. Galileu notou esta particularidade do movimento balístico. o corpo sofre apenas a aceleração da gravidade. Quando uma das crianças lança a bola para cima. V = Vo + g. 16 . Da sacada à altura máxima que o projétil alcançará. O projétil sobe livremente e. lançados com velocidade inicial V0 da superfície da Terra. ou uma bola sendo chutada formando um ângulo com a horizontal.t 10. os outros jogadores. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. cada um dos movimentos componentes se realiza como se os demais não existissem e no mesmo intervalo de tempo”.t 30 = 0 + 10. Com os fundamentos do movimento vertical.t = 30 t = 30 10 t = 3s O tempo em que o projétil permanece no ar: t = 3 + 1 = 4s MOVIMENTO OBLÍQUO Um movimento oblíquo é um movimento parte vertical e parte horizontal. sabe-se que. esta chega a uma altura de 15 metros. Determine quanto tempo o projétil permaneceu no ar. E retorna ao chão em 6 segundos.416-96 . Composição de Movimentos. V = Vo + g.476.t 0 = 10 – 10. mas sabemos que o tempo gasto para a bola retornar é o dobro do tempo que ele gasta para subir ou descer. ao cair. Na figura a seguir vemos um exemplo típico de lançamento obliquo realizado por um jogador de golfe. Lançamento Oblíquo O lançamento oblíquo é um exemplo típico de composição de dois movimentos. Por exemplo. Adote g = 10m/s² e despreze as forças dissipativas.t = 10 t = 10 10 t = 1s Da altura máxima que o projétil alcançou ao solo. Então: Subida (t=3s) 1 h= ho+vot -2gt2 1 15=0+3v0t-210. Qual a velocidade inicial do lançamento? Para realizar este cálculo deve-se dividir o movimento em subida e descida. da beira da sacada de um prédio. atinge a calçada do prédio com velocidade igual a 30m/s. com uma velocidade inicial de 10m/s.

Um observador no solo. A trajetória traçada pelo corpo. A trajetória é parabólica. a projeção da bola executa um M. Como a análise deste movimento não é fácil.476. Esta verificação se traduz no princípio da simultaneidade: "Se um corpo apresenta um movimento composto.Em relação a horizontal. (o que corresponde a nossa posição diante da tela) ao notar a queda do corpo do helicóptero. 17 . corresponde a um arco de parábola. Galileu notou esta particularidade do movimento balístico.Em relação a vertical.V. . (lançamento vertical). é conveniente aplicarmos o princípio da simultaneidade de Galileu. U. Trata-se de um M. a projeção da bola executa um movimento de aceleração constante e de módulo igual a g. cada um dos movimentos componentes se realiza como se os demais não existissem e no mesmo intervalo de tempo". Composição de Movimentos O princípio da simultaneidade poderá ser verificado no Lançamento Horizontal. verá a trajetória indicada na figura. Lançamento Horizontal O lançamento balístico é um exemplo típico de composição de dois movimentos. que poderá ser decomposta em dois movimentos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.416-96 . Veremos que ao projetamos o corpo simultaneamente no eixo x e y teremos dois movimentos: .U. como você pode notar na figura acima.

conforme a figura abaixo: 𝑣𝑦2 =𝑣02𝑦 -2gy.64 sem 30º)2-2. para um amigo que esteja a 10m de distância de você.416-96 .5 m 2. Exemplos: 1.10. formando um ângulo de 45° com a horizontal. Durante uma partida de futebol. 18 . Qual deve ser a velocidade inicial com que você deverá lançá-lo? Sabendo que você vai realizar o lançamento verticalmente e que a janela de um segundo andar está a 4 metros de altura do chão. um goleiro chuta uma bola com velocidade inicial igual 25m/s.476. Um tiro de canhão é lançado formando um ângulo de 30° com a horizontal. Qual distância a bola alcançará? (25)2 𝑋= 𝑠𝑒𝑛2 (45º) 10 625 𝑋= 𝑠𝑒𝑛 (90º) 10 X= 62. do segundo andar de um prédio.(h) 0= 300-20h 20h=300 300 h= 20 h= 15 m Então a altura que o tiro do canhão alcança é igual a 50m+30m=80m 3. Suponha que você precise jogar um livro. mas quando a altura for máxima a velocidade final será zero: 0= (34. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.

Na Mecânica clássica.476. Esta força é responsável pela chamada aceleração centrípeta. Velocidade Angular (ω) Análogo à velocidade linear. O movimento circular classifica-se.416-96 . Também é possível definir a velocidade angular instantânea como o limite da velocidade angular média quando o intervalo de tempo tender a zero: =lim m t0 Aceleração Angular (α) Seguindo a mesma analogia utilizada para a velocidade angular. hora. MOVIMENTO CIRCULAR Movimentos circulares (uniforme e variado). que obviamente deve ser compensada por um incremento na intensidade da aceleração centrípeta a fim de que não deixe de ser circular a trajetória. No sentido horário o deslocamento angular é negativo. Uma força centrípeta muda de direção o vetor velocidade. movimento circular é aquele em que o objeto ou ponto material se desloca numa trajetória circular. No movimento circular a frequência equivale ao número de rotações por segundo sendo equivalente a velocidade angular. rev/s. como a razão entre o deslocamento angular pelo intervalo de tempo do movimento:  m= 𝑡 Sua unidade no Sistema Internacional é: rad/s Sendo também encontradas: rpm. 19 . minuto. Sua unidade mais comum é Hertz (1Hz=1/s) sendo também encontradas kHz. definimos aceleração angular média como: ∆𝜔 αm= 𝑡 Período e Frequência Período (T) é o intervalo de tempo mínimo para que um fenômeno cíclico se repita. Para converter rotações por segundo para rad/s: 1 𝑟𝑜𝑡𝑎çã𝑜 𝑠 Sabendo que 1rotação = 2πrad. sendo continuamente aplicada para o centro do círculo. em movimento circular uniforme (MCU) e movimento circular uniformemente variado (MCUV).. podemos definir a velocidade angular média.) Frequência(f) é o número de vezes que um fenômeno ocorre em certa unidade de tempo. Pode haver ainda uma aceleração tangencial. rev/min. Propriedades e Equações Deslocamento angular (Δφ) Assim como para o deslocamento linear. de acordo com a ausência ou a presença de aceleração tangencial.. MHz e rpm. 2𝜋 𝑟𝑎𝑑 𝑠 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. orientada para o centro da circunferência-trajetória. Sua unidade é a unidade de tempo (segundo. temos um deslocamento angular se calcularmos a diferença entre a posição angular final e a posição angular inicial: =-0 Sendo: 𝑆 = 𝑅 Por convenção: No sentido anti-horário o deslocamento angular é positivo.

Engrenagens de um relógio de ponteiros devem rodar em MCU com grande precisão.416-96 . um ponto no equador. . da Lua em torno do planeta Terra (a excentricidade orbital da Lua é de 0. um objeto que tenha velocidade angular de 3. para cálculos muito pouco precisos. e frequência igual a 0. aceleração resultante é dada pela soma vetorial da aceleração tangencial e da aceleração centrípeta: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. . . O movimento circular ocorre quando em diversas situações que podem ser tomadas como exemplo: .A translação aproximada. que está ligada à roda traseira da bicicleta. vA = vB ωB = ωR As formas angulares das equações do Movimento Curvilíneo Uniformemente Variado são obtidas quando divididas pelo raio R da trajetória a que se movimenta o corpo.Uma ventoinha em movimento. .Discos de vinil rodam nas vitrolas a uma frequência de 33 ou 45 rotações por minuto.0549).Uma pedra fixada a um barbante e colocada a girar por uma pessoa descreverá um movimento circular uniforme. Assim: MUV MCUV Grandezas Grandezas lineares angulares v=vo+at =0+at 1 2 S-S0 +Vot +2 𝑎𝑡 1 2 =0+0t+ 𝑎𝑡 2 ∆𝜔 ∆𝑉 αm= ∆𝑡 am= ∆𝑡 v2=vo2=2aS 2=02 +2a E. Quando se pedala uma bicicleta.O movimento de corpos quando da rotação da Terra.Satélites artificiais descrevem uma trajetória aproximadamente circular em volta do nosso planeta. em MCU. executa-se um movimento circular em uma roda dentada (coroa) através dos pedais. . movendo-se ao redor do eixo da Terra aproximadamente a cada 24 horas. . como por exemplo. a catraca. Esse movimento é transmitindo através de uma corrente para outra roda dentada de menor raio.476. Por exemplo.14 radianos por segundo tem período aproximadamente igual a 2 segundos. a fim de que não se atrase ou adiante o horário mostrado.5 hertz. 20 .

5= 40 rad/s A partir daí.(0. Quanto tempo ele demora para atingir uma velocidade linear de 20m/s? O primeiro passo para a resolução é transformar a velocidade linear pedida em velocidade angular. com raio igual a 2.45∙10-4 rad/s (b) O ponteiro dos minutos completa um volta (2π) em uma hora (3600s) ωm=∆φt ωm=2π3600=1. Uma roda de 1 metro de diâmetro. Se considerarmos um relógio.5 rad Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.10-10 m/s (b) acp= 𝜔ℎ2 .19. após ser acertada pelo jogador.476.10-7 m/s2 (c ) acp= 𝜔ℎ2 . no exercício anterior. qual o espaço percorrido pela bola? 2=02 +2α.0000727)2. começa a girar com velocidade angular igual a 5rad/s.R acp= (0. e sofre uma desaceleração igual a -1rad/s² até parar. considerando que o raio da roda é igual a metade do diâmetro.105 rad/s 2.10-3 m/s2 3. Os ponteiros do relógio realizam um movimento circular uniforme. Exemplos: 1. (b) dos minutos (c) e dos segundos? (a) O ponteiro das horas completa uma volta (2π) em 12 horas (12∙3600s) ωh=∆φt ωh=2π12∙3600=1.R) acp=(0. com ponteiro das horas de 10cm.15) acp= 4.0017)2.1) acp=5. Qual será a aceleração centrípeta de cada um dos ponteiros? O primeiro passo para a resolução é transformar a velocidade linear pedida em velocidade angular (a)acp= (𝜔ℎ2 . dos minutos de 15cm e dos segundos de 20cm.416-96 .(0. Então: v=R 𝑣 = 𝑅 20 = 0.(0.74∙10-3 rad/s (c) O ponteiro dos segundos completa uma volta (2π) em um minuto (60s) ωs=∆φt ωs=2π60=0.28. Uma bola de bilhar. partindo do repouso começa a virar com aceleração angular igual a 2rad/s².R acp=(0.104)2. 0=(5)2+2(-1) 2=25 25 = 2 =12.569.5cm. Qual a velocidade angular dos ponteiros (a) das horas. 21 . apenas se aplica a função horária da velocidade angular: =0+αt 20= 0+2t 20 t= 2 t=10s 4.2) acp=2.

Um volante circular como raio 0. S=R S= 12.2.102 =100 rad (c) Pelas relações estabelecidas de aceleração tangencial e centrípeta: Questões 01. (a) Qual será a sua velocidade angular depois de 10 segundos? (b) Qual será o ângulo descrito neste tempo? (c) Qual será o vetor aceleração resultante? (a) Pela função horária da velocidade angular: =0+α.0. (EAM – Aprendiz – Marinheiro – Marinha) Analise as afirmativas abaixo.4 metros gira. (A) Apenas a afirmativa I é verdadeira.a aceleração do veículo é nula.3125m 5. o velocímetro de um veículo. II. indica um valor constante. (E) As afirmativas I. 22 .5. II e III são verdadeiras. (C) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.10 = 20 rad/s (b) Pela função horária do deslocamento angular: 1 =0+0. (B) Apenas a afirmativa II é verdadeira.025 S= 0.t =0+2.416-96 . Assinale a opção correta.a soma vetorial das forças que atuam sobre o veículo é nula. Nesta situação: I. (D) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.a força peso do veículo tem o mesmo sentido que o da velocidade. partindo do repouso.476. com aceleração angular igual a 2rad/s². Numa estrada retilínea e horizontal. III.t+ α t2 2 1 =0+0+2. que move-se em linha reta.

A figura a seguir ilustra as partes citadas. então o intervalo de tempo em que esse veículo fica parado esperando o semáforo abrir é de (A) 48 segundos. (D) 56 segundos.8 m do piso. (EEAR – Sargento – Controlador de Tráfego Aéreo – AERONÁUTICA) Um ônibus de 8 m de comprimento. Ela tem um diâmetro de 4 cm e nela está acoplada uma corrente que transmite esse giro para a coroa. em relação ao solo e em km/h. para atravessar totalmente a ponte? (A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 06. numa região em que a aceleração da gravidade tem módulo g=10m/s2.476. o veículo passa a apresentar uma desaceleração constante até atingir o repouso. Use π = 3. deslocando. (SEDUC/PI – Professor – Física – NUCEPE) Um avião tipo caça. 23 . no instante em que a bomba foi abandonada.Técnico de Operação Júnior – CESGRANRIO) Ao retirar um equipamento de uma estante. cujo módulo é 360 km/h. (PC/SP – Perito Criminal – VUNESP) A polia dentada do motor de uma motocicleta em movimento. (CBM/MG –Oficial do Corpo de Bombeiros Militar – IDECAN) Um veículo mantendo velocidade escalar constante de 72 km/h e em trajetória retilínea se aproxima de um semáforo que se encontra aberto. (E) 66. 03. deslocando-se com uma velocidade constante de 36 km/h atravessa uma ponte de 12 m de comprimento. (E) 4320m. (PETROBRAS. (B) 1100m. em m/s. Considerando-se que inicialmente a velocidade do equipamento na direção vertical seja nula e que g = 10 m/s2. Qual o tempo gasto pelo ônibus. Num determinado instante o piloto recebe uma ordem de soltar uma bomba para atingir um alvo na superfície do solo e a executa imediatamente. (C) 1200m. é igual a (A) 1000m. 04. No instante em que o semáforo se fecha. a velocidade de impacto do equipamento com o piso. voa horizontalmente a uma altitude de 720 m. O diâmetro da coroa é de 24 cm e o diâmetro externo da roda. (D) 2400m. (B) 72. Desprezando os efeitos da resistência do ar e supondo a superfície do solo plana. com velocidade constante. gira com frequência de 3 600 rpm. 02. (D) 62. é de 50 cm. também chamada de pinhão.416-96 . solidária com a roda traseira. em metros. nesse trecho de desaceleração. entre o avião e o alvo. uma distância de 40 m. a distância horizontal. um operador se desequilibra e o deixa cair de uma altura de 1. Considerando que o semáforo se mantém fechado por um minuto. é (A) 2 (B) 4 (C) 6 (D) 8 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A velocidade da moto. considere que a moto não derrapa e que a transmissão do movimento de rotação seja integralmente dirigida ao seu deslocamento linear. 05. (C) 90. (B) 50 segundos. é de (A) 54. incluindo o pneu. em segundos. (C) 52 segundos.

Respostas 01.476. A aceleração é constante. A aceleração do móvel é de 1. III. Considerando que a aceleração da gravidade tem valor igual a 10 m/s2 e desprezando-se a ação do ar contra o movimento. 02. Resposta: D. e o móvel percorre 10 m a cada segundo. II. (PC/SP – Técnico de Laboratório – VUNESP) Em um relatório da perícia. 07.04m Rpinhão=0. Resposta: D. V=72 km/h=20 m/s V²=Vo²-2aS 0=20²-2a40 -400=-80a a=5 m/s² V=Vo-at 0=20-5t t=4s 1 minuto=60s Portanto.5m Rroda=0.0 m/s2. (PUC/RS) Para responder à questão. Fpinhão =3600rpm=60hz Dpinhão=4cm=0. III e IV. considere o gráfico abaixo. a força peso é sempre para baixo. São verdadeiras apenas as afirmativas (A) I e II. A distância percorrida nos 10 s é de 50 m. III e IV. (B) 15. e as afirmativas que seguem. Resposta: A. IV. A velocidade varia uniformemente. que representa a velocidade de um corpo em movimento retilíneo em função do tempo. 60-4=56s 03. pode-se determinar que o choque fatal contra o chão ocorreu a uma velocidade. (C) 10. em m/s. 08. de (A) 20. (D) I. portanto a soma das forças tem que ser nula e a aceleração também. (C) II e IV. indicou-se que o corpo da vítima havia caído de um andaime localizado a 20 m de altura em relação ao solo. (B) I e III. e a velocidade aumenta 10 m/s a cada segundo.12m Droda=50cm=0.02m Dcoroa=24cm=0. (E) II. temos um MRU. Se a velocidade é constante.25m 𝑣𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 = 𝑣𝑝𝑖𝑛ℎã𝑜 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.24m Rcoroa=0. I.416-96 . (E) 5. (D) 25. 24 .

10. Resposta: B. V=36km/h=10m/s ∆𝑆 𝑣= ∆𝑡 20 10 = ∆𝑡 20 ∆𝑡 = = 2𝑠 10 06. Para a queda livre temos que v0=0 1 𝑆 = 𝑆0 + 𝑣0 𝑡 + 𝑔𝑡 2 2 S-S0=H 1 𝐻 = 𝑔𝑡 2 2 1 720 = 10𝑡 2 2 2 1440 𝑡 = = 144 10 T=12s Na horizontal: ∆𝑆 𝑣= ∆𝑡 360 km/h=100m/s ∆𝑆 100 = 12 S=12x100=1200m 05.2 𝑓𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 = = 10ℎ𝑧 0.02 ∙ 60 1. pode ser analisada pela área do triângulo: ℎ 10 𝐴 = 𝑏 ∙ = 10 ∙ = 50𝑚 2 2 III-A velocidade varia uniformemente.12 𝑓𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 = 𝑓𝑟𝑜𝑑𝑎 𝑣𝑟𝑜𝑑𝑎 = 2𝜋𝑅𝑟𝑜𝑑𝑎 ∙ 𝑓𝑟𝑜𝑑𝑎 𝑣𝑟𝑜𝑑𝑎 = 2 ∙ 3 ∙ 0. mas a distância aumenta a cada segundo IV.416-96 . Resposta: C. I- ∆𝑉 10 − 0 𝑎== = 1 𝑚/𝑠² ∆𝑡 10 − 0 II-A distância percorrida. Resposta: A.476.20 V²=400 V=20m/s 08. 25 . Para atravessar totalmente a ponte.1. é como se o tivesse passado 8+12=20m. Resposta: C. mas a velocidade aumenta 1m/s a cada segundo.aceleração é constante.10. 𝑅𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 ∙ 𝑓𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 = 𝑅𝑝𝑖𝑛ℎã𝑜 ∙ 𝑓𝑝𝑖𝑛ℎã𝑜 0.12 ∙ 𝑓𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎 = 0.8 V²=36 V=6m/s 07.25 ∙ 10 = 15 𝑚/𝑠 = 54𝑘𝑚/ℎ 04. V²=v0²+2gH V²=0+2. V²=v0²+2gS V²=2. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Resposta: A.

26 . Como o ônibus vai para frente. que justamente por isso também é conhecida por Mecânica Newtoniana. Em resumo. sua vontade de continuar em movimento em relação ao solo terrestre: o ônibus para. Em física. por inércia sua velocidade constante. a pessoa que não estava se segurando cai para trás no ônibus. notamos essas tendências ao observarmos uma pessoa de pé no interior de um ônibus. o passageiro por inércia tende a permanecer em repouso em relação ao solo terrestre. podemos esquematizar o princípio da inércia assim: Exemplos: 1. Esta interação é convenientemente descrita por um conceito chamado força. o passageiro não. Quando o ônibus arranca.476. Composição de forças – 1ª Lei de Newton – equilíbrio de uma partícula – peso de um corpo – força de atrito FORÇAS O termo “Dinâmica” significa “forte”. No cotidiano. se o ônibus estivesse em movimento e de repente freasse. o passageiro exibe. nesse caso. a dinâmica é um ramo da mecânica que estuda o movimento de um corpo e as causas desse movimento. O elevador está parado? Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a pessoa cairia para frente. Em experiências diárias podemos observar o movimento de um corpo a partir da interação deste com um ou mais corpos. Um elevador de um prédio de apartamentos encontra-se. Agora. Graças à inércia. Assim. sob a ação exclusiva de duas forças opostas: o peso e a tração do cabo. durante um certo tempo. 1ª Lei de Newton . quando um jogador de tênis bate em uma bola. a raquete interage com ela e modifica o seu movimento. é resultado da interação da terra com este objeto. ambas de intensidade igual a 2 000 N. Ou seja: Todo corpo em equilíbrio mantém. Os Princípios de dinâmica foram formulados por Galileu e Newton. Como por exemplo. Quando soltamos algum objeto a uma certa altura do solo e ele cai.416-96 .Princípio da Inércia A inércia consiste na tendência natural que os corpos possuem em manter a velocidade constante. porém foi Newton que os enunciou da forma que conhecemos hoje. todo corpo em repouso tende a permanecer em repouso e todo corpo em movimento tende a permanecer em movimento retilíneo uniforme. LEIS DE NEWTON As leis de Newton constituem os três pilares fundamentais do que chamamos Mecânica Clássica.

por inércia. Observe a figura a seguir.a é uma equação vetorial. Resposta Após estar livre da força de tração do fio. ou seja.Princípio Fundamental da Dinâmica Quando aplicamos uma mesma força em dois corpos de massas diferentes observamos que elas não produzem aceleração igual. no sistema internacional. em função de sua aceleração (a) é uma reta inclinada cuja inclinação ou coeficiente angular representa a massa do corpo. A 2ª lei de Newton diz que a Força é sempre diretamente proporcional ao produto da aceleração de um corpo pela sua massa.m/s² (quilograma metro por segundo ao quadrado) e a é a aceleração adquirida (em m/s²). Como F = m. é o N (Newton).476. 27 . que equivale a kg. Essa constante de proporcionalidade (m). Resposta Como a resultante das forças atuantes é nula. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. uma esfera deixa de executar seu movimento circular uniforme e sai tangente à curva. Tanto a força quanto a aceleração são vetores e devem possuir a mesma direção e sentido. após o rompimento do fio que garantia sua circulação. A unidade de força.416-96 . ou seja: A equação F = m. que é uma constante de proporcionalidade. que é característica de cada corpo recebe o nome de massa inercial ou simplesmente massa e corresponde à medida da inércia do corpo. Sobre uma mesa horizontal lisa. o gráfico da intensidade (F) da força aplicada a um corpo. da resistência que o corpo oferece à variação do vetor velocidade.a é uma função do 1O grau. a esfera segue por inércia em movimento retilíneo uniforme. que a obrigava a alterar a direção de sua velocidade. o elevador pode se encontrar tanto em repouso (equilíbrio estático) quanto em movimento retilíneo uniforme (equilíbrio dinâmico). Qual o tipo de movimento que a esfera realiza após o rompimento do fio? Justifique. 2. 2ª Lei de Newton .

a 12 = 2a a = 6 m/s² Força de Tração Dado um sistema onde um corpo é puxado por um fio ideal. que por sua vez. quanto maior a massa do corpo. . .Com as duas equações encontradas. ou seja.Aplique a 2ª Lei de Newton em cada bloco.Separe os blocos A e B. b) a força que o bloco A exerce sobre o bloco B. ou seja. qual é a aceleração adquirida por ele? F = m. devemos aplicar uma força resultante maior para acelerar ou retardar um caminhão Exemplo: Quando um força de 12N é aplicada em um corpo de 2kg. maior será sua inércia. Observe na lei fundamental da Dinâmica (F = m. Dada a figura Determine: a) a aceleração do conjunto.Represente as forças de ação e reação sobre os blocos na direção do movimento.a) que. a qual chamamos Força de Tração . Podemos considerar que a força é aplicada no fio. Resolução: . flexível e tem massa desprezível. resolva o sistema Substituir o valor da aceleração em uma das equações acima. F=3a F = 3 · 4 = 12 N Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 28 .476.416-96 . que seja inextensível. aplica uma força no corpo. . para que possamos calcular o valor da força F. Exemplo: 1.

ambas ideais. cujo enunciado é:"As forças atuam sempre em pares. podendo ser interpretada como a sua resistência em sofrer deformação devido ao peso do corpo. normalmente. N + T = Phomem. Considere g = 10m/s2. a tensão é igual T= mg(onde m é a massa do contrapeso) Deste modo = > N + mg = Phomem => N + 30x10 = 700 => N= 400N FORÇA PESO Quando falamos em movimento vertical. Normal e Tensão (para cima). por sua vez. pois o que estamos medindo na realidade. Quando falamos no peso de algum corpo. sofre a aceleração da gravidade. mostrado na figura. e podemos expressá-la como: P = mg O Peso de um corpo é a força com que a Terra o atrai. mas conforme a 3ª lei de Newton. Além da Força Peso. Esta é o princípio da ação e reação. Mas este é um termo fisicamente errado. A massa de um corpo. existe uma força de reação. e sentido oposto a força de ação. não varia. introduzimos um conceito de aceleração da gravidade. Esta é exercida pela superfície sobre o corpo. ou seja. 29 . lembramos do “peso” medido na balança. quando não estamos nas proximidades da Terra. mantém-se em equilíbrio. quando a gravidade variar. chamada Força Normal. atuam Peso (para baixo). Calcule o módulo da força exercida pelos pés do homem sobre o assoalho. O homem de peso 700N.416-96 . se um corpo de massa m. suportando um corpo de massa 30kg. é constante. esta é chamada força de reação. é a nossa massa. (A) 300N (B) 400N (C) 600N (D) 750N (E) 1050N No homem. podendo ser variável. há uma outra força com módulo e direção iguais. 3ª Lei de Newton .476. por meio de uma corda e uma polia.Princípio da Ação e Reação Quando uma pessoa empurra um caixa com um força F. Analisando um corpo que encontra- se sob uma superfície plana verificamos a atuação das duas forças. podemos dizer que esta é uma força de ação. sempre que isso ocorre. chamamos Força Peso." Exemplo: 1. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Por outro lado. A esta força. Como o sistema está em equilíbrio. que sempre atua no sentido a aproximar os corpos em relação à superfície. no contra peso. Relacionando com a 2ª Lei de Newton. ou seja. existe outra que normalmente atua na direção vertical. diferentemente da Força Peso que atua sempre no sentido vertical. para toda força de ação. Esta força sempre atua no sentido perpendicular à superfície.

Várias experiências como essa levam-nos às seguintes propriedades da força de atrito (direção. à menor força aplicada. Podemos perceber a existência da força de atrito e entender as suas características através de uma experiência muito simples. Por exemplo. quando aplicada uma força. não se movimente ou não altere sua velocidade.24 N FORÇA DE ATRITO Até agora. atingiremos um ponto no qual conseguiremos movimentá-la. para calcularmos a força. Por mais lisa que uma superfície seja. ou seja. A dificuldade de mover a caixa é devida ao surgimento da força de atrito Fat entre o solo e a caixa.É proporcional à força normal de cada corpo. não exercia nenhuma força contra o movimento. contendo madeira. (b) Na superfície de Marte (g=3. sobre uma superfície.Se opõe ao movimento.3. atuando em sentidos opostos elas se anularão. à medida que formos retirando a madeira. assim.724m/s²). 30 . sentido e módulo): Direção: As forças de atrito resultantes do contato entre os dois corpos sólidos são forças tangenciais à superfície de contato. (a) P=mg P=10. É isto que caracteriza a força de atrito: .476. colocada no solo. ela nunca será totalmente livre de atrito. ela não aparecerá se você levantar a caixa. este acabará parando.Depende da natureza e da rugosidade da superfície (coeficiente de atrito). Assim. consideramos que as superfícies por onde este se deslocava. Quando a caixa ficar mais leve.8m/s²). Para que este corpo esteja em equilíbrio na direção vertical. ela se deslocará. . . é necessário que os módulos das forças Normal e Peso sejam iguais. no entanto. Isso.724=37. Por exemplo: Qual o peso de um corpo de massa igual a 10kg: (a) Na superfície da Terra (g=9. Sentido: A força de atrito tende sempre a se opor ao movimento relativo das superfícies em contato.416-96 . a direção da força de atrito é dada pela direção horizontal. Sempre que aplicarmos uma força a um corpo. não ocorre. Mas sabemos que este é um caso idealizado. ou aceleração de um corpo.9. o sentido da força de atrito é sempre o sentido contrário ao movimento relativo das superfícies Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Podemos até imaginar que. . Tomemos uma caixa bem grande.8=98 N (b)P=mg P=10.Transforma a energia cinética do corpo em outro tipo de energia que é liberada ao meio. ou seja. este se deslocaria sem parar. No exemplo acima.

o termo trabalho é utilizado quando falamos no Trabalho realizado por uma força.N TRABALHO Na Física. Ela anula o efeito da força aplicada. Módulo: Sobre o módulo da força de atrito cabem aqui alguns esclarecimentos: enquanto a força que empurra a caixa for pequena. Atrito Estático É aquele que atua quando não há deslizamento dos corpos. o Trabalho Mecânico. Quando a força de atrito estático for ultrapassada pela força aplicada ao corpo. o vetor deslocamento e a força não formam ângulo entre si.476.N Onde: μ: coeficiente de atrito (adimensional) N: Força normal (N) Atrito Estático e Dinâmico Quando empurramos um carro. é fácil observar que até o carro entrar em movimento é necessário que se aplique uma força maior do que a força necessária quando o carro já está se movimentando.. ou seja. A força de atrito é calculada pela seguinte relação: Fat = µ. R = 1 + 2 + 3 + . O trabalho resultante é obtido através da soma dos trabalhos de cada força aplicada ao corpo. Então: Fat = µest.. é usado no cálculo um coeficiente de atrito estático: . A unidade de Trabalho no SI é o Joule (J) Quando uma força tem a mesma direção do movimento o trabalho realizado é positivo: >0.N Atrito Dinâmico É aquele que atua quando há deslizamento dos corpos. A força de atrito dinâmico é sempre menor que a força aplicada. Quando um corpo não está em movimento a força da atrito deve ser maior que a força aplicada. Utilizamos a letra grega tau minúscula ( ) para expressar trabalho. Uma força aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz um deslocamento no corpo.. ou seja.416-96 .5m/s² e se desloca por uma distância de 100m? Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066... ou pelo cálculo da força resultante no corpo. 31 . + N Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento.. o valor do módulo da força de atrito é igual à força que empurra a caixa. neste caso. Isto acontece pois existem dois tipos de atrito: o estático e o dinâmico. calculamos o trabalho:  = F. este entrará em movimento. no seu cálculo é utilizado o coeficiente de atrito cinético: Então: Fat = µd.. A força de atrito estático máxima é igual a força mínima necessária para iniciar o movimento de um corpo.. Quando uma força tem direção oposta ao movimento o trabalho realizado é negativo: <0..S Exemplo: Qual o trabalho realizado por um força aplicada a um corpo de massa 5kg e que causa um aceleração de 1. e passaremos a considerar sua força de atrito dinâmico.

cos 60º.416-96 .5. 32 .476.S  = F cos. onde aparece o cosseno do ângulo.S Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a um bloco formando um ângulo de 60° com o vetor deslocamento. isto pode ajudar a entender porque quando a força é contrária ao deslocamento o trabalho é negativo.a. já que quando a força é paralela ao deslocamento.S =30. Logo:  = FII.  = F. já que: O cosseno de um ângulo entre 90° e 180° é negativo. Ou seja: 𝐹𝐼𝐼 cos = 𝐹𝐼 FII=F cos Quando o móvel se desloca na horizontal. apenas as forças paralelas ao deslocamento produzem trabalho. S  = 5. sendo cos180°=-1 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. que tem valor absoluto igual a 3m. seu ângulo é 0° e cos0°=1.S  = m.3  = 45J Podemos considerar sempre este caso. devemos decompor o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares: Considerando a componente perpendicular da Força e a componente paralela da força. Qual o trabalho realizado por esta força? = FII.1.100  = 750J Força não-paralela ao deslocamento Sempre que a força não é paralela ao deslocamento.S = F cos.

h P = m. O Trabalho foi exatamente o mesmo. Qual dos carros realizou maior trabalho? Nenhum dos dois.416-96 . 1𝐽 1W = 1𝑠 Além do watt.g. Então: P = P. A unidade de potência no SI é o watt (W). e a força a ser empregada. 33 . devemos considerar a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem. Um dos carros realiza a viagem em 1hora.𝑆 Pot = 𝐹. 𝑡 = 𝐹 v m M= 𝑡 Podemos também fazer uma relação de potência de uma força com a intensidade da força e com o módulo da velocidade de um corpo sujeito a essa força:  Pméd = 𝑡(I) O trabalho de uma força constante é definido por:  = F. Entretanto. o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior. h POTÊNCIA Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m).d. usa-se com frequência as unidades: 1kW (1 quilowatt) = 1000W 1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW 1cv (1 cavalo-vapor) = 735W 1HP (1 horse-power) = 746W Potência Média Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo:  Pot M = 𝑡 Como sabemos que:  = F. a força Peso.476.cos (II) Fazendo a substituição de II em I. S Então: 𝑆𝐹. Trabalho da força Peso Para realizar o cálculo do trabalho da força peso. o outro demora 2horas para chegar. teremos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.

Energia mecânica é aquela que acontece devido ao movimento dos corpos ou armazenada nos sistemas físicos. Energia Cinética É a energia ligada ao movimento dos corpos. 𝐹. Resulta da transferência de energia do sistema que põe o corpo em movimento. Qual a potência média que um corpo desenvolve quando aplicada a ele uma força horizontal com intensidade igual a 12N.30 Pméd = 𝑡 = 10 = 36 𝑊 E a potência instantânea no momento em que o corpo atingir 2m/s? Pot = F.416-96 . 34 .𝑐𝑜𝑠 Pméd = 𝑡 Potência Instantânea Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea.𝑑. S Utilizando a equação de Torricelli e considerando o início do movimento sendo o repouso. Dentre as diversas energias conhecidas.v = 12.Energia Potencial Elástica. .Energia Potencial Gravitacional.𝑆 12. sendo que o tempo gasto para percorrê-lo foi 10s?  Pot M= 𝑡 𝐹. Sua equação é dada por: = F.476.Energia Cinética. teremos: v2=v02+2aS v2=0+2aS 𝑣2 S=2𝑎 Substituindo no cálculo do trabalho: A unidade de energia é a mesma do trabalho: o Joule (J) Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. por um percurso de 30m. .S = m.a. as que veremos no estudo de dinâmica são: . ou seja: Exemplo: 1.2 = 24W ENERGIA MECÂNICA Energia é a capacidade de executar um trabalho.

ou seja. chão de uma sala.416-96 . O Teorema da Energia Cinética (TEC) diz que: "O trabalho da força resultante é medido pela variação da energia cinética. cuja Lei de Hooke diz ser: 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑥 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 A= 2 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. .)..(10)2 R = 2 - 2 −1000 R = 2 = -500 J Energia Potencial Energia Potencial é a energia que pode ser armazenada em um sistema físico e tem a capacidade de ser transformada em energia cinética. Como a força elástica é uma força variável. 35 . Teorema da Energia Cinética Considerando um corpo movendo-se em MRUV. ganha Energia Cinética." R=Ec= Ec . e como a altura diminui.476. Enquanto o corpo cai vai ficando mais rápido. tendo como origem o nível de referência (solo. Energia Potencial Elástica Corresponde ao trabalho que a força Elástica realiza. perde Energia Potencial Gravitacional. É obtido quando consideramos o deslocamento de um corpo na vertical. Conforme o corpo perde energia potencial ganha energia cinética ou vice-e-verso. Energia Potencial Gravitacional É a energia que corresponde ao trabalho que a força Peso realiza. seu trabalho é calculado através do cálculo da área do seu gráfico.0 10.Eci 𝑚𝑣 2 𝑚𝑣02 R = 2 - 2 Exemplo: Qual o trabalho realizado por um corpo de massa 10kg que inicia um percurso com velocidade 10m/s² até parar? 𝑚𝑣 2 𝑚𝑣02 R = 2 - 2 10..

final E C.75 m/s v final IMPULSO Como já vimos.0+m. inicial= E C. inicial + E PG. ou vice-versa: 1 1 2 mv2 inicial+mgh inicial = 2 mv2 final + mgh final Para o caso de energia potencial elástica convertida em energia cinética. a pedra tem energia cinética nula (já que não está em movimento) e energia potencial total. teremos o corpo sob ação de uma força constante.0 2 2 1 30m=2 mv2 final 60=v final 7. final+ E P. etc. final 1 1 2 mv2 inicial + mgh inicial = 2 mv2 final + mgh final 1 1 m. uma pedra que é abandonada de um penhasco. final+ E PG. Com que velocidade ela chegará ao solo? E M. Então: Fel = Eel = 𝑑𝑒𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎çã𝑜 2 𝑥 𝑚𝑜𝑙𝑎 𝐾.3= mv2 final = mg. inicial= E M.) a energia E M. este será o impulso de um corpo sobre o outro: As características do impulso são: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.10.416-96 . é necessário que haja um interação entre dois corpos. Uma maçã presa em uma macieira a 3 m de altura se desprende. sua energia cinética será total. Dizemos que a energia potencial se transformou. final E C.𝑥= 𝐾𝑥 2 Eel = 2 = 2 Conservação de Energia Mecânica A energia mecânica de um corpo é igual a soma das energias potenciais e cinética dele. Quando não são consideradas as forças dissipativas (atrito. Por exemplo. quando você corre. inicial= E C. ou se converteu.𝑥. Quando a pedra chegar ao solo. em energia cinética. Em um primeiro momento.476. Se considerarmos o tempo que esta interação acontece. final Para o caso de energia potencial gravitacional convertida em energia cinética. antes de ser abandonada. inicial= E M. Então: Qualquer movimento é realizado através de transformação de energia. força de arraste. e a energia potencial nula (já que a altura será zero). 36 . ou vice-versa: 1 1 1 1 mv2 inicial+ Kx2= mv2 final+ Kx2inal 2 2 2 2 Exemplo: 1. Podemos resolver vários problemas mecânicos conhecendo os princípios de conservação de energia. para que um corpo entre em movimento. por exemplo. transforma a energia química de seu corpo em energia cinética. inicial + E P. O mesmo acontece para a conservação de energia mecânica. durante um intervalo de tempo muito pequeno.

Divida o gráfico em 3 partes: triângulo (A3). Dado o gráfico Determine: a) o módulo da força no intervalo de tempo de 0 s a 10 s. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.0 · 10² N sobre a bola. num jogo de futebol.5 · 10-1 s. Determine a intensidade do impulso da força aplicada pelo jogador.Sentido: o mesmo do vetor F A unidade utilizada para Impulso.476.s No gráfico de uma força constante. o valor do impulso é numericamente igual à área entre o intervalo de tempo de interação: A = F.Δt = I Exemplo: 1.416-96 . um jogador aplica um força de intensidade 6.5 · 10-1 s I = 90 N.Direção: a mesma do vetor F . 2. é: N. t . retângulo (A1) e trapézio (A2). 37 . Resolução: 1. Ao dar um chute na bola. . b) a intensidade da força constante que produz o mesmo impulso que a força dada no intervalo de 0 s a 10 s.s 2.0 · 10² N t = 1. durante um intervalo de tempo de 1.Módulo: I = F. no SI. Resolução: Dados do enunciado F = 6.

Direção: a mesma da velocidade .s 3.s 4.476. A2 e A3. 2.s A2 = A2 = = 30 N. também conhecido como quantidade de movimento ou momentum linear. A1 = b · h A1 = 2s · 4N = 8 N. Calcule as áreas A1. Determine a força utilizando F= =5N QUANTIDADE DE MOVIMENTO Se observarmos uma partida de bilhar. Qual a quantidade de movimento de um corpo de massa 2kg a uma velocidade de 1m/s? Teorema do Impulso Considerando a 2ª Lei de Newton: E utilizando-a no intervalo do tempo de interação: mas sabemos que: . A quantidade de movimento relaciona a massa de um corpo com sua velocidade: Como características da quantidade de movimento temos: . logo: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 38 . veremos que uma bolinha transfere seu movimento totalmente ou parcialmente para outra.Módulo: . A2 e A3 é o valor do impulso. A soma de A1.416-96 .Unidade no SI: kg. A grandeza física que torna possível estudar estas transferências de movimento é a quantidade de movimento linear .s A3 = A3 = = 12 N. I = A1+ A2 + A3 I = 50 N.m/s Exemplo: 1.Sentido: a mesma da velocidade .

(D) 2. em unidades do SI. (C) 0. (ETAM – Técnico de Projetos Navais – BIO-RIO) Dois blocos A e B.0.0. esse corpo é acelerado de (A) 10 cm/s² (B) 20 cm/s² (C) 10 m/s² (D) 20 m/s² (E) 50 cm/s² 02. 39 .0. O atrito entre os blocos e o plano horizontal deve ser desprezado.0 kg e 2. A intensidade da força que o bloco B exerce sobre o bloco A é: (A) 10N (B) 20N (C) 30N (D) 40N 03. aplicada horizontalmente sobre o bloco A. A aceleração com que esse corpo se movimenta será. de módulo 30 N. (SEE/AC – Professor de Matemática e Física – FUNCAB) Uma força de 2 N atua empurrando um corpo de 4 kg. de massas respectivamente iguais a 4. portanto.6.0 kg. estão dispostos sobre um plano horizontal conforme a figura abaixo. (E) 0." Exemplo: 1.0 kN. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. para que sua velocidade passe de 5m/s para 15m/s? Questões 01. (B) 0. de: (A) 1. devido à sua aplicação em certo intervalo de tempo. é igual a variação da quantidade de movimento do corpo ocorrida neste mesmo intervalo de tempo. Quanto tempo deve agir uma força de intensidade 100N sobre um corpo de massa igual a 20kg.476.5. se a um corpo de 50 kg de massa é aplicada uma força de 1. Como vimos: Então: "O impulso de uma força.416-96 . O conjunto é empurrado por uma força . (PETROBRAS – Técnico de Operação Júnior – CESGRANRIO) Com base na segunda lei de Newton.

(A) há uma força resultante diferente de zero agindo sobre o objeto.476. Resposta: A. Resposta: C. 40 . Se o movimento do veículo é realizado com aceleração constante. (D) a energia cinética do objeto está aumentando. F=ma 2=4a a=0. de (A) 3600 (B) 4800 (C) 2400 (D) 1800 (E) 1200 05. (B) a força peso do objeto não está realizando trabalho. F=ma 1000=50a a=20m/s² 02.416-96 .2=2400N Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Respostas 01. de massa total 1 200 kg. (PC/SP – Perito Criminal – VUNESP) No campo de provas de uma montadora de automóveis há uma pista horizontal e retilínea.400 1600=800a a=2m/s² F=ma F=1200. Nesse movimento. V²=v0²+2aS 40²=0²+2a. um de seus veículos. em newtons. a força resultante sobre ele tem intensidade. Resposta: D. Resposta: C. incluindo a do motorista. (E) não há atrito agindo sobre o objeto. 04. (C) o atrito do objeto com o plano tem valor idêntico ao da projeção da força peso do objeto na direção do movimento. (PETROBRAS – Técnico de Química Júnior – CESGRANRIO) Um objeto está descendo um plano inclinado com velocidade constante.5 m/s² 04. parte do repouso e atinge a velocidade de 144 km∕ h ao fim de um percurso de 400 m. 𝐴: 𝐹 − 𝑓 = 𝑚𝐴 ∙ 𝑎 { 𝐵: 𝑓 = 𝑚𝐵 ∙ 𝑎 𝐹 = (𝑚𝐴 + 𝑚𝐵 ) ∙ 𝑎 30 = (4+2) a 30 = 6a a = 5 m/s² Voltando em B> F = 2x5 = 10N 03. Durante a realização de um teste.

as forças devem ser iguais. A mecânica dos fluidos trata do comportamento dos fluidos em repouso ou em movimento e das leis que regem este comportamento.Ação do vento sobre construções civis. .Equilíbrio de corpos flutuantes.Cálculo de instalações hidráulicas. ex. São áreas de atuação da mecânica dos fluidos: .: bombas e turbinas. foi previamente trabalhado juntamente com o tópico Aceleração – movimento retilíneo uniformemente variado – movimentos retilíneo uniforme da partícula e circular uniforme.: caldeiras. . ex. água etc).: elevadores hidráulicos. Em caso de dúvidas nossa equipe de tutores está sempre a disposição.: instalação de recalque.Instalações de vapor.: embarcações. MECÂNICA DOS FLUIDOS A Mecânica dos fluidos é a área onde são estudados os fenômenos físicos relacionados ao movimento dos fluidos (ar. ex. .Ação de fluidos sobre veículos – Aerodinâmica Pode-se definir fluido como uma substância que se deforma continuamente. Equilíbrio dos fluídos – densidade – pressão – pressão atmosférica – princípio de Arquimedes.476. . o tópico referente a Composição de velocidade – independência de movimentos – movimento de um projétil. ex. Resposta: C. Portanto evitando repetições e redundância este tópico não será trabalhado novamente. . ex. escoa. Como é velocidade constante. sob ação de uma força tangencial por menor que ele seja. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 05. 41 . ex. -Estudos de lubrificação.Ação de fluidos sobre superfícies submersas. isto é.: barragens. Px = Fat Composição de velocidade – independência de movimentos – movimento de um projétil Prezado (a) Candidato (a).416-96 .Cálculo de máquinas hidráulicas. -Transporte de sólidos por via pneumática ou hidráulica. .

Por exemplo. se uma força de compressão fosse usada para distinguir um sólido de um fluido. seria incompressível. incluindo o ponto. logo. o fluido é caracterizado pela relativa mobilidade de suas moléculas que. Determine a pressão que a pessoa exerce no chão enquanto está em pé. além de serem compressíveis. é necessário distinguir estas duas classes: “Líquidos é aquela substância que adquire a forma do recipiente que a contém possuindo volume definido e.8 m s-2) = 784 N e a área é a área da seção transversal na qual esta força é exercida: Apé = área de uma elipse = p (0. Definimos a pressão de uma força sobre uma superfície. 42 . Já o gás é uma substância que ao preencher o recipiente não formar superfície livre e não tem volume definido. Então: p = F/A p = pressão A = área da superfície. como a relação entre a força normal F. este último seria inicialmente comprimido. A principal distinção entre sólido e fluido. é um fato conhecido que a pressão atmosférica diminui com a altitude e que. De uma maneira geral. Assim. onde a força é o peso da pessoa W: W = m. nos sistemas conhecidos. Exemplo: Assume que a área de um pé de uma pessoa de 80 kg é 25 cm x 6 cm. Sendo a pressão expressa pela relação P = F/A. é praticamente. O conceito de fluidos envolve líquidos e gases. como sendo a razão entre a força normal e a área da superfície considerada. SOLUÇÃO A pressão é definida como a força por unidade de área.25 m x 0. isto é. o peso do fluido hidrostático foi desprezado e a pressão suposta tornou-se igual em todos os pontos. no qual F representa uma força normal à superfície. é pelo comportamento que apresentam em face às forças externas. num ponto qualquer. já nos fluidos. possuem movimento de translação e portanto não apresentam uma posição média fixa no corpo do fluido. incompressível.416-96 . além de apresentarem os movimentos de rotação e vibração.g = (80 kg) (9. e a partir de um certo ponto ele se comportaria exatamente como se fosse um sólido. a pressão exercida pela pessoa sobre o chão é Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a área total é 2 Apé = 0. Pressão O conceito de pressão foi introduzido a partir da análise da ação de uma força sobre uma superfície. aumenta com a profundidade.094 m2.06 m)= 0. num lago ou no mar. e esta área: Exercendo a pressão. Entretanto. exercida sobre uma área elementar A.476.047 m2 Desde que a pessoa normalmente fica em pé sobre os dois pés. suas unidades serão expressas pela razão entre as unidades de força e as unidades de área. Generaliza-se o conceito de pressão e se define.

000 Gelo 0. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A hidrostática. Usa- se “densidade” para representar a razão entre a massa e o volume de objetos sólidos (ocos ou maciços). Obviamente.6 13. Uma explicação que encontrei seria que se usaria “densidade” para representar a razão entre a massa e o volume de objetos sólidos (ocos ou maciços). devemos multiplicá-la por 1.8 7. A massa específica (m) de uma substância é a razão entre a massa (m) de uma quantidade da substância e o volume (V) correspondente. e “massa específica” para líquidos e substâncias.416-96 .800 Chumbo 11.. Substância Água 1. Pressão Manométrica: pressão que se acrescenta a pressão atmosférica. e “massa específica” para líquidos e soluções. A densidade absoluta de uma substância é definida como a relação entre a sua massa e o seu volume. é representado pelo mesmo cálculo da densidade.0 1.200 Mercúrio 13.. é comum o termo densidade (d) em lugar de massa específica (m). A densidade relativa é a relação entre a densidade absoluta de um material e a densidade absoluta de uma substância estabelecida como padrão. não poderíamos falar densidade da água. Mas se assim fosse. mas no SI a unidade é o kg/m3. Na tabela a seguir estão relacionadas às massas específicas de algumas substâncias. Em termos gerais. mas somente massa específica. Definições: Pressão: força sobre uma área 𝐹 𝑃= 𝐴 Pressão Atmosférica: pressão exercida pela atmosfera terrestre e varia de acordo com a altitude. A relação entre elas é a seguinte: Assim. para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3.2 11. ou seja.000. também chamada estática dos fluidos ou fluidostática (hidrostática refere-se a água.600 Observação: É comum encontrarmos o termo densidade (d) em lugar de massa específica (m).92 920 Álcool 0. Curiosamente já encontrei também massa específica se referindo a solo. 43 . Pressão Absoluta: soma da pressão atmosférica e manométrica. a principal diferença observada que densidade é um conceito mais usado na química e massa específica na física (hidrostática). quanto maior altitude menor a pressão. A massa específica (m) de uma substância é a razão entre a massa (m) de uma quantidade da substância e o volume (V) correspondente: Uma unidade muito usual para a massa específica é o g/cm3.476. que foi o primeiro fluido a ser estudado. que não é líquido. Instrumentos para medir pressão Barômetro: utilizado para medir pressão atmosférica.79 790 Ferro 7. assim por razões históricas mantém-se o nome) é a parte da física que estuda as forças exercidas por e sobre fluidos (líquidos ou gases) em repouso.

para cima. dágua = 103kg/m3. em equilíbrio. Vfd .br Princípio de Arquimedes Todo corpo imerso. Fonte: www. ele está recebendo um empuxo cujo valor é igual ao seu próprio peso. Essa força é denominada empuxo. o volume de líquido deslocado (Vld) é igual ao volume do conjunto (V). g 103 x V x 10 = 80 x 10 V = 8 x 10-2 m3 Princípio de Pascal Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Qual deve ser o volume total do mergulhador para que o conjunto permaneça em equilíbrio imerso na água? Solução: Dados: g = 10m/s2. E = Pfd = mfd .416-96 . 44 . num fluido em equilíbrio. total ou parcialmente. g Assim. aplicada pelo fluido.solucoesindustriais. Vld . g = m . cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.emporionet. o peso do barco está sendo equilibrado pelo empuxo que ele recebe da água: E = P. Condição de equilíbrio: E=P d . quando um barco está flutuando na água.476. sofre a ação de uma força vertical. Como o conjunto deve estar imerso na água. m = 80kg.com. g E = df . isto é. Aplicação Um mergulhador e seu equipamento têm massa total de 80kg.net Manômetro: Fonte: www.

portanto. situação mais comum quando o corpo está totalmente mergulhado. Sobre a superfície livre do líquido são colocados êmbolos de áreas S1 e S2. direção hidráulica. o volume da parte da água deslocada se altera e. Quando um ponto de um líquido em equilíbrio sofre uma variação de pressão. além das forças. De acordo com o Princípio de Arquimedes. Ocasionalmente. nestes casos. seu centro de empuxo deve ser deslocado de tal modo que a Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Dizemos que o corpo ficará flutuando em equilíbrio estático. Dois recipientes ligados pela base são preenchidos por um líquido (geralmente óleo) em equilíbrio. respectivamente. Equilíbrio de Corpos Flutuantes Quando um corpo emerge na superfície da água. o centro de empuxo muda de posição. introduzindo-se mastros maiores ou canhões mais pesados. eles se tornam mais pesados e tendem a emborcar em mares mais agitados. O bloco ficará em equilíbrio de flutuação na superfície da água quando a força de empuxo for exatamente igual ao peso. prensa hidráulica. seu empuxo (que antes era maior do que seu peso) diminui. Ao aplicar uma força F1 ao êmbolo de área menor. Os "icebergs" muitas vezes também viram quando derretem parcialmente. Os pontos de aplicação dessas forças são. o êmbolo maior ficará sujeito a uma força F2. algumas embarcações ou navios podem ser modificadas. Segundo o Princípio de Pascal: ∆𝑝1 = ∆𝑝2 Importante: o Princípio de Pascal é largamente utilizado na construção de dispositivos ampliadores de força – macaco hidráulico. ele passa a deslocar um menor volume de água. Quando um corpo flutua parcialmente imerso no fluido e se inclina num pequeno ângulo. o equilíbrio é indiferente. Se o centro de gravidade G coincide com o centro de empuxo C. Estes fatos sugerem que.416-96 . Quando um corpo está flutuando em um líquido.476. Para que um objeto flutuante permaneça em equilíbrio estável. os torques destas forças também são importantes para o estudo do equilíbrio de flutuação. que corresponde ao centro de gravidade do líquido deslocado ou centro de empuxo. o corpo permanece na posição em que for colocado. o centro de gravidade do corpo G e o centro de empuxo C. ele está sujeito à ação de duas forças de mesma intensidade. em razão da transmissão do acréscimo de pressão p. todos os outros pontos do líquido também sofrem a mesma variação. etc. mesma direção (vertical) e sentidos opostos: a força-peso e o empuxo. 45 . isto é.

como mostra figura 1 (a). pode-se determinar facilmente a pressão atmosférica. o deslocamento do centro de empuxo faz com que o torque resultante vire o corpo.: A diferença conceitual entre centro de empuxo e centro de gravidade é que a posição do centro de gravidade não se altera em relação ao corpo. segue que cada ponto no interior da atmosfera terrestre está sob ação de uma pressão. Vai depender de como se desloca o centro de empuxo em virtude da mudança na força do volume de líquido deslocado. chamada de pressão atmosférica. completamente cheio de mercúrio (Hg) e com uma extremidade tampada. Movimentando o corpo (oscilando) de sua posição inicial. que tende a fazer o corpo retornar a sua posição anterior. força de empuxo (de baixo para cima) e o peso (de cima para baixo) produzam um torque restaurador. após destampar o tubo.6 g/cm³. As figuras mostram essa situação. ao deslocar o corpo da posição inicial. que diminui a medida que a altura em relação a superfície terrestre aumenta. PRESSÃO ATMOSFÉRICA Como existe uma atmosfera sobre a superfície da Terra e como esta atmosfera é um fluido. Finalmente. pois a densidade do mercúrio é conhecida e dada por 13. Quando o centro de gravidade G estiver acima do centro de empuxo C. A tarefa de um engenheiro naval consiste em projetar os navios de modo que isto não ocorra. continha vácuo na parte superior. por construção. o equilíbrio pode ser estável ou não. Como um ponto A na superfície livre do mercúrio está à mesma pressão que um ponto B na mesma altura no interior do tubo e como a pressão no ponto B é dada por pB=ρg. onde o centro de gravidade G está acima do centro de empuxo. de modo que o torque resultante faz com que o corpo volte para sua posição inicial de equilíbrio. embora seja sempre possível se determinar facilmente a pressão atmosférica em qualquer ponto. 46 . como mostra a figura 1 (b). Em 1643 Evangelista Torricelli (1608 – 1647) idealizou um experimento prático para a determinação da pressão atmosférica. a menos que ele seja deformado. o centro de empuxo muda.h. Ele usou um tubo de 1 metro de comprimento. mediu a altura da coluna de mercúrio existente no tubo que. Obs.416-96 . como mostra a figura 1 (c). mas. a relação de Stevin não se aplica diretamente no caso da atmosfera. Depois colocou o tubo em pé tapando a outra extremidade e colocando esta extremidade dentro de um recipiente contendo também mercúrio.476. As figuras abaixo mostram o equilíbrio chamado instável. Como o ar não pode ser considerado um fluido incompressível em extensões muito elevadas. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. que foi realizado por Vicenzo Viviani. Mas o centro de empuxo do corpo flutuante muda de acordo com a forma do líquido deslocado porque o centro de empuxo está localizado no centro de gravidade do líquido deslocado pelo corpo.

3 kPa = 76 cmHg = 760 mmHg Figura 1. a pressão num local onde a gravidade tem valor normal à pressão de 1 atm (uma atmosfera). no qual colocamos dois líquidos imiscíveis. Suponhamos um vaso comunicante. A pressão varia como resultado da força peso (por unidade de área) exercida pela parte do fluido que está acima. pode-se obter que: 1 atm = 101. O peso do fluido acima de 2 e até a altura associada ao ponto 1 é: Portanto. a pressão. Imaginemos uma coluna de fluido de altura h e área A. é: Logo. por exemplo.P1). Repetindo-se o experimento de Torricelli num local onde a gravidade tem seu valor normal. Sendo. Sejam dois pontos 1 e 2 dentro do fluido. a pressão num ponto a uma altura h abaixo de 1 será dada por: P2 = P1 + rgh. por definição. Verifique como a pressão no fluido varia em função da profundidade admitindo que o fluido tenha uma densidade constante. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Este resultado vale para todos os pontos localizados a uma mesma altura dentro do fluido. – Experimento de Torricelli Diferença de pressão num fluido É fácil entender por que a pressão varia com a profundidade num fluido.416-96 . 47 .76m. devido ao peso do fluido acima. consequentemente. onde P1 é a pressão no ponto 1. a pressão adicional (P2 . À medida que mergulhamos aumentamos a quantidade de fluido acima de nós e. água e óleo.476. obtém-se que a coluna de mercúrio sobe por uma altura de h = 0.

Os gases escoam com mais facilidade que os líquidos. Observe a figura b. por exemplo. A água escoa c m mais facilidade que o óleo e o escoamento doar se torna turbulento. pois representam pressões aplicadas no mesmo nível de um líquido em equilíbrio. então: PA = PB Patm = µ0h0g = Patm + µAhAg µ0h0g = µAhAg µ h µ0h0 = µAhA ou µ0 = h𝐴 𝐴 0 Com esta expressão. dependendo do modo que é despejado. a linha que passa pela superfície de separação dos dois fluidos. respectivamente: PA = Patm + µ0h0g O = óleo PB = Patm + µAhAg A = água Já sabemos que PA e PB são iguais. Quando mexemos uma xícara de chá. 48 . TIPOS DE ESCOAMENTO O óleo. nos pontos A e B são. mas pode firmar turbilhões atrás dos pilares. O escoamento de fluidos está presente em muitas situações do dia a dia. diferentes partes do fluido se movem com velocidades diferentes. na figura B. Em um fluido que escoa com facilidades. mas possuem propriedades muito diferentes. No escoamento dos fluidos. colocamos óleo. As pressões. o líquido continua a circular por um Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. as camadas passam uma pelas outras quase sem atrito. como nível de referência. A água escoa suavemente ao passar pelos pilares de uma ponte. O óleo despejado de um recipiente pode respingar ou não. Com a introdução de óleo. e. Na figura A. Neste caso. em geral. pois as densidades dos líquidos são diferentes. Alguns líquidos escoam com muito mais facilidade que outros. a água e o ar são chamados de fluidos porque são capazes de escoar.416-96 . À medida que o sistema tende ao equilíbrio. As observações mostram que o tipo de escoamento pode variar com o tempo e com o local. Temos. O escoamento dos fluidos depende das forças que agem sobre o fluido e da forma que as superfícies solidas com as quais o fluido entra em contato. as alturas são diferentes. a água pára de subir no ramo direito e as pressões nos dois ramos se igualam. por exemplo. temos somente água no tubo.476. A fumaça que sai de uma chaminé pode se mover por algum tempo como um todo compacto antes de se misturar com o ar. podemos calcular a densidade absoluta do óleo de qualquer outro não miscível. a água teve sua altura alterada. Vamos calcular essas pressões. Assim.

O movimento das moléculas do fluido é completamente desordenado.476. escorregando através das lâminas adjacentes. denominada de velocidade crítica superior. O termo “não viscoso” é usado para designar os fluidos cuja viscosidade para ser desprezada. Escoamento viscoso Pode se classificado em escoamento laminar ou turbulento. Isso acontece porque o atrito interno entre as partículas de melado e muito maior. Vc e Lc correspondem a velocidade e dimensão característica do escoamento. porém o número de Reynolds crítico é função da geometria e da rugosidade das paredes do tubo.416-96 . a essas variações de velocidade correspondem forças que tendem a frear a camada mais rápida e a acelerar a camada mais lenta. O melado é muito mais viscoso que a água. µ é a viscosidade absoluta. o que faz com que as camadas mais lentas freiem as camadas mais rápidas. E para que ocorra é necessário que no escoamento laminar haja um acréscimo de velocidade. Quanto as forças viscosas dominam em relação as forças de inércia. em geral. não têm a mesma velocidade e torna-se difícil fazer previsões sobre o comportamento do fluido. Por esta razão. •A diferença no comportamento está associada com as forças que atuam no elemento de fluido. O escoamento turbulento não se move através de um fluido. o escoamento apresenta comportamento laminar. Quando as forças de inércia dominam. se movem de forma heterogênea através do escoamento. o escoamento se comporta como turbulento. A diferença entre os dois está associada ao fato que no primeiro caso. denominada de velocidade crítica inferior. 49 . aviões. a resistência ao seu movimento é bastante grande. moléculas que passam pelo mesmo ponto. o melado para de circular quase imediatamente. No intervalo de 2100 e 3000 o escoamento é dito de transição. Um fator levado em conta da viscosidade é que. o limite estabelecido entre os dois escoamentos está na ordem de Rey < 2100 para laminar e Rey > 3000 para turbulento. O escoamento só acontece quando. através dela podem-se distinguir regimes de escoamento. ou lâminas. houver um trabalho contra as forças de resistência. Escoamento laminar Partículas fluidas se movimentam em camadas paralelas. O parâmetro que mede a razão entre as forças de inércia e viscosas é o número de Reynolds. Para que ocorra é necessário que as partículas desloquem-se com certa velocidade. Os líquidos são mais viscosos que os gases. de modo a provocar turbulência. Re definido como onde: é a massa específica. temos transferência de quantidade de movimento a nível molecular e no segundo a nível macroscópico. carros e locomotivas são Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. tempo considerável depois que a colher é removida. escorregando sobre algumas e colidindo com outra de modo inteiramente caótico e em distâncias curtas em todas as direções. O atrito interno dos fluidos é chamado de viscosidade. Escoamento turbulento Neste escoamento verifica-se que as partículas não permanecem em camadas. bem como são produzidas situações diferentes às do fluido ideal. O escoamento turbulento é o contrário do escoamento laminar. Quando fazemos a mesma coisa com melado. De acordo com a segunda Lei de Newton. O regime de escoamento em tubo é medido através do número adimensional Reynolds e de acordo com estudos. Essas forças de atrito são responsáveis pela viscosidade dos fluidos.

a massa pode variar. e o Volume de Controle é conhecido como sistema aberto. daí. o sistema é conhecido como Sistema Fechado. Se tivermos num condutor um fluido em escoamento uniforme.  Muitos problemas são resolvidos utilizando abordagem experimental e analítica. Diferença entre os dois No sistema. analisa-se uma porção fixa de massa.476. não importando se as fronteiras são fixas ou móveis. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a preocupação é com o escoamento de produtos perigosos. pela área (A) da seção considerada. e esta é separada do ambiente pelas fronteiras do mesmo. Q = V/t Onde V é o volume escoado no tempo t. Analise Dimensional e Semelhança  A maioria dos problemas na mecânica dos fluidos não podem ser resolvidos com procedimentos analíticos. a massa é separada do ambiente. o fluido escoando com velocidade constante. O que define o volume em questão é a superfície de controle. mantendo-se constante.L Porém L = vt (o movimento é uniforme) e. O escoamento do fluído se dá neste volume definido. No caso de refinaria. definida na análise da questão. apenas utilizando procedimentos experimentais. e Q é a vazão. ou seja: Q = Av Para demonstrar. 50 . Ou seja. analisa-se a massa presente em um volume no espaço. suponhamos um condutor de seção constante. 20m é a superfície de controle física. Sistema Em um sistema. sendo a mais utilizada nos tempos recentes. em dada seção do condutor. de forma oposta ao sistema. Vazão e Débito em escoamento uniforme A vazão ou débito de um fluido é a razão entre o volume de fluido escoado em um tempo e o intervalo de tempo considerado. podendo a massa variar. é um volume definido no espaço. No sistema a massa é fixa. Ambas nomenclaturas estão presentes na literatura e são aceitas pelos profissionais da área. imaginária. mas não é transferida massa. temos: Q = Av Em uma nomenclatura diferente. existe uma quantidade de massa fixa. mas a que será utilizada para fins de cálculo é a superfície de controle conceitual. devido a condições do fluido. Neste caso. a vazão poderá ser calculada multiplicando-se a velocidade (v) do fluido. mas analisar-se-á apenas 30 cm da mangueira. O Volume escoado entre as seções (1) e (2) de área A é igual: V=A. isto é. ela pode ser física ou definida apenas conceitualmente. já no volume de controle. Existe a transferência de calor e trabalho através das fronteiras do sistema. Volume de Controle Um volume de controle. não é possível adicionar ou subtrair massa do mesmo.  Um objetivo de qualquer experimento é obter resultados amplamente aplicáveis (medidas obtidas num sistema em laboratório podem ser utilizadas para descrever o comportamento de um sistema similar). Por exemplo: deseja-se analisar um fluído dentro de uma mangueira de 20m. No Volume de Controle.416-96 . projetados de forma a evitar turbulência. o volume é fixo. temos que: V = A vt Como Q = V/t .

Pelo procedimento chamado análise dimensional. que são postos em comunicação entre si de maneira que ao colocarmos um líquido em um dos vasos do conjunto. como a forma do vaso. utiliza-se modelos reduzidos representativos. eles se dispõem de modo que as alturas das colunas líquidas. sejam proporcionais às respectivas densidades. Caso os líquidos imiscíveis sejam colocados num sistema constituídos por vasos comunicantes. A análise dimensional permite associar variáveis em grupos adimensionais. desejamos: o maior número de informações e o menor número de ensaios.  Para isso é necessário estabelecer a relação que existe entre o modelo de laboratório e o “outro” sistema Pelo procedimento chamado análise dimensional. sendo então como mostra a figura 1 a seguir: Na figura 1. se o óleo e a água forem colocados com cuidado num recipiente. Por exemplo. Como todos os pontos do liquido colocado nos vasos comunicantes em contato com a atmosfera estarão a mesma pressão. o líquido subirá em todos os ramos à mesma altura h. o fenômeno pode ser formulado como uma relação entre um conjunto de grupos adimensionais das variáveis. como um tubo em U (Figura 2). VASOS COMUNICANTES Um sistema de vasos comunicantes é um conjunto de vasos abertos à atmosfera. ou seja. o óleo fica na parte superior porque é menos denso que a água.476. 51 . que permanece na parte inferior. o líquido se distribuirá por todos os demais vasos do conjunto.416-96 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Quando se realiza um trabalho de laboratório. Quando o teste experimental em um protótipo em tamanho real é impossível ou caro. o fenômeno pode ser formulado como uma relação entre um conjunto de grupos adimensionais das variáveis. mas não a relação funcional entre elas. através de vasos comunicantes é possível perceber que a pressão depende apenas da profundidade e não de outras características. Quando se realiza um trabalho de laboratório. desejamos: · o maior número de informações · o menor número de ensaios O desenvolvimento da Mecânica dos Fluidos depende de: análise teórica e resultados experimentais (numéricos e/ou de laboratório) Em certas situações são conhecidas as variáveis envolvidas no fenômeno físico. segue que eles deverão estar à mesma altura. medidas a partir da superfície de separação.

Na Figura 2. em metros.476. Considere que o balão.0 02 (ETAM – Técnico de Projetos Navais – BIO-RIO) Na cidade de Boituva.0 (B) 1. (UFF – Técnico em Equipamento Médico – Odontológico – COSEAC) Na figura abaixo.000 kg/m3 Aceleração da gravidade = 10 m/s2 (A) 1. em kg. durante a decolagem. obtemos: d1h1 = d2h2 Questões 01. d2 a densidade do líquido mais denso. (PETROBRAS – Engenheiro de Petróleo Júnior – CESGRANRIO) Um reservatório de base retangular é preenchido com água até uma altura h. a 122 km da capital paulista. A relação correta entre os módulos destas forças para que o balão descreva um movimento vertical. os passeios de balão são comuns. os pistões possuem áreas A1=50 cm² e A2=30 cm² Sendo a massa de um corpo colocado sobre o pistão de A1 igual a 80kg. Se a pressão manométrica máxima suportada pela base do reservatório é de 25 kPa. para o nível da água é Dados :Massa específica da água = 1. respectivamente.5 (E) 4. cujos módulos são. 52 . desprezando-se os pesos dos pistões e considerando que o sistema está em equilíbrio estático. P e E.416-96 . a massa do corpo colocado sobre o pistão de A2 deverá ser.0 (D) 2.5 (C) 2. a altura h máxima. A figura a seguir ilustra um desses passeios. durante a decolagem. sendo d1 a densidade do líquido menos denso. para cima e com velocidade crescente. é: (A) E<P (B) E=P (C) E>P (D) E+P=0 03. de (A) 80 (B) 55 (C) 36 (D) 48 (E) 18 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. h1 e h2 as respectivas alturas das colunas. esteja sob ação exclusiva das forças peso e em empuxo.

Energia potencial gravitacional e elástica – conservação da energia mecânica. Forças de ação e reação – 3ª Lei de Newton. Trabalho de uma força – Potência.5 m 02. Quantidade de movimento linear de uma partícula (conservação). Durante este processo. Forças de ação e reação – 3ª Lei de Newton. Se a vazão volumétrica é 800 mL/s. Trabalho de uma força – Potência. os vasos capilares e as aveias até atingir o átrio direito. 05. determine a resistência total do sistema circulatório.800 𝐿. Resposta: D. Energia potencial gravitacional e elástica – conservação da energia mecânica. 53 . Dado que o balão sobe. Resposta: P 100 𝑡𝑜𝑟𝑟 101 𝐾𝑃𝑎 1𝐿 1𝑐𝑚3 R= = 𝑥 x x = 16. determine em Pa a pressão exercida por essa placa quando a mesma estiver apoiada sobre o solo. P=gh 25000=1000x10xh H=2. o tópico referente a Força e aceleração – massa – 2ª Lei de Newton.s/m3 𝐼𝑉 0.416-96 . Quantidade de movimento linear de uma partícula (conservação). F2=24000/50=480N F=mg 480=m. Prezado (a) Candidato (a). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Resposta: D.Resposta Força e aceleração – massa – 2ª Lei de Newton. 04) O sangue flui da aorta para as artérias maiores.5m possui um peso de 200N. Respostas 01. 03.476.10 M=48kg 04.61 KPa. Uma placa circular com diâmetro igual a 0. as artérias menores. Resposta: C.𝑠 760 𝑡𝑜𝑟𝑟 103 10−6 05. o Empuxo tem que ser maior que o peso. foi previamente trabalhado juntamente com o tópico Composição de forças – 1ª Lei de Newton – equilíbrio de uma partícula – peso de um corpo – força de atrito. Em caso de dúvidas nossa equipe de tutores está sempre a disposição. Portanto evitando repetições e redundância este tópico não será trabalhado novamente. a pressão (manométrica) cai de cerca de 100 torr para zero.

objetos no equador experimentam uma força gravitacional mais fraca do que os mesmos objetos nos polos. Aceleração da Gravidade na superfície da Terra Segundo Galileu Galilei (1564-1642) se deixarmos cair objetos de pesos diferentes do alto de uma torre. a qual “empurra” o corpo no para leste ou oeste. Este efeito atinge valores que variam de 9. Todos os corpos sofrem influência desta força. Quando o campo gravitacional age sobre os corpos faz com que eles sofram variação em sua velocidade. Como a atração gravitacional entre dois corpos varia inversamente ao quadrado da distância entre eles. Existe ao redor da terra uma região conhecida como campo gravitacional. dependendo da posição de queda sobre a Terra. Um exemplo é a aceleração da gravidade na Terra ao nível do mar e à latitude de 45°.823 nos polos. diferentes altitudes. A aceleração na Terra varia minimamente.80665 m/s². Isto é.416-96 . Geralmente. Primeiramente porque a rotação da Terra impõe uma aceleração adicional no corpo oposta a aceleração da gravidade. devido a. segundo Newton o peso dos corpos estão sempre no sentido do centro da Terra. Para fins didáticos. que atrai os corpos para o centro da Terra. há também a aceleração de Coriolis. eles irão cair com a mesma velocidade. 54 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Gravitação – Leis de Kepler e Lei de Newton Aceleração Gravitacional Aceleração da gravidade é a intensidade do campo gravitacional em um determinado ponto. essa atração ocorre por influência de uma força conhecida como. A segunda razão é a forma não totalmente esférica da Terra. O corpo atraído gravitacionalmente sente uma força centrífuga atuando para cima. cairão com a mesma aceleração. que é uma medida da variação da velocidade em relação ao tempo que passa. A trajetória de um corpo em queda livre (exceto nos polos) não é uma reta que aponta para o centro da Terra. o ponto é perto da superfície de um corpo massivo. direcionando para o centro da Terra. é dito que a aceleração da gravidade é a aceleração sentida por um corpo em queda livre. uma vez que a aceleração da gravidade não é a resultante. força gravitacional. variações na latitude e distribuição de massas do planeta. também causada pela força centrífuga. até 9. (g) é aproximadamente igual a 9. principalmente. reduzindo seu peso. Todos os corpos que estão na superfície terrestre sofrem influência da força peso. Está força é representada pela equação: Onde: P = peso do corpo m = massa do corpo g = aceleração da gravidade Temos que considerar também a Teoria de Newton que diz que a força de atração gravitacional que existe entre a Terra e o corpo é dada pela equação: Onde: F = força gravitacional entre dois objetos m = massa do primeiro objeto M = massa do segundo objeto R = distância entre os centros de massa dos objetos G = constante universal da gravitação A equação dada abaixo é capaz de calcular a aceleração da gravidade na superfície de qualquer planeta.789 m/s² no equador. adquirindo aceleração da gravidade. Essa forma faz com que o raio da Terra no equador seja ligeiramente maior que nos polos.476.

fazendo com que o corpo entre em órbita. proporcionais ao produto das duas massas e inversamente proporcionais ao quadrado da distância (r) entre elas. a quantidade de matéria de que são constituídos. Pela Lei da Gravitação Universal. A gravidade da Lua causa as marés oceânicas na terra. G é a constante gravitacional. Onde: A = aceleração da gravidade m = massa do astro r = distância do centro do objeto G = constante universal da gravitação Aceleração da Gravidade para Corpos Externos à Terra Para calcularmos a aceleração da gravidade de corpos que estão entorno dos planetas. quando a aceleração é constante. Já pela Segunda Lei de Newton. ela mantém juntos os gases quentes no sol e faz os planetas permanecerem em suas órbitas. utilizamos a seguinte equação matemática: Onde: F = força gravitacional M = massa do objeto h = altura entre o objeto e a superfície do planeta R = distância entre os centros de massa dos objetos G = constante universal da gravitação Vale apena lembrar que a aceleração da gravidade em corpos externos só existe devido à força centrípeta que age sobre os corpos. Lei da Gravitação Universal A gravitação universal é uma força fundamental de atração que age entre todos os objetos por causa de suas massas. Nas proximidades da Terra. dando lhes velocidade. Formulação da Lei da Gravitação Universal Dois corpos puntiformes m1 e m2 atraem-se exercendo entre si forças de mesma intensidade F1 e F2. isto é. Por causa da gravitação. que descreve a lei da gravitação universal e as Leis de Newton . tornando assim. publicada em 1687. a aceleração aproximadamente constante. por exemplo. 55 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. como a nossa Lua.as três leis dos corpos em movimento que se assentaram como fundamento da mecânica clássica. A atração física que um planeta exerce sobre os objetos próximos é denominada força da gravidade. Dedução Matemática Esta aceleração pode ser obtida matematicamente através da Lei da Gravitação Universal e da Segunda Lei de Newton.416-96 . a distância é desprezível comparada com a massa do planeta. o que ocasiona uma trajetória circular. a força gravitacional é proporcional ao produto das massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância. A gravitação mantém o universo unido. ou de qualquer outro planeta.476. Por exemplo. a força é igual ao produto da massa pela aceleração. os objetos sobre a terra são atraídos em seu sentido. A lei da gravitação universal foi formulada pelo físico inglês Sir Isaac Newton em sua obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica.

A lei da gravitação universal diz que dois objetos quaisquer se atraem gravitacionalmente por meio de
uma força que depende das massas desses objetos e da distância que há entre eles. Dados dois corpos
de massa m1 e m2, a uma distância r entre si, esses dois corpos se atraem mutuamente com uma força
que é proporcional à massa de cada um deles e inversamente proporcional ao quadrado da distância que
separa esses corpos. Matematicamente, essa lei pode ser escrita assim:

Onde

- F1 (F2) é a força, sentida pelo corpo 1 (2) devido ao corpo 2 (1), medida em newtons;
- é constante gravitacional universal, que determina a intensidade da força,
- m 1 e m2 são as massas dos corpos que se atraem entre si, medidas em quilogramas; e
- r é a distância entre os dois corpos, medida em metros;
- o versor do vetor que liga o corpo 1 ao corpo 2.

A constante gravitacional universal foi medida anos mais tarde por Henry Cavendish. A descoberta da
lei da gravitação universal se deu em 1685 como resultado de uma série de estudos e trabalhos iniciados
muito antes. Tomando como exemplo a massa de próton e um elétron, a força da gravidade será de 3,6
× 10−8 N (Newtons) ou 36 nN. O estabelecimento de uma lei de gravitação, que unifica todos os
fenômenos terrestres e celestes de atração entre os corpos, teve enorme importância para a evolução da
ciência moderna.
Contudo, podemos aprimorar a lei da gravitação universal adicionando sinais (+ ou -) à resposta,
quando estivermos considerando “massas de luz” ou “fótons”. A lei da gravitação universal assume o sinal
(-) quando ocorre o deslocamento de fótons “massas de luz” de uma fonte luminosa (Sol), ou melhor,
assumindo característica de repulsão e não de atração. Por outro lado, a lei da gravitação universal
reassume o sinal (+) quando ocorre o deslocamento de fótons para locais de atração desta “massas de
luz”, locais conhecidos como “Buracos Negros”.

Leis de Kepler

Quando o ser humano iniciou a agricultura, ele necessitou de uma referência para identificar as épocas
de plantio e colheita. Ao observar o céu, os nossos ancestrais perceberam que alguns astros descrevem
um movimento regular, o que propiciou a eles obter uma noção de tempo e de épocas do ano.
Primeiramente, foi concluído que o Sol e os demais planetas observados giravam em torno da Terra. Mas
este modelo, chamado de Modelo Geocêntrico, apresentava diversas falhas, que incentivaram o estudo
deste sistema por milhares de anos.
Por volta do século XVI, Nicolau Copérnico (1473-1543) apresentou um modelo Heliocêntrico, em que
o Sol estava no centro do universo, e os planetas descreviam órbitas circulares ao seu redor. No século
XVII, Johanes Kepler (1571-1630) enunciou as leis que regem o movimento planetário, utilizando
anotações do astrônomo Tycho Brahe (1546-1601). Kepler formulou três leis que ficaram conhecidas
como Leis de Kepler.

1ª Lei de Kepler - Lei das Órbitas
Os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, que ocupa um dos focos da elipse.

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2ª Lei de Kepler - Lei das Áreas
O segmento que une o sol a um planeta descreve áreas iguais em intervalos de tempo iguais.

3ª Lei de Kepler - Lei dos Períodos
O quociente dos quadrados dos períodos e o cubo de suas distâncias médias do sol é igual a uma
constante k, igual a todos os planetas.

Tendo em vista que o movimento de translação de um planeta é equivalente ao tempo que este demora
para percorrer uma volta em torno do Sol, é fácil concluirmos que, quanto mais longe o planeta estiver do
Sol, mais longo será seu período de translação e, em consequência disso, maior será o “seu ano”.

Movimentos de Corpos Celestes - Influência na Terra: marés e variações climáticas1
Para estudar o movimento dos astros, é possível fazer uma analogia com o que ocorre quando fazemos
girar verticalmente um corpo preso a uma corda. Se o girarmos muito devagar, quando ele atingir o ponto
mais alto cairá devido a seu peso. Se o girarmos muito depressa, a corda se romperá e o corpo será
arremessado. Para que ele gire mantendo uma órbita fixa, é preciso que exista uma força que o mantenha
nessa órbita.
No Universo, os planetas, satélites, estrelas e outros corpos experimentam grandes forças de atração
entre si em virtude do elevado valor de sua massa. Se existissem apenas estas forças, os diferentes
corpos acabariam se chocando. No entanto, esses corpos têm um movimento perfeitamente ordenado.
Nos corpos que orbitam em torno de uma estrela, as forças de atração determinam trajetórias precisas e
conhecidas. Considerando isso tudo, vamos explicar alguns fenômenos que ocorrem em função das
forças gravitacionais e do movimento dos corpos celestes.

Questões

01. (AEB - Tecnologista Júnior - Desenvolvimento Tecnológico – CETRO) Um satélite A tem a
metade da massa do satélite B, mas orbita em torno da Terra a uma distância duas vezes menor que o
satélite B. Comparando a força gravitacional entre cada satélite e o planeta, usando a lei gravitacional de
Newton, é correto afirmar que
(A) a força gravitacional experimentada pelo satélite B é maior que a de A, porque a diferença na
distância tem mais influência que a diferença na massa.
(B) a força gravitacional experimentada pelo satélite B é maior que a de A, porque a diferença na
massa tem mais influência que a diferença na distância.
(C) a força gravitacional experimentada pelo satélite A é maior que a de B, porque a diferença na
distância tem mais influência que a diferença na massa
(D) a força gravitacional experimentada pelo satélite A é maior que a de B, porque a diferença na
massa tem mais influência, fazendo com que a força seja menor em B.
(E) ambos os satélites experimentam a mesma força, porque a diferença na distância compensa a
diferença na massa.

1
http://www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-1007-6488-,00.html

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02. (UNISINOS-RS) Durante o primeiro semestre deste ano, foi possível observar o planeta Vênus
bem brilhante, ao anoitecer.

Sabe-se que Vênus está bem mais perto do Sol que a Terra. Comparados com a Terra, o período de
revolução de Vênus em torno do Sol é……………….e sua velocidade orbital é………………………. . As
lacunas são corretamente preenchidas, respectivamente, por:

a) menor; menor
b) menor; igual
c) maior; menor
d) maior; maior
e) menor; maior

03. (UEMG-MG) Em seu movimento em torno do Sol, a Terra descreve uma trajetória elíptica, como
na figura, a seguir:

São feitas duas afirmações sobre esse movimento:
1. A velocidade da Terra permanece constante em toda a trajetória.
2. A mesma força que a Terra faz no Sol, o Sol faz na Terra.
Sobre tais afirmações, só é CORRETO dizer que
(A) as duas afirmações são verdadeiras.
(B) apenas a afirmação 1 é verdadeira.
(C) apenas a afirmação 2 é verdadeira.
(D) as duas afirmações são falsas.
(E) n.d.a

04. (MACKENZIE-SP) Dois satélites de um planeta tem períodos de revolução de 32 dias e 256 dias,
respectivamente. Se o raio de órbita do primeiro satélite vale 1 unidade, então o raio de órbita do segundo
terá quantas unidades?

05. (PUC-SP) A intensidade da força gravitacional com que a Terra atrai a Lua é F. Se fossem
duplicadas a massa da Terra e da Lua e se a distância que as separa fosse reduzida à metade, a nova
força seria:

(A) 16F
(B) 8F
(C) 4F
(D) 2F
(E) F

Respostas

01. Resposta: C.
Lembrando que a fórmula é dada por:
𝐺𝑚𝐴 𝑀
𝐹=
𝑅𝐴2

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. 58

A F = G MT ml / r² d = r/2. 2. 59 . A relação entre a caloria e o joule é dada por: 1 cal = 4. quanto mais longe o planeta estiver do Sol. até o momento em que ambos os corpos apresentem temperatura igual. e a do corpo "mais frio" aumenta. sob pressão normal. De acordo com o princípio da ação-reação (3ª lei de Newton). diminui o módulo da velocidade.5 °C para 15.186J Partindo daí. Resposta. M = 2MT e m=2ml F' = G . isobárica. Equivalente mecânico da caloria – calor específico – energia interna. CALOR Quando colocamos dois corpos com temperaturas diferentes em contato. mB=2mA rB=2rA 𝑀 1 𝐺𝑚𝐴 𝑀 𝐹𝐵 = 𝐺 ∙ 2𝑚𝐴 ∙ 2 =2 4𝑅𝐴 𝑅𝐴2 Como a distância é elevada ao quadrado. MT . e quando vai do periélio para o afélio. Resposta: Uma vez que o movimento de translação de um planeta é equivalente ao tempo que este demora para percorrer uma volta em torno do Sol. 02. 32²/1³ = 32². Quantidade de calor sensível e latente. 04 Resposta. a mudança sempre vai fazer maior diferença. Falsa. de 14.5 °C.416-96 . embora sua unidade no SI seja o joule (J). mA é a massa do satélite A. maior será o “seu ano”. mais longo será seu período de translação e. Esta reação é causada pela passagem de energia térmica do corpo "mais quente" para o corpo "mais frio". podemos observar que a temperatura do corpo "mais quente" diminui. Ml/ r²/4 F' = 16 G . G . Resposta: C 1. 1ª Lei da termodinâmica. Mudanças de fase. Gases ideais – transformações isotérmica. ação e reação têm sempre a mesma intensidade. A unidade mais utilizada para o calor é caloria (cal). Calorimetria A calorimetria é o ramo da física que se ocupa dos fenômenos decorrentes da transferência dessa forma de energia chamada calor. aumenta-se o módulo da velocidade.8² /R³  R³=(2³)²  R=4u 05. 2Ml / (r/2)2 F' = 4 . isovolumétrica e adiabática. a transferência de energia é o que chamamos calor.476. 2MT . Trabalho em uma transformação gasosa. Uma caloria equivale a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de um grama de água pura. Verdadeira. em consequência disso. podem-se fazer conversões entre as unidades usando regra de três simples Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. MT . é fácil concluirmos que. ml/ r² F' = 16F Termodinâmica: Temperatura – escalas termométricas – dilatação (sólido / líquido). 03. Calor é a transferência de energia térmica entre corpos com temperaturas diferentes. Quando a Terra vai do afélio para o periélio. 2ª Lei da termodinâmica – transformação de energia térmica em outras formas de energia.

m. A quantidade de calor latente (Q) é igual ao produto da massa do corpo (m) e de uma constante de proporcionalidade (L).ϴ Q= 0. Δθ = variação de temperatura (°C). para a água: Calor latente de fusão 80cal/g Calor latente de vaporização 540cal/g Calor latente de solidificação -80cal/g Calor latente de condensação -540cal/g Quando: Q>0: o corpo funde ou vaporiza. da variação da temperatura e de uma constante de proporcionalidade dependente da natureza de cada corpo denominada calor específico.84 Kcal Calor latente Nem toda a troca de calor existente na natureza se detém a modificar a temperatura dos corpos. Q<0: o corpo perde calor.476. chamamos a quantidade de calor calculada de calor latente. Assim: QL= m. Calor sensível É denominado calor sensível. Quando: Q>0: o corpo ganha calor.119. Q<0: o corpo solidifica ou condensa.V m= 103g Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. que diz que a quantidade de calor sensível (Q) é igual ao produto de sua massa.2000. Exemplo: Qual a quantidade de calor necessária para que um litro de água vaporize? Dado: densidade da água=1g/cm³ e calor latente de vaporização da água = 540 cal/g.180 Q=42840 cal=42. 1 litro= 1 dm3=103cm3 d=𝑚 𝑉 m=d. Este fenômeno é regido pela lei física conhecida como Equação Fundamental da Calorimetria. Neste caso. 60 .119. 2 kg = 2000 g Q= c. Em alguns casos há mudança de estado físico destes corpos. Exemplo: Qual a quantidade de calor sensível necessária para aquecer uma barra de ferro de 2kg de 20°C para 200 °C? Dado: calor específico do ferro = 0. Além de depender da natureza da substância. este valor numérico depende de cada mudança de estado físico. a quantidade de calor que tem como efeito apenas a alteração da temperatura de um corpo. Por exemplo.L A constante de proporcionalidade é chamada calor latente de mudança de fase e se refere a quantidade de calor que 1 g da substância calculada necessita para mudar de uma fase para outra.416-96 . Assim: Onde: Q = quantidade de calor sensível (cal ou J).(200-20) Q= 0. c = calor específico da substância que constitui o corpo (cal/g°C ou J/kg°C).2000.V m= d. m = massa do corpo (g ou kg).119cal/g°C.

observamos que estes não dependem da variação de temperatura. Já na Fase gasosa.br/fisica/mudanca-estado-fisico. 61 . da fase sólida para a gasosa ou da fase gasosa para a sólida. Assim podemos elaborar um gráfico de temperatura em função da quantidade de calor absorvida. 2 http://mundoeducacao. Vaporização: passagem da fase líquida para a gasosa. a força entre as partículas é quase inexistente. a força entre as partículas é menor do que as do estado sólido. por exemplo. Exemplo: o vapor da água se transformando em gotículas de água quando sua temperatura fica abaixo de 100 ºC. lagos e mares. força essa de origem elétrica.476.416-96 . Exemplo: o gelo derretendo e se transformando em água líquida. o que implica em uma forma e volume definidos (exemplo: gelo). como acontece com a naftalina.Lv QL= 103. Exemplo: água líquida colocada no congelador para formar gelo. como a vaporização dos rios. A Fase sólida caracteriza-se por apresentar uma grande força de atração entre as partículas.com. Condensação: passagem da fase gasosa para a líquida. Exemplo: a água fervendo e se transformando em vapor de água. Na Fase líquida. o que corresponde a volume e formas variáveis (exemplo: vapor da água). Sublimação: passagem que se dá de forma direta.540 QL= 540000 cal=540 Kcal Curva de aquecimento Ao estudarmos os valores de calor latente. A figura 1 mostra o nome que se dá às transições de fase: Fusão: passagem da fase sólida para a líquida. Assim: QL= m.uol.bol. o que implica em um volume definido e uma forma variável (exemplo: água num copo). Chamamos este gráfico de Curva de Aquecimento: 2 MUDANÇAS DE FASE As fases ou estados físicos da matéria são três: sólido. A pressão e a temperatura. que são as variáveis de estado. líquido e gasoso. influenciam no estado físico em que uma substância se encontra e ao receber ou perder certa quantidade de calor ela pode sofrer uma mudança/transição desse estado.htm Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Solidificação: passagem da fase líquida para a sólida.

476. a variação da temperatura e a quantidade de calor recebida (Qr) são positivas. tanto a pressão quanto a temperatura influenciam no estado físico que se encontra determinada substância. se um corpo cede calor e não muda de fase. o Princípio da Conservação da Energia garante que a energia total envolvida nesse processo é constante. a soma algébrica das quantidades de calor cedidas (ΣQc) e recebidas (ΣQr) deve ser nula: Como. Como os corpos não trocam calor com o calorímetro e nem com o meio em que se encontram. TROCAS DE CALOR Para que o estudo de trocas de calor seja realizado com maior precisão. se o sistema for isolado e houver apenas trocas de calor entre os seus constituintes. este é realizado dentro de um aparelho chamado calorímetro. toda a energia térmica passa de um corpo ao outro.416-96 . Como calor é energia. está na fase sólida a temperaturas abaixo de 0 ºC. Portanto. na fase líquida em temperaturas entre 0 ºC e 100 ºC e no estado gasoso para temperaturas acima de 100 ºC. 1 atm. quando o corpo recebe calor. ou seja: ΣQ=0 (lê-se que somatório de todas as quantidades de calor é igual a zero) Sendo que as quantidades de calor podem ser tanto sensível como latente. que consiste em um recipiente fechado incapaz de trocar calor com o ambiente e com seu interior. a soma de todas as energias térmicas é nula. a sua temperatura final (t) torna-se menor que a inicial (t0). Exemplo: Qual a temperatura de equilíbrio entre uma bloco de alumínio de 200g à 20°C mergulhado em um litro de água à 80°C? Dados calor específico: água=1cal/g°C e alumínio = 0. Então. Além disso. ao absorver calor Q>0 e ao transmitir calor Q<0. Dentro de um calorímetro. por exemplo. a variação de temperatura (Δt = t – t0) e a quantidade de calor cedida (Qc) são negativas. A água.219cal/g°C. os corpos colocados trocam calor até atingir o equilíbrio térmico. em condições normais de pressão. CAPACIDADE TÉRMICA É a quantidade de calor que um corpo necessita receber ou ceder para que sua temperatura varie uma unidade. 62 . pode-se expressar esta relação por: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Como dito acima. Por raciocínio análogo. Observação: a condensação também pode ser chamada de liquefação. Veja o esquema: Assim.

416-96 . Num extremo. Na condução a energia cinética dos átomos e moléculas (isto é. sólidos são melhores condutores que líquidos e líquidos são melhores condutores que gases. o calor) é transferida por colisões entre átomos e moléculas vizinhas. a condução só é importante entre a superfície da Terra e o ar diretamente em contato com a superfície. A convecção somente ocorre em líquidos e gases. a convecção e a irradiação. por movimentos convectivos horizontais. Quando o calor é conduzido da superfície relativamente quente para o ar sobrejacente. O calor ganho na camada mais baixa da atmosfera através de radiação ou condução é mais frequentemente transferido por convecção. verifica-se como consequência uma variação de temperatura igual a 50 ºC. este ar torna-se mais quente que o ar vizinho. A capacidade das substâncias para conduzir calor (condutividade) varia consideravelmente. A convecção ocorre como consequência de diferenças na densidade do ar. Sua unidade usual é cal/°C. O calor flui das temperaturas mais altas (moléculas com maior energia cinética) para as temperaturas mais baixas (moléculas com menor energia cinética). O ar mais frio é então aquecido pela superfície e o processo é repetido. o ar é um péssimo condutor de calor. Desta forma. Como meio de transferência de calor para a atmosfera como um todo a condução é o menos significativo e pode ser omitido na maioria dos fenômenos meteorológicos. a circulação convectiva do ar transporta calor verticalmente da superfície da Terra para a troposfera. Ar quente é menos denso que o ar frio de modo que o ar frio e denso desce e força o ar mais quente e menos denso a subir. Exemplo: Ao fornecer 300 calorias de calor para um corpo. 63 . Consequentemente.476. sendo responsável pela redistribuição de calor das regiões equatoriais para os polos. Calculando a capacidade térmica 𝑄 C= ∆𝑇 300 C= 50 C= 6 cal/ºC PROPAGAÇÃO DO CALOR A propagação do calor entre dois sistemas pode ocorrer através de três processos diferentes: a condução. metais são excelentes condutores de calor e no outro extremo. O calor é também transportado horizontalmente na atmosfera. conhecidos por advecção. Determine a capacidade térmica desse corpo. Consiste na transferência de calor dentro de um fluído através de movimentos do próprio fluído.°C. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A condução ocorre dentro de uma substância ou entre substâncias que estão em contato físico direto. O termo convecção é usualmente restrito à transferência vertical de calor na atmosfera. A capacidade térmica de 1g de água é de 1cal/°C já que seu calor específico é 1cal/g. Via de regra.

embora também sejam muito usada a unidade caloria/segundo (cal/s) e seus múltiplos: caloria/minuto (cal/min) e quilocaloria/segundo (kcal/s). Quando dois corpos ou sistemas atingem o mesma temperatura. a água "esquenta" e o bolo "esfria". um corpo frio. é aquele que tem baixa agitação das suas moléculas. com alta energia cinética. Ao aumentar a temperatura de um corpo ou sistema pode-se dizer que está se aumentando o estado de agitação de suas moléculas.416-96 . Sendo o calor específico do mercúrio 0. que corresponde a Joule por segundo. quanto tempo a fonte demora para realizar este aquecimento? Aplicando a equação do fluxo de calor: TERMOLOGIA Temperatura Chamamos de Termologia a parte da física que estuda os fenômenos relativos ao . mudanças de estado físico. no sistema internacional.186J. o Watt (W). percebemos que após algum tempo.476. Ao tirarmos uma garrafa de água mineral da geladeira ou ao retirar um bolo de um forno. Exemplo: Uma fonte de potência constante igual a 100W é utilizada para aumentar a temperatura 100g de mercúrio 30°C. ou seja.°C e 1cal=4. resfriamento. ou seja. etc. Definimos fluxo de calor (Φ) que a fonte fornece de maneira constante como o quociente entre a quantidade de calor (Q) e o intervalo de tempo de exposição (Δt): Sendo a unidade adotada para fluxo de calor. ambas tendem a chegar à temperatura do ambiente. usa-se uma fonte térmica de potência constante. Temperatura é a grandeza que caracteriza o estado térmico de um corpo ou sistema. Ou seja. aquecimento. normalmente. dizemos que estes corpos ou sistemas estão em equilíbrio térmico. 64 .033cal/g. Analogamente. Fluxo de Calor Para que um corpo seja aquecido. Podemos definir como quente um corpo que tem suas moléculas agitando-se muito. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. uma fonte capaz de fornecer uma quantidade de calor por unidade de tempo. Fisicamente o conceito dado a quente e frio é um pouco diferente do que costumamos usar no nosso cotidiano. mudanças de temperatura.

• Em um recipiente contendo água no estado líquido e gelo se derretendo. cada estado térmico corresponde a uma altura dessa coluna. • Em um recipiente contendo água em ebulição. aguardamos o equilíbrio térmico e anotamos a altura da coluna correspondente ao estado de vapor. chamados de pontos fixos. principalmente nos países de língua inglesa. aguardamos o equilíbrio térmico e anotamos a altura da coluna correspondente à temperatura de fusão do gelo. oficializada em 1742 pelo astrônomo e físico sueco Anders Celsius (1701-1744).416-96 . Quando a temperatura do termômetro aumenta. as moléculas de mercúrio aumentam sua agitação fazendo com que este se dilate. normalmente. Cada parte em que fica dividido o intervalo é denominada grau de escala. A escala de cada termômetro corresponde a este valor de altura atingida. Estes estados térmicos são. introduzimos o termômetro. • Dividimos em partes iguais o intervalo delimitado entre as anotações e associamos valores numéricos arbitrários. devemos proceder da seguinte maneira: • Escolhe-se a substância termométrica. por exemplo: um líquido. tendo como referência a temperatura de uma mistura de gelo e cloreto de amônia (0 °F) e a temperatura do corpo humano (100 °F). Esta escala tem como pontos de referência a temperatura de congelamento da água sob pressão normal (0 °C) e a temperatura de ebulição da água sob pressão normal (100 °C). chamado tubo capilar. que consiste em um vidro graduado com um bulbo de paredes finas que é ligado a um tubo muito fino. preenchendo o tubo capilar.Escala Celsius . O termômetro mais comum é o de mercúrio. • Adotam-se dois estados térmicos. e a grandeza termométrica correspondente: a altura da coluna do líquido. e é sua unidade. criada em 1708 pelo físico alemão Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736). em presença de vapor d’água. ESCALAS TERMOMÉTRICAS Para a construção de uma escala termométrica arbitrária de temperatura.Escala Fahrenheit . Escala Celsius É a escala usada no Brasil e na maior parte dos países. foi desenvolvido um aparelho chamado termômetro. Escala Fahrenheit Outra escala bastante utilizada. 65 . • Coloca-se o líquido em um reservatório (bulbo). ligado a um tubo capilar. Geralmente os estados térmicos escolhidos são: ponto de fusão do gelo à pressão normal (1 atmosfera) e ponto de ebulição da água à pressão normal (1 atmosfera). que se mantenham invariáveis por um determinado tempo e que sejam de fácil reprodução.Escala Kelvin Para que seja possível medir a temperatura de um corpo. Em comparação com a escala Celsius: 0 °C = 32 °F 100 °C = 212 °F Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. São 3 as escalas termométricas mais comuns: . Para cada altura atingida pelo mercúrio está associada uma temperatura. colocamos o termômetro.476.

416-96 . não se usa "grau" para esta escala.476. Por exemplo. foi verificada pelo físico inglês William Thompson (1824- 1907). Esta escala tem como referência a temperatura do menor estado de agitação de qualquer molécula (0 K) e é calculada apartir da escala Celsius. também conhecido como Lorde Kelvin. convertendo uma temperatura qualquer dada em escala Fahrenheit para escala Celsius: Pelo princípio de semelhança geométrica: Exemplo: Qual a temperatura correspondente em escala Celsius para a temperatura 100 °F? Da mesma forma. pode-se estabelecer uma conversão Celsius-Fahrenheit: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Por convenção. Escala Kelvin Também conhecida como escala absoluta. 66 . lê-se zero kelvin e não zero grau kelvin. Em comparação com a escala Celsius: -273 °C = 0 K 0 °C = 273 K 100 °C = 373 K CONVERSÕES Para que seja possível expressar temperaturas dadas em uma certa escala para outra qualquer deve- se estabelecer uma convenção geométrica de semelhança. ou seja 0 K.

67 . Escalas termométricas Escala Fahrenheit Escala Kelvin Conversões entre escalas Celsius para Fahrenheit Fahrenheit para Celsius Celsius para Kelvin Kelvin para Celsius TERMODINÂMICA A Termodinâmica é a parte da Física que estuda principalmente a transformação de energia térmica em trabalho. Energia Interna dos Gases Um gás que possua uma temperatura diferente do zero absoluto (0 K) possui uma energia cinética interna representada pela energia cinética de suas partículas em movimento: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. etc. E para escala Kelvin: Para uma melhor compreensão sobre escalas termométricas. faz dela uma importante teoria para os motores de carros. nas turbinas com aplicação em aviões. mais importantes a serem utilizadas. caminhões e tratores.416-96 . segue abaixo um quadro com as fórmulas. A utilização direta desses princípios em motores de combustão interna ou externa.476.

e assim obteremos: TRABALHO DE UM GÁS Considere um gás de massa m contido em um cilindro com área de base A. como é garantido pela Lei de Gay-Lussac. Ao ser fornecida uma quantidade de calor Q ao sistema. ou seja. a variação da energia interna será igual a zero . há uma variação negativa de energia interna . n e R são constantes. para determinada massa de gás. Como. e o êmbolo será deslocado. Quando houver aumento da temperatura absoluta ocorrerá uma variação positiva da energia interna . este sofrerá uma expansão. é possível compará-la a equação descrita na Lei de Joule. Quando houver diminuição da temperatura absoluta. provido de um êmbolo. sob pressão constante.416-96 . Conhecendo a equação de Clapeyron. 68 .476. a variação da energia interna dependerá da variação da temperatura absoluta do gás. o trabalho do sistema será dado pelo produto da força aplicada no êmbolo com o deslocamento do êmbolo no cilindro: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. E quando não houver variação na temperatura do gás. Assim como para os sistemas mecânicos.

ou seja. Qual é o volume do gás quando o trabalho realizado por ele for 2kJ? De modo geral. O trabalho é numericamente igual à área entre a curva do gráfico e o eixo do volume. o trabalho é positivo. U é a energia interna. o trabalho realizado por um sistema.476. T é a temperatura. não há realização de trabalho pelo sistema. então. O volume diminui no sistema. n é o número de mols. ou seja. Quando: O volume aumenta no sistema. na termodinâmica. 69 . é dado pelo produto entre a pressão e a variação do volume do gás. Analisando o princípio da conservação de energia ao contexto da termodinâmica: Um sistema não pode criar ou consumir energia. o que torna possível prever o comportamento de um sistema gasoso ao sofrer uma transformação termodinâmica.416-96 . Resumindo: 1ª LEI DA TERMODINÂMICA Chamamos de 1ª Lei da Termodinâmica. O volume não é alterado. R é a constante dos gases perfeitos (um valor dado). como mostrado na figura abaixo. ao receber uma Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. permanecendo sob pressão constante igual a 250Pa. mas apenas armazená-la ou transferi-la ao meio onde se encontra. o trabalho é negativo. o princípio da conservação de energia aplicada à termodinâmica. o trabalho pode ser determinado através de um método gráfico. como trabalho. é necessário que o sistema receba um trabalho do meio externo. é realizado sobre o meio em que se encontra (como por exemplo empurrando o êmbolo contra seu próprio peso). Considere um gráfico de pressão por volume. Exemplo: (1) Um gás ideal de volume 12m³ sofre uma transformação. em uma transformação com pressão constante. Assim. Essa relação matemática mostra que a energia interna e a temperatura estão relacionadas de maneira direta: para que ocorra uma variação de energia interna é necessário que ocorra uma variação de temperatura do sistema. ou ambas as situações simultaneamente.

quantidade Q de calor. expressando matematicamente: Sendo todas as unidades medidas em Joule (J). a segunda é a que tem maior aplicação na construção de máquinas e utilização na indústria. um gás realiza um trabalho igual a 12J. podemos observar seu comportamento para cada uma das grandezas apresentadas: Calor Trabalho Energia Interna Q/ /ΔU Recebe Realiza Aumenta >0 Cede Recebe Diminui <0 Não realiza e nem Não troca Não varia =0 recebe Exemplo: (1) Ao receber uma quantidade de calor Q=50J. aparentemente diferentes ilustram a 2ª Lei da Termodinâmica. Para demonstrar que não seria possível. os enunciados de Clausius e Kelvin-Planck: Enunciado de Clausius: O calor não pode fluir.476. por menor que seja. ou seja. Enunciado de Kelvin-Planck: É impossível a construção de uma máquina que. para um outro corpo de temperatura mais alta. operando em um ciclo termodinâmico. que seria capaz de transformar toda a energia fornecida em trabalho. acreditava-se ser possível a construção de uma máquina térmica ideal. esta poderá realizar um trabalho e aumentar a energia interna do sistema ΔU. CICLO DE CARNOT Até meados do século XIX.416-96 . Dois enunciados. obtendo um rendimento total (100%). estabelecendo um ciclo de rendimento máximo. 70 . que mais tarde passou a ser chamado Ciclo de Carnot. pois trata diretamente do rendimento das máquinas térmicas. independente da substância: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. qual será esta energia após o recebimento? 2ª LEI DA TERMODINÂMICA Dentre as duas leis da termodinâmica. sabendo que a Energia interna do sistema antes de receber calor era U=100J. não é possível que um dispositivo térmico tenha um rendimento de 100%. Tendo como consequência que o sentido natural do fluxo de calor é da temperatura mais alta para a mais baixa. e que para que o fluxo seja inverso é necessário que um agente externo realize um trabalho sobre este sistema. Este ciclo seria composto de quatro processos. Conhecendo esta lei. de forma espontânea. ou seja. sempre há uma quantidade de calor que não se transforma em trabalho efetivo. de um corpo de temperatura menor. Este enunciado implica que. converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho. o engenheiro francês Nicolas Carnot (1796-1832) propôs uma máquina térmica teórica que se comportava como uma máquina de rendimento total.

Uma expansão isotérmica reversível. passando pelas mesmas situações intermediárias. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. o rendimento de uma máquina de Carnot é: e Logo: Sendo: = temperatura absoluta da fonte de resfriamento = temperatura absoluta da fonte de aquecimento Com isto se conclui que para que haja 100% de rendimento. a quantidade de calor que é fornecida pela fonte de aquecimento e a quantidade cedida à fonte de resfriamento são proporcionais às suas temperaturas absolutas.416-96 . O sistema cede calor para a fonte de resfriamento (N-O) Uma compressão adiabática reversível. Partindo daí conclui-se que o zero absoluto não é possível para um sistema físico. O sistema não troca calor com as fontes térmicas (O-L) Numa máquina de Carnot. pois a temperatura absoluta da fonte de resfriamento deverá ser 0K. assim: Assim. sem influências do meio externo. podendo voltar ao estado inicial.476. O sistema não troca calor com as fontes térmicas (M-N) Uma compressão isotérmica reversível. Isso ocorre geralmente em transformações mecânicas sem atrito. todo o calor vindo da fonte de aquecimento deverá ser transformado em trabalho. 71 . O sistema recebe uma quantidade de calor da fonte de aquecimento (L-M) Uma expansão adiabática reversível. Exemplo: Qual o rendimento máximo teórico de uma máquina à vapor. Transformações reversíveis: são aquelas que se realizam em ambos os sentidos. cujo fluido entra a 560ºC e abandona o ciclo a 200ºC? IRREVERSIBILIDADE E LIMITAÇÕES EM PROCESSOS DE CONVERSÃO CALOR/TRABALHO.

é impossível na natureza. pois. No exemplo acima é muito improvável que você elimine totalmente o atrito e. devido ao choque com as moléculas de ar e outros atritos.0 cal/(g °C). que obtém de seu filtro. e a densidade da água. decide misturar água fria. o gelo não ficará mais frio e nem a água mais quente. se houver atrito. ela é uma transformação reversível. na natureza todas as transformações espontâneas são irreversíveis. assim. É por esse motivo que surgiu o Princípio da Degradação da Energia que afirma que é impossível converter totalmente calor em trabalho Exemplo: Uma pedra de gelo colocada em um copo com água a temperatura ambiente recebe calor da água e derrete.476. pois não existe atrito . pois a conservação de energia seria mantida de qualquer modo. um excelente aluno em física. o bloco. Nesse caso.416-96 . o corpo sofre perda de energia e. atingindo o repouso na mesma altura que a do ponto A. igual a (A)800. então. O contrário não ocorre. com água fervente. a 25 ºC. mas jamais cederá calor para a água. Se o cubo tem 10 g e o copo com água tem 200 ml e suas respectivas temperaturas iniciais são 0 °C e 24 °C. Se você desprezar todos os atritos ele se deslocará até o ponto B. Questões 01. ou seja. onde sua inversa só pode ocorrer com influência do meio externo ou de corpos circundantes. em mL. d = 1 g/ml) (A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Assim podemos dizer que a conservação de energia ocorre em toda transformação. o que violaria a Segunda Lei da termodinâmica. quantos cubos de gelo devem ser colocados para baixar a temperatura da água para 20 °C? (Considere que o calor específico da água é ca = 1. 72 . voltar à posição inicial. o calor latente de fusão do gelo L = 80 cal/g. que devem fornecer energia ao corpo para que ele retorne à posição inicial (ponto A) Na realidade. Só não sabe em que proporção deve fazer a mistura. que as moléculas se reorganizem e empurrem o bloco fazendo-o retornar à posição inicial. em que levou em conta o fato de morarem no litoral. a transformação produzida não teve nenhuma influência do meio exterior (corpos circundantes) e. A energia do bloco se converteu em energia térmica. ele orienta sua mãe a misturar um copo de 200 mL de água do filtro com uma quantidade de água fervente. (B)750. depois de certo tempo irá parar. portanto não poderia. (UFTM) Dona Joana é cozinheira e precisa de água a 80 ºC para sua receita. pedir ajuda a seu filho. Considere o bloco da figura sendo abandonado do repouso no ponto A. retornará a A e ficará oscilando entre A e B. Contudo. Após alguns cálculos. Transformações irreversíveis: observe no exemplo anterior que. espontaneamente. Como não tem um termômetro. Resolve. (C)625 (D) 600 (E) 550 02(Puc-RJ) Um cubo de gelo dentro de um copo com água resfria o seu conteúdo. Observe que no deslocamento entre A e B e o retorno entre B e A. e em que desprezou todas as possíveis perdas de calor. porém essas transformações ocorrem espontaneamente em um só sentido por isso os processos termodinâmicos são ditos irreversíveis. essa é uma transformação irreversível. não viola a Primeira Lei.

(C) –20 ºF e 273 K. (A)80 (B)75. (E) É uma forma de energia em trânsito. (D) –36 ºF e 370 K.416-96 . um termômetro digital. a que apresenta maior precisão para a manutenção da temperatura esperada. do corpo mais frio para o mais quente. (UEG – Assistente de Gestão Administrativa – Necropsia – FUNIVERSA) Uma câmara refrigerada utilizada em necrotérios possui. é (A) utilizar pouco gelo em contato com o medicamento. devido à diferença de temperatura entre eles. de massa 500g e que está em temperatura ambiente (20°C). (A) Trata-se de um sinônimo de temperatura em um sistema. O valor desta temperatura na escala Fahrenheit é: (A) 32 (B) 40 (C) 72 (D) 104 07. (ETAM – Técnico de projetos navais – BIO-RIO) Um turista americano. (D) É uma forma de energia superabundante nos corpos quentes. na praia. verificou que a temperatura local era de 40 °C. teve que criar uma nova maneira para controlar a temperatura. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 03. (B) 24 ºF e 174 K. (B) É uma forma de energia contida nos sistemas. (C)90 (D)80 (E)35 05(AFA-SP) Assinale a alternativa que define corretamente calor. Um bloco de uma material desconhecido e de massa 1kg encontra-se à temperatura de 80°C. uma chaleira com 1L de água ferve. ao ser encostado em outro bloco do mesmo material. respectivamente e aproximadamente. Qual a temperatura que os dois alcançam em contato? Considere que os blocos estejam em um calorímetro. (B) colocar o gelo a uma certa distância do medicamento.Controlador de Tráfego Aéreo – AERONÁUTICA) Um indivíduo. com posicionamento externo e bulbo sensor remoto. Em uma cozinha. 08. graduado de –40 ºC a +99 ºC. Não dispondo de um termômetro. Para que ela pare. nas especificações técnicas a respeito do controle de temperaturas. nas escalas Fahrenheit e Kelvin. (EEAR – Sargento. As temperaturas indicadas de –40 ºC e 99 ºC correspondem. são adicionados 500mL de água à 10°C. tem gelo (água no estado sólido) a -6ºC para conservar um medicamento que deve permanecer a aproximadamente 0ºC. a (A) 36 ºF e 370 K. (D) deixar o gelo começar a derreter antes de colocar em contato com o medicamento. 06. 73 . (E) –40 ºF e 372 K. de um sistema a outro. ao desembarcar no aeroporto do Rio de Janeiro para assistir à Copa do Mundo de Futebol de 2014. (C)70 (D) 60 (E) 55 04.476. Das opções abaixo. (C) aproximar e afastar o gelo do medicamento com determinada frequência. (C) É uma energia de trânsito. Qual a temperatura do equilíbrio do sistema? (A)70 (B)65.

Quando são colocados 12 moles de um gás em um recipiente com êmbolo que mantém a pressão igual a da atmosfera. Assim. Considere que na posição “LOW” a temperatura. atinja 300°F e na posição “HI” atinja 480°F e que ocorra um aumento contínuo da temperatura entre esses dois pontos. Qual a temperatura em °C que esse termômetro mede quando indica 40 °X? (A) 10 (B) 20 (C) 30 (D) 40 (E) 50 11. no interior do forno.31 (B)5. 74 . deve-se ajustar esse botão na posição: (A) 2 (B) 4 (C) 6 (D) 8 10. indica 30 °X. (CBM/MG – Oficial do Corpo de Bombeiros Militar – IDECAN) A figura representa o botão controlador da temperatura de um forno. em água fervente a 1 atm.416-96 . indica 80 °X e que.K. (A)8.47 (C)3.0 (D)293 (E)55 12. em gelo fundente a 1 atm. Ele havia sido graduado em uma escala X que. Qual a energia interna de 1.476. para se obter a temperatura de 160°C. 09.5 mols de um gás perfeito na temperatura de 20°C? Considere R=8. inicialmente ocupando 2m³. qual é o trabalho realizado sob o gás? (A)1000 (B)20000 (C)240 (D)-1000 (E)100 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. o volume ocupado passa a ser 1m³. Considerando a pressão atmosférica igual a 100000N/m². Ao empurrar-se o êmbolo. (LIQUIGÁS – Profissional de Vendas – CESGRANRIO) Uma expedição de pesquisa chega a um local ermo.31 J/mol. Os pesquisadores descobrem que levaram o termômetro errado para medir a temperatura ambiente.

13.476. Respostas 01 Resposta: E O somatório dos calores trocados é nulo. 75 .Faz-se um sistema passar de um certo estado A para um outro estado B por meio de dois processos distintos. conforme mostra o gráfico "pressão x volume".105 (D) 18. recebendo 2 000J de calor da fonte quente. respectivamente: (A) 500 e 1 500 (B) 700 e 1 300 (C) 1 000 e 1 000 (D) 1 200 e 800 (E) 1 400 e 600 15.104 (E) 8. em joules.416-96 . O calor rejeitado para a fonte fria e o trabalho realizado pela máquina. Em qual dos dois processos houve maior absorção de calor? Justifique. (UNIVALI .SC) Uma máquina térmica opera segundo o ciclo de Carnot entre as temperaturas de 500K e 300K. I e II.Uma transformação é dada pelo gráfico abaixo: Qual o trabalho realizado por este gás? (A)9.105 14. são.106 (B) 3.105 (C)9. Q1+Q2=0 m1cT1+ m2cT2=0 200(80-25)+m2 (80-100)=0 20 m2=11000 m2=550 g Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.

76 . 𝜃𝑐 𝜃𝐹 − 32 = 5 9 40 𝜃𝐹 − 32 = 5 9 𝜃𝐹 − 32 = 72 𝜃𝐹 = 72 + 32 = 104 07.476. 06. Quantidade de calor necessária para fundir um cubo de gelo: Qcubo=mcubo⋅Lgelo=10(80)=800 cal. mcubo = 10 g. não haverá água líquida. 08.416-96 . 02 Resposta: A mcubo. TT = 20°C cág cág = 1 cal/g. A temperatura de fusão é de 0ºC. Resposta: E. concluímos que basta um cubo de gelo para provocar o resfriamento desejado da água. 05 Resposta: C O calor é uma energia em trânsito que flui de um corpo com maior temperatura para um de menor temperatura.LgeloLgelo = 80 cal/g. mág. se a temperatura for superior a esta.°C.Resposta: D. apenas vapor.∣Qág=mágCág∣ΔT∣ = 200(1)∣20−24∣ = 800 cal. T0T0 = 24°C.Resposta: D. Módulo da quantidade calor liberada pela água para o resfriamento desejado: ∣Qág=mágCág∣ΔT∣ = 200(1)∣20−24∣ = 800 cal. mág = 200 g.Qcubo=mcubo⋅Lgelo=10(80)=800 cal. 𝐶 𝐹 − 32 = 5 9 40 𝐹 − 32 − = 5 9 5F-160=-360 5F=-360+160 5F=-200 F=-40 ºF K=99+273=372K Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. portanto. 03 Resposta: D 04 Resposta: A Qualquer quantidade de água que esteja fervendo encontra-se à temperatura de 100°C. Como |Qág| = Qcubo. ele vi estar a 0ºC. quando o gelo começar a entrar na fase líquida.

476. ou seja a área do trapézio azul. é a primeira posição 2. Resposta: B Primeiramente deve-se converter a temperatura da escala Celsius para Kelvin: A partir daí basta aplicar os dados na equação da energia interna: 12. 13. 09. Como a temperatura é de 320. substituindo os valores temos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Sendo a área do trapézio dado por: Então. Resposta: D Sabemos que o trabalho de um gás perfeito em uma transformação isobárica é dado por: Substituindo os valores na equação: O sinal negativo no trabalho indica que este é realizado sob o gás e não por ele. portanto de 20 em 20 muda a temperatura. 100 − 0 80 − 30 = 𝜃𝐶 − 0 40 − 30 100 50 = 𝜃𝐶 10 1000 𝜃𝐶 = = 20 50 11.416-96 . 10. Resposta: A. 160 𝐹 − 32 = 5 9 329=F-32 288=F-32 F=320 480-300=180°F Como são 9 pontos: 180/9=20. Resposta: A. 77 .Resposta: C O trabalho realizado pelo gás é igual a área sob a curva do gráfico.

podemos considerar a resposta como 1200 J. Calculando o trabalho: Q 2 . como as ondas em cordas e molas esticadas. vê-se que o trabalho e. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. sua propagação envolve o transporte de energia cinética e potencial e depende da elasticidade do meio. até ir na borda. ou seja. Bidimensionais: são aquelas que se propagam por uma superfície.416-96 . podendo propagar-se no vácuo e em determinados meios materiais. Assim sendo. Ondas A definição de onda é qualquer perturbação (pulso) que se propaga em um meio. pois houve uma perturbação. Essa onda se propagará para todos os lados. Além destas. provocará ondas na água. quando vemos as perturbações partindo do local da queda da pedra. de radar. como a luz e o som. o calor trocado é maior em II. 78 . Pela 1ª Lei da Termodinâmica. ondas de rádio. e este meio não acompanha a propagação. O trabalho no diagrama p-V é representado pela área sob o gráfico do processo. Vibrações e ondas: Movimento harmônico simples. Mas o que elas têm em comum é que todas são energias propagadas através de um meio. ondas ultravioleta e micro-ondas. Alguns exemplos são as ondas de rádio. Uma sequência de pulsos formam as o Também existem ondas que não podemos observar a olho nu.476. Alguns exemplos são os que acontecem em molas e cordas. Ondas elásticas: propagação – superposição – reflexão e refração – noções sobre a interferência.1200 = T T = 800J 15. como as água em um lago quando se joga uma pedra. por exemplo. mas que não identificamos normalmente. existem alguns tipos de ondas que conhecemos bem. Tridimensionais: são capazes de se propagar em todas as dimensões. Por isto não é capaz de propagar-se no vácuo.Q1 = T 2000 . ondas de televisão. os raios x e as micro-ondas. Ondas Eletromagnéticas: são ondas geradas por cargas elétricas oscilantes e sua propagação não depende do meio em que se encontram. difração e ressonância. como a luz e o som. Som. 14. como.67 Q1 Q1 = 2000 1. haverá mais calor absorvido onde o trabalho realizado for maior. temos Q=W+U. consequentemente. sons e em superfícies de líquidos.7 Q1 = 1198 J Por aproximação. Conforme sua natureza as ondas são classificadas em: Ondas Mecânicas: são ondas que necessitam de um meio material para se propagar. Quanto a direção de propagação as ondas são classificadas como: Unidimensionais: que se propagam em apenas uma direção. Como a variação de U é igual em I e II. Ex: uma pedra jogada em uma piscina (a fonte). a variação de energia interna será a mesma nos dois.Resposta: D Calculando o calor da fonte quente: Q2 = T2 Q1 T1 2000 = 500 Q1 300 2000 = 1. Resposta Como os estados iniciais e finais dos dois processos são respectivamente iguais.

raio de onda: é possível definir como o raio de onda a linha que parte da fonte e é perpendicular às frentes de onda. indicando a direção e o sentido de propagação. como. Para o estudo de ondas bidimensionais e tridimensionais são necessários os conceitos de: frente de onda: é a fronteira da região ainda não atingida pela onda com a região já atingida. Portanto. e expresso pela letra grega lambida (λ). 79 .416-96 . Chamamos período da onda (T) o tempo decorrido até que duas cristas ou dois vales consecutivos passem por um ponto e frequência da onda (f) o número de cristas ou vales consecutivos que passam por um mesmo ponto. a distância entre duas cristas ou dois vales consecutivos. Quanto à direção da vibração as ondas podem ser classificadas como: Transversais: são as que são causadas por vibrações perpendiculares à propagação da onda. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Componentes de uma onda Uma onda é formada por alguns componentes básicos que são: Sendo A a amplitude da onda. em uma determinada unidade de tempo. em uma corda: Longitudinais: são ondas causadas por vibrações com mesma direção da propagação. por exemplo.476. como as ondas sonoras. o período e a frequência são relacionados por: 𝟏 𝒇= 𝑻 A unidade internacionalmente utilizada para a frequência é Hertz (Hz) sendo que 1Hz equivale à passagem de uma crista ou de um vale em 1 segundo. É denominado comprimento da onda.

É comum utilizar-se frequências na ordem de kHz (1quilohertz = 1000Hz) e de MHz (1megahertz = 1000000Hz) Exemplo: (1) Qual a frequência de ondas.416-96 . Velocidade de propagação das ondas Como não transportam matéria em seu movimento. já que é válida para todos os tipos de onda. 𝑓 = 𝜆. Reflexão em ondas unidimensionais Esta análise deve ser dividida oscilações com extremidade fixa e com extremidade livre: Com extremidade fixa: Quando um pulso (meia-onda) é gerado. gerando um pulso refletido. 𝑓 Sendo esta a equação fundamental da Ondulatória. 𝑓 𝜈 𝑓= 𝜆 195 𝑓= = 19500 𝐻𝑧 0. faz cada ponto da corda subir e depois voltar a posição original.01 𝐹 = 19. já que ela continua propagando-se no mesmo meio. o módulo da sua velocidade permanece inalterado após a reflexão.476. 80 . reage sobre a corda. causando um movimento na direção da aplicação do pulso. é previsível que as ondas se desloquem com velocidade contínua. pelo princípio da ação e reação. com um sentido inverso.01m  = 𝜆. como uma parede. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. logo estas devem ter um deslocamento que valide a expressão: S= v. se a velocidade desta onde é de 195m/s. e o seu comprimento de onda é de 1cm? 1cm=0.5 𝐻𝑧 REFLEXÃO DE ONDAS É o fenômeno que ocorre quando uma onda incide sobre um obstáculo e retorna ao meio de propagação. Assim como mostra a figura abaixo: Para este caso costuma-se dizer que há inversão de fase já que o pulso refletido executa o movimento contrário ao do pulso incidente. no entanto. mantendo as características da onda incidente. a força aplicada nela. Τ 1 𝑇= 𝑓 1 𝜆 = 𝜈. ao atingir uma extremidade fixa. Independentemente do tipo de onda. t Podemos fazer que ΔS=λ e que Δt=T Assim:𝜆 = 𝜈.

Então o pulso é refletido em direção da aplicação. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. portanto sem atrito. Independente de cada onda. as velocidades e os comprimentos de onda de incidência 𝑠𝑖𝑛𝜃1 𝑣1 1 de refração. a cor do céu no pôr-do-sol e a construção de aparelhos astronômicos. mas com sentido inverso. a velocidade e o comprimento de onda podem se modificar. sendo matematicamente expressa por: 𝑠𝑖𝑛𝜃2=𝑣2 = 2 ONDE: 1= ângulo de raio incidente à reta perpendicular 2= ângulo de raio refratado à reta perpendicular 1=velocidade da onda incidente 2=velocidade da onda refratada 1= comprimento da onda incidente 2= comprimento da onda refratada Como exemplos da refração. As ondas diminuem o módulo de velocidade ao se diminuir a profundidade. amarrando-se a corda a um barbante muito leve. Com extremidade livre: Considerando uma corda presa por um anel a uma haste idealizada. apenas no sentido perpendicular a este. gerando uma onda resultante igual à soma algébrica das perturbações de cada onda. Ao atingir o anel. tendo sua direção desviada. podem ser usadas ondas propagando-se na superfície de um líquido e passando por duas regiões distintas. também chamada interferência em alguns casos. Através da refração é possíveis explicar inúmeros efeitos. flexível e inextensível. A refração de ondas obedece duas leis que são: 1ª Lei da Refração: O raio incidente. SUPERPOSIÇÃO DE ONDAS A superposição. É possível obter-se a extremidade livre. a reta perpendicular à fronteira no ponto de incidência e o raio refratado estão contidos no mesmo plano. no entanto. É possível verificar experimentalmente que a velocidade de propagação nas superfícies de líquidos pode ser alterada modificando-se a profundidade deste local. apenas com sentido contrário. REFRAÇÃO DE ONDAS É o fenômeno que ocorre quando uma onda passa de um meio para outro de características distintas. como o arco-íris. Lei de Snell: Esta lei relaciona os ângulos.476. já que o pulso refletido executa o mesmo movimento do pulso incidente. embora não haja deslocamento no sentido do pulso. 81 . sua frequência não é alterada na refração.416-96 . é o fenômeno que ocorre quando duas ou mais ondas se encontram. o movimento é continuado. Como mostra a figura: Para estes casos não há inversão de fase.

poderá acontecer uma superposição de duas formas: Situação 1: os pulsos são dados em fase. Logo. No momento em que os pulsos se encontram. já que a superposição faz com que a amplitude seja momentaneamente aumentada e m módulo. suas amplitudes serão somadas. nas pontas da corda. Imagine uma corda esticada na posição horizontal. cada um segue na sua direção inicial. sendo sua amplitude (elongação máxima) a soma das duas amplitudes: Numericamente: A= A1+A2 X= x1+x2 Após este encontro. Este tipo de superposição é chamado interferência construtiva. ao serem produzidos pulsos de mesma largura. com suas características iniciais conservadas. Situação 2: os pulsos são dados em oposição de fase. o pulso resultante terá amplitude igual a diferença entre as duas amplitudes: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. suas elongações em cada ponto da corda se somam algebricamente. Novamente. mas podemos observar que o sentido da onda de amplitude A1 é negativo em relação ao eixo vertical. ao se encontrarem as ondas. mas de diferentes amplitudes.476.416-96 . 82 . portanto A1<0.

com suas características iniciais conservadas. Após o encontro. Os principais exemplos de ondas sobrepostas são os fenômenos ondulatórios de batimento e ondas estacionárias.416-96 . na mesma direção. Batimento: Ocorre quando duas ondas periódicas de frequência diferente e mesma amplitude são sobrepostas. RESSONÂNCIA A ressonância acontece quando a frequência de uma fonte de oscilação coincide com a frequência de oscilação natural de um corpo. esta sofrerá danos podendo até ser destruída. resultando em uma onda com variadas amplitudes dependentes do soma de amplitudes em cada crista resultante. e que sua frequência de oscilação natural é dada por: Ao ser excitada periodicamente. Imagine que esta é uma ponte construída no estilo pênsil. Ondas estacionárias: É o fenômeno que ocorre quando são sobrepostas duas ondas com mesma frequência. velocidade e comprimento de onda. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476. 83 . já que a superposição faz com que a amplitude seja momentaneamente reduzida em módulo. Este tipo de superposição é chamado interferência destrutiva. por um vento de frequência: A amplitude de oscilação da ponte passará a ser dada pela superposição das duas ondas: Se a ponte não tiver uma resistência que suporte a amplitude do movimento. mas em sentidos opostos. Numericamente: A= -A1+A2 X= -x1+x2 Sendo que o sinal negativo está ligado à amplitude e elongação da onda no sentido negativo. cada um segue na sua direção inicial.

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 84 . Sendo esta ideia conhecida como Princípio de Huygens. desde que não haja obstáculos. até onde encontra uma fenda posta em uma barreira. é possível concluir que. desde que se conheça sua posição em um instante anterior. Para um considerado instante.416-96 . propôs um método de representação de frentes de onda. Imagine a situação em que uma onda se propaga em um meio. em um meio homogêneo e com as mesmas características físicas em toda sua extensão. Christian Huygens (1629-1695).476. A partir deste princípio. PRINCÍPO DE HUYGENS O princípio de Huygens pode ser aplicado a qualquer tipo de onda e é usado para determinar a posição de uma frente de onda em um determinado instante. no final do século XVII. Desta forma: DIFRAÇÃO DE ONDAS O fenômeno chamado difração é o encurvamento sofrido pelos raios de onda quando esta encontra obstáculos à propagação. onde cada ponto de uma frente de onda se comporta como uma nova fonte de ondas elementares. cada ponto da frente de onda comporta-se como fonte das ondas elementares de Huygens. que se propagam para além da região já atingida pela onda original e com a mesma frequência que ela. a frente de onda se desloca mantendo sua forma.

mas nem todas continuam retas. à 20°C é 343m/s. já que a parte que atinge a barreira é refletida. e as de ultrassom as que possuem frequência acima de 20000Hz. é necessário que aconteçam compressões e rarefações em propagação do meio. e a propagação depois da fenda seria uma faixa delimitada pela largura da fenda. o segundo. ACUSTICA É o estudo das ondas sonoras e de sua percepção pelo sistema auditivo. se propagando tridimensionalmente pelo espaço e apenas em meios materiais. como o ar ou a água. No entanto. Se esta propagação acontecesse em linha reta. Logo. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. São denominadas ondas de infrassom. EXPERIÊNCIA DE YOUNG Na experiência realizada por Young. por exemplo. causando novas difrações. as ondas que tem frequência menor que 20Hz. onde ocorre difração da luz incidida. a onda sonora não arrasta as partículas de ar. Um anteparo colocado após as fendas mostrará listas claras e escuras. para que possamos iniciar nosso estudo. as manchas tornam-se franjas. Este desvio é proporcional ao tamanho da fenda. apenas faz com que estas vibrem em torno de sua posição de equilíbrio. são projetadas as manchas causadas pela interferência das ondas resultantes da segunda difração. Note que o orifício S é de fundamental importância pois é ele que fornece a coerência espacial necessária entre a radiação vinda das duas fendas. Luz proveniente de uma fonte F passa por um pequeno orifício S e incide sobre duas fendas paralelas estreitas S1 e S2 separadas por uma distância h. Quando passa. Ao substituir-se estes orifícios por fendas muito estreitas. precisamos entender o que é som. com dois orifícios. é válida a relação da velocidade de propagação: 𝑉 = . 85 . No último. Como as ondas sonoras devem ser periódicas.416-96 . postos lado a lado. há um desvio nas bordas. sendo o primeiro composto por um orifício. independente da forma geométrica das ondas incidentes.476. enquanto os raios que atingem a fenda passam por ela. Este fenômeno prova que a generalização de que os raios de onda são retilíneos é errada. facilitando a visualização de regiões mais bem iluminadas (máximos) e regiões mal iluminadas (mínimos). definindo assim o padrão de interferência que estamos interessados em encontrar. Para que esta propagação ocorra. Estas ondas se propagam de forma longitudinal. Para o caso onde esta largura é muito inferior ao comprimento de onda. os raios continuariam retos. SOM E SUA PROPAGAÇÃO O som é definido como a propagação de uma frente de compressão mecânica ou onda longitudinal. as ondas difratadas serão aproximadamente circulares. 𝑓 A audição humana considerada normal consegue captar frequências de onda sonoras que variam entre aproximadamente 20Hz e 20000Hz. De maneira que: A velocidade do som na água é aproximadamente igual a 1450m/s e no ar. são utilizados três anteparos.

416-96 . qual será sua velocidade de propagação à 100°C? Lembrando que: 15° = 288K 100° = 373K V15º=K.9 𝑚/𝑠 INTERVALO ACÚSTICO A audição humana é capaz de diferenciar algumas características do som como a sua altura. também podemos expressar a intensidade por: 𝐸 𝐼= 𝐴.373 Dividindo-se uma equação pela outra: 340 = K.T15º e V100º=K. T=temperatura absoluta do gás (em kelvin).288 e V100º=K. Ou seja: 𝑓1 𝑖= 𝑓2 INTENSIDADE SONORA A intensidade do som é a qualidade que nos permite caracterizar se um som é forte ou fraco e depende da energia que a onda sonora transfere. Como exemplo podemos tomar a velocidade de propagação do som no ar à temperatura de 15° (288K). 373 340 288 = √ 𝑣100 373 340 𝑣100 = √288 373 𝑣100 = 386. ou seja: 𝑃 𝐼= 𝐴 Mas como a potência pode ser definida pela relação de energia por unidade de tempo: 𝐸 𝑃= ∆𝑡 Então. A intensidade sonora (I) é definida fisicamente como a potência sonora recebida por unidade de área de uma superfície. Um tom de maior frequência é agudo e um de menor é grave. Exemplo: Sabendo que à 15°C o som se propaga à 340m/s. 86 . Os intervalos entre dois sons são dados pelo quociente entre suas frequências.476.T100º 340=K. sendo definida como a diferenciação entre grave e agudo. 𝑇 Onde: k=constante que depende da natureza do gás. que tem valor 340m/s. A altura do som depende apenas de sua frequência. intervalo e timbre. ∆𝑡 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. é possível inclusive demonstrar experimentalmente que a velocidade do som em gases é dada por: 𝑣 = 𝐾. 288 V100º = K. A propagação do som em meios gasosos depende fortemente da temperatura do gás.

1s) é instintivo perceber que esta reflexão será ouvida como eco. a entrada do ar aberta. 87 . ou seja. há uma formação de ventres. mas como esta unidade é grande comparada com a maioria dos valores de nível sonoro utilizados no cotidiano. Um efeito muito conhecido causado pela reflexão do som é o efeito de eco. chamado som direto. As unidades mais usadas para a intensidade são J/m² e W/m².colegioweb. mesma frequência e o mesmo comprimento de onda do som incidente. a intensidade sonora ou nível sonoro (β)diminui logaritmicamente.1s). sendo este intervalo conhecido como persistência acústica. ou limiar de audibilidade.476. Ao receber um som. ou limiar de dor. Para intervalos maiores que a persistência acústica (t > 0.br/acustica/tubos-sonoros. as ondas sonoras. quando o tubo aberto ressoa. a fim de suavizar o som do ambiente. o maior valor da intensidade sonora suportável pelo ouvido: Imáx=1 W/m2 Conforme um observador se afasta de uma fonte sonora. É chamada mínima intensidade física. esta distância é dada por duas vezes a distância ao obstáculo refletor. Tendo uma utilização bastante conhecida a de interferência do som. Os outros fenômenos acontecem da mesma forma que para as outras ondas estudadas. uma interferência construtiva.416-96 . Que consiste na reflexão do som que bate em uma parede afastada. sendo representado pela equação: 𝐼 𝛽 = 𝑙𝑜𝑔 𝐼0 A unidade utilizada para o nível sonoro é o Bel (B). mas mantém a mesma velocidade de propagação.html#ixzz42R41y85z Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. na embocadura e na extremidade aberta.com. Quando uma pessoa emite um som em direção a um obstáculo. são refletidas. isto é. REFLEXÃO DO SOM Assim como para qualquer outra onda. Vejamos agora os tipos de tubos sonoros: A) Abertos: os tubos abertos possuem uma extremidade oposta à embocadura. A onda estacionária se forma no ar de seu interior. o menor valor da intensidade sonora ainda audível: Io=10-12 W/m2 É chamada máxima intensidade física. TUBOS SONOROS3 Ao soprar um tubo sonoro a coluna de ar vibra. como uma parede.1s. este som é ouvido no momento da emissão. 3 http://www. este "permanece" em nós por aproximadamente 0. onde é possível aplicar uma frequência antirruído. havendo assim a produção de som. Assim: 2𝑑 𝑣= 𝑡 E a velocidade é a de propagação do som no ar. já que o som vai e volta. Pela relação da velocidade: 2𝑑 𝑡 = 𝑣 Se este intervalo de tempo for inferior à persistência acústica (t < 0. Sabemos que a velocidade é dada pela distância percorrida pelo som em um determinado tempo. de maneira que 1B=10dB. A este efeito dá-se o nome de reverberação. ao atingirem um obstáculo fixo. A reflexão do som acontece com inversão de fase. Nas duas extremidades do tubo. e no momento em que o som refletido pelo obstáculo retorna a ele. o som ouvido após ser refletido parecerá apenas um prolongamento do som direto. seu múltiplo usual é o decibel (dB). ou seja.

Podemos perceber que junto à embocadura.416-96 . ou seja. A onda estacionária se forma no ar de seu interior. há formação de um ventre. ou seja. onde podemos perceber que estão representadas as três primeiras ondas estacionárias. Ondas estacionárias nos tubos A) Tubos Abertos Vejamos uma figura abaixo. a entrada do ar fechada. ou seja. ocorre à formação de um nó. Em cada caso é dado de uma forma. e junto à extremidade fechada. que poderão aparecer na coluna de ar do interior de um tubo aberto que contenha um comprimento útil igual a L. vejamos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. quando o tubo fechado ressoa. 88 . esse comprimento poderá ser expresso em função de L. B) Fechados: Os tubos fechados possuem uma extremidade oposta a embocadura. interferência destrutiva. Veremos abaixo os três modos de vibração que correspondem ao 1º. 2º e 3º harmônico.476. Vejamos: Considerando o comprimento da onda estacionária que está presente no tubo. interferência construtiva.

Em cada caso é dado de uma forma. Considerando V. que poderão aparecer na coluna de ar do interior de um tubo fechado que contenha um comprimento útil igual a L.416-96 . 2º e 5º harmônico. a frequência de um harmônico de ordem n. 89 . vem: B) Tubos fechados Vejamos uma figura abaixo. onde elas se superpõem para que haja formação das ondas estacionárias e fn.476. Considerando o comprimento da onda estacionária que está presente no tubo. esse comprimento poderá ser expresso em função de L. onde podemos perceber que estão representadas as três primeiras ondas estacionárias. vejamos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Veremos abaixo os três modos de vibração que correspondem ao 1º. como sendo o módulo da velocidade das ondas parciais.

há um encurtamento do comprimento da onda.416-96 .476. ou seja. nesta situação a dedução do cálculo da frequência observada será análoga ao caso anterior. Considerando V. vem: EFEITO DOPPLER O efeito Doppler é a alteração da frequência sonora percebida pelo observador em virtude do movimento relativo de aproximação ou afastamento entre a fonte e o observador. o efeito Doppler constitui o fenômeno pelo qual um observador percebe frequências diferentes das emitidas por uma fonte e acontece devido à velocidade relativa entre o a onda sonora e o movimento relativo entre o observador e/ou a fonte. ou seja: 𝑣 𝑓0 = 1 Mas. a frequência aparente. 90 . a frequência de um harmônico de ordem (2n -1). sua velocidade também deve ser considerada. Considerando: f0= frequência aparente percebida pelo observador f=frequência real emitida v0= velocidade do observador vf= velocidade da fonte v= velocidade da onda sonora Podemos determinar uma fórmula geral para calcular a frequência percebida pelo observador. 𝑣 𝑓0 = 2 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Supondo que o observador esteja em repouso e a fonte se movimente: Para o caso onde a fonte se aproxima do observador. relacionado à velocidade relativa. e a frequência real será menor que a observada. de modo que: Substituindo no cálculo da frequência observada: 𝑣 𝑓0 = 𝑣 − 𝑣 𝑓 𝑓𝑓 Ou seja: Para o caso onde a fonte se afasta do observador. Para ondas sonoras. há um alongamento aparente do comprimento de onda. onde elas se superpõem para que haja formação das ondas estacionárias e f(2n – 1). como sendo o módulo da velocidade das ondas parciais. como a fonte se movimenta.

Neste caso. o comprimento de onda não é alterado.416-96 . No entanto: 𝑣 + 𝑣𝑓 2 = 𝑓𝑓 Então: 𝑣 𝑓0 = 𝑣 + 𝑣 𝑓 𝑓𝑓 Podemos escrever uma fórmula geral para os casos onde a fonte se desloque e o observador fique parado. se utilizarmos: Sendo o sinal negativo utilizado no caso onde a fonte se aproxima e positivo no caso em que a fonte se afasta. Supondo que a fonte esteja em repouso e o observador se movimente: No caso em que o observador se aproxima da fonte. 𝑣 𝑓0= 2  Mas: 𝑣 𝑣2=𝑣−𝑣0 e = 𝑓𝑓 Quando estes dois valores são substituídos no cálculo da frequência observada temos: 𝑣 − 𝑣0 𝑓0 = 𝑣 𝑓𝑓 Então: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476. em um mesmo intervalo de tempo ele encontrará mais frentes de onda do que se estivesse parado. A dedução do cálculo da frequência observada será análoga ao caso anterior. Assim a frequência observada deverá ser maior que a frequência emitida pela fonte. em um mesmo intervalo de tempo ele encontrará menor número de frentes de onda do que se estivesse parado. Assim a frequência observada deverá ser menor que a frequência emitida pela fonte. 91 . 𝑣1 𝑓0 =  Mas: 𝑣 v1= v+v0 e = 𝑓 1 Quando estes dois valores são substituídos no cálculo da frequência observada temos: 𝑣 + 𝑣0 𝑓0 = 𝑣 𝑓𝑓 Então: No caso em que o observador se afasta da fonte. mas a velocidade de propagação é ligeiramente aumentada. no entanto a velocidade de propagação é ligeiramente reduzida.

: A voz masculina é grave e a feminina é aguda. sendo ela: Sendo utilizados os sinais convenientes para cada caso.476. A altura de um som se relaciona com sua frequência. 92 . Podemos escrever uma fórmula geral para os casos onde o observador se desloque e a fonte fique parada. produzindo um som grave. As pregas vocais masculinas são mais densas (grossas). Qualidade do Som É a qualidade que permite diferenciar sons graves de sons agudos. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Quanto maior a frequência de uma som mais agudo ele será e. se utilizarmos: Sendo o sinal negativo utilizado no caso onde a fonte se aproxima e positivo no caso em que a fonte se afasta. A diferença é decorrente da densidade das pregas vocais.416-96 . quanto menor a frequência mais grave será. Conhecendo estas quatro possibilidades de alteração na frequência de onda observada podemos escrever uma fórmula geral para o efeito Doppler se combinarmos todos os resultados. Já as pregas vocais feminina são mais finas ocasionando a produção de um som agudo. OBS.

Na figura verifica-se que cada instrumento produz ondas com formas diferentes.416-96 .A menor intensidade de som audível é denominada de limiar de audição e seu valor é Io = 10- 12 w/m2. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A onda sonora e tridimensional. Esse desenho da onda e comumente denominado de harmônico. Intensidade A intensidade de um som é dada pela razão entre a sua potência e a área por ele atravessa.476. isso faz com que o aparelho auditivo do ser humano reconheça o instrumento que o envia. O timbre depende da forma da onda (desenho da onda). Conforme a equação abaixo 𝑃 𝐼= 𝐴 Unidade no SI: w/m2 Notas 01. Para sons de mesma frequência a intensidade depende a amplitude da onda. b) Intensidade ou volume: É a qualidade que permite diferenciar sons fortes de sons fracos. Quanto a intensidade do som começa a produzir desconforto auditivo. 93 . como mostrado na figura ao lado. ela passa a ser denominada de limiar de dor e seu valor é de I = 1 w/m2 02. Quanto maior a amplitude mais intenso é o som produzido. c) Timbre: É a qualidade que permite diferenciar sons de mesma altura emitidos por fontes diferentes. como início da sensação dolorosa. por isso considera-se ao se propagar no ar assume a configuração espacial de uma esfera.

(B) refração de ondas. Nível Sonoro É a grandeza física que responsável pela medida da sensação auditiva do ser humano. (PETROBRAS – Técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior – CESGRANRIO) De acordo com a sua natureza. mantendo uma proporção direta. Questões 01. basta multiplicar o resultado encontrado por 10. as linhas de campo magnético terrestre. Considerando que o Raio da Esfera representa a distância entre a fonte e o ouvinte. (UFBA – Engenheiro Eletricista – IADES) A mudança na direção de uma onda. esquematicamente. Ocm referência a essa figura e a fenômenos eletromagnéticos. É um exemplo de ondas mecânicas: (A) ondas de rádio (B) micro-ondas (C) raio X (D) luz (E) ultrassom 03. ao atravessar a fronteira entre dois meios. e a modificação da velocidade de propagação e o comprimento de onda. Observa-se que a Intensidade é inversamente proporcional a quadrado do Raio da esfera. (FUB – Físico – CESPE) A figura acima. 02. julgue o item Ondas eletromagnéticas são ondas longitudinais e necessitam de meio físico para se propagar. são características de uma (A) reflexão de ondas.416-96 . (E) difração de ondas. Na prática usa-se decibel (dB). mostra. (C) superposição de ondas.476. para converter de Bell. 94 . as ondas podem ser classificadas em mecânicas ou eletromagnéticas. para decibell (dB). ( ) certo ( ) errado Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. percebe-se que a quanto maior a distância menor a intensidade do som. (D) dispersão de ondas.

(B) menor do que de Marina. (CBM/MG – Oficial do Corpo de Bombeiros Militar – IDECAN) A onda representada a seguir tem período de 0. Quando se propagam no vácuo. Sobre essa onda. (SEE/AL – Professor – Física – CESPE) Com relação às propriedades das ondas sonoras e eletromagnéticas. 95 . (D) menor do que de Marina. No vácuo. 09. etc. ( ) certo ( ) errado 06. Duas pessoas conversam. Qual a frequência. dessa hélice? (A) 30 (B) 60 (C) 90 (D) 180 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. (C) maior do que de Marina. (B) tem frequência igual a 2. (SEDUC/RJ – Professor Docente I – Ciências – CEPERJ) Se houvesse uma explosão no Sol certamente não ouviríamos aqui na Terra. Em relação às ondas sonoras que cada um deles emite. potência transmitida. (CBM/MG – Oficial Bombeiro Militar – FUMARC) Sabemos que o som são ondas que se propagam num meio material.416-96 . Isso aconteceria por que: (A) o som não se propaga no vácuo.476. julgue os itens a seguir Tanto as ondas sonoras quanto as ondas eletromagnéticas requerem um meio para sua propagação. é correto afirmar que (A) sua amplitude é de 8 cm.25 s. em hertz. A voz de Marina é mais aguda do que a de Francisco. e a velocidade de propagação de suas ondas é maior que a de Marina. e a velocidade de propagação de suas ondas é igual à de Marina. (EEAR – Sargento – Controlador de Tráfego Aéreo – FAB) A hélice de um determinado avião gira a 1800 rpm (rotações por minuto). (PETROBRAS – Técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior – CESGRANRIO) As ondas eletromagnéticas possuem características como: amplitude. (C) sua velocidade é igual a 64 cm/s. comprimento de onda. frequência. não há sons. e a velocidade de propagação de suas ondas é igual à de Marina. 05.5 hz. e a velocidade de propagação de suas ondas é maior que a de Marina. a única característica que assume o mesmo valor para todas as ondas eletromagnéticas é a(o) (A) amplitude (B) frequência (C) velocidade de propagação (D) potência transmitida (E) comprimento de onda 07. (B) o som é uma onda eletromagnética (C) as ondas eletromagnéticas são transversais (D) o sol está muito distante da Terra (E) o som se propaga mal no ar 08. é CORRETO afirmar que o comprimento de onda dos sons de Francisco é (A) maior do que o de Marina. (D) tem comprimento de onda de 48 cm. 04. velocidade de propagação.

Uma pessoa que está parada na plataforma ouve o silvo com frequência de 450Hz...efeito Joule (B) afastam . Dados do problema • velocidade da fonte: v F = −20 m/s. julgue os itens que se seguem.416-96 .. Ao analisar essas ondas refletidas.maiores . Após a passagem do trem. (UFBA – Engenheiro Eletricista – IADES) Em um tanque com água.menores .. Essas ondas são refletidas por células do sangue que se .476. 11.. • velocidade do som no ar: v = 340 m/s. (4) Observa-se o efeito Doppler apenas para ondas que se propagam em meios materiais. . 12... Esse fenômeno é conhecido em Física como efeito Doppler....menores ... (2) Quando o automóvel se afasta. 13. mais grave. que as emitidas pela fonte.maiores . o homem ouve o apito do trem com frequência de 683 Hz. o detector medirá frequências .efeito Doppler (C) aproximam . não mais terá a sensação de que o som muda de totalidade. 96 . (B) seu período inalterado. Na aproximação. Se a frequência de trabalho do mecanismo for dobrada. de um detector de frequências em repouso.5 m/s... como consequência a onda terá o (a) (A) dobro da velocidade de propagação. em relação ao mesmo paciente. Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacunas..efeito Tyndal 14. (UnB-DF) Um indivíduo percebe que o som da buzina de um carro muda de tom à medida que o veículo se aproxima ou se afasta dele.menores . a frequência do apito parece cair para 300Hz. Considerando a situação descrita. com uma frequência determinada. um mecanismo de vibração produz ondas na superfície..Um trem bala passa apitando pela plataforma de uma estação. 10. Qual a velocidade com que o trem bala anda? Considera velocidade do som igual a 340m/s..efeito Joule (D) afastam .. (D) dobro do período. no afastamento. o número de cristas de onda por segundo que chegam ao ouvido do indivíduo é maior. • velocidade do observador: v O = 1. • frequência ouvida pelo observador: f O = 683 Hz. um trem se desloca em sua direção com velocidade de 20 m/s.. (UFSM) Ondas ultrassônicas são emitidas por uma fonte em repouso em relação ao paciente.. a sensação é de que o som é mais agudo. (E) metade da velocidade de propagação.. Esse fenômeno é conhecido como .. qual a frequência do apito emitido pelo trem? Esquema do problema Adotando-se um sistema de referência orientado do observador (homem) para a fonte sonora (trem) temos que o homem tem velocidade positiva (v O > 0) e a velocidade do trem é negativa (v F < 0).Um homem anda paralelamente a uma linha férrea com velocidade de 1.efeito Doppler (E) aproximam ... Sendo a velocidade do som no ar igual a 340 m/s. (C) metade do comprimento de onda.. (1) As variações na totalidade do som da buzina percebidas pelo indivíduo devem-se a variações da frequência da fonte sonora.. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. (3) Se uma pessoa estiver se movendo com o mesmo vetor velocidade do automóvel.5 m/s. (A) afastam ..

Lembrando que ondas mecânicas são todas as ondas que precisam de um meio material para se propagar. 1800/60=30 Hz. (A) Amplitude é 4 cm. 02. enquanto a outra é mantida aberta. (D) 340 Hz e 510 Hz. 08. Resposta: Errado Ondas eletromagnéticas não necessitam de meio físico para se propagar. 15. é possível ter. (C) 200 Hz e 510 Hz. Hertz =rotações por segundo. Resposta: C. A frequência de onda da voz de Marina é maior. Resposta: Errado. as ondas eletromagnéticas não requerem um meio para sua propagação. ocorre refração de ondas. O som é uma onda que precisa de um meio material para ser ouvido. Respostas 01. Resposta: A.416-96 . 97 .f V=164=64 cm/s (D) =16 cm 09. de comprimento igual a 50 cm. 04. Sabendo-se que o módulo da velocidade do som no ar vale 340 m/s. 07. portanto vamos dividir por 60. Resposta: E. podemos dizer que as frequências são iguais. mas não necessitam. Como mantém proporção. Resposta: A. Como vimos. Se as ondas estão no mesmo meio (vácuo). portanto. 05. elas terão a mesma velocidade de propagação. 1 1 (B) 𝑓 = 𝑇 = 0. Um deles consiste em vários canos de PVC de comprimentos variados. pois a velocidade das ondas devem ser iguais por estarem no mesmo meio.476.25 = 4 ℎ𝑧 (C) v=.O grupo brasileiro Uakti constrói seus próprios instrumentos musicais. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Uma das pontas dos canos é mantida fechada por uma membrana que emite sons característicos ao ser percutida pelos artistas. (E) 200 Hz e 340 Hz. Resposta: A. são: (A) 170 Hz e 340 Hz (B) 170 Hz e 510 Hz. 06. Resposta: C. pois é som mais agudo. é correto afirmar que as duas frequências mais baixas emitidas por um desses tubos. ou seja o comprimento de onda deve ser menor. 03. Resposta: B.

quando o trem se aproxima e o observador permanece parado: No segundo caso. Resposta: C.476.2f1 Igualando as velocidades 1f1=2. o comprimento de onda deve ser pela metade. 98 .416-96 . A velocidade de propagação não pode mudar.2f1 𝜆1 = 2𝜆2 𝜆1 𝜆2 = 2 11.Resposta: Utilizando a equação generalizada do efeito Doppler: No primeiro caso. Vamos pensar pela fórmula? V=1f1 V=2. quando o trem se afasta e o observador permanece parado: Para encontramos a velocidade do trem podemos isolar a frequência do som emitido pelo apito e resolver a equação.Resposta Devido ao movimento relativo entre o observador e a fonte sonora a frequência ouvida pelo homem será diferente da frequência emitida pelo apito do trem. Mantendo a velocidade constante e dobrando a frequência. 10. o chamado efeito Doppler é dado por 12. ou podemos dividir uma equação pela outra: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. pois não mudou o meio.

cor de um objeto. Disponível em: http://lief.476. A base de sustentação da teoria formulada por Newton estava." Este modelo sobre a luz baseia-se num fluxo de partículas muito microscópicas que são emitidas por meio de fontes luminosas.416-96 . OPTICA A óptica é um ramo da Física que estuda a luz ou. fenômenos análogos acontecem com os raios X. através do modelo corpuscular sobre a natureza da luz. A ideia de partícula foi muito satisfatória a Newton. Alguns fenômenos ópticos dependem da natureza da luz e. o modelo corpuscular foi sustentado devido a este enorme prestígio. 99 . refração e difração. uma vez que a luz é uma onda eletromagnética. .Óptica eletromagnética: Considera a luz como uma onda eletromagnética.5 f1=11770Hz f3=3X340/4X0. com corpos materiais em movimento. o Isaac Newton elaborou um modelo para explicar a natureza da luz. infravermelha.Óptica ondulatória: Considera a luz como uma onda plana. micro-ondas. explicando assim a reflexão e transmissão. e os fenômenos de polarização e anisotrópicos. visível ou não. Ondas luminosas – reflexão e refração da luz sob o ponto de vista ondulatório – interferência e difração. no que a dualidade onda-corpúsculo joga um papel crucial.br/pub/cref/n25_Alvarenga/teoria_corpuscular. entretanto. ondas de rádio. Geralmente. No entanto. certamente. Utiliza-se para o estudo da difração e interferência. um modelo mecânico. na reputação que conquistou perante a sociedade científica de sua época e de gerações de cientistas depois dele.if.Óptica geométrica: Trata a luz como um conjunto de raios que cumprem o princípio de Fermat. Resposta: B. Além disso. A óptica.Óptica quântica ou óptica física: Estudo quântico da interação entre as ondas eletromagnéticas e a matéria.a distância fonte-observador é a mesma (4) Falsa --. justamente.a frequência da fonte é a mesma (2) Falsa (3) Verdadeira --. a disciplina estuda fenômenos envolvendo a luz visível. determinista.vale também para a luz que não necessita de um meio material para se propagar. mais amplamente. isto é.5 f3=510Hz Ótica: Propagação e reflexão da luz – espelhos planos e esféricos de pequena abertura. tendo em conta sua frequência e comprimento de onda. A obra de Newton é considerada uma das mais importantes formulações científicas já elaboradas pelo homem e. . a óptica se relaciona com a mecânica quântica. Newton conseguia explicar fenômenos físicos como a reflexão e a refração. Resposta: D. Segundo o modelo para a luz utilizada. entre outras coisas. já conhecidos na época. 15. Resposta: FFVF (1) Falsa --. e outras formas de radiação eletromagnética. espelhos). Refração da luz – dispersão e espectros – lentes esféricas. distingue-se entre os seguintes ramos. hoje popularizado como "a teoria da natureza corpuscular da luz. delgadas e instrumentos óticos. a radiação eletromagnética. 14. nesse caso. Utiliza- se no estudo da transmissão da luz por meios homogêneos (lentes. a reflexão e a refração. 13. onde seria possível determinar diversas grandezas ao mesmo tempo. pois encaixava-se em seu conceito de mundo. Tubos fechados só emitem harmônicos ímpares fn=nV/4L f1=1X340/4X0. por ordem crescente de precisão (cada ramo utiliza um modelo simplificado do empregado pela seguinte): .htm Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. . não 4 Universidade federal do Rio grande do Sul. a interação entre a luz e o meio.ufrgs. e ultravioleta. pode se enquadrar como uma subdisciplina do eletromagnetismo. Modelo Corpuscular da Luz4 Influenciado pelo trabalho desenvolvido pelos gregos. A óptica explica os fenômenos de reflexão. nesse caso.

apenas fama e prestígio conquistou Newton. Houve ferrenhos debates científicos, discussões envolvendo
Newton e sua teoria corpuscular, principalmente, com seu maior desafeto: Robert Hooke. Dessa relação
cientificamente conturbada com Hooke nasceu a discussão sobre a natureza da luz.

Luz - Comportamento e princípios
A luz, ou luz visível como é fisicamente caracterizada, é uma forma de energia radiante. É o agente
físico que, atuando nos órgãos visuais, produz a sensação da visão.
Energia radiante é aquela que se propaga na forma de ondas eletromagnéticas, dentre as quais se
pode destacar as ondas de rádio, TV, micro-ondas, raios X, raios gama, radar, raios infravermelho,
radiação ultravioleta e luz visível.
Uma das características das ondas eletromagnéticas é a sua velocidade de propagação, que no vácuo
tem o valor de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo, ou seja:C=3.108 m/s
Podendo ter este valor reduzido em meios diferentes do vácuo.
A luz que percebemos tem como característica sua frequência que vai da faixa de 4.1014 Hz (vermelho)
até 8.1014 Hz(violeta). Esta faixa é a de maior emissão do Sol, por isso os órgãos visuais de todos os
seres vivos estão adaptados a ela, e não podem ver além desta, como por exemplo, a radiação ultravioleta
e infravermelha.

Fonte: www.profcordella.com.br
Divisões da Óptica

Óptica Física: estuda os fenômenos ópticos que exigem uma teoria sobre a natureza das ondas
eletromagnéticas.

Óptica Geométrica: estuda os fenômenos ópticos em que apresentam interesse as trajetórias
seguidas pela luz. Fundamenta-se na noção de raio de luz e nas leis que regulamentam seu
comportamento.

Conceitos básicos
Raios de luz: são a representação geométrica da trajetória da luz, indicando sua direção e o sentido
da sua propagação. Por exemplo, em uma fonte puntiforme são emitidos infinitos raios de luz, embora
apenas alguns deles cheguem a um observador. Representa-se um raio de luz por um segmento de reta
orientado no sentido da propagação.

Feixe de luz: é um conjunto de infinitos raios de luz; um feixe luminoso pode ser:

Cônico convergente: os raios de luz convergem para um ponto;

Cônico divergente: os raios de luz divergem a partir de um ponto;

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 100

Cilíndrico paralelo: os raios de luz são paralelos entre si.

Fontes de luz

Tudo o que pode ser detectado por nossos olhos, e por outros instrumentos de fixação de imagens
como câmeras fotográficas, é a luz de corpos luminosos que é refletida de forma difusa pelos corpos que
nos cercam. Fonte de luz são todos os corpos dos quais se podem receber luz, podendo ser fontes
primárias ou secundárias.

Fontes primárias: Também chamadas de corpos luminosos, são corpos que emitem luz própria, como
por exemplo, o Sol, as estrelas, a chama de uma vela, uma lâmpada acesa.

Fontes secundárias: Também chamadas de corpos iluminados, são os corpos que enviam a luz que
recebem de outras fontes, como por exemplo, a Lua, os planetas, as nuvens, os objetos visíveis que não
têm luz própria.

Quanto às suas dimensões, uma fonte pode ser classificada como:

Pontual ou puntiforme: uma fonte sem dimensões consideráveis que emite infinitos raios de luz.

Extensa: uma fonte com dimensões consideráveis em relação ao ambiente.

Meios de propagação da luz

Os diferentes meios materiais comportam-se de forma diferente ao serem atravessados pelos raios de
luz, por isso são classificados em:

Meio transparente: é um meio óptico que permite a propagação regular da luz, ou seja, o observador
vê um objeto com nitidez através do meio. Exemplos: ar, vidro comum, papel celofane, etc.

Meio translúcido: é um meio óptico que permite apenas uma propagação irregular da luz, ou seja, o
observador vê o objeto através do meio, mas sem nitidez.

Meio opaco: é um meio óptico que não permite que a luz se propague, ou seja, não é possível ver um
objeto através do meio.

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 101

Fenômenos ópticos
Ao incidir sobre uma superfície que separa dois meios de propagação, a luz sofre algum, ou mais do
que um, dos fenômenos a seguir:

Reflexão regular: a luz que incide na superfície e retorna ao mesmo meio, regularmente, ou seja, os
raios incidentes e refletidos são paralelos. Ocorre em superfícies metálicas bem polidas, como espelhos.

Reflexão difusa: a luz que incide sobre a superfície volta ao mesmo meio, de forma irregular, ou seja,
os raios incidentes são paralelos, mas os refletidos são irregulares. Ocorre em superfícies rugosas, e é
responsável pela visibilidade dos objetos.

Refração: a luz incide e atravessa a superfície, continuando a se propagar no outro meio. Ambos os
raios (incidentes e refratados) são paralelos, no entanto, os raios refratados seguem uma trajetória
inclinada em relação aos incididos. Ocorre quando a superfície separa dois meios transparentes.

Absorção: a luz incide na superfície, no entanto não é refletida e nem refratada, sendo absorvida pelo
corpo, e aquecendo-o. Ocorre em corpos de superfície escura.

Princípio da independência dos raios de luz

Quando os raios de luz se cruzam, estes seguem independentemente, cada um a sua trajetória.

Princípio da propagação retilínea da luz

Todo o raio de luz percorre trajetórias retilíneas em meios transparentes e homogêneos.

Um meio homogêneo é aquele que apresenta as mesmas características em todos os elementos de
volume.

Um meio isótropo, ou isotrópico, é aquele em que a velocidade de propagação da luz e as demais
propriedades ópticas independem da direção em que é realizada a medida.

Um meio ordinário é aquele que é, ao mesmo tempo, transparente, homogêneo e isótropo, como por
exemplo, o vácuo.

Propagação Retilínea da Luz: Em um meio homogêneo e transparente a luz se propaga em linha
reta. Cada uma dessas “retas de luz” é chamada de raio de luz.

Reversibilidade dos Raios de Luz: Se revertermos o sentido de propagação de um raio de luz ele
continua a percorrer a mesma trajetória, em sentido contrário.

O terceiro princípio pode ser verificado, por exemplo, na situação em que um motorista de táxi e seu
passageiro, este último no banco de trás, conversam, um olhando para o outro através do espelho central
retrovisor.
O domínio de validade da óptica geométrica é o de a escala em estudo ser muito maior do que o
comprimento de onda da luz considerada e em que as fases das diversas fontes luminosas não têm
qualquer correlação entre si. Assim, por exemplo é legítimo utilizar a óptica geométrica para explicar a
refração mas não a difração. Todos os três princípios podem ser derivados do Princípio de Fermat, de
Pierre de Fermat, que diz que quando a luz vai de um ponto a outro, ela segue a trajetória que minimiza

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 102

etc. como Christiaan Huygens e Thomas Young. não vale só para as ondas luminosas e sim para todas as ondas. natureza de onda estudada por ele. estes defendiam que a luz tinha características ondulatórias e não corpusculares como Isaac Newton acreditava.476. baseada no fenômeno de interferência e difração. O conhecimento dos fenômenos ondulatórios culminou em várias pesquisas de importantes cientistas. incidiam sobre um espelho e eram refletidas. inerente às ondas. é válida para todas as naturezas de onda. Tomando como exemplo ondas originadas de inúmeras perturbações superficiais (pulsos) periódicas em um balde largo e comprido de água inerte (parada). Mais tarde. com exceção à acústica. Outro exemplo importante foi o de Gauss. o tempo do percurso (tal princípio foi utilizado por Bernoulli para resolver o problema da braquistócrona. enquanto que o segundo. Esta teoria. percebe-se que as ondas se propagam no meio "batem" nas paredes do recipiente e "voltam" sem sofrerem perdas consideráveis de energia. Reflexão Há muitos séculos. curiosos gregos como Heron de Alexandria tentavam desvendar os mistérios da natureza. acústica. ou seja. e ainda que o ângulo de incidência é igual ao de reflexão. 103 . O primeiro fenômeno tem sua máxima expressão no estudo dos espelhos. por se propagar em todas as direções (tridimensional). Quando são refletidos em uma superfície rugosa: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. ora se comporta como onda ora como partícula. outro cientista célebre chamado Heinrich Rudolf Hertz. Os estudos do grego Alexandria resultaram na conclusão de que as ondas luminosas.416-96 . esse fenômeno é chamado de reflexão. Atualmente os conhecimentos adquiridos sobre este campo culminaram. ou seja. com suas descobertas e teorias sobre a reflexão da luz em espelhos esféricos e criador das fórmulas que permite calcular a altura e distância de uma imagem do espelho com relação ao objeto. aceita até os dias atuais. Note a semelhança entre os enunciados do princípio e do problema). do mar. A reflexão. cientistas como Niels Bohr (com seu modelo atômico mais complexo) perpassaram por estudos na área da reflexão. Durante sua propagação no espaço. tem nas lentes o mesmo papel. A óptica geométrica fundamentalmente estuda o fenômeno da reflexão luminosa e o fenômeno da refração luminosa. o que lhe rendeu o Nobel de Física. a da “Dupla fenda”. isso foi possível mediante a uma importante experiência feita por Young. Essa contradição permitiu à luz ter caráter dualista. no campo da óptica. runescape fotoelétrico que foi muito bem entendido e explicado pelo físico Albert Einstein. a onda propicia fenômenos que acontecem naturalmente e frequentemente. excitando-os e proporcionando-os a estes os chamados saltos quânticos que resultariam na "devolução" da radiação(pacote destes fótons) incidente. no entanto. na contemporânea mecânica quântica. em parte. quando um de seus postulados dizia que fótons poderiam interagir com os elétrons da camada mais exterior da eletrosfera de um átomo. em especial a ele a reflexão luminosa.

2. A velocidade de propagação e o comprimento de onda variam na mesma proporção. aquelas em que a direção de vibração é perpendicular à de propagação. nos corpos de superfície preta (corpos negros). sendo estes separados por uma parede espessa e relativamente alta. Ocorre. por exemplo.476. Interferência É quando duas ondas. isso é possível graças ao fenômeno de difração. como a produzida em uma corda esticada. Refração Leis da Refração 1. Se as amplitudes forem iguais elas se cancelam (a=0). é absorvida em S. Quando um vale e uma crista encontram-se. Quando dois vales se encontram sua amplitude é igualmente aumentada e os dois abaixam naquele ponto. A luz não poderia contornar a parede. apresenta um fenômeno denominado difração. Se as amplitudes foram diferentes elas se subtraem. Lei de Snell . ambos irão querer puxar cada elevação para o seu lado. A luz. Se uma pessoa tentar se comunicar com outra. Os raios de onda incidente. refratado e normal são coplanares. pois como a onda sonora possui um comprimento de onda na escala métrica. simultaneamente. que é uma forma de energia radiante. Quando ocorre o encontro entre duas cristas ambas aumentam sua amplitude.com Difração Uma onda quando perpassa um obstáculo que possui a mesma ordem de grandeza de seu comprimento de onda.416-96 . os dois se ouvirão em uma conversa.Descartes: a frequência e a fase não variam. modificando sua direção de propagação e contornando um obstáculo. 104 . Polarizar uma onda significa orientá-la em uma única direção ou plano. A onda é chamada polarizada quando a vibração ocorre em uma única direção. esta contornar a parede e atingir os ouvidos dos indivíduos.utilizado pra provar a característica ondulatória da luz. Esse fenômeno foi estudado pelo físico Thomas Young e representado em sua experiência junto ao de interferência . Fonte: osfundamentosdafisica. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Polarização A polarização é um fenômeno que pode ocorrer apenas com ondas transversais. aquecendo-a. pois possui um comprimento de onda na escala manométrica o que faz os indivíduos não se verem apenas se escutarem. Absorção No fenômeno de Absorção a luz incidente em um corpo não se reflete e nem se refrata.blogspot. se propagam no mesmo meio. Denomina-se então uma superposição de ondas.

chegando à outra extremidade do prima separadas. As laterais de um prisma são paralelogramos. que são dois meios homogêneos e transparentes. Quando esta separação acontece em um meio plano. é chamado prisma o elemento óptico transparente com superfícies retas e polidas que é capaz de refratar a luz nele incidida. A aplicação usual dos prismas ópticos é seu uso para separar a luz branca policromática nas sete cores monocromáticas do espectro visível. e logo ângulos de refração diferentes. O formato mais usual de um prisma óptico é o de pirâmide com base quadrangular e lados triangulares. Conforme mostra a figura abaixo: A fórmula que determina esta distância é: 𝐻 𝑛2 = ℎ 𝑛1 Onde n é o índice de refração Prisma Um prisma é um sólido geométrico formado por uma face superior e uma face inferior paralelas e congruentes (também chamadas de bases) ligadas por arestas. além de que. na separação entre a água e o ar. no entanto. Formação de imagens através de um dioptro Considere um pescador que vê um peixe em um lago. A figura acima representa um dioptro plano. O pescador o vê a uma profundidade h. cada cor da luz branca tem um índice de refração diferente. No entanto. chamamos então.476. em algumas situações poder refletir tais luzes. Dioptro É todo o sistema formado por dois meios homogêneos e transparentes. dioptro plano. para o contexto da óptica. sua velocidade é alterada. O peixe encontra-se a uma profundidade H da superfície da água. 105 . Funcionamento do prisma Quando a luz branca incide sobre a superfície do prima. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.416-96 .

416-96 .Prismas polarizados podem dividir o feixe de luz em componentes de variadas polaridades. e este arranca elétrons da placa metálica. não implicava na saída de nenhum único elétron que fosse da placa metálica. ou seja.476. pois ao reduzir a frequência da fonte abaixo de um certo valor o efeito desaparecia (chamado de frequência de corte). um feixe de luz. por exemplo. Espelhos Planos Fonte:www. 106 . Tipos de prismas . os elétrons não recebem nenhum tipo de energia. Placa metálica incidida por luz e perdendo elétrons devido o efeito fotoelétrico.infoescola. Mais tarde Einstein com a teoria dos fótons explicou que. a intensidade de luz é proporcional ao número de fótons e que como consequência determina o número de elétrons a serem arrancados da superfície da placa metálica e. para frequências abaixo deste valor independentemente de qualquer que fosse a intensidade. .com Características da imagem: -mesma distância que o objeto -mesma altura -direita (mesmo sentido que o objeto) -inversa -virtual 5 https://www.com/fisica/efeito-fotoeletrico/ Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. efeito fotoelétrico parece simples.infoescola. quanto maior a frequência maior é a energia adquirida pelos elétrons assim eles saem da placa e abaixo da frequência de corte. mas intrigou bastantes cientistas. Efeito Fotoelétrico5 O efeito fotoelétrico ocorre quando uma placa metálica é exposta a uma radiação eletromagnética de frequência alta. só em 1905 Einstein explicou devidamente este efeito e com isso ganhou o Prêmio Nobel. . assim não saem da placa.Prismas refletivos são usados para refletir a luz.Prismas dispersivos são usados para separar a luz em suas cores de espectro. Uma das dúvidas que se tinha a respeito era que quanto mais se diminuía a intensidade do feixe de luz o efeito ia desaparecendo e a respeito da frequência da fonte luminosa também intrigava muito os cientistas.

Se a parte espelhada for interna. em retrovisores de automóveis. o espelho é convexo. nos refletores atrás das lâmpadas de sistema de iluminação e projeção (lanternas e faróis. por exemplo. são utilizados os espelhos esféricos côncavos. Se essa for interna. por exemplo).416-96 . Os espelhos esféricos. na forma de uma calota esférica. etc. -Espelhos Côncavos: É toda e qualquer superfície espelhada (refletora). Esse espelho pode ser classificado de acordo com a superfície refletora. tanto côncavos quanto convexos.. Espelhos Esféricos É uma calota esférica que possui uma de suas partes polida e com alto poder de reflexão. Já os espelhos esféricos convexos são utilizados. são muito utilizados em nosso cotidiano. Nos estojos de maquiagem. Vejamos como devem ser feitos os raios de luz para a formação da imagem: Fonte:www. O espelho esférico pode ser côncavo ou convexo. o espelho é côncavo.476. o espelho chama-se côncavo. nas objetivas de telescópios.com Vamos analisar cada caso Objeto entre o centro de curvatura e o foco Características da imagem -invertida -depois do centro de curvatura -maior que o objeto -real Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. dependendo da face onde se encontra a superfície refletora. então o espelho é convexo.infoescola. 107 . e se a superfície refletora é a externa. Se a parte espelhada for externa.

108 .416-96 . Objeto depois do centro de curvatura Características da imagem -entre o centro de curvatura e o foco -menor que o objeto -invertida -real Objeto no centro de curvatura Características da imagem: -Real -invertida -imagem no centro de curvatura -mesmo tamanho do objeto Objeto entre o foco e o vértice Características da imagem: -virtual -direita -maior que o objeto -Espelhos Convexos Proporcionam um amplo campo de visão Fonte:www.476.com Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.infoescola.

Características da imagem:
-virtual
-menor
-direita

Lentes esféricas convergentes

- Em uma lente esférica com comportamento convergente, a luz que incide paralelamente entre si é
refratada, tomando direções que convergem a um único ponto.
- Tanto lentes de bordas finas como de bordas espessas podem ser convergentes, dependendo do
seu índice de refração em relação ao do meio externo.
- O caso mais comum é o que a lente tem índice de refração maior que o índice de refração do meio
externo. Nesse caso, um exemplo de lente com comportamento convergente é o de uma lente biconvexa
(com bordas finas):

Já o caso menos comum ocorre quando a lente tem menor índice de refração que o meio. Nesse caso,
um exemplo de lente com comportamento convergente é o de uma lente bicôncava (com bordas
espessas):

Lentes esféricas divergentes

Em uma lente esférica com comportamento divergente, a luz que incide paralelamente entre si é
refratada, tomando direções que divergem a partir de um único ponto. Tanto lentes de bordas espessas
como de bordas finas podem ser divergentes, dependendo do seu índice de refração em relação ao do
meio externo. O caso mais comum é o que a lente tem índice de refração maior que o índice de refração
do meio externo. Nesse caso, um exemplo de lente com comportamento divergente é o de uma lente
bicôncava (com bordas espessas):

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 109

Já o caso menos comum ocorre quando a lente tem menor índice de refração que o meio. Nesse caso,
um exemplo de lente com comportamento divergente é o de uma lente biconvexa (com bordas finas):

Fonte: www.brasilescola.com
Física - Óptica da Visão

Na Física, o estudo do comportamento dos raios luminosos em relação ao globo ocular é conhecido
como óptica da visão. Para entender a óptica da visão será necessário estudar, anteriormente, a estrutura
do olho humano.
Nossos olhos são constituídos de vários meios transparentes que levam os raios luminosos até a retina
(onde se formam as imagens).
Observe a figura abaixo:

Na óptica da visão é importante entender a função das partes mais importantes na formação de
imagens no globo ocular. Vamos ver estas partes e suas funções:
O cristalino funciona como uma lente convergente biconvexa.
A pupila funciona como um diafragma, controlando a quantidade de luz que penetra no olho.
Os músculos ciliares alteram a distância focal do cristalino, comprimindo-o.
A retina é a parte do olho sensível à luz. É nesta região que se formam as imagens.
Para que o olho consiga formar uma imagem com nitidez, um objeto é focalizado variando-se a forma
do cristalino. Essa variação da distância focal do cristalino é feita pelos músculos ciliares, através de uma
maior ou menor compressão destes sobre o cristalino. Esse processo é chamado de acomodação visual.
O sistema óptico do globo ocular forma uma imagem real e invertida no fundo do olho, mais
precisamente na retina. Como esta região é sensível à luz, as informações luminosas são transformadas
em sinais elétricos que escoam pelo nervo óptico até o centro da visão (região do cérebro). O cérebro
trata de decodificar estes sinais elétricos e nos mostrar a imagem do objeto focalizado.

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 110

Fonte: www.fisioterapiaparatodos.com

Pela figura acima, nota-se que as pessoas que possuem miopia, tem um olho mais longo, formando a
imagem antes e com a lente divergente, forma a imagem no foco.
As pessoas que tem hipermetropia, tem olhos longos, formando a imagem depois do foco e com a
lente convergente a imagem fica correta.
E o astigmatismo torna a imagem distorcida.

Adaptação visual

Chama-se adaptação visual a capacidade apresentada pela pupila de se adequar a luminosidade de
cada ambiente, comprimindo-se ou dilatando-se. Em ambientes com grande luminosidade a pupila pode
atingir um diâmetro de até 1,5mm, fazendo com que entre menos luz no globo ocular, protegendo a retina
de um possível ofuscamento. Já em ambientes mais escuros, a pupila se dilata, atingindo diâmetro de
até 10mm. Assim a incidência de luminosidade aumenta no globo ocular, possibilitando a visão em tais
ambientes.

Acomodação visual

As pessoas que tem visão considerada normal, emétropes, têm a capacidade de acomodar objetos
de distâncias de 25 cm em média, até distâncias no infinito visual.

Ponto próximo
A primeira distância (25cm) corresponde ao ponto próximo, que é a mínima distância que um pessoa
pode enxergar corretamente. O que caracteriza esta situação é que os músculos ciliares encontram-se
totalmente contraídos.
Neste caso, pela equação de Gauss:
1 1 1
𝑓
= 𝑝+𝑝′

Considerando o olho com distância entre a lente e a retina de 15mm, ou seja, p'=15mm:
1 1 1
= +
𝑓 250 15

1
= 0,0766
𝑓

𝑓 = 14,1 𝑚𝑚

Neste caso, o foco da imagem será encontrado 14,1mm distante da lente.
Ponto remoto

Quanto à distância infinita, corresponde ao ponto remoto, que a distância máxima alcançada para
uma imagem focada. Nesta situação os músculos ciliares encontram-se totalmente relaxados.
Da mesma forma que para o ponto próximo, podemos utilizar a equação de Gauss, para determinar o
foco da imagem.

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476.416-96
. 111

Para isso. Em linhas gerais. onde é colocada a lâmina que contém o objeto a ser observado e um espelho convergente (o condensador) para concentrar os raios luminosos sobre o objeto.  é um valor indeterminado. Nesta figura duas imagens podem ser vistas. Há uma condição para que a imagem formada seja nítida. podendo ser desprezado. Podem ser fisiológicas quando surgem naturalmente ou cognitivas quando se cria com artifícios visuais. 112 . De acordo com o foco objeto da lente usada como lupa. qualquer lente de aumento pode ser considerada como uma lupa. a outra é o rosto de uma senhora idosa que olha para o chão. também é chamada de microscópio simples e consiste em uma lente convergente.416-96 . menor que a distância focal da mesma. foi criada em 1915 pelo cartunista W. Uma das mais famosas imagens. mas se pensarmos que infinito corresponde a um valor muito alto. teremos que: 1 1 = 𝑓 15 𝒇 = 𝟏𝟓𝒎𝒎 Muitas vezes não temos muitos dados no exercício. temos uma distância mínima de visão nítida. Denis Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. posicionada de perfil olhando para longe. A lupa. uma armação articulada. fala simplesmente em ampliação. a imagem não será visível. Hill. preenchendo espaços que não ficam claros à primeira vista. que causa ilusão de óptica. Assim. Sua principal finalidade é a obtenção de imagens ampliadas. veremos que esta divisão resultará em um valor muito pequeno. de tal maneira que seus menores detalhes possam ser observados com perfeição. Este deve ser colocado a uma distância da lente. Instrumentos Ópticos6 Lupa É o instrumento óptico de ampliação mais simples que existe. E. logo. Uma é uma garota. utilizamos a fórmula: 𝑖 𝑝′ 𝑓 𝐴= =− = 𝑜 𝑝 𝑓−𝑝 Onde: I=tamanho da imagem O=tamanho do objeto P’=distância da imagem até o vértice P=distância do objeto até o vértice F=distância focal Ilusão de Óptica Ilusão de óptica são imagens que enganam momentaneamente o cérebro deixando o inconsciente confuso e fazendo com que este capte ideias falsas. Se a lente for colocado próximo a um objeto numa distância menor que a sua distância mínima de visão nítida. 6 Por ZILZ. Ex: o objeto foi aumentado em 2 vezes. 1 1 1 = + 𝑓  15 1 No entanto.476. Há tipos que constam de um suporte contendo a lente. cria imagens virtuais.

se a mesma se formar antes ou depois do filme teremos uma foto fora de foco. A principal diferença entre as lunetas astronômicas e terrestres é. são usadas na observação de objetos muitos distante. se baseia no princípio de que um objeto visto através de uma lente convergente. As lunetas de grande porte e alta capacidade de ampliação são dotadas de uma luneta menor pesquisadora.416-96 . Câmera Fotográfica A câmera fotográfica como um instrumento óptico de projeção. A primeira é a objetiva que é fortemente convergente (fornece uma imagem real e invertida) e possui pequena distância focal. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Quando em foco. é um instrumento óptico utilizado para observar regiões minúsculas cujos detalhes não podem ser distinguidos a olho nu. permite ao observador ver essa mesma imagem. a imagem que formada no filme fotográfico é real e invertida. 113 . A lente ou sistema de lente empregada recebe o nome de objetiva. Luneta As lunetas astronômicas são instrumentos ópticos de aproximação. que se encaixam um nos outros fazendo variar à vontade o comprimento do conjunto a fim de focar melhor objeto a ser observado. e mais ainda: seu tamanho é inversamente proporcional à distância foco objeto. Por isso. É importante que a imagem seja projetada sobre o filme. O sistema que permite o afastamento ou aproximação do conjunto ocular – objetiva permite uma melhor visualização do campo observado ao focalizá-lo. já que as primeiras possuem um campo de visão. Microscópio O microscópio composto. Aquelas apresentam a imagem final invertida. Os dois sistemas são colocados nas extremidades opostos de um conjunto de tubos concêntricos. e uma lente ocular com distância focal menor que proporciona uma imagem virtual e invertida do objeto. fica voltada para o objeto e forma no interior do aparelho a imagem do mesmo. e essas apresentam a imagem na posição real do objeto já que possuem sistemas de lentes adicionais entre a objetiva e a ocular. As lunetas astronômicas são instrumentos formados por dois sistemas ópticos distintos: uma lente objetiva de grande distância focal que proporciona uma imagem real e invertida do objeto observado. Essas lentes são colocadas diametralmente em extremidades opostas de um tubo. ou simplesmente. formando o conjunto chamado de canhão. além do porte.476. microscópio. a uma distância maior que a distância da mesma. ao formar uma imagem final virtual e direita. a posição da imagem. menos convergente que a objetiva. ajusta-se as lentes objetivas a fim de que obtenha-se uma imagem nítida. produz uma imagem real e invertida. A segunda é ocular também com pequena distância focal. É baseado no conjunto de duas lentes.

É composto por um par de tubos. (EEAR – Sargento – Controlador de Tráfego Aéreo – AERONÁUTICA/2015) O Distintivo da Organização Militar (DOM) da EEAR está diante de um espelho. sendo um tratamento antirreflexo. apenas ajudam a "quebrar" o excesso de luz em ambientes como praia ou montanhas com neve. Elas ficam mais afastadas entre si.Qualidade das lentes . De acordo com a figura. 114 .Tratamento dado às superfícies dos óticos . Questões 01. sendo que cada tubo possui igualmente uma lente objetiva (que fica na extremidade do binóculos. O binóculo primitivo era de uma objetiva com uma lente convergente no meio de duas lentes divergentes e uma lente ocular de sentido inverso.Estabilidade mecânica do corpo e do mecanismo de focalização. situado entre os tubos do binóculo.416-96 . como os telescópios. . O prisma Porro é mais simples. Os binóculos que possuem este sistema. onde é utilizado o método poli prisma. ou seja. do tipo: 7x50. Quanto maior a objetiva. mas tem melhor percepção da profundidade. com lentes. permitindo diminuir as aberrações cromáticas. Binóculos É um instrumento de óptica. mais próxima do objeto a ser visto) e uma lente ocular (que fica mais próxima dos olhos) e entre elas. Atualmente é constituído de uma lente ocular e de outra objetiva baseada nas lunetas astronômicas. qual o tipo de espelho diante do DOM? (A) côncavo (B) convexo (C) delgado (D) plano Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. O primeiro número significa a magnificação (ou aumento) e o segundo. isto porque as objetivas não estão alinhadas com as oculares. em alguns casos. Há ainda um sistema de foco. que definem a qualidade da imagem e o preço do binóculo. 12x60. mais luz entra e melhor será a visualização das imagens. interligados por um sistema articulado. A imagem obtida pelo espelho e o objeto estão mostrados na figura abaixo.Alinhamento da ótica . marítima e. No máximo. Os modelos que possuem lentes coloridas (vermelhas) recebem esse acabamento para diminuir a reflexão.Qualidade dos prismas .476. Há dois tipos de prisma. 20x70.A qualidade da imagem de um binóculo depende de cinco fatores: . o tamanho (em milímetros) da objetiva. que possibilitam um grande alcance da visão. Os binóculos possuem dois números impressos em seu corpo. ao olhar-se por um binóculo tem-se uma percepção da profundidade da cena. astronômica. O prisma Roof é o tipo mais complexo e é mais caro. visão tridimensional: pode-se notar a largura. um sistema de prismas. Como é utilizada a visão dos dois olhos em simultâneo. tem os tubos retos. altura e profundidade. Esse equipamento é adequado para visualização terrestre. As lunetas e telescópios não tem essa capacidade.

115 . (E) 3. Qual o valor do ângulo de reflexão desse raio? (A) 60° (B) 25° (C) 37° (D) 45° (E) 53° 04. Responda mediante o código: (A) se somente I for correta. Considerando válidas as condições de nitidez de Gauss. (D) se somente I e III forem corretas. (VUNESP) Para observar uma pequena folha em detalhes. da lente utilizada pelo estudante é igual a (A) 5. 03. em cm. portanto. um estudante utiliza uma lente esférica convergente funcionando como lupa. ele vê uma imagem virtual ampliada 2. (D) 4. O ângulo entre o raio refletido e a superfície do espelho será. (SEE/AC – Professor de matemática e Física – FUNCAB) O ângulo de incidência de um raio de luz em um espelho plano é 30. dizemos que houve refração da luz. (POLITEC/MT – Perito Criminal – FUNCAB) Afigura a seguir mostra um raio de luz incidindo sobre um espelho plano. 05.A primeira lei da refração diz que o raio incidente.476. (E) se I. (C) 6. (B) se somente II for correta. de: (A) 30º (B) 50º (C) 60º (D) 80º (E) 10º Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. II .Quando a transmissão da luz de um meio para outro é acompanhada de mudança de velocidade.Reflexão é o fenômeno óptico que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de origem. no ponto de incidência. (SECU/PI – Professor – Física – NUCEPE/2015) Sobre a refração e reflexão da luz considere as seguintes proposições: I . (C) se somente III for correta. Mantendo a lente na posição vertical e parada a 3 cm da folha. após incidir sobre um objeto ou superfície. II e III forem corretas. a distância focal.416-96 . estão contidos no mesmo plano. 02. o raio refratado e a normal. III . (B) 2.5 vezes.

(SEE/AL – Professor – Física – CESPE) A respeito da reflexão e da refração da luz.5 7. 06. 09. Quanto tempo a luz demora para chegar à Terra? (Considerando c = 300.000 km/s). uma lente convergente.416-96 .5 − 1 = 𝑓 7. 10. (B reflexão difusa. (C) refração. (D) difração. Resposta: A. através da visualização da imagem da chama da vela no anteparo. a) Descreva. Resposta: C. Como a pessoa vê a imagem desta palavra conjugada no espelho? Respostas 01. de maneira sucinta. (Ufg) Têm-se a sua disposição. direita e menor.000 km. (UFAL) A figura representa um feixe de raios paralelos incidentes numa superfície S e os correspondentes raios emergentes. um anteparo e uma mesa. Uma pessoa coloca diante de um espelho plano uma placa onde está escrita a palavra VESTIBULAR. A distância média entre a Terra e o Sol é de 150. 08. 𝑝′ 𝐴=− 𝑝 𝑝′ 2. ( ) certo ( ) errado 07. um instrumento de medida de comprimento. b) Dê as características da imagem formada no anteparo. Esta figura ilustra o fenômeno óptico da (A) dispersão. (E) reflexão regular. uma vela acesa.5cm 1 1 1 = + 𝑓 𝑝 𝑝′ 1 1 1 = − 𝑓 3 7. Como foi visto na teoria. 02. Na reflexão difusa.5 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.5 1 2.5 𝑓= = 5𝑐𝑚 1.5 = − 3 P’=-7.476. um procedimento experimental para se obter a distância focal da lente. em um ambiente escuro. na situação descrita no item a. 116 . o espelho convexo tem a imagem virtual. julgue o item subsequente. os raios de luz incidentes em uma dada superfície são refletidos obedecendo a diferentes orientações angulares.

Resposta: E.416-96 . projete neste último um ponto deluz. quando um raio encontra uma superfície difusa. 03. ou seja: Com isto.476. 08. o movimento deve ser uniforme. 117 . Resposta: a) Posicionar a vela de modo que a lente. 90-30=60º 06. e a reflexão será denominada de difusa. 05. Resposta: C. Resposta: O primeiro passo é entender o deslocamento da luz. caso a superfície seja rugosa. O ângulo de reflexão seria de 90-37=53°= ângulo de reflexão. Refração: a luz incide e atravessa a superfície. os raios refletem com diferentes ângulos. estão no mesmo plano.Resposta: E. A distância entre a vela e a lente é a distância focal da mesma. continuando a se propagar no outro meio. A reflexão é o fenômeno em que os raios de luz atingem determinada superfície e têm a sua direção de propagação alterada. a reflexão é chamada de regular. ou seja. Os raios incidente. b) Pontual e Real. a luz demora aproximadamente 8 minutos e 20 segundos para viajar do Sol até a Terra. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. basta substituir os valores dados no exercício: T=500s Ainda podemos expressar este tempo em minutos: Portanto. 10. 04. Resposta: E. 09. refratado e a normalmente são coplanares. 07. Como c é uma velocidade constante. Resposta: Certo. entre ela e o anteparo. porém. Resposta: B. Como vimos. os raios refletidos não serão paralelos. Quando os raios refletidos (emergentes) mantêm-se paralelos.

a unidade de carga elétrica é o coulomb (C). Associação de resistências em série e em paralelo. O modelo do sistema planetário é o modelo simples mais adotado para explicar como tais partículas se distribuem no átomo. Lei de Ohm – Efeito Joule. em órbita. O valor da carga do próton e do elétron é denominado quantidade de carga elementar (e) e possui o valor de: e=1. possuem a mesma quantidade de carga elétrica. Campo eletrico – campo de cargas pontuais – campo de uma carga esférica – movimento de uma carga em um campo uniforme. condutores eletrizados. e lançá-los em direção à um imã. Os prótons são partículas com cargas positivas. mas os elétrons têm massa milhares de vezes menor. O próton e o elétron. onde ficam os prótons e nêutrons e uma eletrosfera. por: A carga elétrica é uma propriedade que está intimamente associada a certas partículas elementares que formam o átomo (prótons e elétrons). os elétrons tem carga negativa e os nêutrons tem carga neutra. Os átomos são formados por um núcleo. em módulo. Experiência de Oersted – campo magnético de uma carga em movimento – indução magnética. No Sistema Internacional de Unidades (SI). 118 . Corrente elétrica. De acordo com o modelo planetário.10-19 C Como 1 C é uma quantidade de carga elétrica muito grande. Essa quantidade de carga pode ser determinada através da seguinte expressão: Q=n . Geradores de corrente contínua: força eletromotriz e resistência interna – circuitos elétricos. Esta propriedade de cada uma das partículas é chamada carga elétrica. onde os elétrons permanecem.416-96 . já os elétrons estão em uma região denominada eletrosfera. CARGAS ELÉTRICAS Toda a matéria que conhecemos é formada por moléculas. diferença de potencial. os prótons seriam desviados para uma direção. Força eletromotriz induzida – Lei de Faraday – Lei de Lenz – ondas eletromagnéticas. Os prótons e nêutrons têm massa praticamente igual. nêutrons e elétrons de um átomo. Podemos representar um átomo. é comum a utilização dos seus submúltiplos: 1 mC (milicoulomb)= 10-3 C 1 μC (microcoulomb)= 10-6 C 1 nC (nanocoulomb)= 10-9 C A quantidade de carga elétrica total (Q) será sempre um múltiplo inteiro (n) vezes o valor da carga elementar (e). Sendo m a massa dos prótons. embora fora de escala. os prótons e nêutrons localizam-se no núcleo.476. que são compostos por três tipos de partículas elementares: prótons. Se pudéssemos separar os prótons. ELETROSTÁTICA A eletrostática é a parte da Física responsável pelo estudo das cargas elétricas em repouso. Eletricidade: Carga elétrica – Lei de Coulomb “eletrizacao”. por sua vez. podemos representar a massa dos elétrons como: Ou seja. os elétrons a uma direção oposta a do desvio dos prótons e os nêutrons não seriam afetados. Esta. nêutrons e elétrons. e Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a massa dos elétrons é aproximadamente 2 mil vezes menor que a massa dos prótons.6 . resistência elétrica. Força exercida por um campo magnético sobre uma carga elétrica e sobre condutor retilíneo. é formada de átomos.

Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a qual assegura que em um sistema isolado. A eletrostática é basicamente descrita por dois princípios. Atração dos corpos Quando partículas estão eletrizadas com cargas de sinais contrários. Obs. Dessa forma. não há perdas. 119 . se atraem. quando ganha elétrons. Portanto. Processo de eletrização por atrito ente o vidro e a lã Eletrização por contato Quando dois corpos (um eletrizado e outro inicialmente neutro) entram em contato. se repelem. Corpo eletrizado positivamente Quando um corpo possui uma maior quantidade de cargas positivas.476. e por isso está eletrizado positivamente.: Um corpo nunca ganha prótons. dizemos que o corpo se encontra eletrizado. Repulsão dos corpos Quando partículas estão eletrizadas com cargas de sinais iguais. quando o corpo apresenta número de prótons diferente do número de elétrons. Corpo eletrizado negativamente É quando um corpo possui mais cargas negativas que positivas. o da atração e repulsão de cargas conforme seu sinal (sinais iguais se repelem e sinais contrários se atraem) e a conservação de cargas elétricas. porque está localizado na parte central do núcleo do átomo. Corpo neutro np=ne Corpo positivo npne Cedeu elétrons Corpo negativo np ne Recebeu elétrons ELETRIZAÇÃO Eletrizar um corpo significa basicamente tornar diferente o número de prótons e de elétrons (adicionando ou reduzindo o número de elétrons). ou seja. um corpo estará eletrizado quando perde ou recebe elétrons. se eletrizam e. Processos de Eletrização Eletrização por atrito Quando dois corpos inicialmente neutros são atritados. o corpo apresenta carga elétrica diferente de zero. ou seja. Geralmente quando um corpo qualquer apresenta o número de prótons igual ao de elétrons dizemos que esse corpo está eletricamente neutro. a soma de todas as cargas existentes será sempre constante. ou seja. o corpo neutro fica com a mesma carga do eletrizado. em virtude do atrito ocasionado. o corpo possui carga total igual a zero. ou seja. dizemos que perdeu elétrons. um corpo ficará com carga positiva e o outro com carga negativa.416-96 .

após serem separados os dois o corpo A é posto em contato com um terceiro corpo condutor C de carga qual é a carga em cada um após serem separados? Ou seja. pois se ele tiver falta de elétrons.416-96 . neste momento: Após o segundo contato. 120 . Qual é a carga em cada um deles após serem separados. Um corpo condutor A com carga é posto em contato com outro corpo condutor B com carga . Eletrização por indução É quando a eletrização de um corpo inicialmente neutro (induzido) acontece por simples aproximação de um corpo carregado (indutor). Um corpo eletrizado em contato com a terra será neutralizado. estes serão descarregados na terra. Processo de Eletrização por contato Por exemplo: Um corpo condutor A com carga é posto em contato com outro corpo neutro . Processo de eletrização por indução Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. estes serão doados pela terra e se tiver excesso de elétrons. a carga após os contados no corpo A será +1C. O induzido deve estar ligado a Terra ou a um corpo maior que possa lhe fornecer elétrons ou que dele os receba num fluxo provocado pela presença do indutor. no corpo B será -2C e no corpo C será +1C. tem-se: E neste momento: Ou seja.476. sem que haja contato entre os corpos.

R2. a outra diminui o seu valor de forma proporcional. R4 são as resistências nos braços da ponte em ohms (?) Exemplo de Aplicação: Qual é o valor de R4 na ponte mostrada na figura 1 quando na condição de equilíbrio é encontrada sendo R1 = 100 ohms. uma das resistências é desconhecidas (R4 = Rx. Pode ser utilizado também para se medir duas resistências que variam de maneira espelhada.476. Figura 1 – O circuito básico da ponte. PONTE DE WHEATSTONE A ponte de Wheatstone é um circuito elétrico utilizado para medir uma resistência desconhecida. 121 . enquanto uma aumenta seu valor. Encontrar o campo magnético resultante de uma corrente envolve o produto vetorial e é inerente a um problema de cálculo quando a distância de uma corrente para um ponto está constantemente em movimento. No entanto. Isso ocorre de maneira semelhante à Lei de Coulomb. Quando utilizada para medidas de resistências. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a ponte pode ser alimentada por um sinal de áudio caso em que o dispositivo sensor pode ser um fone de ouvido de alta impedância ou ainda um transdutor piezoelétrico. normalmente com valor próximo às outras resistências do circuito. por exemplo) e outra é variável para encontrar o ponto de equilíbrio da ponte (R3 por exemplo) Formula 1 Quando no equilíbrio: R4 = (R1/R2) * R3 Onde: R1. R3. R2 =200 ohms e R3 = 300 ohms? Dados: R1 = 100 ohms R2 = 200 ohms R3 = 300 ohms R4 = ? Usando a fórmula 1: R4 = (100/200) * 300 R4 = 150 ohms LEI DE BIOT-SAVART A Lei de Biot-Savart relaciona campo magnético com a corrente que a gera. Isso ocorre de maneira semelhante à Lei de Coulomb. O circuito de uma ponte de Wheatstone é mostrado na figura 1. O dispositivo sensor de equilíbrio pode ser um galvanômetro se a ponte for alimentada por tensão contínua. que relaciona campo elétrico às cargas que o geram. que relaciona campo elétrico às cargas que o geram.416-96 .

122 . e seu valor é igual a: Então podemos escrever a equação da lei de Coulomb como: Onde: F → é a força elétrica entre as cargas k → é a constante eletrostática no vácuo (ko = 9 x 109 N. Ou seja: Onde a equação pode ser expressa por uma igualdade se considerarmos uma constante k. O valor mais usual de k é considerado quando esta interação acontece no vácuo. produzido pela carga em um ponto P a uma distância r dela.m2/C2) Q → carga elétrica d → distância Unidades no SI: Cargas Q1 e Q2 – coulomb (C) Distância d – metro (m) Força elétrica F – newton (N) Constante eletrostática k – N. Pela figura. independente do sentido para onde o vetor que as descreve aponta. que depende do meio onde as cargas são encontradas. O que a Lei de Coulomb enuncia é que a intensidade da força elétrica de interação entre cargas puntiformes é diretamente proporcional ao produto dos módulos de cada carga e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa. Na figura acima temos uma carga q positiva que se move com uma velocidade v. Vamos agora considerar o plano determinado por v e P: através da regra da mão direita podemos determinar o campo magnético (B). com dimensão e massa desprezível. podemos achar o módulo do campo magnético (B) através da equação: LEI DE COULOMB Esta lei. formulada por Charles Augustin Coulomb. Dessa forma. mas estas forças de interação têm intensidade igual.m2/C2 Para se determinar se estas forças são de atração ou de repulsão utiliza-se o produto de suas cargas. ou seja: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.476. refere-se às forças de interação (atração e repulsão) entre duas cargas elétricas puntiformes. cargas com sinais opostos são atraídas e com sinais iguais são repelidas. podemos ver que o campo é perpendicular ao plano. ou seja.416-96 . Lembrando que. pelo princípio de atração e repulsão.

CAMPO ELETRICO
O campo elétrico é o campo de força provocado pela ação de cargas elétricas, (elétrons, prótons ou
íons) ou por um sistemas delas. Cargas elétricas num campo elétrico estão sujeitas e provocam forças
elétricas.
A fórmula usada para se calcular a intensidade do vetor campo elétrico (E) é dada pela relação entre
a força elétrica (F) e a carga de prova (q):

E as unidades de campo elétrico se dão em:

Vale notar que um campo elétrico só pode ser detectado a partir da interação do mesmo com uma
carga de prova. Caso não haja interação com a carga, podemos dizer que o campo não existe naquele
local.
Quando o campo elétrico é criado em uma carga positiva ele, por convenção, terá um sentido de
afastamento

Quando o campo elétrico é criado em uma carga negativa ele, por convenção, terá um sentido de
aproximação.

A direção do campo elétrico é a mesma da força elétrica; seu sentido dependerá do sinal da carga
q0:
• q0 > 0, o sentido do campo é o mesmo da força;
• q0< 0, o sentido do campo é contrário ao da força

POTENCIAL ELÉTRICO
Potencial elétrico é uma grandeza escalar que mede a energia potencial elétrica por unidade de carga
de prova, ou seja, é a constante de proporcionalidade na razão entre energia potencial elétrica e carga
de prova.
De forma análoga ao Campo Elétrico, o potencial pode ser descrito como o quociente entre a energia
potencial elétrica e a carga de prova q. Ou seja:
Logo:

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. 123

A unidade adotada, no SI para o potencial elétrico é o volt (V), em homenagem ao físico italiano
Alessandro Volta, e a unidade designa Joule por coulomb (J/C).
Quando existe mais de uma partícula eletrizada gerando campos elétricos, em um ponto P que está
sujeito a todas estes campos, o potencial elétrico é igual à soma de todos os potenciais criados por cada
carga, ou seja:

Uma maneira muito utilizada para se representar potenciais é através de equipotenciais, que são linhas
ou superfícies perpendiculares às linhas de força, ou seja, linhas que representam um mesmo potencial.

Trabalho de uma força elétrica
O trabalho que uma carga elétrica realiza é análogo ao trabalho realizado pelas outras energias
potenciais usadas no estudo de mecânica, ou seja:
Se imaginarmos dois pontos em um campo elétrico, cada um deles terá energia potencial dada por:

Sendo o trabalho realizado entre os dois pontos:

Mas sabemos que, quando a força considerada é a eletrostática, então:

Considere dois pontos de um campo elétrico, A e B, cada um com um posto a uma distância diferente
da carga geradora, ou seja, com potenciais diferentes. Se quisermos saber a diferença de potenciais entre
os dois devemos considerar a distância entre cada um deles. Dessa maneira, teremos que sua tensão
ou d.d.p (diferença de potencial) será expressa por U e calculada por:

Exemplo:
Uma partícula com carga q = 2. 10-7 C se desloca do ponto A ao ponto B, que se localizam numa
região em que existe um campo elétrico. Durante esse deslocamento, a força elétrica realiza um trabalho
igual a 4. 10-3 J sobre a partícula. Determine a diferença de potencial VA – VB entre os dois pontos
considerados.
Como o trabalho realizado pela força elétrica no deslocamento é igual à carga vezes a diferença de
potencial, assim temos:

Como o exercício pede a diferença de potencial e nos fornece outros dados, temos:

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. 124

Questões

01. Um corpo condutor inicialmente neutro perde 5,0.1013 elétrons . Considerando a carga elementar
e=1,6.10-19 C , qual será a carga elétrica no corpo após esta perda de elétrons?

02. Um corpo possui 5,0.1019 e 4,0.1019 . Considerando a carga elementar e=1,6.10-19 C, qual a carga
deste corpo?

03. (UFRN) Uma das aplicações tecnológicas modernas da eletrostática foi a invenção da impressora
a jato de tinta. Esse tipo de impressora utiliza pequenas gotas de tinta, que podem ser eletricamente
neutras ou eletrizadas positiva ou negativamente. Essas gotas são jogadas entre as placas defletoras da
impressora, região onde existe um campo elétrico uniforme E, atingindo, então, o papel para formar as
letras. A figura a seguir mostra três gotas de tinta, que são lançadas para baixo, a partir do emissor. Após
atravessar a região entre as placas, essas gotas vão impregnar o papel. (O campo elétrico uniforme está
representado por apenas uma linha de força.)

Pelos desvios sofridos, pode-se dizer que a gota 1, a 2 e a 3 estão, respectivamente:
(A) carregada negativamente, neutra e carregada positivamente
(B) neutra, carregada positivamente e carregada negativamente
(C) carregada positivamente, neutra e carregada negativamente
(D) carregada positivamente, carregada negativamente
(E) neutra

04. (UNI-RIO) Três esferas idênticas, muito leves, estão penduradas por fios perfeitamente isolantes,
num ambiente seco, conforme mostra a figura. Num determinado instante, a esfera A (QA =20µ C) toca
a esfera B (QB=- 2 µC); após alguns instantes, afasta-se e toca na esfera C (QC=- 6 µC), retornando à
posição inicial.

Após os contatos descritos, as cargas das esferas A, B e C são, respectivamente, iguais a (em C):
(A) QA= 1,5 QB= 9,0 QC= 1,5
(B) QA= 1,5 QB= 11 QC = 9,0
(C) QA= 2,0 QB= -2,0 QC = -6,0
(D) QA= 9,0 QB= 9,0 QC= 9,0
(E) QA= 9,0 QB= 9,0 QC = 1,5

05. (Efoa-MG) Um sistema é constituído por um corpo de massa M, carregado positivamente com
carga Q, e por outro corpo de massa M, carregado negativamente com carga Q. Em relação a este
sistema pode-se dizer que:
(A) sua carga total é -Q e sua massa total é 2M
(B) sua carga total é nula e sua massa total é 2M
(C) sua carga total é +2Q e sua massa total é 2M
(D) sua carga total é +Q e sua massa total é nula
(E) sua carga total é nula e sua massa total é nula

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. 125

Um ímã temporal tem propriedades magnéticas apenas enquanto se encontra sob ação de outro campo magnético. ela é positiva. temporais ou eletroímãs. A gota 3 desvia-se no sentido contrário de E. Os ímãs artificiais também são subdivididos em: permanentes. Logo. A gota 1 desvia-se no sentido do campo E. Respostas 01. Resposta: Primeiramente verificamos que o corpo possui maior número de prótons do que de elétrons. mas que pode adquirir permanente ou instantaneamente características de um ímã natural. ela é neutra. A carga total do sistema é +Q . 126 . Essa carga é calculada por: 03. Resposta: B. portanto o corpo está eletrizado positivamente.Q =0 A massa total do sistema é M + M=2M ELETROMAGNETISMO ÍMÃS E MAGNETOS Um ímã é definido com um objeto capaz de provocar um campo magnético à sua volta e pode ser natural ou artificial. 05. por exemplo. norte e sul. como em um ímã em forma de disco. Logo. como por exemplo. os materiais que possibilitam este tipo de processo são chamados paramagnéticos. Um ímã natural é feito de minerais com substâncias magnéticas. Suas características dependem da passagem de corrente pelo condutor. Logo. Resposta: 02. ao cessar a passagem de corrente cessa também a existência do campo magnético. Polos magnéticos São as regiões onde se intensificam as ações magnéticas. estes materiais são chamados ferromagnéticos. Um ímã permanente é feito de material capaz de manter as propriedades magnéticas mesmo após cessar o processo de imantação. e um ímã artificial é feito de um material sem propriedades magnéticas. com carga equivalente à diferença entre a quantidade de prótons e elétrons. a magnetita. Resposta: A. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Por esta razão são chamados dipolos magnéticos. normalmente localizados em suas extremidades. 04. ela é negativa. A gota 2 não sofre desvio. Um eletroímã é um dispositivo composto de um condutor por onde circula corrente elétrica e um núcleo. Um ímã é composto por dois polos magnéticos. exceto quando estas não existirem. normalmente de ferro.476. Resposta: C.416-96 .

476. portanto são linhas fechadas e sua orientação interna é do polo sul ao polo norte. Imagem7 CAMPO MAGNÉTICO Um campo magnético é criado pela influência das correntes elétricas que estão em movimento e pelos ímãs. porém com o passar dos tempos estudiosos começaram a criar teorias sobre o assunto. O fenômeno do atração ocorre quando aproximamos dois ímãs e eles se unem devido a eles possuem polos de nomes diferentes. onde conseguiu identificar as causas da atração dos ímãs e também das correntes elétricas. sendo que estes "nomes" são os polos norte ou sul. Física. As linhas de indução existem também no interior do ímã. as linhas de indução não podem se cruzar e são mais densas onde o campo é mais intenso. 1ªEd.3.416-96 . NEWTON. Já o fenômeno da repulsão acontece quando aproximamos dois ímãs com polos magnéticos de nomes iguais. desde o seus mais antigos desdobramentos. o polo norte magnético deve apontar para o polo norte geográfico e o polo sul magnético para o polo sul geográfico. tornando-se a bobina num 7 extraída de GUALTER. o magnetismo era associado apenas aos ímãs. ou seja. 127 . Assim como as linhas de força. Desta forma. HELOU. ou seja polos magnéticos de mesmo nome se repelem. os polos magnéticos de nomes diferentes se atraem. Saraiva. Ed. eles podem atrair-se ou repelir-se. Inicialmente. Para que sejam determinados estes polos. após essas descobertas ele uniu a eletricidade com o magnetismo. A sua aplicação mais evidente é a de produzir magnetismo. James Maxwell criou a teoria do eletromagnetismo. Ao pegarmos dois ímãs e ao aproximarmos eles uns dos outros. São Paulo. 2010 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. se deve suspender o ímã pelo centro de massa e ele se alinhará aproximadamente ao polo norte e sul geográfico recebendo nomenclatura equivalente. Vol. CORRENTES GERANDO CAMPOS MAGNÉTICOS (FIOS E BOBINAS) Um simples rolo de fios encontra diversos usos na eletrônica.

476. ou seja. Devido ao fato de que o campo magnético ao redor de um fio ser circular e perpendicular a este. Para cargas positivas este desvio acontece para cima: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A validade desta afirmação é assegurada independentemente do sinal da carga estudada. e outro onde a direção do movimento é qualquer. Mas podemos dividir este estudo para um caso peculiar onde a carga se move em direção perpendicular ao campo. EFEITOS DE UM CAMPO MAGNÉTICO SOBRE CARGA Como os elétrons e prótons possuem características magnéticas. Bobinas são empregadas assim. Carga elétrica com velocidade em direção diferente do campo elétrico Quando uma carga é abandonada nas proximidades de um campo magnético estacionário com velocidade em direção diferente do campo. ao serem expostos à campos magnéticos. este interage com ela. Seu funcionamento parte do princípio de que. No entanto. o magnetismo produzido pode ser muito fraco. gera-se um campo magnético e. e e resultará em um terceiro vetor perpendicular a ambos. este movimento será desviado de forma perpendicular ao campo e à velocidade. isso é claro." Sempre que uma carga se movimenta na mesma direção do campo magnético. sendo ela positiva. ou seja. gera- se eletricidade em qualquer enrolamento de fio dentro das linhas de força do campo magnético.416-96 . se uma partícula com carga q for abandonada em sua vizinhança com velocidade nula não será observado o surgimento de força magnética sobre esta partícula. ou seja. a corrente elétrica fluirá melhor. Em fios de maior espessura. Podemos estabelecer pelo menos três resultados: Carga elétrica em repouso "Um campo magnético estacionário não interage com cargas em repouso. quando se interrompe um campo magnético. quando a corrente elétrica passa num enrolamento de fios. sendo no seu sentido ou contrário. ímã elétrico ou eletroímã. Então esta força será dada pelo produto entre os dois vetores." Tendo um Ímã posto sobre um referencial arbitrário R. partículas com uma velocidade inicial no momento da interação. exceto igual à do campo. não há aparecimento de força eletromagnética que atue sobre ela. Carga elétrica com velocidade na mesma direção do campo "Um campo magnético estacionário não interage com cargas que tem velocidade não nula na mesma direção do campo magnético. A solução mais comum para reforçar a potência da bobina é introduzir um peça de ferro macio em seu interior. Este será o sentido do vetor força magnética. para cima ou para baixo. que o vetor campo magnético em cada ponto não varia com o tempo. inversamente. Carga com movimento perpendicular ao campo Experimentalmente pode-se observar que se aproximarmos um ímã de cargas elétricas com movimento perpendicular ao campo magnético. Supondo: campos magnéticos estacionários. o mesmo ocorrendo em um conjunto de fio mais extenso. sendo submetidos a uma força magnética . para as pequenas correntes usadas nos casos habituais. este é chamado um produto vetorial e é uma operação vetorial que não é vista no ensino médio. 128 . uma maneira fácil de amplificar o campo magnético produzido é enrolar o fio como uma bobina Sua potência depende ainda da espessura e da quantidade de fio utilizado em sua composição. negativa ou neutra. como indutor. interagem com este. um dispositivo elétrico passivo que tem como utilidade armazenar energia em forma de um campo magnético. Um exemplo deste movimento é uma carga que se movimenta entre os polos de um Ímã. dependendo da potência que se deseja conseguir. e que o vetor campo magnético no referencial adotado é .

. sendo o ângulo formado entre e então substituindo vpor sua componente perpendicular teremos: Aplicando esta lei para os demais casos que vimos anteriormente. que denomina . então sen = 1. então sen = 0. o caso onde a carga tem movimento perpendicular ao campo é apenas uma peculiaridade de interação entre carga e campo magnético. portanto . 129 . portanto F = 0 se = 90°. veremos que: se v = 0. Consequentemente a força será calculada por: Medida em newtons (N) Carga movimentando-se com direção arbitrária em relação ao campo Como citado anteriormente. E para cargas negativas para baixo. Para o cálculo da intensidade do campo magnético se considera apenas o componente da velocidade perpendicular ao campo. então F = 0 se = 0° ou 180°. A intensidade de será dada pelo produto vetorial . em homenagem ao físico iugoslavo Nikola Tesla. ou seja.476. que para o caso particular onde e são perpendiculares é calculado por: A unidade adotada para a intensidade do Campo magnético é o tesla (T).416-96 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Para os demais casos a direção do vetor será perpendicular ao vetor campo magnético e ao vetor velocidade .

Para cargas negativas. Essa grandeza é chamada de permeabilidade magnética do meio. é T. Em segundo lugar. 130 . e seu sentido será o de um vetor que sai do dorso da mão. bastando medir a diferença de potencial entre as superfícies superior e inferior. por definição: μo = 4π. A unidade de μ. R = 2 cm = 2 x 10-2 m. temos que as grandezas envolvidas no exemplo são: i = 5 A. é possível determinar o sinal da carga dos portadores. a permeabilidade magnética (μo) vale. o que Edwin Hall descreveu foi o surgimento de regiões com carga negativa e outras com carga positiva no condutor. e seu sentido será o de um vetor que sai da palma da mão. Calculemos. Com a mão aberta. Determine o campo magnético de um ponto situado a 2 cm do fio. Em primeiro lugar. a eq. EFEITO HALL Em 1879. criando um campo magnético perpendicular ao campo gerado pela corrente principal.416-96 . portanto. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Hall percebeu um fenômeno peculiar.m/A (tesla x metro/ampere). Calculamos o campo através da equação acima. o vetor que entra na palma da mão.10-7T. Regra da mão direita Um método usado para se determinar o sentido do vetor é a chamada regra da mão direita espalmada. fornece o valor da densidade de portadores.m/A Vejamos um exemplo: Suponha que temos um fio percorrido por uma corrente de intensidade igual a 5 A. no SI. Na época já se sabia que quando o fio percorrido por corrente elétrica era exposto a um campo magnético as cargas presentes neste condutor eram submetidos a uma força que fazia com que seu movimento fosse alterado. durante experiências feitas para se medir diretamente o sinal dos portadores de carga em um condutor Edwin H. vetor terá a direção de uma linha que atravessa a mão. Para cargas positivas. A intensidade do campo magnético gerado ao redor do fio condutor retilíneo é dada pela seguinte equação: Onde μ é a grandeza física que caracteriza o meio no qual o fio condutor está imerso. isto é.476. Esses dois resultados são de extrema importância na indústria eletrônica. Para o vácuo. No entanto. O efeito Hall permite a obtenção de dois resultados importantes. se aponta o polegar no sentido do vetor velocidade e os demais dedos na direção do vetor campo magnético. vetor terá a direção de uma linha que atravessa a mão. pois permite a fabricação de dispositivos que dependem do tipo (elétrons ou lacunas) e da quantidade de portadores.

. enquanto que no interior da magnetização devem ser adicionados a H . Fora o íman. chumbo. por isso. Eles são fortemente atraídos pelos imãs. como: alumínio. em uma tentativa de separar os polos norte e sul. Uma extensão deste método que permite cargas magnéticas internas é usada em teorias de ferromagnetismo. prata etc. também chamados correntes Ampèrian. Se um ímã de barra é dividido em duas partes. diamagnéticos e paramagnéticos. . Embora para muitos propósitos. que permanece quando o material é removido.Paramagnéticos: Pertencem a esse grupo os materiais que possuem elétrons desemparelhados. 131 . Outro modelo é o Ampère modelo. É como se possuíssem uma memória magnética. o resultado será dois ímãs de barra. é conveniente pensar em um ímã como tendo norte distinta e polos magnéticos sul.Diamagnéticos: São materiais que. paramagnéticos e ferromagnéticos. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. MODELO MICROSCÓPICO PARA ÍMAS E PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DOS MATERIAIS Existem dois modelos diferentes para ímãs: os polos magnéticos e correntes atômicas. Nesta abordagem. o efeito líquido de as correntes microscópicas ligado é fazer com que os ímãs se comportam como se há uma folha macroscópica da corrente eléctrica que flui ao redor da superfície. em todo o material. Para uma barra magnética cilíndrica uniformemente magnetizado. É de acordo com esse comportamento que as propriedades magnéticas dos materiais são definidas. a divergência da magnetização ∇ • M dentro de um ímã e da superfície normal componente M • n são tratados como uma distribuição de monopolos magnéticos.476. esse tipo de material não é atraído por imãs. Se a distribuição de polos magnéticos é conhecido. onde todos magnetização é devido ao efeito de microscópicos. São objetos fracamente atraídos pelos imãs. ao serem submetidos a um campo magnético externo. apenas a superfície faz uma contribuição líquida. e esse comportamento é observado em poucas substâncias. raspar a camada exterior de um ímã não destruir o seu campo magnético. ouro. A regra da mão direita indica a direção que o fluxo de corrente. o campo B é proporcional à H . se colocados na presença de um campo magnético externo. ficam alinhados no mesmo sentido do campo ao qual foram submetidos. mas vai deixar uma nova superfície de correntes não cancelados a partir das correntes circulares em todo o material. em três tipos: ferromagnéticos.Ferromagnéticos: quando esses materiais são submetidos a um campo magnético externo. O imã não tem norte ou sul partículas distintas em lados opostos. entre elas estão: ferro. uma versão da abordagem magnético polos é usado por magneticians profissionais para projetar ímãs permanentes. Correntes microscópicas em átomos no interior do material são geralmente cancelado por correntes em átomos vizinhos. Esta é uma conveniência matemática e não implica que há realmente monopolos no ímã. níquel. estabelecem em seus átomos um campo magnético em sentido contrário ao que foi submetido. o conceito de polos não deve ser tomado literalmente: é O campo de um ímã de barra cilíndrica calculado com modelo de Ampère. circulares correntes ligadas. Elas podem ser classificadas em três tipos: diamagnéticos. No entanto. O magnetismo é uma propriedade dos átomos que tem origem em sua estrutura atômica. É resultado da combinação do momento angular orbital e do momento angular de spin do elétron. A forma como ocorre a combinação entre esses momentos angulares determina como o material irá se comportar na presença de outro campo magnético. com a direção de fluxo local normal ao eixo do cilindro.416-96 . cobalto e alguns de seus compostos. . então o modelo de polo dá o campo magnético H . bismuto. que. magnésio. mas que desaparece assim que o campo externo é removido. Em razão desse comportamento. de acordo com as suas propriedades magnéticas. que desaparece assim que o campo externo é retirado. Propriedades magnéticas dos materiais Os materiais podem ser classificados. sódio. adquirem campo magnético no mesmo sentido do campo ao qual foram submetidos. cálcio etc. ou atómicas. São exemplos: mercúrio. Apenas uma maneira de se referir às duas extremidades diferentes de um ímã. cada um dos quais tem tanto um polo norte e sul.

Sem alterar a posição do imã. (EEAR – Sargento – Controlador de Tráfego Aéreo – AERONAUTICA) Um imã em formato de barra. foi seccionado em duas partes. Questões 01. após a secção. RS e TU. são aparentemente idênticas.476. como o da figura I. 132 . Q repele U e atrai S. Verifica-se experimentalmente que P atrai S e repele T. é possível concluir que: (A) PQ e TU são ímãs (B) PQ e RS são imãs (C) RS e TU são imãs (D) as três são imãs (E) somente PQ é imã 03(ITA-SP) Um pedaço de ferro é posto nas proximidades de um ímã. Qual é a única afirmação correta relativa à situação em apreço? (A) é o imã que atrai o ferro (B) é o ferro que atrai o ímã (C) a atração do ferro pelo ímã é mais intensa do que a atração do ímã pelo fero (D) a atração do ímã pelo ferro é mais intensa do que a atração do ferro pelo ímã (E) a atração do ferro pelo ímã é igual à atração do ímã pelo ferro Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. conforme o esquema abaixo. como mostra a figura II. Então. PQ. cada pedaço formado terá a configuração: (A) (B) (C) (D) 02(PUC-RS) Três barra.416-96 .

Fmin = qvB sen 0o= 0 N. 02. ficará Norte e Sul no mesmo ímã. Resposta: E 04. com os polos respectivos nas posições indicadas. Portanto Fmax = qvB sen 90o = (1. O retângulo tracejado representa a posição em que você vai colocar um ímã. (b) Como a = F/me = (qvB sen θ)/me temos que: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.2×106m/s num campo magnético de intensidade 83 mT. (Cesgranrio-RJ) a bússola representada na figura repousa sobre a sua mesa de trabalho. 04. Resposta: B 05. quais são o maior e o menor modulo da força que o elétron pode sentir devido a este campo? (b) Num certo ponto a aceleração do elétron ´ e´ 4.416-96 . Resposta: C. Qual e o ângulo entre a velocidade do elétron e o campo magnético? Respostas 01. Resposta: (a) As forças máxima e mínima ocorrem para ϕ =90º e ϕ = 0o . a agulha da bússola permanecerá como em: 05.Um elétron num tubo de TV está se movendo a ´ 7. Sempre que separarmos ímãs.476.2 × 106)(83 × 10−3)= 9. respectivamente.6 × 10−19)(7.56 × 10−14 N. Resposta: A 03.9×1014 m/s2. Em presença do ímã. (a)Sem conhecermos a direção do campo. 133 .

A quarta é que a força magnética não possui a mesma direção do campo magnético 𝐵 ⃗⃗ porém atua sempre em uma direção simultaneamente perpendicular à direção de 𝐵 ⃗⃗ e à direção da velocidade 𝑣⃗. A terceira característica é que a força magnética também depende da velocidade da partícula. ou seja. a palma da mão fica virada para cima. usando dois ímãs idênticos em vez de um) sem alterar o valor da carga ou de sua velocidade. 134 . Em primeiro lugar. posicionamos a mão direita para determinar o sentido da força magnética sobre uma carga. Essa força magnética 𝐹⃗ tem: Intensidade: proporcional à velocidade e à carga q. Esse comportamento é bastante diferente da força elétrica. do campo. a força magnética sobre a carga de 2 C é duas vezes maior do que a força magnética que atua sobre a carga de 1 C. Regra da mão esquerda: colocando o dedo indicador no sentido do vetor indução magnética e o dedo médio no sentido da velocidade. como mostra a figura. Força Magnética (Força de Lorentz) sobre Carga Lançada em Campo Magnético Quando uma carga puntiforme positiva q penetra com velocidade numa região do espaço onde existe um campo magnético caracterizado pelo vetor indução magnética. Feito isso.416-96 . fica sujeita à ação de uma força que atua lateralmente na carga. a força magnética será ⃗⃗⃗⃗e 𝐵 igual a zero. o módulo da força também é proporcional ao módulo. ou ‘intensidade’. se dobrarmos o valor do módulo do campo (por exemplo. FORÇA MAGNÉTICA São quatro as características da força magnética que atuam sobre uma carga em movimento. seu módulo é proporcional ao módulo da carga. independentemente de a carga estar em repouso ou em movimento. quando 𝑣 ⃗⃗ forem paralelos ou antiparalelos). Verifica-se que o módulo 𝐹⃗ da força é proporcional ao componente da velocidade 𝑣⃗ perpendicular ao campo. O sentido da força magnética atuante na carga é obtido por meio de um tapa dado pela Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a força dobra. como mostrado. sua intensidade pode ser determinada por: Direção: perpendicular ao plano determinado pelos vetores 𝐵⃗⃗ e 𝑣 ⃗⃗⃗⃗ Sentido: determinado pela "regra da mão esquerda" ou pela do "tapa". Regra do tapa: Na figura. Se uma carga de 1 C se move com a mesma velocidade de uma carga de 2 C no interior de um campo magnético.476. Em segundo lugar. o polegar determina o sentido da força 𝐹⃗ . Você deve orientar o polegar no sentido da velocidade da carga e os demais dedos devem ficar estendidos no sentido do campo magnético. chamada força magnética 𝐹⃗ ou força magnética de Lorentz. que é sempre a mesma. quando esse componente for nulo (ou seja.

Mas se considerarmos um pequeno pedaço do fio ao invés de apenas um elétron. vimos que haverá uma força agindo sobre a carga com intensidade. Como todos os elétrons livres têm carga (que pela suposição adotada se comporta como se esta fosse positiva). se a carga for positiva.416-96 . direção e sentido dados por Observação – Quando a carga q for negativa. Se o campo magnético em questão for uniforme. haverá elétrons livres se movimentando por sua secção transversal com uma velocidade. é o sentido real da corrente (tem o mesmo sentido da corrente). neste caso. Se imaginarmos um fio condutor percorrido por corrente. Para facilitar a compreensão pode- se imaginar que os elétrons livres são cargas positivas. Força magnética sobre um fio A força magnética que age no fio condutor percorrido por uma corrente elétrica terá direção perpendicular (a) ao plano que contém o fio considerado e (b) ao campo magnético. conforme a figura a seguir. o sentido da força magnética será oposto ao que seria se a carga fosse positiva. o tapa deverá ser dado com as costas da mão. onde é o ângulo formado no plano entre os vetores velocidade e campo magnético. Essa discussão mostra que a força sobre uma carga q que se desloca com velocidade em um campo magnético possui módulo. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Sempre que uma carga é posta sobre influência de um campo magnético. No entanto. o sentido adotado para o vetor velocidade. esta sofre uma interação que pode alterar seu movimento. 135 . cada elétron sofrerá ação de uma força magnética. A direção e sentido do vetor serão dadas pela regra da mão direita espalmada. Para as cargas negativas.476. a força magnética tem o sentido de um tapa dado com a palma da mão. podemos dizer que a interação continuará sendo regida por . Colocando o polegar no sentido da velocidade e os outros dedos no sentido do vetor indução magnética. expressa pela notação : Mas sabemos que indica a intensidade de corrente no fio. quando o fio condutor é exposto a um campo magnético uniforme. então podemos escrever a velocidade como: Ao substituirmos este valor em teremos a força magnética no segmento. mas como temos um comprimento percorrido por cada elétron em um determinado intervalo de tempo. palma da mão. qualquer que seja a regra utilizada. então: Sendo esta expressão chamada de Lei Elementar de Laplace. onde Q é a carga total no segmento do fio. permanecendo inalteradas a direção e a intensidade.

o movimento da espira continua. concêntricas com o condutor.intensidade: a intensidade do vetor no centro da espira é dada pela expressão: . a força magnética que é perpendicular ao sentido da corrente e ao campo magnético causará rotação. fazendo com que o giro continue no mesmo sentido. Quando a corrente passa pelo condutor nos segmentos onde o movimento das cargas são perpendiculares ao vetor indução magnética há a formação de um "braço de alavanca" entre os dois segmentos da espira. 136 . o campo magnético associado a ela apresenta as seguintes características no seu centro: Direção: perpendicular ao plano da espira. Se esta espira tiver condições de girar livremente. Através da regra da mão direita podemos ver que o vetor B está na vertical. . as linhas do campo magnético são circunferências perpendiculares ao seu plano. No caso da espira circular. À medida que a espira gira a intensidade da força que atua no sentido vertical.como um retângulo. passando a exercer um movimento oscilatório. e por consequência . regra da mão direita. e a inversão de corrente é obtida através de um anel metálico condutor dividido em duas partes. que é responsável pelo giro. fazendo com que esta avance contra as forças . Intensidade: pode ser calculada pela expressão: . devido ao surgimento de . Em uma espira circular plana. de modo que quando a espira tiver girado 90° não haverá causando giro. No entanto. uma elipse ou um círculo. Força magnética sobre uma espira retangular Da mesma forma como um campo magnético uniforme interage com um condutor retilíneo pode interagir com um condutor em forma de espira retangular percorrido por corrente. fazendo com que as forças de cada lado do braço de alavanca entrem em equilíbrio. tem mesma direção do campo magnético. devido à inércia. De uma forma geral. consideramos cada trecho da espira como se fosse um pedaço de fio reto e longo. Sentido: é obtido utilizando-se a Lei de Ampère. diminui. a espira é sempre representada por uma figura plana .416-96 . O vetor indução magnética no centro O dessa espira tem as seguintes características: Quando ligamos as extremidades ou pontas de um fio condutor temos uma espira. Nos segmentos onde o sentido da corrente é paralelo ao vetor indução magnética não há surgimento de pois a corrente.direção: normal ao plano da espira.476. Uma forma de se aproveitar este avanço da posição de equilíbrio é inverter o sentido da corrente.sentido: dado pela regra da mão direita. Com isso o movimento segue até que as forças o anulem e volta a girar no sentido contrário. Aqui. um triângulo. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Este é o princípio de funcionamento dos motores de corrente contínua.

6 . teremos a chamada bobina chata. Se considerarmos n espiras iguais justapostas. cuja intensidade é dada pela fórmula acima.476. Aplicando-se um campo de indução magnética de 2T. 10-26 N (E) 3.416-96 . de modo que a espessura do enrolamento seja muito menor que o diâmetro de cada espira. Qual das alternativas abaixo representa o gráfico da intensidade B do campo magnético em um ponto do plano determinado por ele e um condutor retilíneo longo. 10-12 N (D) 1. e um polo sul. III. E) Todas estão corretas. 137 .ITAJUBÁ) I. II. (C) Somente III está correta. 10-26 N Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. (PUC) Um elétron num tubo de raios catódicos está se movendo paralelamente ao eixo do tubo com velocidade 107 m/s. Aponte abaixo a opção correta: (A) Somente I está correta.2 .6 . paralelo ao eixo do tubo. As linhas de indução de um ímã saem do polo norte e chegam ao polo sul. Questões 01. (D) II e III estão corretas. a força magnética que atua sobre o elétron vale: (A) 3. ao qual elas chegam. 02. a direção é perpendicular ao plano da espira e o sentido é dada pela regra da mão direita. Uma carga elétrica submetida a um campo magnético sofre sempre a ação de uma força magnética. em função da distância d entre o ponto e o condutor? 03. Uma espira percorrida por uma corrente elétrica origina um campo magnético análogo ao do ímã e. A intensidade do vetor indução magnética B no centro O da bobina chata é determinada através da seguinte equação: Onde: B – é o campo magnético no interior da espira (ou bobina) i – é a corrente elétrica R – é o raio da espira (ou bobina) µ – é a permeabilidade magnética n – é o número de voltas da bobina Resumindo: Uma espira circular percorrida por uma corrente i. percorrido por corrente elétrica. atribui-se a ela um polo norte. Uma carga elétrica submetida a um campo elétrico sofre sempre a ação de uma força elétrica. ou seja. cria em seu centro um campo magnético retilíneo perpendicular ao seu plano. 10-12N (B) nula (C) 1. A força magnética que atua sobre uma carga elétrica em movimento dentro de um campo magnético é sempre perpendicular à velocidade da carga.2 . do qual as linhas saem. (B) Somente II está correta. então. uma do lado da outra. (MED .

02. Os prótons. Com estes dados. 03.B. R igual a 0. Usando a regra da mão direita percebemos que o campo é para dentro. Resposta: A. v . Se a direção do deslocamento da carga elétrica for paralela à direção do vetor indução magnética B.m/A. e a constante igual a 4 π x 10-7 B= 4 π x 10-7 x8/2 x 0.02 = 800 π x 10-7 ou 8 π x 10-5. pois a força magnética é sempre perpendicular à velocidade da carga. de massa 1. Aplicando a equação de força magnética. O vetor campo magnético no centro da espira é perpendicular ao plano da figura e orientado pra: (A) fora e de intensidade 8.0 π x 10-5 T (B) dentro e de intensidade 8. Resposta: D. Para uma carga elétrica lançada paralelamente as linhas de campo a força magnética será nula.sen00 Fmag=0 04.0 π x 10-5 T (C) fora e de intensidade 4.v.1x10–19 (E) 1. 138 . A afirmação II está correta. Resposta: B. a força de deflexão magnética sofrida pelos prótons no LHC é em Newton: (A) 3. sen 90° FM = 3. perpendicular à trajetória dos prótons. 3x108. indica a passagem de uma Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.84 x 10 – 10 N 05. (OSEC-SP) Uma espira circular de 4 cm de diâmetro é percorrida por uma corrente de 8.0 π x 10-5 T Respostas 01. O amperímetro. Aplicando a equação podemos provar: Fmag=|q|. Resposta: D.02 metros (Nunca esqueça de transformar de centímetros para metros). estão praticamente à velocidade da luz (3x108 m/s) e se mantêm em uma trajetória circular graças ao campo magnético de 8 Tesla. B .6x10–19 C. pois θ = 0º ou θ = 180º. a um amperímetro (aparelho usado para medir corrente elétrica). Seja mo = 4 π x 10-7 T. Inicialmente se conecta uma espira condutora.416-96 .3x10–18 (C) 4. nesse momento. LHC. A afirmação III está correta. aproxima-se dessa espira um imã em forma de barra. senα FM = 1.8x10–10 (B) 1. INDUÇÃO MAGNÉTICA Consiste no surgimento de uma corrente elétrica em virtude da variação do fluxo magnético nas proximidades de um condutor. A afirmação I está incorreta pelo fato de a carga elétrica nem sempre sofrer ação de uma força magnética.476. 8 .1x10–18 (D) 5. pois cargas elétricas lançadas em campos elétricos sempre sofrem a ação de uma força elétrica. Resposta: B. desconectada de uma fonte de tensão. o ângulo θ será tal que sen θ = 0. Essa comprovação pode ser realizada através da regra do tapa.0 ampères (veja figura).6x10–19. Sendo I igual a 8. temos: FM = q . a força magnética será igual a zero. Em seguida.7x10–27 kg e carga elétrica 1. 04. (PUC RJ) Cientistas creem ter encontrado o tão esperado “bóson de Higgs” em experimentos de colisão próton-próton com energia inédita de 4 TeV (tera elétron-Volts) no grande colisor de hádrons.9x10–10 05.0 π x 10-5 T (D) dentro e de intensidade 4.

em uma senoide defasada de (gráfico do cosseno). bombeadores de água. em sentido contrário. corrente elétrica pela espira. 2. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 3. ventiladores. motores de geladeira. a corrente aparece novamente. Se o polo norte do imã é aproximado da espira. a corrente tem sentido anti-horário.416-96 .476. que serve como base para o funcionamento de vários aparelhos (liquidificadores. O sentido da corrente elétrica dependerá do polo magnético e da direção do imã que está interagindo com a espira. 139 . e como se origina a indução magnética é necessário que definamos uma grandeza física chamada fluxo de indução magnética. em homenagem ao físico alemão Wilhelm Webber. e caracteriza tesla por metro quadrado . entre outros). formado entre e uma linha perpendicular à superfície. é possível chegar às seguintes conclusões: 1. Se o polo sul do imã é aproximado da espira. O desenvolvimento da teoria da indução eletromagnética foi responsável pelo surgimento de instrumentos importantíssimos. onde veremos a variação do fluxo em função da variação de θ. Se o vetor indução magnética e a área são valores constante e apenas o ângulo θ é livre para variar. Denominamos a corrente gerada na espira de corrente induzida. então podemos montar um gráfico de Φxθ. A corrente elétrica somente é observada no caso de haver movimento entre a espira e o imã. a corrente tem sentido horário. a corrente tem sentido anti-horário. Assim: A unidade adotada para se medir o fluxo de indução magnética pelo SI é o weber (Wb). as linhas de campo magnético do imã geram uma corrente induzida na espira A partir desse experimento. Quanto mais rápido o movimento do imã. Esta grandeza é vetorial é simbolizada por Φ. como o motor elétrico. maior a corrente. porém. chamada reta normal. Quando o imã é afastado da espira. O trabalho executado por unidade de carga para produzir essa corrente é chamado de força eletromotriz induzida. e o processo utilizado para produzir a corrente e a força eletromotriz recebe o nome de indução. a corrente tem sentido horário. Observe na figura: Na experiência de Faraday. Então podemos escrever o fluxo de indução magnética como o produto do vetor indução magnética (campo magnético) pela área da superfície A e pelo cosseno do ângulo θ. Se o imã ficar em repouso. mas quando o polo norte afasta-se da espira. caso o polo sul esteja se afastando do imã. não surge corrente. Fluxo de indução Para que se entenda o que é.

B. chamado fluxo indutor. 140 . Como as secções transversais no tubo citadas são paralelas entre si. Variação do fluxo devido à variação do vetor indução magnética Imagine um tubo capaz de conduzir em seu interior as linhas de indução geradas por um ímã. esta afirmação pode ser expressa por: Então. A corrente induzida só existe enquanto há variação do fluxo.Se houver diminuição do fluxo magnético. este terá campo magnético mais intenso nas proximidades de seus polos. Este fenômeno é chamado de indução eletromagnética. para que Φ varie é necessário que pelo menos uma das três grandezas varie. Se em um ponto do tubo houver uma redução na área de sua secção transversal. por esta área menor é se o vetor indução aumentar. pois para que esta exista. o fluxo depende de três grandezas. entre a parte sob e fora de sua influência. Sabendo que o fluxo magnético é calculado por: Como a equação nos mostra. se pensarmos em um ímã qualquer. por exemplo. Se os terminais estiverem ligados a um aparelho elétrico ou a um medidor de corrente esta força eletromotriz ira gerar uma corrente. Como o campo magnético uniforme é bem delimitado. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. o que nos leva a concluir que as linhas de indução devem estar mais próximas entre si nas partes onde a área é menor. e θ. Lei de Lenz Segundo a lei proposta pelo físico russo Heinrich Lenz. ainda é possível variar Φ fazendo com que varie o ângulo entre a reta normal à superfície e o vetor . de se manter o fluxo. variando Variação do fluxo devido à variação da área Outra maneira utilizada para se variar Φ é utilizando um campo magnético uniforme e uma superfície de área A. é possível variar o fluxo de indução magnética movimentando-se a superfície perpendicularmente ao campo. a corrente induzida irá criar um campo magnético com o mesmo sentido do fluxo. menor que a anterior. ou seja. Uma maneira prática e possivelmente a mais utilizada para se gerar indução magnética é fazendo com que a superfície por onde o fluxo passa gire. fazendo com que θ varie. chamada corrente induzida.416-96 . Desta forma. . já que as linhas de indução são mais concentradas nestes pontos. é necessário que haja variação no fluxo magnético. a corrente induzida tem sentido oposto ao sentido da variação do campo magnético que a gera.476. pois é causado por um campo magnético e gera correntes elétricas. uma forma de fazer com que Φ varie é aproximar ou afastar a superfície da fonte magnética. Não há corrente induzida se não houver variação do fluxo magnético de indução Indução Eletromagnética Quando uma área delimitada por um condutor sofre variação de fluxo de indução magnética é criado entre seus terminais uma força eletromotriz (fem) ou tensão. Portanto. a partir de resultados experimentais. Variação do Fluxo Magnético Saber apenas calcular o fluxo magnético não resolve nossos problemas de indução. Variação do fluxo devido à variação do ângulo θ Além das duas formas citadas acima. A. a área efetiva por onde há fluxo magnético varia. Toda corrente elétrica induzida é originada devido a uma variação do fluxo magnético de indução. A única forma de todas as linhas de indução passarem. todas as linhas que passavam por uma área A terão de passar por uma área A'. Portanto.

476. . causando grande aumento de temperatura. ou seja. as leis do eletromagnetismo e da indução eletromagnética. Os transformadores de tensão. Se usarmos como exemplo. ou ainda. chamadas primário (bobina que recebe a tensão da rede) e secundário (bobina em que sai a tensão transformada). O princípio de funcionamento de um transformador é baseado nas leis de Faraday e Lenz. que têm a passagem de correntes de Foucault como princípio de funcionamento. Devido à suas dimensões consideráveis. elaborada a partir de contribuições de Michael Faraday. em um forno de indução. cada uma delas tem de receber um impulso. Franz Ernst Neumann e Heinrich Lenz entre 1831 e 1845. excita os eletroímãs obtendo-se um fluxo magnético fixo. pois pode danificar seus componentes. que diz que a corrente induzida tem um sentido que gera um fluxo induzido oposto ao fluxo indutor. . uma espira posta no plano de uma página e a submetermos a um fluxo magnético que tem direção perpendicular à página e com sentido de entrada na folha. a superfície sofre dissipação de energia por efeito Joule. se a fluxo magnético aumentar. além de serem usados na modificação de impedâncias em circuitos elétricos.Se houver aumento do fluxo magnético. que cria nos discos em rotação as correntes de Foulcault. há criação de uma corrente induzida sobre ele como se toda superfície fosse composta por uma combinação de espiras muito finas justapostas. a partir da variação de fluxo gerada pelo primário. Quando um fluxo magnético varia através de uma superfície sólida. e duas bobinas com número diferente de espiras isoladas entre si. se a fluxo magnético diminuir. Em circuitos eletrônicos. esta lei. onde a dissipação por efeito Joule é altamente indesejável. É frequente a utilização de materiais laminados ou formados por pequenas placas isoladas entre si. feito de um material altamente imantável. a fim de diminuir a dissipação de energia. Lei de Faraday-Neumann Também chamada de lei da indução magnética. Este tipo de freio é constituído por dois discos girando na frente de dois potentes eletroímãs. 141 . a corrente induzida irá criar um campo magnético com sentido oposto ao sentido do fluxo. respectivamente. Um transformador é constituído por um núcleo. por exemplo. Importância desta lei Tais afirmações nos conduzem a conclusão de que não é possível produzir energia elétrica sem que seja realizado um trabalho. a corrente induzida terá sentido horário. Isto é bastante evidente. a corrente induzida terá sentido anti- horário. o que torna possível utilizar estas correntes como aquecedores. Uma aplicação prática para as Correntes de Foucault é no freio para teste de motores de automóveis. quantifica a indução eletromagnética.Se for negativo. O seu funcionamento é baseado na criação de uma corrente induzida no secundário. são dispositivos capazes de aumentar ou reduzir valores de tensão. pois pra mudar o movimento de uma carga elétrica situada em um condutor.416-96 . A tensão de entrada e de saída são proporcionais ao número de espiras em cada bobina. por radiação eletromagnética.Se for positivo. . Correntes de Foucault Corrente elétrica induzida no interior de um condutor por meio de um campo magnético variável. e que pode formar pequenos vórtices. A lei de Faraday-Neumann relaciona a força eletromotriz gerada entre os terminais de um condutor sujeito à variação de fluxo magnético com o módulo da variação do fluxo em função de um intervalo de tempo em que esta variação acontece. ou seja. sendo expressa matematicamente por: O sinal negativo da expressão é uma consequência da Lei de Lenz. e não apenas delimitada por um condutor como foi visto em indução eletromagnética. chamados normalmente de transformadores. Sendo: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. proveniente de uma força aplicada. Estes últimos são solidários à uma estrutura móvel cujo deslocamento é controlado por um dispositivo de mola. O motor aciona os dois discos. Transformadores São equipamentos utilizados na transformação de valores de tensão e corrente.

142 . onde a intensidade do campo magnético é constante (B) as trajetórias descritas por cargas elétricas num campo magnético (C) aquelas que em cada ponto tangenciam o vetor indução magnética. (D) A variação do fluxo do campo magnético através do objeto metálico induz nesse objeto uma densidade não-nula de cargas elétricas que gera um campo magnético total diferente do campo de referência. Se considerarmos que toda a energia é conservada. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. é o número de espiras do primário. Qual a intensidade do campo magnético? 04.476. a presença de algum metal. Na bobina circula uma corrente elétrica que gera um campo magnético conhecido. (UFRN) Um certo detector de metais manual usado em aeroportos consiste de uma bobina e de um medidor de campo magnético. A explicação para o funcionamento do detector é: (A) A variação do fluxo do campo magnético através do objeto metálico induz nesse objeto correntes elétricas que geram um campo magnético total diferente do campo de referência. gerando um fluxo de indução magnética de 1Wb. (B) A variação do fluxo do campo magnético através do objeto metálico induz nesse objeto uma densidade não-nula de cargas elétricas que gera um campo magnético total diferente do campo de referência.416-96 . 02 (UFMG) A corrente elétrica induzida em uma espira circular será: (A) nula. é a tensão no secundário. a potência no primário deverá ser exatamente igual à potência no secundário. o campo magnético registrado no medidor torna-se diferente do campo de referência. é o número de espiras do secundário. quando o fluxo magnético que atravessa a espira for constante (B) inversamente proporcional à variação do fluxo magnético com o tempo (C) no mesmo sentido da variação do fluxo magnético (D) tanto maior quanto maior for a resistência da espira (E) sempre a mesma. (C) A variação do fluxo do campo magnético através do objeto metálico induz nesse objeto correntes elétricas que geram um campo magnético total diferente do campo de referência. orientadas no seu sentido (D) aquelas que partem do polo norte de um ímã e vão até o infinito (E) nenhuma das anteriores é correta. qualquer que seja a resistência da espira. chamado campo de referência. 03. acusando. Quando o detector é aproximado de um objeto metálico. assim. Onde: é a tensão no primário. Por esta proporcionalidade concluímos que um transformador reduz a tensão se o número de espiras do secundário for menor que o número de espiras do primário e vice-versa.Um campo magnético atua perpendicularmente sobre uma espira circular de raio 10cm. assim: Questões 01(Mackenzie-SP) As linhas de indução de um campo magnético são: (A) o lugar geométrico dos pontos.

Respostas 01. Ao ligar-se um fio condutor entre as duas os elétrons livres tendem a se deslocar no sentido da carga positiva. 143 ./ tensão). aparece entre os terminais A e B da bobina: (A) uma corrente elétrica constante (B) uma corrente elétrica variável (C) uma tensão elétrica constante (D) uma tensão elétrica variável (E) uma tensão e uma corrente elétrica. Resposta: A. Resposta: A. por sua vez. Sendo a área da espira: Então a intensidade do campo magnético pode ser calculada por: 04. devido ao fato de terem cargas negativas. Quando o detector é aproximado de um objeto metálico. Como os terminais A e B da bobina estão abertos. a alternativa A está correta. ambas constantes. (UFES) Um pequeno corpo imantado está preso à extremidade de uma mola e oscila verticalmente na região central de uma bobina cujos terminais A e B estão abertos. Embora seja convencionado que a corrente tenha o mesmo Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. gera uma corrente induzida que origina um campo magnético total diferente do campo de referência. se o fluxo magnético através da espira não variar com o passar do tempo. Devido ao movimento do imã haverá uma variação de fluxo magnético que irá originar fem induzida variável no decorrer do tempo.p. negativa. não haverá corrente elétrica induzida na espira. a corrente elétrica será nula. com sentido oposto ao campo elétrico. então há um campo orientado da carga A para B. Resposta: A. o fluxo do campo magnético por ele gerado cria nesse objeto uma fem induzida que.476. lembrando que sinais opostos são atraídos. 05. Desta forma cria-se uma corrente elétrica no fio. E ela é explicada pelo conceito de campo elétrico. ao considerar uma carga A positiva e outra B. de acordo com a lei de Faraday. então.416-96 . 03. A alternativa A diz que a corrente elétrica será nula se não houver variação do fluxo magnético que atravessa a espira. ELETRODINÂMICA Corrente Elétrica A corrente elétrica é causada por uma diferença de potencial elétrico (d. 05. Resposta: C. mas entre estes haverá uma tensão variável. e este é chamado sentido real da corrente elétrica. Portanto. Sendo assim.d. Devido a oscilação do imã. Resposta: D. 02. ou seja.

o que não altera em nada seus efeitos (com exceção para o fenômeno chamado Efeito Hall). Existem diversos tipos de geradores elétricos. No SI a unidade adotada para esta grandeza é o ohm (Ω). as placas solares feitas de um composto de silício que converte a energia luminosa do sol em energia elétrica.Associação em paralelo: corrente é somada e tensão nominal.Associação em série: corrente nominal e tensão é somada. e este é chamado o sentido convencional da corrente. Quando associados dois. Desta forma: A esta constante chama-se resistência elétrica do condutor (R).416-96 . por exemplo. que depende de fatores como a natureza do material. Geradores térmicos São aqueles capazes de converter energia térmica em energia elétrica. . diretamente. Transforma qualquer tipo de energia em energia elétrica. 144 . Para calcular a intensidade da corrente elétrica (i) na secção transversal de um condutor se considera o módulo da carga que passa por ele em um intervalo de tempo. Quando esta proporcionalidade é mantida de forma linear. ou seja: . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a tensão e a corrente se comportam da mesma forma como nas associações de resistores. conforme uma aumenta o mesmo ocorre à outra. sentido do campo elétrico. ou mais geradores como pilhas. tendo seu valor dado por: Sendo R constante. Transformam energia mecânica em energia elétrica. ou seja. como por exemplo. Geradores químicos São construídos de forma capaz de converter energia potencial química em energia elétrica (contínua apenas). em um condutor qualquer se estabelece nele uma corrente elétrica de intensidade i. Este tipo de gerador é muito encontrado como baterias e pilhas. chamamos o condutor de ôhmico. ou seja: Considerando |Q|=n e Resistência Elétrica Ao aplicar-se uma tensão U. alguns deles são: Geradores luminosos São sistemas de geração de energia construídos de modo a transformar energia luminosa em energia elétrica. termoelétricas e termonucleares. Exemplos: Usina hidrelétrica transforma energia mecânica de uma queda de água em energia elétrica através de um gerador. em homenagem ao físico alemão Georg Simon Ohm GERADOR Gerador é um dispositivo com função de transformar ou transferir energia. Geradores mecânicos São os geradores mais comuns e com maior capacidade de criação de energia. conforme enuncia a 1ª Lei de Ohm: Para condutores ôhmicos a intensidade da corrente elétrica é diretamente proporcional à tensão (ddp) aplicada em seus terminais. É o caso dos geradores encontrados em usinas hidroelétricas.476. que são caracterizados por seu princípio de funcionamento. principalmente através de magnetismo. A resistência elétrica também pode ser caracterizada como a "dificuldade" encontrada para que haja passagem de corrente elétrica por um condutor submetido a uma determinada tensão. que é um dispositivo que transforma energia mecânica em energia elétrica e que possui um eixo que é movido por uma turbina. Para a maior parte dos condutores estas duas grandezas são diretamente proporcionais.

ou pelas iniciais f.i2 cancelando i U = E – r.i (equação do gerador) A equação característica de um gerador: U = E – r.i2 Pu = U. feito isso as cargas irão percorrer todos os elementos do circuito criando assim um fluxo de cargas elétricas que se denomina corrente elétrica. 145 . contra a força do campo elétrico..i + r. e Q a carga elétrica que passa por qualquer secção transversal durante o mesmo tempo.416-96 .i = U. por definição: Denomina-se força eletromotriz E (Ɛ) de um gerador ao quociente entre o trabalho (W) realizado no transporte de uma carga q.i Onde: U = tensão elétrica E = força eletromotriz r = resistência interna do gerador i = corrente elétrica do gerador Quando ligado a qualquer circuito.i Pt =Pu + Pd E. Do ponto de vista matemático.e. o gerador elétrico possui algumas características: 1 – A potência fornecida pelo gerador ao circuito elétrico: P = U. apenas se transforma. esquematicamente tem-se: Onde Pt representa a potência total gerada (recebida de forma não elétrica).m. durante a passagem das cargas elétricas pelo interior do gerador.i Pd = r. Em geral se representa a força eletromotriz pela letra E (ou e). Pd a potência dissipada ou perdida no interior do gerador e Pu a potência fornecida pelo gerador ao meio exterior (potência útil). o gerador então irá ceder energia potencial elétrica para as cargas livres dos elementos do circuito. Sobre os geradores é importante saber que: O gerador não cria energia elétrica. Como a energia não se perde nem se cria. ocorrem perdas energéticas.476. ele apenas transforma qualquer tipo de energia em energia elétrica e as fornece às cargas elétricas que o atravessam. temos. Mas. Assim. e o valor absoluto dessa carga. pelo princípio da conservação da energia tem-se Pt = Pu + Pd onde. devido a sua diferença de potencial existente entre os dois pólos. Pt = E. Força eletromotriz Chama-se força eletromotriz de um gerador ao quociente da energia que o gerador fornece ao circuito durante certo tempo pela carga elétrica que atravessa uma secção transversal do circuito durante o mesmo tempo.i Onde: P = potência fornecida U = diferença de potencial entre os polos do gerador i = corrente elétrica Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Sendo W a energia que o gerador fornece ao circuito durante o tempo t.

logo criará no condutor uma corrente que seria a corrente máxima que o gerador pode fornecer. Naquela época os físicos admitiam que a corrente elétrica fosse constituída de partículas positivas que se deslocassem do polo positivo para o negativo do gerador. a tensão elétrica existente tenderá para o valor nulo. Isso é muito perigoso e pode danificar seu gerador e principalmente causar danos a sua saúde! Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Mas apesar de sabermos que esse é o sentido verdadeiro da corrente. Pois.i Onde: Pd = potência dissipada pelo gerador r = resistência interna do gerador i = corrente elétrica 3 – Potência total fornecida pelo gerador: Pg = E.i Onde: Pg = potência total gerada E = força eletromotriz i = corrente elétrica 4 – O rendimento do gerador: N = P/Pg Onde: N = rendimento. para efeito de raciocínio é indiferente considerar-se uma carga positiva deslocando-se num sentido ou uma negativa deslocando-se em sentido oposto ( Vale lembrar que: Se ligado a apenas um fio de resistência interna muito pequena. dado em porcentagem P = potência fornecida Pg = potência total gerada Fazendo as substituições de equações.476. que são partículas com carga negativa e que se deslocam do polo negativo para o positivo. É por isso que você não deve ligar geradores em apenas condutores de resistência baixas. polo positivo e polo negativo já eram usados em Eletricidade antes de se descobrir que nos metais a corrente é constituída por elétrons em movimento. negativo ao polo por onde a corrente entra no gerador. Convencionamos chamar polo positivo ao polo por onde a corrente sai do gerador. Esses nomes. essa corrente máxima é denominada como corrente de curto circuito e é representada por icc. Atualmente sabemos que nos metais acontece exatamente o contrário: a corrente é formada por elétrons. ainda hoje adotamos como convenção que a corrente seja constituída por partículas positivas que se desloquem do polo positivo para o negativo.416-96 . 2 – A potência elétrica dissipada pelo gerador: Pd = r. 146 . chega-se que o rendimento de um gerador elétrico é dado por: N = U/E Onde: U = tensão elétrica E = força eletromotriz Polo do gerador Chamamos polos do gerador aos pontos por onde o gerador é ligado ao circuito externo.i.

geralmente em tensões baixas. Por isso. fica mais "leve" pra "empurrar". Corrente contínua e alternada Corrente Contínua A corrente contínua (CC ou DC. exigiria muita força pra "empurrar" os elétrons. Em circuitos elétricos teóricos costuma-se considerar toda a resistência encontrada proveniente de resistores. nesse caso. pois há a presença de 2 fases). não possui um polo positivo e outro negativo definidos como ocorre na corrente contínua. os filamentos que são aquecidos em uma estufa.416-96 . Quando ela se alterna. Representação gráfica da corrente contínua Corrente Alternada A corrente alternada (CA ou AC. Alguns exemplos de resistores utilizados no nosso cotidiano são: o filamento de uma lâmpada incandescente.476. Representação gráfica da corrente alternada Resistores São peças utilizadas em circuitos elétricos que tem como principal função converter energia elétrica em energia térmica. Note a alternância da característica positiva e negativa. ou seja. nós vimos que a tensão elétrica é a responsável por "empurrar" a corrente elétrica. porque cada um deles assume as duas condições (ocorre quando a tensão for 220V. ou seja. podemos usar uma alta tensão para transmitir com velocidade a corrente elétrica sem perder grande energia. Na corrente alternada. Observe no desenho abaixo como ela se comporta. seu sentido alterna. entre outros. e note que. não há a grandeza da frequência. No artigo anterior citado. em inglês) é aquela que é gerada nas usinas e percorre grandes distâncias até chegar nas tomadas de nossas casas. A característica dela é que não tem uma polarização. já que na realidade ocorre o contrário. são consideradas as ligações entre eles como condutores ideais (que não apresentam resistência). Observe no desenho abaixo como se comporta uma fase em corrente alternada. Ela é usada na transmissão em longa distância porque não ocorrem perdas de energia. um positivo e outro negativo. Como possui polos definidos. Isso ocasionaria grandes perdas de energia. partindo do polo positivo para o negativo por convenção. são usados como aquecedores ou como dissipadores de eletricidade. Podemos encontrá- la principalmente em pilhas e baterias. e seus polos são chamados de fases. e utilizam-se as representações: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. ou seja. Ela não é usada em transmissões de alta tensão e de grande distância porque como possui um sentido único. o aquecedor de um chuveiro elétrico. por isso ela é usada pra essa finalidade. em inglês) é aquela que possui os dois polos. 147 . o sentido dos elétrons se torna definido também. ou seja.

Todos os resistores são ligados um em seguida ao outro.A intensidade total da corrente elétrica i é a mesma em todos os resistores: i = i1 = i2 = i3 3. é possível concluir que a resistência total é: Ou seja. na associação. O comportamento desta associação varia conforme a ligação entre os resistores. U = U1 + U2 + U3 4. ou seja: Como existe apenas um caminho para a passagem da corrente elétrica esta é mantida por toda a extensão do circuito.476. Req = R1 + R2 + R3 De fato. Associação em Série Associar resistores em série significa ligá-los em um único trajeto. 148 . é igual à soma das tensões em cada resistor. i como i = i1 = i2 = i3. chamada associação de resistores.416-96 . sendo seus possíveis tipos: em série. assim: Esta relação também pode ser obtida pela análise do circuito: Sendo assim a diferença de potencial entre os pontos inicial e final do circuito é igual à: Analisando esta expressão. 2. Características da associação série 1. i Assim: U = U1 + U2 + U3 Req . em paralelo e mista. então: Req = R1 + R2 + R3 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. um modo de se resumir e lembrar-se das propriedades de um circuito em série é: Tensão (ddp) (U) Se divide Intensidade da corrente (i) Se conserva Resistência total (R) Soma algébrica das resistência em cada resistor. i = R1 . i + R2 . em que U = Req .A resistência equivalente (Req) é igual à soma das resistências parciais. Associação de Resistores Em um circuito é possível organizar conjuntos de resistores interligados. Já a diferença de potencial entre cada resistor irá variar conforme a resistência deste. i + R3 . se U = U1 + U2 + U3. já que a tensão total e a intensidade da corrente são mantidas. para que seja obedecida a 1ª Lei de Ohm.A tensão total (U).

i i=4A c) No resistor R1 tem-se: U1 = R1 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. em que.Os resistores são associados pelos seus terminais. 149 .476. 4 U1 = 8 V No resistor R2 tem-se: U2 = R2 .416-96 . i1 U1 = 2 . todos possuem uma extremidade ligada em A e a outra extremidade ligada em B. c) a tensão elétrica em cada resistor. Determine: a) a resistência equivalente da associação b) a intensidade da corrente elétrica em cada resistor. Características da associação série 1. Resolução a) Como a associação dos resistores é em série. 4 U2 = 12 V ASSOCIAÇÃO EM PARALELO A associação em paralelo é caracterizada por ter os resistores ligados pelos seus terminais. i 20 = 5 . tem-se: Req = R1 + R2 Req = 2 + 3 Req = 5 W b) A corrente elétrica total que percorre os resistores é dada por: U = Req . i2 U2 = 3 . Exemplo: Dois resistores são associados em série conforme o esquema a seguir.

Processo: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.O inverso da resistência equivalente (Req) é igual à soma dos inversos das resistências parciais.A tensão total U de toda a associação (entre A e B) é a mesma para todos os resistores: U = U1 = U2 = U3 3. 2.A corrente total i é a soma das correntes parciais: i = i1 + i2 + i3 4. em que i = U/R Exemplo Qual a resistência equivalente da associação a seguir? 1º.476. De fato.416-96 . se i = i1 + i2 + i3. 150 .

temos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. consequentemente sua temperatura. Os fusíveis são dispositivos que têm como objetivo proteger circuitos elétricos de possíveis incêndios. Os elétrons sofrem colisões com átomos do condutor.t Onde: i= intensidade da corrente R= resistência do condutor t= tempo pelo qual a corrente percorre o condutor Esta relação é válida desde que a intensidade da corrente seja constante durante o intervalo de tempo de ocorrência. O fusível é percorrido pela corrente elétrica do circuito. a ponto de danificar o circuito. POTENCIA ELÉTRICA A potência é uma grandeza física que mede a energia que está sendo transformada na unidade de tempo. o ferro elétrico e a torradeira. o calor gerado por ela derrete o filamento do fusível interrompendo o fornecimento de energia. Assim. Processo R1 com R2 EFEITO JOULE Quando um condutor é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica. que é matematicamente expressa por: Q=i2.416-96 .476. protegendo o circuito. Esse fenômeno ocorre devido o encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Caso esta corrente tenha uma intensidade muito alta. o secador de cabelo. 151 . Muitos aparelhos que utilizamos no nosso dia-a-dia têm seus funcionamentos baseados no Efeito Joule. a energia elétrica é transformada em energia térmica (calor). ocorre a transformação de energia elétrica em energia térmica. Outra aplicação que utiliza esta teoria é a proteção de circuitos elétricos por fusíveis. emitindo luz. como por exemplo. 2º. alguns exemplos são: Lâmpada: um filamento de tungstênio no interior da lâmpada é aquecido com a passagem da corrente elétrica tornando-se incandescente.R. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule. parte da energia cinética (energia de movimento) do elétron é transferida para o átomo aumentando seu estado de agitação. mede o trabalho realizado por uma determinada máquina na unidade de tempo. O aquecimento no fio pode ser medido pela lei de joule. Exemplos de onde acontece o Efeito Joule A descoberta da relação entre eletricidade e calor trouxe ao homem vários benefícios. Assim. explosões e outros acidentes. ou seja. São vários os aparelhos que possuem resistores e trabalham por Efeito Joule. Chuveiro: um resistor aquece por Efeito Joule a água que o envolve.

Primeira equação: P = U . i sendo i = U / R Temos.476. admitimos que a energia transformada em calor é igual a energia perdida por uma carga q que passa pelo condutor. Ou seja: Mas.416-96 . 152 . que designa joule por segundo (J/s) Ao considerar que toda a energia perdida em um circuito é resultado do efeito Joule.i P = i2. então podemos definir duas formas que relacionem a potência elétrica com a resistência. i Aplicando a equação de potência elétrica e a equação da primeira lei de Ohm. U= R. Mas sabemos que . Logo. i sendo U = R. para resolver estes exercícios deve-se utilizar a primeira lei de Ohm. então podemos escrever que: Em muitos exercícios deve calcular a potência elétrica dissipada em resistores. R Exemplo: Qual a corrente que passa em uma lâmpada de 60W em uma cidade onde a tensão na rede elétrica é de 220V? Pela 1ª Lei de Ohm temos que . temos duas equações para a potência elétrica dissipada em um resistor. P = U2 / R Segunda equação: P = U . sabemos que: Portanto. A unidade utilizada para energia é o watt (W). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.

Para calcularmos o consumo do chuveiro do exemplo anterior nesta unidade consideremos sua potência em kW e o tempo de uso em horas. se quisermos saber quanta energia gasta um chuveiro de 5500W ligado durante 15 minutos.Unidade Central) .10 a 3.12 a 0.416-96 .50 kWh no Verão.500w/1000 X 2 = 11 kWh. Consumo CPU/vídeo (hora) = 0. Chuveiro Elétrico A potência do chuveiro varia de acordo com a posição da chave. qual a resistência do filamento interno da lâmpada? Consumo de energia elétrica Saber calcular o consumo dos aparelhos pode ajudar a reduzir o valor da conta de energia e. já que o cálculo acima se refere a apenas um banho de 15 minutos.0 kWh (quilowatts-hora) na posição Inverno e de 2. por exemplo.08 KWh por hora de uso.500 W e a utilização por determinado período for de 2 horas. consome uma quantidade de energia elétrica. cada aparelho que utiliza a eletricidade para funcionar. Confira abaixo alguns dos equipamentos que mais gastam energia nas residências e a maneira para acompanhar e calcular esse consumo. Então se utilizando do exemplo anterior. imagine o consumo deste chuveiro em uma casa com 4 moradores que tomam banho de 15 minutos todos os dias no mês.50 W CPU + vídeo (s/ impressora) .50 a 6. que embora não seja adotada no SI.12 kWh por hora (com o vídeo ligado).500 watts no modo Verão (morno).500 a 6. seu consumo de energia será: Mas este cálculo nos mostra que o joule (J) não é uma unidade eficiente neste caso. Essa unidade é o quilowatt-hora (kWh). Além disso.476.000 watts no modo Inverno (quente) ou de 2. Para calcular o consumo do seu chuveiro. O consumo por hora (60 minutos) de uso é de 4.80 a 90 W Impressora .120 a 150 W Consumo CPU + Vídeo + Impressora = 0.23 kWh.15 kWh O computador ligado sem utilização consome 0. basta utilizar a regra abaixo: Consumo = (potência em watt/1000) x (tempo) número de horas = total em KWh Assim.100 a 3. é mais conveniente.40 a 60 W Monitor . o computador de onde você lê esse texto. como por exemplo. se a potência for de 5.19 a 0. 153 . Desligar o vídeo economiza 0.70 a 80 W Scanner . o consumo total expresso em kWh será de = 5. Exemplo: Para calcular o consumo basta sabermos a potência do aparelho e o tempo de utilização dele. Para que a energia gasta seja compreendida de uma forma mais prática podemos definir outra unidade de medida. evitar o desgaste de eletrodomésticos. Pode variar de 4. Computador Confira abaixo os equipamentos que integram um computador e a respectiva potência de cada um deles: Micro (CPU . então teremos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. ainda.

ℓ= largura do condutor A= área da secção transversal. então o consumo do chuveiro elétrico de 5500W ligado durante 15 minutos será: Se considerarmos o caso da família de 4 pessoas que utiliza o chuveiro diariamente durante 15 minutos. Por exemplo: Considere que em sua cidade a companhia de energia elétrica tenha um tarifa de 0.416-96 . intensidade de 10 A. Em alguns materiais também depende de sua temperatura. podemos concluir que quanto melhor condutor for o material. menor será sua resistividade.300710 R$/kWh. Exemplo: Calcule a resistividade de um condutor com ddp 100 V. O mais interessante em adotar esta unidade é que.5 mm2. podemos calcular quanto será gasta em dinheiro por este consumo. De uma maneira geral. Os dados do exercício: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. conforme cita seu enunciado: A resistência de um condutor homogêneo de secção transversal constante é proporcional ao seu comprimento e da natureza do material de sua construção. Sendo assim. e é inversamente proporcional à área de sua secção transversal. 154 . Sendo expressa por: Onde: ρ= resistividade.476. depende do material do condutor e de sua temperatura. comprimento 80 m e área de secção de 0. a resistividade de um material aumenta com o aumento da temperatura. então a unidade adotada pelo SI para a resistividade é . o custo mensal da energia gasta por ele será: Segunda lei de Ohm Esta lei descreve as grandezas que influenciam na resistência elétrica de um condutor. se soubermos o preço cobrado por kWh. Como a unidade de resistência elétrica é o ohm (Ω).

por exemplo. Como são cargas opostas elas se atraem. A energia que o capacitor armazena advém do campo elétrico criado entre as placas. Em corrente contínua (CC) o capacitor se comporta como um Circuito Aberto. 155 . portanto. dividir frequências e suavizar sinais elétricos. ou elétrica. é criado um campo elétrico entre as placas. nas máquinas fotográficas armazenando cargas para o flash. além de serem aplicados em ocasiões onde a bateria não tem aplicação. pois as cargas não estão em movimento. Como dito anteriormente. Umas das principais aplicações dos capacitores é a de separar as correntes alternada e contínua quando estas se apresenta simultaneamente.80. a resistividade do condutor é de 4 Ωm. dependendo do circuito ao qual ele está sendo empregado. O Capacitor é muito mais rápido no processo de descarga da energia acumulada. A diferença entre o capacitor e a bateria é que o capacitor é muito mais simples.U/2 como Q = C. CAPACITORES É um dispositivo de circuito elétrico que tem como função armazenar cargas elétricas e consequente energia eletrostática. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. como. Os capacitores são utilizados nos mais variados tipos de circuitos elétricos. por exemplo. Devido a essa atração. arranjados de maneira a produzir energia elétrica. para se adequarem a diferentes utilizações. O capacitor tem como sua principal característica o acumulo de cargas elétricas em duas placas que são separadas por um material dielétrico.m Logo. através da Segunda Lei de Ohm podemos obter a resistividade do condutor: R=ρL/A 10=ρ. É. através do material dielétrico do capacitor. Pilha é um dispositivo constituído unicamente de dois eletrodos e um eletrólito. e em corrente alternada (CA) o capacitor se comporta como uma resistência. enquanto a bateria produz energia através de processos químicos e a armazena.U a primeira expressão pode ser reescrita assim: W = C. em comparação com baterias. A expressão matemática utilizada para calcular a quantidade de energia armazenada pelo capacitor é dada por: W = Q. o material dielétrico influencia na situação a qual o capacitor será usado. Eles podem ter o formato cilíndrico ou plano. GERADORES No dia-a-dia usamos os termos pilha e bateria indistintamente. ou totalmente descarregado (está aberto) não existe esse fluxo de energia.5mm2 U=100V I=10A Primeiramente devemos calcular a resistência do fio utilizando a fórmula da Primeira Lei de Ohm: R=U/I R=100/10 R=10 Ω Por conseguinte. À medida que o capacitor vai sendo carregado por cargas. Quando o capacitor está totalmente carregado (alcançou o regime estacionário).5 ρ=40/10 ρ=4 Ω. uma energia de campo eletrostático.U²/2 W = energia potencial elétrica (J) Q = quantidade de carga elétrica (C) U = diferença de potencial (V) C = capacitância (F) Funcionamento. uma vez que para ser corrente elétrica as cargas precisam estar em movimento. Aplicação dos capacitores Existem variações nos modelos dos capacitores. ele vai acumulando energia potencial elétrica. A capacitância de um capacitor pode ser calculada através da expressão citada a seguir: C = Q/U C = capacitância (F) Q = quantidade de carga (C) A capacitância de um capacitor depende unicamente da sua forma geométrica e do meio existente entre as armaduras. ficando armazenadas na superfície das placas mais próximas do isolante dielétrico. FONTES DE ENERGIA ELÉTRICA: PILHAS.416-96 . O capacitor armazena a energia. L=80m A=0.476. BATERIAS. Elas placas ficam muito próximas umas das outras.0.

mais energia. em quantidade muito inferior à produzida nas usinas de geração de eletricidade. controle remoto. As baterias são sistemas compostos por associação de pilhas. chamada de força eletromotriz. Rendimento elétrico de um gerador Potência elétrica lançada: É a potência elétrica fornecida pelo gerador ao circuito externo. Gerador elétrico é um equipamento que transforma em energia elétrica outras formas de energia. entre os terminais do gerador. que entram em movimento. A medida em que a pilha vai sendo utilizada. Em uma bateria tipo AA. Normalmente. carros. enquanto o outro terminal está marcado (-). MP3 players. portanto. estão ocorrendo transformações químicas que produzem energia elétrica. existem 2 terminais de chumbo. fornecendo. os elétrons fluirão do terminal negativo para o terminal positivo o mais rápido que eles puderem. Além disso. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Ou seja: Pg = fem . i é a intensidade de corrente elétrica. A potência elétrica total gerada (Pg) por um gerador é diretamente proporcional à intensidade de corrente elétrica. telefones celulares e etc . Um gerador possui dois terminais denominados polos: Polo negativo corresponde ao terminal de menor potencial elétrico. e são chamadas fontes de força eletromotrizes.416-96 . porque são capazes de transformar energia química em energia elétrica. Nas pilhas e baterias. as quantidades das substâncias que reagem vão diminuindo. A função básica desses dispositivos é aumentar a energia potencial das cargas que os atravessam. um gerador elétrico fornece energia potencial elétrica para as cargas. Quando colocado em um circuito. Uma bateria é essencialmente uma lata cheia de químicos que produz elétrons. notará que ela tem 2 terminais. computadores. i é a intensidade de corrente elétrica entre os terminais do gerador. ou positivo.i2 Onde: r é a resistência interna do gerador. Em uma bateria grande de carro. ou negativo. dependendo da exigência por maior potencial ou corrente Pilhas e baterias são geradores elétricos que compõem a classe de geradores químicos. Polo positivo corresponde ao terminal de maior potencial elétrico. também são dispositivos capazes de manter uma diferença de potencial entre os pontos em que estão ligados (polos positivo e negativo). Pl= U. Um terminal está marcado (+). Bateria é um conjunto de pilhas agrupadas em série ou paralelo. i Onde: fem é a constante de proporcionalidade. as pontas das baterias são os terminais. a produção de energia elétrica vai ficando menor. saindo do polo negativo para o polo positivo. Se você conectar um fio entre os terminais positivo e negativo. então o desgaste da pilha. Esta carga pode ser algo como uma lâmpada.476. ocorrendo. Se você examinar qualquer pilha ou bateria. As baterias e pilhas estão em todos os lugares. As reações químicas que produzem elétrons são chamadas de reações eletroquímicas.i onde U é a diferença de potencial ou tensão. você conecta algum tipo de carga para a bateria usando um fio. um motor ou um circuito eletrônico. Elétrons se agrupam no terminal negativo da bateria. A potência elétrica dissipada internamente é dada por: Pd=r. 156 . C ou D (baterias normais de lanternas). como um rádio.

Isto acontece porque o gerador apresenta uma resistência elétrica que é definida como resistência interna r. 157 . A tensão elétrica ou a ddp entre os polos de um gerador ideal é indicada por E e recebe o nome de força eletromotriz (fem). U= E –ri A diferença de potencial lançada no circuito será a diferença entre a força eletromotriz E pela diferença de potencial que foi aplicada na resistência interna no gerador. O ponto A do gráfico tem coordenadas i = 0 e U = E e o ponto B tem coordenadas U = 0 e i = icc = E/r. com E e r constantes concluímos que o gráfico U x i é uma reta inclinada decrescente em relação aos eixos U e i. um gerador cuja resistência interna não é nula (r ≠ 0) é representado conforme o esquema abaixo. A tensão U entre os polos de um gerador real é igual à tensão que teríamos se ele fosse ideal (E) menos a tensão na resistência interna (ri).476. ou seja: 𝑷 𝑼. Um gerador real. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.416-96 . teremos a diferença de potencial U menor que a força eletromotriz E. O rendimento (η) do gerador é a razão entre a potência lançada e a potência total gerada. Note que a corrente elétrica convencional atravessa o gerador no sentido do polo negativo para o polo positivo (Para lembrar: entra pelo – e sai pelo +). isto é.𝒊 𝑼 𝑼 ᶯ= 𝒍 = = → ᶯ= 𝑷𝒈 𝑬.𝒊 𝑬 𝑬 Equação característica e o símbolo do gerador elétrico Quando o ligamos a um circuito. Curva característica de um gerador De U = E – r. Abaixo está a representação de um gerador ideal.i. Um gerador elétrico é ideal quando sua resistência interna é nula (r = 0).

Leis de Kirchhoff8 As Leis de Kirchhoff são empregadas em circuitos elétricos mais complexos. Malha: é qualquer caminho condutor fechado. Em qualquer nó. Para estuda-las vamos definir o que são Nós e Malhas: Nó: é um ponto onde três (ou mais) condutores são ligados. Isto é uma confirmação de que não há acumulação de cargas nos nós. 158 . Segunda lei de Kirchhoff (lei das malhas).infoescola.m) em qualquer malha é igual à soma algébrica das quedas de potencial ou dos produtos iR contidos na malha. A Lei é uma consequência da conservação da carga total existente no circuito. mas b. como por exemplo circuitos com mais de uma fonte de resistores estando em série ou em paralelo. vemos que os pontos a e d são nós.476. Exemplo 1: A figura 1 mostra um circuito cujos elementos têm os seguintes valores: 8 https://www. A soma algébrica das forças eletromotrizes (f.com/eletricidade/leis-de-kirchhoff/ Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. adcb e badc.e. Identificamos neste circuito 3 malhas definidas pelos pontos: afed. c. Aplicando as leis de Kirchhoff. Primeira lei de Kirchhoff (lei dos nós). a soma das correntes que o deixam (aquelas cujas apontam para fora do nó) é igual a soma das correntes que chegam até ele. e e f não são. Analisando a figura 1.416-96 .

476.416-96 . Circuito com várias malhas e nós.7 Ώ. contudo o sentido de i2 está invertido.4A i3 = 0. E2=6. 159 . E1=2. Aplicando a 1ª lei de Kirchhoff (Lei dos Nós) temos: i1 + i2 = i3 Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff (Lei das Malhas): partindo do ponto a percorrendo a malha abcd no sentido anti-horário.1 V.82A i2 = -0.5 Ώ. que podemos resolver facilmente: Resolvendo o sistema temos que: i1 = 0. Encontramos: Ou Se percorrermos a malha adef no sentido horário temos: Ou Ficamos então com um sistema de 3 equações e 3 incógnitas. Exemplo 2: Qual a diferença de potencial entre os pontos a e d da figura 1? Solução: Pela Lei da Malhas temos: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. R2=3. R1=1. Ache as correntes nos três ramos do circuito.3 V. ela deveria apontar para cima no ramo central da figura 1. Solução: Os sentidos das correntes são escolhidos arbitrariamente.42A Os sinais das correntes mostra que escolhemos corretamente os sentidos de i1 e i3.

6.5 10-19. Um condutor metálico é percorrido por uma corrente elétrica contínua e constante de intensidade 32 mA. são: (A) 1. b) o número de elétrons que atravessa uma seção reta do condutor por segundo. F (C) V. Questões: 01.0 V em um resistor de 3. A resistência do resistor equivalente é menor do que a menor das resistências dos resistores do conjunto. A sequência correta é: (A) F.0 A e 36. Em um chuveiro com a chave ligada na posição inverno passa por segundo na secção transversal da resistência. por onde circula a água. referentes a um circuito contendo três resistores de resistências diferentes. V. V 04.0Ώ.0 A e 18. determine aproximadamente quanto tempo ele permaneceu ligado à rede. (UFSM-RS) Analise as afirmações a seguir. Se a energia consumida por este resistor foi de 2Kwh. elétrons. V. 3.0 A e 27. (A) 15h (B) 1. respectivamente.6. Determine a intensidade da corrente elétrica na resistência sabendo que o valor absoluto da carga do elétron é 1. F.0 W (E) 5. 03.0 W Respostas 01. Determine: a) a carga elétrica que atravessa uma seção reta do condutor por segundo.10-19 C. A potência elétrica dissipada é maior no resistor de maior resistência. 12. (PUC.0 W (C) 3. F (E) F.0 W (B) 2.476. F (B) V. 160 . Resposta: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.MG) Ao aplicarmos uma diferença de potencial 9. V. F. verificando se são verdadeiras ou falsas.5h (C) 2h (D) 3 h (E) 6h 05. podemos dizer que a corrente elétrica fluindo pelo resistor e a potência dissipada. V (D) V.0 A e 45. teremos que utilizar o sinal negativo quando for feito algum cálculo com essa corrente.Sobre um resistor de 100 Ω passa uma corrente de 3 A. Observe que se não alterarmos o sentido da corrente i2. 1. 2. associados em paralelo e submetidos a uma certa diferença de potencial.10-19 C.0 A e 9. A corrente elétrica é menor no resistor de maior resistência.416-96 . Dado: carga elétrica elementar e = 1. 02.0 W (D) 4.

h = 900 w . Por possuir a mesma descrição física. porém. Essas frequências. Como a potência dissipada é proporcional ao quadrado da corrente. Resposta: C. temos: E em função da corrente elétrica é P = V . numa experiência. a mesma velocidade etc. que significa fantasma ou aparição) foi usada por Isaac Newton.416-96 .h = 100 . e que produzem enorme quantidade de energia). Δt 2000 w. recebemos também: a radiação eletromagnética emitida. Δt Δt = 2. Resposta: 03. Isso se deve ao fato de a corrente elétrica ser maior nesse resistor. todas têm. por átomos de hidrogênio neutro que povoam o espaço interestelar da nossa galáxia. a maior e mais importante fonte para os seres terrestres. cuja vida depende do calor e da luz recebidos através de ondas eletromagnéticas. As afirmações 1 e 2 estão corretas. muito além de nossa galáxia. Iniciando pelos Sol. consistem de campos elétricos e campos magnéticos que vibram nos planos perpendiculares entre si e em relação à direção de propagação. 161 . no vácuo. no século XVII. Da equação da energia consumida temos que E = P x Δt Potência pode ser definida como P = R. haverá maior dissipação de energia para a menor resistência. a luz do Sol atravessou um prisma de vidro em sua trajetória. i ONDAS ELETROMAGNÉTICAS É importante tomarmos consciência de como estamos imersos em ondas eletromagnéticas. 04.476. pulsos intensos de radiação dos "pulsares" (estrelas pequenas cuja densidade média é em torno de 10 trilhões de vezes a densidade média do Sol).i2 . para descrever a faixa de cores que apareceu quando. Δt 2000 w. As Ondas eletromagnéticas se originam do movimento acelerado de cargas elétricas. abrangem uma faixa enorme que denominamos espectro eletromagnético. Os nomes de vários tipos das Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.2h 05. as ondas eletromagnéticas diferem entre si apenas pelas frequências e correspondentes comprimentos da onda. Além de outras. Resposta: C. Já a alternativa 3 é incorreta porque a potência elétrica é maior para o resistor de menor resistência. 02. as emissões na faixa de radiofrequências dos "quasares" (objetos ópticos que se encontram a enormes distâncias de nós. Resposta: D. A palavra espectro (do latim "spectrum". A potência elétrica em função da tensão elétrica é dada por: Substituindo os valores. 32 .i2 Portanto: E = R.

é dada pela expressão: onde é a permissividade elétrica do vácuo e é a permeabilidade magnética do vácuo. Nisso Maxwell se baseou para afirmar que a luz também é uma onda eletromagnética. Podemos resumir as características das ondas eletromagnéticas no seguinte: . i.Propagam-se no vácuo com a velocidade "c”. e devem ser consideradas como aproximadas.Podem propagar-se num meio material com velocidade menor que a obtida no vácuo.e. no vácuo. Essas escalas são logarítmicas devido ao fato que os intervalos são muito elevados. Velocidade de propagação: Depende do meio em que ela se propaga.476. . A energia das ondas eletromagnéticas é proporcional a sua frequência. ondas. que usamos frequentemente no nosso dia-dia. .Os campos elétrico e magnético são perpendiculares à direção de propagação da onda. Maxwell mostrou que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética. Aplicando os valores de e de na expressão acima.416-96 . são dados em acordo com a faixa das frequências que as mesmas ocupam no espectro eletromagnético conforme a Figura 1 a seguir: Figura1. são elas: . Espectro eletromagnético apresentado na escala de frequência (esquerda) e dos comprimentos da onda (direita). . 162 . . independente da forma como estas ondas foram criadas.São ondas transversais (os campos são perpendiculares à direção de propagação).São formadas por campos elétricos e campos magnéticos variáveis.O campo elétrico é perpendicular ao campo magnético. cresce com aumento da frequência . encontra-se a velocidade: ou (valor exato) que é igual a velocidade da luz.Os campos variam sempre na mesma frequência e estão em fase.. As divisões entre os vários tipos das ondas não são definidas precisamente. . Propriedades das ondas eletromagnéticas Algumas propriedades podem ser observadas em todos as ondas eletromagnéticas.O campo elétrico é perpendicular ao campo magnético. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. .

Período Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. e ν (nu do alfabeto grego) é a frequência (em Hertz) Seu produto é a constante c a velocidade da luz. da onda. Já a onda segue na direção x todas perpendiculares entre si. ou intensidade. são elas: . que corresponde a um ciclo por segundo. Observe na figura abaixo o comportamento dos campos elétrico e magnético nestas ondas: A figura mostra a direção do campo magnético. comprimento de onda e frequência Como você já deve saber. sendo assim. viaja à velocidade da luz. . do alfabeto grego) é o comprimento de onda (em metros). A distância vertical entre a extremidade de uma crista e o eixo central da onda é chamada de amplitude.476.00×10 m/s . Essas medidas podem ser vistas da seguinte maneira: Lembre-se de que algumas ondas (inclusive as eletromagnéticas) também oscilam no espaço e. As ondas eletromagnéticas. Como você deve imaginar. . e vice-versa. maior será a frequência. 163 . são caracterizadas por três grandezas. uma onda tem um vale (ponto mais baixo) e uma crista (ponto mais alto). Esta é a propriedade associada ao brilho. quanto menor o comprimento de onda. elas oscilam em uma determinada posição conforme o tempo passa. Propriedades básicas das ondas: amplitude. A grandeza conhecida como frequência da onda diz respeito ao número de comprimentos de onda completos que passam por um determinado ponto no espaço a cada segundo.Frequência: é o número de ciclos por unidade de tempo. Esta relação reflete um fato importante: toda radiação eletromagnética. do campo elétrico e da propagação da onda eletromagnética Veja que enquanto o campo magnético (B) se propaga na direção z. o campo elétrico (E) se propaga na direção y. assim como todas as ondas.416-96 . independentemente de comprimento de onda ou frequência.Fase: representa o avanço ou atraso da onda em relação ao ponto de origem. o comprimento de onda e a frequência são inversamente proporcionais. A unidade do SI para frequência é Hertz (Hz). isto é. A distância horizontal entre dois vales ou cristas consecutivas é conhecida como comprimento de onda da onda. A relação é dada pela seguinte equação: c=λν Em que  (lambda. que é igual a 8 3. sendo a unidade de medida mais conhecida o Hertz.Período: é o tempo que a onda leva para percorrer um ciclo.

Partícula eletrizada lançada perpendicularmente às linhas de indução de um campo magnético uniforme (v perpendicular a B). Portanto. frequência e período. por exemplo. Interação eletromagnética Uma interação eletromagnética qualquer como. O período de uma onda é a duração de tempo que leva para que um comprimento de onda passe por um determinado ponto no espaço. θ = 0 ou θ = 180º e sendo sen 0 = 0 e sen 180º = 0. resulta: Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. A fonte de radiação puder ser vista como uma antena de transmissão (um emissor).416-96 . concluímos que a força magnética é nula. 3. θ = 90º e sendo sen 90º = 1. Se v = 0 (partícula abandonada em repouso). comprimento de onda. A diferença essencial entre os receptores está apenas na frequência das ondas eletromagnéticas à qual respondem. Matematicamente. Portanto. partículas eletrizadas abandonadas em repouso não sofrem ação do campo magnético. realizando um movimento retilíneo e uniforme (MRU). Partícula eletrizada lançada paralelamente às linhas de indução de um campo magnético uniforme (v paralelo a B) Neste caso. Neste caso. o período (T) é simplesmente o inverso da frequência da onda (f). 2. A radiação eletromagnética pode ser descrita por sua amplitude (brilho). CASOS IMPORTANTES 1. a resultante Fm é = 0. o afastamento de partículas portando cargas (positiva e negativa) ocorre com a interação entre as duas cargas mediante a troca de fótons (energia da radiação eletromagnética). a matéria (um receptor) com que a radiação interage pode ser vista como uma antena receptora. 164 . a partícula desloca-se livre da ação de forças.476. A última grandeza a ser considerada é o período de uma onda.

a luz do sol são exemplos de ondas eletromagnéticas. A composição de um MRU com um MCU é um movimento denominado helicoidal. em contato com o oxigênio e com uma enzima chamada luciferase. MCU. raios X. têm: (A) os mesmos comprimentos de onda. diferentes frequências e iguais velocidades de propagação. (Unesp) A luz visível é uma onda eletromagnética. decompomos a velocidade de lançamento v nas componentes: v1 (paralela a B) e v2(perpendicular a B). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. como algumas espécies de peixes e alguns insetos. (B) diferentes comprimentos de onda. além de servir de instrumento de defesa ou de atração para presas. Cálculo do raio da trajetória Seja m a massa da partícula e R o raio da trajetória. TVs. Observando que a força magnética é uma resultante centrípeta. Uma delas é a bioluminescência. e à fêmea indicar onde está. principalmente. (C) diferentes comprimentos de onda. produz luzes de várias cores. onde um pigmento chamado luciferina. Neste caso. Portanto. a partícula está sob ação de uma força de módulo constante e que em cada instante é perpendicular à velocidade. Partícula lançada obliquamente às linhas de indução. (D) os mesmos comprimentos de onda. Logo. A força magnética é sempre perpendicular à velocidade v. amarela e vermelha. as mesmas frequências e diferentes velocidades de propagação. a partícula realiza movimento circular uniforme (MCU). Devido a v1 a partícula descreve MRU e devido a v2. 165 . para a fêmea. Questões 01. Ele é uniforme As ondas de rádios. Isso é o que permite ao vaga-lume macho avisar. que na natureza pode ser produzida de diversas maneiras. Ela altera a direção da velocidade e não seu módulo. concluímos que o módulo da força magnética Fm é constante. que está chegando.416-96 . diferentes frequências e diferentes velocidades de propagação. no vácuo.476. um fenômeno químico que ocorre no organismo de alguns seres vivos. como verde. Sendo q. as mesmas frequências e iguais velocidades de propagação. v e B constantes. micro-ondas e. diferentes frequências e diferentes velocidades de propagação. (E) diferentes comprimentos de onda. amarela e vermelha são consideradas ondas eletromagnéticas que. As luzes verde. vem: 4.

Com relação a essas ondas. (E) somente II. A respeito das ondas são feitas as seguintes afirmações: I) Quando percutida. (A) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. 03. sofrendo o fenômeno da refração mesmo sem mudar sua direção de propagação. 16) Se aumentarmos a frequência desta onda. 02) As micro-ondas têm a mesma natureza que os raios X. Em geral. 166 . gama. (E) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. independentemente de sua frequência. considere as seguintes afirmativas: Um forno de micro-ondas transmite calor para assar e esquentar alimentos sólidos e líquidos. sendo amplamente utilizados em residências e no comércio.416-96 . pois sofrem reflexões nas paredes metálicas do forno e na grade metálica que recobre o vidro da porta.5 x 109 Hertz e de natureza eletromagnéticas. elas têm comprimento de onda igual a 0. é correto afirmar: 01) Se a velocidade das ondas do interior do forno é de 3.476. II) Reduzindo sua velocidade. Um forno de micro-ondas transmite calor para assar e esquentar alimentos sólidos e líquidos. (C) Somente afirmativa 3 é verdadeira. Em um forno de micro-ondas são produzidas ondas com frequências de 2. 32) No vácuo se aumentarmos o comprimento de onda a frequência diminuirá. considere as seguintes afirmativas: 1. Assinale a alternativa correta. 05. (UFPR) O primeiro forno de micro-ondas foi patenteado no início da década de 1950 nos Estados Unidos pelo engenheiro eletrônico Percy Spence. Fornos de micro-ondas mais práticos e eficientes foram desenvolvidos nos anos 1970 e a partir daí ganharam grande popularidade. Em relação à Física de um forno de micro-ondas. É(são) correta(s) a(s) afirmativa(s): (A) somente I e II.12m. 04. uma onda estará. as quais são absorvidas por ressonância pelas moléculas dos alimentos. Em geral. (D) somente I. sua velocidade dentro do micro-ondas aumentaria. (Ufpr) O primeiro forno de micro-ondas foi patenteado no início da década de 1950 nos Estados Unidos pelo engenheiro eletrônico Percy Spence. a frequência das ondas eletromagnéticas geradas em um forno de micro-ondas é de 2450 MHz. Em relação à Física de um forno de micro-ondas.2 cm. sendo amplamente utilizados em residências e no comércio. (B) Somente afirmativa 2 é verdadeira. raios alfa. As ondas eletromagnéticas geradas ficam confinadas no interior do aparelho. (D) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. resultando no seu aquecimento. (D) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. Fornos de micro-ondas mais práticos e eficientes foram desenvolvidos nos anos 1970 e a partir daí ganharam grande popularidade. e ondas de rádio. 3. beta. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.108 m / s. 02. (A) Somente alternativa A é verdadeira. 04) As micro-ondas deixariam de se propagar no interior do forno se nele fosse feito vácuo. a corda do violão vibra formando uma onda estacionária que se move praticamente a 340 m/s. O comprimento de onda dessas ondas é de aproximadamente 12. (B) Somente a afirmativa 2 é verdadeira. 2. O comprimento de onda dessas ondas é de aproximadamente 12. pois sofrem reflexões nas paredes metálicas do forno e na grade metálica que recobre o vidro da porta. III) No vácuo todas as ondas eletromagnéticas caminham com uma mesma velocidade. (C) somente II e III. As ondas eletromagnéticas geradas ficam confinadas no interior do aparelho.2 cm. 08) São ondas transversais que propagam energia e somente se propagam no vácuo. (B) somente I e III. ao mudar de meio. a frequência das ondas eletromagnéticas geradas em um forno de micro-ondas é de 2450 MHz. (E) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. (C) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.

A estrutura do átomo: experiência de espalhamento de Rutherford – espectros atômicos.476. A força forte ou nuclear. ele disse que suas ideias descreviam o fenômeno. Como radiações diferentes possuem deferentes frequências. 03. Resposta: 35 (1+2+32). Como exemplo de acoplamento fraco. Resposta: E. temos: Λ = v/f Λ= 3. responsável pela órbita dos planetas em torno do Sol. é uma interação. pode-se dizer que a causa de qualquer equação. O tipo de interação que talvez seja o mais conhecido de todos é o gravitacional. Falsa. que tendem sempre a se orientar na direção de um campo elétrico de direção variável aplicado pelo magneto. FISICA MODERNA Interações fundamentais da natureza: identificação. Verdadeira. O comprimento de onda é inversamente proporcional à frequência. 02. simples ou complicada.2 cm 3. é a força responsável pela união de dois prótons ou nêutrons. Dados: f = 2. mas que não explicavam sua causa. sua repulsão eletromagnética é muito grande. 05. A interação fraca é uma interação que não é percebida no mundo macroscópico.450 MHz = 2. também chamadas de acoplamentos. resultado da unificação do magnetismo e da eletricidade. Considerando a velocidade de propagação das micro-ondas no interior do forno. Analisando cada uma das proposições: 1. Resposta: C. não são tão conhecidas.45. 167 . além de propiciar o aquecimento homogêneo dos alimentos. Em física. A emissão de mais outras partículas além do próton ocorre para se conservar a energia do nêutron inicial.122 m Λ= 12. Os nomes destas são: eletromagnética. pois ela atua em escala subatômica. O núcleo atômico – radioatividade – reações nucleares. fraca e nuclear. Respostas 01. Essa interação não tem relação alguma com a eletromagnética. comparação de intensidades e alcances A palavra interação está associada a tudo que possamos imaginar.45 109 Hz. Física moderna: Quantização de energia – efeito fotoelétrico. os comprimentos de onda também são diferentes. 04. as correntes elétricas induzidas por campos magnéticos. entretanto a interação forte é tal que dois prótons formam um núcleo atômico sem a desintegração Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. fraca. 10 na 8/ 2. Em física nuclear. desde o contato de nossa mão com algum objeto até o movimento da Terra em torno do Sol. Resposta: E. Na natureza. A teoria eletromagnética diz que as partículas interagem à distância. O aquecimento ocorre devido à fricção entre as moléculas de água contidas no alimento. com a emissão de mais algumas partículas. aparentemente tudo leva os cientistas a acreditarem que todas as coisas podem ser explicadas a partir de quatro tipos de interações. da equação fundamental da ondulatória. As micro-ondas são refletidas nas paredes para evitar vazamentos. Como dois prótons possuem cargas iguais. também favorecido pela rotação do prato. no qual um nêutron é convertido em um próton. v = c = 3 . As outras duas interações. Também muito conhecido é o acoplamento eletromagnético. 2.416-96 . aumentando a segurança do aparelho e a sua eficiência. Resposta: C.10 na 8 m/s. estando relacionada com todo corpo que possui a propriedade conhecida como massa. e nuclear ou forte. prótons e nêutrons são chamados de núcleos. Como consequência dessa interação. por meio do chamado campo eletromagnético. todas as radiações eletromagnéticas têm a mesma velocidade (c). Verdadeira. pode ser citado o decaimento beta. gravitacional. Quando Newton escreveu sua teoria da gravidade. como o elétron. temos a atração entre dois imãs. entre uma infinidade de outros exemplos. No vácuo.10 na 9 Λ= 0.

já detectada experimentalmente. a teoria pressupõe a existência das chamadas partículas de interação. Existem apenas 4 forças. ou interações. O "casamento" desta teoria com a mecânica quântica. Vejamos alguns detalhes: Força gravitacional: A teoria clássica da gravitação é a lei de Newton da Gravitação Universal. como dois prótons interagindo a uma certa distância. No caso gravitacional. Todas essas quatro interações descritas acima podem parecer estranhas à primeira vista. Eletrodinâmica: Esta é a teoria física que descreve os fenômenos elétricos e magnéticos. é mais justamente conhecida como Teoria de Glashow-Weinberg-Salam. que é chamada de flavordinâmica por causa de uma das propriedades intrínsecas das partículas elementares. O cálculo desta intensidade depende da natureza da fonte e a que distância estamos fazendo a medição. a força eletrofraca. fraco e nuclear. foi realizada por grandes nomes da física tais como Feynman. Nesta teoria. Sua forma atual é devida a Glashow. a construção de uma "Eletrodinâmica Quântica". 168 . Intensidade: Os valores acima atribuidos para as intensidade das forças não devem ser considerados de modo absoluto. A formulação clássica da Eletrodinâmica foi feita por James Clerk Maxwell. Como exemplo pode ser citado a eletromagnética. sendo a responsável pela estabilidade dinâmica de todo o Universo. que são partículas que fazem a interação entre os dois prótons mantidos a uma distância. deste. O que importante notar é a razão entre elas: a força gravitacional é. Para descrever os estágios iniciais da formação do Universo precisamos de uma teoria quântica da gravitação. apesar dos enormes esforços desenvolvidos para isto. Sua generalização relativística é a teoria da Gravitação de Einstein. Weinberg e Salam. as interações fraca e eletromagnética são apresentadas como manifestações diferentes de uma única força. de longe. No entanto.416-96 . a interação eletromagnética. tal partícula ainda não foi experimentalmente “vista”. tais como o decaimento beta nuclear. A teoria clássica construída por Maxwell já era consistente com a teoria da relatividade especial de Einstein. na maioria dos casos. São elas a interação gravitacional. fraco e nuclear. Esta unificação entre a interação fraca Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. mas sua existência é prevista em teoria e ela já tem até nome. gráviton. uma vez que a relatividade geral geometriza a gravitação. Fraca: As forças fracas são aquelas que explicam os processos de decaimento radiativo. Mais tarde ela foi aperfeiçoada por Lee. ou seja as forças eletromagnéticas. Voce verá valores bastante diferentes em vários livros. Para cada tipo de interação ou acoplamento. A nova teoria das interações fracas. a mais fraca entre todas. porém é a de maior alcance. são conhecidos como sendo de curto alcance. A tabela mostra detalhes sobre estas forças que serão logo explicados: Força ou interação intensidade teoria mediador (fundamental) Forte 10 Cromodinâmica quântica gluon eletromagnética 10-2 Eletrodinâmica fóton Fraca 10-13 flavordinâmica W± e Z0 gravitacional 10-42 geometrodinâmica graviton Vamos explicar o conteúdo da tabela. também chamada de Teoria da Relatividade Geral de Einstein.476. algo que os físicos ainda não possuem. Gell-Mann e vários outros nos anos da década de 1950. que a propuseram nos anos da década de 1960. A primeira teoria das interações fracas foi apresentada por Fermi em 1933. Esses dois acoplamentos. É interessante notar que esta força não era conhecida pela física clássica e que sua formulação como teoria é estritamente quântica. do muon e de várias partículas "estranhas". Yang. pois só são percebidos em escala de distâncias muito pequenas. fundamentais na natureza. Existe um grupo de pesquisa no Brasil que desenvolve um aparato com vista a detectar esta partícula. a interação forte e a interação fraca. ou seja. Feynman. O melhor termo para ela seria Geometrodinâmica. o decaimento do pion. eletromagnético. existe uma partícula de interação diferente. Teoria: Vemos na tabela que cada força está associada a uma teoria física. em particular no que diz respeito à força fraca. Tomonaga e Schwinger nos anos que compõem a década de 1940.

e muito pesada. a força forte pelos gluons e as forças fracas pelas partículas W± e Z0. Prótons e nêutrons não conseguiriam se formar. denominados quanta de energia. foi introduzido o conceito de "campo". não poderíamos existir. tal como o conhecemos. Distinguimos duas regiões nos átomos: a) uma com carga elétrica positiva. É ela que mantém o núcleo unido evitando que os prótons que os constituem. na verdade.416-96 . mas em ”pacotes”. que giram ao redor do núcleo. Forte: As forças fortes são aquelas responsáveis pelos fenômenos que ocorrem a curta distância no interior do núcleo atômico. A força eletromagnética é mediada pelo fóton. que são chamadas de bósons vetoriais intermediários. Os elétrons só podem ocupar os níveis que tenham uma determinada quantidade de energia. Mediadores: Após a física ter abandonado o conceito de "ação-a-distância". ÁTOMO – É uma partícula indivisível. aqui não existe simplicidade. Essas partículas chamamos de átomo. seres humanos. Estrutura da matéria modelo atômico: sua utilização na explicação da interação da luz com diferentes meios. existem 8 tipos de gluons. Na eletrosfera. A estabilidade nuclear está associada à força forte. segundo a qual a energia não é emitida em forma contínua. . Foi então que surgiu a cromodinâmica quântica. Hoje.476. g) 4. força forte e força eletrofraca. não sendo possível ocupar estados intermediários. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. b) uma região ocupada por elétrons. Ao saltar de um nível para outro mais externo. Segundo a TQC cada uma das forças que existem na natureza é mediada pela troca de uma partícula que é chamada de "mediador". Fontes de luz Toda matéria é formada por partículas muito pequenas. e) 2. os elétrons absorvem uma quantidade definida de energia (quantum de energia). 169 . Veja que antes descrevíamos a interação entre dois prótons como sendo a interação entre duas partículas. a força gravitacional é mediada por uma partícula chamada graviton. simplesmente sofram uma intensa repulsão e destruam o próprio átomo. uma teoria capaz de explicar os fenômenos nuclear. chamadas de camadas ou níveis de energia. Assim. Cada camada ocupada por um elétron possui um valor determinado de energia (estado estacionário). Se a força forte não existisse a matéria que forma o Universo. seu "campo". A Teoria Quântica de Campos (TQC) introduziu o conceito de "mediadores". f) 3. realmente. Baseando-se nos estudos feitos em relação ao espectro do átomo de hidrogênio e na teoria proposta por Planck em 1900 (Teoria Quântica). Só para te avisar. Conceito de fóton. c) O modelo proposto por Rutherford foi aperfeiçoado por Bohr. Isto complica ainda mais o estudo das interações entre as partículas. os elétrons descrevem sempre órbitas circulares ao redor do núcleo. e a interação eletromagnética reduz o número de forças existentes no Universo a apenas 3: força gravitacional. uma interação entre 6 quarks que trocam gluons incessantemente durante todo o processo. Cada partícula criava à sua volta uma perturbação. O trabalho pioneiro sobre as forças fortes foi realizado por Yukawa em 1934 mas até meados da década de 1970 não havia. também não existiria. que era sentido pelas outras partículas. Como voce pode ver. por possuírem a mesma carga elétrica. sabendo que os prótons são partículas compostas por 3 quarks. Estes mediadores transmitem a força entre uma partícula e outra. Nós. vemos que a interação entre dois prótons é. que concentra quase todo o peso do átomo: é chamada núcleo. Foram propostos os seguintes postulados: d) 1.

as estrelas são divididas em classes espectrais. etc. Então. M. O. a essa temperatura. o elétron emite um quantum de energia (igual ao absorvido em intensidade). h) 5. Daí.476.416-96 .Ao retornar ao nível mais interno. N.if. Cada órbita é denominada de estado estacionário e pode ser designada por letras K. i) 6. conhecendo as linhas de absorção de cada átomo. E a parte que não chega. Muitos elementos absorvem e emitem mais luz em uma determinada temperatura. Q. portanto. As camadas podem apresentar: j) K = 2 elétrons k) L = 8 elétrons l) M = 18 elétrons m) N = 32 elétrons n) O = 32 elétronsP = 18 elétronsQ = 2 elétrons o) 7. FONTE: astro.ufrgs.br. que pode assumir valores inteiros: 1. nos permite inferir sobre sua composição química e sua temperatura superficial O que ocorre é que parte da luz que a estrela emite é absorvida pelo gás nas camadas mais frias da estrela. L. com base em seu espectro de absorção. suas linhas de absorção e de emissão são mais fortes. podemos obter informação sobre a composição e a temperatura da estrela. na forma de luz de cor definida ou outra radiação eletromagnética (fóton). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 3. 170 . que também são classes de temperaturas. Leis de Kirchhoff do estudo dos espectros. Nem toda a luz que uma estrela emite chega até nós. Cada nível de energia é caracterizado por um número quântico (n). 2. P.

os fótons que incidem em uma direção são espalhados ou desviados para outras direções. Agora que entendemos que a luz apresenta tanto características corpusculares quanto ondulatórias.416-96 . Espalhamento da luz No espalhamento. Só que a luz também se propaga por outros meios que não o vácuo. o único meio totalmente transparente é o Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Fótons absorvidos por uma nuvem. que não luminosa. ou seja. invisível. O ar atmosférico é transparente e. A lua cheia iluminando a noite é o exemplo mais comum de uma fonte de luz secundária. corpos que geram luz a partir de alguma transformação físico-química que ocorre neles mesmos. No caso de não haver reemissão dos fótons absorvidos. translúcidos ou opacos. Esses outros meios de propagação da luz são classificados de acordo com o modo como interagem com o feixe de raios de luz que incide sobre eles. os meios de propagação da luz podem ser transparentes. Há também os corpos que não possuem luz própria mas são capazes de refletir a luz gerada por outros corpos.476. A lanterna. Fótons espalhados por uma nuvem. isso é um indicativo da cor). Meio de propagação transparente Transparentes são os meios de propagação que se deixam atravessar pelos raios de luz sem afetar a ordenação de seus feixes. parte da energia do fóton é absorvida e parte é reemitida em outra direção. FONTE: Camila Debom.000 Km/s no vácuo. temos o fenômeno do espalhamento. no óptico. a energia carregada pelos fótons é convertida em outra forma de energia. A absorção depende basicamente de dois fatores: o meio no qual a luz está viajando e a energia dos fótons (lembrando que a energia está associada inversamente com o comprimento de onda e que. podendo ser reemitidos ou não. ou seja. os mesmos que podemos ver emitidos de qualquer lanterna. 171 . Absorção da luz Os fótons de luz incidente são absorvidos por átomos do meio em que a luz viaja. podemos estudar a interação da Luz com a matéria – algo que também tem implicações astronômicas. uma figura teórica a partir do qual estudamos os feixes de ondas eletromagnéticas que constituem a luz. Geralmente ocorrem absorção e espalhamento concomitantemente. por isto. Havendo reemissão. FONTE: Camila Debom. Meios de propagação Uma vez que a fonte de luz emitiu um feixe luminoso. ele passa a se propagar à velocidade de 300. Estes corpos são chamados defontes de luz secundárias. já que a luz o atravessa quase como se ele não existisse (note-se o quase: a rigor. o sol e até mesmo os vagalumes são fontes primárias de luz. Raio de luz Na verdade o raio de luz é uma abstração. Com base nisso.

o que significa que estes meios bloqueiam os raios luminosos. fazendo com que objetos vistos através de meios translúcidos pareçam deformados A figura abaixo representa o comportamento dos raios de luz através dos corpos translúcidos: Meios translúcidos são atravessados pelos raios luminosos. Meio de propagação translúcido Os meios translúcidos também se deixam atravessar pelos raios de luz. Meio de propagação opaco Meios opacos são impermeáveis à luz. mas. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066.416-96 . vácuo. mas afetam a orientação dos feixes. O observador enxerga uma imagem distorcida do objeto vista através do corpo. Nesse caso. esta passagem não se dá sem interações nas quais o meio afeta a orientação dos raios. O observador enxerga a imagem do objeto vista através do corpo sem distorções. não é possível a um observador ver objetos através dele. 172 . mas para todos os efeitos práticos podemos estender a definição para outros meios cujas interações com a luz sejam pequenas demais para ser percebidas a olho nu). ao contrário do que ocorre nos meios transparentes. Meios transparentes são atravessados pelos raios luminosos sem afetar a orientação dos feixes.476. conforme a figura: Os raios de luz não atravessam meios opacos e um observador não pode ver através deles. que não conseguem atravessá-lo. A figura que segue mostra um feixe de raios de luz atravessando um meio de propagação transparente.

fissão e fusão. Além disso. Características Gerais do Núcleo O raio de um núcleo típico é cerca de dez mil vezes menor que o raio do átomo ao qual pertence. como a interação nuclear forte é independente da carga elétrica. rodeado por uma nuvem de elétrons carregados negativamente. a distribuição de carga do núcleo O volume do núcleo é proporcional ao número de núcleos. Embora tipicamente o núcleo seja menos de dez mil vezes menor que o átomo. 173 . Num átomo neutro. No átomo neutro correspondente. Energia nuclear. que diferem uns dos outros pelo número de nêutrons contidos no núcleo. o núcleo contém mais de 99. número de massa. Estrutura nuclear: constituição dos núcleos. As formas de alguns núcleos afastam-se significativamente da forma esférica e devem ser consideradas elipsoidais ou. existem. Presentemente são conhecidos 112 elementos. os prótons e os nêutrons devem estar distribuídos mais ou menos uniformemente no núcleo e disso conclui-se que a densidade de carga também é constante. da ordem do tamanho do próton ou nêutron (cerca de 10-15 metros) O número de prótons no núcleo. é igual a Z+N. Entretanto. O número de massa do núcleo. com carga elétrica positiva. Essas partículas são mantidas agrupadas por uma força chamada força forte ou força nuclear. Como a carga elétrica do próton e do elétron são +1 e -1 respectivamente (em unidades da carga do elétron). O núcleo do elemento da tabela periódica de número atômico Z é constituído de Z prótons e N nêutrons. Todos os elementos mais pesados que o urânio foram produzidos artificialmente pelo homem. por definição. são influenciados pela interação coulombiana com os prótons do núcleo e sondam. o hidrogênio até o recentemente descoberto e ainda sem nome. a densidade de carga na região central aparece diminuída devido à repulsão coulombiana entre os prótons. mas contém mais de 99.9% da massa do átomo! Os núcleos são constituídos de partículas carregadas positivamente chamadas prótons de outras eletricamente neutras. chamadas nêutrons. Por outro lado. e os nêutrons. Na verdade. como eles têm carga elétrica não nula. a massa de um átomo de carbono 12 é.476. há cerca de 270 isótopos estáveis e mais de 2000 instáveis. elemento 112. o número de elétrons orbitando o núcleo é igual ao número de prótons no núcleo. a densidade de núcleos.9% da massa desse átomo. O número de nêutrons no núcleo é denominado N. com a forma de uma pera. As massas nucleares são convenientemente expressas em unidades de massa atômica (u). os elétrons não são influenciados pela interação nuclear nem com os nêutrons nem com os prótons do núcleo. E mais. como a massa de um próton é muito próxima da massa de um nêutron. Uma unidade de massa atômica é definida como sendo exatamente um doze avos da massa de um átomo de carbono 12. portanto.416-96 . nos núcleos com número de massa A grande. de modo que o número de núcleos por unidade de volume. 6 nêutrons e 6 elétrons. como também é chamado. eles não são influenciados pela interação coulombiana nem com os nêutrons nem com os prótons do núcleo.Estrutura Nuclear Um átomo é constituído de um núcleo extremamente pequeno. Radioatividade. Entre esses elementos. isto é. ao redor desse núcleo. mesmo. como são influenciados pela interação nuclear tanto com os nêutrons quanto com os prótons do núcleo. Z elétrons. Um dado elemento químico pode ter vários isótopos. As técnicas mais importantes para a determinação do raio nuclear estão baseadas no espalhamento de feixes de nêutrons ou de elétrons. a densidade de massa também é constante. exatamente 12 u. Um átomo de carbono 12 é composto de 6 prótons. A = N + Z é o número de núcleos ou. Existem duas espécies de núcleos: os prótons. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. a carga total do átomo é zero. os nêutrons espalhados sondam a distribuição de massa do núcleo. Contudo. sem carga elétrica(Fig1) Figura1. desde o mais leve. Z é chamado número atômico. Constituição O núcleo atômico é composto de partículas chamadas núcleos. sua estabilidade e vida média. mas tem alcance limitado a pequenas distâncias. Como os nêutrons não têm carga elétrica. Esta força é muito maior que as forças familiares como a eletrostática que mantém os elétrons ligados aos núcleos. A. Em outras palavras. Este número determina o elemento químico do átomo. é constante. carregado positivamente.

e é resultante do decaimento radioativo (liberação de partículas alfa ou beta). Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Em 1896. a transformação em outro elemento menos radiativo. Na categoria das partículas. e essa propriedade ele chamou radioatividade. Os tipos de radiação que um elemento pode emanar são divididos. E apenas as partículas gama conseguem atravessar boa parte dos materiais. em forma de radiação. Raios γ (gama): este tipo de radiação não possui massa. mas são detidas pelo alumínio. β e γ em um campo eletromagnético. Quando o núcleo possui menos nêutrons do que deveria para ser estável. etc. Um átomo instável irá liberar partículas alfa ou beta como radiação. duas são as mais comuns: alfa e beta. ao passo que os raios gama (γ) não a devem ter. o francês Henri Becquerel percebeu que um sal de urânio era capaz de sensibilizar um filme fotográfico. têm uma dimensão maior impedindo que ela atravesse mesmo materiais finos. percebeu que esse material emitia radiações semelhantes aos raios X. mesmo quando este era recoberto com papel preto ou até mesmo por lâminas metálicas finas. Com a conversão de um próton em nêutron há a mudança do seu número atômico e. muda seu número atômico e transforma-se em um novo elemento. Nesse mesmo ano. como são formadas por um agrupamento de partículas. mas isso não é a única coisa emitida por um elemento radioativo. As partículas alfa.). devem apresentar carga elétrica. Com o mesmo raciocínio pode-se deduzir que os raios α têm carga positiva. Partículas possuem massa e ondas são apenas energia. energia pura. mas não aqueles muito densos como o chumbo. 174 . devem. Esse processo irá se repetir até que o núcleo do átomo esteja suficientemente estável. quando um próton se transforma em nêutron ou vice-versa. através da união de átomos ou da fissão nuclear. Partículas α (alfa): são partículas formadas por 2 prótons e 2 nêutrons − a mesma composição do Hélio – que são liberadas por elementos radioativos para fora de seu núcleo. como os raios alfa (α) e beta (β) sofrem desvio no campo magnético. Becquerel. um fenômeno que acontece de forma natural ou artificial. ou seja. transformando-se em um elemento que não é radioativo .476. pode transformá-lo em um próton ou mudar a relação n/p e diminuir a instabilidade nuclear até alcançar um elemento não radioativo. é uma onda eletromagnética. Ernest Rutherford criou uma aparelhagem para estudar a ação de um campo eletromagnético sobre as radiações: O esquema mostra o comportamento das radiações α. como muitos outros tipos de radiação.Partículas β (beta): são elétrons disparados para fora do átomo. Já a radioatividade artificial ocorre quando há uma transformação nuclear. A fissão nuclear é um processo observado em usinas nucleares ou em bombas atômicas. Em 1897. Marie Sklodowska Curie (1867-1934) demostrou que a intensidade da radiação é proporcional à quantidade de urânio na amostra e concluiu que a radioatividade é um fenômeno atômico. Quando um átomo libera 2 prótons. primeiramente. quando um átomo dispara uma partícula alfa ou beta. além de diminuir sua massa atômica em 4. consequentemente. o descobridor do urânio. Isso é devido aos elementos que compõem esses tipos de radiação.416-96 . pois a emissão da partícula não foi suficiente para estabilizar o átomo. Esta instabilidade é reduzida pela emissão de raios gama. por exemplo. ainda continua instável. atmosfera. ter carga negativa. Em qualquer um dos casos será emitido um terceiro tipo de radiação. portanto. Os raios β são atraídos pela placa positiva. A radioatividade natural ou espontânea ocorre através dos elementos radioativos encontrados na natureza (na crosta terrestre. Rutherford concluiu que. As partículas beta conse-guem atravessar materiais como o papel. em duas formas: partículas ou ondas. Em outras palavras. RADIOATIVIDADE Radioatividade (ou radiatividade) é a propriedade de determinados tipos de elementos químicos radioativos emitirem radiações.

se elétrica menor possuem transformando em átomo de menos poder de ionização. Hélio. Velocidade 5%¨da velocidade da luz 95% da velocidade da luz Igual a velocidade da luz 3000000Km/s Poder de penetração Pequeno. mais concretamente nas frutas. permite que a sua durabilidade aumente. Veja o que essa lei diz: “Quando um átomo sofre um decaimento alfa (α). a radiação iônica emitida sobre elas. Leis da Radioatividade 1ª Lei: Lei de Soddy A primeira lei da radioatividade. Pode atravessar camada de células mortas da 2cm e ionizar moléculas completamente o corpo pele. Uma folha de papel Médio. (He) Danos ao ser humano Pequenos. Essa radiação não altera o sabor e as qualidades nutritivas dos alimentos. Para uma melhor compreensão segue o quadro abaixo: Radiação Alfa Beta Gama Poder de ionização Alto.416-96 . também conhecida como primeira lei de Soddy. Podem penetrar até Alto. humano. São penetrantes que os raios São detidos por uma chapa de detidos por uma chapa de chumbo de 2mm. o seu número atômico (Z) diminui duas unidades e o seu número de massa (A) diminui quatro unidades”.476. podemos representar essa lei pela seguinte equação: Z X  +24α + A-4 Z-2Y A Exemplo: 90Th 232 →+2α4+88Ra228 228 + 4 = 232 88 + 2 = 90 2ª Lei: Soddy. o seu número atômico aumenta de 1 unidade e o seu número de massa permanece inalterado. na esterilização de materiais médicos. Não possuem carga. no diagnóstico de doenças e no controle do câncer. chumbo de 5cm Benefícios da radioatividade A radioatividade tem vários benefícios para o ser humano. 90Th2 34 → -1β0 + 91Pa234 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Russel Quando um átomo emite uma partícula β. causando danos causar queimaduras irreparáveis como alteração na estrutura do DNA. podendo no máximo gerando radicais livres. Fajans. tem relação com o decaimento alfa. elétrons do meio. A partícula alfa captura 2 Médio. Em alguns alimentos. Entre eles é importante realçar a sua utilização na produção de energia. através da radioterapia. São detidos pela Médio. Por possuírem carga Pequeno. Genericamente. È 50 a 100 vezes mais Alto. Os raios gama são mais pode deter penetrante que a alfa. 175 .

conforme mostrado no texto Emissão alfa (α). pode desintegrar daqui há três meses. Reforce que a meia vida do isótopo radioativo do Carbono.210 Meia vida é a estimativa de tempo em que metade da massa de um isótopo haverá decaído. após 5700 anos. Exemplos: U -238 sofre decaimento até se transformar em Pb-206. Exemplo: Dada a equação: 90X 204 → xα + yβ + 92Y192 Determinar x e y Resolução: 90X 204 → x+2α4 + y-1β0 + 92Y192 Montamos duas equações: a) uma para os índices superiores: 204 = 4x + 0y + 192 x=3 b) uma para os índices inferiores: 90 = 2x + (-1y) + 92 90 = 2(3) -1y +92 y=8 90X 204 → 3+2α4 + 8-1β0 + 92Y192 Isso acontece com todo elemento radioativo que emite uma partícula alfa. O tempo que os elementos radioativos levam para ficarem estáveis. tendo elemento cuja meia vida pode ser de alguns minutos (isótopo Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. é de cerca de 5700 anos. Outro. 176 . O tempo de meia vida depende diretamente do quão instável é o elemento e as variações são muito acentuadas. Um exemplo é a própria técnica de datação por Carbono 14. cai pela metade. essa partícula é constituída por dois prótons e dois nêutrons — de forma semelhante ao que ocorre com o núcleo de um átomo de hélio — e é representada por 24α. pois.108anos. O U-235 é o elemento com meia-vida mais longa.04. Para este fenômeno. Se esperarmos mais 5700 anos. Tem cerca de 7. A reação só acaba com a formação de átomos estáveis. cuja massa é 14. reação de transmutação ou reação de decaimento.476. DECAIMENTO E MEIA-VIDA Radioatividade – É a propriedade que os núcleos atômicos instáveis possuem de emitir partículas e radiações eletromagnéticas para se transformarem em núcleos mais estáveis. Isso que dizer que a concentração de Carbono 14. damos o nome de reação de desintegração radioativa. haverá apenas 1/4 de Carbono 14.416-96 . Meia-Vida – É o tempo necessário para a metade dos isótopos de uma amostra se desintegrar. e assim sucessivamente. Exemplo de um gráfico de Meia-vida: Atividade x Tempo Exemplo de decaimento do bismuto. Outro átomo pode se desintegrar daqui há uma hora. Um conjunto de átomos radioativos pode estar se desintegrando neste instante. varia muito.

No entanto. É importante enfatizar que meia vida não é a metade do tempo que o elemento radioativo leva para decair e desintegrar-se. Quanto à proteção radiológica. de pouco domínio. o conhecimento a respeito dos efeitos maléficos produzidos por exposições que ultrapassam os limites permitidos. é também onde mais são realizadas pesquisas no sentido de se produzir o maior benefício com o menor risco possível. O nome deste fenômeno é vida-média. Essas medidas estão fundamentadas em três princípios básicos: . dentro desta categoria. todo esforço deve ser direcionado no sentido de controlar e reduzir estes valores. mesmo entre os profissionais da área. que a proteção radiológica pode ter um papel importante. RISCOS BENEFICIOS E PROCEDIMENTOS ADEQUADOS PARA USO DAS RADIAÇÕES No setor saúde. todo esforço deve ser direcionado a fim de controlar seus efeitos nocivos. 177 . Proteção radiológica Segundo a norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) é o conjunto de medidas que visam proteger o homem. a maior exposição em termos de dose coletiva.Otimização . Devido à esta constatação. A exposição médica deve resultar em um benefício real para a saúde do indivíduo e/ou para a sociedade. no que diz respeito às fontes artificiais. os seres humanos estão expostos diariamente aos efeitos das radiações ionizantes. o radiodiagnóstico é o que possui a maior porcentagem. Estas radiações podem ser de origem natural ou artificial.416-96 . os benefícios e riscos de técnicas alternativas disponíveis com o mesmo objetivo. este sim determina o tempo necessário para a transmutação do elemento radioativo. Deve-se considerar a eficácia. pouco podemos fazer para reduzir os efeitos das radiações de origem natural. É neste aspecto. o que pode ser atingido através da aplicação efetiva dos preceitos de proteção radiológica.Justificação . onde a radiação ionizante encontra o seu maior emprego e como consequência. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Fontes de radiações ionizantes Durante toda a vida. Apesar dos esforços de alguns órgãos governamentais em difundir conhecimentos voltados para as atividades de Proteção Radiológica é ainda.Limitação de doses individuais Justificação da prática Nenhuma prática deve ser autorizada a menos que produza suficiente benefício para o indivíduo exposto ou para a sociedade.476. seus descendentes e seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados por radiação ionizante proveniente de fontes produzidas pelo homem e de fontes naturais modificadas tecnologicamente. mas que envolvam menos ou nenhuma exposição a radiações ionizantes. iodo-131) e elemento cuja meia vida pode ser de até milhões de anos (Urânio 238). Pode-se observar que a maior contribuição deve-se às irradiações médicas e.

Tempo.A gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja constatada. Hábitos de trabalho . . . Limitação de doses individuais As doses de radiação não devem ser superiores aos limites estabelecidos pelas normas de radioproteção de cada país. em estágio de treinamento profissional a dose efetiva anual não deve exceder o valor de 6mSv. Esse princípio se aplica a todas as atividades que demandam exposições às radiações ionizantes. sem que isso implique na perda de qualidade de imagem.Utilizar sempre as técnicas adequadas para cada tipo de exame. Exposições ocupacionais Nas exposições ocupacionais normais. o controle deve ser feito de maneira que: . A proteção radiológica é otimizada quando as exposições empregam a menor dose possível de radiação. . para uma determinada técnica de exames. Estudantes com idade entre 16 e 18 anos. Tempo.Sinalização. 178 . Para mulheres grávidas devem ser observados os requisitos adicionais: . analisando-se em detalhe o que se pretende fazer e como será feito. Métodos de redução de exposição às radiações Os métodos descritos a seguir podem ser adotados visando a redução de exposição as radiações.A dose efetiva anual não deve exceder 20mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos.476. . blindagem e distância A redução do tempo de exposição ao mínimo necessário. não podendo exceder 50mSv em um ano. mas sim para trabalhadores ocupacionalmente expostos à radiação ionizante e para o público em geral. .As condições de trabalho devem garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2mSv durante todo o período restante da gravidez. . . é a maneira mais prática para se reduzir a exposição à radiação ionizante e quanto mais distante da fonte de radiação.416-96 . evitando a necessidade de repetição e reduzindo o efeito da radiação espalhada sobre o profissional das técnicas radiológicas. Tais atividades devem ser planejadas.A dose efetiva anual de indivíduos do público não deve exceder a 1mSv.Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios-X diagnósticos. Incide sobre o indivíduo considerando todas as exposições. Otimização da proteção radiológica O princípio da otimização implica em que as exposições devem manter o nível de radiação o mais baixo possível. menor a intensidade do feixe.Monitoração. exceto em treinamentos.Hábitos de trabalho. .É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Esse princípio não se aplica para limitação de dose ao paciente. decorrentes de todas as práticas que o indivíduo possa estar exposto. blindagem e distância. nas práticas abrangidas pela Portaria 453.

Proteção dos indivíduos ocupacionalmente expostos . . evitando a necessidade de repetição. evitando a necessidade de repetição. . blindagem e distância). .Usando aparelhos móveis de raios X o profissional das técnicas radiológicas deve aplicar. . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. . O dosímetro individual é de uso exclusivo do usuário no serviço para o qual foi designado. .476.Utilizar sempre as técnicas adequadas para cada tipo de exame. da melhor maneira os conceitos de radioproteção (tempo. sejam tão baixas quanto razoavelmente exeqüíveis. . . . blindagem e distância).Usando aparelhos móveis de raios X deve-se aplicar.Utilizar o dosímetro pessoal durante a jornada de trabalho.As portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas fechadas durante as exposições.Sempre utilizar acessórios plumbíferos e o dosímetro por fora do avental nos exames em que seja necessário permanecer próximo ao paciente. deve-se ter em mente que é o paciente que obtém o benefício do exame. Portanto todo meio de proteção radiológica deve ser utilizado para que as doses. principalmente nos trabalhadores. .416-96 .As portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas fechadas durante as exposições. .Efetuar rodízio na equipe durante os procedimentos de radiografia em leito e UTI. 179 . . Procedimentos de proteção radiológica Na utilização dos raios X nos procedimentos em radiodiagnóstico para atingir o objetivo radiológico.Posicionar-se atrás do biombo ou na cabine de comando durante a realização do exame. da melhor maneira os conceitos de radioproteção (tempo.Sempre utilizar acessórios plumbíferos e o dosímetro por fora do avental nos exames em que seja necessário permanecer próximo ao paciente.Informar corretamente ao paciente os procedimentos do exame. reduzindo o efeito sobre ele da radiação espalhada. Sinalização Monitoração O uso do dosímetro individual por parte dos Tecnólogos e Técnicos constitui o principal meio de avaliação da eficiência de um programa de controle de dose estabelecido e dos procedimentos adotados no serviço de radiodiagnóstico.Sempre posicionar-se atrás do biombo ou na cabine de comando durante a realização do exame.O Tecnólogo e o Técnico deverão sempre utilizar seu dosímetro pessoal durante a jornada de trabalho.

Efetuar uma colimação rigorosa à área de interesse do exame. Manter as instalações e seus equipamentos de raios-X nas condições exigidas pela Portaria 453. Compensações ou privilégios especiais para indivíduos ocupacionalmente expostos não devem. exceto quando tais blindagens excluam ou degradem informações diagnósticas importantes.Sempre fazer uso de protetor de gônadas e saiote plumbífero em pacientes. por possuir um influência direta na qualidade e segurança da assistência aos pacientes. Muitas vezes pode levar a morte (em poucos dias ou num espaço de dez a quarenta anos.. .Otimizar seus fatores de técnica (tempo. mas. através de leucemia ou outro tipo de câncer). Proteção dos pacientes O paciente busca e deve obter um benefício real para a sua saúde em comparação com detrimento que possa ser causado pela radiação. substituir a observação das medidas de proteção e segurança. pode provocar lesões no sistema nervoso. devendo prover serviço adequado de manutenção periódica. .476. . mA e kV) para uma redução de dose. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. 180 . . EFEITOS DA RADIOATIVIDADE NOS ORGANISMOS Os efeitos da radioatividade no ser humano dependem da quantidade acumulada no organismo e do tipo de radiação. na medula óssea. se a dose for excessiva. Deve-se dar ênfase à otimização nos procedimentos de trabalho. Prevenção de acidentes Deve-se desenvolver os meios e implementar as ações necessárias para minimizar a contribuição de erros humanos que levem à ocorrência de exposições acidentais.Sempre buscar a repetição mínima de radiografias. Evitar a realização de exposições médicas desnecessárias. mantendo a qualidade radiográfica.416-96 . em hipótese alguma. no aparelho gastrintestinal. A radioatividade é inofensiva para a vida humana em pequenas doses. etc.

Por outro lado.5 bilhões de anos O período de semidesintegração é aproximadamente 70% do valor da vida média (Vm) P ≅ 0. Os novos nêutrons irão colidir com novos núcleos. após a fissão do núcleo de urânio. Às vezes vão apresentar problemas somente os descendentes (filhos. A radiação ataca as células do corpo. Quando o isótopo urânio-235 (235U) recebe um nêutron.730 anos 238 U 4. Geralmente o núcleo pesado é atingido por um nêutron. Isso provoca. que. Por um lado. A fissão nuclear é uma reação que ocorre no núcleo de um átomo. Pouco tempo depois esse novo núcleo excitado se rompe em dois novos elementos.7 Vm Fissão nucelar A descoberta da reação de fissão nuclear ocorreu devido aos trabalhos de Enrico Ferni.476. resultando na fissão do núcleo. então. a cada colisão são liberados novos nêutrons. A fim de que os novos nêutrons liberados encontrem novos núcleos. No processo de fissão de um átomo. a falta de nêutrons pode tornar a distância entre prótons tão pequena que a repulsão se torna inevitável. uma reação que denominamos reação em cadeia. como a força nuclear é de curto alcance. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. obtém-se o urânio 235 em grande escala através do processo de enriquecimento do urânio. gerando. o excesso de nêutrons pode acarretar uma superfície de repulsão eletromagnética insustentável. As ligações químicas podem ser alteradas. após a colisão. Como a concentração de urânio-235 no mineral urânio é pouca. com o tempo. um dos principais fatores para a estabilidade do núcleo é que tenhamos N = Z. algumas consequências podem ser percebidas a curto prazo. deve-se ter uma grande quantidade de urânio-235. consequências biológicas no funcionamento do organismo como um todo. provocando a fissão sucessiva de outros núcleos e estabelecendo.6 minutos 99 Tc 6. libera uma imensa quantidade de energia. uma reação em cadeia.10-3 segundos 80 Br 17. netos) da pessoa que sofreu alguma alteração genética induzida pela radioatividade.0 horas 140 Ba 12. afetando o funcionamento das células. fazendo com que os átomos que compõem as células sofram alterações em sua estrutura. ele passa para um estado excitado que corresponde ao urânio-236 (236U). Otto Hahn e Lise Meitner. Estar em contato com a radiação é algo sutil e impossível de ser percebido imediatamente. Esse rompimento.8 dias 14 C 5. Séries radioativas A tabela a seguir indica a meia-vida de alguns isótopos radioativos Isótopo radioativo Meia-vida (P) 13 O 8. libera uma grande quantidade de energia. além de liberar novos nêutrons. para assim manter a reação em cadeia. já que no momento do impacto não ocorre dor ou lesão visível. que também resultaria na fissão do núcleo. portanto. 181 . Os nêutrons provenientes do rompimento do núcleo excitado vão encontrar novos núcleos. Assim. Um parâmetro importante para analisar a estabilidade de um núcleo é a razão entre o número de prótons e o número de nêutrons. outras a longo prazo.7 .416-96 .

De acordo com dados atuais. uma vez que a energia elétrica produzida é por intermédio do processo de fissão nuclear. mediante a conscientização da gravidade da questão. 182 . As desvantagens apresentadas são a respeito do lixo radioativo. e o entendimento deles se faz primordial para a análise de implementação de projetos e planejamentos energéticos. o que causaria problemas na fauna e flora da região. que libera energia por reações termonucleares. As temperaturas elevadas no centro do Sol fornecem a energia necessária para que átomos de hidrogênio (H) se unam. e não pode ser deixado exposto devido à radiação. cerca de 200 Mev. e Fukushima no Japão. O processo de fissão resulta em um alto aquecimento do urânio. e caso não seja controlado pode causar fusão do reator causando acidente nuclear de grandes proporções como as que acontecerem em Chernobyl na Ucrânia.416-96 . cerca de 15% da energia gerada no mundo é proveniente destas usinas nucleares. Se for descontrolada. Fusão Nucelar Praticamente toda energia que a Terra recebe diariamente é proveniente do Sol. sendo o urânio o mais utilizado na atualidade. Várias são as fontes Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. pois pode demorar centenas de anos para perder suas propriedades radioativas. Um outro fator de risco a ser considerado é a possibilidade de explosão da usina nuclear. e não contribuem para o aquecimento global. a reação será explosiva – é o que acontece com as bombas atômicas. O processo de produção de energia ocorre nas Usinas Nucleares. Uso da energia nuclear e suas implicações ambientais A Energia nuclear é aquela gerada a partir da quebra dos átomos de determinados elementos químicos. Os impactos ambientais gerados pela obtenção de energia interferem enormemente no desenvolvimento sustentável. A fissão nuclear de um átomo de urânio libera grande quantidade de energia. num processo chamado fusão nuclear. Outra vantagem das usinas nucleares é que não emitem gases. Uma das vantagens da usina nuclear é a produção de uma energia mais limpa. O lixo radioativo deve ser muito bem acondicionado. SEUS USOS SOCIAIS E EVENTUAIS E IMPACTOS AMBIENTAIS O impacto ambiental gerado durante a obtenção de energia vem sendo discutido mundialmente. já que 10 g de urânio é o suficiente para produzir a mesma quantidade de energia de 700 kg de petróleo e 1.476. FONTES DE ENERGIA.200 kg de carvão.

fusão. geotérmica. Por exemplo. como o vento e a luz solar. se aproximam o suficiente para que haja interação entre as partículas de um com as partículas do outro pela força nuclear. fissão. uma partícula a com uma energia cinética de cerca de 7 MeV colide com um núcleo de nitrogênio 14. entre elas as hidrelétricas. indústrias. 183 . Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de através de reações nucleares. biomassa. são permanentes. tanto a eletricidade quanto os combustíveis. sendo constituído de 9 prótons. O resultado é um núcleo composto que consiste de todos os núcleos da partícula a e do nitrogênio 14 num estado altamente excitado. o núcleo composto decai por qualquer processo que não viole os princípios de conservação. Serão apresentados a seguir os impactos ambientais provenientes de termelétricas. está livre da emissão de poluentes ou de impactos ambientais em larga escala. Existem. As reações que envolvem energias não muito grandes ocorrem em duas fases. agricultura e vários campos da sociedade. eólica. são aquelas que possuem a capacidade de serem repostas naturalmente. Ao mesmo tempo em que o homem precisa de energia elétrica para seu desenvolvimento.416-96 . óleos vegetais. gás natural. Por outro lado. térmica das marés. em outros se deve provocar a reação mediante técnicas de bombardeamento de nêutrons ou outras Reações Nucleares Quando dois núcleos se movem um em direção ao outro e. apesar da repulsão coulombiana. que é o grande gerador dos recursos naturais e de importância vital. Cinética das Reações Nucleares Essas reações são interessantes porque produzem prótons e nêutrons com grandes energias cinéticas. hidrelétricas. Energia Nuclear A energia nuclear é a energia liberada durante a fissão ou fusão dos núcleos atômicos. o núcleo alvo e o projétil se agrupam. como a água. além das residências. com o crescimento socioeconômico de diversos países. a cada ano a procura por recursos para a geração de energia cresce. petróleo. Como esse núcleo composto está num estado altamente excitado.476. solar. formando o que se chama de núcleo composto num estado altamente excitado. energia eólica. as chamadas fontes renováveis e as fontes não renováveis. marés. pode-se esperar que ele emita uma partícula (ou um fóton) no processo de passagem a um estado menos excitado ou ao estado fundamental do núcleo filho. Baseia-se no princípio que nas reações nucleares ocorre uma transformação de massa em energia. que só utilizam as regiões externas do átomo. podem acabar. Fontes renováveis de energia As fontes renováveis de energia. e energia solar OBTENÇÃO DE ENERGIA E OS IMPACTOS AMBIENTAIS A preocupação com os impactos ambientais vem da crescente conscientização de que a vida na Terra necessita dos recursos naturais para se manter em equilíbrio. Usualmente. ele precisa encontrar formas para que essa geração não degrade o meio ambiente. Algumas delas. Vale lembrar que nem toda fonte renovável de energia é limpa. Por isso. o que não significa que todas elas sejam inesgotáveis. álcool. as reações nucleares são produzidas bombardeando-se um núcleo alvo com um projétil que pode ser algum tipo de partícula ou núcleo pequeno. ondas. dependem totalmente da disponibilidade de energia. a depender da forma como o ser humano faz o seu uso. ou seja. comércio. Na segunda fase. hidrogênio. carvão. elevando também o caráter estratégico e até disputas internacionais em busca de muitos desses recursos. mas outras. Os meios de transporte e comunicação. pode ocorrer uma redistribuição de núcleos e diz que aconteceu uma reação nuclear. As quantidades de energia que podem ser obtidas mediante processos nucleares superam em muitas as que se pode obter mediante processos químicos. de modo que a repulsão coulombiana não se torne um obstáculo muito grande. como o próprio nome indica. Na primeira fase. para obtenção de energia elétrica. é um núcleo de flúor. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos. assim. as partículas a de fontes radioativas naturais são efetivas para produzir transformações nucleares apenas em núcleos com números atômicos menores que Z = 19 (correspondente ao potássio) devido à intensidade da repulsão coulombiana entre essas partículas a e Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Esse núcleo composto. As fontes de energia podem ser classificadas conforme a capacidade natural de reposição de seus recursos. emitirem energia durante o processo. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos.

embora ele não pretendesse se desligar dos conceitos da Física Clássica. e outras partículas. Planck criou uma fórmula que se interpunha justamente entre a Lei de Wien – para baixas frequências – e a Lei de Rayleight – para altas frequências -. não necessita de um ambiente material para se propagar. Fritjof Capra. Este termo se relaciona a um evento físico muito comum. o que se chama de espalhamento é a reação nuclear em que projétil e partícula liberada são a mesma partícula. depois de muitas experiências e cálculos. expressa como ondas eletromagnéticas produzidas por qualquer organismo emissor de calor. Este foi o início da trajetória da Física ou Mecânica Quântica. mas jamais passará por estágios intermediários. Outro Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Enquanto as partículas tinham seu movimento analisado pela mecânica de Newton. que compõe corpos maiores – e onda – a radiação eletromagnética. tudo se interpenetra e se torna interdependente. ao contrário. são normalmente produzidos pela captura de nêutrons seguida de decaimento b-. neste caso a energia está quantizada. segundo o autor. Seus resultados são mais evidentes na esfera macroscópica do que na microscópica. a partícula realizou um salto energético de um valor para outro. durante o processo. ao contrário das experiências tentadas até então por outros estudiosos. a quantização – um elétron passa de uma energia mínima para o nível posterior. O Médico Quântico. A conexão da Mecânica Quântica com conceitos como a não-localidade e a causalidade. se for aquecido. podem penetrar. porém. Ele defende a conciliação entre física quântica. em uma pesquisa publicada em março de 1905 sobre as consequências dos fenômenos fotoelétricos. ou seja. físico residente no Institute of Noetic Sciences. No início do século XX. Nêutrons. proibidos para ele.D em física quântica. não varia a energia cinética da partícula. Hoje há uma forte tendência em unir os conceitos quânticos às teorias sobre a Consciência. físico e teórico de sistemas. medicina. Assim. Por outro lado. Ph. o físico Max Planck. Foram essas ideias que levaram Max Planck à descoberta dos mecanismos da Física Quântica. quando desenvolveu o conceito de fóton. Seus livros estão repletos de descrições técnicas. a partícula é despojada de seu caráter específico se não for submetida à análise racional do observador. suas ideias aparecem no filme Quem somos nós? e em obras como A Física da Alma. pósitrons. científicas. Professor titular da Universidade de Física de Oregon. já que não são repelidos pelos prótons. em princípio. os equipamentos hospitalares de ressonância magnética. chegou. considerado conservador. levou esta disciplina a uma ligação mais profunda com conceitos filosóficos. Físicos como o indiano Amit Goswami se valem dos conceitos da Física moderna para apresentar provas científicas da existência da imortalidade. criador da Teoria da Relatividade. filosofia e estudos sobre a consciência. mente e matéria.416-96 . e inelástico. temos em nossa esfera de consumo muitos de seus resultados concretos. embora os efeitos percebidos no campo mais visível dependam das atitudes quânticas reveladas pelos fenômenos que ocorrem nos níveis abaixo da escala atômica. elétrons.D. prótons. que estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e subatômicas. Este conceito é fundamental para se compreender a importância da física quântica. e sim do espaço vazio. invisível para nós. mas também no das discussões filosóficas vigentes no século XX. No dia a dia. da reencarnação e da vida após a morte. Esta teoria revolucionou a arena das ideias não só no âmbito das Ciências Exatas. entre outras. que subverteu os princípios da física clássica. a uma temperatura x. psicológicos e espirituais. O espalhamento é elástico quando. tentando compreender a energia irradiada pelo espectro da radiação térmica. Os elementos transurânicos. revela a importância do observador na produção dos fenômenos quânticos. como o aparelho de CD. o indivíduo que observa e o objeto sob análise. demonstrando que os comportamentos de ambas podem não ser assim tão diferentes uns dos outros. A consciência do sujeito que examina a trajetória de um elétron vai definir como será seu comportamento. foi o primeiro a utilizar a expressão quantum para a constante de Planck E = hv. em particular. mesmo sem termos conhecimento sobre a Física Quântica.476. objetivas. ou seja. Ph. os núcleos atômicos alvo. átomos. Albert Einsten. espiritualidade. algumas pesquisas apresentaram contradições reveladoras. o controle remoto. 184 . qualquer núcleo. Ele não só testemunha os atributos do evento físico. caso contrário. Reações Artificiais Os núcleos radioativos artificiais são produzidos por reações nucleares. o que tem silenciado seus detratores. até mesmo o famoso computador. A Física Quântica envolve conceitos como os de partícula – objeto com uma mínima dimensão de massa. Origens da Física Quântica Há pouco mais de cem anos. mas também influencia na forma como essas qualidades se manifestarão. à revolucionária ‘constante de Planck’. entre as moléculas.. as radiações das ondas eletromagnéticas eram descritas pelas equações de Maxwell.

mas é impossível aumentar ou diminuir 0. Mesmo com base nessas considerações. renomado físico. Max Planck fez uma suposição na qual afirmou que a energia dos osciladores não poderia assumir qualquer valor arbitrário. Planck pôde explicar corretamente a radiação do corpo negro através da ideia de quantização de energia. explicitada pela Lei de Rayleigh-Jeans para a radiação de corpo negro. corpos negros emitem na região do infravermelho do espectro. Suponhamos que cada moeda de 1 centavo seja nosso quantum de dinheiro: assim. até o violeta. A cor com maior comprimento de onda é o vermelho. no qual a radiação produzida em seu interior é expelida para o universo e consequentemente aquece o nosso planeta. sem refleti-la. ultravioleta. corpos negros começam a emitir radiação em comprimentos de onda visíveis ao olho humano (compreendidos entre 380 à 780 nanômetros). os cientistas não conseguiram reproduzir corretamente os experimentos. Assim. Na natureza não existem corpos negros perfeitos. De mesmo modo. emitem radiação térmica. podemos trocar moedas à vontade entre as pilhas. Em temperatura ambiente (cerca de 300K). Este valor ficou conhecido como um quantum de energia. já que nenhum objeto consegue ter absorção e emissão perfeitas. não pode ser visto.476. verifica-se que todos os corpos negros à mesma temperatura T emitem radiação térmica com mesmo espectro. Para que esse estudo fosse realizado corretamente. raios x e radiação gama. partindo das ondas de rádio. determinou a quantização da energia. à temperatura constante. Radiação do Corpo Negro e a Constante de Planck Na Física. porém foi Max Planck que. aumentava também a amplitude de oscilação.416-96 . À medida que a temperatura aumenta algumas centenas de graus Celsius. o corpo deveria absorver toda radiação que nele chegasse. corpos negros produzem radiação. Dessa forma. A primeira menção a corpos negros deve- se a Gustav Kirchhoff em 1860. rumou para o estudo e surgimento da mecânica quântica. eles utilizaram um modelo que propunha que um corpo possuiria os átomos interligados por “molas”. diziam que quando aumentava a temperatura de um corpo. por sua vez.5 centavo a qualquer uma das pilhas – o valor total de cada pilha sempre será múltiplo de 1 centavo. o corpo deveria ser totalmente negro. mas os espectros obtidos experimentalmente. para tentar explicar a radiação de corpo negro. Em equilíbrio termodinâmico. com o menor comprimento de onda do espectro visível. Para estudar a luz emitida por esses corpos aquecidos os cientistas tiveram que propor um modelo no qual a ideia era realizar os cálculos apenas para a radiação produzida pela agitação térmica do corpo. e as cores seguem como no arco-íris. o que permite determinar qual a sua temperatura. prêmio Nobel de Física. Na época. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. No ano de 1900. 185 . os cientistas chegaram à conclusão de que nem a Termodinâmica ou as Leis de Newton eram capazes de demonstrar teoricamente os resultados obtidos. Vários cientistas da época (final do séc. Um bom modelo de corpo negro são as estrelas. como o Sol. o que mais despertou curiosidade foi o estudo da luz emitida por corpos aquecidos. luz visível. o que mais tarde levou à teoria quântica que. passando pelas micro-ondas. XIX) eram preocupados em tentar dar uma explicação plausível de como a temperatura influenciava a energia emitida por um corpo negro. Planck disse que existiria um valor mínimo para a energia que podia ser absorvida ou emitida pelos osciladores. Uma boa aproximação dos valores para o máximo de emissão para cada temperatura era dado pela Lei de Wien. ao introduzir a Constante de Planck. Podemos entender melhor a ideia de quantização da energia proposta por Planck fazendo uma analogia com a troca de moedas de 1 centavo entre duas pilhas de dinheiro. ainda que válidos para baixas frequências. mostravam-se muito discrepantes da previsão teórica. infravermelho. Muitos estudiosos tentaram conciliar o conceito de corpo negro com a distribuição de energia prevista pela termodinâmica. Conforme a temperatura da fonte luminosa aumenta. Apesar do nome. como mero recurso matemático. Um corpo com essa propriedade. o espectro de corpo negro apresenta picos de emissão em menores comprimentos de onda. ou seja. com temperatura acima do zero absoluto. A cor amarela do Sol corresponde a uma temperatura superficial da ordem de 5000K. atesta igualmente que o papel da consciência no âmbito da teoria quântica é imprescindível. em seu estudo sobre a espectrografia dos gases. Eugen Wingner. mas que sempre seria um múltiplo inteiro de um valor mínimo de energia. um corpo negro ideal irradia energia na mesma taxa que a absorve. todos os corpos. Embora fossem muitos os dados experimentais. um corpo negro é aquele que absorve toda a radiação eletromagnética que nele incide: nenhuma luz o atravessa (somente em casos específicos) nem é refletida. daí o nome do modelo: radiação do corpo negro. Independente da sua composição. Constante de Planck Dentre os vários experimentos realizados pelos cientistas até o final do século XIX. daí o nome corpo negro. sendo essa uma das propriedades que o tornam uma fonte ideal de radiação térmica. Dessa forma. Dessa forma. em princípio. em 1901.

476. Texto Adaptado de: Marco Aurélio da Silva. Existem vários tipos de células fotoelétricas. quando ele é submetido à radiação eletromagnética. Mas o que vem a ser célula fotoelétrica? São dispositivos que têm a capacidade de transformar energia luminosa. a contagem do número de pessoas que passam por um determinado local. Essas células são aplicadas tanto em painéis solares como também em monitores de LCD e de plasma. uma das formas de fazer é aquecê-lo em sua forma gasosa. Essa célula pode funcionar como geradora de energia elétrica ou mesmo como sensor capaz de medir a intensidade luminosa. Toda radiação eletromagnética possui uma frequência e com isto pode-se determinar seu comprimento de onda. Arseneto de Gálio e Telureto de Cádmio. Estes pequenos pacotes de energia. Efeito Fotoelétrico. dentre as quais podemos citar algumas que têm larga utilização atualmente. seja ela proveniente do Sol ou de qualquer outra fonte. tal elétron pode “saltar” para um nível superior de energia e ao retornar ao seu estado inicial emite radiação eletromagnética. as quais podem ser de vários tipos como. o que constitui seu espectro de emissão. o espectro de 1ª ordem pode se apresentar da seguinte forma (exemplo para o mercúrio). esta energia fornecida ao átomo para que ele altere o seu estado. em energia elétrica. por exemplo. em determinadas condições emite um espectro característico. Linhas do espectro visível do Hg COR λ(nm) VERMELHA 690 VERMELHA 624 VERMELHA 611 Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. CIGS. como também na aplicação dos exemplos dados anteriormente. De acordo com as leis de difração teremos padrões de interferência quando nλ = dsen θn. Planck propôs o quantum de energia. Texto Adaptado de: Domiciano Marques. por exemplo. como nos casos das portas de shoppings. Espectros Atômicos Efeito Fotoelétrico Efeito Fotoelétrico é a emissão de elétrons de um material. Neste caso. h é a constante de Planck. Tal espectro é exclusivo de cada elemento. Com isso foi possível desenvolver um novo método de análise.416-96 . onde n corresponde a ordem de difração que está sendo observada. Entretanto. ao serem somados. Kirchhoff e Bunsen deduziram a partir de suas experiências que cada elemento. geralmente metálico. Para fornecermos energia aos elétrons de um determinado material. Assim. A aplicação desse efeito acontece através das células fotoelétricas ou fotocélulas. A parte da ciência que estuda estas emissões é chamada de Espectroscopia e foi de fundamental importância no estudo dos astros. Espectros Atômicos Em 1859. uma vez que praticamente tudo o que se sabe a respeito da composição química deles vem de estudos das suas emissões espectrais. não pode possuir qualquer valor. como: Silício Cristalino. cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiação eletromagnética. somente em algumas frequências específicas o que torna a emissão característica de cada material.6 x 10-34 f) Onde: hf é o quantum de energia para o oscilador de frequência f. Baseando-se nesse raciocínio. Quando se fornece energia a um elétron em um átomo de um determinado elemento. 186 . Ele considerou que a quantidade total de energia dos osciladores era dividida em “pequenos pacotes” de energia. a célula fotoemissiva e a célula fotocondutiva. este elemento pode emitir radiação em certas frequências do visível. baseado nestas emissões. Na prática realizada nos laboratórios. Ela tem larga aplicação no cotidiano como. Silício Amorfo. resultam na energia total dos osciladores: Energia dos osciladores = n(hf) = n(6.

Ora eles se comportam como onda. o elétron salta de nível energético. no qual os planetas giram ao redor do Sol. Se os elétrons cedem energia. Para Bohr. O movimento dos elétrons ao redor do núcleo é parecido ao de uma nuvem que envolve esse núcleo atômico. Perdida a imagem tradicional do 9 Texto adaptado de: Materiais baseados em "Física" de Alcina do Aido. 187 . Se os elétrons de um átomo recebem energia ou colidem com outros elétrons. eles saltam para níveis mais internos e a energia liberada pelos elétrons sai em forma de quantum de luz ou fóton. ora como partícula. os elétrons giram em órbita ao redor do núcleo atômico agrupados em níveis energéticos. rompendo assim com a Física Clássica. Ricardo Normando Ferreira Modelo Atômico de Bohr O físico dinamarquês Niels Bohr (1885 . O comportamento dos elétrons é parecido com o da luz.1962) propôs um modelo atômico para o átomo de hidrogênio que depois foi estendido para outros elementos. 227 a 363. pode – se ver o seguinte espectro atômico: Texto Adaptado dePAULA. O seu modelo baseia-se no Sistema Solar.476. dizemos que os elétrons entram em estado excitado. o que na prática não acontece. Maria Gertrudes Abreu Bastos. Maria Aurelina Martins. págs. Hoje sabemos que os elétrons giram ao redor do núcleo. é necessário enviar um fóton ao átomo. Volume II. Maria Margarida Leitão e Rómulo de Carvalho.416-96 . para descobri-la. Comprimento de Ondas de De Broglie e Ondas de Matéria9 Apesar de todas as limitações. Maria Adélia Passos Ponte. Maria Josefina Pereira. o movimento do elétron deveria ser sempre num mesmo plano. No estado fundamental de um átomo. VERMELHA 608 AMARELA 578 VERDE 548 VERDE- 496 AZULADA VERDE- 492 AZULADA AZUL 435 VIOLETA 408 Após os testes em laboratório. eles saltam para níveis mais externos. mas quando isso acontece. mudando assim a sua trajetória. eles se comportam como partícula. o comportamento dos elétrons é de onda e quando recebem um fóton. Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Neste caso. Livraria Sá da Costa Editora. mas não em órbita. Durante o seu movimento normal ao redor do núcleo. a teoria de Bohr teve o mérito de contribuir para a aceitação da dualidade onda-corpúsculo. A dificuldade para se determinar a trajetória de um elétron ao redor do núcleo atômico consiste em que. Para ser considerada uma órbita. os elétrons se encontram no nível energético mais baixo possível.

portanto. todavia. resultado da difração destes feixes corpusculares. não podia suportar. pudessem manifestar comportamento ondulatório. que se baseia nas propriedades ondulatórias dos elétrons Mais tarde obtiveram-se resultados análogos por utilização de feixes de neutrões. em certas condições. porque não uma partícula a comportar-se também como uma onda? Talvez então os elétrons ou os átomos. não sendo. que significa “na mecânica quântica (h). que a mecânica newtoniana. as leis da mecânica clássica. Lobo Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. o comprimento de onda de de Broglie é extraordinariamente pequeno para qualquer corpo macroscópico. O físico alemão Werner Heisenberg. emitida e absorvida. com ondas. apresentou na mesma época outra teoria. passando a serem ambas conhecidas como Mecânica Quântica. é quase natural supormos que matéria relaciona-se. Temos por base a descontinuidade da energia. um momento linear de valor p = m. Matheus P. Tal como a óptica geométrica é uma boa aproximação da óptica ondulatória quando o comprimento de onda é muito menor que as dimensões dos obstáculos ou aberturas que a radiação encontra. desenvolvida segundo um tratamento matemático diferente. O mapa a seguir ilustra esse raciocínio. continuada pelo físico-matemático austríaco Erwin Schroedinger. tendo obtido imagens daquelas partículas. em 1923.v. Energia está relacionada com ondas pelas relações de Planck-Einstein. Como o valor da constante de Planck é muito pequeno. se uma radiação se pode comportar como uma onda e como uma partícula. nascem as ondas de matéria. Dr. Neste pensamento. também a mecânica clássica é uma boa aproximação da mecânica quântica sempre que o comprimento de onda de de Broglie da partícula em causa seja muito menor do que as dimensões dos obstáculos ou aberturas que a partícula encontra. partícula (p) se comporta como onda (λ) e vice-versa”. que se move com velocidade escalar v.e. átomos de hidrogénio e átomos de hélio.476. Se matéria está relacionada com energia e se energia está relacionada com ondas. Universo logo se pensou que. que mostram que a energia de um fóton é discretizada e diretamente proporcional à sua frequência. sendo esta questão levantada pela primeira vez pelo físico francês Louis de Broglie. i. tendo. A generalização do conceito de onda-corpúsculo a todas as partículas serviu a de Broglie de fundamento para a criação de uma nova mecânica.. O físico inglês Paul Dirac demonstrou. 188 . que revelaram comportamento ondulatório. Texto adaptado de: Prof. por isso. A assinatura das ondas de matéria é expressa pela relação ℎ “𝑝 = 𝜆 ”. que admitiu que a uma partícula de massa m. Este comprimento de onda λ designa-se por comprimento de onda de de Broglie da partícula. fundamentando-se na teoria dos quanta de Planck e Einstein. Ondas de Matéria Matéria está relacionada com energia pela relatividade especial. o que está na base do funcionamento do microscópio electrónico. embora com formas matemáticas diferentes. protões. a chamada Mecânica Quântica. 𝑣 𝑝 em que h é a constante de Planck. tal que ℎ ℎ 𝜆= ⇔ 𝜆= 𝑚. Em 1927. ou outras partículas. os físicos americanos Davisson e Germer conseguiram que um feixe monocinético de elétrons s. que estas duas mecânicas eram fisicamente idênticas. de notar fenômenos de difração com os corpos que utilizamos no dia-a-dia.416-96 . um feixe em que os elétrons tinham todos a mesma energia cinética. podendo mesmo aplicar-se aos elétrons. de alguma maneira. a Mecânica Ondulatória. se encontra associada uma onda de comprimento de onda λ. atravessasse um cristal de níquel. como física do contínuo.

É um argumento plausível pra explicar a luz. O Princípio da Incerteza Quando começamos a lidar com corpos muito pequenos. estudou-se a possibilidade dela se propagar em linha reta. Entre Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Esta mesma Ciência Clássica começa a perder sua utilidade quando estudamos objetos extremamente pequenos. para medir a velocidade de um carro. Para efetuarmos qualquer tipo de medição precisamos interagir com aquilo que queremos medir. Durante a medida do tamanho de um tecido por exemplo. Não existe qualquer indicação na régua que mostre esses 0.5 cm não podemos ter certeza sobre os 0. Quanto mede o lápis acima? Se dissermos 6. Resumindo. extremamente grandes. Na história da humanidade alguns estudos resultaram em grandes descobertas. Mas a evolução vem da necessidade destes seres obterem informações do meio em que vivem. pois os variados tipos de imagens podem trazer diversos tipos de emoções ao ser humano e mesmo aos animais. A isso chamamos de Princípio da Incerteza de Heisenberg. Dualidade Onda-Partícula. Como podemos perceber. faz-se necessário fazer algumas considerações: Uma onda é uma perturbação que se propaga em um meio. geralmente precisamos enxergá-lo e se o enxergamos significa que a luz iluminiu este corpo e chegou aos nossos olhos. Princípio da Incerteza Heisenberg. A Quantidade de Movimento da partícula necessária para esse cálculo muda a posição do elétron de modo que não conseguimos descobrir a posição com boa precisão. quanto mais fácil for para encontrar uma partícula maior o momento necessário para interagir com ela. mas a própria natureza das partículas. Primeiramente. Se tentarmos porém determinar a quantidade de movimento da mesma forma. nunca teremos certeza sobre os milímetros daquela medida. 189 . Como saber a posição de um elétron? Poderíamos lançar contra ele um feixe de luz com alguns fótons (partículas de luz) e ao recebê-los novamente calcular onde estava. Porém a maior parte da Ciência desenvolvida antes do século XX encontra aplicações em nossa vida diária e nas situações com que estamos acostumados. como os elétrons por exemplo. determinar valores como posição e momento torna-se uma tarefa um pouco mais complicada. A possível diferença entre o valor que medimos e o valor real é chamada de incerteza. o que torna mais difícil determinar a sua Quantidade de Movimento. quanto maior a precisão com que medimos a posição menor a precisão com que mediremos o momento e vice-versa. Quando se fala em propagação automaticamente considera-se um deslocamento com certa velocidade.476. Por melhor que sejam os nossos aparelhos de medição. Por isso dizemos que a incerteza dessa medida é + 0. muitos conceitos da Mecânica Quântica são bastante diferentes da Mecânica Clássica. No caso de uma onda eletromagnética a perturbação é do campo elétrico e do campo magnético. Muitas discussões foram feitas com relação à luz. Por exemplo.5 cm. Podemos então criar uma cuidadosa experiência para tentar calcular o momento do elétron. como átomos. Mas alguns experimentos realizados no fim do século XIX mudam um pouco essa concepção com relação a este importante ente físico. para simplesmente descobrirmos a posição de qualquer objeto.416-96 . sempre haverá uma possível diferença entre a medida que avaliamos e a medida real. Segundo as leis da Mecânica Quântica. Dualidade Onda-Partícula. com relação à luz.5 cm além dos 6 cm marcados na régua. Ao longo dos tempos o ser humano e os animais evoluíram de forma a ter uma sensibilidade maior para a luz visível. Isaac Newton decompõe a luz em várias cores e também consegue demonstrar que várias cores compõe a luz branca. Mais tarde. Algo parecido ocorre se conseguirmos determinar o Momento com precisão e tentarmos descobrir a posição.5 cm a mais. próximos da velocidade da luz. como estrelas ou extremamente rápidos. é necessário tocá-lo e compará-lo com uma fita métrica. se usarmos uma régua graduada em apenas em centímetros. Mas velocidade do quê? De uma onda ou de uma partícula? Primeiramente. alteraremos a quantidade de movimento original com os fótons que lançamos. o radar rodoviário emite ondas que atingem o carro e voltam permitindo calcular sua velocidade. Essa incerteza não se deve aos aparelhos que usamos. O estudo dos fenômenos ópticos é fascinante.

Quando a onda incide em um colimador com duas fendas observa-se um padrão de interferência com várias franjas. Nestes dois casos se observa a intensidade máxima em uma única região do anteparo.416-96 . ora como partícula. nêutrons ou elétrons. O mesmo acontece com os mínimos e forma o padrão de interferência da figura 03. Quando a mesma experiência é realizada com partículas. conforme mostra a figura 01. O que se observa é um padrão de interferência! É isto que intriga os físicos: a luz se comporta ora como onda. o espalhamento Compton e a produção de raios X. Isto ocorre devido ao fato de que há uma interferência construtiva quando a intensidade máxima da onda da luz emergente de uma fenda coincide com o máximo da onda emergente da outra fenda.476. os mais relevantes. 190 . Apostila gerada especialmente para: EDSON HONÓRIO DE OLIVEIRA SILVA 066. Texto adaptado: Glauber Luciano Kítor. Figura 02: ao centro. Fica evidente o caráter ondulatório quando se faz um experimento com fenda de espessura da ordem do comprimento de onda da luz incidente conforme a figura 02. podem ser citados o efeito fotoelétrico. Mas não é isto que se observa se a mesma experiência for realizada com prótons. E as partículas se comportam como onda em determinadas situações. apenas uma franja de intensidade luminosa máxima. Figura 01: as partículas são colimadas por uma fenda e incidem no anteparo formando um padrão de interferência com uma franja apenas. Figura 03: várias franjas de intensidade luminosa máxima no centro. o padrão deve ser formado apenas por duas raias de máxima intensidade. Quando se faz um experimento com partículas em fenda única. Isso ocorre porque há uma diferença de caminho da luz emergente de cada fenda. observa-se uma região de máxima incidência de partículas.