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Administração da produção 1. A escola c lá ss ica - Mayer talvez pela ação d e Starr na Uni-
que sist e mat icamente 2s tuda as ve rsida de de Columbia, em Nova
Por Elwood S. Buffa. Rio de Ja- funções de produ çã o. Yo rk . Portanto, a quinta parte do
nei,-o , Livro s Técnicos e Científ i- livro, Planejamento e con trol e da s
2. Uma escola moderna, usando
cos Edit o ra, 1972. 2 v ., 780 e XVI cpe rações, nos capítulo s 15 a 17,
o conceito de s is tema , ma s de n-
p ., índice a lfabé tico, ilustrado, está renovada.
tro do esqu ema ainda clássico,
imp re sso e•n duas co res, tradu- funcional, temperado com meto- O con teúdo de um li v ro de
zido pelo Alm . Otací li o Cu nh a da do log ia interdisciplina.- : Buffa produção é co ndicionado pelo mé-
3! ed . em ing lê s de: Buffa. todo de e xpos iç ão A engenharia
Modern production management. 3. A escola do "s istema ", usan- industrial foi a origem dos li vros
John Wi ley and Sons, 1969 do a me todo logia g loba l, simul- de administração da produç ão
tânea, que pressupõe conhecimen- para escolas de administração de
tos prév.io s da ma té ria e que re- emp re sas. Muito tempo pa ssou
pe te cer tos co nce itos pe la mu lti - até que aparecesse um Buffa , dis-
pli cida de do a taque ao prob le m a cípulo de Barnes , para alarga r o
campo restrito ao est udo de tem -
4 . O estudo global, em capítu-
pos e métodos, layout, c ron og ra -
los , sis temáti co, mas podendo ser
mas e planejamen to de estoques,
lido e usado como texto em d i-
adminis tr ação de pessoal e con-
versas disciplinas , de Maynard, e,
trol e de qualidade. O res ultado é
como livro nacional, o d e Sá Mo t-
um estudo onde a pro gram ação
ta , Machline , 'Neil e Sc hoeps.
linea r se encon tra ao lado dos
métodos clás sicos e program ação.
Pa ra o ensino em nível de gra-
O estudo d a loca lização de em-
duação, na op iniã o deste ;-ese-
pres a s só apa rece após a verifi ca-
nhista, o livro de Buffa é ó t1mo,
ção de quanto cu sta o m ontante
mas exige muito. Ele adap ta-se
a investi r, onde estão os merca-
aos cu rsos de pós-g rad uação pa ra
dos potencia is dos even tu ais pro-
pessoa l não-especializado em e n-
dutos, etc. A co nt abilidade de
genharia de produção . Após o es-
Completando uma série de li- custos tomou , pra t ica mente, o
tudo de Buffa , o livro de Starr
vro ~ que ensinam admini stra ção papel do cronometr is ta como me-
terna-se fácil pa,·a cursos de pó s-
da p ro du ção, foi finalmente tra- di dor de p roduti vidade fab ril. Buf-
g,·aduação.
duzido o li 11 ro principal de Buffa, fa foi um do s homens que con-
O li v ro de Buffa tem muitos seguiu essa re novação e ainda
aquele que todos os profissio-
fatores a seu fa,.'o r : ó tima apre- não parou aí , ma s adianto u-se
na is, engenheiros e admini strado- sen tação gráfica onde os pontos até o s te mpos moderno s, inte-
res com treinam E.n to nos Estados impor.antes são ;·ealçados pelo
grando o progra ma de co mpu-
Unido s tive,·am p.·o, •avelmente co- uso de uma segunda co r (verme-
tado r para acion ar máqu inas , pa-
mo te;;to pr incipa l ou leitu ra cor- lho) e facilidade de manuseio pe-
ra proj etar mercadolog icamen te
relat a . Atualmente e ;;is tem no la divisão em dois volumes, que
a produ ção e para est udar mode-
Brasil as seg uintes traduções ne s- permite m baratear o liv ro pel a
los .
sa área : Starr . Administração da possibilidade de usá-lo como bro-
chura e papel grosso e resistente . É com prazer q ue fazemos re-
produção. ( Ed . Universidade São · comendação irrestrita deste li vro .
Pau lo), Mayer . Administração da A terceira ediç ão em inglês dis-
Nen huma biblioteca de fábrica de-
132 produçã6, (Editora Atlas) e ago-
ti ngue-se da segunda (que já fo i
ve dispe nsá-lo . O currículo do en-
resenhada nesta rev is ta) por con-
ra, a inda com o mesmo título, o genheiro, admini strado r e do eco-
ter muitas nov idades no planeja-
livro de Buffa . Além d isso, exis- nomista indu st rial necessi ta do li-
mento, pela maior im po rtânc ia de
tem d ois manuais de adm inistra- vro, e o Co n tado r (com C maiús-
rede~ e por te r juntado a ps ico-
ção, um em fascícu los, de May- logia do r.-a balho , ampliação de culo) deve ter lido os capí tulos
tarefas e motivação em um ú ni- p rinCi pais para completa r sua fo r-
na rd, q ue e m inglês é apresen-
co capíLulo. Como Buffa é espe- m ação.
tado em um só vol u m e, e u m e m
do is volumes, de professores da cialista de administração de mate- Relaci onamos aba ixo os capítu-
r iais, é claro qlJe essa á rea sofre lo s dos livros de Starr e Buffa de
Fu ndação Getulio Va rgas . Todos
uma radical transfo r m ação ent re form a a estabelecer uma correla-
esses li v ros são de utilidade -
as edi ções de 1965 e 1969, onde ç ão com parativa entre ambos, vi-
mas a metodo logia seguida pode novo s conceitos importantes, es- sando facil ita r o estudo daq ueles
ser dividida em quatro escolas di- pecialmente de probabilidad e s e que se propõem a trabal har com
fe ren tes: estatís tic os fo r am introduz idos, essa área da admini stração:

Revista de Admin istração de Empresas


Reportagens que abalaram
Sta rr
Buffa o Brasil
Administração da produção
Sistemas e sínteses Administração da produção
Po r Francisco de Assi s Barbosa,
Jus t ino Ma r tins, Joel Sil vei ra,
cap. cap .
Ed mar Mo re i, Car los Lacerda , Da-
Sistema de produção 5 Dados de custo, custo do ca- vid Nasser, Sa muel Wa iner, João
pital Martins, Darwi n Brand ão, Murilo
Pr.::cesso 4 Mé t odos analít icos Melo Filho, O tto La ra Rezende.
Custos fixos e variáve is, ponto de Bloch Editores, 1973 .
equilíbrio, a nálise de risco
Probabilidade

Obj etivos da administração da


produção 2 17 Planos e programas integrados
Eficácia vs. eficiência
Otimização, subotimização, cu st o
oport u nidade

Valores, at itudes, comportam e nto 3


Análise e síntese, dinâmica tecno-
lógica
• Carto. Llcerdll • o.wtn Brandlo
Modelos da administ ração da pro- e D•vkl H....,. • Edmar Mor.a
dução 4 • Equtpe M•nctwt.
e F,.nc:lsco dli Au11 aa.tJota
• Joio- Martins • Joef S6h~Wa
Teoria da decisão • Juatino Martlnt • Murfla ~ Alho
• Otto LM• Rezende • s.mu-1 W__.
Estratégia , tática
Decisão sob certeza
Risco, incerteza
Matriz do gráf ico rio ponto de
equilíbrio
2 Decisões

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Segundo Peter Berge r, "a lingua -
Modelos de planejame nto a longo gem possui a qualidade da obje-
prazo 5 7 Projeto de produção e planeja-
m e nto do processo tividade e a ca p ac idade de tra ns-
Anál ise de sensibilid ade cender o 'aqu i e agora ' in tegra n-
Receptividade 8 Mét.o dos de planej a mento e do a realidade numa totalidade
Gráfico de Gantt redes de operação
dotada de sentido, podendo atu a-
Análise dimensiona l 18 Program ação e contro le liza r objetos distanciados espa-
Horizo nte planejame nto cial e temporalmente. Nos cam -
pos sem ânticos, a experiência po-
Modelos de comportame nto 6
de ser objetivada, conservada e
Fatores huma nos 13 De lin ea mento - motivaç ão e
reação do o perariado acumulada . A acumulação, está
IY!odelo~ -anatômicos
claro, é seletiva, pois os ca mpos
Sistemas sensoria is 14 Norm as de produção e medid as
de tra balho semânticos dete rm inam a qui I o
Segura nça
Interação homem - máquin a 12 Projetos de t a refas e métodos que será retido e o que será ' es-
Modelos de estimaç ão de trabalho quecido' como pa rtes d a expe-
Modelos competi t ivos 21 Salários e custo da mão-de-obra riência total do indivíduo na so-
Incentivos salariais ciedade ." (Berger, Pe ter. A cons- 133
Mode los heurísticos trução social da realidade. p. 58
e segs).
Modelos de controle 7 t': devido a esta capacidade de
Tipos de controle 18 Programação e co ntrole das ope- tran scendência da li nguagem e de
Previsões rações
acu;nula ção dos campo s semân-
Controle com realim e ntação 9 Sistemas de inform a ção admi - ticos que nos podemos re portar
Siste mas abertos e fechados nistrativa e automação
a uma realidade hi stórica longín-
Cibernética ql)<J e te n ta r, at ravés de seus ele-
Matriz de controle 20 Controle de qualidade mentos objetivados, conhecê-la e
Detenção de falh a reconstruí-la em seus nexos sig-
ni ficativo s. Neste sentido, um
o exame de conteúdo de textos jo r-
Kurt Ernst We il nalíst icos pode ser um m ate rial

Resenha bibli ográf i ca