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RESUMO

Comunicação Profissional – Unidade I

Introdução
Há diversas formas de se comunicar, mas cada tipo de linguagem limita-
se a um ambiente específico (formal, acadêmico ou profissional). As escolhas
linguísticas, de acordo com a situação, garantem a eficácia na interação entre
os interlocutores.

A importância da comunicação
A comunicação se constrói a partir da linguagem, que constitui valores
atribuídos pela sociedade. O contexto acadêmico e profissional busca criar
novas práticas de comunicação através da linguagens utilizadas em diferentes
contextos sociais.
A tecnologia diminuiu a distância entre os continentes e as formas de se
comunicar evoluem constantemente.
Aprender e evoluir (nos meios de comunicação, na velocidade e no
conteúdo) são condições essenciais para que possamos nos adaptar e
sobreviver ao mundo atual. O futurologista Alvin Toffler (2007, p. 14) sabe o que
diz: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler e escrever.
Mas aquele que não consegue aprender, desaprender e aprender novamente”.
Para que aconteça relação e interação entre as pessoas e o mundo que
as cerca é fundamental que haja comunicação.
As novas tecnologias de comunicação (internet e aparelhos eletrônicos)
ajudam as pessoas a se organizarem e transformarem suas vidas, tendo acesso
também ao conhecimento.
Comunicar-se permite você a compreender e se expressar de modo
maquis assertivo em qualquer contexto, mantendo o foco nas informações que
acontecem diariamente, tanto no mundo acadêmico ou profissional.

Comunicação: conceitos e nós de sentidos


O conceito de comunicação é nômade e transdisciplinar.
 Nômade – O avanço da comunicação é imprevisível, tendo vários
pontos de vista que se modificam através de diferentes áreas.
 Transdisciplinar – Para entender o que é a comunicação é
necessário várias abordagens disciplinares.
Comunicar = “tomar comum a muitos”.
Informação só é comunicação quando os interlocutores estão em
sintonia (falante precisa entender a competência linguística e conhecimento do
ouvinte).
Uma comunicação está em constante movimento, ou como diz
Marcondes Filho - A comunicação é a produção de um terceiro a partir da
confluência de dois [...] um terceiro entre a primeira e a segunda pessoa,
circulando entre suas relações. E só se inicia de fato quando as pessoas baixam
suas guardas: o diálogo, em realidade, diz Serres, é praticado por quatro
pessoas [...] (MARCONDES FILHO, 2008, p. 13)
Para Mendes e Junqueira (1999, p. 34), comunicar é “trocar informações,
partilhar ideias, sentimentos, experiências, crenças, valores por meio de gestos,
atos, palavras, figuras, imagens e símbolos”.
Comunicação não implica apenas a linguagem falada, mas, sim,
estímulos visuais, sonoros e quase todos os sentidos humanos são ativados no
ato comunicativo.
A linguagem corporal precisa estar em conformidade com a linguagem
verbal.
Meios de comunicação atuais: e-mails, redes sociais, blogs,
dispositivos de mensagens de texto em tempo real, etc.
Um estudo realizado por Albert Mehrabian na década de 1970 concluiu
que as palavras representam apenas 7% de importância na comunicação, o
nosso tom de voz representa 38% de importância e a nossa linguagem corporal
representa 55% (PEACE; PEACE, 2005). Então, quem pensa que se comunica
mais pela palavra falada, está enganado: o nosso corpo (linguagem corporal ou
não verbal) fala mais do que nossas próprias palavras.
Táticas expressivas: Contato visual; Uso de diferentes tons de voz;
circulação e movimento; expressões faciais; e Gestos com as mãos.
A assertividade da comunicação está atrelada ao processo de
comunicação, que implica a sintonia entre aquele que fala, seu corpo, a intenção
comunicativa e o seu interlocutor.

Uso literário-artístico da linguagem


Os profissionais utilizam essa linguagem para atrair o público e fazer
com que este compreenda o que se quer informar.
O texto literário tem função poética, possui ritmo e musicalidade, além
da criatividade. O literário requer uma função estética.
O texto não literário se caracteriza por ser informativo, conceitual e
objetivo.
O processo comunicativo (envolve interlocutores, contexto e sentidos em uma
prática social interativa)
O sucesso da comunicação não depende apenas do enunciador da
mensagem, mas também do co-enunciador.
O enunciador e co-enunciador são os participante ativos dos processos
de interação, que negociam os sentidos da mensagem.
Para entender esse processo cultural e histórico-social, é preciso, com
base em Wolf (2003), ultrapassar o paradigma comunicativo que apresenta
lacunas quando reduz o processo de comunicação a um processo de
transmissão de mensagens e traduz-se por “[...] existir sempre uma fonte ou
nascente da informação, a partir da qual é emitido um sinal, através de um
aparelho transmissor; esse sinal viaja através de um canal, ao longo do qual
pode ser perturbado por um ruído. Quando sai do canal, o sinal é captado por
um receptor que o converte em mensagem que, como tal, é compreendida pelo
destinatário.” (ECO, 1972, p. 10 apud WOLF, 2006, p 114)
Nesse modelo, o emissor se constitui em agente e o receptor, em
paciente. Essa ideia simplista do processo comunicativo deixa de evidenciar que
nem sempre o enunciador garante que os sentidos produzidos pelo texto sejam
aceitos pelo co-enunciador.
De acordo com Wolf (2003), há mais dois paradigmas: o semiótico-
informacional, que amplia o anterior quando passa a evidenciar os efeitos de
sentido produzidos pelas mensagens; e o semiótico-textual, que ultrapassa a
ideia da mensagem como a única unidade responsável pelos sentidos.
O processo de comunicação é um processo de interação e não apenas
de transmissão de mensagens, na qual o enunciador e co-enunciador são partes
constitutivas do processo comunicativo, trazendo marcas dos interlocutores, da
produção e da intenção comunicativa.

Oralidade e escrita
A fala é adquirida na informalidade do cotidiano das pessoas, está
presente em diversos contextos sociais e envolve sons articulados entre si e
recursos expressivos. A escrita é adquirida no contexto formal da escolarização.
As diferenças entre as duas práticas se dão dentro do contínuo que
passa a distinguir e relacionar os gêneros da modalidade oral e escrita quanto
às condições de produção e funcionamento da língua.
A multimodalidade – constituída pela combinação de diferentes
linguagens –, se tornasse uma marca nas novas práticas sociais na
modernidade. A comunicação se ampliou e levou os usuários da língua a se
adaptarem diante das novas exigências.
Intenção comunicativa (é todo e qualquer ato ou pensamento que leve a uma
comunicação.)
A intenção comunicativa é a consciência e compreensão de que você
pode influenciar pessoas por meio da comunicação, modificar o seu ambiente e
atingir resultados. A intenção comunicativa refere-se não apenas ao que se quer
comunicar, mas à forma de interagir na tentativa de que o enunciador consiga a
adesão, reação, interação de seu interlocutor.
Conhecer os interlocutores, o meio de produção, os recursos de
linguagem (orais, escritos e visuais), as condições implícitas e explícitas é
imprescindível para que a intenção comunicativa seja coerente com a escolha
da melhor forma de se comunicar.

Língua padrão e norma culta


Falar bem é como vestir-se bem. Você se sente autoconfiante e inspira
credibilidade.

Comunicação em diferentes contextos


Pense na frase de um grande filósofo do século XX, de Ludwig
Wittgenstein (1968. p. 111.): “Os limites da minha linguagem denotam os limites
do meu mundo”.
Somos aquilo que dizemos.
Norma culta é aquela que usamos em situações formais em que se
exigem vocabulários mais técnicos, como redações científicas, acadêmicas e/ou
profissionais. Podemos chamar a norma culta de “o dialeto de maior prestígio
social”.
Há formas diferentes de se falar e em situações distintas.
A linguagem tem a ver com o objetivo e com o contexto em que está
inserida.
Linguagem coloquial – Comunicação de maneira mais informal.

As variações da linguagem oral e escrita


As variações culturais, sociais, regionais determinam as chamadas
variações linguísticas. Há pelo menos quatro tipos de variações:
Variação diacrônica (latim “tempo”) – é a variação da linguagem que se
percebe ao passar do tempo.
Variação diatópica – variação que se percebe com a mudança
geográfica.
Variação diastrática - variação percebida entre diferentes grupos
culturais ou sociais.
Variação diafástica – variação percebida de acordo com o contexto em
que se está inserido. É preciso adptar a linguagem ao contexto.