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Apostila de

Cálculo Zero
Este material visa auxiliar os estudos
em Matemática promovendo a revisão
de seu conteúdo básico, de forma a
facilitar o aprendizado nas disciplinas
de cálculo e também melhorar o
aproveitamento nas disciplinas que
envolvam o raciocínio lógico.

Autora: Eloisa Márcia da Silva


Março de 2012
1
Prezado(a) Aluno(a),

Faça uma leitura atenciosa do conteúdo e das situações problemas propostas para
compreensão e interpretação.

Participe das discussões das idéias matemáticas em sala e busque manter presença
regular às aulas para que seu raciocínio e compreensão do conteúdo seja contínuo.

Leia a situação problema, formule hipóteses e estime resultados. Elabore estratégia para
resolve-los e siga os passos:

• Anote os dados mais importantes;


• verifique o que se deseja descobrir no problema;
• faça um esquema ou desenho que o auxilie a visualizar e interpretar a situação;
• anote o raciocínio que você usou na resolução;
• registre os cálculos;
• analise a solução obtida, verificando se ela é coerente com os dados do problema;
• anote a resposta completa.

Através da leitura do problema, utilizando os passos acima, você irá identificar qual
conteúdo, método, propriedade e/ou fórmula que será(ão) necessário(s) para a solução da
situação proposta.

Tente identificar como se dá sua aprendizagem: gosto de estudar sozinho ou em grupo;


sua aprendizagem depende de você e de sua dedicação.

Busque resolver os exercícios propostos antes de pedir ajuda. Não copie uma resolução
sem compreendê-la, esclareça a dúvida e depois refaça o exercício para verificar se
realmente aprendeu.

As respostas dos exercícios servem como uma forma de conferir seu raciocínio. Se não
estiver conseguindo resolver um exercício, uma situação problema, procure esclarecimento
antes de desistir.

Enfim, participe das aulas de forma efetiva e com atenção. Sempre que necessário recorra
às anotações, ao livro e/ou apostila e esclareça suas dúvidas com o(a) professor(a).

Organize um horário de estudos para criar o hábito de estudar todos os dias. Lembre-se: a
dúvida só aparece quando nos exercitamos através da resolução de exercícios diferentes.

Para seu sucesso realize as tarefas com organização clareza e pontualidade.

Sucesso! É o que desejamos.

Instituto de Engenharias e Tecnologias

2
Conteúdo
1. CONJUNTOS ................................................................................................................................ 5
1.1 Notação de conjuntos .................................................................................................................. 5
1.2 Tipos de conjuntos ...................................................................................................................... 5
1.3 Operações com conjuntos ..................................................................................................... 6
2. CONJUNTOS NUMÉRICOS ......................................................................................................... 7
2.1. N → Naturais ......................................................................................................................... 8
2.2 Z → Inteiros ........................................................................................................................... 8
2.3 Expressões numéricas .......................................................................................................... 9
3. POTÊNCIAS .................................................................................................................................. 9
3.1 Números Primos e Compostos ........................................................................................... 11
3.2 Decomposição de um número em um produto de fatores primos ...................................... 12
3.3 Mínimo múltiplo comum (m.m.c.) ........................................................................................ 12
3.4 Máximo Divisor Comum (m.d.c.) ......................................................................................... 12
3.5 Q → Racionais: ................................................................................................................... 12
4 OPERAÇÕES ENTRE FRAÇÕES .............................................................................................. 13
4.1 Redução de frações ao mesmo denominador .................................................................... 13
5 NÚMEROS DECIMAIS ................................................................................................................ 13
5.1 Operações com números decimais ..................................................................................... 14
6 PORCENTAGEM ........................................................................................................................ 15
7 I → IRRACIONAIS....................................................................................................................... 15
8 R → REAIS .................................................................................................................................. 15
9 RADICAIS .................................................................................................................................... 17
10 PRODUTOS NOTÁVEIS ......................................................................................................... 18
11 OPERAÇÕES ALGÉBRICAS .................................................................................................. 20
11.1 Expressões algébricas ........................................................................................................ 20
11.2 Operações com expressões algébricas .............................................................................. 20
12 EQUAÇÕES DO 1º GRAU ...................................................................................................... 20
13 EQUAÇÕES DO 2º GRAU ...................................................................................................... 21
14 INEQUAÇÕES......................................................................................................................... 25
15 INEQUAÇÃO DO 2º GRAU ..................................................................................................... 27
16 FUNÇÕES ............................................................................................................................... 29
16.1 Tipos de funções ................................................................................................................. 30
17 FUNÇÃO DO 1º GRAU OU FUNÇÃO AFIM ........................................................................... 37
17.1 Zero da função de 1º grau ................................................................................................... 38
17.2 Crescimento e decrescimento ............................................................................................. 39
18 FUNÇÃO DO 2º GRAU ........................................................................................................... 41
19 FUNÇÃO MODULAR .............................................................................................................. 45
19.1 Módulo (ou valor absoluto) de um número: ........................................................................ 45
19.2 Equações modulares ........................................................................................................... 45
19.3 Inequações modulares ........................................................................................................ 46
19.4 Módulo e raiz quadrada ....................................................................................................... 47
19.5 Função modular................................................................................................................... 47

3
20 FUNÇÃO EXPONENCIAL ....................................................................................................... 49
21 FUNÇÃO LOGARÍTMICA ....................................................................................................... 52
21.1 Equação logarítmica ............................................................................................................ 53
21.2 Inequação logarítmica ......................................................................................................... 53
22 TRIGONOMETRIA .................................................................................................................. 54
22.1 Funções trigonométricas básicas ........................................................................................ 55
22.2 Unidades de Medidas de arcos: .......................................................................................... 56
22.3 Arcos de uma volta .............................................................................................................. 56
22.4 Mudança de unidades ......................................................................................................... 56
22.5 Círculo Trigonométrico ........................................................................................................ 57
22.6 Arcos com mais de uma volta ............................................................................................. 57
22.7 Arcos Côngruos ................................................................................................................... 58
22.8 Seno e cosseno ................................................................................................................... 58
BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................................... 66

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Apostila de Cálculo Zero

elementos. Pode ser representado por { } ou ∅.


1. CONJUNTOS 2) Conjunto Vazio: É aquele que não possui

As seguintes convenções serão utilizadas nas teorias

Lembre-se: { ∅ } não representa conjunto vazio.


dos conjuntos:

a) Os conjuntos serão indicados por letras


maiúsculas do alfabeto. Exemplo: A, B, C, ...
b) Os elementos serão indicados por letras 3) Conjuntoo Universo: É aquele conjunto que
minúsculas do alfabeto. Exemplo: a, b, c, ... contém todos os elementos possíveis em um dado
c) Pertinência: quando se quer relacionar elementos universo de discurso.

∈,, que é lido como “é elemento de” ou “pertence


que pertencem a um conjunto, utiliza-se
utiliza o símbolo Exemplos:
a”. O símbolo ∈ é a negação do símbolo de U={ a, b, c, ... , z}
pertinência, portanto é lido como “não é elemento U={ ...,-2,-1,0,1,2,...}
de” ou “não pertence a”.
U={ x/x é um número}

1.1 Notação de conjuntos


4) Conjuntos Disjuntos: São os conjuntos que não
Representamos de três modos distintos os elementos possuem nenhum elemento em comum.
de um conjunto. Exemplos:
1) Representação Tabular: Essa notação consiste A={ 3,4 } e B={ 5,6 }
em citar os elementos do conjunto separados por E = { 5,6 } e F={56}
vírgulas e entre chaves.
Exemplos:
a) A={a,e,i,o,u}
5) Conjunto Finito e Conjunto Infinito
b) B={1,3,5,...}
c) C={0,2,4,6,...}
d) D={verde,amarelo,azul,branco}
5.1. Conjunto Finito é aquele que possui um número
finito de elementos.
2) Representação descrevendo a propriedade que
é comum a todos os elementos que pertencem Exemplos:
a esse conjunto.
A = { 1, 5, 9 }
Exemplos:
a) A={ x / x é consoante } B = { x/x é rio do Brasil }
b) B={ x / x é negativo e par }
c) C={ x / x é país da Ásia}
d) D={ x / x é cor da bandeira do Flamengo}
Flamengo 5.2. Conjunto Infinito é aquele que possui uma
infinidade de elementos.
3) Representação Gráfica
Exemplos:
A = { 0, 1, 2, 3 }
B = { x/x é ímpar e negativo }
C
6) Subconjunto
1.2 Tipos de conjuntos Subconjunto é o conjunto A que está contido no
conjunto B, ou seja, todo elemento de A também
1) Conjunto Unitário: Aquele que possui um único pertence ao conjunto B.
elemento. Exemplos:
Exemplos: A={ 1, 3} é subconjunto de B={ 1,2,3,4 }
A={ 5 } D={ x/x é capital brasileira} é subconjunto de F = { x/x é
B={ x/x é capital de Minas Gerais cidade do Brasil }
C={ x / 3+x=5 }

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Apostila de Cálculo Zero
7) Simbologia:

Observações:

2) Se B ⊂ A, então A – B = ∁ (Lê-se:


1) Em geral, A – B ≠ B – A.
Obs.: Todo e qualquer conjunto é sempre subconjunto
do conjunto universo (dentro de um dado universo de
3) A ∩ ∅ = ∅
Complementar de B em relação a A).
A
discurso). Além disso, o conjunto vazio por definição
A∩A=A
sempre é subconjunto de qualquer conjunto.
A∩B=B∩A
4) A ∪ ∅ = ∅
A∪A=A
A∪B=B∪A
1.3 Operações com conjuntos
1) Interseção 5) O número de elementos da união de dois
Na interseção entre dois (ou mais) conjuntos tomamos conjuntos é igual a diferença entre a soma do

Simbolicamente: A ∩ B = { x/x ∈ A e x ∈ B }.
os elementos comuns aos conjuntos dados. dado número de elementos de cada um desses
conjuntos, e o número de elementos da
interseção:

n(A ∪ B) = número de elementos de A ∪ B


Onde:

n(A) = número de elementos de A


n(B) = número de elementos de B
n (A ∩ B) = número de elementos de A ∩ B.
2) União
Na união entre dois (ou mais) conjuntos reunimos os

Simbolicamente: A ∪ B = { x/x ∈ A ou x ∈ B }.
elementos dos conjuntos dados em um único conjunto.
Exemplos:

1) Conjunto os conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {3,

a) A ∩ B
5, 7, 9 },, determine.

b) A ∪ B
c) A – B
d) B – A

Solução:

A ∩ B = {3, 5}
A ∪ B = {1,, 2, 3, 4, 5, 7, 9}
3) Diferença a)
Na diferença entre dois conjuntos tomamos os b)
elementos pertencentes ao primeiro conjunto e não c) A – B = {1, 2, 4}
∈ A e x ∈ B }.
pertencente ao segundo. Simbolicamente: A - B = { x/x d) B – A = {7, 9}

2) Numa pesquisa realizada, verificou-se


verificou que, das
pessoas consultadas 100 liam o jornal A, 150 liam
o jornal B, 20 liam os dois jornais A e B e 110 não
liam nenhum dos jornais. Quantas pessoas foram
consultadas?
a) 250

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Apostila de Cálculo Zero
b) 230 somente podem efetuar uma inscrição. Sabe-se que
c) 340 13% dos candidatos de nível superior efetuaram 2
d) 380 inscrições. Dos candidatos de nível médio, 111
candidatos efetuaram uma só inscrição,
Solução: correspondendo a 74% dos candidatos desse nível.
A solução deste problema só pode ser realizada com a Qual é então o número de candidatos ao nível
utilização de diagramas uma vez que existem pessoas fundamental?
que GOSTAM DE DUAS COISAS AO MESMO
TEMPO. Toda vez que o problema trouxer tal Solução: Sejam: M o número de candidatos de nível
informação iremos utilizar deste recurso de diagrama. médio; S∩M M o número de candidatos aos níveis
superior e médio; S o número de candidatos ao nível
superior; F número de candidatos ao nível fundamental.
Da Matemáticaica Financeira sabemos que: 74% = 74/100
= 0,74 e 13% = 13/100= = 0,13.

Então, 0,74M = 111, segue que, M = 111 / 0,74 = 150 e S∩M


S =
150 - 111 = 39 .Assim,
Assim, 0,13S = 39, implicando em S = 39
/ 0,13 = 300 . Observe o diagrama de Venn-Euler
Venn com
a quantidade de elementos.
lementos.

3) Sabendo que os símbolos U e I significam união e


interseção, respectivamente e dados os conjuntos
A = { a,b, c, d }, B = { c, d, e, f }, C = { e, f, g, h }

a) (A ∩ B)∪ C = {a,b,c,d,e}
analise os itens abaixo
xo e assinale o CORRETO: Temos: 150 - 39 = 261. Logo, 261 + 39 + 111 + F = 700.

b) (A ∪ B)∩ C = {b,d}
Conseqüentemente, F = 700 - 411 = 289.

c) (B ∩ C)∪ A = {a,b,c,d,e,f}
d) A ∪ (B ∪ C) = { }
(PUC) Um levantamento sócio-econômico
sócio entre os
habitantes de uma cidade revelou que,exatamente:
17% têm casa própria; 22% têm automóvel; 8% têm
Solução: casa própria e automóvel. Qual o percentual dos que
Neste tipo de questão teremos que resolver todas as não têm casa própria nem automóvel?
letras para perceber qual destas é a correta.
Solução: Com base nos dados, fazemos um diagrama
de Venn-Euler,
Euler, colocando a quantidade de elementos
Tomemos a afirmação da letra a - (A A I B) U C este
dos conjuntos, começando sempre pelo número de
conjunto é formado a partir dos elementos que são
elementos da interseção.
comuns aos conjuntos A e B em união a todos os
elementos do conjunto C tendo como resposta o
conjunto {c, d, e, f,g,h} por isto esta letra está errada.
Vamos observar a afirmação da letra b - (A U C) I B
este item deseja unir os elementos do conjunto A e C e
a partir desta união separar os elementos comuns com
o conjunto B tendo como resposta o conjunto {c, d, e, f}
novamente nos deparamos com uma afirmação errada.
Resolvendo a operação da letra c (B B I C) U A temos
que os elementos que são comuns aos conjuntos B e C Como a soma das parcelas percentuais resulta em
unidos ao conjunto A resultam nos elementos {a, b, c, 100%, então 9% + 8% + 14% + x = 100 %. Daí,vem
d, e, f} por isto este item está certo. Só para que 31% + x = 100%. Logo, o percentual dos que não
concluirmos o item d está errado porque não tem têm casa própria nem automóvel é x =100% - 31% =
sentido unir três conjuntos A, B e C e dizer que estes 69%
conjuntos representam uma operação vazia, ou seja, é
como se afirmássemos que não existem elementos nos 2. CONJUNTOS NUMÉRICOS
conjuntos A, B e C o que é um absurdo.

Inscreveram-se
se num concurso público 700 candidatos
para 3 cargos - um de nível superior, um de nível médio
e um de nível fundamental. É permitido aos candidatos
efetuarem uma inscrição para nível superior e uma
para nível médio. Os candidatos ao nível fundamental
fund

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Apostila de Cálculo Zero
3) Se o resto é zero, dizemos que a divisão é exata.
Nesse caso, temos que a = bq e dizemos que a é
2.1. N → Naturais múltiplo de b ou que b é divisor de a.

Exemplo:
O conjunto dos números naturais é indicado por N e Numa divisão de números naturais,
natur o divisor é 17 e o
representado pelos
os números positivos inclusive o zero, resto é o quadrado do quociente. Qual o valor da soma
que representem uma contagem inteira. de todos os possíveis valores do quociente?
Não há números naturais negativos.
Solução:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...} (é um conjunto infinito) Temos que
N*= {1,2,3,4,...} (exclui o zero, e é subconjunto de N)
a 17
1) Operações em N 2
q q
a) Adição 2
Como q < 17, temos que os possíveis valores naturais
Na adição os números são chamados de parcelas,
de q são ), 1, 2, 3, 4. Dessa forma a sua soma é 0 + 1 +
Sendo a, b ∈ N e a b, a diferença D = a – b ∈ N,
sendo a operação aditiva, e o resultado é a soma.
2 + 3 + 4 = 10
onde a, b são parcelas e o S é a soma.
Observações: Casos particulares da multiplicação e
b) Subtração
divisão
Na subtração os números são chamados de
subtraendo, sendo a operação a subtração, e o
Multiplicação
Sendo a, b ∈ N e a b, a diferença D = a – b ∈ N,
resultado é o minuendo. Entenda-se
se N como Número qualquer
N*1=N
onde a é o minuendo, b é o subtraendo e D é a N*0=0
diferença.
Divisão
c) Multiplicação N/1=N
Na multiplicação os números são chamados de fatores, N/N=1
sendo a operação multiplicativa e o resultado é o 0 / N = 0 (N ≠ 0)
Sendo a, b ∈ N, o produto P = ab ∈ N, onde a e b são
produto. N / 0 = Não existe!!!!
fatores e P é o produto.

d) Divisão 2.2 Z → Inteiros


Na divisão, os números são chamados de dividendo (a
parte que está sendo dividida) e divisor (a quantia de
O conjunto dos números inteiros relativos é a reunião
vezes que esta parte está sendo dividida), a operação
dos números negativos, o zero e os números
número positivos.
Sendo a, b ∈ N e b
0, a divisão aproximada de a por
é a divisão, e o resultado é o quociente.
Ou, o conjunto dos números naturais e seus opostos –
b, consiste em encontrar dois números q, r ∈ N, tais
negativos.
Não há números inteiros em fração ou decimal.
que a = bq + r.
Z = {..., -3, -2, -1,
1, 0, 1, 2, 3, ...}
Exemplo:
Existe na divisão, o que se pode chamar de resto. Isto Observação: O número zero não é positivo nem
é, quando uma divisão não é exata irá sempre sobrar negativo.
um determinado valor, veja no exemplo a seguir:

843 / 5 = 168 Subconjuntos:


34
43 Conjuntos dos inteiros não negativos: Z+={0,1,2,3,4,...}
3 resto (r) =N
Conjuntos dos inteiros não positivos: Z-={0,-1,-2,-3,-
Observações: 4,...}
Conjuntos dos inteiros não nulos: Z*={...,-4,-3,-2,-
1) O resto é sempre menor que o divisor (r < b); 1,1,2,3,4,...}
2) O maior resto possível é uma unidade menor que Conjuntos dos inteiros positivos: Z*+={1,2,3,4,...}
o divisor, ou seja, (b – 1); Conjuntos dos inteiros negativos: Z*-={-1,-2,-3,-4,...}

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Apostila de Cálculo Zero
Exemplos:

e)  2  4
 
a) Valor absoluto ou Módulo Números opostos ou a) 12 * 3 = 36 b) (-12)
12) * (-3)
( = 36 c) 2 * (-2) = - 4
 
simétricos d) -2 * 3 = -6 f)
4  4
 

 
Na reta numerada, os números opostos estão a g) h)
uma mesma distância do zero.

2.3 Expressões numéricas


Para resolver expressões numéricas realizamos
primeiro as operações de multiplicação e divisão, na
ordem em que estas estiverem indicadas, e depois
Exemplos: adições e subtrações.
O oposto de 1 é -1. Em expressões que aparecem sinais de reunião: ( ):
O oposto de 6 é -6. parênteses, [ ]: colchetes e { }: chaves, efetuam-se as
operações eliminando-se,
eliminando na ordem: parênteses,
b) Valor absoluto ou Módulo colchetes e chaves, isto é, dos sinais interiores para os
exteriores.
Representa a distância de um número até o Quando à frente do sinal da reunião eliminado estiver o
zero (ou origem). Sendo assim, o módulo, por sinal negativo, trocam--se todos os sinais dos termos
representar distância, é sempre positivo e internos.
representado por | |. Indica, também, o valor
absoluto que esse número possui. Exemplos:

| 9|  9
Exemplos: a) 2 + [2 – (3+2) -1]1] = 2 + [2 – (5) -1] = 2 + [2 – 5 -1] = 2

| 2|  2
+ [2 - 6] = 2 + [-4] = 2 – 4 = -2

|0|  0
|7|  7
b) 2 + {3 – [1 + (2 – 5 + 4)] + 8} = 2 + {3 – [1 + (-3 + 4)]
+ 8} = 2 + {3 – [1 + (1)] + 8} = 2 + {3 – [2] + 8} = 2 + {3 –
2 + 8} = 2 + {9} = 11
c) Operações com números inteiros:
A) Soma e subtração algébrica c) {2 – [3 * 4 : 2 – 2 ( 3 – 1 )]} + 1 = {2 – [12 : 2 – 2 ( 2 )]}
+ 1 = {2 – [12 : 2 – 2 ( 2 )]} +1 = {2 – [6 – 4 ]} +1 = {2 –
Sinais iguais: Somam-se se os valores absolutos e dá-se
dá [2 ]} +1 = {2 – 2 } + 1 = { 0 } + 1 = 1
o sinal comum.
Sinais diferentes: Subtraem-se se os valores absolutos e
dá-se o sinal do maior. 3. POTÊNCIAS
Exemplos:
a) 2 + 4 = 6 Definição: Potência de grau n de um número A é o

   ∗  ∗  ∗ … ∗  (n vezes)
b) – 2 – 4 = – 6 produto de n fatores iguais
igua a A.
c) 5 – 3 = 2
d) – 5 + 3 = – 2
e) 2 + 3 – 1 – 2 = 5 – 3 = 2 A é a base da potência e n é o expoente da potência,
f) – 1 – 3 + 2 – 4 + 21 – 5 – 32 = 23 – 45 = – 22 que determina seu grau.
g) (-15) + (-6) = -15 – 6 = -21
Assim: 2³ = 2 * 2 * 2 = 8 ∴ 2³ = 8
Na adição de dois números inteiros com sinais ( 1) = 1 ∴ (- 1) ³ = -1
(- 1) ³ = (- 1) * (- 1) * (-
contrários, subtrai-se
se o de menor valor absoluto do de
maior valor absoluto e conserva-sese o sinal do de maior Casos Particulares:

   2  2
valor absoluto. a) A potência de expoente 1 (1º grau) é igual à base:
B) Multiplicação e divisão algébrica
Sinais iguais → resposta positiva
Sinais diferentes → resposta negativa b) Toda potência de 1 é igual a 1:
1² = 1 1³ = 1

c) Toda potência de 0 é igual a 0:


0² = 0 0³ = 0

d) Toda potência de expoente par é positiva:

9
Apostila de Cálculo Zero
b) 2"  2"   2%
4 4 $ $
(- 2) = 16 2 = 16 (- 3)² =

9 3² = 9
!
c)

  & .
Esse exemplo nos leva a concluir que, em geral,
e) Toda potência de expoente ímpar tem o sinal da
base:
3³ = 27 (- 3)³ = - 27 f) Expoente nulo
5 5
2 = 32 (- 2) = - 32 Toda potência de base diferente de zero e expoente
zero é igual a unidade.
Propriedades:

a) Produto de potências de mesma base


Mantém-se a base comum e soma-se
se os expoentes.

1  )  −   .
()
Observação:

(
Logo   1,, para
0.
b) Divisão de potências de mesma base g) Expoente negativo
Mantém-se
se a base comum e diminuem-se
diminuem os Qualquer número diferente de zero, elevado a
expoentes. expoente negativo é igual a uma fração cujo numerador
é a unidade e cujo denominador é a mesma base da
potência elevada ao mesmo expoente com o sinal
positivo.

+, 
-
+,
c) Potência de potência de mesmo grau ,

para todo a
0
(semelhantes)
Multiplicam-se
se as bases e conserva-se
conserva o expoente
comum.

Observação:

Potências de 10
d) Divisão de potências de mesmo grau
Efetuam-se
se as potências de 10 escrevendo à direita da
(semelhantes)
unidade tantos zeros quantas forem as unidades do
Dividem-se as bases e conserva--se o expoente
expoente.
comum.

e) Potenciação de potência
Eleva-se
se a base ao produto dos expoentes.

h) Sinal da Base
Observe os seguintes exemplos

1) 3  9 : Se a base for positiva o resultado é


Observação:

!
 !
2)  3  9 : Se a base for negativa e o expoente
sempre positivo

a) 2"   2".  2


Exemplo: par, o resultado será positivo.

10
Apostila de Cálculo Zero
3)  3"  27 : Se a base for negativa e o expoente 2.000 é divisível por 8 (termina em três zeros)
ímpar, o resultado será negativo. 1.672 é divisível por 8

Divisibilidade por 9:
3.1 Números Primos e Compostos Um número é divisível por 9 quandoqu a soma dos
valores absolutos dos seus algarismos forma um
Números Primos: São aqueles números divisíveis número divisível por 9.
somente por eles mesmos e por 1. Ou seja, admite Exemplo: 648 é divisível por 9, porque a soma 6+4+8 =
apenas dois divisores. 18 é divisível por 9.
Exemplos: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41,
43, 47, outros. Divisibilidade por 10:
Um número é divisível por 10, quando termina em zero.
Observação: Exemplo: 1.320 é divisível por 10 (termina em 0).
O número 1, por definição, não é primo.
O número 2 é o único número primo par. Divisibilidade por 11:
Um número é divisível por 11 quando a diferença entre
as somas dos valores absolutos dos algarismos de
Número Composto: É todo número que não é primo, ordem ímpar e a dos de ordem par é divisível por 11.
ou em outras palavras, possui mais de dois divisores. O algarismo das unidades de 1ª ordem, o das dezenas
Exemplos: 12, 15, 28, 36, 60, 420, outros de 2ª ordem, o das centenas de 3ª ordem, e assim
sucessivamente.
1) Critérios de divisibilidade Exemplos:
1) 87549
Divisibilidade por 2: Si (soma das ordens ímpares) = 9 + 5 + 8 = 22
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, Sp (soma das ordens pares) = 4 + 7 = 11
6 ou 8, isto é, quando é par. Si – Sp = 22 – 11
Exemplo: 314 é divisível por 2 (termina em 4) Como 11 é divisível por 11, então
en o número 87549
é divisível por 11
Divisibilidade por 3:
Um número é divisível por 3 quando a soma dos seus 2) 439087
algarismos é um número divisível por 3. Si (soma das ordens ímpares) = 7 + 0 + 3 = 10
Exemplo: 627 é divisível por 3, porque a soma 6+2+7 é Sp (soma das ordens pares) = 8 + 9 + 4 = 21
igual a 15, e 15 é divisível por 3. Si – Sp = 10 – 21
Como a subtração não pode ser realizada,
Divisibilidade por 4: acrescenta-se se o menor múltiplo de 11 (diferente de
Um número é divisível por 4 quando termina em dois zero) ao minuendo, para que a subtração possa ser
zeros ou quando o número formado pelos dois últimos realizada: 10 + 11 = 21. Então temos a subtração 21 –
algarismos da direita for divisível por 4. 21 = 0.
Exemplos: Como zero é divisível por 11, o número 439087 é
1.600 é divisível por 4 (termina em dois zeros). divisível por 11.
564 é divisível por 4 (64 é divisível por 4).
Divisibilidade por 12:
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, ou 4.
5. Exemplo: 720 é divisível por 12, porque é divisível por 3
Exemplos: (soma = 9) e por 4 (dois últimos algarismos, 20)
1.230 é divisível por 5 (termina em 0).
4.935 é divisível por 5 (termina em 5). Divisibilidade por 15:
Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e
Divisibilidade por 6: 5.
Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e Exemplo: 105 é divisível por 15, porque é divisível por 3
por 3, ao mesmo tempo. (soma = 6) e por 5 (termina em 5)
Exemplo: 912 é divisível por 6, porque é divisível por 2
e por 3. Divisibilidade por 25:
Um número é divisível por 25 quando os dois
Divisibilidade por 8: algarismos finais forem 00, 25, 50 ou 75.
Um número é divisível por 8 quando termina em três Exemplos: 200, 525, 850 e 975 são divisíveis por 25.
zeros ou quando o número formado pelos três últimos
algarismos da direita for divisível por 8.
Exemplos:

11
Apostila de Cálculo Zero
12  2 . 3
18  2. 3
3.2 Decomposição
ecomposição de um número em
36  2 . 3
um produto de fatores primos

A decomposição
posição de um número em um produto de Agora tomemos os fatores comuns com os menores
fatores primos é feita por meio do dispositivo prático expoentes apresentados acima:
que será mostrado nos exemplos a seguir. m.d.c.(12, 18, 36) = 2 * 3 = 6.
Exemplos:
30 2 21 3 Quando o m.d.c. entre dois números é igual a 1,
15 3 7 7 dizemos que eles são relativamente primos.
5 5 1 / 21 21 = 3 * 7

9 = 3 .1, sendo 1 o único fator comum a estes


Exemplo: 5 e 9 são relativamente primos, pois 5 = 5.1 e
1 / 30 30 = 2 * 3 * 5
números.

Confirme os resultados abaixo:


3.3 Mínimo múltiplo comum (m.m.c.) b) m.m.c. (9, 6) = 3
c) m.m.c. (36, 45) = 9
O mínimo múltiplo comum a vários números é o menor d) m.m.c. (12, 64) = 4
número divisível por todos eles. e) m.m.c. (20, 35, 45) = 5
Exemplo:
a) Calcular o m.m.c. entre 12, 16 e 45
12, 16, 45 2 3.5 Q → Racionais:
Racionais
6, 8, 45 2
3, 4, 45 2 Chama-sese número racional todo número de pode ser
3, 2, 45 2 escrito em forma de fração. São todos os números na
3, 1, 45 3 forma decimal exata, periódica ou na forma de fração.
1, 1, 15 3 Ou também, o conjunto formado pelos
pel números inteiros
1, 1, 5 5 e pelos números fracionários.

Q= {..., , , , , 0, , , , …}
1      1
1, 1, 1 / 720 O m.m.c. entre 12, 16 e 45 é
2  "  "  
720
01) Confirme os resultados abaixo.

Números fracionários positivos: { , , }


  1
Exemplos:
"  
a) m.m.c. (4, 3) = 12

Números fracionários negativos: { , , }


  1
b) m.m.c. (3, 5, 8) = 120
c) m.m.c. (8, 4) = 8 "  
d) m.m.c. (60, 15, 20, 12) = 60 Números decimais na forma exata: {1,2 ; 3,654 ;
0,00005 ; 105,27272};

2,3333333 …  2, 34
02) Determinar o m.m.c de 120 e 80 Números decimais na forma periódica:

3,02222 …  3,024
10,23232323 …  10, 423
444
120, 80 2
60, 40 2
30, 20 2

{√9  3 
15, 10 2
"
As raízes exatas:
15, 5 3

/ 2 . 3.5  240 2
√ 8  2 
5, 5 3
6

1
1, 1 O m.m.c. entre 120,
12 80
é 240

3.4 Máximo Divisor Comum (m.d.c.)


O m.d.c. a vários números é o maior número que os
divide.

Exemplo: Encontrar o m.d.c. entre 12, 18 e 36.

Fatorando cada um dos números em fatores primos,


temos:

12
Apostila de Cálculo Zero

4 OPERAÇÕES ENTRE FRAÇÕES

4.1 Redução de frações ao mesmo


denominador
1) Adição e Subtração
Caso A) Mesmo denominador: Conserva-se
Conserva o
denominador e efetua-sese a operação com os
numeradores.

2 1 3
A
@  x =
%  >$ 
Exemplo:
7 
6

7 7 7
$
"  >$ "
=
1 5 4
B


9 9 9 Observação: Podemos representar o inverso de uma
fração através da potência com expoente -1:
 ;
Caso B) Denominadores diferentes: Reduz-se
Reduz ao
C D 
;
mesmo denominador e efetua-se
se a operação com os
numeradores.

2 1 473 7
Exemplo:
7  
3 2 6 6
5 NÚMEROS DECIMAIS
Observe o resultado da divisão de 125 por 4:
MMC(3,2)=6

1 7 3 28 25
 
125 4

4 3 12 12
05 31,25
10
20
MMC(4,3)=12 0
2) Multiplicação O número 31,25 é um exemplo de número decimal.
se
Multiplica-se numerador com numerador e Nos números decimais a vírgula separa a parte inteira
denominador com denominador. da parte decimal:

, ;
0 e <
0.
( 9 (9
8 : 8:
x = 31 – parte inteira
,25 – parte decimal
%  %. "
Exemplos:
" " "." =
x = = . E, para transformar uma fração em um número
decimal, basta efetuar a divisão entre numerador e
=
 2 .2  denominador.
  . 
x =
Transformação de um número decimal em fração
3) Divisão decimal:
Multiplica-se a primeira fração pelo inverso da segunda. 1) O numerador é o número decimal sem a vírgula

> , ;
0, <
0 e ?
0.
( 9 ( : (:
2) O denominador é o número 1 acompanhado de
8 : 8 9 89
= x = tantos zeros quantos forem os algarismos da parte
decimal.
Exemplos: "2

5,36 =

2

0,65 =

1

0,047 =

13
Apostila de Cálculo Zero
5.1 Operações com números decimais vezes que esta parte está sendo dividida), a operação
é a divisão, e o resultado é o quociente.
1) Adição
Na adição os números são chamados de parcelas, Exemplo:
sendo a operação aditiva,
ditiva, e o resultado é a soma. Existe na divisão, o que se pode chamar de resto. Isto
é, quando uma divisão não é exata irá sempre sobrar
Exemplos: um determinado valor, veja no exemplo a seguir:
4,32 + 2,3 + 1,429 = 8,049
843 / 5 = 168
4,32 34
2,3 43
+ 1,429 3 resto (r)
8,049

7 7   ≅ 1,1166 7 7 
Se o resto for igual a zero a divisão é chamada exata.
   EE 21   
 "  2 2  " 
 ≅ 1,1166
ou
,E2E,% ,
5) Potência
ia de números decimais
= =
Todo número decimal equivalente a um produto do
qual um fator é o número escrito como inteiro, e
outro é uma potência de dez com expoente negativo,
2) Subtração com tantas unidades no expoente quantas são as
Na subtração os números são chamados de ordens decimais.
subtraendo, sendo a operação a subtração, e o
resultado é o minuendo.

Exemplos: As regras para a subtração são as mesmas


da adição, portanto podemos utilizar os mesmos
exemplos apenas alterando a operação. Numa
subtração do tipo 4-7 7 temos que o minuendo é menor
que o subtraendo;
aendo; sendo assim a diferença será
negativa e igual a -3.

3) Multiplicação
Na multiplicação os números são chamados de fatores,
sendo a operação multiplicativa, e o resultado é o
produto. 6) Divisão por potências de 10:
Para dividir um número decimal qualquer por uma
Pode-se
se representar a multiplicação por: *, x ou . potência de 10, basta deslocar a vírgula para a
esquerda um número de casas decimais equivalente ao
Exemplo: expoente da potência.

379,4 > 10 = 0,3794


7,32 * 12,5 = 91,500 Exemplos:

4251 > 10 = 42,51


3

7,32 2

x 12,5
3660 Um número qualquerr pode ser expresso como o
1464 produto de um número compreendido entre 1 e 10, por
+ 732 uma potência de 10 adequada.
91,500
1) Conta-se
se o número de casas decimais que a
Na multiplicação de frações multiplica-se
multiplica divisor com vírgula deve ser deslocada para a esquerda; este
divisor, dividendo com dividendo (ou simplesmente, o número nos fornece o expoente positivo da
de cima pelo de cima e o de baixo pelo de baixo). potência de base 10.
1 2 16 8
∗ ∗ 8  ≅ 2,6
Exemplo:

2 3 6 3
7
43.300.000 = 4,33 x 10
De zero até entre 4 e 3, contamos sete casas.

4) Divisão 2) Conta-se
se o número de casas decimais que a
Na divisão, os números são chamados de dividendo( a vírgula deve ser deslocada para a direita; este
parte que está sendo dividida) e divisor (a quantia de número nos fornece o expoente negativo da
potência de base 10.

14
Apostila de Cálculo Zero
Exemplo: Uma expressão irracional é um polinômio que contém
-6
0,000008 = 8,0 x 10 um ou mais números irracionais.

√5 7 3,2√3
Da vírgula até depois de oito, contamos 6 casas. Exemplos:

√12 3
K√12 31
6 PORCENTAGEM B

G
A porcentagem é toda fração com denominador igual a
8 R → REAIS

100. Dessa forma, o número pode ser escrito como
x%, onde o símbolo % indica a divisão por 100.
Observe ainda a que todo número decimal pode ser É a união dos conjuntos numéricos citados acima.
escrito como uma fração centesimal. Portanto, todo número, seja N, Z, Q ou I é um número

Exemplos: R (real).

25% = = 0,25

Racionais ∪ Irracionais = Reais


Observação:

125% =

= 1,25 N ⊂ Z ⊂ Q ⊂ R e irracionais ⊂ R
,

0,25% = = 0,0025 Intervalos
Os intervalos são subconjuntos de números reais,
Exercícios: representados na reta numérica, geometricamente, ou
01) Determine o valor das seguintes expressões: representados algebricamente, podendo ser abertos ou
a) 5% de 400 fechados.
b) 12% de 1500
Notação
c) 0,3% de 88000 Intervalos
Representação Gráfica
Notação de
de
Finitos Conjuntos
intervalo
{x Є R / a <

. 400  20
Intervalo

Solução: aberto x < b}
]a,b[


a) 5% de 400 = Intervalo {x Є R / a ≤
[a,b]
fechado x ≤ b}

. 1500  180

Intervalo
{x Є R / a ≤


semi-aberto [a,b[
b) 12% de 1500 = à direita
x < b}

c) 0,3% de 88000 = 0,003.88000  264


Intervalo
{x Є R / a <
semi-aberto ]a,b]
x ≤ b}
à esquerda
Notação
Intervalos Notação de
Representação Gráfica de
Infinitos Conjuntos
intervalo
7 I → IRRACIONAIS Intervalo
fechado
{x Є R / x ≥
indo para o [a,∞+[
a}
infinito
Um número será irracional quando não se pode traduzir positivo
por uma fração do tipo a/b inteiros.
inteiros Dito de outra Intervalo
fechado
maneira : Um número real diz-se
se irracional quando
qu não {x Є R / x ≤
indo para o ]-∞,a]
a}
pode exprimir-se
se por uma dízima finita ou periódica. Ou infinito
negativo
então, são
ão todas as decimais não exatas e não Intervalo
periódicas. aberto indo
{x Є R / x >
para o ]a, ∞+[

I= {..., , √3, H, , … }
√ I
a}
infinito

2 2
positivo
Intervalo

1) √2 é um número irracional por que não pode ser


aberto indo
{x Є R / x <
para o ]-∞,a[
a}
infinito
expresso como uma fração cujos termos sejam negativo

√2 com o número de casas decimais que


números inteiros. Entretanto, podemos aproximar

desejarmos. Exemplificando, √2 J 1,4142, com a Exercícios:


aproximação de um décimo de milésimo.
milésimo Essas

2) H também é irracional (H é 3,1415926535...)


aproximações se tornam números racionais 1) Escreva na forma de intervalo cada representação
geométrica dada abaixo.

Expressões irracionais: a)
2
-2 3

15
Apostila de Cálculo Zero
b)
4
c)
-5
d)
0 1

2) Dados os conjuntos abaixo, expresse-os


expresse na forma c) (-1, 0)
de intervalo e na forma geométrica:

a) {x ∈ ℜ / 6 ≤ x ≤ 10}
b) {x ∈ ℜ / − 1 < x ≤ 5}
c) {x ∈ ℜ / x ≥ −4}
d) {x ∈ ℜ/ x < 1} d) [1, 5)

3) Dados os intervalos abaixo, expresse-os


expresse na forma
geométrica:

a)[½ , +∞))
b) (0, 7]
c)(-∞, 3)
d) [−6, +∞)
Exercícios
Operações com intervalos: União, Interseção e 1) Determine A ∩ B, quando:
diferença a) A = {x ∈ R / x < 3} e B = {x ∈ R / 1 < x < 4}
b) A = {x ∈ R / –3 ≤ x < 1} e B = {x ∈ R / 0 ≤ x ≤ 3}
Como intervalos são conjuntos é natural que as c) A = {x ∈ R / x ≤ 5} e B = {x ∈ R / x ≤ 2}
operações mencionadas possam ser realizadas. E,
trata-se
se de um procedimento muito comum na 2) Determine A ∪ B, quando:
resolução de alguns problemas. a) A = {x ∈ R / 0 < x <3} e B = {x ∈ R / 1 < x < 5}
E a maneira mais fácil e intuitiva de realizar essas b) A = {x ∈ R / –4 < x ≤ 1} e B = {x ∈ R / 2 ≤ x ≤ 3}
operações é através da representação gráfica
gr dos c) A = {x ∈ R / –2 ≤ x <2} e B = {x ∈ R / x ≥ 0}
intervalos envolvidos.
Para encontrarmos um intervalo primeiramente, 3) Dados A = [2, 7], B = [–1,5]
[ e E = [3, 9[, calcule:
marcamos todos os pontos que são extremos ou
origens dos intervalos em uma mesma reta. Em a) A – B b) B – A c) A – E d) E –
seguida, abaixo dessa reta, traçamos os intervalos que B
representam graficamente os conjuntos
juntos dados. E, por
fim, é só utilizar a definição de união, intersecção e 4) Sejam os conjuntos A = [–1,
[ 6[; B = ] –4, 2]; E = ] –2,
diferença para determinar os trechos. Vamos à um 4[, calcule:
exemplo prático de como efetuar tais operações.
a) (B ∪ E) – A b) E – (A ∩ B)
Exemplos:
Dados A = {x ∈ R / – 1 < x < 1} e B = [0, 5), determine: 5) Considere os intervalos: A={ x ∈ R / –2 < x ≤ 4}, B={
x ∈ R / –2 ≤ x ≤ 6}, C={ x ∈ R / 1 < x ≤ 3} e D={ x ∈ R /
a) A ∩ B b) A ∪ B c) A – B 2 ≤ x ≤ 5}, determine:
d) B – A
a) A ∩ B b) A ∪ B c) C ∩ D d) C ∪ D
Resolução:
a) [0, 1) 6) Verifique se A ⊂ B ou A ⊃ B nos seguintes casos:

a) A={5, 7, 11} e B={números primos}

b) A={x ∈ Ν / x+2 < 7} e B={x ∈ Ν / 1 < x < 4}


2
c) A={x ∈ Ν / x –11x+18=0}
11x+18=0} e B={x ∈ Ν / x < 10}
b) (-1, 5)

16
Apostila de Cálculo Zero
7) Dados os conjuntos A={ x ∈ R /1 < x < 5} e B={ x ∈ 7) a) ]2, 5[ b) ]1, 7[ c) ] –2, –1[ ∪
R / 2 < x < 7}, C={ x ∈ R / x < –1} e D={ x ∈ R /–2 < x < ]2, 5[ d) R
5}, determine:
2 2
8) a) S={2} b) S={2, } c) S={2, }
a) A ∩ B b) A ∪ B c) C ∩ D d) C ∪ 5 5

D
9) d
8) Resolva a equação 5x2 –12x+4=0,
12x+4=0, sendo:
10) d
a) U= Ζ b) U = Q c) U= R
9 RADICAIS
9) Considere os conjuntos:
Definição: Denomina-se
se raiz de índice n (ou raiz n-
Ν , dos números naturais; ésima) de A,, ao número ou expressão que, elevado
Q, dos números racionais;
à potência n reproduz A.
Q+, dos números racionais não-negativos;
negativos;

√ ; ⟺  ;
R, dos números reais. )

O que não expressa:

se a raiz pelo símbolo √


Observações:
a) a quantidade de habitantes de uma cidade é um Representa-se
elemento de Q+, mas não de Ν . As raízes em que o radicando seja negativo e o
b) a medida
edida da altura de uma pessoa é um elemento índice par não são reais.
de Ν.

a) √4  2 ⟺ 4  22
c) a velocidade média de um veículo é um elemento de Exemplos:

b) √ 8  2 ⟺ 8   23
Q, mas não que Q+.

c) √ 25  NÃP QRSTUQ QX Y
d) o valor pago, em reais, por um sorvete é um 3

elemento de Q+.
e) a medida do lado de um triângulo é um elemento de
Q.
Propriedades
É possível retirar um fator do radical, bastante que
10) Se ao dobro ro de um número real somarmos 5, se divida o expoente do radicando pelo índice do
multiplicarmos esse resultado por 3, subtrairmos 15 e radical.

a) √12  V22 . 3  2√3


dividirmos pelo próprio número, podemos afirmar que o Exemplos:

b) √180  V22 . 32 . 5  2.3√5  6√5


resultado obtido:

c) V38 . 54 . 2.  32 . 5√2
a)pode ser fracionário. 4

V38  38:4  32
4
b) pode ser negativo.
4
c) é sempre 2. d)
d) é sempre 6.
e) depende do número considerado. Reciprocamente, para introduzir um fator no radical,
multiplica-se
se o expoente do fator pelo índice do radical.
Gabarito Assim:

√2  K33 . 2
3 3
1) a) {x ∈ R / 1< x < 3} b) { x ∈ R / 0 ≤ 3√
x < 1} c) { x ∈ R / x ≤ 2}
1) Adição e subtração de radicais semelhantes
2) a) { x∈ R / 0 < x< 5} b) { x ∈ R / –4 Radicais de mesmo índice e mesmo radicando são
< x ≤ 1 ou 2 ≤ x ≤ 3} c) {x∈ R / x ≥ -2}
semelhantes. Na adição e subtração de radicais
semelhantes, operam--se os coeficientes e conserva-
3) a) ]5,7] b) [–1,2[ c) [2,3[ d) ]5, 9[
se o radical.

a) 3√2 7 5√2 10√2


10  2√2
4) a) ] –4, –1[ [ b) ] –2, –1[ ∪ ] 2,4 [ Exemplos:

b) 3√2 7 6√2 5√2 √2  9√2 6√2  3√2


3 3 3 3 3 3 3
5) a) ] –2, 4] b) [ –2, 6] c) [2, 3] 5
d) ]1, 5]

6) a) A ⊂ B b) A ⊂ B c) A⊂ B

17
Apostila de Cálculo Zero
2) Multiplicação e divisão de radicais de mesmo 2º Caso: O denominador é uma soma ou diferença
índice de dois termos em que um deles, ou ambos, são
Multiplicam-se (dividem-se)
se) os radicandos e dá-se
dá radicais do 2º grau. Neste caso multiplica-se
multiplica o
ao produto (quociente) o índice comum. numerador
umerador e o denominador pela expressão

a) √2. √3  √2.3  √6
Exemplos: conjugada do denominador.
OBS: A expressão conjugada de a + b é a – b.

 K  √3
√6
√2
6
b)
c) √3. √5. √2  √3.5.2  √30
2 Na racionalização aparecerá no denominador um
produto do tipo: (a + b) * (a – b) = a² - b²

 K
√5. √3 √15
4 4 4
Assim:
15
√2 √2
4
d) (5 + 3) * (5 – 3) = 5² - 3² = 25 – 9 = 16
4 4 2

 .   
Exemplos:
√5√
√2 √5√2
√5E√2 √5E√2 √5√
√2 Z√5E√2[.√5√2
1 1 1.√5√2
Z√5[ √22
3) Potenciação de radicais a) 2


Eleva-se
se o radicando à potência indicada e √5√2 √5√2
conserva-se o índice. 52 3

a) Z√3[  V33  √27  .   22  


2E√3
Exemplos:
2√3 2E√3 Z
Z2√3[.2E√3 √32
4 4 3 4 5 5 5.2E√3 5.2E√3 10E5√3
b)

b) C V22 . 3D  KZ22 . 3[  V24 . 32  √16.9   10 7 5√3


2√3 43
5 2 5 2 5 10E5√3
5

√144
1
5

4) Radiciação de radicais 10 PRODUTOS NOTÁVEIS


Multiplicam-se os índices e conserva--se o radicando. Há certos produtos de polinômios, que, por sua

a) V√3  √3  √3
Exemplos: importância, devem ser conhecidos desde logo.
2.2 4 Vejamos alguns deles:

KV 4√3  √3  √3
3
b)
3.2.4 24 1) Quadrado da soma de dois termos (Ou
diferença):
5) Expoente fracionário O quadrado da soma de dois termos é igual ao
Uma potência com expoente fracionário pode ser quadrado do primeiro mais duas vezes o produto do

` 7 a  `  7 2`a 7 a 
convertida numa raiz, cujo radicando é a base, o primeiro pelo segundo mais o quadrado do segundo.
índice é o denominador do expoente, sendo o
` a  `  2`a 7 a 
numerador o expoente do radicando.

a) \/^  √ \
_
Exemplos:

b) 21/2  √2
a)  7 3  
7 2.3. 7 3  
76 79
Exemplos:

c) 22/3  V22  √4
3

b) 5` ;  5` 2.5`. ; 7 ;   25`  10`; 7


3

d) V63  64
;
4 3

e) √5  5 1/2

6) Racionalização de denominadores 2) Produto da soma de dois termos por sua


1º Caso: O denominador é um radical do 2º grau. diferença:
Neste caso multiplica-se
se pelo próprio radical o O produto da soma de dois termos por sua diferença
numerador e o denominador da fração. é igual ao quadrado do primeiro menos o quadrado
do segundo.
 .   
Exemplos:
√2 √2 √2
√2 √2 √2 √2.√2 √4 ` `
 7   `  
1 1 1.√2
a)
2

 .    
√3 √3 √3 √3
Exemplos:

a) Z√2 `[Z√2 7 `[[  CZ√2[


C ` D  2 ` 
2√3 √3 
1 1 1.√3
b)
2√3 2√3.√3 2√9 2.3 6

 .   
√2 √2 √3 √2.√3 √6 √6
√3 √3 √3 √3.√3 √9 b)  7 ; ;    ;
c)
3

 .      
2√2 √6 √12
5√6 √6
2√2 2√2.√6 2√2.6 2√12 2
2√12 2√12
d)
5√6 5√6.√6 5√6.6 5√36 5.6 30 15

18
Apostila de Cálculo Zero

` 7 a"  ` " 7 3`  a 7 3`a


a 7 a"
3) Cubo da Soma (ou diferença) 7) Fatoração por diferença de quadrados:
Consiste em transformar as expressões em produtos

` a"  ` " 3`  a 7 3`a


a a"
da soma pela diferença, simplesmente extraindo a raiz
quadrada de cada quadrado.

Assim: `2 9  ` 7 3` 3
 7 2"  "
73 
2 7 3 2 7 2"  "
76 
7
Exemplos:

12 7 8
a)

a) 2 ;2   ; 7 ;
Exemplos:

"
Z √2 1[   √2" 3 √2 . 1 7 3. √2. 1 1" 
6 6 6 6

b) 16 
1  4 7 1
4 1
b)
2 3 √4 7 3. √2. 1  1 3 √4 7 3 √2
6 6 6 6

c) 1 16`   1 4`  1
 7 4`  
4) Fatoração
Fatorar um polinômio é escrevê-lo sob a forma de um 8) Fatoração do trinômio quadrado perfeito:
produto de fatores de grau menor. Para fatorar um O trinômio que se obtém quando se eleva um binômio
polinômio, destacaremos alguns casos: ao quadrado chama-se
se trinômio quadrado perfeito.
Por exemplo, os trinômios ( ) e (
5) Fator comum em evidência
Fator comum dos termos de um polinômio é o monômio ) são quadrados perfeitos porque são
cujo coeficiente numérico é o máximo divisor comum obtidos quando se eleva (a+b) e (a-b)
(a ao quadrado,
dos coeficientes dos termos do polinômio e cuja parte respectivamente.
literal é formada pelas letras comuns com os menores
expoentes.
Apresentando um fator comum, o polinômio pode ser
escrito
crito como o produto de dois fatores: o 1º é o fator
comum e o 2º é obtido dividindo-se
se o polinômio original
pelo fator comum.

a) ? 7 ;?  ? 7 ;
Exemplos: Assim:

b) ` 7 2`  ` 7 2

; 7 ;  ;  ;
2x 3y
"   "   |__________|
c)
|
2.2x.3y = 12xy » note que é igual ao segundo
6) Agrupamento
Consiste em aplicar duas vezes o caso do fator comum termo de
em alguns polinômios especiais.
Como por exemplo: Portanto trata-se
se de um trinômio quadrado perfeito.
ax + ay + bx + by = » forma fatorada
Os dois primeiros termos possuem em comum o fator
a,, os dois últimos termos possuem em comum o fator
b.. Colocando esses termos em evidência: Logo: = » forma
a.(x+y) + b.(x+y) fatorada
Este novo polinômio possui o termo (x+y) em comum.
Assim colocando-o em evidência:
(x+y).(a+b)
Exemplos:
Ou seja: ax + ay + bx + by = (x+y).(a+b)
  7 2` 7 1  3` 7 1
a) 3`  7 6` 7 3  3`
`2 3` 7 ` 3  `` 3 7 ` 3 
Exemplos:

` 3` 7  b) 25 100;   25 4;    25 7 2;


   
a)

2;
2;  7 ;  7 2? " 7 ? "  ;  2 7  7 ? " 2 7  
2 7 ;  7 ? " 
b)
9) Outros casos de fatoração:

1) `3 7 a3  ` 7 a. `
`2 `a 7 a2 

19
Apostila de Cálculo Zero
2) `3 a3  ` a`2 7 `a 7 a2  12 EQUAÇÕES DO 1º GRAU

3) `2 7 a2  `2 7 2`a 7 a2  2`a  ` 7 a2


2`a  ` 7 a √2`a` 7 a 7 √2`a
Equação é toda sentença matemática aberta
ab que
exprime uma relação de igualdade. A palavra
equação tem o prefixo equa, que em latim quer dizer
11 OPERAÇÕES ALGÉBRICAS “igual”.

a) 2` 7 8  0
Exemplos:

b) 5` 4  6` 7 8
11.1 Expressões algébricas
c) 3 ; ?  0
São indicações de operações envolvendo letras ou
letras e números. Chama-sese equação de 1º grau de incógnita x, toda

` 7 ;  0, com , ; ∈ Y e
0
Exemplos:
equação que, após simplificada, se reduz à forma
a) 5ax – 4b
b) ax² + bx + c
c) 7a²b
OBS: No exemplo 3, onde não aparece indicação de A solução, também chamada raiz, de uma equação

bc@ d é f ?f@gh?h@ij@ ickélh?f @ +²n é o lj@ phj@l p. ` 7 ;  0 ⟹ `  ; ⟹ `  ;r


soma ou de diferença, temos um monômio em de 1º grau é única e dada por:

1) Conjunto
njunto verdade e conjunto universo de uma
11.2 Operações com expressões equação
algébricas
` 7 2  5.
Considere o conjunto A={0,1,2,3,4,5} e a equação

1) Soma algébrica
Somente é possível somar ou subtrair termos Observe que o número 3 do conjunto A, que é
semelhantes (monômios que possuem a mesma parte denominado conjunto universo,
universo é solução da
literal). Para somar ou subtrair termos semelhantes equação, logo, o conjunto {3} é o conjunto verdade
(reduzir termos semelhantes) dessa equação.
repete-se a parte literal e opera-se
se com os coeficientes.
Exemplo: Daí concluímos que:
3x²y – 4xy² + 7xy² + 5x²y = 8x²y + 3xy² Conjunto universo:: é o conjunto de todos os valores
que a variável pode assumir. Indica-se
Indica por U.
2) Multiplicação Conjunto verdade:: é o conjunto dos valores de U, que
Multiplica-se
se cada termo do primeiro fator por todos os tornam verdadeira a equação. Indica-se
Indica por V.
termos do segundo fator e reproduzem-se
reproduzem os termos
semelhantes. Observações:
Exemplo: O conjunto verdade é subconjunto do conjunto
(3a²y) * (2ay) = 6a³y² universo.

considerar V ⊂ U como conjunto universo o conjunto


Não sendo citado o conjunto universo, devemos
3) Divisão
1º Caso: Divisão de monômios: Divide-se
Divide o coeficiente dos números racionais: U = Q
numérico do dividendo pelo 1º O conjunto verdade é também conhecido por conjunto
coeficiente do divisor, e a parte literal do dividendo pela solução e pode ser indicado
indicad por S.
do divisor, observando-se se as regras para divisão de
potências de mesma base. 2) Raizes da equação
Os elementos do conjunto verdade de uma equação
2º Caso: Divisão de polinômio por monômio: Divide- são chamados de raízes da equação.
se cada termo do dividendo pelo monômio divisor. Para verificar se um número é raiz de uma equação,
Exemplo: devemos obedecer à seguinte sequência:
(42a³bx4) : (7ax²) = 6a²bx² • Substituir a incógnita por esse número.
• Determinar o valor de cada membro da equação.
• Verificar a igualdade, sendo uma sentença
verdadeira, o número considerado é raiz da
equação.

20
Apostila de Cálculo Zero
12` 8  12` 3
Resolva a equação 2` 5  1 sendo U={-1,0,1,2}. 12` 12`  3 7 8
Exemplo:

0`  5
U={

Para `  1,, substituindo na equação dada, temos


Uma equação do tipo ` 7 ;  0 é impossível quando
 0 e ;
0.
como resultado -7=1 – (F)

Para `  0,, substituindo na equação dada, temos como


resultado -5=1 – (F) Resposta:

Para `  1,, substituindo na equação dada, temos como


Como nenhum número multiplicado por zero é igual a

não tem solução. Logo, V = ∅.


5, dizemos que a equação é impossível e, portanto,
resultado -3=1 – (F)

Para `  2,, substituindo na equação dada, temos como


resolva: 10 3`
` 8  2 3`.
1) Sendo U = Q, considere a seguinte equação e
resultado -1=1 – (F)

Resposta: A equação 2` 5  1 não possui raiz em U,


Solução:

logo V = ∅. 10 3` 8  2 3`
3` 7 3`  2 7 8 10
3) Resolução da equação 0`  0
Resolver uma equação significa determinar o seu
conjunto verdade, dentro do conjunto universo Como Toto número multiplicado por zero é igual a zero,
considerado. dizemos que a equação possui infinitas soluções.
Equações desse tipo, em que qualquer valor atribuído à

1) Sendo U = Q, resolva a equação 


"G 
Exemplos: variável torna a equação verdadeira, são denominadas
 2
identidades.
Solução:
Resposta: A equação 10 3` 8  2 3` é uma
MMC(4,6) = 12


=G  equação identidade, logo possui infinitas soluções.
 
9`  10 →Devemos multiplicar por -1
9`  10
1

`
 13 EQUAÇÕES DO 2º GRAU
= Equação do 2º grau na incógnita x, é toda igualdade do

Resposta: Como `  , ∈ s,, então V=t u.


 
tipo:
= =
V= onde a, b, c são números reais e a é não nulo (a ≠ 0).

2) Sendo U = Q, resolva a equação 2` 2


A equação é chamada de 2º grau ou quadrática devido

31 `  2` 4.


à incógnita x apresentar o maior expoente igual a 2.

Se tivermos b ≠ 0 e c ≠ 0 teremos uma equação

2` 2 31 `  2` 4


Solução: completa.
2` 4 3 7 3`  2` 8. `  9` 7 20  0, 2 2`  7 10` 16  0, e outras
Exemplos:
2` 7 3` 4 3  2` 8
2` 7 3` 2`  8 7 4 7 3
equações de segundo grau em que possamos identificar
3`  1
1
os coeficientes a, b e c.

`
3
Se tivermos b = 0 ou c = 0 teremos uma equação
Resposta: Como `  , ∈ s,, então V=t u.
  incompleta.
" "
V=
`  36  0 → b=0
Exemplos:

2`  10`  0 → c=0
.
resolva: 26` 4  34` 1.
3) Sendo U = Q, considere a seguinte equação e

4`   0 → (b=c=0)
Solução:

26` 4  34` 1
2.6` 2.4  3.4` 3.1

21
Apostila de Cálculo Zero
1) Resolvendo Equações de 2º Grau – Raízes O número ;  4 ? chama-se discriminante da

Teremos então: ∆  ;  4 ?
equação e é representado pela letra grega (delta).
Resolver uma equação do 2ª grau significa determinar
suas raízes.

`
As raízes reais, x’ e x’’, serão encontradas por:
Raiz é o número real que,ao substituir a incógnita de 8z√∆
uma equação, transforma-a a numa sentença verdadeira. (
O conjunto formado pelas raízes de uma equação
quanto ∆ 0;; quando ∆ { 0, a equação não tem
denomina-se
se conjunto verdade ou conjunto solução. Observação: A fórmula de Bháskara só se aplica

soluções que pertençam ao conjunto dos número reais.


2) Resolução de equações incompletas:
Exemplos:
Quando a equação de 2º grau for incompleta sua 1) Calcule as raízes, se existirem, da seguinte
resolução é bastante simples. Encontraremos o seu equação do 2º grau: x² + 4x – 5 = 0.
conjunto verdade, logo, suas raízes.
Solução:
Utilizamos na resolução de uma equação incompleta as
técnicas da fatoração e duas importantes propriedades Temos que: a = 1 b = 4 c = -5
dos números reais:

1ª propriedade: Se ` ∈ Y, a ∈ Y e `a  0, então, `  0
ou a  0.

2ª propriedade: Se ` ∈ Y, a ∈ Y e `   a, então,
`  Va ou `  Va.

1º caso: Equações do tipo +vw  x


b = 0 e c = 0; temos então:
Exemplo:
3 x² = 0 ⇒ x² = 0 ⇒ x = 0 ⇒ S = {0}

2º caso: Equações do tipo +vw 7 nv  x


c = 0 e b ≠ 0; temos então:
Exemplo:
3 x² - 12 x = 0 ⇒ x . (3 x – 12) = 0 ⇒ x = 0 ou 3 x –
12 =0 ⇒ 3 x = 12 ⇒ x = 4 ⇒ S = {0; 4}

3º caso: Equações do tipo +vw 7 y  x


b = 0 e c ≠ 0; temos então:
Exemplo: Resposta: O conjunto solução é S={-5,1}.
S={
x² - 4 = 0 ⇒ x² = 4 ⇒ x = ± 4 ⇒ x’ = 2 e x’’ = -2
Observação:
⇒ S = {-2;2} Lembramos que nem sempre o valor do discriminante
será um número quadrado perfeito.
3) Resolução de equações completas:
Discriminante ∆

Dada a equação `  7 ;` 7 ?  0, temos:


A resolução da equação completa de 2º grau é obtida
através de uma fórmula que foi demonstrada por
Bhaskara, matemático hindu nascido em 1114, por
meio dela sabemos que o valor
lor da incógnita satisfaz a
igualdade: ∆ > 0 a equação possui duas raízes reais e diferentes
∆ = 0 a equação possui duas raízes reais e iguais
; z √;  4 ?
`
∆ < 0 a equação não possui raízes reais. Ela possui
2
duas raízes imaginárias, ou seja, pertencentes ao
conjunto dos números complexos.

22
Apostila de Cálculo Zero
;  4 ? { 0 ⟹ 6 4.3. k { 0 ⟹ 36 12k { 0


⟹ 36 12k { 0 ∗  1
Observação:: Nunca teremos a = 0, pois se houver,
houv

36
não existirá a equação de segundo grau visto que o x²

36 7 12k ~ 0 ⟹ 12k12 ~ 36 ⟹ k ~ ⟹k~3


12
seria anulado.

1) Para quais valores de k a equação `  2` 7


Exemplos:

| 2  0 admite raízes reais e desiguais? Resposta: Logo, os valores


valor de k devem ser maiores
que 3.
Solução:
Para que a equação admita raízes reais e desiguais, 4) Soma e produto de raízes de uma equação de
devemos ter ∆ > 0. 2º grau:

Temos: a = 1, b = -2 e c = | 2
Nos casos em que equação possui raízes reais
algumas relações são observadas. Veja:

Soma das raízes: (x1 + x2) =


8
Usando a fórmula de Bháskara Δ  ;  4 ? , pela (

Produto das raízes: (x1 . x2) =


9
definição teremos:

; 4 ? ~ 0 ⟹  2 4.1. | 2 ~ 0 ⟹ 4 4| 7 8
  (

~ 0 ⟹ 4| 7 12 ~ 0
4| 7 12 ~ 0 ⟹ 4| 7 12 ~ 0 ∗  1 1 ⟹ 4| 12
12
Exemplos:

{ 0 ⟹ 4| { 12 ⟹ | { ⟹|{3
1) Determine o valor de k para que o produto das
4
2
raízes da equação x + 8x – 27k = 0 seja igual
à – 9.
raízes reais e desiguais os valores de | { 3, ou seja,
Resposta: Concluímos que para que a equação admita
Solução:
os valores devem ser menores que três.
Através da equação, podemos constatar que a = 1, b =
`  o 1` 7 o 2  0 possua raizes reais e
2) Determine o valor de p, para que a equação
8 e c = – 27k. Para que o produto das raízes seja igual
à – 9, deve-se ter:
iguais.
Produto das raízes: (x1 . x2) = ( ⟹ (  9 ⟹
9 9

 9 ⟹ 27|  9 ⟹ | 
1 =
Solução:
 1
1
Para que a equação admita raízes reais e iguais,

⟹|
devemos ter ∆ = 0.
3
Temos: a = 1, b = o 1 e c = o 2
Resposta: ⟹ | deve ser igual a .


Usando a fórmula de Bháskara Δ  ; 4 ? , pela


 "

definição teremos: 2) Qual equação do 2º grau possui – 1 e – 11


;  4 ?  0 ⟹ o 1 4.1. o 2  0
como raízes e coeficiente a = 1?
⟹ o 6o 7 9  0 Solução:
Como o 6o 7 9  0 é um trinômio quadrado perfeito,
Como a equação procurada é do 2º grau e apresenta
coeficiente a = 1, ela pode ser escrita da seguinte
temos: forma:
o 3  0 ⟹ o  3 2
x -Sx+P=0

Resposta: Logo, o valor de o  3.


Onde S é a soma das raízes e P o produto.

3) Para quais valores de m a equação 3`2 7 6` 7


As raízes da equação foram fornecidas pelo problema.

k  0 não admite nenhuma raiz real?


Assim, temos que:
S = – 1 + (– 11) = – 12
= (– 1)(– 11) = 11
Solução:
Para que a equação não admita nenhuma raiz real,
real Dessa forma, a equação procurada é:
devemos ter ∆ < 0.

Temos: a = 3, b = 6 e c = k
2
x – (– 12)x + 11 = 0
2
x + 12x + 11 = 0

23
Apostila de Cálculo Zero
Resposta: A equação que possui – 1 e – 11 como
2
raízes e coeficiente a = 1 é x + 12x + 11 = 0. b) Método da substituição:
Consiste em eliminarmos uma das variáveis isolando
5) Sistemas de equações seu valor numa das equações do sistema, para em
seguida substituí-la na outra.
Para a resolução de problemas que apresenta duas
incógnitas desconhecidas, utilizamos um sistema de Exemplos:
equações. 1) x+y=12 ... I
x-y=4 .... II
Vejamos agora os métodos para a resolução de
sistema de equações: Escolhemos uma das variáveis na primeira equação,
para determinarmos o seu valor:
a) Método da adição: x+y=12 » x=12-y
Basta eliminar uma das variáveis, através de termos
opostos, recaindo numa equação do 1º grau com uma Substituímos na outra equação - II:
variável.

` 7 a  12€
1) t
Exemplos: (12-y) - y = 4

` a4
12-2y = 4
-2y = -8
y=4
Solução:
Substituindo o valor encontrado em uma das equações:
Notamos que as duas equações possuem termos x+4=12 » x=12-4 » x=8
opostos (y e -y), com
om isso basta somar as duas
equações: Resposta: Logo a solução do sistema é S = {(8,4)}.

2) ... I
... II

→ Escolhemos a variável y da equação II:


... II
A seguir, basta substituir o valor encontrado para x em Substituindo na equação I :
uma das equações.
8+y=12 ou 8-y=4
y=12-8 ou -y=4-8
y=4 ou y=4

Resposta: O par ordenado (x,y)=(8,4) é a solução do


sistema. Substituindo o valor de x encontrado em II:
2` 7 3a  3 €
2) t
4` 7 6a  12 Resposta: Logo a solução do sistema é S = {( 10,4 )}
Solução:
c) Método da comparação:
Note que as equações não possuem coeficientes Consiste em comparar armos as duas equações do
opostos, logo se somarmos membro a membro, não sistema, após termos isolado a mesma variável (x ou
eliminaremos nenhuma variável. y) nas duas equações.
Para a resolução deste sistema, devemos escolher
uma variável para ser eliminada. Exemplo:
Para isso, multiplicamos a equação I (a primeira) por - x+2y=2 » x=2-2y
2: x+y = 3 » x=3-y

I Comparando as duas equações:


II 2-2y=3-y
0x + 0y = 6 III -2y+y=3-2
Observe que a equação III não possui solução,
solução logo a -y = 1
solução do sistema será vazio. y = -1
Resposta: S= { }

24
Apostila de Cálculo Zero

Substituindo o valor de y encontrado:

x = 2-2.(-1) » x=2+2=4

Resposta: T  ˆ` ∈ Y / ` { Š
1
Resposta: Portanto S= {(4,-1)}


14 INEQUAÇÕES b) 2x – 6 < 0
Solução:
1) Símbolos de desigualdades 2x – 6 = 0
São símbolos que permitem uma comparação entre x=3

Exemplos: ~, {, .
duas grandezas.

2) Inequação do 1º grau

Resposta: T  ˆ` ∈ Y / ` { 3Š
Inequações do 1º grau são desigualdades
condicionadas em que a incógnita é de 1º grau.
grau Elas
podem apresentar-se
se nas seguintes formas:

`7; ~0
` 7 ; { 0€
c) 2 -4x ≥ x + 17

‚
`7; 0
`7; 0
Solução:

Lembrando que todas possuem


0

A solução de uma dessas inequações do 1º grau,


exposta acima, é dada da seguinte maneira:
1. Iguala-se
se a expressão ax + b a zero;
2. Localiza-se a raiz no eixo x;

Resposta: T  ˆ` ∈ Y / `  3Š
3. Estuda-se o sinal conforme o caso.

` 7 ; ~ 0 ⟹ `  ;
;
ƒ@ gfl ofƒhjh„f  ~ 0, ƒfpcçã
çãf ƒ@lá: ` ~
⟹‚ €
d) 3(x + 4) < 4(2 –x)
;
ƒ@ gfl i@‡ jh„f  { 0, ƒfpcçã
çãf ƒ@lá: ` { Solução:

;
E o conjunto solução será dado por:
o l ~ 0 ⟹ T  ˆ` ∈ Y / ` ~
‚ €
;
o l ~ 0 ⟹ T  ˆ` ∈ Y / ` {

Exemplos:

1) Resolva as inequações:
Resposta: T  ˆ` ∈ Y / ` ~ Š
1
a) -2x + 7 > 0 
Solução:
-2x + 7 = 0 2) Encontrar o conjunto solução do sistema de
x = 7/2 inequações:

25
Apostila de Cálculo Zero
as funções, a solução seria a intersecção do estudo
dos sinais das funções que pertencem à inequação.

Exemplos:

Chamaremos de inequação A e de inequação B: 1) Ache o conjunto solução


sol da equação produto
(-3x + 6) (5x -7) < 0 :
Inequação A:
Solução:
Primeiro o estudo do sinal de cada função:
I) -3x + 6 = 0
-3x = -6
-x = - 6 : (3)
-x = - 2
Observe que o conjunto
junto solução que satisfaz a A é x=2
definido por { }

Inequação b:

Oobserve que multiplicaremos ambos os termos da


II) 5x – 7 = 0
inequação por um número negativo, sendo assim
5x = 7
inverteremos o sinal da desigualdade,
aldade, assim o
x=7
resultado será:
5

Fazendo o jogo de sinal com o estudo de sinal em cada


coluna formada por uma função:

O conjunto solução que satisfaz b é { }.

Solução do Sistema:

A solução do sistema é obtida fazendo a intersecção


i
(∩) das soluções individuais, ou seja, das soluções da
inequação A e B:
Como a inequação quer valores que sejam menores
que 0, escrevemos que o conjunto
conj solução da
7
inequação será S = {x R / x < ou x > 2}.
5

7
Resposta: S = {x R / x < ou x > 2}
5

Analisando o intersecção dos resultados de cada 2) Ache o conjunto solução da equação produto
inequação do intervalo real temos que a solução da x . (x – 1) (-x + 2) ≤ 0 :
desigualdade é S = { }
I) x = 0

Resposta: S = { }

3) Inequação Produto II) x – 1 = 0 → x = 1

Algumas inequações apresentam, no 1º membro,


produto de funções que para obter a resolução dessas
inequações é preciso fazer o estudo do sinal de todas
III) -x + 2 = 0 → -x = -2 → x = 2

26
Apostila de Cálculo Zero
Sinal do coeficiente a:
a a=1, valor maior que zero,
portanto é uma função crescente.

Fazendo o estudo de sinal em cada coluna: Sendo assim, analisando


nalisando os sinais dessa função,
temos:

Função: g(x)=x-2
• Zero da função: x=2
Sinal do coeficiente a:
a a=1, valor maior que zero,
portanto é uma função crescente.

Como a inequação quer valores que sejam menores ou


iguais a 0 escrevemos que o conjunto solução da
inequação Agora devemos realizar a intersecção dos intervalos
x . (x – 1) (-x + 2) ≤ 0, será S={x R / 0 ≤ x ≤ 1 ou x ≥ das duas funções, lembrando que o ponto 2 é um valor
2}. aberto, pois não pertence ao domínio da desigualdade.

Resposta: S={x R / 0 ≤ x ≤ 1 ou x ≥ 2}.

4) Inequação Quociente

0 ou 2 são exemplos
E3 2 5
‹2
Inequações do tipo
2
de inequações quociente, pois representam a divisão
entre polinômios de 1º grau. Veja que ao fazer a intersecção das funções deve ser
Na inequação-quociente, tem-se se uma desigualdade de feito também o jogo de sinal, assim como na equação
funções fracionárias, ou ainda, de duas funções na qual produto. Sendo assim, podemos esboçar o conjunto
uma está dividindo a outra. Diante e disso, deveremos solução .
nos atentar ao domínio da função que se encontra no
denominador, pois não existe divisão por zero. Com Resposta:
isso, a função que estiver no denominador da
inequação deverá ser diferente de zero.
O método de resolução se assemelha muito à 15 INEQUAÇÃO DO 2º GRAU
resolução de uma inequação-produto,
produto, de modo que
devemos analisar o sinal das funções e realizar a
As inequações do 2º grau são resolvidas utilizando o
intersecção do sinal dessas funções.
teorema de Bháskara. O resultado deve ser comparado
ao sinal da inequação, com o objetivo de formular o
Exemplo:
conjunto solução.

Exemplos:
1) Resolva a inequação .
1) Resolver a inequação 3x² + 10x + 7 < 0.
Solução:
Como o denominador deve ser diferente
ferente de zero, Solução:
podemos afirmar que o valor de x não poderá ser igual
a 2.

Vamos estudar os sinais das funções.

Função f(x)=x+5
• Zero da função: x=-5

27
Apostila de Cálculo Zero
Solução:

Resposta: S = {x ∈ R / –7/3 < x < –1}


2) Determine a solução da inequação –2x² – x + 1
≤ 0.

Solução: Resposta: S = {x ∈ R / x < 3 e x > 3}

1) Inequações simultâneas
2
Exemplo: -8 < x –2x –8
8<0

Solução:

1º passo) Separar as inequações,


inequações obedecendo o
intervalo dado.
2 2
Temos: I) x – 2x –8 > -8
- e II) x –2x –8 <0
2º passo) Determinar as raízes ou zeros de cada uma
das funções obtidas pela separação.

Resposta: S = {x ∈ R / x ≤ –1 ou x ≥ 1/2} 2
I) x – 2x > 0
2
II) x –2x –8 <0
x´ = 0 x´= x’’ = 1
x’’ = 2
3) Determine a solução da inequação x² – 4x ≥ 0.
3º passo) Determinadas as raízes, fazer o estudo do
Solução: sinal para cada função.

I) x<0 ou x>2
II) x diferente de 1

4º passo) Calcular a solução S, que é dada pela p


interseção dos intervalos das soluções de I e II.
II

Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo

S = {x ∈ R / x ≤ 0 ou x ≥ 4}
intervalo achado.

4) Calcule a solução da inequação x² – 6x + 9 > 0.

28
Apostila de Cálculo Zero

Resposta: {x ∈ R| x<0 ou x>2}


Assim, as únicas regiões positivas (maiores que zero)
são em x<-1 e x>10

Resposta: {x ∈ R | x<-1
2) Inequação produto e inequação quociente
1 ou x>10}
Exemplo:
16 FUNÇÕES
Dados os conjuntos A e B, uma função g:  → Œ é uma
2 2
1) (x –9x –10) (x – 4x +4) > 0

lei que associa cada elemento x ∈ A a um único


elemento a  g` ∈ Œ.
Solução:
1º passo) Trabalhar f(x) e g(x) separadamente:
2
x –9x –10 = 0 (I)
2
x – 4x +4 = 0 (II)

2º passo) Determinar as raízes das funções:


(I) Raízes: x´= -1, x’’ = 10
(II) Raíozes: x´= x’’ = 2

3º passo) Fazer o estudo do sinal para cada função:

Domínio (D): Conjunto A (conjunto de partida)


Contradomínio (CD): Conjunto B (conjunto de
chegada)
Imagem (Im): Conjunto formado pelos elementos que
possuem correspondentes x no domínio.

I) x<-1 ou x>10 Gráfico de uma função g:  → Œ


II) x´= x’’ = 2
A = {1,2,3,4,5,6}

g` {(x,y) ∈ A x B / g` = 2x}


4º passo) Calcular a solução, que é dadadad pelo sinal de B = {0,2,4,6,8,10,12}

intervalo positivo e bolinha fechada


desigualdade da função de e origem, isto é

 intervalo negativo e bolinha fechada


> intervalo positivo e bolinha aberta

< intervalo negativo e bolinha aberta

Observação:
1) No o quadro de respostas (ou soluções), se os
intervalos forem em: f(x) positivo e g(x)positivo
o h(x) será +, assim temos: + e + = + ; + e - = -
;-e+=-;-e-=+

2) Na inequação quociente observar a CE


(condição de existência) do denominador, que
influenciará o resultado nos intervalos, no que
diz respeito a intervalo fechado ou aberto.
aberto
1) Paridade das Funções

Seja A um conjunto tal que x ∈ A ⇒ -x ∈ A e a função


g:  → Œ.

29
Apostila de Cálculo Zero
f é par ⇔ f(-x) = f(x), ∀ x ∈ A → o gráfico é Exemplo:

Oy, pois (x,y) ∈ f ⇔ (-x,y) ⇔ f.


3
simétrico em relação ao eixo Ou, pois (x,y) ão ao eixo y = x é uma função ímpar pois para todo x, teremos f(- f(
x) = - f(x).
2 3 3
São funções pares f(x) = x , f(x) = cos x, e Por exemplo, f( - 2) = (- 2) = - 8 e - f( x) = - ( 2 ) = - 8.
outras.
O gráfico abaixo é de uma função ímpar:

Exemplo: Observação:
4 Se uma função não é par nem ímpar, dizemos que ela
y = x + 1 é uma função par, pois f(x) = f(-x),
f( para todo
x. não possui paridade.
2
A função f(x) = x + x – 1 não é par nem ímpar.
4 4
Por exemplo, f(2) = 2 + 1 = 17 e f(- 2) = (-2)
( + 1 = 17
O gráfico abaixo é de uma função par. Exemplo:
O gráfico abaixo, representa uma função que não
possui paridade, pois a curva não é simétrica em
relação ao eixo dos x e, não é simétrica em relação à
origem.

f é ímpar ⇔ f(-x) = -f(x), ∀ x ∈ A → o gráfico é


simétrico em relação à origem, pois (x,y) ∈ f ⇔ (-x,-y) ∈ 16.1 Tipos de funções
f.

Sejam a função g:  → Œ
3
São funções ímpares f(x) = x , f(x) = sen x, e outras.

1) Função Sobrejetora

f é sobrejetora quando todo elemento de B está


associado por f a pelo menos um elemento de A, ou
seja, quando a imagem é igual ao contradomínio. No
diagrama, todo elemento recebe seta. No gráfico, retas

gráfico em pelo menos um ponto. n(A) n(B), se A e B


horizontais
ais traçadas no contradomínio interceptam o

forem finitos.

30
Apostila de Cálculo Zero
e) nenhuma delas
Solução:
Sabemos que numa função injetora, elementos
distintos do domínio, possuem imagens distintas, ou
seja:
x1 ¹ x2 Þ f(x1) ¹ f(x2) .
Logo, podemos concluir que:

f não é injetora, pois duas pessoas distintas podem ter


2) Função Injetora a mesma idade.
g é injetora, pois não existem dois países distintos com
a mesma capital.
f é injetora quando elementos distintos de A estão
h é injetora, pois dois números
nú naturais distintos
associados a elementos distintos de B. No diagrama,
possuem os seus dobros também distintos.
não há elemento em B que receba mais de uma seta.

máximo um ponto. n(A)  n(B), se A e B forem finitos.


No gráfico, retas horizontais cruzam seu gráfico em no
Concluímos que a alternativa correta é a de letra C.
fin
2 - Seja f uma função definida em R - conjunto dos
números reais - tal quef(x - 5) = 4x. Nestas condições,
pede-se
se determinar f(x + 5).
5)

Solução:
Vamos fazer uma mudança de variável em f(x - 5) = 4x,
da seguinte forma: x - 5 = u \ x = u + 5

Substituindo agora (x - 5) pela nova variável u e x


por (u + 5), vem:
f(u) = 4(u + 5) \ f(u) = 4u + 20

Ora, se f(u) = 4u + 20, teremos:


f(x + 5) = 4(x+5) + 20 \ f(x+5) = 4x + 40
3) Função Bijetora
3 – (UEFS 2005-1)) Sabendo-se
Sabendo que a função real f(x) =
f é bijetora se, e somente se, for sobrejetora e injetora. 2 2
ax + b é tal que f(2x + 1) = - 2x + 2, para todo x / R,
Todo elemento de B está associado por f a um único pode-sese afirmar que b/a é igual a:
elemento de A. No diagrama, todo elemento de B a) 2
recebe uma seta. No gráfico, retas horizontais traçadas b) 3/2
pelo contradomínio
omínio cruzam o gráfico em exatamente c) 1/2
um ponto. n(A) = n(B), se A e B forem finitos. d) -1/3
e) -3

Solução:
2 2
Ora, se f(x) = ax + b, então
entã f(2x + 1) = a(2x + 1) + b
2 2 2
Como f(2x + 1) = - 2x + 2, vem, igualando: a(2x + 1)
2
+ b = - 2x + 2

Exemplos: Efetuando o produto indicado no primeiro membro, fica:


2 2
1 - Considere três funções f, g e h, tais que: 2ax + a + b = -2x + 2

A função f atribui a cada pessoa do mundo, a sua Então, poderemos escrever: 2a = -2 \ a = -2 /2 = -1


idade. E, também, a + b = 2 ; como a = -1, vem substituindo: (-
A função g atribui a cada país, a sua capital 1) + b = 2 \ b = 2 + 1 = 3
A função h atribui a cada número natural, o seu dobro.
Podemos afirmar que, das funções dadas, são Logo, o valor procurado a/b será a/b = -1 / 3 , o que
injetoras: nos leva tranquilamente à alternativa D.
a) f, g e h
b) f e h
c) g e h
d) apenas h

31
Apostila de Cálculo Zero
4) Função Constante

Toda função g: Y → Y na forma f(x) = k,


k com k ∈ R é
denominada função constante.
Em uma função constante qualquer que seja o
elemento do domínio eles sempre terão a mesma
imagem, ao variarmos x encontramos sempre o mesmo
valor k.

g: Y → Y, g`  3 representada graficamente no


Para exemplificar vamos observar a função constante Domínio Contradomínio
plano cartesiano: Imagem: Constante, ou seja, sempre a mesma.

Todas as flechas lançadas do conjunto de partida


acertam o mesmo elemento do conjunto de chegada.

5) Domínio da função

Quando a função é dada em forma de equação, o


domínio será a sua condição de existência. Através de
Neste exemplo a constante k possui o valor -3. alguns exemplos demonstraremos como determinar o
Observe os pontos (-2, -3), (0, -3) 3) e (4, -3) que domínio de uma função, isto é, descobrir quais os
destacamos no gráfico da função. números que a função não pode assumir para que a
Em cada ada um destes pontos distintos temos uma sua condição de existência não seja afetada.
abscissa diferente, no entanto todos os três possuem a
mesma ordenada. 1º Caso: Não existe denominador igual a zero, assim
Isto vale para qualquer ponto do gráfico desta função, todo conteúdo no denominador terá que ser diferente
pois qualquer que seja o valor de x, o valor de y de zero.
sempre será igual a -3, já que y não depende de x, pois Exemplo:
y não faz parte da lei de formação da função, que é
meramente a constante -3.
Assim como este gráfico é, o gráfico de qualquer
função constante definida de R em R sempre será
uma reta paralela ao eixo x,, que passa pelo ponto Nesse caso o denominador não pode ser nulo, pois não
n
(0, k), que neste nosso exemplo é o ponto (0, -3). existe divisão por zero na Matemática.
x–1≠0
Exemplos: x≠1
Portanto, D(f) = {x Є R / x ≠ 1} ou R – {1}.

2º Caso: Não existe raiz quadrada de um número


negativo, assim todo conteúdo dentro do radical terá
que ser maior ou igual a zero.
Exemplo:

Nos números
úmeros reais, o radicando de uma raiz de índice
não pode ser negativo.
4x – 6 ≥ 0
4x ≥6
x ≥ 6/4
x ≥ 3/2
Diagrama de flechas da função constante
Portanto, D(f) = {x Є R / x ≥ 3/2}

3º Caso:
Exemplo:

32
Apostila de Cálculo Zero
O radicando de uma raiz de índice ímpar pode ser um Como a raiz quadrada nos reais só é definida para
número negativo, nulo ou positivo, isto é, 3x – 9 pode valores não negativos, a função dada está definida
assumir qualquer valor real.
para todos os valores de x tais que .
Portanto, D(f) = R.
Observe que o denominador da fração tem que ser
4º Caso:Não existe denominador igual a zero, nem raiz
quadrada de número negativo, assim todo
tod conteúdo no diferente de zero, ou seja, .
denominador que estivem também dentro de um radical
terá que ser apenas maior que zero.
Exemplo: Resolvendo a desigualdade, obtemos:
.
Assim, vemos que a função é definida para x > 2 e
para -2 < x -1.
Nesse caso temos restrições tanto no numerador
quanto no denominador. As restrições podem ser
Portanto, o domínio da função é D = { :
calculadas da seguinte maneira:
I) 2 – x ≥ 0 → – x ≥ – 2 x (-1)
1) → x ≤ 2 }
II) x+1>0→x>–1

Executando a intersecção entre I e II, obtemos:


c)

Solução:
Como a raiz quadrada nos reais só é definida para
valores não negativos e a divisão por zero não é
permitida, a função dada está definida para todos os
valores de x tais que x 0 e x - 1 0.

Portanto, D(f) = {x Є R / –1 < x ≤ 2} ou ] –1, 2]. Observe que, como a raiz cúbica está definida para
qualquer número real, não é necessário nenhuma
Exercícios Resolvidos: restrição para x-1,, além do fato de ter que ser diferente
1)Encontre o domínio das funções abaixo: de zero por estar no denominador.

Resolvendo para x,, a equação x - 1 0, obtemos x


a)
1.
Solução:
Como nenhum domínio foi explicitado, o domínio de f Assim, vemos que a função é definida para x 0ex
é o conjunto de todos os valores que podem ser 1.
atribuídos à variável independente x.
Portanto, o domínio da função é
Observe que a expressão é definida (como um
número real) para todo x tal que x–1 seja não-negativo.
não .

Resolvendo a desigualdade em x, obtemos x

Dados os conjuntos A, B e C e as funções g:  → Œ


1. Assim, o domínio da função é 6) Função Composta

D={ :x 1} ou [1,+∞[ definida por y = f(x) e g: g Œ → ‘ definida por z = g(y),

(gof) :  → ‘,, definida por:


chama-se se função composta de g com f a função h =

Z = (gof)(x) = g(f(x))
b)

Solução:

Como nenhum domínio foi explicitado, o domínio de f


é o conjunto de todos os valores que podem ser
atribuídos à variável independente x.

33
Apostila de Cálculo Zero
Exemplos:
1 - Sendo f e g duas funções tais que: f(x) = ax + b e
g(x) = cx + d . Podemos afirmar que a igualdade gof(x) É óbvio então que:
= fog(x) ocorrerá se e somente se: a) para obter a função inversa, basta permutar as
a) b(1 - c) = d(1 - a) variáveis x e y.
-1
b) a(1 - b) = d(1 - c) b) o domínio de f é igual ao conjunto imagem de f .
-1
c) ab = cd c) o conjunto imagem de f é igual ao domínio de f .
-1
d) ad = bc d) os gráficos de f e de f são curvas simétricas em
e) a = bc relação à reta y = x, ou seja , à bissetriz do primeiro
quadrante .
SOLUÇÃO:
Teremos: Exemplos:
fog(x) = f[g(x)] = f(cx + d) = a(cx + d) + b → fog(x) = 1 Determine a INVERSA da função definida por y = 2x
acx + ad + b + 3.
gof(x) = g[f(x)] = g(ax + b) = c(ax + b) + d → gof(x) =
cax + cb + d SOLUÇÃO:
Permutando as variáveis x e y, fica: x = 2y + 3
Como o problema exige que gof = fog, fica:
acx + ad + b = cax + cb + d Explicitando y em função de x, vem: 2y = x - 3 \ y = (x -
3) / 2, que define a função inversa da função dada.
Simplificando, vem:ad + b = cb + d O gráfico abaixo representa
presenta uma função e a sua
ad - d = cb - b → d(a - 1) = b(c - 1), que é equivalente a inversa.
d(a - 1) = b(c - 1), o que nos leva a concluir que a
-1
alternativa correta é a letra A. Observe que as curvas representativas de f e de f são
simétricas em relação à reta y = x, bissetriz do primeiro
2 - Sendo f e g duas funções tais que fog(x) = 2x + 1 e e terceiro quadrantes.
g(x) = 2 - x então f(x) é:
a) 2 - 2x
b) 3 - 3x
c) 2x - 5
d) 5 - 2x
e) uma função par.

SOLUÇÃO:
Sendo fog(x) = 2x + 1, temos: f[g(x)] = 2x + 1
Substituindo g(x) pelo seu valor, fica: f(2 - x) = 2x + 1
Fazendo uma mudança de variável, podemos escrever
2 - x = u, sendo u a nova variável.
Portanto, x = 2 - u.
2
2 A função f: R → R , definida por f(x) = x :
Substituindo, fica: -1
a) é inversível e sua inversa é f (x) = Ox
f(u) = 2(2 - u) + 1 \ f(u) = 5 - 2u -1
b) é inversível e sua inversa é f (x) = -Ox
c) não é inversível
Portanto, f(x) = 5 - 2x , o que nos leva à alternativa D.
d) é injetora
e) é bijetora
Função Inversa
SOLUÇÃO:
Dada uma função f:A→B B , se f é bijetora , então
ent define-
-1 Já sabemos que somente as funções bijetoras são
se a função inversa f como sendo a função de B em
-1 inversíveis, ou seja, admitem função inversa. Ora, a
A , tal que f (y) = x . 2
função f(x) = x , definida em R - conjunto dos números
reais - não é injetora, pois elementos distintos possuem
Veja a representação a seguir:
a mesma imagem. Por exemplo, f(3) = f(-3) f( = 9.
Somente por este motivo, a função não é bijetora e, em
consequência, não é inversível.

Observe também que a função dada não é sobrejetora,


so
2
pois o conjunto imagem da função f(x) = x é o conjunto
+
R dos números reais não negativos, o qual não
coincide com o contradomínio dado que é igual a R.

34
Apostila de Cálculo Zero
2
A alternativa correta é a letra C. 11. (MACK) Se f(g(x)) = 2x - 4x + 4 e f(x - 2) = x + 2,
então o valor de g(2) é:
Exercícios a) -2 b) 2 c) 0 d) 3
3 4
1) Se f(x) = x e g(x) = x , mostre que fog(x) = gof(x). e) 5
2
2. (METODISTA) Sabendo que f(g(x)) = 3x - 7 e f( x ) = 12. (ANGLO) Sendo f(x) = x - 1 e g(x) = x + 2, então o
x/3 - 2, então : conjunto solução da equação f(g(x)) = 0 é:
a) g(x) = 9x - 15 b) g(x) = 9x + 15 c) g(x) = a) {1, 3} b) {-1, -3}
3} c) {1, -3} d) {-1,
15x - 9 d) g(x) = 15x + 9 e) g(x) = 9x – 5 3} e) { }

3. (METODISTA) O domínio da função real f(g(x)), 13. (ANGLO) Sendo f e g funções de R em R, tais que
1/2 2 -1 2
sabendo-se que f(x) = x e g(x) = (x + x)(x + 2) é: f(x) = 3x - 1 e g(x) = x , o valor de f(g(f(1))) é:
a) D = {x ∈ R / x ≠ -2} b) D = {x ∈ R/ x
1/2
a) 10 b) 11 c) 12 d) 13
≥ 0 e x ≠ -2} e) 14
c) D = {x ∈ R / -2 < x ≤ -1 ou x ≥ 0} d) D = {x ∈ R / -
2 ≤ x ≤ -1 ou x ≥ 0 } 14. (MACK) Os gráficos das funções reais definidas por
f(x) = x² - 1 e g(x) = k , 1 ≠ k > 0, se interceptam num
x
e) D = {x ∈ R / -2 < x < -1 ou x≥ 0}
ponto de abscissa 3. Então o valor de f(g(k)) é:
4. (CESGRANRIO) Para cada inteiro x > 0, f(x) é o a) 3 b) 9 c) 12 d) 15
número de divisores de x e g(x) é o resto da divisão de e) 18
x por 5. Então g(f(45)) é:
a) 4 b) 3 c) 2 d) 1 15. (MACK) Dadas as funções reais definidas por f(x) =
e) 0 4x + 1 e f(g(x)) = 3x, então o valor de k tal que g(f(k)) =
4 é:
5. (FGV) Considere as funções f(x) = 2x + 1 e g(x) = x
2 a) 1/4 b) 4/5 c) 2 d) 3
- 1. Então as raízes da equação f(g(x))) = 0 são: e) 7/6
a) inteiras b)negativas c)racionais
d)inversas e)opostas 16. (MACK) Se f(x) = mx + n e f(f(x)) = 4x + 9, a soma
dos possíveis valores de n é:
2
6. (ITA) Sejam f(x) = x + 1 e g(x) = x - 1 duas funções a) 6 b) –12 c) –6 d) –18
reais. e) 12
Definimos a função composta de f e g como sendo
gof(x) = g(f(x)). Então gof(y - 1) é igual a: 17 (MACK-02) Se x >1 e f (x) = x / (x – 1), então f(f(x +
2
a) y - 2y + 1
2 2 2
b) (y - 1) + 1 c) y + 2y - 2 d) y - 1)) é igual a:
2
2y + 3 e) y – 1 a) x + 1 b) 1 / (x – 1) c) x – 1 d) x / (x
– 1) e) (x + 1) / (x – 1)
7. (UEL) A função de R em R é definida por f(x) = mx + 18. (PUC) Se f e g são funções definidas por f ( x ) = x
p. Se f(2) = -5 e f(-3) = -10,
10, então f(f(18)) é igual: e g ( x ) = x² + m x + n, com m ≠ 0 e n ≠ 0, então a
a) -2 b) -1 c) 1 d) 4 soma das raízes de fog é
e) 5 a) m b) – m c) n d) – n
e) m.n
8. (FCG) As funções f e g, de R em R, são definidas
por f(x) = 2x + 3 e g(x) = 3x + m. Se f(g(x)) = g(f(x)), 19. (UFV) Se f e g são funções reais tais que f(x) = 2x -
então f(m) é um número: 2 e f(g(x)) = x + 2, para todo x∈R,
x então g(f(2)) é igual
a) primo b) negativo c) cubo perfeito d) a:
menor que 18 e)múltiplo de 12 a) 4 b) 1 c) 0 d) 2
e) 3
9. (MACK) Seja f: R → R uma função definida por y =
f(x). 20. (MACK) Na figura, temos os esboços dos gráficos
x
Sabendo-se se que f(0) = 3, f(1) = 2 e f(3) = 0, o valor de x das funções f e g, sendo f(x) = a . O valor de g(g (-1)) +
tal que f(f(x+2)) = 3 é: f(g(3)) é:
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3
e) 4

10. (PUC-SP) Se f(x) = 3x - 4 e f(g(x)) = x + 4, então


g(1) vale:
a) -2 b) 0 c) 1 d) 3
e) 5

35
Apostila de Cálculo Zero
a) 1 b) 2 c) 3 d) 3/2 a) 3 b) 4 c) 5 d) 6
e) 5/2
26. (PUC-SP)
SP) Sejam f e g funções de R em R definidas
21. (UFV) Sejam as funções reais f e g tais que f(x) = por f(x) = x + 1 e g(x) = 1 - x². Relativamente ao gráfico
2x + 1 e (fog)(x) = 2x³ - 4x+1. da função dada por g(f(x)), é correto afirmar que:
Determine os valores de x para os quais g(x) > 0.
a) tangencia o eixo das abscissas.
22. (PUCPR) Seja y = f(x) uma função definida no b) não intercepta o eixo das abscissas.
intervalo [-3;
3; 6] conforme indicado no gráfico. c) contém o ponto (-2;
2; 0).
Deste modo, o valor de f(f(2)) é: d) tem concavidade voltada para cima.
e) intercepta o eixo das ordenadas no ponto (0; -1).

27. (UEL) Se f e g são funções de R em R tais que f(x)


= 2x - 1 e f(g(x)) = x² - 1, então g(x) é igual a:
a) 2x² + 1 b) (x/2) - 1 c) x²/2
d) x + 1 e) x + (1/2)

28. (MACK) As funções reais f e g são tais que f(g(x)) =


x² - 6x + 8 e f(x - 3) = x + 5. Se g (k) é o menor
possível, então k vale:
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3
e) 4
a) 3 b) 0 c) -3 d) -1/2
e) 1
29. (UFMG) Para função f(x) = 5x + 3 e um número b,
23. (UEL) Com respeito à função f: R → R, cujo gráfico tem-se f(f(b)) = - 2.
está representado abaixo, é correto afirmar: O valor de b é:
a) -1 b) -4/5 c) -17/25
d) -1/5

30. (UFMG) Para um número real fixo α , a função f(x)


= αx - 2 é tal que f(f(1)) = -3. O valor de α é:
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4

31. (MACK) No esquema, f e g são funções,


respectivamente, de A em B e de B em C.

a) (f o f)(-2) = 1 b) (f o f)(-1) = 2 c) (f o
d) (f o f)(-1) = 0 e) f(-2) = 1
f)(-2) = -1

24. (UERJ) Admita os seguintes dados sobre as


condições ambientais de uma a comunidade, com uma
população p, em milhares de habitantes:

- C, a taxa média diária de monóxido de carbono no ar,


em partes por milhão, corresponde a C(p) = 0,5 p + 1;
- em um determinado tempo t, em anos, p será igual a Então:
2
p(t) = 10 + 0,1 t . a) g(x) = 6x + 5 b) f(x) = 6x + 5 c) g(x)
= 3x + 2
Em relação à taxa C: d) f(x) = 8x + 6 e) g(x) = (x - 1)/2

a) expresse-a
a como uma função do tempo; 32. (MACK)Na figura, temos os esboços dos gráficos
b) calcule em quantos anos essa taxa será de 13,2 das funções f e g.
partes por milhão.

25. (UFMG) Duas funções, f e g, são tais que f(x) = 3x -


1 e f[g(x)] = 2 - 6x. Nessas condições, o valor de g(-1)
g(
é:

36
Apostila de Cálculo Zero

Exemplos:
f(x) = -2x (a= -2,
2, b = 0)

f(x) = √3x
f(x) =1/5x (a =1/5, b=0)
(a = 3 , b = 0)

Gráfico: reta que passa pela origem (0,0)

A soma f(g(1)) + g(f (–1)) é igual a:


a) –1 b) 2 c) 0 d) 3
e) 1

Resposta:
2) A 3) C 4) D 5) E 6) A 7) D 8) D 9) B 10) D 11) C 12)
B 13) B 14) D 15) E 16) C 17) A 18) B 19) E 20) C 21)
21/2 22) E 23) B 24) a) C(p(t)) = 6 + 0,05 t² b) 12 anos
25) A 26)) C 27) C 28) D 29) B 30) A 31) C 32) B

2ª) Função constante

f: IR → IR definida por f(x) = b para todo x ∈ IR.


17 FUNÇÃO DO 1º GRAU OU FUNÇÃO
AFIM
Função de 1º grau, g: Y → Y,, tal que f(x)=ax+b, em que
Nesse caso, a = 0.
Exemplos:
a e b ≠ 0. f(x) = 3
f(x) = -2
a: coeficiente angular f(x) = 2
b: coeficiente linear f(x) = ¾

no valor de .
8
Gráfico: reta que cruza o eixo y no valor de b e o eixo x
Observação: Foi dedicado um tópico somente para a
( função constante.

3ª) Função identidade

f: IR → IR definida por f(x) = x para todo x ∈ IR. Nesse


caso, a = 1 e b = 0. É um caso particular da função afim
e suas principais características são:

Domínio: D = R
Imagem: Im = R

O gráfico da função identidade é a bissetriz dos


Exemplos: quadrantes ímpares, isto é, 1° e 3°.
1) f(x) = 2x + 1 (a = 2, b = 1)
2) f(x) = -x + 4 (a = -1, b = 4)
3) f(x) = 1/3x + 5 (a = 1/3 , b = 5)
4) f(x) = 4x (a = 4, b = 0)

Valor de uma função afim


Na função afim f(x) = 5x + 1, podemos determinar:
f(1) = 5 • 1 +1 = 5 + 1 = 6. Logo, f(1) = 6.
f(-3)=5(-3) + 1 = -15 + 1 = -14. Logo, f(--3) = -14.

Casos particulares importantes da função afim

f: IR → IR definida por f(x) = x + b para todo x ∈


4ª) Translação
1ª) Função linear

f: R → R definida por f(x) = ax para todo x ∈ R.


IR. Nesse caso, a = 1 e b ≠ 0.
Exemplos:
Nesse caso, b = 0. f(x) = x + 2

37
Apostila de Cálculo Zero
f(x) = x - 3 10) Escreva a função afim
af f(x) = ax + b, sabendo que:
f(x) = x + 1/2 a. f(-1) = 7 e f(2) = 1
f(x) = x – 3/5 b. f(2) = -2 e f(1) = 1

e f(-2) = -5, calcule f  .




Exercícios 11) Dada a função f(x) = ax + b e sabendo que f(3) = 5

1) Classifique as funções abaixo em afim, linear,
identidade, constante e translação
12) Dada a função f(x) = ax + 2, determine o valor de a
a. f(x) = 5x + 2 b. f(x) = -xx + 3 c. f(x) =
para que se tenha f(4) = 22.
7
d. f(x) = x e. f(x) = 3x
13) Construa, num sistema ortogonal, o gráfico das
f. f(x) = x + 5
seguintes funções, dizendo em cada caso se a função
g. f(x) = -3 h. f(x) = 1/7x
é crescente ou decrescente:
i. f(x) = x/2+1/3
a. f(x) = x + 2
j. f(x) = 2 – 3x
b. f(x) = - x + 2
c. f(x) = 1 + 2x
 
2x + 3, determine:
2) Dada a função f(x) = -2x
" 
a. f(1) b. f(0) c. f( ) d)f( ) 14) Faça o gráfico das funções f(x) = x, g(x) = x + 1 e

h(x) = x – 2.

3) Dada a função afim f(x) = 1 - x calcule.
15) Construa
nstrua o gráfico das funções f(x) = x e g(x) = -x
a. f(0) b. f(-1)
no mesmo plano cartesiano.
4) Determine o que se pede.
16) Escreva a função f(x) = ax + b cujo gráfico, num

a. Sabendo
bendo que f(x+1) = 2x, calcule f(4).
sistema cartesiano ortogonal, é

b. Dada a função f(5x -1) = x - , calcule f(0). dado por:

5) Sendo f(x) = 3x – 4 e g(x) = 2x + 1, determine os


valores reais de x para que se
tenha f(x) < g(x).

6) Dada a função afim f(x) = 2x + 3, determine os


valores reais de x para que:
a. f(x) = 1

b. f(x) = 0
"
c. f(x) =
d. f(x) = 0,75

7) Na produção de peças, uma indústria tem um custo 17.1 Zero da função de 1º grau
fixo de R$ 8,00 mais um custo variável de R$ 0,50 por
unidade produzida. Sendo x o número de unidades
Zero da função é o valor de x para o qual a função é
produzidas:
igual a zero.
a. Escreva a lei da função que fornece o custo total de
y = f(x) = 0
x peças;
b. Calcule o custo de 100 peças;
Observações
c. Escreva a taxa de crescimento da função.
=0⇒x= .
8
Para a função afim, o zero da função é dado por ax + b
8) Uma pessoa tinha no banco um saldo positivo de R$ (
560,00. Após um saque no No caso da função linear, o zero da função é x = 0.
caixa eletrônico que fornece apenas notas de R$ 50,00, A função constante não possui zero da função ( a reta
expresse a lei da função que fornece o novo saldo, que não cruza o eixo x).
é dado em função do número x de notas retiradas.


9) Determine o valor da função afim f(x) = -3x + 4 para: Exemplos:
"
a. x = 1 b. x = c. x = 0 d. x = 1,5 1. Obtenção
enção do zero da função f(x) = 2x – 5.
e. x = k +1 f. x = a + b
Para encontrarmos o zero (raiz), devemos fazer à
função igual a zero:

38
Apostila de Cálculo Zero

f(x) = 0 ⇒ 2x – 5 = 0 ⇒ x = .


Exemplos:
 1) Determine o intervalo das seguintes funções para

Logo, a raiz da função, ou zero, é igual a . que f(x)>0, f(x) = 0 e f(x)<0.

2. Cálculo da raiz da função g(x) = 3x + 6: a) y=f(x)=x+1

g(x) = 0 ⇒ 3x + 6 = 0 ⇒ x = ⇒ x = -2
2
"
x+1>0 » x>-1
Logo, a raiz da função é igual a - 2. Logo, f(x) será maior que 0 quando x>-1
x>

x+1=0 » x=-1
3. Cálculo da abscissa do ponto em que o gráfico de Logo, f(x) será igual a 0 quando x=-1
x=
h(x) = -2x
2x + 10 corta o eixo das abscissas:
x+1<0 » x<-1
O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é aquele Logo, f(x) será menor que 0 quando x<-1
x<

h(x) = 0 ⇒ -2x + 10 = 0 ⇒ x = 5
em que h(x) = 0, então:

Logo, o valor de x para que a função toque o eixo das b) y=f(x)=-x+1


abscissas é igual a 5..
*-x+1>0 » -x>-1 1 » x<1
Logo, f(x) será maior que 0 quando x<1

-x+1=0 » x=1
17.2 Crescimento e decrescimento
Logo, f(x) será igual a 0 quando x=1
As funções afim g`  ` 7 ; e a linear g`  `
*-x+1<0 » -x<-1 1 » x>1
podem ser crescentes ou decrescentes.
Logo, f(x) será menor que 0 quando x>1
Se a > 0: a função é crescente
(*ao multiplicar por -1, inverte-se o sinal da
Se a < 0: a função é decrescente
desigualdade)

Resumo:

Estudo do sinal

Seja g`  ` 7 ;,, estudar o sinal de uma função


qualquer é determinar os valores de x para os quais y
é positivo, os de x para os quais y é zero e o
valores de x para os quais y é negativo.
negativo

Consideremos uma função afim y = f(x) = ax + b,


vamos estudar seu sinal.

Exercícios

Note que para x=-b/a,


b/a, f(x)=0 (zero da função). 1) Obtenha a lei das funções de 1º grau que passam pelos
Para x>-b/a,
b/a, f(x) tem o mesmo sinal de a. Para x<-b/a,
x< pares de pontos abaixo:
f(x) tem o sinal contrário ao de a. a) (-1, 2) e (2, -1)
b) (-1, 0) e (3, 2)
c) (3,2) e (-1,0)

39
Apostila de Cálculo Zero
uma bomba que retira água à razão de 100 litros por
2) Determine a equação da reta cujo gráfico está minuto foi acionada. Baseado nessas
representado abaixo: informações, pede-se:

a) a expressão que fornece o volume (V) de água na


piscina em função do tempo (t) que
a bomba fica ligada.
b) a expressão que fornece o volume de água que sai da
piscina (VS) em função do
tempo (t) que a bomba fica ligada.
c) o tempo necessário para que a piscina seja esvaziada.
d) quanto de água ainda terá na piscina após 3 horas de
3) Determine a lei da função do 1º grau cujo gráfico passa funcionamento da bomba?
pelo ponto (2, 3) e cujo coeficiente e) o esboço do gráfico que representa o volume de água
linear vale 5. na piscina em função do tempo
em que a bomba fica ligada.
4) Dada a função y = 3x – 2, encontre o valores de x em
que a ordenada y é o seu dobro.. 14) Determinar a lei da função do 1º grau que passa pelo
ponto (-2,
2, 1) e cujo coeficiente angular é
2x + 1, encontre os interceptos.
5) Dada a função y = –2x -4.


6) Dada a função y = 2/3x + 10.Encontre os interceptos. 15) Dadas as funções f(x) = - x + e g(x) = 2x - 4 , calcule
os valores de x para os quais
7) Determine a equação da reta que passa por (1,5) e tem g(x) < f(x).
coeficiente angular igual a 20.
16) Determine a lei da função do 1º grau que passa pelos
8) Seja a reta dada por y = -3x
3x + b. Determine o valor de b pares de pontos abaixo:
para que a reta corte o eixo as a) (0, 1) e (1, 4)
ordenadas no ponto (0,5). b) (-1, 2) e (1, -1)

9) Dadas as funções f (x) = x + 2 e g(x)) = x  4, encontre 17) Faça os gráficos das seguintes funções:
os valores de x para os
"GE
a) y = 2x + 3
quais g(x) = f (x).

b) y =
10) Para cada um das retas abaixo, faça a análise de d) y = –x
sinal:
18) Em uma determinada loja, o salário mensal fixo de um
vendedor é de R$ 240,00. Além disso,

’“
a) y = 8x – 2 b) y = -0,3x + 9
ele recebe R$ 12,00 por unidade vendida.
v-
c)
a) Expresse o ganho mensal
men (S) desse vendedor em
função do número (u) de unidades
11) Resolva as inequações: vendidas.

b) v wv 7
- “
b) Quantas unidades ele deve vender para receber um
w w
a) 3x − 4 ≤ x + 5 salário de R$ 700,00 ?
c) Determine o domínio e a imagem desta função.
12) O preço a pagar por uma corrida de táxi depende da
distância percorrida. A tarifa P é 19) Um botijão de cozinha contém 13 kg de gás. Sabendo
composta por duas partes: uma parte fixa, denominada que em média
édia é consumido, por dia, 0,5
bandeirada e uma parte variável que kg de gás:
depende do número d de quilômetros rodados. Suponha a) Expresse a massa (m) de gás no botijão, em função do
que a bandeirada esteja custando R$ número (t) de dias de consumo.
6,00 e o quilômetro rodado, R$ 1,20. b) Esboce o gráfico desta função.
c) Depois de quantos dias o botijão estará vazio ?
a) Expresse o preço P em função da distância d
percorrida. 20) A água congela a 0° C e a 32° F; ferv e a 100° C e
b) Quanto se pagará por uma corrida em que o táxi rodou 212° F. A temperatura em graus Fahrenheit
10 km? (F) varia linearmente com a temperatura em graus Celsius
c) Sabendo que a corrida custou R$ 20,00, calcule a (C).
distância percorrida pelo táxi. a) Expresse a temperatura em F em função de C e faça o
gráfico desta função.
13) Uma piscina de 30 mil litros, totalmente cheia, precisa b) A temperatura do corpo humano não febril é de 37° C.
ser esvaziada para limpeza e para isso Qual é esta temperatura em graus
Fahrenheit?

40
Apostila de Cálculo Zero
c) A que temperatura, em graus Celsius, corresponde 20° 3. f(x) = 2x2 + 3x + 5, onde a = 2, b = 3 e c
F. =5
2
21) Dois táxis têm preços dados por:
4. f(x) = - x + 8x, onde a = 1, b = 8 e c
=0
Táxi A: bandeirada a R$ 4,00, mais R$ 0,75 por 2
quilômetro rodado; 5. f(x) = -4x , onde a = - 4, b = 0 e
Táxi B: bandeirada a R$ 3,00, mais R$ 0,90 por c=0
quilômetro rodado.
a) Obtenha a expressão que fornece o preço de cada táxi 1) Gráfico
(PA e PB) em função da distância 2
O gráfico de uma função polinomial do 2º grau, y = ax
percorrida. + bx + c, com a 0, é uma curva chamada parábola.
b) Para que distâncias é vantajoso tomar cada táxi ?
Exemplo:
22) De modo geral , a lei que rege as transações 2
Vamos construir o gráfico da função y = x + x:
comerciais é dada por: V =C +L
Onde V = preço total de venda Primeiro atribuímos a x alguns valores, depois
C é o custo total do produto calculamos o valor correspondente de y e, em seguida,
L é o lucro total ligamos os pontos assim obtidos.

Para produzir um objeto, uma firma gasta R$1,20 por x y


unidade produzida. Além disso, há uma despesa fixa de
R$4000,00, independente da quantidade produzida. O -3 6
preço de venda é de R$2,00 ,00 por unidade. Qual é o -2 2
número mínimo de unidades a partir do qual a firma
começa a ter lucro? -1 0

Respostas:

"
14) y = -4x – 7
0 0

15) x <

"GE
16) a) y = 3x + 1 1 2


b) y = 2 6
18) a) S = 240 + 12u
b) 39 unidades
c) D(f) = [0, ∞) Observação:
Im(f) = [240, ∞) Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax
2
19) a) m = 13 - 0,5t + bx + c, notaremos sempre que:
c) 26 dias
20) a) F = 1,8C + 32
Se a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para
b) F = 98,6º
c) C = -6,7º
21) a) PA = 4 + 0,75d
PB = 3 + 0,90d
b) Táxi A: a partir de 6,7 km
Táxi B: Até 6,7 km
22) 5000
cima;
Se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para
18 FUNÇÃO DO 2º GRAU
Chama-se se função quadrática, ou função polinomial do
2º grau, qualquer função f de R em R dada por uma lei
2
de forma f(x) = ax + bx + c, onde a, b e c são números
reais ≠ 0.
baixo;
Exemplos:
2) Zero da função
1. f(x) = 3x2 - 4x + 1, onde a = 3, b = - 4 e
c=1 Chama-se se zeros ou raízes da função polinomial do 2º
2 2
2. f(x) = x -1, onde a = 1, b = 0 e c grau f(x) = ax + bx + c , a 0, os números reais x tais
= -1 que f(x) = 0.

41
Apostila de Cálculo Zero
(ANGLO) Se o vértice da parábola dada por y = x²
3-(ANGLO) x -
2
Então as raízes da função f(x) = ax + bx + c são as 4x + m é o ponto ( 2 , 5), então o valor de m é :
2
soluções da equação do 2º grau ax + bx + c = 0, as a) 0 b) 5 c) -5 d) 9
quais são dadas pela chamada fórmula de Bhaskara. e) -9
Temos:
4- ( VUNESP) A parábola de equação y = ax² passa
pelo vértice da parábola y = 4x - x².
Ache o valor de a:
Observação: a) 1 b) 2 c) 3 d) -1
A quantidade de raízes reais de uma função quadrática e) nda
depende do valor obtido para o radicando
, chamado discriminante, a saber: 5-(METODISTA)
(METODISTA) O valor mínimo da função f(x) x²-kx
x +
15 é -1.
1. O valor de k, sabendo que k<0 é :
é positivo (∆~ 0,, a função tem duas
a) -10 b)-8 c)-6 d)-1/2
• quando e)-1/8
raízes reais e distintas e a parábola corta o
6-(ANGLO)
(ANGLO) A parábola definida por y = x² x + mx + 9

é zero (∆ 0,, a função tem dois


eixo x nesses dois pontos;
será tangente aos eixos das abscissas se, e somente
• quando se :
zeros reais e iguais e a parábola corta o eixo x a) m = 6 ou m = -6 b) -6< m < 6 c)

é negativo (∆{ 0,, a função não tem


em um único ponto; −6≤m≤ 6
• quando m≥6
d) e) m ≤ −6
nenhum zero real e a parábola não corta o eixo
x. 7-(ANGLO)
(ANGLO) Considere a parábola de equação y = x² x -
4x + m . Para que a abscissa e a ordenada do vértice
3) Estudo do sinal dessa parábola sejam iguais, então m deve ser igual a :
a) -14 b) -10 c) 2 d) 4
e) 6

(VUNESP) O gráfico da função quadrática definida


8-(VUNESP)
por y = x² - mx + ( m - 1 ), onde m ∈R, tem um único
ponto em comum com o eixo das abscissas. Então, o
valor de y que essa função associa a x = 2 é :
a)-2 b)-1 c)0 d)1
e)2

9-(UFPE) Planeja-sese construir duas estradas em uma


região plana. Colocando coordenadas cartesianas na
região, as estradas ficam representadas pelas partes
dos gráficos da parábola y=-x²+10x
y= e da reta y=4x+5,
com 2≤x≤8.8. Qual a soma das coordenadas do ponto
Vértice: V= , 
8 ∆ representando a interseção das estradas?
( ( a) 20 b) 25 c) 30 d) 35
e) 40
O vértice da parábola é ponto máximo quando a < 0.
O vértice da parábola é ponto mínimo quando a >0. 10-(FATEC) A distância do vértice da parábola y= -
x²+8x-17
17 ao eixo das abscissas é :
Exercícios: a)1 b)4 c)8 d)17
e)34
1-(ANGLO)
(ANGLO) O vértice da parábola y= 2x²-
2x 4x + 5 é o
ponto 11-(MACK-99)99) O gráfico da função real definida por y
a) (2,5) b) ( )
− 1, 11 c) (-1,11)
1,11) d) = x² + mx + ( 15-mm ) tangencia o eixo das abscissas e
corta o eixo das ordenadas no ponto (0,k). Se a
(1, 3) e) (1,3) abscissa
bscissa do vértice da parábola é negativa, k vale :
a)25 b) 18 c) 12 d) 9
e) 6
2-(ANGLO) A função f(x) = x²- 4x + k tem o valor
mínimo igual a 8. O valor de k é : 12-(FUVEST-02) Os pontos (0, 0) e (2, 1) estão no
a) 8 b) 10 c)12 d) 14 gráfico de uma função quadrática f. O mínimo de f é
e) 16 assumido no ponto de abscissa x = - 1/ 4 . Logo, o
valor de f(1) é:

42
Apostila de Cálculo Zero
a) 1/10 b) 2/10 c) 3/10 d) 4/10
e) 5/10

13-(FATEC)O
(FATEC)O gráfico de uma função f, do segundo
grau, corta o eixo das abcissas para x=1 e x=5. O
ponto de máximo de f coincide com o ponto de mínimo
da função g, de R em R, definida por g(x)=(2/9)x²
g(x)=(2/9)x²-
(4/3)x+6.. A função f pode ser definida por
a) y = - x² + 6x + 5 b) y = - x² - 6x + 5
c) y = - x² - 6x - 5 a) Determine a equação da reta r.
d) y = - x² + 6x – 5 e) y = x² - 6x + 5 b) Determine a equação dessa parábola.
c) Seja
ja f(x) a diferença entre as ordenadas de pontos
14-(UFPE)
(UFPE) O gráfico da função quadrática y=ax²+bx+c, de mesma abscissas x, nesta ordem: um sobre a
x real, é simétrico ao gráfico da parábola y=2-x²
y=2 com parábola e o outro sobre a reta r.
relaçãoo à reta de equação cartesiana y= -2. Determine d) Determine x para que f(x) seja a maior possível.
o valor de 8a+b+c.
a) – 4 b) 1/2 c) 2 d) 1 19- (UFPE) O gráfico da função y=ax²+bx+c é a
e) 4 parábola da figura a seguir.
seguir Os valores de a, b e c são,
respectivamente:
15-(UEL)
(UEL) A função real f, de variável real, dada por
f(x)=-x² +12x+20, tem um valor
a) mínimo, igual a -16, para x = 6
b) mínimo, igual a 16, para x = -12
c) máximo, igual a 56, para x = 6
d) máximo, igual a 72, para x = 12
e) máximo, igual a 240, para x = 20
a) 1, - 6 e 0 b) - 5, 30 e 0 c) - 1, 3 e 0 d) - 1,
16-(UFMG)
(UFMG) Nessa figura, está representada a parábola 6 e 0 e) - 2, 9 e 0
de vértice V, gráfico da função de segundo grau cuja
expressão é 20-(UFSC)
(UFSC) A figura a seguir representa o gráfico de
uma parábola cujo vértice é o ponto V.

a) y = (x² /5) - 2x
b) y = x² - 10x A equação da reta r é:
c) y = x² + 10x a) y = -2x + 2 b) y = x + 2. c) y = 2x + 1 d)y =
d) y = (x²/5) - 10x 2x + 2. e) y = -2x – 2
e) y = (x² /5) + 10x
21-(MACK)
(MACK) Se a função real definida por f(x) = - x²+ (4
(UFMG) A função f(x) do segundo grau tem raízes -
17-(UFMG) – k²) possui um máximo positivo, então a soma dos
3 e 1. A ordenada do vértice da parábola, gráfico de possíveis valores inteiros do real k é:
f(x), é igual a 8. a) - 2. b) - 1. c) 0. d) 1.
A única afirmativa VERDADEIRA sobre f(x) é e) 2.
a) f(x) = -2(x-1)(x+3) b)) f(x) = -(x-1)(x+3)
c) f(x) = -2(x+1)(x-3) 22-(GV)
(GV) A função f, de R em R, dada por f(x)=ax²-4x+a
f(x)=ax²
d) f(x) = (x-1)(x+3) e) f(x) = 2(x+1)(x-3)
2(x+1)(x tem um valor máximo e admite duas raízes reais e
iguais. Nessas condições, f(-2)
f( é igual a
18-(UFMG)
(UFMG) Nessa figura, a reta r intercepta a parábola a) 4 b) 2 c) 0 d) - 1/2
nos pontos (-4, -24) e (2, 0). e) – 2
23-(UFPE)
(UFPE) Qual o maior valor assumido pela função
f:[-7.10] →R R definida por
po f(x) = x² - 5x + 9?

(FUVEST) O gráfico de f(x)=x²+bx+c, onde b e c são


24-(FUVEST)
constantes, passa pelos pontos (0,0) e (1,2). Então f(-
f(
2/3) vale

43
Apostila de Cálculo Zero
a) - 2/9 b) 2/9 c) - 1/4 d) 1/4 33-( UFMG-01)
01) Nessa figura, estão representados os
e) 4 gráficos das funções
funçõ

25-(PUCMG) Na parábola y = 2x² - (m - 3)x + 5, o


vértice tem abscissa 1. A ordenada do vértice é:
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6
e) 7

26-(UFMG)
(UFMG) O ponto de coordenadas (3,4) pertence à
parábola de equação y = ax² + bx + 4. A abscissa do
vértice dessa parábola é:
a) 1/2 b) 1 c) 3/2 d) 2
f(x) = x²/2 e g(x) = 3x - 5.
Considere os segmentos paralelos ao eixo y, com uma
grau, admite as raízes -
27-(UEL) Uma função f, do 2°grau,
1/3 e 2 e seu gráfico intercepta o eixo y no ponto (0;-4).
(0; das extremidades sobre o gráfico da função f e a outra
É correto afirmar que o valor extremidade sobre o gráfico da função g. Entre esses
segmentos, seja S o que tem o menor comprimento.
a) mínimo de f é -5/6 b) máximo de f é -5/6
Assim sendo, o comprimento do segmento S é
c) mínimo de f é -13/3
a) 1/2 b) 3/4 c) 1 d) 5/4
d) máximo de f é -49/9 e) mínimo de f é -49/6

28-(CESGRANRIO)
(CESGRANRIO) O ponto de maior ordenada, ordenada 34-(UNIFESP-02) 02) O gráfico da função f(x) = ax² + bx +
pertence ao gráfico da função real definida por c (a, b, c números reais) contém os pontos ( -1),
(-1,
(0,-3) e (1, -1).
f(x) = (2x - 1) (3 - x), é o par ordenado (a,b). Então a - b
O valor de b é:
é igual a:
a) -39/8 b) -11/8 c) 3/8 d) 11/8 a) -2. b) -1. c) 0. d) 1
e) 39/8 e) 2.

(UEL) Seja x um número real estritamente positivo.


29-(UEL) 35-(PUCCAMP-01) 01) Considere a função dada por y=3t²
-6t+24,
6t+24, na qual y representa a altura, em metros, de um
Sejam as funções f e g tais que f associa a cada x o
móvel, no instante t, em segundos.
comprimento da circunferência de raio x centímetros e
g associa a cada x a área do círculo de raio x O valor mínimo dessa função ocorre para t igual a
centímetros. Nessas condições, é verdade que a) -2 b) -1 c) 0 d) 1
a) f(x) > g(x) para 0 < x < 2. b) f(x) = g(x) para x = 4. e) 2
c) g(x) > f(x) para 0 < x < 1.
36-(PUCCAMP-01) 01) (Considere a função
funç dada por
d) f(x) > g(x) para x > 10. e) f(x) > g(x)
y=3t²-6t+24,
6t+24, na qual y representa a altura, em metros,
para qualquer valor de x.
de um móvel, no instante t, em segundos.
30-(PUCCAMP)A
(PUCCAMP)A soma e o produto das raízes de uma O ponto de mínimo da função corresponde ao instante
em que
função do 2° grau são, respectivamente, 6 e 5. Se o
a) a velocidade do móvel é nula.
valor mínimo dessa função é -4,
4, então seu vértice é o
b) a velocidade assume valor máximo.
ponto
c) a aceleração é nula.
a) (3, -4) b) (11/2, -4) c) (0, -4)
4) d) (-4;
( 3)
d) a aceleração assume valor máximo.
e) (-4, 6)
e) o móvel se encontra no ponto mais distante da
origem.
31-(PUCRIO)
(PUCRIO) O número de pontos de intersecção das
duas parábolas y=x² e y=2x² -1 é:
37-(PUCPR-01) 01) O gráfico da função definida por f(x) =
a) 0. b) 1. c) 2. d) 3.
e) 4. x² + bx + cos 8π /7:, x ∈ R
a) intercepta o eixo das abscissas em exatamente 2
32-(UFV)
(UFV) O gráfico da função real f definida por pontos positivos.
f(x)=ax²+bx+c, com a < 0, passa peloss pontos (-1,10)
( e b) intercepta o eixo das abscissas em exatamente 2
(0,5). Logo o conjunto de todos os valores possíveis de pontos negativos.
c) intercepta o eixo das abscissas em 2 pontos de
b é:
sinais diferentes.
a) {b ∈IR | b ≤ -4} b) {b ∈ IR | b < -5}
d) intercepta o eixo das abscissas na origem.
c) {b ∈ IR | b ≤ -3} d) {b ∈IR
IR | b ≤-2} e) não intercepta o eixo das abscissas.
e) {b ∈ IR | b ≤ -1}
38-(UFAL)
(UFAL) O gráfico da função quadrática
quad definida por
f(x)=4x²+5x+1 é uma parábola de vértice V e intercepta
o eixo das abscissas nos pontos A e B. A área do
triângulo AVB é

44
Apostila de Cálculo Zero
a) 27/8 b) 27/16 c) 27/32 A 30)A 31)C 32)B 33) A 34)C 35)D 36)A 37)C
d) 27/64 e) 27/128 38)E 39)B 40)A 41)D 42)A 43)B
39-(UFES-00) 00) O gráfico da função y = x² - 1 é
transladado de 3 unidades es na direção e sentido do eixo
x e de 1 unidade na direção e sentido do eixo y. Em 19 FUNÇÃO MODULAR
seguida, é refletido em torno do eixo x. A figura
resultante é o gráfico da função Revisão:
a) y = -(x + 3)² b) y = -(x - 3)² c) y = -(x
- + 3)² - 2 d)
y = (x - 3)² - 2 e) y = (x + 3)²
19.1 Módulo (ou valor absoluto) de um
40-(PUCPR-04) 04) O gráfico de uma função do segundo
grau tem seu eixo de simetria na reta x = 3, tem uma
número:
O módulo (ou valor absoluto) de um número real x, que

`, ƒ@ ` 0 €
raiz igual a 1 e corta o eixo dos y em y = 25, então seu

`t
conjunto imagem é: se indica por |x| é definido da seguinte maneira:

`, ƒ@ ` { 0
a) [-20, ∞ [ b) [20, ∞ [ c) ]- ∞ , -20] d) ]- ∞
, 20] e) ]- ∞ , 25]
Então, à se x é positivo ou zero, | x | é igual ao próprio
41-(UFMG-04)04) O intervalo no qual a função f(x) = x£ - x.
6x + 5 é crescente é:
a) x < 5 b) 1 < x < 5 c) x > 1 d) x > 3 Exemplos:
a) | 2 | = 2;| 1/2 | = ½ ;| 15 | = 15
42-(UFSM-03) A parábola P representada
ntada na figura é o Então, à se x é negativo, | x | é igual a -x.
gráfico de uma função quadrática f. Se y = g(x) for
outra função quadrática cujas raízes sejam as mesmas b) | -2 | = -(-2)
2) = 2;| -20 | = -(-20) = 20
de f e se o vértice do gráfico dessa g for simétrico ao
vértice de P com relação ao eixo 0x, então g(-1)
g( vale
O módulolo de um número real é sempre positivo ou
nulo. O módulo de um número real nunca é negativo.
Representando geometricamente, o módulo de um
número real x é igual a distância do ponto que
representa, na reta real, o número x ao ponto 0 de
origem. Assim:

• Se |x| < a (coma a > 0) significa que a distância


a) – 8 b) – 6 c) 0 d) 6 entre x e a origem é menor que a, isto é, x deve
e) 8 estar entre –a e a,, ou seja, |x|< a Û –a < x < a.

43-(MACK-03)
03) Se a figura mostra o esboço do gráfico
de f(x)= ax² + 2bx + c, então os números a, b e c
sempre são:
• Se |x| > a (com a > 0) significa que a distância
entre x e a origem é maior que a, isto é, deve estar
à direita de a ou à esquerda de –a na reta real, ou
seja: |x| > a Û x > a ou x <-a.

a) nessa ordem, termos de uma PA b) nessa


19.2 Equações modulares
ordem, termos de uma PG c) números inteiros.
d) tais que a < b < c. e) tais que a > Toda equação que contiver a incógnita em um módulo
b > c. num dos membros será chamada equação modular.

GABARITO Exemplos:
2
a)| x -5x | = 1
2
1) E 2) C 3) D 4) A 5)B 6) A 7) E 8)D 9)C 10)A b)| x+8 | = | x -3 |
11)D 12) C 13)D 14)C 15)C 16)A 17)A 18) a) 4x +
y+8=0 b) y = - x² + 2x c) x = -1 19)D 20)D Algumas equações modulares resolvidas:
21)C 22)E 23) 93 24)A 25)A 26)C 27)E 28)B 29)

45
Apostila de Cálculo Zero
Poderia também fazer: `  – 3 = -13 ou ainda ` 
2
1)Resolver a equação | x -5x | = 6.
= -10,
10, o que acarreta em solução vazia, no
Solução: campo dos números reais.

6: |` 7 3| = 2x - 5
Temos que analisar dois casos:

x + 3 = 2x – 5 ⇔ x = 5 + 3 ⇔ x = 8
caso 1:x2-5x = 6

- x - 3 = 2x - 5 ⇔ 3x = 5 – 3 ⇔ x = 2/3
caso 2:x2-5x = -6

Resolvendo o caso 1: (esta solução não serve, pois o resultado de

igual a zero ⇔ 2x – 5 0 ⇔ x 5 / 2 ), logo


x2-5x-6 = 0=>x’=6 e x’’=-1. um módulo, no caso 2x – 5, deve ser maior ou

Resolvendo o caso 2: teremos: S = {8}

7: |`| - 5|`| + 6 = 0
x2-5x+6 = 0=>x’=3 e x’’=2.

Troca-se |`| por y: y – 5y + 6 = 0 ⇔ y = 2 ou


2
Resposta: S={-1,2,3,6}
y=3

retornamos em |`|,, para encontramos o valor de


Assim que encontramos os valores para y,

`.
2)Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |.

|`| = 2 ⇔ x = ± 2
Solução:

|`| = 3 ⇔ x = ± 3
Temos que analisar os dois casos:

8: |` 7 3| + |` 2| = 4
caso 1:x-6 = 3-2x
caso 2:x-6 = -(3-2x)

Resolvendo o caso 1:

x + 3 + x – 2 = 4 ⇔ 2x = 3 ⇔ x = 1,5 (não
x-6 = 3-2x=>x+2x = 3+6=>3x=9=>x=3

Resolvendo o caso 2:
serve, pois x deve ser maior que 2)
x-6 = -(3-2x)=>x-2x = -3+6=>-x=3=>x=--3
x + 3 - x + 2 = 4 ⇔ 0x = -1 ⇔ impossível
- x – 3 – x + 2 = 4 ⇔ -2x = 5 ⇔ x = -2,5 (não
Resposta: S={-3,3}
serve, pois x deve ser menor que -3) Solução
vazia.
Outros exemplos:

1: |`| = 7 ⇔ x = 7 ou x = -7
19.3 Inequações modulares
2: |` 7 1| = 5
x+1=5⇔ x=5–1⇔x=4
- x - 1 = 5 ⇔ x = - 5 - 1 ⇔ x = -6
Chamamos de inequações modulares as inequações
- nos quais aparecem módulos de expressões que
Observação: Esta segunda parte poderia também ser contém a incógnita. Algumas inequações modulares
resolvida como: x + 1 = -5 ou x = -6. resolvidas:

3: |2` 3| = 4
2x - 3 = 4 ⇔ 2x = 4 + 3 ⇔ x = 7/2
2
1) Dê o conjunto solução da equação |x - 2x +

- 2x + 3 = 4 ⇔ -2x = 4 - 3 ⇔ x = -1/2 ou então


3|=4.

| x - 2x + 3|=4 ⇔ -4=
fazendo 2 x – 3 = -4,
4, que gera 2x = -1 ou x = - Solução:
2 2
1/2. 4= x - 2x + 3 =4.

4: |5` 1| = - 8
Então temos duas inequações (que devem ser
satisfeitas ao mesmo tempo):
2
Esta equação não possui solução uma vez que Eq.1: -4= x -2x+3
2
não é possível que o módulo resulte num Eq.2: x -2x+3=4
número negativo (-8).

5: |`  3| = 13
Resolvendo a Eq.1:

`  - 3 = 13 ⇔ `  = 13 + 3 ⇔ `  = 16 ⇔ x = ±
2 2 2 2
-4= x - 2x + 3 => -4-3
3 = x - 2x => -7 = x - 2x => x - 2x
+ 7 = 0=> sem raízes reais.

-`  + 3 = 13 ⇔ `  = -13 + 3 ⇔ `  = -10 ⇔ S
4

=∅
Resolvendo a Eq.2:
2
x -2x+3 = 4

46
Apostila de Cálculo Zero

3, teríamos: V 3  3 o que é


Aplicando
o Bháskara encontramos as raízes x’= 1-√2
1 e
x’’= 1+√2 Por exemplo, se x=-3,

Solução: S=–` ∈ Y / 1 √2  x  1 7 √2 ˜
um absurdo, pois o primeiro membro é positivo e o
segundo negativo. Usando a definição
definiçã de módulo,

V`   |`|
podemos escrever:

1: |`| > 3
Outros exemplos:

-x > 3 ⇔ x < -3
x>3 o que é verdadeiro para todo x real.

A solução será a união desses dois intervalos: Devemos proceder da mesma forma em relação a
todas raízes de índice par:

19.5 Função modular


S=ˆ` ∈ Y / ` { 3 @ ` ~ 3 Š
Chamamos de função modular a função f(x)=|x|

`, ƒ@ ` 0 €
2: |`|  3 g`  t
definida por:

`, ƒ@ ` { 0
x3
-x  3 ⇔ x -3
Observe, então, que a função modular é uma função
definida por duas sentenças.
A solução será a interseção desses dois intervalos:

1: f(x) = |`|.
Exemplos:

S=ˆ` ∈ Y / 3  `  3 Š
Para ser efetuada a construção gráfica, a função
modular será desmembrada em duas:

a  `, ƒ@ ` 0 €
™
3: |2` 5| < 6 a  `, ƒ@ ` { 0
2x - 5 < 6 ⇔ 2x < 11 ⇔ x < 5,5
-2x + 5 < 6 ⇔ -2x > 1 ⇔ x > -1/2
1/2 Observe que a função que estava dentro do módulo (no
A solução será a interseção desses dois intervalos: caso a função identidade y = x) foi mantida para
valores de y positivos (acima do eixo x).
Já para valores negativos de y (abaixo do eixo x) a
função foi rebatida em relação ao eixo x. Foi obtida

S=ˆ` ∈ Y / 0,5 { ` { 5,5 Š


uma nova função (y y = -x) simétrica à anterior em
relação ao eixo x.

4: |`  2| 7
`  - 2 7 ⇔ `  - 9 0 ⇔ x  -3 ou x 3
-`  + 2 7 ⇔ -`  – 5 0 ⇔ x ∈ ∅
A solução será a união desses dois intervalos:

S=ˆ` ∈ Y / `  3 @ ` 3 Š
D=R
Im= R+

Resumindo: a parte da função que estava “em baixo”


do eixo x foi refletida para cima do eixo x. Essa idéia
19.4 Módulo e raiz quadrada valerá para todas as funções modulares. Daqui em
diante, o gráfico da função modular será construído

definição que √`  a, se e somente se, y =x. Daí


Consideremos os números reais x e y. Temos por usando tal idéia.

podemos concluir que √`   `. 2: f(x) = |` 7 3|. As funções equivalentes serão:


2

` 7 3, ƒ@ ` 3 €
t
Se tivermos x<0, não podemos afirmar que √`   `, ` 3, ƒ@ ` { 3
pois isso contradiz a definição.

47
Apostila de Cálculo Zero
A função que estava dentro do módulo (y ( = x + 3) foi
mantida para valores de x maiores que 3 (acima do
eixo x).
Já para
ra valores menores que 3 (abaixo do eixo x), a
função foi rebatida em relação ao eixo x. Foi obtida
uma nova função (y = -x - 3)) simétrica à anterior em D
= R relação ao eixo x.

D=R e Im= R+

5: f(x) = |`  4| . As funções equivalentes serão:


`  4, ƒ@ ` 2 fc `  2€
™
`  7 4, ƒ@ 2 { ` { 2

As partes da parábola y = `  4 à direita do 2 e à


D=R e Im= R+
esquerda do -22 foram mantidas uma vez que tinham y
Observe também que esta função foi deslocada de 3

função anterior y = |`|.


não negativo (“acima” ou no próprio eixo x).
unidades para esquerda em relação à
Já a parte da parábola que estava situada entre -2 < x

3: f(x) = |v 7 “| - 2 . As funções equivalentes serão:


< 2 foi rebatida para cima, visto que tinham sinal

` 7 1, ƒ@ ` 3 €
negativo de y (abaixo do eixo x).

t
` 5, ƒ@ ` { 3
’  |v 7 “|
’  |v 7 “| w

Comparando com a função anterior y = |v 7 “|,


constata-se
se um deslocamento para baixo de 2
unidades.
Com isso a imagem passa a incluir números reais
negativos. D=R e Im= R+

6: f(x) = |` 7 3| 7 |` 2|. As funções equivalentes


2` 7 1, ƒ@ ` 2
serão: š 5, ƒ@ ` 3 { ` { 2 €
2` 1, ƒ@ ` { 3

D = R e Im= [2, 7∞[ Note que agora a função foi dividida em três partes.
4: f(x) = |2` 7 6|. As funções equivalentes serão:
Uma reta crescente (aa > 0)
0 para valores de x maiores
2` 7 6, ƒ@ ` 3 €
t
ou iguais a 2, uma reta constante para x entre -3 e 2 e
2` 6, ƒ@ ` { 3
uma reta decrescente (a ( < 0) para valores de x
menores que -3.

O gráfico mudou de inclinação uma vez que o


coeficiente angular (a = 2)) da função de primeiro grau
que está dentro do módulo foi aumentado em relação
às anteriores.

D=R e Im= R+

48
Apostila de Cálculo Zero
Exercícios

1) Construir o gráfico da função definida em R.

2, ƒ@ `  2 2
g`  š`, ƒ@ 2 { ` { 2€
2, ƒ@ ` 2 1)

g` 
|`  3` 7 2|.
2) Construa o gráfico da função

g` 
|`  2`| 7 ` 7 2.
3) Construa o gráfico da função

4) Construa o gráfico da função g`


g  |`  4|
|` 2|
2)
5) Resolver as seguintes equações em R:

a) |3` 1|  2
b) |2` 3|  1
c) |`  4` 7 5|  2

6) Resolver em R as seguintes equações:

a) |4` 1| |2` 7 3|  0
b) |`  7 ` 5|  |4` 1|
3)

7) Resolver as seguintes equações em R:

a) |2` 5|  ` 1
b) |2`  7 15` 3|  `  7 2` 3

8) Resolver em R as inequações abaixo: 4)

a) |4 3`|  5 5) a) S=t , 1u

b) S= ∅
b) |4` 7| 1 "
a) S=ˆ1,3Š

6) a) S=t , 2u b) S=ˆ 6, 1,1,4Š



"
9) Resolver em R as inequações abaixo:

a) |`  5` 7 5| { 1 b) S=ˆ 6, 13Š
b) › ›2
GE
7) a) S=ˆ2,4Š
G
8) a) S=t` ∈ Y /  `  3u

"
10) Resolver em R as seguintes inequações: b) S= R

a) |` 1| 3` 7 7  0 9) a) S=ˆ` ∈ Y/1 { ` { 2 fc 3 { ` { 4Š
b) |`  4`| 3` 7 6  0 b) S=T ∩ T  t` ∈ Y / `  fc ` 1u



10) a) S=ˆ` ∈ Y/` 3ŠŠ


11) Resolver as seguintes inequações em R:

a) |` 2| |` 7 4|  1 ` b) S=ˆ` ∈ Y/3  `  6ŠŠ


b) |` 2| |` 7 3| `  4` 7 3
11) a) S=ˆ` ∈ Y/`  5
5 fc 3  `  7Š
Respostas: b) S= ∅

20 FUNÇÃO EXPONENCIAL
Função exponencial é toda equação que contém
variáveis no expoente. Para resolvê-la
resolvê devemos

49
Apostila de Cálculo Zero
transformar a equação em uma igualdade de mesma
base.

Para resolver equações exponenciais, devemos


realizar dois passos importantes:
1º) reduçãoo dos dois membros da equação a potências
de mesma base;
&
  ⇒ k  i 
0 @ ~ 0
2º) aplicação da propriedade:

g: Y → YE∗ g`  G  ∈ Y, ~ 0 @
1
Condição de existência da função exponencial:
x
2) y=(1/2)
Se a>1, a função é crescente. CE: Nesse caso, a = ½, logo 0 < a < 1.
Atribuindo alguns valores a x e calculando os
correspondentes valores de y, obtemos a tabela e o
gráfico:

Se 0 < a < 1, a função é decrescente.

1) Propriedades de potenciação
&
. 
 &
&E
&


 &
,
0
  
&  &
&.

1
&
 &,
0
&
Imagem: Im = YE∗  √
) &

Domínio: D = R

Observações:
a) o gráfico nunca intercepta o eixo horizontal; a 2) Equação exponencial
função não tem raízes;
b) o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1); É toda equação cuja incógnita está no expoente de
c) os valores de y são sempre positivos (potência uma potência:

imagem é Im = YE∗ .
de base positiva é positiva), portanto o conjunto
Exemplos:
x
1) 3 =81
Gráfico: Solução:
Temos dois casos a considerar: 4 x 4
Como 81=3 , podemos escrever 3 = 3
1) quando a>1 E dai, x=4.
2) quando 0 < a < 1
x
2) 9 = 1

9 = 1 → 9 = 9 → Logo x = 0.
Exemplos: Solução:
x x x 0
1) y=2

" G
Condição de Existência (CE) :Nesse caso a=2, logo a >
3) C D 
1. %
Atribuindo alguns valores a x e calculando os  2
correspondentes valores de y, obtemos a tabela e o Solução:
gráfico:

50
Apostila de Cálculo Zero
Logo: x = 4

4) 3G  √27
-
Portanto, S = R (Reais negativos)
$

Solução: Observação:
A função exponencial é uma das mais importantes
x
funções da matemática. Descrita como e (onde e é a
5) 2"G  32G
constante matemática neperiana, base do logaritmo
neperiano), pode ser definida de duas maneiras
Solução:
equivalentes: a primeira, como uma série infinita; a

Daí: 3x – 1 = 10, de onde x =



segunda, como limite de uma seqüência:
1
1º) @ G  ∑∞‹ 17`7 7 7 7⋯
G) G¢ G6 G$
! ! "! !

G 
6) Resolva a equação
2º) @ G  lim→∞ C1 7 D
Solução:
Vamos resolver esta equação através de uma 
transformação:
Exercícios:
1) (UFMG) O conjunto de todos os valores de x que

1 10
x
satisfazem a equação abaixo é :
3G 7 G 
Fazendo 3 =y, obtemos:

3 3
Aplicamos Bhaskara encontramos y’=-3
3 e y’’=9. a) vazio
Para achar o x, devemos voltar os valores para a b) zero
x c) –1 e 1
equação auxiliar 3 =y, logo:
d) 3 e 1/3

das funções g`  2(G e ‡`  28G


2) (UFMG) Na figura, estão representados os gráficos
Portanto a solução é x = 2.
A afirmativa correta é:
3) Inequação exponencial
É toda desigualdade cuja incógnita está no expoente a) b<a<0
de uma potência: b) a<b<0
c) a<0<b
d) b<0<a
(Note que o sentido da desigualdade se mantém)

1
3) (UFMG) A soma das raízes da equação abaixo, é:
3E
EG
7 G8
(Note que o sentido da desigualdade é invertido) 7
a) 0
b) –1
Exemplos:
c) 1
d) 7
1/3
4) (UFMG) Seja ( x + 2) = 3, x> 0. Pode-se afirmar
-3/2
que x vale:
a) 0,002
b) 0,008

5) 4G 7 4G 4GE ~

c) 0,025

d) 0,125

A inequação pode ser escrita 7 4G 4G . 4 ~


œ 
Solução:
5) (UFMG)- A figura é um esboço do gráfico da função
 
x
f(x)= 2 .A ordenada do ponto P de abscissa (a + b)/2 é:

4G 7 4. 4G 4G . 16 ~ 11, ou seja:
Multiplicando ambos lados por 4 temos:

4G 1 7 4 16 ~ 11 → 4G .  11 ~ 11

a) cd

E daí, 4G { 1
b) (c + d) 1/2

Porém, 4G { 1 → 4G { 4 .
c) (cd) 2
d) (cd) 1/2

4 G { 4 → ` { 0
Como a base 4 é maior que 1, obtemos:

51
Apostila de Cálculo Zero

6) (UFMG) A solução da equação 2"GE 2"GE 7


c) 2

2"G  50G , é um número:


d) 3

a) menor que –3 15)Determine o valor de x – y .x e y são as soluções do


b) entre –2 e –1 sistema abaixo:
c) entre 0 e 1
d) entre 2 e 3
G
7) (PUC) Se a=16 e x = 1,25 , qual o valor de ?
1/2
a) 2 a) –2
b) 32 b) –2
c) 20 c) 0
d) 64 d) 1
x y
8) (UFES) Se x e y são números tais que 2 = m e 2 = n GABARITO
x-y
então 4 é igual a: 1-c 2-a 3-b 4-b 5-d 6-c 7-d
a) 2(m – n) 8-d 9-a 10-a 11-b 12-d 13-d
b) (m – n) / 2 14-d 15-a
c) – m/n
2
d) ( m/n)
3/2 1/2 5/6
9) (UFRN) 2 . 4 : 8 é igual a : 21 FUNÇÃO LOGARÍTMICA
a) 1
b) 2
1/2
c) 4
3/4
d) 8
8 5 n
10) (PUC) se 2 . 5 = 0,8 . 10 , o valor de n é:
a) 6
b) 5
c) – 1
Definição: log ( ;  ? ⇔ 9  ; , para b>0, a > 0 e a ≠
d) 2
2 2 1 (condição de existência de um logaritmo)
11) (MACK) Determine o valor de A – B , sendo:

log ( 1  0
1) Conseqüências da definição:

log (  1
log (   i
log ( ;  log ( ? ⇔ ;  ?
a) 0
b) 1
c) –1
d) – 2
2) Propriedades operatórias

3 5 k
12) (PUC) Se 3 . 2 = 4. 6 então o valor de k é :
a) 15
b) 8
c) 6 3) Cologaritmo
d) 3 Cologaritmo de um número b na base (a>0, b<0 e a ≠
1) é o logaritmo do inverso do número b na base a.
13) (FGV) O conjunto solução da equação abaixo é : Indicamos por:

a) –1
b) 1 4) Mudança de base
c) 0
d) 2

14) Determine a solução da equação :


5) Função Logarítmica
a) 0 g: YE∗ → Y, g`  log ( ; 0 {
1
b) 1

52
Apostila de Cálculo Zero
Como x=4 satisfaz a condição de existência, então o
Se a > 1, f é crescente conjunto solução é S={4}.

6) log2 (log4 x) = 1
Solução:
Condição
ição de existência: x > 0 log4 x >0

(log4 x) = log2 (2) → log4 x = 2 → 4 = x → x=16


log2 (log4 x) = 1; sabemos que 1 = log2 (2), então log2
2

Como x=16 satisfaz as condições de existência, então


o conjunto solução é S={16}.

log ` 7 log a  7 €
3) Resolva o sistema:
™
Se 0 < a < 1, f é decrescente 3 log ` 2 log a  1
Solução:
Condições de existência: x > 0 e y > 0

log x + log y = 7 → log y = 7 - log x


Da primeira equação temos:

3.log x – 2.(7-log x)=1 → 3.log x-14+2.log x = 1 → 5.log


Substituindo log y na segunda equação temos:

x = 15 → log x = 3 → x = 10
3

log y = 7- log 10 → log y = 7-3


7 → log y = 4 → y = 10 .
3
Substituindo x = 10 em log y = 7 - log x temos:
3 4

A função g`  log ( ` admite a inversa, que é f =a


-1 x
Como essas raízes satisfazem as condições de
3 4
existência, então o conjunto solução é S={(10 ; 10 )}.

21.2 Inequação logarítmica


É toda inequação cuja incógnita está no logaritmando,
na base ou em ambos.

Exemplos:
1) log2 x > 0 (a solução é x > 1)

2) log2(x+2) > log2 8


21.1 Equação logarítmica Solução:
Condições de existência:

É toda equação cuja incógnita está no logaritmando, na (S1) x+2 > 0, ou seja, x > -2
base ou em ambos. (S2) Como a base (2) e maior que 1, temos:
x+2 > 8 e, dai, x > 6
Exemplos: Portanto a solução final é a intersecção de S1 e S2:
1) log3x = 5 (a solução é x = 243)
2
2) log(x -1)
1) = log 3 (as soluções são x’=-2
x’= e x’’=2)

3) log2(x+3) + log2(x-3) = log27 (a solução é x=4)


2
4) log x+1(x -x)=2 (a solução é x=-1/3) O conjunto solução é S=S1∩S2
S=S1 = {x R| x > 6}.

5) log3(x+5) = 2 3) log2 (log3 x) ≥ 0

Condição de existência: x+5 > 0 → x > -5


Solução: Solução:
- Condições de existência:

log3(x+5) = 2 → x+5 = 32 → x=9-5 → x=4


X > 0 e log3 > 0

53
Apostila de Cálculo Zero
Como log21=0, a inequação pode ser escrita assim 13) (CESGRANRIO-85)
85) Se log a = 0,48 e log b = 0,3,
log2 (log3x) ≥ log21 então log a/b é:
R: 0,18
Sendo a base (2) maior que 1, temos: (log3x ≥ 1.
66) A soma dos logaritmos de dois números
14) (FEI-66)
Como (log33 = 1, então, (log3x ≥ (log33 e, dai, x ≥ 3, na base 9 e 0,5. O produto desses números é:
porque a base (3) é maior que 1. R: 3

As condições de existência estão satisfeitas, portanto


S={x E R| x ≥ 3} 22 TRIGONOMETRIA
A trigonometria possui uma infinidade de aplicações
Exercícios práticas. Desde a antiguidade já se usava da
1)(F.G.V - 72) Seja x o numero cujo logaritmo na base trigonometria para obter distâncias impossíveis de
3 2
√9 vale 0,75. Então x – 1 vale: serem calculadas por métodos comuns.
R: 2 Algumas aplicações da trigonometria são:
Determinação da altura de um certo prédio.
77) O numero, cujo logaritmo na base a é 4
2)(PUC-SP-77)
e na base a/3 é 8, é:
R: 6561

3) (U.MAC.-75)
75) O logaritmo de 144 no sistema de base
2√3 é igual a:
R: 4
2
4) (PUC-SP-80) Se x + y = 20 e x – y = 5, então log10(x
2 Um engenheiro precisa saber a largura de um rio para
– y ) é igual a:
R: 2 construir uma ponte, o trabalho dele é mais fácil
fáci
quando ele usa dos recursos trigonométricos.
log A Um cartógrafo (desenhista de mapas) precisa saber a
5) (U.MACK.-77)
77) O valor de A tal que 4 2 + 2A – 2 = 0
é: altura de uma montanha, o comprimento de um rio, etc.
R: √3 – 1 Sem a trigonometria ele demoraria anos para desenhar
um mapa.
6) (PUC-SP-77) Se loga x = n e loga y = 6n, então, Tudo isto é possível calcular com o uso da d
2 trigonometria do triângulo retângulo.
loga3√x y é igual a:
R: 2/3.n + 1/3.n
Ângulo é uma figura plana formada por duas
7) (EPUSP-67) Se log2 (a – b) = 16 e (a + b) = 8, então, semirretas de mesma origem. As semirretas chamam-
2 2 se lados do ângulo e o ponto de origem chama-se
chama
log2(a – b ) é igual a:
R: 7 vértice.

8) (PUC-SP-79)
79) Se log a + log b = p, então log 1/a +
log1/b vale:
R: - p

9) (UFBA-81)
81) Sendo log 2 = 0,3 e x = 64, então o log x
e:
R: 1,8
Ângulo raso: ângulo de medida 180º (seus lados
10) (PUC-SP-79) Se log102 = 0,3, então log105 é igual
a:
R: 0,7 formam uma reta).

11) (CESCEA-75)75) Sabendo que log 2 = 0,3, determinar


o valor da expressão log 25
R: 1,4

12) (EAESP-FGV-80) Sabendo-se se que log102 = 0,3 e Ângulo reto: ângulo de medida 90º.
log103 = 0,48, então log100,6 é igual a:
R: – 0,22

54
Apostila de Cálculo Zero
Ângulo agudo: ângulo cuja medida está entre 0º e 90º. em que um dos ângulos mede 90º. O lado que fica
oposto ao ângulo de 90º é chamado de hipotenusa,
enquanto os lados que formam
f o ângulo de 90º são os
catetos.

Ângulo obtuso: ângulo cuja medida está entre 90º e

180º.

Ângulos congruentes: ângulos de mesma medida

Tomando um ângulo “a” como referência neste


triângulo, nota-se
se que um dos catetos ficará na frente
desse ângulo, e é chamado de cateto oposto, enquanto
(símbolo ). o outro cateto, cujo lado está junto desse ângulo, é
chamado de cateto adjacente.
Ângulos Complementares: par de ângulos cuja soma
Para facilitar as demonstrações chamamos de:

“b” a medida do cateto oposto ao ângulo ¦


“a” a medida da hipotenusa

“c” a medida do cateto adjacente ao ângulo ¦

k@<h< <f ? j@jf fofƒjf ¦


ƒ@i¦ 
das medidas é 90º
§hofj@icƒ
hofj@icƒ
Simplificando:
;
Ângulos suplementares: par de ângulos cuja soma ƒ@i¦ 
k@<h< <f ? j@jf <¨ ?@ij@ ¦
?fƒ¦  ?
das medidas é 180º.
§hofj@icƒ
hofj@icƒ ?fƒ¦ 

k@<h< <f ? j@jf fofƒjf ¦ ;


j‡¦  j‡¦ 
k@<h< <f ? j@jf <¨ ?@ij@ ¦ ?

Agora, tomando © como referência, os valores de seno,


cosseno e tangente mudam, pois o lado “c” passa a ser

ângulo ©.
o cateto oposto e o lado “b” o cateto adjacente ao
Ângulos adjacentes: ângulos que possuem um lado
comum e as regiões determinadas por eles não tem

mais pontos comuns.

22.1 Funções trigonométricas básicas No triângulo, os ângulos de 30°, 45° e 60° são
As Funções trigonométricas básicas são relações entre considerados notáveis, pois estão presentes em
as medidas dos lados do triângulo retângulo e seus diversos
ersos cálculos. Por isso seus valores trigonométricos
ângulos. As três funções básicas mais importantes da correspondentes são organizados em uma tabela, veja:
trigonometria são: seno, cosseno e tangente.

As definições dos valores de seno, cosseno e tangente


tomam como referência a relação entre as medidas dos
lados de um triângulo retângulo, ou seja, um triângulo

55
Apostila de Cálculo Zero
Arco geométrico:: é uma das partes da circunferência
delimitada por dois pontos, incluindo
incluindo-os

Nas situações envolvendo outros ângulos, os valores


trigonométricos podem ser obtidos através do uso de Ângulo central:: todo arco de circunferência tem um
uma calculadora científica, que dispõe das teclas sen ângulo central relacionado.
(seno), cos (cosseno) e tan (tangente). Outra opção
seria dispor de uma tabela trigonométrica.

Para o cálculo dos valores trigonométricos envolvendo


ângulos obtusos podemos utilizar das seguintes
definições:
sen x = sen (180º – x)
cos x = – cos (180º – x)

Exemplo:
Obtenha o valor de seno de 120º e cosseno de 120º.
sen 120º = sen (180º – 120º) → sen 120º
120 = sen 60º =
0,8660
cos 120º = – cos (180º – 120º) → cos 120º
120 = – cos 60º
= – 0,5000
22.3 Arcos de uma volta
uma circunferência, a medida do arco é igual a C=2 Hr,
Se AB é o arco correspondente à volta completa de
22.2 Unidades de Medidas de arcos:

comprimento do arco(AB) 2 H r
então:

= 2H
Grau:: é a unidade usada quando dividimos uma
circunferência em 360 partes congruentes. Cada parte m(AB)= =
é um arco de um grau (1º). comprimento do raio r

é 2 H rad, isto é, 2 H rad = 360 graus.


Radiano:: um arco de um radiano (1 rad) é aquele cujo Assim a medida em radianos de um arco de uma volta
comprimento é igual ao raio da circunferência.

Um arco de 180º e raio unitário tem comprimento de H


Podemos estabelecer os resultados seguintes
de 180º equivale a H rad.
radianos. Sendo assim podemos afirmar que um arco

Desenho
Exemplo: Para determinar a medida em radianos de
um arco de comprimento igual a 12 cm, em uma

H /2 H 3 H /2 2H
circunferência de raio medindo 8 cm, fazemos, Grau 90 180 270 360
Radiano
comprimento
to do arco(AB) 12 0 graus = 0 radianos
m(AB)= =
comprimento do raio 8
22.4 Mudança de unidades
Consideremos um arco AB de medida R em radianos,
Portanto m(AB)=1,5 radianos
esta medida corresponde a G graus. A relação entre
estas medidas é obtida pela seguinte proporção,

2 H rad …………… 360 graus


R rad …………… G graus

Assim, temos a igualdade R/2 H = G/360, ou ainda,

56
Apostila de Cálculo Zero
R G

ª
= 2o. quadrante: 1o. quadrante:
180 Abscissa: negativa Abscissa:positiva
Ordenada: Ordenada:
Exemplos positiva positiva
Para determinar a medida em radianos de um arco de 90º<ângulo<180º 0º<ângulo<90º
medida 60 graus, fazemos 3o. quadrante: 4o. quadrante:
R 60 Abscissa: negativa Abscissa: positiva
= Ordenada: Ordenada:

Assim: R= H /3 ou 60 graus= H /3 rad


negativa negativa
180
180º<ângulo<270º 270º<ângulo<360º

Para determinar a medida em graus de um arco de


medida 1 radiano, fazemos: Os quadrantes são usados para localizar pontos e a
caracterização de ângulos trigonométricos.
1 G

H 180
=

Assim: 1 rad = 180/ H graus.

Como 60º é 1/3 de 180º, logo é 1/3 de H rad. → 60° 


l <
I
"
Como 30º é 1/6 de 180º, logo é 1/6 de H rad. → 30° 
l <
I
2
Como 45º é 1/4 de 180º, logo é 1/4 de H rad. → 45° 
l <
I

Como 120º é o dobro de 60º, logo é o dobro de H/3 rad.
Por convenção, os pontos situados sobre os eixos não

→ 120°  l <
I
pertencem a qualquer um dos quadrantes.
"

22.5 Círculo Trigonométrico


Considere uma circunferência de raio unitário com
centro na origem de um sistema cartesiano ortogonal e
o ponto A=(1,0). O ponto A será tomado como a origem
dos arcos orientados nesta circunferência e o sentido
positivo considerado será o anti-horário.
horário. A região
contendo esta circunferência e todos os seus pontos
interiores, é denominada círculo trigonométrico
. Para todo ponto(x,y) pertencente à circunferência

1.
unitária, temos:
−1x1 e −1y

22.6 Arcos com mais de uma volta


Nos estudos trigonométricos existem arcos que
possuem medidas maiores que 360º, isto é, eles
possuem mais de uma volta. Sabemos que uma volta
Inserindo os eixos x e y nesse círculo: completa equivale a 360º ou 2 π rad, com base nessa
informação podemos reduzi-lo
reduzi à primeira volta,
realizando o seguinte
guinte cálculo: dividir a medida do
arco em graus por 360º (volta completa),
completa) o resto da
divisão será a menor determinação positiva do arco.
Dessa forma, a determinação principal do arco em um
dos quadrantes fica mais fácil.

Exemplo 1
Determinar a localização
zação principal do arco de 4380º
Os eixos OX e OY decompõem o círculo trigonométrico utilizando a regra prática.
em quatro quadrantes que são enumerados como
segue:

57
Apostila de Cálculo Zero
4380º:360º é correspondente a 4320º + 60º, portanto, o
resto da divisão é igual a 60º que é a determinação
principal do arco, dessa forma, sua extremidade
pertence ao 1º quadrante.

Exemplo 2
Qual a determinação principal do arco com medida
igual a 1190º? Seno: No plano cartesiano, consideremos uma
circunferência trigonométrica, de centro em (0,0) e raio
1190º:360º, a divisão possui resultado igual a 3 e resto unitário. Seja M=(x',y') um ponto desta circunferência,
110, concluímos que o arco possui três voltas localizado no primeiro quadrante, este ponto determina
completas e extremidade no ângulo de 110º, um arcoco AM que corresponde ao ângulo central a. A
pertencendo ao 2º quadrante. projeção ortogonal do ponto M sobre o eixo OX
determina um ponto C=(x',0) e a projeção ortogonal do
ponto M sobre o eixo OY determina outro ponto
22.7 Arcos Côngruos B=(0,y').
Dois arcos são côngruos quando possuem a mesma A medida do segmento OB coincide com a ordenada y'
origem e a mesma extremidade. Uma regra prática do ponto
onto M e é definida como o seno do arco AM que
eficiente para determinar se dois arcos são côngruos corresponde ao ângulo a, denotado por sen(AM) ou
consiste em verificar se a diferença entre eles é um sen(a).
número divisível ou múltiplo de 360º, isto é, a diferença
dif
entre as medidas dos arcos dividida por 360º precisa
ter resto igual a zero.

Para simplificar os enunciados e definições seguintes,


escreveremos sen(x) para denotar o seno do arco de
medida x radianos.

Cosseno: O cosseno do arco AM correspondente ao


ângulo a, denotado por cos(AM) ou cos(a), é a medida
do segmento 0C, que coincide com a abscissa x' do
ponto M.

Exemplo 3
Verifique se os arcos de medidas 6230º e 8390º são
côngruos.
8390º – 6230º = 2160
160º / 360º = 6 e resto igual a zero. Portanto, os arcos
medindo 6230º e 8390º são côngruos.
Tangente
Exemplo 4 Seja a reta t tangente à circunferência trigonométrica
Confira se os arcos de medidas 2010º e 900º são no ponto A=(1,0). Tal reta é perpendicular
perpendi ao eixo OX.
côngruos. A reta que passa pelo ponto M e pelo centro da
2010º – 900º = 1110º circunferência intersecta a reta tangente t no ponto
1110º / 360º = 3 e resto igual a 30. Portanto, os arcos T=(1,t'). A ordenada deste ponto T, é definida como a
não são côngruos. tangente do arco AM correspondente ao ângulo a.

22.8 Seno e cosseno


Dada uma circunferência trigonométrica contendo o
ponto A=(1,0) e um número real x, existe sempre um
arco orientado AM sobre esta circunferência, cuja
medida algébrica
ca corresponde a x radianos.

58
Apostila de Cálculo Zero
Ampliaremos estas noções para ângulos
âng nos outros Quando o ângulo mede 3H/2, 3 a tangente não está
quadrantes definida pois a reta OP não intercepta a reta t, estas
são paralelas. Quando a = 3H/2,
3 temos:
Ângulos no segundo quadrante cos(3H/2)=0, sen(3H/2)=
/2)=-1
Se na circunferência trigonométrica, tomamos o ponto

OX e o segmento OM pertence ao intervalo H/2< a < H .


M no segundo quadrante, então o ângulo a entre o eixo Simetria em relação ao eixo OX
Em uma circunferência trigonométrica, se M é um
Do mesmo modo que no primeiro quadrante, o cosseno ponto no primeiro quadrante e M' o simétrico de M em
está relacionado com a abscissa do ponto M e o seno relação ao eixo OX, estes pontos M e M' possuem a
com a ordenada deste ponto. Como o ponto M=(x,y) mesma abscissa e as ordenadas possuem sinais
possui abscissa negativa e ordenada positiva, o sinal opostos.
do seno do ângulo a no segundo quadrante é positivo,
o cosseno do ângulo a é negativo
ativo e a tangente do
ângulo a é negativa.

Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo


correspondente ao arco AM e b o ângulo
Outro caso particular importante é quando o ponto M correspondente ao arco AM', obtemos:
está sobre o eixo vertical OY e neste caso: cos(H
cos( /2)=0 sen(a) = -sen(b)
e sen(H /2)=1 cos(a) = cos(b)
tan(a) = -tan(b)
A tangente não está definida, pois a reta OM não
intercepta a reta t, pois elas são paralelas. Simetria em relação ao eixo OY
Seja M um ponto da circunferência trigonométrica
Ângulos no terceiro quadrante localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico a

o que significa que o ângulo pertence ao intervalo: H <


O ponto M=(x,y) está localizado no terceiro quadrante, M em relação ao eixo OY, estes pontos M e M'

a <3 H/2.
possuem a mesma ordenada e as abscissa são
/2. Este ponto M=(x,y) é simétrico ao ponto M'=(-
M'=( simétricas.
x,-y)
y) do primeiro quadrante, em relação à origem do
sistema, indicando que tanto a sua abscissa como a
sua ordenada são negativos. O seno e o cosseno de
um ângulo no terceiro quadrante são negativos e a
tangente é positiva.

Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo


correspondente ao arco AM e b o ângulo

Em particular, se a= H radianos, temos que cos(H)=-1,


correspondente ao arco AM'. Desse modo:
cos( sen(a) = sen(b)
sen(H)=0 e tan(H)=0 cos(a) = -cos(b)
tan(a) = -tan(b)

Simetria em relação à origem

O ponto M está no quarto quadrante, 3 H /2 < a < 2 H. O


Ângulos no quarto quadrante Seja M um ponto da circunferência trigonométrica
localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico de
seno de ângulos no quarto quadrante é negativo, o M em relação a origem, estes pontos M e M' possuem
cosseno é positivo e a tangente é negativa. ordenadas e abscissas simétricas.

59
Apostila de Cálculo Zero
Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo
correspondente ao arco AM e b o ângulo 5ª) A função seno é função ímpar, isto é, qualquer que
correspondente ao arco AM'. Desse modo: seja x∈ D(f) = R, temos sen x = -sen (-x).
sen(a) = -sen(b)
cos(a) = -cos(b)
tan(a) = tan(b) Estudo do sinal na Função Seno

Relações Trigonométricas Fundamentais

A função é positiva para valores do


1º e 2º quadrantes e negativa para valores do 3º e 4º
quadrantes.

Função Cosseno

Estudos das funções seno, cosseno

Função Seno

senoide transladada H/2


H unidades para a direita. A
1ª) A cossenoide não é uma nova curva, e sim uma

maioria dos aspectos relevantes da função cosseno


são os mesmos da função seno.

2ª) O domínio é o mesmo: D = R

3ª) A imagem é a mesma: Im= [-1,1].


[

4ª) O período é o mesmo: p = 2 H


1ª) O domínio de f(x) = sen x é R, pois para qualquer
valor real de x existe um e apenas um valor para sen x.

2ª) O conjunto imagem de f(x) = sen x é o intervalo [-


[ 5ª) A função cosseno não é nem injetiva nem subjetiva.
1,1].


R,
6ª) A função cosseno é par, pois temos cosx = cos(-x).
cos(
3ª) A função seno não é sobrejetora, pois [-1,1]
[
isto é, sua imagem não é igual ao contradomínio.
Estudo do sinal na Função Seno
4ª) A função seno não é injetiva,
va, pois para valores
diferentes de x temos o mesmo f(x).

60
Apostila de Cálculo Zero
Funções Secante, Cossecante e Cotangente

A função é positiva para


valores do 1º e 4º quadrantes e negativa para valores
do 2º e 3º quadrantes.

Funções complementares

Função Tangente
Função Secante:
Gráfico de y = tgx

1º Domínio: D=R – { 7n.


n.H, n ∈ Z}.
I


2º Imagem: Im= {y ∈ R / y  1, ou y -1}.

1ª) Domínio: D=R – {x ∈ R / x = + kH,, k ∈ Z}.


G

3º A função y = secx é par, pois sec(-x)
sec( = sec(x)

Estudo do sinal na Função Tangente


2ª) Imagem: Im = R.

3ª) A função tangente não é injetiva, mas é sobrejetiva.

4ª) A função tangente é função ímpar, isto é, tg x = - tg


(-x).

5ª) Período: p = H.
A função secante tem os
Estudo do sinal na Função Tangente sinais da função cosseno iguais, em cada um dos
quadrantes.

Função Cossecante

A função é positiva para


valores do 1º e 3º quadrantes e negativa para valores
do 2º e 4º quadrantes.

61
Apostila de Cálculo Zero
1º Domínio: D=R – {n.H, n ∈ Z}.

2º Imagem: Im= {y ∈ R / y  -1, ou y 1}.

3º A função y = cossecx é ímpar, pois cossec(-x)


cossec( = -
cossec(x)

Estudo do sinal na Função Tangente

Fórmulas de adição e subtração

A função cossecante tem


os sinais da função seno iguais, em cada um dos
quadrantes.

Função Cotangente

1º Domínio: D=R – {n.H, n ∈ Z}.


Fórmulas do arco duplo

2º Imagem: Im= R

3º A função y = cotgx é ímpar, pois cotg(-x)


cotg( = - cotgx

Estudo do sinal na Função Tangente

A função cotangente tem


os mesmos sinais da tangente, em cada um dos Fórmulas do arco metade
quadrantes.

Funções Trigonométricas Inversas

62
Apostila de Cálculo Zero
Como os arcos são complementares, isto significa que
x + y = 90º  y = 90º - x.
Substituindo, vem:
A = 2 - 2 . cosx . cos(90º - x) + 2 . senx . sen(90º - x)

Mas, cos(90º - x) = senx e sen(90º - x) = cosx, pois


sabemos que o seno de um arco é igual ao cosseno do
seu complemento e o cosseno de um arco é igual ao
seno do seu complemento.

Fórmulas de transformação em produto


Logo, substituindo, fica:
A = 2 - 2 . cosx . senx + 2 . senx . cosx
A = 2 + (2senxcosx - 2senxcosx) = 2 + 0 = 2 , e
portanto
o a alternativa correta é a letra E.

2) Calcule sen2x sabendo-se


sabendo que tg x + cotg x = 3.

Solução:
Escrevendo a tgx e cotgx em função de senx e cosx ,
vem:

Exercícios resolvidos de Trigonometria

1) (UNESP) Se x e y são dois arcos Daí, vem: 1 = 3 . senx . cosx  senx . cosx = 1 / 3. Ora,
complementares, então podemos afirmar que sabemos que sen 2x = 2 . senx . cosx e portanto senx .
A = (cosx - cosy)2 + (senx + seny)2 é igual a: cosx = (sen 2x) / 2 , que substituindo vem:

a) 0 (sen 2x) / 2 = 1 / 3 e, portanto, sen 2x = 2 / 3.

b) ½
c) 3/2 Resposta: 2 / 3

d) 1
e) 2 3) Simplifique a expressão: cos(x + y).cos y + sen(x
+ y).sen y

Solução: Solução.. Desenvolvendo as operações de acordo com


Desenvolvendo os quadrados, vem: as relações fundamentais e simplificando, temos:

A = cos2 x - 2 . cosx . cosy + cos2 y + sen2 x + 2 . senx


. seny + sen2 y cos( x + y ) cos y + sen( x + y ) seny = (cos x cos y − senxseny ). cos y + (senx cos y + seny cos x ).seny =
= cos x cos 2 y − senxseny cos y + senx cos yseny + sen 2 y cos x = cos x(cos 2 y + sen 2 y ) = cos x.(1) ⇒
Organizando convenientemente a expressão, vem: ⇒ cos( x + y ) cos y + sen( x + y ) seny = cos x

A = (cos2 x + sen2 x) + (sen2 y + cos2 y) - 2 . cosx . 4) Calcule o valor:


cosy + 2 . senx . seny a) cos 105º b) tg 75º
A = 1 + 1 - 2 . cosx . cosy + 2 . senx . seny
A = 2 - 2 . cosx . cosy + 2 . senx . seny Solução.. Aplicando as fórmulas da soma e diferenças
de arcos, temos:

63
Apostila de Cálculo Zero
a) Temos:
1 2 3 2 2− 6
cos(105º ) = cos(60º +45º ) = cos 60º cos 45º − sen60º sen 45º = . − . = senx cos x
2 2 2 2 4 tgx + ctgx = 3 ⇒ + = 3 ⇒ sen 2 x + cos 2 x = 3senx cos x
cos x senx
b) 1 = 3senx cos x
3 3+ 3
+1 3+ 3 9+ 6 3 +3
tg 30º +tg 45º 3 1 1 2
tg (75º ) = tg (30º +45º ) = = = 3 . = = 3+2
1 − tg 30º.tg 45º  3 3 − 3  3 + 3  9−3 senx cos x = ⇒ 2 senx cos x = 2. ⇒ sen 2 x = .

1−  .(1) 3 3 3
 3
 3 

5) Sendo senx = 4/5 e cosy = 12/13,, em 0 ≤ x ≤ π/2


e 0 ≤ y ≤ π/2, determine:
Trigonometria: Exercícios sobre elementos gerais
a) sen (x + y) b) tg (x – y)

1) Um arco AB de uma circunferência tem


Solução. Sabendo que sen x + cos x = 1, calculamos
2 2 comprimento L. Se o raio da circunferência mede
as raízes positivas de cosx e seny. 4 cm, qual a medida em radianos do arco AB, se:

(a) L=6cm (b) L=16cm (c) L=22cm (d) L=30cm

16 9 3
i) cos x = 1 − sen x = 1 − = =
2 2) Em uma circunferência de raio R, calcule a medida
25 25 5 de um arco em radianos, que tem o triplo do
comprimento do raio.

144 25 5
ii) seny = 1 − cos y = 1 − = =
2

169 169 13 3) Um atleta percorre 1/3 de uma pista circular,


correndo sobre
obre uma única raia. Qual é a medida
do arco percorrido em graus? E em radianos?
a)
4 12 5 3 48 + 15 63
sen( x + y ) = senx cos y + seny cos x = . + . = =
5 13 13 5 65 65
4) Em uma pista de atletismo
circular com quatro raias, a
medida do raio da circunferência
33 até o meio da primeira raia
sen ( x − y ) 65 33 65 33 (onde o atleta corre) é 100
b) tg ( x − y ) = = = . =
cos( x − y ) 56 65 56 56 metros e a distância entre cada
ca
raia é de 2 metros. Se todos os
65 atletas corressem até completar uma volta inteira,
quantos metros cada um dos atletas correria?

6) Se x e y são dois arcos complementares, calcule


2 2
A = (cosx - cosy) + (senx + seny)
5) Qual é a medida (em graus) de três ângulos,
Solução. sendo que a soma das medidas do primeiro com o
A = cos 2 x − 2 cos x cos y + cos 2 y + sen 2 x + 2 senxseny + sen 2 y segundo é 14 graus, a do segundo com o terceiro
é 12 graus e a soma das medidas do primeiro com
A = (cos 2 x + sen 2 x) + ( sen 2 y + cos 2 y ) − 2(cos x cos y − senxseny)
o terceiro é 8 graus.
A = 1 + 1 − 2. cos( x + y ) = 2 − 2 cos 90º = 2 − 2(0) ⇒ A = 2.
Qual é a medida do ângulo que o ponteiro das horas de
7) Calcule sen2x sabendo-se que tg x + cotg x = 3.
3 um relógio descreve em um minuto? Calcule o ângulo
em graus e em radianos.

Solução.. A cotangente é o inverso da tangente. E


podemos escrever sen2x = 2senxcosx.
2senxcosx
6) Os dois ponteiros de um relógio
se sobrepoem
poem à 0 horas. Em
que momento os dois ponteiros

64
Apostila de Cálculo Zero
coincidem pela primeira vez novamente?
2) Calcule a primeira determinação positiva do
conjunto de arcos de mesma extremidade que o
arco A de medida A=-2000
A= graus.
7) Calcular o menor ângulo formado pelos ponteiros
de um relógio que marca 12h e 20minutos. 3) Calcule a primeira determinação positiva do
conjunto de arcos de mesma extremidade que o
arco de medida 38 /3.

4) Calcule a primeira determinação positiva do


8) Em um polígono regular um ângulo externo mede conjunto de arcos de mesma extremidade que o
pi/14 rad. Quantos lados tem esse
se polígono? arco de medida:
(a) A=1620° (b) A=- 37 /3 (c)A=-600° (d) A=125
/11
9) Escreva o ângulo a=12°28' em radianos.
5) Unindo as extremidades dos arcos da forma
(3n+2) /6, para n=0,1,2,..., obtém-se
obtém qual dos
polígonos regulares?
(a) Quadrado (b) Hexágono (c) Octógono
10) Escreva o ângulo a=36°12'58" em radianos.

6) Verifique se os arcos de medidas 7 /3 e 19 /3


são arcos côngruos?
11) Dados os ângulos x=0,47623rad e y=0.25412rad,
escreva-os
os em graus, minutos e segundos. 7) Marcar no círculo trigonométrico as extremidades
dos arcos de medidas x=2k /3, onde k é um
número inteiro.

12) Em uma circunferência de raio r, 8) Marcar no círculo trigonométrico as extremidades


calcular a medida do arco dos arcos de medidas x= /4+2k /3, onde k é
subtendido pelo ângulo A em um número inteiro.
cada caso:
Trigonometria: Exercícios sobre seno, cosseno e
a. A=0°17'48" r=6,2935cm tangente
b. A=121°6'18" r=0,2163cm
1) Determine o valor de sen(4290°).
2) Determine os valores de cos(3555°) e de
sen(3555°).
13) Em uma circunferência de centro O 3) Determine o valor de sen(-17
sen( /6).
e raio r, calcule a medida do ângulo
AÔB subtendido pelo arco AB nos 4) Determine o valor de cos(9 /4).
seguintes casos. 5) Determine o valor de tan(510°).
a. AB=0,16296 cm r=12,587cm.
b. AB=1,3672cm r=1,2978cm. 6) Determine o valor de tan(-35
tan( /4).
7) Se x está no segundo quadrante e cos(x)=-12/13,
cos(x)=
qual é o valor de sen(x)?

14) Em uma circunferência, dado o comprimento do 8) Quais são os valores de


d y que satisfazem a ambas
arco AB e o ângulo AÔB subtendido a este arco, as igualdades:
calcule a medida do raio.
a. AÔB=0°44'30" AB=0,032592cm sen(x)=(y+2)/y e cos(x)=(y+1)/y

Trigonometria: Exercícios sobre o círculo 9) Quais são os valores de m que satisfazem à


trigonométrico igualdade cos(x)=2m-1?
cos(x)=2m
10) Quais são os valores de m que satisfazem à
igualdade sen(x)=2m-5?
sen(x)=2m
1) Calcule a primeira determinação positiva do 11) Mostre que a função definida por f(x)=cos(x)
f(x)=cos é par,
conjunto de arcos de mesma extremidade que o isto é, cos(-a)=cos(a),
a)=cos(a), para qualquer a real.
arco A de medida: A= 810 graus.

65
Apostila de Cálculo Zero
12) Mostre que a função definida por f(x)=sen(x) é 7. Fazendo a substituição x=5 cos(t), com t no primeiro
ímpar, isto é, sen(-a)=-sen(a),
sen(a), para qualquer a quadrante, demonstre que
real.
(25-x²)1/2 = 5 sen(t)
13) Mostre que a função definida por f(x)=tan(x) é
ímpar, isto é, tan(-a)=-tan(a),
tan(a), para qualquer a real,
rea
tal que cos(a) 0. 8. Fazendo a substituição x=2 tan(t), com t no quarto
14) Se x está no terceiro quadrante e tan(x)=3/4, quadrante, demonstre que
calcular o valor de cos(x).
15) Se x pertence ao segundo quadrante e sen(x)=1/ 1/(4+x²)1/2 = cos(t)/2
, calcular o valor de tan(x).

BIBLIOGRAFIA
Matemática Essencial:
Trigonometria: Exercícios sobre secante, http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/trigonom/t
cossecante e cotangente rigon1/mod114.htm

1) Calcular: http://www.exatas.mat.br/

(a) sec(405°) (b) csc(-150°) (c) cot(19 /3) CD Ensino Médio Digital. Editora Ática e Editora
Scipione
2) Calcule:
CD Assessoria Pedagógica Digital –Ensino Médio.
(a) sec(-15 /6) (b) csc(300°) (c) cot(15 /4) Editora Scipione

3) Verifique a igualdade: Ensino Médio Volume 1,2 e 3 –Editora


CD Projeto ECO –Ensino
Positivo
1 1 1 1
Apostila de Matemática - Fascículo 04 - Álvaro
+ + + =2
Zimmermann Aranha
1+sen²(x) 1+cos²(x) 1+sec²(x) 1+csc²(x)
Apostila de Matemática – Prof. Joselias S. da Silva
4) Mostre que:
Exercicios
os Tio Heraclito http://www.tioheraclito.com/
sen²(x)+2 cos²(x)
So matemática www.somatematica.com.br/
= tan(x)+2cot(x)
Site Brasil Escola
sen(x)cos(x) http://www.brasilescola.com/matematica

5) Mostre que:

csc(x)

tan(x)+cot(x) =

cos(x)

6. Verifique que

sen4(x)-cos4(x) = sen²(x) - cos²(x)

66