PENSAMENTO
O estudo histórico começa quando os homens encontram elementos de
sua existência, nas realizações dos antepassados (...).
PALAVRA DO EDITOR
Cada Boletim que apresento a vocês é uma grande alegria, pois tenho a satisfação de
compartilhar informações que, em algum momento de sua vida, possa servir de base para uma
pesquisa, um conhecimento, um grão de uma semente que fez parte da sua vida, e que brotará e
crescerá, para “alimentar” a vida de seus descendentes.
Brasões e Sobrenomes 01
Tipos de Heráldica
Militar - Às vezes se confunde com Real, quando se observa os mais remotos. Temos : Marinha, Exército,
Aeronáutica. São logotipos das armas brasileiras. Na heráldica inglesa o timbre do brasão é tão importante
quanto os símbolos do escudo. Em muitos lugares há somente o estandarte do brasonado (no lugar do
escudo), mais a escultura do elmo sob a escultura do timbre.
Real - Começou com a militar, que representava pessoa do líder. Apesar de heráldica ser ciência de símbolos,
levou tempo até povos diferentes descobrirem símbolos reais de outros. Só conheciam os da heráldica local
e dos inimigos. Existe por causa da monarquia, na forma regimentar de Reino ou Império. A Europa foi
berço da heráldica, mas cada país com suas peculiariedades. (16)
Real portuguesa - Cada reinado empregou desenho particular das armas reais, o que permite utilizar o
Escudo Real para datar objetos onde apareçam as armas do monarca, o que faz dela elemento fundamental
para a História. Em D. João II, o escudo apresenta aspecto posterior à reforma de 1485, sem a Cruz de Aviz
e com escudetes laterais direitos. Nas armas do "Rey d Purtugall", D. Manuel I, o escudo é idêntico ao de D.
João II, mas o número de castelos da bordadura é oito. As de D. Pedro III, marido de D. Maria I, tem forma
dos escudos "rococós" e a Cruz de Malta subjacente ao escudo real.
Fontes : atelier.heraldico.vilabol.uol.com.br/heraldica.htm
Continua no próximo número
Apelidos - ...... Geralmente, em Portugal, as pessoas comuns usavam apenas um único apelido, enquanto os da
nobreza tinham o privilégio de ostentar até quatro (o que lhes permitia exibir os quatro avós, ou os quatro
costados, como se dizia às épocas passadas). Os infantes (príncipes da casa real) e os fidalgos mais
importantes eram batizados com numerosos nomes e muitos sobrenomes, como : D. Pedro I, que era
Pedro de Alcântara Miguel Rafael Gabriel Joaquim Cipriano ...... de Bragança e Bourbon. Ao todo 35
nomes. Nas camadas médias, os artesãos, pequenos e médios comerciantes, médicos e boticários,
usavam um nome e um de família (do pai, da mãe ou de um padrinho).
Patronímico - Pelo nome do pai (processo histórico de aportuguesar o sufixo genitivo latino, indicativo de
filiação pela declaração do nome do genitor. Terminações ES (português), EZ (espanhol), ESCU (romeno),
IBN (árabe), BEN (hebráico). Clara referência a quem é ou era o pai; hoje empregados como agnomes :
Martins significa filho de Martim ou Martinho, Rodrigues (Rodrigo), Gonçalves (Gonçalo), Alves (Alvo),
Álvares (Álvaro), Antunes (Antônio), Sanches (Sancho), Vasques (Vasco), Peres (Pero), Lopes (Lopo),
Soares (Soeiro), Pais (Paio), Mendes (Mendo), Henriques (Henrico), Nunes (Nuno). Na Itália, o
antepassado se chama "capostipite" : primeiro que deu sobrenome a família. Se transforma em nome de
família pelo Renascimento. Herança de bens e honras pela linhagem do pai, a escravidão e a servidão,
por via materna.
Toponímico - Sobrenomes com origem de lugares, como cidade ou acidentes geográficos com a preposição de
: de bragança, de coimbra, do porto, do lago, da costa; Com dois toponímicos ambos eram precedidos
(Francisco de Sá de Miranda) ou o primeiro levava a preposição sendo ligado ao segundo pela partícula e
(Manuel Pereira de Castro e Silva).
Origem de "Profissão" - Com origem de ofícios, como Dalle Mole ("Família que faz pedras molar") ou Muraro
("pedreiro") ou Munaro ("moleiro"), ou ainda guerreiro, monteiro, lavrador, etc.
Quintos Genealogista
D. António de Lima Pereira - Nasceu em Lisboa ou em Guimarães e morreu em 1582. O seu nobiliário
Linhagens dos Fidalgos de Portugal, foi célebre e muito copiado e anotado por outros genealogistas. O original
parece ter sido adquirido em meados deste século por Abílio Pacheco Teixeira Rebelo de Carvalho. Há cópia na
Biblioteca da Ajuda (49-XIIII-21) e, continuado por D. Jerónimo de Ataíde em 1663, o (49-XII-22), na Biblioteca
Nacional de Lisboa (Pombalina 415, FG 980 anotada por D. Luis Lobo da Silveira, FG 981 e FG 982), na Torre do
Tombo (MS. 21 F 8), na Biblioteca Pública Municipal do Porto (MS. 283), outra de 1698 acrescentada e anotada
pelo padre Manuel Adrião, pertencente aos herdeiros de Luis Bivar Guerra e com notas de D. Jerónimo
Mascarenhas e doutros "curiosos", outra cópia feita por D. Agostinho do Rosário em 1670, que pertence a
Augusto Ferreira do Amaral.
Diogo de Melo Pereira - Escreveu uma Nobreza de Portugal em 1604, que está na Biblioteca Nacional de
Lisboa (Pombalina 262).
D. Luís Lobo da Silveira - Nasceu em Lisboa e morreu em 1626. Além doutros trabalhos, escreveu em
1622 um Nobiliário Novo que pertence a Augusto Ferreira do Amaral e é dos primeiros a tratar das famílias que
não eram da principal fidalguia.
Afonso de Torres - Nasceu na segunda metade do séc. XVI. Escreveu um Nobiliário em 8 grossos
volumes de que uma cópia pertenceu ao falecido Marquês de São Paio e outra é de D. Alexandre de Sousa
Holstein, Visconde da Lançada.
Linhas Geneais 03
Utilidade Pública
Museu da Imigração
Emite certidões de desembarque de imigrantes, de 1882 a 1978
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Brás
03.044-001 - São Paulo, São Paulo, Brasil
tel: (11) 6692-7804 e 6692-1446
http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br
Paleografia
Parte 5
FONTE : Noções de Paleografia e Diplomática – Ana Regina Berwanger e João Eurípedes Franklin Leal
Genealogia Divertida 04
- O Coronel Luiz Ferreira do Nascimento e Mello foi quem mais vezes exerceu a presidência da câmara
(Prefeito). Foi 8 das 20 vezes, nas legislaturas de 1833 a 1890.(1)
- Dom Pedro Calderon Cevallos atacou em 1763 a cidade do Rio Grande e levou 140 famílias,
aproximadamente 603 pessoas açorianas como prisioneiras, de Desterro, Santa Catarina para o
Uruguai e originando a póvoa de San Carlos (no próximo número, relação de nomes). (1)
Expediente
Contato - geneafloripa@yahoo.com.br
Redação, Editoração, Diagramação - Maximiliano Pessôa
Colunas – Brasões e Sobrenomes, Cantinho dos Famosos, Linhas Geneais, Genealogia Divertida
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