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FARMACOLOGIA - Sistema nervoso autônomo PARTE 1

- Vamos falar da farmacologia do sistema nervoso! YAAAAAAAAAAAAAY

- Na aula de hoje vamos estudar tanto o sistema nervoso central simpático e parassimpático.
O sistema nervoso autônomo pode ser regulado por dois braços efetores: simpático e
parassimpático. São os efetores do sistema nervoso autônomo que são alvo principal da
modulação farmacológica.

- O sistema nervoso autônomo por definição engloba todo o conjunto de terminações
nervosas que regula processos involuntários, que não estão submetidos ao controle
consciente. Isso é relativo, por que algumas ações podem ser controladas, mas também
existe um componente autônomo para isso. Por exemplo: no relaxamento e contração da
bexiga. Mesmo apresentando um controle voluntário, se uma pessoa toma drogas que
funcionam como antagonistas de receptores muscarínicos, como a atropina e escopolamina, a
pessoa tem retenção urinária. Mostrando que a liberação da urina depende do reflexo
autonômico parassimpático via liberação de acetilcolina que atua nesses receptores
muscarínicos.

- Anatomicamente, as terminações nervosas simpática e parassimpáticas tem origem
diferente e surgem por nervos diferentes. As terminações parassimpática surgem no
mesencéfalo, na região sacral da medula espinhal e as terminações simpáticas da região
lombar da medula espinhal.

- Anatomicamente, as terminações parassimpáticas apresentam uma proximidade muito
maior a partir de gânglios nos tecidos inervados do que as terminações simpáticas, que
tendem a ser mais longas a partir dos gânglios autonômicos.

- O que é comum no sistema nervoso autônomo é o arranjo na forma de dois neurônios: um
que parte do sistema nervoso central, que faz sinapse em regiões especializadas do sistema
nervoso autônomo, de onde partem terminações cujos corpos celulares estão nos gânglios do
sistema nervoso e cuja terminações inervam o tecido. (acho que ele quis dizer que um
neurônio sai do sistema nervoso e faz sinapse como outro neurônio que vai ser capaz de levar
a informação pro tecido. Pra mim isso que ele falou é uma forma bonitinha de dizer o que eu
falei agora). Por exemplo: O nervo vago parte do mesencéfalo e as terminações do nervo
vago partem de gânglios próximos do coração e dos pulmões, do trato gastro-intestinal
superior.

- As terminações simpáticas tem um arranjo simétrico na região torácico. Surgem com pares
de gânglios de onde partem as terminações pós-ganglionares pros tecidos alvo. Essas
terminações inervam coração, pulmões, medula das supra-renais, partes superior do trato
gastro-intestinal.

- Do mesencéfalo partem nervos que emitem terminações parassimpáticas para vários
órgãos, como por exemplo: olhos, cavidade oral, glândulas salivares, faringe, coração. Desses
cordões paravertebrais torácicos surgem terminações qe inervam coração, pulmões, vasos
sanguíneos, supra-renais.

- A região lombar apresenta inervações simpáticas particularmente para o trato gasto-
intestinal e pro fígado. As terminações nervosas sacrais inervam principalmente órgão
genitais, bexiga e a parte superior do trato gastro-intestinal.

hein?? kkk Eles atuam como canais iônicos operados por ligantes. que liberam principalmente epinefrina (mas também dopamina). Por exemplo. Embora esse arranjo seja um pouco diferente. as terminações nervosas atuam mediando a acetilcolina. embora as terminações nervosas partam de fibras simpática. Quem ativa eles é a acetilcolina. ele lembra esse padrão . que atua em receptores nicotínicos expressos nos neurônios pós-ganglionares.As terminações parassimpáticas (olhar na figura para salivary glands): o neurônio pré- ganglionar libera acetilcolina. O neurotransmissor liberado pelas terminações pós-ganglionares é a noraepinefrina. Esses receptores nicotínicos tem o mecanismo de sinalização evocado por quem.Existem umas generalizações.Exceções a essa regra geral: Inervação das glândulas sudoríparas (sweat glands na figura). Embora a atividade simpática seja a principal responsável pelas glândulas sudoríparas. Eles são canais principalmente de Na+ (permitem a entrada de sódio). onde neurônios grandes (terminações nervosas grandes) partem da medula espinhal e fazem sinapse diretamente com a placa motora do músculo esquelético. liberando noraepinefrina.O sistema nervoso autônomo possui um padrão bem característico que é formado por uma série de 2 neurônios: Um neurônio que parte do sistema nervoso central (chamado de neurônio pré-ganglionar). . O corpo celular ta presente no sistema nervoso central e as terminações seguem formando sinapses com os corpos celulares dos neurônios pós- ganglionares. .No caso da inervação na medula das supra renais (adrenal medula na figura) esse arranjo é um pouco diferente: Parte uma única terminação nervosa que inerva diretamente as células secretoras de catecolaminas das supra-reais. o neurotransmissor é a noraepinefrina (noradrenalina). Isso causa vasoconstrição mediada por receptores alfa1 adrenérgicos. o neurotransmissor liberado pelo neurônio pós-gaglionar é a acetilcolina que vai atuar em receptores muscarínicos nessas glândulas. além de também permitir a entrada de cálcio. As terminações simpática inervam diversos vasos sanguíneos em várias partes do nosso corpo. Ana Caroline?? Hein. Esse padrão se repete quase que em todas as terminações nervosas simpáticas e parassimpáticas.. . que causa a liberação do neurotransmissor. . induzindo a secreção.O sistema nervoso autônomo segue um padrão bem característico em relação a produção de seus mediadores químicos. . que inervam os tecidos alvo. esse padrão é bem distinto da inervação motora.Nas terminações simpáticas. Em um neurônio pré-ganglionar o mediador principal é a acetilcolina. Isso causa despolarização do neurônios pós-ganglionar. .Por exemplo: Inervação de vasos sanguíneos (olhar na figura para blood vessels). ativa receptores nicotínicos expressos no neurônio pós- ganglionar que liberam acetilcolina atuando em receptores muscarínicos nas glândulas salivares. O neurotransmissor liberado pelas terminações parassimpáticas é a acetilcolina. .

sendo essa acetilcolina liberada por terminações parassimpáticas. é utilizado em procedimentos anestésicos. Principalmente a frequência cardíaca. Isso porque ela depende da contração mediada pela acetilcolina pra induzir a eliminação da urina. Se a pessoa toma antagosistas de receptores muscarínicos (como a atropina. . Modula o metabolismo energético. No caso da atividade simpática.Principais processos regulados pelo Sistema Nervoso Autônomo 1. As glândulas lacrimais secretam a lágrima em resposta a liberação de acetilcolina pelas atividades parassimpáticas que partem do mesecéfalo. Uma pessoa que toma atropina. Outro efeito farmacológico de drogas antagonistas de receptores muscarínicos é o bloqueio da secreção das glândula exócrinas. Obs: Não entendi porque ele falou diferente do que está na figura. 2. Regula os batimentos cardíacos.global. Por exemplo.. armazenam vesículas similares às vesículas sinápticas de epinefrina e liberam epinefrina mediante a despolarização. Controla a contração e relaxamento da musculatura lisa de vasos e órgãos viscerais. porque células secretoras de catecolaminas são muito similares a neurônios com função endócrina. porque a musculatura lisa da bexiga fica relaxada. escopolamina) ou se faz uso de fármacos que não são seletivos e que bloqueiam também receptores muscarínicos (como os antidepressivos que são bloqueadores desses receptores) elas tem retenção urinária.O sistema nervoso autônomo tem um papel importantíssimo em uma série de respostas fisiológicas. também no trabalho cardíaco. Exemplo: a contração da musculatura lisa da bexiga depende da atividade da acetilcolina em receptores muscarínicos M3. escopolamina ou antidepressivos tricíclicos reparam que o globo ocular fica ressecado. via epinefrina circulante. . Exemplo: as supra renais liberam epinefrina em resposta a atividade simpática.. 3. Regula a secreção das glândulas exócrinas e algumas glândulas endócrinas (supra renais). . Ele consiste em um alvo farmacológico importante para diversos fármacos utilizados no tratamento de doenças relacionadas ou na regulação de respostas autonômicas. a boca fica seca. São células eletricamente excitáveis. fígado e músculos esqueléticos. Principalmente a atividade simpática. 4.

. as células endoteliais expressam receptores muscarínicos M3 e a ativação desses receptores é capaz de causar relaxamento da musculatura lisa vascular via produção de NO. principalmente as da mucosa brônquica. liberando acetilcolina. porque fisiologicamente a atividade simpática não regula o tonus vascular. de forma que a atividade parassimpática não tem papel na regulação do tonus vascular. Por exemplo: O relaxamento da musculatura lisa da íris é um efeito que acontece a baixas doses de atropina enquanto que pra bloquear o peristaltismo é necessário doses maiores de atropina. pricipalmente quanto aos receptores. Esse efeito é mediado por receptores muscarínicos M3. O efeito global da atividade simpática é a redução da motilidade (redução da contração da musculatura lisa intestinal). Os efeitos de antagonistas de receptores muscarínicos (efeitos sob o peristaltismo intestinal. Isso acontece porque outros mediadores químicos desempenham o papel importante no . . a epinefrina liberada pelas supra renais atuando sobre receptores beta2 adrenégicos causa relaxamento da musculatura lisa brônquica. possuem tanto inervação simpática como parassimpática. ativa receptores mucarínicos M3. O efeito predominante é a contração mediada pela noraepinefrina que atua em receptores alfa1 adrenérgicos. Mas. mas o efeito predominante é a vasoconstrição como resultado da atividade simpática. Isso é bizarro. Vasos sanguíneos na espécie humana e na maioria dos mamíferos. não possuem inervação simpática. As terminações parassimpáticas são importantes reguladores do calibre dos bronquíolos.Vasos sanguíneos apresentam inervação simpática. A atividade parassimpática causa o aumento da motilidade. Ex: A atividade parassimpática induz o peristaltismo. Possui inervação parassimpática que.A musculatura lisa brônquica não possui inervação simpática. .Glândulas das vias aéreas. causando bronco constrição. porque embora os vasos sanguíneos não possuam inervação para atividade parassimpática. porque ele mudou algumas coisas na hora. embora seja um efeito artificial. Alguns farmacologistas estudaram a ação da acetilcolina vendo vasodilatação. paradoxalmente.Não se liguem muito no que está exatamente nessa tabela. por exemplo) são dependentes de doses muito mais altas do que outros efeitos.No trato gastroitestinal e musculatura lisa de diversos órgãos (como intestino). Esse efeito é mediado por receptores alfa e beta adrenérgicos. Mas foram só alguns. Ex: A atividade simpática reduz o peristaltismo. Ex: Um grupo importante de agentes bronco dilatadores úteis no tratamento da asma e de outras doenças pulmonares obstrutivas são os antagonistas de receptores muscarínicos ou agonistas inversos. Isso é dependente da produção de AMPc. mas possuem inervação parassimpática que estimula a secreção via receptores muscarínicos M3. Epinefrina circulante atuando em receptores beta2 adrenérgicos (por exemplo a noraepinefrina) podem causar vasodilatação. Nos esfíncteres a atividade simpática causa contração deles e é um efeito misto mediado por receptores alfa2 e beta2 adrenérgicos e no caso da terminações parassimpáticas causam relaxamento dos esfíncteres e isso é mediado por receptores muscarínicos M3. não possuem inervação parassimpática. . mas se vc administrar acetilcolina em altas doses in vivo isso causa redução da pressão sanguínea e vaso dilatação.

mas sim simpática. a atividade simpática causa contração. A atividade simpática e parassimpática tem papéis antagônicos. a atividade simpática aumenta o trabalho cardíaco e o débito cardíaco. principalmente devido ao aumento da atividade simpática e pela liberação de epinefrina circulante. a atividade parassimpática causa contração da musculatura lisa e relaxamento do esfínctere. A atividade simpática causa secreção em um efeito misto mediado tanto por receptores alfa como beta adrenérgicos. Mas. noradrenérgicos. As terminações simpáticas causam relaxamento da musculatura lisa.No caso da musculatura lisa da bexiga. paradoxalmente essas terminações simpáticas são colinérgicas.As glândulas salivares são um exemplo em que os dois sistemas cooperam e fazem o mesmo. como a 5-hidroxitriptamina. A atividade simpática promove a contração da bexiga e eliminação da urina e parassimpática provoca a retenção urinária. só que mediada por receptóres muscarínicos M3. o que parece ser mediado por receptores lfa1 adrenérgicos. A atividade parassimpática atuando sobre receptores muscarínicos M3 ou sobre M1 nas células parietais da mucosa gástrica induz a secreção desses tecidos glandulares. dopamina.Princípios gerais da modulação do SNA . que é mediado por receptores muscarínicos M2. é possível ver que a frequência cardíaca aumenta. A atividade simpática no coração atua sobre receptores beta1 adrenérgicos causando aumento da frequencia cardíaca e aumento da força de contração. A acetilcolina também é importante. E também possuem inervação parassimpática. Como consequência. Não que eles não liberem outros mediadores químicos. . Se alguém corre por um tempo sustentável. só que as terminações parassimpáticas praticamente não inervam os ventrículos. Esse efeito é mediado por receptores muscarínicos M3.Como efeito global.peristaltismo. a atividade parassimpática induz secreção e a atividade simpática tem pouco papel.  Tirando os efeitos no coração e células parietais.As glândulas sudoríparas não possuem inervação parassimpática. mas eles liberam certos grupos de mediadores químicos. porque a inervação dessas glândulas é escassa. Neurônios que liberam acetilcolina são chamados de colinérgicos e neurônios que liberam noraepinefrina.O coração possui inervação simpática tanto nos átrios quanto nos ventrículos. . Aí ele para de falar sobre isso e lembra que esqueceu de explicar o que é 'Colinérgico'  Existe uma certa especialização funcional do neurônio.  Um neurônio que libera noraepinefrina não libera acetilcolina e vice versa (o neurônio que libera acetilcolina não libera noraepinefrina).Na bexiga os efeitos são antagônicos. No caso das célula parietais e glândulas do trato gastro intestinal. A atividade parassimpática causa também a secreção. os receptores muscarínicos M3 parecem ser os principais envolvidos na ativação mediada pela acetilcolina. . . a atividade parassimpática reduz a frequencia cardíaca. . além de atrasar a polarização e a propagação do potencial no nodo sinoatrial e nos átrios.. que é mediado por receptores beta2 adrenérgicos (é bem parecido com o que acontece na musculatura lisa brônquica). . que vai ativar os receptores beta1 adrenérgicos. . O esfínctere.OBS dessa tabela:  Vamos observar que esses dois sistemas se contrapõe em função em vários órgãos. . de modo que só o nodo sinoatrial e os átrios possuem inervação expressiva e são modulados. A atividade parassimpática reduz a frequência cardíaca e o automotismo.

redução na síntese de acetilcolinesterase (Pode ocorrer redução da síntese de moléculas envolvidas na degradação no neurotransmissor. Ex: As terminações colinérgicas liberam acetilcolinesterases. ele também funcionou como um modelo para se entender a neurotransmissão. causada pela desnervação). Todo cursinho de farmacologia fala do sistema nervoso autônomo! Além de ele ter um papel importante na regulação de muito processos (frequência cardíaca. acetilcolina). Ex: A atividade simpática da noraepinefrina atuando sobre receptores alfa2 adrenérgicos inibe a liberação de acetilcolina pelas terminações parassimpáticas no coração e plexo mioentérico. Processo similar acontece com o tratamento farmacológico que impeça a liberação do neurotransmissor. que causa bloqueio dos receptores. Ex: Pacientes que tomam benzodiazepínicos (que são sedativos). o efeito da acetilcolina é potencializado). Dois mecanismos podem acontecer:  Efeitos inibidores heterotrópicos (Modulação heterotrópica) – Um mediador inibe a resposta ao outro. como o trato gastrointestinal. Se a acetilcolinesterase é removida por lesão do neurônio em um aplaca motora. A ação da acetilcolina é muito rápida. que são drogas que atuam sobre receptores GABAa (canal de cloreto potencializado) muitas vezes pioram.  Ocorre mecanismo similar durante o bloqueio farmacológico dos receptores pós- sinápticos. A mesma paca motora passa a responder de maneira aumentada à pequenas quantidades de acetilcolina). aumento da resposta pós-sináptica (Ex: Alguns tecidos musculares ficam parcialmente despolarizados na ausência da liberação contínua do neurotransmissor. Isso ocorre em vários órgãos. Terminações simpáticas formam sinapses com terminações parassimpática e vice-versa. Uma série de mecanismos tem sido propostos:  Aumento dos receptores pós-sinápticos (Ex: Se ocorre desnervação da placa motora. aquele tecido responde de forma ampliada ao neurotransmissor (noraepinefrina.  Outro mecanismo que está presente nos efeitos do sistema nervoso autônomo na resposta e integração das terminações simpáticas e parassimpáticas é a modulação pré-sináptica.  Efeitos inibidores homotrópicos (inibição homotrópica ou homóloga) – O mediador inibe sua própria liberação por meio de auto-receptores inibidores pré- sinápticos. A isso se deu o nome de sensibilidade a desnervação. As terminações parassimpáticas podem inibir a liberação de noraepinefrina pelas terminações noradrenérgicas simpáticas pela ativação de receptores muscarínicos M2.// Um neurotransmissor regula a liberação de outro. que degradam acetilcolina na fenda sináptica. O sistema nervoso autônomo teve um papel muito importante na história da farmacologia. contração da musculatura lisa de diversos órgãos).// O neurotransmissor liberado inibe a secreção dele. Isso acontece . regulando a liberação de neurotransmissor pelo outro neurônio. redução da remoção do neurotransmissor (Ex: Terminações noradrenérgicas removem a noraepinefrina presente na fenda sináptica através de uma proteína carreadora do tipo 1 (transportadora de noraepinefrina) . A ansiedade piora e a qualidade do sono também. Se uma terminação nervosa que inerva um determinado tecido é seccionada.um sistema de recaptura neuronal nas terminações noradrenérgicas). a expressão de receptores nicotínicos parece aumentar. Efeito rebote no SNC. Um mecanismo importante e que tem relevância no tratamento farmacológico é a sensibilidade a desnervação. porque ela é degradada em poucos milissegundos por ação de colinesterases plasmáticas ou pela ação da acetilcolineterases presente a fenda sináptica. regulação da pressão sanguínea. o que é particularmente importante pro casos das terminações colinérgicas.

tanto com a acetilcolina quanto com a noraepinefrina. . . Ex: Terminações simpáticas liberando ATP podem gerar respostas rápidas de contração ou relaxamento dos tecidos. chamados de receptores auto inibitórios (porque eles são expressos pelo próprio neurônio que ta liberando).Além da acetilcolina e da noraepinefina. como o propanolol (antagonistas de receptores beta adrenérgicos) em que parte dos efeitos hipertensivos dele se deve pelo bloqueio de receptores beta1 adrenérgicos nas terminações simpáticas. Isso acontece em resposta a vários outros mediadores químicos.Isso não acontece só com esses dois mediadores. que atuando em receptores 5HT1 inibe a liberação de noraepinefrina por terminações noradrenérgicas. Por outro lado terminações parassimpáticas podem liberar acetilcolina que atuando em receptores nicotínicos pode ter uma ação rápida e pode liberar outros mediadores como o óxido nítrico e o VIP. . Isso funciona como uma alça de retroalimentação positiva em que a atividade simpática causa liberação de epinefrina pelas supra renais. EX: A noraepinefrina atuando em receptores alfa2 adrenérgicos. Ex: A ativação de receptores beta2 adrenérgicos pela epinefrina circulante amplifica a liberação de noraepinefrina pelas terminações simpáticas. que contribui para reduzir a vasoconstrição (??) . A acetilcolina faz a mesma coisa: atuando em receptores muscarínicos M2 inibe a própria liberação.De que forma a ação desses principais neurotransmissores é regulado? Mecanismos de término da ação dos transmissores do SNA  Degradação da acetilcolina pela acetilcolinesterase. inibe a liberação de mais noraepinefrina. Isso é a base para certos fármacos usados para o tratamento da hipertensão. Epinefrina circulante atuando nas próprias terminações simpáticas amplifica a liberação de noraepinefrina. É feita ou pela acetilcolinesterase presente na fenda sináptica (principal mecanismos envolvido no término da ação da acetilcolina) ou pelas colinesterases plasmáticas (como as butinilcolinesterases. No caso da musculatura lisa da bexiga e do trato gastrointestinal tem uma resposta mais lenta. Pode ainda liberar mediadores que tenham respostas mais lentas como o neuropeptídeo Y no trato gastointestinal. como a 5-hidroxitriptamina. o que reduz a atividade simpática global. terminações simpáticas e parassimpáticas tem outros mediadores. é o principal mecanismo de regulação para a acetilcolina. A adenosina atuando em receptores colinérgicos P1 inibe a secreção de epinefrina que tem ações simpáticas noradrenérgicas. Existe uma hierarquia temporal da ação desses mediadores. A angiotensina 2 atuando em receptores alfa1 que são expressos nas terminações simpáticas também amplifica a liberação de noaraepinefrina. não é só uma disputa entre eles pra que tudo funcione. Essa interação pode facilitar a liberação do neurotransmissor e isso tem um papel importante do ponto de vista farmacológico.

O neurônio pré ganglionar liberou acetilcolina. A VMAT é uma proteína presente nas vesículas sinápticas. Ex: Drogas chamadas de amino simpáticomiméticas (grupo das anfetaminas) causam uma liberação de noraepinefrina pelas terminações. As terminações noradrenérgicas tanto no sistema nervoso central quanto na periferia possuem uma proteína transportadora NET. que não são específicas para a acetilcolina e que tem um espectro mais amplo de ação). Ela não é seletiva para noraepinefrina. Depois de um certo tempo.. elas acabam depletando a terminação nervosa de noraepinefrina . que degradam a acetilcolina no plasma.. Ex: A terminação pós ganglionar. Ela tem um papel menor quando comparada com as MAO. como as anfetaminas causam a liberação. No neurônio a colina é acetilada pela colina acetil transferase. Transportador de noradrenalina/norepinefrina e VMAT. Ela captura a noraepinefrina e transporta para o citosol do neurônio. abriu canais de cálcio operados por voltagem. respectivamente).  Recaptação da noradrenalina pelos sistemas de captura 1 e 2 (NET. que é um transportador vesicular de monoaminas. Na imagem ao lado. Isso tem duplo papel: Primeiramente reduz o tempo de ação da noraepinefrina. A colina é transportada por um transportador específico para dentro do neurônio de volta. elevação de cálcio promove a fusão das vesículas contendo o neurotransmissor com a membrana e liberação do neurotransmissor (por exemplo acetilcolina ou epinefrina). pois transporta outros mediadores químicos (como a dopamina). No caso da acetilcolina. No caso da noraepinefrina. A VMAT é importante para a captação da noraepinefrina do citosol para as vesículas sinápticas para liberação. por isso só esses neurônios conseguem produzir acetilcolina. Outra via também importante para o metabolismo da noraepinefrina é a enzima COMT. que é um transportador carreadora de noraepinefrina presente na membrana dos neurônios. transportador vesicular de monoaminas. causou despolarização porque entrou sódio. Por mais que em um dado momento a terminação nervosa libere noraepinefrina e isto cause o efeito farmacológico da anfetamina.// O principal mecanismo é a recaptação.// No sistema nervoso central a degradação metabólica mediada principalmente pelos monoaminaoxidase é importante na regulação da noraepinefrina. depois de um tempo ela reduz a quantidade intracelular e a pessoa acaba tendo efeitos inverso do que se esperaria.  Degradação metabólica da noradrenalina/adrenalina: MAO (monoaminaoxidase) COMT (catecol O-metil transferase) mais importantes no sistema nervoso central. Essa enzima só existe nos neurônios colinérgicos. porque limita a quantidade de noraepinefrina presente na fenda sináptica e isso repõe os estoques de noraepinefrina nas terminações nervosas. ela pode ser degradada pela NET e ela repõe um pouco do estoque de noraepinefrina nas terminações . ativou receptores nicotínicos. ela pode ser inativada pela acetilcolinesterase ou por colinesterases plasmáticas. Algumas drogas usadas como anti depressivos porque elas funcionam como inibidores das monoaminaoxidases e isso aumenta a quantidade de noraepinefrina nas terminações nervosas o sistema nervoso central.

a pressão sanguínea sobe (Imagem ao lado). que é um composto químico presente na folha do tabaco.Sistema nervoso Parassimpático:receptores nicotínicos e muscarínicos. Existe uma grande heterogeneidade desses receptores. é muito similar aos efeitos causados pela muscarina e é bloqueado pela atropina. elas são carregadas na vesícula e deslocam a noraepinefrina. Com interpretar isso? Como a mesma substância tem efeitos opostos? A acetilcolina atua sobre dois alvos farmacológicos diferentes. Esse efeito redutor da pressão é induzido pela acetilcolina. Existe um risco considerável da pessoa ter crises hipertensivas graves. nervosas. A pele fica mais pegajosa. mas com base na composição das subunidades e no perfil farmacológico pode-se distinguir 3 subgrupos de receptores nicotínicos: Receptores musculares (presentes na placa motora. a acetilcolina na presença de atropina aumenta a pressão e esse efeito era similar ao que se observava com a nicotina. foi descoberto os mecanismos subjacentes a esses dois efeitos. Esse tipo de interação não deve acontecer. nas fibras musculares esqueléticas . Por outro lado. que era um produto natural de um cogumelo. Em 1914 Dale observou que a administração de acetilcolina induz redução da pressão arterial. Daí chamou-se os efeitos de muscarínicos e nicotínicos. A nicotina tem um efeito global no sistema nervoso autônomo. Como os receptores muscarínicos são bloqueados. Dois receptores diferentes. mas continua atuando sobre receptores nicotínicos nos gânglios do sistema nervoso autônomo. a acetilcolina não causa vasodilatação. Grupos de receptores para a acetilcolina:  Receptores nicotínicos: São Canais iônicos operados por ligante. Eles possuem a pressão aumentada devido aos efeitos nicotínicos (atividade simpática). Com a administração de altas doses de acetilcolina depois de administrar atropina no animal. O efeito que é similar com os da nicotina. Com o passar do tempo. Ex: Pacientes fumantes. Essa noraepinefrina estravasa pelo sistema de captura tipo 1.Também pode ser degradada principalmente pela monoaminaoxidase ou ser transportada para a vesícula sináptica. O uso de atropina (produto natural de uma planta chamada Beladona).onde a ativação desses receptores está relacionado com a . A acetilcolina atuando sobre receptores muscarínicos M3 nas células endoteliais causa a produção de óxido nítrico e isso causa vasodilatação (relaxamento da musculatura lisa vascular). . Esse efeito redutor da pressão era compartilhado com a muscarina. normalmente estão associados com doenças cardiovasculares. faz com que a acetilcolina deixe de reduzir a pressão sanguínea. Pode-se dizer que a atropina tem efeitos anti muscarínicos. Um reduz a pressão e o outro aumenta. sendo ativados pela acetilcolina (ligante fisiológico). Interação medicamentosa: O uso de anfetaminas com inibidores da MAO. Inibindo a MAO. Ela é um estimulador tanto da atividade simpática como parassimpática. devido a estimulação dos gânglios autônomos (atividade parassimpática). Como as anfetaminas são captadas pelo sistema de captura tipo 1. Parte dessa noraepinefrina em excesso é metabolizada pelas monoaminaoxidases. há um aumento de noraepinefrina presente na terminação nervosa é aumentada.

Obs: Se vc injeta altas doses de acetilcolina isso causa vasodilatação.3. causando hiperpolarização celular. nodo sinoatrial causam atraso na repolarização e inibição da despolarização. de forma que a atividade parassimpática tem pouco efeito sobre a atividade ventricular. Esses receptores também promovem correntes de saída de potássio regulados pela acetilcolina. Ausência de inervação parassimpática nos vasos sanguíneos. A ativação parassimpática não causa vasodilatação. via receptores M 2// A atividade dos receptores muscarínicos M2 tem efeito inibitório global sobre a contração do coração. A inervação dos ventrículos é muito escassa. reduzindo as concentrações intracelulares de AMPc. Pode acontecer também uma inibição de liberação de noraepinefrina nas terminações simpáticas no coração (apesar de ser um efeito menor). porque os vasos sanguíneos não possuem inervação parasismpática. Isso é um efeito artificial. Receptores pares (M 2 e M4) agem via ptn Gi e Go e como consequência eles inibem a atividade de adenilato ciclase. se vc adiciona atropina.  Vasos sanguíneos: A acetilcolina causa vasodilatação mediada por receptores M 3.Ex: Se há um bloqueio dos receptores muscarínicos na placa motora com uma droga como a tubocurarina. E a atividade parassimpática não é . Além disso. além de inibirem canais de cálcio). ela não altera a pressão sanguínea expressivamente.Exerce efeitos inibidores da contração cardíaca e da frequência cardíaca. contração muscular. Esse efeito é em parte mediado pela ação direta da acetilcolina. . que ativam a proteína fosfolipase C e promove hidrólise de fosfatifil inositol namembrana (IP3). Fisiologicamente a acetilcolina não é um mediador importante da regulação do tonus vascular. Isso só acontece artificialmente. Isso é muito discutido.  Receptores muscarínicos: Todos eles são acoplados à ptn G. Os receptores ímpares (M1. e promove a inibição de canais de cálcio lidados por voltagem (Slide: Receptores M 2 no músculo cardíaco promovem a abertura de canais de K+. o que diminui a entrada de cálcio. isso causa paralisia porque há um bloqueio da ativação de receptores nicotínicos musculares pela acetilcolina liberada pelas terminações nervosas motoras).Efeitos da atividade do sistema nervoso parassimpático  Coração: Inervação parassimpática exerce efeitos globais e esta inevação se dá os átrios e nodo sinoatrial. Esses receptores muscarínicos M3 causam uma elevação de cálcio citosólica nas células endoteliais esse cálcio ativa NO sintase endotelial e isso gera NO. que ativa o IP3R no retículo e ocorre a mobilização de cálcio intracelular. Embora as células endoteliais possuam receptores muscarínicos M3. as terminações parassimpáticas exercem um certo efeito inibitório sobre as terminações simpáticas por inibição heterotrópica. ganglionares (São um pouco diferentes na composição molecular dos subtipos e isso origina a especificidade farmacológica) e do SNC (Envolvidos na memória. cognição). reduz a contratilidade cardíaca (A atividade parassimpática reduz a frequência cardíaca). Existem 5 subtipos que foram determinados por clonagem moleculrar: M 1-M5. Como consequência a atividade parassimpática sobre o coração (consequência principalmente da terminações nervosas do nervo vago. Isso causa hiperpolarização do miocárdio e no.  Ele também ativam canais de saída de potássio.5) são acoplados a proteína Gq. // Graças a esse efeitos os farmacologisatas puderam identificar os receptores muscarínicos e nicotínicos. que causa relaxamento da musculatura lisa vascular. Os receptores muscarínicos M2 bloqueiam a mobilização por canais de cálcio do tipo L.

Ex: Outro efeito farmacológico de drogas que tem efeitos antimuscarínicos.  Secreção das glândulas exócrinas: Lacrimais. sudoríparas (inervação colinérgica simpática). com exceção de ácido clorídrico pelas célula parientais da mucosa gástrica que depende de receptores muscarínicos M1. . tanto que. buscopan percebem que a boca e os olhos ressecam. Decametônio.  Pilocarpina usado no tratamento do glaucoma (Porque causa contração da musculatura lisa da íris. salivares. Causam constrição pupilar (contração da íris) perda da acomodação visual para perto.  Fármacos Agonistas com ação sobre receptores para ACh:  Agonistas muscarínicos:  Betanecol. efeito da ação da acetilcolina em receptores muscarínicos M3. atropina. brônquios. Fármacos bloqueadores despolarizantes: Agonistas receptores nicotínicos. sofrem retenção urinária.// Existe muita investigação pro desenvolvimento de fármacos que sejam seletivos pra receptores muscarínicos M2. . é o bloqueio da secreção das glândulas exócrinas. suxametônio (usado como relaxante muscular em cirurgias). pessoas que fazem uso de drogas que bloqueiam receptores muscarínicos (anti depressivos tricícliclos.Potencial como agentes anti- arrítmicos. Essa drogas teriam potencial de funcionar como drogas anti-arrítmicas. antagonistas ou agonisras inversos de receptores muscarínicos. Betanecol usado no tratamento da hipotonia da bexiga (Pra tratar retenção urinária). indução da secreção das glândulas exócrinas.Vamos falar da farmacologia propriamente dita! Dos fármacos que atuam nos receptores da acetilcolina. Isso reduz a pressão intraocular de certas pessoas com glaucoma). Artificialmente causam vasodilatação. A atropina é usada pra tratar certas formas de arritmia cardíaca. Eles são parassimpático miméticos. escopolamina). Ex: A liberação da urina depende da contração da musculatura lisa da bexiga.// A atividade das terminações parassimpáticas regula a secreção das glândulas exócrinas via receptores muscarínicos M3 na maioria dos casos. Causam contração da musculatura lisa (broncoconscrição. A acetilcolina liberada por terminações parassimpáticas não é importante pra regulação do tonus vascular. mesmo que ainda não esteja em clínica. metacolina. trato digestivo. pilocarpina. Muito mais importante é a atividade simpática pela liberação da noraepinefrina. receptores M 3. muscarina. Esses fármacos causam diminuição da frequência cardíca e do débito cardíaco.Eles mimetizam o efeito da atividae parassimpática.  Musculatura lisa: A ativação de receptores muscarínicos M3 causa contração da musculatura lisa. porque há inibição das secreção das glândulas lacrimais e salivares. relevante pra manutenção da pressão sanguínea. Quem usa drogas antidepressivas. ela causa um afastamento de uma prega da íris que facilita a drenagem do humor líquido pelo canal Shelm. espamos no TGI).  Agonistas seletivos para receptores M2 . células parietais M1.

o que pode causar paralisia cardíaca). lesão neurológica em acidente. Inibição de secreção salivar. mas antes causam contração. Mas.  Agonistas nicotínicos:  Fármacos bloqueadores despolarizantes: Agonistas receptores nicotínicos. dilatação pupilar e perda da acomodação visual (eles causam dilatação da pupila e no passado. porque não causam efeitos sistêmicos como ataque cardíaco) e retenção urinária.a ativação sustentada do tecido muscular esquelético pode causar liberação de potássio (o que é pouco problemático em indivíduos saudáveis.// Eles ativam os receptores e causam paralisia muscular porque causam dessensibilização dos receptores nicotínicos na placa motora.  Fármacos Antagonistas com ação sobre receptores para AChR  Antagonistas muscarínicos: Atropina. quando ocorria intoxicação de animais ou de crianças por ingerir folhas ou fruto da Beladona. excitação do SNC. mas antes ocorre contração e depois relaxamento da musculatura esquelética. Ao causar uma ação persistente. que tem um efeito muito rápido. pode ocorrer liberação de potássio das células lesionadas e o suxametônio pode amplificar isto. mais acentuada em jovens. Podem ser administrados por via inalatória. suxametônio (usado como relaxante muscular em cirurgias). os fármacos bloqueadores despolarizantes (particularmente o suxametônio). inibe a motilidade do TGI . O tonus parassimpático tem pouco impacto na atividade na cardíaca durante o exercício. pode causar ativação persistente do receptor de renodina (em indivíduos que apresentam polimorfismos no receptor de renodina. Resposta do coração a exercícios físicos não é afetada (porque a atividade simpática é muito mais importante pra o aumento da frequência cardíaca durante o exercício. . O inalatrópio e ipratrópio tem como vantagem o fato de serem um composto ionizado e por isso a absorção sistêmica é muito baixa. O uso deles é seguro. Decametônio. lacrimal. a frequência cardíaca aumenta). durante o repouso. esses receptores nicotínicos se tornam dessensibilizados e os canais de sódio operados por voltagem da placa motora se tornam refratários. broncodilatação (efeito terapêutico muito importante. como queimadura de 3° grau. Pressão arterial também não é afetada (os vasos sanguíneos possuem escassa inervação parassimpática). Promovem taquicardia moderada em repouso. ipratrópio. depois de um certo tempo. Diferente da acetilcolina.trato gastro intestinal (em baixas doses é mais sensível). o suxametônio pode promover uma grade liberação de cálcio. paralisia prolongada e hipertermia maligna  Vareniclina usada no tratamento da dependência à nicotina. um jeito de diagnosticar era observando se houve dilatação pupilar). O efeito sistêmico de todos eles é muito similar a resposta parassimpática global.// O suxametônio tem efeitos adversos: Ação muscarínica que pode causar ligeira bradicardia. aumento da pressão intra-ocular. mas durante lesão tecidual extensa. Ex: O suxametônio é usado em alguns procedimentos durante anestesia pra causar paralisia muscular durante cirurgias. escopolamina. O que acontece é que esses fármacos causam a dessensibilização da placa motora. o que pode causar contração muscular e elevação da temperatura corporal). são mais estáveis e hidrolisados mais lentamente do que a acetilcolina. que tem muita atropina. sudoríparas e brônquicas. Eles causam paralisa muscular.

tolderodina. alguns funcionam como agonistas inversos enquanto que outros são antagonistas clássicos). redução da secreção das glândulas exócrinas. principalmente porque eles vem carregados de uma série de efeitos adversos problemáticos.  Antagonistas nicotínicos: Alguns farmacos podem ter como efeito bloqueador ganglionar (Antagonistas Nicotínicos ganglionares) e outros que bloqueiam receptores nicotínicos na placa motora (Antagonistas nicotínicos musculares). Porque ele causa dessenbilização dos receptores. ou seja. porque exerce um antagonismo não competitivo (irreversível). Depois de certo tempo o receptor não está funcional. atracúrio. Ipratrópio (é um agonista inverso) inalatório usado no tratamento da asma. Usados como relaxantes musculares em anestesia. embora como um todo a atividade farmacológica seja muito similar. vecurônio. redução da pressão sanguínea em cirurgias para evitar hemorragias.Diferenças entre a ação de fármacos bloqueadores despolarizantes e não despolarizantes de receptores nicotínicos. Alguns outros antagonistas de receptores muscarínicos: Oxibutinina. // Esses fármacos bloqueiam as respostas autonômicas. que isso não vai reverter o efeito bloqueador do suxametônio. No caso do atracúrio. broncodilatação. mas eles não são despolarizantes e como consequência. ocorre o aumento da quantidade de acetilcolina e isso . se há inibição de acetilcolinesterases. diminuição do peristaltismo. O uso dele é muito restrito. hipotensão. Não tem muita utilidade clínica atualmente). . que funcionam como antagonistas. pancurônio.  Atropina e escopolamina usados no tratamento de arritmias com bradicardia sinusal (porque as terminações parassimpáticas tem um efeito tônico que reduz a atividade no nodo sinoatrial). Os outros fármacos são hidrolisados depois de um certo tempo.  Antagonistas Nicotínicos ganglionares: hexametônio. dissociando do receptor.// A tubocurarina tem uma ligação mais estável com o receptor. retenção urinária. inibição da contração da musculatura lisa de diversos órgãos. tubocurarina (usada por índios na ponta da flecha pra causar paralisia. eles não tem os efeitos adversos do suxametânio. Mas o efeito farmacológico é muito similar. A trimetafana é usada em alguns procedimentos anestésicos pra causar hipotensão. vecurônio. Esses fármacos causam paralisia muscular. que se deve ao bloqueio dos receptores muscarínicos. que é útil durante o procedimento cirúrgico. eles causam redução da frequencia cardiaca (bradicardia). Hipotensão postural e do exercício. Ex: Não adianta inibir a ação da acetilcolinesterase e aumentar a quantidade de acetilcolina na placa motora. Reversão dos efeitos de fármacos não-despolarizantes por inibidores de acetilcolinesterase: Fármacos bloqueadores não despolarizantes que atuam como antagonistas podem ter os efeitos revertidos pelo uso de inibidores da acetilcolinesterase. Trimetafana usada para a redução da pressão arterial em cirurgias. darifenacina são usados no tratamento da incontinência urinária (o perfil de ação farmacológica desses compostos é variado. Eles causam uma paralisia temporária. A placa motora não fica responsiva. Como efeito global. trimetafana. Os bloqueadores ganglionares inibem todas as respostas autonômicas.  Antagonistas nicotínicos musculares: pancurônio. 1.

Durante a contração sustentada do tecido muscular. O fármacos bloqueadores despolarizantes causam fasciculação (contração muscular). eles causam relaxamento. A acetilcolina na fenda sináptica é hidrolisada pela acetilcolinesterase.A acetilcolina amplifica a liberação dela durante a contração sustentada. Ex: Neostigmina. Utilizando antagonistas de receptores nicotínicos não despolarizantes (que bloqueiam os receptores nicotínicos). . favorece a ligação do receptor com a acetilcolina.Alguns fármacos tem utilidade clínica. outros não são tão relevantes e são mais ferramentas experimentas.Essa é uma terminação colinérgica. Por que a acetilcolina não causa a dessenbilização da placa motora? Porque o efeito dela é muito rápido. por isso só eles são capazes de sintetizar a acetilcolina.. Ex: Inicialmente o suxametônio causa contração muscular.. Fármacos não-despolarizantes amplificam a fadiga tetânica ao bloquear os efeitos potencializadores da acetilcolina sobre receptores nicotínicos pré-sinápticos. isso acaba inibindo essa resposta de feedback positivo. onde a pessoa produz anticorpos contra os receptores nicotínicos na placa motora. . É possível reverter a ação dos fármacos não despolarizantes com uso de inibidores de acetilcolinesterase. que são inibidores competitivos .O uso de uma droga que inibe a ação da acetilcolinesterase acaba por amplificar o efeito da acetilcolina na placa motora. Só os neurônios colinérgicos expressam colina acetil transferase. 3. a acetilcolina liberada atua sobre receptores nicotínicos presentes na terminação nervosa e esses receptores amplificam a liberação da acetilcolina. A pessoa tem fraqueza e paralisia muscular. É uma doença auto imune muito rara. porque causa paralisia (pra acabar com a ruga de expressão. Não entendi!) e pra tratar certas formas de espasmo muscular. . A colina é captada . Pode ser usada para fins estéticos. Os fármacos não-despolarizantes causam só o relaxamento. A toxina botulínica inibe a liberação da acetilcolina e é usada clinicamente. A toxina botulínica é uma proteína que tem uma subunidade que tem atividade de protease e tem a capacidade de clivar proteínas envolvidas na fusão da vesícula sináptica (ex: sinaptotaxinas) com a membrana axonal do neurônio. mas depois para. Ela é carregada nas vesículas sinápticas liberadas durante a propagação do potencial de ação. sendo usado para fins experimentais. Ela é hidrolisada rapidamente pela atividade da acetilcolinesterase. Ele não tem utilidade clínica. Na fenda sináptica. Enquanto que os fármacos bloqueadores não despolarizantes não. . O vesamicol é um bloqueador do transportador da acetilcolina nas vesículas sinápticas. mas é foi muito usado como ferramenta experimental para estudar a captação de colina por terminações nervosas. que ocorre em resposta ao exercício sustentado). Ele não tem utilidade clínica. Isso pode ser revertido utilizando neostigmina ou fizostigmina. as acetilcolinesterases são reguladores importantes da duração da ação da acetilcolina. Isso amplifica a chamada fadiga tetânica (uma forma de fadiga causada pela administração da toxina tetânica. Esses anticorpos acabam bloqueando a ligação da acetilcolina. como a pele. Ex: O hemicolina é um inibidor da captação de colina pelas terminações colinérgicas. Essas drogas tem atividade para uma doença chamada de miastenia grave. 2.

Essa ligação da pralidoxima é instável e esse complexo dissocia. Ex: ecotiopado. Mais tarde foram usados como pesticidas. eram usados como pesticidas: pra passar pela cutícula de insetos. Quando há administração de pralidoxima. Era muito comum os trabalhadores de lavoura ficarem intoxicação crônica com inibidores irreversíveis da acetilcolinesterase. Isso restaura a função do receptor nicotínico na placa motora. Eles causam grande perigo da toxicidade acumulativa. . como: amplifica a atividade autonômica. diflos. Esses fármacos são inibidores irreversíveis da acetilcolinesterase. pation (compostos organofosforados). problemas neurológicos muito sérios. A vantagem é que ela em excesso consegue deslocar por competição a ligação do anticorpo. Por serem compostos bastante lipossolúveis. Se a pessoa é tratada com neostigmina. Na imagem: Uma pessoa no trabalho de tensão muscular de uma pessoa saudável e de uma pessoa com miastenia.reversíveis da acetilcolinesterase. etiopado. Dá pra tratar a intoxicação com uma droga chamada de pralidoxima. O paciente com a doença no início até consegue responder. mas são logo hidrolisados restaurando a função do sítio catalítico. mas ela vai tendo fraqueza e paralisia muscular progressiva e a medida que o tempo vai passando a contração se repete por conta do bloqueio dos receptores nicotínicos com anticorpos. há um aumento de acetilcolina. Eles tem grupos fosfato que formam ligações com a serina no sítio catalítico e essa ligação é estável. Esses compostos foram usados na primeira guerra mundial como arma química. Ocorre a restauração da resposta ao exercício da pessoa com miastenia grave. Na presença do organofosforado. Isso causa vários problemas. pois ela forma uma ligação covalente com um resíduo de glutamato no sítio catalítico e funciona como um aceptor do organofosforado. formando uma ligação covalente.. se há inibição da acetilcolinesterase na placa motora. como a neostigmina. .No passado as pessoas desenvolveram inibidores irreversíveis da acetilcolinesterase. Muito melhor são os inibidores reversíveis. ela é restaurada. o que restaura a atividade da acetilcolinesterase. Por este motivo é possível tratar a intoxicação aguda com essa droga. que interagem com o glutamato no sítio catalítico. a atividade da acetilcolinesterase cai..