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FATORES QUE INFLUENCIAM A NÃO REALIZAÇÃO DO EXAME DE

PAPANICOLAU

Monale da Silva Barros¹; Giovanni Tavares de Souza².

Discente de biomedicina na Faculdade Mauricio de Nassau, monale.barros.2013@hotmail.com¹; Docente da


Faculdade Mauricio de Nassau, giovannitavares66@hotmail.com².

Resumo: O Papanicolau é um exame preventivo de grande importância na saúde da mulher. Ele é capaz de
diagnosticar inflamação vaginal, doenças sexualmente transmissíveis como o HPV e para identificar a
presença de câncer de colo do útero. É recomendável que o Papanicolau seja realizado pelo menos uma vez a
cada ano principalmente por mulheres que possuam vida sexualmente ativa. É um exame simples, indolor,
rápido de fazer e eficiente. Porém, mesmo sabendo dos benefícios que este exame propõe, ainda há mulheres
que deixam de realizá-lo por inúmeros motivos. Alguns fatores como o desconhecimento do exame e de sua
prática, os sentimentos negativos que incluem o medo e vergonha no momento do exame e as diversas
dificuldades foram relatados pelas mulheres como principais interferentes para realização do Papanicolau.
PALAVRA-CHAVE: Não realização do Papanicolau, Cobertura do Papanicolau, Exame ginecológico.

Introdução países em desenvolvimento (Correa et al.


2012). Os números de casos e dos óbitos
O câncer do colo uterino é um grande
podem ser significativamente diminuídos
problema mundial de saúde pública que afeta
cerca de 80 % pelo rastreamento de mulheres
todas as classes sociais em diferentes regiões,
na faixa etária de 25 a 65 anos utilizando o
embora indícios apontem maior
método de exame Papanicolau para detecção
acometimento entre mulheres de pior nível
precoce ou tratamento de lesões precursoras
socioeconômico e com dificuldades de acesso
com alto potencial de malignidade ou
aos serviços de saúde, o câncer não escolhe
carcinoma (INCA, 2016).
cara, raça nem classe social.
E se tratando do câncer de colo do útero, a
É considerada a segunda neoplasia maligna
melhor forma de combatê-lo é pela detecção
mais acometida e diagnosticada em mulheres,
precoce. Para que isso ocorra é preciso que a
aumentando o número de vítimas a cada ano,
mulher tenha consciência da necessidade de
deixando aproximadamente 230 mil mulheres
mortas sendo mais de 80% ocorridas nos

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submeter ao exame preventivo de Papanicolau sexualmente transmissíveis (Gonçalves et al.,
(Silva et al., 2015). 2011, Santos A. et al.,2015).

O Papanicolau também chamado de exame A realização do exame citopatológico é


citológico ou citopatológico é um exame recomendado para as mulheres que já tenham
preventivo simples, indolor, de fácil ou já tiveram vida sexual ativa sendo feito,
execução, eficiente e de baixo custo, que pode inicialmente, a cada ano. Se dois exames
ser realizado em Unidades Básicas de Saúde anuais seguidos apresentarem resultado
(UBS) (Silva P. et al. 2011). Consiste numa negativo, o exame pode passar a ser feito a
seqüência de etapas laboratoriais que ao final cada três anos de acordo com preconizado
permite identificar, nas células esfoliadas do pela Organização Mundial da Saúde
colo uterino, alterações suspeitas de (Nascimento et al. 2014).
transformação neoplásica (Nascimento M. et
Sabendo-se da importância do exame
al. 2012)
citopatológico ainda existe mulheres que
É comumente utilizado no rastreamento e na nunca fizeram mesmo depois de iniciarem a
prevenção de neoplasias do sistema atividade sexual. Principalmente adolescentes
reprodutor feminino, tais como o câncer do mal instruídas e até mesmo crianças.
colo do útero e suas lesões provocadas pelo Preocupa saber quais motivos levam as
HPV (Human Papiloma Vírus) como também mulheres a não realizarem o exame
na detecção de inflamações e outras preventivo conforme o recomendado pelo
patologias da região cervical como a Ministério da Saúde. O objetivo do referido
Gardnerella vaginalis, Tricomoníase e estudo foi averiguar os fatores mais comuns
Candidíase (Véras et al., 2015). que levam as mulheres a não realizarem o
exame Papanicolau.
O exame citopatológico é utilizado no Brasil
desde a década de 1950, porém o número de Metodologia
realizações encontra-se cada vez mais baixo
O presente trabalho tratou-se de uma revisão
do que o esperado pela OMS a cada ano. O
sistemática da literatura, onde as informações
acesso e a utilização deste exame, têm se
obtidas são de 2010 a 2016 a partir das bases
confrontado com algumas barreiras presentes
de dados online, Google Acadêmico, SciELO
na vida de algumas mulheres, barreias que
(Scientific Eletronic Library Online), através
atrapalham na luta contra o câncer e doenças
dos descritores: Não realização do
Papanicolau, Cobertura do Papanicolau,

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Exame ginecológico. Dentre os 30 artigos as mulheres não busquem cuidados médico-
pesquisados 22 foram selecionados, ginecológicos (Oliveira et al. 2010).
apresentando em seu título um dos
Foi solicitado às mulheres de um determinado
descritores, publicados nos últimos seis anos.
estudo que citassem, no mínimo, dois
Resultado e discussões cuidados necessários antes do exame. Das 250
mulheres, 12,0%, não souberam citar
O desconhecimento em geral sobre o exame
qualquer cuidado e 32,6% citaram apenas um.
foi o mais relatado na literatura, mostrando
Dentre aquelas que citaram algum cuidado, o
que a desinformação, os conhecimentos
primeiro cuidado mais referido foi abstinência
errôneos ou insuficientes constituem barreiras
sexual e o segundo foi higiene íntima
à realização de medidas preventivas como a
(Vasconcelos et al., 2011).
realização do Papanicolau (Aguilar et al.,
2015). Barroso et al. (2011), destaca ainda motivos
como: achar que não poderia fazer o exame
Foi citado nos artigos estudados que a maioria
durante a gestação e não saber que precisava
das mulheres entrevistadas nunca tinha
fazê-lo.
ouvido falar do exame, demonstrando que o
desconhecimento do câncer de colo uterino, Em um estudo feito por Gonçalves et al.,
da técnica e da importância do exame (2011), mostrou que as mulheres que sabiam
preventivo é um os motivos pelo o qual ler e escrever apresentaram maior
algumas mulheres não realizam o exame de probabilidade de serem submetidas ao exame
Papanicolau. Mulheres relataram não achar do que as mulheres analfabetas, confirmando
necessária a realização do exame preventivo, o fato de quanto menos tempo de estudo a
revelando um desconhecimento de doenças mulher possui, menor é a probabilidade de ela
sexualmente transmissíveis como o HPV e da ser submetida ao exame citológico.
relação do início da atividade sexual com a
Um estudo realizado em estados das regiões
realização do exame ginecológico,
Sul e Nordeste do Brasil revelou que mais de
apresentando associação da não adesão do
90% das mulheres que participaram da
exame com mulheres promiscua e de idade
pesquisa conheciam o Papanicolau, contudo
avançada (Andrade et al., 2014). A ausência
para 99% destas mulheres constatou-se
de sinais e sintomas que indiquem que tem
conhecimento inadequado quanto à
algo errado em seu corpo contribui para que
periodicidade de realização do exame (Correa
et al. 2012).

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A partir disto, pode-se inferir que a A realização do exame ginecológico pode ser
procedência da informação sobre o acompanhado por sentimentos de vergonha e
Papanicolau é um forte indicador da mudança de “violação” da intimidade feminina, o que
de comportamento das mulheres e culmina em dificuldade na prática do exame.
conseqüentemente interfere na buscapela sua Não poder escolher entre um profissional
realização (Corrêa D. et al. 2012). homem ou mulher foi um fator associado à
freqüência de realização do exame de
A influência da cultura na educação e na
Papanicolau (Barroso et al. 2011).
conduta da família em relação à sexualidade é
também destacada. Para Silveira (2014), a De acordo com Sarmento (2010), algumas
cultura tem como base fatores tecnológicos, mulheres manifestaram desconforto durante a
religiosos, filosóficos, sociais incluindo o posição ginecológica não por causar
estilo de vida, educacionais e até políticos que incomodo físico, mas, referindo-se ao fato de
de alguma forma podem interferir nos não se mostrarem despidas (dessa forma) nem
cuidados a saúde dos indivíduos. Ainda relata mesmo para o marido. Isto relata a preferência
as dificuldades da mãe em abordar essa pelo profissional do sexo feminino diz
questão com as filhas, sobre a realização do respeito, também, a educação que receberam e
exame de prevenção também foi citada a cultura pertencente, no qual as zonas
levando em consideração à questão de gênero, erógenas não deveriam ser tocadas nem
pois somos educadas por mulheres examinadas por outra pessoa, senão pelo
conselheiras, responsável pela educação das marido, por se sentirem ameaçadas perante
crianças e adolescentes, numa sociedade onde um profissional do sexo masculino. Ainda foi
a virilidade e o prestígio do macho estão citado "que esta representação que algumas
longe de serem apagados, e por motivos mulheres têm das partes íntimas de seu corpo,
culturais, o sexo ainda é visto como algo é de responsabilidade da igreja, pois esta
ligado à reprodução e ao prazer (Silveira, enxerga a sexualidade feminina como errado,
2014). pecado, proibido” (Sarmento, 2010, p.27).

Observou-se que boa parte das mulheres que Ter vergonha de realizar o exame é uma
nunca realizou o exame Papanicolau possui justificativa comumente dada pelas mulheres
idéias preconcebidas a respeito do mesmo, para a não realização do Papanicolau
tirando representações negativas pelas apontando ser o exame mais citado pelas
experiências passadas de outras mulheres mulheres como temido e vergonhoso. É
(Junior et al. 2015). bastante comum o fato das mulheres

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associarem sempre a exposição das genitálias anos menos mulheres nunca tinham se
à sexualidade levando grande parte das submetido ao exame comparado as com as
mulheres a sentirem-se inferiorizadas em mulheres de idade inferior a 29 anos.
virtude da exposição do seu corpo, podendo
O sentimento de medo de sentir dor durante a
aflorar sentimentos negativos de bloqueio e
realização do exame ou o medo de se deparar
conflito para algumas mulheres. Esses
com um resultado positivo também é um dos
sentimentos provem da cultura, educação,
motivos relatados na análise dos trabalhos.
costumes e até mesmo da própria mulher
levando em consideração a timidez. (Aguilar O medo é um sentimento negativo muito

et al. 2015, Andrade et al. 2014). comum que é vivenciado por cada mulher de
forma ímpar, conforme a visão de mundo de
O fato da realização do exame ser feita por
cada uma. A inquietação angustiosa que se
um profissional do sexo feminino estar
manifesta frente a um risco ou um mal real ou
relacionado à maior aceitabilidade por parte
imaginário tornando-as vítimas o próprio
das mulheres, amenizando os sentimentos de
sentimento, que só desaparece com o fim da
vergonha, timidez, constrangimento das
situação ameaçadora. Isso porque o exame em
pacientes e preconceito por parte do
si causa ameaça, provocando reações nas
companheiro (Silva P. et al. 2011)
mulheres, que muitas vezes podem não ser
A busca de consultas ginecológicas é expressos na fala, mas ser evidentes pela fuga
relativamente reduzida por mulheres com do exame (Santos et al., 2015; Aguilar et al.,
idade entre 40 e 59 anos resultando em uma 2015).
baixa freqüência de realização do Papanicolau
Este medo em que as pessoas sentem na
e, conseqüentemente, em diagnósticos mais
possibilidade de terem um diagnóstico
graves do que observado em mulheres mais
positivo para o câncer, também influencia as
jovens. A maior frequência de eventos em
mulheres na não adesão do exame, só
mulheres mais jovens, como gravidez,
buscando assistência médica quando a doença
necessidade de métodos anticoncepcionais e
já se encontra em um estágio avançado. Até
tratamento de leucorreias, influencia que elas
momentos que antecedem a coleta do
busquem mais os ginecologistas que as de
preventivo, a mulher pode apresentar-se
maior idade (Silva K. et al. 2014).
apreensiva, preocupada e estas preocupações
Já em um estudo realizado por Santos F. podem estar relacionados com representações
(2014), com relação a idade, a partir dos 50

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sobre o exame, sobre o corpo, comportamento influenciando diretamente no acesso da
e sexualidade (Sarmento, 2010). população feminina ao exame preventivo,
contribuindo para que o cuidado da mulher
Além das dificuldades citadas para a
com sua própria saúde fiquem em segundo
realização do exame Papanicolau, existem
plano (Aguilar et al., 2015, Andrade et al.,
aquelas que estão relacionadas com o acesso à
2014).
atenção básica relacionando, sobretudo, à
baixa flexibilidade no agendamento de Nas sociedades contemporâneas, a mulher é
consultas. São restrições colocadas pela considerada como pilares de sustento de suas
dinâmica do atendimento e sua burocratização famílias, o que pode levar à negligência nos
que contribuem para dificultar e desmotivar a cuidados com a própria saúde, fazendo com
busca do serviço pelas mulheres, dificultando que não procurem os centros de saúde para a
a realização do exame ginecológico (Silva K. realização do exame (Nascimento, G. et al.,
et al. 2014). 2015).

Gonçalves et al. (2011) também fala que as Foi relatado também como principais
"limitações no acesso aos serviços de saúde, obstáculos para realização do exame
por barreiras socioeconômicas, culturais, e preventivo o descuido consigo mesma e a
geográficas se apresentam como responsáveis dificuldade para marcar a consulta, devido ao
pela baixa cobertura dos exames de citologia horário de trabalho (Peretto et al., 2012).
oncótica do colo uterino." Santos F. (2014),
Dentre as dificuldades relatadas pelas
ressalta que as condições socioeconômicas é
mulheres para a realização do exame foi
um dos fatores que mais tem influenciado as
referenciado como um fator negativo a
mulheres em relação ao comportamento
dificuldade de marcar consulta por falta de
preventivo.
vaga e o tempo de espera para ser atendida
Outro achado que interfere na realização do (Oliveira et al. 2010)
exame citológico bem como uma dificuldade
Fatores como descrença na qualidade do
de realizá-lo é a sobreposição das atividades
exame realizado na unidade do bairro e
associadas ao cuidado familiar ou realizações
demora no agendamento, entre outros
profissionais, ter quatro ou mais filhos pode
aspectos, também foram citados, podendo ter
ter relação com a sobrecarga das mulheres
relação com a baixa realização do exame
com as responsabilidades pelo cuidado da
(Andrade et al. 2014).
família, gerando conflitos sobre o seu tempo,

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De acordo com um estudo realizado por Ao analisar todos os artigos referentes ao
Aguilar et al. (2015), "a falta de atitude e titulo desta pesquisa, foi encontrado diversos
interesse por parte de algumas mulheres, em autores que já estudaram o referido tema e
buscar a utilização de medidas preventivas, que ainda procuram soluções para que
foi relatada em alguns depoimentos como aumente a efetividade da realização do
principal barreira para a realização do exame Papanicolau.
ginecológico."
Foram apontados diversos fatores pelo qual as
Relatou ainda que a maioria das mulheres só mulheres deixam de realizar o exame
busca assistência à saúde quando já estão ginecológico dificultando o rastreamento de
doentes, sugerindo que isso acontece devido lesões como do CCU e infecções da região
ao maior enfoque dado ao tratamento e não à trato geniturinário feminino. Apesar de a
prevenção das doenças (Peretto et al., 2012). prevenção ser a forma mais eficaz a adesão
dos indivíduos aos comportamentos
Em um estudo realizado por Gonçalves et al.,
preventivos de saúde ainda são irrelevantes. É
(2011), metade das mulheres entrevistadas em
de extrema importância que se esclareça a
seu estudo residem a menos de um quilômetro
população feminina acerca da prevenção e
do serviço de saúde que oferece o exame,
tratamentos.
levando em consideração a falta de interesse e
atitude de algumas mulheres para/com o Conclui-se que devem ser incluídas ações
Papanicolau. educativas, direcionadas para a importância e
A despeito das variações de cobertura frequência adequada do Papanicolau, que
encontradas, verifica-se que a maioria dos pode ser atribuídos através de palestras,
estudos citados possui um achado em comum: campanhas e visitas de agentes ou
mulheres que mais poderiam se beneficiar do profissionais de saúde e/ou até mesmo nos
teste de Papanicolaou são as que menos o locais de estudos como escolas e faculdades
realizam; o que pode, em parte, explicar o promovendo a informação sobre o exame
diagnóstico tardio e a manutenção das taxas citológico, deixando claro o significado do
de mortalidade (Santos et al. 2015). diagnóstico precoce, principalmente do câncer
de colo uterino, assim como a possibilidade
de cura.
Conclusão
É importante também que os profissionais da
área tenham o conhecimento e habilidade de

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estabelecer uma interação profissional/cliente, exame preventivo, reconhecendo os
deixando a paciente mais descontraída e benefícios que ele proporciona na vida de
segura durante a consulta ginecológica, muitas mulheres.
visando reduzir fatores como a vergonha, o
constrangimento e o medo dessas mulheres.
Referências
Percebe-se que o sistema de saúde vem
oferecendo o exame preventivo de maneira Andrade, M. S.; Almeida, M. M. G.; Araújo,

quantitativa, mas, por vezes, não tem o T. M.; Santos, K. O. B. Fatores associados a

cuidado de atentar para a qualidade que o não adesão ao Papanicolau entre mulheres

serviço pode oferecer como não bastassem atendidas pela Estratégia Saúde da Família

todos os outros fatores que envolvem as em Feira de Santana, Bahia, 2010*.

mulheres a não realização do exame. É Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 2014.

necessário que os serviços de saúde estejam Aguilar, R. P.; Soares, D. A. Barreiras à


preparados, com profissionais qualificados, realização do exame Papanicolau:
bem equipados com matérias disponiveis e perspectivas de usuárias e profissionais da
estruturas adequadas e organizados para Estratégia de Saúde da Família da cidade
realizar o exame regularmente, para que de Vitória da Conquista-BA. Physis Revista
grande parcela da população feminina seja de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2015.
rastreada e beneficiada pelo programa de
Barroso, M. F.; Gomes, K. R. O.; Andrade, J.
prevenção de doenças.
X. Freqüência da colpocitologia oncótica
Se mais mulheres compreenderem que o em jovens com antecedentes obstétricos em
exame pélvico e o esfregaço de Papanicolau Teresina, Piauí, Brasil. Rev Panam Salud
não precisam ser desconfortáveis ou Publica. 2011:29(3):162–8.
embaraçosos, as taxas de detecção precoce de
Corrêa, D. A. D.; Villela, W. V.; Almeida, A.
doenças da região cervical feminino
M. DESAFIOS À ORGANIZAÇÃO DE
melhorariam, indubitavelmente, e mais vidas
PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO
seriam preservadas.
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM
É de grande importância para o profissional MANAUS-AM1. Texto Contexto Enferm,
de saúde, incluindo o biomédico orientar a Florianópolis, 2012.
população para que ela possa ter um maior
Correa, M. S. et al. Cobertura e adequação
conhecimento em relação à importância do
do exame citopatológico de colo uterino em

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estados das regiões Sul e Nordeste do Nascimento, M. I.; Silva, G. A.; Monteiro, G.
Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, T. R. História prévia de realização de teste
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estudo caso-controle na Baixada
Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. Cad.
Gonçalves, C. V. et al. Cobertura do
Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2012.
citopatológico do colo uterino em Unidades
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PREVENTIVO DO CÂNCER DE COLO
Vasconcelos, C. T. M. et al. Conhecimento,
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atitude e prática relacionada ao exame
SOCIAIS DE PROFISSIONAIS DO SEXO
colpocitológico entre usuárias de uma
DE JUAZEIRO-BA. UNIVERSIDADE
unidade básica de saúde. Rev. Latino-Am.
FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
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(Dissertação apresentada para obtenção do
título de Mestre em Psicologia) Vitória - ES, VÉRAS, G. C. B. et al. INFECÇÕES

2010. SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS


EVIDENCIADAS NO EXAME DE
Silva, E. C. A. et al. CONHECIMENTO
PAPANICOLAOU EM UMA UNIDADE
DAS MULHERES DE 18 A 50 ANOS DE
BÁSICA DE SAÚDE. UNIVERSIDADE
IDADE SOBRE A IMPORTÂNCIA DO
FEDERAL DE CAMPINA GRANDE,
EXAME DE PAPANICOLAOU NA
CAJAZEIRAS – PB, 2015.
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