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CRIMES ELEITORAIS

TÉRMINO DA COMPETENCIA ELEITORAL:


A competência da Justiça Eleitoral se finaliza com os atos de diplomação e posse dos
eleitos, pois os atos que se seguem à diplomação e posse são da Justiça comum.

Art. 284. Sempre que êste Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele
de quinze dias para a pena de detenção e de um ano para a de reclusão.

Detenção  15 dias
Reclusão  01 ano

Art. 285. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem


mencionar o "quantum", deve o juiz fixá-lo entre um quinto e um terço, guardados os
limites da pena cominada ao crime.

Agravação ou atenuação da pena  1/5 a 1/3

1. CONCEITO

Crimes eleitorais são todas as violações das normas que disciplinam as diversas fases e
operações eleitorais e que tem por objeto jurídico proteger a liberdade de exercício do direito de
sufrágio bem como a regularidade e lisura do processo eleitoral e que estejam tipificadas na
legislação eleitoral.

Características:
1.1. FINALIDADE ELEITORAL
José Joel Cândido => “se a ação do agente for manifestamente com escopo eleitoral,
será crime eleitoral; caso contrário, o crime será comum.”

1.2. VIOLA UM BEM JURÍDICO ELEITORAL


1.3. ESTÁ TIPIFICADO NA LEGISLAÇÃO ELEITORAL
“Crime eleitoral consiste em todo fato descrito como típico na legislação pertinente, que
atenta contra bens jurídicos dessa natureza” (STJ – CC 81711/RS, 16FEV09).
CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. PENAL. CRIME ELEITORAL. CONDUTA DOS
AGENTES DESCRITAS NO TIPO PENAL ELEITORAL. PRESENÇA DE DOLO.
1. Crime eleitoral consiste em todo fato – descrito como típico na legislação pertinente – que
atenta contra bens jurídicos dessa natureza.
2. A conduta dos agentes demonstra a prática de delitos essencialmente eleitorais. Fato que,
em tese, indica a intenção de votar no lugar de outrem, descrito como típico na legislação
eleitoral.
3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo da 60ª Zona Eleitoral de Pelotas – RS,
o suscitado.

Características do crime eleitoral = conceito de José Joel Cândido + STJ – CC81711

OBS  classificação de Nelson Hungria:


CRIMES ELEITORAIS ESPECÍFICOS OU PUROS = são os que só podem ser
praticados na órbita eleitoral.
Ex: art. 289, Código Eleitoral (inscrever-se fraudulentamente como eleitor).

CRIMES ELEITORAIS ACIDENTAIS (impróprios) = estão previstos na legislação


eleitoral e também na legislação comum (não eleitoral), caracterizando-se como crimes
eleitorais quando praticados com propósitos eleitorais.
Ex: art. 324 a 326, Código Eleitoral (calúnia, injúria e difamação com fins eleitorais).
LEI 9.099/95 X CRIMES ELEITORAIS:
OBS: para o TSE, é possível a adoção da transação e da suspensão condicional do
processo em relação a crimes eleitorais, salvo em relação àqueles que contam com um sistema
punitivo especial
(ex: cassação do registro).

2. CRIMES DA LEI 9504/97

É a lei que regulamentou as normas para as eleições.


Antes dessa lei, era feita uma lei para cada eleição, que só valia para aquela eleição.
Sobre o aspecto penal, configurava-se lei temporária.

Lei 9504 regulamenta todas as eleições.


Possui crimes eleitorais ao longo do seu texto, ou seja, não tem capítulo criminal que
concentre os crimes eleitorais.
Revogou expressamente diversos crimes do Código Eleitoral.

2.1. PESQUISA FRAUDULENTA – ART. 33, §4º


Pesquisa eleitoral foi regulamentada no art. 33, lei 9504.

Art. 33. As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas
às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa,
a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes
informações:...
§ lº As informações relativas às pesquisas serão registradas nos órgãos da Justiça
Eleitoral aos quais compete fazer o registro dos candidatos.
§ 2º A Justiça Eleitoral afixará imediatamente, no local de costume, aviso comunicando
o registro das informações a que se refere este artigo, colocando-as à disposição dos partidos
ou coligações com candidatos ao pleito, os quais a elas terão livre acesso pelo prazo de trinta
dias.
§ 3º A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações de que trata este
artigo sujeita os responsáveis a multa no valor de cinqüenta mil a cem mil UFIR.
§ 4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de
seis meses a um ano e multa no valor de cinqüenta mil a cem mil UFIR.

 SUJEITO ATIVO => qualquer pessoa, inclusive quem não tenha participado ou
elaborado a pesquisa, pois a conduta punível é “divulgar”.
Art. 35 => Pelos crimes definidos nos arts. 33, § 4º e 34, §§ 2º e 3º, podem ser
responsabilizados penalmente os representantes legais da empresa ou entidade de pesquisa e
do órgão veiculador  pode responder pelo crime de pesquisa fraudulenta também o
responsável legal* pela empresa que fez a pesquisa e da que a veiculou.
*O responsável legal só pode responder se agiu com dolo, se tinha ciência que a
pesquisa era fraudulenta, pois, se assim não o for, caracteriza responsabilidade penal objetiva.
Se ele for incluído na denúncia apenas por ser o representante legal  denúncia
genérica, que é inepta porque não descreve a conduta criminosa do representante legal e,
portanto, impede o exercício da ampla defesa.

 SUJEITO PASSIVO => eleitorado e o candidato ou partido eventualmente prejudicado


pela falsa pesquisa.
Crime de dupla subjetividade passiva.

 TIPO OBJETIVO
Divulgar = tornar pública. OBS: para J. J. Cândido, só existe o crime se for divulgação
ampla a todo o eleitorado ou parcela considerada dele. Divulgação fraudulenta a um grupo
restrito de eleitores não configura o crime, pois não é capaz de influenciar no resultado da
eleição.
Divulgação pode ocorrer por qualquer meio de comunicação (comício, e-mail,
imprensa).

Objeto material = pesquisa fraudulenta, ou seja, a pesquisa no qual os dados coletados


são manipulados (pesquisa que induziu o cidadão a uma determinada resposta) ou adulterados
(pesquisa feita de forma correta, mas o resultado foi alterado), então, a fraude pode ser no
método ou no resultado da pesquisa.
Pesquisa fraudulenta também inclui a pesquisa inexistente  para Prof. Suzana de
Camargo Gomes.

 ELEMENTO SUBJETIVO => dolo (vontade de divulgar a pesquisa, sabendo-a


fraudulenta).
Não pune a forma culposa.

 CONSUMAÇÃO => mera divulgação, ainda que não haja nenhuma interferência.
Então, consuma-se com a conduta, independentemente se conseguiu alterar o resultado
eleitoral.
Crime formal ou de consumação antecipada.

 TENTATIVA => possível se o agente não consegue divulgar a pesquisa por


circunstâncias alheias à vontade.

2.2. ART. 34, §2º DIFICULTAR FISCALIZAÇÃO DA PESQUISA:


 CONDUTAS: retardar, impedir ou dificultar (criar obstáculos sem justa causa) a ação
fiscalizadora dos partidos sobre as pesquisas eleitorais.
Essa fiscalização pode ser feita pelo partido político depois de autorizado pela Justiça
Eleitoral.
A ação fiscalizadora compreende todos os atos previstos no §1º.
Ex: partido obtém autorização para consultar planilhas de uma determinada pesquisa.

Obs: a entidade se recusa a exibir essas planilhas ao partido  não se trata de crime de
desobediência.

§ 1º Mediante requerimento à Justiça Eleitoral, os partidos poderão ter acesso ao


sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados das entidades que
divulgaram pesquisas de opinião relativas às eleições, incluídos os referentes à identificação
dos entrevistadores e, por meio de escolha livre e aleatória de planilhas individuais, mapas ou
equivalentes, confrontar e conferir os dados publicados, preservada a identidade dos
respondentes.
§ 2º O não-cumprimento do disposto neste artigo ou qualquer ato que vise a retardar,
impedir ou dificultar a ação fiscalizadora dos partidos constitui crime, punível com detenção,
de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo
prazo, e multa no valor de dez mil a vinte mil UFIR.

2.3. REALIZAÇÃO DE PROPAGANDA ELEITORAL NO DIA DA ELEIÇÃO E


CRIME DE “BUCA DE URNA” – ART. 39, §5º, I a III
Artigo foi alterado pela lei 11300/06.

§ 5º Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um


ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no
valor de cinco mil a quinze mil UFIR:
I - o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou
carreata;
II - a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna;
III - a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus
candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário.

 SUJEITO ATIVO => qualquer pessoa.

 SUJEITO PASSIVO => Estado e os eleitores.

 OBJETO JURÍDICO => normalidade dos trabalhos eleitorais no dia da eleição (ordem
pública eleitoral) e direito de liberdade do eleitor de votar livremente sem influências ou
constrangimentos.

 TIPO OBJETIVO
Inciso I:
o Usar alto-falantes
o Usar amplificadores de som
o Realizar comícios ou carreatas.

OBS: tipo penal fala em “carreata”. Se a passeata for realizada com aparelhos sonoros,
também configura crime, pois haverá utilização com amplificadores de som.

Horário de proibição não é só o horário de votação (8h às 17h), mas sim durante todo
o dia da votação, pois o que se resguarda nesse tipo penal é também a tranquilidade dos
eleitores e a ordem pública eleitoral.

OBS: TRE do PR considerou atípica a conduta de espalhar panfletos pela rua durante a
madrugada quando os eleitores ainda estavam dormindo e as sessões eleitorais fechadas.

Inciso II:
o Arregimentar eleitor = conseguir eleitores no dia da eleição. Pode ser por: fraude,
coação, violência, constrangimento, etc.
o Fazer propaganda de boca de urna: nas proximidades das sessões eleitorais de
votação.
As Resoluções TSE nº 20106/98 e 14708/94 dizem: “não caracteriza o crime do art. 39,
§5º, II, lei 9504/97 a manifestação individual e silenciosa de preferência do cidadão por partido,
coligação ou candidato, incluída a que esteja no próprio vestuário ou se expresse no porte de
bandeira ou utilização de adesivos em veículos ou objetos que tenha a posse”.

Inciso III: lei proíbe a distribuição destes objetos, proíbe fazer propaganda por meio
de publicações, cartazes, camisas, etc.
OBS: o cidadão que irá votar com camisa, broche do candidato não comete crime, pois
se trata de manifestação individual e silenciosa de preferência de candidato.

 LOCAL DOS CRIMES => exceto o crime de boca de urna, pode ocorrer em qualquer
local e não apenas nas proximidades das sessões eleitorais porque o tipo penal não
contém essa elementar.

 MOMENTO DO CRIME => crimes só podem ocorrer no dia da eleição.


OBS: antes, esses crimes podiam ocorrer desde a escolha dos candidatos pela
convenção dos partidos ou fora dos horários e períodos previstos na legislação eleitoral.

 ELEMENTO SUBJETIVO => dolo


 CONSUMAÇÃO => prática de quaisquer das condutas dos incisos I a III, ainda que
não resulte em prejuízo ou favorecimento a determinado candidato ou partido. – Crime
de mera conduta, independe de prejuízo ou vantagem para alguém.

 TENTATIVA => é possível nos três incisos.

2.4. UTILIZAÇÃO DE SÍMBOLOS, FRASES OU IMAGENS DE ENTES PÚBLICOS


NA PROPAGANDA ELEITORAL OU QUE LHE SEJAM ASSEMELHADOS –
ART. 40
Art. 40. O uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou imagens, associadas ou
semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia
mista constitui crime, punível com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de
prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de dez mil a vinte
mil UFIR.

 SUJEITO ATIVO => qualquer pessoa.

 SUJEITO PASSIVO => Estado e o eleitorado.

 CONDUTA => usar, no sentido de deter a posse ostensiva visível a terceiros (pois é
para fins de propaganda).

 OBJETO MATERIAL => frases ou imagens (ex: slogans de governo, logotipo de


governo) utilizadas ou semelhantes às utilizadas por órgãos de governo, empresa
pública ou sociedade de economia mista.
Lei pune a conduta de fazer propaganda eleitoral induzindo os eleitores que ele está
associado ao poder governamental.

 ELEMENTO NORMATIVO => propaganda eleitoral.


Crime só existe se o uso da frase ou imagem ocorrer durante a propaganda eleitoral.

 ELEMENTO SUBJETIVO => dolo.

 CONSUMAÇÃO => pelo simples uso da frase ou imagem na propaganda eleitoral,


independentemente de influenciar ou não o eleitor.

 TENTATIVA => possível se o infrator não consegue fazer o uso da frase ou imagem.

OBS: J. J. Cândido: crime só se caracteriza se houver propaganda em grande escala,


maciça, amplamente divulgada.
Não configura o crime de cunho individual (ex: candidato porta um distintivo do
governo na roupa), porque é incapaz de influenciar o eleitor a associar o candidato ao poder
governamental.

3. CRIME NO ART. 25, LC 64/90 - ARGUIÇÃO DE INELEGIBILIDADE OU


IMPUGNAÇÃO DE CANDIDATURA TEMERÁRIA OU DE MÁ FÉ

Art. 25. Constitui crime eleitoral a argüição de inelegibilidade, ou a impugnação de


registro de candidato feito por interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de
autoridade, deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé:
Pena: detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta)
vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN) e, no caso de sua extinção, de título público
que o substitua.

 SUJEITO ATIVO => qualquer pessoa


 SUJEITO PASSIVO => Estado e candidato ou pretendente a candidato.

 CONDUTAS:
o Arguir inelegibilidade: candidato fez pedido de candidatura e infrator argúi que ele
é inelegível, que ele não preenche os requisitos de elegibilidade. Vítima aqui se
trata de um pré-candidato.
o Impugnar registro de candidatura: pedido já foi deferido, já houve o registro do
candidato e o infrator impugna o registro argumentando que o candidato não
preenche os requisitos para concorrer às eleições.

OBS: art. 3º  arguir inelegibilidade ou impugnar a candidatura é um direito.


Legitimados: MP, candidato, partido político ou coligação.

Art. 3° Caberá a qualquer candidato, a partido político, coligação ou ao Ministério


Público, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do pedido de registro do
candidato, impugná-lo em petição fundamentada.
§ 1° A impugnação, por parte do candidato, partido político ou coligação, não impede
a ação do Ministério Público no mesmo sentido.
§ 2° Não poderá impugnar o registro de candidato o representante do Ministério
Público que, nos 4 (quatro) anos anteriores , tenha disputado cargo eletivo,
integrado diretório de partido ou exercido atividade político-partidária.
§ 3° O impugnante especificará, desde logo, os meios de prova com que pretende
demonstrar a veracidade do alegado, arrolando testemunhas, se for o caso, no máximo de 6
(seis).

O que a lei pune é arguir a inelegibilidade ou impugnar a candidatura:


 Por abuso de poder econômico
 Por desvio ou abuso de poder de autoridade
 De forma temerária (imprudente)
 Por manifesta má fé.
Nessas hipóteses, a intenção do infrator não é exigir o cumprimento das normas
constitucionais e legais, mas sim impedir ilegalmente que alguém se torne candidato ou
mantenha-se candidato ou retardar os trabalhos eleitorais com o incidente eleitoral instaurado
sem fundamento; ou seja, o crime consiste em arguir ou impugnar sem qualquer elemento
fático ou probatório que demonstre a inelegibilidade de pré-candidato ou candidato.

 ELEMENTO SUBJETIVO => em qualquer das 4 formas de execução do crime é o


dolo.
Doutrina: no caso de argüição ou impugnação de forma temerária, o elemento subjetivo
é o dolo eventual.

OBS: em relação ao crime de gestão temerária da lei 7492, doutrina e jurisprudência


dizem que o elemento subjetivo é o dolo eventual, assim como o é no caso de crime eleitoral.
Porém, recentemente o STF decidiu que o crime de gestão temerária admite a forma culposa.
Então, pode-se concluir que o STF também poderia admitir a forma culposa nos crimes
eleitorais, pois a elementar “temerária” tem o mesmo sentido nos dois tipos penais.

 CONSUMAÇÃO => momento em que é apresentada na Justiça Eleitoral a argüição ou


a impugnação.

 TENTATIVA => possível se o agente não consegue fazer a impugnação ou a argüição.

4. CRIMES DO CÓDIGO ELEITORAL (LEI 4737/65)


Código Eleitoral tem uma “parte geral” (art. 283 a 288), que cuida de disposições gerais
penais, e uma parte dos crimes em espécie (art. 289 e ss).
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 283. Para os efeitos penais são considerados membros e funcionários da Justiça Eleitoral:
I - os magistrados que, mesmo não exercendo funções eleitorais, estejam presidindo Juntas Apuradoras ou se encontrem no exercício de outra
função por designação de Tribunal Eleitoral;
II - Os cidadão que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral;
III - Os cidadão que hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou Juntas Apuradoras;
IV - Os funcionários requisitados pela Justiça Eleitoral.
§ 1º Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, além dos indicados no presente artigo, quem, embora transitoriamente ou sem
remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 2º Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal ou em sociedade de economia mista.
Art. 284. Sempre que êste Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele de quinze dias para a pena de detenção e de um ano para
a de reclusão.

Detenção  15 dias
Reclusão  01 ano

Art. 285. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o "quantum", deve o juiz fixá-lo entre um quinto e um
terço, guardados os limites da pena cominada ao crime. (1/5 a 1/3)
Art. 286. A pena de multa consiste no pagamento ao Tesouro Nacional, de uma soma de dinheiro, que é fixada em dias-multa. Seu montante é,
no mínimo, 1 (um) dia-multa e, no máximo, 300 (trezentos) dias-multa.
§ 1º O montante do dia-multa é fixado segundo o prudente arbítrio do juiz, devendo êste ter em conta as condições pessoais e econômicas do
condenado, mas não pode ser inferior ao salário-mínimo diário da região, nem superior ao valor de um salário-mínimo mensal.
§ 2º A multa pode ser aumentada até o triplo, embora não possa exceder o máximo genérico caput, se o juiz considerar que, em virtude da
situação econômica do condenado, é ineficaz a cominada, ainda que no máximo, ao crime de que se trate.
Art. 287. Aplicam-se aos fatos incriminados nesta lei as regras gerais do Código Penal.
Art. 288. Nos crimes eleitorais cometidos por meio da imprensa, do rádio ou da televisão, aplicam-se exclusivamente as normas dêste Código e
as remissões a outra lei nele contempladas.

 ART. 283 – FUNCIONÁRIO PÚBLICO (conceito):


Art. 283. Para os efeitos penais são considerados membros e funcionários da Justiça
Eleitoral:
I - os magistrados que, mesmo não exercendo funções eleitorais, estejam presidindo
Juntas Apuradoras ou se encontrem no exercício de outra função por designação de Tribunal
Eleitoral;
II - Os cidadão que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral;
III - Os cidadão que hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou Juntas
Apuradoras;
IV - Os funcionários requisitados pela Justiça Eleitoral.
§ 1º Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, além dos indicados no
presente artigo, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego
ou função pública.
§ 2º Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em
entidade paraestatal ou em sociedade de economia mista.

Traz conceito de funcionário público eleitoral para fins penais:


 Juízes eleitorais: aqueles designados pelo TRE como titulares de Vara eleitoral ou
qualquer outro juiz que esteja exercendo uma função eleitoral específica por designação
do TRE ou TSE.
 Cidadãos que integrem temporariamente órgãos da Justiça Eleitoral
 Mesário eleitoral ou pessoa designada para apuração
 Funcionário requisitado pela Justiça Eleitoral

§1º  mesmo conceito do art. 327, CP: considera-se funcionário público qualquer
pessoa que exerça função pública, pertença ou não à Administração Pública, ainda que exerça
esta função gratuita e temporariamente.
§2º  conceito de funcionário público por equiparação.

 ART. 284
Art. 284. Sempre que este Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele de
quinze dias para a pena de detenção e de um ano para a de reclusão.

Estabelece pena mínima do crime eleitoral quando não cominada no tipo penal.
Quando o tipo penal não cominar a pena mínima, ela será de:
- 15 dias se for DETENÇÃO ou de
- 1 ano se for RECLUSÃO.
Então, todos os crimes eleitorais têm pena mínima cominada ou no próprio tipo penal
incriminador ou no art. 284 do Código Eleitoral.

 ART. 285
Art. 285. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o
"quantum", deve o juiz fixá-lo entre um quinto e um terço, guardados os limites da pena
cominada ao crime.

As causas de aumento e de diminuição de pena quando não tiverem seus patamares


previstos no próprio tipo penal serão fixados entre 1/5 e 1/3 e não pode passar dos limites
mínimo e máximo da pena cominada ao crime (diferentemente do CP)

 ART. 286 – MULTA ELEITORAL


Art. 286. A pena de multa consiste no pagamento ao Tesouro Nacional, de uma soma de
dinheiro, que é fixada em dias-multa. Seu montante é, no mínimo, 1 (um) dia-multa e, no
máximo, 300 (trezentos) dias-multa.
§ 1º O montante do dia-multa é fixado segundo o prudente arbítrio do juiz, devendo este
ter em conta as condições pessoais e econômicas do condenado, mas não pode ser inferior ao
salário-mínimo diário da região, nem superior ao valor de um salário-mínimo mensal.
§ 2º A multa pode ser aumentada até o triplo, embora não possa exceder o máximo
genérico caput, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do condenado, é
ineficaz a cominada, ainda que no máximo, ao crime de que se trate.

Cálculo da multa penal: 1 a 300 dias-multa. Mas os tipos penais já estabelecem a


quantidade de dias-multa (diferente do CP e mesma sistemática da lei de drogas). Então, torna-se
desnecessário este artigo.
Os tipos penais incriminadores já cominam a quantidade de dias-multa para o crime.
Ex: art. 289 prevê de 15 a 30 dias-multa.
Cada dia-multa não pode ser inferior a 1 salário mínimo regional nem superior a 1
salário mínimo nacional. Como atualmente não existe mais salário mínimo regional, conclui-se
que o dia-multa equivale a 1 salário mínimo.
Código Eleitoral não diz qual o salário mínimo ao ser considerado. Então, aplica-se
subsidiariamente o CP: juiz deve considerar o salário mínimo vigente na data do crime, com
atualização monetária desde a data do crime.
O juiz pode triplicar a multa máxima cominada no tipo penal se ela for ineficaz em
virtude da situação econômica do condenado desde que esse aumento não ultrapasse os 300 dias-
multa previstos no caput do art. 286.

MULTA
CÓDIGO ELEITORAL CÓDIGO PENAL
VALOR 1 a 300 dias-multa 10 a 360 dias-multa
DIA-MULTA 1 salário mínimo 1/30 a 5 vezes o salário mínimo
Até o triplo, desde que não Até o triplo
AUMENTO
ultrapasse os 300 dias-multa

 ART. 287
Art. 287. Aplicam-se aos fatos incriminados nesta lei as regras gerais do Código Penal.

Aplicação subsidiária do CP em que o Código Eleitoral for omisso. Ex: normas sobre
prescrição. STF – HC 84152/AM, Pleno, 18MAI04.

 ART. 288
Art. 288. Nos crimes eleitorais cometidos por meio da imprensa, do rádio ou da
televisão, aplicam-se exclusivamente as normas deste Código e as remissões a outra lei nele
contempladas.
Praticamente caiu em desuso.
Os crimes eleitorais praticados por meio de rádio, imprensa ou televisão prevalecem
sobre crimes semelhantes previstos em outras leis.
Havia crime de calúnia, difamação e injúria no CP, lei de imprensa e no Código
Eleitoral => ex: candidato cometeu calúnia com fins eleitorais contra o seu adversário em um
programa de rádio da cidade  aplicava-se a calúnia do Código Eleitoral.
A questão perdeu seu interesse porque a lei de imprensa foi declarada inteiramente não
recepcionada pela CF/88 na ADPF 130.

4.1. ART. 289


Pena mínima = 1 ano.
Máximo de multa = 45 dias-multa.
Art. 289. Inscrever-se fraudulentamente eleitor:
Pena - Reclusão até cinco anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa.

OBS: Quando o tipo penal não cominar a pena mínima, ela será de:
- 15 dias se for DETENÇÃO ou de
- 1 ano se for RECLUSÃO.

 SUJEITO ATIVO => qualquer pessoa, inclusive o eleitor já alistado que solicite a
transferência de seu título.

 SUJEITO PASSIVO => Estado.

 OBJETO JURÍDICO => licitude do alistamento eleitoral.

 TIPO OBJETIVO => inscrever-se, que não é o mesmo que alistar-se.


Inscrição é uma fase do alistamento eleitoral.
O alistamento eleitoral (art. 42 a 61) é um complexo de atos que pode ser dividido em
duas grandes fases:
1) Entrega do requerimento para ser eleitor com apresentação dos documentos
pertinentes.
2) Análise desses documentos e diligências necessárias com o deferimento ou
indeferimento do pedido.
O alistamento começa com o requerimento do cidadão e termina com a expedição do
título de eleitor (inclusão do nome no rol de eleitores).
Portanto, crime ocorre na 1ª fase do alistamento, quando candidato formula pedido para
ser eleitor.

 ELEMENTO NORMATIVO => fraudulentamente.


Apresentação de documento falso quanto à idade, nacionalidade, local da residência
(quanto a qualquer dado essencial ao alistamento).
Ex1: indivíduo de 15 anos apresenta falsa certidão de nascimento que acusa que ele tem
16 anos.
Ex2: falsa declaração de domicílio. Código exige que o alistamento ocorra no domicílio
da pessoa.
Domicílio, para fins eleitorais, compreende não só o local onde a pessoa reside, mas
qualquer local onde ela possua um imóvel para uso pessoal (ex: casa de veraneio) – basta uma
vinculação de ordem patrimonial no local. Então, jurisprudência eleitoral traz um conceito
maior de domicílio do que para o direito civil.
Se pessoa tiver várias residências em locais diferentes, pode-se inscrever em qualquer
uma.
A jurisprudência diz que o local da residência deve ser considerado no momento do
requerimento da inscrição. Então, não há o crime se pessoa declara o endereço onde realmente
mora e posteriormente se muda do local, mantendo o domicílio eleitoral lá.
Crime se caracteriza quando a pessoa solicita a transferência fraudulenta de domicílio
eleitoral, porque o pedido de transferência de título eleitoral equivale a um pedido de nova
inscrição, ou seja, há o crime tanto no caso da 1ª inscrição fraudulenta como no caso da
inscrição fraudulenta por transferência.

Art. 55, Código Eleitoral: para pessoa pedir transferência de domicílio eleitoral, deve
estar residindo no novo domicílio há pelo menos três meses.

Não há crime se ele solicita transferência antes de completar os três meses no novo
endereço desde que realmente seja o endereço verdadeiro e que ele resida no local.

Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo
domicílio sua transferência, juntando o título anterior.
§ 1º A transferência só será admitida satisfeitas as seguintes exigências:
I - entrada do requerimento no cartório eleitoral do novo domicílio até 100 (cem) dias
antes da data da eleição.
II - transcorrência de pelo menos 1 (um) ano da inscrição primitiva;
III - residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio, atestada pela autoridade
policial ou provada por outros meios convincentes.
§ 2º O disposto nos nºs II e III, do parágrafo anterior, não se aplica quando se tratar de
transferência de título eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de
sua família, por motivo de remoção ou transferência

Elemento Subjetivo
É o dolo de se inscrever fraudulentamente, não se exigindo nenhuma finalidade específica
Não é punida a forma Culposa do crime

Tentativa e Consumação
Para uma primeira corrente o crime se consuma com a simples apresentação na justiça eleitoral
do requerimento fraudulento de inscrição, mesmo que a inscrição não seja deferida e o título de
eleitor não seja expedido (Susana de Camargo Gomes)
O comprovante do requerimento vale como substitutivo do título de eleitor por 90 dias.
Para uma segunda corrente o crime só se consuma quando o título de eleitor é expedido, com
deferimento do pedido; antes da expedição do título a pessoa não assume a condição jurídica de
eleitor, portanto o crime ainda não está consumado.

É possível a tentativa por se tratar de crime plurissubsistente (a conduta criminosa pode ser
fracionada em vários atos).

Principio da especialidade
Este crime prevalece sobre o crime do art. 350 do código eleitoral que tipifica “falsidade
ideológica eleitoral”
O Art. 289 é norma especial em relação ao art. 350 (tem uma finalidade específica)
A doutrina diz que esse crime do Art. 289 absorve os crimes de falsidade documental.

4.2. Art. 290 Induzir alguém a se inscrever eleitor com infração de qualquer dispositivo
deste Código.

Pena - Reclusão até 2 anos e pagamento de 15 a 30 dias-multa


Quando o tipo penal não cominar a pena mínima, ela será de:
- 15 dias se for DETENÇÃO ou de
- 1 ano se for RECLUSÃO.
Sujeito Ativo:
Qualquer pessoa, exceto o alistando (pessoa que está sendo induzida a se inscrever como
eleitor)

Sujeito Passivo:
O Estado e a pessoa induzida pelo infrator.

Objeto Jurídico:
A licitude do alistamento eleitoral.

Conduta:
Induzir alguém (convencer por meio de fraude ou de ardil); a conduta do infrator deve ser
individualizada, dirigida a uma pessoa determinada.
Esse crime penal pune também quem induz a vítima a transferir o seu título de eleitor.

Segundo a doutrina a prestação de auxílio material não configura esse crime


Ex.: Levar a pessoa induzida até o cartório para fazer a inscrição

Elemento Subjetivo:
Dolo de induzir, não se exigindo nenhuma finalidade específica

Consumação e tentativa:
A consumação se dá com o mero induzimento, ainda que o induzido não consiga se inscrever
como eleitor.
Mas se ela foi induzida e nem sequer foi ao cartório para fazer a inscrição é fato atípico.
A tentativa é inadmissível, porque a conduta de induzir é “UNISSUBSISTENTE” se esgota em
um único ato (TSE HC 80 –

4.3. Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de alistando.

Pena - Reclusão até 5 anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Sujeito Ativo:
É o Juiz eleitoral ou Juiz não eleitoral, mas que esteja desempenhando alguma função específica
eleitoral por designação do Tribunal Eleitoral. (Art. 283,I, CE)
TSE HC 5.718 Embora seja crime próprio somente cometido por Juiz, admite participação de
3ºs

Sujeito Passivo:
Estado

Tipo Objetivo:
Efetuar a inscrição, o indivíduo está em processo de alistamento eleitoral
Quanto à elementar “fraudulentamente” aplica-se o que foi dito no art. 289

Elemento Subjetivo
Dolo sem finalidade específica

Consumação e Tentativa
A consumação se dá com a inscrição fraudulenta.
A expedição do título de eleitor e a eventual utilização dele são mero exaurimento do crime. Já
está consumado com a Inscrição.
A tentativa é perfeitamente possível, se o Juiz não consegue efetivar a inscrição fraudulenta do
alistando.
4.4. Art. 295. Reter título eleitoral contra a vontade do eleitor:

Pena - Detenção até dois meses ou pagamento de 30 a 60 dias-multa.

OBS.: pena mínima 15 dias (vide início) de detenção

Sujeito Ativo:
Qualquer pessoa, crime comum que não exige qualidade especial

Sujeito Passivo:
Eleitor prejudicado pela retenção do seu título

Objeto Jurídico:
É o direito de o eleitor votar e o direito de o eleitor possuir o seu título para utilizá-lo em
finalidades não eleitorais.

Elementos do Tipo:
A conduta é reter contra a vontade do eleitor.
O eleitor pode se opor a retenção expressa ou tacitamente.
A retenção autorizada pelo eleitor configura fato atípico.

Objeto material:
Titulo eleitoral

Conflito Aparente de Normas (Art. 91)


O art. 91, parágrafo único da Lei 9.504/97 também considera crime a retenção de título eleitoral
ou de comprovante de alistamento eleitoral.
Diferenças deste crime com o Art. 295 da lei eleitoral:
1- O crime do art. 295 só se configura se a retenção ocorrer contra a vontade do eleitor, já
o crime do art. 91 caracteriza-se pela simples não entrega do título ao eleitor sem
motivo justificado.
2- O Crime do Art. 295 pode ocorrer em qualquer momento, inclusive depois de já
expedido o título eleitoral. Já o crime do Art. 91 só pode ocorrer durante o processo de
alistamento eleitoral
3- O crime do Art.295 pode ser cometido por qualquer pessoa. (crime comum), já o crime
do Art. 91, único, só pode ser praticado por servidor eleitoral
4- O crime do art. 295 pode ser cometido dentro da esfera do serviço eleitoral ou fora dela,
por qualquer pessoa; o Crime do Art. 91, único, só pode ser cometido na esfera do
serviço eleitoral, por servidor eleitoral.

Art. 295. Reter título eleitoral contra a Art. 91. § único: A retenção de título eleitoral ou do comprovante de alistamento
vontade do eleitor eleitoral constitui crime, punível com detenção, de um a três mese
contra a vontade do eleitor simples não entrega do título ao eleitor sem motivo justificado.

qualquer momento Durante processo de alistamento eleitoral

pode ser cometido por qualquer praticado por servidor eleitoral


esfera do serviço eleitoral ou fora dela só pode ser cometido na esfera do serviço eleitoral, por servidor eleitoral

Elemento Subjetivo: (nos dois crimes)


Dolo, não se exigindo nenhuma finalidade específica

Consumação e tentativa:
Primeira corrente: o crime se consuma com a simples retenção do título, ainda que o eleitor não
fique impedido de votar. (majoritária), O eleitor também não conseguirá usar o título para fins
não eleitorais.
Segunda corrente: o crime não se consuma com a mera retenção e sim se o eleitor não conseguir
votar em razão da retenção do título.
A tentativa é possível, quando o infrator não consegue ter a posse tranqüila do título retido. Ele
retém, mas é imediatamente desapossado do título.

4.5. Art. 297. Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio:

Pena - Detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 dias-multa.

Sujeitos do crime:
Qualquer pessoa

Sujeito Passivo:
É o eleitor impedido de exercer o sufrágio

Objeto jurídico:
Proteção ao direito de sufrágio

Tipo Objetivo:
Condutas são Impedir (não permitir), ou embaraçar (criar obstáculos e dificuldades) para a
vítima não votar.
Pode ser criado por ação ou omissão.

Obs.: Esse crime pode ser cometido não só durante as eleições como em plebiscito e referendo.

A campanha pelo voto em branco não configura esse crime pela razão que o direito ao sufrágio
também é o de não votar em ninguém. (TRE SP HC 66.262)

Elemento Subjetivo
Dolo de violar o direito de sufrágio, sem qualquer finalidade específica.

Se a finalidade for beneficiar ou prejudicar determinado candidato ou partido, haverá o crime do


Art. 301. => “Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em
determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados não sejam conseguidos:”

Consumação e Tentativa:
A consumação se dá quando a vítima é impedida ou embaraçada no direito de sufrágio.
A tentativa é possível, se o infrator não consegue impedir a vítima de votar, ou se não consegue
criar dificuldades para a vítima votar.

O simples fato de embaraçar e criar dificuldades já configura o crime, consuma-se.

Obs: Passar pessoa na frente de outra na fila da votação não constitui crime (TSE).

4.6. Art. 298. Prender ou deter eleitor, membro de mesa receptora, fiscal, delegado de
partido ou candidato, com violação do disposto no Art. 236:

Pena - Reclusão até quatro anos.

Tipo penal remetido é o que se remete a um outro dispositivo de lei.

Art. 236. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito)
horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante
delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por
desrespeito a salvo-conduto.
§ 1º Os membros das mesas receptoras e os fiscais de partido, durante o exercício de suas
funções, não poderão ser detidos ou presos, salvo o caso de flagrante delito; da mesma
garantia gozarão os candidatos desde 15 (quinze) dias antes da eleição.
§ 2º Ocorrendo qualquer prisão o preso será imediatamente conduzido à presença do juiz
competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a
responsabilidade do coator.

Eleitor: 5 dias antes até 48 horas depois; pode ser preso:


1) Em flagrante delito de crime afiançável ou inafiançável.
2) Por condenação ainda que sujeito a recurso por crime inafiançável
3) Por desrespeito a salvo conduto.

Não pode ser preso:


1) Por prisão preventiva ou temporária
2) Por condenação a crime afiançável

Membros de mesas receptoras e fiscais ou delegados de partidos no exercício de suas funções


podem ser preso:
1) Em flagrante delito por crime afiançável ou inafiançável.
Não poderá ser preso em nenhuma outra situação.
Não pode ser preso por mandado de prisão preventiva ou temporária

Candidatos: 15 dias antes da eleição Podem ser presos:


1) Só em flagrante de crime afiançável ou inafiançável.
Não pode ser preso por condenação ou por preventiva ou temporária.

Elemento Subjetivo:
Dolo, não se pune esse crime na forma culposa.

Consumação e tentativa:
A consumação se dá com a simples prisão fora das hipóteses do art. 236, não sendo necessário
ocorrer prejuízo ao eleitor.
A tentativa é possível se o agente não consegue efetuar a prisão ilegal.

4.7. Corrupção Ativa ou Passiva Eleitoral

Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro,
dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer
abstenção, ainda que a oferta não seja aceita:

Pena - reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

O TSE já decidiu reiteradas vezes que esse crime abrange a corrupção ativa eleitoral e a
corrupção passiva eleitoral

Sujeito Ativo:
Qualquer pessoa em ambas as formas de corrupção, ativa e passiva.
O sujeito ativo necessariamente não precisa ser candidato ou eleitor.
Ex.: Um estrangeiro oferece dinheiro para um eleitor votar ou deixar de voltar em um candidato.

Se o sujeito ativo for candidato, ele comete ainda a infração administrativa de CAPTAÇÃO
ILEGAL DE SUFRÁGIO (Art. 41-A Lei 9.504/97) Responde pelo crime do Art. 299 + infração
administrativa de captação de sufrágio
Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio,
vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de
obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função
pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil
a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto
no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990. (Incluído pela Lei nº 9.840, de
28.9.1999)

Sujeito Passivo
É o Estado, mas também o candidato ou partido prejudicado pelo crime.

Elementos do Tipo
Dar, oferecer, prometer, solicitar, ou receber.
O tipo penal não prevê a conduta de exigir.

Objeto material
Dinheiro, valor em espécie, dádiva (presente), ou qualquer outra vantagem (segundo a doutrina
eleitoral, pode ser de natureza econômica ou não) legal ou ilegal.
A conduta precisa ser dirigida a uma pessoa determinada, ou a um grupo de pessoas
determinadas.

Promessas genéricas de campanha dirigidas ao eleitorado em geral não configuram este


crime.

Finalidade Específica
O Crime só existe se a conduta for praticada com a intenção de:
1) Obter voto
2) Dar voto
3) Conseguir abstenção de voto
4) Prometer abstenção de voto
Ex.: o candidato oferece dinheiro para o eleitor votar nele OU o eleitor solicita dinheiro para
votar no candidato OU o candidato oferece dinheiro para o eleitor não votar OU o eleitor
solicita dinheiro prometendo não votar.

Mesmo que a vantagem solicitada ou oferecida seja insignificante, há o crime (a doação pode
ser insignificante, mas o resultado não será insignificante).
Ex.: doação de uma cesta básica, um par de chinelos.

Hipóteses em que o crime não se caracteriza:


Realizar sorteio de bens entre assistentes de comício eleitoral
Distribuição de brindes com a finalidade exclusiva de propaganda sem caráter negocial.
Ex.: distribuição de bonés, camisetas, chaveiros.
Promessa de vantagem para comparecimento em comício.

Esta infração não precisa ser cometida na véspera ou no próprio dia da eleição.
Pode ser cometido no período compreendido entre a data do registro da candidatura até o dia da
eleição (porque durante todo esse período ele pode solicitar votos ou a sua abstenção)

A compra de votos por Pré candidato configura o crime do art. 299?


O STF Inq 2.197 PA julgado pelo pleno em 13/12/07 decidiu que a compra de votos por pré
candidato configura o crime do art. 299 Tenha sido ele ou não escolhido pelo partido como
candidato.

Elemento Subjetivo  dolo específico


Dolo acrescido de uma das finalidades específicas indicadas no tipo.
Se não houve a intenção específica de comprar votos ou abstenção de votos não há o crime.

Consumação e Tentativa:
A consumação se dá com a prática de qualquer das condutas do tipo, mesmo que não seja obtida
a finalidade pretendida. Ou mesmo que a oferta seja recusada.
O simples fato de prometer ou solicitar vantagem, já configura o crime. (Crime formal ou de
consumação antecipada)
A tentativa é possível nas condutas de dar e receber. Nas demais condutas é possível a tentativa
na forma escrita.

Notícia do site do LFG, de 03DEZ10:


O tipo penal acima transcrito objetiva proteger o livre exercício do voto e a lisura do
processo eleitoral.
O mencionado inquérito foi instaurado para averiguar o fato de um deputado ter doado
dinheiro e combustível para que particulares participassem de uma carreata de campanha
eleitoral no município de Cruzeiro do Sul (AC), no dia 23 de agosto de 2008. Concluiu-se, no
entanto, que embora algumas testemunhas ouvidas tenham confirmado que receberam certa
quantia, o fato não se enquadraria no crime de corrupção eleitoral, pois não se mencionou que o
dinheiro seria uma troca por votos, mas apenas para participar de carreata.
Neste sentido, a justiça paranaense já se posicionou no julgamento de uma ação penal,
cujo acórdão (22.350), relatado pelo Desembargador Zuudi Sakakihara, assim foi ementado:
CRIME DE CORRUPÇÃO ELEITORAL. TRANSPORTE ILEGAL DE ELEITORES.
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS.
1. O pagamento, pela prefeitura, de contas de água e luz da população carente, com dotação
orçamentária consignada em programa de assistência social, mantida ao longo de mais de dez
anos, ainda que feita em época de eleição, não configura o crime previsto no art. 299 do CE,
pois inexistente, neste caso concreto, o deliberado intuito da compra de votos, que é
elementar ao tipo do mencionado ilícito.

4.8. Art. 302. Promover, no dia da eleição, com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar
o exercício do voto a concentração de eleitores, sob qualquer forma, inclusive o
fornecimento gratuito de alimento e transporte coletivo: (Redação dada pelo
Decreto-Lei nº 1.064, de 24.10.1969)

Pena - reclusão de quatro (4) a seis (6) anos e pagamento de 200 a 300 dias-multa.
((Redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.064, de 24.10.1969)

Sujeito Ativo
Qualquer pessoa ainda que não candidato ou integrante de partido

Sujeito Passivo
Os eleitores prejudicados no direito de votar.

Objeto Jurídico
A liberdade de voto

Tipo Objetivo
A conduta é promover a concentração de eleitores, de qualquer forma, mediante violência,
coação, fraude.
Fornecer alimento gratuito. (com a finalidade de concentração de pessoas)
Fornecer transporte coletivo gratuito (com a finalidade de concentração de pessoas)
Obs.: apesar da conjunção E no tipo penal, não precisa de as duas condutas ocorrerem
conjuntas, onde está escrito E a doutrina lê OU

Finalidade Específica
O crime só se configura se essa concentração de pessoas for promovida com a intenção de:
1) Impedir o exercício do voto
2) Embaraçar (criar obstáculos ao exercício do voto)
3) Fraudar o exercício do voto
Ausente uma destas 3 finalidades específicas, não há o crime.

Momento do Crime
Só há o crime se a conduta for no dia da Eleição.

Elemento Subjetivo:
Dolo de promover a concentração de eleitores acrescido de uma das 3 finalidades acima.

Consumação e tentativa:
A consumação se dá no momento em que há a concentração dos eleitores, ainda que a finalidade
pretendida não seja obtida (ainda que o infrator não consiga Impedir, Embaraçar ou fraudar o
direito de voto)
A tentativa é possível se o infrator não consegue concentrar os eleitores

4.9. Crimes do Art. 11, III da Lei 6.091 de 74


III- Descumprir a proibição dos artigos 5, 8 e 10

Pune as seguintes condutas:


1) Realizar o transporte de eleitores desde o dia anterior até o dia posterior ao das eleições
com finalidade de obter vantagem eleitoral. Se não houver a intenção de vantagem
eleitoral na conduta, o fato é atípico. (Art. 11, III combinado com Art. 5 caput da lei)
Ocorre da véspera da eleição ao dia da eleição
2) Fornecer alimentos a eleitores da zona rural absolutamente carente de recursos. (Art. 11,
III, combinado com Art. 8º da lei)
3) Fornecer transporte ou refeições aos eleitores da zona urbana. (pode ocorrer em
qualquer momento dentro do período eleitoral) (Art. 11, III combinado com o art. 10 da
lei)
São chamados de crime de fornecimento de Transporte ou de refeições gratuitos ilegais
Art. 11 - Constitui crime eleitoral:
III - descumprir a proibição dos artigos 5, 8 e 10:
Pena - reclusão de quatro a seis anos e pagamento de 200 a 300 dias multa (Art. 302
do Código Eleitoral);

Exceções ao crime:
Somente a Justiça Eleitoral poderá, quando imprescindível, em face da absoluta
carência de recursos de eleitores da zona rural, fornecer-lhes refeições, correndo,
nesta hipótese, as despesas por conta do Fundo Partidário.

4.10. Art. 309. Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outrem:
Pena - reclusão até três anos.

Sujeito Ativo:
Qualquer pessoa, inclusive quem não é eleitor.

Sujeito Passivo:
O Estado, mas também o eleitor prejudicado (alguém votou no lugar dele)
STJ CC 81.711/RS 16/02/09
Ex.: por confusão de nomes, os mesários trocaram o nome de uma eleitora e votaram no lugar
de outra para bater a quantidade de votos com o de assinaturas, a 2ª eleitora foi votar
posteriormente e já havia assinatura e voto no seu lugar.

Tipo Objetivo:
Votar, por si, mais de uma vez
Tentar votar, por si, mais de uma vez
Votar, em lugar de outrem, uma vez ou mais vezes
Tentar votar em lugar de outrem uma vez mais vezes.

Elemento Subjetivo
Dolo, não se pune a forma culposa
Ex.: eleitor semi-analfabeto, por equívoco, pegou o título do irmão falecido, e foi acusado de
tentar votar no lugar do irmão, não houve dolo.

Consumação e Tentativa
A consumação se dá com o ato de votar ou tentar votar mais de uma vez ou em lugar de outrem.
A tentativa não existe, porque a simples tentativa já configura crime consumado é o chamado
CRIME DE ATENTADO

CRIMES REFERENTES À PROPAGANDA ELEITORAL

1) Propaganda eleitoral partidária:


Efetuada pelos partidos políticos, visando divulgar os programas partidários
2) Propaganda Pré eleitoral:
Propaganda Intra partidária, quando o partido está escolhendo o candidato. Não pode
ser feita ao público por configurar antecipação de propaganda eleitoral
3) Propaganda Eleitoral Propriamente dita: ou Estrito senso
É dirigida ao eleitorado visando convencê-lo a votar em determinado candidato ou
partido

4.11. Art. 323. Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a
partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado:

Pena - detenção de dois meses a um ano, ou pagamento de 120 a 150 dias-multa.

Parágrafo único. A pena é agravada se o crime é cometido pela imprensa, rádio ou televisão.

Sujeito Ativo:
Qualquer pessoa, inclusive que não seja candidato ligado a partido.
Ex.: o marqueteiro responsável pela propaganda

Sujeito Passivo:
O candidato ou partido prejudicado com a inverdade

Objeto Jurídico:
A proteção do direito dos eleitores de não receber propaganda eleitoral falsa. Direito à correta
informação eleitoral

Conduta:
Divulgar fatos inverídicos, fatos falsos que sejam capazes de influenciar o eleitorado, ainda que
não influenciem. Precisa ter essa capacidade lesiva. Se for um fato inverídico, mas incapaz de
influenciar o eleitorado, não configura esse crime.

Elemento Normativo do tipo:


Na propaganda eleitoral. O crime tem que ocorrer durante o período oficial de propaganda
oficial

Fatos Inverídicos que enaltecem o candidato, configura o crime?


Sim, porque o que se está protegendo é o direito do eleitorado à informação eleitoral verdadeira.

Elemento subjetivo:
Dolo direto, (divulgar na propaganda, fatos que sabe inverídicos)
O crime não é punido nem no dolo eventual nem na culpa.
Consumação e Tentativa:
A consumação ocorre com a simples divulgação do fato inverídico, com potencial para
influenciar o eleitorado, ainda que não influencie.
A tentativa existe se o agente não consegue divulgar o fato inverídico.

*Vide material de apoio.

Perguntas:

1) Conceito e três características dos crimes eleitorais.


2) Diferencie crimes eleitorais puros de crimes eleitorais acidentais.
3) Para o TSE, é possível a adoção da transação e da suspensão condicional do processo
em relação a crimes eleitorais, inclusive em relação àqueles que contam com um
sistema punitivo especial. Certo ou errado?
4) Antes da lei 9504, como se tipificavam as normas para as eleições? Explique.
5) A lei 9504 revogou tacitamente diversos crimes do Código Eleitoral. Certo ou errado?
6) Quanto tempo as empresas que realizam pesquisa de opinião pública têm para registrá-
las na Justiça Eleitoral?
7) Qualquer partido político pode ter livre acesso às pesquisas de opinião?
8) Qual o prazo para acessar as pesquisas de opinião livremente?
9) Quem não tenha participado ou elaborado a pesquisa também é sujeito ativo do crime
de pesquisa fraudulenta. Certo ou errado?
10) O responsável legal pela empresa que fez a pesquisa e da que a veiculou pode responder
por pesquisa fraudulenta?
11) O crime de pesquisa fraudulenta é crime de dupla subjetividade passiva. Certo ou
errado?
12) Divulgação fraudulenta da pesquisa a um grupo restrito de eleitores configura o crime?
Explique.
13) A pesquisa pode ser fraudulenta no método ou no resultado da pesquisa. Certo ou
errado?
14) Consumação e tentativa do crime de pesquisa fraudulenta.
15) Após os 30 dias, os partidos políticos só podem ter acesso às planilhas das pesquisas
por meio de autorização judicial. Certo ou errado?
16) Quem retarda a ação fiscalizadora dos partidos sobre as pesquisas eleitorais pode ter
como pena alternativa a prestação de serviços à comunidade. Certo ou errado?
17) Fazer passeata no dia das eleições é crime?
18) Horário de proibição para realizar boca de urna é somente o horário de votação. Certo
ou errado?
19) A manifestação individual e silenciosa de preferência do cidadão por partido configura
crime? Explique.
20) A lei proíbe utilização e divulgação de cartazes, camisetas, publicações. Certo ou
errado?
21) Só pode ocorrer crime de boca de urna ou de arregimentar eleitores no dia da eleição.
Certo ou errado?
22) O crime de boca de urna é formal. Certo ou errado?
23) Usar imagens, durante o período eleitoral, utilizadas por órgão de governo é crime?
Explique.
24) O que é arguir inelegibilidade ou impugnar a candidatura? Quem pode fazê-lo? Qual o
prazo?
25) Não poderá impugnar o registro de candidato o representante do Ministério Público que,
nos cinco anos anteriores, tenha disputado cargo eletivo, integrado diretório de partido
ou exercido atividade político-partidária. Certo ou errado?
26) Quando é punível a argüição de inelegibilidade?
27) Elemento subjetivo no caso de argüição ou impugnação de forma temerária.
28) Quando o tipo penal não cominar a pena mínima, ela será de quanto?
29) As causas de aumento e de diminuição de pena quando não tiverem seus patamares
previstos no próprio tipo penal serão fixados de que maneira?
30) 3 diferenças entre multa penal do CP e do Código Eleitoral.
31) O juiz deve considerar o salário mínimo vigente na data do crime. Certo ou errado?
32) Nos crimes eleitorais cometidos por meio da imprensa, do rádio ou da televisão,
aplicam-se exclusivamente as normas deste Código e as remissões a outra lei nele
contempladas: por que artigo praticamente caiu em desuso?
33) Inscrever-se fraudulentamente eleitor: Pena - Reclusão até cinco anos e pagamento de
cinco a 15 dias-multa  qual o elemento normativo, a pena mínima e o valor máximo
da multa?
34) O crime de inscrever-se fraudulentamente ocorre na 1ª fase do alistamento. Certo ou
errado?
35) O alistamento começa com o requerimento do cidadão e termina com a expedição do
título de eleitor. Certo ou errado?
36) Domicílio, para fins eleitorais, compreende não só o local onde a pessoa reside, mas
qualquer local onde ela possua um imóvel para uso pessoal. Certo ou errado?
37) Há o crime se pessoa declara o endereço onde realmente mora e posteriormente se
muda do local, mantendo o domicílio eleitoral lá?
38) Crime pode-se caracterizar quando a pessoa solicita a transferência fraudulenta de
domicílio eleitoral. Certo ou errado?
39) Para pessoa pedir transferência de domicílio eleitoral, deve estar residindo no novo
domicílio há pelo menos seis meses. Certo ou errado?
40) Há crime se pessoa solicita transferência do título antes de completar os três meses no
novo endereço?
41) Tentativa e consumação do crime de inscrição fraudulenta de eleitor.
42) O crime de inscrição fraudulenta de eleitor absorve o crime de falsidade documental.
Certo ou errado?
43) Induzir alguém a se inscrever eleitor com infração de qualquer dispositivo deste
Código: esse crime penal pune também quem induz a vítima a transferir o seu título de
eleitor. Certo ou errado?
44) Induzir alguém a se inscrever eleitor com infração de qualquer dispositivo deste
Código: a prestação de auxílio material configura esse crime? Consumação e tentativa?
45) Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de alistando: admite participação?
Consumação e tentativa.
46) Reter título eleitoral contra a vontade do eleitor: pode ocorrer em qualquer momento,
inclusive depois de já expedido o título eleitoral. Certo ou errado?
47) Reter título eleitoral contra a vontade do eleitor: só pode ser praticado por servidor
eleitoral. Certo ou errado?
48) Reter título eleitoral contra a vontade do eleitor: quando se dá a consumação?
49) A campanha pelo voto em branco configura o crime de embaraçar o exercício do
sufrágio?
50) Se a finalidade for beneficiar ou prejudicar determinado candidato ou partido haverá
outro crime. Certo ou errado?
51) Explique sobre a possibilidade de prisão do eleitor, membros de mesa receptora, e de
candidato.
52) A corrupção ativa eleitoral e a corrupção passiva eleitoral estão localizadas no mesmo
tipo penal e são crimes comuns. Certo ou errado?
53) Se o sujeito ativo da corrupção for candidato, configura também infração
administrativa. Certo ou errado? Explique.
54) Exigir dinheiro também configura corrupção passiva eleitoral. Certo ou errado?
55) Para configurar corrupção, objeto material pode ser de natureza econômica ou não.
Certo ou errado?
56) Para configurar corrupção, a conduta precisa ser dirigida a uma pessoa determinada.
Certo ou errado?
57) Mesmo que a vantagem solicitada ou oferecida seja insignificante, há o crime de
corrupção. Certo ou errado?
58) Distribuição de brindes é crime eleitoral?
59) Qual o elemento espacial da corrupção eleitoral?
60) A compra de votos por pré candidato configura a corrupção eleitoral?
61) Consumação e tentativa no crime de corrupção?
62) Promover concentração de eleitores para embaraçar o exercício do voto sob qualquer
forma tem finalidade específica, elemento espacial é restrito e trata-se de crime formal.
Certo ou errado?
63) Fornecer transporte ou refeições aos eleitores da zona urbana em qualquer momento
dentro do período eleitoral é crime. Certo ou errado?
64) Votar ou tentar votar mais de uma vez ou em lugar de outrem: como a denominação
desse tipo de crime, onde a tentativa já configura crime consumado?
65) Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou
candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado: a pena é agravada se
o crime é cometido pela imprensa. Certo ou errado?
66) Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou
candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado: sujeito ativo,
elemento normativo, consumação e tentativa.
67) Fatos inverídicos que enaltecem o candidato configuram o crime?
68) Calúnia do Código Eleitoral só existe se a imputação ocorrer durante a propaganda
eleitoral ou visando fins de propaganda. Certo ou errado?
69) Se for falsa acusação de fato definido como contravenção ou de fato atípico haverá
difamação. Certo ou errado?
70) A mera crítica natural na dialética democrática não configura crime. Certo ou errado?
71) Consumação, objeto jurídico da calúnia, injúria e difamação eleitorais. Admitem
exceção da verdade? São todos crimes de ação penal pública?
72) Sujeito passivo do crime de difamação eleitoral pode ser qualquer pessoa, não
necessariamente candidato. Certo ou errado?
73) Haverá difamação ainda que o fato seja falso. Certo ou errado?
74) Diferença entre decoro e dignidade.
75) 2 hipóteses de perdão judicial na injúria eleitoral.
76) O que é injúria real?
77) 3 causas de aumento de pena nos crimes contra a honra.
78) O indivíduo (pessoa física) que distribuiu cestas básicas aos eleitores, com fotos do
candidato, comete corrupção eleitoral. Certo ou errado?
79) Condicionar a entrega de cestas básicas ao voto do eleitor e distribuir cestas básicas na
intenção de angariar votos configuram o crime de corrupção eleitoral. Certo ou errado?
80) Não há o crime se para o ato de desobediência já há alguma sanção civil ou
administrativa, salvo se a própria norma prevê a responsabilidade também por
desobediência. Certo ou errado?
81) Se indivíduo, abordado por agente de trânsito, se recusar a exibir documentos pessoais e
do veículo, comete crime? Explique.