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5º Encontro em Engenharia da Edificações e Ambiental

Cuiabá-MT, 21 e 22 de novembro, Universidade Federal de Mato Grosso

IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE REUSO DA ÁGUA RESIDUAL DO


APARELHO DESTILADOR PARA LABORATÓRIO DE SOLOS DO IFMT
Henrique Alexandre Rondon (henriquearondon@gmail.com)
Instituto Federal de Mato Grosso - Departamento de Área de Construção Civil.
Prof. Esp. Ilço Ribeiro Junior (ilco.ribeiro@cba.ifmt.edu.br)
Instituto Federal de Mato Grosso - Departamento de Área de Construção Civil.
Prof. Esp. Marcel Ramos da Silva (marcelramosarq@gmail.com)
Instituto Federal de Mato Grosso - Departamento de Área de Construção Civil.

RESUMO: Levando-se em consideração a necessidade de sanar o problema do desperdício de água nos


laboratórios do Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Octayde, este artigo apresenta um estudo para
implantação de um sistema que possa coletar, armazenar e reinserir a água de descarte no sistema de destilação,
bem como, verificar-se a disponibilidade de reutilização desta água para outras finalidades. Metodologicamente,
aplicou-se uma entrevista sobre o uso do destilador ao técnico e corpo docente e posteriormente realizou-se uma
avaliação/identificação do equipamento, em seguida, realizou-se a determinação do ponto ótimo de
funcionamento do destilador e também a análise físico-química da água. Apesar da água residual sofrer algumas
alterações durante o processo de destilação, os resultados apontam que esta água enquadra-se nos parâmetros de
água potável podendo desta forma ser reutilizada para: Limpeza de instrumentos, bancadas e equipamentos
utilizados em ensaios; aplicação em ensaios que não necessitem de água destilada para sua execução e também
para novas destilações. Este trabalho possui profundas implicações para a construção civil, pois possibilitará
formular as discussões sobre reuso de água nos laboratórios de pesquisa da área.

Palavras-chave: Reuso de água. Água destilada. Destilador. Laboratório da construção civil.

IMPLEMENTATION OF A RESIDUAL WATER REUSE SYSTEM FOR IFMT SOIL


LABORATORY DISTILLER
ABSTRACT: Taking into account the need to solve the problem of water wastage in the laboratories of the
Federal Institute of Mato Grosso - Campus Octayde, this article presents a study for the implementation of a
system that can collect, store and re-enter the wastewater in the system distillation, as well as check the
availability of reuse of this water for other purposes. Methodologically, an interview was applied on the use of
the distiller to the faculty and later an evaluation / identification of the equipment was carried out, then the
determination of the optimum point of operation of the distiller and also the physical-chemical analysis of the
Water. Although the residual water undergoes some changes during the distillation process, the results indicate
that this water fits the drinking water parameters and can thus be reused for: Cleaning instruments, benches and
equipment used in trials; application in tests that do not require distilled water for its execution and also for
further distillation. This work has profound implications for the civil construction, as it will make it possible to
formulate the discussions on water reuse in the area's research laboratories.

Keywords: Water reuse. Distilled water. Distiller. Construction laboratory.


1. INTRODUÇÃO

A água é um dos recursos naturais mais valiosos para a existência da humanidade. Cerca de
70% do nosso planeta é formado por água, entretanto, apesar de toda essa imensidão, a água
disponível apropriada para o consumo humano é de aproximadamente 2,5%. A água está
presente em toda atividade humana, higiene, agricultura, agropecuária, produção de energia,
transporte, turismo, entre outras, essa vasta gama de aplicações traz consigo uma grande
preocupação, o uso consciente deste recurso natural.

O desperdício de água é um dos principais problemas relacionado a utilização dos recursos


hídricos no mundo. Ao contrário do que muitos pensam, o desperdício de água não é um
problema exclusivo das residências, existe o desperdício que ocorre durante o abastecimento
de água, por falhas técnicas, trincas e até desvios clandestinos ocasionam problemas para a
rede de distribuição. Outra forma de desperdício é o que acontece na agricultura, sistemas
inadequados de irrigação fazem com que boa parte da água utilizada seja desperdiçada, além
do mais, a contaminação dos lençóis freáticos e leitos de rios por agrotóxicos torna-se um
agravante. As indústrias e laboratórios de pesquisas também fazem parte da gama com altos
índices de desperdício, o manejo incorreto, ausência de sistemas de reuso da água,
vazamentos, são os principais fatores ligados a estes setores.

Nas universidades a água possui diversas aplicações, mas é nos laboratórios que o uso do
“solvente universal” torna-se preocupante, a necessidade do seu uso na forma destilada tem
aumentado significantemente os índices de desperdício, grande parte dos destiladores
desperdiçam em média de 20 a 40 litros de água potável para produzir 1 litro de água pura, na
maioria dos laboratórios das universidades não existe um sistema de reuso implantado para
funcionar juntamente com o sistema de destilação, desta forma diversos litros de água potável
são lançados diretamente na rede de esgoto todos os dias.

2. METODOLOGIA

2.1. Local de estudo

O presente estudo fora realizado no Laboratório de Solos do Departamento de Área de


Construção Civil (DACC) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato
Grosso – Campus Octayde. O DACC conta com três laboratórios: solos, concreto e asfalto,
entretanto, atualmente somente o laboratório de solos possui o equipamento destilador.

2.2. Desenvolvimento da pesquisa

2.2.1. Entrevista sobre utilização do equipamento

Nesta etapa do estudo aplicou-se uma entrevista estruturada a um técnico e sete professores
que fazem uso dos laboratórios do DACC para ensino e pesquisa. Apesar da entrevista
abranger os usuários dos três laboratórios do DACC, ressalta-se que atualmente somente os
laboratórios de solos e asfalto fazem uso regular da água destilada em ensaios. A entrevista
teve como finalidade determinar o volume de água destilada necessária para atender a atual
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Implantação de um sistema de reuso da água residual do aparelho
destilador para laboratório de solos do IFMT.

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demanda dos laboratórios, e consequentemente estimar o volume de efluente gerado para
produção desta água destilada.

2.2.2. Avaliação e identificação do aparelho destilador

A segunda etapa do projeto consistiu em realizar a identificação da parte técnica e de


funcionamento do equipamento, bem como, avaliação do volume de efluente gerado para
produção da água destilada.

O aparelho em estudo trata-se de um destilador de água do tipo Pilsen da Quimis modelo


Q341-25 (Figura 1), composto por: suporte, cúpula de vidro, seletor de vapores, caldeira de
fervura, caixa de controle, rabicho com terra, entrada de água, funil coletor e saída de excesso.
As partes de equipamentos são fabricados com materiais resistentes e inertes a fim de evitar a
transferência de íons ao sistema (cúpula de vidro) ou sofrer oxidação (coletor de vapores,
caldeira, resistência), o aparelho destilador ainda conta com sistema de desligamento
automático em caso de falta de água, para assim evitar danos ao mesmo. De acordo com o
fornecedor, este equipamento é capaz de produzir 5 L de água pura por hora de
funcionamento, com um consumo de aproximadamente 200 L.

Figura 1 – Equipamento destilador de água

Fonte: Arquivo pessoal, (2017).

Para produzir a água pura o equipamento destilador necessita que haja fluxo constante de
água, essa é a parte preocupa boa parte dos pesquisadores que fazem uso deste tipo de
equipamento, pois alguns equipamentos chegam a desperdiçar 40 litros de água potável para
cada litro de água pura produzido. Para iniciar-se o funcionamento do equipamento
primeiramente abre-se o registro de água e aguarda-se o preenchimento do volume da
caldeira, após observar-se a saída de água através do tubo de saída de excesso, liga-se o
equipamento, nesta fase a água começa a ser aquecida na caldeira, logo depois, inicia-se o
processo de ebulição, então o vapor é coletado e condensado no seletor de vapores resultando
em uma água quimicamente pura.

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Em seguida, verificou-se o volume de água desperdiçado pelo equipamento para produção de
1 litro de água destilada. Para esta análise utilizou-se duas provetas graduadas com
capacidade para 1 L e um tambor plástico com capacidade para 200 L. Primeiramente, de
forma empírica regulou-se a vazão de saída de água, em seguida, colocou-se a proveta 1
abaixo do funil coletor a fim de captar a água destilada, e com a proveta 2 coletava-se a água
de descarte onde após ser preenchida transferia-se a água para o tambor e registrava-se o
volume de efluente gerado pelo equipamento.

2.2.3. Determinação do ponto ótimo de operação do sistema de destilação

O estudo também realizou a verificação da existência de um ponto ótimo de funcionamento


do equipamento destilador a fim de otimizar o seu funcionamento. Tomando-se como base a
técnica utilizada por Silva (2004), realizou-se cinco variações do volume de entrada de água
no sistema, de forma a verificar sua influência no volume de efluente gerado. Para realizar -se
a determinação supracitada analisou-se o intervalo de tempo e volume de água residual gerado
para produzir-se 0,5 L de água destilada, para tanto, utilizou-se um cronometro, um tambor
plástico com capacidade de 200 L e duas provetas com capacidade de 1 L.

Inicialmente, colocou-se a proveta 1 abaixo do funil coletor a fim de captar a água destilada,
em seguida, abriu-se o registro de água, e após verificar-se a saída de água no tubo de saída de
excesso ligou-se o equipamento e simultaneamente acionou-se o cronometro, imediatamente,
com a proveta 2 começou-se a realizar a coleta da água residual, após preencher o seu volume
transferia-se a água para o tambor e anotava-se o volume de efluente gerado, repetiu-se este
processo até completar-se o volume de 0,5 L na proveta 1. Posteriormente, reduziu-se a vazão
de entrada e repetiu-se o processo supracitado, repetiu-se o procedimento até completar-se os
cinco pontos. Em seguida, aplicou-se os dados obtidos na Equação 1 e determinou-se as
vazões da água destilada e água residual.

V
QV  (1)
t

Onde: QV é a vazão volumétrica, em L/h;


V é o volume de água, em litros;
t é o intervalo de tempo para se encher o volume estipulado, em horas.

2.2.4. Análise físico-química da água do sistema de destilação

Conforme fora explicado na terceira etapa do estudo, o processo de destilação da água faz
com que seu estado seja alterado duas vezes. A primeira alteração é conhecida como ebulição,
que faz com que seu estado mude de líquido para gasoso, já a segunda alteração é definida
como condensação, que é caracterizada pela passagem do estado gasoso para o líquido. Como
o intuito desta pesquisa é de reutilizar a água de descarte, fora necessário realizar-se uma
análise físico-química da água do sistema de destilação a fim de verificar-se a ocorrência de
alterações na sua composição após a entrada no aparelho destilador, somente esta análise
possibilita constatar se existe a necessidade de haver tratamento prévio ou não antes da

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destilador para laboratório de solos do IFMT.

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reutilização da água. Para o presente estudo realizou-se análise dos seguintes parâmetros: pH,
condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos (TDS), temperatura, dureza total, cor, acidez,
turbidez, alcalinidade e cloretos. Para realização das análises supracitadas fora coletado
amostras de dois pontos distintos, a água do sistema de abastecimento do IFMT – Campus
Octayde (água de entrada) e a água que seria descartada (água residual). As análises das
amostras foram realizadas no Laboratório de Análises de Águas e Efluentes do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso – Campus Bela Vista com
supervisão do Professor Dr. Josias do Espírito Santo Coringa.

Inicialmente, com auxílio do equipamento medidor portátil Waterproof verificou-se o pH, a


temperatura, a condutividade elétrica e os sólidos totais dissolvidos (TDS). Primeiramente,
transferiu-se cerca de 50 mL da amostra do primeiro ponto para um béquer de 100 mL, em
seguida, ligou-se o medidor portátil Waterproof e lavou-se o eletrodo do aparelho com água
destilada, logo após, introduziu-se o eletrodo limpo na referida amostra, então, após a
estabilização anotou-se o valor indicado no aparelho para o pH e a temperatura da amostra.
Na sequência, sem retirar-se o eletrodo da amostra alterou-se a função do aparelho para a
função Ec (condutividade elétrica), aguardou-se a estabilização e anotou-se o valor
apresentado no mesmo. Sem demora, alterou-se a função do aparelho para a função TDS,
então, após estabilização tomou-se nota do valor exibido no aparelho.

Posteriormente, com auxílio do colorímetro de bancada modelo Nessler Quanti 200 realizou-
se a análise da cor da água. Primeiramente, colocou-se o disco colorimétrico para análise de
cor no porta-disco do colorímetro, em seguida, adicionou-se água destilada ao tubo A e
tampou-se, então, adaptou-o no colorímetro, logo após, preencheu-se com a amostra do
primeiro ponto o tubo B, então, colocou-se o tubo no colorímetro. Em seguida, ligou-se o
equipamento e girou-se o disco colorimétrico até observar-se proximidade da tonalidade das
amostras, então, anotou-se o número no visor da escala.

Logo depois, utilizando-se o microprocessador portátil turbidímetro HI 93703 determinou-se


a turbidez das amostras. Inicialmente, colocou-se a amostra do primeiro ponto na cubeta e
fechou-a, em seguida, homogeneizou-se a amostra. Posteriormente, encaixou-se a cubeta no
aparelho e selecionou-se a opção read, então, anotou-se o valor indicado no aparelho.

Posteriormente, determinou-se a dureza total. Com auxílio de uma pipeta volumétrica


transferiu-se 50 mL da amostra do primeiro ponto para um Erlenmyer de 125 mL, em seguida,
adicionou-se 2 mL da solução tampão para dureza, uma pitada de cianeto de sódio e uma
pitada do indicador em pó Eriocromo Black. Em seguida, preencheu-se uma bureta com
EDTA 0,01N. Logo depois, adicionou-se vagarosamente o EDTA 0,01N a amostra até o
aparecimento da cor azul, então, anotou-se o volume gasto de EDTA. Posteriormente,
aplicou-se os dados obtidos na equação 2 e determinou-se a dureza total das amostras.

DT  Va  20 (2)

Onde: DT é a dureza total, em mg/L CaCO3;


Va é o volume gasto de EDTA, em mL.

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Logo após, fora determinado a acidez das amostras. Inicialmente, pipetou-se 100 mL da
amostra em um Erlenmyer de 250 mL, em seguida, adicionou-se a referida amostra quatro
gotas de fenolftaleína, logo depois, encheu-se uma bureta com hidróxido de sódio 0,02 mol/L,
então, adicionou-se vagarosamente o hidróxido de sódio na amostra, até esta apresentar uma
cor rosa. Imediatamente, registou-se o volume gasto de hidróxido de sódio necessário para
ocorrer a variação da coloração. Posteriormente, aplicou-se os dados obtidos na Equação 3 e
desta forma determinou-se a acidez das amostras analisadas.

V  FC  1, 0  1000
AC  (3)
Va

Onde: AC é a acidez, em mg/L CaCO3;


V é o volume de hidróxido de sódio 0,02 mol/L gasto, em mL;
FC é o fator de correção volumétrica;
Va é o volume da amostra, mL.

Em seguida, efetuou-se a verificação da presença de cloretos nas amostras. Primeiramente,


transferiu-se 100 mL de água destilada para um Erlenmyer de 250 mL como prova em branco,
logo depois, adicionou-se 100 mL da amostra do primeiro ponto em três Erlenmyers de 250
mL. Logo após, utilizando-se uma pipeta graduada, pipetou-se 1 mL da solução indicadora de
K2CrO4 em cada recipiente de Erlenmyer.

Seguidamente, preencheu-se a bureta com a Solução Padrão de Nitrato de Prata 0,0141 N,


logo depois, adicionou-se cuidadosamente a solução na amostra até observar-se a cor amarelo
avermelhada. Posteriormente, aplicou-se os dados obtidos na equação 4 a fim de determinar-
se a quantidade de cloretos presentes nas amostras analisadas.

( A  B )  0, 0141  35.450
Cl  (4)
Va

Onde: Cl são os cloretos, em mg/L Cl;


A é o volume do titulante gasto na amostra, em mL;
B é o volume do titulante gasto no branco, em mL;

Va é o volume da amostra, Ml.

Posteriormente, realizou-se a determinação da alcalinidade das amostras. Inicialmente,


transferiu-se 100 mL de água destilada para um Erlenmyer de 250 mL como prova em branco,
logo após, adicionou-se 100 mL da amostra do primeiro ponto em três Erlenmyers de 250
mL. Em seguida, pingou-se três gotas de fenolftaleína nas amostras, logo depois, pingou-se
três gotas de metilorange e agitou-se as amostras.

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Imediatamente, encheu-se a bureta graduada com ácido sulfúrico 0,02N, então, adicionou-se
vagarosamente o ácido sulfúrico na prova em branco até que esta apresenta-se uma coloração
vermelho-laranja. Na sequência, realizou-se a titulação para as amostras, utilizando-se como
base a coloração da prova em branco.

Posteriormente, aplicou-se os dados obtidos na equação 5 a fim de determinar-se a


alcalinidade carbonato e na equação 6 com propósito de definir-se a alcalinidade bicarbonato.
Destaca-se que a alcalinidade hidróxido fora considerada inexistente na amostra, pois o
volume de fenolftaleína adicionado na amostra fora inferior a metade do volume de ácido
sulfúrico.

Al (CO3 )  10  (2  ff ) (5)

Al ( HCO3 )  10  (T  2  ff ) (6)

Onde: ff é o volume de ácido sulfúrico utilizado na titulação da fenolftaleína, em mL;


T é o volume total gasto de H2SO4 0,02N na titulação do alaranjado de metila mais o
volume gasto de H2SO4 na fenolftaleína, em mL.

2.2.5. Possíveis aplicações da água residual

A água de entrada no aparelho destilador é fornecida pelo sistema de abastecimento de água


municipal, portanto, recebe a classificação de água potável, que por sua vez é definida como
água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos
atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde (Portaria nº 518, 2004).

Devido a água a ser reutilizada (água residual) sofrer duas alterações de seu estado físico,
houve a preocupação com a alteração de sua composição físico-química durante o processo de
destilação, somente após observar-se os resultados obtidos nas análises físico-químicas
realizadas, fora definido onde a água de residuária poderia ser reutilizada.

3. RESULTADOS
3.1 Entrevista sobre utilização do equipamento

A entrevista fora aplicada apenas aqueles que fazem uso dos laboratórios com a finalidade de
executar aulas práticas ou projetos de pesquisa, portanto, nesta fase do estudo foram
entrevistados um técnico e sete docentes. De acordo com a pesquisa aplicada, os laboratórios
do DACC atendem dez disciplinas: asfalto, agregados e aglomerantes, concreto e argamassa,
cerâmica vermelha, mecânica dos solos, ensaios geotécnicos de laboratório, ensaios
geotécnicos de campo, materiais da construção I, materiais da construção II e materiais da
construção III, dessas, apenas agregados e aglomerantes não possuem turma no semestre
atual.

A Figura 2 demonstra que ao todo são realizados a cada semestre letivo aproximadamente 65
ensaios práticos, destes 21 utilizam a água destilada em sua execução, ou seja,
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aproximadamente 32% de todos os ensaios realizados durante o semestre utilizam a água
destilada.

Figura 2 – Verificação dos ensaios realizados em cada disciplina

Fonte: Elaborado pelo autor, (2017).

A Figura 3 apresenta a opinião dos docentes quanto a relevância de utilizar-se água destilada
na execução de ensaios de suas disciplinas. Como pode-se notar, maior parte dos docentes
entrevistados (75%) consideram importante o uso da água destilada na execução de ensaios
que exigem sua aplicação.

Figura 3 – Verificação da relevância do uso de água destilada nos ensaios

Fonte: Elaborado pelo autor, (2017).

A Figura 4 demonstra o ponto de vista dos docentes entrevistados sobre a influência que o uso
da água destilada exerce sobre os resultados obtidos em ensaios. Apesar da maioria dos
entrevistados terem considerado o uso da água destilada como importante, 67% dos
professores consideram que o uso da água destilada não afeta os resultados encontrados em
ensaios.

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Figura 4 – Consideração dos docentes quanto a influência da água destilada nos resultados dos ensaios

Fonte: Elaborado pelo autor, (2017).

A Figura 5 apresenta a impressão dos docentes a respeito da existência ou não de outros


produtos que substituam a água destilada sem interferir nos resultados obtidos. 42% dos
entrevistados consideram que não há outro produto que substitua o uso da água destilada,
outros 42% afirmam que a água da rede de abastecimento pode ser empregada na execução
dos ensaios sem interferência nos resultados obtidos, e apenas 16% dos professores
consideram outras possibilidades de substituição da água destilada.

Figura 5 – Consideração do emprego de outros produtos no lugar da água destilada

Fonte: Elaborado pelo autor, (2017).

3.2 Avaliação e identificação do equipamento destilador

Após realizar-se a coleta de dados, utilizando-se o software Microsoft Office Excel


organizou-se os dados conforme mostra a Tabela 1.

Tabela 1 – Determinação volume de água descartada

Volume água Volume de água


Ponto Média (L)
destilada (L) residual (L)
1 22,0
1 23,0
2 24,0
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Nota-se que para fabricar 1 L de água destilada fora produzido em média 23 L de efluente.
Ressalta-se que este é um valor estimado, pois o volume de efluente gerado depende
principalmente do volume de água de entrada no sistema e também das condições de
funcionamento do equipamento destilador.

A Tabela 2 apresenta uma estimativa de consumo de água pelo aparelho destilador, baseando
nas respostas fornecidas pelos docentes.

Tabela 2 – Estimativa de consumo durante o semestre

Volume de água estimada por ensaio


Volume de água estimada total (L)
N° de ensaios (L)
Destilada Residual Destilada Residual
21 1 23 21 483

Conforme informado no item anterior, em média são realizados durante o semestre letivo
aproximadamente 21 ensaios que necessitam de água destilada em sua execução. Conforme
levantamento desta pesquisa, verificou-se que para produzir-se 1 L de água destilada fora
descartado em média 23 L de água potável, considerando-se o número de ensaios executados
durante o período letivo, estimasse que ocorra o desperdício de aproximadamente 483 L
semestralmente. Destaca-se que existem diversas variantes que podem influenciar no aumento
de água residual produzida, dentre elas pode-se citar: metodologia adotada pelo docente,
número de alunos, exigências das normas regulamentadoras, número de vezes que são
repetidos os ensaios, volume da água de entrada no aparelho, dentre outras.

3.3 Determinação do ponto ótimo de operação do sistema de destilação

Para determinar-se o ponto ótimo de funcionamento do sistema de destilação, observou-se o


intervalo de tempo gasto e também o volume de água residual descartada pelo aparelho
destilador para produzir 0,5 L de água destilada. Após coletar-se os valores necessários para
determinar a vazão dos cinco pontos, com auxílio do software Microsoft Office Excel
organizou-se os dados que estão apresentados da tabela 3 abaixo.

Tabela 3 – Dados de verificação do ponto ótimo


Volume de Tempo para
Volume água Vazão de água Vazão de água
Ponto água produzir a água
destilada (L) destilada (L/h) residual (L/h)
residual (L) destilada (h)
1 34,0 0,21 2,4 161,1
2 15,0 0,14 3,7 110,4
3 0,5 11,4 0,12 4,1 92,4
4 7,2 0,12 4,3 62,0
5 9,3 0,17 3,0 55,3

Observa-se a influência que pequenas variações no volume de água de entrada exercem em


todo o sistema. Quando essa variação fora para mais, observou-se um maior desperdício de
água, já quando essa variação fora para menos, notou-se um aumento no tempo necessário
para produzir a água destilada o que acarretaria o aumento do consumo de energia, observou-

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se também que a água residual apresentava temperatura bastante elevada o que caracteriza
risco aos usuários e possibilidade de danos ao equipamento.

O ponto ótimo de funcionamento do sistema é caracterizado pelo menor tempo gasto para
produzir um determinado volume de água destilada e menor volume de água residual
produzida, sem oferecer riscos ao equipamento e usuários. Desta forma, no presente estudo
podemos definir o ponto 4 como o ponto ótimo de funcionamento do sistema, neste ponto
observou-se uma vazão de água residual de 62,0 L/h, isso deu-se devido o volume de água
residual produzido ser menor neste ponto (7,2 L), quanto a vazão de água destilada, neste
ponto verificou-se uma vazão de 4,3 L/h, a alta vazão da água destilada é um ponto positivo,
pois caracteriza um menor tempo necessário para funcionamento do aparelho, ocasionando
redução do uso de energia.

Apesar do ponto 5 apresentar uma vazão de água residual inferior ao ponto 4 (55,3 L/h), o
mesmo não pudera ser considerado como ponto ótimo. Devido ao cálculo da vazão ser a razão
entre um determinado volume por um determinado intervalo de tempo, o maior tempo gasto
para produzir a água destilada no ponto 5 ocasionou a redução do valor da vazão.

3.4 Análise físico-química da água do sistema de destilação

A Tabela 4 abaixo apresentam os resultados obtidos através das análises realizadas nas
amostras coletadas antes da entrada no equipamento destilador e após sua passagem pelo
aparelho.

Tabela 4 – Resultados das análises das amostras de água

Resultado da amostra
Parâmetros Físico-químicos Unidade V.M.P
Nº 1 Nº 2
Acidez mg/L CaCO3 0,043 0,032 -
Alcalinidade Bicarbonato mg/L CaCO3 11,7 28,2 -
Alcalinidade Hidróxido mg/L CaCO3 0 0 -
Alcalinidade Carbonato mg/L CaCO3 24 24 -
Cloretos mg/L Cl 2 1 250
Condutividade Elétrica µS/cm 57,3 81,6 -
Cor uH 0 0 15
Dureza Total mg/L CaCO3 30,4 45 500
pH - 7,3 7,6 6,0 a 9,5
TDS mg/L 28 40 1000
Temperatura °C 28,1 27,9 -
Turbidez UT 0,25 0,25 5

Observa-se nos resultados obtidos, que a água residuária apresentou um aumento de 16,5
mg/L CaCO3 na alcalinidade bicarbonato, este aumento deve-se ao processo de oxidação que
a resistência que realiza o aquecimento da água (Figura 6) fora submetida. Quando ocorre a
combinação de dióxido de carbono do ar com a água em contato com o ferro, resulta-se em
um ácido carbônico fraco, os bicarbonatos são considerados sais de ácido carbônico, portanto,
este aumento fora ocasionado pelo contato da água com a resistência oxidada,
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consequentemente, devido ao aumento da alcalinidade da água residuária percebe-se a
redução da acidez da amostra nº 2.

Figura 6 – Situação resistência do destilador

Fonte: Arquivo pessoal, (2017).

De acordo com a Portaria nº 518 (2004) do Ministério da Saúde o valor máximo permitido da
concentração de cloretos em águas caracterizadas como potável é de 250 mg/L, ambas as
amostras analisadas apresentaram valores inferiores a este. Segundo o Manual Prático de
Análises de Água (2006) os métodos tradicionais de tratamento de água não eliminam os
cloretos de sua composição, sua remoção só pode ser realizada através do processo de
deionização ou evaporação, desta forma, justifica-se a redução de 50% no valor da
concentração de cloretos na água residuária.

A condutividade elétrica da água a qualquer temperatura depende somente dos íons


dissolvidos nela, ou seja, dependendo da quantidade e o tipo de compostos nela contida, a
condutividade pode ser superior ou inferior. Observa-se que ocorreu um aumento de 142,4%
na condutividade elétrica e um aumento de 142,8% no TDS, por meio desta análise, pode-se
verificar a veracidade da relação entre a condutividade elétrica e os sólidos totais dissolvidos.

A cor de uma amostra de água está associada ao grau de redução de intensidade que a luz
sofre ao atravessá-la, devido à presença de sólidos dissolvidos, principalmente material em
estado coloidal orgânico e inorgânico, os íons dissolvidos pouco interferem na passagem da
luz. Conforme requisito da Portaria nº 518 (2004) o valor máximo permitido para este
parâmetro é de 15 uH, todas as amostras analisadas apresentaram o valor de 0 uH.

Conforme mostra a Figura 7, as águas podem ser classificadas em: mole, levemente dura,
moderadamente dura e muito dura, ambas as amostras apresentaram resultados dentro do
intervalo de 0 a 55 mg/L, portanto, as amostras foram caracterizadas como mole.

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Implantação de um sistema de reuso da água residual do aparelho
destilador para laboratório de solos do IFMT.

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Figura 7 – Classificação dureza da água

Fonte: UNED Bela Vista, (2017).

O valor do pH varia de 0 a 14. Abaixo de 7 a água é considerada ácida e acima de 7, alcalina.


Água com pH 7 é neutra. A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde recomenda que o pH
da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5 no sistema de distribuição, tanto a amostra 1 quanto
a 2 apresentaram o pH dentro dos limites solicitados.

A temperatura é uma condição ambiental muito importante em diversos estudos relacionados


ao monitoramento da qualidade de águas. Apesar de ser um fator bastante importante para
análise em diversos campos, não existe um valor máximo permitido para este parâmetro
quando trata-se de classificação da água potável. Os valores encontrados nas análises
apresentaram pouca disparidade, não ultrapassando 0,2 °C.

A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde estabelece que o Valor Máximo Permitido


para a turbidez da água é de, e 5,0 uT como padrão de aceitação para consumo humano. Em
ambas as amostras encontrou-se o valor de 0,25 uT para a turbidez.

3.5 Possíveis aplicações da água residual

Da análise realizada verifica-se que que a água residuária atende aos padrões de água potável
estabelecidos pela Portaria nº 518 (2004), portanto, essa água pode ser reutilizada sem
necessidade de tratamento prévio. A princípio pensou-se no reuso da água residuária para:

 Limpeza de instrumentos, bancadas e equipamentos utilizados em ensaios;


 Aplicação em ensaios que não necessitem de água destilada para sua execução;
 Novas destilações.

Atualmente, utiliza-se água comum do sistema de abastecimento para realizar-se a limpeza de


equipamentos, bancadas, instrumentos e também para execução de ensaios que não exijam
água pura para sua realização, a utilização da água residual para estas atividades reduziria o
desperdício de água potável. Outra alternativa, é a utilização da água residuária para novas
destilações, para tanto, seria necessário coletar-se e armazenar-se o efluente gerado durante o
processo de destilação e posteriormente bombear-se este efluente para que o equipamento
possa realizar-se a sua destilação. Para efetuar-se o bombeamento da água residuária até a
entrada do aparelho destilador, utilizou-se uma bomba de combustível flex Magneti Marelli
modelo MM145, a fim de facilitar-se o acionamento da bomba adaptou-se o cabeamento com
um disjuntor (Figura 8). Após realizar-se testes, verificou-se que a bomba possui capacidade

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para bombear a água até o destilador, possibilitando-se assim o reuso da água residuária para
novas destilações.
Figura 8 – Equipamento para bombear água residuária para o destilador

Fonte: Arquivo pessoal, (2017).

4. CONCLUSÕES E PROPOSTAS

Com base na entrevista aplicada aos docentes que fazem uso dos laboratórios do DACC, o
volume estimado necessário de água destilada para a execução de ensaios durante o semestre
letivo é relativamente pequeno quando comparado ao número total de ensaios realizados,
entretanto, não pode-se afirmar que o volume de água residuária produzida será menor devido
serem executados poucos ensaios com água destilada, pois existem uma série de variantes que
afetam o volume de água residuária produzida, podendo-se citar como principal o correto
manuseio do equipamento, ou seja, utilização do ponto ótimo de funcionamento do aparelho
destilador.

Apesar do presente estudo apontar apenas três opções para reuso do efluente gerado no
processo de destilação, destaca-se que devido a água apresentar resultados dentro dos limites
estabelecidos pela Portaria nº 518 (2004), essa água residuária pode ser aplicada em inúmeros
processos. Ressalta-se que deve ser realizado regularmente a manutenção e limpeza dos
equipamentos destiladores de acordo com orientação dos fabricantes, a fim de evitar redução
da qualidade da água residuária, o que ocasionaria a necessidade tratamento desta água antes
de sua reutilização ou até mesmo a sua contaminação.

Ao contrário do que muitos pensam a água é um recurso natural finito, portanto, a adoção de
programas de redução de consumo e reuso deste recurso é de grande valia em todo o planeta.
O presente estudo propõe que seja adotado primeiramente a redução do efluente gerado no
processo de destilação, através da adoção do ponto ótimo de funcionamento do equipamento
destilador, bem como, reutilização da água residuária nas atividades dos laboratórios a fim de
minimizar o desperdício de água potável.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. (2004). Portaria MS n.º 518. Brasília/DF: Ministério da Saúde.


RONDON, H. A.; RIBEIRO JUNIOR, I.; SILVA, M. R. da.
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Brasília/DF: Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
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e Tecnologia do Ceará.
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setor industrial. São Paulo: FIESP/CIESP.
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OLIVEIRA, G.; OLIVEIRA, F.; & CAMPOS, M. (08 de Dezembro de 2016). Reutilização
da Água dos Destiladores para Deixar o Pólo EAD de Currais Novos Mais Verde.
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QUIMIS. Destilador de Água tipo Pilsen - Q341. Disponível em:
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