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Advocacia – Julia Souza Silva Barbosa

Exmo.(a) Sr.(a) Dr.(a) Juiz de Direito da Vara Cível do Foro da


Comarca de Francisco Morato – SP.

ARILSSON ADÃO CORREIA VIEIRA, brasileiro, menor


impúbere, nascido em 18/07/2006, neste ato representado por
seu pai, ADÃO APARECIDO CARDOSO VIEIRA, brasileiro, solteiro,
desempregado, RG nº. 20.164.520-8-SSP/SP, CPF nº. 095.031.788-
86, residentes e domiciliados na Rua Ariosvaldo Alves Teixeira
nº 151 – Jardim Silvia - Francisco Morato, SP - CEP 07951-180, por sua
advogada que está subscreve, vem à presença de Vossa Excelência, com
fundamento nos artigos 528 e seguintes do Novo Código de Processo
Civil, promover o pedido de CUMPRIMENTO DE SENTENÇA que
reconheceu a exigibilidade da obrigação de prestar alimentos, em face
de ELIANA DOS SANTOS CORREIA, brasileira, solteira, segurança,
residente e domiciliada na Rua Seis nº 248 – Parque São Francisco -
Francisco Morato - SP - CEP 07919-070, pelos motivos de fato e de direito
a seguir expostos.

I – DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL

Em audiência realizada perante este E. Juízo, no processo


nº 0003625-14.2015.8.26.0197 – Alimentos, ficou sentenciado que a
Executada, pagaria ao Exequente, a título de pensão alimentícia, a
quantia de 30% de seus vencimentos líquidos ou de 50% (cinquenta por
cento) do salário mínimo vigente na data do pagamento, em caso de
desemprego.

Referida sentença transitou em julgado, constituindo-se,


assim, título executivo judicial, passível de cumprimento de sentença,
nos termos do 515, inciso II, do Novo Código de Processo Civil.
Não obstante a razoabilidade da r. sentença, que unicamente visou
homenagear o princípio do melhor interesse da criança, tem-se que a
Executada está em mora com suas obrigações, pois não paga pensão
alimentícia ao filho desde o mês de agosto/2017.

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A Executada está trabalhando, atualmente, na empresa:


Grupo Pão de Açúcar, situado na Rodovia Anhanguera, Chácara São
João, Km 17,5, SP – CEP 05113-901.

II – DA POSSIBILIDADE DO PEDIDO DE PRISÃO E


DA AUTORIZAÇÃO PARA EXECUÇÃO DE ALIMENTOS:

O artigo 528, parágrafo 7º, do Novo Código de Processo Civil dispõe


que:

“O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que


compreende até as 3 (três) prestações anteriores ao ajuizamento da
execução e as que se vencerem no curso do processo”.

Já o parágrafo 3º, do mesmo artigo, do referido dispositivo legal,


estabelece que:

“Se o executado não pagar ou se a justificativa apresentada não for


aceita, o juiz, além de mandar protestar o pronunciamento judicial na
forma do § 1º, decretar-lhe-á a prisão pelo prazo de 1 (um) a 3 (três)
meses”.

O presente feito encontra amparo ainda na SÚMULA n. 309 do STJ, que


preceitua:
“O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende as três prestações anteriores à citação e as que vencerem
no curso do processo”.
Lembrando ainda, como o direito à vida é o mais sagrado de todos os
direitos, e justamente em respeito a este DIREITO foi necessário gerar
mecanismos que garantam o cumprimento da obrigação de prover o
sustento de quem não tem condições de manter-se sozinho, o que se
cristaliza na fundamentação abaixo descrita pela Nobre Desembargadora
Maria Berenice Dias, “in verbis”:
“Essa é a razão de o direito a alimentos receber regramento especial. Não
só a ação para buscar a imposição do dever alimentar dispõe de lei
própria, mas também outro não é o motivo de a execução da dívida de
alimentos dispor de várias formas procedimentais para obter o seu
adimplemento de maneira mais ágil e eficaz. O tratamento diferenciado
justifica-se por si só. Entre a liberdade e o direito à vida, há que
assegurar a sobrevivência de quem necessita perceber alimentos. Tanto
é assim que a garantia constitucional que impede a prisão por dívidas
comporta exceções (CF, art. 5º, LXVII): não haverá prisão civil por dívida,
salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de
obrigação alimentícia...

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Maria Berenice Dias: Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio


Grande do Sul”.

Insta observar, que o valor do débito até a presente data é de


R$ 1.433,70 (um mil e quatrocentos e trinta e três reais e setenta
centavos), referente às pensões vencidas no período de agosto de 2017
em diante.

Vencimento Valor Juros

Agosto/2017 R$ 468,50 R$ 14,00


Setembro/2017 R$ 468,50 R$ 9,50
Outubro/2017 R$ 468,50 R$ 4,70
-------------- -----------
Total R$ 1.405,50 R$ 28,20

III - DAS PROVAS

Protesta provar o alegado por todos os meios de provas em


direito admitidas, especialmente pelo depoimento pessoal do executado,
juntada de documentos, oitiva de testemunhas, e todas mais que se
fizerem necessárias ao presente feito, sem prejuízo de outras provas que
se revelarem útil à completa elucidação dos fatos.

IV – DOS PEDIDOS

Ante o exposto e nos termos dos artigos 513, 528 e


seguintes, todos do Novo Código de Processo Civil, requer-se:

a) As benesses da gratuidade da justiça a Exequente, nos termos do


artigo 98, do Novo Código de Processo Civil, artigo 5º, inciso LXXIV,
da Constituição Federal e artigo 1º e parágrafos da Lei 5478/68, vez
que não possui condições financeiras de custear a presente demanda,
sem prejuízo do próprio sustento;

b) a intimação do ilustre representante do Ministério Público, nos termos


do artigo 698, do Novo Código de Processo Civil, para que intervenha
no feito até o final;

c) Que seja enviado oficio para desconto da pensão alimentícia a vencer,


na empresa: Grupo Pão de Açúcar, situado na Rodovia Anhanguera,
Chácara São João, Km 17,5, SP – CEP 05113-901.

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c) a intimação da Executada, com os benefícios do § 2º do artigo 172 do


Código de Processo Civil, para que efetue, no prazo de 3 (três) dias, o
pagamento da quantia de R$ 1.433,70 (um mil e quatrocentos e trinta e
três reais e setenta centavos), e mais as prestações que se vencerem no
transcorrer do processo, ou apresente, no mesmo prazo, justificativa
plausível, sob pena de ser protestada a dívida alimentar e de ser
decretada sua prisão civil, nos termos dos parágrafos 1º e 3º, do
artigo 528, do mesmo diploma legal;

d) a condenação da Executada nos ônus da sucumbência, no importe de


20% (vinte por cento) do valor atualizado da causa, nos termos do
artigo 85, § 1º, do Novo Código de Processo Civil.

V- DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ 1.433,70 (um mil e quatrocentos


e trinta e três reais e setenta centavos).

Nestes termos,
P. deferimento.

São Paulo, 16 de outubro de 2017.

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