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Banco do Estado do Espírito

Santo S/A - BANESTES

Técnico Bancário

Língua Portuguesa
Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo
e argumentativo); interpretação e organização interna. .............................................................................................1
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos
em português. ................................................................................................................................................................... 11
Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras;
mecanismos de flexão dos nomes e verbos. ................................................................................................................ 18
Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância
nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no
português; mecanismos de coesão textual. ................................................................................................................. 44
Ortografia. .......................................................................................................................................................................... 63
Acentuação gráfica. .......................................................................................................................................................... 67
Emprego do sinal indicativo de crase. .......................................................................................................................... 69
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 71
Estilística: figuras de linguagem. ................................................................................................................................... 72
Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. .................... 75

Matemática Financeira
Juros simples e compostos: capitalização e descontos. ................................................................................................1
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente. ......................................................3
Planos ou sistemas de amortização de empréstimos e financiamentos, ...................................................................5
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três;
porcentagem e problemas. ................................................................................................................................................9
Séries periódicas uniformes. .......................................................................................................................................... 19

Raciocínio Lógico
Lógica: proposições, valores verdadeiro/falso, conectivos "e" e "ou", implicação, negação, proposições
compostas, proposições equivalentes. Problemas de raciocínio: deduzir informações de relações arbitrárias
entre objetos, lugares, pessoas e/ou eventos fictícios dados. .....................................................................................1
Orientação espacial e temporal. ..................................................................................................................................... 18
Números racionais, operações, porcentagem e proporcionalidade. ....................................................................... 20
Medidas de comprimento, área, volume massa e tempo. ......................................................................................... 23

Conhecimentos Bancários
Sistema financeiro nacional. Dinâmica do mercado. Mercado bancário. Estrutura do Sistema Financeiro
Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM -Comitê de Política Monetária. Banco Central do Brasil;
Comissão de Valores Mobiliários. .....................................................................................................................................1

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Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural,
caderneta de poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros....................................................... 23
Noções do Mercado de capitais e de Câmbio. .............................................................................................................. 35
Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca;
fianças bancárias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC). ............................................................................................. 60
Autorregulação Bancária. ............................................................................................................................................... 77
Noções básicas sobre os crimes de “Lavagem” ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores. Prevenção da
utilização do Sistema Financeiro para os atos ilícitos, em conformidade com a lei 9.613/1998. ...................... 80
Guia de Conduta Ética do Banestes (disponível no sítio do Banestes na Internet); Ruptura digital no setor
bancário e financeiro; Resolução BACEN nº 4.539, de 24 de novembro de 2016. ................................................ 88

Atendimento (Focado em vendas)


Marketing em empresas de serviços.................................................................................................................................1
Satisfação e retenção de clientes. Valor percebido pelo cliente ...................................................................................3
Etiqueta empresarial: comportamento, aparência, cuidados no atendimento pessoal e telefônico .....................7
Interação entre vendedor e cliente ................................................................................................................................ 11
Qualidade no atendimento a clientes ............................................................................................................................ 12
Resolução BACEN nº 4.539, de 24 de novembro de 2016 ......................................................................................... 18
Atendimento digital. ........................................................................................................................................................ 18

Técnicas de Vendas
Noções de administração de vendas: planejamento, estratégias, objetivo; análise do mercado, metas. ............1
Técnicas de vendas de Produtos e Serviços bancários e financeiros: planejamento, técnicas; motivação para
vendas ................................................................................................................................................................................. 10
Produto, Preço, Praça, Promoção ................................................................................................................................... 13
Vantagem competitiva...................................................................................................................................................... 15
Como lidar com a concorrência ...................................................................................................................................... 18
Noções de Imaterialidade ou intangibilidade, Inseparabilidade e Variabilidade dos produtos bancários. ..... 22
Manejo de carteira de Pessoa Física e de Pessoa Jurídica. ......................................................................................... 45
Noções de Marketing de Relacionamento. .................................................................................................................... 48

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO

Elementos de construção do
texto e seu sentido: gênero
do texto (literário e não
literário, narrativo, descritivo e
argumentativo); interpretação e Texto Narrativo
organização interna. Os textos narrativos apresentam ações de personagens no
tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação,
desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de
Gêneros Textuais gêneros textuais narrativos:
Romance
Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo Novela
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa Crônica
maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características Contos de Fada
dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características Fábula
comuns em relação à linguagem e ao conteúdo. Lendas

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Anúncios de classificados
Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e
Texto Dissertativo-Argumentativo
receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante,
um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados
bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário
pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
considerar seu contexto, função e finalidade.
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou
partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes
tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto
Editorial Jornalístico
injuntivo).
Carta de opinião
Resenha
Distinguindo
Artigo
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero
Ensaio
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é
Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma
Veja também: Texto Dissertativo.
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual:
Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os
ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação,
literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de
informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de
texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma,
gêneros textuais expositivos:
podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc.
Seminários
Palestras
Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
Conferências
podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
Entrevistas
dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
Trabalhos acadêmicos
dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta
Enciclopédia
e com a finalidade para o qual foi escrito.
Verbetes de dicionários
Tipos de Gêneros Textuais
Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que
aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor)
existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias
objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso,
tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são
apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns
estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos:
exemplos de gêneros textuais injuntivos:
narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
Propaganda
injuntivo.

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
Receita culinária identifique os gêneros descritos a seguir:
Bula de remédio I. Tem como principal característica transmitir a opinião de
Manual de instruções pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas
Regulamento revistas têm uma seção dedicada a esse gênero;
Textos prescritivos II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado
para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular,
Exemplos de gêneros textuais refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta possibilitam a criação de imagens;
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar característica é a brevidade;
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens,
exemplo: que geralmente se movimentam em torno de uma única ação,
“Domingo, 14 de junho de 1942 dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, encaminham-se diretamente para um desfecho;
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de
isso eu não contava.) produtos, entre outros.
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que São, respectivamente:
não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha argumentativa.
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta
argumentativa.
Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal,
quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem 03.
intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto Câncer 21/06 a 21/07
ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da
carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua
dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde você
a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O
finalizar a despedida. que ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo exige uma
“desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma de energia para se recompor. Há preocupação com a família,
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra
características são a linguagem argumentativa e expositiva, preciosa é palavra dita na hora certa. Isso ajuda também na vida
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter calma, avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança
virá da intimidade com os assuntos da alma.
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
desse texto é informar algo que aconteceu. O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu
contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo
Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/ e seu formato mais comum relacionam-se com os conhecimentos
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/ construídos socioculturalmente. A análise dos elementos
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual. constitutivos desse texto demonstra que sua função é:
htm a) vender um produto anunciado.
b) informar sobre astronomia.
Questões c) ensinar os cuidados com a saúde.
d) expor a opinião de leitores em um jornal.
01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE e) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho.
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS.
04. Leia o texto a seguir para responder à questão:
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006.
A outra noite
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como
práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de
e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de
publicitário, seu objetivo básico é táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a
a) definir regras de comportamento social pautadas no ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua
combate ao consumismo exagerado. cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
que visam à adesão ao consumo. Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou
c) defender a importância do conhecimento de informática o sinal fechado para voltar-se para mim:
pela população de baixo poder aquisitivo. - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa.
d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas Mas, tem mesmo luar lá em cima?
classes sociais economicamente desfavorecidas. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e
e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
máquina, mesmo a mais moderna. - Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu
02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente.
a partir de características gerais de um determinado gênero, Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
- Ora, sim senhor... Carta
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa
noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão
veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei. Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
remetente e um destinatário;
Rubem Braga É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
tipo de leitor;
Analisando as principais características do texto lido,
podemos dizer que seu gênero predominante é: É necessário que se utilize uma linguagem adequada com
a) Conto. o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a
b) Poesia. visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
c) Prosa.
d) Crônica. Descrição
e) Diário.
Respostas É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação
01 (B) \02. (C)\03.(E)\04. (D) ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
Tipos Textuais apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
imagens.
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas forma, o que será importante ser analisado para um, não será
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre para outro.
determinado assunto. A vivência de quem descreve também influencia na hora de
E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação. pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.

Descrição Exemplos:
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas
a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
visão; pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
É um tipo de texto figurativo; pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de
Retrato de pessoas, ambientes, objetos; abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.”
Predomínio de atributos;
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)
Uso de verbos de ligação;
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
figuras de linguagem;
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
Tem como resultado a imagem física ou psicológica. minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
Narração pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com
ele do que conosco.
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente); (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
É um tipo de texto sequencial; Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
Relato de fatos; Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo; escola que o escritor frequentava.
Deve-se notar:
Apresentação de um conflito; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
Uso de verbos de ação; mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Geralmente, é mesclada de descrições; grande medo ao pai);
O diálogo direto é frequente. - por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
Dissertação vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato,
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa; escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não
É um tipo de texto argumentativo. traçar a cronologia de suas ações);
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas
Defesa de um argumento: elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em
a) apresentação de uma tese que será defendida, relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano
b) desenvolvimento ou argumentação, de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa)
c) fechamento; e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado;
Predomínio da linguagem objetiva; - se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica
Prevalece a denotação. poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
antes... Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
Características: altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- Ao fazer a descrição enumeramos características, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
comparações e inúmeros elementos sensoriais; Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
- As personagens podem ser caracterizadas física e “ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central
psicologicamente, ou pelas ações; que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de
- A descrição pode ser considerada um dos elementos guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
constitutivos da dissertação e da argumentação; dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
- é impossível separar narração de descrição; Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza; que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que de Ossos)
parecem conformados expressamente para esposas da multidão
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
enunciados; ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu!
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos,
verbos que indiquem estado ou fenômeno. calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando
A característica fundamental de um texto descritivo é essa por lei, de sobregoverno.”
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas descritivos:
linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão
ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente,
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em uma vez que eles indicam propriedades ou características que
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, detalhe cria efeitos de sentido distintos.
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo... Bocage:

Características Linguísticas: Magro, de olhos azuis, carão moreno,


O enunciado narrativo, por ter a representação de bem servido de pés, meão de altura,
um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela triste de facha, o mesmo de figura,
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, nariz alto no meio, e não pequeno.
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
é atemporal. Incapaz de assistir num só terreno,
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- mais propenso ao furor do que à ternura;
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: bebendo em níveas mãos por taça escura
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores de zelos infernais letal veneno.
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver, Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
situar-se, existir, ficar).
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é O poeta descreve-se das características físicas para as
descrito; características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
sinestesias). relevo.
- Uso de advérbios de localização espacial. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de
Recursos: um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou
Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do suas características psicológicas e até emocionais (descrição
sol. subjetiva).
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas, Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos,
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado
sereno, uma pureza de cristal. desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou
natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva.
que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do Descrição de objetos constituídos de uma só parte:
texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, - Introdução: observações de caráter geral referentes à
muito crente. procedência ou localização do objeto descrito.

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- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/ Por ser objetiva, há predominância da denotação.
brilho, textura.
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
como um todo. linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
Descrição de objetos constituídos por várias partes: compõem, para descrever experiências, processos, etc.
- Introdução: observações de caráter geral referentes à Exemplo:
procedência ou localização do objeto descrito. Folheto de propaganda de carro
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
as partes se agrupam para formar o todo. Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor ambiente.
e brilho. Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
sua totalidade. Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
Descrição de ambientes: evitar a deformação em caso de colisão.
- Introdução: comentário de caráter geral.
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do Textos descritivos literários: Na descrição literária
ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
aroma (se houver). associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
quaisquer outros objetos. podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente. Narração

Descrição de paisagens: A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
- Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
outra referência de caráter geral. apresenta personagens que atuam em um tempo e em um
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
(explicação do que se vê ao longe). É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo,
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais tendo mudança de um estado para outro, segundo relações
próximos do observador explicação detalhada dos elementos de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem. descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
Descrição de pessoas (I): o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
aspecto de caráter geral. predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
- Desenvolvimento: características psicológicas o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, texto recebe o nome de enredo.
inclinações, postura, objetivos). As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter personagens, que são justamente as pessoas envolvidas
geral. no episódio que está sendo contado. As personagens são
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos
Descrição de pessoas (II): próprios.
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
aspecto de caráter geral. querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do
- Desenvolvimento: análise das características físicas, enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
associadas às características psicológicas (1ª parte). uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto
- Desenvolvimento: análise das características físicas, pelos advérbios de lugar.
associadas às características psicológicas (2ª parte). Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter “quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da
geral. narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele
estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam. que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu.
Porque toda técnica descritiva implica contemplação e A história contada, por isso, passa por uma introdução
apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever, (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo
precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita,
capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama)
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo).
sensibilidade. Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa:
Ele).

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Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a - Em 1ª pessoa:
história. Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
história e é o protagonista.
Elementos Estruturais (I): Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. eu estava lá e vi.
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por - Em 3ª pessoa:
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico. Tipos de Discurso:
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo para o personagem, sem a sua interferência.
interior, subjetivo. Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Elementos Estruturais (II): Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
Personagens Quem? Protagonista/Antagonista personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente
Acontecimento O quê? Fato recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.
Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Sequência Narrativa:
Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
Resultado - previsível ou imprevisível. uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase
Final - Fechado ou Aberto. a outra.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se - uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um
de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação - uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e competência para fazer algo);
verossimilhança à história narrada. - uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as - uma em que se constata que uma transformação se deu e
personagens ou o fato a ser narrado. em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
Existem três tipos de foco narrativo: maus).

- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla.
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:
história é contada em 3ª pessoa. quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo).
misturada com pensamentos dos personagens (discurso Algumas mudanças são necessárias para que outras se
indireto livre). deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro,
Estrutura: é preciso antes conseguir o dinheiro.
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da Narrativa e Narração
história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, é um componente narrativo que pode existir em textos que
conduzindo ao clímax. não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse
momento crítico, tornando o desfecho inevitável. a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que,
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém
dos personagens. uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
imigração européia.
Tipos de Personagens: Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto,
Os personagens têm muita importância na construção de um o que é narração?
texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
secundários, conforme o papel que desempenham no enredo, - é um conjunto de transformações de situação (o texto de
podem ser apresentados direta ou indiretamente. Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche
A apresentação direta acontece quando o personagem essa condição);
aparece de forma clara no texto, retratando suas características

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- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos Tipologia da Narrativa Ficcional:
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse - Romance
requisito); - Conto
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal - Crônica
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Fábula
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Lenda
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Parábola
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu - Anedota
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). - Poema Épico

Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre Tipologia da Narrativa NãoFiccional:


pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Memorialismo
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no - Notícias
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, - Relatos
quando o narrador começa contando sua morte para em - História da Civilização
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada.
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações Apresentação da Narrativa:
de anterioridade e de posterioridade. - visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
Resumindo: na narração, as três características explicadas quadrinhos) e desenhos.
acima (transformação de situações, figuratividade e relações - auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) - audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só
uma ou duas dessas características não é uma narração. Dissertação

Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação
narrativo: de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema.
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio,
aconteceu, quando e onde. clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos de trabalho e uma habilidade de expressão.
personagens. É em função da capacidade crítica que se questionam
- Desenvolvimento: detalhes do fato. pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo
- Conclusão: consequências do fato. e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição
Caracterização Formal: de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico.
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, Observe-se que:
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem
enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas
é de grande importância saber se o relato é feito em primeira do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
do narrador; segundo, há uma inferência do último através da mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte
onipresença e onisciência. no momento em que se tornam primeirosministros);
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos - a progressão temporal dos enunciados não tem importância,
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação
O narrador que usa essa técnica (característica comum no para primeiroministro).
cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade,
podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no Características:
espaço. - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é
temático;
Exemplo - Personagens - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior
Amâncio não viu a mulher chegar. importância o que importa são suas relações lógicas: analogia,
Não quer que se carpa o quintal, moço? pertinência, causalidade, coexistência, correspondência,
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face implicação, etc.
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de
passado, os olhos).” redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado características próprias a cada tipo de texto.
Aberto, p. 5O)  
Exemplo - Espaço São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento
/ Conclusão.
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a
havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.” ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos:
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto - Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.
Alegre: Movimento, 1981, p. 51) Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que
Exemplo - Tempo olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...”
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo
mulher lhe pediu que a chamasse cedo.” dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4) sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana,

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APOSTILAS OPÇÃO
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população 1º Parágrafo – Introdução
brasileira.” A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma problemático.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
momento! B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É remetem a uma análise do tema em questão.
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
solução no combate à insegurança.” realidade.
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: quem propõe soluções.
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 7º Parágrafo: Conclusão
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e F. Uma possível solução é apresentada.
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
(...)” modernidade.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras recursos que permite uma segurança maior no momento de
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder, dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.” um texto dissertativo.
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
compõem o texto. Ainda temos:
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo assunto que vai ser abordado.
futebol não é uma prova de alienação?” Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a discutido.
curiosidade do leitor. Argumentação: é um conjunto de procedimentos
- Comparação: social e geográfica. linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades tese.
que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
doença do século...” Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente.
- Narração: narrar um fato.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, - toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas: - em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com - a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
este tipo de abordagem. - impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia - a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição. ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
distintas. nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos (evitar-se o uso da primeira pessoa).
favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:
descrever uma cena. uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. mais frases que explicitem tal ideia.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada
prováveis resultados. (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve graves. (ideia secundária)”.
apresentar questionamento e reflexão. Vejamos:
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
valores, juízos. urgentemente.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
porquês de uma determinada situação. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética. combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos
- Exemplificação: dar exemplos. tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo
daquelas que sofrem de problemas respiratórios:
Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas - A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado
as ideias anteriormente desenvolvidas. muita gente ao vício.
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação
- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. criados pelo homem.
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um - A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido
quem lê. apenas pela polícia.

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APOSTILAS OPÇÃO
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
atualmente. delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
sociedade brasileira. questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
seguintes ideias:
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de história do Brasil.
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, - O surgimento de várias entidades de defesa das populações
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento indígenas.
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se - A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, brasileiro.
classificação ou aleatoriamente. - A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
Exemplo:
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias fazer a estruturação do texto.
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
de Televisão.
Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
veiculação de programas religiosos de crenças variadas. itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
3- hipótese ou a tese a ser defendida.
- A Santa Missa em seu lar. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
- Terço Bizantino. fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
- Despertar da Fé. através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
- Palavra de Vida. causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
- Igreja da Graça no Lar. da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
4- forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios acima.
sociológicos e poluição. Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
- Existem várias razões que levam um homem a enveredar aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
pelos caminhos do crime. foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. desenvolvimento.
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
várias categorias. Interpretação de Texto

Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança. apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
Exemplo: é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”. primeiro, algumas definições importantes:
(Arthur Schopenhauer)
Texto
Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes, O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
motivador) e, em outras situações, um segmento indicando modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
consequências (fatos decorrentes). símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
televisão também são formas textuais.
Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos. Interlocutor
É a pessoa a quem o texto se dirige.
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais Texto-modelo
compreensíveis. “Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar, outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
gás carbônico”. das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
da sua vida.”
(Revista Capricho)

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APOSTILAS OPÇÃO
Modelo de Perguntas Questões
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
é o seu interlocutor preferencial? O uso da bicicleta no Brasil
Um leitor jovem.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
a você identificar o interlocutor preferencial do texto? como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes. oferecem mais vantagens.
A linguagem informal típica dos adolescentes. A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
assunto; prioridade sobre os automotores.
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
leitura; no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
menos duas vezes; e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
04) Inferir; a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
autor; bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor claro, nos impostos.
compreensão; No Brasil, está sendo implantado o sistema de
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
questão; o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las; parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a- ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
interpretacao-de-textos-em-provas/ Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está espalhadas em pontos estratégicos.
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
dúvidas. ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
Uma interpretação de texto competente depende de discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
surpreendentes que não foram observados anteriormente. ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos. (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente locomoção nas metrópoles brasileiras
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, (A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície devido à falta de regulamentação.
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado incentivado em várias cidades.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser maioria dos moradores.
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas demais meios de transporte.
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos! (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa- arriscada e pouco salutar.
interpretacao-texto.html

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APOSTILAS OPÇÃO
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos - Translúcido e diáfano.
objetivos centrais do texto é - Semicírculo e hemiciclo.
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do - Contraveneno e antídoto.
ciclista. - Moral e ética.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é - Colóquio e diálogo.
mais seguro do que dirigir um carro. - Transformação e metamorfose.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta - Oposição e antítese.
no Brasil. O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de palavra que também designa o emprego de sinônimos.
locomoção se consolidou no Brasil.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
dar prioridade ao pedestre. - Ordem e anarquia.
- Soberba e humildade.
03. Considere o cartum de Evandro Alves. - Louvar e censurar.
Afogado no Trânsito - Mal e bem.

A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido


oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.

Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às


vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
- Aço (substantivo) e asso (verbo).
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
considerada uma deficiência dos idiomas.
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. no timbre ou na intensidade das vogais.
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. - Rego (substantivo) e rego (verbo).
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. - Colher (verbo) e colher (substantivo).
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
- Para (verbo parar) e para (preposição).
Respostas - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
Semântica: sentido e emprego per+o).
dos vocábulos; campos
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
semânticos; emprego de
diferentes na escrita.
tempos e modos dos verbos em - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
português. - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
consertar).
Significação das palavras - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como - Censo (recenseamento) e senso (juízo).
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
com a ideia associada a este conjunto. - Paço (palácio) e passo (andar).
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
Exemplo: anular).
- Alfabeto, abecedário. - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
- Brado, grito, clamor. (tempo de uma reunião ou espetáculo).
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir
- Adversário e antagonista. (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade

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APOSTILAS OPÇÃO
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
participar.
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as usuários de distinguir essas variações como relevantes no
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para
gado. achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros,
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
do palato. de observações e reconhecer a organização geral da rede de que
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras participam.
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
têm dezenas de acepções. sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
Sentido Próprio e Figurado das Palavras a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
Pela própria definição acima destacada podemos perceber conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada sentimento de pânico experimentados por um número crescente
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
ela traz (denominada significado). como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
assim: para o espírito.
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
que costumamos dar a uma palavra. Revista USP, no 92. Adaptado)
- Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
podemos dar a uma palavra. As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho
Vamos analisar a palavra  cobra  utilizada em diferentes / estimar  parâmetros / embotar  a razão – têm sinônimos
contextos: adequados respectivamente em:
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento) a) procurar / gostar de / ilustrar
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
adota condutas pouco apreciáveis) c) interferir / propor / embrutecer
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito d) intrometer-se / prezar / esclarecer
sobre alguma coisa, “expert”) e) contrapor-se / consolidar / iluminar
No item  1  aplica-se o termo  cobra  em seu sentido comum
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido 02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os
figurado. combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
concreta) pode ter vários significados (conceitos). naquele armistício transitório, uma legião desarmada,
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
Fonte: das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm- gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos
Denotação e Conotação em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de
exemplo: milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana –
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido molambos...
próprio, comum, usual, literal. Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata- uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais,
dicionarístico. moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
expressiva. Veja este exemplo: crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
Seria aconselhável cortar as  asas  deste menino, antes que velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
seja tarde mais. mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; (CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos.
disciplina, limitação de conduta e comportamento. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)

Questões Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?


a) Armistício – destruição
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das b) Claudicante – manco
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, c) Reveses – infortúnios
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um d) Fealdade – feiura
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá e) Opilados – desnutridos

Língua Portuguesa 12
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APOSTILAS OPÇÃO
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:  Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos
a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
crime!  facilidade que nas formas  rizotônicas, o acento tônico cai no
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente. radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim
agora expiar seus crimes.  na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
o bom censo.  Classificação dos Verbos
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato  de
tomate.  Classificam-se em:
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
de exemplos de parônimos: no radical.
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta). b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações
d) Nenhuma das alternativas. no radical ou nas desinências.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias - Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso. principais verbos impessoais são:
a) taxa, cesta, assento a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
b) conserto, pleito, ótico ou fazer (em orações temporais).
c) cheque, descrição, manga Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
d) serrar, ratificar, emergir Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Respostas Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Verbo Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, Estava frio naquele dia.
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
ocorrência (nascer); desejo (querer). são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal-
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as deixa de ser impessoal para ser pessoal.
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Estrutura das Formas Verbais Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
apresentar os seguintes elementos: d) São impessoais, ainda:
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
essencial do verbo. Por exemplo: Ex.: Já passa das seis.
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) 2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
indicando suficiência. Ex.: 
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
São três as conjugações: Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
1ª - Vogal Temática - A - (falar) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
2ª - Vogal Temática - E - (vender) classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
3ª - Vogal Temática - I - (partir) então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o possível”. Por exemplo:
tempo e o modo do verbo. Não deu para chegar mais cedo.
Por exemplo: Dá para me arrumar uns trocados?
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa A fruta amadureceu.
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou As frutas amadureceram.
plural).
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) pessoais na linguagem figurada:
Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados Teu irmão amadureceu bastante.
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver animais; eis alguns:
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do bramar: tigre
verbo: põe, pões, põem, etc. bramir: crocodilo

Língua Portuguesa 13
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APOSTILAS OPÇÃO
cacarejar: galinha   Vou                       espantar           as          moscas.
coaxar: sapo (verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
cricrilar: grilo
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
Os principais verbos unipessoais são: (verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
1.  cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,                    
ser (preciso, necessário, etc.). Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos haver.
bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.) Conjugação dos Verbos Auxiliares
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da SER - Modo Indicativo
conjunção que.
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
fumar.) vós éreis, eles eram.
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
(Sujeito: que não vejo Cláudia) fomos, vós fostes, eles foram.
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais. Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
- Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos fôramos, vós fôreis, eles foram.
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo: Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
verbo  falir. Este verbo teria como formas do presente do Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
indicativo  falo,  fales, fale, idênticas às do verbo  falar  - o que nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
contextos. Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do vós sereis, eles serão.
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas SER - Modo Subjuntivo
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo  computar, que, com o desenvolvimento e a Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
tempos, modos e pessoas. Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
terminadas em  -ado  ou  -ido, surgem as chamadas  formas Futuro Composto: tiver sido.
curtas (particípio irregular). Observe:
SER - Modo Imperativo
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
Anexar Anexado Anexo vós, sejam eles.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Dispersar Dispersado Disperso nós, não sejais vós, não sejam eles.
Eleger Elegido Eleito Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso SER - Formas Nominais
Matar Matado Morto Formas Nominais
Morrer Morrido Morto Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo
Pegar Pegado Pego Particípio: sido
Soltar Soltado Solto
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical nós, serdes vós, serem eles.
em sua conjugação.
Por exemplo:  ESTAR - Modo Indicativo

Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,


Ir Pôr Ser Saber eles estão.
vou ponho sou sei Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
vais pus és sabes estávamos, vós estáveis, eles estavam.
ides pôs fui soube Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
fui punha foste saiba esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
foste seja
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
f) Auxiliares estiveram.
São aqueles que entram na formação dos tempos Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Presente Composto: terei estado.

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam. hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado. Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
HAVER - Formas Nominais
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam. Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos,
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se haverdes, haverem.
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles Infinitivo Pessoal: haver
estivessem. Gerúndio: havendo
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado Particípio: havido
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós TER - Modo Indicativo
estiverdes, quando eles estiverem.
Futuro Composto: Tiver estado. Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,
eles têm.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós
estai vós, estejam eles. tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles. tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Formas Nominais Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Infinitivo: estar Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
Gerúndio: estando teremos, vós tereis, eles terão.
Particípio: estado Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
ESTAR - Formas Nominais nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
Infinitivo Impessoal: estar
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes, TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
estarem.
Gerúndio: estando Modo Subjuntivo
Particípio: estado Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
HAVER - Modo Indicativo Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
hão. Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
havíamos, vós havíeis, eles haviam. Futuro Composto: tiver tido.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Modo Imperativo
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu tende vós, tenham eles.
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveram. tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele termos nós, por terdes vós, por terem eles.
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do Presente Composto: terei havido. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo - 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
Modo Subjuntivo ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. no radical do verbo. Por exemplo:
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se Arrependi-me de ter estado lá.
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
houvessem. um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
houverdes, quando eles houverem. se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
Futuro Composto: tiver havido. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
Modo Imperativo respectivos pronomes): 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Eu me arrependo 
hajam eles. Tu te arrependes 
Ele se arrepende 

Língua Portuguesa 15
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APOSTILAS OPÇÃO
Nós nos arrependemos  Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem - d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por grau. Por exemplo:
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito Terminados os exames, os candidatos saíram.
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se (adjetivo verbal). Por exemplo:
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria Tempos Verbais
penteou-me.
  Tomando-se como referência o momento em que se fala,
Observações: a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes Veja:
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática. 1. Tempos do Indicativo
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, - Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo:
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, Eu estudo neste colégio.
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, - Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num
exercem funções sintáticas. momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
Por exemplo: terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto interrompido.
direto) - 1ª pessoa do singular - Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Modos Verbais Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
Dá-se o nome de  modo  às várias formas assumidas pelo início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
modos:  - Pretérito-Mais-Que-Perfeito  -  Expressa um fato ocorrido
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha
Eu sempre estudo. estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma
Subjuntivo  - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
exemplo: Talvez eu estude amanhã. (forma simples)
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
exemplo: Estuda agora, menino. ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
Formas Nominais - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, os alunos já terão terminado o teste.
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: ele vencesse o jogo.

2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Por exemplo: estudado bastante, não passou no teste.
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
advérbio. Por exemplo:  Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
advérbio) levará as encomendas.
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. visitaremos.

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APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Indicativo 1ª conj. 2ª/3ª conj.
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência CANTAR VENDER PARTIR
pessoal cantE vendA partA E A Ø
CANTAR VENDER PARTIR cantES vendAS partAS E A S
cantO vendO partO O cantE vendA partA E A Ø
cantaS vendeS parteS S cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
canta vende parte - cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS cantEM vendAM partAM E A M
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Pretérito Perfeito do Indicativo Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
pessoal tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
CANTAR VENDER PARTIR e pessoa correspondente.
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE 1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
cantoU vendeU partiU U 1ª /2ª e 3ª conj.
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS CANTAR VENDER PARTIR
cantaSTES vendeSTES partISTES STES cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
Pretérito mais-que-perfeito cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - - Futuro do Subjuntivo
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M correspondente.

Pretérito Imperfeito do Indicativo 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
1ª /2ª e 3ª conj.
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação CANTAR VENDER PARTIR
CANTAR VENDER PARTIR cantaR vendeR partiR Ø
cantAVA vendIA partIA cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantAVAS vendIAS partAS cantaR vendeR partiR R Ø
CantAVA vendIA partIA cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaREM vendeREM PartiREM R EM
cantAVAM vendIAM partIAM
Imperativo
Futuro do Presente do Indicativo
Imperativo Afirmativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ei vender ei partir ei do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar ás vender ás partir ás plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar á vender á partir á sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
cantar ão vender ão partir ão Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Futuro do Pretérito do Indicativo Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
CANTAR VENDER PARTIR Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS Imperativo Negativo
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS negação às formas do presente do subjuntivo.
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Presente do Subjuntivo Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que ele cante Não cante você
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que nós cantemos Não cantemos nós
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que vós canteis Não canteis vós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess

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APOSTILAS OPÇÃO
Observações: Classificação dos Artigos
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
sede (vós). de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
matei um animal.
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Combinação dos Artigos
CANTAR VENDER PARTIR É muito presente a combinação dos artigos definidos e
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
Infinitivo Pessoal assumida por essas combinações:
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Preposições Artigos
cantar vender partir - o, os
cantarES venderES partirES
cantar vender partir a ao, aos
cantarMOS venderMOS partirMOS de do, dos
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM em no, nos
Questões por (per) pelo, pelos

01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos a, as um, uns uma, umas
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos à, às - -
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a da, das dum, duns duma, dumas
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas na, nas num, nuns numa, numas
do texto.
(A) sejam … mantesse pela, pelas - -
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém - As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
(D) seja … mantivessem artigo definido  a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
(E) seja … mantêm por crase.

02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução manifestam:
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
(B) atemporal. “ambos”:
(C) contínua. Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
(D) hipotética.
(E) futura. - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
artigo, outros não:
03. Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-- São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes,
diante da pergunta “débito ou crédito?”. Nesse contexto, o verbo - Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
estereotipar tem sentido de toda uma espécie:
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. O trabalho dignifica o homem.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade. - No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
(D) julgar de acordo com normas legais. de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. O Pedro é o xodó da família.

Respostas - No caso de os nomes próprios personativos estarem no


1-B / 2-C / 3-E plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
Morfologia: reconhecimento, - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
emprego e sentido das conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
classes gramaticais; processos pronome assume a noção de qualquer.
de formação de palavras; Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
mecanismos de flexão dos (qualquer classe)
nomes e verbos.
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Classes de Palavras Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
Artigo aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. - O artigo também é usado para substantivar palavras
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o oriundas de outras classes gramaticais:
número dos substantivos. Não sei o porquê de tudo isso.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Nunca deve ser usado artigo  depois  do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa. Classificação dos Substantivos
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. Observe a definição:

- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).

- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
de revistas, jornais, obras literárias. edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
Morfossintaxe mesma espécie de forma genérica.
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, Estamos voando para Barcelona.
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie
substantivo: cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
A existência é uma poesia. particular.
Uma existência é a poesia.
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
Questões
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei. LÂMPADA MALA
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. existência própria, que são independentes de outros seres. São
E) Muito é a procura; pouca é a oferta. assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade? independentemente de outros seres.
A) O Amazonas é um rio imenso.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
C) O Antônio comunicou-se com o João. Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo
D) O professor João Ribeiro está doente. real e do mundo imaginário.
E) Os Lusíadas são um poema épico
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está etc.
substantivando uma palavra. Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.  
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas. Observe agora:
C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana. Beleza exposta
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada. Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.

Respostas O substantivo beleza designa uma qualidade.


1-B / 2-C / 3-D Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Substantivo Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
também nomeiam: ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
-lugares: Alemanha, Porto Alegre... e sem os quais não podem existir.
-sentimentos: raiva, amor... vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
-estados: alegria, tristeza... (sentimento).  
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria... 3 - Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
Morfossintaxe do substantivo abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua

Língua Portuguesa 19
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APOSTILAS OPÇÃO
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário feminino. Classificam-se em:
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
abelha... a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. fêmea.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas). o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo meio do artigo.
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
espécie. Saiba que:
Formação dos Substantivos - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
Substantivos Simples e Compostos são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
variam em seu significado.
O substantivo  chuva  é formado por um único elemento ou o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
radical. É um substantivo simples. capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
elemento. Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
O substantivo  guarda-chuva  é formado por dois elementos aluno - aluna
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
elementos. masculino.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo. freguês - freguesa
 
Substantivos Primitivos e Derivados c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três
Meu limão meu limoeiro, formas:
meu pé de jacarandá... - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
O substantivo  limão  é  primitivo, pois não se originou de - troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir d) Substantivos terminados em -or:
da palavra limão. - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
palavra.
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
Flexão dos substantivos cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar: f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final
Plural: meninos por -a:
Feminino: menina elefante - elefanta
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e
no feminino:
Flexão de Gênero bode – cabra boi - vaca
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos czar – czarina réu - ré
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Um Natal inesquecível
Os reis da praia - Epicenos:
  Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar
A história sem fim o masculino e o feminino.
Uma cidade sem passado Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
As tartarugas ninjas designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes A cobra macho picou o marinheiro.
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem Sobrecomuns:
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que

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APOSTILAS OPÇÃO
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.
um jovem - uma jovem A acolhedora Porto Alegre.
artista famoso - artista famosa Uma Londres imensa e triste.

- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada Gênero e Significação:
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de Muitos substantivos têm uma significação no masculino e
carochinha. outra no feminino.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: Observe:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem. o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
personagem. de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
fotográfico Ana Belmonte. proibição de trânsito)

Observe o gênero dos substantivos seguintes: o cabeça (chefe)


a cabeça (parte do corpo)
Masculinos
o tapa o cisma (separação religiosa, dissidência)
o eclipse a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o lança-perfume
o dó (pena) o cinza (a cor cinzenta)
o sanduíche a cinza (resíduos de combustão)
o clarinete
o champanha o capital (dinheiro)
o sósia a capital (cidade)
o maracajá
o clã o coma (perda dos sentidos)
o hosana a coma (cabeleira)
o herpes
o pijama o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa)
Femininos
a dinamite o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
a áspide de outros sacramentos)
a derme a crisma (sacramento da confirmação)
a hélice
a alcíone o cura (pároco)
a filoxera a cura (ato de curar)
a clâmide
a omoplata o estepe (pneu sobressalente)
a cataplasma a estepe (vasta planície de vegetação)
a pane
a mascote o guia (pessoa que guia outras)
a gênese a guia (documento, pena grande das asas das aves)
a entorse
a libido o grama (unidade de peso)
a grama (relva)
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em -ma: o caixa (funcionário da caixa)
o grama (peso) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o quilograma
o plasma o lente (professor)
o apostema a lente (vidro de aumento)

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
o moral (ânimo) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
a moral (honestidade, bons costumes, ética) formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
o nascente (lado onde nasce o Sol) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
a nascente (a fonte) falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
Flexão de Número do Substantivo
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que formados de:
indica um ser ou um grupo de seres, e substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A colônia e águas-de-colônia
característica do plural é o “s” final. substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
Plural dos Substantivos Simples substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” anterior.
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. palavra-chave - palavras-chave
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no bomba-relógio - bombas-relógio
plural). notícia-bomba - notícias-bomba
Exceção: cânon - cânones. homem-rã - homens-rã

b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
“ns”. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
homem - homens. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural e) Casos Especiais


pelo acréscimo de “es”. o louva-a-deus e os louva-a-deus
revólver – revólveres raiz - raízes o bem-te-vi e os bem-te-vis
Atenção: O plural de caráter é caracteres. o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
no plural, trocando o “l” por “is”. Plural das Palavras Substantivadas
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas flexões próprias dos substantivos.
maneiras: Pese bem os prós e os contras.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis O aluno errou na prova dos noves.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras: Plural dos Diminutivos
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
de “es”: ás – ases / retrós - retroses Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: acrescenta-se o sufixo diminutivo.
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três botõe(s) + zinhos = botõezinhos
maneiras. chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações farói(s) + zinhos = faroizinhos
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães tren(s) + zinhos = trenzinhos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos colhere(s) + zinhas = colherezinhas
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o flore(s) + zinhas = florezinhas
látex - os látex. mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
Plural dos Substantivos Compostos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
A formação do plural dos substantivos compostos depende funi(s) + zinhos = funizinhos
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam pé(s) + zitos = pezitos
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos Plural dos Nomes Próprios Personativos
simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são As Raquéis e Esteres.
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir: Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores terminam em “s” ou “z”).
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos os shows os shorts os jazz
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras as regras de nossa língua:

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
os clubes os chopes (A) reco-reco.
os jipes os esportes (B) guarda-costa.
as toaletes os bibelôs (C) guarda-noturno.
os garçons os réquiens (D) célula-tronco.
(E) sem-vergonha.
Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga. 02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Plural com Mudança de Timbre (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
chamado metafonia (plural metafônico). (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Singular Plural Singular Plural 03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) errada:
esforço esforços ovo ovos A) Catalães.
fogo fogos poço poços B) Cidadãos.
forno fornos porto portos C) Vulcães.
fosso fossos posto postos D) Corrimões.
imposto impostos rogo rogos Respostas
olho olhos tijolo tijolos 1-D / 2-D / 3-C

Adjetivo
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Adjetivo  é a palavra que expressa uma qualidade ou
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
a) Há substantivos que só se usam no singular:
bondosa.
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
b) Outros só no plural:
moça bondade, pessoa bondade. 
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
(naipes de baralho), as fezes.
Morfossintaxe do Adjetivo:
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
bem (virtude) e bens (riquezas)
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
títulos)
Adjetivo Pátrio
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
sentido de plural:
alguns deles:
Aqui morreu muito negro.
Estados e cidades brasileiros:
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
improvisadas.
Alagoas alagoano
Flexão de Grau do Substantivo
Amapá amapaense
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
normal. Por exemplo: casa Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em: Cabo Frio cabo-friense
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
Campinas campineiro ou campinense
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
aumento. Por exemplo: casarão. Adjetivo Pátrio Composto 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Pode ser: Observe alguns exemplos:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
diminuição. Por exemplo: casinha. Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
Competições teuto-inglesas
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php América américo- / Por exemplo: Companhia
américo-africana
Questões
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também franceses
ocorre com o plural de China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses

Língua Portuguesa 23
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APOSTILAS OPÇÃO
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
português
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
americanas ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
ficará invariável. Por exemplo:
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
Olhos verde-claros.
portuguesas
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
portuguesa
Observe
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
brasileiras
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros - O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
Flexão dos adjetivos
Grau do Adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
Gênero dos Adjetivos intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, Comparativo
classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e Nesse grau, comparam-se a mesma característica
outra para o feminino. atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia. de  superioridade  ou de inferioridade. Observe os exemplos
abaixo:
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
somente o último elemento. 1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte- No comparativo de igualdade, o segundo termo da
americana.  comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.

Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz. Superioridade Analítico
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é
político-social. analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.

Número dos Adjetivos 3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de


Superioridade Sintético
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
simples.
Por exemplo: São eles:
mau e maus bom-melhor
feliz e felizes pequeno-menor
ruim e ruins mau-pior
boa e boas alto-superior
grande-maior
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função baixo-inferior
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, Observe que: 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Logo: camisas cinza, ternos cinza. (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Veja outros exemplos: entre duas qualidades de um  mesmo  elemento, deve-se usar
as formas analíticas  mais bom,  mais mau, mais grande  e  mais
Motos vinho (mas: motos verdes) pequeno.
Paredes musgo (mas: paredes brancas). Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). dois elementos.
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas
Adjetivo Composto qualidades de um mesmo elemento.

É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento Inferioridade
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam Sou menos passivo (do) que tolerante.
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que

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APOSTILAS OPÇÃO
Superlativo A revisão de estudos científicos permite identificar três
O superlativo expressa qualidades num grau muito fatores principais na formação das personalidades com maior
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser inclinação ao comportamento violento:
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
nas formas: transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras lhes impuseram limites de disciplina.
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 3) Associação com grupos de jovens portadores de
secretário é muito inteligente. comportamento antissocial.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
sufixos. que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
Por exemplo: falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
O secretário é inteligentíssimo. esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
violência crescente nas cidades.
Observe alguns superlativos sintéticos:  Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
benéfico beneficentíssimo criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
bom boníssimo ou ótimo preso.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
comum comuníssimo e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
cruel crudelíssimo mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
mais sólidas com o mundo do crime.
difícil dificílimo Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
doce dulcíssimo Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
fácil facílimo superlotadas.
fiel fidelíssimo Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
pode ser: policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
Note bem: preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
dos advérbios  muito, extremamente, excepcionalmente, etc., na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das
antepostos ao adjetivo. práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento
2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas artístico.
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
A forma popular é constituída do radical do adjetivo corresponde a – características de epidemias.
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas A) água fluvial – água da chuva.
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável B) produção aurífera – produção de ouro.
hiato i-í. C) vida rupestre – vida do campo.
Questões D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
01. Leia o texto a seguir.
Violência epidêmica 02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
A) azul-celeste
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora B) azul-pavão
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes C) surda-muda
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características D) branco-gelo
epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes estão no grau superlativo absoluto sintético:
centros urbanos e se dissemina pelo interior. A) Arquimilionário/ ultraconservador;
As estratégias que as sociedades adotam para combater a B) Supremo/ ínfimo;
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito C) Superamigo/ paupérrimo;
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços D) Muito amigo/ Bastante pobre
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
enfermidades. Respostas
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 1-B / 2-C / 3-D
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas Pronome
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
seus desejos. Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao alguma forma.
desenvolvimento psicológico pleno.

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APOSTILAS OPÇÃO
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos! Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
[substituição do nome] complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
[referência ao nome] formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
Essa moça morava nos meus sonhos! na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
[qualificação do nome] Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome
Grande parte dos pronomes não possuem significados reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de verbais marcam, através de suas  desinências, as pessoas do
um  contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata verbo indicadas pelo pronome reto.
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no Fizemos boa viagem. (Nós)
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal Pronome Oblíquo
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença,
dessa característica, os pronomes apresentam uma  forma exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
específica para cada pessoa do discurso. indireto) ou complemento nominal.

Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)


[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da
oração.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.

Em termos morfológicos, os pronomes são  palavras Pronome Oblíquo Átono


variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através São chamados átonos os pronomes oblíquos que  não  são
do pronome seja coerente em termos de gênero e número precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando Ele me deu um presente.
este se apresenta ausente no enunciado.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile - 1ª pessoa do singular (eu): me
da nossa escola neste ano. - 2ª pessoa do singular (tu): te
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
adequada] - 1ª pessoa do plural (nós): nos
[neste: pronome que determina “ano” = concordância - 2ª pessoa do plural (vós): vos
adequada] - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada] Observações:
O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
Pronomes Pessoais função de objeto indireto na oração.

São aqueles que substituem os substantivos, indicando Os pronomes me, te, nos  e  vos  podem tanto ser objetos
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve diretos como objetos indiretos.
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
“você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”, objetos diretos.
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
quem fala. Saiba que:
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
oblíquo. mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
Pronome Reto nos exemplos que seguem:

Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,


exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
Nós lhe ofertamos flores. vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero pouco.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
quadro dos pronomes retos é assim configurado: até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 1ª pessoa do singular: eu
- 2ª pessoa do singular: tu Atenção:
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Os pronomes o, os, a, as  assumem formas especiais depois
- 1ª pessoa do plural: nós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 2ª pessoa do plural: vós -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
- 3ª pessoa do plural: eles, elas tempo que a terminação verbal é suprimida.

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APOSTILAS OPÇÃO
Por exemplo: fiz + o = fi-lo Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
fazei + o = fazei-os
dizer + a = dizê-la - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume Conhece a ti mesmo.
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
repõe + os = repõe-nos Guilherme já se preparou.
retém + a: retém-na Ela deu a si um presente.
tem + as = tem-nas Antônio conversou consigo mesmo.

Pronome Oblíquo Tônico - 1ª pessoa do plural (nós): nos.


Lavamo-nos no rio.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de - 2ª pessoa do plural (vós): vos.
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
configurado: Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo A Segunda Pessoa Indireta
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico que podem ser observados no quadro seguinte:
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. Pronomes de Tratamento
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
pronomes costumam ser usados desta forma: Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Não há mais nada entre mim e ti. Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. oficiais-generais
Não há nenhuma acusação contra mim. Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
Não vá sem mim. universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Atenção: Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Santidade V. S. Papa
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito cerimonioso
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso Vossa Onipotência V. O. Deus
reto.
Também são pronomes de tratamento  o senhor, a
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Não vá sem eu mandar. no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
originou as formas especiais  comigo, contigo, consigo, em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
conosco  e  convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia. Observações:
Ele carregava o documento consigo. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com relação à pessoa com quem falamos.
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou encontro.
algum numeral. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Você terá de viajar com nós todos. Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
Pronome Reflexivo tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
verbo. se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. na 3ª pessoa.
Eu não me vanglorio disso.

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APOSTILAS OPÇÃO
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, No espaço:
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
está perto da pessoa que fala.
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, fala.
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
na terceira pessoa.  
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
cabelos. (errado) por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro
cabelos. (correto) localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
cabelos. (correto)
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
Pronomes Possessivos informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
destinatária).
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
possuída). envia a mensagem).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
No tempo:
Observe o quadro: Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
ao ano presente.
Número Pessoa Pronome Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
singular primeira meu(s), minha(s) um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
singular segunda teu(s), tua(s) referindo a um passado distante.
singular terceira seu(s), sua(s)  
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
plural primeira nosso(s), nossa(s) invariáveis, observe:
plural segunda vosso(s), vossa(s)
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
plural terceira seu(s), sua(s) Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
o objeto possuído. ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
difícil. Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.)
Observações: - mesmo(s), mesma(s):
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da - próprio(s), própria(s):
alteração fonética da palavra senhor. Os próprios alunos resolveram o problema.
- Muito obrigado, seu José.
- semelhante(s):
2 -  Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Não compre semelhante livro.
Podem ter outros empregos, como: - tal, tais:
a) indicar afetividade. Tal era a solução para o problema.
- Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado. Note que:
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo. a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. construções redundantes, com finalidade expressiva, para
salientar algum termo anterior. Por exemplo:
3-  Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
4-  Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
concorda com o mais próximo. O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
Trouxe-me seus livros e anotações. c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
átonos assumem valor de possessivo. de).
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
Pronomes Demonstrativos mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
lugar.
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
discurso. A menina foi a tal que ameaçou o professor?

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APOSTILAS OPÇÃO
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:
nisso, no, etc. Nada  do que tem sido feito produziu  qualquer  resultado
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) prático.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
Pronomes Indefinidos pessoas quaisquer.

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, Pronomes Relativos


dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
indeterminada. São aqueles que representam nomes já mencionados
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
plantadas. orações subordinadas adjetivas.
Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma grupo racial sobre outros.
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros =
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou oração subordinada adjetiva).
não se quer revelar.  O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
Classificam-se em: é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar demonstrativo o, a, os, as.
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São Não sei o que você está querendo dizer.
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
outrem, quem, tudo. expresso.
Algo o incomoda? Quem casa, quer casa.
Quem avisa amigo é.
Observe:
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões. Note que:
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
pronomes indefinidos adjetivos: por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), um substantivo.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco. b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Os pronomes indefinidos podem ser divididos verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
em variáveis e invariáveis. Observe: várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, ou depois de determinadas preposições:
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. ambiguidade.)
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou refere a uma oração.
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural.
Indefinidos Sistemáticos
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição das quais.
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/ (antecedente) (consequente)
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza. um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas Emprestei tantos quantos foram necessários.
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos (antecedente)
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
Ele fez tudo quanto havia falado. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
(antecedente) os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
precedido de preposição. estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
É um professor a quem muito devemos. eu estava fazendo.
(preposição)
Questões
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. 01. Observe as sentenças abaixo.
A casa onde morava foi assaltada. I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo-
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em nos inimigas desde aquele episódio.
que. III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
exterior. O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma
culta da língua portuguesa em:
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: (A) apenas uma das sentenças
- como (= pelo qual) (B) apenas duas das sentenças.
Não me parece correto o modo como você agiu semana (C) nenhuma das sentenças.
passada. (D) todas as sentenças.
- quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. 02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou
que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
numa só frase. Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
O futebol é um esporte. formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
O povo gosta muito deste esporte. mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais
ocorrer a elipse do relativo “que”. que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são
(que) fumava. mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem
fora dela.
Pronomes Interrogativos Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
preferes. ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
passageiros desembarcaram. adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
do conceito de amizade.
Sobre os pronomes: É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
desempenha função de complemento. Vamos entender, mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
função exerce. Observe as orações: que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
lo. No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo. Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a si.
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). <http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do estamudando-amizade-619645.shtml>.
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
estiver no infinitivo ou gerúndio. se referem.
Eu desejo lhe perguntar algo. I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
Eu estou perguntando-lhe algo. amizades.

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das
superficial de amizade. circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere- distintas categorias, uma vez expressas por:    
se aos pronomes eu e você. de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
Quais estão corretas? jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
(A) Apenas I. a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
(B) Apenas II. em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
(C) Apenas III. pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
(D) Apenas I e II. bondosamente, generosamente
(E) I, II e III. de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
03. Observe a charge a seguir. tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.

de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,


amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. ao lado, em volta
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
uma fala de Cristo. de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
pessoas distintas. de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
poder. de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
(D) A posição dos braços do personagem na charge repete a efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
de Cristo na cruz. indubitavelmente
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
forma equilibrada. simplesmente, só, unicamente
Respostas
01. A\02. E\03. B de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também

Advérbio de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente


de designação: Eis
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, para quê?(finalidade)
contiguidade.
Locução adverbial 
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Exemplo:
em que esse processo se desenvolve.  Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Há locuções adverbiais que possuem advérbios
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também correspondentes.
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns Exemplo:
exemplos: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
você está até bem informado.
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
alheio, representando uma qualidade, característica. é a de grau:

O artista canta muito mal. Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe


- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro inconstitucionalissimamente, etc;
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando Diminutivo: diminui a intensidade.
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar devagarinho, 
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem Questões
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.

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APOSTILAS OPÇÃO
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta


circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí…

03. Leia o texto a seguir.

Cultura matemática
Hélio Schwartsman
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino
Único)
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
advérbios: AÍ e ainda.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
Considerando que advérbio é a palavra que modifica
quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
circunstâncias expressas por eles.
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
A) Lugar e negação.
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
B) Lugar e tempo.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
C) Modo e afirmação.
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
D) Tempo e tempo.
manga da camisa.
E) Intensidade e dúvida.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
02. Leia o texto a seguir.
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões.
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que
eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não
Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão.
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão.
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos
parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
ajudar a polícia na investigação.
respectivamente, circunstâncias de
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
A) afirmação e de intensidade.
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões
B) modo e de tempo.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que
C) modo e de lugar.
eles sejam julgados e condenados.
D) lugar e de tempo.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que
E) intensidade e de negação.

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas De + isto = disto
1-B / 2-C / 3-B De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
Preposição De + aqui = daqui
De + aí = daí
Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar De + ali = dali
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente De + outro = doutro(s)
há uma subordinação do segundo termo em relação ao De + outra = doutra(s)
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura Em + este(s) = neste(s)
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores Em + esta(s) = nesta(s)
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto. Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Tipos de Preposição Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente Em + isso = nisso
como preposições. Em + aquilo = naquilo
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, A + aquele(s) = àquele(s)
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com. A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições. Dicas sobre preposição
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto. 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas. - Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, e feminino.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por A dona da casa não quis nos atender.
trás de. Como posso fazer a Joana concordar comigo?

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da um tratamento adequado.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
Esse processo de junção de uma preposição com outra ou a função de um substantivo.
palavra pode se dar a partir de dois processos: Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
da família
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
preposição a + artigos definidos o, os Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
a + o = ao
preposição a + advérbio onde 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + onde = aonde preposições:
Destino = Irei para casa.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
em comum: tabuleiros e peças de xadrez. 03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula expressa ideia de finalidade.
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade. 957,70 para R$ 1.915,40.
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, comprovar o crime.
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha o exame clínico”...
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos. Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar policial de dizer quem está embriagado...
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado Respostas
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi 1-B / 2-B / 3-B
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória Conjunção
não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como A menina segurou a boneca  e mostrou quando viu as
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido amiguinhas.
ao bom comportamento”. Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças amiguinhas
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou
atitude”. 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Observe: Gosto de natação e de futebol.
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós ligando termos de uma mesma oração.
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Morfossintaxe da Conjunção
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo propriamente uma função sintática: são conectivos.
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar Subordinativas
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Conjunções coordenativas
de falar. Dividem-se em:
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Ex. Gosto de cantar e de dançar.
muito feliz, porque eu não esperava. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir não só...como também.
a revisão da minha pena.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
02. Considere o trecho a seguir. de compensação.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, Ex. Estudei, mas não entendi nada.
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, todavia, no entanto, entretanto.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na
instituição. - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
As preposições que preenchem o trecho, correta, Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: quer, já...já.
A) a ...com
B) de ...com - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
C) de ...a Estudei muito, por isso mereço passar.
D) com ...a Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
E) para ...de (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. porque não havia cemitério no local.”
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
do verbo), porquanto. (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
Conjunções subordinativas la é colocá-la no início do período, introduzida pela
- CAUSAIS conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
vez que, como (= porque). em outra cidade.
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
dependentes uma da outra.
- COMPARATIVAS Questões
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que. 01. Leia o texto a seguir.
Ela fala mais que um papagaio. A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em
- CONCESSIVAS disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No
mesmo que, apesar de, se bem que. entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços
cansada) de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô,
Apesar de ter chovido fui ao cinema. o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
- CONFORMATIVAS um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
Principais conjunções conformativas: como, segundo, passado.
conforme, consoante Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
Cada um colhe conforme semeia. existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
- CONSECUTIVAS tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
Expressam uma ideia de consequência. que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
“tão”, “tamanho”). as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
Falou tanto que ficou rouco. concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
- FINAIS saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Expressam ideia de finalidade, objetivo. depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
Todos trabalham para que possam sobreviver. que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(=para que), (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
- PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
mais, ao passo que, à proporção que. ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
- TEMPORAIS elemento grifado pode ser substituído por:
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo A) Porém.
que. B) Contudo.
Quando eu sair, vou passar na locadora. C) Todavia.
D) Entretanto.
Importante: E) Conquanto.

Diferença entre orações causais e explicativas 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos (A) comparativa nas duas ocorrências.
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma (B) conformativa nas duas ocorrências.
explicativa. Veja os exemplos: (C) comparativa na primeira ocorrência.
(D) causal na segunda ocorrência.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (E) causal na primeira ocorrência.
atropelado”:
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou 03. Leia o texto a seguir.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes Participação
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
explicativa. simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos

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APOSTILAS OPÇÃO
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um O significado das interjeições está vinculado à maneira
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis. o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação. Exemplos:
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta Psiu!
estrofe: contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
vida ou morte − será arte?” espere!”
Psiu!
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse silêncio!”
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão puxa: interjeição; tom da fala: euforia
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se puxa: interjeição; tom da fala: decepção
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
identidade social. As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, tristeza, dor, etc.
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa Você faz o que no Brasil?
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção. Eu? Eu negocio com madeiras.
(Belarmino Tavares, inédito) Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma Cuidado! Saia da minha frente.
relação de causa e efeito: As interjeições podem ser formadas por:
A) ser poeta e militante político / confronto entre a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
subjetividade e atuação social b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
cada um de nós bolas!
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
E) participar ativamente da política / formular hipóteses uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
com ar de convicção Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!”
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos: nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança! verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que

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APOSTILAS OPÇÃO
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra, Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. [quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho. Eu quero café duplo, e você?
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Locução Interjetiva
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
“fila”]
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas!
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
Quem me dera!
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a
Virgem Maria!
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
Meu Deus!
de numerais, mas sim de algarismos.
Ai de mim!
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Valha-me Deus!
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
Graças a Deus!
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
Alto lá!
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
Muito bem!
ambos(as), novena.
Observações:
Classificação dos Numerais
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
exemplo:
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
Ué! = Eu não esperava por essa!
um, dois, cem mil, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
primeiro, segundo, centésimo, etc.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
podem aparecer como interjeições.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Viva! Basta! (Verbos)
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Fora! Francamente! (Advérbios)
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
Leitura dos Numerais
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro!
Separando os números em centenas, de trás para frente,
Ajudem-me! 
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Silêncio!
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Fique quieto!
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
e seis.
que exprimem ruídos e vozes.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
depois do “ó” vocativo.
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
primeiro segundo milésimo
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
primeiras segundas milésimas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
diminutivo ou no superlativo.
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
em funções substantivas:
Interjeições, leitura e produção de textos
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
flexionam-se em gênero e número:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou
partes
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos -
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas.
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que
É o que ocorre em frases como:
racional fazem das interjeições presença constante nos textos
“Me empresta duzentinho...”
publicitários.
É artigo de primeiríssima qualidade!
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
morf89.php
divisão de futebol)
Numeral
Emprego dos Numerais
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
em determinada sequência.
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do

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APOSTILAS OPÇÃO
substantivo: 02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
Ordinais Cardinais empregados.
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
até nono e o cardinal de dez em diante: são, respectivamente
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência. Respostas
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância 1-B / 2-D / 3-B
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro. Estrutura e formação das palavras

Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Observe as seguintes palavras:


Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo. escol-a
escol-ar
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários escol-arização
um primeiro - - escol-arizar
dois segundo dobro, duplo meio sub-escol-arização
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a
cinco quinto quíntuplo quinto forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
seis sexto sêxtuplo sexto responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
sete sétimo sétuplo sétimo exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar
oito oitavo óctuplo oitavo pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
nove nono nônuplo nono Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
dez décimo décuplo décimo palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
onze décimo primeiro - onze avos de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
doze décimo segundo - doze avos formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
treze décimo terceiro - treze avos significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos Classificação dos morfemas:
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos Radical
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos analisando: escol-.
dezenove décimo nono - dezenove avos É esse morfema comum – o radical – que faz com que as
vinte vigésimo - vinte avos consideremos palavras de uma mesma família de significação –
trinta trigésimo - trinta avos os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua
quarenta quadragésimo - quarenta avos significação principal.
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos Afixos
setenta septuagésimo - setenta avos Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma
oitenta octogésimo - oitenta avos nova palavra a partir de  escola. De maneira semelhante,
noventa nonagésimo - noventa avos o acréscimo dos morfemas  sub e arização  à forma  escol
cem centésimo cêntuplo centésimo criou  subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de
duzentos ducentésimo - ducentésimo afixos.
trezentos trecentésimo - trecentésimo Quando são colocados antes do radical, como acontece
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
quinhentos quingentésimo - quingentésimo arização, surgem depois do radical os afixos são chamados
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo de sufixos.
setecentos septingentésimo - septingentésimo Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe
oitocentos octingentésimo - octingentésimo gramatical, são capazes de introduzir modificações de
novecentos nongentésimo significado no radical a que são acrescentados.
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo Desinências
milhão milionésimo - milionésimo Quando se conjuga o verbo  amar, obtêm-se formas como
bilhão bilionésimo - bilionésimo amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
Questões em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
temos exemplos de numerais: Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam
A) ordinais; as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim
B) cardinais; das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há
C) fracionários; desinências nominais e desinências verbais.
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas.

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos Processos de formação de palavras:
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as 1-) Composição
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição;
morfema  –s,  que indica o plural em oposição à ausência de justaposição e aglutinação.
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
menino/meninos; menina/meninas. formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
plural assume a forma -es: 1.2-) Aglutinação:  ocorre quando os elementos que
mar/mares; formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde
revólver/revólveres; sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto
cruz/cruzes. (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)

Desinências verbais: em nossa língua, as desinências Derivação por acréscimo de afixos 


verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número- ser: prefixal, sufixal e parassintética.
pessoais): 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
  cant-á-va-mos acréscimo de prefixo.
cant-á-sse-is In------ --feliz        des----------leal
cant: radical Prefixo radical  prefixo radical
cant: radical
-á-: vogal temática 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
-á-: vogal temática acréscimo de sufixo.
Feliz---- mente    leal------dade
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito Radical sufixo   radical sufixo
imperfeito do indicativo)
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
imperfeito do subjuntivo) simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”).
pessoa do plural) Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda En-- -----trist- ----ecer
pessoa do plural) Prefixo radical  sufixo

Vogal temática en----- ---tard--- --ecer 


Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, prefixo radical sufixo
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado Outros tipos de derivação
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
apresentam vogais temáticas. derivação imprópria.

Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas 1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: 2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada)
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente
vogal temática. na classe gramatical.
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam da conjunção porque)
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui,
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira substantivo)
conjugação; aqueles cuja vogal temática é  -e  pertencem à
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à Outros processos de formação de palavras:
terceira conjugação.
  - Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos
primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug. de línguas diferentes.
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra automóvel (auto: grego; móvel: latim)
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse sociologia (socio: latim; logia: grego)
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
Vogal ou consoante de ligação  formacao-de-palavras-i.htm

As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que - Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, metropolitano – metrô
chaleira, tricota. extraordinário – extra
otorrinolaringologista – otorrino

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APOSTILAS OPÇÃO
telefone – fone a) átono: plural em EIS.
pneumático – pneu Ex.: nível − níveis
b) tônico: plural em ÉIS.
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando Ex.: carretel − carretéis
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. 6) Palavras terminadas em X são invariáveis.
  Ex.: o clímax − os clímax
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere quanto
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não de caráter.
ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras.  8) Palavras terminadas em ÃO
  Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.
Questões Veja alguns muito importantes.
a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam
pelo mesmo processo: b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos.
A) ajoelhar / antebraço / assinatura Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o
B) atraso / embarque / pesca plural em ÃOS.
C) o jota / o sim / o tropeço
D) entrega / estupidez / sobreviver c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães
E) antepor / exportação / sanguessuga
d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
02. A palavra “aguardente” formou-se por: anões/anãos
A) hibridismo
B) aglutinação e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/
C) justaposição guardiães, cirugiões/cirurgiães
D) parassíntese
E) derivação regressiva f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/
ermitãos/ermitães
03. Que item contém somente palavras formadas por
justaposição? 9) Plural dos diminutivos com a letra z
A) desagradável - complemente Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se
B) vaga-lume - pé-de-cabra zinhos (ou zinhas).
C) encruzilhada - estremeceu
D) supersticiosa - valiosas Ex.: coraçãozinho
E) desatarraxou - estremeceu corações → coraçõe → coraçõezinhos

Respostas azulzinha
01. (B) / 2. (B) / 3. (B) azuis → azui → azuizinhas

Flexão nominal e verbal. 10) Plural com metafonia (ô → ó)

Flexão nominal Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da


vogal o; outras, não.
Flexão de número Veja a seguir.
Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
admitem a flexão de número: singular e plural. Com metafonia
Ex.: animal − animais
singular (ô) plural (ó)
Palavras simples coro - coros
1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S. corvo - corvos
Ex.: ponte − pontes destroço - destroços
bonito − bonitos forno - fornos
fosso - fossos
2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES. poço - poços
Ex.: éter − éteres rogo - rogos
avestruz − avestruzes
Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer. Sem metafonia

3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. singular (ô) - plural (ô)


Ex.: ananás − ananases, adorno - adornos
Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis. bolso - bolsos
Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus endosso - endossos
esgoto - esgotos
4) Palavras terminadas em IL: estojo - estojos
a) átono: trocam IL por EIS. gosto - gostos
Ex.: fóssil − fósseis
11) Casos especiais:
b) tônico: trocam L por S. aval − avales e avais
Ex.: funil − funis cal − cales e cais
cós − coses e cós
5) Palavras terminadas em EL: fel − feles e féis

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
mal e cônsul − males e cônsules Observações
a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
Palavras compostas sem-teto e sem-terra.
1) Os dois elementos variam. Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
Quando os compostos são formados por substantivo mais
palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome). b) Admitem mais de um plural:
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
couve-flor − couves-flores padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos
segunda-feira − segundas-feiras terra-nova − terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos
2) Só o primeiro elemento varia. xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) o bem-me-quer − os bem-me-queres
o joão-ninguém − os joões-ninguém
b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim o lugar-tenente − os lugar-tenentes
ou semelhança). o mapa-múndi − os mapas-múndi
Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)
navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola) Flexão de gênero
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
Observações admitem a flexão de gênero: masculino e feminino.
a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.
uma situação polêmica. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.

b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é 1) Com a troca de o ou e por a.
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a Ex.: lobo − loba
questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja, mestre − mestra
analisando bem as outras opções.
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas
3) Apenas o último elemento varia. vezes com alterações do radical.
a) Quando os elementos são adjetivos.
Ex.: hispano-americano − hispano-americanos Veja alguns femininos importantes.
Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se ateu − atéia
flexionam: surdos-mudos. bispo − episcopisa
b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ conde − condessa
e BEL. duque − duquesa
Ex.: grão-duque − grão-duques frade − freira
grã-cruz − grã-cruzes ilhéu − ilhoa
bel-prazer − bel-prazeres judeu − judia
marajá − marani
c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer monje − monja
elemento invariável (advérbio, pigmeu − pigméia
interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo.
Ex.: arranha-céu − arranha-céus Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou
sempre-viva − sempre-vivas seja, possuem uma única forma para masculino e feminino.
super-homem − super-homens Podem ser:
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo
d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos designar os dois sexos.
(representam sons). Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha
Ex.: reco-reco − reco-recos 2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos,
pingue-pongue − pingue-pongues podendo então ser masculinos ou femininos.
bem-te-vi − bem-te-vis Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o
patriota − a patriota
Observações 3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os
a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma animais.
alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo

b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois Observações


no plural. a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é
Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta.
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado
4) Nenhum elemento varia. epiceno. É algo discutível.
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas
a) Quando há verbo mais palavra invariável. costumam trocar. Veja alguns que convém gravar.
Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo Masculinos - Femininos
champanha - aguardente
b) Quando há dois verbos de sentido oposto. dó - alface
Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha eclipse - cal
formicida - cataplasma
c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em grama (peso) - grafite
substantivos). milhar - libido
Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as- plasma - omoplata
outras soprano - musse
suéter - preá

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APOSTILAS OPÇÃO
telefonema Questões

d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros. 1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural.
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores
b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis
Flexão de grau c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
d) o mel – os meles, o gol – os goles
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os
processos de flexão. 2) Está mal flexionada em número a palavra:
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo. a) o paul − os pauis
b) o látex − os látex
Grau do substantivo c) a gravidez − as gravidezes
d) o caráter − os caráteres
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração.
Ex.: chapéu 3) Assinale o item em que todas as palavras são masculinas.
a) dinamite, pijama, eclipse
2) Aumentativo b) grafite, formicida, omoplata
a) sintético: chapelão c) grama (peso), dó, telefonema
b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. d) suéter, faringe, clã
Respostas
3) Diminutivo 1–B/ 2–D /3–C
a) sintético: chapeuzinho
b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. Flexão verbal
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo;
analítico, por meio de outras palavras. 1) Número: singular ou plural
Ex.: ando, andas, anda → singular
Grau do adjetivo andamos, andais, andam → plural
1) Normal ou positivo: João é forte.
2) Comparativo 2) Pessoas: são três.
a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que) a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes
b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do eu (singular) e nós (plural).
que) Ex.: escreverei, escreveremos
c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como)
3) Superlativo b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos
a) absoluto pronomes tu (singular) e vós (plural).
sintético: João é fortíssimo. Ex.: escreverás, escrevereis
analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais
etc.) c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural).
b) relativo Ex.: escreverá, escreverão
de superioridade: João é o mais forte da turma.
de inferioridade: João é o menos forte da turma. 3) Modos: são três.
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva,
Observações indubitável.
a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento Ex.: vendo
do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa,
ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante, hipotética.
demasiadamente, enorme etc. Ex.: que eu venda

b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma
sempre graus de superioridade. ordem.
Ex.: O carro é menor que o ônibus. Ex.: venda!
menor (mais pequeno): comparativo de superioridade.
Ele é o pior do grupo. 4) Tempos: são três.
pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade. a) Presente: falo

c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem b) Pretérito


apresentar dúvidas. perfeito: falei
acre − acérrimo imperfeito: falava
amargo − amaríssimo mais-que-perfeito: falara
amigo − amicíssimo
antigo − antiquíssimo Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o
cruel − crudelíssimo imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado
doce − dulcíssimo ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em
fácil − facílimo relação a outra ação, também passada.
feroz − ferocíssimo Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito)
fiel − fidelíssimo Eu cantava aquela música. (imperfeito)
geral − generalíssimo Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito)
humilde − humílimo
magro − macérrimo c) Futuro
negro − nigérrimo do presente: estudaremos
pobre − paupérrimo do pretérito: estudaríamos
sagrado − sacratíssimo
sério − seriíssimo Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples,
soberbo – superbíssimo temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem

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APOSTILAS OPÇÃO
divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante. 2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa
do singular saem:
5) Vozes: são três
a) o mais-que-perfeito.
a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal. Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,
Ex.: O carro derrubou o poste. coubéreis, couberam

b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal. b) o imperfeito do subjuntivo.


analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,
Ex.: O poste foi derrubado pelo carro. coubésseis, coubessem
sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.
Ex.: Derrubou-se o poste. c) o futuro do subjuntivo.
Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos,
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula couberdes, couberem
apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.
3) Do infinitivo impessoal derivam:
c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece
um pronome reflexivo. a) o imperfeito do indicativo.
Ex.: O garoto se machucou. Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam

Formação do imperativo b) o futuro do presente.


1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo. caberão
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber
Bebo → beba c) o futuro do pretérito.
bebes → bebe (tu) bebas Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,
bebe beba → beba (você) caberiam
bebemos bebamos → bebamos (nós)
bebeis → bebei (vós) bebais d) o infinitivo pessoal.
bebem bebam → bebam (vocês) Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes,
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam. caberem

2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra e) o gerúndio.


não. Ex.: caber → cabendo
Ex.: beba
bebas → não bebas (tu) f) o particípio.
beba → não beba (você) Ex.: caber → cabido
bebamos → não bebamos (nós)
bebais → não bebais (vós) Tempos compostos
bebam → não bebam (vocês)
Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter
bebais, não bebam. ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar.

Observações 1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais


a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, particípio do verbo principal.
eu; a terceira pessoa é você. Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do
b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do
presente do indicativo. Eis o seu imperativo: subjuntivo
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não 2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais
sejam particípio do principal.
c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo
passar para tu, e vice-versa.
Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu) 3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.
Peça agora a sua comida. (tratamento: você) Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é
d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo futuro do presente)
afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da
desinência s. Verbos irregulares comuns em concursos
Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu) É importante saber a conjugação dos verbos que seguem.
e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais
do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos. problemáticos.
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem
Tempos primitivos e tempos derivados integralmente o verbo pôr.
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.
1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira pus → compus, repus, expus etc.
pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc. 2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o
dizes verbo ter.
diz Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não tiveste → retiveste, mantiveste etc.
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.
Ex.: eu sou → que eu seja 3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente
eu sei → que eu saiba o verbo vir.

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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.
vim → intervim, convim etc 14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam
4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo
ver. Observações
Ex.: vi → revi, previ etc. a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas.
víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar,
Observações apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.
a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem
primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem 15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do
a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, presente do indicativo e,
vale a mesma regra explicada acima. consequentemente, em todo o presente do subjuntivo.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente Ex.: requeiro, requeres, requer
se fala por aí) requeira, requeiras, requeira
b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos requeri, requereste, requereu
querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.
16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo,
cremos, crestes, creram. no futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos,
acompanha o verbo ver.
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera;
fechado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. provesse, provesses, provesse etc.
Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei,
diz) proverás, proverá etc.
Eu inteiro (e não intéro)
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir,
7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, ressarcir, demolir,
expelir, repelir: acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos
aderimos, aderem. verbos.
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis
adirais, adiram.
Questões
Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira
pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do 1) Marque o erro de flexão verbal.
presente do subjuntivo. a) Teus amigos só veem problemas na empresa.
b) Eles vêm cedo para o trabalho.
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar: c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça.
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, d) Viemos agora tentar um acordo.
enxáguas, enxágua
b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, 2) Assinale a única forma verbal correta.
enxágues, enxágue a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado.
b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, engarrafamento.
arguimos, arguis, argúem c) Carlos preveu uma desgraça.
d) Eu não intervinha no seu trabalho.
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do
subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, Respostas
apazigueis, apazigúem 1-D / 2-D

11) Mobiliar: Sintaxe: frase, oração e período;


a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília,
mobiliamos, mobiliais, mobíliam termos da oração; processos de
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, coordenação e subordinação;
mobiliemos, mobilieis, mobíliem concordância nominal e verbal;
transitividade e regência de
12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, nomes e verbos; padrões gerais
polimos, polis, pulem
de colocação pronominal no
13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros português; mecanismos de
terminados em ear) coesão textual.
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia,
passeamos, passeais, passeiam
b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, Análise Sintática
passeemos, passeeis, passeiem
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide
Observações e classifica as orações que o constituem e reconhece a função
a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam sintática dos termos de cada oração.
o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo,
presentes. função sintática e núcleo de um termo da oração.
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são
b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto. reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança
Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a

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APOSTILAS OPÇÃO
comunicação com o ouvinte ou o leitor. “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de (Domingos Carvalho da Silva)
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas
em parágrafos minuciosamente construídos. Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora
revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até ascendente ora descendente.
o período mais complexo, elaborado segundo os padrões Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser
sintáticos do idioma. São exemplos de frases: integralmente captados se atentarmos para o contexto em que
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se
Socorro! explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”,
Muito obrigado! usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
Que horror! pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do
Sentinela, alerta! que aparentemente diz.
Cada um por si e Deus por todos. A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
Grande nau, grande tormenta. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo
Por que agridem a natureza? de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” tom com que a proferimos. Observe:
(Adonias Filho) Olavo esteve aqui.
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) Olavo esteve aqui?
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos Olavo esteve aqui?!
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em Olavo esteve aqui!
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo,
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo) Questões

As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, 01. Marque apenas as frases nominais:
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, (A) Que voz estranha!
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + (B) A lanterna produzia boa claridade.
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= (C) As risadas não eram normais.
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as (D) Luisinho, não!
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases
nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo 02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
parado e morto. exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem?
Quanto ao sentido, as frases podem ser: (B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
(C) Que alívio!
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, (D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou (E) Você se machucou?
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: (F) A luz jorrou na caverna.
Paulo parece inteligente. (afirmativa) (G) Agora suma, seu monstro!
Nunca te esquecerei. (negativa) (H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
Respostas
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta 01. “a” e “d”
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação: 02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
Por que chegaste tão tarde? optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
Gostaria de saber que horas são. declarativa
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) Oração

Imperativas: aquela através da qual expressamos uma Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido,
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido: encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa) período, completando um pensamento e concluindo o enunciado
Não cometa imprudências. (negativa) através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
“Não me leves para o mar.” (negativa) casos, através de reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
etc.: Socorro!
Como eles são audaciosos! Com licença!
Não voltaram mais! Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem! Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet) ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição): grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
Branco) predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO
A menina banhou-se na cachoeira. de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina – sujeito sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
banhou-se na cachoeira – predicado sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) Exemplo:

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em As formigas invadiram minha casa.
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara as formigas: sujeito = termo determinante
algo», «o tema do que se vai comunicar». invadiram minha casa: predicado = termo determinado
O predicado é a parte da oração que contém “a informação Há formigas na minha casa.
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. sujeito: inexistente

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados ninguém: sujeito = pronome substantivo
em três grandes níveis: O andar deve ser uma atividade diária.
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração

- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
da Passiva). oração substantiva subjetiva:

- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, É difícil optar por esse ou aquele doce...
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos: O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Sujeito Predicado O sino era grande.
Pobreza não é vileza. Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Os sertanistas capturavam os índios. Isto não me agrada.
Um vento áspero sacudia as árvores.
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu O sujeito pode ser:
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos;
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado; cavalo nadavam ao lado da canoa.”
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
predicado; amanhã.
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
Exemplo: saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
A padaria está fechada hoje. aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
está fechada hoje: predicado nominal vocês)
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
a padaria: sujeito fertiliza o Egito.
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição açudes. (= Açudes foram construídos.)

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APOSTILAS OPÇÃO
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
trancou-se no quarto. é, que são responsáveis pela principal informação naquele
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
bem naquele restaurante. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
Observações: um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Sujeito formado por pronome indefinido não é termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
Ninguém lhe telefonou. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com Minha empregada é desastrada.
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De predicado: é desastrada
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo tipo de predicado: nominal
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
Pode ser omitido junto de infinitivos. do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Aqui vive-se bem. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Devagar se vai ao longe. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
predicado: demoliu nosso antigo prédio
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles sujeito
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. tipo de predicado: verbal

Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a Os manifestantes desciam a rua desesperados.


posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa predicado: desciam a rua desesperados
língua. núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o
Exemplos: sujeito; desesperados = atributo do sujeito
É fácil este problema! tipo de predicado: verbo-nominal
Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
(José de Alencar) responsável também por definir os tipos de elementos que
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a é necessário um complemento que, juntamente com o verbo,
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo. forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos do predicado.
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear, quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
fenômenos meteorológicos.
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das depois de algozes)
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
que estabelece concordância com outro termo essencial “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua forma o predicado.
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
Então têm por características básicas: apresentar-se como de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. As flores murcharam.
Os animais correm.
Exemplo: As folhas caem.

Carolina conhece os índios da Amazônia. Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem
sujeito: Carolina = termo determinante o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
determinado
João puxou a rede.
Nesses exemplos podemos observar que a concordância é “Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos Resende)

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APOSTILAS OPÇÃO
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos variam de significação conforme sejam usados como transitivos
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com diretos ou indiretos.
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim) dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) Exemplos:
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, Ceda o lugar aos mais velhos.
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto formação do predicado nominal. Exemplos:
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: A Terra é móvel.
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, A água está fria.
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: O moço anda (=está) triste.
Comprei um terreno e construí a casa. A Lua parecia um disco.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
Maricá) Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
(Guedes de Amorim) se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente.
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o (aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma
Consideramos o caso extraordinário. princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com
Inês trazia as mãos sempre limpas. dificuldades.; Parece que vai chover.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso. Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses O homem anda. (intransitivo)
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes O homem anda triste. (de ligação)
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente O cego não vê. (intransitivo)
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc. objeto.

Transitivos Indiretos: são os que reclamam um Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
Exemplos: verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
A bandeira é o símbolo da Pátria. esfera semântica:
A mesa era de mármore. “Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
(Vivaldo Coaraci)
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: Machado)
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
atrasado.) de Assis)
O menino abriu a porta ansioso. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
Todos partiram alegres. acompanhado de um adjunto.

Observações: O predicativo subjetivo às vezes está Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os principalmente:
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
coisas.; Onde está a criança que fui? mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
um verbo transitivo. Exemplos: seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O juiz declarou o réu inocente. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
O povo elegeu-o deputado. Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente ali”.
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
choque com o mundo me causara.” companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
duas criaturas que só tinham uma à outra”.
Termos Integrantes da Oração - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
compreensão do enunciado. São os seguintes: - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Complemento Nominal; médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
- Agente da Passiva. conheço desde os seus mais tenros anos”.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: ambos...”.
As plantas purificaram o ar. - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro) pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a
Procurei o livro, mas não o encontrei. outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
Ninguém me visitou. outros.; A quantos a vida ilude!.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
O objeto direto tem as seguintes características: da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”;
- Normalmente, não vem regido de preposição; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
verbo ativo: Caim matou Abel. a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
por Caim. Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
O objeto direto pode ser constituído: do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar expressão.
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
meus escritos?” chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado) Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
significação dos verbos:
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e pelos pronomes:
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. As flores são umedecidas pelo orvalho.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
verdade ao moço.) ativa:
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe Observações:
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados ruas. (certo)
adjuntos adverbiais.
Termos Acessórios da Oração
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos Termos acessórios são os que desempenham na oração
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser,
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço- três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é adverbial e aposto.
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os adnominal).
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
quem conto são poucas. água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio,
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço,
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto;
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade,
com, contra, de, em, para e por. posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, - livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. - água da fonte, filho de fazendeiros: origem
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa - fio de aço, casa de madeira: matéria
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, - casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
Observações: O complemento nominal representa o ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de repente. de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Assis)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. apelo (ó, olá, eh!):
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo: Questões
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã. 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade
em:
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do (B) enfrentamos MUITAS novidades
sujeito: (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (E) assumimos MUITO conflito e confusão
cores.
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo respectivamente:
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos: (A) sujeito – objeto direto;
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; (B) sujeito – aposto;
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc. (C) objeto direto – aposto;
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (D) objeto direto – objeto direto;
(Graciliano Ramos) (E) objeto direto – complemento nominal.

O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto
vezes, está elíptico. Exemplos: indireto.
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. (A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da (B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca
alma humana. teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando
Pessoa)
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: (C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
tempestade iminente. Guimarães)
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. (D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para
Um aposto pode referir-se a outro aposto: a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa)
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) Respostas
01. D\02. C\03. D
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
é, a saber, ou da preposição acidental como: Período

Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
não são banhados pelo mar. período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. interrogação ou com reticências.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
coisas.” (Raquel Jardim) num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)

Língua Portuguesa 51
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APOSTILAS OPÇÃO
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma A espada vence, mas não convence.
oração) “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
verbais, duas orações) - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempo (também chamada de misto). OCA OCS Conclusiva

Período Composto por Coordenação – Orações Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Coordenadas que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos Vives mentindo; logo, não mereces fé.
de infância. Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
3ª oração: recordamos os tempos de infância ora... ora, seja... seja, quer... quer.
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de OCA OCS Alternativa
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
sintaticamente. Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
As orações independentes de um período são chamadas conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
orações coordenadas é chamado de período composto por coordenativa alternativa.
coordenação.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e Venha agora ou perderá a vez.
sindéticas. “Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
Assis)
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando “Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. “A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
OCA OCA OCA (Luís Jardim)

“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de - Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
Assis) porque, pois, porquanto.
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
(Antônio Olavo Pereira) OCA OCS Explicativa
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção
(Coelho Neto) que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm explicativa.
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa. Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
OCA OCS “A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
Veríssimo)
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas Questões
que as introduzem. Pode ser:
01. Relacione as orações coordenadas por meio de
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... conjunções:
mas também, não só... mas ainda. (A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
Saí da escola / e fui à lanchonete. (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
OCA OCS Aditiva (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
  
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (A) causa
(B) explicação
A doença vem a cavalo e volta a pé. (C) conclusão
As pessoas não se mexiam nem falavam. (D) proporção
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até (E) comparação
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”  
(Machado de Assis) 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, sublinhada pode indicar uma ideia de:
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. (A) concessão
(B) oposição
Estudei bastante / mas não passei no teste. (C) condição
OCA OCS Adversativa (D) lugar
(E) consequência
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Respostas
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 01.
uma conjunção coordenativa adversativa. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.

Língua Portuguesa 52
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APOSTILAS OPÇÃO
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. - Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
  com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
02. E\03. C O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa
Período Composto por Subordinação
O homem age conforme pensa.
Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
Todos querem sua participação. (objeto direto) O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
causa) - Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
orações com a mesma função sintática: Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada OP OSA Temporal
com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada Formiga, quando quer se perder, cria asas.
com função de objeto direto) “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
de Maricá)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma Enquanto foi rico, todos o procuravam.
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a que, porque (=para que), que.
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
é classificado como período composto por subordinação. As OP OSA Final
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá)
Orações Subordinadas Adverbiais Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que =
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas para que)
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal “Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
que as introduz: para que não deixasse)

- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração - Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
visto que. porque), pois que, visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Causal OP OSA Consecutiva

O tambor soa porque é oco. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. J. Veiga)
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
Sousa) As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
prolongar minha viagem.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, - Comparativas: Expressam ideia de comparação com
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
Irei à sua casa / se não chover. tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
OP OSA Condicional menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos OP OSA Comparativa
ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias. A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de (Marquês de Maricá)
Andrade) Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
tenha êxito. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da daquele olhar.
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
que, mesmo que. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. subentendido o verbo ser (como a mãe é).
OP OSA Concessiva - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim mais, quanto menos.
arriscou uma opinião. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando OSA Proporcional OP
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram. À medida que se vive, mais se aprende.

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. felicidade. (predicativo)
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai O importante é / que você seja feliz.
diminuindo. OP OSS Predicativa

Orações Subordinadas Substantivas Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de Não sou quem você pensa.
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser: - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração do país. (aposto)
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
O grupo quer / que você ajude. país.
OP OSS Objetiva Direta OP OSS Apositiva

O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
mestre exigia a presença de todos.) coisa: a sua felicidade)
Mariana esperou que o marido voltasse. Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É oculto?” (Machado de Assis)
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto) pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
Necessito / de que você me ajude. principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
OP OSS Objetiva Indireta saúde, tornou-se realidade.

Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua Observação: Além das conjunções integrantes que e se,
viagem.) as orações substantivas podem ser introduzidas por outros
Aconselha-o a que trabalhe mais. conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Daremos o prêmio a quem o merecer. Não sei quando ele chegou.
Lembre-se de que a vida é breve. Diga-me como resolver esse problema.

- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela Orações Subordinadas Adjetivas


que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
É importante / que você colabore. a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
OP OSS Subjetiva principal. Observe como podemos transformar um adjunto
adnominal em oração subordinada adjetiva:
A oração subjetiva geralmente vem: Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que adjetiva)
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, ser classificadas em:
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
da reunião. quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
referem. Exemplo:
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
necessária.) OP OSA Restritiva
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Importa que saibas isso bem. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Pedra que rola não cria limo.
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua Os animais que se alimentam de carne chamam-se
inocência. (complemento nominal) carnívoros.
Estou convencido / de que ele é inocente. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
OP OSS Completiva Nominal escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão Mariano)
dele.) - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
Estava ansioso por que voltasses. quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Sê grato a quem te ensina. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
(Graciliano Ramos) O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
novo livro.
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela OP OSA Explicativa OP
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Deus, que é nosso pai, nos salvará.

Língua Portuguesa 54
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APOSTILAS OPÇÃO
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Orações Reduzidas Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
Observe que as orações subordinadas eram sempre período agora é composto por coordenação, pois a oração
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais ter chorado.
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. OP OSA Comparativa OSA Condicional
(infinitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) Questões
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio) 01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
para ser mãe”, a oração destacada é:
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das (A) subordinada substantiva objetiva indireta
formas nominais são chamadas de reduzidas. (B) subordinada substantiva completiva nominal
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, (C) subordinada substantiva predicativa
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos (D) coordenada sindética conclusiva
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e (E) coordenada sindética explicativa
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada.
da oração desenvolvida. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
realidade.” A oração sublinhada é:
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. (A) adverbial conformativa
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês. (B) adjetiva
OSA Temporal (C) adverbial consecutiva
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, (D) adverbial proporcional
reduzida de infinitivo. (E) adverbial causal

Precisando de ajuda, telefone-me. 03.“Esses produtos podem ser encontrados nos


Se precisar de ajuda, / telefone-me. supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características
OSA Condicional adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
condicional, reduzida de gerúndio. consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (A) para se encaixarem.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o (B) para seu encaixotamento.
vestiário. (C) para que se encaixassem.
OSA Temporal (D) para que se encaixem.
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, (E) para que se encaixariam.
reduzida de particípio.
Respostas
Observações: 01. B\02. A\03. D

- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de Concordância Verbal


desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
cidade. e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
Exemplos: a função de subordinado. 
Preciso terminar este exercício. Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
Ele está jantando na sala. se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
Essa casa foi construída por meu pai. e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma chegou
reduzida. Exemplo: Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração (ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
coordenada sindética aditiva) atrasados.
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
gerúndio. Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome Casos referentes a sujeito simples
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
oração principal, que traz o efeito. núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.

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APOSTILAS OPÇÃO
Observação: 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o que os determinam:
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. este permanece no singular, contanto que o predicativo também
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, criação de Machado de Assis.   
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria mundial.
dos alunos resolveram ficar. - Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões potência mundial. 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de Casos referentes a sujeito composto
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de relacionado a dois pressupostos básicos:
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
Observação: demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um Tu e ele são primos.
aluno, mais de um professor  contribuíram na campanha de
doação de alimentos.  2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
de formatura.  filhos compareceram ao evento.  

6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
que atuaram na Copa América. no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
atermos a duas questões básicas: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, mundo.
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
/ Alguns de nós o receberão. ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
de nós o receberá.   / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
meu esforço.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome Questões
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:    01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos alternativa?
nós quem contamos toda a verdade para ela. (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra breve, o ultrapassará.
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
Em casa sou eu que decido tudo.    (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
comê-las sem receio!
10) No caso de o sujeito aparecer representado por (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o janela do hotel!
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
do eleitorado apoiou a decisão. posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
Observações: Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de cotidianas com os outros.
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós

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APOSTILAS OPÇÃO
alguma coisa que também quer se expressar. 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. - Ela tem pai e mãe louros.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe loura.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas para o plural.
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que - O homem e o menino estavam perdidos.
as sentem. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
2005. p 250) 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
próximo.
A frase em que se respeitam as normas de concordância Comi delicioso almoço e sobremesa.
verbal é: Provei deliciosa fruta e suco.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
atraem. concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos Estavam feridos o pai e os filhos.
atraem. Estava ferido o pai e os filhos.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
nos atraem. c) Um substantivo e mais de um adjetivo
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
atraem. Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros 2- coloca o substantivo no plural.
nos atraem. Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

03. Uma pergunta d) Pronomes de tratamento


1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de Vossa Santidade esteve no Brasil.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a As cartas estão anexas.
decisão: - Quem sofrerá? A bebida está inclusa.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se Precisamos de nomes próprios.
considerar. Obrigado, disse o rapaz.
(Salvador Nicola, inédito)
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: singular e o adjetivo no plural.
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de Renato advogou um e outro caso fáceis.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
peso de suas mais graves decisões. g) É bom, é necessário, é proibido
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
tomar decisões sem medir suas consequências. precedido de artigo ou outro determinante.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) Canja é bom. / A canja é boa.
sobrevir consequências imprevistas e injustas. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor é proibida.
humana.
Respostas h) Muito, pouco, caro
01. C\02. A\03. C 1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Concordância Nominal Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
Concordância nominal  é que o ajuste que fazemos aos
demais termos da oração para que concordem em gênero e 2- Como advérbios: são invariáveis.
número com o  substantivo. Teremos que alterar, portanto, o Comi muito durante a viagem.
artigo, o  adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Comprei caro os sapatos.

Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome i) Mesmo, bastante


concordam em gênero e número com o substantivo. 1- Como advérbios: invariáveis
- A pequena criança é uma gracinha. Preciso mesmo da sua ajuda.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
geral mostrada acima. Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural j) Menos, alerta
ou concorda com o substantivo mais próximo. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Preciso de menos comida para perder peso.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Estamos alerta para com suas chamadas.

Língua Portuguesa 57
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APOSTILAS OPÇÃO
k) Tal Qual Observe:
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
consequente. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
As garotas são vaidosas tais qual a tia. prazer”, satisfazer.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de
l) Possível “agradar a alguém”.
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. Saiba que:
A mais possível das alternativas é a que você expôs. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da também nominal). As preposições são capazes de modificar
cidade. completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos:
m) Meio Cheguei ao metrô.
1- Como advérbio: invariável. Cheguei no metrô.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral. No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
Comi meia (metade) laranja pela manhã. caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
n) Só vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
1- apenas, somente (advérbio): invariável. muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
Só consegui comprar uma passagem. cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas. Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
acordo com sua  transitividade. A transitividade, porém, não é
Questões um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
formas em frases distintas.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
nominal: Verbos Intransitivos
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(C) Alguma solução é necessária, e logo! a) Chegar, Ir
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
não pode prosperar. indicar destino ou direção são: a, para.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. Fui ao teatro.
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de       Adjunto Adverbial de Lugar
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
certa autonomia econômica. Ricardo foi para a Espanha.
                  Adjunto Adverbial de Lugar
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de b) Comparecer
gênero, número ou pessoa): O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a por em ou a.
diferença.” Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. jogo.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. Verbos Transitivos Diretos
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de Os verbos transitivos diretos são complementados por
longe... objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
compreensivo. verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos  o, a, os,
Respostas as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
01. D\02. D as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
Regência Verbal e Nominal sons nasais), enquanto lhe e lhes  são, quando complementos
verbais, objetos indiretos.
Dá-se o nome de  regência  à relação de subordinação que São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
desejado, que sejam corretas e claras. humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar.
Regência Verbal Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar:
Termo Regente:  VERBO Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Amam aquele rapaz. / Amam-no.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)

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APOSTILAS OPÇÃO
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Pedi-lhe                 favores.
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
quem” ou “ao que” se responde. subentendida.
Respondi ao meu patrão. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondemos às perguntas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondeu-lhe à altura. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto ir entregar-lhe os catálogos em casa).
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
analítica. Veja: popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Preferir
d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos Na língua culta, esse verbo deve apresentar  objeto
introduzidos pela preposição “com”. indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Prefiro trem a ônibus.
para uma minoria privilegiada. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados no próprio verbo (pre).
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
grupo: Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. apresentam mudança de significado. O conhecimento das
Veja os exemplos: diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
Agradeço    aos ouvintes         a audiência. muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
                   Objeto Indireto      Objeto Direto de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador. quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
                                                                 Obj. Direto       Objeto Indireto
Paguei      o débito        ao cobrador. AGRADAR
               Objeto Direto      Objeto Indireto 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
particular cuidado. Observe: quando o revê.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. não perde oportunidade de agradá-lo.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
Paguei minhas contas. / Paguei-as. a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
Informar O cantor não lhes agradou.
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. ASPIRAR
Informe os novos preços aos clientes. 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos (o ar), inalar.
preços) Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)

- Na utilização de pronomes como complementos,  veja as 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
construções: como ambição.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a

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APOSTILAS OPÇÃO
elas) Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, indireto e rege com preposição “com”.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo: PROCEDER
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ter cabimento, ter fundamento  ou  portar-se, comportar-se,
ASSISTIR agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar adjunto adverbial de modo.
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: As afirmações da testemunha procediam, não havia como
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Você procede muito mal.

2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, 2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
estar presente, caber, pertencer. de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
Exemplos: O avião procede de Maceió.
Assistimos ao documentário. Procedeu-se aos exames.
Não assisti às últimas sessões. O delegado procederá ao inquérito.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é QUERER
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
introduzido pela preposição “em”. vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
CHAMAR
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
solicitar a atenção ou a presença de. estimar, amar.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Quero muito aos meus amigos.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo VISAR
preposicionado ou não. 1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
A torcida chamou o jogador mercenário. fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou o jogador de mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como
CUSTAR objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor O ensino deve sempre visar ao progresso social.
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
Frutas e verduras não deveriam custar muito. público.
Questões
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto. 01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego
Muito custa          viver tão longe da família. correto da regência do verbo, EXCETO:
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (A) Faço entrega em domicílio.
       Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo (B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas.
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude. (D) Ana reside em São Paulo.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
02. Assinale a opção em que o verbo
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que chamar é empregado com o mesmo sentido que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
Observe o exemplo abaixo: Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
Custei para entender o problema.  (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
Forma correta: Custou-me entender o problema. (B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
IMPLICAR (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (E) mandou chamar o médico com urgência.

a) dar a entender, fazer supor, pressupor Respostas


Suas atitudes implicavam um firme propósito. 01. B\02. A

b)  Ter como consequência, trazer como consequência, Regência Nominal


acarretar, provocar    
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
povo. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
envolver apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem Questões
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva
Obedecer a algo/ a alguém. ser empregada, de acordo com a regência nominal.
Obediente a algo/ a alguém. (A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados (C) Sirlene tem horror ____ aves.
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. população.

Substantivos 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......


Admiração a, por simpatia.
Devoção a, para, com, por (A) a, por, menos
Medo a, de (B) do que, por, menos
Aversão a, para, por (C) a, para, menos
Doutor em (D) do que, com, menos
Obediência a (E) do que, para, menos
Atentado a, contra
Dúvida acerca de, em, sobre 03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
Ojeriza a, por seguidos pela mesma preposição:
Bacharel em (A) ávido, bom, inconsequente
Horror a (B) indigno, odioso, perito
Proeminência sobre (C) leal, limpo, oneroso
Capacidade de, para (D) orgulhoso, rico, sedento
Impaciência com (E) oposto, pálido, sábio
Respeito a, com, para com, por
Respostas
Adjetivos 01. D\02. A\03. D
Acessível a
Diferente de Colocação dos Pronomes Oblíquos
Necessário a Átonos
Acostumado a, com
Entendido em De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a
Nocivo a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
Afável com, para com oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
Equivalente a referem.
Paralelo a
Agradável a São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
Escasso de lhes, nos e vos.
Parco em, de O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
Alheio a, de oração em relação ao verbo:
Essencial a, para 1. próclise: pronome antes do verbo
Passível de 2. ênclise: pronome depois do verbo
Análogo a 3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Fácil de
Preferível a Próclise
Ansioso de, para, por
Fanático por A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
Prejudicial a - Palavras com sentido negativo:
Apto a, para Nada me faz querer sair dessa cama.
Favorável a Não se trata de nenhuma novidade.
Prestes a
Ávido de - Advérbios:
Generoso com Nesta casa se fala alemão.
Propício a Naquele dia me falaram que a professora não veio.
Benéfico a
Grato a, por - Pronomes relativos:
Próximo a A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Capaz de, para Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
Hábil em
Relacionado com - Pronomes indefinidos:
Compatível com Quem me disse isso?
Habituado a Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
Relativo a
Contemporâneo a, de - Pronomes demonstrativos:
Idêntico a Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
Advérbios
Longe de Perto de - Preposição seguida de gerúndio:
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
Obs.: os advérbios terminados em  -mente  tendem a seguir indicado à pesquisa escolar.
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a. - Conjunção subordinativa:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.

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Ênclise Coesão

A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição
ênclise vai acontecer quando: quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao
Amem-se uns aos outros. outro.
Sigam-me e não terão derrotas. Os elementos de coesão determinam a transição de ideias
- O verbo iniciar a oração: entre as frases e os parágrafos.
Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio. Observe a coesão presente no texto a seguir:
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição política agrária do país, porque consideram injusta a atual
“a”: distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-
- O verbo estiver no gerúndio: terra.”
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional,
despreocupada. 2007, p. 566
Despediu-se, beijando-me a face.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
mesmo instante. texto.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
principais são:
Mesóclise
- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
futuro do presente ou no futuro do pretérito: (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções,
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se alguns advérbios e locuções adverbiais.
realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma Veja algumas palavras e expressões de transição e seus
proposta a você) respectivos sentidos:
Fontes: - inicialmente (começo, introdução)
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php - primeiramente (começo, introdução)
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal. - primeiramente (começo, introdução)
htm - antes de tudo (começo, introdução)
Questões - desde já (começo, introdução)
- além disso (continuação)
01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição - do mesmo modo (continuação)
de estrutura nominal por pronome em: - acresce que (continuação)
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- - ainda por cima (continuação)
lhes antecipadamente. - bem como (continuação)
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do - outrossim (continuação)
verbo fabricar se extraiu-lhe. - enfim (conclusão)
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. - dessa forma (conclusão)
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de - em suma (conclusão)
conhecê-las. - nesse sentido (conclusão)
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. - portanto (conclusão)
- afinal (conclusão)
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em - logo após (tempo)
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo - ocasionalmente (tempo)
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser - posteriormente (tempo)
(A) Basta apresenta-lo. - atualmente (tempo)
(B) Basta apresentar-lhe. - enquanto isso (tempo)
(C) Basta apresenta-lhe. - imediatamente (tempo)
(D) Basta apresentá-la. - não raro (tempo)
(E) Basta apresentá-lo. - concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o - segundo (semelhança, conformidade)
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a - conforme (semelhança, conformidade)
norma-padrão? - quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – - rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).
conhecia-o Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor
– tinha encontrado-o. qualidade de vida.
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no
Museu – relatá-las-ão. - Coesão por referência: existem palavras que têm a função
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus de fazer referência, são elas:
antepassados? – explicou-lhes. - pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de - pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
um museu virtual – Lhes vinham perguntando. - pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
Respostas - pronomes relativos: que, o qual, onde...
01. D/02. E/03. C - advérbios de lugar: aqui, aí, lá...

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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua
o objetivo que tanto almejava. portuguesa, é:
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete.
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, (B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de
objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma levar um capacete.
palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a (C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um
repetição no corpo do texto. capacete.
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; (D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; de levar um capacete.
João Paulo II: Sua Santidade; (E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade,
Vênus: A Deusa da Beleza. leva um capacete.
Respostas
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. 01. (C)/02. (C)/03. (C)
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais
importante da geração a qual representou.
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados Ortografia.
agrupados em conjuntos.
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm
Ortografia
Questões
01. A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
Texto 1 – Bem tratada, faz bem forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
Sérgio Magalhães, O Globo fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
cultural que se deu no consumo do tabaco? oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o
privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao O Alfabeto
transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
típico de cidade rodoviária e dispersa.
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta a A (á) b B (bê)
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento c C (cê) d D (dê)
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente e E (é) f F (efe)
básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a g G (gê ou guê) h H (agá)
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) i I (i) j J (jota)
O transporte também esteve no centro dos protestos de k K (cá) l L (ele)
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a m M (eme) n N (ene)
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para o O (ó) p P (pê)
o debate do tema. q Q (quê) r R (erre)
“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.” s S (esse) t T (tê)
u U (u) v V (vê)
Substituindo o termo destacado por uma oração w W (dáblio) x X (xis)
desenvolvida, a forma correta e adequada seria: y Y (ípsilon) z Z (zê)
(A) para que se debatesse o tema;
(B) para se debater o tema; Observação: emprega-se também o ç, que representa o
(C) para que se debata o tema; fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
(D) para debater-se o tema;
(E) para que o tema fosse debatido. Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. derivados.
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
adequadamente o gerúndio “advertindo” é: taylorista.
(A) com a advertência de;
(B) quando adverte; b) Em topônimos originários de outras línguas e seus
(C) em que adverte; derivados.
(D) no qual advertia; Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
(E) para advertir.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
03. Leia os quadrinhos para responder a questão. unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt.

Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados

2) Após a sílaba inicial “en”.

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão burguês- burguesa inglês- inglesa
Exceção: mecha chinês- chinesa milanês- milanesa

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
inglesas aportuguesadas. Exemplos:
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, Exemplos:
xingar, etc. catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: 5) Após ditongos
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, Exemplos:
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, coisa, pouso, lousa, náusea
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia derivados
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem Exemplos:
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a
Exemplos: partir de adjetivos
arranjar: arranjo, arranje, arranjem Exemplos:
despejar: despejo, despeje, despejem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando rígido- rigidez
enferrujar: enferruje, enferrujem frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
viajar: viajo, viaje, viajem surdez

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji substantivos
Exemplos:
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
Exemplos: colonizar- colonização realizar- realização
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira 4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer Exemplos:
jeito- ajeitar cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita

4) Nos seguintes vocábulos: 5) Nos seguintes vocábulos:


berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
traje, pegajento cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.

Emprego das Letras S e Z 6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no


Emprega-se o S: contraste entre o S e o Z
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no Exemplos:
radical cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)

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APOSTILAS OPÇÃO
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) Exemplos: excelente, excitar

Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Emprego das letras E e I
exemplos: Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exame exato exausto exemplo existir exótico pode não ser nítida. Observe:
inexorável
Emprega-se o E:
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Exemplos:
Observe: magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” Exemplos: antebraço, antecipar
Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter- 3) Nos seguintes vocábulos:
versão expelir- expulsão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
estender- extensão suspender- suspensão orquídea, etc.
converter - conversão repelir- repulsão
Emprega-se o I :
Emprega-se Ç: 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” Exemplos:
Exemplos: cair- cai
ater- atenção torcer- torção doer- dói
deter- detenção distorcer-distorção influir- influi
manter- manutenção contorcer- contorção
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Emprega-se o X: Exemplos:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Anticristo, antitetânico
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, 3) Nos seguintes vocábulos:
trouxe aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
etc.
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos Emprego das letras O e U
Exemplos: Emprega-se o O/U:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, algumas palavras. Veja os exemplos:
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização)
Emprega-se Sç: soar (emitir som) e suar (transpirar)
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos: Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
nascer- nasço, nasça moleque.
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua

Emprega-se Ss: Emprego da letra H


Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
“mitir”, “ceder” e “cutir” Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
Exemplos: da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão forma devido a sua origem na forma latina hodie.
discutir- discussão
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o Emprega-se o H:
exceder- excesso repercutir- repercussão 1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
Emprega-se o Xc e o Xs:
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Em dígrafos que soam como Ss Exemplos: flecha, telha, companhia
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar 3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas: 4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
/ch/ - xarope, vexame elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
/cs/ - axila, nexo
Observações:
/z/ - exame, exílio 1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha
/ss/ - máximo, próximo ele não é utilizado.

/s/ - texto, extenso 2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a


letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- sempre são grafados com h. Veja:

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APOSTILAS OPÇÃO
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Exemplos:
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
“Auriverde pendão de minha terra, sudoeste.
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
As promessas divinas da Esperança…” pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
(Castro Alves) Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Observações: Ocidente (europeu)
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o Oriente (asiático)
uso da letra maiúscula.
Lembre-se:
Por Exemplo: Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
“Aqui, sim, no meu cantinho, se letra minúscula.
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho Exemplo:
e esquecer o mundo inteiro.” “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula. Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
Por Exemplo: a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Exemplos:
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
d) Nos nomes mitológicos. Santa Maria ou santa Maria.
Exemplos:
Dionísio, Netuno. c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
e) Nos nomes de festas e festividades. Exemplos:
Exemplos: Português ou português
Natal, Páscoa, Ramadã. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
ONU, Sr., V. Ex.ª.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, fono24.php
políticos ou nacionalistas. Emprego do Porquê
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Orações
União, etc. Interrogativas Exemplo:

Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula (pode ser Por que devemos nos
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. substituído por: preocupar com o meio
Exemplo: Por por qual motivo, ambiente?
Todos amam sua pátria. Que por qual razão)
Exemplo:
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: Equivalendo
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. a “pelo qual” Os motivos por que não
Exemplos: respondeu são desconhecidos.
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário Exemplos:
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
Você ainda tem coragem de
Final de
2) Utiliza-se inicial minúscula: Por perguntar por quê?
frases e seguidos
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. Quê
de pontuação
Exemplos: Você não vai? Por quê?
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
Não sei por quê!
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.

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APOSTILAS OPÇÃO
03.
Exemplos:
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
que”, “a fim de
julguem. padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
que”.
respectivamente, preenchidas por:
Função de (A) mal ... por que ... intuíto
Exemplos:
substantivo (B) mau ... por que ... intuito
– vem (C) mau ... porque ... intuíto
Não é fácil encontrar o
acompanhado (D) mal ... porque ... intuito
Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou (E) mal ... por quê ... intuito
pronome
Dê-me um porquê de sua
saída. Respostas
01. D/02. B/03. D

1. Por que (pergunta)


2. Porque (resposta) Acentuação gráfica.
3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
Acentuação
Emprego de outras palavras
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
nenhuma senão criticar. algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
desta situação crítica. escrita.

Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não Regras básicas – Acentuação tônica
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. A acentuação tônica implica na intensidade com que são
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
pouco esta semana. forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. denominadas de átonas.
Traz - do verbo trazer. De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
como:
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
vultuosa e deformada. última sílaba.
Questões Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel

01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre evidencia na penúltima sílaba.
........................ praticar atividade física..........................benefícios Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o evidencia na antepenúltima sílaba.
avanço da idade. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
(Ciência Hoje, março de 2012)
Como podemos observar, mediante todos os exemplos
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
respectivamente, com: em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
(A) porque … trás … previnir são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
(B) porque … traz … previnir apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
(C) porquê … tras … previnir
(D) por que … traz … prevenir Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
(E) por quê … tráz … prevenir em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir:
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
talvez seja _____ chorou.
(A) porquê / porque; Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
(B) por que / porque; os demais, como átonos (que, em, de).
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê; Os Acentos Gráficos
(E) por que / por quê. acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam

Língua Portuguesa 67
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APOSTILAS OPÇÃO
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos) Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e quando vierem depois de ditongo: Ex.:
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com feiúra feiura
artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
Ex.:
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras Antes Agora
derivadas de nomes próprios estrangeiros. crêem creem
Ex.: mülleriano (de Müller) vôo voo

til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
nasais. no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
Ex.: coração – melão – órgão – ímã como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Regras fundamentais:
Repare:
Palavras oxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, Os meninos creem em você.
“em”, seguidas ou não do plural(s): 2-) Elza lê bem!
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos Eles veem tudo!
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há - Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas Eles vêm à tarde!
de lo, la, los, las. Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:

Paroxítonas: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz


Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
táxi – lápis – júri seguidas do dígrafo nh:
- us, um, uns ra-i-nha, ven-to-i-nha.
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps precedidas de vogal idêntica:
- ã, ãs, ão, ãos xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
ímã – ímãs – órfão – órgãos
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são serão mais acentuadas. Ex.:
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
ficará mais fácil a memorização! Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. argúi (arguir) argui

água – pônei – mágoa – jóquei Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do


plural de:
Regras especiais:
ele tem – eles têm
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele vem – eles vêm (verbo vir)
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma deter, abster. 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele contém – eles contêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele obtém – eles obtêm
Ex.: ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Antes Agora
assembléia assembleia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
idéia ideia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
jibóia jiboia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
apóia (verbo apoiar) apoia
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
ou não de “s”, haverá acento:
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua

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APOSTILAS OPÇÃO
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira 1-) diante de substantivos masculinos:
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... 2-) diante de  verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da Ela não tem nada a dizer.
preposição por.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
nos outros casos, “por” preposição. Ex: 3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
Faço isso por você. Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Questões
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
A) Tem a última sílaba como tônica. por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao,
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. ocorrerá crase. Por exemplo:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica. Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
02. Assinale a alternativa correta. Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
A palavra faliu contém um: Cláudio para sair mais cedo.)
A) hiato
B) dígrafo 4-) diante de numerais cardinais:
C) ditongo decrescente Chegou a duzentos o número de feridos
D) ditongo crescente Daqui a uma semana começa o campeonato.
Respostas
1-B / 2-C Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

Emprego do sinal indicativo de 1-) diante de palavras femininas:


crase. Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Crase Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
A palavra  crase  é de origem grega e significa «fusão»,
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» 2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos 3-) na indicação de horas:
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Acordei às sete horas da manhã.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Elas chegaram às dez horas.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.  Foram dormir à meia-noite.

Observe: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de


Vou a + a igreja. que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou à igreja.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
No exemplo acima, temos a ocorrência da à noite às claras às escondidas à força
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir  (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo  “a”  que está determinando o substantivo à vontade à beça à larga à escuta
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e às avessas à revelia à exceção de à imitação de
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
os outros exemplos: à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer que
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode à
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto semelhança às ordens à beira de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”. de
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já Crase diante de Nomes de Lugar
especificados.
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo  “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que

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APOSTILAS OPÇÃO
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a Veja:
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não Minha revolta é ligada à do meu país.
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo Meu luto é ligado ao do meu país.
regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A As orações são semelhantes às de antes.
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de Os exemplos são semelhantes aos de antes.
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Suas perguntas são superiores às dele.
Por exemplo: Seus argumentos são superiores aos dele.
Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a] Sua blusa é idêntica à de minha colega.
França.) Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) A Palavra Distância
Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de  Porto Alegre. Estou  em Porto
Alegre.)  Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a
crase deve ocorrer.
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A Por exemplo:
volto DE, crase PRA QUÊ?” Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. determinada)
Vou à praia. = Volto da praia. Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A
palavra está especificada.)
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Veja: Se a palavra  distância  não estiver especificada, a
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = crase não pode ocorrer. 
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Por exemplo:
Irei à Salvador de Jorge Amado. Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Ensinou a distância.
Aquela (s), Aquilo Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade,
pode-se usar a crase.
Refiro-me a + aquele atentado. Veja:
Preposição Pronome Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Refiro-me àquele atentado. Dizem que aquele médico cura à distância.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: 1-) diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
Aluguei aquela casa. próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Veja outros exemplos: Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais  depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo  “a”  também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
decreto de lei, etc.
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar- - Ir ao supermercado;
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas - Pegar as crianças na escola;
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades - Caminhada na praia;
e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo - Reunião com amigos.
questões de saúde pública como programas de esclarecimento
e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração Dois pontos
desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico 1- Antes de uma citação
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
própria família?
2- Antes de um aposto
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
17.09.2012. Adaptado) e calor à noite.

As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
respectivamente, com: - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
(A) aos … à … a … a rotina de sempre.
(B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à 4- Em frases de estilo direto
(D) à … à … à … à  Maria perguntou:
(E) a … a … a … a - Por que você não toma uma decisão?

02. Leia o texto a seguir. Ponto de Exclamação


Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do súplica, etc.
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez. 2- Depois de interjeições ou vocativos
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de - Ai! Que susto!
Janeiro: Globo, 1997, p. 6) - João! Há quanto tempo!

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na Ponto de Interrogação


ordem dada: Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
A) à – a – a “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
B) a – a – à Reticências
C) à – a – à 1- Indica que palavras foram suprimidas.
D) à – à – a - Comprei lápis, canetas, cadernos...
E) a – à – à
Respostas 2- Indica interrupção violenta da frase.
1-B / 2-A “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”

3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida


Pontuação. - Este mal... pega doutor?

4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


Pontuação - Deixa, depois, o coração falar...

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem Vírgula


para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Não se usa vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua diretamente entre si:
portuguesa.
a) entre sujeito e predicado.
Ponto Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Sujeito                            predicado
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
se encontra. b) entre o verbo e seus objetos.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. adnominal.
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
Ponto e Vírgula ( ; ) despertou reações entre os empresários.
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
importância.
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão Usa-se a vírgula:
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) - Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
2- Separa partes de frases que já estão separadas por vem caindo de preço.
vírgulas. b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
e cobertor. c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias

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APOSTILAS OPÇÃO
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir vendas associadas aos dois temas.
mão dos lucros altos. C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para marcar inversão: de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. D) Duas explicações do treinamento para consultores
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio vendas associadas aos dois temas.
de 1982. E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
em enumeração): vendas associadas aos dois temas.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. Resposta
1-C 2-C 3-B
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Estilística: figuras de linguagem.
- Para isolar:

- o aposto: Figuras de Linguagem


São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico. As figuras de linguagem ou de estilo, de acordo com Renan
Bardine, são empregadas para valorizar o texto, tornando
- o vocativo: a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para
Ora, Thiago, não diga bobagem. expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo
originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
Questões
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa
língua portuguesa. a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou As figuras de linguagem classificam-se em:
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 1) figuras de palavra;
ajudar a revelar quem era a sua dona. 2) figuras de harmonia;
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora 3) figuras de pensamento;
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 4) figuras de construção ou sintaxe.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona. 1) FIGURAS DE PALAVRA
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou no emprego de um termo com sentido diferente daquele
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito
ajudar a revelar quem era a sua dona. mais expressivo na comunicação.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou São figuras de palavras:
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse a) comparação e) catacrese
ajudar a revelar quem era a sua dona. b) metáfora f) sinestesia
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, c) metonímia g) antonomásia
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou d) sinédoque h) alegoria
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona. Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece
aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como,
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos –
da frase abaixo: parecer, assemelhar-se e outros.
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. Beijou sua mulher como se fosse lógico.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; outro através de uma relação de semelhança resultante da
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo
não está expresso, mas subentendido.
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
em: Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o
A) Duas explicações, do treinamento para consultores meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão.”
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de
vendas associadas aos dois temas. uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de
B) Duas explicações do treinamento para consultores semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva,
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de real, realizando-se de inúmeros modos:

Língua Portuguesa 72
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APOSTILAS OPÇÃO
- A causa pelo efeito e vice-versa: “E ao rabi simples(1), que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
“E assim o operário ia *1 Cristo
Com suor e com cimento* Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
Erguendo uma casa aqui O poeta dos escravos (= Castro Alves)
Adiante um apartamento.” O Dante Negro (= Cruz e Souza)
*Com trabalho. O Corso (= Napoleão)

- O lugar de origem ou de produção pelo produto: Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que
Comprei uma garrafa do legítimo porto*. consiste em expressar uma situação global por meio de outra
*O vinho da cidade do Porto. que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é
- O autor pela obra: comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – um
referencial e outro metafórico.
Ela parecia ler Jorge Amado*.
*A obra de Jorge Amado. Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor
- O abstrato pelo concreto e vice-versa: e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos
comprimários, quando não são o soprano e o contralto que
Não devemos contar com o seu coração*. lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos
*Sentimento, sensibilidade. comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a
orquestra é excelente… (Machado de Assis)
Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de
um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido 2) FIGURAS DE HARMONIA
usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos
sinédoque nos seguintes casos: Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos
produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda,
- O todo pela parte e vice-versa: quando se procura “imitar”sons produzidos por coisas ou seres.

“A cidade inteira (1) viu assombrada, de queixo caído, o As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (2) de seu cavalo.”
*1 O povo. 2 Parte das patas. a) aliteração c) assonância
b) paronomásia d) onomatopéia
- O singular pelo plural e vice-versa:
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da
O paulista (3) é tímido; o carioca (4), atrevido. mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em
*3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas. posição inicial da palavra.

- O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum): Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”

Para os artistas ele foi um mecenas (5). Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da
*5 Protetor. mesma vogal ao longo de um verso ou poema.

Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque. Exemplo: “Sou Ana, da cama


da cana, fulana, bacana
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, Sou Ana de Amsterdam.”
“é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente
nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução
É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
estilístico.” (Othon M. Garcia)
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, berro por seu berro pelo seu erro
montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, quero que você ganhe que você me apanhe
ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco. sou o seu bezerro gritando mamãe.”

Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser palavras imita um ruído ou som.
físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas
(subjetivas). Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Exemplo: “A minha primeira recordação é um muro velho, no Dos cerrados onde o guaxe passe rápido…
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco Vvvvvvvv… passou.”
e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação
visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” (Augusto 3) FIGURAS DE PENSAMENTO
Meyer)
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a
distingue. São figuras de linguagem de pensamento:
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
especificativo etc.) do nome próprio.
Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de
Exemplos: palavras ou expressões de sentidos opostos.

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições Cidade maravilhosa
trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos Coração do meu Brasil.” (André Filho)
almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
4) FIGURAS DE SINTAXE
Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma
pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a
ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é desvios em relação à concordância entre os termos da oração,
utilizada para dar ênfase à expressão. sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?” a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
(Castro Alves) b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação d) ruptura: anacoluto;
de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que e) concordância ideológica: silepse.
se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade
enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe:
outra designação para paradoxo. a) assíndeto e) elipse i) zeugma
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver; c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
É ferida que dói e não se sente; d) hipálage h) anacoluto m) silepse
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;” (Camões) Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras
deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou justapostas ou separadas por vírgulas.
expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como
penosa, desagradável ou chocante. Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por
exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Ex:“E pela paz derradeira(1) que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague” (Chico Buarque) Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam
*1 paz derradeira: morte pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se,
fundindo-se.” (Machado de Assis)
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de
palavras que intensificam uma mesma idéia. Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou
oração que facilmente podemos identificar ou subentender no
Exemplo: “Aqui… além… mais longe por onde eu movo o contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções,
passo.” (Castro Alves) preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e
dinamismo.
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma
idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias
impacto. coloridas.”
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo sandálias…)
Bilac)
Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as
palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa Exemplo: “Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários
ou sarcástica. dos Felipes.” 1
1 Zeugma do verbo: “e foram assassinados…”
Exemplo: “Moça linda, bem tratada,
três séculos de família, Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de
burra como uma porta: palavras no início de um período, frase ou verso.
um amor.” (Mário de Andrade)
Exemplo: “Depois o areal extenso…
Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou Depois o oceano de pó…
personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, Depois no horizonte imenso
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a Desertos… desertos só…” (Castro Alves)
seres inanimados ou imaginários.
Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da
Também a atribuição de características humanas a seres mesma ideia, isto é, redundância de significado.
animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas
e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para
peixinho (…) silencioso e levemente melancólico…” reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto
do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico,
Exemplos: “… os rios vão carregando as queixas do caminho.” enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
(Raul Bopp)
Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” (Clarice Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
Lispector) Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de de Oliveira)
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou “Ó mar salgado, quando do teu sal
situação que não se quer nomear. São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)

Exemplo: “Cidade maravilhosa b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de ideias que


Cheia de encantos mil já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de Exemplo: “Na noite seguinte estávamos reunidas algumas
reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do pessoas.” (Machado de Assis)
sentido real das palavras. Questões

Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de 01. Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto
novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio faz uso de um tipo de linguagem figurada denominada
exclusivo, breve alocução, principal protagonista (A) metonímia.
(B) eufemismo.
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição (C) hipérbole.
enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige (D) metáfora.
a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso (E) catacrese.
que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
02. Identifique a figura de linguagem presente na tira
Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas pobres, seguinte:
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.”
(Manuel Bandeira)

Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples


inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).

Exemplo: “Tão leve estou (1) que nem sombra tenho.” (Mário
Quintana)
*1 Estou tão leve…
(A) metonímia
Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão (B) prosopopeia
completa de membros da frase. (C) hipérbole
(D) eufemismo
Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na Avenida. ” 1 (Carlos (E) onomatopeia
Drummond de Andrade)
*1 As belas passeiam na Avenida à tarde. 03.
Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto.
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta
de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado. O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de
linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira,
Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da gente. ” 1 (Camões) horário do dia em que o calor é mais intenso, a temperatura
*1 A grita da gente se alevanta ao Céu. do asfalto, medida com um termômetro de contato, chegou a
65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o local alcançasse
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do aproximadamente 90 ºC.
adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso em:
outro, na mesma frase. 22 jan. 2014.

Exemplo: “… as lojas loquazes dos barbeiros.” 2 (Eça de O texto cita que o dito popular “está tão quente que dá para
Queiros) fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de linguagem. O
*2 … as lojas dos barbeiros loquazes. autor do texto refere-se a qual figura de linguagem?
(A) Eufemismo.
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção (B) Hipérbole.
do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a (C) Paradoxo.
seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais (D) Metonímia.
termos – que não apresentam função sintática definida – (E) Hipérbato.
desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa Respostas
sensível. 01. D\02. D\03. B

Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não se pode confiar


Reescritura de frases:
nelas.” (Alcântara Machado)
substituição, deslocamento,
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita paralelismo; variação linguística:
com as palavras, mas com a ideia a elas associada. norma culta.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre
os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Reescritura de Frases
Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.”
(Guimarães Rosa) Antes de discorrermos acerca de um assunto tão importante,
convidamos você, caro (a) usuário (a), a se enlevar mediante as
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância palavras do grandioso mestre de nossas letras, João Cabral de
envolvendo o número gramatical (singular ou plural). Melo Neto, que, por meio de uma metalinguagem, cumpre bem
seu trabalho de lidar com as palavras e deixar claro para nós,
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário leitores, quão grandioso e magnífico é o exercício da escrita.
Barreto) Voltemo-nos a elas, portanto:

c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o Catar feijão


sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve 1.
se inclui no sujeito enunciado. Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar

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APOSTILAS OPÇÃO
e as palavras na folha de papel; claro, analisemos o parágrafo que segue, revelando ser um bom
e depois, joga-se fora o que boiar. exemplo da ocorrência em questão:
Certo, toda palavra boiará no papel, A leitura, esse importante instrumento – o qual o torna
água congelada, por chumbo seu verbo: mais culto, mais apto a expressar seus pensamentos –, pois
pois para catar esse feijão, soprar nele, amplia significativamente seu vocabulário, contribui para o
e jogar fora o leve e oco, palha e eco. aperfeiçoamento da escrita.
Tudo aquilo que se afirma acerca da eficácia da leitura, ainda
2. que relevante, tornou extensa e cansativa a ideia abordada.
Ora, nesse catar feijão entra um risco: Dessa forma, retificando a oração, poderíamos obter como
o de que entre os grãos pesados entre essencial somente estes dizeres, os quais seguem expressos:
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente. A leitura contribui para o aperfeiçoamento da escrita.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo: Mediante os pressupostos aqui elencados, acreditamos ter
obstrui a leitura fluviante, flutual, contribuído de forma significativa para que você aprimore ainda
açula a atenção, isca-a como o risco. mais suas habilidades no que tange à construção textual. E que,
por meio da reescrita de suas ideias, possa ser hábil em jogar
Poema intitulado “Catar feijão”, parte constituinte do livro fora o leve o oco, assim mesmo como ressalta nosso grande
“Educação pela pedra”, publicado em 1965. mestre, e reelabore seu discurso pautando-se na concretude das
palavras, tornando-as claras, precisas, objetivas.
A comparação ora estabelecida parece casar perfeitamente
diante daquele momento em que as ideias são elencadas. No Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/reescrita-
entanto, é preciso ser hábil para escolher palavra por palavra, textual.html
de modo a fazer com que o discurso (as orações, os períodos, os
parágrafos) torne-se claro e preciso, atendendo às expectativas ATITUDES NÃO RECOMENDADAS
de nosso interlocutor. Dessa forma, como aqueles grãos que
boiam fora, desnecessários por sinal, algumas palavras também
parecem não se encaixar, pois por um motivo ou outro acabam EXPRESSÕES USO RECOMENDADO
escapando aos nossos olhos. CONDENÁVEIS
O porquê de escaparem? É simples, haja vista que nesse A nível de / Ao nível Em nível, No nível
momento essa habilidade antes mencionada entra em ação e, em
meio a esse ínterim, conhecimentos de toda ordem parecem se Face a / Frente a Ante, Diante, Em face de, Em
relacionar, sejam eles de ordem ortográfica, semântica, sintática vista de, Perante
e, sobretudo, aqueles indispensáveis a todo bom redator: o Onde (Quando não Em que, Na qual, Nas quais, No
conhecimento de mundo. exprime lugar) qual, Nos quais
Dada essa manifestação, é impossível não abordar um
procedimento, tão útil quanto necessário: a reescrita textual. Sob um ponto de vista De um ponto de vista
Acredite que, por meio dele, você, enquanto emissor, encontrará Sob um prisma Por (ou através de) um prisma
os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um
grão imastigável, de quebrar dente. Vale dizer, contudo, que essa Em função de Em virtude de, Por causa de,
reescrita não deve se dar somente no âmbito de corrigir aqueles Em consequência de, Por, Em
possíveis erros... digamos assim... gramaticais. Importantes eles? razão de
Sim, sem dúvida alguma, mas não são tudo. Cumpre afirmar que
a reescrita deve ir além, haja vista que nos permite reconhecer Expressões não recomendadas
aquelas “falhas” que certamente seriam reconhecidas por - a partir de (a não ser com valor temporal).
outra pessoa, sobretudo em se tratando do “teor”, da “essência” Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se
discursiva. de...
Tendo em vista que a coesão representa um dos principais
aspectos na produção textual, muitas vezes, mediante a leitura - através de (para exprimir “meio” ou instrumento).
daquilo que escrevemos, constatamos que os parágrafos não se Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de,
encontram assim tão harmoniosamente ligados como deveriam. segundo...
Às vezes, uma conjunção ali, um advérbio acolá e um pronome
adiante não se encontram bem distribuídos. Outras vezes, - devido a.
percebemos uma quebra de simetria (revelada pela falta de Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa
paralelismo), em que uma ideia poderia ter sido expressa de de.
outra forma.
Assim, de modo a constatar como esse aspecto assimétrico - dito.
se manifesta na prática, analise o seguinte enunciado: Opção: citado, mencionado.
A leitura é importante, necessária, útil e traz benefícios a
todo emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência - enquanto.
discursiva. Opção: ao passo que.
Inferimos que com o uso de “traz benefícios” houve uma
quebra de simetria dos adjetivos explicitados (importante, - inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).
necessária, útil...). Não que isso seja considerado uma falha de Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.
grande extensão, mas a ideia ficaria mais clara se outro adjetivo
tivesse sido utilizado, justamente para acompanhar o raciocínio - no sentido de, com vistas a.
antes firmado, ou seja: Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.
A leitura é importante, necessária, útil e benéfica a todo
emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência - pois (no início da oração).
discursiva. Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.
Outro aspecto, não menos importante, materializa-se pela
“abundância” de orações intercaladas, as quais corroboram - principalmente.
para a extensão da ideia, fazendo com que o interlocutor perca Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em
o “fio da meada” e passe a não entender mais o que se afirma particular.
no início da oração. Dessa forma, para que fique um pouco mais

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APOSTILAS OPÇÃO
Expressões que demandam atenção guava as tormentas e a sensatez me mostrava que só estaríamos
- acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se separadas carnalmente”.
- aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles empobrecem
aceito a redação e fazem parecer que o autor não tem criatividade ao
- acendido, aceso (formas similares) – idem lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente.
- à custa de – e não às custas de
- à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que, - “Todos os deputados são corruptos”.
conforme Evite pensamentos radicais. É recomendável não generali-
- na medida em que – tendo em vista que, uma vez que zar e evitar, assim, posições extremistas.
- a meu ver – e não ao meu ver
- a ponto de – e não ao ponto de - “Bem, acho que - você sabe - não é fácil dizer essas coisas.
- a posteriori, a priori – não tem valor temporal Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você to-
- em termos de – modismo; evitar mou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe - todos
- enquanto que – o que é redundância sabem - ele pensa diferente. É bom a gente pensar como vai fazer
- entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a para, enfim, para ele entender a decisão”.
- implicar em – a regência é direta (sem em) O ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito
- ir de encontro a – chocar-se com não deve apresentar marcas de oralidade.
- ir ao encontro de – concordar com
- se não, senão – quando se pode substituir por caso não, - “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
separado; quando não se pode, junto Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom
- todo mundo – todos cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau hu-
- todo o mundo – o mundo inteiro mor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
- não pagamento = hífen somente quando o segundo termo
for substantivo - “Fazem” cinco anos.
- este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. /
presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está tratando) Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
- esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte
(tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do - “Houveram” muitos acidentes.
presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase). Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos
acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos
Erros Comuns iguais.

- “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte - Para “mim” fazer.
anos tenho muitas novidades para contar”. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fa-
Uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de zer, para eu dizer, para eu trazer.
coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se re-
fere, portanto nada conecta e produz relação absurda. - Entre “eu” e você.
Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /
- “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de Entre eles e ti.
cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel. “Tudo começou na-
quele baile de quinze anos”, “... é aos dezoito anos que se começa - “Há” dez anos “atrás”.
a procurar o caminho do amanhã e encontrar as perspectiva que Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos
nos acompanham para sempre na estrada da vida”. ou dez anos atrás.
Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras
gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto, - “Entrar dentro”.
se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões Problema de redundância. O certo seria: entrar em.
gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do texto Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de liga-
fica comprometida. ção, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do
falecido.
- Tema: Para você, as experiências genéticas de clonagem
põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a - Vai assistir “o” jogo hoje.
vida? “Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa,
valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir todos à sessão.
os mistérios da vida que nos cerca a todo instante”. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou)
É de extrema importância seguir o que foi proposto no tema. à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. /
Antes de começar o texto leia atentamente todos os elementos Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à
que o examinador apresentou. Esquematize as ideias e perceba carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
se não há falta de correspondência entre o tema proposto e o
texto criado. - Preferia ir “do que” ficar.
Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É
- “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo (...) preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer
mostrou que ele não era maligno”. sem glória.
Esta frase está ambígua. Não se sabe se o pronome ele refere-
-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, deve-se - Não há regra sem “excessão”.
observar se a relação entre cada palavra do texto está correta. O certo é exceção.
Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma
- “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente),
criança”. “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso),
Problema com o uso do conectivo “mas”. O conectivo mas indi- “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado),
ca uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Portanto, “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-
a relação adversativa introduzida pelo “mas” no fragmento aci- -vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho”
ma produz uma ideia absurda. (empecilho), “envólucro” (invólucro).

- “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da tempestade - Comprei “ele” para você.
sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu coração apazi- Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. As-

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APOSTILAS OPÇÃO
sim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos
entrar, viu-a, mandou-me. - “Cerca de 18” pessoas o saudaram. Cerca de indica arredon-
damento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20
- “Aluga-se” casas. pessoas o saudaram.
O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-
-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se - Tinha “chego” atrasado.
terrenos. / Procuram-se empregados. “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.

- Chegou “em” São Paulo. - Queria namorar “com” o colega.


Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Pau- O com não existe: Queria namorar o colega.
lo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
- O processo deu entrada “junto ao” STF.
- Todos somos “cidadões”. Processo dá entrada no STF
O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de
caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres. - As pessoas “esperavam-o”.
Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os
- A última “seção” de cinema. e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no.
Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, se-
ção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, ses- - Vocês “fariam-lhe” um favor?
são do Congresso. Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) de-
pois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicio-
- Vendeu “uma” grama de ouro. nal) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um
Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitami- favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá-
na C de dois gramas. -se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. /
Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).
- “Porisso”.
Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de - Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.
Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime dis-
- Não viu “qualquer” risco. tância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Che-
Deve-se usar “nenhum”, e não “qualquer. gou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco
Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12
Nunca promoveu nenhuma confusão. metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

- A feira “inicia” amanhã. - Estávamos “em” quatro à mesa.


Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugu- O “em” não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis.
ra-se) amanhã. / Ficamos cinco na sala.

- O peixe tem muito “espinho”. - Sentou “na” mesa para comer.


Peixe tem espinha. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o cer-
Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. to: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina,
/ Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabe- ao computador.
çário” (cabeçalho).
- Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu.
- Não sabiam «aonde» ele estava. A locução não existe. Use porque: Ficou contente porque nin-
O certo: Não sabiam onde ele estava. guém se feriu.
Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei
aonde ele quer chegar. / Aonde vamos? - O time empatou “em” 2 a 2.
A preposição é “por”: O time empatou por 2 a 2. Repare que
- “Obrigado”, disse a moça. ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. /
Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo. - Não queria que “receiassem” a sua companhia.
O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia.
- Ela era “meia” louca. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só exis-
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio te i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: re-
amiga. ceiem, passeias, enfeiam).

- “Fica” você comigo. - Eles “tem” razão.


Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo No plural, têm é com acento. Tem é a forma do singular. O
é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm;
Chegue aqui. ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

- A questão não tem nada «haver» com você. - Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos,
A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. só o último elemento varia: acordos político-partidários. Ou-
Da mesma forma: Tem tudo a ver com você. tros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-
-financeiras, partidos social-democratas.
- Vou “emprestar” dele.
Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar - Andou por “todo” país.
o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país
irmão. (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi
Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas. demitida.
- Ele foi um dos que “chegou” antes. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada
Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um
dos que sempre vibravam com a vitória. - “Todos” amigos o elogiavam.

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APOSTILAS OPÇÃO
No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era - O fato passou “desapercebido”.
difícil apontar todas as contradições do texto. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. De-
sapercebido significa desprevenido.
- Ela “mesmo” arrumou a sala.
“Mesmo” é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / - “Haja visto” seu empenho...
As vítimas mesmas recorreram à polícia. A expressão é “haja vista” e não varia: Haja vista seu empe-
nho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
- Chamei-o e “o mesmo” não atendeu.
Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou - A moça “que ele gosta”.
substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários pú- Quem gosta, gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta
blicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos
servidores (e não “dos mesmos”). - É hora “dele” chegar.
Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou
- Vou sair “essa” noite. pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar.
É este que designa o tempo no qual se está o objeto próximo: / Apesar de o amigo tê-lo convidado. / Depois de esses fatos te-
Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este rem ocorrido.
jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
- A festa começa às 8 “hrs.”.
- A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sem- As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural
pre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora. nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.

- Comeu frango “ao invés de” peixe. - “Dado” os índices das pesquisas...
Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de pei- A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... /
xe. Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar,
saiu. - Ficou “sobre” a mira do assaltante.
Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltan-
- Se eu “ver” você por aí... te. / Escondeu-se sob a cama.
O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre
(de vir); se eu tiver (de ter); se ele puser (de pôr); se ele fizer (de o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o
fazer); se nós dissermos (de dizer). piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz
alguma coisa e alguém vai para trás.
- Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em
que depois do “d” vêm “e” e “i”: Explode, explodiram, etc. Portan- - “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu
to, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”, ver, a seu ver, a nosso ver.

- Disse o que “quiz”. Variação Linguística


Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis,
quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, “Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se
puséssemos. um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade;
se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se um mercador
- O homem “possue” muitos bens. errante ou um lavrador de pequeno campo fértil (...)”
O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm
a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admi- Todas as pessoas que falam uma determinada língua
tem ue: Continue, recue, atue, atenue. conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento
podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores.
- A tese “onde”. Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis e outras vezes
Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / bastante evidentes, recebem o nome genérico de variedades ou
Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use variações linguísticas.
em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os
/ A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que... seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-
se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o
- Já “foi comunicado” da decisão. mesmo significado dentro de um mesmo contexto. Suponham-
Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” se, por exemplo, os dois enunciados a seguir:
de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado)
da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os em- Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz
pregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a tempo.
decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empre- Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há anos.
gados. Qualquer falante do português reconhecerá que os dois
enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo sentido,
- A modelo “pousou” o dia todo. mas também que há diferenças. Pode dizer, por exemplo, que o
Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, segundo é de uma pessoa mais “estudada”.
etc. Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem saber
dar grandes explicações, as pessoas têm noção de que existem
- Espero que “viagem” hoje. muitas maneiras de falar a mesma língua. É o que os teóricos
Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma ver- chamam de variações linguísticas.
bal é viajem (de viajar). As variações que distinguem uma variante de outra se
Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico,
(saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é ex- morfológico, sintático e lexical.
tensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concreti-
zado). Variações Fônicas

- O pai “sequer” foi avisado. São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons
Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são
avisado. / Partiu sem sequer nos avisar. abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios

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em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou
variante e outra. Entre esses casos, podemos citar: naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem
oral no português: falá, vendê, curti (em vez de curtir), compô. Variações Léxicas
- o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me
alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem clássica, É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes
hoje frequentes na fala caipira. do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito
- a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em
marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na confronto com outra. Eis alguns, entre múltiplos exemplos
linguagem oral coloquial. possíveis de citar:
- a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis - a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas formas para formar o grau superlativo dos adjetivos, características da
típicas de pessoas de baixa condição social. linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado.
regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do Rio Grande - as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às
do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de piada de lado
caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster, pastel; faróu, a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no
farór, farol. Brasil chamamos de calcinha; o que chamamos de fila no Brasil,
- deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar, em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se
estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa condição social. diz pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que
chamamos de suéter, malha, camiseta.
Variações Morfológicas
Designações das Variantes Lexicais:
São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra.
Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não são - Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso e, por
tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não são isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e envelhecida.
desprezíveis. Como exemplos, podemos citar: É o caso de reclame, em vez de anúncio publicitário; na década
- o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar de 60, o rapaz chamava a namorada de broto (hoje se diz gatinha
o superlativo de adjetivos, recurso muito característico da ou forma semelhante), e um homem bonito era um pão; na
linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de linguagem antiga, médico era designado pelo nome físico; um
humaníssimo), uma prova hiperdifícil (em vez de dificílima), um bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez de refrigerante
carro hiperpossante (em vez de possantíssimo). usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos supimpa.
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), se
ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser). - Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de palavras
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram para os
irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia). dicionários. A moderna linguagem da computação tem vários
- uso de substantivos masculinos como femininos ou vice- exemplos, como escanear, deletar, printar; outros exemplos
versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a champanha extraídos da tecnologia moderna são mixar (fazer a combinação
(o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal de sons), robotizar, robotização.
(da cal).
- a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e - Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras
adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as amiga, os emprestadas de outra língua, que ainda não foram
livro indicado, as noite fria, os caso mais comum. aportuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
- o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica,
que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas últimas tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou,
eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto (“pelo
é possível que ele esforçou (tenha se esforçado) mais que eu. próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis litteris (textualmente,
“com as mesmas letras”), grosso modo (“de modo grosseiro”,
Variações Sintáticas “impreciso”), sic (“assim, como está escrito”), data venia (“com
sua permissão”).
Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight
domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as (compreensão repentina de algo, uma percepção súbita), feeling
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (conjunto
citar: de informações básicas), jingle (mensagem publicitária em
- o uso de pronomes do caso reto com outra função que não forma de música).
a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) na rua; não Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que ainda não
irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-concours (“fora
vez de ti) e ele. de concurso”, sem concorrer a prêmios), tête-à-tête (palestra
- o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez particular entre duas pessoas), esprit de corps (“espírito de
de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem. corpo”, corporativismo), menu (cardápio), à la carte (cardápio
- a ausência da preposição adequada antes do pronome “à escolha do freguês”), physique du rôle (aparência adequada à
relativo em função de complemento verbal: são pessoas que (em caracterização de um personagem).
vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez
de a que) eu assisti; você é a pessoa que (em vez de em que) eu - Jargão: é o vocabulário típico de um campo profissional
mais confio. como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jornalismo.
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome No jargão médico temos uso tópico (para remédios que não
“que” no início da frase mais a combinação da preposição “de” devem ser ingeridos), apneia (interrupção da respiração), AVC
com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral). No jargão
família dele (em vez de cuja família eu já conhecia). jornalístico chama-se de gralha, pastel ou caco o erro tipográfico
- a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando como a troca ou inversão de uma letra. A palavra lide é o nome
se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu quero falar com que se dá à abertura de uma notícia ou reportagem, onde se
você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua) apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial.
voz me irrita. Quando o lide é muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo
- ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso,

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foi uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo língua. A elas damos o nome de variações sócio-culturais.
repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática - Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser
normativa). facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguístico, que
é o conjunto das qualidades fisiológicas do som (altura, timbre,
- Gíria: é o vocabulário especial de um grupo que não intensidade), por isso é uma variante cujas marcas se notam
deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende marcar principalmente na pronúncia. Ao conjunto das características
sua identidade por meio da linguagem. Existe a gíria de grupos da pronúncia de uma determinada região dá-se o nome de
marginalizados, de grupos jovens e de segmentos sociais de sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho
contestação, sobretudo quando falam de atividades proibidas. A etc. A variação geográfica, além de ocorrer na pronúncia, pode
lista de gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de
sentido de afetado por algum prejuízo ou má-sorte), ir pro brejo frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem
(ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremediavelmente), assumir em diferentes regiões do país.
cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homossexual Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo,
masculino), levar um lero (conversar). em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, recria a fala de
um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
- Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico
excessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em vez “__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado
de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar (em vez Mangolô!].
de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); obnubilar (em __ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não
vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em vez de casamento); faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço,
chufa (em vez de caçoada, troça). isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras
d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é novo, gosta de fazer
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, o uso de bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é
um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É o caso de quem sossego...”
diz, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou
(em vez de se deu mal, arruinou-se), feder (em vez de cheirar - Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutáveis.
mal), ranho (em vez de muco, secreção do nariz). Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a
forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido delas.
Tipos de Variação Essas alterações recebem o nome de variações históricas.
Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Andrade.
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, mostra como a
variantes linguísticas um sistema de classificação que seja língua vai mudando com o tempo. No texto I, ele fala das palavras
simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as de antigamente e, no texto II, fala das palavras de hoje.
diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro
de uma comunidade linguística. O principal problema é que Texto I
os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de
atuarem isoladamente. Antigamente
As variações mais importantes, para o interesse do concurso
público, são os seguintes: Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram
todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; completavam
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser percebido primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo
com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a seguinte frase: rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam
longos meses debaixo do balaio. E se levantam tábua, o remédio
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” (frase era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) Os
1) mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a
fresca; e também tomava cautela de não apanhar sereno. Os mais
Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? Vamos jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo,
caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um advogado? chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano;
Um trabalhador braçal de construção civil? Um médico? Um os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até
garimpeiro? Um repórter de televisão? em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua.
E quem usaria a frase abaixo? (...) Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos
queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão
“Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os ladrões.” em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana.
(frase 2) A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe
Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes pertencentes faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso.
a grupos sociais economicamente mais pobres. Pessoas que, Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo encapetados;
muitas vezes, não frequentaram nem a escola primária, ou, chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As meninas, não:
quando muito, fizeram-no em condições não adequadas. verdadeiros cromos, umas teteias.
Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes que (...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os
tiveram possibilidades sócio-econômicas melhores e puderam, meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam
por isso, ter um contato mais duradouro com a escola, com a ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, mas
leitura, com pessoas de um nível cultural mais elevado e, dessa retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam.
forma, “aperfeiçoaram” o seu modo de utilização da língua. Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora.
Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação feita
acima está bastante simplificada, uma vez que há diversos Texto II
outros fatores que interferem na maneira como o falante escolhe
as palavras e constrói as frases. Por exemplo, a situação de uso Entre Palavras
da língua: um advogado, num tribunal de júri, jamais usaria a
expressão “tá na cara”, mas isso não significa que ele não possa Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras –
usá-la numa situação informal (conversando com alguns amigos, circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de há trinta
por exemplo). anos, ou figura com outras acepções. A todo momento impõe-se
Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir que tornar conhecimento de novas palavras e combinações.
as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos, Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma
gerando, assim, certas variações na maneira de usar uma mesma palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la.

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Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar com seu avô; sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral íntima e
talvez ele não entenda o que você diz. familiar que esse estilo melhor se manifesta.
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Vemaguet, a Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pequeno
chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, a informática, a trecho da gravação de uma conversa telefônica entre duas
dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em 1940? universitárias paulistanas de classe média, transcrito do livro
Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, a Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. As reticências
motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o antibiótico, o indicam as pausas.
enfarte, a acupuntura, a biônica, o acrílico, o ta legal, a apartheid,
o som pop, as estruturas e a infraestrutura. Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espírito, tem
Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro Mundo, dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara rachada? Fica
a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o bandeirinha, o assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê um artigo, lê?! Um
mass media, o Ibope, a renda per capita, a mixagem. menino lá que faiz pós-graduação na, na GV, ele me, nóis ficamo
Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o até duas hora da manhã ele me explicando toda a matéria de
servomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurologia, economia, das nove da noite.
a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o Incra, a
Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU. Como se pode notar, não há preocupação com a pronúncia
Estão reclamando, porque não citei a conotação, o nem com a continuidade das ideias, nem com a escolha das
conglomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM, palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um trecho
a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a guitarra da gravação de uma aula de português de uma professora
elétrica. universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro de Dinah
Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra tensora, Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. As
vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, filhotes de pausas são marcadas com reticências.
bonificação, letra imobiliária, conservacionismo, carnet da girafa,
poluição. o que está ocorrendo com nossos alunos é uma fragmentação
Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... e fica com uma
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrranhuras. série... de aspectos teóricos... isolados... que ele não sabe vincular
Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super congelados. a realidade nenhuma de seu idioma... isto é válido também para
Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV Rodoviária. Argh! a faculdade de letras... ou seja... né? há uma série... de conceitos
Pow! Click! teóricos... que têm nomes bonitos e sofisticados... mas que... na
Não havia nada disso no Jornal do tempo de Venceslau Brás, ou hora de serem empregados... deixam muito a desejar...
mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas começam a aparecer
sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na esquina, para consumo geral. Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o grau
A enumeração caótica não é uma invenção crítica de Leo Spitzer. de formalidade e planejamento típico do texto escrito, mas trata-
Está aí, na vida de todos os dias. Entre palavras circulamos, se de um estilo bem mais formal e vigiado que o da menina ao
vivemos, morremos, e palavras somos, finalmente, mas com que telefone.
significado? Norma Culta e Língua-Padrão
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa,
Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988) De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
- De Situação: aquelas que são provocadas pelas alterações níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
das circunstâncias em que se desenrola o ato de comunicação. pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
Um modo de falar compatível com determinada situação é língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
incompatível com outra: lhe dê.
O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
Ô mano, ta difícil de te entendê. aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em situação textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
informal, não tem cabimento se o interlocutor é o professor em nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
situação de aula. pesquisa e trabalhos acadêmicos.
Assim, um único indivíduo não fala de maneira uniforme Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua
em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes da circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
linguagem culta, que servem invariavelmente de uma linguagem imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática.
formal, sendo, por isso mesmo, considerados excessivamente Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua
formais ou afetados. concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um
São muitos os fatores de situação que interferem na fala de padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que
um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele discorre (em conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num
princípio ninguém fala da morte ou de suas crenças religiosas nível hipotético.
como falaria de um jogo de futebol ou de uma briga que tenha Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há
presenciado), o ambiente físico em que se dá um diálogo (num dois estratos diferenciados: um praticamente intangível,
templo não se usa a mesma linguagem que numa sauna), o grau representado nas normas preconizadas pela gramática
de intimidade entre os falantes (com um superior, a linguagem tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da
é uma, com um colega de mesmo nível, é outra), o grau de língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual
comprometimento que a fala implica para o falante (num seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos
depoimento para um juiz no fórum escolhem-se as palavras, que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa
num relato de uma conquista amorosa para um colega fala-se população”, segundo Marcos Bagno.
com menos preocupação). Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística
As variações de acordo com a situação costumam ser somente a pessoa que tiver formação universitária completa
chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de estilo será caracterizada como falante culto(urbano).
e são classificadas em duas grandes divisões: Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos
- Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de reflexão sobre que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
o que se diz, bem como o estado de atenção e vigilância. É na científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a
linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem
tenso. sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela
- Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala com gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias
despreocupação e espontaneidade, em que o grau de reflexão (de repressão linguística) como o vestibular.

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Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes,
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma
descrevem? da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
culto). políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera-
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma Português do Brasil.
língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua A existência da civilização dá-se com o surgimento da
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo
os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer esta importante nos documentos formais que exigem a correta
de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais expressão do Português para que não haja mal entendido algum.
na escrita do que na fala. Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e
também, ao longo da história, um processo fortemente unificador verbal.
(que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas
que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos,
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto). zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA).
professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
grupo profissional ”. cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
assim: gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
– Me conta como foi o fim de semana… pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Te enganaram, com certeza! indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
mandado embora? do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
Ou mesmo assim: verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem de construção sintática, além de uma maior utilização da
machucados. voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.
– Acho que já lhe conheço, rapaz. De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te / representadas na gramática, mas é marcada pela língua
explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos produzida em certo momento da história e em uma determinada
/ acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua- sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
padrão. formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
polarização entre a norma-padrão (também denominada Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
“norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência
leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem, para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal
que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
norma culta. de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
Norma culta, norma padrão e norma popular no Brasil.
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação:
A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma
dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas
a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível.
normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A
também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue

Língua Portuguesa 83
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rigidamente as regras gramaticais.
Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante
tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como
porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais.
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e,
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é
pequena.
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita.
Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos
e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem
que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a
linguagem popular, falada no cotidiano.
O nível popular está associado à simplicidade da utilização
linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos.
Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da
natural economia linguística. É utilizado em contextos informais.
Dentre as características da Norma Popular podemos
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa;
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas;
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes
pessoais retos como objetos.
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de
gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral,
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica.
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite
da Norma Popular).
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade,
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando
conhecer a língua culta para conviver.

Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress.
com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado)

Anotações

Língua Portuguesa 84
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MATEMÁTICA FINANCEIRA

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Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma


unidade:

Taxa anual Tempo em anos

Taxa mensal Tempo em meses

Taxa diária Tempo em dias

Juros simples e compostos: E assim sucessivamente


capitalização e descontos.
Podemos definir o Juros como:
JUROS J=C.i.t
Onde:
A Matemática Financeira é um ramo da Matemática J = Juros
Aplicada que estuda as operações financeiras de uma forma
geral, analisando seus diferentes fluxos de caixa ao longo do C = Capital
tempo, muito utilizada hoje para programar a vida financeira i = taxa
não só de empresas mais também dos indivíduos. t = tempo
Existe também o que chamamos de Regime de
Capitalização, que é a maneira pelo qual será pago o juro por 1) O capital cresce linearmente com o tempo;
um capital aplicado ou tomado emprestado. 2) O capital cresce a uma progressão aritmética de razão: J
= C.i
Elementos Básicos: 3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma
- Valor Presente ou Capital Inicial ou Principal (PV, P unidade.
ou C): termo proveniente do inglês “Present Value”, sendo 4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma
caracterizado como a quantidade inicial de moeda que uma decimal.
pessoa tem em disponibilidade e concorda em ceder a outra 5) Chamamos de montante (M) ou FV (valor futuro) a
pessoa, por um determinado período, mediante o pagamento soma do capital com os juros, ou seja:
de determinada remuneração. Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três delas
forem valores conhecidos, podemos calcular o 4º valor.
- Taxa de Juros (i): termo proveniente do inglês “Interest
Rate” (taxa de juros) e relacionado à sua maneira de M = C + J  M = C. (1+i.t)
incidência. Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual,
semestral, bimestral, diária, entre outras. Exemplo:
Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo
- Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de determinada de R$ 10.000,00, pelo prazo de 15 meses, sabendo-se que a
quantia por um dado período, ou seja, é a nomenclatura dada taxa cobrada é de 3% a m.?
à remuneração paga para que um indivíduo ceda Dados:
temporariamente o capital que dispõe. PV = 10.000,00
n = 15 meses
- Montante ou Valor Futuro (FV ou M): termo i = 3% a.m = 0,03
proveniente do inglês “Future Value”, sendo caracterizado em J=?
termos matemáticos como a soma do capital inicial mais os Solução:
juros capitalizados durante o período. Em outras palavras, é a J = PV.i.n → J = 10.000 x 0,03 x 15 → J = 4.500,00
quantidade de moeda (ou dinheiro) que poderá ser usufruída
no futuro. Em símbolos, escrevemos FV = PV + J. Para não esquecer!!!

- Tempo ou período de capitalização (n ou t): nada mais Só podemos efetuar operações algébricas com valores
é do que a duração da operação financeira, ou seja, o horizonte referenciados na mesma unidade, ou seja, se apresentarmos
da operação financeira em questão. O prazo pode ser descrito
a taxa de juros como a anual, o prazo em questão também
em dias, meses, anos, semestres, entre outros.
JUROS SIMPLES deve ser referenciado em anos. Ou seja, as unidades de tempo
referentes à taxa de juros (i) e do período (t), tem de ser
Em regime linear de juros (ou juros simples), o juro é necessariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo,
determinado tomando como base de cálculo o capital da que não pode ser esquecido!
operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que
empresta) no final da operação. As operações aqui são de
curtíssimo prazo, exemplo: desconto simples de duplicata, Questões
“Hot Money” entre outras.
No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre 01. Uma aplicação de R$ 1.000.000,00 resultou em um
é calculado sobre o capital inicial emprestado ou aplicado. montante de R$ 1.240.000,00 após 12 meses. Dentro do
regime de Juros Simples, a que taxa o capital foi aplicado?
Chamamos de simples os juros que são somados ao capital (A) 1,5% ao mês.
inicial no final da aplicação. (B) 4% ao trimestre.
(C) 20% ao ano.
(D) 2,5% ao bimestre.
(E) 12% ao semestre.

Matemática Financeira 1
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02. Mirtes aplicou um capital de R$ 670,00 à taxa de juros mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o
simples, por um período de 16 meses. Após esse período, o uso de juros simples não se justifica em estudos econômicos.
montante retirado foi de R$ 766,48. A taxa de juros praticada De uma forma genérica, teremos para um capital C,
nessa transação foi de: aplicado a uma taxa de juros compostos (i) durante o período
(A) 9% a.a. (t):
(B) 10,8% a.a. M = C (1 + i)t
(C) 12,5% a.a.
(D) 15% a.a. Saiba mais!!!

03. Qual o valor do capital que aplicado por um ano e meio, (1+i)t ou (1+i)n é conhecido como fator de
a uma taxa de 1,3% ao mês, em regime de juros simples resulta acumulação de capital (FC) e o seu inverso,
em um montante de R$ 68.610,40 no final do período?
(A) R$ 45.600,00 1/(1+i)n é o fator de atualização de capital (FA).
(B) R$ 36.600,00
(C) R$ 55.600,00
(D) R$ 60.600,00
Graficamente temos, que o crescimento do
Respostas
principal(capital) segundo juros simples é LINEAR,
CONSTANTE enquanto que o crescimento segundo juros
01. Resposta: E.
compostos é EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO e, portanto tem um
C = 1.000.000,00
crescimento muito mais "rápido".
M = 1.240.000,00
t = 12 meses
i=?
M = C.(1+it) → 1240000 = 1000000(1 + 12i) → 1 + 12i =
1240000 / 1000000 → 1 + 12i = 1,24 → 12i = 1,24 – 1 → 12i =
0,24 → i = 0,24 / 12 → i = 0,02 → i = 0,02x100 → i = 2% a.m
Como não encontramos esta resposta nas alternativas,
vamos transformar, uma vez que sabemos a taxa mensal:
Um bimestre tem 2 meses → 2 x 2 = 4% a.b.
Um trimestre tem 3 meses → 2 x 3 = 6% a.t.
Um semestre tem 6 meses → 2 x 6 = 12% a.s.
Um ano tem 1 ano 12 meses → 2 x 12 = 24% a.a.

02. Resposta: B.
Pelo enunciado temos: - O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de
C = 670 juros simples como para juros compostos;
i=? - Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de
n = 16 meses juros simples;
M = 766,48 - Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime
Aplicando a fórmula temos: M = C.(1+in) → 766,48 = 670 de juros compostos.
(1+16i) → 1 + 16i = 766,48 / 670 →1 + 16i = 1,144 → 16i =
1,144 – 1 → 16i = 0,144 → i = 0,144 / 16 → i = 0,009 x 100 → i Juros Compostos e Logaritmos
= 0,9% a.m. Para resolução de algumas questões que envolvam juros
Observe que as taxas das alternativas são dadas em ano, compostos, precisamos ter conhecimento de conceitos de
logo como 1 ano tem 12 meses: 0,9 x 12 = 10,8% a.a. logaritmos, principalmente aquelas as quais precisamos achar
o tempo/prazo. É muito comum ver em provas o valor dado do
03. Resposta: C. logaritmo para que possamos achar a resolução da questão.
C=?
n = 1 ano e meio = 12 + 6 = 18 meses Exemplo:
i = 1,3% a.m = 0,013 Expresse o número de períodos t de uma aplicação, em
M = 68610,40 função do montante M e da taxa de aplicação i por período.
Aplicando a fórmula: M = C (1+in) → 68610,40 = C Solução:
(1+0,013.18) → 68610,40 = C (1+0,234) → C = 68610,40 = Temos M = C(1+i)t
C.1,234 → C = 68610,40 / 1,234 → C = 55600,00. Logo, M/C = (1+i)t
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos
JUROS COMPOSTOS escrever:
t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto, usando logaritmo decimal
No regime exponencial de juros (ou juros compostos) é (base 10), vem:
incorporado ao capital não somente os juros referentes a cada
período, mas também os juros sobre os juros acumulados até 𝐥𝐨𝐠⁡⟨𝑴|𝑪⟩ 𝐥𝐨𝐠 𝑴 − 𝐥𝐨𝐠 𝑪
o momento anterior. Pode-se falar que é um comportamento 𝒕= =
𝐥𝐨𝐠⁡(𝟏 + 𝒊) 𝐥𝐨𝐠⁡(𝟏 + 𝒊)
equivalente a uma progressão geométrica (PG), pela qual os
juros incidem sempre sobre o saldo apurado no início do Temos também da expressão acima que: t.log(1 + i) = logM
período correspondente (e não unicamente sobre o capital – logC
inicial). É o que chamamos no linguajar habitual de “juros
sobre juros”. Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos
Na prática, as empresas, órgãos governamentais e juros compostos é uma aplicação prática do estudo dos
investidores particulares costumam reinvestir as quantias logaritmos.
geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego

Matemática Financeira 2
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Fica a dica!!! 𝑀1 = 10000(1 + 𝑖)2 𝑀2 = 20000(1 + 𝑖)1


M1+M2 = 384000
- Em juros simples quando a taxa de juros(i) estiver em 38400 = 10000(1 + 𝑖)2 ⁡ + 20000(1 + 𝑖)⁡(: 400)
unidade diferente do tempo(t), pode-se colocar na mesma 96 = 25(1 + 2𝑖 + 𝑖 2 ) + 50 + 50𝑖
unidade de (i) ou (t). 96 = 25 + 50𝑖 + 25𝑖 2 + 50 + 50𝑖
25𝑖 2 + 100𝑖 − 21 = 0
Têm se uma equação do segundo grau, usa-se então a
- Em juros compostos é preferível colocar o (t) na
fórmula de Bháskara:
mesma unidade da taxa (i). ∆= 1002 − 4 ∙ 25 ∙ (−21) = 12100
−100±110
𝑖=
50
−100+110 10
⁡𝑖1 = = = 0,2
50 50
−100−110
𝑖2 = = −4,4⁡⁡(𝑛ã𝑜⁡𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)
Questões 50

É correto afirmar que a taxa é de 20%


01. Um capital foi aplicado por um período de 3 anos, com
taxa de juros compostos de 10% ao ano. É correto afirmar que Referências
essa aplicação rendeu juros que corresponderam a, MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição –
exatamente: Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
SAMANEZ, Carlos P. Matemática Financeira: aplicações à análise de
(A) 30% do capital aplicado. investimentos. 4 Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
(B) 31,20% do capital aplicado.
(C) 32% do capital aplicado.
(D) 33,10% do capital aplicado. Taxas de juros: nominal,
02. José Luiz aplicou R$60.000,00 num fundo de efetiva, equivalentes,
investimento, em regime de juros compostos, com taxa de 2% proporcionais, real e
ao mês. Após 3 meses, o montante que José Luiz poderá sacar aparente.
é
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58. TAXAS DE JUROS: NOMINAL, EFETIVA,
(D) R$62.425,00. EQUIVALENTES, PROPORCIONAIS, REAL E APARENTE1
(E) R$62.400,00.
As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da
03. Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros matemática financeira. Os rendimentos financeiros são
compostos, um investidor fez uma simulação. Na simulação responsáveis pela correção de capitais investidos perante uma
feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a determinada taxa de juros. As taxas serão incorporadas
um ano, e não fizer nenhuma retirada, o saldo daqui a dois anos sempre ao capital.
será de R$ 38.400,00. Desse modo, é correto afirmar que a taxa
anual de juros considerada nessa simulação foi de Taxa Efetiva
(A) 12%. São aquelas onde a taxa da unidade de tempo coincide com
(B) 15%. a unidade de tempo do período de capitalização(valorização).
(C) 18%. Utilizado muito em caderneta de poupança.
(D) 20%.
(E) 21%. Exemplos:
Respostas

01. Resposta: D.
10% = 0,1
𝑀 = 𝐶⁡. (1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 𝐶⁡. (1 + 0,1)3 - Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual.
𝑀 = 𝐶⁡. (1,1)3 - Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização
𝑀 = 1,331. 𝐶 trimestral.
Como, M = C + j , ou seja , j = M – C , temos:
j = 1,331.C – C = 0,331 . C Quando no enunciado não estiver citando o período de
0,331 = 33,10 / 100 = 33,10% capitalização, a mesma vai coincidir com unidade da taxa. Em
outras palavras iremos trabalhar com taxa efetiva!!!
02. Resposta: B. Taxa Nominal
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m São aquelas cujas unidade de tempo NÂO coincide com as
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡 ⇒ 𝑀 = 60000(1 + 0,02)3 ⁡ ⇒ 𝑀 unidades de tempo do período de capitalização.
= 60000 + (1,02)3⁡ ⇒ 𝑀 = 63672,48 Exemplos:

O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.

03. Resposta: D.
C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000
- 5% ao trimestre com capitalização semestral.
𝑀1 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
- 15% ao semestre com capitalização bimestral.

1
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª http://www.mundoeducacao.com/matematica/taxa-efetiva-taxa-
Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013. real.htm

Matemática Financeira 3
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APOSTILAS OPÇÃO

Para resolução de questões com taxas nominais Podemos escrever todas essas taxas em função uma das
devemos primeiramente descobri a taxa efetiva outras:
(multiplicando ou dividindo a taxa) (1+ia) = (1+ir).(1+ii)

Exemplo: 𝑀
Onde: (1 + 𝑖𝑎 ) = , independe da quantidade de períodos
𝐶
e do regime de juros.

Exemplos:
1) Uma aplicação no mercado financeiro forneceu as
seguintes informações:
− Valor aplicado no início do período: R$ 50.000,00.
− Período de aplicação: um ano.
Como são 12 meses que existem no ano, então dividimos a − Taxa de inflação no período de aplicação: 5%.
taxa por 12, trazendo a taxa para o mesmo período da − Taxa real de juros da aplicação referente ao período: 2%.
capitalização, tendo assim a taxa efetiva da operação. Se o correspondente montante foi resgatado no final do
período da aplicação, então o seu valor é
Toda taxa nominal traz implícita uma taxa efetiva que deve (A) R$ 53.550,00.
ser calculada proporcionalmente. (B) R$ 53.500,00.
(C) R$ 53.000,00.
Taxas Proporcionais ou Lineares (regime de juros (D) R$ 52.500,00.
simples) (E) R$ 51.500,00.
São taxas em unidade de tempo diferente que aplicadas
sobre o mesmo capital ao mesmo período de tempo irão gerar Observe que o período de aplicação é de 1 ano, então tanto
o mesmo montante. faz utilizar o regime de juros simples ou compostos.
C = R$ 50.000,00
Exemplos: t= 1 ano
- 2% a.s é proporcional quantos % a.a? ii = 5% = 0,05
Como 1 ano tem 2 semestre→ 2%. 2(semestres) = 4% a.a ir = 2% = 0,02
- Uma taxa de 60% a.a geraria as seguintes taxas: 5% a.m M=?
(60%/12 meses);10% a.b (60%/6 bimestres); 20%
a.q(60%/3quadrimestres) .... (1+ia) = (1+ir).(1+ii) → (1+ia) = (1+0,02).(1+0,05i) → (1+ia)
= 1,02 . 1,05 → (1+ia) = 1,071 →
Taxas Equivalentes (regime de juros compostos) ia = 1,071-1 → ia = 0,071(taxa efetiva da operação)
As taxas de juros se expressam também em função do Aplicando a fórmula do montante: M = C.(1+i)t → M= 50
tempo da operação, porém não de forma proporcional, mas de 000.(1+0,071)1 → 50 000. 1,071 →
forma exponencial, ou seja, as taxas são ditas equivalentes. M= 53.550,00
Exemplos: Resposta: A.

2) Uma pessoa investiu R$ 1.000,00 por 2 meses,


recebendo ao final desse prazo o montante de R$ 1.060,00. Se,
nesse período, a taxa real de juros foi de 4%, então a taxa de
inflação desse bimestre foi de aproximadamente
(A) 1,92.
(B) 1,90.
(C) 1,88.
(D) 1,86.
(E) 1,84.
Neste exemplo, está nos faltando saber o valor da taxa de
- 24% a.a é equivalente a %a.m? juros aparente, mas com as outras informações do enunciado
Vamos aplicar o conceito acima, para resolução deste podemos chegar ao seu valor:
exemplo: C = 1.000,00
(1+ia)=(1+im)12 (expoente na menor unidade de tempo)→ M = 1.060,00
(1+0,24) = (1+im)12 → 1,24 = (1+im)12 → Para retirar o t = 2 meses
expoente, basta fazermos a operação inversa da potenciação → ir = 4% = 0,04
12 12
√1,24⁡ = √(1 + 𝑖𝑚 )12 i i= ?
1 𝑀 1060
12
√1,24⁡ = 1 + 𝑖𝑚 ⁡ → ⁡ 𝑖𝑚 = 1,2412 − 1⁡ (1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = ⁡ ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = 1,06
𝐶 1000
Algumas bancas informam o valor da raiz, outras deixam
como está. (1 + 𝑖𝑎 ) = (1 + 𝑖𝑟 ). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ 1,06 = (1 + 0,04). (1 + 𝑖𝑖 )
1,06
𝒎 ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = 1,0192
𝒏
√𝒂𝒎 = 𝒂 𝒏 1,04

Taxa Real, Aparente e Inflação
Taxa Real (ir) = taxa que considera os efeitos da inflação e 𝑖𝑖 = 1,0192 − 1⁡ ⇒ ⁡ 𝑖𝑖 = 0,0192⁡
seus ganhos. ⇒ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠⁡𝑝𝑜𝑟⁡100(𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙) ⇒ 1,92⁡
Taxa Aparente (ia) = taxa que não considera os efeitos da
inflação (são as taxas efetivas/nominais). Questões
Taxa de Inflação (ii) = a inflação representa a perda do
poder de compra. 01. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de
Matemática – CAIPIMES) Considere as seguintes situações:

Matemática Financeira 4
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APOSTILAS OPÇÃO

I- Carlos comprou um produto que à vista custava R$


1.000,00. Como ele não tinha todo esse valor, ele fez um plano Planos ou sistemas de
de pagamento com 12 prestações iguais, de R$ 100,00 cada amortização de empréstimos
uma, sem entrada.
II- Ana comprou o mesmo produto que Carlos, na mesma e financiamentos,
loja e com o mesmo preço à vista, mas fez o seguinte plano de
pagamento: uma entrada de R$ 100,00 e mais 11 prestações
de R$ 100,00 cada uma. SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES

Com base nessas situações, é possível afirmar Muito utilizado hoje quando se faz um
corretamente que: empréstimo/financiamento, transações de pagamentos de
(A) a taxa de juros do plano de Ana foi menor que a taxa de compra de imóveis, entre outros, transações feitas a longo
juros do plano de Carlos. prazo.
(B) a taxa de juros do plano de Ana foi igual à taxa de juros
do plano de Carlos. - Alguns conceitos:
(C) a taxa de juros do plano de Ana foi maior que a taxa de
juros do plano de Carlos. Amortização (A)  é um processo que extingue dívidas
(D) não há como comparar as taxas de juros dos planos de através de pagamentos periódicos, é a extinção de uma dívida
Ana e de Carlos. através da quitação da mesma. Parte da prestação que não
incide juros.
02. (TJ/PE- ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTADOR-FCC)
Uma taxa de juros nominal de 21% ao trimestre, com juros
capitalizados mensalmente, apresenta uma taxa de juros
efetiva, trimestral de, aproximadamente,
(A) 21,7%.
(B) 22,5%.
(C) 24,8%.
(D) 32,4%.
(E) 33,7%.

03. (Pref. Florianópolis/SC – Auditor Fiscal – FEPESE) Prestação (P)  É a amortização acrescida de juros.
A taxa de juros simples mensais de 4,25% equivalente à taxa
de: P=A+J
(A) 12,5% trimestral.
(B) 16% quadrimestral. Juros (J)  Taxa que incide sobre o saldo devedor do
(C) 25,5% semestral. período anterior (note que quando trabalhamos com sistemas
(D) 36,0% anual. de amortização, estamos trabalhando com o regime de juros
(E) 52% anual. compostos).
Respostas Postecipadas Algo que será realizado posteriormente.
Em outras palavras você irá usar e depois pagar.
01. Resposta: C. Antecipadas O contrário de postecipada.
I. Carlos: 12 . 100 = 1200
II. Ana: 100 + 11 . 100 = 100 + 1100 = 1200 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)
Os valores são iguais, porém Carlos não deu entrada e Ana
sim. Por isso, a taxa de juros do plano de Ana foi maior que a Exemplo
de Carlos. Para um empréstimo de R$ 10.000,00, a uma taxa de 5%
ao mês, qual será a sua tabela de amortização sabendo que
02. Resposta: B. serão pagas em 4 parcelas.
21% a. t capitalizados mensalmente (taxa nominai), como
um trimestre tem 3 meses, 21/3 = 7% a.m(taxa efetiva).

im = taxa ao mês
it= taxa ao trimestre.

(1+im)3 = (1+it) → (1+0,07)3 = 1+it → (1,07)3 = 1+it →


1,225043 = 1+it → it= 1,225043-1 → it = 0,225043 x 100 → it= 1º Passo: Determinar o valor da cota de amortização:
22,5043%
𝐸 10000
𝐴= ⟹ = 2500
03. Resposta: C. 𝑛 4
Sabemos que taxas a juros simples são ditas taxas
proporcionais ou lineares. Para resolução das questões vamos Em um sistema de amortização constante, as amortizações
avaliar item a item para sabermos se está certo ou errado: são iguais para todos os períodos:

4,25% a.m
Trimestral = 4,25 .3 = 12,75 (errada)
Quadrimestral = 4,25 . 4 = 17% (errada)
Semestral= 4,25 . 6 = 25,5 % (correta)
Anual = 4,25.12 = 51% (errada)

Matemática Financeira 5
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APOSTILAS OPÇÃO

O período 0(zero), é o do valor do Fórmulas do Cálculo da Prestação (Séries


empréstimo/financiamento. Postecipadas)
Com a cota de amortização, podemos calcular o Saldo
Devedor para todos os períodos. Observe que no período 4 o
saldo é 0(zero), é onde temos a quitação total da dívida.

2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o


Juros sempre irá incidir sobre o Capital/Saldo Devedor do
período anterior.) Para séries antecipadas (com entrada), basta
𝟏
multiplicar o valor da prestação por .
(𝟏+𝐢)
Período 1 J = C.i.t (t=1)  J= 10000 . 0,05 .1  J = 500 ∴
Observe que o juros incidiu sobre o capital do Período
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS OU TABELA
0(período anterior) e não do Período 1.
PRICE (SAF)

Exemplo

Para um empréstimo de R$ 8.660,00 a uma taxa de 5% ao


mês, qual será a sua tabela de amortização sabendo que serão
pagas em 5 parcelas. Dado que FRC = 0,231.
3º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período.
Lembrando que P= A+J

Período 1 P = 2500+500  P = 3000

1º Passo: Determinar o valor da prestação

Em um sistema de amortização francês, as prestações são


4º Passo: Calcular o Juros para o Período 2. iguais para todos os períodos, e é possível acha-la através da
fórmula:
Período 2  J = C.i.t (t = 1)  J = 7500 . 0,05 .1  J = 375
∴ Observe que o juros incidiu sobre o capital do Período 1
(período anterior) e não do Período 2.

Com isso podemos reescrever da seguinte forma, sabendo


1
5º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período. que 𝐹𝑉𝐴 = :
𝐹𝑅𝐶
Lembrando que P = A + J
𝟏 𝑷
Período 2 P = 2500+375  P = 2875 𝑬 = 𝑷. → 𝑬. 𝑭𝑹𝑪 = 𝑷⁡ → 𝑭𝑹𝑪 =
𝑭𝑹𝑪 𝑬

Aplicando ao exemplo:

1
E = P . FVA  𝐸 = 𝑃. ⁡  E .FRC= P  8660 . 0,231 = P
𝐹𝑅𝐶
 P = 2000,46 (vamos arredondar para 2000.)

E vamos fazendo assim para cada período, temos:

2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o


Juros sempre irá incidir sobre o Capital/Saldo Devedor do
período anterior.)
Principais características:
- As cotas de amortização são iguais; Período 1 J = C.i.t (t = 1)  J = 8660 . 0,05 .1  J = 433
- As prestações são decrescentes; ∴ Observe que o juros incidiu sobre o capital do Período 0
- Os juros são decrescentes; (período anterior) e não do Período 1.
- As amortizações serão sempre constantes.
- Nas colunas dos Juros e das Prestações observa-se de uma
PA (Progressão Aritmética) de razão decrescente.

Matemática Financeira 6
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APOSTILAS OPÇÃO

3º Passo: Calcular o valor da amortização para cada NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas
período. Lembrando que P= A+J, logo A = P - J Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática
Período 1 A = 2000 - 433  A = 1567 Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
Com a Amortização já podemos descobrir o Saldo Devedor
do Período 1. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO VARIÁVEL

No sistema de amortizações variáveis (SAV), a devolução


do financiamento não segue uma sequência que obedeça a um
critério ou modelo matemático. Neste sistema, o devedor paga
o principal, periodicamente por valores variáveis de acordo
com a combinação realizada previamente com o credor. A
única restrição consiste em que o somatório das parcelas de
4º Passo: Calcular o Juros para cada período.
amortização seja idêntico ao valor do financiamento, enquanto
os juros sobre o saldo devedor sejam pagos em cada período,
Período 2 J = C.i.t (t=1)  J= 7093. 0,05 .1  J = 354,65
juntamente com a parcela de amortização e, na hipótese de não
∴ Observe que o juros incidiu sobre o capital do Período
estar prevista amortização em um determinado período, os
1(período anterior) e não do Período 2.
juros, necessariamente, sejam pagos.

Exemplo

Supondo um financiamento de $ 50 mil a uma taxa de


12,0% a.a. e prazo de 12 meses, imaginando-se que tenha sido
combinado o fluxo de pagamentos seguinte:

5º Passo: Calcular o valor da amortização para cada


período.

Período 2 A = 2000 – 354,65  A = 1645,35


Com a Amortização já podemos descobrir o Saldo Devedor
do Período 2.

E vamos fazendo assim para cada período, temos:

Referências
http://www.premioabecip.org.br/2010/tema1/universitar
io/marcelo-dos-santos.pdf
Obs.: Por estarmos trabalhando com números com REZENDE, Teotonio Costa. Os sistemas de amortização nas
vírgulas, podem ocorrer erros de aproximação, fazendo com operações de crédito imobiliário: a falácia da capitalização de
que na coluna do Saldo Devedor ainda reste algum valor. juros e da inversão do momento de deduzir a quota de
amortização. Rio de Janeiro: Universidade Federal Rural do Rio
Principais características: de Janeiro, 2003.
- As prestações são constantes;
- Juros decrescentes; SISTEMA AMERICANO DE AMORTIZAÇÃO
- Amortizações crescentes.
- Na coluna Juros, temos uma PG (Progressão geométrica) O Sistema Americano de Amortização é um tipo de
de razão descrente. quitação de empréstimo que favorece aqueles que desejam
pagar o valor principal através de uma única parcela, porém os
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTO (SAM). juros devem ser pagos periodicamente ou, dependendo do
contrato firmado entre as partes, os juros são capitalizados e
Principais características: pagos junto ao valor principal. Observe as planilhas
- A prestação é a média entre a do SAC e a do Sistema demonstrativas desse modelo de amortização.
Francês.
Exemplo 1
Para efetuar os cálculos basta utilizar todo os conceitos Um empréstimo de R$ 50.000,00 será pago através do
aprendidos acima. sistema americano no prazo de 10 meses, a juros mensais de
3% ao mês. Veja: De acordo com o modelo de amortização
Referências americana, a quitação do empréstimo ocorrerá no último
SAMANEZ, C.P., Matemática Financeira, 3ª edição. São mês, então nos meses anteriores a pessoa irá pagar somente
Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2002. o valor dos juros.
Juros = 3% de 50.000 = 1.500

Matemática Financeira 7
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APOSTILAS OPÇÃO

valor principal do empréstimo era R$ 120.000,00, o valor da 8a


parcela foi
(A) R$ 9.750,00
(B) R$ 10.600,00
(C) R$ 10.750,00
(D) R$ 12.000,00
(E) R$ 11.250,00

03. (UFGD – Analista Administrativo – Economia –


AOCP) O sistema que consiste no plano de amortização de uma
dívida em prestações periódicas, sucessivas e decrescentes,
em progressão aritmética, denomina-se
(A) Sistema de Amortização Misto.
(B) Sistema Price.
(C) Sistema de Amortização Constante.
Observe que os juros do último período também são (D) Sistema Americano com fundo de amortização.
pagos pelo devedor. (E) Sistema Alemão.
Exemplo 2 04. (BNDES – Profissional Básico – Ciências Contábeis
Construa a planilha e determine o valor total dos juros – CESGRARIO) Um cliente solicitará um empréstimo bancário
pagos pelo empréstimo referente a R$ 25.250,00, pagos pelo e, para tirar suas dúvidas, antes de ir ao banco, contratou um
sistema americano durante 5 meses, a uma taxa de 2,5% ao consultor particular. Ele informou ao consultor que gostaria de
mês. que o empréstimo fosse nas seguintes condições: na prestação
Juros mensais = 2,5% de 25.250,00 = 0,025 * 25.250,00 = calculada, já estivesse incluída parte da amortização da dívida
e que, no final da operação, tivesse pagado a menor quantidade
de juros possível. Ele não tem restrições quanto ao valor das
prestações.
Baseando-se nas informações do seu cliente, qual sistema
de amortização o consultor deve indicar?
(A) Americano
(B) Alemão
(C) Francês (PRICE)
(D) SAC (Amortização Constante)
(E) SAM (Amortização Misto)
O valor total dos juros é equivalente a R$ 3.156,25.
05. (UFRB – Economista – FUNRIO) Sobre o sistema de
Questões amortização constante (SAC) e o sistema de amortização
francês (SAF), é correto afirmar que:
01. (Banco do Brasil – Técnico bancário – FCC) Um (A) no SAC as parcelas são decrescentes.
empréstimo de R$ 800.000,00 deve ser devolvido em 5 (B) no SAF as parcelas são crescentes.
prestações semestrais pelo Sistema de Amortizações (C) os juros são calculados sobre o valor da amortização
Constantes (SAC) à taxa de 4% ao semestre. O quadro em ambos os sistemas.
demonstrativo abaixo contém, em cada instante do tempo (D) o pagamento total de juros é igual em ambos os
(semestre), informações sobre o saldo devedor (SD), a sistemas.
amortização (A), o juro (J) e a prestação (P) referentes a esse (E) o saldo devedor após o pagamento da primeira parcela
empréstimo. Observe que o quadro apresenta dois valores é maior no SAC do que no SAF.
ilegíveis.
Respostas
01. Resposta: C.
Parcela 5 = Amortização 5 + Juros 5
Juros 5 = Saldo devedor 4 x taxa de juros
Juros 5 = 160.000 x 0,04 = 6.400,00
P5 = 160.000 + 6.400 = 166.400,00

Se o quadro estivesse com todos os valores legíveis, o valor 02. Resposta: D.


correto da prestação P, no último campo à direita, na linha SAC = P e J decrescente.
correspondente ao semestre 5, da tabela, seria de i = 18% a.a /12 = 1,5% a.m. = 0,015
(A) 170.300,00. A = E/n  120 000/12 = 10 000
(B) 167.500,00. Vamos utilizar a fórmula do termo geral da PA
(C) 166.400,00. Pn = P1 + (n - 1).r  P8 = P1 + 7.r ,
(D) 162.600,00. Onde: J1= 0,015 . 120 000 = 1800
(E) 168.100,00. P1 = A + J = 10 000 + 1800 = 11 800
r = - i.A = - 0,015 x 10 000 = - 150
02. (TRT 6ª REGIÃO- ANALISTA JUDICIÁRIO- P8= 11 800 + 7.(- 150)  P8= 11 800 – 1050  P8 = 10
CONTABILIDADE - FCC) Um empréstimo foi obtido com taxas 750,00
de juros simples de 18% a.a., para pagamento em 12
prestações mensais, consecutivas, vencendo a primeira 30 dias 03. Resposta: C.
após a obtenção do empréstimo. Sabendo-se que foi adotado, Como vimos no estudo dos tipos de Amortização, a única
neste caso, o sistema de amortização constante (SAC) e que o que apresenta esta característica é o Sistema de Amortização
Constante (SAC).

Matemática Financeira 8
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APOSTILAS OPÇÃO

04. Resposta: D. 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎⁡𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎


𝑉=
Principais características: 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜⁡𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
- As cotas de amortização são iguais;
- As prestações são decrescentes; Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu
- Os juros são decrescentes; volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, entre outras.
- As amortizações serão sempre constantes. 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎⁡𝑑𝑜⁡𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
- Nas colunas dos Juros e das Prestações observa-se de uma 𝐷=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒⁡𝑑𝑜⁡𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
PA (Progressão Aritmética) de razão decrescente.
PROPORÇÃO
05. Resposta: A.
(A) correto É uma igualdade entre duas razões.
(B) as parcelas são constantes
(C) vimos que no SAC as amortizações são constantes. 𝑎 𝑐
Dada as razões e , à setença de igualdade
𝑎
=
𝑐
chama-
(D) Cada sistema tem um pagamento de juros diferentes. 𝑏 𝑑 𝑏 𝑑
No SAC é em progressão aritmética e no SAF é em progressão se proporção.
geométrica. Onde:
(E) Na verdade no SAF o saldo devedor após o pagamento
da primeira parcela é maior que no SAC, pois a amortização é
crescente o que torna o saldo devedor menor a cada
pagamento.
- Propriedades da Proporção
1 - Propriedade Fundamental
Números e grandezas
proporcionais: razões e O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto
é, a . d = b . c
proporções; divisão em partes
proporcionais; regra de três; Exemplo:
45 9
porcentagem e problemas. Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como
30 6
9 esta para 6.), aplicando a propriedade fundamental , temos:
45.6 = 30.9 = 270
RAZÃO 2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou para o segundo termo), assim como a soma dos dois
É o quociente entre dois números (quantidades, medidas, últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
grandezas).
Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a 𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑
para b: = ⁡→⁡ = ⁡⁡𝑜𝑢⁡⁡ = ⁡
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑
𝑎
⁡⁡𝑜𝑢⁡⁡⁡𝑎: 𝑏⁡, 𝑐𝑜𝑚⁡𝑏 ≠ 0⁡⁡⁡⁡ 3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o
𝑏 primeiro (ou para o segundo termo), assim como a diferença
Onde:
entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
termo).

𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑


= ⁡→⁡ = ⁡⁡𝑜𝑢⁡⁡ = ⁡
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑
Exemplo:
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos
3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o número de consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de consequente.

𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜⁡𝑑𝑒⁡𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1 𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐


= = = ⁡→⁡ = ⁡⁡𝑜𝑢⁡⁡ = ⁡
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜⁡𝑑𝑒⁡𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24 𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑

Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.


5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
essas devem ser expressas na mesma unidade. consequente.

- Razões Especiais 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐


= ⁡→⁡ = ⁡𝑜𝑢⁡⁡ = ⁡
Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias 𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑
muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a escala,
que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas - Problema envolvendo razão e proporção
na mesma unidade). Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎⁡𝑛𝑜⁡𝑚𝑎𝑝𝑎 aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados
𝐸= para o total de candidatos participantes do concurso é:
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎⁡𝑟𝑒𝑎𝑙
A) 2/3
Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida B) 3/5
e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas são km/h, C) 5/10
m/s, entre outras. D) 2/7
E) 6/7

Matemática Financeira 9
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APOSTILAS OPÇÃO

Resolução: 02. Resposta: E.


X = total de livros
Matemática = ¾ x , restou ¼ de x
Resposta “B” Física = 1/3.1/4 = 1/12
Química = 36 livros
Questões
Logo o número de livros é: 3/4x + 1/12x + 36 = x
01. André, Bruno, Carlos e Diego são irmãos e suas idades Fazendo o mmc dos denominadores (4,12) = 12
formam, na ordem apresentada, uma proporção. Considere Logo:
que André tem 3 anos, Diego tem 18 anos e Bruno é 3 anos 9𝑥 + 1𝑥 + 432 = 12𝑥
→ 10𝑥 + 432 = 12𝑥
mais novo que Carlos. Assim, a soma das idades, destes quatro 12
irmãos, é igual a
432
(A) 30 → 12𝑥 − 10𝑥 = 432 → 2𝑥 = 432 → 𝑥 = →𝑥
(B) 32; 2
(C) 34;
= 216
(D) 36.
Como a Biblioteca de Física ficou com 1/12x, logo teremos:
02. Alfredo irá doar seus livros para três bibliotecas da 1 216
universidade na qual estudou. Para a biblioteca de . 216 = = 18
matemática, ele doará três quartos dos livros, para a biblioteca 12 12
de física, um terço dos livros restantes, e para a biblioteca de
03. Resposta: B.
química, 36 livros. O número de livros doados para a biblioteca
Primeiro:2k
de física será
Segundo:5k
(A) 16.
2k + 5k = 14 → 7k = 14 → k = 2
(B) 22.
Primeiro: 2.2 = 4
(C) 20.
Segundo5.2=10
(D) 24.
Diferença: 10 – 4 = 6 m³
(E)18.
1m³------1000L
6--------x
03. Foram construídos dois reservatórios de água. A razão
x = 6000 l
entre os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2
para 5, e a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor Referências
absoluto da diferença entre as capacidades desses dois IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e
Estatística Descritiva
reservatórios, em litros, é igual a IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
(A) 8000. http://educacao.globo.com
(B) 6000.
(C) 4000. DIVISÃO PROPORCIONAL
(D) 6500.
(E) 9000. Uma forma de divisão no qual determinam-se
Respostas valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..)
previamente determinados, mantêm-se uma razão que não
01. Resposta: D. tem variação.
Pelo enunciado temos que:
A=3 Divisão Diretamente Proporcional
B=C–3
C - Divisão em duas partes diretamente proporcionais
D = 18 Para decompor um número M em duas partes A e B
Como eles são proporcionais podemos dizer que: diretamente proporcionais a p e q, montamos um sistema com
𝐴 𝐶 3 𝐶 duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das
= → = → 𝐶 2 − 3𝐶 = 3.18 → 𝐶 2 − 3𝐶 − 54 = 0
𝐵 𝐷 𝐶 − 3 18 partes seja A + B = M, mas
𝐴 𝐵
Vamos resolver a equação do 2º grau: =
𝑝 𝑞
A solução segue das propriedades das proporções:
−𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀
𝑥= = = = =𝑲
2𝑎 𝑝 𝑞 𝑝+𝑞 𝑝+𝑞

−(−3) ± √(−3)2 − 4.1. (−54) 3 ± √225


→ → O valor de K é que proporciona a solução pois: A
2.1 2 = K.p e B = K.q
3 ± 15

2 Exemplos:
1) Para decompor o número 200 em duas partes A e B
3 + 15 18 3 − 15 −12 diretamente proporcionais a 2 e 3, montaremos o sistema de
𝑥1 = = = 9 ∴ ⁡ 𝑥2 = = = −6
2 2 2 2 modo que A + B = 200, cuja solução segue de:
Como não existe idade negativa, então vamos considerar 𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200
somente o 9. Logo C = 9 = = = = 𝟒𝟎
2 3 5 5
B=C–3=9–3=6
Somando teremos: 3 + 6 + 9 + 18 = 36

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APOSTILAS OPÇÃO

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 40.2 = 80 e 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 120 120.6


= = = = = 144
B=40.3 = 120 1/2 1/3 1/2 + 1/3 5/6 5

2) Determinar números A e B diretamente proporcionais a Assim A = K/p → A = 144/2 = 72 e B = K/q → B = 144/3 =


8 e 3, sabendo-se que a diferença entre eles é 40. Para resolver 48
este problema basta tomar A – B = 40 e escrever:
2 - Determinar números A e B inversamente proporcionais
𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40 a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre eles é 10. Para
= = = =𝟖
8 3 5 5 resolver este problema, tomamos A – B = 10. Assim:

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 8.8 = 64 e B = 𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10


8.3 = 24 = = = = 240
1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24

- Divisão em várias partes diretamente proporcionais Assim A = K/p → A = 240/6 = 40 e B = K/q → B = 240/8 =
Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn 30
diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um
sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 - Divisão em várias partes inversamente
+ ... + xn= M e p1 + p2 + ... + pn = P. proporcionais
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯= Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor
A solução segue das propriedades das proporções: este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
⁡ = =⋯= = = =𝑲 proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn.
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 + 𝑝2 + ⋯ 𝑝𝑛 𝑃 A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
Observa-se que partimos do mesmo princípio da divisão assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso
em duas partes proporcionais.
𝐵1 𝑥2 𝑥𝑛
Exemplos: = =⋯=
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛
1) Para decompor o número 240 em três partes A, B e C
diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um Cuja solução segue das propriedades das proporções:
sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A + B + C = 240
e 2 + 4 + 6 = P. Assim: 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
= =⋯= =
1 1 1 1 1 1
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240 + +⋯
= = = = = 𝟐𝟎 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛
2 4 6 𝑃 12
𝑀
Logo: A = 20.2 = 40; B = 20.4 = 80 e C = 20.6 =120 = =𝑲
1 1 1
+ + ⋯+
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛
2) Determinar números A, B e C diretamente
proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 480
Exemplos:
A solução segue das propriedades das proporções:
1-Para decompor o número 220 em três partes A, B e C
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480 inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um
= = = = = −𝟔𝟎 sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que A + B + C
2 4 6 2.2 + 3.4 − 4.6 −8 = 220. Desse modo:
Logo: A = - 60.2 = -120 ; B = - 60.4 = - 240 e C = - 60.6 = -
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220
360. = = = = = 240
Também existem proporções com números negativos. 1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12
Divisão Inversamente Proporcional
A solução é A = K/p1 → A = 240/2 = 120, B = K/p2 → B =
- Divisão em duas partes inversamente proporcionais 240/4 = 60 e C = K/p3 → C = 240/6 = 40
Para decompor um número M em duas partes A e B
inversamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este 2-Para obter números A, B e C inversamente proporcionais
número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 10, devemos montar as
1/p e 1/q, que são, respectivamente, os inversos de p e q. proporções:
Assim basta montar o sistema com duas equações e duas
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120
incógnitas tal que A + B = M. Desse modo: = = = = =
1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲 logo A = 60/13, B = 30/13 e C = 20/13
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
Existem proporções com números fracionários!

O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B Divisão em partes direta e inversamente


= K/q. proporcionais

- Divisão em duas partes direta e inversamente


Exemplos: proporcionais
1) Para decompor o número 120 em duas partes A e B Para decompor um número M em duas partes A e B
inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se montar o sistema diretamente proporcionais a, c e d e inversamente
tal que A + B = 120, de modo que: proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em
duas partes A e B diretamente proporcionais a c/q e d/q, basta

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montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de A solução é A = K.p1/q1 = 50/69, B = K.p2/q2 = 250/69 e C
forma que A + B = M e além disso: = K.p3/q3 = 40/69

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝐵 Problemas envolvendo Divisão Proporcional


= = = = =𝑲
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑 1) As famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma
casa e a divisão de despesas mensais é proporcional ao
número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três
O valor de K proporciona a solução pois: A = pessoas e na de Berta, cinco. Se a despesa, num certo mês foi
K.c/p e B = K.d/q. de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda?
A) 320,00
B) 410,00
Exemplos:
C) 450,00
1) Para decompor o número 58 em duas partes A e B
D) 480,00
diretamente proporcionais a 2 e 3, e, inversamente
E) 520,00
proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções:
Resolução:
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58
= = = = 70 Alda: A = 3 pessoas
2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35 Berta: B = 5 pessoas
A + B = 1280
Assim A = K.c/p = (2/5).70 = 28 e B = K.d/q = (3/7).70 = 30 𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280
+ = = = 160
3 5 3+5 8
2) Para obter números A e B diretamente proporcionais a
4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8, sabendo-se que a A = K.p = 160.3 = 480
diferença entre eles é 21. Para resolver este problema basta Resposta D
escrever que A – B = 21 resolver as proporções:
2) Dois ajudantes foram incumbidos de auxiliar no
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21 transporte de 21 caixas que continham equipamentos
= = = = 72
4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24 elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de
caixas entre si, na razão inversa de suas respectivas idades. Se
Assim A = K.c/p = (4/6).72 = 48 e B = K.d/q = (3/8).72 = 27 ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas,
então, a idade do ajudante mais velho, em anos era?
Divisão em n partes direta e inversamente A) 32
proporcionais B) 34
Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn C) 35
diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e inversamente D) 36
proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M E) 38
em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1/q1,
p2/q2, ..., pn/qn. Resolução:
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas v = idade do mais velho
exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais
novo:
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯= Qn = 12
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛 Pela regra geral da divisão temos:
Qn = k.1/24 → 12 = k/24 → k = 288
A solução segue das propriedades das proporções: A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 –
12 = 9
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
= =⋯= 𝑝 =𝑝 Pela regra geral da divisão temos:
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1 𝑝 𝑝 =𝑲
+ 2 +⋯+ 𝑛 Qv = k.1/v → 9 = 288/v → v = 32 anos
𝑞𝑛 𝑞1 𝑞2 𝑞𝑛
Resposta A
Exemplos:
1) Para decompor o número 115 em três partes A, B e C 3) Em uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos
diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente de idade e a outra com 30. Um total de 150 processos foi
proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com 3 dividido entre elas, em quantidades inversamente
equações e 3 incógnitas de forma de A + B + C = 115 e tal que: proporcionais às suas respectivas idades. Qual o número de
processos recebido pela mais jovem?
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115 A) 90
= = = = = 100 B) 80
1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20
C) 60
D) 50
Logo A = K.p1/q1 = (1/4)100 = 25, B = K.p2/q2 = (2/5)100 =
E) 30
40 e C = K.p3/q3 = (3/6)100 = 50
Estamos trabalhando aqui com divisão em duas partes
2) Determinar números A, B e C diretamente
inversamente proporcionais, para a resolução da mesma
proporcionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais a 2, 4
temos que:
e 5, de modo que 2A + 3B - 4C = 10.
A montagem do problema fica na forma: 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100 1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
= = = = =
1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B =
K/q.

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APOSTILAS OPÇÃO

Vamos chamar as funcionárias de p e q respectivamente: 03. Resposta: A.


p = 20 anos (funcionária de menor idade) 1500x + 1200x + 900x = 54000000
q = 30 anos 3600x = 54000000
Como será dividido os processos entre as duas, logo cada x = 15000
uma ficará com A e B partes que totalizam 150: Escola de 1500 m²: 1500.15000 = 22500000 = 22,5
A + B = 150 processos milhões.

𝐴 𝐵 150 150 REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA


= = =
1 1 1 1 1 1
+ +
𝑝 𝐵 20 30 20 30 REGRA DE TRÊS SIMPLES

150.20.30 90000 Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente


= = = 𝟏𝟖𝟎𝟎
20 + 30 50 ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através
de um processo prático, chamado regra de três simples.
A = k/p → A = 1800 / 20 → A = 90 processos. Vejamos a tabela abaixo:
Questões
Grandezas Relação Descrição
01. (Pref. Paulistana/PI – Professor de Matemática –
IMA) Uma herança de R$ 750.000,00 deve ser repartida entre Nº de MAIS funcionários
três herdeiros, em partes proporcionais a suas idades que são
funcionário x Direta contratados demanda MAIS
de 5, 8 e 12 anos. O mais velho receberá o valor de:
(A) R$ 420.000,00 serviço serviço produzido
(B) R$ 250.000,00
(C) R$ 360.000,00 Nº de MAIS funcionários
(D) R$ 400.000,00 funcionário x Inversa contratados exigem MENOS
(E) R$ 350.000,00 tempo tempo de trabalho

02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC) Quatro Nº de MAIS eficiência (dos


funcionários dividirão, em partes diretamente proporcionais funcionário x Inversa funcionários) exige MENOS
aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00.
eficiência funcionários contratados
Sabe-se que dentre esses quatro funcionários um deles já
possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados,
outro possui 6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa Nº de Quanto MAIOR o grau de
divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o número de funcionário x dificuldade de um serviço,
Direta
anos dedicados para a empresa, desse último funcionário grau MAIS funcionários deverão
citado, é igual a dificuldade ser contratados
(A) 5.
(B) 7. MAIS serviço a ser produzido
(C) 2. Serviço x
Direta exige MAIS tempo para
(D) 3. tempo
realiza-lo
(E) 4.

03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo Quanto MAIOR for a


Serviço x
– FCC) Uma prefeitura destinou a quantia de 54 milhões de Direta eficiência dos funcionários,
eficiência
reais para a construção de três escolas de educação infantil. A MAIS serviço será produzido
área a ser construída em cada escola é, respectivamente, 1.500
m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada escola é Quanto MAIOR for o grau de
diretamente proporcional a área a ser construída. Serviço x grau dificuldade de um serviço,
Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola Inversa
de dificuldade MENOS serviços serão
com 1.500 m² é, em reais, igual a
produzidos
(A) 22,5 milhões.
(B) 13,5 milhões.
(C) 15 milhões. Quanto MAIOR for a
(D) 27 milhões. eficiência dos funcionários,
Tempo x
(E) 21,75 milhões. Inversa MENOS tempo será
eficiência
necessário para realizar um
Respostas determinado serviço
01. Resposta: C.
Quanto MAIOR for o grau de
5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000 dificuldade de um serviço,
Tempo x grau
x = 30.000 Direta MAIS tempo será necessário
de dificuldade
O mais velho receberá: 1230000=360000 para realizar determinado
serviço
02. Resposta: D.
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000 Exemplos:
x = 2000 1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se de álcool esse carro gastaria para percorrer