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Escola Estadual JOÃO CORRÊA ARMOND

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O reino dos francos em meio à ordem feudal

Apenas os francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Depois expandiram seus domínios sobre
territórios que hoje correspondem à França, Alemanha, Bélgica, Itália e mais oito países da Europa. Carlos Magno foi
coroado pelo papa Leão III com o título de Imperador na tentativa de resgatar a autoridade do antigo Império Romano.
Dinastia dos Reis Merovíngios (século V a VIII) - período da formação do reino franco, das suas primeiras
expansões territoriais e da aliança estabelecida entre o rei e a Igreja Católica Romana.
Dinastia dos Reis Carolíngios (século VIII e IX) - período do apogeu dos francos, da sua máxima expansão
territorial e da tentativa de se fazer ressurgir, sob o governo dos francos, a autoridade de um império universal.

Merovíngios
Meroveu foi líder dos francos na primeira metade do século V, chefiando seu povo na luta contra os hunos (Batalha
dos Campos Catalúnicos). Por descender de Meroveu, a primeira dinastia dos reis francos é dominada merovíngia.
Em termos efetivos, o primeiro rei merovíngio foi Clovis (neto de Meroveu), que governou durante vinte nove anos
(482-511). Clovis conseguiu promover a unificação dos francos, expandiu seus domínios territoriais e converteu-se ao
cristianismo católico.
No final do século VII, o mordomo do palácio Pepino de Herstal (679-714) tornou seu cargo hereditário. Seu
sucessor, Carlos Martel (714-741), adquiriu grande prestigio e poder, principalmente depois de conseguir deter o
avanço dos árabes muçulmanos em direção à Europa Ocidental. Foi na famosa Batalha de Poitiers, em 732 que Carlos
Martel venceu o emir árabe Abderramã, contando com os esforços da infantaria dos francos. Interrompendo o avanço
dos muçulmanos em direção à Europa, Carlos Martel ficou conhecido como o salvador da cristandade ocidental.

Os Carolíngios
Pepino, o Breve, obteve o reconhecimento do Papa Zacarias para o destronamento do último rei merovíngio, que se
recolheu a um mosteiro. Eleito rei de todos os francos, Pepino foi abençoado solenemente pelo arcebispo Bonifácio,
representante do papa.
Antes de morrer, 768, Pepino dividiu reino entre seus dois filhos: Carlos Magno e Carlomano. Porém, três anos
após receber sua parte no reino (771), Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano absoluto do reino
franco.

Império Carolíngio
A Igreja católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um soberano poderoso e cristão que
possibilitasse a expansão do cristianismo. Assim, no dia 25 de dezembro de 800, Carlos Magno recebeu do papa Leão
III o título de imperador do Sacro Império Romano.

A Administração do Império
Procurando dar uma organização mais adequada aos usos e costumes vigentes no império, Carlos Magno baixou
normas escritas conhecidas como capitulares.

Missi-Dominici
Os missi-dominici, inspetores reais, viajavam por todo o império e tinham plenos poderes para controlar a ação dos
administradores locais.

A Divisão e a Decadência do Império


Ao morrer, em 814, Carlos Magno deixou o poder imperial para seu filho Luís I, o Piedoso, no reinado de Luís I, o
Império Carolíngio ainda conseguiu manter sua unidade política, mas após sua morte, em 840, o império foi disputado
por seus filhos, numa desgastante guerra civil.
Pelo Tratado de Verdun, assinado em 843, os filhos de Luís I firmaram a paz, estabelecendo a seguinte divisão do
Império Franco:
Carlos II, o Calvo, ficou com a parte ocidental, compreendendo a região da Franca atual;
Luís, o Germânico, ficou com a parte oriental, compreendendo a região da Alemanha atual;
Lotário ficou com a parte central, compreendendo regiões que estendiam da Itália até o mar do Norte.
Em cada uma dessas regiões carolíngias foi perdendo o poder, com as sucessivas divisões internas dos reinos.
Assim, a ora de unidade política realizada por Carlos Magno não conseguiu sobreviver um século depois de sua morte.