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Estatuto da Criança e do Adolescente

E a Constituição de 1988

Aluna: Alessandra Williams M.A. Mello

Matricula: 201113358

na Carta da Republica a idade mínima do inimputável está estabelecida. é uma clausula pétrea. Foi instituído um Novo Código Penal de curta duração pelo chamado Decreto Lei 1004/69. sendo inviolável. ou seja. para alterar essa idade não seria apenas criar uma emenda e pronto. independendo de qual fosse sua situação e condição de vida. Sendo assim a Constituição afirma que os menores de dezoito anos não devem e não podem ser penalmente penalizados e sim receber um tratamento especial. sujeitos às normas da legislação especial. Como visto acima. onde visa a ressocialização do menor. e sim a abrigos e casa de educação e prevenção ou até mesmo serem confinados a guarda de pessoa idônea até aos 21 anos. como no caso do Brasil a fundação casa. no qual é o único que pode alterar a Carta Magna através de uma Emenda Constitucional. O Código do Menor deixava claro em seu texto que o menor não deveria ser recolhido quando menor aos 18 anos em prisões comuns. impõe que os menores de 18 anos que são considerados inimputáveis devem ser sujeitos a lei especial em seu artigo 228: Art. onde o menor infrator entre 16 e 18 anos poderiam ter a . era conhecido como Código de Mello Matos ou Código de Menores. Com tudo. muitos doutrinadores compreendem que o artigo 228 da CF. 228. A Constituição Federal de 1988. onde não pode ser alterada por meio de uma Emenda Constitucional através de um poder reformador e sim apenas poderá sofrer alteração através de um poder originário sendo o único com legitimidade para tal alteração. Um novo código foi criando em 1927. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. mais seria necessário uma mudança na própria Constituição sendo necessário usar do poder constituinte derivado reformador. que era regida especificamente para os menores de 18 anos porem havia muitas violências nos reformatórios chegando ao posto da dignidade do menor ser alterada.

da sociedade e do Estado assegurar à criança. o Código Penal de 1969 teve o seu artigo 33 alterado pela lei 6016 onde ficou determinado que o menor de 18 anos fosse inimputável. foi com a chegada da Doutrina da proteção integral que podemos ver nitidamente essa mudança e tal referência encontra-se no artigo 227 da Constituição Federal. liberdade. ao adolescente e ao jovem. à saúde. social. à profissionalização. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. à saúde. com absoluta prioridade. entre outros. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. No ano de 1973. exploração. ao respeito. Quando um menor comente uma ação infratora de acordo com o Capitulo IV do ECA. educação.” Com isso o ECA visa proteger as crianças e adolescentes com seus direitos e garantias e alcançar os seus direitos fundamentais: direito à vida. o direito à vida.É dever da família. onde diz em seu caput: Art. não é mais tratado como um incapaz sem condições de responder por seus atos. ainda que penalmente inimputável. crueldade e opressão. à educação. 227 . convivência comunitária. à alimentação. os mesmo estão sujeitos a medidas socioeducativas Tais . à dignidade. Entretanto o código de Menores não cuidava da prevenção e sim só do conflito já posto. em que o jovem. Afonso Armando Konzen salienta que: “O advento da Doutrina da Proteção Integral superou a compreensão assentada no Menorismo e estabeleceu um novo paradigma. discriminação. ao lazer. integridade física. mental. espiritual.pena reduzida de 1/3 até a metade se os mesmos fossem capazes de entender o ato que cometeram. as crianças e adolescentes era considerada objetos de medidas sócias e não sujeitos de direitos. à cultura. É notório as mudanças significativas aos longos dos anos em relação à proteção das crianças e adolescentes. violência. lazer.

As medidas socioeducativas como advertência . nos termos da súmula 108 do Superior Tribunal de Justiça No artigo 112 do Eca são determinada medidas socioeducativas sendo ponderadas de acordo com a situação do menor. não significa que possa aplicar ao jovem medida socioeducativa. não podendo assim extrapolar o poder do juiz sobre tal assunto. podendo haver também a detenção física em um tempo determinado por três anos.medidas servem para que o menor se reintegre novamente na sociedade. Tendo como seu principal objetivo a proteção dos menores de 18 anos. De acordo com o artigo citado acima. O ECA também é uma forma de ponderar o poder dado ao juiz. como por exemplo o parágrafo dois onde se refere que o menor terá a obrigação de reparar o dano causado. para que possam viver a vida adulta em sociedade. ou seja. caso contrário o juiz determinara de acordo com sua capacidades. prestações de serviços são de suma importância pois são “sanções” que .069 promulgada em julho de 1990). adaptando-os. dando poder ao juiz porem dentro de um limite. mental. concordante com os princípios constitucionais da liberdade e da dignidade. no qual sem distinção impõe quais são os direitos e deveres dos adolescentes e crianças brasileiras. oferecendo um desdobramento físico. caso o menor tenha condições financeiras o dano será reparado em dinheiro. moral e social. com isso. no máximo. em seu artigo 112 há regras que devem ser obedecidas em relação qual medida socioeducativas o menor deve seguir. somente o juiz poderá definir qual medida socioeducativa que o menor devera cumprir juntamente com a sumula 108 do STJ: Apesar da possibilidade de o Ministério Público conceder remissão ao adolescente na fase pré-processual. Divide-se em partes consideradas especial e geral. função exclusiva do magistrado.reparar o dano. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei federal (8.

advertência etc). a critério do representante do Ministério Público ou da autoridade judiciária. como matar. Essa transação sem a instauração ou conclusão do procedimento tem o mérito de antecipar a execução da medida adequada. tendo em vista que o mesmo já pode agir sabendo distinguir entre o que é certo e errado. Tais medidas ajudam não apenas a própria criança como também as demais que o mesmo convive. Sendo assim há de se observar que o menor só se torna maior de idade aos seus dezoitos anos completos. sem maiores formalidades. . LIV). Importante se faz os ensinamentos de Mirabete: A remissão pode ser concedida como perdão puro e simples. Excluem-se as medidas de semiliberdade e internação diante do princípio do devido processo legal. em 99% dos casos é devido a traumas sofridos quando menores ou falta de oportunidade ou o meio em que vivem. deve haver um equilíbrio entre as coisas.devem ser cumpridas caso os menores venham causar infrações proibidas por lei. 426-427). como mitigação das consequências do ato infracional. sem a aplicação de qualquer medida. ou. diminuindo também o constrangimento decorrente do próprio desenvolvimento do processo (MIRABETE. p. nos anos entre 2006 e 2012 foram assassinados mais de 33 brasileiros entre 12 e 18 anos a maioria pobre. o índice de jovens no crime são a maioria de classe baixa. como uma espécie de transação. roubar. Com isso o que deve ser feito são programas de apoio aos jovens e lhes mostrar que eles podem ser melhores do que a sociedade determina. excluídas as que implicam privação da liberdade (encaminhamento aos pais ou responsáveis. Quando uma criança entre no ramo do crime. a baixo custo. A ideologia do ECA com tais medidas é que os menores parem de ser vítimas da sociedade injusta e desigual e que venham a ser parte da sociedade. e etc. Nesta última hipótese ocorre a aplicação de medida específica de proteção ou socioeducativa. 2003. uma criança que cometeu um delito de furtar conviver com uma que matou ou estuprou dentre outros. 5º. consagrado na Constituição Federal (art. porém não significa que o mesmo seja incapaz até aos dezoito anos. ela será induzida a seguir pelo mesmo caminho.