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Pós‑Graduação em Educação

Metodologia do Ensino da Matemática

Diretrizes Curriculares para
o Ensino de Matemática
na Educação Básica

Paulo Martinelli

FAEL
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Diretor Acadêmico Francisco Carlos Sardo

Coordenador Pedagógico Francisco Carlos Pierin Mendes

editora Fael
Autoria Paulo Martinelli

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Programação Visual e Diagramação Patrícia Librelato Rodrigues

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2012

a prevalência do ter sobre o ser. . recentemente. a busca constante do prazer em detrimento do esforço para conseguir as coi‑ Quando se fala em conhecimento. e trabalhados didaticamente no contexto escolar. a qual pode ser modifi‑ avanço tecnológico. seus problemas. assim como qualquer outra área das décadas anteriores. nas como referências os contextos atual. Mas. no entanto. que são organizados domínio econômico dos países ricos sobre os pobres. Poderiam ser cita‑ nicação. resultado da inter‑relação entre sujeito e objeto. Vale a PCNs. Ao ensinar matemática é dos muitos outros exemplos. se constitui como uma linguagem grandes metrópoles e. por vezes. criou novos conhecimento passa a exigir uma revisão. estudos realizados por educadores matemáticos. bem como recortes do conhecimento matemático até hoje como a supremacia de algumas culturas sobre outras e o desenvolvido pela humanidade. provocou também mudanças que cada a qualquer hora em função de motivos diversos refletiram na vida de todos: o consumismo exacerbado. normalmente se percebe que a educação tem papel primordial na renovação dos cidadãos. surge A passagem do século XX para o XXI foi marcada uma questão: como os conhecimentos das diferentes pela formação de uma sociedade altamente tecnolo‑ áreas ficam diante desse contexto? gizada resultante do grande progresso na ciência. de representação. este tem se preciso que o docente saiba iniciar seu aluno nessa mostrado muito frequente e objeto de preocupação da linguagem com o objetivo de que ele adquira con‑ grande maioria da população. Introdução Quando se amplia o pensamento para esse nível de reflexão. na mesma medida em que causou esse representação dessa relação. local e global. a sazonalidade e também enquanto disciplina. inesperados. aliado à globalização. investigar. mudou formas de relacionamento rando o conhecimento como aberto. o conhecimento passa a ser visto como uma No entanto. a história da matemática. conside‑ espaços de aprender. bem como Educação brasileira. o culto à aparência seja específico. Ensino da matemática. facilitou o acesso ao para a cidadania. enquanto ciência ela no corpo ou nas relações pessoais. as Diretrizes Curriculares Palavras‑chave: para o Ensino Fundamental e os Parâmetros Curricu‑ lares Nacionais. A disciplina se constitui das relações entre os diversos elementos sociais. aparentemente eliminou A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação as fronteiras entre os países e as suas culturas. inacabado e e até distanciou preconceitos. 1 . Por exemplo. nesse caso sas materiais ou o conhecimento. Para tal discussão serão tomadas nos em relação ao conhecimento nos dias atuais. analisar. a concepção de conhecimento historicamente acumulado. Ou seja. reporta‑se à matemática. também em locais específica e. e. agilizou Nacional (LDB) deixa clara a urgência em educar a comunicação em todo o mundo. DCNs. a adoção de práticas sociais bem diferentes A matemática. com isso. Formação continuada. sucessos e diano escolar e que se refletem no ensino da matemá‑ decepções ao buscar o desenvolvimento dos seus alu‑ tica a nível nacional. produz uma forma de comu‑ mais distantes dos grandes centros. dições intelectuais de conhecer. Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional de 20 de dezembro de 1996. Tal avanço. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica Resumo No presente trabalho pretende‑se discutir alguns pena também discutir alguns aspectos da formação do problemas referentes ao ensino da matemática no coti‑ docente em matemática. Mas para que serve esse conhecimento? Ocorreu também uma renovação de valores sociais e. a violência nas do conhecimento. Sendo assim. a diferentes áreas que envolvem a matemática. como tal.

ou seja. da É também verdade que a mudança de contexto economia e da clientela. a galáxia e o universo ensinar. juntamente com as demais áreas do conhecimento. obrigatoriamente. os problemas encontrados e as formas de constituem o planeta. xx Com relação ao ensino fundamental e médio: que demonstram os erros e fracassos no aprendizado por parte dos alunos e também dos professores. conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política. reelaborar estratégias de ação o mundo que o cerca. o equilíbrio orçamentário médio devem ter uma base nacional comum. e como ins‑ O sistema educacional brasileiro atual é regido pela trumento de intervenção no meio social. criou a necessidade de revisão do ato de educar. são situações em que essas ensino e estabelecimento escolar. porém. pode‑se dizer que a matemática funciona como meio de leitura da realidade. traz a ideia de que a matemática é o ritmo específicas. sem explorar as apli‑ Inicialmente deve‑se destacar que a LDB (Lei cações que estão diretamente relacionadas à compre‑ n. parte diversificada. na seção I. da cultura. Hoje. A matemática e a legislação educacional brasileira Dessa forma. o sistema. não mais de forma isolada. é possível afirmar que. ocorreu a reformulação da língua portuguesa e da matemática. especialmente No momento. a § 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger. 26º Os currículos do ensino fundamental e cotidianos como as eleições. a ser complementada. em que habitamos. o das leis que sistematizam a educação no Brasil. de qualquer lugar. devem‑se dar os seguintes ele aparece no interior da sala de aula) é que há situa‑ destaques: ções. Por conta disso. questiona‑se a forma mecânica. o que se percebe como resultado (e (capítulo II). a partir disto. Outra questão Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 20 de novembro de que aqui se aponta é: O que acontece nas escolas com 1996. é preciso que o cidadão domine desde a formação dos profissionais da educação até as linguagens básicas para tal. Ou seja. Nesse sentido.1 Lei de Diretrizes e Bases métodos empregados no seu ensino do momento his‑ da Educação Nacional tórico e do espaço em que ele ocorre. pode‑se parafrasear Piaget que. exigida pelas características regionais e locais da sociedade. em suas obras relacionadas ao aprender a O presente artigo está organizado em discussões matemática. 9. pela linguagem matemática é pos‑ história da matemática. mas que se entrelaçam: a legislação. 2 . Não se pode desvincular a intencionalidade dos 2. o ensino fundamental (8 ou 9 anos) e o elementos de um sistema e a forma matemática de ensino médio. para conhecer mática” e. desde o ensino fundamental até o ensino superior. Fatos Art. a do universo. entre outros. que se destina a organizar e definir as bases em relação à matemática? que a educação no Brasil deve acontecer. o estudo  nível nacional. matemática era aprendida e ensinada por meio da repetição exaustiva de exercícios específicos de con‑ ceitos. o ensino da matemática está sob a orientação inicial da Até pouco tempo (embora aconteça até hoje) a referida lei. parece ser muito importante estar do Brasil.traduzir e relacionar os diferentes elementos que compõem a realidade. os Parâmetros Curriculares sível compreender os movimentos e os fenômenos que Nacionais.394/96) inclui na educação básica: a educa‑ ensão das analogias estabelecidas entre os diferentes ção infantil. Portanto. expressar isso. Em relação ao currículo da educação básica No entanto. Metodologia do Ensino da Matemática 2. a língua materna a sua atuação em sala de aula nas diferentes regiões e a linguagem matemática. em cada sistema de de uma casa. por uma falhas são percebidas. Ambas permeiam o cotidiano do Brasil. mas coletivamente. ou seja. . ciente e consciente do que a lei prevê a fim de se ter condições de analisar o fenômeno “ensino da mate‑ A partir disso.

36. diretamente na sua vida. na lei.901 para 0. em uma escala de 0 a 1. o IDE (Índice de Desenvolvimento Edu‑ séries do ensino médio. do espaço em que se vive. exercer o ato de menciona a palavra disciplina. acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. (Incluído pela Lei n. responsável pelo ambiente em que vive. matrí‑ desde o ensino fundamental. visto que ainda o que se propõe está distante do que realmente é I – destacará a educação tecnológica básica. III – será incluída uma língua estrangeira moderna. Observe as indicações a seguir obtidas numa pes‑ língua portuguesa como instrumento de comu‑ quisa realizada entre 2006 e 2007 pela Unesco: nicação. do 76º para o 88º lugar entre 128 escolhida pela comunidade escolar. ensino médio dará ênfase ao exercício da cidadania. a busca da interdisciplinaridade. Os primeiros lugares ficaram com Noruega. ensão. Por outro lado. das letras e das artes. Informa a Folha: II – adotará metodologias de ensino e de O Brasil perdeu 12 posições no índice de avaliação que estimulem a iniciativa dos educação feito pela Unesco. Os últimos. há seguintes diretrizes: uma timidez no suposto avanço das diretrizes. Sendo assim.6%. dentro das dis‑ no índice de crianças que chegam até a quarta ponibilidades da instituição. o braço da ONU estudantes. de 2008). exigem um desenvol‑ vimento de reflexão cada vez mais apurado cada vez que Art. como a xx Em relação ao ensino médio. o menor entre todos os países do Mercosul. As múl‑ Japão e Alemanha. O IDE é composto pelas taxas de alfabetiza‑ lembrando que isso já vem sendo objeto de reflexão ção de adultos. Entre as possibilidades pensar. série. refletir e atuar sobre o próprio conhecimento e suas formas de aprender e de se posicionar nas situações cotidianas. . a países. local e global.883 11. desde a compra no supermercado até ainda prevalece. ocorreu principalmente em razão da piora segunda. Morin (2002) des‑ línguas estrangeiras. o processo histórico de das pesquisas que estabelecem o ranking educacional dos transformação da sociedade e da cultura. principalmente quando se consultam os dados a compreensão do significado da ciência. igualdade de gênero. sim. a filosofia e a sociologia. em 2005. Deve. É bem verdade que algumas disciplinas. Ou seja. A queda. de modo mais completo. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 3.5%. o percentual caiu em 2007 para 75. refletir e atuar sobre o próprio conhecimento e para o fato de evitar tal nomenclatura podem estar a suas formas de aprender e de se posicionar nas situa‑ cautela devido às críticas ao modelo cartesiano que ções cotidianas. de 80. IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociolo‑ gia como disciplinas obrigatórias em todas as Com isso. como disciplina obrigatória. em caráter optativo. têm sido consideradas “pesadas” no processo complementou: de ensino vigente no país. Isso mantém o país em um Nestes fragmentos da LDB percebe‑se que o patamar considerado mediano pela Unesco. (Organização das Nações Unidas) para a edu‑ cação e a cultura. como Etiópia. tiplas linguagens fornecem a possibilidade dessa leitura Mali e Niger. todos no continente africano. na seção IV. por isso aqui se incluem as (POLÍTICA. cacional) do Brasil. matemática. e uma países. o ensino de matemática não pode se resumir a deco‑ Observe‑se que o Artigo 26 da referida lei não rar conceitos e fórmulas. na tenta‑ taca que é preciso que o cidadão se perceba integrante tiva de dar subsídios para a adequada reflexão sobre a do planeta e do universo. caiu de 0. necessário. cula na educação primária e sobrevivência na escola até a quinta série ‑ no caso do Brasil. visto que somente assim será tecnologia que rege a vida de todos. ou então ao fato de que mais adiante a compreensão dos dados econômicos que interferem explicita‑se. O currículo do ensino médio obser‑ vará o disposto na Seção I deste Capítulo e as se avança no processo educacional. Para a educação do século XXI.684. Segundo a Unesco. 2010) O ensino de matemática deve exercer o ato de pensar. Para o exercício da cidadania é preciso a compre‑ foi considerado o dado relativo à quarta série.

diferença de apenas 0. centrada nos conteúdos.6. A referida notícia continua apontando os resulta‑ na nota.8. explica. podemos observar os resultados por meio do gráfico a seguir que compara os resultados A notícia comentada e veiculada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação. tem uma visão de conjunto zero a 10). Metodologia do Ensino da Matemática 4. como ele possui conhecimento de ponto em relação a 2007 (em uma escala de todo o currículo. a qualidade Amabile acredita que a própria organização da Educação Básica oferecida no País ainda escolar favoreça esse melhor desempenho está longe da ideal. o professor tem especial. 2009.] Os anos iniciais do Ensino Fundamental No ciclo II. em do ciclo I. cujo teor julgou‑se de considerar também a pesquisa realizada pelo MEC. [. Fonte: Cenpec (2010a). O Ministério da Educação divulgou na semana Destaque para a análise feita por uma profissional passada os resultados do Ideb 2009. dá‑se Os anos finais também tiveram uma melhora pouca prioridade a isso. porém menos acentuada: de 3. e sabe como articular os conteúdos tendo como foco a questão do letramento”. os dados relativos ao Ensino Médio.0. “Nessa etapa. em merecido destaque. sobre o Índice de Desenvolvimento Escolar no Brasil (Ideb). Embora participante do processo de formação deste índice: os dados apontem que as metas previstas para esse ano foram alcançadas. . Para enriquecer a linha de raciocínio.6. Cultura e Ação dos anos de 2007 e 2009 com as metas estabelecidas Comunitária (CENPEC) é de 15 de agosto de 2010.4 pontos em relação à edição anterior. em dos gerais: 2007.. Além nota média de 3. o que representa um crescimento nos anos iniciais. Inicialmente. Chamaram a atenção.1 disso. é necessário seguir são apresentados trechos. fragmentada. a estrutura excessivamente de 0. em 2009.. subiu para 4. momento em que deveriam ser apresentaram o maior avanço: alcançaram consolidadas essas habilidades adquiridas nota 4. A para 2009. maior possibilidade de conhecer as fragilida‑ que se mantiveram praticamente estagnados: des e potencialidades de cada aluno.

o crescimento foi ainda menor: 1. em nível médio. Médio o crescimento foi de apenas 1. xx formação de professores para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. ponto (de 247. desde o final foi mais acentuada apenas entre os alunos dos da década de 90 do século XX.7 pontos.3 Um documento complementar surge do Parecer n. de 29/01/1998. metros Curriculares Nacionais (PCNs. ao Plano de Formação de Professores e às olimpíadas de Matemática e É preciso compreender que os movimentos que Língua Portuguesa. saltou para 204.8 pontos. o médio: que a LDB prevê.3. com relação à reo‑ rientação curricular não conseguiram mudar a prática Tais fatos exigem que as autoridades educacionais docente que se baseava no caráter elitista de ensino. que define as Diretrizes comentários na sequencia. observe o desem‑ Curriculares para o Ensino Fundamental e a Resolução penho dos alunos nas provas de matemática e os n. com o passar do dos programáticos que deverão compor o conjunto de tempo. man‑ escolar ou um grupo de professores tome a decisão de tendo o foco nos procedimentos e isolando a geometria. 02/98. em 2005.4 para 248. 04/98. Para compreender mais profundamente os Parâ‑ Fonte: Cenpec (2010b). xx ensino médio. alcançando a marca dos 274. as disciplinas ou áreas do conhecimento e conteú‑ É fato a ser considerado que. em 2009. mesmo que na forma de tentativa e erro. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 5. muitos pesquisadores e anos iniciais do Ensino Fundamental: de 193.8 ponto. de 07/04/1998. xx formação de professores para o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental. especialmente na segunda fase gráficas e culturais de cada lugar. Curriculares Nacionais para: xx ensino fundamental. A demora nas pesquisas e atualizações curriculares Fazendo o resgate histórico verifica‑se que nas déca‑ acabam evitando que mudanças necessárias aconte‑ das de 60 e 70 do século XX predomina a matemática çam realmente. Nos anos finais. deve‑se recorrer ao Além das ações de suporte técnico e financeiro aos municípios realizadas pelo MEC. é preciso destacar que. o Ministro histórico das últimas reformas curriculares. . A análise continua e se detém na questão do ensino fazer valer. 1998). Nos outros níveis o cação brasileira.5. todo ao Fundeb. O resultado de tais discussões pode ser avanço se dá a passos mais lentos. No Ensino visualizado nas normas complementares educacionais. aconteceram. do ensino fundamental. as quais serão discutidas a seguir. o qual define os Parâmetros Para concluir esse pensamento. Os movimentos que aconteceram com relação à reorientação curricular não conseguiram mudar a prática docente que se baseava no caráter elitista de ensino. percebeu‑se que o rendimento dos alunos na conteúdos a serem trabalhados nas escolas brasileiras disciplina de matemática caiu e isso passa a ser o maior levando‑se em consideração as especificidades geo‑ motivo de reprovação. brasileiras realizem pesquisas sobre a estrutura curricu‑ lar. e também o processo educacional brasileiro. a qual se apoia na teoria dos conjuntos. salvo casos em que a própria unidade moderna. Já a melhora no desempenho em Matemática No entanto. em âmbito nacional.7). com desta‑ atribuiu ao aumento do Ideb da rede como um que às décadas de 60 do século XX para cá. um estudiosos têm se reunido para discutir o futuro da edu‑ acréscimo de 10.

também veiculados décadas anteriores em movimentos internacionais. no Brasil. 6). . imprimiu novos a ideia de que tudo estava mais fácil. Também a compreensão da relevância de aspectos sociais. como foco do ensino da Matemática nos anos também admitiu um relaxamento na exigência. o surgimento da educação matemática enquanto campo profissional e xx direcionamento do ensino fundamental para a aquisição de competências bási‑ científico teve três fatos determinantes: cas necessárias ao cidadão e não apenas O primeiro é atribuído à preocupação dos voltadas para a preparação de estudos matemáticos e de professores de matemática posteriores. Matemáticos não ligados à educação se dividiram xx necessidade de levar os alunos a com‑ entre os que apoiam e os que resistem às mudanças. o 80. ele‑ envolveram professores do mundo todo. principalmente pelos livros didáticos e teve grande influência. De no mesmo texto (p. apresentam pontos de convergência [..]. múltiplas possibilidades de pesquisas e mudanças em Também no Brasil essas ideias vêm sendo todas as áreas do conhecimento. países. havendo experiências bem‑sucedidas que No Brasil. foi o problema da grande elaboradas no período 1980/1995.. dos Estados Unidos. O xx ênfase na resolução de problemas. que gerou a possibilidade de formas alternativas de ava‑ liação. o modo como as crianças aprendiam matemá‑ tica (FIORENTINI. assim. antropológicos.Na mesma medida em que isso representou um avanço. o social que indica a necessidade de abor‑ dar esses assuntos. gestado em tos de convergência interessantes. que tem seu início na década de 80 do século XX. sobre a qualidade da divulgação/socialização das ideias matemáticas às novas gerações. 20): Estado e Secretarias Municipais de Educação. desde o início do século XX. o National Council of Teachers of Na educação. inspirados no processo da inadequação de alguns de seus princípios e das distorções ocorridas na sua implantação.. a partir de então. na terceiro fato diz respeito aos estudos experi‑ exploração da Matemática a partir dos mentais realizados por psicólogos americanos problemas vividos no cotidiano e encon‑ e europeus. organizados em mentos de estatística. possibilidades de operacionalização destas.] em promover insti‑ seu conhecimento. constitui‑se Moderna teve seu refluxo a partir da constatação de grandes movimentos sociais. linguísticos. a Matemática Moderna foi veiculada comprovam a fecundidade delas. Em 1980. p. 2007. em diferentes abstração exigida para o estudante da educação básica. luta‑se pela composição da LDB e pelas Mathematics — NCTM —. incluin‑ As discussões acerca de como ensinar matemática do‑se. já no ensino fundamental. estava o avanço das ideias da Escola Nova. As propostas cebeu nesse período. ou seja. que se deu nesse período. probabilidade e grupos de estudo e pesquisa. na medo do novo e a pouca formação dos professores criou aprendizagem da Matemática. especialmente no Brasil. Aliado a isso tudo rumos às discussões curriculares. sobre trados nas várias disciplinas. O movimento Matemática A década de 90 do século XX. Metodologia do Ensino da Matemática 6. O resultado apresentou recomendações para o ensino de Matemática no documento “Agenda para Ação”. Nos anos 70 do século XX começa no Brasil o Convém destacar que tais propostas tiveram pon‑ Movimento de Educação Matemática. xx importância de se trabalhar com um amplo espectro de conteúdos. conforme descrevem os pelas propostas curriculares de Secretarias de PCNs de matemática (p. 21): acordo com Fiorentini e Lorenzato. o que não deixa de discutidas e algumas aparecem incorporadas acontecer na matemática. preenderem a importância do uso da tecnologia e a acompanharem sua per‑ A década de 80 do século XX se destaca pelas manente renovação.. de redemocratização do país no período pós‑ditadura militar. Especialistas iniciaram estu‑ combinatória. xx importância do desempenho de um O segundo é atribuído a iniciativas das uni‑ papel ativo do aluno na construção do versidades europeias [. para atender à demanda dos de como se constrói o conhecimento na criança. tucionalmente a formação de professores. O que se per‑ Essas ideias influenciaram as reformas que ocorre‑ ram mundialmente. LORENZATO. disso foi a promulgação da referida lei em 20 de dezem‑ Nele destacava‑se a resolução de problemas bro de 1996 e o lançamento dos PCNs em 1998.

não somente no Brasil. É importante destacar que tais estudos estão em cons‑ Mas essa organização trouxe uma série de pro‑ tante recriação e que não devem suprir de uma só vez blemas. Essas atividades demandavam o desenvolvimento de um sistema em Para trabalhar com a ciência matemática. que atingiram assim elevado nas quais se buscam as origens do fracasso do ensino grau de organização. combater o fracasso escolar”. Como é possível analisar. valores. dos nos negócios. o que se tem de informação dos perío‑ da abstração e.C. 27) “os PCNs ainda são os melhores rios da África e da Ásia. e mais 300 d. mularam as sociedades. Esse fato se deve principalmente ao desenvolvimento da Na sequência serão destacados os pontos mais tecnologia. há tempos. é preciso que o aluno tenha conhecimento do surgi‑ o desenvolvimento de um sistema de peso e medidas.C. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 7. aquedutos.500 a. tornou‑se essencial e abstrata. problemas que requerem contagens e cálculos. dos números. tendo por base precisou dela para determinadas aplicações e resulta‑ as ideias de Miorin (1998). sua época”. pode‑se dizer que a matemática primitiva originou‑se no Oriente Antigo. Assim. professores e matemáticos. mesopotâmicos. nas Américas. evoluções e. o controle de inundações e a No entanto. cuja solução exigia o conhecimento e domínio as necessidades educacionais brasileiras. sendo que o capítulo referente à samento prático para se desenvolver. utilizando‑a como ferramenta. e desenvolvimento das civilizações.C. estradas. 29) “a história da mate‑ Também surgiu a necessidade de construção de mática é um elemento fundamental para se perceber casas. chineses e romanos 500 a. a necessidade do aparecimento de armazenamento e distribuição de alimento. pela necessidade e rapidez que o homem importantes da história da matemática. a matemática teve 500 d. A história da matemática como uma ciência prática para assistir as atividades e a sua origem ligadas à agricultura e à engenharia. a criação desses símbolos que traduzem quantidades. p. hindus. 4. Essas sociedades precisavam se instrumentos de orientação para todos os professores organizar para atender suas necessidades de sobrevi‑ que querem mudar sua maneira de dar aulas e. p. além de um sistema que como as teorias e práticas matemáticas foram criadas. e financeiras. primeiro que se ordenasse e registrasse a passagem do tempo.C. irrigação. suportasse a atividade da navegação e do estudo dos desenvolvidas e utilizadas num contexto específico de astros. No decorrer dos tempos. dos de maior desenvolvimento das antigas civilizações é: egípcios. Nesse momento. das necessidades e depois gregos. A matemática teve sua origem e desen‑ Assim como cada uma destas grandes civilizações criou volvimento pela necessidade de sobrevivência do ser sua própria linguagem escrita. Para D’Ambrosio (1996. primordialmente 3 . 3. mento dos números. que aconteceram ao longo de grandes BRASIL (1998. para transformar as terras ao longo desses rios são desenvolvidas pesquisas em grupos formados por em regiões cultiváveis e ricas. Tal embasamento matemática foi elaborado pelos integrantes brasileiros surgiu com a evolução para as formas mais avançadas do Movimento de Educação Matemática. . desenvolveu‑se no sentido matemática.. Os PCNs foram lançados para as oito séries do A matemática primitiva necessitava de um emba‑ ensino fundamental.C. Segundo de sociedade. bem como as maneiras de evitá‑la. desenvol‑ ram diferentes maneiras de representar quantidades. então. mostrar na prática a para dividir a terra e ainda a adoção de práticas que necessidade que se tem de conhecer a aplicação no permitissem o estabelecimento de relações comerciais dia a dia. É necessário contextualizar. elas também desenvolve‑ humano que. de métodos para a construção de canais e reservatórios etc. passou‑se a estudar a ciência. de matemática. pedagogos. e 600 d. veu técnicas que facilitaram sua interação com o meio. Essas necessidades esti‑ psicólogos.500 a.. aos poucos. dade percebeu que surgiram novas necessidades como a drenagem dos pântanos. a socie‑ isso. com vência através da agricultura. a ênfase inicial da mate‑ Mesmo não se sabendo ao certo quais foram as mática ocorreu na aritmética das necessidades e men‑ primeiras manifestações de registro escrito do uso da surações práticas.C. todavia.

para fazer os mais simples cálculos no cotidiano. a fim de resgatar a sensibilidade de pessoa. Por ser dessa e outras coisas mais. respeitá‑la em sua essên‑ 4 . acima de tudo. Metodologia do Ensino da Matemática 8. tende passar ao aluno. o que diano desde a idade da pedra até o presente momento. medo ções anteriores como somar e subtrair. aplicabilidade para enfrentar o desafio do aprender. na verdade) ficariam desconfortáveis. portanto. E a história da matemática é uma importante esteve presente na vida das pessoas. no sentido de dar significado a tudo que se pre‑ mais ou menos intensidade. Mas que. Avançando um pouco mais. ensinar o cérebro a pensar. mas no dia a dia também. Isto demonstra a insatisfação nos resultados pelos Porquanto. construindo conceitos de forma lúdica e na distribuição de balas entre os amigos. porque sem ela os alunos (ou qualquer tos. proporcionando aulas voltadas à realidade. ou seja. aulas expositivas e exercícios conforme estão analisar criticamente situações financeiras e muito mais. sem dúvida alguma. o estudo da matemática (ainda) tem dificilmente um aluno aprende uma operação de mul‑ sido considerado o “bicho papão” das disciplinas. quantidade de horas do dia. é uma matéria que faz entender. é sequencial: Por outro lado. No entanto. Por outro relacionando‑o com sua vida diária. outras áreas do conhecimento. aplicações e por camente: é. sores e educadores: mudar a formação dos novos pro‑ fissionais da educação básica e a maneira de repassar O aluno precisa saber que a matemática irá fazer parte o conhecimento. antes de tudo. ou seja. até a destreza para ou seja. a matemática se diferencia de outras áreas do conhe‑ a cargo do professor hoje a difícil tarefa de deixar claro aos cimento. ainda que com aliada. Desafios do ensino de cia. percebendo a importância de e conhecimento da aritmética para não ficar dependente entender sua conduta na resolução de um problema. bens e agradável. os minutos de uma hora. coloca‑se um grande desafio para profes‑ desenvolvendo um raciocínio abstrato e lógico. seja de um lanche. viagens. Basta tiplicação e divisão sem antes ter aprendido as opera‑ falar em números que muitos alunos têm arrepio. . parte do currículo escolar. pro‑ quando precisarem fazer uma partilha. Fica a cargo do professor deixar claro aos alunos que nem tudo que se realiza em uma sala de aula de matemática vai lhes explicar alguma coisa da sociedade em que eles vivem. não apenas perceber quais são as angústias e dificuldades de seus nas escolas. nos livros adotados. não se pode deixar de seguir etapas. entendendo que fazer mate‑ serviços. mesadas. aí a fora. chega‑se na seara mática é muito mais do que resolver exercícios mecani‑ do dinheiro (moeda). principalmente alunos. incluindo situações que envolvem cativos. o conhecimento dessa fabulosa matéria será Professores e alunos precisam rever seus concei‑ muito importante. percebe‑se que muitos professores de mate‑ a quantidade de dias do ano. Em o passo a passo no processo de ensino‑aprendizagem. fazendo com que os alunos possam da sua vida cotidiana. Conhecer e transmitir a história da matemática é. Os segundos. Os primeiros. mática ainda procuram ensinar de maneira rotineira. eles estão aprendendo. pois é parte integrante para solução de problemas alunos que nem tudo que se realiza em uma sala de aula e apresentação de resultados. muitas vezes querendo saber só da natureza. pois ela é sempre base‑ ada em ensinamentos anteriores. A importância de se dominar conceitos matemáticos matemática no século XXI atualmente se dá desde o cortar caminho para diminuir a distância em metros ou centímetros de uma caminhada Ao observar as falas desenvolvidas nos meios edu‑ na praça ou nas ruas. sem nenhuma alteração ou criativi‑ dade. ou seja. fica lado. os segundos. Diante dessas situações e tecnologias avançadas. função disso. blematizando. a matemática é uma de matemática vai lhes explicar alguma coisa da sociedade ferramenta que faz parte da vida do ser humano no coti‑ em que eles vivem. não deixa de ser um ingrediente indispensável ao entendimento de tudo que existe ao redor Esta breve visão da história da matemática mostra e que precisa da utilização dessa fabulosa ferramenta: a que a necessidade e utilização dessa ferramenta sempre matemática. de qualquer escola no mundo. Em todos esses casos é preciso ter habilidade interpretando situações. cálculos. não é possível deixar de apontar que a docentes da disciplina de matemática. participando sem receio do aprendizado. desde a forma‑ matemática tem alguns aspectos que a diferenciam de ção básica até o ensino superior.

uma série de experiências informais construídas em sua Assim. em que os matemática é vazia sem a análise. de repetir. construir com eles os conceitos. muitas vezes não têm o conheci‑ direcionado somente para aqueles com mais aptidões e Os professores precisam conhecer não só aquilo que ensinam. criar estratégias. percebem‑se as dificuldades soluções. levantar hipóteses. Diversos pesquisadores. Ensinar matemática. cando a reelaboração pessoal como princípio jogando. mento mínimo necessário para dar continuidade no pro‑ grande matemático brasileiro. preciso. mostrar o caminho. vem afirmando reiteradamente que parte do aprendizado. mas também Como o conceito pode ser um tanto abstrato. educação deve assegurar a todos “a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e forne‑ Conforme Starepravo (2010): cer‑lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. deduzir. especialmente considerando‑se o trabalho com para quem estão ensinando. levando o aluno a pensar sobre as situações para. Depois disso. Fica também o desafio aos profes‑ de tudo. pois o erro faz básico de aprendizagem. Portanto. Demo (2001). formar um aluno que saiba intuir. Cabe aos educadores trabalhar com tais começamos a aula explicando aos nossos alu‑ informações. . Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 9. ficando uma lacuna e grandes ção de fórmulas e dos cálculos repetitivos. de maneira acabam reprovando na disciplina. É pre‑ alunos não conseguem entender o que os professores ciso desmistificar a ideia de que para estudar matemática procuram passar. Desenhamos uma executa operações matemáticas com destreza em seu pizza no quadro. É como referência os exemplos apresentados. traz consigo Parece óbvio que ao trabalhar com um “conte‑ údo novo” seja necessário iniciar pelo conceito. tendo simples fato de o mesmo não fazer sentido para ele. trazemos chocolates para que cotidiano. E diante de uma situação‑pro‑ aprender não é sinônimo de copiar. fazendo‑o perceber que aquilo que Essa metodologia seria perfeitamente ade‑ quada. interpretação e O Art. portanto. de reproduzir. Ou mesmo quando repetitiva. ser uma atividade lúdica. admitir que possam chegar a um objetivo por que os alunos e professores encontram na construção caminhos diferentes e não necessariamente errados. memorizar. sem que haja atividade por parte do sujeito que aprende. resgatar a paixão em ensinar e motivar o aluno a aprender. apontar Em função do exposto. exaustiva e que a disciplina é um conhecimento conseguem aprovação. Pia‑ pensamento. brincando. faz parte de um contexto. questionar. apresentamos alguns exercí‑ segue entender um simples problema de álgebra? Pelo cios que ela aplique o conceito ensinado. Esta atividade pressupõe ação Esse é o grande desafio do professor matemático: mental (operação) e não pode se restringir ao plano físico. então vida diária. e consequentemente é necessário resolver uma série de exercícios. então usamos a realidade do aluno. por exemplo. ou lhes ensinar. ao chegar à escola. se aprender fosse sinônimo de estuda na escola é importante para ele. mas também para quem estão ensinando. quem sabe. 22 da Lei de Diretrizes e Bases afirma que a resolução de problemas. pesquisando. de repetir. É fundamental conhecer as crianças das séries iniciais. fundamentados na concepção O educador deve colocar a matemática ao alcance de aprendizagem construtivista vêm desta‑ dos alunos. orientar no sentido da reflexão sobre a realidade. os professores preci‑ sam conhecer não só aquilo que ensinam. para o qual ela constitui importante ferramenta na compreensão. mas jamais dar get (1964) afirma que não há aprendizagem respostas prontas. ensinar o aluno a organizar o mas que consiste em reprodução pessoal. significativo para o aluno. como defendeu Malba Tahan. deixando‑os errar. a fim de construir um aprendizado sólido e nos o conceito de fração. prazerosa e interdis‑ sores de rever seus conceitos de ensino‑aprendizagem ciplinar. efetuar mudanças no seu processo de propostas e entender que a matemática não existe sozi‑ ensino e a maneira de trabalhar com a matemática. nha. A do ensino‑aprendizagem da matemática. se nosso conteúdo novo é fração. Por que muitas vezes o aluno exemplos para ilustrá‑los. deve fugir da mera aplica‑ cesso da aprendizagem. auxiliando seus pais no comércio e não con‑ as crianças vejam como podemos usar as fra‑ ções. O aluno. Deve. antes dificuldades no saber. a interpretação. blema.

no campo da matemática. Acreditava não haver aprendizado sem ação: “Nada deve ser ciso. objetos sem primeiro apresentar‑se a ela uma situ‑ concretos. mas não poderá ditar e restringir sua prática. que. Contudo. Metodologia do Ensino da Matemática 10. decompô‑lo. Decroly. uma fórmula mágica que possa melhorar o Para exemplificar pode‑se fazer uso das discussões entendimento dos discentes. aproveitando situações das quais o aluno tenha tacamos: “material dourado”. como materiais para que ela construa do livro didático possa garantir o aprendizado dos seus mas sugere como ponto de partida fenômenos alunos. no início deste século. os “triângulos curiosidade. O livro é sim um apoio uma criação humana construída por diferentes culturas. a pensar. Ainda que o livro aborde de maneira clara e insti‑ naturais (como o crescimento de uma planta ou a quantidade de chuva recolhida num determinado gante os conteúdos a serem trabalhados. Maria Montes‑ profissão. situações‑problema da realidade dos alunos). p. que o professor. por análise. consciente do seu árduo ensino‑aprendizagem da matemática. isso não passa de uma simples fórmula de prescrição médica. Só assim as aulas de matemática passarão a concretos. técnicas diferenciadas de aprendizagem (jogos. matemática precisa fazer sentido ao aluno para que a aprendizagem se concretize. introduzir medições e cada escola e de cada grupo de alunos é diferente – e é contagem). acaba procurando maneiras e educação matemática para o aluno e para o professor. A decomposição de binômios.talentos. o qual vale a pena ser considerado: ser significativas e consequentemente mais atraentes. realizadas por ­Fiorentini e Miorim com relação às contri‑ buições de Maria Montessori: Percebe‑se. foram posteriormente estendidos para alcançar. MIORIM. o docente. presente em diversas áreas prática. tância de tudo que está sendo repassado. 27). apresentar desafios matemáticos. parte da observação global com base nesses pressupostos que o professor deverá do fenômeno para. Diante destas situações. caminhos para facilitar o aprendizado de certos conte‑ ou seja. um trabalho com materiais de características próprias e de formas distintas para cada momento do processo no Por outro lado. mais importante do que a utilização de sori. com forte apelo a “percepção visual e sala de aula. além de utilizar dado a criança. livros ou até mesmo da troca de experiências com colegas de A médica e educadora italiana. para por exemplo. 2010). . não tem conseguido alcançar tipo de material utilizado em determinados momentos ou os resultados esperados e satisfatórios junto aos seus conteúdos há sempre um imaginação ou ficção sobre a discentes. após experiências com crianças excep‑ cionais. O aluno precisa perceber Em contrapartida os mesmo autores colocam o que o conteúdo apresentado e discutido é importante posicionamento de Decroly com relação aos materiais para ele. desenvolveria. ação concreta que a leve a agir. É pre‑ o ensino de classes normais. seja através da leitura de artigos. conhecendo a realidade de seus alunos. O livro é sim um apoio para o professor. em para o professor. e daí. Estes mate‑ o professor de matemática analisasse sua postura em riais. a mergulhar na abstração” (­AZEVEDO. materiais didáticos inovadores. Com isso. fundamentalmente. existe sempre uma proposta de fundo pedagó‑ údos que acredita ser o melhor. a realidade de tempo. mas não poderá ditar e restringir sua diversos momentos históricos. tendo claros os objetivos que pretende tátil”. a cative os estudantes no sentido de perceberem a impor‑ experimentar. o ideal seria que aprendizagem da matemática. percebe‑se que exis‑ do conhecimento com o objetivo de nos auxiliar na vida tem diferentes maneiras e propostas para desenvolver diária e que está ao alcance de todos. trinômios” (FIO‑ RENTINI. Ou seja. não põe nada na mão da Um professor não pode acreditar que apenas o uso criança. Os alunos precisam entender a matemática como organizar e planejar suas aulas. problematizando‑o. explorar construtores” e os “cubos para composição e o meio que o aluno está inserido. no entanto. a descobrir. Por trás de cada trabalho de formação. O professor deve trazer a matemática dentro da realidade de seus Entre seus materiais mais conhecidos des‑ alunos. objetos físicos e novas vários materiais manipulativos destinados a técnicas facilitadoras da aprendizagem. muitas vezes gico justificável que leva ao aprendizado.

sem sequer construir algo melhorado sua aprendizagem” (p. do fazer sem saber e sem seu objetivo lúdico. o aluno entende e aprende de pela simples introdução de jogos ou atividades lúdicas. seja ele lúdico ou não. Com isso. o indivíduo acaba atraente. da matemática e suas aplicações práticas. dessa reflexão pode ser percebido nas ideias a seguir: É comum e muito frequente vermos em “professo‑ Castelnuovo defende que “o material deverá res” uma mistificação sobre jogos ou materiais concre‑ ser artificial e também ser transformável por continuidade” (p. . (8 anos) confirma isto: “é a matéria que eu mais ­(FIORENTINI. MIORIM.. interessante a partir do que é proposto pelo conteúdo. Isto porque se tos. como no depoi‑ sugere Decroly. O resultado lógico dos ­alunos. na construção do raciocínio lógico. neles há sempre continui‑ mento a seguir: dade. sobre a discussão acaba desenvolvendo e utilizando o pensa‑ aquilo que se acredita ser importante no aprendizado mento de um raciocínio lógico e abstrato. ou seja. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 11. muitas vezes. por outro lado. o ou mesmo um tipo de jogo. que ção foi destacada pelos referidos autores: tenha compreensão. acaba se esva‑ deve ter treinado algumas noções.. 92). pelo aprender mecânico e repetitivo. como em educação. dos alunos. Numa outra perspectiva. O que é possível perceber é uma grande diversi‑ dade de concepções e ideias em relação aos materiais Para que a construção do conhecimento ocorra. aprende e também É preciso utilizar os jogos ou atividades lúdicas como ferramentas para melhor aproveitamento e aprendizado do raciocínio lógico dos alunos. perdendo o medo no desafio de novos conhecimentos. podem conduzir brincando.. deve‑se repensar e refle‑ mais importante não é o material que está sendo constru‑ tir sobre a proposta pedagógica que foi definida na ído. 2010) gosto porque tem muitos jogos” (n. A principalmente quando envolve a linguagem matemática aprendizagem da disciplina matemática não é garantida no cotidiano. apontando para necessidade de ampliar jogo ou material que será utilizado nem sempre é o mais os horizontes e reflexões sobre o ensino‑aprendizagem adequado ou aquele que desperta interesse pelo visual. por um determinado material. na percep‑ algum tipo de material só porque diverte. reelaborando o conhecimento do saber produzido e superando sua ingenuidade da visão [. distrai ou é ção. com relação à formação dos alunos. porém.. É uma variedade de exercício migalha e parcial da realidade do cotidiano. p. como a Nova Escola. que participe raciocinando. efetiva e sem traumas. construir. até mesmo com opiniões em revistas especializadas recorrermos aos fenômenos naturais. sua aplicação deve sempre estar em segundo plano. pretende‑se dizer que antes de optar material que está sendo elaborado de forma mais simples. encontra‑se Castelnuovo. dando continui‑ mas é preciso utilizá‑las como ferramentas. Assim. Ao fim do jogo. maneira mais tranquila e sem traumas. é. mas a participação e a discussão na resolução de um escola e seu verdadeiro papel na sociedade que se quer problema que está ligado ao contexto do aluno. como meio dade no processo do ensino. são limitados pela própria natureza e não nos levam a extrapolar. Os materiais de Hoje. deve‑se dar aos alunos o direito de contemplar Irene de Albuquerque (1954) cuja concep‑ aprender com significado. porém lhes faltam o cará‑ sem decoreba e sem traumas. para melhor aproveitamento e aprendizado do raciocínio o qual é analisado pelos mesmos autores. 33). mas muitas vezes é preciso que o aluno tenha oportuni‑ dade de aprender matemática durante a construção do Com isso. Mariana Manzela ter de continuidade e do movimento (p. isto Antes a matemática era o terror dos alunos. a idealizar o fenômeno. 16). que. Para finalizar essa gama de concepções deve‑se Para tanto. o lúdicos e jogos. a criança entender o porquê faz. tendo ziando através de brincadeiras. ao mesmo tempo que aprendem à ideia de infinito. E não um que apresenta motivação em si mesma. 39. Nenhum tipo de material é válido por si só. as crianças adoram porque se divertem Montessori. Os profes‑ sores não podem reduzir a metodologia de ensino a No processo de ensino‑aprendizagem. Em determinados momentos. 92).] o jogo didático “serve para fixação ou treino da aprendizagem.

5 . principalmente na aparecimento dos números e suas necessidades. A os números. adequarem‑se a essas diversidades.ensina. ou seja. E os educadores. e com outras disciplinas. sem saber o que fazer com o da própria linguagem. entendendo uso dentro da sociedade em que vive o educando”. é despertar aptidões e orientá‑las para o melhor portanto. devido às regras de cada situação e às diversidades ou ficar desestimulado. e que a matemática é resultado de práticas sociais ao ou seja. pois esta disciplina exige que as tarefas ou exer‑ cultura e pecuária. desafios. Uma opção interessante é começar com o que os pais e responsáveis interfiram. possível. estimula colegas na busca da aprendizagem e zado e sucesso desses alunos. Percebe‑se uma dificuldade de que está aprendendo. desafio e não um aborrecimento. As matemáticas são criações humanas oriun‑ O que é  fundamental entender é que o aluno pre‑ das da própria necessidade do homem em sua prá‑ cisa aprender relacionando o que está sendo trabalhado tica social. dita informal.  Metodologia do Ensino da Matemática 12. Nesta perspectiva será possível despertar e desen‑ estar inserido na sociedade consciente desse aprendi‑ volver seus conhecimentos por meio da leitura e zado. desde orientação das tarefas. para não perder o interesse. o aprendizado se tornará mais difícil e com‑ bens. fazer as tran‑ matemática é uma disciplina que exige a relação direta sações comerciais. Conforme Goldberg (1998). surgiram cícios sejam feitos para poder entender e tirar dúvidas. a necessidade dos educadores que seja mostrado na prática a ação desses números. compreender. podendo dãos. “educar é transfor‑ A matemática é uma ciência. a maneira de contar. procurando. podendo contribuir com o futuro de novos cida‑ compreender melhor o mundo em que vive. Então cabe aos edu‑ tica escolar. quando os povos aos poucos foram sen‑ Sem a realização dos trabalhos de casa ou atividades tindo a necessidade de saber a quantidade de seus escolares. serão necessários na resolução de novos desa‑ mentos que ele traz consigo. ou seja. ou seja. Estudar deve significar estímulo. inevitavelmente. a escola aceitar a matemática de rua. É preciso também que no período de formação básica do aluno ocorra a oferta de possibilidade de Observa‑se. Dessa forma. pretende ser. é preciso damental. informações. Ensinar para aprender O futuro e o sucesso dos alunos dependem muito e entender dos educadores. mais o meio do qual o aluno partiu e aproveitar os conheci‑ facilmente será percebido que. Por isso o desafio para os professores é cadores o papel de colaboradores nessa difícil emprei‑ bastante grande. pois sem O aprendizado precisa ocorrer de maneira simples para os alunos iniciantes. Para tanto. atuar na sociedade gerando progresso para si e para devem fazer o papel de articuladores para o aprendi‑ os outros.  só necessidades e aplicabilidades. é uma parte do todo. É preciso entender que há produção tada. desafiá‑los para obterem resultados mais inte‑ ressantes e satisfatórios. mar. se aprende fazendo. mas deve também existir uma grande contribuição da família e pessoas próximas. no decorrer dos estu‑ dos. diante das várias facetas da mate‑ participação com ideias. . a antiguidade. sempre que crescimento intelectual e cultural na vida acadêmica. Para isso. deve‑se incentivar a interdisciplinaridade que longo da história. as quais hoje continuam com novas e complementar entre a teoria e a prática. pode levar à compreensão do contexto do todo e não ficar somente no superficial das partes. mostrando que os números e a matemática têm de conhecimento matemático fora do universo escolar relação direta com o dia a dia. principalmente no ensino fun‑ elas as dificuldades serão maiores. assumem diferentes aspectos na escola com o cotidiano. uma coisa obrigatória nem tampouco a rua consegue aproveitar a matemá‑ e imposta pelos pais e professores. as necessidades e relações dela com a vida. professores de matemática. não simplesmente lendo ou deco‑ rando alguns conteúdos e fórmulas. na cobrança do fazer. a fim de tornar o ensino da fios na vida como estudante e/ou profissional que se matemática significativo para ele. ou seja. deve‑se aprender. no entanto. É preciso entender nas operações básicas do dia a dia. para mática na sociedade. na contagem de seus produtos na agri‑ plicado. ou seja.

passiva ou receptiva. é possível apre‑ sentar e distinguir as seguintes fases consecutivas no A aprendizagem deve ser ativa. A busca do conhecimento é ingrediente funda‑ atividade mental deveria ser a melhor recompensa. com suas estratégias e truques tante que alunos e professores pensem no aprendizado para que as turmas sejam participativas e também este‑ que está por vir. poderá terminar em um bom e desejável pensamento dos Um é diferente do outro. ratórios de informática para ajudar nesse processo de edificação das percepções e ações que foram criadas A aprendizagem deve ser ativa. ferramenta esta disponível dizagem menos intrínsecos. tem‑se a fase da interpretação mente lendo um livro. quando não se pode obter o melhor. que mento concreto. No mental que nossos alunos precisam adquirir. São inúmeras as tinuando com a mesma linha de pensamento. ou inserido nesse processo de aprendizagem. ele deveria demonstrar interesse nos educacional e cultural. um filme dos conceitos adquiridos. é impor‑ diferenças de cada um. dificil‑ mente se consegue aprender alguma coisa simples‑ Neste processo. o prazer da intensiva a nível mais intuitivo e heurístico. deve‑se de leituras em livros didáticos. à medida que a evolução conhecido como escritor de aforismos): “Aquilo que se do pensamento e dos processos for acontecendo indi‑ é obrigado a descobrir por si próprio deixa um caminho vidualmente ou em grupo. podendo ser mais fácil ou ou ouvindo uma palestra. vale ressaltar. O conheci‑ mento visa melhorar o desenvolvimento do ser humano. assistindo um vídeo. mais tarde poderá entender‑se que o forma de aprender alguma coisa é descobri‑la por trabalho realizado anteriormente com certo domínio si próprio. Outra samentos investidos. daí desen‑ volvendo podemos derivar para palavras e conceitos que O processo de ensinar depende de cada professor. de meio dessas informações com grande enriquecimento forma a aprender e ter o prazer na atividade proposta. para significativa parcela do povo brasileiro. XVIII. se não adicionar a ação inte‑ mais natural. seja pelo meio impresso ou mesmo por meio da esta pela qual não pode esquecer os motivos da apren‑ tecnologia da informação (TI). se foram simples e/ou elemen‑ opinião que é frequentemente expressa: a melhor tares. Com isso. dependendo do tipo de materiais e pen‑ lectual com objetivo específico de aprendizado. transformando o indivíduo por conteúdos que foram ou estão sendo ministrados. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 13. O interesse do aluno pela aprendizagem deveria ser o melhor estímulo e. razão outros. . Para concluir este pensamento. paradidáticos. mas o aluno apren‑ processo do aprender: diz não agirá se não tiver motivos para tal: ele deve ser induzido a atuar por meio de estímulos. com suas respectivas aulas. podendo até despertar suas aptidões para o desenvolvimento individual e profissional de cada um O aprender começa ou tem início por uma ação. trocando experiências tações na passagem dos conteúdos programáticos da para contribuir e construir o desenvolvimento do pensa‑ disciplina em questão. Con‑ conteúdos para faixas etárias iguais. através entanto. e não meramente para fins do ensino‑aprendizagem. artigos e procurar obter o segundo ou o terceiro melhor. o prazer da intensiva atividade mental deveria ser a melhor recompensa. mesmo ensinando os mesmos brilhantes e criadores de ideias dos nossos alunos. Para que o aluno aprendiz obtenha uma aprendi‑ preparando‑o intelectualmente para sua formação zagem eficiente. utilizando e manipulando ferramentas. obter xx A fase da exploração apresenta‑se mais pró‑ recompensa. na mente que se pode percorrer novamente sempre que se tiver necessidade” . ou seja. Contudo. mais mais evoluídos e complexos. O interesse do aluno pela aprendizagem xima da ação e da percepção e desenvolve‑se deveria ser o melhor estímulo e. devem estar correlacionadas com a natureza do pro‑ ou mesmo a tecnologia da informação por meio de labo‑ cesso de ensino‑aprendizagem. uma percepção sobre determinada situação. intelectual. Tal ideia pode ser referendada pelas pala‑ poderá desenvolver outras tarefas utilizando materiais vras de Lichtenberg (físico alemão do séc. podendo inclusive envolver mais pessoas jam motivadas a acompanhar suas explicações e orien‑ que compartilhem a mesma ideia.

mostrando‑se insatisfeitos perante as exigências o caminho para futuras aplicações cada vez mais elabo‑ de uma sociedade cada vez mais elaborada. principalmente ao processo de desenvolvimento para refletirem pela mídia. xx A próxima fase é da formalização. com termi‑ tendo por base a compreensão da prática na aula e orientado para facilitar a compreensão e nologias. o trabalho faz na construção do conhecimento que é o “aprender a parte do indivíduo. dando mais ênfase no ensino. É necessária também a capacidade de aprender. sam ser trabalhados e desenvolvidos mentalmente pelos ao serem acrescentados na estrutura existente. é importante que o professor empregada no mundo dos negócios e nas formas tenha consciência do que faz. que o docente estabeleça o con‑ de organização da sociedade exige a capacidade fronto de como era a situação. de modo que possam utilizar o princípio da aprendi‑ principalmente. . em grupo. continuamente pensando e discutindo sobre o melhor para a educação do nosso país. sem crí‑ alunos que fizeram parte desse processo: digerido todo tica aos objetivos do ensino da matemática no contexto sistema na construção do conhecimento e preparando social. do avanço da tecnologia NOWSKI. do estudo e aprendizagem desenvolvida e como reconstruir para fazer coi‑ contínua e permanente. Os professores devem conhecer melhor as formas Desta forma. seja ele espe‑ processo coletivo. que deve estar preparado para aprender”. Esse é um mudanças radicais na área do trabalho. pois. passa‑se a exigir mais dos nos‑ de aprendizagem e evitar aquelas que julgam ser inefica‑ sos alunos ‑ não só conhecimentos específicos mas. os princípios da apren‑ blema e interpretá‑los. pois muitas vezes ocorrem sas diferentes das que sempre faz. saber lidar com os dados de um pro‑ entanto. como foi visto até então. em que os que estão aparecendo cada vez mais nos proces‑ professores não devem conhecê‑lo apenas por ouvir sos. Eles elaboram as refor‑ Enfim. Esse ato requer participação. que des‑ vimento e clima de aprendizagem profissional. desenvolvimento favorece o conhecimento e a melho‑ ria no processo de ensino e aprendizagem. entendê‑lo de maneira clara e de resolver inúmeros problemas. o ritmo acelerado e exigente em função das modifica‑ No entendimento de Freire (1996. da motivação e das fases consecutivas. atrelado às mudanças que nele ocorre. exigindo muitas vezes a do conhecimento. novas maneiras de organizar o pensa‑ zagem ativa. mas sim. saber trabalhar em concisa com base nas experiências adquiridas durante grupo como parte de equipes multidisciplinares. com maior complexidade. No mento crítico. mas no caso espe‑ Os professores devem conhecer melhor as formas de aprendizagem. elitizada radas. 2007). Metodologia do Ensino da Matemática 14. xx Já a fase de assimilação implica em tentativas Existem especialistas e críticos do ensino que estão para entender a origem das coisas. com relação ao ensino. Os cidadãos também são constante‑ culturais não ocorrem isoladamente. dizer ou falar. Além disso. processos. tirar proveito de um determinado princípio. de o desenvolvimento do trabalho educacional. expor suas ideias com conhecimento no caso. da motivação e das fases consecutivas. zes. de modo que possam utilizar o princípio da aprendizagem ativa. apud ROMA‑ ções no mundo do trabalho. seja ela oral ou escrita e não simplesmente expor sem convic‑ A tomada de consciência do educador sobre seu ção o que está sendo tratado. Existe também a ­condição única de tomada de decisões em cima de dados estatísticos. definições e demonstrações dos transformação da própria prática. Nesse caso. os conteúdos que foram apresentados preci‑ mas dos programas de ensino como da matemática. as mudanças sociais e cífico ou não. transformando e dispondo‑os dizagem são também princípios do ensino e construção em gráficos e avaliando‑os. todos os profissionais da educação juntam‑se mente bombardeados de informações. porque faz e como faz. enquanto Embora o ensino no país não seja um acom‑ a afetividade e a motivação são valorizadas quando da panhante do mercado de trabalho e não deva estar elaboração dos conceitos. envol‑ muitas vezes em outras áreas. transformando o indivíduo culturalmente: enfrentar os desafios da vida cotidiana. exigindo afirmações de conhecimento. como está sendo de aprender a aprender. ponta num nível mais conceitual.

somente depois. As funções área da ciência e da tecnologia. numa prática didática que rar conteúdos ou fórmulas matemáticas: é preciso que consiste na realização e possibilidade do processo de o indivíduo aprenda e entenda as aplicações. leitura e interpretação de gráficos. ao apresen‑ assumir a árdua tarefa de preparar o indivíduo para a tar um problema. muitas vezes complexas. escola nova e tarem resolver os exercícios propostos. seria mais prazeroso tanto para por objetivo a transmissão do conhecimento pelo pro‑ os alunos como para os professores. ciências. indicando saber estatística. restava aos alunos observar suas explicações Essa prática docente realizada nas escolas carac‑ e resoluções dos exemplos para. buscar uma solução. o ensino enciclo‑ um “passa e repassa das informações”. abrange outras funções além da sociedade cada vez mais exigente no conhecimento na transmissão do conhecimento aos alunos. deve ter conhecimento das regras quando aplicar fór‑ é preciso que a atividade docente seja interativa. pois ele terizam os enfoques de ensino. o ensino da matemática tado esperado. ciências sociais aplicadas. que carac‑ sor e da resolução que ele daria às questões. o É preciso mudar o conceito. que devem saber e ter domínio sobre o preciso interpretar para. ressaltam‑se os autores e estudiosos Mizukami fórmulas. Assim. nos O aprendizado se dava por parte dos alunos. é preciso estar preparado para professores devem ser guias. tecnicista. pedagógicas e políticas são a essência da relação Como o processo de ensino e aprendizagem deve professor‑aluno. A prática dos docentes na definição das ideias e 6 . sendo a somente na transmissão da informação. para que isso se concretize. a partir da espera e da observação do profes‑ nas relações entre o professor e seus alunos. buscando um resultado e Martins como também Libâneo e Behrens nessa que consideram exato. objetivo e avaliação e é efetivada pelos É difícil pensar e agir diferente: os professores professores nas escolas. facilitadores. investigar determinado problema. . nas atividades propostas. nos conteúdos selecionados e regras matemáticas preparados. ten‑ teriza‑se como tradicional. que fica tão pédico. então. nos instrumentos utilizados nas aulas. Conforme Nóvoa (1992). O conhecimento intenções com relação ao ensino‑ ‑aprendizagem deve através de fórmulas e começar desde a maneira como aula é organizada. quem precisa apren‑ ensino com base no método dedutivo e na memori‑ der tem que buscar conhecimento através da pes‑ zação dos conteúdos é reforçado pela exposição dos quisa. os caminhos para resolver problemas e não somente noções básicas de matemática para avaliar riscos e indicar a utilização de fórmulas como primeiro passo tomar decisões. na seleção dos conteúdos.cífico da matemática. anti‑ procedimentos e métodos de avaliação empregados e gamente. por meio do que foi ensinado pelo professor. a dinâmica ser encaminhado de maneira tranquila. Assim. se tivessem mais tempo mesma temática. será professores. desenvolver cálculos. Para abordar esses assun‑ utilizam muito tempo das aulas para mostrar e deduzir tos. sociocultural de acordo com as relações entre conte‑ údo e forma. Os conteúdo que irão ministrar. mas à O enfoque tradicional na prática docente tem busca do conhecimento. desvinculado do cotidiano dos alunos. para trabalhar os conteúdos em sala. juntamente com outras áreas como língua materna e estrangeira. Portanto. quem sabia e dominava o assunto. Nesta visão da fessor a ser assimilado pelos alunos. era o conhecedor. É necessário mostrar outros caminhos que também poderão levar ao resul‑ Diante deste quadro. Esse enfoque toma construção do conhecimento não ocorre simplesmente por base. Mas. o aluno ou o da aula deve ser centrada na relação permanente entre indivíduo aprendiz não tem que se preocupar em deco‑ o professor e os alunos. para resolução de problemas. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 15. aula expositiva o procedimento mais utilizado. Para tanto ensino‑aprendizagem e. fazendo com que os alunos não se prendessem às fórmulas. tem de O trabalho do professor e educador. mas mulas em problemas que exigem solução do processo com a participação dos discentes.

com meus alunos de gradua‑ nhecer como bem sucedidas as atividades adquiridas ção. O aluno está tivas relacionadas ao que foi solicitado. para elementos suficientes para aperfeiçoar e planejar estra‑ que o sujeito envolvido no processo de aprendizagem tégias e intervenções pedagógicas. interprete o enunciado é promover a aprendizagem dos alunos de modo ativo. . tendo como objetivo a reconstrução ou transformação Diante do exposto. é possível destacar alguns indi‑ cultural. os alunos aceitam sem questionar a assim. cujo objetivo desenvolva o raciocínio lógico. as consequências É preciso resgatar o verdadeiro objetivo de ensinar/ de um ensino que privilegia a transmissão estudar matemática. auxiliando os alunos tenha melhor aproveitamento sobre os conteúdos que a refletirem sobre o que consiste o processo de apren‑ forem ministrados. uma solução viável e convincente para o trabalho informação de que a Holanda tem uma área de aproximadamente 40. pois reduzi‑la ao desenvolvimento de raciocínio lógico é empobrecê‑la. Afinal.000 da técnica aplicada ao ensino. do espaço relativo a ensinada. Já no enfoque tecnicista acontece a valorização masse que um país tem uma área de 40. ela informou o patrimônio cognitivo da humanidade. sobretudo o fato de que precisam apren‑ der. além da matemática. para depois aplicar o enquanto o professor é visto como mediador para incen‑ desenvolvimento matematicamente através de estima‑ tivar e promover o ensino‑aprendizagem. constitui impor‑ que não faria muita diferença se o texto afir‑ tante papel para a construção do pensamento lógico. para Starepravo. não se deixando passar como fracassado. a pesquisa feita por Streefland que con‑ pelos alunos. intelectual. expe‑ conhecimento adquirido. mostrando resultado ao desa‑ riência e criatividade para prover aos alunos as condições fio imposto pelo docente que quer ver seu aluno como para o desenvolvimento do ensino aprendizagem. o cialização de suas habilidades e competências. seus interesses. o conhecimento de técnicas para direcionar 40. que enfatiza a atividade m2 ou que um galpão tem esta mesma área. na de raciocínio lógico é empobrecê‑la. O que é mais importante. fazendo estimativas. Em uma que foi apresentado como desafio. ela não tinha a menor ideia da dimensão instrumental do docente. reco‑ Tenho repetido. É preciso resgatar o verdadeiro objetivo de ensinar/estudar matemática. de forma muito clara. Tem como sar metematicamente.000 m2. cuja análise dos dados pode indicar desenvolvimento do ensino educacional brasileiro. dessas aulas uma de minhas alunas expres‑ sou.000 m2. O pro‑ um potencial pesquisador na busca do conhecimento fessor é visto também como um aprendiz nesta relação. façam uma autocrítica sobre a melhoria no trados pelos alunos. sem visão e sem perspectiva de crescimento interior. as atividades didáticas pedagógicas. 2010). faz com que os professores analisem suas cativos: descrever as dificuldades e obstáculos encon‑ atividades. mercado de trabalho educacional. sendo fundamental a aprendizagem da prática docente com ênfase na espe‑ Como é possível perceber. A reflexão sobre o ensino e a prática docente. exige o domínio da disciplina desta medida. É preciso que o aluno Na atualidade tem‑se a Nova Escola. Invariavel‑ o duelo no aprendizado lhe foram proposto. assim como a solu‑ saber a fórmula que calcula a área ou pen‑ ção de problemas no ensino‑aprendizagem. para que estejam conscientes e concordem com contendo informações absurdas. buscando mente. muitas folhas de caderno aplicando a fórmula da área para resolver problemas do cisa ser ensinada porque é parte fundamental de todo tipo daqueles expostos acima. necessidades e dificulda‑ siste na apresentação de um texto informativo des. pois reduzi‑la ao desenvolvimento de informações. afinal. procurando entender o problema. compreendendo o significado dos números. Embora tivesse usado. Por este ponto de vista. ou seja. A matemática pre‑ escola. principal objetivo o desenvolvimento nas atitudes e com‑ quando relacionados a diferentes dimensões petências e a formação do profissional para atuar no de medida? (STAREPRAVO. Metodologia do Ensino da Matemática 16. objetivo principal é o aprendizado do aluno e não sim‑ plesmente decorar fórmulas. der fazendo e. O aluno desta no centro no processo do ensino escolar e o professor é maneira irá desenvolver seu trabalho em função do tido como um facilitador que aplica sua sabedoria. também a administrar seu Starepravo descreve: processo de conhecer.

para elaborar uma prática educacional Hoje as coisas são diferentes. Como escreveu Galileu Galilei: “A matemática é get. já mento lógico‑matemático. observar e estruturar suas próprias aqueles que tinham o potencial para adiantar os conteú‑ ideias e ações para construção do conhecimento). ou novas buscas do conhecimento. o conhecimento deverá ser crescente. não seguia em frente. compreensão e estímulo na busca e troca de informações para cresci‑ A construção do conhecimento se faz passo a mento intelectual na construção do conhecimento. da imaginação. Nos dias das estruturas do conhecimento. mesmo assim. . que os alunos aguardam ideias. ou seja. mas quem não tinha apren‑ dor organizar um ambiente escolar favorável. Isso acabava frustrando possam pesquisar. dos desenvolvendo seus conhecimentos no ensino. mudando lógicos e não sua internalização por meio de regras e a visão. tam‑ Portanto. conhecimento social e conheci‑ preciso organização e preparo para fazer o melhor. A realidade da atualidade é outra. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 17. É cimento físico. para que os alunos tenham o conhecimento básico poucos. e por isso é neces‑ Piaget. terá que como não estudá‑la? Como não se apropriar dela? ser construída. pois é o momento de incentivar a continuidade e símbolos. Então. passo e pode acontecer de diferentes maneiras. afinal de do indivíduo na busca do conhecimento e que as nossas contas. parece o ensino muito das transformações ocorridas durante a construção do aquém do que deveria ser. onde o dis‑ dido. nesse momento. A estrutura lógico‑matemática é um processo de além de estar presente em outras áreas do conheci‑ desenvolvimento gradativo explicado pela teoria de Pia‑ mento. acompanhar a evolução. estes que deveriam ser trabalhados no ensino médio e. não se pode prive de repassar conteúdos. tem suas fontes nos desequilíbrios gerados foram aos poucos sendo deslocados e trabalhados nas a partir das trocas do indivíduo com o seu exterior: estes séries seguintes. repetia o ano ou a série. Hoje. num processo que vai sendo construído aos ções. da organização das ideias. incentivos. conteúdos que eram trabalhados nas séries iniciais equilibração. cabe ao educa‑ fazendo com aprendizado. que era fazer e resolver um sentido de equilibração progressiva. trabalham‑se com alguns conteú‑ assumem um caráter motivacional e obrigam o sujeito a dos nos primeiros semestres das faculdades. trabalhe sempre com o máximo de informa‑ crescente. Com o conhecimento físico não é diferente. 7 . que se constrói à medida que interage com o meio o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo”. Entretanto. explicado pelas leis da atuais. era criar situações que sejam favoráveis aos discentes: que querer ser melhor que os outros. a tecnologia e não distinção acerca de três tipos de conhecimento: conhe‑ achar pretextos pela falta de conhecimento e tempo. dependendo muito da dedicação e perseverança necessário para dar continuidade aos estudos. e que. cabe ao professor enfrentar o preconceito de ser o aluno sabichão. por não estar pré‑formada no indivíduo. citado por Kamii (1990). mas contínua e ou seja. conteúdos ultrapassar seu estado atual à procurar novas direções. incorporações de coisas e pessoas à atividade do sujeito e as acomodações como ajuste em função Com relação ao enfoque atual. Esse processo lento e gradativo das anterior a 2000. O enfoque atual do ensino Nesse processo do desenvolvimento. cente possa estabelecer trocas de ideias com o seu meio (lembrando que nessas trocas poderá haver perturbações Ser autodidata numa turma há alguns anos era durante o percurso. os alunos apresentam grandes dificul‑ dades de raciocínio e aprendizagem. seja por experiências e contínuo na formação de uma estrutura pedagógica. os professores voltada a privilegiar a construção dos conhecimentos devem estar preparados para essas situações. O que é possível Se levado em consideração que o desenvolvimento perceber é que o ensino tradicional mostrou um caminho das estruturas do conhecimento caminha em direção de que deveria ser trilhado na época. ou observações de objetos ou coisas no mundo exterior. estabelece uma sário mudar. é necessário distinguir outros aspectos da não podar o conhecimento. se comparado com as déca‑ ensino‑aprendizagem. bém ocorre de forma lenta e gradativa. não se pode deixar de ressaltar o papel fundamental das assimila‑ e o ensino tradicional ções. teoria de Piaget.da intuição. mesmo sendo tradicional. sequencial sensações nos ajudam a descobrir.

é saber o resultado de uma constru‑ aprender a interagir permanentemente com a realidade ção realizada pelo sujeito individual ou coletivo. refere‑se ao conhecimento que rão fazer a mesma coisa e não é isso que acontece na herdamos da sociedade. Quando se deparam com a nova realidade numa ral. aquele que acredita em transformações. Nesse momento cabe ao professor. sim. a necessidade de vez mais. toda e qualquer manifestação do ser humano que percebe a sua falta de preparo e conhecimento básico. o docente e o discente podem juntos desenvolvimento. Semelhança. diferença e forma são exemplos de criar sua prática pedagógica. daí a no cotidiano. A partir disso foram gera‑ de aniversários ou mesmo o orgulho de saber utilizar as dos desafios que foram introduzidos no final do século XX mãos para contar até dez e assim por diante. respeitando e valorizando o processo conhecimento. Nesse momento o aluno seja. preocupando‑se com o crescimento produção e sim cópia da cópia. A metodologia da aprendizagem valoriza e privilegia o aluno que busca a descoberta através da pesquisa com base nas informações elaboradas e passadas pelo professor. Porquanto. É preciso um empenho intelectual e cultural do indivíduo. portanto. Esse tipo de trabalho leva o pro‑ através dela. não se para fazer prova. ao conhecimento social. que é conhecimento e não serem apenas “consumidores” de um estimulador. conhecimentos lógico‑matemáticos. tornando o aluno um agente conhecimento social se desenvolvem ou se processam da sua própria aprendizagem. anotar. profissional com amor aos estudos e preocupado com as mudanças e melhoria na socie‑ Os alunos precisam ser incentivados a produzir dade. os alunos acham que pode‑ a presença do indivíduo. a formular conceitos para ‑matemático se dá no interior de cada ser humano. o que tem acontecido na maioria das pode esquecer que este se origina do meio sociocultu‑ escolas. Metodologia do Ensino da Matemática 18. pois não é extraído do meio ambiente e. decorar mundo mais humano e inteligente. Esse processo leva o dis‑ fora do indivíduo. uma representação do conhecimento o qual foi desen‑ volvido à aprendizagem. a metodologia da aprendizagem Piaget. no conhecimento. principalmente nos primeiros anos na construção do conhecimento. Desta maneira. enquanto o conhecimento lógico‑ cente a uma atividade mental. efetivar‑se como um processo interdisciplinar. será necessário res resultados no processo de ensino e aprendizagem. isso é conhe‑ e início do século XXI com finalidade de desenvolver uma cimento social adquirido pela imposição social. o aluno acaba tendo uma formação precá‑ da matemática: quando as crianças são treinadas a contar. o fundamental não é o produto final. ria. prática pedagógica adequada e convincente. Um exemplo simples e claro no aprendizado Com isso. mas seu processo de continuidade no Portanto. Não há criativo do aluno. Ou maioria dos cursos superiores. envolve instituição de ensino superior. através das relações ramenta prática para as respostas aos problemas da mentais e sobre experiências que o sujeito tem com pesquisa e construção no desenvolvimento do conhe‑ objetos e eventos que vão agir um sobre o outro. desenvolve a construção da aprendiza‑ fessor a analisar melhor seu trabalho e a refletir quando gem. A fonte cimento e ensino‑aprendizagem aplicada nas escolas e principal dessas relações é a mente de cada um que. Para que buscando soluções nos trabalhos que garantam melho‑ isso tenha um resultado construtivista. O conhecimento lógico‑matemático se A metodologia de ensino surge como uma fer‑ desenvolve a partir do pensar. definindo alternativas para futuras questões importância da pesquisa estendida e a relevância que a ou desafios. nos leva a adquirir ou transmitir conhecimento por meio de várias formas. Quando se fala do conhecimento cultural. tornando‑se um profissional com grandes dificuldades mostrando os dedinhos. academias de ensino. como frequentemente acontece. reelaborar e redimensionar os conhecimentos. do saber e conhecer. mostra que a construção no desen‑ valoriza e privilegia o aluno que busca a descoberta atra‑ volvimento do conhecimento se dá através de fontes vés da pesquisa com base nas informações elaboradas externas e internas. cada ciência assume em nossa sociedade. optar por uma metodologia de ensino no desenvolvi‑ O ideal é aquele professor que está em constante busca mento do processo da aprendizagem. em que o conhecimento físico e o e passadas pelo professor. na expectativa de um maior para não ficar somente no escutar. .

p. um espaço formador e capaz de eliminar diferenças. os recursos didáticos e seu da atividade matemática e desenvolvam atitudes positivas diante de seu estudo. mostrando a todos que é possível a esses cálculos podem ser realizados de inclusão na sociedade. há uma atuante na sociedade referente às tecnologias de informa‑ imensa necessidade de mostrar ao aluno o que está ção e comunicação. tro das políticas educacionais. A modo mais rápido e eficiente. Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 19. ajudando a formar cidadãos cons‑ uma vez que por meio de instrumentos cientes e coerentes. Isso acontece independente do cenário. têm o poder de deli‑ de um crescente interesse pela realização near as formas de inserção de todos aqueles envolvidos de projetos e atividades de investigação e exploração como parte fundamental de no uso delas. seja ele presen‑ visão mais completa da verdadeira natureza cial ou a distância. ensino. entre elas: os conteúdos ministrados em outras áreas do conhe‑ xx [. 43). cializa a interdisciplinaridade dentro do ambiente de criando uma classe caracterizada pela diversidade. poten‑ o de superar as dificuldades e desigualdades existentes. poderoso cimento. 44). a classe atuante demonstra Essas questões estão ligadas também à atualização uma grande preocupação com a criação de um grupo dos conteúdos propostos nessa área. de forma integrada. mostrando a realidade aos alunos.. O objetivo é mostrar ideias como resolução de se comparadas a outros tempos na sociedade. dando a oportunidade da educação ser para todos. adequar sua abordagem ao de fazer surgir as potencialidades de uma sociedade igua‑ compasso em que a sociedade vive. escola torna‑se. tornando viáveis e visíveis as potencialidades de atuação de cada um como cidadão. 8 . a utilização construção do conhecimento para os alunos. um item importante no desenvolvimento cognitivo dos As tecnologias de informação e comunicação fazem alunos. permi‑ tindo novas estratégias de abordagem de O uso das tecnologias de informação e comuni‑ variados problemas.] fonte de informação. Em especial den‑ dade. O professor de de ensino e aprendizagem. capacitando a todos a viver em uma xx evidencia para os alunos a importân‑ cia do papel da linguagem gráfica e de nova ordem social e democrática. O ambiente escolar ter e utilizar as tecnologias de informação e comunicação é dar novo significado à De acordo com Brasil (1998. matemática e o uso da tecnologia Os educadores dedicados à matemática têm pro‑ curado desenvolver novos métodos para dentro da sala Atualmente. sem fronteiras. . mostrando que a interdisciplinaridade também está inserida na sociedade atual. Isso porque a inclusão é uma forma acontecendo na realidade. p. modelagem. sua aprendizagem. o computador é jada pedagogicamente. conceito principal assumem uma nova função diante da aplicação dos meios tecnológicos na educação plane‑ Segundo Brasil (1998. O uso das dessas tecnologias contribui com o de ensino e a apren‑ ferramentas tecnológicas permite que sejam eliminados dizagem de matemática à medida que: problemas e desigualdades. Com isso. novas formas de representação. nos alunos. o que torna o uso dessas tecnologias uma recurso para alimentar o processo de questão interdisciplinar. que apresenta muitas finalidades nas aulas de muito bem uma ligação dos conceitos matemáticos e matemática. em que as transformações são muitas de aula. Essas mídias. etnomatemática. tuição. tecnologias de informação e jogos matemáticos. situação e sociedade tecnológica. o uso integrado das mídias permite uma facilitação no pro‑ xx permite que os alunos construam uma cesso educacional no ambiente escolar. com oportunidades para todos.. então. xx possibilita o desenvolvimento. Além disso. cação é uma questão mais abrangente no contexto do ensino‑aprendizagem nas escolas de formação básica. produzindo uma nova dinâmica ensino e aprendizagem. conforme previsto na Consti‑ xx relativiza a importância do cálculo mecâ‑ nico e da simples manipulação simbólica. Hoje. Essa inserção de litária e justa. é possível problemas. transversali‑ refletir a respeito da desigualdade social. A sociedade está diante de um novo desafio: tecnologias.

as avaliações. principalmente em sala de aula. . xx [. sistema‑ pelo uso de softwares que possibilitem ticamente. uma contínua construção cial e a distância. nota‑se que os professores ainda têm A melhoria no ensino não se dá apenas pelos pro‑ uma preocupação com o ensino. Outros pontos importantes também são própria inclusão no mundo cibernético. Isso porque “modernizam” conceitos consagrados crítica e consistente no processo de desenvolvimento na matemática. Por isso é importante dar continuidade no cionados ao saber fazer pedagógico e de gestão. além de permitir o acesso de todos a conceitos e forma o novo desafio. mas. e mesmo pelos sistemas de ensino. etc. banco de erro a tarefa de ensinar. com o processo de duração das aulas e a disciplina dos alunos. a relação com colegas Por isso. seria interessante ter um anjo da guarda. escolar. o tempo de mação continuada dos docentes. ências para orientar e ajudar a desenvolver seu trabalho.. uma supervisão apoiando‑os e ajudan‑ de uso muito mais vinculado à realidade atual com as do‑os a encontrar alternativas para atuar no ambiente tecnologias da informação. melhorando sua linguagem e ver a motivação dos seus alunos. rela‑ dos alunos. favorecem uma ação docente mais ente. a metodologia a ser aplicada. a enfrentar as adversidades que o matemática. o planejamento das aulas e atividades escolares. mostrando ao aluno novas maneiras pessoal e profissional na vida acadêmica. cipais preocupações com a formação docente cor‑ xx como meio para desenvolver autonomia responde aos primeiros anos da docência. O uso das tecnologias no ensino da matemática Os profissionais da educação que estão iniciando contribui. enquanto ensino‑aprendizagem como objetivo principal. ao explicitarem a complexidade das situa‑ comunicação contribuem significativamente no ensino ções de ensino e as possíveis alternativas de solução da matemática. a confiança e a segurança para desenvolver o trabalho. O primeiro ano. os métodos de ensino.. os os professores com mais experiência estão mais pre‑ programas existentes de formação continuada precisam ocupados com o ensino‑aprendizagem e a dificuldade incluir no processo saberes científicos didáticos. onde possivelmente irá prestar seus préstimos próxima à realidade dos dias atuais. por meio da for‑ conteúdos. que processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento pes‑ podem hoje em dia ser realizados nos níveis presen‑ soal e profissional. Metodologia do Ensino da Matemática 20. O uso do computador permite atualizar as professor encontrará nas unidades do ensino educa‑ imagens matemáticas. uma das prin‑ de conhecimento. 9 . trazendo cada uma delas mais cional. é preciso repensar com cuidado e calma a de profissão e o novo ambiente de trabalho. com o domínio dos fessores. tornando seu estudo mais rico e atra‑ a partir da prática. processadores de texto. Nas instituições onde os programas de formação O conhecimento social e a inserção no contexto possibilitam o conhecimento sobre escolas e sistemas da sociedade através das tecnologias de informação e educativos. vem a matu‑ do professor ração. um professor. prepa‑ de aprender conceitos milenares que são a base da rando‑se assim. a disciplina e a gestão forma de expressão. Para esses inserção das tecnologias de informação e comunicação principiantes. tornando‑os protagonistas de sua na sala de aula. ou seja. esquecida pelas instituições formadoras pensar. desafios na educação. para que os educandos possam seus trabalhos como educadores em matemática apon‑ fazer uso dessa ferramenta com novos conhecimentos tam como problemas da prática aspectos como promo‑ em suas práticas sociais. Formação continuada Após o período da ansiedade inicial. mas também pelos alunos. geralmente. refletir e criar soluções. no ensino. constitui um “choque de realidade” em xx como ferramenta para realizar determina‑ das atividades – uso de planilhas eletrô‑ que o professor aprende intensamente por ensaio e nicas. Essa inserção um tutor.] auxiliar no processo de construção Conforme Romanowski (2006). em especial da matemática. um profissional com mais experi‑ é a grande facilitadora no processo de aprendizagem. portanto. ressaltando com ênfase a prática dos na formação técnica e psicológica para enfrentar novos docentes como eixo condutor na formação profissional. como educador. Assim. dados.

Diretrizes Curriculares para o Ensino de Matemática na Educação Básica 21. que é permanente prática da educação pedagógica. . como foi prática convincente aos seus alunos e a si próprio. que a formação acadêmica. É possível também acres‑ Hoje. ministrados nas escolas e/ou faculdade sobre crítica. ele se torna formador contínuo de ambos. fazer uma autocrítica em diferentes dimen‑ área na qual o docente trabalha ou ministra seus con‑ sões. propiciando uma aproximação. considerando os fundamentos pedagógicos. devendo dar con‑ transmite o seu saber aos demais colegas que atuam na tinuidade ao processo de formação. o que torna a apresenta muitas diversidades como: concepções. para isso. ou que tenha maior afinidade são algumas características que devem ser buscadas. projetos e outros faz com que escolares. a competência de criar. con‑ formação continuada qualificada o requisito para uma teúdos e métodos que implicam em aspectos culturais e melhoria salarial condizente com a profissão. palestras. Essas teúdos em sala de aula. o aprendizado. inclusive mação dos professores tem a contribuir sempre que ele no uso da tecnologia da informação. o acesso normalmente é O campo da formação continuada do professor a combinação tempo de casa e titulação. depois. Nesse último. a formação continuada torna‑se uma exi‑ centar a discussão sobre os conhecimentos. uma vez que mais seu saber no ensino‑ ‑aprendizagem na formação é preciso acompanhar a evolução tecnológica aplicada à da docência profissional. os saberes. aperfeiçoá‑la e/ou consolidá‑la. tanto na educação básica com no ensino superior. que seja do aprender e saber na prática. profissionais e no processo de desenvolvimento na cons‑ trução da profissão do docente. enfim. O interesse em acrescentar no currí‑ podendo assim ajudar na elaboração das aulas com mais culo cursos decorrentes da relação formador‑formando qualidade e trabalhos acadêmicos dentro das unidades em seminários. e abertura de novos caminhos. a relação com os problemas uma revisão sobre os conceitos que estão sendo tra‑ na prática também é desejável. outros pontos que merecem atenção são: como estão em relação aos novos desafios A formação continuada nas diferentes áreas de for‑ enfrentados. Desse modo. um crescimento enquanto profissional. mas traz um pouco mais de tranquilidade longo da construção da vida profissional acadêmica. Quando se trabalha a construção do processo com a possibilidade de transposição para situações da prá‑ A relação professor/aluno necessita sempre de tica. gência para continuidade do processo educacional e a formação básica contínua. A formação continuada dos professores de mate‑ O processo de formação do professor implica na mática que atuam na educação básica e mesmo no contínua busca do saber e do conhecer. ou seja. enriquecendo ainda ao longo da vida acadêmica e profissional. mento profissional. em relação às fer‑ procura incluir e acrescentar no seu processo de cresci‑ ramentas utilizadas (o computador e seus periféricos). é preciso que esteja preparado. principalmente a análise balhados. interação e o profissional se valorize como pessoa culta e também colaboração professor/aluno. e habilidade para facilitar o entendimento e/ou ensino aproveitando o tempo e espaço que se tem para realizar aprendizagem aos discentes interessados na construção o diálogo entre teoria e prática em sala de aula. redefini‑la. pode‑se A relação professor/aluno necessita sempre de uma revisão sobre os conceitos que estão sendo trabalhados. às novas experiências acadêmicas. uma ação de reflexão com atitudes intercomunicantes mutuamente professor e aluno. Vale lembrar que os professores não que produz conhecimento pela investigação e. principalmente. educação. o que foi ensinado e. afinal. inclusão e reflexão. dando ênfase em como foi o com certeza irão contribuir para o professor realizar uma trabalho. levando à com‑ ensino superior deve ser de forma estruturada para criar preensão e a uma reflexão permanente sobre o saberes oportunidades aos docentes a repensar sua atuação do conhecimento específico constituído pelo domínio da profissional. podem considerar que estão prontos. pedagógicos e a experiência da docência ao porto seguro. públicas ou privadas. A formação continuada do docente está vincu‑ desenvolver e dominar toda a tecnologia é do homem e lada à estruturação da carreira em níveis nas escolas . não que seja um específicos. sem pensar em parar no tempo. Além disso. abrangendo conhecimentos da empregabilidade mais assegurada. achando que a máquina irá substituí‑lo.

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