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Psicologia do Desenvolvimento III

Prof. Dr. Samuel C Bellini-Leite

Conteúdo do aula
A meia-idade –
Físico
Cognitivo
Psicossocial
Terceira-idade -
Longevidade e envelhecimento
O envelhecimento da população
Expectativa de vida e de morte
Causas do envelhecimento
Funcionamento mental e motor
Saúde de idosos
Aspectos psicossociais
Aspectos cognitivos
Demências (transtorno neurocognitivo)
Avaliação cognitiva de idosos
Avaliação de Demências
Enfrentando a morte
Suicídio e eutanásia

O que é psicologia do
Desenvolvimento?

Qual é a diferença?

Psicologia do desenvolvimento O que há de comum em uma determinada faixa etária A mudança dos seres humanos ao longo do tempo ≠ personalidade .

Desenvolvimento Humano O campo do desenvolvimento humano concentra-se no estudo científico dos processos sistemáticos de mudança e estabilidade que ocorrem nas pessoas. e por quê? Conhecer o desenvolvimento padrão a fundo para saber separar de patologias . Quais são as características com mais chances de perdurar? Quais têm mais chances de mudar.

Desenvolvimento contínuo .

Desenvolvimento psicossocial Padrão de mudança nas emoções. raciocínio e criatividade.Três domínios do desenvolvimento Desenvolvimento físico Crescimento do corpo e do cérebro. linguagem. habilidades motoras e saúde. Desenvolvimento cognitivo Padrão de mudança nas habilidades mentais. atenção. tais como aprendizagem. . memória. personalidade e relações sociais. pensamento. incluindo os padrões de mudança nas capacidades sensoriais.

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mas que na realidade é uma invenção de uma determinada cultura ou sociedade. ? .Períodos do ciclo de vida construção social Conceito ou prática que pode parecer natural e óbvio àqueles que o aceitam.

. Cada período do ciclo de vida é afetado pelo que aconteceu antes e afetará o que está por vir.O desenvolvimento é vitalício O desenvolvimento é um processo vitalício de mudança. Cada período tem características e valores únicos. Nenhum período é mais ou menos importante que qualquer outro.

O desenvolvimento é multidimensional .

adulto .na infância Sabedoria .O desenvolvimento é multidirecional Não desenvolve em blocos: Linguagem Cognição Físico Sexual Depende da fase Linguagem .

O desenvolvimento envolve deslocação de recurso Investir Conservar Recuperar .

Meia-Idade – Saúde e estado Físico .

a meia-idade (vida adulta intermediária) .

Como sabemos se a meia-idade chegou? .

Como sabemos se a meia-idade chegou?
“Cara de novo”

Meia-idade
Em termos cronológicos - 40 e 65

Família: Filhos adultos ou pais idosos

Meia-idade
Apesar dos desafios, os adultos se sentem no auge

➔ Competência

➔ Produtividade

➔ Controle

A pressão de construir uma carreira e família ficam para trás. Tendem em estar em boa forma física. Planejamento da vida chegou à alguns dos objetivos . Tendem a se sentir mais jovens do que são.Meia-idade Apesar do corpo. Posição financeira mais segura. cognitiva e emocional.

Geração do comando .

Fortes diferenças individuais .

Use-o ou perca-o Estilo de vida Desenvolvimento As perdas tendem a ser compensáveis .

ler em movimento devido à perda de elasticidade do cristalino. associada à idade. Sensibilidade a luz miopia Procura visual Vista curta. Velocidade de processamento de informação . da Visão para perto capacidade dos olhos de focalizar objetos próximos Visão dinâmica . presbiopia Visão Perda progressiva.

. que se acelera depois dos 55 anos.Audição Durante toda vida presbiacusia Perda gradual da audição associada à idade. especialmente em relação a sons de frequências mais altas.

outra a alimentos doces. E a mesma pessoa pode permanecer mais sensível a alguns desses sabores do que a outros . amargos ou ácidos.Olfato e paladar Diferenças individuais: Uma pessoa pode tornar-se menos sensível a comidas salgadas.

o treinamento da força na meia-idade pode prevenir a perda muscular e até mesmo recuperar a força (Whitbourne. O motivo é a perda de fibra muscular que é substituída por gordura. 2001). de 10 a 15% da força máxima podem ter se esgotado aos 60 anos. .Força muscular Certa perda da força muscular geralmente é notada aos 45 anos.

Características gerais do cérebro na meia-idade Declínio do tempo de reação A mielina. a bainha de gordura que envolve nossos axônios nervosos e ajuda a acelerar os impulsos através de nosso cérebro Multitarefa é mais desafiador Ruído atrapalha mais Maior ocorrência do fenômeno ponta da língua A experiência e a saúde emocional podem compensar .

Densidade óssea
mais cálcio é absorvido do que reposto

ocorre duas vezes mais rápido nas mulheres do que nos homens

Redução da capacidade vital

Atividade Avaliativa
O que é o estudo do desenvolvimento humano?

Qual é a diferença de psicologia da personalidade e psicologia do desenvolvimento?

O que são diferenças individuais dentro de uma faixa etária?

Qual é o sentido do termo geração do comando?

Quais os motivos comuns para pessoas da meia-idade se sentirem bem?

O que ocorre com o cérebro na meia-idade?

Menopausa (45 ao 55)

A onda de calor é um sintoma Ondas de Calor comum. Esse rubor facial pode levar à doença vascular inflamatória conhecida como rosácea. torna-se quente ao toque. podendo também iniciar em outras regiões. são comumente descritos como uma sensação de intenso calor com suores e aumento da frequência cardíaca que pode durar de dois a trinta minutos a cada ocorrência. A sensação de calor geralmente começa na face ou face e peito. . e espalhar-se por todo o corpo. Algumas mulheres desmaiam se o calor for intenso demais. a superfície da pele (especialmente a da face). como a nuca. Além da sensação de calor interno.

NIH. 2005). erva de São João. 2006. Entretanto. bem como terapias mentais-corporais. cohosh preto e outras preparações naturais ou herbáceas. 2005). 2006. mas ela acarreta sérios riscos (Avis e Crawford. a maioria dos estudos foram pequenos ou mal planejados. 2005). Newton et al. . Nedrow et al. NIH. vitamina E. terapias de energização e medicina oriental. Além disso.. há um efeito placebo..Como lidar com os sintomas? A administração de curto prazo de baixas doses de estrogênio artificial é a forma mais eficaz de aliviar as ondas de calor. melhoram mais de 30% (NIH. como medicamentos fitoterápicos. Algumas mulheres procuram terapias alternativas. que não recebem a terapia que está sendo testada. as mulheres nos grupos-controle. 2006. 2006. mas nenhuma se revelou eficaz (Avis e Crawford.

2001. com amplas variações individuais (Asthana et al. Finch.Funcionamento masculino ● Os níveis de testosterona diminuem lentamente depois dos 30 anos – cerca de 1% ao ano.. 2004. 2006. Lewis. 2001). ● A qualidade genética do esperma também diminui. tornando a concepção menos provável.. Legato e Fisch. a idade paterna avançada pode ser uma fonte de defeitos de nascimento (Lewis et al. ● A contagem de esperma dos homens diminui com a idade. . 2006). Whitbourne.

2006).. 2004) bem como a diminuição da energia. irritabilidade emocional e humor deprimido. ➔ A testosterona baixa também foi associada ao diabetes e a doenças cardiovasculares. .Funcionamento masculino ➔ O declínio da testosterona foi associado a reduções na densidade óssea e na massa muscular (Asthana et al.. impulso sexual mais baixo. e pode aumentar a mortalidade (Lewis et al. sobrepeso.

1994. 1998). insuficiência renal. depressão.Funcionamento masculino ➔ Estima-se que 39% dos homens de 40 anos de idade e 67% dos homens de 70 anos de idade enfrentem uma DE pelo menos às vezes (Feldman et al. . 2006. Utiger. transtornos neurológicos e muitas doenças crônicas estão associadas a disfunção erétil.. colesterol alto. técnicas sexuais pobres. ansiedade e estresse podem ser fatores contribuintes (Lewis et al. relacionamentos insatisfatórios. ➔ Diabetes... ➔ Álcool. 1998). tabagismo. hipertensão. Goldstein et al. drogas. falta de conhecimento.

● Pessoas que consomem mais proteínas vegetais tendem a ter pressão arterial mais baixa (Elliott et al. 2003)..Tendência de Saúde ● A hipertensão (pressão arterial cronicamente alta) é uma preocupação cada vez mais importante na meia-idade como um fator de risco para doenças cardiovasculares e doenças renais. 2009). ● Quase 41% dos adultos de 55-64 anos sofrem de hipertensão (Schoenborn e Heyman. .. 2006). ● A impaciência e a hostilidade aumentam o risco de longo prazo de desenvolver hipertensão (Yan et al.

● Prevalência do diabetes duplicou na década de 1990 (Weinstein et al. um hormônio que converte açúcar. normalmente se desenvolve após os 30 anos e é mais prevalente à medida que a pessoa envelhece . o diabetes com início na idade adulta (tipo 2). amidos e outros alimentos na energia necessária para a vida. 2004).. ● O tipo mais comum.Tendência de Saúde ● Diabetes Doença na qual o corpo não produz ou não utiliza adequadamente a insulina.

Crenças e Comportamentos em saúde .

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● Apenas cerca de um terço de adultos norte-americanos demonstram uma boa aderência às recomendações de saúde . ● Também têm períodos mais breves de incapacidade no fim da vida (Vita et al.Influência do comportamento na saúde ● Pessoas que não fumam. que se exercitam regularmente.. bebem álcool com moderação e comem muitas frutas e vegetais têm quatro vezes menos risco de morrer na meia-idade e na velhice do que pessoas que não seguem esses comportamentos (Khaw et al. 1998).. 2008).

2009). com idades de 30 a 95 anos. de evitar ganho de peso (Lee. Ela também ajuda a afastar o risco de morte. 2006). . ● Mesmo pequenas alterações no peso podem fazer uma grande diferença (Byers.929 adultos coreanos.. Djoussé e Sesso. aqueles que estavam acima ou abaixo do peso tinham taxas de mortalidade mais altas do que aqueles com peso normal (Jee et al.Influência do comportamento na saúde ● Em um estudo de 12 anos com 1. ● A atividade física na meia-idade pode aumentar as chances de permanecer com mobilidade na velhice (Patel et al.. e de permanecer saudável por mais tempo (Jackson et al.. 2010). 2006). 2006).213.

Crenças em saúde Porque indivíduos não se previnem para saúde? Exames Vacinas .

2003.S. 2001..Câncer de mama ● Uma em cada oito mulheres norte-americanas e uma em cada nove mulheres britânicas desenvolvem câncer de mama em algum momento da vida (American Cancer Society. Pearson. Clavel-Chapelton et al. 2002. Preventive Services Task Force.. 2002. U. que tiveram menarca precoce e menopausa tardia.. 2002) ● Mulheres com sobrepeso. e as que não têm filhos ou que geraram filhos tardiamente têm maior risco de desenvolver câncer de mama ● as que praticam atividades físicas moderadamente e têm uma dieta pobre em gordura e rica em fibras correm menos riscos (ACS. 2007. McTiernan et al. 2002). Barrett-Connor et al. que consomem bebidas alcoólicas. que têm histórico familiar de câncer de mama. .

muitas mulheres se recusam a praticar o comportamento preventivo. As mulheres se dedicam mais a manter uma boa saúde (Cleary. as mulheres são mais propensas do que os homens a relatar sobre saúde e doença.Como alcançar o comportamento preventivo? Mesmo quando convidadas as fazer o exame. 2004). Zaborski e Ayanian. . ou quando são encorajadas a fazer auto-exame das mamas. e elas vão a médicos ou buscam tratamento ambulatorial ou emergencial com maior frequência.

● Entre os universitários. no total de 237. sujeitos do sexo masculino com idade entre 40 e 70 anos. somente 26 a 42% aderiram. Pesquisa no Brasil – comportamento de prevenção em estudantes Amostras: 315 mulheres. 84% dos sujeitos não usaram preservativo na primeira relação sexual ● 90 a 95% dos entrevistados reconhecerem os benefícios dos comportamentos para a saúde cardiovascular. . 360 estudantes universitários. ● 19% das mulheres faziam o auto-exame de mamas todos os meses ● 20% não conheciam auto-exame.

preocupação 8. Susceptibilidade percebida 2.Modelo de crenças em saúde (HBM) O HBM propõe que comportamentos de saúde estão ligadas a crenças centrais.“eu tenho como parar de fumar” . Controle percebido . Gravidade percebida 3. Percepção de pistas internas e externas 7. Como: 1. Barreiras percebidas 5. Custo percebido 4. Motivação para saúde. Benefícios percebidos 6.

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Modelo de crenças em saúde (HBM) Se aplicado a um comportamento como o de fazer exames para verificar a presença de câncer: ● A mulher percebe que há alta chance? ● É uma ameaça grave? ● Percebe os benefícios do exame? ● O custo da ação preventiva é percebido como baixo? ● Ela dá atenção a panfletos de saúde (externo) ou dor e irritação (interno)? .

com qual frequência faz?” . Fez exames médicos: ● por desejar ● sugestão médica ● atividade exigida ● outra razão .uma vez por mês até menos do que uma vez a cada seis meses.Crenças e comportamentos sobre exames preventivos “Se você examina as mamas.

Aplicação do HBM Escalas com notas para crenças: Susceptibilidade percebida: “minhas chances de contrair câncer são altas” e “minha condição de saúde torna mais provável que eu vá ter câncer”. Benefícios percebidos: “se o câncer for detectado cedo ele pode ser tratado de forma bem sucedida” e “houve muito progresso no tratamento de câncer nos últimos anos”. Barreiras percebidas: “eu não gosto de médicos e hospitais” e “eu fico medo de precisar de alguma operação”. Gravidade percebida: “pensar no câncer me assusta” e “preferia qualquer outra condição”. .

Percepção de pistas: Meu corpo já não é mais o mesmo. não tenho esse tempo”.Aplicação do HBM Custo percebido: “seria muito difícil pela distância ou tempo até chegar ao médico” e “Eu teria que esperar muito até ser atendido. Controle externo: “quando eu não estiver bem preciso ir ao médico”. Controle: “se eu adoecer. . Todos os médicos estão me tratando com precaução Conhecimento sobre câncer e contato familiar com o problema. é meu próprio comportamento que determina se vou melhorar”. Motivação: “Prefiro ir aos exames do que ter que passar por coisas similares à minha mãe”. Controle por chance “saúde está relacionada a ser sortudo”.

.Sucesso do HBM Conseguiu prever em diversos estudos comportamentos preventivos como: ● Exames para hipertensão ● Exames para câncer ● Prática de exercícios ● diminuição de uso de álcool ● mudanças em dieta ● e parar de fumar.

Problemas com o HBM ● Foco exagerado no pensamento .a ação de escovar os dentes é baseada no custo-benefício? ● Foco no indivíduo .qual é o papel do ambiente? ● Qual é a relação entre os tipos de crenças? ● Papel de emoções como medo e negação ● Não fala de mudança e progresso. .

Problemas com o HBM Vamos supor que o HBM foi utilizado e com sucesso foram descobertas as intenções pode ocorrer um declínio da participação em atividades preventivas As intenções são suficientes? Quem já começou uma atividade e parou depois de 3 semanas? .

Questionario HBM .

1992.Modelo HAPA (Schwarzer. 2005) Abordagem do processo de saúde-ação Fase Fase motivacional volitiva . Sniehotta. 2008.

Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia de ação de manutenção de recuperação Planejamento de expectativa ação Intenção Iniciativa Manutenção de resultado Planejamento de coping Recuperação Percepção do risco .

Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia de ação de manutenção de recuperação Planejamento de expectativa ação Intenção Iniciativa Manutenção de resultado Planejamento de coping Recuperação Percepção do risco .

Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia de ação de manutenção de recuperação Planejamento de expectativa ação Intenção Iniciativa Manutenção de resultado Planejamento de coping Recuperação Percepção do risco .

2001. Schwarzer & Renner. pode levar a pensamentos e considerações (Ruiter et al. 2000) .. Apesar da percepção do risco não ser um grande preditor da mudança de comportamento.Percepção de risco Relacionado ao HBM Susceptibilidade percebida: “minhas chances de contrair câncer são altas” e “minha condição de saúde torna mais provável que eu vá ter câncer”.

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Expectativa de resultado Relacionado ao HBM Benefícios percebidos: “se o câncer for detectado cedo ele pode ser tratado de forma bem sucedida” e “houve muito progresso no tratamento de câncer nos últimos anos”. Mas inclui o negativo também .

.Expectativa de resultado Crenças sobre consequências positivas e negativas do comportamento “se me exercitar poderei controlar meu peso” “se eu me exercitar terei menos tempo para o trabalho” Avaliação de Benefícios e Malefícios percebidos.

numa amostra de adultos obesos.Expectativa de resultado ● Parschau e colaboradores (2014) testaram a aplicabilidade do modelo HAPA ao exercício físico. . Os resultados do estudo sugerem ser importante incentivar as expectativas de resultados e a auto- eficácia de acção para poder ajudar os adultos com obesidade a formarem uma intenção de serem fisicamente ativos.

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Auto-eficácia de ação
Fase motivacional
que ocorre antes de ação
Indivíduos com alta auto-eficácia de ação são capazes de:

● Imaginar o sucesso (“vou ficar com o corpo ideal”)
● Antecipar sucesso de estratégias (“ quem sabe se eu organizar toda
manhã”
● Maior chance de iniciar comportamentos

Auto-eficácia de ação

Indivíduos com baixa auto-eficácia de ação:

● Imaginam o fracasso (“não vai adiantar” )
● Cultivam dúvidas sobre si (“ Eu nunca consegui antes”)
● Aptos a ‘enrolar’ (“semana que vem eu começo”)

Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia
de ação de manutenção de recuperação

Planejamento de
expectativa ação
Intenção Iniciativa Manutenção
de resultado
Planejamento de
coping
Recuperação

Percepção
do risco

Auto-eficácia de manutenção
Pode ocorrer das crenças de auto-eficácia para ação não preverem a
dificuldade da tarefa

e o comportamento entrar em declínio

+ auto-eficácia de manutenção:
● Renova estratégias (“vou passar para a noite”)
● Maior esforço (“quanto mais suar mais estou ganhando”)
● Persistência prolongada
● Alto investimento

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(“Não estou conseguindo fazer o mínimo exigido. não sou capaz”) - INTERNALIZA e CULPABILIZA .Quando ocorre algum erro é comum o indivíduo generalizar e levar para a atividade como um todo.

por tentar e não conseguir no começo”) ● Metas e esperança (Daqui a dois meses eu comparo meu desempenho”) Confiança em sua competência para recuperar.Auto-eficácia de recuperação + Auto-eficácia de recuperação ● Externalizam e identificam o problema (“não estou conseguindo ainda porque comecei a pouco tempo”) ● Controle do dano (“eu não sou incapaz. .

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Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia de ação de manutenção de recuperação Planejamento de expectativa ação Intenção Iniciativa Manutenção de resultado Planejamento de coping Recuperação Percepção do risco .

vou praticar exercícios físicos” A intenção é uma forte preditora do comportamento de exercício físico de intensidade moderada em qualquer modelo explicitamente desejar Não é suficiente para manter a atividade .Intenção “Estou decido.

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antes ou depois do café?) Onde (Em casa? Academia. condomínio?) Como (quais exercícios? em qual ordem? Por quanto tempo?) Quanto mais detalhes mais chance de implementar a mudança de comportamento rapidamente .Planejamento de ação A percepção de risco gera a mudança de comportamento em saúde apenas se há planejamento Quando (assim que acordar.

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então eu posso reduzir as atividades ou diminuir os dias” “Terça e Quinta preciso sair mais cedo. então vou cortar esses dias e intensificar outros”. então vou correr por 1h no sábado e domingo”. . “Muito esforço todo dia pode gerar danos .Planejamento de coping antecipação de barreiras e geração de comportamentos para superar “Não posso sair de casa para correr durante a semana.

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Auto-eficácia Auto-eficácia Auto-eficácia de ação de manutenção de recuperação Planejamento de expectativa ação Intenção Iniciativa Manutenção de resultado Planejamento de coping Recuperação Percepção do risco .

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onde e como). 2006). ..Auto-regulação Avaliações que ocorrem durante a execução do comportamento (Sniehotta et al. Nagy. Scholz. & Schwarzer. Consciência dos padrões: “Estou seguindo o padrão que a equipe de saúde da empresa recomendou Avaliar esforço: “Pratiquei o quanto eu planejei”. Auto-monitoramento: Monitorar se está cumprindo o plano (quando.

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Estresse Na meia-idade .

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Estímulo Tendências Precursores de Outras Doenças psicossocial Psicobiológicas doenças influências Fatores ambientais do genéticos passado Diversas variáveis interagem ao longo dos anos para gerar doenças .

AVC. 2007). (Pratt.Estresse na meia Idade angústia psicológica séria – “se sentir tão estressado que nada faz melhorar” Doenças cardíacas. . Dey e Cohen. Diabetes. Artrite.

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Conceito de estresse .

1990) . 2000) Teoria dos eventos da vida (Holmes e Rahe.Cannon (1932) Modelo Trifásico do Stress Selye (1956) Modelo Quadrifásico (LIPP. 1967) Teoria da apreciação (Lazarus 1975) Auto-controle e estresse (Bandura) (Kobasa et al.Modelos de estresse Lutar ou Fugir . 1982) (Karasek and Theorell.

Lutar ou Fugir causa externa fisiológico .Cannon (1932) .

Modelo Trifásico do Stress Selye (1956)

Fase de Alerta – o organismo prepara-se para a reação de luta ou fuga,
que é essencial para a preservação da vida. Mobilização para encarar o
estressor.

Fase de Resistência – inicia-se quando o organismo tenta resistir ao
estressor, em virtude de sua tendência a procurar a homeostase interna;
fase de coping.

Fase de Exaustão – O indivíduo foi repetidamente exposto a eventos
estressantes e não superou. Fase relacionada a início de doenças.

Fase de alerta
Aumento na capacidade de resistência acima do normal

Busca pelo reequilíbrio, acarretando uma utilização grande de energia, o
que pode gerar uma sensação de desgaste generalizado.

A falta de memória é sinal de que a demanda ultrapassou a capacidade
da pessoa lidar com a situação presente.

Quanto maior é o esforço que a pessoa faz para se adaptar e
restabelecer a harmonia interior, maior é o desgaste do organismo.

Estresse e saúde
● Tipos distintos de estressores afetam o sistema imunológico diferentemente. O
estresse agudo, ou de curto prazo, como o desafio de realizar um exame ou de
falar em público, fortalece o sistema imunológico;

● mas o estresse intenso ou prolongado, como as consequências da pobreza ou de
uma deficiência física, pode enfraquecer ou pôr em colapso o sistema
imunológico, aumentando a suscetibilidade a doenças (Segerstrom e Miller,
2004).

Se os fatores estressantes persistirem em freqüência ou intensidade.Fase de Resistência a pessoa automaticamente tenta lidar com os seus estressores de modo a manter sua homeostase interna. há uma quebra na resistência da pessoa e ela passa a “fase de quase- exaustão”. as reações são opostas àquelas que surgem na primeira fase e muitos dos sintomas iniciais desaparecem. dando lugar a uma sensação de desgaste e cansaço. .

.Fase de Exaustão quebra total da resistência exaustão física doenças graves começam a aparecer. podendo ocorrer a morte como resultado final. Órgãos mais vulneráveis começam a falhar.

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. Embora apresentando desgaste e outros sintomas. É comum nesta fase a pessoa sentir que oscila entre momentos de bem-estar e tranquilidade e momentos de desconforto. cansaço e ansiedade. porém. ainda não tão graves como as da “fase da exaustão”. As doenças começam a surgir. 2000) se caracteriza por um enfraquecimento da pessoa que não mais está conseguindo se adaptar ou resistir ao estressor.Fase de Quase-Exaustão (LIPP. a pessoa ainda consegue trabalhar e atuar na sociedade até certo ponto.

sem especificidades (lutar ou fazer uma prova). Estresse como um evento geral. .Limitações Estresse como meramente respostas automáticas a estressores externos. (modelo S-R antigo) Faltou a influência de fatores psicológicos e variações de indivíduos.

Teoria do eventos da vida (Holmes e Rahe. 1967) .

Se o total ficar entre 150 e 300 pontos. o paciente é considerado sem estresse e dentro do padrão de normalidade da maioria da população. . essa pessoa já é considerada estressada e há risco de prejuízo à saúde por conta do desequilíbrio emocional.Teoria do eventos da vida Caso o resultado total for inferior a 150 pontos.

ismabrasil.com.● http://www.br/testes/teste-seu-nivel-de-stress/respostas .

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A intensidade do reajuste em consequência do evento. Pilkonis et al. O grau de controle que tiveram sobre as consequências 3. 1967) Quem deveria dar o valor é o indivíduo: Por exemplo divórcio.Problemas com a Teoria do eventos da vida (Holmes e Rahe. (1985) sugeriram manter a teoria mas acrescentar: 1. Apesar de estressante se as consequências foram vistas como positivas ou negativas 2. .

1975) .Teoria da apreciação ou transacional (Lazarus.

Apreciação primária: é estressante? Estressor em potencial Estresse Apreciação secundária: Coping Consigo superar? .

Teoria da apreciação ou transacional (Lazarus. 1975) Apreciação primária (eventos/mundo) ➔ irrelevante ➔ positiva ➔ problemática e ameaça ➔ problemática e um desafio Apreciação secundária (indivíduo) Meta-apreciação apreciação de coping .

desenvolver coping (relaxar. Ação direta para eliminar 2. mecanismo de defesa) . Busca de informação 3. Fazer nada 4.Teoria da apreciação ações comuns após apreciação 1.

Reapreciação Trabalho como professor Publicação de artigos Revisão vista como uma nova chance .

Reapreciação após o evento estressante reavaliações sobre o que ocorreram divórcio .

mas indique a alternativa que lhe pareça como uma estimativa razoável. Embora algumas das perguntas sejam similares.ESCALA DE ESTRESSE PERCEBIDO Itens e instruções para aplicação As questões nesta escala perguntam sobre seus sentimentos e pensamentos durante o último mês. Isto é. A melhor abordagem é responder a cada pergunta razoavelmente rápido. Em cada caso. Para cada pergunta. será pedido para você indicar o quão frequentemente você tem se sentido de uma determinada maneira. há diferenças entre elas e você deve analisar cada uma como uma pergunta separada. não tente contar o número de vezes que você se sentiu de uma maneira particular. escolha as seguintes alternativas: 0= nunca 1= quase nunca 2= às vezes 3= quase sempre 4= sempre .

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da seguinte maneira. 3=1 e 4=0. 10 e 13) têm sua pontuação somada invertida. 7. 6.Pontuação As questões com conotação positiva (4. 1=3. O total da escala é a soma das pontuações destas 14 questões e os escores podem variar de zero a 56. 0=4. 9. 2=2. . 5. As demais questões são negativas e devem ser somadas diretamente.

. Possível estratégia: Categorizar eventos que podem ser apreciados como estressores em vez de citar como a teoria dos eventos.Problemas Repetti (1993) pesquisou estresse objetivo e estresse subjetivo de descobriu que ambos preveem adoecimento e dificuldades psicológicas. Não é simplesmente subjetivo.

Eventos salientes Trabalho Família Amizades Todos são domínios possíveis de gerar estresse. mas para alguns um ou outro pode ser mais saliente. .

Sobrecarga Acúmulo de tarefas conflito de tarefas .

Eventos ambíguos Eventos ambíguos impedem de preparar estratégias de coping e são facilitadores para o estresse.” No trabalho pouco controle sobre suas próprias funções casos em que autoridades interferem inapropriadamente . “separo ou não?” “há sentimento mas há conflito.

Eventos incontroláveis Glass and Singer 1972 mostraram que barulhos previsíveis são menos estressantes do que barulhos imprevisíveis. Habituação Quanto mais controle você tem da situação mais fácil planejar estratégias de coping .

Controle na meia-idade ● Na meia-idade o sentimento de controle é um componente importante da saúde e bem-estar (Clark-Plaskie & Lachman 1999. ● Atingiram o equilíbrio da vida? ● Nível sócio-econômico sempre é um fator prejudicial mas ● Com senso de controle e relacionamentos de qualidade pessoas com baixo sócio- econômico chegam a níveis de saúde e bem-estar comparáveis à media de pessoas com nível sócio econômico mais alto . Lachman & Weaver 1998b).

ampliando a possibilidade de estresse e depressão. as consequências do estresse e depressão serão mais presentes e graves do que em outras faixas etárias. Se uma geração de meia-idade conseguir atingir o senso de controle terá mais chances de se proteger de fatores de depressão e estresse. familiar. se encontrado. social. já se não atingir. Esse equilíbrio gera um senso de controle que da a essa faixa etária uma proteção. mas não deve ser o único envolvido.pessoas da meia-idade precisam encontrar o equilíbrio na vida financeira. Pode ser que atualmente esteja mais difícil encontrar esse controle do que antigamente. a proteção contra depressão e estresse existe. . se o senso de controle for atingido. Entretanto. se ele não for atingido. que as demais não tem. etc. Logo. Essa interpretação junta os resultados e faz sentido. Determinar peculiaridades de uma faixa-etária é bastante complexo como poderão verificar ao fazer o trabalho sobre a metodologia da psicologia do desenvolvimento. O senso de controle é um fator importante. seria como a vida dessas pessoas não tivesse ido a lugar algum.

e talvez sejam mais capazes de aceitar o que não pode ser mudado. ● Elas têm melhor percepção daquilo que podem fazer para modificar circunstâncias estressantes. ● Elas também aprenderam estratégias mais eficazes para evitar ou minimizar o estresse .Coping na meia-idade ● As pessoas de meia-idade podem estar mais bem-equipadas para lidar com o estresse do que as de outras faixas etárias (Lachman. 2004).

Mudanças fisiológicas Coping Suporte social Estressor Controle Doença Personalidade Mudanças comportamentais .

Objetivos do coping em relação ao estresse ● Reduzir ao máximo as condições estressantes do ambiente e maximizar a chance de recuperação ● Ajustar ou tolerar eventos negativos ● Manter uma auto-imagem positiva ● Assegurar o equilíbrio emocional ● Conseguir manter relações satisfatórias com os outros apesar dos problemas. .

Dimensões do coping Afastamento Confronto Estilos Problemas Emoções Formas .

Coping de confronto Encarar o problema Reunir informação e tomar decisões Tende a + benéfico do que a esquiva ao problema .

. há estudos que mostram maior sucesso do coping de afastamento para problemas de curto-prazo (Wong and Kaloupek 1986).Coping de afastamento Fugir ou esquivar do problema minimizar a situação apesar do confronto normalmente ser melhor.

Coping focado no problema Ações para reduzir as demandas do estressor ou aumentar os recursos para superar. ➔ Mudanças de plano de ação ➔ Elaborar um planejamento de horários para um dia estressante e ocupado ➔ Se qualificar para superar uma mudança de posição no trabalho ➔ Mudar ou buscar ajuda em relação a um relacionamento conturbado. .

Coping focado em emoções Tentativas de trabalhar as emoções adquiridas em um evento estressante. ➔ Conversar com amigos sobre o problema ➔ beber ou fumar para distrair ➔ Ir ao shopping ou assistir um filme ➔ Minimizar a importância ➔ Pensar sobre o problema de uma forma positiva .

Planejamento “Tenho tentado criar uma estratégia sobre o que fazer”. Uso de substâncias “estou usando drogas ou bebidas para superar”.Tipos de coping Coping ativo “tenho tentado tomar ação para melhorar a situação”. Fuga-esquiva “tenho focado no trabalho para esquecer problemas pessoais”. Negação “as vezes fico fingindo pra mim mesmo que nada está acontecendo”. . Suporte social “tenho buscado apoio em outros”. Reavaliação positiva “há como interpretar os eventos de forma boa”.

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Qual é a importância do senso de controle na meia-idade? 3. Discuta: O estresse é causado pelo ambiente ou percebido pelo indivíduo? 2. . O que significa coping? 4.Atividade 1. Dê sua opinião. Lachman (2004) afirma que pessoas da meia-idade podem estar melhor equipadas com estratégias de coping.

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evocação Capacidade de recordar o conteúdo de um texto .Resultado estudo vs.

Intercalar leitura e diversas (3+) tentativas de evocação .

Promovendo aprendizagem com sentido .

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Quando o teste final era produção de mapa conceitual .

Desenvolvimento Cognitivo Na meia-idade .

envolve perceber relações. como encontrar um sinônimo para uma palavra. ● Inteligência cristalizada é a capacidade de lembrar e utilizar a informação adquirida ao longo da vida. conhecimentos gerais e respostas a situações e dilemas sociais.Inteligência Fluida vs. . capacidades que dependem largamente da experiência educacional e cultural. Cristalizada ● Inteligência fluida é a capacidade de resolver problemas novos que exigem pouco ou nenhum conhecimento prévio como descobrir o padrão em uma sequência de figuras. Ela é medida por testes de vocabulário. formar conceitos e fazer inferências.

Transversal vs. Longitudinal .

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1991 e 1998) ● mais de 5000 pessoas já foram testadas ● Porção mais pobre da população não foi bem representada . 1984. 1963. 1977. 1970.Estudo Longitudinal de Seattle ● Teste de desenvolvimento cognitivo ● Com início em 1956 ● Sequencial com coortes sucessivas ● Iniciou com 500 ● A cada 7 anos a amostragem da pesquisa é testada novamente ● E uma nova coorte é acrescentada ● (1956.

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no mesmo período de tempo. ● O maior número de palavras que começam com a letra A.Fluência Verbal ● O maior número de animais num período de tempo de 1 minuto. .

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Estudo Longitudinal de Seattle ● Não há um padrão geral no desenvolvimento da Inteligência (unindo todos os fatores) até a meia-idade ● Não há declínio até os 60 anos de idade ● Declínio em indivíduos antes dos 60 – indicador de futuro transtorno neurocognitivo (demência). ● Por volta dos 74 todas as funções já entraram em declínio .

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. enquanto a inteligência cristalizada melhora ao longo da meia-idade e frequentemente até próximo do final da vida (Horn.Diferenças fluidas e cristalizadas ● Esses dois tipos de inteligência seguem caminhos diferentes. Horn e Donaldson. Os achados sequenciais do Estudo de Seattle foram um pouco diferentes. Embora as capacidades fluidas declinassem mais cedo do que as capacidades cristalizadas. 1980). pode pelo menos parcialmente refletir mais diferenças entre gerações do que alterações com a idade. 1982b. Entretanto. portanto. a inteligência fluida atinge o ápice no período adulto jovem. grande parte dessa pesquisa é transversal e. 1982a. Normalmente. 1999). a perda de certas capacidades fluidas – raciocínio indutivo e orientação espacial – não se estabeleciam até por volta dos 50 anos (Willis e Schaie.

Auge por tipo de habilidade cognitiva ● Raciocínio indutivo (fluida): 50 ● Orientação espacial (fluida): 50 ● Compreensão verbal (cristalizada): 60 ● Fluência verbal (ambos): 60 ● Rapidez perceptiva (fluida): 20 ● Habilidade numérica (cristalizada):30 Compreensão verbal se mantem preservada .

depois cristizadas.Diferenças fluidas e cristalizadas ● Capacidades fluidas decaem mais cedo. ● Homens perdem mais em velocidade e mulheres perdem mais em acurácia. .

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Tarefas Gc Escutar uma história e responder de acordo com contexto Animal e Vampiro: pensar uma palavra que associe os dois. .

Fruta: Ba____ Férias: Pr___ Mamífero: Ma____ Cozinha: Fo___ Esporte: Na______ Carne: Pi______ Química: Hi________ Almoço: Fe______ Sorvete: Ba______ Instrumento: Vi____ Mitologia: Th__ Calçado: Ch_____ Legume: Be_______ Matemática: Ad____ Clube: Bo______ Diversão: Ci___ Flor: Ro__ Disciplina: Hi______ Animal: Pe___ Doença: Ar_____ Profissão: Mé____ Assessório: Pu______ Árvore: Pi_______ Corpo: Br___ .

Tarefas Gf .

Tarefas Gf ● Tarefas de Lógica ● Identificar padrões em códigos .

particularmente a inteligência fluida (Singh-Manoux et al. ● A atividade física parece melhorar o funcionamento cognitivo. . ● Os sujeitos treinados continuaram com vantagem sobre os controles 7 anos depois. ● Críticas: resultados muito bem sucedidos (replica – fizemos bem feito).Reabilitação cognitiva ● Treinamento cognitivo com os sujeitos sugere que o declínio pode ser reversível.. 2/3 dos testados com reabilitação mostraram melhora significativa e 40% dos que haviam declinado significativamente durante 14 anos foram restaurados aos seus anos pre-declínio. 2005).

Cognição e Personalidade Relações mais significativas encontradas ● Conservadorismo (-) ● Seguro & sereno (+) ● Dependência de grupo (-) .

Conclusão: nós já sabíamos .

Desenvolvimento Psicossocial Na meia-idade .

Senso de controle .Conteúdo da prova – Meia-idade .Inteligência fluida e cristalizada na meia-idade Desenvolvimento psicossocial .Ninho vazio e atravancado .nota 2 O que é psicologia do desenvolvimento? Desenvolvimento e saúde física Caminho indireto -Crenças e comportamentos sobre saúde – Modelo Hapa e HBM Caminho direto -Modelos de estresse e coping Desenvolvimento cognitivo .Generatividade .Estudo longitudinal de Seattle .

Problemas psicossociais de coorte ● Hoje. . ● Quando a vida da mulher girava em torno da concepção e da educação dos filhos. o fim do ciclo reprodutivo tinha um significado diferente do que tem agora quando tantas mulheres de meia-idade ingressaram na força de trabalho. se sentiam mais velhos. e as fronteiras da vida adulta intermediária tornaram-se menos claras. os estilos de vida são mais diversificados. ● Quando as pessoas morriam mais cedo.

Crise da meia idade? ● O termo crise da meia-idade é agora considerado uma representação imprecisa do que a maioria das pessoas vivencia na meia-idade. nem em crise – ou podem vivenciar crise e competência em momentos diferentes ou em diferentes áreas da vida (Lachman. podem estar em uma posição intermediária – nem no auge. ● Algumas pessoas de meia-idade podem vivenciar crises ou tumultos. a sua ocorrência parece ser razoavelmente incomum (Aldwin e Levenson. Outras. ainda. 2001. . Heckhausen. 2004). ● De fato. 2004). 2001. mas outras se sentem no auge de suas capacidades. Lachman.

Controle na meia-idade ● Na meia-idade o sentimento de controle é um componente importante da saúde e bem-estar (Clark-Plaskie & Lachman 1999. ● Atingiram o equilíbrio da vida? ● Nível sócio-econômico sempre é um fator prejudicial mas ● Com senso de controle e relacionamentos de qualidade pessoas com baixo sócio- econômico chegam a níveis de saúde e bem-estar comparáveis à media de pessoas com nível sócio econômico mais alto . Lachman & Weaver 1998b).

Essa interpretação junta os resultados e faz sentido. Pode ser que atualmente esteja mais difícil encontrar esse controle do que antigamente. social. Se uma geração de meia-idade conseguir atingir o senso de controle terá mais chances de se proteger de fatores de depressão e estresse. que as demais não tem. Entretanto. já se não atingir. . Logo. Determinar peculiaridades de uma faixa-etária é bastante complexo como poderão verificar ao fazer o trabalho sobre a metodologia da psicologia do desenvolvimento. mas não deve ser o único envolvido. as consequências do estresse e depressão serão mais presentes e graves do que em outras faixas etárias. se o senso de controle for atingido. etc. se encontrado. se ele não for atingido. O senso de controle é um fator importante. Esse equilíbrio gera um senso de controle que da a essa faixa etária uma proteção.pessoas da meia-idade precisam encontrar o equilíbrio na vida financeira. ampliando a possibilidade de estresse e depressão. seria como a vida dessas pessoas não tivesse ido a lugar algum. familiar. a proteção contra depressão e estresse existe.

Ela tende a estar associada ao comportamento pró-social. produtividade ou criatividade. Como o desafio central da meia-idade. a generatividade pode ser expressa não apenas por meio de cuidados paternos e maternos ou de cuidados pelos avós. 1963. 267) de “tomar conta” ou de “cuidar de outros”. p.Generatividade “um interesse em educar e guiar as gerações mais novas” (ERIKSON. Bem estar <-> Generatividade Liberdade das responsabilidades -> Generatividadde . mas também através de ensino ou aconselhamento.

.Generatividade ● Valor pela maternidade ● Uma preocupação com a sociedade em sentido amplo ● Atividades de participação política e cívica ● Trabalho de voluntariado ● Pode relacionar-se com imperativos biológicos associados à sobrevivência da espécie ● Processos psicossociais que resultam na motivação para transmitir conhecimentos ou experiências.

ligada ao desenvolvimento de ações que sobrevivam à própria morte. AUBIN. 1992).Generatividade ● Deixar descendência (Livro) ● Contribuir e ser responsável pelo desenvolvimento da sociedade e das gerações mais novas e ● motivação para a criatividade (McADAMS. ● Dimensão agêntica. St. ● Erikson (1963) designou de “necessidade de ser necessário” ● “imortalidade simbólica” Krote (1984) ● Dimensão pró social. . de prestação de cuidados.

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Ostrove e Stewart.Alguns estudos sobre a generatividade -Em um estudo transversal com 333 mulheres altos níveis de generatividade: maior segurança sobre identidade pessoal e com senso de confiança em suas capacidades (Zucker. . 2002).

. 2007). a envelhecimento bem-sucedido (Peterson e Duncan.Alguns estudos sobre a generatividade -A generatividade parece abrir caminho para desfechos de vida positivos estudo de mulheres de meia-idade. a generatividade previu: sentimentos positivos em relação a casamento e a maternidade.

. relataram maior investimento 10 anos mais tarde em seus papéis intergeracionais como filhas e mães. 2002). e se sentiam menos sobrecarregadas pelo cuidado de pais idosos (Peterson.Alguns estudos sobre a generatividade ● -Mulheres que tinham alcançado a generatividade aos 43 anos.

● preocupação sobre si e ● ajustamento psicossocial pobre na meia-idade. .Alguns estudos sobre a generatividade ● Pessoas que não conseguem ou não interessam em ser generativas vivenvicam estagnação.

inclui pais) ● Capacidade de educar crianças para comportamento moral e prosocial ● Participação polítca e em comunidade ● Tendência à liderança ● Senso de dever cumprido com a sociedade .Alguns estudos sobre a generatividade Altos indices de generatividade estão associados a ● Estratégias e estilos de maternidade positiva (disciplina positiva.

experiências aversivas ou de sofrimento levam ao crescimento pessoal ou algum tipo de moral e aprendizagem ● Narrar o passado em termos redentivos pode reforçar os comprometimentos generativos ao exemplificar como a vida do indivíduo conta uma história de sucesso ou superação.Alguns estudos sobre a generatividade ● adultos com alto indices de generatividade tendem a narrar sua história de vida de uma forma redentiva – acontecimentos ruins se transformam em lições positiva. . ● A narrativa é uma construção subjetiva/psicossocial.

presente e o que pensa para o future. e pessoas criam sentido para suas vidas em formas variadas.Entrevista sobre história da vida Essa é uma entrevista sobre a história da sua vida. Como psicólogos sociais. nossa meta é coletar o maximo de histórias diferentes para compreender como as pessoas dão sentido às suas vidas. A vida das pessoas variam tremendamente. Relate a sua vida como uma conto – faça uma história unificando passado. .

não é necessário falar tudo que aconteceu com você. A história deve mencionar como você é semelhante a outros e como é único.Entrevista sobre história da vida ● Ao nos contar uma história sobre sua vida. Uma história é seletiva. Concentre-se no material que considera ser importante em algum sentido fundamental – aquilo que diz sobre quém é e como chegou a ser quem é. Ela pode focar em eventos chaves com relações chaves entre eles. alguns temas centrais que reaparecem na narrative. .

capítulos ● Todas as histórias possuem personagens. Podemos até falar em capítulos. trechos bons e ruins. no mínimo 2 e no máximo 7. cenas. tramas e assim adianta. Existem partes interessantes e partes menos interessantes. Você consegue separar sua vida em capítulos? Pense um pouco e me descreva os principais capítulos da sua vida ● Idealmente. ● Duração 25-30 minutos . ● De nome ao capítulo e faça uma sinópse de cada. heróis e vilões.Entrevista sobre história da vida .

o que pensava e o que sentia. . concentre-se em alguns eventos chaves da história.Entrevista sobre história da vida . Descrevea onde estava. por exemplo. quem estava envolvido.eventos ● Agora que escreveu os capítulos. Um acontecimento específico. um episódio significativo no passado que ocorreu em um tempo e espaço. o que fez. Já uma época de férias não é um evento crítico por ser extenso. ● Descreva em detalhes ao menos 8 eventos. ● Essencialmente tente dizer como esse evento gera um impacto para história. Uma conversa específica que pode ter tido com sua mãe aos 12 anos. contribuindo e te descrevendo.

Memória importante na vida adulta 8. Experiência em auge 2. Primeira memória 5. Experiência baixa 3. Memória importante na infância 6.Tipos de eventos para relatar 1. Memória importante na adolescência 7. Evento marcante livre . Divisor de águas 4.

Desafio de vida Qual foi o maior desafio que já enfrentou? O que fez para encarar ou lidar com esse desafio? Outras pessoas te auxiliaram? Como esse desafio teve impacto na sua história? .

grupo ou organizaçao. ● Negativa – pessoa. grupo ou organizaçao.Influência externa ● Positive – pessoa. .

Como outras histórias influenciaram a sua história pessoal? .

Futuros alternativos 1. Positivo 2. Negativo .

Tema central ● Há uma mensagem? Uma moral? Um tema central? Fio condutor .

psicológica. . relacional ou social) o tornando especial de alguma forma.Narradores redentivos -Vantagem ● O narrador indica que há uma vantagem sempre presente (física. material.

.Sensibilidade ao sofrimento: ● o narrador expressa consciência ou empatia frente aos problemas e dores dos outros.Narradores redentivos . se preocupando com injustiça social ou problemas sociais amplos.

Enfatiza a importância.Narradores redentivos – firmeza moral ● O narrador indica que princípios fortes e motivadores que guiaram a sua vida com propósito – religioso. clareza e coerência desses princípios durante a vida. . ético. político ou crenças.

Narradores redentivos – propriamente dito ● O narrador descreve uma saída de uma situação negativa para uma situação positiva. Pode ser parte dos eventos da vida ou da interpretação. .

Narradores redentivos – Metas pró-sociais ● O narrador descreve a busca por metas pro-sociais em um esforço para beneficiar os outros (alem de si ou família) para contribuir para uma melhor sociedade. .