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GT11N2 Princípios da Usina de

Visão Geral/Operação Turbina a Gás

Módulo de Treinamento

João Augusto CF

Alstom (Suíça) Ltda.

GT11N2 Princípios da Usina
Visão Geral/Operação de Turbina a Gás

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Este é um módulo de treinamento.
Todos os valores e ajustes mencionados / anexados são para fins informativos
somente. Os valores podem ser alterados até o início da operação.
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Centro de Treinamento da Usina
Pág. 2

GT11N2 Princípios da Usina
Visão Geral/Operação de Turbina a Gás

Índice

Objetivos do Módulo ....................................................................................................................... 4
Visão Geral ...................................................................................................................................... 5
Processo da Turbina a Gás ............................................................................................................ 5
Descrição do Funcionamento ........................................................................................................ 8
Sistema de Admissão de Ar ........................................................................................................8
Turbina de Fluxo Axial.................................................................................................................8
Compressor de Fluxo Axial .......................................................................................................13
Câmara de Combustão .............................................................................................................15
Engrenagem Desmultiplicadora para Redução da Velocidade de Rotação .. Erro! Indicador não
definido.
Gerador-Excitador.....................................................................................................................19
Resumo .......................................................................................................................................... 23
Figura 1: Funcionamento do Conjunto Turbogerador a Gás ..................................................... 24
Figura 1.1: Com Conexão Direta entre o Compressor e o Gerador ...........................................24
Figura 1: Funcionamento do Conjunto Turbogerador a Gás ..................................................... 25
Figura 1.2: Com Conexão Indireta entre o Compressor e o Gerador.........................................25
Figura 2: Diagramas de Velocidade de um Estágio de Reação da Turbina............................... 26
Figura 3: Direções dos Fluxos no Rotor...................................................................................... 27
Figura 4: Diagrama de Forças de um Estágio de Reação da Turbina........................................ 28
Figura 5: Diagramas de Velocidade de um Estágio do Compressor ......................................... 29
Figura 6: Diagrama de Forças de um Estágio do Compressor .................................................. 30
Figura 7: Vista Detalhada de um Combustor Tipo Silo com Queimadores EV ......................... 31
Figura 8: Conjunto Turbogerador de Alta Potência .................................................................... 32
Figura 9: Excitação sem Escovas, Controle de Voltagem e Partida .......................................... 33
Figura 10: Excitação Estática, Controle de Voltagem e Partida................................................. 34

Centro de Treinamento da Usina
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 Justificar o uso das palhetas da turbina. o treinando estará apto a:  Definir o objetivo de um conjunto turbogerador a gás.  Explicar o papel do excitador dentro do princípio da indução eletromagnética.  Justificar a inclusão de um compressor de ar dentro do conjunto turbogerador a gás.  Definir de que forma o processo de uma turbina a gás pode ser maximizado com relação à sua eficiência. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Objetivos do Módulo Ao completar esta seção. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Citar as razões pelas quais a combustão ecologicamente correta exige vários queimadores. 4 .  Definir os motivos do uso de um dispositivo de partida estática para dar a partida no conjunto turbogerador a gás.  Descrever as vantagens da combustão ecologicamente correta quando aplicada a uma turbina a gás.  Fornecer as razões segundo as quais a aceleração do gás da combustão através das palhetas da turbina afeta outras quantidades do gás da combustão.

o gerador transforma esta energia mecânica em energia elétrica. seja através de um eixo diretamente acoplado ou através de redutor de velocidade.  A energia mecânica é então transmitida ao gerador. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Visão Geral Esta seção  faz uma revisão do processo da turbina a gás e  explica então em breves palavras como é realizado o processo através  do projeto e  do layout dos principais componentes do conjunto turbogerador. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Esta última desenvolve então uma força exercida sobre as palhetas móveis da turbina fornecendo um torque que representa a energia mecânica da turbina. que é então distribuída para a grade ou para a rede.  Utilizando o princípio da indução.2 Um conjunto turbogerador a gás converte a energia química contida em um combustível em energia elétrica. O calor é convertido em energia cinética com a ajuda de um bico tipo giclê. a qual ele distribui para a rede através de seus  bucha de alta tensão (HV).  Esta energia térmica é encaminhada para a turbina  O calor do gás da combustão é convertido  inicialmente em energia cinética e  posteriormente em energia mecânica.  disjuntor e  transformador principal para elevação da tensão.1 e 1. 5 .  Utilizam-se as palhetas da turbina para este fim. Esta conversão de energia ocorre em várias etapas.  Desta forma o arranjo das palhetas da turbina cria múltiplos giclês para converter a energia térmica do gás da combustão em energia cinética. O calor ou a energia térmica são representados principalmente pelos valores de  pressão  temperatura e  volume.  A energia química contida no combustível é  liberada por combustão e  transformada em energia térmica na câmara de combustão. Processo da Turbina a Gás Figuras 1.

6 . Para se maximizar o uso do calor deste gás de exaustão a alta temperatura. ou seja.  Nesse momento o fluido é descarregado da turbina para a atmosfera à baixa pressão e. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figuras 1. por exemplo. é acrescentada uma caldeira de vapor para recuperação de calor (HRSB – “Heat Recovery Steam Boiler”). Por outro lado. perdas irreversíveis de energia em forma de calor ocorrem nos processos reais. utiliza-se o conceito de entalpia.  Assim. à alta temperatura. é necessário aplicar-se-lhe o valor da entropia. é possível extrair a máxima energia mecânica a partir do calor do gás da combustão. ou seja. de um nível de temperatura mais alta para um nível de temperatura mais baixa.  Os valores de pressão.  A HRSB utiliza o calor do gás de exaustão para converter água em vapor.  O grau de convertibilidade do calor em outras formas de energia. a pressão do fluido diminui e sua velocidade aumenta. que o calor não pode nunca ser 100% convertido em uma outra forma de energia. Esta última representa simultaneamente algumas das importantes características do calor. Assim. e  o processo de expansão é finalizado  aproximadamente à pressão atmosférica e  com uma elevada temperatura do gás de exaustão ou temperatura após a turbina (TAT – “Temperature After Turbine”).  Este processo de maximização é chamado de arranjo de ciclo combinado.1 e 1. temperatura e volume são interrelacionados. comparativamente. arranjando-se as palhetas da turbina numa sequência adequada.  Este conjunto turbogerador por sua vez entrega energia elétrica adicional para a rede. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Esta conversão de energia pode ser repetida até que a pressão do fluido alcance um valor bem próximo da pressão atmosférica. Para se obter elevada eficiência na conversão da energia. ao passar por um giclê. representa:  A direção na qual o calor flui espontaneamente. Quando se utiliza energia na forma de calor. se a pressão de um fluido é reduzida.2 Para abranger e englobar todos os valores que representam a forma de energia do calor.  utiliza-se uma alta temperatura de entrada na turbina (TIT – “Turbine Inlet Temperature”). ou seja.  A irreversibilidade dos diferentes processos reais. a sua temperatura diminui e o seu volume aumenta. ou seja. que é alimentado para um conjunto turbogerador a vapor.

 Observe que este processo ocorre sob pressão elevada e constante.  Observe que este processo ocorre sob pressão baixa e constante. 7 . A correlação entre ambas as representações é explicada a seguir:  Entre os pontos 1 e 2 o ar é comprimido dentro do compressor.  Entre os pontos 4 e 1 ocorre a descarga do gás de exaustão. principalmente em energia mecânica.1 mostra um conjunto turbogerador a gás sem caixa de redução.  Observe o aumento da entropia durante o processo de compressão.  Observe o aumento da entropia durante o processo de expansão.2 mostram um processo de turbina a gás com combustão padrão.  A descarga do gás de exaustão para a atmosfera é representada como uma extração de calor.  A parte inferior mostra graficamente o processo da turbina a gás em um diagrama temperatura entropia ou diagrama de calor.2 A combinação adequada dos valores de temperatura e entropia permite representar graficamente a quantidade de calor de um processo que é disponível para conversão em uma outra forma de energia.1 e 1. Centro de Treinamento da Usina Pág.  A Figura 1. na forma de duas representações interrelacionadas:  A parte superior mostra esquematicamente o arranjo do equipamento de um conjunto gerador de turbina a gás.  O processo de combustão é representado por uma entrada de calor que ocorre com o combustível. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figuras 1.  O calor é representado pela área compreendida pelas curvas que representam as diferentes mudanças de estado do fluido dentro do processo.2 mostra um conjunto turbogerador a gás com caixa de redução.  A Figura 1.1 e 1.  A área compreendida pelas curvas de processo 1-2-3-4-1 representa o calor que é convertido em energia mecânica pela turbina a gás. As Figuras 1.  Entre os pontos 3 e 4 o gás da combustão expande-se através da turbina.  Entre os pontos 2 e 3 ocorre o processo de combustão.

Existem duas espécies de palhetas:  Palhetas fixas.  Portanto. palhetas do estator ou pás. Esta conversão de energia é realizada com a ajuda de palhetas.  Palhetas móveis.  pela turbina. a turbina converte o calor ou a energia térmica do gás da combustão em energia mecânica. onde o mesmo contaminaria as palhetas. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Descrição do Funcionamento Iremos agora abordar o processo da turbina a gás em termos do trabalho realizado  pelo sistema de admissão de ar. Sistema de Admissão de Ar Nenhuma parcela de energia mecânica pode ser acrescida ao ar até que este chegue à primeira fileira de palhetas rotativas do compressor. o compressor remove o ar em frente ao primeiro estágio de modo a reduzir a pressão nesse local.  Isto significa que o mancal radial situado junto à entrada do compressor deve ser cuidadosamente projetado de modo a assegurar que não haja risco de ocorrer sucção de óleo para dentro da tomada de ar.  A pressão atmosférica força então o ar de admissão através do filtro e do coletor para substituir o ar removido.  São montadas sobre a superfície externa (periférica) do rotor.  pelo compressor  pelo combustor.  São afixadas à carcaça da turbina. Conforme explicado anteriormente. palhetas do rotor ou buckets.  Transferem a energia mecânica ao rotor.  pela caixa redutora e  pela excitatriz do gerador. A pressão no sistema de admissão está continuamente caindo à medida que o ar se movimenta do exterior em direção à seção de admissão do compressor. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Guiam ou direcionam o gás da combustão numa direção otimizada sobre as palhetas móveis. 8 . Turbina de Fluxo Axial Figura 2 A turbina de fluxo axial é assim chamada porque a direção principal do fluxo do gás da combustão através da turbina é paralela ao eixo de rotação principal da turbina.

O conjunto combinado formado por uma carreira de aletas e uma carreira de palhetas é chamado de um estágio da turbina. se decompõe em:  uma velocidade relativa w1 e  uma velocidade tangencial u1 Devido ao formato de bocal da fileira de palhetas. A Figura 2 mostra um desses estágios da turbina.  Em virtude do formato de bocal dos canais entre as palhetas. Os mesmos são utilizados para:  Fornecer o formato da lâmina da palheta.  Um aumento do volume do fluido.  É no estágio da turbina que ocorre a conversão da energia. incluindo os triângulos ou diagramas de velocidade.  Na parte inferior encontra-se uma vista de topo.  Assim. Centro de Treinamento da Usina Pág. A direção da velocidade absoluta c está aproximadamente alinhada com a direção longitudinal do eixo. A aceleração do fluido (gás da combustão) acontece às custas de:  Uma diminuição da pressão do fluido.  Desta mesma forma o fluido adentra os demais estágios e essa decomposição de velocidades repete-se novamente. na saída da fileira de palhetas a velocidade absoluta c2 assume de novo praticamente a mesma direção e intensidade que possuía na entrada da fileira de aletas (c2 ≈ c0). GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 2 As palhetas móveis  são dispostas em fileiras umas atrás das outras de modo que o gás da combustão possa atravessá-las todas e  têm a conformação de canais com o formato de um bocal convergente.  Um diminuição da temperatura do fluido. como segue:  Na parte superior encontra-se uma representação em perspectiva. O gás da combustão adentra a fileira de aletas com uma certa velocidade absoluta c0. na sua saída a velocidade relativa do fluido aumenta para w2 (w2 > w1).  Calcular a energia mecânica desenvolvida pela turbina. Esta velocidade absoluta c1 na entrada da fileira de palhetas.  a velocidade tangencial de saída u2 permanece a mesma devido ao valor constante do raio das palhetas (r1 = r2). de calor para energia mecânica. Este último ponto é basicamente desenvolvido de agora em diante. a velocidade absoluta do gás da combustão  aumenta para c1 e  adentra a fileira de palhetas com esta velocidade. 9 . O benefício dos diagramas de velocidade é duplo.

s] ou [J.m/s] ou [N.c2u) sendo: r1: raio de giro na entrada [m] r2: raio de giro na saída [m] c1u: componente tangencial de c na entrada [m/s] c2u: componente tangencial de c na saída [m/s] Centro de Treinamento da Usina Pág.r/∆t = ∆D/∆t sendo: ∆D: mudança do momento angular [N.s] Segue-se que: M = ∆I.r.s] Segue-se também que: M = m.r sendo: M: torque [N.(c2 – c1) sendo: ή: vazão do fluido [kg/s] Dentro de um estágio da turbina.r.r (c2 – c1) / ∆t = ή. aplicam-se as seguintes considerações ao torque desenvolvido: M = ή (r1. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 2 Da mecânica: M = F.m] F: força giratória [N] r: raio de giro [m] Da segunda lei de Newton: F = m.c1u – r2.∆c/∆t = ∆I/∆t sendo: F: força [N] m: massa [kg] ∆c: diferença de velocidade [m/s] ∆t: intervalo de tempo [s] ∆I: diferença de impulso [kg.∆c/∆t e: ∆c = c2 – c1 c2 = velocidade absoluta de saída [m/s] c1 = velocidade absoluta de entrada [m/s] é válido: M = m.m. 10 .

ω segue-se que: Pmec = ή (u1.  cu é a componente tangencial. segue-se que: Pmec = ή. 11 .  O raio na entrada é r1 e  o raio na saída é r2.  Esta componente da velocidade não tem influência sobre a conversão de energia porque não possui raio de giro.  Aqui a trajetória do fluxo de um fluido é representada esquematicamente nas seções de entrada e saída de um rotor. aplicam-se as seguintes condições:  r1 = r2 = r  u1 = u2 = u Da mecânica: Pmec = M. Cada uma destas velocidades é decomposta da seguinte forma:  cm é a componente axial ou meridiana.  As velocidades absolutas de entrada e de saída são c1 e c2 respectivamente.c2u) Da mecânica: u = r.c1u – r2.cu.u (c1u – c2u) Centro de Treinamento da Usina Pág.  Esta componente da velocidade influi sobre a conversão de energia porque possui o raio de giro r.ω.  Esta componente da velocidade também não tem influência sobre a conversão de energia porque também não possui raio de giro.c1u – u2.c2u) A fórmula anterior mostra a importância decisiva da energia cinética no desenvolvimento da potência mecânica da turbina.ω sendo: Pmec: potência mecânica [W] M: torque [N. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 3 A decomposição da velocidade absoluta em suas componentes pode ser vista na Figura 3. Para o caso especial da turbina de fluxo axial.ω.  cr é a componente radial.m] ω: velocidade angular [l/s] segue-se que: Pmec = ή (r1.ω.  A energia cinética é representada pelo produto das velocidades u. Para uma máquina de fluxo axial.ω.

∆w = ή. Conseqüentemente:  A potência mecânica desenvolvida é positiva.  A força resultante que atua sobre a palheta provém da ação combinada  da vazão do gás da combustão e  da mudança de direção e intensidade da velocidade relativa.(w2 – w1) sendo: FR: força resultante que atua sobre a palheta [N] ή: vazão do gás da combustão [kg/s] ∆w: mudança da velocidade relativa [m/s] w1: velocidade relativa de entrada [m/s] w2: velocidade relativa de saída [m/s] A força resultante se decompõe em três componentes:  Fax é a componente axial na direção do eixo de rotação principal do rotor. a força resultante é positiva. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 3 Para um dispositivo motriz.  É responsável pela força de empuxo exercida pelo rotor da turbina. Traduzindo numa fórmula.  É responsável pela força de rotação que resulta no torque do rotor. 12 .  A Figura 4 mostra a força atuante sobre uma palheta individual qualquer.  Fr é a componente radial na direção do raio do rotor. Centro de Treinamento da Usina Pág.  É fornecida a partir do dispositivo motriz. temos: FR = ή. é válido: c2 < c1. como uma turbina a gás. Figura 4 Para completar o quadro a respeito da turbina de fluxo axial. de um estágio da turbina.  Não está mostrada na Figura 4.  É responsável pela força de tração exercida sobre a palheta.  Isto significa que a FR da turbina é uma força de acionamento ou força motriz. é necessário examinar- se as forças que atuam nas palhetas. Uma vez que w2 > w1.  Fu é a componente tangencial na direção da velocidade tangencial.

É bastante difícil igualar exatamente o fluxo de massa de um compressor e de uma turbina em todas as velocidades de rotação.  Para obter a máxima eficiência possível.  Esta última é fornecida pelo compressor. 13 .  os fluxos de massa não estarão bem equilibrados nas velocidades de rotação mais baixas e  o compressor sofrerá esforços irregulares e trepidações se não forem feitos ajustes no fluxo da massa de ar. de energia mecânica para energia pneumática. ocasiões em que a velocidade de rotação do rotor é baixa. O compressor  é fixado ao mesmo eixo que a turbina e  funciona de forma similar. como segue:  Na parte superior encontra-se uma representação em perspectiva.  Na parte inferior encontra-se uma vista de topo.  As palhetas móveis acrescentam energia mecânica ao ar através do aumento de sua velocidade e Considerando que é mais difícil comprimir um meio que realiza trabalho do que expandi-lo com palhetas axiais. Assim como com a turbina. A Figura 5 mostra um desses estágios do compressor. Para contornar este problema o compressor é equipado com válvulas de segurança ou válvulas de purga:  elas são abertas para expelir o ar durante a partida e o desligamento.  são necessários mais estágios para comprimir o ar e  menos estágios são necessários para expandir o gás da combustão. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Compressor de Fluxo Axial Figura 5 Além da adição de calor ao fluxo de ar. as palhetas do compressor  são arranjadas em fileiras umas atrás das outras de modo que o ar possa atravessá- las todas e  também tomam a conformação de canais com o formato de um bocal divergente. incluindo os triângulos ou diagramas de velocidade. O conjunto combinado formado por uma carreira de palhetas e uma carreira de aletas é chamado de um estágio do compressor. No compressor o eixo rotativo movimenta as palhetas móveis através do ar. procuramos assegurar que exista um bom equilíbrio dos fluxos de massa na velocidade de rotação nominal.  É no estágio do compressor que ocorre a conversão da energia.  Entretanto. o processo da turbina a gás requer pressão.  na qual o equilíbrio dos fluxos de massa é bom. isto significa que. porém em oposição à ela. Centro de Treinamento da Usina Pág.  elas são fechadas quando o eixo atinge a velocidade de rotação nominal.

Assim como no interior da turbina. Conseqüentemente:  c2u > c1u  A potência mecânica desenvolvida é negativa.  Um aumento da temperatura do fluido.  Conseqüentemente. ele converte a energia mecânica do rotor em energia pneumática. isto é. 14 . é necessário examinar-se as forças que atuam nas palhetas.  A energia mecânica do rotor é disponível na forme de energia cinética que é absorvida pelo ar.  Uma diminuição do volume do fluido. Figura 6 Para completar o quadro a respeito do compressor de fluxo axial. para o caso especial do compressor de fluxo axial. A experiência mostra que é válida a seguinte relação: PmecC ≈ 2/3 PmecT sendo: PmecC: potência mecânica absorvida pelo compressor PmecT: potência mecânica fornecida pela turbina. é válido c2 > c1. de um estágio do compressor. A fórmula é a mesma que para a turbina.  A força resultante que atua sobre a palheta provém da ação combinada  da vazão do ar e  da mudança de direção e intensidade da velocidade relativa. A força resultante também se decompõe em três componentes: Centro de Treinamento da Usina Pág. o conjunto de palhetas do compressor é disposto num arranjo que fica em oposição ao conjunto de palhetas da turbina. também o seu funcionamento se dá de forma oposta.  Ela é absorvida pela máquina acionada. o fluido (ar) é desacelerado às custas de:  Um aumento da pressão do fluido.u (c1u – c2u) Para uma máquina acionada. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 5 Conforme descrito anteriormente. No interior do conjunto de palhetas do compressor. como um compressor.  A Figura 6 mostra a força atuante sobre uma palheta individual qualquer. a potência mecânica é dada pela fórmula: Pmec = ή.

 Ela compensa em grande parte a força de empuxo exercida pela turbina.  Menor concentração das emissões do gás de exaustão.  Converte-se em gás da combustão.  Aplicam-se os mesmos comentários que no caso da turbina.  Vida útil dos componentes do gás aquecido. 15 . os resultados são:  Maior eficiência da turbina a gás.  Eleva sua temperatura a valores de pico.  Isto significa que a FR do compressor é uma força de retardamento. a temperatura de entrada na turbina tem que ser aumentada.  O restante da força de empuxo é suportado por um correspondente mancal de empuxo. porém em sentido oposto à força axial da turbina.1 e 7 Esta lição abordará o primeiro dos dois acima. Câmara de Combustão Na câmara de combustão a energia química do combustível é liberada na forma de calor para dentro do ar da combustão. os assim chamados queimadores ecologicamente corretas (EV – “Environmental Burners”). Numa combustão ecologicamente correta. Centro de Treinamento da Usina Pág. Em comparação com um processo convencional de combustão de queimador único.  Não está mostrada na Figura 6.  Fr é a componente radial. Por meio desta ação o ar:  Aumenta sua energia específica (entalpia específica). Para se aumentar a eficiência da turbina. o processo caracteriza-se pelo uso de queimadores especiais. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 6  Fax é a componente axial na direção do eixo de rotação principal do rotor. Uma vez que w2 < w1. Este fato tem influência sobre:  Resistência do material.  Opõe-se à força tangencial da turbina. Figuras 1.  Estes se aplicam aos seguintes tipos de combustores:  o combustor de silo e  o combustor anelado. porém em sentido oposto. especificamente a concentração da emissão de NOx. a força resultante é negativa.  Fu é a componente tangencial na direção da velocidade tangencial.

 Penetra em sua maior parte na zona de combustão primária.  O gás quente da combustão:  Sai da câmara de combustão.  Move-se através da tubulação de gás quente. Centro de Treinamento da Usina Pág.  o revestimento interno. ela resfria:  os visores.  Explica brevemente o seu princípio de funcionamento.  Expande-se ao longo da turbina. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás A combustão ecologicamente correta funciona nas seguintes etapas:  Ar comprimido é alimentado para o interior dos queimadores EV de cone duplo.  Ele se divide na saída dos queimadores EV para o interior da câmara de combustão. formando uma zona de recirculação. impedindo o contato com a parede do combustor.  Um fluxo em forma de vórtice é induzido.  Aqui ele se divide nas seguintes correntes:  a corrente primária e  a corrente secundária. A corrente primária:  Flui de baixo para cima através do espaço aneliforme existente entre a carcaça externa e a camisa intermediária.  A zona de recirculação estabiliza a chama no espaço livre dentro da câmara de combustão. Durante este deslocamento.  Durante este deslocamento. A corrente secundária:  Flui de baixo para cima através do espaço anular existente entre as camisas intermediária e interna. criando uma mistura combustível/ar homogênea e pobre. A descrição a seguir:  Se aplica a um combustor de silo equipado com queimadores EV. Figura 7  A mistura combustível/ar inflama-se numa chama única.  o aço segregado.  Descarrega para a atmosfera na forma de gás de exaustão ou gás de fumeiro. ela resfria o revestimento intermediário. O ar comprimido flui para o fundo do combustor. de baixa temperatura. 16 .  Aqui ela atravessa os queimadores EV misturando-se com o combustível. em forma de anel. devido ao formato dos queimadores.

 Estes são ligeiramente defasados lateralmente de modo a formar 2 aberturas de largura constante. intercambiabilidade simples entre os vários tipos de queimadores disponíveis.  As aberturas se estendem por todo o comprimento do componente. tais como:  queimador único (SB – “Single Burner”)  queimador ecologicamente correta (EV – “Environmental Burner”)  queimador de baixo índice de aquecimento (LHV – “Low Heating Value Burner”)  Aceita: elevadas vazões de injeção de água ou vapor para:  controle da emissão de NOx  aumento da potência elétrica. existe uma distribuição homogênea de temperaturas na entrada da turbina.  Funciona com base num princípio elementar de projeto:  O queimador tem o formato similar a 2 meios-cones. de uma única vez. 17 .  Baseia-se no princípio da divisão do vórtice:  A mistura homogênea combustível/ar deixa o cone e é inflamada.  Boa estabilidade da chama. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 7 O gás da combustão flui de cima para baixo através do tubo central do combustor. A partir da descrição acima. formando uma zona de recirculação que estabiliza a chama no espaço livre existente dentro da câmara de combustão.  Fácil inspeção visual da trajetória do gás aquecido. inclusive da primeira carreira da turbina:  palhetas fixas e  palhetas móveis. Centro de Treinamento da Usina Pág. O queimador EV:  É um queimador de combustível dual. Conseqüentemente.  Dependendo das exigências do cliente.  Na saída do queimador o vórtice se divide.  Esse tubo central é composto de:  um arranjo de aço segregado e  camisa interna.  É do tipo de contrafluxo ou circulação de retorno vertical. para combustíveis gasosos e/ou líquidos.  Seu projeto permite:  fácil acesso e  paradas para inspeção curtas e rápidas. as características principais de um combustor de silo são:  É montado de topo.

 Faz o ajuste das velocidades de rotação diferentes:  da turbina a gás: n = 3.  Inibe de maneira eficiente a emissão de NOx.6%. da ordem de 98. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Uma concentração da emissão de NOx muito baixa. Excesso de ar é uma característica de projeto do queimador EV que resulta em:  Uma temperatura de chama aproximadamente 500°C (278°F) mais baixa do que a de um queimador convencional.  Permitem um arranjo no qual o combustível e o ar são intensamente pré- misturados antes da queima.600/min e  do gerador: n = 3.  A formação de NOx depende principalmente da alta temperatura e do longo tempo de permanência no combustor.  isto devido à sua elevada eficiência. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás As 2 aberturas existentes entre os meios-cones:  Permitem que o ar da combustão entre no queimador. o combustível gasoso é injetado na direção radial para dentro do queimador. Podemos dizer que uma combustão ecologicamente correta com queimadores EV:  Cria uma mistura combustível/ar extremamente homogênea.  Através destes orifícios. 18 .  Conduz a uma combustão plena e total.  São equipadas com uma série de orifícios ao longo de suas bordas.000/min. Redutor de Velocidade Figura 8 O redutor de velocidade:  Aplica-se somente quando o conjunto turbogerador a gás está conectado a uma rede de eletricidade de f = 50 Hz.  Não tem impacto na operação da usina geradora de energia.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Gerador-Excitador Figura 9 O gerador é aquele componente do conjunto turbogerador  Que converte a energia mecânica da turbina a gás em energia elétrica e  alimenta esta energia elétrica para o barramento ou rede. Figura 9 Quando o princípio da indução eletromagnética é aplicado. é o enrolamento do estator. 19 . O movimento relativo entre o magneto e a bobina é fornecido pelo rotor do dispositivo acionador ou motriz (turbina a gás). O rotor do gerador é o magneto.  Uma bobina elétrica que envolve o magneto. O segundo é mostrado na Figura 9.  Um gerador é a execução prática do princípio eletromagnético. Para reforçar o campo magnético o rotor possui o seu próprio enrolamento.  Através deste enrolamento de excitação passa uma corrente contínua.  Um movimento relativo entre o magneto e a bobina.  Existem basicamente dois tipos de sistemas de excitação que desempenham a mesma tarefa. envolvendo o magneto. aparece uma tensão induzida nos terminais do estator. Centro de Treinamento da Usina Pág. que são:  O sistema de excitação estático e  O sistema de excitação sem escovas com diodos rotativos. Figuras 9 e 10 A corrente de excitação é fornecida por uma fonte de energia elétrica independente. A bobina. O primeiro é mostrado na Figura 10. apenas variando-se a corrente de excitação. chamada corrente de excitação. Esta conversão de energia baseia-se no princípio da indução eletromagnética  Esta última exige a ação simultânea de:  Um campo magnético. chamada sistema de excitação.  Desta forma a voltagem pode ser estabilizada. chamado enrolamento de excitação.  A variação da corrente de excitação muda o valor da tensão induzida. criado por um forte ímã.

é brevemente descrito o sistema de excitação sem escovas. O sistema de excitação:  É um sistema de controle em loop fechado. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Fornece a corrente contínua para o atuador.  É mostrado na Figura 9. 20 .  o objeto e  o sensor.  É mostrado na Figura 9. O controlador:  É o regulador de voltagem.  Não é abordado aqui.  o atuador. Figura 9 O atuador:  É o excitador sem escovas.  É alimentado com uma corrente de entrada alternada (AC).  Possui:  um canal automático e  um canal manual. O objeto:  É o gerador. O sensor:  É representado pelo transformador situado na linha de retroalimentação (feedback) do valor real efetivo.  Não é abordado aqui.  Converte a corrente de entrada AC em uma saída de corrente contínua (DC).  É também um gerador que inclui:  um campo magnético e  uma bobina elétrica envolvendo esse campo magnético.  É mostrado na Figura 9.  Inclui os 4 componentes típicos de um sistema desse tipo.  É mostrado na Figura 9. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 9 Primeiramente.  É alimentado com os seguintes sinais:  valor configurado estabelecido e  valor real efetivo.  É um pequeno gerador no qual:  o magneto é fixo e  a bobina elétrica gira. São eles:  o controlador.

O sensor:  É representado pelo transformador situado na linha de retroalimentação (feedback) do valor real efetivo.  Não é abordado aqui.  É mostrado na Figura 10. Centro de Treinamento da Usina Pág.  Inclui escovas que são usadas para suprir corrente DC para o campo durante:  a operação normal e  a partida do conjunto turbogerador.  É alimentado com uma corrente de entrada alternada (AC).  É mostrado na Figura 10.  Possui:  um canal automático e  um canal manual.  Alimenta o campo do objeto com corrente DC através do disjuntor de campo.  Converte a corrente de entrada AC em uma saída de corrente contínua (DC).  Também inclui os 4 componentes típicos de um sistema desse tipo.  É mostrado na Figura 10. O objeto:  É o gerador. Figura 10 O atuador:  É um banco de tiristores.  É alimentado com os seguintes sinais:  valor configurado estabelecido e  valor real efetivo. O sistema de excitação:  É também um sistema de controle em loop fechado.  É alimentado com uma entrada AC.  o atuador.  Estes são dispositivos estáticos. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 10 Em segundo lugar.  É mostrado na Figura 10. 21 .  Não é abordado aqui.  Retifica a entrada AC para uma saída DC.  o objeto e  o sensor. O controlador:  É o regulador de voltagem. São eles:  o controlador. é brevemente descrito o sistema de excitação estática.  Dá comandos para ajustar o atuador.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Quando funciona o gerador:  Sua tensão de saída é medida e retroalimentada para o controlador. o controlador é alimentado a partir de  uma bateria ou  um magneto permanente.  Esse ajustamento continua sendo feito até que a diferença entre o valor configurado e o valor efetivo atinja um valor preestabelecido.  Funciona em direção oposta. Com o conjunto gerador de turbina a gás. antes da partida do gerador.  Qualquer diferença entre estes dois valores dispara um comando para modificar a corrente de excitação para o excitador e consequentemente também a corrente de excitação para o gerador.  Converte energia elétrica em energia mecânica.  A corrente de excitação para o excitador é retificada pelo controlador a partir de uma entrada de corrente alternada proveniente do gerador principal. é necessário o acoplamento de um motor de partida.  Aí ela é comparada com o valor configurado que foi estabelecido. Sendo uma máquina de combustão.  Aqui ocorre algo similar ao que acontece com o motor de um automóvel. Centro de Treinamento da Usina Pág. Para excitar o campo com corrente contínua. 22 . Um motor elétrico:  Tem os mesmos componentes que um gerador. a turbina a gás necessita de ajuda externa para dar a partida e iniciar seu funcionamento.  Isto significa que através da aplicação de uma tensão ao enrolamento do estator e de uma corrente de excitação ao magneto. o rotor passa a girar. o motor de partida é o próprio gerador.  Para que ele possa iniciar o funcionamento.  A corrente de excitação para o gerador é retificada por diodos rotativos a partir da saída de corrente alternada do excitador.

23 . a corrente de excitação para a partida é fornecida através de escovas retráteis. Para se assegurar que você tenha entendido a matéria abordada.  Estas são as mesmas escovas que são utilizadas para o fornecimento normal da corrente de excitação. Se o que for disponível for um sistema de excitação estático. Quando não existe mais a necessidade do motor de partida:  O SSD é desconectado e  A turbina a gás acelera por si mesma sob combustão. a corrente de excitação para a partida é fornecida através de escovas permanentes. a velocidade de rotação do rotor pode ser correspondentemente modificada. Resumo Esta seção descreveu os princípios fundamentais que orientam o projeto e operação da turbina a gás.  Uma saída do SSD fornece tensão com frequência variável para o enrolamento do estator.  A outra saída do SSD fornece corrente de excitação diretamente para o rotor. Centro de Treinamento da Usina Pág. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figuras 9 e 10 Este princípio é aplicado no interior do conjunto turbogerador a gás:  Um dispositivo de partida estática (SSD – “Static Starting Device”) é alimentado com energia elétrica a partir da rede.  Estas são colocadas na extremidade não acionada do excitador. faça uma revisão de cada um dos Objetivos (página 4). Se o que for disponível for um sistema de excitação sem escovas.  Variando-se a frequência da tensão aplicada.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 1: Funcionamento do Conjunto Turbogerador a Gás Figura 1.1: Com Conexão Direta entre o Compressor e o Gerador Combustível (óleo / gás) Câmara de combustão Turbina Gerador Gás de exaustão Ar Fornecimento de calor Extração de calor Turbina a gás com combustão padrão h = Entalpia específica T = Temperatura s = Entropia específica p = Pressão Centro de Treinamento da Usina Pág. 24 .

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 1: Funcionamento do Conjunto Turbogerador a Gás Figura 1. 25 .2: Com Conexão Indireta entre o Compressor e o Gerador Combustível (líquido / gás) Engrenagem Gás de combustão Gás de exaustão Desmultiplicadora Eletricidade para Redução da Velocidade de Rotação Câmara de combustão Gerador Turbina Ar Fornecimento de calor Extração de calor Turbina a gás com combustão padrão h = Entalpia específica T = Temperatura s = Entropia específica p = Pressão Centro de Treinamento da Usina Pág.

26 . GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 2: Diagramas de Velocidade de um Estágio de Reação da Turbina Fluxo de entrada Aletas Palhetas. em movimento Estator c = Velocidade absoluta a1 = Ângulo de entrada para c1 w = Velocidade relativa b1 = Ângulo de entrada para w1 u = Velocidade tangencial a2 = Ângulo de saída para c2 b2 = Ângulo de saída para w2 0 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta estacionária 1 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta móvel 2 = Plano imaginário de controle na saída da palheta móvel Centro de Treinamento da Usina Pág.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 3: Direções dos Fluxos no Rotor 1 = Entrada Cr = Componente radial 2 = Saída Cu = Componente tangencial C = Velocidade absoluta r = Raio de rotação Cm = Componente axial ou meridiana Centro de Treinamento da Usina Pág. 27 .

28 . GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 4: Diagrama de Forças de um Estágio de Reação da Turbina Fluxo de entrada Aletas Palhetas. em movimento Estator c = Velocidade absoluta α1 = Ângulo de entrada para c1 FR = Força resultante w = Velocidade relativa β1 = Ângulo de entrada para w1 FU = Força tangencial u = Velocidade tangencial α2 = Ângulo de saída para c2 Fax = Força axial β2 = Ângulo de saída para w2 0 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta estacionária 1 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta móvel 2 = Plano imaginário de controle na saída da palheta móvel Centro de Treinamento da Usina Pág.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 5: Diagramas de Velocidade de um Estágio do Compressor Fixação da raiz do estator Fluxo de entrada Palhetas do Aletas do rotor estator Estator c = Velocidade absoluta α1 = Ângulo de entrada para c1 w = Velocidade relativa β1 = Ângulo de entrada para w1 u = Velocidade tangencial α2 = Ângulo de saída para c2 β2 = Ângulo de saída para w2 1 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta móvel 2 = Plano imaginário de controle na saída da palheta móvel 3 = Plano imaginário de controle na saída da aleta do estator Centro de Treinamento da Usina Pág. 29 .

30 . GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 6: Diagrama de Forças de um Estágio do Compressor Fixação da raiz do estator Fluxo de entrada Palhetas do Aletas do rotor estator Estator c = Velocidade absoluta α1 = Ângulo de entrada para c1 FR = Força resultante w = Velocidade relativa β1 = Ângulo de entrada para w1 FU = Força tangencial u = Velocidade tangencial α2 = Ângulo de saída para c2 Fax = Força axial β2 = Ângulo de saída para w2 1 = Plano imaginário de controle na entrada da palheta móvel 2 = Plano imaginário de controle na saída da palheta móvel 3 = Plano imaginário de controle na saída da aleta do estator Centro de Treinamento da Usina Pág.

31 . GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 7: Vista Detalhada de um Combustor Tipo Silo com Queimadores EV Tubo coletor de distribuição e válvulas Acesso central Queimadores EV múltiplos Tijolos Isolamento Camisa intermediária Carcaça externa do combustor Camisa interna Visor Passagem para alojamento interno da turbina Centro de Treinamento da Usina Pág.

GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 8: Conjunto Turbogerador de Alta Potência Acoplamento de saída Acoplamento de entrada Centro de Treinamento da Usina Pág. 32 .

33 . GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 9: Excitação sem Escovas. Controle de Voltagem e Partida Regulador Automático de Voltagem (AVR) Alimentação AC Valor estabelecido Valor efetivo Excitação de partida Corrente de excitação (DC) Tensão alternada / Corrente Alternada Dispositivo Alimentação AC de partida estática Escovas para excitação de partida Disjuntor de partida Excitador Transfor- madores Disjuntor do gerador Gerador Saída de energia do gerador Centro de Treinamento da Usina Pág.

Controle de Voltagem e Partida Disjuntor do gerador Transformador de excitação Regulador Autom. Aliment ação de Voltagem Retificador Retroalimentação do valor efetivo Valor estabelecido Corrente de excitação para partida Sistema de Excitação Estática Centro de Treinamento da Usina Pág. GT11N2 Princípios da Usina Visão Geral/Operação de Turbina a Gás Figura 10: Excitação Estática. 34 .