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FERRAZ FILHO, J. C. F. . Gerenciando o stress nosso de cada dia.

Revista de
Ciências Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007.

Possui graduação em psicologia pela Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências


e Letras de Lorena (1983). mestrado em psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (1995); Professor da faculdade Anhanguera.
Desenvolve estudo e pesquisa em psicologia social e fenomenologia existencial.

Escreveu vários artigos entre ele:

 A gestão do stress entre nós. São Paulo: LCTE Editora, 2007;


 Fenomenologia do Corpo. 2017. (Apresentação de Trabalho/Conferência
ou palestra);
 A Gestão do Stress entre nós. 2009. (Apresentação de
Trabalho/Conferência ou palestra).

Ferraz Filho, orientador ativo de trabalhos e compões Bancas Julgadoras de


trabalhos acadêmico pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca-se por
sua participação assídua a eventos entro e fora do Brasil (seminários, congresso,
oficinas),dentre esse eventos pode-se citar:

 Congresso Regional de Psicologia. 2013. (Congresso);


 AS IMPLICAÇÕES DA FENOMENOLOGIA GENÉTICA PARA A PS
PSICOLOGIA E PSICOTERAPIA FENOMENOLÓGICO-
EXISTENCIAIS. 2012. (Seminário);
 FENOMENOLOGIA DA VIDA EM MICHEL HENRY E AS
PSICOTERAPIAS. 2012. (Seminário);
 I Congresso Luso-Brasileiro de práticas clínicas fenomenológico-
existenciais: diálogos entre a clínica e a filosofia. O MEDO SEM
RAZÃO. 2012. (Congresso);
 Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho. A
Gestão do Stress Entre Nós. 2010. (Congresso);
 Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento. Gestão do
Stress entre Nós. 2010. (Congresso);
 I Congresso Multidisciplinar de Segurança e Medicina do Trabalho. A
Gestão do Stress entre Nós. 2010. (Congresso);
 O Papel Regulador do Estado nas Entidades de Ensino Superior. A
Dinâmica da Regulação e suas Implicações nas Relações Interpessoais
dos Diversos Atores Sociais no Ambiente Acadêmico. 2010;
 Desenvolvimento de liderança. Desenvolvimento de liderança saudável.
2009. (Oficina);
 IV Seminário de Pesquisa e Extensão. A Gestão do Stress entre nós.
2009. (Seminário);
 Workshop Gestão do Stress. Gestão do Stress. 2009.

Possui um histórico profissional impecável, atuando em instituições como:


Faculdade Anhanguera S. José Campos, Universidade Paulista, Faculdade de
Tecnologia e Ciências Jequié, Faculdade Maria Augusta, Faculdade Maria Augusta,
Fundação Armando Álvares Penteado. Onde atuou ministrando disciplinas relacionadas
a: Psicologia Social, Fenomenologia Existencialismo e Psicologia, Atendimentos
Breves, Exclusão Social e Repercussões Psicológicas e Comportamentais; Processos
Psicossociais em Saúde; Psicologia Social I e II; Processos Psicológicos Básicos I, II e
III; História da Psicologia, Trabalho e Saúde, Psicologia Trabalho e Organização,
Personalidade I, Praticas Psicológicas Organizacionais, Administração de Recursos
Humanos; Liderança; Planejamento de vida; Comportamento do Consumidor;
Psicologia aplicada a Administração; Administração de Recursos Humanos, Psicologia
Aplicada a Administração; Relações Institucionais; Psicologia Educacional; Psicologia
Aplicada ao Turismo, entre outras.

J.C. Ferraz Filho, destaca-nos o crescente aumento dos custos ao que se refere ao
acompanhamento médico-psicológico nas empresas, devido a insatisfação e do stress,
aumento este “três vezes mais que os salários das pessoas”. O stress tem-se revelado
oneroso as instituições empresariais, haja vista, as “ perturbações mentais induzidas por
stress são as categorias de doença profissional que mais cresceu nas organizações”.
Informações que são constatadas em pesquisa:

A International Stress Management Association no Brasil (ISMA BR), no


período de 2002 e 2003 fez uma pesquisa junto a um mil profissionais
brasileiros, constatando que 70% deles sofriam de níveis significativos de
stress ocupacional (Rossi, 2004).( FERRAZ FILHO, J. C. F. .
Gerenciando o stress nosso de cada dia. Revista de Ciências
Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007).
Surgem, por conseguinte a necessidade da “gestão do stress”, com o mesmo
peso da gestão financeira, de produção e demais gestões.

Partindo do pressuposto que:

“O estresse é um reflexo do nosso organismo, um dos mais antigos, que


tem por finalidade preservar a nossa vida identificando os perigos internos
e externos. Gera uma reação que modifica nosso organismo como um
todo, altera nossa forma somática temporariamente para enfrentar o perigo,
com comportamento de luta ou de fuga. Quando o perigo passa o organismo
volta ao estado de atividade normal.” ).( FERRAZ FILHO, J. C. F. .
Gerenciando o stress nosso de cada dia. Revista de Ciências
Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007).

Apresenta suas etapas que se desenvolvem a parti do ALARME, perpassando


pelo ENFRENTAMENTO culminando na EXAUSTÃO. No primeiro momento, há
liberação de substancias químicas que alteram o metabolismo devido o “agente
estressor” em uma tentativa de fugir, no segundo momento é fase de atitudes que tem a
superar o agente estressor, caso não haja sucesso “ o organismo continua produzindo uma
sobrecarga” que por sua vez desencadeará a terceira fase Exaustão, baixando a
imunidade, possibilitando o surgimento de enumeras enfermidades.

Além de agentes externos, os estados internos podem ser desencadeadores de


stress (sentimentos, dependência, carência de contato, medo de abandono ou até mesmo
da nossa própria imaginação). Estes produzem significativas alterações no metabolismo
acarretando muitas doenças somáticas.

Alcançando o terceiro estágio (exaustão) a imunidade do organismo se


apresentará baixa que acarretará o surgimento de doença, isto implica extrema urgência
em mudanças comportamentais do indivíduo e/ou no ambiente em que se encontra.

Situações extremas podem agredir de tal forma uma pessoa, que de maneira
súbita era poderá expôs-se a um estresse tão agudo, levando-o a exaustão. Situações
como doenças de familiar, perda de emprego, acidente, entre outras, são os maiores
responsáveis.

“Mas na maioria dos casos as doenças, de fundo emocional ou de


estresse, são doenças que surgem com o tempo, possuem uma história
pessoal de como a pessoa lida com suas dificuldades, de como ele se
adapta aos problemas existenciais.” ( FERRAZ FILHO, J. C. F. .
Gerenciando o stress nosso de cada dia. Revista de Ciências
Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007).
Percebe-se que há inúmeros sinais de alerta do organismo de um indivíduo até à
exaustão, salvo em situas de extremos. Comumente pessoas que apresentam quadro clínico de
gastrite e úlceras, [...], insônia, irritabilidade, cansaço constante, [...], dores: nas costas, na
cabeça, nas pernas e na região lombar,... “é certo que está na fase de exaustão do estresse” e
necessita urgentemente de gerenciamento do estresse, pois o agente estressor ainda
resistir.

Após pesquisa que durou mais de vinte anos, com de cinco mil pessoas,
ministrada por Dr. Thomas Holmes e Dr. Richard Rahe, da escola de medicina da
Universidade de Washington, que pontuava as mudanças nas vidas das pessoas
concluíram que:

Uma classificação elevada no índice de mudanças de vida existia maior


probabilidade de contrair doenças após estes acontecimentos. Desde então
este inventário tem sido aplicado a uma ampla variedade de grupos,
confirmando que quanto mais alto o grau de mudança na vida em dado
período de tempo, tanto maior o risco de doença subsequente, sem levar em
conta se a mudança foi indesejável ou não. Isto significa dizer, que estas
mudanças de vida não são necessariamente coisas negativas que ocorrem
na vida da pessoa. As fontes de estresse relacionadas a mudanças de vida
podem ser tanto situações negativas quanto positivas. ( FERRAZ FILHO,
J. C. F. . Gerenciando o stress nosso de cada dia. Revista de Ciências
Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007).

Propuseram, por conseguinte um inventário de mudança que podem ocorrer e


gerar significava alterações na rotina. Situações como morte ou separação do cônjuge
até mudanças no número de reuniões familiares e mudanças nos hábitos alimentares
compõe-no. Há cada situação uma pontuação que decresce de 100 a 15 pontos, sendo 33
itens que compõe a UNIDADE DE MUDANÇA DE VIDA (UMV). Análise dos dados
dá-se com a somatória dos pontos, onde 150 a 199, probabilidade fraca de ser vítima de
alguma doença no próximo ano, 200 a 299 UMV, risco moderado e mais de 300 pontos,
provavelmente sofrer uma doença física ou emocional séria.

Aglomeração, ruídos e poluição e mudanças no estilo de vida são fontes


externas que fazem parte do nosso cotidiano e acarretam uma carga considerável de
estresse e não há como evitá-los, haja vista a correria das grandes cidades. Por toda
parte depara-se com congestionamento, barulho de buzinas, carros de som, torcidas,
movimento de pessoas no shopping ou na praia. A vida passou e passa por
transformações continuas que pressionam o individuo a adaptar-se e readaptar-se
continuamente e a ter preocupações que outrora não eram relevantes, tais como cotação
do dólar, risco Brasil, alta de combustíveis, cesta básica...

Toda essa carga de estresse acaba por afetar a eficiência e a produtividade das
organizações, pois falta o mínimo de condições para o desempenho com qualidade das
pessoas. Há, no entanto aqueles que ajudam objetivamente as instituições com auxilio
aos colegas e aos clientes, garantido que a instituição cumpra suas metas. Segundo J. C.
FERRAZ FILHO: “Existe também a iniciativa pessoal, que faz com que as pessoas
superem obstáculos e dificuldades que surgem; como também preparar-se adequadamente
em termos de investimento pessoal, cursos, treinamentos, para aumentar a eficácia da
organização”. Ressaltando a iniciativa em caráter individual de grande relevância para o
gerenciamento do estresse.

Salienta o autor a relevância deste trabalho, que mesmo aqueles que “desempenham
as suas tarefas satisfatoriamente, ou relativamente bem, podem estar sofrendo o
impacto do estresse”. Deve-se avaliar a eficácia das pessoas levando-se em conta entre
outros pontos:

 Indo além das tarefas obrigatórias;


 Tendo iniciativa para resolver problemas no trabalho, antes que eles ocorram;
 Mostrando criatividade e inovação diante dos desafios no trabalho;
 Evitando os comportamentos contra producentes.

Não havendo gerenciamento do estresse ou este sendo inadequado alguns problemas


são identificáveis com mais frequência, sendo mister que as pessoas tenham consciências de
tais problemas são frutos de estratégias equivocadas e nocivas para sua vida: Primeiramente
o Alcoolismo, que passará com uma simples fuga para relax em fins de semana à uso de
drogas pesadas para potencializar os efeitos do álcool. Posteriormente o surgimento de
Presença de Ideias Suicidas - uma alternativa para por fins aos problemas, isto dar-se
quando se vive um estresse excessivo e às vezes é preciso desenvolver estratégias de fuga,
de retirada, pois o agente estressor não pode ser eliminado no momento, retirar
estrategicamente para reunir forças. Enfim, a Depressão e Isolamento Social- ficar
sozinho, não falar com ninguém, evitar relacionamento tem levado muita gente a morar
nas ruas.

Enfatiza, nosso autor a importância da figura do líder, podendo ser fonte de


stress, ou importante ferramenta geradora de bem estar. Líderes com competência
emocional tem um papel chave na prevenção primária do stress, criando um ambiente de
trabalho emocionalmente saudável e psicologicamente e fisicamente seguro. Estando
saudável, o líder fomentam saúde e o bem estar organizacional a si mesmos e para os
outros.

Partindo de três pontos apresentados por autores propoem uma


intervenção que se dá três pontos consecutivamente:
a) tratar a fonte do stress, que significa eliminar, reduzir ou gerenciar;
b) alterar o modo como as pessoas são afetadas pelo stress;
c) Tratar a exaustão gerada pelas consequências negativas do stress.
Ressaltando o papel preponderante do líder para gerar um ambiente saudável, os
investimentos em lideranças alcançará um número expressivo de pessoas. Um líder
saudável será a melhor intervenção:
O líder que aprende a gerenciar o stress é um agente multiplicador de
saúde dentro da organização. Neste trabalho que desenvolvo, podemos
instrumentalizar o líder para: identificar as fontes de stress (interno e
externo), como também o nível de stress de seu grupo; agir como
referência e modelo para modificar as respostas negativas das pessoas
ao stress; e encaminhar para tratamento os que sofrem com os efeitos
negativos do stress. [...] Portanto o líder saudável possui uma
competência que lhe garante visivelmente uma maior qualidade de vida. (
FERRAZ FILHO, J. C. F. . Gerenciando o stress nosso de cada dia.
Revista de Ciências Gerenciais, v. XI, p. 110-118, 2007).

Partindo do pressuposto que as empresas nada mais são que pessoas, para que
haja uma empresa saudável são necessárias pessoas saudáveis, investindo-se nas
pessoas investe-se na empresa. Desta forma as elas aprenderão a construir e modificar o
ambiente em volta, outorgando-lhes a responsabilidade. O líder novamente é muito
importante devido sua autoridade.

Enfim, o stress é uma doença que tende a crescer neste século, acarretando prejuízos
a todos. Com a modernidade vieram os vícios em escolhas e mudanças, diminuindo o
contato pessoal e as relações mais profundas. Não há mais respeito e amor ao outro. As
relações estão cada vez mais superficiais. A ignorância em relação ao próximo torna-
se o predador de nós mesmos. “A sociedade que aprende a gerenciar o stress, em uma
sociedade sadia e evoluída”.

Neste trabalho J. C. Ferraz Filho desenvolve um problema que cresce como uma
epidemia, afetando expressivamente trabalhadores em todas as faixas etárias em todas
as instituições. O ritmo imposto pelo capital e pelos grandes centros urbanos têm gerado
um estresse quase que crônico. Este trabalho é importante ferramenta às instituições e
seus funcionários no gerenciamento do estresse e um alerta para o atual sistema e ritmo
de vida a qual estamos nos bitolando. É preciso saber identificar um agente estressor e
traçar estratégias para combatê-lo com eficiência, restaurando o ambiente e a vida
saudáveis.
Psicologia das Organizações

ANTONIO DE JESUS FREITAS FERNANDES

Resenha Crítica

Gerenciando o stress nosso de cada dia.

Trabalho apresentado como requisito


para obtenção de nota na disciplina de
Psicologia das Organizações, do curso
de Tecnologia em Construção de
Edifícios.

Sob a orientação da Professora Doutora


Simone Maidel.

Santa Inês – MA
2018
Psicologia das Organizações

ANTONIO DE JESUS FREITAS FERNANDES

Resenha Crítica

Gerenciando o stress nosso de cada dia.

Santa Inês – MA
2018