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UNIVERSO

CONSTITUIÇÃO DO UNIVERSO

Como é constituído o Universo?


 Planetas
 corpos celestes sem luz própria que orbitam em torno de uma estrela
 podem ter satélites que orbitam à sua volta

 Estrelas 1
 corpos celestes com luz própria
 quanto maior a massa da estrela, maior a temperatura à superfície, maior o seu brilho
e mais azulada

 a
 no seu núcleo ocorre uma reação química em que o hidrogénio é transformado em
hélio e é libertada muita energia
 durante a sua vida, encontram-se na maior parte do tempo na fase de sequência
principal, mas quando caminham para a sua fase final aumentam muito de tamanho e
ficam avermelhadas (gigantes vermelhas) e depois voltam a contrair terminando como
anãs brancas, estrelas de neutrões ou buracos negros, conforme a sua massa.
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 Sistema planetário
 conjunto formado por uma estrela, planetas e outros corpos não estelares que se
movem à sua volta
 a Terra encontra-se no Sistema Solar, mas existem muitos outros sistemas planetários
no Universo

 Enxames de estrelas
 grupos de estrelas (com a mesma origem e idade) e que se movem em torno de um
ponto
 podem ser enxames abertos ou globulares
 Galáxias
 conjunto de estrelas, gases e poeiras que se movem em torno de um ponto
 podem ser em espiral, elípticas ou irregulares
 o Sistema Solar encontra-se na galáxia Via Láctea que tem forma de disco e braços
em espiral
 os gases e poeiras de uma galáxia formam nebulosas planetárias (brilhantes) e
nebulosas difusas (escuras), e é nas nebulosas difusas que se formam as estrelas

 Enxames de galáxias
 conjuntos de galáxias que se movem em torno de um ponto

 Superenxame de galáxias
 conjuntos de enxames de galáxias que se movem em torno de um ponto

 Quasares
 corpos muito distantes semelhantes a galáxias, muito brilhantes e que parecem
estrelas (quasar vem de quasi stellar que significa “quase estrela”)
O lugar da Terra no Universo

FORMAÇÃO DO UNIVERSO

Teoria do Big Bang


Edwin Hubble, o astrónomo que descobriu a existência de outras galáxias além da Via Láctea,
reparou também que as galáxias estão a afastar-se umas das outras. Isso significa que o
Universo encontra-se em expansão. Outra conclusão que se pode tirar desse facto é que, se
se estão a afastar, isso significa que inicialmente estavam juntas.

Em 1964, foi captada uma radiação, por um radiotelescópio, que se considerou ser da fase
inicial do Universo. Entretanto foi colocado um telescópio espacial, em órbita à volta da Terra,
para captar melhor esta radiação e assim obter mais informações sobre a formação do
Universo.

A expansão do Universo e a radiação emitida na fase inicial do Universo são os principais


suportes para formulação da Teoria do Big Bang que diz que toda a matéria do Universo se
encontrava concentrada num espaço pequeno, a uma temperatura elevada, e que uma
explosão, designada por Big Bang, fez com que a matéria se expandisse e posteriormente
arrefecesse, surgindo mais tarde as galáxias.
1.1 UNIVERSO

O que é o Universo?

O Universo é tudo, o espaço, o tempo e toda a matéria e energia que estes contêm, desde as
maiores estrelas até a partículas mais pequenas.

Como se tornou possível o conhecimento do Universo?

Desde sempre que o homem se sentiu fascinado pela observação do céu. Foi devido à
observação que se adquiriu o conhecimento que temos hoje sobre o Universo. Este 5
conhecimento está sempre a evoluir devido ao avanço da tecnologia e de toda a ciência. A
evolução tecnológica dos telescópios tem dado um contributo essencial para melhorar o
conhecimento sobre Universo.

Por exemplo, no século XVIII pensava-se que o Universo era constituído apenas por uma única
galáxia – a Via Láctea. Hoje sabemos que o Universo se estende para lá dos limites
observáveis, através de distâncias inimagináveis, em todas as direções.

O que é uma galáxia?

Uma galáxia é um gigantesco agrupamento de estrelas, gases e poeiras.

A Via Láctea é uma das galáxias que constituem o universo. É uma típica galáxia espiral, tem
o aspeto de um disco, onde é visível uma espécie de braços em forma de espiral, sendo o seu
diâmetro muito maior do que a sua espessura. O Sistema Solar, o Sol, a Terra e a Lua
encontram-se no interior da Via Láctea. O Sol encontra-se num dos discos da Via Láctea a
uma distância de 246 mil biliões de quilómetros do seu centro. O Sol demora cerca de 220
milhões de anos a dar uma volta completa.

Com a utilização de telescópios foi possível observar e catalogar diversos objetos celestes. O
aumento do diâmetro e da qualidade dos telescópios permitiu obter melhores imagens dos
objetos celestes.

No século XX, o astrónomo Edwin Hubble, utilizou um telescópio de 100 polegadas (2,54 m)
de diâmetro. Só assim foi possível concluir que nem todos os objetos observados estavam
localizados dentro da via Láctea. Ao estudar um objeto M31, Hubble verificou que este tinha
um diâmetro maior do que a Via Láctea, logo não poderia estar no seu interior. M31 ficou
conhecida como a galáxia de Andrómeda, também uma galáxia espiral.

O que são objetos celestes?

Objetos celestes ou corpos celestes são qualquer entidade física que existe no espaço. Pode
ser objetos únicos, como a Lua, Sol, asteroides, cometas, ou vários objetos como galáxias ou
por exemplo o sistema solar.
A Expansão do Universo Edwin Hubble verificou que muitas galáxias que constituem o
Universo estão a afastar-se umas das outras e quanto mais longe estão mais rapidamente se
afastam. As descobertas de Hubble levaram os astrónomos a concluir que o Universo está em
expansão desde a sua origem.

Teoria do Big Bang

A teoria do Big Bang é a teoria científica mais aceite para explicar a origem do Universo.
Segundo esta teoria o Universo terá tido início numa violenta explosão há cerca de 15 mil
milhões de anos.
A Teoria do Big Bang indica que toda a matéria e energia que hoje formam o Universo terão
estado concentrados num espaço muito pequeno e quente. Após a grande explosão toda a
matéria concentrada nesse pequeníssimo espaço começou a arrefecer e a expandir-se em 6
todas as direções. Mais tarde ter-se-ão formado as primeiras galáxias, há cerca de 12 mil
milhões de anos. O nosso Sol, uma das estrelas da Via Láctea, ter-se-á formado muito mais
tarde, há cerca de 5 mil milhões de anos.

Quais as evidências que sustentam a teoria do Big Bang?

A expansão do Universo e a radiação emitida na fase inicial da sua formação.


Na fase inicial do Universo foi emitida radiação que é designada por radiação cósmica de
fundo. Foi possível detetar esta radiação com a utilização de um radiotelescópio (tipo de
telescópio que permite ondas de rádio emitidas pelos objetos celestes. No entanto, a atmosfera
terrestre absorve muita radiação vinda do espaço, não permitindo por isso, uma deteção
correta dessa radiação. Foi então necessário colocar telescópios no Espaço, acima da
atmosfera terrestre. Um desses telescópios foi o telescópio COBE (Cosmic background
explorer).

Galáxias e enxames de galáxias

As galáxias não se encontram homogeneamente distribuídas no Espaço. As galáxias formam


aglomerados ou grupos de galáxias designados por enxames de galáxias.

Os enxames de galáxias (também chamados cúmulos) pode ser:

1) Enxames ricos - podem conter milhares de galáxias;


2) Enxames pobres – contêm apenas dezenas de galáxias.

A Via Láctea faz parte de um enxame de galáxias designado por Grupo Local, constituído por
cerca de 40 galáxias.

No Grupo Local as galáxias de Andrómeda e a Via Láctea são as maiores. Estas são galáxias
em Espiral.

As galáxias, quanto à sua forma, podem ser classificadas em:

1) Galáxias em Espiral – na sua estrutura podem identificar-se braços em espiral. Ex.: Via
Láctea;
2) Galáxias Irregulares – não têm uma forma geométrica definida. Ex.: Nuvem de Magalhães;
3) Galáxias elíptica – tem uma forma elipsoide (no papel tem forma de elipse). Ex.: M32
Superenxames de galáxias

As galáxias agrupam-se em enxames. Os enxames agrupam-se em superenxames.

Os superenxames são as maiores estruturas conhecidas, um superenxame típico pode conter


dezenas de enxames espalhados por uma região de 100 a 1000 milhões de anos-luz de
extensão.

O enxame do Grupo Local faz parte do Superenxame Local.

Evolução das Estrelas

Como se formam as estrelas?

As estrelas formam-se a partir da contração de gases e poeiras existentes nas nuvens


interestelares.

Nuvens interestelares – grandes nuvens de gases e poeiras que existem entre as estrelas.
Ex.: Nebulosa de Oriente (M42).

As estrelas têm um início e um fim, não brilham para sempre. Passam por diversas etapas que
dependem da massa da estrela.

O brilho da estrela é possível devido às reações nucleares. As reações nucleares podem ter
início após a formação da estrela, o efeito da contração dos gases e poeiras aumenta a
temperatura o que propicia o início das reações nucleares. A energia resultante das reações
nucleares impede que a contração continue e desta forma a estrela pode brilhar. Ou seja se as
reações nucleares, após a contração de gases e poeiras, ocorrerem forma-se uma estrela.

Caso as reações nucleares não tenham inicio, a estrela em formação origina uma anã
castanha.

As estrelas são todas iguais?

Após as reações nucleares terem início, ou seja após a formação da estrela, esta entra na fase
de sequência principal. É nesta fase que as estrelas passam a maior parte do tempo da sua
vida.

Dependendo da sua massa, as estrelas da sequência principal, podem ter temperaturas e


cores diferentes.

Na sequência principal:

1) O Sol apresenta uma cor amarela. A temperatura na superfície do sol é de cerca de 5500oC
2) Estrelas com massa maior do que o Sol apresentam: temperaturas mais elevadas; cor azul.
3) Estrelas com massa menor do que o Sol apresentam temperaturas mais baixas; cor
avermelhada.
Gigantes Vermelhas

As estrelas da sequência principal, após uma longa existência nesta fase, aumentam de
tamanho transformando-se em gigantes vermelhas.

O Sol daqui a 5 mil milhões de anos irá tornar-se numa gigante vermelha, aumentando o seu
diâmetro, pelo menos, em 100 vezes.
Depois da fase de gigante vermelha a estrela irá ainda evoluir de forma diferente, dependendo
mais uma vez da sua massa.

1) Nas estrelas de menor massa (até cerca de oito vezes a massa do sol) grande quantidade
de matéria estelar é expelida para o Espaço, o que origina uma nebulosa planetária. A estrela 8
fica reduzida a um núcleo, ou seja forma uma anã branca. A anã branca fica envolvida
pela nebulosa planetária.

2) Nas estrelas de grande massa (massa superior a oito vezes a massa do Sol) o núcleo
colapsa numa violenta explosão designada por supernova. Grande parte da matéria que
envolve o núcleo é expelida a grande velocidade. O núcleo da estrela, depois da explosão,
contrai-se girando cada vez mais rápido. Este núcleo, dependendo da sua massa, pode dar
origem a dois objetos celestes diferentes: uma estrela de neutrões ou um buraco negro.

Um buraco negro não é mesmo um buraco mas sim um objeto extremamente denso, ou seja
um objeto com uma massa muito elevada. Consequentemente tem uma força de atração (força
gravitacional) muito intensa. A luz não consegue escapar à influência da intensidade da força
gravitacional deste objeto de massa muito elevada.

NOTA: Tal como as galáxias se agrupam em enxames de galáxias as estrelas também se


podem agrupar em enxames de estrelas.

O que é a esfera celeste?

É uma esfera imaginária onde os objetos celestes parecem estar distribuídos irregularmente.
Ao olhar para o céu noturno, longe de luzes, observamos uma infinidade de pontos luminosos
que parecem estar distribuídos irregularmente sobre uma enorme esfera.

A esfera celeste parece ter um movimento efeito da rotação da Terra (roda sobre si própria) e o
movimento de translação (orbita à volta do sol). Como o movimento de rotação dura um dia e o
de translação um ano, ao observarmos a esfera celeste esta parece dar uma volta sobre si
mesma ao longo de um dia. A observação da esfera celeste permite verificar que algumas
regiões desaparecem e apenas se observam um ano depois. Desta forma o movimento
aparente da esfera terrestre funciona como um enorme relógio que permite contar os dias e os
anos. Na antiguidade a observação do céu permitia, entre outras coisas, a contagem do tempo.

O que são constelações?

Uma constelação é uma determinada região do céu onde a partir de grupos de estrelas os
povos da antiguidade imaginavam figuras no céu. As histórias sobre as figuras e respetivas
constelações foram transmitidas de geração em geração. Grande parte dos nomes e figuras
associados à antiga astronomia grega prevalecem na astronomia moderna. As constelações
são retratadas em mapas celestes. Estes mapas permitem encontrar mais facilmente objetos
celestes quando observamos a esfera celeste.
ORIENTAÇÃO PELO CÉU

A observação da esfera celeste é um dos métodos mais antigos para a orientação geográfica
pelas estrelas.

Por exemplo, a constelação de Oriente, visível em Portugal de outubro a março, pode ser
utilizada para indicar o sul. A “Espada de Oriente” aponta para sul.

A maioria dos mapas inclui a rosa-dos-ventos que indica os quatros pontos cardeais e os
quatro pontos colaterais.
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Os quatro pontos cardeais são:

1) N - norte ou setentrião;
2) S - sul ou meridião;
3) E – este, nascente ou levante
4) O – oeste ou poente.

ORIENTAÇÃO PELO SOL

 O Sol “nasce” a este, ao início da manhã


 “Põe-se” a oeste, ao fim da tarde
 Encontra-se na posição mais alta a meio do dia
 Para observadores que se encontrem no hemisfério norte (como é o caso de Portugal), a
meio do dia o Sol encontra-se na posição mais alta e indica o sul.
 Se se medir, ao longo do dia, o comprimento da sombra de uma vara colocada na vertical, o
comprimento da sombra é menor quando o Sol se encontra na posição mais alta do céu (a
meio do dia). Nesse momento, o Sol indica o ponto cardeal sul e a sombra da vara o ponto
cardeal norte.
ORIENTAÇÃO PELA ESTRELA POLAR

A Estrela Polar faz parte da constelação da Ursa Menor. A Ursa Menor pode ser difícil de
identificar pois é constituída por estrelas muito ténues, no entanto se se identificar a Ursa Maior
é fácil encontrar a Estrela Polar. Na Ursa Maior são visíveis sete estrelas que parecem formar
um “tacho”, duas das sete estrelas formam as chamadas Guardas. Prolongando cinco vezes a
distância entre as duas Guardas (Merak e Dubhe) encontra-se a Estrela Polar. A Estrela Polar
indica o Norte.

ORIENTAÇÃO PELO CRUZEIRO DO SUL


 Constelação muito fácil de identificar para observadores do hemisfério sul ou nas regiões
mais próximas do Equador.
 Indica o Sul.
LOCALIZAR UM OBJETO CELESTE PELAS COORDENADAS CELESTES
Um dos sistemas utilizados para localizar um objeto celeste é o sistema de coordenadas
celestes horizontais. Esta designação deriva porque o sistema está associado ao plano do
horizonte, no qual estão localizados os quatro pontos cardeais. Na vertical, na esfera celeste
encontra-se um ponto designado por zénite.

No sistema de coordenadas celestes horizontais a posição de qualquer objeto celeste é


dada por duas coordenadas:
 A altura, h – distância angular medida verticalmente entre o objeto celeste e o plano
horizontal. Este valor varia entre 0o e 90o.
 O Azimute, A – distância angular medida horizontalmente no sentido retrógrado (sentido
dos ponteiros do relógio) entre o ponto cardeal sul e o ponto no horizonte por baixo do
objeto celeste. Este valor varia entre 0o e 360o.
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Modelos do Universo: modelos geocêntrico e heliocêntrico

Nem sempre se pensou que o Sol ocupa uma posição central no centro do Universo. Até ao
século XVII pensava-se que a Terra estaria imóvel no centro do Universo e todos os
outros objetos celestes giravam à sua volta – modelo geocêntrico.

Em 1543, Nicolau Copérnico publicou um livro onde considerava que a Terra rodava sobre o
seu eixo, uma vez por dia, e dava uma volta ao Sol durante um ano, estando o Sol no
centro do Universo – modelo heliocêntrico.
Só em 1610, com observações de Galileu Galilei ao planeta Vénus surgiram argumentos
definitivos que punham em causa o modelo geocêntrico.

Galileu foi um dos primeiros astrónomos a utilizar um telescópio para observar o céu. Ao
observar a variação aparente de Vénus e as fases que o planeta apresentava Galileu concluiu
que a única forma de explicar as suas observações seria considerar que Vénus orbitavam em
torno do Sol e não da Terra.

As órbitas elípticas de Kepler

Kepler concluiu, em 1609, que as orbitas dos plantas em torno do Sol não podiam ser
circulares mas sim elípticas. Kepler também chegou à conclusão de que o Sol não ocupava o
centro geométrico da elipse mas sim um outro ponto designado por foco.
O Universo
O Universo é constituído por vários corpos celestes e espaço vazio.

São corpos celestes:


▪ Nebulosas - grandes nuvens de gases e poeiras.
▪ Estrelas - astros com luz própria, que resulta de reacções nucleares de hidrogénio.
▪ Buracos negros - corpos celestes muito denso formado por grande quantidade de matéria num pequeno
volume que atrai tudo à sua volta.
▪ Supernovas - corpos celestes surgidos após as explosões estrelas com mais de 10 massas solares, que
produzem objectos extremamente brilhantes.
▪ Pulsar - é uma espécie de estrela que emite radiação no formato de pulsos.

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O Universo é constituído por muitos superenxames de galáxias e muito espaço vazio.
Os superenxames de galáxias, formados por vários enxames de galáxias, são as maiores estruturas do
Universo.
Os enxames de galáxias são conjuntos de galáxias.
As galáxias são enormes grupos de estrelas, gases e poeiras.
Há galáxias de várias formas:
▪ galáxias em espiral - têm um núcleo central brilhante do qual partem vários braços com estrelas de
várias idades.
▪ galáxias elípticas - têm forma quase esférica e são formadas por estrelas mais velhas.
▪ galáxias irregulares - não têm forma definida e são formadas por estrelas muito jovens e ricas em gases
e poeiras
▪ quasares - galáxias com aspecto de uma só estrela muito brilhante [quasar = quase estrela].

A Via Láctea é uma galáxia em espiral à qual pertence o Sol e todo o Sistema Solar.
Observada da Terra parece uma manha esbranquiçada, leitosa daí o nome que lhes foi atribuído pelos gregos -
Via Láctea.
A Via Láctea pertence a um enxame de galáxias que se chama Grupo Local, que é constituída por cerca de trinta
galáxias.

Como se formou o Universo


Em 1929, Edwin Hubble reparou que as galáxias se estavam a afastar de nós que quanto mais afastadas se
encontravam mais rapidamente se afastavam. Concluiu que o Universo está em expansão.
Segundo a Teoria do Big Bang o Universo terá começado a partir da explosão violentíssima de uma pequena
massa de matéria muito densa e quente e desde então encontra-se em permanente expansão.

As estrelas são astros com luz própria, que resulta de reacções nucleares de hidrogénio.
As estrelas nascem, vivem e morrem....

Quanto maior é uma estrela, maior é a sua temperatura, e maior é o seu brilho. Quanto maior for uma estrela
menor é o seu tempo de vida.
As estrelas menores que o Sol têm menor temperatura (entre 3000 ºC e 4000 ºC) e são laranja ou
avermelhadas. Tempo médio de vida - vários biliões de anos.
As estrelas como o Sol têm temperatura média (entre 5000 ºC e 7000 ºC) e são amarelas. Tempo médio de
vida - dez mil milhões de anos.
As estrelas maiores que o Sol têm maior temperatura (temperaturas superiores a 8000 ºC) e são branco-
azuladas. Tempo médio de vida - milhões de anos.

As nebulosas são grandes nuvens de gases e poeiras.


Há dois tipos de nebulosas:
▪ nebulosas difusas - são escuras
▪ nebulosas planetárias - são brilhantes.
A estrela nasce a partir da contracção de um nebulosa escura de hidrogénio e poeiras, que se torna cada vez
mais quente e que originam reacções nucleares que libertam muita energia. Forma-se uma densa bola rodopiante
da qual nasce a estrela.

Todas as estrelas envelhecem e morrem quando o seu combustível se esgota - o hidrogénio:


1) As estrelas de pequenas dimensões (com tamanho semelhante ao do Sol) dão origem a gigantes
vermelhas por contracção do núcleo e por expansão das camadas exteriores. As camadas afastam-se do núcleo
e forma-se uma nebulosa palnetária. O núcleo passa a chamar-se anã branca e acaba por perder a sua energia.

estrela gigante vermelha nebulosa planetária + anã branca

2) As estrelas de grandes dimensões dão origem a supergigantes por contracção do seu núcleo e por
expansão das suas camadas exteriores.
As supernovas são estrelas em fim de vida que explodem violentamente e se espalham pelo espaço
apresentando elevado brilho.
Estes restos de supernovas são a matéria-prima da formação de novas estrelas. As supernovas podem sobreviver
como estrela de neutrões ou pulsar se a massa que a originou era de 2 a 8 vezes maior que o Sol, ou como
buraco negro se a estela que o originou era mais do que 8 vezes maior que o Sol.

estrela  supergigantes supernovas  estrela de neutrões ou pulsar ou 12


 buraco negro

Assim, da morte de uma estrela resulta uma anã branca, uma estrela de neutrões ou pulsar, ou um buraco negro.

Não te esqueças de ver.....


Vídeos em Astronomia

Distâncias no Universo
Uma Unidade Astronómica (UA) corresponde por definição à distância da Terra ao Sol.
Um ano-luz (a.l.) é a distância que um raio de luz percorre em um ano. Um raio de luz do Sol demora 8,3 minutos
a chegar à Terra.
O parsec é uma unidade ainda maior e utiliza-se para indicar distâncias no Universo para além do Sistema Solar.

O que precisas de saber:


a velocidade da luz é 300 000 km/s ou seja 3,00 x 108 m/s
1 UA = 150 milhões de km ou seja 1 UA = 1,50 x 108 km (unidade astronómica)
1 a.l. = 9,5 biliões de km ou seja 1 a.l.=9,5 x 1015 km (anos-luz)
1 pc = 3,26 a.l. (parsec)

Para podermos calcular as distâncias no Universo recorremos a uma regra de três simples para efectuar os
cálculos.
Desta forma, por exemplo 3,5 UA são 3,5 x 150 milhões de km = 525 milhões de km ou seja:
1 UA --------------- 150 milhões de km
3,5 UA ------------ x
x = 150 milhões de km x 3 : 1  x = 525 milhões de km

Exercício: A Estrela Polar está 252 pc da Terra. Calcula essa distância em anos-luz.
Resolução: 1 pc -------------------- 3,26 a.l.
252 pc ------------------ x
x = 252 x 3,26 : 1  x = 822 a.l.
R: A Estrela Polar está a 822 a.l. da Terra. O que quer dizer que a luz que vemos demorou 822 anos
a chegar à Terra.
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