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UNIVERSIDADE CEUMA

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

VANDA CRISTINA DE OLIVEIRA SILVA

RACISMO NO ESPAÇO ESCOLAR: O DESAFIO DO (A) ASSISTENTE


SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO

São Luís – MA
2017
UNIVERSIDADE CEUMA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

VANDA CRISTINA DE OLIVEIRA SILVA

RACISMO NO ESPAÇO ESCOLAR: O DESAFIO DO (A) ASSISTENTE


SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO

Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de


Graduação de Serviço Social da Universidade
Ceuma à disciplina de oficina de metodologia do
trabalho cientifico, 7º período, desenvolvido a
partir da relação Racismo no espaço escolar: o
desafio do(a) assistente social no enfrentamento
da questão, com intuito de obtenção de uma boa
nota avaliativa.

Orientado por: Profª. Mts. Erica Costa.

São Luís – MA
2017
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3

2 PROBLEMATIZAÇÃO .......................................................................................... 5

3 HIPÓTESE............................................................................................................ 7

4 OBJETIVO ............................................................................................................ 8

4.1 Objetivo Geral ................................................................................................ 8

4.2 Objetivo Específico......................................................................................... 8

5 JUSTIFICATIVA .................................................................................................... 9

6 REFERÊNCIAIS TEÓRICOS .............................................................................. 11

7 METODOLOGIA ................................................................................................. 15

7.1 Principais Conceitos de Análise ................................................................... 15

7.2 Métodos Utilizados ....................................................................................... 15

7.3 Amostra Da Pesquisa................................................................................... 16

8 CRONOGRAMA ................................................................................................. 17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................19
3

1 INTRODUÇÃO

Baseado em evidências tão importantes quanto sequelas identificadas na vida


adulta do indivíduo vítima de racismo, do silêncio vivido por quem sofreu e carrega
consigo resíduos vivênciados por mazelas estabelecidas por quem desrespeita as
diferenças étnicas; nas obrigações daqueles que deveriam representar, ensinar,
educar, no entanto, em alguns casos, reproduzem com maior intensidade a
discriminação e o preconceito, simplesmente pelo fato de seu semelhante trazer
consigo traços negróides, considerando-o um ser diferente. Fatores responsáveis e
que impulsionam abrir ênfase à questão, mais importante do que geralmente se dá
no atual cenário educacional, ainda que seja na infância. Sabe-se que, números
alarmantes de pessoas sem consciência de sua identidade, ao longo do tempo tem
trazido consigo hábitos de se acharem talvez “melhores”, ou que seja, é a
dominação imperalística atuando através do eurocentrisimo.
Com efeito, utilizam-se de tal pretexto para produzirem o racismo de forma
discriminatória, com isso, denegrindo notadamente e significadamente a pessoa
negra, mesmo considerando os avanços nas leis constiticionais, quando deveriam
ser prioridade do Poder Público em garantir o direito à igualdade social, entende-se
portanto que, para os profissionais da educação, em sua amplitude de ensino,
quanto para alunos de todas as faixas etárias, principalmente na infância (berço da
educação), tem presenciado atos desumanos, embora seja considerado o espaço
escolar um lugar de formação de idéias, de exercício ao respeito e as diferenças
étnicas, visto como igualdade de direitos e assegurada no Preâmbulo da
Constituição Federal de 1988.
Cabe ressaltar, que o sugimento da idealização desta questão no âmbito
escolar, se dá apartir de um ato de acompanhamento de um programa televisível
chamado Altas Horas, exibido no dia 20.02.2016, onde o apresentador Serginho
Groisman entrevista uma gorota de nome Marcella Sales, vítima de Racismo dentro
da escola onde estudava. Portanto, desde então, identificou-se um problema a ser
discutido analiticamente por meio deste trabalho de pesquisa. Problema este, que
promete ser um desafio para pesquisar a ação desenvolvida do (a) assistente social
no enfrentamento da questão, onde o dever de fazer valer o direito da citada
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igualdade social, ainda mais, construir e/ou desenvolver políticas públicas que
respondam a esses fenômenos sociais.
A esse respeito, busca-se atender às necessidades sociais e garantir, o já
assegurado direito, àqueles que por alguns, são considerados invisíveis, inotáveis
e/ou quando visto ou notados são renegados injustamente. Isso trás um
afrontamento ao (a) assistente social em seu incessante exercício de luta por
garantias de direitos igualitários e de fundamental importância para a sociedade
viver de forma saudável e justa dentro da estrutura socioeducacional.
Desta forma, a imprescindibilidade da atuação do (a) assistente social dentre
o atual quadro educacional junto a construção de um espaço harmonioso, é de
extrema importância ou traz como eixo principal, expelir o doloroso conformismo de
estudantes negros, dando a eles garantias de direito e trazendo o conhecimento aos
profissionais da educação relacionado as marcas omissas e impactadas na vida
adulta de uma pessoa que sofrera tais agressões. Sendo assim, contribuindo com a
modificação construtiva de uma sociedade menos desigual, trazendo portanto, ao
espaço escolar a discurssão da questão no sentido de considerar a fundamental
importância existêncial do (a) profissional do Serviço Social no âmbito escolar para
diferenciar os atuais direcionamentos e competências da educação como direito
garantido de todo cidadão, eliminando os conceitos e preconceitos desenvolvidos
nesta área. “Neste momento faz-se necessário apresentar algumas considerações
sobre as atribuições e competências do (a) assistente social para com a realidade
escolar contemporânea” (Schneider, 2012, p. 24), e investigar qual a ação deste (a)
profissional no combate a intolerância racial desenvolvida através do racismo no
espaço escolar.
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2 PROBLEMATIZAÇÃO

Considera-se o entendimento da palavra “educação” dentro da cultura


brasileira, conceituado em seu amplo sentido, ser um ponto equidistante de dois
extremos entre o saber e o desconhecer, é o canal introdutor da informação e
transformação de hábitos e costumes valorizados em determinada sociedade.
Considera-se ainda, que essa “educação”, tida como direito de todos e
“disponibilizada” para a maioria, é no entanto, uma educação ideologizada que
neutraliza o pensamento crítico e intimida o crecimento individual e social, deixando
educandos de mãos e pés atados para agir e galgar nos caminhos do
desenvolvimento social.
Depois da família, é nos espaços educacionais que apredende-se a dar os
primeiros passos rumo a nova visão de mundo, de conhecimento educacional, mas o
que se identifica é a contradição, o imperialismo hegemônico, desta forma, indaga-
se dizendo: Que tipo de educação igualitária é oferecida nas escolas, quer seja,
pública ou privada?

... “Contradição performática”, na linguagem de Habermas e Abel,


aquela que faz exatamente o contrário do que prega o discurso. O
pedagogo facilmente declara-se adepto da “educação
transformadora”, a sombra de Gramsci e Freire, mas, na prática,
facilmente “imbeciliza” os estudantes. (DEMO, 2000, p.109)

No decorrer deste trabalho de pesquisa, trata-se de investigar o que


verdadeiramente acontece nesse espaço, se há uma produção excessiva de
“imbecilidade”, uma omissão por parte de profissionais da educação ou um descaso
do Estado, quando faz vista grossa a essa violência racial? Questionamentos
trazidos pela identificação do problema e do não vigoramento das referidas Leis de
direitos previstos no ordenamento jurídico (Lei nº 1.390/1951 – Afonso Arino e Lei nº
13.185/2015 – Combate a Intimidade Sistemática/Bullying), e assegurada ainda no
Preâmbulo da Constituição Federal de 1988, quando diz:

...assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade,


a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem
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preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem


interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias,
promulgamos, sob a proteção de Deus. (CF, 1988, pág.12)

Diante de tais políticas institucionais de direitos mencionados, encontra-se o


seguinte Art. 1º da Lei nº 13.185/2015 “Fica instituído o Programa de Combate à
Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional”, relacionando-se a
identificada questão racista, no caso, dentro do espaço escolar. Com isso, atiça a
curiosidade, através desta pesquisa em identificar a difícil ação do (a) profissional de
Serviço Social, quanto a garantia dos referidos direitos, diante à incansável luta por
igualdade racial. Desta forma, o direcionamento em descobir o fazer deste (a)
profissional, é sem dúvida o cume da questão problema, sabendo das inúmeras
dificuldades enfrentadas na atual conjuntura política de direito e frente ao quadro de
dificuldades e crises políticas, que trás restrições ainda maiores no campo de
implementações e garantias desses direitos, via dos fatos é que:

[...] vincula-se à necessidade de administração das lacunas e


defasagens presentes no desempenho institucional para garantir,
minimamente, o atendimento das demandas por serviços sociais,
considerando a contradição entre a redução de recursos públicos e o
agravamento das condições de vida dos usuários destes serviços,
bem como a fragmentação e refluxos de suas formas de luta e de
pressão política. (ABREU, 2011, p.192)

O enfrentamento da questão pelo (a) profissional do Serviço Social que


utilizando-se dos moldes teórico-metodológico e ético-político, caracteriza o ser
social na qualidade de pessoa humana e vítima dessa afronta racial, trás a pergunta
que não quer calar. Diante da realidade social, no que desrespeito a questão
racismo, sofrido por alunos vítimas da rede pública ou privada, crianças ou adultas,
que forma o (a) profissional do Serviço Social intervirá no enfrentamento dessa
questão? E Quais ferramentas são utilizadas pelo (a) profissional do Serviço Social
no combate ao racismo especificamente dentro do espaço escolar?
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3 HIPÓTESE

Diante das informações extraídas por meios de estudos e pesquisas, que


veementemente fortalercem a tese fundamentada no problema protagonizado pelo
Racismo no espaço escolar. Ressalta-se que no decorrer da construção deste
trabalho, tem-se o interesse de apresentar as raízes do foco principal, para que seja
aplicada a intervenção, de forma que se faça conhecida a instrumentalidade do
assistente social e seus desafios no enfrentamento da questão, portanto, o ápice da
questão. Pontuando que “racismo” é a “1. Doutrina que sustenta a superioridade de
certas raças. 2. Preconceito ou discriminação em relação ao(s) indivíduo(s)
considerado(s) de outra(s) raça(s). (Aurélio, 2010 p. 635)
Entende-se que o conceito usado ao racismo, nada mais é, que a expressão
da ingnorância e considerada por Gabriel o pensador “uma burrice sem explicação”.
Com efeito, classifica-se nesta pesquisa como o ponto crucial da problemática.
Relatos publicados, por vítimas da discriminação, afirmam ter sofrido racismo
dentro da escola pelos próprios professores, isto causa distorções acerca da
“Educação”, por ser reproduzido e negligenciado por alguns “profissionais” da área
educacional, talvez, por falta de conhecimento ou ferramentas provenientes que
esclareçam o problema, ou talvez, por uma distorção do objeto problema.
Todavia, é na escola que está alojado o desalento, por isso, busca-se
“respeito à liberdade e apreço à tolerância”, como também, “o fortalecimento dos
vínculos de família, dos laços de [...] tolerância recíproca em que se assenta a vida
social. (Lei 9.394, art. 2º, 32º). É dentro desses espaços que concretizará a
instrumentalidade do assistente social de forma que: seguirá orientações éticas,
didáticas e desmistificará os direitos constitucionais, de modo que ultrapasse os
muros das escolas; trazendo a participação da sociedade por meio mobilizações e
sensibilizações, visando chamar atenção do olhar das autoridades; planejando
projetos que visam alcançar metas de escolaridade, combatendo atos
discriminatórios que previnam a violência racial; buscando trabalhar em unidade com
outros profissionais da assitencia social, saúde e educação, assim contribuindo com
a construção social através de políticas efetivas dentro das escolas, para que seja
propriciado ao espaço escolar um lugar de refrigério educativo.
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4 OBJETIVO

4.1 Objetivo Geral


 Analizar o trabalho profissional do(a) assistente social no
enfrentamento da questão racismo no espaço escolar.

4.2 Objetivo Específico


 Compreender o objeto problema dentro do espaço escolar;
 Verificar in loco a situação de quem sofre tal preconceito;
 Perceber a questão das diferenças como um processo de construção
das relações dentro do espaço escolar;
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5 JUSTIFICATIVA

Importa descrever o fenômeno explorado, à visão da observação do


pesquisador, onde de início, vos tráz razões lógicas para justificativa da pesquisa,
por meio de um entendimento de concepção racista fundamentada nos primórdios
da colonização do Brasil, quando os portugueses transportam os primeiros negros
de suas regiões oriundas do continente africano. Daí vem a diferença biológica,
conseguentimente a confirmação da diferença de cor.
Alguns consideram bobagem discutir o que não tem a mínima chance de ser
mudado, claro! Como fazer uma pessoa de pele negra tornar-se branco? A ciência
não explica. Todavia, partindo do pressuposto de quem desmerece o assunto,
analisa-se como um pensar individualista e doentil, produzido e reproduzido com
intensidade, de tal forma que reforça o pensamento destruidor nazista de Hitler que
marcou a história matando milhões de judeus por causa da diferença racial. No
Brasil não existe raça pura, mas a mistura de cores engrandece nossa Pátria mãe.
Sabe-se que somos ou “deveríamos ser” iguais, mas a realidade é que cerca de
mais de 60% de pessoas negras sofrem ou já sofreram a discriminação, segundo
pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que traz uma
inquietação ao objeto retratado.
Ora, se o problema identificado atinge uma amplitude de pessoas
discriminadas, quando o direito a igualdade racial está assegurado em seu estatuto
sob a Lei nº 12.288/2010 através da Disposição Preliminar do Sistema Nacional de
Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) em seu Art. 47, que nos dispõem promover
a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo,
inclusive mediante adoção de ações afirmativas, nisto, justifica-se a pesquisa por
meio da identificação do problema e da real necessidade em discernir quais
ferramentas são utilizadas pelo (a) profissional do Serviço Social no combate ao
racismo especificamente dentro do espaço escolar.
Ressalta-se que, por meio do programa televisivo conhecido como Altas
Horas apresentado por Serginho Groisman e especificamente exibido no dia
20.02.2016, em uma entrevista com a garota Marcella Sales, que diz ser vítima de
preconceito racial dentro do espaço onde deveria ser o local de aprendizado, a
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escola que estudava, marcando sua vida adulta com impactos profundos que
somente por meio de tratamento psíquico pode voltar a ter uma vida ressocializada
“saudável”, que surgiu o desassossego quanto objeto problema.
Considerando o fato citado, inicia-se à busca em aprofundar o conhecimento
do ponto nevrálgico da questão em foco e saber de que forma o assistente social
exerce a prática do fazer profissional frente ao combate do problema identificado
com maior gravidade na educação, tendo em vista que há um Projeto de Lei nº
3.688/2000, em tramitação para aprovação, conhecido como PL Educação que visa
inserir assistentes sociais na rede de educação básica em todo o Brasil.
Diante do exposto, analisa-se a necessidade da atuação do (a) assistente
social no combate a violência preconceitual e racista, considerado pela Organização
Mundial de Saúde um problema de saúde, devido a violência psicológica sofrida, de
modo que legitíma e afeta, direita ou indiretamente, a inserção das vítimas no meio
social. À vista disso, levou-nos ao pensamento racional em pesquisar o racismo e a
atuação do assistente social no enfrentamento da questão sobre no espaço escolar.
Assim podemos investigar aspectos sócio educacionais estabelecidos com
ética, comprometimento e exercitando a sensibilidade de audição ou percepção,
quanto o saber ouvir e perceber sem ninguém falar ou agir, nos faz conhecer e
identificar percursos que podem ser seguidos para que se tenha uma melhor
compreensão da questão, sobretudo, o também desafio de executar políticas
públicas que garantem o direito de igualdade étnicas e investigar formas de
intervenções quanto a má formação de conceitos perversos pré-estabelecidos na
sociedade, pois esta investigação servirá para a busca de caminhos decisivos que
possibilitem, tanto os profissionais da educação, quanto pessoas vitimadas,
especificamente neste ambiente educacional.
A suma importância desta Pesquisa, servirá na compreensão de um modo em
geral, na soma da luta contra desigualdade e violência racial, traçando através de
sua cognição e respaldada nas três dimensões: Técnica, Ideológica e Científica,
para esclarecer principalmente aos profissionais da área da educação, às evidências
necessárias para desenvolvimento do respeito mútuo, sem nenhuma
condicionalidade, contribuindo para o melhor entendimento da igualdade na esfera
educacional, sobretudo, na sociedade.
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6 REFERENCIAIS TEÓRICOS

A ideia de proporcionar uma visão clara, que defina aspectos e desenvolvam


um melhor entendimento no discorrer deste Projeto de Pesquisa, traz como base,
pensadores teóricos filosóficos, críticos, dominadores de conhecimentos e
facilitadores da explicação do pensamento embrioário do pesquisador, tendo como
principal razão, apropriár-se de tais conhecimentos e explanar a problemática de
forma objetiva, relacionado-o ao direito da igualdade racial e técnicas utiizadas pelo
(a) assistente social na abordagem desempenhada de exercício de sua profissão.
“Neste momento faz-se necessário apresentar algumas considerações sobre as
atribuições e competências do assistente social para com a realidade escolar
contemporânea” (Schneider, 2012, p. 24).

A vida escolar das crianças negras tanto em escolas públicas quanto


em escolas particulares é marcada por processos de inferiorização
pela cor da pele e pobreza, geralmente reproduzida nas famílias
negras. Minha história escolar não é diferente disso. (CARDOSO,
2013, p.115).

Compreende-se que a vida escolar em seus diferentes níveis de aprendizado,


é em alguns momentos comparada, até confundida com a vida familiar, devido a
grande maioria do tempo de convívio com pessoas que nos identificamos e
frequentemente estão no mesmo ambiente, com isso, cria-se laços de amizades e
fortalecimento de vínculos.
Compreende-se ainda que, é a escola responsável pelo ensino inerente do
ciclo educacional, onde leva o(a) aluno(a) a aprender – tabuada, cartilha etc. –.
Levando em consideração essa tese, acredita-se que esse sistema metodológico de
ensino traz um pensamento de pespectivas ultrapassadas como uma educação
ideologizada, indagada por Freire em sua publicação Apedagogia do oprimido,
dizendo que:

Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e


depósitos que os educandos, meras incidências, recebem
pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção “bancária”
da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos
educandos é a de receberem os depósitos, guarda-los e arquivá-los.
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Margem para serem colecionadores ou fixadores das coisas que


arquivam. [...] Educador e educando se arquivam na medida em que,
nesta destorcida visão da educação, não há criatividade, não há
transformação, não há saber. Só existe saber na invenção, na
reinvenção, na busca enquieta, impaciente, permanente, que os
homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros. (FREIRE,
1987, p. 33)

A conjuntura situacional dos dias atuais tem exigido que o (a) aluno (a), em
seus diferentes níveis de escolaridade, precisa aprender seu papel de cidadânia,
Freire esclarece dizendo que é “educação libertadora”, “pois é na escola que alunos
buscam obter respostas para todas as situações decorrentes do convívio social”
(CORDEIRO, 2017, p.17), desta forma, nasce o pensamento de implantar nestes
espaços métodos que socializam o que é de direito e dever de todo cidadão o que,
por isso, já justifica a necessidade de reflexão por parte dos educadores.
Suscintamente falando é, erradicando com o empoderamento da razão
particularmente marcada nesse processo de despreso pela diferença. Sabendo que
em meio a essa utopía hámoniosa, há alguém em silêncio que pensa diferente e que
sofre preconceito racial.

O respeito à diversidade e a superação das desigualdades deve


efetivar-se por meio de políticas públicas de defesa e promoção dos
direitos fundamentais e políticas afirmativas. A diversidade consiste
no respeito à identidade juvenil ou de grupos com características que
os distinguem singularmente da sociedade [...]. O conjunto dessas
identidades e multiplicidade de grupos compõem a diversidade ou
compartilhamento de diferenças sociais. A igualdade visa superar o
isolamento desses grupos, sem discriminações que os excluam
perante a lei, devendo viabilizar-se por meio de programss e
projetos, capacitação de profissionais e inclusão temáticas
específicas. (Simões, 2014, p. 277).

É inconcebível vendar os olhos para não enxergar a intolerância racial, tapar


os ouvidos para não ouvir o grito inconsolável soar e matar a sensibilidade
perceptiva para não sentir o que é incontestável, o silêncio vitimizado de quem é
violentado. A falta de respeito e dignidade social gradativamente devasta vidas,
consequentimente são encontradas nas narrativas de pessoas indefesas que
sofreram a assolada violência.
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Triste é o que ficou no passado de nossos velhos e velhas. Há um fio


invisível que nos conduz e, mesmo não querendo, está presente no
nosso dia-a-dia, não para nos fazer sentir inferiores, mas, sim para
nos fazer lembrar o quanto somos fortes e sobrevivermos às mais
duras mazelas que a vida pode pregar. De reis, rainhas e cidadãos
comuns viramos “coisa” e do tipo “coisa sem valor”. (Botelo, 2013,
p.39).

Os princípios de direitos garantidos constitucionalmente, fortalecem os


argumentos favoráveis a luta contra a ideologia da desigualdade social. “Como
realça Norberto Bobbio (1988), “os direitos humanos não nascem todos de uma vez
e nem de uma vez por todas”, os direitos humanos são conquistados, por meio de
lutas, discursos, protestos, manifestações e inquietações. Mostrando que a
capacidade de mudar o quadro é maior que capacidade de infligir as leis.
O respaldo vem indexados no Preâmbulo da CF/88 e discorrido Dos Direitos e
Deveres Indivisuais e Coletivos no Art. 5º cap. XLI “A prática do racismo constitui
crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”,
definição fundamental para a construção de pensamentos revolucionários e de uma
nova visão e formação de conduta diferente do conhecido inerente ciclo educacional.
O enfrentamento da questão, envolve todas as esferas governamentais mas,
para isso, é importante a presença mediadora do (a) profissional do Serviço Social
em unidade com família/escola na busca de garantias de direitos, sempre
considerando a dialétissidade e propondo conhecer a historicidade dos fatos.
Ressalta-se, que há um Projeto de Lei nº 3.688/2000, em tramitação, conhecido
como PL Educação que visa inserir assistentes sociais na rede de educação básica
em todo o Brasil.

Produção do Parecer Jurídico 23/2000, elaborado pela Dra.


Sylvia Terra, assessora jurídica do CFESS, sobre a
implantação do Serviço Social nas escolas de ensino
fundamental e médio, relacionando a pertinência da inserção
do Serviço Social na educação a partir das atribuições
atinentes à atividade profissional respectiva, estabelecida nos
artigos 4º e 5º da Lei 8.662/1993 e também das possibilidades
legais dos projetos de lei para a implantação do Serviço Social
nas escolas e sua regulamentação nas instâncias de poder
municipal e estadual. (CFESS, 2000, p. 9).
14

Através deste Projeto de Pesquisa objetiva-se encontrar o foco


problematizador que tem gerado uma insatisfação por parte de alunos vítimas de
preconceito racial e buscar-se-a defrontar por meios dos assistentes sociais.
15

7 METODOLOGIA

7.1 Principais Conceitos de Análise


A metodologia aplicada neste trabalho, desenvolvida de forma suscinta e
direta por meio bibliográfico, documental e pesquisa de campo, permite que a
complexidade da pesquisa seja voltada a perspectiva crítico-dialético, ou melhor, o
método materialismo histórico dialético que envolvido aos laços históricos da
subjetividade de uma sociedade contemporânea, traz compreensão e “abrem uma
perspectiva da superação do problema na dinâmica das relações sociais postas”
(FALEIROS, 2011, p. 84).
A forma exploratória e descritiva intencionada será aplicada ao mesmo tempo
em que as particularidades da pesquisa são consideradas o pilar da ética, sobrevêm
a lógica da crítica em consonância com as regulamentações institucionais. Cabe
conceituar ainda que, esse método dialético quando fala da “... A lógica e a história
da humanidade seguem uma trajetória dialética, nas quais as contradições se
transcendem, mas dão origem a novas contradições que passam a requerer
solução” (GIL, 2008, p. 13).
7.2 Métodos Utilizados
Para materialização desta pesquisa utiliza-se a corrente teórica de conceitos
analíticos e de observação direta e indireta, considerados relevantes para a extração
de dados científicos, onde a realização da coleta de dados será instrumentalizada
por meios de procedimentos tipo: entrevista, legislação, bibliografias, artigos
científicos, pesquisa de campo, internet, revistas específicas e jornais. Levando
sempre em consideração o conhecimento empírico e fundamentando-se nos
aspectos da compreensão focada na amplitudo do problema dentro do campo
estudado.

“O estudo de campo focaliza uma comunidade, que não é


necessariamente geográfica, já que pode se uma comunidade de
trabalho, de estudo, de lazer ou voltada para qualquer outra atividade
humana. No estudo de campo, o pesquisador realiza a maior parte
do trabalho, pessoalmente pois é enfatizada a importância de o
pesquisador ter tido ele mesmo uma experiência direita com a
situação de estudo”. (GIL. 2007, p 53)
16

7.3 Amostra Da Pesquisa


É importante salientar que o ápice desta pesquisa é obter conhecimentos
sólidos quanto ao fazer profissional do (a) assistente social dentro das unidades de
ensinos, para isso, precisa-se fazer uma abordagem qualificada, utilizando-se de
critérios exclusivos para a identificação do objeto problema Racismo no Espaço
Escolar, com isso, perceber a cadeira racista instalada especificamente no C.E.
Barjonas Lobão, localizado na cidade de São Luís no bairro Cohatrac III. Vale
ressaltar, que as abordagens serão aplicadas aos alunos adolescentes do 1º ano do
Ensino Médio, preferívelmente entre o período de 02 à 30 de abril de 2018.

Estes médodos têm por objetivo proporcionar ao investigador os


meios técnicos para garantir a objetividade e a precisão no estudo
dos fatos sociais. Mais especificamente, visam fornecer a orientação
necessária à realização da pesquisa social, sobretudo no referente à
obteção, processamento e validação dos dados pertinentes à
problemátização que está sendo investigada. (GIL, 2008, p. 15)

Para tanto, o entendimento da prática do (a) assistente social e os desafios


frente a identificação da discriminação e preconceito racial na educação, é o objetivo
deste Projeto de Pesquisa. Assim, caracteriza-se a preocupação em realizar
analiticamente e interpretar aspectos do fazer profissional com o mínimo possível de
margem de erros, objetivando contribuir com fidelidade e enaltecer a citada
pesquisa. Diante de tais exigências, necessita-se levantar questionamentos e
encontrar respostas referentes aos critérios estabelecidos por meio do pesquisador,
com ressalva de que, os dados colhidos serão organizados criteriosamente através
de relatórios de estudos da pesquisa para conclusão do curso de Serviço Social, ou
seja, conhecida como Manografia que, considerando a ciência adquirida,
pressupõem concluir sua construção até o 1º semestre de 2018.
17

8 CRONOGRAMA

2018/1
ATIVIDADES Mês
Jan Fev Mar Abr Mai Jun

Levantamento Bibliográfico/Documento/ Fichamento X X X X

Pesquisa de Campo X

Organização dos Dados X X X X

Elaboração da Monografia X X X

Entrega da Monografia X

Defesa da Monografia X
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Marina Maciel – Serviço Social e Organização da Cultura: Perfis


Pedagógicos da Prática Proficional: 4º edição, São Paulo: Cortez, 2011.

ALTAS HORAS – Programa da Rede Globo exibido em dia 20.02.2016, disponível


em: http://globoplay.globo.com/v/4829318/ Rio de Janeiro, 2016.

BRASIL, Lei Nº 1.390/1951 – AFONSO ARINO – inclui entre as contravenções


penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de côr,
disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L1390.htm> Rio de Janeiro,
1951.

BRASIL, Lei Nº 12.288/2010 – Disposição Preliminar do Sistema Nacional de


Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm, artigo 47.
Brasília-DF, Julho, 2010.

BRASIL, Lei Nº 13.185/2015 – Combate a Intimidade Sistemática/Bullying,


disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/
Lei/L13185.htm > Brasília, 2015. Acesso em 12.05.2016.

BRASIL, Lei Nº 9.394/2016 – Estabelece as diretrizes e bases da educação


nacional, disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>
Brasília, 2015. Acesso em 11/11/2017.

BRASIL. Constituição (1988) – Constituição da República Federativa do Brasil.


Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
Brasília, DF, Senado, 1988.

BRITO, Benilda e NASCIMENTO, Valdecir – Negras (in) confidências, Bullying,


não. Isto é Racismo. Belo Horizonte: MAZZA, 2013.

CFESS. – Subsídios para a Atuação do Serviço Social na Política da Educação.


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