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2ª Atividade de ROUSSEAU P/ nota – 2º bimestre/2018.

Nome____________________________________________Nº______________Série_________________

1.) Leia o seguinte texto de Rousseau e responda.

[...] só a vontade geral pode dirigir as forças do Estado de acordo com a finalidade de sua instituição, que é o bem comum,
porque, se a oposição dos interesses particulares tornou necessário o estabelecimento das sociedades, foi o acordo desses mesmos
interesses que o possibilitou. O que existe de comum nesses vários interesses forma o liame social e, se não houvesse um ponto
em que todos os interesses concordassem, nenhuma sociedade poderia existir. Ora, somente com base nesse interesse comum é
que a sociedade deve ser governada.
(ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. 5. edição. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p.43).

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre contrato social e vontade geral no pensamento de
Rousseau, é correto afirmar:
a) A vontade geral, fundamento da ordem social e política, consiste na soma e, por sua vez, na concordância de todas as
vontades individuais, as quais por natureza tendem para a igualdade.
b) Pelo contrato social, a multidão promete obedecer a um senhor, a quem transmite a vontade coletiva e, por este ato
de doação, torna-se povo e institui-se o corpo político.
c) Pelo direito natural, a vontade geral se realiza na concordância manifesta pela maioria das vontades particulares,
reunidas em assembleia, que reivindicam para si o poder soberano da comunidade.
d) Por força do contrato social, a lei se torna ato da vontade geral e, como tl, expressão da soberania do povo e vontade
do corpo político, que deve partir de todos para aplicar-se a todos.
e) O contrato social, pelo qual o povo adquire sua soberania, decorre da predisposição natural de cada associado,
permitindo-lhe manter o seu poder, de seus bens e da própria liberdade.

2.) “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de
dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo”.

Levando em conta a principal ideia que Rousseau quer transmitir com essa afirmação, assinale a alternativa verdadeira:

a) A propriedade privada, já existente antes da sociedade civil, trouxe a possibilidade de melhor organização entre os
indivíduos e, consequentemente, facilitou sua convivência.
b) A propriedade privada é um direito natural fundado no trabalho.
c) A expressão, “isto é meu” da frase de Rousseau quer mostrar que naturalmente o homem anseia por propriedade
privada.
d) A sociedade civil tem sua origem na propriedade privada que, junto consigo, trouxe os principais problemas entre os
homens.
e) O fundador da sociedade civil era um pensador grego que tinha grande capacidade de persuasão.

3.) “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto
é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias
e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado
a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de
todos e que a terra não pertence a ninguém!’”. (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os
fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1997.
p. 87.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento político de Rousseau, é correto afirmar:

a) A desigualdade é um fato natural, autorizada pela lei natural, independentemente das condições sociais decorrentes
da evolução histórica da humanidade.
b) A finalidade da instituição da sociedade e do governo é a preservação da individualidade e das diferenças sociais.
c) A sociabilidade tira o homem do estado de natureza onde vive em guerra constante com os outros homens.
d) Rousseau faz uma crítica ao processo de socialização, por ter corrompido o homem, tornando-o egoísta e mesquinho
para com os seus semelhantes.
e) Rousseau valoriza a fundação da sociedade civil, que tem como objetivo principal a garantia da posse privada da
terra.
4.) Não sendo o estado ou a cidade mais que uma pessoa moral, cuja vida consiste na união de seus membros, e
se o mais importante de seus cuidados é o de sua própria conservação, torna-se-lhe necessária uma força
universal e compulsiva para mover e dispor cada parte da maneira mais conveniente a todos. Assim como a
natureza dá a cada homem poder absoluto sobre todos os seus membros, o pacto social dá ao corpo político
um poder absoluto sobre todos os seus, e é esse mesmo poder que, dirigido pela vontade geral, ganha, como
já disse, o nome de soberania.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do Contrato Social.

De acordo com o texto e os conhecimentos sobre os conceitos de estado e soberania em Rousseau, é certo afirmar
que

a) A soberania surge como resultado da imposição da vontade de alguns sobre outros, visando a conservar o poder
do estado.
b) O estabelecimento da soberania está desvinculado do pacto social que funda o estado.
c) O estado é uma instituição social dependente da vontade impositiva da maioria, o que configura a democracia.
d) A conservação do estado independe de uma força política coletiva que seja capaz de garanti-lo.
e) A soberania é estabelecida como poder absoluto orientado pela vontade geral e legitimado pelo pacto social
para garantir a conservação do estado.

5.) Poder-se-ia [...] acrescentar à aquisição do estado civil a liberdade moral, única a tornar o homem
verdadeiramente senhor de si mesmo, porque o impulso do puro apetite é escravidão, e a obediência à lei
que se estatui a si mesma é a liberdade.
ROUSSEAU. Do contrato social.

a) As leis condizentes com a liberdade moral dos homens devem atender aos seus apetites.
b) A liberdade adquire sentido para os homens na medida em que eles podem desobedecer às leis.
c) O homem livre obedece a princípios, independentemente de eles também valerem para a sociedade.
d) O homem afirma sua liberdade quando obedece a uma lei que prescreve para si mesmo.
e) É no estado de natureza que o homem pode atingir sua verdadeira liberdade.