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ELÉNÌNÌÍ & AJOGUN – Os Inimigos Ocultos e Declarados da Humanidade

À primeira vista, muitos se apavoram em saber da existência de espíritos malignos
que podem nos prejudicar. É fato que eles atrapalham a vida das pessoas, mas na
concepção Yorùbá, esses espíritos fazem com que exista o equilíbrio natural, a
simetria entre mundos e poderes.
Os Iorubás denominam Elénìnìí como a Divindade do Infortúnio que tem como
principal função neste mundo, aniquilar e colocar obstáculos as oportunidades de
sucesso aos seres humanos. Embora considerada a Divindade dos e a mais velha
divindade do òrún, Elénìnìí decodificou os segredos do Obí.
Isso é evidenciado, por exemplo, no jogo do Obì, no qual existe uma caída que
reflete a harmonia perfeita, na qual duas faces internas do Obì caem voltadas para
baixo e duas para cima, sendo que os sexos dos gomos do Obì caem divididos para
baixo e para cima harmoniosamente. Na cultura dos Òrìsàs essa caída representa a
simetria perfeita, pois o negativo e positivo estão em consonância, bem como o
feminino e masculino.
Dessa forma, embora malignos e terríveis, a existência dos Ajoguns motiva as
energias positivas a circularem no mundo. Essas energias positivas são estimuladas
por meio dos sacrifícios (Ebó) que são prescritos por Sacerdotes, que o revelam por
meio do oráculo.
Os Ajoguns são forças muito negativas, que tem como objetivo causar doenças,
acidentes, brigas, discórdias. Por isso, quando há sacrifícios, é comum cantarmos
pedindo para que a água (elemento mais puro e benéfico que existe) cubra e mate
as discórdias (bomi pa ejo), cubra e mate as doenças (bomi pa arun), cubra e mate
as maldições (bomi pa epe), etc. Em verdade, estamos pedindo para que a água
cubra e mate os poderes malignos do mundo, os Ajogun.
Diferente das Divindades que moram nos espaços do Orùn, regressando ao aye por
meio da manifestação, os Ajogun moram no Aye e não no orùn. Isso acontece, pois
os Ajoguns não conseguiram causar males no mundo dos Deuses. Ou seja, os
Ajogun moram no aye, pois aqui, diferente do orùn, eles conseguem espalhar os
males de forma indiscriminada.
Os Ajoguns estão sempre à espreita, esperando um momento adequado para atuar.
Por isso, é muito importante que as pessoas sempre se cuidem, por meio de
oferendas, banhos e o que mais for necessário, conforme prescrição do Sacerdote.
Quando algo de ruim surge no mundo, por exemplo, uma nova doença, isso

que conseguiram escapar do mundo sobrenatural. entre outras energias maléficas. esperando uma oportunidade para se estabelecer no àiyé. sobre a importância de não quebrar tabus (Ewó). pois lá não tinha poder algum e muitos de seus filhos ainda se mantem enclausurado no òrún. Dentro da Cultura Iorubá acrescenta.certamente foi motivado por× Ajogun. sobre tudo os× Ritos de Orí. O seres malévolos são conhecidos coletivamente como Ajogun – Guerreiros contra os Homens que segundo a tradição abrange os Òfò – Prejuízos. Èse – qualquer outro maleficio que possa afetar os seres humanos. Èwòn – Prisão. Alguns mitos relatam Àrùn como a esposa de Ìkú e que através desse casal mítico nasceram todas as enfermidades existentes no mundo. uma pessoa quebra um Ewó. existe a necessidade de se manter em harmonia com os poderes sobrenaturais bons. a pessoa está dando forças ao Ajogun. Èpè – Maldição. mas a morte pré-matura e não a morte natural. quando uma grande descoberta em benefício à sociedade surge. ainda nesse hall Àrùn – A Doença e Ìkú – A Morte. que são obtidos e fortalecidos através das oferendas e dos sacrifícios as divindades que prestamos culto. como os Òrìsàs. Èjò – Problemas. foi justamente para se entender que essas ações atacam os poderes dos Ajoguns. Aquele que se mantém em harmonia entre os dois mundos òrún – àiyé. entretanto. Afim de mantermos afastados esses poderes sobrenaturais ruins de nossas vidas. uma das razões para termos falado bastante sobre esses temas. poderá contar com esses poderes benevolentes. Entre os Inimigos dos Homens estão as Àjé – Bruxas e os Osó – Bruxos que utilizam seus poderes para fins maléficos. ela está ajudando e dando forças ao Ajogun. por exemplo. que o protegerão contra os planos perversos dos poderes do mal. Oriki: Kó má Ìkú Kó má Àrùn Kó má s'ejo Kó má s'òfò Kó má s'egba Kó má s'èpè . já discorremos sobre a importância da realização dos sacríficios prescritos. Por diversas vezes. Quando. O mesmo ocorre quando o sacerdote prescreve um sacrifício que é negligenciado. Ègbà – Paralisia. foi motivada pelas forças positivas que sempre prevaleceram.

Kó má s'èwon Kó má ibi gbogbo Àarin dede wa wúre Kóribe Kose Àse Asè!! Nada de Morte Nada de Doenças Nada de problemas Nada de perdas Nada de paralisias Nada de maldições Nada de aprisionamento Nenhum tipo de maldade Entre todos nós Asè!! .

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