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Leandro Maia P1

RESUMO PARA P1

Basicamente, estes três elementos são considerados ACIDENTAIS. Eles são


diferentes dos elementos essenciais ou estruturais, que são previstos em lei e
são obrigatórios. Já a condição, termo e encargo são elementos acidentais,
pois passam a integrar o negócio jurídico somente se for da vontade das
partes. Uma vez convencionados, têm o mesmo valor dos elementos
estruturais e essenciais, pois que passam a integrá -lo de forma indissociável.
Uma vez convencionados, têm o mesmo valor dos elementos estruturais
e essenciais, pois que passam a integrá -lo de forma indissociável. Elementos
acidentais são os que se acrescentam à figura típica do ato para mudar-lhe os
respectivos EFEITOS. São cláusulas que, apostas a negócios jurídicos por
declaração unilateral ou pela vontade das partes, acarretam modificações em
sua EFICÁCIA ou em sua ABRANGÊNCIA. A constituição, modificação ou
extinção das relações jurídicas, ou seja, os efeitos do negócio jurídico, colocam
-se, pois, no plano de sua eficácia.

- Condição

- Termo Eficácia

- Encargo

E a condição?

Condição é o evento futuro e incerto de que depende a eficácia (lembrando


que elas são a constituição, modificação ou extinção do negócio jurídico).
Da sua ocorrência depende o nascimento ou a extinção de um direito. Sob o
aspecto formal, apresenta –se inserida nas disposições escritas do negócio
jurídico. A condição está expressa no contrato e se chama cláusula. Ela
subordina, condiciona o efeito do ato jurídico a evento futuro e incerto.

No código, está expressa desta forma:

“Art. 121. Considera -se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da


vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e
incerto.”

FUTURO

Condição - está ligado a (EVENTO)

INCERTO
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Os requisitos para que haja condição são: a voluntariedade, a futuridade e a


incerteza. É necessário, portanto:
a) Voluntária;
b) Futuro;
c) Incerto.

■ Voluntariedade — as partes devem querer e determinar o evento.


■ Futuro - Ainda não ocorreu;
■ Incerto – podendo acontecer ou não. Por exemplo: pagarei a dívida se a
próxima colheita não me trouxer prejuízo. Evidentemente, o resultado de uma
colheita é sempre incerto. Se o fato futuro for certo, a morte, por exemplo,
não será mais condição, e sim termo. A incerteza não deve existir somente na
mente da pessoa, mas na realidade.

Classificação das Condições:


1) Suspensiva: É prévia e condicional, “se cumprir, tem.”
Consta no artigo 125, CC:
“Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva,
enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele
visa.”

2) Resolutiva: Condicional e posterior, “se fizer ou deixar de fazer algo,


perde.”

Art. 127. Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o
negócio jurídico, podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele
estabelecido.

Art. 128. Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos,


o direito a que ela se opõe; mas, se aposta a um negócio de execução
continuada ou periódica, a sua realização, salvo disposição em contrário, não
tem eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a
natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé.

- Quanto à licitude

Lícitas (art. 122)

Esta não atenta contra a lei, moral ou os bons costumes.


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Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem
pública ou aos bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que
privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de
uma das partes.

Ilícitas Ou Proibidas (123, II e 166, VII)

Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:

II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;

I – Perplexas (são as contraditórias);

II – Potestativas:

a) Puramente potestativas; voltadas para o agente ou para a vontade do


meso (se eu fizer, se eu quiser) Essa é proibida.
b) Simplesmente potestativas; Depende da vontade do agente mais a
circunstância externa (alheia a vontade).

III – Que violam a liberdade individual:

São proibidas as que violam a liberdade individual de forma absoluta sendo


consideradas apenas as que restringem de forma relativa.

- Quanto à possibilidade
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- Possíveis

Não possuem impedimento legal

- Impossíveis

a) fisicamente (vender terreno na lua);

b) juridicamente (aquilo que é contrário à lei ou que não recebe


proteção legal)

- Efeitos da condição fisicamente impossível

- se suspensiva (123)

Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:

I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;

II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;

III - as condições incompreensíveis ou contraditórias.

- se resolutiva (124)

Art. 124. Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando


resolutivas, e as de não fazer coisa impossível.

- Efeitos da condição juridicamente impossível e ilícita

- atos de conservação (130);

Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou


resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.

Negócios jurídicos que não aceitam condição;

- aceitação e renúncia de herança;

- ato jurídico em sentido estrito (aquele que tem consequência prevista em lei);

- ato jurídico de família;

- direito da personalidade.
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Estados da condição

- Pendente (falta cumprir)

- Implemento (a condição se cumpriu) sempre que a condição se verificar

- frustração (129) não realizada

Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo
implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer,
considerando-se, ao contrário, não verificada a condição maliciosamente
levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento.

Termo

Termo é o dia ou momento em que começa ou se extingue a eficácia do


negócio jurídico, podendo ter como unidade de medida a hora, o dia, o mês ou
o ano. Termo convencional é a cláusula contratual que subordina a eficácia
do negócio a evento futuro e certo.

Reserva mental

Silêncio como manifestação da vontade

Defeitos do negócio jurídico