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Quem é Jovair Arantes

Deputado federal por GO

Período 1 de fevereiro de 1995


até atualidade
(6 mandatos consecutivos)

Deputado estadual por GO

Período 1 de janeiro de 1991


até 31 de dezembro de 1992

Dados pessoais

Nascimento 4 de junho de 1951 (66 anos)


Buriti Alegre-GO

Partido PTB

Profissão cirurgião-dentista

Jovair de Oliveira Arantes (Buriti Alegre, 4 de junho de 1951) é um político brasileiro.


Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia João Prudente de Anápolis,
atual UniEvangélica, iniciou sua vida pública ao se filiar ao PMDB em 1983, sendo eleito
em 1988 vereador por Goiânia. Em 1989 foi um dos fundadores do PSDB em Goiás.
Em 1990 elegeu-se deputado estadual e, dois anos depois, elegeu-se vice-prefeito de
Goiânia, na chapa encabeçada pelo petistaDarci Accorsi. Renunciou ao cargo para
candidatar-se (e eleger-se) a deputado federal, em 1994. Seria reeleito por mais quatro
vezes seguidas.
Em 2003 retirou-se do PSDB, filiando-se ao PTB, partido pelo qual Jovair Arantes se
credenciou como líder no Congresso Nacional por várias vezes.
Jovair Arantes é conselheiro e já foi dirigente do Atlético Goianiense.
Alvo de ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça Federal. Teve duas
contas de campanha reprovadas pelo TRE-GO e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foi reeleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Votou a favor
do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[1]
Com a cassação do então Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
em julho de 2016, ensaiou uma possível candidatura ao comando da casa. Acabou
retirando sua candidatura para apoiar o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), nome de
consenso dentro do chamado Centrão. Rosso acabou derrotado pelo democrata Rodrigo
Maia (RJ), que assume até fevereiro de 2017.
Foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos.[1] Em janeiro de 2017, anunciou sua
candidatura ao comando da Câmara para o biênio 2017/2018, obtendo 105 votos, e sendo
derrotado pelo então presidente, Rodrigo Maia.[2] Em abril do mesmo ano votou a favor
da Reforma Trabalhista.[1] [3] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia
abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a
denúncia do Ministério Público Federal.[1][4]
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
POLÍTICA

Sindicato goiano foi um dos denunciantes do


esquema na pasta
Presidente do Sintrave-GO gravou e revelou negociação com lobistas para agilizar
processo

31/05/2018 - 05:00

Deputado Jovair Arantes (PTB): gravados falavam em seu nome (Foto: Marcelo
Camargo/Agencia Brasil)

Agência Estado

Os investigadores da Polícia Federal se valeram de interceptações


telefônicas, ações controladas e quebras de sigilo fiscal, bancário e
telemático para mapear a atuação do suposto grupo criminoso. O
presidente do Sindicato das Pequenas e Micro Empresas de
Transporte Rodoviário de Veículos Novos de Goiás (Sintrave-GO),
Afonso Rodrigues de Carvalho, foi um dos que denunciaram o
esquema.

O empresário entregou e fez gravações a pedido da Polícia Federal


que revelam a negociação com lobistas para conseguir o registro
sindical. Afonso confirmou que passou três cheques no valor total de
R$ 3,2 milhões para os lobistas Silvio Barbosa e Verusca Peixoto,
ambos presos pela PF.

“Verusca falava em nome do Jovair, do Paulinho da Força, falava em


nome do partido... Nas gravações (os lobistas) falam que um
porcentual vai para um partido, um porcentual vai para um deputado.
Usaram o Ministério do Trabalho e Emprego em benefício próprio. É o
partido que determina quem vai ter registro sindical e quem não vai
ter”, disse.

De acordo com a PF, o esquema era organizado em cinco núcleos


distintos. Um dos grupos era formado por políticos do Solidariedade e
do PTB como Jovair Arantes, Paulinho da Força e Roberto Jefferson.
Eles seriam responsáveis, diz a PF, pela indicação e manutenção em
cargos estratégicos da Secretaria de Relações do Trabalho do MTE
dos servidores que faziam parte do esquema.

Um desses servidores que integrariam o núcleo administrativo é o ex-


secretário de Relações do Trabalho Carlos Lacerda, preso na
operação. De acordo com os investigadores, o ex-funcionário
manipulava os processos de concessão de registro de modo a passar
na frente grupos que efetuassem os pagamentos ao grupo criminoso.

Os outros três núcleos da organização criminosa mapeados pela


investigação são o sindical, o captador e financeiro. Os integrantes do
núcleo sindical faziam a interlocução com os funcionários do ministério
e os captadores eram lobistas e advogados que intermediavam a
relação entre sindicatos interessados em agilizar a concessão, que
leva mais de um ano, e o grupo criminoso.

O núcleo financeiro, por sua vez, era responsável por viabilizar a


propina por meio de contratos fictícios
POLÍTICA

Servidores do Trabalho já foram denunciados


por fraudes em registros sindicais
Na operação, foram alvos de busca e apreensão os deputados Jovair Arantes (PTB-GO),
Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Wilson Filho (PTB-PB), bem como o ex-deputado e
presidente nacional do PTB Roberto Jefferson

30/05/2018 - 11:59

Ministério do Trabalho e Emprego (Foto: Divulgação)

Estadão Conteúdo

A atuação do núcleo administrativo do esquema criminoso investigado


na Operação Registro Espúrio, que consistiu em irregularidades
praticadas por servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
no processo de análise, concessão e publicação de registros sindicais,
foi denunciada em julho do ano passado em uma ação civil de
improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público
Federal (MPF) do Distrito Federal na Justiça Federal do Distrito
Federal.

Os alvos da ação apresentada pelo MPF em julho passado são Carlos


Cavalcante de Lacerda, na condição de secretário de Relações do
Trabalho do MTE; Leonardo Cabral Dias, coordenador-geral de
Registro Sindical; Renata Frias Pimentel, chefe da divisão de Registro
Sindical no MTE; e Renato Araújo Júnior, chefe de Gabinete da
Secretaria de Relações do Trabalho no MTE.
Carlos Cavalcante de Lacerda foi exonerado do cargo em 3 de abril,
após contrariar a posição do governo sobre a contribuição sindical. A
saída dele do cargo ocorreu após a divulgação de uma nota técnica,
assinada por Lacerda, a favor da cobrança obrigatória da contribuição.
A secretaria está agora sob comando de Eduardo Anastasi, nomeado
nesta semana para o cargo.

Segundo as investigações, os agentes públicos desrespeitaram norma


interna que estabelece a ordem cronológica como critério para
distribuição e análise dos pedidos de registro sindical. O MPF
apontou, ainda, outras infrações como o indeferimento de registro
sindical a entidade que preenchia os pressupostos legais exigidos
para o procedimento.

Essa parte da investigação corresponde a um dos cinco núcleos de


atuação do esquema alvo da Operação Registro Espúrio: o
administrativo. Há também o político, sindical, captador e financeiro. A
operação deflagrada nesta quarta-feira, 30, permitirá o
aprofundamento da análise sobre a atuação dos outros núcleos. As
investigações chegaram à PGR quando se detectou envolvimento de
autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal.

Atuação
Na ação de improbidade, um exemplo de desrespeito ao critério
cronológico aos registros é o encaminhamento dado ao pedido do
Sindicato dos Empregados em Restaurantes e Empresas do Comércio
e Serviço de Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo
e Região (Sintrasresp).

O MP apontou que o intervalo entre o protocolo e a publicação do


registro sindical, de quatro meses, foi muito mais curto do que outros
casos analisados, como o pedido de alteração estatutária de uma
entidade de Dourados (MS), que levou quatro anos para ser atendido.

A investigação aponta que houve "uso de documento falso para


beneficiar o Sindate-BA (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de
Enfermagem do Estado da Bahia)", como outro exemplo de ato de
improbidade administrativa. "Esse sindicato", afirmam investigadores,
"foi beneficiado indevida e fraudulentamente por decisão judicial
proferida em relação a Sindicato diverso". A ação citava um outro
procedimento pedido por um sindicato de transportadores autônomos
de Itatiaia (RJ), que aguardava, havia um ano e meio, a concessão do
registro.
A investigação foi instaurada em abril de 2017 a partir de
representação do Sindicato Nacional dos Servidores Efetivos das
Agências Reguladoras Federais (Aner).

Documentos sobre a tramitação de cinco pedidos de registro sindical e


um de alteração estatutária apresentados entre os anos de 2013 e
2016 foram analisados, e cinco outros servidores do MTE prestaram
depoimento a respeito da rotina de trabalho no setor, confirmando as
suspeitas de irregularidades.

Parlamentares
Na operação deflagrada nesta quarta-feira, foram alvos de busca e
apreensão os deputados Jovair Arantes (PTB-GO), Paulinho da Força
(Solidariedade-SP) e Wilson Filho (PTB-PB), bem como o ex-deputado
e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, pivô do escândalo do
Mensalão do PT. Eles seriam integrantes do núcleo político da
suposta organização criminosa que atuava no Ministério do Trabalho.

Além das buscas e apreensões, foram autorizadas pelo ministro


Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, medidas cautelares
como a proibição de ir ao Ministério do Trabalho e proibição de
contatar demais investigados da operação. Essas medidas só serão
aplicadas a dois dos três parlamentares investigados, mas a PGR nem
a PF confirmam quais dos deputados sofrerão essa medida.
POLÍTICA

Fachin manda prender sobrinhos de Jovair


Arantes
Polícia Federal cumpriu mandados em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais

30/05/2018 - 11:01

(Foto: Ilustrativa)

Redação O POPULAR
com agências

Atualizada às 14h34

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF),


mandou a Polícia Federal prender os sobrinhos do deputado Jovair
Arantes (PTB), Leonardo Arantes e Rogério Papalardo Arantes na
manhã desta quarta-feira (30), durante a , que mira em um esquema
de concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do
Trabalho.
Inicialmente, a informação era que eles teriam sido presos, mas
Leonardo está em Londres, em missão oficial. A polícia negocia com
Leonardo para ele se entregar. A Interpol ainda não foi acionada.

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo Arantes, já


foi alvo de outras denúncias envolvendo contratos de informática no
Ministério do Trabalho e comanda o Conselho Deliberativo do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tem orçamento de R$ 20
bilhões. Já Rogério Papalardo Arantes trabalha como diretor de
Orçamento e Estrutura Fundiária do Incra.

Os outros presos preventivamente são: Carlos Cavalcante Lacerda,


secretário de Relações do Trabalho; Renato Araújo Jr, coordenador-
geral de Registro Sindical; Renata Frias Pimentel, chefe da divisão de
registro sindical; os ex-funcionários comissionados Leonardo Dias
Cabral e Jessica Mattos Rosseti, e a lobista Verusca Peixoto da Silva.

Os presos temporários são: Norberto Martins (secretário-geral do


PTB), Maurício Moreira da Costa Júnior, Marcelo de Lima Cavalcanti
(chefe de gabinete de Paulinho da Força), Paulo Roberto Ferrari, Ruy
Queiroz Amorim, Sílvio de Barbosa Assis, Carlos Artur Barboza,
Cláudio Mendes Neto, Daniel Rodrigo Vesely, Guilherme Simão dos
Santos, Hudson, Marcelo da Silva, João Alberto Graça, Luciano
Estevam Rodrigues, Amabile Biancardi Augusto Fernandes e Bruno
de Andrade Silva.
POLÍTICA

PF cumpre mandados de busca e apreensão


no gabinete de Jovair Arantes
Além do goiano, os deputados Paulinho da Força (SD) e Wilson Filho (PTB) também são
alvos da Operação Registro Espúrio, contra fraude em registros sindicais

30/05/2018 - 07:59

Deputado Jovair Arantes (Foto: Cristina Cabral)

Estadão Conteúdo

Atualizada às 10h45

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (30), a fase ostensiva da


Operação Registro Espúrio. A investigação mira um esquema de
concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do
Trabalho.

A operação é resultado de uma investigação da PF e foi solicitada ao


ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela
procuradora-geral da República Raquel Dodge.
Há busca e apreensão em gabinetes da Câmara dos Deputados e no
Ministério do Trabalho. Entre os alvos estão os deputados Jovair
Arantes (PTB), Paulinho da Força (SD), e Wilson Filho (PTB). O ex-
deputado federal e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson,
pivô do escândalo do Mensalão do PT, também é alvo de busca e
apreensão. A sede da Força Sindical também é alvo da ação da PF.

Em nota, a PF informou que cerca de 320 policiais federais estão


cumprindo 64 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de
prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária, além de outras
medidas cautelares. Os mandados foram expedidos pelo Supremo
Tribunal Federal e estão sendo cumpridos no Distrito Federal, São
Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e
Minas Gerais.

“Após cerca de um ano, as investigações revelaram um amplo


esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho
do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de
servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais
sindicais e parlamentares”, informa a nota da PF.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa,


corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
LAURO JARDIM
BRASIL

Governo reduz território


quilombola em 82,3% e
beneficia empresa de
Sarney
POR LAURO JARDIM
27/05/2018 06:01

Quilombo Mesquita | Divulgação

O conselho diretor do Incra decidiu no dia 17 reduzir a extensão de


um território quilombolanas imediações de Brasília — mais precisamente no
município goiano de Cidade Ocidental.
Para isso, contrariou o parecer da área técnica do órgão. Perto de uma região
que não para de se valorizar, a superfície de 4,3 mil hectares, reconhecida
como quilombola desde 2011, foi reduzida para 761 hectares.

A decisão aconteceu após intenso lobby de Jovair Arantes, notório deputado


federal e um dos "donos" do PTB. Seu sobrinho, Rogério, é diretor do Incra.

E o terreno pertence a quem? A quase totalidade da área beneficiada com a


decisão é da Divitex Pericumã Empreendimentos Imobiliários, que tem José
Sarney entre os seus sócios.

A família Arantes e a PF
POR LAURO JARDIM
30/05/2018 10:39

Ailton de Freitas | Agência O Globo

Jovair Arantes (PTB/GO) não foi o único integrante de sua família a ter que
lidar hoje com a PF (a PF realizou hoje buscas em seu gabinete na Câmara, no
âmbito de uma operação que investiga fraudes na concessão de registros
sindicais no Ministério do Trabalho).
Agentes da PF estão neste momento na sala de Rogério Arantes, diretor do
Incra e sobrinho do notório Jovair

Sobrinho de Jovair
também é investigado em
Goiás
POR JULIANA BRAGA
30/05/2018 18:21

Jovair Arantes | Ailton de Freitas

Rogério Arantes, sobrinho de Jovair Arantes e alvo de uma operação da PF


hoje, está com problemas também em Goiás.

O Ministério Público Federal no estado abriu um procedimento para apurar a


redução em 82,3% de um território quilombola na Cidade Ocidental, que teria
acontecido graças ao lobby do Rogério e do tio.

O procurador Guilherme Guedes Raposo determinou o envio em no máximo 10


dias de toda a documentação que embasou a decisão da redução do território.
POLÍTICA – O POPULAR – GOIÂNIA - GOIÁS

Jovair indicou nome de envolvido em


estelionato
Coordenador-geral de recursos logísticos da pasta do Trabalho fez acordo para suspender
ação; ele atuou na liberação de recursos em contrato polêmico

26/03/2018 - 23:00

Deputado Jovair Arantes (PTB): indicado atuou em liberação de verba (Foto: Lúcio Bernardo
Junior)

Bruna Aidar

As supostas indicações do deputado federal por Goiás Jovair Arantes


(PTB) e de seu partido no Ministério do Trabalho voltaram a causar
polêmica depois de o jornal O Globo afirmar que o parlamentar teria
indicado para a função de coordenador de despesas da pasta Tulio
Ostilio, acusado do crime de estelionato. Ele foi nomeado
coordenador-geral de recursos logísticos em dezembro do ano
passado.

De acordo com o jornal, Tulio foi acusado de estelionato porque teria


vendido um MP3 Player por R$ 245 pela internet e não teria entregado
o produto. Contudo, ele fez um acordo para suspender o processo e
teria, então, que comparecer ao Fórum de Goiânia a cada três meses,
além de pagar uma quantia em dinheiro.

No Ministério, ele foi nomeado coordenador recebendo R$ 9,9 mil de


salário e, posteriormente, recebeu a função de ordenador de
despesas. Como outros nomes ligados a Jovair, Tulio teria atuado na
liberação de pagamentos de contrato com a empresa B2T.

Esse contrato foi questionado pela Controladoria Geral da União


(CGU) por suspeita de superfaturamento e de não execução de
serviços. A empresa foi contratada por R$ 76,7 milhões para fornecer
um software de detecção de fraudes no seguro-desemprego, mas a
CGU pediu o ressarcimento de R$ 4,95 milhões e recomendou que
novos pagamentos não fossem feitos.

A consultoria jurídica do próprio Ministério, entretanto, deu aval para o


pagamento. Foi aí que outro indicado de Jovair, seu sobrinho
Leonardo Arantes, atualmente secretário-executivo interino da pasta,
teria encaminhado nota fiscal para autorizar pagamentos no contrato
com a empresa.

Indicações
Tulio é uma das oito pessoas indicadas pelo PTB para áreas que
envolvem a liberação de recursos na contratação da B2T. Além dele, o
jovem Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, também trabalhava neste
setor como gestor financeiro dos pagamentos, cargo em que era
responsável por transações de quase R$ 500 bilhões por ano. Sem
experiências anteriores na área, Mikael foi exonerado depois da
polêmica, mas, antes disso, chegou a autorizar a liberação de R$ 27
milhões à B2T.

A reportagem tentou contato com o deputado, mas não conseguiu


retorno. Em relação às denúncias anteriores, porém, Jovair já havia
dito que elas tinham “orientação política”. As assessorias do deputado
e do Ministério também foram procuradas, mas não retornaram até o
fechamento da edição.
POLÍTICA

Sobrinho de Jovair Arantes nomeia colegas do


futebol para o Ministério do Trabalho, diz
jornal
O goiano, de 27 anos, ocupa os dois cargos mais importantes da pasta depois do ministro

13/03/2018 - 10:20

(Foto: Reprodução /
Instagram)

Redação O POPULAR

O deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara, teve seu


nome envolvido em mais uma polêmica nesta terça-feira (13). De
acordo com reportagem do jornal O Globo, o sobrinho do parlamentar,
Leonardo José Arantes, que é secretário no Ministério do Trabalho,
nomeou dois colegas de futebol para funções comissionadas na pasta.

O goiano, de 27 anos, teria sido indicado ao cargo de secretário de


Políticas Públicas de Emprego pelo tio parlamentar e, desde junho de
2016, recebe salário de R$ 16,2 mil. Segundo o jornal O Globo, dias
depois de tomar posse, Leonardo Arantes levou três amigos de
Goiânia para trabalhar ao seu lado em Brasília. Todos os quatro
jovens são filiados ao PTB em Goiás.

O sobrinho de Jovair ocupa os dois cargos mais importantes no


Ministério do Trabalho depois do ministro. Enquanto isso, seus amigos
tem a função de autorizar pagamentos e gerenciar repasses a
empresa de tecnologia B2T, apontada por superfaturar contratos pelo
Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU).

Um dos indicados de Leonardo gerencia os contratos com a empresa


e fez os encaminhamentos para que uma nota fiscal de R$ 32,8
milhões fosse paga. Outros dois são fiscais desses repasses. Eles
recebem em média salários de R$ 9,9 mil.

Nesse contexto que foi feita a suposta indicação de um rapaz de 19


anos, Mikael Tavares Medeiros, para gerir R$ 473 milhões em
pagamentos de contratos do Ministério do Trabalho. A função do
gestor financeiro, que acabou de concluir o ensino médio, teve grande
repercussão e o rapaz foi exonerado na última segunda-feira (12).

Procurado pela equipe do jornal O Globo, o Ministério do Trabalho não


quis se pronunciar sobre as indicações dos colegas de Leonardo
Arantes e o suposto pagamento de contratos superfaturados. Sem
mais explicações, a pasta comunicou que “não vai se pronunciar sobre
a vida pessoal dos servidores”.
POLÍTICA

Ministério do Trabalho vai averiguar


irregularidades denunciadas pela Revista Veja
Segundo a Revista, deputado Jovair Arantes (PTB) teria recebido propina em um esquema
para liberar o registro do Sintrave

02/03/2018 - 19:37

Jovair Arantes (Foto:


Marcelo Camargo /Agência Brasil)

Redação O POPULAR

O Ministério do Trabalho se manifestou nesta sexta-feira (2),


após denúncia feita pela Revista Veja, na edição desta semana, sobre
suposta influência do deputado federal por Goiás Jovair Arantes (PTB)
junto à Casa. Segundo a Revista, o parlamentar teria recebido propina
em um esquema para liberação do registro do Sindicato das
Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário de Veículos
Novos do estado de Goiás (Sintrave).

Em nota enviada à imprensa, o Ministério afirma “confiar na seriedade


e competência do corpo técnico” e que fará a averiguação dos fatos.

Na nota, o Ministério do Trabalho informa que recebeu solicitação de


registro sindical para o Sindicato dos Transportes Rodoviários
Autônomos de Veículos do Estado de Goiás em julho de 2011, mas a
análise do pedido ficou impossibilitada por uma falha no
preenchimento da solicitação e com isso não foi gerado o número do
protocolo. Secunda a Casa, o último trâmite do processo aconteceu
em outubro de 2011.

Depois disso, a entidade teria feito um novo pedido, em abril de 2012,


mas que não foi para frente pelo mesmo motivo. O pedido foi
considerado inválido em julho do mesmo ano.

No mesmo mês, foi realizado um novo pedido, que chegou a ser


protocolado junto à Superintendência Regional do Trabalho de Goiás,
mas foi negado em abril de 2016 por causa de sobreposição da base
sindical, ou seja, a região já teria um sindicato atuando no mesmo
segmento. A nota informa que a entidade entrou com recurso cinco
meses após o indeferimento e por estar fora do prazo legal – de 30
dias - teve o mesmo foi indeferido.

O Ministério do Trabalho salientou que as “supostas irregularidades”,


denunciadas pela revista, foram “tratadas por pessoas estranhas ao
serviço público”. Na nota, a Casa informa que vai averiguar as
denúncias: “Apesar de confiar na seriedade e competência do corpo
técnico do Ministério do Trabalho, o ministro substituto, Helton
Yomura, pediu averiguação dos fatos, para que não pairem dúvidas
sobre a lisura no tratamento da questão.”

Entenda o caso

O esquema narrado pela revista estaria sob investigação da Polícia


Federal (PF) e foi descoberto após denúncia do empresário e
presidente do Sintrave, Afonso Rodrigues, que, tentando descobrir
porque seu pedido de registro estava parado no Ministério, tomou
conhecimento de que poderia obter ajuda com uma lobista.

Ele teria, então, se encontrado com a lobista Verusca Peixoto, que,


junto do sócio, o consultor financeiro e também lobista Silvio Assis, o
informaram que o PTB e o Solidariedade teriam um esquema no setor
de registro de sindicatos e que, com uma propina de R$ 4 milhões,
conseguiriam destravar o processo.

O valor serviria para, além de subornar os funcionários do Ministério,


pagar a influência dos políticos supostamente envolvidos no esquema:
Jovair e dois sobrinhos seus, Rogério e Leonardo Arantes,
respectivamente diretor do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) e secretário executivo interino do Ministério do
Trabalho. O empresário teria conseguido um desconto no valor,
fechado em R$ 3,2 milhões, e entregou três cheques aos lobistas, a
serem descontados quando o registro saísse.

À revista, Rogério confirmou ter sido procurado e disse que chegou a


entrar em contato com Leonardo para tratar do assunto. Ele negou,
entretanto, ter recebido por isso. Já Leonardo afirmou que o primo até
poderia ter feito o pedido, já que ambos fazem “política”, mas que ele
não se lembrava da solicitação.

A reportagem não informa se a demanda teria sido de fato atendida,


mas afirma que os envolvidos continuam se movimentando e que a PF
segue investigando o caso.

O POPULAR entrou em contato com Jovair, que negou as


acusações e disse que vai processar a revista. “Evidentemente estou
tomando as providências jurídicas, é um absurdo uma reportagem
sobre pedidos que ocorrem sempre e o mais importante é que ele foi
negado”, afirmou ele. Jovair também negou conhecer as pessoas
mencionadas na reportagem e disse que a matéria tem orientação
política: “O endereço é simples: fui relator de um processo de
impeachment e isso gera reações.”

A reportagem também tentou falar com o presidente do Sintrave sobre


a denúncia feita por ele, mas não conseguiu contato.
POLÍTICA

Lobistas pedem R$ 4 milhões e dizem que


quem manda no Ministério do Trabalho é
Jovair Arantes
Gravação foi divulgada nesta sexta-feira (2), em reportagem da revista Veja

02/03/2018 - 10:01

Jovair Arantes (Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil)

Redação O POPULAR
com informações da revista Veja

A revista Veja divulgou em uma reportagem da edição desta sexta-


feira (2), uma gravação feita em 2017 pelo empresário gaúcho Afonso
Rodrigues de Carvalho com dois lobistas que pediram R$ 4 milhões
em troca de serviço junto ao Ministério do Trabalho. O áudio revela
que o trabalho só seria realizado porque, além da propina, quem
manda na pasta é o deputado federal Jovair Arantes, presidente do
PTB em Goiás e líder da sigla na Câmara.
Trechos de conversas entre os lobistas Silvio Assis e Verusca Peixoto
e o empresário Afonso Rodrigues:

Empresário: Como a gente vai fazer? O que tu acha viável? Como é


que tem que ser isso?

Lobista 1: Veja bem, existem os honorários, né? Vai ter que cobrar em
função do trabalho que nós vamos fazer para vocês.

Lobista 2: Nesse caso, a gente vai ter até que envolver o deputado
Jovair...

Empresário: Não é o Jovair Arantes?

Lobista 2: É... O Jovair está junto com a gente, porque ele tem força e
por ser do meu Estado de Goiás. Eles tinham pedido 500 000 para
pagar a parte técnica, para pagar às pessoas envolvidas lá e uma
ponta para o Jovair. E 2,5 quando sair...

Empresário: No êxito?

Lobista 2: Isso

Lobista 1: Teve uma alteração. Preciso falar... Nós precisamos de 1


milhão e 3 milhões no ...

Empresário: No êxito.

Lobista 1: No êxito, quando você receber

Outro lado

Ao POPULAR, Jovair negou as acusações e qualquer relação com os


lobistas. Segundo o deputado, pedidos são corriqueiros no Ministério
e, no caso específico, a demanda sequer foi aprovada. “O mais
importante aí é que foi negado”, pontuou ele, que também garantiu
que irá tomar “providências jurídicas” contra a publicação.

“Não conheço as pessoas citadas e outra coisa: a área de sindicato


não é ligada às pessoas que eu indiquei no Ministério, é outra
secretaria”, declarou. Para o deputado, a denúncia tem conotação
política. “O endereço é simples. Fui relator de um processo de
impeachment. Isso gera reações. E outra coisa: Alguém pegar cheque
como propina? Isso é coisa nova”, ironizou o deputado.
Mais tarde, em nota, a assessoria de Jovair informou que o deputado
jamais “autorizou que seu nome fosse usado por eles ou por qualquer
outra pessoa em tratativas com entes públicos”. “Jovair Arantes
lamenta os ataques desferidos contra seu nome, as principais
referências do PTB e o próprio partido, instituição que há mais de 70
anos luta pelos trabalhadores deste país”, diz o comunicado.

Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF) alegou


que não comenta processos em aberto. A reportagem também tentou
falar com o presidente do Sintrave para confirmar as denúncias, mas
não conseguiu contato.

Capa da revista Veja (Foto: Divulgação/Veja)


POLÍTICA – O POPULAR – GOIÂNIA - GOIÁS

Inquérito investiga 5 nomes ligados a Jovair


Arantes
Polícia Civil pedirá autorização ao Supremo para averiguar possíveis ligações do deputado
em apuração de esquema para venda de vagas em concurso público para delegado

29/11/2017 - 23:00

Deputado federal
Jovair Arantes afirma não ter relação com as denúncias e que não tem “bolinha de cristal”
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Fabiana Pulcineli
fabiana.pulcineli@opopular.com.br

Diante da citação de cinco nomes que seriam ligados a ele no relatório


final do inquérito da Polícia Civil de Goiás que apurou a venda de
vagas em concurso público para delegado no Estado, o deputado
federal goiano Jovair Arantes (PTB) diz que “não tem uma bolinha de
cristal para saber se pessoas conhecidas e que têm sua simpatia vão
fazer o mal”. Em entrevista à CBN Goiânia, o parlamentar afirmou não
ter relação com as denúncias e que é “um absurdo” a forma como
houve a divulgação. O Estadão revelou que a polícia pedirá
autorização do Supremo Tribunal Federal para investigar possíveis
ligações do deputado com o esquema.
Um dos líderes da fraude, segundo o inquérito presidido pelos
delegados Rômulo Figueredo de Matos e André Augusto Bottesine
Jorge, é o médico Antônio Carlos da Silva Francisco, que trabalhou no
gabinete de Jovair. Antônio Carlos foi indiciado com outras 29
pessoas. O deputado afirma que ele foi seu funcionário há “oito, dez
anos”. “Ele foi demitido inclusive por condutas que achamos
inadequadas”, disse.

Apesar disso, o relatório da polícia afirma que Antônio Carlos é sócio


do irmão de Jovair - Ebraim Oliveira Arantes - em empresas nas quais
foram feitas movimentações financeiras suspeitas e relacionadas ao
esquema de fraudes em concursos. Também aparece em “relações
comerciais e financeiras” com Antônio Carlos o advogado e pecuarista
Evangevaldo Moreira dos Santos, que já trabalhou com Jovair e foi
indicado por ele para cargos nos governos federal - presidência da
Companhia de Abastecimento (Conab), da qual foi afastado por
denúncias de corrupção - e estadual.

“Foram detectadas movimentações imobiliárias/comerciais suspeitas


entre Antônio Carlos e as pessoas de Ebraim Oliveira Arantes e
Evangevaldo Moreira dos Santos”, diz o inquérito. O nome de
Evangevaldo aparece em lista apreendida na residência de Antônio
Carlos, em que constam candidatos beneficiados pela fraude do
concurso. Os delegados apontam suspeita de que ele tenha aliciado
algum dos inscritos.

Em outro trecho, os delegados informam que Fábio Junior das Neves,


um dos dezesseis candidatos que compraram vagas, ligou para uma
pessoa identificada como Heber no dia 14 de março, logo após a
prisão em flagrante delito de alguns envolvidos na fraude. De acordo
com o inquérito, Heber é assessor de Jovair e recebeu pedido de uma
reunião com o parlamentar. “Verificou-se, posteriormente, que o
número utilizado pelo assessor Heber entrou em contato com o
aliciador Antônio Carlos, que já trabalhou com esse deputado federal.
Tal fato comprova a ligação indireta entre o aludido candidato e o
aliciador, o que não foi investigado diante do envolvimento direto de
um ocupante de cargo detentor de foro privilegiado.”

Tentáculos

O inquérito, que quebrou sigilos telefônicos e bancários de envolvidos,


aponta que, “em outras ligações, Fábio Junior aparenta ter
proximidade com um conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do
Estado) e marca uma reunião com este, supostamente, para obter
informações acerca da investigação e solicitar apoio”. O relatório não
cita o nome nem o telefone do conselheiro. A reportagem tentou obter
informação com os delegados, mas não houve resposta.

O inquérito também cita o nome do advogado Ruy Cruvinel Neto como


filiado ao PTB e ligado a Jovair, apesar de apontar apenas a amizade
em rede social como demonstrativo da conexão. Segundo o inquérito,
Ruy, que aparece em folha apreendida na casa de Antônio Carlos, é
“ligado a diversas casas de jogos e em 2006 foi preso pela Policia
Federal durante operação que estourou o cassino Palomino Club
Diversões, oportunidade em que confessou ser sócio na exploração
de jogos de azar do bicheiro Carlos Augusto Ramos de Oliveira, o
Carlinhos Cachoeira”.

Ele é suspeito de ter aliciado candidatos. Ruy disse em depoimento


que Antônio Carlos lhe ofereceu duas vagas no concurso de delegado,
mas recusou.
Jovair, que foi relator do pedido de impeachment da presidente Dilma
Rousseff (PT) na Câmara no ano passado, diz que a polícia goiana
não precisa pedir autorização ao Supremo para investigá-lo. “Podem
me investigar pessoalmente. Se quiser eu assino qualquer documento
para fazerem investigação. A Polícia Civil colocou de uma forma
absolutamente pejorativa tentando me atingir... Não sei qual o objetivo
do delegado. Pode me chamar que eu vou lá e converso. É uma coisa
deplorável da forma que foi feito. Eu não posso permitir, não posso
aceitar”, afirmou. Ele diz que não tem funcionário e não conhece
Heber - cujo sobrenome não é citado no inquérito - nem Fábio.

Além do concurso para delegado substituto de Goiás, realizado pelo


Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção
de Eventos (Cebraspe) e Secretaria de Gestão e Planejamento do
Estado de Goiás, a organização atuou em diversas seleções por todo
País, incluindo vestibulares e casos de venda de diplomas falsos.

Aliciador diz que teme por sua vida

Interrogado pela Polícia Civil sobre quem seriam os envolvidas na


aprovação dos candidatos mediante fraude, o médico Antônio Carlos
da Silva Francisco disse que “se tratam de pessoas muito perigosas e
que teme por sua vida”. Antônio é apontado como um dos líderes da
organização criminosa. No depoimento, ele diz ter ajudado um deles
por relação de amizade e que não cobrou nada e negou ter
beneficiado os demais.

O Ministério Público de Goiás deve concluir a denúncia nesta quinta-


feira (30), segundo informações do gabinete do promotor Mozart
Brum. O inquérito policial foi encaminhado ao Judiciário em 10 de
novembro e seguiu para o MP no dia 22.

Ao total, 30 pessoas foram indiciadas pela polícia. São apontados


como membros da quadrilha, além de Antônio, Ricardo Silva do
Nascimento (funcionário do Cebraspe responsável direto pelas
fraudes nos cartões); Weverson Vinicius da Silva; Ronaldo Rabelo de
Souza; Gabriel Ribeiro de Araujo; Hélio Garcia Ortiz; José Rosa Junior
e Antonio Alves Filho. Os candidatos indiciados foram Hélio Pedro
Carvalho Filho; Magno Marra Mendes; Fabio Alves de Oliveira; Godric
Goncalves Gomes Lima; Tasso Mendonca de Siqueira; Golbery
Goncalves Gomes Lima; Armando Colodeto Junior; Ailton Rodrigues
Moreira Junior; Flavio de Souza Cameiro; Suzane Fonseca dos
Santos; Simone Marques Rassi; Fabio Junior das Neves; José
Deusimar Jorge de Oliveira e Bianca Soares de Oliveira e Oliveira.

Outros
Já no grupo de demais investigados indiciados estão Roberto Moreira
dos Anjos Neto; José Augusto Moreira dos Anjos; Hyllara Queiroz
Caldeira Brant; Pedro Marcio Mundim (advogado e pai do candidato
Tasso); Flavio César Teixeira; Claiton Ferreira de Lima; Maria Gorete
de Melo e Katia Maria Alves Rezende Rabelo
POLÍTICA

Polícia quer autorização para investigar Jovair


Arantes em esquema de fraude em concurso
Relatório aponta suposta ligação do deputado goiano com investigados na Operação
Porta Fechada, que já indiciou 30 suspeitos

29/11/2017 - 10:15

(Foto: Agência
Brasil)

Estadão Conteúdo

Em relatório da Operação Porta Fechada, a Polícia Civil de Goiás


afirma que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir autorização
para investigar o deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O parlamentar
foi relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff
(PT) na Câmara. Jovair deu parecer favorável ao afastamento da
petista, em 2016.

A Porta Fechada apurou ‘a fraude e a venda de vagas no concurso


público para provimento do cargo de Delegado de Polícia Substituto
do Estado de Goiás, executado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em
Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe –
organização social) e pela Secretaria de Gestão e Planejamento do
Estado de Goiás (SegPlan)’.

O delegados Rômulo Figueredo de Matos e André Augusto Bottesine


Jorge indiciaram 30 investigados. Um deles é o médico Antônio Carlos
da Silva Francisco, apontado pela operação como suposto vendedor
de vaga, que já trabalhou no gabinete de Jovair Arantes.

“Informamos que deixamos de investigar eventual participação do


deputado federal Jovair Arantes na possível intermediação do
candidato Fábio Júnior das Neves, por ser ocupante de cargo detentor
de foro privilegiado. Não obstante, oficiaremos o Supremo Tribunal
Federal solicitando autorização para instauração de inquérito policial
visando o esclarecimento desse fato”, afirma a Polícia no relatório.

No relatório, os delegados citaram um episódio ocorrido em 14 de


março deste ano. Segundo a Polícia, o candidato Fábio Junior das
Neves, ‘logo após a prisão em flagrante delito de alguns candidatos,
conversou com uma pessoa identificada apenas como Heber, a qual é
assessor do deputado federal Jovair Arantes, oportunidade em que
solicitou uma reunião com o parlamentar’.

“Verificou-se, posteriormente, que o número utilizado pelo assessor


Heber entrou em contato com o aliciador Antônio Carlos da Silva
Francisco, o qual já trabalhou com esse deputado federal. Tal fato
comprova a ligação indireta entre o aludido candidato e o aliciador
Antônio Carlos, o que não foi investigado diante do envolvimento
direto de um ocupante de cargo detentor de foro privilegiado.”

Durante a busca e apreensão na casa e no consultório do médico


Antônio Carlos da Silva Francisco, a Polícia informou ter encontrado
‘uma folha de papel avulsa com diversos nomes e valores’. Um dos
nomes era ‘Evangevaldo’, que, segundo o relatório, seria Evangevaldo
Moreira dos Santos, ligado ao médico.

“Evangevaldo está envolvido em fraudes no exame da OAB. Do


mesmo modo que Antônio Carlos, Evangevaldo também já trabalhou
no gabinete do deputado federal Jovair Arantes e encontra- se ligado
a diversos outros casos de corrupção, conforme demonstrado em
relatório policial”, informa o relatório. “Destarte, suspeita-se que
Evangevaldo aliciou algum dos candidatos beneficiados pelo
esquema.”

Outro nome identificado pela Polícia, na folha, foi ‘Rui Cruvinel’.


Segundo a Operação Porta Fechada é o advogado Ruy Cruvinel,
preso pela Polícia Federal, em 2006, ‘durante uma operação que
estourou o cassino Palomino Club Diversões’. Segundo a Polícia Civil,
Ruy Cruvinel Neto ‘confirmou que Antônio Carlos da Silva Francisco
lhe ofereceu duas vagas no concurso para o cargo de Delegado de
Polícia do Estado de Goiás, mas verberou que recusou tal oferta’.

“Ruy Cruvinel é filiado ao PTB e, assim como o médico Antônio


Carlos, possui ligação com o deputado federal Jovair Arantes, posto
que ambos são amigos na página social do Facebook, havendo
suspeitas de que Ruy, do mesmo modo, aliciou algum dos candidatos
beneficiados pelo esquema”, afirma a Polícia.

Com a palavra, Jovair


Não tenho entre os meus assessores nenhum de nome Heber,
assim como desconheço o outro citado, Fábio Júnior das Neves.
Os fatos relatados no e-mail não são do meu conhecimento.
Esclareço ainda que Antônio Carlos da Silva Francisco, exerceu o
cargo de secretário parlamentar na Câmara do qual foi exonerado
há alguns anos por conduta incondizente com a função ocupada.
Pessoas públicas são demandadas e usadas por aquelas que
querem exposição e projeção a qualquer custo, mostrar prestígio.
Esse é o ônus que pagamos. Por fim, deixo claro que apoio às
investigações e que os eventuais culpados sejam punidos.

Sem mais,
Jovair Arantes
Deputado Federal
NOTÍCIAS – O POPULAR – GOIÂNIA - GOIÁS

Indicado de Jovair é exonerado e ministro


determina intervenção
21/03/2017 - 05:00

Redação
Com Agência Estado

O superintendente Federal do Ministério da Agricultura em Goiás, Júlio


César Carneiro, indicado pelo deputado federal Jovair Arantes (PTB) -
conforme noticiado pelo POPULAR- foi demitido. A exoneração foi
publicada no Diário Oficial da União de ontem, um dia após reunião de
emergência no Palácio do Planalto sobre os impactos da Operação
Carne Fraca.

Carneiro foi um dos flagrados em interceptações e é acusado dos


crimes de corrupção passiva, condescendência criminosa,
prevaricação, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Na sexta-
feira (17), quando foi deflagrada a operação, Jovair Arantes
reconheceu a indicação em nota e que o médico veterinário estava na
superintendência por sua designação desde 6 de julho de 2016.
Ontem o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), determinou
intervenção na superintendência de Goiás e também na do Paraná.
Segundo Maggi, funcionários do ministério que atuam em Brasília (DF)
serão deslocados com a missão de “dar uma limpa” nos
procedimentos.

“Eu disse a Temer que, neste momento, vamos fazer as mudanças


que devem ser feitas independentemente de vontade ou acordo
político”, afirmou o ministro.
ECONOMIA – O POPULAR – GOIANIA - GOIÁS

Superintendente é dirigente do PTB


18/03/2017 - 05:00

Andreia Bahia
andreia.bahia@opopular.com.br

O superintendente Federal de Agricultura em Goiás (SFA), Júlio César


Carneiro, um dos conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal na
Operação Carne Fraca, é dirigente do PTB goiano e foi indicado à
superintendência pelo deputado federal Jovair Arantes.

Em nota o líder do PTB na Câmara dos Deputados afirma que


“repudia a ligação de seu nome aos investigados”, mas reconhece a
indicação. “Já no Governo Temer, a indicação que fez ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foi a do médico
veterinário Júlio Carneiro, em 6 de julho de 2016”, diz o texto enviado
pela assessoria de Jovair Arantes.

Carneiro é citado em diversas conversas interceptadas, “o que indica


que, não só que tinha conhecimento dos atos ilícitos praticados por
seus subordinados, como também participava do recebimento de
vantagem indevida (corrupção passiva, condescendência criminosa,
prevaricação e associação criminosa)”, aponta a decisão judicial.

O superintendente também é investigado por lavagem de dinheiro.


Carneiro foi candidato derrotado a deputado estadual em 2006 e
candidato a vereador em Ipameri em 2008 e 2012, mas nunca
conseguiu se eleger. Também tentou, sem sucesso, a vaga de vice-
prefeito de Ipameri em 2004.

Subordinado a Carneiro, o fiscal agropecuário Dinis Lourenço da Silva


é citado na decisão como uma “figura” que “presta orientação, auxilia
no atendimento a interesses espúrios, pressiona empresários” e que
“recebe quantidades consideráveis de dinheiro sem qualquer
justificativa lícita ligada ao seu trabalho”.

Chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em


Goiás (Sipoa-GO), o veterinário foi flagrado em interceptações
telefônicas negociando a manutenção do frigorífico da BRF em
Mineiros, sudoeste do estado, que poderia sofrer a paralisação das
atividades.

Para dar um parecer desfavorável à suspensão Dinis teria, segundo


gravação telefônica do diretor da BRF, André Luiz Baldissera, feito um
pedido de R$ 300 mil. A quantia seria, segundo o diretor, para “ajudar
o cara que mantém ele lá em Goiânia”, em referência ao responsável
pela indicação política do cargo.

Dinis é investigado por diversos crimes: corrupção passiva por


solicitação ao representante da BRF, Roney Silva, de doação para
campanha eleitoral; de R$ 50 mil Frederico Lima, sócio do Curtume
Centro Oeste e Gaia Curtume e envolvimento na contratação irregular
de veterinário para atuar na inspeção como fiscal do Sipoa.

Ele também é suspeito de falsidade ideológica cometida por


funcionário público e prevaricação por orientar uma pessoa não
identificada a adulterar e esconder documentos para evitar “vistoria de
Brasília”.

Dinis também é investigado por lavagem de dinheiro. “A compra de


sucessivos imóveis, aliada aos demais indícios já colhidos, que
sinalizam para o recebimento de propina por Dinis, pagas por
empresas sob fiscalização, pode caracterizar o crime de lavagem de
dinheiro.”

O fiscal também é suspeito de contratação irregular e pagamento de


veterinários, que recebem salário baixo das prefeituras, “mas têm o
salário complementado de maneira oculta pelas empresas sob
fiscalização para que não sejam autuadas”, diz a decisão judicial.
POLÍTICA – O POPULAR – GOIÂNIA - GOIÁS

Cinco deputados federais e dois senadores


goianos integram lista de devedores da União
Entre os goianos, o débito é de mais de R$ 105 milhões; relação de devedores foi
divulgada após informação de que parlamentares buscam perdão das dívidas

05/05/2017 - 22:30

Andréia Bahia
andreia.bahia@opopular.com.br

Cinco deputados federais e dois senadores goianos constam da lista


de devedores da União divulgada ontem pela Procuradoria-geral da
Fazenda Nacional (PGFN) e que, posteriormente, foi retirada do site
do órgão porque “continha incorreções”, com a promessa de “tão logo
seja revisada, o material será republicado”. A assessoria de imprensa
da PGFN não informou quais incorreções havia na lista nem quando
ela seria republicada.

O órgão publicou a lista depois que o jornal Folha de S. Paulo divulgou


que parlamentares em débito com a União estariam negociando o
perdão de débitos de mais de R$ 3 bilhões inscritos na dívida ativa.
Na Câmara, 291 deputados teriam dívidas na ordem de R$ 1 bilhão
em nome próprio, de empresas controladas por eles ou de que são
sócios. O débito de 46 senadores totalizaria cerca de R$ 2 bilhões, de
acordo com a PGFN.

Entre os goianos, o débito com a União é de mais de R$ 105 milhões.


Todavia, somente o débito do deputado Roberto Balestra (PP) – o
maior da lista – é de quase R$ 100 milhões. Ele nega a dívida da
Cristivel Cristina Veículos, do qual é proprietário, e diz que vendeu a
Centroalcool há 5 anos. De acordo com a PGFN, Balestra seria
corresponsável de uma dívida de R$ 99,9 milhões da Centroalccol.

A PGFN, na nota publicada em seu site, informou que “as informações


dos devedores inscritos em dívida ativa da União não são protegidas
por sigilo fiscal, de forma que podem e devem ser fornecidas a
qualquer cidadão e estão disponíveis para consulta pública”. E que
divulgou a lista dos parlamentares devedores para “evitar a circulação
de informações inverídicas”. A nota é assinada pelo procurador da
fazenda Nacional, Daniel de Saboia Xavier.

Apesar de a lista ter sido retirada do site, alguns parlamentares


confirmaram o valor do débito. É o caso do deputado Giuseppe Vecci
(PSDB), que informou que as dívidas estão sendo questionadas na
Justiça e que se o pagamento for determinado pela Justiça ele pagará.
“Se eu dever, tenho que pagar. São dívidas que estão em processo de
renegociação”, afirmou o deputado tucano, que teria, segundo os
dados da PGFN, duas empresas com dívidas junto à União, que
juntas somariam R$ 412 mil.

O senador Wilder Morais afirmou desconhecer os débitos listados pela


PGFN. “Eu pedi para os meus contadores verificarem, mas não tem
nada no nosso sistema”, informou. Segundo o senador, não há dívidas
no nome dele e “se tiver deve ser da empresa em que eu sou sócio,
mas eu Wilder não tenho nenhuma dívida com a União”.

Por fim, o senador afirmou que, se houver débitos, “a empresa vai


assumir todas as contas”. Na relação da PGFN, Wilder aparece como
corresponsável por uma dívida de R$ 134 mil da Pedreira Caldas, e
em outra lista aparece como sócio administrador da empresa.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado Rubens Otoni


informou que a empresa Propan Comércio e Representações, que
possui uma dívida de R$ 26 mil junto à União, foi repassada para o
deputado depois do falecimento do pai dele e que, à época, não tinha
nenhuma dívida. Posteriormente, a empresa foi repassada para as
pessoas que trabalham lá e deixou de ter relação com o petista.

Também por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado


Alexandre Baldy (PTN) afirmou que não deve nada à União e
argumentou que a lista foi retirada do site justamente porque continha
erro. Esse também foi o posicionamento da senadora Lúcia Vânia
(PSDB), que por meio de sua assessoria afirmou que, com a retirada
da lista, não havia o que comentar.

O deputado Jovair Arantes (PTB), que tem a segunda maior dívida


com a União entre os goiano, segundo a PGFN, de quase R$ 4
milhões, não retornou os contatos da reportagem. O deputado do PTB
tem dívida no nome dele no valor de R$ 33 milhões e aparece como
sócio de uma empresa - Sol Brascar Veículos - que tem um débito
junto à União de R$3,9 milhões.
1.