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Abril de 2018

REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DF – ESQUEMATIZADO


Prof. José Willemann

SUMÁRIO
Apresentação desta aula...............................................................................4
I – Noções Gerais........................................................................................5
II – Um Dedinho de História sobre as Leis Distritais antes da CLDF....................7
III – O Poder Legislativo do Distrito Federal (RICLDF, arts. 1º e 2º)....................8
IV – Legislatura e Sessão Legislativa (RICLDF, arts. 3º e 4º)........................... 10
V – Deputados Distritais (RICLDF, arts. 5º a 8º e 12 a 38).............................. 12
5.1 – Sistema eleitoral............................................................................... 12
5.2 – Direitos, prerrogativas e vedações....................................................... 13
5.3 – Exercício do mandato e licenças.......................................................... 15
5.4 – Vacância e convocação de suplente...................................................... 16
5.5 – Lideranças e blocos parlamentares...................................................... 18
VI – Órgãos da CLDF.................................................................................. 18
6.1 – Noções gerais................................................................................... 18
6.2 – Mesa Diretora................................................................................... 19
6.3 – Comissões........................................................................................ 22
6.4 – Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI............................................. 24
6.5 – Ouvidoria e Procuradoria Especial da Mulher......................................... 25
VII – Corregedoria e Código de Ética e Decoro Parlamentar (RICLDF, art. 50;
Resolução n. 110/1996)............................................................................. 28
VIII – Sessões (RICLDF, arts. 98 a 128)....................................................... 34
IX – Processo Legislativo (RICLDF, arts. 129 a 224)........................................ 39
9.1 – Noções gerais................................................................................... 39
9.2 – Etapas do processo legislativo............................................................. 40
9.3 – Procedimento legislativo..................................................................... 47
X – Fiscalização e Responsabilidade do Governador (RICLDF, arts. 225 e 226;
234 e 235)............................................................................................... 48

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10.1 – Fiscalização.................................................................................... 48
10.2 – Responsabilidade do Governador....................................................... 51
Exercícios de Aplicação............................................................................... 55
Gabarito................................................................................................... 64
Gabarito Comentado.................................................................................. 65
Bibliografia............................................................................................... 85
Sites Consultados...................................................................................... 86

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JOSÉ WILLEMANN
Advogado e professor de Língua Portuguesa, José Willemann é consultor
legislativo na Câmara Legislativa desde o primeiro concurso (1993),
onde já exerceu inúmeras funções públicas, como assessor e chefe de
Gabinete, secretário-executivo da Mesa Diretora da CLDF, ordenador
de despesa, presidente de comissões, etc. Também já exerceu o cargo
de coordenador-chefe de assuntos legislativos do Governo do Distrito
Federal e presidente de conselho fiscal da CEB Geração.
Entre os trabalhos que realizou, merece destaque a elaboração da
minuta de projeto do regime jurídico dos servidores públicos do Distrito
Federal (Lei Complementar n. 840/2011), o ajuste fiscal da Câmara
Legislativa em 2007, a coordenação dos trabalhos para informatizar a
legislação distrital por meio do site da Câmara Legislativa e a minuta de
projeto da Lei Complementar n. 13/1996, que disciplina a elaboração,
redação, alteração e consolidação das leis no Distrito Federal.

APRESENTAÇÃO DESTA AULA

Nesta aula, vamos fazer uma síntese do Regimento Interno da Câmara Legislati-
va do Distrito Federal – RICLDF, destacando os seus pontos essenciais e apontando
alguns temas recorrentemente cobrados em concursos públicos para as Casas Le-
gislativas (Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa e Assembleias Legislativas).
O objetivo central desta aula é apresentar o RICLDF aos futuros colegas de tra-
balho na Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF e incentivá-los a conhecer o
material completo sobre o RICLDF, desenvolvido em 12 aulas, com os mais variados
tipos de exercícios, e disponibilizado de forma exclusiva pelo Gran Cursos Online.
Como todos sabemos, o concurso para a CLDF já teve um edital publicado pela
Fundação Carlos Chagas, mas, devido a uma decisão do Tribunal de Contas do
Distrito Federal, a Câmara Legislativa está refazendo o processo seletivo para a
escolha da instituição organizadora do concurso. A última decisão da Comissão foi
publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de 29 de março de 2018.
O Regimento Interno é matéria de estudo obrigatório para todos os concursos
do Legislativo, especialmente porque serão selecionados candidatos apenas de ní-
vel superior e nível médio, para os quais conhecer o RICLDF é indispensável para o

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bom exercício das atribuições do cargo. Quem conhece bem o Regimento Interno
está um passo à frente dos demais candidatos.
Diante disso, apesentamos a seguir os principais tópicos do Regimento Interno,
seguido de um conjunto de cinquenta questões de certo e errado, a fim de que o
candidato teste os seus conhecimentos. Ao gabarito foram apresentados breves
comentários sobre a resposta.

REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA LEGISLATIVA


DO DISTRITO FEDERAL

I – Noções Gerais

Etimologicamente, a palavra regimento é deverbal do verbo reger, que, por sua

vez, vem do latim regĕre, que significa “dirigir, guiar, conduzir”, “ter a direção de, ter

o comando de”. O radical desse verbo é o mesmo do substantivo rex, regis = “rei”.

Nesse sentido, Regimento Interno é a norma que regula o funcionamento e os

serviços das Casas Legislativas, Tribunais e órgãos da administração pública, disci-

plinando a forma de sua organização e funcionamento internos. O Supremo Tribunal

Federal – STF, por exemplo, tem o seu regimento interno; o Superior Tribunal de Jus-

tiça – STJ, os demais tribunais superiores e os tribunais de segunda instância (tribu-

nais de justiça, tribunais regionais federais, tribunais regionais do trabalho e tribunais

regionais eleitorais) também possuem, cada um, o seu respectivo regimento interno.

Cada Casa Legislativa (Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias

Legislativas e Câmaras Municipais) também possui o seu regimento interno.

No caso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Regimento Interno define

os órgãos e suas atribuições, o detalhamento das normas e princípios aplicáveis

aos Deputados Distritais, o processo legislativo, as sessões plenárias e reuniões

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das comissões e as demais matérias de interesse interno da Casa.

O Regimento Interno é, pois, norma elaborada dentro da competência exclusiva

da Câmara Legislativa, razão por que é aprovado por resolução, não estando, por

via de consequência, sujeito à sanção ou veto do Governador. É norma de autorre-

gulação e, conforme se costuma dizer, de efeitos interna corporis.

Entre as várias funções do RICLDF, podem ser lembradas:

a) democratizar o poder advindo do mandato parlamentar;

b) possibilitar a disciplina nas relações entre os Deputados Distritais;

c) detalhar as normas do exercício do mandato;

d) regular os espaços de atuação parlamentar (sessões e reuniões);

e) instituir as instâncias e órgãos internos (Mesa Diretora, comissões, Ouvidoria

e Corregedoria), fixando suas atribuições;

f) estabelecer a tramitação das proposições legislativas (proposta de emenda à

Lei Orgânica, projeto de lei complementar, projeto de lei ordinária, projeto de de-

creto legislativo, projeto de resolução, etc.);

g) normatizar os procedimentos de discussão e votação das matérias, bem como

do exercício da fiscalização; etc.

Há várias disposições do RICLDF que estão desatualizadas em relação ao texto da

Constituição Federal e da Lei Orgânica, como é o caso do art. 10, VI, VIII, IX e X;

art. 12; art. 24; art. 26, II, III, IV e V; art. 30, III; art. 39, VIII; etc.

Não há como detalhar neste resumo as diversas normas do RICLDF que se encon-

tram derrogadas, mas nas nossas aulas em PDF do Gran Cursos Online tudo está

devidamente explicado.

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II – Um Dedinho de História sobre as Leis Distritais antes da CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal foi instituída pela Constituição Federal

de 1988 – CF/1988 (art. 32), como consequência da luta história pela autonomia

política da Capital da República, governada até então por Governadores nomeados

pelo Presidente da República. Sua instalação deu-se com a posse dos primeiros

Deputados Distritais em 1º de janeiro de 1991, eleitos no ano anterior.

Na Lei federal n. 3.751, de 13 de abril de 1960, que criou a organização admi-

nistrativa do Distrito Federal, localizada no Planalto Central, estava previsto que

o Poder Legislativo seria exercido por uma Câmara do Distrito Federal, com 20

vereadores, eleitos pelo povo, nas mesmas eleições para o Congresso Nacional

(art. 6º).

Entretanto, isso não foi cumprido. As leis para reger o Distrito Federal, até a

Constituição Federal de 1967, foram elaboradas pelo Congresso Nacional, como

pode ser comprovado pela leitura da cláusula de promulgação das seguintes

leis federais: 3.948/1961, 4.158/1962, 4.218/1963, 4.545/1964, 4.878/1965 e

5.027/1966.

Por determinação da Constituição Federal de 1967 (art. 17, § 1º), as leis para

o Distrito Federal passaram a ser elaboradas pelo Senado Federal, o que começou

a ser efetivamente cumprido a partir de 1971, como pode ser visto na cláusula de

promulgação das leis federais seguintes: 5.569/1971, 6.366/1976, 7.334/1985 e

7.633/1987. A numeração dessas leis, entrementes, embora regulassem matéria

de interesse exclusivo do Distrito Federal, continuou sendo feita na mesma série

das leis federais, e a sanção era feita pelo Presidente da República.

Entre a promulgação da CF/1988, em 5 de outubro, e a instalação da Câmara

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Legislativa, em 1º de janeiro de 1991, as leis distritais continuaram a ser apro-

vadas pelo Senado Federal (CF/1988, ADCT, art. 16, § 1º). No entanto, essas leis

passaram a ter numeração em série própria e distinta das leis federais, e a sanção

passou a ser atribuição do Governador. Por isso, quem estiver atento a detalhes ob-

servará que da Lei distrital n. 1 até a n. 142 aparece o Senado Federal como órgão

legiferante. A partir da Lei n. 143, de 8 de fevereiro de 1991, o órgão legiferante

das leis distritais passou a ser a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Até 15 de abril de 2018, os dados disponíveis no site da Câmara Legislativa do

Distrito Federal (www.cl.df.gov.br) apontam para a seguinte quantidade de leis,

decorrentes do processo legislativo:

Dados até 15/04/2018


Legislação Quantidade
Emendas à Lei Orgânica do DF 107
Leis complementares 942
Leis 6.133
Decretos legislativos 2.197
Resoluções 300

III – O Poder Legislativo do Distrito Federal (RICLDF, arts. 1º e 2º)

Na União, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional (CF/1988, art.

44), que é bicameral (bi- = “duas” + câmara + -al), isto é, o Congresso Nacional

tem duas Casas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

No Distrito Federal, assim como nos Estados e Municípios, o Poder Legislativo

é unicameral, isto é, há apenas um órgão encarregado de seu exercício, tal como

representado no esquema abaixo:

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Conforme questão de concurso formulada pelo CESPE/2005, o nome Câmara

Legislativa formou-se da junção do primeiro termo de Câmara Municipal com o se-

gundo termo de Assembleia Legislativa, o que revela aspectos históricos, mas prin-

cipalmente a natureza híbrida do Distrito Federal, que pode legislar sobre matérias

de competência dos Estados e matérias de competência dos Municípios (CF/1988,

arts. 32, § 1º, e 147).

Os principais elementos do Poder Legislativo do Distrito Federal, previstos no

Regimento Interno e em outras normas, são os seguintes:

a) o órgão encarregado de exercer o Poder Legislativo: Câmara Legislativa do

Distrito Federal – CLDF;

b) composição da CLDF: 24 Deputados Distritais, o que corresponde ao triplo

dos Deputados Federais eleitos pelo DF (CF/1988, art. 32, § 3º, c/c art. 27);

c) eleição dos Deputados Distritais: sistema proporcional;

d) duração do mandato: quatro anos, com início em 1º de janeiro do ano se-

guinte ao das eleições e término em 31 de dezembro do ano das novas eleições;

e) designação do “salário” dos Deputados Distritais: subsídio (LODF, art. 33,

§ 5º);

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f) representante institucional da CLDF: Presidente da Câmara Legislativa;

g) representante judicial da CLDF: Procuradoria-Geral da CLDF, mas apenas

quando o Poder Legislativo estiver em juízo em nome próprio, porque nos demais

casos a representação judicial é feita pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal;

h) sede da CLDF: Brasília;

i) símbolos da CLDF: os mesmos símbolos oficiais do Distrito Federal;

j) exercício do controle externo: auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Fede-

ral – TCDF.

IV – Legislatura e Sessão Legislativa (RICLDF, arts. 3º e 4º)

A legislatura é a designação dada ao período em que o Deputado Distrital eleito

exerce o seu mandato. Tem duração de quatro anos, com início em 1º de janeiro

do ano seguinte ao das eleições e término em 31 de dezembro do ano das novas

eleições.

A legislatura é dividida em sessões legislativas, que nada mais são do que os

períodos em que os Deputados Distritais devem reunir-se para discutir e votar as

matérias da competência do Distrito Federal. Essas competências estão fixadas na

CF/1988 (arts. 24, 32, 147, 149, § 1º, 149-A, etc.) e na Lei Orgânica do Distrito

Federal (arts. 15, 16, 17, etc.).

As sessões legislativas podem ser ordinárias ou extraordinárias.

Há quatro sessões legislativas ordinárias em cada legislatura. Uma por ano.

Cada uma divide-se em dois períodos legislativos: de 1º de fevereiro a 30 de junho

e de 1º de agosto a 15 de dezembro de cada ano. O encerramento desses períodos,

porém, não ocorre:

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a) em 30 de junho, se a lei de diretrizes orçamentárias não tiver sido aprovada;

b) em 15 de dezembro, se a lei orçamentária anual não tiver sido aprovada.

De 16 de dezembro a 31 de janeiro e durante todo o mês de julho, ocorrem

os recessos parlamentares. É nesses recessos que a CLDF pode ser convocada a

reunir-se em sessão legislativa extraordinária. Essa convocação está assim discipli-

nada na LODF:

Art. 67. A convocação extraordinária da Câmara Legislativa far-se-á:


I – pelo Presidente, nos casos de:
a) decretação de estado de sítio ou estado de defesa que atinja o território do Distrito
Federal;
b) intervenção no Distrito Federal;
c) recebimento dos autos de prisão de Deputado Distrital, na hipótese de flagrante de
crime inafiançável;
d) posse do Governador e do Vice-Governador;
II – pela Mesa Diretora ou a requerimento de um terço dos Deputados que compõem a
Câmara Legislativa, para apreciação de ato do Governador do Distrito Federal que im-
porte crime de responsabilidade;
III – pelo Governador do Distrito Federal, pelo Presidente da Câmara Legislativa ou a
requerimento da maioria dos seus membros, em caso de urgência ou interesse público
relevante;
IV – pela comissão representativa prevista no art. 68, § 5º, nas hipóteses estabelecidas
nesta Lei Orgânica.
Parágrafo único. Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Legislativa somente
deliberará sobre a matéria para a qual tiver sido convocada.

Houve época em que os Deputados Distritais recebiam uma ajuda de custo igual

ao subsídio mensal, no início e no final de cada sessão legislativa extraordiná-

ria. Isso, porém, foi proibido pela Emenda Constitucional n. 50/2006 (CF/1988,

art. 57, § 7º).

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V – Deputados Distritais (RICLDF, arts. 5º a 8º e 12 a 38)

5.1 – Sistema eleitoral

Os Deputados Distritais são eleitos pelo sistema proporcional nas mesmas elei-

ções dos Deputados Federais. Estes, porém, tomam posse em 1º de fevereiro do

ano seguinte ao das eleições (CF/1988, art. 57, § 4º); aqueles – os Deputados Dis-

tritais – tomam posse em 1º de janeiro do ano seguinte aos das eleições (RICLDF,

art. 5º).

Apenas para recapitular, o Brasil adota dois sistemas eleitorais: o majoritário

e o proporcional, aplicados de acordo com o cargo, conforme segue:

No sistema proporcional, a eleição do candidato depende do desempenho do

partido político ou dos partidos coligados, pois só consegue eleger candidatos o

partido ou coligação que conseguir o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total

de votos válidos pelo número de vagas de Deputados Distritais.

Na Aula 1 do Regimento Interno, disponibilizada pelo Gran Cursos Online, es-

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tão minuciosamente explicadas as regras do sistema proporcional, seguidas de um


quadro exemplificativo sobre as eleições de 2014.

5.2 – Direitos, prerrogativas e vedações

Eleitos, os Deputados Distritais são diplomados pela Justiça Eleitoral e, a partir


da daí, passam a gozar de certos direitos e prerrogativas, mas também estão su-
jeitos a certas vedações.
Entre as prerrogativas, estão as chamadas imunidades, que podem ser mate-
riais ou formais. Estas dizem respeito a aspectos processuais, como a de o Depu-
tado Distrital não ser preso a não ser em caso de flagrante de crime inafiançável
(LODF, art. 61, § 2º). Já as imunidades materiais proíbem que os Deputados Dis-
tritais sejam responsabilizados, civil ou penalmente, por suas opiniões, palavras e
votos (LODF, art. 61).
Outra prerrogativa dos Deputados Distritais é o de serem processados e julgados
criminalmente pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (LODF, art. 61,
§ 1º). Essa, porém, é uma regra geral, pois a jurisprudência do STF e a legislação
federal têm definido algumas exceções, sintetizadas no quadro sinóptico seguinte:

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Essas imunidades subsistem durante o estado de sítio, mas podem ser suspen-
sas pelo voto de 2/3 dos Deputados Distritais (LODF, art. 61, § 9º).
Quanto às incompatibilidades, estão elas previstas no art. 13 do RICLDF e clas-
sificam-se em:
a) Incompatibilidades negociais (RICLDF, art. 13, I, a): proíbem que o candidato
eleito Deputado Distrital firme contrato, desde a diplomação, com pessoa jurídi-
ca de direito público, suas autarquias, empresas públicas, sociedades de econo-
mia mista e concessionárias de serviço público. Excetuam-se, porém, os contratos
com cláusulas uniformes, que também são conhecidos como contratos de adesão
(CC/2002, arts. 423 e 424).

b) Incompatibilidade funcional (RICLDF, art. 13, I, b; II, b): não permite que o

Deputado Distrital, desde a diplomação, ocupe cargos em comissão ou funções de

confiança, pois são essas as hipóteses de demissibilidade ad nutum.1

Como exceção à incompatibilidade funcional, a LODF (art. 64, I), inspirada na

CF/1988 (art. 56), permite ao Deputado Distrital, sem perder o mandato parla-

mentar, ser “investido na função de Ministro de Estado, Secretário-Executivo de

Ministério ou equivalente, Secretário de Estado do Distrito Federal, Administrador

Regional, chefe de missão diplomática temporária ou dirigente máximo de autar-

quia, fundação pública, agência, empresa pública ou sociedade de economia mista

pertencentes à administração pública federal e distrital”.

c) Incompatibilidade profissional (RICLDF, art. 13, II, a e c): proíbe que o De-

putado Distrital seja proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de

favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público ou nela exerça

função remunerada. Por pessoa jurídica de direito público compreendem-se apenas

a União, os Estados, o Distrito Federal, os Territórios, os Municípios, suas autar-

quias e fundações públicas (Código Civil, art. 41).

1 A expressão latina ad nutum significa, literalmente, “de acordo com o sinal de cabeça”. Essa expressão é
usada na CF/1988 (arts. 54, I, b, e 235, VIII) para designar o servidor que pode ser exonerado a critério de
quem o nomeou. Há registro de seu emprego na legislação do Império e da República Velha (v.g., Decreto
n. 7.155, de 08/02/1879, art. 34; Decreto n. 848, de 11/10/1890, art. 32, etc.).

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A incompatibilidade profissional também impede o Deputado Distrital de patro-


cinar causas em que seja interessada qualquer das entidades referidas nas incom-
patibilidades negociais.
d) Incompatibilidade política (RICLDF, art. 13, II, d): restringe o exercício do
mandato de Deputado Distrital a apenas um cargo eletivo. É uma vedação ao acú-
mulo de cargos. Assim, não pode o Deputado Distrital exercer o mandato de Prefei-
to, Vereador ou Senador simultaneamente com o mandato na CLDF.

5.3 – Exercício do mandato e licenças

Uma vez empossado, o Deputado Distrital passa a ter liberdade plena de opi-
nião, palavra e votos para o exercício do mandato que lhe foi conferido pela po-
pulação. Para isso, o RICLDF (art. 15) relaciona as mais variadas iniciativas que
o Deputado pode tomar durante o mandato, sendo a mais importante delas a de
votar segundo suas convicções.
O Deputado Distrital pode afastar-se do exercício do mandato, sem perdê-lo,

nas situações sintetizadas no quadro abaixo:

Quadro sinóptico das licenças

Espécie de licença Deliberação Formalização Quorum Subsídio


Cargo no Executivo2 Opção
Interesse particular Perda

Motivo de doença Mesa Diretora Ato da Mesa


Licença-maternidade Maioria absoluta
Licença-paternidade Manutenção

Incapacidade civil

Incapacidade mental
Incorporação às Forças Plenário Resolução Maioria simples Perda
Armadas
Maioria
Suspensão das imunidades Manutenção
qualificada

2
Investidura em cargo de Ministro de Estado, Secretário-Executivo de Ministério ou equivalente, Secretário
de Estado do Distrito Federal, Administrador Regional, chefe de missão diplomática temporária ou dirigente
máximo de autarquia, fundação pública, agência, empresa pública ou sociedade de economia mista perten-
centes à administração pública federal e distrital (LODF, art. 64, I).

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Lei Complementar n. 13/1996:

Art. 21. Para efeitos de deliberação, considera-se:

I – maioria qualificada a manifestação de dois terços dos membros que com-

põem a Câmara Legislativa;

II – maioria absoluta a manifestação ou presença de, no mínimo, metade

mais um dos membros que compõem a Câmara Legislativa;

III – maioria simples a manifestação por maioria de votos, presente a maioria

absoluta dos membros que compõem a Câmara Legislativa.

5.4 – Vacância e convocação de suplente

O mandato de Deputado Distrital pode ficar vago em virtude de falecimento,

renúncia ou perda do mandato.

A renúncia pode ser expressa ou tácita. Esta ocorre quando o Deputado Distrital

não toma posse no prazo legal, nem alega motivo de força maior ou enfermidade

por não tomá-la (RICLDF, art. 7º, § 6º). O prazo regimental para posse é de 30

dias úteis, prorrogáveis por mais 30 dias úteis. A renúncia expressa deve ser diri-

gida à Mesa Diretora e, como qualquer outra espécie de renúncia, não depende de

aprovação. Torna-se efetiva e irretratável, no entanto, apenas após a leitura em

Plenário e a publicação no Diário da Câmara Legislativa.

A perda do mandato é punição por infringência às normas do art. 63 da LODF.

A perda do mandato pode ser declarada pela Mesa Diretora ou pelo Plenário, pelo

voto da maioria absoluta dos Deputados Distritais.

Os casos em que a Mesa Diretora declara a perda do mandato de Deputado

Distrital são os seguintes:

a) não comparecimento, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões

ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Legislativa;

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b) perda ou suspensão dos direitos políticos;

c) determinação da Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição

Federal.

No caso da letra a, é necessária a abertura de processo disciplinar em que seja

assegurado o contraditório e a ampla defesa. Nos casos das letras b e c, por se

tratar de mero cumprimento de decisão judicial, na qual certamente o parlamen-

tar já exerceu o seu direito de defesa, a Mesa Diretora apenas declara a perda do

mandato, sem a necessidade de processo.

Já os casos de perda do mandato declarada pelo Plenário são os seguintes:

a) infringência a qualquer das incompatibilidades para o exercício do mandato

(LODF, art. 62);

b) procedimento declarado incompatível com o decoro parlamentar;

c) condenação criminal em sentença transitada em julgado;

d) uso do mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade admi-

nistrativa.

Nessas situações, deve ser aberto processo disciplinar por determinação da

Mesa Diretora ou mediante representação de partido político com Deputado Dis-

trital na CLDF, em que seja assegurado ao Deputado Distrital o contraditório e a

ampla defesa. O procedimento para isso está regulado no Código de Ética e Decoro

Parlamentar da CLDF (Resolução n. 110/1996).

Conforme manifestações reiteradas do Poder Judiciário e dos manuais de Di-

reito, as instâncias judiciária e administrativa são independentes uma da outra.

Assim, não há a necessidade de processo judicial sobre corrupção ou improbidade

administrativa para que a CLDF instaure processo disciplinar contra o Deputado

acusado desses ilícitos.

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5.5 – Lideranças e blocos parlamentares

Os Deputados Distritais de dois ou mais partidos têm a liberdade de se unirem

para formar um bloco parlamentar, que pode ser definido como a junção das ban-

cadas de diferentes partidos para terem liderança comum. Exige-se, para formação

do bloco, que ele tenha pelo menos três Deputados Distritais e que a decisão de

integrar o bloco seja tomada pela maioria absoluta dos membros da bancada do

partido político.

Tanto os partidos políticos quanto os blocos parlamentares possuem um Líder,

escolhido por seus pares para representá-los no Colégio de Líderes e exercer a co-

ordenação dos trabalhos da bancada e as atribuições previstas no RICLDF.

VI – Órgãos da CLDF

6.1 – Noções gerais

A Câmara Legislativa do Distrito Federal possui os seguintes órgãos internos,

compostos por Deputados Distritais:

a) Mesa Diretora, composta de cinco Deputados Distritais: Presidente, Vice-

Presidente, 1º Secretário e respectivo suplente, 2º Secretário e respectivo suplente

e 3º Secretário e respectivo suplente;

b) 10 comissões permanentes, cada uma com cinco Deputados Distritais e

cinco suplentes, indicados segundo o critério da proporcionalidade partidária:

• Comissão de Constituição e Justiça – CCJ;

• Comissão de Economia, Orçamento e Finanças – CEOF;

• Comissão de Assuntos Sociais – CAS;

• Comissão de Defesa do Consumidor – CDC;

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• Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parla-

mentar – CDDHCEDP;

• Comissão de Assuntos Fundiários – CAF;

• Comissão de Educação, Saúde e Cultura – CESC;

• Comissão de Segurança – CS;

• Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia,

Meio Ambiente e Turismo – CDESCTMAT;

• Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle - CFGTC;

c) Corregedoria, composta por um Deputado Distrital, eleito pelo Plenário,

para mandato de um ano, permitida a recondução;

d) Ouvidoria, composta por um Deputado Distrital, eleito pelo Plenário, para

mandato de um ano, permitida a recondução;

e) Procuradoria Especial da Mulher, composta por uma Deputada Distrital

como Procuradora Especial da Mulher e duas Deputadas Distritais como Procurado-

ras-Adjuntas, designadas pelo Presidente da CLDF, por prazo indeterminado.

Esses órgãos, dirigidos e compostos exclusivamente por Deputados Distritais,

não se confundem com as unidades administrativas internas, dirigidas e compostas

por servidores efetivos e servidores ocupantes de cargos em comissão.

6.2 – Mesa Diretora

A Mesa Diretora é um órgão diretor colegiado, cujos membros são eleitos pelo

Plenário para mandato de dois anos. A primeira eleição ocorre no dia 1º de janeiro

do 1º ano da legislatura, às 15 horas; a segunda eleição ocorre no último dia útil

da 1ª quinzena de dezembro do 2º ano da legislatura; e a posse é em 1º de janeiro

do ano seguinte. Para o segundo biênio, não pode haver reeleição.

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Como órgão diretor, incumbe à Mesa Diretora a direção dos trabalhos legislati-

vos e dos serviços administrativos da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Há, no

RICLDF, uma relação significativa de atribuições da Mesa Diretora e outra relação

também significativa das atribuições do Presidente da CLDF. É de se observar que,

às vezes, as atribuições da Mesa Diretora se entrelaçam com as atribuições do Pre-

sidente da CLDF, o que obriga o estudante a tentar compreender bem a distinção

entre umas e outras.

No contraste entre elas, porém, nota-se que algumas atribuições da Mesa Dire-

tora estão relacionadas com decisões de caráter geral; outras necessitam ser cole-

giadas em razão da sensibilidade política que possuem e acabam sendo atenuadas

por conta da proporcionalidade partidária observada na sua composição; e umas

outras decorrem do funcionamento da Mesa Diretora como uma comissão.

Já as atribuições do Presidente, em suas linhas básicas, são voltadas para solu-

cionar questões do dia a dia da vida parlamentar e dos afazeres de rotina da parte

administrativa. Entre as principais características das atribuições do Presidente da

CLDF, podem ser mencionadas:

a) caráter monocrático das decisões;

b) efeitos de natureza concreta;

c) questões que exigem pronta solução;

d) atos de natureza solene ou institucional;

e) responsabilidade administrativa e institucional pelos atos de gestão.

Em todo caso, não há, no Regimento Interno da CLDF, um conjunto de aspectos

precisos que permitam distinguir a natureza das atribuições da Mesa Diretora em

relação à natureza das atribuições do Presidente. No entanto, há alguns aspectos

que, em suas linhas básicas, permitem delinear boa parte das diferenças entre as

atribuições. Ei-los num quadro resumido:

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Diferenças de atribuições
Mesa Diretora Presidente
Caráter geral Caráter concreto
Função decisória
Função regulamentadora
(dia a dia dos trabalhos)
Aspectos

Decisões colegiadas Decisões monocráticas


Compartilhamento de responsabilidade Responsabilidade administrativa e

política funcional

Natureza de comissão Natureza solene e institucional

Iniciar o processo legislativo em matéria


Designar relator para essas matérias
administrativa e regimental
Convocar sessão legislativa extraordiná- Convocar sessão legislativa extraor-

ria no caso de crime de responsabilidade do dinária no caso de prisão de Deputado

Governador Distrital
Promulgar resolução e decreto legisla-
Exemplos

Promulgar emendas à Lei Orgânica do DF


tivo
Requisitar auditorias e inspeções do TCDF Requisitar servidores
Aprovar a proposta orçamentária da CLDF Ordenar as despesas
Decidir sobre a publicação de matérias
Aprovar o plano de comunicação social
no Diário da Câmara Legislativa – DCL
Fixar normas para celebração de contra- Assinar contratos, convênios, acordos

tos, convênios, acordos e outros instrumentos e outros instrumentos


Aprovar requerimentos do dia a dia
Aprovar requerimentos de informações
dos trabalhos legislativos

Em suas ausências e impedimentos, o Presidente da CLDF é substituído pelo

Vice-Presidente. Se este também estiver ausente, o substituto é o Secretário, na

ordem de sua numeração.

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O Vice-Presidente e os Secretários praticamente não possuem atribuições defi-

nidas no Regimento Interno, mas exercem as funções que lhe são delegadas pela

Mesa Diretora, conforme pode ser visto no Ato da Mesa Diretora n. 1/2017.

6.3 – Comissões

Há duas espécies de comissões na CLDF: as permanentes e as temporárias. Es-

tas têm prazo certo de duração e objeto determinado; aquelas integram a estrutura

da CLDF, possuem caráter técnico-legislativo e têm duas atribuições centrais:

a) emitir parecer sobre as proposições em geral, antes de a matéria ser levada

à deliberação do Plenário;

b) fiscalizar os atos do Poder Executivo, podendo, para isso, convocar Secretá-

rios de Estado a comparecer para prestarem esclarecimentos, bem como requisitar

inspeções e auditorias do TCDF.

Todas as comissões permanentes possuem atribuições para emitir parecer de

mérito sobre as matérias previamente definidas no RICLDF (arts. 63 a 69-C), cujo

bom conhecimento é indispensável ao estudante que queria ir bem numa prova.

Em linhas gerais, o nome de cada comissão permanente dá uma indicação bem

significativa do eixo temático da competência de cada comissão, conforme quadro

sintético seguinte:

Comissão Eixo temático das matérias de sua competência


Matérias relacionadas com o Direito em geral (constitucionalidade, juridicidade,
CCJ
legalidade, regimentalidade, técnica legislativa e redação).
Matérias relacionadas com as receitas e despesas públicas, bem como com a
CEOF
prestação de contas do Governador e do TCDF.
Assuntos relacionados com o esporte, trabalho, previdência, assistência social e
CAS
título de cidadão honorário.
CDC Assuntos relativos à orientação e defesa do consumidor.

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Assuntos diversos sobre direitos humanos e responsabilidade pelos processos de


CDDHCEDP
quebra da ética e do decoro parlamentar.
CAF Assuntos relacionados com o uso e ocupação do solo.
Assuntos envolvendo as matérias que constam do seu nome, salvo patrimônio
CESC
histórico e artístico, que é da competência da CAS.
Segurança, bioética e biossegurança (matérias sobre a Polícia Militar do DF, Corpo
CS de Bombeiros Militar do DF e Polícia Civil do DF são de competência da União:
CF/1988, art. 22, XIV).
CDESCTMAT Assuntos compreendidos nos termos que designam seu nome.
Assuntos voltados para a fiscalização e controle dos atos que envolvem despesa
CFGTC
pública.

A Comissão de Constituição e Justiça, nos aspectos relacionados com a constitu-


cionalidade, juridicidade, legalidade, regimentalidade, técnica legislativa e redação,
e a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, nos aspectos relacionados com
a adequação orçamentária e financeira das proposições, possuem também a atri-
buição de emitir parecer de admissibilidade sobre as proposições.
Esse parecer de admissibilidade tem caráter terminativo, isto é, se a proposição
for considerada inadmissível, ela não vai a Plenário. A tramitação encerra-se na
própria comissão. Desse parecer, porém, cabe recurso ao Plenário, no prazo de 5
dias úteis, subscrito por 1/8 dos Deputados Distritais.
Para emitir seus pareceres, as comissões possuem os seguintes prazos, como
regra geral:

Regime de tramitação Prazo original Prorrogação


Matéria urgente 2 dias úteis 1 dia útil
Matéria prioritária 5 dias úteis 2 dias úteis
Tramitação ordinária 20 dias úteis 10 dias úteis

Em matéria urgente, o prazo é concomitante para todas as comissões a que a


proposição é distribuída. Nas demais matérias, os prazos são sucessivos, isto é, as

comissões emitem seus pareceres uma após outra, na ordem da distribuição.

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Cada comissão tem um Presidente e um Vice-Presidente, eleitos por seus mem-

bros, para mandato de um ano, permitida a reeleição. Não há limites para um mes-

mo Deputado ser reeleito para Presidente de comissão permanente, o que permite

ao mesmo Deputado ficar durante toda a legislatura na presidência de uma mesma

comissão.

Nas Aulas 3, 4 e 5 do Regimento Interno, disponibilizadas pelo Gran Cursos

Online, estão minuciosamente explicadas as diversas normas sobre as atribuições

dos órgãos da CLDF e seu trabalho.

6.4 – Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI

Atenção especial deve ser dada ao estudo das regras regimentais sobre as CPIs,

dado ser matéria recorrente nos concursos para as Casas Legislativas. E, no Dis-

trito Federal, há a singularidade da CPI popular, que pode ser requerida por, pelo

menos, 1% do eleitorado distrital (LODF, art. 68, § 3º).

A Comissão Parlamentar de Inquérito, mais conhecida pela sigla CPI, é uma co-

missão temporária, constituída por Deputados Distritais, mediante requerimento,

que possui poderes de investigação próprios das autoridades judiciais.

A criação de comissão parlamentar de inquérito deve atender aos seguintes

elementos formais:

a) requerimento assinado por, pelo menos:

• 1/3 dos Deputados (autoria qualificada); ou


• 1% do eleitorado, distribuído em pelo menos 3 zonas eleitorais (CPI popular);

b) apuração de fato determinado, devidamente explicitado no requerimento de

criação;

c) prazo de funcionamento: 180 dias corridos, prorrogáveis por mais 90, a cri-

tério da própria comissão;

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d) indicação no requerimento de criação:


• do número de membros;
• da provisão de meios e condições organizacionais;
• dos recursos humanos necessários e assessoramento;

e) publicação pelo Presidente da proporcionalidade partidária e número de luga-


res dos partidos e blocos parlamentares;
f) indicação dos nomes pelos Líderes no prazo de cinco dias úteis;
g) publicação da composição da CPI e convocação para se instalar e eleger o
Presidente e o Vice-Presidente.
Importante lembrar que o requerimento para criação de CPI basta-se por si
mesmo, isto é, não precisa ser aprovado. Quanto aos poderes próprios das autori-
dades judiciais (CF/1988, art. 58, § 3º), é permitido às CPIs, fundamentadamente,
quebrar o sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas e empresas in-
vestigadas, bem como convocar pessoas para prestar depoimentos. No entanto, o
STF3 vem afirmando que existem alguns poderes próprios das autoridades judiciais
que não podem ser usados pelas CPIs, como é o caso de:
a) busca domiciliar;
b) decretação de prisão, salvo em flagrante;
c) interceptação telefônica;
d) decretação da indisponibilidade dos bens; etc.

6.5 – Ouvidoria e Procuradoria Especial da Mulher

A Ouvidoria é um órgão da Câmara Legislativa que não consta do Regimento


Interno. Sua estrutura, composição e atribuições estão previstas na Resolução n.
178/2002.

3
MS 24817/DF, julgado em 03/02/2005, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe, de 06/11/2009.

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A Procuradoria Especial da Mulher é um órgão especial, criado no Regimento

Interno pela Resolução n. 262/2013 para contribuir no esforço nacional de inserção

da mulher na política e na vida pública do País.

As competências da Procuradoria Especial da Mulher reforçam a necessidade de

tornar efetiva a igualdade de gênero, fruto de outras iniciativas de valorização da

mulher.

Como a comunicação na atualidade tem exercido forte influência nas reflexões

das pessoas sobre os mais variados temas, as normas regimentais determinam que

as iniciativas da Procuradoria Especial da Mulher tenham ampla divulgação, para

serem conhecidas e reconhecidas pela sociedade, tal como na lei federal que auto-

rizou o TSE a fazer publicidade para incentivar a participação feminina na política

brasileira.

C u r i osida de !

A inserção da mulher na sociedade é fato recente. Ao longo da história da

humanidade – e isso ainda não mudou em algumas culturas –, ela teve um

papel secundário, a começar pela concepção judaico-cristã de sua criação: foi

feita de uma costela de Adão, o que só por aí já revelaria um ser derivado, não

principal.

Nas sociedades primitivas, na Antiguidade, na Idade Média, na Idade Mo-

derna e também em boa parte da Idade Contemporânea, reservou-se à mulher

um papel doméstico, para cuidar dos filhos, lavar a roupa, limpar a casa e fazer

as refeições. Na sociedade romana, por exemplo, tinha a mulher o papel de

matrona4, e as filhas eram desprovidas de qualquer igualdade com os irmãos5.

4
Cf. Mário Curtis Giordani, História de Roma, p. 162.
5
Cf. Fustel de Coulanges, A Cidade Antiga, p. 33.

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Reflexos dessas concepções antigas permanecem em vocábulos como pa-


trimônio e matrimônio, formados no latim de pater = “pai” e mater = “mãe”,
acrescidos possivelmente de munus = “encargo, função”. Por outras palavras,
pelo matrimônio a mulher casar-se-ia com a finalidade de ser mãe, cabendo ao
pai a administração dos bens da família.
Outros resquícios dessas concepções estavam presentes em expressões
como “pátrio poder” e “todo homem é capaz de direitos e obrigações na ordem
civil”, contidas no Código Civil de 1916 (arts. 2º e 379), que vigeram até o tér-
mino do século XX, só sendo substituídas pelo Código Civil de 2002 (arts. 1º e
1.634) com as expressões “poder familiar” e “toda pessoa é capaz de direitos e
obrigações na ordem civil”.
O mesmo Código Civil de 1916 (art. 6º, II) também determinava à mulher
casada a condição de pessoa relativamente incapaz, o que lhe trazia como
consequência a necessidade de autorização do marido para a prática de quase
todos os atos da vida civil. Isso só foi modificado com a Lei federal n. 4.121, de
27/08/1962, conhecida como Estatuto da Mulher Casada.
No exercício da cidadania, a mulher conquistou o direito de votar apenas com
o Código Eleitoral de 1932, aprovado pelo Decreto n. 21.076, de 24/02/1932
(art. 2º), do Governo Provisório do Brasil, que assim dispôs: “é eleitor o cidadão
maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste Código”.
Depois da CF/1988, a legislação começou a traçar algumas regras para in-
centivar a participação da mulher na política brasileira e, assim, tentar reverter
a cultura machista impregnada nas mentes humanas. A Lei federal n. 12.034,
de 29/09/2009, por sua vez, fez incluir na Lei federal n. 9.096, de 19/09/1995
(art. 44, V), uma nova disposição para determinar que 5% dos recursos oriun-
dos do Fundo Partidário fossem aplicados na criação e manutenção de progra-
mas de promoção e difusão da participação política das mulheres.

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Com a Lei federal n. 9.100, de 29/09/1995 (art. 11, § 3º), iniciou-se a

política de quotas para candidaturas femininas em cada partido. Eram, à épo-

ca, 20%. Atualmente, esse percentual está em 30% (Lei federal n. 9.504, de

30/09/1997, art. 10, § 3º).

Mais recentemente, a Lei federal n. 12.891, de 11/12/2013, autorizou o Tribu-

nal Superior Eleitoral, no período compreendido entre 1º de março e 30 de junho

dos anos eleitorais, a promover propaganda institucional, em rádio e televisão,

destinada a incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política.

Há, por certo, alguns avanços, mas ainda é preciso reverter as concepções

de domínio masculino oriundas desse processo histórico de opressão às mulhe-

res e à sua condição de feminilidade.

A Procuradoria Especial da Mulher foi uma proposta da Deputada Rejane Pi-

tanga. E a primeira Procuradora foi a Deputada Luzia de Paula, designada pelo

Presidente Wasny de Roure.

VII – Corregedoria e Código de Ética e Decoro Parlamentar

(RICLDF, art. 50; Resolução n. 110/1996)

O termo corregedoria deriva de corregedor, que, por sua vez, advém do verbo

corrigir (latim co- + regĕre). Por isso, as atribuições do Corregedor associam-se à

ideia de verificação e acompanhamento das condutas e procedimentos para certi-

ficar-se de sua correção. E é nesse sentido que o Regimento Interno da CLDF traz

as seguintes atribuições ao Corregedor:

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a) zelar pelo decoro parlamentar, a ordem e a disciplina no âmbito da Casa;

b) realizar investigação prévia acerca de qualquer notícia de infração ao Código

de Ética e Decoro Parlamentar;

c) inspecionar, periodicamente, os processos referentes às proposições.

Dessas atribuições, a mais importante é certamente a de emitir parecer prévio

sobre qualquer representação, denúncia ou notícia de infração ao Código de Ética e

Decoro Parlamentar – CEDP (Resolução n. 110/1996).

Essa representação, denúncia ou notícia contra Deputado Distrital por infração

ao CEDP pode ser formulada à Mesa Diretora pelo Corregedor, por parlamentar, por

comissão permanente, por qualquer cidadão ou por entidades representativas da

sociedade civil (RICLDF, art. 39, § 1º, XIII).

Nos casos de representação por ato incompatível com o decoro parlamentar,

que pode levar à perda do mandato, a LODF (art. 63, § 2º), repetindo a CF/1988

(art. 55, § 2º), legitima apenas a Mesa Diretora da CLDF e partido político com re-

presentação na Câmara Legislativa.

Recebida pela Mesa Diretora, a representação, denúncia ou notícia é lida em

Plenário (RICLDF, art. 153, § 3º) e encaminhada ao Corregedor, que deve notificar

o investigado para prestar esclarecimentos no prazo de 10 dias úteis. Findo esse

prazo e independentemente da manifestação do investigado, o Corregedor deve

elaborar o seu parecer prévio opinativo no prazo de 15 dias úteis.

Sintetizando as normas da LODF, RICLDF e CEDP, o processo disciplinar para

apurar violação à ética e ao decoro parlamentar por Deputado Distrital apresenta

as seguintes fases:

a) preliminar, constituída da representação, recebimento pela Mesa Diretora e

parecer prévio da Corregedoria;

b) instauração pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética

e Decoro Parlamentar;

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c) apresentação de defesa escrita e produção de provas, no prazo de 30 dias

corridos, pelo Deputado Distrital ou, em seu silêncio, por defensor dativo no prazo

de 15 dias corridos;

d) instrução, promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cida-

dania, Ética e Decoro Parlamentar, no prazo de 30 dias corridos, prorrogáveis por

mais 30;

e) parecer da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e

Decoro Parlamentar, no prazo de 5 sessões ordinárias, concluindo pela procedência

ou improcedência da representação;

g) projeto de resolução de autoria da Comissão de Defesa dos Direitos Huma-

nos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, quando se tratar de perda de mandato;

h) parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre o processo, no prazo de

5 sessões ordinárias, quando se tratar de perda de mandato;

i) julgamento pela própria Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidada-

nia, Ética e Decoro Parlamentar quando a sanção for de advertência ou censura

escritas;

j) julgamento pelo Plenário (LODF, art. 63, § 2º), quando se tratar de sanção de

perda do mandato, nos casos seguintes:

• infringência a qualquer das incompatibilidades para o exercício do mandato;

• procedimento declarado incompatível com o decoro parlamentar;

• condenação criminal em sentença transitada em julgado;

• uso do mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade admi-

nistrativa;

k) julgamento pelo Mesa Diretora (LODF, art. 63, § 3º), quando se tratar de

sanção de perda do mandato por faltas injustificadas a 1/3 das sessões ordinárias

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de cada sessão legislativa.

Juntando todas as informações sobre os procedimentos relacionados com o pro-

cesso disciplinar contra Deputado Distrital, é possível apresentar o quadro abaixo,

com o fluxo dos procedimentos:

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As disposições legais do quadro-resumo apresentado acima são as seguintes:

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(1) Legitimados: LODF, art. 63, §§ 2º e 3º.

(2) RICLDF, art. 39, § 1º, XIII.

(3) Perda do mandato: LODF, art. 63, I a VII; CEDP, arts. 11 e 14.

(4) Advertência e censura escritas: CEDP, arts. 11, 12 e 13.

(5) Endereçamento à Mesa Diretora: RICLDF, art. 39, § 1º, XIII.

(6) Leitura em Plenário: RICLDF, art. 153, § 3º.

(7) Declaração de perda do mandato pela Mesa Diretora, sem processo discipli-

nar, em cumprimento a decisão judicial: LODF, art. 63, § 3º. STF, Ação Penal 470/

MG, julgada em 17/12/2012, Relator Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de

22/04/2013.

(8) Distribuição à Corregedoria, art. 153, § 3º.

(9) Cópia da representação para a CDDHCEDP simultaneamente à distribuição

para a Corregedoria: RICLDF, art. 153, § 3º.

(10) Prazo para notificação pelo Corregedor ao Deputado: RICLDF, art. 50, § 2º.

(11) Prazo para esclarecimentos pelo Deputado ao Corregedor: RICLDF, art. 50,

§ 2º.

(12) Prazo para o parecer prévio opinativo do Corregedor: RICLDF, art. 50, § 3º.

(13) Encaminhamento do processo pelo Corregedor à CDDHCEDP: RICLDF, art.

50, § 4º, e deliberação sobre o parecer: CEDP, art. 17, caput.

(14) Sorteio do relator: CEDP, art. 17, I.

(15) Prazo para o Deputado apresentar defesa escrita: CEDP, art. 17, II.

(16) Designação de defensor dativo, se a defesa escrita não tiver sido apresen-

tada no prazo: CEDP, art. 17, III.

(17) Prazo para o defensor dativo apresentar defesa escrita: CEDP, art. 17, III.

(18) Instrução probatória e diligências: CEDP, art. 17, IV.

(19) Parecer da CDDHCEDP: CEDP, art. 17, IV.

(20) Perda do mandato de competência do Plenário: CEDP, art. 17, V.

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(21) Perda do mandato de competência da Mesa Diretora: CEDP, art. 17, V.

(22) Oferecimento do projeto de resolução no caso de perda do mandato de

competência do Plenário: CEDP, art. 17, V.

(23) Parecer da CCJ em perda do mandato de competência da Mesa Diretora:

CEDP, art. 17, IV.

(24) Parecer da CCJ em perda do mandato de competência do Plenário: RICLDF,

art. 63, V.

(25) Encaminhamento do processo pela CCJ à Mesa Diretora: CEDP, art. 17, VI.

(26) Formalidades burocráticas: CEDP, art. 17, VI.

(27) Projeto de resolução sujeito a turno único de discussão e votação em Ple-

nário: RICLDF, art. 160.

(28) Quorum para deliberação e aprovação da perda do mandato: LODF, art.

63, § 2º.

(29) Prazo para promulgação da resolução que aprova a perda do mandato:

RICLDF, art. 206, § 1º.

VIII – Sessões (RICLDF, arts. 98 a 128)

O Regimento Interno da CLDF chama de sessão ao tempo destinado à manifestação

dos Deputados em Plenário. Existem quatro espécies de sessões plenárias, a saber:

a) preparatórias: as que ocorrem em 1º de janeiro do primeiro ano da legisla-

tura, para posse dos Deputados Distritais, eleição e posse da Mesa Diretora para o

primeiro biênio e eleição e posse da comissão representativa; bem como a sessão

que ocorre em 1º de janeiro do terceiro ano da legislatura, para a posse da Mesa

Diretora do segundo biênio;

b) ordinárias: as que ocorrem às terças, quartas e quintas-feiras, a partir das

15 horas, com a finalidade de oportunizar os pronunciamentos parlamentares e a

discussão e votação das matérias constantes da ordem do dia;

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c) extraordinárias: as que ocorrem em momentos diversos das sessões ordiná-


rias, com a finalidade exclusiva de discussão e votação das matérias constantes da
ordem do dia;
d) solenes: as que se destinam a comemorações ou homenagens especiais e
recepção de altas autoridades.
Além dessas quatro sessões, quanto à finalidade, existem também as sessões
itinerantes, destinadas a audiências públicas realizadas fora da sede da CLDF, me-
diante proposta do Presidente ou requerimento de 1/3 dos Deputados Distritais,
aprovado pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.
As sessões preparatórias e as sessões ordinárias já possuem dia e hora defi-
nidos no Regimento Interno para sua realização. As sessões extraordinárias e as
sessões solenes dependem de aprovação prévia.
Como regra, as sessões plenárias são públicas, isto é, qualquer pessoa e a im-
prensa têm acesso a tudo o que é falado no Plenário. O RICLDF (art. 121), porém,
permite a realização de sessão secreta para casos precisamente indicados em pro-
posta do Presidente ou requerimento assinado pela maioria absoluta dos Deputa-
dos Distritais, aprovado pela maioria absoluta, em votação nominal e pública.
Das sessões secretas, apenas os Deputados Distritais participam, o que enseja
a proibição de usar os microfones e qualquer forma de captação de som e imagem.
Para a realização das sessões, algumas exigem quorum; outras, não. No entan-
to, nenhuma sessão pode ser realizada sem Deputado Distrital. O quorum, para re-
alização das diversas espécies de sessões, pode ser sintetizado no quadro seguinte:

Sessão Momento Quorum RICLDF


Eleição da Mesa Diretora no início da legislatura Maioria absoluta art. 10, IV
Posse da Mesa Diretora no início da legislatura Sem quorum art. 10, XV
Eleição da comissão representativa no início da art. 10, XV, c/c
Preparatória Maioria absoluta
legislatura art. 185
Posse da Mesa Diretora no início da 3ª sessão
Sem quorum art. 11, III
legislativa

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Abertura da sessão ¼ (6 Deputados) art. 109, § 3º


art. 109, § 3º,
Pequeno expediente ¼ (6 Deputados)
c/c art. 102, III
art. 109, § 3º,
c/c art. 116,
Discussão da ordem do dia ¼ (6 Deputados)
§ 3º, e art.
Ordinária
102, III
Maioria absoluta
Deliberação com maioria simples ou absoluta art. 185
(13 Deputados)
Maioria qualificada LC n. 13/1996,
Deliberação com maioria qualificada
(16 Deputados) art. 21, § 3º
Grande expediente ¼ (6 Deputados) art. 102, III
Abertura da sessão ¼ (6 Deputados) art. 109, § 3º
art. 109, § 3º,
c/c art. 116,
Discussão da ordem do dia ¼ (6 Deputados)
§ 3º, e art.
Extraordinária 102, III
Maioria absoluta
Deliberação com maioria simples ou absoluta art. 185
(13 Deputados)
Maioria qualificada LC n. 13/1996,
Deliberação com maioria qualificada
(16 Deputados)  art. 21, § 3º
Solene Sem quorum art. 124, II

Há, para cada espécie de sessão, várias regras de conduta que permitem a sua

realização. Entre elas, uma das mais importante é o tempo destinado ao uso da

palavra nos microfones do Plenário. Esse tempo está sintetizado no quadro abaixo:

Situação Tempo RICLDF


I – apresentar proposições Sem definição art. 105, I
II – fazer comunicação ou versar assuntos diversos na
hora do:
a) pequeno expediente:
• Líder de bancada até 3 Deputados 3' art. 111, I
• Líder de bancada com mais de 3 Deputados 5' art. 111, I
• Deputado Distrital 5’ art. 113

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b) grande expediente 20' art. 118


III – discutir proposições em:
arts. 116; 152, § 3º,
a) regime de tramitação ordinária ou de prioridade 5' III; 164, § 1º; 180; e
204, § 3º
b) regime de urgência 2’30” art. 165, § 3º
IV – encaminhar a votação:
a) Deputado Distrital
art. 165, § 3º, c/c art.
• em matéria urgente 2'30”
199
• em matéria não urgente 5' art. 199
b) Líder 3' arts. 32, IV; 199, § 2º
art. 165, § 3º, c/c art.
• em matéria urgente 1'30”
199
• em matéria não urgente 3' art. 199
c) Líder em requerimento 5' art. 145, § único
d) Autor em requerimento 5' art. 145, § único
V – questão de ordem:
a) para suscitá-la 5' art. 126, § 2º
b) para contraditá-la 5' art. 126, § 5º
VI – fazer reclamação 5' art. 127, § único
VII – contestar, a juízo do Presidente, acusação pessoal,
feita durante os debates, ou contradizer o que lhe for Sem definição art. 105, VII
indevidamente atribuído como opinião pessoal
VIII – declaração de voto Sem definição art. 190
Sem definição, mas deve estar contido
IX – apartes art. 104, XII
no tempo do orador que está na tribuna

De todas as espécies de sessões, a que ocorre com mais frequência é a sessão

ordinária. Certamente por isso, é também a sessão com maior grau de disciplina-

mento no Regimento Interno, porque é na sessão ordinária que são oportunizados

os pronunciamentos dos Deputados Distritais, bem como a discussão e votação das

proposições e demais matérias em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito

Federal.

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A sessão ordinária tem início às 15 horas das terças, quartas e quintas-feiras,

no período de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro.

Sua duração é normalmente de quatro horas, distribuídas da seguinte maneira:

a) leitura dos expedientes: 10 minutos iniciais;

b) pequeno expediente: 50 minutos, distribuídos em:

• Comunicados de Líderes: até 20 minutos, sendo 3 minutos para os Líderes

de bancada até 3 Deputados e 5 minutos para os Líderes de bancada com

mais de 3 Deputados;

• Comunicado de Parlamentares: de 30 a 40 minutos, dependendo do tempo

usado pelos Líderes, sendo 5 minutos por Deputado;

c) ordem do dia: 110 minutos;

d) grande expediente: 60 minutos.

No pronunciamento dos Líderes e durante a discussão da ordem do dia, é per-

mitido aparte, isto é, um Deputado pode fazer comentário no pronunciamento de

outro Deputado Distrital, por concessão deste (RICLDF, art. 113). É, porém, proibi-

do conceder aparte nos seguintes casos:

a) nos comunicados de parlamentares (RICLDF art. 113);

b) durante o discurso, na comissão geral, de representante de projeto de inicia-

tiva popular (RICLDF, art. 125, § 2º);

c) após o término dos debates na audiência de oitiva de Secretário de Estado

convocado, durante o uso da palavra pelos Líderes (RICLDF, art. 230, § 5º);

d) durante a exposição de convidado em audiência pública (RICLDF, art. 240, § 2º).

Nas sessões, o uso da palavra é, em regra, restrito aos Deputados Distritais. O

RICLDF admite, porém, duas exceções.

A primeira delas é durante as sessões solenes, em que os convidados podem

fazer uso da palavra a critério do Deputado que está presidindo a sessão.

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A segunda situação é quando a sessão ordinária se transforma em comissão

geral, por proposta do Presidente ou requerimento de 1/8 dos Deputados Distritais,

mediante aprovação do Plenário para:

a) debate de matéria relevante;

b) discussão de projeto de lei de iniciativa popular, desde que presente seu pri-

meiro signatário ou quem este tiver indicado, quando da sua apresentação;

c) comparecimento de Secretário de Estado e demais autoridades do Distrito

Federal;

d) recepção de autoridades que estejam visitando a Câmara Legislativa.

IX – Processo Legislativo (RICLDF, arts. 129 a 224)

9.1 – Noções gerais

Parte significativa das disposições do Regimento Interno são para disciplinar as

regras do processo legislativo, que pode ser definido como “o conjunto de atos pre-

ordenados visando à formação das leis, mediante a colaboração entre os Poderes

do Distrito Federal” (LC n. 13/1996, art. 2º).

As normas do processo legislativo estão previstas em várias disposições da

LODF, especialmente nos arts. 60 a 76, na Lei Complementar n. 13/1996 e no Re-

gimento Interno.

Segundo a Lei Orgânica do Distrito Federal (art. 69), o processo legislativo com-

preende a elaboração de:

a) emendas à Lei Orgânica;

b) leis complementares;

c) leis ordinárias;

d) decretos legislativos;

e) resoluções.

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Para a elaboração de emenda à Lei Orgânica, apresenta-se proposta; para as

demais normas sujeitas ao processo legislativo, apresenta-se projeto. Proposta de

emenda à Lei Orgânica e projetos são espécies de proposição, de acordo com o

Regimento Interno (art. 129).

Há também outras espécies de proposição, previstas no RICLDF. São elas:

a) requerimento;

b) moção;

c) indicação;

e) recurso.

As emendas, embora também sejam espécies de proposição, são sempre aces-

sórias de proposição sujeita ao processo legislativo.

9.2 – Etapas do processo legislativo

Os vários atos do processo legislativo são organizados em etapas, conforme

previsto na LC n. 13/1996 (art. 7º) e explicado nos manuais sobre a matéria. Com

base nesses ensinamentos, chega-se ao quadro seguinte:

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A iniciativa é a primeira etapa do processo legislativo, bem como das demais

proposições não sujeitas a esse processo. É por meio dela que a proposição toma

forma e inicia a sua tramitação até ser definitivamente aprovada ou rejeitada. E

quem tem a iniciativa de apresentar uma proposição chama-se autor.

A iniciativa das leis, no Distrito Federal, cabe aos seguintes legitimados pela Lei

Orgânica do Distrito Federal ou pelo Regimento Interno da CLDF:

Os Deputados Distritais podem apresentar qualquer espécie de proposição; o

Governador e os cidadãos podem apresentar proposta de emenda à Lei Orgânica,

projeto de lei complementar e projeto de lei; os demais legitimados podem apre-

sentar apenas projeto de lei complementar e projeto de lei e restritos às matérias

de sua organização e funcionamento internos.

A autoria, que está intimamente vinculada à iniciativa, pode ser classificada sob

diversos pontos de vista, conforme terminologia presente em diversas disposições

normativas. Entre as classificações, podem ser lembradas:

a) Quanto à origem: funcional, popular ou institucional. A autoria funcional

ocorre quando a proposição está subscrita por Deputado Distrital, Governador ou

Procurador-Geral junto ao MPjTCDF; a autoria popular ocorre nos casos em que a

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proposição está subscrita pelos cidadãos (1% do eleitorado distrital); e a autoria

institucional ocorre quando a proposição é apresentada pela Mesa Diretora, comis-

são da CLDF, TCDF ou Defensoria Pública.

b) Quanto ao número de subscritores: individual ou plúrima. Esta é a

que contém mais de um subscritor, como é o caso de proposta de emenda à Lei

Orgânica de iniciativa parlamentar, que precisa da assinatura de 1/3 da composi-

ção da CLDF (8 dos 24 Deputados Distritais). A autoria individual é aquela para

cuja iniciativa basta a assinatura de apenas uma autoridade, como a proposta de

emenda à Lei Orgânica de iniciativa do Governador ou qualquer proposição de sua

iniciativa.

A autoria plúrima pode ser qualificada, coletiva ou apoiada. A autoria qualificada

é aquela em que a norma de regência (LODF ou RICLDF) exige número mínimo de

subscritores (LC n. 13/1996, art. 12, parágrafo único); a autoria coletiva é aquela

com a assinatura de dois ou mais Deputados Distritais, embora a proposição pudes-

se ser subscrita por apenas um dos Deputado Distritais (RICLDF, art. 220, § 5º); e

a autoria apoiada é aquela em que a iniciativa continua individual, mas conta com

a assinatura de outros Deputados Distritais como apoiadores (RICLDF, art. 133,

§ 1º). A autoria apoiada tem de estar explícita, diferenciando o proponente dos

apoiadores.

c) Quanto ao universo de proponentes: comum ou privativa (LC n. 13/1996,

art. 9º). Esta é a proposição que só pode ter como origem a autoridade a quem a

LODF ou o RICLDF reservou a iniciativa. Há, nesse caso, apenas uma autoridade ou

instituição legitimada para apresentar a proposição, como as matérias reservadas

à iniciativa do Governador (LODF, art. 71, § 1º), do Tribunal de Contas do Distrito

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Federal (LODF, arts. 84, IV, e 86), do Procurador-Geral do Ministério Público junto

ao Tribunal de Contas (LODF, ADT, art. 8º, parágrafo único) e da Defensoria Pública

(LODF, art. 114, § 4º).

As emendas são proposições acessórias e podem ser apresentadas pelos Depu-

tados às propostas de emenda à Lei Orgânica, aos projetos de lei complementar,

aos projetos de lei, aos projetos de decreto legislativo e aos projetos de resolução.

Há dois momentos para apresentação de emendas. O primeiro é nas comissões, no

prazo de 10 dias úteis. O segundo é em Plenário, quando a proposição estiver na

ordem do dia, sendo que, no segundo turno, a emenda precisa estar assinada por

/6 dos Deputados Distritais ou de Líderes que representem esse número (RICLDF,


1

art. 149, II).

O Governador também pode apresentar emendas aos projetos de lei de sua ini-

ciativa (LODF, art. 150, § 8º; LC n. 13/1996, art. 15, parágrafo único).

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Após o prazo de emendas, inicia-se a etapa de discussão das proposições. Essa

fase tem início efetivo nas comissões, por meio dos pareceres. No entanto, o RI-

CLDF chama de discussão a fase que precede a deliberação em Plenário, quando

cada Deputado Distrital pode usar da palavra por cinco minutos para falar sobre a

matéria posta em debate.

O RICLDF (art. 102, III) exige a presença de, pelo menos, ¼ dos Deputados

Distritais em Plenário para que as matérias da ordem do dia sejam discutidas.

Concluída a discussão em Plenário, segue-se a deliberação, por meio da votação.

Essa votação é, em regra, ostensiva (“pública”, “aberta”) e pode ser pelo processo

nominal ou simbólico. Neste, apenas os Deputados contrários manifestam-se; na-

quele, cada Deputado Distrital é chamado para dizer “sim”, “não” ou “abstenção”,

podendo também registrar que sua bancada está em obstrução.

Para que haja votação, como regra geral, é necessária a presença da maioria

absoluta dos Deputados em Plenário (LODF, art. 56). Quando, porém, a matéria

exige maioria qualificada, ela só pode ser votada se estiverem presentes em Plená-

rio 2/3 dos Deputados (LC n. 13/1996, art. 21, § 3º).

A essa presença mínima para deliberação chama-se quorum.

O quorum para deliberação, porém, não se confunde com o quorum para apro-

vação das matérias. Este, conforme já definido anteriormente, pode ser por maioria

qualificada, maioria absoluta ou maioria simples.

Como regra geral, o quorum para aprovação é maioria simples (LODF, art. 56).

Para a aprovação que dependa de maioria qualificada ou maioria absoluta, é neces-

sária regra expressa com essa previsão, que está prevista na Constituição Federal,

na Lei Orgânica do Distrito Federal ou no Regimento Interno.

Na Aula 9 do Regimento Interno, disponibilizada pelo Gran Cursos Online, há

um quadro tão completo quanto possível de todas as matérias sujeitas à aprovação

por maioria absoluta ou maioria qualificada.

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Em regra, as matérias são discutidas e votadas em turno único. O RICLDF, po-


rém, exige dois turnos de discussão e votação para as seguintes matérias:
a) proposta de emenda à Lei Orgânica;
b) projeto de lei complementar;
c) projeto de lei;
d) projeto de resolução sobre Regimento Interno, polícia legislativa, regulamen-
to administrativo e criação, transformação ou extinção de cargos da CLDF.

 Obs.: Turno é a quantidade de vezes que uma proposição precisa ser votada. A
proposição pode estar sujeita a turno único (uma só votação) ou a dois
turnos (duas votações em sessões diferentes).

À votação segue-se a elaboração da redação final, que nada mais é do que a


consolidação do texto aprovado. Essa redação final é necessária porque, muitas
vezes, as proposições são aprovadas com emendas, o que acarreta alterações em
sua versão original, quer por meio de supressão, acréscimo ou modificação de al-
gum dispositivo.
Para a conclusão do processo legislativo de projeto de lei complementar ou de
projeto de lei, tem-se a sanção ou veto do Governador do DF.
A sanção é o ato pelo qual o Governador exterioriza, expressa ou tacitamente,
sua aquiescência ao projeto de lei complementar ou de lei ordinária aprovado pela
Câmara Legislativa (LC n. 13/1996, art. 34). A sanção tácita concretiza-se pelo
decurso do prazo de 15 dias úteis sem a manifestação do Governador, quer pela
sanção expressa, quer pelo veto.
O veto é o ato pelo qual o Governador nega sanção, no todo ou em parte, a
projeto aprovado pela Câmara Legislativa (LC n. 13/1996, art. 25). O prazo para o
Governador vetar um projeto é de 15 dias úteis, e o veto tem de ser motivado em
questões constitucionais ou em razões de interesse público (LODF, art. 74, § 1º).
O veto devolve a matéria à nova apreciação da CLDF, que tem o prazo de 30 dias
corridos para deliberar sobre ele. No entanto, ele só pode ser rejeitado pelo voto da

maioria absoluta dos Deputados Distritais.

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Tanto a sanção quanto o veto são atos privados, indelegáveis e irretratáveis.

A promulgação é a etapa do processo legislativo que atesta a existência da lei,

reconhece os fatos e atos que a geraram, indica sua validade e a torna apta a ser

executada (LC n. 13/1996, art. 37).

A competência para promulgar as leis e os prazos para promovê-la variam con-

forme a proposição. A competência para promulgação das leis pode ser originária

ou supletiva. Esta decorre do silêncio da autoridade com competência originária;

aquela – a competência originária para promulgação das leis – é a sintetizada no

quadro abaixo:

A promulgação das leis complementares e das leis, quando o Governador não

o faz, é promovida pelo Presidente da Câmara Legislativa também no prazo de 48

horas, contadas do esgotamento do prazo para o Governador fazer a promulgação.

Essa competência supletiva para promulgar as leis decorre de duas situações

fáticas:

1ª) sanção tácita do Governador e silêncio na promulgação;

2ª) rejeição do veto com o silêncio do Governador na promulgação.

Quando o Presidente da Câmara Legislativa também silencia, sem fazer a pro-

mulgação de lei complementar, lei ordinária, decreto legislativo ou resolução, a

competência é do Vice-Presidente, mas não tem a prerrogativa de ficar em silêncio.

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A última etapa do processo legislativo é a publicação, tida como condição de

vigência e eficácia da lei e a etapa pela qual se dá ciência da promulgação das leis

aos seus destinatários, tornando obrigatória sua execução (LC n. 13/1996, art. 42).

A publicação das leis é feita no Diário Oficial do Distrito Federal. As resoluções são

publicadas apenas no Diário da Câmara Legislativa.

9.3 – Procedimento legislativo

O processo legislativo possui três espécies de procedimento legislativo: o ordi-

nário ou comum, o sumário e o especial.

As regras do procedimento comum são aplicáveis às proposições em geral, com

as peculiaridades que lhe são inerentes. Assim, por exemplo, enquanto o projeto de

decreto legislativo é discutido e votado em turno único, o projeto de lei é votado e

discutido em dois turnos. Nesse aspecto, embora haja essa diferença, ambos estão

submetidos ao procedimento ordinário.

As regras do procedimento sumário são as mesmas do procedimento comum.

No entanto, há um prazo determinado para a deliberação da Câmara Legislativa do

Distrito Federal. É o caso dos projetos para os quais o Governador pede urgência,

cuja deliberação deve ser tomada em 45 dias corridos (LODF, art. 73, § 1º). Para

deliberar nesse tempo, os prazos para parecer nas comissões são comuns e conco-

mitantes, não podendo ultrapassar a dois dias úteis, e os interstícios também são

reduzidos pela metade (RICLDF, arts. 90, I, e 161, parágrafo único).

Nos procedimentos especiais, há alguma regra específica de tramitação que os

difere do procedimento comum. É o caso, por exemplo, do projeto de resolução

para alteração ou reforma do Regimento Interno (RICLDF, art. 224), que exige au-

toria qualificada ou institucional, possui prazos diferentes para parecer e discussão

e depende do voto favorável da maioria absoluta dos Deputados Distritais para ser

aprovado, o que não se aplica aos demais projetos de resolução.

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As matérias sujeitas a procedimento especial são as do quadro seguinte:

Matéria do procedimento RICLDF


a) Representação por ato incompatível com o decoro parla- arts. 18, 50 e 153, § 3º, c/c
mentar Resolução n. 110/1996, art. 17
b) Licença para incorporação de Deputado Distrital às Forças
art. 21
Armadas
c) Licença para suspensão das imunidades parlamentares arts. 22 e 23
d) Deliberação sobre prisão em flagrante de Deputado Distrital
art. 26, I
por crime inafiançável
e) Deliberação sobre o veto arts. 208 e 209
f) Proposta de emenda à Lei Orgânica arts. 139, 210 e 211
g) Projetos com urgência governamental art. 212
h) Fixação do subsídio do Governador e outras autoridades art. 213
i) Prestação e tomada de contas do Governador arts. 214 e 215
j) Projetos de leis orçamentárias arts. 216 a 223
k) Projeto de resolução sobre alteração ou reforma do Regi-
art. 224
mento Interno
l) Indicação e escolha de autoridades arts. 227 e 228
m) Autorização para processo criminal contra o Governador e
art. 234
outras autoridades
n) Processo por crime de responsabilidade do Governador e
art. 235
outras autoridades
o) Proposições de iniciativa popular art. 236

Na Aula 10 do Regimento Interno, disponibilizada pelo Gran Cursos Online, há


o detalhamento de cada matéria sujeita a procedimento especial.

X – Fiscalização e Responsabilidade do Governador (RICLDF,


arts. 225 e 226; 234 e 235)

10.1 – Fiscalização

Além da atribuição de legislar, o Poder Legislativo também possui a atribuição


de fiscalizar, mediante controle externo, os atos e fatos da Administração Pública.

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Segundo Diógenes Gasparini (Direito Administrativo, p. 759), o “controle ad-

ministrativo, também chamado de autocontrole, é o exercício pelo Executivo e por

órgãos de administração do Legislativo e Judiciário sobre suas próprias atividades,

visando confirmá-las ou desfazê-las, conforme sejam, ou não, legais, convenien-

tes, oportunas e eficientes”.

De forma mais concisa, Lucas Rocha Furtado (Curso de Direito Administrativo,

p. 859) ensina que “por controle se deve entender a possibilidade de verificação e

correção de atos ou de atividades”.

Nesse sentido, a CF/1988 (art. 70), repetida na LODF (art. 77), criou duas es-

pécies de controle. O controle interno, a cargo de cada Poder, e o controle externo,

a cargo do Poder Legislativo.

O controle, seja ele interno ou externo, é decorrência da “fiscalização contábil,

financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Distrito Federal e das enti-

dades da administração direta, indireta e das fundações instituídas ou mantidas

pelo Poder Público, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de

subvenções e renúncia de receitas” (LODF, art. 77).

O controle externo é exercido pela Câmara Legislativa com o auxílio do Tribunal

de Contas do Distrito Federal. É para o TCDF que a LODF (art. 78) define um con-

junto detalhado de competências para o exercício do controle externo.

Para a Câmara Legislativa, as competências que decorrem do exercício do con-

trole externo são as seguintes:

1º) Sustação dos atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder

regulamentar (LODF, art. 60, VI).

O Governador tem a competência de regulamentar a lei para sua fiel execução.

Essa competência é privativa, e esse poder regulamentar não pode ir além daquilo

que a lei disciplinou, isto é, na regulamentação de uma lei, o chefe do Poder Exe-

cutivo tem de explicitar os comandos da lei, detalhando-os para sua execução e

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observância pelos diversos órgãos e entidades da Administração Pública e para a

população em geral. Se o Poder Executivo invade a reserva legal, ou seja, se regu-

lamenta a lei trazendo inovações nela não previstas ou com ela incompatíveis, pode

o Poder Legislativo sustar a parte do regulamento que extrapolou da competência

do Governador.

Nessa situação, o Poder Legislativo legitima-se para a defesa de suas próprias

atribuições constitucionais, impedindo que outro Poder legisle em seu lugar. O exer-

cício do poder regulamentar, dentro do que a lei reservou ao Governador, por sua

vez, não está sujeito ao controle do Poder Legislativo.

2º) Criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (LODF, art. 68, § 3º).

As CPIs também são instrumentos de fiscalização e controle do Poder Legisla-

tivo.

3º) Convocação de Secretários de Estado para prestar informações pessoal-

mente (LODF, art. 60, XIV).

4º) Julgamento das contas prestadas pelo Governador ou tomada das contas

quando não apresentadas no prazo de 60 dias corridos da abertura da sessão

legislativa (LODF, art. 60, XIII e XV).

5º) Aprovação prévia de nomes indicados para certos cargos, como Conselheiro

do TCDF, Procurador-Geral, presidente de instituição financeira oficial, etc.

6º) Aprovação prévia da alienação de terras públicas com área superior a 25

hectares ou, no caso de concessão de uso, área superior a 50 hectares (LODF, art.

60, XXVIII).

7º) Encaminhamento de pedidos de informação, por intermédio da Mesa Dire-

tora, aos Secretários de Estado (LODF, art. 60, XXXIII).

8º) Requisição ao TCDF de inspeções e auditorias de natureza contábil, finan-

ceira, orçamentária, operacional e patrimonial (LODF, art. 78, III).

9º) Sustação de contrato administrativo irregular (LODF, art. 78, § 1º).

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10º) Solicitação a autoridades governamentais de esclarecimentos sobre indí-

cios de despesas não autorizadas (LODF, art. 60, XXXIII).

Como bem lembra Hely Lopes Meireles, citando Caio Tácito (Direito Adminis-

trativo, p. 794), o controle do Legislativo sobre a Administração Pública, especial-

mente nos governos presidencialistas, é caracteristicamente de efeito indireto. Não

pode a Casa Legislativa anular atos administrativos ilegais, nem exercer sobre as

autoridades executivas poderes de hierarquia ou de tutela.

10.2 – Responsabilidade do Governador

O Chefe do Poder Executivo (Presidente da República, Governador e Prefeito),

seus auxiliares imediatos (Ministros de Estado e Secretários de Estado) e os mem-

bros do Poder Judiciário, dos Tribunais de Contas e do Ministério Público respondem

por crimes de responsabilidade.

No caso do Governador do Distrito Federal, a matéria está disciplinada na Lei

federal n. 1.079, de 10 de abril de 1950, que prevê como fatos típicos os atos que

atentem contra:

a) a existência da União:

b) o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos poderes cons-

titucionais dos Estados;

c) o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

d) a segurança interna do país;

e) a probidade na administração;

f) a lei orçamentária;

g) a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos;

h) o cumprimento das decisões judiciárias.

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O procedimento para apuração e julgamento dos crimes de responsabilidade,


porém, não é uma matéria com disciplinamentos claros, especialmente porque o
STF tem entendido como inconstitucionais todas as normas estaduais sobre crime
de responsabilidade, por a matéria ser de competência legislativa da União. Asso-
ciado a isso, deve-se lembrar que a Lei dos Crimes de Responsabilidade é de 1950,
elaborada na vigência da CF/1946.
Juntando, no entanto, as normas legais com as interpretações advindas da ju-
risprudência do STF, chega-se à conclusão de que há duas fases no julgamento do
Governador por crime de responsabilidade.
A primeira fase corre exclusivamente na Câmara Legislativa e serve para admi-
tir ou não a acusação; a segunda fase desenvolve-se perante um tribunal especial
misto, composto por cinco Deputados Distritais e cinco Desembargadores do Tribu-
nal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
Na primeira fase, a Câmara Legislativa tem atribuições parecidas com as da
Câmara dos Deputados nos casos de crime de responsabilidade do Presidente da
República; na segunda fase, o tribunal especial possui funções assemelhadas às do
Senado Federal. Nos termos da Lei federal n. 1.079/1950 (art. 80), adaptados para
a realidade do Distrito Federal, na primeira fase, a Câmara Legislativa do Distrito
Federal funcionaria como “tribunal de pronúncia”; e o tribunal especial, como “tri-
bunal de julgamento”.
A denúncia por crime de responsabilidade, segundo a LODF (art. 102), pode ser
apresentada por qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical.
No entanto, a Lei federal n. 1.079/1950 (art. 75) legitima apenas o cidadão.
Após a tramitação interna, a admissibilidade da denúncia por crime de respon-
sabilidade é votada em Plenário, de forma ostensiva e pelo processo nominal; a
manifestação da Câmara Legislativa é exteriorizada por decreto legislativo; e a
acusação é considerada admitida se obtiver o voto favorável de 2/3 da composição
da Câmara Legislativa (CF/1988, art. 86; LODF, art. 103; Lei federal n. 1.079/1950,

art. 78, § 2º).

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Admitida a acusação pela Câmara Legislativa, inicia-se a segunda fase, ou fase

de julgamento, cujo processo se dá no tribunal especial há pouco referido. Esse

tribunal especial é presidido pelo Presidente do TJDFT, assim como é presidida pelo

Presidente do STF a sessão do Senado Federal de julgamento dos crimes de res-

ponsabilidade do Presidente da República (CF/1988, art. 52, parágrafo único).

Nesse caso, o Presidente do TJDFT não é computado no número de Desembar-

gadores (Lei federal n. 1.079/1950, art. 78, § 1º).

A escolha dos Desembargadores é feita por sorteio (Lei federal n. 1.079/1950,

art. 78, § 3º). A escolha dos Deputados Distritais é feita pelo critério da propor-

cionalidade partidária, cabendo aos Líderes as indicações (CF/1989, art. 58, § 1º).

Após a escolha, os nomes dos Deputados Distritais são eleitos pelo Plenário (Lei

federal n. 1.079/1950, art. 78, § 3º).

Tomando por analogia a decisão proferida pelo STF6 no processo de impeach-

ment perante o Congresso Nacional, instaurado o tribunal especial, tem ele de fazer

a análise preliminar de recebimento ou não da denúncia por crime de responsabi-

lidade. A votação para isso é ostensiva e por maioria simples, presente a maioria

absoluta dos membros.

Recebida a denúncia por crime de responsabilidade, fica o Governador afastado

do cargo durante o processo de julgamento perante o Tribunal Especial. Esse afas-

tamento, porém, não pode ser superior a 180 dias corridos (LODF, art. 103, § 2º).

A condenação à perda do cargo depende do voto favorável de 2/3 dos membros

desse tribunal especial (Lei federal n. 1.079/1950, art. 78, § 2º), o que significa

que, pelo menos, sete membros terão de decretar a perda do cargo do Governador.

6
ADPF 378 MC/DF, julgada em 17/12/2015, Relator para o acórdão Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe
de 09/03/2016: “IV. 7. Item ”l” (equivalente à cautelar ”g”): concessão parcial para dar interpretação con-
forme a Constituição ao art. 24 da Lei n. 1.079/1950, a fim de declarar que, com o advento da CF/1988, o
recebimento da denúncia no processo de impeachment ocorre apenas após a decisão do Plenário do Senado
Federal, em votação nominal tomada por maioria simples e presente a maioria absoluta de seus membros.

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Condenado por crime de responsabilidade, o Governador fica inabilitado para o

exercício de qualquer função pública por até cinco anos, conforme determina a Lei

federal n. 1.079/1950 (art. 78).

A CF/1988 (art. 52, I, II e parágrafo único) ampliou esse prazo para oito anos,

nos casos de condenação imposta pelo Senado Federal ao Presidente da República,

Vice-Presidente, Ministro de Estado, Ministros do STF, membros do Conselho Na-

cional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, Procurador-Geral da

União e Advogado-Geral da União.

Para Governador e Vice-Governador de Estado ou do Distrito Federal ou Secre-

tários de Estado, a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública

continua sendo de até cinco anos (Lei federal n. 1.079/1950, art. 78), conforme

entendimento do STF.7

A Lei Complementar Federal n. 64, de 18 de maio de 1990 (art. 1º, I, c), po-

rém, ao estabelecer os casos de inelegibilidade, manda que o Governador e o Vi-

ce-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e o Vice-Prefeito, que

perderem seus cargos eletivos por crime de responsabilidade, fiquem inelegíveis

para as eleições que se realizarem durante o período remanescente dos respectivos

mandatos e para os oito anos subsequentes ao término do mandato para o qual

tenham sido eleitos.

7
ADI 1628/SC, julgada em 10/08/2006, Relator Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJ de 24/11/2006: “O dis-
posto no artigo 78 da Lei n. 1.079 permanece hígido – o prazo de inabilitação das autoridades estaduais não
foi alterado”.

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Julgue como regimentalmente corretas (C) ou erradas (E) as afirmações contidas

nas questões seguintes.

1. O número de Deputados Distritais é o triplo do número dos Deputados Federais

eleitos pelo Distrito Federal. (CF/1988, art. 32, c/c art. 27 e RICLDF, art. 1º)

2. A Câmara Legislativa do Distrito Federal é sempre representada por seu Presi-

dente. (RICLDF, art. 1º, parágrafo único)

3. Os Deputados Distritais, assim como os Deputados Federais, são eleitos pelo

sistema proporcional. (CF/1988, arts. 32, § 3º, e 45)

4. Diversamente das normas federais, a sessão legislativa ordinária da CLDF não

pode encerrar-se em 15 de dezembro, se não tiver sido aprovada a lei orçamentária

anual. (RICLDF, art. 4º, § 2º)

5. Sessão legislativa extraordinária é a que ocorre em dias e horários diferentes

das sessões realizadas às terças, quartas e quintas-feiras. (RICLDF, art. 4º)

6. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) A denominação Câmara Legislativa decorre da

fusão dos nomes atribuídos às casas legislativas dos municípios e dos estados-

membros da Federação, respectivamente.

7. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) As sessões legislativas ordinárias têm a du-

ração de nove meses e meio e são divididas em dois períodos, sendo o primeiro

iniciado em 1º de fevereiro e o segundo, em 1º de agosto.

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8. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) Na sessão legislativa extraordinária, a CLDF

somente delibera sobre a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

9. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) Legislatura é o período de quatro anos de ati-

vidades parlamentares e coincide com o do mandato parlamentar.

10. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – SECRETÁRIO/CLDF/2005) Na esfera da

União, o Poder Legislativo é bicameral, mas, na dos estados-membros e do DF, é,

necessariamente, unicameral.

11. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Os Deputados Dis-

tritais são julgados pelo TJDFT, em caso de crime comum, e pelo STJ, em caso de

crime de responsabilidade.

12. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) A declaração de bens

de cada Deputado Distrital deve ser publicada anualmente no Diário Oficial do DF.

13. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedada a prisão

em flagrante de Deputado Distrital, salvo pela prática de crime inafiançável.

14. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) O Deputado Distrital

pode ser processado criminalmente sem prévia licença da CLDF, mas o processo

pode ser sobrestado pelo voto da maioria dos Deputados Distritais.

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(CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – SOCIEDADE E MINORIAS/CLDF/2005) Consi-

derando que Gustavo seja membro da CLDF e exerça a função de Terceiro-Secre-

tário, julgue os próximos itens 15 e 16 .

15. Se Gustavo mudar de partido, ele perde seu cargo na Mesa Diretora, salvo se

o seu novo partido for do mesmo bloco parlamentar do anterior.

16. Gustavo pode ser preso, em flagrante delito, pela prática de crime de tortura.

Julgue os próximos itens considerando certas ou erradas as afirmações neles con-

tidas.

17. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedado que um

partido político integre simultaneamente dois blocos parlamentares.

18. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO – TÉCNICA LEGISLATIVA/CLDF/2012) O su-

plente de Deputado convocado em caráter de substituição não pode ser escolhido

para o cargo de suplente de Secretário.

19. (CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA/CLDF/2005)

A competência da CLDF para ingressar com ação direta de inconstitucionalidade,

com o advento da Emenda Constitucional n. 45/1995, passou a ser expressa.

20. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedado que o Cor-

regedor da CLDF seja também Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Hu-

manos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar.

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21. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – TIPO 16/CLDF/2005) As comissões temporá-

rias extinguem-se com o fim da legislatura.

22. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) As

comissões da CLDF serão permanentes ou temporárias, devendo ser constituídas

com finalidades especiais ou de representação. Além dos membros dessas comis-

sões, os Deputados que não as integrarem, mas participarem das suas discussões,

têm direito a voto.

23. (CESPE/ANALISTA DE SISTEMAS/CLDF/2005) Uma das mais importantes for-

mas de atuação do Poder Legislativo consiste nas comissões parlamentares de

inquérito, que se destinam a investigar possíveis atos ilícitos, os quais devem ser

determinados para se permitir a instauração válida da comissão. Essas comissões

devem funcionar por prazo certo e têm poderes de investigação semelhantes aos

das autoridades judiciárias, muito embora determinadas medidas somente possam

ser decretadas pelo Poder Judiciário, como é o caso da prisão preventiva.

24. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Seria inconstitucio-

nal Lei distrital que fixasse em 70 km/h a velocidade máxima permitida nas vias

urbanas do DF.

25. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Seria inconstitucio-

nal disposição da LODF que definisse que os Deputados Distritais seriam eleitos

pelo sistema majoritário.

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26. (CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA/CLDF/2005)

Um Deputado Distrital apresentou projeto de lei com o objetivo de converter uma

fundação pública do DF em agência reguladora, organizada na forma de autarquia

especial. Nessa situação, o referido projeto não deve ser admitido, pois compete

privativamente ao Governador do DF a iniciativa de leis acerca dessa matéria.

27. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – TIPO 14/CLDF/2005) A Comissão de Econo-

mia, Orçamento e Finanças emitiu parecer rejeitando projeto de lei em virtude de

inadequação orçamentária. Nessa situação, o parecer tem caráter terminativo e,

portanto, não é sujeito a recurso ao Plenário.

28. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO 6/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) Uma

comissão parlamentar de inquérito (CPI) pode determinar a condução coercitiva de

testemunha que for intimada e não comparecer.

29. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO 6/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) É

possível a criação de CPI para investigar negócios privados que não tenham relação

com a gestão da coisa pública.

Nos próximos itens, são simuladas questões fáticas com aplicação de alguma regra

regimental. Julgue a decisão como correta ou errada em face do Regimento Interno

da CLDF.

30. O Deputado X, presidente da Comissão de Assuntos Sociais, teve sua candida-

tura à recondução para o mesmo cargo indeferida pelo Presidente da CLDF, por ter

completado um biênio à frente da comissão. (RICLDF, art. 76)

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31. Precisando votar uma matéria urgente, o Presidente de uma dada comissão
permanente convidou o Deputado C, que passava pelo local da reunião, para com-
pletar o quorum, mesmo sabendo que esse Deputado era o seu Suplente na comis-
são. (RICLDF, art. 81, II e III)

32. O Presidente da sessão, durante a discussão de um projeto de lei de desafe-


tação de área pública, interrompeu o discurso do Deputado C, que resolveu falar
sobre a defasagem salarial dos servidores públicos. (RICLDF, art. 181, I)

33. O Presidente da sessão determinou a votação pelo processo simbólico para


votar o projeto de lei que criava a região administrativa P. Levantada a questão de
ordem pelo Deputado X, invocando nulidade da votação, ele a indeferiu, alegando
perda do objeto. (RICLDF, art. 193, I, c/c LODF, art. 13)

34. Após a votação em primeiro turno, uma proposta de emenda à Lei Orgânica
recebeu 15 votos favoráveis e um voto contrário. O Presidente considerou a propo-
sição rejeitada. (RICLDF, art. 210, § 8º)

35. Tendo-se comprometido com um certo setor a votar contra um projeto de lei de
iniciativa do Poder Executivo que aumentava alíquota de ISS, o Deputado C pediu ao
Presidente da CLDF que anulasse a votação em segundo turno, porque ele não estava
presente por causa do engarrafamento que enfrentou para chegar à sessão. O Presi-
dente da sessão indeferiu o pedido, pois a proposição fora aprovada. (RICLDF, art. 185)

36. Votado o texto original de um certo projeto de lei, ele foi rejeitado. O Presiden-
te chamou, em seguida, para discussão e votação o substitutivo a ele apresentado
por uma comissão de mérito. O Deputado X, em questão de ordem, alegou preju-
dicialidade do substitutivo. A questão de ordem foi indeferida pelo Presidente da
sessão. (RICLDF, art. 198, V)

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37. Flagrado em vídeo recebendo dinheiro de propina, um certo Governador foi de-

nunciado perante o Superior Tribunal de Justiça, que pediu autorização à Câmara

Legislativa para processá-lo criminalmente. Apreciado em Plenário, foram registra-

dos 15 votos favoráveis e 9 ausências. O Presidente da sessão considerou negada a

autorização. O Deputado X, em questão de ordem, alegou que a matéria não havia

sido votada por falta de quorum. O Presidente da sessão reconsiderou sua decisão e

determinou a reinclusão da matéria na ordem do dia. (LC n. 13/1996, art. 21, § 3º)

38. Durante o recesso parlamentar, numa operação da Polícia Federal, foi desco-

berto um esquema fraudulento de ocupação e grilagem de área pública, chefiado

por um certo Governador. O cidadão G, junto com outros colegas, apresentou de-

núncia na Câmara Legislativa contra o Governador por crime de responsabilidade.

O Deputado X, que não havia viajado, elaborou um requerimento de convocação

extraordinária da Câmara Legislativa para apreciar os atos do Governador e proto-

colou-o com a assinatura de mais oito Deputados que se encontravam no Distrito

Federal. (LODF, art. 67, II)

39. Ao visitar uma escola, o Deputado C constatou que havia várias infiltrações,

ferrugens e outros defeitos que exigiam uma reforma imediata. Chegando à Câma-

ra Legislativa, mandou preparar uma moção para solicitar ao Governador providên-

cias imediatas. (RICLDF, art. 143)

40. O Deputado X, em questão de ordem, suscitou dúvidas sobre a decisão do

Presidente da sessão de colocar em votação um certo projeto de lei, sem antes

apreciar o veto que havia chegado à Câmara Legislativa há 35 dias. O Presidente

indeferiu a questão, alegando que o prazo não estava vencido, porque os 30 dias

para apreciar o veto são em dias úteis, conforme regra do Regimento Interno. (RI-

CLDF, art. 209, c/c LODF, art. 74, § 5º)

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41. O Presidente da Câmara Legislativa recebeu uma decisão reservada do Tribu-

nal de Contas, que continha matéria afeta ao uso da verba indenizatória de alguns

Deputados Distritais. Tirou cópia e mandou entregar a cada Deputado Distrital para

que tomasse as providências necessárias à correção das falhas apontadas. (RICL-

DF, art. 128, § 9º)

42. O Governador mandou à Câmara Legislativa um projeto de reajuste remu-

neratório dos servidores de uma certa carreira. Durante a leitura, o Deputado X

informou ao Presidente que não havia, junto à proposição, o impacto orçamentá-

rio-financeiro exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Requereu, então, que o

Presidente devolvesse a proposição ao autor, nos termos regimentais. O Presidente

deferiu o requerimento. (RICLDF, art. 132, VI)

43. Diante de uma matéria complexa de Direito Tributário, compareceu à Câmara

Legislativa o Secretário de Estado da Fazenda na hora da sessão ordinária. O Pre-

sidente da sessão, de ofício, transformou a sessão em comissão geral, para poder

ouvir o Secretário sobre a matéria. (RICLDF, art. 125)

44. Querendo homenagear o aniversário de morte de um líder estudantil, o Depu-

tado X apresentou um requerimento de sessão solene com essa finalidade e, da

tribuna, pediu agilidade ao Presidente da sessão. Este, por sua vez, deferiu a reali-

zação da sessão solene, de ofício, na forma requerida. (RICLDF, art. 124)

45. Ao relatar um projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo na Comissão de

Constituição e Justiça, o Deputado X constatou alguns equívocos nas remissões a

dispositivos de outras leis. Para corrigir, apresentou emendas de redação. (RICLDF,

art. 63, I e § 2º, c/c art. 146, § 2º, III)

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46. Embora um projeto de lei com certa matéria houvesse sido rejeitado, o Gover-

nador resolveu reapresentá-lo na mesma sessão legislativa, pois a matéria era de

sua iniciativa privativa. Antes de distribuí-lo às comissões, o Presidente da Casa

pediu à maioria dos Deputados que subscrevessem a proposição junto com o Go-

vernador. (LC n. 13/1996, art. 13, parágrafo único)

47. O Líder de uma bancada com cinco Deputados subscreveu uma emenda de

segundo turno. O Presidente da sessão devolveu-a, sob a alegação de que estava

incompleto o número de subscritores. (RICLDF, art. 149, II)

48. Na Comissão de Constituição e Justiça, o relator apresentou uma emenda de

mérito sobre um projeto de lei com renúncia de receita. O Deputado X pediu des-

taque da emenda, alegando que a comissão não podia fazer emenda sobre matéria

de outra comissão. Na votação do destaque, a emenda foi aprovada. (RICLDF, art.

62, II)

49. Invocando motivo de interesse público, o Presidente da sessão anunciou que a

deliberação sobre a perda do mandato do Deputado C seria pelo escrutínio secreto.

Questionado pelo Deputado X que a votação secreta dependia do Plenário, manteve

sua decisão. (RICLDF, art. 195, c/c LODF, art. 56, parágrafo único)

50. Um determinado projeto de lei complementar, de iniciativa do Poder Executivo,

destinado a aumentar a contribuição previdenciária dos servidores públicos, rece-

beu doze votos contrários e doze votos favoráveis. Como o Presidente votou favo-

rável, concluiu que o projeto de lei complementar havia sido aprovado. (RICLDF,

art. 187, c/c LODF, art. 75)

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GABARITO

1. C 26. C

2. E 27. E

3. C 28. C

4. C 29. E

5. E 30. E

6. C 31. E

7. C 32. C

8. E 33. E

9. C 34. C

10. C 35. C

11. E 36. E

12. C 37. C

13. C 38. C

14. C 39. E

15. E 40. E

16. C 41. E

17. C 42. C

18. C 43. E

19. E 44. E

20. C 45. C

21. C 46. E

22. E 47. E

23. C 48. E

24. C 49. E

25. C 50. E

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GABARITO COMENTADO

1. O número de Deputados Distritais é o triplo do número dos Deputados Federais

eleitos pelo Distrito Federal. (CF/1988, art. 32, c/c art. 27 e RICLDF, art. 1º)

Certo.

A regra sobre a quantidade de Deputados Distritais é a mesma dos Deputados Es-

taduais e está assim prevista na CF/1988 (art. 32, c/c art. 27): “Art. 27. O número

de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da representação

do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será

acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze”.

2. A Câmara Legislativa do Distrito Federal é sempre representada por seu Presi-

dente. (RICLDF, art. 1º, parágrafo único)

Errado.

Institucionalmente, a CLDF é representada pelo seu Presidente. Judicialmente, po-

rém, é representada pela Procuradoria-Geral da própria CLDF, quando esta atua em

nome próprio, e pela Procuradoria-Geral do DF, quando a CLDF representa interes-

ses do Distrito Federal (RICLDF, art. 1º, parágrafo único).

3. Os Deputados Distritais, assim como os Deputados Federais, são eleitos pelo

sistema proporcional. (CF/1988, arts. 32, § 3º, e 45)

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Certo.

A regra está prevista na CF/1988 (art. 45, c/c art. 32, § 3º).

4. Diversamente das normas federais, a sessão legislativa ordinária da CLDF não

pode encerrar-se em 15 de dezembro, se não tiver sido aprovada a lei orçamentária

anual. (RICLDF, art. 4º, § 2º)

Certo.

A afirmação está em conformidade com o RICLDF (art. 4º, § 2º).

5. Sessão legislativa extraordinária é a que ocorre em dias e horários diferentes

das sessões realizadas às terças, quartas e quintas-feiras. (RICLDF, art. 4º)

Errado.

O conceito dessa questão é para sessão extraordinária, que não se confunde com

sessão legislativa extraordinária. Esta realiza-se durante os recessos parlamenta-

res (RICLDF, art. 4º c/c art. 120; LODF, art. 67).

6. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) A denominação Câmara Legislativa decorre da

fusão dos nomes atribuídos às casas legislativas dos municípios e dos estados-

membros da Federação, respectivamente.

Certo.

A expressão, de fato, contém o primeiro termo de Câmara Municipal e o segundo

termo de Assembleia Legislativa.

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7. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) As sessões legislativas ordinárias têm a du-

ração de nove meses e meio e são divididas em dois períodos, sendo o primeiro

iniciado em 1º de fevereiro e o segundo, em 1º de agosto.

Certo.

As sessões legislativas ordinárias duram de 1º de fevereiro a 30 de junho (1º perío-

do = 5 meses) e de 1º de agosto a 15 de dezembro (2º período = 4 meses e meio),

o que perfaz o tempo de 9 meses e meio por ano (RICLDF, art. 4º).

8. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) Na sessão legislativa extraordinária, a CLDF

somente delibera sobre a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

Errado.

Na verdade, não há como a CLDF deliberar sobre o projeto de lei de diretrizes

orçamentárias durante convocação extraordinária, pois esta só pode ocorrer nos

recessos parlamentares, e a CLDF não pode entrar de recesso enquanto não votar

essa matéria (RICLDF, art. 4º, § 2º).

9. (CESPE/ADVOGADO/CLDF/2005) Legislatura é o período de quatro anos de ati-

vidades parlamentares e coincide com o do mandato parlamentar.

Certo.

A afirmação está em conformidade com o RICLDF (art. 3º).

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10. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – SECRETÁRIO/CLDF/2005) Na esfera da

União, o Poder Legislativo é bicameral, mas, na dos estados-membros e do DF, é,

necessariamente, unicameral.

Certo.
Na União, o Congresso Nacional é composto pelo Senado Federal e pela Câmara
dos Deputados, ou seja, por duas “câmaras”. Daí bicameral. Nos Estados, o Poder
Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa; no DF, pela Câmara Legislativa.
Isso corresponde a apenas uma câmara. Daí unicameral.

11. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Os Deputados Dis-


tritais são julgados pelo TJDFT, em caso de crime comum, e pelo STJ, em caso de
crime de responsabilidade.

Errado.
Como regra geral, os Deputados são processados e julgados pelo TJDFT nos cri-
mes comuns. Não há previsão legal de crime de responsabilidade que tenha par-
lamentar como agente. Nos casos dos crimes dolosos contra a vida, os Deputados
Distritais são processados e julgados pelo Tribunal do Júri (STF, Súmula n. 721).
Nos casos de crimes eleitorais, pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (Lei federal n.
11.697/2008, art. 8º, I, b). Nos casos de crimes da competência da Justiça Federal,
os Deputados Distritais são processados e julgados pelo Tribunal Regional Federal
(v.g., STF: HC 91266/ES). Além disso, havendo conexão ou continência com crimes
cometidos com autoridades que tenham prerrogativa de foro no STF ou STJ, é nes-
sas instâncias que o Deputado Distrital é julgado criminalmente.

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12. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) A declaração de bens


de cada Deputado Distrital deve ser publicada anualmente no Diário Oficial do DF.

Certo.
A declaração de bens deve ser publicada no Diário da Câmara Legislativa e no Diá-
rio Oficial do Distrito Federal (RICLDF, art. 14).

13. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedada a prisão


em flagrante de Deputado Distrital, salvo pela prática de crime inafiançável.

Certo.
Essa prerrogativa decorre da CF/1988 (art. 32, § 3º) e está repetida na LODF (art.
61, § 2º) e no RICLDF (art. 12, § 2º).

14. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) O Deputado Distrital


pode ser processado criminalmente sem prévia licença da CLDF, mas o processo
pode ser sobrestado pelo voto da maioria dos Deputados Distritais.

Certo.
A Emenda Constitucional n. 35/2001 pôs fim à necessidade de autorização para
processar criminalmente Deputado Federal e Senador da República, o que também
se aplica automaticamente aos Deputados Distritais, por força do art. 32, § 3º, da
Constituição Federal. Essa matéria está repetida na LODF (art. 61, § 4º), mas não
no RICLDF, cujo art. 12, § 1º, se encontra derrogado tacitamente.

(CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – SOCIEDADE E MINORIAS/CLDF/2005) Consi-


derando que Gustavo seja membro da CLDF e exerça a função de Terceiro-Secre-
tário, julgue os próximos itens 15 e 16 .

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15. Se Gustavo mudar de partido, ele perde seu cargo na Mesa Diretora, salvo se
o seu novo partido for do mesmo bloco parlamentar do anterior.

Errado.
Não há essa regra regimental. Há, porém, regra em sentido contrário ao afirmado
na questão (RICLDF, art. 17).

16. Gustavo pode ser preso, em flagrante delito, pela prática de crime de tortura.

Certo.

Essa é uma questão melindrosa. O Deputado Distrital pode ser preso em flagrante

de crime inafiançável, e os crimes inafiançáveis são os previstos na CF/1988 (art.

5º, XLII, XLIII e XLIV): racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas

afins, terrorismo, crimes hediondos e ação de grupos armados contra a ordem

constitucional e o Estado Democrático.

Julgue os próximos itens considerando certas ou erradas as afirmações neles contidas.

17. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedado que um

partido político integre simultaneamente dois blocos parlamentares.

Certo.

A afirmação está amparada no RICLDF (art. 33, § 6º).

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18. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO – TÉCNICA LEGISLATIVA/CLDF/2012) O su-

plente de Deputado convocado em caráter de substituição não pode ser escolhido

para o cargo de suplente de Secretário.

Certo.

A afirmação está de acordo com o RICLDF (art. 30, § 3º).

19. (CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA/CLDF/2005)


A competência da CLDF para ingressar com ação direta de inconstitucionalidade,
com o advento da Emenda Constitucional n. 45/1995, passou a ser expressa.

Errado.
A competência para ingressar com ação direta de inconstitucionalidade é da Mesa
Diretora e não da Câmara Legislativa (CF/1988, art. 103, IV). Além disso, a EC
n. 45 é de 2004 e não de 1995. No mais, de fato, o texto original da Constituição
só tratava da Mesa Diretora de Assembleia Legislativa. Não era explícito quanto à
Mesa Diretora da Câmara Legislativa, nem quanto ao Governador do DF.

20. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) É vedado que o Cor-


regedor da CLDF seja também Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Hu-
manos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar.

Certo.
O RICLDF (art. 16-A) criou algumas regras anti-hegemônicas, com o intuito de
democratizar o exercício do Poder Legislativo. Nesse sentido, entre elas, está a ve-
dação de se acumularem os cargos de membros da Mesa Diretora, Presidente de
comissão permanente, corregedor e ouvidor.

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21. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – TIPO 16/CLDF/2005) As comissões temporá-


rias extinguem-se com o fim da legislatura.

Certo.
Pelo RICLDF (art. 54, II), as comissões temporárias extinguem-se: a) no término
da legislatura; b) atingimento de seus objetivos; c) fim do prazo de sua duração; e

d) não instalação no prazo de 10 dias úteis de sua constituição.

22. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) As


comissões da CLDF serão permanentes ou temporárias, devendo ser constituídas
com finalidades especiais ou de representação. Além dos membros dessas comis-
sões, os Deputados que não as integrarem, mas participarem das suas discussões,
têm direito a voto.

Errado.
Nas comissões, sejam elas permanentes ou temporárias, todo Deputado Distrital
tem direito a voz, mas não a voto. Só votam nas comissões os seus membros (RI-
CLDF, art. 95, IX, c/c art. 81).

23. (CESPE/ANALISTA DE SISTEMAS/CLDF/2005) Uma das mais importantes for-


mas de atuação do Poder Legislativo consiste nas comissões parlamentares de
inquérito, que se destinam a investigar possíveis atos ilícitos, os quais devem ser
determinados para se permitir a instauração válida da comissão. Essas comissões
devem funcionar por prazo certo e têm poderes de investigação semelhantes aos
das autoridades judiciárias, muito embora determinadas medidas somente possam
ser decretadas pelo Poder Judiciário, como é o caso da prisão preventiva.

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Certo.
Embora as CPIs tenham poderes de investigação próprios das autoridades judiciais
(RICLDF, art. 72; LODF, art. 68, § 3º; CF/1988, art. 58, § 3º), o STF8 vem afirman-
do que existem alguns poderes próprios das autoridades judiciais que não podem
ser usados pelas CPIs, como é o caso de: a) busca domiciliar; b) decretação de
prisão, salvo em flagrante; c) interceptação telefônica; e d) decretação da indispo-
nibilidade dos bens.

24. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Seria inconstitucio-

nal Lei distrital que fixasse em 70 km/h a velocidade máxima permitida nas vias

urbanas do DF.

Certo.

Matéria de trânsito é competência legislativa privativa da União (CF/1988, art. 22,

XI). É competência da CCJ reconhecer essa inconstitucionalidade (RICLDF, art. 63, I).

25. (CESPE/INSPETOR DE POLÍCIA LEGISLATIVA/CLDF/2005) Seria inconstitucio-

nal disposição da LODF que definisse que os Deputados Distritais seriam eleitos

pelo sistema majoritário.

Certo.

Matéria de direito eleitoral é competência legislativa privativa da União (CF/1988,

art. 22, I). É competência da CCJ reconhecer essa inconstitucionalidade (RICLDF,

art. 63, I).

8
MS 24817/DF, julgado em 03/02/2005, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe, de 06/11/2009.

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26. (CESPE/CONSULTOR LEGISLATIVO – CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA/CLDF/2005)

Um Deputado Distrital apresentou projeto de lei com o objetivo de converter uma

fundação pública do DF em agência reguladora, organizada na forma de autarquia

especial. Nessa situação, o referido projeto não deve ser admitido, pois compete

privativamente ao Governador do DF a iniciativa de leis acerca dessa matéria.

Certo.

Leis sobre a organização administrativa do Poder Executivo só podem ser de inicia-

tiva do Governador (LODF, art. 71, § 1º, IV).

27. (CESPE/TÉCNICO LEGISLATIVO – TIPO 14/CLDF/2005) A Comissão de Econo-

mia, Orçamento e Finanças emitiu parecer rejeitando projeto de lei em virtude de

inadequação orçamentária. Nessa situação, o parecer tem caráter terminativo e,

portanto, não é sujeito a recurso ao Plenário.

Errado.

Parecer da CEOF que conclui pela inadequação orçamentária e financeira de uma

proposição, de fato, é terminativo, isto é, põe fim à tramitação na própria comis-

são. No entanto, esse parecer está sujeito a recurso subscrito por 1/8 dos Deputa-

dos Distritais no prazo de 5 dias úteis (RICLDF, art. 64, § 2º).

28. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO 6/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) Uma

comissão parlamentar de inquérito (CPI) pode determinar a condução coercitiva de

testemunha que for intimada e não comparecer.

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Certo.

A condução coercitiva também é um dos poderes judiciais que cabem às CPIs, con-

forme jurisprudência do STF (HC 71261/RJ, julgado em 11/05/1994, Relator Min.

Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ, de 24/06/1994).

29. (CESPE/ANALISTA LEGISLATIVO 6/AL-CE/2011 – ADAPTAÇÃO AO RICLDF) É

possível a criação de CPI para investigar negócios privados que não tenham relação

com a gestão da coisa pública.

Errado.
A investigação de negócios privados não pode ser feita por CPI, pois a CF/1988
(art. 1º, IV) tem como fundamento a livre iniciativa. No entanto, se o negócio pri-
vado se utilizar de meios ilícitos, como trabalho análogo ao de escravo, prostituição
infantil, lavagem de dinheiro, grilagem de terras, etc., isso pode ser objeto de in-
vestigação de CPI.

Nos próximos itens, são simuladas questões fáticas com aplicação de alguma regra
regimental. Julgue a decisão como correta ou errada em face do Regimento Interno
da CLDF.

30. O Deputado X, presidente da Comissão de Assuntos Sociais, teve sua candida-


tura à recondução para o mesmo cargo indeferida pelo Presidente da CLDF, por ter
completado um biênio à frente da comissão. (RICLDF, art. 76)

Errado.
Não há limite para que um Deputado Distrital seja eleito presidente de comissão

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permanente. O mandato é de um ano, permitida a recondução (RICLDF, art. 76).

31. Precisando votar uma matéria urgente, o Presidente de uma dada comissão
permanente convidou o Deputado C, que passava pelo local da reunião, para com-
pletar o quorum, mesmo sabendo que esse Deputado era o seu Suplente na comis-
são. (RICLDF, art. 81, II e III)

Errado.
Em razão do princípio da proporcionalidade partidária, o suplente de Deputado
numa comissão tem de ser sempre do mesmo partido ou bloco parlamentar do
titular (RICLDF, art. 81). Por isso, o suplente só pode substituir o Deputado a que
ele está vinculado.

32. O Presidente da sessão, durante a discussão de um projeto de lei de desafe-


tação de área pública, interrompeu o discurso do Deputado C, que resolveu falar
sobre a defasagem salarial dos servidores públicos. (RICLDF, art. 181, I)

Certo.
Ao debater a matéria que está em discussão, o Deputado Distrital não pode tratar
de temas diversos (RICLDF, art. 181, I, c/c art. 42, I, i, 1).

33. O Presidente da sessão determinou a votação pelo processo simbólico para


votar o projeto de lei que criava a região administrativa P. Levantada a questão de
ordem pelo Deputado X, invocando nulidade da votação, ele a indeferiu, alegando
perda do objeto. (RICLDF, art. 193, I, c/c LODF, art. 13)

Errado.

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Região administrativa, para ser criada, depende do voto favorável da maioria ab-
soluta dos Deputados Distritais (LODF, art. 13). Esse quorum para aprovação exige
votação nominal (RICLDF, art. 193, I).

34. Após a votação em primeiro turno, uma proposta de emenda à Lei Orgânica
recebeu 15 votos favoráveis e um voto contrário. O Presidente considerou a propo-
sição rejeitada. (RICLDF, art. 210, § 8º)

Certo.
A proposta de emenda à Lei Orgânica, para ser aprovada, precisa do voto favorável
de 2/3 dos Deputados Distritais, o que corresponde a dezesseis. Como havia quorum
para deliberar (16 Deputados) e a proposição só obteve 15 votos favoráveis, ela,
de fato, foi rejeitada (LODF, art. 210, § 8º).

35. Tendo-se comprometido com um certo setor a votar contra um projeto de lei de

iniciativa do Poder Executivo que aumentava alíquota de ISS, o Deputado C pediu

ao Presidente da CLDF que anulasse a votação em segundo turno, porque ele não

estava presente por causa do engarrafamento que enfrentou para chegar à sessão.

O Presidente da sessão indeferiu o pedido, pois a proposição fora aprovada. (RICL-

DF, art. 185)

Certo.

Independentemente do motivo alegado, não se anula votação regularmente rea-

lizada em razão de ausência de Deputado. As votações dependem, em regra, da

presença da maioria absoluta dos Deputados Distritais, o que corresponde a treze

(RICLDF, art. 185).

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36. Votado o texto original de um certo projeto de lei, ele foi rejeitado. O Presiden-

te chamou, em seguida, para discussão e votação o substitutivo a ele apresentado

por uma comissão de mérito. O Deputado X, em questão de ordem, alegou preju-

dicialidade do substitutivo. A questão de ordem foi indeferida pelo Presidente da

sessão. (RICLDF, art. 198, V)

Errado.

Em regra, primeiro vota-se o substitutivo e, caso ele seja rejeitado, vota-se em

seguida o texto original. Embora seja possível a votação primeiramente do texto

original, os efeitos são diversos. Rejeitado o texto original, ficam prejudicadas as

emendas, os destaques e o substitutivo apresentados (RICLDF, art. 198, VII).

37. Flagrado em vídeo recebendo dinheiro de propina, um certo Governador foi de-

nunciado perante o Superior Tribunal de Justiça, que pediu autorização à Câmara

Legislativa para processá-lo criminalmente. Apreciado em Plenário, foram registra-

dos 15 votos favoráveis e 9 ausências. O Presidente da sessão considerou negada a

autorização. O Deputado X, em questão de ordem, alegou que a matéria não havia

sido votada por falta de quorum. O Presidente da sessão reconsiderou sua decisão e

determinou a reinclusão da matéria na ordem do dia. (LC n. 13/1996, art. 21, § 3º)

Certo.

A autorização para processar criminalmente o Governador depende do voto favorá-

vel de 2/3 dos Deputados Distritais (maioria qualificada). Para que haja deliberação

sobre a matéria, também é necessária a presença mínima dessa maioria qualifi-

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cada (LC n. 13/1996, art. 21, § 3º). Como só 15 Deputados votaram, de fato não

houve deliberação.

 Obs.: O STF, em sessão de 9/8/2017, decidiu o seguinte: “É vedado às unidades

federativas instituírem normas que condicionem a instauração de ação penal

contra o Governador, por crime comum, à prévia autorização da casa legis-

lativa, cabendo ao Superior Tribunal de Justiça dispor, fundamentadamente,

sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do

cargo.” (ADI 4362/DF, julgada em 9/8/2017, Relator Min. Dias Toffoli, Rela-

tor para o Acórdão Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 6/2/2018).

38. Durante o recesso parlamentar, numa operação da Polícia Federal, foi desco-

berto um esquema fraudulento de ocupação e grilagem de área pública, chefiado

por um certo Governador. O cidadão G, junto com outros colegas, apresentou de-

núncia na Câmara Legislativa contra o Governador por crime de responsabilidade.

O Deputado X, que não havia viajado, elaborou um requerimento de convocação

extraordinária da Câmara Legislativa para apreciar os atos do Governador e proto-

colou-o com a assinatura de mais oito Deputados que se encontravam no Distrito

Federal. (LODF, art. 67, II)

Certo.

Durante o recesso parlamentar, podem ocorrer as chamadas sessões legislativas

extraordinárias. E 1/3 dos Deputados Distritais (8 dos 24) pode convocar extraordi-

nariamente a CLDF nos casos de ato do Governador que importe crime de respon-

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sabilidade (LODF, art. 67, II).

39. Ao visitar uma escola, o Deputado C constatou que havia várias infiltrações,

ferrugens e outros defeitos que exigiam uma reforma imediata. Chegando à Câma-

ra Legislativa, mandou preparar uma moção para solicitar ao Governador providên-

cias imediatas. (RICLDF, art. 143)

Errado.

A proposição adequada seria a indicação e não a moção (RICLDF, arts. 143 e 144).

40. O Deputado X, em questão de ordem, suscitou dúvidas sobre a decisão do

Presidente da sessão de colocar em votação um certo projeto de lei, sem antes

apreciar o veto que havia chegado à Câmara Legislativa há 35 dias. O Presidente

indeferiu a questão, alegando que o prazo não estava vencido, porque os 30 dias

para apreciar o veto são em dias úteis, conforme regra do Regimento Interno. (RI-

CLDF, art. 209, c/c LODF, art. 74, § 5º)

Errado.

Embora os prazos do RICLDF (art. 251) sejam em dias úteis, esse prazo, por tam-

bém estar previsto na LODF (art. 74, § 5º), é em dias corridos.

41. O Presidente da Câmara Legislativa recebeu uma decisão reservada do Tribu-

nal de Contas, que continha matéria afeta ao uso da verba indenizatória de alguns

Deputados Distritais. Tirou cópia e mandou entregar a cada Deputado Distrital para

que tomasse as providências necessárias à correção das falhas apontadas. (RICL-

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DF, art. 128, § 9º)

Errado.

Documentos protegidos por sigilo não podem ser copiados (RICLDF, art. 128, § 9º).

42. O Governador mandou à Câmara Legislativa um projeto de reajuste remu-

neratório dos servidores de uma certa carreira. Durante a leitura, o Deputado X

informou ao Presidente que não havia, junto à proposição, o impacto orçamentá-

rio-financeiro exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Requereu, então, que o

Presidente devolvesse a proposição ao autor, nos termos regimentais. O Presidente

deferiu o requerimento. (RICLDF, art. 132, VI)

Certo.

O RICLDF (art. 132, VI) exige que a proposição esteja acompanhada dos documen-

tos previstos em lei para ser recebida. Se a exigência não é atendida, é atribuição

do Presidente devolver a proposição ao autor. O impacto orçamentário-financeiro

de proposta de aumento salarial de servidor é um dos documentos exigidos pela

LRF (art. 16, I).

43. Diante de uma matéria complexa de Direito Tributário, compareceu à Câmara

Legislativa o Secretário de Estado da Fazenda na hora da sessão ordinária. O Pre-

sidente da sessão, de ofício, transformou a sessão em comissão geral, para poder

ouvir o Secretário sobre a matéria. (RICLDF, art. 125)

Errado.

Apenas o Plenário pode transformar a sessão ordinária em comissão geral (RICLDF,

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art. 125).

44. Querendo homenagear o aniversário de morte de um líder estudantil, o Depu-

tado X apresentou um requerimento de sessão solene com essa finalidade e, da

tribuna, pediu agilidade ao Presidente da sessão. Este, por sua vez, deferiu a reali-

zação da sessão solene, de ofício, na forma requerida. (RICLDF, art. 124)

Errado.

A realização de sessão solene depende de decisão do Plenário ou da Mesa Diretora

(RICLDF, art. 124). O Presidente da CLDF não tem essa competência.

45. Ao relatar um projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo na Comissão de

Constituição e Justiça, o Deputado X constatou alguns equívocos nas remissões a

dispositivos de outras leis. Para corrigir, apresentou emendas de redação. (RICLDF,

art. 63, I e § 2º, c/c art. 146, § 2º, III)

Certo.

A emenda de redação é a proposição legislativa adequada para corrigir falhas na

elaboração dos textos legislativos (RICLDF, art. 146, § 2º, III).

46. Embora um projeto de lei com certa matéria houvesse sido rejeitado, o Gover-
nador resolveu reapresentá-lo na mesma sessão legislativa, pois a matéria era de
sua iniciativa privativa. Antes de distribuí-lo às comissões, o Presidente da Casa
pediu à maioria dos Deputados que subscrevessem a proposição junto com o Go-
vernador. (LC n. 13/1996, art. 13, parágrafo único)

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Errado.
O Governador pode reapresentar projeto de lei com matéria já rejeitada na mesma
sessão legislativa. No entanto, a tramitação depende de anuência da maioria abso-
luta do Plenário (LC n. 13/1996, art. 13, parágrafo único).

47. O Líder de uma bancada com cinco Deputados subscreveu uma emenda de
segundo turno. O Presidente da sessão devolveu-a, sob a alegação de que estava
incompleto o número de subscritores. (RICLDF, art. 149, II)

Errado.
As emendas de segundo turno dependem de autoria qualificada, materializada pela
assinatura de 1/6 dos Deputados Distritais ou de Líderes que representam esse nú-
mero (RICLDF, art. 149, II).

48. Na Comissão de Constituição e Justiça, o relator apresentou uma emenda de mé-


rito sobre um projeto de lei com renúncia de receita. O Deputado X pediu destaque
da emenda, alegando que a comissão não podia fazer emenda sobre matéria de outra
comissão. Na votação do destaque, a emenda foi aprovada. (RICLDF, art. 62, II)

Errado.
As comissões não podem tratar de matéria estranha à sua competência (RICLDF,
art. 62, II).

49. Invocando motivo de interesse público, o Presidente da sessão anunciou que a

deliberação sobre a perda do mandato do Deputado C seria pelo escrutínio secreto.

Questionado pelo Deputado X que a votação secreta dependia do Plenário, manteve

sua decisão. (RICLDF, art. 195, c/c LODF, art. 56, parágrafo único)

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Errado.

A realização de votação secreta depende de requerimento de partido político repre-

sentado na CLDF (art. 56, parágrafo único).

50. Um determinado projeto de lei complementar, de iniciativa do Poder Executivo,

destinado a aumentar a contribuição previdenciária dos servidores públicos, rece-

beu doze votos contrários e doze votos favoráveis. Como o Presidente votou favo-

rável, concluiu que o projeto de lei complementar havia sido aprovado. (RICLDF,

art. 187, c/c LODF, art. 75)

Errado.

A aprovação de projeto de lei complementar depende do voto favorável da maioria

absoluta dos Deputados Distritais (RICLDF, art. 75). Embora o Presidente da CLDF

tenha a prerrogativa de desempatar votações, isso não se aplica aos casos em que

a votação exige maioria absoluta, pois o empate não é possível, uma vez que, na

votação, é necessário o voto favorável de 13 Deputados Distritais.

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Bibliografia

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Sites Consultados

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www.camara.gov.br (Câmara dos Deputados).

www.cl.df.gov.br (Câmara Legislativa do Distrito Federal).

novosite.fepese.org.br (Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos).

www.fumarc.com.br (Fundação Mariana Resende Costa).

www.iuslusitaniae.fcsh.unl.pt (Departamento de História da Universidade Nova de

Lisboa, Portugal).

www.concursosfcc.com.br/ (Fundação Carlos Chagas).

fgvprojetos.fgv.br/concursos (Fundação Getúlio Vargas).

www.ueg.br (Universidade Estadual de Goiás).

www.ufg.br (Universidade Federal de Goiás).

www.isaebrasil.com.br (ISAE – Instituto Superior de Administração e Economia).

www.pciconcursos.com.br (site com provas de vários concursos públicos).

www.planalto.gov.br (Presidência da República).

www.senado.gov.br (Senado Federal).

www.stf.jus.br (Supremo Tribunal Federal).

www.tjdt.jus.br (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).

www.tre-df.jus.br (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal).

www.tre-rr.jus.br (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima).

www.tse.jus.br (Tribunal Superior Eleitoral).

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