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Angela Corrêa da Silva

Nelson Bacic Olic

Ruy Lozano

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E
Contextos e redes

Componente curricular: GEOGRAFIA

MANUAL DO

PROFESSOR

3/29/16 2:17 PM
Angela Co r rê a da S i lva

M e st re em Educação ( á re a de co n c e nt ra ç ã o : Ensino Superior)

pela Po nt i f í c i a U n i ve r s i d a d e C ató l i c a de Campinas. P rofe s s o ra de

G e o g raf i a e Geopolítica no Ensino Médio e em cursos p ré - ve st i b u l a re s .

P rofe s s o ra de Te m a s C o nt e m p o râ n e o s , no Ensino S u p e r i o r.

Nelson Bacic Olic

B a c h a re l e licenciado em G e o g raf i a pela U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

P rofe s s o r nos Ensinos F u n d a m e nt a l e Médio e em cursos p ré - u n i ve r s i t á r i o s .

A u to r de l i v ro s p a ra d i d át i co s . E d i to r do b o l et i m Mundo — G e o g raf i a e Po l í t i c a I nt e r n a c i o n a l .

P rofe s s o r co nv i d a d o da U n i ve r s i d a d e Aberta à M at u r i d a d e — P U C - S P.

Ru y Loz a n o

B a c h a re l e licenciado em Ciências Sociais pela U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

P rofe s s o r no Ensino Médio.

Geograf ia

Contextos e redes

1
Ensino Médio

Cmpnnt cucul: geografia

MANUAL DO PROFESSOR

2 edição

São Paulo, 2016

frontis Vereda PNLD GEO contexto e redes 1 a 3 LP.indd 1 4/1/16 10:54 AM


Coordenação editorial: Fernando Carlo Vedovate

Edição de texto: Andrea de Marco, Magna Reimberg Theobaldo,

Maria Carolina Aguilera Maccagnini, Silvia Ricardo

Assistência editorial: André dos Santos Araújo, Cristina Astol, Ligia Cosmo Cantarelli,

Samir Thomaz

Gerência de design e produção gráca: Sandra Botelho de Car valho Homma

Coordenação de produção: Everson de Paula

Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.)

Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite

Projeto gráco: Mariza de Souza Porto, Adriano Moreno Barbosa

Capa: Douglas Rodrigues José

Foto: Efeitos especiais luminosos no interior do túnel Bund Sightseeing ,

sob o rio Huangpu, em Xangai (China, 2006).

© Keren Su/Corbis/Latinstock

Coordenação de arte: Wilson Gazzoni Agostinho

Edição de arte: Enriqueta Monica Meyer

Editoração eletrônica: Essencial design, MRS Editorial

Edição de infograa: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Otávio Cohen

Coordenação de revisão: Adriana Bairrada

Revisão: Cecília Setsuko Oku, Denise Ceron, Rit a de Cássia Sam

Coordenação de pesquisa iconográca: Luciano Baneza Gabarron

Pesquisa iconográca: Camila Soufer, Junior Rozzo

Coordenação de bureau Américo Jesus

Tratamento de imagens: Denise Feitoza Maciel, Marina M. Buzzinaro, Rubens M. Rodrigues

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Fabio N. Precendo,

Hélio P. de Souza Filho, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa

Coordenação de produção industrial: Viviane Pavani

Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Silva, Angela Corrêa da

Geograa : contextos e redes / Angela Corrêa

da Silva, Nelson Bacic Olic, Ruy Lozano. —

2. ed. — São Paulo : Moderna, 2016.

“Componente curricular: Geograa”


.

Obra em 3 v.

Bibliograa.

1. Geograa (Ensino médio) I. Olic, Nelson

Bacic. II. Lozano, Ruy. III. Título.

16-01818 CDD-910.712

Índice para catálogo sistemático:

1. Geograa : Ensino médio 910.712

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Todos os direitos reser vados.

EDITORA MODERNA LTDA.

Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho

São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904

Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510

Fax (0_ _11) 2790-1501

www.moderna.com.br

2016

Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 2 5/5/16 3:53 PM


Apresentação

Caro aluno,

Durante os anos da educação básica, você aprendeu a conviver com a sociedade e o espa-

ço. Percebeu injustiças, constatou diferenças, desenvolveu ideias e imaginou um mundo novo.

Muito mais do que somente propor pensar o espaço, o estudo da Geografia oferece

instrumentos e práticas sociais que nos auxiliam a decifrar a sociedade tomando por base

sua dimensão espacial. Nosso olhar torna-se mais rico, capaz de enxergar elementos des-

sa realidade que antes podiam passar despercebidos. Injustiças têm causas, diferenças se

explicam, ideias se fundamentam, um mundo novo se concebe.

Além de estimular a compreensão do mundo ao nosso redor, a Geografia nos incentiva à

participação. A construção do conhecimento nessa disciplina ajuda-nos a analisar o impacto

produzido pelo ser humano no meio ambiente, a compreender a elaboração do espaço

geográfico pela sociedade e a distinguir as interações de sistemas econômicos e políticos.

Essas habilidades nos capacitam a atuar na sociedade, para que exerçamos de forma plena

a cidadania. Injustiças precisam ser combatidas, diferenças precisam ser respeitadas, ideias

precisam ser geradas, para que um mundo novo possa surgir.

Apresentamos este livro como uma ferramenta para a construção do seu olhar, um

instrumento para a elaboração de seu conhecimento e um impulso para atitudes de parti-

cipação social.

Os autores

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 3 4/1/16 11:01 AM


Organização do livro

O conteúdo desta obra é dividido em dez capítulos.

Veja, a seguir, a organização interna do livro.

...........................
........ ............
........ ...............
O
L

L e itura comple me ntar


U

Pont o de par t ida


T
Í
P
A

A imag em apresenta uma plataforma


C

O que são terras indígenas?


de exploração de petróleo da Rússia,

10 instalada em plena reg ião do Ártico.

[...] A Constituição de 1988 consagrou o princípio de que os índios são os

Relacione a exploração de recursos

primeiros e naturais senhores da terra. Esta é a fonte primária de seu direito, que

energ éticos nessa reg ião ao problema

é anterior a qualquer outro. Consequentemente, o direito dos índios a uma terra

do aquecimento global.

determinada independe de reconhecimento formal.

A definição de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios encontra-se no

parágrafo primeiro do artigo 231 da Constituição Federal: são aquelas ‘por eles

habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas,

as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu


PFA/ITSOVON

bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seu usos,


“Se consid erando a escala geológica de A exploração intensiva dos re-

costumes e tradições’.

tempo, o tempo p ro f u n d o , a n a t u re z a do cursos nat urais do planeta por ati-


AIR/VEHCINAD

No artigo 20 está estabelecido que essas terras são bens da União, sendo re-

planeta não es tá sob risco, o que dizer, por vidad es econômicas gera dan os

conhecidos aos índios a posse permanente e o usufruto exclusivo das riquezas do

outro lado, dos riscos a que es tá submetida a ambientais como poluição, redução
solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
IEXELA

civilização humana?” da camada de ozônio e d es truição Não obstante, também por força da Constituição, o Poder Público está obri-

gado a promover tal reconhecimento. Sempre que uma comunidade indígena


d e importantes formações flores tais.
VIANNA, Sergio Besserman. Em: GIDDENS, Anthony.

ocupar determinada área nos moldes do artigo 231, o Estado terá que delimitá-la

política da mudança climática


. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. p. 11.
Nes te capít ulo, analisaremos essas

e realizar a demarcação física dos seus limites. A própria Constituição estabeleceu

ques tões e o d ebate político em


um prazo para a demar cação de todas as Terras Indígenas (TIs): 5 de outubr o de

1993. Contudo, isso não ocorreu, e as TIs no Brasil encontram-se em diferentes


torn o d elas, bem como pro pos tas

situações jurídicas.
Os indígenas
para a superação dos problemas re-

Grande parte das Terras Indígenas no Brasil sofre invasões de mineradores, da etnia Waurá

lacionados ao meio ambiente.

pescadores, caçadores, madeireiras e posseiros. Outras são cortadas por estradas, ha bitam o Parque

Nacional do Xingu
ferrovias, linhas de transmissão ou têm porções inundadas por usinas hidrelétricas.

(MT), território
Frequentemente, os índios colhem resultados perversos do que acontece mesmo

d emarcado e
fora de suas terras, nas regiões que as cercam: poluição de rios por agrotóxicos,

reconhecido pelo

desmatamentos etc. [...]

I
RASLUP/SERAOS
INSTITUTO Socioambiental. Disponível em: <http://pib.socioambiental.org/pt/c/terras-indigenas/

rasileiro em 1961.

introducao/o-que-sao-terras-indigenas>. Acesso em: fev. 2016.

(Foto de 20 13.)

Ques o
Responda no caderno.

OTANER
Relacione a preservação da cult a indígena à noção de território.

Neste capítulo, você vai aprender a:

A nalisar propos ta s ambientais apresentada s em

diferentes conferência s mundiais.

Compreender o conceito de desenvolvimento

sus tent ável .

Reconhecer os a spec tos f ísicos e humanos

respons áveis pela intensif icação do e feito es tu fa e

sua inf luência na atmos fera ter r e s tre.

A nalisar criticamente protocolos que envolvem

ques tões relativa s ao aquecimento global.

Compreender a impor t ância do ozônio e a s ações

e f e tiva s para conter o comprome timento de sua

camada na atmos fera .

Identif icar a s pr incipais ameaça s à

biodiversidade , especialmente a s relacionada s à s

f lores ta s tropicais.

234 235

Abertura de capítulo Leitura complementar

Possibilita o levantamento de conhecimentos A seção apresenta textos

prévios e a geração de situação favorável ao estudo. de diferentes autores sobre

Explicita as expectativas de aprendizagem que temas tratados no capítulo.

devem ser alcançadas ao final do capítulo. As questões exigem tanto a

compreensão do texto como

a reflexão e a construção de

relações com os conteúdos

que estão sendo trabalhados

naquele momento.

Você no mundo Atividade em dupla — Es tudo dirigido

Registre as respostas em seu caderno.

Novas perspect ivas O Monte Pelée

Com o auxílio do professor, reúna-se com um colega e, após a leitura atenta

Piroclás tico
Fóssil de mulher de 12 mil anos prova
Beríngia do texto, façam o que se pede.

Qualidad e dos
descendência de siberianos na América
Porção d e terra
Em 8 de maio de 1902, a pressão acumulada no interior do Monte Pelée durante
sedimentos que

que ligou o
Enterrado em uma caverna alagada no México entre tigres dentes-de-sabre, um ano terminou voando pelo ares ao desprender-se um tampão de lava solidi-

resultam de
Alasca e a Sibéria,

pumas e linces, um esqueleto humano está ajudando os cientistas a entender quem ficada da garganta do vulcão. A densa nuvem piroclástica , formada por cinzas
atividad es
na localização

foram os primeiros homens americanos. O esqueleto, descoberto por mergulha-


e gases a temperaturas elevadíssimas, incinerou em menos de três minutos os
vulcânicas
at ual mente

dores, é de uma mulher de 15 ou 16 anos que provavelmente caiu em uma fenda


29 mil habitantes da cidade de Saint Pierre [Martinica]. Os que tiveram a sorte de
explosivas.
d en ominada

no solo, pelo menos 12 mil anos atrás.


fugir a tempo em embarcações e salvarem-se da catástrofe documentaram esse
es treito d e

Conhecer os ancestrais das primeiras pessoas que povoaram as Américas é um breve, porém mortífero, episódio.
Bering.

desafio para a Ciência. Segundo aspectos genéticos, os primeiros nativos ameri-


A erupção praticamente simultânea do La Soufrière, em 6 de maio de 1902, na No século XIX, a Revolução Indus trial

Midiateca
canos parecem descender de siberianos que migraram para o sul da Beríngia
ilha próxima de São Vicente, teve como saldo de vítimas ‘somente’ 1.600. Apesar de
alas trou-se pela Euro pa e pelos Es tados

em algum momento entre 26 mil e 18 mil anos atrás, e depois se espalharam pelo
os dois vulcões terem entrado em erupção com a mesma potência, a diferença do
Unidos. Eram necessários cada vez mais
V íd eo
sul do continente. O grande mistério, no entanto, é o fato de as feições faciais dos

número de vítimas mortais é atribuída basicamente à rapidez com que foi evacuada

matérias-primas e consumidores para os


mais antigos fósseis americanos já encontrados não se assemelharem muito às de
ÇUDORPER

Ilha das Flores


a maior parte da população que vivia ao redor do Soufrière.

americanos nativos da Era Moderna. Isso levou a especulações sobre possíveis produtos feitos nas indús trias d esses países.

A história da erupção do Monte Pelée, em Saint Pierre, é uma lição sobre as graves Brasil, 198 9. Direção: Jorge Furtado.
.8991

origens distintas dos americanos do passado.

Durante o século XX, a indus trialização


consequências da desobediência às advertências sobre uma erupção vulcânica imi- Duração: 13 min.
ed

A dificuldade em encontrar esqueletos paleoamericanos dificulta a verificação


orierevef

propagou-se por outros países do mundo,


nente. Apesar da chuva de cinzas, dos fluxos de lodo, das explosões, as autoridades O víd eo mos tra a trajetória de um to-

dessa hipótese — por isso foi bem-vinda a descoberta do esqueleto, quase comple-

locais aconselharam a população a não abandonar a ilha. Paradoxalmente a decisão como o Japão e, posteriormente, em regiões
mate, d esd e seu cultivo até seu apodre-
ed

to e datado do final do Pleistoceno, em uma câmara submersa de um sistema de

obedecia a interesses políticos, pois a eleição, marcada para o dia 10 de maio, deveria
91

dos d emais continentes, como Brasil, Méxi- cimento em um lixão, com o objetivo d e
.8991

cavernas na península de Iucatã, no México. Há cerca dez mil anos, o derretimento


ed

ocorrer de qualquer forma. O governador da França, Louis Mouttet, deslocou-se até


016.9

co, Coreia do Sul, China, Índia, entre outros. a bordar o lado negativo da sociedad e d e
ed

de geleiras encheu a caverna com água, o que dificultou a descoberta dos fósseis.
orierevef

Saint Pierre para tranquilizar os futuros votantes. Faleceu juntamente com o r esto
consumo. Víd eo disponível em: <http://
ieL

A americana do Pleistoceno possui a morfologia craniofacial característica dos Com o aumento da indus trialização
e

da população durante a erupção. As eleições nunca ocorreram.


portacurtas.org.br/fil me/?name=ilha_
laneP
ed

povos siberianos [...], mas o DNA mitocondrial extraído dos molares do esqueleto,
e da urbanização n o mundo, o número d e
91

COENRAADS, Robert R.; KOIVULA, John I. Geológica : las fuerzas dinámicas das_flores>. Acesso em: fev. 2016.
ogidóC

um importante indicador de parentesco entre os povos, aponta semelhanças com


ed

pessoas que passou a consumir produtos


de la Tierra. Barcelona: H. F. Ullmann, 2008. p. 99.
016.9

o DNA dos indígenas da Idade Moderna.


od

indus trializados aumentou consid eravel-


ieL

Com o auxílio de um atlas escolar, localize a Martinica no mapa da América Cen-


481

[...] Segundo os autores do estudo, o fenótipo diferenciado dos índios que


e

mente, provocando uma n ova expansão


.trA

SEGAMI
laneP

tral. Em seguida, retome o mapa das placas tectônicas e das ati vidades sísmicas
conhecemos provavelmente deriva de mudanças evolutivas ocorridas depois da
.adibiorp

da extração d e recursos nat urais para dar


e vulcânicas no mundo (página 128) e discuta com seu colega por que essa ilha
ogidóC

passagem da raça humana pelo estreito de Bering.


YTTEG/GREBMOOLB/SIDILAKAST

pode estar sujeita a sofrer abalos sísmicos. conta das d emandas da indús tria.
oãçudorpeR
od

UOL Notícias. Ciência e Saúde, 15 maio 2014. Disponível em: <noticias.uol.com.br/ciencia/

De que forma os estudos da geologia podem contribuir para evitar tragédias


481

ultimas-noticias/redacao/2014/05/15/fossil-de-mulher-de-12-mil-anos-prova-
Vivemos em uma sociedad e de con-
.trA

como a ocorrida em Saint Pierre?


.8991

descendencia-de-siberianos-na-america.htm>. Acesso em: fev. 2016.

sumo, na qual os bens e as mercadorias


.adibiorp

Vis ta do Monte
De acordo com o texto, que sinais emitidos pelo vulcão foram negligenciados
ed

Pelée (ao fundo) são adquiridos em quantidad es cada vez


PFA/HANI/ECRA

Registre as respostas em seu caderno.


orierevef

pelas autoridades de Saint Pierre?


oãçudorpeR

e da cidad e de

maiores e subs tit uídos cada vez mais rapi-


O que explica a diferença no número de vítimas nos eventos ocorridos em
O surgimento dos seres humanos na escala
Saint Pierre
ed

SONITNATSNOK

damente. Pod emos cons tatar esse fato, por


Saint Pierre e no entorno do La Soufrière?
do tempo geológico da Terra é um fato muito (Martinica, 20 15).
91
ed
ZEVAHC

exemplo, ao analisarmos o comportamento


SEGAMI

recente. Então, para a Geologia, por que é im-


016.9

portante saber quando se deu o surgimento


do mercado d e produtos eletroeletrônicos,
OTREBOR

ieL
WOLG/YMALA/SIMEH

dos seres humanos na história do planeta?


e

que em pouco tempo se tornam tecn o-


laneP

Que hipótese o texto levanta sobre o surgi-


logicamente obsoletos (d en ominados na
ogidóC

mento dos prováveis ancestrais que povoa-

econ omia de obsolescência progamada):


od

ram as Américas? Como os estudiosos pes-


481

celulares, televisores, computadores, entre

quisam esse assunto?


.trA

outros. Somos incitados pela pro paganda


.adibiorp

Cons tantemente n ovos mod elos de aparelhos eletrônicos são

a trocá-los por produtos mais n ovos, já


lançados, superando outros em tecn ologia. Na foto, loja de
oãçudorpeR

prevendo que logo ficarão ultrapassados. eletrodomés ticos na cidad e de Salônica (Grécia, 20 15).

A
 consciência ambiental

Uma expedição de cientis tas e mergulhadores no México

As ques tões relativas à proteção do meio ambiente começaram a ser objeto de


d escobriu o crânio de uma adolescente que, segundo os

pesquisadores, caiu em um buraco há mais de d ebate político a partir dos an os 1970. Em 1972, aconteceu na capital da Suécia, Es to-

12 mil an os. O material arqueológico, encontrado em


col mo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente. Es t udos

uma caverna subaquática em 2007, es tá oferecendo

já cons tatavam os impactos globais do d esenvolvimento indus trial e, com base neles,
n ovas pis tas sobre as origens dos primeiros american os.

Chamado de Naya pelos cientis tas, é o mais antigo e bem alguns países d esenvolvidos pro puseram a tese do d esenvolvimento zero, ou seja,

preservado ves tígio human o nas Américas. (Foto de 20 14.)

a es tagnação do crescimento econômico n os patamares da época, como forma de

impedir d esas tres ambientais de grand es pro porções. Essa pro pos ta não foi acatada

pelos países em d esenvolvimento.

109

Em 1987, o documento “Nosso Fut uro Comum”, ela borado pela Comissão Mundial

sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, apresentou n ovas

Você no mundo perspectivas sobre o d esenvolvimento, d e finindo-o como o processo que “satisfaz

as necessidad es presentes, sem comprometer a capacidad e das gerações fut uras

de suprir suas próprias necessidad es”. Com esse relatório, d e finiu-se o conceito de

Novas perspectivas A seção aproxima o aluno da


d esenvolvimento sus tentável. Entre as medidas sugeridas pelo documento, cons ta-

vam a diminuição do consumo de energia, o d esenvolvimento de fontes energéticas

ren ováveis e o aumento da produção indus trial n os países não indus trializados com

base em tecn ologias ecologicamente responsáveis.

A seção apresenta textos que realidade, estimulando a ação


237

relatam novas experiências, e a reflexão, problematizando

propostas e ações sobre um tema os temas estudados e propondo Midiateca

tratado no capítulo, além de atividades de pesquisas Indicação de filmes, livros

trazer questões que promovem individuais e em grupos, e sites que dialogam com

a reflexão dos alunos. debates e outras experiências os temas do capítulo.

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 4 4/6/16 8:29 AM


Infográfico

Monitoramento via satélite

Desde a década de 1970, a maior

O sensoriamento

par te das imagens captadas pelo

remoto e o desastre sistema de sensoriamento remoto

é produzida por satélites que orbitam

em Mariana (MG)
a Terra. Aeronaves tripuladas e não
Infográficos
tripuladas também podem cumprir

O sensoriamento remoto é uma tecnologia de coleta

essa função.

e produção de imagens da superfície terrestre feita

com o auxílio de sensores posicionados distante

Atmosfera
Alguns assuntos são desenvolvidos
das áreas observadas. Os sensores geralmente
Os sensores dos satélites

captam a luz solar refletida


são instalados em satélites ou aviões. Por meio

pela super fície terrestre e a

da análise das imagens obtidas, é possível avaliar


transformam em imagens.
com o subsídio de infográficos
o comportamento dos oceanos, do clima, os avanços

da poluição e também aprimorar o planejamento

ANTES DEPOIS

urbano e rural. Além disso, a tecnologia facilita

a observação do desenvolvimento de incidentes


As imagens mostram como a lama (parte marrom/acinzentada) que integram imagens, dados
tomou conta da área, inundando estradas, várzeas de rios e

A lama atingiu 663 km de

ambientais, como o desastre ecológico de


devastando o distrito de Bento Rodrigues. Poucas horas após
rios. A poluição e a perda da

o rompimento da barragem, a lama alcançaria o rio Doce. biodiversidade local colocaram


Mariana em 2015, o mais grave da história do país.

em risco a saúde humana e

Por meio de imagens de satélite, foi possível medir a conservação de espécies e informações, enriquecendo
endêmicas na região. Algumas

as consequências ecológicas irreversíveis da tragédia.


Em virtude da lama, inúmeras cidades
espécies de peixes exclusivas do

próximas ao rio Doce tiveram o


rio Doce podem ter sido extintas.

MEGIHS
abastecimento de água interrompido

ou prejudicado. Esse foi o caso da

a análise e despertando a

ASIA
cidade de Governador Valadares.
O rompimento da barragem
ESPÍRITO SANTO

Em novembro de 2015, a barragem do

Linhares

Fundão, per tencente a uma mineradora, Colatina

BA
MINAS GERAIS

CA
rompeu-se próximo ao distrito de Bento
CI

RA

Rodrigues, no município de Mariana (MG).


RI
O
PI RIO DOCE
curiosidade dos alunos.

E
O incidente gerou uma avalanche de

C
O
D
Super fície terrestre
lama composta de óxido de ferro e areia,

O
ANTES

I
R
Belo Horizonte
rejeitos da mineradora, que devastou Na Terra, estações

de recepção processam
Bento Rodrigues e atingiu vários outros
Bento
nto Rod
Ro

e armazenam as imagens
vilarejos e municípios da região.

captadas pelos satélites.

Em seguida, disponibilizam para

o público as imagens tratadas.

Lago de
Lon
Longa
ga
RIO GUALAXO DO NORTE

rejeitos

FUNDÃO

SANTARÉM Os resíduos inundaram outra

barragem, a de Santarém, antes de

seguir rumo a Bento Rodrigues.

Questões Responda no caderno.

A barragem feita de

BENTO

terra e pedras armazenava


DEPOIS

RODRIGUES Indique possíveis usos do sen-

resíduos de mineração.

..........................................................................................
soriamento remoto pelos go-
..........................................................................................
..........................................................................................
vernos. ..........................................................................................
RIERREF

No caso do desastre ambien-


At iv ida des
Registre as respostas em seu caderno.

tal ocorrido em Mariana, qual


ÉSOJ

é a importância do registro de
ODNANREF

imagens por sensoriamento

remoto? Organize seus conhec imentos Relevo: bloco diagrama


:S

OHLEOC
Observe a ilustração esquemática.

RENGAV
A Justiça ainda não tem um laudo final sobre
Relacione cada número da figura ao termo que ele

a causa do acidente, mas tudo indica que o

Nas imagens registradas por satélites, é possível obser var indica:

excesso de resíduos e o não cumprimento

a coloração do rio Doce ao chegar à foz, no litoral do Espírito


das recomendações técnicas de utilização de
Litosfera continental
Santo, antes e depois da tragédia. A mancha de lama chegou
barragens tenham ocasionado o rompimento.

aproximadamente a 15 quilômetros mar adentro.


Litosfera oceânica

Magma

40 41

Astenosfera

Erupção vulcânica

Identifique quais são os agentes internos e exter-

nos que atuam na configuração do relevo.

Diferencie erosão eólica, erosão fluvial, erosão plu-

vial e erosão glacial. Dê exemplos de paisagens for-

Reprodução artística para fins didáticos.

madas predominantemente por cada um desses


Fonte: GROTZINGER, John; JORDAN, Tom. Para entender a Terra . 6. ed.

.8991
processos. Por to Alegre: Bookman, 2013. p. 33 (adaptado).

ed
orierevef
Representações gráf icas e car tográf icas

ed
91
ed
De acordo com os dados coletados pela United States Geological Survey (USGS)

016.9
— agência geológica dos Estados Unidos encarregada de registrar e notificar a

ieL
e
atividade sísmica mundial —, entre 1900 e 2013, ocorreram 278 terremotos no

laneP
mundo. Observe no mapa a seguir a distribuição desses sismos e, com base em

ogidóC
seus conhecimentos, responda às perguntas.

od
H6 | Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.

Em que área do mundo ocorreu a maior parte dos abalos sísmicos no perío-

481
Você no E ne m!

.trA
do indicado?

.adibiorp
Há alguma explicação geográfica para que essa tenha sido a região mais afetada?

Registre as respostas em seu caderno.

oãçudorpeR
Justifique sua resposta.
Fluxos migratórios

Você no Enem! Mundo: terremotos 1900-2013

Entre o fim do século XIX e o início do século XX ocorreu um intenso processo migra-

L E TN EMIP
tório caracterizado, principalmente, pelos fluxos populacionais de europeus em busca

de terras, trabalho e melhores condições de vida em países fora do continente.

EDA RDNA
Migração transatlântica — fim do século XIX e início do século XX
Esta seção relaciona,

ED
L E TN EMIP

NOSREDNA
CÍRCULO POLAR ÁRTICO

por meio de atividades


EDA RDNA

ESCANDINÁVIA
ED

CANADÁ
NOSREDNA

RÚSSIA
IRLANDA

GRÃ-BRETANHA
propostas,
ALEMANHA

ÁUSTRIA-HUNGRIA

FRANÇA
Detroit

ESPANHA
Chicago

Nova York
ESTADOS PORTUGAL
ITÁLIA
.8991

São Francisco

UNIDOS
conteúdos do capítulo
ed

JAPÃO
orierevef

CHINA

TRÓPICO DE CÂNCER
ed

Magnitude Profundidade
91

a competências
ed
016.9

Limite das placas


Fonte: UNITED STATES Geological Survey. Disponível em: <http://earthquake.usgs.
OCEANO

Vulcões ativos
ieL

gov/earthquakes/world/seismicity_maps/>. Acesso em: fev. 2016.

ATLÂNTICO
e
laneP

e habilidades
EQUADOR

138
ogidóC

OCEANO
od

OCEANO ÍNDICO
481
.trA

PACÍFICO BRASIL

contempladas no
.adibiorp

Rio de Janeiro
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
oãçudorpeR

São Paulo

Número de migrantes
Proporção de imigrantes na população

(1881-1890)

Buenos Aires

17.500.000
Enem. Atividades
Argentina
HCIWNEERG

ARGENTINA

5.000.000

Estados Unidos

2.000.000
ED

A seção de “Atividades” ao final de


ONAIDIREM

Canadá
Menos de

500.000

Polos e regiões

imigratórias
*Exceto Cuba (1901-1910).

Fonte: DURAND, M. Françoise et al. Atlas da mundialização . Rio de Janeiro: Saraiva, 2009. p. 27.
cada capítulo apresenta propostas

Considerando essas informações e o mapa,

explique o título do mapa.

de fixação de conteúdos em
que outro título poderia ser dado ao mapa?

Ainda em relação ao mapa:

Organize seus conhecimentos ;


explique o que significam as linhas e as setas na legenda e no mapa.

cite alguns países que foram destino dos migrantes europeus.

explore as demais informações da legenda para explicar o que significou,

em termos populacionais, a entrada desses migrantes nos países a que se

atividades específicas de cartografia


destinaram.

54

e interpretação de gráficos

em Representações gráficas e

cartográficas; e de compreensão

leitora em Interpretação e

problematização

Exames d e seleção Registre as respostas em seu caderno.

(UFU-MG, 2015) “O território brasileiro [...] com- (Enem, 2014)

porta um mostruário bastante completo das

No mapa estão representados os biomas brasi-

principais paisagens e ecologias do Mundo Tro-

leiros que, em função de suas características fí-

pical [...]. Até o momento foram reconhecidos

sicas e do modo de ocupação do território, apre-

seis grandes domínios paisagísticos e macroe-

sentam problemas ambientais distintos. Nesse

cológicos em nosso país. [...]”

sentido, o problema ambiental destacado no

AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios da natureza no

mapa indica:

Brasil : potencialidades paisagísticas. 4. ed. São Paulo:

Ateliê Editorial, 2007. p. 10 e 13.


desertificação das áreas afetadas.

Com relação aos domínios paisagísticos e ma-

poluição dos rios temporários.

croecológicos do Brasil, referenciados no texto,

queimadas dos remanescentes vegetais.


é correto afirmar que, na região:

Geograf ia e out ra s lingu age ns

dos mares de morro, o relevo é formado por desmatamento das matas ciliares.

planaltos e maior altitude, o clima é do tipo

contaminação das águas subterrâneas.

subtropical e a vegetação é do tipo mista,


OHLEOC

com predomínio da floresta subtropical.


L E TN EMIP

OIRÉGOR

da Amazônia, o relevo é formado por planícies OCEANO

ATLÂNTICO
e planaltos, o clima é do tipo quente e úmido,
EDA RDNA

.8991

com chuvas abundantes e concentradas em al-

Geografia e outras
ed

guns meses do ano, e a vegetação é densa.


ED

orierevef
NOSREDNA

das Araucárias, o relevo é formado por pla-


ed

naltos e chapadas, o clima é bem definido,


91

com chuvas bem distribuídas o ano todo, e a


linguagens
ed
016.9

vegetação típica e remanescente é composta


ieL

por árvores de médio porte.


e
laneP

da caatinga, o relevo é formado por depressões

A seção apresenta textos


ogidóC

e planaltos, o clima é do tipo semiárido, com

chuvas concentradas em alguns meses do ano,


od

PACÍFICO
481

e predomínio da vegetação espinhosa. O muro


Amazônia
.trA

Mata Atlântica
.adibiorp

de gêneros variados com


(Udesc-SC, 2015) Identifique a alternativa corre-
Cerrado

Não possuía mais a pintura de outros tempos.

Pantanal
em relação às características e à atuação das

OCEANO

Caatinga
oãçudorpeR

Era um muro ancião e tinha alma de gente.


massas de ar sobre o território brasileiro.
ATLÂNTICO
Pampa

Muito alto e firme, de uma mudez sombria.


Problema ambiental

Massa tropical atlântica: quente e úmida,

provoca chuvas no litoral das regiões Nor- o objetivo de desenvolver


Fonte: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente/IBGE. Biomas . 2004 (adaptado).
Certas flores do chão subiam de suas bases
deste, Sudeste e Sul do Brasil.

Procurando deitar raízes no seu corpo entregue ao tempo.


Massa equatorial atlântica: quente e seca,

responsável pelas secas periódicas na região (Udesc-SC, 2015) Identifique a alternativa corre- Nunca pude saber o que se escondia por detrás dele.

Nordeste. sobre o bioma do Cerrado brasileiro.


a leitura e a interpretação
Dos meus amigos de infância, um dizia ter violado tal segredo,

Massa equatorial continental: quente e úmi-


A área nuclear fica no Brasil-Central, mas
E nos contava de um enorme pomar misterioso.

da, é o maior mecanismo formador de chu-


também pode ser encontrado em enclaves na

vas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil.


floresta amazônica.
Mas eu, eu sempre acreditei que o terreno que ficava atrás textual e a identificação e
Massa tropical continental: fria e seca, pro-

Encontra-se hoje fortemente devastado, de-


do muro era um terreno abandonado!

voca chuvas convectivas no Brasil-Central.

vido ao cultivo de cana-de-açúcar em toda a

BARROS, Manoel de. Poesia completa

Massa polar atlântica: fria e úmida, é a prin-


sua extensão.

análise dos conteúdos da


São Paulo: Leya, 2010. p. 40-41.

cipal responsável pelas fortes chuvas em

É uma formação vegetal aberta, devido à

Santa Catarina, nos meses de verão.

presença de grandes manadas de mamíferos.

(PUC-RJ, 2015) No território brasileiro, os climas

O clima neste bioma é chuvoso o ano todo, o

Geografia em um texto não


são diversos e causados por variados fatores. As-

que explica o fato de ser zona de nascentes

sinale a seguir um fator determinante dos climas.

de importantes rios brasileiros.

Latitude. Pluviosidade.

A aparência tortuosa de seus arbustos é de-

Umidade. Nebulosidade.
vida à carência de nutrientes no solo, como o

conceitual.
Temperatura. ferro e o alumínio.

206

Responda no caderno.

O eu lírico do poema de Man oel de Barros relembra

Exames de seleção
a exis tência de um muro em sua infância. Como em

muitos contextos geo políticos, muros cons tit uem

barreiras fronteiriças difíceis de transpor, proibidas

aos que es tão “do outro lado”, do lado de fora.

Ao final de cada capítulo, a seção Responda: como o muro é caracterizado pelo eu

lírico? O que ele desperta nas pessoas que o veem?

traz questões de vestibulares e

do Enem que representam uma

amostra efetiva das dificuldades que

o aluno enfrentará nessa etapa de

sua vida escolar.

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 5 4/1/16 11:06 AM


Matriz de referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias

Compreender os elementos culturais que constituem as identidades.

C1

Competência de área 1 H1 Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de

aspectos da cultura.

H2 Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.

H3 Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.

H4 Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto

da cultura.

H5 Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural

e artístico em diferentes sociedades.

.8991
ed
orierevef
Compreender as transformações dos espaços geográficos como produto

C2
das relações socioeconômicas e culturais de poder.

ed
Competência de área 2

91
ed
H6 Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.

016.9
ieL
H7 Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações.

e
laneP
H8 Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos popula-

ogidóC
cionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.

od
481
H9 Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeco-

.trA
nômicas em escala local, regional ou mundial.

.adibiorp
H10 Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da

oãçudorpeR
participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.

Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e

C3 econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.

Competência de área 3

H11 Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.

H12 Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.

H13 Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rup-

turas em processos de disputa pelo poder.

H14 Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretati-

vos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca das instituições

sociais, políticas e econômicas.

H15 Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais

ao longo da história.

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 6 4/1/16 11:06 AM


Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos

C4 processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

Competência de área 4

H16 Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do traba-

lho e/ou da vida social.

H17 Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territo-

rialização da produção.

H18 Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações

socioespaciais.

H19 Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias for-

mas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.


.8991

H20 Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas


ed

tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.


orierevef
ed
91
ed

Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos


016.9

da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação consciente do indivíduo


C5
ieL

na sociedade.
Competência de área 5
e
laneP
ogidóC

H21 Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.


od

H22 Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere às mudanças nas legisla-
481

ções ou nas políticas públicas.


.trA
.adibiorp

H23 Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.
oãçudorpeR

H24 Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.

H25 Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.

Compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas interações no espaço

C6 em diferentes contextos históricos e geográficos.

Competência de área 6

H26 Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações

da vida humana com a paisagem.

H27 Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em

consideração aspectos históricos e/ou geográficos.

H28 Relacionar o uso das tecnologias com os impactos socioambientais em diferentes con-

textos histórico-geográficos.

H29 Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacio-

nando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas.

H30 Avaliar as relações entre preservação e degradação da vida no planeta nas diferentes escalas.

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 7 4/1/16 11:06 AM


Sumário

Leitura complementar – Brasil:


capítulo
1 O espaço geográfico, 10

sobre a vinda de haitianos ................................................ 83

1. Paisagem: percepção do espaço pelos sentidos ......... 12


2. Caracterização geral do território brasileiro .............. 84

Novas perspectivas – Eu vi um novo Brasil,


3. Organização político-administrativa do Brasil .......... 84

e ele começa no Vidigal .................................................... 14

4. Formação territorial do Brasil .................................... 86

2. Lugar e relações cotidianas ......................................... 17

Você no mundo – Indígenas brasileiros: ontem e hoje .... 90

Você no mundo – Mudanças na cidade ............................ 18

Geografia e outras linguagens – O muro ......................... 91

3. O espaço geográfico ..................................................... 19

Atividades ......................................................................... 92

Leitura complementar – Crescimento de vagas em

Exames de seleção ............................................................ 95

tecnologia da informação gera opor tunidades ............... 23

Geografia e outras linguagens – O operário

em construção ................................................................... 24

capítulo O sis tema terres tre, 98


5
Atividades ......................................................................... 25

Exames de seleção ............................................................ 27

1. A história do tempo da Terra ..................................... 100

Leitura complementar – Surge a escala

do tempo geológico ........................................................ 103

Cartografia: uma forma


capítulo 2. Formação da Terra ..................................................... 104
2

.8991
de ler o mundo, 30

3. A estrutura da Terra ................................................... 105

ed
orierevef
4. O sistema das placas tectônicas ................................ 107
1. A impor tância da Car tografia ...................................... 32

Novas perspectivas – Fóssil de mulher de 12 mil anos


Novas perspectivas – Segunda fase do projeto espacial

ed
prova descendência de siberianos na América .............. 109

91
Sara está próxima da conclusão ...................................... 39

ed
Você no mundo – Método científico ............................... 112

016.9
Infográfico – O sensoriamento remoto

e o desastre em Mariana (MG) .......................................... 40 Leitura complementar – Os impactos das atividades

ieL
e
humanas e o Antropoceno .............................................. 114
2. Atributos do mapa ....................................................... 42

laneP
Você no Enem! – Teoria Gaia ........................................... 115
Leitura complementar – Cancún muda fuso horário

ogidóC
para aumentar competitividade turística ........................ 47 Geografia e outras linguagens – Futuros amantes ....... 116

od
3. Formas de representação car tográfica ....................... 48
Atividades ....................................................................... 117

481
Você no mundo – Que escala usar? .................................. 51

.trA
Exames de seleção .......................................................... 119

.adibiorp
4. As projeções car tográficas .......................................... 52

Você no Enem! – Fluxos migratórios ................................ 54

oãçudorpeR
Geografia e outras linguagens – Do rigor na ciência ...... 55 capítulo O modelado da crosta terrestre, 122
6

Atividades ......................................................................... 56

1. O relevo e os tipos de rocha ....................................... 124

Exames de seleção ............................................................ 58

2. As estruturas geológicas ........................................... 125

3. Os agentes do relevo .................................................. 126

Você no mundo – O Monte Pelée .................................... 129


capítulo
3 Região e regionalização, 62

Leitura complementar – A magnitude dos terremotos .. 131

1. Regionalizar: uma forma de pensar o espaço ............ 64


Novas perspectivas – Sirenes e drones vão monitorar

áreas de risco de deslizamento em Salvador ................. 134


2. Regionalizações do espaço mundial ........................... 67

4. Os solos ...................................................................... 135


3. Regionalização do espaço brasileiro ........................... 69

Geografia e outras linguagens – A educação


Leitura complementar – Região Concentrada ................ 71

pela pedra ........................................................................ 137

Você no mundo – Conhecendo a economia

Atividades ....................................................................... 138


de sua região ..................................................................... 71

Geografia e outras linguagens – O sul também existe ... 72 Exames de seleção .......................................................... 140

Atividades ......................................................................... 73

Exames de seleção ............................................................ 75

capítulo Clima, vegetação e hidrografia, 142


7

1. A especificidade da Terra ........................................... 144

capítulo O território brasileiro, 78


4

2. Clima terrestre ........................................................... 144

1. Conceito de território ................................................... 80 3. Tipos de clima ............................................................ 152

Leitura complementar – O que são terras indígenas ...... 81 4. Vegetação terrestre ................................................... 154

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 8 4/6/16 8:30 AM


Você no mundo – O desmatamento na Amazônia ......... 158 capítulo
9 Recursos energéticos, 210

5. Hidrografia ................................................................. 159

1. Principais fontes de energia ...................................... 212

Novas perspectivas – A preser vação dos

Leitura complementar – Exploração de gás de xisto


recursos hídricos ............................................................. 161

nos Estados Unidos inicia revolução energética ........... 218

Geografia e outras linguagens – O bosque alto

2. Energia hidrelétrica ................................................... 219

educa suas ár vores ......................................................... 163

Novas perspectivas – China reduz o consumo

Atividades ....................................................................... 164


de car vão mineral sem frear a economia ...................... 220

Exames de seleção .......................................................... 166


3. Energia nuclear .......................................................... 221

4. Fontes energéticas renováveis .................................. 223

Você no mundo – As novas fontes de energia ................ 225

capítulo
8 As bases físicas do Brasil, 170

Geografia e outras linguagens – No interior de

uma mina de car vão ........................................................ 226

1. Os ambientes naturais brasileiros ............................. 172

Atividades ....................................................................... 227

2. A estrutura geológica do Brasil ................................. 172

Exames de seleção .......................................................... 229

Leitura complementar – O que é a camada pré-sal ...... 178

3. O relevo brasileiro ...................................................... 180


.8991

capítulo
10 Políticas ambientais, 234

4. Os climas brasileiros .................................................. 182


ed

1. O mundo contemporâneo e a questão


orierevef

5. Os domínios mor foclimáticos no Brasil .................... 186

ambiental ................................................................... 236

Leitura complementar – Desaparecimento das


ed

2. O desenvolvimento sustentável ................................ 238

florestas tropicais ........................................................... 188


91
ed

3. Aquecimento global ................................................... 240

Leitura complementar – Domínios paisagísticos


016.9

Leitura complementar – Raízes secas: clima levará a

e faixas de transição ........................................................ 191


ieL

desequilíbrios dos recursos hídricos na China .............. 244


e

6. A hidrografia do Brasil ............................................... 191


laneP

Novas perspectivas – A COP 21 ..................................... 247


ogidóC

Infográfico – Bacia hidrográfica do Paraíba do Sul ...... 196


4. O comprometimento da camada de ozônio ............... 248

Leitura complementar – A crise hídrica no Brasil ........ 198


5. O desmatamento ........................................................ 249
od
481

7. Apropriação dos recursos naturais ........................... 200


Você no mundo – Pensar globalmente, agir localmente... 251
.trA

Você no Enem! – O uso da água ...................................... 200 Leitura complementar – A Convenção sobre
.adibiorp

Diversidade Biológica ..................................................... 252

Você no mundo – Investigação sobre a água ................. 201


oãçudorpeR

Geografia e outras linguagens – A arte de Frans Krajcberg .. 253

Geografia e outras linguagens – Confidência

Atividades ....................................................................... 254

do itabirano ..................................................................... 202

Exames de seleção .......................................................... 256

Atividades ....................................................................... 203

Exames de seleção .......................................................... 206 Referências bibliográficas ............................................ 260

R4-002-009-GCR1-INICIAIS-G.indd 9 4/7/16 11:03 AM


o
l
u
t
í
p
a
C

1 O espaço geográfico

“Ao ler as imagens d es tes fotó-

g ra fo s dou-me conta d e que, para

além da visão, o u t ro s sentidos são

convocados. Eu não apenas vejo. Eu

ouço a fotografia. O contacto visual

a c o rd a em mim sons que d ev e r i a m

ter ro d e a d o o momento fixado na

imagem. Apto apenas a i n s c rev e r a

imagem, o papel não foi capaz d e ex-

puls ar as vozes. […] A imagem é tanto

mais bela quanto ela fo r auditiva,

evocando son oridad es do momento.”

COUTO, Mia. As vozes das fotos. Em:

Pensatempos. Lisboa: Editorial Caminho,

2005. p. 75.

Neste capítulo, você vai aprender a:

✔ Identif icar, em te x tos, mapa s ou gráf icos, elementos ✔ Diferenciar os conceitos de paisagem natural e

representativos da s diver sa s for ma s de produção paisagem humanizada, considerando o factível

e organização do e spaço geográf ico em diferentes desaparecimento da primeira como resultado

escal a s. da profunda inter venção do ser humano nos

processos naturais.

✔ Ide nti f ic a r em te x tos e image ns o c onc e i to

de e spaç o g e o g r á f i c o, a f im de e s t a bele c er ✔ Identif icar, em tex tos e/ou imagens, situações

a rel aç ão entre natur e z a e socie dade , representativas do conceito de lugar, notadamente as

r e c onhe c e ndo como os f ator e s s o c ia i s , que apresentam relações e/ou conf litos resultantes da

por meio do uso de té cnic a s e te c no lo gia , vida em comum.

tr a ns f or ma r a m a natur e z a ao longo do t e m p o.

✔ Reconhec er em te x tos e/ou iconograf ia s a s

✔ Reconhec er, em uma de ter minada paisagem, singul ar idades, a s discrepância s e a s per tinência s

elementos mater iais representativos da acumul ação na s rel ações entre o local e o global como for ma de

de dis tintos tempos. compreender o conc eito de escal a geográf ica .

10

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 10 4/1/16 3:15 PM


Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos indiquem a adaptação dos seres humanos

ao ambiente de baixas temperaturas e ao relevo de altitudes próximas, atividades econômicas

que envolvam a possibilidade de extração mineral, a atividade industrial etc. Sugere-se localizar, com o

auxílio do mapa-múndi, a ilha da Groenlândia e, em sua porção sudoeste, indicar Kargerlussuaq.

KsweJarK
O espaço geográfico é

o principal objeto d e es t udo

oluaP
da Geografia e é resultado

oãoJ
da relação local, regional, e,

hoje em dia, também global

entre sociedad e e nat ureza.

Duas categorias importantes

para a Geografia analisar o

espaço geográfico são pai-

sagem e lugar.

Ponto de par t ida

▶ O assentamento dinamarquês de Karg erlussuaq lo-

caliza-se na Groenlândia e abrig a cerca de 870 habi-

tantes. Ao analisar a paisag em retratada na fotografia,

é possível pensar e elaborar hipóteses sobre as rela-

ções que essa população estabelece com o ambiente

local. Como vive essa população de Karg erlussuaq?

Quais são as possíveis atividades econômicas que


Assentamento dinamarquês de

podem ser ali desenvolvidas?


Kargerlussuaq, Groenlândia, 20 15.

11

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 11 4/1/16 3:17 PM


1 Paisagem: percepção do espaço pelos sentidos

Paisagem, espaço, lugar: essas palavras são comumente usadas na vida cotidiana

e seus significados variam d e acordo com a sit uação vivenciada. Na Geografia, porém,

esses termos são conceitos dotados de um significado específico.

Para es t udar Geografia, ou qualquer outra área do conhecimento, é necessário

dominar sua linguagem. Termos como paisagem, espaço e lugar es tarão presentes ao

longo d e todo es te livro; por isso, é fundamental sa ber com precisão a que fenômen os

eles se re ferem.

A palavra paisagem é frequentemente utilizada em diversas sit uações da vida

cotidiana e em várias áreas do conhecimento. Quando viajamos, falamos em “obser-

var a paisagem” durante o percurso. Nas artes plás ticas, há pint uras d en ominadas

paisagens. No es t udo da Geografia, paisagem é o conjunto de elementos nat urais

e human os a barcados pelos sentidos, e no qual se manifes ta a complexa interação

entre nat ureza e sociedad e. Portanto, as paisagens são fruto dos valores e da cult ura

dos povos ao longo da h is tória.

A superfície do planeta apresenta grand e variedad e de paisagens, cada qual com

.8991
suas caracterís ticas, com diversos conjuntos de formas e objetos cons truídos pelas

relações entre a sociedad e e a nat ureza.

ed
orierevef
ed
 Paisagens naturais e humanizada s

91
ed
016.9
As paisagens nat urais d erivam d e uma composição particular d e elementos, como

ieL
a formação geológica, o clima, o relevo, a h idrografia, os tipos de solo e a vegetação.

e
laneP
Paleontologia Esses elementos nat urais provocam alterações nas paisagens, ainda que muitas d es-

ogidóC
Ciência que es t uda, sas transformações d emorem centenas ou milhares de an os para serem percebidas.

por meio de fósseis,

od
Os elementos nat urais são produto de uma complexa combinação de fatores e

481
formas de vida de

forças que at uam interna e externamente na Terra, e são responsáveis pela configu-

.trA
períodos geológicos

.adibiorp
passados. ração do planeta.

oãçudorpeR
TUODNAH/YTEICOS
LAYOR/OLLATEM
MADA

A paleontologia

tem d emons trado

o quanto algumas

formações

nat urais mudaram

em milhões

de an os. Na

cordilheira dos

And es, por

exemplo, foram

encontrados

fósseis marinhos,

evid enciando

que essa área já

es teve submersa

(Ch ile, 20 11).

12

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 12 3/31/16 10:13 AM


sNeGaMi Antrópico

Em Brasília, o plan o

Do grego antro pos


rasluP/NarHGer

urbanís tico conhecido

(ser human o) + ico:

como Plan o Piloto

que teve a intervenção

es ta beleceu o

humana em sua
traçado das ruas e

cons tit uição.


oTseNre

a localização das

áreas resid enciais e

Unidad e de

comerciais da cidad e,

Conservação
assim como da sed e

do govern o fed eral Parcela de território

e de diversos órgãos sob regime especial

públicos. Assim,
de adminis tração,

grand e parte do
à qual se aplicam

cerrado d eu lugar às
garantias d e proteção

cons truções da capital

dos seus recursos

brasileira (DF, 20 14).

ambientais. Suas

principais funções

são conservar a
As paisagens humanizadas ou antrópicas são resultado das diversas inter-

biodiversidad e;

venções das sociedad es sobre a superfície terres tre ao longo do tempo. Elas são

proteger espécies

produto do tra balho social, assim como da organização da produção da vida coletiva
raras ou em perigo

realizada por várias gerações, que, por meio das técnicas disponíveis em cada época, de extinção,
.8991

paisagens nat urais,


cons troem objetos de acordo com suas necessidad es e aspirações. Toda paisagem

bacias e recursos
ed

humanizada é, portanto, um tes temunho da ação e do d esenvolvimento das técnicas,


orierevef

hídricos; zelar pelo

das tecn ologias e da cult ura dos grupos sociais.


manejo de recursos
ed

de flora e fauna,
91
ed

pelo monitoramento
Unidades de Conser vação
016.9

ambiental e pelo
ieL

uso sus tentável dos


A dis tinção entre as paisagens humanizadas e as paisagens nat urais torna-se cada
e
laneP

recursos nat urais.

vez mais difícil em virt ud e da ampla at uação humana sobre o planeta. Muitos es t u-
ogidóC

diosos afirmam até mesmo que não exis tem mais paisagens nat urais, pois, d e acordo
od

com eles, toda a superfície terres tre já sofreu de alguma maneira a interferência da
481

ação humana.
.trA
.adibiorp

De fato, as paisagens es tão cada vez mais humanizadas, uma vez que as sociedad es

têm d eixado suas marcas mesmo ond e aparentemente só há elementos nat urais.
oãçudorpeR

Nesse contexto, inserem-se as Unidad es d e Conservação ambiental — criadas para

impedir que alguns processos e elementos nat urais sejam modificados pela ação

humana.

sNeGaMi
seGaMi
wolG/YMala/iNaloCre

rasluP/biD
erDNa
oiluiG

O d eserto d e Atacama localizase em uma das regiões mais áridas A paisagem e os elementos da Unidad e d e Conservação do

do planeta. Em seu interior, inóspito à ocupação humana, as Parque Nacional da Chapada dos Vead eiros são protegidos por

chu vas são raras e a radiação solar é intensa. Sua paisagem nat ural lei. No parque são permitidas pesquisas científicas e a visitação

permanece praticamente inalterada (Ch ile, 20 15). com fins educacionais (GO, 20 14).

13

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 13 23/03/16 2:32 PM


Novas perspect ivas

Eu vi um novo Brasil, e ele começa no Vidigal

“[...] Pedro Henrique de Cristo é um arquiteto paraibano com cara de ho-

landês que conheço e admiro faz alguns anos, desde que ele era estudante de

políticas públicas em Harvard. Mauro Quintanilha é líder comunitário e ativista

social na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro. O Mauro eu não conhecia, mas de-

pois de nossa conversa, viramos amigos de infância.

Eles me contaram sobre o Projeto Sitiê, que ajudaram a conceber e imple-

mentar no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. A ideia do projeto é transformar

o Vidigal, que fica entre os bairros do Leblon e São Conrado, na primeira favela

integrada, sustentável e resiliente do mundo.

O projeto consiste na recuperação e transformação de áreas degradadas em

espaços públicos de convivência. Inclui ações em várias áreas, que se comple-

tam e reforçam, como educação, empreendedorismo, participação social, lazer,

preservação ambiental e design

Por meio dessas ações, o projeto procura estimular a coesão da comunidade

e a recuperação de sua autoestima, associando os conhecimentos tradicionais

dos moradores à assessoria técnica inovadora de primeira qualidade.

.8991
Com recursos escassos, o Projeto Sitiê concebeu e coordenou a retirada de
Agroecologia

ed
orierevef
16 toneladas de lixo para o estabelecimento de um parque agroecológico, que

Atividad e que

conseguiu transformar a relação dos moradores da favela com o espaço público.


concilia prática

ed
A iniciativa tem ganhado reconhecimento e prêmios internacionalmente e quer
agrícola, cuidado

91
ed
crescer. [...]”
com a nat ureza

016.9
e sa beres
PORTO, Alexandre Vidal. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/

ieL
tradicionais de
colunas/alexandrevidalporto/2015/10/1698868-eu-vi-um-novo-

e
laneP
uma comunidad e. brasil-e-ele-comeca-no-vidigal.shtml>. Acesso em: jan. 2016.

ogidóC
PFa/oleCraM
êiT

od
s
oTuT

481
.trA
TsNi

.adibiorp
ossaT
e
euqraP

oãçudorpeR

Antigo lixão do morro do Vidigal, na cidad e do Sitiê, parque ecológico no alto do morro do Vidigal, foi

Rio de Janeiro (RJ, 2007). criado no local ond e antes funcionava um lixão (RJ, 20 15).

Registre as respostas em seu caderno.

1. Com base nas fotografias e no texto, comente as transformações ocorridas na

paisagem do Parque Sitiê.

2. Caracterize e explique a relação entre a ação humana e a natureza no de-

correr do tempo no Parque Sitiê e reflita sobre as mudanças provocadas na

paisagem.

14

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 14 23/03/16 2:32 PM


A leitura da s paisagens

Midiateca

A leit ura das paisagens d eve consid erar as inúmeras percepções


Liv r o

realizadas pelos n ossos sentidos em um dado ambiente. Essas percepções

oãçuDorPer
manifes tam-se por meio da observação, análise e interpretação de seus

elementos e n os auxiliam a levantar h ipóteses ou mesmo d esenvolver

es t udos sobre as diferentes formas de organização social e cult ural ali

exis tentes, em diferentes tempos. Assim, a paisagem é o tes temunho, o

regis tro das várias transformações da nat ureza e da sociedad e por meio

das intervenções humanas. Ela é um acúmulo de “tempos” dis tintos.

Observe as imagens a seguir da cidad e de Newcas tle, na Inglaterra,

em três momentos h is tóricos dis tintos. A Newcas tle de meados do sé-

 A cidad e

culo XVIII, com cerca de 30 mil ha bitantes, es tava cercada por campos

Ana Fani A. Carlos. 8. ed. São


cultivados e ainda guardava ares d e localidad e rural, mesmo que já fosse

Paulo: Contexto, 2009 (Coleção


um porto flu vial importante do rio Tyne. A edificação da igreja principal

Repensando a Geograa).

d es tacava-se na paisagem, ond e poucas cons truções se sobressaíam.

Es te livro traz importantes


seirarbil

reexões sobre a nat ureza

da cidad e, assim como sobre


elTsaCweN
.8991

sua origem, a apro priação do


ed

espaço por seus ha bitantes e


orierevef

a relação sociedad e-espaço ao

longo da h is tória.
ed
91
ed
016.9
ieL
e
laneP
ogidóC
od
481
.trA
.adibiorp

Newcas tle em meados do

século XVIII. No centro


oãçudorpeR

da pint ura, de autoria

d esconhecida, es tá a igreja de

St. Anne (Inglaterra, c. 1770).

A pequena localidad e era um centro comercial, mas mantinha um

es treito vínculo com a agricult ura. Os campos cultivados ao redor de

Newcas tle empregavam parte d e sua po pulação nas colheitas durante o

verão, assim como em outras atividad es durante o invern o — uma d elas,

por exemplo, era a mineração de carvão (que seria d eterminante para o

d es tin o da cidad e em um momento pos terior).

Na representação da paisagem da cidad e produzida na primeira me-

tad e do século XIX (página seguinte) é possível observar uma en orme

diferença em relação à do século anterior: a torre da igreja dividia o espaço

com chaminés, por ond e saía uma fumaça escura. Newcas tle já contava

então com mais d e 200 mil ha bitantes. Nesse período, o escritor port uguês

Eça de Queirós es teve na cidad e e assim relatou sua impressão:

“[...] uma cidade de tijolo negro, meio afogada em lama, com uma

espessa atmosfera de fumo, penetrada de um frio húmido, habitada

por 150.000 operários descontentes, mal pagos e azedados e por

50.000 patrões lúgubres e horrivelmente ricos”.

QUEIRÓS, Eça de apud MAGALHÃES, José Calvet de. Eça de Queirós,

cônsul e escritor. Camões, Lisboa, n. 9/10, p. 10-22, abr./set. 2000.

15

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 15 23/03/16 2:32 PM


seGaM
wolG/seGaM
-eGaTireH/eviHCra
eCNeiCs
DroFxo
Newcas tle no

início do século XIX.

Nes ta pint ura de

R. Francis, já não se pod e

ver toda a fachada da

igreja de St. Anne, que es tá

cercada por edificações

.8991
(Inglaterra, c. 1830).

ed
orierevef
Newcas tle apresentava dois fatores de grand e importância para o d esenvolvi-

ed
mento indus trial naquele período: a exis tência de minas de carvão n os arredores e

91
ed
a possibilidad e de escoamento da produção fa bril pelo rio. Nela, d esenvolveram-se

016.9
principal mente a mineração e a indús tria naval. A indus trialização foi um dos fatores

ieL
e
responsáveis pela atração de po pulação do campo, vinda de diversas regiões do país.

laneP
A Newcas tle do final do século XX contava com cerca de 260 mil ha bitantes.

ogidóC
Sua paisagem era bas tante dis tinta da cidad e indus trial do século XIX. A torre da igreja

od
481
permanece lá, mas não se observam mais as chaminés das fábricas lançando fumaça.

.trA
Nas margens do rio, vemos altos edifícios corporativos, ond e se d esenvolvem ativi-

.adibiorp
dad es ligadas ao comércio e à ges tão. A navegação ainda é uma atividad e relevante,

oãçudorpeR
voltada agora para o transporte urban o de passageiros.

KCoTsN
Tal/sibroC/ellessub
leaHCiM

Na Newcas tle mais

recente, a torre da igreja

de St. Anne agora é

mais um dos d es taques

na paisagem da cidad e

(Inglaterra, 1996).

16

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 16 23/03/16 2:32 PM


Essa paisagem é resultante de um conjunto de transformações econômicas e

sociais. Enquanto algumas indús trias permaneceram n os mesmos locais, outras d es-

locaram-se para o interior do país, ou até mesmo para outros países. Uma das razões,

provavel mente, foi a necessidad e de terren os maiores e mais baratos para ins talar

suas linhas de produção e seus centros de logís tica (transporte, es toque e d epósito).

Desse modo, essa área central passou a concentrar o comércio e os serviços, como

hospitais, pos tos de saúd e, universidad es e sed es de órgãos oficiais.

As três imagens de Newcas tle d emons tram que as paisagens humanizadas são

tes temunho dos “tempos” e das cult uras. As transformações técnicas, o d esenvolvi-

mento d e n ovas tecn ologias e as mudanças cult urais ficam regis tradas nas paisagens

na forma d e objetos como portos, fábricas, prédios comerciais etc. Alguns d esaparecem

ou são subs tit uídos, conforme ocorre com as antigas moradias ou com os campos d e

cultivo; outros objetos, no entanto, permanecem: a torre da igreja é um significativo

exemplo d e que as paisagens resultam d e um complexo acúmulo d e diversos “tempos”.

2 Lugar e relações cotidianas


.8991

Quando mencionamos a palavra lugar, entend emos o espaço n o qual as relações


ed

cotidianas d e fato acontecem. Trata-se do espaço próximo aos indivíduos, com o qual
orierevef

eles e fetivamente mantêm relações d e familiaridad e e pertencimento. Nossos vínculos


ed

sociais, familiares e profissionais se processam n os lugares. Por isso, para compreend er


91
ed

a importância do que ocorre na escala local, é indispensável que se consid erem as


016.9

dimensões objetivas e subjetivas dos lugares.


ieL
e

Em um mundo interconectado em red es físicas e virt uais, fenômen os globais,


laneP

como a expansão das red es d e transporte e d e telecomunicações e os fluxos do capital


ogidóC

financeiro, interferem e afetam as relações sociais com intensidad es diferentes e nos


od

mais diversos lugares do mundo. A mod ernização das relações econômicas e sociais
481
.trA

faz com que a maior parte dos lugares es teja inserida na globalização, sendo, portan-
.adibiorp

to, direta ou indiretamente afetada pela expansão do capital e das técnicas. Mesmo

em lugares ond e a produção econômica e a vida social parecem es tar condicionadas


oãçudorpeR

apenas por fatores locais, aspectos da globalização es tão presentes.

Para melhor compreend er os fenômen os geográficos em curso n o mundo globali-

zado, é preciso dis tinguir sua influência nas escalas nacional e global.
snegamI
RasluP/sevahC
snebuR

Os campeonatos mundiais

de futebol atingem

po pulações n os mais

diferentes e remotos

lugares e envolvem o

sentimento de id entidad e

nacional. Na foto,

torcedores da seleção

brasileira em es tádio em

Fortaleza (CE), em partida

realizada na Co pa do

Mundo de 20 14.

17

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 17 5/5/16 4:40 PM


 As escala s nacional e global

A escala nacional diz respeito à at uação dos Es tados nacionais ou países. O Es-

tado nacional é um mediador entre a sociedad e nacional e a mundial. Sua at uação se

manifes ta na regulação interna das relações sociais e da produção econômica, assim

como n os tratados e acordos com outros países. Quando cobra impos tos de certas

atividad es e isenta outras, o Es tado nacional interfere d ecisivamente na atividad e

econômica. O mesmo ocorre quando as autoridad es nacionais d ecid em cons truir

um porto ou uma ferrovia: eles terão impacto subs tancial na produção de bens e

serviços, afetando a vida econômica, social e cult ural na localidad e.

Quando um país assina um tratado de livre comércio com outras nações ou taxa

certos produtos importados, o Es tado interfere nas relações entre a sociedad e nacional

e o res to do mundo, em uma escala global. Essas relações, por sua vez, terão impacto

em n ossos hábitos de consumo e em n osso cotidian o.

SNEGAMI
RASLUP/NARHGER

.8991
ed
orierevef
OTSENRE

ed
91
ed
016.9
ieL
e
laneP
ogidóC
O Porto de São Francisco

do Sul (SC, 20 1 2) é

od
481
importante para o

.trA
escoamento da produção

.adibiorp
indus trial dos es tados de

Santa Catarina e do Rio

oãçudorpeR
Grand e do Sul. Desd e

20 15, o porto atend e

também a exportação de

soja, que vem do Paraná

e do Paraguai, e de

celulose, proveniente de

Mato Grosso do Sul.

Você no mund o Trabalho em grupo – Apresentação oral

Registre as respostas em seu caderno.

Mudanças na cidade

As cidades são construções humanas pro- do estado. Organizem as imagens do mesmo

duzidas pela sociedade no decorrer do tempo. local em diferentes anos ou décadas.

Por meio da análise de paisagens em diferentes • Em seguida, analisem, em conjunto, as trans

tempos, é possível perceber diversas transfor- formações ocorridas na paisagem estudada e

mações pelas quais cada cidade passou. elaborem hipóteses para explicá-las: que mu-

• Reúnam-se em grupos de 4 ou 5 alunos e pes danças econômicas, sociais e culturais podem

quisem na internet, em livros ou em revistas, explicar essas transformações?

fotografias ou representações de um bairro da • Por fim, apresentem suas conclusões para o

cidade onde vocês moram ou de uma cidade restante da classe.

18

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 18 3/31/16 10:14 AM


Midiateca
3 O espaço geográfico

V íd eo

Espaço geográfico é o produto das relações entre a socieda-

 Em algum lugar da Terra

de e a nat ureza e compreend e as interações sociais, econômicas,

http: //pre.univesp.br/
políticas e cult urais . O es p aço g eog ráfico não é a penas o espa ço

em-algum-lugar-da-terra#.
que pod e ser perceb id o pelo s s entido s — não é, po r tan t o, s i n ô-

VgvbIexViko

nimo de paisagem.

A série, compos ta de seis víd eos

O geógrafo Milton Santos, ao explicar a diferença entre os dois


disponibilizados pela Univesp TV,

conceitos, lembrou-se de uma arma que chegou a ser imaginada por


convida o telespectador a d escobrir

cientis tas e militares, mas que jamais foi d esenvolvida: a bomba de


territórios na nat ureza em que as

nêutrons, que d es truiria toda a vida na área em que fosse lançada, pessoas zeram um pacto de pre-

porém preservaria os objetos in orgânicos. servação. Você irá conhecer lugares

magnícos, como as Ilhas Shetlands,

“[...] o que na véspera seria ainda o espaço, após a temida

Ca bo Verd e, Jamaica, o Sultanato d e

explosão seria apenas paisagem.”

Omã, Laos e o oes te canad ense.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção.

São Paulo: Edusp, 2006. p. 106.

A leit ura e a interpretação da paisagem fornecem-n os, por sua vez, elementos para
.8991

a compreensão do espaço geográfico. Ao lermos e interpretarmos, por exemplo, as


ed

fotografias da cidad e d e Nova York e da ald eia do povo ian omâmi, pod emos reconhecer
orierevef

que seus espaços geográficos são produto d e relações sociais, cult urais, econômicas e
ed

ambientais diferentes. A diversidad e d e espaços geográficos d ecorre d e diferenças n o


91
ed

modo de vida das po pulações e nas paisagens sobre as quais elas intervêm.
016.9

kCotsnitaL/sibroC/nosDivaD
ieL
e
laneP
ogidóC
od
481

As metrópoles são
.trA

espaços geográficos
.adibiorp

noremaC

com intensos fluxos de

capital e de informação.
oãçudorpeR

Elas concentram

comércio, serviços,

red es de transporte

e comunicação e se

cons tit uem em espaços

altamente verticalizados.

Na foto, bairro de

Manhattan, Nova York

(Es tados Unidos, 20 15).


snegam
rasLuP/otas

Os ian omâmis
nosDe

cons troem suas ald eias

em clareiras a bertas na

Flores ta Amazônica,

ond e d esenvolvem

atividad es de caça e

pesca cotidianamente.

Nas ald eias circulares,

eles realizam

atividad es cult urais

e de socia bilidad e.

Vis ta da ald eia Demini

(Amazonas, 20 1 2).

19

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 19 3/31/16 10:14 AM


 Técnica e espaço geográf ico

A interação entre as diferentes sociedad es e a nat ureza se dá por meio das técnicas,

ou seja, o conjunto d e ha bilidad es d esenvolvidas pelos seres human os, n o d ecorrer d e

sua h is tória, com a finalidad e d e produzir objetos, ferramentas e/ou utensílios necessários

à vida social, cult ural e material de cada povo, em d eterminado momento h is tórico.

O espaço geográfico cons truído por cada sociedad e re flete, portanto, o es tágio

de d esenvolvimento dos meios técnicos alcançados.

Tecn ologia é um termo que engloba a relação entre a técnica e os sa beres acumu-

lados por meio do d esenvolvimento científico. As técnicas acompanham o percurso

da humanidad e: a agricult ura e a domes ticação de animais, por exemplo, surgiram há

cerca de d ez mil an os, com o plantio de cereais e as primeiras criações pecuárias. No

continente sul-american o, a agricult ura começou a ser praticada pelos povos nativos

cerca d e dois mil an os atrás. As plantas cultivadas eram o ta baco, o milho e a pimenta.

Há cinco mil an os, sociedad es humanas já cons truíam vilas e cidad es, navegavam

pelos rios e erguiam barreiras para controlar a vazão dos cursos de água.

No continente sul-american o, achados arqueológicos recentes comprovaram, por

exemplo, a exis tência d e vias d e ligação das sociedad es indígenas da região ond e hoje

.8991
se encontram os es tados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, no Brasil, com

ed
orierevef
os povos andin os que ha bitavam os at uais Peru e Bolívia, e também com outras tribos

indígenas ao sul. O caminho do Pea biru é uma d essas vias; ele tinha início no litoral

ed
91
paulis ta, cruzava o at ual es tado do Paraná, ad entrava o chaco paraguaio, atravessava

ed
016.9
a Bolívia, ultrapassava a cordilheira dos And es e, final mente, alcançava o sul do Peru

ieL
e a cos ta do Pacífico.

e
laneP
sev
seGaMi

ogidóC
laçNoG
YTTeG/iN

od
481
ass

.trA
leiNaD
TsoGaeD

.adibiorp
oãçudorpeR

Detalhe de mural da t umba de Sennedjem, em Tebas


Capa da revis ta Cad ern os d e Pesquisa do LAP, da Faculdad e

(Egito, c. 1 2971185 a.C.), no qual pod emos


de Urbanismo da USP, traz uma foto de satélite que

observar o uso do arado movido a tração animal.


mos tra o caminho do Pea biru.

Acreditase que o arado, técnica fundamental para

o d esenvolvimento da agricult ura, tenha sido criado

pelos sumérios (antiga civilização meso potâmica).

20

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 20 23/03/16 2:33 PM


Na Antiguidad e, a civilização romana d esenvolveu técnicas importantes, por

exemplo, os aquedutos, com os quais se cons truiu um dos primeiros sis temas de

a bas tecimento d e água para núcleos urban os. Outras técnicas milenares importantes

são os moinhos movidos pela força do vento ou da água.

Na Euro pa, entre os séculos XI e XIV (período chamado de Baixa Idad e Média), a

introdução de n ovas técnicas de cultivo e de aração modificou intensamente a pai-

sagem e promoveu um n otável aumento da produção agrícola naquele continente.


kCotsnital/sibroC/yelgnal

kCotsrettuhs/relleuM
naitsirhC
nosaJ
.8991
ed
orierevef

Ponte do Gard, um aqueduto cons truído pelos Moinho de vento em Zaanse Schans, que faz parte
ed
91

roman os há cerca de dois mil an os na região de uma vila museu que reúne moinhos h is tóricos
ed

de Languedoc-Roussillon (França, 20 14). (Holanda, 20 15).


016.9
ieL
e
laneP

As Revoluções Indus triais


ogidóC

Durante a Primeira Revolução Indus trial, iniciada em meados do século XVIII na


od
481

Inglaterra, ocorreu grand e d esenvolvimento técnico, e a organização social da produção


.trA

passou a modificar intensamente a superfície terres tre. Nesse período, introduziu-se o


.adibiorp

carvão como fonte de energia, o que pro piciou o d esenvolvimento da indús tria têxtil
oãçudorpeR

e o uso de ferrovias e barcos a vapor.

O mundo por volta de 1800


letneMiP

OCEANO GLACIAL ÁRTICO

Finlândia
edardna

Noruega

CANADÁ

REINO UNIDO SUÉCIA


IMPÉRIO

PBS PRÚSSIA RUSSO

SACRO IMPÉRIO
ed

FRA. ÁUSTRIA

CHINA
ITA.
nosredna

ESP.
ESTADOS
PORT.
Coreia

UNIDOS IMPÉRIO
JAPÃO

OTOMANO

PÉRSIA

Flórida BIRMÂNIA
TRÓPICO DE CÂNCER
Nova

Espanha
HAITI
ARÁBIA

Senegal ÍNDIA
OCEANO

Gâmbia Serra Leoa


CAMBOJA PACÍFICO

Filipinas
Lagos
Nova Guiana

EQUADOR Costa do Costa do Ouro


Granada

Marfim

Índias Holandesas
OCEANO
Brasil
Peru
Angola

PACÍFICO

OCEANO
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

La Plata Austrália
Moçambique
ÍNDICO

Chile

OCEANO

ATLÂNTICO

Possessão inglesa Expansão russa Ao longo do século XIX,

a econ omia euro peia


Possessão espanhola

Expansão inglesa

conectou áreas em

Possessão portuguesa

Grande comércio marítimo (séc. XVIII) todo o mundo.

Possessão holandesa

Rotas terrestres da seda (séc. XVIII)

Possessão francesa Fonte: DEVOS, W.; GEIVERS, R.

Atlas histórico universal. Madri:

Território russo Zonas comerciais inglesas e holandesas

2.530 km
Bruño, 2005. p. 66.

21

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 21 5/11/16 10:49 AM


A partir d e 1870, teve início a Segunda Revolução Indus trial, período marcado

pelo d esenvolvimento de um conjunto de técnicas que ampliariam, n ovamente, a

interferência da sociedad e sobre a nat ureza e intensificariam a produção e o comércio

mundiais. As in ovações que marcaram esse período foram o uso da eletricidad e para

a geração de energia e iluminação; o emprego de petróleo como fonte de energia;

o uso do aço e do alumínio; e o d esenvolvimento das indús trias química e eletroe-

letrônica. A expansão da produção indus trial representou o início da formação da

chamada econ omia global, marcada pela participação das po pulações presentes

em todos os continentes, n os fluxos comerciais internacionais.

Na segunda metad e do século XX (principal mente a partir da década d e 1970), a

produção econômica passou a viver uma n ova era de transformações, d en ominada

Revolução Técnico-Científica-Informacional (ou Terceira Revolução Indus trial).

As bases d esse n ovo ciclo de mudanças são a informática, a biotecn ologia, a auto-

mação dos processos indus triais, além dos n ovos meios de geração de energia — a

combinação d esses elementos cons tit ui o espaço globalizado

As in ovações tecn ológicas da área de telecomunicações e o d esenvolvimento

da indús tria de computadores e programas de processamento de dados são os

elementos centrais da Revolução Técnico-Científico-Informacional. O aumento da

.8991
capacidad e tecn ológica de armazenar dados e o processamento ins tantâneo de

ed
informações via telecomunicações são elementos d ecisivos para a cons trução de

orierevef
n ovos fluxos, agora centrados em dados e capitais, e não apenas em arte fatos físicos

ed
(como matérias-primas e mercadorias).

91
ed
016.9
Cabos submarinos de fibra ótica — 2014

ieL
arierreF

e
laneP
ogidóC
ésoJ

od
oDNaNreF

481
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR

OCEANO

OCEANO
PACÍFICO

ÍNDICO

OCEANO

ATLÂNTICO

Cada fio colorido representa

um cabo submarino 2.730 km

Fonte: TElEGEOGR aphy Submrine Cbe M. Disoníve em: <www.submrinecbem.com/>.

acesso em: jn. 2016.

Os sis temas produtivos da era técnico-científico-informacional caracterizam-se

pelo uso intensivo do conhecimento, que confere valor aos bens d essa n ova organização

d e produção. O computador é o principal exemplo d e produto indus trial próprio d essa

n ova etapa do capitalismo: seus componentes não envolvem a utilização de recursos

nat urais a bundantes ou escassos, sendo seu elevado valor de troca o resultado de

uma complexa combinação de pesquisas de in ovação tecn ológica.

As empresas que mais cresceram entre o final do século XX e o início do sé-

culo XXI foram as que mais inves tiram em pesquisa e tecn ologia; a mão de obra

d essas organizações é cons tit uída por tra balhadores com d ensa formação educa-

cional e técnica.

22

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 22 23/03/16 2:33 PM


L e itura comple me nt ar

Crescimento de vagas em tecnologia

da informação gera oportunidades

O mercado de tecnologia da informação está em crescimento desde 2013


e deve continuar assim este ano. De acordo com a consultoria IDC, as áreas

que mais devem contratar são as ocupações ligadas a programas, chamados de

softwares, a serviços e a aparelhos e equipamentos, conhecidos como hardwares

O setor contratou 159 mil pessoas no Brasil inteiro em 2013. Quase metade

das vagas foi para o estado de São Paulo (47%), depois Rio de Janeiro (11%) e

Minas Gerais (10%).

Em Belo Horizonte, um polo de TI está se formando no bairro São Pedro, re-

g ião sul da cidade, e já reúne 143 startups, jovens empresas que trazem ideias

inovadoras para o mercado. [...] A demanda é tão grande que existe um déficit

de profissionais no mercado. Só neste ano, 45 mil vagas devem deixar de ser

preenchidas no país. [...]

A especialização também ajuda. O coordenador de TI Thiago Fagundes é for-

mado em computação e é especializado em gestão de negócios. Ele foi contrata-


.8991

do há seis meses e já conquistou um cargo como coordenador [...]. ‘Eu pretendo

continuar seguindo carreira aqui. Como fui recém promovido, ainda tenho ba-
ed
orierevef

gagem a ser adquirida na nova função, mas no futuro ter novas possibilidades

também’, afirma. [...]



ed
91

JORNAL HOJE. Crescimento de vagas em tecnologia da informação gera oportunidades


ed

Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/02/crescimento-de-vagas-


016.9

em-tecnologia-da-informacao-gera-oportunidades.html>. Acesso em: jan. 2016.


ieL
e

segAm
laneP
ogidóC

ytteg/greBmoolB/yelwArC
od
481
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR

nAdiA

Nas s tart ups é

comum o ambiente

informal e uma

equipe pequena.

Foto de uma

s tart up em Dublin

(Irlanda, 20 15.)

Questões
Responda no caderno.

1. Segundo a reportagem, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os esta-

dos que mais contrataram mão de obra em ocupações ligadas a programas e

serviços de informática e tecnologia no ano de 2013. Em sua opinião, por que

há maior demanda de mão de obra nesses estados?

2. A palavra startup é de origem inglesa e pode ser traduzida no contexto da

reportagem como “faça algo novo”. Considerando seu significado no texto,

que argumentos na notícia justificam a ideia de que “a mão de obra nas orga-

nizações de tecnologia é constituída por trabalhadores com densa formação

educacional e técnica”?

23

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 23 3/31/16 10:23 AM


Geograf ia e out ra s lingu age ns

O poeta e músico Vinicius de Moraes, nascido em 1913 na cidade do Rio de Janeiro,

publicou em 1956 o poema O operário em construção. Leia-o com atenção.

ahnimac
O operário em construção

solrac
Era ele que erguia casas Mas ele desconhecia

Onde antes só havia chão. Esse fato extraordinário:

Como um pássaro sem asas Que o operário faz a coisa

Ele subia com as casas E a coisa faz o operário.

Que lhe brotavam da mão. De forma que, certo dia

Mas tudo desconhecia À mesa, ao cortar o pão

De sua grande missão: O operário foi tomado

Não sabia, por exemplo De uma súbita emoção

Que a casa de um homem é um templo Ao constatar assombrado

Um templo sem religião Que tudo naquela mesa

Como tampouco sabia — Garrafa, prato, facão —

Que a casa que ele fazia Era ele quem os fazia

Sendo a sua liberdade Ele, um humilde operário,

Era a sua escravidão. Um operário em construção.

[...]

De fato, como podia

Um operário em construção Notou que sua marmita

Compreender por que um tijolo Era o prato do patrão [...]

Valia mais do que um pão? Que seu macacão de zuarte

Tijolos ele empilhava Era o terno do patrão

Com pá, cimento e esquadria Que o casebre onde morava

Quanto ao pão, ele o comia... Era a mansão do patrão

Mas fosse comer tijolo! Que seus dois pés andarilhos

E assim o operário ia Eram as rodas do patrão

Com suor e com cimento Que a dureza do seu dia

Erguendo uma casa aqui Era a noite do patrão

Adiante um apartamento Que sua imensa fadiga

Além uma igreja, à frente Era amiga do patrão.

Um quartel e uma prisão:

Prisão de que sofreria


E o operário disse: Não!

Não fosse, eventualmente


E o operário fez-se forte

Um operário em construção. [...]


Na sua resolução. [...]

MORAES, Vinicius de. O operário em construção. Disponível em: <www.viniciusdemoraes.

com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-operario-em-construcao>. Acesso em: jan. 2016.

Questões Responda no caderno.

1. Que relação entre a sociedade e a natureza é abordada na primeira estrofe do poe

ma? Comente o verso que explicita essa relação.

2. Nesse poema, Vinicius de Moraes aborda um aspecto importante da produção do

espaço geográfico pela sociedade capitalista. Que aspecto é esse?

3. Que características tem o espaço geográfico da cidade construída pelos operários?

24

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 24 3/31/16 10:24 AM


At iv ida des
Registre as respostas em seu caderno.

3. Explique que desigualdades do espaço geográfi-

Organize seus conhec imentos

co estão sendo apontadas na charge a seguir e

comente qual parece ser o ponto de vista do car-


1. Para a Geografia, as permanências e as mudan-

tunista a esse respeito.


ças nas paisagens são resultado da atuação de

forças naturais e sociais. Analise geograficamen-

ileGna
te a paisagem retratada na fotografia abaixo.

©
sneGam
rasluP/zinid
rasec
.8991

4. Leia o texto e observe a imagem. Em seguida, res-


ed

Vis ta da região do cerrado brasileiro, com plantação de soja


orierevef

ponda à questão.

e mata nativa ao fundo (TO, 20 13).


ed
91

Desastres ambientais — como o ocorrido


ed

2. Observe as imagens da avenida Paulista em distin- “


016.9

na região serrana do Rio de Janeiro no início do


tos tempos e estabeleça comparações entre elas.
ieL

ano e no Morro do Bumba, no mesmo estado,


e

oluaP
ad

em abril de 2010 — alertam para os perigos do


laneP

asac

descumprimento da legislação ambiental. [...] Os


oãs
ogidóC

ad

desastres ambientais ocorrem devido a vários


ed
ov reca –
od

meGam

fatores e, sobretudo, à interação entre muitos


481

desses fatores.

.trA

ylsneaG
.adibiorp

FABRÍCIO, Tárcio; ZEVIANI, Lívia. Desastres, clima e

o novo Código Florestal. ClickCiência, ed. 25, set. 2011.


emrehliuG

Disponível em: <www.clickciencia.ufscar.br/portal/


oãçudorpeR

edicao25/materia3_detalhe.php>. Acesso em: jan. 2016.

sneGam
rasluP
Avenida Paulis ta, em foto do início do século XX

/rebGn
(SP, 1905-1906).

rams
sserPahloF/isrocca
onaibaF

Em 20 11, fortes chu vas provocaram

d eslizamento de encos ta em Teresópolis (RJ).

Sabemos que a paisagem é produzida pela di-

nâmica da natureza e pela intervenção da so-

ciedade. Com base no texto, analise o desastre

Avenida Paulis ta (SP, 1997). ambiental retratado na fotografia.

25

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 25 3/31/16 10:24 AM


At iv ida des

menino, com 4, 5 anos, meus parentes comentavam:

Representações gráf icas e car tográf icas

‘A cidade foi inundada até a beira do mercadão’. A

casa dos meus pais ficava numa esquina em frente

5. De 2000 a 2015, o crescimento de usuários de in-

do mercado e o fundo dela era o rio, que volteava

ternet passou de 361 milhões para aproximada-

tudo. Mas, na época, São Luiz tinha um crescimento

mente 3,3 bilhões, um aumento extraordinário.

populacional mais razoável. Lembro que a margem

Comente esse fato com base na leitura do gráfico

de ataque do rio, à beira d’água, era uma estradinha

e nos conhecimentos adquiridos neste capítulo.

tangenciando o morro para poder chegar ao caminho

de Ubatuba. Andei muito do outro lado do rio, onde

Número de usuários da internet — 2000

ia coletar pitangas gostosas na borda da mata. [...]

Ásia
114,3 Que características tem a cidade para já ter

América do sofrido inundação no passado?

108,0
Norte

Toda aquela região da Praça da Matriz, que é a

Europa 105,0

região da Rua das Tropas e a região do mercado,

América

Latina e Caribe 18,0 tudo aquilo é envolvido por um meandro. Mean-

dro é uma volta do rio às vezes muito alongada, às

Oceania 7,6

vezes mais estreita. Todo meandro tem um lóbulo

letnem p
África 4,5
interno, a várzea. Do outro lado, sobretudo em

áreas de morros, ficam os declives. Bom, tudo


Oriente Médio
e dardna

3,3

.8991
isso se modificou muito. […]
0

0
0

2
1

ed
E como surgiram os casarões?
1

ed

orierevef
Milhões de usuários
nosredna

Os fazendeiros de café ficaram tão encantados

com a exportação do produto pela estrada que tive-

ed
Número de usuários da internet — 2015

91
ram, a partir de 1850, a ideia de construir casarões
:seõçartsulI

ed
Ásia 1.563,2

016.9
para morar na cidade. […] Enquanto na roça perma-

Europa 604,1 neceram os capatazes, na cidade os fazendeiros re-

ieL
e
ceberam imigrantes de várias partes, especialmente

laneP
América Latina e Caribe 331,1

de Portugal, que tinham tradição e capacidade de

ogidóC
América do Norte 313,9

construir casarões de pau a pique e taipa. Não é

África 313,3

od
uma coisa que resista a todos os tempos, sobretudo

481
Oriente Médio 115,8
quando há enchentes dramáticas. Bom, filha, essas

.trA
pessoas receberam uma tragédia socioeconômica
Oceania 27,1

.adibiorp
em torno de 1900, quando se estabeleceu a Estrada
0 500 1000 1500 2000

de Ferro Central do Brasil. Todo o café, do vale

oãçudorpeR
Milhões de usuários

Fonte: Internet World Stats. Disponível em:


inteiro, passou a sair pela estrada por Taubaté, São

<www.internetworldstats.com/stats.htm>. Acesso em: jan. 2016.


José dos Campos e Lorena em direção ao Brás e,

de lá, pela Estrada Santos-Jundiaí. Mudou-se o

eixo da exportação. O problema era sério e grave.


I nter pretação e problemat ização

Algumas famílias de fazendeiros foram fenecendo.

6. Na reportagem a seguir, o geógrafo Aziz Nacib Pessoas de Minas Gerais, que sabiam guardar seu

dinheirinho, vieram para São Luiz e compraram


Ab´Sáber dá um depoimento sobre sua infância

terras para fazer o que sabiam fazer: criar gado


na cidade de São Luis do Paraitinga (SP). Em 2010,

leiteiro. Disso viveram por muitos anos. Quanto aos


uma grande enchente inundou e destruiu quase

casarões, muitos foram transformados em hotéis.


todo o centro histórico da cidade. Leia o texto e ”

responda às questões.
MANIR, Mônica. Como morrem as casas. Estadão, São

Paulo, 9 jan. 2010. Disponível em: <http://alias.estadao.

com.br/noticias/geral,como-morrem-as-casas,493106>.

Acesso em: jan. 2016.


Como morrem as casas

Para Aziz Nacib Ab´Sáber, ilustre filho de


Paraitinga, a ignorância arrasta a história para o


Nas palavras do geógrafo Aziz Ab’Sáber, é pos-

fundo dos rios


sível reconhecer a paisagem humanizada da

São Luiz do Paraitinga perdeu ¼ dos imó- cidade onde ele nasceu. Sintetize, com suas

veis tombados. Foi um dos maiores desastres palavras, os elementos naturais e humanos

culturais do País. Como o senhor reagiu a isso?


que compõem essa paisagem. Em seguida, ela-

bore hipóteses para explicar a relação entre o


É compreensível que, tendo nascido lá, eu sinta

uma tristeza imensa com essa destruição. Houve, no crescimento da cidade e a destruição do centro

passado, uma tragédia semelhante. Quando eu era histórico por uma grande enchente.

26

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 26 3/31/16 10:24 AM


Exames d e seleção Registre as respostas em seu caderno.

1. (Enem, 2015) O reconhecimento da paisagem em questão

como patrimônio mundial deriva da

“No fim do século XX e graças aos avanços


a) presença do corpo artístico local.

da ciência, produziu-se um sistema [...] presidi-

b) imagem internacional da metrópole.

do pelas técnicas da informação, que passaram

a exercer um papel de elo entre as demais,


c) herança de prédios da ex-capital do país.

unindo-as e assegurando ao novo sistema [...]

d) diversidade de culturas presente na cidade.

uma presença planetária. [...]

e) relação sociedade-natureza de caráter sin-

[...] Um m e rc a d o global utilizando esse

gular.

sistema de técnicas avançadas resulta nessa

globalização perversa.”

3. (Unicamp-SP, 2015)

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do

pensamento único à consciência universal. 4. ed. Rio

Paisagem de uma metrópole brasileira

de Janeiro: Record, 2000. p. 23 e 24 (adaptado).

sNeGaMi
rasluP/sN
Uma consequência para o setor produtivo e

outra para o mundo do trabalho advindas das


.8991

transformações citadas no texto estão presen-

TraM
ed

tes, respectivamente, em

M
orierevef

FleD

a) Eliminação das vantagens locacionais e am-


ed

pliação da legislação laboral.


91
ed

b) Limitação dos fluxos logísticos e fortaleci-


016.9

mento de associações sindicais.


ieL
e

c) Diminuição dos investimentos industriais e


laneP

desvalorização dos postos qualificados.


ogidóC

Vis ta aérea da favela Paraisópolis, muito próxima

d) Concentração das áreas manufatureiras e


dos edifícios de luxo da avenida Giovanni Gronch i
od

redução da jornada semanal.


481

(SP, 20 13).
.trA

e) Automatização dos processos fabris e au-


.adibiorp

Considerando a imagem, identifique a alterna-

mento dos níveis de desemprego.

tiva correta.
oãçudorpeR

2. (Enem, 2013) a) A organização do espaço geográfico nas me-

trópoles brasileiras caracteriza-se, na atuali-

o
dade, pela tendência à homogeneização das
“No dia 1 de julho de 2012, a cidade do Rio de

formas de habitar, em função da existência


Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber

de políticas urbanas e sociais exitosas.


o título da Unesco de Patrimônio Mundial como

Paisagem Cultural. A candidatura, apresentada


b) Os moradores do condomínio fechado e os

pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artísti-

moradores da favela compartilham áreas

co Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 36

comuns de lazer, fato que expressa o enfra-

Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial. [...]

quecimento dos conflitos entre as diferen-

O presidente do Iphan explicou que ‘a pai-


tes classes sociais na metrópole.

sagem carioca é a imagem mais explícita do

c) A concentração da r ique za pe rm i t e a uma


que podemos chamar de civilização brasileira,

pequena parcela da s ociedade viver em


com sua originalidade, desafios, contradições

e possibilidades’. condomínios fech ado s de alt o padrão, qu e,

fortificados por aparat os de segurança,


A partir de agora, os locais da cidade valo-

aprofundam a frag m e nt ação do e s paço ur-


rizados com o título da Unesco serão alvo de

ações integradas visando à preservação de sua bano.

paisagem cultural.”

d) A favela é um espaço monofuncional, exclu-

Disponível em: <www.cultura.gov.br/noticias-


sivamente residencial, desprovido de ser-

destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/

viços urbanos básicos como energia elétri-


rio-de-janeiro-patrimonio-mundial-532479/10967>.

Acesso em: mar. 2013 (adaptado).


ca, água, saneamento, limpeza e, portanto,

equilibradamente coeso à malha urbana.

27

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 27 23/03/16 2:33 PM


Registre as respostas em seu caderno.
Exames de seleçã o

4. (UFG-GO, 2014) Leia os textos a seguir. 5. (Uepa-PA, 2014)

Texto 1
“A história do homem sobre a Terra é a his-

tória de uma rotura progressiva entre o homem


“Contrariando a opinião de certas pessoas

e o entorno. Esse processo se acelera quando,


que não quiseram se entusiasmar, e garantiram

praticamente ao mesmo tempo, o homem se


que em poucos dias a novidade passaria e a

descobre como indivíduo e inicia a mecanização


ferrugem tomaria conta do metal, o interesse

do planeta, armando-se de novos instrumentos


do povo ainda não diminuiu.”

para tentar dominá-lo. A natureza artificiali-

VEIGA, J. J. A máquina extraviada.

zada marca uma grande mudança na história

Em: Melhores contos de J. J. Veiga

humana da natureza. Hoje, com a tecnociência,


Seleção de J. A. Castello.

São Paulo: Global, 2000. p. 133. alcançamos o estágio supremo dessa evolução.”

SANTOS, Milton.

Técnica, espaço, tempo: globalização

Texto 2

e meio técnico-científico informacional.

São Paulo: Hucitec, 1998. p. 17.


“Fatores biológicos e geográficos facilitaram

a implementação de determinadas atividades

econômicas nos moldes ditos modernos, pre-

.8991
O texto tem como temática aspectos da rela-

dominantemente em relevo plano, com formas

ção homem-natureza em diferentes épocas.

ed
de topo aplanado, solos bem desenvolvidos,

orierevef
A partir do mesmo e utilizando seus conhe-

espessos e livres de pedregosidades.”

cimentos g eográficos, assinale a alternativa

ed
OLIVEIRA, I. J. Sustentabilidade de sistemas

91
correta sobre esta relação.

produtivos agrários em paisagens do Cerrado:

ed
016.9
uma análise no município de Jataí-GO.

a) O avanço do meio técnico-científico-informa-

Terra Livre, ano 20, v. 2, n. 23, jul.-dez., 2004

ieL
cional possibilitou uma maior preservação da
(adaptado).

e
laneP
natureza, haja vista que as indústrias moder-

ogidóC
nas utilizam tecnologia que restringe a polui-

O Texto 1 trata de uma situação vivenciada


ção ambiental, além do fato de que, nas socie-

od
pela população de uma pequena cidade, en-
dades contemporâneas, há maior preocupa-

481
quanto o Texto 2 aborda a modernização da

.trA
ção com a preservação do meio ambiente.

.adibiorp
agropecuária e as características de uma uni-

b) As sociedades contemporâneas têm um gran-

dade de paisagem em Jataí, mesorregião do

oãçudorpeR
de consumo de energia devido ao emprego de

Sudoeste de Goiás. Com base no fragmento do

tecnologias que facilitam a comunicação, le-

conto “A máquina extraviada” e na leitura do

vando muitos países à maior exploração das

Texto 2, conclui-se que a tecnologia:

fontes energéticas com redução dos impac-

a) desperta curiosidade na população, no Texto

tos ambientais, principalmente nos rios e flo-

1, e limita o seu próprio uso em atividades

restas, graças à utilização de tecnologias mo-

agropastoris realizadas neste tipo de terre-

dernas na apropriação dos recursos naturais

no, no Texto 2.

renováveis.

b) implanta-se satisfatoriamente no local, con-

c) A tecnociência tem entre seus princípios

forme o Texto 1, e é desfavorável para a me-

básicos a utilização intensa da mão de obra

canização agrícola nesse tipo de terreno, no

humana, o estímulo à preservação da na-

Texto 2.

tureza e redução da ação do homem sobre

c) causa indiferença na população capacitada


esta, que ainda se apresenta impotente fren-

para sua utilização, no Texto 1, e tem poten-


te às grandes tragédias da natureza, a exem-

cial para uso em atividades agrícolas nesse


plo dos furacões e tsunamis

tipo de terreno, no Texto 2.

d) Nas sociedades primitivas, cada grupo hu-

d) chega à população que possui mão de obra


mano construía seu espaço de vida com as

despreparada, no Texto 1, e favorece as ativida-


técnicas que inventava para tirar da natureza

des de aração neste tipo de terreno, no Texto 2.


os elementos indispensáveis à sua sobrevi-

e) propicia a anulação da sua função, no Texto vência; organizava a produção, sua vida so-

1, e inviabiliza a mecanização agrícola neste cial e o espaço geográfico na medida de suas

tipo de terreno, no Texto 2. próprias forças e necessidades.

28

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 28 3/31/16 10:27 AM


e) Nos dias atuais, os objetos tecnológ icos que nos s e r ve m são cada

ve z mais técnicos, criados p a ra atender finalidades específicas, fa-

cilitando as c o mu n i c a ç õ e s , mu d a n d o as re l a ç õ e s sociais, interpesso-

ais e com a n a t u re z a , g ra ç a s às políticas estatais de d ive r s o s países

e s t i mu l a d o s pelas C o n f e rê n c i a s Mundiais s o b re o Meio A m b i e n t e, a

exemplo da Rio+20.

6. (UFU-MG, 2010) A Geografia se expressou e se expressa por meio de um

conjunto de conceitos que, por vezes, são considerados erroneamente como

equivalentes, a exemplo do uso do conceito de espaço geográfico como

equivalente ao de paisagem, entre outros.

Considerando os conceitos de espaço geográfico, paisagem, território e lu-

gar, identifique a alternativa incorreta

a) A paisagem geográfica é a parte visível do espaço e pode ser descrita a

partir dos elementos ou dos objetos que a compõem. A paisagem é for-

mada apenas por elementos naturais; quando os elementos humanos e


.8991

sociais passam a integrar a paisagem, ela se torna sinônimo de espaço


ed

geográfico.
orierevef

b) O espaço geográfico é (re)construído pelas sociedades humanas ao longo


ed

do tempo, através do trabalho. Para tanto, as sociedades utilizam técni-


91
ed

cas de que dispõem segundo o momento histórico que vivem, suas cren-
016.9

ças e valores, normas e interesses econômicos. Assim, pode-se afirmar


ieL

que o espaço geográfico é um produto social e histórico.


e
laneP

c) O lugar é concebido como uma forma de tratamento geográfico do mun-


ogidóC

do vivido, pois é a parte do espaço onde vivemos, ou seja, é o espaço


od

onde moramos, trabalhamos e estudamos, onde estabelecemos vínculos


481

afetivos.
.trA
.adibiorp

d) Historicamente, a concepção de território associa-se à ideia de natureza

e sociedade configuradas por um limite de extensão do poder. A catego-


oãçudorpeR

ria território apresenta uma relação estreita com a de paisag em e pode

ser considerada um conjunto de paisag ens contido pelos limites políti-

cos e administrativos de uma cidade, estado ou país.

7. (Uece-CE, 2015)

“O espaço geográfico agora mundializado redefine-se pela combinação de

signos. Seu estudo supõe que se levem em conta esses novos dados revelados

pela modernização e pelo capitalismo agrícola, pela especialização regional

das atividades, por novas formas e localização das indústrias.”

SANTOS, Milton. Técnica, espaço e tempo: globalização e meio técnico-científico

informacional. São Paulo: Hucitec, 1996.

O trecho acima expressa novas determinações do espaço geográfico identi-

ficadas com:

a) os territórios de exclusão.

b) as paisagens distópicas.

c) o meio técnico científico e informacional.

d) a redefinição de hierarquias urbanas.

29

R4-010-029-GCR1-C01-G.indd 29 4/7/16 8:15 AM


o
l
1. Podem auxiliar no planejamento urbano, quanto à fiscalização das construções, localização

u
de edificações ilegais ou fora dos padrões, análise de adensamentos urbanos e realocação de

t
í
p
recursos para setores como mobilidade urbana e moradia popular, entre outras finalidades.
a
C

Car tografia: uma forma


2. A questão requer mediação e incentivo para a discussão

2 coletiva. Imagens via satélite podem, por exemplo, aper-

feiçoar o mapeamento de elementos do espaço.

de ler o mundo

Segam
“O mapa é a berto, é conectável em

htrae
todas as suas dimensões, d esmontável,

rever sível, suscetível de receber mo- elgoog/egam

dificações cons tantemente. Ele pod e

ser rasgado, rev ertido, adaptar-se a

montagens de qualquer nat ureza, ser


topS/ebolg

preparado por um indivíduo, um grupo,

uma formação social. Pod e-se d esenhá-

-lo numa pared e, concebê-lo como obra


latigiD

de arte, cons truí-lo como uma ação


5102

política ou como uma meditação.”


©

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platôs:

capitalismo e esquizofrenia.

v. 1. São Paulo: Editora 34, 1995. p. 21.

Neste capítulo, você vai aprender a:

✔ Reconhec er a spec tos relevantes da evolução ✔ Reconhec er diferentes tipos de mapa .

da Car tograf ia para a cons tr ução his tór ica do

✔ A plicar o sis tema de coordenada s geográf ica s,

conhecimento humano e do uso dos mapa s como

de ter minando a posição absoluta de pontos sobre a

ins tr umento de poder.

super f ície ter res tre.

✔ Ler mapa s temáticos e de síntese, identi f icando

✔ A nalisar códigos e símbolos da linguagem

realidades geográf ica s dis tinta s.

car tográf ica , utilizando recur sos gráf icos de

✔ Reconhec er o signi f icado da sele tividade e os qualif icação, de quanti f icação e de ordenação.

atr ibutos da representação car tográf ica .

✔ A na l i s a r a C a r to gr a f ia e as ima g e n s do

✔ Identif icar o impac to de nova s tecnologia s na s e n s o r ia m e n to r e mo to c o mo r e p r e s e n t aç õ e s da

produção de representações car tográf ica s. r e a l ida d e .

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 30 4/1/16 3:29 PM


Os mapas são elementos de

comunicação de diversos fenômen os

geográficos, mas não são neutros: ao

longo da h is tória e de acordo com os

interesses de cada sociedad e, hou ve

muitas formas e critérios diferentes

para sua ela boração. É importante

interpretar essa linguagem sa bendo

que as representações cartográficas

expressam um ponto de vis ta.

Ponto de par t ida

1. Como a possibilidade de captar

imag ens aéreas por meio de

satélite pode beneficiar a

Imagem de satélite do centro de Goiânia, capital


org anização de um município?

de Goiás, com alguns de seus marcos tradicionais,

2. De que forma as imag ens de

incluindo a Praça Cívica, o Parque dos Buritis e

satélite são utilizadas pela


alguns dos diversos órgãos públicos ali sediados

Cartografia?
(foto de 20 15).

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 31 4/1/16 5:23 PM


1 A impor tância da Car tografia

Os mapas (ou cartas) — elementos centrais d e comunicação dos fenômen os geo

gráficos — são ela borados at ual mente com recursos bas tante avançados, incluindo

fotografias aéreas e imagens fornecidas por satélites. No entanto, d esd e tempos re

motos a necessidad e humana d e localizarse e d eslocarse n o espaço contribuiu para

que as mais diversas sociedad es d esenvolvessem técnicas de representação espacial,

utilizandose de diferentes tipos de material.

Antigas civilizações, por exemplo, já produziam mapas d e suas ald eias, regis trando em

pint uras caminhos e pontos importantes do território; frequentemente, esses mapas eram

d esenhados nas pared es das casas e também d e templos religiosos. Povos antigos utiliza

vam materiais como peles d e animais e cascas d e árvores a fim d e ela borar seus regis tros.

Nos dias at uais, o mapeamento da superfície terres tre é utilizado ainda como

ferramenta d e pod er. Uma das principais funções dos mapas é fornecer elementos que

permitam o conhecimento, o domínio e o controle do planeta ou d e uma d eterminada

porção d ele, cons tit uindo, portanto, uma base de informações fundamental para os

que d etêm o pod er político e econômico.

Organismos militares realizam o controle de fronteiras, adminis tram as movi

mentações e o a bas tecimento de tro pas, bem como planejam suas es tratégias de

.8991
combate com o auxílio d e mapas d e alta precisão. Os Es tados Unidos, por exemplo,

ed
orierevef
potência econômica e militar, posicionam sua frota marítima em pontos es tratégicos

que atendam a seus interesses econômicos e geo políticos.

ed
91
Com base em mapas, os es tados nacionais es ta belecem a divisão das unidad es

ed
016.9
adminis trativas d e seus territórios e d esenvolvem planejamentos e políticas em todos

ieL
os níveis de govern o; as Forças Armadas organizam es tratégias e táticas de guerra; e,

e
laneP
em alguns países (sobret udo naqueles que se encontram sob regimes autoritários),

ogidóC
muitos mapas são consid erados segredos de Es tado e têm sua divulgação proibida.

od
481
Estados Unidos: presença militar

.trA
l e tn emip

.adibiorp
OCEANO GLACIAL ÁRTICO Thule
eda rdna

oãçudorpeR
GROENLÂNDIA

(DIN)

CÍRCULO POLAR ÁRTICO


ed
nosredna

RÚSSIA ISLÂNDIA NORUEGA

RÚSSIA

REINO

CANADÁ
UNIDO

ALEMANHA
BELARUS

ÁSIA
COREIA

QUIRGUISTÃO III Frota


DO NORTE
TURQUIA
do Pacíco
ESTADOS ESPANHA

JAPÃO ITÁLIA

UNIDOS

AFEGANISTÃO COREIA

IRAQUE
VII Frota do
DO SUL

SÍRIA
PAQUISTÃO
Pacíco Oeste IRÃ
VI Frota
Midway
BERMUDAS

Okinawa
ESTADOS

TRÓPICO DE CÂNCER
Guantánamo
CUBA DO GOLFO

MÉXICO

Guam Havaí

DJIBUTI
HAITI IV Frota

FILIPINAS
do Atlântico
HONDURAS
ÁFRICA
e Caribe
TAILÂNDIA

PANAMÁ ETIÓPIA

EQUADOR

Diego
CINGAPURA
V Frota

Garcia

II Frota

OCEANO
AMÉRICA
do Atlântico

V Frota

PACÍFICO DO SUL
do Oceano Índico, Mar Vermelho

e Golfo Pérsico

AUSTRÁLIA
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

OCEANO OCEANO
HCIWNEERG

ÁFRICA
Países-membros da Otan

ÍNDICO ATLÂNTICO DO SUL

NOVA

Países aliados ou que apoiam

ZELÂNDIA

os Estados Unidos
ED

Principais intervenções militares


ONAIDIREM

Principais bases militares estadunidenses

Frotas navais estadunidenses

2.450 km

Fonte: LE MONDE Diplomatique. L' atlas. Paris: Armand Colin, 2011. p. 62.

32

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 32 28/03/16 17:20


Govern os também usam o mapeamento por satélite

Midiateca

para acompanhar dados a respeito de transportes e do

meio ambiente; nas cidad es, monitoram a expansão urba


Liv r o

na e pod em planejar o fornecimento de serviços públicos

 Dicionário de lugares imaginários

importantes, como saneamento básico e energia elétrica.

Alberto Manguel, Gianni Guadalupi.

As g ra n d e s e m p re s a s também utilizam mapas p a ra

Tradução: Pedro Maria Soares. São Paulo:

diversas finalidad es — por exemplo, d e finir locais de im

Companh ia das Letras, 2003.

plantação de suas unidad es produtivas ou de alocação de

Nes te livro, os auto res n a rram a h is tó

recursos. A localização pod e d eterminar o sucesso ou o

ria e d escrevem a pais ag em de lugares

fracasso de fábricas, lojas, cad eias de supermercados etc.

imaginários criados pel a literat ura es

Conhecer a h is tória da Cartografia e aprend er a ler e


trang eira. Também apres entam al guns

interpretar mapas é, portanto, fundamental para a compre


exemplos nacionais , co mo o Sítio do

ensão e a análise h is tóricogeográfica do mundo contempo


Picapau A marelo, de Mo nteiro Lob ato,

râneo. É preciso ainda d es tacar a importância da Cartografia


e Antares, de Érico Ver ís simo. Muito s

como ins trumento de representação da realidad e. verbetes vêm acompan had os por mapas

e gravuras.

 Os mapas na Antiguidade clássica

oÃÇUdorper
Os mapas são úteis não só por indicarem a localização
.8991

dos lugares, mas também por expressarem a visão de mun


ed
orierevef

do das sociedad es que os ela boraram. Eles permitem que

possamos es t udar e conhecer aspectos das sociedad es em


ed

diferentes tempos e modos de viver.


91
ed
016.9

A Cartografia na Grécia antiga, por exemplo, teve em Era


ieL

tós tenes (c. 276 a.C.c. 194 a.C.) um d e seus maiores es t udiosos.
e
laneP

No mapa a seguir, pod ese id entificar como ele via e representa


ogidóC

va o mundo: a Euro pa, parte da Ásia e parte do Norte da África.


od
481

ralUCit rap
.trA
.adibiorp

oÃÇeloC
oãçudorpeR

Mapamúndi de acordo com Eratós tenes, na Grécia antiga. Essa gravura colorida, reprodução

ela borada no século XIX, revela o que se conhecia do mundo na Antiguidad e.

33

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 33 28/03/16 17:20


P tolomeu e a car tograf ia chinesa

Cláudio Ptolomeu (c. 100-c. 170) — um grego que viveu em Alexandria, n o Egito — foi

talvez o mais influente geógrafo da Antiguidad e. Ele produziu uma obra em oito volumes

intit ulada Geografia, que foi traduzida para o latim em 1405. A obra influenciou a então

nascente Cartografia mod erna por sua técnica em representar a superfície curva da Terra

n o plan o, pelo uso d e red es d e coord enadas e pelo sis tema d e orientação encontrados em

seu mapa-múndi. O último d esses volumes traz uma coletânea d e mapas da Grécia e d e

seus arredores, assim como uma d escrição d e procedimentos técnicos para a cons trução

e a projeção d e mapas.

Os mapas de Ptolomeu contêm a id entificação de mais de 8 mil locais conhecidos

pela sociedad e da época, com as dis tâncias entre eles medidas em graus.

raluCit raP
oãçeloC
Recons tit uição do mapa-


ymelotP
-múndi ptolomaico,

realizada no século XV

.8991
por Johannes Schnitzer e

suidualC

ed
que se encontra na obra

orierevef
Decorative maps (d e

Rod erick Barron, publicada

ed
em 198 9). O planisfério

91
ed
adota uma a bordagem

016.9
geométrica semelhante

à dos mapas celes tiais:

ieL
e
representação no plan o

laneP
de uma superfície esférica.

ogidóC
Evid entemente, a América

não aparece nes te mapa;

od
tampouco n ota-se um

481
contorn o acurado do

.trA
Extremo Oriente e do sul

.adibiorp
da África. No entanto,

percebe-se uma grand e

oãçudorpeR
proximidad e com os

contorn os at uais da Euro pa

e do Norte da África.

Ao mesmo tempo que a Antiguidad e clás- B


r
Antiguidad e clássica i
d
g

sica euro peia se d esenvolvia, os ch ineses


Período da h is tória
i

euro peia que se criavam sis temas cartográficos bas tante

es tend e do século
sofis ticados. Durante séculos, a Ch ina

VIII a.C. ao an o 476

manteve-se como o maior e mais im-

da Era Cris tã,


a

portante império do Les te Asiático,


marcado pela queda
B
B

sit uação política e social que fez com


l

do Império Roman o
to
a Ce

do Ocid ente.
que sua cartografia fosse voltada,
rB

durante muito tempo, para o controle


t

C

das fronteiras. A cartografia ch inesa


a
l
o

d emons tra portanto men or preocu-


n
d
r
e

pação com a representação d e espaços


s

muito além das próprias fronteiras.

Reprodução de um mapa do mundo

ela borado por ch ineses, provavel mente há

mais de 2 mil an os. Nele, a Ch ina — o “Rein o do

Meio” — foi representada como o centro do mundo.

34

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 34 4/6/16 8:40 AM


serdnol
 Os mapa s na Idade Média

serdnol
,acinâtirb

,acinâtirb
acetoilbib

acetoilbib
-
lisarb enotsyeK/segami
namegdirb
.8991
ed

Mapa esquemático do mundo, ela borado por


orierevef

Santo Isidoro em aproximadamente 1175,

mos tra a influência da Igreja Católica sobre o


ed
91

conhecimento da época.
ed
016.9
ieL

Representação cartográfica
e
laneP

do mundo bas tante

d etalhada que faz parte de


ogidóC

um Saltério, livro de sal mos


od

cris tão, publicado em cerca


481

de 1 265.
.trA
.adibiorp

No período da His tória conhecido por Idad e Média, o predomínio da religião cris tã
oãçudorpeR

influenciou intensamente a Cartografia. Os mapas medievais são, portanto, sínteses dos

dogmas da cris tandad e com os conhecimentos geográficos, conforme se pod e observar

nas imagens acima. O mapa à esquerda, em forma de círculo achatado, é cortado por

cursos d e água que separam três continentes (Euro pa, Ásia e África), d es tacando-se ao

centro a cidad e de Jerusalém. Para alguns especialis tas, o formato em O representa a

esfericidad e da Terra, sendo a letra T a convergência entre o mar Mediterrâneo e o rio

Nilo. Para outros, esse mapa contém a simbologia do cris tianismo medieval: o formato

em O significa a onipotência divina, além d e con otar um mundo fechado; o traçado em

T, na separação dos continentes, representa a cruz d e Cris to e a Santíssima Trindad e; e

Jerusalém, ao centro, representa o lugar de surgimento da religião e da própria Igreja.

O verbo orientar — com o sentido d e “adquirir rumo, seguir pelo caminho certo” —

provém d esse tipo d e representação, bem como o sentido primeiro do termo: “rumar

em direção ao les te, ao oriente, a fim de salvar a al ma”.

A car tograf ia árabe

A cartografia ára be teve início no século VIII com a tradução do grego para o

ára be da obra de Ptolomeu. Os ára bes aperfeiçoaram, a partir d essa época, os es t u-

dos sobre a as tron omia, d esenvolvendo alguns ins trumentos, como o as trolábio. A

as tron omia de posição, como é conhecida, pro porcion ou o cálculo das coord enadas

geográficas, essencial para o d esenvolvimento da cartografia n os séculos pos teriores.

35

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 35 3/31/16 10:31 AM


Midiateca

No século XII, Al-Idrisi (cartógrafo nascido em Ceuta, cidad e

Liv r o
localizada n o n orte da África) confeccion ou um importante mapa-

OÃÇUDORPER
-múndi, d eixando um legado extremamente relevante para a h is-

tória da Cartografia. O intercâmbio entre as cult uras e o interesse

pela navegação marítima fez então com que as representações

do espaço se tornassem cada vez mais precisas.

DROFXO
,DROFXO
ED
EDADISREVINU
 Uma h is tória do mundo em doze

.NAIELDOB
mapas

Jerry Brotton. Rio d e Janeiro: Zahar, 20 14.

ACETOILBIB
O autor, especialis ta em mapas, examina

a importância de doze marcos da Carto-

graa universal, d esd e as representações

mís ticas da Antiguidad e até as imagens

.8991
de satélite at uais. Nes ta obra, Brotton

ed
revela como os mapas inuenciam e

orierevef
reetem os eventos de suas respectivas

ed
épocas. Mos tra ainda como é possível

91
ed
compreend er melhor o mundo que os

016.9
produziu, pois es tão intrinsecamente re-

ieL
lacionados aos sis temas d e pod er, autori-

e
laneP
dad e e criatividad e dos tempos e lugares

ogidóC
em que são produzidos.

od
V íd eo

481
OÃÇUDORPER

.trA
.adibiorp
Cópia de 14 5 6 do planisfério id ealizado pelo cartógrafo e geógrafo Al-Idrisi.

oãçudorpeR
Nesse mapa, o Norte aparece embaixo, o Sul em cima, e no centro do mundo

es tá representada a península Arábica, diferentemente do mapa roman o. Outra

caracterís tica dos mapas produzidos por Al-idrisi é o d etalhamento: montanhas,

rios, navios e algumas rotas de comércio eram representadas por ele.

 Uma visão de mundo europeia na Idade

Moderna

O re ferencial cartográfico das primeiras viagens do ciclo das

 Caramuru: a invenção do Brasil


Grand es Navegações, a partir do século XV, foram as cartas port ula-

Brasil, 200 1. Direção d e Guel Arraes. nas. Esses mapas eram especificamente elaborados para a navegação,

Duração: 88 min. cujo uso provavel mente iniciou-se já n o século XIII por cartógrafos

O l me conta a h is tória do pintor por-


gen oveses. Eles serviam de roteiro nas navegações marítimas ao

t uguês Diogo Álvares, responsável por


apresentar linhas de rumo que se irradiavam de vários pontos dis-

uma confusão envolvendo os mapas que


tribuídos pelo mapa; essas linhas, recortando a superfície da Terra,

seriam usados nas viagens de Pedro Ál-

representavam as ligações entre os principais pontos da Euro pa.

vares Ca bral. Diogo aca ba d eportado e,

No final do século XV, a Euro pa iniciou sua supremacia n o mun-


quando chega ao Brasil, inicia uma h is tó-

do com a expansão marítima que a levou à conquis ta da América e


ria de amor com Paraguaçu, a índia que

à d escoberta d e um n ovo caminho para as Índias Orientais, contor-


conhece no “Novo Mundo”. Mais tard e,

essa h is tória se espalha como a lenda de nando a África. A partir d esse fato, os mapas passaram a representar

que ele foi o primeiro rei do Brasil. o espaço a partir do ponto d e vis ta dos euro peus, em consequência,

o hemisfério Norte ocupou a parte superior dos mapas.

36

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 36 3/31/16 2:14 PM


Mercator e as Grandes Navegações Planisfério de Mercator

l e tn emip
Gerhard Kramer (151 21594) — cartógrafo

holandês mais conhecido como Mercator

eda rdna
— d es tacouse em sua época pela invenção,

ed
em 15 69, da chamada projeção cilíndrica

nosredna
conforme. O n ome d evese ao fato de que o

planisfério gerado nessa projeção conserva a

forma dos continentes. Essa técnica, utilizada

para a cons trução do mapamúndi, consis te em

envolver o globo com uma tela, formando um

cilindro iluminado pelo lado intern o, de modo

que a imagem dos elementos (projetada na

tela) resulta no planisfério.

Quando Mercator ela borou sua projeção,

o momento h is tórico era marcado por dois

fatores: o ciclo das Grand es Navegações e a

supremacia da Euro pa no mundo. Como sua

cartografia servia essencial mente à navega


.8991

Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 23.
ção, era importante não d e formar os ângulos
ed
orierevef

A projeção de Mercator dis torce a pro porção de áreas em favor de suas


d e re p re s e n t a ç ã o da superfície n o plan o

formas: as massas continentais e os países sit uados em médias e altas

(ques tão priorizada na projeção cilíndrica).


ed

latit ud es aparentam ter um tamanho muito maior do que real mente


91

Além disso, o posicionamento central do con têm. De acordo com essa projeção, por exemplo, a Groenlândia aparece
ed
016.9

com uma área bem maior que a do Brasil (que é cerca de quatro vezes
tinente euro peu era ad equado às exigências

maior que ela); a Euro pa (com 9,7 milhões de quilômetros quadrados)


ieL

da clientela do cartógrafo — em sua maioria,


aparece com um tamanho quase igual ao da América do Sul
e
laneP

agentes das navegações euro peias. (cuja superfície é de 17,8 milhões de quilômetros quadrados).
ogidóC

notgnihsaW
od
481
.trA
.adibiorp

,ossergnoC
oãçudorpeR

od
aCetoilBiB
-
KCotsnital/yrarB
l
otohp
eCneiCs

Mapa criado por Pascoal

Roiz, em 1633, um

port ulan o que mos tra

o ocean o Atlântico e

os portos e cos tas dos

continentes adjacentes.

37

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 37 28/03/16 17:21


 A car tograf ia contemporânea

Com o d esenvolvimento do meio técnicocientífico, os mapas aumentaram seu

grau d e precisão, permitindo melhoria da pesquisa d e recursos nat urais e do controle

do espaço. Durante as duas grand es guerras na Euro pa, ocorreu um en orme avanço

na obtenção de fotografias aéreas, com o uso de máquinas fotográficas aco pladas a

aviões, o que possibilitou a produção d e imagens tridimensionais da superfície terres tre.

O planejamento tático de batalhas e do avanço de tro pas d ependia do reconheci

mento minucioso dos terren os por ond e os e fetivos militares se d eslocariam, daí a

necessidad e de mapas mais precisos e d etalhados.

O sensoriamento remoto — is to é, o uso conjunto d e satélites artificiais, radares

e computadores — permitiu, a partir da segunda metad e do século XX, um avanço

ainda maior nas técnicas cartográficas, além d e ser o principal responsável pela difusão

de produtos cartográficos em todo o mundo.

Midiateca Os satélites que fotografam a superfície da Terra pertencem

não somente aos Es tados, mas também a empresas privadas. Mui

Site

tas d essas empresas vend em imagens d e satélite sob encomenda.

 Brasil vis to do espaço


Uma vez que são acessíveis com relativa facilidad e por meio de

provedores de conteúdo grat uitos na internet, hoje ocorre uma

.8991
www.c dbrasil.cnpm.embrapa.br

O site da Embrapa é d es tinado à divulgação po pularização d essas imagens.

ed
orierevef
d e imagens d e todo o país, disponibilizadas
Na at ualidad e, os sis temas globais d e navegação por satélite,

pelo satélite Landsat. As imagens es tão


como o Global Positioning Sys tem (GPS), localizam pontos com

ed
91
organizadas d e acordo com o mapeamento

base em informações fornecidas por satélites, es ta belecendo as

ed
ocial do Brasil, feito pelo IBGE.

016.9
coord enadas de localização de um ponto. Hoje, o uso de ins

Nesse site, é possível encontrar um local

ieL
trumentos contendo a tecn ologia do GPS es tá disseminado e

e
realizando a busca por município.

laneP
bas tante po pularizado, sendo encontrado em celulares e veículos.

ogidóC
retneC

od
481
eCaps

.trA
.adibiorp
nosnhoJ

oãçudorpeR
asan
,tinU
gnisnes
etomer
dna
eCneiCs
ht rae
eht
Fo
yset rUoC
egam

Imagem de satélite de parte da cidad e de Florianópolis (SC) produzida pela Es tação Espacial Internacional.

Na imagem, pod emos ver os morros, a água do ocean o, extensa área urbanizada e vegetação (foto de 20 15).

38

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 38 28/03/16 17:21


Novas perspect ivas

Segunda fase do projeto espacial Sara

está próxima da conclusão

Registre as respostas em seu caderno.

Com previsão de lançamento na janela en-


tre 13 de outubro e 7 de novembro [de 2015], o

Você já sabe que os satélites que fotografam a

projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara)


superfície terrestre pertencem não somente aos

está a todo vapor. Nesta semana, o Instituto de


Estados, mas também a empresas privadas, que

Aeronáutica Espacial (IAE), em São José dos


vendem as imagens geradas por eles sob enco-

Campos (SP), deve completar a segunda fase menda. Pensando nisso e considerando a notícia

ao lado, responda às questões.


do programa, que consiste na revisão de pré-

-lançamento — a projeção ao espaço vai ser feita 1. A pretensão do projeto Sara é a qualificação de

no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), diversos materiais espaciais, além de desenvol-

ver pesquisas em tecnologia de ponta (aeroes-


no Maranhão.

pacial, por exemplo). Qual é a relação que se

O projeto Sara consiste no desenvolvimento

pode fazer entre esse fato e o poder econômico?

de uma plataforma espacial para experimentos

2. Outra importância atribuída ao Sara é a de

em ambientes de microgravidade de curta dura-


.8991

que ele trará autonomia para o Brasil. Expli-

ção — por volta de oito minutos. O equipamento

que de que forma isso poderá ocorrer.


ed

é destinado a operar em órbita baixa, a cerca


orierevef

de 300 quilômetros de altitude, por um período

AeréA
ed

máximo de dez dias.


91

Açrof
ed

Futuramente, a pretensão é de que o Sara


016.9

seja uma plataforma industrial orbital para a

AicnêgA/fohhcriK
ieL

qualificação de componentes, materiais espaciais


e
laneP

e equipamentos. Além disso, a intenção é de que


ogidóC

ele abra mais possibilidades na concretização


od

de projetos de pesquisa e incremento nas mais

noT
481

line
diversas áreas e especialidades, como biologia,
.trA

eTneneT
biotecnologia, medicina, combustão e fármacos,
.adibiorp

entre outras.
oãçudorpeR

Em longo prazo, o objetivo é avançar para a

nova geração de veículos de reentrada e para as

aeronaves hipersônicas. O Sara trará autonomia

para que possam ser feitos experimentos de mi-

crogravidade no País e manterá em alto nível a

operacionalidade dos centros de lançamento.


BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e

Informação (MCTI). Disponível em: <www.mcti.gov.

br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/

segunda-fase-do-projeto-espacial-sara-esta-proxima-

da-conclusao>. Acesso em: jan. 2016.

Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara),

do Ins tit uto de Aeronáutica Espacial, em

São José dos Campos (SP, 20 13).

39

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 39 3/29/16 9:45 AM


Infográfico

O sensoriamento

remoto e o desastre

em Mariana (MG)

O sensoriamento remoto é uma tecnologia de coleta

e produção de imagens da superfície terrestre feita

com o auxílio de sensores posicionados distante

das áreas observadas. Os sensores geralmente

são instalados em satélites ou aviões. Por meio

da análise das imagens obtidas, é possível avaliar

6102/O E GL a B OL G
o comportamento dos oceanos, do clima, os avanços

da poluição e também aprimorar o planejamento

Antes

urbano e rural. Além disso, a tecnologia facilita

a mge morm como  lm (pr e mrrom/czed)

a observação do desenvolvimento de incidentes

omo co d áre, ddo erd, várze de ro e

ambientais, como o desastre ecológico de


devdo o dro de Beo Rodrge. Poc hor pó

o rompmeo d brrgem,  lm lcr o ro Doce.


Mariana em 2015, o mais grave da história do país.

Por meio de imagens de satélite, foi possível medir

as consequências ecológicas irreversíveis da tragédia.


Em vr de d lm, úmer cdde

próxm o ro Doce verm o

becmeo de ág errompdo

o predcdo. Ee o o co d

cdde de Goverdor Vldre.


o rmpimen a barragem

Em novembro de 2015, a barragem do

Fundão, per tencente a uma mineradora,

A
MINAS GERAIS B
A
C
rompeu-se próximo ao distrito de Bento I
C
A
R
I
P

Rodrigues, no município de Mariana (MG). O


I
R

E
O incidente gerou uma avalanche de

C
O
D
lama composta de óxido de ferro e areia,

O
I
R
Belo Horzoe
rejeitos da mineradora, que devastou

Bento Rodrigues e atingiu vários outros


Beo Rodrge

vilarejos e municípios da região.


Mr

Oro Preo

Lgo de
Log
RIO GUALAXO DO NORTE

reeo
u
s

FuNdão
t
a

solo
M
E
G
H
s

m
as

SANtARéM Os resíduos inundaram outra


929
aM

barragem, a de Santarém, antes de


sE

seguir rumo a Bento Rodrigues.


õ
ç
a

A barragem feita de

BENto

terra e pedras armazenava

RodRIGuES

resíduos de mineração.
aR
E R R Ef
é sOj
O Dn a n R Ef
: s aP aM

A Justiça ainda não tem um laudo nal sobre

a causa do acidente, mas tudo indica que o

excesso de resíduos e o não cumprimento

das recomendações técnicas de utilização de

barragens tenham ocasionado o rompimento.

40

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 40 3/30/16 6:45 PM


Mram va saél

Desde a década de 1970, a maior

par te das imagens captadas pelo

sistema de sensoriamento remoto

é produzida por satélites que orbitam

a Terra. Aeronaves tripuladas e não

tripuladas também podem cumprir

essa função.

Amsfra

Os sensores dos satélites

captam a luz solar reetida

pela super fície terrestre e a

6102/ oE gL A b oL g
transformam em imagens.

DepoiS

A laa aini 663 k de

is. A pli e a peda da

idivesidade lcal clcaa

e isc a saúde ana e

a cnseva de espécies

endêicas na ei. Alas

u S tAm E g
espécies de peixes exclsivas d

i Dce pde e sid exinas.

hS
A S I Am
Espírito santo

: oã çA r t S uL
Linaes

Claina

RIO DOCE

Sur fíc rrsr

AnteS

Na Terra, estações

de recepção processam

e armazenam as imagens

captadas pelos satélites.

Em seguida, disponibilizam para

o público as imagens tratadas.


6102/ oE gL A b oL g

Questões Responda no caderno.

DepoiS

1. Indique possíveis usos do sen-

soriamento remoto pelos go-

vernos.

2. No caso do desastre ambien-

tal ocorrido em Mariana, qual

é a importância do registro de

imagens por sensoriamento

remoto?
6102/ oE gL A b oL g

Nas iaens eisadas p saélies, é pssível se va

Fe: Lad técnic Peliina, Iaa. Dispnível e:

a cla d i Dce a cea à fz, n lial d Espíi <www.iaa.v./pcadwnlad/nicias_aienais/

lad_ecnic_peliina.pdf>; Insi Nacinal de Pesqisas

San, anes e depis da aédia. A anca de laa ce

Espaciais. Dispnível e: <www.inpe.>; mndge.

apxiadaene a 15 qilôes a aden. Dispnível e <www.nde.c>. Acesss e: a. 2016.

41

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 41 4/1/16 11:27 AM


2 Atributos do mapa

Tít ulo, escala, legenda e coord enadas geográficas são os atributos mais usuais

e frequentes que asseguram a leit ura e a interpretação das informações n os mapas.

 T ítulo

O tít ulo comunica a informação principal do mapa. Por exemplo, um mapa que

contenha as principais rodovias, ferrovias e h idrovias do país pod e ter como tít ulo “Brasil:

red e d e transportes — 2013”. Essa tit ulação informa que o mapa representa a malha d e

transportes do território brasileiro em 2013. Já um mapa que tenha por tít ulo “Brasil:

político” d eve trazer o traçado dos es tados brasileiros e o n ome de suas capitais.

Brasil: rede de transpor tes — 2013


arierreF

OCEANO
ésoJ

q
ATLÂNTICO

J
odnanreF

MACAPÁ
a
B


EQUADOR

.8991
e bmo

RO
EG
N
T

ed
BELÉM

RÁ Repr. de TROMBETAS
J U
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orierevef
Balbina

NA
O ITAQUI
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A

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SANTARÉM

TUCURUÍ

ed
n

Í
FORTALEZA
U

91
n

R
G

A
Repr. de
N

ed
Tucuruí
X

AREIA BRANCA
S

016.9
Ó

NATAL

g
RUÁ
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CABEDELO

e
A

RUS
U

laneP
AU

S
G

RECIFE
T

ogidóC
O

N

FR SUAPE
A

JUAZEIRO
PORTO VELHO
C
O
T

MACEIÓ

od
Repr. de

Sobradinho

481
ARACAJU

.trA
o

.adibiorp
p ARATU
na

é
F

SALVADOR
ã

d
C
S

oãçudorpeR
ILHÉUS
CUIABÁ

CÁCERES

PIRAPORA
i
q

CORUMBÁ
J

LADÁRIO
P

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G e
Do e
A

TUBARÃO
U

i

GARAP

VITÓRIA

S
l
d
b

OCEANO

GAROUPA
P

P
p
CABO
m

PACÍFICO
FRIO ENCHOVA

D
G E
U JA
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A TRÓ
Í PIC
O
D
DE
CA
SANTOS O PR
Repr. de ICÓ
S
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A
S
T
Ã
O
PARANAGUÁ

SÃO FRANCISCO DO SUL

ITAJAÍ

FLORIANÓPOLIS
A

IMBITUBA
R

OCEANO
A

LAGUNA
P

Porto de carga geral

PORTO ALEGRE
ATLÂNTICO

TRAMANDAÍ

Porto especializado

GUAÍBA

Lagoa dos Patos

Rodovia

PELOTAS

RIO GRANDE

Rodovia privatizada

La. Mirim

Ferrovia

Hidrovia

D
A
P 270 km
R
AT
A

50° O

Fontes: FERREIRA, Graça M. L. Moderno atlas geográfico. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 34; MILANI, Carlos R. S. et al.

Atlas da política externa brasileira. Buenos Aires: Clacso; Rio de Janeiro: EDUerj, 2014. p. 32. E-book.

Disponível em: <http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20141216022358/Atlas.pdf>. Acesso em: jan. 2016.

42

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 42 3/31/16 10:34 AM


 Escala

A escala indica sempre a pro porção em que um mapa foi traçado em relação ao

objeto real (o mundo ou parte d ele), ou seja, qua nt as vezes o taman ho verda d eiro

teve de ser reduzido para pod er ser represen t ado no papel. Por exem pl o: qua n d o

se lê em um mapa a es ca la 1 :50.000, i s so sign ifica que o espa ço represent ado

(terren o, bairro, cidad e e tc.) foi red uzido de forma q ue 1 cent ímetro no mapa

corresponda a 50 mil centímetros ou 500 metros do tamanho real daquele espaço.

A escala varia de aco rd o co m as final id ad es do mapa e é d e fin id a a n t es de

sua ela boração. Quand o o ob jetivo é pro po rcion ar uma visã o gera l de um g ran d e

espaço (como um p aís ou um co ntinen t e ), ut il izase uma escala pequena; em

todos os planisférios, bem como n os ma pas do conjunto do ter rit ório bra s i l ei ro, Planisfério

são utilizadas escalas peq uenas. Já para forn ecer d et al hes de um espa ço g eo g rá Representação do

globo terres tre em


fico de dimensões l o cais — co mo é o caso de um g ui a de ci d ad e — usa se uma

uma superfície plana.

escala grand e

Observe as figuras a seguir.

Escalas car tográficas


.8991

a
i
r
á
d
ed

Estádio
u
c
orierevef

Faculdade
Condomínio
s

Zona
a
i
V

industrial
R
i

o
ed

Via princip
al Estação
91
ed
016.9

Escola
Prefeitura Subúrbio
Escola
ieL

a
i
v Est
e

ra
o d
a
r
r
laneP

e
F
Praça

Igreja
Hotel
ogidóC

Igreja
Cidade

o
c
a
e i
v
B
o
r
r
e
F
od

Igreja
481

Ponte

Hotel
.trA

Parque

Au
toe
str
ad
a
.adibiorp

Condomínio

0 100 200 m 0 250 500 m


0 1 2 km

Escala 1:10.000 Escala 1:25.000 Escala 1:100.000


oãçudorpeR

1 cm na planta corresponde a 10.000 cm 1 cm na planta corresponde a 25.000 cm 1 cm na planta corresponde a 100.000 cm

ou 100 m na realidade. ou 250 m na realidade. ou 1.000 m na realidade.

Fonte: Atlante elementare De Agostini. Novara: Istituto Geografico De Agostini, 1998. p. 24.

Exis tem duas formas de representar escala:

• a escala numérica, que informa em números quantas vezes o espaço real foi

reduzido;

• a escala gráfica, sob a forma d e uma reta dividida em segmentos, cada qual com

uma graduação de dis tâncias que informa diretamente a correspondência entre

as dis tâncias representadas e as reais da superfície cartografada.

Escala numérica e escala gráfica (exemplo)


arierreF

Escala numérica
ésoJ
odnanreF

Escala gráfica
:seõÇartsUli

0 3 6 9 12

(quilômetros)

43

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 43 28/03/16 17:21


 Legenda

As informações contidas em um mapa são interpretadas por meio da legenda.

Cores, hachuras, símbolos ou ícones dos mais variados tipos, ou mesmo combina

ções d esses recursos gráficos são utilizados n os mapas com o int uito de representar

a localização ou a ocorrência de elementos e processos no espaço. Veja a seguir os

principais recursos gráficos (chamados d e variáveis visuais) utilizados n os mapas.

letnemip
Legendas: variáveis visuais (exemplos)

4 1 2 4

edardna
1

ed
Tamanho Granulação Orientação

nosredna
A análise da tonalidade será

retomada na página 49 des-

Valor Cor Forma

te capítulo, ao tratarmos das

múltiplas formas de repre-


Fonte: DURAND, Marie -Françoise et al. Atlas de la mondialisation. Paris: Presses de Sciences Po, 2009. p. 14.

sentação cartográfica.

Exis tem regras e convenções para o uso d essas variáveis visuais, especial mente

as cores. A cor azul, por exemplo, é utilizada para representar espaços que contêm

água, como ocean os, mares, lagos, rios etc.

.8991
Quando se d eseja representar em um mapa um d eterminado fenômen o em seus

ed
orierevef
vários graus de intensidad e, a regra é graduar a cor relativa a cada classe a ser repre

sentada, conforme d emons tra o mapa a seguir. Nele, os dados foram classificados em

ed
91
5 intervalos d e valor: as cores mais fortes representam maior intensidad e do fenômen o

ed
016.9
e as mais suaves os valores de men or intensidad e.

ieL
e
Mundo: população urbana — 2014

laneP
letnemip

0 º

ogidóC
HCIWNEERG

od
edardna

CÍRCULO POLAR ÁRTICO

481
.trA
ED
ed

.adibiorp
ONAIDIREM
nosredna

oãçudorpeR
TRÓPICO DE CÂNCER

OCEANO

PACÍFICO

EQUADOR

População urbana
OCEANO

(em porcentagem)

ATLÂNTICO
De 0 a 20
OCEANO TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

De 20 a 40

PACÍFICO
OCEANO

De 40 a 60

ÍNDICO

De 60 a 80

De 80 a 100
2.240 km

Fonte: ONU. World urbanization prospects: the 2014 revision. Disponível em:

<http://esa.un.org/unpd/wup/Maps/CityDistribution/CityPopulation/CityPop.aspx>. Acesso em: jan. 2016.

Quando representamos fenômen os físiconat urais, é importante observar alguns

critérios para a escolha das cores. Em mapas climáticos, n ormal mente são utilizadas

cores “quentes” (amarelo ou vermelho) para representar os climas que apresentam

médias térmicas bas tante elevadas; já os climas frios são indicados por cores consi

d eradas “frias” (violeta e azulescuro). Nos mapas d e h ipsometria (curvas d e nível do

relevo), convém reservar o verd e para as áreas d e baixa altit ud e, como as planícies; as

altit ud es médias recebem tons de amarelo e laranja; já as altit ud es elevadas, como

as cad eias montanhosas, são representadas pela cor marrom ou roxa.

44

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 44 28/03/16 17:21


 Coordenada s geográf ica s

Paralelos e meridian os são linhas imaginárias traçadas n os mapas para permitir

a localização de qualquer ponto sobre a superfície terres tre. Essa red e de paralelos

e meridian os compõe as coord enadas geográficas. Nesse sis tema de localização,

a linha do Equador e o meridian o base (Greenwich) funcionam como re ferências

para se conhecer a posição exata dos elementos na superfície do planeta.

Paralelos e meridianos

arierreF
Latitude (paralelos) Longitude (meridianos)

Norte

ésoJ
90º

150º 120º

odnanreF
60º

Leste

180º 90º

30º
30º

150º
60º

R
.8991

O
D
A
U
Q
ed
orierevef


ed
91
ed

120º 30º
016.9
ieL

30º 30º
e
laneP
ogidóC


90º

Meridiano
Oeste
od

60º 60º
de Greenwich
481

60º 30º
90º
.trA
.adibiorp

Sul

Fonte: Tempo & Espaço. 4. ed. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 2003. p. 61. (Ciência Hoje na Escola, v. 7).
oãçudorpeR

O Equador é a linha que percorre a Terra em um plan o diametral, dividindoa

em dois hemisférios: Norte e Sul. A latit ud e é a dis tância medida em graus de um

ponto qualquer da Terra ao Equador; sua contagem vai d e 0° (Equador) a 90° (polos

Norte e Sul). Ao indicarmos a latit ud e precisa de um ponto na superfície terres tre,

pod emos sa ber em que hemisfério ele se localiza. No entanto, não teremos sua po

sição exata, já que todos os pontos d esse paralelo têm a mesma latit ud e. Portanto,
Midiateca

é preciso conhecer também o meridian o do ponto, is to é, sua longit ud e.

Site

A longit ud e é a dis tância medida em graus d e qualquer ponto da Terra ao meri

 Fusos horários
dian o d e Greenwich; essa medida varia d e 0° (Greenwich) a 180°, para les te ou oes te.

www.worldtimezone.
A interseção entre um paralelo e um meridian o é única, por isso, os pontos sobre

com (em inglês)


a superfície terres tre apresentam latit ud es e longit ud es dis tintas.

O site apresenta um

mapa interativo que

Fusos horários

informa os horários

em todos os lugares
O sis tema de fusos horários prevê a adoção de um horário único para uma

do mundo. É fácil

área d eterminada localizada entre dois meridian os, dis tantes entre si em 15°. Nessa

de ser consultado,

área, d en ominada fuso, todos os pontos seguem o mesmo horário, correspond ente

mesmo es tando em

à hora em seu meridian o central. Observe os fusos horários no mapamúndi da

inglês.

página seguinte.

45

PDF-030-061-GCR1-C02-G.indd 45 28/03/16 17:21


Mundo: fusos horários — 2015
l e tn emip

– 11
eda rdna

12

+12

– 9
+ 12

– 8
ed

A
– 3
nosredna

– 2 – 10

– 10

40º

SAN FRANCISCO
SEUL

+ 10
LOS ANGELES
+ 11

O C E A N O

Is. Havaí TRÓPICO DE CÂNCER

+ 9
MÉXICO
HONOLULU

O C E A N O
– 6

+ 12

O C E A N O
–11 MARSHALL
30
4
PANAMÁ

– 2 P A C Í F I C O

– 3 EQUADOR

KIRIBATI

+14 Is. Fernando

+13
– 4

TUVALU
+ 6
I. Ascenção
(FRA)

FUJI
– 1
–10
30
+ 6

O C E A N O
0
+13

+ 7
I. de Madagascar + 5

+12 JOHANESBURGO

30
+ 11
30

A T L Â N T I C O
Í N D I C O
+ 3
P A C Í F I C O

AUCKLAND

Is. Tristan da
– 9

Cunha
+ 9

40º

Is. Chatham

+ 12
45
+12
–11
+ 5
I. Nova Zelândia
– 4
–10
Is. Falkland

Is. Geórgia

do Sul
Terra do Fogo

.8991
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO

ed
0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 + 11 + 12

orierevef
Países com hora ocial fracionada
2.300 km

ed
91
Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Moderno atlas geográfico. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2016. p. 19.

ed
016.9
Brasil: fusos horários — 2015
A fim de uniformizar a contagem das

ieL
l e tn emip

e
horas n os países, es ta beleceuse um sis tema

laneP
GUIANA GUIANA
VENEZUELA

FRANCESA (FRA)

COLÔMBIA
de fusos horários mundial, cujo ponto de

ogidóC
SURINAME
Penedos
eda rdna

RR
de S. Pedro
AP
partida é o meridian o de Greenwich
EQUADOR
e S. Paulo

od
(BRA)

481
Desd e out ubro d e 2013, exis tem n o Brasil
ed

Arq. Fernando

.trA
nosredna

de Noronha

quatro fusos horários.

.adibiorp
AM (BRA)

PA MA
CE

RN

A hora oficial do país é a do fuso 3

PB

oãçudorpeR
PI
AC PE (men os três), ond e se localiza Brasília, a ca

AL

SE pital fed eral. O primeiro fuso, caracterizado


RO TO

BA

pela hora d e Greenwich men os duas horas,


MT
PERU

DF
compreend e o arquipélago d e Fernando d e
OCEANO

GO
BOLÍVIA
ATLÂNTICO
Noronha e a ilha da Trindad e. O segundo