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A DMINISTRAR

APROPRIADAMENTE
MANUAL PARA OS LÍDERES E PROFESSORES DO SEI

A I G R E JA D E J E S U S C R I S T O D O S S A N T O S D O S Ú LT I M O S D I A S
SISTEMA EDUCACIONAL DA IGREJA
A DMINISTRAR
APROPRIADAMENTE
Manual para os Líderes e Professores do SEI

Preparado pelo
Sistema Educacional da Igreja

Publicado por
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
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para CES Editing, 50 E. North Temple Street, Floor 8,
Salt Lake City, UT 84150-2772 USA.
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© 2005 Intellectual Reserve, Inc


Todos os direitos reservados
Impresso no Brasil
Aprovação do inglês: 03/03
Aprovação da tradução: 03/03
Tradução de
Administering Appropriately:
A Handbook for CES Leaders and Teachers
Portuguese
A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

Sumário
Princípios de Administração no Sistema As Responsabilidades dos Membros de um Conselho
Educacional da Igreja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 ou Comitê . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

Administrar Apropriadamente no Administrar Informações, Programas e Recursos . . . 24


Sistema Educacional da Igreja . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Administrar Informações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Administrar Apropriadamente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Administrar os Programas do SEI . . . . . . . . . . . . . . . 24
O Objetivo da Educação Religiosa . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Administrar os Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
O Compromisso dos Líderes e Professores do SEI . . . . 2 Tomar Decisões Sábias e Oportunas . . . . . . . . . . . . 27
Deveres e Responsabilidades Básicos . . . . . . . . . . . . . . 3
A Importância de Tomar Decisões Sábias e
Auxiliar os Indivíduos, Oportunas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Famílias e Líderes do Sacerdócio . . . . . . . . . . . . . . . 4 Fontes de Auxílio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Auxiliar os Indivíduos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Passos Fundamentais para Tomar Decisões Sábias
Auxiliar as Famílias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 e Oportunas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Líderes do Sacerdócio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Delegar Responsabilidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Auxiliar os Líderes do Sacerdócio . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Delegar Responsabilidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Administrar Usando Princípios Verdadeiros . . . . . . . 8 Dar e Receber Designações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Princípios Verdadeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Passos para Delegar Responsabilidades
Aprender Princípios Verdadeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 com Eficácia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Aplicar Princípios Verdadeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Avaliar o Ensino e a Administração . . . . . . . . . . . . . 31
Compreender as Designações, O que Avaliar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Programas e Materiais do SEI . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Como Avaliar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Designações do SEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Treinamento para as Necessidades Identificadas . . . . . 32
Programas do SEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Ministrar Treinamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Materiais do SEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
O Treinamento no Sistema Educacional da Igreja . . . 33
Desenvolver o Potencial Divino e Promover o Por que Dar Treinamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Crescimento Profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 O que Treinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Potencial Divino e Crescimento Profissional . . . . . . . 15 Como Treinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Responsabilidade pelo Desenvolvimento Pessoal . . . . 15 Quem Deve Treinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Pedir Ajuda a Outras Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Avaliar o Impacto do Treinamento . . . . . . . . . . . . . . . 34
Prestar Contas aos Líderes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Servir de Mentor para Outras Pessoas . . . . . . . . . . . . 34
Tornar-se um Líder com Atributos Cristãos . . . . . . 18 Fazer Entrevistas e Aconselhar . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Liderança Baseada em Princípios Cristãos . . . . . . . . . 18 Fazer Entrevistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Atributos da Liderança Baseada em Aconselhar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Princípios Cristãos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Princípios de Entrevistas e Aconselhamento Eficazes . . . 37

Habilidades para Administrar Apropriadamente Apêndice: Alguns Deveres e


no Sistema Educacional da Igreja . . . . . . . . . 21 Responsabilidades Básicos . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Utilizar Conselhos e Comitês . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Viver o Evangelho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Utilizar Conselhos e Comitês no SEI . . . . . . . . . . . . . 22 Ensinar com Eficácia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
As Responsabilidades dos Líderes dos Conselhos e Administrar Apropriadamente . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Comitês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Princípios de Administração
no Sistema Educacional da Igreja
A responsabilidade dos líderes e professores no Sistema Educacional da Igreja é viver o evangelho,
ensinar com eficácia e administrar apropriadamente. Cada aspecto dessa responsabilidade é essen-
cial para o cumprimento do objetivo da educação religiosa. Embora o ensino seja a função primor-
dial das pessoas envolvidas no SEI, administrar apropriadamente é parte vital de todas as
designações. O Élder Gordon B. Hinckley 1, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, men-
cionou a relação existente entre o ensino e a liderança ao declarar: “O ensino eficaz é a própria
essência da liderança da Igreja” (Conforme citado por Jeffrey R. Holland, A Liahona, julho de 1998,
p. 28).
O propósito deste manual é salientar os princípios do evangelho essenciais para o cumprimento da
responsabilidade de administrar apropriadamente. A administração eficaz no SEI é governada por
princípios corretos. O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos, explicou: “Há princípios
do evangelho por trás de cada fase da administração da Igreja” (“Princípios”, A Liahona, outubro de
1985, 39). Os princípios do evangelho são imutáveis e podem aplicar-se a uma infinidade de circuns-
tâncias. Por sua própria natureza, os princípios verdadeiros alargam a visão e estabelecem expectativas
de desempenho ideal. Os princípios deste manual servem de padrões pelos quais os líderes e professo-
res do SEI podem avaliar o desenvolvimento pessoal e o crescimento profissional.
Todos os que administram no SEI precisam avaliar periodicamente e aperfeiçoar sua capacidade,
a despeito de seu nível de experiência. A influência do Espírito Santo é essencial em nosso empenho
para seguir o exemplo perfeito do Salvador.
Este manual se divide em duas seções: a primeira trata de princípios básicos de administração e a
segunda aborda técnicas administrativas fundamentais. Embora nem todos os princípios e técnicas
de administração sejam contemplados neste manual, os escolhidos são considerados essenciais para
o cumprimento da responsabilidade de administrar apropriadamente.
Esta seção do manual voltará a atenção para as seis áreas de administração abaixo:

• Administrar de modo adequado no Sistema Educacional da Igreja.


• Auxiliar os indivíduos, famílias e líderes do sacerdócio.
• Administrar usando princípios verdadeiros.
• Compreender as designações, programas e materiais do SEI.
• Desenvolver o potencial divino e promover o crescimento profissional.
• Tornar-se um líder com atributos cristãos.
Notas
1. “How to Be a Teacher When Your Role as a Leader Requires You to Teach”, Reunião de Liderança do Sacerdócio com as
Autoridades Gerais, 5 de fevereiro de 1969.

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A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

Administrar Apropriadamente
no Sistema Educacional da Igreja
Se os líderes e professores administrarem O Objetivo da Educação Religiosa
apropriadamente, cada dever administrativo será
A missão de A Igreja de Jesus Cristo dos
realizado com o intuito de auxiliar o Pai Celestial
Santos dos Últimos Dias é auxiliar na obra de
em Sua grande obra de convidar todos a nosso Pai Celestial de convidar todos a “[virem]
“[virem] a Cristo [e serem] aperfeiçoados nele” a Cristo [e serem] aperfeiçoados nele” (Morôni
(Morôni 10:32; ver também D&C 20:59). 10:32; ver também D&C 20:59). O objetivo da
educação religiosa decorre dessa missão.
Administrar Apropriadamente
O objetivo da educação religiosa no Sistema
Administrar apropriadamente no Sistema Educacional da Igreja é auxiliar o indivíduo,
Educacional da Igreja consiste em auxiliar o a família e os líderes do sacerdócio no cumpri-
indivíduo, a família e os líderes mento da missão da Igreja:
do sacerdócio no cumprimento
“Para que, pela 1. Ensinando aos alunos o
da missão da Igreja:
evangelho de Jesus Cristo
• Liderando segundo princípios tua administração,
conforme se encontra nas
cristãos (ver p. 18). recebam a palavra” obras-padrão e nas palavras
• Administrando de maneira (D&C 90:9). dos profetas.
condizente com os princípios
2. Ensinando os alunos por
do evangelho e as normas do
preceito e exemplo a fim de que sejam incenti-
SEI (ver a p. 8).
vados, auxiliados e protegidos ao empenha-
• Adquirindo e utilizando técnicas administrati- rem-se para viver o evangelho de Jesus Cristo.
Os deveres admi- vas essenciais (ver a p. 21).
3. Proporcionando um ambiente espiritual e
nistrativos, se • Administrando informações, programas e social para os alunos.
cumpridos de recursos (ver a p. 24).
modo adequado, 4. Preparando os jovens para servir com eficácia
Os líderes e professores do SEI prestam contas
proporcionam na Igreja.
à Junta Educacional da Igreja por meio de líderes
maiores oportuni- designados (ver a p. 5); também devem auxiliar
dades de atender O Compromisso dos
os líderes do sacerdócio matriculando, ensinando
às necessidades e e servindo aos alunos nos programas aprovados
Líderes e Professores do SEI
anseios das pes- do SEI. Para cumprirem o objetivo da educação reli-
soas. giosa, todos os líderes e professores do SEI assu-
Os deveres administrativos, se cumpridos de
modo adequado, proporcionam maiores oportuni- mem o compromisso de:
dades de atender às necessidades e anseios das 1. Viver o evangelho.
pessoas (ver Mosias 18:29). Cada dever adminis-
trativo é realizado com o propósito espiritual de 2. Ensinar com eficácia.
abençoar as pessoas. Liderar os funcionários e 3. Administrar apropriadamente.
servir a eles, preparar orçamentos, preencher rela- Todos os administradores do SEI também são
tórios, cuidar de materiais e recursos da Igreja, professores e devem ensinar com eficácia tanto
garantir a segurança, supervisionar programas e por preceito como exemplo. O Élder Gordon B.
participar de conselhos são todos deveres admi- Hinckley, na época membro do Quórum dos Doze
nistrativos essenciais. Cada dever contribui de Apóstolos, declarou: “O ensino eficaz é a própria
modo significativo para o cumprimento do obje- essência da liderança da Igreja. A vida eterna (...)
tivo da educação religiosa. virá somente à medida que o homem e a mulher

2
P r i n c í p i o s d e A d m i n i s t r a ç ã o n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

forem ensinados com tal eficácia que mudem e em Ensinar o Evangelho: Um Manual para
disciplinem sua vida. Não se pode forçá-los a Professores e Líderes do SEI [2001] (34829 059).
serem retos ou a entrarem no céu. Eles têm de Esses manuais do SEI se baseiam em princípios
ser conduzidos, ou seja, ensinados”. (Conforme do evangelho abordados nas obras-padrão e nas
Embora a função citado por Jeffrey R. Holland, A Liahona, julho de palavras dos profetas. Os deveres e responsabilida-
primordial do SEI 1998, p.28). Embora a função primordial do SEI des explicados nesses materiais formam a base de
seja o ensino, os seja o ensino, os líderes e professores também avaliação e treinamento no SEI. Os líderes e pro-
líderes e professo- têm responsabilidades administrativas e devem fessores devem identificar e aplicar os princípios
res também têm cumpri-las a contento. do evangelho ao esforçarem-se para atingir o
responsabilidades objetivo, honrar seu compromisso e cumprir seus
administrativas. Deveres e Responsabilidades Básicos deveres e responsabilidades básicos.
Cada aspecto do compromisso dos líderes e
Notas
professores do SEI inclui o cumprimento de
alguns deveres e responsabilidades básicos (ver o 1. Ver Ensinar o Evangelho: Um Manual para
Apêndice, pp. 39–40). Os deveres e responsabili- Professores e Líderes do SEI [2001] (34829
dades fundamentais esperados dos líderes e pro- 059), pp. 6–9.
fessores do SEI estão descritos neste manual e

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A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

Auxiliar os Indivíduos, Famílias e Líderes do Sacerdócio


Ensinar aos alu- O objetivo da educação religiosa no Sistema devam preocupar-se com os alunos e ser com-
nos o evangelho Educacional da Igreja é auxiliar os indivíduos, preensivos ao aconselharem-nos, nunca devem
de Jesus Cristo famílias e líderes do sacerdócio no cumprimento procurar assumir o papel de pais, líderes do sacer-
conforme se da missão da Igreja. A eficácia de tal auxílio dócio ou consultores profissionais.
encontra nas depende da criação e manutenção de relações Quando os líderes e professores encontrarem
obras-padrão e adequadas com todos eles. momentos adequados para aconselhar os alunos
nas palavras dos individualmente, devem ouvir a fim de com-
profetas é a prin- Auxiliar os Indivíduos preender, promover a auto-suficiência e empe-
cipal maneira nhar-se para cumprir os mesmos objetivos
pela qual o SEI
Ensinar aos alunos o evangelho de Jesus Cristo,
desejados ao ensinarem os alunos em grupo
auxilia os indiví-
conforme se encontra nas obras-padrão e nas
(ver as pp. 36–37).
duos.
palavras dos profetas, é a princi-
pal maneira pela qual o SEI Além de auxiliar os indiví-
auxilia os indivíduos. Os profes- O Élder Boyd K. duos ensinando o evangelho
sores auxiliam as pessoas dando de Jesus Cristo conforme se
Packer disse: “Na encontra nas obras-padrão e
um exemplo da prática dos
princípios do evangelho a fim
Igreja, devemos traba- nas palavras dos profetas, os
de que sejam incentivadas, auxi- lhar em equipe na líderes e professores também
Embora os profes- liadas e protegidas em seu educação — (...) jun- ajudam ao proporcionarem
sores devam preo- empenho para viver o evange- um ambiente no qual os alu-
tos como bois de uma
cupar-se com os lho de Jesus Cristo. Os professo- nos e professores possam
alunos e ser com- mesma parelha, lado a aprender, interagir e ser edifi-
res também auxiliam os
preensivos ao indivíduos ajudando-os a apren- lado, unidos” cados juntos e ao prepararem
aconselharem- der a ler e estudar as escrituras (Equally Yoked Together [discurso pro- os jovens para servir de modo
ferido num seminário de representantes
nos, nunca devem sozinhos, a fim de que sintam o regionais, 3 de abril de 1975], p. 1).
eficaz na Igreja.2
procurar assumir Espírito ao ensinarem-lhes as É fundamental que os líde-
o papel de pais, importantes verdades do evan- res e professores do SEI
líderes do sacer- gelho.1 Os professores devem também incentivar as conheçam bem e sigam cuidadosamente as leis
dócio ou consulto- pessoas a buscarem conselhos dos pais e líderes do locais relativas às responsabilidades na denúncia
res profissionais. sacerdócio. de abuso e maus-tratos. As informações sobre a
O papel primordial dos líderes e professores do maneira de lidar com o abuso e denunciá-lo
SEI é ensinar o evangelho usando os materiais devem ser tratadas periodicamente nas reuniões
curriculares aprovados, responder a perguntas de treinamento.
rotineiras que surgirem naturalmente em sala de
aula e incentivar os alunos a buscarem aconselha- Auxiliar as Famílias
mento, quando necessário, das fontes apropria- Os pais, com o auxílio dos líderes da Igreja, são
das. Além do mais, os líderes e professores devem os principais responsáveis por ensinar aos filhos
Os líderes e pro-
estar preparados para dar informações e incentivo o evangelho de Jesus Cristo; supervisionar seu
fessores devem
em oportunidades educacionais. desenvolvimento social, relações interpessoais e
ser sensíveis às Muitas vezes, os alunos pedem conselhos aos padrões de vestuário e aparência; e responder a
responsabilidades líderes e professores. Quando eles buscarem con- suas perguntas doutrinárias.
dos alunos no selhos de um líder ou professor do SEI no tocante Os líderes e professores do SEI auxiliam as
tocante à família, a uma transgressão ou tentarem fazer o que famílias principalmente ao ensinarem aos alunos
à Igreja, aos estu- poderia ser considerado uma confissão, o líder ou o evangelho de Jesus Cristo conforme apresen-
dos e ao trabalho. professor deve incentivá-los a procurar o líder tado nas obras-padrão e nas palavras dos profetas,
deles do sacerdócio. Embora os professores ressaltando a importância doutrinária da família e

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P r i n c í p i o s d e A d m i n i s t r a ç ã o n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

a elevada prioridade que deve ser concedida aos SEI, a junta define os objetivos desses programas
Os líderes e pro- membros da família e às atividades familiares. Ao e supervisiona o funcionamento dos seminários e
fessores também marcarem as aulas e planejarem atividades, os institutos de religião no mundo inteiro.
podem auxiliar os líderes e professores devem ser sensíveis às res- Em âmbito local, cada seminário e instituto de
pais comuni- ponsabilidades dos alunos no tocante à família, religião funciona sob a direção de um presidente
cando-lhes infor- à Igreja, aos estudos e ao trabalho. de estaca designado. O presidente de estaca dirige
mações Os líderes e professores do SEI devem abster- os programas de seminário e instituto em sua área
pertinentes sobre se de dar conselhos ou informações aos alunos de jurisdição segundo as normas e as necessidades
o desempenho de que possam vir a ser interpretados como contrá- locais. A presidência da estaca incentiva e moni-
seu filho na sala rios às diretrizes centradas no evangelho que os tora a participação no seminário e no instituto dos
de aula. jovens receberam dos pais e líderes do sacerdócio. membros da estaca que devem integrar esses pro-
O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze gramas. Se um seminário servir a mais de uma
Apóstolos, ensinou que o “pai é responsável por estaca, a Presidência de Área designa um presi-
presidir a família” e que outras pessoas “não dente de estaca para ser o encarregado da junta
devem apressar-se para aconselhar [os filhos] e educacional local do SEI. Se um instituto servir a
resolver todos os problemas. Envolvam [o pai]. mais de uma estaca, a Presidência de Área designa
É o ministério dele” (Conference Report, abril um presidente de estaca como encarregado do
de 1978, p. 139; ou A Liahona, outubro de conselho consultivo do instituto de religião.
1978, p. 158). Todos os bispos e seus conselheiros incenti-
Os líderes e professores também podem auxi- vam pessoalmente todos os jovens de 14 a 18
liar os pais comunicando-lhes informações perti- anos ou matriculados na escola secundária a par-
nentes ao desempenho de seu filho na sala de ticiparem do seminário e todos os universitários
aula, como a freqüência, a pontualidade, o de 18 a 30 anos a participarem do instituto. Os
comportamento, o progresso acadêmico e notas. jovens adultos que não forem estudantes, mas
Os líderes e professores do seminário devem que residirem nas imediações de uma sede de ins-
emitir periodicamente boletins de desempenho. tituto, também podem ser convidados a participar
Os líderes e professores do Instituto devem estar do instituto.
disponíveis e responder às perguntas e dúvidas Especificamente, os líderes locais do sacerdó-
dos pais. Além disso, a relação com os pais pode cio têm as responsabilidades a seguir:3
ser fortalecida por meio de telefonemas, cartas
• Identificar todos os jovens e jovens adultos que
ou conversas ocasionais que expressem elogios
devam participar dos programas de seminário
merecidos.
ou instituto de religião.

Todos os progra-
Líderes do Sacerdócio • Desempenhar um papel ativo para incentivar
todos os jovens e jovens adultos a matricula-
mas do Sistema Todos os programas do Sistema Educacional
rem-se em programas do SEI e depois monito-
Educacional da da Igreja funcionam sob a direção dos líderes
rar essas inscrições.
Igreja funcionam do sacerdócio. Os líderes do sacerdócio e líderes
sob a direção dos do SEI (incluindo os representantes do SEI da • Recomendar professores, líderes e líderes
líderes do sacer- estaca) têm várias responsabilidades ao trabalha- estudantis do SEI e assegurar-se de que sejam
dócio. rem em conjunto para ministrar educação reli- dignos.
giosa aos jovens e jovens adultos da Igreja. • Certificar-se da dignidade dos alunos que se
A Junta Educacional da Igreja, composta pela formarem no seminário ou instituto.
Primeira Presidência e outras Autoridades Gerais e • Presidir as cerimônias de formatura.
líderes da Igreja, supervisiona o funcionamento de • Inserir regularmente temas do SEI na agenda
seminários, institutos de religião, programas de das reuniões de liderança.
educação para adultos e de educação continuada
• Apoiar a educação religiosa dos jovens e jovens
e programas de ensino primário e secundário do
adultos e incentivar outros líderes do sacerdó-
Sistema Educacional da Igreja. Para dar direção
cio e das auxiliares a fazerem o mesmo.
aos líderes do sacerdócio e aos funcionários do

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Auxiliar os Líderes do Sacerdócio seminário e instituto dividem a responsabilidade


com esses representantes do SEI da estaca de
Os líderes do SEI em todos os níveis devem
auxiliar os líderes locais do sacerdócio.
estar preparados para fornecer as informações e
materiais necessários para auxiliar os líderes do Nas áreas onde o seminário está totalmente
sacerdócio no que diz respeito aos programas do desvinculado do sistema escolar, esse represen-
SEI. As normas dos programas do SEI encontram- tante em geral é o coordenador do SEI. Nas áreas
se no Manual de Diretrizes do SEI para Fora dos onde várias estacas são servidas por um seminá-
Estados Unidos e Canadá [2001] e no Manual de rio ou instituto, depois de consultar o diretor do
Instruções da Igreja, Volume 1: Presidências de seminário ou instituto, o diretor de área do SEI
Estaca e Bispados ([1998], pp. 113–118). Todos deve designar um representante para cada estaca.
os contatos com os líderes do sacerdócio iniciados É essencial que os representantes do SEI da
pelos líderes e professores do SEI devem ser feitos estaca sejam escolhidos e treinados cuidadosa-
com o desejo genuíno de auxiliar aqueles que pre- mente. Em geral, funcionários com menos de um
sidem e de dirigir os programas do SEI na área. ano de serviço não devem ser designados como
Em geral, esse auxílio se dá por meios adequados representantes do SEI da estaca.
de comunicação, respeitando o tempo dos líderes, O representante do SEI da estaca tem três fun-
fazendo relatórios breves e precisos e dando ênfase ções primordiais:
às necessidades das pessoas.
1. Estabelecer uma excelente relação de traba-
Para auxiliar os líderes do sacerdócio, os líderes lho com os líderes do sacerdócio da estaca
Os líderes do
do SEI têm as seguintes responsabilidades: designada.
sacerdócio de
cada estaca • Consultar os líderes do sacerdócio para que 2. Ajudar os líderes do sacerdócio a identificar e
devem contar decidam juntos que tipo de programas do SEI incentivar todos os jovens e jovens adultos que
com um represen- devem ser oferecidos. devam participar dos programas de seminário
tante local do SEI • Passar as informações relativas às matrículas e e instituto de religião.4
da estaca com o formaturas aos respectivos líderes do sacerdócio.
qual devem coor-
3. Fornecer informações relativas a todos os pro-
• Designar e desobrigar os professores e líderes gramas do SEI — regularmente e conforme
denar todos os
voluntários do SEI, após consulta aos respecti- lhe for solicitado.
programas.
vos líderes locais do sacerdócio.
Para cumprir essas três funções, os represen-
• Fornecer treinamento em serviço para os tantes do SEI da estaca têm as seguintes respon-
outros professores e líderes do SEI. sabilidades:
• Conseguir a aprovação do presidente de estaca • Trabalhar em estreita cooperação com os líde-
Os diretores de designado para todas as atividades dos progra- res locais do sacerdócio para garantir que os
seminário e insti- mas do SEI. programas de ensino religioso estejam funcio-
tuto dividem a • Fazer um orçamento dos custos dos progra- nando a contento em âmbito local.
responsabilidade mas de seminário e instituto e efetuar os paga- • Auxiliar os líderes locais do sacerdócio na ela-
com esses repre- mentos, incluindo os prédios do SEI, os boração de listagens precisas e completas de
sentantes do SEI materiais didáticos e os equipamentos necessá- alunos do seminário e instituto.
da estaca de auxi- rios para locais utilizados pelo SEI.
liar os líderes • Auxiliar os líderes locais do sacerdócio a matri-
Os líderes do sacerdócio de cada estaca devem cular os jovens e jovens adultos nas classes do
locais do sacerdó-
contar com um representante local do SEI da seminário e instituto.
cio.
estaca com o qual devem coordenar todos os pro-
• Informar os líderes do sacerdócio sobre os
gramas. Os representantes do SEI da estaca cos-
jovens matriculados e não matriculados, prin-
tumam ser o principal contato entre o SEI e os
cipalmente no início de cada semestre.
líderes locais do sacerdócio. Devem manter con-
tato próximo com os líderes do sacerdócio. Os • Manter os líderes do sacerdócio informados da
representantes do SEI da estaca em geral são pro- freqüência e das perspectivas de formatura dos
fessores ou líderes empregados. Os diretores de alunos.

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• Manter os representantes do SEI na junta edu- instituto de religião, os programas do SEI para
cacional local do SEI (em geral o diretor de adultos e de educação continuada, o Fundo
seminário com mais tempo de casa) e no con- Perpétuo de Educação (onde estiver implemen-
selho consultivo do instituto de religião (em tado), as universidades e faculdades da Igreja,
geral o diretor do instituto) informados sobre o programa de alfabetização da Igreja e progra-
assuntos importantes. mas para alunos com necessidades especiais.
• Quando convidados, assistir à reunião local • Transmitir aos funcionários administrativos do
da junta educacional do SEI e do conselho SEI todas as informações, sugestões e dúvidas
consultivo do instituto de religião. dos líderes locais do sacerdócio sobre os pro-
• Quando convidados, assistir a reuniões de lide- gramas do SEI.
rança da estaca cuja agenda contenha assuntos
Notas
do SEI.
• Verificar quais alunos preencheram os requisi- 1. Ver Ensinar o Evangelho: Um Manual para
tos para a formatura e, sob a direção dos líde- Professores e Líderes do SEI [2001], p. 32.
res locais do sacerdócio, auxiliar no 2. Ver Ensinar o Evangelho: Um Manual para
planejamento e realização de cerimônias de Professores e Líderes do SEI, [2001] (34829
formatura. 059) pp. 4–6.
• Ajudar a identificar professores voluntários em
3. Ver também Manual de Instruções da Igreja,
potencial para o seminário e o instituto e
Volume 1: Presidências de Estaca e Bispados
tomar as providências necessárias para sua
(1998), pp. 113–118.
designação e treinamento pelos respectivos
líderes do SEI. 4. Ver CES Policy Manual, Administration
Policies: Seminary: Encouraging Seminary
• Fornecer aos líderes do sacerdócio informações
Enrollment; Administration Policies: Institute
relativas a todos os programas do SEI (ver pp.
of Religion: Encouraging Institute of Religion
11–12), incluindo os programas do seminário e
Enrollment.

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Administrar Usando Princípios Verdadeiros


A administração no Sistema Educacional da nunca mudam”. (“Princípios”, A Liahona, outu-
Igreja é adequada quando se baseia em princí- bro de 1985, p. 39).
pios encontrados nas obras-padrão e nas pala- A seguinte frase inspirada do Profeta Joseph
vras dos profetas. Smith aplica-se também aos líderes do SEI:
“Ensino-lhes princípios corretos e eles governam
Princípios Verdadeiros a si mesmos”. (Citado por John Taylor, “The
Os princípios do evangelho, conforme ensina- Organization of the Church”, Millennial Star,
“Um princípio 15 de novembro de 1851, p. 339.)
dos nas obras-padrão e pelos profetas, são imutá-
verdadeiro torna O Élder Boyd K. Packer também ensinou:
veis e aplicam-se a todas a culturas e épocas.
as decisões mais
A administração adequada baseia-se neles. O “A doutrina verdadeira, quando compreendida,
claras mesmo nas
Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze modifica atitudes e comportamentos.
situações mais
Apóstolos, explicou: “Os princípios são verdades
confusas e des- O estudo das doutrinas do evangelho melho-
concentradas, prontas para serem utilizada sem
concertantes.” rará o comportamento mais rápido do que o mero
uma grande variedade de circunstâncias. Um
(Richard G. estudo do comportamento” (Conference Report,
princípio verdadeiro torna as decisões mais claras
Scott) outubro de 1986, p. 20; ou A Liahona, janeiro de
mesmo nas situações mais confusas e desconcer-
1987, p. 18).
tantes. Vale a pena o esforço de organizar em
simples declarações de princí- Quando identificam neces-
pio a verdade que reunimos.” sidades, os líderes fornecem o
(Conference Report, outubro O Élder Boyd K. auxílio necessário às pessoas
de 1993, p. 117; ou A Liahona, Packer ensinou: “Há sob sua direção ao praticarem
janeiro de 1994, p.93). princípios do evange- e ensinarem doutrinas e prin-
cípios correlatos.
À medida que os programas lho por trás de cada
do SEI são estabelecidos em fase da administração Aprender Princípios
muitas nações e culturas, são
da Igreja” Verdadeiros
delegadas designações adminis-
(“Princípios”, A Liahona, janeiro de
“Ensino-lhes trivas a um número cada vez 1987, p. 18). O Élder Richard G. Scott
princípios corre- maior de líderes e professores. aconselhou-nos: “Ao buscarem
tos e eles gover- Os costumes e tradições são conhecimento espiritual, bus-
nam a si importantes para muitas pessoas. Contudo, quem princípios. Dissociem-nos cuidadosamente
mesmos.” quando um costume ou tradição estiver em desa- dos detalhes usados para explicá-los”. (Conference
(Joseph Smith) cordo com os princípios do evangelho, deve-se Report, outubro de 1993, p. 117; ou A Liahona,
abandoná-lo.1 janeiro de 1994, p. 93). Aprender e aplicar prin-
O Presidente Spencer W. Kimball ensinou: cípios verdadeiros nem sempre é um processo
“Jesus agia de acordo com uma base de princípios fácil. Exige que exerçamos fé e coloquemos à
“Se o Senhor ou verdades fixos, em vez de elaborá-los no meio prova a palavra de Deus (ver Alma 32:27).
revelar uma dou- do caminho. Assim, Seu estilo de liderança era Os princípios do evangelho podem ser aprendi-
trina, devemos não apenas correto, mas também constante” dos por meio da comunicação direta com nosso
procurar apren- (“Jesus: O Líder Perfeito”, A Liahona, agosto de Pai Celestial em oração e pelo estudo das obras-
der seus princí- 1983, p. 8). padrão e das palavras dos profetas. Há princípios
pios e O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze contidos também nos manuais do SEI e em
empenhar-nos Apóstolos, ensinou: “Os procedimentos, progra- outros materiais produzidos pela Igreja. As pes-
para aplicá-los mas, normas administrativas e até mesmo alguns soas também podem aprender princípios verda-
em nossa vida.” padrões organizacionais estão sujeitos a altera- deiros por meio de suas próprias experiências ao
(Bruce R. ções. (...) Contudo, os princípios e as doutrinas viverem o evangelho, observarem os outros e
McConkie) serem ensinados por líderes e professores. Os

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princípios verdadeiros encontram-se nas obras- “Por melhores que sejam os vários programas
padrão e nas palavras dos profetas. da Igreja, eles encerram um perigo em potencial.
Se não tivermos cuidado, corremos o risco de
Aplicar Princípios Verdadeiros envolver-nos tanto no plano a ponto de esquecer-
O Élder Bruce R. McConkie, do Quórum dos mos os princípios. Podemos cair na armadilha de
Doze Apóstolos, ensinou que “se o Senhor revelar confundir tradições com princípios e programas
uma doutrina, devemos procurar aprender seus com seus objetivos.
princípios e empenhar-nos para aplicá-los em Os programas seguidos cegamente nos levam
Os líderes e pro- nossa vida” (A New Witness for the Articles of a uma disciplina de fazer o bem, mas os princí-
fessores devem Faith [1985], p. 492). À medida que aprenderem pios compreendidos e praticados apropriadamente
examinar as dou- princípios corretos, as pessoas serão motivadas e nos induzem à disposição para fazer o bem”
trinas e princípios guiadas pelo Espírito Santo para aplicarem-nos. O (Conference Report, abril de 1986, pp. 28–29;
ligados a determi- fato de ponderar quais doutrinas e princípios se ou A Liahona, julho de 1986, pp 22; 23).
nada questão e aplicam a determinada situação, ajuda as pessoas Mesmo quando os líderes e professores com-
então aplicá-los tanto a governar sua própria vida como tomar preendem e seguem o que está estabelecido,
ao tomar uma decisões administrativas sábias. Por exemplo, ao haverá ocasiões para exceções em práticas, progra-
decisão ou resol- delegar designações, um líder deve pensar em mas, procedimentos, normas e padrões organiza-
ver um problema. doutrinas ou princípios como a diversidade de cionais do SEI. Nas situações em que for preciso
dons, a responsabilidade individual e o incentivo abrir exceções, as doutrinas e princípios do evan-
ao crescimento por meio da participação. gelho devem guiar as decisões. Antes de fazerem
Embora o SEI forneça certas normas e proce- adaptações, os líderes e professores devem consul-
dimentos, não tenta ditar regras ou normas para tar os líderes e conselhos do SEI (ver a p. 22) e os
cada pormenor. Os líderes e professores devem líderes locais do sacerdócio (ver a p. 5).
examinar as doutrinas e princípios ligados a
determinada questão e então aplicá-los ao tomar Notas
uma decisão ou resolver um problema.2 1. Ver Richard G. Scott, em A Liahona, julho de
Mesmo quando uma norma determina algo 1998, p.95)
explicitamente ou quando um programa está em
2. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada
vigor, é importante compreender as doutrinas e
[2001], Administration Policies: Safety, Health,
princípios correlatos a fim de que a norma seja
and Environment; Human Resource Policies:
aplicada de modo adequado ou o programa seja
General CES Employee Policies: Integrity on
administrado a contento. O Bispo Glenn L. Pace,
the Job.
na época conselheiro no Bispado Presidente, lem-
brou-nos:

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Compreender as Designações,
Programas e Materiais do SEI
Compreender as designações, programas e • Administradores assistentes. Trabalhando
materiais do SEI aumentará nossa eficácia ao sob a direção do Administrador do Sistema
fazermos a obra do Senhor no Sistema Educacional da Igreja — Ensino Religioso
Educacional da Igreja. e Ensino Primário e
Secundário, cada adminis-
Designações do SEI O Élder Joseph B. trador assistente recebe a
designação de responsabili-
O Senhor declarou por meio Wirthlin ensinou: dades relativas a certos
do Profeta Joseph Smith: “Considerai cada programas, funcionários
“Portanto agora todo homem
“Portanto agora designação como e instalações do SEI. Ele
todo homem aprenda seu dever e a agir no
uma bênção, por coordena questões do SEI
aprenda seu dever ofício para o qual for designado
com líderes do sacerdócio
e a agir no ofício com toda toda diligência” (D&C menor ou mais roti-
e representantes de outros
para o qual for 107:99). Os líderes e professores neira que possa departamentos da Igreja.
do SEI devem compreender
designado com parecer. Cumpri-a • Diretores de área.
toda diligência” suas designações específicas
e como elas se relacionam a da melhor forma Trabalhando sob a direção
(D&C 107:99).
outras pessoas e designações. possível, procurando de um administrador assis-
tente, cada diretor de área é
Para ajudá-los a aprender sempre ir além do
responsável pelos progra-
seus deveres específicos, o SEI requerido ou espe- mas, funcionários e instala-
fornece aos líderes e professo- rado. Reconhecei que ções do SEI em sua área.
res manuais, livros, guias e
estais agindo em Ele coordena assuntos do
treinamentos em serviço. É
nome do Senhor”. SEI com líderes do sacerdó-
essencial estudar esses mate-
(Conference Report, outubro de
cio de estaca e da área e
riais, participar das reuniões de
1988, p. 44; ou A Liahona, janeiro com representantes de
treinamento e conversar com de 1989, p. 37.)
outros departamentos da
os supervisores. Os líderes e
Igreja. Sob a direção do
professores devem também
diretor de área, muitas loca
ponderar e orar acerca de suas responsabilidades.
Para ajudá-los lidades também possuem diretores de país
a aprender seus As designações do SEI incluem: que são designados para exercer liderança em
deveres específi- • Administrador do Sistema Educacional países específicos dentro de uma área.
cos, o SEI fornece da Igreja — Ensino Religioso e Ensino • Coordenadores. Trabalhando sob a direção de
aos líderes e pro- Primário e Secundário. Sob a direção da um diretor de área, cada coordenador adminis-
fessores manuais, Junta Educacional da Igreja, os programas de tra vários programas do SEI. Ele designa e
livros, guias e ensino religioso, primário e secundário da desobriga professores e líderes voluntários do
treinamentos em Igreja são supervisionados pelo administrador seminário e instituto, conforme recomendados
serviço. do SEI. Sob sua direção, representantes do SEI e aprovados pelos líderes do sacerdócio de
em tempo integral (como administradores estaca e ala. Ele treina, auxilia e visita profes-
assistentes, diretores de área e coordenadores) sores e líderes, fazendo avaliações e servindo
são designados para ministrar treinamento em como mentor. Alguns coordenadores também
todo o mundo. O administrador é apoiado por dão aulas no instituto, dirigem programas de
um administrador associado, que supervisiona instituto, fazem treinamentos ou servem como
em âmbito geral e coordena. representante do SEI da estaca.

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• Supervisores de estaca. Sob a direção de um conforme designadas por seu supervisor,


coordenador, muitas localidades também têm como dar notas aos alunos, preencher relatórios
supervisores de estaca, que não são funcioná- com precisão e dentro dos prazos e cuidar
rios de tempo integral, mas são designados bem dos recursos e bens da Igreja (ver Ensinar
para exercer liderança em estacas específicas o Evangelho: Um Manual para Professores e
dentro de uma área. Um supervisor de estaca Líderes do SEI [2001] (34829 059), pp. 7–9.)
pode auxiliar em tarefas administrativas, como Os professores também podem ser convidados
indicar professores, realizar treinamentos em a auxiliar nos treinamentos em serviço ou a
serviço, observar classes, auxiliar no planeja- aconselhar alunos indicados para designações
mento e execução de cerimônias de formatura de liderança.
e preencher relatórios e registros. • Missionários. Um missionário com uma desig-
• Diretores de instituto. Os institutos de reli- nação no SEI pode ser chamado para servir em
gião são supervisionados por um diretor de várias funções mencionadas anteriormente.
instituto, que é responsável diante do diretor Em geral, os missionários servem como coor-
de área e os líderes do sacerdócio de ala e denadores ou apóiam os programas do insti-
estaca pelos programas, funcionários e insta- tuto sob a direção de um diretor de instituto
lações do instituto. As responsabilidades de (ver as descrições acima).
um diretor do instituto incluem dar aulas no • Secretários. Um secretário presta um auxílio
instituto, supervisionar a instrução em sala vital em quase todos os deveres administrati-
de aula e o treinamento didático, administrar vos ligados a cada designação do SEI. Apóia
o Fundo Perpétuo de Educação (quando principalmente os professores e líderes do SEI
implementado), criar um ambiente social e na administração de informações, programas
espiritual adequado no instituto, desenvolver e recursos (ver as pp. 24–25).
um relacionamento de trabalho harmonioso
• Representantes do SEI da estaca. Além da
com a instituição educacional próxima, fazer
designação de líder ou professor, alguns funcio-
avaliações, preparar e usar relatórios e regis-
nários do SEI servem também como represen-
tros, supervisionar finanças, cuidar de instala-
tantes do SEI da estaca. Os representantes de
ções, promover a segurança e supervisionar
estaca em geral são o principal contato entre o
os funcionários.
SEI e os líderes locais do sacerdócio. Nas áreas
• Diretores de seminário. Os programas de em que não há o seminário vinculado ao sis-
seminário vinculados à grade escolar dos alu- tema escolar, esse representante em geral é o
nos são supervisionados por diretores de semi- coordenador. Nas áreas em que várias estacas
nário que são responsáveis perante o diretor são servidas por um seminário ou instituto, os
de área e líderes do sacerdócio de estaca e ala diretores do seminário e do instituto dividem e
pelos programas, funcionários e instalações do coordenam com os representantes de estaca a
seminário. Além de supervisionar os progra- responsabilidade de auxiliar os líderes locais do
mas e funcionários do SEI, suas responsabili- sacerdócio (ver as pp. 5–7).
dades incluem dar aulas de seminário,
supervisionar a instrução em sala de aula e Programas do SEI
o treinamento didático, criar um ambiente
social e espiritual adequado no seminário, Os programas do Sistema Educacional da
desenvolver um relacionamento de trabalho Igreja incluem:
harmonioso com as instituições educacionais • Universidades e faculdades da Igreja. As uni-
próximas, fazer avaliações, preparar e usar versidades e faculdades pertencentes à Igreja,
relatórios e registros, supervisionar as finanças, como a Universidade Brigham Young, a
cuidar das instalações, promover a segurança Universidade Brigham Young — Idaho, a
e supervisionar os funcionários. Universidade Brigham Young — Havaí e o
• Professores. Além de lecionar, cada professor LDS Business College operam sob a direção
realiza tarefas administrativas e de liderança dos Conselhos de Administração da Igreja.

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• Escolas primárias e secundárias. O Sistema Os representantes do SEI de estaca fornecem


Educacional da Igreja mantém algumas esco- informações aos líderes do sacerdócio no
las primárias e secundárias operadas por fun- tocante a todos os programas de educação
cionários, voluntários e missionários da Igreja. continuada do SEI. Fora de Idaho e Utah, os
Nessas escolas, os alunos recebem ensino coordenadores do SEI administram cursos de
Os líderes do SEI tanto secular quanto religioso. religião para adultos em sua área e ajudam os
em todos os • Institutos de religião. Os programas do insti- líderes do sacerdócio a compreendê-los, orga-
níveis devem tuto destinam-se a universitários e seus pré- nizá-los e mantê-los. Nesses casos, os coorde-
estar preparados dios ficam perto de faculdades e universidades. nadores do SEI assumem a responsabilidade
para fornecer as Os jovens adultos de 18 a 30 anos que residem por processar os relatórios, registros e taxas
informações, nas imediações de um programa do instituto ligados às aulas de religião para adultos. Em
materiais e trei- são convidados a participar. Em muitos insti- geral, esses cursos são para as pessoas com 31
namentos neces- tutos de religião, organizações estudantis — anos ou mais que não sejam estudantes uni-
sários para como a Associação Masculina do Instituto e a versitários e para não-estudantes casados de
auxiliar os profes- Associação Feminina do Instituto2 — são insti- qualquer idade.
sores, alunos, tuídas e funcionam sob a direção do conselho • Alfabetização no evangelho. O programa de
pais e líderes do consultivo do instituto de religião local. alfabetização no evangelho é um esforço con-
sacerdócio. tínuo para ajudar as pessoas a aprenderem a
• Seminário. Os programas de seminário — seja
integrados na grade escolar, realizados durante ler e escrever a fim de poderem compreender
o dia, no início da manhã ou no lar — desti- melhor o evangelho e participarem de todos
nam-se aos jovens de 14 a 18 anos ou matri- os aspectos da prática do evangelho. Quando
culados na escola secundária. o presidente da estaca lhe pedir, o represen-
tante do SEI da estaca faz treinamentos de
• Fundo Perpétuo de Educação. Sob a direção
alfabetização e fornece materiais às líderes da
dos líderes do sacerdócio e em conjunto com
Sociedade de Socorro da estaca que supervi-
outros departamentos da Igreja, os líderes e
sionam o programa.
professores do SEI ajudam a administrar o
Fundo Perpétuo de Educação. Nas áreas em • Necessidades especiais. Necessidades especiais
que o Fundo Perpétuo de Educação estiver é um termo geral usado para identificar alunos
Os líderes e pro- com deficiências intelectuais, emocionais ou
implementado, os líderes e professores do SEI
fessores do SEI físicas.3 Em localidades com alta concentração
fornecem informações e auxílio aos alunos que
devem estudar e de santos dos últimos dias, o diretor de área,
preencherem os requisitos para esse programa.
seguir as infor- ao consultar o administrador assistente, pode
mações contidas • Educação continuada. Nos Estados Unidos e
indicar consultores para auxiliar os alunos
nesses materiais Canadá, a educação continuada do SEI é um
com necessidades especiais. Esses consultores,
a fim de cumpri- recurso que permite aos membros e aos líderes
em geral são funcionários em tempo integral
rem seus deveres do sacerdócio proporcionar oportunidades de
do SEI ou voluntários que tenham recebido
e responsabilida- ensino religioso aos jovens e membros adultos
treinamento ou tenham experiência na
des com eficácia. da Igreja. A educação continuada do SEI patro-
educação de excepcionais.
cina programas como Conheça Sua Religião,
Semana da Educação, Dia da Educação, Os líderes do SEI em todos os níveis devem
Especialmente para a Juventude, aulas de estar preparados para fornecer as informações,
religião para adultos e outros cursos para as materiais e treinamentos necessários para auxiliar
famílias, jovens e eventos relacionados às os professores, alunos, pais e líderes do sacerdó-
escrituras. Esses programas são administrados cio no que diz respeito aos programas do SEI. As
principalmente pela Divisão de Educação normas relativas a cada programa do SEI estão
Continuada da Universidade Brigham Young. contidas no CES Policy Manual: U.S. and
Os fundos do dízimo não são usados para via- Canada [2001].
bilizar os programas de educação continuada.
Os participantes pagam uma taxa de inscrição,
o que torna esses programas autofinanciados.

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Materiais do SEI • A Seção 12, “Sistema Educacional da Igreja”,


do Manual de Instruções da Igreja, Volume
Todos os que tiverem uma designação no SEI
1: Presidências de Estaca e Bispados ([1998],
devem receber os materiais necessários e ser trei-
pp. 113–118; disponível também em CES
nados para usarem-nos. Antes da publicação,
Policy Manual: U.S. and Canada, pp. 71–80)
os materiais do SEI são examinados pelo
Departamento de Correlação da Igreja para garan- • Manuais. Os manuais do SEI ajudam a definir
tir a pureza doutrinária e evitar a duplicação des- normas, identificar princípios importantes a
necessária de programas e materiais.4 Esses serem realçados e sugerir atividades de ensino
materiais correlacionados estão alistados nos ou treinamento. Baseiam-se nos princípios e
catálogos e manuais do SEI e da Igreja. doutrinas ensinados nos livros mencionados
acima. Alguns dos principais manuais do SEI
Os princípios, normas, procedimentos e dire-
incluem os seguintes:
trizes para os programas do SEI encontram-se
nos livros, manuais, guias e outras correspondên- • O Manual de Diretrizes do SEI para Fora
cias do SEI. Os líderes e professores do SEI dos Estados Unidos e Canadá [2001] e CES
devem estudar e seguir as informações contidas Policy Manual: U.S. and Canada, que tra-
nesses materiais a fim de cumprirem seus deveres zem normas que garantem um método uni-
e responsabilidades com eficácia. A relação entre forme de funcionamento.
os livros, manuais, guias e correspondências está • Os manuais do professor do seminário citam
indicada nas ilustrações a seguir: princípios a serem identificados e sugerem
atividades de ensino para ajudar os professo-
res a preparar aulas para o seminário.
LIVROS
Princípios e doutrinas • Os manuais do aluno de seminário trazem
 gráficos de leitura, introdução aos capítulos
ou seções das escrituras, auxílios para a
MANUAIS
compreensão das escrituras, perguntas e
Normas e idéias de ensino ou
treinamento atividades para ajudar os alunos a descobrir,
 ponderar e aplicar os princípios do evange-
lho contidos nas escrituras.
GUIAS
Procedimentos e implementação • Os manuais do professor e do aluno do ins-
 tituto trazem o contexto histórico, comen-
tários dos profetas, princípios a serem
CORRESPONDÊNCIAS identificados e atividades de ensino sugeri-
Classificação e motivação
das para os cursos aprovados do instituto.
• Ensinar o Evangelho: Um Recurso de
Os seguintes materiais são úteis para adminis- Treinamento do SEI para Aperfeiçoamento
trar apropriadamente no SEI: do Ensino (35306 059), que faz parte do
• Livros. Os livros a seguir estão entre os pacote de aperfeiçoamento didático, é um
documentos fundamentais para definir o manual de treinamento que auxilia os líde-
objetivo do SEI e a responsabilidade dos pro- res em serviço.
fessores e líderes. Ressaltam os princípios e • Guias. Vários guias trazem sugestões práticas
doutrinas do evangelho relativos ao objetivo específicas para ajudar os líderes e professores
e compromisso do SEI. a implementar as informações contidas nos
• Ensinar o Evangelho: Um Manual para manuais. Seguem alguns exemplos de guias
Professores e Líderes do SEI [2001] do SEI:
(34829 059) • Guia para a Realização de Cerimônias
• Este volume, Administrar Apropriadamente: de Boa Qualidade nas Formaturas do
Manual para os Líderes e Professores do Seminário [2001] (32372 059)
SEI [2003] (35953 059) • Disabilities Guide [2001] (35257)

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• Institute of Religion Guide: U.S. and • O CES Teacher Resource CD (CD de Recursos
Canada [2001] (34550) para o Professor do SEI – 22018) fornece aos
• Early-Morning Seminary Guide: U.S. and professores e líderes formulários eletrônicos
Canada [2001] (35959) consultáveis retirados de manuais, livros e
guias do seminário e instituto.
• Home-Study Seminary Guide: U.S. and
Canada [2001] (35960) • A versão eletrônica de materiais e treinamen-
tos do SEI, bem como suporte técnico, estão
• Institute Men’s Association Guide [2001]
disponíveis no site www.ldsces.org para o
(35249)
acesso de líderes e professores.
• Institute Women’s Association Guide [2001]
(35250) Notas
• Outras correspondências. A administração do 1. Ver também CES Policy Manual: U.S. and
SEI utiliza o informativo Coordinator, memo- Canada, Administration Policies: Seminary;
randos e outras correspondências para veicular Administration Policies: Institute of Religion.
informações, anúncios, solicitações, artigos
motivadores e esclarecimentos de normas, 2. Ver Institute Men’s Association Guide e
conforme a necessidade. Institute Women’s Association Guide.

Além dos materiais impressos, o SEI elabora 3. Ver Disability Guide [2001].
produtos audiovisuais e eletrônicos, como os 4. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada,
seguintes: Administration Policies: Curriculum.
• Apresentações em vídeo ou DVD que servem
de suporte para as aulas do seminário.

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Desenvolver o Potencial Divino


e Promover o Crescimento Profissional
Cada filho do Pai Celestial é responsável por Responsabilidade pelo Desenvolvimento
seu empenho e progresso no desenvolvimento Pessoal
de seu potencial divino e devem fazê-lo aumen-
Cada indivíduo é responsável perante Deus
tando o desempenho, adquirindo conhecimento,
pelo esforço e progresso que fará no desenvolvi-
Compreender o melhorando a atitude e fortalecendo o caráter. mento pessoal. O Élder Neal A. Maxwell, do
grande plano de
Quórum dos Doze Apóstolos, observou:
felicidade ajuda Potencial Divino e Crescimento
as pessoas a Profissional “Mesmo não cometendo transgressões muito
desenvolverem graves, podemos desenvolver um sentimento de
seu potencial Todas as pessoas são filhas do Pai Celestial e auto-satisfação, ao invés de procurarmos melhorar.
divino e promove- têm o potencial de tornarem-se como Ele. (Ver (...) Considerando a relevância do arrependimento
rem o crescimento Atos 17:29; Efésios 4:6; Hebreus 12:9.) O grande como um princípio de progresso para todos, não
profissional. plano de felicidade ensina que é de admirar que o Senhor
todos são de imenso valor (ver tenha afirmado a seus servos,
D&C 18:10), têm o Espírito de inúmeras vezes, que a coisa
Cristo para distinguir o bem do O Senhor prometeu:
mais valiosa seria pregar o arre-
mal (ver Morôni 7:16), são “E se os homens vie- pendimento a esta geração!”
livres para escolher entre o rem a mim, mostrar- (Conference Report, outubro
Todas as avalia- certo e o errado (ver 2 Néfi lhes-ei sua fraqueza. de 1991, 42; ou A Liahona,
ções e treinamen- 2:27) e que o propósito de Deus janeiro de 1992, p. 35.)
no plano é proporcionar alegria
(...) Então farei
tos do SEI devem, A doutrina da responsabili-
a Seus filhos (ver 2 Néfi 2:25). com que as coisas
em última aná- dade ressalta que as pessoas
lise, ajudar as Compreender o grande plano fracas se tornem devem aprender suas obriga-
pessoas a de felicidade ajuda as pessoas a fortes para eles” ções, agir em suas designações
“[virem] a Cristo desenvolverem seu potencial
(Éter 12:27). com toda a diligência, aperfei-
[e serem aperfei- divino e promoverem o cresci-
çoar seus talentos e tentar
çoadas] nele” mento profissional. A com-
adquirir outros dons. (Ver
(Morôni 10:32). preensão do valor e potencial
D&C 107:99; ver também D&C 82:18.)
divino de cada alma ajuda os líderes e professores
Responderemos por nossas palavras, obras e pen-
a guiarem as pessoas a Jesus Cristo.
samentos. (Ver Alma 12:14.) Ao achegarmo-nos
O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos do Pai Celestial por meio de Jesus Cristo, tor-
Doze Apóstolos, fez a seguinte pergunta sobre a namo-nos mais semelhantes ao Salvador em
necessidade de analisarmos e melhorarmos nós conhecimento, desempenho, atitude e caráter.
mesmos como professores: “Que estudo mais
O Élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze
profundo podemos realizar do que analisar nossos
Apóstolos, ensinou: “Aqueles que plantaram a boa
ideais, metas e métodos e compará-los com os de
palavra de Deus e serviram fielmente despertaram
Jesus Cristo?” (Teach Ye Diligently, ed. rev.
em si invariavelmente um grande desejo de autoa-
[1991], p. 22.) Todas as avaliações e treinamentos
perfeiçoamento.” (Education for Real Life [serão
do SEI devem, em última análise, ajudar as pes-
do SEI para jovens adultos, 6 de maio de 2001],
soas a “[virem] a Cristo [e serem aperfeiçoadas]
p. 2). O desenvolvimento pessoal é resultado do
nele”. (Morôni 10:32; ver também D&C 20:59.)
aprendizado e aplicação dos princípios do evange-
As avaliações e o treinamento são essenciais no
lho, da aquisição de habilidades desejáveis, da
desenvolvimento pessoal e crescimento profissio-
reflexão sobre designações atuais e da implemen-
nal para os líderes e professores do SEI.
tação de novas idéias.

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A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

Como membros da Igreja, os líderes e profes- aconselhou-nos: “Examinai-vos a vós mesmos”.


sores do SEI mantêm com o Senhor uma relação (II Coríntios 13:5) Embora os líderes do SEI
de convênio. Isso inclui a disposição de servir a devam prestar auxílio, os líderes e professores
Deus, obedecer a Seus mandamentos, sacrificar também devem tomar a iniciativa ao pedir auxílio
tudo o que possuem pela causa da verdade e con- buscando aconselhamento, treinamento e feed-
sagrar seu tempo, talentos e recursos para edificar back. Os líderes do sacerdócio, colegas e supervi-
o reino de Deus na Terra. Além disso, os funcio- sores do SEI, alunos, a família e outras pessoas
Ao desempenha- nários do SEI têm uma obrigação contratual com também podem ser convidados a fazer avaliações
rem bem seus a Igreja e com o Sistema Educacional da Igreja. e treinamentos. Algumas das formas de buscar
deveres e respon- Parte dessa obrigação contratual e profissional é auxílio de outras pessoas incluem:
sabilidades bási- desenvolver-se profissionalmente tornando-se • Treinamento em serviço. O diretor de área, o
cos no SEI, as melhores professores e líderes, empenhando-se supervisor, o líder em serviço e o conselho de
pessoas cumprem para alcançar o objetivo do ensino religioso e treinamento local da pessoa podem ser convi-
seu compromisso honrar seu compromisso seguindo as normas e dados a direcionar o treinamento em serviço
e atingem o obje- diretrizes estabelecidas pela Junta Educacional da às áreas de necessidade indicadas por ela. Além
tivo do ensino Igreja. (ver “Líderes do Sacerdócio”, p. 5.) disso, o SEI realiza conferências de desenvolvi-
religioso. Ao desempenharem bem seus deveres e respon- mento pessoal, oficinas, seminários e cursos.
sabilidades básicos no SEI, as pessoas cumprem • Observações. O supervisor ou os colegas de
seu compromisso e atingem o objetivo do ensino uma pessoa devem ser convidados a observar
religioso. Os deveres e responsabilidades básicos sua maneira de ensinar ou liderar a fim de dar
são identificados pelos líderes da Igreja e do SEI e feedback e incentivo. As observações dos alu-
constam dos materiais do SEI, como este manual nos também devem ser solicitadas de várias
A responsabili- e Ensinar o Evangelho: Um Manual para formas. Os professores e líderes também
dade principal Professores e Líderes do SEI [2001] (34829 059). devem planejar observar as pessoas, permi-
pelo desenvolvi- (ver o Apêndice, pp. 39–40.) Com base nas necessi- tindo-lhes aprender e adquirir o conhecimento
mento pessoal dades locais identificadas e na direção dos líderes necessário e as habilidades relevantes à suas
cabe ao indivíduo. locais do sacerdócio, os líderes do SEI podem defi- designações.
nir ainda mais os deveres e os níveis de desempe-
• Instrumentos formais de avaliação. O supervi-
nho esperados das pessoas sob sua direção.
sor, os colegas e os alunos de uma pessoa
Os líderes dão ênfase aos princípios do evange- devem ser convidados a dar feedback por meio
lho relacionados aos deveres e responsabilidades de instrumentos formais de avaliação.
básicos. As pessoas devem tomar iniciativa ao
• Entrevistas. Os supervisores devem ser convi-
Os líderes do
aplicarem às designações atuais os princípios
dados a fazer avaliações de desempenho ou
sacerdócio, cole-
abordados nos manuais do SEI. O Élder Gordon
outras entrevistas de progresso para traçar
gas e superviso-
B. Hinckley, na época membro do Quórum dos
metas, fazer planos, receber relatórios de ava-
res do SEI,
Doze Apóstolos, fez a seguinte exortação: “Espero
liações e examinar o progresso com as pessoas.
alunos, a família
que todos procurem desenvolver técnicas e habili-
dades com as quais farão uma contribuição para o • Mentores e colegas. Todos os líderes e profes-
e outras pessoas
mundo em que vivem”. (Conference Report, abril sores do SEI têm a oportunidade de receber
também podem
de 1967, p. 53) auxílio de colegas que lhes servirão de mento-
ser convidados a
res. Em determinados casos no SEI, os profes-
fazer avaliações e
treinamentos.
Pedir Ajuda a Outras Pessoas sores em perspectiva ou recém-chamados
recebem por designação um mentor escolhido
Pedir ajuda a outras pessoas e prestar contas
entre seus colegas. (Ver a p. 34.) Os mentores
aos líderes é essencial para o desenvolvimento pes-
designados e outros colegas dão aos novatos
soal. Como a responsabilidade principal pelo
avaliações informais, treinamento e apoio. Os
desenvolvimento pessoal cabe ao indivíduo, os
mentores podem contribuir com sua sabedoria
líderes e professores devem avaliar periodicamente
pessoal, experiências e idéias, examinar as
seu próprio progresso. (Ver “Avaliar o Ensino e a
metas e o progresso, dar feedback adequado
Administração”, pp. 31–32.) O Apóstolo Paulo

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P r i n c í p i o s d e A d m i n i s t r a ç ã o n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

Cada líder e pro- e permitir que os novatos observem sua crescimento profissional e desenvolvimento
fessor do SEI maneira de liderar ou ensinar. pessoal, quando for o caso. Podem mencionar
deve buscar áreas identificadas para o aperfeiçoamento e
oportunidade de Prestar Contas aos Líderes humildemente pedir ajuda, instrução e conselhos
prestar contas a Cada líder e professor do SEI deve buscar sobre planos para maior crescimento e desenvol-
seu líder e rece- oportunidade de prestar contas a seu líder e rece- vimento. Para os líderes e professores do SEI,
ber conselhos ber conselhos dele. Quando as pessoas prestam prestar contas é uma parte importante do desen-
dele. contas sobre os programas e designações do SEI volvimento rumo ao potencial divino e a promoção
que lhes foram confiados, devem abordar seu do crescimento profissional.

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A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

Tornar-se um Líder com Atributos Cristãos


Aqueles que tentam conduzir as pessoas a ideal, criamos dentro de nós mesmos o desejo
Cristo devem empenhar-se para seguir o exem- de ser como Ele”. (Man May Know for Himself:
plo de liderança perfeita do Salvador. Teachings of President David O. McKay, comp.
Clare Middlemiss (1967), p. 408)
A vida e os ensi-
Liderança Baseada em Princípios
Cristãos Atributos da Liderança Baseada em
namentos de
Princípios Cristãos
Jesus Cristo cons- A fim de tornarmo-nos líderes com atributos
tituem um exem- cristãos, devemos buscar e As escrituras ensinam os
plo incomparável desenvolver o dom da adminis- atributos da liderança baseada
de liderança. tração. (ver D&C 46:15.) O Presidente Spencer em princípios cristãos.
Começamos a cultivar esse dom W. Kimball ensinou: Doutrina e Convênios 4:6
analisando nós mesmos e pro- identifica alguns dos atributos
“Teremos muita difi-
curando maneiras de melhorar. do caráter divino do Salvador:
culdade para ser líde- “Lembrai-vos da fé, da virtude,
A vida e os ensinamentos de
Jesus Cristo constituem um res eficazes a menos do conhecimento, da tempe-
exemplo incomparável de lide- que reconheçamos a rança, da paciência, da bon-
O primeiro passo
rança. Ao estudarmos a vida e realidade do líder dade fraternal, da piedade, da
no processo de
os ensinamentos do Salvador, é caridade, da humildade, da
tornarmo-nos perfeito, Jesus Cristo,
aconselhável examinarmos Seu diligência”. No tocante a esses
líderes com atri-
exemplo como líder. e permitamos atributos citados na seção 4, o
butos cristãos é
aceitar Cristo O Salvador indagou certa que Ele seja a luz Presidente Ezra Taft Benson
que ilumina nosso disse: “Essas são as virtudes
como o ideal — o vez: “Que tipo de homens [e
que devemos imitar. Esse é o
único ser perfeito mulheres] devereis ser? Em caminho!”
caráter cristão”. (Conference
que já passou verdade vos digo que devereis (“Jesus: O Líder Perfeito”,
A Liahona, agosto de 1983, p. 11) Report, outubro de 1983, p.
pela Terra. ser como eu sou”. (3 Néfi
61; ou A Liahona, janeiro de
27:27) Poderíamos fazer a
1984, pp. 73–74). Além disso,
seguinte pergunta: “Que tipo
os profetas desta dispensação ensinaram e segui-
de líderes devemos ser?” Ao estudarmos a vida do
ram a liderança de Jesus Cristo. Podemos apren-
Senhor, é proveitoso fazermos perguntas como:
der muito sobre a forma de liderar do Salvador
• Que qualidades o Senhor demonstrou como estudando a vida e os ensinamentos dos profetas.
líder? Os princípios tratados neste manual partem da
• Como essas qualidades de liderança influencia- premissa de que no SEI todos os líderes e profes-
ram as pessoas a quem Ele liderou? sores estão empenhando-se para imitar o caráter
• De que forma posso aplicar essas qualidades divino do Salvador.
de liderança ao administrar de modo mais O Presidente Spencer W. Kimball ensinou que
adequado? o Salvador “incorpora todas as virtudes e atribu-
Os profetas desta tos de que falam as escrituras” (“Jesus: O Líder
O primeiro passo no processo de tornarmo-nos
dispensação ensi- Perfeito”, A Liahona, agosto de 1983, p. 11). O
líderes com atributos cristãos é aceitar Cristo
naram e segui- Presidente Kimball ressaltou alguns atributos de
como o ideal — o único ser perfeito que já passou
ram a liderança liderança que o Salvador demonstrou com perfei-
pela Terra. Em seguida, devemos ter o desejo de
de Jesus Cristo. ção. (Ver “Jesus: The Perfect Leader”):
tornarmo-nos como Ele. Alma ensinou que Deus
“concede aos homens segundo os seus desejos”. • “Jesus agia com base em princípios ou verda-
(Alma 29:4) Por fim, devemos tentar imitar o des fixos, em vez de inventar as regras no meio
caráter do Salvador. O Presidente David O. McKay do caminho.” (p. 5; ver João 5:19; 8:28; 12:49.)
ensinou: “Ao escolhermos [Cristo] como nosso

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P r i n c í p i o s d e A d m i n i s t r a ç ã o n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

• “Ele andava e trabalhava com aqueles a quem • “Jesus não tinha medo de ser exigente com os
devia servir” (p. 8; ver 1 Néfi 11:31; Mateus que liderava.” (p. 9; ver Mateus 5:48;
9:11–13; Marcos 10:13–16.) 19:16–21; 1 Néfi 17:8.)
• “Jesus era um líder que sabia ouvir.” (p. 8; • “Jesus acreditava em Seus seguidores, não
ver D&C 67:1; Marcos 5:35–36.) apenas pelo que eram, mas pelo que poderiam
• “Jesus era um líder paciente, sereno e amo- tornar-se.” (p. 9; ver João 1:35–42; D&C
roso.” (p. 8; ver João 21:15–17; Jacó 5:46–47; 78:17–18; Moisés 6:31–32.)
3 Néfi 10:3–6.) • “Jesus dava verdades e designações às pessoas
• “Jesus amava Seus seguidores, podia ser de acordo com a capacidade delas.” (p. 9; ver
franco com eles.” (p. 8; ver D&C 3:1–10; 95:1; D&C 1:24; 19:21–22; 110:11–16; Josué 5:12.)
Lucas 22:31–32.) • “Jesus ensinou que temos de prestar contas.
• “A liderança de Jesus salientava a importância (...) O bom líder lembra-se de que é responsá-
de ter discernimento em relação às pessoas, vel perante Deus, bem como perante aqueles a
sem procurar controlá-las.” (p. 9; ver D&C quem lidera.” (p. 10; ver João 17:12; Jacó 1:19;
121:37, 39; Moisés 3:16–17; João 8:1–9.) Ezequiel 33:2–6; 34:2–6.)

• “Ele encarregava [Seus discípulos] de coisas • “Jesus ensinou-nos também como é impor-
importantes e específicas para que se desenvol- tante usarmos nosso tempo com sabedoria.”
vessem.” (p. 9; ver Mateus 26:17–19; João (p. 6; ver Marcos 1:35; Lucas 10:38–42;
21:4–6; D&C 95:13–17.) Eclesiastes 3:1–8; D&C 60:13.)

19
Habilidades para Administrar Apropriadamente
no Sistema Educacional da Igreja
A administração numa organização é uma tarefa complexa. Um simples sumário dos livros dos
muitos especialistas nos métodos e técnicas administrativos preencheria vários volumes. As técnicas
e habilidades abordadas nesta seção são consideradas essenciais para administrar apropriadamente
no Sistema Educacional da Igreja. Os líderes e professores dominarão mais facilmente as técnicas
e habilidades administrativas ao aplicarem os princípios do evangelho correlatos e atenderem às
necessidades e anseios das pessoas. (Ver Mosias 18:29.) Sem aplicar os princípios do evangelho,
nem mesmo os líderes mais habilidosos terão êxito.
Esta seção do manual aborda sete habilidades administrativas fundamentais:

• Utilizar conselhos e comitês.


• Administrar informações, programas e recursos.
• Tomar decisões sábias e oportunas.
• Delegar responsabilidades.
• Avaliar o ensino e a administração.
• Ministrar treinamento.
• Fazer entrevistas e aconselhar.

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Utilizar Conselhos e Comitês


Por meio de conselhos e comitês no Sistema Os benefícios do uso de conselhos e comitês
Educacional da Igreja, podem-se tomar decisões incluem os seguintes:
e fazer planos para atingir os objetivos do ensino • Promover a tomada de decisões sábias com
Um conselho é religioso em todo o mundo. base na força, sabedoria, talento e experiência
um grupo de pes- combinados de todos os membros do conselho.
soas organizadas Utilizar Conselhos e Comitês no SEI • Expandir a visão e a motivação.
em torno de um Desde o princípio, Deus estabeleceu conselhos • Promover maior harmonia e cooperação na
líder que tem (ver D&C 121:32) com o propósito de “levar a implementação das decisões.
autoridade para efeito a imortalidade e vida eterna do homem”.
tomar decisões. • Preparar as pessoas para futuras responsabili-
(Moisés 1:39.) O Senhor não revelou todos os
dades de liderança.
detalhes sobre como foram realizados esses con-
selhos, mas as escrituras ensinam vários princí- Os conselhos e comitês ajudam a cumprir a ins-
pios que se aplicam aos conselhos da Igreja. trução divina de resolver problemas e buscar solu-
ções à maneira do Senhor. (Ver Êxodo 18:18–22.)
Na Igreja do Senhor, há con-
selhos organizados em todos os
As Responsabilidades
níveis. O Presidente Stephen L. O Presidente Stephen dos Líderes dos
Richards ensinou: “Não creio
ser possível para nenhuma
L. Richards, antigo Conselhos e Comitês
organização ter êxito na Igreja membro da Primeira O sucesso dos conselhos e
Os comitês são (...) sem adotar o padrão do Presidência, disse: comitês depende de como os
organizados para governo de nossa Igreja (...), “Se vocês deliberarem líderes e membros cumpri-
fazer recomenda- [que] é dirigida por meio de rem seu papel. Os líderes dos
em conselho como se
ções e fornecer conselhos”. (Conference Report, conselhos e comitês devem
subsídios para outubro de 1953, p. 86.) espera que o façam, estar dispostos a levar ques-
ajudar os líderes a No Sistema Educacional Deus lhes concederá tões ou perguntas ao grupo
tomarem decisões. da Igreja, um conselho é um soluções aos proble- para receber ajuda na deter-
grupo de pessoas organizadas minação de resoluções. O
mas que surgirem
em torno de um líder que tem Élder M. Russell Ballard, do
em seu caminho”. Quórum dos Doze Apóstolos,
autoridade para tomar decisões. (A Liahona, janeiro de 1994,
Em geral, os conselhos têm p. 82).
explicou que “os melhores
responsabilidades específicas, líderes não são os que traba-
como treinar funcionários, criar lham até a exaustão ten-
programas ou dar orientação às pessoas. Esses tando fazer tudo sozinhos; são aqueles que
conselhos desempenham um papel importante seguem o plano de Deus e se aconselham com
na administração do SEI. 1 seus conselhos”. (Counseling with Our Councils
[1997], p. 20.)
Os conselhos e Semelhantes aos conselhos, os comitês são cria-
comitês ajudam dos para fazer recomendações e fornecer subsídios Quando os conselhos e comitês se reúnem,
a cumprir a ins- para ajudar os líderes a tomarem decisões. Pode-se compete ao líder traçar os objetivos, as questões
trução divina de também organizar um comitê para cumprir tarefas ou as tarefas a serem tratados. Deve haver uma
resolver proble- e realizar o trabalho de líderes e conselhos. prioridade nos itens examinados. Seguir uma
mas e buscar agenda também pode ser útil para evitar os efeitos
Entre outras coisas, os conselhos e comitês
soluções à de uma administração ineficaz do tempo. Será
identificam cuidadosamente e priorizam necessi-
maneira do mais fácil abordar determinados problemas se eles
dades, analisam pendências, sugerem soluções
Senhor. forem formulados como perguntas que o conse-
possíveis, planejam programas e eventos estrate-
lho ou comitê tentará responder.
gicamente, coordenam e marcam atividades.

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H a b i l i d a d e s p a r a A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

Os líderes devem incentivar um clima de aber- Como regra geral, os membros devem ouvir pelo
tura nas reuniões, dando a todos a oportunidade menos tanto quanto falam. O Élder M. Russell
de fazer perguntas, externar preocupações e ofe- Ballard observou: “Este é o milagre dos conselhos
recer sugestões. O líder deve incentivar os mem- da Igreja: ouvir uns aos outros e ouvir o
bros relutantes a fazerem essas contribuições. Espírito!” (Conference Report, abril de 1994, p.
Também é importante que o líder se certifique de 34; ou A Liahona, julho de 1994, p. 30).
que todas as opiniões sejam valorizadas e rece- O trabalho entre os membros de um conselho
bam a devida atenção. Depois de debater por ou comitê deve ser realizado “com persuasão,
Os líderes devem um tempo razoável, o líder deve chegar a uma com longanimidade, com brandura e mansidão e
incentivar um decisão. Em geral, o líder do conselho ou comitê com amor não fingido; com bondade e conheci-
clima de aber- pede um voto de apoio ou acordo. mento puro”. (D&C 121:41–42.) Os membros do
tura nas reuniões
conselho devem lembrar-se de que estão lá para
permitindo que As Responsabilidades dos Membros de servir e fortalecer os demais.
todos tenham a um Conselho ou Comitê
oportunidade de O Élder M. Russell Ballard ensinou: “Quando
Ao selecionarem os membros de um conselho fazemos um esforço conjunto, criamos uma
fazer perguntas,
ou comitê, os líderes se beneficiarão ao contarem sinergia espiritual que acarreta uma maior eficá-
externar preo-
com diversidade na idade, experiência, habilidade cia ou sucesso como conseqüência da ação ou
cupações e ofere-
e perspectiva dos participantes. Se houver diversi- cooperação combinada. E o resultado vai além da
cer sugestões.
dade no conselho ou comitê, existirá uma com- soma das partes individuais”. (Conference Report,
preensão mais ampla dos assuntos em questão. outubro de 1993, p. 103; ou A Liahona, janeiro
Como parte de um conselho ou comitê, o líder e de 1994, p. 83). Quando os princípios de um con-
cada membro podem preparar-se para tratar dos selho eficaz são respeitados, torna-se possível
assuntos em pauta ponderando as escrituras e as seguir avante em união sob a direção do Espírito.
palavras dos profetas, refletindo sobre experiências Pode-se chegar mais facilmente a planos e deci-
similares no passado e orando para pedir orienta- sões que recebam o apoio de todo o conselho ou
ção. As soluções sugeridas devem basear-se nos comitê. (Ver D&C 107:27–31.)
Uma vez tomada princípios do evangelho. Se os membros se prepa-
Depois que os membros do conselho ou
a decisão, todos rarem apropriadamente, os conselhos e comitês
comitê externarem seus pensamentos e senti-
os membros do podem ser um ambiente em que reinará a unidade
mentos e ouvirem para compreender, o líder do
conselho ou e todos participarão para levar o trabalho adiante.
conselho ou comitê toma uma decisão. Uma vez
comitê devem Espera-se dos membros de um conselho e tomada a decisão, todos os membros do conselho
apoiá-la de boa comitê que externem suas idéias e sentimentos e ou comitê devem apoiá-la de boa vontade em
vontade em pala- que também ouçam os dos demais. (Ver D&C palavras e atos.
vras e atos. 88:122.) Nos estágios iniciais das discussões, não
é necessário que todos estejam de acordo. O Élder Notas
Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos,
1. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada
disse que os líderes da Igreja “nem sempre estão
[2001], Administration Policies: Seminary:
de acordo, mas sempre em harmonia. (...) Os
Seminary Operations; Administration
líderes lidam com suas diferenças de opinião à
Policies: Institute of Religion: Institute of
maneira do Senhor, com respeito mútuo e sem
Religion Advisory Council; Institute of
contendas”. (The Lord’s Way [1991], p. 150)
Religion Operations.
Ouvir para compreender é importante para que
os conselhos e comitês funcionem com eficácia.

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Administrar Informações, Programas e Recursos


Ao administrarem informações, programas e • Necessidades e problemas de alocação de
Em última aná- recursos, os líderes do Sistema Educacional da funcionários;
lise, todos os Igreja ajudam a atender às necessidades e aben- • Tendências e projeções de gastos;
esforços de admi- çoar a vida dos alunos individualmente, das • O sucesso de programas;
nistração no SEI famílias, dos líderes do sacerdócio e dos demais
• A aquisição, manutenção e uso de instalações,
devem abençoar a líderes e professores do SEI.
equipamentos, materiais e outros recursos.
vida dos alunos
A administração eficaz é o uso sábio de meios
individualmente, Uma vez reunidas, organi-
para atingir um objetivo. Os
das famílias, dos zadas e analisadas, os líderes e
líderes administram informa-
líderes do sacer- O Presidente Spencer professores do SEI precisam
ções, programas e recursos
dócio ou de outros comunicar essas informações
para ajudar a atender a necessi- W. Kimball lembrou-
líderes e professo- às pessoas em questão. Os
dades. Em última análise, todos nos: “Queixamo-nos
res do SEI. líderes do SEI devem ter o
os esforços de administração sempre das estatísti- cuidado de manter o caráter
no SEI devem abençoar a vida
cas e relatórios, mas confidencial desejado ao
dos alunos individualmente,
se pararmos para transmitirem informações e
das famílias, dos líderes do
as decisões ligadas a elas.
sacerdócio ou de outros líderes pensar, precisamos
e professores do SEI. O uso preciso e oportuno
Em geral, as dos relatórios. Do das informações ajuda os líde-
informações são
Administrar Informações contrário, como nós res e professores a tomarem
administradas
mesmos poderemos decisões sábias em seu empe-
por meio de rela- Os líderes e professores nho para alcançarem o obje-
tórios, registros e administram informações com saber o que está
tivo do ensino religioso. Os
outras correspon- eficácia quando reúnem, orga- acontecendo e ter
líderes e professores devem
dências. nizam, analisam, comunicam e ciência do progresso buscar o auxílio do Senhor ao
usam informações para tomar alcançado?” examinarem as necessidades e
decisões sábias. Em geral, as (The Teachings of Spencer W. a maneira de prestar assistên-
informações são administradas Kimball, ed. Edward L. Kimball
cia. É importante recordar que
[1982], p. 489.)
por meio de relatórios, registros nos relatórios de matrícula do
e outras correspondências.1 SEI cada número e estatística
A Junta
Parte do trabalho de reunir informações úteis representam um filho de nosso Pai Celestial.
Educacional da
é verificar que sejam precisas e oportunas. O valor Morôni ensinou que depois que as pessoas eram
Igreja determinou
de qualquer informação depende do fato de ser batizadas, “seus nomes eram registrados, para
que onde quer
correta. Antes de passá-la aos líderes, a pessoa que fossem lembrados e nutridos pela boa palavra
que a Igreja che-
que a transmite deve confirmar sua precisão. de Deus”. (Morôni 6:4.) Os relatórios corretos aju-
gue, os progra-
Para garantir que os relatórios e registros dam a identificar as pessoas que precisem de
mas do SEI virão
logo atrás. sejam organizados da forma mais útil e uniforme, atenção especial.
o SEI fornece o formato e os formulários para a
maioria dos relatórios e registros. Administrar os Programas do SEI
Os líderes e professores analisam as informa- Os programas do SEI têm o objetivo de ajudar
ções para tomar decisões adequadas. Podem-se a Igreja a cumprir sua missão; portanto, devem
usar informações para analisar o seguinte: ser desenvolvidos com sabedoria e uma perspec-
• As tendências e projeções de matrículas tiva a longo prazo. Os líderes capazes ajudam a
e freqüência; instilar e manter a visão do potencial de um pro-
grama. O Senhor revelou por meio do Profeta
Joseph Smith que o evangelho rolaria “até os

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confins da Terra, (...) até encher toda a Terra”. lembrete constante da santidade dos fundos com
(D&C 65:2.) A Junta Educacional da Igreja deter- os quais trabalhamos. (...) Eles devem ser usados
minou que onde quer que a Igreja chegue, os com cuidado e prudência para os propósitos do
programas do SEI virão logo atrás. Senhor”. (Conference Report, outubro de 1996,
Os líderes têm o dever de administrar com efi- 69; ou A Liahona, janeiro de 1997, pp. 57–58).
cácia todos os programas do Sistema Educacional Os fundos do dízimo são alocados ao SEI pela
O planejamento
da Igreja em sua área de responsabilidade. (Ver as Junta Educacional da Igreja para fortalecer os
para os progra-
pp. 11–12.) Esses programas devem funcionar de participantes dos programas do SEI.
mas do SEI exige
a previsão contí- acordo com as normas, diretrizes e procedimentos Para utilizar e administrar melhor os recursos
nua das necessi- estabelecidos. Os programas do SEI devem ser da Igreja, o SEI trabalha em conjunto com outras
dades futuras. mantidos em sua simplicidade original a fim de organizações da Igreja. Um exemplo é o fato de
facilitar a compreensão e a administração. O obje- os líderes do SEI serem incentivados a fazer uso
tivo principal dos programas do SEI deve ser o conjunto de instalações e propriedades entre o
ensino religioso. SEI e outras organizações da Igreja. Os líderes do
O planejamento para os programas do SEI SEI são designados como agentes de edifício para
exige a previsão contínua das necessidades futu- os locais ligados aos programas do SEI que eles
ras. Em parte, isso se faz com o uso das infor- supervisionam. Os agentes de edifício trabalham
mações obtidas dos relatórios e registros. Antecipar com os grupos locais de patrimônio e outros líde-
Os líderes e pro-
com objetividade as necessidades futuras ajuda res do SEI para supervisionar a limpeza, jardina-
fessores devem
o sacerdócio e os líderes do SEI quando eles gem, serviços públicos, manutenção e conserto
lembrar-se da
procuram oferecer aos alunos em perspectiva de locais e para determinar as respectivas neces-
natureza sagrada
maiores oportunidades de ensino religioso de sidades orçamentárias. O Departamento de
dos fundos do
qualidade durante a semana. Ajuda também os Patrimônio da Igreja fornece ao SEI instalações e
dízimo, que são a
líderes a identificar os locais, funcionários e mantém-nas num nível de qualidade aprovado
fonte dos orça-
financiamento necessários. pelo SEI. O Departamento de Patrimônio pro-
mentos e recursos
grama os projetos de modo a reduzir ao mínimo
do SEI.
Administrar os Recursos a interrupção das atividades do SEI.

O mais importante recurso no Sistema Os locais onde se realizam os programas do


Educacional da Igreja são as pessoas.2 Administrar SEI permitem aos santos serem nutridos pela
os recursos humanos inclui o empenho para tor- palavra de Deus e participar de outras atividades
narmo-nos líderes dotados de atributos cristãos salutares. Deve-se ter o devido cuidado com essas
(ver as pp. 18–19), promovermos o crescimento instalações.3 O Presidente Gordon B. Hinckley
Os líderes e pro- profissional (ver a p. 15), usarmos conselhos e ensinou: “Onde quer se situe um de nossos
fessores demons- comitês (ver a p. 22), tomarmos decisões sábias e prédios, ele deve dizer às pessoas que passam:
tram, por preceito oportunas (ver as pp. 27–28), delegarmos respon- ‘O povo que se reúne aqui é um povo que acre-
e exemplo, grati- sabilidades (ver as pp. 29–30), avaliarmos o ensino dita no asseio, ordem, beleza e respeitabilidade’”.
dão e respeito e a administração (ver as pp. 31–32), ministrar- (Conference Report, setembro – outubro de 1995,
pelos prédios e mos treinamento (ver as pp. 33–34) entrevistar- p. 74; ou A Liahona, janeiro de 1996, p. 63).
propriedades mos e aconselharmos (ver as pp. 36–37). Os líderes e professores demonstram, por preceito
dedicados. e exemplo, gratidão e respeito pelos prédios e
Além de administrar os recursos humanos, os propriedades dedicados.
líderes e professores também devem administrar
com sabedoria outros recursos, como os prédios, Além disso, os líderes devem conhecer e usar
as propriedades, os equipamentos, os suprimen- ativamente princípios de segurança no local de tra-
tos, os currículos e outros materiais. Os líderes e balho. Devem também ter ciência das reações ade-
professores devem lembrar-se da natureza sagrada quadas em caso de emergência. (ver Emergency
dos fundos do dízimo, que são a fonte dos orça- Response Guide [2000]). Os treinamentos de segu-
mentos e recursos do SEI. O Presidente Gordon rança e emergência são ministrados por meio dos
B. Hinckley observou: “Guardo no móvel atrás líderes locais do SEI.
de minha mesa a moedinha da viúva (...) como

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O SEI fornece vários equipamentos e supri- Notas


mentos. Os equipamentos devem ser usados para
1. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada
os fins aprovados, manuseados com cuidado e
[2001], Administration Policies: Enrollment
precisam receber manutenção regularmente. Os
and Completion Reports.
suprimentos devem ser estocados apropriadamente
e atualizados. 2. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada,
O Sistema Educacional da Igreja fornece Human Resource Policies.
materiais curriculares e outros para auxiliar 3. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada,
os professores. Os líderes devem incentivar Administration Policies: Physical Facilities and
os professores a tirar o máximo proveito dos Real Estate.
materiais aprovados.
4. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada,
Administration Policies: Safety, Health, and
Environment.

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Tomar Decisões Sábias e Oportunas


Ao compreenderem os princípios do evangelho podeis saber a verdade de todas as coisas”.
relacionados a determinada decisão, buscarem (Morôni 10:5.)
inspiração, receberem conselhos de fontes úteis e • As escrituras. Para compreender os princípios
seguirem alguns passos fundamentais na tomada do evangelho é importante entender as escri-
de decisões, os líderes e professores farão esco- turas. “Banqueteai-vos com as palavras de
lhas em harmonia com os propósitos do Senhor. Cristo; pois eis que as palavras de Cristo vos
dirão todas as coisas que
É essencial A Importância de deveis fazer.” (2 Néfi 32:3.)
compreender os Tomar Decisões O Presidente Ezra • As palavras dos profetas.
princípios do Sábias e Oportunas Taft Benson ensinou: Além das obras-padrão, os
evangelho ligados
Tomar decisões sábias e opor- “As decisões sábias líderes devem buscar conse-
a determinada
lhos nas palavras dos profe-
decisão. tunas é uma das coisas mais são os propulsores
importantes que podemos fazer. tas conforme proferidas nas
do progresso. São os conferências e publicações
As más decisões inibem o pro-
tijolos que edificam a da Igreja.
gresso. Os líderes do SEI depa-
ram-se com muitas situações vida. As decisões são • A Junta Educacional da
que exigem decisões sábias: con- os ingredientes do Igreja. Todos os progra-
tratações, alocação de pessoal, sucesso. Para as pes- mas do SEI funcionam
avaliações de desempenho, sob a direção da Junta
soas e instituições,
desenvolvimento de programas, Educacional da Igreja.
treinamentos, currículos, orça- elas marcam o cami- (Ver a p. 5.) Os líderes e
mentos, matrículas, desen- nho do progresso”. professores do SEI devem
volvimento e manutenção de (God, Family, Country: Our Three familiarizar-se com os
Great Loyalties (1974), p. 143.)
instalações e aquisição de pro- conselhos da junta. Seus
Os líderes do SEI priedades. Essas decisões afetam conselhos são transmitidos
devem aconse- o SEI, a Igreja e a vida das pes- aos líderes do SEI em
lhar-se com o soas. As decisões sábias devem basear-se nos manuais da Igreja e do SEI, livros, guias
Senhor em tudo princípios do evangelho. Portanto, é essencial e correspondências. (Ver pp. 12–14.)1
o que fizerem, compreender os princípios do evangelho ligados a • Líderes do sacerdócio. Os líderes locais do
e Ele os dirigirá determinada decisão. Os líderes do SEI devem com- sacerdócio servem como membros da junta
para o bem. (Ver preender as fontes de auxílio e alguns passos funda- educacional local. (Ver a p. 5.) São designados
Alma 37:37.) mentais no processo de tomar decisões sábias. líderes do sacerdócio para liderar a junta edu-
cacional local e o conselho consultivo do insti-
Fontes de Auxílio tuto de religião. Os líderes do sacerdócio dão
Ao prepararem-se para tomar decisões impor- conselhos e orientação nas decisões relativas
tantes, os líderes do SEI devem buscar inspiração aos programas do SEI.
e conselhos nas seguintes fontes: • Líderes, conselhos e colegas do SEI. Cada
• O Espírito Santo. Os líderes do SEI devem líder e professor do SEI tem um supervisor
aconselhar-se com o Senhor em tudo o que imediato para aconselhar-se. Convém também
fizerem, e Ele os dirigirá para o bem. (Ver saber o que outros líderes, conselhos e colegas
Alma 37:37.) Aqueles que chegarem “com con- do SEI fizeram ao tomar decisões em questões
fiança ao trono da graça” alcançarão “miseri- semelhantes. (Ver “Utilizar Conselhos e
córdia e [acharão] graça, a fim de [serem] Comitês”, p. 22.)
ajudados em tempo oportuno”. (Hebreus 4:16.) • Livros, manuais, guias e correspondências.
Morôni ensinou: “Pelo poder do Espírito Santo Os líderes do SEI deparam-se com muitas

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situações que já surgiram no passado. 4. Tomar a decisão de modo oportuno. Todas


Circunstâncias anteriores influenciaram as as decisões devem ser tomadas em espírito de
normas e procedimentos. É útil consultar as oração, buscando-se a vontade de nosso Pai
instruções e normas atuais no processo decisó- Celestial. O Presidente Ezra Taft Benson, ao
rio. (Ver “Materiais do SEI”, pp. 12–14.) servir como presidente do Quórum dos Doze
Apóstolos, aconselhou os
Entender o pro-
Passos Fundamentais membros da Igreja: “As
blema com niti-
para Tomar Decisões O Presidente Ezra decisões devem ser toma-
dez aumenta a
probabilidade de
Sábias e Oportunas Taft Benson disse: das de modo oportuno.
“As decisões devem Às vezes, a ausência de
implementação Seguem abaixo alguns pas-
decisão num ponto repre-
de soluções ade- sos fundamentais para tomar ser tomadas de modo senta na verdade uma deci-
quadas. decisões com sabedoria e de oportuno. Às vezes, a são na direção contrária.
modo oportuno:
ausência de decisão Precisamos decidir-nos. (...)
1. Definir e compreender o num ponto representa (...) Obtenham os fatos,
problema com clareza.
Entender o problema com
na verdade uma deci- estejam cientes dos princí-
são na direção con- pios básicos e pesem as
nitidez aumenta a probabili-
conseqüências. Em seguida,
dade de implementação de trária”.
tomem a decisão!” (God,
soluções adequadas. Os líde- (God, Family, Country, p. 135.)
Family, Country, pp.
res devem refletir sobre per-
147–148.)
guntas como as seguintes:
• Qual é a questão fundamental a ser decidida? 5. Pôr a decisão em prática com planos e desig-
nações. As decisões precisam ser implementa-
• Trata-se de um problema real ou há uma
das. Para terem valor, necessitam passar de
questão mais profunda como causa do
planos a resultados. Isso se faz quando se iden-
problema?
tifica um plano de ação, distribuem-se designa-
• Quem será afetado? ções específicas e delegam-se responsabilidades
• Quando a questão precisa ser solucionada? de modo adequado a outras pessoas. (Ver
“Delegar Responsabilidades”, p. 29.)
• Por que a resolver?
• O que será preciso para resolvê-la? 6. Comunicar-se com as pessoas afetadas. As
decisões, planos, designações e responsabilida-
• Que experiências anteriores são semelhan-
des devem ser comunicados a todas as pessoas
tes e devem ser examinadas?
envolvidas.
O acompanha- • Há problemas adicionais ligados à solução
em vista? 7. Fazer o acompanhamento e reavaliar.
mento é essencial
O acompanhamento é essencial para garantir
para garantir que 2. Reunir e analisar fatos. É importante para os que a decisão esteja sendo implementada da
a decisão esteja líderes reunir, analisar e priorizar as informa- maneira adequada. Se as circunstâncias muda-
sendo implemen- ções relativas a qualquer situação. (Ver rem, em determinado momento será preciso
tada da maneira “Administrar Informações”, p. 24.) Muitas reexaminar e reiniciar o processo decisório.
adequada. vezes, as decisões ruins são o fruto de uma
coleta insuficiente de dados ou de uma visão Notas
limitada do problema.
1. Ver também o Manual de Instruções da Igreja,
3. Avaliar soluções possíveis. Em geral, há várias Volume 1: Presidências de Estaca e Bispados
soluções para um problema. O líder deve exa- (1998), pp. 113–118.
minar com cuidado os pontos fortes e fracos
das soluções viáveis antes de se decidir por um
curso de ação.

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Delegar Responsabilidades
Quando os líderes e professores delegam res- do princípio necessário de delegar”. (Conference
ponsabilidades com sabedoria valendo-se das Report, outubro de 1980, p. 50; ou Ensign,
capacidades e recursos das pessoas, racionali- novembro de 1980, p. 34)
Delegar respon-
sabilidades zam seus esforços, tecem relacionamentos de Ao distribuírem designações, os líderes devem
ajuda os líderes confiança e criam oportunidades de crescimento, primeiramente determinar em espírito de oração
a racionalizar liderança e motivação. o que vão designar e a quem. Os líderes também
seus esforços. devem determinar a melhor maneira de delegar
Delegar Responsabilidades as designações e como fazer o acompanhamento
com eficácia. Assim como o aprendizado do evan-
A delegação sábia de responsabilidades é essen-
gelho, a delegação sábia exige uma preparação em
cial para administrar com eficácia no Sistema
espírito de oração e orientação espiritual da parte
A delegação sábia Educacional da Igreja. Jetro
de quem faz e de quem recebe
exige uma prepa- advertiu Moisés, dizendo-lhe
a designação.
ração em espírito que “desfaleceria” se não dele- O Presidente Ezra
gasse responsabilidades a No SEI, os líderes podem
de oração e orien- Taft Benson disse:
“homens capazes”. (Ver Êxodo delegar os seguintes tipos de
tação espiritual da
18:13–27.) Muito antes de seu Jesus “deixou-nos um designação:
parte de quem faz
e de quem recebe martírio, o Profeta Joseph exemplo magistral de • Auxiliar os líderes do
a designação. começou a preparar diligente- boa administração sacerdócio.
mente os homens que conti- por meio da delega- • Fazer entrevistas para
nuariam a liderar a Igreja reunir informações para
depois que ele não estivesse
ção adequada”.
(God, Family, Country: Our Three as decisões de alocação
mais em seu meio, delegando- Great Loyalties (1974), p. 135) de pessoal.
lhes responsabilidades.
• Administrar programas.
Delegar responsabilidades
ajuda os líderes a racionalizar seus esforços. • Promover as matrículas e a conclusão dos
Embora o ato de delegar exija inicialmente mais cursos.
investimento de tempo por parte do líder, a longo • Aconselhar os líderes estudantis.
prazo é algo que tende a economizar tempo. • Servir de mentores para outras pessoas.
Delegar também ajuda os líderes a tirar proveito
• Fazer treinamentos em serviço.
das capacidades e recursos das pessoas e a reco-
nhecer o valor delas. Ajuda a criar relacionamen- • Fazer avaliações.
tos de confiança entre os líderes e a pessoa que • Preparar registros e relatórios.
recebe a designação. Delegar responsabilidades • Providenciar a manutenção das instalações.
ajuda as pessoas a terem a oportunidade de cres-
cer por meio da participação, a desenvolverem-se Passos para Delegar Responsabilidades
para liderança no futuro e a motivarem-nas em com Eficácia
suas designações.
A delegação eficaz inclui os seguintes passos
Dar e Receber Designações básicos:

O Élder James E. Faust, na época membro 1. Explicar bem a designação antes de fazê-la.
do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Um A fim de darem às pessoas a liberdade para
dos primeiros princípios que precisamos ter em crescer e tomar suas próprias decisões, os líderes
mente é que o trabalho do Senhor segue avante devem fazer designações que venham a produzir
por meio de designações. Os líderes recebem e resultados específicos e atingíveis. Ao prepara-
dão designações. Essa é uma parte importante rem-se para explicar uma designação, os líderes

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devem perguntar a si mesmos: “Quais são em espírito de oração a melhor maneira de


os resultados esperados?” ou “O que deve alcançar os resultados desejados. Finalmente,
acontecer?” ou “Que padrão de desempenho a pessoa que receber as designações deve certi-
O líder deve é esperado?” Devem também indagar a si ficar-se de compreender claramente as tarefas,
certificar-se mesmos: “Qual é a designação a ser cumprida?” o que se espera dela e qual é o prazo ou outros
de que a pessoa e “Que recursos podem ajudar a pessoa a realizar limites para a execução. Ela deve continuar a
compreenda a a tarefa?” pedir esclarecimentos ao líder até compreender
designação, seu a designação.
propósito, os 2. Determinar em espírito de oração quem
recursos disponí- deve receber a designação. Cada membro do 4. Permitir que a pessoa cumpra a designação.
veis que podem grupo deve receber designações e oportuni- A pessoa deve ter liberdade de tomar iniciativa
ser úteis e o dades. As pessoas podem beneficiar-se em para cumprir a designação. Os líderes devem
prazo a ser seu crescimento profissional por meio dessas estar sempre disponíveis, prestar auxílio e dar
respeitado. designações. Da mesma forma, dar designa- conselhos e incentivo conforme a necessidade,
ções a pessoas com talentos, experiências ou mas não devem interferir.
capacidades especiais pode ser algo positivo
5. Pedir periodicamente à pessoa que faça um
para todo o grupo.
relato do andamento da designação. Os líde-
3. Comunicar-se com a pessoa para explicar a res devem pedir periodicamente à pessoa que
designação e seu propósito. Ao dar uma desig- faça um relato de seu trabalho no cumpri-
nação, o líder deve certificar-se de que a pessoa mento da designação. Eles devem estar dis-
compreenda a designação, seu propósito, os postos a aceitar o melhor que a pessoa puder
recursos disponíveis que podem ser úteis e o fazer. Devem externar gratidão genuína e
prazo a ser respeitado. Em seguida, o líder deve prestar uma atenção especial a tudo de bom
verificar se restam dúvidas sobre a designação e que tiver sido feito. Devem ajudar a pessoa a
perguntar à pessoa se ela está disposta a aceitar sentir-se à vontade para fazer perguntas. Se
a tarefa conforme explicada. Se possível, é necessário, o líder deve ajudar a esclarecer as
melhor permitir que a pessoa ajude a desenvol- expectativas e redirecionar ou renovar os esfor-
ver os planos específicos para cumprir a desig- ços para o cumprimento da designação.
nação. Ela deve ser incentivada a determinar

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Avaliar o Ensino e a Administração


A avaliação pessoal e profissional do conheci- ponto o objetivo do ensino religioso está sendo
mento, desempenho, atitudes e caráter incentiva alcançado.
o desenvolvimento que levará as pessoas a atin-
girem seu potencial divino e promoverá o cresci- O Que Avaliar
Uma das medidas
de avaliação é a mento profissional. As avaliações devem centrar-se nos deveres e
comparação entre A avaliação é o processo de apreciação com responsabilidades básicos dos líderes e professores
o que se espera e base em padrões. Inclui medir os conhecimentos do SEI conforme ensinados nas obras-padrão, nas
o que se realiza (a compreensão), o desempenho (os atos), as palavras dos profetas e nos materiais do SEI. Os
de fato. atitudes (sentimentos) ou o caráter (atributos) deveres e responsabilidades básicos para o ensino
comparando-se o que se espera com o que efeti- eficaz são abordados em Ensinar o Evangelho: Um
vamente se alcançou. No que diz respeito ao Manual para Professores e Líderes do SEI [2001]
evangelho, a avaliação faz parte do processo de (34829 059). Deveres e responsabilidades seme-
desenvolvimento do potencial divino. Todas as lhantes para administrar apropriadamente são
pessoas devem avaliar regular- citados neste manual. Os princípios e técnicas
mente o próprio progresso no salientados nesses manuais
A avaliação faz constituem a base de avaliação
empenho para tornarem-se
parte do processo O Élder Joseph B. no ensino e na administração.
mais semelhantes ao Salvador.
de desenvolvi- (Ver Apêndice, pp. 39–40.)
A avaliação também é essen- Wirthlin ensinou: “As
mento do poten-
cial divino e é cial para desenvolver o profis- experiências mortais Como Avaliar
essencial para sionalismo nas designações do dão-nos a oportuni-
SEI. As avaliações para os líde- A avaliação dos líderes e
desenvolver o dade de avaliar o que professores pode ser realizada
profissionalismo res e professores do SEI estão
centradas em deveres e respon- estamos fazendo com por meio do discernimento
nas designações
do SEI. sabilidades básicos relacionados nossa vida. Ajudam- espiritual, das observações
a viver o evangelho, ensinar nos a disciplinar em sala de aula, de avaliações
com eficácia e administrar formais, de instrumentos
nossa alma e fortale-
apropriadamente. 1 específicos, de conversas
cer nosso caráter, informais e entrevistas. A
Os líderes e professores
preparando-nos para ação conjunta de todos esses
As avaliações devem avaliar continuamente
a entrevista final”. meios permite às pessoas e
devem centrar-se sua própria maneira de viver o
(A Liahona, julho de 1997, p. 17). seus líderes ter ciência dos
nos deveres e res- evangelho. Os líderes do sacer-
pontos fortes e das áreas que
ponsabilidades dócio possuem as chaves para
precisam ser melhoradas.
básicos dos líde- julgar a prática do evangelho.
Anualmente, certificam-se da dignidade dos pro- Os instrumentos de avaliação formal são
res e professores
fessores de tempo integral. Os líderes do SEI ava- fornecidos aos líderes e professores do SEI para
do SEI.
liam a prática do evangelho dos funcionários medir o progresso alcançado no cumprimento
apenas no que diz respeito diretamente a suas dos deveres e responsabilidades básicos. Os líderes
designações profissionais. que utilizarem instrumentos de avaliação formal
devem ter cuidado para que esses instrumentos
Os líderes do SEI ajudam as pessoas principal-
sejam administrados com justiça. Ao interpreta-
mente avaliando sua eficácia no ensino e em sua
rem os resultados de tais medidas, devem tam-
maneira de administrar. A avaliação também
bém ser sensíveis às limitações inerentes aos
ajuda os líderes a tomarem decisões em áreas
instrumentos.
como as contratações, a alocação do pessoal e o
desenvolvimento de programas. Em última aná- Algumas áreas de avaliação são mais facilmente
lise, a avaliação no SEI ajuda a identificar até que mensuráveis do que outras, como a matrícula,

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a freqüência às aulas e a conclusão do curso; a outros (ver D&C 108:7; Lucas 22:32) e servir com
precisão e a pontualidade de um professor ao compaixão (ver Judas 1:22). Ao fazermos avalia-
preencher os relatórios; ou a aquisição oportuna ções, devemos ter cuidado para não nos deixar-
de materiais e suprimentos operacionais por parte mos influenciar por preferências ou preconceitos
de um líder. Muitos outros deveres e responsabili- pessoais, pela tendência de sempre procurar defei-
dades importantes são mais difíceis de medir, tos, pelas comparações desnecessárias com outras
como a disposição de um aluno de viver o que lhe pessoas e por qualquer forma de orgulho.
é ensinado, a eficácia de um professor ao ensinar À medida que as pessoas se empenham para
A comunicação e pelo Espírito ou a empatia de um líder por aque- promover o crescimento pessoal e desenvolver
o acompanha- les a quem serve. Assim, além das medidas for- seu potencial divino, as avaliações ajudam a escla-
mento são mais mais, as avaliações no SEI se dão muitas vezes recer os padrões, identificar os pontos fortes e as
eficazes quando por meio de conversas informais. Essas conversas mudanças necessárias e dar um feedback edifi-
tanto as avalia- podem ser com líderes do sacerdócio, colegas e cante. (Ver Alma 34:33; D&C 82:18.)
ções formais supervisores do SEI, alunos ou com os pais, côn-
quanto informais A comunicação e o acompanhamento são mais
juge e familiares da pessoa.
são documenta- eficazes quando tanto as avaliações formais
Nessas situações informais entre uma pessoa e quanto informais são documentadas. Uma
das.
seu líder, o líder deve ouvir com cuidado e sensi- documentação precisa pode ser fornecida por
bilidade. Os líderes devem elogiar as pessoas por meio dos resultados de instrumentos formais,
seus pontos fortes e oferecer incentivo em áreas relatórios preenchidos, anotações feitas durante
em que for preciso melhorar, edificando assim as observações ou outras correspondências. Se pos-
pessoas lideradas. Quando necessário, os líderes sível, as informações reunidas por meio das ava-
devem aconselhar as pessoas — com bondade, liações devem ser passadas à pessoa que está
mas de modo direto — no que está impedindo sendo avaliada. A documentação detalhada do
sua eficácia. (Ver D&C 121:43; Provérbios 6:23.) desempenho dos funcionários costuma ser exi-
Para que a ava-
É útil fazer elogios por escrito, bem como a indi- gida pela lei para proteger tanto o empregado
liação produza o
cação de áreas nas quais podem aperfeiçoar-se. como o empregador.
máximo de bene-
Ao receberem relatos de designações, os líderes
fícios, os líderes
também devem pedir feedback relativo aos pon- Treinamento para as Necessidades
devem buscar e
tos em que podem melhorar sua liderança. Além Identificadas
fornecer oportuni-
dos momentos programados de prestação de con-
dades de treina- Para que a avaliação produza o máximo de
tas das designações, os líderes devem estar aber-
mento benefícios, os líderes devem buscar e oferecer
tos a oportunidades para que as pessoas sob sua
condizentes a fim oportunidades de treinamento condizentes a fim
responsabilidade lhes peçam conselhos.
de ajudar as pes- de ajudar as pessoas em seu desenvolvimento.
soas em seu Ponderar e buscar o discernimento espiritual
Depois que as pessoas participarem do treina-
desenvolvimento. são medidas de suma importância na avaliação de
mento, deve ser feita uma nova avaliação baseada
nosso próprio ensino e administração. O Senhor
nos objetivos propostos para medir o impacto do
disse: “E se os homens vierem a mim, mostrar-
treinamento. Os indivíduos e seus líderes devem
lhes-ei sua fraqueza”. Depois que o Senhor mostra
fazer um acompanhamento da avaliação para
às pessoas seus pontos fracos, a fé e a humildade
responder a perguntas do tipo:
permitem ao Senhor fazer “com que as coisas fra-
cas se tornem fortes para eles”. (Éter 12:27) • Que impacto o treinamento teve no
conhecimento, desempenho, atitude e
Ao avaliarmos o conhecimento, o desempe-
caráter da pessoa?
nho, a atitude ou o caráter de uma pessoa, deve-
mos seguir princípios que edifiquem. As pessoas • De que forma o treinamento influenciou
que realizarem as avaliações devem adotar princí- a maneira de viver, ensinar e administrar
pios como criar relacionamentos de amor e con- da pessoa?
fiança (ver Mosias 23:14–15), recordar o valor das • Até que ponto a pessoa está preparada para
almas (ver D&C 18:10–16), falar a verdade com cumprir os deveres ou responsabilidades
amor (ver Efésios 4:15–16), procurar fortalecer os abordados no treinamento?

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Ministrar Treinamento
Quando os líderes e professores fazem treina- O Que Treinar
mentos que abordam princípios corretos e técni-
Quando as pessoas, líderes e conselhos
cas fundamentais, ajudam as pessoas a serem
prepararem treinamentos, devem primeiramente
mais eficazes ao convidarem todos a “[virem] decidir quais princípios e técnicas devem ser
a Cristo [e serem aperfeiçoadas] nele”. (Morôni abordados, com base em avaliações. As decisões
Quando as pes- 10:32; ver também D&C 20:59.) sobre o treinamento são determinadas por meio
soas, líderes e
do discernimento espiritual, das observações em
conselhos prepa- O Treinamento no Sistema Educacional sala de aula, avaliações formais, de conversas
rarem treinamen- da Igreja informais, relatórios de designações, diretrizes
tos, devem
Embora o ensino e o treina- administrativas e necessidades
primeiramente
mento tenham muito em mencionadas. (Ver “Avaliar o
decidir quais prin-
comum e freqüentemente esses Ensino e a Administração”,
cípios e técnicas O Élder Henry B.
termos sejam usados com razão pp. 31–32.)
devem ser abor- Eyring disse: “Se
dados, com base como sinônimos, o treinamento Uma maneira de decidir
em geral diz respeito a instru- (...) não forneceram qual treinamento é necessário
em avaliações.
ções que vão além da aquisição nenhum treinamento é analisar as três partes do
de conhecimento, mas envol- nem verificaram se o compromisso: viver o evange-
Uma maneira de vem também o aperfeiçoamento treinamento foi sufi- lho, ensinar com eficácia e
decidir qual trei- das capacidades. O treinamento administrar apropriadamente.
no Sistema Educacional da
ciente, vocês falha- Os líderes podem identificar
namento é neces-
sário é analisar Igreja tem por objetivo melho- ram para com eles e áreas para o treinamento ao
as três partes do rar a capacidade das pessoas para com o Senhor”. compararem o desempenho
compromisso: aplicarem princípios corretos e (A Liahona, julho de 2000, p.81) esperado com o desempenho
viver o evangelho, usarem técnicas fundamentais. real para cada aspecto da res-
ensinar com eficá- Treinar com freqüência inclui a ponsabilidade.
cia e administrar prática de exercícios que ajudem a confirmar o O treinamento em cada uma dessas áreas se
apropriadamente. grau de domínio de algo num conjunto de cir- baseia no que é ressaltado nas obras-padrão, pela
cunstâncias. Exercícios práticos também ajudam Junta Educacional da Igreja e outros líderes da
as pessoas a receber feedback esclarecedor e pla- Igreja (ver “Líderes do Sacerdócio”, p. 5), pela
nejar meios de aplicar os princípios e empregar as administração do SEI e nos materiais do SEI,
técnicas. como manuais, guias e outras correspondências.
Depois de decidi-
Por que Dar Treinamento Os treinamentos no SEI estão centrados nos
rem quais princí-
princípios, doutrinas, habilidades e técnicas rela-
pios ou técnicas Os treinamentos ajudam os líderes e professo- cionados ao objetivo, compromisso e deveres e
serão abordados res do Sistema Educacional da Igreja a promove- responsabilidades básicos. (Ver o Apêndice, pp.
nos treinamentos, rem o crescimento profissional e desenvolverem 39–40.) Ocasionalmente, os treinamentos ofere-
as pessoas, líde- seu potencial divino. O treinamento no SEI ajuda cem aprimoramento em outras áreas de interesse.
res e conselhos os líderes e professores a compreenderem melhor
precisam deter- e cumprirem o objetivo do ensino religioso, hon- Como Treinar
minar a maneira rarem seu compromisso de viver o evangelho,
de ministrar o Depois de decidirem quais princípios ou técni-
ensinar com eficácia e administrar apropriada-
treinamento cas serão abordados nos treinamentos, as pessoas,
mente. (Ver a p. 2.) O treinamento também é
com eficácia. líderes e conselhos precisam determinar a
uma fonte de reciclagem e motivação, ajudando
maneira de ministrar o treinamento com eficácia.
a promover contatos para cooperação.1
Todos os treinamentos devem ser realizados em
harmonia com os princípios do evangelho sob a

33
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influência do Espírito Santo. Os treinamentos liderança, que fazem avaliações, estudam temas e
devem incentivar as pessoas a aplicarem os prin- concebem ou apresentam os treinamentos.
cípios em sua vida pessoal e dar oportunidade de O administrador do SEI e os administradores
prestar contas. assistentes supervisionam o treinamento no
Abordar princípios ou doutrinas com eficácia Sistema Educacional da Igreja. São auxiliados por
no treinamento inclui elementos como definir, outros funcionários administrativos que desempe-
Sob a direção do
ilustrar, analisar, aplicar e relatar o progresso. nham um papel central.
diretor de área,
Abordar técnicas ou práticas no treinamento Os diretores de área supervisionam o treina-
os diretores de
inclui definir, dar exemplos, praticar, dar mento em sua área. Avaliam as necessidades, pla-
instituto e semi-
feedback, fazer a relação com sua designação nejam e dirigem o treinamento com o auxílio dos
nário e os coorde-
e prestar contas do progresso alcançado. conselhos de treinamento, diretores de seminário e
nadores avaliam
as necessidades e
Em geral, os treinamentos são mais eficazes instituto, coordenadores e supervisores de estaca.
supervisionam o
quando várias ilustrações ou abordagens são Sob a direção do diretor de área, os diretores
treinamento para
demonstradas para que as pessoas tenham a liber- de instituto e seminário e os coordenadores
as pessoas sob
dade de aplicar o princípio ou técnicas de acordo avaliam as necessidades e supervisionam o
sua liderança. com sua personalidade e circunstâncias. Quando o treinamento para as pessoas sob sua liderança.
líder ilustra um princípio ou dá o exemplo de uma Recebem o auxílio dos líderes em serviço, super-
técnica, geralmente apresenta uma aplicação ou visores de estaca, comitês e mentores que plane-
método específico. Quando é sugerida apenas uma jam e administram o treinamento no nível da
ilustração ou modelo, o treinamento pode dar a instituição, do grupo e individualmente.
impressão de endossar a abordagem como a única
Para que seja
forma de aplicar um princípio ou usar uma técnica. Avaliar o Impacto do Treinamento
completo, os líde- O treinamento deve basear-se em princípios. O Para que seja completo, os líderes e professores
res e professores Presidente Boyd K. Packer, presidente interino do devem avaliar se o treinamento cumpriu os obje-
devem avaliar se Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Princípio tivos ou metas propostos. Se o treinamento tiver
o treinamento é uma verdade permanente, uma lei, uma regra o intuito, por exemplo, de ajudar os professores a
cumpriu os objeti- que adotamos para guiar-nos na tomada de deci- dirigir melhor as discussões em classe, uma ava-
vos ou metas pro- sões. Em geral, os princípios não são esmiuçados. liação desse resultado desejado deve ser realizada
postos. Isso nos deixa livres para encontrar nosso cami- depois do treinamento. Da mesma forma, se o
nho tendo como âncora uma verdade, um princí- treinamento visar a ajudar os professores e líderes
pio imutável”. (Conference Report, abril de 1996, a promoverem a matrícula e a formatura dos alu-
22; ou A Liahona, julho de 1996, p. 18). nos, esse resultado deve ser avaliado. Dependendo
O treinamento nos princípios e técnicas dá-se do alcance e da formalidade do treinamento, essas
em âmbito individual, local, de área e no sistema avaliações podem ser feitas de várias formas.
inteiro. Para funcionarem estrategicamente, os Avaliar o impacto do treinamento é um passo
Os mentores planos de treinamento devem ser comunicados imprescindível no ciclo de treinamento.
devem buscar com regularidade entre os vários níveis.
oportunidades de Servir de Mentor para Outras Pessoas
incentivar, elo- Quem Deve Treinar
giar, questionar e Em alguns casos, designa-se um mentor para
expor seus pontos Em última análise, as pessoas são responsáveis ajudar a treinar os professores em perspectiva ou
de vista. por seu próprio crescimento profissional e desen- recém-contratados.2 Os líderes do SEI escolhem
volvimento pessoal. Os líderes e professores mentores que são um exemplo dos valores da
podem ajudá-las ministrando treinamento em organização e devem auxiliá-los em seus deveres.
reuniões em serviço e conversas informais. Esses mentores devem tomar a iniciativa ao auxi-
Os líderes do SEI têm o dever de supervisionar o liar as pessoas a quem servem. Em última análise,
treinamento das pessoas sob sua responsabilidade. o mentor influencia não apenas o professor, mas
Em geral, são auxiliados por outras pessoas sob sua também seus alunos atuais e futuros.

34
H a b i l i d a d e s p a r a A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e n o S i s t e m a E d u c a c i o n a l d a I g r e j a

Os mentores reúnem-se com as pessoas sob Notas


sua responsabilidade regularmente para examinar
1. Ver Employee Guide [2001], p. 21.
as metas e o progresso. Se possível, revezam-se
na observação do ensino nas salas de aula. Se 2. Ver Neal A. Maxwell, Jesus, the Perfect
for o caso, o mentor pode apresentar o professor Mentor (Serão do SEI para jovens adultos,
e seu cônjuge aos líderes locais do sacerdócio. 6 de fevereiro de 2000); CES Policy Manual:
Os mentores devem buscar oportunidades de U.S. and Canada, Human Resource Policies:
incentivar, elogiar, questionar e expor seus Professional Development Opportunities: CES
pontos de vista. Às vezes, o mentor julgará Apprenticeship.
adequado fazer correções, mostrando ao mesmo
tempo amor e preocupação pelo desenvolvimento
pessoal do outro. O trabalho do mentor terá
maior chance de sucesso se houver entre os
colegas uma relação de amor e confiança.

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Fazer Entrevistas e Aconselhar


Quando os princípios de entrevistas e aconse- As entrevistas de avaliação de desempenho são
lhamentos eficazes são seguidos, o resultado é realizadas pelo menos uma vez por ano com cada
uma maior edificação, motivação e comunicação. líder, professor e secretário. No início de cada ano
letivo, o supervisor deve explicar aos funcionários
Quando são aplicados os princípios das
As entrevistas for- o processo de avaliação. As entrevistas de avalia-
entrevistas e aconselhamentos eficazes,
mais ajudam ção devem centrar-se nos deveres e responsabili-
podem-se colher muitos frutos
tanto os líderes dades básicos relacionados ao
positivos de interações tanto
como os professo- compromisso do SEI.
formais quanto informais.1 As O Presidente N. Eldon
res a promoverem entrevistas formais e pessoais Os líderes e professores são
o crescimento Tanner, antigo conse- convidados regularmente a
são realizadas por líderes do
profissional, o SEI com outros líderes e pro- lheiro na Primeira prestar contas de seu desen-
desenvolvimento fessores sob sua liderança. Presidência, disse: “É volvimento pessoal e profis-
pessoal, o anda- Além disso, os líderes e profes- sional e do andamento dos
importante que as pes-
mento dos progra- sores com freqüência conver- programas que eles supervi-
mas e a melhora
soas que entrevistamos sionam aos líderes de suas
sam informalmente em muitas
do ensino do situações. Nessas comunica- percebam que (...) as designações (ver “Prestar
evangelho. ções formais e informais, em amamos (...) e esta- Contas aos Líderes”, p. 17).
geral acontece alguma forma mos interessados em O diretor de área ou seu
de aconselhamento. seu bem-estar e em representante deve entrevistar
regularmente os missionários
Fazer Entrevistas ajudá-las a ter êxito
designados ao SEI e examinar
na vida” seu trabalho, atender a suas
As entrevistas de No SEI, as entrevistas for-
(Conference Report, setembro—outubro
avaliação devem mais ajudam tanto os líderes de 1978, p. 59; ou A Liahona, abril de
necessidades, continuar seu
centrar-se nos como os professores a promo- 1979, p. 61). treinamento, incentivá-los e
deveres e res- verem o crescimento profissio- externar gratidão.
ponsabilidades nal, o desenvolvimento
básicos ligados pessoal, o andamento dos programas e a melhora Aconselhar
ao compromisso do ensino do evangelho. As entrevistas dão aos
2
Durante as entrevistas formais e em outras
do SEI. líderes e professores a oportunidade de examinar comunicações informais, os líderes e professores
seus pontos fortes e as áreas em que é preciso do SEI devem aconselhar-se mutuamente sobre o
melhorar. ensino eficaz e a administração adequada. A fim
Estão relacionadas abaixo algumas das entre- de aconselharmos as pessoas com eficácia, preci-
vistas formais usadas no Sistema Educacional da samos primeiramente ouvir com atenção e depois
A fim de aconse- Igreja: refletir cuidadosamente sobre qualquer conselho
lharmos com efi- ou recomendação antes de os dar. Os líderes
• Prestação de contas de designações ou
cácia as pessoas, devem ser sensíveis e reconhecer que as pessoas
programas
precisamos pri- podem mostrar-se relutantes em falar com liber-
• Entrevistas com missionários que tenham dade por causa da posição deles. Quando a pessoa
meiramente ouvir
uma designação no SEI que recebe os conselhos sente que os motivos do
com atenção e
depois refletir • Entrevistas de alocação outro são o amor e desejo sincero de ajudar, é
cuidadosamente • Avaliações de desempenho mais provável que os conselhos sejam bem recebi-
sobre qualquer dos e aplicados.
• Entrevistas de período probatório ou
conselho ou reco- advertência
mendação antes
• Entrevistas de desligamento
de os dar.

36
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Princípios de Entrevistas e zelosamente numa boa causa e fazer muitas


Aconselhamento Eficazes coisas de sua livre e espontânea vontade e
realizar muita retidão.
Entre os muitos princípios e técnicas significa-
tivos de entrevistas e conselhos eficazes, os que Pois neles está o poder e nisso são seus pró-
se seguem são particularmente importantes para prios árbitros”. (D&C 58:27–28.)
Os líderes, profes- os líderes e professores do SEI: preparar-se espiri- 4. Elogiar e corrigir. A expressão genuína e espe-
sores e alunos tualmente, ouvir para compreender, promover a cífica de gratidão pela pessoa que está sendo
devem tentar auto-suficiência, elogiar, corrigir e guardar sigilo. entrevistada pelo líder, deve fazer parte de qual-
identificar seus 1. Preparar-se espiritualmente. Como em todos quer entrevista ou oportunidade de aconselha-
próprios pontos os aspectos da obra do Senhor, fazer entrevis- mento. O Presidente Gordon B. Hinckley disse:
que precisem de tas e aconselhar são atividades mais bem-suce- “Em vez de fazermos
melhora, em vez didas quando ambos os comentários mordazes de
de esperarem que participantes se prepararam uns para os outros, será que
sejam apontados espiritualmente. O Senhor aconse-
poderíamos cultivar a arte
pelos líderes. lhou-nos: “Fortalece de elogiar, fortalecer e
2. Ouvir. Para fazer entrevistas
e aconselhar é necessário teus irmãos em todas incentivar? (...)
ser um bom ouvinte. As as tuas conversas”. Cada um de nós recebeu a
entrevistas não devem ser (D&C 108:7.) responsabilidade divina de
dominadas pelos comentários (...) carregar os fardos uns
do líder, mas devem dar dos outros, fortalecer-nos
amplas oportunidades à pessoa entrevistada ou mutuamente, incentivar uns aos outros (...) e
aconselhada para externar seus sentimentos, ressaltar o que é bom. Não há nenhuma pes-
fazer observações e mencionar suas metas. soa que não esteja sujeita a ficar deprimida
Pode-se alcançar isso fazendo-se perguntas por um lado ou edificar-se por outro devido
adequadas e depois ouvindo para compreender. aos comentários das pessoas a sua volta.”
Fazer entrevistas e aconselhar com eficácia (Standing for Something: Ten Neglected
Deixar de fazer podem gerar um aumento tanto na qualidade Virtues That Will Heal Our Hearts and Homes
as correções como na quantidade das comunicações futuras [2000], pp. 104–105.)
necessárias não entre as pessoas envolvidas.
constitui uma O Senhor aconselhou-nos: “Fortalece teus
3. Promover a auto-suficiência. Cada pessoa é a irmãos em todas as tuas conversas”. (D&C
manifestação
principal responsável por sua própria eficácia 108:7) O Élder Neal A. Maxwell, do Quórum
de amor.
e aperfeiçoamento. Os líderes, professores e dos Doze Apóstolos, disse: “Devemos, portanto,
alunos devem tentar identificar seus próprios sem ser artificiais, fazer regularmente elogios
pontos que precisem de melhora, em vez de merecidos e específicos”. (All These Things
esperarem que sejam apontados pelos líderes. Shall Give Thee Experience [1979], p. 78.)
Devem também esgotar os recursos pessoais
antes de pedirem ajuda alheia. O Élder Boyd K. Tão importante quanto fazer elogios é corrigir
Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse quando necessário e talvez até mesmo
certa vez: “A meu ver, um sistema de esmola repreender. Para corrigir sem ofender é pre-
emocional pode ser tão perigoso quanto um ciso que o entrevistador não apenas diga a
sistema de esmola material, e podemos ficar verdade, mas que o faça “com amor”. (Efésios
tão dependentes que esperaremos sempre que 4:15) A correção deve ser oportuna e especí-
a Igreja faça tudo por nós”. (“Self-Reliance”, fica. (Ver D&C 121:43.) Deixar de fazer as cor-
Ensign, agosto de 1975, p. 86) reções necessárias não constitui uma
manifestação de amor; tais correções exigem
Embora os líderes e professores do SEI rece- coragem moral. Quando correções necessárias
bam muito treinamento em serviço em não são feitas, o SEI, a pessoa e os alunos aca-
âmbito local, de área e geral, devem “ocupar-se bam por sofrer as conseqüências.

37
A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

5. Guardar sigilo. No decorrer de entrevistas e Os líderes e professores do SEI devem seguir


comunicações informais, os líderes e profes- cuidadosamente as leis locais relativas às res-
sores do SEI tomam conhecimento de muitas ponsabilidades na denúncia de abuso e maus-
questões tanto importantes quanto pessoais. tratos. As informações sobre como lidar com
Quando os líderes tomam ciência de tais o abuso e maus-tratos e denunciá-los devem
assuntos em seu trabalho na Igreja, são ser abordadas periodicamente nas reuniões
obrigados por seu chamado a manter seu cará- em serviço.
ter confidencial. Os líderes e professores do
SEI são igualmente obrigados a guardar sigilo Notas
dessas informações, relatando-as somente às 1. Ver Employee Guide [2001], p. 4.
pessoas que necessitarem conhecê-las e apenas
depois de receberem permissão para isso. A 2. Ver CES Policy Manual: U.S. and Canada
capacidade de guardar sigilo é essencial para [2001], Human Resource Policies: Full-Time
o sucesso do Sistema Educacional da Igreja. Teachers and Administrators: Requirements
Violar a confiança de outrem nesses assuntos for Employment; Human Resource Policies:
resulta em sérios danos para os relacionamen- Full-Time Teachers and Administrators:
tos e para nosso trabalho. Annual Performance Appraisal; Human
Resource Policies: Secretaries: Annual
Performance Interview.

38
A p ê n d i c e : A l g u n s D e v e r e s e R e s p o n s a b i l i d a d e s B á s i c o s

Apêndice: Alguns Deveres


e Responsabilidades Básicos
O objetivo do ensino religioso no Sistema Educacional da Igreja é auxiliar o indivíduo, a família e
os líderes do sacerdócio a cumprirem a missão da Igreja, que é convidar todos “a [virem] a Cristo [e
serem] aperfeiçoados nele”. (Morôni 10:32; ver também D&C 20:59.) Para alcançarem esse objetivo,
os líderes e professores do SEI assumem o compromisso de viver o evangelho, ensinar com eficácia e
administrar apropriadamente.1 Os treinamentos e avaliações no SEI abordam os deveres e responsa-
bilidades básicos ligados às três primeiras partes desse compromisso. Cada pessoa deve identificar e
interiorizar muitos princípios do evangelho ao empenhar-se para cumprir essa obrigação. Alguns dos
deveres e responsabilidades mais básicos para cada parte do compromisso estão discutidos abaixo.

Viver o Evangelho • Ensinar aos alunos o evangelho de Jesus Cristo


conforme se encontra nas obras-padrão e nas
Seguem abaixo alguns dos deveres e responsa-
palavras dos profetas. (Ver o manual, pp. 3–5.)
bilidades básicos dos líderes e professores, con-
forme ressaltados pelos líderes da Igreja e do SEI • Manter a pureza doutrinária. (Ver o manual,
no tocante a viver o evangelho: p. 4.)

• Amar o Senhor e o próximo. • Ensinar os alunos por preceito e exemplo.


(Ver o manual, p. 5.)
• Viver dignos e buscar a companhia do
Espírito Santo. • Criar um ambiente espiritual e social favorável.
(Ver o manual, p. 5.)
• Ser dignos de uma recomendação para o
templo e possuí-la. • Preparar os jovens para servirem com eficácia
na Igreja. (Ver o manual, pp. 5–6.)
• Aprender e viver os princípios e doutrinas do
evangelho conforme delineados nas obras- • Convidar o Espírito durante a preparação
padrão e nas palavras dos profetas. e a apresentação da aula. (Ver o manual,
pp. 12–13.)
• Manter a honestidade e a integridade.
• Ajudar os alunos a aceitarem seu papel no
• Nutrir os relacionamentos familiares.
aprendizado do evangelho estimulando a pron-
• Manter relacionamentos adequados com as tidão, mantendo a participação e auxiliando
pessoas. com a aplicação. (Ver o manual, pp. 13–15.)
• Propiciar um ambiente livre do espírito de con- • Ajudar os alunos com limitações ou deficiên-
tenda, competição, críticas ou reclamações. cias. (Ver o manual, p. 15.)
• Aceitar e magnificar chamados na Igreja. • Decidir de modo eficaz o que e como ensinar.
• Cumprir todas as obrigações financeiras. (Ver o manual, pp. 20–23.)
• Seguir os conselhos dos líderes da Igreja relati- • Estabelecer e manter um ambiente adequado
vos a viver o evangelho. para o aprendizado. (Ver o manual, pp. 24–28.)
• Adquirir e usar com eficácia técnicas de estudo
Ensinar com Eficácia e ensino. (Ver o manual, pp. 32–43.)
Seguem alguns dos deveres e responsabilida- • Ajudar os alunos a adquirirem e usarem com
des para ensinar com eficácia, ressaltados em eficácia técnicas de estudo das escrituras e
Ensinar o Evangelho: Um Manual para memorizarem passagens importantes. (Ver o
Professores e Líderes do SEI [2001] (34829 059): manual, pp. 32–35.)
• Ensinar o evangelho pelo Espírito de modo a • Testificar dos princípios e doutrinas do evange-
edificar. (Ver o manual, p. 2.) lho. (Ver o manual, p. 34.)

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• Seguir e incentivar as pessoas a seguirem os • Usar conselhos e comitês com eficácia na lide-
conselhos dos líderes da Igreja e do SEI rela- rança do SEI. (Ver as pp. 22–23.)
cionados ao ensino eficaz. • Administrar informações, programas e recursos.
(Ver as pp. 24–25.)
Administrar Apropriadamente
• Tomar decisões sábias e oportunas.
Seguem abaixo alguns deveres e responsabili- (Ver as pp. 27–28.)
dades básicos para a administração ressaltados
• Delegar responsabilidades com sabedoria.
neste manual:
(Ver as pp. 29–30.)
• Ajudar as pessoas, famílias e líderes do sacer-
• Avaliar o ensino e a administração. (Ver as pp.
dócio a cumprirem a missão da Igreja. (Ver as
31–32.)
pp. 4–7.)
• Dar treinamento. (Ver as pp. 33–34.)
• Auxiliar na matrícula dos alunos e incentivá-
los a concluírem o curso. (Ver a p. 6.) • Fazer entrevistas e aconselhar de modo ade-
quado. (Ver as pp. 36–38.)
• Administrar usando princípios verdadeiros.
(Ver as pp. 8–9.) • Acompanhar e auxiliar outras pessoas no cum-
primento dos conselhos da Igreja e dos líderes
• Compreender as designações, programas, nor-
do SEI relativos a administrar apropriadamente.
mas e materiais do SEI. (Ver as pp. 10–14.)
• Desenvolver o potencial divino e promover o Notas
crescimento profissional. (Ver as pp. 15–17.)
1. Ver Ensinar o Evangelho: Um Manual para
• Exercer liderança baseada em princípios Professores do SEI [2001] (34829 059), pp. 3–4.
cristãos. (Ver as pp. 18–19.)

40
A p ê n d i c e : A l g u n s D e v e r e s e R e s p o n s a b i l i d a d e s B á s i c o s

Índice
A Bispo, papel do, nos programas do SEI, 5
Abuso e maus-tratos, denunciar, 4, 38 Brigham Young, Universidade, 11
Acompanhamento, 28, 32
Aconselhamento. Ver também entrevistas C
as pessoas devem seguir o que ouvem no, 37 Comportamento, a doutrina modifica o, 8
com os conselhos, 22 Compromisso dos líderes e professores do SEI
com os líderes do sacerdócio, 4–5, 8, 10, 27 a Junta Educacional da Igreja aprovou o, 16
com os líderes do SEI, 6, 9–10, 17, 36 inclui deveres e responsabilidades, 3, 39
eficaz, princípios do, 36–38 influencia o treinamento, 33
incentivar a auto-suficiência no, 36 Comunicação
para os alunos, 4–5 ao delegar, 30
seu papel na administração de recursos, 25 com os líderes do sacerdócio, 5
seu papel no processo decisório, 27 da Junta Educacional da Igreja, 27
Administrar apropriadamente de decisões, 28
técnicas essenciais, 21 de informações pertinentes, 5
usar princípios verdadeiros, 1, 8 nas avaliações, 32
vital em todas as designações, 1 nas entrevistas, 37
Administrador de Ensino Religioso e Ensino Primário e no treinamento, 34
Secundário, 10 sigilo na, 24
Administradores. Ver também assistentes, administradores Conheça Sua Religião, 12
a dignidade dos, 31 Conselhos, Comitês
supervisionam o treinamento no SEI, 34 deveres administrativos, 2, 21–22
Administrativos, deveres na tomada de decisões, 22
os secretários são essenciais para os, 11 recomendações dos, 22
são uma bênção, 10 Contratual, relação, 16
Adultos, aulas de religião para, 12 Convênio, relação de, 16
Agentes de edifício, 25 Coordenadores
custos dos programas do SEI, 6 auxiliam no treinamento, 10
decisões dos líderes relativas aos, 27 deveres e responsabilidades dos, 10
fontes de recursos, 25 missionários do SEI como, 11
preparar, 2 Corrigir, 36–37
Alfabetização, programa de, 7, 12 Cristo. Ver Jesus Cristo
Alunos em perspectiva, listagens de, 6, 25 Currículo. Ver Materiais do SEI
Área, presidência de, 5
Assistentes, administradores D
correspondências do Coordinator, 13 Decisões
designações e responsabilidades, 10 administrar informações para tomar, 21, 24
Autoridades Gerais, 5 administrar recursos, 24–25
Avaliações avaliação das, 31
delegar a designação para as, 29 de alocação de pessoal, 27, 29
documentação das, 32 de treinamento, 33
incentivam o desenvolvimento e o crescimento, 31 delegar responsabilidades, 29
padrões, princípios, métodos, 31–32 esclarecidas por princípios, 8
treinamento relacionado às, 32 os conselhos e comitês tomam, 22–23
uso e acompanhamento, 32 técnica administrativa, 21
Delegar
B a responsabilidade de, 29
Ballard, Russell M., 23 a tomada de decisões, 28
Benson, Ezra Taft, 18, 27–29

41
A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

como técnica administrativa, 29–30 as escrituras, 18


nos recursos humanos, 25 com eficácia, 1–3, 33, 39
Desenvolvimento pessoal decidir o que e como, 39
as entrevistas auxiliam no, 36 pelo Espírito, 39
avaliação e treinamento essenciais para o, 15 por preceito e exemplo, 39
os líderes e professores avaliam o, 16 princípios corretos, 8
papel do mentor no, 34 segundo o currículo aprovado, 4
pelo aprendizado, 15 Ensino
prestar contas é essencial para o, 17 aperfeiçoamento por meio de entrevistas, 36
responsabilidade pelo, 16, 34 aspecto na administração dos recursos humanos, 25
Designações auxilia os líderes locais do sacerdócio, 2
compreender as, 10 avaliação do, 31–32
dar e receber, 29 é a essência da liderança, 1, 3
materiais e treinamento, 12 função primordial do SEI, 3
Designar idéias para o, 15–16
consultores de necessidades especiais, 12 materiais para o, 6, 25
depois da recomendação dos líderes do sacerdócio, 5 pacote de aperfeiçoamento didático, 13
o diretor do país, 10 objetivo do ensino religioso, 2
professores, 10 observação em sala de aula, 34
representantes de estaca do SEI, 11 os líderes oferecem auxílio pelo, 8
supervisores de estaca, 10 os mentores observam o, 34
um presidente de estaca como encarregado, 5 Entrevistas
voluntários, 10 com missionários do SEI, 36
Deveres e responsabilidades corrigir nas, 37
as entrevistas baseiam-se nos, 36 de avaliação, 32
as entrevistas de avaliação estão centradas nos, 36 de desempenho anual, 36
e o compromisso do SEI, 16 delegar, 29
identificados, 16 externar gratidão nas, 37
medidas de avaliação, 31 formais, aconselhamento nas, 36
os treinamentos abordam os, 32 formais, tipos de, 36
princípios do evangelho relativos aos, 16 normas de recursos humanos relativas às, 38
Diretor de área os supervisores realizam, 16
designa o representante de estaca do SEI, 6 ouvir durante as, 37
designa os consultores para necessidades especiais, 12 para o crescimento profissional, 36
designado para uma área geográfica, 10 pontos fortes e necessidades, 36
dirige as avaliações, 34 preparação para, 36–37
dirige os treinamentos em serviço, 16, 34 princípios das, 36–37
entrevista os missionários do SEI, 36 promovem a comunicação, 37
trabalha sob a direção de um administrador assistente, 10 sigilo nas, 37–38
Doutrina visão geral, 36
a pureza da, 12, 39 Escrituras. Ver obras-padrão
da responsabilidade, 15 Especialmente para a Juventude, 12
nos manuais, 13 Espírito Santo
o treinamento deve centrar-se na, 33 ao delegar, 29
procurar aprender a, 8 avaliação do ensino pelo, 31–32
seu estudo melhora o comportamento, 8 buscar a companhia do, 39
ensinar o evangelho pelo, 39
E no treinamento, 33
Educação, Semana da, 12 nos conselhos, 23
Educação continuada, 12 para seguir o exemplo de Jesus Cristo, 1
Elogiar ao fazer entrevistas e aconselhar, 36 Sua influência é essencial, 1
Ensinar

42
A p ê n d i c e : A l g u n s D e v e r e s e R e s p o n s a b i l i d a d e s B á s i c o s

Espiritual conselho consultivo do, 5–6, 12


discernimento, 31–32 formatura, 5
preparação espiritual nas entrevistas, 36–37 Fundo Perpétuo de Educação, 12
Eyring, Henry B., 15, 33 missionários chamados para dar apoio ao, 11
o presidente da estaca dirige o, 5
F orçamento para o, 5
Família organizações estudantis no, 12
os deveres administrativos procuram abençoar a, 24 os coordenadores dirigem o, 10
princípio administrativo para auxiliar a, 2, 39 papel do representante de estaca no, 6
seminários sobre a, 12 participantes do, 5
Faust, James E., 29 supervisão do, 10
Fundo Perpétuo de Educação
descrição do, 12 J
papel do diretor do instituto no, 11 Jesus Cristo
papel do representante de estaca no, 7 a obra de, por meio de designações, 29
agir em nome de, 1
G ao deixar de ministrar treinamento falhamos para com, 33
Guias as escrituras ensinam os atributos de, 18–19
conselhos nos, 27 atributos de, 15–16, 18–19
os líderes têm, 10, 12–13 atributos de liderança de, 8, 18–19
procedimentos alistados nos, 12 banquetear-se com as palavras de, 27
buscar a direção de, 8, 39
H como modelo para delegar, 29
Hinckley, Gordon B., 1, 3, 16, 25, 37 como modelo para ensinar, 15
como modelo para liderar, 18–19
I compreender a, aumenta nossa eficácia, 8–9
Informações conselhos pré-mortais, 22
administrar, 24 decisões em harmonia com os ensinamentos de, 15
as correspondências trazem, 13 desejo de ser como, 15
aos líderes do sacerdócio, 5–6, 12–13, 24 ensinar o evangelho de, 18–19
aos pais, 4–5 guiar as pessoas a, 4, 15, 18
comunicar, 24 o dízimo usado para os propósitos de, 25
confidenciais, 4, 38 organizou os conselhos da Igreja, 22
educacionais, 4 os profetas seguem o modelo de liderança de, 18
na tomada de decisões, 24 relação de convênio com, 16
nos materiais do SEI, 12–13 resolver problemas à maneira de, 18
passadas à administração, 6 revela doutrinas, 8
por meio de avaliações, 24 seguir o exemplo de liderança de, 15, 18
precisas e oportunas, 24 Seus ensinamentos constituem um discurso de liderança, 19
registros e correspondências, 24 tornar-se semelhante a, 15, 18
úteis no planejamento, 24 vir a, 15, 33–39
Instituto, diretores do viver o evangelho de, 2, 39
ajudam com o treinamento, 33 Junta Educacional
auxiliam os líderes do sacerdócio, 6, 11–12 conhecer as diretrizes da, 27
avaliam as necessidades, 33 dirige o crescimento do SEI, 24
designam representantes de estaca, 6 o papel da, no treinamento, 33
devem estar disponíveis para os pais, 4 os professores e líderes devem prestar contas à, 2
dirigem os missionários, 12 relacionamento contratual com a, 16
responsabilidades dos, 11 supervisiona os programas do SEI, 10
Instituto de religião
a Junta Educacional da Igreja supervisiona o, 4, 27 K
ambiente do, 11 Kimball, Spencer W., 8, 18, 24

43
A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

L N
Liderança Necessidades especiais
feedback relativo à, 32 definir e reconhecer, 12
geográfica, 10 fornecer informações sobre, 7
o ensino como essência da, 1
preparar as pessoas para a, 22 O
Liderança baseada em princípios cristãos Oaks, Dallin H., 23
para cumprir a missão da Igreja, 2 Objetivos
princípio administrativo da, 18 a avaliação ajuda a atingir os, 31
Livros do SEI as informações ajudam nas decisões que visam a, 24
Administrar Apropriadamente, 1–2, 13, 40 da educação religiosa, 2, 4, 16, 39
baseiam-se em princípios das escrituras, 2, 18, 39 do aconselhamento, 4
Ensinar o Evangelho, 3, 7, 11, 13, 16, 38–40 dos programas do SEI criados pela Junta Educacional, 5
em formato eletrônico, 14 os conselhos devem definir seus, 22
Manual de Instruções da Igreja, Volume 1, 5, 7, 13, 28 relação com os programas, 8
o SEI fornece-os para os treinamentos, 10, 33 relacionados ao compromisso do SEI, 15
relação com outros materiais, 13 treinamento para compreender e alcançar, 33
usados na tomada de decisões, 25, 27–28 Obras-padrão
usados nas avaliações e treinamentos, 15–16, 21, 31–33 a administração baseia-se nos princípios das, 8–9
as responsabilidades de avaliação ensinadas nas, 31
M ensinam a liderança com base em princípios cristãos, 18
Manuais do SEI. Ver também Materiais do SEI manuais baseados nas, 3
ajudam a definir as normas, 13 os líderes buscam conselhos nas, 27
ajudam no aprendizado de deveres específicos, 10 seus princípios aplicam-se a todas as culturas, 8
CES Policy Manual, 12–13 Observações
consultar, ao tomar decisões, 27–28 avaliar, 31
exemplos de, 13 em sala de aula, 11
o treinamento baseado em áreas ressaltadas nos, 33 fazer nas entrevistas, 37
Materiais do SEI supervisor e aluno, 16
audiovisuais, 14
baseados nas doutrinas, 13 P
em formato eletrônico, 14 Pace, Glen L., 9
examinados pelo Departamento de Correlação da Igreja, 13 Packer, Boyd K., 1, 4–5, 8, 15, 34, 37
trazem atividades de ensino, 13 Pais
Maxwell, Neal A., 15, 37 incentivar a obediência aos, 5
McConkie, Bruce R., 8 incentivar os alunos a aconselharem-se com os, 4
McKay, David O., 18 informações pertinentes para os, 5
Mentor são os principais responsáveis pelo ensino, 4
auxiliado pelos supervisores, 34 Patrimônio, administração do
de modo formal e informal, 16 delegar designações para a, 29
designação de, 29 ensinar o respeito pela, 25
deve dar incentivo e expor seus pontos de vista, 34 líderes responsáveis pela, 10
em relacionamentos de amor e confiança, 34 tomar decisões sobre a, 27
faz avaliações, treinamentos e dá suporte, 16, 34 Perfeição
para professores recém-contratados, 16, 34 de Cristo, 8, 18
Missionários designados para o SEI na liderança do Salvador, 18
chamados para servir em várias funções, 11 do Salvador, seguir o exemplo de, 1
os líderes do SEI devem entrevistar os, 36 Planejamento
Missão da Igreja a tomada de decisões e o, 28
administrar apropriadamente ajuda a cumprir a, 2 as entrevistas podem ser usadas para o, 22
o objetivo do ensino religioso e a, 2, 4 atividades de, 4
o SEI ajuda a cumprir a, 39

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A p ê n d i c e : A l g u n s D e v e r e s e R e s p o n s a b i l i d a d e s B á s i c o s

das cerimônias de formatura, 6, 11 meditam e oram sobre sua responsabilidade, 10


o papel dos conselhos no, 22–23 nas entrevistas e aconselhamento, 36–37
recordar princípios ao fazer o, 9 o compromisso dos, 1–2
seu papel ao delegar, 30 prestam contas à Junta Educacional, 2
treinamento de, 33–34 prestam contas das designações e desenvolvimento, 36
Plano de felicidade prestam contas do desenvolvimento e do crescimento, 36
ensinamentos de Deus relativos ao, 15 servem como representantes de estaca do SEI, 6
uso dos conselhos para alcançar os propósitos do, 23 sua relação de convênio com o Senhor, 16
Potencial tomam decisões, 24
divino, 15, 17, 31–34 tomam iniciativa ao buscarem ajuda, 16
Presidente de estaca. Ver também Sacerdócio, líderes do treinamento dos, 33–34
dirige os programas locais do SEI, 5 Profissional, crescimento
Prestação de contas as entrevistas auxiliam no, 36
aos líderes do sacerdócio, 5 avaliar o, 31–32
boletins emitidos periodicamente, 5 por meio da delegação e das designações, 29–30
de designações em entrevistas, 36 promover o, 33–34
essencial para administrar informações, 24 Programas
essencial para o desenvolvimento pessoal, 16–17 administrar os, 24–25
ao Salvador por Seus seguidores, 24 aprovação do sacerdócio para os, 5
parte da avaliação, 32–33 compreender os, 10–12
parte do treinamento, 33–34 decidir quais oferecer, 5–6, 27
Princípios delegar as responsabilidades pelos, 29
básicos, ressaltar os, 28 dirigidos pelos líderes do sacerdócio, 5
cristãos de liderança, 18–19 participantes dos, 5
de administração, 1, 8 prestar contas dos, 17, 36
de delegação, 29 sujeitos aos princípios estabelecidos, 8–9
do evangelho, decisões baseadas nos, 27
do evangelho, manuais baseados nos, 3, 8 R
ensinar e treinar, 33 Recursos
identificar e aplicar, 3, 8–9 a responsabilidade dos professores de cuidar dos, 25
os professores devem viver os, 4 administrar os, 24–25
resultados de aplicar os, 15 delegar com sabedoria, 29
de segurança no local de trabalho, 25 fornecer, para realizar designações, 30
usados nas avaliações, 31–33 os humanos são os mais importantes, 25
verdadeiros, administrar usando, 8 pessoais, ao resolver problemas, 37
Professores utilizar os, das pessoas, 29
a relação contratual dos, 16 Representantes de estaca do SEI
aconselham-se mutuamente, 36 coordenam os programas, 6
administram informações para a tomada de decisões, 24 designados pelo diretor de área, 6
administram recursos, 25 fornecem informações sobre os programas, 12
auxiliam os líderes do sacerdócio, 6 fornecem materiais e treinamentos de alfabetização, 12
avaliação dos, 31 os coordenadores podem servir como, 11
avaliam o progresso periodicamente, 16 responsabilidades dos, 6, 11
buscam o aperfeiçoamento, 37 trabalham com os líderes do, 6
buscam orientação, examinam as necessidades ao oferecerem Responsabilidade
auxílio, 24 a doutrina da, 8, 15
compreender o potencial divino dos, 15 na aplicação de princípios, 9
delegam responsabilididades, 29 os líderes cristãos esperam, 17
devem compreender as designações, 10 para com a Junta Educacional da Igreja, 2
deveres e responsabilidades dos, 3, 11 para com Deus, 19
entrevistas com os líderes, 36 para o crescimento e o desenvolvimento, 15

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A d m i n i s t r a r A p r o p r i a d a m e n t e : M a n u a l p a r a o s L í d e r e s e P r o f e s s o r e s d o S E I

prestação de contas como parte do desenvolvimento Sigilo


e crescimento, 17 ao transmitir informações, 24
seu papel no treinamento, 33 responsabilidade dos líderes da Igreja quanto ao, 37
Responsabilidades Smith, Joseph, 8, 10, 24
do administrador, 10 Supervisor de estaca, 10–11
do administrador assistente, 10
do coordenador, 10 T
do diretor de área, 10 Tanner, N. Eldon, 36
do diretor do instituto, 11 Treinamento
do diretor do seminário, 11 conselho de, 22
do professor, 11 de missionários, 36
dos representantes de estaca do SEI, 11 de professores voluntários, 6
do supervisor da estaca, 10–11 de segurança, 25
dos líderes do sacerdócio nos programas do SEI, 5 decisões relativas ao, 27
dos secretários, 11 deveres e responsabilidades de, 3, 39–40
no auxílio aos líderes do sacerdócio, 4–6 dos representantes de estaca, 6
no desenvolvimento pessoal, 15 em programas de necessidades especiais, 12
nos programas de educação continuada, 12 materiais fornecidos para auxiliar no, 13–14
para administrar os programas do SEI, 24–25 o papel do líder do SEI no, 11
Richards, Stephen L., 22 o papel de mentor e colega no, 16
relação com a avaliação, 15
S técnicas administrativas de, 33–34
Sacerdócio, líderes do Treinamento em serviço
a Junta Educacional dá diretrizes aos, 5 ajudar as pessoas fazendo, 33–34
a relação do administrador assistente com os, 10 auxiliar os líderes do sacerdócio ministrando, 5, 33–34
a relação do coordenador com os, 10 delegar designações para o, 29
a relação do diretor de área com os, 10 Ensinar o Evangelho ajuda no, 13
a relação do diretor do seminário com os, 11 os coordenadores podem dirigir o, 10
a responsabilidade de auxiliar os, 2, 4–6 os professores podem ajudar no, 11
ao adaptar normas, aconselhar-se com os, 6 os supervisores de estaca podem ministrar, 10
os programas funcionam sob a direção dos, 7, 27 voltado para áreas onde há necessidade, 16
suas responsabilidades ligadas aos programas do SEI, 5, 27
Scott, Richard G., 8 U
Secretários Universidades e faculdades, 11
avaliação de desempenho dos, 36 Uso conjunto de prédios e propriedades, 25
prestam um auxílio vital, 11
Segurança, 2, 11, 25 V
Seminário Voluntários
a Junta Educacional supervisiona o, 5 consultores para alunos com necessidades especiais, 12
boletins de desempenho, 5 designação de, 6
diário, 12 os representantes de estaca ajudam a identificar, 6
diretor do, 11 seu papel nas escolas da Igreja, 11
dirigido pelos líderes locais do sacerdócio, 5
do lar, 12 W
formatura do, 6, 10–11 Wirthlin, Joseph B., 10, 31
listas de estudantes em perspectiva, 6
matrícula no, 6
participação no, 6
professor do, 11
vinculado ao sistema escolar, 12

46
PORTUGUESE

4 02359 53059 5
35953 059