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CRÉDITO TRIBUTÁRIO: O crédito tributário representa o momento de exigibilidade da relação jurídico-tributária.

Seu nascimento ocorre com o lançamento tributário (art. 142 do CTN) o que nos permite defini-lo como uma obrigação tributária lançada. LANÇAMENTO: O conceito de lançamento está detalhado no art. 142 do CTN e também na parte final do art. 3º do mesmo diploma.- FINALIDADES OU FUNÇÕES DO LANÇAMENTO:1 – verificar a ocorrência do fato gerador: quantificação e qualificação da obrigação tributária. 2 – determinar a matéria tributável: cabe ao lançamento externar o núcleo tributável de incidência (razão pela qual está sendo cobrado o tributo);3 – calcular o montante do valor devido: a liquidez é atributo daquilo que se define, com precisão, quanto à extensão e limites; 4 – identificar o sujeito passivo: o lançamento tem o condão de demarcar, concretamente, a sujeição passiva, definida, normativa e abstratamente, na lei tributária, no bojo da estrita legalidade (art. 97, III CTN);5 – Propor, se for o caso, a penalidade cabível: é o veículo hábil para exigir as sanções cobradas em virtude do descumprimento da obrigação tributária. O lançamento particulariza, concretamente, a exigibilidade da multa, definida, normativa, restritiva e abstratamente, na lei tributária (art. 97, V, CTN). →lançamento é processo administrativo e não ato administrativo, conforme a maioria da doutrina e o texto do art. 142 do CTN; → lançamento é procedimento documental de cobrança, por meio do qual se declara a obrigação tributária nascida do fato gerador. É defensável a natureza jurídica mista ou dúplice do lançamento, isto é, constitutiva do crédito tributário e declaratória da obrigação tributária. →competência para sua efetivação: art. 142 CTN – a efetivação do lançamento é da autoridade administrativa. O CTN deixa a cargo da legislação específica a definição sobre as autoridades administrativas que deterão a competência exclusiva para o lançamento do crédito tributário. União: auditor fiscal da receita federal;Estados e DF: agente-fiscal de rendas ou denominação equivalente;Municípios e distrito federal: auditor fiscal do município ou denominação equivalente. →O lançamento é atividade discricionária ou vinculada? Art. 142 do CTN. Reserva da lei tributária. Todos os atos de natureza tributária não comportam juízo de oportunidade e conveniência, no bojo da discricionariedade. →art. 143 CTN: há situações em que o valor da base de cálculo do tributo vem expresso em moeda estrangeira, o que torna indispensável a sua conversão em moeda nacional. Em face da oscilação do câmbio, é necessária demarcar qual a taxa a ser utilizada. A regra lógica: utilização dos elementos constantes do momento do fato gerador. 1 REVISÃO DE LANÇAMENTO: Art. 145 CTN: Antes da notificação regular a revisibilidade é absoluta.Após a notificação dirigida ao contribuinte ou responsável, o lançamento se presume definitivo. Situações do art. 145 são situações excepcionais, onde se admite, legalmente, a revisibilidade.1 – Impugnação do sujeito passivo: defesa ou reclamação apresentada, na órbita administrativa, instaurando-se a fase litigiosa ou contenciosa do procedimento, caso o sujeito passivo discorde parcial ou totalmente do lançamento anteriormente efetuado2 – recurso de ofício: é o recurso conhecido, em Processo Civil, com remessa necessária ou reexame necessário traduzindo-se na possibilidade de rejulgamento da decisão de primeira instância na órbita administrativa, que tenha trazido situação favorável ao reclamante. Art. 34, I e II DL 70.235/72.3 – Iniciativa de ofício da Autoridade Administrativa (reserva de lei): de início, é importante destacar que o art. 149 do CTN contempla, em seus incisos (I a IX) uma lista taxativa de normas limitadoras de competência tributária. Assim, os lançamentos podem ser revistos, no poder-dever de autotutela da Administração, desde que a alteração se enquadre
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se a tanto o caso aconselhar (art. a qual deverá conter os fatos jurídicos tributários. a revisão dar-se-á por meios próprios (defesas e/ou recursos). todos originariamente de ofício com a utilização dos dados que a administração tributária possui. se a autoridade administrativa já notificou o sujeito passivo.Art. a administração estará solucionando problemas decorrentes de omissões (declarações não prestadas. Ela só é admissível mediante comprovação de erro em que se funde. Se o declarante indicar fatos verdadeiros. § 1º). 149 DO CTN. O CTN permite a participação do sujeito passivo – responsável ou contribuinte – na atividade. Trata-se de hipótese não litigiosa de alteração do lançamento. erros. pela autoridade administrativa do ato de lançamento. IPVA COSIP. passíveis de pronto acerto. a partir daí cabe a este apresentar defesa administrativa com os recursos cabíveis – ou então ir diretamente ao Judiciário. independente da parte favorecida com a retificação 2 . ou fraudes. disposta no § 1º. a autoridade administrativa terá todos os elementos necessários à efetivação do lançamento. CTN) Art. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante. caso contrário. deverão ser constatados e retificados de ofício pela administração. Isso porque. permitindo que a autoridade administrativa proceda à correção de erros grosseiros e visualmente insustentáveis. quando um ou outro. quando vise a reduzir ou a excluir tributo.bPor declaração ou misto. e não omitir fatos que deva declarar. § único. conforme sábias palavras de Luciano Amaro:Esta declaração destina-se a registrar os dados fáticos que. porventura encontrados. que justificam a realização do lançamento por ofício em substituição ou para correção de lançamento não feito ou feito incorretamente em outra modalidade. maioria das taxas.cPor homologação ou autolançamento LANÇAMENTO DE OFÍCIO OU DIRETO:A participação do sujeito passivo na atividade privativa da autoridade fiscal é nula ou quase-nula.retificação de ofício no âmbito do lançamento misto ou por declaração. sem a colaboração relevante do devedor. 2 LANÇAMENTO MISTO OU POR DECLARAÇÃO:Art. na forma da legislação tributária. 147. §2º . se a retificação visa a reduzir ou excluir tributo. e antes de notificado o lançamento. A retificação.§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. não-atendimento a pedido de esclarecimentos. deverá ocorrer até a notificação do sujeito. haja vista a inexistência de efeito preclusivo absoluto a este parágrafo. consoante ensinamentos de Vittorio Cassone:Retificação: se o sujeito passivo prestou algumas informações errôneas.I – IPTU. MODALIDADES DE LANÇAMENTO:O lançamento é atividade privativa da autoridade administrativa a quem a lei do ente político atribui competência para fazê-lo. e antes de notificado o lançamento. a qualquer tempo pode retificá-las.nas possibilidades previstas no preceptivo e que o crédito não esteja extinto pela decadência (art. de acordo com a lei do tributo. Porém. só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde. presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato. sejam relevantes para a consecução. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro. Aqui a autoridade administrativa competente procede ao lançamento do tributo. 149. Depreende-se da leitura do caput do artigo supracitado que esta modalidade de lançamento levará em consideração a declaração efetuada pelo sujeito passivo da obrigação tributária. 147. 147. indispensáveis à sua efetivação. Nos incisos II a IX.De acordo com a intensidade da participação do sujeito passivo no lançamento a lei o classifica em três modalidades:aDe ofício ou direto.No tocante ao § 2º cumpre esclarecer que os erros.

Nos tributos sujeitos a tal modalidade de lançamento não é com o pagamento. seja pela impossibilidade de se encontrar o valor real do bem. 150. as constantes dos incisos III e VI somente se verificam após a realização do lançamento uma vez que não há como parcelar crédito tributário não-constituído nem como impugnar lançamento não-realizado. Das hipóteses previstas no art. na maioria dos seus julgados prefere usar a terminologia homologação do pagamento ou homologação da atividade do sujeito passivo. Prazo: 5 anos. exemplificam o lançamento por arbitramento. entretanto.LANÇAMENTO POR ARBITRAMENTO:O lançamento por arbitramento se refere aos casos em que o valor que vai servir como base de cálculo na constituição do crédito tributário vai ser determinado com base numa prudente e razoável suposição da autoridade administrativa. 4 Existem hipóteses.O lançamento por homologação somente é considerado completo quando a autoridade administrativa homologa a atividade do sujeito passivo.:Não se trata de uma quarta modalidade de lançamento. atestando sua correção. Art. As causas de suspensão do crédito tributário não operam apenas nos casos em que o lançamento já foi efetuado. ambas mais adequadas para tratar do instituto. Há quem entenda que o CTN. seja por determinação legal. sendo apenas uma técnica para se definir a base do cálculo para que se proceda a um lançamento de ofício. Não foi por outro motivo que o STF editou a súmula vinculante nº 8.SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO :A constituição do crédito tributário tem como principal efeito tomar líquida. em caso de descumprimento. 151 do CTN. Art. mas sim com a homologação que se pode considerar o crédito tributário definitivamente extinto. Essa tese deve ser descartada. Será tácita quando a administração tributária deixar escoar o prazo legal para a homologação expressa. Assim acontece com as chamadas pautas fiscais. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO OU AUTOLANÇAMENTO Cuidado com a expressão autolançamento. ao serem utilizadas. Não é o contribuinte ou responsável que estipula o valor do imposto a recolher. 45 e 46 da LEI 8212/91 que dobrava os prazos de decadência e prescrição relativos às contribuições para o financiamento da seguridade social. A exigibilidade impõe ao sujeito passivo e o dever de adimplir a obrigação e. homologando-a. certa e exigível a obrigação já existente. Será expressa quando a autoridade administrativa editar ato em que formalmente afirme sua concordância com a atividade do sujeito passivo. ao afirmar que o prazo para homologação é de cinco anos se a lei não fixar outro. 148 do CTN. 150 do STF.Trata-se de rol taxativo. Não se trata de valor arbitrário. O raciocínio 3 . A homologação pode ser expressa ou tácita. considerando inconstitucionais aos arts. O STJ. mas de valor arbitrado. uma vez que as normas gerais sobre prescrição e decadência tributária somente podem ser estabelecidas por via de lei complementar nacional. Art. Assim a autoridade administrativa deve deflagrar um procedimento para encontrar um valor que a experiência e o bom senso demonstrem ser o que comumente se verifica em situações semelhantes. É com a homologação que a autoridade administrativa manifesta sua concordância com a atividade do sujeito passivo. §4º CTN. 151. em que a possibilidade de promoção de atos de cobrança por parte do Fisco fica suspensa. permite que a Administração Tributária promova os atos executivos necessários para o recebimento coativo do que lhe é devido. Esgotado o prazo para homologação expressa dá-se a homologação tácita e o ciclo está completo. que contêm os preços normais de determinados bens e que. Art.

o juiz ordenará: I que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial. Para suspender a possibilidade da administração propor a execução fiscal. administrativa ou judicialmente. Mesmo que haja outros créditos em aberto. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. desde que previsto em lei. III – as reclamações e os recursos. 5º. nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo. manifestado sua discordância contra o lançamento efetuado. 7o Ao despachar a inicial. enviando-lhe cópia da inicial sem documentos.Caso se entenda pela procedência do lançamento. pois a redação do art. Decidido o processo em primeira instância e havendo previsão na lei do processo administrativo fiscal poderá haver agora. IV – a concessão de medida liminar em mandado de segurança. quanto no dos recursos propriamente ditos. Ao final do litígio. RECLAMAÇÕES E RECURSOS NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL:Art. contra a decisão. enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias dos documentos. o que também se verifica com a parcela devida no caso de lançamento parcialmente procedente.Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:I – moratória. Casa a opção seja a via administrativa. Tecnicamente não se trata de recurso. Art. Com a impugnação instaura-se um litígio a ser dirimido por um órgão julgador de primeira instância. 156. pode-se afirmar que a primeira manifestação de inconformismo do sujeito passivo contra lançamento efetuado pela administração tributária enquadra-se dentro do gênero reclamações. a própria instauração do processo administrativo fiscal tem por efeito a suspensão da exigibilidade do crédito. pois o litígio acabou de ser instaurado e ainda não foi objeto de julgamento. no prazo de 10 (dez) dias.que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada. 154 do CTN possibilita que a lei excepcione conceda moratória de crédito cujo lançamento não tenha sido iniciado. CR/88 – ampla defesa e contraditório. poderá depositar o montante integral do crédito tributário. o valor depositado será convertido em renda. em outras espécies de ação judicial. E se houver o trânsito em julgado sem análise do mérito? STJ entende que o depósito deve ser convertido em renda. LV. VI – o parcelamento DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL:Se o sujeito passivo não concorda com lançamento realizado. preste as informações. Assim. direcionado ao órgão de segunda instância. A conversão do depósito em renda é causa de extinção do crédito tributário prevista no art. Entendimento pacífico do STF. para que. haverá a suspensão da exigibilidade do crédito tributário.que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido. Tanto no caso das reclamações. mas pode o contribuinte optar pela efetivação do depósito como meio de se livrar da fluência dos juros de mora. até a decisão final do processo que a administração tributária promova contra o sujeito passivo litigante qualquer ato de cobrança. 151 do CTN . ingresse no feito. a fim de que. II.não se aplica à hipótese do inciso I. será reconhecida a improcedência total ou parcial do lançamento. Toda reclamação e todo recurso. III . do CTN. pode impugná-lo. Assegurado também na via administrativa o sujeito passivo (contribuinte ou responsável) tem a possibilidade de formular impugnação administrativa. de forma que o sujeito passivo levantará o depósito com os respectivos acréscimos legais. havendo razão do depositante. querendo. VI. não sendo possível ao Fisco promover qualquer ato de cobrança enquanto não encerrado o processo administrativo. como é o caso do CADASTRO INFORMATIVO DE CRÉDITOS NÃO QUITADOS DO SETOR PÚBLICO FEDERAL. têm efeito suspensivo impedindo. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA:Art. sim. recurso. quando houver fundamento 4 . bem como que o inscreve em cadastro de inadimplentes. II – o depósito de seu montante integral. suspendendo a exigibilidade do crédito tributário.

de 11 de janeiro de 1973 . Art. quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência dos Estados. III CR/88. entretanto. Apesar de não constar expressamente do código. § 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários. Nesse caso. Em direito tributário é comum o sujeito passivo impetrar mandado de segurança para suspender a possibilidade de que o FISCO promova atos de cobrança decorrentes do não pagamento do tributo. Pode ser concedido direta e genericamente por lei ou por ato administrativo declaratório do cumprimento dos requisitos previstos em lei.Já a de caráter individual. fiança ou depósito.relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida. seja pela perda do prazo decadencial de 120 dias para a impetração.869. a ser deferida quando presentes dois requisitos essenciais: o periculum in mora. impedindo a exigibilidade do crédito. Trata-se de medida cautelar como qual o juiz busca assegurar o resultado prático do processo. sendo facultado exigir do impetrante caução.152. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA EM OUTRAS ESPÉCIES DE AÇÃO JUDICIAL:LC 104/2001. Art. econômicas ou sociais. Pelo depósito não precisa de qualquer provimento judicial. II e § único do CTN. Sendo assim. Alguns juízes ainda insistem em conceder liminares sob a condição de que o impetrante deposite o montante integral exigido pelo Fisco.Moratória autônoma e heterônoma. e até para as obrigações de direito privado. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. 151. 7 5 . quanto pela União. do Distrito Federal ou dos Municípios. com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica. Sob a segunda hipótese pairam severas suspeitas de inconstitucionalidade.Código de Processo Civil. podendo ser concedida inclusive antes de se notificar a autoridade coatora. Se a liminar esgota o mérito da ação (impedindo a autoridade fiscal de promover o lançamento. não sendo necessárias quaisquer combinação para se obter o efeito suspensivo.: Em muitas situações não é possível ao sujeito passivo proteger seu direito via mandado de segurança seja pela ausência dos pressupostos constitucionais da ação (liquidez e certeza do direito). MORATÓRIADilação de prazo para pagamento do tributo. do Distrito Federal ou dos Municípios. a concessão da liminar apenas proíbe a promoção de atos executórios. o contribuinte precisava recorrer a outras espécies de ação judicial. quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência federal e às obrigações de direito privado. Cabe ressaltar. § 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instrumento. apenas suspendendo um ato com base numa análise rápida e superficial dos argumentos do impetrante.A moratória geral abrange todos os contribuintes e responsáveis pelo pagamento daquele tributo. é da essência da moratória a concessão em virtude de excepcionais situações naturais. mas a jurisprudência lhe impedia o acesso às liminares e tutelas antecipadas. observado o disposto na Lei no 5. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. o CTN exige que a dilação de prazo relativa aos tributos estaduais e municipais seja acompanhada de medidas idênticas para os tributos federais. por exemplo). restringe a abrangência do benefício às pessoas que preencham determinados requisitos de forma que o gozo dependenderá de requerimento formulado à Administração Tributária no qual se comprove o cumprimento dos pressupostos legais. A moratória pode ser concedida em caráter geral tanto pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo a que se refira. que a liminar não é decisão final. O mais importante no MS é a liminar. ou o perigo na demora e o fumus boni iuris. As causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário são individualmente eficazes. quanto a tributos de competência dos Estados. caso seja finalmente deferida. que dificultem o normal adimplemento das obrigações tributárias. Na situação específica da moratória heterônoma.

na realidade. Outros continuados. podendo a lei concessiva dispor de maneira diferente.Haverá. § único. Já o parcelamento é corriqueira medida de política fiscal. econômica e social. uma dilação de prazo. Também aplicável aos outros benefícios fiscais que possam ser individualmente concedidos em virtude de regras de extensão (art. o próprio CTN indica que. é expressamente prevista a possibilidade de disposição legal em contrário. do dispositivo legal. podendo gozar dos benefícios decorrentes de tal status. Entretanto. têm permitido que o futuro pagamento seja feito livre de qualquer penalidade pecuniária e até mesmo de juros. portanto. 172. não havendo notícia de que a União o tenha feito ou ventilado fazê-lo. 8 MORATÓRIA INDIVIDUAL E DIREITO ADQUIRIDO:Art. portanto.Via de regra. referindo-se a situações contemporâneas ao reconhecimento do benefício. devendo ter sua permanência verificada enquanto o benefício estiver gerando efeitos. fraude ou simulação. O uso legítimo da autorização é bastante difícil. a extensão do benefício da moratória é causa de suspensão do crédito e não havendo lançamento não há crédito. A moratória concedida em caráter individual depende de que o interessado demonstre. As leis concessivas de moratória. 182.§2º. o que pode ser justificável e absolutamente necessário na prática. a necessidade de excepcional situação natural. e todos do CTN e da expressa aplicação subsidiária do art. MORATÓRIA PARCELADA E PARCELAMENTO – DISTINÇÃO:Art. 155 do CTN. o cumprimento de certas condições e requisitos indispensáveis ao gozo do benefício. 4 CRÉDITOS ABRANGIDOS PELA MORATÓRIA:Art. reconhecendo que a dificuldade dos sujeitos passivos para adimplir suas obrigações tributárias decorre de eventos externos. Interessante atentar para o fato de que algumas das condições e requisitos são instantâneos. salvo disposição de lei em contrário.Apesar de não prevista de maneira expressa pelo CTN. uma moratória parcelada. Sendo 6 . Era comum na doutrina a lição de que o parcelamento seria. a convivência de parcelamento e moratória como causas independentes de suspensão do crédito tributário. Com base nas informações e comprovação documental fornecidas à autoridade fiscal. do instituto do parcelamento. 179. econômicas ou sociais que dificultem o normal adimplemento das obrigações tributárias. Não há. ou simplesmente.Condições e requisitos são os pressupostos objetivos e subjetivos necessários para o reconhecimento do benefício. do sujeito passivo ou do terceiro em benefício daquele. contudo. devendo-se presumir. a prática tem demonstrado a diferença fundamental que reside nos pressupostos de fato que ensejam o manejo dos institutos. 155-A também do CTN). por hora. 154 do CTN. jurisprudência sobre a matéria. em requerimento formulado à autoridade administrativa competente. fundado na idéia de que a moratória deve beneficiar os sujeitos passivos que estão passando por dificuldades em virtude de imprevisíveis eventos externos. Claro que a regra é meramente dispositiva. parcela-se todo o crédito (com juros e multas) e o pagamento das prestações é acrescido dos juros legais. faz-se necessário diferenciar o parcelamento da moratória com adimplemento em parcelas. estabelece que o favor não aproveita aos casos de dolo. que visa a recuperar créditos e a permitir que contribuintes inadimplentes voltem à situação de regularidade. o parcelamento do crédito não exclui a incidência de juros e multa. 153 do CTN: requisitos. a constitucionalidade. como fundamento de fato para a edição de lei concessiva de moratória está escrita em suas entrelinhas. Apesar de não haver regra expressa. A moratória é medida excepcional que somente deve ter lugar em casos de situações naturais. com autorização para adimplemento em prestações. no ordenamento jurídicotributário.A previsão foi entendida como um fundamento legal para a existência.O parágrafo único do referido artigo. Já no parcelamento. Na prática. esta profere “despacho” reconhecendo ou não o direito à moratória.

7 .V . Na esfera civil a transação pode prevenir ou terminar um conflito de interesses. 150 e seus parágrafos § 1 e § 4.Requisitos: Art. as duas obrigações se extinguir até onde as compensarem. §1º .o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no Art. 170 do CTN a) Liquidez das dívidas. 157 do CTN: a imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. Trata-se de medida de política fiscal com a qual o Estado procura recuperar créditos e criar condições práticas para que os contribuintes que se colocaram numa situação de inadimplência tenham a possibilidade de voltar para a regularidade.a dação em pagamento em bens imóveis. usufruindo os benefícios daí decorrentes.a consignação em pagamento. 171 do CTN).Ocorre quando os sujeito passivo e ativo se concedem vantagens recíprocas com o objetivo de extinguir o crédito tributário.IV . c) Reprocidade das obrigações.a remissão. se o beneficiário da moratória não satisfazia as condições e requisitos instantâneos ou continuados ou deixou de satisfazer os continuados. PAGAMENTO:Forma mais tradicional.XI . por concessões múltiplas põem fim ao litígio.IX . cada ente político possui autonomia para editar suas leis autorizatórias de parcelamento de crédito tributário.a conversão de depósito em renda.104-2001) CTN: parcelamento não é forma de extinção do crédito tributário. irrevogável. (acrescentado pela LC-000.Art.X . devendo respeitar as normas gerais constantes do CTN.O reconhecimento de moratória concedida por lei é ato administrativo vinculado.a decisão judicial passada em julgado. Dá-se quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra. aceito no direito tributário. A lei específica reclamada pelo dispositivo é lei do membro da Federação com competência para a instituição do tributo. Revogação:conveniência e oportunidade. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO :Rol: 156 do CTN. Assim. II . na forma e condições estabelecidas em lei. cabendo à autoridade administrativa autorizar a compensação sempre que o pedido formulado pelo contribuinte se enquadre no permissivo legal. mas apenas suspensão.VI . d) Fungibilidade da coisa devida. COMPENSAÇÃO :Instituto do direito civil. a compensação deve estar prevista na lei. que não mais possa ser objeto de ação anulatória. e. Neste caso é anulação e não revogação. o benefício deve ser extinto.Art. 155-A CTN. No direito tributário. extinguindo a relação jurídica (art.o pagamento. A multa é sempre cumulativa e não substitui o pagamento do tributo. o que não acontece na esfera do Direito Tributário.o parcelamento do crédito tributário não exclui a incidência de juros e multas. porém.assim.VIII .a compensação. como tal. b) Exigibilidade. assim entendida a definitiva na órbita administrativa.a decisão administrativa irreformável. No âmbito federal só podem ser compensados tributos de mesma natureza. TRANSAÇÃO:Credor e devedor. nos termos do disposto no § 2 do artigo 164.III .VII .a transação.a prescrição e a decadência. Extinguem o crédito tributário: I . PARCELAMENTO: A diferenciação entre o parcelamento e a moratória com permissão de adimplemento em prestação já foi objeto de análise no item anterior. pois só admite transação com previsão legal.

Pode abranger tanto o tributo quando a penalidade.Poderá haver.A lei poderá autorizar a Fazenda Pública. tendo sido conseguida mediante fraude ou simulação. já lançados ou em processo de lançamento. quanto a matéria de fato. Corre no período subseqüente ao fato gerador e antecedente ao lançamento. Trata-se de remissão do perdão do tributo. quanto aos demais tributos. e para isso a lei deverá observar os requisitos embutidos no art. as últimas são modalidades da exclusão. esta poderá ser feita diretamente pela lei autorizadora da remissão. Não havendo direito ao próprio crédito. poderá formular o pedido de restituição. se já houver ocorrido a decadência. mas não gera direito adquirido. REMISSÃO:Só a lei pode perdoar. Consiste na perda do direito. Distinção entre remissão. a anistia é concedida diretamente em lei. no sentido de efetuar o lançamento. o contribuinte não pode abrir mão dela e quitar seu débito. por parte do sujeito passivo. Isso ocorre porque. Prescrição é a extinção do direito à exigibilidade de determinada prestação em face do não exercício desse direito em determinado prazo estabelecido em lei. b) Erro ou ignorância escusáveis do contribuinte. A remissão pode se dar antes ou após o lançamento. a Fazenda Pública perde o direito ao recebimento. isenção e anistia: a primeira é modalidade de extinção de crédito tributário e pode abranger tanto o tributo quanto a penalidade. se o contribuinte espontaneamente promover o pagamento. É sempre concedida pela autoridade administrativa em virtude de lei. c) Pequeno valor do tributo. Tanto a remissão quanto a anistia dizem respeito a fatos passados. a segunda só se reporta ao tributo a terceira apenas à penalidade. É irrenunciável. enquanto a isenção abrange apenas os fatos geradores futuros. 173 do CTN). A decadência é insuscetível de interrupção e de suspensão. fraude ou simulação. e. o que morre é o fundo do direito. na decadência. em virtude de sua inércia. somente o tributo ou apenas a penalidade. seja poupando o seu aparelho estatal chamado a resolvê-lo. contados da sua constituição definitiva. em casos de disputas judiciais relativas a pequenos valores. decadência é a extinção do crédito tributário com a perda do direito de proceder o lançamento. DECADÊNCIA:É a perda do direito (art. O prazo decadencial para a realização do lançamento é de cinco anos. 8 . No direito tributário. após a qual correrá a prescrição. em virtude da remissão. seja recebendo imediatamente a parcela incontroversa. No caso de remissão do dívidas de pequeno valor. com ela desaparece o direito subjetivo de exigir a prestação e o dever jurídico atribuído ao contribuinte. d) Condições peculiares a determinada região do território de entidade tributante. No direito tributário é a extinção da exigibilidade do crédito tributário após cinco anos. a liberação graciosa total ou parcial da dívida. 172 do CTN que são: a) Situação econômica do contribuinte. do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido feito. quanto aos tributos lançados por homologação e na inexistência de dolo. contados da data da ocorrência do fato gerador. podendo ser cassada a qualquer tempo pela autoridade concedente. A remissão é concedida por despacho fundamentado. A decadência é a extinção de direito subjetivo em face do não cumprimento pelo seu titular. É o desaparecimento do próprio direito pelo simples fato de o credor não o exercer no prazo legal. nos termos da lei. de formalidade exigida em lei em determinado prazo: atinge o fundo do direito. que promova a transação com o objetivo de findar o litígio e desonerar a Administração.

assim. Por outro lado. o juiz poderá fazê-lo. contando-se. suspendem a exigibilidade do crédito tributário. incumbe ao embargante alegar. mais cinco anos. c) Qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. a partir dos quais é contada. b) Protesto judicial. 151 do CTN..qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial que importe reconhecimento do débito pelo devedor. as situações previstas no art. despreza-se a parcela de tempo que já foi vencida. recomeça-se a contar o prazo prescricional. CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA:Resultado do depósito integral do débito. Somento quanto o lançamento não mais puder ser atacado com qualquer recurso administrativo. incumbe ao embargante alegar.Havendo execução fiscal o débito decaído. O pagamento de débito prescrito não enseja pedido de restituição. PRESCRIÇÃO: É a perda do direito de ação (art. pois. podendo o contribuinte abrir mão dela e quitar seu débito mesmo prescrito (obrigação natural). este deverá ser examinado. Art. Vencido o contribuinte. 174 do CTN que são:. quando não mais houver recurso pendente de julgamento. é que estará definitivo. havendo recurso. assim. pois estará prescrito. Se o sujeito passivo não o fizer. A prescrição é renunciável. o depósito converte-se em renda.protesto judicial.constituição em mora do devedor. a prescrição é suspensa quando suspenso o crédito tributário. extinguindo-se. este poderá ser objeto de recurso. em preliminar a prescrição. ainda que extrajudicial. que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Feito o lançamento. A prescrição começa a correr após o lançamento. pois a prescrição admite renúncia do devedor. mas da data em que se torna definitivo. o direito de ação (a ação adequada para a cobrança de créditos fiscais é a Ação de Execução Fiscal prevista na Lei 6830/80) para a sua cobrança. constituído o crédito tributário. será contado não da data em que o lançamento é feito. Ressalte-se que a interrupção da prescrição contra um devedor solidário prejudica ou beneficia todos os demais. 173 do CTN – hipóteses de início de contagem do prazo. 174 do CTN)..citação pessoal do contribuinte. e tem seu prazo interrompido nos seguintes casos: a) A citação pessoal feita ao devedor. A partir da notificação do lançamento conta-se o prazo prescricional que poderá ser interrompido desde que ocorra quaisquer circunstâncias elencadas no art. A decadência não se interrompe ou é suspensa. surge para o sujeito ativo. contando-se desta data o lustro (qüinqüênio) prescricional. que não pode ser interrompida ou suspensa. o juiz continuará a execução. no mais poderá ser exercido. Toda vê que ocorrer uma das causas interruptivas . via de 9 . Havendo execução fiscal do débito prescrito. Se o sujeito passivo não o fizer. O prazo prescricional de cinco anos. apenas tem marcos iniciais distintos. Esse direito não exercido no prazo de cinco anos contados da constituição definitiva (assim entendido o lançamento contra qual não possa ser intentado nenhuma espécie de recurso. em preliminar a decadência.. pois a decadência inadmite renúncia do devedor. Diferente da decadência. d) Qualquer ato inequívoco.

conseqüência o dever jurídico do sujeito passivo e o direto subjetivo do sujeito credor. cuja isenção igualmente demandará lei complementar. motivo pelo qual a decisão administrativa favorável ao contribuinte extingue. como no caso de uma residência situada na divisa de dois municípios situados em região metropolitana. com o conseqüente nascimento do crédito tributário. o sujeito ativo cobrará o débito com todos os acréscimos pertinentes. É editado sempre pelo legislador ordinário. ao contrário do depósito do montante integral em processo de discussão do crédito tributário. Pode ser estendida a taxas e contribuições de melhoria. Essa modalidade é freqüentemente usada na instalação de distritos industriais em que a indústria assina com o município. converte-se o valor depositado em renda. o contribuinte calcula o montante do tributo devido e o recolhe antecipadamente aos cofres públicos. nos termos de lei concessora da isenção. É o benefício fiscal que dispensa o sujeito passivo do pagamento do tributo. ISENÇÃO:A doutrina clássica compreende a isenção como um favor legal. e o devedor deve e quer pagar. O intuito é liberar o devedor da sujeição ao credor. DECISÃO ADMINISTRATIVA IRREFORMÁVEL O órgão administrativo. É o depósito em juízo. em definitivo. reputam-se por não concedidas.A doutrina não entende muito a diferença real entre exclusão e extinção.É a dispensa do pagamento do crédito tributário por dispositivo expresso em lei. Também será cabível quando mais de uma pessoa de direito público interno se arvorar em sujeito ativo quanto á mesma obrigação. Outros entendem que com a exclusão há o impedimento da normal sucessão de fatos. em última instância. contrato que deverá observar os requisitos do art. 175 do CTN. acolhe o direito de o contribuinte não cabendo mais recurso. pois o procedimento do lançamento. entendendo inútil tal diferença. PAGAMENTO ANTECIPADO E A HOMOLOGAÇÃO DO LANÇAMENTO:O pagamento antecipado e a homologação do lançamento. como no caso de uma greve. A isenção poderá ser concedida mediante contrato. No caso da ação ser julgada improcedente. 176 para obtenção da isenção. 164) Julgada procedente a ação. na linha do tempo do fenômeno jurídico tributário. onde o contribuinte não concorda com o mesmo e deseja discuti-lo. nas hipóteses de injusta recusa de recebimento pelo mesmo. DECISÃO JUDICIAL PASSADA EM JULGADO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO:Art. desde que haja lei cuidando do assunto. Decidindo a própria Fazenda Pública pela anulação do crédito tributário.Poderá ser dar em duas hipóteses: quando o contribuinte desistir da ação ou do recurso ou quando a decisão lhe for desfavorável e transitar em julgado (não mais poderá ser atacada por recurso). Sobre a importância paga. o crédito tributário. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO (Art. 10 . não poderá ela intentar ação judicial para reverte sua decisão. é evitado. salvo quanto a tributos para os quais a Constituição exija lei complementar. nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação. ocorre a extinção do crédito tributário mediante condição resolutória de ulterior homologação pelo fisco. Na omissão legal.

f) Pode ser de caráter condicional. A imunidade é a não incidência constitucionalmente qualificada. denomina não incidência legalmente qualificada. será irrevogável. Não se confunde com imunidade ou não-incidência. Por ocasião da extinção da isenção não ocorreria aumento de tributo. Quanto à revogabilidade da isenção é preciso retornar à definição de sua natureza jurídica. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. não implicando em dispensa de pagamento do tributo.É a exclusão de penalidade pecuniária e se alcança as infrações cometidas. dela decorre o crédito e este é dispensado pelo Estado. com a revogação ocorre o fato gerador. não está sujeita ao princípio constitucional da anterioridade. c) Pode ser revogada parcialmente. como a isenção de IPTU para a indústria que se instale em determinado município e incondicionais. A revogação da isenção. Subjetivas: são outorgadas a certas pessoas. o fato gerador já estava definido em lei. nem da correção monetária. geralmente impostos. dela decorre o crédito e este não mais é dispensado. tendo o contribuinte cumprido a condição. ou a determinadas regiões territoriais. nos casos expressos. ANISTIA:É o perdão da penalidade de índole tributária. a obrigação e o crédito igualmente. nasce a obrigação. 11 . mas a eliminação de um favor fiscal. a não incidência por falta de vontade do legislador em tributar é a não incidência simples. d) Não alcança tributos posteriores à sua criação. b) Pode se restringir a determinada região. (LBA) Podem ser condicionais. Nessa esteira de entendimento o STF entendeu que a revogação de isenção do ICMS não está sujeita ao princípio da anterioridade. Reporta-se ao passado e aplica-se aos créditos lançados ou em processo de lançamento. de acordo com a sua condição especial. Para a primeira corrente. desde que não tenha sido concedida por prazo certo e mediante condição. Em resumo: na isenção ocorre fato gerador.Há dois tipos de isenções: Objetivas: consideram apenas o objeto tributável com total abstração da pessoa do contribuinte. e) Pode ser de caráter incondicional. impedindo-o de instituir tributos. a sua concessão será efetivada por despacho da autoridade administrativa. caso em que. A revogação da isenção relativa a impostos sobre o patrimônio ou a renda somente vigerá no primeiro dia do exercício seguinte à publicação de lei.A isenção pode ser revogada a qualquer tempo. Pode ser dar em caráter geral ou limitadamente quando concedida quanto à multa aplicada em conjunto com o tributo. A isenção é a exclusão legal à hipótese de incidência. como a concedida aos industriais instalados na ZONA FRANCA DE MANAUS.CARACTERÍSTICAS DA ISENÇÃO: a) Só pode ser veiculada por lei. segundo o qual a isenção se insere no campo da incidência entende pela não submissão ao princípio da anterioridade ao argumento de que a situação isente sempre foi tributada. nasce a obrigação. A imunidade é de ordem constitucional e dirige-se ao legislador tributário. Não se aplica aos atos qualificados como crimes e contravenções. até determinado montante.

O efeito extintivo da anistia deixa intacta a relação jurídica tributária.INDIVIDUAL: o sujeito deve requerer os benefícios comprometendo-se a preencher os requisitos necessários. propriamente dita. remanescendo o crédito do tributo e seu correspondente débito.Poderá também ser condicional.INCONDICIONAL: o sujeito passivo não precisa preencher qualquer requisito. 12 . quando o contribuinte tiver que cumprir determinada condição. como pagar o tributo respectivo.